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PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO PARÁ TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6779/2019

PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO PARÁ TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6779/2019 - Quinta-feira, 7 de Novembro de 2019

PRESIDENTE Des. LEONARDO DE NORONHA TAVARES VICE-PRESIDENTE Desª. CÉLIA REGINA DE LIMA PINHEIRO CORREGEDORA DA REGIÃO METROPOLITANA DE BELÉM Desª. MARIA DE NAZARÉ SAAVEDRA GUIMARÃES CORREGEDORA DO INTERIOR Desª. DIRACY NUNES ALVES

CONSELHO DA MAGISTRATURA

Des.

Desª. CÉLIA REGINA DE LIMA PINHEIRO Desª. MARIA DE NAZARÉ SAAVEDRA GUIMARÃES Desª. DIRACY NUNES ALVES

LEONARDO DE NORONHA TAVARES

Desª. MARIA DE NAZARÉ SILVA GOUVEIA DOS SANTOS Des. MAIRTON MARQUES CARNEIRO Des. JOSÉ ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JÚNIOR Desª. ROSI MARIA GOMES DE FARIAS

MILTON AUGUSTO DE BRITO NOBRE RÔMULO JOSÉ FERREIRA NUNES LUZIA NADJA GUIMARÃES NASCIMENTO VÂNIA VALENTE DO COUTO FORTES BITAR CUNHA RAIMUNDO HOLANDA REIS VÂNIA LÚCIA CARVALHO DA SILVEIRA CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO MARIA DE NAZARÉ SILVA GOUVEIA DOS SANTOS RICARDO FERREIRA NUNES LEONARDO DE NORONHA TAVARES CÉLIA REGINA DE LIMA PINHEIRO MARIA DE NAZARÉ SAAVEDRA GUIMARÃES LEONAM GONDIM DA CRUZ JÚNIOR DIRACY NUNES ALVES

RONALDO MARQUES VALLE

DESEMBARGADORES

GLEIDE PEREIRA DE MOURA JOSÉ MARIA TEIXEIRA DO ROSÁRIO MARIA DO CÉO MACIEL COUTINHO MARIA EDWIGES DE MIRANDA LOBATO ROBERTO GONÇALVES DE MOURA MARIA FILOMENA DE ALMEIDA BUARQUE EDINÉA OLIVEIRA TAVARES LUIZ GONZAGA DA COSTA NETO MAIRTON MARQUES CARNEIRO EZILDA PASTANA MUTRAN MARIA ELVINA GEMAQUE TAVEIRA ROSILEIDE MARIA DA COSTA CUNHA NADJA NARA COBRA MEDA JOSÉ ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JÚNIOR ROSI MARIA GOMES DE FARIAS

SEÇÃO DE DIREITO PÚBLICO Plenário da Seção de Direito Público Sessões às terças-feiras Desembargadora Luzia Nadja Guimarães Nascimento Desembargadora Célia Regina de Lima Pinheiro Desembargadora Diracy Nunes Alves Desembargador Roberto Gonçalves de Moura Desembargador Luiz Gonzaga da Costa Neto Desembargadora Ezilda Pastana Mutran Desembargadora Maria Elvina Gemaque Taveira Desembargadora Rosileide Maria da Costa Cunha Desembargadora Nadja Nara Cobra Meda SEÇÃO DE DIREITO PRIVADO Plenário da Seção de Direito Privado Sessões às quintas-feiras Desembargador Constantino Augusto Guerreiro Desembargador Ricardo Ferreira Nunes Desembargador Leonardo de Noronha Tavares Desembargadora Maria de Nazaré Saavedra Guimarãe Desembargadora Gleide Pereira de Moura Desembargador José Maria Teixeira do Rosário Desembargadora Maria do Ceo Maciel Coutinho Desembargadora Maria Filomena de Almeida Buarque Desembargadora Edinéa Oliveira Tavares Desembargador José Roberto Pinheiro Maia Bezerra Júnior 1ª TURMA DE DIREITO PRIVADO Plenário de Direito Privado Sessões às segundas-feiras Desembargador Constantino Augusto Guerreiro Desembargador Leonardo de Noronha Tavares Desembargadora Maria do Ceo Maciel Coutinho Desembargadora Maria Filomena de Almeida Buarque (Presidente) Desembargador José Roberto Pinheiro Maia Bezerra Júnior 2ª TURMA DE DIREITO PRIVADO Plenário de Direito Privado Sessões às terças-feiras Desembargador Ricardo Ferreira Nunes Desembargadora Maria de Nazaré Saavedra Guimarães Desembargadora Gleide Pereira de Moura (Presidente) Desembargador José Maria Teixeira do Rosário Desembargadora Edinéa Oliveira Tavares 1ª TURMA DE DIREITO PÚBLICO Plenário de Direito Público Sessões às segundas-feiras Desembargadora Célia Regina de Lima Pinheiro Desembargador Roberto Gonçalves de Moura Desembargadora Ezilda Pastana Mutran Desembargadora Maria Elvina Gemaque Taveira (Presidente) Desembargadora Rosileide Maria da Costa

2ª TURMA DE DIREITO PÚBLICO Plenário de Direito Público Sessões às segundas-feiras Desembargadora Luzia Nadja Guimarães Nascimento Desembargadora Diracy Nunes Alves Desembargador Luiz Gonzaga da Costa Neto Desembargadora Nadja Nara Cobra Meda (Presidente)

SEÇÃO DE DIREITO PENAL Plenário da Seção de Direito Penal Sessões às segundas-feiras Desembargador Milton Augusto de Brito Nobre Desembargador Rômulo José Ferreira Nunes Desembargadora Vânia Valente do Couto Fortes Bitar Cunha Desembargador Raimundo Holanda Reis Desembargadora Vânia Lúcia Carvalho da Silveira Desembargadora Maria de Nazaré Silva Gouveia dos Santos Desembargador Leonam Gondim da Cruz Júnior Desembargador Ronaldo Marques Vale Desembargador Maria Edwiges de Miranda Lobato Desembargador Mairton Marques Carneiro Desembargadora Rosi Maria Gomes de Farias

1ª TURMA DE DIREITO PENAL Plenário de Direito Penal Sessões às terças-feiras Desembargadora Vânia Lúcia Carvalho da Silveira Desembargador Maria Edwiges de Miranda Lobato (Presidente) Desembargadora Rosi Maria Gomes de Farias

2ª TURMA DE DIREITO PENAL Plenário de Direito Penal Sessões às terças-feiras Desembargador Milton Augusto de Brito Nobre Desembargador Rômulo José Ferreira Nunes (Presidente) Desembargadora Vânia Valente do Couto Fortes Bitar Cunha Desembargador Ronaldo Marques Vale

3ª TURMA DE DIREITO PENAL Plenário de Direito Penal Sessões às quintas-feiras Desembargador Raimundo Holanda Reis Desembargadora Maria de Nazaré Silva Gouveia dos Santos Desembargador Leonam Gondim da Cruz Júnior Desembargador Mairton Marques Carneiro (Presidente)

SUMÁRIO

PRESIDÊNCIA CORREGEDORIA DO INTERIOR COORDENADORIA DOS PRECATÓRIOS SECRETARIA JUDICIÁRIA TRIBUNAL PLENO SEÇÃO DE DIREITO PÚBLICO E PRIVADO SEÇÃO DE DIREITO PÚBLICO E PRIVADO

9

15

23

26

38

45

54

UNIDADE DE PROCESSAMENTO JUDICIAL DAS TURMAS DE DIREITO PÚBLICO E PRIVADO- UPJ

56

SEÇÃO DE DIREITO PENAL TURMAS DE DIREITO PENAL UNIDADE DE PROCESSAMENTO JUDICIAL DAS TURMAS DE
SEÇÃO DE DIREITO PENAL
TURMAS DE DIREITO PENAL
UNIDADE DE PROCESSAMENTO JUDICIAL DAS TURMAS DE DIREITO PENAL - UPJ
COORDENADORIA DOS JUIZADOS ESPECIAIS
SECRETARIA DA VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DE ACIDENTE DE TRÂNSITO
SECRETARIA DA VARA DO JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL DO MEIO AMBIENTE
254
293
300
302
SECRETARIA DA 11ª VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL
410
SECRETARIA DA 12ª VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL
416
SECRETARIA DA 2ª VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL
417
SECRETARIA DA 3ª VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL
420
SECRETARIA DA 4ª VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL
427
SECRETARIA DA 5ª VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL
432
SECRETARIA DA 6ª VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL
434
SECRETARIA DA 7ª VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL
444
SECRETARIA DA 8ª VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL
446
SECRETARIA DA 9ª VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL
452
SECRETARIA DA 10ª VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL
469
SECRETARIA DA 2ª VARA DO JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL
480
SECRETARIA DA 4ª VARA DO JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL
SECRETARIA DA VARA DO 1º JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DE ANANINDEUA
SECRETARIA DA VARA DO 3º JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DE ANANINDEUA
494
506
517
SECRETARIA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E CRIMINAL DE MARITUBA
535
SECRETARIA DO JUIZADO ESPECIAL DA FAZENDA PUBLICA
537
SECRETARIA DO JUIZADO ESPECIAL CIVEL DE CASTANHAL
544
TURMAS RECURSAIS
DIVISÃO DE REGISTRO DE ACÓRDÃOS E JURISPRUDÊNCIA
FÓRUM CÍVEL
SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DA CAPITAL
545
560
574
SECRETARIA DA 2ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DA CAPITAL
576
SECRETARIA DA 3ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DA CAPITAL
617
SECRETARIA DA 4ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DA CAPITAL
642
SECRETARIA DA 5ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DA CAPITAL
657
SECRETARIA DA 6ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DA CAPITAL
674
SECRETARIA DA 7ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DA CAPITAL
704
SECRETARIA DA 8ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DA CAPITAL
709
SECRETARIA DA 9ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DA CAPITAL
734
SECRETARIA DA 10ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DA CAPITAL
794
SECRETARIA DA 11ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DA CAPITAL
795
SECRETARIA DA 12ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DA CAPITAL
801
SECRETARIA DA VARA DE CARTA PRECATÓRIA CÍVEL DA CAPITAL
SECRETARIA DA 1ª VARA DA INFÂNCIA E JUVENTUDE DA CAPITAL
SECRETARIA DA 1ª VARA DE FAMÍLIA DA CAPITAL
802
810
811
SECRETARIA DA 3ª VARA DE FAMÍLIA DA CAPITAL 832 SECRETARIA DA 5ª VARA DE FAMÍLIA
SECRETARIA DA 3ª VARA DE FAMÍLIA DA CAPITAL
832
SECRETARIA DA 5ª VARA DE FAMÍLIA DA CAPITAL
833
SECRETARIA DA 6ª VARA DE FAMÍLIA DA CAPITAL
838
SECRETARIA DA 7ª VARA DE FAMÍLIA DA CAPITAL
839
SECRETARIA DA 8ª VARA DE FAMÍLIA DA CAPITAL
842
SECRETARIA DA 1ª VARA DE EXECUÇÃO FISCAL DA CAPITAL
845
SECRETARIA DA 3ª VARA DE EXECUÇÃO FISCAL DA CAPITAL
847
SECRETARIA DA 14ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DA CAPITAL
973
SECRETARIA DA 4ª VARA DA FAZENDA DA CAPITAL
976
UPJ DAS VARAS DA FAZENDA DA CAPITAL - 1ª VARA DA FAZENDA
987
UPJ DAS VARAS DA FAZENDA DA CAPITAL - 2ª VARA DA FAZENDA
1020
UPJ DAS VARAS DA FAZENDA DA CAPITAL - 3ª VARA DA FAZENDA
1024
UPJ DAS VARAS DA FAZENDA DA CAPITAL - 4ª VARA DA FAZENDA
UPJ DAS VARAS DA FAZENDA DA CAPITAL - 5ª VARA DA FAZENDA
FÓRUM CRIMINAL
DIRETORIA DO FÓRUM CRIMINAL
1033
1038
1052
SECRETARIA DA 1ª VARA CRIMINAL DA CAPITAL
1060
SECRETARIA DA 6ª VARA CRIMINAL DA CAPITAL
1066
SECRETARIA DA 8ª VARA CRIMINAL DA CAPITAL
1089
SECRETARIA DA 9ª VARA CRIMINAL DA CAPITAL
1096
SECRETARIA DA 11ª VARA CRIMINAL DA CAPITAL
1111
SECRETARIA DA 12ª VARA CRIMINAL DA CAPITAL
1124
SECRETARIA DA 3ª VARA DO TRIBUNAL DO JÚRI
SECRETARIA DA 1ª VARA DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER
1131
1137
SECRETARIA DA VARA DE CARTA PRECATORIA CRIMINAL
SECRETARIA DA 1ª VARA DE CRIMES CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES
SECRETARIA DA 2ª VARA DE CRIMES CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES
FÓRUM DE ICOARACI
1148
1153
1154
SECRETARIA DA VARA DE FAMILIA DISTRITAL DE ICOARACI
SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DISTRITAL DE ICOARACI
SECRETARIA DA VARA DE INFANCIA E JUVENTUDE DISTRITAL DE ICOARACI
1159
1161
1177
SECRETARIA DA 2ª VARA CRIMINAL DISTRITAL DE ICOARACI
SECRETARIA DA 2ª VARA CIVEL E EMPRESARIAL DISTRITAL DE ICOARACI
FÓRUM DE ANANINDEUA
1179
1188
SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE ANANINDEUA
1191
SECRETARIA DA 1ª VARA DE FAMÍLIA DE ANANINDEUA
1199
SECRETARIA DA 2ª VARA DE FAMÍLIA DE ANANINDEUA
1200
SECRETARIA DA VARA DA INFÂNCIA E JUVENTUDE DE ANANINDEUA
1201
SECRETARIA DA 1ª VARA CRIMINAL DE ANANINDEUA
1202
SECRETARIA DA 2ª VARA CRIMINAL DE ANANINDEUA
1204
SECRETARIA DA VARA DO TRIBUNAL DO JÚRI DE ANANINDEUA
1213
SECRETARIA DA 4ª VARA CRIMINAL DE ANANINDEUA
SECRETARIA DA 3ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE ANANINDEUA
FÓRUM DE BENEVIDES
SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE BENEVIDES
1220
1236
1237
SECRETARIA DA 2ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE BENEVIDES
1238
SECRETARIA DA VARA CRIMINAL DE BENEVIDES
SECRETARIA DA 3ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE BENEVIDES
FÓRUM DE MARITUBA
SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE MARITUBA
SECRETARIA DA 2ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE MARITUBA
1240
1243
1244
1250
SECRETARIA DA VARA CRIMINAL DE MARITUBA EDITAIS COMARCA DA CAPITAL - EDITAIS JUSTIÇA MILITAR DO
SECRETARIA DA VARA CRIMINAL DE MARITUBA
EDITAIS
COMARCA DA CAPITAL - EDITAIS
JUSTIÇA MILITAR DO ESTADO
COMARCA DE ABAETETUBA
SECRETARIA DA 2ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE ABAETETUBA
SECRETARIA DA VARA CRIMINAL DE ABAETETUBA
COMARCA DE MARABÁ
SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE MARABÁ
1251
1256
1259
1263
1264
1301
SECRETARIA DA 2ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE MARABÁ
1306
SECRETARIA DA 3ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE MARABÁ
1326
SECRETARIA DA 1ª VARA CRIMINAL DE MARABÁ
SECRETARIA DA 2ª VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E CRIMINAL DE MARABÁ
COMARCA DE SANTARÉM
1372
1373
SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE SANTARÉM
1378
SECRETARIA DA 2ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE SANTARÉM
1383
SECRETARIA DA 3ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE SANTARÉM
1387
SECRETARIA DA 1ª VARA CRIMINAL DE SANTARÉM
1397
SECRETARIA DA 4ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE SANTARÉM
1406
SECRETARIA DA 5ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE SANTARÉM
1413
SECRETARIA DA 6ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE SANTARÉM
1453
SECRETARIA DA VARA DE EXCUÇÃO PENAL DE SANTARÉM
1460
SECRETARIA DA 3ª VARA CRIMINAL DE SANTARÉM
1461
SECRETARIA DA VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DE SANTARÉM
VARA DO JUIZADO ESPECIAL DAS RELAÇÕES DE CONSUMO DE SANTARÉM
COMARCA DE ALTAMIRA
1466
1474
SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE ALTAMIRA
1475
SECRETARIA DA 2ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE ALTAMIRA
1483
SECRETARIA DA 1ª VARA CRIMINAL DE ALTAMIRA
1486
SECRETARIA DA 3ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE ALTAMIRA
1487
SECRETARIA DA VARA AGRÁRIA DE ALTAMIRA
1494
SECRETARIA DA 2ª VARA CRIMINAL DE ALTAMIRA
SECRETARIA DA VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DE ALTAMIRA
COMARCA DE TUCURUÍ
SECRETARIA DA 2ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE TUCURUÍ
SECRETARIA DO JUIZADO ESPECIAL DE TUCURUÍ
COMARCA DE CASTANHAL
SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE CASTANHAL
1499
1501
1503
1511
1512
SECRETARIA DA 2ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE CASTANHAL
1515
SECRETARIA DA 1ª VARA CRIMINAL DE CASTANHAL
1524
SECRETARIA DA 2ª VARA CRIMINAL DE CASTANHAL
SETOR DE DISTRIBUIÇÃO CÍVEL E CRIMINAL DE CASTANHAL
COMARCA DE BARCARENA
SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE BARCARENA
1526
1532
1539
SECRETARIA DA 2ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE BARCARENA
SECRETARIA DA VARA CRIMINAL DE BARCARENA
COMARCA DE SANTA MARIA DO PARÁ
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE SANTA MARIA DO PARÁ
COMARCA DE PARAUAPEBAS
SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE PARAUAPEBAS
SECRETARIA DA 2ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE PARAUAPEBAS
1802
1810
1813
1819
1839

SECRETARIA DA 3ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE PARAUAPEBAS SECRETARIA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E CRIMINAL DE PARAUAPEBAS

1844

1872

SECRETARIA DA VARA DA FAZENDA PÚBLICA E EXECUÇÃO FISCAL DE PARAUAPEBAS 1873 COMARCA DE ITAITUBA

SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE ITAITUBA SECRETARIA DA VARA CRIMINAL DE ITAITUBA SECRETARIA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E CRIMINAL DE ITAITUBA COMARCA DE TAILÂNDIA SECRETARIA DA 2ª VARA DE TAILÂNDIA COMARCA DE RURÓPOLIS SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE RURÓPOLIS COMARCA DE URUARÁ SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE URUARÁ COMARCA DE REDENÇÃO SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE REDENÇÃO SECRETARIA DA VARA CRIMINAL DE REDENÇÃO SECRETARIA DA VARA AGRÁRIA DE REDENÇÃO SECRETARIA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E CRIMINAL DE REDENÇÃO COMARCA DE PARAGOMINAS SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE PARAGOMINAS SECRETARIA DA 2ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE PARAGOMINAS SECRETARIA DA VARA CRIMINAL DE PARAGOMINAS SECRETARIA DA 3ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE PARAGOMINAS SECRETARIA DA VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E CRIMINAL DE PARAGOMINAS COMARCA DE DOM ELISEU SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE DOM ELISEU COMARCA DE RONDON DO PARÁ SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL DE RONDON DO PARÁ SECRETARIA DA 1ª VARA CRIMINAL DE RONDON DO PARÁ COMARCA DE OURÉM SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE OURÉM COMARCA DE FARO SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE FARO COMARCA DE JURUTI SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE JURUTI COMARCA DE ORIXIMINA SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE ORIXIMINA COMARCA DE OBIDOS SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE OBIDOS COMARCA DE CAPANEMA SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE CAPANEMA SECRETARIA DA 2ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE CAPANEMA SECRETARIA DA VARA CRIMINAL DE CAPANEMA COMARCA DE GOIANÉSIA DO PARÁ SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE GOIANÉSIA DO PARÁ COMARCA DE CURRALINHO SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE CURRALINHO COMARCA DE SANTO ANTÔNIO DO TAUÁ SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE SANTO ANTÔNIO DO TAUÁ COMARCA DE SALINÓPOLIS SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE SALINÓPOLIS

1874

1881

1888

1891

1893

1894

1938

1997

2004

2005

2019

2021

2035

2069

2074

2075

2106

2126

2127

2131

2139

2140

2142

2144

2146

2156

2157

2163

2164

2166

COMARCA DE SANTA IZABEL DO PARÁ SECRETARIA DA VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE SANTA IZABEL DO PARÁ SECRETARIA DA VARA CRIMINAL DE SANTA IZABEL DO PARÁ SECRETARIA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E CRIMINAL DE SANTA IZABEL DO PARÁ SECRETARIA DA 2ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE SANTA IZABEL DO PARÁ COMARCA DE MOJÚ SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE MOJÚ COMARCA DE BUJARU SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE BUJARU COMARCA DE IGARAPÉ-MIRI SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE IGARAPÉ-MIRI COMARCA DE MUANÁ SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE MUANÁ COMARCA DE CONCEIÇÃO DO ARAGUAIA SECRETARIA DA 1ª VARA DE CONCEIÇÃO DO ARAGUAIA SECRETARIA DA 2ª VARA DE CONCEIÇÃO DO ARAGUAIA

2167

2168

2172

2200

2202

2207

2218

2220

2224

2226

SECRETARIA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E CRIMINAL DE CONCEIÇÃO DO ARAGUAIA 2229 COMARCA DE CACHOEIRA DO ARARI

SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE CACHOEIRA DO ARARI COMARCA DE CURIONÓPOLIS SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE CURIONÓPOLIS COMARCA DE BAIÃO SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE BAIÃO COMARCA DE GARRAFÃO DO NORTE SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE GARRAFÃO DO NORTE COMARCA DE TUCUMÃ SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE TUCUMÃ COMARCA DE IRITUIA SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE IRITUIA COMARCA DE SANTANA DO ARAGUAIA SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE SANTANA DO ARAGUAIA COMARCA DE BRAGANÇA SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE BRAGANÇA SECRETARIA DA 2ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE BRAGANÇA SECRETARIA DA VARA CRIMINAL DE BRAGANÇA COMARCA DE AURORA DO PARÁ SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE AURORA DO PARÁ COMARCA DE CHAVES SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE CHAVES COMARCA DE ITUPIRANGA SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE ITUPIRANGA COMARCA DE PONTA DE PEDRAS SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE PONTA DE PEDRAS COMARCA DE CONCÓRDIA DO PARÁ SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE CONCÓRDIA DO PARÁ COMARCA DE OURILÂNDIA DO NORTE SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE OURILÂNDIA DO NORTE COMARCA DE OEIRAS DO PARÁ SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE OEIRAS DO PARÁ COMARCA DE NOVO REPARTIMENTO SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE NOVO REPARTIMENTO

2232

2236

2253

2259

2270

2273

2287

2289

2290

2291

2303

2309

2310

2332

2337

2342

2360

2388

COMARCA DE RIO MARIA SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE RIO MARIA COMARCA DE MOCAJUBA SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE MOCAJUBA COMARCA DE BONITO SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE BONITO COMARCA DE MEDICILÂNDIA SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE MEDICILÂNDIA COMARCA DE PRIMAVERA SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE PRIMAVERA COMARCA DE CAMETÁ SECRETARIA DA 2ª VARA DE CAMETÁ COMARCA DE JACAREACANGA SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE JACAREACANGA COMARCA DE BREU BRANCO SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE BREU BRANCO COMARCA DE SÃO SEBASTIÃO DA BOA VISTA SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE SÃO SEBASTIÃO DA BOA VISTA

 

2397

 

2400

 

2407

 

2408

 

2409

 

2415

 

2420

 

2421

 

2427

COMARCA DE CANAÃ DOS CARAJÁS SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE CANAÃ DOS CARAJÁS

2428

SECRETARIA DA

VARA CRIMINAL DE CANAÃ DOS CARAJÁS

 

2432

COMARCA DE PEIXE - BOI SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE PEIXE - BOI COMARCA DE AUGUSTO CORREA SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE AUGUSTO CORREA COMARCA DE BREVES SECRETARIA DA 1ª VARA DE BREVES SECRETARIA DA 2ª VARA DE BREVES COMARCA DE IGARAPÉ-AÇU SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE IGARAPÉ-AÇU SECRETARIA DO TERMO JUDICIÁRIO DE MAGALHÃES BARATA COMARCA DE LIMOEIRO DO AJURU SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE LIMOEIRO DO AJURU COMARCA DE MÃE DO RIO SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE MÃE DO RIO COMARCA DE PRAINHA SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE PRAINHA COMARCA DE SÃO DOMINGOS DO ARAGUAIA SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE SÃO DOMINGOS DO ARAGUAIA COMARCA DE SÃO FÉLIX DO XINGU SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE SÃO FÉLIX DO XINGU COMARCA DE NOVO PROGRESSO SECRETARIA DA VARA CÍVEL DE NOVO PROGRESSO SECRETARIA DA VARA CRIMINAL DE NOVO PROGRESSO COMARCA DE SENADOR JOSE PORFIRIO SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE SENADOR JOSE PORFIRIO COMARCA DE PORTEL SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE PORTEL COMARCA DE SÃO MIGUEL DO GUAMÁ SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE SÃO MIGUEL DO GUAMÁ COMARCA DE VIGIA

 

2439

 

2444

 

2459

 

2503

 

2504

 

2510

 

2515

 

2543

 

2545

 

2548

 

2559

 

2562

 

2568

 

2606

 

2614

 

2630

 

SECRETARIA DA VARA UNICA DE VIGIA COMARCA DE VISEU SECRETARIA DA VARA UNICA DE VISEU COMARCA DE SÃO JOÃO DO ARAGUAIA SECRETARIA VARA ÚNICA DE SÃO JOÃO DO ARAGUAIA COMARCA DE MARACANÃ SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE MARACANÃ COMARCA DE VIGIA SECRETARIA DO TERMO JUDICIÁRIO DE COLARES DA COMARCA DE VIGIA COMARCA DE IPIXUNA DO PARÁ SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE IPIXUNA DO PARÁ

2632

2643

2644

2645

2648

2649

TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6779/2019 - Quinta-feira, 7 de Novembro de 2019

PRESIDÊNCIA

9

O Excelentíssimo Senhor RÔMULO JOSÉ FERREIRA NUNES, Desembargador Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, em exercício, no uso de suas atribuições legais, etc. RESOLVE:

PORTARIA Nº 5213/2019-GP. Belém, 05 de novembro de 2019.

CONSIDERANDO o expediente protocolizado neste Tribunal sob o nº PA-OFI-2019/09786;

Art.1º EXONERAR o bacharel ALFREDO TRAVASSOS DA ROSA BRAGA, matrícula nº 167444, do Cargo em Comissão de Assessor de Desembargador, REF-CJS-6, junto ao Gabinete da Exma. Sra. Edinéa Oliveira Tavares, Desembargadora deste Egrégio Tribunal de Justiça, retroagindo seus efeitos ao dia

25/10/2019.

Art.2º NOMEAR o bacharel ALFREDO TRAVASSOS DA ROSA BRAGA, para exercer o Cargo em Comissão de Assistente de Desembargador, REF-CJI, lotando-o no Gabinete da Exma. Sra. Edinéa Oliveira Tavares, Desembargadora deste Egrégio Tribunal de Justiça, retroagindo seus efeitos ao dia

25/10/2019.

PORTARIA Nº 5214/2019-GP. Belém, 05 de novembro de 2019.

CONSIDERANDO o expediente protocolizado neste Tribunal sob o nº PA-MEM-2019/45343;

Art.1º EXONERAR a servidora LEILIANE SODRÉ RABELO, Analista Judiciário - Biblioteconomia, matrícula nº 65978, do Cargo em Comissão de Chefe de Divisão, REF-CJS-3, junto à Divisão de Arquivo deste Egrégio Tribunal de Justiça.

Art.2º DESIGNAR a servidora LEILIANE SODRÉ RABELO, Analista Judiciário - Biblioteconomia, matrícula nº 65978, para exercer a Função Gratificada de Chefe de Serviço, REF-FG-2, junto ao Serviço de Museu e Documentação Histórica deste Egrégio Tribunal de Justiça.

PORTARIA N° 5227/2019-GP. Belém, 06 de novembro de 2019. *Republicada por retificação

Considerando os termos da Portaria 5226/2019-GP.

TORNAR SEM EFEITO a Portaria 5141/2019-GP, quanto a designação do Juiz de Direito José Maria Pereira Campos e Silva, Titular da Comarca de Curuçá, para responder, sem prejuízo de sua jurisdição, pela Comarca de Igarapé-Açu e Termo Judiciário de Magalhães Barata no período de 01 a 30 de novembro do ano de 2019.

PORTARIA N° 5229/2019-GP. Belém, 06 de novembro de 2019.*Republicada por retificação

Considerando os termos da Portaria 5228/2019-GP.

TORNAR SEM EFEITO a Portaria 5141/2019-GP, quanto a designação do Juiz de Direito José Ronaldo Pereira Sales, Titular da Comarca de Tomé-Açu, para responder, sem prejuízo de sua jurisdição, pela Comarca de Concórdia do Pará no período de 01 a 30 de novembro do ano de 2019.

PORTARIA Nº 5242/2019-GP. Belém, 05 de novembro de 2019.

CONSIDERANDO o expediente protocolizado neste Tribunal sob o nº PA-MEM-2019/45343;

TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6779/2019 - Quinta-feira, 7 de Novembro de 2019

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Art.1º DISPENSAR a servidora LUANA DE PAULA GONÇALVES ALAMAR, Auxiliar Judiciário, matrícula 109690, da Função Gratificada de Chefe de Serviço, REF-FG-2, junto ao Serviço de Museu e Documentação Histórica deste Egrégio Tribunal de Justiça.

Art.2º DESIGNAR a servidora LUANA DE PAULA GONÇALVES ALAMAR, Auxiliar Judiciário, matrícula 109690, para exercer o Cargo em Comissão de Chefe de Divisão, REF-CJS-3, junto à Divisão de Arquivo deste Egrégio Tribunal de Justiça.

PORTARIA Nº 5243/2019-GP. Belém, 05 de novembro de 2019.

CONSIDERANDO os termos da Portaria nº 140/2013-CJE, publicada no DJe nº 5287 de 19/06/2013; CONSIDERANDO o expediente protocolizado neste Tribunal sob o nº PA-MEM-2019/45347;

DESIGNAR o Senhor ANDERSON MATOS BATISTA, para desenvolver a função de Conciliador Voluntário, junto à Vara do Juizado Especial das Relações de Consumo de Santarém, sem ônus para o Poder Judiciário do Estado do Pará, retroagindo seus efeitos ao dia 26/08/2019.

PORTARIA N° 5248/2019-GP. Belém, 06 de novembro de 2019.

Considerando os termos da Portaria 5220/2019-GP.

TORNAR SEM EFEITO a Portaria 5141/2019-GP, quanto a designação do Juiz de Direito Roberto Ribeiro Valois, Titular da 2ª Vara Cível e Empresarial de Bragança, para responder, sem prejuízo de sua jurisdição, pela Vara Criminal de Bragança no período de 01 a 03 de novembro do ano de 2019.

PORTARIA N° 5249/2019-GP. Belém, 06 de novembro de 2019.

Considerando a estrita necessidade de serviço, ante a ausência de Magistrados, para implemento da substituição durante o período de fruição de férias do Juiz Leonel Figueiredo Cavalcanti, Titular da Comarca de Cachoeira do Arari.

Considerando a imperiosa continuidade da prestação jurisdicional, atividade típica do Poder Judiciário e fundamento de caráter constitucional (art. 93, inciso XII), que traduz a prevalência do interesse público.

Considerando o disposto no art. 6º, §5°, da Lei Ordinária Estadual n°. 7.588/11.

Considerando os termos do expediente PA-OFI-2019/09134.

SUSPENDER, por necessidade de serviço, as férias do Juiz de Direito Leonel Figueiredo Cavalcanti, titular da Comarca de Cachoeira do Arari, programadas para o mês de novembro do ano de 2019.

PORTARIA N° 5250/2019-GP. Belém, 06 de novembro de 2019.

Considerando os termos da Portaria 5249/2019-GP.

TORNAR SEM EFEITO a Portaria 5141/2019-GP, quanto a designação do Juiz de Direito Wagner Soares da Costa, Titular da Comarca de Salvaterra, para responder, sem prejuízo de sua jurisdição, pela Comarca de Cachoeira do Arari e Termo Judiciário de Santa Cruz do Arari no período de 01 a 30 de novembro do ano de 2019.

PORTARIA N° 5251/2019-GP. Belém, 06 de novembro de 2019.

Considerando a estrita necessidade de serviço, ante a ausência de Magistrados, para implemento da

TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6779/2019 - Quinta-feira, 7 de Novembro de 2019

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substituição durante o período de fruição de férias do Juiz Sérgio Ricardo Lima da Costa, Titular da 1ª Vara Cível e Empresarial Distrital de Icoaraci.

Considerando a imperiosa continuidade da prestação jurisdicional, atividade típica do Poder Judiciário e fundamento de caráter constitucional (art. 93, inciso XII), que traduz a prevalência do interesse público.

Considerando o disposto no art. 6º, §5°, da Lei Ordinária Estadual n°. 7.588/11.

Considerando os termos do expediente PA-REQ-2019/17242.

SUSPENDER, por necessidade de serviço, as férias do Juiz de Direito Sérgio Ricardo Lima da Costa, titular da 1ª Vara Cível e Empresarial Distrital de Icoaraci, programadas para o mês de novembro do ano de 2019.

PORTARIA N° 5252/2019-GP. Belém, 06 de novembro de 2019.

Considerando os termos da Portaria 5251/2019-GP.

TORNAR SEM EFEITO a Portaria 5141/2019-GP, quanto a designação do Juiz de Direito Antônio Cláudio Von Lohrmann Cruz, Titular da Vara da Infância e Juventude Distrital de Icoaraci, para responder, sem prejuízo de sua jurisdição, pela 1ª Vara Cível e Empresarial Distrital de Icoaraci no período de 04 de novembro a 03 de dezembro do ano de 2019.

PORTARIA N° 5253/2019-GP. Belém, 06 de novembro de 2019.

Considerando a estrita necessidade de serviço, ante a ausência de Magistrados, para implemento da substituição durante o período de fruição de férias do Juiz Manuel Carlos de Jesus Maria, Titular da Vara Agrária de Santarém.

Considerando a imperiosa continuidade da prestação jurisdicional, atividade típica do Poder Judiciário e fundamento de caráter constitucional (art. 93, inciso XII), que traduz a prevalência do interesse público.

Considerando o disposto no art. 6º, §5°, da Lei Ordinária Estadual n°. 7.588/11.

Considerando os termos do expediente PA-REQ-2019/16182.

SUSPENDER, por necessidade de serviço, as férias do Juiz de Direito Manuel Carlos de Jesus Maria, titular da Vara Agrária de Santarém, programadas para o mês de novembro do ano de 2019.

PORTARIA N° 5254/2019-GP. Belém, 06 de novembro de 2019.

Considerando os termos da Portaria 5253/2019-GP.

TORNAR SEM EFEITO a Portaria 5141/2019-GP, quanto a designação do Juiz de Direito Alexandre Rizzi, Titular da 1ª Vara Criminal de Santarém, para responder, sem prejuízo de sua jurisdição, pela Vara Agrária de Santarém e Juizado Especial Criminal do Meio Ambiente de Santarém no período de 01 a 30 de novembro do ano de 2019.

PORTARIA N° 5255/2019-GP. Belém, 06 de novembro de 2019.

Considerando a estrita necessidade de serviço, ante a ausência de Magistrados, para implemento da substituição durante o período de fruição de férias da Juíza Cláudia Regina Moreira Favacho, Titular da 3ª Vara Criminal Distrital de Icoaraci.

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Considerando a imperiosa continuidade da prestação jurisdicional, atividade típica do Poder Judiciário e fundamento de caráter constitucional (art. 93, inciso XII), que traduz a prevalência do interesse público.

Considerando o disposto no art. 6º, §5°, da Lei Ordinária Estadual n°. 7.588/11.

Considerando os termos do expediente PA-REQ-2019/16552.

SUSPENDER, por necessidade de serviço, as férias da Juíza de Direito Cláudia Regina Moreira Favacho, titular da 3ª Vara Criminal Distrital de Icoaraci, programadas para o mês de novembro do ano de 2019.

PORTARIA N° 5256/2019-GP. Belém, 06 de novembro de 2019.

Considerando os termos da Portaria 5255/2019-GP.

TORNAR SEM EFEITO a Portaria 5141/2019-GP, quanto a designação da Juíza de Direito Reijjane Ferreira de Oliveira, Titular da 1ª Vara Criminal Distrital de Icoaraci, para responder, sem prejuízo de sua jurisdição, pela 3ª Vara Criminal Distrital de Icoaraci no período de 19 de novembro a 18 de dezembro do ano de 2019.

PORTARIA N° 5257/2019-GP. Belém, 06 de novembro de 2019.

Considerando o pedido de suspensão de férias, em caráter voluntário, do Juiz de Direito Antônio Fernando de Carvalho Vilar.

CESSAR OS EFEITOS da Portaria 5141/2019-GP, quanto a designação do Juiz de Direito José Leonardo Pessoa Valença, Titular da 1ª Vara Cível e Empresarial de Altamira, para responder, sem prejuízo de sua jurisdição, pela Vara Agrária de Altamira e Juizado Especial Criminal do Meio Ambiente de Altamira a contar de 18 de novembro do ano de 2019.

PORTARIA N° 5258/2019-GP. Belém, 06 de novembro de 2019.

Considerando o pedido de suspensão de férias, em caráter voluntário, do Juiz de Direito André Luiz Filo- Creão Garcia da Fonseca.

TORNAR SEM EFEITO a Portaria 5141/2019-GP, quanto a designação do Juiz de Direito Sérgio Cardoso Bastos, Titular da Comarca de Inhangapí, para responder, sem prejuízo de sua jurisdição, pela Vara Agrária de Castanhal e Juizado Especial Criminal do Meio Ambiente de Castanhal no período de 21 a 30 de novembro do ano de 2019.

PORTARIA N° 5259/2019-GP. Belém, 06 de novembro de 2019.

Considerando o gozo de férias e folgas, por compensação de plantão, do Juiz de Direito Substituto José Antônio Ribeiro de Pontes Júnior.

RETIFICAR a Portaria 5141/2019-GP, designando o Juiz de Direito José Matias Santana Dias, Titular da 2ª Vara de Cametá, para responder, sem prejuízo de sua jurisdição, pela 1ª Vara de Cametá no período de 18 de novembro a 19 de dezembro do ano de 2019.

PORTARIA Nº 5260/2019-GP. Belém, 05 de novembro de 2019.

DESIGNAR a servidora GRACE RAMOS CARDOSO LEÃO, Analista Judiciário - Área Judiciária, matrícula nº 96083, para responder pelo Cargo em Comissão de Chefe da Assessoria Jurídica da Secretaria de Gestão de Pessoas, REF-CJS-4, durante o afastamento por folgas do titular, servidor Fábio Cristino da Silva Pereira, matrícula nº 70637, no período de 06/11/2019 a 08/11/2019.

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PORTARIA Nº 5261/2019-GP. Belém, 05 de novembro de 2019.

CONSIDERANDO o expediente protocolizado neste Tribunal sob o nº PA-MEM-2019/45510;

DESIGNAR o servidor CLEBER ROBERTO PAES DA ROCHA, Analista Judiciário - Análise de Sistemas¿Desenvolvimento, matrícula nº 109762, para responder pela Chefia da Divisão de

Implementação de Projetos da Secretaria de Informática, durante o afastamento por folgas do titular, Sr. Fábio Roberto Albuquerque Azevedo, matrícula nº 110302, nos dias 06, 07, 08, 11 e 12 de novembro de

2019.

PORTARIA Nº 5262/2019-GP. Belém, 06 de novembro de 2019.

CONSIDERANDO o expediente protocolizado neste Tribunal sob o nº PA-OFI-2019/09787;

NOMEAR o Senhor JOSÉ FLÁVIO FERREIRA DE ALBUQUERQUE, para exercer o Cargo em Comissão de Assessor de Desembargador, REF-CJS-6, lotando-o no Gabinete da Exma. Sra. Edinéa Oliveira Tavares, Desembargadora deste Egrégio Tribunal de Justiça, retroagindo seus efeitos ao dia 29/10/2019.

PORTARIA Nº 5263/2019-GP. Belém, 06 de novembro de 2019.

CONSIDERANDO o expediente protocolizado neste Tribunal sob o nº PA-MEM-2019/45740;

DESIGNAR o servidor BRUCE LEAL DO NASCIMENTO, matrícula nº 171808, para exercer a função de Secretário, junto ao Juizado Especial Criminal da Comarca de Altamira, durante o afastamento da servidora Érika Nazaré Monteiro de Oliveira, matrícula nº 161853, no período de 05/11/2019 a 30/11/2019.

PORTARIA Nº 5264/2019-GP. Belém, 06 de novembro de 2019.

CONSIDERANDO o expediente protocolizado neste Tribunal sob o nº PA-MEM-2019/45832;

DESIGNAR o servidor MÁRIO SÉRGIO SILVA SANTOS, matrícula nº 124141, para responder pela chefia da Divisão de Apoio Técnico-Jurídico da Presidência deste Egrégio Tribunal de Justiça, durante o afastamento do titular, Sr. Maycon Jaderson Seabra da Rocha, matrícula nº 66800, nos períodos de 11/11/2019 a 22/11/2019 e de 02/12/2019 a 06/12/2019.

PORTARIA Nº 5265/2019-GP. Belém, 06 de novembro de 2019.

CONSIDERANDO o expediente protocolizado neste Tribunal sob o nº PA-MEM-2019/45710;

DESIGNAR o servidor FHILLIPE THIAGO DA SILVA GUIMARÃES, matrícula nº 152617, para exercer a função de Oficial de Justiça, junto ao Juizado Especial Cível da Comarca de Altamira, durante impedimento do servidor Adailton de Lima Souza, matrícula 36980, no período de 15/11/2019 a

14/12/2019.

PORTARIA Nº 5266/2019-GP. Belém, 06 de novembro de 2019.

CONSIDERANDO o expediente protocolizado neste Tribunal sob o nº PA-MEM-2019/45774;

DESIGNAR o servidor RAIMUNDO STÉLIO DE SOUZA NERI, Oficial de Justiça Avaliador, matrícula nº 299, para exercer o cargo de Coordenador, REF-CJS-3, junto à Central de Mandados do 2º Grau, durante o afastamento por férias da titular, Sra. Maria Dulce Silva do Vale, matrícula nº 19577, no período de 18/11/2019 a 02/12/2019.

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PORTARIA Nº 5267/2019-GP. Belém, 06 de novembro de 2019.

RELOTAR a servidora ANA MARY JASSE DANTAS, Auxiliar Judiciário, matrícula nº 11118, na Central de Comunicação Interna e de Apoio à Magistratura.

PORTARIA N° 5268/2019-GP. Belém, 06 de novembro de 2019.

Considerando o afastamento funcional do Juiz de Direito Francisco Jorge Gemaque Coimbra, protocolizado sob o Nº PA-EXT-2019/07647.

DESIGNAR o Juiz de Direito André Luiz Filo-Creão Garcia da Fonseca, Titular da Vara Agrária de Castanhal, para responder, sem prejuízo de sua jurisdição, pela 3ª Vara Cível e Empresarial de Castanhal no período de 06 a 08 de novembro do ano de 2019.

PORTARIA N° 5269/2019-GP. Belém, 06 de novembro de 2019.

Considerando o afastamento funcional da Juíza de Direito Fernanda Azevedo Lucena, protocolizado sob o Nº PA-EXT-2019/07647.

DESIGNAR a Juíza de Direito Rachel Rocha Mesquita da Costa, Titular da 2ª Vara Cível e Empresarial de Paragominas, para responder, sem prejuízo de sua jurisdição, pela 1ª Vara Cível e Empresarial de Paragominas no período de 06 a 08 de novembro do ano de 2019.

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CORREGEDORIA DO INTERIOR

PODER JUDICIÁRIO

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ

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CORREGEDORIA DE JUSTIÇA DAS COMARCAS DO INTERIOR

Resenha n.º 115/2019-CJCI

06 de novembro de 2019

01 - Processo n° 2019.7.005131-9

Requerente: Corregedoria Nacional de Justiça.

Decisão: Expedir Ofício Circular, a fim de dar ciência às Serventias Extrajudiciais localizadas no interior do Estado sobre decisão proferida nos autos do Pedido Providência nº 0002986-87.2019.2.00.0000 (fl. 04v e 05), oriunda da Corregedoria Nacional de Justiça. Utilize-se cópia do presente como ofício. À Secretaria para os devidos fins. Belém, 05 de novembro de 2019. DIRACY NUNES ALVES, Corregedora de Justiça das Comarcas do Interior.

02 - Processo n° 2019.7.004864-7

Requerente: José Barbosa Filho

Requerida: Flávia Oliveira do Rosário Carneiro, Juíza de Direito da 1ª Vara da Comarca de Xinguara.

Decisão: Tendo em vista que o requerente se manifestou às fls 55 destes autos, requerendo a desistência deste Pedido de Providências formulado perante este Órgão Correcional, só resta atender sua pretensão,

atentando para o que diz o § 3º, do Art. 91, do Regimento Interno do Tribunal de Justiça do Estado, que

assim dispõe: ¿§ 3º (

penal, a notícia de irregularidade será arquivada de plano pelo Corregedor da Justiça, no caso de magistrados de Primeiro Grau, ou pelo Presidente do Tribunal, nos demais casos. Assim, acolho a Desistência formulado pelo requerente e com fulcro no art. 91, § 3º, do Regimento interno deste Tribunal de Justiça, determino o arquivamento deste expediente. Dê-se ao Exmo. Sr. Ministro Corregedor Nacional de Justiça, ao requerente e à magistrada ora requerida. Sirva a presente decisão como Ofício. À Secretaria para as devidas providências. Belém, 06 de novembro de 2019. Desa. DIRACY NUNES ALVES, Corregedora de Justiça das Comarcas do Interior.

§ 2º. Quando o fato narrado não configurar evidente infração disciplinar ou ilícito

)

03 - Processo n° 2019.7.005252-3

Requerente: Damarys da Roc ha Chaves, Oficial e Tabeliã Interina do Cartório Extrajudicial do 1º Ofício de Abaetetuba.

Decisão: A Sra. Damarys da Rocha Chaves ¿ Oficial e Tabeliã Interina do Cartório do 1º Ofício de Abaetetuba, informa que a funcionaria Fabiola Ellen Goes pediu o seu desligamento daquela serventia, e como não encontrou pessoa qualificada para substituí-la, solicita autorização para realizar o pagamento de gratificação às funcionárias Gabrielle Calil Viegas e Debora Barbosa Ferreira. Em resposta a este Órgão Correicional, a Sra. Secretária de Planejamento, Coordenação e Finanças do TJE/PA informa que a requerente foi designada para responder interinamente pela referida serventia, através da Portaria nº

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2037/2019-GP, republicada em 03/06/2019, cujos efeitos retroagiram ao dia 22/02/2019. Destaca que no primeiro balanço apresentado pela requerente foram identificadas 03 (três) despesas, sem a prévia

autorização deste Tribunal, quais sejam: I ¿ Contrato de locação de bens móveis, firmado em 22/02/2019;

II ¿ Contrato de locação de imóvel, firmado em 15/03/2019; III ¿ Contratação de 03 (três) funcionários. Em face do exposto, determino a remessa de cópia do documento de fls. 07/08 à requerente, para que se manifestar acerca do alegado pela Sra. Secretária de Planejamento, Coordenação e Finanças, para tanto, concedo o prazo de 05 (cinco). Utilize-se cópia da presente decisão como ofício. À Secretaria para os devidos fins. Belém, 30 de outubro de 2019. DESA. DIRACY NUNES ALVES, Corregedora de Justiça das Comarcas do Interior.

04 - Processo n° 2019.7.004814-2

Requerente: Guilherme Henrique de Oliveira Mello, Advogado OAB/PA nº 114565-B.

Requerido: Juízo de Direito da 3ª Vara Cível e Empresarial da Comarca de Parauapebas.

Decisão: Após consulta ao Sistema de Gestão de Processo Judicial (LIBRA), e a informação prestada pela Magistrada verifica-se que houve a devida remessa dos autos ao Tribunal Regional Federal da 1ª

Região, objetivo principal do Pedido de Providência em questão, configurando-se assim, a perda de objeto do presente. Senão vejamos, o Requerente em sua narrativa se resume a relatar que desde maio de 2018

o recurso de Apelação, interposta contra a sentença de improcedência, não havia sido remetido ao

Tribunal, pois somente poderia ser remetido após a digitalização do mesmo. Além disso, percebe-se pela análise da manifestação da Magistrada e do andamento dos autos que não há indícios de transgressão funcional, tendo em vista a exposição de motivos da Requerida em sua manifestação, que os autos estavam esperando a digitalização para a devida remessa dos autos ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que seguia cronograma de trabalho para realização do serviço pela Central de Digitalização. Desse modo, inexistindo outro motivo para o prosseguimento do feito, determino o seu ARQUIVAMENTO. Dê-se ciência à Requerente, servindo a presente como ofício. À Secretaria para os devidos fins. Belém (PA), 04 de novembro de 2019. DESA. DIRACY NUNES ALVES, Corregedora de Justiça das Comarcas do Interior.

