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Sistema de Informações e Análise Econômico-Financeira Rural

Programa Minha Empresa Rural

Sistema de Informações e Análise


Econômico-Financeira Rural
A tecnologia de informação evoluiu e se tornou uma
importante ferramenta na gestão de grandes empresas,
inclusive no agronegócio. Neste curso, você será convidado
a discutir os recursos que tem em mãos, oferecidos pela
tecnologia e pela contabilidade, para o alcance de melhores
resultados econômicos e financeiros na prática dos negócios
agropecuários.

Bons estudos!

Este curso tem

20 horas

Módulo 5 - Custos da produção rural // 77


Programa Minha Empresa Rural

Sistema de Informação e Análise


Econômico-Financeira Rural

SENAR 2015
Ficha Técnica

2015. Serviço Nacional de Aprendizagem Rural - SENAR

Informações e Contato

Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Goiás - SENAR/AR-GO


Rua 87, nº 662, Ed. Faeg,1º Andar – Setor Sul, Goiânia/GO, CEP:74.093-
300 (62) 3412-2700 / 3412-2701 – E-mail: senar@senargo.org.br
http://www.senargo.org.br/
http://ead.senargo.org.br/

Programa Minha Empresa Rural


Presidente do conselho administrativo
José Mário Schreiner

Titulares do conselho administrativo


Daniel Klüppel Carrara, Alair Luiz dos Santos, Osvaldo Moreira Guima-
rães e Tiago Freitas de Mendonça.

Suplentes do conselho administrativo


Bartolomeu Braz Pereira, Silvano José da Silva, Eleandro Borges da
Silva, Bruno Heuser Higino da Costa e Tiago de Castro Raynaud de
Faria.

Superintendente
Eurípedes Bassamurfo da Costa

Gestora
Rosilene Jaber Alves

COORDENAÇÃO
Fernando Couto de Araújo e Stella Miranda Menezes Corrêa
IEA - instituto de estudos avançados s/s
Conteudista – Jaqueline Bernardi Ferreira

Tratamento de linguagem e revisão


IEA – INSTITUTO DE ESTUDOS AVANÇADOS S/S

Diagramação e projeto gráfico


IEA – INSTITUTO DE ESTUDOS AVANÇADOS S/S
Sistema de Informações e Análise Econômico-Financeira Rural

Módulo 5

Custos da produção rural

Um dos maiores desafios e, sem dúvida, uma das mais importantes


informações a serem coletadas e interpretadas pelo empresário rural
estão centrados no correto levantamento dos custos.

Com características tão distintas das atividades industriais, a identifi-


cação desses custos varia dependendo das atividades analisadas.

Módulo 5 - Custos da produção rural // 5


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Nas aulas anteriores, você viu a diferença entre culturas temporárias


e permanentes e como o fluxo contábil pode ser distinto entre uma e
outra. Nesta aula, você conhecerá mais sobre os custos de produção e
como eles podem ser decisivos na gestão das empresas rurais.

Ao final desta aula, você será capaz de:


• definir custo de produção;
• identificar os custos na empresa rural.

Módulo 5 - Custos da produção rural // 6


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Aula 1

Cálculo dos custos de produção

Mapear os gastos da empresa (e os pessoais) é uma ação importante


para que você consiga fazer escolhas mais assertivas e chegar, ao
final do mês, com um saldo positivo, não é mesmo? Para isso, é ne-
cessário planejamento e conhecimento sobre quais são os custos de
produção.

Mas você sabe o que é o custo de produção?

O custo de produção é a soma dos valores de todos


os recursos (insumos) e operações (serviços) utiliza-
dos no processo produtivo de certa atividade.

Os custos das atividades agropecuárias são divididos em dois tipos:


fixos e variáveis. A seguir, confira as definições e alguns exemplos
desses custos.

Custos fixos

São aqueles custos que ocorrem mesmo que o bem não seja utilizado,
permanecendo inalterados no curto prazo, independentemente do ní-
vel de produção e não estando ainda sob o controle do administrador.

Você sabia que, na maioria das vezes, os custos fixos são negligencia-
dos pelos produtores? E que, em alguns casos, os produtores não têm
conhecimento sobre esses custos?

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Fonte: A depreciação de máquinas agrícolas é um exemplo de custo fixo.

Portanto, fique atento aos custos fixos, pois, quando eles são negli-
genciados, a propriedade pode ser sucateada, ou seja, o produtor não
consegue renovar ou reformar suas benfeitorias, suas máquinas e
seus equipamentos.

Depreciações de máquinas, equipamentos e benfeito-


rias, custo da mão de obra familiar e custo de oportu-
nidade do capital.

