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A SAÚDE NO ESTADO

Matérias Jornalísticas - Destaques nos principais jornais e websites

03, 04 e 05 de fevereiro de 2018 (Sábado, Domingo e Segunda-Feira)


Folia da solidariedade abre campanha de carnaval do Hemopa Durante a ação, mais de 230 bolsas de sangue foram coletadas.

Por: Portal ORM 4 de Fevereiro de 2018 às 11:20 Atualizado em 4 de Fevereiro de 2018 às 19:28

Mesmo sob forte chuva, a solidariedade levou dezenas de pessoas ao Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) neste
sábado (03), para a abertura da Campanha de Carnaval 2018 da instituição. A ação estratégica segue até a sexta-feira (09) e visa restaurar
o estoque de sangue do hemocentro, que só em Belém é responsável pelo abastecimento de 95 hospitais. Durante a ação, mais de 230
bolsas de sangue foram coletadas.
Com o tema “Quem doa sangue tem amor no coração”, a abertura da campanha contou com show de SamBloco, Mano Ió, Gigi Furtado e
Jorginho Gomez e apresentações de Keyla Barros e Top Ritmos, tudo sob gerência da mestre de cerimônia da festa D. Sandra, humorista
paraense. Também houve customização das camisas recebidas pelos doadores. A presidente do Hemopa, Ana Suely Saraiva, ressaltou a
importância de cada voluntário que faz sua doação de sangue. “Agradecemos o apoio de todos os parceiros que não medem esforços para
nos apoiar na manutenção do estoque técnico de sangue.”
Um desses parceiros é a Polícia Militar. Mais de 70 alunos do Curso de Formação de Praças (CFP) chegaram cedo ao hemocentro para
reforçar a campanha e participar da programação. “Temos como princípio servir à comunidade paraense, e a doação de sangue é uma
forma de fazer isso. Esses jovens estão num processo de formação e precisamos incutir isso neles”, explicou o comandante do 7º Pelotão
do CFP, tenente Raoni. Para a gerente de Captação de Doadores, Juciara Farias, a união das mais diferentes pessoas deixa o laço da
doação de sangue muito mais forte. “O principal critério para a doação de sangue é, sem dúvida, querer ajudar ao próximo. Mesmo quando
a pessoa está impossibilitada de doar, pode mobilizar amigos e familiares. E, nessa época do ano, quando o nosso estoque de sangue
registra uma significativa baixa, isso faz toda a diferença. Ninguém pode esquecer que carnaval é tempo de folia , mas também pode ser
de solidariedade”.
Serviço:
Para ser um doador de sangue, basta ter entre 16 e 69 anos (menores devem estar acompanhados do responsável legal), ter mais de
50kg, estar bem de saúde e portar documento de identificação original e com foto. O Hemopa fica na travessa Padre Eutíquio, nº 2109,
bairro de Batista Campos, e funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 17h. As doações também
podem ser feitas na Estação de Coleta Castanheira, que fica no Pórtico Metrópole, na entrada do shopping Castanheira (BR-316, km 1).
Mais informações: 3110-6500 / 0800 280 8118.

HGT prorroga data de entrega de currículos para vaga de farmacêutico Os interessados tem até o dia 9 de fevereiro a data para
entrega de currículos no processo seletivo

Por: Agência Pará 3 de Fevereiro de 2018 às 17:23

O Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), que administra o Hospital Geral de Tailândia (HGT), na mesorregião
do nordeste paraense, prorrogou para o dia 9 de fevereiro a data para entrega de currículos no processo seletivo que visa à contratação de
Farmacêutico, preferencialmente para Pessoas com Deficiência (PcD).
Os interessados deverão enviar seus currículos para o Departamento de Pessoal da instituição, de 9h as 16h. A direção da unidade
hospitalar ressalta que os documentos passarão por triagem que segue critérios do setor de Recursos Humanos para a vaga ofertada.
Com a seleção efetivada, os candidatos que tiveram seus currículos aprovados serão contatados pelo Departamento de Pessoal, que
informará local, dia e hora da realização da prova e da entrevista.
Os candidatos devem ter os seguintes conhecimentos e habilidades para participação no processo seletivo:
Farmacêutico: Graduação em Farmácia e/ou Farmácia/Bioquímica, registro no CRF e, de preferência, possuir experiência em farmácia
clínica/hospitalar e disponibilidade de horário para cumprimento da carga horária de 180h/m (Escala 6x1).

Hemopa convoca doadores para campanha de Carnaval Campanha também será realizada nos hemocentros do interior

Por: Portal ORM 2 de Fevereiro de 2018 às 10:14 Atualizado em 2 de Fevereiro de 2018 às 10:15

De sábado (3) até próxima sexta-feira (9) a Fundação Hemopa realiza sua campanha de doação de sangue, que este ano tem o tema
“Quem doa sangue tem amor no coração”. A campanha tem o objetivo de restaurar o estoque de sangue do hemocentro. A ação
estratégica também será realizada, simultaneamente, nos Hemocentros Regionais de Castanhal, Marabá e Santarém; e nos Hemonúcleos
de Abaetetuba, Altamira, Capanema, Redenção e Tucuruí.
“A redução no número de doadores iniciou no final de 2017 e continuou em janeiro, em média em 50%. Em Belém, que inclui o
Hemocentro Coordenador e a Estação de Coleta Castanheira, coletamos cerca de 220 bolsas por dia. O ideal seriam 350 coletas diárias
para atendimento satisfatório da demanda transfusional. Atualmente, estamos fazendo 120 coletas”, afirma a gerente de Captação de
Doadores, Juciara Farias.
Segundo a gerente, nos períodos de intensa redução no número de voluntários, a Fundação realiza campanhas estratégicas de incentivo à
doação de sangue. “É o caso do carnaval. Precisamos alertar a população: antes de ir para a folia, não podemos esquecer que há
centenas de pessoas que dependem desse ato solidário para viver”, ressalta Juciara.
Somente na capital paraense, o Hemopa é responsável pelo abastecimento de 95 hospitais. No estado, esse número sobe para mais de
200. Em 2017, durante a semana da campanha de carnaval, houve o comparecimento de 2.169 candidatos à doação. Isso corresponde a
uma média diária de 350 pessoas. Neste ano, a meta é repetir tais números.
No sábado (3), a abertura da campanha conta com show de Gigi Furtado, Mano Ió, SamBloco, Arthur Espíndola e Jorginho Gomez, Keyla
Barros, D. Sandra e Top Ritmos, além de customização das camisas da campanha recebidas pelos doadores e lanche especial para os
voluntários. Para ser um doador de sangue, basta ter entre 16 e 69 anos (menores devem estar acompanhados do responsável legal), ter
mais de 50 kg, estar bem de saúde e portar documento de identificação original e com foto.
Serviços: A Campanha de Carnaval da Fundação Hemopa, em Belém, começa neste sábado (3) com show de Gigi Furtado, Mano Ió,
SamBloco, Arthur Espíndola e Jorginho Gomez, apresentações de Keyla Barros, D. Sandra e Top Ritmos. O Hemocentro Coordenador fica
a travessa Padre Eutíquio, número 2109, bairro de Batista Campos. Mais informações: 0800 280 8118/3110-6500.
Hemopa inicia campanha de coleta de sangue do carnaval A campanha tem o objetivo de restaurar o estoque de sangue do
hemocentro

