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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS

FACULDADE DE ENGENHARIA MECÂNICA


INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS

Análise da Influência de Indicadores


Econômicos na Escolha da Estratégia de
Produção

Autor: Fábio Rodrigues Neves


Orientador: Denis J. Schiozer

Co-orientador: Saul Barisnik Suslick

__/__
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS
FACULDADE DE ENGENHARIA MECÂNICA
INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS

Análise da Influência de Indicadores


Econômicos na Escolha da Estratégia de
Produção

Autor: Fábio Rodrigues Neves


Orientador: Denis J. Schiozer
Co-orientador: Saul Barisnik Suslick

Curso: Ciências e Engenharia de Petróleo

Dissertação de mestrado apresentada à Subcomissão de Pós-Graduação Interdisciplinar de


Ciências e Engenharia de Petróleo (FEM e IG) como requisito para a obtenção do título de
Mestre em Ciências e Engenharia do Petróleo.

Campinas, 2005.
SP - Brasil
ii
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS
FACULDADE DE ENGENHARIA MECÂNICA
INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS

DISSERTAÇÃO DE MESTRADO

Análise da Influência de Indicadores


Econômicos na Escolha da Estratégia de
Produção
Autor: Fábio Rodrigues Neves
Orientador: Denis J. Schiozer
Co-orientador: Saul Barisnik Suslick

___________________________________________________
Prof. Dr. Denis J. Schiozer, Presidente
UNICAMP

___________________________________________________
Prof. Dr. Saul Barisnik Suslick, Co -orientador
UNICAMP

___________________________________________________
Prof. Dr. Sinclair Mallet Guy Guerra
UNICAMP

___________________________________________________
Prof. Dr. Marcelo Curzio Salomão
Petrobras

Campinas, 11 de fevereiro de 2005.


iii
Dedicatória

Dedico este trabalho a minha esposa, que sempre esteve presente em todos os momentos,
aos meus pais Osaías e Maria meus sogros Ivo e Leda ao irmão Fabiano e cunhados Anderson e
Eduardo. Aos meus amigos de longa data, Maria José da Costa, Sérgio José Mecena e tantos
outros que, direta ou indiretamente, merecem ser lembrados.

iv
Agradecimentos

Aos professores Denis José Schiozer e Saul B. Suslick pelas excepcionais qualidades
profissionais e por serem grandes amigos.

Ao Curso de Pós-Graduação de Ciências e Engenharia de Petróleo (FEM e IG), Centro de


Estudos de Petróleo - CEPETRO/UNICAMP pelo apoio financeiro através da bolsa concedida e
ao apoio do CNPq, UNISIM (FEM/DEP) e LAGE (IG) da UNICAMP para o desenvolvimento da
pesquisa.

A minha esposa Ana Paula que sempre teve uma visão otimista sobre as adversidades que
atravessamos nestes últimos anos, assim como aos meus pais e sogros, pela constante presença.

Não poderia deixar de agradecer às festas de que participei que me ajudaram no processo
de adaptação nesta cidade. Às novas amizades que conquistei.

v
Resumo

Neves, Fábio Rodrigues. Análise da influência de indicadores econômicos na escolha da


estratégia de produção. Campinas: Faculdade de Engenharia Mecânica e Instituto de Geociências,
Universidade Estadual de Campinas, 2004. 129 p. Dissertação (Mestrado).

A decisão de uma empresa em realizar investimentos na produção petrolífera depende


principalmente do desempenho econômico esperado da jazida, do perfil econômico da empresa e
das características econômicas e regulatórias do país. Uma das decisões importantes do processo
é a escolha da estratégia de produção, em que o valor presente líquido (VPL) vem sendo usado
como indicador econômico. Neste trabalho, procura-se mostrar que outros indicadores podem ser
usados para auxiliar a decisão de investimento, pois, de acordo com as prioridades estabelecidas
pela empresa, um só indicador pode não ser suficiente. Para isso, são analisadas diversas
estratégias de produção considerando um conjunto de indicadores econômicos: VPL, retorno
sobre o investimento (ROI), produção atualizada e produção de óleo (Np). Os indicadores são
utilizados para avaliar o desempenho do campo e de poços de produção e injeção. Uma análise de
sensibilidade é também considerada para mostrar a utilização dos indicadores em cenários
incertos (preço do óleo, taxação, entre outros). Pode-se mostrar que a utilização de mais de um
indicador possibilita respostas diferentes e mais confiáveis para cada cenário traçado,
influenciando o tomador de decisão. O foco da empresa em um ou mais indicadores poderá trazer
vantagens principalmente em cenários de incerteza. Os resultados mostram que a utilização de
vários indicadores proporciona uma tomada de decisão com menor grau de risco, bem como torna
possível capturar outras características do projeto que nem sempre podem ser representadas pelo
uso tradicional do VPL.

Palavras Chave: Indicadores econômicos, Estratégia de produção, Tomada de decisão,


investimento.

vi
Abstract

Neves, Fábio Rodrigues. Effect of economic indicators on the selection of production


strategy. Campinas: Faculdade de Engenharia Mecânica e Instituto de Geociências, Universidade
Estadual de Campinas, 2004. 129 p. Dissertação (Mestrado).

The decision of a firm to make investments on petroleum fields depends on the expected
economic performance, on the firm economic context and on the country economic and
regulatory constraints. One of the important decisions in the process is the selection of the
production strategy where traditionally the Net Present Value (NPV) has being used for decision
criterion as a measure of profitability of investments. In this work, it is shown that other
indicators can be used to help investment decisions because, according to the priorities
established by the firm, only one indicator may not be sufficient. On this work we show several
production strategies considering a set of economic indicators: NPV, cumulative production (Np),
actualized Np, and return on investment (ROI). The use of different economic indicators permits
to capture different aspects from in a decision process; each indicator or a set of economic
measures may result in different perspectives, which influence the decision manager. It is
important to emphasize that the use of more than one indicator may have advantages, mainly for
reservoirs that present high level of uncertainties. The indicators are used to evaluate the
performance of the field and of the production and injection wells. A sensitivity analysis was
performed in order to show the use of indicators on uncertain scenarios (oil prices, taxes, etc).
The results show that the use of various indicators yields a decision with less risk, as well as it
allows capturing project characteristics which not always can be represented by the traditional
use of NPV.

Key words production strategy, Economic indicators, Decision taking, investments.

vii
Índice

Dedicatória ................................................................................................................................... iv
Agradecimentos ............................................................................................................................ v
Resumo ......................................................................................................................................... vi
Abstract....................................................................................................................................... vii
Índice .......................................................................................................................................... viii
Lista de Figuras ........................................................................................................................... xi
Lista de Tabelas .......................................................................................................................... xv
Nomenclatura ........................................................................................................................... xvii
Capítulo 1 ...................................................................................................................................... 1
Introdução................................................................................................................................. 1
1.1 Motivação para o trabalho .................................................................................................. 4
1.2 Objetivos ............................................................................................................................ 5
1.3 Limitações .......................................................................................................................... 5
Capítulo 2 ...................................................................................................................................... 6
Revisão Bibliográfica ............................................................................................................... 6
2.1 Simulação de reservatórios................................................................................................. 6
2.2 Definição da estratégia de produção .................................................................................. 7
2.3 Indicadores físicos .............................................................................................................. 8
2.4 Indicadores econômicos ................................................................................................... 10
2.4.1 Fluxo de Caixa .................................................................................................... 11

2.4.2 Valor Presente Líquido (VPL) ............................................................................ 14

2.4.3 Valor Atual Equivalente (VAE) .......................................................................... 17

viii
2.4.4 Retorno sobre Investimento (ROI) ...................................................................... 19

2.4.5 Benefício Custo ................................................................................................... 20

2.4.6 Np atualizado....................................................................................................... 21

2.4.7 Razão VPL/Np .................................................................................................... 22

2.5 Cenários............................................................................................................................ 23
Capítulo 3 .................................................................................................................................... 25
Metodologia ........................................................................................................................... 25
3.1 Etapas ............................................................................................................................... 26
3.1.1 Escolha de um caso base ..................................................................................... 26

3.1.2 Testes de estratégia de produção ......................................................................... 27

3.1.3 Cálculo de indicadores econômicos .................................................................... 28

3.1.4 Desempenho e análise de resultados ................................................................... 28

3.1.5 Análise dos resultados da sensibilidade do investimento.................................... 29

Capítulo 4 .................................................................................................................................... 31
Aplicação................................................................................................................................ 31
4.1 Estudo de caso .................................................................................................................. 31
4.2 Estratégia de produção ..................................................................................................... 32
4.3 Desempenho e análise de resultados ................................................................................ 36
4.4 Apresentação geral das estratégias de produção .............................................................. 36
4.5 Análise de sensibilidade................................................................................................... 38
Capítulo 5 .................................................................................................................................... 42
Desempenho e Análise dos Indicadores ................................................................................. 42
5.1 Dados de comportamento dos poços ................................................................................ 42
5.2 Dados financeiros das estratégias de produção ................................................................ 56
5.3 Indicadores econômicos das estratégias de produção ...................................................... 60
5.4 Desempenho e análise dos resultados .............................................................................. 64
Capítulo 6 .................................................................................................................................... 69
Análise dos Resultados........................................................................................................... 69
6.1 Cenários 1a, 1b e 1c ......................................................................................................... 69
ix
6.2 Cenários 2a, 2b e 2c ......................................................................................................... 74
6.3 Cenários 3a, 3b e 3c ......................................................................................................... 79
6.4 Cenários 4a, 4b e 4c ......................................................................................................... 83
6.5 Cenários 5a, 5b e 5c ......................................................................................................... 87
6.6 Cenário 6a, 6b e 6c ........................................................................................................... 90
Capítulo 7 .................................................................................................................................... 95
Conclusões e Recomendações................................................................................................ 95
Bibliografia ................................................................................................................................. 97
Anexo I TABELA COM DADOS ECONÔMICOS .............................................................. 100
Anexo II TABELA COM DADOS DE PRODUÇÃO........................................................... 108
Anexo III DADOS DO CENÁRIO 1 ...................................................................................... 112
Anexo IV DADOS DO CENÁRIO 2....................................................................................... 115
Anexo V DADOS DO CENÁRIO 3 ........................................................................................ 118
Anexo VI DADOS DO CENÁRIO 4....................................................................................... 121
Anexo VII DADOS DO CENÁRIO 5 ..................................................................................... 124
Anexo VIII DADOS DO CENÁRIO 6.................................................................................... 127

x
Lista de Figuras

FIGURA 1.1 Dinâmica da avaliação econômica e de tomada de decisão de investimento


(adaptado de Suslick, 2001)..................................................................................................... 3
FIGURA 2.1 Áreas que contribuem para a simulação numérica (adaptado de Fanchi, 2001)........ 7
FIGURA 2.2 Representação típica do fluxo de caixa na exploração de um campo de petróleo
(Suslick, 2001). ...................................................................................................................... 12
FIGURA 2.3 Representação do fluxo de caixa. ............................................................................ 12
FIGURA 2.4 Fluxo de caixa e o valor do dinheiro no tempo........................................................ 13
FIGURA 2.5 Representação do cálculo do VPL. .......................................................................... 15
FIGURA 2.6 Representação de cálculo do VAE. .......................................................................... 17
FIGURA 3.1 Fluxograma das etapas da metodologia. .................................................................. 27
FIGURA 4.1 Distribuição de óleo e água nas camadas do campo Namorado. ............................. 33
FIGURA 4.2 Estratégias de produção com poços produtores em branco e injetores em preto
(mapa de saturação de óleo) .................................................................................................. 33
FIGURA 4.3 Esquema de construção dos cenários. ...................................................................... 39
FIGURA 5.1 VPr e VPc do campo por número de poços. ............................................................ 43
FIGURA 5.2 VPL e VPi do campo por número de poços............................................................. 45
FIGURA 5.3 VPL, VPr e VPc normalizados do campo por número de poços. ............................ 46
FIGURA 5.4 ROI do campo por número de poços. ...................................................................... 47
FIGURA 5.5 VAE do campo por número de poços. ..................................................................... 48
FIGURA 5.6 Benefício custo do campo por número de poços. .................................................... 49
FIGURA 5.7 Correlação de VPL do campo por VAE do campo.................................................. 51
FIGURA 5.8 Correlação do ROI do campo por Benefício custo do campo. ................................ 52
FIGURA 5.9 Np atualizado do campo por número de poços. ....................................................... 53
FIGURA 5.10 Razão VPL/Np do campo por número de poços.................................................... 54

xi
FIGURA 5.11 Np do campo por número de poços. ...................................................................... 55
FIGURA 5.12 VPL do campo por VPi do campo. ........................................................................ 57
FIGURA 5.13 ROI do campo por VPi do campo.......................................................................... 58
FIGURA 5.14 VPL do campo por Np do campo. ......................................................................... 59
FIGURA 5.15 VPL do campo ROI por do campo. ....................................................................... 60
FIGURA 5.16 VPL do campo por estratégias de produção. ......................................................... 61
FIGURA 5.17 Np atualizado do campo por estratégias de produção............................................ 62
FIGURA 5.18 ROI do campo por estratégias de produção. .......................................................... 63
FIGURA 5.19 Np do campo por estratégias de produção. ............................................................ 64
FIGURA 5.20 Indicadores VAE, Benefício custo, VPc e Razão VPL/Np normalizados por
estratégias de produção. ......................................................................................................... 66
FIGURA 5.21 Indicadores VPL, ROI e Np atualizados normalizados por estratégias de produção.
............................................................................................................................................... 67
FIGURA 6.1 Estratégias de produção e VPL do campo normalizado do cenário1. ..................... 70
FIGURA 6.2 VPL do campo normalizado por ROI do campo normalizado do cenário1............. 71
FIGURA 6.3 VPL do campo normalizado por Np atualizado do campo normalizado do cenário 1.
............................................................................................................................................... 72
FIGURA 6.4 VPL do campo normalizado por Np do campo normalizado do cenário1............... 73
FIGURA 6.5 Estratégias de produção por VPL do campo normalizado do cenário 2. ................. 75
FIGURA 6.6 VPL do campo normalizado por ROI do campo normalizado do cenário 2............ 76
FIGURA 6.7 VPL do campo normalizado por Np atualizado normalizado do campo do cenário 2.
............................................................................................................................................... 77
FIGURA 6.8VPL do campo normalizado por Np do campo normalizado do cenário 2............... 78
FIGURA 6.9 Estratégias de produção por VPL do campo normalizado do cenário 3. ................. 80
FIGURA 6.10 VPL do campo normalizado por ROI do campo normalizado do cenário 3.......... 81
FIGURA 6.11 VPL do campo normalizado por Np atualizado do campo normalizado do cenário
3. ............................................................................................................................................ 81
FIGURA 6.12 VPL do campo normalizado por Np do campo normalizado do cenário 3............ 82
FIGURA 6.13 Estratégias de produção por VPL do campo normalizado do cenário 4. ............... 84
FIGURA 6.14 VPL do campo normalizado ROI por do campo normalizado do cenário 4.......... 85

xii
FIGURA 6.15 VPL do campo normalizado por Np atualizado do campo normalizado do cenário
4. ............................................................................................................................................ 85
FIGURA 6.16 VPL do campo normalizado por Np do campo normalizado do cenário 4............ 86
FIGURA 6.17 Estratégias de produção por VPL do campo normalizado do cenário 5. ............... 88
FIGURA 6.18 VPL do campo normalizado por ROI do campo normalizado do cenário 5.......... 88
FIGURA 6.19 VPL do campo por Np atualizado do campo do cenário 5. ................................... 89
FIGURA 6.20 VPL normalizado por Np normalizado do cenário 5. ............................................ 89
FIGURA 6.21 Estratégias de produção por VPL do campo normalizado do cenário 6. ............... 91
FIGURA 6.22 VPL do campo normalizado por ROI do campo normalizado do cenário 6.......... 92
FIGURA 6.23 VPL do campo normalizado por Np atualizado do campo normalizado do cenário
6. ............................................................................................................................................ 92
FIGURA 6.24 VPL do campo normalizado por Np do campo normalizado do cenário 6............ 93
FIGURA 7.1 Estratégias de produção e VPL do campo do cenário1. ........................................ 112
FIGURA 7.2 VPL do campo por ROI do campo do cenário1..................................................... 113
FIGURA 7.3 VPL do campo por Np atualizado do campo do cenário 1. ................................... 113
FIGURA 7.4 VPL do campo por Np do campo do cenário1....................................................... 114
FIGURA 7.5 Estratégias de produção por VPL do campo do cenário 2. .................................... 115
FIGURA 7.6 VPL do campo por ROI do campo do cenário 2.................................................... 116
FIGURA 7.7 VPL do campo por Np do campo do cenário 2...................................................... 116
FIGURA 7.8 VPL do campo por Np atualizado do campo do cenário 2. ................................... 117
FIGURA 7.9 Estratégias de produção por VPL do campo do cenário 3. .................................... 118
FIGURA 7.10 VPL do campo por ROI do campo do cenário 3.................................................. 119
FIGURA 7.11 VPL do campo por Np atualizado do campo do cenário 3. ................................. 119
FIGURA 7.12 VPL do campo por Np do campo do cenário 3.................................................... 120
FIGURA 7.13 Estratégias de produção por VPL do campo do cenário 4. .................................. 121
FIGURA 7.14 VPL do campo por ROI do campo do cenário 4.................................................. 122
FIGURA 7.15 VPL do campo por Np atualizado do campo do cenário 4. ................................. 122
FIGURA 7.16 VPL do campo por Np do campo do cenário 4.................................................... 123
FIGURA 7.17 Estratégias de produção por VPL do campo do cenário 5. .................................. 124
FIGURA 7.18 VPL do campo por ROI do campo do cenário 5.................................................. 125

xiii
FIGURA 7.19 VPL do campo por Np atualizado campo do cenário 5. ...................................... 125
FIGURA 7.20 VPL do campo por Np do campo do cenário 5.................................................... 126
FIGURA 7.21 Estratégias de produção por VPL do campo do cenário 6. .................................. 127
FIGURA 7.22 VPL do campo por ROI do campo do cenário 6.................................................. 128
FIGURA 7.23 VPL do campo por Np atualizado do campo do cenário 6. ................................. 128
FIGURA 7.24 VPL do campo por Np do campo do cenário 6.................................................... 129

xiv
Lista de Tabelas

TABELA 4.1 Estratégias de produção, configurações, poços produtores e injetores. .................. 34


TABELA 4.2 Condições de operação. .......................................................................................... 37
TABELA 4.3 Valores econômicos adotados. ................................................................................ 37
TABELA 4.4 Valores das variáveis que compõe os cenários. ...................................................... 38
TABELA 4.5 Dados dos cenários 1a, 1b e 1c ............................................................................... 39
TABELA 4.6 Dados dos cenários 2a, 2b e 2c. .............................................................................. 40
TABELA 4.7 Dados dos cenários 3a, 3b e 3c. .............................................................................. 40
TABELA 4.8 Dados dos cenários 4a, 4b e 4c. .............................................................................. 40
TABELA 4.9 Dados dos cenários 5a, 5b e 5c. .............................................................................. 41
TABELA 4.10 Dados dos cenários 6a, 6b e 6c. ............................................................................ 41
TABELA 5.1 Classificação dos indicadores econômicos. ............................................................ 67
TABELA 5.2 Escolha da estratégia conforme o foco da empresa ................................................ 68
TABELA 6.1 Dados dos cenários 1a, 1b e 1c ............................................................................... 69
TABELA 6.2 Resultados dos indicadores econômicos do cenário 1 para nível de preço baixo... 74
TABELA 6.3 Resultados dos indicadores econômicos do cenário 1 para nível de preço base. ... 74
TABELA 6.4 Resultados dos indicadores econômicos do cenário 1 para nível de preço alto...... 74
TABELA 6.5 Dados dos cenários 2a, 2b e 2c. .............................................................................. 74
TABELA 6.6 Resultados dos indicadores econômicos do cenário 2 para nível de preço baixo... 78
TABELA 6.7 Resultados dos indicadores econômicos do cenário 2 para nível de preço-base. ... 79
TABELA 6.8 Resultados dos indicadores econômicos do cenário 2 para nível de preço alto...... 79
TABELA 6.9 Dados dos cenários 3a, 3b e 3c. .............................................................................. 79
TABELA 6.10 Resultados dos indicadores econômicos do cenário 3 para nível de preço baixo. 82
TABELA 6.11 Resultados dos indicadores econômicos do cenário 3 para nível de preço-base. . 83
TABELA 6.12 Resultados dos indicadores econômicos do cenário 3 para nível de preço alto.... 83

xv
TABELA 6.13 Dados dos cenários 4a, 4b e 4c. ............................................................................ 83
TABELA 6.14 Resultados dos indicadores econômicos do cenário 4 para nível de preço base. . 86
TABELA 6.15 Resultados dos indicadores econômicos do cenário 4 para nível de preço alto.... 87
TABELA 6.16 Dados dos cenários 5a, 5b e 5c. ............................................................................ 87
TABELA 6.17 Resultados dos indicadores econômicos do cenário 5 para nível de preço-base. . 90
TABELA 6.18 Resultados dos indicadores econômicos do cenário 5 para nível de preço alto.... 90
TABELA 6.19 Dados dos cenários 6a, 6b e 6c. ............................................................................ 90
TABELA 6.20 Resultados dos indicadores econômicos do cenário 6 para nível de preço-base. . 93
TABELA 6.21 Resultados dos indicadores econômicos do cenário 6 para nível de preço alto.... 94

xvi
Nomenclatura

Siglas Nomenclatura Unidade de medida


ANP Agência Nacional de Petróleo _
E&P Exploração e Produção _
∆ti Período de tempo da produção de óleo em análise Tempo
CAPEX Capital Expenditures (Gasto com Capital) Unidades monetárias
FV Future Value (Valor Futuro) Unidades monetárias
GP Gas Production (Produção de Gás) m3 /dia
i Taxa de juros ou de atratividade Porcentagem
J Valor monetário dos juros recebidos ou pagos. Unidades monetárias
N Número total de períodos de tempo Tempo
-n Número total de períodos de tempo Tempo
Np Quantidade total de óleo produzido m3
OIP Oil in Place m3
OPEX Operational Expenditures (Gasto Operacional) Unidades monetárias
PMT0 Valor inicial do fluxo de caixa, investimento Unidades monetárias
PMTj Valores dos fluxos de caixa de ordem 1, 2, 3,..., j Unidades monetárias
PR Pressão do Reservatório BAR
PV Present Value (Valor Presente) Unidades monetárias
Qi Quantidade de óleo produzida no período 1, 2, 3,..., i Tempo
RGO Razão Gás Óleo Sm3 /Sm3
ROI Retorno sobre Investimento Fator
ti Período total de produção de óleo Tempo
TMA Taxa Mínima de Atratividade Porcentagem
VAE Valor Equivalente Atual Unidades monetárias

xvii
VPc Valor Presente do Custo Unidades monetárias
VPi Valor Presente do Investimento Unidades monetárias
VPL Valor Presente Líquido Unidades monetárias
VPr Valor Presente da Receita Unidades monetárias
Wi Water injection (Água injetada) m3 /dia
WP Water Production (Produção de Água) m3 /dia

xviii
Capítulo 1

Introdução

A decisão de realizar investimentos na produção petrolífera depende principalmente do


desempenho econômico esperado da jazida 1 , do contexto econômico da empresa e do país no
qual se deseja investir. A empresa pode controlar algumas das variáveis envolvidas na realização
do investimento, por exemplo, valor do capital empregado no campo, taxa mínima de atratividade
entre outras, servindo de base para a tomada de decisão. Porém, existem variáveis não
diversificáveis que representam importantes componentes de incertezas de um projeto de
exploração e produção (E&P), tais como as características físicas do campo de petróleo, taxação
e regulação desse setor que não podem ser simplesmente eliminados da análise, ou controláveis

1
Jazida, reservatório ou depósito já identificado e possível de ser posto em produção.

1
no âmbito microeconômico. Contudo, a totalidade dessas variáveis pode ter impacto na decisão
final, podendo esta ser de investir imediatamente ou aguardar uma melhor oportunidade no
futuro.

