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Assessoria e Consultoria em Serviço Social

Autoria: Ana Lúcia A. Antonio

Tema 03
Assessoria no Serviço Social: o Papel da Universidade
Tema 03
Assessoria no Serviço Social: o Papel da Universidade
Autoria: Ana Lúcia A. Antonio
Como citar esse documento:
ANTONIO, A. Ana Lúcia. Assessoria e Consultoria em Serviço Social: Assessoria no Serviço Social: o Papel da Universidade. Caderno de
Atividades. Anhanguera Publicações: Valinhos, 2017.

Índice

CONVITEÀLEITURA PORDENTRODOTEMA
Pág. 3 Pág. 4

ACOMPANHENAWEB AGORAÉASUAVEZ
Pág. 6 Pág. 8

FINALIZANDO REFERÊNCIAS
Pág. 11 Pág. 12

GLOSSÁRIO GABARITO
Pág. 12 Pág. 13

© 2017 Anhanguera Educacional. Proibida a reprodução final ou parcial por qualquer meio de impressão, em forma idêntica, resumida ou modificada em língua
portuguesa ou qualquer outro idioma.
CONVITEÀLEITURA
Este Caderno de Atividades foi elaborado com base no livro Assessoria, Consultoria & Serviço Social, dos
organizadores Maria Inês Souza Bravo e Maurílio Castro de Matos, Editora Cortez, 2010. (Livro-Texto xxx)

Conteúdo

Nesta aula você estudará:

• O papel da universidade na construção do conhecimento.

• A relação entre ensino, pesquisa e extensão no processo de assessoria e consultoria.

• O projeto de formação do Serviço Social expresso nas Diretrizes Curriculares – articulação entre ensino, pesquisa
e extensão.

Habilidades

Ao final, você deverá ser capaz de responder as seguintes questões:

• Existe uma indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão?

• Como analisar a gênese e trajetória histórica da profissão dentro de uma relação intrínseca com a questão social?

• Há uma relação da questão social enquanto objeto da profissão do assistente social?

• A profissão registra, ao longo de sua construção, uma crescente ampliação do mercado de trabalho condicionada
a quais determinantes?

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PORDENTRODOTEMA
Assessoria no Serviço Social: Papel da Universidade
De acordo com os autores do Livro-Texto, para além da assessoria aos profissionais de Serviço Social, a relação
estabelecida entre assessoria e academia acabou implicando desdobramentos que se relacionam principalmente com
campos de estágio, por meio das disciplinas de estágio supervisionado, e com os projetos de pesquisa e extensão.

A discussão da assessoria no âmbito do Serviço Social e da universidade se relaciona diretamente com determinada
concepção de formação profissional, assim como com a universidade, que tem como um de seus pilares a
indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.

Para Andréa Gonzaga de Oliveira, ao dar início a um debate sobre a importância da assessoria e Serviço Social: a
articulação entre ensino, pesquisa e extensão na Faculdade de Serviço Social da UERJ, faz-se necessário debater
e compreender que esta discussão não ocorre isolada da realidade. Assim, ao se tratar da temática, faz-se mister
retomar os determinantes da profissão e contextualizar esta atividade no âmbito do exercício profissional historicamente
desenvolvido.

Ainda de acordo com a autora, a análise da gênese e trajetória histórica da profissão nos remete à sua relação intrínseca
com a questão social – enquanto objeto da profissão – e à relação entre Estado e sociedade. Assim, ao abordar o
tema assessoria e consultoria no Serviço Social, parte-se da compreensão do significado social da profissão, enquanto
profissão inserida na divisão sociotécnica do trabalho, tendo em vista o debate sobre os desafios atuais postos ao
trabalho profissional dos assistentes sociais para a consolidação do projeto ético-político.

A profissão registra, ao longo de sua construção, uma crescente ampliação do mercado de trabalho, condicionada
pelos determinantes sócio-históricos aludidos a cada período. A partir dos anos 1980, com as significativas mudanças
no mundo do trabalho, os espaços ocupacionais do Serviço Social também foram reformulados e outros foram abertos,
a partir das novas vestes, de antigas demandas ou, até mesmo, de novas expressões do objeto de ação do assistente
social, a questão social.