Custos variáveis

São custos que o produtor tem desembolso direto, ou seja, o adminis-


trador possui o controle sobre o custo. Se a propriedade não obtiver
produção, os custos variáveis poderão ser evitados. Os custos se ele-
vam de acordo com o aumento da produção.

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Fonte: A utilização de fertilizantes é um exemplo de custo variável.

Os custos podem variar pela utilização intensiva de tecnologia, pela


eficiência ou pela falta dela no uso dos fatores de produção, pela va-
riação da quantidade produzida e por variações nos preços dos fatores
de produção.

Fertilizantes, defensivos agrícolas, sementes, energia


elétrica, mão de obra contratada, combustível, arma-
zenamento, transporte etc.

Outros fatores que impactam os custos de produção são os encargos


de depreciação, amortização e exaustão dos recursos utilizados.

A seguir, conheça como os prazos interferem nos custos de produção.

Exemplo:
Fertilizantes, defensivos agrícolas, sementes, energia elétrica, mão
de obra contratada, combustível, armazenamento, transporte etc.

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Você sabia que é no curto prazo que se dá essa distin-


ção entre custos fixos e variáveis? As variáveis, a recei-
ta e os preços são fundamentais para se verificar o lucro
econômico (retornos maiores que as melhores alterna-
tivas) e o lucro normal (retornos iguais às alternativas
existentes).

Na análise econômica, em longo prazo, não existiriam


custos fixos e o empresário deverá analisar as variá-
veis que impliquem o aumento de custo em curto prazo
para atingir menor custo de produção em longo prazo.

A finalidade dos custos de produção é verificar o modo como os recur-


sos empregados em um processo de produção estão sendo pagos.
Esses custos também são importantes para que você possa verificar
como se comporta a rentabilidade da atividade e compará-la a outros
empreendimentos do mercado.

Analisar os custos de produção de uma empresa agro-


pecuária é tarefa fundamental para uma boa adminis-
tração.

Com a análise dos custos na produção agropecuária, o produtor está


apto, juntamente com o técnico, a identificar os pontos fortes e fracos
da propriedade. Com esses dados em mãos, o produtor tem melhor
embasamento para tomada de decisões.

Siga em frente para conhecer a metodologia de cálculo de custo de


produção.

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Metodologia de cálculo de custo de produção

Metodologia é um conjunto de métodos utilizados para se alcançar


determinado objetivo. Portanto, a metodologia de custo de produção
é um conjunto de métodos empregados para determinar quais são os
custos de produção da sua atividade agropecuária. Para isso, são usa-
dos indicadores econômicos como base para o cálculo dos custos de
produção.

Fonte: Shutterstock

Os indicadores econômicos são dados que indicam a situação de de-


terminada atividade agropecuária no caso de empresas rurais. Esses
dados são importantes para que o administrador rural tenha uma visão
mais específica do negócio e possa tomar decisões mais assertivas.

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Conceitos de indicadores econômicos

Antes de prosseguir, é importante que você conheça o conceito de al-


guns indicadores econômicos que são importantes para o cálculo dos
custos de produção. Vamos conhecê-los? Então, navegue pelas abas
seguintes.

Atenção! Fique atento às siglas que dos conceitos, pois elas são utili-
zadas no cálculo dos custos de produção.

É a renda obtida com a venda dos produtos agro-


pecuários dentro de determinado período de tempo.
Renda bruta Renda bruta (RB) = quantidade vendida (Q) x preço unitá-
(RB) rio (P)

RB = Q x P

É a soma dos custos variáveis, que compreendem o de-


Custo opera- sembolso do produtor, ao longo do ano para produção
cional efetivo agropecuária. Envolve os gastos com mão de obra, insu-
(COE) mos em geral, além de impostos e taxas, manutenção de
máquinas e benfeitorias, entre outros.

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O total dos custos variáveis para produção da atividade


Custo ope-
agropecuária somado às despesas com a mão de obra
racional total
familiar e às depreciações dos bens utilizados na atividade
(COT)
durante o período analisado.

É o custo operacional total da atividade agropecuária,


Custo total
somado aos juros sobre o capital investido na atividade, ao
(CT)
longo de determinado período.

Recapitulando o conceito estudado no início desta aula, os


custos fixos são aqueles custos que ocorrem mesmo que
o bem não seja utilizado, permanecendo inalterados no
curto prazo, independentemente do nível de produção, não
Custos fixos
estando ainda sob o controle do administrador.
(CF)
Custo fixo (CF) = mão de obra (MDO) familiar + deprecia-
ções (Dep) + remuneração do capital (Rem)

CF = MDO familiar + Dep + Rem

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A margem bruta é o resultado do valor da produção ven-


dida obtido na atividade subtraindo-se os custos operacio-
nais efetivos (variáveis).
Margem bruta
(MB) margem bruta (MB) = renda bruta (RB) – custo operacional
efetivo (COE)

MB = RB – COE

A margem líquida é o resultado da renda bruta obtida na


exploração considerada menos os custos operacionais
totais.
Margem líqui-
da (ML) margem líquida (ML) = renda bruta (RB) – custo operacio-
nal total (COT)

ML = RB – COT

É constituído pela diferença entre a renda bruta e o custo


total, ou seja, consegue-se cobrir todos os custos variáveis
Lucro e fixos, inclusive o de oportunidade do capital investido na
atividade agropecuária.