Em muitas análises de avaliação de projetos ou de estratégias de produção utiliza-se, com


muita freqüência, nas empresas de E&P, a produção acumulada de óleo (Np), o valor presente
líquido (VPL) ou o Np atualizado 2 como indicadores de processos decisórios relacionados ao
desenvolvimento de campos de petróleo, como se observa no trabalho de NAKAJIMA (2003).
Esse procedimento se deve, principalmente, à simplificação do processo, facilidade de cálculo do
VPL e familiarização com o indicador. Entretanto, em muitos casos, esses indicadores podem não
ser suficientes para a escolha da melhor estratégia de produção a ser desenvolvida, pois se deve
considerar que há altos investimentos envolvidos nos projetos de E&P e também outras variáveis
que merecem destaque como o retorno sobre o capital investido, a relação entre receitas, custos e
investimentos, e a análise de sensibilidade relacionada aos principais parâmetros do modelo
econômico (preço do petróleo, investimento, lâmina d’água e taxação).

Para análise deste tipo de tema neste trabalho, alguns conceitos são de crucial importância,
podendo-se destacar a estratégia de produção e os métodos adotados para avaliar
economicamente um projeto.

Para melhor entendimento do processo de decisão com que uma empresa se defronta na
escolha de investimentos em campos para a produção de petróleo, as etapas do processo estão
mostradas na FIGURA 1.1. A escolha da estratégia de produção, foco principal do presente
trabalho, encontra-se inserida na fase de desenvolvimento de campo, primeira etapa da fase de
produção.

2
O conceito de Np atualizado será definido posteriormente.

2
FIGURA 1.1 Dinâmica da avaliação econômica e de tomada de decisão de investimento
(adaptado de Suslick, 2001).

Uma empresa que se envolve nesse tipo de setor precisa ter a clara visão de até onde seu
porte financeiro/econômico poderá levá- la, sozinha ou associada com outras do mesmo setor ou
com agentes financeiros dispostos a participar dos empreendimentos, compondo objetivos de
curto, médio e longo prazo de investimentos.

Nas abordagens citadas acima, a empresa tem diversas possibilidades de respostas ou


alternativas de análise de decisão para investimentos, conforme o foco que ela desejar. Não há

3
uma resposta única, mas um conjunto de soluções, conforme a realidade financeira em que ela
estiver inserida, que certamente irá influenciar a decisão sobre qual empreendimento deve ser
escolhido.

Para análise desses conceitos, existem diversas abordagens técnicas e econômicas que
servem para auxiliar o processo decisório, ou seja, que permitem a classificação e/ou comparação
dos campos e/ou grupos de poços analisados em um determinado cenário. Admitindo-se que a
corporação busque a maximização da riqueza (capital), isso será alcançado pela combinação dos
indicadores econômicos.

Uma das principais decisões do processo é a escolha da estratégia de produção que ocorre
na fase de desenvolvimento dos campos de petróleo e envolvem grandes investimentos sob
cenários de incertezas de diversos tipos, entre elas geológicas, econômicas, tecnológicas, etc.
(Schiozer et al, 2004), principalmente no Brasil onde a produção marítima em águas profundas
traz características de maiores investimentos e menor flexibilidade de mudanças no processo
decisório (Xavier, 2004).

1.1 Motivação para o trabalho

A importância das decisões de escolha de estratégia de produção, principalmente em


campos marítimos, que possuem elevados investimentos, menor flexibilidade para mudanças e
em muitos casos é realizada por apenas um indicador que pode não conseguir expressar a
realidade econômica que afeta o empreendimento. O mais empregado neste caso é o VPL, que
será exposto com mais detalhes no item 2.4.2. Logo há a necessidade de se verificar as vantagens
de se usar mais de um indicador econômico, de tal forma que essa inserção permita, a quem irá
tomar a decisão, ter uma visão mais ampla do comportamento econômico do projeto conforme a
realidade econômica em que a empresa estiver inserida.

4
1.2 Objetivos

O principal objetivo deste estudo é a análise da influência de indicadores econômicos na


escolha da estratégia de produção no processo decisório ligado ao desenvolvimento de um campo
de petróleo.

Através do estudo e da utilização combinada desses indicadores e, de acordo com as


prioridades estabelecidas pela empresa, a opção será por uma determinada estratégia,
conseqüentemente, haverá a maximização de um indicador em detrimento de outros na
classificação das estratégias de produção a serem consideradas para futuros investimentos. Outro
item relevante que será considerado são os cenários que contemplam as variáveis que causam
maior impacto na avaliação econômica no campo de petróleo.

1.3 Limitações

O presente trabalho tem como foco principal a fase de desenvolvimento de campos de


petróleo e o uso de diferentes indicadores econômicos, nesse caso deve ser acompanhado das
limitações abaixo:

• Os resultados devem ser aplicados somente para a escolha da estratégia de


produção, não podendo ser generalizados para outros investimentos no setor;

• A utilização de apenas um campo como aplicação, Campo Escola de Namorado,


que faz com que as generalizações só possam ser feitas para casos semelhantes;

• No processo de escolha das estratégias de produção não houve um processo de


otimização, mas a aplicação de diversas estratégias diferentes para verificar a
influência de indicadores; esse item, porém, não invalida as conclusões deste
trabalho.

5
Capítulo 2

Revisão Bibliográfica

2.1 Simulação de reservatórios

Uma das principais tarefas da engenharia de reservatórios é o desenvolvimento e o


gerenciamento de campos produtores de petróleo visando atingir um determinado objetivo,
considerando os limites físicos, econômicos e tecnológicos. A solução deste problema é função
das características geológicas do reservatório e do sistema de produção do campo, MEZZOMO
(2001).

O objetivo principal de um estudo de reservatório é prever seu futuro comportamento


possibilitando avaliar diferentes maneiras e métodos para otimizar índices econômicos e técnicos,
PEDROSO (1999). Uma forma de tornar mais produtivos os campos de petróleo e,
conseqüentemente, os índices econômicos e técnicos é através das várias estratégias de produção
que podem ser testadas ou avaliadas por meio da simulação numérica.

AZIZ (1983) afirma que a simulação de reservatório é uma ferramenta que permite calcular
a recuperação de petróleo do reservatório da melhor forma possível, isso possibilita a maior
recuperação de óleo, respeitando os limites econômicos da operação. A previsão do
comportamento do reservatório, com relação à produção de óleo, é realizada por meio de
simulações feitas através de programas específicos e que são alimentados por dados de diversas
6
áreas, entre elas, Engenharia, Matemática, Geologia, Química, Física, Termodinâmica, Análise
Numérica e Interpretação Profissional, envolvidas na operação do programa. A FIGURA 2.1
apresenta a integração de áreas para realizar o modelo de simulação numérica.

Infra-estrutura disponível Propriedades dos fluidos

Modelo de simulação
Modelo geológico numérica Informações de poços

Obser var, calibrar e interpretar os dados de produção

FIGURA 2.1 Áreas que contribuem para a simulação numérica (adaptado de Fanchi, 2001).

2.2 Definição da estratégia de produção

A estratégia de produção é aplicada com o intuito de se obter o maior fator de recuperação


possível do reservatório de petróleo e ou a maximização do empreendimento, sob o critério
econômico, porém ambos dependem das características físicas do reservatório e do contexto
macro e microeconômico que a empresa estiver inserida. Outro item relevante na definição da
estratégia de produção é a agência reguladora do setor, por exemplo, pode estabelecer que a
política nacional para o aproveitamento racional das fontes de energia visa proteger o meio
ambiente e promover a conservação de energia, significando que não pode haver a chamada
exploração predatória 3 .

3
Exploração predatória significa que a empresa está produzindo em desacordo com as normas técnicas estabelecidas
pelo órgão regulador.

7
A maximização da recuperação do reservatório pode ser alcançada através de diversas
formas de operação como a otimização na localização e números de poços produtores e injetores
em áreas com maior potencial de óleo e que contenham poços injetores nos aqüíferos ou em
zonas que permitam o maior varrido do óleo pela água, deslocando-se o óleo para os poços
produtores.

2.3 Indicadores físicos

Ao longo do processo de simulação os indicadores físicos devem ser observados e


monitorados. A seguir são destacados os principais indicadores:

• Produção de hidrocarbonetos;

Para a Agência Nacional de Petróleo (ANP) produção significa, conjunto de


operações coordenadas de extração de petróleo ou gás natural de uma jazida e de
preparo de sua movimentação, ou, ainda, volume de petróleo ou gás natural extraído
durante a produção.

• Produção de gás;

Conforme a Petrobras, ela acontece quando o hidrocarboneto ou mistura de


hidrocarbonetos que permaneça em estado gasoso ou dissolvido no óleo nas condições
originais do reservatório se mantenha no estado gasoso nas condições atmosféricas
normais. É extraído diretamente de reservatórios petrolíferos ou gaseíferos.

• Produção de água;

Como afirma THOMAS (2001), além dos hidrocarbonatos, é bastante comum a


produção de água. A quantidade de água produzida vai depender das condições em
que ela se apresenta no meio poroso. A água produzida também pode ter origem em
áreas de acumulação, chamadas de aqüíferos, que podem estar adjacentes às
formações portadoras de hidrocarbonetos, ou pode ocorrer devido à água injetada em
projetos que visam aumentar a recuperação de óleo.

8
• Injeção de fluidos;

Segundo a ANP, a água é injetada em reservatório, com o objetivo de forçar a saída


do petróleo da rocha-reservatório, deslocando-o para um poço produtor. Esse método
é conhecido como “recuperação secundária” e é empregado quando a pressão do poço
torna-se insuficiente para expulsar naturalmente o petróleo.

• Razão gás-oleo;

Na afirmação de DAKE (1978), razão gás-oleo representa a razão do volume de gás


nas condições padrão dissolvido por volume de óleo também nas condições padrão.

• Corte de Água (water cut);

Este indicador representa a produção de água relativa à produção total e deve ser
minimizada para melhor desempenho do reservatório, uma vez que a produção
excessiva de água é prejudicial à de óleo.

• Pressão do reservatório;

O reservatório sofre interferência das leis da física. As duas variáveis que influenciam
a mistura de líquidos e gases ali contidos são a pressão e a temperatura, que
determinam se um componente ou uma mistura se encontra nas fases líquida, gasosa,
em ambas, ou seja, um percentual na fase líquida e outra na fase gasosa.

9
2.4 Indicadores econômicos 4

A seguir são apresentados os conceitos dos indicadores econômicos e seu emprego na


pesquisa, constando também as vantagens e desvantagens individuais de cada um. Esses
indicadores servem para comparar, analisar e classificar o comportamento de campos, estratégias
de produção ou grupos de poços nas alternativas de investimentos.

KUHNEN (1996) afirma que o estudo da melhor alternativa financeira para um projeto é
um conjunto de técnicas que permite a comparação com os resultados de tomada de decisões
referentes a alternativas diferentes de forma metodologicamente científica.

Segundo HIRSCHFELD (1998), a priorização de investimento pode ser entendida quando


investimos em um bem, em uma aplicação financeira ou em um empreendimento, e é feita,
geralmente, quando se é movido pelo desejo de receber, em devolução, uma quantia de dinheiro
que, em relação à investida, corresponda, à taxa mínima de atratividade, também chamada de
expectativa ou equivalência.

A taxa de mínima atratividade (TMA) deve representar o custo de oportunidade 5 do capital


para a empresa (CLEMENTE, 1998). Dessa forma, pode-se dizer que ela é a taxa de juros que

4
Vale ressaltar que apesar da larga utilização da taxa interna de retorno (TIR), em avaliações econômicas de
projetos, neste trabalho de pesquisa ela não é empregada. O principal motivo desta exclusão é o fato de que em
projetos de petróleo há períodos que ocorrem inversões do fluxo de caixa mais de uma vez, ou seja, no cálculo da
TIR haverá múltiplas taxas, o que dificulta a escolha de uma delas.
5
O custo de oportunidade representa a opção de investir em uma alternativa de investimento em detrimento às
demais opções existentes naquele momento, utilizando-se o critério de opção pela alternativa que gerará o maior
retorno.

10
deixa de ser obtida na melhor aplicação alternativa quando há emprego de capital próprio, ou é a
menor taxa de juros obtida quando recursos de terceiros são aplicados.

2.4.1 Fluxo de Caixa

O fluxo de caixa representa entradas e saídas de valores ao longo do tempo. Ele é utilizado
como uma representação da realidade financeira de uma empresa ao longo do tempo e envolve
todas as etapas do campo de petróleo (exploração, avaliação, desenvolvimento, produção e
abandono). Sua simbologia realiza-se através de setas, sendo que o seu comprimento representa o
volume de unidades monetárias a pagar ou receber por parte da empresa.

Segundo ASSAF (2000), toda operação financeira é representada em termos de fluxos de


caixa, ou seja, em fluxos futuros esperados de recebimentos e pagamentos de caixa. A avaliação
desses fluxos consiste, em essência, na comparação dos valores presentes, das saídas e entradas
de caixa, calculados segundo o regime de juros compostos a partir de uma dada taxa de juros.

A FIGURA 2.2 é uma representação simplificada do fluxo de caixa na exploração e produção


de um campo de petróleo. A entrada de recursos monetários, geralmente, é representada na parte
superior do fluxo, enquanto suas saídas se representam na parte inferior. A resultante de entrada e
saída no fluxo é a parte líquida, podendo haver déficit ou superávit. No início da atividade de
exploração, avaliação e desenvolvimento do campo, o resultado é deficitário na etapa de
produção é superavitária e, no final, quando há o abandono do campo, ela novamente se torna
deficitária, por conta do declínio da produção e das despesas de desativação do campo.

11
FIGURA 2.2 Representação típica do fluxo de caixa na exploração de um campo de petróleo
(Suslick, 2001).

A FIGURA 2.3 apresenta um esquema do fluxo de caixa, na qual o tempo é representado pela
linha horizontal e, por esse motivo, o fluxo também é chamado diagrama de capital no tempo. Os
períodos de tempo (n) podem ser divididos conforme a extensão total da operação. Usualmente a
divisão é considerada em anos, nos projetos de E&P, entretanto esses intervalos podem variar
conforme as características do projeto.

+ E n t r a d a s

0 1 2 n -1 n - Saídas

FIGURA 2.3 Representação do fluxo de caixa.

Dado que o fluxo de caixa considera o valor do dinheiro ao longo do tempo, a representação
serve para demonstrar a influência de algumas variáveis nesse processo. As principais variáveis
são o tempo, taxas de juros ou de atratividade que são empregadas pelo tomador de decisão no
momento de aceitar ou não o projeto.
12
A FIGURA 2.4 apresenta de forma visual os conceitos relacionados ao fluxo de caixa.
Quando se parte do início para o final do projeto na escala de tempo, há a capitalização; o
procedimento inverso é denominado de desconto. Com isto quanto mais distante da origem
estiver a receita, menor será o seu valor presente, dado o efeito do tempo e da taxa de desconto
aplicada no cálculo. Com o capital ou investimento empregado na realização de um projeto
somado aos juros tem-se o valor futuro.

Desconto Juros (J)


+ Valor
Capitalização Capital (PV) futuro
(FV)

0 1 2 n-1 n
Capital (PV)
Taxa de juros (i) de cada período

FIGURA 2.4 Fluxo de caixa e o valor do dinheiro no tempo.

As fórmulas de cálculo para o valor do dinheiro no tempo são:

FV = PV .(1 + i ) n Equação 2.1

J = PV .[(1 + i ) n − 1] Equação 2.2

onde:
FV = Valor futuro
PV = Valor presente
i = Taxa de juros expressa em período de tempo, geralmente ao ano (a.a.)
n = Número de períodos de tempo
J = Juros do período que podem ser entendido como a remuneração do capital.

13
• Vantagens do uso do fluxo de caixa:

Representa de forma clara o investimento realizado, o tempo de operação integral, o


efeito do tempo nas despesas e receitas, ou seja, o período em que a empresa deverá
arcar com os deveres e usufruir os direitos advindo do empreendimento;
Analisa de forma simples o comportamento da empresa ao longo do tempo quanto
ao desempenho econômico, ou seja, indica por quanto tempo haverá déficit ou
superávit.
• Desvantagens do uso do fluxo de caixa:

Quando o valor monetário está distante da origem e em processo de atualização, o


valor presente será baixo. Este valor será dependente da taxa de desconto que
influenciará o resultado final, se isso não for considerado, poderá causar confusão.

2.4.2 Valor Presente Líquido (VPL)

O VPL é um indicador muito utilizado pelo setor de petróleo na análise, classificação e


seleção de projetos de campos de petróleo. No critério para aplicação do VPL, deve-se ressaltar,
primeiramente, o tempo que terá de ser escolhido para comparação, ou seja, uma data focal. É
importante ressaltar que a receita líquida presente obtida deve superar o investimento realizado.
Na comparação de vários projetos com o mesmo valor de investimento, a opção será voltada para
o maior resultado e, evidentemente, o investidor estabelece o mínimo de ganho que deseja obter
no empreendimento expresso pela TMA.

Esse indicador em questão representa a somatória das entradas e saídas líquidas atualizadas
de um fluxo de caixa em uma referida data, geralmente aquela em que foram realizados os
investimentos iniciais. A taxa de desconto mede o custo de capital que pode ser avaliado por
diversas técnicas (WESTON, 2000). É importante destacar que diversos autores, como
STERMOLE (1984), utilizam a denominação para o VPL como método, enquanto outros autores
preferem o uso de medidas de rentabilidade. Porém, neste trabalho, optou-se pela utilização do
termo indicador.

14
Conforme VIEIRA SOBRINHO (2000), o VPL é uma técnica de análise de fluxos de caixa
que consiste em calcular o valor presente de uma série de pagamentos (ou recebimentos) iguais
ou diferentes a uma taxa conhecida, e deduzir deste o valor do fluxo inicial (valor do empréstimo,
do financiamento ou do investimento).

O cálculo desse indicador é um processo de desconto. A taxa de atratividade, ou taxa mínima


usada pelo decisor na aceitação do projeto, é utilizada no processo de obtenção do VPL, já que,
inicialmente, ela é aquela que remunera a operação produtiva, logo deve ser considerada no
cálculo.

PUCCINI (2000) expõe que o valor presente de um fluxo de caixa é o valor monetário (PV)
do ponto zero da escala de tempo, que é equivalente à soma de suas parcelas futuras, descontadas
para o ponto zero com uma determinada taxa de juros.

O investidor está sujeito a riscos e incertezas envolvidos na atividade de exploração de um


campo de petróleo e ele desejará o retorno de seu recurso monetário, remunerado pela taxa de
atratividade que, quanto maior, mais elevado será o rigor da pessoa encarregada de decidir a
aceitação de um projeto. Na opção de uma menor taxa, menor é o rigor na aceitação de
investimentos. A representação do conceito e do cálculo desse indicador está na FIGURA 2.5.

VPL

PMT3 PMT4 PMT5


PMT2
PMT1

0 1 2 3 4

Investimento
T a x a d e a t r a t i v i d a d e= x % a . a .

FIGURA 2.5 Representação do cálculo do VPL.

15
A fórmula de cálculo do Valor Presente Líquido é:

n PMT j
VPL = ∑ − PMT0 Equação 2.3
j=1 (1 + i ) n

onde:
VPL = Valor Presente Líquido
PMTj = Valores dos fluxos de caixa de ordem 1, 2, 3,..., j
PMT0 = Valor inicial do fluxo de caixa, podendo ser o investimento
i = Taxa de juros do período
n = Número total de períodos de tempo
j = sendo 1, 2, 3 ... n, que pode ser total ou parcial

• Vantagens do uso do VPL:

Cálculo simples de ser feito;

Valor expresso em unidades monetárias, podendo assim ser facilmente comparado


com o investimento realizado;

O valor obtido como resposta serve para hierarquizar projetos.

• Desvantagens do uso do VPL:

Não demonstra o quanto do capital empregado é exposto ao risco envolvido na


atividade, pois o que poderia dar certo indício de maior ou menor risco seria a taxa
de atratividade exigida pelo investidor;

Ao comparar projetos diferentes com períodos de produção distintos, a opção com


menor tempo de produção leva vantagem, pois o tempo influencia muito na
realização do cálculo.

16
2.4.3 Valor Atual Equivalente (VAE)

Na operação de produção de um campo de petróleo, a receita bruta é associada à produção de


óleo, que é expressa através de uma curva de produção que não é constante ao longo do tempo,
havendo um ponto máximo seguido de um declínio. A receita obtida segue o mesmo
comportamento. Não há uma uniformidade na receita.

O VAE transforma os valores monetários não constantes de um projeto, que são atrelados à
curva de produção de óleo, em recebimentos uniformes atualizados ao longo da vida do campo.
(adaptado de MANNARINO, 1985).