Considera-se que o contexto desvelado a partir deste período, de reestruturação produtiva e assertiva do projeto
neoliberal, influencia diretamente na configuração do trabalho do assistente social.

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PORDENTRODOTEMA
Desta forma, parte-se do desafio da reflexão, construção e viabilização de alternativas que avancem na concretização
do projeto ético-político profissional, o qual coloca como pressuposto o compromisso com as classes trabalhadoras
com vistas à construção, consolidação e ampliação da cidadania, visando contribuir para a construção de uma ordem
societária sem opressão de uma classe sobre a outra.

Este é um dos maiores desafios colocados aos profissionais comprometidos com um projeto societário contra-hegemônico
aos interesses do capital, o que implica um esforço, visando à implementação e legitimação prática do arcabouço teórico-
metodológico já consolidado no debate da categoria.

É no intuito de contribuir que se aborda a atividade de assessoria no Serviço Social, frente de ação relativamente nova
do assistente social, que surge no bojo das transformações dos espaços ocupacionais das últimas décadas.

Acredita-se que, por meio das possibilidades e dos desdobramentos apontados por esta atividade, seja possível colaborar
para a consolidação e ampliação dos espaços ocupacionais do assistente social, além de contribuir para a afirmação de
uma possível estratégia de articulação entre teoria e exercício profissional para a efetivação do projeto ético-político, por
meio de proposições alicerçadas na relação dialética entre teoria e realidade.

A formalidade legal da assessoria, que regulamenta a profissão a partir da década de 1990, sinaliza a legitimação social
de tal exercício no âmbito do Serviço Social, subsidiando a afirmação desta atividade enquanto frente de trabalho para
os assistentes sociais.

Para empreender uma discussão sobre assessoria, a autora recorre à bibliografia registrada no Serviço Social sobre
esta atividade profissional, por meio da exploração de características, fundamentos teórico-metodológicos e objetivos
apresentados pelos autores, possibilitando visualizar a configuração do debate travado sobre o presente tema no Serviço
Social.

Vieira (1981) afirma que o assessor precisa conduzir o assessorado a uma reflexão, não impondo seu ponto de vista, mas
trazendo subsídios para que o assessorado forme um conceito, tome uma decisão mediante as opções apresentadas.

O papel do assessor é de um agente de mudança, cujo objetivo é fortalecer o supervisionado em um dos seus
papéis profissionais; suas funções são de fornecer informações especializadas, levar os assessorados a pensar
nos vários aspectos do seu problema, formular hipóteses e visualizar sequências operacionais. (VIEIRA, 1981,
p. 19)

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PORDENTRODOTEMA
Observa-se, também, o aspecto referente à assessoria enquanto processo de troca de conhecimentos, ideias e
experiências. Esta relação é construída a partir do acúmulo de conhecimentos específicos que o assessor detém e do
conhecimento da realidade na qual o assessorado se encontra inserido.

ACOMPANHENAWEB
“O papel da Universidade no contexto da política de Educação Inclusiva: reflex-
ões sobre a formação de recursos humanos e a produção de conhecimento”
• Leia o artigo “O papel da Universidade no contexto da política de Educação Inclusiva: reflexões
sobre a formação de recursos humanos e a produção de conhecimento”, de Rosana Glat, Márcia
Denise Pletsch.
Link para acesso: <http://cascavel.ufsm.br/revistas/ojs-2.2.2/index.php/educacaoespecial/article/
view/2095/1444>. Acesso em: 13 julho 2014.

“O futuro da universidade na sociedade do conhecimento: que universidade


e para quem?”
• Leia o artigo “O futuro da universidade na sociedade do conhecimento: que universidade e
para quem?”, de Egeslaine de Nes.
Link para acesso: <http://fcecoordinacioneducacion.files.wordpress.com/2012/02/00211.pdf>. Acesso em: 11
julho 2014.

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ACOMPANHENAWEB
A Universidade Empreendedora do séc. XXI: O Papel Estratégico da Proprie-
dade Industrial
• Leia a dissertação de mestrado de Dina Celeste de Rodrigues Chaves, A Universidade
Empreendedora do séc. XXI: O Papel Estratégico da Propriedade Industrial.
Link para acesso: <http:///www.marcasepatentes.pt/files/collections/pt_PT/1/271/A%20Universidade%20Em-
preendedora%20do%20s%C3%A9c.%20XXI.PDF>. Acesso em: 06 julho 2014.