Lucro = RB – CT

A seguir, você estudará como esses indicadores econômicos com-


põem a metodologia de cálculo dos custos de produção de forma mais
detalhada. Preparado? Então, siga em frente!

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Custo operacional efetivo (COE)

O COE é o somatório dos gastos que implicam desembolso do produ-


tor em determinada atividade, tais como:
• mão de obra contratada;
• defensivos agrícolas;
• energia e combustível;
• impostos e taxas;
• reparos de máquinas e benfeitorias;
• arrendamento da terra;
• transporte;
• armazenamento.

Custo operacional total (COT)

São os gastos com mão de obra familiar e depreciação de benfei-


torias, máquinas, equipamentos e lavouras (perenes), acrescidos do
custo operacional efetivo (COE).

É a desvalorização que determinados bens sofrem, por uso, obsolescência ou


desgaste natural.

Para calcular o COT, você deve utilizar a seguinte fórmula:

COT = COE + MDO familiar + Dep

Em que:
COE = custo operacional efetivo
MDO familiar = mão de obra familiar
Dep = depreciação (perda de valor dos bens)

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D
 Atenção

O custo da mão de obra familiar é contabilizado aqui porque não existe de-
sembolso para tal operação, diferentemente de quando ocorre o pagamento
dos funcionários contratados. Para se estabelecer esse valor, é preciso ava-
liar a atividade exercida pelos membros da família na propriedade.

Diante disso, devemos considerar o custo da mão de obra familiar


como aquele em que os familiares receberiam em outra propriedade
para exercer as mesmas atividades. Dessa maneira, estamos contabi-
lizando o custo de oportunidade de trabalhar em outra fazenda se não
fosse a própria.

Depreciação (Dep)

Em termos gerais, a depreciação consiste na redução do valor dos


bens ao longo do tempo. Aqui, trata-se de uma reserva monetária que
o empresário deveria fazer com intuito de se preparar para o momento
de trocar os equipamentos, as máquinas, as benfeitorias, os sistemas
de irrigação, as lavouras (perenes) e demais itens duráveis a médio/
longo prazo. Essa reserva é necessária para se manter a capacidade
produtiva da empresa.

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Para calcular o custo de depreciação, utilizamos método linear, como


disposto na fórmula seguinte:

D = (V – S) / n

Em que:
V = valor de novo
S = valor de sucata (considerar sempre igual a zero no cálculo)
n = vida útil total

A seguir, confira alguns exemplos de depreciação de bens.

1.º caso: Bem adquirido novo

Exemplo:
Uma colhedora no valor de R$ 950.000,00, com vida útil de dez
anos, terá a depreciação igual a:

Depreciação = (950.000 – 0) / 10
Depreciação = R$ 95.000,00/ano

2.º caso: Bem adquirido usado, porém ainda dentro do prazo da


vida útil estabelecida

D = (VC – S) / nr

Em que:
VC = valor de compra
S = valor de sucata (considerar sempre igual a zero no cálculo)
nr= = vida útil residual

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Exemplo:
Uma colhedora comprada no valor de R$ 450.000,00, com vida útil
residual de três anos, terá a depreciação igual a:

Depreciação = (450.000 – 0) / 3

Depreciação = R$ 150.000,00/ano

3.º caso: Bem que já esgotou sua vida útil

Exemplo:
Uma colhedora comprada no valor de R$ 500.000,00 há 20 anos.
Sua vida útil foi de 15 anos, portanto, já se esgotou. Nesse caso, a
depreciação não é calculada, pois toda a depreciação da máquina
já foi paga.

Atenção! Vale a pena destacar que um bem que foi adquirido novo
para a empresa rural, enquanto estiver dentro do período da vida útil
estabelecida, quer seja em anos, quer seja em horas trabalhadas (no
caso de máquinas e equipamentos), terá sua depreciação calculada
de acordo com o primeiro caso.

Depois de esgotada sua vida útil, passará a ter sua


depreciação calculada conforme o terceiro caso. O
mesmo acontece com o bem que foi adquirido usado
quando tem sua vida útil residual esgotada, o qual se-
gue, assim, o terceiro caso.