Por: Redação Portal ORM 3 de Fevereiro de 2018 às 16:00 Atualizado em 3 de Fevereiro de 2018 às 15:53

A Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) iniciou neste sábado (3) a Campanha de Carnaval, que traz o tema
“Quem doa sangue tem amor no coração”. A ação segue até o dia 9 de fevereiro.
A campanha tem o objetivo de restaurar o estoque de sangue do hemocentro. “Tivemos uma redução de quase 50% no número de
doadores voluntários desde o final de 2017, e esse quadro se manteve em janeiro. Em Belém, onde temos o Hemocentro Coordenador e a
Estação de Coleta Castanheira, costumamos coletar uma média de 220 bolsas por dia, quando o ideal seriam 350 coletas diárias para
atendimento satisfatório da demanda transfusional. Atualmente, estamos fazendo 120 coletas”, relata a gerente de Captação de Doadores,
Juciara Farias.
Segundo a gerente, nos períodos de intensa redução no número de voluntários, a estratégia da Fundação é promover campanhas
estratégicas de incentivo à doação de sangue. “É o caso do carnaval. Precisamos alertar a população para que, antes de cair na folia,
pense nas centenas de pessoas que dependem desse ato solidário para viver e tirem uma hora do seu tempo para contribuir com essa
causa”, ressalta Juciara.
Somente na capital paraense, o Hemopa é responsável pelo abastecimento de 95 hospitais. No estado, esse número sobe para mais de
200. Em 2017, durante a semana da campanha de carnaval, 2.169 candidatos à doação compareceram ao Hemopa. Isso corresponde a
uma média diária de 350 pessoas. Neste ano, a meta é repetir esses números.
A ação estratégica de carnaval se estende do dia 5 ao dia 9 de fevereiro, simultaneamente, nos Hemocentros Regionais de Castanhal,
Marabá e Santarém; e nos Hemonúcleos de Abaetetuba, Altamira, Capanema, Redenção e Tucuruí.
Para ser um doador de sangue, basta ter entre 16 e 69 anos (menores devem estar acompanhados do responsável legal), mais de 50
quilos, estar bem de saúde e portar documento de identificação original e com foto.
Serviço: A Campanha de Carnaval da Fundação Hemopa, em Belém, começa neste sábado (03), com shows de artistas convidados. O
Hemocentro Coordenador fica na travessa Padre Eutíquio, nº 2109, bairro de Batista Campos. Mais informações pelos fones 0800 280
8118 / 3110-6500.

Organização alerta sobre aumento da malária no Brasil Brasil notificou 174.522 casos de malária entre janeiro e novembro de
2017 na região Amazônica

Por: G1 3 de Fevereiro de 2018 às 09:42

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) alertou na sexta-feira (2) sobre o aumento de casos de malária no Brasil, Equador,
México, Nicarágua e Venezuela no ano passado e pediu para as autoridades da região que reforcem a vigilância e o controle.
A tendência inverteu-se após quase uma década (2005-2014) de queda da malária na América Latina, uma doença transmitida pela picada
de um mosquito e pode causar infecção cerebral, insuficiência renal ou meningite.
Em 2016, oito países notificaram a OPAS um aumento de casos: Colômbia, Equador, El Salvador, Haiti, Honduras, Nicarágua, Panamá e
Venezuela.
E no ano passado foram cinco: Brasil, Equador, México, Nicarágua e Venezuela.
O Brasil notificou 174.522 casos de malária entre janeiro e novembro de 2017 na região Amazônica, um aumento em relação aos 117.832
casos reportados em 2016.
Na Venezuela, o Centro Nacional de Ligação para o Regulamento de Saúde Internacional notificou a OPAS que entre as semanas 1 e 42
de 2017, foram registrados 319.765 casos de malária, um aumento em relação aos 240.613 casos reportados em 2016.
Já na Mesoamérica, o aumento de casos aconteceu na Nicarágua, onde os casos notificados passaram de 6.209 em 2016 para 10.846 no
ano seguinte.
No início de 2017, a OPAS alertou sobre o risco de surtos, aumento de casos e óbitos em áreas endêmicas, bem como a possível
recuperação da doença em áreas onde a transmissão havia sido interrompida.
A OPAS adverte que as conquistas alcançadas no caminho para a eliminação da doença podem ser comprometidas se as ações de
vigilância e controle em toda a região não forem mantidas ou fortalecidas.
Hemopa realiza abertura de campanha de doação de sangue em clima de carnaval neste Sábado
A abertura da ação contará com apresentação do show de Gigi Furtado, Mano Ió, SamBloco, Arthur Espíndola e Jorginho Gomez,
Keyla Barros, D. Sandra e Top Ritmos, além de customização das camisas da campanha recebidas pelos doadores e lanche
especial para os voluntários.