Quando há necessidade de comparar opções de projetos com prazos e valores diferentes a


uniformização dos recebimentos é um importante indicador, pois altos recebimentos em datas
futuras talvez não sejam va ntajosos quanto a recebimentos menores, em datas recentes
comparados aos de origem. Basicamente o método de cálculo segue o procedimento de VPL
acumulado em uma data focal qualquer e esse valor monetário é transformado em recebimentos
uniformes ao longo da vida útil do bem ou projeto em análise.

A FIGURA 2.6 apresenta o conceito do indicador em questão. Um ponto importante é que


não necessariamente o valor calculado deva começar na data zero, mas, sim, em uma data em que
projetos diferentes tenham a mesma data de comparação.

VPL
VAE

0 1 2 3 4 n períodos

FIGURA 2.6 Representação de cálculo do VAE.

17
A fórmula de cálculo do VAE é:

VPL.i
VAE = Equação 2.4
1 − (1 + i) − n

onde:
VAE = Valor Atual Equivalente
VPL = Valor Presente Líquido
i = Taxa de atratividade do período
-n = Número total de períodos de tempo

• Vantagens do uso do VAE:

Uniformização dos valores do fluxo de caixa do projeto;

Fácil visualização dos resultados;

Comparação com diferentes projetos, mesmo que sejam com data de operações
diferentes, porém calculados a partir na mesma data focal.

• Desvantagens do uso do VAE:

A uniformização dos valores pode confundir o analista, pois, na verdade, os valores


não são constantes ao longo do tempo;

Considerando o item anterior, a empresa deve ter pleno conhecimento do período de


tempo em que o projeto será deficitário;

A comparação de diversas estratégias de produção de um mesmo reservatório,


porém com tempo de produção semelhante à correlação com VPL, é muito forte,
desta forma a opção sempre vai ser pela estratégia com maior VPL;

Projetos com VPL alto, mas de longa duração, terão um VAE menor, o que acabará
confundindo o tomador de decisão durante a comparação com outros de menor
duração.

18
2.4.4 Retorno sobre Investimento (ROI)

O ROI representa o montante que cada unidade monetária do projeto oferece de retorno
líquido para o investidor, dado que foi necessário investir para concretizar o empreendimento.

Tanto o lucro líquido quanto o investimento estão atualizados para a mesma data focal. O
lucro líquido considerado é o VPL, o investimento também deve ser calculado para a mesma data
focal. A taxa de desconto aplicada é a de atratividade, com isso esse indicador leva em conta a
influência do tempo.

Tal indicador representa a velocidade de desmobilização do capital empregado na operação


de produção, pois quanto maior o valor obtido nele, menor será o tempo de recuperação do
investimento realizado. O ROI é muito útil quando a empresa está em um cenário de grandes
incertezas em relação à estabilidade das regras de operação de um país, como, por exemplo,
aspectos regulatórios, regime fiscal, político, entre outros.

A análise, seleção e classificação de um projeto ou vários vai ser pela alternativa com maior
resultado no ROI, significando maior retorno por unidade monetária de lucro realizado.

A fórmula de cálculo do ROI é:

VPL
ROI = Equação 2.5
VPi

onde:
ROI = Retorno sobre Investimento
VPL = Valor Presente Líquido
VPi = Valor Presente do investimento

19
• Vantagens no uso do ROI:

Cálculo simplificado;

Fácil comparação de projetos diferentes;

Pode ser aplicado como ponto de equilíbrio;

Demonstra a liquidez do projeto a ser analisado.

• Desvantagens no uso do ROI:

Não pode ser empregado isoladamente na decisão, mas, sim, como complementar a
outros indicadores;

Apesar de possibilitar comparações com projetos diferentes, as alternativas com maior


investimento e tempo de produção, resulta em desmobilização mais longa do capital, o
que pode confundir o tomador de decisão no momento da comparação com outros
projetos.

2.4.5 Benefício Custo

A decisão tomada para implantar ou ampliar um empreendimento envolve ganhos obtidos


pela realização da operação, entendidos como benefícios alcançados e, conseqüentemente, para
que esse processo se realize, é necessária à ocorrência de custos, estejam eles ligados direta ou
indiretamente à atividade.

O benefício custo representa a razão entre o benefício VPL dividida pelo custo do mesmo
período, dando a um projeto o benefício obtido pelo custo gerado nele, sendo que quanto maior
for o valor desse indicador, melhor será a escolha de um projeto em comparação a outros.

A fórmula de cálculo do Benefício custo é:

VPL
Benefíciocusto = Equação 2.6
VPc

20
onde:
VPL = Valor Presente Líquido
VPc = Valor Presente do custo

• Vantagens no uso do benefício custo:

Considera toda a vida útil do projeto ou períodos caso seja necessário;

Permite comparações entre projetos demonstrando de forma objetiva o melhor, dado


que é um indicador de retorno obtido no empreendimento.

• Desvantagens no uso do benefício custo:

Os itens de custo podem causar alguma confusão na classificação, provocando erros


no cálculo;

Não fornece de maneira adequada uma visão exata dos valores monetários envolvidos,
ou seja, dificulta a comparação entre projetos de magnitudes variadas.

2.4.6 Np atualizado 6

O Np atualizado tem a função de atualizar a produção de óleo nos diferentes períodos de


produção para uma data definida, usando a taxa de atratividade. Por fim há a representação de
quanto de óleo a empresa poderia dispor, na referida data previamente definida, com a possível
receita da venda ou mesmo a quant idade expressa em bbl, m3 ou em qualquer unidade física ou
monetária de medida. Assim esse indicador é um misto de indicador físico e econômico.

6
O Np atualizado pode ser considerado também um indicador físico mas como utiliza o conceito de atualização no
tempo, foi classificado como econômico neste trabalho. Ele pode ser considerado também como valor presente da
receita dividido pelo preço do óleo.

21
A fórmula de cálculo do Np atualizado é:

Qi .∆ ti
Npatualizado = ∑ Equação 2.7
(1 + i )ti

onde:
Qi = Quantidade de óleo produzida
∆ t i = Período de tempo da produção em análise

i = Taxa de desconto
t i = Quantidade de períodos de tempo

• Vantagens no uso do Np atualizado:

Acompanha ao longo da produção seu perfil;

Cria uma razão entre valores econômicos e de produção.

• Desvantagens no uso do benefício custo:

Não considera o custo de produção;

Não pode ser empregado isoladamente para tomada de decisão;

Sofre viés da taxa de desconto que nem sempre reflete os ganhos de produção ao
longo do tempo.

2.4.7 Razão VPL/Np

Este indicador representa o quanto uma empresa recebe de retorno monetário por unidade
de óleo explotado. O cálculo é feito pela divisão do VPL pelo Np. Quanto maior for o valor desse
indicador, maior é o ganho da empresa no projeto e, em um processo de comparação, a melhor
opção será a que tiver o valor desse indicador mais elevado.

Nesse indicador há a possibilidade de observar o conceito dos rendimentos decrescentes de


escala e como este afeta todos os projetos. Todo investimento para acréscimo da produção vem
acompanhado por uma elevação no custo que poderá ser proporcionalmente superior ao
22
incremento da receita. Sendo assim, o VPL é menor e o Np será maior até o limite físico do
campo. Isso leva à conclusão de que a empresa poderia ter um desempenho melhor caso o custo
de produção não fosse tão elevado.

A fórmula de cálculo do ROI é:

VPL
Razão = Equação 2.8
NP

onde:
VPL = Valor Presente Líquido
Np = Produção total de óleo

• Vantagens no uso da razão VPL/Np:

Representa de forma simples o retorno obtido por cada unidade de óleo explotado;

Demonstra a influência dos rendimentos decrescentes de escala, o que possibilita uma


informação importante para a empresa.

• Desvantagens no uso da razão VPL/Np:

Não considera o quanto de investimento deve ser realizado para o Np que corresponde
ao projeto;

O Np é o acumulo total de óleo, cujo valor só pode ser obtido com maior precisão em
períodos de tempo mais avançados ou no final da exploração.

2.5 Cenários

A utilização dessa técnica representa um importante componente na determinação de


eventos futuros. Eventos que poderão causar impacto na empresa ou no mercado no qual atuam.
A maior proposta dos cenários é estimular a administração a refletir e preparar planos de
contingência.

23
Para BATEMAN (1996), cenário representa a narrativa que descreve um conjunto
particular de condições futuras.

WOILER & MATHIAS (1996), afirmam que a técnica de redigir cenários tem por objetivo
estabelecer uma seqüência lógica de eventos, mostrando como um processo se desenvolve, sua
inter-relação entre os diversos fatores envolvidos e onde o processo pode conduzir. Para isso é
comum estabelecer uma seqüência temporal que facilita o processo iterativo de escrever o
cenário. Como afirma DANEMBERG (2003), na construção de cenários são verificadas as
interdependências existentes entre as variáveis que causam maior impacto no projeto, na qual
cada cenário mostra o comportamento coerente de um conjunto de variáveis estimadas
simultaneamente.

A técnica descrita acima só é possível graças ao julgamento de profissionais que conhecem


bem o mercado ou através de análise de sensibilidade determinando quais variáveis impactam
mais a empresa. Para KOTLER (1998), pessoas técnicas são selecionadas e solicitadas a atribuir
importância e graus de probabilidade em relação a possíveis desenvolvimentos futuros.

24
Capítulo 3

Metodologia

Neste capítulo é realizada a descrição geral do método proposto e empregado na análise da


influência de indicadores econômicos na escolha da estratégia de produção.

Ao longo da pesquisa são traçadas estratégias de produção empregadas em um reservatório


de petróleo, que contemplam análises de desempenho de poços horizontais, tempo de produção,
condições de operação e etc., associadas a um modelo econômico que, através de variações de
seus componentes, poderá averiguar o impacto no desempenho medido por diferentes
indicadores. Durante a execução foram realizadas simulações através do programa Eclipse, a fim
de se chegar à obtenção dos dados de produção, tais como: produção de óleo, gás, água, razão gás
óleo (RGO), entre outros. Já os dados econômicos foram calculados a partir desses resultados que
forneceram os pré-requisitos de entrada para o programa OPTSIM 7 que faz o cálculo de

7
Programa desenvolvido pelo UNISIM/DEP/FEM/UNICAMP para auxiliar na avaliação e otimização da estratégia
de exploração e produção de um campo de petróleo, baseado em considerações econômicas sobre dados de
produção.

25
investimento realizado no campo e no poço, sendo o VPL o principal indicador medido nesse
programa. Os outros indicadores econômicos foram calculados através de planilhas eletrônicas.

3.1 Etapas

Toda metodologia (Figura 3.1) foi construída para ser empregada na etapa de
desenvolvimento de um campo de petróleo, precisamente no plano de desenvolvimento e
operações, sendo que as etapas chaves da pesquisa serão descritas de forma mais detalhada para o
melhor entendimento de cada uma delas, como, por exemplo:

• Escolha de um caso base;

• Testes de estratégia de produção;

• Cálculo de indicadores econômicos;

• Desempenho e Análise dos Indicadores;

• Análise dos resultados.

3.1.1 Escolha de um caso base

A escolha de um caso base nesta pesquisa foi determinada pelos seguintes procedimentos:

• Inicialmente foi definido um caso base, trata-se de um campo marítimo, logo os


investimentos e os custos de produção são elevados;

• Nesse campo foram inseridos grupos de poços horizontais produtores e injetores,


em número e posições variadas, cada um desses grupos possui uma configuração
diferente, que representa uma estratégia de produção distinta;

• As condições de operação do campo são estabelecidas visando obter o melhor


gerenciamento das estratégias de produção para desempenho produtivo e
conseqüentemente econômico;

26
• Com embasamento nas informações acima, são utilizados programas dedicados à
simulação numérica e os resultados obtidos alimentam os que fazem os cálculos
econômicos.

Primeiro
Selecionar caso base
• Reservatório
o Características físicas do campo

Segundo
Aplicar simulação numérica
• Elaborar estratégias de produção
• Organizar os resultados da produção
das estratégias simuladas
Quinto
Possíveis ajustes
Terceiro
Analisar o desempenho do caso base
• Expor resultados econômicos
• Aplicar indicadores econômicos

Quarto
Aplicar análise de sensibilidade
• Empregar variáveis relevantes na
avaliação das estratégias de
produção, como:
o Preço do óleo.
o Investimento.
o Lâmina d’água.

FIGURA 3.1 Fluxograma das etapas da metodologia.

3.1.2 Testes de estratégia de produção

A estratégia de produção é responsável pela explotação de óleo por meio de diversas


possibilidades de posicionamento e quantidade de poços produtores e injetores empregados no

27
campo de petróleo. A avaliação de uma estratégia de produção é feita pelo desempenho da
produção de fluidos do campo de petróleo ao longo de sua vida produtiva.

Não há neste trabalho a intenção de realizar o processo de otimização para escolha da


melhor estratégia de produção, mas sim o interesse de analisar várias estratégias com
características diferentes para que os efeitos nos indicadores técnicos e econômicos sejam
avaliados.

3.1.3 Cálculo de indicadores econômicos

Os indicadores econômicos permitem classificar e comparar as estratégias de produção


empregadas no caso base, sendo que a melhor é aquela que está alinhada com o foco e o cenário
vivido pela empresa. Por exemplo, em situações de altos preços, a maximização do Np é uma
solução adequada, porém em casos de baixa do preço ou instabilidade de regras no setor de
petróleo, o ROI é o mais apropriado. O cálculo desses indicadores é feito considerando-se a
influência do tempo, taxa de juros empregada na atratividade do projeto, entre outras variáveis
envolvidas, como, também, a alteração dessas variáveis que pode ser feita em cada cenário.
Nessa parte do trabalho, no capítulo de aplicação, são descritas as condições de operação das
estratégias, o modelo econômico e os valores adotados nos cenários.

3.1.4 Desempenho e análise de resultados

Ambos resultam das simulações executadas para um caso específico e são apresentados e
interpretados no capítulo de desempenho e análise dos resultados. Nessas simulações algumas
variáveis são consideradas fixas, como preço do óleo, investimento realizado, lâmina d’água e
royalties. Os objetivos são:

• Demonstrar o desempenho dos resultados;

• Interpretar os possíveis resultados;

• Delimitar o comportamento do campo, especialmente no critério econômico.

28
3.1.5 Análise dos resultados da sensibilidade do investimento

Nesta última etapa é feita a análise de sensibilidade, ou seja, as variáveis de maior impacto
na realização de investimento são modificadas, como:

• Preço do óleo: a receita bruta obtida no campo de petróleo é gerada através da


venda do óleo. Qualquer projeto será muito sensível a essa variável, mesmo a
pequenas variações negativas, quanto mais em um campo marítimo, onde os
investimentos e custos fixos em equipamentos, plataformas e perfuração de poços
são elevados;

• Investimento ou CAPEX: todas as etapas de desenvolvimento de um campo exigem


grandes quantias de capital, sendo que este investimento, na maioria das vezes, é
feito no início das atividades e seu retorno é diluído ao longo do tempo de produção,
o qual varia de médio a longo prazo;

• Lâmina d'água 8 : a influência dessa variável no desempenho econômico dos


indicadores é associada aos custos de perfuração e completação dos poços. Quanto
maior a profundidade e o número de poços em uma estratégia, maior o capital
envolvido, e conseqüentemente, na fase de produção, mais elevados são os custos de
produção;

8
Segundo a classificação da Petrobrás, é considerada água ultra profunda aquela que se encontra partir da
profundidade de 1.500 metros. Entre 300 metros e 1.500 metros de profundidade, as águas são consideradas
profundas. Profundidades menores que esta são denominadas de rasas.

29
• Royalty: valor que incide na receita bruta de óleo, varia de 5 a 10 %. Em campos
com baixa produção ou com altos custos fixos, o percentual a ser estabelecido pelo
governo poderá inviabilizar economicamente o empreendimento. O valor
estabelecido em todos os cenários para essa variável é fixado em 10%.

As alterações feitas nessas variáveis estão associadas à combinação e geração de prováveis


cenários em que uma empresa pode estar inserida. Dessa maneira o processo de escolha será pela
estratégia que obtiver maior resultado normalizado, ou mesmo por uma região que possuir maior
desempenho.

Os resultados de todos os cenários são apresentados com os valores normalizados. Esse


recurso é obtido por meio da divisão do valor máximo da variável em questão pelos valores
abaixo dele da mesma variável, com isso a variação passa a ser de zero a um. O valor de
referência é o máximo desse intervalo, ou seja, 1. Esse recurso é muito útil, pois possibilita
inserir em um mesmo gráfico indicadores diferentes, sem que haja o problema de escalas. Outro
ponto importante é que esse recurso permite visualizar a tendência no comportamento das
variáveis. O indicador empregado como referência nos gráficos é o VPL normalizado, isso se
deve à sua importância na avaliação econômica do projeto pela indústria de petróleo. É
importante frisar que os valores reais estão inseridos nos respectivos anexos.

Na análise a ser feita nos resultados dos cenários, a empresa deverá estar preparada para as
diversas possibilidades que não necessariamente ocorrerão em um ou outro cenário porque esses
resultados poderão, por exemplo, comprometer as estratégias de produção, com maior número de
poços. Uma maneira de contornar essas possíveis restrições se realiza através do uso de um ou
mais indicadores econômicos na tomada de decisão.

30
Capítulo 4

Aplicação

4.1 Estudo de caso

Para o estudo de caso deste trabalho, foi utilizado um campo com características reais, ou
seja, a partir do Campo Escola de Namorado 9 , localizado na Bacia de Campos, distante 80 km da
costa, no Estado do Rio de Janeiro. Seu comportamento físico é descrito no cartão de entrada do
programa de simulação numérica que possui informações importantes, como por exemplo:
número de poços produtores e injetores horizontais; canais de alta permeabilidade; unidade de
medida usada – métrica, números de blocos nas direções x (60), y(35), z(7); total de blocos
14.700; fases presentes no reservatório, óleo, água, gás e gás dissolvido; permeabilidade
horizontal varia de 0 até 2000 mD 10 ; permeabilidade 11 vertical varia de 0 até 200 mD;

9
Algumas características do campo foram modificadas, principalmente a heterogeneidade do campo.
10
mD, milidarcy, unidade de medida da permeabilidade da rocha a passagem de um fluido.
11
Permeabilidade é a interconectividade dos poros da rocha.

31
porosidade 12 de 26%; óleo leve valor de 28,2 º API; viscosidade de 1 cP; ponto de bolha de 207
BAR; pressão do reservatório de 330 BAR; e temperatura de 88ºC.

4.2 Estratégia de produção

A estratégia de produção adotada neste trabalho segue a lógica de posicionar os poços


produtores em zonas com maior potencial de extração de óleo. O cumprimento dessa fase é
possível graças à visualização do campo como um todo ou em camadas, que são imagens geradas
no programa Eclipse. Os poços injetores são distribuídos na periferia do campo ou em aqüíferos,
a completação desses poços sempre ocorre em camadas inferiores do reservatório em relação às
dos poços produtores, buscando a maior eficiência no deslocamento do óleo. A FIGURA 4.1
apresenta a visualização do campo com a saturação de óleo (cor vermelha) e de água (cor azul)
distribuídas ao longo das 7 camadas. Na FIGURA 4.2 é apresentada duas estratégias de produção,
com as localizações dos poços produtores e injetores, no referido campo de petróleo.

12
Porosidade representa a fração de vazio da formação (reservatório) que contém fluidos (óleo, gás e água).

32
FIGURA 4.1 Distribuição de óleo e água nas camadas do campo Namorado.

FIGURA 4.2 Estratégias de produção com poços produtores em branco e injetores em preto
(mapa de saturação de óleo)

33
Em cada estratégia de produção existe a inserção de poços produtores e injetores, variando
de apenas um poço produtor até 20 poços, divididos em produtores e injetores em um total de 25
estratégias de produção diferente. Cada uma dessas possui três configurações distintas de
posicionamento de poços, com isso a quantidade é de 75 estratégias de produção. O programa de
simulação numérica interpreta os dados através de um cartão de entrada e toda vez que há uma
nova estratégia de produção, tal cartão deve ser alterado para incorporar os novos dados.

A nomenclatura empregada para designar as configurações de uma determinada estratégia é


a seguinte: primeiro a quantidade de poços produtores, segundo a quantidade de poços injetores
e, por último, há uma letra que pode ser a,b ou c que representa a variação de localização dentro
da mesma configuração; por exemplo, 3p1ia, (3p) três poços produtores, (1i) um poço injetor, (a)
primeira configuração. A TABELA 4.1 apresenta todos os detalhes expostos acima das
estratégias de produção, configurações, número de poços produtores e injetores.

TABELA 4.1 Estratégias de produção, configurações, poços produtores e injetores.

Estratégias Número total Poço Poço


Configurações
de produção de poços produtor injetor
1 1p0ia 1 1 0
2 1p0ib 1 1 0
3 1p0ic 1 1 0
4 1p1ia 2 1 1
5 1p1ib 2 1 1
6 1p1ic 2 1 1
7 2p1ia 3 2 1
8 2p1ib 3 2 1
9 2p1ic 3 2 1
10 2p2ia 4 2 2
11 2p2ib 4 2 2
12 2p2ic 4 2 2
13 3p1ia 4 3 1
14 3p1ib 4 3 1
15 3p1ic 4 3 1
16 3p3ia 6 3 3
17 3p3ib 6 3 3
18 3p3ic 6 3 3
19 4p2ia 6 4 2
20 4p2ib 6 4 2
21 4p2ic 6 4 2

34
Continuação
Estratégias Número total Poço Poço
Configurações
de produção de poços produtor injetor
22 6p2ia 8 6 2
23 6p2ib 8 6 2
24 6p2ic 8 6 2
25 5p3ia 8 5 3
26 5p3ib 8 5 3
27 5p3ic 8 5 3
28 7p3ia 10 7 3
29 7p3ib 10 7 3
30 7p3ic 10 7 3
31 6p4ia 10 6 4
32 6p4ib 10 6 4
33 6p4ic 10 6 4
34 9p3ia 12 9 3
35 9p31b 12 9 3
36 9p31c 12 9 3
37 7p5ia 12 7 5
38 7p5ib 12 7 5
39 7p5ic 12 7 5
40 10p4ia 14 10 4
41 10p4ib 14 10 4
42 10p4ic 14 10 4
43 8p6ia 14 8 6
44 8p6ib 14 8 6
45 8p6ic 14 8 6
46 10p5ia 15 10 5
47 10p5ib 15 10 5
48 10p5ic 15 10 5
49 8p7ia 15 8 7
50 8p7ib 15 8 7
51 8p7ic 15 8 7
52 11p5ia 16 11 5
53 11p5ib 16 11 5
54 11p5ic 16 11 5
55 12p4ia 16 12 4
56 12p4ib 16 12 4
57 12p4ic 16 12 4
58 14p4ia 18 14 4
59 14p4ib 18 14 4
60 14p4ic 18 14 4
61 13p5ia 18 13 5
62 13p5ib 18 13 5
63 13p5ic 18 13 5
64 14p6ia 20 14 6
65 14p6ib 20 14 6
66 14p6ic 20 14 6
67 12p8ia 20 12 8
68 12p8ib 20 12 8
35
Continuação
Estratégias Número total Poço Poço
Configurações
de produção de poços produtor injetor
69 12p8ic 20 12 8
70 15p5ia 20 15 5
71 15p5ib 20 15 5
72 15p5ic 20 15 5
73 13p7ia 20 13 7
74 13p7ib 20 13 7
75 13p7ic 20 13 7

4.3 Desempenho e análise de resultados

As diversas estratégias de produção desenvolvidas servem para delimitar o comportamento


de um campo de petróleo, os impactos na produção - medidos através do simulador numérico - e
nos indicadores econômicos calculados na planilha eletrônica.