“Reflexões sobre o Serviço Social e o Projeto ético político da profissão”


• Leia o artigo “Reflexões sobre o Serviço Social e o Projeto ético político da profissão”, de Maria
Lúcia Martinelli.
Link para acesso: <http://www.revistas2.uepg.br/index.php/emancipacao/article/view/69/67>. Acesso em: 10
julho 2014.

O Papel da universidade na sociedade contemporânea

• Assista ao vídeo: O Papel da universidade na sociedade contemporânea.


Link: <http://www.youtube.com/watch?v=V6LhFP8ZXzM>. Acesso em: 05 julho 2014.

Tempo: 07:33

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AGORAÉASUAVEZ
Instruções:
Agora, chegou a sua vez de exercitar seu aprendizado. A seguir, você encontrará algumas questões de múltipla
escolha e dissertativas. Leia cuidadosamente os enunciados e atente-se para o que está sendo pedido.
Questão 1

É fundamental a compreensão de que a universidade, enquanto instituição social, está inserida no complexo de relações sociais
que estabelecem a dinâmica da sociedade. Sob esta ótica, a universidade adquire características e formas peculiares ao contexto
sócio-histórico, refletindo um embate. Qual seria este embate colocado pelos autores?

Questão 2

Segundo o Livro-Texto, faz-se necessária a compreensão de que a universidade, enquanto instituição social, está inserida no
complexo de relações sociais que estabelecem a dinâmica da sociedade e, de tal modo, se insere:

a) A reformulação dos espaços ocupacionais do Serviço Social e inauguração de novos espaços ocupacionais.

b) Exclusão da questão social na prática profissional.

c) Expedição do número de registro profissional.

d) Supervisão curricular e supervisão extracurricular.

e) No conjunto de relações entre Estado e Sociedade.

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AGORAÉASUAVEZ
Questão 3

De acordo com os autores, no Brasil, a reforma universitária de 1968 deixou marcas profundas na cultura e na estrutura que con-
formam a universidade, estando estreitamente vinculadas a um projeto ideológico centrado:
a) Na construção e viabilização de alternativas e concretização do projeto ético-político profissional.
b) No tecnicismo e na busca de interlocução da profissão com a sociedade.
c) Na ruptura com o tecnicismo.
d) Em uma crítica às técnicas adotadas na época.
e) Na “ideologia da escola, da competência e da meritocracia”.

Questão 4

De acordo com os autores do Livro-Texto, nos períodos subsequentes ao regime militar, a direção política de aceleração do pro-
cesso de privatização e de “empresariamento do ensino” no Brasil continuou com maior aprofundamento no governo FHC. Na
atual conjuntura, como o governo do PT tem se posicionado:

a) Distanciando-se desta prática.

b) Permanece com algumas características, porém redirecionou a qualidade de ensino.

c) Com continuidade e concretude à proposta iniciada pela gestão anterior.

d) Rompeu porém ainda segue as normativas que regem a política econômica mundial,

e) NDA.

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AGORAÉASUAVEZ
Questão 5

Na concepção dos autores do Livro-Texto, o Programa Universidade para Todos (Prouni) visa:
a) Comprar vagas ociosas da rede privada de ensino.

b) Conceder incentivo fiscal.

c) Servir de controle burocrático e ideológico.

d) Sob a ótica mercadológica, continua sendo utilizado para o “ranqueamento” das universidades.

e) Todas as alternativas estão corretas.

Questão 6

No período ditatorial, o ensino superior tinha como principal característica “a progressiva aceleração do processo de privatização
e de empresariamento do ensino” (ANDES, 2003, p. 8). Foi garantida por meio de quais processos?

Questão 7

Associada à proposta de “Reforma Universitária”, seguindo uma lógica mercantil, gerencial e antidemocrática, tendo como um dos
principais baluartes de sua política a inversão da concepção de autonomia universitária, com outras significações, possibilitando
algumas ações. Quais seriam estas ações?

Questão 8

De acordo com Chauí (2003), qual proposta de universidade é apresentada pelo Estado?