05 - Processo n° 2017.7.004718-8

Requerente: Thiago Pereira Maia

Requerido: Juízo da 2ª Vara Cível da Comarca de Altamira.

Decisão: 1. Tendo em vista o pedido de fls. 54/55, concedo ao requerido o prazo de 30 (trinta) dias para apresentação do plano de ação com o objetivo de imprimir celeridade aos feitos detentores de prioridade que tramitam junto ao Juízo da 2ª Vara Cível de Altamira, dentre os quais se encontram os processos que integram as metas do Conselho Nacional de Justiça, inclusive com a identificação física dos mesmos. 2. Sirva a presente decisão como ofício. Belém (Pa), 05 de novembro de 2019. Desembargadora DIRACY NUNES ALVES, Corregedora de Justiça das Comarcas do Interior.

06 - Processo n° 2019.7.001716-3

Requerente: Ministro Ricardo L. P. Ribeiro da Silva, Chefe da Divisão de Assistência Consular.

Decisão: Analisando o presente caso, verifica-se que a própria interessada afirmou ter conseguido de forma fraudulenta realizar o seu registro de nascimento no Cartório de São Miguel do Guamá, portanto, por mais que fosse encontrado algum registro de nascimento em seu nome na aludida serventia, este seria nulo. Cumpre esclarecer que o registro fraudulento foi efetuado na década de 80, razão pela qual resta prejudicada a adoção de qualquer medida disciplinar por parte de Órgão Correicional, eis que a serventia encontra-se sob nova direção, a atual titular assumiu o cargo em setembro de 2018, portanto, não pode ser responsabilizada por algo que não deu causa, uma vez que a responsabilidade dos Oficiais

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de Registro e Tabeliães é subjetiva, conforme se depreende do art. 22 da Lei nº 8.935/1994. Com relação

à certidão emitida pela Titular do Cartório de Santana de Bujaru, onde consta que foi localizado assento de nascimento em nome de Zaira Abreu Batista, cabe mencionar que os Oficiais de Registro e Tabeliães gozam de fé pública, o que significa dizer que as declarações emitidas por eles são dotadas de presunção relativa de veracidade, de modo que não havendo prova que evidencie o contrário, deduz-se que estas são verdadeiras. Posto isso, encaminhe-se cópia do documento de fl. 22 ao requerente, e, tendo sido prestados os devidos esclarecimentos, proceda-se ao arquivamento dos presentes autos. Utilize-se cópia do presente como ofício. À Secretaria para os devidos fins. Belém, 05 de novembro de 2019. DESA. DIRACY NUNES ALVES, Corregedora de Justiça das Comarcas do Interior.

07 - Processo n° 2019.7.004621-1

Requerente: Guilherme Henrique de Oliveira Mello, Advogado OAB/PA nº 114565-B.

Requerido: Juízo de Direito da 3ª Vara Cível e Empresarial da Comarca de Parauapebas.

Decisão: Mediante análise dos autos, percebe-se que não houve má-fé por parte da Magistrada, verifica- se que o Processo de nº 0003187-02.2018.8.14.0040 consta no cronograma e que conforme projetado em 3 (três) meses deve ser analisado. Diante do exposto, observa-se que existe uma organização processual para cumprimento e andamento, conforme cronograma estabelecido pela Comarca, o que demonstra certo controle na movimentação processual da unidade judiciária. Ademais, destaca-se ainda, que a partir da análise dos autos, juntamente com o andamento do Processo citado, verificado no Sistema de Gestão

Processual ¿ Libra, não se vê configurado indícios de transgressão funcional, e a respeito do tema segue

o entendimento do Conselho Nacional de Justiça: RECURSO ADMINISTRATIVO EM REPRESENTAÇÃO POR EXCESSO DE PRAZO. AUSÊNCIA DE JUSTA CAUSA. EFETIVO IMPULSO OFICIAL. PERDA DO OBJETO. ART. 26, § 1º DO REGULAMENTO GERAL DA CORREGEDORIA NACIONAL DE JUSTIÇA. 1.

A análise da morosidade processual não leva em conta apenas o tempo de tramitação do processo, mas a

detecção de situações causadas por desídia dolosa ou reiterada do magistrado no cumprimento de seus deveres ou por situação de caos institucional que demande providências específicas por parte deste Conselho, o que não ocorreu na espécie. 2. Não há justa causa ou razoabilidade para a instauração de procedimento administrativo disciplinar contra o recorrido, tendo em vista a prática do ato processual almejado. 3. O § 1º do art. 26 do Regulamento Geral da Corregedoria Nacional de Justiça prevê a perda do objeto da representação, com a prática do ato, a normalização do andamento ou a solução do processo. 4. Ausência de infringência aos deveres funcionais ou inércia do magistrado. Recurso administrativo improvido. (CNJ - RA ¿ Recurso Administrativo em REP - Representação por Excesso de Prazo - 0001391-87.2018.2.00.0000 - Rel. HUMBERTO MARTINS - 38ª Sessão Virtual - j. 31/10/2018). Entretanto, ressalta-se a necessidade de se conferir atenção ao princípio da duração razoável do processo

(inciso LXXVIII, do art. 5º da Constituição Federal) para assegurar a efetividade da prestação jurisdicional, de forma que o trâmite processual possa transcorrer regularmente, evitando que se perdure além do razoável a ponto de prejudicar as partes. Desse modo, OFICIE-SE ao Juiz Direito Titular da 3ª Vara Cível

e Empresarial da Comarca de Parauapebas, com RECOMENDAÇÃO para que continue empreendendo

todos os esforços necessários, a fim de garantir a célere tramitação e efetiva prestação jurisdicional no processo em tramitação na Unidade Judiciária, em observância ao princípio da celeridade processual e a razoável duração do processo, consagrados no art. 5º, inciso LXXVIII de nossa Constituição Federal. Ante

o exposto, não restando configurada qualquer infração disciplinar ou ilícito penal imputável ao Juiz Direito

Titular da 3ª Vara Cível e Empresarial da Comarca de Parauapebas, DETERMINO o ARQUIVAMENTO do presente, com fulcro no art. 9º, §2º da Resolução nº 135/2011 do CNJ c/c art. 91, §3º do Regimento Interno deste TJ/PA. À Secretaria para os devidos fins. Utilize-se cópia do presente como ofício. Belém, 05 de novembro de 2019. Desembargadora DIRACY NUNES ALVES, Corregedora de Justiça das Comarcas do Interior.

08 - Processo n° 2019.7.003953-9

Requerente: Marco Aurélio Cabral da Costa

Requerido: Juízo da Vara Única da Comarca de Alenquer.

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Decisão: Diante da análise dos fatos e mediante consulta no Sistema Libra, observa-se que o Processo de nº 0000605-14.2016.8.14.0003 teve seu andamento regular até o momento em que foi efetuada a carga dos autos (26.09.2017), e que a partir da devolução dos autos o Processo voltou a seguir seu trâmite de maneira regular novamente. Desta forma, considerando que a paralização do Processual não foi derivada de qualquer erro ou falha na tramitação do mesmo, ao contrário, foi motivada por uma das partes que compõem a lide, depreende-se que não há motivo para prosseguimento da análise do Pedido de Providência em questão, no que diz respeito a paralização alegada. Quanto a juntada de manifestação nos autos do Processo, através de pesquisa no sistema de acompanhamento processual Libra, que corrobora o alegado pelo Magistrado, verifica-se que não há pendência de juntada de qualquer manifestação. Por todo o exposto, conclui-se pela não incidência de indícios de transgressão funcional, e consequentemente, determino o ARQUIVAMENTO destes autos. No mais, RECOMENDO ao Juízo que observe aos princípios da celeridade e da duração razoável do processo, evitando alongamento desnecessário e adotando impulsionamento regular nos feitos sob sua reponsabilidade. Oficie-se o Juízo reclamado para que tome ciência desta decisão. Dê-se ciência às partes, servindo a presente decisão como ofício. Belém/Pa, 05 de novembro de 2019. DESA. DIRACY NUNES ALVES, Corregedora de Justiça das Comarcas do Interior.

09 - Processo n° 2018.7.003780-7

Requerente: Nadja Marques da Costa

Requerida: Kátia Borges dos Santos, Oficial Interina do Cartório Extrajudicial do Único Ofício de Santarém Novo.

Decisão: Neste pedido de providências, a requerente, Sra. Nadja Marques da Costa, interina anterior do Cartório do Único Ofício da Comarca de Santarém Novo relata que a Sra. Kátia Borges dos Santos, na qualidade de atual delegatária, compareceu na serventia e retirou os selos pendentes de utilização, carimbos e documentos de registro de imóveis e escrituras públicas, sob a alegação de que os levaria ao conhecimento do Juiz Corregedor Permanente. Após reiteradas determinações desta Corregedoria, a Sra. Kátia Borges dos Santos, respondeu por meio do Ofício nº 040/2019 informando que em 16/07 do corrente teria ocorrido a troca da responsável pelo Cartório de Santarém Novo e que desde então a atual delegatária estaria empreendendo esforços físicos e financeiros com vistas a organizar a serventia nos termos do que determina o Código de Normas do Estado do Estado do Pará. No referido ofício, presta as seguintes informações: 1. Quando assumiu esta titular tomou posse dos selos que estavam sendo utilizados sim, posto que os mesmos eram guardados de forma não muito segura, em uma gaveta sem chaves. 2. Esta titular inutilizou carimbos antigos e confeccionou novos tendo em vista que o CNPJ da antiga titular não poderia ser mais utilizado. 3. Em relação a documentos, e em relação a boa parte do acervo e arquivo do Cartório o mesmo era acondicionado de forma incorreta e em precárias condições. 4. Esta titular demorou cerca de dois meses para organizar o acervo e só então tomar conhecimento do seu teor e pode verificar as irregularidades abaixo, todas relatavas no relatório de transição. Senão vejamos: i. Nesse sentido, finalizei a conferência dos livros e o relatório de transição, que segue em anexo, não localizei todos os documentos que devem embasamento a expedição de escrituras públicas dos Livros 01,02, 03 e 16. Não existem os livros 04, 08 a 15 de Notas. ii. Existe um Livro nº 16, que foge da sequência de livros anteriores. iii. Toda escritura quando da sua expedição requer que fiquem arquivadas em suas notas os documentos que lhes deram origem. Esse arquivo está incompleto em relação aos livros citados acima. iv. Os livros acima não estão encerrados pois não possuem 200 (duzentas) folhas ainda. O processo de encadernamento só ocorre quando da finalização do livro. Recebi os mesmo sem encadernação. v. O Livro 2 ¿A¿ do Registro de Imóveis que não atingiu o número máximo de folhas o que impede seu encadernamento. O arquivo do registro e imóveis está incompleto, existem requerimentos na serventia de dados e certidões que não constam no livro. O mesmo foi entregue com 128 folhas e 128 matrículas, em anexo requerimento para expedição de certidão de matrícula 139 que não consta no livro. vi. Existe requerimento de averbação de substabelecimento de procuração (em anexo) feito no 24 Notas de São Paulo ¿ SP, ocorre que não há e não foi entregue o livro de procurações a esta titular o Livro de Procurações mais recente está escriturado a mão. Não existe na serventia o Livro 01 de Procurações. vii. Em relação aos livros do Registro de Pessoas Naturais os mesmos foram entregues foram de ordem e esta Oficial providenciou sua organização. Ó Código de Normas prevê que o mesmo tenha 300 folhas, e a antiga interina os encerrava com 100 folhas (Livros 18 e 19). Os livros que de números: 17 (com 300 fls.);

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18 e 19 ¿A¿. Os três estão encerrados. De acordo com a manifestação prestada pela atual oficiala da Serventia do Único Ofício da Comarca de Santarém Novo, às fls. 37/38, denota-se haver diversas

irregularidades neste cartório, tais como: o fato do arquivo de registro de imóveis estar incompleto, bem como não existir na serventia o Lvro n 01 de Procurações. Destaca-se que as irregularidades informadas, ensejariam a responsabilização do cartorário anterior, o que, no entanto, esbarra no óbice de que a serventuária anteriormente responsável pelo cartório era interina, não havendo previsão de responsabilização administrativa de oficial interino posteriormente a cessação de interinidade, vejamos:

faculdade de punir internamente as infrações funcionais de servidores e demais pessoas sujeitas à

disciplinar dos órgãos e serviços da Administração. É uma supremacia especial que o Estado exercer sobre todos aqueles que se vinculam à Administração por relações de qualquer natureza, subordinando-se às normas de funcionamento do serviço ou do estabelecimento que passam a integra definitiva ou transitoriamente. (MEIRELLES, 1988, 108.) O poder disciplinar apoia-se no sistema de apuração da responsabilidade pela adoção dos métodos conhecidos na técnica jurídica de verificação da verdade, e se relaciona com as sanções internas aplicadas aos funcionários públicos que integram a administração pública. (GUIMARÃES, 1998, p. 88) Desde a exoneração, o servidor está fora, para todos os efeitos do

âmbito da Administração, sujeito apenas às sanções civis e criminais aplicáveis aos atos que praticou. As sanções administrativas já não o alcançam. (LEITE, sem data, p. 3). Nos termos do Código de Normas dos Serviços Registrais e Notariais serão prestados de modo eficiente e adequado, bem como os serviços, a função e atividades notarial e registros previsto na Constituição Federal de 1988, norteando pelos princípios da fé pública, publicidade, segurança, eficácia, reserva de iniciativa, legalidade, prudência registral e ética profissional. Nos termos do art. 22 do Provimento nº 02/2019, temos que: Art. 22. São deveres dos tabeliães e dos oficiais de registro: I - manter em ordem os livros, papéis e documentos de

Desse modo, orienta-se a cartorária tome as

providências relativas aos livros da serventia, de acordo com as determinações constantes nos artigos 85

a 89 do atual Código de Normas dos Serviços Registrais e Notariais do Estado do Pará, vejamos: Art. 85.

Os livros poderão ser previamente encadernados ou em folhas soltas, deles constando termo de abertura

e termo de encerramento devidamente assinados pelo tabelião ou oficial de registro ou preposto com

poderes para tanto. Parágrafo único. Constará no termo de abertura a data em que o primeiro ato do livro for praticado e no termo de encerramento a data em que o último ato do livro for praticado. Art. 86. Os

livros previamente encadernados terão de 100 (cem) a 300 (trezentas) folhas numeradas. Art. 87. Os livros em folhas soltas terão até 300 folhas numeradas, em tamanho padronizado pela serventia,

Art. 91. Os livros, fichas, documentos, recibos e

demais papéis mantidos fisicamente na serventia serão arquivados mediante utilização de processos que facilitem as buscas. Pelo exposto, após análise dos autos, considerando não haver comprovações sobre as supostas irregularidades apresentadas no pedido inicial do presente pedido de providências quanto aos atos praticados pela cartorária atualmente responsável pela Serventia do Único Ofício de Santarém Novo, verifica-se que não prosperam as alegações apresentadas, pelo o que determino o arquivamento do presente expediente, considerando a fundamentação acima exposta. Dê ciência às partes, servindo esta decisão como ofício. À Secretaria, para os devidos fins. Belém, 06 de novembro de 2019. Desembargadora DIRACY NUNES ALVES, Corregedora de Justiça das Comarcas do Interior

recomendando-se o uso dos tamanhos Ofício ou A4. (

sua serventia, guardando-os em locais seguros; (

) (

)

)

10 - Processo n° 2019.7.004234-2

Requerente: Laura Costeira Araújo de Oliveira, Juíza de Direito da Comarca de Porto Grande-AP.

Decisão: A certidão de nascimento é documento básico de todos cidadãos, efetivando o direito universal da dignidade da pessoa humana, previsto na Constituição Federal de 1988, bem como na Lei nº 6.015/1973, Lei de Registros Públicos. O presente caso trata de solicitação realizada pela Comarca de Porto Grande da Vara Única de Porto Grande, Estado do Amapá, quanto à existência de Registro de Nascimento de Raimundo do Carmo de Souza que teria sido lavrado no Cartório de Registros Civis Mututi, pertencente à Comarca de Breves/PA. Em resposta ao Despacho/Ofício nº 3938/2019-CJCI, 12/08/2019, às fls. 04, a Tabeliã e Oficiala Titular responsável pelos Serviços Notariais e de Registros do 2º Ofício da Comarca Breves, Sra. Magda Lima Mendes, informa que após buscas no acervo da serventia não foi encontrado assento de nascimento em nome do Sr. Raimundo do Carmo de Souza razão pela qual segue anexa certidão negativa para fins de direito, às fls. 10-v. Haja vista o exposto, considerando a manifestação apresentada pela serventia requerida, bem como o encaminhamento de certidão negativa emitida e não havendo outras medidas a serem tomadas por esta Corregedoria, determina-se o

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arquivamento deste expediente. Dê ciência às partes, servindo esta decisão como ofício. À Secretaria, para os devidos fins. Belém, 06 de novembro de 2019. Desembargadora DIRACY NUNES ALVES, Corregedora de Justiça das Comarcas do Interior.

11 - Processo n° 2018.7.005454-6

Requerente: Luisa Abreu da Silva

Requerido: Juízo da Vara Criminal da Comarca de Novo Progresso.

Decisão: Analisando minunciosamente os presentes autos, constata-se de plano, que a após a confecção do laudo da perícia e devidamente homologado pela Juíza da Unidade Judicial da comarca de Novo Progresso, esta já adotou as providências necessárias pois, considerando que o réu foi considerado inimputável, prolatou sentença em 25.04.2019 nos autos daquele processo 0126609-85.2015.8.14.0115. Na mesma data a Juíza também determinou nova citação do acusado para apresentar defesa escrita à acusação, haja vista que a mesma anteriormente apresentada havia se limitado a requerer a suspensão

do processo, para evitar futuras alegações de nulidade processual. Em seguida, a magistrada ratificou o recebimento da denúncia e designou audiência de instrução para a oitiva de testemunha para o dia 10.12.2019, tendo deprecado o interrogatório do réu para a comarca de Santa Isabel, local onde se encontra custodiado o preso em Hospital de Custódia e tratamento Psiquiátrico da SUSIPE. Contata-se, portanto, pelas informações fornecidas pela requerida que a magistrada vem dando andamento no processo e assim, não procede o presente pedido de providências, uma vez que a pretensão da requerente já foi atendida. O § 3º, do Art. 91, do Regimento Interno do Tribunal de Justiça do Estado,

2º. Quando o fato narrado não configurar evidente infração disciplinar ou ilícito

assim dispõe: ¿§ 3º (

penal, a notícia de irregularidade será arquivada de plano pelo Corregedor da Justiça, no caso de magistrados de Primeiro Grau, ou pelo Presidente do Tribunal, nos demais casos. Assim, já tendo sido alcançada a pretensão da requerente, determino arquivamento dos presentes autos; Dê-se ciência à requerente ao Exmo. Ministro à magistrada requerida. Sirva a presente decisão como Ofício. À Secretaria para as devidas providências. Belém, 31 de outubro de 2019. Desa. DIRACY NUNES ALVES, Corregedora de Justiça das Comarcas do Interior.

12 - Processo n° 2019.7.003642-8

Requerente: Júlio César Pinheiro Franco

Requerido: Cartório Extrajudicial do Único Ofício de Itupiranga.

Decisão: Inicialmente impende registrar que pedido similar ao presente já fora formalizado junto a esta Corregedoria do Interior ¿ PA-DES-2017/35343, tendo sido, há época arquivado, em face da judicilização da demanda (processo Ação Cível nº 0009151-89.2016.814.00025). Registro que sobre o assunto, o interessado, ora representante, em nome do Loteamento Cidade Jardim LTDA, impetrou Mandado de Segurança em face do Cartório de Registro de Imóveis de Itupiranga, ora representado, tendo sido extinto sem julgamento do mérito, em decisão proferida em 20.05.2019 (fl. 95v/96), contra a qual foi interposto recurso de Apelação. Que, em 14.08.2019, o representante juntou aos autos (fls. 316/318, pedido de desistência da ação, formulado junto ao Juízo de Itupiranga. Considerando o pedido de desistência formulado, esta Corregedoria do Interior, passa a análise do presente pedido. A análise da presente reclamação cinge-se, em suma, acerca da definição da base de cálculo para efeito de cobrança dos emolumentos para o registro de loteamento de imóvel. Sem muitos detalhes conceituais, eis que desnecessários, cumpre registrar, desde logo, que o registro de loteamento requer a análise de conformidade da documentação apresentada, bem como o pagamento dos emolumentos devidos. 1. Especificamente à conformidade jurídica, encontra-se regida pela Lei 6.766/79 e art. 127 e seguintes do Código de Normas, onde estão previstos documentos, atos e procedimentos a serem cumpridos pelo interessado, objeto de análise e registro pelo Oficial de Registro de Imóveis competente. Quanto a isto, constam dos autos duas Notas Devolutivas (fl. 91/93), firmadas pelo Oficial de Registrador, quanto ao título de prenotação 9634, referente ao Loteamento Cidade Jardim LTDA, formalizado em cumprimento a ordem judicial, nos autos do MS nº 0800542-16.2018.8.14.0025, sem comprovação nos autos do devido

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cumprimento das exigências pelo representante. É salutar registrar que compete ao Oficial Registrador a análise preliminar dos títulos e documentos levados a seu ofício, cabendo atestar a regularidade e conformidade com os requisitos legais, como supedâneo da segurança jurídica, apontando, se for o caso, as inconsistências a serem corrigidas e sanadas, em nota devolutiva escrita, para, após, assim que cumpridas, ser formalizado o registro. Apresenta-se, portanto, imprescindível o atendimento das exigências formuladas listadas pelo Oficial, para que o registro seja formalizado, cabendo, porém, em caso de discordância ou inconformismo ser instaurado junto ao Juiz Corregedor Permanente da Comarca o ¿Procedimento de Suscitação de Dúvida¿, nos termos dos arts. 223 a 234 do Código de Normas dos Serviços Notariais e de Registro ¿ CNSNR, funcionando este Órgão Censor, como instância recursal e revisora, em tais casos, para evitar supressão de instância. Cumpre ressaltar que no procedimento de dúvida devem ser atacados todos os pontos indicados na Nota Devolutiva, a fim de que sejam devidamente esclarecidos pelo Juiz Corregedor Permanente. Sobre o assunto, trago a colação a seguinte decisão do Conselho Superior da magistratura de São Paulo: ¿CSM/SP: Dúvida ¿ Ausência de impugnação de todos os itens da nota de devolução ¿ Dúvida prejudicada ¿ Recurso não provido ¿ Registro de Imóveis ¿ Emolumentos ¿ Escritura de inventário e partilha ¿ Pretensão de averbação com gratuidade ¿ Impossibilidade ¿ Ausência de previsão legal ¿ Interpretação restritiva ¿ Isenção de emolumentos apenas restrita às hipóteses legais ¿ Pedido de providências prejudicado ¿ Recurso não provido. (Apelação nº 1000450-24.2017.8.26.0100. Espécie: APELAÇÃO. Número: 1000450- 24.2017.8.26.0100. Comarca: CAPITAL PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO CONSELHO SUPERIOR DA MAGISTRATURA Apelação nº 1000450-24.2017.8.26.0100) 2. No que concerne especificamente à base de cálculo dos emolumentos em tal caso, registro que deve ter como paradigma o Item V da Tabela V de Emolumentos dos Serviços Notariais e de Registros ¿ Provimento Conjunto nº 016/2018/CJRMB/CJCI, devendo, ainda, observar a Nota Explicativa 03 ¿ Registro e Averbação, cuja norma de regência é a Lei Estadual nº 8.331/2015. Dispõe a Nota Explicativa nº 03, subitem 3.1: ¿3.1 Os emolumentos pelos atos praticados pelo Oficial de Registro, relativamente ao registro e averbação de escrituras e contratos, serão calculados sobre um dos seguintes valores, o que for maior: a) valor fixado pelo órgão competente para pagamento do imposto de transmissão e propriedade, para ITBI. b) valor venal do imóvel, para cálculo do IPTU/ITR. c) valor do contrato ou escritura. Não obstante a clareza da nota explicativa, que requer apenas enquadramento em uma das três hipóteses sugeridos nas alíneas ¿a¿ a ¿c¿, torna-se imprescindível esteja o pedido de registro de loteamento devidamente instruído, a fim de que o Oficial Registrador proceda os cálculos devidamente. Pelo que contam dos autos, os dois cálculos apresentados, tanto pelo Oficial, quanto pelo interessado, não apresentam enquadramento condizente com a Nota Explicativa. Ora, o Oficial Registrador, com base um instrumento particular de compra e venda (fls. 102/105) de supostos lotes do empreendimento, os quais o represente alega pertencer a outro imóvel (fato que carece de comprovação na via ordinária), procedeu o cálculo dos emolumentos com base em valor médio, por lote, considerando a área média de 237,28m² por lote, no valor de R$ 305,68/m², o que não se adequa tipicamente ao item ¿c¿ na Nota, eis que muito vago e discricionário. Por outro lado, o represente, Sr. Júlio Cesar Pereira Franco, apresenta (fls. 252/315), apresenta planilhas elaboradas em excel, onde são informados os valores calculados dos lotes, resultantes de multiplicação da área do lote pelo valor do metro quadrado informado com valores venais em documentos emitidos pela Prefeitura de Itupiranga. Contudo, conforme ressaltado na manifestação da Divisão de Arrecadação (fl. 322), a comprovação para efeito de aplicação da alínea ¿b¿ da nota, deve se dar por documento intrínseco ligado ao cadastro da Prefeitura de Itupiranga para cobrança do IPTU. Ademais, conforme ressaltou a manifestação, em caso de loteamento, a Lei nº 6.766/79, prevê, entre outros requisitos, no art. 18, VI, que o interessado deve juntar no pedido de registro exemplar de contrato padrão de promessa de venda, ou cessão ou promessa de cessão do qual constará o obrigatoriamente as indicações previstas no art. 26 da mesma lei. Nesse sentir, o art. 26 da lei, corrobora que: ¿Art. 26. Os compromissos de compra e venda, cessão ou promessa de cessão poderão ser feitos por escritura pública ou por instrumento particular, de acordo com o modelo depositado na forma do inciso VI do art. 18 e conterão, pelo menos, as seguintes indicações: IV ¿ preço, prazo forma e local de pagamento bem como a importância do sinal. Art. 26-A. Os contratos de compra e venda, cessão ou promessa de cessão de loteamento devem ser indicados por quadro-resumo, que deverá conter, além das indicações constantes do art. 26 desta Lei: I ¿ O preço total a ser pago pelo imóvel. II - Valor referente à corretagem, suas indicações de pagamento e a indicação precisa de seu beneficiário. III ¿ a forma de pagamento do preço, com indicação clara dos valores e vencimentos das parcelas¿. Isto porque, tais documentos devem corroborar a definição da base de cálculo dos emolumentos, eis que se trata de exemplar de contrato onde deve constar o preço total a ser pago pelo imóvel. Dessa forma, com base nos documentos juntados aos autos e levando em consideração os argumentos apresentados pelo representante e pelo Oficial

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representado, bem como as ponderações apresentadas pela Divisão de Arrecadação Extrajudicial da Secretaria de Planejamento deste Tribunal de Justiça, esta Corregedoria do Interior, julga em parte procedente o presente pedido, no sentido de: A ¿ Quanto à regularidade formal e jurídica do pedido de registro do empreendimento Loteamento Cidade Jardim, deve o procedimento ser instaurado formalmente pelo Oficial de Registro de Itupiranga, conforme art. 1027 e seguintes do CNSNR, no prazo de 5 (cinco) dias, eis que não ficou devidamente demonstrado nos autos, sob pena de serem adotadas as medidas disciplinares cabíveis, devendo, contudo, serem cumpridos pelo interessado todas exigências firmadas em Nota Devolutiva. B ¿ Em relação ao cálculo dos emolumentos devem ser juntados pelo interessado os documentos previstos nos arts. 18, e 26 da Lei 6.766/79, a fim de que o Oficial Registrador proceda o cálculo corretamente, enquadrando nas alíneas ¿b¿ (valor venal do imóvel) ou ¿c¿ (valor do contrato, caso já haja valor especificado), da Nota 3 da Tabela de Emolumentos, ou seja, o de maior valor. Quanto a suposta discordância entre as exigências formuladas e o valor especificado a título de emolumentos, oriento seja instaurado o competente ¿Procedimento de Suscitação de Dúvida¿, conforme disposto no art. 223 a 234 do CNSNR, junto ao Juiz Corregedor Permanente da Comarca. Ciência às partes. À Secretaria, para providências. Após, arquive-se. Belém, 05 de novembro de 2019. Desembargadora DIRACY NUNES ALVES, Corregedora de Justiça das Comarcas do Interior.

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COORDENADORIA DOS PRECATÓRIOS

PRECATÓRIO: nº. 060/2015

PROCESSO DE ORIGEM: 0009056-89.1997.814.0301

CREDOR(A): Marilourdes Raiol Pereira da Silva

BENEFICIÁRIO(A): Fernando Conceição do Vale Corrêa Júnior

ADVOGADO(A): Fernando Conceição do Vale Corrêa Júnior ¿ OAB-PA nº 7855

ENTE DEVEDOR: Estado do Pará

PROCURADOR(A): Ricardo Nasser Sefer ¿ OAB/PA 14800

ATO DECISÓRIO:

Trata-se de requerimento formulado pela parte beneficiária ¿ protocolo 2019.04524095-62 (fls. 80/84) ¿ arguindo, em síntese, celebração de acordo extrajudicial com o Ente devedor. Ocorre que o devedor declinou da conciliação alegando afronta à norma constitucional. Por fim, pleiteia a homologação do acordo com imediata expedição de requisitório de pequeno valor.

Pois bem. Analisando os autos, verifica-se que o requerente é beneficiário de honorários advocatícios contratuais, conforme depreende-se do ofício nº 105 ¿ fls. 02/05.

Sendo assim, cumpre destacar que a verba honorária contratual destacada advém da relação particular entre o causídico e seu cliente, configurando-se caráter de acessoriedade ao crédito principal devido ao credor do precatório requisitório.

Dessa forma, o acordo extrajudicial celebrado entre partes ¿ no tocante à verba contratual destacada ¿ caracterizar-se-ia desmembramento do crédito e pagamento fracionado, prática expressamente vedada pelo Supremo Tribunal Federal ¿ Ag. Reg. no RE 968.116/RS; Rcl 24.201, Rel Min. Cármen Lúcia; Rcl. 23.153, Rel. Celso de Melo; e Rcl 22.022, Rel. Min. Teori Zavascki, razão pela qual indefiro o requerimento da parte beneficiária.

Mantenha-se o valor inscrito em lista de ordem cronológica de pagamento do Ente federado ¿ devedor.

Publique-se.

Belém-PA, 04 de novembro de 2019.

LÚCIO BARRETO GUERREIRO

Juiz Auxiliar da Presidência - TJPA

Coordenadoria de Precatórios

Portaria nº. 583/2019-GP

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PROCESSO DE ORIGEM: nº.0017579-78.1998.814.0301

CREDOR(A): Fernando Carlos Gibson de Carvalho

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ADVOGADO(A)/BENEFICIÁRIO(A): Kelly Cristina Garcia Salgado - OAB/PA nº.10604

ENTE DEVEDOR: Estado do Pará

PROCURADORIA: Ricardo Nasser Sefer ¿ OAB/PA nº.14800

ATO DECISÓRIO:

Em conformidade com as Decisões ¿ fls.130 (DJ 30/07/2019) e fls.132 (DJ 02/08/2019) e ante os termos do requerimento ¿ fls.141/142 (Protocolo nº.2019.04546832-42), tem-se que há sobrestamento do correspondente à metade do crédito requisitado e devido à Fernando Carlos Gibson de Carvalho (Informativo ¿ fls.135), em cumprimento à ordem judicial firmada pelo Juízo da 5ª Vara de Família ¿ Belo Horizonte/MG (Ofício nº.5095246-33.2017) ¿ Protocolo nº.201805166238-05, deduzida a quantia já paga a título de honorários contratuais à parte beneficiária (Alvarás ¿ fls.139/140).

Nesse sentido, não havendo correspondência informativa aos Expedientes ¿ fls.110 e fls.137 a propósito de registro e subconta vinculada à Ação ¿ Processo nº.5095246-33.2017.8.13.0024, para efeito de transferência da quantia sob ordem de bloqueio, reitere-se a providência documental, de forma a viabilizar a transferência do valor.

Outrossim, não havendo impugnação formulada aos cálculos ¿ fls.131, ademais, ante o pagamento já efetuado de valor alusivo a honorários advocatícios contratuais destacados e uma vez sobrestado o correspondente a 50% do crédito requisitado na espécie - sob constrição judicial - ao Serviço de Análise de Processos/Gestão Contábil para operacionalizar pagamento da quantia remanescente e cabível à parte credora ¿ subconta nº.19.300.6185-4 (Informativo ¿ fls.135), conforme dados documentais e bancários assinalados no requerimento fls.141/142, mediante comprovação do recolhimento de custas para emissão de Alvará Eletrônico ¿ Sistema/SDJ (ou expressa anuência para dedução do valor líquido disponível), não havendo retenções legais incidentes no caso específico ¿ atentando-se, por fim, para o exaurimento de saldo e encerramento da respectiva subconta.

Efetuada a operação financeira de pagamento, informe-se nos autos, inclusive quanto à manutenção do sobrestamento da quantia vinculada ao Juízo da 5ª Vara de Família ¿ Belo Horizonte/MG.

Obtido o retorno da informação, conclusos.

Publique-se. Oficie-se.

Belém-PA, 05 de novembro de 2019.

LÚCIO BARRETO GUERREIRO

Juiz Auxiliar da Presidência TJPA

Coordenadoria de Precatórios CPREC

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PRECATÓRIO nº: 028/2018

PROCESSO DE ORIGEM: 0038709-25.2014.814.0301

CREDOR: Deusimar Nazareth de Macedo

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ADVOGADO: Gerson Nylander Brito Filho - OAB/PA N.º 26903

ENTE DEVEDOR: Estado do Pará

PROCURADORIA-GERAL: Ricardo Nasser Sefer ¿ OAB/PA N.º 14800

ATO DECISÓRIO:

Em alinhamento com o ato decisório de fl. 115 (DJ 22.10.2019) e diante do pedido de que o pagamento seja efetuado em nome do Escritório de Advocacia Freire Figueiredo S/S Adv. Associados - protocolo n.º 2019.0451501642 (fls. 117), faculto prazo de 05 (cinco) dias para juntada de procuração atualizada, contendo poderes específicos para receber crédito referente ao precatório nº 028/2018.

Publique-se.

Belém, 05 de novembro de 2019.

LÚCIO BARRETO GUERREIRO

Juiz Auxiliar da Presidência - TJPA

Coordenadoria de Precatórios

Portaria nº. 583/2019-GP

TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6779/2019 - Quinta-feira, 7 de Novembro de 2019

SECRETARIA JUDICIÁRIA

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Número do processo: 0809493-40.2019.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: EDNA ABREU BARRETO Participação: ADVOGADO Nome: PAULO SERGIO HAGE HERMES OAB: 2995/PA Participação: AGRAVADO Nome: unimedPROCESSO Nº0809493-40.2019.8.14.0000RECURSO:

AGRAVO DE INSTRUMENTOAGRAVANTE:EDNA ABREU BARRETOADVOGADO: PAULO SÉRGIO HAGE HERMES AGRAVADO:UNIMEDENDEREÇO: TRAV. CURUZU, 2212 ? MARCO ? BELÉM/PA. CEP 66085-823 RELATOR: DES.LUIZ GONZAGA DA COSTA NETO DECISÃO INTERLOCUTÓRIA Trata-se de agravo de instrumento interposto porEDNA ABREU BARRETOem face da decisão proferida

pelo Juízo de direito da 6ª Vara Cível e Empresarial de Belém, que na tarde de hoje (13:02h), nos autos da tutela cautelar antecedente (Proc. Nº 0858097-02.2019.814.0301) apresentada em face deUNIMED, deferiu parcialmente a tutela de urgência para que a agravada indicasse imediatamente hospital de referência no tratamento de câncer de ovário, na cidade de São Paulo, observada a rede de nosocômios à Unimed-Belém conveniados, e caso não disponha em São Paulo de hospitais conveniados para tratamento da referida patologia, indicasse um, mas que seja referência no tratamento, preferencialmente

o hospital escolhido pela Autora.Relata a agravante que se encontra entre a vida e a morte no Estado de

São Paulo acometida de câncer em seus órgãos reprodutores e trombose pulmonar do membro inferior esquerdo, com risco de falecer em cirurgia, porém que o único hospital que apresenta excelente tratamento para seu caso seria o AC Camargo.Alega que a decisão proferida pelo juízo de piso não se ateve para a emergência do caso em que a recorrente necessita ser operada de imediato, não podendo aguardar 05 dias para que a agravada se manifeste, o que poderá levá-la a óbito durante a espera de uma decisão judicial. Ressalta prejuízo para sua saúde, haja vista que a cirurgia de alta complexidade somente poderá ser realizada na cidade de São Paulo.Assim, assevera que por se encontrar no momento de urgência devido a indicação de cirurgia imediata em virtude de metástase e problema respiratório, a decisão de primeiro grau fere o princípio da urgência já que concede 5 (cinco) dias para Unimed se manifestar.Por fim, requer a concessão liminar de tutela para reforma da decisão agravada para determinar que a UNIMED BELÉM autorize a cirurgia, tratamento, internação, médicos e tudo que se fizer necessário em 24h para que sejam realizados os procedimentos necessários no Hospital AC Camargo, sob pena de multa de R$ 5.000,00 para obrigar o seu cumprimento de urgência.É o relatório. Decido.Ao compulsar os autos verifico que a agravante pretende a reforma da decisão de 1.º grau, tendo em mira a urgência de tratamento de cirúrgico que alega que a agravante necessita.Da análise da decisão agravada,constato que os argumentos expendidos pelo agravante não foram capazes de modificar a decisão agravada.Isso porque, não restou demonstrado cabalmente pela agravante o fato constitutivo de direito a ensejar a modificação da diretiva combatida, notadamente, a urgência nos laudos apresentados

para que a cirurgia seja realizada imediatamente.É curial assinalar, que o questionamento alusivo ao prazo de 5(cinco) dias para que a UNIMED se manifeste não se confunde com a ordem para que a agravada indique hospital de referência no tratamento de câncer de ovário, na cidade de São Paulo.Com efeito, da leitura dos autos do processo em que foi proferida a decisão recorrida (Proc. Nº 08580970220198140301) verifica-se que a decisão ora agravada foi objeto de pedido de reconsideração pela agravante, tendo o Juízo de Piso destacado que diferentemente das razões do agravo, a decisão liminar deferiu parcialmente

a tutela para determinar oimediato cumprimento e não em 5 (cinco) dias como alega o recorrente (ID nº

13722288 ? processo principal):A decisão liminar deferida determinou o imediato cumprimento e não em 5 (cinco) dias. No âmbito judicial, foi determinado o cumprimento da medida como sendo de urgência, embora não haja afirmação médica desta natureza (?urgência?). A determinação de indicação de hospital de referência conveniado na cidade de São Paulo onde se encontra a agravante é para cumprimento,inclusive como medida de urgência, determinando, também, a identificação do responsável da agravada para eventual sanção criminal em caso de descumprimento.Desta feita, não vislumbro razões para acolhida do pedido e concessão da tutela pretendida, eis que como bem explicado pelo magistrado, não há que se falar em desconsideração da urgência que o caso clínico requer e espera de 5 (cinco) dias para manifestação.Ante o exposto, com fulcro nos artigos 995, § único e 1.019, I, ambos do CPC/15, em atenção ao restrito âmbito de cognição sumária,indefiro o pedido de tutela antecipada.Conforme a Resolução n.16/2016/GP, proceda-se a distribuição do presente feito, posto que a apreciação do pedido liminar decorreu apenas em razão do plantão judiciário, consoante os fundamentos expostos.Servirá a presente decisão, por cópia digitalizada, como MANDADO DE CITAÇÃO/INTIMAÇÃO/NOTIFICAÇÃO.Intime-se a parte agravada, para que, caso queira, apresente contrarrazões ao presente recurso, também no prazo de 15 (quinze) dias, nos termos do art. 1019, II, do

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NCPC.Publique-se. Intime-se.Belém/PA, 05 de novembro de 2019. DES.LUIZGONZAGA DA COSTANETORelator

Número do processo: 0809514-16.2019.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: MARIA ALDECIRA NAZARE CRUZ Participação: ADVOGADO Nome: LUDIMAR CALANDRINI SIDONIO OAB: 2986/PA Participação: AGRAVADO Nome: ESTADO DO PARA PROCESSO Nº0809514- 16.2019.8.14.0000RECURSO: AGRAVO DE INSTRUMENTOCOMARCA: SANTARÉM (6ª VARA CÍVEL)AGRAVANTE:MARIA ALDECIRA NAZARÉ CRUZADVOGADA:LUDIMAR CALANDRINI SIDÔNIO? OAB/PA Nº2986 AGRAVADO:ESTADO DO PARÁ RELATOR: DES.LUIZ GONZAGA DA COSTA NETO DECISÃO Tratam os presentes autos deAGRAVO DE INSTRUMENTOCOM PEDIDO DE EFEITO SUSPENSIVOinterposto porMARIA ALDECIRA NAZARÉ CRUZcontra decisão interlocutória proferida pelo Juiz de Direito da 6ª Vara Cível da Comarca de Santarém, nos autos da Ação de Reintegração de Posse ajuizada peloESTADO DO PARÁ.Decido.Considerando que agravo de instrumento foi interposto às 22:46 de 05/11/2019, sob a nomenclatura de plantão judicial, contudo a cientificação da decisão agravada foi realizada no dia 29/10/2019, como informa o próprio agravante em suas razões recursais, constata-se que o processo poderá ser analisado no expediente normal, eis que não resta caracterizada a hipótese de urgência prevista no artigo 1º, V, da Resolução n.º 16/2016.Presente essa moldura, determino a redistribuição do processo a uma das Turmas de Direito Público deste Tribunal para a análise do feito.Belém/PA, 06 de novembro de 2019. DES.LUIZGONZAGA DA COSTANETORelator

Número do processo: 0809507-24.2019.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: A. S. C. Participação: ADVOGADO Nome: CEZAR AUGUSTO REZENDE RODRIGUES OAB: 8060 Participação:

AGRAVADO Nome: A. J. V. C. PROCESSO Nº0809507-24.2019.8.14.0000RECURSO: AGRAVO DE INSTRUMENTOCOMARCA: BELÉM (7ª VARA DE FAMÍLIA)AGRAVANTE:ALCEMIR SALES COUTINHOADVOGADO:THIAGO RAMOS DO NASCIMENTO? OAB/PA Nº15.502 E CEZAR AUGUSTO REZENDE RODRIGUES ? OAB/PA N.º 18.060 AGRAVADAS: R.J.V.C.; A.L.J.V.C.REPRESENTANTE LEGAL: ADRIANA JUCÁ VILAR COUTINHOADVOGADO: ANTÔNIO MARIA DE FREITAS LEITE ? OAB/PA N.º 009000RELATOR: DES.LUIZ GONZAGA DA COSTA NETO DECISÃO Tratam os presentes autos deAGRAVO DE INSTRUMENTOCOM PEDIDO DE EFEITO SUSPENSIVOinterposto porALCEMIR

SALES COUTINHOcontra decisão interlocutória proferida pelo Juiz de Direito da 7ª Vara de Família da Comarca de Belém, nos autos da Ação de Execução de Alimentos ajuizada porR.J.V.C. e

que agravo de instrumento foi interposto às 17:38 de 05/11/2019, sob a

A.L.J.V.C

nomenclatura de plantão judicial, contudo a cientificação da decisão agravada foi realizada no dia 01/11/2019, como informa o próprio agravante em suas razões recursais, constata-se que o processo poderá ser analisado no expediente normal, eis que não resta caracterizada a hipótese de urgência prevista no artigo 1º, V, da Resolução n.º 16/2016.Presente essa moldura, determino a redistribuição do processo a uma das Turmas de Direito Privado deste Tribunal para a análise do feito.Belém/PA, 06 de novembro de 2019. DES.LUIZGONZAGA DA COSTANETORelator

Decido.Considerando

Número do processo: 0809520-23.2019.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: CICERO ACELINO DA SILVA Participação: ADVOGADO Nome: ERICK LOPES CAETANO OAB: 20020/MA Participação:

AGRAVANTE Nome: GLEUCIO GOMES DIAS Participação: ADVOGADO Nome: ERICK LOPES CAETANO OAB: 20020/MA Participação: AGRAVANTE Nome: GELSON DOS SANTOS PEREIRA Participação: ADVOGADO Nome: ERICK LOPES CAETANO OAB: 20020/MA Participação: AGRAVANTE Nome: DEUZIMAR PEREIRA DOS SANTOS Participação: ADVOGADO Nome: ERICK LOPES CAETANO OAB: 20020/MA Participação: AGRAVANTE Nome: EDMILSON MORAES RIBEIRO Participação:

ADVOGADO Nome: ERICK LOPES CAETANO OAB: 20020/MA Participação: AGRAVANTE Nome: ALICE PEREIRA DE CARVALHO Participação: ADVOGADO Nome: ERICK LOPES CAETANO OAB: 20020/MA Participação: AGRAVANTE Nome: HAMILTON RAMOS DOS SANTOS Participação: ADVOGADO Nome:

ERICK LOPES CAETANO OAB: 20020/MA Participação: AGRAVANTE Nome: WESLAN DANDY COSTA QUINTANILHA Participação: ADVOGADO Nome: ERICK LOPES CAETANO OAB: 20020/MA Participação: AGRAVANTE Nome: EDIMILSON ALVES DA SILVA Participação: ADVOGADO Nome:

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ERICK LOPES CAETANO OAB: 20020/MA Participação: AGRAVANTE Nome: CICERO SOARES DO NASCIMENTO Participação: ADVOGADO Nome: ERICK LOPES CAETANO OAB: 20020/MA Participação: AGRAVANTE Nome: JOSE RIBEIRO LEITAO Participação: ADVOGADO Nome: ERICK LOPES CAETANO OAB: 20020/MA Participação: AGRAVANTE Nome: LUCAS FARIAS LEITAO Participação: ADVOGADO Nome: ERICK LOPES CAETANO OAB: 20020/MA Participação: AGRAVANTE Nome: MARIA CONCEICAO DA SILVA E SILVA Participação: ADVOGADO Nome: ERICK LOPES CAETANO OAB: 20020/MA Participação: AGRAVANTE Nome: JOSE DIVINO RAMOS BEZERRA Participação: ADVOGADO Nome: ERICK LOPES CAETANO OAB: 20020/MA Participação: AGRAVANTE Nome: JANDERSON CLARES PEREIRA DA SILVA Participação: ADVOGADO Nome: ERICK LOPES CAETANO OAB: 20020/MA Participação: AGRAVANTE Nome: GLEDIMAR GOMES DIAS Participação:

ADVOGADO Nome: ERICK LOPES CAETANO OAB: 20020/MA Participação: AGRAVANTE Nome:

LINDONJONCIO GOMES DA SILVA Participação: ADVOGADO Nome: ERICK LOPES CAETANO OAB:

20020/MA Participação: AGRAVANTE Nome: VALDENIR JOCOSKI Participação: ADVOGADO Nome:

ERICK LOPES CAETANO OAB: 20020/MA Participação: AGRAVANTE Nome: JOSE CARLOS VIEIRA DA SILVA Participação: ADVOGADO Nome: ERICK LOPES CAETANO OAB: 20020/MA Participação:

AGRAVANTE Nome: ADAO CARREIRO DA SILVA Participação: ADVOGADO Nome: ERICK LOPES CAETANO OAB: 20020/MA Participação: AGRAVANTE Nome: SEBASTIAO VALENTINO SOARES Participação: ADVOGADO Nome: ERICK LOPES CAETANO OAB: 20020/MA Participação: AGRAVANTE Nome: RAIMUNDO NONATO COSTA SANTOS Participação: ADVOGADO Nome: ERICK LOPES CAETANO OAB: 20020/MA Participação: AGRAVADO Nome: MARIA DE LOURDES DA COSTA E FREITAS Participação: AGRAVADO Nome: RONALDO DA COSTA FREITAS Participação: AGRAVADO Nome: CELIO DA COSTA FREITASPROCESSO Nº0809520-23.2019.8.14.0000RECURSO: AGRAVO DE INSTRUMENTOCOMARCA: REDENÇÃO (VARA AGRÁRIA)AGRAVANTES:CÍCERO ACELINO DA SILVA E OUTROSADVOGADO:ERICK LOPES CAETANO ? OAB/PA N.º 20.020AGRAVADOS: MARIA DE LOURDES DA COSTA FREITAS, RONALDO DA COSTA FREITAS E CÉLIO DA COSTA FREITASADVOGADOS: KLLÉCIA K M COSTA JACINTO ? OAB/PA N.º 19301-A E ARNALDO JOSÉ JACINTO ? OAB/PA N.º 13.066-BRELATOR: DES.LUIZ GONZAGA DA COSTA NETO DECISÃO Tratam os presentes autos deAGRAVO DE INSTRUMENTOCOM PEDIDO DE EFEITO SUSPENSIVOinterposto porCÍCERO ACELINO DA SILVA E OUTROScontra decisão interlocutória proferida pelo Juiz de Direito da Vara Agrária da Comarca de Redenção, nos autos da Ação Possessória ajuizada porMARIA DE LOURDES DA COSTA FREITAS, RONALDO COSTA FREITAS E CÉLIO COSTA FREITAS.Decido.Considerando que agravo de instrumento foi interposto às 23:34 de 05/11/2019, sob a nomenclatura de plantão judicial, verifico que a decisão agravada foi proferida em 12/09/2019 e, não obstante não haver nos autos demonstração de quando se deu a ciência da referida, os agravantes, nas razões, informam que o prazo fatal para a interposição do agravo seria o mesmo de seu protocolo, ou seja, 05/11/2019, o que nos faz presumir que a intimação se deu, pelo menos, em 10/10/2019.Assim, constata- se que o processo poderá ser analisado no expediente normal, eis que não resta caracterizada a hipótese de urgência prevista no artigo 1º, V, da Resolução n.º 16/2016.Presente essa moldura, determino a redistribuição do processo a uma das Turmas de Direito Privado deste Tribunal para a análise do feito.Belém/PA, 06 de novembro de 2019. DES.LUIZGONZAGA DA COSTANETORelator