Os dados operacionais como volume de água injetada por dia (vazão de injeção), pressão de
injeção, entre outros, são constantes para todas as estratégias. O mesmo vale para o modelo
econômico, cujas alterações só ocorrem na fase de cenários. Nessa etapa, porém, a posição dos
poços produtores e injetores são modificados conforme a configuração.

4.4 Apresentação geral das estratégias de produção

Neste tópico são apresentadas as simulações para esse caso específico e o resultado geral do
campo, considerando um comportamento fixo das variáveis. Os valores aplicados para as
condições de operação e modelo econômico serão empregados e demonstrados a seguir sob a
forma de tabelas. A primeira é a TABELA 4.2 que apresenta os valores operacionais, os dados
completos estão Anexo II. Para isso, inicialmente, a condição geral do campo é considerada como
fixa em todas as estratégias de produção.

36
TABELA 4.2 Condições de operação.

Variáveis Valores
Número máximo de poços no campo 20 no total (produtores e injetores)
Taxa máxima de água injetada por dia 3000 m³/dia por poço injetor
Pressão de poço injetor 390 BAR
Limite de produção por poço 2500 m³/dia por poço produtor
Pressão mínima de poço produtor 210 BAR

A TABELA 4.3 apresenta os dados econômicos usados nesta parte do trabalho e oriundos
do cartão de entrada do OPTSIM. Os valores expressos representam o caso base (cenário 2b) e os
resultados completos são apresentados no Anexo I, com todos os resultados econômicos.

TABELA 4.3 Valores econômicos adotados.

Variáveis Valores
Valor do investimento inicial do campo 100 US$ (milhões)
Taxa anual de atratividade 15% a.a. 13
Custo de produção de água 12,6 US$/m3
Custo de produção de óleo 37,7 US$/m3
Custo de injeção de água 1,9 US$/m3
Custo completo do poço 14 produtor para lâmina d’água profunda 11.5 US$ (milhões)
Custo completo do poço injetor para lâmina d’água profunda 11.5 US$ (milhões)
Preço de venda do óleo 113,85 US$/m3
Royalty 10%

13
Unidade de tempo associada à taxa, neste caso ao ano (a.a.)
14
Custo completo do poço engloba a perfuração e completação. A perfuração é o processo que permite acessar a
formação que contém o hidrocarboneto a ser produzido ou a receber fluido injetado. Já a completação é a etapa de
preparação do poço para deixá -lo em condições de produção de hidrocarbonetos, ou para injeção de fluidos.

37
4.5 Análise de sensibilidade

A TABELA 4.4 apresenta os valores das variáveis que compõe os cenários. Estes são
divididos em níveis, sendo dado destaque aos que causam maior impacto durante a escolha da
empresa por um empreendimento, e como foi citado acima, as variáveis são preço praticado no
mercado, investimento realizado, lâmina d’água e royalty pago.

TABELA 4.4 Valores das variáveis que compõe os cenários.

Níveis
Variáveis
Baixo Base Alto
Preço 113,20 US$/m3 135,84 US$/m3 163,01 US$/m3
Investimento - 100 milhões 300 milhões
Rasa Profunda Ultra Profunda
Lâmina d’água
4 US$ milhões 11,5 US$ milhões 20 US$ milhões
Royalty 10%

A FIGURA 4.3 apresenta todas as combinações dos cenários com as variações nos níveis
de preço do óleo praticado no mercado, investimentos e lâmina d’água. A união de diversas
variáveis em um mesmo cenário realiza-se para permitir análises de forma clara e objetiva, sendo
os resultados desses valores agrupados e representados em gráficos e tabelas no capítulo de
análise de resultados.

38
Variáveis
Investimentos Lâmina d’água Preços Cenários

Baixo Cenário 1a
Rasa Base Cenário 1b
Alto Cenário 1c

Baixo Cenário 2a
Base Profunda Base Cenário 2b
Alto Cenário 2c

Baixo Cenário 3a
Ultra profunda Base Cenário 3b
Alto Cenário 3c

Baixo Cenário 4a
Rasa Base Cenário 4b
Alto Cenário 4c

Baixo Cenário 5a
Alto Profunda Base Cenário 5b
Alto Cenário 5c

Baixo Cenário 6a
Ultra profunda Base Cenário 6b
Alto Cenário 6c

FIGURA 4.3 Esquema de construção dos cenários.

A seguir são apresentados os valores de cada cenário:

• Cenários 1a, 1b e 1c:

A TABELA 4.5 apresenta os valores das variáveis dos cenários 1a, 1b e 1c.

TABELA 4.5 Dados dos cenários 1a, 1b e 1c

Variáveis Cenário 1a Cenário 1b Cenário 1c


Preço do óleo baixo base alto
Investimento base
Lâmina d’água rasa

39
• Cenários 2a, 2b e 2c:

A TABELA 4.6 apresenta os valores das variáveis dos cenários 2a, 2b e 2c.

TABELA 4.6 Dados dos cenários 2a, 2b e 2c.

Variáveis Cenário 2a Cenário 2b Cenário 2c


Preço do óleo baixo base alto
Investimento base
Lâmina d’água profunda

• Cenários 3a, 3b e 3c:

A TABELA 4.7 apresenta os valores das variáveis dos cenários 3a, 3b e 3c.

TABELA 4.7 Dados dos cenários 3a, 3b e 3c.

Variáveis Cenário 3a Cenário 3b Cenário 3c


Preço do óleo baixo base alto
Investimento base
Lâmina d’água ultra profunda

• Cenários 4a, 4b e 4c:

A TABELA 4.8 apresenta os valores das variáveis dos cenários 4a, 4b e 4c.

TABELA 4.8 Dados dos cenários 4a, 4b e 4c.

Variáveis Cenário 4a Cenário 4b Cenário 4c


Preço do óleo baixo base alto
Investimento alto
Lâmina d’água rasa

40
• Cenários 5a, 5b e 5c:

A TABELA 4.9 apresenta os valores das variáveis dos cenários 5a, 5b e 5c.

TABELA 4.9 Dados dos cenários 5a, 5b e 5c.

Variáveis Cenário 5a Cenário 5b Cenário 5c


Preço do óleo baixo base alto
Investimento alto
Lâmina d’água profunda

• Cenários 6a, 6b e 6c:

A TABELA 4.10 apresenta a combinação das variáveis dos cenários 6a, 6b e 6c.

TABELA 4.10 Dados dos cenários 6a, 6b e 6c.

Variáveis Cenário 6a Cenário 6b Cenário 6c


Preço do óleo baixo base alto
Investimento Alto
Lâmina d’água Ultra profunda

41
Capítulo 5

Desempenho e Análise dos Indicadores

5.1 Dados de comportamento dos poços

As seqüências de gráficos que são expostos a seguir representam as simulações dos


números de poços e as combinações econômicas ou físicas. No primeiro gráfico do número de
poços por Valor Presente da Receita (VPr) e Valor Presente do Custo (VPc) 15 , é nítido o conceito
de custos crescentes de escala 16 . A FIGURA 5.1 relaciona número de poços por VPr e VPc do
campo. A variação de poços no campo é de 1 a 20 poços, sendo a mesma usada como referencial
para divisão em regiões. Dessa forma a empresa pode avaliar o comportamento total do campo e
determinar qual região escolher para o futuro empreendimento. As regiões compreendem os
seguintes intervalos de poços: a primeira de 1 a 8 poços; a segunda, de 10 a 15 poços; e a última,

15
VPr e VPc, significa que os valores são atualizados para uma data focal, empregado a taxa de atratividade em tal
operação.
16
Custos crescentes de escala, representa que com o aumento no número de poços a receita é maior, porém os custos
de produção também se elevam, reduzindo o incremento da receita líquida.

42
de 16 a 20 poços. O principal motivo dessa divisão em intervalos desiguais é pelo desempenho
econômico das regiões, como será observado nas explicações seguintes:

Região 1 Região 2 Região 3

FIGURA 5.1 VPr e VPc do campo por número de poços.

Região 1

Devido à distribuição dos poços no campo, os resultados físicos e conseqüentemente os


econômicos são diferentes de um para outro. Isso explica a diferença de receita e custo para cada
um dos poços expostos, assim nessa primeira região o resultado da receita é muito baixo em
relação ao potencial do campo.

Região 2

Apresenta crescimento da receita, sem tanta elevação nos custos, já que ele reduz o ganho
líquido do projeto. O melhor resultado de todas as regiões (1, 2 e 3) encontra-se nessa região 2,
especificamente com 15 poços.
43
Região 3

É a que tem o maior número de poços, o que torna mais relevante o gerenciamento dos
custos, pois o maior número de poços permite maior explotação de óleo, porém os custos
associados a essa operação, em muitos casos, inviabilizam economicamente esse tipo de
configuração.

A empresa deve considerar na análise de decisão o melhor comportamento nas regiões 2 e


3, pois 20 poços, apresenta o melhor VPr com 2.78 bilhões. Para este grupo o VPc é de 2.17
bilhões. Uma boa solução de escolha para a empresa é evitar os custos crescentes de escala e ter
um posicionamento em um grupo com menos poços, mas com ga nho líquido maior e
conseqüentemente com menor elasticidade. Os grupos com 15 e 18 poços vem em segundo lugar
com o mesmo VPr de 2.66 bilhões e VPc de 2.05 bilhões e 2.08 bilhões respectivamente. A
opção por um VPc menor entre estes grupos de poços seria pela configuração 15, pois nesta as
variações negativas de preço do óleo causaria menor impacto no VPL.

A FIGURA 5.2 relaciona o número de poços pelos VPL e VPi. A variação do


investimento neste caso é de crescimento linear, sendo seu resultado maior conforme o número
de poços; veja-se o com 20 poços. Os investimentos vão gerar impactos no VPL e, em cada
número de poços, esse indicador é influenciado pela localização dos poços no reservatório. O
melhor resultado nesse indicador está na região 2, com 15 poços. Apesar de mais poços (região 3)
extrair mais óleo, o desempenho nele não foi o mais elevado, pois além dos investimentos terem
sido maiores, os custos também o foram em um campo com elevado número de poços. Esses
resultados vêm demonstrar que a região 2 tem o melhor resultado, pois a 3 possui altos custos
operacionais e elevados investimentos que reduzem o ganho líquido, tornando tal região menos
atraente.

44
Região 1 Região 2 Região 3

FIGURA 5.2 VPL e VPi do campo por número de poços.

No próximo gráfico os resultados do número de poços por VPL, VPr e VPc são
normalizados. O desempenho e análise da FIGURA 5.3 será explicado por regiões, já que cada
uma tem comportamento distinto, como pode ser observado a seguir:

Região 1

Esta região é formada pelo intervalo de 1 a 8 poços. Os pontos azuis (triângulos)


representam os custos e demonstra que com poucos poços os custos são menores, tornando esse
intervalo de poços mais inelástico em caso de variação negativa de preço. Os pontos pretos
(quadrados) representam a receita bruta de cada grupo de poços; observa-se que os resultados são
crescentes e acima dos custos. Os pontos vermelhos (redondos) representam o lucro líquido ou
VPL de cada poço. Há que se dar destaque para 8 poços, que obteve valor máximo nessa região.

45
Região 2

Região formada pelo intervalo de 10 a 15 poços. Os resultados dos custos têm valores mais
elevados em relação à receita bruta de cada poço; nela o lucro líquido é mais sensível às
variações negativas de preços. O valor de referência do VPL está em 15 poços em que o ganho do
VPL é maior; logo, em uma tomada de decisão, isso pode ser levado em consideração.

Região 3

Nessa região o intervalo é de 16 a 20 poços. Com esse elevado número de poços, a extração
de óleo é maior, porém os custos envolvidos também o são. Devido a isso o valor do VPc em
alguns poços são maiores que a do VPr. Isso significa que a empresa está obtendo uma receita
menor dado à variação do custo, como se pode observar nas configurações com 18 e 20 poços.
Nesses poços ocorre o conceito de custos crescentes de escala.

Região 1 Região 2 Região 3

FIGURA 5.3 VPL, VPr e VPc normalizados do campo por número de poços.

A FIGURA 5.4 representa número de poços e ROI do campo. A interpretação do gráfico é


realizada por regiões: na primeira que contém de 1 a 8 poços os resultados são crescentes; o

46
motivo é o desempenho financeiro do campo com o aumento de poços. Na segunda e terceira
regiões, o crescimento dos investimentos em poços e equipamentos mais os custos de produção
reduzem o ganho financeiro, logo a curva tem o movimento decrescente. Veja-se o
comportamento dos pontos ao longo dos poços. Os melhores resultados são obtidos com 6 e 8
poços; os valores são 1,785 e 1,784. O resultado para 20 poços é muito baixo.

Região 1 Região 2 Região 3

FIGURA 5.4 ROI do campo por número de poços.

A questão para a empresa é por qual região ou número de poços deve optar. Ela deve
escolher o ROI que esteja alinhado com a realidade vivida como, por exemplo, quando estiver
operando em países com instabilidades na regulação do setor de petróleo, deve recuperar o mais
rápido possível o capital empregado no desenvolvimento do campo. Neste caso, os 6 e 8 poços na
primeira região são boas alternativas de preferência. A outra opção é a de uma situação mais
estável quanto às regras do setor, ou do mercado. Nesse caso, um projeto com maior tempo de
produção seria uma boa decisão por parte da empresa, mesmo que o retorno seja baixo, como no
de 15 poços, na segunda região, pois este tem maior VPL, ou outro número de poços que esteja
alinhado com algum indicador que sirva de referência.

47
A FIGURA 5.5 de número de poços por VAE do campo apresenta o grupo com quinze
poços com maior VAE. Se o critério da empresa for o VAE para a tomada de decisão, esse
número de poços será o escolhido. Entretanto o indicador em análise tem forte correlação com o
VPL, o motivo é a abscissa do gráfico, pois todos os grupos de poços são de variações atribuídas
ao mesmo caso base com tempo de produção homogêneo. Esse indicador é melhor empregado
em comparações de alternativas com campos e tempos de produção diferentes. Nesse caso a
decisão não seria correlacionada com o VPL de 15 poços, mas, sim, com a alternativa na qual se
permite os maiores recebimentos (VAE) no menor tempo possível. Mais à frente, neste trabalho,
será medida a correlação com VPL e, caso o resultado seja muito alto, esse indicador será
desconsiderado nas futuras análises.

FIGURA 5.5 VAE do campo por número de poços.

48
A FIGURA 5.6 de número de poços por benefício custo do campo permite visualizar o
comportamento desse indicador. Os pontos com menos poços têm melhor desempenho do que
com os de mais poços. O principal motivo do desempenho decrescente dos resultados é o
aumento do número de poços que causa a elevação dos custos operacionais que reduzem o ganho
líquido.

FIGURA 5.6 Benefício custo do campo por número de poços.

49
Alguns indicadores econômicos derivam de outros, como no caso do VPL que fornece os
dados para o cálculo do VAE. Há outros que possuem a mesma finalidade como no caso do
Benefício Custo e o ROI, ambos medem o retorno obtido no empreendimento. Assim sendo
ocorre há a necessidade de verificar a correlação dos indicadores citados, para uma possível
permanência ou eliminação de um deles em futuras análises.

A FIGURA 5.7 demonstra-se a correlação entre VPL e VAE do campo para que possa ser
verificada. O valor alcançado da correlação é de 99,8%. Devido a esse resultado, o indicador
VAE não será incluído nas próximas análises. O critério de decisão de não incorporar esse
indicador em futuras análises neste trabalho leva em conta as exposições feitas na revisão
bibliográfica e na explicação da FIGURA 5.5. A inclusão deste indicador depende basicamente
de quando for feita a análise de diferentes campos de petróleo.

Nas futuras análises desse trabalho, o VPL será mantido, a escolha se deve à larga
utilização no setor de petróleo e de permitir a visualização de forma direta do cálculo econômico
das estratégias de produção.

50
70

60 y = 0,1559x + 408902
2
VAE do campo (Milhões)

R = 0,9982
50

40

30

20

10

0
0 100 200 300 400
VPL do campo (Milhões)

FIGURA 5.7 Correlação de VPL do campo por VAE do campo.

A FIGURA 5.8 apresenta a correlação entre ROI e Benefício Custo do Campo, com
resultado de 67,1%. Com esse valor de correlação medido, a possibilidade de exclusão de um dos
indicadores se dá por alguns critérios estabelecidos e não só pelo valor obtido no cálculo. Como
por exemplo, o indicador razão VPL/Np fornece uma visão do crescimento do custo ao longo do
crescimento da extração de óleo, pois menor será o seu resultado, sendo que o Benefício Custo
também fornece este cálculo, outro fator é que em estratégias com maior números de poços o
resultado do VPL comparado ao do VPr também indica o acréscimo do custo de produção, já que
o valor do VPL será menor. Sendo assim, em futuras análises deste trabalho o Benefício Custo
não é mais considerado.

O indicador que será mantido nas próximas análises é o ROI, por permitir ao investidor
calcular o fator de recuperação do investimento. Em outras pesquisas e aplicações, o grau de
correlação deve ser sempre medido, principalmente ao se observar o valor das variáveis
econômicas que compõe o modelo econômico e, principalmente, se são campos diferentes.

51
0,25
y = 0,0786x + 0,079
2
R = 0,6705
0,2
Benefício custo do campo

0,15

0,1

0,05

0
0,0 0,5 1,0 1,5 2,0
ROI do campo

FIGURA 5.8 Correlação do ROI do campo por Benefício custo do campo.

A FIGURA 5.9 demonstra a relação dos número de poços e Np atualizado do campo.


Observa-se que os melhores resultados são para 20, 18 e 15 poços com valores de 2.05E+07 m3 e
1.96E+07 m3 de óleo respectivamente, sendo esses resultados os obtidos nas regiões 3 e 2. Esse
comportamento é conseqüência da quantidade de óleo extraída em menor tempo de produção, o
que pode depender ou não do número total de poços no campo, pois o cronograma de abertura e a
localização mais favorável dos poços na extração de óleo interferem no resultado final. As
regiões 2 e 3 possuem melhores resultados. A escolha de uma das regiões pode ser feita com o
auxílio de um segundo indicador, como ganho líquido ou retorno financeiro.

52
Região 1 Região 2 Região 3

FIGURA 5.9 Np atualizado do campo por número de poços.

Na FIGURA 5.10 Razão VPL/Np do campo por número de poços. de número de poços e
Razão VPL/Np evidencia-se o comportamento decrescente do resultado desse indicador
conforme o aumento do número de poços no campo, principalmente nas regiões 2 e 3. A opção
será pelo número de poços ou região que tiver o maior valor nesse indicador ou por aquele que
tem valor máximo em outros indicadores. Os indicadores secundários tomados para classificação
podem ser o VPL, ROI ou qualquer outro que esteja alinhado com os interesses da empresa. Se o
VPL for o parâmetro secundário de escolha, o melhor resultado da razão VPL/Np são com 18 e
15 poços, nas regiões 3 e 2, que possuem os valores de 7,44 e 7,3 unidades monetárias
respectivamente por cada m3 de óleo extraído. Já a opção de comparação com ROI seria, então,
pelos grupos de 4, 6 e 8 poços, na região 1, com os resultados de 8,66; 8,04 e 8,34 unidades
monetárias, respectivamente, por cada m3 de óleo extraído. Assim cada indicador tomado como
secundário para escolha da melhor região ou número de poços, indica um resultado diferente.

53
Região 1 Região 2 Região 3

FIGURA 5.10 Razão VPL/Np do campo por número de poços.

Na comparação da razão VPL/Np com o VPL, a empresa foca o maior ganho unitário por
m3 de óleo com o maior ganho líquido possível do intervalo analisado. Já na comparação com o
ROI, a empresa prioriza o maior ganho e o maior retorno financeiro possível dentro do intervalo
investigado. A razão VPL/Np é melhor empregada em campos diferentes, pois mede o retorno de
cada um deles analisados. Porém, neste trabalho, o caso base é composto por um único
reservatório com diversas estratégias de produção. Nas futuras análises esse indicador não será
considerado.

A FIGURA 5.11 de número de poços e Np do campo confirma que quanto ma ior o número
de poços em um campo maior é o Np e, conseqüentemente, maior o VPr. A questão é que existe
um custo associado a essa extração, o VPc que deve ser considerado para a tomada de decisão,
entre outros custos e fatores envolvidos. Desta forma este indicador de reserva o Np do campo,
nunca será utilizado isoladamente na escolha por um ou outro projeto de empreendimento. Nas
figuras que têm os indicadores normalizados, isso pode ser observado de forma mais clara,
facilitando a escolha por número de poços ou regiões de poços que não comprometem tanto a

54
receita dado o custo de produção. A escolha única pelo Np exige da empresa baixos custos de
produção, assim ela terá vantagem em um campo com maior número de poços. Veja a região 3.
Nas regiões 1 e 2 não há a exploração do potencial da reserva de óleo do campo.

Região 1 Região 2 Região 3

FIGURA 5.11 Np do campo por número de poços.