Módulo 5 - Custos da produção rural // 18


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Custo total (CT)

O CT abrange todos os custos, tanto os variáveis quanto os fixos. Re-


presenta a soma do COT (COE + depreciações + MDO familiar) + mais
custo de oportunidade do capital empatado em benfeitorias, máquinas,
equipamentos de irrigação e lavouras (perenes). Então:

CT = COT (COE + depreciações + MDO familiar) + mais custo de opor-


tunidade do capital empatado em benfeitorias, máquinas, irrigação e
lavouras (perenes)

Custo de oportunidade do capital investido (JA)

Somada à depreciação e ao custo de oportunidade da mão de obra


familiar, deve-se contabilizar o custo de oportunidade do capital que
existe investido na atividade. É como se todo o dinheiro aplicado na
produção agropecuária estivesse alocado em outro tipo de investimen-
to, em que nossa base de comparação é a poupança, utilizando os
juros sobre o capital médio de 6% a.a., isto é, o custo de oportunidade
do capital.

Fonte: Shutterstock.

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Para calcular o custo de oportunidade do capital investido (juros sobre


o capital), usamos a fórmula-base seguinte:

JA = (VN – S) * I

Em que:
VN = valor de novo
S = valor de sucata (considerar igual a zero no cálculo)
L = juros

Porém, como é preciso tornar esse cálculo mais flexível, aplicamos


algumas variações dessa fórmula de acordo com cada caso, já que um
bem adquirido novo na propriedade é somado a outros bens de varia-
das idades. Desse modo, devemos determinar o valor médio desses
bens para tornar o cálculo menos subjetivo.

A seguir, confira alguns exemplos de situações que podem ocorrer.

1.° caso – Bem ainda possui vida útil

Exemplo:
A mesma colhedora, com valor novamente equivalente a R$
950.000,00 e juros de 6% a.a., terá o custo igual a:

JA = ((VN – S) / 2) * I

Em que:
VN = valor de novo
S = valor de sucata (considerar igual a zero no cálculo)
L = juros

Módulo 5 - Custos da produção rural // 20


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Custo de oportunidade do capital investido = ((950.000 – 0) / 2 * 6%


Custo de oportunidade do capital investido = R$ 28.500,00/ano

2.° caso – O bem já ultrapassou a vida útil (máquinas e equipa-


mentos)

Exemplo:
A mesma colhedora, com valor novamente equivalente a R$
950.000,00, com valor de mercado de R$ 70.000,00 e juros de 6%
a.a., terá o custo igual a:

JA = (VR – S) * I

Em que:
VR = valor residual
S = valor de sucata (considerar igual a zero no cálculo)
L = juros

Custo de oportunidade do capital investido = (70.000,00) * 6%


Custo de oportunidade do capital investido = R$ 4.200,00/ano

3.° caso – O bem já ultrapassou a vida útil (benfeitorias e forragei-


ras anuais)

Exemplo:
ma sala de ordenha com o valor de R$ 90.000,00 e juros de 6% a.a.
terá o custo igual a:

JA = ((VN – S) / 2) * I

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Em que:
VN = valor de novo
S = valor de sucata (considerar igual a zero no cálculo)
L = juros

Custo de oportunidade do capital investido = ((90.000 – 0) / 2) * (6%)


Custo de oportunidade do capital investido = R$ 2.700,00/ano

4.° caso – Remuneração do capital investido em animais

Exemplo:
Um rebanho com valor total de R$ 250.000,00 e juros de 6% a.a. terá
o custo equivalente a:

JA = (VN – S) * I

Em que:
VN = valor de novo
S = valor de sucata (considerar igual a zero no cálculo)
L = juros

Custo de oportunidade do capital investido = (250.000,00 – 0) * 6%


Custo de oportunidade do capital investido = R$ 15.000,00/ano

Atenção! Nos exemplos anteriores, o valor de sucata é considerado


zero para não haver subjetividade no cálculo. Por exemplo: não há
como levantar o valor de sucata de uma benfeitoria, de uma forrageira
não anual, de máquinas e equipamentos, pois cada um daria um valor
residual.

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Margem bruta (MB)

A MB é o resultado do valor da produção vendida obtida na atividade


agropecuária subtraindo-se os custos operacionais efetivos (variáveis).

MB = RB – COE

Exemplo:
Uma atividade leiteira tem:
• renda bruta anual de atividade: R$ 350.000,00/ano;
• custo operacional efetivo da atividade: R$ 225.000,00/ano.

Então:

Margem bruta (MB) = 350.000,00 – 225.000,00


MB = R$ 125.000,00/ano

Atenção! Observe no quadro seguinte como são interpretados os da-


dos quando a margem bruta for menor que zero, igual a zero e maior
que zero.