RESENHA: 07/11/2019 A 07/11/2019 - SECRETARIA JUDICIÁRIA - VARA: CONSELHO DA MAGISTRATURA

PROCESSO: 00001011220198140000 PROCESSO ANTIGO: --- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): MARIA DE NAZARE SAAVEDRA GUIMARAES Ação: Recurso em Processo Administrativo Disciplinar em face em: 07/11/2019--- RECORRENTE:WALTER COSTA RECORRIDO:CORREGEDORIA DE JUSTICA DA REGIAO METROPOLITANA DE BELEM. PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ CONSELHO SUPERIOR DA MAGISTRATURA SECRETARIA JUDICIÁRIA RECURSO ADMINISTRATIVO Nº 0000101-12.2019.8.14.0000 RECORRENTE: WALTER COSTA RECORRIDO:

CORREGEDORIA DA REGIÃO METROPOLITANA DE BELÉM RELATORA: DESA. MARIA DE NAZARÉ SAAVEDRA GUIMARAES DESPACHO Nº /2019- /CJRMB. Considerando que o recorrente se insurge contra decisão proferida pelo meu antecessor no Órgão Correcional, na forma da

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deliberação do Tribunal Pleno, na 19ª Sessão Ordinária, parte administrativa, ocorrida em 29/05/2019, que se deu nos termos do voto vista do Desembargador Milton Augusto de Brito Nobre, declaro-me impedida de relatar o presente feito do Conselho da Magistratura, razão pela qual, determino o retorno dos autos para a devida redistribuição. Belém, 05 de novembro de 2019. Desembargadora MARIA DE NAZARÉ SAAVEDRA GUIMARÃES Corregedora de Justiça da Região Metropolitana de Belém

RESENHA: 07/11/2019 A 07/11/2019 - SECRETARIA JUDICIÁRIA - VARA: TRIBUNAL PLENO DE DIREITO PENAL

PROCESSO: 00047635320188140000 PROCESSO ANTIGO: --- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): MAIRTON MARQUES CARNEIRO Ação: Crimes de Calúnia, Injúria e Difamação de Competência d em: 07/11/2019---QUERELANTE:MARCOS ANTONIO FERREIRA DAS NEVES Representante(s): OAB 26735 - GEORGIA NAUAR NORONHA (ADVOGADO) OAB 27815 - MARCIO NORONHA SEABRA (ADVOGADO) QUERELADO:GILBERTO VALENTE MARTINS Representante(s): OAB 1746 - REYNALDO ANDRADE DA SILVEIRA (ADVOGADO) OAB 11109 - MARIO BARROS NETO (ADVOGADO) OAB 15966 - MARCUS VINICIUS PRAZERES CAVALEIRO DE MACEDO (ADVOGADO) OAB 12131 - FILIPE COUTINHO DA SILVEIRA (ADVOGADO) OAB 3210 - PEDRO BENTES PINHEIRO FILHO (ADVOGADO) . PROCESSO Nº 0004763- 53.2018.814.0000 EXCEÇÃO DE SUSPEIÇÃO EXCIPIENTE: GILBERTO VALENTE MARTINS EXCEPTO: DESEMBARGADOR MAIRTON MARQUES CARNEIRO. ÓRGÃO JULGADOR: SECRETARIA JUDICIÁRIA DECISÃO MONOCRÁTICA Trata-se de Incidente de Exceção de Suspeição oposto pelo Procurador-Geral de Justiça GILBERTO VALENTE MARTINS, em face deste Desembargador

Relator, para processar e julgar a presente Queixa-Crime, com fulcro no art. 254, inciso III, do CPP. Aduz de forma sucinta que este Desembargador deve se julgar suspeito, com fulcro no inciso III, do art. 254, do CPP, que dispõe: ¿Art. 254. O juiz dar-se-á por suspeito, e, se não o fizer, poderá ser

III - se ele, seu cônjuge, ou parente, consanguíneo, ou afim, até o

recusado por qualquer das partes: (

terceiro grau, inclusive, sustentar demanda ou responder a processo que tenha de ser julgado por qualquer das partes;¿ O excipiente juntou certidão às fls. 258. Por fim, requereu que este Relator se declare suspeito e encaminhe o feito à distribuição. É o sucinto relatório. DECIDO Ab initio, cumpre ressaltar que Exceção é forma de defesa indireta arguida sempre que as partes entenderem existir motivos que possam impedir o magistrado de julgar com imparcialidade ou ainda, quando há motivos relevantes para se suspeitar de sua isenção, em decorrência de interesses ou sentimentos pessoais. Sendo assim, a exceção deve comprovar, como conduta do magistrado tido como suspeito ou impedido, o rol taxativo previsto nos arts. 254 e 255 do CPP, respectivamente. Nota-se que a presente Exceção de Suspeição deixou de observar as regras procedimentais descritas no

Regimento Interno desta Corte de Justiça, conforme art. 225 e seguintes. Vejamos: ¿Art. 225. O Ministério Público ou as partes poderão arguir suspeição ou impedimento de Desembargador, ao Presidente do Tribunal e, se este for arguido, ao Vice-Presidente. §1º Tratando-se de exceção oposta pela parte, em feitos oriundos do processo penal, a petição deverá ser assinada por ela ou por procurador com poderes especiais. §2º A petição será instruída com documentos comprobatórios da arguição e rol de testemunhas, se assim o desejar; §3º O impedimento e a suspeição do relator ou do revisor deverão ser suscitados nos

15 (quinze) dias seguintes à distribuição ou ao conhecimento do fato. Quanto aos demais julgadores,

deverão ser arguidos até o início da sessão de julgamento. Art. 226. A petição será juntada aos autos que, independente de despacho, subirão conclusos ao Desembargador relator, e este, dando-se por suspeito ou impedido, adotará as providências do art. 224, deste regimento. Art. 227. Se não reconhecer a suspeição ou o impedimento o magistrado determinará a autuação em apartado da petição e, no prazo de

15 (quinze) dias, apresentará suas razões, acompanhadas de documentos e de rol de testemunhas, se

houver, ordenando a remessa do incidente ao órgão competente. § 1º Distribuído o incidente, se a suspeição for de manifesta improcedência, o relator ou Presidente do Tribunal rejeitá-la-á liminarmente; do contrário, decidirá sobre a concessão de efeito suspensivo. (Redação dada pela E. R. n.º 07 de 26/01/2017) § 2º Se for atribuído efeito suspensivo e houver pedido de tutela de urgência, o relator ou o Presidente do Tribunal determinará, conforme o caso, a remessa dos autos ao Juiz substituto do arguido ou ao Desembargador que sucedê-lo, na ordem decrescente de antiguidade, no respectivo órgão fracionário, apenas para decidir sobre a tutela de urgência. § 3º Inquiridas as testemunhas indicadas, o

Relator ou Presidente do Tribunal assinará o prazo de 48 (quarenta e oito) horas para que, sucessivamente, o arguente e o arguido se manifestem sobre a prova colhida. § 4º Os demais

)

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Desembargadores, à exceção do arguido, que não poderá participar da votação, julgarão o incidente.

Ante o exposto, NÃO CONHEÇO DA PETIÇÃO DE EXCEÇÃO DE SUSPEIÇÃO, em razão

da inobservância das normas regimentais, mas se o peticionante desejar proceder com o pedido de

suspeição, nada lhe obsta de fazê-lo, ocasião em que irei acatar ou não a exceção oposta. Como não estou conhecendo da petição de exceção de suspeição (fls. 257-258). Determino o imediato desentranhamento da referida petição. Belém, 06 de novembro de 2019. Mairton Marques Carneiro Desembargador Relator

) (

PROCESSO: 00047635320188140000 PROCESSO ANTIGO: --- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): MAIRTON MARQUES CARNEIRO Ação: Crimes de Calúnia, Injúria e Difamação de Competência d em: 07/11/2019---QUERELANTE:MARCOS ANTONIO FERREIRA DAS NEVES Representante(s): OAB 26735 - GEORGIA NAUAR NORONHA (ADVOGADO) OAB 27815 - MARCIO NORONHA SEABRA (ADVOGADO) QUERELADO:GILBERTO VALENTE MARTINS Representante(s): OAB 1746 - REYNALDO ANDRADE DA SILVEIRA (ADVOGADO) OAB 11109 - MARIO BARROS NETO (ADVOGADO) OAB 15966 - MARCUS VINICIUS PRAZERES CAVALEIRO DE MACEDO (ADVOGADO) OAB 12131 - FILIPE COUTINHO DA SILVEIRA (ADVOGADO) OAB 3210 - PEDRO BENTES PINHEIRO FILHO (ADVOGADO) . PROCESSO Nº 0004763- 53.2018.814.0000 QUEIXA-CRIME QUERELANTE: MARCOS ANTÔNIO FERREIRA DAS NEVES QUERELADO: GILBERTO VALENTE MARTINS RELATOR: DESEMBARGADOR MAIRTON MARQUES CARNEIRO. SECRETARIA JUDICIÁRIA DECISÃO MONOCRÁTICA Trata-se de Questão de

Ordem, ajuizada por Marcos Antônio Ferreira das Neves, com fulcro no art. 5º, incisos XXXIV, alínea ¿a¿,

LIII e LIV da Constituição Federal e no art. 133, inciso XXVI do Regimento Interno do TJPA. Narra o

querelante, que a presente Questão de Ordem decorre de uma possível violação ao dispositivo

constitucional previsto no art. 5º, inciso LIII da CF/88, que consagrou o princípio do juiz natural. Aduz que no dia 30.10.2019, durante a Sessão Ordinária do Tribunal Pleno, o processo nº 0004763- 53.2018.814.0000, teve seu julgamento adiado em razão da insuficiência de quórum dada a ausência ou suspeição de alguns membros desta Corte de Justiça. Afirma que essa decisão de adiamento afrontou o artigo 117 da LOMAN e aos artigos 18,22, 24 §1º e 26, do Regimento Interno do TJPA. Ao final, requereu que a Questão de Ordem seja conhecida, para que seja processada na forma do art. 133, inciso XXVI do Regimento Interno do TJPA e no mérito, seja julgado procedente, a fim de que, havendo o quórum mínimo exigido no art. 24, §1º, do RITJPA, seja o feito levado à deliberação dos membros desta Corte de Justiça que estiverem presentes e aptos a votar, na forma do art. 26 do RITJPA. Na hipótese de não haver quórum para instalação da sessão requer também a convocação de juízes para compor o quórum na forma do art. 18, do RITJPA e art. 17 da LOMAN. É o sucinto relatório. DECIDO O Regimento Interno do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, dispõe em seus arts.

18, 24 e 26, acerca da competência e atribuições do Tribunal Pleno do TJPA. Vejamos alguns destaques:

Art. 18. O Tribunal Pleno compõe-se de todos os Desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará e Juízes convocados, enquanto perdurar a convocação, sem prejuízo de outras convocações para a composição de quórum. § 1º O Tribunal Pleno funcionará, com a maioria absoluta de seus membros, sob a direção do Desembargador Presidente ou de quem o estiver substituindo. §2º Para a composição de quórum poderá ser feita a convocação de Desembargadores, ainda que afastados em virtude de licenças,

férias e a serviço da Justiça Eleitoral. §3º Os Juízes convocados funcionarão nas sessões do Tribunal Pleno apenas nos processos sobre matéria judiciária, na qualidade de relator ou de revisor, quando

houver.

Art. 24. O Tribunal Pleno é constituído pela totalidade dos Desembargadores e Juízes

convocados, enquanto perdurar a convocação, instalado pelo Presidente do Tribunal e, nos seus impedimentos, sucessivamente, pelo Vice-Presidente e na ausência deste, segundo a ordem de

XII - processar e julgar, originariamente, ressalvada a

antiguidade na Corte, competindo-lhe: (

competência das Justiças Especializadas: a) o Vice-Governador do Estado, os Deputados Estaduais, o Procurador-Geral do Estado e o Procurador-Geral de Justiça, nos crimes comuns; b) os Secretários de Estado, nos crimes comuns e de responsabilidade, quando não conexos com os do Governador; c) os

Deputados Estaduais, os Juízes de Direito, os membros do Ministério Público e os da Defensoria Pública,

§ 1º Nas hipóteses previstas nos incisos XI; XII; alíneas

nos crimes comuns e de responsabilidade. (

¿a¿ e ¿b¿; XIII, alíneas ¿h¿, ¿i¿ e ¿p¿; e XVII, alíneas ¿b¿ e ¿c¿, é indispensável a presença de, no mínimo, 2/3 (dois terços) dos membros do Tribunal Pleno para instalação da sessão de julgamento para

apreciação da matéria. (Alterado pela E.R. n.º 18 de 23/01/2019) (

Art. 26. O Tribunal Pleno é

constituído de 30 (trinta) Desembargadores, observada a ordem de antiguidade em seus assentos e votos. Parágrafo único. O Tribunal Pleno deliberará com a maioria de seus membros, salvo disposição em lei

(

)

)

)

)

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especial. Nota-se que os dispositivos legais acima transcritos informam claramente que o Tribunal

Pleno é o órgão competente para processar e julgar, originariamente, o Procurador-Geral de Justiça, em razão da prática de crimes comuns, conforme art. 24, inciso XII, alínea ¿a¿ do RITJPA. Entretanto é necessário esclarecer que determinadas matérias para serem deliberadas necessitam de um quórum

qualificado, conforme dispõe o §1º do art. 24 do RITJPA: (

XII; alíneas ¿a¿ e ¿b¿; XIII, alíneas ¿h¿, ¿i¿ e ¿p¿; e XVII, alíneas ¿b¿ e ¿c¿, é indispensável a presença de, no mínimo, 2/3 (dois terços) dos membros do Tribunal Pleno para instalação da sessão de julgamento para apreciação da matéria. (Alterado pela E.R. n.º 18 de 23/01/2019) Considerando que o querelado Gilberto Valente Martins ocupa o cargo de Procurador-Geral de Justiça, logo para se instalar a Sessão de Julgamento deverão estar presentes na Sessão de Julgamento do Tribunal Pleno 2/3 dos membros do Tribunal Pleno, ou seja, 20 (vinte) Desembargadores. Em seguida, após a constatação do Quórum exigido pela norma regimental, é necessário verificar se os Desembargadores estão aptos para deliberar a matéria e na hipótese de mais da metade dos Desembargadores se julgarem suspeitos ou impedidos, entendo que deverá ser cumprido o preceito constitucional, previsto no art. 102, I, alínea ¿n¿, da Constituição Federal. (encaminhamento do processo para julgamento perante o Supremo Tribunal Federal) Discordo dos fundamentos utilizados pelo querelante ao afirmar que é possível a convocação de juízes para compor o quórum, nos casos de suspeição ou impedimento de mais da metade dos membros desta Corte. Explico. Verifica-se que o Tribunal de Justiça pode realizar a convocação de juízes para compor o quórum de julgamento do Tribunal Pleno, sendo que esses juízes só poderão funcionar em processos de natureza judiciária, seja como relatores ou revisores. Nota-se que o ato de convocação de juízes para a segunda instância consiste em uma ¿solução criativa¿ para buscar julgamentos céleres, sem ofender o princípio do juiz natural. A convocação de magistrados de primeiro grau para atuação nos tribunais é uma situação de natureza excepcional e transitória. A meu ver não há violação ao artigo 94 da Constituição Federal, que disciplina a forma de composição dos tribunais de segundo grau, que não se confunde com a convocação excepcional de magistrados para a atuação no tribunal de segundo grau diante da premente necessidade do serviço. É necessário destacar que apesar da possibilidade inclusive de um julgamento ser composto, em sua maioria por juízes convocados, conforme jurisprudência firmada pelo STF, na qual apenas o Ministro Marco Aurélio ficou vencido, a nomeação de juízes de primeiro grau para atuarem em instâncias recursais complementares não viola o princípio do juiz natural. Ou seja, é legítima. O Plenário do STF confirmou a jurisprudência sobre o tema no Habeas Corpus (HC 96.821) em que Cármen Lúcia pediu questão de ordem. Entretanto, não podemos colocar as regras regimentais acima das regras constitucionais previstas expressamente em nossa Carta Magna, sob pena de nossa Corte Estadual ser alvo de Reclamação perante a Supremo Tribunal Federal. O instituto da Reclamação perante o STF serve para garantir a função de preservar a competência do STF e garantir a autoridade de suas decisões

§ 1º Nas hipóteses previstas nos incisos XI;

)

(art. 102, inciso I, alínea l, CF/88), bem como resguardar a correta aplicação das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3º, CF/88). Desta forma, utilizar do instituto excepcional de convocação de juízes de 1º grau para compor quórum, quando mais da metade dos membros do Tribunal de origem estejam impedidos ou sejam direta ou indiretamente interessados, caracteriza claramente uma violação da competência do Supremo Tribunal Federal para julgar originariamente a matéria conforme alínea ¿n¿ do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal, que dispõe: ¿Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal,

) n) a

ação em que todos os membros da magistratura sejam direta ou indiretamente interessados, e aquela em que mais da metade dos membros do tribunal de origem estejam impedidos ou sejam direta ou indiretamente interessados; Nesta situação excepcional não se admite a substituição de Desembargadores declarados suspeitos ou impedidos por Juízes de grau inferior. Na ocasião, deve-se deslocar a competência à Suprema Corte, nos termos do referido dispositivo constitucional. A jurisprudência possui firme entendimento sobre o tema. Vejamos: EMENTA: RECLAMAÇÃO. ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO STF PREVISTA NA ALÍNEA N DO INC. I DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. IMPEDIMENTO DA MAIORIA DOS MEMBROS DO TRIBUNAL DE ORIGEM. IMPOSSIBILIDADE DA CONVOCAÇÃO DE JUÍZES DE DIREITO. Não havendo maioria desimpedida dos membros do tribunal de origem para julgar o mandado de segurança, não é de se admitir a substituição dos suspeitos ou impedidos mediante convocação de juízes de direito de segunda entrância, mas sim de deslocar-se a competência para o Supremo Tribunal Federal, na forma da alínea n do inc. I do art. 102 da Constituição Federal. Procedência da reclamação. (Rcl nº 1.004/AM, Relator o Ministro Ilmar Galvão, Tribunal Pleno, DJ de 4/2/2000. Grifei). RECLAMAÇÃO -

IMPOSSIBILIDADE DE CONVOCAÇÃO DE JUÍZES DE DIREITO NA HIPÓTESE DE IMPEDIMENTO/SUSPEIÇÃO DE DESEMBARGADORES - DESLOCAMENTO, PARA O SUPREMO

precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: (

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TRIBUNAL FEDERAL, DA COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA PARA JULGAR A CAUSA (CF, ART. 102, I, N)- MEDIDA QUE DEIXOU DE SER OBSERVADA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM - USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA - RECLAMAÇÃO PROCEDENTE. - Se se registrar hipótese de inabilitação processual da maioria dos membros integrantes de Tribunal de Justiça, em decorrência do impedimento/suspeição de seus Desembargadores, não se revelará lícito convocar, para efeito de composição do quorum necessário ao julgamento de determinada causa, magistrados estaduais de primeira instância, pois não se admite esse procedimento de substituição de Desembargadores, quando utilizado para afastar a regra especial de competência inscrita no art. 102, I, n da Constituição da República. Precedentes. - Nada impedirá, contudo, para efeito de composição do quorum, que sejam convocados outros magistrados habilitados, desde que integrantes efetivos do próprio Tribunal, embora com assento em outros órgãos fracionários dessa mesma Corte (Turmas ou Câmaras, v.g.). Precedentes. - A norma especial inscrita no art. 102, I, n da Constituição da República - embora faça referência a "ação" - estende-se, por igual, aos recursos em geral, desde que ocorrentes, no Tribunal de origem, as hipóteses a que alude essa regra constitucional de competência. Precedente. - A inexistência de maioria habilitada no Tribunal de origem impõe o deslocamento, para o Supremo Tribunal Federal, da competência originária para processar e julgar a causa em que registrada a situação de inabilitação processual, sob pena de delinear-se hipótese de usurpação das atribuições jurisdicionais da Suprema Corte, o que, em ocorrendo, justificará a utilização da via reclamatória.? (Rcl nº 1.933/AM, Relator o Ministro Celso de Mello, Tibunal Pleno, DJ de 28/2/03. Grifei) COMPETÊNCIA - IMPEDIMENTO DE MAIS DA METADE DOS INTEGRANTES DA CORTE DE ORIGEM - IMPOSSIBILIDADE DE CONVOCAÇÃO. Constatado o impedimento de mais da metade dos membros do tribunal de origem, cumpre observar a norma da alínea n do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal, Exsurge imprópria a convocação de juízes da instância imediatamente inferior, visando a recompor o quorum. Precedente : ação direta de inconstitucionalidade nº 263/0-SC, relatada pelo Ministro Sepúlveda Pertence.?(Rcl nº 546/SP, relator o Ministro Março Aurélio, Tribunal Pleno, DJ de 26/4/06) Ad Argumentandum Tantum basta, pois, para efeito de aplicabilidade da norma de competência fixada no preceito constitucional em referência, a mera alegação de ocorrência de interesse, direto ou indireto, dos Desembargadores que compõem o Tribunal, no julgamento da causa submetida à sua apreciação. Dados conjecturais, ou juízos de mera probabilidade, ou suposições, ainda que fundadas, de infringência a obrigação ético-jurídica de isenção pessoal e funcional, ou, ainda, o justo receio de inobservância, pelos membros integrantes do Tribunal ordinariamente competente para a resolução do litígio, do dever de imparcialidade, não constituem, por si sós, desde que desacompanhados do formal reconhecimento do estado de impedimento ou de suspeição, situações providas de idoneidade jurídico-processual suficiente para legitimar o exercício, pelo Supremo Tribunal Federal, desta sua especial competência originaria - O pressuposto processual relativo à competência originária - e que se revela de caráter absoluto - não está sujeito ao poder de disposição das partes. Cuida-se de matéria de ordem pública, cuja natureza mesma acentua-lhe a completa indisponibilidade pelos sujeitos da relação processual. Assim, quando o Tribunal de Justiça tiver mais da metade de seus membros se manifestado impedido ou suspeito para julgamento de um determinado processo (cível ou criminal), e tendo sido recomposto o quórum necessário ao julgamento da causa após convocação de magistrados de

instância inferior, tal ato viola a Carta Magna, pois vai de encontro à regra constitucional do art. 102, I, ¿n¿, da CF/88 e à jurisprudência da Suprema Corte acima transcrita. Ante o exposto, conheço da Questão de Ordem e no mérito, nego-lhe provimento Belem,Pa 06 de novembro de 2019

Mairton Marques Carneiro

Desembargador Relator

RESENHA: 07/11/2019 A 07/11/2019 - SECRETARIA JUDICIÁRIA - VARA: TRIBUNAL PLENO DE DIREITO PÚBLICO

PROCESSO: 00004955119988140000 PROCESSO ANTIGO: 199830009759 MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): EZILDA PASTANA MUTRAN Ação: Mandado de Segurança Cível em: 07/11/2019---IMPETRADO:GOVERNADOR DO ESTADO IMPETRADO:SECRETARIA DE ESTADO DE ADMINISTRACAO IMPETRANTE:ANA LUCIA OLIVEIRA DA COSTA IMPETRANTE:PAULO FERNANDO MARTINS FERNANDES TURIEL Representante(s): OAB 5596 - TITO EDUARDO VALENTE DO COUTO (ADVOGADO) OAB 7895 - TEULY SOUZA DA FONSECA ROCHA (ADVOGADO) OAB 6795 - RONALDO SERGIO ABREU DA COSTA (ADVOGADO) OAB 13479 - PLINIO DE FREITAS TURIEL (ADVOGADO) LITISCONSORTE PASSIVO NECESSARIO:ESTADO DO PARA Representante(s): OAB 12440 - MARCELENE DIAS DA PAZ

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VELOSO (PROCURADOR(A)) . DESPACHO Intime-se as partes, para se manifestarem, no prazo legal, se a disparidade alegada acerca dos cálculos apresentados pela contadoria do juízo foi sanada por meio da nova manifestação de fls. 899 e seguintes. Após, conclusos. Belém (Pa), 05 de novembro de 2019. Desembargadora EZILDA PASTANA MUTRAN Relatora

PROCESSO: 00006419420188140000 PROCESSO ANTIGO: --- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): RAIMUNDO HOLANDA REIS Ação: Incidente de Suspeição Cível em: 07/11/2019---EXCIPIENTE:CALILO JORGE KZAN NETO Representante(s): OAB 4241 - CALILO JORGE KZAN NETO (ADVOGADO) OAB 13706 - THAIS COSTA ESTEVES (ADVOGADO) OAB 24876 - RAPHAELA MACHADO LEAL (ADVOGADO) EXCEPTO:DESEMBARGADORA CELIA REGINA DE LIMA PINHEIRO. Processo n.º 0000641- 94.2018.814.0000 Secretaria Judiciária Exceção de Suspeição Excipiente: CALILO JORGE KZAN NETO Excepto: CÉLIA REGINA DE LIMA PINHEIRO - DESEMBARGADORA DESPACHO 1) Com base no disposto no art. 97 do Código de Processo Penal c/c parágrafo único do 145§ 1º do Código de Processo Civil, declaro-me suspeito, por motivo de foro íntimo, para atuar no presente feito. 2) Remetam-se os autos à apreciação do Excelentíssimo Senhor Desembargador Vice-

Presidente desta Corte, para que Sua Excelência venha de determinar a redistribuição do feito (art. 224, do Regimento Interno do TJE/PA). Belém/PA, 04 de novembro de 2019.

Desembargador RAIMUNDO HOLANDA REIS,

Relator

PROCESSO: 00030123219988140000 PROCESSO ANTIGO: 199830040590 MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): ROSILEIDE MARIA DA COSTA CUNHA Ação:

Mandado de Segurança Cível em: 07/11/2019---IMPETRADO:GOVERNADOR DO ESTADO DO PARA LITISCONSORTE PASSIVO NECESSARIO:ESTADO DO PARA Representante(s): OAB 7585 - LEA RAMOS BENCHIMOL (PROCURADOR(A)) IMPETRADO:SECRETARIA DE ADMINISTRACAO DO ESTADO DO PARA IMPETRANTE:SINDICATO DOS SERVIDORES PUBLICOS DA POLICIA CIVIL DO ESTADO DO PARA -SINDPOL-PA Representante(s): OAB 8376 - RICARDO JERONIMO DE OLIVEIRA FROES (ADVOGADO) . PROCESSO N° 0003012-32.1998.8.14.0000 ÓRGÃO JULGADOR: TRIBUNAL PLENO CLASSE: MANDADO DE SEGURANÇA IMPETRANTE: SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DA POLÍCIA CIVIL DO PARÁ IMPETRADO: GOVERNADOR DO ESTADO DO PARÁ IMPETRADO: SECRETÁRIO DE ESTADO DE ADMINISTRAÇÃO DO ESTADO DO PARÁ RELATORA:

DESA. ROSILEIDE MARIA DA COSTA CUNHA DECISÃO Às fls. 1.576, determinei a retorno dos autos ao Contador do Juízo para que procedesse a atualização da quantia pleiteada pelos substituídos processuais do Impetrante, ora Exequente, o qual chegou ao valor total de R$ 783.155,16 (setecentos e oitenta e três mil, cento e cinquenta e cinco reais e dezesseis centavos) (fls. 1.580-1.603). Devidamente intimado, o Estado do Pará não se manifestou sobre o valor apresentado pela Contadoria do Juízo e o Sindicato Exequente, às fls. 1.608-1.617, manifestou sua concordância com aquele montante, tornando-o incontroverso. Na mesma peça, o Exequente requereu a ¿fixação da verba sucumbencial¿ e que ¿seja homologado o cálculo judicial, como também em vista dos valores individualizados não excederem o teto da RPV, como previsto na Resolução 007/2005, da Lei n. 6.624/2004, requer[eu] o deferimento do destaque e abandamento dos honorários contratuais acostados¿ (fls. 1.617). Diante do exposto, HOMOLOGO por sentença, para que produza seus jurídicos e legais efeitos, o valor total de R$ 783.155,16 (setecentos e oitenta e três mil, cento e cinquenta e cinco reais e dezesseis centavos), julgando extinto o processo com resolução do mérito, ex vi do art. 487, inciso III, alínea ¿a¿ do CPC. Defiro o pedido para que o pagamento seja individualizado e realizado por meio de Requisição de Pequeno Valor, para os substituídos processuais cujo crédito não ultrapassam o limite daquela requisição no Estado. Com relação aos honorários advocatícios contratuais, não há como deferir seu abandamento neste momento, pois não foi juntado aos autos o contrato de honorários. Assim, determino a intimação do Sindicato Exequente para que junte aos autos o contrato de honorários no prazo de 5 (cinco) dias. Em seguida, caso cumprida essa diligência, determino o retorno dos autos à Contadoria do Juízo apenas para que proceda os cálculos referentes aos honorários contratuais. Cumpridas as diligências e, se não houver débitos a serem compensados, expeça-se o que for necessário para o pagamento das respectivas Requisições de Pequeno Valor aos substituídos processuais do Exequente, nos termos do art. 100, §3º, da Constituição Federal. À Secretaria judiciária, para providências. Belém/PA, 04 de novembro de 2019. DESA. ROSILEIDE MARIA DA

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COSTA CUNHA Relatora

ATA DE SESSÃO

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41ª Sessão Ordinária do TRIBUNAL PLENO, realizada no dia 30 de outubro de 2019, sob a Presidência da Excelentíssima Senhora Desembargadora CÉLIA REGINA DE LIMA PINHEIRO. Presentes os(as) Exmos.(as) Srs.(as) Desembargadores(as): RÔMULO JOSÉ FERREIRA NUNES, VANIA VALENTE DO COUTO FORTES BITAR CUNHA, RAIMUNDO HOLANDA REIS, VÂNIA LÚCIA CARVALHO DA SILVEIRA, CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO, MARIA DE NAZARÉ SILVA GOUVEIA DOS SANTOS, RICARDO FERREIRA NUNES, MARIA DE NAZARÉ SAAVEDRA GUIMARÃES, LEONAM GONDIM DA CRUZ JÚNIOR, DIRACY NUNES ALVES, RONALDO MARQUES VALLE, JOSÉ MARIA TEIXEIRA DO ROSÁRIO, MARIA DO CÉO MACIEL COUTINHO, MARIA FILOMENA DE ALMEIDA BUARQUE, MAIRTON MARQUES CARNEIRO, EZILDA PASTANA MUTRAN, MARIA ELVINA GEMAQUE TAVEIRA, ROSILEIDE MARIA DA COSTA CUNHA, NADJA NARA COBRA MEDA, JOSÉ ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JÚNIOR e ROSI MARIA GOMES DE FARIAS. Desembargadores justificadamente ausentes MILTON AUGUSTO DE BRITO NOBRE, LUZIA NADJA GUIMARÃES NASCIMENTO, LEONARDO DE NORONHA TAVARES, GLEIDE PEREIRA DE MOURA, MARIA EDWIGES DE MIRANDA LOBATO, ROBERTO GONÇALVES DE MOURA, EDINÉA OLIVEIRA TAVARES e LUIZ GONZAGA DA COSTA NETO. Presente, também, a Exma. Sra. Dra. MARIA DA CONCEIÇÃO GOMES DE SOUZA, Procuradora de Justiça. Lida e aprovada a Ata da Sessão anterior, foram iniciados os trabalhos na seguinte ordem, às 9h33min.

PARTE ADMINISTRATIVA EXTRA-PAUTA

1 ¿ APRECIAÇÃO do pedido formulado pela Excelentíssima Senhora Desembargadora Edinéa Oliveira

Tavares, Relatora do Incidente de Insanidade Mental nº 0001365-64.2019.8.14.0000 (Sigiloso), formulado através do Ofício nº 66/2019 (SIGA-DOC PA-OFI-2019/09271), dirigido ao Exmo. Sr. Desembargador Presidente, quanto à prorrogação, por mais 120 (cento e vinte) dias, do prazo de conclusão do aludido Incidente.

Decisão: à unanimidade, deferido o pedido de prorrogação.

2 - À unanimidade, deferido o pedido formulado pelo Excelentíssimo Senhor Desembargador José Roberto

Pinheiro Maia Bezerra Júnior, Relator, quanto à prorrogação, por mais 30 (trinta) dias, a contar da presente data, do prazo de conclusão do Processo Administrativo Disciplinar nº 0001064-

20.2019.814.0000.

3 - REDISTRIBUIÇÃO do Processo Administrativo Disciplinar nº 0004224-53.2019.814.0000 ¿ no qual

figura como Requerente o Tribunal de Justiça do Estado do Pará e, como Requerida, Danielly Modesto de Lima Abreu (Advs. Rodrigo Costa Lobato ¿ OAB/PA 20167, Felipe Jales Rodrigues ¿ OAB/PA 23230 e outros), em razão da arguição de suspeição da Relatora, Desembargadora Vânia Lúcia Carvalho da Silveira.

Decisão: em sessão, sorteada a Exma. Sra. Desa. Maria Elvina Gemaque Taveira, a qual declarou suspeição por motivo de foro íntimo. Após novo sorteio, a relatoria coube à Exma. Sra. Desa. Maria de Nazaré Silva Gouveia dos Santos.

PARTE ADMINISTRATIVA

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- Aniversário da Excelentíssima Senhora Desembargadora Maria Filomena de Almeida Buarque

(31/10).

A Exma. Sra. Desembargadora Célia Regina de Lima Pinheiro parabenizou a Desembargadora aniversariante, desejando-lhes felicidade, saúde e paz, tendo a Exma. Sra. Desembargadora Maria Filomena de Almeida Buarque agradecido os votos.

- APROVAÇÃO DA ESCALA DE PLANTÃO de 2º Grau referente ao mês de Novembro/2019.

Decisão: à unanimidade, aprovada.

PROCESSOS FÍSICOS PAUTADOS (LIBRA)

1 - Agravo Interno em Exceção de Suspeição - Comarca de BELÉM (0014289-15.2016.8.14.0000) Agravante: Calilo Jorge Kzan Neto (Advs. Calilo Jorge Kzan Neto ¿ OAB/PA 4241, Thais Costa Esteves ¿ OAB/PA 13706, Raphaela Machado Leal ¿ OAB/PA 24876)

Agravada: Desembargadora Maria de Nazaré Saavedra Guimarães

Representante Legal: Tayse dos Santos Lola (Advs. Danilo Lanôa Cosenza ¿ OAB/PA 15585, Matheus Tófolo Carneiro ¿ OAB/PA 22714, João Gabriel Casemiro Águila ¿ OAB/PA 16093)

Procuradora-Geral de Justiça, em exercício: Cândida de Jesus Ribeiro do Nascimento

RELATOR: DES. JOSÉ MARIA TEIXEIRA DO ROSÁRIO

- Suspeições: Des. Ricardo Ferreira Nunes, Des. Ronaldo Marques Valle, Desa. Gleide Pereira de

Moura, Des. Milton Augusto de Brito Nobre, Des. Leonardo de Noronha Tavares, Des. Rômulo José Ferreira Nunes, Desa. Diracy Nunes Alves

- Presidência: Desa. Célia Regina de Lima Pinheiro

- Na 37ª Sessão Ordinária do Tribunal Pleno, ocorrida em 2/10/2019, adiado em razão da ausência de quórum.

- Suspeição: Desa. Maria Filomena de Almeida Buarque

- Na 38ª Sessão Ordinária do Tribunal Pleno, ocorrida em 9/10/2019, adiado em razão da ausência de quórum.

- Suspeição: Desa. Vânia Lúcia Carvalho da Silveira

- Presidência: Desa. Célia Regina de Lima Pinheiro

- Na 39ª Sessão Ordinária do Tribunal Pleno, ocorrida em 16/10/2019, adiado em razão da ausência de quórum.

- Presidência: Desa. Célia Regina de Lima Pinheiro

- Na 40ª Sessão Ordinária do Tribunal Pleno, ocorrida em 23/10/2019, adiado em razão da ausência de quórum.

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Decisão: retirado de pauta a pedido de Relator para inclusão em sessão do Plenário Virtual.

2 - Crimes de Calúnia, Injúria e Difamação de Competência do Juiz Singular - Comarca de BELÉM

(0004646-62.2018.8.14.0000)

Querelante: Alípio Mário Ribeiro (Adv. Alípio Mário Ribeiro ¿ OAB/PA 22367)

Querelado: Vanessa Galvão Herculano (Advs. Daniel Konstadinidis ¿ OAB/PA 9167, Clauber Hudson Cardoso Duarte ¿ OAB/PA 23621, Tarik Rajeh Ferreira ¿ OAB/PA 27970)

Procuradora-Geral de Justiça, em exercício: Cândida de Jesus Ribeiro do Nascimento

RELATORA: DESA. ROSI MARIA GOMES DE FARIAS

- Na 40ª Sessão Ordinária do Tribunal Pleno, ocorrida em 23/10/2019, adiado a pedido da Relatora.

Decisão: à unanimidade, declarada a decadência, com a consequente extinção da punibilidade.

3 ¿ Dúvida não manifestada sob a forma de conflito ¿ Comarca de BELÉM (0004908-

08.2008.814.0401)

Interessadas: Desa. Maria de Nazaré Silva Gouveia dos Santos e Desa. Rosi Maria Gomes de Farias

Apelante: Ministério Público do Estado do Pará (Promotor de Justiça Alexandre Manuel Lopes Rodrigues)

Apelante: Seguradora Líder dos Consórcios do Seguro DPVAT S.A (Adv. Lucas Helano Rocha Magalhães ¿ OAB/CE 29373, Hugo Alves Bittencourt ¿ OAB/CE 21192)

Apelados: Eluziene Leite Lima, Fabrício Bacelar Marinho (Advs. Francisco Otávio dos Santos Palheta Jr ¿ OAB/PA 12722, Fabricio Bacelar Marinho ¿ OAB/PA 7617)

Procuradora-Geral de Justiça, em exercício: Cândida de Jesus Ribeiro do Nascimento

RELATORA: DESA. VÂNIA LÚCIA CARVALHO DA SILVEIRA

- Suspeição: Des. Leonam Gondim da Cruz Júnior

- Impedimentos: Des. Ricardo Ferreira Nunes, Desa. Maria de Nazaré Silva Gouveia dos Santos e Desa. Rosi Maria Gomes de Farias

Decisão: à unanimidade, dúvida dirimida no sentido de reconhecer a competência da Exma. Sra. Desa. Maria de Nazaré Silva Gouveia dos Santos. Por maioria de votos, restou deliberado o encaminhamento da questão versada nos autos à Comissão de Organização Judiciária para elaboração de emenda regimental.

4 ¿ Crimes de Calúnia, Injúria e Difamação de Competência do Juiz Singular - Comarca de BELÉM

(0004763-53.2018.8.14.0000)

Querelante: Marcos Antônio Ferreira das Neves (Advs. Márcio Noronha Seabra ¿ OAB/PA 27815, Georgia Nauar Noronha ¿ OAB/PA 26735)

Querelado: Gilberto Valente Martins (Advs. Reynaldo Andrade da Silveira ¿ OAB/PA 1746, Mário Barros

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Neto ¿ OAB/PA 11109, Filipe Coutinho da Silveira ¿ OAB/PA 12131, Pedro Bentes Pinheiro Filho ¿ OAB/PA 3210)

Procurador de Justiça Cível: Manoel Santino Nascimento Júnior

RELATOR: DES. MAIRTON MARQUES CARNEIRO

- Suspeições: Des. Leonam Gondim da Cruz Júnior, Des. Raimundo Holanda Reis, Des. Rômulo

José Ferreira Nunes, Desa. Vania Valente do Couto Fortes Bitar Cunha, Des. Milton Augusto de Brito Nobre, Desa. Maria de Nazaré Silva Gouveia dos Santos, Des. Ronaldo Marques Valle, Desa. Maria Edwiges de Miranda Lobato

- Suspeições: Desa. Vânia Lúcia Carvalho da Silveira, Des. Constantino Augusto Guerreiro e Desa. Maria Filomena de Almeida Buarque

Decisão: adiado em razão da ausência de quórum.

5 ¿ Mandado de Segurança Cível - Comarca de BELÉM (0003124-68.2016.8.14.0000)

Impetrante: Dirk Costa de Mattos Júnior (Advs. Dirk Costa de Mattos Júnior ¿ OAB/PA 13049, Monique Casto Rabelo de Matos ¿ OAB/PA 13314)

Impetrado: Presidente da Comissão do XII Concurso de Ingresso na Carreira do Ministério Público do Estado do Pará

Litisconsorte Passivo Necessário: Estado do Pará (Procuradores do Estado Rogerio Arthur Friza Chaves ¿ OAB/PA 11081, Roberta Helena Dórea Dacier Lobato ¿ OAB/PA 14041)

Litisconsorte Passivo Necessário: Fundação Carlos Chagas

Procurador de Justiça Cível: Antonio Eduardo Barleta de Almeida

RELATORA: DESA. EZILDA PASTANA MUTRAN

- Suspeição: Desa. Luzia Nadja Guimarães Nascimento

- Impedimento: Des. Rômulo José Ferreira Nunes

Decisão: à unanimidade, rejeitada a preliminar de litispendência. No mérito, também à unanimidade, segurança parcialmente concedida.

E como, nada mais houvesse, foi encerrada a Sessão às 11h, lavrando eu, David Jacob Bastos, Secretário Judiciário, em exercício, a presente Ata, que subscrevi.

Desembargadora CÉLIA REGINA DE LIMA PINHEIRO

Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, em exercício

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TRIBUNAL PLENO

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Número do processo: 0807745-70.2019.8.14.0000 Participação: PARTE AUTORA Nome: ELEN MARIA DOS SANTOS TORRES Participação: ADVOGADO Nome: GILCLECIO FARIAS LUZ OAB: 21205/PA Participação: IMPETRADO Nome: GOVERNADOR DO ESTADO DO PARÁ Participação: IMPETRADO Nome: SECRETARIO DE ESTADO DE EDUCAÇÃO Participação: AUTORIDADE Nome: PARA MINISTERIO PUBLICO Participação: AUTORIDADE Nome: PROCURADORIA GERAL DO ESTADO DO PARÁProcesso n°0807745-70.2019.8.14.0000 -23Órgão julgador: Tribunal PlenoRecurso: Mandado de SegurançaImpetrante: Elen Maria dos Santos TorresAdvogado:Gilclécio Farias Luz, OAB/PA 21.205 Impetrados: Governador do Estado do Pará, Secretária Estadual de Educação do Estado do Pará e Estado do ParáRelator: Des. Roberto Gonçalves de Moura Ementa: DIREITO ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA COM PEDIDO DE LIMINAR. CONCURSO PÚBLICO. NOMEAÇÃO DE APROVADO FORA DO NÚMERO DE VAGAS.AUSÊNCIA DOS REQUISITOS AUTORIZADORES PARA CONCESSÃO DA MEDIDA URGENTE REQUERIDA. LIMINAR INDEFERIDA. IMPEDITIVO INSCULPIDO NO §3º DP ART. 1º DA LEI N.º 8.437/1992.Pedido liminar indeferido por não se verificar, no caso, a presença dos requisitos legais necessários à sua concessão. D E C I S Ã O M O N O C R Á T I C ATrata- se deMANDADO DE SEGURANÇA, com pedido de liminar, impetrado porElen Maria dos Santos Torres, em que aponta como autoridade coatoraGOVERNADOR DO ESTADO DO PARÁe outros,cujo objetivo é a nomeação em cargo de provimento efetivo, professor classe I nível A ? educação física.Narra a impetrante, Id. 2192050, que prestou concurso público para o cargo de provimento efetivo, professor classe I nível A ? educação física para a 17ª unidade regional de educação (URE)/Seduc/Pará, onde estavam previstas duas vagas, tendo obtido a 4ª posição.Fala que a homologação do concurso ocorreu no dia 11/09/2018, através do edital n.º 23/2018/Sead, de 10/09/2018, tendo sido convocados e nomeados os aprovados dentro do numero de vagas, cujos nomes são Ely Anderson Santos Baracho e Suzy Estefani

dos Santos Cristo, para exercício na 17ª URE, conforme portaria n.º 023/2019-GS/Seduc, publicada no dia 06/03/2019, no Diário Oficial do Estado do Pará.Diz que a Seduc mantém em seu quadro de funcionários, no mesmo cargo descrito alhures, dois temporários com lotação na 17ª URE/Seduc/Pará, sobre os quais requereu informações, que não forma respondidas.Além disso, explica que a vigência do concurso não foi prorrogada e a expiração estava prevista para o dia 11/09/2019, sem previsão de chamados dos candidatos excedentes e com permanência daqueles funcionários contratados precariamente. Ao final, requer o deferimento dos benefícios da justiça gratuita, a concessão de medida liminar para seja reservada a vaga correspondente ao cargo almejado e no mérito, que seja determinada sua nomeação.Acostaram documentos.Determineia comprovação do preenchimento dos requisitos necessários a concessão da gratuidade (Id. 2205146), tendo sido devidamente atendida (Id. 2216829).É o breve relatório.DECIDO.Defiro os benefícios da justiça gratuita (art. 98 do CPC), tendo em vista que os documentos constantes nos autos, Id. 2216830, indicam que a impetrante é pobre no sentido da lei.Passo

a analisar o pedido de liminar.Dispõe o art. 7º, inciso III, da Lei nº 12.016/2009, que cabe ao magistrado, ao despachar a inicial do Mandado de Segurança, vislumbrando fundamento relevante e a possibilidade de resultar ineficaz a medida, caso seja deferida ao final, suspender o ato que deu motivo ao pedido.A respeito da concessão da liminar em Mandado de Segurança, o Professor Eduardo Sodré, na sua obra ?Ações Constitucionais?, Ed. Podium, ensina que:?São pressupostos para a concessão do pedido liminar

o fundado receio de dano e a plausibilidade do direito alegado; em outras palavras, exige-se o periculum in

mora e fumus boni iuris. Uma vez verificados tais requisitos, a ordem deve ser prontamente concedida, haja vista que corresponde a direito processual do impetrante e não a mera liberalidade do julgador?.De acordo com o regramento legal encimado, o deferimento de liminar em mandado de segurança impõe a demonstração de risco objetivo de ineficácia da ordem, na hipótese de ser concedida no julgamento de mérito do pedido, além da relevância no fundamento, que corresponde à plausibilidade jurídica, a razoabilidade e pertinência das razões jurídicas que se alega no fundamento do pedido.Pela análise dos autos, numa análise perfunctória dos fatos, não diviso presentes os pressupostos autorizadores da medida liminar vindicada.Sucede que, a princípio, não diviso relevância na articulação da impetrante, sem contar que se a medida vier a ser concedida ao final da demanda, esta não resultará ineficaz.Ademais, há de se levar em conta, também, a natureza célere domandamus, a justificar a análise do pedido a quando do exame do mérito.Ante o exposto,indefiro o pedido de liminar contido na peça inaugural por não verificar, no presente caso, a presença dos requisitos legais necessários à sua concessão.Notifique-se as autoridades

coatoras, com cópias desta decisão, da inicial e dos documentos que a instruem, para apresentação de informações no prazo legal, nos termos do art. 7º, I, da Lei nº 12.016/09.Dê-se ciência ao Estado do Pará,

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por sua Procuradoria Geral, enviando-lhe cópia da inicial, para que, querendo, integre a lide, na condição de litisconsorte passivo necessário.Estando nos autos as informações ou superado o prazo para tal, proceda-se a remessa do feito ao Órgão Ministerial para manifestação.Publique-se. Intime-se.Belém (PA), 31 de outubro de 2019. DesembargadorROBERTO GONÇALVES DE MOURA,Relator

Número do processo: 0808482-73.2019.8.14.0000 Participação: EXEQUENTE Nome: TELCILENE GUIMARAES CORREA DE MELO Participação: ADVOGADO Nome: ANTONIO JOSE DE MATTOS NETO OAB: 6 Participação: ADVOGADO Nome: ANDREIA CRISTINA DE JESUS RIBEIRO E SILVA OAB: 16688/PA Participação: ADVOGADO Nome: MANOELE CARNEIRO PORTELA OAB: 24970/PA Participação: EXECUTADO Nome: IGEPREVTRIBUNAL PLENO ? PEDIDO DE CUMPRIMENTO DE SENTENÇA Nº 0808482-73.2019.8.14.0000RELATORA: DESEMBARGADORA LUZIA NADJA GUIMARÃES NASCIMENTOEXEQUENTE: TELCILENE GUIMARÃES CORREA DE MELOADVOGADO:

ANTÔNIO JOSÉ DE MATTOS NETO (OAB/PA 4.906) e OUTROSEXECUTADO: INSTITUTO DE GESTÃO PREVIDENCIÁRIA DO ESTADO DO PARÁ - IGEPREVPROCESSO REFERÊNCIA:0004396- 97.2016.8.14.0000 (MANDADO DE SEGURANÇA) DESPACHO 1. Acolho a prevenção suscitada pelo que determino à Secretaria adoção das providências necessárias para correção da relatoria. 2. Considerando o pedido de cumprimento (obrigação de pagar) em razão de acordo judicial, cuja decisão homologatória transitou livremente em julgado, determino a intimação do representante judicial da Fazenda Pública Estadual para, querendo,no prazo de 30 (trinta) dias e nos próprios autos, impugnar a execução consoante art.535 do CPC. Publique-se e intime-se as partes. Belém/PA, 06 de novembro de 2019. Desa. LUZIA NADJA GUIMARÃES NASCIMENTORelatora

Número do processo: 0808590-05.2019.8.14.0000 Participação: EXEQUENTE Nome: ADELINA DEL PILAR RODRIGUES PINHEIRO Participação: ADVOGADO Nome: KHAREN KAROLLINNY SOZINHO DA COSTA OAB: 19588/PA Participação: ADVOGADO Nome: RENATO JOAO BRITO SANTA BRIGIDA OAB: 6947 Participação: EXECUTADO Nome: ESTADO DO PARA Participação: EXECUTADO Nome:

INSTITUTO DE GESTAO PREVIDENCIARIA DO ESTADO DO PARATRIBUNAL PLENO ? PEDIDO DE CUMPRIMENTO DE SENTENÇA Nº 0808590-05.2019.8.14.0000RELATORA: DESEMBARGADORA LUZIA NADJA GUIMARÃES NASCIMENTOEXEQUENTE: ADELINA DEL PILAR RODRIGUES PINHEIROADVOGADO: RENATO JOÃO BRITO SANTA BRIGIDA (OAB/PA 6.947) e OUTRAEXECUTADO: INSTITUTO DE GESTÃO PREVIDENCIÁRIA DO ESTADO DO PARÁ ? IGEPREVEXECUTADO: ESTADO DO PARÁPROCESSO REFERÊNCIA:0004396-97.2016.8.14.0000 (MANDADO DE SEGURANÇA) DESPACHO 1. Acolho a prevenção suscitada pelo que determino à Secretaria adoção das providências necessárias para correção da relatoria. 2. Considerando o pedido de cumprimento (obrigação de pagar) em razão de acordo judicial, cuja decisão homologatória transitou livremente em julgado, determino a intimação dos representantes judiciais da Fazenda Pública Estadual (Estado do Pará e IGEPREV) para, querendo,no prazo de 30 (trinta) dias e nos próprios autos, impugnarem a execução consoante art.535 do CPC. Publique-se e intime-se as partes. Belém/PA, 06 de novembro de 2019. Desa. LUZIA NADJA GUIMARÃES NASCIMENTORelatora

Número do processo: 0809201-55.2019.8.14.0000 Participação: EXEQUENTE Nome: FERNANDO DE SOUZA ROCHA Participação: ADVOGADO Nome: SAVIO LEONARDO DE MELO RODRIGUES OAB:

2985 Participação: EXECUTADO Nome: ESTADO DO PARA Processo n°0809201- 55.2019.8.14.0000Órgão julgador:Tribunal PlenoCumprimento Provisório de SentençaExequente:FERNANDO DE SOUZA ROCHAExecutado:ESTADO DO PARÁ DESPACHO Compulsando os autos verifica-se que o feito referido no processo eletrônico (Mandado de Segurança nº 0004396-97.2016.8.14.0000),foi distribuído à Desembargadora Luzia Nadja Guimarães Nascimento (Id. 2374173), tornando-a preventa para apreciar o presente pleito de cumprimento provisório de sentença. Em atenção ao que preconiza o artigo 116 do Regimento Interno deste TJPA1, faz-se necessária a remessa do presente recurso à Desa.Luzia Nadja Guimarães Nascimento, ante a sua prevenção, em tudo observado o que dispõe o art. 1º, §1º, da Ordem de Serviço nº 01/2018-VP, de 02.02.20182.Servirá a presente decisão como mandado/ofício, nos termos da Portaria nº 3731/2015-GP.À Secretaria para as

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providências.Belém, 05 de novembro de 2019.DesembargadorROBERTO GONÇALVES DE

1 - RITJEArt. 116.A distribuição da ação ou do

recurso gera prevenção para todos os processos a eles vinculados por conexão, continência ou referentes ao mesmo feito. 2 -Ordem de Serviço nº 01/2018-VPArt. 1º. Tendo sido declarado o impedimento, afirmada a suspeição ou a incompetência, ou por determinação do relator, os autos serão encaminhados à secretaria do órgão julgador, independente de despacho do Vice-Presidente do Tribunal.§1º Havendo prevenção, a secretaria do órgão julgador encaminhará o processo ao Desembargador apontado como prevento para que se pronuncie.