03/02/2018 10h53 Atualizado 03/02/2018 11h13

Objetivo é suprir o estoque de sangue, que enfrenta queda de 40%. Objetivo é suprir o estoque de sangue, que enfrenta queda de 40%.
(Foto: Reprodução/Agencia Pará)

A Fundação Hemopa realiza neste sábado (3) a abertura da campanha “Quem doa sangue tem amor no coração”, na sede o hemocentro,
localizado no bairro Batista Campos. O hemocentro vem enfrentando dificuldades para atender integralmente a demanda transfusional da
rede hospitalar do estado, devido a queda de 40% do número de coletas. O lançamento da campanha será em clima de alegria e
solidariedade para atrair o maior número possível de candidatos à doação de sangue para atingir a meta de 300 comparecimentos até a
próxima sexta-feira (9).
A abertura da ação contará com apresentação do show de Gigi Furtado, Mano Ió, SamBloco, Arthur Espíndola e Jorginho Gomez, Keyla
Barros, D. Sandra e Top Ritmos, além de customização das camisas da campanha recebidas pelos doadores e lanche especial para os
voluntários.
Coordenador da política estadual do sangue, o Hemopa é responsável pelo abastecimento de 95 hospitais, somente em Belém. No estado,
esse número sobe para mais de 200. Em 2017, durante a semana da campanha de carnaval, houve o comparecimento de 2.169
candidatos à doação. Isso corresponde a uma média diária de 350 pessoas. Em 2018 a meta é repetir tais números.
Ação no Marajó
A ação estratégica de carnaval será realizada entre os dias 5 e 9 de fevereiro, nos Hemocentros Regionais de Castanhal, Marabá e
Santarém; e nos Hemonúcleos de Abaetetuba, Altamira, Capanema, Redenção e Tucuruí.
Para ser um doador de sangue, basta ter entre 16 e 69 anos (menores devem estar acompanhados do responsável legal), ter mais de 50
kg, estar bem de saúde e portar documento de identificação original e com foto.
Serviços
A Campanha de Carnaval da Fundação Hemopa, em Belém, começa neste sábado, dia 3, com show de Gigi Furtado, Mano Ió, SamBloco,
Arthur Espíndola e Jorginho Gomez, apresentações de Keyla Barros, D. Sandra e Top Ritmos. O Hemocentro Coordenador fica a travessa
Padre Eutíquio, número 2109, bairro de Batista Campos. Mais informações: 0800 280 8118/3110-6500.

70% dos pacientes atendidos na rede pública de saúde de Belém são do interior do Pará
De acordo com o prefeito de Belém, o município registrou déficit R$ 60 milhões na saúde em 2017. Municípios compactuados
com a capital pagam R$ 11 por paciente atendido.

02/02/2018 22h28 Atualizado 03/02/2018 00h57

Reunião discutiu situação de pacientes do interior do Pará nos hospitais públicos de Belém
Os prontos-socorros de Belém registram 70% de seus pacientes internados vindos do interior do Pará. Os dados são da Secretaria
Municipal de Saúde (Sesma) da capital e foram apresentados nesta sexta-feira (2) durante a reunião entre o Ministério Público do Pará
(MPPA) a Sesma e representantes de 11 municípios do estado.
"Nós temos excesso de pacientes, que são trazidos para Belém em situação dramática, sem nenhum contrato, sem nenhuma regulação,
pacientes que não são adequados para a Urgência e Emergência. Só na Urgência nós tivemos um déficit no ano passado de R$ 60
milhões", contou o prefeito de Belém Zenaldo Coutinho.
De acordo com a Sesma, a maioria dos pacientes do interior que chega à Belém é de Marituba, Abaetetuba, Castanhal, Benevides, Santa
Izabel, Tomé-Açu, Barcarena, Acará e Moju. Dos municípios compactuados com Belém, a prefeitura da capital recebe R$ 11 por paciente
atendido.
Segundo a promotora de justiça do MPPA Sueli Catete, a falta de obrigatoriedade e punição aos municípios que não aderem ao Sistema de
Regulação Oficial do Ministério da Saúde provoca esse desequilíbrio na saúde pública de Belém.
"O primeiro grande passo a gente já começou a alguns anos atrás, que é a questão da implantação do Sistema de Regulação Oficial, que
é o Sisreg, que é do Ministério da Saúde. Conseguimos que o município de Belém aderisse ao sistema, mas isso não é uma realidade para
os demais municípios. É um sistema que é disponibilizado e tem uma série de vantagens, por outro lado ele não é obrigatório e não tem
punição para que não adere " explicou a promotora.
Ao final da reunião, os municípios que são compactuados com Belém sem comprometeram a cumprir as exigências do acordo e realizar os
repasses destinados ao atendimento dos pacientes vindos do interior.
Pacientes com câncer de mama reclamam de falta de medicamento no Ophir Loyola em Belém
O remédio permite que o câncer não avance e é essencial para o tratamento da doença. Equipe do hospital confirmou a ausência
e informou que o remédio estava sem previsão para chegar.

02/02/2018 16h21

"Sem esse tratamento que esperança eu terei? Vou ter que esperar o câncer entrar em metástase no resto do meu corpo e ficar sofrendo
até o dia da morte chegar?", disse uma paciente com câncer de mama sobre a falta do medicamento Taxotere no Hospital Ophir Loyola em
Belém. O remédio é importante no tratamento para que o câncer não avance e a falta dele pode prejudicar o controle da doença.

A reportagem da TV Liberal telefonou para o setor de quimioterapia e foi atendida pela equipe do hospital, que confirmou a ausência do
medicamento. Os funcionários informaram à reportagem que não havia previsão para que o remédio estivesse disponível porque a
administração estava negociando um empréstimo com fornecedores.
A equipe do hospital confirmou a ausência do medicamento e informou que não havia previsão para que o remédio estivesse disponível.
(Foto: Reprodução / TV Liberal) A equipe do hospital confirmou a ausência do medicamento e informou que não havia previsão para que o
remédio estivesse disponível. (Foto: Reprodução / TV Liberal)
A médica oncologista Juliana Chaves explicou que o não uso do medicamento pode prejudicar o tratamento, pois "ele serve para diminuir a
chance do tumor voltar e também diminuir a mortalidade da paciente". Segundo Chaves, "é super importante que a paciente siga o
tratamento de forma correta, respeitando também os intervalos entre os ciclos".
A Associação Amigas do Peito acompanha as mulheres que precisam de assistência e lamenta que muitas delas acabam chegando a essa
situação. "Infelizmente isso está acontecendo com frequência no hospital, que é referência no estado, (...) e assim a gente não consegue
entender porque isso acontece", comentou a presidente da associação, Patrícia Cítero.
Em nota o Hospital informou que o medicamento Taxotere esteve em falta no dia 31 de janeiro, em virtude de processos que envolvem o
encerramento de exercício no que se refere ao cumprimento das leis de orçamento. Ainda segundo o Hospital, o problema já foi resolvido e
a previsão é que o medicamento esteja disponível ainda nesta sexta-feira (2).
Prorrogada data para entrega currículo para vaga de Farmacêutico
Sábado, 03/02/2018, 16:28:35 -

O Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), que administra o Hospital Geral de Tailândia (HGT), na mesorregião
do nordeste paraense, prorrogou a data para entrega do currículo para participação de processo seletivo com vistas a contratação de
Farmacêutico, preferencialmente para Pessoas com Deficiência (PcD), para dia 9/02.
Os interessados deverão enviar seus currículos para o setor de Departamento de Pessoal (DP), de 9h as 16h. A direção da unidade
hospitalar ressalta que os currículos passarão por triagem que segue critérios do setor de Recursos Humanos (RH) para a vaga ofertada.
Com a seleção efetivada, os candidatos que tiveram seus currículos aprovados, serão contatados pelo DP que informará local, dia e hora
da realização da prova e entrevista.
Os candidatos devem possuir os seguintes conhecimentos e habilidades para participação no processo seletivo:
Farmacêutico: Graduação em Farmácia e/ou Farmácia/Bioquímica, registro no CRF e, de preferência, possuir experiência em farmácia
clínica/hospitalar e disponibilidade de horário para cumprimento da carga horária de 180h/m (Escala 6x1).
AGÊNCIA - PARÁ

HRPM garante mais de 700 mil atendimentos no sudoeste marajoara em 2017

A especialidade de ortopedia registrou o maior número de atendimentos, liderados pelas fraturas de membros, provocadas por
acidentes de trânsito, seguido por outros traumas, como ferimentos por arma branca, arma de fogo e queda.

04/02/2018 16:21h

Não basta curar a doença. É preciso prevenir. Essa é a proposta da gestão de excelência do Hospital Regional Público do Marajó (HRPM),
que em 2017 assegurou 736.255 atendimentos aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) do sudoeste marajoara, garantindo um
índice de aprovação dos serviços oferecidos em mais de 90%. São números que ultrapassaram a estatística para se converter em melhoria
da qualidade na assistência de média e alta complexidade para uma população estimada em cerca de 270 mil habitantes.
Além de ações de educação em saúde voltadas à prevenção, o HRPL dispõe de estrutura hospitalar com ambulatório de urologia para
diagnóstico precoce de casos de câncer próstata, ambulatório de ginecológia oncológica, para detecção de câncer de colo do útero - que é
a primeira causa de óbitos de mulheres no Pará; e consulta ambulatorial em mastologia para prevenção do câncer de mama.
De acordo com o diretor técnico do HRPM, André Noronha, o diagnóstico precoce garante maior probabilidade de tratamento e cura de
patologias. O Regional do Marajó dispõe de toda estrutura de média e alta complexidade para os casos mais graves, contando com
infraestrutura e suporte do laboratório de análises clinicas, raio X, tomografia computadorizada, mamografia, ultrassonografia,
ecocardiograma, teste ergométrico, eletrocardiograma, holter, mapa e endoscopia digestiva, entre outros.
Dos atendimentos mais relevantes feitos no ano passado, 276.968 foram exames gerais, 52.008 foram atendimentos ambulatoriais, 4.222
urgência/emergência, 2.275 cirurgias, 2.673 alta hospitalar, 356 partos, 65.912 sessões de fisioterapia, 15.281 intervenções do Serviço de
Atendimento ao Usuário (SAU), 6.332 do Serviço Social e 2.182 de Psicologia.
A especialidade de ortopedia registrou o maior número de atendimentos, liderados pelas fraturas de membros (superiores e inferiores),
provocados por acidentes de trânsito, seguido por outros traumas, como ferimentos por arma branca, arma de fogo e queda. “Já na cirurgia
geral, os atendimentos mais comuns são de abdômen agudo inflamatório, como apendicite aguda. Os casos de ferimentos na região
abdominal, tórax e membros, feitos por arma de fogo e arma branca, também são freqüentes”, informa o médico.
Patologias pulmonares, como pneumonia com derrame pleural e desnutrição severa, são os maiores registros de atendimento na pediatria,
onde o menor W.S.A, de cinco anos, passou por consulta no dia 1º deste mês, para avaliação e tratamento de uma infecção urinária.
Acompanhado da mãe, a dona de casa Vanessa Silva Santiago, 24, ele ficou internado para tratar da enfermidade. “Graças a Deus, meu
filho está sendo muito bem tratado por toda equipe. Todos são muito atenciosos e prestativos. Desde que ele foi internado, não está
faltando nada. Só tenho a agradecer”, destacou a mãe do menino, que deverá ganhar alta médica nos próximos dias.
A prematuridade e patologias associadas ao parto, como insuficiência respiratória, são os casos mais freqüentes atendidos no setor de
Neonatologia, tendo em vista o perfil do HRPM na assistência de média e alta complexidade. Ja na especialidade de Obstetrícia de Alto
Risco, os registros mais comuns são de eclampsia, trabalho de parto prematuro, gestantes diabéticas, hipertensas ou com problemas no
desenvolvimento da gestação.
André Noronha relata que na especialidade de Cardiologia, a insuficiência cardíaca, o infarto e as arritmias são as situações mais
recorrentes. Já na Clínica Médica, ele conta que os mais incidentes são os casos de patologias pulmonares, como pneumonia e quadros
de septicemia adquiridos em outros hospitais.
O diretor executivo do HRPM, Joaquim Fonseca, compartilha com seus colaboradores o resultado positivo de 2018 e diz que o hospital
vem cumprindo o seu papel na regionalização estadual da saúde pactuada com o Governo do Pará, em parceria com a Secretaria de
Estado de Saúde Pública (Sespa). “São muitos os desafios enfrentados para oferecer a melhor assistência possível. Para tanto, contamos
com uma equipe comprometida e disposta a prestar um atendimento seguro e de qualidade. Mas isso tudo não seria possível sem o apoio
do governo do Estado, por meio as Sespa”.
O hospital dispõe de 70 leitos (sendo 17 para Unidade de Terapia Intensiva). Desses, sete leitos são de UTI adulto, cinco são da UTI
Neonatal e cinco são para pediatria. As clínicas integradas contam com as especialidades de obstetrícia, cirurgia, ortopedia, oftalmologia,
cardiologia, pediatria, clínica médica, anestesia e terapia intensiva.
O HRPM oferece também centro cirúrgico e obstétrico com três salas cirúrgicas, uma para reanimação, um ambiente de pós-operatório e
uma sala pré-operatório. O usuário dispõe de uma unidade de ambulatório com cinco consultórios, agilizando o atendimento.
O atendimento ao usuário conta ainda com suporte de exames por imagem: tomografia, raios X , ultrassonografia, endoscopia e
mamografia. Por métodos gráficos, os exames disponíveis são eletrocardiograma, ecocardiograma, ergometria, holter e mapa. No apoio
diagnóstico laboratorial estão disponíveis os exmes de parasitologia, urinálise, hematologia, bioquímica, microbiologia, sorologia e
anátomos patológicos. Também são ofertadas sessões de fisioterapia, com reabilitação ambulatorial (pacientes egressos) e intra-hospitalar.
Dotado de Agência Transfusional própria, o HRPM atende pacientes vindos do Hospital Municipal de Breves, de Curralinho e de Portel. A
AT funciona 24h, garantindo assistência mais rápida e com maior eficiência. O abastecimento é feito mensalmente pela Fundação
Hemopa. A média mensal de transfusões é de 180 bolsas.
Assim como nos demais hospitais regionais do Pará, para obter atendimento os pacientes devem ser referenciados pelo Hospital Municipal
e passar por avaliação da Central de Regulação.
Serviço: O HRPM dispõe de atendimento ambulatorial de segunda a sexta-feira, das 7h às 18 horas. O hospital está localizado na Avenida
Rio Branco, 1.266, Centro. Mais informações: (91) 3783-2140 / 3783-2127.