Se a margem bruta for menor que zero, então a


atividade está sendo antieconômica. Portanto, o
produtor não está conseguindo pagar os seus cus-
tos operacionais efetivos.
MB < 0 Risco: nesse caso, o produtor está pagando para
produzir a atividade, já que os seus desembolsos
estão sendo maiores que as suas receitas. Portanto,
o produtor terá menos prejuízo se deixar a ativida-
de.

Módulo 5 - Custos da produção rural // 23


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Se a margem bruta for igual a zero, o produtor


precisa ficar alerta.

Risco: apesar de pagar os custos operacionais


MB = 0 efetivos, não se está pagando o custo da própria
mão de obra (mão de obra familiar) e de nenhum
dos seus custos fixos. Nesse caso, a atividade con-
tinua sendo inviável no curto prazo.

Se a margem bruta for maior que zero, significa


que, pelo menos no curto prazo, a atividade está
sendo viável.
MB > 0
Dica: nesse caso, o produtor deve analisar melhor
a margem líquida e o lucro para entender a situa-
ção real da atividade.

Margem líquida (ML)

A ML é o resultado da renda bruta obtida na atividade agropecuária


menos os custos operacionais totais.

ML = RB – COT

Exemplo:
Uma atividade leiteira tem:
• renda bruta anual de atividade: R$ 350.000,00/ano;
• custo operacional total da atividade: R$ 275.000,00/ano.

Então:
Margem líquida (ML) = 350.000,00 – 275.000,00
ML = R$ 75.000,00/ano

Módulo 5 - Custos da produção rural // 24


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Atenção! Observe no quadro a seguir como são interpretados os da-


dos quando a margem líquida for menor do que zero, igual a zero e
maior que zero.

Se a margem líquida for menor que zero (com


MB > 0), significa que a atividade está cobrindo os
custos variáveis, mas não todas as depreciações e
o custo com mão de obra familiar. Além disso, não
ML < 0 remunera o capital investido na atividade.

Risco: a atividade é viável apenas no curto prazo e,


caso a situação persista, a empresa empobrecerá,
inviabilizando, assim, a atividade no médio e longo
prazo.

Se a margem líquida for igual a zero, significa


que, pelo menos no médio prazo, o produtor se
mantém na atividade por conseguir manter o seu
sistema de produção.
ML = 0 Risco: a situação não é estável no longo prazo,
pois normalmente existe a necessidade de se in-
vestir em novas tecnologias e modelos produtivos,
tornando o sistema produtivo atual obsoleto e não
mais competitivo no mercado.

Se a margem líquida for maior que zero, isso


demonstra que a atividade está sendo economica-
ML > 0 mente viável no curto e médio prazos.

Dica: nesse caso, a análise deve avançar para o


lucro da atividade.

Módulo 5 - Custos da produção rural // 25


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Lucro da atividade

É constituído pela diferença entre a renda bruta e o custo total, ou seja,


consegue-se cobrir todos os custos variáveis e fixos, inclusive o de
oportunidade do capital investido na atividade leiteira.

Lucro = RB – CT

Exemplo:
Uma atividade leiteira tem:
• renda bruta anual de atividade: R$ 350.000,00/ano;
• custo total da atividade: R$ 320.000,00/ano.

Então:

Lucro da atividade = 350.000,00 – 320.000,00


Lucro da atividade = R$ 30.000,00/ano

Atenção! Observe no quadro seguinte como são interpretados os dados


quando o lucro for menor do que zero, igual a zero e maior que zero.

Módulo 5 - Custos da produção rural // 26


Sistema de Informações e Análise Econômico-Financeira Rural

Se o lucro for menor que zero (com ML > 0),


significa que a remuneração da atividade não está
sendo suficiente para cobrir o custo de oportunida-
de do capital, de acordo com a taxa de 6% estabe-
lecida pela metodologia.

Risco: a atividade não está sendo atrativa econo-


L<0
micamente. No longo prazo, manter-se na situação
de lucro negativo inviabiliza a atividade.

Dica: caso o empresário invista todo o capital


imobilizado na propriedade em outro negócio que
apresente maior rentabilidade, estará fazendo um
melhor negócio.

Se o lucro for igual a zero, é a situação que cha-


mamos de lucro normal. É aquele lucro buscado
pela maioria das empresas, pois todos os custos
L=0 estão sendo pagos e se tem a atratividade mínima
determinada (custo de oportunidade do capital).

Dica: quando a empresa alcança esse patamar,


está no seu ponto de cobertura total.

Se o lucro é maior que zero, então temos o lucro


supernormal. Isso significa que a empresa está
cobrindo todos os custos de produção, tanto os
custos variáveis quanto os fixos.
L>0 Dica: a atividade pode ser considerada atrativa
economicamente e viável no curto, médio e lon-
go prazo. Essa situação mostra que o empresário
deve investir mais na atividade, pois ela está remu-
nerando seus investimentos.