MOURA,Relator

Número do processo: 0806299-32.2019.8.14.0000 Participação: AUTOR Nome: MUNICIPIO DE PARAUAPEBAS Participação: RÉU Nome: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARAPROCESSO N.º 0806299-32.2019.8.14.0000AGRAVO EM SUSPENSÃO DE LIMINAR CONTRA O PODER PÚBLICOAGRAVANTE/REQUERENTE: MUNICÍPIO DE PARAUAPEBASAGRAVADOS/INTERESSADOS: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ, EDMAR CRUZ LIMA, ELTON NUNES, MARCIO MOHALLEN, ROGÉRIO MOHALLEN, MARCUS PINTO RÔLA FILHO, JÚLIA RANGEL RÔLA ALBUQUERQUE, CONSÓRCIO IP BRASIL, SELT ENGENHARIA LTDA, MOBIT ? MOBILIDADE, ILUMINAÇÃO E TECNOLOGIA LTDA, AGLA PARTICIPAÇÕES S/A E MITRA PARTICIPAÇÕES LTDAREQUERIDO: JUÍZO DE DIREITO DA VARA DA FAZENDA PÚBLICA DE PARAUAPEBAS DESPACHOCertifique-se a tempestividade do Recurso de Agravo Interno interposto pelo Município de Parauapebas (ID n. 2250390). À Secretaria para as devidas providências.Belém (PA), 4 de novembro de 2019. DesembargadorLEONARDO DE NORONHA TAVARESPresidente do Tribunal de Justiça do Estado do Pará

Número do processo: 0809206-77.2019.8.14.0000 Participação: EXEQUENTE Nome: VINICIUS PINHEIRO CARVALHO Participação: ADVOGADO Nome: SAVIO LEONARDO DE MELO RODRIGUES OAB: 2985 Participação: EXECUTADO Nome: ESTADO DO PARA Processo n°0809206- 77.2019.8.14.0000Órgão julgador:Tribunal PlenoCumprimento Provisório de SentençaExequente:VINICIUS PINHEIRO CARVALHOExecutado:ESTADO DO PARÁ DESPACHO Compulsando os autos verifica-se que o feito referido no processo eletrônico (Mandado de Segurança nº 0004396-97.2016.8.14.0000),foi distribuído à Desembargadora Luzia Nadja Guimarães Nascimento (Id.

2374282), tornando-a preventa para apreciar o presente pleito de cumprimento provisório de sentença. Em atenção ao que preconiza o artigo 116 do Regimento Interno deste TJPA1, faz-se necessária a remessa do presente recurso à Desa.Luzia Nadja Guimarães Nascimento, ante a sua prevenção, em tudo observado o que dispõe o art. 1º, §1º, da Ordem de Serviço nº 01/2018-VP, de 02.02.20182.Servirá a presente decisão como mandado/ofício, nos termos da Portaria nº 3731/2015-GP.À Secretaria para as providências.Belém, 05 de novembro de 2019.DesembargadorROBERTO GONÇALVES DE

1 - RITJEArt. 116.A distribuição da ação ou do

MOURA,Relator

recurso gera prevenção para todos os processos a eles vinculados por conexão, continência ou referentes ao mesmo feito. 2 -Ordem de Serviço nº 01/2018-VPArt. 1º. Tendo sido declarado o impedimento, afirmada a suspeição ou a incompetência, ou por determinação do relator, os autos serão encaminhados à secretaria do órgão julgador, independente de despacho do Vice-Presidente do Tribunal.§1º Havendo prevenção, a secretaria do órgão julgador encaminhará o processo ao Desembargador apontado como prevento para que se pronuncie.

Número do processo: 0804333-34.2019.8.14.0000 Participação: AUTOR Nome: ESTADO DO PARA Participação: RÉU Nome: JUIZO DA 3ª VARA DE EXECUCAO FISCAL DE BELEM Participação: RÉU Nome: JUIZO DA MMª VARA DE FAZENDA PÚBLICA DE ANANINDEUA/PA Participação:

INTERESSADO Nome: JOSE ROBERTO ARRUDA DOS SANTOS Participação: ADVOGADO Nome:

BARBARA MOREIRA DIAS BRABO OAB: 24941/PA Participação: INTERESSADO Nome: RUY DE MESQUITA RANDEL Participação: ADVOGADO Nome: ANDRE ARAUJO FERREIRA OAB: 7847 Participação: INTERESSADO Nome: SUZANE MORAES DE MOURA PALHA Participação: ADVOGADO Nome: JULIANA FONTENELE BRITO SOARES OAB: 012336/PA Participação: INTERESSADO Nome:

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DEBORA VILLELA MENDONCA DE ARAUJO CASTRO Participação: ADVOGADO Nome: JULIANA RIOS VAZ MAESTRI OAB: 14702/PA Participação: INTERESSADO Nome: FRANCISCO DE ASSIS MOURAO DE ARAUJO Participação: ADVOGADO Nome: JULIANA FONTENELE BRITO SOARES OAB: 012336/PA Participação: INTERESSADO Nome: DEIZE CARIBE ROSA SILVA Participação: ADVOGADO Nome:

CASSILENE PEREIRA MILHOMEM OAB: 141 Participação: INTERESSADO Nome: ANA PAULA BARBOSA DA ROCHA GOMES Participação: ADVOGADO Nome: ANA PAULA BARBOSA DA ROCHA GOMES OAB: 12306/PA Participação: INTERESSADO Nome: BELEM CERVEJAS LTDA - EPP Participação: ADVOGADO Nome: LEONARDO ALCANTARINO MENESCAL OAB: 11247/PA Participação:

ADVOGADO Nome: MARCOS ROGERIO BRITO DE ASSUNCAO OAB: 13065/PA Participação:

ADVOGADO Nome: IGOR DINIZ KLAUTAU DE AMORIM FERREIRA OAB: 110 Participação:

INTERESSADO Nome: MARCELO JOSE FIUZA DE MELLO MIZERANI Participação: ADVOGADO Nome:

BRENO DE CARVALHO NUNES OAB: 8986/PA Participação: INTERESSADO Nome: MARCELO AYAN FERREIRA Participação: ADVOGADO Nome: CARLOS AUGUSTO CARDOSO ALVES OAB:

018020/PAPROCESSO N.º0804333-34.2019.8.14.0000 PEDIDO DE EXTENSÃO DE SUSPENSÃO DE SEGURANÇA DEFERIDA EM FAVOR DO PODER PÚBLICOREQUERENTE: ESTADO DO PARÁREQUERIDO: JUÍZO DE DIREITO DA 3ª VARA DE EXECUÇÃO FISCAL DA COMARCA DE BELÉM E JUÍZO DA VARA DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE ANANINDEUAINTERESSADOS:JOSÉ ROBERTO ARRUDA DOS SANTOS, RUY DE MESQUITA RANDEL, SUZANE MORAES DE MOURA PALHA, DÉBORA VILLELA MENDONÇA DE ARAÚJO, FRANCISCO DE ASSIS MOURÃO DE ARAÚJO, DEIZE CARIBE ROSA SILVA, ANA PAULA BARBOSA DA ROCHA GOMES, BELÉM CERVEJAS LTDA ?EPP, MARCELO JOSÉ FIUZA DE MELLO MIZARANI E MARCELO AYAN FERREIRA DESPACHOCompulsando os autos eletrônicos, anoto que não houve interposição de recurso contra a decisão proferida sob o ID n. 1827248; pelo determino que se certifique o constatado, e, em caso positivo, o respectivo trânsito em julgado; restando, assim, prejudicada a informação acostada pelo Estado do Pará, sob o ID n. 2382944, realizada em atendimento ao despacho proferido no Pedido Originário de Suspensão de Liminar Contra o Poder Público (Proc. n.0001607- 28.2016.814.0000). À Secretaria para as devidas providências.Belém (PA), 4 de novembro de 2019. DesembargadorLEONARDO DE NORONHA TAVARESPresidente do Tribunal de Justiça do Estado do Pará

Número do processo: 0809441-44.2019.8.14.0000 Participação: EXEQUENTE Nome: RENATO LOPES TARALLO Participação: ADVOGADO Nome: RENATO JOAO BRITO SANTA BRIGIDA OAB: 6947 Participação: EXECUTADO Nome: ESTADO DO PARA Processo n°0809441-44.2019.8.14.0000Órgão julgador:Tribunal PlenoCumprimento Provisório de SentençaExequente:RENATO LOPES TARALLOExecutado:ESTADO DO PARÁ DESPACHO Compulsando os autos verifica-se que o feito referido no processo eletrônico (Mandado de Segurança nº 0004396-97.2016.8.14.0000), conforme atesta

a certidão Id. 2400111,foi distribuído à Desembargadora Luzia Nadja Guimarães Nascimento, tornando-a preventa para apreciar o presente pleito de cumprimento provisório de sentença. Em atenção ao que preconiza o artigo 116 do Regimento Interno deste TJPA1, faz-se necessária a remessa do presente recurso à Desa.Luzia Nadja Guimarães Nascimento, ante a sua prevenção, em tudo observado o que dispõe o art. 1º, §1º, da Ordem de Serviço nº 01/2018-VP, de 02.02.20182.Servirá a presente decisão como mandado/ofício, nos termos da Portaria nº 3731/2015-GP.À Secretaria para as providências.Belém, 05 de novembro de 2019.DesembargadorROBERTO GONÇALVES DE MOURA,Relator

1 - RITJEArt. 116.A distribuição da ação ou do recurso gera

prevenção para todos os processos a eles vinculados por conexão, continência ou referentes ao mesmo feito. 2 -Ordem de Serviço nº 01/2018-VPArt. 1º. Tendo sido declarado o impedimento, afirmada a suspeição ou a incompetência, ou por determinação do relator, os autos serão encaminhados à secretaria do órgão julgador, independente de despacho do Vice-Presidente do Tribunal.§1º Havendo prevenção, a secretaria do órgão julgador encaminhará o processo ao Desembargador apontado como prevento para que se pronuncie.

Número do processo: 0809193-78.2019.8.14.0000 Participação: EXEQUENTE Nome: ALINE YURI DE ANDRADE OSHIKIRI Participação: ADVOGADO Nome: SAVIO LEONARDO DE MELO RODRIGUES OAB: 2985 Participação: EXECUTADO Nome: ESTADO DO PARA Processo n°0809193-

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78.2019.8.14.0000Órgão julgador:Tribunal PlenoCumprimento Provisório de SentençaExequente:ALINE YURI DE ANDRADE OSHIKIRIExecutado:ESTADO DO PARÁ DESPACHO Compulsando os autos verifica-se que o feito referido no processo eletrônico (Mandado de Segurança nº 0004396- 97.2016.8.14.0000),foi distribuído à Desembargadora Luzia Nadja Guimarães Nascimento (Id. 2374078), tornando-a preventa para apreciar o presente pleito de cumprimento provisório de sentença. Em atenção ao que preconiza o artigo 116 do Regimento Interno deste TJPA1, faz-se necessária a remessa do presente recurso à Desa.Luzia Nadja Guimarães Nascimento, ante a sua prevenção, em tudo observado o

que dispõe o art. 1º, §1º, da Ordem de Serviço nº 01/2018-VP, de 02.02.20182.Servirá a presente decisão como mandado/ofício, nos termos da Portaria nº 3731/2015-GP.À Secretaria para as providências.Belém, 05 de novembro de 2019.DesembargadorROBERTO GONÇALVES DE MOURA,Relator

1 - RITJEArt. 116.A distribuição da ação ou do recurso gera

prevenção para todos os processos a eles vinculados por conexão, continência ou referentes ao mesmo feito. 2 -Ordem de Serviço nº 01/2018-VPArt. 1º. Tendo sido declarado o impedimento, afirmada a suspeição ou a incompetência, ou por determinação do relator, os autos serão encaminhados à secretaria do órgão julgador, independente de despacho do Vice-Presidente do Tribunal.§1º Havendo prevenção, a secretaria do órgão julgador encaminhará o processo ao Desembargador apontado como prevento para que se pronuncie.

Número do processo: 0809427-60.2019.8.14.0000 Participação: EXEQUENTE Nome: MIGUEL ALVES PINHEIRO FILHO Participação: ADVOGADO Nome: SAVIO BARRETO LACERDA LIMA OAB: 11003/PA Participação: ADVOGADO Nome: RONALDO SERGIO ABREU DA COSTA OAB: 95000A Participação:

EXECUTADO Nome: ESTADO DO PARA Processo n°0809427-60.2019.8.14.0000Órgão julgador:Tribunal PlenoCumprimento Provisório de SentençaExequente:MIGUEL ALVES PINHEIRO FILHOExecutado:ESTADO DO PARÁ DESPACHO Compulsando os autos verifica-se que o feito referido no processo eletrônico (Mandado de Segurança nº 0004396-97.2016.8.14.0000),foi distribuído à Desembargadora Luzia Nadja Guimarães Nascimento (Id. 2374282), tornando-a preventa para apreciar o presente pleito de cumprimento provisório de sentença. Em atenção ao que preconiza o artigo 116 do Regimento Interno deste TJPA1, faz-se necessária a remessa do presente recurso à Desa.Luzia Nadja Guimarães Nascimento, ante a sua prevenção, em tudo observado o que dispõe o art. 1º, §1º, da Ordem

de Serviço nº 01/2018-VP, de 02.02.20182.Servirá a presente decisão como mandado/ofício, nos termos da Portaria nº 3731/2015-GP.À Secretaria para as providências.Belém, 05 de novembro de 2019.DesembargadorROBERTO GONÇALVES DE MOURA,Relator

1 - RITJEArt. 116.A distribuição da ação ou do recurso gera

prevenção para todos os processos a eles vinculados por conexão, continência ou referentes ao mesmo feito. 2 -Ordem de Serviço nº 01/2018-VPArt. 1º. Tendo sido declarado o impedimento, afirmada a suspeição ou a incompetência, ou por determinação do relator, os autos serão encaminhados à secretaria do órgão julgador, independente de despacho do Vice-Presidente do Tribunal.§1º Havendo prevenção, a secretaria do órgão julgador encaminhará o processo ao Desembargador apontado como prevento para que se pronuncie.

Número do processo: 0808068-75.2019.8.14.0000 Participação: AUTOR Nome: SUSIPE Participação:

RÉU Nome: ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL SEÇÃO PARÁ Participação: ADVOGADO Nome:

JOSE BRAZ MELLO LIMA OAB: 30000A Participação: ADVOGADO Nome: EDUARDO IMBIRIBA DE CASTRO OAB: 11816/PA Participação: ADVOGADO Nome: ALBERTO ANTONIO DE ALBUQUERQUE CAMPOS OAB: 5541 Participação: ADVOGADO Nome: LUIZ CARLOS PINA MANGAS JUNIOR OAB:

15589 Participação: AUTORIDADE Nome: ESTADO DO PARAPROCESSO N.º 0808068- 75.2019.8.14.0000PEDIDO DE SUSPENSÃO DE LIMINAR CONTRA O PODER PÚBLICOREQUERENTE: SUPERINTENDÊNCIA DO SISTEMA PENITENCIÁRIO DO ESTADO DO PARÁ e ESTADO DO PARÁREQUERIDO: JUÍZO DE DIREITO DA 5ª VARA DA FAZENDA PÚBLICA DE BELÉMINTERESSADO: ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL SEÇÃO PARÁ DESPACHO Trata-se de pedido formulado pelo Estado do Pará, sob o ID n. 2287730, em que informa já se encontrar arrolado como litisconsorte passivo necessário, e declara aderir, ratificando o presente pleito de Suspensão de Liminar; alegando, ainda, que deve ser intimado pessoalmente de todos os atos do processo; pelo que, defiro o requerido, nos termos do acima narrado. À Secretaria para as providências cabíveis.Belém (PA), 4

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de novembro de 2019. DesembargadorLEONARDO DE NORONHA TAVARESPresidente do Tribunal de Justiça do Estado do Pará

Número do processo: 0802254-82.2019.8.14.0000 Participação: AUTOR Nome: MUNICIPIO DE TAILANDIA Participação: RÉU Nome: PARA MINISTERIO PUBLICO Participação: INTERESSADO Nome:

PAULO LIBERTE JASPER Participação: ADVOGADO Nome: EGIDIO MACHADO SALES FILHO OAB: 16 Participação: INTERESSADO Nome: ADOLFO EUGENIO ROSSETO DE ALMEIDA Participação:

INTERESSADO Nome: MAURO TADEU DA SILVA OLIVEIRA Participação: INTERESSADO Nome:

FABRICIO MAGNO HABER Participação: INTERESSADO Nome: HELISUL TAXI AEREO LTDAPROCESSO Nº0802254-82.2019.8.14.0000 AGRAVO INTERNO NOS AUTOS DE SUSPENSÃO DE SEGURANÇAAGRAVANTE/INTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ AGRAVADO/REQUERENTE:MUNICÍPIO DE TAILÂNDIAREQUERIDO: JUÍZO DE DIREITO DA 1ª VARA CÍVEL DA COMARCA DETAILÂNDIAINTERESSADOS:PAULO LIBERTE JASPER E OUTROSRELATOR:

PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ DESPACHOCertifique-se a tempestividade do Recurso de Agravo Interno interposto pelo Ministério Público do Estado do Pará (ID n. 1732413). À Secretaria para as devidas providências.Belém (PA), 4 de novembro de 2019. DesembargadorLEONARDO DE NORONHA TAVARESPresidente do Tribunal de Justiça do Estado do Pará

Número do processo: 0804329-94.2019.8.14.0000 Participação: AUTOR Nome: ESTADO DO PARA Participação: RÉU Nome: JUIZO DA 3ª VARA DE EXECUCAO FISCAL DE BELEM Participação: RÉU Nome: JUÍZO DA MMª VARA DE FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE ANANINDEUA Participação:

INTERESSADO Nome: B R A EXPRESS TRANSPORTES & LOGISTICA EIRELI - EPP Participação:

ADVOGADO Nome: SOLANGE MARIA ALVES MOTA SANTOS OAB: 12764/PA Participação:

INTERESSADO Nome: XINGUARA INDUSTRIA E COMERCIO S/A - EM RECUPERACAO JUDICIAL Participação: ADVOGADO Nome: ANTONIO CARLOS FERREIRA DE SOUZA JUNIOR OAB: 27646/PE Participação: ADVOGADO Nome: IGOR TENORIO GOMES OAB: 28823/PE Participação:

INTERESSADO Nome: MARCELIO LIMA DE SOUZA Participação: ADVOGADO Nome: VERA LUCIA SANTOS GUEDES PEREIRA OAB: 60000A Participação: INTERESSADO Nome: ROSANGELA MARIA DA COSTA TAVARES Participação: ADVOGADO Nome: CAIO DA COSTA MONTEIRO OAB: 18744/PA Participação: INTERESSADO Nome: CASSILENE PEREIRA MILHOMEM Participação: ADVOGADO Nome: CASSILENE PEREIRA MILHOMEM OAB: 141 Participação: INTERESSADO Nome: PARC PARADISO CONDOMINIO RESORT Participação: ADVOGADO Nome: SYLVIO FONSECA DE NOVOA OAB: 11609/PA Participação: INTERESSADO Nome: ROGERIO LUIS LUCIETTO Participação:

ADVOGADO Nome: GUSTAVO DE CARVALHO AMAZONAS COTTA OAB: 21313/PA Participação:

INTERESSADO Nome: ACADEMIA SPORT WAY WELLNESS LTDA - ME Participação: ADVOGADO Nome: LUIZ CLAUDIO DA SILVA QUARESMA OAB: 20892/PA Participação: ADVOGADO Nome: JOSE LUIZ DA SILVA SOARES OAB: 84 Participação: ADVOGADO Nome: ELIAS WILLIAM PEREIRA DE SOUSA OAB: 14885/PA Participação: INTERESSADO Nome: LUCIA DE FATIMA MENEZES ABREU Participação: ADVOGADO Nome: JULIANA FONTENELE BRITO SOARES OAB: 012336/PA Participação:

INTERESSADO Nome: RUY LOPES TORRES Participação: ADVOGADO Nome: BRUNO DE CARVALHO NUNES OAB: 20979/PAPROCESSO N.º0804329-94.2019.8.14.0000 PEDIDO DE EXTENSÃO DE SUSPENSÃO DE SEGURANÇA DEFERIDA EM FAVOR DO PODER PÚBLICOREQUERENTE: ESTADO DO PARÁREQUERIDO: JUÍZO DE DIREITO DA 3ª VARA DE EXECUÇÃO FISCAL DA COMARCA DE BELÉM E JUÍZO DA VARA DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE ANANINDEUAINTERESSADOS:BRA EXPRESS TRANSPORTES E LOGÍSTICA EIRELI, XINGUARA INDÚSTRIA E COMÉRCIO AS, MARCELO LIMA DE SOUZA, ROSÂNGELA MARIA DA COSTA TAVARES, CASSILENE PEREIRA MILHOMEM, PARC. PARADISO CONDOMÍNIO RESORT, ROGÉRIO LUIS LUCIETTO, ACADEMIA SPORT WAY WELLNESS LTDA, LÚCIA DE FÁTIMA MENEZES ABREU E RUY LOPES TORRES. DESPACHOCompulsando os autos eletrônicos, anoto que não houve interposição de recurso contra a decisão proferida sob o ID n. 187239; pelo determino que se certifique o constatado, e, em caso positivo, o respectivo trânsito em julgado; restando, assim, prejudicada a informação acostada pelo Estado do Pará, sob o ID n. 2382277 e ID n. 2377145, realizada em atendimento ao despacho proferido no Pedido Originário de Suspensão de Liminar Contra o Poder Público (Proc. n.0001607-

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28.2016.814.0000). À Secretaria para as devidas providências.Belém (PA), 4 de novembro de 2019. DesembargadorLEONARDO DE NORONHA TAVARESPresidente do Tribunal de Justiça do Estado do Pará

Número do processo: 0808329-40.2019.8.14.0000 Participação: EXEQUENTE Nome: WILSON RONALDO MONTEIRO Participação: ADVOGADO Nome: ANTONIO JOSE DE MATTOS NETO OAB: 6 Participação: ADVOGADO Nome: ANDREIA CRISTINA DE JESUS RIBEIRO E SILVA OAB: 16688/PA Participação: ADVOGADO Nome: MANOELE CARNEIRO PORTELA OAB: 24970/PA Participação:

EXECUTADO Nome: IGEPREVTRIBUNAL PLENO ? PEDIDO DE CUMPRIMENTO DE SENTENÇA Nº 0808329-40.2019.8.14.0000RELATORA: DESEMBARGADORA LUZIA NADJA GUIMARÃES NASCIMENTOEXEQUENTE: WILSON RONALDO MONTEIROADVOGADO: ANTÔNIO JOSÉ DE MATTOS NETO (OAB/PA 4.906) e OUTROSEXECUTADO: INSTITUTO DE GESTÃO PREVIDENCIÁRIA DO ESTADO DO PARÁ - IGEPREVPROCESSO REFERÊNCIA:0004396-97.2016.8.14.0000 (MANDADO DE SEGURANÇA) DESPACHO 1. Acolho a prevenção suscitada pelo que determino à Secretaria adoção das providências necessárias para correção da relatoria. 2. Considerando o pedido de cumprimento (obrigação de pagar) em razão de acordo judicial, cuja decisão homologatória transitou livremente em julgado, determino a intimação do representante judicial da Fazenda Pública Estadual para, querendo,no prazo de 30 (trinta) dias e nos próprios autos, impugnar a execução consoante art.535 do CPC. Publique- se e intime-se as partes. Belém/PA, 06 de novembro de 2019. Desa. LUZIA NADJA GUIMARÃES NASCIMENTORelatora

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SEÇÃO DE DIREITO PÚBLICO E PRIVADO

Número do processo: 0804853-91.2019.8.14.0000 Participação: SUSCITANTE Nome: JUÍZO DA 7ª VARA DE FAMÍLIA DE BELÉM Participação: SUSCITADO Nome: JUÍZO DA 5ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE BELÉM Participação: TERCEIRO INTERESSADO Nome: FRANCISCA DE JESUS SOARES MAIA Participação: ADVOGADO Nome: MIREILLY SOUZA DA SILVA OAB: 23381/PAPODER JUDICIÁRIOTRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁGABINETE DESEMBARGADOR JOSÉ ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JUNIORCONFLITO DE COMPETÊNCIA (221): 0804853- 91.2019.8.14.0000SUSCITANTE: JUÍZO DA 7ª VARA DE FAMÍLIA DE BELÉMNome: JUÍZO DA 7ª VARA DE FAMÍLIA DE BELÉMEndereço: Avenida Almirante Barroso, 3089, fórum cível, Souza, BELéM - PA - CEP: 66613-710SUSCITADO: JUÍZO DA 5ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE BELÉMNome: JUÍZO DA 5ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE BELÉMEndereço: Praça Felipe Patroni, SN, Cidade Velha, BELéM

- PA - CEP: 66015-260 D E S P A C H OTrata-se de conflito de competência entre juízos de direito

privado, o que afasta a incidência da regra do art. 24, XIII, c, do Regimento Interno, que dispõe acerca da competência do Tribunal Pleno.Desse modo, tendo sido suscitado entre juízos de direito privado (art. 31-A, §1º, V e XV do RITJ/PA), a competência para dirimir o presente conflito é da Seção de Direito Privado (art. 29-A, h, do RITJ/PA), devendo o presente incidente ser redistribuído a um dos membros da respectiva Seção.Assim, devolvo o autos à Secretaria a fim de serredistribuído o presente conflito de competência no âmbito daSeção de Direito Privado.Belém/PA, data registrada no sistema. JOSÉ ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JÚNIOR Desembargador ? Relator

Número do processo: 0807322-13.2019.8.14.0000 Participação: EXCIPIENTE Nome: B.A. MEIO AMBIENTE LTDA Participação: ADVOGADO Nome: CARLOS VALERIO DOS SANTOS NETO OAB:

54000A Participação: EXCEPTO Nome: JUÍZO DA 11ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE BELÉMTRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ EXCEÇÃO DE SUSPEIÇÃO (10977) - 0807322- 13.2019.8.14.0000EXCIPIENTE: B.A. MEIO AMBIENTE LTDAEXCEPTO: JUÍZO DA 11ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE BELÉMRELATOR(A):Desembargador RICARDO FERREIRA NUNES EMENTA EMENTA. AGRAVO INTERNO. INCIDENTE DE SUSPEIÇÃO. ARGUMENTO DE QUE O MAGISTRADO PROCEDEU OBJETIVANDO PREJUDICAR A PARTE DEMANDANTE. REPORTAGEM DE JORNAL DO PATRONO DA DEMANDANTE. INEXISTÊNCIA DE PROVAS QUE DEMONSTREM A SUSPEIÇÃO DO MAGISTRADO. DECISÃO MONOCRÁTICA DESPROVENDO A SUSPEIÇÃO. DECISÃO MANTIDA. À UNANIMIDADE. RELATÓRIO Trata-se de AGRAVO INTERNO interposto por B.A. Meio Ambiente em 24.09.2019, contra decisão deste relator que julgou monocraticamente aEXCEÇÃO DE SUSPEIÇÃOoposta em face do Excelentíssimo Juiz de Direito César Augusto Puty Paiva Rodrigues, titular da 11ª Vara Cível e Empresarial da Comarca de Belém, que atua nos autos da ação de recuperação judicial (Processo n.º 0044484-89.2012.814.0301) proposto pela própria requerente.Este relator proferiu a seguinte decisão: ?Narra o requerente que o magistrado tido por suspeito, atuou com flagrante e evidente

desrespeito ao princípio da imparcialidade; que após audiência realizada entre os representantes legais da empresa e o administrador judicial onde foi exposta a necessidade de continuação do plano de recuperação judicial, o juiz tido por suspeito prolatou sentença extinguindo a recuperação judicial. Alega que o magistrado atua na vara há três meses, tempo insuficiente para análise de processo tão longo e complexo e que a decisão foi prolatada fora da ordem cronológica dos processos. Aduz que, em 04.08.2019, foi publicado pelo jornal Diário do Pará, lançando suspeitas sobre a conduta de magistrados em processes de recuperação judicial que tramitam no judiciário paraense. Por fim requer o reconhecimento da suspeição do juiz com base no artigo 145, IV, do CPC.Ao receber a petição, o magistrado arguido suspeito rejeitou os argumentos aduzindo que o requerimento é desprovido de fundamentos. Expõe que a nota jornalística foi publicada coincidentemente na véspera da protocolização do pedido de suspeição e é assinada pelo mesmo colunista responsável pela declaração de suspeição do magistrado que anteriormente presidia o processo, vítima de ataques a sua honra. Alega que não há lógica no argumento de que o magistrado decidiu com rapidez, pois diversas vezes despachou com celeridade pleitos do requerente, sem que esse demonstrasse inconformismo; prossegue afirmando que o período em que o magistrado atua no processo é mais do que suficiente para que ele conheça o processo

e que os processos de recuperação não podem se submeter a ordem cronológica em razão do tempo

estipulado para o seu término e ainda pelo fato da ação específica está contida em uma das metas do

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CNJ.Recebi os autos por distribuição.Suficientemente relatado, passo a decidir.As causas de suspeição do juiz estão relacionadas no artigo 145, do Código de Processo Civil. Eis o texto:Art. 145. Há suspeição do juiz: I - amigo íntimo ou inimigo de qualquer das partes ou de seus advogados;II - que receber presentes de pessoas que tiverem interesse na causa antes ou depois de iniciado o processo, que aconselhar alguma das partes acerca do objeto da causa ou que subministrar meios para atender às despesas do litígio;III - quando qualquer das partes for sua credora ou devedora, de seu cônjuge ou companheiro ou de

parentes destes, em linha reta até o terceiro grau, inclusive;IV - interessado no julgamento do processo em favor de qualquer das partes.Já o artigo 146, do CPC prevê o prazo de 15 (quinze) dias para a parte alegar a suspeição do juiz, a contar do conhecimento do fato.Pois bem, analisando as razões alegadas pelo requerente, vejo que são manifestamente improcedentes, pelo que fico autorizado a rejeitar liminarmente o pedido, conforme regra inserta no artigo 227, §1º, do Regimento Interno do Tribunal de Justiça do Estado do Pará.O requerente fundamenta o seu pedido no incido IV, do artigo 145, do Código de Processo Civil, ou seja, alega que o juiz é interessado no julgamento do processo em favor de qualquer das partes. Entretanto, o seu pedido carece de fundamentos da vinculação dos fatos descritos com as decisões proferidas pelo magistrado. À mingua de provas da parcialidade, não se deve excluir do processo

o

juiz natural da causa apenas levando em conta suspeitas de que ?pode? prejudicar a parte. O elo entre

o

interesse do magistrado e das partes precisa ser sobejamente demonstrado, conforme precedente do

Superior Tribunal de Justiça que abaixo colaciona:AGRAVO INTERNO. EXCEÇÃO DE SUSPEIÇÃO. FUNDAMENTOS NÃO IMPUGNADOS. NÃO CONHECIMENTO. ELEMENTOS DA PARCIALIDADE. AUSÊNCIA. REJEIÇÃO LIMINAR.1. Não se conhece do agravo do art. 1021 do CPC/2015 que deixa de impugnar especificamente os fundamentos da decisão agravada. Incidência da Súmula 182/STJ.2. É manifestamente improcedente a arguição de suspeição que não indica fundamento algum de parcialidade do magistrado ou a vinculação dos fatos descritos com as decisões por ele proferidas.3. "Simples decisões contrárias às pretensões deduzidas pelo excipiente não são suficientes para comprovar suspeição, porquanto ausentes nos autos quaisquer elementos que demonstrem eventual parcialidade do excepto" (AgInt na ExSusp 108/PA, Corte Especial, DJ 28.5.2012.4. Agravo interno a que se nega provimento.(AgInt na ExSusp 174/DF, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 04/12/2018, DJe 11/12/2018) Não há qualquer elemento que vincule a decisão rápida ou prolatada fora da ordem cronológica com eventual interesse do magistrado em julgar a causa a favor de uma das partes.Se o requerente está inconformado com a decisão que lhe foi desfavorável, o sistema processual oferece recursos e outras instâncias judiciais para escrutinar o provimento judicial.Quanto a nota publicada em jornal local, lamentavelmente, não se pode nem considerá-la como jornalística. Apenas lança rumores contra o Poder Judiciário utilizando-se de sujeitos indeterminados. Não é possível utilizá-la como prova de qualquer fato.Com essas considerações, pela ausência de ocorrência da hipótese prevista no artigo 145, IV, do Código de Processo Civil, é manifestamente improcedente a arguição de suspeição do magistrado, razão pela qual a rejeito, na forma do artigo 227, §1º, do RITJE/PA.? Inconformado, com a referida decisão, interpôs agravo interno, argumentando que o magistrado não manifestou interesse em

favor da parte, mas, sim, em prejudicar o demandante. Cito ipsis litteris:Nesse sentido, a interpretação que se deve dar a esse tipo de processo, no presente caso, não pode ser de que simplesmente o Juízo manifestou interesse em favor de outra parte - até porque o interesse dos credores é de justamente que o trâmite processual seja o mais adequado possível.Cabe, portanto, assumir que a disposição da norma em tela deve ser lida como ?o interesse do magistrado em prejudicar a demandante?. Fato que não se pode contradizer. Aliás, não por menos foi interposto recurso de apelação.Desse modo, é necessário que o Juízo seja afastado da causa, para que todos os efeitos positivos almejados e que vêm sendo gradativamente alcançados pela empresa possam se concretizar.O processo de recuperação judicial demanda contínuo trato saudável entre parte, administrador judicial, juízo universal, credores e auxiliares da justiça, de maneira que assim, e somente assim, a preservação da empresa fixada no art. 47, da Lei 11.101/05 e fundada na função social da propriedade (art. 170, III, CF/88), seja alcançada.Todos os fatos levam à conclusão de que a veloz prolação da sentença, contrária a todas as manifestações do administrador judicial e de resultado imediatamente prejudicial, corresponde à interesse do magistrado em causar danos à ora recorrente.Destarte, não se está frente mero posicionamento contrário, mas, efetivo intuito de gerar prejuízos à recuperanda.É o relatórioRemeto o feito para inclusão na seção de Plenário Virtual. Belém, 09 de outubro de 2019.DES.RICARDO FERREIRA NUNESRELATOR VOTO VOTO Percebe-se, da simples leitura das razões do recurso, que nada de novo trouxe o recorrente que justifique

a modificação do decisum monocrático, não identificando este relator qualquer razão para a modificação

dodecisum. As razões contidas na petição do Agravo Interno, não justificam a suspeição do magistrado,

apenas renovam os mesmos argumentos trazidos na peça inicial da suspeição.Além do mais, se o requerente está inconformado com a decisão que lhe foi desfavorável na ação que deu origem a

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suspeição, repito, deve ele procurar os métodos adequados para a sua modificação, ou seja, o respectivo recurso às instâncias superiores.Isto posto, conheço do recurso de Agravo Interno, mantenho a decisão proferida anteriormente e colocando o feito em mesa para julgamento.Belém, RICARDO FERREIRA NUNES Desembargador Relator Belém, 04/11/2019

Número do processo: 0806377-60.2018.8.14.0000 Participação: REQUERENTE Nome: AIR LIQUIDE BRASIL LTDA Participação: ADVOGADO Nome: PEDRO CASSAB CIUNCIUSKY OAB: 267796/SP Participação: ADVOGADO Nome: AMANDA CASSAB CIUNCIUSKY TOLONI OAB: 407838/SP Participação: REQUERIDO Nome: SECRETARIO DE SAUDE DO ESTADO DO PARA Participação:

TERCEIRO INTERESSADO Nome: ESTADO DO PARA Participação: TERCEIRO INTERESSADO Nome:

MUNICIPIO DE ANANINDEUA Participação: INTERESSADO Nome: FUNDACAO PUBLICA ESTADUAL HOSPITAL DE CLNICAS GASPAR VIANNA Participação: TERCEIRO INTERESSADO Nome:

MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARAMANDADO DE SEGURANÇA Nº. 0806377- 60.2018.8.14.0000IMPETRANTE: AIR LIQUIDE BRASIL LTDA.IMPETRADO: SECRETARIO DE SAÚDE DO ESTADO DO PARA.PROCURADORA DE JUSTIÇA: MARIZA MACHADO DA SILVA LIMARELATORA: DESª. NADJA NARA COBRA MEDA DECISÃO MONOCRÁTICA. MANDADO DE SEGURANÇA. DESISTÊNCIA DO IMPETRANTE. HOMOLOGAÇÃO. EXTINÇÃO DO PROCESSO.1.Conforme sedimentado pelo STF no julgamento do RE 255.837-AgR/PR, em sede de repercussão geral, é lícito ao impetrante desistir da ação de mandado de segurança, independentemente de aquiescência da autoridade apontada como coatora ou da entidade estatal interessada ou, ainda, quando for o caso, dos litisconsortes passivos necessários.2.Havendo desistência do mandamus pela

impetrante, impõe-se a extinção do feito, sem resolução de mérito, com fulcro no artigo 6º, § 5º, da Lei nº 12.016/09 c/c art. 485, inciso VIII, do CPC.3. DESISTÊNCIA HOMOLOGADA. DECISÃO MONOCRÁTICA. VISTOS, ETC.Trata-se de MANDADO DE SEGURANÇA impetrado por AIR LIQUIDE BRASIL LTDA contra ato tido como abusivo e ilegal praticado pelo SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DO PARÁ, consistente na ausência de providências para a descentralização das atividades e serviços em saúde em relação aos processos de Licenciamento Sanitário do Município de Ananindeua.A Impetrante informa que

a Autoridade Coatora está deixando de tomar as providencias necessárias no sentido de formalizar a

descentralização das atividades de vigilância sanitária ao Município de Ananindeua, de modo que está sendo considerada inválida a sua licença de funcionamento, eis que expedida pelo referido ente

municipal.Garante que tal ato está violando seu direito líquido e certo, pois a está impedindo de participar de licitações, como ocorreu com o Pregão nº 0073/2017, no qual sagrou-se vencedora para O fornecimento de gás medicinal ao Hospital das Clínicas Gaspar Viana, mas restou impedida de concretizar

o vínculo, já que outra empresa concorrente, a White Martins Gases Indústria Ltda do Norte, impugnou a

sua habilitação, pelo fato de a licença de funcionamento ter sido emitida pelo Município de Ananindeua, e não pelo Estado do Pará.Requer, nestes termos, que a Autoridade Coatora seja compelida a promover a descentralização das atividades relativas ao funcionamento sanitário do Estado do Pará ao Município de Ananindeua, nos termos da legislação de regência, além de garantir o ingresso da Impetrante na reunião convocada para o referido procedimento, na qualidade de terceira interessada.Pleiteia, ainda, que seja anulado o Ofício nº 019/2018-DVS/SESPA, que decretou a invalidade da sua licença sanitária, a fim de mantê-la válida.Os autos foram originalmente protocolados perante a Vara de Fazenda Pública de Ananindeua, que se reputou absolutamente incompetente, em razão da Autoridade Coatora processada (ID nº 852012).Distribuídos os autos neste Juízo ad quem, coube-me a relatoria do feito.Em despacho de ID nº 945182, reservei-me para apreciar o pedido liminar após as informações a serem prestadas pelas autoridades coatoras.O Secretário de Estado de Saúde Pública, apresentou manifestação de ID nº 1091227, onde alega a decadência do mandado de segurança, uma vez que o objetivo final da Impetrante seria impugnar o ato administrativo que anulou o procedimento licitatório, ato este que foi publicado no dia 05/04/2018; Garante o não cabimento do mandado de segurança, pois a questão demandaria dilação probatória com exaustivo exame de provas a serem produzidas, ante à complexa situação fática existente; Afiança, finalmente, a adequação da conduta da Administração Pública, pois quase todas as ações e serviços de saúde já foram paulatinamente descentralizadas aos Municípios, restando, porém, algumas questões, como o caso da vigilância sanitária, ante à necessidade de cumprimento de muitas formalidades que ainda estão pendentes e não dependem apenas do ente estadual.Em petição de ID nº 1135754, consta a manifestação do Município de Ananindeua, garantindo a sua competência na fiscalização e licenciamento das atividades desenvolvidas tanto pelos fabricantes e envasadores de gases medicinais, quanto qualquer outro tipo de empreendimento realizado por quaisquer profissões relacionadas à

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saúde.Em petição de ID nº 2240775, a impetrante requer a desistência da presente ação.É o sucinto relatório.Decido.A impetrante requer a desistência da ação mandamental, por entender que será vazio qualquer pronunciamento decisório desta corte com relação ao pedido de providências do Estado, quanto à descentralização dos serviços de saúde e vigilância sanitária para o Município de Ananindeua, tendo em vista que o oficio impugnado foi anulado pela própria Administração, no seu exercício do poder de autotutela.Desta feita, considerando que, conforme sedimentado pelo STF no julgamento do RE 255.837- AgR/PR, em sede de repercussão geral, é lícito ao impetrante desistir da ação de mandado de segurança, independentemente de aquiescência da autoridade apontada como coatora ou da entidade estatal interessada ou, ainda, quando for o caso, dos litisconsortes passivos necessários, senão vejamos:RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL ADMITIDA. PROCESSO CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. PEDIDO DE DESISTÊNCIA DEDUZIDO APÓS A PROLAÇÃO DE SENTENÇA. ADMISSIBILIDADE. ?É lícito ao impetrante desistir da ação de mandado de segurança, independentemente de aquiescência da autoridade apontada como coatora ou da entidade estatal interessada ou, ainda, quando for o caso, dos litisconsortes passivos necessários? (MS 26.890-AgR/DF, Pleno, Ministro Celso de Mello, DJe de 23.10.2009), ?a qualquer momento antes do término do julgamento? (MS 24.584-AgR/DF, Pleno, Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 20.6.2008), ?mesmo após eventual sentença concessiva do ?writ? constitucional, (?) não se aplicando, em tal hipótese, a norma inscrita no art. 267, § 4º, do CPC? (RE 255.837-AgR/PR, 2ª Turma, Ministro Celso de Mello, DJe de 27.11.2009). Jurisprudência desta Suprema Corte reiterada em repercussão geral (Tema 530 ? Desistência em mandado de segurança, sem aquiescência da parte contrária, após prolação de sentença de mérito, ainda que favorável ao impetrante). Recurso extraordinário provido. (RE 669367, Relator(a):