Por Vera Rojas


Unacon defende diagnóstico precoce no Dia Mundial de combate ao Câncer
O radioterapeuta da unidade, Heryvelton Lima de Freitas, acrescenta que com os acompanhamentos e o suporte dado aos
usuários pela equipe da Unacon Tucuruí, os tratamentos se tornaram mais acessíveis e menos dolorosos para quem tem a
doença. Baixar Foto Foto: Ascom Unacon O motorista Gilson Roberto Moura é de Marabá, no sudeste do estado. Ele teve câncer
em uma das vértebras da coluna e hoje faz acompanhamento na Unacon Tucuruí.
04/02/2018 15:37h
O Dia Mundial do Câncer é celebrado anualmente em 4 de fevereiro. A data foi instituída pela União Internacional para o Controle do
Câncer (UICC), em 2005, com o objetivo de fazer com que um maior número de pessoas discuta o assunto. Este ano, o debate gira em
torno do estigma social e de notícias falsas sobre a doença, campanha que o INCA - Instituto Nacional do Câncer iniciou ainda em 2017. O
objetivo é desmistificar marcas negativas associadas à doença, como emoções tristes e até mesmo a morte. O compartilhamento de
experiências de pessoas que já tiveram câncer ajuda na conscientização e na quebra de alguns tabus que ainda existem.
O médico oncologista da Unidade de Alta Complexidade em Oncologia Dr. Vitor Moutinho - Unacon Tucuruí, Dr. Evandro Júnior, ressalta a
importância das campanhas, da interação entre pacientes e a comunidade na conscientização para o diagnóstico precoce. “As campanhas
são fundamentais para a conscientização sobre a doença, e no Dia Mundial do Câncer devemos orientar ainda mais, falar sobre o assunto,
ouvir e deixar que os usuários contem suas experiências e destacar os outros tipos de câncer, não apenas os mais comuns (próstata e
mama). E, mais do que tudo, destacar que o diagnóstico precoce faz toda a diferença, portanto é de fundamental importância detectar a
doença logo início”, diz o médico.
O motorista Gilson Roberto Moura é de Marabá, no sudeste do estado. Ele teve câncer em uma das vértebras da coluna e hoje faz
acompanhamento na Unacon Tucuruí. Pra ele, o apoio da família e a qualidade do tratamento foram muito importantes, mas ele também
defende que as chances de cura estão diretamente relacionadas ao diagnóstico precoce. “Estou satisfeito com o tratamento que recebo
aqui na unidade, somos muito bem recebidos e isso, aliado ao apoio da família, ajuda muito na recuperação. Mas a gente não pode perder
tempo. Quanto mais cedo descobrirmos a doença, mas chances temos de nos curar”, reforça.
O radioterapeuta da unidade, Heryvelton Lima de Freitas, acrescenta que com os acompanhamentos e o suporte dado aos usuários pela
equipe da Unacon Tucuruí, os tratamentos se tornaram mais acessíveis e menos dolorosos para quem tem a doença. “Hoje os usuários
recebem todo o suporte da equipe da unidade, até mesmo os que necessitam de radioterapia e ainda precisam se deslocar para outras
cidades, já que o tratamento ainda não é ofertado na Unacon. Agora eles são encaminhados corretamente, sabem onde buscar o
tratamento e, com isso, se torna mais fácil tratar a doença e os usuários não sofrem tanto”, afirma o médico.
Referência no diagnóstico, tratamento e prevenção do câncer na região, a Unacon fechou 2017 com um índice de aprovação dos usuários
de 99%. Nesse período, a unidade registrou 29.823 atendimentos. Desses, 7.177 foram consultas, 16.708 foram exames, 1.684
atendimentos médicos, 615 procedimentos de quimioterapia, 21 biópsias, 876 procedimentos de Enfermagem, 235 atendimentos em
Psicologia, 2.056 orientações do Serviço Social, 222 atividades de fisioterapia e 229 foram atendimentos na Nutrição, entre outras ações.
Segundo o doutor Evandro Júnior, atualmente, 345 pacientes passam por tratamento contra o câncer, sendo 126 de próstata, 83 de mama
e 60 de colo de útero, para citar os mais comuns.
A Unacon Tucuruí é uma unidade de saúde do governo do Estado administrada pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e
Humano (INDSH), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). Funciona em frente ao Hospital Regional, na Vila
Permanente. Mais informações pelos fones (94) 3778.4928 / 4599.
Por Vera Rojas