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AGORAÉASUAVEZ
Questão 9

A universidade pública resguarda, ainda, algumas dimensões contraditórias, tanto de espaço público quanto de liberdade, consi-
derada ainda uma das instituições em que alguns potenciais podem se manifestar, como:

a) Hierarquia entre as partes.

b) Resolução de problemas.

c) Cultural-crítico, criativo e contestador.

d) Definição do problema.

e) NDA.

Questão 10
Os autores do Livro-Texto, diante do quadro sócio-histórico apresentado, defendem que a autonomia universitária somente tem
sentido se obedecer a determinado princípio. Que princípio é este?

FINALIZANDO
Ao final do terceiro tema, observa-se que a ideia de mudança, expressa diversas vezes, é suscetível de discussão.
No contexto utilizado por Vieira (1981), o conceito de mudança se refere à concepção funcionalista, em que o agente
de mudança (assistente social) intervém no objeto (situação-problema) para solucionar problemas e estabelecer a
ordem esperada pela instituição, garantindo, consequentemente, a manutenção de todo o sistema (em nível micro e
macrossocietário).

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REFERÊNCIAS
CARVALHO, Alba Maria Pinho. O projeto da formação do Assistente Social na conjuntura brasileira. Cadernos ABESS, São
Paulo: Cortez, n. 1, 1993.

FERREIRA, Christiane L. et al. Educação Sem Fronteiras. Valinhos: Anhanguera Publicações, 2012.

IANNI, Otávio. A Ditadura do Grande Capital. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1981.

NETTO, José Paulo. A construção do projeto ético-político do Serviço Social frente à crise contemporânea. In: CAPACITAÇÃO
EM SERVIÇO SOCIAL E POLÍTICA SOCIAL. Módulo 1: Crise contemporânea, questão social e serviço social. Brasília: CEAD,
1999. p. 93-108.

GLOSSÁRIO
Formalidade: operação obrigatória para o cumprimento de certos atos jurídicos, administrativos etc. Ato de pouca
importância: simples formalidade. Regra imposta pela civilidade, pelas conveniências: sentou-se sem mais formalidades.

Gênese: série de fatos e causas que concorreram para a formação de alguma coisa: a gênese de um romance.

Indissociabilidade: característica ou particularidade do que é indissociável; que não se dissocia; que não pode ser
separado ou desunido.

Intrínseca: que é próprio e essencial; interior, interno: qualidade intrínseca. Que existe por si mesmo e se estabelece
fora de qualquer convenção: o valor intrínseco de uma moeda é seu valor conforme o peso do metal precioso à cotação
comercial.

Mister: o que é forçoso e necessário: é mister cumprir a lei. Fazer-se de mister ou ser mister. Ser essencial, ser
imprescindível: são mister de várias criações artísticas, são mister de várias criações artísticas. Haver mister (de). Em
que há necessidade de algo, que é preciso fazer: hei mister de produzir várias criações artísticas.

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GABARITO
Questão 1

Resposta: Reflete o embate e a correlação de forças entre os projetos societários que sobre ela incidem ao longo da
sua conformação.

Questão 2

Resposta: Alternativa E.
Questão 3
Resposta: Alternativa E.
Questão 4
Resposta: Alternativa C.
Questão 5
Resposta: Alternativa E.
Questão 6

Resposta: Garantida por meio do autoritarismo estatal e de uma política nacional que precarizava as condições de
ensino e pesquisa na produção acadêmica.

Questão 7

Resposta: Que passa a significar “liberdade para captar recursos na iniciativa privada (por intermédio de fundações de
apoio e da venda de serviços pela universidade) e para contratar e demitir professores e funcionários” (Livro-Texto, p.
118).

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Questão 8

Resposta: Para Chauí (2003), a proposta de universidade que é apresentada pelo Estado é a que favorece as classes
dominantes, podendo ser denominada universidade operacional, ou seja, uma universidade “regida por contratos de
gestão, avaliada por índices de produtividade, calculada para ser flexível (...), definida e estruturada por normas e
padrões inteiramente alheios ao conhecimento e à formação intelectual” (CHAUÍ 2003, p. 2 apud LIVRO-TEXTO, p. 119).

Questão 9

Resposta: Alternativa C.

Questão 10

Resposta: O princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, aliando-se, de forma não desvinculável,
ao processo de democratização interna das IES.

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