Min. LUIZ FUX, Relator(a) p/ Acórdão: Min. ROSA WEBER, Tribunal Pleno, julgado em 02/05/2013, ACÓRDÃO ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-213 DIVULG 29-10-2014 PUBLIC 30- 10-2014. No mesmo sentido:MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO. MUNICÍPIO DE CANOAS. REENQUADRAMENTO. PEDIDO DE DESISTÊNCIA. HOMOLOGAÇÃO. Considerando o pedido de desistência da impetrante, bem como a desnecessidade da anuência da autoridade coatora, a homologação da desistência e a denegação da segurança são medidas que se impõem, de acordo com os arts. 6º, §5º, da Lei Federal nº 12.016/09, e art. 267, inciso VIII, do Código de Processo Civil. Precedentes desta Corte. DESISTÊNCIA HOMOLOGADA E SEGURANÇA DENEGADA. (Apelação e Reexame Necessário Nº 70065268062, Quarta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Francesco Conti, Julgado em 30/06/2015) APELAÇÃO CÍVEL. MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO. LICENÇA PARA EXERCÍCIO DE MANDATO CLASSISTA. PEDIDO DE DESISTÊNCIA. HOMOLOGAÇÃO. DENEGAÇÃO DA SEGURANÇA. Diante do pleito de desistência formulado pela parte impetrante, impõe-se a denegação da segurança, consoante a regra contida no artigo 6º, §5º, da Lei Federal nº 12.016/09, e art. 267, inciso VIII, do Código de Processo Civil. Precedentes do e. STF e deste TJRS. Segurança denegada. (Apelação Cível Nº 70053894515, Terceira Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Eduardo Delgado, Julgado em 03/03/2016) SERVIDOR PÚBLICO. DESISTÊNCIA DO MANDAMUS. POSSIBILIDADE. O impetrante pode desistir a qualquer tempo do mandado de segurança, sem a necessidade de aquiescência da autoridade impetrada. Doutrina e precedentes conferidos. DESISTÊNCIA HOMOLOGADA. DECISÃO MONOCRÁTICA. (Mandado de Segurança Nº 70058109711, Terceira Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Nelson Antônio Monteiro Pacheco, Julgado em 18/08/2015). Assim, tendo em vista que a impetrante desistiu do mandado de segurança, impositiva a homologação do pedido e a extinção do feito, conforme dispõe oart. 6º, § 5º, da Lei nº 12.016/06, c/c art. 485, inciso VIII, do CPC. Neste sentido, vejamos os seguintes julgados:MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO. AGENTE EDUCACIONAL. SINDICÂNCIA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. DESISTÊNCIA DO MANDAMUS. POSSIBILIDADE. EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM RESOLUÇÃO DE MÉRITO, COM FULCRO NO ARTIGO 6º, PARÁGRAFO 5º, DA LEI FEDERAL Nº 12.016/09 E ART. 267, INCISO VIII, DO CPC. SEGURANÇA DENEGADA, FACE À DESISTÊNCIA DA PARTE IMPETRANTE. (Mandado de Segurança Nº 70063881304, Segundo Grupo de Câmaras Cíveis, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Matilde Chabar Maia, Julgado em 11/09/2015) MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO. CUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS. ATO DETERMINANDO A OPÇÃO POR UM DOS CARGOS. DESISTÊNCIA DA PARTE IMPETRANTE. HOMOLOGAÇÃO. EXTINÇÃO DO PROCESSO. Homologada a desistência postulada pela parte impetrante. Processo extinto, sem resolução de mérito, com base no artigo 6º, § 5º, da Lei nº 12.016/06 e no art. 267, inc. VIII, do CPC. DESISTÊNCIA HOMOLOGADA. PROCESSO EXTINTO. (Mandado de Segurança Nº 70066200981, Segundo Grupo de Câmaras Cíveis, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Leonel Pires Ohlweiler, Julgado em 31/08/2015) No mesmo sentido, precedente do STJ:AGRAVO REGIMENTAL. HOMOLOGAÇÃO DE PEDIDO DE DESISTÊNCIA DA AÇÃO

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MANDAMENTAL APÓS A PROLAÇÃO DE SENTENÇA. EXTINÇÃO DO FEITO SEM RESOLUÇÃO DO MÉRITO. POSSIBILIDADE. PRECEDENTE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.1. Conforme orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal, o Impetrante pode desistir da ação de mandado de segurança a qualquer tempo, mesmo após a prolação de sentença de mérito (RE 669.367/RJ, Rel. Min. LUIZ FUX, Relator(a) p/ Acórdão: Min. ROSA WEBER, Tribunal Pleno, DJe de 30/10/2014).2. A desistência da ação não implica renúncia ao direito discutido, sendo incidente a regra processual que determina a extinção do processo sem julgamento de mérito.3. Agravo regimental desprovido (AgRg nos EDcl nos EDcl na DESIS no RE nos EDcl no AgRg no REsp 999.447/DF, Rel. Ministra LAURITA VAZ, CORTE ESPECIAL, julgado em 03/06/2015, DJe 15/06/2015). Ante o exposto, homologo o pedido de desistência formulado pela impetrante, e julgo extinto o mandado de segurança, sem resolução de mérito, com base noartigo 6º, § 5º, da Lei nº 12.016/06 e no art. 485, inc. VIII, do CPC.Sem honorários, conforme art. 25 da Lei nº 12.016/09.P.R.I.C.Após, arquive-se.Belém, 26 de setembro de 2019. Desa. NADJA NARA COBRA MEDA. Relatora

Número do processo: 0806377-60.2018.8.14.0000 Participação: REQUERENTE Nome: AIR LIQUIDE BRASIL LTDA Participação: ADVOGADO Nome: PEDRO CASSAB CIUNCIUSKY OAB: 267796/SP Participação: ADVOGADO Nome: AMANDA CASSAB CIUNCIUSKY TOLONI OAB: 407838/SP Participação: REQUERIDO Nome: SECRETARIO DE SAUDE DO ESTADO DO PARA Participação:

TERCEIRO INTERESSADO Nome: ESTADO DO PARA Participação: TERCEIRO INTERESSADO Nome:

MUNICIPIO DE ANANINDEUA Participação: INTERESSADO Nome: FUNDACAO PUBLICA ESTADUAL HOSPITAL DE CLNICAS GASPAR VIANNA Participação: TERCEIRO INTERESSADO Nome:

MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARAMANDADO DE SEGURANÇA Nº. 0806377- 60.2018.8.14.0000IMPETRANTE: AIR LIQUIDE BRASIL LTDA.IMPETRADO: SECRETARIO DE SAÚDE DO ESTADO DO PARA.PROCURADORA DE JUSTIÇA: MARIZA MACHADO DA SILVA LIMARELATORA: DESª. NADJA NARA COBRA MEDA DECISÃO MONOCRÁTICA. MANDADO DE SEGURANÇA. DESISTÊNCIA DO IMPETRANTE. HOMOLOGAÇÃO. EXTINÇÃO DO PROCESSO.1.Conforme sedimentado pelo STF no julgamento do RE 255.837-AgR/PR, em sede de repercussão geral, é lícito ao impetrante desistir da ação de mandado de segurança, independentemente de aquiescência da autoridade apontada como coatora ou da entidade estatal interessada ou, ainda, quando for o caso, dos litisconsortes passivos necessários.2.Havendo desistência do mandamus pela

impetrante, impõe-se a extinção do feito, sem resolução de mérito, com fulcro no artigo 6º, § 5º, da Lei nº 12.016/09 c/c art. 485, inciso VIII, do CPC.3. DESISTÊNCIA HOMOLOGADA. DECISÃO MONOCRÁTICA. VISTOS, ETC.Trata-se de MANDADO DE SEGURANÇA impetrado por AIR LIQUIDE BRASIL LTDA contra ato tido como abusivo e ilegal praticado pelo SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DO PARÁ, consistente na ausência de providências para a descentralização das atividades e serviços em saúde em relação aos processos de Licenciamento Sanitário do Município de Ananindeua.A Impetrante informa que

a Autoridade Coatora está deixando de tomar as providencias necessárias no sentido de formalizar a

descentralização das atividades de vigilância sanitária ao Município de Ananindeua, de modo que está sendo considerada inválida a sua licença de funcionamento, eis que expedida pelo referido ente

municipal.Garante que tal ato está violando seu direito líquido e certo, pois a está impedindo de participar de licitações, como ocorreu com o Pregão nº 0073/2017, no qual sagrou-se vencedora para O fornecimento de gás medicinal ao Hospital das Clínicas Gaspar Viana, mas restou impedida de concretizar

o vínculo, já que outra empresa concorrente, a White Martins Gases Indústria Ltda do Norte, impugnou a

sua habilitação, pelo fato de a licença de funcionamento ter sido emitida pelo Município de Ananindeua, e não pelo Estado do Pará.Requer, nestes termos, que a Autoridade Coatora seja compelida a promover a descentralização das atividades relativas ao funcionamento sanitário do Estado do Pará ao Município de Ananindeua, nos termos da legislação de regência, além de garantir o ingresso da Impetrante na reunião convocada para o referido procedimento, na qualidade de terceira interessada.Pleiteia, ainda, que seja anulado o Ofício nº 019/2018-DVS/SESPA, que decretou a invalidade da sua licença sanitária, a fim de mantê-la válida.Os autos foram originalmente protocolados perante a Vara de Fazenda Pública de Ananindeua, que se reputou absolutamente incompetente, em razão da Autoridade Coatora processada (ID nº 852012).Distribuídos os autos neste Juízo ad quem, coube-me a relatoria do feito.Em despacho de ID nº 945182, reservei-me para apreciar o pedido liminar após as informações a serem prestadas pelas autoridades coatoras.O Secretário de Estado de Saúde Pública, apresentou manifestação de ID nº 1091227, onde alega a decadência do mandado de segurança, uma vez que o objetivo final da Impetrante seria impugnar o ato administrativo que anulou o procedimento licitatório, ato este que foi publicado no dia

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05/04/2018; Garante o não cabimento do mandado de segurança, pois a questão demandaria dilação probatória com exaustivo exame de provas a serem produzidas, ante à complexa situação fática existente; Afiança, finalmente, a adequação da conduta da Administração Pública, pois quase todas as ações e serviços de saúde já foram paulatinamente descentralizadas aos Municípios, restando, porém, algumas questões, como o caso da vigilância sanitária, ante à necessidade de cumprimento de muitas formalidades que ainda estão pendentes e não dependem apenas do ente estadual.Em petição de ID nº 1135754, consta a manifestação do Município de Ananindeua, garantindo a sua competência na fiscalização e licenciamento das atividades desenvolvidas tanto pelos fabricantes e envasadores de gases medicinais, quanto qualquer outro tipo de empreendimento realizado por quaisquer profissões relacionadas à saúde.Em petição de ID nº 2240775, a impetrante requer a desistência da presente ação.É o sucinto relatório.Decido.A impetrante requer a desistência da ação mandamental, por entender que será vazio qualquer pronunciamento decisório desta corte com relação ao pedido de providências do Estado, quanto à descentralização dos serviços de saúde e vigilância sanitária para o Município de Ananindeua, tendo em vista que o oficio impugnado foi anulado pela própria Administração, no seu exercício do poder de autotutela.Desta feita, considerando que, conforme sedimentado pelo STF no julgamento do RE 255.837- AgR/PR, em sede de repercussão geral, é lícito ao impetrante desistir da ação de mandado de segurança, independentemente de aquiescência da autoridade apontada como coatora ou da entidade estatal interessada ou, ainda, quando for o caso, dos litisconsortes passivos necessários, senão vejamos:RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL ADMITIDA. PROCESSO CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. PEDIDO DE DESISTÊNCIA DEDUZIDO APÓS A PROLAÇÃO DE SENTENÇA. ADMISSIBILIDADE. ?É lícito ao impetrante desistir da ação de mandado de segurança, independentemente de aquiescência da autoridade apontada como coatora ou da entidade estatal interessada ou, ainda, quando for o caso, dos litisconsortes passivos necessários? (MS 26.890-AgR/DF, Pleno, Ministro Celso de Mello, DJe de 23.10.2009), ?a qualquer momento antes do término do julgamento? (MS 24.584-AgR/DF, Pleno, Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 20.6.2008), ?mesmo após eventual sentença concessiva do ?writ? constitucional, (?) não se aplicando, em tal hipótese, a norma inscrita no art. 267, § 4º, do CPC? (RE 255.837-AgR/PR, 2ª Turma, Ministro Celso de Mello, DJe de 27.11.2009). Jurisprudência desta Suprema Corte reiterada em repercussão geral (Tema 530 ? Desistência em mandado de segurança, sem aquiescência da parte contrária, após prolação de sentença de mérito, ainda que favorável ao impetrante). Recurso extraordinário provido. (RE 669367, Relator(a):

Min. LUIZ FUX, Relator(a) p/ Acórdão: Min. ROSA WEBER, Tribunal Pleno, julgado em 02/05/2013, ACÓRDÃO ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-213 DIVULG 29-10-2014 PUBLIC 30- 10-2014. No mesmo sentido:MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO. MUNICÍPIO DE CANOAS. REENQUADRAMENTO. PEDIDO DE DESISTÊNCIA. HOMOLOGAÇÃO. Considerando o pedido de desistência da impetrante, bem como a desnecessidade da anuência da autoridade coatora, a homologação da desistência e a denegação da segurança são medidas que se impõem, de acordo com os arts. 6º, §5º, da Lei Federal nº 12.016/09, e art. 267, inciso VIII, do Código de Processo Civil. Precedentes desta Corte. DESISTÊNCIA HOMOLOGADA E SEGURANÇA DENEGADA. (Apelação e Reexame Necessário Nº 70065268062, Quarta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Francesco Conti, Julgado em 30/06/2015) APELAÇÃO CÍVEL. MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO. LICENÇA PARA EXERCÍCIO DE MANDATO CLASSISTA. PEDIDO DE DESISTÊNCIA. HOMOLOGAÇÃO. DENEGAÇÃO DA SEGURANÇA. Diante do pleito de desistência formulado pela parte impetrante, impõe-se a denegação da segurança, consoante a regra contida no artigo 6º, §5º, da Lei Federal nº 12.016/09, e art. 267, inciso VIII, do Código de Processo Civil. Precedentes do e. STF e deste TJRS. Segurança denegada. (Apelação Cível Nº 70053894515, Terceira Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Eduardo Delgado, Julgado em 03/03/2016) SERVIDOR PÚBLICO. DESISTÊNCIA DO MANDAMUS. POSSIBILIDADE. O impetrante pode desistir a qualquer tempo do mandado de segurança, sem a necessidade de aquiescência da autoridade impetrada. Doutrina e precedentes conferidos. DESISTÊNCIA HOMOLOGADA. DECISÃO MONOCRÁTICA. (Mandado de Segurança Nº 70058109711, Terceira Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Nelson Antônio Monteiro Pacheco, Julgado em 18/08/2015). Assim, tendo em vista que a impetrante desistiu do mandado de segurança, impositiva a homologação do pedido e a extinção do feito, conforme dispõe oart. 6º, § 5º, da Lei nº 12.016/06, c/c art. 485, inciso VIII, do CPC. Neste sentido, vejamos os seguintes julgados:MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO. AGENTE EDUCACIONAL. SINDICÂNCIA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. DESISTÊNCIA DO MANDAMUS. POSSIBILIDADE. EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM RESOLUÇÃO DE MÉRITO, COM FULCRO NO ARTIGO 6º, PARÁGRAFO 5º, DA LEI FEDERAL Nº 12.016/09 E ART. 267, INCISO VIII, DO CPC. SEGURANÇA DENEGADA, FACE À DESISTÊNCIA DA PARTE IMPETRANTE. (Mandado de Segurança Nº

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70063881304, Segundo Grupo de Câmaras Cíveis, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Matilde Chabar Maia, Julgado em 11/09/2015) MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO. CUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS. ATO DETERMINANDO A OPÇÃO POR UM DOS CARGOS. DESISTÊNCIA DA PARTE IMPETRANTE. HOMOLOGAÇÃO. EXTINÇÃO DO PROCESSO. Homologada a desistência postulada pela parte impetrante. Processo extinto, sem resolução de mérito, com base no artigo 6º, § 5º, da Lei nº 12.016/06 e no art. 267, inc. VIII, do CPC. DESISTÊNCIA HOMOLOGADA. PROCESSO EXTINTO. (Mandado de Segurança Nº 70066200981, Segundo Grupo de Câmaras Cíveis, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Leonel Pires Ohlweiler, Julgado em 31/08/2015) No mesmo sentido, precedente do STJ:AGRAVO REGIMENTAL. HOMOLOGAÇÃO DE PEDIDO DE DESISTÊNCIA DA AÇÃO MANDAMENTAL APÓS A PROLAÇÃO DE SENTENÇA. EXTINÇÃO DO FEITO SEM RESOLUÇÃO DO MÉRITO. POSSIBILIDADE. PRECEDENTE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.1. Conforme orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal, o Impetrante pode desistir da ação de mandado de segurança a qualquer tempo, mesmo após a prolação de sentença de mérito (RE 669.367/RJ, Rel. Min. LUIZ FUX, Relator(a) p/ Acórdão: Min. ROSA WEBER, Tribunal Pleno, DJe de 30/10/2014).2. A desistência da ação não implica renúncia ao direito discutido, sendo incidente a regra processual que determina a extinção do processo sem julgamento de mérito.3. Agravo regimental desprovido (AgRg nos EDcl nos EDcl na DESIS no RE nos EDcl no AgRg no REsp 999.447/DF, Rel. Ministra LAURITA VAZ, CORTE ESPECIAL, julgado em 03/06/2015, DJe 15/06/2015). Ante o exposto, homologo o pedido de desistência formulado pela impetrante, e julgo extinto o mandado de segurança, sem resolução de mérito, com base noartigo 6º, § 5º, da Lei nº 12.016/06 e no art. 485, inc. VIII, do CPC.Sem honorários, conforme art. 25 da Lei nº 12.016/09.P.R.I.C.Após, arquive-se.Belém, 26 de setembro de 2019. Desa. NADJA NARA COBRA MEDA. Relatora

Número do processo: 0805014-04.2019.8.14.0000 Participação: SUSCITANTE Nome: J. D. 1. V. D. F. D. C. D. A. Participação: SUSCITADO Nome: J. D. 2. V. D. F. D. C. D. A. Participação: INTERESSADO Nome: J. B. D. Participação: INTERESSADO Nome: C. R. F. B. Participação: TERCEIRO INTERESSADO Nome: M. P. D. E. D. P.TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ CONFLITO DE COMPETÊNCIA (221) - 0805014-04.2019.8.14.0000SUSCITANTE: JUIZO DA 1ª VARA DE FAMILIA DA COMARCA DE ANANINDEUASUSCITADO: JUIZO DA 2ª VARA DE FAMILIA DA COMARCA DE ANANINDEUARELATOR(A):Desembargador RICARDO FERREIRA NUNES EMENTA EMENTA:CONFLITO DE COMPETÊNCIA. 1ª E 2ª VARAS DE FAMÍLIA DA COMARCA DE ANANINDEUA. AÇÃO DE REGULAMENTAÇÃO DE VISITAS BUSCANDO MODIFICAÇÃO DOS TERMOS DE VISITAÇÃO HOMOLOGADO EM ACORDO JUDICIAL. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA NÃO CONFIGURADO. INEXISTÊNCIA DE CONEXÃO. PROCESSO SENTENCIADO. DECLARADA A COMPETÊNCIA DA 2ª VARA DE FAMÍLIA DA COMARCA DE ANANINDEUA.1. Na hipótese, verifica-se que os pedidos deduzidos na ação originária não tem por objetivo fazer valer o acordo firmado com genitora da criança na Ação de Alimentos que tramitou no Juízo da 1ª Vara de Família da Comarca de Ananindeua, mas sim modificar aquilo que anteriormente concordou no que diz respeito à visitação da sua filha, não se tratando, portanto, de cumprimento de sentença. Inaplicabilidade do art. 516, CPC.2. Não há que se falar em conexão entre a Ação de Regulamentação de Visitas e Ação de Alimentos porque esta última já foi sentenciada, tendo inclusive transitada em julgado, e, nos termos da Súmula 59 do STJ,?não há conflito de competência se já existe sentença com trânsito em julgado, proferida por um dos juízos conflitantes?.3. Conflito conhecido para declarar competente o Juízo da 2ª Vara de Família da Comarca de Ananindeua, à unanimidade. RELATÓRIO RELATÓRIO Trata-se de conflito de competência negativo suscitado pelo JUÍZO DA 1ª VARA DE FAMÍLIA DA COMARCA DE ANANINDEUA em face do JUÍZO DA 2ª VARA DE FAMÍLIA DA COMARCA DE ANANINDEUA.Na origem, cuida de ação de regulamentação de visita proposta por Jonathan Barbosa Damasceno em face de Carla Renata Ferreira Bastos (proc. nº 0801240-79.2018.8.14.0006) informando que em uma demanda anterior (ação de alimentos ? proc. nº 0803923-93.2017.8.14.0006) firmou acordo com a mãe da criança quanto às visitas da filha, no entanto, como desde o início do acordo houve resistência por parte da genitora, busca, com a nova ação, o pronto exercício do direito de visitas estabelecido na avença mais a ampliação do direito de visita, passando para finais de semanas alternados pegando a menor aos sábados às 9h, entregando-a no domicílio da mãe no domingo às 17h; metade das férias escolares, festividades de final de ano alternados; extensão das visitas em feriados coincidentes com seu exercício.Os autos foram inicialmente distribuídos ao Juízo da 2ª Vara de Família da Comarca de Ananindeua, no entanto, referido juízo declinou sua competência para o juízo da 1ª Vara de Família da mesma Comarca por entender que a ação de regulamentação de visitas se

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tratava de cumprimento de sentença do acordo firmado na ação de alimentos homologado pelo Juízo da 1ª Vara de Família.O Juízo da 1ª Vara de Família de Ananindeua, por sua vez, concluiu que a ação de regulamentação de visitas não deveria ser por ele processada e julgada porque não objetiva o cumprimento de sentença, mas a ampliação do seu direito de visita, devendo tal requerimento ser analisado sob o crivo do contraditório, o que não é permitido na fase executória, tratando-se de novo processo de conhecimento. Instada a se manifestar, a Procuradoria de Justiça opinou pela declaração da

competência do Juízo suscitado.Coube-me a relatoria do incidente por distribuição.É o relatório.Inclua-se na próxima pauta de julgamento da sessão virtual.Belém, 04 de outubro de 2019 Des. RICARDO FERREIRA NUNESRelator VOTO VOTOConforme relatado, o presente conflito negativo de competência foi instaurado para dirimir qual o juízo de família da Comarca de Ananindeua deva processar e julgar a ação de regulamentação de visitas, se no Juízo da 1ª ou 2ª Vara de Família dessa Comarca, considerando

a existência de anterior homologação de acordo em ação de alimentos que havia sido processada na 1ª

Vara de Família.De fato, o art. 516 do CPC determina que o cumprimento de sentença tramitará no juízo que decidiu a causa no primeiro grau de jurisdição.No entanto, referido dispositivo não se aplica a situação ora em análise. Digo isso porque analisando os pedidos deduzidos na ação originária, extrai-se que a pretensão do autor da demanda não é fazer valer o acordo firmado com genitora da criança, mas sim modificar aquilo que anteriormente concordou no que diz respeito à visitação da sua filha, não se tratando, portanto, de cumprimento do acordo homologado pelo Juízo da 1ª Vara de Família da Comarca de Ananindeua.Além disso, não há que se falar em conexão entre a ação de regulação de visitas e ação de alimentos porque esta última já foi sentenciada, tendo inclusive transitado em julgado, e, nos termos da Súmula 59 do STJ,?não há conflito de competência se já existe sentença com trânsito em julgado, proferida por um dos juízos conflitantes?, conforme asseverado pelo Ministério Público.Assim, na esteira do parecer ministerial,CONHEÇOdo Conflito de Competência para declarar como competente o Juízo Suscitado (2ª Vara de Família da Comarca de Ananindeua), a fim de processar a Ação de Regulamentação de Visitas, processo nº 0801240-79.2018.8.14.0006.É o voto.Belém,Des. RICARDO FERREIRA NUNES Relator Belém, 04/11/2019

Número do processo: 0801499-34.2019.8.14.0008 Participação: EXCIPIENTE Nome: ORGAO DE GEST.M.DE OBRA.DOS TRAB.P.A.DOS P.BL/VL.CONDE Participação: ADVOGADO Nome: LUAN ATA QUEIROZ ABADESSA DA SILVA OAB: 20115/PA Participação: EXCEPTO Nome: NORTE DO BRASIL OPERACOES DE TERMINAIS LTDA - ME Participação: ADVOGADO Nome: GLADISTON DA PAIXAO LOPES OAB: 10144/PA INCIDENTE DE SUSPEIÇÃO N° 0801499-34.2019.814.0008SEÇÃO DE DIREITO PRIVADO EXCIPIENTE: ORGAO DE GEST.M.DE OBRA.DOS TRAB.P.A.DOSP.BL/VL.CONDEEXCEPTO: JUIZ DE DIREITO DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DA COMARCA DE BARCARENA/PA ? EXMO. DR. JUIZ EMERSON BENJAMIM PEREIRA DE CARVALHO RELATOR:DES. RICARDO FERREIRA NUNES. DECISÃO MONOCRÁTICA Trata-se de EXCEÇÃO DE SUSPEIÇÃO proposta por ORGAO DE GESTÃO DE MÃO DE OBRA DOS TRABALHADORES PORTUÁRIOS AVULSOS DOS PORTOS DE BELÉM E VILA DO CONDE em desfavor do JUIZ DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DA COMARCA DE BARCARENA/PA ? DR. JUIZ EMERSON BENJAMIM PEREIRA DE CARVALHO.Em suas razões, salienta o excipiente, em síntese, a existência de outras exceções de suspeição contra o magistrado em feitos referentes ao grupo econômico pertencente a Norte Operações, nos quais o Juiz já despachou determinando a suspensão dos processos, não havendo razão para entender pelo regular processamento da presente ação. Aponta que o Juízo não poderia sequer despachar neste feito tendo ciência das demais exceções, o que caracteriza a parcialidade do excepto. Ao final, requer seja declarada a suspeição do excepto. (Id nº 2264891)O Magistrado excepto determinou a remessa dos autos a este egrégio Tribunal com a respectiva resposta à alegação de suspeição. (Id n] 2264894)Em Ato Ordinatório, foi determinada intimação do excipiente para apresentação do comprovante do recolhimento das custas iniciais. (Id nº 2269660)O Secretário das Seções de Direito Público e Privado expediu certidão de não recolhimento de custas judiciais pela parte (Id nº 2404573).Decido.Com efeito, em se tratando de incidente processual de exceção de suspeição sua inicial é submetida ao disposto nos artigos 82[1], 319 e 320 do CPC[2], sob pena de extinção do feito, sem julgamento do mérito.Desta forma,

revela-se obrigatório o recolhimento das custas iniciais, quando da sua arguição, eis que a excipiente não

é beneficiário de assistência judiciária.Todavia, não obstante a intimação da parte para o recolhimento das

custas iniciais, nos termos da lei da regência (Lei Estadual nº 8.583/2017)[3], verifico que não atendeu a

determinação, conforme se constata da Certidão de ID nº 2404573.Assim, tratando-se de custas iniciais do incidente de exceção de suspeição, aplica-se ao caso em tela o disposto no artigo 290 do CPC/2015 que

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estabelece:?Art. 290 ? Será cancelada a distribuição do feito se a parte, intimada napessoa de seu advogado, não realizar o pagamento das custas e despesas de ingresso em 15 (quinze) dias?.Consequentemente, ausente pressuposto de constituição e desenvolvimento válido e regular do processo referente ao pagamento das despesas judiciais iniciais, julgo extinto o feito sem julgamento do mérito, nos termos do artigo 485, IV, §3º do CPC/15, bem como determino o cancelamento da distribuição, com fulcro no artigo 290 do mesmo diploma processual.Belém, 05 de novembro de 2019. RICARDO FERREIRA NUNES Desembargador Relator [1]Art. 82. Salvo as disposições concernentes à gratuidade da justiça, incumbe às partes prover as despesas dos atos que realizarem ou requererem no processo, antecipando-lhes o pagamento, desde o início até a sentença final ou, na execução, até a plena satisfação do direito reconhecido no título. [2]Art. 319. A petição inicial indicará:I - o juízo a que é dirigida;II - os nomes, os prenomes, o estado civil, a existência de união estável, a profissão, o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, o endereço eletrônico, o domicílio e a residência do autor e do réu;III - o fato e os fundamentos jurídicos do pedido;IV - o pedido com as suas especificações;V - o valor da causa;VI - as provas com que o autor pretende demonstrar a verdade dos fatos alegados;VII - a opção do autor pela realização ou não de audiência de conciliação ou de mediação.§ 1º Caso não disponha das informações previstas no inciso II, poderá o autor, na petição inicial, requerer ao juiz diligências necessárias a sua obtenção.§ 2º A petição inicial não será indeferida se, a despeito da falta de informações a que se refere o inciso II, for possível a citação do réu.§ 3º A petição inicial não será indeferida pelo não atendimento ao disposto no inciso II deste artigo se a obtenção de tais informações tornar impossível ou excessivamente oneroso o acesso à justiça.Art. 320. A petição inicial será instruída com os documentos indispensáveis à propositura da ação. [3]Art. 41. Não há incidência de custas processuais:X- na Contestação, Argüição de Impedimento e Suspeição e nas Impugnações ao Valor da Causa e à assistência judiciária;X ? na contestação, na arguição de incompetência, nas impugnações ao valor da causa e à assistênciajudiciária; (Redação dada pela Lei n°. 8.583/2017)

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SEÇÃO DE DIREITO PÚBLICO E PRIVADO

ANÚNCIO DA PAUTA DE JULGAMENTO DOS PROCESSOS ELETRÔNICOS PJE ¿ DA SECRETARIA DA SEÇÃO DE DIREITO PÚBLICO DO ANO DE 2019:

Faço público a quem interessar possa que, para a Sessão Ordinária da Seção de Direito Público ¿ PJE(Processos Eletrônicos), a realizar-se no dia 26 de novembro de 2019, PJe foi pautado pela Exma. Sra. Desa. EZILDA PASTANA MUTRAN, Presidente da Seção, os julgamentos dos seguintes feitos:

Ordem : 001 Processo : 0802075-51.2019.8.14.0000

MANDADO DE SEGURANÇA - CÍVEL

Relator(a) : Desembargadora MARIA ELVINA GEMAQUE TAVEIRA

POLO ATIVO PARTE AUTORA

:CARLOS EDUARDO GADOTTI FERNANDES

ADVOGADO

:CARLOS EDUARDO GADOTTI FERNANDES - (OAB SP262956)

POLO PASSIVO IMPETRADO

:SECRETARIO DA FAZENDA DO ESTADO DO PARÁ

IMPETRADO

:ESTADO DO PARA

OUTROS INTERESSADOS

INTERESSADO

ESTADO DO PARA

TERCEIRO INTERESSADO

ESTADO DO PARA

TERCEIRO INTERESSADO

:ESTADO DO PARA

Ordem : 002 Processo : 0805785-16.2018.8.14.0000

Ação Declaratória de Ilegalidade de Greve com Pedido de Tutela de Urgência

Relator(a) : Desembargadora EZILDA PASTANA MUTRAN

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POLO ATIVO REQUERENTE

: MUNICIPIO DE ALENQUER

ADVOGADO

: WELLINGTON LOPES DE OLIVEIRA - (OAB PA23749)

POLO PASSIVO REQUERIDO

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: SINDICATO DOS TRABALHADORES EM SAUDE NO ESTADO DO PARA-SINDSAUDE

ADVOGADO

: WILLIAM MIRANDA VASCONCELOS - (OAB PA26133)

OUTROS INTERESSADOS

TERCEIRO INTERESSADO

: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA

ANÚNCIO DA PAUTA DE JULGAMENTO DA SESSÃO ORDINÁRIA DE PLENÁRIO VIRTUAL/LIBRA DA SEÇÃO DE DIREITO PÚBLICO DE 2019:

Faço público a quem interessar possa que, para a Sessão Ordinária da Seção de Direito Público no plenário virtual (Libra), a realizar-se no dia 26 de novembro de 2019, foi pautado pela Exma. Sra. Desa. EZILDA PASTANA MUTRAN, Presidente da Seção, o seguinte feito para julgamento:

01 ¿EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AÇÃO RESCISÓRIA ¿ 0001666-16.2016.814.0000

Embargante: INSTITUTO DE GESTÃO PREVIDENCIÁRIA DO ESTADO DO PARÁ ¿ IGEPREV (Procuradora Marta Nassar Cruz)

Embargado: V. ACÓRDÃO 205.376 ¿ OTACÍLIO RODRIGUES DIAS, LUIZ OTÁVIO VASCONCELOS LUZ, LEONARDO SILVA MONTEIRO, IOLETE DE SOUSA SANTOS e outros (Adv. Jonas Henrique Baima Pinheiro, OAB/PA 20.936)

Relatora: Desa. Célia Regina de Lima Pinheiro

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UNIDADE DE PROCESSAMENTO JUDICIAL DAS TURMAS DE DIREITO PÚBLICO E PRIVADO- UPJ

Número do processo: 0000601-05.2011.8.14.0018 Participação: APELANTE Nome: C V R D COMPANHIA VALE DO RIO DOCE Participação: ADVOGADO Nome: ANDREA VIGGIANO GONCALVES OAB:

45943/MG Participação: APELADO Nome: DEPARTAMENTO NACIONAL DE PRODUÇÃO MINERAL Participação: AUTORIDADE Nome: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARATRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ APELAÇÃO (198) - 0000601-05.2011.8.14.0018APELANTE: C V R D COMPANHIA VALE DO RIO DOCEAPELADO: DEPARTAMENTO NACIONAL DE PRODUÇÃO MINERALREPRESENTANTE: PROCURADORIA-GERAL FEDERALRELATOR(A):Desembargadora NADJA NARA COBRA MEDA EMENTA PROCESSO Nº 0000601-05.2011.8.14.00182ª TURMA DE DIREITO PÚBLICOAPELACAO CIVELAPELANTE: VALE S.A.ADVOGADOS: SAVIO SENA DE OLIVEIRA

? OAB/MG 109.029 ANDREA VIGGIANO GONÇALVES ? OAB/MG 45.943 MARCELO MENDO DE

SOUZA ? OAB/MG 45.952PROCURADORA DE JUSTIÇA: MARIA DA CONCEICAO GOMES DE SOUZARELATORA: DESA. NADJA NARA COBRA MEDA EMENTA: APELACAO CIVEL. DIREITO MINERÁRIO. PROCESSO JUDICIAL DE AVALIACAO PARA APURACAO DA RENDA E DOS DANOS E PREJUIZOS DECORRENTES DA PESQUISA MINERAL. EXPIRACAO DO PRAZO DE VALIDADE DO ALVARA DE PESQUISA MINERAL. EXTINCAO DO PROCESSO JUDICIAL SEM RESOLUCAO DO MERITO. ATRIBUICAO DA RESPONSABILIDADE PELO PAGAMENTO DAS CUSTAS A EMPRESA

TITULAR DA AUTORIZACAO DE PESQUISA. INTELIGENCIA DO DISPOSTO NO ART. 38, § 11, DO DECRETO Nº 62.934/1968 (REGULAMENTO DO CODIGO DE MINERACAO). RECURSO CONHECIDO

E NÃO PROVIDO.1. O procedimento previsto para a medida judicial de avaliacao encontra-se prevista no

Codigo de Minas (Decreto-Lei n.º 227/1967) e no regulamento do Codigo de Mineracao (Decreto n.º 62.934/1968), considerado um incidente de natureza judicial no ambito do processo administrativo de autorizacao de pesquisa instaurado junto ao Departamento Nacional de Producao Mineral ? DNPM, atual Agencia Nacional de Mineracao (ANM).2. Incidente judicial instaurado no caso em que o titular da

pesquisa deixa de juntar ao processo, ate a data da transcricao do titulo de autorizacao, prova do acordo celebrado com o proprietario do solo ou posseiro sobre a renda e indenizacao pelos prejuizos causados na realizacao dos trabalhos, obras e servicos auxiliares em terrenos de dominio publico ou particular, abrangidos pelas areas de pesquisa, tendo por intuito proceder a avaliacao dos possiveis danos suportados pelos superficiarios. Inteligencia dos arts. 37 e 38 do Decreto nº 62.934/1968.3. Compete ao titular da autorizacao de pesquisa a responsabilidade pelo pagamento das custas relativas ao processo de avaliacao, por forca do imperativo legal do art. 38, §11, do Decreto nº 69.934/1968.4. Afastamento da alegacao da apelante de indevida utilizacao do valor do orcamento da pesquisa como base de calculo para

o pagamento das custas.5. RECURSO CONHECIDO E NAO PROVIDO. ACORDAM os Excelentíssimos

Senhores Desembargadores que integram a Egrégia 2ª Turma de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, à unanimidade de votos, conhecer e NEGAR PROVIMENTO ao recurso de Apelação Cível, nos termos do voto da relatora. Sala das Sessões do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, aos quatro dias do mês de novembro de 2019. Este Julgamento foi presidido pelo Exmo. Sr. Desembargador Luiz Gonzaga da Costa Neto. RELATÓRIO RELATÓRIO Tratam os autos deRECURSO DE APELACAO CIVELinterposto porVALE S.A., em desfavor da decisao proferida pelo Juizo de Direito da Vara Unica da Comarca de Curionopolis, nos autos deACAO DE AVALIACAO DE RENDA PELA OCUPACAO DO SOLO

E DA INDENIZACAO POR DANOS E PREJUIZOS DECORRENTES DOS TRABALHOS DE PESQUISA

MINERAL, a qual extinguiu o processo sem resolucao do merito. Vejamos trecho da sentenca (ID

2281528): ?(

O (s) Alvara (s) de pesquisa teve (tiveram) a (s) sua (s) vigencia (s) expiradas em

13/05/2011. Nao havendo mais utilidade na prestacao jurisdicional buscada, e correto o reconhecimento

da ausencia de interesse processual. Ante o exposto, julgo extinto o processo sem resolucao do merito, nos termos do art. 485, IV do NCPC, EXTINGO O PRESENTE PROCESSO sem resolucao de merito. Mantenho a decisao deste Juizo a fl. 24 dos autos, condenando o autor ao pagamento das custas

processuais. (

Constam nos autos que o Departamento Nacional de Pesquisa Mineral, atual Agencia

Nacional de Mineracao (ANM), ciente da realizacao de trabalhos de pesquisa mineral pela Companhia Vale do Rio Doce, atual VALE S.A., no Municipio de Curionopolis, oficiou ao Juizo de Direito daquela Comarca para abertura de procedimento de apuracao dos valores a serem pagos a titulo de renda e indenizacao pelos danos e prejuizos causados aos respectivos proprietarios ou posseiros das areas afetadas, conforme dispoe o art. 27, VI do Codigo de Mineracao. Em sede de sentenca, o Juizo a quo extinguiu o processo sem resolucao do merito ante a perda do objeto da demanda, uma vez que o alvara de pesquisa mineral teve a sua vigencia expirada em 15 de maio de 2011 e a VALE nao possuia mais

)

)?

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interesse em sua renovacao. Na oportunidade, a VALE foi condenada ao pagamento das custas processuais, as quais deveriam ser calculadas com base no valor da causa de R$ 2.566.011,00 (dois

milhoes, quinhentos e sessenta e seis mil e onze reais), valor este estipulado tendo em vista o orcamento estimado para a realizacao da pesquisa. Inconformada, a VALE interpos Recurso de Apelacao (ID 2281529) arguindo, em sintese, ser desproporcional o valor da causa fixado pelo juizo, argumentando que

a quantia total dos trabalhos programados indicados no Plano de Pesquisa nao constitui parametro para

fixacao do valor da causa, uma vez que este valor corresponde ao total das despesas estimadas pela Apelante apenas para a finalizacao dos trabalhos de pesquisa e nao para a exploracao do minerio em si. Ao final, pugnou pelo provimento do Recurso para reformar a sentenca visando a fixacao do valor da causa no montante de R$ 1.000,00 (mil reais) para fins de alcada ou no montante minimo apontado no orcamento da pesquisa. Dispensada a apresentacao de Contrarrazoes, ante a inexistencia de polo passivo (ID 2281529 - Pag. 47). O Ministerio Publico de 2º Grau manifestou-se pelo conhecimento e não provimento do apelo. É o relatório. VOTO VOTO Antes de adentrar aos pormenores da controversia recursal, devo destacar que o presente feito e extremamente sui generis, na medida que trata de um tema

estranho ao cotidiano dos tribunais, qual seja,avaliacao da renda e dos danos e prejuizos aos proprietarios ou posseiros decorrentes do trabalho de pesquisa mineral. Ressalte que o procedimento previsto para a medida judicial de avaliacao encontra-se preconizado no Decreto-Lei nº 227/1967 (Codigo de Minas) e no Decreto nº 62.934/1968 (Regulamento do Codigo de Mineracao), consistindo em verdadeiro incidente de natureza judicial no ambito do processo administrativo de autorizacao de pesquisa instaurado junto ao Departamento Nacional de Producao Mineral ? DNPM, a quem cabe a referida outorga. De acordo com o art. 16, caput, do Codigo de Minas, a autorizacao de pesquisa sera pleiteada em requerimento dirigido ao Diretor-Geral do DNPM, atual Agencia Nacional de Mineracao (ANM), e instruido com as informacoes exigidas em seus respectivos incisos, e mediante a observancia das condicoes descritas no art. 22: "I - o titulo podera ser objeto de cessao ou transferencia, desde que o cessionario satisfaca os requisitos legais exigidos. Os atos de cessao e transferencia so terao validade depois de devidamente averbados no DNPM;II - e admitida a renuncia a autorizacao, sem prejuizo do cumprimento, pelo titular, das obrigacoes decorrentes deste Codigo, observado o disposto no inciso V deste artigo, parte final, tornando-se operante

o efeito da extincao do titulo autorizativo na data da protocolizacao do instrumento de renuncia, com a

desoneracao da area, na forma do art. 26 deste Codigo;III - o prazo de validade da autorizacao nao sera inferior a um ano, nem superior a tres anos, a criterio do DNPM, consideradas as caracteristicas especiais da situacao da area e da pesquisa mineral objetivada, admitida a sua prorrogacao, sob as seguintes condicoes:a) a prorrogacao podera ser concedida, tendo por base a avaliacao do desenvolvimento dos trabalhos, conforme criterios estabelecidos em portaria do Diretor-Geral do DNPM;b) a prorrogacao devera ser requerida ate sessenta dias antes de expirar-se o prazo da autorizacao vigente, devendo o competente requerimento ser instruido com um relatorio dos trabalhos efetuados e justificativa do prosseguimento da pesquisa;c) a prorrogacao independe da expedicao de novo alvara, contando-se o respectivo prazo a partir

da data da publicacao, no Diario Oficial da Uniao, do despacho que a deferir;IV - o titular da autorizacao responde, com exclusividade, pelos danos causados a terceiros, direta ou indiretamente decorrentes dos trabalhos de pesquisa;V - o titular da autorizacao fica obrigado a realizar os respectivos trabalhos de pesquisa, devendo submeter a aprovacao do DNPM, dentro do prazo de vigencia do alvara, ou de sua renovacao, relatorio circunstanciado dos trabalhos, contendo os estudos geologicos e tecnologicos quantificativos da jazida e demonstrativos da exequibilidade tecnico-economica da lavra, elaborado sob a responsabilidade tecnica de profissional legalmente habilitado. Excepcionalmente, podera ser dispensada

a apresentacao do relatorio, na hipotese de renuncia a autorizacao de que trata o inciso II deste artigo,

conforme criterios fixados em portaria do Diretor-Geral do DNPM, caso em que nao se aplicara o disposto no § 1º deste artigo". Dispoe a norma do art. 37 do Regulamento do Codigo de Mineracao, que o "titular de autorizacao de pesquisa podera realizar os trabalhos respectivos e as obras e servicos auxiliares necessarios, em terrenos de dominio publico ou particular, abrangidos pelas areas a pesquisar, desde que pague ao proprietario do solo ou posseiro uma renda pela ocupacao dos terrenos e uma indenizacao pelos danos e prejuizos causados pelos trabalhos realizados", observadas as condicoes descritas nos incisos do referido artigo. Da clara diccao da norma, percebe-se que, no caso em que os trabalhos respectivos e as obras e servicos auxiliares necessarios forem realizados em terrenos de dominio publico ou particular encampados pelas areas de pesquisa, havera a necessidade de indenizacao das possiveis perdas de renda e danos causados, a fim de que esta modalidade de intervencao especial na propriedade, que nao se confunde com qualquer modalidade de desapropriacao, nao seja apenas um ato de puro arbitrio ou de confisco temporario dos bens pertencentes aos superficiarios por parte do minerador. Constata-se, pois,

que, ate entao, todo o desenrolar do pedido de autorizacao de pesquisa da-se na esfera administrativa, tendo como ponto de partida a protocolizacao do pedido junto a autoridade competente e a sujeicao aos

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procedimentos proprios previstos nas legislacoes de regencia. Acontece que o legislador federal criou um incidente no ambito do aludido procedimento a ser resolvido no ambito da Justica Comum estadual. Trata- se da hipotese prevista no art. 38 do Regulamento do Codigo de Mineracao em que o titular da pesquisa deixa de juntar ao processo administrativo a prova do acordo celebrado com o proprietario do solo ou posseiro sobre a renda e/ou indenizacao pelos possiveis prejuizos: "Art. 38. Se ate a data da transcricao

do titulo de autorizacao, o titular da pesquisa deixar de juntar ao processo prova de acordo celebrado com

o proprietario do solo ou posseiro sobre a renda e indenizacao referidas no artigo anterior o Diretor-Geral

do D.N.P.M. enviara, dentro de 3 (tres) dias, ao Juiz de Direito da Comarca da situacao da jazida, copias do titulo de autorizacao e do plano de pesquisa". Pelos termos da legislacao, se o titular da pesquisa nao procede a juntada do acordo ate a data da transcricao do titulo de autorizacao, o Diretor-Geral do DNPM, atual Agencia Nacional de Mineracao (ANM), encaminha expediente para o Juizo de Direito da Comarca da situacao da jazida, a fim de proceder a avaliacao da renda a ser auferida pelos proprietarios ou posseiros da area pesquisada e dos possiveis prejuizos a serem suportados em funcao da intervencao na propriedade. Nesse particular, constata-se que o procedimento judicial nada mais e do que um incidente oriundo de um processo administrativo instaurado junto ao DNPM, atual Agencia Nacional de Mineracao (ANM), que inaugura um "processo de avaliacao" especifico e que foi atribuido, pelo legislador federal, ao Juiz de Direito estadual, por se encontrar este mais proximo das areas a serem objeto da pesquisa e por ter o Poder Judiciario uma estrutura mais propicia a realizacao do procedimento de avaliacao previsto nas leis de mineracao. Nao se trata, pois, de um processo judicial propriamente dito ? como ocorre com os procedimentos de jurisdicao voluntaria, voltado para a administracao publica de interesses privados; e contenciosa, destinada a resolucao de conflitos ?, mas sim de um verdadeiro ato de colaboracao do Poder

Judiciario destinado a instruir um processo administrativo de autorizacao de pesquisa mineral. Com efeito, nao se tratasse de um feito judicial propriamente dito, mas de um processo de avaliacao especifico, especie de longa manus do processo administrativo do DNPM, que, em tese, somente se encerra com a conclusao do trabalho de pesquisa (art. 38 do Regulamento do Codigo de Mineracao). O processo judicial nao e de alvara porque o alvara de autorizacao de pesquisa e um ato de outorga do DNPM (art. 15 do Codigo de Minas). Tambem nao e acao de indenizacao porque o Magistrado nao imputa qualquer responsabilidade a ninguem pelo pagamento da renda e eventuais danos e prejuizos decorrentes da pesquisa. A previsao que consta no art. 38 do Regulamento do Codigo de Mineracao e de um processo de avaliacao da renda e dos danos e prejuizos decorrentes da pesquisa mineral. Com efeito, Embora o art. 38, § 11, do Regulamento do Codigo de Mineracao preveja expressamente que "as despesas judiciais com

o processo de avaliacao serao pagas pelo titular da autorizacao de pesquisa", insurge-se contra o valor

atribuido a causa, por entender que nao seria apropriado considerar o valor do orcamento da pesquisa como base de calculo para o pagamento das custas, ja que o procedimento teria por fim a definicao dos valores a serem pagos pelo titular da pesquisa aos ocupantes do solo. Com a extincao do processo de avaliacao sem resolucao do merito, naturalmente havia a necessidade de atribuir a responsabilidade para alguem pelo pagamento das custas, coube a ela a imposicao do onus correspondente por forca de expressa determinacao legal (art. 38, §11, do Regulamento do Codigo de Mineracao). O cerne da questao

cinge-se em analisar a certeza da sentenca de primeiro grau que extinguiu o feito sem resolucao do merito

e condenou a empresa VALE ao pagamento das custas processuais, as quais deveriam ser calculadas

sobre o valor da causa de R$ 2.566.011,00 (dois milhoes, quinhentos e sessenta e seis mil e onze reais), tendo por base as despesas previstas para realizacao do plano de pesquisa mineral. Se na avaliacao da apelante isso nao e justo por nao ter ocorrido a avaliacao ou por nao ter havido qualquer prejuizo aos proprietarios ou posseiros das terras, esse juizo nao cabe ao Poder Judiciario. Caso a apelante se sinta

prejudicada cabe a ela provocar a autarquia federal para ver-se ressarcida dos prejuizos correspondentes.

A atribuicao da responsabilidade, pelo Juiz, quanto ao pagamento das custas, ressalte-se, da-se por

imperativo da lei. Cumpre destacar que nao prospera a insurgencia do apelante no que diz respeito a indevida utilizacao do valor do orcamento da pesquisa como base de calculo para o pagamento das custas, pois, alem de nao ter sido efetivada a avaliacao, o que impediu a mensuracao do valor correspondente, nao ha qualquer incompatibilidade entre as areas especificadas no plano unico de pesquisa mineral e as que se encontram discriminadas no orcamento apresentado. Compulsando os autos vislumbro que o calculo das custas levou em consideracao o procedimento especifico da avaliacao de renda e indenizacao previsto no Codigo de Mineracao. Nesse sentido, a Recorrente postula que o valor da causa, fundamental para o calculo das custas processuais, nao poderia ter sido estabelecido com base nos custos promovidos pela empresa para realizacao dos trabalhos de pesquisa. Tambem sem razao a Apelante. Nesse sentido, trago jurisprudência: ?APELACAO CIVEL. PROCESSO JUDICIAL DE

AVALIACAO PARA APURACAO DA RENDA E DOS DANOS E PREJUIZOS DECORRENTES DA PESQUISA MINERAL. EXPIRACAO DO PRAZO DE VALIDADE DO ALVARA DE PESQUISA MINERAL.