Módulo 5 - Custos da produção rural // 27


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Recapitulando

A seguir, confira a composição do custo de produção.

Módulo 5 - Custos da produção rural // 28


Sistema de Informações e Análise Econômico-Financeira Rural

Aula 2

Planejamento do negócio rural

Todos os segmentos do agronegócio, sejam eles ligados à agrope-


cuária propriamente dita ou às agroindústrias ou aos setores ligados
ao insumo, estão adotando as mais diferentes tecnologias. Esse mo-
vimento acontece para atender às exigências de mercados cada vez
mais globalizados e que geram uma concorrência mais acirrada.

Nesse contexto, a tomada de decisão do empresário rural se tor-


na ainda mais importante. Em especial, quando grandes somas
de dinheiro estão em jogo, o custo de oportunidade de um investi-
mento realizado (ou não realizado) torna-se um grande risco.

Legenda: Para minimizar esse risco da tomada de decisão, o planejamento torna-se


uma ferramenta importante.

Módulo 5 - Custos da produção rural // 29


Sistema de Informações e Análise Econômico-Financeira Rural

Embora se saiba que os pequenos produtores tenham menos acesso


às ferramentas de planejamento, eles não se isentam da necessidade
de dominá-las.

Ao final desta aula, você será capaz de avaliar os elementos de despe-


sa que mais afetam os resultados econômicos da empresa rural.

O planejamento em empresas rurais

A produção agropecuária, por ser uma atividade econômica, também


está sujeita a escolhas. Diante de recursos produtivos – terra, trabalho
e capital – o empresário rural deve responder às seguintes questões:
O que produzir? Quanto produzir? Quando produzir? Como produzir?

Fonte: Shutterstock

Módulo 5 - Custos da produção rural // 30


Sistema de Informações e Análise Econômico-Financeira Rural

Para responder a essas perguntas, é preciso planejamento. Mas, afi-


nal, o que é planejar?

Planejar é ter em mente os fins desejados e os recursos disponíveis e


do potencial de utilização destes. Em outras palavras, uma das ques-
tões importantes para o planejamento está na percepção de quais
recursos e em que quantidade cada tipo de cultura deve utilizar. O
produtor rural precisa estar aberto o tempo todo às possibilidades de
se adaptar a contextos absolutamente novos, impostos por esse am-
biente de risco.

Dois termos que são muito usados em planejamento são: gestão e


gerenciamento.

Reflexão

Você sabe a diferença entre gestão e gerenciamento? Quais as característi-


cas de cada um?

Se preferir, utilize o espaço abaixo para anotar sua resposta.

Módulo 5 - Custos da produção rural // 31


Sistema de Informações e Análise Econômico-Financeira Rural

Gestão é um conjunto de pensamentos e atitudes que fundamentam a


administração e a condução de um sistema de produção. Ela contem-
pla os aspectos técnicos, tecnológicos, de recursos humanos e, sobre-
tudo, os valores e as crenças que embasam as tomadas de decisão.

Gerenciamento é o ato de dirigir ou administrar empresas, cooperativas


e negócios, o qual necessariamente envolve a interação entre pessoas.

Você sabia que os fatores que interferem no sucesso da gestão e, con-


sequentemente, no resultado econômico de uma atividade agropecuária
podem ser divididos em dois grandes grupos? E esses grupos são: fato-
res externos e fatores internos.

Os fatores externos são aqueles sobre os quais o empresário não tem


controle direto. Incluem-se aqui as condições climáticas, a legislação e
as instituições vigentes, além do comportamento do mercado e da polí-
tica agrícola.

Fonte: Shutterstock

Módulo 5 - Custos da produção rural // 32


Sistema de Informações e Análise Econômico-Financeira Rural

Os fatores internos são aqueles mobilizados pelo produtor e sobre os


quais tem controle direto. Dividem-se entre: tamanho ou volume dos
negócios; rendimentos das culturas e criações; seleção e coerência
do sistema de produção adotado; eficiência da mão de obra e outros
fatores de produção; equilíbrio dos custos de produção etc.

Fonte: Shutterstock

Como você viu, a gestão de propriedades rurais tem sua complexidade


atrelada a diversos fatores, como os internos e os externos. Portanto,
para que a gestão seja eficiente, é necessária a utilização de ferramen-
tas que auxiliem no planejamento.

A seguir, conheça a ferramenta de gestão PDCA.

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A ferramenta de gestão PDCA

A ferramenta PDCA (Plan – Do – Check – Act) é usada como método


de gestão de propriedades rurais e empregada na Rede Senar. Obser-
ve a figura a seguir para conhecer as etapas que compõem o PDCA.

A partir da análise da imagem, compreendemos que a ferramenta


PDCA é composta de quatro fases:
1. Planejamento
2. Execução
3. Verificação
4. Ações de melhorias

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Neste curso, vamos focar a fase planejamento. A seguir, conheça as


partes que compõe o planejamento.

Saiba Mais

Para conhecer mais detalhadamente como funciona o planejamento de um


negócio rural, você pode realizar outros cursos do Programa Minha Empre-
sa Rural que são voltados para essa temática. Acesse o site do SENAR-GO
e conheça as diversas opções de cursos disponíveis.

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Como você viu, a fase de planejamento é composta de cinco partes,


conforme a seguinte imagem:

Diagnóstico

Note que as três primeiras partes correspondem ao diagnóstico. Mas


você sabe o que é e para que serve o diagnóstico? O diagnóstico é
um instrumento para levantar todos os aspectos da propriedade, as
vendas, os estoques, os processos produtivos e auxiliar o produtor na
tomada de decisão.

Ao elaborar o diagnóstico de forma correta, garanti-


mos que nosso planejamento será construído de acor-
do com fatos reais e mensuráveis.

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A propriedade rural é constituída por vários sistemas, como os siste-


mas de plantio, adubação, colheita, tratos culturais. Quando observa-
mos que há alterações não desejáveis em algum desses sistemas,
você precisa partir para análise do problema. Mas o que considerar
durante a análise do problema?

Para que a análise do problema seja eficiente, é necessário levar em


conta três pontos que compõem um sistema rural: funções, estruturas
e processos. Portanto, teremos três tipos de análise: funcional, estru-
tural e de processos.

Fonte: Shutterstock

A análise funcional examina os resultados do sistema levando em


consideração o tempo, o local, o tipo e o sintoma, podendo fazer,
quando possível, comparações com outros sistemas similares para o
conhecimento mais detalhado do problema e de seu tamanho. O prin-
cipal objetivo é conhecer melhor o problema e saber a distância da
situação atual para outra desejável por meio dos parâmetros.

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Exemplo:
Determinado funcionário é responsável pelo trato das vacas que es-
tão recém-paridas. A pergunta seria: “Quais as funções do trato das
vacas recém-paridas?”.

Funções: garantir que as vacas recém-paridas estejam bem alimen-


tadas e saudáveis para que seus bezerros tenham desempenho sa-
tisfatório nos próximos meses, além de estarem aptas a emprenhar
novamente em poucos dias.

Indicadores envolvidos: ganho de peso dos bezerros, índice de


ocorrência de diarreia dos bezerros, mortalidade de bezerros, produ-
ção de leite da vaca, taxa de prenhez etc.

A análise do fenômeno examina as condições formadoras do problema.


O principal objetivo é conhecer melhor o problema e saber a distância
entre a situação atual e a situação desejável por meio dos parâmetros.

Exemplo:
Imagine o problema macro como “custo operacional efetivo eleva-
do”. A primeira coisa que você deve pensar é: “Como posso dividir
o problema?”.

Para isso você precisa conhecer a organização e o seu funciona-


mento!

Exemplo de problema macro: custo operacional efetivo elevado.

Exemplo de problemas derivados do macro: silagem.

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Problemas dentro de silagem: perdas por erros na colheita e arma-


zenagem.

A análise de processos é a avaliação final do processo de análise,


o qual é conduzido sobre muitos problemas menores decorrentes do
desdobramento do problema maior feito nas etapas anteriores. Busca
as causas específicas de cada problema para que, sobre elas, possam
ser tomadas ações específicas.

Exemplo:
Problema: presença de muitos grãos quebrados no graneleiro.
Causa: umidade baixa dos grãos.
Solução: evitar colher nas horas mais quentes do dia.

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Até o momento você estudou o diagnóstico da atividade, ou seja, as


três primeiras etapas da fase de planejamento. A partir de agora, você
conhecerá as próximas etapas: objetivos e metas e plano de ação.

Objetivos e metas

As metas decorrem, naturalmente, do planejamento estratégico. No


entanto, caso não haja um planejamento estratégico formal, as metas
financeiras devem orientar o que será feito nas outras frentes, já que
constituíram o critério de prioridade para escolher entre os vários pro-
blemas a serem atacados.

Fonte: Shutterstock

Existem também metas que não são financeiras, mas que decorrem de
uma visão estratégica ou de simples princípios, tais como metas sobre
acidentes no trabalho, índices de populações, índices de satisfação
com o trabalho, entre outras.

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A seguir, confira algumas práticas gerencias que auxiliam no estabele-


cimento de metas.

Determinação de lacunas

A função da lacuna é prover uma maneira criteriosa de se estabelecer uma


meta, além de dar uma visão de futuro para o gerenciamento, estabelecen-
do-se como meta anual 50% da lacuna.