Folia da solidariedade na abertura da campanha de carnaval do Hemopa


“Temos como princípio servir à comunidade paraense, e a doação de sangue é uma forma de fazer isso. Esses jovens estão num
processo de formação e precisamos incutir isso neles”, explicou o comandante do 7º Pelotão do CFP, tenente Raoni.
03/02/2018 16:46h
Mesmo sob forte chuva, a solidariedade levou dezenas de pessoas ao Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) neste
sábado, dia 3, para a abertura da Campanha de Carnaval 2018 da instituição. A ação estratégica segue até o dia 9 e visa restaurar o
estoque de sangue do hemocentro, que só em Belém é responsável pelo abastecimento de 95 hospitais. Durante a ação, mais de 230
bolsas de sangue foram coletadas.
Com o tema “Quem doa sangue tem amor no coração”, a abertura da campanha contou com show de SamBloco, Mano Ió, Gigi Furtado e
Jorginho Gomez e apresentações de Keyla Barros e Top Ritmos, tudo sob gerência da mestre de cerimônia da festa D. Sandra, humorista
paraense. Também houve customização das camisas recebidas pelos doadores.
A presidente do Hemopa, Ana Suely Saraiva, ressaltou a importância de cada voluntário que faz sua doação de sangue. “O dia foi chuvoso,
mas tivemos a presença de muitas pessoas na sede da Fundação. Aquecidos de amor para distribuir aos pacientes que precisam de
transfusão de sangue e que, somente pelo gesto solidário de cada um, podem ter suas vidas salvas. Agradecemos o apoio de todos os
parceiros que não medem esforços para nos apoiar na manutenção do estoque técnico de sangue.”
Um desses parceiros é a Polícia Militar. Mais de 70 alunos do Curso de Formação de Praças (CFP) chegaram cedo ao hemocentro para
reforçar a campanha e participar da programação. “Temos como princípio servir à comunidade paraense, e a doação de sangue é uma
forma de fazer isso. Esses jovens estão num processo de formação e precisamos incutir isso neles”, explicou o comandante do 7º Pelotão
do CFP, tenente Raoni.
Além dos alunos do CFP, outros cinco grupos solidários estiveram no Hemopa neste sábado. “Não podemos ficar em casa de braços
cruzados. É uma satisfação muito grande poder ajudar o próximo, independente de religião”, afirmou o coordenador do grupo “Mãos que
Ajudam”, da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, Oliveiros Gomes.
Segundo o vice-coordenador do “Terço dos Homens”, da Igreja São Geraldo Magela, a parceria com o hemocentro existe há quase sete
anos. “Temos como missão evangelizar a comunidade e ajudar os mais necessitados. Fazemos várias ações solidárias ao longo do ano. O
Hemopa pode sempre contar com a gente”.
Para a gerente de Captação de Doadores, Juciara Farias, a união das mais diferentes pessoas deixa o laço da doação de sangue muito
mais forte. “O principal critério para a doação de sangue é, sem dúvida, querer ajudar ao próximo. Mesmo quando a pessoa está
impossibilitada de doar, pode mobilizar amigos e familiares. E, nessa época do ano, quando o nosso estoque de sangue registra uma
significativa baixa, isso faz toda a diferença. Ninguém pode esquecer que carnaval é tempo de folia , mas também pode ser de
solidariedade”.
Serviço: Para ser um doador de sangue, basta ter entre 16 e 69 anos (menores devem estar acompanhados do responsável legal), ter
mais de 50kg, estar bem de saúde e portar documento de identificação original e com foto. O Hemopa fica na travessa Padre Eutíquio, nº
2109, bairro de Batista Campos, e funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 17h. As doações
também podem ser feitas na Estação de Coleta Castanheira, que fica no Pórtico Metrópole, na entrada do shopping Castanheira (BR-316,
km 1). Mais informações: 3110-6500 / 0800 280 8118.

Por Jaqueline Menezes


Portadores de hanseníase ainda sofrem com estigma e preconceito

Ernani de Sousa fez o tratamento por seis meses, mas, ainda hoje sente dor nas juntas, nas orelhas e nos olhos. Atualmente, ele
está desempregado e mora em uma casa amparado pelo governo do Estado.