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EXTINCAO DO PROCESSO JUDICIAL SEM RESOLUCAO DO MERITO. ATRIBUICAO DA RESPONSABILIDADE PELO PAGAMENTO DAS CUSTAS A EMPRESA TITULAR DA AUTORIZACAO DE PESQUISA. INTELIGENCIA DO DISPOSTO NO ART. 38, § 11, DO DECRETO Nº 62.934/1968 (REGULAMENTO DO CODIGO DE MINERACAO). 01 - O procedimento previsto para a medida judicial de avaliacao encontra-se preconizado no Codigo de Minas (Decreto-Lei no 227/1967) e no regulamento do Codigo de Mineracao (Decreto nº 62.934/1968), consistindo em verdadeiro incidente de natureza judicial no ambito do processo administrativo de autorizacao de pesquisa instaurado junto ao Departamento Nacional de Producao Mineral ? DNPM. 02- Incidente judicial instaurado no caso em que o titular da pesquisa deixa de juntar ao processo, ate a data da transcricao do titulo de autorizacao, prova do acordo celebrado com o proprietario do solo ou posseiro sobre a renda e indenizacao pelos prejuizos causados na realizacao dos trabalhos, obras e servicos auxiliares em terrenos de dominio publico ou particular, abrangidos pelas areas de pesquisa, tendo por intuito proceder a avaliacao dos possiveis danos suportados pelos superficiarios. Inteligencia dos arts. 37 e 38 do Decreto nº 62.934/1968. 03-Atribuicao da responsabilidade pelo pagamento das custas relativas ao processo de avaliacao ao titular da autorizacao de pesquisa, por forca do imperativo legal do art. 38, § 11, do Decreto nº 62.934/1968. 04- Afastamento da alegacao da apelante de indevida utilizacao do valor do orcamento da pesquisa como base de calculo para o pagamento das custas ? por ser o processo de avaliacao destinado a avaliacao dos danos e o plano de pesquisa ter sido elaborado em mais uma area ? em razao de nao ter sido efetivada a referida avaliacao, o que impediu a mensuracao do valor correspondente, e por nao demonstrado qualquer incompatibilidade entre as areas especificadas no plano integrado de pesquisa mineral.RECURSO CONHECIDO E NAO PROVIDO. DECISAO UNANIME. (TJ-AL - APL: 00004795220098020064 AL 0000479- 52.2009.8.02.0064, Relator: Desembargador Fernando Tourinho de Omena Souza, Data de Julgamento: 11/10/2017, 1a Camara Civel, Data de Publicacao: 13/10/2017). ? Com base nessas premissas, entendo que deve ser mantida a Sentenca nos termos em que foi prolatada, por ter retratado com fidelidade a realidade dos autos. Diante do exposto, CONHECO do recurso interposto para, no merito, NEGAR-LHE PROVIMENTO, mantendo incolume a Sentenca combatida. E como voto. Belém-PA, 04 de novembro de 2019. DESA. NADJA NARA COBRA MEDARELATORA Belém, 04/11/2019

Número do processo: 0043394-46.2012.8.14.0301 Participação: APELANTE Nome: IMPERADOR DAS TINTAS PECAS E ACESSORIOS PARA AUTOS LTDA Participação: ADVOGADO Nome: DAGOBERTO FERREIRA DOS SANTOS NETO OAB: 00000A Participação: APELADO Nome: OI MOVEL S.A. Participação: ADVOGADO Nome: ELADIO MIRANDA LIMA OAB: 86235/RJPODER JUDICIÁRIOTRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁGABINETE DESEMBARGADOR JOSÉ ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JUNIORAPELAÇÃO (198):0043394- 46.2012.8.14.0301APELANTE: IMPERADOR DAS TINTAS PECAS E ACESSORIOS PARA AUTOS LTDANome: IMPERADOR DAS TINTAS PECAS E ACESSORIOS PARA AUTOS LTDAEndereço: Avenida Pedro Miranda, 1290, - de 780/781 a 1504/1505, Pedreira, BELéM - PA - CEP: 66085-022Advogado:

DAGOBERTO FERREIRA DOS SANTOS NETO OAB: 00000A Endereço: AVENIDA PEDRO MIRANDA, 1290, - de 780/781 a 1504/1505, PEDREIRA, BELéM - PA - CEP: 66085-022APELADO: OI MOVEL S.A.Nome: OI MOVEL S.A.Endereço: RAU AMADOR BUENO-N-474-BLOCO-C 1º ANDAR, Rua Amador Bueno 474, SANTO AMARO, SãO PAULO - SP - CEP: 04752-901Advogado: ELADIO MIRANDA LIMA OAB: RJ86235-A Endereço: PCA QUINZE DE NOVEMBRO, 34,AND12,2,S 1/3, CENTRO, RIO DE JANEIRO - RJ - CEP: 20010-010RELATÓRIO Trata-se de Apelação Cível interposta perante este Egrégio Tribunal de Justiça porIMPERADOR DAS TINTAS, PEÇAS E ACESSÓRIOS PARA AUTOS LTDA., nos autos da Ação de Indenização por Danos Morais (processo nº 0043394-46.2012.8.14.0301), ajuizada em desfavor de TNL PCS S/A ? ?OI?, em razão da decisão proferida pelo juízo da 5ª Vara Cível e Empresarial da Comarca da Capital, que julgou improcedente o pedido da autora, extinguindo o feito nos termos do art. 487, I do CPC.Custas e honorários advocatícios em 02 (dois) salários mínimos vigentes à época da sentença, pela autora.Em suas razões recursais, sob o Num. 600177 ? pág. 1/6,a autora/apelante discorre sobre a ocorrência dos danos morais vindicados, alegando que restaram devidamente comprovados através da documentação anexada aos autos. Finaliza requerendo a procedência do pedido de condenação pelos danos morais alegados, em razão da inscrição indevida no cadastro de inadimplentes.Contrarrazões recursais sob o Num. 600178 ? pág. 1/10, nas quais a ré requer o desprovimento do recurso.É o relatório. Decidirei monocraticamente. DECISÃO MONOCRÁTICA Preenchidos os requisitos de admissibilidade, conheço do recursos e passo à sua análise.O recurso comporta julgamento imediato, com fulcro na interpretação do art. 932, V, ?b? do CPC.O caso concreto

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versa sobrealegação de inscrição indevida do nome da empresa autora no cadastro de inadimplentes, em razão de cobrança efetuada pela empresa ré. Com efeito, a autora IMPERADOR DAS TINTAS, PEÇAS E ACESSÓRIOS PARA AUTOS LTDA. informa que, no mês de fevereiro de 2012, recebeu uma correspondência enviada pela empresa ré TNL PCS S/A ? ?OI?, cobrando um valor de R$ 2.129,10 (dois mil, cento e vinte e nove reais e dez centavos), referente ao consumo da linha telefônica de número (91) 8899-1697, que seria de titularidade da empresa autora, o que nega, afirmando nunca ter sido titular da linha em questão.A Oi, por seu turno, alegou em contestação que se a autora nega ter adquirido a linha de telefonia móvel, foi obviamente vítima de fraude, o que também se aplicaria a si própria, pois o ardil também teria lhe prejudicado.No conjunto probatório dos autos, chamo a atenção para os seguintes documentos, todos anexados pela autora/apelada: (i) carta de cobrança enviada pela apelada TNL PCS S/A ? ?OI?, datada de 28/05/2012, referente ao mês de maio de 2012, sob o Num. 600173 ? pág. 36; e (ii) correspondência eletrônica entre a autora/apelante e um terceiro, sob o Num. 600175 ? pág. 2, na qual teria informação de anotação do nome da autora nos cadastros do Serasa.O feito seguiu seu trâmite normal, com a realização de audiência sob o Num. 600175 ? pág. 56, sem que tenha sido operada a inversão do ônus da prova e, na sentença, o juízo de 1º grau julgou improcedente o pedido da autora/apelante, em razão da ausência de provas da inscrição do nome desta nos cadastros de inadimplentes, o que, em se tratando de pessoa jurídica, não gerou abalo em sua credibilidade no mercado.Chego ao mérito. Desta forma, observo que a instrução do feito passou pela observância do art. 333, I e II do CPC/73, vigente à época (art. 373, I e II do CPC), cujo ônus do autor é provar o fato constitutivo de seu direito e do réu é provar a existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor.Em suas razões de apelo, a autora/apelante discorre sobre a ocorrência dos danos morais, sob alegação de os ter comprovado satisfatoriamente mediante a apresentação da documentação anexada.Pois bem. A melhor medida de Direito a ser aplicada ao caso encontra base nas súmulas 227 e 385 do STJ, já observadas na sentença recorrida.In verbis: Súmula nº 227. A pessoa jurídica pode sofrer dano moral. Súmula nº 385. Da anotação irregular em cadastro de proteção ao crédito, não cabe indenização por dano moral, quando preexistente legítima inscrição, ressalvado o direito ao cancelamento. Do texto sumular, resta clara a possibilidade da pessoa jurídica ser alvo de eventuais danos morais,desde que presente a necessária prova do nexo causal, vale dizer, ofensa à sua honra objetiva, ou seja, imagem externa, conceito, reputação e isso, repita-se, pela limitação da extensão dos direitos da personalidade como explicita a regra do artigo 52 do Código Civil e Súmula nº 227 do STJ.Ou seja, a indenização por dano moral da pessoa jurídica reclama prova efetiva de haver suportado a empresa graves danos a sua imagem externa, conceito e reputação, sem que seja possível a utilização de presunções e regras de experiência para configuração do dano, o que significa dizer que não basta alegar a inscrição no cadastro de inadimplentes (e que não havia anotação anterior), porque,?no plano do dano moral não basta o fato em si do acontecimento, mas, sim, a prova de sua repercussão prejudicialmente moral?(Yussef Said Cahali, Dano moral, pg. 703, Ed RT, 2ª ed.).É nesta vertente que se ajusta o teor da súmula nº 385. Em que pese o envio de cobrança nos termos da correspondência anexada sob o Num. 600173 ? pág. 36, não há prova nos autos (embora devidamente intimada a autora sobre o prazo de 20 (dias) para a juntada de documentos novos, em audiência sob o Num. 600175 ? pág. 59) sobre efetivação da inscrição do nome da empresa autora nos cadastros de inadimplentes, e principalmente se haviam, ou não, anotações anteriores ou posteriores que viessem a caracterizar a ofensa a sua imagem externa e reputação no mercado, circunstância que concretizaria o dano moral alegado.Ora, a correspondência eletrônica anexada sob o Num. 600175 ? pág. 2 não possui força probante destinada a tornar indubitável a ocorrência dos danos morais vindicados, eis que se trata de mera afirmação de um terceiro, desprovida de qualquer documento oficial que viesse a comprovar a inscrição indevida nos cadastros de maus pagadores.Corroborando o raciocínio, cito precedentes de tribunais pátrios: EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO DE INDENIZAÇÃO - COBRANÇA INDEVIDA DE VALORES - AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DA INSCRIÇÃO DO NOME DO CONSUMIDOR EM CADASTRO DE INADIMPLENTES - MERO ABORRECIMENTO - DANOS MORAIS INEXISTENTES - A mera cobrança de dívida inexistente, sem a consequente negativação do nome do consumidor, ainda que se trate de situação desconfortável, não ultrapassa o mero aborrecimento cotidiano. (TJ-MG - AC: 10352170008796001 MG, Relator: Vasconcelos Lins, Data de Julgamento: 13/11/2018, Data de Publicação: 20/11/2018) AÇÃO DE DESCONSTITUIÇÃO DE DÉBITOS C/C INDENIZATÓRIA. TELEFONIA. CONSUMIDOR. COBRANÇA INDEVIDA. AUSÊNCIA DE COBRANÇA VEXATÓRIA. AUSÊNCIA INSCRIÇÃO NO CADASTRO DE INADIMPLENTES. DANO MORAL NÃO CONFIGURADO. INEXISTÊNCIA DE ABALO AOS DIREITOS DE PERSONALIDADE. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO DESPROVIDO. (Recurso Cível Nº 71008187478, Terceira Turma Recursal Cível, Turmas Recursais, Relator: Cleber Augusto Tonial, Julgado em 13/12/2018). (TJ-RS - Recurso Cível: 71008187478 RS, Relator: Cleber Augusto Tonial, Data de Julgamento: 13/12/2018,

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Terceira Turma Recursal Cível, Data de Publicação: Diário da Justiça do dia 17/12/2018) Posto isto, nos termos do art. 932, V, ?b? do CPC,CONHEÇO e NEGO PROVIMENTOao recurso da autora/apelanteIMPERADOR DAS TINTAS, PEÇAS E ACESSÓRIOS PARA AUTOS LTDA.,nos termos da fundamentação legal ao norte lançada, para manter a sentença de 1º grau em seus termos integrais, por se tratar da melhor medida de Direito ao caso em comento.É a decisão.Belém ? PA, em data registrada no sistema. José RobertoPinheiro MaiaBezerraJúniorDesembargador ? Relator

Número do processo: 0002547-02.2018.8.14.0039 Participação: APELANTE Nome: SILVIO ALENCAR CREMONES Participação: ADVOGADO Nome: EMANUEL DE FRANCA JUNIOR OAB: 21409/PA Participação: APELANTE Nome: ESTADO DO PARA Participação: APELADO Nome: ESTADO DO PARA Participação: APELADO Nome: SILVIO ALENCAR CREMONES Participação: ADVOGADO Nome:

EMANUEL DE FRANCA JUNIOR OAB: 21409/PA Participação: AUTORIDADE Nome: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARATRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ APELAÇÃO (198) - 0002547-02.2018.8.14.0039APELANTE: SILVIO ALENCAR CREMONES, ESTADO DO PARAREPRESENTANTE: INSTITUTO DE ASSISTENCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DO PARAAPELADO: ESTADO DO PARA, SILVIO ALENCAR CREMONESREPRESENTANTE: INSTITUTO DE ASSISTENCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DO PARARELATOR(A):Desembargadora NADJA NARA COBRA MEDA EMENTA PROCESSO Nº 0002547-02.2018.8.14.00392ª TURMA DE DIREITO PUBLICORECURSO DE APELACAO CIVELAPELANTE/APELADO: SILVIO ALENCAR CREMONESADVOGADO: EMANUEL DE FRANÇA JUNIOR ? OAB/PA 21.409APELANTE/APELADO:

ESTADO DO PARAPROCURADOR DO ESTADO: LUIZ FELIPE KNAIP DO AMARALPROCURADORA DE JUSTICA: TEREZA CRISTINA DE LIMARELATORA: DESA. NADJA NARA COBRA MEDA EMENTA:

APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE RETIFICAÇÃO DE SOLDO. POLICIAL MILITAR. SOLDO FIXADO EM VALOR MENOR QUE O SALARIO MINIMO. POSSIBILIDADE. O TOTAL DA REMUNERACAO NAO DEVE SER INFERIOR AO SALARIO MINIMO. PEDIDO IMPROCEDENTE. SENTENCA MANTIDA. RECURSO DO ESTADO DO PARÁ. APELAÇÃO CÍVEL. IMPUGNAÇÃO AO PEDIDO DE GRATUIDADE DA JUSTIÇA. PRESUNÇÃO DA DECLARAÇÃO DE POBREZA NA INICIAL. INEXISTÊNCIA DE PROVA QUE AFASTE A PRESUNÇÃO DE HIPOSSUFICIÊNCIA DO IMPUGNADO. RECURSOS CONHECIDOS

E NAO PROVIDOS.1. De acordo com a Lei Estadual nº. 6.827, de 07 de fevereiro de 2006, em seu art. 2º

que dispoe sobre o Soldo dos Efetivos das Corporacoes Militares do Estado do Para, e estabelece que o soldado nao podera ter o valor do seu soldo abaixo do salario minimo.2. Contudo, de acordo com o

entendimento do STF, tal dispositivo deve ser interpretado de acordo com os art. 7º, IV, e 39, § 3º, ambos da Constituicao Federal, que se extrai que a remuneracao total dos servidores nao pode ser inferior ao salario minimo, mas nao o soldo, que corresponde a uma parte de seus vencimentos.3. A declaração de pobreza leva a presunção juris tantum de que o impugnado faz jus à gratuidade da justiça, cabendo ao impugnante o ônus de demonstrar que aquele não tem esse direito, o que não ocorreu no presente caso.

O impugnante não apresentou qualquer prova de que o impugnado aufira rendimentos suficientes para

arcar com as despesas do processo.4. Recursos conhecidos e não providos. ACÓRDÃO. Vistos, relatados

e discutidos os autos, em que são partes as acima indicadas, acordam os desembargadores que integram

a 2ª Turma de Direito Público do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ, por unanimidade,

conhecer os recursos, e negar-lhes provimento, tudo nos termos do voto da Desembargadora Relatora. Sala das Sessões do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, aos quatro dias do mês de novembro de 2019. Este julgamento foi presidido pelo Exmo. Sr. Desembargador Luiz Gonzaga da Costa Neto. RELATÓRIO RELATÓRIO Tratam-se de Recursos de Apelacao Civel interpostos porSILVIO ALENCAR CREMONESe peloESTADO DO PARA, contra sentenca proferida pelo MM. Juizo de Direito da 1ª Vara Cível e Empresarial de Paragominas, que, nos autos da Acao de Cobranca de Reajuste Salarial com

Pedido Liminar, em face do Estado do Para, julgou improcedente os pedidos da inicial, conforme parte

Diante do exposto, com fulcro na sumula 4 do

dispositiva, transcrita in verbis (Id. 2317711 - Pag. 2/5): (

STF, julgo improcedente o pedido do autor, extinguindo o processo nos termos do art. 487,1, do CPC. Condeno o autor ao pagamento de custas e honorarios advocaticios, estes fixados em 10% do valor da

causa, ficando suspensa a exigibilidade em razao da gratuidade de justica deferida ao autor.Transitada em

) Em sua

julgado, de-se baixa e arquivem-se os autos. P .R.I.Paragominas/PA,14 de marco de 2019. (

exordial, o autor Silvio Alencar Cremones, servidor publico da Policia Militar Estadual, afirma que desde o ano de 2016 deixou de receber o reajuste salarial previsto na Lei nº 6.827/2006, em razao disso alega que

seu soldo se encontra congelado, sendo inferior a um salario minimo, aduz que desde o referido ano sua remuneracao sofreu uma perda significativa em razao da omissao da administracao publica. Requereu a

)

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condenacao do reu a obrigacao de fazer para reajuste de seu soldo de acordo com a referida lei (Id. 2317705 - Pag. 3/16). O Estado do Para apresentou contestacao na qual alega que o salario minimo nao pode ser usado como indexador de base de calculo de vantagem de servidor publico, alem de que este nao foi estendida a carreira militar, no mais, afirma que nao ha disponibilidade orcamentaria e financeira para conceder o reajuste de soldo pleiteado (Id. 2317707 - Pag. 2/9). O requerente se manifestou acerca da contestacao (Id. 2317708 - Pag. 3/7). Em sentenca, o Juizo a quo julgou improcedente os pedidos iniciais, conforme anteriormente transcrito (Id. 2317711 - Pag. 2/5). Irresignado, Silvio Alencar Cremones interpos Recurso de Apelacao Civel, na qual reafirma que teve sua expectativa de reajuste salarial frustrada devido a inercia do Estado, e que continua recebendo o soldo equiparado ao salario minimo de 2015, ainda alega que nao pode ser aplicado a Teoria da Reserva do Possivel no presente caso, pois nao existe problemas de ordem orcamentaria. Por fim, pugna pelo provimento do recurso, para que seja reformada a sentenca ora guerreada (Id. 2317712 - Pag. 1/7). O Estado do Para apresentou Contrarrazoes, discorrendo sobre a necessidade de revisao da concessao da justica gratuita, sobre a

inconstitucionalidade do Art. 2º da Lei Estadual nº 6.827/06 e reitera que os militares nao possuem direito

a garantia da remuneracao nao inferior ao salario minimo (Id. 2317713 - Pag. 3/10). O Estado do Para

interpos recurso de apelacao adesivo, pugnando pela reforma da sentenca no que tange a justica gratuita dada ao autor (Id. 2317714 - Pag. 1/5). O Ministerio Publico de 2º grau manifestou-se pelo conhecimento e no merito, pelo desprovimento dos recursos de apelacao civel, conforme alhures demonstrado, para que seja mantida in totum a decisao do Juizo a quo. É o relatório. VOTO VOTO Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso. In casu, o apelante Silvio Alencar Cremones, servidor publico da Policia Militar Estadual, afirma que desde de 2016 deixou de receber o reajuste salarial previsto na Lei Estadual nº 6.827/2006, recebendo o soldo equiparado ao salario minimo de 2015, em razao disso alega que este se encontra congelado, sendo inferior a um salario minimo, aduz que desde o referido ano sua remuneracao sofreu uma perda significativa em razao da omissao por parte da administracao publica. Por outro lado, o Estado do Para discorre que o disposto no art. 2º da Lei Estadual nº 6.827/06 e

inconstitucional por estar em desconformidade com o art. 7º, IV, da Constituicao Federal, pois a Lei Maior

e clara ao vedar a vinculacao do salario minimo para qualquer fim, alem disso, afirma que a jurisprudencia

possui entendimento pacificado no sentido de que os militares nao possuem direito a garantia da remuneracao nao inferior ao salario minimo. Pois bem, verifica-se que o autor, ora apelante, baseia sua pretensao no art. 2º da Lei Estadual nº 6.827/2006, que determina que o valor do soldo do soldado nao podera ser inferior ao valor do salario minimo. Senao vejamos: Art. 2º O valor do soldo de soldado nao podera ser inferior ao valor do salario minimo. Ocorre que, o dispositivo acima mencionado esta claramente em discrepancia com o estabelecido no art. 7º, IV, da Constituicao Federal, que, em seu texto legislativo veda expressamente a vinculacao do salario minimo para qualquer fim, vejamos: Art. 7º Sao direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, alem de outros que visem a melhoria de sua condicao social:IV?salario minimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais basicas e as de sua familia com moradia, alimentacao, educacao, saude, lazer, vestuario, higiene, transporte e previdencia social, com reajustes periodicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculacao para qualquer fim; No mesmo sentido, em abril de 2008, o Supremo Tribunal Federal editou a Sumula Vinculante nº 4, segundo a qual o salario minimo nao pode ser usado como indexador de base de calculo de vantagem de servidor publico ou de empregado, nem ser substituido por

decisão judicial. Dessa forma, vejamos: Súmula Vinculante 4 - Salvo nos casos previstos na Constituição,

o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público

ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial. Ha, ainda, o disposto na Sumula Vinculante nº 6, que explicita a ausencia de inconstitucionalidade no estabelecimento de remuneracao inferior ao salario

minimo para os servidores da Policia Militar em fase inicial: Súmula Vinculante 6 - Não viola a Constituição

o estabelecimento de remuneração inferior ao salário mínimo para as praças prestadoras de serviço militar

inicial. No mesmo sentido, em sede de repercussao geral, a Suprema Corte determinou que a garantia do salario minimo nao se aplica aos servidores do servico militar, observemos entendimento: A CF/1988 nao estendeu aos militares a garantia de remuneracao nao inferior ao salario minimo, como o fez para outras categorias de trabalhadores. II ? O regime a que se submetem os militares nao se confunde com aquele aplicavel aos servidores civis, visto que tem direitos, garantias, prerrogativas e impedimentos proprios. III ? Os cidadaos que prestam servico militar obrigatorio exercem um munus publico relacionado com a defesa da soberania da patria. IV ? A obrigacao do Estado quanto aos conscritos limita-se a fornecer-lhes as condicoes materiais para a adequada prestacao do servico militar obrigatorio nas Forcas Armadas.[RE 570.177, rel. min. Ricardo Lewandowski, P, j. 30-4-2008, DJE 117 de 27-6-2008, Tema 15.] .Grifei. E

ainda: O Plenario desta Corte, em sessao realizada por meio eletronico, concluiu, no exame do RE 570.177/SP, relator o ministro Ricardo Lewandowski, pela existencia da repercussao geral do tema

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constitucional versado no presente feito. Na sessao plenaria de 30 de abril de 2008, o Tribunal, ao apreciar o merito do mencionado recurso extraordinario, manteve o entendimento no sentido daconstitucionalidade dos dispositivos legais que determinam o pagamento de soldo inferior ao salario minimo para as pracas

551.788, rel. min. Dias Toffoli, dec. monocratica,j.18-5-2011,

DJE 107de6-6-2011.]. Grifei. Tambem e entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal, que a remuneracao total do servidor, e nao seu salario base, nao pode ser inferior a um salario minimo. Nesse sentido, atenta-se para a diferenca entre salario e remuneracao, pois enquanto o primeiro refere-se a contraprestacao devida ao empregado em razao do servico por ele exercido, o segundo diz respeito a soma do salario com outras vantagens recebidas, ou seja, trata-se da totalidade dos proventos percebido pelo servidor. Averiguemos o disposto em Sumula Vinculante nº 16: Súmula Vinculante 16 - Os artigos 7º, IV, e 39, § 3º (redação da EC 19/98), da Constituição, referem-se ao total da remuneração percebida pelo servidor público. Em atencao a referida Sumula Vinculante, torna-se evidente que o beneficio previsto o art. 7º, IV, da CF diz respeito apenas a remuneracao do servidor publico, estando o policial militar incluido, deixando margem para que a estipulacao do salario-base (soldo) possa ser inferior ao salario minimo. Compulsando os autos verifica-se que a remuneracao do Silvio Alencar Cremones nao e inferior a um salario minimo, apesar do seu soldo o ser, (Id. 2317705 - Pag. 20/47). Logo, mostra-se cristalino que nao assiste razao a pretensao do autor, pois a somatoria de todos os seus proventos excede o valor do salario minimo vigente no pais. Em consonancia, consideremos as jurisprudencias: APELAÇÃO CÍVEL.AÇÃO DE RETIFICAÇÃO DE SOLDO. MANUTENÇÃO DA SENTENÇA.APLICAÇÃO DA LEI 6.827/2006. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO À REGIME JURÍDICO. IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS PRESERVADA.IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO SALÁRIO MÍNIMO COMO INDEXADOR. 1. A questão principal versa acerca da aplicação à remuneração do autor da Lei n. 5.174/1984, que prevê o recebimento pelo Coronel da Polícia Militar do Estado do valor de 60% (sessenta por cento) da remuneração de Coronel das Forças Armadas. 3. A Lei n. 6.827/2006 revogou expressamente as legislações anteriores que regulavam a fixação de soldo tanto de praças como oficiais das Corporações Militares do Estado do Pará, regulamentando integralmente a matéria. 4. Não há direito adquirido à Regime Jurídico. Entendimento pacificado no âmbito do Supremo Tribunal Federal. Impossibilidade de vinculação do Salário Mínimo para qualquer fim. 5. Irredutibilidade de vencimentos observada.Possibilidade de recebimento de valor inferior ao salário mínimo no que tange ao vencimento básico (soldo), porquanto parcela que integra a remuneração. 6. Recurso conhecido, mas desprovido à unanimidade. (2018.01850064-13, 189.659, Rel. EZILDA PASTANA MUTRAN, Órgão Julgador 1ª TURMA DE DIREITO PÚBLICO, Julgado em 2018-05-07, Publicado em 2018-05-10) E ainda: PODER JUDICIARIO TRIBUNAL DE JUSTICA DOESTADO DO PARA TURMA RECURSAL PERMANENTE EXCLUSIVA DOS JUIZADOS ESPECIAIS RECURSO INOMINADO N° 0800164-57.2016.8.14.0954 RECORRENTE: DEISE BENJAMIM COUTO RECORRIDO (A): ESTADO DO PARA ORIGEM : JUIZADO ESPECIAL CIVEL DA FAZENDA PUBLICA DE BELEMRELATORA: JUIZA DANIELLE DE CASSIA SILVEIRA BUHRNHEIM EMENTA: JUIZADO ESPECIAL DA FAZENDA PUBLICA. RECURSO INOMINADO.POLICIAL MILITAR. SOLDO FIXADO EM VALOR MENOR QUE O SALARIO MINIMO. POSSIBILIDADE. O TOTAL DA REMUNERACAO NAO DEVE SER INFERIOR AO SALARIO MINIMO. PEDIDO IMPROCEDENTE. SENTENCA MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E NAO PROVIDO.1. Trata- se de Recurso Inominado do autor interposto contra sentenca proferida pelo Juizado Especial Civel da Fazenda Publica de Belem que julgou improcedente o pedido do autor na acao ordinaria de obrigacao de fazer com pedido de tutela antecipada. 2. A autora informa que e Soldado, foi incluida no efetivo da policia militar do Estado do Para e atualmente encontra-se no 6a Companhia Independente da Policia Militar, contudo o valor do soldo que percebeu em janeiro/2016 - R$788,00 - e inferior ao valor do salario minimo vigente - R$880,00. Aduz que a Lei 6.827/2006, em seu art. 2º, preve que o soldo de cabo nao podera ser inferior ao salario minimo. Desse modo, requereu que seja determinado ao reu que providencie imediatamente o pagamento das diferencas nao pagas a autora, bem como o pagamento definitivo, assegurando-se o direito da requerente em ter o soldo reajustado ao valor do salario minimo do ano corrente, R$880,00 (oitocentos e oitenta reais), bem como que seja tal reajuste incidido sobre as demais verbas percebidas pelo militar. 3. O juizo de origem, em sentenca, julgou improcedente o pedido do autor, por entender que o que nao pode ser menor que o salario minimo e a remuneracao total e nao somente o soldo. 4. A autora interpos recurso inominado requerendo os mesmos pedidos da inicial. 5. Nao merece reforma a sentenca de 1o grau. 6. Inicialmente, defiro o pedido de justica gratuita. 7.De acordo com a Lei Estadual nº. 6.827, de 07 de fevereiro de 2006, em seu art. 2º que dispoe sobre o Soldo dos Efetivos das Corporacoes Militares do Estado do Para, e estabelece que o soldado nao podera ter o valor do seu soldo abaixo do salario minimo. 8.Contudo, de acordo com o entendimento STF, tal dispositivo deve ser interpretado de acordo com os art. 7º, IV, e 39, § 3º, ambos da Constituicao Federal, de onde se extrai que

que prestam servico militar obrigatorio(

).[RE

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a remuneracao total dos servidores nao pode ser inferior ao salario minimo, mas nao o soldo, que

corresponde a uma parte de seus vencimentos.Nesse sentido, jurisprudencias a seguir: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DEINSTRUMENTO. POLICIAL MILITAR. SOLDO FIXADO EM VALOR INFERIOR AO SALARIO MINIMO. POSSIBILIDADE. A jurisprudencia do Supremo Tribunal Federal entende que a garantia do salario minimo e aplicavel a remuneracao global do policial militar e nao ao vencimento basico ou soldo. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento. (STF - AI 547623 RS - Orgao Julgador: Primeira Turma. Relator Min. ROBERTO BARROSO Publicacao - DJE 25-03-2014. Julgamento 25 de Fevereiro de 2014). Grifei. Dessa forma, entendo correta a decisao do Juizo a quo, haja vista se encontrar em conformidade com o ordenamento juridico e com os entendimentos jurisprudenciais. Outrossim, o Estado do Para, em suas razoes recursais, alega que o autor nao comprovou a sua hipossuficiencia para que lhe seja conferido o beneficio da assistencia judiciaria. Cumpre ressaltar que o juizo de piso deferiu a gratuidade (Id. 2317706 - Pag. 2) ao apelante/apelado Silvio Alencar, por entender que comprovou os requisitos para a concessao de tal beneficio. Verifica-se que a renda mensal do autor varia entre R$ 2.489,08, R$ 2.658,69, conforme contracheques acostados ate o mes de fevereiro de 2018. No entanto, sabe-se que e pacífico o entendimento que, para beneficiar-se da justica gratuita, basta a simples declaracao de pobreza - a presuncao e juris tantum. Ademais, vale dizer que cabe a outra parte provar que aquele que pleiteia o beneficio nao preenche os requisitos, contudo, o Estado do Para nao provou que deixou de existir a situacao de insuficiencia de recursos que justificasse a gratuidade da justica, posto que nao ha nos autos quais os rendimentos atuais do autor. Portanto, entendo que as argumentacoes do Ente recorrente nao merecem prosperar. Ante o exposto, nego provimento aos recursos de apelação, devendo ser mantida a decisão do juízo de piso. Condeno o autor/apelante ao pagamento de custas e honorarios advocaticios, estes fixados em 12% do valor da causa, nos termos do art. 85, §11, do CPC/2015, ficando suspensa a exigibilidade em razao da gratuidade de justica deferida ao autor. Em virtude do não provimento do recurso de apelação interposto pelo Estado do Pará, condeno-o ao pagamento de honorários advocatícios recursais, nos termos do art. 85,§1º c/c §8º, CPC/15, fixando-os no valor de R$200,00 (duzentos reais). É como voto. Belém-PA, 04 de novembro de 2019. DESA. NADJA NARA COBRA MEDARELATORA Belém, 04/11/2019

Número do processo: 0010118-78.2010.8.14.0028 Participação: APELANTE Nome: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL Participação: APELADO Nome: RENILSON RODRIGUES DOS SANTOS Participação: ADVOGADO Nome: WESLAYNE VIEIRA GOMES OAB: 887 Participação:

ADVOGADO Nome: JOSIANE KRAUS MATTEI OAB: 10206 Participação: AUTORIDADE Nome:

MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARATRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ APELAÇÃO (198) - 0010118-78.2010.8.14.0028APELANTE: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIALREPRESENTANTE: PROCURADORIA-GERAL FEDERALAPELADO: RENILSON RODRIGUES DOS SANTOSRELATOR(A):Desembargadora NADJA NARA COBRA MEDA EMENTA ACÃO PREVIDENCIÁRIA. APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. CUSTAS PROCESSUAIS. ISENÇÃO DO ENTE AUTÁRQUICO.POSSIBILIDADE.JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA APLICADOS DE FORMA CORRETA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS APLICADOS CORRETAMENTE. RECURSO CONHECIDO

E PARCIALMENTE PROVIDO.1 -O cálculo da correção monetária deve observar o julgamento do REsp

1.495.146 afetado pelo STJ (Tema 905), julgado em 22.02.2018, que consignou que as condenações impostas à Fazenda Pública de natureza previdenciária sujeitam-se à incidência do INPC, no que se refere ao período posterior à vigência da Lei 11.430/2006, que incluiu o art. 41-A na Lei 8.213/91. O dies a quo será a data em que cada parcela deveria ter sido paga nos termos da Sumula 43 do STJ; Quanto aos juros de mora, incidem segundo a remuneração oficial da caderneta de poupança (art. 1º-F da Lei 9.494/97, com redação dada pela Lei n. 11.960/2009).2 -A Autarquia Federal equiparada em prerrogativas e privilegios a Fazenda Publica e, existindo legislacao estadual especifica concedendo isencao. Deve ser excluída a condenação em custas processuais.3 -A fixação dos honorários advocatícios atendeu aos parâmetros previstos no art. 85 do Código de Processo Civil, não havendo razão para minoração da verba.4. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO.ACÓRDÃOACORDAM os Exmos. Desembargadores que integram a egrégia 2ª Turma de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, à unanimidade de votos,conhecer e dar parcial provimentoao recurso interposto, nos termos do voto da relatora.Sala das Sessões do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, aos quatro dias do mês de novembro de 2019.Este julgamento foi presidido pelo Exmo. Sr. Desembargador Luiz Gonzaga da Costa

Neto. RELATÓRIO Trata-se de recurso de Apelação interposto porINSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL ? INSS,contra sentença proferida pelo Juízo de Direito da 1° Vara Cível e Empresarial da

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Comarca de Marabá, que nos autos daAÇÃO PREVIDENCIÁRIAproposta porRENILSON RODRIGUES DOS SANTOS, julgou procedente o pedido de estabelecimento do benefício previdenciário correspondente a aposentadoria por invalidez acidentária.Em sua exordial, o Autor alega que desempenhava suas funções profissionais e devido a um acidente durante o exercício realizado em sua atividade se tornou inapto para o labor, esclarecendo, ainda, que não possui condições físicas para o trabalho, visto o acidente que sofreu e a inviabilidade de exercer qualquer profissão no atual mercado de trabalho. Nas razões do apelo, discorre o apelante, INSS, exclusivamente, sobre a correção monetária, a isenção do pagamento de custas pela Fazenda Pública e a redução dos honorários advocatícios.A parte apelada apresentou suas contrarrazões (ID 2217845).Nesta instância, o Ministério Público de 2º Grau, manifestou-se no ID 2278028, pelo conhecimento e parcial provimento do recurso.É o relatório. VOTO Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso.Nas razões do apelo, discorre o apelante, INSS, exclusivamente, sobre a correção monetária, a isenção do pagamento de custas pela Fazenda Pública e a redução dos honorários advocatícios.O INSS pugna ainda pela isencao de custas e

despesas processuais, por ser pessoa juridica de direito publico (Lei Federal n° 9.289/96, art. 4°, I).E certo que a Fazenda Publica esta isenta do pagamento de custas e emolumentos, por forca do disposto no artigo 39 da Lei nº 6.830/80, verbis: ?Art. 39 - A Fazenda Publica nao esta sujeita ao pagamento de custas e emolumentos. A pratica dos atos judiciais de seu interesse independera de preparo ou de previo deposito.Paragrafo Unico - Se vencida, a Fazenda Publica ressarcira o valor das despesas feitas pela parte contraria.? Outrossim, em que pese a disposicao legal, nossos tribunais patrios registram precedentes no sentido de que o Instituto Nacional do Seguro Social nao esta isento de pagamento de custas, quando a acao estiver em curso perante a Justica Estadual. Este entendimento e estabelecido pela Sumula 178 do STJ.Portanto, esse entendimento surgiu apos uma interpretação da Lei nº 6.830/80, no sentido de que a prerrogativa somente se aplicaria no âmbito federal. Ocorre que, existindo Lei Estadual concedendo benefício semelhante, a cobrança de custas da autarquia se mostra despropositada.No âmbito do Estado do Para, a Lei n° 8.328, de 29 de dezembro de 2015, dispõe sobre o regimento de custas e outras despesas processuais no âmbito do Poder Judiciário do Estado do Para, e estabelece no art. 40 a isenção para as autarquias federais, senao vejamos: ?Art. 40. São isentos do pagamento das custas processuais:I - a União, os Estados, os Municípios, o Distrito Federal, suas autarquias e fundações públicas;II - o Ministério Publico;III - a Defensoria Publica;IV - o beneficiario da assistencia judiciaria gratuita;V - os autores, na Acao Popular, na Acao Civil Publica e na acao coletiva de que trata o Codigo de Defesa do Consumidor, ressalvada a hipotese de litigancia de ma-fe;VI - o reu pobre nos feitos criminais;VII - o acidentado, nas acoes de acidente do trabalho;VIII- as vitimas nos processos de competencia do Juizado de Violencia Domestica e Familiar contra a Mulher. Paragrafo unico. As isencoes previstas neste artigo nao alcancam as entidades fiscalizadoras do exercicio profissional, nem eximem as pessoas juridicas referidas no inciso I, quando vencidas, da obrigacao de reembolsar as taxas, custas e despesas judiciais antecipadas pela parte vencedora.? Do exposto, resulta que, sendo a Autarquia Federal equiparada em prerrogativas e privilegios a Fazenda Publica e, existindo legislacao estadual especifica concedendo isencao, a sentenca de primeiro grau deve ser reformada neste aspecto.Outro nao e o entendimento jurisprudencial, consoante se verifica das ementas abaixo transcritas: PREVIDENCIARIO E PROCESSUAL CIVIL. APELACAO DO INSS INTERPOSTA PERANTE O TRIBUNAL DE JUSTICA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITORIOS. PREPARO. INCIDENCIA DAS DISPOSICOES DA LEI FEDERAL 8.620/93, QUE GARANTE A ISENCAO DO PAGAMENTO DE CUSTAS PARA O INSS. SUMULA 178/STJ. INAPLICABILIDADE. 1. Esta Corte Superior, partindo da premissa de que a lei federal somente tem o condao de isentar o INSS das custas federais, sumulou o entendimento de que, nao havendo lei local em sentido contrario, o INSS nao goza de isencao do pagamento de custas e emolumentos, nas

acoes acidentarias e de beneficios, propostas na Justica Estadual (Sumula 178/STJ). (

(REsp

1039752/DF, Rel. Ministro NAPOLEAO NUNES MAIA FILHO, QUINTA TURMA, julgado em 26/06/2008, DJe 25/08/2008).? PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS A EXECUCAO FISCAL. SERVICOS JUDICIARIOS ESTADUAIS. FAZENDA NACIONAL. UTILIZACAO. JURISDICAO FEDERAL. CUSTAS E EMOLUMENTOS JUDICIAIS. CABIMENTO. LEI nº 9.289/96, ART. 1º, § 1º. 1. Valendo-se dos servicos judiciarios estaduais no exercicio de jurisdicao federal, deve a Fazenda Nacional sujeitar- se as custas e aos emolumentos judiciais, a menos que exista convenio ou lei local que os isente. "O INSS nao goza de isencao do pagamento de custas e emolumentos, nas acoes acidentarias e de beneficios, propostas na Justica Estadual" (Sumula 190/STJ). Inteligencia do § 1º do art. 1º da Lei nº 9.289/96. 2. Recurso especial improvido." (REsp 738986/PR, Rel. Ministro CASTRO MEIRA, SEGUNDA TURMA, julgado em 15/09/2005, DJ 03/10/2005 p. 222). A proposito do tema, confira- se o entendimento expresso no

enunciado nº 178 da Sumula desta Corte, verbis: "O INSS nao goza de isencao do pagamento de custas e emolumentos, nas acoes acidentarias e de beneficios propostas na Justica Estadual." (originais sem

)"

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destaques) Em relação aos juros de mora e correção monetária, faz-senecessários algumas ponderações.Os consectários devem seguir a sorte do julgado, proferido pelo STF no Recurso Extraordinário em repercussão geral nº 870.947/SE (TEMA 810), ocorrido em 20-9-2017 onde revelou-se inconstitucional o art. 1º-F da Lei nº 9.494/97, com a redação dada pela Lei nº 11.960/09, na parte em que disciplina a atualização monetária das condenações impostas à Fazenda Pública segundo a remuneração oficial da caderneta de poupança, uma vez que não se qualifica como medida adequada a capturar a variação de preços da economia, sendo inidônea a promover os fins a que se destina. O STJ, por sua vez, no julgamento do REsp 1.495.146-MG, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 22/02/2018 (recurso repetitivo), que resultou no Tema 905 do STJ, definiu os seguintes parâmetros para as condenações judiciais referentes a servidores e empregados públicos: (a) até dezembro/2002: juros de mora de 1% ao mês; correção monetária de acordo com os índices previstos no Manual de Cálculos da Justiça Federal, com destaque para a incidência do IPCA-E a partir de janeiro/2001; (b) agosto/2001 a junho/2009: juros de mora: 0,5% ao mês; correção monetária: IPCA-E; (c) período posterior à vigência da Lei 11.960/2009: juros de mora segundo o índice de remuneração da caderneta de poupança; correção monetária com base no IPCA-E. No cálculo da correção monetária, o dies a quo será a data em que cada parcela deveria ter sido paga, enquanto que os juros de mora, deverão incidir a partir da citação válida. Esclareço, por fim, que os juros de mora não devem incidir no período compreendido entre a homologação dos valores devidos e a expedição do precatório, nos termos da Súmula Vinculante nº 17 ("Durante o período previsto no parágrafo 1º do artigo 100 da Constituição, não incidem juros de mora sobre os precatórios que nele sejam pagos").Compulsando os autos verifico que a sentença ora objurgada aplicou corretamente a condenação a apelada no tocante ao valor de honorários.A fixação dos honorários advocatícios atendeu aos parâmetros previstos no art. 85 do Código de Processo Civil, não havendo razão para minoração da verba. Art. 85. A sentença condenará o vencido a pagar honorários ao advogado do vencedor.§ 1o São devidos honorários advocatícios na reconvenção, no cumprimento de sentença, provisório ou definitivo, na execução, resistida ou não, e nos recursos interpostos, cumulativamente.§ 2o Os honorários serão fixados entre o mínimo de dez e o máximo de vinte por cento sobre o valor da condenação, do proveito econômico obtido ou, não sendo possível mensurá-lo, sobre o valor atualizado da causa, atendidos:I - o grau de zelo do profissional;II - o lugar de prestação do serviço;III - a natureza e a importância da causa;IV - o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu serviço.§ 3o Nas causas em que a Fazenda Pública for parte, a fixação dos honorários observará os critérios estabelecidos nos incisos I a IV do § 2o e os seguintes percentuais:I - mínimo de dez e máximo de vinte por cento sobre o valor da condenação ou do proveito econômico obtido até 200 (duzentos) salários- mínimos; Considerando tais parâmetros, entendo ser justo o arbitramento dos honorários sucumbenciais fixados pelo juízo de piso.Ante o exposto,conheço E DOU PARCIAL PROVIMENTOao recurso, no sentido de isentar o recorrente de pagamento das custas e despesas processuais, mantendo, no mais, todos os termos da sentença, conforme a fundamentação.É como voto.Belém, 04 de novembro 2019. DESA. NADJA NARA COBRA MEDARELATORA Belém, 04/11/2019

Número do processo: 0001012-21.2011.8.14.0046 Participação: APELANTE Nome: ANGELA MORAIS DE SOUSA Participação: APELADO Nome: JOSE DE RIBAMAR BARBOSA DE SOUSA Participação:

ADVOGADO Nome: LUIS JANES SILVA DA SILVA OAB: 1469800A/MAPODER JUDICIÁRIOTRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁGABINETE DESEMBARGADOR JOSÉ ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JUNIORAPELAÇÃO (198):0001012-21.2011.8.14.0046APELANTE: ANGELA MORAIS DE SOUSAREPRESENTANTE: DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO DO PARANome: ANGELA MORAIS DE SOUSAEndereço: Rua Nossa Senhora de Fátima, 1032, Parque Elite, RONDON DO PARá - PA - CEP: 68638-000Nome: DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO DO PARAEndereço: Rua Nossa Senhora de Fátima, 1032, Parque Elite, RONDON DO PARá - PA - CEP: 68638-000APELADO: JOSE DE RIBAMAR BARBOSA DE SOUSANome: JOSE DE RIBAMAR BARBOSA DE SOUSAEndereço: BOA VISTA, 337, JACU, AçAILâNDIA - MA - CEP: 65930-000Advogado: LUIS JANES SILVA DA SILVA OAB:

MA1469800A Endereço: RIO NEGRO, 123, PQ AMAZONAS, IMPERATRIZ - MA - CEP: 65910- 300DECISÃO INTERLOCUTÓRIATrata-se deApelação Cível nº 0001012-21.2011.8.14.0046? autos virtuais,interposta porD.S.D.M. representado por sua genitora A.M.D.S.contra decisão doJuízo da Comarca de Rondon do Pará, proferida nos autos daAÇÃO DE ALIMENTOS, proposta contra J.D.R.B.D.S., (Processo de mesmo número ? autos físicos),que extinguiu o feito, sem resolução de mérito, com fulcro no art. 485, III, do CPC(789695, p. 1).Coube-me a relatoria por distribuição.DECIDO.Preenchidos os requisitos legais de admissibilidade,recebo a Apelação em ambos os

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efeitos, nos termos do art. 1012 do CPC/2015.Remetam-se os autos ao Órgão Ministerial nesta Superior Instância, para fins de manifestação como Custos Legis, de acordo com o disposto no art. 176 e ss. do CPC/2015.À UPJ, para os devidos fins.Após, retornem conclusos Belém, data registrada no Sistema. JOSÉ ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JÚNIORDesembargador Relator

Número do processo: 0040979-54.2015.8.14.0085 Participação: APELANTE Nome: JOSE ERNANDES BRITO DA SILVA Participação: ADVOGADO Nome: MAILTON MARCELO SILVA FERREIRA OAB:

9206/PA Participação: ADVOGADO Nome: CASSIO MURILO SILVEIRA CASTRO OAB: 22474/PA Participação: ADVOGADO Nome: CARLOS AUGUSTO TEIXEIRA DE BRITO NOBRE OAB: 9316/PA Participação: ADVOGADO Nome: VANESSA DE CASSIA PINHEIRO DE MACEDO OAB: 806 Participação: ADVOGADO Nome: GIOVANNI HAGE KARAM GIORDANO OAB: 25131/PA Participação:

APELADO Nome: MUNICIPIO DE INHANGAPI Participação: ADVOGADO Nome: MIGUEL BIZ OAB: 409 Participação: ADVOGADO Nome: ERIC FELIPE VALENTE PIMENTA OAB: 794 Participação: APELADO Nome: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARÁ Participação: AUTORIDADE Nome: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARATRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ APELAÇÃO (198) - 0040979-54.2015.8.14.0085APELANTE: JOSE ERNANDES BRITO DA SILVAAPELADO: MUNICIPIO DE INHANGAPI, MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARÁREPRESENTANTE: PARA MINISTERIO PUBLICORELATOR(A):Desembargadora NADJA NARA COBRA MEDA EMENTA EMENTA. ADMINISTRATIVO. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE. LEI Nº 8.429/92. ATRASO DEMASIADO NA PRESTAÇÃO DE CONTAS E CONTRATAÇÕES IRREGULARES SEM O DEVIDO PROCESSO LICITATÓRIO. CONFIGURAÇÃO DE ATOS ÍMPROBOS POR OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO (ART. 37, XXI DA CF/1988 E ART. 11 DA LEI Nº 8.429/1992). DESNECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DO DANO AO ERÁRIO OU DE ENRIQUECIMENTO ILÍCITO. MULTA CIVIL. MANUTENÇÃO. RAZOABILIDADE DO QUANTUM FIXADO. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO.1 - A norma do art. 11 da Lei 8.429/92 prevê tipo aberto que engloba toda ação ou omissão dolosa que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições. 2 ? É fato incontroverso nos autos, a não aprovação das contas relativas ao exercício financeiro de 2010, cujo ordenador foi o réu/apelante; bem como, a dispensa indevida de licitação na contratação com empresas particulares, no importe global de R$ 991.223,94.3 - As contratações ordenadas pelo demandado/apelante, sem o devido processo licitatório, ainda que os serviços tenham sido prestados, causaram prejuízo ao erário, uma vez que, desrespeitaram a Lei n. 8.666/93, além de ofensa aos art. 37, caput e inciso XXI da CF/1988.4 ? Nos casos de ausência regular de prestação de contas no prazo legal (art. 11, VI da Lei de Improbidade Administrativa) e ausência de processos licitatórios, o dano decorre do simples descumprimento dos deveres e princípios que pautam a atuação administrativa.5 - Quanto às sanções impostas ao Apelante, verifico que foram aplicadas de forma adequada na espécie, diante da natureza do ato de improbidade administrativa efetivamente provado, tendo o magistradoa quose pautado pela observância dos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade ao concretizá-las.5 - APELAÇÃO CONHECIDA E NÃO PROVIDA. ACÓRDÃOACORDAMos Exmos. Desembargadores que integram a egrégia 2ª Turma de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, à unanimidade de votos,conhecer e negar provimentoa Apelação interposta, nos termos do voto da relatora.Sala das Sessões do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, aos quatro dias do mês de novembro de 2019.Este julgamento foi presidido pelo Exmo. Sr. Desembargador Luiz Gonzaga da Costa Neto. RELATÓRIO Trata-se deAPELAÇÃO CÍVELinterposta porJOSÉ ERNANDES BRITO DA SILVA,inconformado com a sentença prolatada pelo Juízo de Direito da Vara Única da Comarca de Inhangapi, que julgou parcialmente procedente a ação civil pública por improbidade administrativa.Narra a inicial (Id. n. 2235222) que o Ministério Público ajuizou Ação Civil Pública por Improbidade Administrativa, em desfavor de José Ernandes Brito da Silva, ex-Secretário Municipal de Saúde, do Município de Inhangapi.Relata o Parquet na exordial que, o Tribunal de Contas dos Municípios,julgou irregular as contas relativas ao exercício financeiro de 2010, de responsabilidade de José Ernandes Brito da Silva, em razão de diversas irregularidades, tais como: prestação de contas intempestiva, falta de remessa do parecer do Conselho Municipal de Saúde, ausência de procedimento licitatório nas compras e serviços junto as empresas G. Costa de Lima Construções, Super Posto Palmeira Ltda, Pentágono Distribuidora de Medicamentos Ltda, Distribuidora de Produtos Médicos Ltda, Castanhal Medicamentos Ltda, K.M. Sampaio Cia Ltda. e, Auto 4x4 Serviços e Comércio de Peças Automotivas, totalizando 99 compras, no importe global de R$ 991.223,94.Aduz que, as supracitadas irregularidades cometidas por José Ernandes Brito da Silva, na gestão dos recursos do Fundo Municipal de Saúde de

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Inhagapi, no exercício financeiro de 2010, se ajustam às disposições da Lei Federal nº 8.429/92, configurando os seguintes atos de improbidade administrativa que causaram prejuízo ao erário municipal e que atentaram contra os princípios da administração pública. Em sentença proferida Id. n. 2235262, o Juízo de Piso julgou parcialmente procedente a demanda, nos seguintes termos:?Ante o exposto e por tudo mais que dos autos constam, JULGO PARCIALMENTE PROCEDENTE o pedido inicial, para o fim de CONDENAR o requerido JOSÉ ERNANDES BRITO DA SILVA por ato de improbidade administrativa previsto no art. 11, caput, da Lei n.º 8.429/92 e, por consequência, impor-lhe as sanções de suspensão

dos direitos políticos por 03 anos, a contar do trânsito em julgado dessa sentença, e pagamento de multa, equivalente a 3 vezes ao valor de uma remuneração mensal percebida pelo Requerido no cargo de Secretário Municipal de Saúde, no exercício financeiro de 2010, devidamente atualizado pelo INPC desde

o último mês de sua administração, cuja verba deverá ser revertida em favor do Município de Inhangapi.?