Priorização

As prioridades têm sempre de ser estabelecidas dentro de cada nível geren-


cial, de preferência por um critério financeiro. Outra maneira é colocar como
prioritário um problema que, embora não seja uma prioridade financeira para
a sua área, é uma prioridade da empresa. Por exemplo: metas que decorrem
da melhoria no prazo de entrega, da redução da devolução, entre outras.

Desdobramento

A grande maioria das metas em toda organização deve se originar das metas
estratégicas. Essa é a razão da importância do gerenciamento pelas diretri-
zes ao garantir que o desdobramento seja bem-feito, alinhando toda a em-
presa e fazendo o acompanhamento e correções mensais.

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Pode-se concluir, para o estabelecimento de metas, que:


• as metas devem ser suficientemente desafiantes, em todos os
níveis gerenciais, de tal modo a forçar a busca de novos conhe-
cimentos;
• as metas não podem ser estabelecidas de tal forma a desanimar
a todos mesmo antes do trabalho começar – as pessoas devem
achar difícil atingir as metas, mas devem acreditar que seja
possível;
• as metas são estabelecidas para serem atingidas – esse fato
deve ser considerado no sistema de avaliação de resultados;
• as metas têm de estar alinhadas e amarradas ao orçamento de
organização;
• há dois tipos de metas com que se procura atingir qualquer or-
ganização: resultados que desejamos melhorar e resultados que
pretendemos manter.

A seguir, conheça a última parte do planejamento: o plano de ação.

Plano de ação

O plano de ação é o planejamento de todas as ações necessárias para


se atingir um resultado desejado. Para alcançarmos um objetivo, uma
meta, é necessário fazermos alguma coisa, precisamos agir – realizar
uma ou, geralmente, várias ações.

O plano de ação deve ser elaborado considerando-se


as demandas e avaliações dos usuários e o cenário
em que estão envolvidos.

Quanto maior o envolvimento dos responsáveis por sua execução,


maior a garantia de se atingir os resultados esperados. Um plano de
ação pode conter, além de outros dados:

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São propósitos específicos, alvos a serem alcançados ao


Objetivo longo de determinado período de tempo, que, em conjunto,
resultarão no cumprimento da missão da organização.
O que fazer
Indicam onde estarão concentrados os esforços.

São os caminhos escolhidos que indicam como a organi-


zação pretende concretizar seus objetivos e, consequente-
Estratégias mente, sua missão.

Como fazer Constituem respostas às ameaças e oportunidades identi-


ficadas, bem como aos pontos fracos e aos pontos fortes
encontrados.

Relaciona as atividades a serem executadas e o tempo


previsto para sua realização.

O cronograma permite que se faça um esforço no sentido


de:
Cronograma-
Quando fazer • identificar o tempo necessário para a execução;
• estimar o tempo em face dos recursos disponíveis;
• analisar a possibilidade de superpor atividades, exe-
cutando-as paralelamente;
• verificar a dependência entre as atividades.

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Responsável

Quem irá Indica o(s) responsável(eis) pela execução.


fazer

Chegamos ao final desta aula! Você notou como o planejamento é a


base para uma boa gestão? O sucesso de um negócio rural depende
de um bom planejamento, e é esse planejamento que possibilitará ao
gestor saber como agir para alcançar os objetivos determinados para
a empresa rural.

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Considerações finais do curso

Parabéns! Você chegou ao final do seu curso. Durante as aulas apre-


sentadas aqui, você estudou o conceito de agronegócio, sua impor-
tância na economia brasileira e viu como cada elo do agronegócio o
fortalece e o faz representar cerca de 20% do PIB brasileiro.

No decorrer do curso, você também viu como é importante pesquisar


“antes da porteira da fazenda” e como, no mercado altamente con-
centrado no “pós-porteira”, deve-se evoluir na distribuição dos bens e
serviços e se aproximar do setor agrícola propriamente dito. Percebeu,
também, que o negócio agrícola precisa se atentar, cada vez mais, às
tendências do mercado consumidor, ampliando sua competitividade.

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Fonte: Shutterstock

Estudou que fazer a gestão dos negócios agrícolas exige o conheci-


mento aprofundado das especificidades da agropecuária e que plane-
jar e controlar os resultados financeiros e a produção são essenciais
para o sucesso dos negócios agrícolas. Compreendeu, além disso, a
importância da tecnologia no meio rural e que as informações forne-
cidas pela utilização de softwares gerenciais são capazes de orientar
o produtor a responder a questões do tipo “Como estamos?”, “O que
fazer?” e “O que deve ser feito?”.

Para finalizar, você aprendeu que a contabilidade rural é um instru-


mento que objetiva o controle do patrimônio e que a, partir dessas
informações, mede-se o desempenho financeiro da empresa rural.

Aproveite todas essas informações e as coloque em prática no seu dia


a dia na empresa rural. Sucesso nessa nova jornada!

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