03/02/2018 15:01h

Geraldo Cascaes, de 74 anos, e Ernani de Sousa, de 46 anos, além de terem sido acometidos pela hanseníase na infância e sofrido a dor
da separação dos pais, até hoje ainda padecem com o estigma e preconceito por causa da falta de informação das pessoas, que ao verem
as sequelas deixadas pela doença pensam que também podem ser contaminadas.
Residente no bairro Aristides, onde funcionava a antiga Colônia de Marituba, o aposentado Geraldo Cascaes conta que pegou hanseníase
ainda criança, em 1951, mas que só foi diagnosticado com a doença em 1954. Em consequência disso, aos dez anos foi internado de
forma compulsória na Colônia de Marituba. Ao contrário de muitos casos já relatados, em que os pais adoeciam e seus filhos sadios eram
separados deles e encaminhados para educandários, Geraldo é que foi separado dos pais sadios.
Uma vez internado na Colônia de Marituba, permaneceu lá a vida inteira até a desativação da instituição. Lá ele casou e teve filhos, que
também foram separados dele e encaminhados para o Educandário Eunice Weaver. “Eu passei por todas essas nuances que uma vida na
colônia impunha. Separação da família, discriminação e preconceito sempre muito contundentes contra a gente. A própria família se
afastava da gente”, relembra o aposentado.
Apesar da desativação da colônia e da mudança do modelo de atendimento aos pacientes com hanseníase, o preconceito e estigma ainda
existem, mesmo contra quem já alcançou a cura, mas apresenta as incapacidades causadas pela doença. Segundo Geraldo, hoje existe
um atendimento que não havia na época em que ele ficou doente. “Tanto que quando a doença foi descoberta em mim eu já apresentava
sequelas da hanseníase e elas apenas progrediram durante a internação na colônia. Apesar de hoje existir um atendimento específico, ele
não é totalmente eficaz, tem falhas e defeitos, mas nós temos uma Atenção Básica que dá assistência aos pacientes”, diz Geraldo.
O que chama a atenção dele e causa admiração, apesar de existir o tratamento disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), é que ainda
hoje se tenha casos de crianças que já apresentam sequelas da doença, como ocorre em sua cidade-natal, Marituba. “Considerando que a
cura da hanseníase foi descoberta na década de 80, não seria de se espantar que ainda tivéssemos pessoas doentes, mas não com
sequelas, como acontece atualmente”, observou o aposentado. “Falta uma ação mais efetiva dos gestores e conscientização da população
sobre a doença, o que ela pode causar, como pode ser evitada e combatida logo no início, e as consequências que ela pode trazer à vida
das pessoas se não for tratada no momento certo”, alerta Geraldo.
História semelhante à de Geraldo tem Ernani de Sousa, que também sentiu a dor da separação dos pais e dos irmãos quando era criança.
Em 1971, quando aina era um bebê, seus pais ficaram doentes e foram internados na Colônia do Prata, em Igarapé-Açu. Ele e mais quatro
irmãos foram encaminhados para o Educandário Eunice Weaver. Mais tarde, aos dez anos, foi liberado para reencontrar com os pais na
colônia, onde passou a morar com o avô, que também tinha a doença. “Eu que fazia o curativo dele”, contou Ernani, que mais tarde, em
1998, acabou também sendo acometido pela hanseníase.
O primeiro sinal da doença foi uma mancha grande no rosto, que chamou a atenção de um dos médicos da instituição. Por causa disso, ele
foi afastado do emprego de estivador em Breves e retornou para a casa dos pais. Fez o tratamento por seis meses, mas, ainda hoje sente
dor nas juntas, nas orelhas e nos olhos.
Atualmente, Ernani está desempregado e mora em uma casa amparado pelo governo do Estado. “Hoje, existe o tratamento nos postos de
saúde, mas o preconceito continua. Se eu sair daqui e for pedir um emprego em qualquer lugar, eles vão saber que eu sou hanseniano
porque eu vou ter que dar o endereço da antiga Colônia do Prata”, afirmou Ernani.
Para que menos histórias tristes como essas voltem a acontecer nos dias atuais é que foi lançada, na última quarta-feira (31), a Campanha
do Dia Mundial de Luta contra a Hanseníase, com o slogan “Identificou. Tratou. Curou”, que tem o objetivo de alertar a população sobre
sinais e sintomas da doença, estimular a procura pelos serviços de saúde e mobilizar profissionais de saúde na busca ativa de casos,
favorecendo, assim, o diagnóstico precoce, o tratamento oportuno e a prevenção das incapacidades.
A hanseníase é uma doença infecciosa de evolução crônica, transmissível, de notificação compulsória e investigação obrigatória em todo
território nacional. Possui como agente etiológico o Mycobacterium leprae, capaz de infectar grande número de indivíduos (alta
infectividade), apesar da baixa patogenicidade (poucos adoecem). Atinge pele e nervos periféricos, podendo cursar com surtos reacionais
intercorrentes, o que lhe confere alto poder de causar incapacidades e deformidades físicas, principais responsáveis pelo estigma e
discriminação às pessoas acometidas pela hanseníase.
A transmissão ocorre por meio das vias aéreas superiores de uma pessoa doente sem tratamento para outra, pelo contato prolongado.
Incidência – De acordo com a Coordenação Estadual de Controle da Hanseníase, os dados parciais de 2017 apontam uma taxa de
detecção na população geral de 28,31 por 100 mil habitantes; e uma taxa de detecção em menores de 15 anos de 8,82 por 100 mil
habitantes.
Hanseníase tem cura e ao iniciar o tratamento o paciente para imediatamente de transmitir a doença. O diagnóstico e tratamento estão
disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde.

Por Roberta Vilanova


Índice de aprovação dos serviços do Jean Bitar chega a 95%

Entre as melhorias promovidas aos usuários no ano passado está a inauguração da Agência Transfusional (AT), que somou 44
unidades na hemorrede estadual, abastecida pela Fundação Hemopa.