Irresignado, o apelante interpôs o presente Recurso de Apelação(ID nº 2235263) alegando, em síntese que, inexiste ato lesivo no presente caso, uma vez que a mera intempestividade da prestação de contas, quando ausente dolo ou má-fé, não enseja a condenação por improbidade administrativa. Que a ausência de comprovação de dispensa ou inexigibilidade de licitação nas aquisições realizadas pelo município não revelou qualquer dano ao erário, posto que, os bens teriam sido entregues e os serviços realizados, bem como que, não estariam presentes todos os requisitos do artigo 10 da Lei nº 8.429/92 para configuração

de improbidade administrativa, inexistindo provas de enriquecimento ilícito do Recorrente.Sustenta ainda que, o processo administrativo ainda não havia se encerrado e, caso a condenação por ato de improbidade seja mantida, deve ser reformada a sentença em relação às sanções arbitradas, uma vez que

a suspensão dos direitos políticos é a mais drástica de todas as sanções previstas na lei, devendo ser observado a proporcionalidade e a razoabilidade.Ao final, pugnou pelo provimento do Recurso para

reformar a sentença combatida.Contrarrazões ofertadas pelo Parquet (Id-Num. 2235365) onde afirma que

o apelante cometeu diversos atos de improbidade administrativa, não havendo margens para conclusões

que levem outro entendimento.Ressalta o apelado que, os fatos narrados na inicial são graves e que a sentença fixou as sanções praticamente em seu patamar mínimo, não havendo nenhum motivo para reforma da decisão.Em parecer ofertado (Id-Num. 2332209), o Ministério Público de 2º Grau, manifestou- se pelo conhecimento e desprovimento do Recurso de Apelação.É o relatório. VOTO Conheço do recurso porque regular e tempestivamente aviado, constatados os pressupostos subjetivos e objetivos de admissibilidade, pelo que passo à sua análise.Cinge-se a controvérsia acerca da existência de ato de improbidade administrativa por parte do Sr. JOSE ERNANDES BRITO DA SILVA, bem como, acerca das sanções aplicadas.Pois bem, é fato incontroverso nos autos, a rejeição das contas do Fundo Municipal de Saúde de Inhangapi, exercício financeiro 2010, cujo ordenador de despesas foi o réu, ora apelante, conforme se observa do Acórdão nº 24.376 do Tribunal de Contas dos Municípios (Num. 2235226 - Pág.

35). Ademais, verifico ainda que conforme consta do relatório técnico, emitido pela 4ª controladoria do TCM (ID nº 2235226 - Páginas 21-25), foram detectadas as seguintes irregularidades: a) Atraso no envio da prestação de contas do 1º ao 3º quadrimestre; b) Divergências entre as informações prestadas em meio documental e no e-contas; c) Não remessa parecer do Conselho municipal de Saúde; d) Ausências de Processos Licitatórios para os seguintes credores: G. Costa de Lima Construções (construção de posto de saúde e sistema de abastecimento de água ? R$ 402.637,31), Super Posto Palmeira Ltda (combustível

? R$ 163.419,27), Pentágono Distribuidora de Medicamentos Ltda (Medicamentos ? R$ 115.749,72),

Distribuidora de Produtos Médicos Ltda (medicamentos ? R$ 99.184,55), Castanhal Medicamentos Ltda (medicamentos ? R$ 89.717,50), K.M. Sampaio Ltda (medicamentos ? R$ 70.515,50) e, 4x4 Serv. e Com. de Peças Automotivas (aquisição de ambulância ? R$ 50.000,00).Não bastasse isso, o apelante só veio a apresentar a prestação de contas referente ao 3º quadrimestre de 2010, em fevereiro de 2012 (ID nº 2235222 - Pág. 18), quando já ultrapassado em muito o prazo legal.Nesse sentido, restou demonstrado que as condutas perpetradas pelo demandado/apelante, constituem ato de improbidade administrativa previstas no art. 10, caput e inciso VIII e art. 11, caput e inciso VI da Lei n. 8.429/1992, in verbis:Art. 10. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer ação ou omissão, dolosa ou culposa, que enseje perda patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades referidas no art. 1º desta lei, e notadamente:VIII - frustrar a licitude de processo licitatório ou de processo seletivo para celebração de parcerias com entidades sem fins lucrativos, ou dispensá-los indevidamente; (Redação dada pela Lei nº 13.019, de 2014 Art. 11. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições, e notadamente:I a V - Omissis;VI - deixar de prestar contas quando esteja obrigado a fazê-lo;VII - Omissis.

Desta forma, diante dos preceitos legais acima transcritos, as condutas omissivas do demandado, consubstanciada na ausência da correta prestação de contas dos recursos públicos, bem como, a

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dispensa indevida de licitação, configura, indubitavelmente, ato de improbidade, eis que decorrentes da ausência de observância dos princípios constitucionais que regem a Administração Pública, causando prejuízo ao erário o dispêndio de verbas públicas em contratações irregulares.Note-se que o apelante, se limita a afirmar que ?não houve dano algum aos cofres públicos?, ?uma vez que os serviços foram prestados?.Ocorre que, essas contratações ordenadas pelo demandado, sem o devido processo licitatório, embora os serviços tenham sido prestados, causaram sim prejuízo ao erário, uma vez que, desrespeitaram a Lei n. 8.666/93, além de ofensa aos art. 37, caput e inciso XXI da CF/1988.Na hipótese em julgamento, verifica-se que as condutas atribuídas ao Agente, notoriamente não condizem com o regramento que deve ser observado, assim, os atos praticados pelo Apelante estão tipificados no art. 11 da Lei n.º 8.429/92, configurando-se o dolo que demonstra a negligência do Agente Público na gestão dos recursos públicos, porconseguinte, na prestação de contas irregulares e na violação dos princípios da Administração Pública.Quanto ao elemento subjetivo da conduta, é pacífica a orientação do STJ no sentido de que a "lesão a princípios administrativos contida no art. 11 da Lei n. 8.429/92 não exige dolo específico na conduta do agente nem prova da lesão ao erário. Basta a vontade de praticar o ato descrito na norma para ficar configurado o ato de improbidade" (STJ, AgRg no REsp 1.100.213/PR, Rel. Min. Humberto Martins).Assim, não se pode afastar o dolo do réu/apelante na prática de tais condutas, já que, para a caracterização desse elemento subjetivo, basta a presença da vontade livre e consciente do agente para praticar determinada conduta, sendo esta a hipótese dos autos.No que tange à ausência de comprovação de dispensa ou inexigibilidade de licitação referentes aos contratos celebrados com as empresas G. Costa de Lima Construções, Super Posto Palmeira Ltda, Pentágono Distribuidora de Medicamentos Ltda, Distribuidora de Produtos Médicos Ltda, Castanhal Medicamentos Ltda, K.M. Sampaio Cia Ltda. e, Auto 4x4 Serviços e Comércio de Peças Automotivas (no importe global de R$ 991.223,94), ressalto que, a jurisprudência é assente no sentido de sempre privilegiar o processo licitatório, comportando exceções de forma justificável, o que não ocorre no presente caso.Nesse sentido, trago à colação o seguinte aresto de julgado:.CONSTITUCIONAL, ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. ATOS DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA CONSUBSTANCIADOS EM CONTRATAÇÕES IRREGULARES DE SERVIÇOS DE ASSESSORIA ADMINISTRATIVO, SEM OBSERVÂNCIA À LEI DE LICITAÇÕES. ILEGALIDADE. AFRONTA A PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS. CONDENAÇÃO MANTIDA. EXCLUSÃO DA PENALIDADE DE SUSPENSÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS. SENTENÇA MODIFICADA EM PARTE. APELO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO. CONSTITUCIONAL, ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. SENTENÇA DE PROCEDÊNCIA PARCIAL. PRELIMINAR DE NÃO CONHECIMENTO DO APELO POR INTEMPESTIVIDADE. RECURSO INTERPOSTO NO ÚLTIMO DIA DO PRAZO. REJEIÇÃO. MÉRITO:ATOS DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA CONSUBSTANCIADOS EM CONTRATAÇÕES IRREGULARES DE ADVOGADOS. ILEGALIDADE DA INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE SITUAÇÃO URGENTE OU SINGULAR. AUSÊNCIA DE NOTORIEDADE DOS PROFISSIONAIS. EXIGÊNCIA CONSTITUCIONAL DE CONCURSO PÚBLICO. EXCLUSÃO DA PENA DE SUSPENSÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS. SENTENÇA MODIFICADA EM PARTE. APELO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO. (TJ/RN - Apelação Cível nº 2014.019221-0 Relatora: Desª Judite Nunes, Julgado em 10.10.2017). Grifos acrescidos. (TJ-RN - AC: 20170150077RN, Relator: Juiz Convocado Luiz Alberto Dantas Filho, Data de Julgamento: 19/03/2019, 2ª Câmara Cível)Ademais, o mesmo raciocínio de desnecessidade de demonstração de danos ao erário se aplica à condenação pela ausência regular de prestação de contas no prazo legal (art. 11, VI da Lei de Improbidade Administrativa). Nesse caso, o dano decorre do simples descumprimento dos deveres e princípios que pautam a atuação administrativa.Com efeito, na hipótese dos autos, cuidando-se da prática de atos de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da Administração Pública (art. 11, VI, da Lei 8.429/92), é de aplicar-se o previsto no art. 12, II, da mesma lei, que assim dispõe, in verbis:Art. 12. Independentemente das sanções penais, civis e administrativas previstas na legislação específica, está o responsável pelo ato de improbidade sujeito às seguintes cominações, que podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato:

(Redação dada pela Lei nº 12.120, de 2009).II - na hipótese do art. 10, ressarcimento integral do dano, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, se concorrer esta circunstância, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos, pagamento de multa civil de até duas vezes o valor do dano e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de cinco anos; Feitas essas considerações, entendo perfeitamente razoável todas as sanções atribuídas pelo D. Juízo a quo, eis que, foram aplicadas de forma adequada na espécie, diante da natureza do ato de improbidade administrativa efetivamente provado, tendo o magistrado a quo

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se pautado pela observância dos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade ao concretizá- las.Assim, comungando com os fundamentos acima transcritos, não vislumbro o que reformar na sentença recorrida, devendo ser ela mantida em todos os seus termos.Com estas considerações e na esteira da manifestação do Órgão Ministerial, conheço e NEGO PROVIMENTO ao recurso interposto, mantendo integralmente a sentença hostilizada.Outrossim, com base no art. 6º do CPC, advirto as partes que a matéria foi analisada com base nas alegações pertinentes ao caso, pois o juiz não está obrigado a responder todas as alegações das partes, quando já tenha encontrado motivo suficiente para fundamentar a decisão, nem se obriga a ater-se aos fundamentos indicados por elas e, tampouco, responder um a um todos os seus argumentos, motivo pelo qual, eventuais embargos de declaração poderão ser considerados protelatórios, sujeitando-se as partes à eventual condenação ao pagamento da multa prevista no art. 1.026, § 2º, do CPC.É comoVOTO.Belém, 04 de novembro de 2019. DESA. NADJA NARA COBRA MEDA.Relatora Belém, 04/11/2019

Número do processo: 0031932-58.2013.8.14.0301 Participação: APELANTE Nome: INSTITUTO DE GESTAO PREVIDENCIARIA DO ESTADO DO PARA Participação: APELADO Nome: MARIA DE FATIMA FERREIRA DA COSTA Participação: ADVOGADO Nome: RICARDO JERONIMO DE OLIVEIRA FROES OAB: 8376/PA Participação: APELADO Nome: ELIENAI TEIXEIRA MOURA Participação: ADVOGADO Nome: RICARDO JERONIMO DE OLIVEIRA FROES OAB: 8376/PA Participação: APELADO Nome:

POLYANNA PANTOJA DIAS Participação: ADVOGADO Nome: RICARDO JERONIMO DE OLIVEIRA FROES OAB: 8376/PA Participação: APELADO Nome: RAIMUNDO EMMANUEL MATOS COSTA Participação: ADVOGADO Nome: RICARDO JERONIMO DE OLIVEIRA FROES OAB: 8376/PA Participação: AUTORIDADE Nome: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARATRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ APELAÇÃO / REMESSA NECESSÁRIA (1728) - 0031932- 58.2013.8.14.0301APELANTE: INSTITUTO DE GESTAO PREVIDENCIARIA DO ESTADO DO PARAREPRESENTANTE: INSTITUTO DE GESTAO PREVIDENCIARIA DO ESTADO DO PARAAPELADO: MARIA DE FATIMA FERREIRA DA COSTA, ELIENAI TEIXEIRA MOURA, POLYANNA PANTOJA DIAS, RAIMUNDO EMMANUEL MATOS COSTARELATOR(A):Desembargadora NADJA NARA COBRA MEDA EMENTA PROCESSO Nº 0031932-58.2013.8.14.03012ª TURMA DE DIREITO PÚBLICOAPELACAO CIVEL/REMESSA NECESSARIAAPELANTE: INSTITUTO DE GESTAO PREVIDENCIARIA DO ESTADO DO PARA ? IGEPREVPROCURADOR AUTARQUICO: MARLON JOSE FERREIRA DE BRITOAPELADOS: MARIA DE FATIMA FERREIRA DA COSTA E OUTROSADVOGADO:

RICARDO JERONIMO DE OLIVEIRA FROESPROCURADOR DE JUSTIÇA: NELSON PEREIRA MEDRADORELATORA: DESA. NADJA NARA COBRA MEDA EMENTA: APELAÇÃO E REEXAME NECESSÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. MILITAR. ABONO SALARIAL. ILEGITIMIDADE PASSIVA DO IGEPREV. PRELIMINAR REJEITADA. ABONO SALARIAL. NATUREZA TRANSITÓRIA. POSSIBILIDADE DA INCORPORAÇÃO DA VANTAGEM ANTE A PARIDADE ENTRE OS MILITARES DA ATIVA E OS INATIVOS TRANSFERIDOS PARA A RESERVA REMUNERADA, SE A TRANSFERÊNCIA OCORREU ANTES DA ENTRADA EM VIGOR DA EC Nº 41/2003. RECURSO DE APELAÇÃO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. REEXAME NECESSÁRIO SENTENÇA MANTIDA. 1. Preliminar de Ilegitimidade passiva do IGEPREV. Segundo o art. 2° da Lei n° 6.564/2003, o IGEPREV, ao receber os recursos do Tesouro Estadual, coordena a destinação e executa os pagamentos, ou seja, ainda que receba tais recursos, é ele quem administra os pagamentos previdenciários. Sendo assim, possui responsabilidade para com os benefícios e com os beneficiados, portanto é legitimado para figurar no polo passivo da presente ação. Preliminar rejeitada.2. No Mérito. Em que pese o abono salarial instituído pelos Decretos nº 2219/97, 2.836/98 e 2837/98 possuir natureza transitória conforme entendimento assentado por este Tribunal, ressalva-se, no entanto, dessa compreensão, as incorporações realizadas pelo órgão previdenciário antes da vigência da Emenda Constitucional nº 41/2003, bem como a possibilidade de paridade entre ativos e inativos na ocasião da transferência para a reserva anteriormente à mencionada reforma constitucional. 3. No caso, observo que apenas MARIA DE FATIMA FERREIRA DA COSTA preenche os requisitos para equiparacao, pois foi transferida para a reserva remunerada no dia 02/05/2000, do mesmo modo que POLYANNA PANTOJA DIAS, aposentada no dia 12/06/2003, portanto, anteriormente a entrada em vigor da EC nº 41/2003. Contudo, os Apelados ELIENAI TEIXEIRA MOURA e RAIMUNDO EMMANUEL MATOS COSTA foram transferidos para inatividade nas datas de 01/02/2012 e 13/01/2012, respectivamente, portanto, posterior a EC n.º 41/2003.4. Recurso de Apelação conhecido e não provido, em sede de Reexame Necessário manter a sentença em todos os seus termos. ACORDAM os Excelentíssimos Senhores Desembargadores que integram a Egrégia 2ª Turma de Direito Público do

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Tribunal de Justiça do Estado do Pará, à unanimidade de votos, conhecer e NEGAR PROVIMENTO ao recurso de Apelação Cível,em sede de Reexame Necessário manter a sentença em todos os seus termos, nos termos do voto da relatora. Sala das Sessões do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, aos quatro dias do mês de novembro de 2019. Este Julgamento foi presidida pela Exma. Sra. Desembargadora Luzia Nadja Guimarães Nascimento. RELATÓRIO RELATÓRIO Tratam os presentes autos de REMESSA NECESSARIA e RECURSO DE APELACAO, este interposto peloINSTITUTO DE GESTAO PREVIDENCIARIA DO ESTADO DO PARA - IGEPREV(Num. 2010281 ? pags. 01/26) contra a r. sentenca proferida pela MMa. Juiza da 2ª Vara de Fazenda Publica de Belem (Num. 2010277 ? pags. 05/12), nos autos doMANDADO DE SEGURANCA COM PEDIDO LIMINAR(Num. 2010208 ? pags. 03/17) impetrado porELIENAI TEIXEIRA MOURA, MARIA DE FATIMA FERREIRA DA COSTA, RAIMUNDO EMMANUEL MATOS COSTA e POLYANA DIAS PIMENTELcontra ato do PRESIDENTE DO IGEPREV. A r. sentenca (Num. 2010277 ? pags. 05/12), de inicio, afastou as preliminares de ilegitimidade passiva do IGEPREV, por entender que cabera ao Instituto arcar com os custos do reconhecimento do direito a percepcao do beneficio dos pensionistas. Concluiu, ainda que a via eleita nao permite a cobranca de parcelas retroativas a sua impetracao, logo, inexistente interesse do Estado em ingressar no feito. Rejeitou a alegacao de prescricao com fundamento na Sumula 85 do STJ, por se tratar de prestacao de trato sucessivo. No merito, apesar de reconhecer a transitoriedade do abono pleiteado pelos autores, ressalvou que antes da EC n. 41/03 havia paridade remuneratoria entre os policiais da ativa e da inativa independente do carater temporario de qualquer beneficio que recebiam. Em consequencia concedeu a seguranca a MARIA DE FATIMA FERREIRA DA COSTA e POLYANA DIAS PIMENTEL, por terem sido transferidas para inatividade antes da vigencia da referida emenda, denegando writ aos autores ELIENAI TEIXEIRA MOURA e RAIMUNDO EMMANUEL MATOS COSTA, que se aposentaram somente apos a alteracao da regra de paridade. Inconformado, o IGEPREV interpos Apelacao (Num. 2010281 ? pags. 01/26) pugnando pela recepcao do recurso em seu duplo efeito, baseando-se na Lei n.º 9.717/98, que preve que as parcelas remuneratorias nao integram a base de contribuicao do servidor. Sustentou, em sede de preliminar, a sua ilegitimidade passiva, ja que so tem responsabilidade sobre as verbas que constituem os proventos dos policiais. Subsidiariamente, pugnou pela necessidade da formacao de litisconsorcio, com a inclusao do Estado do Para no polo passivo da demanda. No merito, alegou a inconstitucionalidade dos Decretos Estaduais nº 2.219/97, nº 2.837/98 e nº 1.699/05, por serem contrarios a Constituicao Federal ou Estadual. Aduziu que o beneficio pleiteado pelos Autores/Recorridos e uma vantagem pessoal de carater transitorio, por isso nao compoe o salario de contribuicao do servidor. Consequentemente, nao pode o abono ora pretendido ser concedido para majorar os proventos dos policiais civis, que toma por base o vencimento acrescido das vantagens permanentes, conforme Decreto nº 2.836/98. Por fim, defendeu que, apos a transferencia do servidor para a inatividade, as parcelas a que os agentes fazem jus passam a ser financiadas com recursos do fundo previdenciario, vedada a inclusao de outras vantagens que nao integraram a contribuicao do servidor. Na pag. 03 do ID 2010282, consta que transcorreu o prazo sem que os Apelados tenham apresentado contrarrazoes ao apelo. O Ministerio Publico de 2º Grau manifestou-se pelo conhecimento e nao provimento do recurso de apelacao interposto pelo igeprev, e, em remessa necessaria, opina pela manutencao in totum da sentenca vergastada. E o relatorio. VOTO VOTO Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso. PRELIMINAR: ILEGITIMIDADE PASSIVA DO IGEPREV Em sede de preliminar, o IGEPREV sustenta que nao possui legitimidade para atuar no feito, vez que o beneficio pleiteado pelos Apelados nao tem natureza previdenciaria, pois nao serviu de base para os calculos de seus proventos. Assim, restaria configurada a ilegitimidade da autarquia em atuar no feito. Contudo, nao merece acolhimento tal preliminar, em razao dos Apelados ja serem aposentados na data da violacao do direito e da propositura da demanda. No mais, conforme consta na inicial, o ato impugnado diz respeito exclusivamente a ilegalidade cometida pelo Apelante, na medida em que inexiste negativa de concessao do abono por parte do Estado, mas tao somente a omissao do Instituto de Gestao Previdenciaria quanto ao pagamento do abono. Outrossim, tem-se que o IGEPREV e dotado de personalidade juridica propria, conforme ja decidiu este E. Tribunal de Justica do Estado do Para, portanto plenamente capaz de atuar sozinho no feito: AGRAVO DE INSTRUMENTO. ABONO SALARIAL CONCEDIDO AOS POLICIAIS CIVIS E MILITARES. DECRETO ESTADUAL N. 2.219/97. PRELIMINAR DE ILEGITIMIDADE PASSIVA. NAO ACOLHIDA. DECADENCIA. NAO OCORRENCIA. INCONSTITUCIONALIDADE DO DECRETO ESTADUAL N. 2.219/97 E DA SUMULA 729 DO STF. NAO APRECIADA. NATUREZA TRANSITORIA DO ABONO SALARIAL. AFASTADA. REQUISITOS DA TUTELA ANTECIPADA. CARACTERIZADOS. RECURSO IMPROVIDO. I O Decreto n. 2.219/97 concedeu abono salarial aos policiais civis e militares. II -O IGEPREV e uma autarquia estadual que administra os pagamentos previdenciarios, dai porque, no presente caso, e considerado legitimo para figurar no polo passivo da demanda.III Nao ocorreu decadencia no presente caso, pois se trata de situacao

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de

trato sucessivo, que se renova a cada vez que abono deixa de integrar a remuneracao dos Agravados.

IV

A analise do agravo de instrumento limita-se ao teor da decisao agravada, por isso nao deve ser

apreciada, neste feito, a arguicao de inconstitucionalidade levantada pelo Agravante, pois esta segue

procedimento proprio. [

PEREIRA DE MOURA, Orgao Julgador 1a CAMARA CIVEL ISOLADA, Julgado em 2011-12-13, Publicado

em 2011-12-14) ? destaque do MP. Dessa forma, rejeito a preliminar. Pois bem. Passo a analisar o mérito. Como cediço, a Constituicao da Republica Federativa do Brasil preve, em seu art. 5º, inciso LXIX, que a concessao de mandado de seguranca para proteger direito liquido e certo, nao amparado por habeas corpus ou habeas data, quando o responsavel pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade publica

ou agente de pessoa juridica no exercicio de atribuicoes do Poder Publico. Regulamentando o referido

dispositivo constitucional, assim dispoe o art. 1º da Lei n.º 12.016/09: Conceder-se-a mandado de

seguranca para proteger direito liquido e certo, nao amparado por habeas corpus, sempre que, ilegalmente

ou com abuso de poder, alguem sofrer violacao ou houver justo receio por parte de autoridade, seja de

que categoria for e sejam quais forem as funcoes que exerca. Sendo assim, para a concessao da ordem no Mandado de Seguranca, e necessaria a existencia de prova pre-constituida, demonstrando o direito liquido e certo dos impetrantes, ou seja, deve-se comprovar de plano, sendo a dilacao probatoria incompativel com a natureza da acao mandamental, cuja celeridade procedimental esta prevista na Lei n.º 12.016/09. Feitas essas consideracoes, passa-se a analise do merito recursal. Quanto a alegacao de inconstitucionalidade dos Decretos Estaduais N.º 2.219/97; 2.837/98 que disciplinam o abono salarial,

ressalta-se que foi proposto incidente de inconstitucionalidade, o qual ja foi objeto de analise perante este Tribunal de Justiça, tendo o Tribunal Pleno decidido atraves do acordao n.º 100234 que os Decretos Estaduais n.º 2.219/97 e 2.837/98 sao compativeis com as Constituicoes Federal e Estadual. Vejamos os seguintes precedentes: PROCESSO N. 2012.3.021244-5. SECRETARIA DA 5a CAMARA CIVEL ISOLADA. APELACAO CIVEL E REEXAME NECESSARIO. COMARCA DA CAPITAL. APELANTE:

INSTITUTO DE GESTAO PREVIDENCIARIA DO ESTADO DO PARA - IGEPREV. PROCURADOR AUTARQUICO: ALEXANDRE FERREIRA AZEVEDO. APELADO: MARIO SERGIO MACEDO FERREIRA. ADVOGADA: KENIA SOARES DA COSTA- OAB/PA 15.650. PROCURADORA DE JUSTICA: MARIA DA CONCEICAO DE MATTOS SOUSA. RELATORA: DESEMBARGADORA DIRACY NUNES ALVES. DECISAO MONOCRATICA Trata-se de Reexame Necessario e Apelacao Civel interposto por INSTITUTO DE GESTAO PREVIDENCIARIA DO ESTADO DO PARA - IGEPREV em face da sentenca proferida pelo Juizo da 3a Vara de Fazenda de Belem, que julgou procedente a acao para determinar ao recorrente a incluir nos proventos do requerente o pagamento do abono salarial em igualdade com os proventos pagos aos servidores em atividade, inclusive os valores retroativos contados de 05 (cinco) anos anteriores ao ajuizamento da acao. Em suas razoes recursais assevera: a) ilegitimidade passiva do IGEPREV; b) necessidade do Estado do Para compor a lide como litisconsorte passivo necessario; c) inconstitucionalidade do Abono Salarial ou Vantagem Pessoal; d) transitoriedade do Abono Salaria; e) aplicacao do principio contributivo, da legalidade e da autotutela; f) impossibilidadea1 de pagamento de soldo correspondente ao grau superior. Recurso recebido apenas em seu efeito devolutivo (fl. 202). Contrarrazoes deixaram de ser apresentadas, apesar da devida intimacao, conforme apresentadas as fls. 202-v. Devidamente distribuido, coube-me a relatoria do feito (fl. 203). Remetidos os autos a douta Procuradoria de Justica (fl. 205), a qual atraves de parecer de lavra da eminente Dra. Maria da Conceicao

de Mattos Sousa, opinou pelo conhecimento e improvimento do recurso. E o relatorio. DECIDO Conheco

VII Recurso conhecido e improvido. (2011.03068059-70, 102.935, Rel. GLEIDE

]

do recurso porque preenchidos os requisitos de admissibilidade. A questao referente a incorporacao e pagamento do abono salarial aos inativos ja foi alvo de acalorados debates em nossa Corte e tambem nas superiores, sendo que atualmente a questao resta pacificada. O nosso Tribunal Pleno, em Sessao ordinaria realizada em 31/08/2011, firmou o entendimento de que os Decretos Estaduais n. 2.219/97 e 2.837/98, que disciplinam o abono salarial aos servidores militares, estao revestidos de constitucionalidade, senao vejamos: EMENTA: DIREITO PROCESSUAL CIVIL. INCIDENTE DE INCONSTITUCIONALIDADE DOS DECRETOS ESTADUAIS 2.219/97 E 2.837/98, POR VICIO FORMAL, NAO ACOLHIDO. DECRETOS QUE NAO INOVAM NA SEARAa2 JURIDICA, MAS APENAS REGULAMENTE DIREITOS JA PREVISTOS EM LEI. INEXISTENCIA DE AUMENTO DE DESPESA, POR SE CUIDAR DE MERA REPOSICAO SALARIAL. ALEGACAO DE AFRONTA A CONSTITUICAO POR SE TRATAR DE DESPESA SEM PREVISAO ORCAMENTARIA. INEXISTENCIA DE PROVA DO FATO ALEGADO. ARGUMENTO QUE NAO E SUFICIENTE PAR AFASTAR O DIREITO EM ANALISE. PEDIDO DE INCONSTITUCIONALIDADE JULGADO IMPROCEDENTE. DECISAO UNANIME.I Os objurgados decretos estaduais nao inovam no ordenamento juridico, criando novos direitos e deveres, mas apenas

regulamentam o previsto no artigo 117 do Regimento Juridico Unico dos Servidores Estaduais. Por conseguinte, nao ha ofensa ao principio constitucional da reserva legal; II No mesmo sentido, deve ser

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rechacada a alegacao de que os supracitados decretos criaram aumento de despesa sem preceito em lei, uma vez que, alem de existir previsao legal estabelecendo os abonos, nao se pode olvidar que as controvertidas normas tinham por objetivo expresso apenas repor perdas salariais dos servidores em destaque. Logo, nao ha aumento, mas mera restituicao de valores devidos. III No que se refere a assertiva

de inconstitucionalidade por ausencia de previsao orcamentaria, e de se destacar que o autor do incidente nao comprovou esta alegacao. Ademais, o STF ja firmou o entendimento de que a ausencia de previsao orcamentaria nao e causa suficiente para provocar a inconstitucionalidade da norma guerreada. IV Pedido de inconstitucionalidade conhecido e julgado improcedente. V Decisao unanime. Entretanto, reconhecer a constitucionalidade do abono salarial nao invalida a compreensao de que tenha natureza juridica de gratificacao de carater estritamente transitorio e, portanto, impossivel de ser incorporado para fins de aposentadoria. Seguindo este raciocinio, o colegiado das Camaras Civeis Reunidas recentemente, por ocasiao do julgamento do Mandado de Seguranca no. 2014.3.000754-7, definiu que o abono de salario inerente aos servidores tem cabimento em razao da plena atividade no servico publico, senao vejamos:

MANDADO DE SEGURANCA. AUSENCIA DE DIREITO LIQUIDO E CERTO. ABONO SALARIAL. NATUREZA TRANSITORIA E EMERGENCIAL. IMPOSSIBILIDADE DE INCORPORACAO. PRELIMINAR DE ILEGITIMIDADE ATIVA PARCIALMENTE ACOLHIDA. PRELIMINAR DE IMPOSSIBILIDADE

JURIDICA DE REJEITADA. SEGURANCA DENEGADA A UNANIMIDADE. 1 (

discussao que nao e nova neste e. Tribunal, existindo uma serie de precedentes no sentido de considerar a natureza temporaria e emergencial desse abono salarial, insuscetivel, portanto, de ser incorporado a remuneracao dos servidores da policia militar.5. Diante disso, resta patente que os impetrantes nao possuem direitoa4 liquido e certo a incorporacao das parcelas do abono salarial as remuneracoes dos servidores militares da ativa. 6. Seguranca denegada a unanimidade. (201430007547, 137360, Rel. Jose Maria Teixeira do Rosario, Camaras Civeis Reunidas, Julgado em 26/08/2014, Publicado em 05/09/2014)

Portanto, considerando a transitoriedade do abono salarial, ja confirmada em varias decisoes deste

Tribunal e do C. STJ, resta incabivel a sua incorporacao aos proventos de aposentadoria como pretende o apelado. Ante o exposto, conheco e dou provimento ao apelo para julgar improcedente a acao de concessao de abono salarial, de forma monocratica permitida pelo art. 557 do CPC, nos termos da fundamentacao. Belem, 29 de setembro de 2015. Desembargadora DIRACY NUNES ALVES Relatora. (TJ-PA - REEX: 00229393220118140301 BELEM, Relator: DIRACY NUNES ALVES, Data de Julgamento:

30/09/2015, 5a CAMARA CIVEL ISOLADA, Data de Publicacao: 30/09/2015) PROCESSUAL CIVIL. REEXAME NECESSARIO E RECURSOS DE APELACAO. ACAO ORDINARIA DE INCORPORACAO DE ABONO SALARIAL. DO RECURSO INTERPOSTO PELO AUTOR. CONDENACAO EM HONORARIOS DE SUCUMBENCIA AO ESTADO DO PARA. JULGAMENTO DA LIDE SEM APRECIACAO DO MERITO QUANTO A ESTE REQUERIDO. CABIMENTO. APLICACAO DO PRINCIPIO DA CAUSALIDADE. RECURSO NAO MERECE PROVIMENTO. DO RECURSO INTERPOSTO PELO IGEPREV. PRELIMINAR. ILEGITIMIDADE PASSIVA. O IGEPREV POSSUI PERSONALIDADE JURIDICA DE DIREITO PUBLICO, COM AUTONOMIA FINANCEIRA E ADMINISTRATIVA, DEVENDO RESPONDER EM JUIZO PELAS QUESTOES ATINENTES AO PAGAMENTO DOS VALORES A QUE FAZEM JUS OS INATIVOS. REJEITADA. MERITO.ALEGACAO DE INCONSTITUCIONALIDADE DO ABONO SALARIAL. REFERIDO INCIDENTE DE INCONSTITUCIONALIDADE JA FOI OBJETO DE ANALISE DESTA CORTE DE JUSTICA, TENDO O PLENO DESTE TRIBUNAL DECIDIDO ATRAVES DO ACORDAO N.o 100234 QUE OS DECRETOS ESTADUAIS 2.219/97 E 2.837/98 SAO COMPATIVEIS COM AS CONSTITUICOES FEDERAL E ESTADUAL. PRETENSAO DO AUTOR EM PERCEBER A PARCELA ABONO SALARIAL EM EQUIPARACAO AOS SERVIDORES MILITARES ATIVOS.O ABONO SALARIAL EM COMENTO SE TRATA DE NOTORIO REAJUSTE SALARIAL SIMULADO, NAO HAVENDO ENTAO QUALQUER JUSTIFICATIVA JURIDICA PARA QUE A MAJORACAO SE DE EXCLUSIVAMENTE AOS SERVIDORES DA ATIVA, SOB PENA DE FERIR-SE COM ISSO A ISONOMIA ENTRE OS AGENTES PUBLICOS ATIVOS E INATIVOS. NAO SE PODE OLVIDAR QUE O STF SUMULOU O ENTENDIMENTO DE QUE NAO PODE O PODER JUDICIARIO AUMENTAR VENCIMENTOS DE SERVIDORES PUBLICOS SOB FUNDAMENTO DE ISONOMIA (SUMULA 339). DE FATO, REFERIDA SUMULA VEDA A INOVACAO SALARIAL POR PARTE DO JUDICIARIO, TODAVIA, NAO IMPEDE QUE ESTE PODER RETIFIQUE ATUACOES ILEGAIS POR PARTE DA ADMINISTRACAO PUBLICA, QUE MERECEM CORRECAO. NAO SE ESTA LEGISLANDO DE FORMA POSITIVA, MAS CORRIGINDO A ATUACAO ILEGITIMA DA ADMINISTRACAO PUBLICA, QUE NAO PODE ATUAR EM INOBSERVANCIA AO PRINCIPIO DA LEGALIDADE. REEXAME NECESSARIO CONHECIDO. RECURSOS DE APELACAO CONHECIDOS E IMPROVIDOS. SENTENCA MANTIDA EM SUA INTEGRALIDADE. DECISAO UNANIME. (TJ-PA - REEX:

201330131602 PA, Relator: GLEIDE PEREIRA DE MOURA, Data de Julgamento: 12/12/2013, 1a CAMARA CIVEL ISOLADA, Data de Publicacao: 18/12/2013) Quanto à transitoriedade do beneficio

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Trata-se de uma

)4.

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pleiteado, cumpre esclarecer que o abono consiste em vantagem pecuniaria, concedida alem do vencimento ou remuneracao do cargo. Essas vantagens pecuniarias podem se classificar em gratificacao ou adicional, com finalidades diversas e concedidas por motivos diferentes. O adicional e uma vantagem pecuniaria que a Administracao concede ao servidor em razao do tempo de exercicio ou em face da natureza peculiar da funcao, que exige conhecimento especializado ou um regime proprio de trabalho. O adicional relaciona-se com o tempo ou com a funcao. Por ter natureza perene, o adicional, em principio, adere aos vencimentos, sendo de carater permanente. A gratificacao, por sua vez, e instituto diametralmente distinto, na medida em que constitui uma vantagem pecuniaria atribuida precariamente ao servidor que esta prestando servicos comuns da funcao em condicoes anormais de seguranca, salubridade ou onerosidade, ou concedida como ajuda aos servidores que reunam as condicoes pessoais que a lei especifica. Desse modo, percebe-se que as gratificacoes sao concedidas pela Administracao a seus servidores em razao das condicoes excepcionais em que esta sendo prestado um servico comum (as chamadas gratificacoes propter laborem) ou em face de situacoes individuais do servidor (propter personam), diversamente dos adicionais, que sao atribuidos em face do tempo de servico (ex facto officii). Dai porque a gratificacao e, por indole, vantagem transitoria e contingente, que nao possui ligacao com o cargo ou a funcao, sendo concedida em face das condicoes excepcionais do servico ou do servidor. Nesse sentido, o Tribunal de Justica do Estado do Para, de fato, ja reconheceu a transitoriedade do abono ora pleiteado: APELAÇÃO CÍVEL. ABONO SALARIAL. RECURSO DE APELAÇÃO PELO AUTOR (FLS. 224- 237):IMPROCEDÊNCIA DO PLEITO DE RECEBIMENTO E INCORPORAÇÃO DO ABONO SALARIAL. MANIFESTO CARÁTER TRANSITÓRIO E EMERGENCIAL. INEXISTÊNCIA DE DIREITO À PERCEPÇÃO DO ABONO NA INATIVIDADE E DE INCORPORAÇÃO DE TAL VERBA.RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO - RECURSO DE APELAÇÃO DO IGEPREV (FLS. 240-244): NECESSIDADE DE CONSTAR NA SENTENÇA A CONDENAÇÃO DO AUTOR AO PAGAMENTO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. JUSTIÇA GRATUITA. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO. À UNANIMIDADE.(2016.05025624-92, 169.150, Rel. MARIA DE NAZARE SAAVEDRA GUIMARAES, Órgão Julgador 4ª CAMARA CIVEL ISOLADA, Julgado em 2016-12-12, Publicado em 2016-12-15) AGRAVO DE INSTRUMENTO.ABONO SALARIAL. NATUREZA TRANSITÓRIA E EMERGENCIAL. IMPOSSIBILIDADE DE INCORPORAÇÃO.AUXILIOS MORADIA E DE INVALIDEZ NÃO SÃO INCORPORÁVEIS POR FORÇA DA EMENDA CONSTITUCIONAL N. 41/2003. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. 1.Trata-se de uma discussão que não é nova neste e. Tribunal, existindo uma série de precedentes no sentido de considerar a natureza temporária e emergencial desse abono salarial, insuscetível, portanto, de ser incorporado à remuneração dos servidores da polícia militar. 2.Com visto, essa vasta jurisprudência segue no sentido de que o abono salarial previsto no Decreto nº 2.219/97, alterado pelos Decretos nºs 2.836/98 e 2.838/98, possui natureza temporária e emergencial, de forma que não pode ser incorporado à remuneração dos servidores da polícia militar. 3.Note-se que esses Decretos atestam o caráter emergencial da vantagem e declaram que ela não constitui parcela integrante da remuneração, não podendo nela ser incorporada. 4. Diante disso, resta patente que a agravada não possui direito líquido e certo a equiparação do abono salarial em igualdade de condições ao percebido pelos militares da ativa. 5. Por outro lado, os auxílios moradia e de invalidez são incorporados apenas às pensões por morte de servidor que tenha ocorrido antes da Emenda Constitucional n. 41/2003. Como o falecimento do servidor ocorreu após a essa modificação, não é cabível a incorporação dessas verbas à pensão da agravada. 6. Recurso conhecido e provido. (2016.05041509-64, 169.074, Rel. JOSE MARIA TEIXEIRA DO ROSARIO, Órgão Julgador 4ª CAMARA CIVEL ISOLADA, Julgado em 2016-11-28, Publicado em 2016-12-14) AGRAVO INTERNO EM APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA.PLEITO DE EQUIPARAÇÃO DE ABONO SALARIAL CONCEDIDA AOS POLICIAIS MILITARES INATIVOS CONCEDIDO EM SEDE DE SENTENÇA PELO JUÍZO A QUO. ABONO CONCEDIDO PELOS DECRETOS Nº 2.219/97 E 2.836/98. SENTENÇA REFORMADA.DECISÃO MONOCRÁTICA CONCEDENDO PROVIMENTO AO RECURSO.INCORPORAÇÃO AOS PROVENTOS. IMPOSSIBILIDADE. CARÁTER TRANSITÓRIO. JURISPRUDÊNCIA DOMINANTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA.AGRAVO INTERNO CONHECIDO E IMPROVIDO A UNANIMIDADE. 1.De acordo com a jurisprudência consolidada no Superior Tribunal de Justiça, o abono salarial instituído pelo Decreto Estadual n. 2.219/1997, em razão de seu caráter transitório e emergencial, não pode ser incorporado aos proventos de aposentadoria.2. Agravo Interno conhecido, porém improvido, nos termos do voto da Desa. Relatora. À unanimidade.(2017.00693534-59, 170.779, Rel. EZILDA PASTANA MUTRAN, Órgão Julgador 1ª TURMA DE DIREITO PÚBLICO, Julgado em 2017-02-20, Publicado em Não Informado(a) APELAÇÃO CÍVEL EM AÇÃO ORDINÁRIA. IMPROCEDÊNCIA DO PLEITO DE RECEBIMENTO E INCORPORAÇÃO DO ABONO SALARIAL. MANIFESTO CARÁTER TRANSITÓRIO E EMERGENCIAL. INEXISTÊNCIA DE DIREITO À PERCEPÇÃO DO ABONO NA INATIVIDADE E DE

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INCORPORAÇÃO DE TAL VERBA.MANUTENÇÃO DA SENTENÇA EM TODOS OS SEUS TERMOS - RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. 1- Conforme se infere da legislação afeta à matéria, observa-se ser império de leio caráter emergencial para a concessão do abono salarial, sendo uma gratificação de serviço, de caráter transitório, que pode ser retirada a qualquer momento. 2- Assim,uma vez constatada a natureza transitória do abono salarial, não se pode admitir o seu recebimento e incorporação aos proventos de inatividade. 3- Recurso conhecido e improvido, para manter a sentença ora vergastada. (2016.04933102-44, 168.914, Rel. NADJA NARA COBRA MEDA, Órgão Julgador 3ª CÂMARA CÍVEL ISOLADA, Julgado em 2016-12-06, Publicado em 2016-12-09) AGRAVO INTERNO EM REEXAME NECESSÁRIO DECIDIDO MONOCRATICAMENTE. 2- DECISÃO NA MESMA ESTERIA DO ENTENDIMENTO JÁ FIRMADO PELO EGRÉGIO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. 3- OABONO NÃO DEVE SER INCORPORADO AOS PROVENTOS CONSIDERANDO SEU CARÁTER TRANSITÓRIO. 4- RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO À UNANIMIDADE. (2016.04884543-27, 168.727, Rel. DIRACY NUNES ALVES, Órgão Julgador 5ª CAMARA CIVEL ISOLADA, Julgado em 2016-12-01, Publicado em 2016-12-06) CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIARIO. REEXAME NECESSARIO E APELACAO CIVEL. ACAO ORDINARIA. PRELIMINAR DE ILEGITIMIDADE PASSIVA E PREJUDICIAL DE PRESCRICAO. PREJUDICADAS. APLICACAO DA PRIMAZIA DO MERITO. ART. 488, DO CPC/15. INCIDENTAL DE INCONSTITUCIONALIDADE DE DECRETO. NAO ACOLHIDA. ABONO SALARIAL. PREVIDENCIARIO. VANTAGEM CRIADA PELOS DECRETOS 2.219/1997, 2.836/1998 e 1.699/05. CARATER TRANSITORIO. MILITAR. RESERVA REMUNERADA. INCORPORACAO E PARIDADE DE ABONO SALARIAL. IMPOSSIBILIDADE. DIREITO NAO CONFIGURADO. FIXACAO DE HONORARIOS. 1- A sentenca julga procedente o pedido inicial, para condenar o IGEPREV a incluir nos proventos do requerente o pagamento do abono salarial em igualdade com os vencimentos dos servidores em atividade, com pagamento de valores retroativos a contar de 05 (cinco) anos anteriores ao ajuizamento da acao; [ ] 3- Existindo pronunciamento do Egregio Tribunal Pleno acerca da constitucionalidade dos decretos, o

incidente de inconstitucionalidade deve ser rejeitado, nos termos do art. 481, paragrafo unico, do Codigo de Processo Civil; 4-O abono salarial previsto no Decreto no 2.219/97, alterado pelos Decretos 2.836/98 e 2.838/98, possui natureza temporaria e emergencial, de forma que nao pode ser incorporado aos proventos dos inativos da policia militar; 5- Em razao da reforma da sentenca, invertido o onus da sucumbencia, ficando a cargo do autor/apelado o pagamento das custas e despesas processuais e o pagamento de honorarios advocaticios fixados em R$500,00 (quinhentos reais), ficando suspensa a sua exigibilidade por se encontrar sob o palio da justica gratuita; 6- Reexame Necessario e recurso de Apelacao conhecidos. Apelacao provida. Em reexame, sentenca reformada nos termos do provimento recursal. (2019.03492685-89, 207.677, Rel. CELIA REGINA DE LIMA PINHEIRO, Orgao Julgador 1a TURMA DE DIREITO PUBLICO, Julgado em 2019-08-19, Publicado em 2019-09-03) (grifei) Todavia, quanto a questao da paridade entre os vencimentos dos servidores ativos e inativos, cumpre fazer algumas observacoes acerca da data de aposentadoria dos Apelados frente as modificacoes trazidas pela Emenda Constitucional n.º 41/2003.E cedico que a Emenda Constitucional no 41/2003, publicada no dia 31/12/2003, trouxe algumas inovacoes ao regime previdenciario, pondo fim a paridade entre servidores ativos e inativos. A paridade e isonomia foram tratadas no paragrafo unico do artigo 6º e no artigo 7º da EC 41/2003: Art. 6.º Ressalvado o direito de opcao a aposentadoria pelas normas estabelecidas pelo art. 40 da Constituicao Federal ou pelas regras estabelecidas pelo art. 2o desta Emenda, o servidor da Uniao, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municipios, incluidas suas autarquias e fundacoes, que tenha ingressado no servico publico ate a data de publicacao desta Emenda podera aposentar-se com proventos integrais, que corresponderao a totalidade da remuneracao do servidor no cargo efetivo em que se der a aposentadoria, na forma da lei, quando, observadas as reducoes de idade e tempo de contribuicao contidas no § 5o do art. 40 da Constituicao Federal, vier a preencher, cumulativamente, as seguintes

unico. Aplica-se ao valor dos proventos de aposentadorias concedidas com base

condicoes:(

no caput o disposto no art. 7o desta Emenda Constitucional, observando-se igual criterio de revisao as pensoes derivadas dos proventos desses servidores. (Incluido pela Emenda Constitucional no 70, de

7º Observado o disposto no art. 37, XI, da Constituicao Federal, os proventos de

2012)(

aposentadoria dos servidores publicos titulares de cargo efetivo e as pensoes dos seus dependentes pagos pela Uniao, Estados, Distrito Federal e Municipios, incluidas suas autarquias e fundacoes, em fruicao na data de publicacao desta Emenda, bem como os proventos de aposentadoria dos servidores e as pensoes dos dependentes abrangidos pelo art. 3o desta Emenda, serao revistos na mesma proporcao e na mesma data, sempre que se modificar a remuneracao dos servidores em atividade, sendo tambem estendidos aos aposentados e pensionistas quaisquer beneficios ou vantagens posteriormente concedidos aos servidores em atividade, inclusive quando decorrentes da transformacao ou reclassificacao do cargo ou funcao em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referencia para a concessao da pensao, na

)Paragrafo

)Art.