55
5.2 Dados financeiros das estratégias de produção

Nas fases de exploração e produção de petróleo, a empresa necessita de grandes volumes de


capital para realizar investimentos (NEPOMUCENO e SUSLICK, 2000). A maximização
econômica e financeira deve ser considerada com o uso racional do capital próprio ou de
terceiros, pois, para toda alternativa de investimento, sempre haverá um custo de oportunidade.
Assim a empresa deve ser orientada pela capacidade de investir em uma ou mais estratégias de
produção e avaliar quais delas maximizam, VPL, VPi, ROI e Np.

Na FIGURA 5.12, o eixo da abscissa é o Valor Presente do Investimento (VPi) que


representa o desembolso (capital) da empresa para concretizar o empreendimento. A meta será
alcançar os pontos de fronteira que são os que têm maior VPL com menor investimento possível.
O maior VPL de 366 milhões se dá com o menor VPi de 246 milhões e o menor VPL de 58.7
milhões com o menor investimento de 102 milhões. Em ambos os casos a empresa estará
elevando o ganho de capital, ou seja, os pontos mencionados maximizam o ganho monetário
líquido do empreendimento, com menor investimento realizado.

56
FIGURA 5.12 VPL do campo por VPi do campo.

A FIGURA 5.13 apresenta em quais das estratégias de produção é possível obter o maior
valor de ROI, com menor investimento e o resultado representa o maior ganho financeiro entre as
opções de investimento: maior ROI de 1,785 com menor VPi de 157 milhões. No caso de
comparação com outro indicador, por exemplo, VPL, cabe à empresa comparar e julgar a melhor
escolha para a tomada de decisão. O mais alto VPL se dá com VPi de 246 milhões, porém esse
mesmo indicador tem o maior ROI com 157 milhões. Nesse caso fica evidente que, na escolha
pelo maior ROI, a empresa tem o foco no retorno elevado do projeto, pois a escolha citada não é
a que tem maior ganho líquido monetário.

57
FIGURA 5.13 ROI do campo por VPi do campo.

Na FIGURA 5.14 vê-se o Np do campo e VPL do campo. O máximo de cada indicador está
representado pela linha de fronteira. Para melhor entender os resultados desse gráfico, há a
divisão em regiões e a referência é o Np em intervalos de 10 milhões de m3 . As análises por
regiões são: 1 e 2, apresentam baixo Np e VPL em relação às outras regiões do campo, pois na
comparação com as demais é perceptível observar o potencial de produção do campo. Nas 3 e 4,
a empresa tem melhor resultado nos pontos de fronteira, já que nela há a maximização do VPL
por Np. Nos pontos abaixo, o VPL é menor, o principal motivo disso é o custo de produção que
poderá ser minimizado, por exemplo, com estratégias que produzem menos água ou maior
quantidade de óleo. A melhor região de posicionamento para a empresa é a 5, pois tem alto Np e
alto VPL, principalmente nos pontos de fronteira. Na região 6, apenas uma estratégia atinge o
máximo de Np, entretanto não há maximização do VPL, isso demonstra duas possibilidades: a
primeira é a de que futuras adições de poços devem ser otimizadas, nesse caso a função objetivo
será de elevar Np e VPL; a segunda refere-se ao fato de que, na hipótese da primeira não
maximizar os dois indicadores, isso significa que o campo já alcançou o número ideal de poços
produtores e injetores.

58
Região 1 Região 2 Região 3 Região 4 Região 5 Região 6

FIGURA 5.14 VPL do campo por Np do campo.

Na FIGURA 5.15 relativa ao ROI por VPL do campo, o gráfico é dividido em regiões para
possível posicionamento da empresa em uma delas. Cada uma das regiões está no intervalo de 0,5
ROI do campo. O responsável pela decisão deverá escolher a opção que maximiza os indicadores
em questão.

Na análise das regiões, a primeira deve ser descartada; a segunda possui baixo desempenho
em relação à terceira região que detém os melhores resultados de ROI e VPL. A última região
apresenta altos valores de ROI, porém com menor VPL comparado com a região anterior.

Alguns pontos interessantes a serem considerados são: se existir previsão de redução de


custos de produção, o VPL será maior na quarta região; se ocorrer forte limitação de recursos
para investimentos, as opções de maiores ROI devem ser consideradas.

59
Região 1 Região 2 Região 3 Região 4

FIGURA 5.15 VPL do campo ROI por do campo.

5.3 Indicadores econômicos das estratégias de produção

Nessa seqüência de gráficos são apresentadas as estratégias de produção e os indicadores


econômicos. Todas as figuras desta etapa terão seus indicadores apresentados isoladamente.

A FIGURA 5.16 revela o comportamento do VPL nas diversas estratégias de produção. A


análise a ser feita deve revelar qual das regiões compostas por um intervalo de 25 estratégias tem
maior ganho líquido para a empresa. Na primeira região, o VPL é baixo comparado com às
outras. A segunda região possui o maio r VPL. A última tem um decréscimo no VPL e o motivo é
que nessas estratégias o número de poços é maior.

O maior VPL deste gráfico está na segunda região, a estratégia 49. Se a empresa possuir um
grande volume de capital destinado para investimento, sem se preocupar com o custo de
oportunidade, o VPL, neste caso, torna-se um bom parâmetro para a tomada de decisão.

60
Região 1 Região 2 Região 3

FIGURA 5.16 VPL do campo por estratégias de produção.

A FIGURA 5.17 apresenta o comportamento das estratégias de produção e o Np atualizado.


É possível notar o crescimento do Np atualizado de uma região para a outra. O melhor resultado é
para a estratégia de produção 72, com 20.5MM de m3 de óleo, na terceira região. Com esta
estratégia em questão há a maior antecipação da receita via venda do óleo explotado.

61
Região 1 Região 2 Região 3

FIGURA 5.17 Np atualizado do campo por estratégias de produção.

Na FIGURA 5.18 de estratégias de produção por ROI do campo há a divisão por regiões, o
comportamento de cada uma delas é: a primeira tem melhor desempenho nas estratégias de
produção se comparado com as outras regiões. Precisamente o melhor resultado foi para a
estratégia 16, com valor de 1,785. A segunda região possui a estratégia 26 com resultado de
1,784, porém o comportamento a partir deste valor é decrescente. A terceira região são os
menores resultados, devido os altos investimentos.

A melhor escolha será obtida quando comparada com outros indicadores que tiverem os
resultados coincidentes na estratégia de produção ou em caso de desempate a decisão deverá
recair sobre as prioridades da empresa. Caso a intenção seja recuperar o capital investido e o
maior volume de óleo possível em menos tempo associado com elevado retorno financeiro, a
estratégia 26 na região 2 é a indicada para a decisão.

62
Região 1 Região 2 Região 3

FIGURA 5.18 ROI do campo por estratégias de produção.

A FIGURA 5.19 de estratégias de produção por Np do campo é dividida em regiões e a


tendência de crescimento de Np pode ser observada em cada uma delas. Dessa forma, a região 3
tem melhor resultado de Np entre todas as outras. As considerações que uma empresa tem que ter
para com essa região são: primeiro, os investimento para desenvolver um campo com mais poços
é maior; segundo, os custos de produção são maiores e, por último, tal região é mais sensível a
variações negativas de preço ou a qualquer variável econômica que afete o ganho líquido.

63
Região 1 Região 2 Região 3

FIGURA 5.19 Np do campo por estratégias de produção.

5.4 Desempenho e análise dos resultados

Nesta parte, será verificado o desempenho dos indicadores econômicos na seleção de uma
região ou da estratégia de produção para receber o investimento. As duas figuras seguintes
descrevem a relação entre estratégias de produção e os indicadores. As tabelas “a posteriori”
apresentam os resultados econômicos máximos das estratégias de produção. Em cada indicador
selecionado, o objetivo é medir o desempenho e servir de referência para a tomada de decisão.

A FIGURA 5.20 apresenta no mesmo gráfico as estratégias de produção e os indicadores


VPL, ROI, Np atualizado e Np normalizados divididos em regiões para análise do
comportamento econômico do campo. Segue a explicação de cada uma delas:

64
Região 1

Nessa região o desempenho dos indicadores é crescente, com destaque para o ROI que
obtém melhor resultado. Isso é devido às estratégias de produção que possuem poucos poços. O
Np e Np atualizado aumentam, pois de uma estratégia para outra há o acréscimo de número de
poços, permitindo maior extração e antecipação de óleo produzido. O VPL é crescente, pois os
custos e os investimentos são menores que nas regiões seguintes.

Região 2

Nessa região os valores dos indicadores são mais constantes e alinhados ao longo das
estratégias. O principal motivo é o número de poços, não havendo grande dispêndio com custo e
investimento, se comparado com a região seguinte, a ponto de não afetar o ganho líquido das
estratégias de produção.

Região 3

O comportamento de alguns indicadores é inverso ao da primeira região, principalmente o


ROI e VPL, que têm menor resultado, pois os investimentos e os custos são maiores nessa região.
O Np e Np atualizado têm melhor desempenho.

Durante a tomada de decisão da empresa para investir, verifica-se que a melhor região é a
segunda para receber os investimentos, pois existe um maior alinhamento dos diferentes
indicadores. Dessa forma há a confirmação de que em cada abordagem - como retorno
econômico, ganho líquido, produção atualizada e total - o desempenho é muito semelhante,
tornando a decisão mais avessa a riscos, pois possibilita maximizar vários indicadores, como
pode-se observar diretamente na figura em questão.

65
Região 1 Região 2 Região 3

FIGURA 5.20 Indicadores VAE, Benefício custo, VPc e Razão VPL/Np normalizados por
estratégias de produção.

Na FIGURA 5.21 é possível visualizar o comportamento geral da receita, custo, ganho


líquido e produção de óleo normalizados nas respectivas estratégias de produção, divididas por
regiões, sendo que, na primeira e na segunda regiões, há um crescimento de todos os resultados,
sendo que em algumas estratégias há um desalinhamento, como no VPL e no Np no intervalo das
estratégias 24 a 30. Isto prova que nessas estratégias o ganho desse indicador supera os custos e
investimentos de produção. Na terceira região, há um decréscimo do VPL, conseqüência dos
custos, investimentos e produções maiores que nas outras regiões. Caso a empresa consiga
reduzir custos e ou valor dos investimentos nas estratégias com mais poços, essa região teria um
VPL melhor e o efeito disso seria maior ganho líquido sem se estar exposto aos rendimentos
decrescentes de escala. Já as outras variáveis têm um crescimento menos acentuado.

66
Região 1 Região 2 Região 3

FIGURA 5.21 Indicadores VPL, ROI e Np atualizados normalizados por estratégias de produção.

A TABELA 5.1 destaca os indicadores econômicos das simulações com os valores


máximos.

TABELA 5.1 Classificação dos indicadores econômicos.

Indicadores Estratégia de Indicador


Configuração Resultado
econômicos produção maximizado
VPL 49 8p7ia 366 MM US$ Monetário
ROI 16 3p3ia 1.785 Financeiro
Np atualizado 72 15p5ic 2.05E+07 m3 Econômico/Físico
Np 66 14p6ic 5.06E+07 m3 Físico

Nos indicadores selecionados não houve nenhum resultado coincidente. Para cada
abordagem, há uma estratégia de produção diferente. Cabe à empresa priorizar um dos
indicadores econômicos, conforme o foco ou a realidade macroeconômica em que ela estiver
inserida, na TABELA 5.2 demonstra o foco de escolha para os resultados de cada estratégia de
produção selecionada. Vale ressaltar que na escolha de uma destas para receber o investimento, a
opção por maximizar um indicador será em total ou parcial detrimento de outro.

67
TABELA 5.2 Escolha da estratégia conforme o foco da empresa

Indicadores econômicos Estratégia de produção Foco de maximização


VPL 49 Ganho líquido monetário
Retorno (velocidade de
ROI 16 desmobilização) do capital
empregado no projeto
Antecipação da receita via
Np atualizado 72 venda do óleo em menor
período de tempo
Melhor resultado físico,
muito utilizado em projetos
com baixo custo de
Np 66 produção, em projetos que
permitam ganhos de escala
ou mesmo por imposição da
agência reguladora do setor.

Nos resultados do próximo capítulo, a lógica da coluna foco de maximização apresentada


na tabela acima é a mesma, ou seja, cada indicador privilegia um determinado ganho para a
empresa.

68
Capítulo 6

Análise dos Resultados

Conforme exposto na metodologia deste trabalho, a análise dos resultados realiza a


quantificação/interpretação dos cenários, ou seja, as variáveis de maior impacto no investimento
são modificadas, sendo elas:

• Preço do óleo;

• Investimento ou CAPEX; e

• Lâmina d'água.

6.1 Cenários 1a, 1b e 1c

A composição destes cenários 1a, 1b e 1c são conforme os dados da TABELA 6.1, estes
são oriundos do capítulo de aplicação.

TABELA 6.1 Dados dos cenários 1a, 1b e 1c

Variáveis Cenário 1a Cenário 1b Cenário 1c


Preço do óleo baixo base alto
Investimento base
Lâmina d’água rasa

69
A FIGURA 6.1 é a de estratégias de produção por VPL do campo normalizado para os três
níveis de preço. Os resultados expressos identificam o comportamento conforme as estratégias de
produção. Nesse cenário, há um alinhamento nos três níveis de preços, isso é devido ao baixo
investimento e à lâmina d´água rasa. Os resultados de cada nível são crescentes da 1ª a 49ª
estratégia, sendo a última dessa o valor máximo dos três níveis. No intervalo da 50ª a 75ª
estratégia, os custos são elevados, já que o número de poços também é maior. A partir da 50ª
estratégia, os níveis de preços base e alto têm uma desempenho melhor. Com preços mais
elevados e maior extração de óleo, o desempenho é elevado, o mesmo não ocorre com o preço
baixo.

1,0
0,9
VPL do campo (Normalizado)

0,8
0,7
0,6
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0,0
0 3 6 9 12 15 18 21 24 27 3 0 33 36 39 42 4 5 48 51 54 57 60 63 66 69 72 75
Estratégias de produção

VPL normalizado preço baixo VPL normalizado preço base


VPL normalizado preço alto

FIGURA 6.1 Estratégias de produção e VPL do campo normalizado do cenário1.

Na FIGURA 6.2 tem-se o VPL e ROI normalizados do campo para os diferentes níveis de
preço tornando nítido o melhor comportamento do ROI nos preços base e alto, pois quanto maior
o preço praticado, maior o VPL obtido.

Os melhores resultados em cada nível de preço são os situados no canto superior direito,
principalmente os de fronteira em relação aos pontos internos, sendo esses os que maximizam os
70
dois indicadores VPL e ROI. Vale destacar que nesse cenário as maiores aglomerações dos
resultados de ROI e VPL estão acima de 0,5 da normalização. Os valores dos indicadores abaixo
dos descritos acima devem ser descartados devido ao baixo desempenho em ambos os
indicadores em questão.

1,0
0,9
ROI do campo (Normalizado)

0,8
0,7
0,6
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0,0
0,0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1,0
VPL do campo (Normalizado)

ROI normalizado preço baixo ROI normalizado preço base ROI normalizado preço alto

FIGURA 6.2 VPL do campo normalizado por ROI do campo normalizado do cenário1.

Na FIGURA 6.3 refere-se ao VPL e Np atualizado normalizados do campo. A


maximização desses dois indicadores ocorre na parte superior direita do gráfico. Entre os
resultados, o que tem maior variação de valores é o de preço baixo. O principal motivo é que
nesse nível muitas estratégias têm baixo desempenho devido aos altos custos de produção,
principalmente nas estratégias com elevado número de poços. Outra forma de maximização é a
parcial, ou seja, o melhor resultado em um dos indicadores analisados. Assim a empresa
consegue maior ganho em um dos indicadores em detrimento do outro.

A empresa deve estar atenta a variações de preços do óleo, taxa de desconto e o


desempenho da estratégia escolhida, pois pequenas alterações provocam grandes perdas de VPL
advindo do Np atualizado. Os níveis de preços base e alto possuem uma relação direta de
71
crescimento, facilitando a empresa na tomada de decisão, pois, nesses casos, pequenas variações
negativas de preço não provocam grandes perdas em qualquer um dos indicadores em questão.

1,0
0,9
Np atualizado do campo

0,8
0,7
(Normalizado)

0,6
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0,0
0,0 0,2 0,4 0,6 0,8 1,0
VPL do campo (Normalizado)

NP atualizado normalizado preço baixo NP atualizado normalizado preço base


NP atualizado normalizado preço alto

FIGURA 6.3 VPL do campo normalizado por Np atualizado do campo normalizado do cenário 1.

A FIGURA 6.4 representa o VPL e Np normalizados do campo. Os valores de VPL para o


preço baixo têm uma dispersão maior, pois sofrem maior impacto dos custos, logo pequenas
variações de Np podem causar grandes variações de VPL. Já os resultados para os preços base e
alto possuem uma variação menor (maior correlação). O principal motivo é que nesses níveis de
preços as estratégias de produção tem ganho líquido elevado. Os valores entre 0,3 de VPL e 0,4
de Np devem ser descartados pelo baixo resultado em ambos indicadores.

72
1,0
Np do campo (Normalizado) 0,9
0,8
0,7
0,6
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0,0
0,0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1,0
VPL do campo (Normalizado)

NP normalizado preço baixo NP normalizado preço base NP normalizado preço alto

FIGURA 6.4 VPL do campo normalizado por Np do campo normalizado do cenário1.

Nas TABELAS 6.2, 6.3 e 6.4 são apresentados os valores máximos obtidos em cada indicador. A
estratégia a ser escolhida depende do foco da empresa, ou seja, do indicador que ela deseja
priorizar, e este que é eleito como principal, geralmente é o que tem o valor máximo, servindo de
referencia para a tomada de decisão.

Os resultados em todos os níveis de preço, tanto para o VPL quanto para o ROI, são os
mesmos. O principal motivo é que com o baixo investimento e lâmina rasa as estratégias com
mais poços têm melhor desempenho de ganho líquido - 49ª - mesmo no nível de preço baixo. A
estratégia que possui o maior ROI é a 26ª, pois combina o maior ganho líquido com menor
investimento possível. Os valores máximos dos indicadores de Np atualizado e Np, a 72ª e 66ª,
respectivamente, se repetem para todos os níveis de preço. O fato é que todas as possíveis
combinações de cenários derivam de um caso base. Dessa forma, em todos os cenários esse
resultado será o mesmo. Vale ressaltar que a estratégia que mais antecipa a produção de óleo não
é a que tem maior produção acumulada.

73
TABELA 6.2 Resultados dos indicadores econômicos do cenário 1 para nível de preço baixo.

Indicadores econômicos Estratégia de produção Configuração Resultado


VPL 49 8p7ia 190 US$ (milhões)
ROI 26 5p3ib 1,425
Np atualizado 72 15p5ic 2,07E+07 m3
Np 66 14p6ic 5,06E+07 m3

TABELA 6.3 Resultados dos indicadores econômicos do cenário 1 para nível de preço base.

Indicadores econômicos Estratégia de produção Configuração Resultado


VPL 49 8p7ia 448 US$ (milhões)
ROI 26 5p3ib 2,920
Np atualizado 72 15p5ic 2,07E+07 m3
Np 66 14p6ic 5,06E+07 m3

TABELA 6.4 Resultados dos indicadores econômicos do cenário 1 para nível de preço alto.

Indicadores econômicos Estratégia de produção Configuração Resultado


VPL 49 8p7ia 758 US$ (milhões)
ROI 26 5p3ia 4,713
Np atualizado 72 15p5ic 2,07E+07 m3
Np 66 14p6ic 5,06E+07 m3

6.2 Cenários 2a, 2b e 2c

A composição destes cenários 2a, 2b e 2c são conforme os dados da TABELA 6.5, estes
são oriundos do capítulo de aplicação.

TABELA 6.5 Dados dos cenários 2a, 2b e 2c.

Variáveis Cenário 2a Cenário 2b Cenário 2c


Preço do óleo baixo base alto
Investimento base
Lâmina d’água profunda

74
A FIGURA 6.5 apresenta estratégias de produção e VPL normalizado do campo. Observa-
se que os melhores resultados do preço são nas estratégias de produção iniciais, sendo essas as
que têm menor número de poços no campo. O valor máximo para esse nível de preço de VPL
normalizado é por volta da 26a estratégia de produção. Para os preços base e alto, os melhores
resultados dos VPLs estão nas estratégias de produção com maior número de poços. Nesses
níveis de preço, as varia ções dos VPLs normalizados são menores em relação ao do preço baixo.
A questão é que estratégias com maior número de poços são mais sensíveis às variações de preço,
isso pode ser observado na curva de VPL normalizado de preço baixo. As estratégias de produção
com valores negativos de VPL devem ser descartadas da análise.

1,0
0,9
VPL do campo (Normalizado)

0,8
0,7
0,6
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0,0
-0,1 0 3 6 9 12 15 18 21 24 2 7 30 33 3 6 39 42 45 48 51 54 57 6 0 63 66 69 72 75
-0,2
Estratégias de produção

VPL normalizado preço baixo VPL normalizado preço base


VPL normalizado preço alto

FIGURA 6.5 Estratégias de produção por VPL do campo normalizado do cenário 2.

A FIGURA 6.6 diz respeito ao VPL e ROI normalizados do campo para os diferentes níveis
de preço. Nos preços base e alto, o desempenho do ROI é melhor. Os pontos negativos ou com
baixo desempenho devem ser descartados da análise. Os melhores resultados em cada nível de
preço são os situados no canto superior direito, sendo esses os que maximizam os dois
indicadores. Isso ocorre com maior intensidade para os preços base e alto.

75
Dentro da combinação dos indicadores em questão, a empresa terá que optar por estratégias
de produção que maximizem os dois indicadores, com isso há a elevação do ganho líquido
expresso pelo VPL e do retorno do investimento, que é o ROI.

1,0
0,9
0,8
ROI do campo (Normalizado)

0,7
0,6
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0,0
-0,2 -0,1 -0,1 0,0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1,0
-0,2
VPL do campo (Normalizado)

ROI normalizado preço baixo ROI normalizado preço base ROI normalizado preço alto

FIGURA 6.6 VPL do campo normalizado por ROI do campo normalizado do cenário 2.

Na FIGURA 6.7 tem-se o VPL e Np atualizado normalizados do campo. A maximização


desses dois indicadores ocorre na parte superior direita dos respectivos agrupamentos de pontos.
O nível de preço baixo é o que tem maior variação de valores de VPL. O principal motivo é que
nesse nível muitas estratégias são deficitárias ou com baixo desempenho, isso por causa dos
custos de produção, principalmente nas estratégias com elevado número de poços, que passam a
ser economicamente inviáveis e com reduzido ganho líquido ou até negativo. Os outros níveis de
preço têm uma menor variação, principalmente nas estratégias com mais poços, já que a receita
bruta supera os custos de produção, portanto a variável de preço provoca grande alteração no
resultado desses indicadores.

76
1,0
Np atualizado do campo 0,9
0,8
0,7
(Normalizado)

0,6
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0,0
-0,2 0,0 0,2 0,4 0,6 0,8 1,0
VPL do campo (Normalizado)

NP atualizado normalizado preço baixo NP atualizado normalizado preço base


NP atualizado normalizado preço alto

FIGURA 6.7 VPL do campo normalizado por Np atualizado normalizado do campo do cenário 2.

A FIGURA 6.8 de VPL e Np normalizados do campo tem o resultado bem semelhante ao


da figura anterior, principalmente quanto aos níveis de preço. Vale lembrar que conceito de Np é
diferente do Np atualizado. Porém a escolha recai pelo resultado que maximiza ambos
indicadores ou um deles, isto conforme a prioridade da empresa.

77
1,0
Np do campo (Normalizado) 0,9
0,8
0,7
0,6
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0,0
-0,2 0,0 0,2 0,4 0,6 0,8 1,0
VPL do campo (Normalizado)

NP normalizado preço baixo NP normalizado preço base NP normalizado preço alto

FIGURA 6.8VPL do campo normalizado por Np do campo normalizado do cenário 2.

As TABELAS 6.6, 6.7 e 6.8 apresentam os valores máximos obtidos em cada indicador. Na
primeira tabela, o VPL e ROI têm o mesmo resultado, assim a empresa maximiza o ganho
monetário líquido e financeiro. Na segunda e terceira tabelas, tem-se o mesmo resultado de VPL
a estratégia 49, pois com preço base e alto as configurações com elevado número de poços tem
melhor desempenho. O ROI nos dois níveis de preço em questão tem na estratégia 16 o
desempenho máximo.

TABELA 6.6 Resultados dos indicadores econômicos do cenário 2 para nível de preço baixo.
Indicadores econômicos Estratégia de produção Configuração Resultado
VPL 26 5p3ib 128 US$ (milhões)
ROI 26 5p3ib 0,722
Np atualizado 72 15p5ic 2,07E+07 m3
Np 66 14p6ic 5,06E+07 m3

78
TABELA 6.7 Resultados dos indicadores econômicos do cenário 2 para nível de preço-base.

Indicadores econômicos Estratégia de produção Configuração Resultado


VPL 49 8p7ia 366 US$ (milhões)
ROI 16 3p3ia 1,785
Np atualizado 72 15p5ic 2,07E+07 m3
Np 66 14p6ic 5,06E+07 m3

TABELA 6.8 Resultados dos indicadores econômicos do cenário 2 para nível de preço alto.

Indicadores econômicos Estratégia de produção Configuração Resultado


VPL 49 8p7ia 676 US$ (milhões)
ROI 16 3p3ia 3,066
Np atualizado 72 15p5ic 2,07E+07 m3
Np 66 14p6ic 5,06E+07 m3

6.3 Cenários 3a, 3b e 3c

A composição destes cenários 3a, 3b e 3c são conforme os dados da TABELA 6.9, estes
são oriundos do capítulo de aplicação.

TABELA 6.9 Dados dos cenários 3a, 3b e 3c.

Variáveis Cenário 3a Cenário 3b Cenário 3c


Preço do óleo baixo base alto
Investimento base
Lâmina d’água ultra profunda

A FIGURA 6.9 demonstra o comportamento das estratégias de produção por VPL


normalizado do campo. O desempenho econômico das estratégias com preço baixo é muito baixo
e, em várias estratégias, o resultado é negativo. Esses resultados devem ser descartados das
análises futuras. Os preços base e alto apresentam melhor desempenho, mas também sofrem
grande redução se comparado aos cenários anteriores.

79
1,5

1,0
VPL do campo (Normalizado)

0,5

0,0
0 3 6 9 12 15 18 21 24 2 7 30 33 3 6 39 42 45 48 51 54 57 6 0 63 66 69 72 75
-0,5

-1,0

-1,5

-2,0
Estratégias de produção

VPL normalizado preço baixo VPL normalizado preço base


VPL normalizado preço alto

FIGURA 6.9 Estratégias de produção por VPL do campo normalizado do cenário 3.

Nos resultados expostos nas FIGURAS 6.10, 6.11 e 6.12, as interpretações das estratégias
de produção seguem a mesma lógica dos cenários anteriores, assim os valores negativos devem
ser desconsiderados e os melhores resultados são os localizados no canto superior direito das
respectivas figuras.

80
1,0
ROI do campo (Normalizado)

0,5

0,0
-2,0 -1,5 -1,0 -0,5 0,0 0,5 1,0

-0,5

-1,0

-1,5
VPL do campo (Normalizado)

ROI normalizado preço baixo ROI normalizado preço base ROI normalizado preço alto

FIGURA 6.10 VPL do campo normalizado por ROI do campo normalizado do cenário 3.

1,0
0,9
Np atualizado do campo

0,8
0,7
(Normalizado)

0,6
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0,0
-2,0 -1,5 -1,0 -0,5 0,0 0,5 1,0
VPL do campo (Normalizado)

NP atualizado normalizado preço baixo NP atualizado normalizado preço base


NP atualizado normalizado preço alto

FIGURA 6.11 VPL do campo normalizado por Np atualizado do campo normalizado do cenário
3.

81
1,0
Np do campo (Normalizado) 0,9
0,8
0,7
0,6
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0,0
-2,0 -1,5 -1,0 -0,5 0,0 0,5 1,0
VPL do campo (Normalizado)

NP normalizado preço baixo NP normalizado preço base NP normalizado preço alto

FIGURA 6.12 VPL do campo normalizado por Np do campo normalizado do cenário 3.

Nas TABELAS 6.10, 6.11 e 6.12 são destacados os valores máximos obtidos em cada
indicador. Os resultados são semelhantes ao do cenário 2, com exceção do ROI no nível de preço
baixo, pois nesse cenário a lâmina d’água é ultra profunda e conseqüentemente o ganho líquido é
menor, e o melhor desempenho será para a estratégia com menos poços.

TABELA 6.10 Resultados dos indicadores econômicos do cenário 3 para nível de preço baixo.

Indicadores econômicos Estratégia de produção Configuração Resultado


VPL 26 5p3ib 69,6 US$ (milhões)
ROI 8 2p1ib 0,338
Np atualizado 72 15p5ic 2,07E+07 m3
Np 66 14p6ic 5,06E+07 m3

82
TABELA 6.11 Resultados dos indicadores econômicos do cenário 3 para nível de preço-base.

Indicadores econômicos Estratégia de produção Configuração Resultado


VPL 26 8p7ia 272 US$ (milhões)
ROI 16 3p3ia 1,160
Np atualizado 72 15p5ic 2,07E+07 m3
Np 66 14p6ic 5,06E+07 m3

TABELA 6.12 Resultados dos indicadores econômicos do cenário 3 para nível de preço alto.

Indicadores econômicos Estratégia de produção Configuração Resultado


VPL 49 8p7ia 582 US$ (milhões)
ROI 16 3p3ia 2,154
Np atualizado 72 15p5ic 2,07E+07 m3
Np 66 14p6ic 5,06E+07 m3

6.4 Cenários 4a, 4b e 4c

A composição destes cenários 4a, 4b e 4c são conforme os dados da TABELA 6.13, estes
são oriundos do capítulo de aplicação.

TABELA 6.13 Dados dos cenários 4a, 4b e 4c.

Variáveis Cenário 4a Cenário 4b Cenário 4c


Preço do óleo baixo base alto
Investimento alto
Lâmina d’água rasa

Nas FIGURAS 6.13, 6.14, 6.15 e 6.16 estão representando o comportamento dos
indicadores econômicos. Os pontos de destaque são: todas as estratégias com nível baixo tiveram
resultado negativo; as estratégias inicias para preços base e alto também são negativas,
conseqüentemente todos esses resultados devem ser descartados da análise. Os resultados
completos podem ser verificados no anexo VI.

83
Nos outros indicadores, há um alinhamento nos resultados, ou seja, uma relação direta, o
principal motivo disso é o valor do investimento que é alto, assim somente nas estratégias com
maior número de poços o resultado econômico é melhor.

1,2
1,0
VPL do campo (Normalizado)

0,8
0,6
0,4
0,2
0,0
-0,2 0 3 6 9 12 15 18 21 24 2 7 30 33 3 6 39 42 45 48 51 54 57 6 0 63 66 69 72 75

-0,4
-0,6
-0,8
Estratégias de produção

VPL normalizado preço base VPL normalizado preço alto

FIGURA 6.13 Estratégias de produção por VPL do campo normalizado do cenário 4.

84
1,0

0,8
ROI do campo (Normalizado)

0,6

0,4

0,2

0,0
-0,8 -0,6 -0,4 -0,2 0,0 0,2 0,4 0,6 0,8 1,0
-0,2

-0,4

-0,6

-0,8
VPL do campo (Normalizado)

ROI normalizado preço base ROI normalizado preço alto

FIGURA 6.14 VPL do campo normalizado ROI por do campo normalizado do cenário 4.

1,0
Np atualizado do campo (Normalizado)

0,9
0,8
0,7
0,6
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0,0
-0,8 -0,6 -0,4 -0,2 0,0 0,2 0,4 0,6 0,8 1,0
VPL do campo (Normalizado)

NP atualizado normalizado preço base NP atualizado normalizado preço alto

FIGURA 6.15 VPL do campo normalizado por Np atualizado do campo normalizado do cenário
4.

85
1,0
Np do campo (Normalizado) 0,9
0,8
0,7
0,6
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0,0
-0,8 -0,6 -0,4 -0,2 0,0 0,2 0,4 0,6 0,8 1,0
VPL do campo (Normalizado)

NP normalizado preço base NP normalizado preço alto

FIGURA 6.16 VPL do campo normalizado por Np do campo normalizado do cenário 4.

Nas TABELAS 6.14 e 6.15 são apresentados os valores máximos obtidos em cada
indicador. Os resultados do nível de preço baixo foram descartados, por serem negativos. Na
primeira e segunda tabelas dessa seqüência, o VPL e ROI têm a estratégia 49 como ponto
máximo, pois como o investimento é alto, as estratégias com poucos poços não obtêm ganho
líquido suficiente. Dessa forma somente as estratégias com maior número de poços obtêm maior
destaque nesses indicadores; apesar da lâmina d’água ser rasa, o investimento é alto.

TABELA 6.14 Resultados dos indicadores econômicos do cenário 4 para nível de preço base.
Indicadores econômicos Estratégia de produção Configuração Resultado
VPL 49 8p7ia 248 US$ (milhões)
ROI 49 8p7ia 1,538
Np atualizado 72 15p5ic 2,07E+07 m3
Np 66 14p6ic 5,06E+07 m3

86
TABELA 6.15 Resultados dos indicadores econômicos do cenário 4 para nível de preço alto.

Indicadores econômicos Estratégia de produção Configuração Resultado


VPL 49 8p7ia 558 US$ (milhões)
ROI 49 8p7ia 1,538
Np atualizado 72 15p5ic 2,07E+07 m3
Np 66 14p6ic 5,06E+07 m3

6.5 Cenários 5a, 5b e 5c

A composição destes cenários 5a, 5b e 5c são conforme os dados da TABELA 6.16, os


dados são oriundos do capítulo de aplicação.

TABELA 6.16 Dados dos cenários 5a, 5b e 5c.

Variáveis Cenário 5a Cenário 5b Cenário 5c


Preço do óleo baixo base alto
Investimento alto
Lâmina d’água profunda

As FIGURAS 6.17, 6.18, 6.19 e 6.20 representam o comportamento dos indicadores


econômicos. Os pontos de destaque são: todas as estratégias com nível de preço baixo tiveram
resultado negativo; as estratégias inicias para os níveis de preços base e alto também são
negativas, conseqüentemente todos estes resultados devem ser descartados da análise. Os
resultados reais podem ser verificados no anexo VII.

Nos outros indicadores, há um alinhamento nos resultados, ou seja, uma relação direta, o
principal motivo é o valor do investimento que é alto, assim somente nas estratégias com maior
número de poços o resultado econômico é melhor. Contudo o nível de preço base sofre impacto
no resultado devido ao fato da lâmina d’água ser profunda.

87
1,5
VPL do campo (Normalizado)

1,0

0,5

0,0
0 3 6 9 12 15 18 21 24 2 7 30 33 3 6 39 42 45 48 51 54 57 6 0 63 66 69 72 75

-0,5

-1,0
Estratégias de produção

VPL normalizado preço base VPL normalizado preço alto

FIGURA 6.17 Estratégias de produção por VPL do campo normalizado do cenário 5.

1,0
ROI do campo (Normalizado)

0,5

0,0
-1,0 -0,8 -0,6 -0,4 -0,2 0,0 0,2 0,4 0,6 0,8 1,0

-0,5

-1,0

-1,5
VPL do campo (Normalizado)

ROI normalizado preço base ROI normalizado preço alto

FIGURA 6.18 VPL do campo normalizado por ROI do campo normalizado do cenário 5.

88
1,0
Np atualizado do campo (Normalizado) 0,9
0,8
0,7
0,6
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0,0
-1,0 -0,8 -0,6 -0,4 -0,2 0,0 0,2 0,4 0,6 0,8 1,0
VPL do campo (Normalizado)

NP atualizado normalizado preço base NP atualizado normalizado preço alto

FIGURA 6.19 VPL do campo por Np atualizado do campo do cenário 5.

1,0
0,9
Np do campo (Normalizado)

0,8
0,7
0,6
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0,0
-1,0 -0,8 -0,6 -0,4 -0,2 0,0 0,2 0,4 0,6 0,8 1,0
VPL do campo (Normalizado)

NP normalizado preço base NP normalizado preço alto

FIGURA 6.20 VPL normalizado por Np normalizado do cenário 5.

89
Nas TABELAS 6.17 e 6.18 são apresentados os valores máximos obtidos em cada
indicador, sendo descartado da análise o nível de preço baixo, pois todos os resultados são
negativos. Os demais resultados possuem comportamento semelhante ao do cenário 4, porém
com resultados diferentes devido à influência do investimento e lâmina d’água.

TABELA 6.17 Resultados dos indicadores econômicos do cenário 5 para nível de preço-base.

Indicadores econômicos Estratégia de produção Configuração Resultado


VPL 49 8p7ia 166 US$ (milhões)
ROI 49 8p7ia 0,331
Np atualizado 72 15p5ic 2,07E+07 m3
Np 66 14p6ic 5,06E+07 m3

TABELA 6.18 Resultados dos indicadores econômicos do cenário 5 para nível de preço alto.

Indicadores econômicos Estratégia de produção Configuração Resultado


VPL 49 8p7ia 476 US$ (milhões)
ROI 49 8p7ia 1,067
Np atualizado 72 15p5ic 2,07E+07 m3
Np 66 14p6ic 5,06E+07 m3

6.6 Cenário 6a, 6b e 6c

A composição destes cenários 6a, 6b e 6c são conforme os dados da TABELA 6.19, estes
são oriundos do capítulo de aplicação.

TABELA 6.19 Dados dos cenários 6a, 6b e 6c.

Variáveis Cenário 6a Cenário 6b Cenário 6c


Preço do óleo baixo base alto
Investimento Alto
Lâmina d’água Ultra profunda

90
As FIGURAS 6.21, 6.22, 6.23 e 6.24 representam o comportamento dos indicadores
econômicos. Os pontos de destaque são: todas as estratégias com nível baixo tiveram resultado
negativo; e as estratégias inicias para os preços alto e diversas para o base também são negativos,
conseqüentemente todos esses resultados devem ser descartados da análise. Os resultados
completos podem ser verificados no anexo VII.

Nos outros indicadores, há um alinhamento nos resultados, ou seja, uma relação direta. O
principal motivo é o valor do investimento que é alto, assim somente nas estratégias com maior
número de poços o resultado econômico é melhor. Contudo o nível de preço base sofre grande
impacto no resultado pelo fato da lâmina d’água ser ultra profunda, com vários pontos negativos.

1,5

1,0
VPL do campo (Normalizado)

0,5

0,0
0 3 6 9 12 15 18 21 24 2 7 30 33 3 6 39 42 45 48 51 54 57 6 0 63 66 69 72 75
-0,5

-1,0

-1,5

-2,0

-2,5
Estratégias de produção

VPL normalizado preço base VPL normalizado preço alto

FIGURA 6.21 Estratégias de produção por VPL do campo normalizado do cenário 6.

91
1,0
ROI do campo (Normalizado) 0,5

0,0
-2,5 -2,0 -1,5 -1,0 -0,5 -0,5 0,0 0,5 1,0

-1,0

-1,5
-2,0
-2,5
-3,0

-3,5
-4,0
VPL do campo (Normalizado)

ROI normalizado preço base ROI normalizado preço alto

FIGURA 6.22 VPL do campo normalizado por ROI do campo normalizado do cenário 6.

1,0
Np atualizado do campo (Normalizado)

0,9
0,8
0,7
0,6
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0,0
-2,5 -2,0 -1,5 -1,0 -0,5 0,0 0,5 1,0
VPL do campo (Normalizado)

NP atualizado normalizado preço base NP atualizado normalizado preço alto

FIGURA 6.23 VPL do campo normalizado por Np atualizado do campo normalizado do cenário
6.

92
1,0
Np do campo (Normalizado) 0,9
0,8
0,7
0,6
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0,0
-2,5 -2,0 -1,5 -1,0 -0,5 0,0 0,5 1,0
VPL do campo (Normalizado)

NP normalizado preço base NP normalizado preço alto

FIGURA 6.24 VPL do campo normalizado por Np do campo normalizado do cenário 6.

Nas TABELAS 6.20 e 6.21 são expostos os valores máximos obtidos em cada indicador,
sendo descartado da análise o nível de preço baixo, pois todos os resultados são negativos. Os
demais níveis possuem comportamento semelhante ao do cenário 4, porém com resultados
diferentes devido à influência do investimento e lâmina d’água.

TABELA 6.20 Resultados dos indicadores econômicos do cenário 6 para nível de preço-base.

Indicadores econômicos Estratégia de produção Configuração Resultado


VPL 49 8p7ia 71,7 US$ (milhões)
ROI 49 8p7ia 0,133
Np atualizado 72 15p5ic 2,07E+07 m3
Np 66 14p6ic 5,06E+07 m3

93
TABELA 6.21 Resultados dos indicadores econômicos do cenário 6 para nível de preço alto.

Indicadores econômicos Estratégia de produção Configuração Resultado


VPL 49 8p7ia 382 US$ (milhões)
ROI 49 8p7ia 0,707
Np atualizado 72 15p5ic 2,07E+07 m3
Np 66 14p6ic 5,06E+07 m3

94
Capítulo 7

Conclusões e Recomendações

Com base nos testes realizados durante este trabalho e nos resultados observados, pode-se
fazer os seguintes comentários importantes:

• Os resultados obtidos permitem mostrar a utilidade de uso de diferentes indicadores


econômicos, principalmente em situações limites nas quais prevalecem baixos
níveis de retorno, preços e alta taxação nos projetos de produção de petróleo;

• O indicador valor presente líquido (VPL) é o mais utilizado no processo decisório


ligado a escolha de estratégia de produção e, em geral, a maximização desse
indicador leva a soluções adequadas mas a utilização de outros indicadores permite
uma avaliação mais segura dos projetos;

• A otimização de estratégias usando como indicador a produção de óleo ou até a


produção de óleo atualizada no tempo (Np atualizado), como é observada em alguns
projetos, pode ser utilizada, mas deve sempre estar acompanhada de outros
indicadores visto que podem resultar em desempenho econômico não satisfatório.

• A combinação dos indicadores VPL, ROI e Np fornece uma boa visão do


desempenho das estratégias de produção visto que, além de informar o valor do
projeto, fornecem informações sobre o retorno sobre o investimento e reservas;

95
• A combinação dos indicadores sob a forma de cenários é útil para identificar a
confiabilidade nas soluções encontradas visto que mostra influência da variação de
alguns parâmetros nos indicadores;

• Estratégias de produção com maiores investimentos, valendo também para casos


com elevado número de poços, são mais sensíveis às variações de preços;

• Na construção das estratégias deve-se considerar o custo crescente de escala, pois


impacta todo campo que possui elevado número de poços;

• Para se ter maior amplitude na aplicação dos indicadores, outros estudos de caso
devem ser incorporados como campos terrestres ou marítimos com características
diferentes dos que foram utilizados neste trabalho.

Alguns temas podem ser estudados como continuação do presente trabalho, tais como:

• Uso de indicadores para alternativas de investimentos em projetos diferentes; nesse


caso, deve-se investigar alguns novos indicadores que não foram necessários no
presente trabalho;

• Avaliar melhor a integração de riscos provenientes de incertezas geológicas e


econômicas com a influência de indicadores;

• Avaliar metodologia para combinar os indicadores em um único critério de decisão


atribuindo pesos aos indicadores ou usando técnicas como avaliação multi-atributos,
ou outra semelhante;

96
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99
Anexo I TABELA COM DADOS ECONÔMICOS

Estratégias de VPL VPr


Configurações VPL VPr VPi
produção Normalizado Normalizado

1 1p0ia 1,36E+08 0,306 5,61E+08 0,202 -2,15E+07


2 1p0ib 1,38E+08 0,309 5,59E+08 0,201 -2,15E+07
3 1p0ic 1,39E+08 0,312 5,69E+08 0,204 -2,15E+07
4 1p1ia 1,68E+08 0,378 7,59E+08 0,273 -3,30E+07
5 1p1ib 1,68E+08 0,376 7,47E+08 0,269 -3,30E+07
6 1p1ic 1,70E+08 0,382 7,60E+08 0,273 -3,30E+07
7 2p1ia 2,45E+08 0,551 1,10E+09 0,394 -4,37E+07
8 2p1ib 2,70E+08 0,607 1,19E+09 0,427 -4,41E+07
9 2p1ic 2,53E+08 0,567 1,11E+09 0,400 -4,41E+07
10 2p2ia 2,46E+08 0,553 1,14E+09 0,408 -5,52E+07
11 2p2ib 2,52E+08 0,565 1,16E+09 0,418 -5,52E+07
12 2p2ic 2,45E+08 0,550 1,14E+09 0,408 -5,52E+07
13 3p1ia 2,91E+08 0,652 1,30E+09 0,469 -5,45E+07
14 3p1ib 2,39E+08 0,537 1,10E+09 0,395 -5,45E+07
15 3p1ic 2,90E+08 0,650 1,29E+09 0,464 -5,45E+07
16 3p3ia 3,61E+08 0,810 1,73E+09 0,623 -7,75E+07
17 3p3ib 2,73E+08 0,613 1,35E+09 0,484 -7,75E+07
18 3p3ic 3,15E+08 0,708 1,61E+09 0,580 -7,75E+07
19 4p2ia 2,71E+08 0,607 1,32E+09 0,474 -7,60E+07
20 4p2ib 2,82E+08 0,633 1,36E+09 0,490 -7,60E+07
21 4p2ic 2,92E+08 0,654 1,57E+09 0,563 -7,49E+07
22 6p2ia 3,59E+08 0,807 1,82E+09 0,655 -9,44E+07
23 6p2ib 3,80E+08 0,852 1,86E+09 0,669 -9,54E+07
24 6p2ic 3,55E+08 0,798 1,76E+09 0,632 -9,54E+07
25 5p3ia 2,90E+08 0,651 1,55E+09 0,557 -9,69E+07
26 5p3ib 3,95E+08 0,887 1,93E+09 0,695 -9,69E+07
27 5p3ic 3,30E+08 0,740 1,74E+09 0,625 -9,69E+07
28 7p3ia 3,25E+08 0,729 1,73E+09 0,622 -1,15E+08
29 7p3ib 3,85E+08 0,864 2,06E+09 0,741 -1,12E+08
30 7p3ic 3,51E+08 0,788 1,88E+09 0,676 -1,15E+08
31 6p4ia 3,01E+08 0,676 1,77E+09 0,636 -1,17E+08
32 6p4ib 2,96E+08 0,664 1,70E+09 0,610 -1,17E+08
100
Continuação

Estratégias de VPL VPr


Configurações VPL VPr VPi
produção Normalizado Normalizado

33 6p4ic 3,76E+08 0,844 2,28E+09 0,821 -1,17E+08


34 9p3ia 3,13E+08 0,702 1,83E+09 0,659 -1,30E+08
35 9p31b 3,60E+08 0,808 1,93E+09 0,695 -1,30E+08
36 9p31c 2,98E+08 0,669 1,67E+09 0,602 -1,30E+08
37 7p5ia 4,02E+08 0,902 2,19E+09 0,789 -1,36E+08
38 7p5ib 3,44E+08 0,773 1,91E+09 0,686 -1,36E+08
39 7p5ic 3,68E+08 0,827 2,11E+09 0,759 -1,36E+08
40 10p4ia 3,14E+08 0,704 1,90E+09 0,684 -1,49E+08
41 10p4ib 3,46E+08 0,777 1,97E+09 0,709 -1,49E+08
42 10p4ic 3,51E+08 0,788 2,05E+09 0,737 -1,49E+08
43 8p6ia 4,21E+08 0,944 2,43E+09 0,874 -1,54E+08
44 8p6ib 3,62E+08 0,812 2,20E+09 0,791 -1,54E+08
45 8p6ic 3,75E+08 0,842 2,29E+09 0,822 -1,54E+08
46 10p5ia 3,02E+08 0,679 1,90E+09 0,685 -1,60E+08
47 10p5ib 3,44E+08 0,772 2,03E+09 0,731 -1,60E+08
48 10p5ic 3,62E+08 0,813 2,25E+09 0,807 -1,60E+08
49 8p7ia 4,46E+08 1,000 2,66E+09 0,958 -1,66E+08
50 8p7ib 3,89E+08 0,872 2,44E+09 0,877 -1,66E+08
51 8p7ic 3,79E+08 0,851 2,36E+09 0,849 -1,66E+08
52 11p5ia 3,72E+08 0,834 2,37E+09 0,851 -1,70E+08
53 11p5ib 3,80E+08 0,852 2,41E+09 0,867 -1,71E+08
54 11p5ic 3,06E+08 0,687 2,07E+09 0,745 -1,69E+08
55 12p4ia 4,01E+08 0,900 2,47E+09 0,889 -1,63E+08
56 12p4ib 3,21E+08 0,720 2,10E+09 0,754 -1,62E+08
57 12p4ic 3,42E+08 0,767 2,33E+09 0,837 -1,63E+08
58 14p4ia 2,98E+08 0,669 1,99E+09 0,715 -1,77E+08
59 14p4ib 3,52E+08 0,789 2,41E+09 0,865 -1,79E+08
60 14p4ic 3,58E+08 0,805 2,20E+09 0,789 -1,77E+08
61 13p5ia 4,04E+08 0,907 2,55E+09 0,916 -1,81E+08
62 13p5ib 4,02E+08 0,903 2,66E+09 0,956 -1,80E+08
63 13p5ic 2,89E+08 0,649 2,21E+09 0,794 -1,77E+08
64 14p6ia 3,39E+08 0,761 2,59E+09 0,930 -1,98E+08
65 14p6ib 3,86E+08 0,867 2,68E+09 0,964 -1,98E+08
66 14p6ic 3,62E+08 0,813 2,46E+09 0,886 -1,96E+08
67 12p8ia 2,90E+08 0,650 2,28E+09 0,820 -2,07E+08
68 12p8ib 3,63E+08 0,815 2,53E+09 0,908 -2,05E+08
69 12p8ic 3,94E+08 0,884 2,57E+09 0,924 -2,03E+08
70 15p5ia 3,76E+08 0,844 2,56E+09 0,922 -1,96E+08
71 15p5ib 3,50E+08 0,786 2,47E+09 0,888 -1,95E+08
72 15p5ic 4,13E+08 0,927 2,78E+09 1,000 -1,96E+08
73 13p7ia 3,44E+08 0,772 2,50E+09 0,898 -2,03E+08
74 13p7ib 3,65E+08 0,819 2,48E+09 0,892 -2,03E+08
75 13p7ic 3,56E+08 0,799 2,47E+09 0,890 -2,01E+08

101
Estratégias VPc Np ROI do
Configurações VPc Np
de produção Normalizado Normalizado campo

1 1p0ia -4,04E+08 0,186 7,98E+06 0,158 6,333


2 1p0ib -4,00E+08 0,184 8,08E+06 0,159 6,396
3 1p0ic -4,08E+08 0,188 8,24E+06 0,163 6,463
4 1p1ia -5,58E+08 0,257 1,98E+07 0,391 5,097
5 1p1ib -5,47E+08 0,252 1,87E+07 0,369 5,079
6 1p1ic -5,57E+08 0,256 1,98E+07 0,392 5,160
7 2p1ia -8,06E+08 0,371 2,08E+07 0,410 5,609
8 2p1ib -8,73E+08 0,402 2,40E+07 0,475 6,128
9 2p1ic -8,17E+08 0,376 2,27E+07 0,448 5,726
10 2p2ia -8,34E+08 0,384 2,23E+07 0,441 4,462
11 2p2ib -8,56E+08 0,394 2,42E+07 0,478 4,555
12 2p2ic -8,35E+08 0,384 2,37E+07 0,467 4,437
13 3p1ia -9,58E+08 0,441 2,45E+07 0,484 5,333
14 3p1ib -8,03E+08 0,370 1,94E+07 0,383 4,396
15 3p1ic -9,47E+08 0,436 2,42E+07 0,478 5,317
16 3p3ia -1,29E+09 0,595 3,73E+07 0,737 4,660
17 3p3ib -9,96E+08 0,459 2,77E+07 0,548 3,523
18 3p3ic -1,22E+09 0,562 3,16E+07 0,625 4,070
19 4p2ia -9,73E+08 0,448 2,36E+07 0,466 3,560
20 4p2ib -1,00E+09 0,462 2,51E+07 0,496 3,708
21 4p2ic -1,20E+09 0,553 2,87E+07 0,567 3,891
22 6p2ia -1,37E+09 0,629 3,38E+07 0,667 3,808
23 6p2ib -1,39E+09 0,638 3,59E+07 0,709 3,982
24 6p2ic -1,31E+09 0,602 3,57E+07 0,705 3,725
25 5p3ia -1,16E+09 0,535 2,92E+07 0,577 2,994
26 5p3ib -1,44E+09 0,663 3,78E+07 0,747 4,083
27 5p3ic -1,31E+09 0,604 3,38E+07 0,667 3,405
28 7p3ia -1,29E+09 0,594 3,37E+07 0,665 2,830
29 7p3ib -1,56E+09 0,720 3,83E+07 0,757 3,437
30 7p3ic -1,41E+09 0,651 3,79E+07 0,748 3,059
31 6p4ia -1,35E+09 0,622 3,63E+07 0,716 2,571
32 6p4ib -1,28E+09 0,592 3,36E+07 0,664 2,527
33 6p4ic -1,79E+09 0,824 4,33E+07 0,855 3,212
34 9p3ia -1,39E+09 0,640 3,63E+07 0,717 2,401
35 9p31b -1,44E+09 0,664 4,21E+07 0,832 2,762
36 9p31c -1,24E+09 0,573 3,43E+07 0,677 2,288
37 7p5ia -1,66E+09 0,763 4,55E+07 0,899 2,964
38 7p5ib -1,43E+09 0,657 3,81E+07 0,753 2,542
39 7p5ic -1,61E+09 0,740 4,44E+07 0,876 2,718
40 10p4ia -1,44E+09 0,663 3,90E+07 0,770 2,106
41 10p4ib -1,48E+09 0,680 4,17E+07 0,823 2,324
42 10p4ic -1,55E+09 0,714 4,25E+07 0,839 2,359
43 8p6ia -1,85E+09 0,854 4,86E+07 0,961 2,726
44 8p6ib -1,68E+09 0,775 4,54E+07 0,896 2,345
45 8p6ic -1,76E+09 0,809 4,56E+07 0,900 2,432
102
Continuação

Estratégias VPc Np ROI do


Configurações VPc Np
de produção Normalizado Normalizado campo

46 10p5ia -1,44E+09 0,663 3,90E+07 0,769 1,885


47 10p5ib -1,53E+09 0,704 4,30E+07 0,849 2,143
48 10p5ic -1,72E+09 0,793 4,51E+07 0,891 2,257
49 8p7ia -2,05E+09 0,945 4,92E+07 0,971 2,687
50 8p7ib -1,89E+09 0,868 4,78E+07 0,944 2,344
51 8p7ic -1,82E+09 0,836 4,60E+07 0,908 2,287
52 11p5ia -1,82E+09 0,840 4,84E+07 0,955 2,185
53 11p5ib -1,86E+09 0,856 4,53E+07 0,895 2,227
54 11p5ic -1,60E+09 0,735 4,44E+07 0,878 1,810
55 12p4ia -1,91E+09 0,878 4,84E+07 0,955 2,461
56 12p4ib -1,61E+09 0,743 3,90E+07 0,771 1,977
57 12p4ic -1,82E+09 0,840 4,56E+07 0,900 2,097
58 14p4ia -1,51E+09 0,697 3,95E+07 0,780 1,682
59 14p4ib -1,88E+09 0,864 4,52E+07 0,892 1,966
60 14p4ic -1,66E+09 0,764 4,41E+07 0,870 2,023
61 13p5ia -1,96E+09 0,903 4,72E+07 0,931 2,238
62 13p5ib -2,08E+09 0,957 4,41E+07 0,871 2,231
63 13p5ic -1,74E+09 0,802 4,09E+07 0,807 1,633
64 14p6ia -2,05E+09 0,944 4,74E+07 0,936 1,714
65 14p6ib -2,10E+09 0,965 4,68E+07 0,924 1,953
66 14p6ic -1,91E+09 0,877 5,06E+07 1,000 1,844
67 12p8ia -1,78E+09 0,822 4,43E+07 0,875 1,397
68 12p8ib -1,96E+09 0,901 4,81E+07 0,949 1,767
69 12p8ic -1,97E+09 0,908 4,89E+07 0,965 1,936
70 15p5ia -1,99E+09 0,917 4,71E+07 0,930 1,915
71 15p5ib -1,92E+09 0,886 4,68E+07 0,924 1,796
72 15p5ic -2,17E+09 1,000 4,81E+07 0,950 2,102
73 13p7ia -1,95E+09 0,898 4,93E+07 0,973 1,696
74 13p7ib -1,91E+09 0,881 4,85E+07 0,957 1,798
75 13p7ic -1,92E+09 0,883 4,93E+07 0,974 1,767

103
ROI do VAE do Benefício Benefício
Estratégias VAE do
Configurações campo campo custo do custo
de produção Campo
Normalizado Normalizado Campo Normalizado
1 1p0ia 0,980 2,55E+07 0,365 0,337 0,980
2 1p0ib 0,990 2,47E+07 0,352 0,344 1,000
3 1p0ic 1,000 2,51E+07 0,359 0,340 0,989
4 1p1ia 0,789 2,64E+07 0,378 0,301 0,876
5 1p1ib 0,786 2,63E+07 0,376 0,307 0,891
6 1p1ic 0,798 2,67E+07 0,382 0,306 0,889
7 2p1ia 0,868 3,85E+07 0,551 0,304 0,884
8 2p1ib 0,948 4,24E+07 0,607 0,310 0,899
9 2p1ic 0,886 3,97E+07 0,567 0,309 0,898
10 2p2ia 0,690 3,87E+07 0,553 0,296 0,859
11 2p2ib 0,705 3,95E+07 0,565 0,294 0,854
12 2p2ic 0,687 3,85E+07 0,550 0,294 0,853
13 3p1ia 0,825 4,56E+07 0,652 0,303 0,881
14 3p1ib 0,680 3,76E+07 0,537 0,298 0,866
15 3p1ic 0,823 4,55E+07 0,650 0,306 0,888
16 3p3ia 0,721 5,67E+07 0,810 0,279 0,811
17 3p3ib 0,545 4,29E+07 0,613 0,274 0,796
18 3p3ic 0,630 4,95E+07 0,708 0,258 0,751
19 4p2ia 0,551 4,25E+07 0,607 0,278 0,808
20 4p2ib 0,574 4,43E+07 0,633 0,281 0,815
21 4p2ic 0,602 4,58E+07 0,654 0,243 0,706
22 6p2ia 0,589 5,64E+07 0,807 0,263 0,764
23 6p2ib 0,616 5,96E+07 0,852 0,274 0,796
24 6p2ic 0,576 5,58E+07 0,798 0,272 0,790
25 5p3ia 0,463 4,55E+07 0,651 0,250 0,725
26 5p3ib 0,632 6,21E+07 0,887 0,275 0,798
27 5p3ic 0,527 5,18E+07 0,740 0,252 0,731
28 7p3ia 0,438 5,10E+07 0,729 0,251 0,731
29 7p3ib 0,532 6,04E+07 0,864 0,246 0,715
30 7p3ic 0,473 5,51E+07 0,788 0,248 0,721
31 6p4ia 0,398 4,73E+07 0,676 0,223 0,648
32 6p4ib 0,391 4,65E+07 0,664 0,230 0,669
33 6p4ic 0,497 5,91E+07 0,844 0,210 0,611
34 9p3ia 0,371 4,91E+07 0,702 0,225 0,654
35 9p31b 0,427 5,65E+07 0,808 0,250 0,725
36 9p31c 0,354 4,68E+07 0,669 0,240 0,696
37 7p5ia 0,459 6,31E+07 0,902 0,242 0,704
38 7p5ib 0,393 5,41E+07 0,773 0,241 0,701
39 7p5ic 0,421 5,78E+07 0,827 0,229 0,666
40 10p4ia 0,326 4,93E+07 0,704 0,218 0,632
41 10p4ib 0,360 5,43E+07 0,777 0,234 0,681
42 10p4ic 0,365 5,52E+07 0,788 0,227 0,659
43 8p6ia 0,422 6,61E+07 0,944 0,227 0,659
44 8p6ib 0,363 5,68E+07 0,812 0,215 0,625
45 8p6ic 0,376 5,89E+07 0,842 0,214 0,621
104
Continuação
ROI do VAE do Benefício Benefício
Estratégias VAE do
Configurações campo campo custo do custo
de produção Campo
Normalizado Normalizado Campo Normalizado
46 10p5ia 0,292 4,75E+07 0,679 0,210 0,610
47 10p5ib 0,332 5,40E+07 0,772 0,225 0,653
48 10p5ic 0,349 5,69E+07 0,813 0,210 0,611
49 8p7ia 0,416 7,00E+07 1,000 0,217 0,631
50 8p7ib 0,363 6,10E+07 0,872 0,206 0,599
51 8p7ic 0,354 5,96E+07 0,851 0,209 0,607
52 11p5ia 0,338 5,83E+07 0,834 0,204 0,592
53 11p5ib 0,345 5,96E+07 0,852 0,204 0,593
54 11p5ic 0,280 4,81E+07 0,687 0,192 0,558
55 12p4ia 0,381 6,29E+07 0,900 0,210 0,611
56 12p4ib 0,306 5,03E+07 0,720 0,199 0,577
57 12p4ic 0,324 5,36E+07 0,767 0,187 0,544
58 14p4ia 0,260 4,68E+07 0,669 0,197 0,572
59 14p4ib 0,304 5,52E+07 0,789 0,188 0,545
60 14p4ic 0,313 5,63E+07 0,805 0,216 0,628
61 13p5ia 0,346 6,35E+07 0,907 0,206 0,599
62 13p5ib 0,345 6,69E+07 0,956 0,194 0,563
63 13p5ic 0,253 4,54E+07 0,649 0,166 0,482
64 14p6ia 0,265 5,32E+07 0,761 0,165 0,481
65 14p6ib 0,302 6,15E+07 0,880 0,184 0,535
66 14p6ic 0,285 5,73E+07 0,818 0,190 0,552
67 12p8ia 0,216 4,55E+07 0,650 0,162 0,472
68 12p8ib 0,273 5,70E+07 0,815 0,186 0,539
69 12p8ic 0,300 6,22E+07 0,888 0,200 0,580
70 15p5ia 0,296 5,91E+07 0,844 0,189 0,549
71 15p5ib 0,278 5,50E+07 0,786 0,182 0,529
72 15p5ic 0,325 6,61E+07 0,945 0,190 0,552
73 13p7ia 0,262 5,40E+07 0,772 0,176 0,512
74 13p7ib 0,278 5,73E+07 0,819 0,191 0,554
75 13p7ic 0,273 5,61E+07 0,801 0,186 0,539

105
Razão
Estratégias Np atualizado Razão
Configurações Np atualizado VPL/Np
de produção Normalizado VPL/Np.
Normalizado
1 1p0ia 4,13E+06 0,202 17,06 1,000
2 1p0ib 4,11E+06 0,201 17,03 0,998
3 1p0ic 4,19E+06 0,204 16,86 0,989
4 1p1ia 5,59E+06 0,273 8,50 0,498
5 1p1ib 5,50E+06 0,269 8,97 0,526
6 1p1ic 5,59E+06 0,273 8,58 0,503
7 2p1ia 8,06E+06 0,394 11,81 0,693
8 2p1ib 8,74E+06 0,427 11,24 0,659
9 2p1ic 8,20E+06 0,400 11,12 0,652
10 2p2ia 8,36E+06 0,408 11,03 0,647
11 2p2ib 8,56E+06 0,418 10,40 0,610
12 2p2ic 8,36E+06 0,408 10,35 0,607
13 3p1ia 9,59E+06 0,469 11,86 0,695
14 3p1ib 8,08E+06 0,395 12,34 0,723
15 3p1ic 9,51E+06 0,464 11,97 0,702
16 3p3ia 1,27E+07 0,623 9,67 0,567
17 3p3ib 9,92E+06 0,484 9,84 0,577
18 3p3ic 1,19E+07 0,580 9,96 0,584
19 4p2ia 9,71E+06 0,474 11,48 0,673
20 4p2ib 1,00E+07 0,490 11,23 0,658
21 4p2ic 1,15E+07 0,563 10,15 0,595
22 6p2ia 1,34E+07 0,655 10,64 0,624
23 6p2ib 1,37E+07 0,669 10,57 0,620
24 6p2ic 1,29E+07 0,632 9,96 0,584
25 5p3ia 1,14E+07 0,557 9,92 0,582
26 5p3ib 1,42E+07 0,695 10,46 0,613
27 5p3ic 1,28E+07 0,625 9,76 0,572
28 7p3ia 1,27E+07 0,622 9,63 0,565
29 7p3ib 1,52E+07 0,741 10,04 0,589
30 7p3ic 1,38E+07 0,676 9,26 0,543
31 6p4ia 1,30E+07 0,636 8,30 0,487
32 6p4ib 1,25E+07 0,610 8,80 0,516
33 6p4ic 1,68E+07 0,821 8,68 0,509
34 9p3ia 1,35E+07 0,659 8,61 0,505
35 9p31b 1,42E+07 0,695 8,55 0,501
36 9p31c 1,23E+07 0,602 8,70 0,510
37 7p5ia 1,62E+07 0,789 8,82 0,517
38 7p5ib 1,40E+07 0,686 9,03 0,530
39 7p5ic 1,55E+07 0,759 8,30 0,487
40 10p4ia 1,40E+07 0,684 8,04 0,471
41 10p4ib 1,45E+07 0,709 8,30 0,487
42 10p4ic 1,51E+07 0,737 8,26 0,485
43 8p6ia 1,79E+07 0,874 8,65 0,507
44 8p6ib 1,62E+07 0,791 7,98 0,468
45 8p6ic 1,68E+07 0,822 8,23 0,483
106
Continuação
Razão
Estratégias Np atualizado Razão
Configurações Np atualizado VPL/Np
de produção Normalizado VPL/Np.
Normalizado
46 10p5ia 1,40E+07 0,685 7,76 0,455
47 10p5ib 1,50E+07 0,731 7,99 0,469
48 10p5ic 1,65E+07 0,807 8,03 0,471
49 8p7ia 1,96E+07 0,958 9,06 0,531
50 8p7ib 1,80E+07 0,877 8,14 0,477
51 8p7ic 1,74E+07 0,849 8,25 0,483
52 11p5ia 1,74E+07 0,851 7,68 0,450
53 11p5ib 1,77E+07 0,867 8,38 0,491
54 11p5ic 1,53E+07 0,745 6,89 0,404
55 12p4ia 1,82E+07 0,889 8,29 0,486
56 12p4ib 1,54E+07 0,754 8,21 0,481
57 12p4ic 1,71E+07 0,837 7,49 0,439
58 14p4ia 1,46E+07 0,715 7,55 0,443
59 14p4ib 1,77E+07 0,865 7,78 0,456
60 14p4ic 1,62E+07 0,789 8,13 0,477
61 13p5ia 1,87E+07 0,916 8,57 0,503
62 13p5ib 1,96E+07 0,956 9,12 0,535
63 13p5ic 1,63E+07 0,794 7,07 0,414
64 14p6ia 1,90E+07 0,930 7,16 0,420
65 14p6ib 1,97E+07 0,964 8,25 0,484
66 14p6ic 1,81E+07 0,886 7,15 0,419
67 12p8ia 1,68E+07 0,820 6,54 0,383
68 12p8ib 1,86E+07 0,908 7,55 0,443
69 12p8ic 1,89E+07 0,924 8,06 0,473
70 15p5ia 1,89E+07 0,922 7,99 0,469
71 15p5ib 1,82E+07 0,888 7,48 0,439
72 15p5ic 2,05E+07 1,000 8,58 0,503
73 13p7ia 1,84E+07 0,898 6,98 0,409
74 13p7ib 1,83E+07 0,892 7,53 0,441
75 13p7ic 1,82E+07 0,890 7,21 0,423

107
Anexo II TABELA COM DADOS DE PRODUÇÃO

Estratégias
Configurações Np Gp Wp Wi OIP
de produção
1 1p0ia 7.98E+06 9.06E+08 0.00E+00 0.00E+00 8.71E+07
2 1p0ib 8.08E+06 9.17E+08 2.49E+05 0.00E+00 8.70E+07
3 1p0ic 8.24E+06 9.35E+08 1.31E+04 0.00E+00 8.68E+07
4 1p1ia 1.98E+07 2.25E+09 2.20E+05 1.91E+07 7.53E+07
5 1p1ib 1.87E+07 2.12E+09 8.93E+04 1.61E+07 7.64E+07
6 1p1ic 1.98E+07 2.25E+09 1.51E+05 1.75E+07 7.52E+07
7 2p1ia 2.08E+07 2.36E+09 2.73E+06 2.19E+07 7.43E+07
8 2p1ib 2.40E+07 2.73E+09 4.76E+05 2.33E+07 7.10E+07
9 2p1ic 2.27E+07 2.58E+09 2.48E+04 2.08E+07 7.24E+07
10 2p2ia 2.23E+07 2.54E+09 2.51E+06 2.29E+07 7.27E+07
11 2p2ib 2.42E+07 2.75E+09 6.05E+04 2.34E+07 7.09E+07
12 2p2ic 2.37E+07 2.69E+09 3.96E+04 2.27E+07 7.14E+07
13 3p1ia 2.45E+07 2.78E+09 1.28E+05 2.34E+07 7.06E+07
14 3p1ib 1.94E+07 2.20E+09 2.91E+04 1.59E+07 7.57E+07
15 3p1ic 2.42E+07 2.75E+09 1.46E+05 2.29E+07 7.09E+07
16 3p3ia 3.73E+07 4.24E+09 7.24E+06 4.93E+07 5.77E+07
17 3p3ib 2.77E+07 3.15E+09 1.10E+06 2.92E+07 6.73E+07
18 3p3ic 3.16E+07 3.59E+09 1.28E+07 4.63E+07 6.34E+07
19 4p2ia 2.36E+07 2.68E+09 2.86E+06 2.46E+07 7.15E+07
20 4p2ib 2.51E+07 2.85E+09 1.27E+06 2.51E+07 7.00E+07
21 4p2ic 2.87E+07 3.26E+09 1.70E+07 4.66E+07 6.63E+07
22 6p2ia 3.38E+07 3.83E+09 1.06E+07 4.70E+07 6.13E+07
23 6p2ib 3.59E+07 4.08E+09 6.88E+06 4.62E+07 5.91E+07
24 6p2ic 3.57E+07 4.05E+09 5.49E+06 4.46E+07 5.94E+07
25 5p3ia 2.92E+07 3.32E+09 9.59E+06 3.95E+07 6.58E+07
26 5p3ib 3.78E+07 4.29E+09 7.74E+06 4.95E+07 5.72E+07
27 5p3ic 3.38E+07 3.84E+09 1.30E+07 4.94E+07 6.13E+07
28 7p3ia 3.37E+07 3.83E+09 7.86E+06 4.43E+07 6.14E+07
29 7p3ib 3.83E+07 4.35E+09 2.03E+07 6.31E+07 5.67E+07
30 7p3ic 3.79E+07 4.30E+09 1.05E+07 5.27E+07 5.72E+07
31 6p4ia 3.63E+07 4.12E+09 1.38E+07 5.40E+07 5.88E+07
32 6p4ib 3.36E+07 3.82E+09 1.13E+07 4.76E+07 6.14E+07
33 6p4ic 4.33E+07 4.92E+09 3.34E+07 8.85E+07 5.18E+07
108
Continuação
Estratégias
Configurações Np Gp Wp Wi OIP
de produção
34 9p3ia 3.63E+07 4.12E+09 1.36E+07 5.35E+07 5.87E+07
35 9p31b 4.21E+07 4.78E+09 4.68E+06 5.26E+07 5.29E+07
36 9p31c 3.43E+07 3.89E+09 3.17E+06 3.99E+07 6.08E+07
37 7p5ia 4.55E+07 5.17E+09 1.63E+07 6.97E+07 4.95E+07
38 7p5ib 3.81E+07 4.33E+09 9.64E+06 5.20E+07 5.69E+07
39 7p5ic 4.44E+07 5.04E+09 1.81E+07 7.06E+07 5.07E+07
40 10p4ia 3.90E+07 4.43E+09 1.31E+07 5.69E+07 5.61E+07
41 10p4ib 4.17E+07 4.73E+09 7.80E+06 5.51E+07 5.34E+07
42 10p4ic 4.25E+07 4.83E+09 1.27E+07 6.16E+07 5.26E+07
43 8p6ia 4.86E+07 5.52E+09 2.48E+07 8.52E+07 4.64E+07
44 8p6ib 4.54E+07 5.15E+09 2.08E+07 7.45E+07 4.97E+07
45 8p6ic 4.56E+07 5.18E+09 2.41E+07 8.12E+07 4.95E+07
46 10p5ia 3.90E+07 4.42E+09 1.31E+07 5.69E+07 5.61E+07
47 10p5ib 4.30E+07 4.88E+09 1.03E+07 5.97E+07 5.21E+07
48 10p5ic 4.51E+07 5.12E+09 2.46E+07 8.06E+07 4.99E+07
49 8p7ia 4.92E+07 5.58E+09 2.85E+07 9.12E+07 4.59E+07
50 8p7ib 4.78E+07 5.42E+09 2.57E+07 8.68E+07 4.73E+07
51 8p7ic 4.60E+07 5.22E+09 2.20E+07 8.05E+07 4.91E+07
52 11p5ia 4.84E+07 5.49E+09 2.59E+07 8.42E+07 4.67E+07
53 11p5ib 4.53E+07 5.15E+09 3.14E+07 8.54E+07 4.97E+07
54 11p5ic 4.44E+07 5.05E+09 1.66E+07 6.86E+07 5.06E+07
55 12p4ia 4.84E+07 5.49E+09 2.88E+07 8.93E+07 4.67E+07
56 12p4ib 3.90E+07 4.43E+09 2.57E+07 6.94E+07 5.60E+07
57 12p4ic 4.56E+07 5.17E+09 3.27E+07 8.97E+07 4.95E+07
58 14p4ia 3.95E+07 4.48E+09 1.55E+07 5.93E+07 5.56E+07
59 14p4ib 4.52E+07 5.13E+09 3.74E+07 9.08E+07 4.99E+07
60 14p4ic 4.41E+07 5.00E+09 1.67E+07 6.79E+07 5.10E+07
61 13p5ia 4.72E+07 5.35E+09 3.25E+07 9.26E+07 4.79E+07
62 13p5ib 4.41E+07 5.01E+09 2.87E+07 8.62E+07 5.09E+07
63 13p5ic 4.09E+07 4.64E+09 2.83E+07 8.08E+07 5.42E+07
64 14p6ia 4.74E+07 5.38E+09 3.85E+07 9.97E+07 4.77E+07
65 14p6ib 4.68E+07 5.31E+09 3.08E+07 9.16E+07 4.83E+07
66 14p6ic 5.06E+07 5.75E+09 2.25E+07 8.81E+07 4.44E+07
67 12p8ia 4.43E+07 5.03E+09 2.91E+07 8.48E+07 5.08E+07
68 12p8ib 4.81E+07 5.46E+09 3.22E+07 9.28E+07 4.70E+07
69 12p8ic 4.89E+07 5.55E+09 2.46E+07 8.76E+07 4.62E+07
70 15p5ia 4.71E+07 5.34E+09 3.04E+07 9.12E+07 4.80E+07
71 15p5ib 4.68E+07 5.31E+09 3.34E+07 9.27E+07 4.83E+07
72 15p5ic 4.81E+07 5.46E+09 3.50E+07 9.76E+07 4.69E+07
73 13p7ia 4.93E+07 5.59E+09 3.02E+07 9.26E+07 4.58E+07
74 13p7ib 4.85E+07 5.50E+09 3.19E+07 9.24E+07 4.66E+07
75 13p7ic 4.93E+07 5.60E+09 2.38E+07 8.76E+07 4.57E+07

109
Estratégias tempo tempo
Configurações PR poços produtor. injetor.
de produção produção. injeção.
1 1p0ia 216.013 1 1 0 4150.15 0
2 1p0ib 212.428 1 1 0 4669.11 0
3 1p0ic 212.517 1 1 0 4567.03 0
4 1p1ia 243.169 2 1 1 8005 8005
5 1p1ib 228.541 2 1 1 8005 8005
6 1p1ic 225.741 2 1 1 8005 8005
7 2p1ia 232.291 3 2 1 8005 8005
8 2p1ib 222.626 3 2 1 8005 8005
9 2p1ic 220.276 3 2 1 8005 8005
10 2p2ia 221.83 4 2 2 8005 8005
11 2p2ib 226.234 4 2 2 8005 8005
12 2p2ic 226.187 4 2 2 8005.9 8005.9
13 3p1ia 220.023 4 3 1 8005 8005
14 3p1ib 216.055 4 3 1 8005 8005
15 3p1ic 219.094 4 3 1 8005 8005
16 3p3ia 234.57 6 3 3 8005.9 8005.9
17 3p3ib 224.603 6 3 3 8005 8005
18 3p3ic 224.665 6 3 3 8005 8005
19 4p2ia 218.17 6 4 2 8005 8005
20 4p2ib 217.788 6 4 2 8005 8005
21 4p2ic 225.953 6 4 2 8005.9 8005.9
22 6p2ia 225.633 8 6 2 8005 8005
23 6p2ib 224.363 8 6 2 8005 8005
24 6p2ic 225.536 8 6 2 8005 7731.5
25 5p3ia 221.626 8 5 3 8005 8005
26 5p3ib 222.342 8 5 3 8005 8005
27 5p3ic 224.652 8 5 3 8005 8005
28 7p3ia 226.281 10 7 3 8005.9 8005.9
29 7p3ib 226.458 10 7 3 8005 8005
30 7p3ic 226.214 10 7 3 8005.9 8005.9
31 6p4ia 230.152 10 6 4 8005 8005
32 6p4ib 225.463 10 6 4 8005 8005
33 6p4ic 307.07 10 6 4 8005.9 8005.9
34 9p3ia 224.762 12 9 3 8005 8005
35 9p31b 224.928 12 9 3 8005.9 8005.9
36 9p31c 220.704 12 9 3 8005 8005
37 7p5ia 235.383 12 7 5 8005 8005
38 7p5ib 224.507 12 7 5 8005.9 8005.9
39 7p5ic 246.433 12 7 5 8005.9 8005.9
40 10p4ia 227.369 14 10 4 8005 8005
41 10p4ib 224.998 14 10 4 8005.9 8005.9
42 10p4ic 232.342 14 10 4 8005 8005
43 8p6ia 280.474 14 8 6 8005 8005
44 8p6ib 244.768 14 8 6 8005.9 8005.9
45 8p6ic 292.337 14 8 6 8005.9 8005.9
46 10p5ia 227.363 15 10 5 8005 8005
110
Continuação
Estratégias tempo tempo
Configurações PR poços produtor. injetor.
de produção produção. injeção.
47 10p5ib 227.851 15 10 5 8005.9 8005.9
48 10p5ic 284.004 15 10 5 8005.9 8005.9
49 8p7ia 308.023 15 8 7 8005 8005
50 8p7ib 310.225 15 8 7 8005.9 8005.9
51 8p7ic 305.329 15 8 7 8005.9 8005.9
52 11p5ia 252.352 16 11 5 8005 8005
53 11p5ib 250.399 16 11 5 8005.9 8005.9
54 11p5ic 239.218 16 11 5 8005.9 8005.9
55 12p4ia 288.469 16 12 4 8005 8005
56 12p4ib 224.836 16 12 4 8005.9 8005.9
57 12p4ic 290.231 16 12 4 8005 8005
58 14p4ia 218.504 18 14 4 8005.9 8005.9
59 14p4ib 243.842 18 14 4 8005.9 8005.9
60 14p4ic 233.688 18 14 4 8005.9 8005.9
61 13p5ia 308.15 18 13 5 8005.9 8005.9
62 13p5ib 327.846 18 13 5 5982.85 8005.9
63 13p5ic 314.311 18 13 5 8005.9 8005.9
64 14p6ia 320.929 20 14 6 8005.9 8005.9
65 14p6ib 326.725 20 14 6 7309.01 8005.9
66 14p6ic 323.133 20 14 6 7661.7 8005
67 12p8ia 296.232 20 12 8 8005.9 8005.9
68 12p8ib 295.912 20 12 8 8005.9 8005.9
69 12p8ic 318.607 20 12 8 7753.88 8005.9
70 15p5ia 319.529 20 15 5 8005.9 8005.9
71 15p5ib 300.83 20 15 5 8005.9 8005.9
72 15p5ic 327.304 20 15 5 7103.98 8005.9
73 13p7ia 298.826 20 13 7 8005 8005
74 13p7ib 285.41 20 13 7 8005 8005
75 13p7ic 322.143 20 13 7 7818.56 8005

111
Anexo III DADOS DO CENÁRIO 1

800

700
VPL do campo (Milhões)

600

500

400

300

200

100

0
0 3 6 9 1 2 15 18 21 24 27 30 33 3 6 39 42 45 48 51 54 57 6 0 63 66 69 72 75
Estratégias de produção

VPL preço baixo VPL preço base VPL preço alto

FIGURA 7.1 Estratégias de produção e VPL do campo do cenário1.

112
5
4,5
4
3,5
ROI do campo

3
2,5
2
1,5
1
0,5
0
0 100 200 300 400 500 600 700 800
VPL do campo (Milhões)

ROI preço baixo ROI preço base ROI preço alto

FIGURA 7.2 VPL do campo por ROI do campo do cenário1.

25
NP atualizado do campo (Milhões)

20

15

10

0
0 100 200 300 400 500 600 700 800
VPL do campo (Milhões)

NP atualizado preço baixo NP atualizado preço base NP atualizado preço alto

FIGURA 7.3 VPL do campo por Np atualizado do campo do cenário 1.

113
60

50
NP do campo (Milhões)

40

30

20

10

0
0 100 200 300 400 500 600 700 800
VPL do campo (Milhões)

NP preço baixo NP preço base NP preço alto

FIGURA 7.4 VPL do campo por Np do campo do cenário1.

114
Anexo IV DADOS DO CENÁRIO 2

800

700

600
VPL do campo (Milhões)

500

400

300

200

100

0
0 3 6 9 12 15 18 21 24 27 30 33 36 39 4 2 45 48 51 54 57 60 63 66 69 72 75
-100
Estratégias de produção

VPL preço baixo VPL preço base VPL preço alto

FIGURA 7.5 Estratégias de produção por VPL do campo do cenário 2.

115
3,5

2,5
ROI do campo

1,5

0,5

0
-100 0 100 200 300 400 500 600 700 800
-0,5
VPL do campo (Milhões)

ROI preço baixo ROI preço base ROI preço alto

FIGURA 7.6 VPL do campo por ROI do campo do cenário 2.

25
NP atualizado do campo (Milhões)

20

15

10

0
-100 0 100 200 300 400 500 600 700 800
VPL do campo (Milhões)

NP atualizado preço baixo NP atualizado preço base NP atualizado preço alto

FIGURA 7.7 VPL do campo por Np do campo do cenário 2.

116
25
NP atualizado do campo (Milhões)

20

15

10

0
-100 0 100 200 300 400 500 600 700 800
VPL do campo (Milhões)

NP atualizado preço baixo NP atualizado preço base NP atualizado preço alto

FIGURA 7.8 VPL do campo por Np atualizado do campo do cenário 2.

117
Anexo V DADOS DO CENÁRIO 3

700

600

500
VPL do campo (Milhões)

400

300

200

100

0
0 3 6 9 12 15 18 21 24 27 30 33 36 39 4 2 45 48 51 54 57 60 63 66 69 72 75
-100

-200
Estratégias de produção

VPL preço baixo VPL preço base VPL preço alto

FIGURA 7.9 Estratégias de produção por VPL do campo do cenário 3.

118
2,5

1,5
ROI do campo

0,5

0
-200 -100 0 100 200 300 400 500 600 700
-0,5
VPL do campo (Milhões)

ROI preço baixo ROI preço base ROI preço alto

FIGURA 7.10 VPL do campo por ROI do campo do cenário 3.

25
Np atualizado do campo (Milhões)

20

15

10

0
-200 -100 0 100 200 300 400 500 600 700
VPL do campo (Milhões)

NP atualizado preço baixo NP atualizado preço base NP atualizado preço alto

FIGURA 7.11 VPL do campo por Np atualizado do campo do cenário 3.

119
60

50
Np do campo (Milhões)

40

30

20

10

0
-200 -100 0 100 200 300 400 500 600 700
VPL do campo (Milhões)

NP preço baixo NP preço base NP preço alto

FIGURA 7.12 VPL do campo por Np do campo do cenário 3.

120
Anexo VI DADOS DO CENÁRIO 4

600

500

400
VPL do campo (Milhões)

300

200

100

0
0 3 6 9 12 15 18 21 24 27 30 33 36 39 4 2 45 48 51 54 57 60 63 66 69 72 75
-100

-200

-300
Estratégias de produção

VPL preço baixo VPL preço base VPL preço alto

FIGURA 7.13 Estratégias de produção por VPL do campo do cenário 4.

121
2

1,5

1
ROI do campo

0,5

0
-300 -200 -100 0 100 200 300 400 500 600
-0,5

-1
VPL do campo (Milhões)

ROI preço baixo ROI preço base ROI preço alto

FIGURA 7.14 VPL do campo por ROI do campo do cenário 4.

25
Np atualizado do campo (Milhões)

20

15

10

0
-300 -200 -100 0 100 200 300 400 500 600
VPL do campo (Milhões)

NP atualizado preço baixo NP atualizado preço base NP atualizado preço alto

FIGURA 7.15 VPL do campo por Np atualizado do campo do cenário 4.

122
60

50
Np do campo (Milhões)

40

30

20

10

0
-300 -200 -100 0 100 200 300 400 500 600
VPL do campo (Milhões)

NP preço baixo NP preço base NP preço alto

FIGURA 7.16 VPL do campo por Np do campo do cenário 4.

123
Anexo VII DADOS DO CENÁRIO 5

600

500

400
VPL do campo (Milhões)

300

200

100

0
0 3 6 9 12 15 18 21 24 27 30 33 36 39 4 2 45 48 51 54 57 60 63 66 69 72 75
-100

-200

-300
Estratégias de produção

VPL preço baixo VPL preço base VPL preço alto

FIGURA 7.17 Estratégias de produção por VPL do campo do cenário 5.

124
1,2
1
0,8
0,6
ROI do campo

0,4
0,2
0
-300 -200 -100 -0,2 0 100 200 300 400 500 600

-0,4
-0,6
-0,8
VPL do campo (Milhões)

ROI preço baixo ROI preço base ROI preço alto

FIGURA 7.18 VPL do campo por ROI do campo do cenário 5.

25
Np atualizado do campo (Milhões)

20

15

10

0
-300 -200 -100 0 100 200 300 400 500 600
VPL do campo (Milhões)

NP atualizado preço baixo NP atualizado preço base NP atualizado preço alto

FIGURA 7.19 VPL do campo por Np atualizado campo do cenário 5.

125
60

50
Np do campo (Milhões)

40

30

20

10

0
-300 -200 -100 0 100 200 300 400 500 600
VPL do campo (Milhões)

NP preço baixo NP preço base NP preço alto

FIGURA 7.20 VPL do campo por Np do campo do cenário 5.

126
Anexo VIII DADOS DO CENÁRIO 6

500

400

300
VPL do campo (Milhões)

200

100

0
0 3 6 9 12 15 18 21 24 27 30 33 36 39 4 2 45 48 51 54 57 60 63 66 69 72 75
-100

-200

-300

-400
Estratégias de produção

VPL preço baixo VPL preço base VPL preço alto

FIGURA 7.21 Estratégias de produção por VPL do campo do cenário 6.

127
0,8

0,6

0,4
ROI do campo

0,2

0
-400 -300 -200 -100 0 100 200 300 400 500
-0,2

-0,4

-0,6

-0,8
VPL do campo (Milhões)

ROI preço baixo ROI preço base ROI preço alto

FIGURA 7.22 VPL do campo por ROI do campo do cenário 6.

25
Np atualizado do campo (Milhões)

20

15

10

0
-400 -300 -200 -100 0 100 200 300 400 500
VPL do campo (Milhões)

NP atualizado preço baixo NP atualizado preço base NP atualizado preço alto

FIGURA 7.23 VPL do campo por Np atualizado do campo do cenário 6.

128
60

50
Np do campo (Milhões)

40

30

20

10

0
-400 -300 -200 -100 0 100 200 300 400 500
VPL do campo (Milhões)

NP preço baixo NP preço base NP preço alto

FIGURA 7.24 VPL do campo por Np do campo do cenário 6.

129