03/02/2018 13:17h

O Hospital Jean Bitar (HJB) encerrou o ano de 2017 com um índice de aprovação do público aos serviços oferecidos de 95%. A pesquisa
foi feita pelo Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU) junto aos usuários e pacientes, como a autônoma Lilian Borges, 35, que faz
acompanhamento para uma cirurgia bariátrica. “A equipe do hospital me acolheu como uma família. Aqui eu me sinto muito bem e segura.
Todos são muito atenciosos, desde os agentes de portaria até os profissionais envolvidos no meu tratamento. Só tenho a agradece cada
um deles.”
Após 14 meses de tratamento para a realização da cirurgia, Lilian finalmente realizou seu sonho no dia 1º de fevereiro, data agendada para
o procedimento. Ao iniciar o tratamento especializado, a paciente pesava 184 quilos e, hoje, com 50 quilos a menos, meta atingida com
muita determinação e suporte da equipe multiprofissional do hospital, que é referência no Pará em cirurgia bariátrica 100% Sistema Único
de Saúde (SUS), ela vai encarar a cirurgia.
“Com isso vou mudar meu corpo, porque minha mente já está preparada para as mudanças que vão ocorrer na minha vida, graças aos
profissionais do Jean Bitar . Mas, antes disso, passei por altos e baixos”, relembrou agradecendo a todos pela força e apoio em seguir
rigorosamente o tratamento, associado a atividades físicas e dieta balanceada, missão nada fácil para quem trabalha com a vendas de
doces e salgados.
Lilian Borges foi uma das 21.874 pessoas atendidas pelo ambulatório do hospital, que registrou um total geral de 372.151 atendimentos no
ano passado. Desses serviços, 1.928 foram internações, 1.734 foram cirurgias, 1.561 foram curativos, 205.411 exames gerais, 17.172
intervenções do SAU e 122.471 alimentações com dietas balanceadas de acordo com diagnóstico do paciente, que contribui para a
melhoria clínica dos usuários, incluindo dieta enteral e suplementação via oral.
A gestão estratégica do Jean Bitar não comemora apenas os dados estatísticos, como também as melhorias que foram promovidas aos
usuários ao longo do ano passado. Entre elas, destacamos, a inauguração da Agência Transfusional (AT), que somou 44 unidades na
hemorrede estadual, abastecida pela Fundação Hemopa. A AT tem capacidade técnica para armazenar 200 unidades de
hemocomponentes, agilizando o atendimento transfusional dos usuários do Hospital Jean Bitar.
Em 2017, foram 1.931 transfusões feitas, o que corresponde a uma média mensal de 176 atendimentos dessa natureza. A área de
Recepção Ambulatorial foi revitalizada e mais cinco consultórios médicos foram entregues, somando agora nove. Já a recepção central foi
totalmente repaginada para receber familiares e amigos de pacientes internados.
“Somos um time que atua para a melhoria constante dos serviços prestadio aos usuários do SUS, que têm no Jean Bitar atendimento
digno, seguro, humanizado e de excelência”, ressaltou o diretor executivo do HJB, Giovani Merenda, ao enfatizar o apoio do governo do
Estado, por meio Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) que tem uma política de assistência de qualidade consolidada. “Ainda
temos muito que melhorar, mas isso é um processo gradativo. O que importante é a vontade de fazer”.
Merenda também destaca a implantação do projeto de verticalização dos laboratórios das unidades administradas pelo Instituto Nacional
de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH) no Pará, que desde setembro do ano passado ampliou a capacidade para a realização de
650 mil exames/ano. “Totalmente automatizado, o laboratório garante mais precisão nos resultados dos exames e mais agilidade no
atendimento da demanda”, disse o gestor, ao explicar que a tecnologia investida assegura a pronta rastreabilidade laboratorial.
E a melhoria da gestão não para por ai. Ano passado, os usuários do Jean Bitar passaram a contar com a Sala de Infusão, implantada com
o objetivo de oferecer atendimento para usuários com diagnósticos de Lupus Eritematoso Sistêmico (LES) e Artrite Reumatóide (AR). O
serviço funciona no setor de Clínica Médica. A maioria desses pacientes necessita de medicamentos produzidos em centros de infusão
especializados, tendo em vista que o HJB é referência em reumatologia.
A direção hospitalar também pensa e pratica a política de valorização do colaborador e, para tanto, criou o Estar do Colaborador, para
descanso no intervalo do expediente. O espaço conta com poltronas, TV, banheiro, ambiente climatizado e confortável.
Outros projetos de melhorias para 2018 já começaram em janeiro deste ano, entre eles , a nova Sala de Endoscopia, que funciona no
primeiro andar do prédio em um ambiente mais amplo e confortável, tanto para os usuários como para acompanhantes. Tambem já está
em andamento a reforma de adequação do anexo administrativo da unidade.
Com assistência de média e alta complexidade o Hospital Jean Bitar dispõe de 70 leitos e mantém o único Laboratório de Habilidades
Videolaparoscópicas da região, além de ser referência estadual para endoscopia digestiva, endocrinologia, reumatologia, geriatria,
pneumologia e clínica médica. Os usuários do centro contam com uma equipe de especialistas, estrutura, equipamento e tecnologias de
ponta para realização de cirurgias de parede abdominal e gástrica, e ainda para cirurgias nas vias biliares e intestino.
Serviço: O HJB funciona na Rua Cônego Jerônimo Pimentel, bairro do Umarizal. Mais informações: (91) 3239-3800.

Por Vera Rojas


Hemopa abre Campanha de Carnaval neste Sábado

Segundo a gerente, nos períodos de intensa redução no número de voluntários, a estratégia da Fundação é promover campanhas
estratégicas de incentivo à doação de sangue. É o caso do carnaval.

02/02/2018 14:24h

Folia e muita solidariedade darão o tom da Campanha de Carnaval da Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará
(Hemopa), que será aberta neste sábado (3) e prossegue até o dia 9 de fevereiro, na sede do órgão. Este ano, a mobilização encabeçada
pelo Hemopa traz o tema “Quem doa sangue tem amor no coração”.
A campanha tem o objetivo de restaurar o estoque de sangue do hemocentro. “Tivemos uma redução de quase 50% no número de
doadores voluntários desde o final de 2017, e esse quadro se manteve em janeiro. Em Belém, onde temos o Hemocentro Coordenador e a
Estação de Coleta Castanheira, costumamos coletar uma média de 220 bolsas por dia, quando o ideal seriam 350 coletas diárias para
atendimento satisfatório da demanda transfusional. Atualmente, estamos fazendo 120 coletas”, relata a gerente de Captação de Doadores,
Juciara Farias.
Segundo a gerente, nos períodos de intensa redução no número de voluntários, a estratégia da Fundação é promover campanhas
estratégicas de incentivo à doação de sangue. “É o caso do carnaval. Precisamos alertar a população para que, antes de cair na folia,
pense nas centenas de pessoas que dependem desse ato solidário para viver e tirem uma hora do seu tempo para contribuir com essa
causa”, ressalta Juciara.
Somente na capital paraense, o Hemopa é responsável pelo abastecimento de 95 hospitais. No estado, esse número sobe para mais de
200. Em 2017, durante a semana da campanha de carnaval, 2.169 candidatos à doação compareceram ao Hemopa. Isso corresponde a
uma média diária de 350 pessoas. Neste ano, a meta é repetir esses números.
Na abertura da ação, dia 3, haverá apresentação do show de Gigi Furtado, Mano Ió, SamBloco, Arthur Espíndola e Jorginho Gomez, Keyla
Barros, D. Sandra e Top Ritmos, além de distribuição de camisas customizadas da campanha e lanche especial aos doadores voluntários.
A ação estratégica de carnaval se estende do dia 5 ao dia 9 de fevereiro, simultaneamente, nos Hemocentros Regionais de Castanhal,
Marabá e Santarém; e nos Hemonúcleos de Abaetetuba, Altamira, Capanema, Redenção e Tucuruí.
Para ser um doador de sangue, basta ter entre 16 e 69 anos (menores devem estar acompanhados do responsável legal), mais de 50
quilos, estar bem de saúde e portar documento de identificação original e com foto.
Serviços: A Campanha de Carnaval da Fundação Hemopa, em Belém, começa neste sábado (03), com shows de artistas convidados. O
Hemocentro Coordenador fica na travessa Padre Eutíquio, nº 2109, bairro de Batista Campos. Mais informações pelos fones 0800 280
8118 / 3110-6500.

Por Jaqueline Menezes