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forma da lei. Entretanto, em 05/07/2005 foi promulgada a EC no 47/2005, que revogou o paragrafo unico

do artigo 6º e ampliou o alcance do artigo 7º da Emenda Constitucional em estudo. Art. 2º Aplica-se aos proventos de aposentadorias dos servidores publicos que se aposentarem na forma do caput do art. 6º da

)Art. 5º Revoga-se o

paragrafo unico do art. 6o da Emenda Constitucional no 41, de 19 de dezembro de 2003. Dessa forma,

tomando como base a interpretacao literal, observa-se que a paridade plena, prevista do artigo 7º da EC n.41/2003, e assegurada apenas aqueles servidores que ja se encontravam aposentados ou que cumpriram os requisitos para tal ate 31/12/2003. No caso em análise, verifica-se queMARIA DE FATIMA FERREIRA DA COSTApreenche os requisitos para equiparacao, pois foi transferida para a reserva remunerada no dia 02/05/2000 (Num. 2010209 ? pags. 07/08), do mesmo modo quePOLYANNA PANTOJA DIAS, aposentada no dia 12/06/2003 (Num. 2010209 ? pag. 20), portanto, anteriormente a entrada em vigor da EC n.º 41/2003. Contudo, os ApeladosELIENAI TEIXEIRA MOURA e RAIMUNDO EMMANUEL MATOS COSTAforam transferidos para inatividade nas datas de 01/02/2012 (Num. 2010208

? pag. 20) e 13/01/2012 (Num. 2010209 ? pag. 14), respectivamente, portanto, posterior a EC n.º 41/2003. Dessa forma, em que pese o carater transitorio do beneficio pretendido, nos termos do principio previdenciario do tempus regit actum, a materia em questao deve ser analisada de acordo com a lei vigente a epoca da aposentacao. Logo, apenas as RecorridasMARIA DE FATIMA FERREIRA DA COSTA

e POLYANNA PANTOJA DIAS possuem o direito liquido e certo a incorporacao do referido abono

salarial,conforme precedentes desta Corte de Justiça: CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO. APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO ORDINÁRIA. SENTENÇA DECLARA PRESCRIÇÃO DO FUNDO DE DIREITO. INAPLICABILIDADE. VERBA DE TRATO SUCESSIVO. CAUSA MADURA. § 4º DO ART. 1.013 DO CPC. ABONO SALARIAL. VANTAGEM CRIADA PELOS DECRETOS 2.219/1997, 2.836/1998 e 1.699/05. CARÁTER TRANSITÓRIO. MILITAR. RESERVA REMUNERADA ANTERIOR À EC 41/03. INCORPORAÇÃO E PARIDADE DE ABONO SALARIAL. POSSIBILIDADE. PRESCRIÇÃO QUINQUENAL. SÚMULA 85/STJ. FIXAÇÃO DE JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA. TEMAS 810/STF E 905/STJ. FIXAÇÃO DE HONORÁRIOS. § 3º, DO ART. 85, DO CPC. 1- A sentença extingue o feito, nos termos do art. 487, do CPC, declarando a prescrição do fundo de direito do autor que requer a equiparação do valor do abono salarial incorporado aos seus proventos de inatividade; 2- Configurada a omissão do IGEPREV, não há o que se falar em prescrição do fundo de direito, pois trata-se de relação de trato sucessivo. Sentença anulada; 3- Causa madura, conforme § 4º, do art. 1.013 do CPC, comportando julgamento nesta instância, em homenagem aos princípios da celeridade, economia e efetividade processual; 4-O abono salarial previsto no Decreto nº 2.219/97, alterado pelos Decretos 2.836/98 e 2.838/98, possui natureza temporária e emergencial, de forma que, em tese, não pode ser incorporado aos proventos dos inativos da polícia militar; 5- Preservado o direito adquirido à equiparação do abono salarial em paridade com os militares em atividade aos militares transferidos para a reserva remunerada antes da Emenda Constitucional nº 41/2003; 6- Compete delimitarem-se os últimos cinco anos, anteriores ao ajuizamento da ação, para aferir o alcance da verba em questão (Súmula nº 85/STJ); 7- Juros e correção monetária devem seguir a sorte do Temas 810 do STF e 905 do STJ, que definiram os parâmetros que os índices dos consectários legais; 8- Inversão do ônus sucumbencial. A fazenda pública é isenta do pagamento de custas processuais, na forma do disposto na alínea ?g?, do art. 15, da lei estadual nº 5.738/93; honorários a serem calculados com base no § 3º, do art. 85, do CPC; 9- Recurso de Apelação conhecido e provido. Vistos, relatados e discutidos os autos. Acordam, os Excelentíssimos Desembargadores, integrantes da 1ª Turma de Direito Público, à unanimidade, em conhecer do recurso de apelação e dou provimento, para afastar a prescrição declarada na sentença e, com fulcro no § 4º, do art. 1.013, do CPC, julgar procedente o pedido de equiparação do abono salarial incorporado aos proventos do autor, com pagamento retroativo, observada a prescrição quinquenal a contar do ajuizamento da ação; modular a aplicação de juros e correção monetária a teor dos Temas 810/STF e 905/STJ e fixar honorários advocatícios nos termos do § 3º, art. 85, do CPC. (2249079, Não Informado, Rel. CELIA REGINA DE LIMA PINHEIRO, Órgão Julgador 1ª Turma de Direito Público, Julgado em 2019-09-09, Publicado em 2019-09- 24) Portanto, nao deve ser provido o apelo interposto pelo IGEPREV, mantendo- se a decisao a quo inalterada. Ante o exposto, nego provimento ao recurso de Apelação interposto pelo IGEPREV, em sede de remessa necessária, mantenho a sentença em todos os seus termos. É como voto. Belém-PA, 04 de novembro de 2019. DESA. NADJA NARA COBRA MEDARELATORA Belém, 04/11/2019

Emenda Constitucional no 41, de 2003, o disposto no art. 7o da mesma Emenda.(

Número do processo: 0001101-19.2017.8.14.0032 Participação: SENTENCIANTE Nome: JUÍZO DA VARA ÚNICA DA COMARCA DE MONTE ALEGRE Participação: SENTENCIADO Nome: MUNICIPIO DE

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MONTE ALEGRE Participação: SENTENCIADO Nome: JESSICA PRISCILA DA SILVA LIMA Participação:

ADVOGADO Nome: PAULO BOAVENTURA MAIA MEDEIROS OAB: 9 Participação: ADVOGADO Nome:

CARIM JORGE MELEM NETO OAB: 789 Participação: AUTORIDADE Nome: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARATRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ REMESSA NECESSÁRIA (199) - 0001101-19.2017.8.14.0032SENTENCIANTE: JUÍZO DA VARA ÚNICA DA COMARCA DE MONTE ALEGRESENTENCIADO: MUNICIPIO DE MONTE ALEGRE, JESSICA PRISCILA DA SILVA LIMAREPRESENTANTE: MUNICIPIO DE MONTE ALEGRERELATOR(A):Desembargadora NADJA NARA COBRA MEDA EMENTA REMESSA NECESSÁRIA. MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDORA PÚBLICA MUNICIPAL. ESTÁGIO PROBATÓRIO. LOTAÇÃO ORIGINAL. REMOÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. LEI MUNICIPAL Nº 4.080/93. VEDAÇÃO EXPRESSA. DIREITO LIQUIDO E CERTO CONFIGURADO. SENTENÇA MANTIDA EM REMESSA NECESSÁRIA.I ?A questão ora debatida versa sobre o direito do impetrante, servidora do Município de Monte Alegre/PA, em não ser removida de sua lotação original enquanto estiver em estágio probatório.II -No caso dos autos, na época dos fatos, em

27.01.2017, quando foi redigido o Memorando nº 036/2017, de lavra do Sr. Secretário Municipal de Saúde,

o § 4º, do art. 20, do Regime Jurídico Único do Funcionalismo Público do Município de Monte Alegre, Lei

Municipal nº 4.080/93, vedava expressamente a remoção de servidor em estágio probatório.III -Nesse viés, considerando que a servidora tomou posse no dia 04/04/2016 (Id nº 2267339 ? fls. 11), bem como, considerando que na data de 27.01.2017 ainda estava em estágio probatório quando foi determinada sua remoção para a Comunidade de Pariçó, Zona Rural do Município de Monte Alegre, via Memorando nº

036/2017, é claro o seu direito líquido e certo de ser reconduzida para a lotação originária, qual seja, o Hospital Municipal.IV -REMESSA NECESSÁRIA CONHECIDA PARA MANTER A SENTENÇA.ACÓRDÃOAcordam as Excelentíssimas Senhoras Desembargadoras componentes da 2ª Turma de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. por unanimidade de votos, em CONHECER do Reexame Necessário e MANTER a sentença, nos termos do voto da Relatora.Sala das Sessões do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, aos quatro dias do mês de novembro de 2019.Este julgamento foi presidido pelo Exmo. Sr. Desembargador Luiz Gonzaga da Costa Neto. RELATÓRIO Trata- se deREMESSA NECESSÁRIAem sentença proferida pelo MM. Juízo de Direito da Vara Única da Comarca de Monte Alegre/Pa que, nos autos deAÇÃO DE MANDADO DE SEGURANÇA COM PEDIDO LIMINAR,impetrado porJESSICA PRISCILA DA SILVA LIMA,contra ato praticado pelo Secretário Municipal de Saúde de Monte Alegre/PA, concedeu a segurança pleiteada para anular a remoção da impetrante, devendo a servidora ser mantida em sua lotação de origem, qual seja, Hospital Municipal, até o término de seu estágio probatório.Sustenta a impetrante que é servidora pública do Município de Monte Alegre/PA, tendo tomado posse no cargo de Enfermeira na data de 04/04/2016.Destaca que foi lotada no Hospital Municipal, vinculado à Secretaria Municipal de Saúde, conforme Memorando nº 086/2016, da lavra do então Secretário Municipal de Saúde.Informa que, no dia 27.01.2017, a autoridade coatora determinou nova lotação à impetrante, agora na Comunidade de Pariçó, Zona Rural do Município de Monte Alegre, via Memorando nº 036/2017.Entretanto, aduz que, por força do RJU dos servidores municipais, artigo 20, §4º,

é vedada a remoção de servidor durante o estágio probatório.Nesse sentido, requereu o deferimento de

liminar para fim de que ser reconduzida ao Hospital Municipal, suspendendo os efeitos do Memorando nº 036/2017. Ao final, pugnou pela concessão da segurança.Em sentença (Id nº 2267343), o MM. Juízo a quo concedeu a segurança pleiteada para anular a remoção da impetrante, devendo a servidora ser mantida em sua lotação de origem, qual seja, Hospital Municipal, até o término de seu estágio

probatórios.As partes não apresentaram recurso voluntário (Id nº 2267343 ? fl. 06).O Ministério Público de 2º Grau manifestou-se pela manutenção integral da decisão de primeiro grau. (ID. 2288442).É o relatório. VOTO Presente os pressupostos de admissibilidade, conheço da remessa necessária.A questão ora debatida versa sobre o direito do impetrante, servidora do Município de Monte Alegre/PA, em não ser removida de sua lotação original enquanto estiver em estágio probatório.O mandado de segurança se destina à correção de ato ou omissão de autoridade, desde que ilegal e ofensivo a direito individual ou coletivo, líquido e certo do impetrante (art. 5º, LXIX, CF).No caso dos autos, na época dos fatos, em 27.01.2017, quando foi redigido o Memorando nº 036/2017, de lavra do Sr. Secretário Municipal de Saúde,

o § 4º, do art. 20, do Regime Jurídico Único do Funcionalismo Público do Município de Monte Alegre, Lei

Municipal nº 4.080/93, vedava expressamente a remoção de servidor em estágio probatório. Ex vi: ?Art. 20. Ao entrar em exercício, o funcionário nomeado para o cargo de provimento efetivo ficará sujeito a

estágio probatório por período de dois anos, durante o qual e capacidade serão objeto de avaliação para

4º - O funcionário não poderá ser

desempenho do cargo, observados os seguintes requisitos:(

promovido, transferido, removido, redistribuído, reclassificado ou posto a disposição de outros órgãos ou

entidades, e nem obter as licenças constantes nos incisos VI, X e XI do artigo 74, durante o período de estágio.? Nesse viés, considerando que a servidora tomou posse no dia 04/04/2016 (Id nº 2267339 ? fls.

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11), bem como, considerando que na data de 27.01.2017 ainda estava em estágio probatório quando foi determinada sua remoção para a Comunidade de Pariçó, Zona Rural do Município de Monte Alegre, via Memorando nº 036/2017, é claro o seu direito líquido e certo de ser reconduzida para a lotação originária, qual seja, o Hospital Municipal.Dessa forma, restando acertada a sentença que concedeu a segurança para anular o Memorando nº 036/2017, determinando a recondução da impetrante, em nada merece reforma a decisão a quo.Ante o exposto, em harmonia com o Parquet Estadual, conheço do presente reexame necessário e, no mesmo passo,MANTENHO INTEGRALMENTE A SENTENÇA DE PRIMEIRO GRAU.É como voto.Belém, 04 de novembro de 2019. DESA. NADJA NARA COBRA MEDARelatora Belém, 04/11/2019

Número do processo: 0005563-98.2013.8.14.0051 Participação: APELANTE Nome: ALEXIA MONIA LIMA BORGES Participação: ADVOGADO Nome: FRANCISCO DE SOUSA SANTOS OAB: 964 Participação:

APELANTE Nome: SILVANA LIMA BORGES Participação: ADVOGADO Nome: FRANCISCO DE SOUSA SANTOS OAB: 964 Participação: APELADO Nome: INSTITUTO DE GESTAO PREVIDENCIARIA DO ESTADO DO PARA Participação: AUTORIDADE Nome: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARATRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ APELAÇÃO (198) - 0005563- 98.2013.8.14.0051APELANTE: ALEXIA MONIA LIMA BORGES, SILVANA LIMA BORGESAPELADO:

INSTITUTO DE GESTAO PREVIDENCIARIA DO ESTADO DO PARAREPRESENTANTE: INSTITUTO DE GESTAO PREVIDENCIARIA DO ESTADO DO PARARELATOR(A):Desembargador LUIZ GONZAGA DA COSTA NETO EMENTA EMENTA:APELAÇÃO CÍVEL E REMESSA NECESSÁRIA. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. SENTENÇA DE RECONHECIMENTO DO DIREITO À PENSÃO POR MORTE.ESPOSA E FILHA, À ÉPOCA DO FALECIMENTO MENOR DE IDADE. COMPROVAÇÃO DA QUALIDADE DE DEPENDENTES DO SEGURADO MILITAR FALECIDO.PRESUNÇÃO LEGAL DO ESTADO CIVIL DA APELADA QUE NÃO FOI ELIDIDA PELO APELANTE. NÃO COMPROVAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE FATO IMPEDITIVO DO DIREITO DAS AUTORAS. BENEFÍCIO DEVIDO. IMPOSSIBILIDADE DE CONDENAÇÃO AO PAGAMENTO RETROATIVO EM DUPLICIDADE. COMPROVAÇÃO DO PAGAMENTO DA REMUNERAÇÃO DO MILITAR FALECIDO PELA SEAD NOS TERMOS DO ART. 75 DA LEI ESTADUAL Nº 5251/85 CONFORME FICHAS FINANCEIRAS. LEVANTAMENTO DE VALORES POR MEIO DE AÇÃO PRÓPRIA.APELO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO APENAS PARA REFORMAR A SENTENÇA QUANTO AO PAGAMENTO RETROATIVO. MANTIDA NOS DEMAIS TERMOS.1 ? Nos termos da legislação previdenciária estadual vigente à época do falecimento do segurado Militar da PMPA (LC nº 039/02), apensão por morte é devida ao conjunto dos dependentes do segurado que falecer, aposentado ou não, e independe de carência.2 ? Em se tratando de pedido de pensão por morte apresentado pela esposa e filha, à época do falecimento menor,a dependência econômica é presumida, consoante se infere do disposto no §5º do Art. 6º da Lei Complementar nº 39/02 e restou comprovada. 3 - Preenchidos os requisitos legais, as autoras fazemjusao recebimento do benefício de pensão por morte, eis que caberia ao réu comprovar o rompimento do vínculo matrimonial entre a autora e o segurado, ou de qualquer fato impeditivo, extintivo ou modificativo do direito das apeladas, ônus a que não se desincumbiu o apelante.4 ? Existindo comprovação do pagamento da remuneração do falecido pela SEAD/PA conforme fichas financeiras juntadas aos autos, nos termos do artigo 75 da Lei Estadual nº 5251/85, não há como ser reconhecido o pagamento dos valores retroativos, que se eventualmente não foram percebidos pelas recorridas devem ser objeto de ação própria para levantamento dos valores na conta do falecido, não podendo ser mantida a condenação da Autarquia Previdenciária ao pagamento de valores já depositados pelo Ente Estatal. 3 ? Apelo conhecido e parcialmente provido apenas para afastar a condenação ao pagamento dos valores retroativos, mantida nos demais termos. Sentença parcialmente alterada em remessa necessária. Decisão unânime.ACÓRDÃOVistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Excelentíssimos Senhores Desembargadores integrantes da 2.ª Turma de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado, à unanimidade,CONHECER E DAR PARCIAL PROVIMENTOao recurso, nos termos do voto do Desembargador Relator. Sala de Sessões do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, 04 de novembro de 2019. Julgamento presidido pela Excelentíssima Desa. Nadja Nara Cobra Meda. Belém, 04 de novembro de 2019. Des. LUIZGONZAGA DA COSTANETORelator RELATÓRIO RELATÓRIOTrata-se de recurso de apelação interposto peloIGEPREV ? Instituto de Gestão Previdenciária do Estado do Pará,nos autos da ação ordinária de obrigação de fazer cumulada com cobrança e crédito previdenciário em que contende comSILVANA LIMA BORGESeALEXIA MÔNIA LIMA BORGES, contra sentença do juízo da 6ª Vara Cível e empresarial de Santarém com o seguinte dispositivo:?Ante o exposto:a) JULGO PARCIALMENTE

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PROCEDENTE o pedido pleiteado na inicial, na forma do art. 487, I, do CPC, para determinar que o réu IGEPREV implemente o pagamento de pensão por morte em favor das autoras, ressalvando que no caso da autora-filha o benefício deverá ser concedido até os 21 anos de idade, bem como proceda o

pagamento dos valores retroativos às autoras, a contar da data do requerimento administrativo, com juros

e correção monetária, especificados abaixo, a serem apurados em sede de liquidação (art. 509 do

CPC).a.1) Quanto aos valores a serem pagos pela fazenda pública, a correção monetária deverá ser calculada com base no IPCA, desde o inadimplemento, enquanto os juros de mora, nos termos da Lei nº 11.960/2009, serão calculados pelo percentual estabelecido para caderneta de poupança, a partir da citação.b) Tendo em conta que as autoras sucumbiram em parte mínima do pedido (art. 86, parágrafo único, do CPC), condeno o réu em honorários advocatícios, no percentual de 10% sobre o valor da condenação, na forma do art. 85, §3º, inciso I, do CPC, a ser apurado em sede de liquidação. ( )? Inconformado, alega o apelante que a sentença merece reforma em razão da ausência do direito à pensão previdenciária por insuficiência de prova documental em obediência à Lei Complementar nº 39/02 e à Lei Federal nº 9.717/98.Aduz que deve ser aplicada a lei em vigor à época do falecimento do ex-segurado no ano de 2012, em atenção ao Enunciado nº 340 STJ, qual seja a LC nº 39/02 e que inexistem provas

suficientes para a manutenção dos termos da sentença, eis que incumbe à parte instruir a petição inicial ou a contestação com os documentos destinados a provar suas alegações, nos termos do artigo 434 do CPC, não tendo juntado na petição inicial documentos que comprovem efetivamente a convivência em comum além de outros necessários à instrução processual.Sustenta ofensa ao princípio da legalidade ante

a vedação legal de concessão de pensão a quem não tenha qualidade de beneficiário e que não pode

fazer frente a uma despesa sem possuir a respectiva fonte de custeio, nos moldes do artigo 195, § 5º da CF/88.Defende que caso seja mantida a concessão da pensão às apeladas, impõe-se a reforma da sentença ao menos no que tange à condenação de pagamento de valores retroativos para que não sejam pagos em duplicidade, sob o argumento de que sendo o ex-segurado policial militar, seus dependentes recebem o soldo pela SEAD/PA até a conclusão do processo administrativo e concessão da pensão previdenciária, conforme o disposto no artigo 75 da Lei Estadual nº 5.251/85 com alteração da Lei Estadual nº 6.049/1997.Assevera que estando as apeladas inseridas como dependentes do falecido, deduz-se que estão recebendo o soldo sem que haja qualquer prejuízo para a subsistência das mesmas, conforme o disposto na referida lei, juntando aos autos cópias das fichas financeiras do ex-segurado para comprovar o alegado.Assim, diante das razões, requer o provimento do recurso para reforma da decisão judicial.Contrarrazões apresentadas no documento de ID nº 627514.Remetidos os autos a este Tribunal, recebi o apelo no duplo efeito e determinei a remessa ao Ministério Público de 2º Grau (ID nº 676895) que ofertou parecer pelo conhecimento e improvimento do recurso (ID nº 711289).É o relatório. À Secretaria para inclusão do feito na pauta de julgamento da próxima sessão desimpedida.Belém, 04 de outubro de 2019. Des. LUIZGONZAGA DA COSTANETORelator VOTO VOTOO recurso preenche os requisitos para sua admissibilidade, principalmente porque seu manejo apresenta-se tempestivo e de acordo com a

hipótese prevista na lei processual civil,razão pela qual, conheço e passo a decidir.Cinge-se a controvérsia quanto ao direito das apeladas, esposa e filha, à época da morte e requerimento administrativo menor de idade, ao recebimento do benefício de pensão por morte do ex-segurado, militar falecido em 02/02/12 (certidão de óbito de ID nº 62749, página 12).Da análise dos autos, verifico que a sentença se mostra escorreita e merece ser em parte mantida.Com efeito, no que tange ao reconhecimento do direito à concessão de benefício de pensão por morte, cediço que deve observância, excetuando-se as regras de transição, à legislação em vigor na data do óbito do segurado, nos termos do Enunciado da Súmula nº 340 do STJ e em atenção ao princípio dotempus regit actum.Partindo de tal premissa, constato que, na hipótese, o falecimento do segurado ocorreu no ano de 2012, portanto, sob a vigência da Lei Complementar Estadual nº 039/2002, que estabelece: ?Art.5º São segurados obrigatórios do Regime de

- os militares ativos,da reserva remunerada e os

reformados.? ?Art. 6ºConsideram-se dependentes dos Segurados, para fins do Regime de Previdência que trata a presente Lei:I -o cônjuge, a companheira ou companheiro,na constância do casamentoou da

união estável, respectivamente;II -os filhos, de qualquer condição, desde que não emancipados, menores

de dezoito anos; (NR LC49/2005)(

5ºA dependência econômica das pessoas indicadas nos incisos I e

II é presumidae a das demais, prevista nos incisos III, V, VI e VII, deve ser comprovada de acordo com o

disposto em regulamento e resolução do Conselho Estadual de Previdência. (NR LC44/2003)? ?Da Pensão por MorteArt. 25.A pensão por morte será devida ao conjunto de dependentes do segurado falecido, ativo ou inativo,definidos e limitados nos termos do art. 6º e parágrafos desta Lei Complementar.(NR LC51/2006)? Assim, constato que a decisão apelada se apresenta escorreita e de acordo com a legislação aplicável ao caso, pois, conforme se extrai dos fundamentos da sentença,assiste razão às autoras, tendo em mira que além da comprovação da condição de segurado do falecido, restou

Previdência Estadual instituído por esta Lei:(

)IV

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comprovada a condição de esposa e filha menor.Isso porque, como bem destacou o magistrado, ?No caso dos autos, consta certidão de casamento à fl. 164, comprovando que a requerente Silvana Lima Borges era casada com o ex-segurado Francisco Pereira Borges, falecido em 02/05/2012 (fl. 23), bem como sua qualidade de dependente (fl.118). Com efeito, o requisito para que perceba a pensão por morte de seu esposo é a dependência econômica, que no caso é presumida, em razão do disposto no artigo, da Lei/91? (Id nº 627506).De igual modo, como destacou o parecer ministerial, restou comprovado que a apelada ALEXIA MONIA LIMA BORGES é filha do ex-segurado, conforme a certidão de nascimento juntada aos autos, contando à época do requerimento administrativo com 15 anos de idade, incontroverso, portanto, sua condição de dependente dode cujus (ID nº 627469), até os 21 anos como corretamente consignado na decisão recorrida.Constata-se, também, que as apeladas constam da certidão de óbito do ex-segurado como filha e esposa (ID nº 627469), estando consignado o endereço do falecido igual ao indicado no comprovante de residência das autoras. Além do mais, estão indicadas como dependentes do ex- segurado na declaração de Imposto de Renda (ID nº 627478).No que se refere à condição de segurado do falecido, a mesma também resta comprovada pela Certidão de Tempo de serviço na PMPA nº 079/2012, por meio da qual está declarada sua inclusão no estado efetivo da Polícia Militar no dia 01/03/1984 e sua exclusão por falecimento em 02/05/12, documento datada de 07/11/12, ou seja, à época do requerimento administrativo das autoras (ID nº 627469).Diante de tais provas, não há como serem acolhidas as razões do apelo de que não foram comprovadas administrativamente a condição de segurado do falecido e a dependência legalmente presumida das apeladas na condição de esposa e filha menor dode cujus, tampouco de que não restou comprovada a condição de beneficiárias das apeladas e impossibilidade de concessão de benefício sem fonte de custeio,até porque, após diligência durante a instrução processual, foi juntada certidão de casamento atualizada, documento hábil a comprovar a relação da autora Silvana Borges com ode cujus, não sendo produzida prova em contrário apta a elidir referido documento público.Somado a isso, correto o entendimento do juízo no sentido de que caberia ao réu o ônus de

comprovar fato impeditivo, extintivo ou modificativo do direito das autoras, ônus que não se desincumbiu, ainda que intimado a produzir provas, quando se manifestou pelo julgamento antecipado.Nesse aspecto, impende ressaltar que as apeladas, nos termos da lei previdenciária estadual, são dependentes do militar ex-segurado e com dependência econômica presumida.Portanto, quanto ao mérito, não comporta alteração a decisão apelada, inclusive na mesma direção da jurisprudência dominante deste Tribunal, senão vejamos:DIREITO PREVIDENCIÁRIO E DIREITO PROCESSUAL CIVIL. APELAÇÃO CÍVEL E REEXAME NECESSÁRIO.AÇÃO DE CONCESSÃO DE PENSÃO POR MORTE. APELAÇÃO. CERTIDÃO DE CASAMENTO. DOCUMENTO HÁBIL A PROVAR A EXISTÊNCIA DE MATRIMÔNIO. INTELIGÊNCIA DO ART. 1543 DO CC. PRESUNÇÃO JURIS TANTUM DO ESTADO CIVIL DA APELADA QUE NÃO FOI ELIDIDA PELO APELANTE. ÔNUS DA PROVA DO APELANTE (ART. 373, II DO CPC). ÔNUS DO QUAL NÃO SE DESINCUMBIU. BENEFÍCIO DEVIDO.JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA MANTIDOS. APELAÇÃO CONHECIDA E NÃO PROVIDA. REEXAME NECESSÁRIO. SENTENÇA PARCIALMENTE REFORMADA NO QUE TANGE AOS E HONORÁRIOS. ARBITRAMENTO EM FASE DE LIQUIDAÇÃO, CONFORME O ART. 85, §4º, CPC/15. REEXAME NECESSÁRIO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO. À UNANIMIDADE. 1- A questão em análise reside em verificar se a Apelada preenche os requisitos para a concessão da pensão por morte, bem como, verificar a fixação dos consectários legais. 2-No caso dos autos, observa-se que a Apelada comprovou a condição de esposa do falecido, por meio da certidão de casamento acostada aos autos (Id 1485232, pág. 6), cabendo ressaltar que a certidão de óbito do segurado, juntada aos autos (Id 1485232 ? Pág. 3/4), contém a informação de que o de cujus era pessoa casada e deixa como viúva a Apelada. 3-Nos ditames do art. 1.543, do Código Civil, o casamento prova-se pela certidão do registro. Ademais, cabe destacar que, no entendimento da jurisprudência pátria que remonta de longa data a própria certidão de óbito estaria apta a demonstrar a existência do casamento.4-Ainda da análise dos autos, observa-se a presença de documentos (Id. 1485232 - Pág. 02) apontando como residência do de cujus o endereço da Apelada (Id. 1485231 - Pág. 02), sendo este também o endereço declinado na certidão de óbito do de cujus, não havendo que se falar em insuficiência de documentos que comprovem as alegações da demandante. 5-O cônjuge figura entre os dependentes de primeira classe, sendo assim, a dependência econômica é presumida, a teor do disposto no art. 6º, §5º da Lei Complementar Estadual nº 39/02, como bem destacado pelo juízo na sentença. Logo, as circunstâncias dos autos indicam que a Apelada preenche as condições para o implemento da pensão por morte. 6-Com efeito, observa-se que a Apelada desincumbiu-se de seu ônus probatória, de forma que competia ao demandado comprovar fato impeditivo, extintivo ou modificativo do direito do autor, a teor do

art. 373 do CPC/15, fato que não ocorreu no presente caso.(

11- Reexame Necessário conhecido e

parcialmente provido.12- À unanimidade. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam Excelentíssimos Senhores Desembargadores componentes da 1ª Turma de Direito Público, à

)

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unanimidade, CONHECER E NEGAR PROVIMENTO À APELAÇÃO e CONHECER E DAR PARCIAL PROVIMENTO AO REEXAME NECESSÁRIO, nos termos do voto da eminente Desembargadora

Relatora. Julgamento ocorrido na 25ª Sessão Ordinária do Plenário Virtual da 1ª Turma de Direito Público, Tribunal de Justiça do Estado do Pará, no período de 02 (dois) à 09 (nove) de setembro de 2019. ELVINA GEMAQUE TAVEIRA Desembargadora Relatora (2185655, Não Informado, Rel. MARIA ELVINA GEMAQUE TAVEIRA, Órgão Julgador 1ª Turma de Direito Público, Julgado em 2019-09-02, Publicado em 2019-09-11) EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL E REEXAME NECESSÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE. CÔNJUGE. DEPENDÊNCIA ECONÔMICA COMPROVADA. PRESUNÇÃO DE VERACIDADE DA CERTIDÃO DE CASAMENTO. ENTRETANTO, NÃO DEMONSTRADA A DATA DO PEDIDO ADMINISTRATIVO, DEVE SER AFASTADO DA CONDENAÇÃO O PAGAMENTO RETROATIVO. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO 1. A pensão por morte é devida ao conjunto dos dependentes do segurado que falecer, aposentado ou não, e independe de carência. 2. A dependência econômica do cônjuge é presumida, consoante se infere do disposto no §5º do Art. 6º da Lei Complementar nº 39/02 e restou comprovada. 3. Preenchidos os requisitos legais, o autor faz jus ao recebimento do benefício de pensão por morte, eis que caberia ao réu comprovar o rompimento do vínculo matrimonial entre o autor e a segurada, ônus a que não se desincumbiu nos presentes autos. 4. Entretanto, não havendo como precisar a data do requerimento administrativo, deve ser considerada a data da interposição da demanda para fins de pagamento da pensão, afastando-se, por conseguinte, a condenação ao pagamento retroativo. 5. Apelação parcialmente provida e, em sede de reexame necessário, sentença parcialmente modificada. (2019.02342347-37, 205.096, Rel. NADJA NARA COBRA MEDA, Órgão Julgador 2ª TURMA DE DIREITO PÚBLICO, Julgado em 2019-06-10, Publicado em 2019- 06-11) REEXAME NECESSÁRIO E APELAÇÃO. PREVIDENCIÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DA LEI PROCESSUAL NO CASO. AÇÃO ORDINÁRIA COM PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA PARA CONCESSÃO DE PENSÃO E COBRANÇA DOS ATRASADOS. PROVA DA RELAÇÃO CONJUGAL. DEPENDÊNCIA ECONÔMICA PRESUMIDA, EM RAZÃO DO CASAMENTO. ÔNUS DE PROVAR FATO IMPEDITIVO, MODIFICATIVO OU EXTINTIVO DO DIREITO DO AUTOR, DO QUAL NÃO SE DESINCUMBIU O RÉU. HONORÁRIOS SUCUMBENCIAIS ARBITRADOS DE ACORDO COM O ART. 20, §3º, DO CPC/73. APELAÇÃO IMPROVIDA. EM REEXAME NECESSÁRIO, SENTENÇA MANTIDA. DECISÃO UNÂNIME. 1. Ante o disposto no art. 14, do CPC/2015, tem-se que a norma processual não retroagirá, de maneira que devem ser respeitados os atos processuais e as situações jurídicas consolidadas sob a vigência da lei revogada. Desse modo, hão de ser aplicados os comandos insertos no CPC/1973, vigente por ocasião da publicação e da intimação da decisão apelada. 2. De acordo com o art. 6º, I e §5º, da Lei Complementar Estadual n.º 039/2002, considera-se dependente do segurado

o cônjuge na constância do casamento, presumindo-se, nesse caso, com relação ao falecido, a

dependência econômica. APELAÇÃO CÍVEL CONHECIDA E IMPROVIDA. EM REEXAME NECESSÁRIO, SENTENÇA MANTIDA. À UNANIMIDADE. (2019.01225105-25, 202.249, Rel. ROBERTO GONCALVES DE MOURA, Órgão Julgador 1ª TURMA DE DIREITO PÚBLICO, Julgado em 2019-03-18, Publicado em 2019-04-03)Diante da moldura fática apresentada, na linha do parecer do ministério público, entendo que deve ser mantida a sentença de piso, no mérito, por estar em consonância com a jurisprudência dominante desta Corte.Outrossim, no que tange a alegação de impossibilidade de recebimento de valores retroativos em virtude do pagamento do soldo pela SEAD/PA, verifico que o apelo merece acolhida.Tenho isso porque, nos termos da legislação estadual acerca da matéria, qual seja, o artigo 75, §4º da Lei Estadual nº 5.251/85 com as alterações dadas pela Lei nº 6.049/97, verifica-se que a lei estabelece que até a conclusão do processo administrativo de requerimento de pensão por morte, os dependentes do Policial Militar falecido percebem o valor da remuneração a que fariajuso falecido,in verbis:?ART. 75 -A

Pensão Policial-Militar destina-se a amparar os beneficiários do Policial-Militar falecido ou extraviado e

será paga conforme o disposto em legislação específica.(

sua declaração de beneficiário que, salvo prova em contrário, prevalecerá para a habilitação dos mesmos

3° - Todo Policial-Militar é obrigado a fazer

à Pensão Policial-Militar.§ 4° - A remuneração a que faria jus, em vida, o Policial Militarfalecido será paga aos seus beneficiários habilitados até a conclusão do processo referente à Pensão Policial Militar, compensados, posteriormente, eventuais valores pagos a maior até a efetiva concessão do benefício.? No caso em tela, resta comprovada a indicação das recorridas como dependentes do ex-segurado nos seus cadastros funcionais, revelando-se plausíveis os argumentos do recurso quanto ao pagamento do valor da remuneração do ex-policial pela SEAD, nos termos da legislação acima e dos documentos juntados com o apelo e não impugnados em contrarrazões pelas apeladas, merecendo acolhida a alegação de impossibilidade de condenação do ente previdenciário ao pagamento retroativo.Para comprovar o alegado,

o apelante juntou aos autos cópia das fichas financeiras do falecido desde o ano de 2012, com

comprovação do pagamento da remuneração pela Secretaria Estadual de Administração nos anos de

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2012 a 2017 (ID 627510), o que revela que o pagamento da remuneração segue sendo depositada na conta do falecido, devendo as apeladas, caso não estejam percebendo tais remunerações, por meio de ação própria requerem o levantamento das quantias depositadas ou na via administrativa perante a SEAD, não podendo o apelante ser compelido a pagar os valores já efetivamente pagos.Ante o exposto, conheço do recurso eDOU-LHE PARCIAL PROVIMENTO, apenas para reformar a sentença quanto ao pagamento retroativo do benefício de pensão por morte, mantida nos demais termos.Sentença parcialmente reformada em remessa necessária, nos mesmos moldes da apreciação do apelo.É como voto.Belém, 04 de novembro de 2019. Des. LUIZGONZAGA DA COSTANETORelator Belém, 04/11/2019

Número do processo: 0321029-79.2016.8.14.0075 Participação: APELANTE Nome: ESTADO DO PARA Participação: APELADO Nome: IVONALDO DE ALENCAR ALVES JUNIOR Participação: ADVOGADO Nome: IVONALDO DE ALENCAR ALVES JUNIOR OAB: 18483/PA Participação: AUTORIDADE Nome:

MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARATRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ APELAÇÃO (198) - 0321029-79.2016.8.14.0075APELANTE: ESTADO DO PARAREPRESENTANTE:

INSTITUTO DE ASSISTENCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DO PARAAPELADO: IVONALDO DE ALENCAR ALVES JUNIORRELATOR(A):Desembargadora NADJA NARA COBRA MEDA EMENTA EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DESPROVIMENTO DO RECURSO INTERPOSTO PELO ORA EMBARGADO. ACÓRDÃO QUE DEIXOU DE MAJORAR O PERCENTUAL DA VERBA HONORÁRIA. OMISSÃO CONFIGURADA. MAJORAÇÃO QUE SE IMPÕE. INTELIGÊNCIA DO ART. 85,

§ 11, DO CPC. EMBARGOS ACOLHIDOS, PARA MAJORAR O PERCENTUAL DOS HONORÁRIOS

ADVOCATÍCIOS DE SUCUMBÊNCIA PARA 15% SOBRE O VALOR DA CONDENAÇÃO. ACÓRDÃO.Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de Embargos de Declaração em Ação de Execução,ACORDAMos Exmos. Desembargadores que integram a egrégia 2ª Turma de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, à unanimidade de votos,conhecer e dar provimentoaos embargos de declaração interpostos, nos termos do voto da relatora.Sala das Sessões do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, aos quatro dias do mês de novembro de 2019.Este julgamento foi presidido pelo Exmo. Sr. Desembargador Luiz Gonzaga da Costa Neto. RELATÓRIO Trata-se de EMBARGOS DE DECLARAÇÃO interposto por IVONALDO DE ALENCAR ALVES JÚNIOR, em face do acórdão de ID nº 2082022, que julgou improcedente o recurso de apelação interposto pelo Estado do Pará, ora embargado, assim ementado:?EMENTA: APELAÇÃO ? AÇÃO DE EXECUÇÃO DE TÍTULO JUDICIAL - HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS AO DEFENSOR DATIVO - COMPROVADA INEXISTÊNCIA OU ESCASSA ATUAÇÃO DA DEFENSORIA PÚBLICA NA COMARCA DE PORTO DE MOZ- RESPONSABILIDADE DO ESTADO. NÃO CABIMENTO DE DESCONTO DA RECEITA DA DEFENSORIA PÚBLICA. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. DE OFÍCIO. CONSECTÁRIOS LEGAIS MODIFICADOS ? JULGAMENTO DO RE 870947 ? APLICAÇÃO DO IPCA-E. ART. 1º-F DA LEI Nº 9.494/97. DECISÃO UNÂNIME.1. É firme a compreensão do Colendo STJ no sentido de que a

sentença que fixa verba honorária em favor do defensor dativo, faz título executivo líquido, certo e exigível, devendo o Estado suportar o pagamento dos honorários advocatícios ao defensor nomeado por juiz ao réu juridicamente hipossuficiente, nos casos em que não houver defensoria pública instalada ou quando for insuficiente para atender a demanda da circunscrição judiciária, como ocorreu na hipótese em julgamento.2. Configurada a necessidade de nomeação pelo juiz de defensor dativo são devidos os honorários advocatícios pela Fazenda Estadual ao advogado que prestou o serviço de responsabilidade primária do Estado, independentemente da sua participação como parte no processo.3. Segundo entendimento assente na jurisprudência pátria, o advogado dativo nomeado na hipótese de não existir defensoria pública no local da prestação do serviço, ou de defasagem de pessoal, faz aos jus honorários fixados pelo Juiz4. Como órgão público do Poder Executivo, não cabe a defensoriapública assumir a obrigação de pagar honorários advocatícios ao defensor dativo 5 - Recurso conhecido e não provido.6 - De ofício, modifico quanto aos consectários legais aplicáveis de forma a corrigir monetariamente a quantia ora executada pelo IPCA-E desde a data da emissão das certidões, sendo devidos juros moratórios a partir da citação, nos termos do art. 1º-F da Lei nº 9.494/97, com a redação dada pela Lei nº 11.960/09, nos termos da fundamentação lançada?. Conforme acima transcrito, o Acórdão de ID. 2082022, julgou improcedente o recurso interposto pelo embargado.Em suas razões recursais (ID nº 2085183), o embargante argumenta que há omissão no acórdão ora embargado (ID nº 2082022), porque se deixou de arbitrar honorários advocatícios de sucumbência, em sede recursal, em respeito ao disposto no artigo 85,

§ 11, do Código de Processo Civil, haja vista que o recurso de apelação interposto pelo embargado fora desprovido.Deste modo, requer sejam os presentes Embargos de Declaração conhecidos e, ao final,

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acolhidos para, sanar a omissão do julgado.O Estado do Pará, ora embargado, apresentou as contrarrazões no ID nº 2177811, onde pugna pelo não provimento do recurso.É o sucinto relatório. VOTO Preenchidos os requisitos de admissibilidade, conheço dos presentes embargos de declaração e passo a proferir voto, nos termos do art. 1024, § 1º do CPC, sob os seguintes fundamentos.Inicialmente, cumpre ressaltar que nos termos do art. 1022, do Código de Processo Civil, os embargos declaratórios cabem contra qualquer decisão judicial para esclarecer obscuridade ou eliminar contradição; suprir omissão de ponto ou questão sobre o qual o juiz devia se pronunciar de ofício ou a requerimento e corrigir erro material. Assim, a estreita via dos declaratórios não é útil para a reavaliação das questões apreciadas por ocasião do julgamento do recurso, quando não evidenciada presença dos vícios acima mencionados.Neste sentido, os embargos declaratórios, como se sabe, são cabíveis para o fim de suprir omissão, obscuridade ou contradição porventura verificadas no ?decisum?, e nunca para reexaminar questões já decididas, pois, como é sabido, os embargos de declaração têm objetivo próprio e função específica, qual seja, nada mais nada menos, do que esclarecer ou suprir, mas nunca reexaminar as questões já fundamentadamente decididas.Vejamos o entendimento do Superior Tribunal de Justiça:PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. INSUBORDINAÇÃO GRAVE. DEMISSÃO. AUSÊNCIA DE VÍCIOS. PRETENSÃO DE REEXAME. NÃO CABIMENTO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS.1. Os aclaratórios não merecem prosperar, pois o acórdão embargado não padece de vícios de omissão, contradição e obscuridade, na medida que apreciou a demanda de forma clara e precisa, estando bem delineados os motivos e fundamentos que a embasam.2. Não se prestam os embargos de declaração ao reexame da matéria que se constitui em objeto do decisum, porquanto constitui instrumento processual com o escopo de eliminar do julgamento obscuridade, contradição ou omissão sobre tema cujo pronunciamento se impunha pela decisão ou, ainda, de corrigir evidente erro material, consoante reza o art. 535 do CPC.3. Embargos de declaração rejeitados. (EDcl no AgRg no MS 21.060/DF, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, CORTE ESPECIAL, julgado em 17/09/2014, DJe 26/09/2014). No caso em tela, assiste razão ao ora embargante.Como é cediço, o artigo 85, §11, do Código de Processo Civil, prevê a majoração dos honorários advocatícios de sucumbência anteriormente arbitrados, quando do julgamento de recurso, observados os limites determinados.Assim, impõe-se a majoração do percentual da verba honorária para 15% sobre o valor atualizado da causa, à luz do entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal, nos autos do recurso extraordinário nº 929.925.Diante o exposto, acolhem-se os presentes embargos de declaração, para majorar o percentual dos honorários advocatícios de sucumbência para 15% sobre o valor da condenação.É como VOTO.Belém, 04 de novembro de 2019. Desa. NADJA NARA COBRA MEDA. Relatora Belém, 04/11/2019

Número do processo: 0034085-79.2015.8.14.0144 Participação: APELANTE Nome: GABRIELE LOPES DIAS Participação: ADVOGADO Nome: DIORGEO DIOVANNY STIVAL MENDES DA ROCHA LOPES DA SILVA OAB: 12614/PA Participação: ADVOGADO Nome: ILTON GIUSSEPP STIVAL MENDES DA ROCHA LOPES DA SILVA OAB: 22273/PA Participação: APELADO Nome: ESTADO DO PARA Participação: APELADO Nome: MUNICIPIO DE QUATIPURU - PREFEITURA MUNICIPAL Participação:

ADVOGADO Nome: JEFFERSON ALMEIDA SILVA OAB: 1 Participação: ADVOGADO Nome: ANDREA CUNHA LIMA DA COSTA OAB: 10923/PA Participação: APELADO Nome: COMPANHIA DE HABITACAO DO ESTADO DO PARA Participação: ADVOGADO Nome: ANDREA CUNHA LIMA DA COSTA OAB: