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PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO PARÁ

TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019


PRESIDENTE
Des. LEONARDO DE NORONHA TAVARES
VICE-PRESIDENTE
Desª. CÉLIA REGINA DE LIMA PINHEIRO
CORREGEDORA DA REGIÃO METROPOLITANA DE BELÉM
Desª. MARIA DE NAZARÉ SAAVEDRA GUIMARÃES
CORREGEDORA DO INTERIOR
Desª. DIRACY NUNES ALVES

CONSELHO DA MAGISTRATURA
Des. LEONARDO DE NORONHA TAVARES Desª. MARIA DE NAZARÉ SILVA GOUVEIA DOS SANTOS
Desª. CÉLIA REGINA DE LIMA PINHEIRO Des. MAIRTON MARQUES CARNEIRO
Desª. MARIA DE NAZARÉ SAAVEDRA GUIMARÃES Des. JOSÉ ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JÚNIOR
Desª. DIRACY NUNES ALVES Desª. ROSI MARIA GOMES DE FARIAS

DESEMBARGADORES
MILTON AUGUSTO DE BRITO NOBRE
RÔMULO JOSÉ FERREIRA NUNES GLEIDE PEREIRA DE MOURA
LUZIA NADJA GUIMARÃES NASCIMENTO JOSÉ MARIA TEIXEIRA DO ROSÁRIO
VÂNIA VALENTE DO COUTO FORTES BITAR CUNHA MARIA DO CÉO MACIEL COUTINHO
RAIMUNDO HOLANDA REIS MARIA EDWIGES DE MIRANDA LOBATO
VÂNIA LÚCIA CARVALHO DA SILVEIRA ROBERTO GONÇALVES DE MOURA
CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO MARIA FILOMENA DE ALMEIDA BUARQUE
MARIA DE NAZARÉ SILVA GOUVEIA DOS SANTOS EDINÉA OLIVEIRA TAVARES
RICARDO FERREIRA NUNES LUIZ GONZAGA DA COSTA NETO
LEONARDO DE NORONHA TAVARES MAIRTON MARQUES CARNEIRO
CÉLIA REGINA DE LIMA PINHEIRO EZILDA PASTANA MUTRAN
MARIA DE NAZARÉ SAAVEDRA GUIMARÃES MARIA ELVINA GEMAQUE TAVEIRA
LEONAM GONDIM DA CRUZ JÚNIOR ROSILEIDE MARIA DA COSTA CUNHA
DIRACY NUNES ALVES NADJA NARA COBRA MEDA
JOSÉ ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JÚNIOR
RONALDO MARQUES VALLE
ROSI MARIA GOMES DE FARIAS

SEÇÃO DE DIREITO PÚBLICO


Plenário da Seção de Direito Público
Sessões às terças-feiras 2ª TURMA DE DIREITO PÚBLICO
Desembargadora Luzia Nadja Guimarães Nascimento Plenário de Direito Público
Desembargadora Célia Regina de Lima Pinheiro Sessões às segundas-feiras
Desembargadora Diracy Nunes Alves Desembargadora Luzia Nadja Guimarães Nascimento
Desembargador Roberto Gonçalves de Moura Desembargadora Diracy Nunes Alves
Desembargador Luiz Gonzaga da Costa Neto Desembargador Luiz Gonzaga da Costa Neto
Desembargadora Ezilda Pastana Mutran Desembargadora Nadja Nara Cobra Meda (Presidente)
Desembargadora Maria Elvina Gemaque Taveira
Desembargadora Rosileide Maria da Costa Cunha SEÇÃO DE DIREITO PENAL
Desembargadora Nadja Nara Cobra Meda Plenário da Seção de Direito Penal
SEÇÃO DE DIREITO PRIVADO Sessões às segundas-feiras
Plenário da Seção de Direito Privado Desembargador Milton Augusto de Brito Nobre
Sessões às quintas-feiras Desembargador Rômulo José Ferreira Nunes
Desembargador Constantino Augusto Guerreiro Desembargadora Vânia Valente do Couto Fortes Bitar Cunha
Desembargador Ricardo Ferreira Nunes Desembargador Raimundo Holanda Reis
Desembargador Leonardo de Noronha Tavares Desembargadora Vânia Lúcia Carvalho da Silveira
Desembargadora Maria de Nazaré Saavedra Guimarãe Desembargadora Maria de Nazaré Silva Gouveia dos Santos
Desembargadora Gleide Pereira de Moura Desembargador Leonam Gondim da Cruz Júnior
Desembargador José Maria Teixeira do Rosário Desembargador Ronaldo Marques Vale
Desembargadora Maria do Ceo Maciel Coutinho Desembargador Maria Edwiges de Miranda Lobato
Desembargadora Maria Filomena de Almeida Buarque Desembargador Mairton Marques Carneiro
Desembargadora Edinéa Oliveira Tavares Desembargadora Rosi Maria Gomes de Farias
Desembargador José Roberto Pinheiro Maia Bezerra Júnior
1ª TURMA DE DIREITO PRIVADO 1ª TURMA DE DIREITO PENAL
Plenário de Direito Privado Plenário de Direito Penal
Sessões às segundas-feiras Sessões às terças-feiras
Desembargador Constantino Augusto Guerreiro Desembargadora Vânia Lúcia Carvalho da Silveira
Desembargador Leonardo de Noronha Tavares Desembargador Maria Edwiges de Miranda Lobato (Presidente)
Desembargadora Maria do Ceo Maciel Coutinho Desembargadora Rosi Maria Gomes de Farias
Desembargadora Maria Filomena de Almeida Buarque (Presidente)
Desembargador José Roberto Pinheiro Maia Bezerra Júnior 2ª TURMA DE DIREITO PENAL
2ª TURMA DE DIREITO PRIVADO Plenário de Direito Penal
Plenário de Direito Privado Sessões às terças-feiras
Sessões às terças-feiras Desembargador Milton Augusto de Brito Nobre
Desembargador Ricardo Ferreira Nunes Desembargador Rômulo José Ferreira Nunes (Presidente)
Desembargadora Maria de Nazaré Saavedra Guimarães Desembargadora Vânia Valente do Couto Fortes Bitar Cunha
Desembargadora Gleide Pereira de Moura (Presidente) Desembargador Ronaldo Marques Vale
Desembargador José Maria Teixeira do Rosário
Desembargadora Edinéa Oliveira Tavares 3ª TURMA DE DIREITO PENAL
1ª TURMA DE DIREITO PÚBLICO Plenário de Direito Penal
Plenário de Direito Público Sessões às quintas-feiras
Sessões às segundas-feiras Desembargador Raimundo Holanda Reis
Desembargadora Célia Regina de Lima Pinheiro Desembargadora Maria de Nazaré Silva Gouveia dos Santos
Desembargador Roberto Gonçalves de Moura Desembargador Leonam Gondim da Cruz Júnior
Desembargadora Ezilda Pastana Mutran Desembargador Mairton Marques Carneiro (Presidente)
Desembargadora Maria Elvina Gemaque Taveira (Presidente)
Desembargadora Rosileide Maria da Costa
SUMÁRIO
PRESIDÊNCIA 8
VICE-PRESIDÊNCIA 11
CORREGEDORIA DA REGIÃO METROPOLITANA DE BELÉM 22
CORREGEDORIA DO INTERIOR 24
COORDENADORIA DOS PRECATÓRIOS 25
TRIBUNAL PLENO 29
SEÇÃO DE DIREITO PÚBLICO E PRIVADO 31
UNIDADE DE PROCESSAMENTO JUDICIAL DAS TURMAS DE DIREITO PÚBLICO E PRIVADO- UPJ 33
SEÇÃO DE DIREITO PENAL 146
TURMAS DE DIREITO PENAL
1ª TURMA DE DIREITO PENAL 298
3ª TURMA DE DIREITO PENAL 313
COORDENADORIA DOS JUIZADOS ESPECIAIS
SECRETARIA DA VARA DO JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL DO MEIO AMBIENTE 319
SECRETARIA DA 11ª VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL 354
SECRETARIA DA 12ª VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL 357
SECRETARIA DA 2ª VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL 359
SECRETARIA DA 3ª VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL 365
SECRETARIA DA 4ª VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL 369
SECRETARIA DA 7ª VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL 372
SECRETARIA DA 8ª VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL 378
SECRETARIA DA 9ª VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL 380
SECRETARIA DA 10ª VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL 415
SECRETARIA DA 2ª VARA DO JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL 424
SECRETARIA DA 4ª VARA DO JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL 439
SECRETARIA DA VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DE ICOARACI 444
SECRETARIA DA VARA DO 1º JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DE ANANINDEUA 446
SECRETARIA DA VARA DO 2º JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DE ANANINDEUA 448
SECRETARIA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E CRIMINAL DE MARITUBA 449
SECRETARIA DO JUIZADO ESPECIAL DA FAZENDA PUBLICA 450
DIVISÃO DE REGISTRO DE ACÓRDÃOS E JURISPRUDÊNCIA 453
FÓRUM CÍVEL
SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DA CAPITAL 479
SECRETARIA DA 2ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DA CAPITAL 482
SECRETARIA DA 3ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DA CAPITAL 483
SECRETARIA DA 4ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DA CAPITAL 497
SECRETARIA DA 5ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DA CAPITAL 511
SECRETARIA DA 6ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DA CAPITAL 524
SECRETARIA DA 7ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DA CAPITAL 551
SECRETARIA DA 8ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DA CAPITAL 553
SECRETARIA DA 9ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DA CAPITAL 570
SECRETARIA DA 10ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DA CAPITAL 579
SECRETARIA DA 11ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DA CAPITAL 586
SECRETARIA DA 12ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DA CAPITAL 627
SECRETARIA DA 13ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DA CAPITAL 628
SECRETARIA DA 1ª VARA DE FAMÍLIA DA CAPITAL 645
SECRETARIA DA 5ª VARA DE FAMÍLIA DA CAPITAL 670
SECRETARIA DA 6ª VARA DE FAMÍLIA DA CAPITAL 700
SECRETARIA DA 7ª VARA DE FAMÍLIA DA CAPITAL 701
SECRETARIA DA 8ª VARA DE FAMÍLIA DA CAPITAL 706
SECRETARIA DA 1ª VARA DE EXECUÇÃO FISCAL DA CAPITAL 709
SECRETARIA DA 3ª VARA DE EXECUÇÃO FISCAL DA CAPITAL 712
SECRETARIA DA 14ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DA CAPITAL 713
UPJ DAS VARAS DA FAZENDA DA CAPITAL - 1ª VARA DA FAZENDA 714
UPJ DAS VARAS DA FAZENDA DA CAPITAL - 2ª VARA DA FAZENDA 755
UPJ DAS VARAS DA FAZENDA DA CAPITAL - 3ª VARA DA FAZENDA 758
UPJ DAS VARAS DA FAZENDA DA CAPITAL - 4ª VARA DA FAZENDA 764
UPJ DAS VARAS DA FAZENDA DA CAPITAL - 5ª VARA DA FAZENDA 769
FÓRUM CRIMINAL
DIRETORIA DO FÓRUM CRIMINAL 771
SECRETARIA DA 3ª VARA CRIMINAL DA CAPITAL 773
SECRETARIA DA 4ª VARA CRIMINAL DA CAPITAL 838
SECRETARIA DA 5ª VARA CRIMINAL DA CAPITAL 866
SECRETARIA DA 6ª VARA CRIMINAL DA CAPITAL 912
SECRETARIA DA 7ª VARA CRIMINAL DA CAPITAL 928
SECRETARIA DA 8ª VARA CRIMINAL DA CAPITAL 932
SECRETARIA DA 10ª VARA CRIMINAL DA CAPITAL 940
SECRETARIA DA 12ª VARA CRIMINAL DA CAPITAL 951
SECRETARIA DA 3ª VARA DO TRIBUNAL DO JÚRI 954
SECRETARIA DA 4ª VARA DO TRIBUNAL DO JÚRI DE BELÉM 970
SECRETARIA DA 13ª VARA CRIMINAL DA CAPITAL 972
SECRETARIA DA 1ª VARA DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER 976
SECRETARIA DA 3ª VARA DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER 987
SECRETARIA DA VARA DE CARTA PRECATORIA CRIMINAL 998
SECRETARIA DA 1ª VARA CRIMINAL DO JUÍZO SINGULAR DA CAPITAL 1001
SECRETARIA DA 1ª VARA DE CRIMES CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES 1010
SECRETARIA DA 2ª VARA DE CRIMES CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES 1019
FÓRUM DE ICOARACI
SECRETARIA DA VARA DE FAMILIA DISTRITAL DE ICOARACI 1032
SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DISTRITAL DE ICOARACI 1035
SECRETARIA DA VARA DE INFANCIA E JUVENTUDE DISTRITAL DE ICOARACI 1057
SECRETARIA DA 2ª VARA CRIMINAL DISTRITAL DE ICOARACI 1058
SECRETARIA DA 3ª VARA CRIMINAL DISTRITAL DE ICOARACI 1065
SECRETARIA DA 2ª VARA CIVEL E EMPRESARIAL DISTRITAL DE ICOARACI 1067
FÓRUM DE ANANINDEUA
SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE ANANINDEUA 1069
SECRETARIA DA VARA DA FAZENDA PÚBLICA DE ANANINDEUA 1070
SECRETARIA DA 1ª VARA CRIMINAL DE ANANINDEUA 1087
SECRETARIA DA 2ª VARA CRIMINAL DE ANANINDEUA 1089
SECRETARIA DA VARA DO TRIBUNAL DO JÚRI DE ANANINDEUA 1090
SECRETARIA DA 2ª VARA CIVEL E EMPRESARIAL DE ANANINDEUA 1091
SECRETARIA DA 4ª VARA CRIMINAL DE ANANINDEUA 1105
SECRETARIA DA 3ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE ANANINDEUA 1107
FÓRUM DE BENEVIDES
SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE BENEVIDES 1114
SECRETARIA DA 2ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE BENEVIDES 1123
SECRETARIA DA VARA CRIMINAL DE BENEVIDES 1126
FÓRUM DE MARITUBA
SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE MARITUBA 1128
SECRETARIA DA VARA CRIMINAL DE MARITUBA 1129
EDITAIS
COMARCA DA CAPITAL - EDITAIS 1130
JUSTIÇA MILITAR DO ESTADO 1132
COMARCA DE ABAETETUBA
SECRETARIA DA 2ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE ABAETETUBA 1133
COMARCA DE MARABÁ
SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE MARABÁ 1134
SECRETARIA DA 2ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE MARABÁ 1137
SECRETARIA DA 3ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE MARABÁ 1143
SECRETARIA DA 1ª VARA CRIMINAL DE MARABÁ 1155
SECRETARIA DA 2ª VARA CRIMINAL DE MARABÁ 1156
SECRETARIA DA VARA AGRÁRIA DE MARABÁ 1158
SECRETARIA DA 1ª VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E CRIMINAL DE MARABÁ 1159
COMARCA DE SANTARÉM
SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE SANTARÉM 1164
SECRETARIA DA 2ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE SANTARÉM 1170
SECRETARIA DA 3ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE SANTARÉM 1174
SECRETARIA DA 1ª VARA CRIMINAL DE SANTARÉM 1176
SECRETARIA DA 2ª VARA CRIMINAL DE SANTARÉM 1177
SECRETARIA DA 6ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE SANTARÉM 1187
SECRETARIA DA VARA DE EXCUÇÃO PENAL DE SANTARÉM 1193
SECRETARIA DA VARA AGRÁRIA DE SANTARÉM 1195
SECRETARIA DO JUIZADO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA DE SANTARÉM 1196
SECRETARIA DA VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DE SANTARÉM 1224
VARA DO JUIZADO ESPECIAL DAS RELAÇÕES DE CONSUMO DE SANTARÉM 1228
COMARCA DE ALTAMIRA
SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE ALTAMIRA 1234
SECRETARIA DA 2ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE ALTAMIRA 1238
SECRETARIA DA 3ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE ALTAMIRA 1239
SECRETARIA DA VARA AGRÁRIA DE ALTAMIRA 1257
COMARCA DE TUCURUÍ
SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE TUCURUÍ 1258
SECRETARIA DA 2ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE TUCURUÍ 1340
SECRETARIA DA VARA CRIMINAL DE TUCURUÍ 1355
COMARCA DE CASTANHAL
SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE CASTANHAL 1356
SECRETARIA DA 2ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE CASTANHAL 1362
SECRETARIA DA 1ª VARA CRIMINAL DE CASTANHAL 1380
SECRETARIA DA 2ª VARA CRIMINAL DE CASTANHAL 1386
SECRETARIA DA VARA AGRÁRIA DE CASTANHAL 1387
SETOR DE DISTRIBUIÇÃO CÍVEL E CRIMINAL DE CASTANHAL 1391
COMARCA DE BARCARENA
SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE BARCARENA 1394
SECRETARIA DA 2ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE BARCARENA 1410
SECRETARIA DA VARA CRIMINAL DE BARCARENA 1422
COMARCA DE SANTA MARIA DO PARÁ
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE SANTA MARIA DO PARÁ 1447
COMARCA DE PARAUAPEBAS
SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE PARAUAPEBAS 1456
SECRETARIA DA 2ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE PARAUAPEBAS 1467
SECRETARIA DA 3ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE PARAUAPEBAS 1471
SECRETARIA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E CRIMINAL DE PARAUAPEBAS 1483
SECRETARIA DA VARA DA FAZENDA PÚBLICA E EXECUÇÃO FISCAL DE PARAUAPEBAS 1487
COMARCA DE ITAITUBA
SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE ITAITUBA 1634
COMARCA DE RURÓPOLIS
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE RURÓPOLIS 1639
COMARCA DE URUARÁ
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE URUARÁ 1644
COMARCA DE JACUNDÁ
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE JACUNDÁ 1645
COMARCA DE REDENÇÃO
SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE REDENÇÃO 1648
SECRETARIA DA VARA CRIMINAL DE REDENÇÃO 1736
SECRETARIA DA 2ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE REDENÇÃO 1737
SECRETARIA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E CRIMINAL DE REDENÇÃO 1741
COMARCA DE PARAGOMINAS
SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE PARAGOMINAS 1749
SECRETARIA DA VARA CRIMINAL DE PARAGOMINAS 1753
SECRETARIA DA VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E CRIMINAL DE PARAGOMINAS 1755
COMARCA DE DOM ELISEU
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE DOM ELISEU 1761
COMARCA DE PACAJÁ
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE PACAJÁ 1778
COMARCA DE RONDON DO PARÁ
SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL DE RONDON DO PARÁ 1815
SECRETARIA DA 1ª VARA CRIMINAL DE RONDON DO PARÁ 1819
COMARCA DE OURÉM
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE OURÉM 1839
COMARCA DE MONTE ALEGRE
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE MONTE ALEGRE 1866
COMARCA DE FARO
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE FARO 1870
COMARCA DE ORIXIMINA
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE ORIXIMINA 1873
COMARCA DE OBIDOS
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE OBIDOS 1876
COMARCA DE ALENQUER
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE ALENQUER 1910
COMARCA DE TERRA SANTA
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE TERRA SANTA 1915
COMARCA DE CAPANEMA
SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE CAPANEMA 1918
SECRETARIA DA 2ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE CAPANEMA 1919
SECRETARIA DA VARA CRIMINAL DE CAPANEMA 1920
COMARCA DE SANTO ANTÔNIO DO TAUÁ
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE SANTO ANTÔNIO DO TAUÁ 1924
COMARCA DE INHANGAPÍ
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE INHANGAPÍ 1926
COMARCA DE SALINÓPOLIS
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE SALINÓPOLIS 1931
COMARCA DE SANTA IZABEL DO PARÁ
SECRETARIA DA VARA CRIMINAL DE SANTA IZABEL DO PARÁ 1938
SECRETARIA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E CRIMINAL DE SANTA IZABEL DO PARÁ 1952
SECRETARIA DA 2ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE SANTA IZABEL DO PARÁ 1954
COMARCA DE MOJÚ
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE MOJÚ 1956
COMARCA DE SANTARÉM NOVO
SECRETARIA VARA ÚNICA DE SANTARÉM NOVO 1959
COMARCA DE CONCEIÇÃO DO ARAGUAIA
SECRETARIA DA 1ª VARA DE CONCEIÇÃO DO ARAGUAIA 1980
SECRETARIA DA 2ª VARA DE CONCEIÇÃO DO ARAGUAIA 1983
SECRETARIA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E CRIMINAL DE CONCEIÇÃO DO ARAGUAIA 1993
COMARCA DE GURUPÁ
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE GURUPÁ 2002
COMARCA DE CACHOEIRA DO ARARI
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE CACHOEIRA DO ARARI 2008
COMARCA DE XINGUARA
SECRETARIA DA 2ª VARA DE XINGUARA 2014
SECRETARIA DA 1ª VARA DE XINGUARA 2023
COMARCA DE GARRAFÃO DO NORTE
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE GARRAFÃO DO NORTE 2024
COMARCA DE TUCUMÃ
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE TUCUMÃ 2046
COMARCA DE AFUÁ
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE AFUÁ 2048
COMARCA DE SANTANA DO ARAGUAIA
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE SANTANA DO ARAGUAIA 2057
COMARCA DE BRAGANÇA
SECRETARIA DA 2ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE BRAGANÇA 2060
SECRETARIA DA VARA CRIMINAL DE BRAGANÇA 2069
COMARCA DE AURORA DO PARÁ
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE AURORA DO PARÁ 2070
COMARCA DE NOVA TIMBOTEUA
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE NOVA TIMBOTEUA 2071
COMARCA DE ITUPIRANGA
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE ITUPIRANGA 2076
COMARCA DE PONTA DE PEDRAS
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE PONTA DE PEDRAS 2080
COMARCA DE CONCÓRDIA DO PARÁ
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE CONCÓRDIA DO PARÁ 2089
COMARCA DE NOVO REPARTIMENTO
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE NOVO REPARTIMENTO 2090
COMARCA DE MOCAJUBA
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE MOCAJUBA 2110
COMARCA DE BONITO
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE BONITO 2137
COMARCA DE PRIMAVERA
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE PRIMAVERA 2146
COMARCA DE CAMETÁ
SECRETARIA DA 2ª VARA DE CAMETÁ 2155
COMARCA DE SANTA LUZIA DO PARÁ
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE SANTA LUZIA DO PARÁ 2156
COMARCA DE BREU BRANCO
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE BREU BRANCO 2189
COMARCA DE BRASIL NOVO
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE BRASIL NOVO 2191
COMARCA DE CANAÃ DOS CARAJÁS
SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE CANAÃ DOS CARAJÁS 2198
COMARCA DE SÃO DOMINGOS DO CAPIM
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE SÃO DOMINGOS DO CAPIM 2214
COMARCA DE PEIXE - BOI
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE PEIXE - BOI 2215
COMARCA DE ALMERIM
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE ALMERIM 2230
SECRETARIA DA VARA DISTRITAL DE MONTE DOURADO DA COMARCA DE ALMEIRIM 2260
COMARCA DE AUGUSTO CORREA
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE AUGUSTO CORREA 2265
COMARCA DE BREVES
SECRETARIA DA 1ª VARA DE BREVES 2274
SECRETARIA DA 2ª VARA DE BREVES 2276
COMARCA DE IGARAPÉ-AÇU
SECRETARIA DO TERMO JUDICIÁRIO DE MAGALHÃES BARATA 2279
COMARCA DE LIMOEIRO DO AJURU
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE LIMOEIRO DO AJURU 2282
COMARCA DE MÃE DO RIO
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE MÃE DO RIO 2294
COMARCA DE PORTEL 2318
COMARCA DE SÃO DOMINGOS DO ARAGUAIA
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE SÃO DOMINGOS DO ARAGUAIA 2328
COMARCA DE SÃO FÉLIX DO XINGU
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE SÃO FÉLIX DO XINGU 2330
COMARCA DE ULIANOPOLIS
VARA ÚNICA DE ULIANOPÓLIS 2334
COMARCA DE SENADOR JOSE PORFIRIO
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE SENADOR JOSE PORFIRIO 2349
COMARCA DE SÃO MIGUEL DO GUAMÁ
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE SÃO MIGUEL DO GUAMÁ 2351
COMARCA DE VIGIA
SECRETARIA DA VARA UNICA DE VIGIA 2353
COMARCA DE VISEU
SECRETARIA DA VARA UNICA DE VISEU 2362
COMARCA DE SÃO JOÃO DO ARAGUAIA
SECRETARIA VARA ÚNICA DE SÃO JOÃO DO ARAGUAIA 2368
COMARCA DE MARACANÃ
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE MARACANÃ 2369
COMARCA DE VIGIA
SECRETARIA DO TERMO JUDICIÁRIO DE COLARES DA COMARCA DE VIGIA 2379
COMARCA DE ANAPU
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE ANAPU 2382
COMARCA DE IPIXUNA DO PARÁ
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE IPIXUNA DO PARÁ 2408
8
TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

PRESIDÊNCIA

A Excelentíssima Senhora Desembargadora CÉLIA REGINA DE LIMA PINHEIRO, Presidente do


Tribunal de Justiça do Estado do Pará, em exercício, no uso de suas atribuições legais, etc.
RESOLVE:

PORTARIA N° 1008/2019-GP. Belém, 22 de fevereiro de 2019.*Republicada por retificação

Considerando a promoção do Juiz de Direito Substituto Lucas Quintanilha Furlan para a Comarca de
Portel.

Considerando, ainda, que o Juiz de Direito Substituto Lucas Quintanilha Furlan assumiu a titularidade da
Comarca de Portel em 19/02/2019, conforme expediente PA-MEM-2019/06786.

CESSAR OS EFEITOS da Portaria 2711/2018-GP, que designou o Juiz de Direito Substituto Lucas
Quintanilha Furlan para responder, sem prejuízo de suas designações anteriores, pela Comarca de Pacajá
a contar de 19 de fevereiro do ano de 2019.

PORTARIA N° 1050/2019-GP. Belém, 21 de fevereiro de 2019. *Republicada por retificação

Considerando a promoção do Juiz de Direito Daniel Gomes Coelho para a Comarca de 2ª Vara Cível e
Empresarial de Canaã dos Carajás.

Considerando, ainda, que o Juiz de Direito Daniel Gomes Coelho assumiu a titularidade da 2ª Vara Cível e
Empresarial de Canaã dos Carajás em 21/02/2019, conforme expediente PA-EXT-2019/01429.

Art. 1º DESIGNAR o Juiz de Direito Daniel Gomes Coelho, titular da 2ª Vara Cível e Empresarial de Canaã
dos Carajás, para responder, sem prejuízo de sua jurisdição, pela 1ª Vara Cível e Empresarial e Vara
Criminal de Canaã dos Carajás no período de 21 a 26 de fevereiro do ano de 2019.

Art. 2º DESIGNAR o Juiz de Direito Daniel Gomes Coelho, titular da 2ª Vara Cível e Empresarial de Canaã
dos Carajás, para responder, sem prejuízo de sua jurisdição, pela Direção do Fórum da Comarca de
Canaã dos Carajás no período de 21 a 26 de fevereiro do ano de 2019.

Art. 3º DESIGNAR o Juiz de Direito Daniel Gomes Coelho, titular da 2ª Vara Cível e Empresarial de Canaã
dos Carajás, para responder, sem prejuízo de sua jurisdição, pela Vara Única de Eldorado dos Carajás no
período de 21 de fevereiro a 05 de março do ano de 2019.

PORTARIA N° 1071/2019-GP. Belém, 22 de fevereiro de 2019.

Considerando a estrita necessidade de serviço, ante a ausência de Magistrados para implemento da


substituição durante o período de fruição de férias do Juiz de Direito José Matias Santana Dias, titular da
2ª Vara de Cametá.

Considerando a imperiosa continuidade da prestação jurisdicional, atividade típica do Poder Judiciário e


fundamento de caráter constitucional (art.93, inciso XII), que traduz a prevalência do interesse público.

Considerando o disposto no art. 6º, §5°, da Lei Ordinária Estadual n°. 7.588/11.

SUSPENDER, por necessidade de serviço, as férias do Juiz de Direito José Matias Santana Dias, titular
da 2ª Vara de Cametá, programadas para o mês de fevereiro do ano de 2019, no período de 25 de
fevereiro a 11 de março do ano de 2019.
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

PORTARIA N° 1072/2019-GP. Belém, 22 de fevereiro de 2019.

Considerando os termos da Portaria 1071/2019-GP.

Considerando, ainda, a realização do projeto ¿Rios de Cidadania¿, conforme expediente PA-EXT-


2019/01335.

Art. 1º CESSAR OS EFEITOS da Portaria 1029/2019-GP, que designou o Juiz de Direito Substituto Jacob
Arnaldo Campos Farache para responder, sem prejuízo de suas designações anteriores, pela 2ª Vara de
Cametá e Direção do Fórum da Comarca de Cametá, a contar de 25 de fevereiro do ano de 2019.

Art. 2º DESIGNAR o Juiz de Direito Substituto Jacob Arnaldo Campos Farache para atuar no projeto ¿Rios
de Cidadania¿, a ser realizado no período de 25 de fevereiro a 01 de março do ano de 2019.

PORTARIA N° 1075/2019-GP. Belém, 22 de fevereiro de 2019.

Considerando os termos da Portaria 1072/2019-GP.

DESIGNAR o Juiz de Direito José Matias Santana Dias, titular da 2ª Vara de Cametá, para responder, sem
prejuízo de sua jurisdição, pela 1ª Vara de Cametá no período de 25 de fevereiro a 01 de março do ano de
2019.

PORTARIA N° 1081/2019-GP. Belém, 22 de fevereiro de 2019.

Considerando o expediente protocolizado neste Tribunal sob o nº PA-PRO-2019/00912;

APOSENTAR voluntariamente por tempo de contribuição com proventos integrais, a magistrada LUZIA DO
SOCORRO SILVA DOS SANTOS, matrícula funcional nº22330, no cargo de Juíza de 3ª Entrância,
Classe/Padrão MAGMAGJU3EN, lotada na Comarca da Capital, com fulcro no artigo 3º da Emenda
Constitucional nº 47/2005 c/c artigo 54-C da Lei Complementar nº 39/2002 e suas alterações posteriores;
na Lei Federal nº13.752/2018; contando com o tempo de contribuição de 35 (trinta e cinco) anos, 03 (três)
meses e 02 (dois) dias até 21/02/2019.

PORTARIA N° 1082/2019-GP. Belém, 22 de fevereiro de 2019.

Considerando o pedido de licença médica da Juíza de Direito Roberta Guterres Caracas, protocolizado
sob o Nº PA-OFI-2019/02841.

DESIGNAR o Juiz de Direito Antônio Carlos de Souza Moita Koury, titular da Comarca de Salinópolis, para
responder, sem prejuízo de sua jurisdição, pela Comarca de Santarém Novo nos dias 21 e 22 de fevereiro
do ano de 2019.

PORTARIA N° 1083/2019-GP. Belém, 22 de fevereiro de 2019.

Considerando o pedido de licença médica da Juíza de Direito Substituta Haila Haase de Miranda,
protocolizado sob o Nº PA-REQ-2019/03143.

DESIGNAR a Juíza de Direito Substituta Adriana Grigolin Leite para responder, sem prejuízo de suas
designações anteriores, pela 2ª Vara de Crimes contra Crianças e Adolescentes no período de 21 a 24 de
fevereiro do ano de 2019.

PORTARIA N° 1084/2019-GP. Belém, 22 de fevereiro de 2019.


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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

Considerando o pedido de licença médica da Juíza de Direito Substituta Haila Haase de Miranda,
protocolizado sob o Nº PA-REQ-2019/03143.

DESIGNAR o Juiz de Direito Maurício Ponte Ferreira de Souza, titular da 2ª Vara de Violência Doméstica e
Familiar Contra Mulher, para responder, sem prejuízo de sua jurisdição, pela 2ª Vara de Crimes contra
Crianças e Adolescentes no período de 25 de fevereiro a 07 de março do ano de 2019.

PORTARIA N° 1085/2019-GP. Belém, 22 de fevereiro de 2019.

DESIGNAR o Juiz de Direito Daniel Ribeiro Dacier Lobato, titular da Vara de Execução Penal de
Santarém, para auxiliar, com prejuízo de sua jurisdição e sem prejuízo de suas designações anteriores, a
1ª Vara Penal de Inquéritos Policiais no dia 22 de fevereiro do ano de 2019.
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

VICE-PRESIDÊNCIA

RESENHA DE DISTRIBUIÇÃO - 22/02/2019 A 22/02/2019 -

Magistrado: MARIA DE NAZARE SAAVEDRA GUIMARAES

Secretaria: CONSELHO DA MAGISTRATURA

Processo: 0000784-49.2019.8.14.0000 Distribuicao: 22/02/2019

Ação: Recurso em Processo Administrativo Disciplinar em face

Vara: CONSELHO DA MAGISTRATURA

Valor:0.0 Situação: DISTRIBUIDO

Fundamento: SAPCOR - 2016.6001256-4 - PAD - PROC. TRT/PP - 00100897920165080000 - REGISTRO


DE ADJUDICAÇÃO - INFRINGÊNCIA DO ART. 1º, ART. 31, INCISOS I E V C/C ART. 30, INCISO III DA
LEI N. 8.935/94 - PENALIDADE: MULTA

Partes: RECORRENTE: CARTORIO DE REGISTRO DE IMOVEIS DO PRIMEIRO OFICIO DE BELEM

RECORRIDO: CORREGEDORIA DE JUSTICA DA REGIAO METROPOLITANA DE BELEM

Magistrado: LUZIA NADJA GUIMARAES NASCIMENTO

Secretaria: SEÇÃO DE DIREITO PÚBLICO

Processo: 0000415-41.2008.8.14.0000 Distribuicao: 22/02/2019

Ação: Mandado de Segurança Cível

Vara: SEÇÃO DE DIREITO PÚBLICO

Situação: REDISTRIBUIDO

Fundamento: Concurso do Renato Chaves - Perito Médico-Legista - apresentação de títulos **ATIVAÇÃO


AUTOMÁTICA**

Partes: IMPETRADO: SECRETARIO DE ESTADO DE ADMINISTRACAO

LITISCONSORTE: ESTADO DO PARA

IMPETRANTE: MAURICIO RAPHAEL DOS SANTOS

e outros...

Magistrado: VANIA LUCIA CARVALHO DA SILVEIRA

Secretaria: 1ª TURMA DE DIREITO PENAL


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Processo: 0000036-27.2005.8.14.0123 Distribuicao: 22/02/2019

Ação: Apelação Criminal

Vara: 1ª TURMA DE DIREITO PENAL

Situação: CADASTRADO

Fundamento: CAPITULAÇÃO: ART. 302 DA LEI Nº. 9.503/97 - SENTENÇA ABSOLUTÓRIA

Partes: APELANTE: MINISTERIO PÚBLICO ESTADUAL

APELADO: IRLAN RIBEIRO OLIVEIRA

Magistrado: VANIA LUCIA CARVALHO DA SILVEIRA

Secretaria: 1ª TURMA DE DIREITO PENAL

Processo: 0004401-82.2016.8.14.0077 Distribuicao: 22/02/2019

Ação: Apelação Criminal

Vara: 1ª TURMA DE DIREITO PENAL

Situação: DISTRIBUIDO

Fundamento: CAPITULAÇÃO: ART. 33 CAPUT DA LEI 11.343/2006, E ART. 244-B, DO ECA.

IDENTIFICADO HC N.003374-67.2017.8.14.0000 DOC.20170106471673, AO QUAL DEIXO DE FAZER


PREVENÇÃO POR DIVERGÊNCIA DE CÂMARA.

Partes: APELANTE: EMERSON FERNANDES DE AMARAL

APELADO: JUSTIÇA PÚBLICA

Magistrado: MARIA EDWIGES MIRANDA LOBATO

Secretaria: 1ª TURMA DE DIREITO PENAL

Processo: 0001661-42.2018.8.14.0123 Distribuicao: 22/02/2019

Ação: Apelação Criminal

Vara: 1ª TURMA DE DIREITO PENAL

Situação: DISTRIBUIDO

Fundamento: CAPITULAÇÃO: ART. 118 E 120 DO CPP

Partes: APELANTE: HENRIQUE NEVES DE SOUSA

APELADO: JUSTIÇA PÚBLICA


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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

Magistrado: ROSI MARIA GOMES DE FARIAS

Secretaria: 1ª TURMA DE DIREITO PENAL

Processo: 0000577-05.2015.8.14.0028 Distribuicao: 22/02/2019

Ação: Apelação Criminal

Vara: 1ª TURMA DE DIREITO PENAL

Situação: DISTRIBUIDO

Fundamento: CAPITULAÇÃO: ARTIGOS 312, CAPUT C/C ART. E 327, § 2º, C/C ART, 71 DO CPB E
ART. 312, CAPUT C/C ART. 71, DO CPB.

Partes: APELANTE/APELADO: MINISTERIO PÚBLICO ESTADUAL

APELADO/APELANTE: MARIA LUCIA NASCIMENTO DE OLIVEIRA

APELADO/APELANTE: CICERA ROCHA DOS SANTOS

e outros...

Magistrado: VANIA LUCIA CARVALHO DA SILVEIRA

Secretaria: 1ª TURMA DE DIREITO PENAL

Processo: 0007216-34.2018.8.14.0028 Distribuicao: 22/02/2019

Ação: Recurso em Sentido Estrito

Vara: 1ª TURMA DE DIREITO PENAL

Situação: DISTRIBUIDO

Fundamento: CAPITULAÇÃO: ART. 121, § 2º, II E DO CPB - 2 APENSOS - PRONÚNCIA

Partes: RECORRENTE: JACKSON DOS SANTOS OLIVEIRA

RECORRIDO: JUSTIÇA PÚBLICA

Magistrado: VANIA LUCIA CARVALHO DA SILVEIRA

Secretaria: 1ª TURMA DE DIREITO PENAL

Processo: 0000326-32.2019.8.14.0000 Distribuicao: 22/02/2019

Ação: Recurso em Sentido Estrito

Vara: 1ª TURMA DE DIREITO PENAL

Situação: DISTRIBUIDO
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

Fundamento: RESE. CAP.: ARTIGO 157, §2º, I, C/C O ARTIGO 29, DO CÓDIGO PENAL, C/C ARTIGO
69, DO CPB. PETIÇÃO. TRASLADO. EXTRAÍDO DOS AUTOS DA AÇÃO PENAL Nº 0008093-
38.2017.8.14.0115.

Partes: RECORRENTE: JOSE VITOR MARTINS

RECORRIDO: JUSTIÇA PÚBLICA

Magistrado: LEONARDO DE NORONHA TAVARES

Secretaria: 1ª TURMA DE DIREITO PRIVADO

Processo: 0036008-96.2011.8.14.0301 Distribuicao: 22/02/2019

Ação: Apelação Cível

Vara: 1ª TURMA DE DIREITO PRIVADO

Valor:0.0 Situação: DISTRIBUIDO

Fundamento: AÇÃO DECLARATÓRIA DE EXISTÊNCIA DE RELAÇÃO JURÍDICA E DE QUITAÇÃO DE


OBRIGAÇÃO. ED.ANGRA DOS REIS,1003. CONEXÃO EM 1°GRAU AO
PROC.N°00266519220118140301 QUE NÃO ENCONTRA-SE APENSO.

Partes: APELANTE: ACROPOLE CONSTRUCOES CIVIS E ARQUITETURA LTDA

APELADO: TADEU MANOEL RODRIGUES DE ARAUJO

APELADO: KARLA CRISTIANE DE MORAES ARAUJO

Magistrado: JOSE ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JUNIOR

Secretaria: 1ª TURMA DE DIREITO PRIVADO

Processo: 0026742-17.2013.8.14.0301 Distribuicao: 22/02/2019

Ação: Apelação Cível

Vara: 1ª TURMA DE DIREITO PRIVADO

Valor:728.92 Situação: REDISTRIBUIDO

Fundamento: AÇÃO REVISIONAL DE CONTRATO. CONTRATO: 0037288669. PREVENÇÃO AO AI


DOC. 2013.04152494-47, ART. 930, P.U. DO CPC.

Partes: APELANTE: JACIVALDO LOPES SALDANHA

APELADO: B V FINANCEIRA S A CREDITO FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO

Magistrado: EZILDA PASTANA MUTRAN

Secretaria: 1ª TURMA DE DIREITO PÚBLICO


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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

Processo: 0025410-51.2009.8.14.0301 Distribuicao: 22/02/2019

Ação: Apelação Cível

Vara: 1ª TURMA DE DIREITO PÚBLICO

Valor:14688.0 Situação: DISTRIBUIDO

Fundamento: Ação Mandado de Segurança - Concurso Pub. n 005/PMPA / Exclusão de Prevernção ao AI


20093006797-8 nos termo do art. 104, V "b" c/c of. 176/2012-SCCIVR / Anexo AI 20093006797-8

Partes: PROCURADOR(A) DE JUSTICA: HAMILTON NOGUEIRA SALAME

APELANTE: ESTADO DO PARA

APELADO: JUDSON JOSE SANTOS DA SILVA

Magistrado: EZILDA PASTANA MUTRAN

Secretaria: 1ª TURMA DE DIREITO PÚBLICO

Processo: 0013706-39.2012.8.14.0301 Distribuicao: 22/02/2019

Ação: Apelação Cível

Vara: 1ª TURMA DE DIREITO PÚBLICO

Situação: REDISTRIBUIDO

Fundamento: Ação de Suscitação de Dúvida (Suscitante:1º Serviço de Registro de Imóveis da Capital -


Escrituras Públicas de Terrenos não edificados, na Rod. Jader Barbalho / Matrículas 048 do Livro 2-HZ e
327 do Livro 2-HY do 2º Registro de Imóveis da Capital).

Partes: APELADO: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA

APELANTE: SEBASTIAO FARCONARA CORREA

PROMOTOR(A): JOAO GUALBERTO DOS SANTOS SILVA

e outros...

Magistrado: RONALDO MARQUES VALLE

Secretaria: 2ª TURMA DE DIREITO PENAL

Processo: 0004788-70.2018.8.14.0128 Distribuicao: 22/02/2019

Ação: Recurso em Sentido Estrito

Vara: 2ª TURMA DE DIREITO PENAL

Situação: DISTRIBUIDO
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

Fundamento: CAPITULAÇÃO: ART.147, DO CPB - DENÚNCIA REJEITADA - 2 APENSOS

Partes: RECORRENTE: MINISTERIO PÚBLICO ESTADUAL

RECORRIDO: ANTONIO JULIO GOMES DA SILVA

Magistrado: VANIA VALENTE DO COUTO FORTES BITAR CUNHA

Secretaria: 2ª TURMA DE DIREITO PENAL

Processo: 0001702-37.2017.8.14.0028 Distribuicao: 22/02/2019

Ação: Apelação Criminal

Vara: 2ª TURMA DE DIREITO PENAL

Situação: REDISTRIBUIDO

Fundamento: CAPITULAÇÃO: ART. 155, CAPUT, DO CPB. 2 APENSOS

Partes: APELANTE: UELIGTON SILVA CASTRO

APELADO: JUSTIÇA PÚBLICA

Magistrado: RONALDO MARQUES VALLE

Secretaria: 2ª TURMA DE DIREITO PENAL

Processo: 0017041-47.2018.8.14.0401 Distribuicao: 22/02/2019

Ação: Apelação Criminal

Vara: 2ª TURMA DE DIREITO PENAL

Valor:0.0 Situação: REDISTRIBUIDO

Fundamento: CAPITULAÇÃO: ART. 157, § 3º, C/C AR 14, II, DO CP E ART. 307, DO ESTATUTO- 1
APENSO

Partes: APELANTE: PAULO ROBERTO ESPINDOLA CANTAI

APELADO: JUSTIÇA PÚBLICA

Magistrado: VANIA VALENTE DO COUTO FORTES BITAR CUNHA

Secretaria: 2ª TURMA DE DIREITO PENAL

Processo: 0016169-32.2018.8.14.0401 Distribuicao: 22/02/2019

Ação: Apelação Criminal

Vara: 2ª TURMA DE DIREITO PENAL


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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

Valor:0.0 Situação: REDISTRIBUIDO

Fundamento: CAPITULAÇÃO: ART. 157, § 2º, II E 288, C/C AR 14, II, DO CPB- SENTENÇA
ABSOLUTÓRIA PARA: VALDEMIR SILVA CARDOSO - 1 APENSO

Partes: APELANTE: JURANDIR MONTEIRO DIAS

APELADO: JUSTIÇA PÚBLICA

Magistrado: MARIA DE NAZARE SAAVEDRA GUIMARAES

Secretaria: 2ª TURMA DE DIREITO PRIVADO

Processo: 0000131-77.1993.8.14.0040 Distribuicao: 22/02/2019

Ação: Apelação Cível

Vara: 2ª TURMA DE DIREITO PRIVADO

Situação: CADASTRADO

Fundamento: AÇÃO ORDINÁRIA. CONTRATO DE SERVIÇOS DE LIMPEZA E CONSERV. DE


EQUIPAMENTOS DE MINERAÇÃO Nº0071/92 E OBRAS Nº 0043/93. AÇÃO CAUTELAR
00001203519938140040.IMPOSSIBILIDADE DA APLICAÇÃO DA PREVENÇÃO DA AP. 2011.03067391-
37, EM RAZÃO DA INCONSISTÊNCIA DO SISTEMA LIBRA NA VINCULAÇÃO DE RECURSOS EM
CÂMARAS ANTIGAS (EMENDA REG. 05/2016).

Partes: APELANTE: MMMC - COMERCIO, IND. E ENGENHARIA LTDA

APELADO: VALE S/A (COMPANHIA VALE DO RIO DOCE)

Magistrado: EDINEA OLIVEIRA TAVARES

Secretaria: 2ª TURMA DE DIREITO PRIVADO

Processo: 0000191-04.1998.8.14.0015 Distribuicao: 22/02/2019

Ação: Apelação Cível

Vara: 2ª TURMA DE DIREITO PRIVADO

Valor:13165.0 Situação: REDISTRIBUIDO

Fundamento: ORIGEM - AÇÃO DE INDENIZAÇÃO P/ DANOS CAUSADOS EM ACIDENTE DE


VEICULOS P/ RITO SUMÁRIO - Anexo: A.I. n. 20033005133-7

Partes: APELANTE: EXPRESSO MODELO LTDA

APELADO: MATUTE DISTRIBUIDORA E COMERCIO DE PRODUTOS ALIMENTICIOS LTDA

Magistrado: EDINEA OLIVEIRA TAVARES


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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

Secretaria: 2ª TURMA DE DIREITO PRIVADO

Processo: 0007398-75.2016.8.14.0000 Distribuicao: 22/02/2019

Ação: Agravo de Instrumento

Vara: 2ª TURMA DE DIREITO PRIVADO

Valor:0.0 Situação: REDISTRIBUIDO

Fundamento: AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO EM ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA - CUMPRIMENTO DE


SENTENÇA - HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. OBJ: NÃO LIBERAÇÃO AO EXEQUENTE DOS
VALORES BLOQUEADOS VIA BACENJUD, E CONSEQUENTEMENTE, DESBLOQUEIO DE IMEDIATO
DO MONTANTE PENHORADO ELETRONICAMENTE; PRODUÇÃO DE PERÍCIA CONTÁBIL E
APRECIAÇÃO DO CONTABILISTA DO JUÍZO; DECISÃO REJEITOU OS EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO E A EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE. PREVENÇÃO AO AI Nº 0006715-
02.1999.8.14.0301/2013.04168215-26, NOS TERMOS DO ART.930 § ÚNICO DO NCPC C/C
APRESENTAÇÃO Nº 013/2016-VP E OS Nº 08/2016-VP. IDENTIFICADO AI Nº 0048750-
47.2015.8.14.0000, EM TRAMITAÇÃO

Partes: AGRAVANTE: BANCO DA AMAZONIA SA

AGRAVADO: FERNANDO VASCONCELOS MOREIRA DE CASTRO NETO

Magistrado: EDINEA OLIVEIRA TAVARES

Secretaria: 2ª TURMA DE DIREITO PRIVADO

Processo: 0008314-12.2016.8.14.0000 Distribuicao: 22/02/2019

Ação: Agravo de Instrumento

Vara: 2ª TURMA DE DIREITO PRIVADO

Valor:0.0 Situação: REDISTRIBUIDO

Fundamento: AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C PEDIDO DE TUTELA DE URGÊNCIA/OBJ. DO AI:


DECISÃO QUE CONCEDEU LIMINAR DETERMINANDO À AGRAVANTE QUE PROMOVESSE A
REMOÇÃO DAS FAMÍLIAS PARA LOCAL SEGURO E COM PLENAS CONDIÇÕES DE HABITAÇÃO,
SOB PENA DE MULTA DIÁRIA.

Partes: AGRAVANTE: VALE SA

AGRAVADO: NEZIA COELHO DE OLIVEIRA

AGRAVADO: MARIA DE SENA DE LIMA

e outros...

Magistrado: MAIRTON MARQUES CARNEIRO

Secretaria: 3ª TURMA DE DIREITO PENAL


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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

Processo: 0002462-34.2017.8.14.0012 Distribuicao: 22/02/2019

Ação: Apelação Criminal

Vara: 3ª TURMA DE DIREITO PENAL

Situação: DISTRIBUIDO

Fundamento: CAPITULAÇÃO: ART. 157, CAPUT, CPB - 1 APENSO

Partes: APELANTE: JAMILSON DO CARMO COSTA

APELADO: JUSTIÇA PÚBLICA

Magistrado: LEONAM GONDIM DA CRUZ JUNIOR

Secretaria: 3ª TURMA DE DIREITO PENAL

Processo: 0013609-42.2014.8.14.0051 Distribuicao: 22/02/2019

Ação: Apelação Criminal

Vara: 3ª TURMA DE DIREITO PENAL

Situação: DISTRIBUIDO

Fundamento: CAPITULAÇÃO: ARTIGO 171,CAPUT, DO CPB - 1 APENSO - SENTENÇA ABSOLUTÓRIA


- SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO PARA MARTA CRUZ DE SOUSA

Partes: APELANTE: MINISTERIO PÚBLICO ESTADUAL

APELADO: LUCIVALDO MANOEL LOPES

Magistrado: RAIMUNDO HOLANDA REIS

Secretaria: 3ª TURMA DE DIREITO PENAL

Processo: 0005408-82.2017.8.14.0010 Distribuicao: 22/02/2019

Ação: Apelação Criminal

Vara: 3ª TURMA DE DIREITO PENAL

Situação: DISTRIBUIDO

Fundamento: CAPITULAÇÃO: ART. 157,§ 2º, II, DO CPB. 1 APENSO

Partes: APELANTE: RENYLENA MARCULINO DE CARVALHO

APELANTE: MARIEDSON GONCALVES RODRIGUES

APELADO: JUSTIÇA PÚBLICA


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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

Magistrado: MARIA DE NAZARE SILVA GOUVEIA DOS SANTOS

Secretaria: 3ª TURMA DE DIREITO PENAL

Processo: 0015475-52.2017.8.14.0028 Distribuicao: 22/02/2019

Ação: Apelação Criminal

Vara: 3ª TURMA DE DIREITO PENAL

Situação: DISTRIBUIDO

Fundamento: CAPITULAÇÃO: ART. 157, § 2º, I, II, IV E V, DO CPB- 3 APENSOS

Partes: APELANTE: GENIO RODRIGUES AMORIM

APELADO: JUSTIÇA PÚBLICA

Magistrado: RAIMUNDO HOLANDA REIS

Secretaria: 3ª TURMA DE DIREITO PENAL

Processo: 0004836-18.2017.8.14.0046 Distribuicao: 22/02/2019

Ação: Apelação Criminal

Vara: 3ª TURMA DE DIREITO PENAL

Situação: DISTRIBUIDO

Fundamento: CAP; ART 157,§2º,I,III E V DO CPB. CORRÉUS(ROSANGELA SANTANA FARIAS;


MAXWELL GOMES LEAL,FLAVIO TIAGO DA SILVA E RENAN DE TAL/PROCESSO DESMAMBRADO)

Partes: APELANTE: JOAO BATISTA CUNHA DA SILVA

APELADO: JUSTIÇA PÚBLICA

Magistrado: LEONAM GONDIM DA CRUZ JUNIOR

Secretaria: 3ª TURMA DE DIREITO PENAL

Processo: 0000199-57.2008.8.14.0035 Distribuicao: 22/02/2019

Ação: Apelação Criminal

Vara: 3ª TURMA DE DIREITO PENAL

Situação: DISTRIBUIDO

Fundamento: CAPITULAÇÃO: 214, C/C ART. 244-A E ART. 71, DO CPB - IDENTIFICADO HABEAS
CORPUS Nº 0010583-24.2016.8.14.0000 TENDO COMO ORIGINÁRIO ESTES AUTOS.DEIXO DE
FAZER A PREVENÇÃO, POR DIVERGÊNCIA DE CÂMARA E A INDISPONIBILIDADE NO SISTEMA
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

LIBRA. SENTENÇA ABSOLUTÓRIA

Partes: APELANTE: MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL

APELADO: J. E. S. A.

PROCURADOR(A) DE JUSTICA: SERGIO TIBURCIO DOS SANTOS SILVA

Magistrado: MARIA DE NAZARE SILVA GOUVEIA DOS SANTOS

Secretaria: 3ª TURMA DE DIREITO PENAL

Processo: 0009156-05.2016.8.14.0028 Distribuicao: 22/02/2019

Ação: Apelação Criminal

Vara: 3ª TURMA DE DIREITO PENAL

Situação: DISTRIBUIDO

Fundamento: CAPITULAÇÃO: ART. 155,§ 4º, I, DO CPB. - 1 APENSO

Partes: APELANTE: TIAGO BEZERRA DE CARVALHO

APELADO: JUSTIÇA PÚBLICA

Magistrado: RAIMUNDO HOLANDA REIS

Secretaria: 3ª TURMA DE DIREITO PENAL

Processo: 0002553-30.2018.8.14.0032 Distribuicao: 22/02/2019

Ação: Apelação Criminal

Vara: 3ª TURMA DE DIREITO PENAL

Valor:0.0 Situação: DISTRIBUIDO

Fundamento: CAP: ART. 217-A C/C ART. 226, II, AMBOS DO CPB.

Partes: APELANTE: R. L. S.

APELADO: JUSTIÇA PUBLICA


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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

CORREGEDORIA DA REGIÃO METROPOLITANA DE BELÉM

PROCESSO Nº 2019.6.000071-4
REQUERENTE: LEONARDO AMARAL PINHEIRO DA SILVA
REQUERENTE: INSTITUTO BRASILEIRO DE DIREITO DE FAMILIA-IBDFAM
REQUERENTE: NENA SALES PINHEIRO
DESPACHO: Trata-se de sugestão apresentada pelo Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM)
para texto de provimento sobre a lavratura de escritura pública de inventário e testamento, com alteração
do art. 256 do Código de Normas dos Serviços Notariais e de Registro do Estado do Pará, conforme
segue:
Art.256
§1º. É possível a lavratura de escritura pública de inventário nos casos em que houver testamento
revogado, declarado inválido, ou ainda, por ordem judicial;
§2º. Diante da expressa autorização do juízo sucessório competente nos autos da apresentação e
cumprimento de testamento (CPC, ARTS.735, 736 E 737), sendo todos os interessados capazes e
concordes, poder-se-á fazer o inventário por escritura pública, a qual constituirá título hábil para registro e
demais efeitos legais (CPC, art.610, §1º);
§3º. Nas hipóteses previstas no §1º deste artigo, o tabelião solicitará, previamente, a certidão do
testamento e, constatada a existência de disposição reconhecendo filho ou qualquer outra declaração
irrevogável, a lavratura de escritura pública de inventário ficará vedada e o processo de inventário
continuará judicial.
Ocorre que, o Código de Normas de Serviços Notariais e de Registro do Estado do Pará, com publicação
atualizada em 31.01.2019, dispõe:
Art. 295.
(...)
§1º. É possível a lavratura de escritura pública de inventário e partilha nos casos de testamento revogado,
declarado nulo ou caduco ou, ainda, por ordem judicial;
§2º. Diante da expressa autorização do juízo sucessório competente nos autos da apresentação e
cumprimento de testamento (CPC, arts.735, 736 e 737), sendo todos os interessados capazes e
concordes, poder-se-á fazer o inventário por escritura pública, a qual constituirá título hábil para registro e
demais efeitos legais. (CPC, art.610, §1º);
§3º. Na hipótese previstas no §1º deste artigo, o tabelião solicitará, previamente, a certidão do testamento
e, constatada a existência de disposição reconhecendo filho ou qualquer outra declaração irrevogável, a
lavratura de escritura pública de inventário ficará vedada e o processo de inventário continuará judicial.
Desse modo, a sugestão apresentada já se encontra efetivamente substanciada no Código de Normas dos
Serviços Notariais e de Registro do Estado do Pará, de sorte que perdera o objeto o presente expediente.
Comunique-se e arquive-se. Utilize-se cópia do presente como ofício. À Secretaria para os devidos fins.
Belém, 12 de fevereiro de 2017.
Desembargadora MARIA DE NAZARÉ SAAVEDRA GUIMARÃES
Corregedora de Justiça da Região Metropolitana de Belém

PROCESSO Nº 2019.6.000420-3 - PA-EXT-2019/01056


RECLAMANTE: Dr. CRISTINO PAES DE CASTRO (OAB/PA 8.561)
DESPACHO: Observo que o requerimento inicial padece de clareza sobre os fatos que o reclamante
pretende questionar, o que impede a atuação deste órgão Censor.
Diante do exposto, DETERMINO expedição de ofício à parte reclamante para que no prazo de 10 (dez)
dias informe:
- o número do processo, objeto da presente demanda;
- o nome das partes;
- o juízo reclamado.
Enfatiza-se deste logo que a competência desta Corregedoria de Justiça limita-se tão somente às
comarcas da Região Metropolitana de Belém.
À Secretaria para os devidos fins.
Utilize-se cópia do presente como ofício.
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Belém, 21 de fevereiro de 2019.


Desembargadora MARIA DE NAZARÉ SAAVEDRA GUIMARÃES
Corregedora de Justiça da Região Metropolitana de Belém
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CORREGEDORIA DO INTERIOR

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ

CORREGEDORIA DE JUSTIÇA DAS COMARCAS DO INTERIOR

P O R T A R I A Nº 026/2019-CJCI

A DESEMBARGADORA DIRACY NUNES ALVES, CORREGEDORA DE JUSTIÇA DAS COMARCAS


DO INTERIOR, NO USO DE SUAS ATRIBUIÇÕES LEGAIS E;

CONSIDERANDO a decisão proferida nos autos da Sindicância Administrativa (processo nº


2018.7.001616-6);

CONSIDERANDO o disposto no art. 159, do Código de Organização Judiciária do Estado do Pará; e art.
6º, inciso XI, do Regimento Interno da Corregedoria de Justiça das Comarcas do Interior;
R E S O L V E:

I ¿ TORNAR SEM EFEITO a Portaria n.º 169/2018-CJCI, de 10/12/2018;

II - SUBSTITUIR o Juiz Corregedor LEONARDO DE FARIAS DUARTE pela Juíza de Direito PATRÍCIA
DE OLIVEIRA SÁ MOREIRA, a quem delego poderes para presidir e constituir comissão sindicante,
objetivando dar continuidade à apuração dos fatos objeto da Sindicância Administrativa instaurada pela
Portaria nº 004/2019-CJCI, concedendo-lhe o prazo de 30 (trinta) dias, para a sua conclusão.

Publique-se. Registre-se. Dê-se Ciência e Cumpra-se.

Belém, 13 de fevereiro de 2019.

Desembargadora DIRACY NUNES ALVES

Corregedora de Justiça das Comarcas do Interior

OBS: REPUBLICADA POR RETIFICAÇÃO.


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COORDENADORIA DOS PRECATÓRIOS

Processo Geral de Gestão nº. 077/2019

Precatórios: 010/2017

Entidade devedora: Município de Monte Alegre

Regime de pagamento: Ordinário

Credora: Danielle Baptista Lins

Advogado(a): André Moreira Cantos ¿ OAB/PA nº. 19.610

Procuradoria: Rubens Lourenço Cardoso Vieira ¿ OAB/PA nº. 8173

ATO DECISÓRIO

Diante do requerimento da parte credora (fl. 07) e informações do Serviço de Análise de Processos à fl.
04, fazendo constar que o Município de Monte Alegre/Pa submetido ao regime geral de pagamento de
precatórios, encontra-se em mora no valor total, atualizado, de R$ 261.884,59 (duzentos e sessenta e um
mil, oitocentos e oitenta e quatro reais e cinquenta e nove centavos), relativo aos precatórios nº. 010/2017,
determino:

1. Oficie-se ao ente devedor para no prazo de trinta (30) dias efetue depósito ou preste informações que
entender necessárias, sob pena de sanção de sequestro de valores com transferência forçada a teor do
§6º, do art. 100 da Constituição Federal;

2. Decorrido o prazo, com ou sem manifestação, sigam os autos ao Ministério Público, certifique-se.

Após, conclusos.

Belém, 22 de fevereiro de 2019.

LÚCIO BARRETO GUERREIRO

Juiz Auxiliar da Presidência

Coordenadoria de Precatórios ¿ TJPA

Portaria nº. 583/219-GP

PRECATÓRIO REQUISITÓRIO: nº 150/2018 (Ref. Proc. 0008259-29.2003.814.0301)

CREDOR(A): MARIA DO CARMO CARVALHO MOREIRA

ADVOGADO(A): POJUCAN TAVARES ADVOCACIA S/S

ENTE DEVEDOR: ESTADO DO PARÁ


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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

PROCURADOR: RICARDO NASSER SEFER ¿ OAB/PA nº.14800 (PGE-PA)

ATO DECISÓRIO

O Precatório apresenta-se regularmente constituído, em conformidade com o que dispõe o art.5º -


Resolução nº.115/2010-CNJ c/c art.329 ¿ Regimento Interno TJPA (fls. 67/68).

O Ente devedor segue regime especial de pagamento de precatórios, no que consta previsto no art.101-
ADCT, consubstanciado pela Emenda Constitucional nº 94/2016.

Nesse sentido, diante da regularidade formal do Precatório e em atenção ao que dispõe o art.333 do
Regimento Interno ¿ TJPA c/c §3º do art.2º da Portaria nº. 2239/2011-GP, nos estritos moldes que
constam no Protocolo n° 2018.05158697-27, firmado pelo Juízo de Execução, oficie-se o Ente Devedor
para que providencie a composição do débito informado neste Precatório no acervo da dívida inscrita, a
fim de incluir no orçamento do Ente Federado.

Nos termos do art. 335 do Regimento Interno do TJPA, oficie-se ao Juízo Requisitante a propósito de dar
conhecimento sobre a expedição de ofício requisitório ao Ente Federado, para constar dos autos de onde
se originou o precatório.

Providencie-se o registro e inclusão em Lista de ordem cronológica de apresentação.

Publique-se.

Belém, 22 de Fevereiro de 2019.

LÚCIO BARRETO GUERREIRO

Juiz Auxiliar da Presidência - TJPA

Coordenadoria de Precatórios

Portaria nº. 583/2019-GP


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PRECATÓRIO nº.: 014/2010

PROCESSO DE ORIGEM: nº.0051361-82.2009.814.0301

CREDOR(A): Polo Segurança Especializada Ltda

ADVOGADO(A): Álvaro Vilhena Advocacia

Álvaro Augusto de Paula Vilhena ¿ OAB/PA nº.4771

ENTE DEVEDOR: Estado do Pará

PROCURADORIA GERAL: Ricardo Nasser Sefer ¿ OAB/PA nº.14800

ATO DECISÓRIO:

Em atenção à impugnação manejada pela Procuradoria Geral do Estado ¿ fls.35/38 (Protocolo


nº.2017.01373927-51) a propósito do cancelamento da espécie requisitória, reitere-se o Expediente ¿
fls.45 (Ofício nº.690/2017-CPREC), para que o Juízo de Execução informe a propósito da ocorrência nos
autos.

Outrossim, ante condicionante erigida e para não ensejar descontinuidade no pagamento de requisitórios
sob estrita ordem cronológica de apresentação, ao Serviço de Cálculos para registro/anotação do crédito
em tese cabível, com seguimento na instrução de precatórios sequenciais.

Obtida a correspondência do Juízo de Origem, conclusos.

Publique-se. Oficie-se.

Belém-PA, 22 de fevereiro de 2019.

LÚCIO BARRETO GUERREIRO

Juiz Auxiliar da Presidência TJPA

Coordenadoria de Precatórios CPREC

Portaria nº. 583/2019-GP

PRECATÓRIO nº.: 015/2010

PROCESSO DE ORIGEM: nº.007828-03.2010.814.0301

CREDOR(A): Polo Segurança Especializada Ltda

ADVOGADO(A): Álvaro Vilhena Advocacia

Álvaro Augusto de Paula Vilhena ¿ OAB/PA nº.4771


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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

ENTE DEVEDOR: Estado do Pará

PROCURADORIA GERAL: Ricardo Nasser Sefer ¿ OAB/PA nº.14800

ATO DECISÓRIO:

Em atenção à impugnação manejada pela Procuradoria Geral do Estado ¿ fls.37/40 (Protocolo


nº.2017.01373998-32) a propósito do cancelamento da espécie requisitória, reitere-se o Expediente ¿
fls.48 (Ofício nº.691/2017-CPREC), para que o Juízo de Execução informe a propósito da ocorrência nos
autos.

Outrossim, ante condicionante erigida e para não ensejar descontinuidade no pagamento de requisitórios
sob estrita ordem cronológica de apresentação, ao Serviço de Cálculos para registro/anotação do crédito
em tese cabível, com seguimento na instrução de precatórios sequenciais.

Obtida a correspondência do Juízo de Origem, conclusos.

Publique-se. Oficie-se.

Belém-PA, 22 de fevereiro de 2019.

LÚCIO BARRETO GUERREIRO

Juiz Auxiliar da Presidência TJPA

Coordenadoria de Precatórios CPREC

Portaria nº. 583/2019-GP


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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

TRIBUNAL PLENO

Número do processo: 0808270-86.2018.8.14.0000 Participação: RECORRENTE Nome: KENNEDY


FIGUEIRA SILVA Participação: ADVOGADO Nome: GEORGIANNE CASTRO FEITOSAOAB: 27148/PA
Participação: ADVOGADO Nome: FELISMINO DE SOUSA CASTROOAB: 70000A Participação:
RECORRIDO Nome: DETRAN - PA TRIBUNAL PLENOINCIDENTE DE RESOLUÇÃO DE DEMANDAS
REPETITIVAS Nº 0808270-86.2018.814.0000REQUERENTE: KENNEDY FIGUEIRA SILVAREQUERIDO:
DETRAN ? PAASSUNTO: A POSSIBILIDADE DE RENOVAÇÃO DE CNH DEFINITIVA POR CONDUTOR
COM PONTUAÇÃO DECORRENTE DE INFRAÇÕES GRAVES, GRAVÍSSIMAS OU QUE SEJA
REINCIDENTE NAS INFRAÇÕES MÉDIAS, DENTRO DO PERÍODO PERMISSIONÁRIO.RELATORA:
DESEMBARGADORA MARIA FILOMENA DE ALMEIDA BUARQUE Vistos etc. Considerando que a
Presidência já reconheceu ser semelhante o presente requerimento ao Incidente de Resolução de
Demandas Repetitivas n. 0808270-86.2018.8.14.0000 de Relatoria da Desembargadora Maria Elvina
Gemaque Taveira (Num. 1120129) devolvo os autos para redistribuição a referida Desembargadora, com
base no art. 55, §3º, do NCPC. Publique-se Belém (PA), 04 de fevereiro de 2019. MARIA FILOMENA DE
ALMEIDA BUARQUEDesembargadora Relatora

Número do processo: 0873438-05.2018.8.14.0301 Participação: PARTE AUTORA Nome: T. V. N.


Participação: ADVOGADO Nome: ANDERSON CARDOSO PANTOJAOAB: 3813 Participação:
IMPETRADO Nome: G. D. E. D. P.Processo nº 0873438-05.2018.8.14.0301 (29)Órgão Julgador: Tribunal
PlenoClasse: Mandado de Segurança Impetrante: Tereza Veloso NunesAdvogado (a): Anderson Cardoso
Pantoja OAB/PA 13.813Impetrado: Governador do Estado do ParáLitisconsorte passivo necessário:
Estado do ParáRelator (a): Des. Roberto Gonçalves de Moura EMENTA: MANDADO DE SEGURANÇA.
PLEITO DE CONCESSÃO DE GRATUIDADE DE JUSTIÇA. ACERVO PROBATÓRIO INSUFICIENTE
PARA O DEFERIMENTO, NESTE MOMENTO, DA BENESSE REQUERIDA. NECESSIDADE DE
COMPROVAÇÃO DOS REQUISITOS EXIGIDOS. INTELIGÊNCIA DO ARTIGO 99, 2º DO CPC/2015.
POSTERGAÇÃO DA ANÁLISE DO PEDIDO LIMINAR.DECISÃO MONOCRÁTICA Trata-se deMANDADO
DE SEGURANÇA, com pedido liminar, impetrado porTEREZA VELOSO NUNEScontra suposto ato
omissivo e ilegal praticado peloGOVERNADOR DO ESTADO DO PARÁ.A inicial mandamental
(id.1387485, págs. 01/15)relata que a impetrante é professora assistente na rede estadual de ensino,
sendo graduada no curso de Licenciatura Plena em Pedagogia, tendo, posteriormente, concluído o curso
de Licenciatura em Letras ? Inglês pela Universidade Federal do Pará, em 08/01/2016.Afirma a impetrante
que no dia 26/03/2018, requereu junto à Secretaria de Estado de Educação-SEDUC a vantagem
pecuniária progressiva de gratificação de escolaridade, previsto no artigo 33 da Lei Estadual nº 7.442/10.
No entanto, em 02/10/2018, tomou conhecimento de que aquele órgão havia determinado o arquivamento
do pleito, sob a justificativa de que faz parte do quadro suplementar, não fazendo jus a referida
gratificação.Argumenta, ainda, possuir direito líquido e certo à percepção da vantagem pecuniária
progressiva de Gratificação de Escolaridade, prevista no artigo 33 da Lei nº 7.442/10, na proporção de
10% (dez) por cento por ano calculado sobre o salário base, uma vez que referida norma exige do docente
a conclusão do curso de licenciatura plena. Desse modo, sustenta que lhe é devida a vantagem reclamada
na proporção de 50% (cinquenta por cento) de seu vencimento base, dado que já possui 5 (cinco) anos de
conclusão do curso de licenciatura.Postulou a impetrante a concessão dos benefícios da assistência
judiciária gratuita, a concessão de medida liminar com vistas a compelir a autoridade impetrada na inicial a
conceder-lhe a vantagem pecuniária progressiva de gratificação de escolaridade na proporção indicada e,
ao final, a concessão da segurança nos termos que expõe.É o relato do necessário.DECIDO.A impetrante
requer a concessão do benefício da assistência judiciária gratuita ao fundamento de que não possui
condições financeiras para arcar com o ônus do processo, sem prejuízo do próprio sustento e de sua
família.Nesse contexto, cumpre ressaltar que o CPC/15, revogando as disposições da lei nº 1.060/50,
previu em seu artigo 98, a possibilidade de concessão da justiça gratuita à pessoa física ou jurídica que
demonstrar a ausência de recursos financeiros em arcar com as custas processuais, ?verbis?:Art. 98. A
pessoa natural ou jurídica, brasileira ou estrangeira, com insuficiência de recursos para pagar as custas,
as despesas processuais e os honorários advocatícios tem direito à gratuidade da justiça, na forma da
lei.Todavia, no caso em questão, em que pese as razões suscitadas no presente recurso, não vislumbro
até o presente momento a situação de miserabilidade jurídica da parte recorrente a lhe ensejar a
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

concessão da gratuidade judicial requerida. Isso porque, apesar da agravante ter firmado declaração de
pobreza (id.1387486, pág. 02), tal documento, por si só, desacompanhado de outras provas que
demonstrem o alegado, se mostra insuficiente para o deferimento da benesse. Sobremais, ressai do
acervo probatório que a impetrante é servidora efetiva da Secretaria Estadual de Educação-SEDUC e que
percebe como remuneração bruta o valor de R$6.164,30 (seis mil e cento e sessenta e quatro reais e trinta
centavos), o que afasta a aludida presunção de hipossuficiência arguida.Todavia, conforme preconiza a
legislação processual, compete ao julgador determinar que a parte postulante da gratuidade de justiça
comprove a alegação de hipossuficiência, para, assim, deliberar sobre a concessão ou não do benefício
quando não vislumbrar de plano os requisitos para a sua concessão, nos termos do artigo 99, § 2º, do
CPC/15, ?verbis?:Art. 99. O pedido de gratuidade da justiça pode se formulado na petição inicial, na
contestação, na petição para ingresso de terceiro no processo ou em recurso.(...)§ 2o O juiz somente
poderá indeferir o pedido se houver nos autos elementos que evidenciem a falta dos pressupostos legais
para a concessão de gratuidade,devendo, antes de indeferir o pedido, determinar à parte a comprovação
do preenchimento dos referidos pressupostos. (Grifei).No caso, não vislumbrando, até o presente
momento, elementos que evidenciem a hipossuficiência econômica, determino que a agravante, no prazo
de 15 (quinze) dias, emende a inicial com a última Declaração de seu Imposto de Renda e comprovantes
de que sua renda se encontra comprometida com suas despesas essenciais a ponto de inviabilizar o
pagamento das custas processuais, por entender serem tais documentos indispensáveis para deliberação
acerca da gratuidade de justiça.À Secretaria para as devidas providências.Estando nos autos a resposta
ou superado o prazo para tal, volte conclusos.Publique-se. Intime-se.Belém, 20 de fevereiro de 2019.
DesembargadorROBERTO GONÇALVES DE MOURARelator
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SEÇÃO DE DIREITO PÚBLICO E PRIVADO

Número do processo: 0808763-63.2018.8.14.0000 Participação: IMPETRANTE Nome: JEFFERSON DE


JESUS MELO MACEDO Participação: ADVOGADO Nome: ALEXANDRE AUGUSTO RODRIGUES
BARATAOAB: 2224300A/PA Participação: IMPETRADO Nome: SECRETARIA DE ESTADO DE
ADMINISTRAÇÃO DO ESTADO DO PARÁ Participação: IMPETRADO Nome: SECRETARIA DE ESTADO
DE EDUCACAO Participação: IMPETRADO Nome: CONSULPLAN CONSULTORIA E PLANEJAMENTO
EM ADMINISTRACAO PUBLICA LTDAPROCESSO Nº 0808763-63.2018.8.14.0000MANDADO DE
SEGURANÇAIMPETRANTE: JEFFERSON DE JESUS MELO MACEDOIMPETRADO: SECRETARIA DE
ESTADO DE ADMINISTRAÇÃO DOESTADO DO PARÁ, SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO E
CONSULPLAN CONSULTORIA E PLANEJAMENTO EMADMINISTRACAO PUBLICA LTDARELATORA:
DESA. NADJA NARA COBRA MEDA DECISÃOTrata-se deMANDADO DE SEGURANÇA COM PEDIDO
DE LIMINARinterposto porJEFFERSON DE JESUS MELO MACEDOcontra os atos daSECRETARIA DE
ADMINISTRAÇÃO DO ESTADO DO PARÁ, SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO E DA
EMPRESA CONSUPLAN.Inicialmente, o impetrante requer, seja deferido o benefício da justiça gratuita,
com base na Lei nº. 1.060/50, e alterações introduzidas pela Lei nº. 7.510/86, por não ter condição de
arcar com as custas processuais e honorários advocatícios sem prejuízo do próprio sustento.O impetrante
informa que prestou concurso público para provimento de cargo de professor de matemática (URE - 19 ?
Belém / ANEXO I RELAÇÃO DE VAGAS POR UNIDADE REGIONAL DE EDUCAÇÃO ? URE /
DISCIPLINAS) de cargos efetivos da Carreira de Magistério da Educação Básica da Rede Pública de
Ensino da SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO ? SEDUC, regulado pelo edital nº EDITAL Nº
01/2018 ? SEAD, 19 DE MARÇO DE 2018, sob organização da empresa CONSULPLAN ? Consultoria e
Planejamento em Administração Pública Ltda.Afirma que fora aprovado na primeira etapa do certame,
entretanto, na 2º etapa, qual seja, avaliação títulos, para surpresa deste, seu título de Mestre em
matemática e aprovação em concursos públicos não foram pontuados, deixando o impetrante na situação
de aprovado, mas não de classificado.Também afirma que fora divulgado pela banca organizadora
CONSULPLAN resultado preliminar da avaliação de títulos, sem que nenhum dos dois títulos-aprovação
em concurso público e de mestre em matemática, fossem contabilizadas para tais pontuações.Aduz que
em relação aos títulos de aprovação em concurso público, o impetrante recebeu pontuação 0 (zero). A
empresa organizadora do concurso justificou a ausência de pontuação pelo fato de que o impetrante
enviou documentação em cópia simples, descumprindo os itens 7.2, 7.2.2, 7.4 e 7.13.1 do edital.Alega que
em relação a pontuação referente ao título de mestre, qual também não obteve nota, justificou a
organizadora do referido concurso que para pontuação referente ao título, somente seria considerado o
curso concluído até a data da publicação do edital de abertura no Diário Oficial do Estado do Pará, apesar
de não haver previsão no edital para tal justificativa.Ressalta que o diploma de mestre em matemática do
impetrante fora expedido em 28 de março de 2018, histórico acadêmico do mestrado em matemática e
declaração de conclusão de curso de mestrado em matemática emitida em 17/04/2018, informando que o
impetrante concluiu o referido mestrado em 28 de março de 2018, bem antes da convocação para
apresentação de tal documento, que fora de 26/03/2018 a 18/05/2018.Ao final, requer a concessão da
liminar.Juntou documentos.É o relatório. DECIDO DA JUSTIÇA GRATUITANo que se refere ao pedido de
concessão do benefício de justiça gratuita, tendo em vista o art. 98, e o § 3º do art. 99 do CPC/2015,
concedo o benefício da assistência judiciária ao impetrante. DA LIMINARNos termos do que dispõe o art.
300, do novo Código de Processo Civil, dois são os requisitos cumulativos para a concessão da tutela de
urgência: quando houver elementos nos autos que evidenciem a probabilidade do direito reclamado
(fumus boni iuris) e houver perigo de dano ou risco ao resultado útil do processo (periculum in mora). O
dispositivo referido encontra-se lavrado nestes termos: ?Art. 300. A tutela de urgência será concedida
quando houver elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao
resultado útil do processo.§ 1o Para a concessão da tutela de urgência, o juiz pode, conforme o caso,
exigir caução real ou fidejussória idônea para ressarcir os danos que a outra parte possa vir a sofrer,
podendo a caução ser dispensada se a parte economicamente hipossuficiente não puder oferecê-la.§ 2o A
tutela de urgência pode ser concedida liminarmente ou após justificação prévia.§ 3o A tutela de urgência
de natureza antecipada não será concedida quando houver perigo de irreversibilidade dos efeitos da
decisão. ? (Grifei). Como se vê, o legislador alterou os requisitos exigidos no Código de Processo Civil de
1973, que condicionava a concessão de antecipação de tutela à existência de prova inequívoca capaz de
convencer o juiz a respeito da verossimilhança das alegações.Pois bem. No que toca à probabilidade do
direito, Luiz Guilherme Marinoni assevera que a probabilidade que autoriza o emprego da técnica
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

antecipatória para a tutela dos direitos é a probabilidade lógica ? que é aquela que surge da confrontação
das alegações e das provas com os elementos disponíveis nos autos, sendo provável a hipótese que
encontra maior grau de confirmação e menor grau de refutação nesses elementos. ?O juiz tem que se
convencer de que o direito é provável para conceder tutela provisória.?.Cabe enaltecer aqui a lição de
Fredie Didier Jr., que ao discorrer sobre a tutela de urgência entende que: ?...a sua concessão pressupõe,
genericamente, a demonstração da probabilidade do direito (tradicionalmente conhecida como ?fumus
bonis juris?) e, junto a isso, a demonstração do perigo de dano ou de ilícito, ou ainda do comprometimento
da utilidade do resultado final que a demora do processo representa (tradicionalmente conhecido com
?periculum in mora?). Para o deferimento do pedido liminar, se faz necessário a presença simultânea da
fumaça do bom direito, ou seja, que os impetrantes consigam demonstrar através das alegações aduzidas,
em conjunto com a documentação acostada, a possibilidade de que o direito pleiteado exista no caso
concreto, e o reconhecimento de que a demora na definição do direito poderá causar dano grave e de
difícil reparação ao demandante com presumível direito violado ou ameaçado de lesão.No presente caso,
verifico que o Edital do certame foi claro e expresso ao definir que só seriam aceitas as cópias de
documentos que estivessem autenticadas por Cartório de Notas. Vejamos: 7.2Os títulos, acompanhados
do Formulário de Envio de Títulos devidamente preenchido e assinado, deverão ser enviados (sempre
cópia autenticada em cartório), impreterivelmente entre os dias 26 de março de 2018 a 18 de maio de
2018 (...)(...)7.2.2Não serão consideradas, em nenhuma hipótese, para fins de avaliação, as cópias de
documentos que não estejam autenticadas por Cartório de Notas, bem como documentos gerados por via
eletrônica que não estejam acompanhados com o respectivo mecanismo de autenticação.(...)7.4 Os
candidatos deverão enviar cópias dos documentos autenticadas em Cartório de Notas, ou até mesmo a
viaoriginal, sendo que os mesmos não serão devolvidos em hipótese alguma. É cediço, que o edital é
considerado a lei do concurso, preestabelecendo normas garantidoras da isonomia de tratamento e
igualdade de condições para o candidato ingressar no serviço público.Desta feita, neste momento
processual, entendo que a exigência de cópia autenticada dos documentos para análise e, se for o caso,
posterior atribuição de pontos na etapa ?prova de títulos? está correta, vez que está de acordo com o
previsto no edital, não assistindo razão, neste ponto, ao autor. De outra banda, neste momento
processual, entendo que assiste razão ao recorrente no que diz respeito a atribuição de ponto pelo título
de Mestrado, vez que o impetrante apresentou a declaração emitida pela Universidade Federal do Estado
do Pará - UFPA, datada de 17 de abril de 2018, que atesta a conclusão do curso de mestrado, bem como
que o respectivo diploma estava em processo de expedição.Desta feita,DEFIRO PARCIALMENTE o
pedido liminar requerido, para determinar que seja concedido a pontuação devida apenas na prova de
título de mestrado.Notifique-se a autoridade coatora, comunicando-lhe desta decisão, bem como, para
que, no prazo de 10 (dez) dias na forma do inciso I, do artigo 7º da Lei 12.016, de 7.08.2009, preste as
informações que achar necessárias.Dê-se ciência do feito ao órgão de representação judicial nas pessoas
jurídicas interessadas, enviando-lhes cópia da inicial sem documentos, para querendo ingressar no
feito.Cientifique-se o Estado do Pará, enviando-lhe cópia da inicial, para que, querendo, ingresse no
feito.Após, encaminhem-se os autos ao Ministério Público de 2º Grau, para exame e
parecer.P.R.I.C.Belém, 06 de fevereiro de 2019. DESA. NADJA NARA COBRA MEDA Relatora.
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UNIDADE DE PROCESSAMENTO JUDICIAL DAS TURMAS DE DIREITO PÚBLICO E PRIVADO- UPJ

RESENHA: 25/02/2019 A 25/02/2019 - SECRETARIA ÚNICA DE DIREITO PÚBLICO E PRIVADO -


VARA: 1ª TURMA DE DIREITO PRIVADO PROCESSO: 00003751920148140301 PROCESSO ANTIGO:
201430175485 MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): JOSE ROBERTO PINHEIRO MAIA
BEZERRA JUNIOR Ação: Agravo de Instrumento em: 25/02/2019 AGRAVADO:JORGE LUIS FABRE
Representante(s): PAULA ANGELA ROCHA CARDOSO DE OLIVEIRA (ADVOGADO)
AGRAVANTE:ORION INCORPORADORA LTDA Representante(s): DOUGLAS MOTA DOURADO E
OUTROS (ADVOGADO) . RELATÓRIO Trata-se de Agravo de Instrumento interposto por ORION
INCORPORADORA LTDA., visando combater a decisão proferida pelo juízo da 4ª Vara Cível da Comarca
da Capital, nos autos da Ação de Obrigação de Entrega de Coisa Certa c/c Indenização por Dano Material
e Moral com Pedido Liminar (Processo de origem nº 0000375-19.2014.8.14.0301), proposta por JORGE
LUÍS FABRE, ora agravado, na qual o juízo a quo concedeu antecipação de tutela para determinar à
agravante que suspenda a atualização do saldo devedor do agravado, a partir de abril de 2013, até a data
da entrega do imóvel, bem como apresentar em juízo o valor residual pendente de pagamento por parte
daquele, devendo ainda se abster de realizar qualquer cobrança de valores à título de multa, juros e pro
rata até que seja apurado a importância devida, a qual tinha que ser apurada levando-se em conta o lapso
temporal compreendido entre a data da celebração do contrato e a data da entrega do imóvel (março de
2013). Finalmente, em caso de descumprimento ao determinado, fixada multa no valor de R$ 1.000,00 (mil
reais) por cada ato de desobediência e R$ 500,00 (quinhentos reais) por cada dia em que as
determinações permanecerem desrespeitadas, até o limite de R$ 30.000,00 (trinta mil reais). Em suas
razões recursais, às fls. 02/11, o agravante discorre somente sobre a impossibilidade do congelamento do
saldo devedor, pontuando ser necessária a aplicação da correção monetária pelo INCC, por ser a correção
uma simples e devida atualização do valor da moeda, e não uma penalidade a ser aplicada. Requereu a
concessão do efeito suspensivo e ao final, a procedência do presente Agravo de Instrumento. Em decisão
às fls. 59/60, deferi parcialmente o efeito suspensivo pretendido, para suspender o congelamento do saldo
devedor desde março de 2013, bem como a determinação de multa em caso de descumprimento da
decisão agravada. Conforme certidão de fl. 62, não houve apresentação de Contrarrazões. Coube-me o
feito por redistribuição, conforme papeleta de processo à fl. 63. É o relatório. Decidirei monocraticamente.
DECISÃO MONOCRÁTICA Inicialmente, esclareço que se aplicam ao caso os termos do Enunciado
Administrativo nº 2 do STJ: Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/1973 (relativos a decisões
publicadas até 17 de março de 2016) devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele
prevista, com as interpretações dadas, até então, pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. Em
sede deste E. Tribunal, vejamos o Enunciado nº 01: Nos recursos interpostos com fundamento no CPC de
1973 (impugnando decisões publicadas até 17/03/2016) serão aferidos, pelos juízos de 1º grau, os
requisitos de admissibilidade na forma prevista neste código, com as interpretações consolidadas até
então pela jurisprudência dos Tribunais Superiores e do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. O recurso
comporta julgamento imediato, com fulcro na interpretação conjunta do art. 932, VIII do CPC c/c art. 133,
XII, "d" do Regimento Interno deste E. TJPA (Redação dada pela Emenda Regimental nº 03, de
21/07/2016). O feito original, processo nº 0000375-19.2014.8.14.0301, trata de Ação de Obrigação de
Entrega de Coisa Certa c/c Indenização por Dano Material e Moral com Pedido Liminar, na qual o
agravado alega o descumprimento, por parte da construtora agravante, de contrato de promessa de
compra e venda de unidade imobiliária firmado em 15/05/2010, cujo preço atribuído ao imóvel foi R$
207.069,52 (duzentos e sete mil, sessenta e nove reais e cinquenta e dois centavos), mediante pagamento
a ser efetuado da seguinte forma: · Entrada no valor de R$ 6.959,52 (seis mil, novecentos e cinquenta e
nove reais e cinquenta e dois centavos), divididas em 03 (três) parcelas menores, sendo a primeira no
valor de R$ 1.199,67 (um mil, cento e noventa e nove reais e sessenta e sete centavos), com vencimento
em 15/05/2010, a ser paga com o cheque nº 851293; a segunda no valor de R$ 2.042,51 (dois mil e
quarenta e dois reais e cinquenta e um centavos), com vencimento em 15/06/2010, a ser paga com o
cheque nº 851294; e a terceira no valor de R$ 3.717,34 (três mil, setecentos e dezessete reais e trinta e
quatro centavos), com vencimento em 15/07/2010, a ser paga com o cheque nº 851295. · R$ 200.110,00
(duzentos mil e cento e dez reais), pagos em 24 (vinte e quatro) parcelas mensais de R$ 910,00
(novecentos e dez reais), vencida a primeira no dia 10/08/2010; além de mais 02 (duas) parcelas anuais
no valor de R$ 7.580,00 (sete mil, quinhentos e oitenta reais), vencida a primeira em 01/05/2011. · R$
10.880,00 (dez mil e oitocentos reais), pagos em parcela única vencida em 01/08/2012. · R$ 152.230,00
(cento e cinquenta e dois mil, duzentos e trinta reais), em única prestação, vencida em 01/09/2012 e obtida
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mediante financiamento obtido pelo agravado em instituição financeira de sua livre escolha. Em análise
acurada do teor da decisão agravada, constato que ela se divide em 03 (três pontos), a saber: o
congelamento do saldo devedor do agravado junto à agravante, a partir de abril de 2013 até a data da
efetiva entrega do imóvel, com a obrigação de apresentar em juízo o saldo devedor calculado
considerando o período compreendido entre maio de 2010 e março de 2013; a proibição imposta ao
agravante em realizar quaisquer cobrança de valores a título de multa, juros e pro rata até que fosse
apurado o valor devido pelo agravado relativo ao financiamento em aberto; e a multa aplicada, a título de
astreintes, para o caso de descumprimento de quaisquer das determinações impostas em sede de
antecipação de tutela. Entretanto, em suas razões recursais o agravante discorre somente sobre o
congelamento do saldo devedor, deixando de impugnar os outros 02 (dois) pontos da decisão agravada,
motivo pelo imperioso reconhecer a preclusão quanto a estes aspectos. Posto isto, discorro sobre o
congelamento do saldo devedor. Pois bem. Conforme a cláusula 9.1 do contrato de promessa de compra e
venda pactuado, o prazo estabelecido para a entrega da unidade era de 36 (trinta e seis) meses a contar
do registro da incorporação imobiliária. Conforme o item 5.6, "b" do capítulo V do contrato assinado (fl. 26),
tal registro ocorreu 25/09/2009. Todavia, até a data da prolação da decisão agravada, 09/04/2014, o
imóvel não havia sido entregue. Sobre o mérito, tenho que o recurso merece parcial provimento, eis que
não há possibilidade de congelamento de saldo devedor em decorrência do atraso na entrega da obra. Isto
porque, em relação a correção monetária do saldo devedor, o STJ pacificou o entendimento de que,
considerando o prazo de prorrogação de 180 (cento e oitenta) dias, deve ocorrer a substituição do índice
de correção monetária do INCC pelo IPCA (salvo se o INCC for menor) a partir do transcurso da data
limite prevista no contrato para entrega do bem, por considerar ser a maneira mais acertada de dirimir a
questão, sem prejudicar nenhuma das partes, conforme ementa do Recurso Especial nº 1.454.139 - RJ
(2014/0044528-1), in verbis: CIVIL. CONTRATOS. COMPRA E VENDA DE IMÓVEL. MORA NA
ENTREGA DAS CHAVES. CORREÇÃO MONETÁRIA DO SALDO DEVEDOR. SUSPENSÃO.
IMPOSSIBILIDADE. INEXISTÊNCIA DE EQUIVALÊNCIA ECONÔMICA DAS OBRIGAÇÕES.
DISPOSITIVOS LEGAIS ANALISADOS: ARTS. 395, 884 E 944 DO CC/02; 1º DA LEI Nº 4.864/65; E 46
DA LEI Nº 10.931/04. 1. Agravo de instrumento interposto em 01.04.2013. Recurso especial concluso ao
gabinete da Relatora em 12.03.2014. 2. Recurso especial em que se discute a legalidade da decisão
judicial que, diante da mora do vendedor na entrega do imóvel ao comprador, suspende a correção do
saldo devedor. 3. A correção monetária nada acrescenta ao valor da moeda, servindo apenas para
recompor o seu poder aquisitivo, corroído pelos efeitos da inflação, constituindo fator de reajuste intrínseco
às dívidas de valor. 4. Nos termos dos arts. 395 e 944 do CC/02, as indenizações decorrentes de
inadimplência contratual devem guardar equivalência econômica com o prejuízo suportado pela outra
parte, sob pena de se induzir o desequilíbrio econômico-financeiro do contrato e o enriquecimento sem
causa de uma das partes. 5. Hipótese de aquisição de imóvel na planta em que, diante do atraso na
entrega das chaves, determinou-se fosse suspensa a correção monetária do saldo devedor. Ausente
equivalência econômica entre as duas obrigações/direitos, o melhor é que se restabeleça a correção do
saldo devedor, sem prejuízo da fixação de outras medidas, que tenham equivalência econômica com os
danos decorrentes do atraso na entrega das chaves e, por conseguinte, restaurem o equilíbrio contratual
comprometido pela inadimplência da vendedora. 6. Considerando, de um lado, que o mutuário não pode
ser prejudicado por descumprimento contratual imputável exclusivamente à construtora e, de outro, que a
correção monetária visa apenas a recompor o valor da moeda, a solução que melhor reequilibra a relação
contratual nos casos em que, ausente má-fé da construtora, há atraso na entrega da obra, é a
substituição, como indexador do saldo devedor, do Índice Nacional de Custo de Construção (INCC, que
afere os custos dos insumos empregados em construções habitacionais, sendo certo que sua variação em
geral supera a variação do custo de vida médio da população) pelo Índice Nacional de Preços ao
Consumidor Amplo (IPCA, indexador oficial calculado pelo IBGE e que reflete a variação do custo de vida
de famílias com renda mensal entre 01 e 40 salários mínimos), salvo se o INCC for menor. Essa
substituição se dará com o transcurso da data limite estipulada no contrato para a entrega da obra,
incluindo-se eventual prazo de tolerância previsto no instrumento. 7. Recurso especial provido. (REsp
1454139/RJ, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 03/06/2014, DJe
17/06/2014) Esta Egrégia Corte, por suas 02 (duas) Turmas de Direito Privado, seguem a mesma
orientação jurisprudencial. Vejamos: PODER JUDICIÁRIO. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
PARÁ. GABINETE DA DESEMBARGADORA GLEIDE PEREIRA DE MOURA. SECRETARIA ÚNICA DE
DIREITO PÚBLICO E PRIVADO - 2º TURMA DE DIREITO PRIVADO. AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº
0006384-56.2016.8.14.0000. AGRAVANTE: ORION INCORPORADORA LTDA. INTERESSADO:
CONSTRUTORA LEAL MOREIRA LTDA. ADVOGADO: MARTA MARIA VINAGRE BEMBOM.
ADVOGADO: DOUGLAS MOTA DOURADO E OUTROS. AGRAVADO: TILZA MARIA BARBOSA
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TEIXEIRA. ADVOGADO: MARCELO CUNHA HOLANDA. ADVOGADO: MILSON ABRONHERO DE


BARROS. RELATORA: DESEMBARGADORA GLEIDE PEREIRA DE MOURA. DECISÃO
MONOCRÁTICA. Trata-se de agravo de instrumento com pedido de efeito suspensivo, interposto por
ORION INCORPORADORA LTDA em face de decisão proferida pelo Juízo da 9ª Vara Cível e Empresarial
de Belém, nos autos de AÇÃO REVISIONAL DE CONTRATO COM REPARAÇÃO POR DANOS MORAIS
E PEDIDO DE ANTECIPAÇÃO DE TUTELA, proposta por TILZA MARIA BARBOSA TEIXEIRA. A decisão
agravada deferiu parcialmente o pedido de antecipação de tutela, determinando o congelamento do saldo
devedor referente a quantia devida em outubro de 2012, sob pena de multa diária de R$ 1.000,00 (mil
reais), limitada ao valor total do imóvel em questão. Bem como determinou a substituição do índice de
correção monetária do saldo devedor do INCC pelo IPCA, salvo se o INSS for menor, a partir de maio de
2013. Inconformado com tal decisão, o Agravante interpôs o presente recurso alegando que a decisão
afronta o entendimento pacificado do STF, bem como o art. 927 do NCPC. Afirma, ainda, que a obra está
concluída desde maço de 2015 e o congelamento do saldo devedor implicaria em enriquecimento ilícito.
Requer, portanto, a concessão do efeito suspensivo para a referida decisão e que esta seja afastada.
Juntou documentos às fls.15/93. Às fls.96/97 foi indeferido o efeito suspensivo no presente recurso.
Consta Certidão às fls.107 que decorreu o prazo sem terem sido apresentadas as contrarrazões. É o
relatório. DECIDO. (...) Em relação a correção monetária do saldo devedor, o STJ pacificou o
entendimento de que deve ocorrer a substituição do INCC para o IPCA (salvo se o INCC for menor) a
partir do transcurso da data limite prevista no contrato para entrega do bem, por considerar ser a maneira
mais acertada de dirimir a questão, sem prejudicar nenhuma das partes, (...) Sendo assim, o índice a ser
aplicado após o prazo final de entrega do imóvel, para fins de correção monetária, é o IPCA (índice
Nacional de Preço ao Consumidor-Amplo). Diante do exposto, com fundamento no art. 932, inciso IV,
alíneas a) e b) NCPC, nego provimento ao recurso, mantendo a decisão agravada em todos os seus
termos. Belém, de de 2018. DESA.GLEIDE PEREIRA DE MOURA. Relatora. (2018.03398747-70, Não
Informado, Rel. GLEIDE PEREIRA DE MOURA, Órgão Julgador 1ª CÂMARA CÍVEL ISOLADA, Julgado
em 2018-08-28, publicado em 2018-08-28) APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS
MORAIS E MATERIAIS. SENTENÇA PROCEDENTE. PRELIMINAR DE NULIDADE PROCESSUAL POR
CERCEAMENTO DE DEFESA REJEITADA. JULGAMENTO ANTECIPADO DA LIDE QUE
ISOLADAMENTE NÃO CARACTERIZA CERCEAMENTO DE DEFESA. MÉRITO. ATRASO DE OBRA
QUE SE CARACTERIZA APÓS O EXAURIMENTO DO PRAZO DE TOLERÂNCIA ESTABELECIDO EM
CONTRATO PARA ENTREGA DA UNIDADE IMOBILIÁRIA. VALIDADE DE CLÁUSULA DE TOLERÂNCIA
DE 180 DIAS. PRECEDENTES DESTA CORTE. SENTENÇA QUE MERECE REFORMA NESTE PONTO.
ATRASO NA ENTREGA DA OBRA POR PERÍODO SUPERIOR AO PRAZO DE TOLERÂNCIA. GREVE
DOS TRABALHADORES DA CONSTRUÇÃO CIVIL QUE NÃO ELIDE A RESPONSABILIDADE DAS
CONSTRUTORAS. INTEMPERES INERENTES A ATIVIDADE. CASO FORTUITO E DE FORÇA MAIOR
NÃO CONFIGURADOS. SITUAÇÃO EXCEPCIONAL QUE ULTRAPASSA O MERO DISSABOR. DANO
MORAL CARACTERIZADO. DEVER DE INDENIZAR. QUANTUM INDENIZATÓRIO FIXADO EM
PATAMAR RAZOÁVEL. ALUGUEIS FIXADOS A TÍTULO DE LUCROS CESSANTES. POSSIBILIDADE.
PATAMAR QUE DEVE SER FIXADO EM 1% SOBRE O VALOR DO IMÓVEL. VARIAÇÃO PERCENTUAL
CONSAGRADA PELA JURISPRUDÊNCIA PÁTRIA. CONGELAMENTO DO SALDO DEVEDOR.
IMPOSSIBILIDADE. CORREÇÃO MONETÁRIA QUE APENAS REPÕE AS PERDAS INFLACIONÁRIAS.
SUBSTITUIÇÃO DO ÍNDICE INCC PELO IPCA-IBGE. REFORMA NESTE PONTO QUE SE IMPÕE.
RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO. (2018.02095242-30, 190.827, Rel. MARIA DE
NAZARE SAAVEDRA GUIMARAES, Órgão Julgador 2ª TURMA DE DIREITO PRIVADO, Julgado em
2018-05-22, publicado em 2018-05-28) Desta feita, modifico a decisão agravada para que a partir do
esgotamento do prazo para a conclusão da obra, já considerando o prazo de prorrogação de 180 (cento e
oitenta) dias, o valor da parcela final do contrato reajustado monetariamente, todavia, de ofício, por se
tratar de questão de ordem pública, fixo o índice a ser observado, a saber, o IPCA - Índice Nacional de
Preços ao Consumidor Amplo, salvo se o INCC for menor, pois que aquele reflete a variação do custo de
vida de famílias com renda de 01 (um) a 40 (quarenta) salários mínimos e melhor reequilibra a relação
contratual, conforme os julgados colacionados. Posto isto, CONHEÇO E DOU PARCIAL PROVIMENTO
ao recurso, nos termos da fundamentação ao norte lançada, para modificar a decisão interlocutória de 1º
grau, no sentido de suspender o congelamento do saldo devedor do agravado, conforme precedentes do
C. STJ e desta Egrégia Corte de Justiça e, de ofício, adequando de ofício o índice de correção monetária
do saldo devedor, após o esgotamento do prazo de entrega da obra, incluindo o prazo de prorrogação de
180 (cento e oitenta) dias, para o IPCA, salvo se o INCC for menor, por se tratar da melhor medida de
direito ao caso em comento nos termos do art. 932, VIII do CPC c/c art. 133, XII, "d" do Regimento Interno
deste E. TJPA. É a decisão. Belém - PA, 14 de fevereiro de 2019. José Roberto Pinheiro Maia Bezerra
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Júnior Desembargador - Relator PROCESSO: 00003934820138140051 PROCESSO ANTIGO: ----


MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): MARIA FILOMENA DE ALMEIDA BUARQUE Ação:
Apelação Cível em: 25/02/2019 APELANTE:DEBORA IEDA PONTES CARDOSO Representante(s): OAB
18655 - ELIAKIM GIORGIO FERREIRA SILVA (ADVOGADO) OAB 19567 - IGOR CELIO DE MELO
DOLZANIS (ADVOGADO) APELADO:ISAIAS DOS SANTOS CARDOSO Representante(s): OAB 4971 -
ROSA MADALENA GUIMARAES MONTE MACAMBIRA (ADVOGADO) PROCURADOR(A) DE
JUSTICA:ESTEVAM ALVES SAMPAIO FILHO. 1ª TURMA DE DIREITO PRIVADO ORIGEM: JUÍZO DA 3ª
VARA CÍVEL DE SANTAREM APELAÇÃO Nº 0000393-48.2013.8.14.0051 APELANTE: DEBORA IEDA
PONTES CARDOSO APELADO: ISAIAS DOS SANTOS CARDOSO RELATORA: DESA. MARIA
FILOMENA DE ALMEIDA BUARQUE APELAÇÃO. INTERDITO PROIBITÓRIO. AUSÊNCIA DOS
REQUISITOS PARA A PROTEÇÃO POSSESSÓRIA. ATOS DE MERA PERMISSÃO OU TOLERÂNCIA.
RECURSO CONHECIDO E NEGADO PROVIMENTO. - Deve ser mantida a sentença que rejeitou o
pedido de interdito proibitório diante da prova de que a autora/apelante não exercia posse sobre o bem, e
sim, atos de mera permissão ou tolerância. - RECURSO CONHECIDO E NEGADO PROVIMENTO.
DECISÃO MONOCRÁTICA Trata-se de APELAÇÃO CÍVEL interposta por DEBORA IEDA PONTES
CARDOSO, em face da sentença acostada às fls. 109, exarada pelo MM. JUÍZO DA 3ª VARA CÍVEL DE
SANTARÉM, nos autos da AÇÃO DE INTERDITO PROIBITÓRIO proposta em face de ISAIAS DOS
SANTOS CARDOSO, que julgou improcedente o pedido da autora, por julgar que o esbulho foi praticado
exclusivamente pela autora. Na origem, a autora/apelante ajuizou a presente ação de interdito proibitório,
com pedido liminar, em face do seu genitor ISAÍAS DOS SANTOS CARDOSO. Sustenta que é possuidora
de um imóvel localizado na Vila Balneária de Alter do Chão, na Comarca de Santarém, com edificação em
alvenaria, onde habita com a família há mais de oitos anos. Alega que a posse do bem litigioso foi
adquirida através de permuta realizada com seu irmão ZAQUEU PONTES CARDOSO, no ano de 2005.
Afirmou que o imóvel foi indevidamente objeto de partilha em processo de divórcio havido entre os
genitores da autora e atualmente o seu pai vem ameaçando e causando transtorno à autora, chegando a
danificar o portão de madeira do imóvel. Disse que a atual convivente do seu genitor almeja que a autora
entregue o imóvel, alegando que o réu ainda possui direito sobre o bem. Deferido o pedido liminar às fls.
27/28. Citado, o demandado ofereceu resposta em forma de contestação e juntou documentos,
REQUERENDO A IMISSÃO NA POSSE DO BEM (fls. 33/39). O réu arguiu, preliminarmente, que a posse
do bem teria sido alcançada por coisa julgada da decisão homologatória da partilha do divórcio (20/21).
Pediu a extinção da presente ação. No mérito sustentou que a AUTORA e seu outro filho ZAQUEU, não
aceitam o divórcio do demandado com sua ex esposa e por isso "tramaram" uma maneira de o réu não ter
acesso ao bem que lhe coube na referida partilha. Em pedido contraposto, requereu a reintegração na
posse do imóvel. Após, sobreveio SENTENÇA: Note-se que o esbulho foi praticado exclusivamente pela
autora, eis que lhe foi transferida pelo irmão toda a suposta posse da coisa, a qual, repito, decorreu de
comodato verbal atualmente findo. Alguém, evidentemente, somente pode transferir a outrem aquilo que
possui e existe. E, no caso destes autos, restou demonstrado que, se ZAQUEU NELIS PONTES
CARDOSO teve em algum momento a posse do bem em litígio, tal posse era precária e sem ânimo de
dono, eis que tanto ZAQUEU quanto a AUTORA ocuparam a coisa por mera tolerância do GENITOR/réu,
o que não induzem posse (art. 1.208 do CC). PELO EXPOSTO, revogando a liminar deferida às fls. 27/28,
com fulcro nos artigos 926 e seguintes do Código de Processo Civil c/c artigos 1.196 e 1.208 do Código
Civil JULGO IMPROCEDENTE O PEDIDO INICIAL e PROCEDENTE O PEDIDO CONTRAPOSTO,
DETERMINANDO a reintegração do demandado na posse do bem individualizado nos autos. CONCEDO
o prazo de CINCO DIAS para DESOCUPAÇÃO VOLUNTÁRIA, entrega das chaves ao demandado e
comprovação nos autos. Ultrapassado o prazo, EXPEÇA-SE MANDADO DE REINTEGRAÇÃO e cumpra-
se, com as providências necessárias e cautelas de lei. Sem custas, em face dos benefícios da gratuidade
de justiça deferidos. CONDENO a autora ao pagamento de honorários advocatícios de sucumbência ao
advogado parte ré, fixados em R$ 1.500,00, atualizados pelo IGP-M, nos termos do art. 20, § 4º, do CPC.
Com o trânsito em julgado, se nada for requerido no prazo de seis meses (art. 475-J, §5.º, do CPC), anote-
se o necessário e ARQUIVE-SE. P.R.I.C Santarém/PA, 02 de maio de 2014. LAÉRCIO DE OLIVEIRA
RAMOS Juiz de Direito Em RECURSO DE APELAÇÃO (fls. 145/155) a parte autora recorreu arguindo a
necessidade de reforma da sentença, ante a inexistência de comprovação da posse pelo apelado nos
autos do processo. Sustenta que os depoimentos das testemunhas comprovam que a apelante era a real
possuidora do imóvel, onde se denota a natureza jurídica da posse. Requer, assim, que seja dado
provimento ao recurso de apelação para reformar por completo a sentença. Foram apresentadas
contrarrazões às fls. 180/186 dos autos, requerendo a manutenção do decisum. Às fls. 190 consta auto de
reintegração de posse em favor do apelado. É o relatório. DECIDO. Com efeito, de acordo com o artigo
932, inciso IV e V alíneas "a", do NCPC, o relator do processo está autorizado em demandas repetitivas
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apreciar o mérito recursal, em decisão monocrática, referida previsão está disciplinada no art. 133, do
Regimento Interno desta Corte, que visa dar cumprimento ao preceito legal imposto no art. 926, §1º, do
NCPC. Vejamos: Art. 926. Os tribunais devem uniformizar sua jurisprudência e mantê-la estável, íntegra e
coerente. § 1o Na forma estabelecida e segundo os pressupostos fixados no regimento interno, os
tribunais editarão enunciados de súmula correspondentes a sua jurisprudência dominante. Gize-se, ainda,
que tais decisões têm por finalidade desafogar os Órgãos Colegiados, buscando dar mais efetividade ao
princípio da celeridade e economia processual, sem deixar de observar, por óbvio, as garantias
constitucionais do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Assim, plenamente cabível o
julgamento do recurso por meio de decisão monocrática, porque há autorização para tanto no sistema
processual civil vigente. Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso. A parte
Apelante sustenta que a decisão que julgou improcedente a ação de interdito proibitório deve ser revista,
pois partiu de premissa equivocada de que a recorrente não é a possuidora do imóvel. Adianto, NÃO
assiste razão a apelante. Inicialmente, é necessário ressaltar que se discute na origem direito possessório
e não petitório. E, sobre o assunto, dispõe o Código Civil: Art. 1.210. O possuidor tem direito a ser mantido
na posse em caso de turbação, restituído no de esbulho, e segurado de violência iminente, se tiver justo
receio de ser molestado. § 1o O possuidor turbado, ou esbulhado, poderá manter-se ou restituir-se por sua
própria força, contanto que o faça logo; os atos de defesa, ou de desforço, não podem ir além do
indispensável à manutenção, ou restituição da posse. § 2o Não obsta à manutenção ou reintegração na
posse a alegação de propriedade, ou de outro direito sobre a coisa. (...) O Código de Processo Civil de
1973, aplicável, à época do deferimento da medida de urgência sobre o assunto, dispunha: Art. 926. O
possuidor tem direito a ser mantido na posse em caso de turbação e reintegrado no de esbulho. Art. 927.
Incumbe ao autor provar: I - a sua posse; Il - a turbação ou o esbulho praticado pelo réu; III - a data da
turbação ou do esbulho; IV - a continuação da posse, embora turbada, na ação de manutenção; a perda
da posse, na ação de reintegração. Art. 928. Estando a petição inicial devidamente instruída, o juiz
deferirá, sem ouvir o ré, a expedição do mandado d liminar de manutenção ou de reintegração; no caso
contrário, determinará que o autor justifique previamente o alegado, citando-se o réu para comparecer à
audiência que for designada. Deste modo, incumbe àquele que pleiteia a manutenção ou a reintegração
de posse o ônus de demonstrar que fruía da posse do bem previamente à alegada turbação praticado pela
outra parte. A teor do art. 1.210 e seguintes do Código Civil, nas ações possessórias cabe às partes tão
somente a comprovação fática da posse para concessão das medidas possessórias, não havendo que se
elucubrar alegações sobre a propriedade ou outro direito sobre a coisa, porquanto estas possuem meio
próprio de defesa, a saber, as ações reivindicatórias. Na espécie, não se pode ignorar que o ora apelado é
o verdadeiro possuidor do imóvel, conforme se verifica pela sentença homologatória de divórcio (fls. 20),
na qual ficou acordado que o bem em litígio ficaria em posse do recorrido; do carnê do IPTU em seu nome
(fls.44/47), declaração do presidente da associação dos moradores do bairro união de Alter do chão (fls.
52) que informa que o mesmo é possuidor de uma residência e sócio da comunidade (fls. 52), e o esbulho
praticado pela apelante que foi registrado por meio de boletim de ocorrência (fls. 48). Deste modo, ao
contrário do que tenta convencer a recorrente, não há qualquer evidência de que ela exerça a posse em
nome próprio sobre imóvel objeto da lide, por se tratar de mera permissão. Aliás, trata-se de ocupação
precária, que não habilita a apelante a demandar judicialmente para tal efeito. Sobre o assunto, o Código
Civil de 2002 estatui, in verbis : Art. 1.198. Considera-se detentor aquele que, achando-se em relação de
dependência para com outro, conserva a posse em nome deste e em cumprimento de ordens ou
instruções suas. Parágrafo único. Aquele que começou a comportar-se do modo como prescreve este
artigo, em relação ao bem e à outra pessoa, presume-se detentor, até que prove o contrário. [...] Art.
1.204. Adquire-se a posse desde o momento em que se torna possível o exercício, em nome próprio, de
qualquer dos poderes inerentes à propriedade. [...] Art. 1.208. Não induzem posse os atos de mera
permissão ou tolerância assim como não autorizam a sua aquisição os atos violentos, ou clandestinos,
senão depois de cessar a violência ou a clandestinidade. Como se vê, o genitor/apelado apenas consentia
que seus filhos ocupassem o referido imóvel, para fins de moradia, conforme consta na declaração escrita
por uma das filhas Eleonai Nubia Pontes Cardoso, que atesta que residiu na casa de propriedade do pai
ISAIAS DOS SANTOS CARDOSO (fls. 51) situado na vila Alter do chão, na Rua do sairé, 345, lote 18 e
demais depoimentos colhidos durante instrução processual. Vejamos: Às fls. 86, ISAIAS DOS SANTOS
CARDOSO (...) respondeu: "Que viveu em Alter do Chão aproximadamente 12 anos, época em que ficava
na casa do filho Pedro Nelson; que na época um político de nome Pedro, que era próximo de um
empresário de no Pedroso, acabou distribuindo terrenos através de uma associação; q declarante foi
agraciado com um terreno, limpou o local e com ajuda sobrinhos fez uma pequena edificação; que seus
filhos não ajudar, edificação; que a autora não tinha moradia e pediu para morar no local, seno que o
declarante permitiu e disse que a casa não estava acabada, mas autora argumentou que continuaria a
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

edificação; que a autora mora local há muitos anos, mas o declarante nunca doou o terreno para ela,
apenas permitiu que lá habitasse; que a autora é neta do declarante, mas foi registrada como filha; que a
autor sempre foi uma boa filha, mas nos últimos tempos a relação restou bastante abalada.". Às fls. 88, a
2.a testemunha da parte demandada - DENISE DO ROSÁRIO SERRÃO , brasileira, nascida no dia
05/11/1979, filho de Raimundo Azevedo Serrão e Deusa Lopes do Rosário, com endereço na Rua Sairé,
N° 501, Bairro União, Alter-do-Chão, Santarém/PA. Devidamente compromissada a falar a verdade, sob
pena de praticar crime, às perguntas, às perguntas do Juízo respondeu: "Que a declarante é casada com
pessoa de nome Bruno, o qual é neto do demandado; que conheceu Bruno faz 2 anos; que na época que
conheceu o companheiro ele morava no bem litigioso; que o Bruno sempre disse declarante que o bem em
litígio é do se avo (réu); que faz 1 ano que esteve no bem litigioso, oportunidade que visitar sua cunhada
que havia dado a luz; que vê o companheiro da autora no bem litigioso e eventualmente também percebe
a presença da autora no local; que não sabe se sua cunhada pagava aluguel e nem quem permitiu que
morasse no local". Deste modo, o fato de a APELANTE ter permissão para residir na casa do APELADO
não a torna possuidora, por se tratar de ato de mera tolerância. Nesse sentido, colaciono julgados:
INTERDITO PROIBITÓRIO. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS DO ART. 932 CPC. INEXISTÊNCIA DE
SERVIDÃO DE PASSAGEM. ATOS DE MERA PERMISSÃO OU TOLERÂNCIA. Deve ser mantida a
sentença que rejeitou o pedido de interdito proibitório diante da prova de que os autores não exerciam
posse sobre a passagem lateral, e sim, atos de mera permissão ou tolerância. Ademais, o imóvel dos
autores não estava encravado, tendo ampla saída para a via pública. Logo, descaracterizada a tese de
servidão de passagem. RECURSO DESPROVIDO. (Apelação Cível Nº 70057470791, Décima Sétima
Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Elaine Harzheim Macedo, Julgado em 19/12/2013) (TJ-
RS - AC: 70057470791 RS, Relator: Elaine Harzheim Macedo, Data de Julgamento: 19/12/2013, Décima
Sétima Câmara Cível, Data de Publicação: Diário da Justiça do dia 21/01/2014) APELAÇÃO CÍVEL.
EMBARGOS DE TERCEIRO. EXECUÇÃO. IMÓVEL HIPOTECADO. PENHORA. LIBERAÇÃO DA
CONSTRIÇÃO. DESCABIMENTO. AUSÊNCIA DE ANIMUS DOMINI. POSSE INDEMONSTRADA. MERO
COMODATO. USUCAPIÃO EXTRAORDINÁRIO. VIA INADEQUADA. RECURSO NÃO CONHECIDO
NESTE PONTO E DESPROVIDO NA EXTENSÃO. APELAÇÃO CÍVEL. USUCAPIÃO ESPECIAL
URBANO. TERRENO COM EDIFICAÇÃO. OCUPAÇÃO DO IMÓVEL. CONSENTIMENTO DO EX-
SOGRO. ATO DE MERA TOLERÂNCIA. POSSE PRECÁRIA. PRESCRIÇÃO AQUISITIVA VEDADA.
SENTENÇA MANTIDA. RECURSO DESPROVIDO. Os atos de mera permissão ou tolerância não
constituem modos de aquisição da posse, o que afasta, por consequência, o reconhecimento da posse ad
usucapionem. (TJ-SC - AC: 582864 SC 2010.058286-4, Relator: Fernando Carioni, Data de Julgamento:
11/11/2010, Terceira Câmara de Direito Civil, Data de Publicação: Apelação Cível n. , de Jaguaruna) Com
efeito, não apresenta conotação de posse o poder de fato exercido sobre bem imóvel por aquele que o
conserva em nome de outrem decorrente de relação empregatícia, assim como não induzem posse os
atos de mera permissão ou tolerância, que é o caso dos autos, uma vez que o apelado apenas cedeu
temporariamente o imóvel a apelante. Isso posto, CONHEÇO e NEGO PROVIMENTO à Apelação, nos
termos da fundamentação, mantendo a sentença de primeiro grau tal como lançada. Sem custa e
honorários, por serem as partes beneficiárias da justiça gratuita. Belém, 19 de fevereiro de 2019. MARIA
FILOMENA DE ALMEIDA BUARQUE Desembargadora Relatora PROCESSO: 00006478620058140031
PROCESSO ANTIGO: 201430117346 MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A):
CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO Ação: Apelação Cível em: 25/02/2019 APELADO:MARIA DO
SOCORRO DA COSTA PANTOJA Representante(s): OAB 13085 - MARIA CLAUDIA SILVA COSTA
(ADVOGADO) MARIA CLAUDIA SILVA COSTA (ADVOGADO) APELANTE:SIPKE HUIZINGA
Representante(s): OAB 18839 - VINICIUS SOUZA FLEXA (ADVOGADO) LARISSA MANUELA ANGLADA
TIMOTEO (ADVOGADO) APELADO:GILBERTO ALVES CORDOVIL DO NASCIMENTO
Representante(s): OAB 7960 - HILDEMAN ANTONIO ROMERO COLMENARES JR. (ADVOGADO) OAB
1340 - HAMILTON RIBAMAR GUALBERTO (ADVOGADO) IZILENE LOPES FERREIRA (ADVOGADO) .
PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ GABINETE DESEMBARGADOR
CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO 1.ª TURMA DE DIREITO PRIVADO. APELAÇÃO CÍVEL - N.º
0000647-86.2005.814.0031. COMARCA: MOJU/PA. APELANTE: SPIKE HUIZINGA. ADVOGADO:
LARISSA M. ANGLADA TIMÓTEO - OAB/PA N. 9.926; LUCIANO FLEXA DI PAOLO - OAB/PA N. 17.417;
e VINÍCIUS SOUZA FLEXA - OAB/PA N. 18.839. APELADO: GILBERTO ALVES CORDOVIL
NASCIMENTO. ADVOGADO: IZILENE LOPES FERREIRA - OAB/PA N. 7.903. APELADO: MARIA SO
SOCORRO DA COSTA PANTOJA. ADVOGADO: MARIA CLÁUDIA SILVA COSTA - OAB/PA N. 13.085.
RELATOR: DES. JOSÉ ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JUNIOR. DESEMBARGADOR: DES.
CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO. DECISÃO INTERLOCUTÓRIA Pois bem, trata-se de despacho
exarado pela Vice-Presidente, determinando que este Desembargador se manifeste acerca de prevenção
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

em petição formulada às fls. 1.222/1.226 e no despacho de fl. 1245. De ressaltar que às fls. 1.222/1.226 se
trata de uma petição protocolizada pela parte GILBERTO ALVES CORDOVIL NASCIMENTO requerendo
a redistribuição dos presentes autos à este Desembargador, sob a alegação de que já existe um acórdão
com trânsito em julgado, acerca da matéria discutida na apelação n. 0000647-86.2005.8.14.0031, acerca
de idêntica questão, novamente suscitada em Ação de Anulação. E no tocante ao despacho de fls. 1.245,
o ilustre Des. Relator José Roberto Pinheiro Maia Bezerra Junior aduziu que "compulsando os autos e em
consulta ao sistema LIBRA, verifica-se que ambos os feitos versam sobre imóveis denominado de
Fazenda Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, sendo que, no presente feito, as partes litigam sobre a
anulação de Registro de Imóveis e Escritura de Compra e Venda das Fazendas Nossa Senhora do
Perpétuo Socorro I, II e III, ao passo que a ação de Reintegração de Posse (Processo: 0000080-
11.2005.8.14.0031) versa sobre as Fazendas Nossa Senhora do Perpétuo Socorro I, III e IV". Diante desta
alegação, o nobre Relator, fundamentada nos artigos 930, parágrafo único do CPC; §3º, do art. 55 do
CPC; e art. 116 do RITJPA determinou o encaminhamento dos presentes autos à Vice-Presidência, para
as previdências que julgar necessárias. Assim, cabe inicialmente verificar a existência ou não da
prevenção. Sendo assim, passo a análise dos dispositivos apontados pelo Relator do feito, que embasam
o pedido de prevenção para este Desembargador. E para a melhor elucidação dos fatos, transcrevo
referidos dispositivos a seguir: I - Art. 930 do CPC. Far-se-á a distribuição de acordo com o regimento
interno do tribunal, observando-se a alternatividade, o sorteio eletrônico e a publicidade. Parágrafo único.
O primeiro recurso protocolado no tribunal tornará prevento o relator para eventual recurso subsequente
interposto no mesmo processo ou em processo CONEXO. II - Art. 116 do RITJPA. A distribuição da ação
ou de recurso gera prevenção para todos os processos a eles vinculados por CONEXÃO, continência ou
referentes ao mesmo feito. III - Art. 55 do CPC. §3º. Serão reunidos para julgamento conjunto os
processos que possam gerar riscos de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos
separadamente, MESMO SEM CONEXÃO ENTRE ELES. Desta forma, o ilustre relator aponta a
existência de uma conexão entre as ações supramencionadas, motivo pelo qual, tendo este
Desembargador julgado a Ação de Reintegração de Posse (Processo n. 0000080-11.2005.8.14.0031),
seria o prevento para a análise da presente Ação Anulatória (Processo n. 000647-86.2005.8.14.0301). DA
INEXISTÊNCIA DE CONEXÃO ENTRE AÇÃO POSSESSÓRIA E PETITÓRIA. INSTITUTOS
AUTÔNOMOS, INDEPENDENTES E COM ESPECIFICIDADE PRÓPRIA. Pois bem, no caso em comento,
destaco que é patente que o objeto da ação possessória está circunscrito apenas à proteção da posse, em
face da violência que venha a se caracterizar no campo da ameaça, turbação ou esbulho. Já na Ação
Reivindicatória, cuja a natureza é petitória, o proprietário sem posse pretende a restituição da coisa em
face do possuidor, que injustamente, a detenha. No presente caso, entendo que a discussão sobre a
nulidade do título que transferiu o bem (em Ação Anulatória), no qual irá se discutir a propriedade do bem
imóvel, não prejudica o trâmite da ação de reintegração de posse, que, conforme verificado em alhures,
discutirá a existência ou não de ameaça, turbação ou esbulho. Neste sentido, transcrevo precedente do C.
STJ: AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE IMISSÃO NA POSSE.
DISCUSSÃO DA NULIDADE DO TÍTULO QUE TRANSFERIU O DOMÍNIO EM AÇÃO AJUIZADA EM
FACE DE TERCEIRO. INEXISTÊNCIA DE PREJUDICIALIDADE EXTERNA. DESNECESSÁRIA A
SUSPENSÃO DO PROCESSO E A REUNIÃO DOS FEITOS POR CONEXÃO. DECISÃO MANTIDA.
RECURSO DESPROVIDO. 1. A discussão sobre a nulidade do título que transferiu o domínio ao imitente,
em ação anulatória ajuizada em desfavor de terceiro, não deve prejudicar o trâmite da ação de imissão na
posse intentada pelo atual proprietário do imóvel. Isso, porque a demanda anulatória do ato de
transferência do domínio não pode afetar a pretensão do proprietário de boa-fé e sem posse. 2. Inexistindo
identidade de objetos e causas de pedir entre as ações, é desnecessária a reunião dos feitos por conexão,
na forma como exige o art. 103 do CPC/73. 3. No âmbito estreito do recurso especial, não é possível
contrastar a afirmativa do acórdão recorrido, quanto à boa-fé do atual proprietário e sua relação estranha à
das partes envolvidas na ação anulatória, sob a argumentação de que ele tem relação com a outra lide e
tinha conhecimento da prática ilícita de agiotagem. 4. Agravo interno não provido. (AgInt no AgInt no
AREsp 961.360/SP, Rel. Ministro LÁZARO GUIMARÃES (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TRF 5ª
REGIÃO), QUARTA TURMA, julgado em 07/11/2017, DJe 13/11/2017) Isto porque, o conceito de
prevenção não se confunde com o de conexão. A conexão é uma das causas de reunião de processos.
Recorre-se às regras de prevenção para definir perante qual juízo as ações serão reunidas. A prevenção,
portanto, não é causa de reunião de processos, mas regra para definição da competência. As hipóteses de
modificação de competência estão tratadas nos artigos 102 a 111, no CPC/1973 e nos artigos 54 a 63 no
CPC/2015. A reunião de ações em razão de conexão encontra previsão no art. 105, do CPC/73, e 55, §1º,
do CPC/2015. As hipóteses de distribuição por dependência de ações idênticas estão nos artigos 253, III,
do CPC/1973 e 286, III, do CPC/2015. Entretanto, mesmo que haja conexão, não haverá reunião de
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processos se um deles já houver sido sentenciado. A regra está implícita no art. 105 do CPC/73, eis que,
com um dos processos sentenciados, torna-se materialmente impossível a simultaneidade dos
julgamentos. No CPC/2015, a regra foi explicitada no art. 55, §1º: "Os processos serão reunidos para
decisão conjunta, salvo de um deles já houver sido sentenciado". Igual entendimento encontra-se, há
muito, sumulado pelo C. STJ, in verbis: "Súmula 235: A conexão não determina a reunião de processos se
um deles já foi julgado". É incontroverso que a ação possessória (Processo n. 0000080-
11.2005.8.14.0031) foi julgada em primeira e em segunda instâncias (neste momento por este julgador),
conforme certidão de fls. 1.243. E não há acessoriedade (caráter preparatório de uma ação em relação a
outra), pois conforme já mencionado em alhures, elas têm causa de pedir diversa. A ação de anulação de
registro público está fundada no domínio do bem, enquanto a possessória, na posse, sendo possível, em
tese, que ações de tal natureza tenham desfechos diversos, o que afasta a existência de uma conexão
entre elas, o que seria de fundamental importância para a existência de prevenção por parte deste
julgador. Neste sentido, destaco jurisprudência pátria: CONFLITO DE COMPETÊNCIA. AÇÃO
REIVINDICATÓRIA CUMULADA COM PERDAS E DANOS e AÇÃO POSSESSÓRIA. CONEXÃO.
REUNIÃO DE PROCESSOS. DESCABIMENTO. ACESSORIEDADE E RISCO DE DECISÕES
COLIDENTES INEXISTENTES. CONEXÃO INEXISTENTE. UMA DAS AÇÕES JÁ JULGADA. AUSÊNCIA
DE CAUSA DE MODIFICAÇÃO DE COMPETÊNCIA. PERPETUAÇÃO DA JURISDIÇÃO. COMPETÊNCIA
DO JUÍZO SUSCITADO. Juízo que, ao receber ação, livremente distribuída, reivindicatória cumulada com
perdas e danos, reconhece sua incompetência considerando acessoriedade com ação possessória.
Inexistência de conexão. Pedidos e causas de pedir distintos. Ausência de risco de decisões colidentes.
Ação possessória já julgada, com trânsito em julgado. Impossibilidade material de julgamento simultâneo.
Perpetuação da jurisdição. Ausente causa de modificação de competência. Inteligência do art. 105 do
CPC/73 e da Súmula 235 do col. STJ. CONFLITO DE COMPETÊNCIA PROCEDENTE. (TJSP; Conflito de
competência 0068937-43.2015.8.26.0000; Relator (a): Alves Braga Junior; Órgão Julgador: Câmara
Especial; Foro de São José dos Campos - 2ª. Vara Cível; Data do Julgamento: 20/06/2016; Data de
Registro: 22/06/2016) CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA - CONEXÃO ENTRE AÇÃO
POSSESSÓRIA E PETITÓRIA - INOCORRÊNCIA - INSTITUTOS AUTÔNOMOS, INDEPENDENTES E
COM ESPECIFICIDADE PRÓPRIA - PEDIDO PROCEDENTE - COMPETÊNCIA DO JUÍZO SUSCITADO.
1. No caso concreto, inexiste chance de as decisões prolatadas na Ação Possessória n. 6855-
78.2017.8.11.0046 e na Ação Reivindicatória (Código 61769) serem conflitantes, pela simples razão de
versarem sobre direito autônomos, independentes e com especificidade própria no ponto de vista da
proteção e do reconhecimento no âmbito judicial. 2. Procedência do conflito negativo para reconhecer
como competente para processar e julgar a Ação Possessória n. 6855-78.2917.8.11.0046 o Juízo da 2º
Vara da Comarca de Comodoro. (TJMT. Conflito de Competência n. 1001738-96.2018.8.11.0000. Julgado
em 02/08/2018). Sobre o tema, transcrevo também precedente do C. STJ, in verbis: AGRAVO
REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. CONEXÃO ENTRE AÇÃO DE
REINTEGRAÇÃO DE POSSE E DE USUCAPIÃO. RECONHECIMENTO DA CONEXÃO. FACULDADE
ATRIBUÍDA AO JUÍZO. INEXISTÊNCIA DE PREJUDICIALIDADE EXTERNA, CONEXÃO OU
CONTINÊNCIA ENTRE AÇÃO POSSESSÓRIA E USUCAPIÃO. 1. Segundo a jurisprudência do Superior
Tribunal de Justiça, a reunião dos processos por conexão configura faculdade atribuída ao julgador. 2. Não
há prejudicialidade externa que justifique a suspensão da demanda possessória até que se julgue a ação
de usucapião. 3. A posse é fato, podendo estar dissociada da propriedade. 4. Por conseguinte, a tutela da
posse pode ser eventualmente concedida mesmo contra o direito de propriedade. 5. As demandas,
possessória e de usucapião, não possuem, entre si, relação de conexão ou continência. 6. Não
apresentação pela parte agravante de argumentos novos capazes de infirmar os fundamentos que
alicerçaram a decisão agravada. 7. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. (AgRg no REsp 1483832/SP,
Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA TURMA, julgado em 06/10/2015, DJe
13/10/2015) Assim, no caso concreto, inexiste chances de as decisões prolatadas na Ação Possessória n.
0000080-11.2005.8.14.0031 e na Ação Anulatória n. 000647-86.2005.8.14.0301 serem conflitantes, pela
simples razão de versarem sobre direitos autônomos, independentes e com especificidade própria do
ponto de vista da proteção e do reconhecimento no âmbito judicial. De ressaltar também, que se torna
impossível a aplicação do §3º, do art. 55 do CPC/2015, já transcrito anteriormente, sob o fundamento de
que a Ação de Reintegração de Posse já se encontra julgada, conforme certidão de trânsito em julgado de
fls. 1.243, não havendo mais a possibilidade de reunião para julgamento em conjunto, como determina
aludido dispositivo. ASSIM, antes de instaurar um Conflito de Competência, considerando os fundamentos
ao norte expostos, entendo que os presentes autos devem continuar sob a relatoria do DES. JOSÉ
ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JÚNIOR, para a análise do feito, em estrita observância as regras
regimentais, do CPC e de precedentes de Tribunais Pátrios e do C. STJ, conforme verificado em alhures.
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

P.R.I. Oficie-se no que couber. À Vice-Presidência para os devidos fins. Belém/PA, 21 de fevereiro de
2019. CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO Desembargador
__________________________________________________________________ Gabinete
Desembargador - CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO PROCESSO: 00015190220148140051
PROCESSO ANTIGO: ---- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): MARIA FILOMENA DE
ALMEIDA BUARQUE Ação: Apelação Cível em: 25/02/2019 APELANTE:CENTRAIS ELETRICAS DO
PARA SA CELPA Representante(s): OAB 11331 - LIZANDRA DE MATOS PANTOJA (ADVOGADO)
APELADO:ANA MARY LINS LEAL Representante(s): OAB 14519 - JULIANE FONTENELE ZAMPIETRO
(ADVOGADO) OAB 18138 - DANIELA SILVA SALGADO (ADVOGADO) . 1ª TURMA DE DIREITO
PRIVADO ORIGEM: JUÍZO DA 3ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE SANTARÉM APELAÇÃO CÍVEL Nº
0001519-02.2014.8.14.0051 APELANTE: CENTRAIS ELÉTRICAS DO PARÁ S/A- REDE CELPA
APELADO: ANA MARY LINS LEAL RELATORA: DESA. MARIA FILOMENA DE ALMEIDA BUARQUE
APELAÇÃO CÍVEL. RESPONSABILIDADE CIVIL DA CELPA. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS
MORAIS. CORTE DE ENERGIA. TRATAMENTO GROSSEIRO POR FUNCIONÁRIO DE EMPRESA
TERCERIZADA QUE REALIZA O CORTE DE ENERGIA. DANO MORAL CONFIGURADO. MONTANTE
FIXADO NA SENTENÇA REDUZIDO DE R$ 20.000(VINTE MIL REAIS) PARA R$ 2.000,00 (DOIS MIL
REAIS). APELO QUE SE DÁ PROVIMENTO PARCIAL. DECISÃO MONOCRÁTICA Trata-se de
RECURSO DE APELAÇÃO interposto CENTRAIS ELÉTRICAS DO PARÁ S/A- REDE CELPA diante do
seu inconformismo com a sentença proferida pelo juízo da JUÍZO DA 3ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL
DE SANTARÉM que julgou procedente a ação de indenização ajuizada por ANA MARY LINS LEAL,
condenando a concessionária ao pagamento de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) a título de danos morais. Na
origem a autora/apelada ANA MARY LINS LEAL alega que no dia 26/11/2013, por volta das 21:30 horas,
uma equipe de funcionários de uma empresa terceirizada vinculada à CELPA realizava serviços no poste
que transmite energia ao condomínio de sua residência e, ao indagar o que estava acontecendo, foi
submetida a constrangimento imensurável, presenciado por várias pessoas e vizinhos, mediante
tratamento grosseiro, gritos e acusação de furto de energia elétrica, tendo ocorrido o corte no fornecimento
de energia em sua residência. Asseverou que se sente indignada com o ocorrido, suportou sofrimento, não
praticou nenhum crime, é pessoa de reputação ilibada. Requereu a condenação da demandada ao
pagamento de indenização por dano moral no montante sugerido de R$ 20.000,00 (vinte mil reais). Em
audiência de tentativa de conciliação, a mesma restou infrutífera (fls. 51). Citada, a demandada ofereceu
resposta INTEMPESTIVA à ação, em forma de contestação (fls. 120), tendo sido decretada a sua
REVELIA (fls. 121). As partes requereram produção de provas (fls. 111/114 e 118/119). Durante a
instrução, foram ouvidas 04 testemunhas (fls. 128/132 e 142/144). A parte autora apresentou as suas
razões finais (fls. 146/161) a parte ré preferiu não se manifestar (fls. 162). Após sobreveio a SENTENÇA
(fls. 163): ISTO POSTO, com fundamento no art. 269, inciso I, do Código de Processo Civil c/c art. 186,
927, do Código Civil e art. 6º, inciso VI, do CDC, julgo PROCEDENTE e CONDENO a Requerida a pagar,
em favor da Autora, a quantia de R$ 10.000,00 (dez mil reais), a título de compensação por danos morais,
atualizada monetariamente pelos índices do INPC e juros legais de 1% (um por cento) ao mês, ambos a
contar desta decisão (SÚMULA 362, STJ). CONDENO, ainda, o Requerido ao pagamento de custas
judiciais e honorários advocatícios, estes últimos na razão de 15% (quinze por cento) sobre o valor da
condenação, nos termos do art. 20, § 3º, do CPC. Oficie-se ao SERASA, para que retire, no prazo de 48
(quarenta e oito) horas, o nome da Autora dos seus cadastros de inadimplentes, caso ainda negativado
em função da unidade consumidora de nº 19.351.866. Transitada em julgado esta decisão, não havendo
mais requerimentos, arquivem-se os autos. Expeça-se o necessário. P.R.I.C. Inconformado com a
sentença, o réu interpôs RECURSO DE APELAÇÃO 169/180, alegando que é parte ilegítima para figurar
no polo passivo da ação pois o ato foi praticado por funcionário de empresa terceirizado e não da
concessionária de energia elétrica. Aduz que não cabe o pagamento de indenização por danos morais,
tendo em vista que não se trata de cobrança abusiva, pois o procedimento realizado pela ré, está de
acordo com as normas da ANEEL. Pugna pela reformada da sentença para revogar a condenação, e
alternativamente a redução do quantum indenizatório. Apelação recebida em duplo efeito fls. 184.
Contrarrazões da apelada às fls. 185/205, requerendo a manutenção da decisão. É o relatório. DECIDO
Conheço do recurso, presentes os pressupostos de sua admissão. Cinge a controvérsia em verificar se é
devida indenização por danos morais ao apelante, em razão da interrupção do fornecimento do serviço de
energia elétrica em sua propriedade sem prévia comunicação e o pelo fato do funcionário de empresa
terceiriza pela Celpa ter ofendido verbalmente a apelada. Adianto, NÃO assiste razão a empresa Apelante.
É cediço que a concessão de serviços públicos deve atender ao interesse público e subsume-se à
exigência de certos atributos, quais sejam: qualidade, continuidade, regularidade, eficiência, atualidade,
generalidade, modicidade, cortesia e segurança. No tocante ao princípio da continuidade, impõe-se ao
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

concessionário a prestação do serviço, sem interrupção, salvo expressas ressalvas legais. Assim, o
princípio não assume caráter absoluto, na medida em que deve ser sopesado com o princípio da
supremacia do interesse público. A propósito, a Lei nº 8.987/95, que trata da concessão de serviços
públicos, prevê: "Art. 6º - (...) § 3º - Não se caracteriza como descontinuidade do serviço a sua interrupção
em situação de emergência ou após prévio aviso, quando: (...) II - Por inadimplemento do usuário,
considerado o interesse da coletividade." Lado outro, o art. 91, inciso I, da Resolução n. 456/2000 da
ANEEL - vigente ao tempo em que se sucederam os fatos descritos na exordial e do próprio ajuizamento
da ação, também disciplina a possibilidade de corte do serviço em caso de inadimplência do consumidor:
"Art. 91. A concessionária poderá suspender o fornecimento, após prévia comunicação formal ao
consumidor, nas seguintes situações: I - atraso no pagamento da fatura relativa a prestação do serviço
público de energia elétrica;" A interpretação sistemática dos dispositivos retro citados revela, destarte, ser
possível a suspensão do fornecimento pela concessionária. Imprescindível, no entanto, a prévia
comunicação formal ao consumidor, o que não foi atendido na hipótese em comento, tendo a vista que
empresa apelante não comprovou inadimplemento por parte da consumidora, e o respectivo envio de
notificação do corte de energia, ou mesmo a existência de furto de energia. Pelo contrário, o TERMO DE
OCORRENCIA DE INSPEÇÃO de fls. 117 (TOI) conclui que a medição é normal, o que torna abusiva a
suspensão de energia elétrica. Outrossim, a relação existente entre as partes é típica de consumo, sendo
regulamentada pelo art. 14 do Código de Defesa do Consumidor, respondendo a demandada, ora
fornecedora de serviços, pelos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação de
serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição ou riscos, na forma
objetiva, independentemente do exame da culpa. Ademais, o fato do serviço de corte de energia ter sido
realizado por empresa terceiriza não afasta responsabilidade civil da concessionária de energia elétrica. A
consumidora/apelada comprovou por meio de testemunhas que foi destratada e humilhada por pessoa
que, embora não ostente a qualidade de empregado da apelante, age em nome desta, por meio de
empresa terceiriza. Com efeito, o Código Civil dispõe sobre a responsabilidade civil, mais especificamente
sobre o dever de indenizar: Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil : (...) III - o
empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho que lhes
competir, ou em razão dele; Art. 933. As pessoas indicadas nos incisos I a V do artigo antecedente, ainda
que não haja culpa de sua parte, responderão pelos atos praticados pelos terceiros ali referidos. Pelo
exposto, podemos concluir que a responsabilidade civil não abrange apenas o empregador, como também
aqueles que o representam. Ademais, a súmula nº 341 do Supremo Tribunal Federal dispõe ser
"presumida a culpa do patrão ou comitente pelo ato culposo do empregado ou preposto " Na hipótese dos
autos, o dano moral é in re ipsa, ou seja, evidenciado o ilícito da empresa demanda, que procedeu o corte
do fornecimento de energia da autora, sem qualquer aviso prévio e sem motivo algum, caracterizando o
dano moral puro, o qual se presume, conforme as mais elementares regras da experiência comum,
prescindindo de prova quanto à ocorrência de prejuízo concreto. Nesse sentido: Apelação cível.
Responsabilidade civil. Indenização. Concessionária de serviço público. Responsabilidade objetiva.
Aplicação do diploma consumerista. Corte no fornecimento de energia elétrica efetuado de forma
injustificada. Dano moral. Ocorrência. Dever de indenizar. Dano in re ipsa. Manutenção do quantum
indenizatório. À unanimidade, afastada a preliminar contrarrecursal, negaram provimento ao apelo.
(Apelação Cível Nº 70035392398, Sexta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Luís Augusto
Coelho Braga, Julgado em 21/10/2010) (grifo nosso) Outrossim, "a prova do dano moral, por se tratar de
aspecto imaterial, deve lastrear-se em pressupostos diversos do dano material. Não há, como regra geral,
avaliar por testemunhas ou mensurar em pericia a dor pela morte, pela agressão moral, pelo desconforto
anormal ou pelo desprestígio social. Valer-se-á o juiz, sem dúvida, de máximas experiências." (VENOSA,
Sílvio de Salvo. Direito Civil IV 4ª Edição. Editora Atlas: São Paulo, 2004) O valor a ser arbitrado deve
atender a reparação do mal causado e deve servir como forma de coagir o ofensor para que não volte a
repetir o ato, sem causar, contudo, enriquecimento indevido da parte. Nesta linha, entendo que a condição
econômica das partes, e a conduta do agente devem ser analisadas para o justo arbitramento do valor
indenizatório. Examinados tais critérios entendo que o valor de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) destoa do
valor arbitrado por esse E. Tribunal em casos semelhantes, pelo que os reduzo para o montante de R$
2.000,00 (dois mil reais), sendo este valor razoável e proporcional, para indenizar o autor/apelado, sem
que haja o enriquecimento ilícito. Nesse sentido: APELAÇÃO CÍVEL. RESPONSABILIDADE CIVIL EM
RAZÃO DE COBRANÇA INDEVIDA E INSCRIÇÃO EM ÓRGÃO DE RESTRIÇÃO AO CRÉDITO.
RELAÇÃO DE CONSUMO. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO NÃO CARACTERIZADA. A prescrição, em
se tratando de pretensão de reparação por danos decorrentes de defeito na prestação de serviço
(cobrança indevida de supostos débitos) encontra disciplina no art. 27 do CDC (prazo de 05 anos).
Prescrição não caracterizada. O dano moral sofrido pelo autor é patente, pois teve restrições de crédito
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

que lhe causaram constrangimentos de forma presumida, em razão do ilícito perpetrado pela apelada, que
efetuou cobrança indevida. Considerando, assim, os parâmetros citados, as circunstâncias em que os
fatos ocorreram e as suas consequências, o valor da indenização por dano moral deve ser fixado no
importe de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) em favor do autor, quantia esta razoável, proporcional e incapaz
de ensejar enriquecimento indevido. (2018.02338267-07, Não Informado, Rel. MARIA FILOMENA DE
ALMEIDA BUARQUE, Órgão Julgador 1ª TURMA DE DIREITO PRIVADO, Julgado em 2018-06-15,
Publicado em 2018-06-15) APELAÇÃO CÍVEL. RESPONSABILIDADE CIVIL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO
POR DANOS MORAIS. INSCRIÇÃO EM ÓRGÃOS DE RESTRIÇÃO DE CRÉDITO PELA EMPRESA
CELPA. FRAUDE NA CONTRATAÇÃO. DANO MORAL. CONFIGURAÇÃO. QUANTUM
INDENIZATÓRIO. MONTANTE FIXADO NA SENTENÇA REDUZIDO. COMPROVADA A ILICITUDE DO
ATO PRATICADO PELO RÉU/APELANTE, CARACTERIZADO ESTÁ O DANO MORAL, EXSURGINDO O
DEVER DE INDENIZAR. QUANTUM INDENIZATÓRIO ARBITRADO EM PRIMEIRO GRAU REDUZIDOS
PARA R$ 4.000,00 (QUATRO MIL REAIS). APELO QUE SE DÁ PROVIMENTO PARCIAL
(2018.01598830-25, Não Informado, Rel. MARIA FILOMENA DE ALMEIDA BUARQUE, Órgão Julgador 1ª
TURMA DE DIREITO PRIVADO, Julgado em 2018-05-14, Publicado em 2018-05-14) Por fim, no que diz
respeito aos honorários advocatícios, não há que se falar em sucumbência recíproca, porque, segundo o
entendimento do Superior Tribunal de Justiça, o pedido de dano moral é sempre estimativo, não
caracterizando sucumbência recíproca a condenação em valor inferior ao pleiteado (Sumula nº 326"STJ).
Ante o exposto, CONHEÇO E DOU PARCIAL PROVIMENTO ao recurso de apelação, apenas para reduzir
os danos morais para o valor de R$ 2.000,00 (dois mil reais), mantendo os demais termos da sentença.
Custas e honorários pelo apelante. P. R. I. C. Belém/PA, 19 de fevereiro de 2019. MARIA FILOMENA DE
ALMEIDA BUARQUE Desembargadora Relatora PROCESSO: 00015580320128140040 PROCESSO
ANTIGO: 201330100863 MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): CONSTANTINO
AUGUSTO GUERREIRO Ação: Apelação Cível em: 25/02/2019 APELANTE:GEOMAM ENGENHARIA
LTDA Representante(s): VITOR ANTONIO TOCANTINS COSTA E OUTRO (ADVOGADO) APELADO:TIM
CELULAR S.A. Representante(s): CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO (ADVOGADO) CASSIO
CHAVES CUNHA (ADVOGADO) . PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ
GABINETE DESEMBARGADOR CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO 1ª TURMA DE DIREITO
PRIVADO. APELAÇÃO CÍVEL - Nº. 0001558-03.2012.814.0040 COMARCA: PARAUAPEBAS/PA.
APELANTE: GEOMAN ENGENHARIA LTDA. ADVOGADO: VITOR ANTONIO TOCANTINS COSTA - OAB
Nº 16.816. APELADO: TIM CELULAR S/A ADVOGADO: CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO - OAB
Nº 15.410-A e CASSIO CHAVES CUNHA - OAB/PA Nº 12.268. RELATOR: Des. CONSTANTINO
AUGUSTO GUERREIRO. D E C I S Ã O M O N O C R Á T I C A Des. CONSTANTINO AUGUSTO
GUERREIRO. EMENTA: AÇÃO ORDINÁRIA COM PEDIDO DE C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS
MORAIS. COBRANÇA INDEVIDA. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE TELEFONIA CELULAR MÓVEL.
INTERNET. "ROAMING INTERNACIONAL". CLÁUSULA CONTRATUAL EXPRESSA. USUÁRIO QUE SE
UTILIZOU DOS SERVIÇO NO EXTERIOR. DEVIDA COBRANÇA DAS FATURAS PELOS SERVIÇOS
UTILIZADOS. DANO MORAL AFASTADO. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO. Trata-se de
APELAÇÃO CÍVEL, interposta perante este Egrégio Tribunal de Justiça, por GEOMAM ENGENHARIA
LTDA, nos autos da AÇÃO ORDINÁRIA COM PEDIDO DE C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS
(Proc. n.º 0001558-03.2012.814.0040), que move contra TIM CELULAR S/A, diante de seu inconformismo
com a sentença prolatada pelo Juízo de Direito da 2ª Vara Cível de Parauapebas/PA, que julgou
improcedente a ação, condenando ainda a parte autora em custas e honorário de sucumbência no valor
de R$-500,00. Razões às fls. 131/136, onde a Apelante sustenta, basicamente, que o valor de R$-
10.061,95 cobrado pela empresa de telefonia, consoante descrito na fatura de fls. 034/038, é indevido
posto que contrato de serviço bloqueava ligações a transmissão de dados internacionais. Segundo o
apelante, a magistrada de piso deixou de observar que o serviço GESTOR TOTAL, contratado pela a
apelante junto a TIM, tinha como objetivo controlar os gastos da linha celular móvel, bloqueando
chamadas, mensagens e transmissão de dados, para que a fatura ficasse sempre dentro do limite de R$-
98,70. Alega ainda que o juízo de piso não se manifestou acerca do ônus da prova. Não foram
apresentadas as contrarrazões, conforme certidão de fls. 145. Incialmente os autos foram distribuídos em
17/04/2013 à relatoria da Desª. Célia Regina de Lima Pinheiro, a qual, em 14/02/2017, diante da Emenda
Regimental nº 05/2016, determinou a redistribuição do feito. Em 02/02/2017, os autos foram redistribuídos
à Desª Maria de Nazaré Saavedra Guimarães. Posteriormente, diante da Ordem de Serviço nº 01/2017, da
Vice-Presidência, os autos foram redistribuídos a este relator onde encontram-se atualmente para
julgamento, tendo sido remetido conclusos ao gabinete em 22/08/2017. É o relatório. Decido
monocraticamente. Presentes os requisitos de admissibilidade, conheço do presente recurso.
Compulsando os autos, verifico que a irresignação do Recorrente se pauta na alegação de que o valor de
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

R$-10.061,95 cobrados pela empresa de telefonia, consoante descrito na fatura de fls. 034/038, é indevido
posto que contrato de serviço bloqueava ligações a transmissão de dados internacionais. Segundo ele
todos os pacotes contratados e com o Gestão Total a conta do usuário nunca deveria ter ultrapassado o
valor de R$-98,70. Entretanto, entendo que não assiste razão ao apelante. Verifico que às fls. 106/108 foi
juntado o contrato de prestação de serviços onde constam as informações sobre os pacotes os quais o
autor aderiu. Analisando detidamente o referido documento, observo que o autor não contratou o serviço
de Roaming Internacional. Aliás, às fls. 117, encontrei destacada a cláusula "D" do contrato, que diz
expressamente: (...) (D) A utilização dos pacotes ora contratados, tanto de voz quanto de dados, é válida
apenas no território nacional. Os demais minutos seguem a regra atual de tarifação. Os serviços utilizados
em roaming internacional serão cobrados separadamente. Antes de viajar consulte os valores em
www.tim.com.br. (...) Portanto, resta claro que o apelante tinha ou deveria ter ciência de que os serviços
contratados não excluíam a cobrança pelo consumo em Roaming Internacional. Apesar do autor alegar em
sua petição inicial, que não autorizou o uso de dados e ligações internacionais, o que não é crível, pois, ao
assinar o contrato presume-se ciente das cláusulas, percebo o mesmo realizou diversas ligações enquanto
estava no exterior, consoante fatura juntada por ele próprio às fls. 34/38. Ou seja, o autor usufruiu do
serviço. Conforme muito bem ressaltado pelo juízo de piso, o próprio autor juntou às fl. 43 dos autos,
documento no qual informa exatamente sobre o plano Liberty Passport Web, relativo à "Roaming
Internacional", onde consta um ícone "Confira aqui o regulamento", fazendo presumir que o autor
conheceu o dito regulamento, ou pelo menos que sabia da existência de um serviço específico relativo à
dados e ligações internacionais passível de tarifação e cobrança em separado. É de ressaltar também, na
mesma linha de raciocínio da sentença guerreada, que o sócio proprietário da empresa autora, Sr. Vitor
Antônio Tocantins Costa, tem formação em jurídica, sendo advogado atuante comarca de origem, não
havendo possibilidade de se caracterizar uma eventual hipossuficiência de ordem técnica. A esse respeito,
colaciono a jurisprudência dos Tribunais pátrios: "APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO DECLARATÓRIA DE
NULIDADE DE COBRANÇA C.C. RESCISÃO CONTRATUAL - UTILIZAÇÃO DE LINHA TELEFÔNICA
MOVEL NO EXTERIOR - ROAMING INTERNACIONAL - SERVIÇO NÃO INCLUSO NO PACOTE
ILIMITADO DE INTERNET - COBRANÇA DEVIDA - RECURSO NÃO PROVIDO. A utilização no exterior
de internet na linha telefônica enseja a cobrança de tarifa diferenciada (roaming internacional)" (TJSP, AC
00079523720118120001, Relator Des. Julizar Barbosa Trindade, 2ª Câmara Cível, Julgamento em
08/01/2013). AGRAVO LEGAL EM APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO CIVIL E DO CONSUMIDOR. ROAMING
INTERNACIONAL. UTILIZAÇÃO DE LINHA TELEFÔNICA MÓVEL E TRANSFERÊNCIA DE DADOS
PARA INTERNET NO EXTERIOR. SERVIÇO NÃO INCLUSO NO PACOTE CONTRATADO PELA
EMPRESA RECORRENTE. COBRANÇA DEVIDA. RECURSO NÃO PROVIDO.1. O contrato de serviços
celebrado entre as partes é claro ao prever que o serviço de roaming internacional e transferência de
dados (MB) para internet no exterior não estão cobertos pelo pacote aderido pela recorrente, bem como
que os valores cobrados por tais serviços são diferenciados.2. Sendo incontroversa nos autos a utilização
do serviço pela recorrente, é devida a cobrança.3. Recurso a que se nega provimento. (TJPE, Agravo
307384-50003989-06.2012.8.17.0370, Rel. José Fernandes de Lemos, 5ª Câmara Cível, julgado em
04/03/2015, DJe 18/03/2015) APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO CIVIL. CONSUMIDOR. AÇÃO DE
PROEDIMENTO COMUM SUMÁRIO. PEDIDO DE DECLARAÇÃO DE NULIDADE D DÉBITO EM
CUMULAÇÃO SUCESSIVA COM CONSTITUIÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER E RESPONSABILIDADE
CIVIL (DANO MORAL). TELEFONIA MÓVEL. ROAMING INTERNACIONAL. COBRANÇA PELO
UTILIZAÇÃO DE PACOTE DE INTERNET DURANTE VIAGEM AO EXTERIOR. SENTENÇA DE PARCIAL
PROCEDÊNCIA. IRRESGINAÇÃO DOS AUTORES, QUE PRETENDEM A COMPENSAÇÃO POR
DANOS MORAIS. IMPOSSIBILIDADE. É FATO PÚBLICO E NOTÓRIO A EXISTÊNCIA DE TARIFAÇÃO
DIFERENCIADA PARA USO DE INTERNET EM ROAMING INTERNACIONAL, DEMANDANTES QUE
CONFESSAM TER UTILIZADO O SERVIÇO. COBRANÇA QUE ERA, PORTANTO, DEVIDA. (...) (TJRJ,
AC APL 04820664720128190001, Relator Des. Gilberto Guarino, 9º Câmara Cívil, Julgamento em
19/09/2013). APELAÇÃO CÍVEL - PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS - CÓDIGO DE DEFESA DO
CONSUMIDOR - COBRANÇA INDEVIDA - PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE TELEFONIA CELULAR
MÓVEL - INTERNET - "ROAMING"INTERNACIONAL - USUÁRIO QUE MESMO TENDO CANCELADO O
SERVIÇO UTILIZOU-SE DESTES NO EXTERIOR- DEVIDO O PAGAMENTO DAS FATURAS PELO
SERVIÇO UTILIZADO. DANO MORAL AFASTADO. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. (TJPR - 11ª
C.Cível - AC - 1121648-3 - Foro Central da Comarca da Região Metropolitana de Curitiba - Rel.: Angela
Maria Machado Costa - Unânime - - J. 03.09.2014) (TJ-PR - APL: 11216483 PR 1121648-3 (Acórdão),
Relator: Angela Maria Machado Costa, Data de Julgamento: 03/09/2014, 11ª Câmara Cível, Data de
Publicação: DJ: 1444 30/10/2014) Direito Civil e Direito Processual Civil. Inscrição do nome do devedor no
rol dos inadimplentes. Ação Anulatória cumulada com Indenizatória e Cautelar. Existência de débitos. Ato
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lícito do credor. Exercício regular de direito. Pedido julgado improcedente. Apelação. Recurso conhecido e
não provido. (TJ-DF, Relator: WALDIR LEÔNCIO LOPES JÚNIOR, Data de Julgamento: 23/07/2014, 2ª
Turma Cível). Destaco também precedente monocrático deste Egrégio Tribunal de Justiça: DECISÃO
MONOCRÁTICA Em análise aos autos, não havendo novas informações, entendo que o processo está
apto para julgamento, em conformidade com o que dispõe o art. 557, do CPC. Em suma, a irresignação da
agravante visa atacar decisão interlocutória proferida pelo juízo "a quo", que indeferiu o pedido liminar de
concessão de tutela antecipada para que a empresa de telefonia não proceda, por entender ausente nos
autos provas inequívocas que demonstrassem a verossimilhança do direito alegado, mais precisamente
quanto a inexistência dos débitos cobrados pela empresa TIM CELULAR S.A, ora agravada. No caso sub
judice, verifica-se que a agravante não conseguiu demonstrar, de forma inequívoca, a verossimilhança do
direito alegado, pois não juntou quaisquer provas que demonstrem a não utilização os serviços prestados
pela empresa agravada, mas ateve-se a dizer que deixou de efetuar o pagamento das contas que
chegavam em sua residência. Assim, a agravante não deixou de fazer uso dos serviços prestados pela
agravada, efetuando normalmente ligações, utilizando do serviço de foto mensagem, torpedos e etc.,
como se pode concluir pelas faturas juntadas às fls. 28/40, o que por óbvio geraria a cobrança de
consumo. A este respeito, colaciono a jurisprudência dos Tribunais pátrios: APELAÇÃO CÍVEL -
PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS - CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR - COBRANÇA INDEVIDA -
PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE TELEFONIA CELULAR MÓVEL - INTERNET -
"ROAMING"INTERNACIONAL - USUÁRIO QUE MESMO TENDO CANCELADO O SERVIÇO UTILIZOU-
SE DESTES NO EXTERIOR- DEVIDO O PAGAMENTO DAS FATURAS PELO SERVIÇO UTILIZADO.
DANO MORAL AFASTADO. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. (TJPR - 11ª C.Cível - AC - 1121648-3
- Foro Central da Comarca da Região Metropolitana de Curitiba - Rel.: Angela Maria Machado Costa -
Unânime - - J. 03.09.2014) Destarte, não há como ser deferido o pedido de tutela antecipada recursal uma
vez que a Agravante utilizou os serviços oferecidos pela agravada e, não tendo sido realizado o seu
devido pagamento, a inscrição nos cadastros de restrição ao crédito torna-se lícita. (TJPA.
2015.01831271-85, Não Informado, Rel. EZILDA PASTANA MUTRAN - JUIZA CONVOCADA, Órgão
Julgador 2ª CÂMARA CÍVEL ISOLADA, Julgado em 2015-05-28, Publicado em 2015-05-28) ASSIM, ante
todo o exposto, CONHEÇO e NEGO PROVIMENTO ao recurso de apelação interposto, mantendo-se a
sentença em todos os seus termos, conforme fundamentação acima exposta. P.R.I. Oficie-se no que
couber. Após o trânsito em julgado, arquive-se. Belém/PA, 22 de fevereiro de 2019. CONSTANTINO
A U G U S T O G U E R R E I R O D e s e m b a r g a d o r - R e l a t o r
________________________________________________________________________________Gabin
ete Desembargador - CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO PROCESSO: 00016860720168140000
PROCESSO ANTIGO: ---- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): JOSE ROBERTO
PINHEIRO MAIA BEZERRA JUNIOR Ação: Agravo de Instrumento em: 25/02/2019 AGRAVADO:SUZETE
LAUBE Representante(s): OAB 21361 - CAMILA PINHEIRO CUNHA (ADVOGADO)
AGRAVANTE:UNIMED BELEM COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO Representante(s): OAB 14782 -
JOSE MILTON DE LIMA SAMPAIO NETO (ADVOGADO) . Trata-se de Pedido de Reconsideração
(processo nº 0001686-07.2016.8.14.0000), protocolado às fls. 158/162, pela UNIMED BELÉM -
COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO, contra decisão monocrática deste Relator às fls. 156/156v.,
que determinou a conversão do recurso de Agravo de Instrumento interposto em Agravo Retido, com
fulcro nos artigos 522 e 527, II do CPC/73, vigente à época da interposição. Consultando os autos,
constato que a empresa peticionante tomou ciência inequívoca do teor da decisão deste relator em
10/11/2016, através de publicação no DJe nº 6.087/2016, contando a partir desta data o prazo para
interposição do agravo interno (art. 1.021 do CPC), recurso legal competente para combater a decisão
monocrática proferida. No entanto, transcorrido o prazo legal, cuja data final foi o dia 02/12/2016, não
houve a interposição do citado recurso. Isto posto, não conheço do pedido de reconsideração por não
haver previsão legal de tal meio como modo de impugnação à decisão monocrática do relator. À UPJ, para
certificação do trânsito em julgado do presente agravo e remessa dos autos ao juízo de origem, como
determinado à fl. 156v. Belém, 21 de fevereiro de 2019. JOSÉ ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA
JÚNIOR Desembargador - Relator PROCESSO: 00019615320168140000 PROCESSO ANTIGO: ----
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): GLEIDE PEREIRA DE MOURA Ação: Agravo de
Instrumento em: 25/02/2019 AGRAVANTE:EMBRATEL EMPRESA BRASILEIRA DE
TELECOMUNICACOES Representante(s): OAB 12077 - ADRIANO PALERMO COELHO (ADVOGADO)
OAB 98709 - PAULO GUILHERME DE MENDONCA LOPES (ADVOGADO) OAB 19685 - NATASHA DE
OLIVA FARIAS (ADVOGADO) AGRAVADO:JLM BARROS ME Representante(s): OAB 4767 - ANTONIO
AUGUSTO DE OLIVEIRA ALVES (ADVOGADO) OAB 14885 - ELIAS WILLIAM PEREIRA DE SOUSA
(ADVOGADO) . F PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ GABINETE DA
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

DESEMBARGADORA GLEIDE PEREIRA DE MOURA SECRETARIA ÚNICA DE DIREITO PÚBLICO E


PRIVADO - 2º TURMA DE DIREITO PRIVADO AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 0001961-
53.2016.8.14.0000 AGRAVANTE: EMBRATEL EMPRESA BRASILEIRA DE TELECOMUNICAÇÕES
ADVOGADO: ADRIANO PALERMO COELHO E OUTROS AGRAVADO: JLM BARROS ME ADVOGADO:
ANTONIO AUGUSTO DE OLIVEIRA ALVES E OUTRO RELATORA: DESEMBARGADORA GLEIDE
PEREIRA DE MOURA RELATÓRIO Trata-se de Agravo de Instrumento com pedido de efeito suspensivo,
interposto por EMBRATEL EMPRESA BRASILEIRA DE TELECOMUNICAÇÕES em face da decisão
proferida pelo Juízo da 9ª Vara Cível e Empresarial de Belém/PA nos autos da Ação de Exceção de
Incompetência em face de JLM BARROS ME. A decisão agravada foi a que o Magistrado não acolheu a
exceção suscitada para se julgar incompetente para processar e julgar a ação principal, anulando assim, a
cláusula de eleição de foro. Ressalta que não há o que se falar em existência de relação de consumo, bem
como hipossuficiência por parte da agravada, que autorizaria o afastamento da cláusula de eleição de foro.
Alega que nos dois instrumentos contratuais que são objetos da presente demanda, as partes elegeram
como foro competente para dirimir as questões oriundas destas relações a Comarca do Rio de Janeiro.
Aduz ainda, que o simples fato do contrato ser de adesão não é o suficiente para alijar a eleição de foro.
Por fim, requer a concessão do efeito suspensivo para que reconheça a incompetência da comarca de
Belém/PA para o julgamento da demanda, determinando assim, a remessa dos autos principais para a
comarca do Rio de Janeiro/RJ. É o breve relato. Autoriza o art. 1.019, I, que o relator, ao receber o agravo
de instrumento no Tribunal, "poderá atribuir efeito suspensivo ao recurso, ou deferir, em antecipação de
tutela, total ou parcialmente, a pretensão recursal, comunicando ao Juiz sua decisão". Para a concessão
do efeito suspensivo é necessário o preenchimento de dois requisitos, quais sejam o periculum in mora e o
fumus bonis iuris. Analisando detidamente os autos, bem como todos os documentos acostados, verifico
não estar presente a probabilidade do direito alegado, tendo em vista, que apesar de não estarmos diante
de um contrato que há relação de consumo, o mesmo é igualmente de adesão. Percebo ainda, que as
duas partes são pessoas jurídicas, mas, é possível verificar que são partes desiguais. Partindo deste
princípio, é sabido que a hipossuficiência está relacionada quanto a capacidade financeira e processual
entre as partes, e no presente caso, claramente se vê isso, pois de um lado temos a Embratel, empresa
que é fornecedora de serviços de telecomunicações de escala nacional e na outra parte uma
microempresa. Sendo assim, verifico estar presente o periculum in mora no sentido inverso, já que manter
a cláusula de eleição de foro estabelecida nos contratos de representação comercial, geraria perigo de
lesão grave ou difícil reparação já que a agravada teria que custear uma causa processual em outra
Comarca. Vejamos o entendimento Jurisprudencial: AGRAVO INTERNO NO AGRAVO (ART. 544 DO
CPC/73) - AUTOS DE AGRAVO DE INSTRUMENTO NA ORIGEM - EXCEÇÃO DE INCOMPETÊNCIA -
CONTRATO DE FRANQUIA - CLÁUSULA DE ELEIÇÃO DE FORO EM CONTRATO DE ADESÃO -
DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU PROVIMENTO AO RECLAMO - INSURGÊNCIA RECURSAL
DA RÉ. 1. A ausência de enfrentamento da questão objeto da controvérsia pelo Tribunal de origem, não
obstante a oposição de embargos de Declaração, impede o acesso à instância especial, porquanto não
preenchido o requisito constitucional do prequestionamento, nos termos da Súmula 211/STJ. 2. A cláusula
de eleição de foro inserta em contrato de adesão é, em princípio, válida e eficaz, salvo se verificada a
hipossuficiência do aderente, inviabilizando, por conseguinte, seu acesso ao Poder Judiciário.
Precedentes. Hipótese em que a Corte estadual, com amparo no acervo fático-probatório dos autos,
concluiu pela invalidade da cláusula de eleição de foro, sob os fundamentos de hipossuficiência da
sociedade empresária, bem como da dificuldade de acesso ao poder Judiciário. A revisão de tal
entendimento encontra óbice na Súmula 7/STJ. 3. Estando o acórdão proferido na origem em consonância
com a jurisprudência deste Tribunal Superior, não há se falar em dissídio jurisprudencial. 4. Agravo interno
desprovido. (STJ. AgInt no AREsp 935542 / PR. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL 2016/0156568-9. Relator: Ministro MARCO BUZZI. Julgado: 08/02/2018). Sendo assim, por
tudo o que foi exposto, INDEFIRO o pedido de efeito suspensivo, para que seja mantida a decisão
guerreada. Intime-se a parte agravada para que no prazo de 15 dias ofereça resposta, conforme o art.
1.019, II, para o oferecimento da resposta, sendo-lhe facultado juntar cópias das peças que reputar
convenientes, comunicando-se a presente decisão ao Juízo de origem. Belém, 21 de fevereiro de 2019.
DESA.GLEIDE PEREIRA DE MOURA Relatora PROCESSO: 00020853620168140000 PROCESSO
ANTIGO: ---- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): JOSE ROBERTO PINHEIRO MAIA
BEZERRA JUNIOR Ação: Agravo de Instrumento em: 25/02/2019 AGRAVANTE:JOBSON SANTOS
COSTA Representante(s): OAB 10412 - ANTONIO QUIRINO NETO (ADVOGADO)
AGRAVADO:INCORPORADORA NOVO PROGRESSO EMPREENDIMENTOS IMOBILIARIOS LTDA
Representante(s): OAB 11171 - MARLY FERREIRA DAS CHAGAS (ADVOGADO) OAB 6491-B - LESLIE
FERNANDA FERNANDES FRONCHETTI (ADVOGADO) OAB 20457-B - DANIEL FERNANDES
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

FRONCHETTI (ADVOGADO) OAB 755-B - DAVID CARVALHO DE SOUZA (ADVOGADO) OAB 40179 -
GUSTAVO MUNIZ LAGO (ADVOGADO) AGRAVADO:SCOPEL SP- 38 EM PREENDIMENTOS
IMOBILIARIOS LTDA Representante(s): OAB 21399 - HIGOR DE ALMEIDA SOUZA (ADVOGADO) OAB
154.056 - LUIS PAULO GERMANOS (ADVOGADO) OAB 292617 - LIVIA CAROLINA FERREIRA
(ADVOGADO) OAB 204163 - ALESSANDRA LEMES FABRO (ADVOGADO) OAB 284.026 - JULIANA
FLECK VISNARDI (ADVOGADO) OAB 333.161 - TATIANA HELEN DA SILVA MAIA (ADVOGADO) .
Vistos, etc. Trata-se de Agravo de Instrumento (Processo nº 0002085-36.2016.8.14.0000), interposto por
JOBSON SANTOS COSTA, em face de INCORPORADORA NOVO PROGRESSO EMPREENDIMENTOS
IMOBILIÁRIOS LTDA e outros, em razão de decisão interlocutória proferida pelo juízo da Vara Única da
Comarca de São João do Araguaia - PA, às fls. 18/20, que reconheceu a ausência de atribuição legal para
conhecer e julgar a demanda originária, determinando então a remessa dos autos à Comarca de Marabá -
PA. Inconformado, o agravante interpôs o presente recurso, às fls. 02/13, alegando, que a causa de pedir
da demanda originária se baseia em descumprimento de contrato adesivo, nulidade de contrato de
alienação fiduciária e inexistência de contrato de mútuo, sendo o cerne da questão a aplicabilidade do
Código de Defesa do Consumidor. Desta forma, sustenta ser a comarca correta para o ajuizamento da
ação a de seu domicílio, motivo pelo qual requer a concessão de liminar e o provimento do recurso. Em
decisão prolatada às fls. 58/59, a Desembargadora Rosi Maria Gomes de Farias, à época juíza
convocada, negou o efeito suspensivo requerido. Contrarrazões recursais às fls. 60/66, nas quais os
agravados requerem o desprovimento do recurso. Coube-me o feito por redistribuição, à fl. 76. É o sucinto
relatório. DECIDO. De início, vale salientar que a análise do juízo de admissibilidade recursal é matéria de
ordem pública, portanto, uma vez constatada a ausência de um dos seus requisitos, resta impossibilitado o
conhecimento do recurso. O prazo para interposição do presente Agravo de Instrumento, protocolado no
dia 16/02/2016, estava previsto no art. 522 do CPC/73, que assim rezava: Art. 522. Das decisões
interlocutórias caberá agravo, no prazo de 10 (dez) dias, na forma retida, salvo quando se tratar de
decisão suscetível de causar à parte lesão grave e de difícil reparação, bem como nos casos de
inadmissão da apelação e nos relativos aos efeitos em que a apelação é recebida, quando será admitida a
sua interposição por instrumento. (Grifei) A decisão agravada foi publicada na resenha forense do Diário
de Justiça Eletrônico, no dia 1º/02/2016 (segunda-feira), conforme certidão acostada aos autos à fl. 21. À
vista disso, e considerando a regra contida no art. 522 do CPC/73, vigente à época, a contagem do prazo
iniciou no dia 02/02/2016 (terça-feira), findando em 11/02/2016 (quinta-feira). Contudo, o agravante
protocolou seu recurso, na data de 16/02/2016 (terça-feira), fora do prazo legal, conforme protocolo à fl.
02. Desse modo, NÃO CONHEÇO do presente recurso, ex vi do art. 932, III do CPC, em face de sua
interposição intempestiva. Belém - PA, 21 de fevereiro de 2019. JOSÉ ROBERTO PINHEIRO MAIA
BEZERRA JÚNIOR Desembargador - Relator PROCESSO: 00023561120178140000 PROCESSO
ANTIGO: ---- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): GLEIDE PEREIRA DE MOURA Ação:
Agravo de Instrumento em: 25/02/2019 AGRAVANTE:BAYER S/A Representante(s): OAB 79416 - PAULO
EDUARDO BARCELLOS (ADVOGADO) AGRAVADO:JOSE ANTONIO CORREA Representante(s): OAB
1601 - SONIA HAGE AMARO PINGARILHO (ADVOGADO) . k PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE
JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ GABINETE DA DESEMBARGADORA GLEIDE PEREIRA DE MOURA
SECRETARIA ÚNICA DE DIREITO PÚBLICO E PRIVADO - 2º TURMA DE DIREITO PRIVADO AGRAVO
DE INSTRUMENTO Nº 0002356-11.2017.8.14.0000 AGRAVANTE: BAYER S/A ADVOGADO: PAULO
EDUARDO BARCELLOS AGRAVADO: JOSE ANTONIO CORREA ADVOGADO: SONIA HAGE AMARO
PINGARILHO RELATORA: DESEMBARGADORA GLEIDE PEREIRA DE MOURA RELATÓRIO Trata-se
de Agravo de Instrumento com pedido de efeito suspensivo, interposto por BAYER S/A em face da decisão
proferida pelo Juízo da 3ª Vara Cível da Comarca de Belém/PA, nos autos da Ação de Prestação de
Contas em face de JOSE ANTONIO CORREA. A decisão agravada foi a que rejeitou a exceção de
Incompetência, determinando o prosseguimento do processo principal, anulando assim a cláusula de
eleição de foro, sob alegação de que por se tratar de contrato de representação comercial e constatada a
hipossuficiência do representante, deve prevalecer a competência estabelecida em detrimento do foro
eleito. Alega o agravante que a cláusula de eleição de foro é válida, uma vez que as partes celebraram
livremente o contrato e elegeram como foro competente para dirimir as questões oriundas desta relação a
comarca do Estado de São Paulo, e que o pedido se funda em suposto direito pessoal do agravado. Alega
que o agravado não é hipossuficiente e que sua deficiência visual, ora mencionada nos autos não impediu
a negociação, pois o mesmo é assessorado por pessoas especializadas, não havendo indícios de que terá
dificuldades para acesso à Justiça, se acolhida a Exceção. Aduz ainda, que não existem provas quanto ao
desequilíbrio no vínculo contratual, e é plenamente válido o foro de eleição previsto em contrato de
distribuição, afirmando que o contrato não é um contrato de adesão. Requer, a concessão do efeito
suspensivo ao recurso, para suspender a decisão agravada. Ao receber os autos, esta relatora proferiu
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

decisão monocrática pelo não conhecimento do presente agravo de instrumento, ocasião em que o
agravante opôs Embargos de Declaração conforme fls. 101 e 102. É o breve relato. Passo a decidir.
Apesar de não estar previsto no rol taxativo do art. 1.015 do NCPC a questão da incompetência, esta
desafia recurso de Agravo de instrumento, ante a sua interpretação extensiva, conforme decisões
reiteradas do STJ, razão pela qual chamo o feito à ordem para tornar sem efeito a decisão de fls. 99 e 100,
tornando, consequentemente prejudicado os embargos opostos e passando a análise do efeito suspensivo
pleiteado. Autoriza o art. 1.019, I, que o relator, ao receber o agravo de instrumento no Tribunal, "poderá
atribuir efeito suspensivo ao recurso, ou deferir, em antecipação de tutela, total ou parcialmente, a
pretensão recursal, comunicando ao Juiz sua decisão". Para a concessão do efeito suspensivo é
necessário o preenchimento de dois requisitos, quais sejam a probabilidade do direito e o perigo de dano
ou risco ao resultado útil do processo. Analisando minuciosamente os autos, bem como todos os
documentos arrolados, verifico não estar presente a probabilidade do direito alegado, pois ainda que exista
cláusula de foro eleito pelas partes, é possível verificar duas partes desiguais, de um lado, pessoa jurídica,
de outro, pessoa física. Partindo deste princípio, é sabido que a hipossuficiência está relacionada quanto a
capacidade financeira entre as partes, e no caso em tela, claramente se vê isso, pois de um lado temos o
BAYER S/A, empresa que é fornecedora de serviços de grande escala nacional e na outra parte uma
pessoa física, que demonstra nos autos estar desempregada. Ademais, verifico estar presente o perigo de
dano no sentido inverso, já que manter a cláusula de eleição de foro estabelecida no contrato de
distribuição, geraria perigo de lesão grave ou difícil reparação, tendo em vista que a agravada teria
dificuldade de acesso ao poder judiciário. Sendo assim, por tudo o que foi exposto, INDEFIRO o pedido de
efeito suspensivo, para que seja mantida a decisão prolatada. Intime-se a parte agravada para que no
prazo de 15 dias ofereça resposta, conforme o art. 1.019, II, sendo-lhe facultado juntar cópias das peças
que reputar convenientes, comunicando-se a presente decisão ao Juízo de origem. Belém, de de 2019.
DESA.GLEIDE PEREIRA DE MOURA Relatora PROCESSO: 00025375720068140040 PROCESSO
ANTIGO: ---- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): ELIANE VITÓRIA AMADOR
QUARESMA Ação: Apelação Cível em: 25/02/2019 APELANTE:RICARDO DA SILVA FREITAS
Representante(s): OAB 7784 - LAFAYETTE BENTES DA COSTA NUNES (ADVOGADO) OAB 10213 -
RUBENS MOTTA DE AZEVEDO MORAES JUNIOR (ADVOGADO) OAB 16566 - AMANDA CAROLINE
MELO DE MELO (ADVOGADO) APELADO:RAIMUNDO SANCHES DA SILVA Representante(s): OAB
12084-A - VITORIA FERNANDES DA SILVA (ADVOGADO) . Conforme dispõe o Provimento nº 0006/2006
- CJRMB, fica por este ato intimado o embargado, por meio de seu patrono, para apresentar manifestação
aos Embargos de Declaração opostos nestes autos, no prazo legal. 21/02/2019 PROCESSO:
00025983820158140000 PROCESSO ANTIGO: ---- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A):
JOSE ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JUNIOR Ação: Agravo de Instrumento em: 25/02/2019
AGRAVADO:MATHEUS BEZERRA GOIS VERISSIMO Representante(s): OAB 12364 - LENISE AYRES
PEREIRA (ADVOGADO) AGRAVANTE:ASACORP EMPREENDIMENTOS E PARTICIPACOES SA
Representante(s): OAB 131693 - YUN KI LEE (ADVOGADO) AGRAVADO:ADRIANA DE OLIVEIRA
LAMEIRA VERISSIMO AGRAVANTE:SPE PROGRESSO INCORPORADORA LTDA Representante(s):
OAB 131693 - YUN KI LEE (ADVOGADO) . RELATÓRIO Trata-se de Agravo de Instrumento interposto
por PROGRESSO INCORPORADORA LTDA. e outro, visando combater a decisão proferida pelo Juiz de
Direito da 12ª Vara Cível e Empresarial da Comarca da Capital, nos autos da Ação Indenizatória por
Perdas e Danos Materiais e Morais Decorrentes de Atraso na Entrega de Obra de Imóvel c/c Pedido de
Antecipação de Tutela (Processo de origem nº 0061319-84.2014.8.14.0301), proposta por ADRIANA DE
OLIVEIRA LAMEIRA VERÍSSIMO e outro, ora agravados, na qual o juízo a quo concedeu antecipação de
tutela para declarar a nulidade da cláusula contratual de tolerância e determinar que as agravantes
arquem com o ônus de toda e qualquer cobrança de juros advinda do atraso na entrega do imóvel objeto
do contrato de compra e venda, com multa diária fixada no valor de R$ 500,00 (quinhentos reais) por cada
cobrança indevida realizada. Em suas razões recursais, às fls. 02/23, o agravante alega a ausência do
preenchimento dos requisitos legais para o deferimento da tutela antecipada, além da validade da cláusula
que estabeleceu prazo de tolerância relativa a conclusão da obra. Requereu a concessão do efeito
suspensivo e ao final, a procedência do presente Agravo de Instrumento. Em decisão às fls. 192/193, a
Desembargadora Marneide Merabet, relatora inicial do feito, indeferiu o pedido de efeito suspensivo ao
recurso. Contrarrazões recursais ofertadas às fls. 196/206, nas quais o agravado requer o desprovimento
do recurso. Coube-me o feito por redistribuição, conforme papeleta de processo à fl. 231. É o relatório.
Decidirei monocraticamente. DECISÃO MONOCRÁTICA Inicialmente, esclareço que se aplicam ao caso
os termos do Enunciado Administrativo nº 2 do STJ: Aos recursos interpostos com fundamento no
CPC/1973 (relativos a decisões publicadas até 17 de março de 2016) devem ser exigidos os requisitos de
admissibilidade na forma nele prevista, com as interpretações dadas, até então, pela jurisprudência do
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

Superior Tribunal de Justiça. Em sede deste E. Tribunal, vejamos o Enunciado nº 01: Nos recursos
interpostos com fundamento no CPC de 1973 (impugnando decisões publicadas até 17/03/2016) serão
aferidos, pelos juízos de 1º grau, os requisitos de admissibilidade na forma prevista neste código, com as
interpretações consolidadas até então pela jurisprudência dos Tribunais Superiores e do Tribunal de
Justiça do Estado do Pará. O recurso comporta julgamento imediato, com fulcro na interpretação conjunta
do art. 932, VIII do CPC c/c art. 133, XII, "d" do Regimento Interno deste E. TJPA (Redação dada pela
Emenda Regimental nº 03, de 21/07/2016). O feito original, processo nº 0061319-84.2014.8.14.0301, se
trata de ação indenizatória com pedido de antecipação de tutela, na qual os agravados alegam o
descumprimento, por parte das agravantes, de contrato de promessa de compra e venda de unidade
imobiliária firmado em 02/08/2010, cujo preço atribuído ao imóvel foi R$ 123.258,13 (cento e vinte e três
mil, duzentos e cinquenta e oito reais e treze centavos), mediante pagamento a ser efetuado da seguinte
forma: · R$ 1.858,13 (um mil, oitocentos e cinquenta e oito reais e treze centavos), a título de sinal; · R$
16.200,00 (dezesseis mil e duzentos reais) divididos em 27 (vinte e sete) parcelas mensais e sucessivas
no valor de R$ 600,00 (seiscentos reais); · 02 (duas) parcelas intermediárias no valor de R$ 600,00
(seiscentos reais), com vencimento em 30/08/2010 e 30/09/2010; · R$ 104.000,00 (cento e quatro mil
reais), a serem pagos à vista ou através de financiamento junto à CEF - Caixa Econômica Federal.
Conforme a cláusula sexta, item VII do contrato de promessa de compra e venda pactuado (fl. 61), o prazo
estabelecido para a entrega da unidade era o dia 31/12/2012, prorrogável por 180 (cento e oitenta dias),
ou seja, junho de 2013. Todavia, até a data do ajuizamento da ação, 04/12/2014, o imóvel não havia sido
entregue. Em análise acurada do teor da decisão agravada, constato que ela se divide em 03 (três
pontos), a saber: a declaração de nulidade da cláusula contratual de tolerância, prevista no item VII da
cláusula sexta do contrato firmado entre as partes; a determinação imposta ao agravante em arcar com
quaisquer cobranças advindas do contrato; e a multa aplicada, a título de astreintes, para o caso de
descumprimento de quaisquer das determinações impostas em sede de antecipação de tutela. Entretanto,
em suas razões recursais o agravante discorre somente sobre a validade da cláusula de tolerância do
contrato, deixando de impugnar os outros 02 (dois) pontos da decisão agravada, motivo pelo qual
imperioso reconhecer a preclusão quantos a estes aspectos. Posto isto, discorro sobre as mesmas. Em
suas razões de mérito, a agravante discorre sobre a inexistência dos requisitos autorizadores da
concessão de antecipação de tutela, além da anulação da cláusula de tolerância do contrato firmado entre
as partes. Ora, a tutela antecipada, inserida no art. 273 do CPC de 1973, vigente à época, antecipava os
efeitos da sentença de mérito frente a provas inequívocas, que geram um sentimento de verossimilhança
quanto aos fatos alegados e o perigo de dano irreparável ou de difícil reparação, nos termos do que
preconizava o art. 273, I do CPC/73, vigente à época. No caso concreto, o contrato firmado entre as
partes, no qual consta a data prevista de entrega do bem imóvel, e o atraso comprovado na entrega da
obra por parte da agravante constituem a prova inequívoca que demonstra a verossimilhança das
alegações do agravado. Quanto ao perigo de dano, é assente na jurisprudência que o dano decorrente do
atraso na entrega da obra é gerado pela impossibilidade de usufruir de imóvel adquirido, sendo conhecido
pela experiência comum e portanto considerado in re ipsa, isto é, não se faz necessária a prova do
prejuízo, que é presumido e decorre do próprio fato (STJ - REsp nº 1774684). Entretanto, em que pese
estarem presentes os requisitos autorizadores da antecipação de tutela pretendida, tenho que o recurso
merece provimento parcial, eis que, seguindo o entendimento firmado pelo STJ (REsp 1582318/RJ), bem
como nos precedentes desta Egrégia Corte de Justiça, restou fixado como válida a cláusula contratual que
estipula o prazo de 180 (cento e oitenta) dias como limite máximo para a cláusula de tolerância, em caso
de prorrogação de entrega do imóvel face ao atraso na obra. Nestes termos, cito os julgados: AGRAVO
DE INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO. ATRASO NA ENTREGA DA OBRA DE BEM IMÓVEL. LUCROS
CESSANTES. CABÍVEL. DANO PRESUMIDO. CLÁUSULA DE TOLERÂNCIA DE 180 DIAS. VÁLIDA.
INDICE DE CORREÇÃO MONETÁRIA. APLICABILIDADE. APÓS A DATA LIMITE PREVISTA NO
CONTRATO PARA ENTREGA DO BEM APLICA-SE O IPCA. PRECEDENTES. RECURSO
PARCIALMENTE PROVIDO. I - A decisão agravada indeferiu o pedido liminar para a concessão de lucros
cessantes, reputou válida a cláusula de tolerância de 180 dias e cabível a incidência de correção
monetária ao saldo devedor. II - Os lucros cessantes decorrem do atraso na entrega do bem imóvel por
parte da construtora, o que representa uma lesão ao consumidor, pois inviabiliza a utilização do bem da
forma que lhe aprouver, sendo, por isso, considerado presumido o dano. Cabendo, então, a concessão de
lucros cessantes, devendo a decisão agravada ser modificada neste ponto, a fim de aplicar a medida de
1% sobre o valor contratual, referente aos aluguéis. III - A cláusula de tolerância de 180 dias para a
entrega do bem imóvel, adquirido na planta, se mostra plausível para atenuar os fatores de
imprevisibilidade no decorrer da obra, devendo incidir a indenização (lucros cessantes) quando do
inadimplemento no término do referido prazo. IV - O índice de correção monetária não se destina a
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

acrescentar valor adicional ao preço do bem pactuado, mas se destina a garantir a atualização da moeda,
que sofre desvalorização com o decurso do tempo. Nesse sentido, o STJ pacificou o entendimento de que
deve ocorrer a substituição do INCC para o IPCA (salvo se o INCC for menor) a partir do transcurso da
data limite prevista no contrato para entrega do bem. V - Recurso conhecido e parcialmente provido, para
reformar a decisão agravada apenas para reconhecer a incidência de lucros cessantes. (2018.01098047-
38, 187.198, Rel. GLEIDE PEREIRA DE MOURA, Órgão Julgador 1ª TURMA DE DIREITO PRIVADO,
Julgado em 2018-03-06, publicado em 2018-08-21) APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR
DANOS MORAIS E MATERIAIS. SENTENÇA PROCEDENTE. PRELIMINAR DE NULIDADE
PROCESSUAL POR CERCEAMENTO DE DEFESA REJEITADA. JULGAMENTO ANTECIPADO DA LIDE
QUE ISOLADAMENTE NÃO CARACTERIZA CERCEAMENTO DE DEFESA. MÉRITO. ATRASO DE
OBRA QUE SE CARACTERIZA APÓS O EXAURIMENTO DO PRAZO DE TOLERÂNCIA
ESTABELECIDO EM CONTRATO PARA ENTREGA DA UNIDADE IMOBILIÁRIA. VALIDADE DE
CLÁUSULA DE TOLERÂNCIA DE 180 DIAS. PRECEDENTES DESTA CORTE. SENTENÇA QUE
MERECE REFORMA NESTE PONTO. ATRASO NA ENTREGA DA OBRA POR PERÍODO SUPERIOR
AO PRAZO DE TOLERÂNCIA. GREVE DOS TRABALHADORES DA CONSTRUÇÃO CIVIL QUE NÃO
ELIDE A RESPONSABILIDADE DAS CONSTRUTORAS. INTEMPERES INERENTES A ATIVIDADE.
CASO FORTUITO E DE FORÇA MAIOR NÃO CONFIGURADOS. SITUAÇÃO EXCEPCIONAL QUE
ULTRAPASSA O MERO DISSABOR. DANO MORAL CARACTERIZADO. DEVER DE INDENIZAR.
QUANTUM INDENIZATÓRIO FIXADO EM PATAMAR RAZOÁVEL. ALUGUEIS FIXADOS A TÍTULO DE
LUCROS CESSANTES. POSSIBILIDADE. PATAMAR QUE DEVE SER FIXADO EM 1% SOBRE O
VALOR DO IMÓVEL. VARIAÇÃO PERCENTUAL CONSAGRADA PELA JURISPRUDÊNCIA PÁTRIA.
CONGELAMENTO DO SALDO DEVEDOR. IMPOSSIBILIDADE. CORREÇÃO MONETÁRIA QUE
APENAS REPÕE AS PERDAS INFLACIONÁRIAS. SUBSTITUIÇÃO DO ÍNDICE INCC PELO IPCA-IBGE.
REFORMA NESTE PONTO QUE SE IMPÕE. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO.
(2018.02095242-30, 190.827, Rel. MARIA DE NAZARE SAAVEDRA GUIMARAES, Órgão Julgador 2ª
TURMA DE DIREITO PRIVADO, Julgado em 2018-05-22, publicado em 2018-05-28) Desta forma, a tutela
antecipada deferida no 1º grau carece de reforma no sentido de cassar a declaração de nulidade da
cláusula contratual de tolerância, que fixa o prazo de 180 (cento e oitenta) dias para prorrogação do prazo
de entrega da obra, conforme a orientação jurisprudencial pátria. Posto isto, CONHEÇO E DOU PARCIAL
PROVIMENTO ao recurso, nos termos da fundamentação ao norte lançada, modificando tão somente a
decisão interlocutória de 1º grau agravada no sentido de cassar a declaração de nulidade da cláusula de
tolerância do contrato firmado entre as partes, que prevê a prorrogação do prazo de entrega da obra por
180 (cento e oitenta) dias, por se tratar da melhor medida de direito ao caso em comento nos termos do
art. 932, VIII do CPC c/c art. 133, XI, "d" do Regimento Interno deste E. TJPA. É a decisão. Belém - PA, 14
de fevereiro de 2019. José Roberto Pinheiro Maia Bezerra Júnior Desembargador - Relator PROCESSO:
00031372020128140061 PROCESSO ANTIGO: 201430277140
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): ELIANE VITÓRIA AMADOR QUARESMA Ação:
Apelação Cível em: 25/02/2019 APELADO:RAIMUNDO LUCIO FARIAS MORENO Representante(s):
RENAN CORREA FARAON - DEF.PÚBLICO (ADVOGADO) APELANTE:TIM CELULAR SA
Representante(s): OAB 12268 - CASSIO CHAVES CUNHA (ADVOGADO) CASSIO CHAVES CUNHA
(ADVOGADO) CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO (ADVOGADO) . Conforme dispõe o Provimento
nº 0006/2006 - CJRMB, fica por este ato intimado, por meio de seu patrono, para apresentar manifestação
ao Agravo Interno, interposto nestes autos, no prazo legal. Belém, 21/02/2019 PROCESSO:
00037557520178140000 PROCESSO ANTIGO: ---- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A):
MARIA DO CEO MACIEL COUTINHO Ação: Agravo de Instrumento em: 25/02/2019
AGRAVADO:HIDELMA HIDRAULICA ELETRICA E MANUTENCAO LTDA AGRAVANTE:NICOLAU
MURAD PRADO Representante(s): OAB 14531-B - TATHIANA ASSUNCAO PRADO (ADVOGADO) OAB
15364 - ALEX FERNANDO GARCIA (ADVOGADO) OAB 14774-B - NICOLAU MURAD PRADO
(ADVOGADO) . 1ª TURMA DE DIREITO PRIVADO. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO Nº. 0003755-75.2017.814.0000. COMARCA DE PARAUAPEBAS - PA (02ª VARA CÍVEL
E EMPRESARIAL). AGRAVANTE: NICOLAU MURAD PRADO. ADVOGADO: TATHIANA ASSUNÇÃO
PRADO (OAB/PA n. 14531-B) E OUTRO. AGRAVADO: HIDELMA HIDRÁULICA ELÉTRICA E
MANUTENÇÃO LTDA. RELATORA: Desª. MARIA DO CÉO MACIEL COUTINHO. DECISÃO
MONOCRÁTICA Trata-se de Agravo Regimental interposto por NICOLAU MURAD PRADO, em face da
decisão monocrática de fls. 216/218 que conheceu e negou provimento ao recurso de Agravo de
Instrumento com pedido efeito suspensivo, com arrimo no art. 932 do CPC. Em suas razões (fls. 219/221),
pugna pela reforma da decisão por suposto error in judicando. Repisa todas os termos das razões
recursais do agravo de instrumento, insurgindo-se especificamente contra o indeferimento do pedido de
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

desconsideração da personalidade jurídica, aduzindo que seria patente a fraude à execução, sendo que
embora se tratem de 02 empresas distintas, estas são controladas pelo mesmo sócio, o Sr. Edgar Luis
Fernando Insfran, tratando-se do mesmo grupo econômico. Requer, ao final, o conhecimento e provimento
do recurso, com a retratação da decisão monocrática ou que o feito seja pautado para julgamento
colegiado. Em despacho ordinatório de fl. 226, a Secretaria da UPJ determinou a intimação do agravante
para recolher as custas para a expedição de Carta de Intimação da parte AGRAVADA, no prazo de 5
(cinco) dias, a teor da conjugação do art. 218, § 3º, CPC/2015 com o arts. 12 e 23 da Lei de Custas do
Estado do Pará (Lei Estadual nº 8.328/2015) e Instrução Conjunta n.º 001/2015-GP/CJRM/CJIJ. A
Secretaria da UPJ certificou o descumprimento do ato ordinatório (fl. 230), eis que o recorrente juntou
apenas o boleto referente às despesas dos correios. Vieram conclusos. É o relatório. DECIDO.
Considerando a certidão de fl. 230, que atesta a ausência de cumprimento da parte agravante ao ato
ordinatório de fl. 226, entendo que é caso de negativa de seguimento do recurso, ante a DESERÇÃO.
Logo, restando desatendido o despacho ordinatório, o qual goza de fé-pública, é caso de não
conhecimento do recurso por falta de recolhimento das custas processuais para fins de expedição de
Carta de Intimação da parte agravada, a teor da conjugação do art. 218, § 3º, CPC/2015 com o art. 23 da
Lei de Custas do Estado do Pará (Lei Estadual nº 8.328/2015). Ante o exposto, não conheço do recurso,
eis que o não recolhimento das custas intermediárias o tornou inadmissível, nos termos do art. 1.011, I, c/c
932, III c/c parágrafo único, todos do Código de Processo Civil. Em consequência, revoga-se a decisão
que deferiu em parte o efeito suspensivo. Diligências legais. Belém, 21 de fevereiro de 2019. Desa. MARIA
DO CÉO MACIEL COUTINHO Relatora PROCESSO: 00042269120178140000 PROCESSO ANTIGO: ----
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): GLEIDE PEREIRA DE MOURA Ação: Agravo de
Instrumento em: 25/02/2019 AGRAVANTE:BANCO BRADESCO S A Representante(s): OAB 13904-A -
ACACIO FERNANDES ROBOREDO (ADVOGADO) AGRAVADO:ASSOCIACAO DE DEFESA DOS
DIREITOS DOS MUTUARIOS DE FINANCIAMENTOS E CREDITO ADCRED Representante(s): OAB
29508 - EDUARDO MIRANDA MATIAS (ADVOGADO) . K k PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE
JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ GABINETE DESA. GLEIDE PEREIRA DE MOURA SECRETARIA
ÚNICA DE DIREITO PÚBLICO E PRIVADO - 2º TURMA DE DIREITO PRIVADO AGRAVO DE
INSTRUMENTO Nº 0004226-91.2017.8.14.0000 AGRAVANTE: BANCO BRADESCO S/A ADVOGADO:
ACACIO FERNANDES ROBOREDO AGRAVADO: ASSOCIAÇÃO DE DEFESA DOS DIREITOS DOS
MUTUARIOS DE FINANCIAMENTOS E CREDITO ADCRED ADVOGADO: EDUARDO MIRANDA
MATIAS RELATORA: DESEMBARGADORA GLEIDE PEREIRA DE MOURA Analisando detidamente os
autos, observo a ausência de documento obrigatório para a apreciação do presente Recurso, qual seja, a
devida certidão ou documento que possa auferir a tempestividade do recurso. Vejamos, pois, o art. 1.017, I
do CPC: "Art.1.017 - A petição de agravo de instrumento será instruída: I - obrigatoriamente, com cópias
da petição inicial, da contestação, da petição que ensejou a decisão agravada, da própria decisão
agravada, da certidão da respectiva intimação ou outro documento oficial que comprove a tempestividade
e das procurações outorgadas aos advogados do agravante e do agravado"; Desse modo, a fim de que
seja dado prosseguimento a análise do presente recurso, determino a intimação do agravante, para que
no prazo de 05 (cinco) dias tome as providências cabíveis, como fundamento, uso o parágrafo único do
Art.932 do CPC: "Art.932, parágrafo único: Antes de considerar inadmissível o recurso, o relator concederá
o prazo de 5 (cinco) dias ao recorrente para que seja sanado vício ou complementada a documentação
exigível". Belém-PA, de de 2019. DESA.GLEIDE PEREIRA DE MOURA Relatora PROCESSO:
00045827120088140028 PROCESSO ANTIGO: 201330324398
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): ELIANE VITÓRIA AMADOR QUARESMA Ação:
Apelação Cível em: 25/02/2019 APELANTE:BANCO DO ESTADO DO PARA SA Representante(s):
FATIMA C. A. A. FERREIRA (ADVOGADO) OAB 11362 - ERON CAMPOS SILVA (ADVOGADO) FATIMA
C. A. A. FERREIRA (ADVOGADO) OAB 11362 - ERON CAMPOS SILVA (ADVOGADO)
APELADO:JULIENE SOUSA OLIVEIRA Representante(s): OAB 17791-A - DANIELLE FREITAS FRANCO
ZIMNY (ADVOGADO) JANAINA ALBUQUERQUE DE LIMA CUNHA (ADVOGADO) FERNANDO
MENEZES CUNHA (ADVOGADO) OAB 17791-A - DANIELLE FREITAS FRANCO ZIMNY (ADVOGADO)
JANAINA ALBUQUERQUE DE LIMA CUNHA (ADVOGADO) FERNANDO MENEZES CUNHA
(ADVOGADO) . Conforme dispõe o Provimento nº 0006/2006 - CJRMB, fica por este ato intimado, por
meio de seu patrono, para apresentar manifestação ao Agravo Interno, interposto nestes autos, no prazo
legal. Belém, 21/02/2019 PROCESSO: 00054975620078140006 PROCESSO ANTIGO: 201430267927
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): ELIANE VITÓRIA AMADOR QUARESMA Ação:
Apelação Cível em: 25/02/2019 APELADO:SA BITAR IRMAOS Representante(s): OAB 1746 -
REYNALDO ANDRADE DA SILVEIRA (ADVOGADO) OAB 7359 - TELMA LUCIA BORBA PINHEIRO
(ADVOGADO) MARCOS ROLIM DA SILVA E OUTROS (ADVOGADO) APELANTE:NORTE AUTO
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

POSTO LTDA Representante(s): OAB 6803 - ELISIO AUGUSTO VELLOSO BASTOS (ADVOGADO) OAB
6801 - JEAN CARLOS DIAS (ADVOGADO) OAB 20237 - PAMELA FALCAO CONCEICAO (ADVOGADO)
. Conforme dispõe o Provimento nº0006/2006 - CJRMB, fica por este ato intimado, por meio de seu
patrono, para apresentar manifestação ao Recurso Especial interposto nestes autos, no prazo legal.
Belém, 21 de fevereiro de 2019 PROCESSO: 00055216620178140000 PROCESSO ANTIGO: ----
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): GLEIDE PEREIRA DE MOURA Ação: Agravo de
Instrumento em: 25/02/2019 AGRAVANTE:BANCO BRADESCO FIANCIAMENTOS SA Representante(s):
OAB 15733-A - JOSE EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO (ADVOGADO) AGRAVADO:MARIA DAS
GRACAS SANTOS FURTADO Representante(s): OAB 20786 - RITA DE CASSIA SANTOS DE AGUIAR
(ADVOGADO) . k PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ GABINETE
DESA. GLEIDE PEREIRA DE MOURA SECRETARIA ÚNICA DE DIREITO PÚBLICO E PRIVADO - 2º
TURMA DE DIREITO PRIVADO AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 0005521-66.2017.8.14.0000
AGRAVANTE: BANCO BRADESCO FINANCIAMENTOS S/A ADVOGADO: JOSE EDGARD DA CUNHA
BUENO FILHO AGRAVADO: MARIA DAS GRAÇAS SANTOS FURTADO ADVOGADO: RITA DE CASSIA
SANTOS DE AGUIAR RELATORA: DESEMBARGADORA GLEIDE PEREIRA DE MOURA Analisando
detidamente os autos, observo a ausência de documento obrigatório para a apreciação do presente
Recurso, qual seja, a devida certidão ou documento que possa auferir a tempestividade do recurso.
Vejamos, pois, o art. 1.017, I do CPC: "Art.1.017 - A petição de agravo de instrumento será instruída: I -
obrigatoriamente, com cópias da petição inicial, da contestação, da petição que ensejou a decisão
agravada, da própria decisão agravada, da certidão da respectiva intimação ou outro documento oficial
que comprove a tempestividade e das procurações outorgadas aos advogados do agravante e do
agravado"; Desse modo, a fim de que seja dado prosseguimento a análise do presente recurso, determino
a intimação do agravante, para que no prazo de 05 (cinco) dias, colacione aos autos o documento acima
referenciado, como fundamento, uso o parágrafo único do Art.932 do CPC: "Art.932, parágrafo único:
Antes de considerar inadmissível o recurso, o relator concederá o prazo de 5 (cinco) dias ao recorrente
para que seja sanado vício ou complementada a documentação exigível". Belém-PA, de de 2019.
DESA.GLEIDE PEREIRA DE MOURA Relatora PROCESSO: 00089357220178140000 PROCESSO
ANTIGO: ---- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): GLEIDE PEREIRA DE MOURA Ação:
Agravo de Instrumento em: 25/02/2019 AGRAVANTE:BANCO VOLKSWAGEN SA Representante(s): OAB
20397 - MANUELA MOTTA MOURA DA FONTE (ADVOGADO) AGRAVADO:ARTUR DE FARIAS
MARTINS Representante(s): OAB 18004 - HAROLDO SOARES DA COSTA (ADVOGADO) OAB 15650 -
KENIA SOARES DA COSTA (ADVOGADO) . k PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO
ESTADO DO PARÁ GABINETE DESA. GLEIDE PEREIRA DE MOURA SECRETARIA ÚNICA DE
DIREITO PÚBLICO E PRIVADO - 2º TURMA DE DIREITO PRIVADO AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº
0008935-72.2017.8.14.0000 AGRAVANTE: BANCO VOLKSWAGEN ADVOGADO: MANUELA MOTTA
MOURA DA FONTE AGRAVADO: ARTUR DE FARIAS MARTINS ADVOGADO: KENIA SOARES DA
COSTA RELATORA: DESEMBARGADORA GLEIDE PEREIRA DE MOURA Analisando detidamente os
autos, observo a ausência de documento obrigatório para a apreciação do presente Recurso, qual seja a
procuração que deve ser outorgada à advogada que outrora assina o devido agravo, bem como demais
documentos. Vejamos, pois, o art. 1.017, I do CPC: "Art.1.017 - A petição de agravo de instrumento será
instruída: I - obrigatoriamente, com cópias da petição inicial, da contestação, da petição que ensejou a
decisão agravada, da própria decisão agravada, da certidão da respectiva intimação ou outro documento
oficial que comprove a tempestividade e das procurações outorgadas aos advogados do agravante e do
agravado"; Desse modo, a fim de que seja dado prosseguimento a análise do presente recurso, determino
a intimação da agravante, para que no prazo de 05 (cinco) dias, colacione aos autos o documento acima
referenciado, como fundamento, uso o parágrafo único do Art.932 do CPC: "Art.932, parágrafo único:
Antes de considerar inadmissível o recurso, o relator concederá o prazo de 5 (cinco) dias ao recorrente
para que seja sanado vício ou complementada a documentação exigível". Belém-PA, de de 2019.
DESA.GLEIDE PEREIRA DE MOURA Relatora PROCESSO: 00090128120178140000 PROCESSO
ANTIGO: ---- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): GLEIDE PEREIRA DE MOURA Ação:
Agravo de Instrumento em: 25/02/2019 AGRAVANTE:MARIA DOS REIS MARQUES DO NASCIMENTO
Representante(s): OAB 24385 - JOHNNATA DA SILVA FREITAS (ADVOGADO) OAB 24705 - ANTÔNIO
GERMANO MARQUES DO NASCIMENTO (ADVOGADO) AGRAVADO:FUNDAÇÃO PETROBRAS DE
SEGURIDADE SOCIAL - PETROS. F PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
PARÁ GABINETE DA DESEMBARGADORA GLEIDE PEREIRA DE MOURA SECRETARIA ÚNICA DE
DIREITO PÚBLICO E PRIVADO - 2º TURMA DE DIREITO PRIVADO AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº
0009012-81.2017.8.14.0000 AGRAVANTE: MARIA DOS REIS MARQUES DO NASCIMENTO
ADVOGADO: JOHNNATA DA SILVA FREITAS E OUTRO AGRAVADO: FUNDAÇÃO PETROBRAS DE
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

SEGURIDADE SOCIAL - PETROS RELATORA: DESEMBARGADORA GLEIDE PEREIRA DE MOURA


RELATÓRIO Trata-se de Agravo de Instrumento com pedido de efeito suspensivo, interposto por MARIA
DOS REIS MARQUES DO NASCIMENTO em face da decisão proferida pelo Juízo da 14ª Vara Cível e
Empresarial de Belém/PA nos autos da Ação de Concessão de Pensão por Morte e Obrigação de Fazer
c/c Danos Morais em face da FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL - PETROS. A
decisão agravada foi a que indeferiu a concessão liminar da tutela de urgência por entender que a
agravante não faz jus ao recebimento de pensão por morte. Alega que estão preenchidos todos os
requisitos, considerando o óbito do instituidor da pensão, conforme certidão de óbito e pagamento de
pecúlio por morte, sendo que, à qualidade de dependente, a mesma se satisfaz pela própria inscrição do
nome da agravante no rol de dependentes do de cujus em seu cadastro pessoal junto à agravada, bem
como pela utilização regular do Plano de Saúde MAS, já que é destinado exclusivamente aos servidores
aposentados da Petrobras na condição de titulares e a seus respectivos dependentes econômicos,
garantido também na qualidade de pensionista. Aduz que o perigo na demora se faz presente, pois reside
no caráter alimentar do benefício pleiteado, bem como na sua saúde frágil e na idade avançada, que se
não deferido com urgência a tutela, causará dano irreparável à agravante. Por fim, requer a concessão do
efeito suspensivo para determinar o imediato pagamento do benefício de pensão por morte, e ainda, a
reativação de seu plano de saúde. É o breve relato. Autoriza o art. 1.019, I, que o relator, ao receber o
agravo de instrumento no Tribunal, "poderá atribuir efeito suspensivo ao recurso, ou deferir, em
antecipação de tutela, total ou parcialmente, a pretensão recursal, comunicando ao Juiz sua decisão".
Para a concessão do efeito suspensivo é necessário o preenchimento de dois requisitos, quais sejam o
periculum in mora e o fumus bonis iuris. Analisando detidamente os autos, bem como todos os
documentos acostados, verifico estar presente a probabilidade do direito alegado, tendo em vista, que
houve a manutenção do nome da agravante no rol de dependentes do falecido no plano de saúde e
previdência privada, mesmo após a separação do casal. Sendo assim, resta demonstrado a dependência
econômica, logo, mostra-se devido o benefício da pensão por morte, conforme entendimento fixado no
Colendo STJ: PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. PENSÃO POR
MORTE. EXTENSÃO DO BENEFÍCIO À COMPANHEIRA DO FALECIDO. POSSIBILIDADE.
COMPROVAÇÃO DE DEPENDÊNCIA ECONÔMICA. DESNECESSIDADE. PRESUNÇÃO
CONFIGURADA. PRECEDENTES DO STJ. 1. Na hipótese dos autos, não se configura a ofensa ao art.
1.022 do Código de Processo Civil, uma vez que o Tribunal de origem julgou integralmente a lide e
solucionou a controvérsia, em conformidade com o que lhe foi apresentado, manifestando-se de forma
expressa sobre a presunção de dependência econômica, quando verificada a existência de União Estável.
2. Outrossim, extrai-se do acórdão objurgado que o entendimento do Tribunal de origem está em
consonância com a orientação do STJ de que a existência de união estável faz presumir à companheira
sua dependência econômica quanto ao falecido, legitimando-a à percepção de pensão por morte. 3.
Recurso Especial não provido. (REsp 1678887/RS, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA
TURMA, julgado em 19/09/2017, DJe 09/10/2017). Importante ressaltar, que mesmo o casal estando
separado de fato, não descaracteriza a dependência econômica entre os cônjuges. Verifico, portanto, estar
presente o periculum in mora, já que trata de caráter alimentar, e caso não seja deferida a tutela, a mesma
também ficará sem seu plano de saúde, o que lhe causará dano irreparável, haja vista, que a agravante
usufrui regularmente deste. Ressalvo, que neste momento processual, estamos diante de uma análise
precária, podendo tal situação ser melhor esclarecida, no curso da ação principal, em tudo observando-se
o Princípio do Devido Processo Legal. Sendo assim, por tudo o que foi exposto, DEFIRO o pedido de
efeito suspensivo, para que seja reformada a decisão guerreada. Intime-se a parte agravada para que no
prazo de 15 dias ofereça resposta, conforme o art. 1.019, II, para o oferecimento da resposta, sendo-lhe
facultado juntar cópias das peças que reputar convenientes, comunicando-se a presente decisão ao Juízo
de origem. Belém, 21 de fevereiro de 2019. DESA.GLEIDE PEREIRA DE MOURA Relatora PROCESSO:
00093461820178140000 PROCESSO ANTIGO: ---- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A):
MARIA FILOMENA DE ALMEIDA BUARQUE Ação: Agravo de Instrumento em: 25/02/2019
AGRAVANTE:CENTRAIS ELETRICAS DO PARA S/A - REDE CELPA Representante(s): OAB 4670 - LUIS
OTAVIO LOBO PAIVA RODRIGUES (ADVOGADO) AGRAVADO:NIVALDO MIRANDA SANTOS
Representante(s): OAB 4138 - RAIMUNDO COSTA DA SILVA (ADVOGADO) . 1ª TURMA DE DIREITO
PRIVADO ORIGEM: JUÍZO DE DIREITO DA VARA ÚNICA DE MOJU AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº
0009346-18.2017.8.14.0000 AGRAVANTE: CENTRAIS ELETRICAS DO PARÁ S.A. - CELPA
AGRAVADO: NIVALDO MIRANDA SANTOS RELATORA: DESA. MARIA FILOMENA DE ALMEIDA
BUARQUE AGRAVO DE INSTRUMENTO - AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO C/C
INDENIZAÇÃO DE DANO MORAL, OBRIGAÇÃO DE FAZER E ANTECIPAÇÃO DE TUTELA -
PRESENÇA PARCIAL DOS REQUISITOS AUTORIZADORES DA TUTELA - PROBABILIDADE DE
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

DIREITO E RISCO DE DANO GRAVE - RECURSO A QUE SE DÁ PARCIAL PROVIMENTO. DECISÃO


MONOCRÁTICA Trata-se de AGRAVO DE INSTRUMENTO, com pedido de efeito suspensivo, interposto
por CENTRAIS ELETRICAS DO PARÁ S.A. - CELPA, em face da decisão prolatada pelo Juízo de Direito
da Vara Única de Moju, nos autos da Ação Declaratória de Inexistência de Débito c/c Indenização de Dano
Moral, Obrigação de Fazer e Antecipação de Tutela, ajuizada em face de NIVALDO MIRANDA SANTOS.
O autor narra na petição inicial que no dia 06/05/2015 e no dia 15/07/2015, funcionários da rede CELPA
adentraram em sua residência, sem a devida permissão, para a inspeção do seu medidor e, ainda, o
ordenaram a assinar um termo de ocorrência de irregularidade mesmo sem ter conhecimento dos fatos
ocorridos. Alega que nunca houve intervenção no medidor, a não ser pelos funcionários da
concessionária, e que sempre cumpriu com as suas obrigações com regularidade, adimplindo com os
pagamentos da tarifa cobrada pela empresa pela concessão do serviço de energia elétrica. Frisa que não
possui uma quantidade de equipamentos elétricos que justifiquem o consumo elevado de energia, bem
como não praticou qualquer ato ilegal. Finaliza arguindo que paga regularmente seus débitos com a rede
concessionária. Pleiteou a tutela de urgência para que a empresa se abstenha de suspender o
fornecimento de energia elétrica, enquanto existente ou pendente discussão quanto à materialidade de
defeitos no medidor, pleiteou também liminarmente a troca do relógio de medição de sua residência para
que se possa apurar a média de consumo. Vejamos a decisão prolatada pelo juízo a quo: "(...) Assim, com
fulcro no artigo 300 do Código de Processo Civil, defiro o pedido de tutela de urgência para o exato fim de
que a requerida: a) se abstenha de efetuar o corte de energia elétrica em razão da ausência de
pagamento das faturas nos valores de R$ 6.182,25; R$ 472,21; R$ 1.066,68 e R$ 607,87, vinculadas a
conta contrato nº 4751876, sob pena de multa diária de R$ 1.000,00 (um mil reais) até o limite de R$
20.000,00 (vinte mil reais), ou caso já o tenha feito, restabeleça imediatamente o fornecimento do serviço,
sob a mesma cominação; b) se abstenha de incluir o nome do(a) autor(a) no cadastro de proteção ao
crédito relativamente ao débito discutido no presente feito, sob pena de multa diária para o caso de
descumprimento de ordem judicial no valor de R$ 1.000,00 (um mil reais) até o limite de R$ 20.000,00
(vinte mil reais), ou caso já o tenha feito, proceda à imediata retirada, sob a mesma cominação; c)
suspenda os efeitos do Termo de Ocorrência e Inspeção nº 803009, sob pena de multa diária para o caso
de descumprimento de ordem judicial no valor de R$ 1.000,00 (um mil reais) até o limite de R$ 20.000,00
(vinte mil reais). Verifico que a relação discutida nos autos é tipicamente de consumo. O artigo 6°, inciso
VIII, do Código de Defesa do Consumidor prevê que haverá inversão do ônus da prova, a critério do juiz,
quando houver verossimilhança da alegação e hipossuficiência da parte consumidora. Analisando os
presentes autos, verifico que os dois requisitos estão presentes, pelo que determino a inversão do ônus da
prova. Prejudicada a sessão de mediação, em razão da ausência de CEJUSC nesta Comarca.
Considerando que esta Comarca não dispõe de estrutura de Juizado Especial, processe-se sob o rito
ordinário. Defiro a gratuidade requerida na inicial. Cite-se a parte ré para responder aos termos da
presente ação, no prazo de 15 (quinze) dias, sob pena de revelia e confissão ficta. Cópia do presente
serve como ofício/mandado. Cumpra-se, na forma e sob as penas da lei. Moju, 20 de junho de 2017. Juiz
WALTENCIR ALVES GONÇALVES Titular da Vara Única da Comarca de Moju" Inconformado com a
decisão prolatada, o agravante interpôs o presente recurso alegando que a decisão merece reforma, tendo
em vista que a cobrança é legítima, agindo totalmente dentro das normas estabelecidas pela ANEEL,
razão pela qual a parte autora não poderia se desonerar de pagar pelo serviço prestado, posto que
inexiste conduta culposa por parte da ré, uma vez que somente agiu no exercício regular do seu direito.
Alega, ainda, que as multas fixadas em caso de descumprimento da liminar não foram impostas de acordo
com os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, razão pela qual devem ser reduzidas para
evitar a oneração demasiada da Agravante, bem como o enriquecimento ilícito do Agravado. Por fim,
pugna liminarmente pela concessão de efeito suspensivo ao recurso e desobrigar a agravante dos efeitos
decorrentes da abstenção imposta pelo juízo a quo e no mérito, o conhecimento e provimento do recurso
para que a decisão ora atacada seja revogada. Às fls. 141/142 foi dado parcial provimento ao recurso, tão
somente para reduzir o valor da astreinte. Sem contrarrazões, conforme certidão de fls. 144. É o relatório.
DECIDO. Cinge-se a controvérsia da presente demanda na regularidade da ordem emitida pelo juízo de
primeiro grau no que tange à proibição de corte de energia elétrica na unidade consumidora da parte
agravada. Vislumbro restar adequada a decisão do Juízo de piso que estendeu a tutela antecipada de
proibição de interrupção do fornecimento de energia e suspensão da exigibilidade das faturas dos meses
de 07/2015, 05/2015, 03/2016 e 07/2016 e futuras até a inspeção na unidade consumidora e aparelho
medidor. Com efeito, muito embora o pedido inicial tenha sido delimitado aos meses de 07/2015, 05/2015,
03/2016 e 07/2016 que totaliza o débito de R$ 8.329,01 (oito mil, trezentos e vinte e nove reais e um
centavo), entendo que qualquer cobrança a partir de 07/2016 terá presunção de abusividade, uma vez que
não há nos autos prova da inspeção ou troca do aparelho medidor ou inspeção na unidade consumidora
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

até o momento da decisão. Os Tribunais pátrios entendem que havendo indícios de que a cobrança de
energia elétrica está abusiva, pode ser deferida a tutela antecipada a fim de impedir o corte de energia
elétrica. Vejamos: "EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO - SUSPENSÃO DO FORNECIMENTO DE
ENERGIA ELÉTRICA - SUPOSTO CONSUMO IRREGULAR - MEDIDOR - INTERRUPÇÃO NO
FORNECIMENTO - IMPOSSIBILIDADE - TUTELA ANTECIPADA - PRESENÇA DOS REQUISITOS -
CAUÇÃO EM ESPÉCIE - DESNECESSIDADE. - A tutela antecipada, nos termos do art. 273 do Código de
Processo Civil, é possível quando forem apresentadas as circunstâncias fáticas e jurídicas que
demonstrem ser recomendável a providência antecipatória. - A suspensão do fornecimento de energia
elétrica somente é possível na hipótese de o débito cobrado ser referente ao consumo atual, estampado
nas contas emitidas mensalmente, não sendo possível adotar o mesmo procedimento quando se tratar de
débitos pretéritos, reunidos em única fatura. - Possibilidade de dano grave ou de difícil reparação, caso
haja corte de energia na residência. -Desnecessidade de se condicionar o deferimento da tutela
antecipada com a prestação de caução em espécie. - Preliminar de nulidade da decisão rejeitada
(suscitada pelo Vogal). Mostra-se desnecessária a declaração de nulidade de decisão condicionada à
prestação de caução, bastando que o próprio Tribunal faça o decote. - Recurso provido." (TJMG - Agravo
de Instrumento-Cv 1.0024.14.203045-1/001, Relator(a): Des.(a) Heloisa Combat , 4ª CÂMARA CÍVEL,
julgamento em 27/11/2014, publicação da súmula em 04/12/2014) EMENTA: AGRAVO DE
INSTRUMENTO - TUTELA ANTECIPADA - AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO -
CORTE DE ENERGIA ELÉTRICA - VALOR DISCREPANTE - CAUÇÃO EM ESPÉCIE - INEXIGIBILIDADE
- RECURSO PROVIDO. - A suspensão da prestação do serviço público de fornecimento de energia
elétrica só pode ocorrer na hipótese de liquidez patente e incontroversa, o que não se revela pela grande
discrepância dos valores entre os períodos de apuração. - Considerando provável a ilegitimidade do
débito, plausível a determinação de não inclusão do nome do devedor até ulterior decisão. - Mostra-se
incabível o condicionamento da concessão da tutela antecipada ao oferecimento de caução se, a princípio,
há aparência do bom direito e verossimilhança nas alegações do agravante. (TJMG - Agravo de
Instrumento-Cv 1.0016.15.009792-7/001, Relator(a): Des.(a) Wilson Benevides , 7ª CÂMARA CÍVEL,
julgamento em 08/03/2016, publicação da súmula em 15/03/2016) Por outro lado, quanto a insurgência do
recorrente acerca da multa fixadas pelo Juízo a quo, entendo que merece acolhimento os argumentos do
Agravante. Pois bem, é relevante considerar que os artigos 497 e 536 do NCPC permitem que o juiz, até
mesmo de ofício, nas obrigações de fazer ou de não fazer, determine medidas necessárias à efetivação da
tutela específica ou que assegurem a obtenção de resultado prático equivalente. Deste modo, tem-se que
as astreintes consistem em multa cuja finalidade reside na coerção do devedor para o cumprimento do
dever que lhe foi imposto. A obrigação a que se vincula a multa refere a abstenção de efetuar o corte de
energia elétrica, de incluir o nome do autor no cadastro de proteção ao crédito e quanto à suspensão dos
efeitos do T.O.I. nº 803009. No tocante ao quantum arbitrado, entendo que a multa deve ser fixada em
valor suficiente para desestimular o descumprimento da ordem judicial pelo agravante no prazo fixado,
bem como há que se observar a razoabilidade e proporcionalidade. Ademais, dever ser considerado,
ainda, as possibilidades futuras de responsabilização da parte que houver descumprido a ordem judicial.
Nesse compasso, entendo que o arbitramento da multa imposta pelo Juízo a quo afigura-se demasiada.
Neste sentido, entendo que merece ser atribuído efeito suspensivo ativo ao recurso somente no que tange
a redução da multa por descumprimento da obrigação de fazer (efetuar o corte de energia elétrica, incluir o
nome do autor no cadastro de proteção ao crédito e suspender os efeitos do T.O.I.), pelo que modifico a
decisão recorrida fixando a astreinte no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) para cada evento. Ante o
exposto, DOU PARCIAL PROVIMENTO, tão somente para reduzir a astreinte, nos termos da
fundamentação. P. R. I. C. Belém, 20 de fevereiro de 2019. MARIA FILOMENA DE ALMEIDA BUARQUE
Desembargadora Relatora PROCESSO: 00094946320168140000 PROCESSO ANTIGO: ----
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): JOSE ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA
JUNIOR Ação: Agravo de Instrumento em: 25/02/2019 AGRAVANTE:CONSTRUTORA LUCAIA LTDA
Representante(s): OAB 11.279 - FRANCISCO BERTINO DE CARVALHO (ADVOGADO)
AGRAVADO:PINHEIRO SERVICOS DE TRANSPORTE LTDA Representante(s): OAB 15158 - AMANDA
MARRA SALDANHA (ADVOGADO) OAB 19429-B - JULIANA CRISTINA MEZZAROBA (ADVOGADO)
INTERESSADO:FERNANDO VISCO DIDIER FILHO INTERESSADO:CEZAR AUGUSTO CASTRO.
DECISÃO MONOCRÁTICA Trata-se de AGRAVO DE INSTRUMENTO, com pedido de efeito suspensivo
ativo, interposto por CONSTRUTORA LUCAIA LTDA em face da decisão proferida pelo Juízo da 2ª Vara
Cível e Empresarial de Parauapebas que, nos autos da Ação da Ação de Execução de Título Executivo
(Processo n.º 0004675-65.2013.8.14.0040) proposta por PINHEIRO SERVIÇOS DE TRANSPORTE LTDA,
rejeitou a exceção de pré-executividade, com o prosseguimento da execução em seus ulteriores termos,
com a realização de bacenjud, considerando que o executado não ofereceu embargos à execução. Em
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

decisão monocrática de fls. 299/299v., deixei de conceder o efeito suspensivo requerido no presente
recurso, por ausência dos pressupostos elencados no parágrafo único do art. 995, do CPC/15. A agravada
apresentou contrarrazões às fls. 302/315. Os autos vieram à minha relatoria em razão de redistribuição de
fl. 316. É o sucinto relatório. Decido Em consulta ao Sistema de Gestão de Processo Judicial (Libra),
verifico que o Juízo de 1º grau proferiu sentença julgando extinguindo o feito, sem resolução do mérito,
com arrimo no art. 485, inc. VI do CPC/15, nos seguintes termos: `(...) In casu, a parte autora, decorrido o
prazo de suspensão da execução, deferida à fl. 434, a parte autora não apresentou manifestação a
respeito do prosseguimento do feito. Ante o exposto, EXTINGO O Feito, sem resolução do mérito, com
arrimo no artigo 485, VI, do Novo Código de Processo Civil. Condeno a parte autora nas custas e
despesas processuais. Não sendo pagas, proceda-se à expedição de certidão para inclusão na dívida
ativa (...)". Assim, diante da sentença acima destacada, resta prejudicado o exame do presente recurso,
em razão da perda superveniente do seu interesse recursal, em consonância com a jurisprudência do E.
Superior Tribunal de Justiça: "(...) A superveniência da sentença proferida no feito principal enseja a perda
de objeto de recursos anteriores que versem sobre questões resolvidas por decisão interlocutória
combatida via agravo de instrumento". (AgRg no REsp 1.485.765/SP, Rel. Ministro RICARDO VILLAS
BÔAS CUEVA, Terceira Turma, DJe 29/10/2015). 5. Agravo regimental não provido. (AgRg no REsp
1537636/SP, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, julgado em 21/06/2016, DJe
29/06/2016) Ante o exposto, NÃO CONHEÇO do presente Agravo de com fulcro no art. 932, III, do CPC,
por se encontrar prejudicado, em face da perda superveniente de seu objeto, diante da sentença que
extinguiu a ação principal na forma do art. 485, inc. VI, do CPC. Serve a presente decisão como
MANDADO/OFÍCIO. Publique-se. Registre-se. Intime-se. Comunique-se. Após, arquive-se. Belém(PA), 21
de fevereiro de 2019. JOSÉ ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JR Desembargador Relator
PROCESSO: 00108559220168140040 PROCESSO ANTIGO: ----
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): JOSE ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA
JUNIOR Ação: Apelação Cível em: 25/02/2019 APELANTE:LUCIRLENE CASSIA DO AMARAL COSTA
APELANTE:LUCINEIDE DE NOVAES LOPES APELANTE:GEORGE DE OLIVEIRA BARBOSA JUNIOR
APELANTE:MARIA DE NAZARE DE LIMA SILVA APELANTE:AUDICELIA DE CARVALHO BARROS
APELANTE:FRANCISCO REGO SILVA APELANTE:VALMIR ALVES DA SILVA FILHO
APELANTE:REGINALDO SILVA DOS ANJOS APELANTE:MARIA DAS DORES SILVA SANTOS
APELANTE:RONALDO VIRGINIO DOS SANTOS SOUSA APELANTE:RONAN GOES DOS SANTOS
APELANTE:TARCISIO SOARES DOS SANTOS Representante(s): OAB 20534 - DENISE BARBOSA
CARDOSO (ADVOGADO) APELADO:NOVA CARAJAS CONSTRUCOES E INCORPORACOES LTDA.
Trata-se de Recurso de Apelação interposto por Audicélia de Carvalho Barros e Outros, contra decisão
proferida pela 2ª Vara Cível e Empresarial da Comarca de Parauapebas, nos autos da AÇÃO DE
RESCISÃO CONTRATUAL C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS COM PEDIDO DE
TUTELA DE URGÊNCIA (processo nº 0010855-92.2016.814.0040), ajuizada pela Agravante em desfavor
de NOVA CARAJÁS CONSTRUÇÕES E INCORPORAÇÕES LTDA, que indeferiu o pedido de justiça
gratuita e, após intimação para pagamento de custas, julgou extinto o feito sem resolução do mérito em
face do não cumprimento da determinação. A Secretaria do Juízo `a quo" certificou a apresentação do
Recurso de Apelação desprovido de preparo, mas tempestivo (fl. 545); comunicou ainda, a não intimação
da parte Apelada para apresentar contrarrazões em virtude da sua não citação, tendo sido determinado
pelo Juízo singular a remessa dos autos a este e. Tribunal. Autos encaminhados a esta E. Corte e
redistribuídos ao Exmo. Sr. Des. Luiz Gonzaga da Costa Neto (fl. 549), cabendo-me a relatoria em
redistribuição (fl. 552). Preenchidos os requisitos de admissibilidade, recebo o presente recurso de
Apelação em seu duplo efeito, nos termos do caput do art. 1.012 do CPC. Registra-se que a presente
Apelação visa desconstituir a sentença combatida que extinguiu o feito sem resolução do mérito, após ter
sido indeferido ao Autor os benefícios da gratuidade de justiça, não tendo o Requerente/Apelante, por sua
vez, realizado o pagamento das custas e despesas processuais. Nessa hipótese de interposição de
recurso contra decisão que indefere a gratuidade, o Código de Processo Civil é claro ao dispor em seu art.
101, § 1º que o Recorrente está dispensado do recolhimento das custas até decisão do Relator sobre a
matéria, `in verbis": Art. 101. Contra a decisão que indeferir a gratuidade ou a que acolher pedido de sua
revogação caberá agravo de instrumento, exceto quando a questão for resolvida na sentença, contra a
qual caberá apelação. § 1º O recorrente estará dispensado do recolhimento de custas até decisão do
relator sobre a questão, preliminarmente ao julgamento do recurso. (Grifei). De igual modo e sem margem
para dúvidas, também dispõe o CPC, nos termos do art. 331, § 1º, que, sendo indeferida a petição inicial,
poderá o autor apelar, sendo facultado ao juiz se retratar da decisão primeva. Contudo, em não se
retratando, determinará o magistrado a citação do réu para responder ao recurso. Confira-se o teor da
norma em questão: Art. 331. Indeferida a petição inicial, o autor poderá apelar, facultado ao juiz, no prazo
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

de 5 (cinco) dias, retratar-se. § 1º Se não houver retratação, o juiz mandará citar o réu para responder ao
recurso. Neste sentido, estabelece o parágrafo §1º do art. 1.010 do CPC que o apelado será intimado para
apresentar contrarrazões. Portanto, os comandos legais em referência guardam harmonia entre si,
impondo-se a citação da parte ré para apresentar contrarrazões, posto que não integrou a lide e, frise-se,
independentemente do recolhimento de custas pelo Autor. No entanto, compulsando os autos, constato a
ausência de contrarrazões à Apelação, isto posto, chamo o feito à ordem determinando a devolução dos
autos ao Juízo `a quo" para proceder à citação da Apelada para apresentação das contrarrazões, no prazo
de 15 (quinze) dias, independentemente do recolhimento de custas, nos termos dos arts. 331, § 1º c/c
1.010, § 1º, ambos do CPC. Fixo o prazo de 30 (trinta) dias úteis para cumprimento das diligências,
devendo certificar a Secretaria da 2ª Vara Cível e Empresarial de Parauapebas a apresentação ou não
das contrarrazões pela Apelada e devolver estes autos à UPJ. Após o cumprimento dessas diligências,
retornem os autos conclusos a este Relator. Cumpra-se. À UPJ, para os devidos fins. Belém-PA, 21 de
fevereiro de 2018. José Roberto Pinheiro Maia Bezerra Júnior Desembargador Relator PROCESSO:
00114207920168140000 PROCESSO ANTIGO: ---- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A):
JOSE ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JUNIOR Ação: Agravo de Instrumento em: 25/02/2019
AGRAVANTE:IVAN FERREIRA DE CARVALHO Representante(s): OAB 15903 - JULLY CLEIA
FERREIRA OLIVEIRA (ADVOGADO) AGRAVADO:CONSORCIO NACIONAL VOLKSWAGEN LTDA.
DECISÃO MONOCRÁTICA Trata-se de AGRAVO DE INSTRUMENTO, com pedido de efeito suspensivo,
interposto por IVAN FERREIRA DE CARVALHO em face da decisão proferida pelo Juízo da 6ª Vara Cível
e Empresarial de Belém que, nos autos da Ação de Consignação em Pagamento (Processo n.º 0471673-
35.2016.8.14.0301) proposta contra CONSÓRCIO NACIONAL VOLKSWAGEM - ADMINISTRADORA DE
CONSÓRCIO LTDA, indeferiu o pedido de justiça gratuita, determinando que o agravante recolhesse as
custas judiciais e despesas processuais, sob pena de extinção, no prazo de 10 (dez) dias. Em decisão
monocrática de fls. 44/45, a Desembargadora Relatora Original do feito indeferiu o efeito suspensivo
pleitado. Consta certidão de fl. 48 informando o transcurso do prazo sem que o recorrente recolhesse as
custas para expedição do mandado de intimação da recorrida. Os autos vieram à minha relatoria em razão
de redistribuição às fls. 50 e 52. É sucinto relatório. Decido Em consulta ao Sistema de Gestão de
Processo Judicial (Libra), verifico que o Juízo de 1º grau em decisão interlocutória proferida em
22/09/2017, verificou, após a juntada de novos documentos que o requerente, ora recorrente, demonstrou
a hipossuficiência referida na Lei n.º 1.060/50 e no art. 98 do CPC, deferindo a gratuidade das custas
processuais, causando a perda do objeto superveniente do presente recurso, ex vi: `(...) Em análise dos
autos, verifiquei após a juntada de novos documentos (39/52), que o requerente demonstrou a
hipossuficiência referida na lei 1060/50 e no art. 98 do CPC. Assim, defiro a gratuidade das custas
processuais (...)". Assim, diante da decisão interlocutória acima destacada, resta prejudicado o exame do
presente recurso, em razão da perda superveniente do seu interesse recursal, em consonância com a
jurisprudência do E. Superior Tribunal de Justiça: "(...) A superveniência da sentença proferida no feito
principal enseja a perda de objeto de recursos anteriores que versem sobre questões resolvidas por
decisão interlocutória combatida via agravo de instrumento". (AgRg no REsp 1.485.765/SP, Rel. Ministro
RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, Terceira Turma, DJe 29/10/2015). 5. Agravo regimental não provido.
(AgRg no REsp 1537636/SP, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, julgado em
21/06/2016, DJe 29/06/2016) Ante o exposto, NÃO CONHEÇO do presente Agravo de Instrumento com
fulcro no art. 932, III, do CPC, por se encontrar prejudicado, em face da perda superveniente de seu
objeto. Serve a presente decisão como MANDADO/OFÍCIO. Publique-se. Registre-se. Intime-se.
Comunique-se. Após, arquive-se. Belém(PA), 21 de fevereiro de 2019. JOSÉ ROBERTO PINHEIRO MAIA
BEZERRA JR Desembargador Relator PROCESSO: 00136899120168140000 PROCESSO ANTIGO: ----
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): GLEIDE PEREIRA DE MOURA Ação: Agravo de
Instrumento em: 25/02/2019 AGRAVANTE:UNIMED BELEM - COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO
Representante(s): OAB 11270 - DIOGO DE AZEVEDO TRINDADE (ADVOGADO) AGRAVADO:SILVIA
MARIA DE SOUZA LEVY Representante(s): OAB 6066-A - RAYMUNDO NONATO MORAES DE
ALBUQUERQUE J. (ADVOGADO) . PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
PARÁ GABINETE DA DESEMBARGADORA GLEIDE PEREIRA DE MOURA SECRETARIA ÚNICA DE
DIREITO PÚBLICO E PRIVADO - 2º TURMA DE DIREITO PRIVADO AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº
0013689-91.2016.8.14.0000 AGRAVANTE: UNIMED BELÉM - COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO
ADVOGADO: JOSÉ MILTON DE LIMA SAMPAIO NETO AGRAVADO: SILVIA MARIA DE SOUZA LEVY
ADVOGADO: RAYMUNDO NONATO MORAES DE ALBUQUERQUE J. RELATORA:
DESEMBARGADORA GLEIDE PEREIRA DE MOURA DECISÃO MONOCRÁTICA Trata-se de agravo de
instrumento com pedido de efeito suspensivo, interposto por UNIMED BELÉM - COOPERATIVA DE
TRABALHO MÉDICO contra decisão proferida pelo Juízo da 11ª Vara Cível e Empresarial de Belém/PA
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

nos autos da Ação de Obrigação de Fazer c/c Indenização por Danos Morais e Materiais proposta por
SILVIA MARIA DE SOUZA LEVY. A decisão agravada foi a que deferiu a antecipação dos efeitos da tutela
para determinar que a agravante assegure o direito da autora/agravada na manutenção como beneficiária
do Plano Empresarial - Acomodação Coletiva, Abrangência Nacional, nas mesmas condições de cobertura
assistencial que gozava quando da vigência do contrato até o deslinde final da lide, mediante o pagamento
do valor de R$783,78, fixando multa diária no valor de R$1.000,00 em caso de descumprimento. Alega
que a presente demanda não pode prosseguir dado à ocorrência do instituto da Litispendência prevista no
art.337, VI e §1º do CPC, tendo em vista, que a agravada distribuiu a demanda tanto na Justiça Comum
como no Juizado Especial, sendo que neste último houve a entrada no dia 28/01/2016 e gerando o
número processual nº 0800058-08.2016.8.14.0304 tramitando na 1ª Vara do Juizado Especial Cível de
Belém, havendo, inclusive, sentença no dia 01/09/2016". DECIDO. O presente recurso resta prejudicado,
conforme se demonstra a seguir: É sabido que o Código de Processo Civil elencou o acolhimento da
litispendência como causa extintiva do processo sem a apreciação meritória, em seu art.485, V. Vejamos o
Entendimento Jurisprudencial: Ementa: AGRAVO DE INSTRUMENTO. NEGÓCIOS JURÍDICOS
BANCÁRIOS. EXPURGOS INFLACIONÁRIOS. POUPANÇA. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA.
EXTINÇÃO. LITISPENDÊNCIA. Há litispendência quando se reproduz uma ação idêntica à outra, havendo
coincidência entre as partes, causa de pedir e pedido, simultaneamente (art. 337, §§ 1º e 3º, do CPC).
Desse modo, impõe-se a extinção do cumprimento de sentença, nos termos do art. 485, V, do CPC.
AGRAVO DE INSTRUMENTO PROVIDO. (Agravo de Instrumento Nº 70067750885, Vigésima Quarta
Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Fernando Flores Cabral Junior, Julgado em 31/10/2018)
No presente caso, não pairam dúvidas no sentido de que a pretensão da agravada era a mesma em
ambos os processos, já que possuem mesmas partes, causa de pedir e pedido. Sendo assim, entendo
que assiste razão a agravante ao alegar litispendência, tendo em vista, que a agravada distribuiu a mesma
Ação na Justiça Comum e no Juizado Especial, sendo que neste último houve a entrada no dia
28/01/2016, tendo sido prolatada sentença em 01/09/2016, portanto, anteriormente à Ação proposta na
Justiça Comum. Por todo o exposto, conheço do recurso e dou provimento para que seja reconhecida a
litispendência, sendo assim, concedo efeito translativo ao presente recurso para que o processo de 1º
grau seja extinto sem resolução de mérito, nos moldes do art.485, V do CPC. Belém, de de 2019.
DESA.GLEIDE PEREIRA DE MOURA Relatora PROCESSO: 00143178020168140000 PROCESSO
ANTIGO: ---- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): ELIANE VITÓRIA AMADOR
QUARESMA Ação: Agravo de Instrumento em: 25/02/2019 INVENTARIANTE:CEZAR AUGUSTO
PINHEIRO DE OLIVEIRA Representante(s): OAB 11487 - ADAILSON JOSE DE SANTANA (ADVOGADO)
OAB 17856 - FABIANE DO SOCORRO NASCIMENTO DE CASTRO (ADVOGADO)
AGRAVADO:WALBER KILDARE ABREU DE OLIVEIRA (INTERESSADO) Representante(s): OAB 8142 -
JOSE HELDER CHAGAS XIMENES (ADVOGADO) AGRAVANTE:ESPOLIO DE BENEDITO MENDES DE
OLIVEIRA Representante(s): OAB 11487 - ADAILSON JOSE DE SANTANA (ADVOGADO) . Conforme
dispõe o Provimento nº 0006/2006 - CJRMB, fica por este ato intimado o embargado, por meio de seu
patrono, para apresentar manifestação aos Embargos de Declaração opostos nestes autos, no prazo legal.
21/02/2019 PROCESSO: 00222641220118140301 PROCESSO ANTIGO: 201230184537
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO Ação:
Apelação Cível em: 25/02/2019 APELADO:ASSOCIACAO DOS SERVIDORES DO FISCO DO ESTADO
DO PARA - ASFEPA Representante(s): ROLAND RAAD MASSOUD E OUTROS (ADVOGADO)
APELANTE:TIM CELULAR S/A Representante(s): CASSIO CHAVES CUNHA E OUTROS (ADVOGADO) .
PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ GABINETE DESEMBARGADOR
CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO 1ª TURMA DE DIREITO PRIVADO. APELAÇÃO Nº. 0022264-
12.2011.8.14.0301 COMARCA: BELÉM / PA. APELANTE(S): TIM CELULAR S/A ADVOGADO(A)(S):
CASSIO CHAVES CUNHA (OAB nº 12.268) APELADO(A)(S): ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DO
FISCO DO ESTADO DO PARÁ - ASFEPA. ADVOGADO(A)(S): ROLAND RAAD MASSOUD (OAB/MS nº.
5.192) RELATOR: Des. CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO. D E C I S Ã O M O N O C R Á T I C A
Des. CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO. EMENTA: PROCESSO CIVIL. PREPARO RECURSAL.
AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE JUNTADA DE CÓPIA DO RELATÓRIO DE CONTA
DO PROCESSO. DOCUMENTO IMPRESCINDÍVEL. RECURSO DE APELAÇÃO NÃO CONHECIDO.
Trata-se de APELAÇÃO CÍVEL interposta por TIM CELULAR S/A, nos autos de AÇÃO ORDINÁRIA PARA
CANCELAMENTO DE COBRANÇA DE MULTA C/C PEDIDO DE DANOS MORAIS, em razão do
inconformismo com sentença proferida pelo Juízo da 13ª Vara Cível e Empresarial de Belém (fls. 130/135),
que julgou procedentes os pedidos da demanda. Nas razões recursais (fls. 167/193), a apelante alega, em
suma, da legalidade das cobranças e da multa rescisória, bem como, respeito ao princípio do pacta sunt
servanda. Sustenta ainda que inexiste comprovação dos danos morais. Em contrarrazões (fls. 167/177), a
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

apelada requer o desprovimento do recurso, com a consequente manutenção da sentença de primeiro


grau. Os presentes autos foram distribuídos inicialmente à relatoria do digno Des. Roberto Gonçalves de
Moura, que determinou nova redistribuição por força da emenda regimental nº. 05/2016, sendo os autos
remetidos à relatoria da ilustre Desª. Maria do Ceo Maciel Coutinho. Contudo, me coube a relatoria do
presente processo por redistribuição, em razão de minha transferência para Seção de Direito Privado,
tendo os autos subido ao gabinete em 01/11/2017. É o sucinto relatório. Decido monocraticamente. O
Novo Código de Processo Civil (Lei 13.105/15) entrou em vigor no dia 18/03/2016 e, no tocante ao direito
intertemporal, cabe esclarecer que é a data da ciência da decisão, ou da sentença ou do acórdão que
define as regras de cabimento do recurso. Neste sentido, dispõe o recente Enunciado Administrativo nº. 2
do Superior Tribunal de Justiça: "Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/1973 (relativos a
decisões publicadas até 17 de março de 2016) devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade na
forma nele prevista, com as interpretações dadas, até então, pela jurisprudência do Superior Tribunal de
Justiça.". Deste modo, à luz do CPC/73, passa-se a análise dos requisitos de admissibilidade do presente
recurso. O preparo é o pagamento prévio das despesas relacionadas ao processamento do recurso,
perfazendo o somatório das custas processuais e do porte de remessa e de retorno dos autos, quando
houver, devendo o comprovante de pagamento dos respectivos valores acompanhar a petição do recurso,
sob pena de deserção, nos termos do art. 511, caput do CPC/73. "Art. 511. No ato de interposição do
recurso, o recorrente comprovará, quando exigido pela legislação pertinente, o respectivo preparo,
inclusive porte de remessa e de retorno, sob pena de deserção. [...]". A referida disposição encontra
redação atualizada no art. 1.007, §4º, do CPC/2015, verbis: Art. 1.007. No ato de interposição do recurso,
o recorrente comprovará, quando exigido pela legislação pertinente, o respectivo preparo, inclusive porte
de remessa e de retorno, sob pena de deserção. (...) § 4o O recorrente que não comprovar, no ato de
interposição do recurso, o recolhimento do preparo, inclusive porte de remessa e de retorno, será
intimado, na pessoa de seu advogado, para realizar o recolhimento em dobro, sob pena de deserção.
Dessa forma, a teor do art. 511 do CPC/73, reeditado no art. 1.007 do CPC atual, é dever da parte
recorrente comprovar o preparo recursal, e tal comprovação se dá pela cumulação dos seguintes
documentos no processo: boleto bancário das custas, comprovante de pagamento deste e relatório de
conta do processo, conforme disciplina o art. 9º, §1º, da Lei Estadual nº. 8.328 - Regimento de Custas do
TJ/PA. Nesse sentido, há vários julgados deste E. Tribunal de Justiça, vejamos: EMENTA: AGRAVO
INTERNO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO ORDINÁRIA. DECISÃO AGRAVADA NÃO
CONHECEU DO AGRAVO DE INSTRUMENTO POR DESERÇÃO. ARGUIÇÕES DE COMPROVAÇÃO
DO PREPARO E DESNECESSIDADE DO RELATÓRIO DE CONTA. AFASTADAS. ADMISSIBILIDADE
DO AGRAVO DE INSTRUMENTO COM BASE NO CPC/73. AGRAVO INTERPOSTO SOMENTE COM
UM COMPROVANTE DE TRANSAÇÃO BANCÁRIA E BOLETO BANCÁRIO. AUSÊNCIA DO RELATÓRIO
DE CONTA. NÃO COMPROVAÇÃO DO REGULAR RECOLHIMENTO DO PREPARO. ARTIGOS 3º, 4º,
5º, 6º E 7º DO PROVIMENTO Nº 005/2002 DA CORREGEDORIA GERAL DE JUSTIÇA (CGJ) DESTE
EGRÉGIO TRIBUNAL. PRECEDENTES DESTE EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPOSSIBILIDADE
DE COMPROVAÇÃO EM MOMENTO POSTERIOR AO DA INTERPOSIÇÃO DO RECURSO. ARTIGO
511 DO CPC/73. AGRAVO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. UNANIMIDADE. 1. O agravo de instrumento
fora interposto no dia 16/12/2014. Admissibilidade aferida com base nas disposições contidas no CPC/73.
Observância ao Enunciado Administrativo nº.2 do Superior Tribunal de Justiça. 2. Arguições de
comprovação do preparo e desnecessidade do relatório de conta. O preparo é o pagamento prévio das
despesas relacionadas ao processamento do recurso, perfazendo o somatório das custas processuais e
do porte de remessa e de retorno dos autos, quando houver, devendo o comprovante de pagamento dos
respectivos valores acompanhar a petição do recurso, sob pena de deserção, nos termos do art. 511,
caput do CPC/73. 3. No momento da interposição do Agravo de Instrumento, fora juntado apenas um
comprovante de pagamento e boleto bancário (fls.30/31), sem ter sido acostado aos autos o relatório de
conta do processo. 4. O regular recolhimento do preparo somente se prova mediante a integralidade da
documentação (relatório de conta do processo, boleto bancário e comprovante de pagamento), nos termos
das disposições contidas nos artigos 3º, 4º, 5º, 6º e 7º do Provimento nº 005/2002 da Corregedoria Geral
de Justiça (CGJ) deste Egrégio Tribunal. Determinação expressa quanto à emissão do relatório de conta
em 3 vias, sendo uma delas destinada, obrigatoriamente, aos autos. Precedentes deste Egrégio Tribunal
de Justiça. 5. Necessário registrar a impossibilidade de juntada do relatório de conta em momento
posterior, vez que a comprovação do recolhimento das custas deve ser realizada simultaneamente à
interposição do recurso, nos termos do art. 511, caput, CPC/73. 6. Portanto, o comprovante de transação
bancária e o boleto bancário (fls. 30/31), por si só, não demonstram o regular preparo do agravo de
instrumento, situação que impõem a manutenção da decisão agravada. 7. Agravo Interno conhecido e não
provido. 8. À unanimidade. (TJ/PA - Processo nº. 0004863-47.2014.8.14.0000, Rel. Maria Elvina Gemaque
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Taveira, Órgão Julgador 1ª Turma De Direito Público, Julgado em 2018-08-24) AGRAVO REGIMENTAL
CONVERTIDO EM INTERNO. COMPROVAÇÃO DO PREPARO. NECESSIDADE DE APRESENTAÇÃO
TANTO DO BOLETO BANCÁRIO QUITADO COMO TAMBÉM DO RELATÓRIO DE CUSTAS. RECURSO
CONHECIDO E IMPROVIDO. 1. O Tribunal de Justiça do Estado do Pará, através da UNAJ, disponibiliza
um memorial descritivo acerca do pagamento do recurso, o qual destina um campo específico para
identificar o processo a que se refere o pagamento. 2. Entendo que a ausência de indicação do número do
processo de origem na guia de arrecadação inviabiliza a identificação da regularidade do pagamento,
situação esta que obsta a admissibilidade do recurso. Precedentes do STJ 3. No caso concreto, constato
que os agravantes colacionam às fls. 36 dos autos boleto bancário e comprovante de pagamento sem
qualquer identificação do processo a que se refere, em inobservância, inclusive, ao Provimento 005/2002
da Corregedoria Geral de Justiça do TJ/PA, que regulamenta a cobrança de custas judiciais. 4. É
imprescindível que se colacione aos autos, além do boleto bancário e o seu comprovante de pagamento -
o documento denominado Conta do Processo, que é o documento hábil a identificar as custas a serem
pagas, o número do processo e o número do boleto bancário gerado, sendo essa a razão, inclusive, da
UNAJ o emitir em três vias, sendo a 2ª via destinada ao processo (art. 6º, II do Prov. 005/2002-CGJ). 5.
Segundo o entendimento do Colendo Tribunal Superior, e consoante o art. 511 do CPC, o comprovante do
preparo deve ser feito no ato da interposição do recurso, isto é, deve o recorrente trazer aos autos a conta
do processo e o boleto respectivo pago, sob pena de preclusão consumativa. 6. Recurso Conhecido E
Improvido. (TJPA, 2015.04416356-77, 153.718, Rel. DIRACY NUNES ALVES, Órgão Julgador 5ª
CAMARA CIVEL ISOLADA, Julgado em 2015-11-12, Publicado em 2015-11-20) (grifo nosso). EMENTA:
AGRAVO INTERNO. AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO REVISIONAL C/C EXIBIÇÃO DE
DOCUMENTOS E REPETIÇÃO DE INDÉBITO. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU SEGUIMENTO
AO AGRAVO DE INSTRUMENTO POR FALTA DE REGULAR PREPARO. BOLETO BANCÁRIO SEM O
NÚMERO DO PROCESSO, BEM COMO AUSÊNCIA DO RELATÓRIO DE CONTA. IMPOSSIBILIDADE
DE COMPROVAÇÃO DO RECOLHIMENTO DAS CUSTAS. IRREGULARIDADE FORMAL. DESERÇÃO
DECISÃO MANTIDA. PRECEDENTES. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO À UNANIMIDADE.
(TJ/PA - Acórdão nº. 155.889, Rel. Maria Filomena De Almeida Buarque, Órgão Julgador 1ª Turma De
Direito Privado, julgado em 2016-02-15, publicado em 2016-02-17) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL
CONVERTIDO EM AGRAVO INTERNO. APELAÇÃO CÍVEL. DECISÃO QUE NEGOU SEGUIMENTO AO
RECURSO ANTE A AUSÊNCIA DE PREPARO. COMPROVANTE DO PREPARO RECURSAL
DESACOMPANHADO DA CONTA DE PROCESSO. IMPOSSIBILIDADE DE JUNTADA POSTERIOR.
DECISÃO MONOCRÁTICA MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. 1. Deve o recorrente,
no momento da interposição do recurso, comprovar o preparo recursal, sob pena de deserção, consoante
inteligência do art. 511 CPC/73 c/c artigos 4º a 6º do Provimento nº 005/2002 da C.G.J./TJPA 2. O regular
recolhimento do preparo somente se prova mediante a integralidade da documentação, o que inclui o
relatório da conta do processo, emitido pela Unidade de Arrecadação Judicial - UNAJ, sem o qual não há
como aferir se os valores informados e pagos mantêm relação com a apelação interposta. 3. O relatório da
conta do processo é documento indispensável para demonstrar os valores das custas judiciais a serem
pagas, além de identificar o número do processo e o boleto bancário gerado. 4. Agravo interno conhecido
e improvido. 5. À unanimidade. (TJ/PA, Acórdão nº. 169.758, Rel. Maria De Nazaré Saavedra Guimaraes,
Órgão Julgador 2ª Turma De Direito Privado, Julgado em 2016-12-19, Publicado em 2017-01-10) In casu,
constata-se que, apesar da juntada do boleto bancário com comprovação de pagamento (fl. 150), a
apelante não se desincumbiu da atribuição de apresentar oportunamente a cópia do relatório de conta do
processo, não sendo cabível alegar que tal tarefa pertencia à UNAJ. Para o efetivo cumprimento do
dispositivo legal acima transcrito, o Tribunal de Justiça do Estado do Pará, através da Unidade de
Arrecadação Judiciária - UNAJ, disponibiliza um memorial descritivo referente ao pagamento do recurso,
destinando um campo específico para identificar o número do processo e o nome do recurso. Diante da
situação exposta, vale destacar que o Provimento nº 005/2002 da Corregedoria Geral de Justiça deste
Egrégio Tribunal, em seus artigos 4º, inciso I, 5º e 6º dispõe: "Art. 4º - A Conta do Processo será feita na
Unidade de arrecadação Judicial - UNAJ, após a distribuição no setor competente e incluirá: I - a Taxa
Judiciária; II - as Custas Judiciais; e III - as Despesas Judiciais. [...] Art. 5º. A conta do processo elaborada
pela Unidade de Arrecadação Judicial - UNAJ será demonstrada no documento denominado Conta do
Processo. Parágrafo Único. No formulário Conta do Processo será registrado o número do Boleto
Bancário: padrão FEBRABAN a ser utilizado para pagamento. Art. 6º - O formulário Conta do Processo
será preenchido em 03 (três) vias, com a seguinte destinação: I - 1ª via: usuário; II - 2ª via: processo; III -
3ª via: Coordenadoria do FRJ, quando preenchido manualmente. Parágrafo Único: Nas unidade judiciais
informatizadas, a 3ª via do formulário citado no caput será encaminhada diariamente à Coordenadoria da
FRJ, através de arquivo magnético ou pela Internet.". Conforme previsto nas normas supracitadas, o
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

relatório de conta do processo é o documento regular para identificar os valores a serem pagos a título de
taxa, custas e despesas judiciais, bem como para informar número do processo e do boleto bancário que
se vinculam ao cálculo realizado, motivo pelo qual é emitido em 3 vias, sendo uma destinada,
obrigatoriamente, aos autos. Em reforço de argumentação impende mencionar que o Regimento de
Custas e outras despesas processuais no âmbito do Poder Judiciário do Estado do Pará (Lei nº
8.328/2015), assim dispõe: Art. 9º. As custas processuais deverão ser discriminadas em relatório de conta
do processo e recolhidas mediante boleto bancário padrão FEBRABAN, que poderá ser quitado em
qualquer banco ou correspondente bancário, vedada qualquer outra forma de recolhimento. § 1º.
Comprova-se o pagamento de custas e despesas processuais mediante a juntada do boleto bancário
correspondente, concomitantemente com o relatório de conta do processo, considerando que no relatório
de conta do processo são registrados os números do documento e do boleto bancário a ser utilizado para
pagamento. Deste modo, inexiste comprovação completa do preparo da apelação, vez que estão
desacompanhados da indispensável conta de processo, sendo deserto o recurso e, portanto, inadmissível.
ASSIM, com fundamento no art. 932, III, do CPC c/c art. 133, do RITJ/PA, NÃO CONHEÇO do recurso de
apelação, considerando inadmissível face sua deserção, nos termos da fundamentação. P.R.I. Oficie-se
no que couber. Após o trânsito em julgado, encaminhem-se os autos ao juízo a quo. Belém/PA, 22 de
fevereiro de 2019. CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO Desembargador - Relator
__________________________________________________________________ Gabinete
Desembargador - CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO PROCESSO: 00391033720118140301
PROCESSO ANTIGO: 201330211959 MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): ELIANE
VITÓRIA AMADOR QUARESMA Ação: Apelação Cível em: 25/02/2019 APELANTE:UNIMED BELEM -
COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO Representante(s): OAB 11270 - DIOGO DE AZEVEDO
TRINDADE (ADVOGADO) OAB 11270 - DIOGO DE AZEVEDO TRINDADE (ADVOGADO)
APELADO:LARISSA SOARES LIMA Representante(s): OAB 14512 - ARNALDO ABREU PEREIRA
(ADVOGADO) OAB 14512 - ARNALDO ABREU PEREIRA (ADVOGADO) PROCURADOR(A) DE
JUSTICA:NELSON PEREIRA MEDRADO. Conforme dispõe o Provimento nº 0006/2006 - CJRMB, fica por
este ato intimado o embargado, por meio de seu patrono, para apresentar manifestação aos Embargos de
Declaração opostos nestes autos, no prazo legal. 21/02/2019 PROCESSO: 00411236420128140301
PROCESSO ANTIGO: 201230266236 MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A):
CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO Ação: Apelação Cível em: 25/02/2019 APELANTE:MINISTERIO
PUBLICO DO ESTADO DO PARA PROMOTOR(A):WILTON NERY DOS SANTOS APELADO:MARIA DE
NAZARE GUIMARAES Representante(s): CYNTIA BORGES ALEXANDRINO E OUTRA (ADVOGADO) .
PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ GABINETE DESEMBARGADOR
CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO 1ª TURMA DE DIREITO PRIVADO APELAÇÃO CÍVEL N.º
0041123-64.2012.8.14.0301 COMARCA: BELÉM / PA. APELANTE(S): MINISTÉRIO PÚBLICO DO
ESTADO DO PARÁ REPRESENTANTE: 2ª PROMOTORIA DE JUSTIÇA DE REGISTROS PÚBLICOS -
WILTON NERY DOS SANTOS. APELADO(A)(S): MARIA DE NAZARÉ GUIMARÃES ADVOGADO(A)(S):
CYNTIA BORGES ALEXANDRINO (OAB/PA nº. 16.174) E OUTROS. RELATOR: Des. CONSTANTINO
AUGUSTO GUERREIRO. D E S P A C H O: Os autos foram inicialmente distribuídos à relatoria da Desa.
Helena Dornelles e posteriormente coube a relatoria do feito à i. Desa. Rosileide Cunha, que determinou a
redistribuição dos autos para Seção de Direito Privado, considerando a emenda regimental nº. 05/2016,
por conseguinte, os autos foram encaminhados à relatoria da e. Desa. Edinéa Oliveira Tavares, porém, em
razão da transferência deste desembargador para Seção de Direito Privado e da expedição da ordem de
serviço nº 01/2017-VP, coube-me a relatoria do recurso em 05.10.2017. Apesar de todo esse transcurso
processual, o recurso ainda pende de manifestação da Parquet a fim de evitar nulidades, razão pela qual
determino a remessa imediata dos autos para parecer da Procuradoria de Justiça. P.R.I. Expeça-se o
necessário. Após, conclusos. Belém/PA, 21 de fevereiro de 2019. CONSTANTINO AUGUSTO
G U E R R E I R O D e s e m b a r g a d o r - R e l a t o r
____________________________________________________________________________ Gabinete
Desembargador - CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO PROCESSO: 00415068120098140301
PROCESSO ANTIGO: 201230309135 MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A):
CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO Ação: Apelação Cível em: 25/02/2019 APELADO:M. C. S. M.
Representante(s): DANIELA MOTA DE OLIVEIRA E OUTROS (ADVOGADO) APELANTE:C. L. M. C.
Representante(s): JOSE MILTON DE LIMA SAMPAIO NETO E OUTRA (ADVOGADO) . PODER
JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ GABINETE DESEMBARGADOR
CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO 1ª TURMA DE DIREITO PRIVADO. APELAÇÃO Nº. 0041506-
81.2009.8.14.0301 COMARCA: BELÉM / PA. APELANTE(S): CLAURIBERTO LEVY MORAES CORRÊA
ADVOGADO(A)(S): EVA SUELLEM FERREIRA DE ALENCAR (OAB/PA nº. 14.762) ANA CAROLINA
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FERREIRA SILVA (OAB/Pa nº. 13.698) APELADO(A)(S): MARIA DO CARMO MARDOCK DA SILVA
ADVOGADO(A)(S): DANIELA NAZARÉ MOTA DE OLIVEIRA (OAB/PA nº. 15.612) CARLA DO
SOCORRO RODRIGUES ALVES (OAB/PA nº. 14.073) ALFREDO DA SILVA LISBOA NETO (OAB/PA nº.
16.392) PROC. DE JUSTIÇA: ROSA MARIA RODRIGUES CARVALHO RELATOR: Des. CONSTANTINO
AUGUSTO GUERREIRO. D E C I S Ã O M O N O C R Á T I C A Des. CONSTANTINO AUGUSTO
GUERREIRO. EMENTA: CIVIL. DIREITO DE FAMÍLIA. ALIMENTOS. AÇÃO DE EXONERAÇÃO.
POSSIBILIDADE DE REDUÇÃO. EXTRA PETITA. NÃO CONFIGURADA. CONDIÇÕES ECONÔMICAS
DO ALIMENTANTE. POSSIBILIDADE-NECESSIDADE. ALTERAÇÃO. TRATAMENTO DE SAÚDE.
CONSTITUIÇÃO DE NOVA FAMÍLIA. CAPACIDADE RELATIVA DE SUSTENTO. APELAÇÃO
CONHECIDA E PROVIDA. Trata-se de APELAÇÃO CÍVEL interposta por CLAURIBERTO LEVY MORAES
CORRÊA, nos autos de Ação Exoneração de Alimentos proposta contra MARIA DO CARMO MARDOCK
DA SILVA, diante do inconformismo com a sentença proferida pelo Juízo de Direito da 4ª Vara de Família
de Belém (fls. 195/201), que julgou parcialmente procedente o pedido da demanda, convertendo a
pretensão de exoneração em revisional de alimentos e, consequentemente, reduziu o valor da prestação
de alimentos em favor da apelada para o equivalente a 25% (vinte e cinco por cento) dos vencimentos e
vantagens do apelante. O apelante, nas razões recursais (fls. 231/251), objetiva a reforma da sentença no
sentido de se julgar totalmente procedente o pedido exoneração, desobrigando inteiramente o alimentante
da prestação alimentícia em favor da apelada. Argumenta, em síntese, que a sentença de primeiro grau
configurou julgamento extra petita e violação ao princípio da congruência, previsto nos artigos 128 e 460
do CPC/73, pois não fora objeto da ação pedido de redução/minoração, mas sim de exoneração total do
dever de prestar alimentos. Assinala que a sentença, embora tenha reduzido o valor da prestação de
alimentos, trouxe prejuízo ao apelante, porquanto se vê obrigado a prestar alimentos mesmo não
possuindo mais possibilidades econômicas para tanto. Defende, ainda, que, em razão do término do
vínculo matrimonial decorrente do divórcio, restaria extinta a obrigação de mútua assistência, sendo que
eventuais prestações alimentares em favor de ex-cônjuge devem ser provisórias e, no caso dos autos,
somente teriam ocorrido por mera liberalidade do apelante. Por fim, rechaça a imposição de multa aplicada
pelo juízo a quo em virtude da interposição de embargos de declaração contra a sentença, pois tal recurso
não teria caráter protelatório. Embora intimada a apelada não apresentou contrarrazões. O Ministério
Público Estadual, nesta instância, apresentou manifestação no sentido conhecimento e desprovimento do
recurso (fls. 259/261) A relatoria do processo foi inicialmente designada à Desa. Helena Dornelles, sendo
posteriormente designada a i Desa. Rosileide Cunha para relatoria do feito, porém, em razão da emenda
regimental nº. 05/2016, os autos foram encaminhados à Seção de Direito Privado, recaindo a relatoria do
recurso ao i. Des. José Roberto Bezerra Junior. Por fim, considerando a modificação de lotação deste
relator perante à Seção de Direito Privado e a Ordem de Serviço nº. 01/2017-VP, os autos foram
conclusos ao gabinete em 21.08.2017. É o sucinto relatório. Decido monocraticamente. Os requisitos
intrínsecos e extrínsecos de admissibilidade estão preenchidos, razão pela qual conheço da apelação. A
propósito, entendo que é indevido o depósito do valor da multa aplicada pelo juízo a quo decorrente do
julgamento de embargos de declaração opostos contra a sentença. Isso porque, não considero que a
interposição de único embargos de declaração, destinado ao esclarecimento de alegado julgamento extra
petita, configura de pronto intenção protelatória do embargante, ora apelante. Ao contrário do
entendimento do juízo de primeiro grau, mostrava legítima a oposição de embargos para o fim de sanar
admissível incompreensão do apelante com o julgado. Portanto, dada inexistência de nítida natureza
protelatória dos embargos anteriormente opostos, vejo como descabida a aplicação de multa e, por isso
mesmo, entendo desnecessário o condicionamento do presente recurso de apelação ao depósito da
multa. A respeito, cito trecho de julgado do STJ: "2. O condicionamento da interposição de qualquer
recurso ao depósito da multa do art. 538 do CPC só é admissível quando se está diante da segunda
interposição de embargos de declaração protelatórios, o que não ocorreu na espécie." (EDcl nos EDcl no
AgRg no Ag 1349660/MS, Rel. Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, julgado em 16/06/2015, DJe
24/06/2015) No que tange à alegação de julgamento extra petita, assinalo que em ações de natureza
alimentar o pedido mais amplo acaba compreendendo o pedido mais estrito, mitigando o rigor técnico
decorrente do princípio da congruência. Ou seja, o fato de a pretensão do apelante ter se destinado à
desobrigação total de prestar alimentos, não impede que o juízo, analisando as circunstâncias fáticas do
caso, admita a possibilidade e o cabimento apenas da redução do valor dos alimentos. Tal situação, por si
só, não gera ofensa ao postulado da congruência ou adstrição. A distinção entre exoneração e redução de
alimentos é apenas quantitativa, pois ambas as pretensões discutem o direito à prestação de alimentos e,
em última escala, envolvem análise concreta do binômio possibilidade-necessidade. Nesse sentido,
colaciono jurisprudência uníssona do Superior Tribunal de Justiça: AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO ESPECIAL. DIREITO DE FAMÍLIA. EXONERAÇÃO DE ALIMENTOS. AUSÊNCIA DE
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VIOLAÇÃO AO ART. 535, I E II, DO CPC. REDUÇÃO DO VALOR DA PENSÃO. JULGAMENTO EXTRA
PETITA. NÃO OCORRÊNCIA. AGRAVO NÃO PROVIDO. 1. Não se constata violação ao art. 535, I e II, do
Código de Processo Civil quando a col. Corte de origem dirime, fundamentadamente, todas as questões
que lhe foram submetidas. Havendo manifestação expressa acerca dos temas necessários à integral
solução da lide, ainda que em sentido contrário à pretensão da parte, fica afastada qualquer omissão,
contradição ou obscuridade. 2. Nos termos da orientação jurisprudencial desta Corte Superior, "não é extra
petita a sentença que, diante do pedido de exoneração total de pensão, defere a redução dos alimentos.
Como se sabe, no pedido mais abrangente se inclui o de menor abrangência" (REsp 249.513/SP, Rel.
Ministro SÁLVIO DE FIGUEIREDO TEIXEIRA, QUARTA TURMA, julgado em 6/3/2003, DJ de 7/4/2003, p.
289). 3. Agravo regimental a que se nega provimento. (AgRg no REsp 1352321/PB, Rel. Ministro RAUL
ARAÚJO, QUARTA TURMA, julgado em 24/02/2015, DJe 20/03/2015) PROCESSUAL CIVIL. DIREITO
CIVIL. FAMÍLIA. SEPARAÇÃO JUDICIAL. PENSÃO ALIMENTÍCIA. BINÔMIO
NECESSIDADE/POSSIBILIDADE. ART. 1.694 DO CC/2002. TERMO FINAL. ALIMENTOS
COMPENSATÓRIOS (PRESTAÇÃO COMPENSATÓRIA). POSSIBILIDADE. EQUILÍBRIO ECONÔMICO-
FINANCEIRO DOS CÔNJUGES. JULGAMENTO EXTRA PETITA NÃO CONFIGURADO. VIOLAÇÃO DO
ART. 535 DO CPC NÃO DEMONSTRADA. 1. A violação do art. 535 do CPC não se configura na hipótese
em que o Tribunal de origem, ainda que sucintamente, pronuncia-se sobre a questão controvertida nos
autos, não incorrendo em omissão, contradição ou obscuridade. Ademais, a ausência de manifestação
acerca de matéria não abordada em nenhum momento do iter processual, salvo em embargos de
declaração, não configura ofensa ao art. 535 do CPC. 2. Na ação de alimentos, a sentença não se
subordina ao princípio da adstrição, podendo o magistrado arbitrá-los com base nos elementos fáticos que
integram o binômio necessidade/capacidade, sem que a decisão incorra em violação dos arts. 128 e 460
do CPC. Precedentes do STJ. 3. Ademais, no caso concreto, uma vez constatada a continência entre a
ação de separação judicial e a de oferta de alimentos, ambas ajuizadas pelo cônjuge varão, os processos
foram reunidos para julgamento conjunto dos pedidos. A sentença não se restringiu, portanto, ao exame
exclusivo da pretensão deduzida na ação de oferta da prestação alimentar. 4. Em tais circunstâncias, a
suposta contrariedade ao princípio da congruência não se revelou configurada, pois a condenação ao
pagamento de alimentos e da prestação compensatória baseou-se nos pedidos também formulados na
ação de separação judicial, nos limites delineados pelas partes no curso do processo judicial, conforme se
infere da sentença. 5. Os chamados alimentos compensatórios, ou prestação compensatória, não têm por
finalidade suprir as necessidades de subsistência do credor, tal como ocorre com a pensão alimentícia
regulada pelo art. 1.694 do CC/2002, senão corrigir ou atenuar grave desequilíbrio econômico-financeiro
ou abrupta alteração do padrão de vida do cônjuge desprovido de bens e de meação. 6. Os alimentos
devidos entre ex-cônjuges devem, em regra, ser fixados com termo certo, assegurando-se ao alimentando
tempo hábil para sua inserção, recolocação ou progressão no mercado de trabalho, que lhe possibilite
manter, pelas próprias forças, o status social similar ao período do relacionamento. 7. O Tribunal estadual,
com fundamento em ampla cognição fático-probatória, assentou que a recorrida, nada obstante ser
pessoa jovem e com instrução de nível superior, não possui plenas condições de imediata inserção no
mercado de trabalho, além de o rompimento do vínculo conjugal ter-lhe ocasionado nítido desequilíbrio
econômico-financeiro. 8. Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa parte, parcialmente provido
para fixar o termo final da obrigação alimentar. (REsp 1290313/AL, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS
FERREIRA, QUARTA TURMA, julgado em 12/11/2013, DJe 07/11/2014) Concluo, deste modo, que a
sentença prolatada não configurou violação à regra do art. 128 e do art. 460, do CPC/73, pois a demanda
de exoneração de alimentos abrange a possibilidade da revisão a menor do valor da prestação alimentícia.
A controvérsia que permanece é a definição do valor da prestação alimentar fornecida pelo ex-cônjuge
varão em prol da ex-cônjuge virago, em atenção ao binômio da necessidade-possibilidade, estabelecido
pela regra dos artigos 1.694 e 1.699, da Lei Civil. Ressalto, de antemão, que a teor do art. 505, I, do CPC,
a alteração fática na relação jurídica de trato sucesso autoriza a revisão ou até mesmo a exoneração da
pensão alimentícia. Pois bem. Contextualizando e atualizando a lide, verifico que a presente ação de
exoneração de alimentos foi proposta pelo alimentante em face da alimentada, considerando a
superveniência de fatores pessoais que teriam afetado a capacidade econômica daquele, notadamente o
fato de ter sofrido infarto do miocárdio no ano de 2008, que resultou na compulsória diminuição de sua
carga de trabalho e na rotineira necessidade de compras de medicamentos, sendo que um anos antes se
casou pela segunda vez e também nesse período foi exonerado de um dos cargos que ocupava na
Prefeitura de Santarém. Registro que a prestação alimentícia em favor da apelada se iniciou em ação
cautelar de separação de corpos, através de sentença proferida 18.12.1981 (fl.113), ou seja, desde esta
data o apelante prestar alimentos no importe de 35% (trinta e cinco) por cento de seus vencimentos e
vantagens. Além disso, atualmente o alimentante conta com 73 (setenta e três) anos de idade, enquanto
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que a alimentada está com 72 (setenta e dois) anos, e ambos recebem proventos de aposentadoria. Tais
circunstâncias devem ser observada no presente julgamento diante do que dispõe o art. 493, do Código de
Processo Civil. Sobre o direito à prestação alimentícia entre pais e filhos o Código Civil brasileiro dispõe
nos artigos 1.694 e 1695, respectivamente: Art. 1.694. Podem os parentes, os cônjuges ou companheiros
pedir uns aos outros os alimentos de que necessitem para viver de modo compatível com a sua condição
social, inclusive para atender às necessidades de sua educação. § 1o Os alimentos devem ser fixados na
proporção das necessidades do reclamante e dos recursos da pessoa obrigada. § 2o Os alimentos serão
apenas os indispensáveis à subsistência, quando a situação de necessidade resultar de culpa de quem os
pleiteia. Art. 1.695. São devidos os alimentos quando quem os pretende não tem bens suficientes, nem
pode prover, pelo seu trabalho, à própria mantença, e aquele, de quem se reclamam, pode fornecê-los,
sem desfalque do necessário ao seu sustento. Na exata compreensão teleológica dos dispositivos, extrai-
se que a obrigação de prestar alimentos fundamentalmente da evidenciação concreta do binômio
necessidade/possibilidade. Significa dizer que, quem tem direito à prestação alimentar é quem
efetivamente possui condição de necessidade aliada à incapacidade de autossustento e quem prestar os
alimentos possui condições materiais de fornecê-los sem prejuízo próprio. Alia-se a isso, o entendimento
de que os alimentos devidos entre ex-cônjuges são excepcionais, transitórios e devem ser estabelecidos
por prazo determinado, evitando, assim, o estímulo ao ócio conveniente. O homem e a mulher que, após o
fim do casamento, possuam boas condições para autossutento, podem - e devem - assumir a
responsabilidade sobre seus destinos, tornando-se independentes, social e economicamente, de seus ex-
cônjuges. Excetua-se dessa compreensão, os casos nitidamente excepcionais, nos quais o ex-cônjuge
não possua qualquer condição para restabelecer sua autonomia financeira ou para reinserção no mercado
de trabalho. Compulsando os autos, entendo que se trata de um caso excepcional a reclamar, por ora, a
manutenção do dever de prestar alimentos. Não desconheço que lá se vão mais de 38 (trinta e oito) anos
da prestação alimentícia em favor da apelada, o que justifica a séria irresignação do alimentante, contudo,
trata-se de uma senhora idosa, que recebe proventos de aposentadoria do INSS no valor de um salário
mínimo, conforme extrato de Imposto de Renda emitido pelo sítio do INSS
(https://www.inss.gov.br/servicos-do-inss/demonstrativo-de-imposto-de-renda/), e tem necessidade
relevantes e inerentes ao seu estágio de vida, tais como enfermidades relacionadas às articulações do
corpo (osteoartrose) e problemas de acuidade visual (catarata senil). Portanto, entendo que a alimentada
aufere renda de proventos e possui necessidades relevantes que justificam a prestação alimentícia. Por
seu turno, o alimentante também apresenta idade avançada, assim como necessidade de tratamento
médico-cardíaco permanente devido a doença arterial coronariana; soma-se a isso o fato de ter constituído
nova família e estar em inatividade. Em consulta ao site do IGEPREV
(http://www.igeprev.pa.gov.br/node/228), mais precisamente ao relatório de extração mensal sintetizado
dos inativos, verifico que o apelante aufere proventos mensais brutos no valor de R$10.487,04 e líquidos
no montante de R$-4.166,16. Lado outro, a despeito das condições econômicas positivas do alimentando,
entende-se que houve real mudança no panorama da possibilidade do alimentante, uma vez que hoje já
não mais possuem a capacidade laborativa de outrora e tem gastos pessoais e familiares que
seguramente oneram suas finanças pessoais. Repita-se: os alimentos devem ser estabelecidos no exato
limite do necessário dos alimentandos e do possível para o alimentante. Por isso mesmo, mostra-se
adequada o aumento da redução dos alimentos determinada na sentença. Neste ponto, é importante
registrar jurisprudência uníssona do STJ, que reafirma a analise de pretensões alimentares segundo o
binômio necessidade-possibilidade. Veja-se: AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ESPECIAL. FAMÍLIA.
ALIMENTOS PRESTADOS A EX-CÔNJUGE. OBRIGAÇÃO EXCEPCIONAL. PRAZO INDETERMINADO.
EXCEÇÃO. ALTERAÇÃO NO BINÔMIO NECESSIDADE/POSSIBILIDADE. REEXAME DE PROVAS.
SÚMULA 7/STJ. ACÓRDÃO RECORRIDO EM CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DESTA
CORTE SUPERIOR. SÚMULA 83/STJ. 1. O pedido de revisão do valor fixado a título de alimentos
pressupõe necessariamente a análise dos requisitos relativos à necessidade do alimentando e
possibilidade do alimentante, o que demanda o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, inviável
diante do óbice da Súmula 7 do STJ. 2. O Superior Tribunal de Justiça possui jurisprudência no sentido de
que a obrigação de pagar alimentos entre ex-cônjuges é excepcional, de modo que, quando devidos,
devem persistir apenas pelo prazo necessário para a reinserção no mercado de trabalho ou autonomia
financeira do alimentado. As exceções a esse entendimento, caso em que os alimentos entre ex-cônjuges
devem ser fixados por prazo indeterminado, ocorrem nas hipóteses em que o ex-parceiro alimentado não
dispõe de reais condições de reinserção no mercado de trabalho e de readquirir sua autonomia financeira
ou quando conta com problemas graves de saúde. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. (AgRg
no REsp 1537060/DF, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA, julgado em
01/09/2015, DJe 09/09/2015) PROCESSUAL CIVIL E CIVIL. DIREITO DE FAMÍLIA. ART. 535 DO CPC.
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

VIOLAÇÃO NÃO CONFIGURADA. ALIMENTOS TRANSITÓRIOS DEVIDOS ENTRE EX-


COMPANHEIROS. 1. Não se viabiliza o recurso especial pela indicada violação do artigo 535 do Código
de Processo Civil. Isso porque, embora rejeitados os embargos de declaração, a matéria em exame foi
devidamente enfrentada pelo Tribunal de origem, que emitiu pronunciamento de forma fundamentada,
ainda que em sentido contrário à pretensão do recorrente. 2. Entre ex-cônjuges ou ex-companheiros,
desfeitos os laços afetivos e familiares, a obrigação de pagar alimentos é excepcional, de modo que,
quando devidos, ostentam, ordinariamente, caráter assistencial e transitório, persistindo apenas pelo prazo
necessário e suficiente ao soerguimento do alimentado, com sua reinserção no mercado de trabalho ou,
de outra forma, com seu autossustento e autonomia financeira. 3. As exceções a esse entendimento se
verificam, por exemplo, nas hipóteses em que o ex-parceiro alimentado não dispõe de reais condições de
reinserção no mercado de trabalho e, de resto, de readquirir sua autonomia financeira. É o caso de vínculo
conjugal desfeito quando um dos cônjuges ou companheiros encontra-se em idade já avançada e, na
prática, não empregável, ou com problemas graves de saúde, situações não presentes nos autos.
Precedentes de ambas as Turmas de Direito Privado desta Corte. 4. Os alimentos transitórios - que não se
confundem com os alimentos provisórios - têm por objetivo estabelecer um marco final para que o
alimentando não permaneça em eterno estado de dependência do ex-cônjuge ou ex-companheiro, isso
quando lhe é possível assumir sua própria vida de modo autônomo. 5. Recurso especial provido em parte.
Fixação de alimentos transitórios em quatro salários mínimos por dois anos a contar da publicação deste
acórdão, ficando afastada a multa aplicada com base no art. 538 do CPC. (REsp 1454263/CE, Rel.
Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 16/04/2015, DJe 08/05/2015) Conclui-se,
deste modo, que se a apelada faz jus a manutenção dos alimentos, o apelante faz jus à revisão da
prestação doe alimentos, a fim de estabelece-los dentro de um patamar razoável tanto para o alimentante
quanto para alimentada. Nesse contexto, considero que deve ser minorada a prestação de alimentos à ex-
cônjuge, inclusive a menor do que foi determinado na sentença, razão pela qual fixo os alimentos no valor
equivalente à 15% (quinze por cento) dos proventos e vantagens do apelante, excluídos apenas os
descontos obrigatórios. ASSIM, com fundamento no art. 932, V, letra "b" do Código de Processo Civil c/c
art. 133, XIi, letra "d", do Regimento Interno, CONHEÇO E DOU PROVIMENTO ao presente recurso de
apelação, no sentido de reformar a sentença de primeiro grau, julgando parcialmente procedente o pedido,
para reduzir o valor da prestação alimentícia ao correspondente à 15% (quinze por cento) dos proventos e
vantagens do apelante, excluídos apenas os descontos obrigatórios, mantendo-se no mais os termos da
sentença, conforme a fundamentação. P.R.I. Oficie-se no que couber. Após o trânsito em julgado,
encaminhem-se os autos ao juízo a quo. Belém/PA, 21 de fevereiro de 2019. CONSTANTINO AUGUSTO
G U E R R E I R O D e s e m b a r g a d o r - R e l a t o r
__________________________________________________________________ Gabinete
Desembargador - CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO PROCESSO: 00677477820158140000
PROCESSO ANTIGO: ---- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): JOSE ROBERTO
PINHEIRO MAIA BEZERRA JUNIOR Ação: Agravo de Instrumento em: 25/02/2019
AGRAVANTE:SUELLEN APARECIDA CABRAL CAVALLI AGRAVANTE:KLERYSSON ALFAIA
DAMASCENO Representante(s): OAB 3191 - MARIA JOSE CABRAL CAVALLI (ADVOGADO)
AGRAVADO:LIBERTY EMPREENDIMENTOS E PARTICIPACOES LTDA AGRAVADO:MARKO
ENGENHARIA DE COMERCIO IMOBILIARIO LTDA AGRAVADO:SMART BOULEVARD SPE
EMPREENDIMENTOS LTDA. DECISÃO MONOCRÁTICA Trata-se de AGRAVO DE INSTRUMENTO
interposto por SUELLEN APARECIDA CABRAL CAVALLI E KLERYSSON ALFAIA DAMASCENO, em
face da decisão interlocutória proferida pelo Juízo da 10ª Vara Cível e Empresarial de Belém que, nos
autos da Ação de Obrigação de Fazer c/c Indenização por Danos Materiais e Morais e Declaração de
Abusividade de Cláusula Contratual (Processo n.º 0007743-45.2015.8.14.0301) proposta contra SMART
BOULEVARD SPE EMPREENDIMENTOS LTDA, LIBERT EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES E
MARKO ENGENHARIA DE COMÉRCIO IMOBILIÁRIO LTDA, antecipou os efeitos da tutela para
determinar o pagamento de lucros cessantes, em virtude do atraso na entrega do imóvel, sob pena de
multa diária no valor de R 1.000,00 (hum mil reais), por descumprimento. Os agravantes, em suas razões
recursais (fls. 2/13), alegaram a necessidade de antecipação da tutela para determinar o congelamento da
parcela do financiamento da unidade 1206, a partir da mora contratual das agravadas. Argumentaram pela
majoração do percentual aplicado à títulos de lucros cessantes de 0,5% (meio por cento) para 1% (um por
cento) sobre o valor do imóvel corrigido monetariamente. Pugnaram pela declaração de nulidade da
cláusula de tolerância de 365 dias, uma vez que impõe ônus excessivo ao consumidor, eximindo o
fornecedor das responsabilidades pelos danos causados. Ao final, pleitearam o conhecimento e
provimento do recurso. Juntaram documentos de fls. 14 a 171. Em decisão de fls. 174/176, a
Desembargadora Relatora original indeferiu o pedido de efeito suspensivo ao recurso. De acordo com
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certidão de fl. 179, não foram apresentadas as informações pelo Juízo a quo, assim como as
contrarrazões ao recurso das agravadas. Os autos vieram à minha relatoria em razão das redistribuições
de fl. 180. É o relatório. DECIDO. Presentes os requisitos de admissibilidade, conheço do Agravo de
Instrumento, em consonância com o Enunciado Administrativo n° 02, do C. STJ e com o Enunciado n° 01
deste E. TJPA. O presente recurso tem por escopo complementação da antecipação da tutela concedida
em sede de 1º grau, no sentido de que haja o congelamento do financiamento de uma unidade desde a
mora contratual das agravadas; a majoração do percentual dos lucros cessantes para 1% (um por
cento)sobre o valor do imóvel e a declaração de nulidade da cláusula de tolerância de 360 dias. Sabe-se
que para a concessão da antecipação dos efeitos da tutela deveria ser observado pelo magistrado, os
requisitos elencados no artigo 273 do CPC/73 vigente à época, ex vi: Art. 273. O juiz poderá, a
requerimento da parte, antecipar, total ou parcialmente, os efeitos da tutela pretendida no pedido inicial,
desde que, existindo prova inequívoca, se convença da verossimilhança da alegação e: I - haja fundado
receio de dano irreparável ou de difícil reparação; ou II - fique caracterizado o abuso de direito de defesa
ou o manifesto propósito protelatório do réu. Esses requisitos servem para trazer um juízo de certeza, ou
provável certeza, de que há o direito que se propõe buscar, ou que há necessidade de garantir os efeitos
práticos da tutela principal, isto é, existindo prova inequívoca, se convença da verossimilhança das
alegações e haja fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação. Inicialmente, no primeiro
ponto referente ao pedido de congelamento da parcela do financiamento a partir da mora dos recorridos,
não merece acolhida tal argumento diante do entendimento consolidado da jurisprudência do Superior
Tribunal de Justiça: `a correção monetária constituí mera reposição do valor real da moeda, devendo ser
integralmente aplicada, sob pena de enriquecimento sem causa de uma das partes". (REsp 1391770/SP).
O que se observa é que sedimentou-se naquela Colenda Corte Superior o entendimento acerca da
natureza jurídica da correção monetária, a qual não constitui acréscimo patrimonial ou compensação
financeira ao detentor do crédito, mas simples recomposição do valor real da moeda em razão do efeito
corrosivo da inflação, independe, portanto, qual a causa de pedir do congelamento do saldo devedor, se o
atraso na entrega do imóvel ou a demora na entrega dos documentos necessário à concretização do
financiamento, pois o congelamento por si só do saldo devedor configura enriquecimento sem causa dos
ora Agravantes. Certo é que tal posicionamento não afasta a obrigação de ressarcimento por eventuais
danos decorridos pela demora na entrega da documentação, seja por lucros cessantes ou por outros
meios legais que guardem equivalência econômica entre o evento danoso e a medida aplicável a ressarcir
os danos. O que não cabe aqui é impedir a correção monetária do saldo devedor. É nesse sentido que a
vasta jurisprudência do Tribunal de Justiça do Estado do Pará e do Superior Tribunal de Justiça
encontram-se pacificada, in verbis: `PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM
RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS C/C PEDIDO DE
TUTELA ANTECIPADA. ATRASO INJUSTIFICADO NA ENTREGA DO IMÓVEL. INDENIZAÇÃO COM
BASE EM LUCROS CESSANTES. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE DANOS
MORAIS E DE LUCROS CESSANTES. DESCABIMENTO DE APLICAÇÃO DE MULTA INVERSA E DE
CONGELAMENTO DO SALDO DEVEDOR. REQUERIMENTO DE REDUÇÃO DO QUANTUM
INDENIZATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 07/STJ. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTOS QUE
JUSTIFIQUEM A ALTERAÇÃO DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO". (Aglnt
no AREsp 941.690/AM, Rei. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA TURMA, julgado
em 13/06/2017, DJe 22/06/2017) `AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSTRUTORA. ATRASO NA
ENTREGA DO IMÓVEL. LUCROS CESSANTES DEVIDOS. CONGELAMENTO DO SALDO DEVEDOR
NÃO ENCONTRA AMPARO LEGAL. NULIDADE DE CLAUSULA DE TOLERÂNCIA DEVE SER
APRECIADO QUANDO DO JULGAMENTO DO MÉRITO DA AÇÃO. RECURSO CONHECIDO E
PARCIALMENTE PROVIDO. (...) 3. Isso porque o Superior Tribunal de Justiça (STJ) já assentou que o
atraso injustificado na entrega de imóvel caracteriza a culpa exclusiva do promitente vendedor na hipótese
de resolução contratual. Recurso conhecido e parcialmente provido. 4. Assim, no presente caso, verifico
estarem presentes os requisitos ensejadores da concessão de tutela de evidência em favor do agravado: o
atraso injustificado na entrega do imóvel, devida e irrefutavelmente comprovado nos autos. 5.
Relativamente à discussão sobre a manutenção ou não da correção monetária do saldo devedor, por
conta do aludido atraso, entendo que a correção deve ser mantida, pois ela tem por finalidade eliminar as
distorções no valor da moeda, a fim de que prevaleça o seu valor real, não representando, portanto, um
bônus ao agravante e nem um ônus ao agravado. 6. No que concerne ao pedido de decretação da
nulidade da clausula de tolerância do contrato entabuiado entre as partes litigantes, tal medida deve ser
tratada quando do julgamento do mérito da ação, sob pena de esvaziamento da jurisdição do juízo de
origem. 7. Recurso conhecido e parcialmente provido". (2017.02099222-70, 175.273, Rei. JOSE MARIA
TEIXEIRA DO ROSARIO, Órgão Julgador 2a TURMA DE DIREITO PRIVADO, Julgado em 2017-05-16,
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Publicado em 2017-05-24). `AGRAVO DE INSTRUMENTO AÇÃO ORDINÁRIA DE INDENIZAÇÃO -


ATRASO NA ENTREGA DE IMÓVEL - CONGELAMENTO DO SALDO DEVEDOR IMPOSSIBILIDADE
RECURSO PROVIDO. 1- Incontroverso que houve atraso na entrega do imóvel adquirido pela agravada
através de contrato de compra e venda firmado com a agravante; 2- A previsão contratual da tolerância de
180 (cento e oitenta) dias na entrega da obra não se afigura abusiva; 3- O STJ decidiu pelo
restabelecimento da correção monetária do saldo devedor, sob a justificativa de que essa correção
constitui mera reposição do valor real da moeda; 4- Escorreita a aplicação do INCC como índice de
correção do saldo devedor, porém após o transcurso da data limite para entrega da obra, já incluído o
prazo de tolerância, o INCC deve ser substituído pelo IPCA, salvo se o INCC for menor. Portanto, indevida
a determinação de congelamento do saldo devedor; 5- Agravo de Instrumento conhecido e provido".
(2016.04437953-33, 167.010, Rei. CELIA REGINA DE LIMA PINHEIRO, Órgão Julgador 2a CÂMARA
CÍVEL ISOLADA, Julgado em 2016-10-06, Publicado em 2016-11-04). Igualmente, melhor sorte não tem o
segundo pleito dos recorrentes no sentido de se majorar o percentual fixados à título de lucros cessantes
de 0,5% (meio por cento) para 1% (um por cento) sobre o valor dos imóveis. A respeito do quantum a ser
arbitrado pelo juízo a quo, é prática comum do mercado imobiliário a fixação do aluguel com base em
percentual sobre o valor do imóvel, visto ser parâmetro que propicia a comparação da rentabilidade obtida
com a aplicação do valor gasto na aquisição do imóvel alugado. O valor do aluguel aceito pelos
especialistas vária em média entre 0,5% (zero virgula, cinco por cento) a 1% (um por cento) do valor do
imóvel, conforme fatores como localização, tipo do imóvel e suas condições gerais. No caso concreto, o
valor fixado a título de aluguel na importância de R$ 3.006,34 (três mil e seis reais e trinta e quatro
centavos), sendo que R$1.475,59 (um mil, quatrocentos e setenta e cinco reais e cinquenta e nove
centavos) referente a unidade n.º 10244 e R$ 1.530,75 (um mil, quinhentos e trinta reais e setenta e cinco
centavos) referente a unidade n.º 1206 está entre os percentuais acima mencionados, considerando os
valores dos contratos (fls. 51/88). Neste diapasão, estando o valor arbitrado elo Juízo a quo dentro dos
parâmetros de mercado e consoante entendimento doutrinário e jurisprudencial, configurando valor
razoável e proporcional, entendo que deve ser mantido o percentual fixado na decisão guerreada. Sobre a
matéria destaco entendimento desta corte: `AGRAVO DE INSTRUMENTO - AÇÃO ORDINÁRIA COM
PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA. ATRASO NA ENTREGA DA OBRA ALÉM DO PRAZO DE
PRORROGAÇÃO DE 180 (CENTO E OITENTA) DIAS PREVISTO EM CONTRATO. FIXAÇÃO DOS
LUCROS CESSANTES ENTRE 0,5% (MEIO POR CENTO) E 1% (UM POR CENTO) SOBRE O VALOR
DO IMÓVEL. POSSIBILIDADE. CUMULAÇÃO DE LUCROS CESSANTES E CLÁUSULA PENAL
MORATÓRIA. CABIMENTO. LIMITAÇÃO DO PAGAMENTO DO DANO MATERIAL (LUCROS
CESSANTES) ATÉ A ENTREGA DA OBRA. POSSIBILIDADE. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO".
(2017.03481403-83, 179.446, Rel. LEONARDO DE NORONHA TAVARES, Órgão Julgador 1ª TURMA DE
DIREITO PRIVADO, Julgado em 2017-08-07, Publicado em 2017-08-18). (Negritou-se). Já quanto ao
terceiro e último pleito recursal referente ao pedido de declaração de nulidade da cláusula contratual de
prorrogação do prazo para a entrega do imóvel por 360 (trezentos e sessenta dias), importante esclarecer
que o mesmo não foi pedido em antecipação da tutela, em sede de 1º grau (inicial), conforme se vê à fl. 46
dos autos, porém constou indiretamente no pedido referente ao pagamento de lucros cessantes, já que o
mesmo desconsiderava o prazo de prorrogação de 360 (trezentos e sessenta dias), tornando claro o seu
pedido consoante a data efetiva da entrega dos imóveis (31/01/2014). A decisão agravada, às fls. 16/17,
embora não tenha declarado a nulidade da referida cláusula de prorrogação do prazo de 365 dias para a
entrega do imóvel a considerou lícita quando da definição do termo inicial dos lucros cessantes ao caso.
Assim, nesse ponto merece reforma a decisão agravada para reduzir o prazo de prorrogação para a
entrega dos imóveis para 180 (cento e oitenta) dias, eis que esse é o limite máximo razoável e consoante
o entendimento pacífico fixado pelo STJ (REsp n.º 1582318/RJ). Da mesma forma, é o entendimento
desta Corte: `AGRAVO DE INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO. ATRASO NA ENTREGA DA OBRA DE BEM
IMÓVEL. LUCROS CESSANTES. CABÍVEL. DANO PRESUMIDO. CLÁUSULA DE TOLERÂNCIA DE 180
DIAS. VÁLIDA. INDICE DE CORREÇÃO MONETÁRIA. APLICABILIDADE. APÓS A DATA LIMITE
PREVISTA NO CONTRATO PARA ENTREGA DO BEM APLICA-SE O IPCA. PRECEDENTES.
RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. I - A decisão agravada indeferiu o pedido liminar para a
concessão de lucros cessantes, reputou válida a cláusula de tolerância de 180 dias e cabível a incidência
de correção monetária ao saldo devedor. II - Os lucros cessantes decorrem do atraso na entrega do bem
imóvel por parte da construtora, o que representa uma lesão ao consumidor, pois inviabiliza a utilização do
bem da forma que lhe aprouver, sendo, por isso, considerado presumido o dano. Cabendo, então, a
concessão de lucros cessantes, devendo a decisão agravada ser modificada neste ponto, a fim de aplicar
a medida de 1% sobre o valor contratual, referente aos aluguéis. III - A cláusula de tolerância de 180 dias
para a entrega do bem imóvel, adquirido na planta, se mostra plausível para atenuar os fatores de
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imprevisibilidade no decorrer da obra, devendo incidir a indenização (lucros cessantes) quando do


inadimplemento no término do referido prazo. IV - O índice de correção monetária não se destina a
acrescentar valor adicional ao preço do bem pactuado, mas se destina a garantir a atualização da moeda,
que sofre desvalorização com o decurso do tempo. Nesse sentido, o STJ pacificou o entendimento de que
deve ocorrer a substituição do INCC para o IPCA (salvo se o INCC for menor) a partir do transcurso da
data limite prevista no contrato para entrega do bem. V - Recurso conhecido e parcialmente provido, para
reformar a decisão agravada apenas para reconhecer a incidência de lucros cessantes". (2018.01098047-
38, 187.198, Rel. GLEIDE PEREIRA DE MOURA, Órgão Julgador 1ª TURMA DE DIREITO PRIVADO,
Julgado em 2018-03-06, publicado em 2018-08-21) Assim sendo, merece acolhida parcialmente o pleito
dos recorrentes para reduzir a cláusula de prorrogação do contrato de 360 (trezentos e sessenta) dias
para 180 (cento e oitenta) dias na fixação do termo inicial dos lucros cessantes. Ante o exposto, nos
termos do art. 932, inc. VIII, do CPC c/c o art. 133, XI, d, do Regimento Interno do TJ/PA, CONHEÇO E
DOU PARCIAL PROVIMENTO AO RECURSO tão somente para adequar o prazo de prorrogação para a
entrega do imóvel para 180 (cento e oitenta) dias, nos termos da fundamentação acima lançada,
mantendo-se os demais termos da decisão vergastada pelos seus próprios fundamentos e pelos lançados
acima. Belém(PA), 13 de fevereiro de 2019. JOSÉ ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JÚNIOR
Desembargador Relator PROCESSO: 02372754620168140301 PROCESSO ANTIGO: ----
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): MARIA DO CEO MACIEL COUTINHO Ação:
Apelação Cível em: 25/02/2019 APELANTE:T. C. S. F. REPRESENTANTE:T. J. N. C. S.
Representante(s): OAB 17303 - LUDMILLA VIANA SOARES (ADVOGADO) APELADO:V. C. F.
Representante(s): OAB 22171 - LEANDRO NEY NEGRÃO DO AMARAL (ADVOGADO)
PROCURADOR(A) DE JUSTICA:LEILA MARIA MARQUES DE MORAES. PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ 1ª TURMA DE DIREITO PRIVADO. APELAÇÃO CIVEL
Nº. 0237275-46.2016.8.14.0301. COMARCA DE BELÉM - PA (7ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL).
APELANTE: T. C. S. F. REPRESENTANTE: T. J. N. C. S. ADVOGADO: LUDMILLA VIANA SOARES
BORDALLO. APELADO: V. C. F. ADVOGADO: LEANDRO NEY NEGRÃO DO AMARAL. RELATORA:
Desª. MARIA DO CÉO MACIEL COUTINHO. DECISÃO MONOCRÁTICA Vistos etc. Trata-se de
APELAÇÃO CÍVEL interposta por T. C. S. F., representada por sua genitora T. J. N. C. S., inconformada
com a r. sentença prolatada pelo MM.º Juízo de Direito da 6ª Vara de Família da Capital, nos autos de
Execução de Alimentos requerida no bojo de Ação de Alimentos, que indeferiu o pedido, tendo em vista a
data da citação válida, para fins de aferição da primeira prestação alimentícia e eventuais débitos, nos
termos do art. 783 do CPC. Em suas razões (fls. 33/38), a apelante pugna pela anulação da sentença por
error in procedendo. Argumenta que, diferentemente do informando na sentença, a citação ocorreu sim no
mês de aio, mais precisamente em 27/05/2016, conforme AR 351634014JS anexados às fls. 16 dos autos,
sendo que, no dia 07/06/2016, não foi a citação do réu, e sim audiência de tentativa de conciliação que
restou infrutífera, não constando em ata, uma vez que fez parte da "Semana da Conciliação", e já havia
audiência marcada para o dia 07/06/2016. Alega que a obrigação do Réu em pagar alimentos provisórios
se deu em 02 meses, sendo estes os meses de junho e julho, respectivamente. Contudo, só foi realizado o
pagamento atinente ao mês de julho, verificando-se a existência de débito no valor de R$ 176,00, que
devidamente corrigido estaria no montante de R$ 194,87. Menciona ainda que se não bastasse o
indeferimento do pedido de Execução de Alimentos, no dia 21/11/2016, foi publicado no DJe despacho no
qual informa que a sentença que negou o débito transitou em julgado, determinando-se o arquivamento do
referido processo. Com isso, desconsiderou-se o prazo em dobro a que fazem jus os núcleos de prática
jurídica (NPJ), ofendendo o art. 186, § 3º do CPC. Requer o conhecimento e provimento do recurso. Não
foram apresentadas contrarrazões, conforme certidão de fl. 45. Encaminhados ao Tribunal, vieram-me
conclusos, após distribuição por sorteio (fl. 46). O apelo foi recebido apenas no efeito devolutivo (fl. 48).
Instado a se manifestar, o Parquet Estadual exarou parecer opinando pelo conhecimento e provimento do
apelo (fls. 51/54). É o relatório. DECIDO. Presentes os pressupostos de admissibilidade recursal, conheço
da insurgência. Trata-se de apelo interposto contra sentença que indeferiu pedido de Execução de
Sentença homologatória da acordo de alimentos, com fundamento no art. 783 do CPC. DOU
PROVIMENTO AO RECURSO. O ponto nodal da controvérsia atine à data da citação do apelado, eis que
o juízo singular entendeu ter ocorrido no dia 07/06/2016 (fl. 14v), enquanto a apelante alega que referida
citação se deu em 27/05/2016. In casu, após compulsar os autos, estou acolhendo integralmente o
judicioso parecer ministerial de fls. 51/54. A sentença ora apelada foi assim lançada: "Quanto ao pedido de
execução formulado, às fl. 19/27, diferentemente do que afirma a parte exequente, a citação não ocorreu
no mês de maio de 2016, e sim no dia 07 de junho de 2016, conforme consta às fl. 14V, cuja primeira
prestação alimentícia foi paga no dia 21 de julho, com o depósito do valor de R$ 190,00 (cento e noventa
reais). Desse modo, não se verificando a existência de débitos, ausente requisito do art. 783 do CPC,
69
TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

INDEFIRO o pedido de execução." Reza o art. 247 do CPC: Art. 247. A citação será feita pelo correio para
qualquer comarca do país, exceto: I - nas ações de estado, observado o disposto no art. 695, § 3o; II -
quando o citando for incapaz; III - quando o citando for pessoa de direito público; IV - quando o citando
residir em local não atendido pela entrega domiciliar de correspondência; V - quando o autor,
justificadamente, a requerer de outra forma. Art. 248. Deferida a citação pelo correio, o escrivão ou o chefe
de secretaria remeterá ao citando cópias da petição inicial e do despacho do juiz e comunicará o prazo
para resposta, o endereço do juízo e o respectivo cartório. § 1o A carta será registrada para entrega ao
citando, exigindo-lhe o carteiro, ao fazer a entrega, que assine o recibo. Dessa forma, adiro à observação
feita pelo custus iuris, no sentido de que embora a carta expedida por AR ao endereço do Réu tenha sido
recebida por terceiro, estranha ao feito (MARIA DE N. FIGUEIREDO), todavia, não foi contestado pelo
recorrido, sendo válida a citação. Sobre o assunto: AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL. MANDADO. CITAÇÃO. CORRESPONDÊNCIA. ENDEREÇO DO RÉU. RECEBIMENTO POR
TERCEIRO. CIÊNCIA DA DEMANDA. REEXAME. SÚMULA N. 7/STJ. NULIDADE. PREJUÍZO.
AUSÊNCIA. NÃO PROVIMENTO. 1. Consignando as instâncias ordinárias que o mandado de citação foi
entregue no endereço dos réus, embora assinado o AR por terceira pessoa, e que aqueles tiveram ciência
da demanda a tempo de respondê-la, sem alegar qualquer vício, somente vindo a fazê-lo no recurso, não
há que se falar em nulidade do ato por ausência de prejuízo à parte. 2. O simples reexame de prova não
enseja recurso especial, como ensina o enunciado n. 7 da Súmula desta Casa. 3. Agravo interno a que se
nega provimento. (AgInt no AREsp 1020264/PR, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, julgado em 16/05/2017, DJe 22/05/2017) Destarte, arremata o Parquet, in verbis: "Outrossim,
verifica-se que a apelante tem razão em suas alegações, senão vejamos: Às fls. 14 (ver e anverso) consta
o conteúdo da citação postal informando, inclusive que a audiência de conciliação havia sido designada
para o dia 07/06/2016. Já o AR de citação n.º 351634014JS anexado às fls. 16 dos autos está datado de
27/05/2016, portanto, o apelado foi citado na data alegada pela apelante." Nesse contexto, considerando
que a sentença expressamente reconheceu a inexistência de débito, bem como a falta dos requisitos da
execução, entendo que incorreu em equívoco. Ante o exposto, dou provimento monocrático ao recurso de
apelação, em ordem de anular a sentença e determinar o prosseguimento do feito na origem, nos termos
do art. 932, V, "b" e VIII do CPC/15 c/c art. 133, XII, "d" do RITJE/PA. Comunique-se o juízo "a quo".
Diligências legais. Belém - PA, 22 de fevereiro de 2019. Desa. MARIA DO CÉO MACIEL COUTINHO
Relatora

RESENHA: 25/02/2019 A 25/02/2019 - SECRETARIA ÚNICA DE DIREITO PÚBLICO E PRIVADO -


VARA: 2ª TURMA DE DIREITO PRIVADO PROCESSO: 00036113820168140000 PROCESSO ANTIGO: -
--- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): MARIA DE NAZARE SAAVEDRA GUIMARAES
Ação: Agravo de Instrumento em: 25/02/2019 AGRAVADO:ANTONIO DE PADUA SOUTELO BECHARA
FILHO Representante(s): OAB 15667 - SIMONE SABINO DE OLIVEIRA (ADVOGADO) OAB 19832-A -
CARLOS MAXIMIANO MAFRA DE LAET (ADVOGADO) AGRAVANTE:CONSTRUTORA VILLA DEY REY
LTDA Representante(s): OAB 9117 - ROBERTO TAMER XERFAN JUNIOR (ADVOGADO) OAB 19047 -
RAUL YUSSEF CRUZ FRAIHA (ADVOGADO) INTERESSADO:BANCO SANTANDER SA
Representante(s): OAB 15403-B - MICHELE ANDREA DA ROCHA OLIVEIRA (ADVOGADO) OAB 12206 -
LORENA RODRIGUES NYLANDER BRITO (ADVOGADO) OAB 20604-A - GUSTAVO DAL BOSCO
(ADVOGADO) . Tratam os presentes autos de Agravo de Instrumento interposto por CONSTRUTORA
VILLA DEL REY LTDA. em face de ANTÔNIO DE PÁDUA SOUTELO BECHARA. Analisados os autos,
verifico que o recurso em voga encontra-se prejudicado em razão da prolatação do Acórdão n.° 200.382,
que abarca o objeto do presente recurso, conforme consulta no Sistema Libra. Corroborando o
entendimento acima esposado vejamos os seguintes julgados: AGRAVO DE INSTRUMENTO.
ARRENDAMENTO MERCANTIL. AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE. SENTENÇA PROFERIDA
PELO JUÍZO DE ORIGEM. PERDA DO OBJETO. Tendo sido proferida sentença julgando a Ação de
reintegração de posse parcialmente procedente, resta prejudicado o julgamento do presente recurso pela
perda de seu objeto. RECURSO PREJUDICADO. (Agravo de Instrumento Nº 70061415303, Décima
Quarta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Miriam A. Fernandes, Julgado em 08/06/2016)
AGRAVO DE INSTRUMENTO. ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. AÇÃO INDENIZATÓRIA POR DANOS
MORAIS. SENTENÇA PROFERIDA PELO JUÍZO DE ORIGEM. PERDA DO OBJETO. Tendo sido
proferida sentença julgando a Ação indenizatória procedente, resta prejudicado o julgamento do presente
recurso pela perda de seu objeto. RECURSO PREJUDICADO. (Agravo de Instrumento Nº 70062475892,
Décima Quarta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Miriam A. Fernandes, Julgado em
70
TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

08/06/2016) AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. ISS.


SUBSTITUIÇÃO DO BEM PENHORADO POR COTAS DE FUNDO DE INVESTIMENTO. RECURSO
PREJUDICADO. PERDA DO OBJETO. No caso dos autos, foi proferida sentença nos autos originários,
julgando procedente a ação cautelar. Portanto, resta prejudicado o presente recurso, por perda do objeto.
AGRAVO DE INSTRUMENTO JULGADO PREJUDICADO. (Agravo de Instrumento Nº 70067675546,
Primeira Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Sergio Luiz Grassi Beck, Julgado em
01/06/2016) Por fim, insta esclarecer que, a teor do art. 932, III do Código de Processo Civil/2015, in
verbis: CPC/2015 Art. 932. Incumbe ao relator: (...) III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado
ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida; (Grifo nosso)
DISPOSITIVO Ante o exposto, NÃO CONHEÇO DO RECURSO, porquanto prejudicado. Procedam-se as
baixas de estilo. Comunique-se ao MM. Juízo ad quo acerca da presente Decisão. Publique-se. Registre-
se. Intimem-se Belém, 21 de fevereiro de 2019. MARIA DE NAZARÉ SAAVEDRA GUIMARÃES
Desembargadora-Relatora PROCESSO: 00053617520168140000 PROCESSO ANTIGO: ----
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): ELIANE VITÓRIA AMADOR QUARESMA Ação:
Agravo de Instrumento em: 25/02/2019 AGRAVANTE:JORGE SAUL JUNIOR AGRAVANTE:MARCIA
MACHADO SAUL Representante(s): OAB 1601 - SONIA HAGE AMARO PINGARILHO (ADVOGADO)
OAB 12123 - CLAUDIO DE SOUZA MIRALHA PINGARILHO (ADVOGADO) AGRAVADO:ACROPOLE -
CONSTRUCOES CIVIS E ARQUITETURA LTDA Representante(s): OAB 1569 - JOSE AUGUSTO
TORRES POTIGUAR (ADVOGADO) OAB 13570 - ALEX LOBATO POTIGUAR (ADVOGADO) . Conforme
dispõe o Provimento nº 0006/2006 - CJRMB, fica por este ato intimado, por meio de seu patrono, para
apresentar manifestação ao Agravo Interno, interposto nestes autos, no prazo legal. Belém, 22/02/2019
PROCESSO: 00053617520168140000 PROCESSO ANTIGO: ----
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): ELIANE VITÓRIA AMADOR QUARESMA Ação:
Agravo de Instrumento em: 25/02/2019 AGRAVANTE:JORGE SAUL JUNIOR AGRAVANTE:MARCIA
MACHADO SAUL Representante(s): OAB 1601 - SONIA HAGE AMARO PINGARILHO (ADVOGADO)
OAB 12123 - CLAUDIO DE SOUZA MIRALHA PINGARILHO (ADVOGADO) AGRAVADO:ACROPOLE -
CONSTRUCOES CIVIS E ARQUITETURA LTDA Representante(s): OAB 1569 - JOSE AUGUSTO
TORRES POTIGUAR (ADVOGADO) OAB 13570 - ALEX LOBATO POTIGUAR (ADVOGADO) . ATO
ORDINATÓRIO Faço público a quem interessar possa, que no uso de minhas atribuições legais, torno
sem efeito o Ato Ordinatório de fl. 192, publicado no dia 21 de janeiro de 2019. Belém, 22/2/2019 ELIANE
VITÓRIA AMADOR QUARESMA Coordenadora do Núcleo de Movimentação da UPJ das Turmas de
Direito Público e Privado PROCESSO: 00095692820108140301 PROCESSO ANTIGO: 201130150844
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): VICE-PRESIDENTE DO TRIBUNAL Ação:
Apelação Cível em: 25/02/2019 APELADO:BANCO DO BRASIL SA Representante(s): OAB 14537 -
GABRIELLE MARTINS SILVA MAUES (ADVOGADO) APELANTE:PAULO RICARDO SPINDLER
Representante(s): OAB 9885 - LEONIDAS BARBOSA BARROS (ADVOGADO) OAB 11238 - WILSON
JOSE DE SOUZA (ADVOGADO) OAB 9885 - LEONIDAS BARBOSA BARROS (ADVOGADO) OAB 11238
- WILSON JOSE DE SOUZA (ADVOGADO) . PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO
DO PARÁ VICE-PRESIDÊNCIA PROCESSO N. 0009569-28.2010.814.0301 RECURSO ESPECIAL EM
APELAÇÃO CÍVEL RECORRENTE: BANCO DO BRASIL S/A. RECORRIDO: PAULO RICARDO
SPINDLER. Intime-se o BANCO DO BRASIL S/A, através do advogado signatário da peça recursal, Dr.
Nelson Williams Fratoni Rodrigues (OAB/PA 15.201-A), por publicação no DJe, para que apresente
instrumento de poderes para representação judicial da pessoa jurídica recorrente, no prazo razoável de 05
(cinco) dias úteis, sob pena de não conhecimento do recurso interposto. À Secretaria competente para as
providências cabíveis. Belém, Desembargadora CÉLIA REGINA DE LIMA PINHEIRO Vice-Presidente do
Tribunal de Justiça do Estado do Pará Prif.04 Página de 1 Almirante Barroso, n.º3.089, bairro Souza, CEP:
66613-710, Belém - PA. Telefone (91) 3205-3044 PROCESSO: 00109245020168140000 PROCESSO
ANTIGO: ---- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): VICE-PRESIDENTE DO TRIBUNAL
Ação: Agravo de Instrumento em: 25/02/2019 AGRAVANTE:POSTO TRES ESTRELAS LTDA
Representante(s): OAB 6803 - ELISIO AUGUSTO VELLOSO BASTOS (ADVOGADO) OAB 6801 - JEAN
CARLOS DIAS (ADVOGADO) AGRAVADO:FRANCISCO SOARES NAPOLEAO Representante(s): OAB
9823 - SERGIO GOMES DA SILVA JUNIOR (ADVOGADO) . PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE
JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ VICE-PRESIDÊNCIA PROCESSO Nº 0010924-50.2016.814.0000
RECURSO ESPECIAL RECORRENTE: POSTO TRÊS ESTRELAS LTDA RECORRIDO(A): FRANCISCO
SOARES NAPOLEÃO POSTO TRÊS ESTRELAS LTDA, com fundamento nas alíneas "a" e "c" do artigo
105 da Constituição Federal, interpôs recurso especial (Fls. 467/489), insurgindo-se contra os acórdãos
185.779 e 195.923, cujas ementas tem o seguinte teor: DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE
INSTRUMENTO. INCIDENTE DE DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA.
71
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REITERADOS PEDIDOS DA PARTE. RETRATAÇÃO DO JUÍZO. RECURSO CONHECIDO E


IMPROVIDO. 1. Entendo que agiu bem o juízo de primeiro grau ao deferir o incidente de desconsideração
da personalidade da pessoa jurídica por diversas vezes solicitado pelo executante/agravado. 2. No caso
em tela, a situação fática indica que não ocorreu ingênuo ou simples fechamento da empresa, mas uma
velada intenção do devedor/agravante em embaralhar a execução da sentença e frustrar/postergar a
satisfação do crédito pelo executante/agravado. Na informação prestada às fls. 377, uma Certidão
expedida pela Junta Comercial do Pará (JUCEPA), não consta nem o endereço físico onde o agravado
realmente funcionava. Ainda, no endereço achado no INFOJUD não há estabelecimento algum, conforme
certidão do meirinho. 3. Vale salientar que a decisão do juízo está correta, posto que atendeu os
pressupostos do art. 133 do CPC/2015. 4. Não é porque o juízo a quo proferiu decisão sucinta ? e
contrária aos interesses da agravante ? que a interlocutória falhou na fundamentação. Com efeito, o livre
convencimento do magistrado se pautou nos elementos probatórios dos autos, os quais o convenceram da
presença irrefutável dos pressupostos instauradores do referido incidente. 5. Recurso conhecido e negado
provimento. Agravo Interno prejudicado. (2018.00618320-30, 185.779, Rel. JOSE MARIA TEIXEIRA DO
ROSARIO, Órgão Julgador 2ª TURMA DE DIREITO PRIVADO, Julgado em 2018-02-06, Publicado em
2018-02-21) DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM PEDIDO DE
EFEITOS MODIFICATIVOS NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ACLARATÓRIOS OPOSTOS CONTRA
ACÓRDÃO 185.779, DO TJPA. AUSÊNCIA. OBSCURIDADE, OMISSÃO OU CONTRADIÇÃO NÃO
CONFIGURADOS NA DECISÃO EMBARGADA. EMBARGOS CONHECIDOS E NEGADO PROVIMENTO.
1. Analisando a peça recursal, vislumbro que o embargante pretende o rejulgamento do Agravo de
Instrumento. Dessa forma, entendo que a razão não acompanha o POSTO TRÊS ESTRELAS LTDA. 2.
Entende Nelson e Rosa NERY que os embargos de declaração têm a finalidade de complementar o
decisum omisso, ou de aclará-lo, eliminando quaisquer obscuridades e contradições, não possuindo outra
finalidade senão a integrativa ou aclaratória, tão como corrigir erro material. Somente se possuir nítido
caráter infringente deve ser recebido como Agravo Interno, nos termos do art. 1.021 do codex processual.
3. Com base nisto, entendo que o Acórdão guerreado não pos-sui obscuridade, omissão ou contradição
que justifiquem sua modificação pela via eleita. Os vícios e nulidades alegados pelo embargante devem
ser revertidos com a ferramenta recursal adequada perante Tribunal Superior. 3. Embargos conhecidos e
não providos. (2018.03824434-14, 195.923, Rel. JOSE MARIA TEIXEIRA DO ROSARIO, Órgão Julgador
2ª TURMA DE DIREITO PRIVADO, Julgado em 2018-09-04, Publicado em Não Informado(a)) Sustentou o
recorrente, em síntese, que o acórdão impugnado teria violado o disposto nos arts. 11, 133, 134, § 4º, 489,
§1 e 371 do CPC, art. 50 do CC e art. 93 da CF, uma vez que a decisão da Corte local estaria deficiente
em sua fundamentação, quando determinou a instauração de incidente de desconsideração da
personalidade jurídica. Nas palavras do recorrente, a decisão objurgada seria "muito frágil, pois além de
não ter provas concretas para pautar a instauração do incidente (...), instaurou-o com base em indícios,
buscando bens de terceiros sem sequer fundamentar adequadamente a decisão que deferiu que tais bens
fossem alcançados". (FL. 480). Não foram apresentadas contrarrazões, conforme certidão de fl. 493. É o
relatório. Decido. Os requisitos de admissibilidade do recurso foram satisfeitos, especialmente os relativos
à tempestividade, ao exaurimento de instância, à legitimidade da parte, à regularidade de representação,
ao interesse recursal e ao preparo, assim como foi atendido o disposto nos arts. 1.029 e 1.030, V, do
Código de Processo Civil. Além disso, a tese alegada pelo recorrente é razoável, amoldando-se a
impugnação ao disposto no art. 105, III, da Constituição Federal. Também forma impugnados
especificamente os fundamentos da decisão recorrida, salvo melhor juízo do tribunal competente para
julgar o recurso (art. 255, §4º, I, do Regimento Interno do STJ). Sendo assim, admito o recurso especial
(art. 1.030, V, do CPC). Remeta-se o feito ao Superior Tribunal de Justiça. Belém / PA, Desembargadora
CÉLIA REGINA DE LIMA PINHEIRO Vice-Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Pará PRI.M.08
PROCESSO: 00113263420168140000 PROCESSO ANTIGO: ----
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): ELIANE VITÓRIA AMADOR QUARESMA Ação:
Agravo de Instrumento em: 25/02/2019 AGRAVANTE:IVO MARQUES DA SILVA JUNIOR
Representante(s): OAB 9805 - MAURO MARQUES GUILHON (ADVOGADO) AGRAVANTE:MEIB
NASCIMENTO MARQUES AGRAVADO:CONSTRUTORA LEAL MOREIRA AGRAVADO:HARMONICA
INCORPORADORA LTDA Representante(s): OAB 13179 - EDUARDO TADEU FRANCEZ BRASIL
(ADVOGADO) OAB 12977 - TAYANNA PEREIRA CARNEIRO DELGADO (ADVOGADO) OAB 17890 -
ARTHUR DE MOURA CEBOLAO (ADVOGADO) OAB 19049 - THIAGO SAMPAIO NASCIMENTO
(ADVOGADO) OAB 21052 - DANIELLE BARBOSA SILVA PEREIRA (ADVOGADO) OAB 21597 -
GABRIELA SAMPAIO DE SOUZA (ADVOGADO) OAB 21802 - DAYANNY EVELLYN PANTOJA
CARNEIRO (ADVOGADO) OAB 12724 - GUSTAVO FREIRE DA FONSECA (ADVOGADO) OAB 13640 -
YGOR THIAGO FAILACHE LEITE (ADVOGADO) . Conforme dispõe o Provimento nº 0006/2006 - CJRMB,
72
TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

fica por este ato intimado o embargado, por meio de seu patrono, para apresentar manifestação aos
Embargos de Declaração opostos nestes autos, no prazo legal. 21/02/2019 PROCESSO:
00159957120148140301 PROCESSO ANTIGO: ---- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A):
MARIA DE NAZARE SAAVEDRA GUIMARAES Ação: Procedimento Comum em: 25/02/2019
APELANTE/APELADO:SILVIA MARIA DO NASCIMENTO THEREZO Representante(s): OAB 18020 -
CARLOS AUGUSTO CARDOSO ALVES (ADVOGADO) OAB 21754 - MAYRA LUANA SANTOS ALVES
(ADVOGADO) APELADO/APELANTE:SPE PROGRESSO INCORPORADORA LTDA Representante(s):
OAB 16956 - LUCAS NUNES CHAMA (ADVOGADO) OAB 21974 - MHONYSE MARIA SEABRA
NEGRÃO MOREIRA (ADVOGADO) OAB 21074-A - FABIO RIVELLI (ADVOGADO) . PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ GABINETE DA DESEMBARGADORA MARIA DE
NAZARÉ SAAVEDRA GUIMARÃES DECISÃO MONOCRÁTICA SILVIA MARIA DO NASCIMENTO E SPE
PROGRESSO INCORPORADORA LTDA., devidamente qualificados nos autos em epígrafe, requereram
homologação judicial de acordo e extinção do feito com resolução do mérito, conforme as petições de
fls.268-269 e 271. Analisando detidamente os autos, verifico que o pedido de homologação formulado
conjuntamente pelas partes se reveste dos requisitos legais, porquanto disponíveis os direitos.
Corroborando o entendimento acima esposado, vejamos a jurisprudência: AGRAVO DE INSTRUMENTO.
ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. HOMOLOGAÇÃO DE ACORDO APÓS SENTENÇA. POSSIBILIDADE.
Tratando-se de direitos patrimoniais de caráter privado, o acordo celebrado entre as partes deve ser
homologado pelo juiz para que surta seus efeitos, independentemente de o processo já ter sido
sentenciado. Inexistência de afronta aos artigos 463 e 471 do CPC. Precedentes jurisprudenciais.
RECURSO PROVIDO. DECISÃO MONOCRÁTICA. (Agravo de Instrumento Nº 70058585340, Décima
Quarta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Judith dos Santos Mottecy, Julgado em
18/02/2014) Por fim, devem custas ser rateadas igualmente entre as partes, devendo, outrossim, cada
uma arcar com os honorários de seus respectivos patronos. DISPOSITIVO Ante o exposto, JULGO O
PROCESSO EXTINTO COM RESOLUÇÃO DE MÉRITO, com fulcro no artigo 487, inciso III, b do Código
de Processo Civil. Publique-se. Registre-se. Intime-se. Belém, 21 de fevereiro de 2019. MARIA DE
NAZARÉ SAAVEDRA GUIMARÃES Desembargadora-Relatora PROCESSO: 00178813320138140401
PROCESSO ANTIGO: ---- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): EDINEA OLIVEIRA
TAVARES Ação: Apelação Cível em: 25/02/2019 APELANTE:SAMEA ALBUQUERQUE DA COSTA SARE
Representante(s): OAB 12810-A - SAMEA ALBUQUERQUE DA COSTA SARE (ADVOGADO)
APELADO:THUFI ALBUQUERQUE COSTA SARE Representante(s): OAB 18047 - IANA ALBUQUERQUE
COSTA SARE (ADVOGADO) PROCURADOR(A) DE JUSTICA:MARCOS ANTONIO FERREIRA DA
NEVES. REPUBLICADO POR INCONSISTÊNCIA NO SISTEMA PODER JUDICIÁRIO 2ª TURMA DE
DIREITO PRIVADO COMARCA DE ORIGEM: BELÉM APELAÇÃO CÍVEL Nº 0017881-33.2013.8.14.0401
APELANTE: SAMEA ALBUQUERQUE DA COSTA SARE ADVOGADO: SAMEA ALBUQUERQUE DA
COSTA SARE - OAB Nº 12810-A/PA APELADO: THUFI ALBUQUERQUE COSTA SARE ADVOGADO:
IANA ALBUQUERQUE COSTA SARE - OAB Nº 18.047-A/PA PROCURADORA DE JUSTIÇA: MARCOS
ANTONIO FERREIRA DA NEVES RELATORA: DESA. EDINÉA OLIVEIRA TAVARES EMENTA: CIVIL E
PROCESSO CIVIL. APELAÇÃO. LEI MARIA DA PENHA. REVOGAÇÃO DAS MEDIDAS PROTETIVAS.
DESAVENÇA ENTRE IRMÃOS. NÃO INCIDÊNCIA DA LEI MARIA DA PENHA. AUSÊNCIA DE
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA EM RAZÃO DO GÊNERO. REVOGAÇÃO DAS MEDIDAS PROTETIVAS E
EXTINÇÃO DO FEITO CORRETA. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO. I - Da atenta leitura do
relatório, nada se extrai que possa conduzir-nos à conclusão que a violência sofrida pela vítima, ora
apelante, haja sido motivada pelo gênero. O simples fato de haver sido praticada em ambiente doméstico,
envolvendo pessoas que coabitam (irmãos) e sendo a vítima mulher, não induz à incidência da Lei Maria
da Penha. Consabido que para restar caracterizada a violência de gênero, é necessário que se verifique
que a agressão foi perpetrada com menoscabo da condição feminina, ou seja, que a conduta lesiva contra
a mulher seja associada ao gênero feminino, o que não restou demonstrado na hipótese dos autos. II - Em
síntese, a incidência da Lei nº 11.340/06 reclama a constatação da presença concomitante da violência de
qualquer natureza praticada contra mulher em situação de vulnerabilidade, por motivação de gênero e
praticada por parceiro ou parceira em relação íntima de afeto, fator que, por razões culturais, não eram
objeto de tutela penal, sendo certo que, no caso concreto, o delito supostamente praticado pelo apelado
não guarda qualquer motivação de gênero apta a atrair a incidência da Lei nº 11.340/06. III - Logo se não
há violência doméstica, eventuais desavenças existentes entre as partes, que são irmãos germanos,
envolvendo a discussão sobre a herança deixada pelos genitores das partes deverão ser discutidas em
uma Vara de Família, máximo porque o Direito penal é medida de ultima ratio. IV - Ademais, consoante
boletins de ocorrência anexos, observa-se que a recorrente possui divergências não apenas com o
apelado, mas também com outros membros da família, motivo pelo qual inarredável a conclusão de que a
73
TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

questão ora tratada envolve nítido e verdadeiro conflito familiar, e não de superioridade do gênero
masculino sobre o feminino. V - Recurso conhecido e desprovido. DECISÃO MONOCRÁTICA A EXMA.
SRA. DESEMBARGADORA EDINÉA OLIVEIRA TAVARES (RELATORA): Trata-se de APELAÇÃO CÍVEL
interposta por SAMEA ALBUQUERQUE DA COSTA SARE, inconformada com a sentença proferida pelo
Juízo da 3ª Vara do Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a mulher, que revogou as medidas
protetivas anteriormente concedidas, e, extinguiu o processo sem análise meritória, com fulcro no artigo
267, inciso IV do CPC-73, em razão da ausência de pressuposto de desenvolvimento válido e regular do
processo (causa da violência doméstica seja baseada no gênero), nos autos de pedido de Medida
Protetivas formulado pela ora recorrente em desfavor de THUFI ALBUQUERQUE COSTA SARE, ora
recorrido. Inconformada, a requerente interpôs Recurso em Sentido Estrito às fls. 81/92, alegando em
síntese que desde o falecimento dos genitores das partes existe animo e prática de violência/psíquica do
recorrido contra a apelante, o que pode ser confirmado pelos boletins de ocorrência colacionados.
Sustenta que não trata apenas de problemas de herança, mas sim no desrespeito a autodeterminação da
mulher, pois vem sendo perseguida pelo apelado, que apesar de manter laços de sangue, não respeita
sua condição e somente objetiva vingança, prejudicando a ora insurgente inclusive em sua vida
profissional, pois seu escritório de advocacia fica instalado na residência familiar. Finaliza afirmando que
vive sob constante ameaça, e que os prejuízos morais e materiais sofridos repercutem diariamente em sua
vida, razão pela qual entende que devem ser mantidas as medidas protetivas deferidas, pois restou
sobejamente demonstrada a violência de gênero. À fl. 132, o Magistrado "a quo", recebeu o recurso
interposto como Apelação, por se tratar de matéria cível, em homenagem ao princípio da fungibilidade.
Devidamente intimado, o apelado apresentou contrarrazões às fls. 133/141, pugnando pela manutenção
do decisum de 1ª instancia. Instada a se manifestar a Douta Procuradoria de Justiça opinou pelo
conhecimento e desprovimento do apelo. É o sucinto relatório. D E C I D O. A EXMA. SRA.
DESEMBARGADORA EDINÉA OLIVEIRA TAVARES (RELATORA): Em atenção ao princípio do tempus
regit actum e orientação firmada no Enunciado Administrativo nº 2º do STJ, a análise do presente recurso
dar-se-á com embasamento do Código Processualista de 1973, a vista de que a decisão guerreada foi
publicada para efeito de intimação das partes ainda na vigência do referido Codex. Satisfeitos os
pressupostos processuais viabilizadores de admissibilidade recursal, conheço do presente Recurso. Passo
a apreciá-lo, procedendo ao julgamento na forma monocrática por se tratar de matéria cristalizada no
âmbito da jurisprudência pátria e, deste E. Tribunal. O cerne da controvérsia recursal cinge-se em verificar
o acerto da sentença de 1ª grau, que revogou as medidas protetivas de afastamento compulsório do lar -
proibição de aproximação da vítima a uma distância mínima de 100 metros, de manter contato com a
vítima ou frequentar seu local de trabalho - deferidas em favor da ora recorrente, a serem cumpridas pelo
seu irmão, ora recorrido, e, por fim, extinguiu o processo sem exame do mérito, por ausência de
pressuposto de desenvolvimento válido e regular do processo (causa da violência doméstica seja baseada
no gênero. Pois bem. Da atenta leitura do relatório, nada se extrai que possa conduzir à conclusão que a
violência sofrida pela vítima, ora apelante, haja sido motivada pelo gênero. O simples fato de haver sido
praticada em ambiente doméstico, envolvendo pessoas que coabitam (irmãos) e sendo a vítima mulher,
não induz à incidência da Lei Maria da Penha. Consabido que para restar caracterizada a violência de
gênero, é necessário que se verifique que a agressão foi perpetrada com menoscabo da condição
feminina, ou seja, que a conduta lesiva contra a mulher seja associada ao gênero feminino, o que não
restou demonstrado na hipótese dos autos. A propósito, sobre a violência de gênero, Flavia Piosevan
leciona que: "(...) a violência contra a mulher constitui ofensa à dignidade humana, sendo manifestação de
relações de poder historicamente desiguais entre mulheres e homens. (...) Vale dizer, a violência baseada
no gênero ocorre quando um ato é dirigido contra a mulher porque é mulher, ou quando os atos afetam as
mulheres de forma desproporcional". PIOSEVAN, Flávia. Temas de direitos humanos. 3. ed. São Paulo:
Saraiva, 2009, p. 229. Em síntese, a incidência da Lei nº 11.340/06 reclama a constatação da presença
concomitante da violência de qualquer natureza praticada contra mulher em situação de vulnerabilidade,
por motivação de gênero e praticada por parceiro ou parceira em relação íntima de afeto, fator que, por
razões culturais, não eram objeto de tutela penal, sendo certo que, no caso concreto, o delito
supostamente praticado pelo apelado não guarda qualquer motivação de gênero apta a atrair a incidência
da Lei nº 11.340/06. Logo se não há violência doméstica, eventuais desavenças existentes entre as
partes, que são irmãos germanos, envolvendo a discussão sobre a herança deixada pelos genitores das
partes deverão ser discutidas em uma Vara de Família, máximo porque o Direito penal é medida de ultima
ratio. Ademais, consoante boletins de ocorrência anexos, observa-se que a recorrente possui divergências
não apenas com o apelado, mas também com outros membros da família, motivo pelo qual inarredável a
conclusão de que a questão ora tratada envolve nítido e verdadeiro conflito familiar, e não de
superioridade do gênero masculino sobre o feminino. Nesse sentido: AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO
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ESPECIAL. PROCESSO PENAL. COMPETÊNCIA. RELAÇÃO FAMILIAR. APLICABILIDADE DA LEI


MARIA DA PENHA. CONCLUSÃO DO ACÓRDÃO NO SENTIDO DA AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO
DA MOTIVAÇÃO DE GÊNERO NA PRÁTICA DO DELITO. REVISÃO DE MATÉRIA
FÁTICOPROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 7/STJ. 1. A jurisprudência da
Terceira Seção deste Superior Tribunal de Justiça consolidou-se no sentido de que, para a aplicação da
Lei 11.340/2006, não é suficiente que a violência seja praticada contra a mulher e numa relação familiar,
doméstica ou de afetividade, mas também há necessidade de demonstração da sua situação de
vulnerabilidade ou hipossuficiência, numa perspectiva de gênero. 2. A análise das peculiaridades do caso
concreto, de modo a se reformar o acórdão que concluiu pela não incidência da Lei Maria da Penha,
demandaria o reexame de matéria fático-probatória, o que é inviável nesta instância extraordinária.
Incidência da Súmula 7/STJ. 3. Agravo regimental improvido. (AgRg no REsp 1430724/RJ, Rel. Ministra
MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, julgado em 17/03/2015, DJe 24/03/2015)
EMENTA: CONFLITO DE COMPETÊNCIA -VIOLÊNCIA DOMÉSTICA - PAI QUE DESFERE TAPAS NO
ROSTO DA FILHA - CONTRAVENÇÃO PENAL PRATICADA QUE NÃO DECORREU DO GÊNERO
(MULHER) DA VÍTIMA, MAS SIM POR DESAVENÇA FAMILIAR, NÃO CARACTERIZANDO, PORTANTO,
A DENOMINADA" VIOLÊNCIA DE GÊNERO "-ENTENDIMENTO DIVERSO QUE CONFIGURARSE-IA
VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA IGUALDADE ENTRE OS SEXOS PRECEDENTES
JURISPRUDENCIAIS -CONFLITO QUE SE JULGA IMPROCEDENTE PARA FIXAR A COMPETÊNCIA
DA 19ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DA CAPITAL/RJ. (0043449-18.2014.8.19.0000 - CONFLITO DE
JURISDICAO - DES. ANTONIO JOSE FERREIRA CARVALHO - Julgamento: 11/11/2014 - SEGUNDA
CÂMARA CRIMINAL) CONFLITO NEGATIVO DE JURISDIÇÃO. Artigo 129, § 9º, do Código Penal. Lesão
corporal perpetrada pelo pai da vítima. 1. A teor do disposto no artigo 5º, caput, da Lei nº 11.340/06
configura violência doméstica e familiar contra a mulher, qualquer ação ou omissão, baseada no gênero,
que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial. Em
decorrência desse preceito legal, não basta que a conduta típica seja perpetrada contra pessoa do sexo
feminino, para configurar violência doméstica no âmbito da referida Lei, sendo primordial que tenha sido
ela praticada contra a mulher, baseada no gênero. 2. In casu, o ora denunciado é pai da ofendida, os quais
estão ligados por laços de afinidade, integrando a mesma estrutura familiar, o que não obstante, não se
amolda o delito em tese, perpetrado pelo primeiro contra a segunda, no citado artigo 5º, à falta de indícios
de violência cometida contra mulher, enquanto gênero, porquanto as agressões não foram motivadas por
este, em razão da condição feminina da filha do réu, mas sim, pela pretensão de suposta correção
disciplinar. Assim, a competência para processar e julgar a ação, nesse contexto, é do Juízo criminal
comum. CONFLITO PROCEDENTE. (0020742-56.2014.8.19.0000 -CONFLITO DE JURISDICÃO - DES.
KATIA JANGUTTA - Julgamento: 10/07/2014 - SEGUNDA CÂMARA CRIMINAL) DISPOSITIVO ISTO
POSTO, NA ESTEIRA DO PARECER MINISTERIAL, CONHEÇO E DESPROVEJO O APELO, PARA
MANTER A SENTENÇA DE PRIMEIRO GRAU NOS TERMOS DA FUNDAMENTAÇÃO. P.R.I.C. Serve
esta decisão como Mandado/Intimação/Ofício, para os fins de direito. Após o trânsito em julgado promova-
se a respectiva baixa nos registros de pendência referente a esta Relatora e remetam-se os autos ao
Juízo de origem. Em tudo certifique. À Secretaria para as devidas providências. Belém, (PA), 21 de
fevereiro de 2019. Desa. EDINÉA OLIVEIRA TAVARES Desembargadora Relatora Assinatura eletrônica
PROCESSO: 00226104320158140301 PROCESSO ANTIGO: ----
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): MARIA DE NAZARE SAAVEDRA GUIMARAES
Ação: Apelação Cível em: 25/02/2019 APELANTE:MAPFRE BRASIL SEGUROS SA Representante(s):
OAB 9446 - JAIME AUGUSTO FREIRE DE CARVALHO MARQUES (ADVOGADO) APELADO:ALBERTO
FABIO MADONADO CUNHA Representante(s): OAB 150353 - PEDRO DE LIMA BANDEIRA
(ADVOGADO) . PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ GABINETE DA
DES.ª MARIA DE NAZARÉ SAAVEDRA GUIMARÃES 2ª CÂMARA CÍVEL ISOLADA PODER
JUDICIÁRIOTRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ Gabinete da Des.ª Maria de Nazaré
Saavedra guimarães R. h. Às fls. 116, Fábio Madonado Cunha requereu tramitação prioritária, aduzindo
ser portador de doença grave. Considerando a necessidade de comprovação do alegado, determinei a
intimação do requerente para apresentação de documentos (fls. 117), tendo, entretanto, o prazo decorrido
in albis, conforme a Certidão de fls. 118, restando inviável a concessão do benefício, razão pela qual
INDEFIRO-O. Publique-se. Intimem-se. Belém (PA), 21 de fevereiro de 2019. MARIA DE NAZARÉ
S A A V E D R A G U I M A R Ã E S D e s e m b a r g a d o r a - R e l a t o r a
______________________________________________Gabinete da Desembargadora Maria de Nazaré
Saavedra Guimarães ________________________________________Gabinete da Desembargadora
Maria de Nazaré Saavedra Guimarães PROCESSO: 00380562820118140301 PROCESSO ANTIGO: ----
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): VICE-PRESIDENTE DO TRIBUNAL Ação:
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

Apelação Cível em: 25/02/2019 APELANTE/APELADO:AJL ENGENHARIA APELANTE/APELADO:LUIZ


PAULO LIMA DE NORONHA Representante(s): OAB 12078 - MONICA LIMA DE NORONHA KUSER
LEHMKUHL (ADVOGADO) OAB 19048 - LAIS TAPPEMBECK NORONHA (ADVOGADO)
APELADO/APELANTE:PORTE ENGENHARIA LTDA Representante(s): OAB 8898 - ADONIS JOAO
PEREIRA MOURA (ADVOGADO) OAB 11595 - DANIEL COUTINHO DA SILVEIRA (ADVOGADO) OAB
12436 - ANDREZA NAZARE CORREA RIBEIRO (ADVOGADO) OAB 17905 - ALEXANDRA DA COSTA
NEVES (ADVOGADO) OAB 19150 - MAISA MESQUITA DA ALMEIDA (ADVOGADO) OAB 23037 - FÁBIO
RABELLO DE ALBUQUERQUE (ADVOGADO) OAB 13303 - ALEXANDRE COUTINHO DA SILVEIRA
(ADVOGADO) . PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ VICE-
PRESIDÊNCIA PROCESSO N. 0038056-28.2011.814.0301 RECURSO ESPECIAL EM APELAÇÃO
RECORRENTE: PORTE ENGENHARIA LTDA. RECORRIDO: LUIZ PAULO LIMA DE NORONHA e AJL
ENGENHARIA. DESPACHO 1. Considerando o disposto nos arts. 3º, §§ 2º e 3º, e 139, V, do Código de
Processo Civil, intimem-se as partes (arts. 270 e 271 do CPC) para que, no prazo de quinze dias, se
manifestem acerca do interesse em realizar acordo, devendo, em caso positivo, desde logo apresentar
suas propostas. 2. Em seguida, voltem-me os autos conclusos. Publique-se. Intimem-se. Belém/PA, 18 de
fevereiro de 2019. Desembargadora CÉLIA REGINA DE LIMA PINHEIRO Vice-Presidente do Tribunal de
Justiça do Estado do Pará Prif.01 Página de 1 Almirante Barroso, n.º3.089, bairro Souza, CEP: 66613-710,
Belém - PA. Telefone (91) 3205-3044 PROCESSO: 00579802520118140301 PROCESSO ANTIGO: ----
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): ELIANE VITÓRIA AMADOR QUARESMA Ação:
Apelação Cível em: 25/02/2019 APELANTE:LIZETE PONTES BRITO Representante(s): OAB 9138 -
ANDREY MONTENEGRO DE SA (ADVOGADO) APELADO:BANCO BMG SA Representante(s): OAB
13178 - ELIZA MATOS DE MELO (ADVOGADO) OAB 76696 - FELIPE GAZOLA FERREIRA MARQUES
(ADVOGADO) PROCURADOR(A) DE JUSTICA:MARIA TERCIA AVILA BASTOS DOS SANTOS. ATO
ORDINATÓRIO PARA APRESENTAÇÃO DE CONTRARRAZÕES No uso de suas atribuições legais, a
Coordenadora do Núcleo de Movimentação da UPJ das Turmas de Direito Público e Privado intima o
Apelado de que foram opostos Embargos de Declaração nos presentes autos, estando facultada a
apresentação de contrarrazões.

RESENHA: 25/02/2019 A 25/02/2019 - SECRETARIA ÚNICA DE DIREITO PÚBLICO E PRIVADO -


VARA: 1ª TURMA DE DIREITO PÚBLICO PROCESSO: 00003050820008140065 PROCESSO ANTIGO: -
--- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): EZILDA PASTANA MUTRAN Ação: Apelação
Cível em: 25/02/2019 APELANTE:BRACO FORTE CONSTRUTORA LTDA Representante(s): OAB 19402
- ROSILENE SOARES DA SILVA (ADVOGADO) OAB 20765-A - LUCIO CARLOS VILARINO JUNIOR
(ADVOGADO) APELADO:MUNICIPIO DE XINGUARA/PA Representante(s): OAB 10610 - SIDILENE
SABINA BELMIRO (ADVOGADO) OAB 15594-B - CRISTIANO PROCOPIO DE OLIVEIRA (ADVOGADO) .
DESPACHO Considerando a ausência de devolução do AR pelos Correios, ensejando a carência de
comprovação de intimação do Município de Xinguara referente ao Acórdão emanado pela 1ª Turma de
Direito Público, conforme Certidão (vide fl. 145), determino a expedição de Carta de Ordem visando a
regular intimação da Fazenda Pública Municipal. À Secretaria para as providências cabíveis. P. R. I.
Cumpra-se. Servirá cópia da presente decisão como mandado/ofício, nos termos da Portaria n°
3731/2015-GP. Belém (PA), 18 de fevereiro de 2019. Desembargadora EZILDA PASTANA MUTRAN
Relatora PROCESSO: 00006436920158140000 PROCESSO ANTIGO: ----
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): ELIANE VITÓRIA AMADOR QUARESMA Ação:
Agravo de Instrumento em: 25/02/2019 AGRAVADO:MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA
PROCURADOR(A) DE JUSTICA:HAMILTON NOGUEIRA SALAME AGRAVANTE:SILVIA HELENA
BARBOSA RANDEL Representante(s): OAB 6803 - ELISIO AUGUSTO VELLOSO BASTOS
(ADVOGADO) OAB 6801 - JEAN CARLOS DIAS (ADVOGADO) OAB 20237 - PAMELA FALCAO
CONCEICAO (ADVOGADO) PROCURADOR(A) DE JUSTICA:ESTEVAM ALVES SAMPAIO FILHO.
Conforme dispõe o Provimento nº0006/2006 - CJRMB, fica por este ato intimado, por meio de seu patrono,
para apresentar manifestação ao Recurso Especial interposto nestes autos, no prazo legal. Belém, 21 de
fevereiro de 2019 PROCESSO: 00007411520108140028 PROCESSO ANTIGO: ----
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): ROBERTO GONCALVES DE MOURA Ação:
Procedimento Comum em: 25/02/2019 APELANTE:ESTADO DO PARA Representante(s): OAB 16433 -
RODRIGO BAIA NOGUEIRA (PROCURADOR(A)) APELADO:HILTON ALVES DA COSTA
Representante(s): OAB 15707 - LUIZ CARLOS DA SILVA MARTINS (ADVOGADO) WALTEIR DOS
SANTOS VIEIRA (ADVOGADO) PROCURADOR(A) DE JUSTICA:MANOEL SANTINO DO NASCIMENTO
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

JUNIOR. DESPACHO Analisando os autos verifica-se que não foi procedida a intimação pessoal do
Estado do Pará para apresentar contrarrazões ao recurso de apelação interposto por Hilton Alves da
Costa, conforme bem frisou o Ministério Público em parecer de fls. 226-227v. Desse modo, a fim de evitar
eventuais nulidades futuras, DETERMINO o retorno dos autos à origem para que haja a intimação do
órgão de representação judicial do Estado do Pará para oferecimento de contrarrazões ao apelo
respectivo. À Secretaria para as devidas Providências. Servirá a presente decisão como mandado/ofício,
nos termos da Portaria nº 3731/2015-GP. Belém, 22 de fevereiro de 2019. Desembargador ROBERTO
GONÇALVES DE MOURA, Relator PROCESSO: 00010655420138140084 PROCESSO ANTIGO: ----
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): EZILDA PASTANA MUTRAN Ação: Apelação Cível
em: 25/02/2019 APELADO:HEILA DE AZEVEDO ROCHA Representante(s): OAB 16715 - TATIANNA
CUNHA DA CUNHA (ADVOGADO) APELANTE:MUNICIPIO DE FARO Representante(s): OAB 16085 -
EMILIANO DA SILVA COSTA (PROCURADOR(A)) PROCURADOR(A) DE JUSTICA:ANTONIO
EDUARDO BARLETA DE ALMEIDA. DESPACHO Considerando a ausência de devolução do AR pelos
Correios, ensejando a carência de comprovação de intimação do Município de Faro referente ao Acórdão
emanado pela 1ª Turma de Direito Público, conforme Certidão (vide fl. 107), determino a expedição de
Carta de Ordem visando a regular intimação da Fazenda Pública Municipal. À Secretaria para as
providências cabíveis. P. R. I. Cumpra-se. Servirá cópia da presente decisão como mandado/ofício, nos
termos da Portaria n° 3731/2015-GP. Belém (PA), 18 de fevereiro de 2019. Desembargadora EZILDA
PASTANA MUTRAN Relatora PROCESSO: 00026579020078140301 PROCESSO ANTIGO:
201430268272 MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): EZILDA PASTANA MUTRAN Ação:
Apelação / Remessa Necessária em: 25/02/2019 SENTENCIADO / APELANTE:ESTADO DO PARA
Representante(s): OAB 12840 - MYRZA TANDAYA NYLANDER BRITO (PROCURADOR(A)) RAFAEL F.
ROLO - PROC. ESTADO (ADVOGADO) OAB 12840 - MYRZA TANDAYA NYLANDER BRITO
(PROCURADOR(A)) RAFAEL F. ROLO - PROC. ESTADO (ADVOGADO) SENTENCIANTE:JUIZO DA 1ª
VARA DE FAZENDA DA CAPITAL SENTENCIADO / APELADO:OSMAR DA SILVA NASCIMENTO
Representante(s): OAB 8514 - ADRIANE FARIAS SIMOES (ADVOGADO) OAB 13372 - ALINE DE
FATIMA MARTINS DA COSTA (ADVOGADO) OAB 17291 - ANA PAULA REIS CARDOSO (ADVOGADO)
OAB 22885 - ELAINE RABELO LIMA (ADVOGADO) . DESPACHO Vistos e etc. Ao analisar os autos,
verifico que OSMAR DA SILVA NASCIMENTO, autor da presente Ação Ordinária de Representação com
pedido de tutela antecipada, ajuizada em face do Estado do Pará, sob a minha relatoria, interpôs
RECURSO EXTRAORDINÁRIO (fls. 239/257) em face de decisão constante no Acórdão n° 149.718 (fls.
236/237v) referente aos Embargos de Declaração em Reexame Necessário e Apelação Cível, ao qual
conheci, mas neguei-lhe provimento. Constatei, ainda, que o douto relator Ministro Dias Toffoli determinou
o sobrestamento do feito, até o julgamento pelo Plenário da Corte da ADI 5154/PA de relatoria do Ministro
Luiz Fux. (fls. 288 e 297/299). Pelo exposto, verifica-se exaurida a jurisdição desta relatora, diante disso,
remetam-se os autos à Vice-Presidência para os fins devidos, nos termos do Regimento Interno deste
TJ/PA. Belém (PA), 18 de fevereiro de 2019. Desembargadora EZILDA PASTANA MUTRAN Relatora
PROCESSO: 00056389120168140000 PROCESSO ANTIGO: ----
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): EZILDA PASTANA MUTRAN Ação: Agravo de
Instrumento em: 25/02/2019 AGRAVANTE:RAIMUNDA ROSA RODRIGUES CARVALHO VOUZELA
Representante(s): OAB 20434 - THAYARA CORREA FERREIRA (ADVOGADO)
AGRAVADO:MINISTERIO PUBLICO ESTADUAL PROMOTOR:REGINA LUIZA TAVEIRA DA SILVA
PROCURADOR(A) DE JUSTICA:MARIA TERCIA AVILA BASTOS DOS SANTOS. DESPACHO Vistos e
etc. Compulsando os autos, verifico que houve a interposição de Recurso Especial (fls. 212/228) em face
do Acórdão n° 194.008 (fls. 207/209v) referente. Pelo exposto, verifica-se exaurida a jurisdição desta
relatora, diante disso, remetam-se os autos à Vice-Presidência para os fins devidos, nos termos do
Regimento Interno deste TJ/PA. Belém (PA), 15 de fevereiro de 2019. Desembargadora EZILDA
PASTANA MUTRAN Relatora PROCESSO: 00063435520178140000 PROCESSO ANTIGO: ----
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): ELIANE VITÓRIA AMADOR QUARESMA Ação:
Agravo de Instrumento em: 25/02/2019 AGRAVANTE:MUNICIPIO DE BELEM Representante(s): OAB
11271 - GUSTAVO AZEVEDO ROLA (PROCURADOR(A)) AGRAVADO:OSMARINO ALVES HOLANDA
NETO Representante(s): OAB 11994 - JOSE ANIJAR FRAGOSO REI (DEFENSOR) . Conforme dispõe o
Provimento nº0006/2006 - CJRMB, fica por este ato intimado, por meio de seu patrono, para apresentar
manifestação ao Recurso Especial interposto nestes autos, no prazo legal. Belém, 21 de fevereiro de 2019
PROCESSO: 00083493520178140000 PROCESSO ANTIGO: ----
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): EZILDA PASTANA MUTRAN Ação: Agravo de
Instrumento em: 25/02/2019 AGRAVANTE:MUNICIPIO DE MONTE ALEGRE Representante(s): OAB
7014 - SALAZAR FONSECA JUNIOR (PROCURADOR(A)) AGRAVADO:PEDRO ALVARO MENDES
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

BARBOSA Representante(s): OAB 8409 - PAULO BOAVENTURA MAIA MEDEIROS (ADVOGADO) OAB
13789 - CARIM JORGE MELEM NETO (ADVOGADO) . Processo n° 0008349-35.2017.814.0000 (PJE)
Órgão Julgador: 1ª Turma de Direito Público Agravante: MUNICÍPIO DE MONTE ALEGRE Procuradora do
Município: Salazar Fonseca Junior Agravado: PEDRO ALVARO MENDES BARBOSA Advogados: Paulo
Boaventura Maia Medeiros; Carim Jorge Melem Neto Relatora: Desembargadora EZILDA PASTANA
MUTRAN DECISÃO MONOCRÁTICA Trata-se de AGRAVO DE INSTRUMENTO COM PEDIDO DE
EFEITO SUSPENSIVO interposto pelo MUNICÍPIO DE MONTE ALEGRE contra decisão interlocutória
proferida pelo D. Juízo de Direito da Vara Única da Comarca de Monte Alegre/Pa (fls. 27/29), que, nos
autos de Mandado de Segurança (proc. nº 0004782-94.2017.814.0032), impetrado por PEDRO ALVARO
MENDES BARBOSA, deferiu o pedido liminar, determinando a imediata suspensão de qualquer
procedimento e efeitos proferidos pela Comissão de Sindicância n° 001/2017, incluindo o Relatório Final,
bem como da decisão administrativa exarada pela autoridade impetrada, até o julgamento do mérito da
ação mandamental. Em suas razões recursais (fls. 02/05), o município agravante, após breve exposição
dos fatos, defende a reforma da decisão hostilizada, argumentando, em síntese: [1] que a Secretaria
Municipal de Administração e Finanças tomou conhecimento que o agravado, servidor efetivo do município
de Monte Alegre, no período de 23/09/2015 a 31/12/2016, teria acumulado de forma indevida e ilegal o
subsídio de Secretário Municipal com a remuneração de seu cargo efetivo de Agente Administrativo; [2]
aduz que o servidor recebeu de forma ilegal quantia excedente em sua remuneração, conforme a ficha
financeira individual do recorrido; [3] relata que foi instaurado processo administrativo sob a forma de
Sindicância n° 001/2017, com observância do contraditório e da ampla defesa, com a finalidade de apurar
a irregularidade, sendo expedida a Portaria n° 169, de 22/03/2017; [4] afirma que o processo
administrativo instaurado é o da modalidade processo de controle, que diferencia-se do processo punitivo;
[5] que a Comissão Processante da Sindicância foi composta pelo Procurador do Município, Dr. Salazar
Fonseca Junior, e pelo servidor João Evangelista Souza da Fonseca, ambos ocupantes de cargos
comissionados, observando o disposto no artigo 157 do RJU Municipal; [6] aduz que a Comissão
apresentou Relatório Final, concluindo que os valores foram indevidamente percebidos pelo sindicado, ora
agravado, bem como que a quantia seria restituída aos cofres da municipalidade, através de descontos
nos pagamentos futuros do servidor, observando o limite de 25% da remuneração; [7] defende a
possibilidade da Comissão Processante ser composta por servidores comissionados, com base no
disposto no artigo 157 da Lei Municipal n° 4.080/1993 (RJU municipal). Defende a presença dos requisitos
legais para a concessão do efeito suspensivo. Ao final, requer o conhecimento e o provimento do recurso,
no sentido de que seja reformada integralmente a decisão guerreada. Juntou documentos (fls. 06/83). Os
autos foram distribuídos à minha relatoria (fl. 84). O pedido de efeito suspensivo foi indeferido, por
entender ausentes os requisitos legais, conforme decisão monocrática (vide fl. 86/87). O agravado não
apresentou contrarrazões ao recurso, conforme certidão (fl. 88). Instado a se manifestar, o Ministério
Público nesta instância apresentou parecer, manifestando-se pelo conhecimento e desprovimento do
recurso. Os autos retornaram conclusos. É o relatório. DECIDO. O recurso comporta julgamento imediato
na forma do art. 932, III do NCPC/2015. Analisando os autos originários, constata-se que o Juízo a quo
proferiu Sentença nos autos principais de Mandado de Segurança (processo nº 0004782-
94.2017.814.0032), circunstância que acarreta a perda do objeto do presente Agravo de Instrumento. Por
oportuno, transcrevo a sentença prolatada na ação originária: "AÇ"O DE MANDADO DE SEGURANÇA
COM PEDIDO DE LIMINAR - PROCESSO Nº 0004782-94.2017.814.0032 IMPETRANTE: PEDRO
ALVARO MENDES BARBOSA ADVOGADO: CARIM JORGE MELEM NETO ADVOGADO: PAULO
BOAVENTURA MAIA MEDEIROS IMPETRADO: PREFEITO MUNICIPAL DE MONTE ALEGRE
LITISCONSORTE PASSIVO: MUNICÍPIO DE MONTE ALEGRE ADVOGADO: SALAZAR FONSECA
JÚNIOR SENTENÇA CÍVEL COM MÉRITO Vistos, etc. Trata-se de Ação de Mandado de Segurança com
pedido de liminar formulado por PEDRO ALVARO MENDES BARBOSA, já qualificado, contra ato do
Excelentíssimo Senhor Prefeito Municipal de Monte Alegre, JARDEL VASCONCELOS CARMO e
membros da Comissão de Sindicância instaurada pela Portaria nº 169, aduzindo sinteticamente que
arrimado em parecer jurídico do Procurador do Município SALAZAR FONSECA JÚNIOR, a Autoridade
impetrada, por intermédio da Portaria nº 169/2017 determinou a instauração da Sindicância nº 001/2017,
com a finalidade de serem apurados e restituídos aos cofres públicos os valores excedentes que alguns
servidores receberam da Administração Pública, sendo que no ato foram nomeados os Senhores
SALAZAR FONSECA JÚNIOR e JO"O EVANGELISTA SOUZA DA FONSECA para respectivamente
funcionarem como Presidente e membro da referida comissão de sindicância. Informa que instaurada e
aberto os procedimentos, ao impetrante foi dada a possibilidade de defesa escrita, sendo posteriormente
intimado a comparecer perante a Comissão com a finalidade de ser interrogado, esclarecendo que
comparecendo à audiência, afirmou à Comissão que tencionava fazer sua defesa oral em respostas às
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

perguntas que lhe fossem formuladas, contudo, desde que a Comissão enfrentasse as preliminares
suscitadas trazidas na defesa escrita, motivo pelo qual a Comissão suspendeu os procedimentos sem
maiores questionamentos deixando, porém, de produzir as provas requeridas pelo impetrante. Por fim
assevera que sem qualquer manifestação, a Comissão proferiu um RELATÓRIO FINAL, em 12 de abril de
2017, decidindo que o impetrante deveria devolver aos cofres públicos os valores supostamente indevidos
percebidos, tendo o Prefeito Municipal acatado o referido relatório, decidindo pela condenação do
impetrante à restituição, determinando que um profissional de contabilidade apresentasse qual o valor a
ser restituído. Pleiteou medida liminar para que se determine, até o julgamento do mérito, que a
Autoridade impetrada suspenda a decisão e todos os procedimentos referente a Sindicância nº 001/2017 e
no mérito, pugna pela anulação do ato administrativo. A medida liminar foi deferida. A Autoridade
impetrada apresentou as informações necessárias e pugnou pela improcedência do pedido. O Ministério
Público se manifestou pela concessão da segurança. É o relatório. DECIDO. Não existem questões
preliminares a serem apreciadas. No mérito, não houve modificação no entendimento do Juízo acerca da
questão controvertida, que ao analisar o pedido de liminar, assim decidiu: "(...) No caso vertente, o
impetrante impugna ato do Excelentíssimo Senhor Prefeito de Monte Alegre que arrimado em parecer do
Procurador do Município SALAZAR FONSECA JÚNIOR, determinou por intermédio da Portaria 169, de
22/03/2017 a instauração de Sindicância nº 001/2017, como a finalidade se serem apuradas e restituídos
aos cofres públicos os valores excedentes que receberam servidores públicos municipais, entre os quais o
impetrante, bem como a decisão proferida pela Autoridade impetrada, que acatando o Relatório Final da
Comissão de Sindicância, condenou o impetrante a restituição de valores aos cofres públicos a serem
apurados por um profissional de contabilidade. O impetrante alega a ilegalidade do procedimento,
considerando para tanto a nulidade formal da Portaria, pois os membros designados para a composição
da Comissão são servidores unicamente comissionados, estranhos ao quadro efetivo, a nulidade absoluta
da sindicância, bem como o cerceamento do direito da ampla defesa. Pois bem, inicialmente destaco que
o substrato da matéria envolve o controle jurisdicional sobre os atos da administração, porquanto a
impugnação do impetrante associa-se à promessa constitucional de inafastabilidade de controle
jurisdicional. Nesse sentido, importa anotar que "é princípio assente em nosso Direito em com expresso
respaldo na Lei Magna que nenhuma lesão ou ameaça a direito poderá ser subtraída à apreciação do
Poder Judiciário (art. 5º, XXXV). Nem mesmo a lei poderá excepcionar este preceito, pois, a tanto, o
dispositivo mencionado opõe insuperável embargo. Segue-se que um ato gravoso, provenha de quem
provier, pode ser submetido ao órgão judicante a fim de que este afira sua legitimidade e o fulmine se
reputar configurada ofensa a um direito" (Celso Antonio Bandeira de Mello, Curso de Direito
Administrativo, 29ª ed., S"o Paulo: Malheiros, 2012, p. 974). A extens"o do controle jurisdicional sobre os
atos administrativos está circunscrita à análise de sua legitimidade, limitando-se a dizer o direito no caso
concreto, sem, contudo, invadir a seara administrativa. Especificamente sobre o controle jurisdicional do
processo administrativo disciplinar, a atuaç"o do Judiciário nessa seara revela expediente reservado para
circunstâncias excepcionais, de forma a n"o conflagrar interferência entre poderes. Nesse sentido:
"RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. PROCESSO
DISCIPLINAR. AUTONOMIA DAS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVA E PENAL. SUFICIÊNCIA E
VALIDADE DAS PROVAS. INCURS"O NO MÉRITO ADMINISTRATIVO. (...) 2. Compete ao Poder
Judiciário apreciar a regularidade do procedimento disciplinar, à luz dos princípios do contraditório, da
ampla defesa e do devido processo legal, sem, contudo, adentrar no mérito administrativo" (STJ, RMS
12.971/TO, 6ª Turma, rel. Min. Hamilton Carvalhido, j. 18.05.2004). Nesse contexto, constato a relevância
dos fundamentos jurídicos da impetração, pois, numa atenta análise dos autos revela que a marcha do
processo administrativo violou os princípios constitucionais da ampla defesa e principalmente da
imparcialidade. Num exame sumário, de plano, identifico a nulidade do procedimento em face da
composição da comissão de sindicância, uma vez que presidida por funcionário não estável, ocupante de
cargo em comissão, no caso, o Procurador Jurídico SALAZAR FONSECA JÚNIOR. O processo
administrativo é realizado por comissões disciplinares, pois é a melhor forma para garantir a
imparcialidade na instrução do processo e, "para garantir essa imparcialidade, tem-se entendido, inclusive
na jurisprudência, que os integrantes da comissão devem ser funcionários estáveis e não interinos ou
exoneráveis 'ad nutum'" (Maria Sylvia Zanella Di Pietro, Direito Administrativo, 25ª edição, 2012, Editora
Atlas, p. 694). Este é o entendimento do Superior Tribunal de Justiça: "ADMINISTRATIVO.
PREQUESTIONAMENTO IMPLÍCITO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. MEMBROS DA
COMISS"O PROCESSANTE. ESTABILIDADE NO CARGO E N"O APENAS NO SERVIÇO PÚBLICO. 1.
No caso concreto, dois dos membros da comissão processante não se apresentavam com estabilidade no
cargo de auditor fiscal, à míngua dos três anos de exercício. Eles eram servidores da Receita Federal e
Técnicos do Tesouro Nacional/Técnicos da Receita Federal, mas, no cargo específico de Auditor Fiscal,
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

não havia ainda completado o tempo de três anos para adquirem a estabilidade. 2. O art. 149 da Lei n.
8.112/90, quando estabelece que o processo disciplinar será conduzido por comissão composta por três
servidores estáveis, tem por escopo assegurar a total independência desses servidores, de modo a evitar
que sofram ingerência indevida da atual chefia. Trata-se, na verdade, de uma garantia do investigado,
assim como é uma garantia do cidadão as prerrogativas conferidas aos membros da magistratura e do
ministério público. 3. A simples estabilidade no serviço público n"o assegura ao servidor essa
independência. Isso porque, o atual cargo é fruto de um desejo do servidor, que se submeteu a um novo
concurso público e, portanto, afigura-se-lhe de considerável importância. Toda ameaça a bem valioso - o
atual cargo pode ser assim considerado é suficiente para intimidar, causar temor, receio, o que podem
comprometer a imparcialidade no desempenho das funções a serem exercidas na comissão processante.
4. Portanto, em respeito ao art. 149 da Lei n. 8.112/90, os membros da comissão processante devem ser
estáveis no atual cargo em que ocupam, e n"o apenas no serviço público. Agravo regimental improvido"
(AgRg no REsp n. 1.317.278/PE, 2ª Turma, rel. Min. Humberto Martins, j. 28.08.2012). Assim sendo, n"o
se pode admitir que a Comissão Sindicante seja presidida por servidor unicamente comissionado, como
ocorreu no presente caso. Como se sabe, não cabe ao Judiciário avaliar as provas produzidas ou a justiça
da decisão proferida no processo administrativo. Incumbe-lhe apenas a análise da observância do devido
processo legal e das normas correlatas que deverão ser aplicadas ao caso concreto. Acontece que,
identificado o vício no procedimento, capaz de ensejar potencial prejuízo ao exercício da ampla defesa e à
imparcialidade da comissão julgadora, identifica-se hipótese de controle jurisdicional dos atos
administrativos, permitindo a atuação do Poder Judiciário em face da lesão a direito do servidor
investigado. Na mesma linha, anoto a jurisprudência pátria: "REEXAME NECESSÁRIO Mandado de
segurança. Sindicância e afastamento liminar de servidor público de seu cargo Município de Queluz.
Composição viciada da comissão de sindicância. Funcionários ocupantes de cargo em comissão. Violação
aos princípios constitucionais da ampla defesa e da imparcialidade. RECURSO DESPROVIDO. Fere os
princípios constitucionais da ampla defesa e da imparcialidade, comissão de sindicância composta por
funcionários ocupantes de cargo em comissão" (TJSP, Relator (a): Vicente de Abreu Amadei; Comarca:
Queluz; Órg"o julgador: 1ª Câmara de Direito Público; Data do julgamento: 12/11/2013; Data de registro:
14/11/2013). "RECURSO DE APELAÇ"O. ANULAÇ"O DE PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR.
COMISS"O PROCESSANTE FORMADA POR AGENTES OCUPANTES DE CARGOS EM COMISS"O.
INADMISSIBILIDADE. VÍCIO RECONHECIDO. 1. A comissão processante disciplinar deve ser composta
por funcionários que ocupam cargos de efetivo provimento, sob pena de nulidade do processo
administrativo dela resultante. 2. Inteligência dos artigos 259 a 261 da Lei Municipal n.º 3.181/76 (Estatuto
dos Funcionários Públicos Municipais). 3. Ação julgada procedente para decretar a nulidade do processo
administrativo, com o cancelamento da penalidade e demais efeitos, mais a restituição dos valores retidos.
4. Sentença de improcedência reformada. 5. Recurso de apelação provido" (TJSP. Relator (a): Francisco
Bianco; Comarca: Ribeirão Preto; Órg"o julgador: 5ª Câmara de Direito Público; Data do julgamento:
02/04/2012; Data de registro: 10/04/2012; Outros números: 6673415900).Diante disso, em sede de
cognição sumária, descortina-se a nulidade da decisão proferida na Sindicância nº 001/2017, instaurada
através da portaria nº 169/2017, da lavra do Excelentíssimo Senhor Prefeito de Monte Alegra, motivo pelo
qual a concessão da liminar é medida que se impõe". Ante o exposto, JULGO PROCEDENTE o pedido
contido na inicial e em via de consequência CONCEDO A SEGURANÇA pleiteada, confirmando os efeitos
da liminar concedida às fls. 96/98, e em via de consequência ANULO integralmente todos procedimentos
levados a efeito pela Comissão de Sindicância nº 001/2017, desde a instalação da comissão processante
até o Relatório Final, bem como a decisão administrativa exarada pela Autoridade Impetrada, que
determinou que o (a) impetrante devolva aos cofres públicos da municipalidade os valores recebidos
indevidamente, após cálculo por profissional de contabilidade. Sem honorários, por força das Súmulas nº
512 do Supremo Tribunal Federal e 105 do Superior Tribunal de Justiça. A sentença está sujeita ao duplo
grau de jurisdição obrigatório, conforme dispõe o art. 14, caput, da Lei nº 12.016/2009. Destarte, decorrido
o prazo para recurso voluntário, interposto ou não, remetam-se os autos ao Tribunal de Justiça do Estado
do Pará. P. R. I. Monte Alegre/PA, 18 de julho de 2017. THIAGO TAPAJÓS GONÇALVES Juiz de Direito"
Assim, no caso em comento, tendo em vista a superveniência de sentença, o presente Agravo de
Instrumento, que tem por objeto a reforma da decisão interlocutória de primeiro grau, perdeu o seu objeto,
ficando prejudicado, na medida em que o deslinde entre as partes já foi superado com a decisão de mérito
prolatada. Acerca da perda do objeto, Nelson Nery Júnior e Rosa Maria de Andrade Nery, na obra "Código
de Processo Civil Comentado", 8ª ed., São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2004, p. 1041, anotam:
"Recurso prejudicado. É aquele que perdeu seu objeto. Ocorrendo a perda do objeto, há falta
superveniente de interesse recursal, impondo-se o não conhecimento do recurso. Assim, ao relator cabe
julgar inadmissível o recurso por falta de interesse, ou seja, julgá-lo prejudicado." O art. 932, III do Código
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Processual Civil/15 preceitua: "Art. 932. Incumbe ao relator: III - não conhecer de recurso inadmissível,
prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida" (grifei)
Com efeito, vislumbra-se que o objeto da ação principal já foi solucionado pelas partes, motivo pelo qual a
análise do presente recurso encontra-se prejudicada. Isso ocorre porque, o provimento ou improvimento
do recurso resta sem efeito diante da solução do litígio. Corroborando com o tema, a jurisprudência assim
se posiciona: "AGRAVO INTERNO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU SEGUIMENTO
AO RECURSO DE AGRAVO DE INSTRUMENTO. POR PERDA DE OBJETO EM FACE DA PROLAÇÃO
DE SENTENÇA NO PROCESSO PRINCIPAL. AUSENTE QUALQUER INOVAÇÃO, NO PRESENTE
AGRAVO INTERNO, NA SITUAÇÃO FÁTICA-JURÍDICA ESTAMPADA NO AGRAVO DE INSTRUMENTO,
QUE BUSCA RECONSIDERAÇÃO DO DECISUM FUSTIGADO, O RECURSO NÃO MERECE
PROVIMENTO. AGRAVO INTERNO CONHECIDO, PORÉM À UNAMINIDADE DESPROVIDO.
(2017.01035344-16, 171.759, Rel. LEONARDO DE NORONHA TAVARES, Órgão Julgador 1ª TURMA DE
DIREITO PRIVADO, Julgado em 2017-03-13, Publicado em 2017-03-17) AGRAVO DE INSTRUMENTO.
APLICAÇÃO DA NORMA PROCESSUAL NA ESPÉCIE. PROLAÇÃO DE SENTENÇA PELO JUÍZO
AGRAVADO. PERDA SUPERVENIENTE DO OBJETO. RECURSO PREJUDICADO. NÃO
CONHECIMENTO DO RECURSO. 1. Ante o disposto no art. 14, do CPC/2015, tem-se que a norma
processual não retroagirá, de maneira que devem ser respeitados os atos processuais e as situações
jurídicas consolidadas sob a vigência da lei revogada. Desse modo, hão de ser aplicados os comandos
insertos no CPC/1973, vigente por ocasião da publicação e da intimação da decisão agravada. 2. Se antes
do julgamento do Agravo de Instrumento é prolatada a sentença pelo juízo de origem, resta caracterizada
a perda superveniente do objeto recursal, o que implica no seu não conhecimento. (2016.05122506-58,
169.609, Rel. ROBERTO GONCALVES DE MOURA, Órgão Julgador 2ª CÂMARA CÍVEL ISOLADA,
Julgado em 2016-11-28, Publicado em 2017-01-09) Portanto, constata-se que não se faz necessária a
análise do mérito da decisão interlocutória ora recorrida. Pelo exposto, NEGO SEGUIMENTO AO
PRESENTE AGRAVO, por julgá-lo prejudicado, nos termos do art. 932, III, do CPC/15. Certifique-se o
trânsito em julgado desta decisão, após arquive-se. Servirá a presente decisão como mandado/ofício, nos
termos da Portaria n°3731/2015-GP. P.R.I. Belém (PA), 14 de fevereiro de 2019. Desembargadora
EZILDA PASTANA MUTRAN Relatora PROCESSO: 00144558520148140301 PROCESSO ANTIGO: ----
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): ELIANE VITÓRIA AMADOR QUARESMA Ação:
Apelação Cível em: 25/02/2019 APELANTE:MARA BETANIA DOS SANTOS SILVA Representante(s):
OAB 8429 - ANDRE LUIZ EIRO DO NASCIMENTO (ADVOGADO) APELADO:MUNICIPIO DE BELEM
Representante(s): OAB 11902 - LUCIANO SANTOS DE OLIVEIRA GOES (PROCURADOR(A))
PROCURADOR(A) DE JUSTICA:TEREZA CRISTINA DE LIMA. ATO ORDINATÓRIO Conforme dispõe o
Provimento nº 0006/2006 - CJRMB, fica por este ato intimado, por meio de seu patrono, para apresentar
manifestação ao Agravo, interposto nestes autos, no prazo legal. Belém, 21/2/19 PROCESSO:
00208936120018140301 PROCESSO ANTIGO: 201130163342
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): ELIANE VITÓRIA AMADOR QUARESMA Ação:
Apelação Cível em: 25/02/2019 APELANTE:MUNICIPIO DE BELEM Representante(s): JOAO BATISTA
VIEIRA DOS ANJOS (ADVOGADO) APELADO:SINDICATO DO COM VAREJISTA DE PROD
FARMACEUTICOS NO ESTADO DO PARA Representante(s): OAB 7331 - ANDRE LUIZ SALGADO
PINTO (ADVOGADO) OAB 7331 - ANDRE LUIZ SALGADO PINTO (ADVOGADO) PROCURADOR(A) DE
JUSTICA:MARIA DO PERPETUO SOCORRO VELASCO DOS SANTOS. Conforme dispõe o Provimento
nº0006/2006 - CJRMB, fica por este ato intimado, por meio de seu patrono, para apresentar manifestação
ao Recurso Especial interposto nestes autos, no prazo legal. Belém, 21 de fevereiro de 2019 PROCESSO:
00336790720088140301 PROCESSO ANTIGO: ---- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A):
ELIANE VITÓRIA AMADOR QUARESMA Ação: Apelação / Remessa Necessária em: 25/02/2019
SENTENCIADO / APELADO:MANOEL GILBERTO LOBATO CORDEIRO SENTENCIADO /
APELADO:ANTONIO MARIA GOMES SENTENCIADO / APELADO:JURANDIR NASCIMENTO
SENTENCIADO / APELADO:ASSIS DA CONCEICAO DOS REIS RAMOS SENTENCIADO /
APELADO:ROBERTO FLAVIO DA COSTA SILVA SENTENCIADO / APELADO:PAULO SERGIO DA
FONSECA DIAS SENTENCIADO / APELADO:NELSON DIAS DA SILVA SENTENCIADO /
APELADO:RILTON DA SILVA ALVES SENTENCIADO / APELADO:ZENO MONTEIRO CAMPOS
Representante(s): OAB 20936 - JONAS HENRIQUE BAIMA DA SILVA (ADVOGADO) OAB 26853 -
CRISLAN MORAES DA VEIGA (ADVOGADO) SENTENCIADO / APELADO:RAIMUNDO MIGUEL
BENEVIDES DE SOUZA Representante(s): OAB 13209 - MARCIO AUGUSTO MOURA DE MORAES
(ADVOGADO) OAB 26853 - CRISLAN MORAES DA VEIGA (ADVOGADO) SENTENCIADO /
APELANTE:IGEPREV - INSTITUTO DE GESTAO PREVIDENCIARIA DO ESTADO DO PARA
Representante(s): OAB 7884 - MARLON JOSE FERREIRA DE BRITO (PROCURADOR(A))
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SENTENCIANTE:JUIZ DE DIREITO DA SEGUNDA VARA DA FAZENDA DE BELEM PROCURADOR(A)


DE JUSTICA:ANTONIO EDUARDO BARLETA DE ALMEIDA. ATO ORDINATÓRIO Conforme dispõe o
Provimento nº 0006/2006 - CJRMB, fica por este ato intimado, por meio de seu patrono, para apresentar
manifestação ao Agravo em Recurso Extraordinário, interposto nestes autos, no prazo legal. Belém, 21 de
fevereiro de 2019 PROCESSO: 00423855120098140301 PROCESSO ANTIGO: 201230227329
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): ELIANE VITÓRIA AMADOR QUARESMA Ação:
Apelação / Remessa Necessária em: 25/02/2019 SENTENCIADO / APELANTE:MUNICIPIO DE BELEM
SENTENCIANTE:JUIZO DE DIREITO DA VARA DE FAZENDA DA CAPITAL SENTENCIADO /
APELANTE:FUNDACAO CENTRO DE REF EM ED AMB ESC BOSQUE PROF EIDOFRE MOREIRA
Representante(s): MARCELO AUGUSTO TEIXEIRA DE BRITO NOBRE - PROC. MUNICIPAL
(PROCURADOR(A)) MARCELO AUGUSTO TEIXEIRA DE BRITO NOBRE - PROC. MUNICIPAL
(PROCURADOR(A)) SENTENCIADO / APELADO:CLAUDIONOR FERREIRA ARAUJO Representante(s):
OAB 14265 - WERLIANE DE FATIMA NABICA COELHO (ADVOGADO) OAB 12598 - PAULO HENRIQUE
MENEZES CORREA JUNIOR (ADVOGADO) OAB 11239 - ISAIAS DA COSTA MOTA (ADVOGADO) OAB
14265 - WERLIANE DE FATIMA NABICA COELHO (ADVOGADO) OAB 12598 - PAULO HENRIQUE
MENEZES CORREA JUNIOR (ADVOGADO) OAB 11239 - ISAIAS DA COSTA MOTA (ADVOGADO)
SENTENCIADO / APELADO:ANA PAULA DA COSTA NASCIMENTO SENTENCIADO /
APELADO:ANDRESON CARLOS ELIAS BARBOSA PROCURADOR(A) DE JUSTICA:MARIO NONATO
FALANGOLA. ATO ORDINATÓRIO Conforme dispõe o Provimento nº 0006/2006 - CJRMB, fica por este
ato intimado, por meio de seu patrono, para apresentar manifestação ao Agravo em Recurso Especial,
interposto nestes autos, no prazo legal. Belém, 21 de fevereiro de 2019 PROCESSO:
00427538320158140000 PROCESSO ANTIGO: ---- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A):
CELIA REGINA DE LIMA PINHEIRO Ação: Agravo de Instrumento em: 25/02/2019 AGRAVADO:MARIA
DO SOCORRO PEDROSO LIMA Representante(s): OAB 12803 - MARINETE GOMES DOS SANTOS
(ADVOGADO) OAB 10944 - EDILSON JOSE MOURA SENA (ADVOGADO) AGRAVANTE:ESTADO DO
PARA Representante(s): OAB 14041 - ROBERTA HELENA BEZERRA DOREA (PROCURADOR(A))
PROCURADOR(A) DE JUSTICA:ROSA MARIA RODRIGUES CARVALHO. PROCESSO Nº 0042753-
83.2015.8.14.0000 1ª TURMA DE DIREITO PÚBLICO AGRAVO INTERNO EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO COMARCA DE SANTARÉM AGRAVANTE: ESTADO DO PARÁ Procurador do Estado:
Dr. Afonso Carlos Paulo de Oliveira Júnior AGRAVADO: MARIA DO SOCORRO PEDROSA LIMA
RELATORA: DESA. CÉLIA REGINA DE LIMA PINHEIRO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E ESTETICOS C/C
OBRIGAÇÃO DE FAZER COM PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA. ASTREINTE CONTRA FAZENDA
PÚBLICA. POSSIBILIDADE. MULTA DIÁRIA NA PESSOA DO GESTOR. NÃO CABIMENTO. FIXAÇÃO
DE LIMITE. 1. A decisão agravada deu parcial provimento ao recurso, apenas para afastar a aplicação de
multa pessoal ao gestor público, mantendo o quantum fixado pelo juízo de 1º grau, em R$ 10.000,00 (dez
mil reais) sem limitação; 2. A aplicação de astreinte contra a Fazenda Pública é matéria não defesa na
legislação, bem ainda reconhecida pela jurisprudência pátria Precedentes do STJ e desta Egrégia Corte
Estadual; 3. Multa diária por descumprimento de obrigação de fazer na pessoa do gestor não se mostra
possível, pois a responsabilidade civil dos gestores da Administração Pública é subsidiária. Precedentes
do STJ e desta Egrégia Corte Estadual; 4. Diante das peculiaridades do caso o quantum de R$ 1.000,00
(mil reais), por dia, em caso de descumprimento, a título de multa, limitando o montante a R$ 50.000,00
(cinquenta mil reais), mostra-se razoável, com o fim de evitar apenação desmensurada do agravante; 5.
Agravo interno conhecido e provido. DECISÃO MONOCRÁTICA Trata-se de Agravo Interno (fls. 55-62)
interposto pelo ESTADO DO PARÁ contra decisão monocrática de fls. 47-49, proferida pela Exma. Desa.
Edinéia Oliveira Tavares, que julgando o mérito do recurso de agravo de instrumento conheceu do recurso
e deu parcial provimento, para reformar em parte a decisão agravada e afastar a aplicação de multa
pessoal ao gestor público e cominar à pessoa jurídica de direito público (Estado do Pará), em caso de
descumprimento da tutela antecipada, mantendo incólume o restante da decisão agravada. A monocrática
foi desafiada pelo agravo interno de fls. 55-62, onde o recorrente sustenta que o valor da multa diária de
R$ 10.000,00 (dez mil reais) é desproporcional a tutela pretendida, na medida em que, na hipótese de
execução da multa, acarretará prejuízos aos cofres públicos e à coletividade. Requer a exercício do juízo
de retratação, para reduzir o valor da multa a um patamar razoável. O recurso foi distribuído à relatoria da
Exma. Desa. Edinéia Oliveira Tavares, em 27/07/2015 (fl. 01), e redistribuído à minha relatoria em
30/08/2018 (fl. 67), por força da Emenda Regimental nº 05 de 2016, deste E. Tribunal de Justiça. Não
houve contrarrazões (fls. 65). RELATADO.DECIDO. Juízo de Retratação A decisão agravada ao julgar o
mérito do agravo de instrumento deu parcial provimento para manter a aplicação da multa com o respetivo
valor fixado pelo juízo de 1º grau, contudo retirou da pessoa do gestor público, cominando à pessoa
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jurídica, qual seja, o Estado do Pará. Tratando-se de decisão monocrática proferida por relator, cabível é a
interposição do agravo interno, o qual se não exercido o juízo de retratação, deverá ser levado a
julgamento no órgão colegiado, nos termos do art. 1.021, §2º, do CPC. Art. 1.021. Contra decisão
proferida pelo relator caberá agravo interno para o respectivo órgão colegiado, observadas, quanto ao
processamento, as regras do regimento interno do tribunal. (...) § 2o O agravo será dirigido ao relator, que
intimará o agravado para manifestar-se sobre o recurso no prazo de 15 (quinze) dias, ao final do qual, não
havendo retratação, o relator levá-lo-á a julgamento pelo órgão colegiado, com inclusão em pauta. Pois
bem, o agravante se insurge quanto ao valor da multa diária, arbitrada em R$ 10.000,00 (dez mil reais),
em caso de descumprimento. Da análise dos autos verifico que a agravada sofreu lesão no joelho em
2011 quando praticava atividade esportiva. Após submeter-se a procedimento cirúrgico em 09/04/2014,
permaneceu com dores no quadril, dependendo de muletas para caminhar, sentia que sua perna direita
estava ficando menor e os joelhos estavam inchados e doloridos. Posteriormente, procurou outro
ortopedista, que indicou nova cirurgia e após consultar hospitais particulares concluiu que precisaria de
oito mil reais. Sem condições de arcar com tais custos, pleiteou junto ao Poder Judiciário o provimento
necessário para realizar o procedimento na rede pública. Sobre o elevado valor da multa arbitrada pelo
Magistrado de origem e mantido pela desembargadora da decisão ora atacada, o agravante sustenta que
o quantum é desproporcional e dissociado da razoabilidade diante do caso concreto. Com efeito, assiste
razão ao ora agravante, uma vez a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é no sentido de se
admitir a redução da multa diária cominatória, tanto para se atender aos princípios da proporcionalidade e
razoabilidade quanto para se evitar o enriquecimento sem causa, ainda que se verifique o descaso do
devedor. Ainda nesse sentido, ressalte-se que o valor fixado a título de astreintes encontra limitações na
proporcionalidade e razoabilidade e, uma vez verificado pelo julgador que se tornou insuficiente ou
excessivo, pode de ofício, nos termos do atual art. 537, § 1º, I, do CPC/15, modificar o valor ou a
periodicidade da multa. Nesse sentido, os seguintes precedentes, verbis: AGRAVO REGIMENTAL.
RECURSO ESPECIAL. ASTREINTES. REVISÃO DO VALOR. POSSIBILIDADE. INEXISTÊNCIA DE
VIOLAÇÃO A COISA JULGADA. INTIMAÇÃO PESSOAL. NECESSIDADE. SÚMULA 410/STJ. DECISÃO
AGRAVADA MANTIDA. IMPROVIMENTO. 1.- A jurisprudência desta Corte orienta que "o legislador
concedeu ao juiz a prerrogativa de impor multa diária ao réu com vista a assegurar o adimplemento da
obrigação de fazer (art. 461, caput, do CPC), bem como permitiu que o magistrado afaste ou altere, de
ofício ou a requerimento da parte, o seu valor quando se tornar insuficiente ou excessiva, mesmo depois
de transitada em julgado a sentença, não se observando a preclusão ou a coisa julgada, de modo a
preservar a essência do instituto e a própria lógica da efetividade processual (art. 461, § 6º, do CPC)"
(AgRg no AREsp 195.303/SP, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, julgado em 28/05/2013,
DJe 12/06/2013). [...] 4.- Agravo Regimental improvido.' (STJ , AgRg nos EDcl no REsp 1.459.296/SP,
Relator o Ministro SIDNEI BENETI, DJe de 1º/9/2014) CIVIL E PROCESSUAL. AGRAVO REGIMENTAL.
EXECUÇÃO. MULTA. ALTERAÇÃO DE VALOR ABSURDO. AGRAVO IMPROVIDO. I. Esta Corte já
firmou o entendimento de que a multa pelo descumprimento de decisão judicial deve e pode ser alterada
quando fixada, na origem, cm valor excessivo ou insuficiente (Artigo 461, § 6º, do Código de Processo
Civil). II. Agravo improvido. (STJ, AgRg no Ag 1032856/SP, Rei. Ministro ALDIR PASSARINHO JÚNIOR,
QUARTA TURMA, julgado em 17/09/2009, DJe 13/10/2009) EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO EM
AÇÃO ORDINÁRIA DE OBRIGAÇÃO DE FAZER. TUTELA ANTECIPADA DETERMINANDO O
ENCAMINHAMENTO PARA CENTRO DE TRATAMENTO DE REFERÊNCIA PARA AVALIAÇÃO,
TRATAMENTO E PROCEDIMENTO CIRÚRGICO ESPECIALIZADO. ARBITRAMENTO DE ASTREINTES
NO VALOR DE R$ 10.000,00 (DEZ MIL REAIS) AO DIA EM CASO DE DESCUMPRIMENTO. REDUÇÃO
DO QUANTUM EM ATENÇÃO AOS CRITÉRIOS DA PROPORCIONALIDADE E DA RAZOABILIDADE.
POSSIBILIDADE. INTELIGÊNCIA DO ARTIGO 537, § 1º, I DO CPC/15. AGRAVO CONHECIDO E
PROVIDO. À UNANIMIDADE. 1. Conforme entendimento do Col. STJ, o valor fixado a título de astreintes
encontra limitações na proporcionalidade e razoabilidade e, uma vez verificado pelo julgador que se tornou
insuficiente ou excessivo, poderá ele modificar o valor ou a periodicidade da multa. 2. Verificado o elevado
valor da multa arbitrada pelo Juízo de piso, cabe a sua redução com vistas a atender os critérios da
razoabilidade e proporcionalidade. Precedentes STJ. 3. Agravo conhecido e provido. Decisão unânime.
(Agravo de Instrumento. Proc. nº 0012663-58.2016.814.0000. TJ/PA. 1ª Turma de Direito Público. Relator:
Des. Roberto Gonçalves de Moura. Julgado: 23/07/2018. Publicado: 14/08/2018) Dessa forma, é possível
o Julgador, de ofício ou a requerimento da parte, reduzir o valor da multa fixada em caso de
descumprimento de decisão judicial quando se verificar que foi estabelecida fora dos parâmetros da
razoabilidade ou quando se tornar exorbitante, evitando, com isso, enriquecimento indevido. Logo,
entendo que a decisão atacada merece reforma nesse aspecto, visto que o valor arbitrado pelo Juízo a
quo em R$ 10.000,00 (dez mil reais) ao dia por descumprimento, mostra-se elevado em demasia, além da
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

falta de limitação ao montante. Assim, diante das peculiaridades do caso entendo razoável minorar a multa
aplicada, estabelecendo o quantum de R$ 1.000,00 (mil reais), por dia, em caso de descumprimento,
limitando-a ao montante de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais). Sobre a responsabilização pessoal do
agente público, em caso de descumprimento de ordem judicial, deve-se atentar ao que dispõe o art. 37, §
6º, da Constituição Federal: Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 19, de 1998) § 6º As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado
prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem
a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.
Considerando, portanto, que a responsabilidade civil dos gestores da Administração Pública é subsidiária,
inexiste fundamento legal para responsabilizá-los, haja vista sequer ter figurado como parte na relação
processual em que foi imposta a cominação, sob pena de violação do direito constitucional da ampla
defesa. Neste sentido, o Colendo Superior Tribunal de Justiça assim decidiu: ADMINISTRATIVO.
PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇ"O DE SENTENÇA. AÇ"O CIVIL PÚBLICA. APLICAÇ"O DE MULTA
PREVISTA NO ART. 461, §§ 4º E 5º, DO CPC. IMPOSSIBILIDADE DE REDIRECIONAMENTO AO
GESTOR PÚBLICO POR N"O SER PARTE NO FEITO. 1. Nos termos da jurisprudência pacífica desta
Corte, em se tratando de obrigação de fazer, é permitido ao juiz, de ofício ou a requerimento da parte, a
imposição de multa cominatória ao devedor (astreintes), mesmo contra a Fazenda Pública. 2. Não é
possível, contudo, a extensão ao agente político de sanção coercitiva aplicada à Fazenda Pública em
decorrência da sua não participação efetiva no processo. Entendimento contrário acabaria por violar os
princípios do contraditório e da ampla defesa. Agravo regimental improvido. (Processo AgRg no AREsp
196946 / SE Relator(a) Ministro HUMBERTO MARTINS (1130) Órgão Julgador T2 - SEGUNDA TURMA
Data do Julgamento 02/05/2013 - grifei). Do mesmo modo é o entendimento firmado neste Egrégio
Tribunal de Justiça: APELAÇÃO CÍVEL. CONSTITUCIONAL. PRELIMINAR - ILEGITIMIDADE PASSIVA
DO ESTADO DO PARÁ. AFASTADA. MÉRITO. DIREITO À SAÚDE. DEVER DO ESTADO E DO
MUNICÍPIO. OBRIGAÇÃO SOLIDÁRIA ENTRE OS ENTES FEDERATIVOS. TRATAMENTO MÉDICO E
MEDICAMENTO INDISPENSÁVEL À SAÚDE DO PACIENTE. CONDENAÇÃO EM MULTA PESSOAL EM
CASO DE DESCUMPRIMENTO. INCIDÊNCIA SOBRE A FIGURA PESSOAL DO GESTOR AFASTADA.
RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO. EM REEXAME NECESSÁRIO, SENTENÇA
REFORMADA EM PARTE. À UNANIMIDADE. 1. Ante o disposto no art. 14, do CPC/2015, tem-se que a
norma processual não retroagirá, de maneira que devem ser respeitados os atos processuais e as
situações jurídicas consolidadas sob a vigência da lei revogada. Desse modo, hão de ser aplicados os
comandos insertos no CPC/1973, vigente por ocasião da publicação e da intimação da decisão apelada.
PRELIMINAR 2. Ilegitimidade Passiva do Estado. A saúde é responsabilidade do Estado que, em seu
sentido amplo, compreende todos entes federados (União, Estado e Municípios, além do Distrito Federal),
não havendo falar em fatiamento de atribuições quando se trata da prestação dessa garantia
constitucional. MÉRITO 3. O direito à saúde, constitucionalmente assegurado, revela-se como uma das
pilastras sobre a qual se sustenta a Federação, o que levou o legislador constituinte a estabelecer um
sistema único e integrado por todos os entes federados, cada um dentro de sua esfera de atribuição, para
administrá-lo e executá-lo, seja de forma direta ou por intermédio de terceiros. 4. Impende assinalar a
existência de expressa disposição constitucional sobre o dever de participação dos entes federados no
financiamento do Sistema Único de Saúde, nos termos do art. 198, parágrafo único. Precedentes do C.
STJ e STF. 5. Multa diária em caso de descumprimento. Aplicação tão somente à pessoa jurídica
responsável pelo cumprimento da ordem, no caso o Estado do Pará. 6. Apelação conhecida e provida
parcialmente. Em reexame necessário, sentença reformada parcialmente. Decisão Unânime. (TJPA,
2017.01669107-24, 174.202, Rel. ROBERTO GONCALVES DE MOURA, Órgão Julgador 1ª TURMA DE
DIREITO PÚBLICO, Julgado em 2017-04-03, Publicado em 2017-04-28). (grifos nossos). EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ALEGAÇÃO DE OMISSÃO. OMISSÃO
RECONHECIDA. MÉRITO DO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO.
NÃO CABIMENTO DAS ASTREINTES NA PESSOA DO GESTOR PÚBLICO, NO CASO, O
GOVERNADOR DO ESTADO DO PARÁ. MULTA PERMANECE EM FACE DA FAZENDA PÚBLICA
ESTADUAL. JURISPRUDÊNCIA PACÍFICA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONHECIDO E PROVIDO.
AGRAVO DE INSTRUMENTO PROVIDO A UNANIMIDADE. 1 - De fato ao analisar as razões recursais do
agravo de instrumento interposto e a decisão de mérito proferida pela Desa. MARNEIDE TRINDADE P.
MERABET, verifico que a então relatora deixou de se manifestar acerca do acerto ou não da decisão
interlocutória atacada no ponto concernente à aplicação de multa diária na pessoa do gestor, no caso, o
Governador do Estado do Pará. Desse modo, configurada a omissão apontada. 2 - Manutenção das
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

astreintes em face da fazenda pública estadual, com o fim de garantir efetividade ao provimento
jurisdicional. (TJPA, 2017.01145818-43, 172.131, Rel. EZILDA PASTANA MUTRAN, Órgão Julgador 1ª
TURMA DE DIREITO PÚBLICO, Julgado em 2017-03-13, Publicado em 2017-03-24). (grifos nossos).
DECISÃO MONOCRÁTICA: Trata-se de agravo de instrumento interposto pela Superintendência do
Sistema Penitenciário do Estado do Pará SUSIPE, em irresignação à decisão prolatada pelo Juízo da 1ª
Vara Cível da Comarca de Paragominas de deferir o pedido de antecipação de tutela elaborado no
caderno processual da ação de obrigação de fazer c/c indenização por danos estéticos por Ednaldo
Furtado Pantoja. Nas razões recursais (fls. 02 a 24), narra a agravante que o agravado é interno
custodiado no Centro de Recuperação de Paragominas, portador de pseudoartrose no membro superior
esquerdo e que, ao acionar a jurisdição, foi determinado a seu favor que aquela e o Estado do Pará
fornecessem o tratamento médico específico, inclusive, se necessário, a realização de cirurgia, no prazo
de quinze dias, sob pena de multa diária de R$1.000,00 até o limite de R$50.000,00. (...) Agora, quanto à
aplicação de multa diária, não obstante os tribunais pátrios não vislumbrem óbice algum quando voltada
ao Poder Público considerando a finalidade de forçá-lo ao adimplemento, dentro do prazo estipulado, da
obrigação de fazer , entendem que aquela não pode incidir sobre o patrimônio pessoal do seu agente;
afinal, este nem mesmo integra a lide. (...) Assim sendo, razão assiste à agravante no que diz respeito às
astreintes não poderem recair sobre o patrimônio pessoal do representante do Poder Público. À vista do
exposto, com fulcro no art. 557, do CPC, concedo parcial provimento ao presente recurso, no sentido de
modificar a decisão agravada tão somente para não incidir sobre os bens próprios do gestor público a
multa aplicada para compelir a agravante ao seu cumprimento. Publique-se e intime-se a Defensoria
Pública pessoalmente. Comunique-se ao juízo de primeiro grau. (TJPA, 2013.04210008-68, Não
Informado, Rel. LEONAM GONDIM DA CRUZ JUNIOR, Órgão Julgador 3ª CÂMARA CÍVEL ISOLADA,
Julgado em 2013-10-24, Publicado em 2013-10-24). Dessa forma, a multa diária arbitrada contra o gestor
deve ser revertida para a pessoa jurídica responsável pelo cumprimento do ato. Ante o exposto, exercendo
o juízo de retratação, reconsidero a decisão agravada (fls. 47-49) e dou provimento, para reduzir o valor da
multa arbitrada, em caso de descumprimento, fixando-a em R$ 1.000,00 (mil reais), limitada a R$
50.000,00 (cinquenta mil reais), a ser suportada pela pessoa jurídica de direito público, nos termos da
fundamentação. Intimem-se. Cumpra-se. Belém-PA, 18 de fevereiro de 2019. Desembargadora CÉLIA
REGINA DE LIMA PINHEIRO Relatora I PROCESSO: 00540293620008140301 PROCESSO ANTIGO:
201330130729 MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): EZILDA PASTANA MUTRAN Ação:
Apelação / Remessa Necessária em: 25/02/2019 SENTENCIADO / APELADO:ELIDIMAR DE ALMEIDA
BRAGA SENTENCIADO / APELANTE:INSTITUTO DE GESTAO PREVIDENCIARIA DO ESTADO DO
PARA - IGEPREV Representante(s): ADRIANA MOREIRA ROCHA BOHADANA - PROC. AUTARQ. -
IGEPREV (ADVOGADO) SENTENCIADO / APELADO:PAULA VANESSA BORGES DA FONSECA
SENTENCIANTE:JUIZO DA 3ª VARA DE FAZENDA DE BELEM REPRESENTANTE:ANA MARIA GAIA
COSTA REPRESENTANTE:MARIA CONCEICAO FERREIRA DA SILVA Representante(s): OAB 6769 -
IVONE SILVA DA COSTA LEITAO (ADVOGADO) OAB 6769 - IVONE SILVA DA COSTA LEITAO
(ADVOGADO) SENTENCIADO / APELADO:EREMITA DE OLIVEIRA MENDES SENTENCIADO /
APELADO:ELIEZER DE ALMEIDA GAIA SENTENCIADO / APELADO:EZEQUIEL SILVA
REPRESENTANTE:VANIA DO SOCORRO BORGES DA FONSECA SENTENCIADO /
APELADO:DORACY RODRIGUES DE CAMPOS MATOS PROCURADOR(A) DE JUSTICA:MANOEL
SANTINO NASCIMENTO JUNIOR. D E S P A C H O Vistos e etc. Tendo em vista a noticia do falecimento
de DORACY RODRIGUES CAMPOS, converto o julgamento em diligência, para que se intime
pessoalmente a sua advogada Dra. Ivone Silva da Costa Leitão (OAB/PA nº 6.769), a fim de esclarecer a
notícia, e em caso afirmativo, apresente o atestado de óbito, pelo que concedo o prazo de 15 dias para
regularização da habilitação dos herdeiros. Após, conclusos. Belém (PA), 19 de fevereiro de 2019.
Desembargadora EZILDA PASTANA MUTRAN Relatora

RESENHA: 25/02/2019 A 25/02/2019 - SECRETARIA ÚNICA DE DIREITO PÚBLICO E PRIVADO -


VARA: 2ª TURMA DE DIREITO PÚBLICO PROCESSO: 00000142119988140301 PROCESSO ANTIGO: -
--- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): ELIANE VITÓRIA AMADOR QUARESMA Ação:
Apelação Cível em: 25/02/2019 APELANTE:ILMA DA SILVA CREAO Representante(s): OAB 16147 -
WALDEMIR CARVALHO DOS REIS (ADVOGADO) APELADO:INSTITUTO DE GESTAO
PREVIDENCIARIA DO ESTADO DO PARA Representante(s): OAB 11273 - VAGNER ANDREI TEIXEIRA
LIMA (ADVOGADO) OAB 11840 - CAMILA BUSARELLO DYSARZ (PROCURADOR(A))
PROCURADOR(A) DE JUSTICA:HAMILTON NOGUEIRA SALAME. Conforme dispõe o Provimento
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

nº0006/2006 - CJRMB, fica por este ato intimado, por meio de seu patrono, para apresentar manifestação
ao Recurso Especial interposto nestes autos, no prazo legal. Belém, 21 de fevereiro de 2019 PROCESSO:
00007253420058140200 PROCESSO ANTIGO: ---- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A):
LUZIA NADJA GUIMARAES NASCIMENTO Ação: Apelação Cível em: 25/02/2019 APELANTE:ESTADO
DO PARA Representante(s): CHRISTIANNE PENEDO DANIN (PROCURADOR(A))
APELADO:MARIVALDO LUZ COSTA Representante(s): OAB 5178 - BENEDITO CORDEIRO NEVES
(ADVOGADO) PROCURADOR(A) DE JUSTICA:WALDIR MACIEIRA DA COSTA. PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ APELAÇÃO CÍVEL - PROCESSO N° 0000725-
34.2005.8.14.0200 ÓRGÃO JULGADOR: TRIBUNA PLENO RELATORA: DESEMBARGADORA LUZIA
NADJA GUIMARÃES NASCIMENTO APELANTE: ESTADO DO PARÁ PROCURADORA: CHRISTIANNE
PENEDO DANIN APELADO: MARINALDO LUZ DA COSTA ADVOGADO: BENEDIDO CORDEIRO
NEVES PROCURADOR DE JUSTIÇA: WALDIR MACIEIRA DA COSTA FILHO DECISÃO
MONOCRÁTICA Trata-se de APELAÇÃO CÍVEL interposta por ESTADO DO PARÁ contra a sentença
proferida nos autos de EMGARGOS À EXECUÇÃO que opôs em desfavor de MARINALDO LUZ DA
COSTA, com a finalidade de impugnar cálculo de atualização de valor executado, que foi homologado na
sentença recorrida de fls. 378/379, na importância total de R$ 447.272,18 (quatrocentos e quarenta e sete
mil duzentos e setenta e dois reais e dezoito centavos), correspondente a cumprimento de sentença,
transitado em julgado, determinando a reintegração da embargada na corporação do Policial Militar do
Estado do Pará, sendo o crédito da remuneração que deixou de receber no valor de R$ 316.508,25;
honorários advocatícios da PGE no valor de R$ 8.780,62; honorários advocatícios contratuais no valor de
R$ 81.322,21; honorários de sucumbência no valor de R$ 40.661,10; total do valor do precatório no valor
de R$ 406.611,08, e total dos valores abandados no valor de R$ 90.102,83, conforme consta da sentença
Alega o apelante a sentença reforma sob os seguintes fundamentos: Preliminar de Nulidade da sentença
homologatória por violação ao contraditório e ampla defesa, tendo em vista que a matéria foi levantada em
sede de embargos de declaração, mas não foi acolhida pelo Juízo a quo, pois no prazo o Estado do Pará
se manifestar os autos foram retirado da Secretária pela parte contrária com carga no dia 04.05.2015 e
somente devolvido no dia 12/05/2015, conforme certidão de fl. 345, sem que houvesse ajuste prévio entre
as partes, ou seja, o processo teria sido retirado antes do início do seu prazo e permaneceu com o
advogado até o fim do referido prazo, ensejando a necessidade de restituição do prazo para manifestação,
na forma do art. 180 do CPC/15; No mérito, argui a existência de erros no cálculo de atualização em
relação aos índices de correção aplicados no cálculo e honorários advocatícios de sucumbência apurados,
mas ainda assim os cálculos foram homologados na sentença e defende que devem ser corrigidos, ainda
que ex ofício, por este Juízo ad quem. Diz que sobre o índice de correção monetária foi corrido pelo INPC
durante todo o período, mas sustenta que a partir de junho de 2009 deveria ser aplicada como índice a
TR, face a vigência da Lei n.º 11.960/09 sobre correção de débitos da Fazenda Pública. Argui que a
matéria foi objeto de impugnação em sede de embargos à execução, inclusive acolhido pela Contadora ao
elaborar a conta inicial apresentada à fl. 242, e que há recurso repetitivo do Superior Tribunal de Justiça
sobre a matéria, na forma do art. 543-C, do CPC, razão pela qual, afirma que a conta deve ser modificada
neste particular, para a aplicação da TR como índice de correção, a partir de junho de 2009. Diz ainda que
há erro material em relação aos honorários advocatícios atualizados, porque a sentença executada teria
arbitrado honorários no percentual de 5% (cinco por cento) sobre o valor da condenação, mas a Contadora
que realizou a atualização apurou o valor no percentual de 10% (dez por cento) sobre o crédito do
exequente, afrontando assim a coisa julgada. Por tais razões, sustenta que o valor correto devido total
seria no montante de R$ 325.942,75 (trezentos e vinte e cinco mil novecentos e quarenta e dois reais e
setenta e cinco centavos) e não na importância total de R$ 447.272,18 (quatrocentos e quarenta e sete mil
duzentos e setenta e dois reais e dezoito centavos), pois o crédito do exequente seria no valor de R$
239.024,69; os honorários advocatícios da PGE no valor de R$ 9.312,65; os honorários advocatícios
contratuais no valor de R$ 62.084,33, e os honorários de sucumbência do exequente no valor de R$
15.521,08. Requer assim seja provido o apelo com o acolhimento da preliminar de nulidade e seja
proferida outra decisão com a observância dos cálculos apresentados, no valor total de R$ 325.942,75
(trezentos e vinte e cinco mil novecentos e quarenta e dois reais e setenta e cinco centavos), nos termos
da fundamentação. As contrarrazões foram apresentadas às fls. 421/428. O processo foi distribuído a
relatoria da Excelentíssima Desembargadora Gleide Pereira de Moura em 20.05.2016 (fl. 432), mas por
força da Emenda Regimental n.º 05, houve redistribuição a minha relatoria em 24.01.2017 (fl. 435). O
Ministério Público apresentou parecer da lavra do Excelentíssima Promotor de Justiça, em exercício da 2.ª
PJC, opinando pelo conhecimento e provimento do apelo, para anular a sentença homologatória e sejam
apurados os valores devidos. É o relatório. DECIDO. A apelação satisfaz os pressupostos de
admissibilidade e deve ser conhecida. No concernente a preliminar de nulidade, entendo que deve ser
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acolhida. Vejamos: Realmente houve devolução do prazo para pronunciamento do Estado do Pará sobre o
cálculo homologado às fls. 330/336, conforme consignado no despacho de fl. 343, pois o processo
encontrava-se fora de Secretária com vista ao Contador da Justiça Militar (fl. 240). Ocorre que, na data da
publicação do referido despacho, o advogado do exequente obteve vistas dos autos fora de Secretária, em
04.05.2015 (fl. 344), e o processo somente foi devolvido em 12.05.2015, conforme consta dos registros de
vista e carga do processo à fl. 345. Logo, o executado não teve oportunidade de se pronunciar sobre os
cálculos e somente o exequente apresentou manifestação às fls. 346/349, sendo que o Magistrado
homologou os cálculos na sentença recorrida às fls. 327/336, sem corrigir a irregularidade existente.
Verifico ainda que o apelante/executado tentou corrigir a irregularidade arguindo a matéria em sede de
embargos de declaração às fls. 383/391, mas teve seu recurso rejeitado na decisão de fls. 408/409,
ensejando a interposição da apelação ora em análise. Assim, restou caracterizado o prejuízo sofrido pelo
apelante, face a restrição ao seu direito de contraditório e ampla defesa, pois inobstante a devolução do
prazo, houve novo óbice de acesso ao processo, para apresentar a manifestação, ensejando a
necessidade de nova devolução de prazo, na forma do art. 180 do CPC. Daí porque, acolho a preliminar
de nulidade da sentença de homologação de cálculos de fls. 327/336, para todos os efeitos legais, mas
considerando que o apelante/executado arguiu também em seu arrazoado os fundamentos da
impugnação e sobre eles a parte contrária teve oportunidade de se pronunciar nas contrarrazões
recursais, entendo que o processo se encontra apto a apreciação e por economia e celeridade processual,
passo a analisar o mérito da impugnação. O apelante/impugnante arguiu a irregularidade da utilizado o
INPC como índice de correção monetária a partir de junho de 2009, sob o fundamento de que deve ser
aplicada a TR, face a vigência da Lei n.º 11.960/09, que alterou o art. 1.º-F da Lei 9.494/97. No entanto,
entendo que não assiste razão a insurgência do apelante neste particular, pois a Primeira Seção Superior
Tribunal de Justiça, em sede de recurso repetitivo, no julgamento do REsp. 1.495.146/MG (Tema 905),
seguindo o posicionamento proferido pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do RE 870.947/SE,
submetido ao regime de repercussão geral, definiu que é inconstitucional a aplicação da TR como índice
de correção por não ser hábil a capturar a verdadeira variação dos preços da economia, impondo restrição
ao direito de propriedade, e fixou que é legitima a utilização do INPC ou IPCA-E como índice de correção
monetária enquanto tais índices sejam capazes de captar o fenômeno inflacionário do período
correspondente. Ademais, consignou ainda que a modulação dos efeitos proferidos no julgamento de
inconstitucionalidade proferido na ADIs 4.357/DF e 4.425/DF não se aplicam as atualização monetárias de
débitos da Fazenda Pública, onde ainda não foi expedido os precatórios, pois a modulação teve a
finalidade de preservar os efeitos dos precatórios expedidos até 25.03.2015, impedindo a rediscussão dos
mesmos em relação aos índices aplicados, ou seja, os motivos de segurança jurídica da modulação, não e
aplicam a correção monetária dos processos ainda em fase de liquidação. Por final, fixou em relação as
condenações administrativas referentes a servidores públicos a recomendação é de aplicação do IPCA-E,
que melhor reflete perda inflacionaria, a partir de julho de 2009, in verbis: "PROCESSUAL CIVIL.
RECURSO ESPECIAL. SUBMISSÃO À REGRA PREVISTA NO ENUNCIADO ADMINISTRATIVO 02/STJ.
DISCUSSÃO SOBRE A APLICAÇÃO DO ART. 1º-F DA LEI 9.494/97 (COM REDAÇÃO DADA PELA LEI
11.960/2009) ÀS CONDENAÇÕES IMPOSTAS À FAZENDA PÚBLICA. CASO CONCRETO QUE É
RELATIVO A INDÉBITO TRIBUTÁRIO. . TESES JURÍDICAS FIXADAS. 1. Correção monetária: o art. 1º-F
da Lei 9.494/97 (com redação dada pela Lei 11.960/2009), para fins de correção monetária, não é
aplicável nas condenações judiciais impostas à Fazenda Pública, independentemente de sua natureza.
1.1Impossibilidade de fixação apriorística da taxa de correção monetária. No presente julgamento, o
estabelecimento de índices que devem ser aplicados a título de correção monetária não implica pré-
fixação (ou fixação apriorística) de taxa de atualização monetária. Do contrário, a decisão baseia-se em
índices que, atualmente, refletem a correção monetária ocorrida no período correspondente. Nesse
contexto, em relação às situações futuras, a aplicação dos índices em comento, sobretudo o INPC e o
IPCA-E, é legítima enquanto tais índices sejam capazes de captar o fenômeno inflacionário. 1.2 Não
cabimento de modulação dos efeitos da decisão. A modulação dos efeitos da decisão que declarou
inconstitucional a atualização monetária dos débitos da Fazenda Pública com base no índice oficial de
remuneração da caderneta de poupança, no âmbito do Supremo Tribunal Federal, objetivou reconhecer a
validade dos precatórios expedidos ou pagos até 25 de março de 2015, impedindo, desse modo, a
rediscussão do débito baseada na aplicação de índices diversos. Assim, mostra-se descabida a
modulação em relação aos casos em que não ocorreu expedição ou pagamento de precatório. 2. Juros de
mora: o art. 1º-F da Lei 9.494/97 (com redação dada pela Lei 11.960/2009), na parte em que estabelece a
incidência de juros de mora nos débitos da Fazenda Pública com base no índice oficial de remuneração da
caderneta de poupança, aplica-se às condenações impostas à Fazenda Pública, excepcionadas as
condenações oriundas de relação jurídico-tributária. 3. Índices aplicáveis a depender da natureza da
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condenação. 3.1 Condenações judiciais de natureza administrativa em geral. As condenações judiciais de


natureza administrativa em geral, sujeitam-se aos seguintes encargos: (a) até dezembro/2002: juros de
mora de 0,5% ao mês; correção monetária de acordo com os índices previstos no Manual de Cálculos da
Justiça Federal, com destaque para a incidência do IPCA-E a partir de janeiro/2001; (b) no período
posterior à vigência do CC/2002 e anterior à vigência da Lei 11.960/2009: juros de mora correspondentes
à taxa Selic, vedada a cumulação com qualquer outro índice; (c) período posterior à vigência da Lei
11.960/2009: juros de mora segundo o índice de remuneração da caderneta de poupança; correção
monetária com base no IPCA-E. 3.1.1 Condenações judiciais referentes a servidores e empregados
públicos. As condenações judiciais referentes a servidores e empregados públicos, sujeitam-se aos
seguintes encargos: (a) até julho/2001: juros de mora: 1% ao mês (capitalização simples); correção
monetária: índices previstos no Manual de Cálculos da Justiça Federal, com destaque para a incidência do
IPCA-E a partir de janeiro/2001; (b) agosto/2001 a junho/2009: juros de mora: 0,5% ao mês; correção
monetária: IPCA-E; (c) a partir de julho/2009: juros de mora: remuneração oficial da caderneta de
poupança; correção monetária: IPCA-E. 3.1.2 Condenações judiciais referentes a desapropriações diretas
e indiretas. No âmbito das condenações judiciais referentes a desapropriações diretas e indiretas existem
regras específicas, no que concerne aos juros moratórios e compensatórios, razão pela qual não se
justifica a incidência do art. 1º-F da Lei 9.494/97 (com redação dada pela Lei 11.960/2009), nem para
compensação da mora nem para remuneração do capital. 3.2 Condenações judiciais de natureza
previdenciária. As condenações impostas à Fazenda Pública de natureza previdenciária sujeitam-se à
incidência do INPC, para fins de correção monetária, no que se refere ao período posterior à vigência da
Lei 11.430/2006, que incluiu o art. 41-A na Lei 8.213/91. Quanto aos juros de mora, incidem segundo a
remuneração oficial da caderneta de poupança (art. 1º-F da Lei 9.494/97, com redação dada pela Lei n.
11.960/2009). 3.3 Condenações judiciais de natureza tributária. A correção monetária e a taxa de juros de
mora incidentes na repetição de indébitos tributários devem corresponder às utilizadas na cobrança de
tributo pago em atraso. Não havendo disposição legal específica, os juros de mora são calculados à taxa
de 1% ao mês (art. 161, § 1º, do CTN). Observada a regra isonômica e havendo previsão na legislação da
entidade tributante, é legítima a utilização da taxa Selic, sendo vedada sua cumulação com quaisquer
outros índices. 4. Preservação da coisa julgada. Não obstante os índices estabelecidos para atualização
monetária e compensação da mora, de acordo com a natureza da condenação imposta à Fazenda
Pública, cumpre ressalvar eventual coisa julgada que tenha determinado a aplicação de índices diversos,
cuja constitucionalidade/legalidade há de ser aferida no caso concreto. . SOLUÇÃO DO CASO
CONCRETO. 5. Em se tratando de dívida de natureza tributária, não é possível a incidência do art. 1º-F da
Lei 9.494/97 (com redação dada pela Lei 11.960/2009) - nem para atualização monetária nem para
compensação da mora -, razão pela qual não se justifica a reforma do acórdão recorrido. 6. Recurso
especial não provido. Acórdão sujeito ao regime previsto no art. 1.036 e seguintes do CPC/2015, c/c o art.
256-N e seguintes do RISTJ." (REsp 1495146/MG, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES,
PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 22/02/2018, DJe 02/03/2018) Assim, não resta dúvida que deve ser
afastada a aplicação da TR como índice de correção monetária a partir de julho de 2009, pois revela-se
inconstitucional o disposto na Lei n.º 11.960/09, que alterou o art. 1.º-F da Lei 9.494/97, em relação a
correção monetária pela TR, na forma consignada pelo Supremo Tribunal Federal. Ademais, certamente
não haverá modulação dos efeitos em relação a correção monetária dos valores devidos a servidores
públicos, em relação aos processos ainda em fase de liquidação e anteriores a expedição dos precatórios,
pois a atualização monetária não implica em beneficio favorável ao credor, mas sim a mera manutenção
do poder aquisitivo da moeda, sob pena de corrosão do valor do débito pela inflação existente no período
do inadimplemento em desfavor do credor. Outrossim, a aplicação do INPC é considerada legitima pelo
Superior Tribunal de Justiça, ainda que considerado o IPCA-e o índice que melhor recupera as perdas
inflacionárias do período e recompõe o valor original do débito. Assim, rejeito a impugnação em relação a
aplicação da TR como índice de atualização monetária a partir de 2009, pois os cálculos de fls. 330/336
devem ser mantidos neste particular, com a aplicação do INPC, sem que haja qualquer prejuízo ao
executado, na forma definida pelo Superior Tribunal de Justiça. Outrossim, em relação a alegação de que
há erro material na atualização dos honorários advocatícios de sucumbência, que teriam sido arbitrados no
percentual de 5% (cinco por cento) sobre o valor da condenação, mas foram apurados na atualização no
percentual de 10% (dez por cento) sobre o crédito do exequente, em violação a coisa julgada. Neste
particular, assiste razão ao apelante, pois foi consignado no cálculo homologado à fl. 328 a incidência de
honorários advocatícios de sucumbência no percentual de 10% (dez por cento) sobre o valor devido. No
entanto, consta do título executivo judicial (sentença), transitado em julgado, a condenação ao pagamento
de honorários advocatícios no percentual de 05% (cinco por cento), conforme consignado à fl. 194 dos
autos principais em apenso. A própria peça inicial da execução indica a execução de honorários de
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sucumbência no percentual de 5% (cinco por cento), conforme consta à fl. 241 dos autos em apenso.
Assim, resta caracterizada a afronta a coisa julgada neste particular, porque os cálculos homologados
foram realizados em desacordo com o título judicial executado, transitado em julgado, em afronta a coisa
julgada. Ante o exposto, conheço da apelação e dou-lhe parcial provimento, monocrático, na forma do art.
557, §1.º-A, do CPC/73, para reformar a sentença apenas em relação aos em relação aos cálculos dos
honorário de sucumbência no percentual de 10% (dez por cento), pois devem ser refeitos para a incidência
no percentual de 5% (cinco por cento), consoante os fundamentos expostos. Após o trânsito em julgado da
presente decisão proceda-se a baixa do processo no sistema Libra 2G e posterior remessa dos autos ao
Juízo de origem para os fins de direito. Publique-se. Intime-se. Belém/PA, 20 de fevereiro de 2019. DESA.
LUZIA NADJA GUIMARÃES NASCIMENTO RELATORA PROCESSO: 00019614920148140121
PROCESSO ANTIGO: ---- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): DIRACY NUNES ALVES
Ação: Remessa Necessária Cível em: 25/02/2019 SENTENCIANTE:JUIZO DE DIREITO DA COMARCA
DE SANTA LUZIA DO PARA SENTENCIADO:MUNICIPIO DE SANTA LUZIA DO PARA
SENTENCIADO:A DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO DO PARA Representante(s): OAB 16518-B -
JOAQUIM AZEVEDO LIMA FILHO (DEFENSOR) SENTENCIADO:MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO
DO PARA PROMOTOR:NADILSON PORTILHO GOMES TERCEIRO:JOSE RAIMUNDO FERREIRA DA
COSTA. PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ GABINETE DA
DESEMBARGADORA DIRACY NUNES ALVES REEXAME NECESSÁRIO PROCESSO Nº: 0001961-
49.2014.814.0121 ÓRGÃO JULGADOR: 2ª TURMA DE DIREITO PÚBLICO. COMARCA: SANTA LUZIA
DO PARÁ SENTENCIADO/REQUERENTE: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ E
DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO PARÁ. PROMOTOR DE JUSTIÇA: NADILSON PORTILHO
GOMES DEFENSOR PÚBLICO: JOAQUIM AZAVEDO LIMA FILHO SENTENCIADO: MUNICÍPIO DE
SANTA LUZIA DO PARÁ SENTENCIANTE: JUÍZO DE DIREITO DA VARA ÚNICA DA COMARCA DE
SANTA LUZIA DO PARÁ PROCURADOR DE JUSTIÇA: NELSON PEREIRA MEDRADO RELATORA:
DESEMBARGADORA DIRACY NUNES ALVES. DECISÃO MONOCRÁTICA Trata-se de remessa
necessária de sentença de fls. 447-452 dos autos da ação civil pública com pedido de liminar, ajuizada
pelo Ministério Público do Estado do Pará e Defensoria Pública do Estado do Pará em face do Município
de Santa Luzia do Pará, que julgou parcialmente procedentes os pedidos deduzidos na inicial. A sentença
ora reexaminada assim consignou: "(...) Os autores pleiteiam sejam pagos aos servidores os salários e 13º
atrasado referente ao ano 2012, pleiteando ainda indenização por dano moral. Pois bem, tenho que a
demanda merece parcial procedência, sendo integralmente devidos os pagamentos a título de salários e
13º, contudo indevidas indenizações como dano moral. Isto porque não restou comprovado, sequer
consignado fatos individualizados a alicerçar o Juízo quanto à configuração concreta do abalo moral,
psíquico ou físicos ensejadores da indenização compensatória. Ainda, oportunizada a produção de prova,
pugnaram os autores pelo julgamento antecipado, dispensando qualquer produção de prova nesse
sentido, pelo que resta improcedente pleitos de indenização a título de danos morais". Não houve
interposição de recursos, conforme certidão acostada à fl. 457. A d. Procuradoria de Justiça em brilhante
manifestação opinou pela manutenção total da sentença (fls. 463/466). É o breve relatório. Decido. Com
fundamento no art.496 do CPC, conheço do reexame necessário e passo a analisar seu mérito.
Analisando os autos, entendo que não merece qualquer reparo a sentença lançada às fls. 447-452 dos
autos, pois que em conformidade com o direito aplicado à matéria. Extrai-se dos autos que, após
instauração de inquérito civil público de n.º 02/2013-MP/PJSLP, ficou demonstrado que o município de
Santa Luzia do Pará, de forma injustificada, deixou de pagar regularmente o salário e demais vantagens
aos servidores públicos nos meses finais de 2012. O direito ao recebimento dos salários é um direito
constitucionalmente protegido e somente é desconstituído pela administração pública com a apresentação
de documentos que comprovam o pagamento ou o ato de exoneração dos autores em período anterior ao
mês cobrado. Pois bem, as verbas em discussão (salários de outubro, novembro, dezembro e 13º salário
do ano de 2012) são a contraprestação pelo uso da força laboral do homem e não lhe pode ser negada em
atenção aos mais comezinhos princípios legais e éticos, sob pena de se reconhecer a possibilidade de
verdadeiro trabalho escravo. Em contrapartida, é vedado o enriquecimento ilícito da administração, não
podendo eximir-se da responsabilidade do pagamento devido aos servidores que efetivamente
trabalharam, não se podendo devolver a força de trabalho por eles despendida. Compulsando os autos,
percebo que o Município de Santa Luzia do Pará não se desincumbiu do ônus de comprovar fato extintivo,
modificativo ou impeditivo do direito do autor, na forma do artigo 333, II, do CPC. Dessa forma, não se
desincumbindo a Municipalidade do seu ônus probatório, o pagamento aos servidores dos salários
pleiteados, é medida que se impõe. Nesse sentido: APELAÇÃO CÍVEL. PRELIMINAR DE
CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. AÇÃO DE COBRANÇA. SERVIDOR MUNICIPAL.
VERBAS SALARIAIS EM ATRASO. PAGAMENTO. NÃO COMPROVAÇÃO. ÔNUS DA PROVA DO RÉU.
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SENTENÇA MANTIDA. - Se a decisão proferida na vigência do Código de Processo Civil de 1973 que
indeferiu a produção de provas não foi atacada por meio de recurso próprio, opera-se a preclusão, não
restando configurado o cerceamento de defesa. - O município é responsável pelo pagamento das verbas
salariais de seus servidores, e não o ex-gestor, que por meio de mandato eletivo temporariamente o
representa. - É induvidoso que a prova do pagamento das verbas remuneratórias devidas recai sobre o
município, de modo que não tendo o mesmo feito prova dos fatos impeditivos, modificativos ou extintivos
do direito da parte autora, a manutenção da sentença que condenou o ente público no pagamento da
parcela salarial é medida que se impõe. (TJMG - Apelação Cível 1.0123.14.002895-2/001, Relator(a):
Des.(a) Moacyr Lobato, 5ª CÂMARA CÍVEL, julgamento em 09/03/2017, publicação da súmula em
21/03/2017) APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO ADMINISTRATIVO. AÇÃO DE COBRANÇA. SERVIDORA
PÚBLICA MUNICIPAL DE CAPELINHA. VERBAS REMUNERATÓRIAS NÃO PAGAS. DENUNCIAÇÃO À
LIDE DO EX-PREFEITO. NÃO CABIMENTO. SALÁRIO INTEGRAL DE DEZEMBRO E PARCELA DO
DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO DE 2008. FATO NEGATIVO. ÔNUS DA PROVA. AUSÊNCIA DE
COMPROVAÇÃO DO PAGAMENTO PELO MUNICÍPIO. PROCEDÊNCIA DA AÇÃO. SENTENÇA
CONFIRMADA NO REEXAME NECESSÁRIO CONHECIDO DE OFÍCIO. PREJUDICADA A ANÁLISE DO
RECURSO VOLUNTÁRIO. - Tratando-se de condenação ilíquida imposta à Fazenda Pública, não incide a
exceção prevista no art. 475, §2º, do CPC, conforme o enunciado da Súmula 490, do Superior Tribunal de
Justiça, motivo pelo qual deve ser conhecido, de ofício, o reexame necessário. - Incumbe ao ente estatal e
não ao seu representante legal, responder pelo pagamento de verbas trabalhistas pleiteadas pelo servidor,
pelo que não é cabível nesta sede a pretendida denunciação à lide. - No que tange ao ônus da prova, o
art. 333, do CPC, prevê que cabe ao autor o dever de provar o fato constitutivo do seu direito, restando ao
réu comprovar a existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Em se tratando
de "fato negativo" alegado pelo autor - inexistência de pagamento das verbas salariais -, o ônus da prova
se inverte, devendo o réu comprovar a ocorrência do saldar. - Demonstrada a existência de vínculo jurídico
entre autora e réu durante o período reclamado e ausente a prova de que foram pagas à demandante as
verbas salariais reclamadas, a procedência da pretensão é medida que se impõe. - Sentença confirmada
em reexame necessário conhecido de ofício, prejudicado o recurso de apelação. (TJMG - Apelação Cível
1.0123.13.000065-6/001, Relator(a): Des.(a) Claret de Moraes, 6ª CÂMARA CÍVEL, julgamento em
01/12/2015, publicação da súmula em 11/12/2015) Corroborando do mesmo entendimento, esta Corte já
se manifestou: EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. REEXAME NECESSÁRIO
E APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO ORDINÁRIA DE COBRANÇA. SERVIDORES PÚBLICOS. CONTRATAÇÃO
TEMPORÁRIA. CONTRATO DE TRABALHO IRREGULAR. NULIDADE DA CONTRATAÇÃO. SALÁRIOS
NÃO ADIMPLIDOS PELA MUNICIPALIDADE. RECONHECIMENTO DO DIREITO AO RECEBIMENTO DA
VERBA. ENTENDIMENTO DO STJ. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO. EM
REEXAME NECESSÁRIO, SENTENÇA ALTERADA, APENAS PARA EXCLUIR A CONDENAÇÃO DA
FAZENDA PÚBLICA ÀS CUSTAS PROCESSUAIS. I- A Constituição da República Federativa do Brasil,
em seu artigo 37, II, estabelece os princípios que os Entes Federativos devem obrigatoriamente obedecer,
bem como dispõe a necessidade de aprovação prévia em concurso público para a investidura em cargo ou
emprego público. Ao desobedecer diretamente a Constituição Federal, há violação do princípio da
moralidade e assim, a nulidade do contrato é medida que se impõe. II- Apesar de ser considerado nulo o
contrato firmado entre as partes, o posicionamento da nossa mais alta Corte de Justiça é no sentido do
reconhecimento do direito, apenas, ao saldo de salário efetivamente trabalhado. III- Inexistindo prova de
fato impeditivo, extintivo ou modificativo do direito dos autores/apelados, deve o réu/apelante suportar o
compromisso assumido e cumprir sua obrigação (art. 333, II, do CPC c/c art. 320 do CC), restando
constituído o direito de recebimento das verbas remuneratórias relativas ao período determinado na
sentença, sob pena de enriquecimento ilícito; IV- A única exceção refere-se ao pagamento do salário do
mês de setembro de 2000, ao autor Aurélio Rocha Ferreira, uma vez que o documento de fls. 16 dos autos
comprova o efetivo pagamento da verba do referido mês, razão pela qual tal parcela deve ser excluída da
condenação da Municipalidade. V- O magistrado de piso condenou o município réu ao pagamento das
custas processuais. Todavia, de acordo com o que prevê o artigo 15, ?g?, da Lei Estadual nº 5.738/93, a
Fazenda Pública é isenta do pagamento do ônus processual. VI- Recurso conhecido e parcialmente
provido, apenas para excluir da condenação do réu o pagamento do salário referente ao mês de setembro
de 2000, referente ao autor Aurélio Rocha Ferreira, mantendo os demais termos da sentença em relação
aos demais autores. VII- Em Reexame Necessário, sentença alterada apenas para excluir a condenação
da Fazenda Pública nas custas processuais. Decisão unânime. (2018.03305651-95, 194.245, Rel.
ROSILEIDE MARIA DA COSTA CUNHA, Órgão Julgador 2ª CÂMARA CÍVEL ISOLADA, Julgado em
2018-08-13, Publicado em 2018-08-17) APELAÇÃO CÍVEL. ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL.
SERVIDORES PÚBLICOS. ÁREA DA SAÚDE. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. COBRANÇA DE SALÁRIOS
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ATRASADOS. JULGAMENTO ANTECIPADO DA LIDE. SENTENÇA DE PROCEDÊNCIA COM


COMINAÇÃO DE ASTREINTES. NOVO GESTOR MUNICIPAL QUE IMPUTA O NÃO PAGAMENTO À
PRÁTICA DE ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA DO EX-PREFEITO. MUNICÍPIO RÉU QUE
NÃO SE DESINCUMBIU DO ÔNUS DE COMPROVAR O DEVIDO PAGAMENTO. INTELIGÊNCIA DO
ART. 333, II DO CPC. AUSÊNCIA DE CONTESTAÇÃO DOS FATOS ALEGADOS NA INICIAL.
ALEGAÇÃO DE QUE O PAGAMENTO DA DÉBITOS DA GESTÃO ANTERIOR NÃO INSCRITOS COMO
RESTOS A PAGAR CARACTERIZARIA AFRONTA À LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL (LRF).
IMPROCEDÊNCIA. VIOLAÇÃO À DIREITO FUNDAMENTAL SOCIAL. VERBA ALIMENTAR E MÍNIMO
EXISTENCIAL. DÍVIDA DO ENTE PÚBLICO MUNICIPAL, INDEPENDENTE DE TER SIDO A
OBRIGAÇÃO CONTRAÍDA NA GESTÃO ANTERIOR. AUSÊNCIA DE NOTA DE EMPENHO QUE NÃO
COMPROMETE O PAGAMENTO DA DÍVIDA CONTRAÍDA ANTERIORMENTE. ATRIBUIÇÃO
IMPUTÁVEL AO ENTE E NÃO AO GESTOR. PRINCÍPIO DA IMPESSOALIDADE. POSSIBILIDADE DE
AÇÃO REGRESSIVA CONTRA O EX-PREFEITO. EX VI DO ART. 37, § 6º DA CR/88. QUANTO Á
ISENÇÃO DE CUSTAS, DESPESAS E TAXAS JUDICIÁRIAS, MERECE RAZÃO O RECORRENTE, POIS
A FAZENDA PÚBLICA É ISENTA DO PAGAMENTO DAS CUSTAS PROCESSUAIS E DEMAIS
EMOLUMENTOS, CONFORME DETERMINA O ART. 15, G DA LEI ESTADUAL N.º 5.738/93. RECURSO
CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO, APENAS PARA ISENTAR O MUNICÍPIO RECORRENTE
DO PAGAMENTO DE CUSTAS E DEMAIS EMOLUMENTOS, MANTENDO A SENTENÇA EM TODOS
OS SEUS DEMAIS TERMOS. UNÂNIME. (2015.04779635-35, 154.760, Rel. MARIA DO CEO MACIEL
COUTINHO, Órgão Julgador 1ª CÂMARA CÍVEL ISOLADA, Julgado em 2015-12-14, publicado em 2015-
12-17). 3ª CÂMARA CÍVEL ISOLADA APELAÇÃO CÍVEL Nº 2014.3.014599-1 COMARCA DE ORIGEM:
[...] In casu, os Autores/Apelados demonstraram pelos documentos acostados a condição de servidores
públicos municipais e o vínculo jurídico estatutário com a municipalidade, fato que foi ratificado também
em audiência pelo preposto do município, que confirmou ainda que o antigo gestor da Prefeitura de Muaná
não pagou os salários de dezembro de 2012 de todo o funcionalismo municipal. Ademais, a apelante não
produziu qualquer prova em sentido contrário, ônus que lhe incumbia à luz do que estabelece o artigo 333,
II, do CPC. Destarte, comprovado o vínculo e a prestação de serviços, obrigatório o pagamento das verbas
salariais aos apelados. Por fim, quanto aos honorários, em juízo de apreciação equitativa, com supedâneo
no artigo 20, § 4º, do CPC, mantenho a verba arbitrada no importe de R$ 400,00 (quatrocentos reais),
visto que este valor não se afigura aviltante nem excessivo e está em consonância com o princípio da
razoabilidade, considerando que se trata de causa de menor complexidade e contra a fazenda pública. Ao
exposto, CONHEÇO E NEGO PROVIMENTO ao recurso de Apelação interposto pelo Município de
Muaná, mantendo integralmente os termos da sentença combatida. P. R. Intimem-se a quem couber. Após
o trânsito em julgado da decisão promova-se a respectiva baixa nos registros de pendência referente a
esta Relatora e, devidamente certificado, remetam-se os autos a origem. À Secretaria para as devidas
providências. Belém, (PA), 15 de março de 2016. Desa. EDINÉA OLIVEIRA TAVARES Desembargadora
Relatora (2016.00996953-02, Não Informado, Rel. EDINEA OLIVEIRA TAVARES, Órgão Julgador 3ª
CÂMARA CÍVEL ISOLADA, Julgado em 2016-04-06, Publicado em 2016-04-06) ACÓRDÃO Nº:
SECRETARIA DA 3ª CÂMARA ISOLADA COMARCA DA CAPITAL REEXAME
NECESSÁRIO/APELAÇÃO N° 0058334-50.2011.814.0301 APELANTE/SENTENCIADO: ESTADO DO
PARÁ APELADO/SENTENCIANTE: MARCELO LUIZ BEZERRA DA SILVA RELATORA: DESª. MARIA
FILOMENA DE ALMEIDA BUARQUE EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL. SERVIDOR PÚBLICO
ESTATUTÁRIO. FGTS INDEVIDO. VERBAS SALARIAIS. ÔNUS DA PROVA DO PAGAMENTO QUE
COMPETE AO ESTADO DO PARÁ. JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA. LEI 9494/97 [...] Ônus da prova
de pagamento de verbas salariais que compete ao réu. Ausência de prova documental. - Nas
condenações da Fazenda Pública, juros e correção monetária devem incidir de acordo com o disposto no
art. 1º-F da Lei n.º 9.494/97. - Apelo conhecido e parcialmente provido. Sentença parcialmente reformada
em sede de reexame necessário. DECISÃO MONOCRÁTICA [...] Deste modo, nos termos do art. 333, do
CPC, ao requerente incumbe o ônus de provar o fato constitutivo de seu direito e ao requerido o de
demonstrar o fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito pleiteado. No caso, restou demonstrado o
fato constitutivo do direito do autor, ora apelado, em relação às verbas acima mencionadas, entretanto,
não restou demonstrada a comprovação do pagamento pelo apelante. [...]. Ante o exposto, CONHEÇO do
presente recurso e NEGO-LHE PROVIMENTO, com fundamento no art. 133, XI do Regimento Interno
deste Eg. TJPA. Em sede de Reexame Necessário, reformo a sentença objurgada para afastar a
condenação do Estado do Pará ao pagamento de FGTS, mantendo-se somente à condenação ao saldo de
salário, aplicando-se correção monetária e juros conforme o art. 1º-F da Lei nº 9.494/97. Belém/PA, 29 de
setembro de 2016. MARIA FILOMENA DE ALMEIDA BUARQUE Desembargadora Relatora (TJPA-
2016.03975381-67, Não Informado, Rel. CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO, Órgão Julgador 2ª
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TURMA DE DIREITO PÚBLICO, Julgado em 2016-10-20, publicado em 2016-10-20). Por tais razões, pelo
que autoriza a Súmula 253 do STJ, em decisão monocrática, nego seguimento ao reexame necessário,
com fulcro no art. 133, XI, alínea d" do RITJ/PA e na forma do art. 557 do CPC/73, mantenho a sentença
recorrida em todos os seus termos e pelos seus próprios fundamentos, pois que de acordo com a
jurisprudência desta Corte. Após o trânsito em julgado da presente decisão proceda-se a baixa do
presente processo no sistema Libra 2G e posterior remessa ao Juízo de origem para ulteriores de direito.
É como decido. Belém, 14 de fevereiro de 2019. Desembargadora Diracy Nunes Alves Relatora
PROCESSO: 00048853120148140057 PROCESSO ANTIGO: ----
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): DIRACY NUNES ALVES Ação: Remessa
Necessária Cível em: 25/02/2019 SENTENCIANTE:JUIZO DE DIREITO DA VARA UNICA DA COMARCA
DE SANTA MARIA DO PARA SENTENCIADO:MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA
PROMOTOR:FRANCYS LUCY GALHARDO DO VALE INTERESSADO:M. V. G. S.
SENTENCIADO:MUNICIPIO DE SANTA MARIA DO PARA Representante(s): OAB 17838 - JOAO BOSCO
PEREIRA DE ARAUJO JUNIOR (ADVOGADO) . PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO
ESTADO DO PARÁ GABINETE DA DESEMBARGADORA DIRACY NUNES ALVES REEXAME
NECESSÁRIO PROCESSO Nº: 0004885-31.2014.814.0057 ÓRGÃO JULGADOR: 2ª TURMA DE
DIREITO PÚBLICO. COMARCA: SANTA MARIA DO PARÁ SENTENCIADO/REQUERENTE:
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ. PROMOTORA DE JUSTIÇA: FRANCYS GALHARDO
DO VALE SENTENCIADO: MUNICÍPIO DE SANTA MARIA DO PARÁ SENTENCIANTE: JUÍZO DE
DIREITO DA VARA ÚNICA DA COMARCA DE SANTA MARIA DO PARÁ PROMOTOR DE JUSTIÇA
CONVOCADO: HAMILTON NOGUEIRA SALAME RELATORA: DESEMBARGADORA DIRACY NUNES
ALVES. DECISÃO MONOCRÁTICA Trata-se de remessa necessária de sentença de fls. 51-53 dos autos
da ação civil pública com pedido de antecipação dos efeitos da tutela, ajuizada pelo Ministério Público do
Estado do Pará em face do Município de Santa Maria do Pará, que julgou procedente o pedido inicial.
Antecipação da tutela deferida às fls. 43-44. Decorrido o prazo para contestação, apesar de regularmente
citado/intimado, o Município não se manifestou (certidão de fl. 50). Sobreveio sentença que julgou
procedente o pedido inicial e condenou o Município de Santa Maria do Pará em obrigação de fazer,
consistente em fornecer ao infante M.V.G.D.S transporte adequado para a frequência a tratamento médico
na instituição APAE, localizada no Município de Castanhal, às segundas, quartas e sextas-feiras, com
início às 14h. Não houve recurso voluntário, conforme certificado à fl. 57 dos autos. Distribuídos os autos
no 2º grau de jurisdição, o Ministério Público afirmou ser dispensável sua atuação com base na
Recomendação n.º 34/2016 do CNMP (fls. 65/66). É o breve relatório. Decido. Analisando os autos,
entendo que não merece qualquer reparo a sentença lançada às fls. 51-53 dos autos, pois que em
conformidade com o direito aplicado à matéria. No caso concreto, ficou claro que o infante M.V.G.D.S. é
portador de necessidades especiais (retardo no desenvolvimento motor ocasionado por paralisia cerebral)
e que o cidade de Santa Maria do Pará não dispõe de tratamento especializado para atendê-lo, razão pela
qual o menor precisa se deslocar até a cidade de Castanhal para fazer seu tratamento três vezes por
semana, na APAE. A Constituição Federal, quanto ao direito à saúde, em seu artigo 196, bem definiu o
tema em discussão, a saber: Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante
políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso
universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. A respeito do
assunto, trago a orientação doutrinária: Define este artigo a saúde como direito subjetivo público, exigível
do Estado, o qual deve atuar tanto de forma preventiva como reparativa ou curativa, sendo que a atuação
preventiva foi privilegiada. Na verdade, essa definição de saúde coincide em grande parte com aquela
adotada pela Organização Mundial de Saúde - OMS, no preâmbulo de sua constituição, que a concebe
não apenas como a ausência de doença, mas como um estado de total bem-estar físico, mental e social.
Mais do que isso, porém, a amplitude do conceito constitucional da saúde e o seu nítido caráter de direito
subjetivo público mostram a indubitável filiação do constituinte à ideia de seguridade social, sobretudo por
conta da universalidade do acesso à proteção. Sem dúvida é na saúde que o princípio da universalidade
da cobertura e do atendimento alcança maior aplicação no Brasil, como manifestação do princípio da
igualdade.1 Ainda, importante destacar que restou demonstrado aos autos a hipossuficiência econômica
do representante legal do menor de fornecer, às suas expensas, o transporte regular do infante. Assim,
entendo que o tratamento do infante se mostra imprescindível como garantia ao direito à saúde. Nesse
sentido: APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO PÚBLICO NÃO ESPECIFICADO. TRATAMENTO DE SAÚDE. 1.
Da preliminar. 1.1. Responsabilidade solidária. Cumpre tanto à União, quanto ao Estado e ao Município,
modo solidário, à luz do disposto nos artigos 196 e 23, II, da CF/88, o fornecimento de medicamentos a
quem deles necessita, mas não pode arcar com os pesados custos. A ação poderá ser proposta contra um
ou contra outro, ou, ainda, contra Estado e Município, pois todos os entes federativos têm
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responsabilidade acerca da saúde pública. 2. Mérito. 2.1 Autoaplicabilidade do art. 196 da Constituição
Federal de 1988. Postulado constitucional da dignidade da pessoa humana. O direito à saúde é garantia
fundamental, prevista no art. 6º, caput, da Carta, com aplicação imediata - leia-se § 1º do art. 5º da mesma
Constituição -, e não um direito meramente programático. 2.2 Princípio da tripartição dos poderes. Dos
princípios da razoabilidade e proporcionalidade. Da proibição de retrocesso. A violação de direitos
fundamentais, sobretudo a uma existência digna, legitima o controle judicial, haja vista a inércia do Poder
Executivo. Princípio da reserva do possível. Não se aplica quando se está diante de direitos fundamentais,
em que se busca preservar a dignidade da vida humana, consagrado na CF/88 como um dos fundamentos
do nosso Estado Democrático e Social de Direito (art. 1º, inc. III, da Carta Magna). 2.4 Princípio da
proteção do núcleo essencial. Princípio da vinculação. É de preservação dos direitos fundamentais que se
trata, evitando-se o seu esvaziamento em decorrência de restrições descabidas, desnecessárias ou
desproporcionais. Direito ao tratamento. Sendo dever do ente público a garantia da saúde física e mental
dos indivíduos, e restando comprovada nos autos a necessidade da parte requerente de submeter-se ao
tratamento descrito na inicial, imperiosa a procedência do pedido para que o ente público o custeie.
Exegese que se faz do disposto nos artigos 196 e 198, incisos, da Constituição Federal de 1988, e 241 da
Constituição Estadual do Rio Grande do Sul, bem como na Lei Estadual/RS n.º 9.908/93. APELO
DESPROVIDO. (Apelação Cível Nº 70070582572, Primeira Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS,
Relator: Carlos Roberto Lofego Canibal, Julgado em 14/12/2016) APELAÇÃO CÍVEL. ESTADO.
ASSISTÊNCIA À SAÚDE. ATENDIMENTO INTEGRAL. DIREITO DE TODOS E DEVER DO ESTADO
LATO SENSU. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. EXEGESE DOS ARTS. 196 E 198, II, DA CF.
SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA. REFORMA COM RESTABELECIMENTO DA LIMINAR. APELAÇÃO
PROVIDA. (Apelação Cível Nº 70063200588, Primeira Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator:
Irineu Mariani, Julgado em 01/06/2015). Por tais razões, pelo que autoriza a Súmula 253 do STJ, em
decisão monocrática, nego seguimento ao reexame necessário, na forma do art. 557 do CPC/73, porque a
sentença recorrida encontra-se de acordo com a jurisprudência pátria sobre a matéria, nos termos a
fundamentação. Após o trânsito em julgado da presente decisão proceda-se a baixa do presente processo
no sistema Libra 2G e posterior remessa ao Juízo de origem para ulteriores de direito. É como decido.
Belém, 13 de fevereiro de 2019. Desembargadora Diracy Nunes Alves Relatora PROCESSO:
00050599020148140008 PROCESSO ANTIGO: 201430226361
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): NADJA NARA COBRA MEDA Ação: Agravo de
Instrumento em: 25/02/2019 AGRAVADO:MINISTERIO PUBLICO ESTADUAL PROMOTOR(A):DANIEL
HENRIQUE QUEIROZ DE AZEVEDO AGRAVANTE:IMERYS RIO CAPIM CAULIM S/A Representante(s):
PEDRO BENTES PINHEIRO NETO (ADVOGADO) . PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO
ESTADO DO PARÁ 2ª Turma de Direito Público Gabinete da Desª. Nadja Nara Cobra Meda RECURSO:
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO PROCESSO Nº 0005059-
90.2014.814.0008 COMARCA DE BARCARENA EMBARGANTE: IMERYS RIO CAPIM CAULIM S/A
EMBARGADO: MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL RELATORA: DESA. NADJA NARA COBRA MEDA
DESPACHO Tratam os presentes autos de Embargos de Declaração oposto pela IMERYS RIO CAPIM
CAULIM S/A, em face do acórdão de nº 164798, que negou provimento ao Agravo de Instrumento
interposto pelo embargante. Em síntese, o embargante, registra omissão em razão ao a extinção do
processo com resolução do mérito em razão da abrangência do pedido liminar pelo TAC celebrado entre
as partes e o MPE, bem como em relação à determinação de pagamento em dinheiro e o perigo da
irreversibilidade. Ao fim, pugna pela concessão de efeito suspensivo aos presentes embargos. Em
Contrarrazões, o embargado, requer seja negado provimento aos embargos interpostos, em razão de
ausência de vício a ser sanado Os autos foram distribuídos à esta relatoria. (fl. 152) Desde setembro de
2017 (petição fls.1200; 1202;1205;1207;1210;1213) há pedido de suspensão do feito em razão de
possibilidade de acordo. As partes atravessaram petição de fls. 1233-1253, requerendo mais uma vez
suspensão do feito em razão do Termo de Compromisso Extrajudicial firmado entre as partes e o
Município de Barcarena. Desta feita determino a suspensão do presente recurso, pelo prazo de máximo de
3 (três) anos, conforme cláusula décima terceira do TAC anexados aos autos (fls. 1239), período esse
estipulado para a conclusão da construção, implementação e entrega do aterro sanitário ao MUNICÍPIO
DE BARCARENA. Após este prazo, com ou sem manifestação, retornem-me conclusos os autos. À
Secretaria para as providências legais. Intimem-se. Cumpra-se. Belém, 19 de fevereiro de 2019. Desa.
NADJA NARA COBRA MEDA. Relatora PROCESSO: 00050941820148140051 PROCESSO ANTIGO: ----
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): DIRACY NUNES ALVES Ação: Apelação /
Remessa Necessária em: 25/02/2019 SENTENCIADO / APELADO:FRANCISCO ELSON SILVA
RODRIGUES Representante(s): OAB 14747 - FRANCISCA DAS CHAGAS OLIVEIRA DIAS (ADVOGADO)
SENTENCIADO / APELANTE:DEPARTAMENTO DE TRANSITO DO ESTADO DO PARA
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Representante(s): OAB 10619 - MARISE PAES BARRETO MARQUES (PROCURADOR(A))


SENTENCIANTE:JUIZO DE DIREITO DA OITAVA VARA CIVEL DA COMARCA DE SANTAREM. PODER
JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ PROCESSO N. 0005094-
18.2014.8.14.0051. DECISÃO Versam os autos sobre discussão acerca da possibilidade ou não do
DETRAN/PA impedir a renovação da CNH de motorista, em decorrência de o mesmo possuir pontuação
aplicada pelo cometimento de infrações graves à época em que o condutor tinha somente a Permissão
para Dirigir - PPD. É sabido que o DEPARTAMENTO DE TRÂNSITO DO ESTADO DO PARÁ requereu a
instauração de INCIDENTE DE RESOLUÇÃO DE DEMANDA REPETITIVA, com o objetivo de firmar tese
jurídica quanto à possibilidade de renovação de CNH definitiva por condutor com pontuação decorrente de
infrações graves, gravíssimas ou que seja reincidente nas infrações médias, dentro do período
permissionário. Por sua vez, o Plenário do Eg. Tribunal de Justiça, em sessão realizada no dia 04/04/2018,
admitiu o processamento do Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas, proc. nº 0009932.55-
2017.814.0000, em seguida, em decisão datada de 30/07/2018, a d. Des. Rela. determinou a suspensão
de todos os processos individuais ou coletivos em trâmite no âmbito do Poder Judiciário Estadual, que
versem sobre a questão objeto do incidente até o julgamento final do feito por este Egrégio Tribunal, nos
seguintes termos: EMENTA: INCIDENTE DE RESOLUÇÃO DE DEMANDAS REPETITIVAS-IRDR.
APLICABILIDADE DO ART.148 §§3º E 4º AO CONDUTOR QUE JÁ POSSUI A CARTEIRA DE
HABILITAÇÃO DEFINITIVA E TIVER PONTUAÇÃO DECORRENTE DE INFRAÇÕES GRAVES,
GRAVÍSSIMAS OU QUE SEJAM REINCIDENTE NAS INFRAÇÕES MÉDIAS, DENTRO DO PERÍODO
PERMISSIONÁRIO. RENOVAÇÃO DE CNH DEFINITIVA. EXISTÊNCIA DE EFETIVA REPETIÇÃO DE
PROCESSOS COM DECISÕES DISSONANTES NO ÂMBITO DESTE EGRÉGIO TRIBUNAL. RISCO. À
ISONOMIA E À SEGURANÇA JURÍDICA CONFIGURADO. INEXISTÊNCIA DE AFETAÇÃO NO ÂMBITO
DOS TRIBUNAIS SUPERIORES SOB À SISTEMÁTICA DOS RECURSOS REPETITIVOS. REQUISITOS
DO ART.976 DO CPC/2015 PREENCHIDOS. IRDR ADMITIDO. 1. O presente incidente fora instaurado no
processo 0006908-65.2014.814.0051, em fase de apelação, ainda pendente de remessa a este Egrégio
Tribunal, portanto, não se trata de IRDR preventivo. 2. A questão submetida a julgamento consiste na
interpretação e aplicação do art.148 §§3º e 4º do Código de Trânsito Brasileiro, nos casos de o condutor já
possuir a carteira definitiva e tiver pontuação decorrente de infrações graves, gravíssimas ou que seja
reincidente nas infrações médias, dentro do período permissionário, previsto no §2º. 3. O incidente
pretende definir se a Administração pode criar óbices à renovação da Carteira Nacional de Trânsito,
obrigando o condutor ao reinicio do processo de habilitação, que, embora jád tenha obtido a definitiva,
cometeu as infrações relacionadas no §3º do art. 148, enquanto ainda estava no período da permissão. 4.
A matéria encontra efetiva repetição no âmbito deste Tribunal, tendo em vista a existência de decisões,
ora reconhecendo a ilegalidade da negativa do Detran/PA em permitir a renovação da CNH ou outros
procedimentos, ora reputando legal a conduta da Administração e a exigência de submissão a novo
processo de habilitação com base nos mencionados dispositivos. 5. A existência de julgamentos
dissonantes em diversos processos sobre a mesma matéria de direito suscitada põe em risco a isonomia e
a segurança jurídica, tornando imperiosa a uniformização da jurisprudência deste Egrégio Tribunal. 6. Não
havendo afetação no âmbito do STJ e do STF sob a sistemática dos recursos repetitivos, restam
preenchidos os requisitos para a admissibilidade do presente incidente. 7. IRDR admitido, nos termos do
art.976 do CPC/2015. 8. À unanimidade. (2018.01485880-54, 189.158, Rel. MARIA ELVINA GEMAQUE
TAVEIRA, Órgão Julgador TRIBUNAL PLENO DE DIREITO PÚBLICO, Julgado em 2018-04-04, Publicado
em 2018-04-30) Admitido o IRDR deve ser aplicado o art. 982, I do NCPC que determina a suspensão dos
processos pendentes, individuais ou coletivos, que tramitam no Estado. Deste modo, determino o
sobrestamento do presente feito. Ainda, que seja encaminhado para a Secretaria, para aguardar a decisão
final do Incidente. Belém, 15 de fevereiro de 2019. Desembargadora DIRACY NUNES ALVES Relatora
PROCESSO: 00085035320178140000 PROCESSO ANTIGO: ----
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): NADJA NARA COBRA MEDA Ação: Agravo de
Instrumento em: 25/02/2019 AGRAVANTE:ESTADO DO PARA FAZENDA PUBLICA ESTADUAL
Representante(s): OAB 15817 - DIEGO LEAO CASTELO BRANCO (PROCURADOR(A))
AGRAVADO:MARIA ESTELA PEREIRA CARVALHO. PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO
ESTADO DO PARÁ 2ª Turma de Direito Público Gabinete da Desª. Nadja Nara Cobra Meda PROCESSO
Nº: 0008503-53.2017.8.14.0000 ÓRGÃO JULGADOR: 2ª TURMA DE DIREITO PÚBLICO RECURSO:
AGRAVO DE INSTRUMENTO AGRAVANTE: ESTADO DO PARÁ AGRAVADO: MARIA ESTELA
PEREIRA CARVALHO RELATORA: DESA. NADJA NARA COBRA MEDA DESPACHO Considerando a
não citação do agravado, dispensa-se a intimação deste para apresentação de contrarrazões (REsp
898.207/RS, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, Primeira Turma, DJ 29.3.2007), de modo que os autos
deverão ser remetidos à Procuradoria de Justiça para exame e parecer. Int. Cumpra-se. Após, conclusos.
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Belém, 19 de fevereiro de 2019. Desa. NADJA NARA COBRA MEDA. Relatora PROCESSO:
00105319120178140000 PROCESSO ANTIGO: ---- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A):
LUIZ GONZAGA DA COSTA NETO Ação: Agravo de Instrumento em: 25/02/2019 AGRAVANTE:ESTADO
DO PARA Representante(s): OAB 5962 - JOSE RUBENS BARREIROS DE LEAO (PROCURADOR(A))
AGRAVADO:BRUNO ALVES CARDOSO Representante(s): OAB 21150-A - MARIA DANTAS VAZ
FERREIRA (ADVOGADO) OAB 21193 - MARCIO VAZ FERREIRA (ADVOGADO) PROCURADOR(A) DE
JUSTICA:ANTONIO EDUARDO BARLETA DE ALMEIDA. PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA
DO ESTADO DO PARÁ PROCESSO Nº 0010531-91.2017.8.14.0000 ÓRGÃO JULGADOR: 2.ª TURMA
DE DIREITO PÚBLICO RECURSO: AGRAVO DE INSTRUMENTO COMARCA: BELÉM (JUIZADO
ESPECIAL DA FAZENDA PÚBLICA) AGRAVANTE: ESTADO DO PARÁ PROCURADOR DO ESTADO:
JOSÉ RUBENS BARREIROS DE LEÃO - OAB/PA Nº 5962 AGRAVADO: BRUNO ALVES CARDOSO
ADVOGADO: MÁRCIO VAZ FERREIRA - OAB/PA Nº 21.193 RELATOR: DES. LUIZ GONZAGA DA
COSTA NETO AGRAVO INTERNO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSO SENTENCIADO.
PERDA DO OBJETO. PREJUDICIALIDADE. 1. Considerando que o processo foi sentenciado, fica
prejudicado o exame do agravo de instrumento. 2. Recurso não conhecido. DECISÃO MONOCRÁTICA
Tratam os presentes autos de AGRAVO DE INSTRUMENTO COM PEDIDO DE EFEITO SUSPENSIVO,
interposto por ESTADO DO PARÁ, contra decisão interlocutória proferida pelo Juizado Especial da
Fazenda Pública de Belém, nos autos da Ação Ordinária com Pedido de Antecipação de Tutela Inaudita
Altera Pars (n.º 0811532-48.2017.8.14.0301) promovida por BRUNO ALVES CARDOSO. O agravante
relata que a decisão de 1.º grau deferiu liminar, determinando que o Estado proceda o retorno do
agravado ao concurso público para provimento de cargos de nível superior das carreiras policiais de
investigador de polícia civil, de escrivão de polícia civil e papiloscopista - Edital nº 01/2016 - SEAD/PCPA,
11 de julho de 2016, considerando-o apto na subfase exame médico, habilitando-o a participar nas demais
fases do concurso, sob pena de multa diária de R$ 2.000,00 (dois mil reais), em caso de descumprimento.
Em suas razões, suscita que não há qualquer ilegalidade na reprovação do recorrido, mas estrito
cumprimento do edital, baseado em regulamentação técnica expressa no edital e autorizada por lei.
Acrescenta que, não sendo apresentado o exame de colesterol total e frações no prazo determinado,
torna-se válida a sua eliminação, no estrito cumprimento ao item 4.4.14 do edital. Aduz a estrita
observância ao princípio da legalidade e da vinculação às normas do edital e afiança que as conclusões
da banca examinadora não podem ser alteradas pelo Poder Judiciário, sob pena de interferência indevida
na avaliação feita pelo Poder Executivo, em afronta ao princípio da separação de poderes. Por tais
motivos, requer a concessão do efeito suspensivo ao presente recurso a fim de que seja sobrestada a
decisão do juízo a quo e, ao final, que a r. decisão seja cassada. Em decisão interlocutória (fls. 189/190),
deferi o pedido de efeito suspensivo. O recorrido apresentou agravo interno às fls.193/204 e contrarrazões
às fls. 208/221. A parte agravante apresentou contrarrazões ao agravo interno às fls.224/230. Em
manifestação de fl. 233/235, o Ministério Público de 1º grau manifestou-se pelo não seguimento do
presente recurso, porquanto manifestamente prejudicado. Em consulta ao Processo Judicial Eletrônico -
PJE procedida pela minha assessoria foi obtida informação de que o processo de origem foi sentenciado
no dia 28/11/2017. É o sucinto relatório. Decido. Considerando que o magistrado a quo sentenciou o feito
de 1º grau, julgando extinto o processo com resolução do mérito, com fundamento no art. 485, I do Código
de Processo Civil, fica prejudicado o exame do agravo de instrumento, em face de decisão interlocutória
que não mais subsiste, diante da perda superveniente do seu objeto. Ante o exposto, com fulcro no art.
932, III, do NCPC, não conheço do recurso porque manifestamente prejudicada a sua análise. Decorrido,
"in albis", o prazo recursal da presente decisão, certifique-se o seu trânsito em julgado e, em seguida,
arquivem-se os autos, dando-se baixa na distribuição deste Tribunal. Publique-se. Intime-se. Belém, 18 de
fevereiro de 2019. DES. LUIZ GONZAGA DA COSTA NETO RELATOR PROCESSO:
00198947320158140000 PROCESSO ANTIGO: ---- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A):
LUZIA NADJA GUIMARAES NASCIMENTO Ação: Agravo de Instrumento em: 25/02/2019
AGRAVADO:RUI GUILHERME CRUZ NEVES Representante(s): OAB 8286 - MAURO AUGUSTO RIOS
BRITO (ADVOGADO) OAB 19521 - MAURICIO DE OLIVEIRA LARANJEIRA (ADVOGADO)
AGRAVANTE:ESTADO DO PARA Representante(s): FRANCISCO EDSON LOPES DA ROCHA JUNIOR
(PROCURADOR(A)) . PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ
DESPACHO Intime-se o agravante para se manifestar quanto os documentos de fls.124/132, sob pena de
não conhecimento deste recurso. P.R.I.C. Belém, DESA. LUZIA NADJA GUIMARÃES NASCIMENTO
Relatora PROCESSO: 00508349320128140301 PROCESSO ANTIGO: ----
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): ELIANE VITÓRIA AMADOR QUARESMA Ação:
Apelação / Remessa Necessária em: 25/02/2019 SENTENCIADO / APELANTE:LAURO TADEU BRAGA
DA CONCEICAO Representante(s): OAB 12728 - CARLOS FELIPE BAIDEK (ADVOGADO) OAB 12727 -
95
TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

HUGO PINTO BARROSO (ADVOGADO) OAB 20372 - FERNANDA CASTRO SEGTOWICH


(ADVOGADO) OAB 21667 - BRUNA CRISTINE DE MIRANDA SANTOS (ADVOGADO) SENTENCIADO /
APELADO:INSITUTO DE PREVIDENCIA E ASSISTENCIA DO MUNICIPIO DE BELEM IPAMB
Representante(s): OAB 4293 - REGINA MARCIA DE CARVALHO CHAVES BRANCO
(PROCURADOR(A)) SENTENCIANTE:JUIZO DE DIREITO DA TERCEIRA VARA DE FAZENDA DE
BELEM PROCURADOR(A) DE JUSTICA:ANTONIO EDUARDO BARLETA DE ALMEIDA. ATO
ORDINATÓRIO Conforme dispõe o Provimento nº 0006/2006 - CJRMB, fica por este ato intimado, por
meio de seu patrono, para apresentar manifestação ao Agravo em Recurso Especial, interposto nestes
autos, no prazo legal. Belém, 21 de fevereiro de 2019 PROCESSO: 00767303620158140301 PROCESSO
ANTIGO: ---- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): ELIANE VITÓRIA AMADOR
QUARESMA Ação: Apelação Cível em: 25/02/2019 APELANTE:MUNICIPIO DE BELEM Representante(s):
OAB 3673 - IRLANA RITA DE CARVALHO CHAVES RODRIGUES (PROCURADOR(A))
APELADO:VANIA PATRICIA RIBEIRO AMARAL Representante(s): OAB 17024 - NIZOMAR DE MORAES
PEREIRA PORTO (ADVOGADO) OAB 24382 - ROBERIO ROSA GOMES (ADVOGADO)
PROCURADOR(A) DE JUSTICA:NELSON PEREIRA MEDRADO. ATO ORDINATÓRIO Conforme dispõe
o Provimento nº 0006/2006 - CJRMB, fica por este ato intimado, por meio de seu patrono, para apresentar
manifestação ao Agravo, interposto nestes autos, no prazo legal. Belém, 21/2/19

RESENHA: 25/02/2019 A 25/02/2019 - SECRETARIA 1ª CÂMARA CÍVEL ISOLADA - VARA: 1ª CÂMARA


CÍVEL ISOLADA PROCESSO: 00173193620088140301 PROCESSO ANTIGO: 201230105905
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): ELIANE VITÓRIA AMADOR QUARESMA Ação:
Apelação / Remessa Necessária em: 25/02/2019 SENTENCIADO / APELANTE:MUNICIPIO DE BELEM
Representante(s): OAB 5888 - JOSE ALBERTO SOARES VASCONCELOS (PROCURADOR(A))
SENTENCIADO / APELADO:PARA EMERGENCIA LTDA Representante(s): OAB 30487 - HENRYETH
MUNIZ DE MELLO (ADVOGADO) OAB 12808-A - FABIO SABINO DE OLIVEIRA RODRIGUES
(ADVOGADO) OAB 30487 - HENRYETH MUNIZ DE MELLO (ADVOGADO) OAB 12808-A - FABIO
SABINO DE OLIVEIRA RODRIGUES (ADVOGADO) SENTENCIANTE:JUIZO DA SEGUNDA VARA DE
FAZENDA DA CAPITAL. ATO ORDINATÓRIO Conforme dispõe o Provimento nº0006/2006 - CJRMB, fica
por este ato intimado, por meio de seu patrono, para apresentar manifestação ao Recurso Especial
interposto nestes autos, no prazo legal. Belém, 21/2/2019

RESENHA: 25/02/2019 A 25/02/2019 - SECRETARIA 2ª CÂMARA CÍVEL ISOLADA - VARA: 2ª CÂMARA


CÍVEL ISOLADA PROCESSO: 00364489220118140301 PROCESSO ANTIGO: 201430258976
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): ELIANE VITÓRIA AMADOR QUARESMA Ação:
Apelação / Remessa Necessária em: 25/02/2019 SENTENCIADO / APELANTE:INSTITUTO DE GESTAO
PREVIDENCIARIA DO ESTADO DO PARA - IGEPREV Representante(s): ADRIANA MOREIRA ROCHA
BOHADANA - PROC. AUTARQUICA (ADVOGADO) SENTENCIANTE:JUIZO DA 1ª VARA DE FAZENDA
DA CAPITAL SENTENCIADO / APELADO:CAROLINA NAZARE TAVARES NEVES SENTENCIADO /
APELADO:EDILEIA MONICA SILVA FERREIRA Representante(s): OAB 13372 - ALINE DE FATIMA
MARTINS DA COSTA (ADVOGADO) OAB 7985 - ROSANE BAGLIOLI DAMMSKI (ADVOGADO)
SENTENCIADO / APELADO:MARIA MADALENA SODRE DE MELO Representante(s): OAB 8514 -
ADRIANE FARIAS SIMOES (ADVOGADO) JOSE AUGUSTO COLARES BARATA E OUTROS
(ADVOGADO) OAB 8514 - ADRIANE FARIAS SIMOES (ADVOGADO) JOSE AUGUSTO COLARES
BARATA E OUTROS (ADVOGADO) REPRESENTANTE:EDILEIA MONICA SILVA FERREIRA
SENTENCIADO / APELADO:CHRISTIANE COSTA DA SILVA SENTENCIADO / APELADO:JHONNATHA
RAFAEL DO O FERREIRA DOS SANTOS SENTENCIADO / APELADO:FRANCISDALVA FERREIRA
COSTA SENTENCIADO / APELADO:MARIA RAIMUNDA DE SOUZA LISBOA Representante(s): OAB
8514 - ADRIANE FARIAS SIMOES (ADVOGADO) JOSE AUGUSTO COLARES BARATA E OUTROS
(ADVOGADO) OAB 8514 - ADRIANE FARIAS SIMOES (ADVOGADO) JOSE AUGUSTO COLARES
BARATA E OUTROS (ADVOGADO) PROCURADOR(A) DE JUSTICA:NELSON PEREIRA MEDRADO
Representante(s): OAB 11273 - VAGNER ANDREI TEIXEIRA LIMA (PROCURADOR(A)) . ATO
ORDINATÓRIO Conforme dispõe o Provimento nº 0006/2006 - CJRMB, fica por este ato intimado, por
meio de seu patrono, para apresentar manifestação ao Agravo em Recurso Especial, interposto nestes
autos, no prazo legal. Belém, 21/2/2019
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

RESENHA: 25/02/2019 A 25/02/2019 - SECRETARIA 3ª CÂMARA CÍVEL ISOLADA - VARA: 3ª CÂMARA


CÍVEL ISOLADA PROCESSO: 00059642320148140032 PROCESSO ANTIGO: ----
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): ELIANE VITÓRIA AMADOR QUARESMA Ação:
Apelação Cível em: 25/02/2019 APELANTE:BANCO DO BRASIL SA Representante(s): OAB 211.648 -
RAFAEL SGANZERLA DURAND (ADVOGADO) OAB 19807 - ELLEM CRISTINE SOARES GOMES
(ADVOGADO) APELADO:ENEUDSON VASCONCELOS DE ALMEIDA Representante(s): OAB 13789 -
CARIM JORGE MELEM NETO (ADVOGADO) . Conforme dispõe o Provimento nº 0006/2006 - CJRMB,
fica por este ato intimado, por meio de seu patrono, para apresentar manifestação ao Agravo Interno,
interposto nestes autos, no prazo legal. Belém, 21/02/2019

RESENHA: 25/02/2019 A 25/02/2019 - SECRETARIA 4ª CAMARA CIVEL ISOLADA - VARA: 4ª CAMARA


CIVEL ISOLADA PROCESSO: 00000842019968140201 PROCESSO ANTIGO: 201030208959
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): MARIA DE NAZARE SAAVEDRA GUIMARAES
Ação: Embargos à Execução em: 25/02/2019 APELADO:GUAJARA VEICULOS LTDA APELANTE:SIND
CONDUTORES MOT PESCA, MOT PESCA E PESCADO DOS ESTADOS PA E AP Representante(s):
RAIMUNDO RUBENS FAGUNDES LOPES (ADVOGADO) . PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE
JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ GABINETE DA DES.ª MARIA DE NAZARÉ SAAVEDRA GUIMARÃES
2ª CÂMARA CÍVEL ISOLADA PODER JUDICIÁRIOTRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ
Gabinete da Des.ª Maria de Nazaré Saavedra guimarães R. h. Considerando a Certidão de fls. 51, intime-
se pessoalmente a apelante para manifestação, no prazo de 15 (quinze) dias úteis. Após, conclusos.
Publique-se. Intimem-se. Belém (PA), 21 de fevereiro de 2019. MARIA DE NAZARÉ SAAVEDRA
G U I M A R Ã E S D e s e m b a r g a d o r a - R e l a t o r a
______________________________________________Gabinete da Desembargadora Maria de Nazaré
Saavedra Guimarães ________________________________________Gabinete da Desembargadora
Maria de Nazaré Saavedra Guimarães

RESENHA: 25/02/2019 A 25/02/2019 - SECRETARIA 5ª CAMARA CIVEL ISOLADA - VARA: 5ª CAMARA


CIVEL ISOLADA PROCESSO: 00084153920138140005 PROCESSO ANTIGO: 201330328671
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): DIRACY NUNES ALVES Ação: Procedimento
Comum em: 25/02/2019 AGRAVANTE:ESTADO DO PARA Representante(s): ROBERTA HELENA
BEZERRA DOREA - PROC. ESTADO (ADVOGADO) AGRAVADO:FERNANDA OLIVEIRA SANTOS
Representante(s): MARCIO ALVES FIGUEIRA - DEF. PUBLICO (ADVOGADO) . PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ PROCESSO N. 008415-39.2013.8.14.0005. R.h.
Considerando que a Defensoria Pública informa que ficou impossibilitada de se manifestar sobre o
despacho de fls. 325 porque não conseguiu contato com a agravada. Considerando que se tratam de
documentos de extrema importância, os quais dão conta de que a mesma pediu desligamento do Curso de
Formação de Soldados, fato que acarretaria clara perde de interesse processual. Considerando o disposto
no art. 9º e 10º do CPC. Determino a intimação pessoal da agravada, no endereço constante nos autos
RUA ACESSO 5, N. 2132, BAIRRO DA SUDAM I, CIDADE DE ALTAMIRA, para que se manifeste no
prazo de 5 (cinco) dias sobre o despacho de fls. 325. Caso não seja frutífera a diligência, autorizo, desde
já, a sua intimação através de Edital, pelo prazo de 30 (trinta) dias. Proceda-se a diligência com urgência,
por se tratar de processo de META 2 do CNJ. Belém, 18 de fevereiro de 2019. Desembargadora DIRACY
NUNES ALVES Relatora PROCESSO: 00276377520138140301 PROCESSO ANTIGO: ----
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): ELIANE VITÓRIA AMADOR QUARESMA Ação:
Apelação Cível em: 25/02/2019 APELANTE:MARIA CARMELA TEDESCO VELOZO Representante(s):
OAB 9907 - ELIZANGELA MARTINS PANTOJA (ADVOGADO) APELANTE:MINISTERIO PUBLICO DO
ESTADO DO PARA PROMOTOR:SILVIO BRABO APELADO:INSTITUTO DE PREVIDENCIA E
ASSISTENCIA DO MUNICIPIO DE BELEM IPAMB Representante(s): REGINA MARCIA DE CARVALHO
CHAVES BRANCO (PROCURADOR(A)) OAB 19142 - ANA CAROLINE CONTE RODRIGUES
(PROCURADOR(A)) PROCURADOR(A) DE JUSTICA:ESTEVAM ALVES SAMPAIO FILHO. ATO
ORDINATÓRIO Conforme dispõe o Provimento nº 0006/2006 - CJRMB, fica por este ato intimado, por
meio de seu patrono, para apresentar manifestação ao Agravo Interno, interposto nestes autos, no prazo
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

legal. Belém, 21/2/19

Número do processo: 0002717-43.2005.8.14.0006 Participação: APELANTE Nome: COWOOD TIMBERS


LTDA Participação: ADVOGADO Nome: RAIMUNDO DELIO DE ARAUJO PAIVAOAB: 007100/PA
Participação: APELADO Nome: ESTADO DO PARADECISÃO Considerando a certidão de tempestividade,
constante dos autos,receboo recurso de Apelação no duplo efeito, conforme o disposto no artigo 1.012 do
NCPC[1].Considerando tratar-se de Embargos à Ação de Execução Fiscal, desnecessária a intervenção
do Ministério Público, nos termos da Súmula 189 do STJ.P.R.I. Cumpra-se. Belém/PA, 20 de fevereiro de
2019. Desembargadora EZILDAPASTANAMUTRANRelatora[1]Art. 1.012. A apelação terá efeito
suspensivo.§ 1oAlém de outras hipóteses previstas em lei, começa a produzir efeitos imediatamente após
a sua publicação a sentença que:

Número do processo: 0075741-30.2015.8.14.0301 Participação: APELANTE Nome: INSTITUTO DE


PREVIDENCIA E ASSISTENCIA DO MUNICIPIO DE BELEM Participação: APELADO Nome: ROSANA
MARIA MONTEIRO DOS SANTOS Participação: ADVOGADO Nome: DALIANA SUANNE SILVA
CASTROOAB: 40000ADECISÃO 1)Certifique o Sr. Secretárioa tempestividade do recurso de apelação (Id
nº 1246411)2) Se tempestivo, recebo a apelação somente no efeito devolutivo, nos termos do parágrafo
3º, do art. 14 da Lei 12.016/99 e art. 1.012, §1º, inciso V do CPC/2015.3) Remetam-se os autos
aoMinistério Público de 2º Graupara exame e pronunciamento.P.R.I.Após conclusos.Belém, 20 de
fevereiro de 2019. Desembargadora EZILDAPASTANAMUTRAN Relatora

Número do processo: 0800626-58.2019.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: CICERO TAVARES


DUARTE Participação: ADVOGADO Nome: ALCINDO VOGADO NETOOAB: 66000A Participação:
AGRAVADO Nome: BANCO DO ESTADO DO PARA S AProcesso nº0800626-58.2019.8.14.0000 -
25Comarca de Origem: BelémÓrgão Julgador: 1ª Turma de Direito PúblicoRecurso: Agravo de
InstrumentoAgravante:Cícero Tavares DuarteAdvogado: Alcindo Vogado Neto? OAB/PA 6.266Agravado:
Banco do Estado do Pará-BANPARÁRelator (a): DES. Roberto Gonçalves de Moura EMENTA: AGRAVO
DE INSTRUMENTO EM AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C PEDIDO DE INDENIZAÇÃO POR
DANOS MORAIS COM TUTELA DE URGÊNCIA. LIMITAÇÃO DE DESCONTOS EM DECORRENTE DE
EMPRESTIMO CONSIGNADO E DE NATUREZA PESSOAL. TETO DE 30% (TRINTA POR CENTO) DA
REMUNERAÇÃO DO AGRAVADO. DESCABIMENTO DA RESTRIÇÃO EM RELAÇÃO ÀS OPERAÇÕES
BANCÁRIAS DIVERSA DA CONSIGNAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL PRECEDENTE DO
STJ. AUSÊNCIA DA PROBABILIDADE DO DIREITO. TUTELA ANTECIPADA RECURSAL INDEFERIDA.
DECISÃO MONOCRÁTICATrata-se deAGRAVO DE INSTRUMENTO, com pedido de antecipação de
tutela recursal, interposto porCICERO TAVARES DUARTEvisando a reforma da decisão proferida pelo
Juiz da 2ª Vara Cível e Empresarial da Comarca da Capital que, nos autos daAÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE
FAZER, proc. nº 0830755-50.2018.8.14.0301, ajuizada em desfavor doBANCO DO ESTADO DO PARÁ-
BANPARÁ,indeferiu o pedido de tutela antecipada formulado na peça de ingresso.Em suas razões
(id.1343979), historia o agravante que contraiu empréstimos junto ao banco agravado, pretendendo com
esta demanda processual a limitação dos descontos salariais ao patamar de 30%, em razão da dignidade
humana, haja vista que não pode o agravante ser despojado do seu salário em percentual superior, o que
está causando diversos transtornos e privações.Postula o agravante conhecimento do recurso, a
concessão da tutela antecipada com vistas à reforma da decisão, limitando os descontos na conta salário
do agravante a 30% (trinta por cento).É o relato do necessário.DECIDO.Presentes os pressupostos de
admissibilidade recursal, uma vez que tempestivo e dispensado de preparo ante a gratuidade de justiça
concedida e, estando a matéria tratada inserida no rol das hipóteses previstas no art. 1.015 do
NCPC/2015, conheço do presente recurso de Agravo de Instrumento e passo a apreciar o pedido de
antecipação de tutela recursal nele formulado.O Novo Código de Processo Civil/2015 em seu art. 1019,
inciso I, assim prevê:?Art. 1.019. Recebido o agravo de instrumento no tribunal e distribuído
imediatamente, se não for o caso de aplicação doart. 932, incisos III e IV, o relator, no prazo de 5 (cinco)
dias:I -poderá atribuir efeito suspensivo ao recursoou deferir, em antecipação de tutela, total ou
parcialmente, a pretensão recursal, comunicando ao juiz sua decisão;? (grifo nosso) Para fins de
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

concessão da antecipação de tutela neste grau, faz-se necessário a parte que a requer demonstrar a
existência de elementos que evidenciem a probabilidade do direito reclamado e o perigo de dano ou o
risco ao resultado útil do processo, conforme prescreve o artigo 300 do CPC, ?ipseris iteris? :Art. 300. A
tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o
perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo. Conforme se extrai do supratranscrito artigo, para
a concessão do efeito suspensivo, o relator deverá observar a probabilidade de provimento do recurso ou
se, sendo relevante a fundamentação, houver risco de dano grave ou de difícil reparação. No caso em
tela, insurge-se o agravante contra a decisão proferida pelo Magistrado de origem (id.1343982 ? fls.75/78
), que indeferiu o pedido de antecipação de tutela consistente na limitação de 30% (trinta por cento) dos
descontos da conta salário, ao fundamento de que a restrição não pode ser aplicada em relação às
operações bancárias de empréstimo distinto do consignado. De fato, observa-se que, em se tratando de
descontos em conta corrente, e não compulsório em folha que possui lei própria, o Judiciário tem se
valido, por analogia, em vista dos artigos 1º 2º, § 2º, da Lei n 10.820/2003, bem como do artigo 126 da Lei
nº 5810/94 c/c artigo 5º do Decreto Estadual nº 2.071/2010, que versam acerca dos descontos
consignados em folha de pagamento, que tem-se limitado o desconto a 30% (trinta por cento) da
remuneração percebida pelo servidor. Todavia, no caso em tela, consta, nos autos da ação principal, que
os descontos das parcelas da prestação contratual, conforme se afere do extrato (id. 1343982 ? fls. 45/46)
ocorrem posteriormente ao recebimento de seus rendimentos, não caracterizando, pois, consignação em
folha de pagamento. Assim, considerando a questão, não se mostra razoável e isonômico, a par de não ter
nenhum supedâneo legal, aplicar a limitação legal prevista para empréstimo consignado em folha de
pagamento, de maneira arbitrária, a contrato específico de mútuo livremente pactuado. Nesse passo,
vislumbra-se do acervo probatório que o agravante contraiuempréstimo junto à instituição agravada de
natureza pessoal. Nesse diapasão, tem-se que a decisão atacada se encontra em sintonia com o que
recentemente decidido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), nos autos do Recurso Especial nº
1.586.910 ? SP, de Relatoria do Ministro Luis Felipe Salomão, DJe: 03/10/2017, na qual aquele Sodalício
assentou que a limitação prevista nos empréstimos consignados não pode ser aplicada, por analogia, às
operações bancárias de natureza diversa. À vista do exposto,nos termos dos artigos 1.019, I,INDEFIROo
pedido de efeito suspensivo ativo até decisão ulterior.Intime-se a parte agravada para, caso queira e
dentro do prazo legal, responder ao recurso, sendo-lhe facultado juntar documentação que entender
conveniente, na forma do art. 1.019, II, do NCPC.Estando nos autos a resposta ou superado o prazo para
tal, vista ao Ministério Público com assento neste grau.Servirá a presente decisão como mandado/ofício,
nos termos da Portaria nº 3731/2005-GP. Belém, 21 de fevereiro de 2019. DesembargadorROBERTO
GONÇALVES DE MOURARelator

Número do processo: 0800729-65.2019.8.14.0000 Participação: RECORRENTE Nome: IZANILDO DE


MATOS DA SILVA Participação: ADVOGADO Nome: ALCINDO VOGADO NETOOAB: 66000A
Participação: RECORRIDO Nome: BANCO DO ESTADO DO PARA S AProcesso nº0800729-
65.2019.8.14.0000 -25 Comarca de Origem: BelémÓrgão Julgador: 1ª Turma de Direito PúblicoRecurso:
Agravo de InstrumentoAgravante:Izanildo de Matos da SilvaAdvogado: Alcindo Vogado Neto? OAB/PA
6.266Agravado: Banco do Estado do Pará-BANPARÁRelator (a): Des. Roberto Gonçalves de Moura
EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO EM AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C PEDIDO DE
INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS COM TUTELA DE URGÊNCIA. LIMITAÇÃO DE DESCONTOS EM
DECORRENTE DE EMPRESTIMO CONSIGNADO E DE NATUREZA PESSOAL. TETO DE 30% (TRINTA
POR CENTO) DA REMUNERAÇÃO DO AGRAVADO. DESCABIMENTO DA RESTRIÇÃO EM RELAÇÃO
ÀS OPERAÇÕES BANCÁRIAS DIVERSA DA CONSIGNAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL
PRECEDENTE DO STJ. AUSÊNCIA DA PROBABILIDADE DO DIREITO. TUTELA ANTECIPADA
RECURSAL INDEFERIDA. DECISÃO MONOCRÁTICATrata-se deAGRAVO DE INSTRUMENTO, com
pedido de antecipação de tutela recursal, interposto porIZANILDO DE MATOS DA SILVAvisando a
reforma da decisão proferida pelo Juiz da 9ª Vara Cível e Empresarial da Comarca da Capital que, nos
autos daAÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER, proc. nº 0808850-19.2018.8.14.0301, ajuizada em desfavor
doBANCO DO ESTADO DO PARÁ-BANPARÁ,indeferiu o pedido de tutela antecipada formulado na peça
de ingresso.Em suas razões (id.1354578), historia o agravante que contraiu empréstimos junto ao banco
agravado, pretendendo com esta demanda processual a limitação dos descontos salariais ao patamar de
30%, em razão da dignidade humana, haja vista que não pode o agravante ser despojado do seu salário
em percentual superior, o que está causando diversos transtornos e privações.Postula o agravante
conhecimento do recurso, a concessão da tutela antecipada com vistas à reforma da decisão, limitando os
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descontos na conta salário do agravante a 30% (trinta por cento).É o relato do


necessário.DECIDO.Presentes os pressupostos de admissibilidade recursal, uma vez que tempestivo e
dispensado de preparo ante a gratuidade de justiça concedida e, estando a matéria tratada inserida no rol
das hipóteses previstas no art. 1.015 do NCPC/2015, conheço do presente recurso de Agravo de
Instrumento e passo a apreciar o pedido de antecipação de tutela recursal nele formulado.O Novo Código
de Processo Civil/2015 em seu art. 1019, inciso I, assim prevê:?Art. 1.019. Recebido o agravo de
instrumento no tribunal e distribuído imediatamente, se não for o caso de aplicação doart. 932, incisos III e
IV, o relator, no prazo de 5 (cinco) dias:I -poderá atribuir efeito suspensivo ao recursoou deferir, em
antecipação de tutela, total ou parcialmente, a pretensão recursal, comunicando ao juiz sua decisão;?
(grifo nosso) Para fins de concessão da antecipação de tutela neste grau, faz-se necessário a parte que a
requer demonstrar a existência de elementos que evidenciem a probabilidade do direito reclamado e o
perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo, conforme prescreve o artigo 300 do CPC, ?ipseris
iteris? :Art. 300. A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a
probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo. Conforme se extrai do
supratranscrito artigo, para a concessão do efeito suspensivo, o relator deverá observar a probabilidade de
provimento do recurso ou se, sendo relevante a fundamentação, houver risco de dano grave ou de difícil
reparação. No caso em tela, insurge-se o agravante contra a decisão proferida pelo Magistrado de origem
(id.1354580 ? fls. 105/109), que indeferiu o pedido de antecipação de tutela consistente na limitação de
30% (trinta por cento) dos descontos da conta salário, ao fundamento de que a restrição não pode ser
aplicada em relação às operações bancárias de empréstimo distinto do consignado. De fato, observa-se
que, em se tratando de descontos em conta corrente, e não compulsório em folha que possui lei própria, o
Judiciário tem se valido, por analogia, em vista dos artigos 1º 2º, § 2º, da Lei n 10.820/2003, bem como do
artigo 126 da Lei nº 5810/94 c/c artigo 5º do Decreto Estadual nº 2.071/2010, que versam acerca dos
descontos consignados em folha de pagamento, que tem-se limitado o desconto a 30% (trinta por cento)
da remuneração percebida pelo servidor. Todavia, no caso em tela, consta, nos autos da ação principal,
que os descontos das parcelas da prestação contratual, conforme se afere do extrato (id. 1354580 ? fls.
55/56) ocorrem posteriormente ao recebimento de seus rendimentos, não caracterizando, pois,
consignação em folha de pagamento. Assim, considerando a questão, não se mostra razoável e
isonômico, a par de não ter nenhum supedâneo legal, aplicar a limitação legal prevista para empréstimo
consignado em folha de pagamento, de maneira arbitrária, a contrato específico de mútuo livremente
pactuado. Nesse passo, vislumbra-se do acervo probatório que o agravante contraiuempréstimo junto à
instituição agravada de natureza pessoal. Nesse diapasão, tem-se que a decisão atacada se encontra em
sintonia com o que recentemente decidido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), nos autos do Recurso
Especial nº 1.586.910 ? SP, de Relatoria do Ministro Luis Felipe Salomão, DJe: 03/10/2017, na qual
aquele Sodalício assentou que a limitação prevista nos empréstimos consignados não pode ser aplicada,
por analogia, às operações bancárias de natureza diversa. À vista do exposto,nos termos dos artigos
1.019, I,INDEFIROo pedido de efeito suspensivo ativo até decisão ulterior.Intime-se a parte agravada para,
caso queira e dentro do prazo legal, responder ao recurso, sendo-lhe facultado juntar documentação que
entender conveniente, na forma do art. 1.019, II, do NCPC.Estando nos autos a resposta ou superado o
prazo para tal, vista ao Ministério Público com assento neste grau.Servirá a presente decisão como
mandado/ofício, nos termos da Portaria nº 3731/2005-GP. Belém, 21 de fevereiro de 2019.
DesembargadorROBERTO GONÇALVES DE MOURARelator

Número do processo: 0804545-89.2018.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: ATILIO MATHEUS


BEZ FONTANA SILVA Participação: ADVOGADO Nome: DINAINA SANDES PINHEIROOAB:
1607600S/MA Participação: AGRAVADO Nome: HERBINORTE PRODUTOS AGROPECUARIOS LTDA
Participação: ADVOGADO Nome: GUINTHER REINKEOAB: 1481560A/MG Participação: ADVOGADO
Nome: THAWANY VALADAO FERRAZOAB: 26250/PA Participação: ADVOGADO Nome: GIANPAOLO
ZAMBIAZI BERTOL ROCHAOAB: 8642500A/MG1ª TURMA DE DIREITO PRIVADOAGRAVO DE
INSTRUMENTO Nº 0804545-89.2018.8.14.0000AGRAVANTE:ATILIO MATHEUS BEZ FONTANA
SILVAAGRAVADO:HERBINORTE PRODUTOS AGROPECUARIOS LTDA RELATORA: DESª. MARIA
FILOMENA DE ALMEIDA BUARQUE AGRAVO DE INSTRUMENTO. TUTELA DE URGÊNCIA.
CAUTELAR ANTECEDENTE. DÍVIDA LÍQUIDA, CERTA E EXIGÍVEL. ARRESTO DE SOJA.
REQUERIMENTO DE ARRESTO QUE NÃO COMPROVOU O RISCO DE DILAPIDAÇÃO DE BENS OU
INDÍCIOS DE QUE A PARTE ESTEJA SE OCULTANDO. TUTELA DE URGÊNCIA DEFERIDA EM 1º
GRAU SEM A PRESTAÇÃO DE CAUÇÃO. RECURSO PROVIDO. D E C I S Ã O MONOCRÁTICA Trata-
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

se deAGRAVO DE INSTRUMENTO COM PEDIDO DE EFEITO SUSPENSIVOinterposto porATILIO


MATHEUS BEZ FONTANA SILVA,nos termos dos artigos 1015 e seguintes do CPC/2015, contra a
decisão do Juízo de Direito da 1ª Vara Cível e Empresarial de Rondon do Pará, proferida nos TUTELA DE
URGÊNCIA CAUTELAR ANTECEDENTE, n.0800127-67.2018.8.14.0046. A decisão Agravada foi lavrada
nos seguintes termos: (...)Cuida-se de tutela de urgência antecedente, onde se pleiteia o arresto de
aproximadamente 13 mil sacas de soja decorrente de uma cédula de crédito rural. A liminar foi requerida e
o juízo houve por bem marcar audiência de justificação. Em audiência foram colhidos de maneira sintética
os argumentos dos requerentes e requeridos. Foram ouvidas testemunhas do requerente e requerido. É o
breve relato. Decido. Há nos autos uma cédula de produto rural com aditivo aonde o requerido deve algo
em torno de 12 mil sacas de soja. É incontroverso que há também 4.470 sacas de soja armazenadas no
deposito São Pedro e 1.500 sacas de soja no chão da fazenda São Luiz e mais 20 Hectares para colher
na fazenda São Luiz. Com efeito, a fumaça do bom direito está alicerçada no título executivo acostado aos
autos que tem como garantia a própria soja e no princípio da segurança jurídica dos contratos, e há perigo
de dilapidação da soja uma vez que é um produto orgânico e perecível e pode haver colheita da safra em
prejuízo do credor. Nesse passo, é mister que se assegure o direito do credor sendo premente a
concessão do arresto para que a soja fique depositada em nome do credor no armazém São Pedro , bem
como que a medida também seja tomada para que se arreste a soja já colhida na quantidade de 1.500
sacas na fazenda São Luiz , além da extensão da medida para que a própria requerente faça a colheita
nos 20 hectares restantes, o que totaliza mais ou menos 6 mil sacas de soja que não dá para solver o
título executivo acostado aos autos.Nesse passo, tenho que algo em torno de mais 6 mil sacas de soja, ou
seja , metade do valor acordado está descoberto de garantia pelo que entendo que o arresto não pode
seguir em outros armazéns, uma vez que não foi comprovado o depósito da soja nos armazéns Juparanã
comercial agrícola, vale fértil, NGA, de modo que isso poderia trazer prejuízos a terceiros.Todavia, com a
mudança no CPC o juiz pode tomar medidas acautelatórias substitutivas das pedidas como forma de
garantir a efetividade do processo, o que será feito. Nesse diapasão, como forma de garantir e caucionar o
título no presente processo hei por bem deferir o Bacenjud nos CPFs: 531.260.769-04 de Jose Salvan da
Silva e 091.748.739-70 de Mateus Bez Fontana Silva.Assim, com essas considerações,DEFIRO
PARCIALMENTE A MEDIDA DE ARRESTO PARA AS 6 MIL SACAS DE SOJAS ONDE NÃO HÁ LITIGIO
E DETERMINO O BACENJUD NOS CPFS ACIMA PARA GARANTIR O REMANESCENTE DA SOJA
OBJETO DA CÉDULA DESCRITA NA INICIAL ATÉ O LIMITE DE 500 MIL REAIS,ficando proibida a
movimentação nas contas Agência 3830 C/C 20316-5, Banco Sicredi, e agência 1342-0 C/C 22640-8 em
nome de Atilio Mateus Bez Fontana Silva, ou qualquer conta em território nacional vinculado aos 2 CPFs
acima, a partir de 15:00 horas do dia 06/06/2018, sob a pena de apuração criminal de eventual crime de
obstrução da justiça, pelo prazo de 5 dias. Autorizo a entrada na área para colheita da soja nos 20
hectares, pelo próprio requerente, e para transportar as 1.500 sacas de soja que estão no chão. Suspendo
por 48 horas o arresto da soja no depósito de modo a possibilitar que a requerida mude a titularidade da
soja para a requerente, mantida as demais medidas. Serve A DECISÃO DE ARRESTO , CASO NÃO
CUMPRIDA NO PRAZO ACIMA, INCLUSIVE PARA MUDANÇA DE TITULARIDADE PERANTE O
ARMAZÉM SÃO PEDRO PARA O NOME DA REQUERENTE, BEM COMO PARA A ENTRADA NA ÁREA
PARA A RETIRADA DA 1.500 SACAS DE SOJA QUE ESTÃO NO CHÃO NA FAZENDA SÃO LUIZ , NO
KM 13, RONDON DO PARÁ, SENTIDO DOM ELIZEU, ALÉM DE AUTORIZAÇÃO PARA COLHEITA DOS
20 HECTARES REMANESCENTES . junte-se ao PJE o Bacenjud e a procuração fornecida pelo requerido
Atilio, ficando aberto o prazo de defesa para o requerido. Quanto ao outro requerido a advogada pode
apresentar defesa nos autos o que supre a citação, pois do contrário será feita a citação editalícia ,
demonstrando boa fé porquanto se trata de pai e filho no mesmo processo . Nada mais havendo, mandou
o MM. Juiz encerrar o presente termo que lido e achado conforme vai devidamente assinado. Eu,
_____________ (Vanessa Leal) auxiliar judiciária, que o digitei e subscrevi. Narram os autos que
HERBINORTE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS LTDA adquiriu deATILIO MATHEUS BEZ FONTANA
SILVA1.166.400kg de SOJA equivalente a 19.440 sacas de 60kg, com previsão de entrega para o dia 30
de março de 2018. Frisa o Autor que a obrigação foi registrada no Cartório competente e garantida por
Penhor Agrícola, consoante se verifica no Evento Num. 5178193 - Pág. 1/2. Entretanto, chegado o
vencimento do Título (30 de Março de 2018) a empresa não recebeu os grãos, motivando a Requerente a
se dirigir às áreas que deveriam ser plantadas pelos Requeridos, quando constatou que o Requerido vinha
realizando a colheita e se furtando de sua obrigação assumida na Cártula,vendendo a soja a terceiros e
em armazéns estranhos ao prometido na Cédula. Diante disto, propôs a Ação Cautelar Antecedente,
requerendo a expedição do competente mandado de Arresto com determinação de colheita, remoção e
depósito nas mãos da Autora das áreas indicadas na exordial em Cédula ou que a Requerente
acompanhe a colheita e realize o transporte do quantitativo de soja previsto no pacto. Em despacho inicial
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

o Juízo a quo designou audiência de justificação. Realizada audiência de justificação e conciliação as


partes não chegaram à composição, tendo o Juízo colhido o depoimento das testemunhas e deferido a
medida liminar. (Num. 5265895 - Pág. 1/2). Inconformado oATILIO MATHEUS BEZ FONTANA
SILVArecorre a esta instância, pleiteando a reforma da decisão agravada, sob os seguintes fundamentos:
1. Afirma que houve violação aos comandos dos artigos 334, 302, inciso II e 290, do CPC, por ausência de
recolhimento de custas judiciais iniciais.2. Assevera que a decisão ultrapassa os limites da
discricionariedade do julgador, porque determina o bloqueio e indisponibilidade de contas bancárias,
através do BACENJUD e proibição de movimentações bancárias sem ter sido pleiteada na inicial.3. Diz
que o Agravado sequer caucionou a Ação Cautelar Antecedente4. Defende que o Magistrado de piso não
poderia determinar bloqueio de contas bancárias e proibir movimentações, como se ação de execução
fosse de obrigação de pagar quantia certa.5. Defende a ausência dos requisitos autorizadores do Arresto
concernente a probabilidade do direito, a prestação de caução idônea e o perigo de dano ou o risco ao
resultado útil do processo.Sobre este tópico, admite que as partes entabularam, respectivamente, em
02/01/2018, a CPR de Nº 42 PA-17/18, na qual, o devedor/Agravante comprometeu-se, a entregar 19.440
sacas, totalizando 1.166,400 kg de grãos de soja com Registro Cartorário em 02 de fevereiro de 2018,
vencimento para 30/03/2018, com garantia pignoratícia a safra das seguintes áreas: Fazenda Ipê,
Fazenda Santa Isabel e Fazenda São Luis, em razão do negócio jurídico entabulado. Afirma que o
respectivo negócio jurídico ocorreu na compra e venda de todo insumo agrícola para a safra de 2018,
solicitado em outubro de 2017, para o plantio nas seguintes áreas: a) Fazenda Ipê, localizada na BR- 222,
km 50, com área para plantio de 120 hectares, 70 sem plantar; b) Fazenda Dois Destinos e Fazenda Lua
Nova, localizadas na BR-222, km-16, adentro 08 km, área para plantio 148,99 ha e 131,01 ha,
respectivamente, todos sem plantio; c)Fazenda São Luis, localizada na BR- 222, km 56, adentro 17 KM,
dividida em São Luis 1 e São Luis, com área para plantio de 98,32; d) Fazenda Santa Izabel, localizada na
BR-222, no Km-56, área para plantio 63,10 hectares; e) Fazenda Grota Rica, localizada na BR-222, f)
Fazenda Tucano, localizada na margem esquerda da BR-222, no KM 50, com área para plantio 44
hectares. Todas oriundas de contrato de arrendamento. Para tanto, a Agravada se comprometeu a
entregar 280 toneladas de adubação, sendo: 200 Adubo Tocantins, formula 2-30- 20 e 80 Adubo YARA 2-
30-20 kg N; sementes; Tratamento de sementes; Dessecação Ervas Daninhas; Herbicidas+inseticidas
plantios; Fungicidas; Dessecação soja pré-colhida e pós-colhida; inseticidas moscas e etc. Cuja
quantidades satisfazia 700 hectares. Entretanto, não houve a entrega dos adubos na quantidade e
qualidade aprazada,restando sem plantio naFazenda Lua Novae Fazenda Dois Destinos, enquanto na
Fazenda Ipê, Fazenda Grota Rica, houve plantio parcial. Por esta razão, das 280 toneladas compradas,
foram entregues pouco mais de 100 toneladas de qualidade inferior ao pedido, o que afasta a alegação de
desvio de lavoura, como tenta fazer crer a Autora. Deferido o efeito suspensivo, para suspender a eficácia
da decisão interlocutória objurgada (NUM 780456), tendo em vista que não houve oferecimento de caução
real ou fidejussória idônea a assegurar o ressarcimento de danos que possa vir a sofrer a parte contrária,
em razão do cumprimento da decisão objeto do presente agravo. Apesar de intimado, o agravado não
apresentou contrarrazões. O agravante manifestou-se (NUM 943298), informando que a decisão deste
Juízo que suspendeu a eficácia da decisão de 1º grau, que deferiu o arresto não foi cumprida pelo
agravado, eis que o agravado não devolveu-lhe a soja arrestada, motivo pelo qual requer a cominação de
astreintes. É o Relatório. DECIDO. Presentes os pressupostos de admissibilidade,CONHEÇOdo presente
recurso de Agravo de Instrumento. Pois bem.Orecurso é tempestivo e foi instruído com as peças
obrigatórios, pelo que entendo preenchidos os pressupostos de admissibilidade. Outrossim, de acordo
com o artigo 932, inciso IV e V alíneas ?a?, do NCPC, o relator do processo está autorizado em demandas
repetitivas apreciar o mérito recursal em decisão monocrática. Referida previsão está disciplinada no art.
133, do Regimento Interno desta Corte, que visa dar cumprimento ao comando legal imposto no art. 926,
§1º, do NCPC. Vejamos: Art. 926. Os tribunais devem uniformizar sua jurisprudência e mantê-la estável,
íntegra e coerente.§ 1o Na forma estabelecida e segundo os pressupostos fixados no regimento interno,
os tribunais editarão enunciados de súmula correspondentes a sua jurisprudência dominante. Gize-se,
ainda, que tais decisões têm por finalidade desafogar os Órgãos Colegiados, buscando dar mais
efetividade ao princípio da celeridade e economia processual, sem deixar de observar, por óbvio, as
garantias constitucionais do devido processo legal do contraditório e da ampla defesa. Assim, plenamente
cabível o julgamento do recurso por meio de decisão monocrática porque há autorização para tanto no
sistema processual civil vigente. No mérito, em se tratando de agravo de instrumento a desafiar decisão
interlocutória concessiva ou não de tutela antecipada, a matéria devolvida a este órgão recursal cinge-se à
verificação dos pressupostos para concessão da medida. Portanto, cumpre analisar a presença na origem
dos requisitos da probabilidade de provimento do recurso e do perigo na demora, previstos no art. 300 do
Novo Código de Processo Civil: Art. 300. A tutela de urgência será concedida quando houver elementos
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo. Com
efeito,arrestoé a apreensão judicial dos bens do devedor que podem ser posteriormente reivindicados para
o pagamento de uma dívida comprovada. Considera-se uma tutela de urgência de natureza cautelar que
visa prevenir o perecimento da coisa,e impedir que o devedor se exima da obrigação, alienando os bens
que possui ou transferindo-os para nome de terceiros. Para a concessão de tal medida é indispensável
que o credor apresenteprova literal da dívida líquida e certa, bem como prova documental da intenção do
devedor em não cumprir com sua obrigação, nos termos do art. 300 e 301, do NCPC: Art. 300. A tutela de
urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a PROBABILIDADE DO DIREITOe
oPERIGO DE DANO OU O RISCO AO RESULTADO ÚTIL DO PROCESSO.§ 1oPara a concessão da
tutela de urgência,o juiz pode, conforme o caso,exigir caução real ou fidejussória idôneapara ressarcir os
danos que a outra parte possa vir a sofrer, podendo a caução ser dispensada se a parte economicamente
hipossuficiente não puder oferecê-la.§ 2o A tutela de urgência pode ser concedida liminarmente ou após
justificação prévia.§ 3o A tutela de urgência de natureza antecipada não será concedida quando houver
perigo de irreversibilidade dos efeitos da decisão.Art. 301. A tutela de urgência de natureza cautelarpode
ser efetivada mediantearresto, sequestro, arrolamento de bens, registro de protesto contra alienação de
bem equalquer outra medida idônea para asseguração do direito. Do exame dos documentos juntados
pelo Autor/Agravado constato quea Cédula de Produto Rural (Num. 5178193 - Pág. 6 a 9, dos autosde
origem) é título executivo extrajudicial, com fulcro no art. 4º, caput, da Lei n. 8.929/1994, e está vencida
desde 30 de março de 2018. (Num. 5178193 - Pág. 7, dos autosde origem). A avença também
estabeleceu as seguintes garantias: Deste modo, a obrigação em discussão é líquida, certa e exigível e
atendeu os requisitos da execução de entrega de coisa certa. Apesar disso, a decisão recorrida merece
ser reformada, porque o Autor/Agravado não cumpriu os seguintes pressupostos para a concessão da
medida de arresto. Primeiramente, por não ter comprovado o recolhimento as custas iniciais, circunstância
que pode levar a extinção da ação, nos termos do art. 290, do NCPC. Segundo, porque o arresto e a
indisponibilidade de bens, por acarretarem ônus considerável ao patrimônio do devedor, apenas podem
ser deferidos,se houver risco de dilapidação de bensouindícios de que a parte esteja se ocultando, o que
não restou minimamente comprovado nos autos, já que a dívida está garantida por penhor agrícola. Cito
precedente: Ementa: AGRAVO DE INSTRUMENTO. LOCAÇÃO. AÇÃO DE DESPEJO CUMULADA COM
COBRANÇA. CONTRATO QUE VIGE SEM QUALQUER GARANTIA. DESPEJO LIMINAR. VIABILIDADE.
Hipótese em que o contrato de locação vige sem quaisquer das garantias, já que os fiadores não o
firmaram, o que autoriza o despejo liminar, na forma do art. 59, § 1º, inciso IX, da Lei de Locações.
DISPENSA DE CAUÇÃO. POSSIBILIDADE NO CASO CONCRETO. Estando o locatário em atraso com
os alugueres há mais de três meses (no caso, há mais de um ano), deve ser dispensado o locador da
caução de que trata o art. 59, § 1º da Lei 8.245/91. ARRESTO DE BENS. DESCABIMENTO NO CASO
CONCRETO. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS LEGAIS.Somente seria possível o arresto caso
demonstrado que a ré está se desfazendo dos seus bens ou em estado de insolvência, com o que restaria
demonstrada a urgência do pleito, a evidenciar o periculum in mora, o que inocorre no caso concreto, de
modo que inviável a constrição prematura do patrimônio da agravada. RECURSO PARCIALMENTE
PROVIDO. (Agravo de Instrumento Nº 70071487581, Décima Sexta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do
RS, Relator: Cláudia Maria Hardt, Julgado em 15/12/2016) Ementa: AGRAVO DE INSTRUMENTO.
DIREITO PRIVADO NÃO ESPECIFICADO. AÇÃO MONITÓRIA. LATICÍNIOS BOM GOSTO. TUTELA
ANTECIPADA INDEFERIDA. ARRESTO E INDISPONIBILIDADE DE BENS. AUSÊNCIA DOS
REQUISITOS DO ARTIGO 273, AMBOS DO CPC. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. Para a concessão
da tutela antecipada, necessário que se façam presentes os requisitos insculpidos no art. 273 do Código
de Processo Civil, quais sejam, a verossimilhança do direito alegado (caput) e o fundado receio de dano
irreparável ou de difícil reparação (inciso I), que não restaram demonstrados,uma vez que para o arresto e
a indisponibilidade de bens, por acarretarem ônus considerável ao patrimônio do devedor, apenas podem
ser deferidos, se houver risco de dilapidação de bens ou indícios de que a parte esteja se ocultando, o que
não restou minimamente comprovado nos autos.Necessidade de submeter à pretensão ao crivo do
contraditório, visando propiciar manifestação da parte contrária e formação de juízo de valor mais seguro a
respeito da pretensão veiculada. Manutenção da decisão agravada. AGRAVO DE INSTRUMENTO
DESPROVIDO. UNÂNIME. (Agravo de Instrumento Nº 70067361147, Décima Sétima Câmara Cível,
Tribunal de Justiça do RS, Relator: Liege Puricelli Pires, Julgado em 10/03/2016) Consigno mais, o STJ,
ao julgar o REsp n. 1.340.236/SP sob o rito previsto para os recursos repetitivos, já considerando as
disposições do atual CPC, resguardou orientação daquela Corte Superior de que a exigência do depósito
em dinheiro ou caução real ou fidejussóriaprevalece, assentando a seguinte tese:(...)A legislação de
regência estabelece que o documento hábil a protesto extrajudicial é aquele que caracteriza prova escrita
de obrigação pecuniária líquida, certa e exigível. Portanto, asustação de protesto de título, por representar
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

restrição a direito do credor, exige prévio oferecimento de contracautela, a ser fixada conforme o prudente
arbítrio do magistrado. (...) Assim, considerando que não houve o oferecimento de caução real ou
fidejussória idônea para assegurar o ressarcimento de danos que a outra parte possa vir a sofrer em razão
do arresto, porque somente consta a providência de ordem de penhora via BACENJUD,sem que tenha
sido juntado aos autos a sua efetivação,nem ter sido comprovado a hipossuficiência financeira da
Agravada em oferecê-la, a medida mostra-se ilegítima. Por fim, o agravante sustenta que a decisão
proferida por este órgão recursal, no sentido de suspender a eficácia da ordem agravada, não vem sendo
cumprida pelo agravado com relação a devolução da soja arrestada, motivo pelo qual pleiteia a fixação
deastreinte. Entretanto, o que se verifica mediante a análise dos autos é que há provas do desbloqueio do
valor constrito no BACENJUD e não há prova de que o arresto da soja determinado pelo Juízo de origem
tenha sido efetivamente cumprido antes da concessão de efeito suspensivo ao presente Agravo de
instrumento. Neste contexto, a medida mais adequada e útil é a devolução das partes ao status quo ante,
a fim de que sejam devolvidas quantias eventualmente bloqueadas através do sistema Bacenjud e/ou
quaisquer bens eventualmente arrestados. Eventual descumprimento deverá ser informado e provado ao
Juízo de origem, o qual tomará as medidas adequadas para sua efetivação. Ante o exposto,DOU
PROVIMENTO AO PRESENTE RECURSOpara desconstituir a decisão agravada e determino ao Juízo de
origem a tomada de providências para retorno das partes ao status quo ante. Belém, 20 de fevereiro de
2019. MARIA FILOMENA DE ALMEIDA BUARQUEDesembargadora Relatora

Número do processo: 0057756-48.2015.8.14.0301 Participação: APELANTE Nome: HAPVIDA


ASSISTENCIA MEDICA LTDA Participação: ADVOGADO Nome: IGOR MACEDO FACOOAB: 16470/CE
Participação: APELANTE Nome: RAIMUNDA DOS ANJOS DOS SANTOS Participação: ADVOGADO
Nome: RAIMUNDO BESSA JUNIOROAB: 11163/PA Participação: ADVOGADO Nome: NATALIN DE
MELO FERREIRAOAB: 5468 Participação: APELADO Nome: RAIMUNDA DOS ANJOS DOS SANTOS
Participação: ADVOGADO Nome: RAIMUNDO BESSA JUNIOROAB: 11163/PA Participação:
ADVOGADO Nome: NATALIN DE MELO FERREIRAOAB: 5468 Participação: APELADO Nome: HAPVIDA
ASSISTENCIA MEDICA LTDA Participação: ADVOGADO Nome: IGOR MACEDO FACOOAB:
16470/CEÓRGÃO COLEGIADO JULGADOR: 1ª TURMA DE DIREITO PRIVADORECURSO DE
APELAÇÃO CÍVEL Nº 0057756-48.2015.8.14.0301JUIZ DE ORIGEM: 9ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL
DE BELÉMAPELANTE: HAPVIDA ASSISTENCIA MEDICA LTDAAPELANTE: RAIMUNDA DOS ANJOS
DOS SANTOSAPELADO: HAPVIDA ASSISTENCIA MEDICA LTDAAPELADO: RAIMUNDA DOS ANJOS
DOS SANTOSRELATORA: DESEMBARGADORA MARIA DO CEO MACIEL COUTINHODESPACHOEm
sede de juízo de admissibilidade, verifico que o recurso de Apelação Cível interposto porHAPVIDA
ASSISTENCIA MEDICA LTDA(ID 1061274 - Pág. 1/5) é tempestivo e conta com o devido preparo (ID
1344831 - Pág. 20/23). O recurso de Apelação Cível interposto porRAIMUNDA DOS ANJOS DOS
SANTOS, neste ato representada por Rosemiro Alberto Neto e Outros, é tempestivo e conta com o
benefício da justiça gratuita (ID 1344813 - Pág. 3). Portanto, vislumbro,a priori,que os referidos recursos,
preenchem os pressupostosextrínsecos(tempestividade, regularidade formal e preparo)
eintrínsecos(cabimento, legitimidade para recorrer e interesse recursal).Recebo ambos os recursos de
Apelação apenas no efeito devolutivo, conforme art. 1.012, §1º, V, CPC/15[1], haja vista que, em
sentença, houve a confirmação de tutela provisória (ID 1344827 - Pág. 9).Oportunizado as partes a
apresentação de contrarrazões ao recurso de Apelação, apresentaram tempestivamente.Transcorrido o
prazo para interposição de eventual recurso, retornem os autos conclusos.Publique-se e intimem-
se.Belém, 22 de fevereiro de 2019. Desa.MARIA DO CÉO MACIEL COUTINHORelatora[1]Art. 1.012. A
apelação terá efeito suspensivo.§ 1o Além de outras hipóteses previstas em lei, começa a produzir efeitos
imediatamente após a sua publicação a sentença que:V - confirma, concede ou revoga tutela provisória

Número do processo: 0060166-50.2013.8.14.0301 Participação: APELANTE Nome: GUAMA


ENGENHARIA LTDA Participação: ADVOGADO Nome: FABIO SARUBBI MILEOOAB: 15830/PA
Participação: APELADO Nome: VITOR HUGO FERREIRA COUTO Participação: ADVOGADO Nome:
HAROLDO SOARES DA COSTAOAB: 8004 Participação: ADVOGADO Nome: KENIA SOARES DA
COSTAOAB: 650ÓRGÃO COLEGIADO JULGADOR: 1ª TURMA DE DIREITO PRIVADORECURSO DE
APELAÇÃO CÍVEL Nº0060166-50.2013.8.14.0301JUIZ DE ORIGEM: 11ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL
DE BELÉMAPELANTE:GUAMA ENGENHARIA LTDAAPELADO: VICTOR HUGO FERREIRA
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

COUTORELATORA: DESEMBARGADORA MARIA DO CEO MACIEL COUTINHODESPACHOEm sede


de juízo de admissibilidade recursal único, verifico que, o recurso de Apelação Cível interposto porGUAMÁ
ENGENHARIA LTDA (ID1353028 - Pág. 2/13) é tempestivo e conta com o devido preparo, conforme
ID1353028 - Pág. 14/16. Portanto,a priori,vislumbro que o referido recurso, preenche os
pressupostosextrínsecos(tempestividade, regularidade formal e preparo) eintrínsecos(cabimento,
legitimidade para recorrer e interesse recursal).Recebo o presente recurso de Apelação Cível nos efeitos
suspensivo e devolutivo, conforme dispõe o art. 1.012, CPC/15[1].A parte recorrida apresentou
contrarrazões ao recurso de Apelação Cível tempestivamente (ID1353029 - Pág. 2/13).Transcorrido o
prazo para interposição de eventual recurso, retornem os autos conclusos.Publique-se e intimem-
se.Belém, 22 de fevereiro de 2019. Desa. MARIA DO CÉO MACIEL COUTINHORelatora[1]Art. 1.012. A
apelação terá efeito suspensivo.

Número do processo: 0036297-58.2013.8.14.0301 Participação: APELANTE Nome: LEONARDO


PANTOJA DA SILVA Participação: ADVOGADO Nome: CELSO LUIZ REIS DO NASCIMENTOOAB:
6290/PA Participação: ADVOGADO Nome: LUIZ CARLOS DAMOUS DA CUNHAOAB: 459 Participação:
APELADO Nome: RAIMUNDO BANDEIRA MENDES JUNIOR Participação: ADVOGADO Nome: CAMILO
CASSIANO RANGEL CANTOOAB: 11ÓRGÃO COLEGIADO JULGADOR: 1ª TURMA DE DIREITO
PRIVADORECURSO DE APELAÇÃO CÍVEL Nº0036297-58.2013.8.14.0301JUIZ DE ORIGEM: 5ª VARA
CÍVEL E EMPRESARIAL DE BELÉMAPELANTE:LEONARDO PANTOJA DA SILVAAPELADO:
RAIMUNDO BANDEIRA MENDES JUNIORRELATORA: DESEMBARGADORA MARIA DO CEO MACIEL
COUTINHODESPACHOEm sede de juízo de admissibilidade recursal único, verifico que, o recurso de
Apelação Cível interposto porLEONARDO PANTOJA DA SILVA (ID1354156 - Pág. 2/5) é tempestivo e
beneficiário da assistência da justiça gratuita, conforme ID1354145 - Pág. 2. Portanto,a priori,vislumbro
que o referido recurso, preenche os pressupostosextrínsecos(tempestividade, regularidade formal e
preparo) eintrínsecos(cabimento, legitimidade para recorrer e interesse recursal).Recebo o presente
recurso de Apelação Cível nos efeitos suspensivo e devolutivo, conforme dispõe o art. 1.012, CPC/15[1].A
parte recorrida apresentou contrarrazões ao recurso de Apelação Cível tempestivamente (ID1354158 -
Pág. 2/3).Transcorrido o prazo para interposição de eventual recurso, retornem os autos
conclusos.Publique-se e intimem-se.Belém, 22 de fevereiro de 2019. Desa. MARIA DO CÉO MACIEL
COUTINHORelatora[1]Art. 1.012. A apelação terá efeito suspensivo.

Número do processo: 0004683-98.2014.8.14.0301 Participação: APELANTE Nome: SUALL INDUSTRIA E


COMERCIO LTDA Participação: ADVOGADO Nome: CARLOS JEHA KAYATHOAB: 9044/PA
Participação: APELADO Nome: VITOR MARQUES DA FONSECA JUNIOR - ME Participação:
ADVOGADO Nome: DANIELLA COLLARES MAESTRI PESSOAOAB: 2035ÓRGÃO COLEGIADO
JULGADOR: 1ª TURMA DE DIREITO PRIVADORECURSO DE APELAÇÃO CÍVEL Nº0004683-
98.2014.8.14.0301JUIZ DE ORIGEM: 5ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE BELÉMAPELANTE:SUALL
INDUSTRIA E COMERCIO LTDAAPELADO: VITOR MARQUES DA FONSECA JUNIOR - MERELATORA:
DESEMBARGADORA MARIA DO CEO MACIEL COUTINHODESPACHOEm sede de juízo de
admissibilidade recursal único, verifico que, o recurso de Apelação Cível interposto porSUALL INDUSTRIA
E COMERCIO LTDA (ID1354156 - Pág. 2/5) é tempestivo e conta com o devido preparo, conforme
ID1373298 - Pág. 10/12. Portanto,a priori,vislumbro que o referido recurso, preenche os
pressupostosextrínsecos(tempestividade, regularidade formal e preparo) eintrínsecos(cabimento,
legitimidade para recorrer e interesse recursal).Recebo o presente recurso de Apelação Cível nos efeitos
suspensivo e devolutivo, conforme dispõe o art. 1.012, CPC/15[1].A parte recorrida apresentou
contrarrazões ao recurso de Apelação Cível tempestivamente (ID1373299 - Pág. 3/5).Transcorrido o prazo
para interposição de eventual recurso, retornem os autos conclusos.Publique-se e intimem-se.Belém, 22
de fevereiro de 2019. Desa. MARIA DO CÉO MACIEL COUTINHORelatora[1]Art. 1.012. A apelação terá
efeito suspensivo.

Número do processo: 0000933-88.2014.8.14.0301 Participação: APELANTE Nome: INSTITUTO DE


PREVIDENCIA E ASSISTENCIA DO MUNICIPIO DE BELEM Participação: APELADO Nome: MERY
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

SANDES COLARES LIMA Participação: ADVOGADO Nome: ELIELSON NAZARENO CARDOSO DE


SOUZAOAB: 148 EMENTA:REMESSA NECESSÁRIA E APELAÇÃO CÍVEL. MANDADO DE
SEGURANÇA. CONTRIBUIÇÃO COMPULSÓRIA PARA O CUSTEIO DOPLANO DE ASSISTÊNCIA
BÁSICA À SAÚDE DO SERVIDOR ? PABSS. APELAÇÃO CÍVEL.PRELIMINAR DE INADEQUAÇÃO DA
VIA ELEITA.QUESTÃO EXCLUSIVAMENTE DE DIREITO.PRELIMINAR REJEITADA.PREJUDICIAL DE
DECADÊNCIA.PARCELAS DE TRATO SUCESSIVO.PREJUDICIAL REJEITADA. MÉRITO.ARGUIÇÃO
DE LEGALIDADE DA COBRANÇA COMPULSÓRIA PREVISTA NA LEI MUNICIPAL N°
7.984/99.AFASTADA.OBRIGATORIEDADE INSTITUÍDA POR LEI MUNICIPAL. OFENSA AO TEXTO
CONSTITUCIONAL. A JURISPRUDÊNCIA DO STF É PACÍFICA NO SENTIDO DE QUE É VEDADO AOS
ENTES MUNICIPAIS E ESTADUAIS INSTITUIR CONTRIBUIÇÃO COMPULSÓRIA PARA ASSISTÊNCIA
À SAÚDE.TESE DEIMPOSSIBILIDADE DE CONCESSÃO DE EFEITO PATRIMONIAL EM MANDADO DE
SEGURANÇA. PREJUDICADA POR AUSÊNCIA DE INTERESSE RECURSAL.APELAÇÃO CONHECIDA
E NÃO PROVIDA.REMESSA NECESSÁRIA CONHECIDA.MANUTENÇÃO DA SENTENÇA EM TODOS
OS SEUS TERMOS.POR UNANIMIDADE. 1. A sentença recorrida concedeu a segurança pleiteada,
determinando que o IPAMB se abstivesse dedescontar na folha de pagamento do apelado a contribuição
para a assistência à saúde. 2.Apelação Cível.Preliminar de Inadequação da via eleita.A legislação
municipal contestada possui efeitos concretos, uma vez que cobrança da Contribuição Compulsória incide
diretamente e, mensalmente, sobre a remuneração do Apelado.Preliminar Rejeitada.3. Prejudicial de
Decadência.Considerando que as contribuições para o Plano de Assistência Básica à Saúde ? PABSS,
efetivadas nos contracheques do Apelado, configuram relações jurídicas de trato sucessivo, o prazo
decadencial renova-se mensalmente, cada vez que a referida dedução é praticada pela autoridade
coatora.Prejudicial rejeitada.4. Mérito.Arguição de legalidade da cobrança compulsória prevista na Lei
Municipal n.º 7.984/99. A instituição de contribuições sociais é de competência exclusiva da União, sendo
permitido aos Estados e Municípios instituir somente contribuições, para o custeio do regime
previdenciário. Hipótese não vislumbrada nos autos, eis que se trata exclusivamente de cobrança
compulsória para prestação de serviços médico-hospitalares. Ofensa ao texto constitucional. Artigos 5°,
inciso XX, 149, §1º e 194, da CF/88.5. A contribuição ao Plano de Assistência à Saúde do Servidor
(PABSS) somente pode ocorrer em relação àqueles servidores que livremente aderirem ao plano.6.A
jurisprudência do STF é pacífica no sentido de que é vedado aos Entes Municipais e Estaduais instituir
Contribuição Compulsória para assistência à saúde.RE: 573.540.ADIN 3.106.Logo, não assiste razão o
apelante quanto a arguição de legalidade da Cobrança Compulsória.7.Tese de impossibilidadede
concessão de efeito patrimonial em mandado de segurança. O apelado pugna na petição inicial, tão
somente, a suspensão dos descontos do Planode Assistência Básica à Saúde do Servidor ? PABSSsobre
a sua remuneração. Inexistência de condenação na sentença recorrida acerca dedevolução dosvalores
retidos à título de contribuição para custeio de saúde. Análise prejudicada por ausência de interesse
recursal.8. Apelação conhecida e não provida. 9. Remessa Necessária conhecida. Manutenção da
sentença pelos mesmos fundamentos apresentados no apelo.Por unanimidade. ACÓRDÃOVistos,
relatados e discutidos estes autos, acordam os Excelentíssimos Senhores Desembargadores
componentes da1ª Turma de Direito Público, à unanimidade, em CONHECER e NEGAR PROVIMENTO à
Apelação e, CONHECER da Remessa Necessária, para manter inalterada a sentença, nos termos do voto
da eminente Desembargadora Relatora.5ª Sessão Ordinária ? 1ª Turma de Direito Público, Tribunal de
Justiça do Estado do Pará, aos 18 de fevereiro de 2019.Julgamento presidido pelo Exmo. Des. Roberto
Gonçalves de Moura. ELVINA GEMAQUE TAVEIRADesembargadora Relatora

Número do processo: 0800758-18.2019.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: PAULO LIBERTE


JASPER Participação: ADVOGADO Nome: EGIDIO MACHADO SALES FILHOOAB: 16 Participação:
AGRAVADO Nome: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARAProc. nº 0800758-
18.2019.8.14.00001ª Turma de Direito PúblicoComarca de TailândiaAgravo de InstrumentoAgravante:
Paulo Liberte JasperAdvogado: Egídio Machado Sales Filho ? OAB/PA nºAgravado: Ministério Público do
Estado do ParáRelator: Des. Roberto Gonçalves de Moura EMENTA:AGRAVO DE INSTRUMENTO.
AÇÃO CIVIL PÚBLICA. PLEITO VISANDO A SUSPENSÃO DA ORDEM LIMINAR QUE DEFERIU A
INDISPONIBILIDADE DOS BENS DO RECORRENTE. AUSÊNCIA DO REQUISITO REFERENTE À
RELEVÂNCIA DA FUNDAMENTAÇÃO (?FUMUS BONI IURIS?). EFEITO SUSPENSIVO NEGADO AO
RECURSO.1. Ausente um dos requisitos necessários para a concessão do efeito suspensivo, indefere-se
o efeito pretendido.2. Efeito suspensivo negado.DECISÃO MONOCRÁTICA Trata-se deAgravo de
Instrumento, com pedido de efeito suspensivo, interposto porPAULO LIBERTE JASPERcontra decisão
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

interlocutória proferida pela MM. Juiz de Direito da 1ª Vara da Comarca de Tailândia nos autos daAÇÃO
CIVIL PÚBLICA POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA(Proc. nº0013342-59.2018.8.14.0074),
que deliberou, em sede liminar, nos seguintes termos (id nº 1359217):?DIANTE DO EXPOSTO, defiro os
pedidos liminares formulados pelo Ministério Público, nos termos do 4º, 11 e 21 da Lei 7.347/85 c/c art. 7º,
16 e 20 da Lei 8.429/92, determinando o seguinte:a) A imediata suspensão do contrato administrativo n°
001/2017PMT-FMS-PP-SRP, entre o Município de Tailândia e a empresa Helisul Taxi Aéreo, com a
suspensão dos empenhos e pagamentos de quaisquer valores relativos ao contrato, e a interrupção
imediata do serviço de transporte aero médico de pacientes no Município de Tailândia;b) A
indisponibilidade de bens do requerido Paulo Liberte Jasper, no valor de R$ 296.106,66 (duzentos e
noventa e seis mil cento e dez reais e sessenta e seis centavos);c) A indisponibilidade de bens da
empresa Helisul Taxi Aéreo Ltda, no valor de R$ 525.349,99 (quinhentos e vinte e cinco mil trezentos e
quarenta e nove reais e noventa e nove centavos);d) Determino a quebra dos sigilo bancário dos
requeridos Paulo Liberte Jasper e da empresa Helisul Taxi Aéreo, determinando que as instituições
financeiras em que tiverem contas bancárias forneçam a este juízo os extratos do período de maio de
2017 a setembro de 2018, devendo ser oficiado ao Banco Central para que forneçam essas informações
bancárias, devendo ser identificados todos os cheques e Transferências de valores de valores autorizadas
pelo requerido Paulo Liberte Jasper do período de 01 a 31 de maior de 2017, identificando ainda o nome,
e o CNPJ dos beneficiários das transações autorizadas pelo requerido, fornecendo as microfilmagens
correspondentes;e) Determino a quebra do sigilo fiscal dos requeridos Paulo Liberte Jasper e da empresa
Helisul Taxi Aereo, requisitando-se à Receita Federal as cópias das declarações anuais de imposto de
renda do período de 2016 a 2018.f) Determino que seja oficiado ao Cartório de Registro de Imóveis da
Comarca de Tailândia, comunicando-se desta decisão de indisponibilidade de bens, bem como que o
oficial informe a este juízo a existência de bens imóveis e procurações que tenham como outorgados os
requeridos Paulo Liberte Jasper, Helisul Taxi Aeréo, Adolfo Eugenio Rosseto de Almeida, Fabricio Magno
Habere Mauro Tadeu da Silva Oliveira; g) Expeça-se oficio ao Presidente da Junta Comercial do Pará,
determinando a impossibilidade de qualquer alteração nos contratos sociais ali registrados, em que
figurem o nome dos requeridos desta ação;h) Oficie-se à Capitania dos Portos, para informar se os
requeridos possuem embarcações em seus nomes;i) Oficie-se à Comissão de Valores Mobiliários - CVM,
para que informe se os requeridos são titulares de ações;j) Oficie-se à Agência de Defesa Agropecuária do
listado do Pará (ADEPARÁ) para que seja informada a indisponibilidade decretada nesta decisão, bem
como informe sobre a existência de semoventes em nome dos requeridos, sendo proibida a transferência
para o nome de terceiros por tempo indeterminado;k) Determino a notificação dos requeridos para
oferecem manifestação por escrito, pelo prazo de 15 (quinze) dias, nos termos do art. 17, § 7 º da Lei
8.429/92;l) Dê-se ciência desta demanda ao Município de Tailândia, através do Procurador Geral, nos
termos do art. 17, § 3º da Lei 8.429/92.? Em suas razões recursais (id nº 1359199), o agravante relata os
fatos, esclarecendo que o Ministério Público propôs a Ação Civil Pública sob o fundamento deter
identificado possíveis irregularidades na contratação e no cumprimento do contrato de um helicóptero, pelo
Município de Tailândia, cujo objetivo seria o transporte de pacientes em UTI, mas que estaria
supostamente sendo utilizadopara atender interesses particulares do próprio Prefeito,e que as
irregularidades apontadas são concernentes aoprocesso licitatório irregular; a inexistência de aeródromos
públicos no Município de Tailândia; que a aeronave estaria sendo utilizada de forma não prevista no
contrato celebrado entre o Município e a empresa Helisul Táxi Aéreo Ltda, além de outras irregularidades
na execução contratual.Para defender o seu direito, o agravante sustenta preliminarmentea incompetência
da justiça comum, visto que as supostas irregularidades do contrato administrativo são custeadaspelo
Fundo Municipal de Saúde de Tailândia, oriundo do Fundo Nacional de Saúde - FNS, gestor financeiro dos
recursos do Sistema Único de Saúde ? SUS, e, portanto, considerando que os recursos transferidos pela
União, no âmbito do SUS, estão sujeitos à prestação de contas ao Ministério da Saúde e sujeitos ao
controle do TCU, entende quecompete à Justiça Federal processar e julgar as causas envolvendo
despesas realizadas com esses recursos financeiros.E, em razão dessa incompetência absoluta (ratione
materiae), pleiteia o deferimento da pretensão recursal (art. 1.019, inciso I), comunicando ao prolator da
decisão recorrida a necessidade de que seja determinada a remessa dos autos da ação originária
(processo nº 0013342-59.2018.8.14.0074) para a Vara Federal competente para julgar o feito.O Agravante
argumenta além disso que em momentoalgum o elemento subjetivo, quer seja dolo, quer seja culpa, foi
demonstrado pelo Ministério Público no decorrer de toda a argumentação da peça vestibular. E, sobre
esse ponto, destaca que, ainda que um determinado ato administrativo seja considerado ilegal, não
significa que seja necessariamente ímprobo, tendo em vista que a improbidade é a ilegalidade tipificada e
qualificada justamente pelo elemento subjetivo da conduta do agente. Portanto, entende que não poderia
ter sido deferido o pedido de indisponibilidade de bens, garantidora de eventual ressarcimento de prejuízo
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

ao erário decorrente de ato ímprobo, visto que tal medida reclama que existamfortes indíciosde
responsabilidade pela prática desse ato, o que não seria o caso.Argumenta que a inicial descreve o
agravante praticamente como um bandido, cuja única intenção à frente da administração do Município de
Tailândia seria a de se aproveitar do dinheiro público.Aduz que a peça inaugural adquire contornos de
pessoalidade, com um tom irônico em vários trechos.Assevera que Ministério Público apenas faz
argumentações e acusações, sem comprovar de fato quantas pessoas deixaram de ser atendidas pelo
transporte aeromédico e sem destacar quantas vidas já foram salvas em razão de existir esse transporte
rápido no município.Defende a legalidade do procedimento licitatório realizado na modalidade de pregão
presencial.Explica que não há porque haver suspeita de ilegalidade na realização do pregão na
modalidade pregão presencial, visto quea maior parte dos municípios do interior do Estado realiza pregão
presencial, conforme fazem prova os avisos de licitação publicados no mural do Tribunal de Contas dos
Municípios do Pará ? TCM (doc. anexo), pelo simples fato de não possuírem suporte tecnológico para a
realização na modalidade eletrônica.Ressalta que todos os pregões eletrônicos do Município de Tailândia
são realizados de forma presencial.E, portanto,não houve exceção para beneficiar a empresa licitante, e
posteriormente contratada, dado que essa é a regra, assim como de vários municípios do interior do
Estado, repise-se,pelo fato do pregão eletrônico demandar a necessidade de uma plataforma de uso e
acesso específica, via internet.E se houve erro do pregoeiro do Município, sobre o qual o agravante não
possui qualquer ingerência, foi o de não ter elaborado uma justificativa sobre a inviabilidade de se realizar
pregão eletrônico, porém isso se deve ao fato de, repita-se, somente serem realizados pregões
presenciais em Tailândia, sem que isso macule o procedimento. Trata-se, quando muito, de uma mera
irregularidade, sem qualquer conotação de improbidade ou ilegalidade.Acrescenta quea isonomia e a
competitividade não foram frustradas, vez que o princípio da publicidade foi exaustivamente
observado,tendo sido publicado o aviso de licitação em três meios distintos,na data de 20 de abril de 2017,
em observância ao prazo previsto no art. 4º, inciso V, da Lei nº 10.520/02, qual seja, 8 (oito) dias úteis
antes da apresentação das propostas, issono mural físico da Prefeitura, no Diário Oficial do Estado (edição
nº 33.358, p. 78) e no Diário Oficial da União (edição nº 76, p. 207, seção 3), permitindo a participação de
quaisquer interessados que atendessem aos requisitos exigidos, e propiciando a seleção da proposta mais
vantajosa para a administração municipal.Assim, entende que ainda que tenha sido realizado na forma
presencial, o Pregão nº 001/2017 foi concretizado por intermédio de sessão pública, aberta, não havendo
que se falar em ?licitação dirigida?.Ressalta que não há prova nos autosde que alguém tenha tido
conhecimento da realização do pregãoantesque o edital tivesse sido publicado com grande
amplitude.Argumenta que, se na data da sessão de abertura, 05 de maio de 2017, não acudiram outros
interessados, isso não leva à conclusão de que a licitação foi dirigida ou que outra empresa foi impedida
de demonstrar interesse na prestação do serviço.Sobre a suposta relação entre os envolvidos, que
caracterizaria fraude, esclarece que apenas um dos pilotos da empresa, Sr. Mauro Tadeu, tem parentesco
por afinidade com o ex-Secretário de Saúde, Sr. Fabrício Magno Haber, entretanto não há vedação legal
para tanto, em razão da cláusula proibitiva do edital, e justamente questionada pelo MPE, não havendo
qualquer prova, ou mesmo indício, que a empresa tenha obtido informações privilegiadas.Acerca da
suposta cláusula que restringiria a competição, esclarece que ela se justifica em razão das despesas para
o pagamento do contrato serem custeadas através de recursos federais.Destaca que não há qualquer
irregularidade na não participação do Conselho Municipal de Saúde no procedimento licitatório, pois, nos
termos do art. 3º, inciso I da Lei Municipal nº 69/97, não caberia ao Conselho Municipal de Saúde fazer as
vezes de gestor do FMS, atuando na fiscalização das despesas, e sim ao Secretário Municipal de
Saúde.Ressalta que a despesa com a contratação do transporte aeromédico estava, sim, prevista na Lei
Municipal nº 341/2016, que fixou as receitas e despesas para o ano de 2017, na função 10 - Saúde
(serviços de média e alta complexidade).O Agravante explica que não há prova nos autos acerca da
improbidade cometida, destacando que o Ministério Público pinçou dos depoimentos das testemunhas
trechos aos quais deu interpretação absolutamente equivocada, e deixou de mencionar outros que
demonstram exatamente a regularidade da contratação.Destaca que o MPE faz crer que, para a
contratação de serviços de transporte aéreo pelo Município de Tailândia, seria necessária a existência de
um aeródromo público no local. Contudo, defende que não é condição de validade, para a contratação de
tais serviços, a existência de aeródromos públicos.Acerca do uso indevido do helicóptero, o agravante
explica que, ao contrário do alegado, nesse período o helicóptero foi utilizado sim para a finalidade para a
qual foi contratado, qual seja, o transporte aeromédico, na capital do Estado, no período das procissões do
Círio de Nazaré, mas não visando autopromoção ou passeio turístico, e simatendendo a pedido da
Diretoria da Festa de Nazaré que, em 20 de setembro de 2017, solicitou ao agravante, por escrito,?a UTI
AÉREA, para cobertura do Círio de Nazaré?.Ou seja, o helicóptero teria sido trazido para a capitalpara
atender a pedido da Diretoria do Círio, como UTI aérea, com a finalidade de socorrer os romeiros, se
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

preciso fosse.Assim, destaca estar presente o interesse público no uso da aeronave, naquele período e
que não houve registro de chamado do aeromédico, no mesmo período, em Tailândia, ou seja, os
munícipes não foram relegados a segundo plano.Por fim, defende que a decretação de indisponibilidade
de bens deve ser feita apenas no montante necessário para satisfazer o ressarcimento do valor do dano
causado, ao erário, sendo inadmissível a indisponibilidadeem tesedos bens do agravante na quantia
determinada. E, no caso em tela, sendo indisponibilizados judicialmente os valores totais para cada um
dos réus, os valores bloqueados em muito ultrapassariam o valor perseguido pelo MPE, e isto sem que
ainda se possa individualizar, qualificar ou quantificar as responsabilidades de cada um, o que configuraria
excesso na cautela, pelo que entende que deve ser inteiramente reformada a decisãoa quo.Ao final requer
a concessão do efeito suspensivo no sentido de suspender parte da decisão agravada que determinou a
indisponibilidade dos seus bens, e, no mérito, requer o conhecimento e provimento do presente recurso
para reformar em definitivo a decisão combatida.Juntou documentos.Os presentes autos eletrônicos
vieram distribuídos à minha relatoria.É breve o relatório, síntese do necessário.DECIDO.Presentes os
pressupostos de admissibilidade recursal, conheço do recurso, pelo que passo a apreciar o pedido de
efeito suspensivo. Verifica-se que o presente recurso tem por finalidade a reforma da decisão proferida
pelo MM. Juiz de Direito da 1ª Vara da Comarca de Tailândia que, nos autos da AÇÃO CIVIL PÚBLICA,
ajuizada pelo Ministério Público Estadual, deferiu medida liminar nos termos enunciados acima. O
agravante, por sua vez, busca, nesse momento processual, a concessão do efeito suspensivo para
suspender parte da decisão que determinou a indisponibilidade dos seus bens no valor de R$296.106,66.
Sabe-se que em sede de Agravo de Instrumento a abordagem deve ser restrita ao acerto ou não da
decisão que concedeu a medida liminar, levando-se em conta a presença dos requisitos aptos a
ensejarem o (in)deferimentoab initiodo pleito excepcional e não do mérito da ação.Para a concessão de
efeito suspensivo ao recurso interposto, torna-se indispensável a presença de dois requisitos, quais sejam,
ofumus boni iurise opericulum in mora.Portanto, se faz necessário a presença simultânea da fumaça do
bom direito, ou seja, que o agravante consiga demonstrar através das alegações aduzidas, em conjunto
com a documentação acostada, apossibilidade de que o direito pleiteado exista no caso concreto, eo
reconhecimento de que a demora na definição do direito poderá causar dano grave e de difícil reparação
ao demandante com presumível direito violado ou ameaçado de lesão.Estabelecidos, pois, os limites
possíveis de apreciação judicial nesta fase de cognição sumária, passo ao exame dos requisitos
mencionados.De plano, verifico nãoassistir razão ao agravante, neste momento, uma vez que não se
mostra incontestável o requisito da relevância da fundamentação.Com efeito, o requisito do ?fumus boni
iuris? não diviso configurado, de pronto, na questão sob exame, tendo em vista que a probabilidade de
deferimento futuro da pretensão meritória não surge incontestável, ?in casu?, porquanto a matéria posta
em discussão mostra-se controversa, estando a merecer maiores ilações, o que só será possível se
estabelecido o contraditório.Nessa linha de raciocínio, e tendo em vista o caráter restrito nesta sede
recursal do exame da questão discutida,considerando a relevância do bem jurídico envolvido, não diviso
pertinente alterar neste momento o decisório atacado, principalmente porque tem em vista ele garantir a
possibilidade de ressarcimento integral do dano, no diapasão do que vem entendendo a jurisprudência
pátria, tanto que o Superior Tribunal de Justiça, no AgReg no Resp 1311013/RO, Dje 13-12-2012, decidiu
que a medida de indisponibilidade de bens pode ser aplicada em qualquer hipótese de ato de improbidade
administrativa, inclusive no bojo dos autos principais e sem oitiva do réu.E no Recurso Especial n.º 880427
MG 2006/0185508-2, de Relatoria do Ministro LUIZ FUX, o STJ assenta:?PROCESSUAL CIVIL.
ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. MEDIDA CAUTELAR.
INDISPONIBILIDADE E SEQÜESTRO DE BENS. REQUERIMENTO NA INICIAL DA AÇÃO PRINCIPAL.
DEFERIMENTO DE LIMINAR INAUDITA ALTERA PARS ANTES DA NOTIFICAÇÃO PRÉVIA.
POSSIBILIDADE. ARTS. 7º E 16 DA LEI 8429/92. 1. É licita a concessão de liminar inaudita altera pars
(art. 804 do CPC) em sede de medida cautelar preparatória ou incidental, antes do recebimento da Ação
Civil Pública, para a decretação de indisponibilidade (art. 7º, da Lei 8429/92) e de seqüestro de bens,
incluído o bloqueio de ativos do agente público ou de terceiro beneficiado pelo ato de improbidade (art. 16
da Lei 8.429/92), porquanto medidas assecuratórias do resultado útil da tutela jurisdicional, qual seja,
reparação do dano ao erário ou de restituição de bens e valores havidos ilicitamente por ato de
improbidade. Precedentes do REsp 821.720/DF">STJ: REsp 821.720/DF, DJ 30.11.2007; REsp
206222/SP, DJ 13.02.2006 e REsp 293797/AC, DJ 11.06.2001. 2. Os arts 7º e 16, §§ 1º e 2º, da Lei
8.429/92, que tratam da indisponibilidade e do seqüestro de bens, dispõem: Art. 7º Quando o ato de
improbidade causar lesão ao patrimônio público ou ensejar enriquecimento ilícito, caberá a autoridade
administrativa responsável pelo inquérito representar ao Ministério Público, para a indisponibilidade dos
bens do indiciado. Parágrafo único.A indisponibilidade a que se refere o caput deste artigo recairá sobre
bens que assegurem o integral ressarcimento do dano,ou sobre o acréscimo patrimonial resultante do
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

enriquecimento ilícito. Art. 16. Havendo fundados indícios de responsabilidade, a comissão representará
ao Ministério Público ou à procuradoria do órgão para que requeira ao juízo competente a decretação do
seqüestro dos bens do agente ou terceiro que tenha enriquecido ilicitamente ou causado dano ao
patrimônio público. § 1º O pedido de seqüestro será processado de acordo com o disposto nos arts. 822 e
825 do Código de Processo Civil. § 2º Quando for o caso, o pedido incluirá a investigação, o exame e o
bloqueio de bens, contas bancárias e aplicações financeiras mantidas pelo indiciado no exterior, nos
termos da lei e dos tratados internacionais." 3. Recurso Especial desprovido.?(STJ - REsp: 880427 MG
2006/0185508-2, Relator: Ministro LUIZ FUX, Data de Julgamento: 04/11/2008, T1 - PRIMEIRA TURMA,
Data de Publicação: DJe 04/12/2008) (Grifei) IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. DECRETAÇÃO
LIMINAR DE INDISPONIBILIDADE PATRIMONIAL. DEMONSTRAÇÃO DE INDÍCIOS DA PRÁTICA DE
ATO ÍMPROBO.REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 7 DO STJ.
INEXISTÊNCIA DE DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL. PARÂMETRO PARA FIXAÇÃO DO LIMITE DA
INDISPONIBILIDADE. LESÃO AO ERÁRIO PÚBLICO, ACRESCIDO DO VALOR DA MULTA CIVIL.
RECURSO ESPECIAL PARCIALMENTE CONHECIDO E NÃO PROVIDO.1. Na origem, cuida-se de Ação
Civil Pública por supostos atos de improbidade administrativa, em que foi concedida, pelo Juízo de
primeiro grau, liminar para determinar a indisponibilidade dos bens móveis e imóveis dos réus, inclusive
ativos financeiros.2. A decretação liminar de indisponibilidade de bens em Ação de Improbidade
Administrativa depende da identificação de suficientes indícios da prática de ato ímprobo, sendo
dispensada a verificação do periculum in mora (REsp 1.366.721/BA, em regime de repetitivo).3. Ao
contrário do afirmado, o acórdão recorrido, a partir de elementos extraídos do inquérito policial, ingressou
a fundo na análise dos indícios relacionados à prática de atos de improbidade administrativa por parte do
recorrente. A análise da pertinência e relevância de tais indícios implica o reexame do conjunto fático-
probatório, esbarrando no óbice da Súmula 7/STJ.4. Não há ofensa ao princípio dispositivo ou julgamento
extra petita quando o órgão julgador especifica quais indícios foram considerados em relação ao
recorrente, fundamentando a decretação de indisponibilidade de seu patrimônio.5. Dissídio jurisprudencial
em relação ao REsp 1.366.721/BA não demonstrado, uma vez que o acórdão recorrido observou os
fundamentos estabelecidos em tal precedente. Ademais, não se realizou o cotejo analítico entre os
acórdãos e tampouco se demonstrou similitude fática em relação ao paradigma, o que é pressuposto para
o conhecimento do recurso com esteio no art. 105, inciso III, alínea "c", da Constituição Federal.
Precedentes do STJ.6. O entendimento dominante neste Superior Tribunal é que a constrição patrimonial
deve observar o valor da totalidade da lesão ao erário, acrescido do montante de possível multa civil,
excluídos os bens impenhoráveis.Tal posicionamento se justifica na medida em que há solidariedade entre
os responsáveis pelos atos reputados como ímprobo.7. Recurso Especial parcialmente conhecido e, no
mérito, negado provimento.(REsp 1637831/SP, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA,
julgado em 15/12/2016, DJe 19/12/2016) Seguindo tal entendimento, para fins de decretação da medida
de indisponibilidade, o parâmetro a ser adotado não se restringe ao valor especificadamente envolvido na
conduta do recorrente, mas sim à totalidade da lesão ao erário e, ainda, de eventual multa civil.Assim, não
havendo como se concluir, nessa fase processual, que todos os réus permanecerão como parte no
processo até o trânsito em julgado da presente demanda e considerando haver solidariedadeentre os
responsáveis pelos atos reputados como ímprobo,entendo que,a priori, deva ser mantida a decisão que
determinou a indisponibilidade de bens do agravante no valor total de R$296.106,66, com o fim
deresguardar a saúde processual e o resultado prático do processo, como ressarcimento ao erário do
valor integral do dano,tendo em vista quenesta fase inicial do processo prevalece o princípio doin dubio
pro societatecomo forma de resguardar o interesse público.Insta salientar, ainda, que a referida medida de
indisponibilidade, por ser uma tutela fundada em evidência, não possui caráter sancionador em nem
antecipa a culpabilidade do agente, até mesmo em razão da possibilidade de reversão do provimento
judicial que a concede. E como já restou assentado, a medida ora mencionada deve recair sobre o
patrimônio do réu de modo suficiente a garantir o integral ressarcimento de eventual prejuízo aos cofres
públicos, levando-se em consideração, ainda, o valor de uma possível multa civil como sanção
autônoma.Portanto, vislumbro mais prudente, por ora, manter a decisão agravada.Posto isto,INDEFIRO
Oefeito suspensivo requerido.Intime-se o agravado, para, querendo, apresentar contraminuta ao presente
recurso, facultando-lhe juntar cópias das peças que entender necessárias.Encaminhem-se os autos à
Procuradoria de Justiça para manifestação, vinda as contrarrazões ou superado o prazo para tal.Publique-
se. Intimem-se. À Secretaria para as devidas providências.Belém (PA), 20 de fevereiro de 2019.
DesembargadorROBERTO GONÇALVES DE MOURA Relator
110
TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

Número do processo: 0004406-96.2016.8.14.0015 Participação: APELANTE Nome: MUNICIPIO DE


CASTANHAL Participação: ADVOGADO Nome: MARCELO PEREIRA DA SILVAOAB: 39 Participação:
APELADO Nome: MARIA NILZA BANDEIRA SILVA Participação: ADVOGADO Nome: ELVIS RODOLFO
DA SILVA CARVALHOOAB: 785Processo nº 0004406-96.2016.8.14.0015Órgão Julgador: 1º Turma de
Direito PúblicoComarca: Castanhal/PARecurso: Apelação CívelApelante: Município de CastanhalApelado:
Maria Nilza Bandeira SilvaRelator: Desembargador Roberto Gonçalves de Moura DESPACHOPreenchidos
os requisitos legais de admissibilidade, recebo o recurso de apelação (Id. 1411758) nos dois efeitos.À
Procuradoria de Justiça, na qualidade decustus legis, para os devidos fins.Servirá a presente decisão
como mandado/ofício, nos termos da Portaria nº 3731/2015-GP.Belém, 21 de fevereiro de 2019. Des.
ROBERTO GONÇALVES DE MOURARelator

Número do processo: 0009128-42.2013.8.14.0028 Participação: APELANTE Nome: MUNICIPIO DE


MARABA Participação: APELADO Nome: PRESTOMEDI DISTRIBUIDORA DE PRODUTOS PARA A
SAUDE LTDA Participação: ADVOGADO Nome: ROMEU CLAUDIO BERNARDIOAB: 70455/RSProcesso
nº 0009128-42.2013.8.14.0028Órgão Julgador: 1º Turma de Direito PúblicoComarca: Marabá/PARecurso:
Apelação CívelApelante: Município de MarabáApelado: Prestomedi Distribuidora de Produtos Pará a
Saúde Ltda.Relator: Desembargador Roberto Gonçalves de Moura DESPACHOPreenchidos os requisitos
legais de admissibilidade, recebo o recurso de apelação (Id. 1411565) nos dois efeitos.À Procuradoria de
Justiça, na qualidade decustus legis, para os devidos fins.Servirá a presente decisão como
mandado/ofício, nos termos da Portaria nº 3731/2015-GP.Belém, 21 de fevereiro de 2019. Des.
ROBERTO GONÇALVES DE MOURARelator

Número do processo: 0000145-74.2004.8.14.0301 Participação: APELANTE Nome: INSTITUTO DE


GESTAO PREVIDENCIARIA DO ESTADO DO PARA Participação: APELADO Nome: MARIA DAS
GRACAS SILVA LANHELLAS Participação: ADVOGADO Nome: MARCO ANTONIO MIRANDA DOS
SANTOSOAB: 478DIREITO PROCESSUAL CIVIL. APELAÇÃO CÍVEL.AÇÃO DE COBRANÇA DE
DIFERENÇASDEPENSÃO POR MORTE. AUSÊNCIA DE LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ.APELAÇÃO
CONHECIDA E NÃO PROVIDA.REEXAME NECESSÁRIO.DIREITO À INTEGRALIDADE DA PENSÃO
RECONHECIDO EM MANDADO DE SEGURANÇA. DIFERENÇAS DO PERÍODO RETROATIVO
DEVIDAS.ADEQUAR CONSECTÁRIOS LEGAIS E HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.SENTENÇA
PARCIALMENTE REFORMADA. REEXAME NECESSÁRIO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO.
À UNANIMIDADE. 1-A questão em análise reside em verificar a ocorrência de litigância de má-fé pela
Apelada, diante da alegação de quenão fora informado ao Juízo sobre a existência de mandado de
segurança por ela impetrado para corrigir o valor de sua pensão, cuja liminar teria sido deferida e cumprida
em junho de 2001.2-O Juízo de primeiro grau julgou o pedido da Apeladaparcialmente procedente, para
condenar o IGEPREV a pagar a diferença entre o valor da remuneração que receberia o ex-servidor,
Rubens dos Santos Lanhellas, se vivo fosse, e o valor efetivamente pago a título de pensão por morte à
Apelada, no percentual de cem por cento, período correspondente à 01/04/1999 até 26/03/2001, com juros
e correção monetária. 3-É cediço que o princípio da boa-fé processual, consagrado no art. 5º do CPC/15,
dispõe que aquele que de qualquer forma participar do processo, deve agir de boa-fé perante o Juízo.
Entretanto, a aplicação da penalidade por litigância de má-fé faz-se mister a comprovação de atuação com
caráter doloso da parte, em que se verifica a inobservância do dever de lealdade processual, de forma que
mera presunção não tem o condão de ensejar a condenação por litigância de má-fé (artigos 80 e 81 do
CPC/15). Precedentes. 4-No caso presente, observa-se que não há prejuízo sofrido pelo Apelante,
tampouco identifica-se o caráter doloso da parte, pelo fato não informar a existência do mandado de
segurança. O Mandado de Segurança, somente produz efeitos a partir da data de sua impetração, logo,
não alcança o retroativo, que fora deferido por meio da presente ação de cobrança, de forma que a
condenação diz respeito a período anterior à ação mandamental.5-Apelação conhecida e não provida.6-
Reexame Necessário.A presente ação teve por objeto a cobrança da diferença de valores da pensão por
morte do ex- segurado-falecido, Rubens dos Santos Sanhellas, uma vez que não percebia os 100% da
remuneração que o de cujus faria jus se vivo fosse, no período de tempo compreendido entre a
propositura da presente ação e cinco anos contados regressivamente.7-O direito pretendido já fora
reconhecido em sede de Mandado de Segurança (Processo nº0006493-87.2001.8.14.0301), consistindo a
presente demanda apenas na cobrança das diferenças devidas, ante aimpossibilidade de produção de
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

efeitos patrimoniais retroativos em mandado de segurança, pelo que fora ajuizada a presente ação de
cobrança para receber parcelas que são anteriores à impetração, procedimento que encontra guarida no
entendimento pacificado do STFSúmulas 269 e 271 do STF).8- Demonstrado o direito da Apelada à título
de pensão por morte, do valor de 100% dos proventos do de cujus como se vivo fosse, já se encontrando
referido direito reconhecido em sede mandamental, faz jus aopagamento das vantagens no período de
correspondente à 01/04/1999 até 26/03/2001, data de que antecede 05 anos do ajuizamento da presente
ação, até a data de impetração do mandado de segurança, processo nº0006493-87.2001.8.14.0301.9-
Consectários Legais.Tratando-se de condenaçãojudicial de natureza administrativa referente a servidor
público sujeitam-se aos seguintes encargos: (a) até julho/2001: juros de mora: 1% ao mês (capitalização
simples); correção monetária: índices previstos no Manual de Cálculos da Justiça Federal, com destaque
para a incidência do IPCA-E a partir de janeiro/2001; (b) agosto/2001 a junho/2009: juros de mora: 0,5%
ao mês; correção monetária: IPCA-E; (c) a partir de julho/2009: juros de mora: remuneração oficial da
caderneta de poupança; correção monetária: IPCA-E, consoante Item 3.1.1do Resp 1.495.146 ? MG
(Tema 905),ressalvando que, em eventual modulação do tema 810 pelo STF, os parâmetros deverão ser
observados em liquidação.10-Honorários advocatícios.Constatada a iliquidez da decisão, os honorários
advocatícios deverão ser fixados na liquidação do julgado.11-Reexame Necessário conhecido e
parcialmente provido.12-À unanimidade. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam
Excelentíssimos Senhores Desembargadores componentes da 1ª Turma de Direito Público, à
unanimidade, CONHECER e NEGAR PROVIMENTO à APELAÇÃO e,CONHECER e DAR PARCIAL
PROVIMENTO ao Reexame Necessário,nos termos do voto da eminente Desembargadora Relatora. 5ª
Sessão Ordinária ? 1ª Turma de Direito Público, Tribunal de Justiça do Estado do Pará, aos 18 de
fevereiro de 2019. Julgamento presidido pelo Exmo. Des. Roberto Gonçalves de Moura. ELVINA
GEMAQUE TAVEIRADesembargadora Relatora

Número do processo: 0003974-39.2016.8.14.0060 Participação: SENTENCIANTE Nome: JUÍZO DA


COMARCA DE TOME AÇU Participação: SENTENCIADO Nome: WAGNER RODRIGUES FERREIRA
Participação: ADVOGADO Nome: LUCIANA CATRINQUE NAGAIOAB: 15972/PA Participação:
SENTENCIADO Nome: ESTADO DO PARÁD E S P A C H O Trata-se deREMESSA NECESSÁRIAde
Sentença prolatada nos autos deAção Ordinária de Pagamento de Adicional de Interiorização(processo
nº0003974-39.2016.814.0060),oriunda daVara Única da Comarca de Tomé-Açu. Considerando a
deliberação da Presidência desta Corte de Justiça, no sentido de suspender os processos em curso no
Estado do Pará, que discutem acerca do "direito à incorporação do adicional de interiorização aos
proventos da reserva remunerada dos militares estaduais", após o encaminhamento aos Tribunais
Superiores dos recursos representativos de controvérsia (proc. n.º 0046013-46.2012.814.0301 e n.º
0000494-35.2011.814.0003),determino o sobrestamento em Secretaria do presente feito até o julgamento
das referidas ações visando evitar eventuais decisões conflitantes.À Secretaria para ulteriores de direito.P.
R. I. Cumpra-se.Belém, 15 de fevereiro de 2019. DesembargadoraEZILDAPASTANAMUTRANRelatora

Número do processo: 0045076-65.2014.8.14.0301 Participação: APELANTE Nome: INSTITUTO DE


PREVIDENCIA E ASSISTENCIA DO MUNICIPIO DE BELEM Participação: APELADO Nome: LIGIA
RODRIGUES DA SILVA Participação: ADVOGADO Nome: ELIELSON NAZARENO CARDOSO DE
SOUZAOAB: 148EMENTA:REMESSA NECESSÁRIA E APELAÇÃO CÍVEL.AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE
NÃO FAZER C/C REPETIÇÃO DE INDÉBITO.CONTRIBUIÇÃO COMPULSÓRIA PARA O CUSTEIO
DOPLANO DE ASSISTÊNCIA BÁSICA À SAÚDE DO SERVIDOR ? PABSS. APELAÇÃO
CÍVEL.ARGUIÇÃO DE LEGALIDADE DA COBRANÇA COMPULSÓRIA PREVISTA NA LEI MUNICIPAL
N° 7.984/99. AFASTADA.OBRIGATORIEDADE INSTITUÍDA POR LEI MUNICIPAL. OFENSA AO TEXTO
CONSTITUCIONAL. A JURISPRUDÊNCIA DO STF É PACÍFICA NO SENTIDO DE QUE É VEDADO AOS
ENTES MUNICIPAIS E ESTADUAIS INSTITUIR CONTRIBUIÇÃO COMPULSÓRIA PARA ASSISTÊNCIA
À SAÚDE.TESE DE IMPOSSIBILIDADEDE DEVOLUÇÃO DE VALORES RETIDOS À TÍTULO DE
CONTRIBUIÇÃO AO PABSS. AFASTADA.RESTITUIÇÃO DEVIDA. ART. 165, DO CTN.
JURISPRUDÊNCIA DO STF. PEDIDO DE EXCLUSÃO OU MINORAÇÃO DO QUANTUM FIXADO À
TÍTULO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. PARCIALMENTE ACOLHIDO. ARBITRAMENTO NOS
TERMOS DO ARTIGO85, §2º E §3º,DO CPC/2015.APELAÇÃO CONHECIDA E PARCIALMENTE
PROVIDA.REMESSA NECESSÁRIA.CONDENAÇÃO DO APELANTEA RESTITUIÇÃO DAS
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CONTRIBUIÇÕES RECOLHIDAS DE FORMA INDEVIDA DOS ÚLTIMOS 5 ANOS ANTERIORES À


PROPOSITURA DA AÇÃO. NECESSIDADE DE REFORMA. ALTERAÇÃO DO TERMO A QUO PELO
PLENO DESTA EGRÉGIA CORTE ESTADUAL, NO JULGAMENTO DAADIN Nº0004529-
08.2017.8.14.0000. RESTITUIÇÃO DEVIDA SOMENTE A PARTIR DA PUBLICAÇÃO DA ADIN EM
COMENTO. FIXAÇÃO DOSCONSECTÁRIOS LEGAIS.RESP 1.495.146 ? MG (TEMA 905).SENTENÇA
PARCIALMENTE REFORMADA EM SEDE DE REMESSA. 1. A sentença recorrida julgou procedente a
ação principal, determinando que o IPAMB se abstivesse dedescontar na folha de pagamento da apelada
a contribuição para a assistência à saúde, condenou o apelante a restituição das contribuições recolhidas
de forma indevida dos últimos 5 anos anteriores à propositura da ação, bem como, fixou honorários
advocatícios no importe de 10% sobre o valor da condenação. 2.Apelação Cível.Arguição de legalidade da
cobrança compulsória prevista na Lei Municipal n.º 7.984/99. A instituição de contribuições sociais é de
competência exclusiva da União, sendo permitido aos Estados e Municípios instituir somente
contribuições, para o custeio do regime previdenciário. Hipótese não vislumbrada nos autos, eis que se
trata exclusivamente de cobrança compulsória para prestação de serviços médico-hospitalares. Ofensa ao
texto constitucional. Artigos 5°, inciso XX, 149, §1º e 194, da CF/88. 3. A contribuição ao Plano de
Assistência à Saúde do Servidor (PABSS) somente pode ocorrer em relação àqueles servidores que
livremente aderirem ao plano. 4.A jurisprudência do STF é pacífica no sentido de que é vedado aos Entes
Municipais e Estaduais instituir Contribuição Compulsória para assistência à saúde.RE: 573.540.ADIN
3.106.Logo, não assiste razão o apelante quanto a arguição de legalidade da Cobrança Compulsória. 5.
Tese de impossibilidade de devolução de valores retidos à título de contribuição ao PABSS.O recolhimento
indevido do tributo enseja a sua restituição aos contribuintes, nos termos do art.165, do Código Tributário
Nacional. Precedentes. 6.Pedido de exclusão ou minoração do quantum fixado à título de honorários
advocatícios. Necessidade de manutenção da condenação em honorários, vez queé uma decorrência
lógica do princípio da sucumbência, devendo ser arbitrado em observância ao grau de zelo do profissional,
o lugar da prestação de serviço, a natureza e a importância da causa, bem como, o trabalho realizado pelo
advogado e o tempo exigido para o seu serviço.Sentença alterada em relação ao quantum fixado.
Arbitramento novalor de R$ 500,00 (quinhentos reais). Precedentes. 7. Apelação conhecida e parcialmente
provida, apenas para fixar os honorários advocatícios no valor de R$ 500,00 (quinhentos reais). 8.
Remessa Necessária conhecida.Magistrado de origemcondenou o apelante a restituição das contribuições
recolhidas de forma indevida dos últimos 5 anos anteriores à propositura da ação. 9. O referido
posicionamento era o entendimento firmado por esta Egrégia Corte Estadual, inclusive em julgados sob a
minha relatoria, entretanto, houve alteração do termo a quo pelo Pleno desta Egrégia Corte Estadual, no
julgamento daADIN nº0004529-08.2017.8.14.0000. No referido julgado,realizado na sessão do dia
21.11.2018, restou a consignado quea devolução dos valores retidos de forma indevida ocorrerá a partir
da publicação do respectivo acórdão (efeito ex nunc), situação que impõe a reformada da sentença. 10.
Necessidade de fixação dosconsectários legais.Tratando-se de condenaçãojudicial de natureza
administrativa referente a servidor públicode período posterior à julho/2009, os juros moratórios devem
incidir no percentual estabelecido para a caderneta de poupança (artigo 1º-F, da Lei n.º 9.494/97, com
redação dada pela Lei n.º 11.960/09)e,para fins decorreção monetária, deve haver a incidência doIPCA-E.
Item 3.1.1do Resp 1.495.146 ? MG (Tema 905)ressalvando que, em eventual modulação do tema 810
pelo STF, os parâmetros deverão ser observados em liquidação.Necessidade de alteração da fixação dos
juros moratórios e da correção monetária, ainda que por fundamento diverso em relação a correção
monetária. 12. Sentença parcialmente reformada em sede de Remessa Necessária,para consignar quea
restituição de qualquer desconto referente à contribuição compulsória será devida somente a partir da
publicação do julgamento daADIN nº0004529-08.2017.8.14.0000, devendo ser observado osconsectários
legais fixados. 13. À unanimidade. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Excelentíssimos Senhores Desembargadores componentes da 1ª Turma de Direito Público, à
unanimidade, em CONHECER e DAR PARCIAL PROVIMENTO à Apelação e, CONHECER da Remessa
Necessária, REFORMANDO PARCIALMENTE a sentença, nos termos do voto da eminente
Desembargadora Relatora. 5ª Sessão Ordinária ? 1ª Turma de Direito Público, Tribunal de Justiça do
Estado do Pará, aos 18 de fevereiro de 2019. Julgamento presidido pelo Exmo. Des. Roberto Gonçalves
de Moura. ELVINA GEMAQUE TAVEIRADesembargadora Relatora

Número do processo: 0005963-21.2014.8.14.0070 Participação: SENTENCIANTE Nome: JUÍZO DA 1ª


VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE ABAETETUBA Participação: SENTENCIADO Nome: LUIZ GONZAGA
LEITE LOPES Participação: ADVOGADO Nome: RAIMUNDO COSTA DA SILVAOAB: 4138/PA
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Participação: SENTENCIADO Nome: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARAPROCESSUAL


CIVIL.REEXAME NECESSÁRIO EM EMBARGOS À EXECUÇÃO.AÇÃO CIVIL PÚBLICA DE EXECUÇÃO
DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL PARA RESSARCIMENTO AO ERÁRIO.ART. 496, I, A, DO
CPC/2015.TÍTULO EXECUTIVO REFORMADO PELO TRIBUNAL DE CONTAS DOS MUNICÍPIOS.
INEXIGIBILIDADE E ILIQUIDEZ DO TÍTULO. RECONHECIMENTO JURÍDICO DO PEDIDO PELO
DEMANDADO. EXTINÇÃO DO PROCESSO COM RESOLUÇÃO DO MÉRITO. ART. 487, I E III, ALÍNEA
A, DO CPC/2015.SENTENÇA MANTIDA.REEXAME NECESSÁRIO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. À
UNANIMIDADE. 1-A questão em análise consiste no reexame necessário da sentença que julgou
procedentes osEmbargos à Execução, homologando o reconhecimento do pedido, formulado nos
Embargos à Execução, de inexigibilidade do título que embasava a execução, nos termos do artigo 487,
incisos I e III, alínea a do Código de Processo Civil. 2-A Ação Civil Pública de Execução de Título
Extrajudicial (Ressarcimento ao Erário), tem por objeto a execução da condenação do Ex-Prefeito
Municipal de Abaetetuba Luiz Gonzaga Leite Lopes, ora Embargante, à devolução aos cofres públicos, do
valor de R$ 111.843,87 (cento e onze mil oitocentos e quarenta e três reais e oitenta e sete centavos),
obtida em decisão do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Pará, consubstanciada na
Resolução n°. 9.180/2008-TCM, a qual foi ratificada parcialmente pela Resolução n° 10.081/2011-TCM. 3-
Entretanto, com a interposição do Recurso de Revisão pelo Embargante junto ao TCM-PA, fora reformada
a decisão, alterando o valor da condenação para R$ 21.168,00 (vinte e um mil e cento e sessenta e oito
reais), o que ficou consubstanciado na Resolução nº 11.226, de modo que o valor da condenação mostra-
se inferior ao valor executado pelo Ministério Público, redução esta que fora reconhecida pelo Órgão
Ministerial Embargado (Id. 1106801).4-Concordância do Órgão Ministerial,com os argumentos
colacionados pelo Embargante, evidenciando a inexigibilidade do título executivo que fundamenta a
pretensão executiva, ante à reformulação do valor da condenação.5-Impende ressaltar o fato de ter sido
ajuizada nova Ação Civil Pública (processo nº 0006995-90.2016.8.14.0070), para ressarcimento ao erário
do valor de R$-29.987,73 (vinte e nove mil, novecentos e oitenta e sete reais e setenta e três centavos),
referente à resolução do TCM nº 11.226, fato este também reconhecido pelo Ministério Público, que
requereu da extinção da Ação Civil Pública de Execução de Título Extrajudicial.6-Correta a homologação
do pedido de reconhecimento da inexigibilidade do título, com a procedência dos embargos, impondo-se a
confirmação da sentença ora reexaminada.7-Reexame Necessário conhecido para manter a sentença em
todos os seus termos. À unanimidade. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam
Excelentíssimos Senhores Desembargadores componentes da 1ª Turma de Direito Público, à
unanimidade, CONHECER do Reexame Necessário para manter integralmente a sentença, nos termos do
voto da eminente Desembargadora Relatora. 5ª Sessão Ordinária ? 1ª Turma de Direito Público, Tribunal
de Justiça do Estado do Pará, aos 18 de fevereiro de 2019. Julgamento presidido pelo Exmo. Des.
Roberto Gonçalves de Moura. ELVINA GEMAQUE TAVEIRADesembargadora Relatora

Número do processo: 0800603-49.2018.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: MUNICIPIO DE


GOIANESIA DO PARA Participação: ADVOGADO Nome: JOAO LUIS BRASIL BATISTA ROLIM DE
CASTROOAB: 14045/PA Participação: AGRAVADO Nome: ANTONIA SANTOS E SILVA Participação:
ADVOGADO Nome: MARIA D AJUDA GOMES FRAGAS PAULUCIOOAB: 05000A PODER
JUDICIÁRIOTRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁSECRETARIA ÚNICA DE DIREITO
PÚBLICO E PRIVADO INTIMAÇÃOAo (À) Senhor(a)AGRAVANTE: MUNICÍPIO DE GOIANESIA DO
PARÁNome: MUNICÍPIO DE GOIANESIA DO PARÁEndereço: Pedro Soares de Oliveira, s/n, Centro,
GOIANÉSIA DO PARÁ - PA - CEP: 68639-000Prezado (a) Senhor (A), De ordem do Exmo. Sr. Relator do
Agravo de Instrumento nº 0800603-49.2018.8.14.0000, em que são partes, como AGRAVANTE:
MUNICÍPIO DE GOIANÉSIA DO PARÁe como AGRAVADO: ANTONIA SANTOS E SILVA , fica através
desta INTIMADO acerca do Acórdão proferido, indo cópia integral do autos eletrônicos em mídia digital em
anexo. Dado e passado na Secretaria da Unidade de Processamento Judicial Cível de 2º Grau do Tribunal
de Justiça do Estado do Pará, por mim redigido e assinado.22 de fevereiro de 2019

Número do processo: 0805441-35.2018.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: LICON SERVICOS


GERAIS LTDA Participação: ADVOGADO Nome: EDUARDO MARCELO AIRES VIANAOAB: 70000A
Participação: ADVOGADO Nome: BRENDA FERNANDES BARRAOAB: 443 Participação: AGRAVANTE
Nome: ILDEBRANDO BARBOSA TEIXEIRA Participação: ADVOGADO Nome: EDUARDO MARCELO
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AIRES VIANAOAB: 70000A Participação: ADVOGADO Nome: BRENDA FERNANDES BARRAOAB: 443
Participação: AGRAVANTE Nome: MARIA DE FATIMA OLIVEIRA TORRES Participação: ADVOGADO
Nome: EDUARDO MARCELO AIRES VIANAOAB: 70000A Participação: ADVOGADO Nome: BRENDA
FERNANDES BARRAOAB: 443 Participação: AGRAVADO Nome: BANCO BRADESCO SA Participação:
ADVOGADO Nome: NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUESOAB: 15201/PA1ª TURMA DE DIREITO
PRIVADOAGRAVO INTERNO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 0805441-
35.2018.8.14.0000Processo de 1º grau: 0013163-97.1996.814.0301AGRAVANTE: LICON SERVICOS
GERAIS LTDA.Advogados: Dr. Eduardo Marcelo Aires Viana, OAB/PA nº 24.797, e outro.AGRAVADO:
BANCO BRADESCO S.A.Advogados: Dr. Nelson Willians Fratoni Rodrigues, OAB/PA nº 15.201-
A.RELATORA: DESEMBARGADORA MARIA DO CÉO MACIEL COUTINHO DESPACHO Considerando
que o agravado já possui advogado constituído nos autos de origem deste recurso em 1º
grau,DETERMINO à UPJque proceda a intimação da parte agravada para apresentar contrarrazões ao
presente Agravo Interno manejado(art. 1.021, §2º, CPC), via publicação no DJE, em nome de seu
advogado Dr. Nelson Willians Fratoni Rodrigues, OAB/PA nº 15.201-A. Belém, 22 de fevereiro de 2019.
Desa. MARIA DO CÉO MACIEL COUTINHORelatora

Número do processo: 0055582-37.2013.8.14.0301 Participação: APELANTE Nome: MUNICIPIO DE


BELEM Participação: APELADO Nome: JOSE CLOVIS FERREIRA DE SOUZA Participação: ADVOGADO
Nome: JADER NILSON DA LUZ DIASOAB: 73 Participação: ADVOGADO Nome: CAROLINNE
WESTPHAL REIS MONTEIRO ALVESOAB: 7954EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL E REEXAME
NECESSÁRIO. AÇÃOORDINÁRIA DE PAGAMENTO DE PROGRESSÃO FUNCIONAL TEMPORAL COM
PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA.PRELIMINAR DE PRESCRIÇÃO TRIENAL.PARCELA DE TRATO
SUCESSIVO (SÚMULA 85 DO STJ).PRELIMINAR REJEITADA. MÉRITO.SERVIDOR PÚBLICO
MUNICIPAL. PEDIDO DE REENQUADRAMENTO E INCORPORAÇÃO DE PROGRESSÃO FUNCIONAL
POR ANTIGUIDADE. DESNECESSIDADE DE REGULAMENTAÇÃO. LEI MUNICIPAL N.º 7.528/91 E LEI
MUNICIPAL N.º 7.673/93. NORMAS DE EFICÁCIA PLENA. PRECEDENTES. COMPROVAÇÃO DO
DIREITO DA AUTORA, OBSERVADAS AS PARCELAS ALCANÇADAS PELA PRESCRIÇÃO
QUINQUENAL. RESP 1.251.993/PR. NECESSIDADE DE REFORMA DA SENTENÇA QUANTO AOS
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. ARBITRAMENTO EM FASE DE LIQUIDAÇÃO, CONFORME O ART.
85, §4º, CPC/15.APELAÇÃO CONHECIDA E NÃO PROVIDA EREEXAME NECESSÁRIOCONHECIDO E
PARCIALMENTE PROVIDO. 1-Apelação Cível. Preliminar de Prescrição Trienal.Não obstante a
disposição prevista no Código Civil, tem-se que se trata de norma geral que regula o tema de maneira
genérica, não alterando o caráter especial do Decreto nº 20.910/32, que regula a prescrição, independente
da natureza das pretensões formuladas contra a Fazenda Pública, devendo, dessa forma, ser aplicado ao
caso concreto o prazo prescricional de 5 (cinco) anos previsto no art. 1º do Decreto nº
20.910/32.Preliminar Rejeitada. 2-Mérito. Progressão Funcional.A progressão funcional por antiguidade
far-se-á pela elevação automática à referência imediatamente superior, na medida em que forem
preenchidos dois requisitos: o período de cinco anos e o efetivo exercício no Município, a partir de quando
surge o direito do servidor perceber o aumento de 5% (cinco por cento) sobre o seu vencimento,
consoante os dispositivos acima transcritos (art. 1º da Lei Municipal nº 7.546/91 e art. 12 da Lei Municipal
nº 7.507/91). 3-Comprovação de que o Autor preencheu os requisitos para a Progressão Funcional por
Antiguidade, uma vez que é servidor público municipal desde 1992 e 1992 e com mais de 21 (vinte e um)
anos de efetivo exercício na função, tendo ingressado na referência 6, consoante decreto de nomeação
acostado aos autos (Num. 1093267 - Pág. 18). Com efeito, o Apelado trouxe fatos e provas constitutivas
de seu direito, desincumbindo-se de seu ônus probatório, consoante disposto no art. 333, I do CPC/73,
fazendo jus a incorporação da progressão na carreira, por cada 05 (cinco) anos de efetivo exercício, bem
como, em ter acrescido aos seus proventos, os percentuais de progressão funcional que correspondem a
uma variação de 5% entre uma e outra referência, conforme bem observado pelo Juízo a quo em
sentença. Outrossim,caberia ao Apelante trazer elementos probatórios que desconstituíssem as alegações
trazidas pelo Apelado, o que não o fez, restando suficientemente provado o direito pretendido pelo
Apelado. Precedentes deste Egrégio Tribunal de Justiça. 4 -Apelação conhecida e não provida. À
unanimidade. 5 -Reexame Necessário conhecido e parcialmente provido, para fixar os honorários
advocatícios em R$ 1.500,00 (mil e quinhentos reais), com fundamento no art. 20, §4º do CPC/73. À
unanimidade.ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Excelentíssimos Senhores
Desembargadores componentes da 1ª Turma de Direito Público, à unanimidade, em CONHECER E
NEGAR PROVIMENTO à APELAÇÃO CÍVEL e ao REEXAME NECESSÁRIO CONHECER E DAR
115
TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

PARCIAL PROVIMENTO, nos termos do voto da eminente Desembargadora Relatora. 5ª Sessão


Ordinária ? 1ª Turma de Direito Público, Tribunal de Justiça do Estado do Pará, aos 18 de fevereiro de
2019. Julgamento presidido pelo Exmo. Des. Roberto Gonçalves de Moura. ELVINA GEMAQUE
TAVEIRADesembargadora Relatora

Número do processo: 0801529-64.2017.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: J. J. A. B.


Participação: ADVOGADO Nome: ANDRE LUIZ MORAES DA COSTAOAB: 13000A Participação:
ADVOGADO Nome: SINVAL BOAVENTURA JUNIOROAB: 2351200A/PA Participação: ADVOGADO
Nome: VERONICA DA SILVA CASEIROOAB: 37000A Participação: AGRAVADO Nome: E. C.
Participação: ADVOGADO Nome: VIVIANNE SARAIVA SANTOS RAPOSOOAB: 17440/PA Participação:
AGRAVADO Nome: E. C. C. B. Participação: ADVOGADO Nome: VIVIANNE SARAIVA SANTOS
RAPOSOOAB: 17440/PA 1ª TURMA DE DIREITO PRIVADOJUÍZO DE ORIGEM: 1ª VARA DE FAMÍLIA
DE ANANINDEUA.AGRAVO DE INSTRUMENTO (PJE) Nº: 0801529-64.2017.8.14.0000AGRAVANTE: J.
J. A. B.Advogados: Dr. André Luiz Moraes da Costa, OAB/PA nº 15.413, e outros.AGRAVADAS: E. C. e E.
C. C. B., assistida por E. C.Advogada: Dra. Vivianne Saraiva Santos Raposo, C OAB/PA nº
17.440.RELATORA: DESEMBARGADORA MARIA DO CÉO MACIEL COUTINHO DECISÃO
MONOCRÁTICA Trata-se deAgravo de Instrumentocompedido de efeito ativo e suspensivo em Agravo de
Instrumento interposto porJ. J. A. B.contra decisão (ID 229912 - pág. 1-6) exarada pelo Juízo da 1ª Vara
de família de Ananindeua/PA que, nos autos da Ação de dissolução de união estável c/c partilha de bens
(Processo nº 0005813-33.2017.8.14.0006), ajuizada em desfavor deE. C., deferiu parcialmente os
alimentos provisórios a ser pago pelo Autor/Reconvindo, no valor de 7 (sete) salários mínimos à filha do
casal, E. C. C. B., bem como fixou os alimentos provisórios à requerida/reconvinte, na importância de 15
(quinze) salários mínimos vigentes à época do pagamento; concedeu a tutela antecipada para determinar
o retorno da requerida/reconvinte à administração da empresa em que sustenta a qualidade de
administradora pelo Contrato Social, sob pena de multa pessoal ao reconvindo no valor de R$ 20.000,00
(vinte mil reais) pelo seu descumprimento; por fim, deferiu o pedido para determinar que o
autor/reconvindo se abstenha de proceder a mudança contratual das empresas ou a venda dos bens de
valor considerável a elas pertencentes, até ulterior decisão.Em suas razões,o agravante afirma que a
decisão ora agravada deixou de observar o binômio possibilidade/necessidade, no caso em concreto,ao
deferir pensão alimentícia para filhae para ex-companheira, pois não houve pelo juízoa quoanálise de
qualquer documento que pudesse aferir de quanto seria a necessidade de recebimento de ambas, isto é,
suas despesas, uma vez que a documentação juntada pela requerida/ ora agravada não tem o condão de
demonstrar que a mesma recebia a quantia de R$30.000,000(trinta mil reais) como afirmado.Alega que, no
que tange a pensão fixada a sua ex-mulher, não houve limitação de tempo para respectivo pagamento
mesmo diante da condição da beneficiária: uma mulher jovem, pós-graduanda, sem nenhum problema de
saúde. Sustenta que o magistrado, ao examinar a possibilidade do agravante em pagar a monta de 22
(vinte e dois) salários mínimos, baseou o seu convencimento de que o lucro empresarial do requerente é
de R$100.000,00 (cem mil reais) em papéis sem fonte idônea, criados pela própria agravada/reconvinda
juntados às fls. 251-254 dos autos originários, nos quais constava escrito ?receitas com mensalidades?
sem considerar despesas com tributos, folha de pessoal dentre outras.Destaca, ainda, que possui outra
filha, Pamela Gabrielle Lima Barreiros a quem também paga pensão alimentícia.Conclui que a respeitável
decisão não merece prosperar, visto que contraria a legislação, funda-se em ilações feitas pela
agravada/reconvinte e documentos imprestáveis como meio de prova, bem como deixou de observar
critérios de possibilidade do agravante.Defende que o não deferimento do efeito suspensivo levaria o
Agravante a prejuízos de difícil e impossível reparação, já que seria exposto a constrição ilegal de seu
patrimônio.Requer o deferimento do efeito suspensivo para sustar a exigência dos alimentos provisórios
ou, alternativamente, pleiteia a concessão de efeito ativo para reformar parcialmente a decisão do
magistrado a quo quanto a pensão da menor filha do casal, reduzindo-a de 7 (sete) para 1 (um) salário
mínimo e, no que tange a pensão da agravada/reconvinte, diminui-la de 15 (quinze) para 2 (dois) salários
mínimos ou, alternativamente, para o valor de seu pró-labore mais 50% (cinquenta por cento) dos valores
dos aluguéis das salas do prédio ?Vida e Saúde? até a venda do prédio. E, no mérito, o provimento do
recurso.No ID 249299, fls. 171-173, os pedidos de efeito suspensivo e ativo foram indeferidos.Em petição
no ID 1077536, fl. 204, as recorridas informam que as partes processuais resolveram transigir, pelo que
requerem a juntada do acordo (ID 1077537, fls. 206-208), para que surta os efeitos legais, isto é, o
presente recurso perdeu o objeto, assim postulam a extinção sem resolução de mérito.Relatados.
Decido.Considerando que a decisão apontada como agravada neste recurso foi proferida nos autos da
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Ação de Reconhecimento e Dissolução de União Estável (Processonº 0005813-33.2017.8.14.0006), no


sentido de deferir os alimentos provisórios em favor das agravadas e que, em razão da referida decisão
interlocutória, a parte interessada ajuizou a Ação de Execução de Alimentos Provisórios (Processo nº
0811698-92.2017.8.14.0006), em cujos autos realizaramacordo, conforme termo constante no ID 1077537,
fls. 206-208, objetivando a quitação da dívida alimentar em discussão,entendo que, neste contexto,
ocorreu acarênciasupervenientede interesse recursaldo agravante em função da avença celebrada.
Explico.É sabido que o interesse de agir é requisito processual indispensável e deve ser analisado em
suas dimensões: necessidade e utilidade da tutela jurisdicional. No caso concreto, o recorrente não possui
o interesse-utilidade da prestação da tutela jurisdicional revisora a ser proferida pela segunda instância,
haja vista que adívida alimentar em discussão e que objetivava ver reduzidapor meio deste agravo de
instrumento, foi objeto de acordo entre as partes interessadas para a sua quitação, após a interposição do
presente recurso.Ante o exposto, com base no art. 485, VI c/c art. 932, todos do CPC, não conheço do
recurso em razão da ausência de interesse recursal superveniente.Publique-se. Intime-seBelém, 22 de
fevereiro de 2019. Desa. MARIA DO CÉO MACIEL COUTINHORelatora

Número do processo: 0004277-51.2012.8.14.0009 Participação: APELANTE Nome: JOSE ROGINEI


SILVA Participação: APELADO Nome: MARIA JOSE SOARES DE SOUSA Participação: ADVOGADO
Nome: EVANDRO FARIAS LOPESOAB: 7013ÓRGÃO COLEGIADO JULGADOR: 1ª TURMA DE
DIREITO PRIVADORECURSO DE APELAÇÃO CÍVEL Nº0004277-51.2012.8.14.0009JUIZ DE ORIGEM:
2ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE BRAGANÇAAPELANTE:JOSE ROGINEI SILVAAPELADO: MARIA
JOSE SOARES DE SOUSARELATORA: DESEMBARGADORA MARIA DO CEO MACIEL
COUTINHODESPACHOEm sede de juízo de admissibilidade recursal único, verifico que, o recurso de
Apelação Cível interposto porJOSE ROGINEI SILVA (ID1287865 - Pág. 1/8) é tempestivo, haja vista que o
recurso de Apelação foi interposto independente de intimação do Defensor Público. O recorrente é
beneficiário da justiça gratuita, conforme ID1287855 - Pág. 1. Portanto,a priori,vislumbro que o referido
recurso, preenche os pressupostosextrínsecos(tempestividade e regularidade formal)
eintrínsecos(cabimento, legitimidade para recorrer e interesse recursal).Recebo o presente recurso de
Apelação Cível nos efeitos suspensivo e devolutivo, conforme dispõe o art. 1.012, CPC/15[1].A parte
apelada apresentou contraminuta ao recurso de Apelação (ID1287866 - Pág. 1/5)
tempestivamente.Transcorrido o prazo para interposição de eventual recurso, retornem os autos
conclusos.Publique-se e intimem-se.Belém, 22 de fevereiro de 2019. Desa. MARIA DO CÉO MACIEL
COUTINHORelatora[1]Art. 1.012. A apelação terá efeito suspensivo.

Número do processo: 0000192-15.2008.8.14.0015 Participação: APELANTE Nome: E. M. D. B.


Participação: ADVOGADO Nome: SAMARA COELHO CRUZOAB: 5261/TO Participação: APELADO
Nome: E. D. A. V. D. M. Participação: ADVOGADO Nome: LUCAS STEFFEN VELASCOOAB:
37745/GOÓRGÃO COLEGIADO JULGADOR: 1ª TURMA DE DIREITO PRIVADORECURSO DE
APELAÇÃO CÍVEL Nº 0000192-15.2008.8.14.0015JUIZ DE ORIGEM: 2ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL
DE CASTANHALAPELANTE: ELZA MARIA DUARTE BATISTA APELADO: ESPOLIO DE ADERSON
VALENTIM DE MOURARELATORA: DESEMBARGADORA MARIA DO CEO MACIEL
COUTINHODESPACHOEm sede de juízo de admissibilidade recursal único, verifico que, o recurso de
Apelação Cível interposto porELZA MARIA DUARTE BATISTA (ID1301004 - Pág. 1/11) é tempestivo,
conforme ID1301005 - Pág. 2. Portanto,a priori,vislumbro que o referido recurso, preenche os
pressupostosextrínsecos(tempestividade e regularidade formal) eintrínsecos(cabimento, legitimidade para
recorrer e interesse recursal).Recebo o presente recurso de Apelação Cível nos efeitos suspensivo e
devolutivo, conforme dispõe o art. 1.012, CPC/15[1].A parte apelada apresentou contraminuta ao recurso
de Apelação (ID1301006 - Pág. 1/3) tempestivamente.Transcorrido o prazo para interposição de eventual
recurso, retornem os autos conclusos.Publique-se e intimem-se.Belém, 22 de fevereiro de 2019.Desa.
MARIA DO CÉO MACIEL COUTINHORelatora[1]Art. 1.012. A apelação terá efeito suspensivo.

Número do processo: 0039562-04.2009.8.14.0301 Participação: APELANTE Nome: CONDOMINIO DO


EDIFICIO MARIA TUDOR Participação: ADVOGADO Nome: MARCELO ARAUJO SANTOSOAB: 8553/PA
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Participação: APELADO Nome: HOMERO BRITTO RIBEIRO Participação: ADVOGADO Nome: TELMA
LUCIA BORBA PINHEIROOAB: 59 Participação: ADVOGADO Nome: ANTONIO ARAUJO DE OLIVEIRA
JUNIOROAB: 79000A Participação: ADVOGADO Nome: CAMILLA BARBOSA FIGUEIREDOOAB: 902
Participação: ADVOGADO Nome: THIAGO ANDERSON REIS FERREIRAOAB: 784 Participação:
ADVOGADO Nome: REYNALDO ANDRADE DA SILVEIRAOAB: 46ÓRGÃO COLEGIADO JULGADOR: 1ª
TURMA DE DIREITO PRIVADORECURSO DE APELAÇÃO CÍVEL Nº0039562-04.2009.8.14.0301JUIZ
DE ORIGEM: 3ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE BELÉMAPELANTE:CONDOMINIO DO EDIFICIO
MARIA TUDORAPELADO: HOMERO BRITTO RIBEIRORELATORA: DESEMBARGADORA MARIA DO
CEO MACIEL COUTINHODESPACHOEm sede de juízo de admissibilidade recursal único, verifico que, o
recurso de Apelação Cível interposto porCONDOMINIO DO EDIFICIO MARIA TUDOR (ID1039821 - Pág.
1/14) é tempestivo conforme certidão de ID1039822 - Pág. 1, e conta com o devido preparo (ID1039821 -
Pág. 15/17). Portanto,a priori,vislumbro que o referido recurso, preenche os
pressupostosextrínsecos(tempestividade, regularidade formal e preparo) eintrínsecos(cabimento,
legitimidade para recorrer e interesse recursal).Recebo o presente recurso de Apelação Cível nos efeitos
suspensivo e devolutivo, conforme dispõe o art. 1.012, CPC/15[1].A parte recorrida apresentou
contrarrazões ao recurso de Apelação Cível tempestivamente (ID1039822 - Pág. 4/15).Transcorrido o
prazo para interposição de eventual recurso, retornem os autos conclusos.Publique-se e intimem-
se.Belém, 22 de fevereiro de 2019. Desa. MARIA DO CÉO MACIEL COUTINHORelatora[1]Art. 1.012. A
apelação terá efeito suspensivo.

Número do processo: 0010240-87.2016.8.14.0045 Participação: APELANTE Nome: MUNICIPIO DE


REDENCAO Participação: APELADO Nome: JOSE DE SOUSA Participação: ADVOGADO Nome: ICARO
MACHADO BANDEIRAOAB: 21333/PAProcesso nº 0010240-87.2016.8.14.0045Órgão Julgador: 1º Turma
de Direito PúblicoComarca: Redenção/PARecurso: Apelação CívelApelante: Município de
RedençãoApelado: Jose de SousaRelator: Desembargador Roberto Gonçalves de Moura
DESPACHOPreenchidos os requisitos legais de admissibilidade, recebo o recurso de apelação (Id.
1401812) nos dois efeitos.À Procuradoria de Justiça, na qualidade decustus legis, para os devidos
fins.Servirá a presente decisão como mandado/ofício, nos termos da Portaria nº 3731/2015-GP.Belém, 21
de fevereiro de 2019. Des. ROBERTO GONÇALVES DE MOURARelator

Número do processo: 0801157-47.2019.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: ADMINISTRADORA


DE CONSORCIO NACIONAL HONDA LTDA Participação: ADVOGADO Nome: AMANDIO FERREIRA
TERESO JUNIOROAB: 16837/PA Participação: AGRAVADO Nome: FLAURIVAL DOS SANTOS
M E L OPO D ER JUDICIÁ RIOTRIB UNA L DE J US T I ÇA DO E S T A DO DO P A RÁ G AB I N E T E
DESEMBARGADOR JOSÉ ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JUNIORAGRAVO DE
INSTRUMENTO (202):0801157-47.2019.8.14.0000AGRAVANTE: ADMINISTRADORA DE CONSORCIO
NACIONAL HONDA LTDANome: ADMINISTRADORA DE CONSORCIO NACIONAL HONDA
LTDAEndereço: Avenida Senador Roberto Simonsen, 304, - de 251/252 a 1009/1010, Santo Antônio, SãO
CAETANO DO SUL - SP - CEP: 09530-401Advogado: AMANDIO FERREIRA TERESO JUNIOR OAB:
PA16837-A Endereço: desconhecidoAGRAVADO: FLAURIVAL DOS SANTOS MELONome: FLAURIVAL
DOS SANTOS MELOEndereço: RUA CANTIDIANO MENDONCA, 382, MARANHENSE, TOMé-Açú - PA -
CEP: 68680-000DECISÃO MONOCRÁTICATrata-se deAgravo de Instrumento com pedido de tutela
antecipada recursal, interposto por ADMINISTRADORA DE CONSÓRCIO NACIONAL HONDA LTDA.,
com fulcro no art. 1.015, parágrafo único, do CPC, contra decisão proferida pelo Juízo da Vara Única de
Tomé Açu, nos autos da Ação de Busca e Apreensão, convertida em Ação de Execução(Processo:
0002746-34.2013.8.14.0060), proposta pela Agravante em desfavor de FLAURIVAL DOS SANTOS MELO,
ora Agravado, que determinou ao Recorrente a juntada aos autos principais da via original do contrato
entabulado entre as partes, sob pena de extinção (Num. 1404876).Argumenta a Agravante que todos os
requisitos para a conversão da ação em execução foram por si observados, não havendo qualquer óbice
para o regular prosseguimento da ação de execução.Narra que, em face da inadimplência do Agravado
em relação às suas obrigações contratuais assumidas, ajuizou ação de busca e apreensão, a qual aduz
ter sido devidamente instruída, nos termos do Decreto-Lei nº 911/69.Contudo, aduz que, em razão do bem
a ser apreendido não se encontrar na posse do Agravado, o que inviabilizaria o prosseguimento do feito de
busca e apreensão, requereu a conversão da demanda em ação de execução, pleito esse que foi deferido
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pelo Juízo agravado, que, todavia, determinou a juntada do contrato original, sob pena de extinção do
feito.Pontua não ser obrigatória a juntada do contrato original, bastando somente a juntada da cópia do
instrumento, nos termos do art. 424 do CPC, ponderando que a cédula de crédito constitui apenas meio de
prova do fato constitutivo do direito do Recorrente e, mais, que o documento em cópia que instrui a inicial
se apresenta legível, sendo possível identificar as partes contratantes e as cláusulas contratuais.Assim,
requer a concessão de antecipação dos efeitos da tutela recursal para que seja determinada a imediata
citação do Agravado para pagamento do débito. No mérito, pleiteia o provimento do Recurso.É o
relatório.Decido.O Recurso em tela comporta julgamento monocrático por este Relator, nos termos do art.
932, III, do CPC, por ser inadmissível.Com efeito, sabe-se que a todo recurso existem algumas condições
de admissibilidade que necessitam estar presentes para que o Juízoad quempossa proferir o julgamento
do mérito no recurso.Tais requisitos se classificam em dois grupos: a) requisitos intrínsecos (concernentes
à própria existência do poder de recorrer): cabimento, legitimação, interesse e inexistência de fato
impeditivo ou extintivo do poder de recorrer; b) requisitos extrínsecos (relativos ao modo de exercício do
direito de recorrer): preparo, tempestividade e regularidade formal.No presente caso, merece destaque a
análise do cabimento, no qual, em juízo de admissibilidade, é verificado se foi interposto o recurso
adequado contra a decisão recorrível, desdobrando-se o cabimento em dois elementos, quais sejam: a
previsão legal do recurso e sua adequação.Com efeito, tem-se que o ato judicial ora agravo não se trata
de decisão interlocutória, hábil a gerar à parte risco de dano grave, de difícil ou impossível reparação ou,
ainda, ao resultado útil do processo, não se enquadrando a espécie nas hipóteses do art. 1.015, do
CPC.Em verdade, cuida-se de despacho de mero expediente (determinação para que a Agravante
emendasse à inicial), o qual é irrecorrível, nos termos do art. 1.001, do CPC, vez que não traz em seu bojo
cunho decisório, ínsito às decisões interlocutórias, que poderia ensejar a recorribilidade por meio de
agravo.A jurisprudência deste C. Tribunal é pacífica nesse sentido:AGRAVO INTERNO NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NÃO CONHECEU DO AGRAVO DE INSTRUMENTO
POR MANIFESTA INADMISSIBILIDADE. A DECISÃO, OBJETO DO AGRAVO DE INSTRUMENTO,
DETERMINOU A EMENDA DA PETIÇÃO INICIAL. DECISÃO NÃO AGRAVÁVEL E SEM CONTEÚDO
DECISÓRIO. PRECEDENTES. INTELIGÊNCIA DOS ARTIGOS 1.015 E 1.001 DO CPC ATUAL (ANTIGO
ART. 504). APLICAÇÃO DO ART. 932, III DO CPC (ANTIGO 557). DECISÃO MANTIDA. RECURSO
DESPROVIDO. I - Insurgiu-se o agravante em face de decisão monocrática que deixou de conhecer do
agravo de instrumento, considerando o relator que o recorrente havia se voltado contra despacho de mero
expediente, uma vez que a decisão, objeto do agravo de instrumento, se tratava da determinação para
emendar a petição inicial para juntada de contrato original do negócio jurídico, firmado entre as partes. II -
A decisão que determina a emenda da petição inicial, ainda que sob pena de indeferimento, não é passível
de agravo de instrumento, primeiro, porque, de acordo com nova sistemática processual, não se encontra
no rol de art. 1.015, e, segundo, porque não se trata de decisão interlocutória, e sim de despacho de mero
expediente, que faz referência o art. 1.001 do CPC atual (antigo art. 504). Precedentes. III - Recurso
conhecido e desprovido, para manter a decisão monocrática, que não conheceu do agravo de instrumento,
nos moldes do art. 932, III do CPC atual (antigo art. 557). (TJ-PA, Acórdão 191.883, Rel. GLEIDE
PEREIRA DE MOURA, 1ª TURMA DE DIREITO PRIVADO, Julgado em 22/05/2018, Publicado em
08/06/2018).AGRAVO INTERNO EM DECISÃO MONOCRÁTICA DE NEGATIVA DE SEGUIMENTO EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO: NEGATIVA DE SEGUIMENTO, NOS TERMOS DO ART. 1015
CUMULADO COM ART. 932, III, AMBOS DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL - RECURSO
INTERPOSTO EM FACE DE DESPACHO DE MERO EXPEDIENTE - INADMISSIBILIDADE -
MANUTENÇÃO DA DECISÃO ATACADA - RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO - DECISÃO
UNÂNIME. (TJ-PA, Acórdão 190.836, Rel. MARIA DE NAZARE SAAVEDRA GUIMARAES, 2ª TURMA DE
DIREITO PRIVADO, Julgado em 22/05/2018-05-22, Publicado em 28/05/2018).AGRAVO DE
INSTRUMENTO. DESPACHO DE MERO EXPEDIENTE. DECISÃO IRRECORRÍVEL. RECURSO
CONHECIDO E IMPROVIDO. 1. Agravo de instrumento com objetivo de reformar despacho que
determinou que o exequente juntasse aos autos de Certidão atualizada de imóvel competente. 2. O
despacho não possui caráter decisório, pois se trata de despacho de mero expediente, mostrando-se
inviável a interposição de agravo de instrumento, nos termos do art. 1.001 do novo CPC, no qual guarda
correspondência no art. 504 do CPC de 1973. 3. Recurso improvido Á unanimidade. (TJ-PA, Acórdão
161.639, Rel. ROSILEIDE MARIA DA COSTA CUNHA, 2ª CÂMARA CÍVEL ISOLADA, Julgado em
27/06/2016, Publicado em 29/06/2016).Outros precedentes desta E. Corte na mesma direção:Acórdão
189.616, Rel. ROBERTO GONCALVES DE MOURA, 1ª TURMA DE DIREITO PÚBLICO, DJe
10/05/2018;Agravo de Instrumento 0010466-96.2017.8.14.0000, Rel. MARIA DO CEO MACIEL
COUTINHO, 1ª TURMA DE DIREITO PRIVADO, DJe 25/08/2017; eAgravo de Instrumento 0005960-
77.2017.8.14.0000, Rel. EDINEA OLIVEIRA TAVARES, 2ª TURMA DE DIREITO PRIVADO, DJe
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18/08/2017.Sobre o tema, os eminentes doutrinadores NELSON NERY JÚNIOR e ROSA MARIA DE


ANDRADE NERY prelecionam:Despacho é todo e qualquer ato ordinário do Juiz, destinado apenas a dar
andamento ao processo, sem nada decidir. Todos os despachos são de mero expediente e irrecorríveis,
conforme determina o art. 504 do CPC.(NERY JÚNIOR, Nelson; NERY, Rosa Maria de Andrade. Código
de processo civil e legislação extravagante. 9ª ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2006, p. 375).
(Grifei).Ante o exposto,NÃO CONHEÇO do Agravo de Instrumentopor ser manifestamente inadmissível,
vez que não preenche o requisito de admissibilidade recursal do cabimento, com fulcro nos art. 932, III c/c
o art. 1.001, ambos, do CPC, nos termos da fundamentação lançada.P.R.I.COMUNIQUE-SEa presente
decisão ao Juízoa quo.Após o trânsito em julgado desta decisão, arquivem-se os autos.Belém-PA, 22 de
fevereiro de 2019.José RobertoPinheiro MaiaBezerraJúnior Desembargador - Relator

Número do processo: 0008459-06.2015.8.14.0032 Participação: APELANTE Nome: DEPARTAMENTO DE


TRANSITO DO ESTADO DO PARA - DETRAN - PA Participação: APELADO Nome: JOSE SOUSA DE
OLIVEIRA Participação: ADVOGADO Nome: PAULO BOAVENTURA MAIA MEDEIROSOAB: 9Processo
nº 0008459-06.2015.8.14.0032Órgão Julgador: 1º Turma de Direito PúblicoComarca: Monte
Alegre/PARecurso: Apelação CívelApelante: Departamento de Trânsito do Estado do Pará ? DETRAN/
PAApelado: Jose Sousa de OliveiraRelator: Desembargador Roberto Gonçalves de Moura
DESPACHOPreenchidos os requisitos legais de admissibilidade, recebo os recursos de apelação (Id.
1390444) nos dois efeitos.À Procuradoria de Justiça, na qualidade decustus legis, para os devidos
fins.Servirá a presente decisão como mandado/ofício, nos termos da Portaria nº 3731/2015-GP.Belém, 21
de fevereiro de 2019. Des. ROBERTO GONÇALVES DE MOURARelator

Número do processo: 0009158-38.2017.8.14.0028 Participação: APELANTE Nome: MUNICIPIO DE NOVA


IPIXUNA Participação: ADVOGADO Nome: ARIEL HERMOM NEGRAO SILVAOAB: 13667/PA
Participação: APELADO Nome: LIDIANE MONTE DOS SANTOS Participação: ADVOGADO Nome:
ETENAR RODRIGUES DA SILVAOAB: 886Processo nº 0009158-38.2017.8.14.0028Órgão Julgador: 1º
Turma de Direito PúblicoComarca: Marabá/PARecurso: Apelação CívelApelante: Município de Nova
IpixunaApelado: Lidiane Monte dos SantosRelator: Desembargador Roberto Gonçalves de Moura
DESPACHOPreenchidos os requisitos legais de admissibilidade, recebo o recurso de apelação (Id.
1396792) nos dois efeitos.À Procuradoria de Justiça, na qualidade decustus legis, para os devidos
fins.Servirá a presente decisão como mandado/ofício, nos termos da Portaria nº 3731/2015-GP.Belém, 21
de fevereiro de 2019. Des. ROBERTO GONÇALVES DE MOURARelator

Número do processo: 0007450-50.2017.8.14.0028 Participação: APELANTE Nome: MUNICIPIO DE NOVA


IPIXUNA Participação: ADVOGADO Nome: ARIEL HERMOM NEGRAO SILVAOAB: 13667/PA
Participação: APELADO Nome: CLAUDIO DOS SANTOS DE OLIVEIRA Participação: ADVOGADO Nome:
ETENAR RODRIGUES DA SILVAOAB: 886Processo nº 0007450-50.2017.8.14.0028Órgão Julgador: 1º
Turma de Direito PúblicoComarca: Marabá/PARecurso: Apelação CívelApelante: Município de Nova
IpixunaApelado: Claudio dos Santos de OliveiraRelator: Desembargador Roberto Gonçalves de Moura
DESPACHOPreenchidos os requisitos legais de admissibilidade, recebo os recursos de apelação (Id.
1396458) nos dois efeitos.À Procuradoria de Justiça, na qualidade decustus legis, para os devidos
fins.Servirá a presente decisão como mandado/ofício, nos termos da Portaria nº 3731/2015-GP.Belém, 21
de fevereiro de 2019. Des. ROBERTO GONÇALVES DE MOURARelator

Número do processo: 0800715-81.2019.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: TEMPO


INCORPORADORA LTDA Participação: ADVOGADO Nome: EDUARDO TADEU FRANCEZ BRASILOAB:
179 Participação: AGRAVANTE Nome: CONSTRUTORA LEAL MOREIRA LTDA Participação:
ADVOGADO Nome: EDUARDO TADEU FRANCEZ BRASILOAB: 179 Participação: AGRAVADO Nome:
MARIA NILCE SILVA DE SOUSADespacho Verifico que não foram anexados aos autos as peças
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

obrigatórias, referidas no art. 1.017 do CPC.Não obstante o Processo de primeiro grau tramitar pelo PJE,
não foi possível o acesso ao sistema para obter as informações necessárias ao esclarecimento da lide.Isto
posto, intime-se o Agravante para que, no prazo de 48h, apresente as peças obrigatórias para a análise e
processamento do presente agravo.Belém, JOSÉ MARIA TEIXEIRA DO ROSÁRIODesembargador
Relator

Número do processo: 0801060-47.2019.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: VENEZA


INCORPORADORA LTDA Participação: ADVOGADO Nome: EDUARDO TADEU FRANCEZ BRASILOAB:
179 Participação: AGRAVANTE Nome: CONSTRUTORA LEAL MOREIRA LTDA Participação:
ADVOGADO Nome: EDUARDO TADEU FRANCEZ BRASILOAB: 179 Participação: AGRAVADO Nome:
CRISTINA SANDOVAL COLLYERDespacho Verifico que não foram anexados aos autos as peças
obrigatórias, referidas no art. 1.017 do CPC.Não obstante o Processo de primeiro grau tramitar pelo PJE,
não foi possível o acesso ao sistema para obter as informações necessárias ao esclarecimento da lide.Isto
posto, intime-se o Agravante para que, no prazo de 48h, apresente as peças obrigatórias para a análise e
processamento do presente agravo. Belém, 22 de fevereiro de 2019 JOSÉ MARIA TEIXEIRA DO
ROSÁRIODesembargador Relator

Número do processo: 0352296-70.2016.8.14.0301 Participação: APELANTE Nome: BANCO DO BRASIL


SA Participação: ADVOGADO Nome: RAFAEL SGANZERLA DURANDOAB: 16637/PA Participação:
APELADO Nome: ELIAS CORREA DIAS Participação: ADVOGADO Nome: MARIA DO SOCORRO
GUIMARAESOAB: 5964/PA1ª TURMA DE DIREITO PRIVADOAPELAÇÃO CÍVEL Nº 0352296-
70.2016.8.14.0301COMARCA: BELÉM/PAAPELANTE: BANCO DO BRASIL S/A.ADVOGADA: RAFAEL
SGANZERLA DURAND ? OAB/PA 16.637-A.APELADO: ELIAS CORREA DIAS.ADVOGADO: MARIA DO
SOCORRO GUIMARÃES ? OAB/PA 5.964.RELATOR:DES. CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO
DESPACHOConsoante o disposto no §1º, do art. 9º, da Lei Estadual nº 8328/2015, intime-se a parte
apelante para, noprazo de 05 (cinco) dias, juntar aos autos o competente relatório de conta do processo,
com a finalidade de comprovação do pagamento do preparo, sob pena de deserção.Após,
conclusos.Belém/PA, 22 de fevereiro de 2019. CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO Desembargador
Relator

Número do processo: 0043277-74.2010.8.14.0301 Participação: APELANTE Nome: SINDICATO DOS


TRABALHADORES NO COMERCIO DE MINERIOS E DERIVADOS DE PETROLEO NO ESTADO DO
PARA (INCLUSIVE PESQUISAS MINERAIS) Participação: APELANTE Nome: MUNICÍPIO DE BELÉM
Participação: APELADO Nome: ANA SUELY LIMA DA SILVAProcesso nº 0043277-
74.2010.8.14.0301Órgão Julgador: 1º Turma de Direito PúblicoComarca: Belém/PARecurso: Apelação
CívelApelante: Município de BelémApelado: Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Minérios e
Derivados de Petróleo no Estado do Pará - SITRAMICOApelado: Ana Suely Lima da SilvaRelator:
Desembargador Roberto Gonçalves de Moura DESPACHOPreenchidos os requisitos legais de
admissibilidade, recebo o recurso de apelação (Id. 1339399, pag. 2-16) nos dois efeitos.À Procuradoria de
Justiça, na qualidade decustus legis, para os devidos fins.Servirá a presente decisão como
mandado/ofício, nos termos da Portaria nº 3731/2015-GP.Belém, 18 de fevereiro de 2019. Des.
ROBERTO GONÇALVES DE MOURARelator

Número do processo: 0001655-98.2015.8.14.0039 Participação: APELANTE Nome: M. D. S. S. A.


Participação: ADVOGADO Nome: WELLYNGTON SOUSA OLIVEIRAOAB: 20000A Participação:
APELADO Nome: A. A. F. Participação: ADVOGADO Nome: MAXIELY SCARAMUSSA BERGAMINOAB:
12399/PA1ª TURMA DE DIREITO PRIVADOAPELAÇÃO CÍVEL N. 0001655-
98.2015.8.14.0039.COMARCA: PARAGOMINAS/PA.APELANTE(S): MARIA DO SOCORRO SOUSA
ARAUJO.ADVOGADO: WELLYNGTON SOUSA OLIVEIRA ? OAB/PA N. 19.062.APELADO(A)(S):
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

ACHILLES AUGUSTO FERREIRA.ADVOGADO: MAXIELY SCARAMUSSA BERGAMIN.RELATOR: DES.


CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO. D E C I S Ã O:I. Recebo o recurso de apelação nos efeitos
devolutivo e suspensivo, pois não verificada situação prevista no §1º, do art. 1.012, do CPC.II. Remetam-
se os autos à Procuradoria de Justiça para manifestação.III. P.R.I. Oficie-se no que couber.IV. Após,
conclusos.Belém/PA, 22 de fevereiro de 2019.CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO Desembargador
? Relator

Número do processo: 0000224-65.2017.8.14.0069 Participação: APELANTE Nome: MUNICIPIO DE


PACAJA Participação: APELADO Nome: MARIA JACY RODRIGUES ANTUNES Participação:
ADVOGADO Nome: DERMIVON SOUZA LUZOAB: 50000SPODER JUDICIÁRIOTRIBUNAL DE JUSTIÇA
DO ESTADO DO PARÁUNIDADE DE PROCESSAMENTO JUDICIAL DAS TURMAS DE DIREITO
PÚBLICO E PRIVADO 0000224-65.2017.8.14.0069No uso de suas atribuições legais, o Coordenador (a)
do Núcleo de Movimentação da UPJ das Turmas de Direito Público e Privado intima a parte Apelada de
que foram opostos Embargos de Declaração, estando facultada a apresentação de contrarrazões, nos
termos do artigo 1.023, §2º, do CPC/2015. Belém, 22 de fevereiro de 2019.

Número do processo: 0005799-05.2012.8.14.0045 Participação: APELANTE Nome: MUNICIPIO DE


REDENCAO Participação: APELADO Nome: UNICA DENTAL VENDAS DE PRODUTOS
ODONTOLOGICOS E HOSPITALARES EIRELI Participação: ADVOGADO Nome: CARLOS EDUARDO
GODOY PERESOAB: 11780/PAProcesso nº 0005799-05.2012.8.14.0045Órgão Julgador: 1º Turma de
Direito PúblicoComarca: Redenção/PARecurso: Apelação CívelApelante: Município de RedençãoApelado:
Única Dental Vendas de Produtos Odontológicos e Hospitalares Ltda.Relator: Desembargador Roberto
Gonçalves de Moura DESPACHOPreenchidos os requisitos legais de admissibilidade, recebo os recursos
de apelação (Id. 1389904) nos dois efeitos.À Procuradoria de Justiça, na qualidade decustus legis, para os
devidos fins.Servirá a presente decisão como mandado/ofício, nos termos da Portaria nº 3731/2015-
GP.Belém, 21 de fevereiro de 2019. Des. ROBERTO GONÇALVES DE MOURARelator

Número do processo: 0800624-88.2019.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: SERGIO PAULO


CORREA PELERANO Participação: ADVOGADO Nome: ALCINDO VOGADO NETOOAB: 66000A
Participação: AGRAVADO Nome: BANCO DO ESTADO DO PARA S AProcesso nº 0800624-
88.2019.8.14.0000Comarca de Origem: BelémÓrgão Julgador: 1ª Turma de Direito PúblicoRecurso:
Agravo de InstrumentoAgravante: Sergio Paulo Correa PeleranoAdvogado: Alcindo Vogado Neto ?
OAB/PA nº 6.266Agravado: Banco do Estado do Pará-BANPARÁRelator (a): DES. Roberto Gonçalves de
Moura EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO EM AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C PEDIDO DE
INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS COM TUTELA DE URGÊNCIA. LIMITAÇÃO DE DESCONTOS EM
DECORRENTE DE EMPRÉSTIMO CONSIGNADO E DE NATUREZA PESSOAL. TETO DE 30% (TRINTA
POR CENTO) DA REMUNERAÇÃO DO AGRAVANTE. DESCABIMENTO DA RESTRIÇÃO EM RELAÇÃO
ÀS OPERAÇÕES BANCÁRIAS DIVERSA DA CONSIGNAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL
PRECEDENTE DO STJ. AUSÊNCIA DA PROBABILIDADE DO DIREITO. TUTELA ANTECIPADA
RECURSAL INDEFERIDA. DECISÃO MONOCRÁTICATrata-se deAGRAVO DE INSTRUMENTO, com
pedido de antecipação de tutela recursal, interposto porSERGIO PAULO CORREA PELERANOvisando a
reforma da decisão proferida pelo Juiz da 3ª Vara Cível e Empresarial da Comarca da Capital que, nos
autos daAÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER, proc. nº 0800163-86.2019.8.14.0301, ajuizada em desfavor
doBANCO DO ESTADO DO PARÁ- BANPARÁ,indeferiu o pedido de tutela antecipada formulado na peça
de ingresso.Em suas razões (id. 1343934? págs. 2/20), historia o agravante que contraiu empréstimo
pessoal junto ao banco agravado, deixando de cumprir com suas obrigações contratuais em virtude de ter
passado por sérias dificuldades financeiras.Expõe que sua pretensão é no sentido da limitação dos
descontos salariais em seu contracheque e conta corrente ao patamar de 30% dos seus vencimentos,
argumentando que, embora a Lei nº 5.810, de 24 de janeiro de 1994, trate especificamente dos
empréstimos consignados, limitando os descontos ao máximo de 1/3 (um terço) do vencimento, a
jurisprudência vem entendendo que, na verdade, os descontos dos vencimentos com empréstimos
bancários, de qualquer natureza, ou seja, consignável ou não, devem ser limitados a 30% (trinta por cento)
122
TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

dos vencimentos.Aduz que em razão dos descontos indevidos promovidos pelo agravado, o agravante tem
passado por privações de ordem alimentar e de serviços básicos o que justifica a atuação judicial a fim de
restabelecer a dignidade e garantia mínima de subsistência para si e sua família. Defende que seu objetivo
é justamente o de evitar que seja privado da mínima sobrevivência digna com sua família, eis que vive
atualmente com grave carência financeira, e queo que se busca atingir é um equilíbrio entre o objetivo do
contrato (razoabilidade) e o caráter alimentar da remuneração (dignidade da pessoa humana).Destaca que
tem uma grande parte de seu salário comprometido com o agravado, na verdade,91,39%, pelo que
entende que os empréstimos consignados deduzidos em folha de pagamento bem como as parcelas do
empréstimo contraído na modalidade do CDCdevem ser limitados em 30% (trinta por cento) da
remuneração líquida percebida pelo servidor, após deduzidos os descontos obrigatórios (Previdência e
Imposto de Renda).Ao final requer a concessão da antecipação da tutela recursal no sentido de limitar
imediatamente os descontos no contracheque e conta corrente do agravante em 30% da remuneração
líquida por ele percebida.No mérito requer o conhecimento e provimento do presente recurso para
confirmar a antecipação concedida e reformar totalmente a decisão agravada.Requereu a gratuidade de
justiça.Juntou documentos.Os autos vieram distribuídos a minha relatoria.É o relato do
necessário.DECIDO.Defiro a gratuidade de justiça neste grau de jurisdição, considerando os documentos
juntados aos autos.Presentes os pressupostos de admissibilidade recursal, uma vez que tempestivo e
dispensado de preparo ante a gratuidade de justiça concedida e estando a matéria tratada inserida no rol
das hipóteses previstas no art. 1.015 do NCPC/2015, conheço do presente recurso de Agravo de
Instrumento e passo a apreciar o pedido de antecipação de tutela recursal nele formulado.O Novo Código
de Processo Civil/2015 em seu art. 1.019, inciso I, assim prevê:?Art. 1.019. Recebido o agravo de
instrumento no tribunal e distribuído imediatamente, se não for o caso de aplicação doart. 932, incisos III e
IV, o relator, no prazo de 5 (cinco) dias:I - poderá atribuir efeito suspensivo ao recurso oudeferir, em
antecipação de tutela, total ou parcialmente, a pretensão recursal, comunicando ao juiz sua decisão;?(grifo
nosso)Nos termos do que dispõe o art. 300 do novo Código de Processo Civil, dois são os requisitos
cumulativos para a concessão da tutela de urgência: quando houver elementos nos autos que evidenciem
a probabilidade do direito reclamado (fumus boni iuris) e houver perigo de dano ou risco ao resultado útil
do processo (periculum in mora). O dispositivo referido encontra-se lavrado nestes termos:?Art. 300. A
tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o
perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.§ 1oPara a concessão da tutela de urgência, o juiz
pode, conforme o caso, exigir caução real ou fidejussória idônea para ressarcir os danos que a outra parte
possa vir a sofrer, podendo a caução ser dispensada se a parte economicamente hipossuficiente não
puder oferecê-la.§ 2oA tutela de urgência pode ser concedida liminarmenteou após justificação prévia.§
3oA tutela de urgência de natureza antecipada não será concedida quando houver perigo de
irreversibilidade dos efeitos da decisão.? (grifei)Como se vê, o legislador alterou os requisitos exigidos no
Código de Processo Civil de 1973, que condicionava a concessão de antecipação de tutela à existência de
prova inequívoca capaz de convencer o juiz a respeito da verossimilhança das alegações.Pois bem. No
que pertine à probabilidade do direito,Luiz GuilhermeMarinoniassevera que a probabilidade que autoriza o
emprego da técnica antecipatória para a tutela dos direitos é a probabilidade lógica ? que é aquela que
surge da confrontação das alegações e das provas com os elementos disponíveis nos autos, sendo
provável a hipótese que encontra maior grau de confirmação e menor grau de refutação nesses
elementos. O juiz tem que se convencer de que o direito é provável para conceder tutela
provisória.?[1].Quanto ao perigo de dano ou risco ao resultado útil do processo, lecionaAraken de
Assisque o perigo hábil à concessão da liminar reside na circunstância de que a manutenção do status
quo poderá tornar inútil a garantia (segurança para a execução) ou a posterior realização do direito
(execução para segurança)?[2].Importante lembrar aqui da lição deFredie Didier Jr., que ao discorrer sobre
a tutela de urgência entende que ?... a sua concessão pressupõe, genericamente, a demonstração da
probabilidade do direito (tradicionalmente conhecida como ?fumus bonis juris?) e, junto a isso, a
demonstração do perigo de dano ou de ilícito, ou ainda do comprometimento da utilidade do resultado final
que a demora do processo representa (tradicionalmente conhecido como ?periculum in mora?)[3].Na
hipótese específica dos autos, o recorrente interpôs o presente recurso visando a reforma da decisão do
juízoa quoque indeferiu o pedidode antecipação de tutela consistente na limitação de 30% (trinta por
cento) dos descontos da sua conta bancária, ao fundamento de que a restrição não pode ser aplicada em
relação às operações bancárias de empréstimo distinto do consignado.Não obstante as considerações do
agravante,a priori, não merece reforma odecisumhostilizado, tendo em vista que, pelo menos neste
momento processual, não diviso presente o requisito da relevância da fundamentação, como exigido pelo
art. 300, caput, do CPC/2015.De fato, na questão sob análise, a configuração do requisito dofumus boni
iurisnão surge inconteste, poisobserva-se que em se tratando de descontos em conta corrente essa
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

limitação de 30% não é aplicada, visto que a regra legal é no sentido de quesomente deve haver a
restrição do referido percentual nas hipóteses de crédito consignado, não sendo este aplicável por
analogia às demais operações bancáriasde natureza diversa.Cumpre esclarecer que, no âmbito deste
Estado, a matéria é regulamentada pelo Decreto nº 2.071/06, que considera em seu artigo 2º, II, a
consignação facultativa como o ?desconto incidente sobre a remuneração do servidor civil e do militar,
mediante sua autorização prévia e formal e anuência do respectivo órgão de lotação, por meio de contrato,
acordo, convenção, convênio ou outra forma regular de ajuste?.E, ao contrário do que sucede com o
crédito consignado, em se tratando de empréstimo bancário com débito de parcelas em conta corrente
autorizado pelo contratante, pode este solicitar do órgão em que labora o pagamento do salário em outra
instituição financeira, arcando com as consequências do inadimplemento da obrigação, de tal sorte que
não há falar em penhora de salário, tampouco de retenção, mas sim de desconto livremente pactuado e
autorizado pelo contratante em benefício próprio. Nesse sentido, num exame primeiro, não se mostra
razoável, em razão de ausência de supedâneo legal, aplicar a limitação legal prevista para empréstimo
consignado em folha de pagamento a contrato especifico de mútuo livremente pactuado.Inclusive o STJ já
firmou entendimento no sentido de que a regra de limitação incidente em empréstimo consignado não
pode ser aplicada em operações bancárias em que o consumidor contrai crédito diverso dessa
modalidade.Nesse passo, vislumbra-se do acervo probatório, que os empréstimos consignados, no valor
total de R$1.072,05, não alcançam o limite de 30% do rendimento líquido mensal do agravante (id nº
7922790 ? fl. 52 ? margem consignável de R$1.191,24) conforme determina a lei, não havendo que se
falar, por conseguinte, em abusividade dos descontos efetuados pela instituição financeira.Por outro lado,
o empréstimo contraído pelo Agravante junto à instituição agravada no valor de R$1.420,12 (um mil,
quatrocentos e vinte reais e doze centavos), refere-se a empréstimo de natureza pessoal, não se
enquadrando na regra da limitação.Seguindo o entendimento do STJ, e considerando que, no presente
caso, a adesão do Agravante ao contrato de conta corrente em que percebe sua remuneração foi
espontânea e que os descontos das parcelas do vínculo firmado possuem expressa previsão contratual e
ocorrem posteriormente ao recebimento do salário, não configura consignação em folha de pagamento,
não havendo que se falar em aplicação da limitação de 30%. Assim, pelas razões expostas, entendo não
restar demonstrada a fumaça do bom direito em favor da agravante que justifique o deferimento da tutela
de urgência pleiteada, visto que não se mostra razoável e isonômico, a par de não ter nenhum supedâneo
legal, aplicar a limitação legal prevista para empréstimo consignado em folha de pagamento, de maneira
arbitrária, a contrato específico de mutuo livremente pactuado.À vista do exposto,nos termos dos artigos
1.019, I,INDEFIROo pedido de antecipação da tutela recursal até decisão ulterior.Intime-se a parte
agravada para, caso queira e dentro do prazo legal, responder ao recurso, sendo-lhe facultado juntar
documentação que entender conveniente, na forma do art. 1.019, II, do NCPC.Estando nos autos a
resposta ou superado o prazo para tal, vista ao Ministério Público com assento neste grau.Publique-se.
Intimem-se.Servirá a presente decisão como mandado/ofício, nos termos da Portaria nº 3731/2005-
GP.Belém, 22 de fevereiro de 2019. DesembargadorROBERTO GONÇALVES DE
MOURARelator[1]MARINONI, Luiz Guilhermeet al. Novo Código de Processo Civil Comentado. 1ª edição.
Editora Revista dos Tribunais. p. 312[2]ASSIS, Araken de. Processo civil brasileiro, volume II: parte geral:
institutos fundamentais: tomo 2. 1ª edição. Editora Revista dos Tribunais. p. 417[3](Didier Jr., Fredie.
Curso de direito processual civil: teoria da prova, direito probatório, ações probatórias, decisão,
precedente, coisa julgada e antecipação dos efeitos da tutela / Fredie Didier Jr., Paulo Sarno Braga e
Rafael Alexandria de Oliveira ? 10 ed. ? Salvador: Ed. Jus Podivm, 2015. v2).

Número do processo: 0000621-79.2018.8.14.0105 Participação: APELANTE Nome: W. C. D. A.


Participação: ADVOGADO Nome: NIKOLAS GABRIEL PINTO DE OLIVEIRAOAB: 22334/PA Participação:
APELADO Nome: M. P. D. E. D. P.DECISÃO Certifique o(a) Sr.(a) Secretário(a) a tempestividade do
recurso de Apelação.Caso tempestivo, recebo o recurso de apelação apenas no efeito devolutivo, nos
termos do art. 1.012, §1°, inciso V do CPC/2015.Encaminhem-se os autos ao Ministério Público de 2º Grau
para exame e pronunciamento.Após, retornem os autos conclusos.P.R.I.Belém, 15 de fevereiro de 2019.
Desembargadora EZILDAPASTANAMUTRAN Relatora

Número do processo: 0007443-58.2017.8.14.0028 Participação: APELANTE Nome: MUNICIPIO DE NOVA


IPIXUNA Participação: ADVOGADO Nome: ARIEL HERMOM NEGRAO SILVAOAB: 13667/PA
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

Participação: APELADO Nome: EDNA APARECIDA MAGRIS Participação: ADVOGADO Nome:


JOBEANE NEILA BRAGA SODREOAB: 22180/PAProcesso nº 0007443-58.2017.8.14.0028Órgão
Julgador: 1º Turma de Direito PúblicoComarca: Marabá/PARecurso: Apelação CívelApelante: Município de
Nova IpixunaApelado: Edna Aparecida MagrisRelator: Desembargador Roberto Gonçalves de Moura
DESPACHOPreenchidos os requisitos legais de admissibilidade, recebo o recurso de apelação (Id.
1396724) nos dois efeitos.À Procuradoria de Justiça, na qualidade decustus legis, para os devidos
fins.Servirá a presente decisão como mandado/ofício, nos termos da Portaria nº 3731/2015-GP.Belém, 21
de fevereiro de 2019. Des. ROBERTO GONÇALVES DE MOURARelator

Número do processo: 0800686-31.2019.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: MUNICIPIO DE


BELEM Participação: AGRAVADO Nome: MARIA DO SOCORRO CASTRO DOS SANTOS Participação:
ADVOGADO Nome: ANGELA PERDIGAO DE MORAESOAB: 22422/PAProcesso nº0800686-
31.2019.8.14.0000Órgão Julgador: Primeira Turma de Direito PúblicoRecurso: Agravo de
InstrumentoAgravante: Município de BelémProcurador: Gustavo Azevedo RôlaAgravado:Maria do Socorro
Castro dos SantosAdvogada:Ângela Perdigão de Moraes? OAB/PA nº 22.422Relator: Des. Roberto
Gonçalves de Moura EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO EM MANDADO DE SEGURANÇA.
VEDAÇÃO DE DEFERIMENTO DE MEDIDA LIMINAR CONTRA O PODER PÚBLICO. DESCABIMENTO,
UMA VEZ QUE A ORDEM NÃO IMPLICA EM PAGAMENTO IMEDIATO. EFEITO FINANCEIRO QUE
CONSTITUI CONSEQUÊNCIA SECUNDÁRIA DA DECISÃO E QUE NÃO SE AMOLDA ÀS PROIBIÇÕES
PREVISTAS NO ARTIGO 2º-B, DA LEI Nº 9.494/97 CONCESSÃO DE AFASTAMENTO DE SERVIDORA
APÓS O 91º (NONAGÉSIMO PRIMEIRO) DIA DO REQUERIMENTO DE SUA APOSENTADORIA.
POSSIBILIDADE. DIREITO ASSEGURADO NO ARTIGO 323 DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. NORMA
HIERARQUICAMENTE SUPERIOR AO COMANDO DO ARTIGO 12, § 8º, DA LEI MUNICIPAL Nº
8.466/05. EFEITO SUSPENSIVO INDEFERIDO. DECISÃO MONOCRÁTICATrata-se deAGRAVO DE
INSTRUMENTO, com pedido de efeito suspensivo, interposto peloMUNICÍPIO DE BELÉMcontra decisão
proferida pela Juíza de Direitoda 1ª Vara de Fazenda de Belém(Id. 1350599 ? Págs. 2/4), que, nos autos
do Mandado de Segurança (Proc. Nº 0877550-17.2018.8.14.0301), impetrado porMARIA DO SOCORRO
CASTRO DOS SANTOS,concedeu o pedido liminar para determinar à autoridade coatora a autorizar o
afastamento da impetrante de suas atividades laborais até a conclusão do processo de aposentadoria ou
até a ciência do resultado do indeferimento do pedido de julgamento, sem prejuízo de sua remuneração,
consoante art. 92 da Lei Municipal nº 7.984/99.Em suas razões(Id. 1350590 ? Págs. 1/8),o agravante,
após breve exposição dos fatos, sustenta que a Lei Orgânica Municipal, no art. 18, XXVIII, delegou ao
legislador ordinário a forma como o processo de aposentadoria seria conduzido.Aduz que a Lei Orgânica
referida não tratou especificamente da aposentadoria voluntária, que foi regulada apenas com a lei
municipal n. 8.466/05, alterada pela lei municipal n. 8.624/2007. Estas leis, sim, teriam tratado
especificamente da aposentadoria voluntária, conforme prevê o art.12, §8º, uma vez que a norma
mencionada impossibilita o servidor deixar de comparecer ao trabalho enquanto não for cientificado a
respeito do deferimento ou não do pedido de aposentação.Expõe que a decisão atacada é contrária aos
dispositivos contidos art. 2º-B da Lei nº 9.494/97, que determina que nos casos de sentença que envolva
liberação de recursos, somente será executada quando transitada em julgado.Assevera que estão
ausentes os pressupostos para a concessão da liminar agravada, bem como demonstra a necessidade de
concessão do efeito suspensivo.Pugna, ao final, pela concessão do efeito suspensivo e, ao final, seja dado
provimento ao recurso para reformar definitivamente a decisão guerreada.Juntou documentos.É o
relatório, síntese do necessário.DECIDO.Presentes os pressupostos de admissibilidade recursal e estando
a matéria tratada inserida no rol das hipóteses previstas no art. 1.015 do NCPC/2015, conheço do
presente recurso de Agravo de Instrumento e passo a apreciar o pedido de efeito suspensivo formulado
pelo recorrente.O Novo Código de Processo Civil/2015 em seu art. 1019, inciso I, assim prevê:?Art. 1.019.
Recebido o agravo de instrumento no tribunal e distribuído imediatamente, se não for o caso de aplicação
do art. 932, incisos III e IV, o relator, no prazo de 5 (cinco) dias:I -poderá atribuir efeito suspensivo ao
recursoou deferir, em antecipação de tutela, total ou parcialmente, a pretensão recursal, comunicando ao
juiz sua decisão;? (grifo nosso) Pois bem, para o deferimento ou não do efeito suspensivo em sede de
Agravo de Instrumento deve-se aplicar, analogicamente, os requisitos previstos no art. 1.012, § 4º do
NCPC, que assim estabelece:?Art. 1.012. A apelação terá efeito suspensivo.§ 4oNas hipóteses do § 1o, a
eficácia da sentença poderá ser suspensa pelo relator se o apelante demonstrar a probabilidade de
provimento do recurso ou se, sendo relevante a fundamentação, houver risco de dano grave ou de difícil
reparação.? Conforme se extrai do supratranscrito artigo, para a concessão do efeito suspensivo, o relator
125
TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

deverá observar a probabilidade de provimento do recurso ou se, sendo relevante a fundamentação,


houver risco de dano grave ou de difícil reparação.No caso em tela, insurge-se o agravante contra a
decisão proferida pela Magistrada de origem (Id. 8031822 ? Págs. 2/4) que assegurou à agravada o direito
de se afastar do cargo público que ocupa após o 91º (nonagésimo primeiro) dia, contado da data em que
requereu a aposentadoria.Defende o ente agravante a impossibilidade de concessão de medida liminar em
desfavor da Fazenda Pública nos casos que importe em liberação de recursos, conforme os dispositivos
legais já mencionados. Todavia, se a medida liminar não é concedida para impor pagamento de vantagem
a servidor, mas tal pagamento é realizado como consequência do provimento judicial, tal hipótese não se
enquadra na proibição do artigo 2º-B. da Lei nº 9.494/97, dado que os efeitos financeiros constituem uma
consequência secundaria da decisão.No caso em testilha, odecisumora vergastado assegurou à recorrida
o afastamento de suas funções a partir do período previsto em norma constitucional, em decorrência de
pedido de aposentação, de maneira que a liminar não importou em concessão ou aumento de vantagem
pecuniária em favor da ora recorrida, mas tão somente o gozo de um direito que lhe é garantido.Sendo
assim, em que pese a decisão implicar na necessidade de substituição da recorrida no quadro funcional da
municipalidade, tais efeitos constituem consequências secundárias do provimento judicial, de forma que
não há infringência às normas proibitivas de concessão de medida liminar contra o Poder Público.De mais
a mais, vislumbra-se que a recorrida protocolizou em 27/08/2018 pedido de aposentadoria, sendo que a
mesma preenche todos os requisitos necessários para fins de sua transferência para a inatividade, quais
sejam, transcurso do prazo de 91 (noventa e um) dias e a ausência de indeferimento do pedido de
aposentadoria neste período, sendo que, até o presente momento, inexiste nos autos a decisão
administrativa do pedido formulado.Nesse diapasão, tem-se que à recorrida é assegurado o direito de não
comparecer ao trabalho a partir do nonagésimo primeiro dia do protocolo de requerimento de
aposentadoria, sem prejuízo de remuneração, caso não haja ciência o servidor do indeferimento do pleito,
consoante o enunciado no art. 323 da Constituição do Estado do Pará, ?in verbis?:Art. 323. Aos servidores
civis e militares fica assegurado o direito de não comparecer ao trabalho a partir do nonagésimo primeiro
dia subseqüente ao do protocolo do requerimento de aposentadoria ou de transferência para a reserva,
sem prejuízo da percepção de sua remuneração, caso não sejam antes cientificados do indeferimento, na
forma da lei. Dessa maneira, ainda que haja Lei Municipal em sentido contrário à norma constitucional
citada, não se pode negar o direito que demanda em favor da agravada, uma vez que, como sabido, as
disposições constitucionais são hierarquicamente superiores em relação aos demais regramentos
infralegais.Posto isto, nos termos do art. 1.019, I, do NCPC, INDEFIRO o pedido de efeito suspensivo
requerido. Intime-se a parte agravada para, caso queira e dentro do prazo legal, responder ao recurso,
sendo-lhe facultado juntar documentação que entender conveniente, na forma do art. 1.019, II, do
NCPC.Estando nos autos a resposta, ou superado o prazo para tal, vista ao Ministério Público com
assento neste grau.Publique-se. Intimem-se. À Secretaria para as devidas providências. Servirá a
presente decisão como mandado/ofício, nos termos da Portaria nº 3731/2015-GP. Belém/PA, 22 de
fevereiro de 2019.Desembargador ROBERTO GONÇALVES DE MOURARelator

Número do processo: 0808530-66.2018.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: JOAO NORMANDO


ALVES DA MOTA - ME Participação: ADVOGADO Nome: SOLANGE MARIA ALVES MOTA
SANTOSOAB: 0127640A/PA Participação: AGRAVADO Nome: VOTORANTIM CIMENTOS S.A.PODER
JUDICIÁRIOTRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁGABINETE DESEMBARGADOR JOSÉ
ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JUNIORAGRAVO DE INSTRUMENTO (202): 0808530-
66.2018.8.14.0000AGRAVANTE: JOAO NORMANDO ALVES DA MOTA - MENome: JOAO NORMANDO
ALVES DA MOTA - MEEndereço: Vila Irmã Adelaide, 530, - de 457/458 a 730/731, Caiçara, CASTANHAL
- PA - CEP: 68744-620Advogado: SOLANGE MARIA ALVES MOTA SANTOS OAB: PA0127640A
Endereço: desconhecidoAGRAVADO: VOTORANTIM CIMENTOS S.A.Nome: VOTORANTIM CIMENTOS
S.A.Endereço: Alça viária, s/no., km2, s.joão, MARITUBA - PA - CEP: 67200-000 DESPACHOTrata-se de
Agravo de Instrumento interpostoJOÃO NORMANDO ALVES DA MOTA ? ME (Num. 1111027-
Pág.1/6),contra decisão proferida pela 1ª Vara Cível e Empresarial da Comarca de Castanhal-PA, nos
autos daAÇÃO DE DANOS MATERIAIS E MORAIS (processo nº 0003771-65.2008.814.0015), ajuizada
pelo Agravante,em face deCIMENTO POTY S/A,ora Agravado.Analisando os presentes autos, constata-se
que o Recorrente não anexou os documentos, no Sistema do PJe, de modo adequado, dificultando o
exame dos autos eletrônicos por este Juízo, bem como o exercício do contraditório e da ampla defesa pela
parte adversa, na medida em que não foram devidamente classificados e identificados, com a
corretadescriçãodo teor de cada documento no campo próprio do sistema PJe. Sequer foram identificados
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

os documentos obrigatórios dispostos no art. 1.017, I do CPC.Ressalta-se que a Resolução nº 185/2013


do Conselho Nacional de Justiça, em seu art. 17, parágrafo único, nessa hipótese, assim dispõe ?in
verbis?:Art. 17. Os documentos digitalizados e anexados às petições eletrônicas serão classificados e
organizados de forma a facilitar o exame dos autos eletrônicos.Parágrafo único. Quando a forma de
apresentação dos documentos puder ensejar prejuízo ao exercício do contraditório e da ampla defesa,
deverá o juiz determinar nova apresentação e a exclusão dos anteriormente juntados.Na mesma linha, a
Portaria Conjunta nº 001/2018-GP/VP, deste E. Tribunal, publicada no Diário da Justiça nº 6434, de
29/05/2018, que regulamenta a tramitação do processo judicial eletrônico, no âmbito do Poder Judiciário
deste Estado, dispõe em seu art. 6º, § 8º, III, VIII e IX que:Art. 6º Os atos processuais que passarem a ser
regidos por esta Portaria, de acordo com o cronograma de implantação do PJe, terão registro,
visualização, tramitação e controle exclusivamente em meio eletrônico e serão assinados digitalmente.
(...)§ 8º Incumbirá ao usuário do Sistema PJe o correto cadastramento dos dados solicitados no formulário
eletrônico, sendo de sua responsabilidade as consequências decorrentes de seu mau preenchimento e
perda de prazo para conhecimento de medidas urgentes, bem como: (...)III a equivalência entre os dados
informados e os constantes da petição remetida, considerando a correta classificação dos tipos de
documentos e suarespectiva identificação no sistema; (...)VIII- a elaboração e a digitalização de todos os
documentos relacionados ao processo.(...)IXa correta descrição, a indexação e a ordenação daspeças
processuais e dos documentos transmitidos;(...)Nesse sentido,INTIME-SE o Recorrentepara que, no prazo
de 05 (cinco) dias, nos termos do art. 932, parágrafo único, do CPC, sane o vício apontado neste
despacho, classificando e identificando os documentos de forma adequada, inserindo no campo próprio do
sistema PJe a correta descrição do teor de cada documento juntado aos autos, de modo a facilitar o
exame dos autos eletrônicos, nos termos do art. 17, parágrafo único, da Resolução nº 185/2013, do CNJ e
da Portaria Conjunta nº 001/2018-GP/VP, deste E. Tribunal,identificando, ainda, os documentos
obrigatórios dispostos no art. 1.017, I, do CPC, sob pena de não conhecimento do Recurso. Após,
retornem conclusos. Belém-PA, 22 de fevereiro de 2019. José RobertoPinheiro MaiaBezerraJúnior
Desembargador ? Relator

Número do processo: 0019096-78.2012.8.14.0401 Participação: APELANTE Nome: F. T. D. M. E. S.


Participação: ADVOGADO Nome: ORLANDO DE MELO E SILVAOAB: 1070/PA Participação: APELADO
Nome: S. R. F. Participação: ADVOGADO Nome: CARLA SIQUEIRA BARBOSAOAB: 86PODER
JUDICIÁRIOTRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁGABINETE DESEMBARGADOR JOSÉ
ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JUNIORAPELAÇÃO (198): 0019096-
78.2012.8.14.0401APELANTE: FERNANDO TADEU DE MELO E SILVANome: FERNANDO TADEU DE
MELO E SILVAEndereço: desconhecidoAdvogado: ORLANDO DE MELO E SILVA OAB: PA1070
Endereço: AV. SANTA TEREZA,, - de 616/617 a 830/831, CENTRO, XINGUARA - PA - CEP: 68555-
223APELADO: SIMONE RAQUEL FELISBERTONome: SIMONE RAQUEL FELISBERTOEndereço:
desconhecidoAdvogado: CARLA SIQUEIRA BARBOSA OAB: 86-A Endereço: Avenida Conselheiro
Furtado, 2865, sala 1403, Cremação, BELéM - PA - CEP: 66063-060DECISÃO1. Preenchidos os
requisitos legais de admissibilidade, recebo a Apelação somente em seu efeito devolutivo, nos termos do
art. 1.012, §1º, inciso V do CPC/2015. Intime-se.2. Em seguida, remetam-se os autos ao Órgão Ministerial
nesta Superior Instância, para fins de manifestação como Custos Legis, de acordo com o disposto no art.
176 e ss. do CPC/2015.3. Cumpra-se. Após, retornem conclusos.Belém, 21 de fevereiro de 2019.JOSÉ
ROBERTO P. M. BEZERRA JÚNIORDESEMBARGADOR RELATOR

Número do processo: 0800287-02.2019.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: C C L LOCACAO


DE MAQUINAS E EQUIPAMENTOS LTDA - EPP Participação: ADVOGADO Nome: ANIZIO GALLI
JUNIOROAB: 90000A Participação: ADVOGADO Nome: DANIELLE SERRUYA SORIANO DE
MELLOOAB: 30000A Participação: ADVOGADO Nome: PEDRO BENTES PINHEIRO NETOOAB: 60000A
Participação: ADVOGADO Nome: PEDRO BENTES PINHEIRO FILHOOAB: 10 Participação: ADVOGADO
Nome: RICARDO BRANDAO COELHOOAB: 21935/PA Participação: AGRAVANTE Nome: TDL
LOCACAO E MANUTENCAO DE MAQUINAS E EQUIPAMENTOS LTDA Participação: ADVOGADO
Nome: ANIZIO GALLI JUNIOROAB: 90000A Participação: ADVOGADO Nome: DANIELLE SERRUYA
SORIANO DE MELLOOAB: 30000A Participação: ADVOGADO Nome: PEDRO BENTES PINHEIRO
NETOOAB: 60000A Participação: ADVOGADO Nome: PEDRO BENTES PINHEIRO FILHOOAB: 10
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

Participação: ADVOGADO Nome: RICARDO BRANDAO COELHOOAB: 21935/PA Participação:


AGRAVANTE Nome: D H L COMERCIO E SERVICOS LTDA - EPP Participação: ADVOGADO Nome:
ANIZIO GALLI JUNIOROAB: 90000A Participação: ADVOGADO Nome: DANIELLE SERRUYA SORIANO
DE MELLOOAB: 30000A Participação: ADVOGADO Nome: PEDRO BENTES PINHEIRO NETOOAB:
60000A Participação: ADVOGADO Nome: PEDRO BENTES PINHEIRO FILHOOAB: 10 Participação:
ADVOGADO Nome: RICARDO BRANDAO COELHOOAB: 21935/PA Participação: AGRAVADO Nome:
SC2 SHOPPING PARA LTDA1ª TURMA DE DIREITO PRIVADO.AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº
0800287-02.2019.8.14.0000.COMARCA: ANANINDEUA/PA.AGRAVANTE:C. C. L. LOCAÇÃO DE
MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS LTDA; TDL LOCAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MÁQUINAS E
EQUIPAMENTOS LTDA; e D. H. L. COMÉRCIO E SERVIÇOS LTDA.ADVOGADO:PEDRO BENTES
PINHEIRO FILHO ? OAB/PA 3.210.AGRAVADO:SC2 SHOPPING PARÁ LTDA.ADVOGADO:BRUNO
ALESSANDRO PUGET OLIVA ? 11.847 e FELIPE ALMEIDA GONÇALVES ? OAB/PA 25.065.RELATOR:
Des. CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO. D E C I S Ã O M O N O C R Á T I C A Des.
CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO.EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO.AÇÃO DE
OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C PEDIDO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS E
PEDIDO DE TUTELA DE URGÊNCIA PARA CANCELAMENTO/SUSTAÇÃO DE PROTESTO. DECISÃO
DO JUÍZOA QUOQUE DEFERIU EM PARTE A TUTELA DE URGÊNCIA, DETERMINANDO A
SUSPENSÃO DOS EFEITOS DO PROTESTO SOMENTE EM RELAÇÃO AS DUPLICATAS/NOTAS
FISCAIS N. 14.870; 14.943; e 49.199, COM CAUÇÃO A SER DEPOSITADO NO VALOR DE R$
128.518,20. MANUTENÇÃO DODECISUMMONOCRÁTICO, ANTE A PRESENÇA DOS REQUISITOS
CONSTANTES NO ART. 300 DO CPC/2015. PRECEDENTES DESTE EGRÉGIO TRIBUNAL DE
JUSTIÇA.DECISÃO MANTIDA. APLICAÇÃO DO ART. 133, XI, ALÍNEA ?D?, DO REGIMENTO INTERNO
DO TJPA. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO?. Trata-se de recurso de interposto perante este
Egrégio Tribunal de Justiça porC. C. L. LOCAÇÃO DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS LTDA; TDL
LOCAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS LTDA; e D. H. L. COMÉRCIO E
SERVIÇOS LTDAnos autos daAÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C PEDIDO DE INDENIZAÇÃO POR
DANOS MORAIS E MATERIAIS E PEDIDO DE TUTELA DE URGÊNCIA PARA
CANCELAMENTO/SUSTAÇÃO DE PROTESTOproposta porSC2 SHOPPING PARÁ LTDAdiante de seu
inconformismo com a decisão interlocutória prolatada peloJUÍZO DE DIREITO DA 1ª VARA CÍVEL E
EMPRESARIAL DA COMARCA DE ANANINDEUA/PAquedeferiu em parte a tutela de urgência,
determinando a suspensão dos efeitos dos protestos, por indicação das duplicatas/notas fiscais 14870
(pág. 187), 14943 (pág. 188) e 49.199 (pág. 225), especialmente no tocante a informação sobre a
inscrição ou sobre o(s) protesto(s) questionado(s), mantendo-se a situação fática anterior à
negativação/protesto do(s) título(s), até o julgamento da lide.Mais adiante,determinou à demandante que
efetue caução, depositando em juízo o valor de R$ 128.518,20, assinalando prazo de 10 dias.Em
suasrazões, os recorrentes sustentam que a agravada dolosamente omite todos os inúmeros elementos
de prova apresentados, que demonstram, além da efetiva prestação do objeto do contrato, a existência da
dívida, com uma longa negociação entre as partes.Desta forma, sustenta que a ação proposta pela
agravada busca claramente retardar o pagamento dos valores indiscutivelmente devidos, em especial,
através da suspensão/cancelamento de protestos regularmente efetivados.Ressalta também, que todas as
notas fiscais levadas a protesto indicam pormenorizadamente a origem dos valores devidos.É o relatório.
Decido monocraticamente.Preenchidos os requisitos de admissibilidade recursal, conheço do recurso.No
presente caso, das alegações do recorrente, constata-se que o mesmo sustenta que todas as notas fiscais
levadas a protesto indicam a origem dos valores devidos.Entretanto, destaco que que o juízo da base foi
bastante cauteloso em seudecisumao deferir em parte a tutela de urgência, posto que, ao analisar os
títulos protestados, aduziu que ?em sede de cognição superficial e sumária, que restam satisfeitos os
requisitos previstos em lei para a concessão da medida reclamada pela parte interessadasomente em
relação aos protestos das duplicatas protestadas por indicação de nº 14870, 14943 e 49199[...]
aPLAUSIBILIDADE DO DIREITOse encontra satisfatoriamente demonstrada na relação aos mencionados
protestos indevidos, uma vez que as notas fiscais que originaram as duplicatas 14943 e 49199 não
indicam o período da mencionada locação dos equipamentos; já a nota fiscal relativa à duplicata 14870 faz
referência a período de locação não abrangido pelo lapso contratual [...] oPERIGO DA DEMORAé
evidente uma vez que tais apontamentos têm o condão de comprometer o acesso a linhas de créditos
junto à rede bancária?.E de fato, da análise das Notas Fiscais 049199 (Num. 1289301 ? Pág. 45) e
014943 (Num. 1289301 ? Pág. 23)constata-se a ausência do período de referência, e da análise da Nota
Fiscal 014870 (Num. 1289301 ? pág. 22),constata-se que a mesma faz referência a período não abrangido
pelo contrato, devendo a questão dos serviços terem sido prestados ou não (referentes a estas notas
fiscais) serem analisados, quando da instrução processual. E sobre a presença dos requisitos para a
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

concessão da tutela de urgência, transcrevo precedente deste Egrégio Tribunal de Justiça: AGRAVO DE
INSTRUMENTO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. LIMINAR. REALIZAÇÃO DE EXAME COM CARÁTER DE
URGÊNCIA. CABE AO ESTADO PROPICIAR O DIREITO À SAÚDE. DIREITO AMPARADO NO ARTIGO
196 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.PRESENTES OS REQUISITOS À CONCESSÃO DA TUTELA
ANTECIPADA. REFORMA DA DECISÃO AGRAVADA. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO, PARA
DEFERIR A TUTELA ANTECIPADA, COM MANUTENÇÃO DA TUTELA RECURSAL DEFERIDA. 1 - O
direito à saúde, consequência do direito à vida, constitui direito fundamental, direito individual indisponível
(C.F., art. 196). Deve ser confirmada a decisão interlocutória que impõe ao ente público a implementação
de política pública que concretize o direito esse, demonstrada a necessidade do autor. 2.Demonstrado a
probabilidade do direito, bem como, o perigo de dano a ser suportado pelo autor, portanto, presentes os
requisitos autorizadores para a concessão da tutela antecipada, necessária a reforma da decisão
agravada. 3.Recurso conhecido e provido, para reformada a decisão agravada, deferindo a tutela
antecipada, nos termos em que deferida em sede de tutela recursal. (TJPA. 2018.00451536-56, 185.394,
Rel. EZILDA PASTANA MUTRAN, Órgão Julgador 2ª CÂMARA CÍVEL ISOLADA, Julgado em 2018-02-05,
Publicado em 2018-02-07) Desta forma, uma vez caracterizados os requisitos para a concessão da tutela
de urgência, deve a mesma ser concedida, como o foi no presente caso, em que a mesma foi concedida
parcialmente, deixando para o mérito a discussão a respeito das ilegalidades das demais notas fiscais, até
porque, conforme se constatou da documentação acostada aos autos pelo próprio recorrente na ação
principal, existe um instrumento contratual ligando efetivamente as partes.ASSIM, ante o exposto,
ancorado em precedente deste Egrégio Tribunal de Justiça e do C. STJ, apoiando-me na dicção do art.
133, XI, alínea ?d?, do Regimento Interno do TJPA,CONHEÇO e NEGO PROVIMENTO ao Agravo de
Instrumento, mantendo odecisumdo juízo de primeiro grau em todos os seus termos.P.R.I. Oficie-se no
que couber.Após o trânsito em julgado, arquive-se.Belém/PA,22defevereirode 2019. CONSTANTINO
AUGUSTO GUERREIRODesembargador ? Relator

Número do processo: 0800387-54.2019.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: BANCO


BRADESCO SA Participação: ADVOGADO Nome: GUILHERME DA COSTA FERREIRA PIGNANELIOAB:
5546/RO Participação: AGRAVADO Nome: THAYLA PEREIRA RODRIGUES SCARPARO1ª TURMA DE
DIREITO PRIVADOAGRAVO DE INSTRUMENTO N.º 0800387-54.2019.8.14.0000COMARCA:
ALTAMIRA/ PA.AGRAVANTE(S): BANCO BRADESCO S.A.ADVOGADO(A)(S): EDSON ANTÔNIO
SOUSA PINTO (OAB/RO nº. 4.643) GUILHERME DA COSTA FERREIRA PIGNANELI (OAB/RO nº.
5.546)AGRAVADO(A)(S): JOÃO VITOR RAMOS SCARPARO BRUNO VINICIUS RAMOS SCARPARO
THAYLA PEREIRA RODRIGUES SCARPAROREPRESENTANTE: AILTON GONÇALVES
RAMOSADVOGADO(A)(S): FERNANDO JOSÉ MARIN CORDERO(OAB/PA nº. 11.946)RELATOR: Des.
CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO. D E C I S Ã O M O N O C R Á T I C A Des. CONSTANTINO
AUGUSTO GUERREIROEMENTA:?PROCESSO CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. APLICAÇÃO DE
MULTA. INADMISSIBILIDADE DA VIA RECURSAL. ROL DE TAXATIVIDADE MITIGADA. HIPÓTESES
ESTRITAS DE CABIMENTO DO AGRAVO. AGRAVO DE INSTRUMENTO NÃO CONHECIDO. Trata-se
deAGRAVO DE INSTRUMENTO, com pedido de efeito suspensivo,interpostoporBANCO BRADESCO
S.A.,nos autos de Ação de Alvará Judicial propostapor JOÃO VITOR RAMOS SCARPARO, BRUNO
VINICIUS RAMOS SCARPARO e THAYLA PEREIRA RODRIGUES SCARPARO,ante o inconformismo
com decisão interlocutória proferida pelo Juízo de Direito da 1ª Vara Cível e Empresarial de Altamira,
quedeterminou a aplicação de multa cominatória diária no valor de R$ 500,00 até o limite de R$ 10.000,00,
em razão de descumprimento de decisão de tutela de urgência antecedente.Nasrazões do recurso, o
agravantesustenta, em suma, que a imposição de multa diária é desarrazoada e desproporcional, e que
somente seria cabível na hipótese de resistência injustificada do agravante, circunstância que não teria
ocorrido.Pleiteia, dessa forma, a concessão de efeitos suspensivos, no sentido de se afastar a eficácia da
decisão de primeiro, desobrigando a agravante do pagamento da multa acima citada.É o sucinto relatório.
Decido monocraticamente.Do juízo de admissibilidade exsurge a necessidade de análise dos
pressupostos intrínsecos e extrínsecos.Cuida-se, conforme já relatado, de decisão interlocutória que,
diante do não cumprimento integral de medida liminar antecedentemente deferida, aplicou multa diária no
valor deR$ 500,00, limitando-a até R$ 10.000,00,na esteira do que dispõe o art. 537, do Código de
Processo Civil.Diferentemente do sistema recursal passado em que o agravo de instrumento poderia ser
manejado contra decisões interlocutórias capazes de causar lesão grave e de difícil reparação, bem como
contra decisões acerca da inadmissibilidade da apelação ou dos seus efeitos, o atual Código de Processo
Civil acabou por restringir este meio de impugnação recursal. A partir de então, o art. 1.015 do CPC
129
TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

estabeleceu um de roltaxatividade mitigada,que regula as hipóteses estritas de cabimento do agravo de


instrumento.Prescreve o mencionado art. 1.015,verbis:Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as
decisões interlocutórias que versarem sobre:I - tutelas provisórias;II - mérito do processo;III - rejeição da
alegação de convenção de arbitragem;IV - incidente de desconsideração da personalidade jurídica;V -
rejeição do pedido de gratuidade da justiça ou acolhimento do pedido de sua revogação;VI - exibição ou
posse de documento ou coisa;VII - exclusão de litisconsorte;VIII - rejeição do pedido de limitação do
litisconsórcio;IX - admissão ou inadmissão de intervenção de terceiros;X - concessão, modificação ou
revogação do efeito suspensivo aos embargos à execução;XI - redistribuição do ônus da prova nos termos
doart. 373, § 1o;XII - (VETADO);XIII - outros casos expressamente referidos em lei.Parágrafo único.
Também caberá agravo de instrumento contra decisões interlocutórias proferidas na fase de liquidação de
sentença ou de cumprimento de sentença, no processo de execução e no processo de inventário.Com
efeito, o dispositivo enumera de forma relativamentetaxativao âmbito de incidência do agravo de
instrumento, denotando a obrigação de se analisar devidamente o juízo de admissibilidade deste meio
recursal. Isso, porém, não impede que algumas das hipóteses descritas nos incisos do artigo sejam fonte
de interpretação por analogia, de modo a realizar a devida integração da norma que garante eficazmente o
meio de impugnação de decisões interlocutórias, cuja impugnação tenha natureza urgente configurada
pela inutilidade futura do julgamento da questão em sede de apelação.Não obstante a possibilidade de
ampliação da interpretação do cabimento, não se afigura crível admitir a utilização do agravo face decisão
interlocutória cujo teor se refere somente àaplicaçãodemultapordescumprimento de decisão judicial
liminar.Ressalto que a decisão objeto do agravo apenas aplicou multa em desfavor do agravante em razão
do descumprimento de decisão de tutela de urgência anteriormente deferida pelo juízo. A multa não foi
aplicada em decisão judicial conjunta com a tutela de urgência, trata-se de decisão interlocutória própria
que se remete ao descumprimento de ordem judicial exarada em decisão de tutela antecipada
antecedente proferida em 09.11.2018, que, aliás, não foi impugnada em recurso próprio.ASSIM,com
fundamento no artigo 932, inciso IIIdo CPC,NÃO CONHEÇOdo presente recurso de agravo, em razão do
seunãocabimentopara a hipótese de decisão que aplica multa em razão de descumprimento de decisão de
antecipação antecedente de tutela de urgência.P.R.I. Oficie-se no que couber.Após o trânsito em julgado,
retornem os autos ao juízo ?a quo?.Belém/PA, 22 de fevereiro de 2019. CONSTANTINO AUGUSTO
GUERREIRODesembargador ? Relator

Número do processo: 0145308-97.2015.8.14.0124 Participação: APELANTE Nome: MUNICIPIO DE SAO


DOMINGOS DO ARAGUAIA Participação: APELADO Nome: HERILENE DE SOUZA CRUZ Participação:
ADVOGADO Nome: VALDIR ALVES FILHOOAB: 86Processo nº 0145308-97.2015.8.14.0124Órgão
Julgador: 1º Turma de Direito PúblicoComarca: São Domingos do Araguaia/PARecurso: Apelação
CívelApelante: Município de São Domingos do AraguaiaApelado: Herilene de Souza CruzRelator:
Desembargador Roberto Gonçalves de Moura DESPACHOPreenchidos os requisitos legais de
admissibilidade, recebo o recurso de apelação (Id. 1389703) nos dois efeitos.À Procuradoria de Justiça, na
qualidade decustus legis, para os devidos fins.Servirá a presente decisão como mandado/ofício, nos
termos da Portaria nº 3731/2015-GP.Belém, 21 de fevereiro de 2019. Des. ROBERTO GONÇALVES DE
MOURARelator

Número do processo: 0003259-98.2013.8.14.0028 Participação: APELANTE Nome: AGENCIA ESTADUAL


DE DEFESA AGROPECUARIA DO ESTADO DO PA Participação: ADVOGADO Nome: PEDRO
FERNANDO BALDEZ VASCONCELOSOAB: 14390/PA Participação: APELADO Nome: ELNEYSON
RODRIGO NASCIMENTO QUEIROZ Participação: ADVOGADO Nome: AMANDA KARINE OLIVEIRA
MOTAOAB: 16872/PA Participação: ADVOGADO Nome: MIKAIL MATOS FERREIRAOAB:
27794/PAProcesso nº 0003259-98.2013.8.14.0028Órgão Julgador: 1º Turma de Direito PúblicoComarca:
Marabá/PARecurso: Apelação CívelApelante: Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Estado do
Pará - ADEPARÁApelado: Elneyson Rodrigo Nascimento QueirozRelator: Desembargador Roberto
Gonçalves de Moura DESPACHOPreenchidos os requisitos legais de admissibilidade, recebo o recurso de
apelação (Id. 1385176) nos dois efeitos.À Procuradoria de Justiça, na qualidade decustus legis, para os
devidos fins.Servirá a presente decisão como mandado/ofício, nos termos da Portaria nº 3731/2015-
GP.Belém, 21 de fevereiro de 2019. Des. ROBERTO GONÇALVES DE MOURARelator
130
TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

Número do processo: 0807809-17.2018.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: JEANPIERRE


ALHADEF DE AGUIAR Participação: ADVOGADO Nome: ANTONIO CARLOS AIDO MACIELOAB:
7009/PA Participação: AGRAVADO Nome: EDSON JUN WATANABE Participação: AGRAVADO Nome:
ALEXANDRE YU WATANABE Participação: ADVOGADO Nome: RAIMUNDO ROLIM DE MENDONCA
JUNIOROAB: 10709/PA Participação: AGRAVADO Nome: LORENA BITAR SEIFFERT WATANABE
Participação: AGRAVADO Nome: EDSON JUN WATANABEÓRGÃO JULGADOR:1ª TURMA DE DIREITO
PRIVADOAUTOS Nº:0807809-17.2018.814.0000CLASSE:RECURSO DE AGRAVO INTERNO EM
AGRAVO DE INSTRUMENTOJUÍZO DE ORIGEM:12ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE BELÉMAUTOS
ORIGINÁRIOS Nº:0836279-28.2018.814.0301AGRAVANTES:ALEXANDRE YU
WATANABEAGRAVADO:JEANPIERRE ALHADEF DE AGUIARRELATORA:DESA. MARIA DO CÉO
MACIEL COUTINHO RELATÓRIOVistos os autos.ALEXANDRE YU WATANABEopôs o presente
RECURSO DEAGRAVO INTERNOcontra a decisão interlocutória de Id. 10482898, proferida nos autos do
Agravo de Instrumento nº 0807809-17.2018.814.0000, interposto por JEANPIERRE ALHADEF DE
AGUIAR, que deferiu parcialmente a tutela de urgência pleiteada, no sentido de determinar à parte
agravada que restabelecesse apenas o pagamento dos valores realizados à título de pró-labore, sob pena
de multa diária no valor de R$1.000,00 (mil reais) até o limite de R$50.000,00 (cinquenta mil
reais).Sustenta em suas razões (Id. 1183282) que merece reforma a decisão ora agravada, notadamente
porque as transferências bancárias constantes dos autos não fazem prova da existência de vínculo
societário entre os contendores, pois não demonstram o motivo daquela movimentação financeira. Pontua
que havia sim relação com a parte ora agravada, mas que era de natureza empregatícia, de maneira que
as transferências não se tratavam de pró-labore, mas de verbas salariais, havendo documentos nos autos
que comprovam o pagamento de férias e 13º salário. Assevera que agiu de má-fé a parte agravada ao
tentar induzir a erro este juízo quanto à natureza do vínculo existente entre ambos, pois era tão somente
um colaborador que ocupava importante função na estrutura funcional como diretor, sendo muito bem
remunerado. Acrescenta que não está caracterizado o risco de dano grave e de difícil reparação, pois foi a
própria parte agravada quem pediu demissão junto à sociedade, além do que se encontra em plena
atividade empresarial no ramo de distribuição de bebidas e representação esportiva. Ressalta o perigo de
irreversibilidade dos efeitos da decisão agravada, pois o valor de R$25.000,00 (vinte e cinco mil reais), a
depender do tempo que perdurar até a prolação de uma decisão final, pode redundar em quantia absurda
que pode não ser restituída na hipótese de improcedência da demanda originária. Insurge-se, ainda,
contra a aplicação de multa diária em obrigação pecuniária, defendendo a sua impossibilidade. Por
derradeiro, requereu o provimento do presente recurso, a fim de que esta relatora exerça o juízo de
retratação e consequentemente seja reformada a decisão agravada.A parte agravada, por sua vez,
apresentou contrarrazões (Id. 1194799) esgrimando que a relação havida com a parte agravante é
societária e não empregatícia não havendo qualquer prova desta última nos autos, muito ao revés, pois os
diálogos de rede social demonstram que era membro da sociedade empresária, inclusive exercendo a
função de diretor geral, cuja gestão a abrangia como um todo. Pondera que ao contrário do que
mencionado pela parte agravante, todos sabiam da sociedade empresária que possuía, a JP Distribuição,
por se localizar no mesmo prédio da sociedade empresária Centrão Telecom, bem como que nunca pediu
demissão, tendo sido, em verdade, excluído da segunda, inclusive com proibição de frequentar a primeira,
respectivamente. Acentua que a intenção da parte ora agravada é desconstituir sua qualidade de sócio de
fato, rebaixando-o à posição de mero funcionário ou prestador de serviço. Por derradeiro, pugnou pelo
desprovimento do presente recurso.Relatados.VOTO A EXMA. DESA. MARIA DO CÉO MACIEL
COUTINHO, RELATORA:Quanto ao Juízo de admissibilidade,vejo que o recurso é tempestivo, adequado
à espécie e conta com preparo regular (Id. 1018918). Portanto, preenchidos os
pressupostosextrínsecos(tempestividade, regularidade formal, inexistência de fato impeditivo ou extintivo
do direito de recorrer e preparo) eintrínsecos(cabimento, legitimidade e interesse para recorrer); SOU
PELO SEU CONHECIMENTO.Não havendo questões preliminares a serem enfrentadas, avanço
diretamente à análise do mérito recursal.Cinge-se a controvérsia acerca da natureza do vínculo havido
entre os contendores, sendo que, de um bordo, a parte agravante sustenta que é de cunho empregatício,
portanto, sua remuneração caracterizava-se como salário e, de outro, a parte agravada esgrima ter
mantido relação societária, de maneira que recebia pró-labore.Pois bem, neste momento processual,
ainda em juízo perfunctório, afigura-se mais plausível a tese sustentada pela parte agravada, qual seja, de
que a relação jurídica de direito material havida entre as partes era de natureza societária e não
empregatícia e, portanto, era remunerado mediante pró-labore, explico.Primeiramente, porque a parte ora
agravante limitou-se a desenvolver tese em contrário sem trazer à baila um único elemento de prova que a
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lastreasse, senão vejamos. Em relação às transferências bancárias, afirma não fazerem prova de que os
valores movimentados se tratavam de remuneração, porém, também não esclareceu qual a natureza
deles. Quanto ao pretenso vínculo trabalhista alegado, não conta nos autos CTPS, contrato de trabalho,
ou qualquer outro documento idôneo à sua demonstração.Em contrapartida, a parte agravada, por sua
vez, trouxe elementos indicativos de que sua função transbordava a de mero colaborador da sociedade
empresária, quer porque era diretor geraldo ?Grupo Centrão? (Id. 1018817, pág. 03), quer porque, dos
diálogos juntados aos autos (Id. 1194916, págs. 01/14), denota-se relação de amizade - e não
subordinação - entre os interlocutores, ora contendores, que tratam questões sensíveis acerca da
administração societária, com destaque para o excerto contido no Id. 1194916-pág. 12, que ora merece
transcrição:- Alexandre Watanabe:Amigo Jean, bom dia.Seguindo para SP.Cuida da nossa empresa, por
favor.Abraço Amigo!- Jeanpierre Alhadef:Bom dia meu grande amigo. Boa viagem epode deixar que verei
tudo pra nós. Abs.Ainda, milita em favor da parte agravada, a relação de funcionários do grupo societário
em testilha e respectiva folha de pagamento (Id. 1194920, 11494921, 11494923, 11494924, 11494925 e
11494926), nas quais não é possível identificar o seu nome, indício este que corrobora o raciocínio
segundo o qual a parte agravada era sócio de fato da ?Centrão?.Portanto, tanto mais agora, remanesce a
conclusão preliminar desta relatora, segundo a qual os valores transferidos se tratavam de pró-labore e
não de pagamento salarial.Contudo, restou incontroverso nos autos que a parte agravada desenvolve
outra atividade empresarial no ramo de distribuição de bebidas, denominada de ?JP Distribuidora?, pois à
decisão agravada, sobrevieram elementos novos elucidativos nesse sentido, quais sejam, as publicações
em redes sociais (Id. 1183279) ? que dão conta de grandes parcerias formadas no ramo em que atua,
inclusive com celebridades do mundo esportivo ? bem como o reconhecimento da própria parte agravada
em sua peça de defesa recursal; fatos estes que atenuam o caráter iminente do perigo da demora que não
possa aguardar o julgamento do feito, sendo provável que o risco à sobrevivência da parte ora agravada,
vislumbrado por ocasião da concessão da tutela de urgência ora agravada, tenha cessado.À vista do
exposto, CONHEÇO DO RECURSO e, lançando mão do juízo de retratação, nos termos do art. 1.021, §2º
do CPC/2015[1], DOU-LHE PROVIMENTO, para reformar a tutela de urgência concedida, no sentido de
cessar o pagamento de pró-labore à parte ora agravada.Dê-se imediata ciência ao juízo de origem e às
partes, podendo servir a presente decisão como ofício/mandado,nos termos da Portaria nº 3.731/2015 -
GP.Após o trânsito em julgado desta decisão, venham-me os autos conclusos para o julgamento do
recurso principal de agravo de instrumento.Belém/PA, 22 de fevereiro de 2019. Desa.MARIA DO CÉO
MACIEL COUTINHORelatora [1]Art. 1.021. Contra decisão proferida pelo relator caberá agravo interno
para o respectivo órgão colegiado, observadas, quanto ao processamento, as regras do regimento interno
do tribunal. (...)§ 2oO agravo será dirigido ao relator, que intimará o agravado para manifestar-se sobre o
recurso no prazo de 15 (quinze) dias, ao final do qual,não havendo retratação, o relator levá-lo-á a
julgamento pelo órgão colegiado, com inclusão em pauta.(Destaquei)

Número do processo: 0807989-33.2018.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: RONAN MANUEL


LIBERAL LIRA Participação: ADVOGADO Nome: ISAAC CAETANO PINTOOAB: 2220 Participação:
AGRAVADO Nome: EUSILDO LIBERAL LIRAPODER JUDICIÁRIOTRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO
DO PARÁGABINETE DESEMBARGADOR JOSÉ ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA
JUNIORAGRAVO DE INSTRUMENTO (202):0807989-33.2018.8.14.0000AGRAVANTE: RONAN MANUEL
LIBERAL LIRANome: RONAN MANUEL LIBERAL LIRAEndereço: Rua Floriano Peixoto, 473, APTO A,
Centro, SANTARéM - PA - CEP: 68005-060Advogado: ISAAC CAETANO PINTO OAB: 2220-A Endereço:
desconhecidoAGRAVADO: EUSILDO LIBERAL LIRANome: EUSILDO LIBERAL LIRAEndereço: Avenida
Mararu, 491, ALTOS DA CASA MARTINS, Diamantino, SANTARéM - PA - CEP: 68020-000DECISÃO
MONOCRÁTICA Trata-se de Agravo de Instrumento com pedido de efeito suspensivo (Num. 1058458-
Pág.1/2) interposto porRONAN MANUEL LIBERAL LIRAcontra decisão proferida pelo Juízo da 3ª Vara
Cível e Empresarial da Comarca de Santarém-PA, nos autos daAÇÃO REINVIDICATÓRIA CUMULADA
COM PERDAS E DANOS(processo nº 0000152-11.2012.814.0051),ajuizada pelo Agravado,EUZILDO
LIBERAL LIRA, que concedeu parcialmente o pedido liminar para determinar que o Agravante pague
mensalmente, ao agravado, a quantia referente ao valor de mercado da locação do bem em litígio.
Determinei a intimação da Agravante através do despacho de Num. 1058458-Pág.1/2 para que realizasse
o pagamento em dobro do preparo recursal, tendo em vista que não instruiu o presente Recurso com o
documento denominado relatório de custas do processo, no prazo de 5 (cinco) dias, sob pena de
deserção, autorizando ainda, que realizasse tão somente o pagamento da diferença caso fizesse juntar o
referido documento aos autos e juntasse aos autos certidão de tempestividade de seu recurso. O
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Agravante peticionou, requerendo a juntada certidão de intimação, de novo boleto de custas recursais,
novo relatório de contas do processo e novo comprovante de pagamento de títulos (Num. 1110933-
Pág.1/2, Num. 1110935-Pág.1, Num. 1110938-Pág.1 e Num. 1110941-Pág.1).Não juntou aos autos o
relatório de contas referente ao boleto de Num. 1032020-Pág.1. É o breve relatório. Decido.Conforme
disciplina o art. 9º, §1º e art. 10º da lei estadual nº 8.328/2015, se comprova o pagamento de custas e
despesas processuais mediante a juntada do boleto bancário concomitantemente com o relatório de conta
do processo, in verbis:Art. 9º. As custas processuais deverão ser discriminadas em relatório de conta do
processo e recolhidas mediante boleto bancário padrão FEBRABAN, que poderá ser quitado em qualquer
banco ou correspondente bancário, vedada qualquer outra forma de recolhimento.§ 1º. Comprova-se o
pagamento de custas e despesas processuais mediante a juntada do boleto bancário correspondente,
concomitantemente com o relatório de conta do processo, considerando que no relatório de conta do
processo são registrados os números do documento e do boleto bancário a ser utilizado para pagamento.
Art. 10. Sem prejuízo da verificação e homologação definitiva do pagamento, a cargo do TJPA e que se
fará com base nas informações do arquivo eletrônico disponibilizado pelo Banco conveniado, o
interessado fará prova do recolhimento apresentando o relatório de conta do processo e o respectivo
boleto:I ? Autenticado mecanicamente; ouII ? Acompanhado do comprovante do pagamento emitido pelo
guichê de caixa ou pelos canais eletrônicos da instituição financeira. Ressalte-se ainda que, em razão da
ausência do documento ?relatório de custas do processo?, não há como se verificar se as custas
constantes no Num. 1032020-Pág.1 são referentes ao presente Agravo de Instrumento, razão pela qual
determinei seu recolhimento em dobro, conforme determina o art. 1.007, §4º do CPC.Art. 1.007(...)§ 4oO
recorrente que não comprovar, no ato de interposição do recurso, o recolhimento do preparo, inclusive
porte de remessa e de retorno, será intimado, na pessoa de seu advogado, para realizar o recolhimento
em dobro, sob pena de deserção.Todavia, em que pese tenha o Agravante sido intimado para apresentar
o preparo recursal em dobro, sendo-lhe autorizado a recolher a diferença caso juntasse o relatório de
contas que acompanha o boleto de Num. 1032020-Pág.1, limitou-se em apenas apresentar o comprovante
de pagamento de novas custas recursais, conforme petição e documentos de Num. 1110933-Pág.1/2,
Num. 1110935-Pág.1, Num. 1110938-Pág.1.O Agravante, então, quedou-se inerte quanto a apresentação
do relatório de contas que referente ao boleto de Num. 1032020-Pág.1, impossibilitando a comprovação
de que tal preparo recursal é referente ao presente Instrumento.Ante o exposto,NÃO CONHEÇO do
Agravo de Instrumentopor ser inadmissível, nos termos do art. 932, III, do CPC, em razão de sua
deserção, nos termos da fundamentação acima lançada. Comunique-se ao Juízoa quoa presente
decisão.Após o trânsito em julgado, dê-se baixa na distribuição e arquive-se.Belém-PA, 22 de fevereiro de
2019. JOSÉ ROBERTOPINHEIRO MAIABEZERRAJÚNIORDesembargador - Relator

Número do processo: 0000140-41.2011.8.14.0021 Participação: APELANTE Nome: BRADESCO AUTORE


CIA DE SEGUROS DPVAT SA Participação: ADVOGADO Nome: ADRIANE CRISTYNA KUHNOAB:
8186/AM Participação: APELANTE Nome: SEGURADORA LIDER DOS CONSORCIOS DO SEGURO
DPVAT S.A. Participação: ADVOGADO Nome: ADRIANE CRISTYNA KUHNOAB: 8186/AM Participação:
APELADO Nome: ROSEMIRA COSTA SANTOS LIMA Participação: ADVOGADO Nome: MANUELA
OLIVEIRA DOS ANJOSOAB:Decisão Monocrática Trata-se de Apelação Cível interposta por Seguradora
Líder de Consórcios de Seguro DPVAT e Bradesco Seguros S.A. em face da sentença proferida nos autos
da Ação de Cobrança de Seguro Obrigatório ? DPVAT ajuizada por Rosemira Costa Santos Lima.Em sua
inicial a autora narra que foi vítima de acidente de trânsito em 17.04.2010, o qual acarretou na sua
invalidez permanente. Busca o pagamento da indenização, em observância ao art. 3º, inciso II, da Lei n.º
6.194/1974 (conforme alteração trazida pela Lei nº 11.482/2007), que prevê, em caso de invalidez
permanente, o pagamento indenizatório de R$ 13.500,00 (treze mil e quinhentos reais), além de danos
morais.A sentença ora recorrida julgou procedente o pedido formulado pela autora, para condenar os
Réus, ora Apelantes, ao pagamento de R$ 13.500,00 (treze mil e quinhentos reais) a título de Seguro
DPVAT.A Seguradora Líder dos Consórcios de Seguro DPVAT e o Bradesco Seguros S.A. interpuseram
recurso de apelação, alegando ter havido cerceamento de defesa, ante a necessidade de produção de
prova pericial que quantifique as lesões permanentes, totais ou parciais. Defende a inexistência da
invalidez permanente arguida e a necessidade de proporcionalidade na fixação
doquantumindenizatório.Requerem o provimento do recurso para que seja reformada a sentença
guerreada e julgado totalmente improcedente o pedido inicial.Não foram apresentadas as contrarrazões. É
o relatório necessário. Passo a decidir. Trata-se de Apelação Cível interposta por Seguradora Líder de
Consórcios de Seguro DPVAT e Bradesco Seguros S.A. em face da sentença proferida nos autos da Ação
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de Cobrança de Seguro Obrigatório ? DPVAT ajuizada por Rosemira Costa Santos Lima.Analisando os
autos, verifico que o acidente automobilístico ocorreu em 17.04.2010, ou seja, após a edição da MP
451/08, posteriormente convertida na Lei 11.945/09, que determinou que a indenização do seguro DPVAT
deveria ser gradativa, isto é, calculada percentualmente, de acordo com o grau da lesão constatada.Com
efeito, o Supremo Tribunal Federal analisando Ação Direta de Inconstitucionalidade n.º 4350 - DF,
questionando as alterações promovidas pelas Leis n.º 11.482-2007 e nº 11.945-2009, julgou a Ação
improcedente, declarando a constitucionalidade das referidas Leis, sobretudo em relação ao dever de
gradação das lesões e sua adaptação à tabela anexa à Lei n.º 6.194/74.O C. STJ, no mesmo sentido,
editou a Súmula 474, a qual estabelece que?a indenização do seguro DPVAT, em caso de invalidez
parcial do beneficiário, será paga de forma proporcional ao grau da invalidez.?O art. 3º da Lei nº
6.194/1974, além de fixar os valores máximos devidos pelo seguro DPVAT, previu nos incisos I e II do seu
§ 1º, o modo de enquadramento das diferentes qualificações de invalidez permanente para fins de cálculo
doquantumdevido.De acordo com o disposto na referida lei, o cálculo do valor devido a título de
indenização de seguro DPVAT por invalidez permanente parcial incompleta segue dois passos: I)
enquadramento da perda anatômica ou funcional nos mesmos moldes da invalidez permanente parcial
completa e II) redução proporcional da indenização conforme a repercussão da perda.No presente caso,
ainda que o laudo pericial apresentado pela Apelada ateste a existência de lesão, faz-se necessária a
realização de nova perícia, eis que o referido laudo somente menciona que o acidente sofrido pelo apelado
resultou em debilidade da função do ombro direito, não demonstrando, portanto, o percentual do dano
corporal sofrido, requisito imprescindível para a determinar o valor da indenização, que será proporcional
ao grau de invalidez da segurada, a ser auferido de acordo com a Tabela anexa à Lei6.194/74.Ante o
exposto,CONHEÇODO RECURSO E DOU-LHE PROVIMENTO,para reformar a sentença que confronta a
jurisprudência dominante de Cortes Superiores, conforme previsão do art. 133, XI, d do RITJPA,para
anular a decisão combatida em todos os seus termos e determinar o retorno dos autos ao juízo de origem
para a realização de nova perícia técnica na apelada, a fim de apurar o grau de sua lesão e quantificar a
respectiva indenização devida, conforme a Tabela adicionada à Lei n.º 6.194/74 pelaMedida Provisória n.º
451/2008 (convertida na Lei n. 11.945/2009).

Número do processo: 0002821-28.2011.8.14.0015 Participação: APELANTE Nome: MUNICIPIO DE


CASTANHAL Participação: ADVOGADO Nome: ROBERTA DOS SANTOS FAROOAB: 18348/PA
Participação: ADVOGADO Nome: ZUILA JAQUELINE COSTA LIMAOAB: 016313/PA Participação:
ADVOGADO Nome: TRIELE PEREIRA SANTOSOAB: 015854/PA Participação: ADVOGADO Nome:
FABIANE DO SOCORRO NASCIMENTO DE CASTROOAB: 7856 Participação: ADVOGADO Nome:
CAROLINA MARIA DA SILVA LIMAOAB: 21460/PA Participação: ADVOGADO Nome: SUZANE LARISSA
SILVA FERREIRAOAB: 2104700A/PA Participação: ADVOGADO Nome: ADRIANA LUNA
CARDOSOOAB: 18079/PA Participação: ADVOGADO Nome: ALYNE AZEVEDO MARCHIORIOAB:
21478/PA Participação: ADVOGADO Nome: LUCIANO CAVALCANTE DE SOUZA FERREIRAOAB: 580
Participação: ADVOGADO Nome: STELLIO JOSE CARDOSO MELOOAB: 4921/PA Participação:
ADVOGADO Nome: MARCELO PEREIRA DA SILVAOAB: 39 Participação: APELADO Nome: SONIA
MARIA LOPES DE SOUSA Participação: ADVOGADO Nome: ORLANDO BORGES RODRIGUES
PEREIRA JUNIOROAB: 16116/PAProcesso nº 0002821-28.2011.8.14.0015Órgão Julgador: 1º Turma de
Direito PúblicoComarca: Castanhal/PARecurso: Apelação CívelApelante: Município de CastanhalApelado:
Sonia Maria Lopes de SousaRelator: Desembargador Roberto Gonçalves de Moura
DESPACHOPreenchidos os requisitos legais de admissibilidade, recebo o recurso de apelação (Id.
1382577) nos dois efeitos.À Procuradoria de Justiça, na qualidade decustus legis, para os devidos
fins.Servirá a presente decisão como mandado/ofício, nos termos da Portaria nº 3731/2015-GP.Belém, 21
de fevereiro de 2019. Des. ROBERTO GONÇALVES DE MOURARelator

Número do processo: 0000190-54.2010.8.14.0028 Participação: APELANTE Nome: DJAMES DE PAULA


SOUZA DIAS Participação: ADVOGADO Nome: ROMOALDO JOSE OLIVEIRA DA SILVAOAB:
224044/SP Participação: APELADO Nome: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIALProcesso nº:
0000190-54.2010.8.14.0028Comarca de Origem: Marabá/PAÓrgão Julgador: 1ª Turma de Direito
PúblicoRecurso: Apelação CívelApelante: Djames de Paula Souza DiasApelado: Instituto Nacional do
Seguro Social - INSSRelator (a): Des. Roberto Gonçalves de Moura DESPACHOPreenchidos os requisitos
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legais de admissibilidade, recebo o recurso de apelação id. 1380415 APENAS no efeito devolutivo
conforme os art. 1.012, §1º, V, do CPC/20151.À Procuradoria de Justiça, na qualidade decustus legis,
para os devidos fins.Servirá a presente decisão como mandado/ofício, nos termos da Portaria nº
3731/2015-GP.Belém, 21 de fevereiro de 2019. Des. ROBERTO GONÇALVES DE MOURARelator
__________________________________________1 ? CPC/15Art. 1.012. A apelação terá efeito
suspensivo.§ 1oAlém de outras hipóteses previstas em lei, começa a produzir efeitos imediatamente após
a sua publicação a sentença que:(...)V - confirma, concede ou revoga tutela provisória;

Número do processo: 0801185-15.2019.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: MARIA DE FATIMA


LOBATO DOS SANTOS Participação: ADVOGADO Nome: LUCAS MARTINS SALESOAB: 15580/PA
Participação: AGRAVADO Nome: DISMOBRAS IMPORTACAO, EXPORTACAO E DISTRIBUICAO DE
MOVEIS E ELETRODOMESTICOS S/ASECRETARIA DA 2 ª TURMA DE DIREITO PRIVADO.AGRAVO
DE INSTRUMENTO Nº 0801185-15.2019.814.0000AGRAVANTE: MARIA DE FÁTIMA LOBATO DOS
SANTOS.ADVOGADAO: Dr. Lucas Martins Sales ? OAB/PA 15580.AGRAVADO: DISMOBRÁS
IMPORTAÇÃO, EXPORTAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE MÓVEIS E ELETRODOMÉSTICOS S/A. A
agravante insurge-se contra a decisão do juízo da 1ª Vara Cível e Empresarial da Comarca de Bragança
que, nos autos da ação de despejo por falta de pagamento c/c cobrança de aluguel com pedido liminar
(Processo n.º 0801197-36.2018.814.0009) não analisou o requerimento de medida liminar para
desocupação do imóvel. Ao receber a ação de despejo o juízo objurgado limitou-se a determinar a citação
da parte ré para contestação bem como requerer a purgação da mora omitindo-se a respeito da
determinação contida no artigo 59, §1º, da Lei n.º 8245/91. Analisando os documentos acostados pela
agravante verifico que na promessa de compra e venda firmada entre o antigo proprietário do imóvel e a
atual proprietária (ID 1408115), ora agravante, a cláusula 8.2.1 estabelece que?o comprador ficará desde
logo sub-rogado em todos os direitos, vantagens e ações decorrentes da relação locatíciaa partir da
quitação do preço?. Assim, não vislumbrando documento hábil que comprove a quitação da compra e
venda do imóvel, na forma do artigo 932, parágrafo único, do CPC, concedo a agravante o prazo de 5
(cinco) dias para complementar a documentação demonstrando a sua legitimidade para o recurso.
Decorrido o prazo, retornem os autos conclusos. Belém, 22.02.2019 JOSÉ TORQUATO ARAÚJO DE
ALENCARJuiz Convocado

Número do processo: 0801181-75.2019.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: RAQUEL COSTA


COELHO Participação: ADVOGADO Nome: DALILA GIANNI DIASOAB: 30000A Participação:
AGRAVADO Nome: ANTONIO FERREIRA DE SOUSA Participação: PROCURADOR Nome: RODRIGO
DE FIGUEIREDO BRANDAOOAB: 18275/PAVistos, etc.Analisando o recurso interposto, verifica-se que a
Agravante acosta declaração de hipossuficiência, declarando sua impossibilidade em arcar com o
pagamento das custas e despesas processuais sem prejuízo de seu sustento e sua família, requerendo
seja-lhe deferida à gratuidade de justiça, conforme dispõe a Lei 1060/50.Defiro a assistência judiciária em
grau de recurso, considerando que inexiste nos autos elementos que evidenciem a falta dos pressupostos
legais para a sua concessão, nos termos do art. 99, §§ 2º e 3º, presumindo-se verdadeira a declaração de
hipossuficiência corroborada pelos documentos acostados. Assim, verifico desde logo, o preenchimento
dos pressupostos de admissibilidade, estando a matéria tratada inserida no rol do art. 1.015 do NCPC,
razão pela qual passo a apreciá-lo.Da leitura dos autos, observa-se que o recurso em tela se insurge
contra a decisão proferida pelo juízo da 2ª Vara de Conceição do Araguaia, que deferiu a antecipação dos
efeitos da tutela pleiteada na exordial e determinou a suspensão do desconto da pensão alimentícia em
favor da requerida, ora agravante, no percentual de 59% (cinquenta e nove por cento) do salário
mínimo.Entendeu o juízoa quo,restar demonstrada a probabilidade do direito, considerando que a
documentação acostada à fl. 23 comprova que a requerida recebe auxílio doença previdenciário, no valor
de R$ 1.369,54 (mil trezentos e sessenta e nove reais e cinquenta e quatro centavos), sendo possível
pressupor que apresenta condições para garantir seu próprio sustento. Da mesma forma, entendeu que o
perigo de dano se encontra configurado, uma vez que o desconto da pensão alimentícia em favor de
beneficiário que dela não necessita consubstancia prejuízo financeiro irremediável ao alimentante, tendo
em vista que dificilmente será ressarcido de tais valores. A agravante alega,em suas razões (ID 1407089),
que haveria informações inverídicas sobre a situação econômica do Agravado nos autos e que os
elementos colacionados não demonstram a redução da capacidade econômico-financeira do mesmo para
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

arcar com o pensionamento já fixado, nem tampouco a autossuficiência da Agravante que continua
impossibilitada para a atividade laboral, portadora de doença degenerativa da coluna cervical e que
mesmo assim teve seu benefício de auxílio doença suspenso pelo INSS. Pugna pelaconcessão do efeito
suspensivo a este recurso, vez que presentes os pressupostos autorizadores da medida e, ao final,pelo
acolhimento do recurso para anular o ato decisório.Passo a analisar o pedido de concessão do efeito
suspensivo.Preleciona o artigo 1.019, inciso I do Código de Processo Civil que o relator poderá atribuir
efeito suspensivo ao recurso de agravo de instrumento, ou deferir, em antecipação de tutela, total ou
parcialmente, a pretensão recursal, comunicando ao juiz sua decisão.Pois bem, para que isto ocorra, é
necessário que, nos termos do parágrafo único do artigo 995 do Código de Processo Civil, o agravante
demonstre que o efeito imediato da decisão recorrida cause risco de dano grave, de difícil ou impossível
reparação e, demonstre a probabilidade de provimento do recurso.Quanto ao primeiro requisito, vislumbro
ter a agravante demonstrado a sua ocorrência, visto que a manutenção dos efeitos da decisão recorrida, a
qual determinou a suspensão do desconto da pensão alimentícia em seu favor, no percentual de 59%
(cinquenta e nove por cento) do salário mínimo, poderá causar risco de dano grave ou de difícil
reparação.Isto, na medida em que se trata de pensão alimentícia que vem sendo recebida pela agravante
há aproximadamente 6 (seis) anos e, principalmente, considerando o indeferimento do pedido de auxílio-
doença efetuado pela Agravante perante o Instituto Nacional do Seguro Social ? INSS (ID nº. 1407270), o
que poderá lhe impossibilitar de prover a própria subsistência.De outra banda, quanto ao pressuposto de
probabilidade de provimento do recurso, entendo que também foi preenchido, na medida em que, neste
momento processual, não é possível afirmar o preenchimento dos requisitos para a exoneração da pensão
alimentícia, em sede de tutela provisória de caráter de urgência.O regime geral das tutelas de urgência
está preconizado no artigo 300 do Código de Processo Civil que unificou os pressupostos fundamentais
para a sua concessão: ?A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a
probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo?. Vejamos:Art. 300. A
tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o
perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo. § 1o Para a concessão da tutela de urgência, o
juiz pode, conforme o caso, exigir caução real ou fidejussória idônea para ressarcir os danos que a outra
parte possa vir a sofrer, podendo a caução ser dispensada se a parte economicamente hipossuficiente não
puder oferecê-la. § 2o A tutela de urgência pode ser concedida liminarmente ou após justificação prévia. §
3o A tutela de urgência de natureza antecipada não será concedida quando houver perigo de
irreversibilidade dos efeitos da decisão.In casu, o MM. Juízoa quoentendeu pela configuração da
probabilidade do direito em razão de a agravante receber auxílio doença previdenciário, de forma que
seria possível pressupor que apresenta condições para garantir seu próprio sustento. Todavia, pelo menos
em sede de análise perfunctória, verifico haver dúvidas acerca da capacidade laboral da agravante e das
condições de prover seu próprio sustento, considerando o documento de ID 1407270, no qual houve a
negativa de concessão do auxílio doença, afastando a probabilidade do direito exigida para a concessão
da tutela provisória.Assim, pelo acima exposto, e entendendo estarem preenchidos os requisitos previstos
no art. 995 do NCPC,decido conceder efeito suspensivo ao presente recurso, comunicando-se o juízo
prolator da decisão guerreada.Intime-se o Agravado para, querendo, no prazo legal, responder aos termos
do recurso, nos termos do inciso II do art. 1.019 do NCPC.Após a apresentação das contrarrazões, ou
decurso do prazo para tanto, encaminhem-se os autos ao Ministério Público de 2º grau para exame e
pronunciamento, na forma legal.Servirá a cópia da presente decisão como mandado/ofício.Após,
conclusos para julgamento.Belém, 22 de fevereiro de 2019. JOSÉ TORQUATO ARAÚJO DE
ALENCARJuiz Convocado

Número do processo: 0800617-96.2019.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: VANDERSON


SANTANA PEREIRA Participação: ADVOGADO Nome: ALCINDO VOGADO NETOOAB: 66000A
Participação: AGRAVADO Nome: BANCO DO ESTADO DO PARA S AProcesso nº 0800617-
96.2019.8.14.0000Comarca de Origem: BelémÓrgão Julgador: 1ª Turma de Direito PúblicoRecurso:
Agravo de InstrumentoAgravante: Vanderson Santana PereiraAdvogado: Alcindo Vogado Neto ? OAB/PA
nº 6.266Agravado: Banco do Estado do Pará-BANPARÁRelator (a): DES. Roberto Gonçalves de Moura
EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO EM AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C PEDIDO DE
INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS COM TUTELA DE URGÊNCIA. LIMITAÇÃO DE DESCONTOS EM
DECORRENTE DE EMPRÉSTIMO CONSIGNADO E DE NATUREZA PESSOAL. TETO DE 30% (TRINTA
POR CENTO) DA REMUNERAÇÃO DO AGRAVANTE. DESCABIMENTO DA RESTRIÇÃO EM RELAÇÃO
ÀS OPERAÇÕES BANCÁRIAS DIVERSA DA CONSIGNAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

PRECEDENTE DO STJ. AUSÊNCIA DA PROBABILIDADE DO DIREITO. TUTELA ANTECIPADA


RECURSAL INDEFERIDA. DECISÃO MONOCRÁTICA Trata-se deAGRAVO DE INSTRUMENTO, com
pedido de antecipação de tutela recursal, interposto porVANDERSON SANTANA PEREIRAvisando a
reforma da decisão proferida pelo Juiz da 3ª Vara Cível e Empresarial da Comarca da Capital que, nos
autos daAÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER, proc. nº 0878758-36.2018.8.14.0301, ajuizada em desfavor
doBANCO DO ESTADO DO PARÁ- BANPARÁ, indeferiu o pedido de tutela antecipada formulado na peça
de ingresso.Em suas razões (id. 1341334? págs. 2/20), historia o agravante que contraiu empréstimo
pessoal junto ao banco agravado, deixando de cumprir com suas obrigações contratuais em virtude de ter
passado por sérias dificuldades financeiras.Expõe que sua pretensão é no sentido da limitação dos
descontos salariais em seu contracheque e conta corrente ao patamar de 30% dos seus vencimentos,
argumentando que, embora a Lei nº 5.810, de 24 de janeiro de 1994, trate especificamente dos
empréstimos consignados, limitando os descontos ao máximo de 1/3 (um terço) do vencimento, a
jurisprudência vem entendendo que, na verdade, os descontos dos vencimentos com empréstimos
bancários, de qualquer natureza, ou seja, consignável ou não, devem ser limitados a 30% (trinta por cento)
dos vencimentos.Aduz que em razão dos descontos indevidos promovidos pelo agravado, tem passado
por privações de ordem alimentar e de serviços básicos o que justifica a atuação judicial a fim de
restabelecer a dignidade e garantia mínima de subsistência para si e sua família. Defende que o objetivo é
justamente o de evitar que seja privado da mínima sobrevivência digna com sua família, eis que vive
atualmente com grave carência financeira,o que se busca atingir é um equilíbrio entre o objetivo do
contrato (razoabilidade), e o caráter alimentar da remuneração (dignidade da pessoa humana).Destaca
que tem uma grande parte de seu salário comprometido com o agravado, na verdade,59,66%, pelo que
entende que os empréstimos consignados deduzidos em folha de pagamento bem como as parcelas do
empréstimo contraído na modalidade do CDCdevem ser limitados em 30% (trinta por cento) da
remuneração líquida percebida pelo servidor, após deduzidos os descontos obrigatórios (Previdência e
Imposto de Renda).Arrola precedentes jurisprudenciais aplicado ao caso.Ao final requer a concessão da
antecipação da tutela recursal no sentido de limitar imediatamente os descontos no contracheque e sua
conta corrente em 30% da remuneração líquida por ele percebida.No mérito requer o conhecimento e
provimento do presente recurso para confirmar a antecipação concedida e reformar totalmente a decisão
agravada.Requereu a gratuidade de justiça.Juntou documentos.Os autos vieram distribuídos a minha
relatoria.É o relato do necessário.DECIDO.Defiro a gratuidade de justiça neste grau de jurisdição,
considerando os documentos juntados aos autos.Presentes os pressupostos de admissibilidade recursal,
uma vez que tempestivo e dispensado de preparo ante a gratuidade de justiça concedida e, estando a
matéria tratada inserida no rol das hipóteses previstas no art. 1.015 do NCPC/2015, conheço do presente
recurso de Agravo de Instrumento e passo a apreciar o pedido de antecipação de tutela recursal nele
formulado.O Novo Código de Processo Civil/2015 em seu art. 1.019, inciso I, assim prevê:?Art. 1.019.
Recebido o agravo de instrumento no tribunal e distribuído imediatamente, se não for o caso de aplicação
doart. 932, incisos III e IV, o relator, no prazo de 5 (cinco) dias:I - poderá atribuir efeito suspensivo ao
recurso oudeferir, em antecipação de tutela, total ou parcialmente, a pretensão recursal, comunicando ao
juiz sua decisão;?(grifo nosso)Nos termos do que dispõe o art. 300 do novo Código de Processo Civil, dois
são os requisitos cumulativos para a concessão da tutela de urgência: quando houver elementos nos
autos que evidenciem a probabilidade do direito reclamado (fumus boni iuris) e houver perigo de dano ou
risco ao resultado útil do processo (periculum in mora). O dispositivo referido encontra-se lavrado nestes
termos:?Art. 300. A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a
probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.§ 1oPara a concessão
da tutela de urgência, o juiz pode, conforme o caso, exigir caução real ou fidejussória idônea para ressarcir
os danos que a outra parte possa vir a sofrer, podendo a caução ser dispensada se a parte
economicamente hipossuficiente não puder oferecê-la.§ 2oA tutela de urgência pode ser concedida
liminarmenteou após justificação prévia.§ 3oA tutela de urgência de natureza antecipada não será
concedida quando houver perigo de irreversibilidade dos efeitos da decisão.? (grifei)Como se vê, o
legislador alterou os requisitos exigidos no Código de Processo Civil de 1973, que condicionava a
concessão de antecipação de tutela à existência de prova inequívoca capaz de convencer o juiz a respeito
da verossimilhança das alegações.Pois bem. No que pertine à probabilidade do direito,Luiz
GuilhermeMarinoniassevera que a probabilidade que autoriza o emprego da técnica antecipatória para a
tutela dos direitos é a probabilidade lógica ? que é aquela que surge da confrontação das alegações e das
provas com os elementos disponíveis nos autos, sendo provável a hipótese que encontra maior grau de
confirmação e menor grau de refutação nesses elementos. O juiz tem que se convencer de que o direito é
provável para conceder tutela provisória.?[1].Quanto ao perigo de dano ou risco ao resultado útil do
processo, lecionaAraken de Assisque o perigo hábil à concessão da liminar reside na circunstância de que
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a manutenção do status quo poderá tornar inútil a garantia (segurança para a execução) ou a posterior
realização do direito (execução para segurança)?[2].Importante lembrar aqui da lição deFredie Didier Jr.,
que ao discorrer sobre a tutela de urgência entende que ?... a sua concessão pressupõe, genericamente,
a demonstração da probabilidade do direito (tradicionalmente conhecida como ?fumus bonis juris?) e, junto
a isso, a demonstração do perigo de dano ou de ilícito, ou ainda do comprometimento da utilidade do
resultado final que a demora do processo representa (tradicionalmente conhecido como ?periculum in
mora?)[3].Na hipótese específica dos autos, o recorrente interpôs o presente recurso visando a reforma da
decisão do juízoa quoque indeferiu o pedidode antecipação de tutela consistente na limitação de 30%
(trinta por cento) dos descontos da sua conta bancária, ao fundamento de que a restrição não pode ser
aplicada em relação às operações bancárias de empréstimo distinto do consignado.Não obstante as
considerações da agravante,a priori, não merece reforma odecisumhostilizado, tendo em vista que, pelo
menos neste momento processual, não diviso presente o requisito da relevância da fundamentação, como
exigido pelo art. 300, caput, do CPC/2015.De fato, na questão sob análise, a configuração do requisito
dofumus boni iurisnão surge inconteste, poisobserva-se que em se tratando de descontos em conta
corrente essa limitação de 30% não é aplicada, visto que a regra legal é no sentido de quesomente deve
haver a restrição do referido percentual nas hipóteses de crédito consignado, não sendo este aplicável por
analogia às demais operações bancáriasde natureza diversa.Cumpre esclarecer que, no âmbito deste
Estado, a matéria é regulamentada pelo Decreto nº 2.071/06, que considera em seu artigo 2º, II, a
consignação facultativa como o ?desconto incidente sobre a remuneração do servidor civil e do militar,
mediante sua autorização prévia e formal e anuência do respectivo órgão de lotação, por meio de contrato,
acordo, convenção, convênio ou outra forma regular de ajuste?.E, ao contrário do que sucede com o
crédito consignado, em se tratando de empréstimo bancário com débito de parcelas em conta corrente
autorizado pelo contratante, pode este solicitar do órgão em que labora o pagamento do salário em outra
instituição financeira, arcando com as consequências do inadimplemento da obrigação, de tal sorte que
não há falar em penhora de salário, tampouco de retenção, mas sim de desconto livremente pactuado e
autorizado pelo contratante em benefício próprio. Nesse sentido, num exame primeiro, não se mostra
razoável, em razão de ausência de supedâneo legal, aplicar a limitação legal prevista para empréstimo
consignado em folha de pagamento a contrato especifico de mútuo livremente pactuado.Inclusive o STJ já
firmou entendimento no sentido de que a regra de limitação incidente em empréstimo consignado não
pode ser aplicada em operações bancárias em que o consumidor contrai crédito diverso dessa
modalidade.Nesse passo, vislumbra-se do acervo probatório, que os empréstimos consignados, no valor
total de R$877,47, não alcançam o limite de 30% do rendimento líquido mensal do agravante (id nº
1341341 ? fl. 51 ? margem consignável de R$984,32) conforme determina a lei, não havendo que se falar,
por conseguinte, em abusividade dos descontos efetuados pela instituição financeira.Por outro lado, o
empréstimo contraído pelo Agravante junto à instituição agravada no valor de R$1.221,09 (um mil e
duzentos e vinte e um reais e nove centavos), refere-se a empréstimo de natureza pessoal, não se
enquadrando na regra da limitação.Seguindo o entendimento do STJ, e considerando que, no presente
caso, a adesão do Agravante ao contrato de conta corrente em que percebe sua remuneração foi
espontânea e que os descontos das parcelas do vínculo firmado possuem expressa previsão contratual e
ocorrem posteriormente ao recebimento do salário, não configura consignação em folha de pagamento,
não havendo que se falar em aplicação da limitação de 30%. Assim, pelas razões expostas, entendo não
restar demonstrada a fumaça do bom direito em favor da agravante que justifique o deferimento da tutela
de urgência pleiteada, visto que não se mostra razoável e isonômico, a par de não ter nenhum supedâneo
legal, aplicar a limitação legal prevista para empréstimo consignado em folha de pagamento, de maneira
arbitrária, a contrato específico de mutuo livremente pactuado.À vista do exposto,nos termos dos artigos
1.019, I,INDEFIROo pedido de antecipação da tutela recursal até decisão ulterior.Intime-se a parte
agravada para, caso queira e dentro do prazo legal, responder ao recurso, sendo-lhe facultado juntar
documentação que entender conveniente, na forma do art. 1.019, II, do NCPC.Estando nos autos a
resposta ou superado o prazo para tal, vista ao Ministério Público com assento neste grau.Publique-se.
Intimem-se.Servirá a presente decisão como mandado/ofício, nos termos da Portaria nº 3731/2005-
GP.Belém, 22 de fevereiro de 2019. DesembargadorROBERTO GONÇALVES DE
MOURARelator[1]MARINONI, Luiz Guilhermeet al. Novo Código de Processo Civil Comentado. 1ª edição.
Editora Revista dos Tribunais. p. 312[2]ASSIS, Araken de. Processo civil brasileiro, volume II: parte geral:
institutos fundamentais: tomo 2. 1ª edição. Editora Revista dos Tribunais. p. 417[3](Didier Jr., Fredie.
Curso de direito processual civil: teoria da prova, direito probatório, ações probatórias, decisão,
precedente, coisa julgada e antecipação dos efeitos da tutela / Fredie Didier Jr., Paulo Sarno Braga e
Rafael Alexandria de Oliveira ? 10 ed. ? Salvador: Ed. Jus Podivm, 2015. v2).
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

Número do processo: 0313289-71.2016.8.14.0301 Participação: APELANTE Nome: F. C. P. Participação:


ADVOGADO Nome: SUELY SOUSA MAIAOAB: 7610 Participação: APELADO Nome: M. D. G. D. S.
Participação: ADVOGADO Nome: CAMILA MARIANA GONCALVES DA SILVAOAB: 30000A Participação:
ADVOGADO Nome: THAIS FARIAS GUERREIRO DOS REISOAB: 3371ª TURMA DE DIREITO
PRIVADOAPELAÇÃO CÍVEL N. 0313289-71.2016.8.14.0301.COMARCA: BELÉM/PA.APELANTE(S):
FR U CTUO SO CHRIS TINO P E RE IRA .A DV O G A DA : S UE L Y S O US A MA I A ? O A B / P A N .
7.610.APELADO(A)(S): MARIA DA GRAÇA DA SILVA.ADVOGADA: CAMILA MARIANA GONÇALVES DA
SILVA.RELATOR: DES. CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO. D E C I S Ã O:I. Recebo o recurso de
apelação nos efeitos devolutivo e suspensivo, pois não verificada situação prevista no §1º, do art. 1.012,
do CPC.II. Remetam-se os autos à Procuradoria de Justiça para manifestação.III. P.R.I. Oficie-se no que
couber.IV. Após, conclusos. Belém/PA, 22 de fevereiro de 2019. CONSTANTINO AUGUSTO
GUERREIRO Desembargador ? Relator

Número do processo: 0001923-34.2016.8.14.0067 Participação: APELANTE Nome: BANCO BRADESCO


FINANCIAMENTOS S.A. Participação: ADVOGADO Nome: NELSON WILIANS FRATONI
RODRIGUESOAB: 15201/PA Participação: APELADO Nome: FRANCISCO VICENTE CHAVES
Participação: ADVOGADO Nome: THYAGO BENEDITO BRAGA SABBAOAB: 56000A1ª TURMA DE
DIREITO PRIVADOAPELAÇÃO CÍVEL N. 0001923-34.2016.8.14.0067.COMARCA: MOCAJUBA /
PA.APELANTE(S): BANCO BRADESCO FINANCIAMENTO S/A.ADVOGADO: NELSON WILIANS
FRATONI RODRIGUES - OAB/PA N. 15.201-A.APELADO(A): FRANCISCO VICENTE
CHAVES.ADVOGADO(A): THYAGO BENEDITO BRAGA SABBA - OAB/PA N. 17.456.RELATOR: DES.
CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO.D E C I S Ã OI. Com fulcro no art. 1.012, §1º, inciso V, do
CPC/2015, recebo a apelaçãoapenas no efeito devolutivo no tocante especificamente a parte dispositiva
da sentença que se refere ao item IV.II. Recebo, ainda, nos efeitos devolutivo e suspensivo os demais
termos da sentença, em atenção ao que dispõe ocaputdo art. 1.021, do CPC.III. P.R.I. Oficie-se no que
couber.IV.Após, conclusos.Belém/PA, 22 de fevereiro de 2019.CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO
Desembargador ? Relator

Número do processo: 0002245-64.2012.8.14.0012 Participação: APELANTE Nome: ICATIANA PINHO


VIANA Participação: ADVOGADO Nome: DENISE DE MOURA GUIMARAESOAB: 4260 Participação:
ADVOGADO Nome: RICARDO ALEX PIRES FRANCO DA SILVAOAB: 80000A Participação: ADVOGADO
Nome: ALESSANDRO SERRA DOS SANTOS COSTAOAB: 13370/PA Participação: APELADO Nome:
SEGURADORA LIDER SA Participação: ADVOGADO Nome: MARILIA DIAS ANDRADEOAB: 14351/PA
Participação: APELADO Nome: BRADESCO SEGUROS S.A Participação: ADVOGADO Nome: MARILIA
DIAS ANDRADEOAB: 14351/PA1ª TURMA DE DIREITO PRIVADOAPELAÇÃO CÍVEL N. 0002245-
64.2012.8.14.0012.COMARCA: CAMETÁ/PA.APELANTE(S): ICATIANA PINHO
VIANA.ADVOGADO(A)(S): ALESSANDRO SERRA DOS SANTOS COSTA ? OAB/PA N.
13.370.APELADO(A)(S): SEGURADORA LIDER S/A. BRADESCO SEGURO S/A.ADVOGADO: MARILIA
DIAS ANDRADE ? OAB/PA N. 14.351. LUANA SILVA SANTOS ? OAB/PA N. 16.292.RELATOR: DES.
CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO. D E C I S Ã O:I. Recebo o recurso de apelação nos efeitos
devolutivo e suspensivo, pois não verificada situação prevista no §1º, do art. 1.012, do CPC.II. P.R.I.
Oficie-se no que couber.III. Após, conclusos. Belém/PA, 22 de fevereiro de 2019. CONSTANTINO
AUGUSTO GUERREIRO Desembargador ? Relator

Número do processo: 0004570-41.2014.8.14.0012 Participação: APELANTE Nome: RAIMUNDO


PEREIRA DA SILVA Participação: ADVOGADO Nome: ALESSANDRO SERRA DOS SANTOS
COSTAOAB: 13370/PA Participação: APELADO Nome: CAIXA SEGURADORA SA Participação:
ADVOGADO Nome: MARILIA DIAS ANDRADEOAB: 14351/PA Participação: ADVOGADO Nome: LUANA
SILVA SANTOSOAB: 16292/PA1ª TURMA DE DIREITO PRIVADOAPELAÇÃO CÍVEL N. 0004570-
41.2014.8.14.0012.COMARCA: CAMETÁ/PA.APELANTE(S): RAIMUNDO PEREIRA DA
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SILVA.ADVOGADO(A)(S): ALESSANDRO SERRA DOS SANTOS COSTA ? OAB/PA N.


13.370.APELADO(A)(S): CAIXA SEGURADORA S/A.ADVOGADO(A)(S): MARILIA DIAS ANDRADE ?
OAB/PA N. 14.351. LUANA SILVA SANTOS ? OAB/PA N. 16.292.RELATOR: DES. CONSTANTINO
AUGUSTO GUERREIRO. D E C I S Ã O:I. Recebo o recurso de apelação nos efeitos devolutivo e
suspensivo, pois não verificada situação prevista no §1º, do art. 1.012, do CPC.II. P.R.I. Oficie-se no que
couber.III. Após, conclusos.Belém/PA, 22 de fevereiro de 2019.CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO
Desembargador ? Relator

Número do processo: 0008534-22.2014.8.14.0051 Participação: APELANTE Nome: IRALICIO DOS


SANTOS AMARAL Participação: ADVOGADO Nome: ANA SHIRLEY GOMES RENTEOAB: 12000A
Participação: APELADO Nome: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARAPODER
JUDICIÁRIOTRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁGABINETE DESEMBARGADOR JOSÉ
ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JUNIORAPELAÇÃO (198):0008534-
22.2014.8.14.0051APELANTE: IRALICIO DOS SANTOS AMARALNome: IRALICIO DOS SANTOS
AMARALEndereço: OLAVO BILAC, 355, SANTARENZINHO, SANTARéM - PA - CEP: 68035-
360Advogado: ANA SHIRLEY GOMES RENTE OAB: 12000A Endereço: PARANA, 20, AEROPORTO
VELHO, SANTARéM - PA - CEP: 68010-200APELADO: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO
PARANome: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARAEndereço: Avenida Barão de Capanema,
1188, Centro, CAPANEMA - PA - CEP: 68700-005DESPACHO1. Preenchidos os requisitos legais de
admissibilidade, recebo a Apelação somente em seu efeito devolutivo, nos termos do art. 1.012, §1º, inciso
V do CPC/2015. Intime-se.2. Em seguida, remetam-se os autos ao Órgão Ministerial nesta Superior
Instância, para fins de manifestação como Custos Legis, de acordo com o disposto no art. 176 e ss. do
CPC/2015.3. Cumpra-se. Após, retornem conclusos. Belém, 22 de fevereiro de 2019.JOSÉ ROBERTO P.
M. BEZERRA JÚNIORDESEMBARGADOR RELATOR

Número do processo: 0009199-83.2013.8.14.0015 Participação: APELANTE Nome: MUNICIPIO DE


CASTANHAL Participação: ADVOGADO Nome: ZUILA JAQUELINE COSTA LIMAOAB: 016313/PA
Participação: ADVOGADO Nome: ROBERTA DOS SANTOS FAROOAB: 18348/PA Participação:
ADVOGADO Nome: MARCELO PEREIRA DA SILVAOAB: 39 Participação: APELANTE Nome:
RAIMUNDO CRUZ DE OLIVEIRA Participação: ADVOGADO Nome: MARCIO DE FARIAS
FIGUEIRAOAB: 6489 Participação: APELADO Nome: RAIMUNDO CRUZ DE OLIVEIRA Participação:
ADVOGADO Nome: MARCIO DE FARIAS FIGUEIRAOAB: 6489 Participação: APELADO Nome:
MUNICIPIO DE CASTANHAL Participação: ADVOGADO Nome: ZUILA JAQUELINE COSTA LIMAOAB:
016313/PA Participação: ADVOGADO Nome: MARCELO PEREIRA DA SILVAOAB: 39Processo nº
0009199-83.2013.8.14.0015Órgão Julgador: 1º Turma de Direito PúblicoComarca: Castanhal/PARecurso:
Apelação CívelApelante/Apelado: Município de CastanhalApelante/Apelado: Raimundo Cruz de
OliveiraRelator: Desembargador Roberto Gonçalves de Moura DESPACHOPreenchidos os requisitos
legais de admissibilidade, recebo os recursos de apelação (Id. 1410282 e id. 1410284) nos dois efeitos.À
Procuradoria de Justiça, na qualidade decustus legis, para os devidos fins.Servirá a presente decisão
como mandado/ofício, nos termos da Portaria nº 3731/2015-GP.Belém, 21 de fevereiro de 2019. Des.
ROBERTO GONÇALVES DE MOURARelator

Número do processo: 0803305-65.2018.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: LEAL MOREIRA


ENGENHARIA LTDA Participação: ADVOGADO Nome: GUSTAVO FREIRE DA FONSECAOAB: 2724
Participação: AGRAVADO Nome: ANTONIO FERNANDO RUFFEIL TABOSAPODER
JUDICIÁRIOTRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁGABINETE DESEMBARGADOR JOSÉ
ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JUNIORAGRAVO DE INSTRUMENTO (202):0803305-
65.2018.8.14.0000AGRAVANTE: LEAL MOREIRA ENGENHARIA LTDANome: LEAL MOREIRA
ENGENHARIA LTDAEndereço: Rua João Balbi, 167, - até 814/815, Nazaré, BELéM - PA - CEP: 66055-
280Advogado: GUSTAVO FREIRE DA FONSECA OAB: 2724-A Endereço: desconhecidoAGRAVADO:
ANTONIO FERNANDO RUFFEIL TABOSANome: ANTONIO FERNANDO RUFFEIL TABOSAEndereço:
Travessa Manoel Evaristo, 740, Umarizal, BELéM - PA - CEP: 66035-170 DECISÃO MONOCRÁTICA
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

Trata-se de Agravo de Instrumento (Num.570973? Pág. 1/20) com pedido de efeito interposto suspensivo
porLEAL MOREIRA ENGENHARIA LTDA,contra decisão proferida pelo Juízo da 7ª Vara Cível e
Empresarial da Comarca de Belém, nos autos daAÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C INDENIZAÇÃO
POR DANOS MORAIS, MATERIAS, COM PEDIDO DE ANTECIPAÇÃO DE TUTELA (Processo: 0006968-
30.2015.8.14.0301),proposta porANTÔNIO FERNANDO RUFFEIL TABOSA,ora Agravado,que deferiu o
bloqueio referente aos valores apenas quanto ao lucros cessantes(Núm. 570988 ? Pág.1/2).Sustenta a
agravante ausência de fundamentação da determinação do Juízo de piso, de bloqueio dos valores
referentes aos lucros cessantes. Afirma, ainda, que a medida não observou ao princípio da menor
onerosidade, e que afetou o capital de giro, o que inviabiliza o cumprimento de obras e pagamentos de
funcionários. Aduz, ainda, inexistência dos requisitos necessários para a concessão das medidas
liminares. Requer a concessão do efeito suspensivo, e no mérito, o provimento do recurso a fim de que
seja reformada a decisão.Determinei à agravada que anexasse de maneira correta os documentos 570985
e 570987, e comprovasse a tempestividade(Núm. 975295 ? P.1/2),o que foi devidamente cumprido pela
agravante(Núm. 1007290 ? P.1/2).Através do despacho(Núm. 1205670),requeri à parte agravante que
trouxesse aos autos cópia dos julgados mencionados na decisão agravada (Agravos de Instrumento
nº0005754-34.2015.8.14.0000 e 00857338-67.2015.8.14.0000), o que não foi cumprido, conforme
certificado(Núm. 12948877).É o breve relatório. DECIDO.Embora não tenha a agravante observado a
determinação contida no Despacho deNúm. 1205670 (P.11/2),de trazer aos autos cópia dos julgados
mencionados pelo Juízo de piso, observo que fui o relator do Agravo de Instrumento nº00857338-
67.2015.8.14.0000, o qual combateu a decisão de 1º grau que concedeu em tutela antecipada os lucros
cessantes.Este recurso foijulgado em 19/02/2019.Consta na Ementa do referido julgado:AGRAVO DE
INSTRUMENTO. AÇÃO ORDINÁRIA. ILEGITIMIDADE PASSIVA SUSCITADA PELA EMPRESA LEAL
MOREIRA ENGENHARIA LTDA. EMPRESA É PARTE INTEGRANTE DA CADEIA DE CONSUMO. ART.
3º DO CDC. REJEITADA. ATRASO NA ENTREGA DA OBRA. TUTELA ANTECIPADA CONCEDIDA.
LUCROS CESSANTES. PREJUÍZO PRESUMIDO. ENTEDIMENTO DO STJ. QUANTUM
INDENIZATÓRIO. MANUTENÇÃO. VALOR FIXADO NA ORIGEM EM PATAMAR QUE ATENDE AOS
CRITÉRIOS DE RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE. ÍNDICE DE ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA.
INVIÁVEL O CONGELAMENTO DO SALDO DEVEDOR. SUBSTITUIÇÃO DO INCC PELO IPCA.
ENTENDIMENTO DO STJ. OBRIGAÇÃO DE PAGAR. CUMULAÇÃO COM ASTREINTE. NÃO
CABIMENTO. DECISÃO REFORMADA EM PARTE. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE
PROVIDO.(2019.00606312-18, 200.736, Rel. JOSE ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JUNIOR,
Órgão Julgador 1ª TURMA DE DIREITO PRIVADO, Julgado em 2019-02-18)Vê-se que foi mantida a
decisão guerreada quanto ao direito de agravado receber lucros cessantes, sendo que no recurso ora em
julgamento o agravante pretende suspender o bloqueio determinado pelo Juízo ?a quo? em razão da
concessão da tutela antecipada.Isto posto, o recurso comporta julgamento imediato, na forma do art. 932,
III do CPC/2015, eis que émanifestamente inadmissível, face o não preenchimento do requisito de
admissibilidade recursal do seu cabimento, onde se verifica a adequação do recurso interposto.Assim, em
suma, o cabimento desdobra-se em dois elementos, quais sejam, a previsão legal do recurso e sua
adequação. De acordo com o art. 1.015 do CPC, para o ato judicial ser objeto de agravo, ele precisa ser,
obrigatoriamente, uma decisão interlocutória No caso em tela, insurge-se a agravante da decisão do juízo
de piso, que decidiu pelo bloqueio dos valores referentes aos lucros cessantes, sendo que tal medida visa
dar impulso processual à demanda judicial. Nesse sentido, tenho que a decisão agravada não comporta
agravo de instrumento, tornando inadmissível o presente Recurso. Nesse sentido:AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TERCEIRA TURMA RECURSAL DA FAZENDA PÚBLICA. DETERMINAÇÃO DE
BLOQUEIO NA CONTA DO ESTADO DO RS. AUSÊNCIA DE DECISÃO ANTECIPATÓRIA. NÃO
CONHECIMENTO. AGRAVO DE INSTRUMENTO NÃO CONHECIDO. (Agravo de Instrumento Nº
71007665268, Terceira Turma Recursal da Fazenda Pública, Turmas Recursais, Relator: Lílian Cristiane
Siman, Julgado em 29/04/2018).(TJ-RS - AI: 71007665268 RS, Relator: Lílian Cristiane Siman, Data de
Julgamento: 29/04/2018, Terceira Turma Recursal da Fazenda Pública, Data de Publicação: Diário da
Justiça do dia 04/05/2018) Ora, o comando expedido pelo julgador singular, de bloqueio referente ao valor
arbitrado em benefício do agravado à título de lucros cessante constitui mero ato ato que destina-se a dar
cumprimento à decisão anterior, a de que impôs ao agravante o pagamento de lucros cessantes. Logo,
impossível de ser atacado mediante o recurso de Agravo de Instrumento. Por decisão interlocutória
compreende-se o ato pelo qual o juiz, no curso do processo, resolve questão incidente. São despachos
todos os demais atos praticados no processo, de ofício ou a requerimento da parte, cujo respeito à lei não
estabelece outra forma. Melhor esclarecendo a matéria, o citado diploma legal determina que, no que
tange aos despachos, estes são irrecorríveis, na forma do art. 1.001 do Código de Processo Civil.Desse
dispositivo assim esclarece o Professor Luiz Guilherme Marinoni, em sua obra Código de Processo Civil
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

Comentado, 2008, Ed. RT, p. 518: ?Irrecorribilidade dos Despachos. Os despachos de mero expediente
são atos judiciais que visam simplesmente a impulsionar o procedimento (art. 162, § 3º, CPC). Distinguem-
se dos acórdãos, das sentenças e das decisões interlocutórias porque nada decidem - são insuscetíveis
de causar gravame a qualquer das partes. Daí a razão pela qual não desafiam qualquer recurso. Para
aferição da natureza da manifestação judicial pouco importa o nome com que foi chamado pelo
magistrado. Interessa, para esse fim, a análise do conteúdo do ato judicial. Ante o exposto,NÃO
CONHEÇO do Agravo de Instrumentopor ser inadmissível, nos termos do art. 932, III, do CPC/2015, em
razão de a decisão guerreada não ser impugnável pela via do Agravo de Instrumento.Comunique-se ao
Juízoa quoa presente decisão.Após o trânsito em julgado desta decisão, arquive-se.Belém, 22 de fevereiro
de 2019. JOSÉ ROBERTOPINHEIRO MAIABEZERRAJÚNIORDESEMBARGADOR- RELATOR

Número do processo: 0018403-71.2016.8.14.0040 Participação: APELANTE Nome: BANCO DO BRASIL


SA Participação: ADVOGADO Nome: RAFAEL SGANZERLA DURANDOAB: 16637/PA Participação:
ADVOGADO Nome: FABIANO COIMBRA BARBOSAOAB: 1178060A/RJ Participação: ADVOGADO
Nome: MAURICIO COIMBRA GUILHERME FERREIRAOAB: 811 Participação: APELADO Nome: PAULO
JEAN DA SILVAPODER JUDICÁRIOTRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁSECRETARIA
ÚNICA DAS TURMAS DE DIREITO PÚBLICO E PRIVADOATO ORDINATÓRIONo uso de suas
atribuições legais, a UPJ das Turmas de Direito Público e Privado intima o interessado a, querendo,
oferecer contrarrazões ao Agravo Interno interposto nos presentes autos no prazo de 15 (quinze) dias,a
teor do que estabelece o § 2º do art. 1.021 do Código de Processo Civil de 2015.Belém, 22 de fevereiro de
2019

Número do processo: 0000241-04.2017.8.14.0069 Participação: APELANTE Nome: MUNICIPIO DE


PACAJA Participação: APELADO Nome: MARIA JOSE GOMES VARGAS Participação: ADVOGADO
Nome: DERMIVON SOUZA LUZOAB: 50000SPODER JUDICIÁRIOTRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO
DO PARÁUNIDADE DE PROCESSAMENTO JUDICIAL DAS TURMAS DE DIREITO PÚBLICO E
PRIVADO 0000241-04.2017.8.14.0069No uso de suas atribuições legais, o Coordenador (a) do Núcleo de
Movimentação da UPJ das Turmas de Direito Público e Privado intima a parte Apelada de que foram
opostos Embargos de Declaração, estando facultada a apresentação de contrarrazões, nos termos do
artigo 1.023, §2º, do CPC/2015. Belém, 22 de fevereiro de 2019.

Número do processo: 0001493-50.2012.8.14.0123 Participação: APELANTE Nome: BERSAJONE MOURA


Participação: ADVOGADO Nome: SAMIA HAMOY GUERREIROOAB: 176 Participação: APELADO Nome:
MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA Processo nº 0001493-50.2012.8.14.0123Órgão Julgador:
1º Turma de direito PúblicoComarca: Novo RepartimentoRecurso: ApelaçãoApelante: Bersajone
MouraApelado: Ministério Público do Estado do ParáRelator: Desembargador Roberto Gonçalves de
Moura DESPACHONos termos do artigo 14 da Lei nº 7.347/19851, que disciplina a ação civil pública, a
regra é de que os recursos sejam recebidos somente no efeito devolutivo. Se demonstrado o perigo de
dano irreparável ao recorrente, também poderá ser recebido no suspensivo, mas é imprescindível que a
decisão recorrida possa gerar lesão grave e de difícil reparação, bem como seja relevante a
fundamentação expendida.No caso, a fundamentação constante da peça recursal não é capaz de
demonstrar o perigo de dano irreparável ao apelante, sendo certo, também, que a condenação imposta é
de valor cujo montante não é capaz de provocar lesão grave e de difícil reparação que enseje a atribuição
da suspensividade ao recurso. Assim, preenchidos os requisitos legais de admissibilidade, recebo o
presente recurso APENAS no efeito devolutivo.À Procuradoria de Justiça, na qualidade decustus
legis,para os devidos fins.Servirá a presente decisão como mandado/ofício, nos termos da Portaria nº
3731/2015-GP.A Secretaria para as providências necessárias.Belém, 21 de fevereiro de 2018. Des.
ROBERTO GONÇALVES DE MOURARelator______________________________________________1 -
Lei nº 7.347/1985 ?Art. 14. O juiz poderá conferir efeito suspensivo aos recursos, para evitar dano
irreparável à parte.?
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

Número do processo: 0000061-85.2017.8.14.0069 Participação: APELANTE Nome: MUNICIPIO DE


PACAJA Participação: APELADO Nome: ANTONIO ADEMIR ACACIO REIS Participação: ADVOGADO
Nome: DERMIVON SOUZA LUZOAB: 50000SPODER JUDICIÁRIOTRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO
DO PARÁUNIDADE DE PROCESSAMENTO JUDICIAL DAS TURMAS DE DIREITO PÚBLICO E
PRIVADO 0000061-85.2017.8.14.0069No uso de suas atribuições legais, o Coordenador (a) do Núcleo de
Movimentação da UPJ das Turmas de Direito Público e Privado intima a parte Apelada de que foram
opostos Embargos de Declaração, estando facultada a apresentação de contrarrazões, nos termos do
artigo 1.023, §2º, do CPC/2015. Belém, 22 de fevereiro de 2019.

Número do processo: 0000161-40.2017.8.14.0069 Participação: APELANTE Nome: MUNICIPIO DE


PACAJA Participação: ADVOGADO Nome: ALFREDO BERTUNES DE ARAUJOOAB: 50000A
Participação: APELADO Nome: VILANIR VIEIRA DE SOUZA Participação: ADVOGADO Nome:
DERMIVON SOUZA LUZOAB: 50000SPODER JUDICIÁRIOTRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
PARÁUNIDADE DE PROCESSAMENTO JUDICIAL DAS TURMAS DE DIREITO PÚBLICO E PRIVADO
0000161-40.2017.8.14.0069No uso de suas atribuições legais, o Coordenador (a) do Núcleo de
Movimentação da UPJ das Turmas de Direito Público e Privado intima a parte Apelada de que foram
opostos Embargos de Declaração, estando facultada a apresentação de contrarrazões, nos termos do
artigo 1.023, §2º, do CPC/2015. Belém, 22 de fevereiro de 2019.

Número do processo: 0000365-84.2017.8.14.0069 Participação: APELANTE Nome: MUNICIPIO DE


PACAJA Participação: APELADO Nome: RAIMUNDO RODRIGUES DOS SANTOS NETO Participação:
ADVOGADO Nome: DERMIVON SOUZA LUZOAB: 50000SPODER JUDICIÁRIOTRIBUNAL DE JUSTIÇA
DO ESTADO DO PARÁUNIDADE DE PROCESSAMENTO JUDICIAL DAS TURMAS DE DIREITO
PÚBLICO E PRIVADO 0000365-84.2017.8.14.0069No uso de suas atribuições legais, o Coordenador (a)
do Núcleo de Movimentação da UPJ das Turmas de Direito Público e Privado intima a parte Apelada de
que foram opostos Embargos de Declaração, estando facultada a apresentação de contrarrazões, nos
termos do artigo 1.023, §2º, do CPC/2015. Belém, 22 de fevereiro de 2019.

Número do processo: 0803102-06.2018.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: MARIANNA


CARDOSO DOURADO Participação: ADVOGADO Nome: DANIEL CORDEIRO PERACCHIOAB: 729
Participação: ADVOGADO Nome: REYNALDO ANDRADE DA SILVEIRAOAB: 46 Participação:
AGRAVADO Nome: BANCO DA AMAZONIA SA [BASA DIRECAO GERAL]1ª TURMA DE DIREITO
PRIVADO.AGRAVO DE INSTRUMENTO ? N.º 0803102-06.2018.8.14.0000.COMARCA:
BELÉM/PA.AGRAVANTE:MARIANNA CARDOSO DOURADO.ADVOGADO:REYNALDO ANDRADE DA
SILVEIRA, OAB/PA 1.746 e DANIEL CORDEIRO PERACCHI, OAB/PA 10.729.AGRAVADO:BANCO DA
AMAZONIA SA.ADVOGADO:AMANDA REBELO BARRETO, OAB/PA 23.343 e RENATO REBELO
BARRETO, OAB/PA 22.119.RELATOR: Des. CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO. D E C I S Ã O M
O N O C R Á T I C ADes. CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO. EMENTA: Agravo de Instrumento.
Ação de Execução de Título Extrajudicial. Penhora. Alegação de nulidade desta por falta de intimação do
cônjuge do executado. Apresentação de Embargos de Terceiro. Cônjuge que demonstrou ter tido ciência
da penhora. Nulidade não evidenciada. Ausência de prejuízo. Matéria que será analisada quando da
interposição dos Embargos à Execução. Segundo o STJ, ?para a otimização do Código de Processo Civil,
deve o exegeta interpretar restritivamente o dispositivo legal no sentido de que o Agravo de Instrumento
não pode ser utilizado como meio de impugnação de toda e qualquer decisão interlocutória proferida no
Processo de Execução, porquanto tal liberdade iria de encontro à celeridade que se espera do trâmite
processual. Ademais, se, a cada decisão proferida pelo juíz a quo, o Tribunal de revisão for instado a se
manifestar imediatamente sobre o seu acerto ou desacerto, haverá drástica diminuição na efetividade do
processo? (REsp 1700305/PB, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em
25/09/2018, DJe 27/11/2018). Não obstante o decisum impugnado possuir conteúdo decisório,
desnecessário, neste momento, a interposição do recurso de Agravo de Instrumento contra despacho ou
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

decisão do magistrado que reputou ciente a agravante da penhora e determinou a intimação da mesma
para o oferecimento de embargos à execução. Recurso não conhecido.Trata-se deAGRAVO DE
INSTRUMENTOcom pedido de efeito suspensivointerposto perante este Egrégio Tribunal de Justiça
porMARIANNA CARDOSO DOURADO, em face deBANCO DA AMAZONIA SA, diante de seu
inconformismo com decisão interlocutória proferida pelo juízo de primeiro grauque a reputou ciente da
penhora, concedendo-lhe o prazo de 15 dias para o oferecimento de Embargos.Em suasrazões, a
recorrente argumenta que em 16/02/1984 o oficial de justiça procedeu a citação dos executados e realizou
a penhora de bem imóvel, depositando o bem junto ao depositário público, tendo deixado, todavia, de
intimar o proprietário e sua esposa, ora agravante.Aduz que, ao ser considerada como intimada da
constrição, o magistrado de primeiro grau, ainda que implicitamente, considerou válida a penhora efetivada
no ano de 1984, em que pese eivada de nulidade.Afirma já ter apresentado Embargos de Terceiro no ano
de 2013, ainda pendentes de julgamento, e que esse fato teria sigo ignorado pelo magistrado de primeiro
grau, que, na decisão agravada, concedeu o prazo de 15 dias para a agravante apresentar
embargos.Segue argumentando que o oficial de justiça deixou de intimar os devedores a respeito da
penhora e de adverti-los sobre o início do prazo de 10 dias para oferecimento de embargos, concluindo,
portanto, que a intimação foi insuficiente.Protestou pela atribuição de efeito suspensivo ao recurso e, ao
final, pelo seu conhecimento e integral provimento.É o relatório. Decido monocraticamente.Analisando os
autos, observo que, em que pese a recorrente não tenha sido intimada a respeito da penhora, tal fato não
enseja a nulidade do ato, tendo em vista que a mesma demonstrou ter ciência da constrição no momento
em apresentou Embargos de Terceiro, senão vejamos trecho da inicial daquela ação: ?O embargado
ajuizou ação de execução de título extrajudicial (...).Nesta ação de execução foi penhorado o único bem
imóvel do casal (que é bem de família!), qual seja um lote 156, contínuo e integrante de imóvel residencial
(...)? (Id 554568 - Pág. 3)Ademais, conforme entendimento do Superior Tribunal de Justiça não há
nulidade sem prejuízo.No que se refere ao fato de já ter apresentando Embargos de Terceiro, percebe-se
que a decisão agravada oportunizou à recorrente o oferecimento de Embargos de Devedor, tendo em vista
a dupla legitimidade do cônjuge em processos de execução. Neste sentido, vejamos: PROCESSO CIVIL.
RECURSO ESPECIAL. EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE. 1. CÔNJUGE. PRESCRIÇÃO DA DÍVIDA.
LEGITIMIDADE RECONHECIDA. INTERPRETAÇÃO ANALÓGICA DO ART. 1.046, § 3.º, DO CÓDIGO
DE PROCESSO CIVIL. 2. DEMANDA PROPOSTA PELO DEVEDOR. DEFESA JUDICIAL DO CRÉDITO.
INÉRCIA DO CREDOR. AFASTADA. CITAÇÃO. PRAZO PRESCRICIONAL. INTERRUPÇÃO. RECURSO
PROVIDO. 1.Na esteira dos precedentes do STJ, a intimação do cônjuge enseja-lhe a utilização tanto da
via dos embargos à execução, por meio dos quais se admite a discussão da própria causa debendi e a
defesa do patrimônio como um todo, como da via dos embargos de terceiro, para defesa de sua meação.
2. Entre os dois instrumentos processuais, desde que respeitado o prazo próprio para oposição, aplica-se
a fungibilidade, garantindo a instrumentalização do procedimento na concretização do direito material
resguardado. 3. A objeção de pré-executividade, por se tratar de criação jurisprudencial destinada a
impedir a prática de atos tipicamente executivos, em face da existência de vícios ou matérias conhecíveis
de ofício e identificáveis de plano pela autoridade judicial, é meio processual adequado para deduzir a
prescrição do título em execução. 4. Assim, reconhecida a legitimidade ampla do cônjuge para defesa do
patrimônio do casal pela via dos embargos à execução, deve-se ser estendida a ele, igualmente, a
utilização da exceção ou objeção de pré-executividade. 5. A prescrição é instituto jurídico destinado a
sancionar a inércia do detentor de um direito, reconhecendo o desinteresse no exercício de sua posição
jurídica e tornando definitivo o estado das coisas. 6. Nos termos do art. 202 do CC, o decurso do prazo
prescricional interrompe-se, uma única vez, quando presente qualquer das hipóteses definidas no art. 202
do CC. 7. A propositura de demanda em que se debate o próprio crédito - seja ela anulatória, revisional ou
cautelar de sustação de protesto - denota o conhecimento do devedor do interesse do credor em exigir seu
crédito. Ademais, a atuação judicial do credor em defesa de seu crédito implica o inevitável afastamento
da inércia. 8. Desse modo, aplica-se a interrupção do prazo prescricional, nos termos do art. 202, I, do CC,
ainda que a judicialização da relação jurídica tenha sido provocada pelo devedor. 9. Recurso especial
provido.(REsp 1522093/MS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA, julgado em
17/11/2015, DJe 26/11/2015) Entretanto, da análise dos autos, em especial das alegações da própria
recorrente, a mesma aponta que ao opor os Embargos de Terceiro, não poderia ser obrigada a praticar
novamente o ato, o que é plenamente possível, conforme verificado no precedente
supramencionado.Portanto, entendo que odecisumvergastado em nada trás de prejuízo à recorrente, até
porque a presente matéria será amplamente analisada quando da interposição dos Embargos à
Execução.Dito isto, filio-me a precedente do C. STJ, segundo o qual: ?para a otimização do Código de
Processo Civil, deve o exegeta interpretar restritivamente o dispositivo legal no sentido de que o Agravo de
Instrumento não pode ser utilizado como meio de impugnação de toda e qualquer decisão interlocutória
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

proferida no Processo de Execução, porquanto tal liberdade iria de encontro à celeridade que se espera do
trâmite processual. Ademais, se, a cada decisão proferida pelo juiz a quo, o Tribunal de revisão for instado
a se manifestar imediatamente sobre o seu acerto ou desacerto, haverá drástica diminuição na efetividade
do processo?(REsp 1700305/PB, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em
25/09/2018, DJe 27/11/2018).Desta forma, não obstante o decisum impugnado possuir conteúdo decisório,
entendo ser desnecessário, neste momento (ancorado no C. STJ), a interposição do recurso de Agravo de
Instrumento contra despacho ou decisão do magistrado que reputou ciente a agravante da penhora e
determinou a intimação da mesma para o oferecimento de embargos à execução, posto que, conforme já
mencionado em alhures, a presente matéria será amplamente discutida nos Embargos à
Execução.ASSIM,com fundamento no artigo 932, inciso IIIdo CPC,NÃO CONHEÇOdo presente recurso de
agravo, ancorado em precedente de Tribunal Superior, por entender que a decisão do juízoa quonão
trouxe prejuízo à parte, que irá se manifestar em momento oportuno.P.R.I. Oficie-se no que couber.Após o
trânsito em julgado, arquivem-se.Belém/PA, 22 de fevereiro de 2019. CONSTANTINO AUGUSTO
GUERREIRO Desembargador ? Relator

Número do processo: 0007146-59.2016.8.14.0069 Participação: APELANTE Nome: MUNICIPIO DE


PACAJA Participação: PROCURADOR Nome: ALFREDO BERTUNES DE ARAUJOOAB: 50000A
Participação: APELADO Nome: SILVANI FREITAS COSTA Participação: ADVOGADO Nome: DERMIVON
SOUZA LUZOAB: 50000SPODER JUDICIÁRIOTRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
PARÁUNIDADE DE PROCESSAMENTO JUDICIAL DAS TURMAS DE DIREITO PÚBLICO E PRIVADO
0007146-59.2016.8.14.0069No uso de suas atribuições legais, o Coordenador (a) do Núcleo de
Movimentação da UPJ das Turmas de Direito Público e Privado intima a parte Apelada de que foi opostos
Recurso de Embargos de Declaração, estando facultada a apresentação de contrarrazões, nos termos do
artigo 1.023, §2º, do CPC/2015. Belém, 22 de fevereiro de 2019.

Número do processo: 0007309-39.2016.8.14.0069 Participação: APELANTE Nome: MUNICIPIO DE


PACAJA Participação: PROCURADOR Nome: ALFREDO BERTUNES DE ARAUJOOAB: 50000A
Participação: APELADO Nome: SELMA ALVES DA COSTA Participação: ADVOGADO Nome:
DERMIVON SOUZA LUZOAB: 50000SPODER JUDICIÁRIOTRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
PARÁUNIDADE DE PROCESSAMENTO JUDICIAL DAS TURMAS DE DIREITO PÚBLICO E PRIVADO
0007309-39.2016.8.14.0069No uso de suas atribuições legais, o Coordenador (a) do Núcleo de
Movimentação da UPJ das Turmas de Direito Público e Privado intima a parte Apelada de que foram
opostos Embargos de Declaração, estando facultada a apresentação de contrarrazões, nos termos do
artigo 1.023, §2º, do CPC/2015. Belém, 22 de fevereiro de 2019.

Número do processo: 0000201-22.2017.8.14.0069 Participação: APELANTE Nome: MUNICIPIO DE


PACAJA Participação: ADVOGADO Nome: ALFREDO BERTUNES DE ARAUJOOAB: 50000A
Participação: APELADO Nome: MARIA IVANILDE COSTA DOS SANTOS Participação: ADVOGADO
Nome: DERMIVON SOUZA LUZOAB: 50000SPODER JUDICIÁRIOTRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO
DO PARÁUNIDADE DE PROCESSAMENTO JUDICIAL DAS TURMAS DE DIREITO PÚBLICO E
PRIVADO 0000201-22.2017.8.14.0069No uso de suas atribuições legais, o Coordenador (a) do Núcleo de
Movimentação da UPJ das Turmas de Direito Público e Privado intima a parte Apelada de que foram
opostos Embargos de Declaração, estando facultada a apresentação de contrarrazões, nos termos do
artigo 1.023, §2º, do CPC/2015. Belém, 22 de fevereiro de 2019.

Número do processo: 0007307-69.2016.8.14.0069 Participação: APELANTE Nome: MUNICIPIO DE


PACAJA Participação: APELADO Nome: CATICILENE LOPES SOUZA Participação: ADVOGADO Nome:
DERMIVON SOUZA LUZOAB: 50000SPODER JUDICIÁRIOTRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
PARÁUNIDADE DE PROCESSAMENTO JUDICIAL DAS TURMAS DE DIREITO PÚBLICO E PRIVADO
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

0007307-69.2016.8.14.0069No uso de suas atribuições legais, o Coordenador (a) do Núcleo de


Movimentação da UPJ das Turmas de Direito Público e Privado intima a parte Apelada de que foram
opostos Embargos de Declaração, estando facultada a apresentação de contrarrazões, nos termos do
artigo 1.023, §2º, do CPC/2015. Belém, 22 de fevereiro de 2019.

Número do processo: 0001204-12.2017.8.14.0069 Participação: APELANTE Nome: MUNICIPIO DE


PACAJA Participação: APELADO Nome: CARLOS DA SILVA OLIVEIRA Participação: ADVOGADO
Nome: DERMIVON SOUZA LUZOAB: 50000SPODER JUDICIÁRIOTRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO
DO PARÁUNIDADE DE PROCESSAMENTO JUDICIAL DAS TURMAS DE DIREITO PÚBLICO E
PRIVADO 0001204-12.2017.8.14.0069No uso de suas atribuições legais, o Coordenador (a) do Núcleo de
Movimentação da UPJ das Turmas de Direito Público e Privado intima a parte Apelada de que foram
opostos Embargos de Declaração, estando facultada a apresentação de contrarrazões, nos termos do
artigo 1.023, §2º, do CPC/2015. Belém, 22 de fevereiro de 2019.
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

SEÇÃO DE DIREITO PENAL

A Secretária da Seção de Direito Penal, Belª. Maria de Nazaré Carvalho Franco, torna pública a decisão
exarada nos seguintes termos:

PROCESSO: 00003250220158140028 PROCESSO ANTIGO: ---


MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): VANIA LUCIA CARVALHO DA SILVEIRA Ação:
Conflito de Jurisdição em: 21/02/2019---SUSCITANTE: JUIZ DE DIREITO DA SEGUNDA VARA DO
JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL MARABA PA SUSCITADO: JUIZ DE DIREITO DA SEGUNDA VARA
CRIMINAL DA COMARCA DE MARABA PROCURADOR(A) DE JUSTICA: LUIZ CESAR TAVARES
BIBAS. PROCESSO Nº: 0000325-02.2015.8.14.0028 ÓRGÃO JULGADOR: SEÇÃO DE DIREITO PENAL
CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA COMARCA: MARABÁ/PA SUSCITANTE: JUÍZO DE
DIREITO DA 2ª VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E CRIMINAL DE MARABÁ/PA. SUSCITADO:
JUÍZO DE DIREITO DA 2ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DE MARABÁ/PA PROCURADOR DE
JUSTIÇA: DR. LUIZ CESAR TAVARES BIBAS RELATORA: DESEMBARGADORA VÂNIA LÚCIA
SILVEIRA DECISÃO MONOCRÁTICA Trata-se de CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA,
instaurado pelo MM JUÍZO DE DIREITO DA 2ª VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E CRIMINAL DE
MARABÁ/PA, em face do MM JUÍZO DE DIREITO DA 2ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DE
MARABÁ/PA. O presente conflito se originou em razão de que, o Sr. JOSÉ EVANGELISTA PINTO
ofereceu queixa-crime contra MARABÁ GUSA SIDERÚRGICA E MINERADORA LTDA, pessoa jurídica de
direito privado, e de seus representantes legais ZEFERINO ABREU NETO, ANDREY DIMITRY DE
ALMEIDA ROCHA e ANDRESSA MARLY DE ALMEIDA ROCHA CABELLO, imputando-lhe o cometimento
do crime previsto no art.183, II e art. 184, I, ambos da Lei nº 9.279/1996. A queixa-crime foi inicialmente
oferecida perante o JUÍZO DE DIREITO DA 2ª VARA PENAL DA COMARCA DE MARABÁ/PA, o qual
alegou in verbis, ¿(...) assiste razão ao órgão de execução ministerial em seu parecer, haja vista que o
crime objeto da presente demanda enquadra-se no conceito de infração de menor potencial ofensivo,
conceito este trazido no bojo do artigo 61, caput, da Lei nº 9.099/95, infrações estas cuja competência
para julgamento está atrelado aos juizados especiais, nos termos do mencionado diploma normativo. (...)¿,
declarando-se incompetente e determinando a remessa dos autos para a 2ª Vara Criminal daquela
Comarca (fl. 237). Distribuído o feito para a 2ª VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E CRIMINAL DA
COMARCA DE MARABÁ, em decisão interlocutória, este juízo suscitou conflito de competência, afirmando
que as somatórias dos delitos imputados aos denunciados não ultrapassariam o teto de 2 (dois) anos, logo
a competência dos seria dos Juizados Especiais Criminais (fls. 80/81). Nesta Superior Instância, a Douta
Procurador de Justiça, Dra. Maria Célia Filocreão Gonçalves, manifestou-se no sentido de que seja
declarado competente o JUÍZO DE DIREITO DA 2ª VARA DO JUIZADO CÍVEL E CRIMINAL DA
COMARCA DE MARÁBÁ/PA. É O RELATÓRIO. VOTO. Da análise minuciosa dos autos, verifica-se
assistir plena razão ao JUÍZO DE DIREITO DA 2ª VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E CRIMINAL DE
MARABÁ/PA. A vexata questio, consiste na avaliação de a hipótese sub examine, tratar-se ou não de uma
causa complexa, por demandar a produção de prova técnica especializada. Da queixa-crime, extrai-se, em
síntese, que o querelante obteve perante o Instituto Nacional da Propriedade Industrial - INPI, a Patente de
Invenção nº PI 0005180-2, relativa ao APARELHO PARA DESMOLDAGEM AUTOMÁTICA DE FERRO
GUSA, requerida em 09.10.2000, publicada em 22.07.2003 e concedida em 23.09.2008, com validade de
20 anos, cujo direito de exploração é exclusivo. Ocorre que os querelados estavam utilizando um
equipamento igual, parecido e similar na empresa MARABÁ GUSA SIDERÚRGICA E MINERADORA
LTDA, assim, foi ajuizada a Ação Cautelar de Busca e Apreensão Criminal, para a realização de perícia e
eventual constatação ou não de contrafação, a qual, teve como resultado a constatação de contrafação
em sua totalidade no equipamento patenteado. Assim, não restando dúvidas de que os querelados
estariam violando a patente do autor. Aos autos foram juntadas cópias da Carta de Patente, de imagens
do aparelho para desmoldagem automática de ferros gusa, dados do Processo nº 0002222-
36.2013.8.14.0028 (Ação Cautelar de Busca e Apreensão), e resultado da perícia. Como se vê, o feito,
não de outro modo, está acobertado por relevante complexidade, dada a imprescindibilidade de produção
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

de prova técnica especializada, cujo resultado, implicou, inclusive, na elucidação da materialidade delitiva,
bem como na realização de diligências, definição de valor de honorários para perito, e atos processuais
que se mostram complexos. De certo, o delito apurado, em princípio, é classificado como de menor
potencial ofensivo, o que remeteria à competência para o Juizado Especial Criminal, haja vista que a pena
máxima do art. 183, II, da Lei nº 9.279/1996 (crime contra patente de invenção ou modelo de utilidade),
somada a pena máxima do art. 184 (crime contra patente de invenção ou modelo de utilidade), do mesmo
artigo, não ultrapassa 02 (dois) anos de prisão. Ocorre que, a hipótese não retrata a mera somatória de
penas, mas sim de necessidade de perícia, cuja produção encontra-se expressamente possibilitada no
âmbito dos juizados, pelas disposições do art. 69, da Lei n.º 9.099/95. Outrossim, consta dos autos o laudo
pericial, às fls. 94/129 - Apenso, solicitado pelo Juízo da 5ª Vara Penal da Comarca de Marabá, em Ação
Cautelar de Busca e Apreensão, o qual, concluiu que o aparelho para a desmoldagem automática de ferro
gusa, tem igual, parecida e similar característica técnica quando comparado ao equipamento patenteado.
No entanto, o presente caso, por certo, demandou mais que produção de prova pericial para que fosse
possível analisar com precisão a ocorrência ou não de contrafação. Leva-se, ainda, em consideração que
esta é somente um meio de prova legal, que deverá ser submetido ao contraditório, sendo portando,
passível de contestação mediante outra perícia, em face do princípio da igualdade de direitos. O art. 62, da
Lei n.º 9.099/95 estabelece que o processo perante o Juizado Especial seja orientado pelos critérios de
oralidade, informalidade, economia processual e celeridade. Isso, para se assegurar pronta prestação
jurisdicional. Lado outro, a complexidade ou circunstâncias do caso, segundo a redação do art. 77, § 2º da
Lei em comento, constitui motivo idôneo para o deslocamento da competência do Juizado Especial para o
Juízo comum. Com razão, portanto, o Juízo suscitado ao postular a fixação da competência atribuída ao
suscitante, face à complexidade da causa. Neste sentido: EMENTA: CONFLITO DE COMPETÊNCIA.
DELITOS DE INJÚRIA E CALÚNIA. SOMA DAS PENAS MÁXIMAS EM ABSTRATO DOS DOIS CRIMES
QUE SUPERA O LIMITE MÁXIMO DE PENA PARA CARACTERIZÁ-LO COMO SENDO DE MENOR
POTENCIAL OFENSIVO (ART. 61, DA LEI Nº. 9.099/1995). NECESSIDADE AINDA DE REALIZAÇÃO DE
PROVA PERICIAL. COMPLEXIDADE DA CAUSA (ART. 77, §2º, DA LEI Nº. 9.099/1995). COMPETÊNCIA
DA JUSTIÇA COMUM. CONFLITO CONHECIDO PARA DECLARAR A COMPETÊNCIA DO JUÍZO DE
DIREITO DA 04ª VARA PENAL DA COMARCA DE BELÉM/PA. (TJE/PA, 2013.04180845-63, 123.336,
Rel. VERA ARAUJO DE SOUZA, Órgão Julgador TRIBUNAL PLENO, Julgado em 2013-08-21, Publicado
em 2013-08-22) CONFLITO NEGATIVO DE JURISDIÇÃO. JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL VERSUS
VARA CRIMINAL COMUM. CRIME AMBIENTAL. NECESSIDADE DE PERÍCIA. COMPLEXIDADE DA
CAUSA E DA PROVA. COMPETÊNCIA DO JUÍZO CRIMINAL COMUM. 1 Conflito Negativo de
Competência instaurado entre o Juizado Especial Cível e Criminal do Guará e a Primeira Vara Criminal de
Brasília, tendo por objeto o julgamento de crime ambiental. 2 Embora a pena máxima cominada ao crime
imputado ao réu seja inferior a dois anos, a complexidade da causa e a necessidade de perícia técnica
desloca a competência ao Juízo Comum. 3 Conflito negativo de jurisdição conhecido para declarar a
competência do Juízo da Primeira Vara Criminal de Brasília. (TJDFT, Acórdão n.859238,
20150020057495CCR, Relator: GEORGE LOPES LEITE, Câmara Criminal, Data de Julgamento:
06/04/2015, Publicado no DJE: 22/04/2015. Pág.: 112). CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA.
JUÍZO DA 3ª VARA CRIMINAL E JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL, AMBOS DA COMARCA DE SANTA
MARIA. Havendo a possibilidade de concurso material de crimes para a fixação da competência é de ser
considerada a soma das penas máximas abstratamente cominadas, desimportando que todos os delitos
sejam de menor potencial ofensivo. E se a soma das penas ultrapassa o limite de dois anos, a
competência é da justiça comum. Versa o feito sobre delitos de lesões corporais leves, ameaça e
desacato. Por fim, afastam-se do juizado especial as causas de maior complexidade, visto que aquele é
regido pelos princípios da oralidade, informalidade, economia processual e celeridade. CONFLITO DE
COMPETÊNCIA DESACOLHIDO. (TJ-RS, Conflito de Jurisdição Nº 70043953694, Segunda Câmara
Criminal, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Laís Rogéria Alves Barbosa, Julgado em 25/08/2011).
CONFLITO DE JURISDIÇÃO. VARA CRIMINAL E JUIZADO ESPECIAL. CRIME AMBIENTAL. ART. 48
DA LEI 9.605/98. COMPLEXIDADE DA MATÉRIA. COMPETÊNCIA DA VARA CRIMINAL. Se a
demonstração da materialidade e autoria do crime, ainda que de menor potencial ofensivo, reclama a
confecção de provas complexas, a competência deve ser deslocada para o Juízo Criminal, nos termos do
que dispõe o art. 77, § 2º, da Lei 9.099/95. (TJ-DF, Acórdão n.859084, 20150020073412CCR, Relator:
ROMÃO C. OLIVEIRA CÂMARA CRIMINAL, Data de Julgamento: 06/04/2015, Publicado no DJE:
09/04/2015. Pág.: 105). Outrossim, impende destacar que, à fl. 302 dos autos, há pedido de desistência da
queixa-crime, ocorre que tal homologação deve ser feita pelo Juízo competente após sanado o conflito,
conforme muito bem asseverou Douto o Procurador de Justiça (fl. 320-v). Ante o exposto, CONHEÇO do
Recurso e LHE DOU PROVIMENTO, para reconhecer a competência e determinar a remessa dos autos
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

ao Juízo de Direito da 2ª Vara Criminal da Comarca de Marabá/PA, para regular processamento e


julgamento do feito. É O VOTO. Belém/PA,21 de fevereiro de 2019. Desa. VÂNIA LÚCIA SILVEIRA,
Relatora

Belém, 22 de fevereiro de 2019. Maria de Nazaré Carvalho Franco, Secretária da Seção de Direito Penal.

Número do processo: 0801170-46.2019.8.14.0000 Participação: PACIENTE Nome: MARCELO


HENRIQUE DOS PASSOS Participação: ADVOGADO Nome: JOAO BOSCO PEREIRA DE ARAUJO
JUNIOROAB: 17838/PA Participação: AUTORIDADE COATORA Nome: JUIZO DA VARA UNICA DE SÃO
MIGUEL DO GUAMÁPODER JUDICIÁRIOTRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁGabinete do
Desembargador Rômulo Nunes HABEAS CORPUS CRIMINAL (307) 0801170-
46.2019.8.14.0000Advogado:JOÃO BOSCO PEREIRA DE ARAÚJO JÚNIORPaciente:MARCELO
HENRIQUE DOS PASSOSAutoridade Coatora:JUÍZO DA VARA ÚNICA DE SÃO MIGUEL DO
GUAMÁDESPACHO Cuida-se deHabeas CorpusLiberatório com Pedido de Liminarimpetrado em favor
deMARCELO HENRIQUE DOS PASSOS, acusado pela prática dos crimes descritos nos artigos 121, § 2º,
I, 211, 288 e 69, todos do CP contra o Juízo de Direito da Vara Única da Comarca de São Miguel do
Guamá.Alega o impetrante que o coacto está sofrendo constrangimento ilegal no seustatus libertatis, pelos
seguintes motivos: a) excesso de prazo para o encerramento da instrução criminal, pois se encontra preso
preventivamente desde o dia29/04/2017e por várias vezes foram designadas audiência de instrução e
julgamento e todas foram adiadas; b) ausência de fundamentação na decisão que mantém o paciente
encarcerado; c) falta de indícios de autoria. Por esses motivos, requereu a concessão liminar da ordem,
com a imediata expedição de alvará de soltura e aplicação de medidas cautelares diversas da prisão.
EXAMINO Em análise dos autos, não vislumbro presentes os requisitos indispensáveis à concessão da
liminar requerida, quais sejam, ofumus boni juris, considerando que a autoridade inquinada coatora
justificou adequadamente a necessidade do encarceramento do paciente. Ante essas razões,indefiro a
liminar pleiteada.Solicitem-se informações pormenorizadas ao juízo inquinado coator. Em seguida,
encaminhem-se os autos ao Ministério Público.Por fim, conclusos. Belém. (PA), 21 de fevereiro de 2019.
Desembargador RÔMULO NUNESRelator

Número do processo: 0800098-24.2019.8.14.0000 Participação: PACIENTE Nome: MARIA DA


CONCEICAO TOSCANO DA SILVA Participação: ADVOGADO Nome: AMIL ROBERTO MARINHO DE
OLIVEIRAOAB: 70000A Participação: ADVOGADO Nome: ALESSANDRO MOURA SILVAOAB:
017603/PA Participação: ADVOGADO Nome: LEVINELSON NASCIMENTO DA COSTAOAB: 013807/PA
Participação: AUTORIDADE COATORA Nome: JUÍZO DE DIREITO DA VARA ÚNICA DA COMARCA DE
JURUTITRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ HABEAS CORPUS CRIMINAL (307) - 0800098-
24.2019.8.14.0000PACIENTE: MARIA DA CONCEICAO TOSCANO DA SILVAAUTORIDADE COATORA:
JUÍZO DE DIREITO DA VARA ÚNICA DA COMARCA DE JURUTIRELATOR(A):Desembargadora MARIA
EDWIGES DE MIRANDA LOBATO EMENTA HABEAS CORPUS LIBERATÓRIO. ART. 33 DA LEI Nº
11.343/06. PLEITO DE SUBSTITUIÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA POR PRISÃO DOMICILIAR,
EMVIRTUDE DA EXISTÊNCIA DE FILHOS COM IDADES INFERIOR A 12 ANOS, QUE PRECISAM
URGENTEMENTE DE SEUS CUIDADOS, POIS ESTÃO SOB OS CUIDADOS DE PESSOAS QUE NÃO
SÃO FAMILIARES CONSANGUÍNEOS, CULMINANDO EM ABALO EMOCIONAL E PSICOLÓGICO
PARA AS CRIANÇAS, BEM COMO QUE O PAI ENCONTRA-SE CUSTODIADO NO MUNICÍPIO DE
SANTARÉM/PA. PROCEDENCIA.ORDEM CONCEDIDA, CONFORME REPERCUSSÃO GERAL DA
DECISÃO DO PRETÓRIO EXCELSO NO HABEAS CORPUS COLETIVO N.º 143641/SP, PROFERIDO
RECENTEMENTE PELA 2ª TURMA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RELATÓRIO Trata-se de
liberatório, com pedido de liminar,habeas corpusimpetrado pelos advogados supramencionados em
149
TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

benefício deMARIA DA CONCEIÇÃO TOSCANO DA SILVA, figurando como autoridade coatora oJUÍZO
DA VARA DA COMARCA DE JURUTI.Narra a impetração que a paciente foi presa em flagrante em 30 de
novembro de 2018, pela suposta prática do crime previsto no art. 33,caput, da Lei nº 11.343/06.Alega, que
posteriormente, a Douta Magistrada competente no feito, converteu a prisão em flagrante em preventiva, a
fim de zelar pela conveniência da instrução criminal e assegurar a ordem pública, autorizando sua prisão,
bem como assevera que o paciente não cometeu o ilícito.Assevera que a paciente é mãe de 05 (cinco)
filhos, dos quais 03 (três) possuem menos de 12 anos, que precisam urgentemente de seus cuidados, pois
estão sob os cuidados de pessoas que não são familiares consanguíneos, culminando em abalo
emocional e psicológico para as crianças, tendo em vista que o pai encontra-se custodiado no Município
de Santarém/PA.Diante disso, requer a concessão do direito de responder o processo em prisão
domiciliar, na forma do art. 318, incisos III e V, do Código de Processo Penal.Cita, ainda, Habeas Corpus
Coletivo julgado recentemente pelo Supremo Tribunal Federal, em que foi concedido o direito à prisão
domiciliar a todas as presas mães de crianças de até 12 (doze) anos e gestantes sem condenação
transitada em julgado, situação em que a paciente se enquadra.Juntou documentos.Procedeu-se à
distribuição do feito cabendo a minha relatoria, pelo que reserve-me ao exame da liminar somente após o
oferecimento das informações prestadas pela autoridade coatora, e após, o seu encaminhamento ao
Ministério Público em 2º grau para manifestação na condição decustos legis.Instada a manifestar-se, o
Juízo da Vara de Juruti, em 16/01/2019, relatou a situação processual, esclarecendo que o processo
original refere-se à ação penal intentada pelo Ministério Público do Estado do Pará em face da paciente,
imputando-lhe a conduta descrita no artigo 33, caput, da Lei nº 11.343/06;Afirma que em 30/11/2018, a ora
paciente foi presa em flagrante por supostamente armazenar entorpecentes em sua residência para fins
de mercancia, bem como que na data de 01/12/2018, foi decretada a sua prisão preventiva por meio de
decisão interlocutória, sob fundamento da garantia da ordem pública e conveniência da instrução
criminal.Prossegue esclarecendo que a defesa requereu a substituição da prisão preventiva por
segregação domiciliar, tendo em vista que a paciente possui filhos menores, tendo oParquetse manifestou
pelo indeferimento deste pedido.Em 12/12/2018, foi prolatada decisão que rejeitou o pedido de revogação
da prisão, com o argumento de fortes indícios de autoria e materialidade delitiva, sendo oferecida denúncia
requerendo a condenação da paciente em 14/01/2019.Destaca que atualmente o processo encontra-se
aguardando a notificação/citação da denunciada para apresentação de defesa prévia.Em seguida foram os
autos encaminhados ao Ministério Público de 2º grau que apresentou manifestação de lavra do eminente
Procurador de Justiça Claudio Bezerra de Melopronunciou-se pela denegação da ordem deHabeas
Corpus.É o relatório. VOTO Inicialmente reconheço presentes os requisitos de admissibilidade da presente
ação mandamental, consequentemente, passo a apreciação do pedido.O presentewrit habeas corpusestá
consubstanciado na alegação de que a prisão da paciente se mostra ilegal por falta de fundamentação
idônea, ao passo que possui requisitos pessoais favoráveis e é mãe de criança menor de 12 anos,
fazendo jus assim à prisão domiciliar, conforme recente decisão do STF emhabeas corpuscom
repercussão geral.Quanto ao pleito de conversão da prisão preventiva do paciente em prisão domiciliar,
tendo em vista que a paciente é mãe de 05 (cinco) filhos, dos quais 03 (três) possuem menos de 12 anos,
que precisam urgentemente de seus cuidados, pois estão sob os cuidados de pessoas que não são
familiares consanguíneos, culminando em abalo emocional e psicológico para as crianças, bem como que
o pai encontra-se custodiado no Município de Santarém/PA, entendo que a paciente atende aos requisitos
previsto no art. 318, do Código de Processo Penal. Vejamos: Art. 318. Poderá o juiz substituir a prisão
preventiva pela domiciliar quando o agente for: I - maior de 80 (oitenta) anos; II - extremamente debilitado
por motivo de doença grave; III - imprescindível aos cuidados especiais de pessoa menor de 6 (seis) anos
de idade ou com deficiência; IV - gestante; V - mulher com filho de até 12 (doze) anos de idade
incompletos; VI - homem, caso seja o único responsável pelos cuidados do filho de até 12 (doze) anos de
idade incompletos. Parágrafo único. Para a substituição, o juiz exigirá prova idônea dos requisitos
estabelecidos neste artigo. Com efeito, a paciente possui requisitos pessoais favoráveis, é primária, sem
antecedentes criminais e possui residência fixa no distrito da culpa, podendo responder ao processo em
prisão domiciliar, sem qualquer prejuízo para a aplicação da lei penal, além de comprovar ser mãe de
criança menor de 12 (doze) anos, cujos cuidados se mostram imprescindíveis, sendo esta dependência
presumida.Nesse sentido, e bastante elucidativo é o seguinte julgado da E. Seção de Direito Penal, in
verbis:HABEAS CORPUSPEDIDO LIMINAR. E ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA
DE FUNDAMENTAÇÃO NO DECRETO PREVENTIVO. IMPROCEDÊNCIA. PRISÃO JUSTIFICADA EM
LEMENTOS CONCRETOS. PEDIDO SUBSIDIÁRIO DE APLICAÇÃO DE MEDIDAS DIVERSAS E
PRISÃO DOMICILIAR. PACIENTE MÃE DE CRIANÇA MENOR DE 12 ANOS. ART. 318 CPP. ORDEM
CONCEDIDA. DECISÃO UNÂNIME.1 - Não há que se falar em falta de fundamentação para manutenção
da constrição cautelar quando, além de provada a materialidade e presentes indícios de autoria, as
150
TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

decisões que decretaram e mantiveram a custódia cautelar encontram-se consubstanciadas,


fundamentadamente, no resguardo da ordem pública ? diante da gravidade do crime e da periculosidade
revelada pelomodus operandida paciente que, em conluio com outros agentes, foi responsável pelo desvio
de vultosas quantidades de dinheiro da empresa em que trabalhava. 2 - Com o advento da Lei
13.257/2016, passou-se a admitir a substituição da prisão preventiva por domiciliar na situação de mulher
com filho de até 12 anos de idade incompletos, nos moldes do art. 318, V, CPP. 3 - Sendo a paciente
comprovadamente mãe de menina de 8 anos de idade que necessita de seus cuidados, torna-se
adequada a substituição da prisão preventiva pela domiciliar. 4 - Ordem concedida para substituir a prisão
preventiva da paciente por prisão domiciliar com monitoramento, sem prejuízo da fixação de outras
medidas cautelares diversas da prisão pelo magistrado de primeiro grau, em decisão devidamente
fundamentada.(TJPA - HABEAS CORPUS 0806737-92.2018.8.14.0000 PACIENTE:
MARLEIDERODRIGUES CARDOSO RELATOR(A): Desembargador MILTON AUGUSTO DE BRITO
NOBRE). Outrossim,embora não despreze a gravidade do delito praticado (arts. 33 da Lei nº
11.343/06),por ter repercussão geral, a decisão do Pretório Excelso deve ser aplicada, ainda que se
discorde dela, razão pela qual deve ser concedida prisão domiciliar à paciente no caso concreto, já que
prova ser mãe de Ana Vitória da Silva Caetano, de apenas 10 (dez anos de Idade), conforme Certidão de
Nascimento às fls. 19.Diante do exposto, em consonância com o parecer ministerial,CONCEDO A
ORDEMdowrit,impetrado em favor deMARIA DA CONCEIÇÃO TOSCANO DA SILVA,a fim de que seja
concedido o direito à prisão domiciliar, nos termos dohabeas corpuscoletivo de nº 143641/SP, proferido
recentemente pela 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal.É voto.Belém, 18 de fevereiro de 2019. Desa.
Maria Edwiges de Miranda LobatoRelatora Belém, 20/02/2019

Número do processo: 0809542-18.2018.8.14.0000 Participação: PACIENTE Nome: ANTONIO RANGEL


DUARTE LIMA Participação: ADVOGADO Nome: SORAIA SILVA DE SOUSAOAB: 5169/RO Participação:
AUTORIDADE COATORA Nome: JUÍZO DA VARA UNICA DE EXECUÇÃO PENAL DA REGIÃO
METROPOLITANA DE BELÉMTRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ HABEAS CORPUS
CRIMINAL (307) - 0809542-18.2018.8.14.0000PACIENTE: ANTONIO RANGEL DUARTE
LIMAAUTORIDADE COATORA: JUÍZO DA VARA UNICA DE EXECUÇÃO PENAL DA REGIÃO
METROPOLITANA DE BELÉMRELATOR(A):Desembargadora MARIA EDWIGES DE MIRANDA LOBATO
EMENTA HABEAS CORPUS LIBERATÓRIO.PLEITO PARA QUE NÃO SEJA RENOVADA A
PERMANÊNCIA DO PACIENTE NO SISTEMA PENITENCIÁRIO FEDERAL (PENITENCIARIA DE
PORTO VELHO- RO).IMPOSSIBILIDADE. 1. Conforme afirma o Juízo de execução, o paciente possui
comportamento inadequado, exerce nociva liderança junto à massa carcerária, incluindo participação em
fugas e resgates, possui histórico de crimes graves, especialmente roubos de transportadoras de valores,
participou de operações de resgates de presos e estava em posse de armamento pesado (fuzil AK47). E
que, fazê-lo retornar ao Sistema Carcerário do Pará, promove eventualmente, o fortalecimento de facções,
problema que assola o País. 2. Por este motivo, entendo que há necessidade de renovação de
transferência do paciente, para Estabelecimento Federal, principalmente porque a liderança criminosa, o
envolvimento em fugas, e a indisciplina no cárcere, configuram motivos para que ele permaneça no
Estabelecimento Federal, por força dos artigos 3º e 10º, da Lei nº 11.671/08. AUSÊNCIA DE
CONSTRANGIMENTO ILEGAL.ORDEM DENEGADA,EM CONFORMIDADE COM O PARECER
MINISTERIAL. RELATÓRIO Versam os presentes autos dehabeas corpuscom pedido de liminar,
interposto em favor deANTONIO RANGEL DUARTE LIMA, contra ato do MM. Juízo da Juiz de Direito da
Vara de Execução Penal da Região Metropolitana de Belém/PA. Narra a impetração que o paciente é
oriundo do sistema penitenciário do Estado do Pará e foi incluído no Sistema Penitenciário Federal no dia
13.10.2017. A inclusão se deu por ato da MM. Juíza de Direito da 1ª Vara Criminal de Marabá-PA, que
admitiu a inclusão do paciente com base em informações contidas no relatório de inteligência da SUSIPE.
Aduz a impetrante que o prazo de permanência fixado pelo Juízo da 3ª Vara Federal da Seção Judiciária
de Rondônia foi de 360 (trezentos e sessenta) dias, sendo certo que o mesmo se esgotou no dia
06.10.2018. Afirma que antes do término do prazo supramencionado, em 26.09.2018, teria o Juízo da Vara
de Execuções Penais, proferido nova decisão admitindo a renovação do prazo de permanência do
apenado no Sistema Prisional Federal. Ressalta que a decisão é ilegal e abusiva, em razão de não
estarem presentes os requisitos previstos no Decreto n.6.877, de 2009, bem como, da Lei 11.671, de
2008. Assevera que o juízo de Origem (1ª Vara Criminal de Marabá), determinou a inclusão do paciente no
Sistema Penitenciário Federal sob os fundamentos de que ele, segundo informações da autoridade
penitenciária, promoveu articulações de movimentos intra e extramuros, tais como motins, rebeliões e
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

fugas em massa, sendo apontado como liderança dos detentos, considerado de alta periculosidade e
indisciplinado, bem como, por ser detentor de vasta ficha criminal. Refere que na decisão o paciente se
encontrava custodiado no Centro de Recuperação Penitenciária do Pará (CRPPI), cujas instalações,
segundo narra o Juízo, carecem de celas individuais, motivo pelo qual a convivência do paciente com os
demais segregados supostamente induziria ao aliciamento e ao planejamento de novas ações criminosas.
Afirma, por conseguinte, que o paciente não pode ser reconhecido como ?liderança? entre a massa
carcerária, por ter estado apenas 05 (cinco) meses no Centro de Recuperação de Penitenciária do Pará e
nunca foi líder entre os referidos custodiados; primeiro, porque sequer residia em Belém; segundo, porque
antes mesmo de ser preso estava residindo no Estado de Goiás, portanto, não teria como um recém
custodiado ter influência sob volumosa massa carcerária, tais fatos, são suficientes para espancar de vez
a falsa informação de que o paciente era líder dos presos. Por fim, requer a concessão de liminar para
cessar o constrangimento ilegal que o paciente vem sofrendo, pugnando que seja determinado seu retorno
ao Estado de origem e, ao final, seja confirmada a ordem. Os autos foram distribuídos ao Desembargador
Raimundo Holanda Reis, que se reservou para analisar a liminar pleiteada e solicitou informações à
autoridade coatora.Em Doc. de nº 1263042,o juízo apontado como coator apresentou as informações
esclarecendo, em suma, que a impetrante alega em síntese, constrangimento ilegal em virtude de ter sido
admitida a renovação da permanência no presidio federal.Informa que o procedimento de renovação de
permanência no presídio federal obedeceu a todas as formalidades legais, com prévia manifestação do
Ministério Público e da defesa e posterior decisão.Por fim, saliente que a decisão foi proferida em
26.09.2018, não havendo recurso e somente agora a defesa vem questionar suposta ilegalidade, o que, no
entendimento do magistrado, não existe.Em virtude do afastamento do relator de suas atividades
judicantes, os autos me vieram conclusos, pelo que indeferi a liminar pleiteada e encaminhei, os autos
aoMinistério Público de 2º grau, que apresentou manifestação de lavra do eminente Procurador de Justiça
Luiz Cesar Tavares Bibas, que opinou peladenegaçãoda ordem. É o relatório. VOTO Inicialmente,
reconheço presentes os requisitos de admissibilidade da presente ação mandamental, consequentemente,
passo a apreciação do pedido. A impetrante, requer que seja concedida a ordem para que não seja
renovada a permanência do paciente, no Sistema Penitenciário Federal (Penitenciaria de Porto Velho-
RO). Entretanto, entendo não existir razão à Impetrante. In casu, há necessidade de renovação de
permanência do paciente, no Sistema Penitenciário Federal, nos termos do art. 10, da Lei nº 11.671/08,
como forma de manter a segurança pública. Conforme afirma o Juízo de execução, na decisão de
26.09.2019 (fls. 23/28), o apenado possui comportamento inadequado, exerce nociva liderança junto à
massa carcerária, incluindo participação em fugas e resgates, possui histórico de crimes graves,
especialmente roubos de transportadoras de valores, participou de operações de resgates de presos e
estava em posse de armamento pesado (fuzil AK47). E que, fazê-lo retornar ao Sistema Carcerário do
Pará, promove eventualmente, o fortalecimento de facções, problema que assola o País.Vale salientar que
o Juízo negou a vinda do apenado ao Sistema Carcerário do Pará, porque não há condições de isolar
lideranças criminosas. O Juízo também ressaltou que, o retorno do paciente ao Sistema Carcerário do
Pará, trará risco de desestabilizar o Sistema Penitenciário que, está com recentes ocorrências de rebeliões
e fugas com mortes. Por este motivo, entendo que há necessidade de renovação de transferência do
paciente, para Estabelecimento Federal, principalmente porque a liderança criminosa, o envolvimento em
fugas, e a indisciplina no cárcere, configuram motivos para que ele permaneça no Estabelecimento
Federal, por força dos artigos 3º e 10º, da Lei nº 11.671/08.Vejamos:Lei nº 11.671/08:Art. 3º. Serão
recolhidos em estabelecimentos penais federais de segurança máxima aqueles cuja medida se justifique
no interesse da segurança pública ou do próprio preso, condenado ou provisório.Art. 10. A inclusão de
preso em estabelecimento penal federal de segurança máxima será excepcional e por prazo
determinado.§ 1º. O período de permanência não poderá ser superior a 360 (trezentos e sessenta) dias,
renovável, excepcionalmente, quando solicitado motivadamente pelo juízo de origem, observados os
requisitos da transferência. No que tange ao distanciamento familiar do paciente, entendo que pode
comprometer a ressocialização do apenado, entretanto, conforme o disposto no art.103, da Lei de
Execuções Penais, esse direito de permanência do preso próximo ao seu âmbito familiar não é absoluto,
especialmente, quando em conflito com outras garantias, como a segurança pública. Isto posto, em
conformidade com o parecer ministerial,denego a ordem impetrada.É o voto. Desa. MARIA EDWIGES DE
MIRANDA LOBATORelatora Belém, 19/02/2019

Número do processo: 0800048-95.2019.8.14.0000 Participação: PACIENTE Nome: JULIANA CRISTINA


CLARA VELOSO Participação: ADVOGADO Nome: KLLECIA KALHIANE MOTA COSTAOAB:
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

1930100A/PA Participação: PACIENTE Nome: LINDOMAR RODRIGUES RIBEIRO Participação:


ADVOGADO Nome: KLLECIA KALHIANE MOTA COSTAOAB: 1930100A/PA Participação: AUTORIDADE
COATORA Nome: JUIZO DA 2ª VARA DA COMARCA DE CONCEIÇÃO DO ARAGUAIATRIBUNAL DE
JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ HABEAS CORPUS CRIMINAL (307) - 0800048-
95.2019.8.14.0000PACIENTE: JULIANA CRISTINA CLARA VELOSO, LINDOMAR RODRIGUES
RIBEIROAUTORIDADE COATORA: JUIZO DA 2ª VARA DA COMARCA DE CONCEIÇÃO DO
ARAGUAIARELATOR(A):Desembargadora MARIA EDWIGES DE MIRANDA LOBATO EMENTA HABEAS
CORPUS COM PEDIDO DE LIMINAR.HOMICIDIO QUALIFICADO. 1.INEXISTENCIA DOS REQUISITOS
PARA A DECRETAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA. IMPOSSIBILIDADE.A decisão foi embasada nas
provas de materialidade e indícios de autoria, uma vez que a acusação que pesa sobre os pacientes é
bastante grave, pois trata-se de crime de homicídio qualificado, encomendado para acerto de desavenças
entre os pacientes e a vítima todos membros de uma mesma família, além disso, sabe-se que o crime foi
executado com vários disparos de arma de fogo, sem qualquer possibilidade de defesa da vítima.In casu,
restou demonstrada a gravidadein concretodo delito, omodus operandie as demais circunstâncias que
envolvem o crime, demonstram a periculosidade dos acusados, e a real possibilidade dos mesmos
colocarem em risco a ordem pública e o andamento da instrução criminal.2. EXCESSO DE PRAZO PARA
A FORMAÇÃO DA CULPA. INSUBSISTÊNCIA.A denúncia já foi recebida, bem como já fora designada
audiência de instrução e julgamento para o dia 13/02/2019, ou seja, constata-se que apesar dos pacientes
encontrarem-se foragidos, e a ação segue seu curso, logo eventual demora na formação da culpa, se dá
por conta dos próprios acusados, que oferecem resistência para responder ao processo.3.DISCURSÕES
ACERCA DA TESE DA NEGATIVA DE AUTORIAE QUE ASACUSAÇÕES SÃO BASEADAS EM
DEPOIMENTOS CONTRADITÓRIOS.IMPOSSIBILIDADE.EXAME DE PROVAS INVIÁVEL NA VIA
ELEITA.4.SUBSTITUIÇÃO DA PRISÃO POR OUTRAS MEDIDAS CAUTELARES DIVERSAS DA PRISÃO
NÃO SE MOSTRAM SUFICIENTES PARA O CASO. 4. CONDIÇÕES PESSOAIS FAVORÁVEIS.
IRRELEVÂNCIA. SÚMULA 08 DO TJE/PA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO.
MANUTENÇÃO DA PRISÃO CAUTELAR. ORDEM DENEGADA. RELATÓRIO Tratam-se os autos acerca
deHABEAS CORPUSCOM PEDIDO DE LIMINAR, impetrado pela Adv. Kllecia Kalhiane Mota Costa, em
favor deJULIANA CRISTINA CLARA VELOSO e LINDOMAR RODRIGUES RIBEIRO,contra ato do JUÍZO
DA 2ª VARA DA COMARCA DE CONCEIÇÃO DO ARAGUAIA.Informam os autos, em síntese, que os
pacientes tiveram a prisão preventiva decretada em 26/09/2017, pela suposta prática do crime de
homicídio qualificado.Alega a impetrante, que a imposição e manutenção da medida de exceção, carece
de fundamentos concretos e pautou-se na generalidade.Aduz que os paciente esta sofrendo
constrangimento ilegal por excesso de prazo na formação da culpa, pois já transcorreram mais de 15
(quinze) meses desde o decreto prisional, sem que fosse realizado o interrogatório dos pacientes.Destaca
que os pacientes possuem condições pessoais favoráveis, tais como primariedade, bons antecedentes,
residência fixa e ocupação lícita.Diante disso, requer a revogação da prisão preventiva dos pacientes, e
subsidiariamente a possibilidade de aplicação de medida cautelar diversa da prisão.Distribuídos os autos,
coube a minha relatoria pelo queindeferia medida liminar e determinei que fossem solicitadas as
informações à autoridade oatora.Em cumprimento à referida requisição, o Juízo impetrado fez breve relato
dos fatos e esclarecendo, em síntese, que os réus foram denunciados pela prática de homicídio contra a
vítima Ronivaldo Rubens Veloso Loures. Narram os autos que a vítima e o Sr. José Veloso Loures, seu
irmão, possuíam rixa antiga sobre um lote de terra nas margens da BR 158, no Distrito de Casa de
Tábuas, Município de Santa Maria das Barreiras, Comarca de Conceição do Araguaia/PA e que já haviam
ido às vias de fato em decorrência da questão possessória. Que no dia 06/10/2016, a vítima estava em
sua chácara, quando houve a aproximação de um indivíduo gordo baixo, branco, trajando calças jeans,
camisa de cor clara e um chapéu de lebre de cor clara, e após discutir com a vítima, efetuou diversos
disparos de arma de fogo contra o tórax da vítima Ronivaldo, subtraindo uma motocicleta Honda Bros na
oportunidade, com a finalidade de empreender fuga. Por sua vez a testemunha Maria Geralda Veloso
descreveu o executor e afirmou que estava em discussão acerca de um lote e afirmou que a cerca de 10
anos a vítima e o Sr. José Veloso Loures iniciaram uma briga por conta de questões de propriedade de
bem imóvel. Ouvido na DEPOL, o réu José Veloso Loures negou os fatos, apesar de reconhecer a
existência de desavenças no período.Em 08/08/2017, o Ministério Público requereu o aditamento da
inicial, reconhecendo o Sr. José Veloso Loures como autor mediato do homicídio e, em diligências
policiais, constataram a identidade de mais dois indivíduos que participaram dos atos preparatórios como
sendo a pessoa de Lindomar Rodrigues Ribeiro acompanhando de Sebastião Benedito Santana,
namorado da Paciente Juliana Veloso, a qual igualmente mantinha relação conturbada com seu tio e
vítima Ronivaldo, sendo que Juliana Cristina Clara Veloso havia sido denunciada pela prática de um furto
de um pneu de propriedade da vítima Ronivaldo. Logo, tanto o réu José Veloso Loures quanto a Sra.
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

Juliana Veloso mantinham questões contra a vítima Ronivaldo, fato estes que deram cabimento aos
planos de homicídio executado diretamente pelo paciente Lindomar Rodrigues Ribeiro, motivo pelo qual
fora pedido o aditamento da peça acusatória, passando a figurar a ação penal com três réus: José Veloso
Loures, Lindomar Rodrigues Ribeiro e Juliana Cristina Clara Veloso. Diante de tais fatos, o Ministério
Público requereu em cota a expedição de mandado de prisão preventiva em face dos réus. Recebida a
denúncia, fora decretada ordem de prisão em face dos réus em 26/09/2017, com expedição de Cartas
Precatórias para as Comarcas de Petrolina de Goiás e Taquaral de Goiás/GO, para cumprirem os
Mandados de Prisão Preventiva, fundada aordem pública e conveniência da instrução criminal(fls. 73/74).
Requereu a habilitação como assistente de acusação a Sra. Doraciana Palmeira Pereira Loures, cônjuge
virago da vítima. Prossegue esclarecendo que os três réus apresentaram defesa preliminar, sendo que os
réus Juliana Cristina Clara Veloso e Lindomar Rodrigues Ribeiro formularam pedido de revogação da
prisão preventiva, o qual foi aberto vista à acusação e assistente da acusação para se manifestar, o qual
fora denegado. Em decisão,este juízo indeferiu o pedido de revogação da ordem prisional, mormente
porqueos Pacientesencontram-se foragidos, restando a ordem pendente de cumprimento até o presente
instante. Há notícias de que o réu José Veloso Loures faleceu, restando a lide penal em face dos
Pacientes. Ressalta que fora designada audiências de instrução e julgamento para o dia 13/02/2019, às
11h00, no Fórum local, restando o processo aguardando a fase de instrução.Destaca que em relação à
primariedade, não há qualquer informação desabonadora em relação aos réus, a exceção da ré Juliana
Veloso, que possui processo por furto, tendo como vítima Ronivaldo, também vítima nestes autos. Em
relação ao lapso da constrição, apesar de ter sido conferida desde 26/09/2017, até o presente instante a
prisão não fora cumprida, estando os réus foragidos. Em seguida foram os autos encaminhados ao
Ministério Público de 2º grau que apresentou manifestação de lavra do eminente Procurador de Justiça
Adélio Mendes dos Santosque pronunciou-se pela denegação da ordem deHabeas Corpus. É o relatório.
VOTO Inicialmente reconheço presentes os requisitos de admissibilidade da presente ação mandamental,
consequentemente, passo a apreciação do pedido.Cinge-se este writ ao argumento de que o paciente vem
sofrendo constrangimento ilegal porausência dos requisitos para a decretação da segregação cautelar,
diante das condições pessoais favoráveis, bem como, excesso de prazo para a formação da culpa.No que
tange a alegação deausência dos requisitos para a prisão preventiva do paciente, entendo não assistir
razão, uma vez que sua determinação está embasada nas provas de materialidade e indícios de autoria,
uma vez que a acusação que pesa sobre os pacientes é bastante grave, pois trata-se de crime de
homicídio qualificado, encomendado para acerto de desavenças entre os pacientes e a vítima Ronivaldo
Rubens Veloso Loures, todos membros de uma mesma família, além disso, sabe-se que o crime foi
executado com vários disparos de arma de fogo, sem qualquer possibilidade de defesa da vítima.In casu,
a gravidadein concretodo delito, omodus operandie as demais circunstâncias que envolvem o crime,
demonstram a periculosidade dos acusados, e a real possibilidade dos mesmos colocarem em risco a
ordem pública e o andamento da instrução criminal.Desta forma, demonstrada a presença dofumus
comissi delicti e do periculum libertatis, inexiste ilegalidade na decisão ora atacada, porque preenchidos os
pressupostos autorizadores da prisão preventiva, conclui-se que está deve ser mantida, pois restaram
demonstrados em fatos concretos a necessidade da medida cautelar. Nesse sentido transcrevo julgado
desta E. Seção de Direito Penal:EMENTA: HABEAS CORPUS LIBERATÓRIO COM PEDIDO DE
LIMINAR. ART. 121, § 2º, I E IV C/C O ARTIGO 29 E 129, § 1º, INCISO I, C/C 29, TODOS DO CÓDIGO
PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. AUSÊNCIA DE JUSTA CAUSA. INOCORRÊNCIA. DECRETO
FUNDAMENTADO. GARANTIA ORDEM PÚBLICA. CONDIÇÕES PESSOAIS FAVORÁVEIS. LIBERDADE
PROVISÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. PRESENÇA DOS REQUISITOS PARA PRISÃO PREVENTIVA.
INTELIGÊNCIA DO ARTIGO 321 DO CPP. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 08 DESTE EGRÉGIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA. APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA CONFIANÇA NO JUIZ PRÓXIMO DA CAUSA.
WRIT CONHECIDO. ORDEM DENEGADA. UNANIMIDADE DE VOTOS. 1. A custódia preventiva do
paciente se encontra suficientemente arrazoada pela decisão singular, sobretudo pela necessidade de
garantir a ordem pública que justifica a atuação jurisdicional. 2. É cediço que não pode ser concedida
liberdade provisória quando presentes os requisitos da prisão preventiva, sendo, pois, irrelevante, para tal
fim, a presença de condições pessoais favoráveis, consoante se extrai da inteligência do artigo 321 do
Código de Processo Penal e do enunciado constante da súmula nº 8 da jurisprudência dominante deste
Egrégio Tribunal de Justiça. 3. Presença dos requisitos justificadores da segregação cautelar. 4. Trata-se
de crime grave, haja vista que o paciente, agindo em co-autoria, teria ceifado a vida de uma das vítimas e
causado lesão em outra. E, ademais, conforme assevera a autoridade tida como coatora, por ocasião da
decisão que manteve a prisão do paciente, (...) não paira qualquer hipótese de absolvição sumária (...) in
verbis 5. Como versa o princípio da confiança, os magistrados, que se encontram mais próximos à causa,
possuem melhores condições de avaliar a necessidade da segregação cautelar, quando confrontada com
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o caso concreto. 6. Writ conhecido. 7. Ordem denegada. 8. Unanimidade.(HC 0024954-


56.2013.8.14.0401? Relatora Desa. Vera Araújo de Souza - Câmaras Criminais Reunidas ? Julgado em
26/01/2015).Apesar da irresignação da parte impetrante deexcesso de prazo na formação da culpa, pois já
transcorreram mais de 15 (quinze) meses desde o decreto prisional, sem que fosse realizado o
interrogatório dos pacientes,entendo que tal pedido não merece guarida, poisconsta das informações da
autoridade impetrada que apesar de ter sido conferida desde 26/09/2017, até o presente instante a prisão
não fora cumprida, estando os réus foragidos.Inclusive, a denúncia já foi recebida e designada audiência
de instrução e julgamento para o dia 13/02/2019, ou seja, constata-se que apesar dos pacientes
encontrarem-se foragidos, a ação segue seu curso e, eventual demora na formação da culpa, se dá por
conta dos próprios acusados, que oferecem resistência para responder ao processo.Ademais,não há que
se falar em constrangimento ilegal no presente caso,poiso processo segue uma cronologia regular, com
data próxima para audiência de instrução e julgamento, e a dilação dos prazos processuais até então
verificada, está inserida dentro do princípio da razoabilidade, por se tratar de processo complexo e os
próprios pacientes terem dado causa a demora.Nessa linha transcrevo julgado desta E. Seção de Direito
Penal: HABEAS CORPUS. ART. 33, CAPUT, DA LEI 11.343/2006. ALEGADO CONSTRANGIMENTO
ILEGAL POR EXCESSO DE PRAZO NA PRISÃO PREVENTIVA DO PACIENTE. TESE NÃO
CONHECIDA. INSTRUÇÃO PROCESSUAL QUE JÁ ENCONTRA-SE FINDA, INCLUSIVE COM
RECURSO MANEJADO A SUPERIOR INSTÂNCIA. PRECEDENTE: SÚMULA Nº 52 DO STJ. ALEGADA
QUANTIDADE ÍNFIMA DE DROGA APREENDIDA COM O PACIENTE, BEM COMO SUA SITUAÇÃO DE
USUÁRIO CONTUMAZ DE SUBSTÂNCIAS ENTORPECENTES. NÃO CONHECIDO, POR SER
MATÉRIA QUE SE CONFUNDE COM O MÉRITO DO PROCESSO PRINCIPAL, E QUE DEMANDARIA
ANÁLISE DE VASTO MATERIAL PROBATÓRIO, O QUE É INCABÍVEL EM SEDE DE HABEAS
CORPUS. ALEGADA FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO NA MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR
DO PACIENTE. NÃO CONHECIDO. POR TER SIDO A DECISÃO DO JUIZ DE PRIMEIRO GRAU
SUBSTITUÍDA PELA DECISÃO DESTA CORTE, QUANDO JULGOU O APELO MANEJADO PELO
PACIENTE NOS AUTOS PRINCIPAIS. PRIMARIEDADE E BONS ANTECEDENTES DOS PACIENTES.
ARGUMENTAÇÃO REJEITADA, REQUISITOS QUE NÃO GARANTEM POR SI SÓS OS BENEFÍCIOS
REQUERIDOS (SÚMULA Nº 08 DO TJPA). APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DE
INOCÊNCIA. TESE REJEITADA. WRIT DENEGADO. DECISÃO UNÂNIME.(490660, Não Informado, Rel.
RAIMUNDO HOLANDA REIS, Órgão Julgador Seção de Direito Penal, Julgado em 2018-03-19, Publicado
em 2018-03-21). Noutro giro, maiores incursões acerca de que os pacientes não têm envolvimento no
crime e que as acusações são baseadas em depoimentos contraditórios, entendo incabível, pois
demandaria, de certo, reexame do conjunto probatório, o que se mostra inviável na via restrita do remédio
constitucional, por sua natureza célere, desprovida de dilação probatória, ou seja, o Habeas Corpus não é
o meio idôneo para se examinar o pedido aduzido na inicial.Quanto ao pleito de possibilidade de aplicação
das medidas cautelares diversas da prisão, esta não deve prosperar, pois ao contrário do alegado na
impetração o Magistradoa quofundamentou a decisão preventiva do paciente e a substituição da
constrição cautelar por outras medidas previstas no artigo 319, CPP não se revelam adequadas e
suficientes para este caso, face à presença dos requisitos autorizadores da prisão preventiva previstos no
artigo 312 do CPP.Quanto às qualidades pessoais, tem-se que estas não são suficientes para a
concessão da ordem, sobretudo quando estiverem presentes os requisitos da prisão preventiva, conforme
súmula 08 do TJE/PA.Diante disso, há que se reconhecer ainda, a aplicação do princípio da confiança do
juiz da causa, haja vista que esteve mais próximo dos fatos, tendo, por isso, mais condições de avaliar as
circunstâncias fáticas que envolvem o caso.Diante do exposto, em consonância com o parecer
ministerial,denego a ordem de habeas corpus impetrada.É como voto.Belém, 18 de fevereiro de 2019.
Desa. Maria Edwiges de Miranda LobatoRelatora Belém, 20/02/2019

Número do processo: 0809563-91.2018.8.14.0000 Participação: PACIENTE Nome: DIEGO NAZARE DE


ANDRADE Participação: ADVOGADO Nome: GUSTAVO NASCIMENTO BARBIOAB: 50000A
Participação: ADVOGADO Nome: ORLANDO SERGIO PEREIRA MORAISOAB: 9564000A/PA
Participação: ADVOGADO Nome: ANDRE LUIS BASTOS FREIREOAB: 13997/PA Participação:
AUTORIDADE COATORA Nome: Juizo da 4 Vara do Juri de BelémTRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO
DO PARÁ HABEAS CORPUS CRIMINAL (307) - 0809563-91.2018.8.14.0000PACIENTE: DIEGO
NAZARE DE ANDRADEAUTORIDADE COATORA: JUIZO DA 4 VARA DO JURI DE
BELÉMRELATOR(A):Desembargadora MARIA EDWIGES DE MIRANDA LOBATO EMENTA HABEAS
CORPUS COM PEDIDO DE LIMINAR.ARTIGO121, §2º, INCISOS II E IV, C/C ARTIGO 14, II, TODOS DO
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

CPB. 1.AUSÊNCIA DOS REQUISITOS AUTORIZADORES DA PRISÃO PREVENTIVA, DIANTE DA


FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA DA MEDIDA. IMPOSSIBILIDADE. A decisão foi embasada na
garantia da ordem pública e conveniência da instrução criminal, diante da materialidade do delito e nos
indícios fortíssimos de autoria, pois como fora colocado nos autos houve gravidade concreta do fato e
intensa periculosidade do paciente, bem como pelo modus operandi empregado, visto ser delito de
homicídio qualificado tentado, onde foi praticado mediante o emprego de arma de fogo contra uma
adolescente de 12 (doze) anos de idade, indica a frieza do paciente, além do sentimento de desprezo pela
vida humana e destemor às leis do Estado e às regras de convivência social. Consta ainda, que o paciente
ao perceber que seu verdadeiro alvo estava fugindo, atentou contra a vida da filha de seu desafeto, com o
nítido objetivo de fazer com que ele convivesse com a culpa de ter a filha assassinada no seu
lar.2.AUSÊNCIA DE PERICULOSIDADE DO PACIENTE QUE, NÃO REPRESENTARÁ RISCO PARA A
ORDEM PÚBLICA OU PARA A CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. IRRELEVÂNCIA.
Constata-se que até o presente momento o processo encontra-se acautelado em secretaria, visto que o
paciente não foi encontrado para ser citado pessoalmente, nem tão pouco foi cumprido o mandado de
prisão, no entanto, não obstante os esforços empreendidos, não se logrou êxito em descobrir o seu
paradeiro, conforme enfatizado pela autoridade coatora.3.CONDIÇÕES PESSOAIS FAVORÁVEIS.
IRRELEVÂNCIA. SÚMULA 08 DO TJE/PA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO.
MANUTENÇÃO DA PRISÃO CAUTELAR. ORDEM DENEGADA. RELATÓRIO Trata-se deHABEAS
CORPUSCOM PEDIDO DE LIMINAR,impetrado pelo Advogadosupramencionadoem favor deDIEGO
NAZARÉ DE ANDRADE, apontando como autoridade coatora oJUIZ DE DIREITO DA 4ª VARA DO
TRIBUNAL DO JÚRI DA COMARCA DE BELÉM.Narra a impetração que o paciente está sendo
processado pela suposta prática do delito previsto no art. 121, § 2º, incisos II e IV, c/c art. 14, inciso II,
ambos do Código Penal.Aduz o impetrante que em 21.05.2017, compareceu perante a 8ª Seccional
Urbana de Policia Civil Distrital de Icoaraci, a Sra. Marcilene de Holanda Cruz, informando que o paciente
atentou contra a vida de sua sobrinha, Izabele Clarice de Holanda Cruz, menor impúbere.Alega que houve
representação pela prisão preventiva do paciente, bem como ordem de busca e apreensão na residência
do paciente.Anota que o Juiz de Direito da 4ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Belém, ao receber
os autos do processo, determinou a citação do paciente, que não foi localizado no endereço
indicado.Relata que a defesa do paciente, requereu a revogação de sua prisão preventiva, sob o
argumento de que o mesmo não estava foragido, e que não foi encontrado no imóvel, porque tinha sido
despejado judicialmente.Afirma que em que pese tenha sido comprovado ao representante do parquet e
ao Juiz de Direito o despejo judicial sofrido pelo paciente, a autoridade impetrada indeferiu o pedido de
revogação da prisão preventiva requerida pela Defensoria Pública.Sustenta que não se encontra presente
opericulum in libertatis, pois o paciente não empreendeu fuga ou esteve foragido, tanto é que ao tomar
conhecimento da acusação, espontaneamente informou o seu novo endereço, bem como apresentou
defesa preliminar.Ressalta que o paciente é trabalhador, pai, marido e filho digno, que presta todos os
auspícios financeiros necessários a sua família, principalmente ao filho, que é portador de necessidades
especiais, por ser deficiente, bem como a sua idosa mãe.Por fim, requer o deferimento de liminar, para
que seja revogado o mandado de prisão preventiva contra o paciente, para que possam responder ao
processo em liberdade. Ao final, pugna pela concessão em definitivo dowrit.Juntou aos autos os
documentosDistribuídos os autos coube a minha Relatoria do feito, pelo que solicitei de informações à
autoridade coatora, reservando-me para apreciar a liminar requerida posteriormente.Em resposta, a
autoridade coatora, informou em síntese que O paciente foi denunciado, em 12.09.2017, como incurso nas
sanções punitivas previstas no artigo 121, §2º, I e IV c/c art. 14, II, todos do Código Penal Brasileiro, sob a
acusação de ter no dia 21.05.2017 tentado matar a vítima Izabelle Clarice de Holanda Cruz com disparo
de arma de fogo.A denúncia foi recebida em 25.09.2017 (fls. 07/08), ocasião em que foi determinada a
citação do acusado para responder a acusação.Não encontrado em seu endereço conforme certidão de
fls. 10, o acusado foi citado por edital (fls. 11), sem que lograsse êxito.Desta feita, foram suspensos o
processo e o curso do prazo prescricional na forma do art. 366 do Código Penal, bem como decretada a
prisão preventiva para garantia da aplicação da lei penal (fls. 14/17).?Em 03.07.2018 a Defesa do paciente
atravessou pedido de revogação de prisão preventiva, fundamentando o pedido no desencontro de
endereço, sustentando ainda que o paciente fora despejado do endereço informado e possui condições
pessoais favoráveis, juntando comprovante de residência em nome de pessoa diversa dos autos.Em
decisão proferida em 10.08.2018 este Juízo entendeu pela necessidade de manutenção da prisão
preventiva, entendendo ainda latentes os requisitos autorizadores da prisão preventiva (fls. 40/41).Desta
feita, haja visto que a medida constritiva ainda não foi efetivamente cumprida, o processo se encontra
acautelado em Secretaria, até o efetivo cumprimento do mandado exarado nos autos.Após indeferi liminar
pleiteada e em seguida foram os autos encaminhados ao Ministério Público de 2º grau que apresentou
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

manifestação de lavra da eminente Procuradora de Justiça Ubiragilda Silva Pimentelque pronunciou-se


pela denegação da ordem deHabeas Corpus. É o relatório. VOTO Inicialmente reconheço presentes os
requisitos de admissibilidade da presente ação mandamental, consequentemente, passo a apreciação do
pedido.Cinge-se a impetração na ilegalidade da segregação cautelar decretada em desfavor do paciente,
dada a ausência dos requisitos autorizadores da prisão preventiva, diante da falta de fundamentação
idônea da medida, aduz, igualmente, a ausência de periculosidade do paciente que, não representará
risco para a ordem pública ou para a conveniência da instrução criminal.No que tange a alegação
deausência dos requisitos para a prisão preventiva, entendo não merecer guarida, uma vez que a decisão
está embasada na garantia da ordem pública e conveniência da instrução criminal, diante da materialidade
do delito e nos indícios fortíssimos de autoria, pois como fora colocado nos autos houve gravidade
concreta do fato e intensa periculosidade do paciente, bem como pelo modus operandi empregado, visto
ser delito de homicídio qualificado tentado, onde foi praticado mediante o emprego de arma de fogo contra
uma adolescente de 12 (doze) anos de idade, indica a frieza do paciente, além do sentimento de desprezo
pela vida humana e destemor às leis do Estado e às regras de convivência social.Consta ainda, que o
paciente ao perceber que seu verdadeiro alvo estava fugindo, atentou contra a vida da filha de seu
desafeto, com o nítido objetivo de fazer com que ele convivesse com a culpa de ter a filha assassinada no
seu lar.Desta forma, demonstrada a presença dofumus comissi delicti e do periculum libertatis, inexiste
ilegalidade na decisão ora atacada, porque preenchidos os pressupostos autorizadores da prisão
preventiva, concluindo-se que está deve ser mantida. Nessa linha transcrevo julgado desta E. Seção de
Direito Penal:EMENTA: HABEAS CORPUS. ART. 121, §2°, II E VI C/C ART. 14, II, AMBOS DO CP C/C
ARTS. 5º E 7º, DA LEI Nº 11.340/06. ALEÇAÇÃO DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL DA CUSTÓDIA
PREVENTIVA. DECISÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. DESCUMPRIMENTO DE MEDIDA
CAUTELAR DIVERSA DA PRISÃO ANTERIORMENTE IMPOSTA CONSISTENTE EM MANTER-SE
AFASTADO DA VÍTIMA. ALIADO A ISSO, PACIENTE ENCONTRA-SE, ATUALMENTE, FORAGIDO.
NECESSIDADE DE MANUTENÇÃO DA ORDEM PÚBLICA E DE GARANTIA DA APLICAÇÃO DA LEI
PENAL. Presentes os requisitos previstos nos artigos 312, Código de Processo Penal, a manutenção da
segregação cautelar do paciente é medida que se impõe. Justifica-se, pois, a manutenção da custódia
cautelar como forma de garantia da ordem pública e a integridade física da vítima. Como assentei, o
descumprimento de medidas protetivas autoriza a decretação da prisão preventiva, calcada em elementos
concretos do caso. Ademais, o mandado de prisão expedido contra o paciente ainda não foi cumprido, em
razão de estar ele foragido, o que reforça a necessidade da manutenção do encarceramento cautelar para
se garantir o transcurso regular do feito e a própria aplicação da lei penal. ORDEM DENEGADA.
UNANIMIDADE.(487998, Não Informado, Rel. MARIA DE NAZARE SILVA GOUVEIA DOS SANTOS,
Órgão Julgador Seção de Direito Penal, Julgado em 2018-03-19, Publicado em 2018-03-20). Noutro giro,
em que pese o impetrante alegar que o paciente não se evadiu do distrito de culpa e que informou ao juízo
seu novo endereço, constata-se que até o presente momento o processo encontra-se acautelado em
secretaria, visto que não foi encontrado para ser citado pessoalmente, nem tão pouco para ser cumprido o
mandado de prisão, no entanto, não obstante os esforços empreendidos, não se logrou êxito em descobrir
o seu paradeiro, conforme enfatizado pela autoridade coatora.Quanto às qualidades pessoais, tem-se que
estas não são suficientes para a concessão da ordem, sobretudo quando estiverem presentes os
requisitos da prisão preventiva, conforme súmula 08 do TJE/PA.Ademais, há que se reconhecer, a
aplicação do princípio da confiança do juiz da causa, haja vista que esteve mais próximo dos fatos, tendo,
por isso, mais condições de avaliar as circunstâncias fáticas que envolvem o caso.Diante do exposto, em
consonância com o parecer ministerial,denego a ordem de habeas corpus impetrada.É como voto.Belém,
18 de fevereiro de 2019. Desa. Maria Edwiges de Miranda LobatoRelatora Belém, 20/02/2019

Número do processo: 0809470-31.2018.8.14.0000 Participação: PACIENTE Nome: EDER WILSON


SANTANA DA SILVA Participação: ADVOGADO Nome: JOSE LINDOMAR ARAGAO SAMPAIOOAB:
20000A Participação: AUTORIDADE COATORA Nome: Juizo da Comarca de Tome AçúTRIBUNAL DE
JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ HABEAS CORPUS CRIMINAL (307) - 0809470-
31.2018.8.14.0000PACIENTE: EDER WILSON SANTANA DA SILVAAUTORIDADE COATORA: JUIZO
DA COMARCA DE TOME AÇÚRELATOR(A):Desembargadora ROSI MARIA GOMES DE FARIAS
EMENTA EMENTA:HABEAS CORPUSCOM PEDIDO DE LIMINAR. ROUBO QUALIFICADO.ART. 157, §
2º, I E II, ART. 146 E 288, § ÚNICO, C/C ART. 29, TODOS DO CÓDIGO PENAL.MONITORAMENTO
ELETRÔNICO. REVOGAÇÃO.AUSÊNCIA DE PROVAS.NÃO CONHECIMENTO. A EXISTÊNCIA OU
NÃO DE ELEMENTOS FÁTICO PROBATÓRIOS NÃO É PASSÍVEL DE SER ANALISADA POR ESTA
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VIA, TENDO EM VISTA QUE OHABEAS CORPUSÉ VIA DE COGNIÇÃO SUMÁRIA E NÃO COMPORTA
DILAÇÃO PROBATÓRIA.REVOGAÇÃO DA MEDIDA CAUTELAR DE MONITORAMENTO
ELETRÔNICO.PROCEDENTE.PACIENTE QUE VEM SENDO MONITORADO ELETRÔNICAMENTE
DESDE 26/05/2017.AUSÊNCIA DENOTÍCIA DE QUE TENHA DESCUMPRIDO AS REGRAS DO
MONITORAMENTO.DECISÃO DO CONSELHO DE DISCIPLINA DA PM/PA, SE MANIFESTANDO PELA
INEXISTÊNCIA DE INDÍCIOS DE CRIME DE QUALQUER NATUREZA, BEM COMO PELA
INOCORRÊNCIA DE TRANSGRESSÃO DA DISCIPLINA MILITAR POR PARTE DO
PACIENTE.DECLARAÇÃO DA VÍTIMA DE QUE NÃO SE SENTE AMEAÇADA.MANIFESTAÇÃO
MINISTERIAL PELA REVOGAÇÃO DO MONITORAMENTOELETRÔNICOUMA VEZ QUE TALNÃO
TRARÁ QUALQUER PREJUÍZO AO REGULAR ANDAMENTO DO FEITO. ORDEM PARCIALMENTE
CONHECIDA E, NESTA PARTE, CONCEDIA. Vistos etc...Acordam, os Excelentíssimos Senhores
Desembargadores componentes das Egrégias Câmaras Criminais Reunidas, por unanimidade,
peloparcialconhecimentodowritimpetrado e, no mérito, pelaconcessão da ordemnos termos do voto da
Relatora. Sala das Sessões do Tribunal de Justiça do Pará, aos dezoito dias do mês de fevereiro do ano
de dois mil e dezenove.Julgamento presidido pelo Exmª. Srª. Desª. Vânia Bitar.Belém/PA, 18 de fevereiro
de 2019. RELATÓRIO Trata-se da ordem deHabeas Corpuscom Pedido de Liminar impetrada em
favorEDER WILSON SANTANA DA SILVA,apontando como autoridade coatora oMM. Juízo de Direito da
Comarca de Tomé Açu.Alegou o impetrante, em síntese, que,em 26/05/2017, o paciente teve sua prisão
preventiva substituída por medidas cautelares diversas da prisão, dentre elas o monitoramento eletrônico,
como consta nos autos do processo nº 0004070-20.2017.8.14.0060, em trâmite naquela Comarca; que a
prisão se deu sob a acusação de suposto envolvimento do mesmo em crime de roubo, mas que demais
envolvidos teriam adentrado no estabelecimento da suposta vítima para fazer uma cobrança, não tendo o
paciente sequer entrado no estabelecimento e que estava com os demais em razão de uma carona, não
tendo envolvimento algum com os fatos. Aduziu que o paciente já foi julgado pela PM em processo
administrativo disciplinar, oportunidade em que foi afastada sua participação no evento, não tendo restado
configurado nem mesmo indício de crime ou transgressão disciplinar; que o paciente não tinha
conhecimento da suposta cobrança ou mesmo contato com a vítima, mas que a instrução processual vem
se arrastando há quase 02 anos e a próxima audiência só ocorrerá em 10/07/19, estando o mesmo com
sua liberdade restrita por conta das medidas cautelares que lhe foram impostas e que o monitoramento
eletrônico foi determinado para garantir que não se aproximasse da vítima, mas, que outras medidas são
suficientes.Afirmouque o paciente é policial militar da ativa e que o fato de trazer em seu corpo uma
tornozeleira eletrônica afeta sua intimidade e privacidade, além de prejudicar seu trabalho perante à PM, e
o coloca em situação humilhante perante à corporação, aos colegas de farda e à sociedade, lhe causando
problemas psicológicos, razão pela qual está sob tratamento, sendo o monitoramento excessivo e
desnecessário, se configurando constrangimento ilegal à sua liberdade.Requereu a concessão liminar da
ordem para a revogação do monitoramento eletrônico e o envio de ofício à SUSIPE para que providencie
sua retirada.Juntou documentos.Recebidos os autos, reservei-me para apreciar o pedido liminar após
fossem prestadas informações pela autoridade inquinada coatora, tendo esta as prestado, ID 1244360,
onde relatou, em síntese, que o paciente foi denunciado pelo Ministério Público pela prática dos crimes
previstos no art. 157, §2º, I e II c/c art. 29, 146 c/c art. 29 e 288, § U do CP; que, de acordo com a
denúncia, o paciente, juntamente com terceiros, fora preso em flagrante pelos crimes referidos alhures,
supostamente cometido contra a vítima Adriano Barreto Marques.Relatou que, conforme a denúncia, uma
guarnição da polícia militar estava realizando policiamento na rodovia estadual PA-140, naquele município,
quando foi informada sobre a ocorrência de um assalto em uma empresa situada no distrito de Quatro
Bocas, e que os assaltantes estavam empreendendo fuga em um veículo Sandero, prata, trafegando no
sentido Quatro Bocas-Tomé ? Açu; que a vítima relatou que os acusados Antônio Raimundo e Márcio
Claiton penetraram no local e portando arma de fogo passaram a agredi-la fisicamente e a lhes proferir
ameaças, com intuito de subtrair seu dinheiro.Após o suposto roubo os denunciados se evadiram do
estabelecimento comercial da vítima em um veículo conduzido pelo paciente; que relatada tal ocorrência
aos policiais militares, estes efetuaram diligências na rodovia e avistaram o carro com as respectivas
características há cerca de 200 metros da delegacia de polícia do distrito de Quatro Bocas; que os policiais
se aproximaram do veículo e ordenaram ao condutor que estacionasse o carro para a abordagem,
momento em que constataram que havia 03 indivíduos no interior do veículo e que o motorista era o
paciente, sendo em seguida os 03 presos em flagrante e conduzidos à delegacia.Relatou que no interior
veículo foi encontrada uma mochila na qual continha R$ 6.200,00, além de um cartão do Banco do Brasil e
documentos; que na delegacia o paciente e demais denunciados prestaram depoimento, tendo o paciente
relatado ser policial há 19 anos e que no dia do fato estava de folga no Município de Tomé Açu quando
recebeu uma ligação do corréu Antônio Raimundo que lhe informou também estar naquele Município e
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que Márcio Claiton havia lhe chamado para cobrar uma dívida que a suposta vítima tinha para com a
empresa de um terceiro, mas que logo retornaria para Castanhal; que o paciente relatou residir em
Castanhal, razão pela qual Antônio Raimundo lhe ofereceu uma carona, que aceitou, tendo se encontrado
com os demais após já terem realizado o suposto crime, afirmando não ter participado em momento algum
dos crimes pelos quais está sendo acusado.Informou que o paciente foi preso em flagrante em
24/04/2017, tendo sua prisão convertida em preventiva em audiência de custódia, sendo esta convertida
em outras medidas cautelares na data de 26/05/2017, sendo oferecida a denúncia pelo MP em
08/06/2017, estando os autos em Secretaria para cumprimento dos expedientes para realização da
audiência de instrução e julgamento redesignada para o dia 10/07/2019. Retornados os autos, deneguei o
pedido liminar; nesta superior instância a Procuradoria de Justiça manifestou-se
peloparcialconhecimentodomandamuse, no mérito, pelaconcessãoda ordem. VOTO Preenchidos os
pressupostos processuais, conheço parcialmente da ordem impetrada e adianto,prima facie, que a
concedo.Quanto à alegação de ausência de provas e negativa de autoria não conheço de tal questão,
pois, sendo a via estreita dohabeas corpusde cognição sumária não comporta dilação probatória e
tampouco análise aprofundada do conjunto fático probatório, sendo neste sentido a jurisprudência, a
saber:HABEAS CORPUS. 'OPERAÇÃO LAVA-JATO'. DIREITO PROCESSUAL PENAL. DENÚNCIA.
ADEQUAÇÃO TÍPICA. RESPONSABILIDADE CRIMINAL DO RÉU. PROPRIEDADE DA PEÇA INICIAL
ACUSATÓRIA. EMENDATIO LIBELI. POSSIBILIDADE. LITISPENDÊNCIA. INADEQUAÇÃO DA
IMPETRAÇÃO. EXISTÊNCIA DE MEIO PRÓPRIO DE ARGUIÇÃO DE LITISPENDÊNCIA. ANALISE DOS
FATOS. 1. Apenas em caráter excepcional ocorre a possibilidade de trancamento do inquérito policial ou
da ação penal, por meio da impetração de habeas corpus, sem necessidade de realização de instrução
probatória. 2. Necessária a demonstração, de plano, da ausência de justa causa para o inquérito ou para a
ação penal, consubstanciada na inexistência de elementos indiciários capazes de demonstrar a autoria e a
materialidade do delito, a atipicidade da conduta e a presença de alguma causa excludente da punibilidade
ou, ainda, nos casos de inépcia da denúncia. (...) Impetração não conhecida no ponto. 9. Ordem
conhecida em parte e denegada(HABEAS CORPUS Nº 411.574 - PR (2017/0198083-4) RELATOR:
MINISTRO FELIX FISCHER) Assim, não cabe a análise de tal alegação por esta estreita via, razão pela
qual não conheço desta parte do pedido.Quanto ao pedido de revogação do monitoramento eletrônico a
que está submetido o paciente, sob a alegação de que o mesmo é Policial Militar, possui residência fixa e
é detentor de condições pessoais favoráveis, além do fato de, como alega a defesa, tal ,monitoramento
causar constrangimento ilegal em sua liberdade de locomoção uma vez que vem tendo invadidos sua
intimidade e privacidade, além de ter prejudicado seu trabalho perante à PM, pois o uso da tornozeleira o
colocaria em situação humilhante perante à corporação, aos colegas de farda e à sociedade, o que lhe
causa também problemas psicológicos, estando sob tratamento, sendo o monitoramento excessivo e
desnecessário, se configurando constrangimento ilegal à sua liberdade, tenho que há de ser concedida a
ordem.Denota-se dos autos que o paciente está sob monitoramento eletrônico desde 26/05/2017, contudo,
de acordo com as informações prestadas pela autoridade inquinada coatora, não há notícias de que tenha
descumprido as regras do monitoramento e, conforme os documentos acostados pelo impetrante, o
Conselho de Disciplina da PM/PA, em decisão prolatada em 20 de agosto de 2018, manifestou-se pela
inexistência de indícios de crime de qualquer natureza, bem como que não houve transgressão da
disciplina militar por parte do paciente, havendo também nos autos declaração da vítima de que não se
sente, de modo algum, ameaçada pelo mesmo.Em sua manifestação, a Procuradoria de Justiça
manifestou-se pela concessão da ordem e revogação do monitoramento, tendo assim se
manifestado,verbis:?Nessa esteira, constata-se que o monitoramento eletrônico vem sendo mantido há 01
ano e 06 meses, não havendo notícias do seu descumprimento, e como o Paciente é Policial Militar há
mais de 19 anos, tenho por bem, sob a influência dos princípios da razoabilidade e proporcionalidade e à
luz das novas opções fornecidas pelo legislador, reconhecer o excesso de prazo na medida constritiva em
virtude do prolongamento no tempo, diante da redesignação de audiência de instrução para data
longínqua, qual seja, 10/07/2019.(...)Além do mais, as medidas alternativas à prisão não pressupõem ou
não deveriam pressupor a inexistência de requisitos da custódia cautelar, mas sim a existência de uma
providência igualmente eficaz (idônea, adequada) para o fim colimado pela medida extrema, porém com
menor grau de lesividade à liberdade do indivíduo.Dessa forma, o magistrado pode valer-se de uma ou
mais das medidas previstas no artigo 319 do CPP, desde que considere sua opção suficiente e adequada
para obter o mesmo resultado de forma menos gravosa, o que, no presente caso, já ocorreu, visto que
foram determinadas também as seguintes medidas cautelares: manter a distância mínima de 500 metros
da vítima; e manter a distância mínima de 50 km do Município de Tomé Acu, asquais já se mostram
suficientes para resguardar a integridade física da vítima.Posto isso, manifesto-me peloCONHECIMENTO
PARCIALda ordem de Habeas Corpus, e na parte conhecida, por suaCONCESSÃO, para que seja
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revogada tão somente a medida cautelar de monitoramento eletrônico, em virtude do excesso de prazo na
duração da mesma, mantendo-se as demais medidas cautelares fixadas pelo Juízo a quo.?Observa-se,
dos autos, que o feito apresenta trâmite razoável, em face das peculiaridades do caso concreto que
demanda três réus e emissão de Carta Precatória para outras Comarcas, havendo que se considerar
também que os constantes pedidos do Paciente, perante o Juízo monocrático, para revogação da medida
de monitoramento eletrônico, demanda remessa dos autos ao MP para apreciação prévia, o que
efetivamente provoca delonga ao fim da instrução processual, contudo, entendo que neste momento já
não se faz mais necessária a manutenção da monitoração eletrônica, pois, pelo que dos autos consta, a
vítima não se sente ameaçada e outras medidas cautelares foram impostas que, ao meu ver, se mostram
suficientes a resguardar a instrução criminal e a própria vítima.Assim, entendo que não há motivo que
impeça a concessão do pleito, posto que a revogação do monitoramento eletrônico não trará qualquer
prejuízo ao regular andamento do feito ante a permanência das demais medidas cautelares já decretadas.
Ademais, a lei processual penal prevê que o juiz poderá revogar a medida cautelar ou substituí-la quando
verificar a falta de motivo para que subsista e, restando comprovado pelo requerente que a revogação da
limitação imposta não comprometerá o regular desenvolvimento processual, mas, por outro lado, trará
benefícios ao paciente que, inegavelmente, é prejudicado pela manutenção do monitoramento que impede
sua plena participação na vida em sociedade e em família, entendemos ser possível a revogação do
monitoramento eletrônico, mas, com a manutenção das demais medidas cautelares.Neste sentido já se
manifestou a jurisprudência, a saber:HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO. MEDIDA CAUTELAR.
MONITORAMENTO ELETRÔNICO. EXCESSO DE PRAZO. 1. O período de duração da medida cautelar
de monitoração eletrônica (art. 319, IX CPP) deve obedecer ao princípio da razoabilidade. 2. Ordem
conhecida e concedida. (TJ-GO - HABEAS-CORPUS: 221254320178090000, Relator: DES. J.
PAGANUCCI JR., Data de Julgamento: 14/03/2017, 1A CAMARA CRIMINAL, Data de Publicação: DJ
2236 de 24/03/2017)Assim, acompanhando o entendimento firmado pelo douto representante da
Procuradoria de Justiça,CONCEDO A ORDEMe determino a retirada do aparelho de monitoramento
eletrônico do paciente, mantendo, contudo, as demais medidas já decretadas, ressaltando que em caso de
desobediência de qualquer das cautelares já estabelecidas, poderá ser decretado o encarceramento
preventivo do paciente, a critério do magistrado.É o voto.Belém/PA, 18 de fevereiro de 2019. DESªROSI
GOMES DE FARIASRelatora Belém, 19/02/2019

Número do processo: 0800391-91.2019.8.14.0000 Participação: PACIENTE Nome: JOSE DE RIBAMAR


MONTEIRO DA SILVA Participação: ADVOGADO Nome: KARIANA MACHADO DA COSTAOAB:
24665/PA Participação: AUTORIDADE COATORA Nome: JUÍZO DA VARA CRIMINAL DE
BARCARENATRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ HABEAS CORPUS CRIMINAL (307) -
0800391-91.2019.8.14.0000PACIENTE: JOSE DE RIBAMAR MONTEIRO DA SILVAAUTORIDADE
COATORA: JUÍZO DA VARA CRIMINAL DE BARCARENARELATOR(A):Desembargadora ROSI MARIA
GOMES DE FARIAS EMENTA EMENTA:HABEAS CORPUSLIBERATÓRIO COM PEDIDO DE LIMINAR.
HOMICÍDIO QUALIFICADO E HOMICÍDIO QUALIFICADO TENTADO.ART. 121, § 2º, I E IV C/C ART.
121, § 2º, I E IV E ART. 14, II, DO CPB.ALEGAÇÃO DEAUSÊNCIA DE JUSTA CAUSA E FALTA DE
FUNDAMENTAÇÃO DO DECRETO CAUTELAR BEM COMO DA DECISÃO QUE DENEGOU SUA
REVOGAÇÃO-INOCORRÊNCIA. DECRETO CAUTELAR DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO NOS
REQUISITOS ELENCADOS NO ART. 312 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL E NO CASO
CONCRETO. PROVA DA MATERIALIDADE E FORTES INDÍCIOS DE QUE O PACIENTE FOI O
MANDANTE DO HOMICÍDIO E DA TENTATIVA DE HOMICÍDIO PRATICADA CONTRA 02 PESSOAS,
MORADORAS DE UMA MESMA RESIDÊNCIA, E NA QUAL UMA VÍTIMA FOI MORTA NO LOCAL E A
OUTRA CONSEGUIU SE FUGIR.DEMONSTRADA A NECESSIDADE E ADEQUAÇÃO DA MEDIDA.
PERICULOSIDADE QUE SE MOSTRA INCOMPATÍVEL COM O ESTADO DE LIBERDADE.
NECESSIDADE DE GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA E DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL ANTE A
PRESENÇA DOFUMUS COMISSI DELICTI E O PERICULUM LIBERTATIS.MEDIDAS CAUTELARES
DIVERSAS DA PRISÃO, PREVISTAS NO ART. 319 DO CPP, QUE NÃO SE MOSTRAM SUFICIENTES
AO CASO, COMO IDONEAMENTE FUNDAMENTADO PELO JUÍZO SINGULAR.BONS
ANTECEDENTES E QUALIDADES PESSOAIS.IRRELEVANTE. SUPOSTAS CONDIÇÕES PESSOAIS
NÃO IMPEDEM A DECRETAÇÃO E MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR QUANDO PRESENTES
OS REQUISITOS PARA A MEDIDA CONSTRITIVA, EM OBSERVÂNCIA AO ENUNCIADO DA SÚMULA
Nº 08 DESTE EGRÉGIO TRIBUNAL.NEGATIVA DE AUTORIA, FALTA DE PROVAS.NÃO
CONHECIMENTO. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO
160
TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

APROFUNDADO DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. OHABEAS CORPUSÉ UM REMÉDIO DE RITO


CÉLERE E DE COGNIÇÃO SUMÁRIA, DESTINADO APENAS A CORRIGIR ILEGALIDADES PATENTES,
O QUE NÃO SE VERIFICA NO PRESENTE CASO.ORDEM PARCIALMENTE CONHECIDA E
DENEGADA. Vistos etc...Acordam, os Excelentíssimos Senhores Desembargadores componentes da
Seção de Direito Penal, por unanimidade, peloparcial conhecimentodowritimpetrado e, no mérito,
pelaDENEGAÇÃOda ordem nos termos do voto da Relatora. Sala das Sessões do Tribunal de Justiça do
Pará, aos dezoito dias do mês de fevereiro do ano de dois mil e dezenove.Julgamento presidido pelo Exmª
Srª. Desª. Vânia Bitar.Belém/PA, 18 de fevereiro de 2019. RELATÓRIO Trata-se da ordem deHabeas
Corpus Liberatóriocom pedido de liminarimpetrada em favor deJOSÉ DE RIBAMAR MONTEIRO DA
SILVA, apontando como autoridade coatora o MM. Juízo de Direito da Vara Criminal da Comarca de
Barcarena. Alegou a impetrante, em síntese, que o paciente foi preso preventivamente em 08/11/2018, em
razão de decisão desprovida de fundamentação, pela prática, em tese, dos crimes de homicídio
qualificado e homicídio qualificado tentado, art. 121, parágrafo 2º, inciso I e IV do CPB e art. 121,
parágrafo 2º, inciso I e IV do CPB, c/c art. 14, praticado contra as vítimas Iude da Silva Machado e Milton
Machado da Silva; que segundo os autos, as vítimas estavam em frente à sua residência quando se
aproximou um carro vermelho e dele desceram duas pessoas encapuzadas que passaram a atirar
atingindo uma pessoa, Iude, que foi a óbito e a vítima Milton que conseguiu fugir; que a polícia, em razão
de diligências, constatou, em tese, ser o paciente o articulador da empreitada criminosa, sendo o mesmo
intitulado como chefe do tráfico na região e conhecido por coagir moradores e cobrar taxas.Asseverou que
na denúncia oferecida o Ministério Público foi categórico em afirmar a participação do paciente na
empreitada tendo por escopo depoimentos de familiares das vítimas e supostas ameaças proferidas pelo
mesmo, razão pela qual sua prisão preventiva foi decretada; que a defesa requereu a revogação da
custódia uma vez que, alega, fora o Juízo induzido a erro pelo órgão ministerial que partiu de premissas
falsas e não comprovadas para articular a denúncia, contudo, o pleito foi denegado, apesar de não
subsistirem razões para manutenção da custódia, principalmente porque a denúncia foi baseada somente
em depoimentos de familiares das vítimas, não havendo provas outras acerca da participação do
paciente.Aduziu ser a decisão que decretou, bem como aquela que denegou a revogação, da custódia
preventiva do paciente carente de fundamentação, se configurando em antecipação de pena e violadora
do princípio da presunção de inocência, violando o estado democrático de direito.Requereu a concessão
liminar da medida e sua posterior ratificação, sendo ao paciente concedido o direito de responder ao feito
em liberdade. Recebidos os autos, após redistribuição, reservei-me para apreciar o pedido liminar após
fossem prestadas informações pela autoridade coatora, tendo esta, ID 1323778, relatado que fora
oferecida denúncia em desfavor do paciente e corréus pela prática, em tese, do crime de homicídio
qualificado e homicídio qualificado tentado, tendo como vítimas Iude da Silva Machado e Milton Machado
da Silva, irmãos, que estavam sentados à frente de sua residência, localizada no Conjunto José dos
Santos Dias, quando se aproximou um veículo Gol, de cor vermelha, e de seu interior desceram 02
pessoas encapuzadas e, subitamente, passaram a efetuar disparos de arma de fogo em direção às
vítimas, sendo uma delas atingida e ido a óbito no local e a outra conseguiu fugir.Relatou que, ainda
conforme a denúncia, após a ocorrência a mãe das vítimas se dirigiu à delegacia e relatou que o
denunciado ?Riba? estaria ameaçando seus filhos de morte em razão de os mesmos terem praticado
roubos no local, motivo pelo qual estariam os mesmos jurados de morte, afirmando que apesar de os
atiradores estarem com os rostos cobertos foi possível reconhecê-los e que os mesmos frequentam o
conjunto, informando que ?Riba? comanda o tráfico na região e que o mesmo teria encomendado a
execução das vítimas.Relatou que a vítima Milton Machado da Silva foi ouvida e ratificou a versão de sua
genitora, informando que no momento dos fatos reconheceu um dos executores; informou ainda que
?Riba? é traficante conhecido no local e que o mesmo estaria lhe ameaçando de morte; que todas as
testemunhas e a vítima reconheceram formalmente , através de auto de reconhecimento fotográfico, os
denunciados como sendo os responsáveis pelo crime em apuração e que de posse de tais informações, a
autoridade policial representou pela prisão temporária c/c busca e apreensão na residência dos
denunciados e de Jailson Pinheiro de Oliveira, vulgo ?Gordo?, o que foi deferido.Aduziu que em sede de
interrogatório o ora paciente foi reconhecido pelas testemunhas e pela vítima, mas negou qualquer
participação com o crime e que Jailson foi vítima de homicídio em 10/09/2018, não sendo encontrado o
acusado João Antônio Dias Pereira.Por fim, relatou que restou apurado que o paciente arquitetou toda a
empreitada criminosa e que o mesmo é chefe do tráfico no Conjunto Zita Cunha onde exerce a função de
líder de segurança, onde coage moradores, cobra taxas de segurança e repreende quem pratica delitos na
comunidade; que a motivação do crime teria sido o falso pretexto de proteger a comunidade; que o
paciente foi preso preventivamente em 08/11/2018, em 01/11/2018 a denúncia foi oferecida e recebida em
08/11/2018.Retornados os autos, foi denegada a liminar.Encaminhados os autos à Procuradoria de Justiça
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

esta,através de Parecer da lavra do Dr. Cláudio Bezerra de Melo, manifestou-se pelo conhecimentoe
denegação da ordem. VOTO O foco da impetração reside na alegação deque resta configurado o
constrangimento ilegal à liberdade do paciente, que tem cerceado seu direito de ir e vir, em razão da
decretação e manutenção de sua prisão preventiva em decisão desprovida de fundamentação, apesar de
possuir o mesmo condições pessoais favoráveis.Preenchidos os pressupostos processuais, conheço da
ordem impetrada e adianto,prima facie,que adenego.Quanto ao decreto cautelar em desfavor do paciente,
tem-se que por força da reforma introduzida pelaLei Nº 11.719/2008,a prisão preventiva somente pode ser
decretada quando preenchidos os requisitos da tutela cautelar (fumus comissi delictiepericulum libertatis),
previstos noartigo 312 do Código de Processo Penal,in verbis:A prisão preventiva poderá ser decretada
como garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal, ou para
assegurar a aplicação da lei penal,quando houver prova da existência do crime e indício suficiente de
autoria.(GRIFEI)Assim, prevalece como regra em nosso sistema jurídico aliberdade,que só será
excepcionada quando presentes os requisitos elencados no precitado artigo 312 do Código de Processo
Penal, tudo em obediência às normas jurídicas insculpidas noartigo 5º, incisos LIV e LVII da Constituição
da República.Nessa ordem de ideias, mormente em face dodever de motivação das decisões judiciais
preconizado noartigo 93, inciso IX, da Carta Política,o julgador deve apontar deforma fundamentadaos
motivos pelos quais decreta a prisão processual sob pena de ocorrer transgressão ao princípio da
presunção de inocência e carecer de justa causa a prisão provisória.Nesse sentido orienta ajurisprudência
pátria:HABEAS CORPUS.LIBERDADE PROVISÓRIA. DEFERIMENTO. POSSIBILIDADE. FALTA DE
FUNDAMENTAÇÃO PARA A PRISÃO CAUTELAR. PRISÃO CAUTELAR QUE SE MOSTRA COMO
EXCEÇÃO NO NOSSO SISTEMA. INEXISTÊNCIA DE ELEMENTOS QUE, CONCRETAMENTE,
JUSTIFIQUEM A PRISÃO PREVENTIVA. LIBERDADE PROVISÓRIA CONCEDIDA(...) Isso porque não
cuidou o Magistrado de subsumir a situação fática a ele submetida à disciplina legal acerca da prisão
processual?[TJ/SP. HC nº 990.10.371813-5, 16ª C., Rel. Des. NEWTON NEVES, DJe
19/10/2010]Contudo, na esteira doartigo 311 do Código de Processo Penal,a prisão preventiva poderá ser
decretada em qualquer fase do processo, vejamos o dispositivo: ?Em qualquer fase da investigação
policial ou do processo penal, caberá a prisão preventiva decretada pelo juiz, de ofício, se no curso da
ação penal, ou a requerimento do Ministério Público, do querelante ou do assistente, ou por representação
da autoridade policial.(Redação dada pela Lei nº 12.403, de 2011)?. Temos, no caso em tela, que fora
determinada a custódia cautelar do paciente em razão da presença de indícios suficientes de autoria e de
provas de materialidade dos crimes previstos no art. art. 121, § 2º, I e IV e art. 121, § 2º, I e IV c/c art. 14,
II, do Código Penal (homicídio qualificado e homicídio qualificado tentado), tendo a decisão por
fundamento a garantia da ordem pública e aplicação da lei penal, ante a ocorrência do crime contra a vida
cometido, em tese, a mando do paciente tendo seus parceiros atirado com arma de fogo contra uma
residência atingindo 01 pessoa que foi a óbito no local, tendo uma das prováveis vítimas conseguido
escapar, restando fundamentada a decisão que decretou a custódia cautelar do paciente no que preceitua
o art. 311 e 312 do CPP uma vez que a custódia fora requerida pelo representante do órgão ministerial
daquela Comarca ante os fortes indícios da prática de ilícito gravíssimo pelo ora paciente e seus parceiros,
sendo aos mesmos imputada a prática do crime, restando presentes, portanto, o fumus comissi delicti e
opericulum libertatis, além da gravidade concreta do delito e a crueldade com que fora cometido, o que
ensejou a decretação da prisão preventiva em decisão cuja fundamentação se mostrou sucinta, mas,
idônea a sustentar o édito de segregação cautelar,não havendo como subsistir a alegação de violação a
preceito legal, senão, vejamos excerto do decreto preventivo,verbis:?...Quanto ao pedido de conversão da
prisão temporária em prisão preventiva dos réus ... formulado pelo Ministério Público, às fls. 87. A prisão
temporária de José de Ribamar Monteiro da Silva foi cumprida em 10/10/2018...Nos termos do art. 312 do
Código de Processo Penal, a prisão preventiva poderá ser decretada como garantia da ordem pública, da
ordem econômica, por conveniência da instrução criminal, ou para assegurar a aplicação da lei penal,
quando houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria.Ao caso vertente, mostra-se
aplicável o referido dispositivo legal, autorizador da segregação preventiva do representado.Os
pressupostos específicos elencados no mencionado art. 312 do CPP são o fumus comissi delicti (prova da
existência do crime e indícios suficientes de autoria) e o periculum libertatis (garantia da ordem pública ou
da ordem econômica, conveniência da instrução criminal ou para assegurar a aplicação da lei
penal).Quanto ao fumus comissi delicti, verifica-se, inicialmente, sua presença, uma vez que o depoimento
da vítima sobrevivente... relata que estava com seu irmão Iude da Silva Machado ... que identificou os dois
homens que desceram do veículo, que um dos homens era Jailton, que o outro atirador preferiu não
acusar por não ter convicção, bem como que Riba o ameaçou a ele e a seu irmão Iude de morte... a vítima
sobrevivente reconhece José Ribamar Monteiro da Silva como sendo o nacional que lhe ameaçou de
morte em diversas oportunidades ... No depoimento da testemunha ocular Iracema Barbosa da Silva, mãe
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das vítimas, é descrita toda a conduta criminosa... declarando a testemunha que conseguiu identifica-los
como sendo Jailson e João... a testemunha Iracema reconhece José Ribamar Monteiro da Silva como
sendo o nacional que acusa como sendo o autor de diversas ameaças de morte contra seus
filhos...Quanto ao periculum libertatis, invoco, a princípio, o entendimento firmado pelo Supremo Tribunal
Federal, segundo o qual não há que se falar em inidoneidade do decreto de prisão se este embasa a
custódia cautelar a partir do contexto empírico da causa... Os fatos narrados evidenciam a periculosidade
dos réus e a necessidade de se resguardar a ordem pública da reiteração do cometimento de tão grave
delito. Some-se a isto a existência de antecedentes criminais dos acusados...Tais fatos apontam para a
necessidade de sua segregação cautelar para garantia da ordem pública tendo como objetivo evitar a
reiteração criminosa, evidenciando, assim, a inadequação das medidas cautelares diversas da prisão
mesmo nessa fase processual...?Tem-se então que, ao contrário do que afirmou a impetrante, o
magistrado singular devidamente fundamentou sua decisão não só nos indícios de autoria e nas provas de
materialidade, mas também na necessidade de resguardar a ordem pública, tendo em vista que o paciente
e corréu, como asseverou o magistrado, possuem antecedentes criminais e se faz necessário proteger a
sociedade da possível reiteração de tais condutas.É certo que a segregação provisória consubstancia
simples cumprimento à regra jurídica disposta no artigo 312, inciso II, do Código de Processo Penal e que
não representa qualquer ilegalidade, mormente na hipótese em que a decisão de decretação da
segregação cautelar possui fundamentação idônea, ainda que sucinta, a exemplo do caso concreto, cuja
justificativa está na garantia da ordem pública, ante a presença de indícios de autoria e de materialidade
do crime, o que afasta eventual hipótese de concessão deHabeas Corpus. Nesse sentido está
sedimentada ajurisprudência do Superior Tribunal de Justiça,a saber:PENAL. RECURSO ORDINÁRIO EM
HABEAS CORPUS. FURTO QUALIFICADO. PRISÃO EM FLAGRANTE CONVERTIDA DE OFÍCIO EM
CUSTÓDIA CAUTELAR PELO JUIZ. POSSIBILIDADE. ARTIGO 310, INCISO II, DO CPP. PRISÃO
PREVENTIVA. ORDEM PÚBLICA. DECISÃO DEVIDAMENTE MOTIVADA. REITERAÇÃO DELITIVA.
FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA.- No caso dos autos, verifica-se que a prisão em flagrante foi homologada
pelo Juízo de piso e, logo após, transformada em prisão cautelar, conforme a decisão à fl. 31. Desse
modo, é evidente que Se trata de simples conversão da prisão em flagrante em custódia preventiva, em
cumprimento ao art. 310, II, do Código de Processo Penal. Quanto a possibilidade de o Juiz decretar a
prisão Preventiva de ofício, o entendimento desta Corte já está sedimentado no sentido de inexistir
qualquer ilegalidade. Precedentes.- A jurisprudência desta Corte tem proclamado que a prisão cautelar,
como medida de caráter excepcional, deve ser imposta, ou mantida, apenas quando atendidas, mediante
decisão judicial fundamentada (art. 93, IX, da CF), as exigências do art. 312 do CPP. Isso porque a
liberdade, antes de sentença penal condenatória definitiva, é a regra, e o enclausuramento provisório, a
exceção, como têm insistido esta Corte e o Supremo Tribunal Federal em inúmeros julgados, por força do
princípio da presunção de inocência, ou da não culpabilidade.- A decisão que determinou a segregação
provisória foi devidamente fundamentada para garantia da ordem pública, buscando evitar a reiteração
delitiva, eis que o recorrente possui inúmeras ações penais ajuizadas em seu desfavor, inclusive com
trânsito em julgado, circunstâncias que revelam, pois, a periculosidade concreta do recorrente e a real
possibilidade de que, se solto, volte a delinquir.- Não se pode falar em carência de fundamentação idônea
para a decretação da segregação excepcional, tampouco em não ocorrência dos requisitos autorizadores
previstos no art. 312 do CPP, pois, pelo contrário, as circunstâncias descritas nos autos corroboram a
necessidade de manutenção da prisão preventiva do recorrente. Precedentes.- Recurso ordinário em
habeas corpus desprovido.[RHC 39443/MG. Relª. Minª. Marilza Maynard. Publicação 13/9/2013] HABEAS
CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. DESCABIMENTO. COMPETÊNCIA DAS
CORTES SUPERIORES. MATÉRIA DE DIREITO ESTRITO. MODIFICAÇÃO DE ENTENDIMENTO
DESTE TRIBUNAL, EM CONSONÂNCIA COM A SUPREMA CORTE. FURTO
QUALIFICADO.PRISÃOEMFLAGRANTECONVERTIDA EMPRISÃO PREVENTIVA. TESE DE NULIDADE
PELA DECRETAÇÃO DA CUSTÓDIA DE OFÍCIO PELO JUÍZO PROCESSANTE. IMPROCEDÊNCIA.
NECESSIDADE DA SEGREGAÇÃO CAUTELAR DEMONSTRADA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA.
REITERAÇÃO DELITIVA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. MEDIDAS CAUTELARES DIVERSAS
DAPRISÃO.DESCABIMENTO. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADEFLAGRANTEQUE, EVENTUALMENTE,
PUDESSE ENSEJAR A CONCESSÃO DA ORDEM DE OFÍCIO. ORDEM DE HABEAS CORPUS NÃO
CONHECIDA.(...)3. Não se verifica a alegada nulidade daprisão preventiva,por ter sido decretada de ofício
pelo juízo processante, porquanto se trata, na realidade, de
simplesconversãodaprisãoemflagranteempreventiva,em cumprimento dos ditames do art. 310, inciso II, do
Código de Processo Penal.4. Hipótese em que se mostra legítima aprisão preventivado ora Paciente, em
face das circunstâncias do caso que, pelas características delineadas, retratam, in concreto, a
necessidade da medida. O Paciente "responde a vários processos, tendo até mesmo já sido condenado
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6607/2019 - Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

por outro delito patrimonial", o que evidencia a necessidade da medida constritiva para garantia da ordem
pública, em face da reiteração na conduta delitiva(...).[HC 227595/MG. Minª. Laurita Vaz. Publicação:
27/8/2013]Ademais, o conteúdo normativo doart. 321 do Código de Processo Penal, revela que somente é
possível conceder liberdade provisória quando ausentes os requisitos do art. 312 do mesmo diploma legal.
Em outras palavras, em interpretaçãoa contrario sensu,presentes os motivos autorizadores da prisão
cautelar, deve ser indeferido o pedido de liberdade provisória. Para melhor análise, transcrevo o
dispositivo legal em apreço,in verbis:Art. 321. Ausentes os requisitos que autorizam a decretação da prisão
preventiva, o juiz deverá conceder liberdade provisória, impondo, se for o caso, as medidas cautelares
previstas no art. 319 deste Código e observados os critérios constantes do art. 282 deste Código. Logo, a
segregação provisória, pelo que se depreende das informações prestadas, atende aos vetores erigidos
noartigo 312 do Código de Processo Penal,não sendo possível conceder liberdade provisória ao paciente
e há muito a jurisprudência doSupremo Tribunal Federaljá se manifestou acerca da possibilidade de
manutenção da segregação quando presentes seus requisitos, senão vejamos:O conceito jurídico de
ordem pública não se confunde com incolumidade das pessoas e do patrimônio (art. 144 da CF/1988).
Sem embargo, ordem pública se constitui em bem jurídico que pode resultar mais ou menos fragilizado
pelo modo personalizado com que se dá a concreta violação da integridade das pessoas ou do patrimônio
de terceiros, tanto quanto da saúde pública (nas hipóteses de tráfico de entorpecentes e drogas afins). Daí
sua categorização jurídico-positiva, não como descrição do delito nem cominação de pena, porém como
pressuposto de prisão cautelar; ou seja, comoimperiosa necessidade de acautelar o meio social contra
fatores de perturbação que já se localizam na gravidade incomum da execução de certos crimes.Não da
incomum gravidade abstrata desse ou daquele crime, mas da incomum gravidade na perpetração em si do
crime, levando à consistente ilação de que, solto, o agente reincidirá no delito. Donde o vínculo
operacional entre necessidade de preservação da ordem pública e acautelamento do meio social. Logo,
conceito de ordem pública que se desvincula do conceito de incolumidade das pessoas e do patrimônio
alheio (assim como da violação à saúde pública), mas que se enlaça umbilicalmente à noção de
acautelamento do meio social.(HC 101.300, Rel. Min.Ayres Britto, julgamento em 5-10-2010, Segunda
Turma, DJE 18-11-2010.) (GRIFEI).A alegação de que a manutenção da custódia violaria o princípio da
presunção de inocência também não prospera e, nesse instante, interessante se faz trazer à colação os
ensinamentos doutrinários do jurista Gilmar Mendes (Curso de Direito Constitucional. 4ª Edição. Editora
Saraiva: p. 678-685) quanto à compatibilidade entre a prisão cautelar e o princípio de presunção de
inocência:(...). Tem sido rico o debate sobre o significado da garantia de presunção de não-culpabilidade
no direito brasileiro, entendido como princípio que impede a outorga de consequências jurídicas sobre o
investigado ou denunciado antes do trânsito em julgado da sentença criminal. (...) No caso da prisão
cautelar, tem o Tribunal enfatizado que a sua decretação não decorre de qualquer propósito de
antecipação de pena ou da execução penal, estando jungida a pressupostos associados,
fundamentalmente, à exitosa persecução criminal.(...) Tal como já observado, o princípio da presunção de
inocência não obsta a que o legislador adote determinadas medidas de caráter cautelar, seja em relação à
própria liberdade do eventual investigado ou denunciado, seja em relação a seus bens ou pertences. (...)
Fundamental no controle de eventuais conformações ou restrições é a boa aplicação do princípio da
proporcionalidade. (...).(GRIFEI).O exame acurado da decisão supracitada revela a necessidade e a
adequação da medida restritiva atacada nesta ação mandamental: as circunstâncias do caso concreto
demonstram a presença dos indícios de autoria e da materialidade delitiva,apesar de o paciente negar tais
fatos. A prisão preventiva foi decretada pela presença dos requisitos da tutela cautelar, havendo na
decisão suficiente motivação acerca dos requisitos do artigo 312 do Código de Processo Penal, não
havendo como se revogar a decisão que decretou, bem como aquela que denegou sua revogação, uma
vez que presentes os requisitos e fundamentos elencados nos artigos 312 e 313 do Código de Processo
Penal, sendo certo, inclusive, que a prisão, como forma de assegurar a segurança da ação penal, não
afronta, por si só, o princípio do estado de inocência.No que tange à alegação de que o paciente preenche
os requisitos favoráveis à concessão da ordemuma vez que reúne condições pessoais como primariedade,
residência fixa e profissão definida, e que o magistrado de piso não considerou tais fatos, impende
esclarecer que tais pressupostos não têm o condão de,per se,garantir-lhe a liberdade provisória se há nos
autos elementos hábeis a recomendar a manutenção da custódia cautelar, conforme decisões reiteradas
desta Corte que,tendo por escopo decisões emanadas dos Tribunais Superiores, editou a Súmula 08
(publicada no Diário da Justiça de 16/10/2012, Edição nº. 5131/2012), assim determinando: "AS
QUALIDADES PESSOAIS SÃO IRRELEVANTES PARA A CONCESSÃO DA ORDEM DE HABEAS
CORPUS, MORMENTE QUANDO ESTIVEREM PRESENTES OS REQUISITOS DA PRISÃO
PREVENTIVA."(GRIFEI).Quanto ao pedido para que ao paciente seja decretada medida cautelar diversa
da prisão, tenho que também não há como ser dado provimento, pois entendo que o magistrado não é
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obrigado a concedê-las e, impende ressaltar, as hipóteses de aplicação de medida cautelar, art. 282 do
CPP, ou aquelas previstas nos incisos do art. 318 do CPP, não são sempre obrigatórias, sendo
consagrado em âmbito doutrinário e jurisprudencial o entendimento de que se faz necessária a aferição
pelo juiz, no caso em concreto, acerca da adequação e suficiência da medida, porquanto a substituição da
prisão preventiva por quaisquer de tais medidas pode acabar por frustrar a finalidade perseguida com a
decretação da custódia.Da pormenorizada análise do conjunto probatório do caso em exame, verifica-se a
insuficiência da substituição da prisão preventiva ante os indícios de autoria e materialidade do crime de
homicídio tentado, praticado com crueldade e sem que as vítimas tivessem a mínima condição de defesa,
restando a necessidade de manutenção da custódia para garantia da ordem pública, bem como para
preservar a integridade dos sobreviventes e das testemunhas que ainda não foram ouvidas, conforme
idoneamente disposto na decisão proferida pelo Juízo de piso.Neste sentido é a jurisprudência, a
saber:Ementa:RECURSO EM HABEAS CORPUS. CRIME CONTRA O PATRIMÔNIO. FURTO
QUALIFICADO. ALEGAÇÃO DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. PRETENSÃO DE QUE SE
RECONHEÇA NULIDADE NA PRISÃO EM FLAGRANTE. CONVERSÃO PARA A PREVENTIVA DE
OFÍCIO. VALIDADE. PLEITO PELA REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA. CIRCUNSTÂNCIAS
AUTORIZADORAS PRESENTES. CONDIÇÕES PESSOAIS FAVORÁVEIS. IRRELEVÂNCIA.PEDIDO
PARA SUBSTITUIR A PRISÃO CAUTELAR POR MEDIDA DIVERSA. INADEQUAÇÃO / INSUFICIÊNCIA.
PRECEDENTES. 1. O Juízo processante, ao receber o auto de prisão em flagrante, verificando sua
legalidade e inviabilidade de sua substituição pormedidadiversa, deverá convertê-la em preventiva, quando
reconhecer a existência dos requisitos preconizados nos arts. 312 e 313, do CPP, independente de
representação ou requerimento. 2.A necessidade da segregação cautelar se encontra fundamentada na
garantia da ordem públicaem face da periculosidade do recorrente, caracterizada pela reiteração de
prática delituosa. 3. O Superior Tribunal de Justiça, em orientação uníssona, entende que persistindo os
requisitos autorizadores da segregaçãocautelar(art. 312, CPP), é despiciendo o recorrente possuir
condições pessoais favoráveis. 4. Recurso em "habeas corpus" a que se nega provimento. (STJ) Data de
publicação: 14/11/2013).No que concerne à alegação de ausência de provas, ou mesmo de indícios, de
que o paciente tenha praticado qualquer conduta delituosa, em razão de sua negativa de autoria e do fato
de que os testemunhos contra si são exclusivamente da família das vítimas, reitero que a análise de
provas se refere ao mérito da ação penal enão é cabível em sede deHabeas Corpus,que é de cognição
sumária e célere,e, como cediço, impossível é o revolvimento de provas na via estreita dowrit.Nesse
sentido:HABEAS CORPUS ESTUPRO DE VULNERÁVEL E FRAUDE PROCESSUAL CRIME
CONTINUADO AUSÊNCIA DE PROVAS DE AUTORIA E MATERIALIDADE REVOLVIMENTO FÁTICO
PROBATÓRIO INCABÍVEL NA VIA ELEITA NÃO CONHECIMENTO (...). I.Não se conhece do argumento
que trata da ausência de provas de autoria e materialidade, pois o exame do material probatório, contido
nos autos do processo criminal não pode ser feito através do remédio heroico, ação constitucional de rito
célere e cognição sumária, destinada a corrigir ilegalidades patentes e perceptíveis de pronto. Precedente
do STJ (...); (2017.01845178-73, 174.425, Rel. ROMULO JOSE FERREIRA NUNES, Órgão Julgador
SEÇÃO DE DIREITO PENAL, Julgado em 08/05/2017, publicado em 10/05/2017). Grifei.HABEAS
CORPUS - ROUBO MAJORADO - ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO DA DECISÃO
QUE MANTEVE A SEGREGAÇÃO CAUTELAR - CONDIÇÕES PESSOAIS FAVORÁVEIS -
COGITAÇÕES ACERCA DA DOSAGEM DA PENA - VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DE
INOCÊNCIA - APLICAÇÃO DE MEDIDAS CAUTELARES DIVERSAS DA PRISÃO - REITERAÇÃO DE
PEDIDO - SÚMULA Nº 53 DO TJMG - INCOGNIÇÃO -ALEGAÇÃO DE PROVA OBTIDA MEDIANTE
TORTURA - QUESTAO FÁTICA QUE ENVOLVE REVOLVIMENTO DE MATERIAL PROBATÓRIO QUE
NÃO SE PODE REALIZARA NA ESTREITA VIA MANDAMENTAL- WRIT COMO SUCEDÂNEO
RECURSAL - IMPOSSIBILIDADE - PRECENTES DO STJ - NÃO CONHECIMENTO DA IMPETRAÇÃO -
EXCESSO DE PRAZO PARA A FORMAÇÃO DA CULPA - INOCORRÊNCIA - INSTRUÇÃO ENCERRADA
- SENTENÇA PROLATADA - SÚMULA N. 52 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. 1. Não se
conhece de pedido de habeas corpus que se constitua em mera reiteração de anterior, já julgado, nos
termos do enunciado n. 53 do Grupo de Câmaras Criminais deste Tribunal. 2. Encerrada a instrução
criminal, fica superada a alegação de constrangimento ilegal por excesso de prazo, nos termos da Súmula
nº. 52 do Superior Tribunal de Justiça. 3. Em consonância com a orientação jurisprudencial do Supremo
Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça, a ação constitucional de Habeas Corpus não pode ser
utilizada como sucedâneo recursal, mormente quando, à impugnação do ato judicial combatido, há
previsão expressa de recurso próprio, excetuados os casos em que patentemente configurado o
constrangimento ilegal, que, in casu, não se verifica. (TJ-MG - HC: 10000150769602000 MG, Relator:
Paulo Calmon Nogueira da Gama, Data de Julgamento: 05/11/2015, Câmaras Criminais / 7ª CÂMARA
CRIMINAL, Data de Publicação: 12/11/2015).Grifei.Assim, não conheço desta parte do pedido.Diante do
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exposto, e tendo em vistaque a decisão que decretou a segregação cautelar do paciente, bem como
aquela que denegou sua revogação,encontra-se devidamente fundamentada, não se podendo falar em
ausência de justa causa, o que autoriza a imposição da medida excepcional para assegurar a garantia da
ordem pública, apesar do que alega o impetrante, acompanho o parecer ministerial eDENEGOa ordem
deHabeas Corpusimpetrada.É o voto.Belém/PA, 18 de fevereiro de 2019. DESª.ROSI GOMES DE
FARIASRelatora Belém, 20/02/2019

Número do processo: 0809915-49.2018.8.14.0000 Participação: PACIENTE Nome: ALESSANDRO SILVA


DE OLIVEIRA Participação: ADVOGADO Nome: RODRIGO SANTOS RIBEIROOAB: 19821/PA
Participação: AUTORIDADE COATORA Nome: JUÍZO 2ª VARA CRIMINAL DE MARABÁTRIBUNAL DE
JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ HABEAS CORPUS CRIMINAL (307) - 0809915-
49.2018.8.14.0000PACIENTE: ALESSANDRO SILVA DE OLIVEIRAAUTORIDADE COATORA: JUÍZO 2ª
VARA CRIMINAL DE MARABÁRELATOR(A):Desembargadora ROSI MARIA GOMES DE FARIAS
EMENTA EMENTA:HABEAS CORPUSLIBERATÓRIO COM PEDIDO DE LIMINAR.ART. 157, § 2º, II DO
CPB.CONSTRANGIMENTO ILEGAL. NEGATIVA AO DIREITO DE RECORRER EM LIBERDADE.
INOCORRÊNCIA.PACIENTEQUE PERMANECEU PRESO CAUTELARMENTE DURANTE TODA A
INSTRUÇÃO CRIMINAL. PRESENÇA DOS REQUISITOS DA PRISÃO PREVENTIVA. SENTENÇA
DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA EM FATOS OCORRIDOS DURANTE A AÇÃO CRIMINOSA.
PRESENÇA DOS REQUISITOS DO ART. 312 DO CPP. INEXISTÊNCIA DO DIREITO DE APELAR EM
LIBERDADE.Não se configura o constrangimento ilegal na prisão preventiva decretada com
fundamentação atinente aos arts. 311 e 312 do Código de Processo Penal e, tendo permanecidoo réu
preso durante toda a instrução criminal, em razão de prisão cautelar, e não tendo sido demonstradas
circunstâncias de fato e de direito que autorizem a concessão de liberdade, não se verifica na hipótese o
alegado constrangimento ilegal.Ressalto, contudo, anecessidade de o paciente ser mantido em regime
prisional compatível com aquele determinado na sentença, devendo o mesmo ser imediatamente
encaminhado ao regime semiaberto, caso ainda não esteja sob este regime, visando tal decisão a
inocorrência de constrangimento ilegal ou violação a direito do paciente. ORDEM DENEGADA.Vistos e
etc...Acordam, os Excelentíssimos Senhores Desembargadores componentes das Seção de Direito Penal,
por unanimidade, peloconhecimentodowritimpetrado e, no mérito, peladenegaçãoda ordem nos termos do
voto da Relatora.Sala das Sessões do Tribunal de Justiça do Pará, aos dezoito dias do mês de fevereiro
do ano de dois mil e dezenove.Julgamento presidido pelo Exmª Srª. Desª. Vânia Bitar. Belém/PA, 18 de
fevereiro de 2019. RELATÓRIO Trata-se da ordem deHabeas Corpus Liberatóriocom pedido de
liminarimpetrada em favor deALESSANDRO SILVA DE OLIVEIRA, apontando como autoridade coatora o
MM. Juízo de Direito da 2ª Vara Criminal da Comarca de Marabá, aqui inquinado autoridade
coatora.Alegou o impetrante, em síntese, que foi proposta ação penal em desfavor do paciente e corréu
pela prática, em tese, do crime previsto no art. 157, § 2º, II c/c art. 70 do CP, sendo a denúncia recebida
em 09/08/2018; que a prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva, primeiro pelo Juízo do
plantão, sem a presença do acusado, e depois pelo magistrado singular, mas sem a presença do
representante ministerial, apesar de não haver prova inequívoca da autoria. Afirmou que após a instrução
foi proferida sentença condenatória em desfavor do paciente, sendo o mesmo condenado a cumprir pena
de 06 anos e 08 meses de reclusão em regime semiaberto, não lhe sendo concedido o direito de recorrer
em liberdade e que é incompatível o regime inicial semiaberto com a manutenção da prisão preventiva,
sendo regra em nosso ordenamento o direito do acusado apelar em liberdade.Alegou não haver
fundamentação à decisão que decidiu sobre a manutenção da prisão e que no caso presente, o paciente é
detentor de condições pessoais favoráveis, possui endereço fixo, atividade lícita, bons antecedentes e não
representa risco para a sociedade, sendo acusado de ter agido como partícipe no crime que lhe é
imputado.Requereu a concessão liminar da ordem.Recebidos os autos durante o plantão judicial do
recesso de fim de ano a plantonista denegou o pedido liminar, requerendo em seguida que fossem
prestadas informações pela autoridade inquinada coatora, tendo esta as prestado conforme ID
1267436.Nesta superior instância, a Procuradoria de Justiça do Ministério Público do Estado do
Pará,manifestou-se peloconhecimentoeconcessão parcialda ordem, para que o paciente seja transferido a
estabelecimento prisional compatível com o regime fixado na sentença.Foram os autos recebidos neste
gabinete, após redistribuição, para prosseguimento do feito. VOTO O foco da impetração reside na
alegação deque restara configurado o constrangimento ilegal à liberdade do ora paciente em virtude da
manutenção, em sentença, de sua prisão, lhe sendo negado o direito de recorrer em liberdadeapesar de
condenado a cumprir sua pena em regime semiaberto.Denota-se, de tudo que dos autos consta, a
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inocorrência do alegado constrangimento ilegal à liberdade de locomoção do paciente.É certo que por
força da reforma introduzida pelaLei Nº 11.719/2008,a prisão preventiva somente pode ser decretada e/ou
mantida quando preenchidos os requisitos da tutela cautelar (fumus comissi delictiepericulum libertatis),
previstos noartigo 312 do Código de Processo Penal,in verbis:A prisão preventiva poderá ser decretada
como garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal, oupara
assegurar a aplicação da lei penal, quando houver prova da existência do crime e indício suficiente de
autoria.(GRIFEI). Em face das normas jurídicas insculpidas noartigo 5º, incisos LIV e LVII da Constituição
da República,prevalece comoregraem nosso sistema jurídico aliberdade,a qual só será excepcionada
quando presentes os requisitos elencados no precitadoartigo 312 do Código de Processo Penal.Nessa
ordem de ideias, mormente em face dodever de motivação das decisões judiciais, preconizado noartigo
93, inciso IX, da Carta Política,o julgador deve apontar deforma fundamentadaos motivos por que decreta
a prisão processual sob pena de ocorrer transgressão ao princípio da presunção de inocência e carecer de
justa causa a prisão provisória. Assim,em face do dever de motivação das decisões judiciais, preconizado
noartigo 93, IX, daLexis Fundamentallis, o julgador deve apontar de forma fundamentada os motivos pelos
quais decreta a prisão processual, sob pena de transgressão aoprincípio da presunção de inocência e de
carecer de justa causa a prisão provisória. Nesse sentido orienta ajurisprudência pátria:HABEAS
CORPUS.LIBERDADE PROVISÓRIA. DEFERIMENTO. POSSIBILIDADE. FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO
PARA A PRISÃO CAUTELAR. PRISÃO CAUTELAR QUE SE MOSTRA COMO EXCEÇÃO NO NOSSO
SISTEMA. INEXISTÊNCIA DE ELEMENTOS QUE, CONCRETAMENTE, JUSTIFIQUEM A PRISÃO
PREVENTIVA. LIBERDADE PROVISÓRIA CONCEDIDA(...) Isso porque não cuidou o Magistrado de
subsumir a situação fática a ele submetida à disciplina legal acerca da prisão processual?[TJ/SP. HC nº
990.10.371813-5, 16ª C., Rel. Des. NEWTON NEVES, DJe 19/10/2010](GRIFEI).Ao contrário do alegado
pelo Impetrante, o fato de ao paciente ter sido negado o direito de recorrer em liberdade não configura,
necessariamente, constrangimento ilegal uma vez que a decisão pela manutenção da constrição do
Paciente se mostra suficientemente fundamentada, conforme se denota da sentença condenatória, senão,
vejamos:?...Afasto a substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos ante o disposto
no art. 44, I do Código Penal Brasileiro, considerando que a pena imposta ao acusado é superior a 04
(quatro) anos, bem como pelo fato de ter o delito sido praticado com grave ameaça. O regime de
cumprimento de pena será inicialmente o semiaberto, conforme preceitua o artigo 33, § 2º, ?b?, do Código
Penal Brasileiro. Quanto à regra do artigo 387, § 2º, do Código de Processo Penal, o acusado ficou preso
por tempo insuficiente para, computado como detração, modificar o regime inicial de cumprimento de
pena. A quantidade da pena aplicada, bem como o regime inicial de cumprimento de pena indicam a
necessidade de manutenção da prisão preventiva do réu, principalmente diante de se estar agora diante
de um juízo de certeza quanto à autoria e a materialidade e não só de meros indícios, pois, gera a
necessidade de assegurar a execução da lei penal. Ademais, a soltura do réu nessa fase revelaria
verdadeira desproporcionalidade, visto ter permanecido encarcerado durante todo o trâmite processual,
quando ainda não havia produção de provas robustas. Neste sentido é inclusive o entendimento do
Superior Tribunal de Justiça (STJ): ?A orientação pacificada nesta Corte Superior é no sentido de que no
há lógica em deferir ao condenado o direito de recorrer solto quando permaneceu segregado durante a
persecução criminal, se persistentes os motivos para a preventiva (RHC 74.896/MG, Rel. Ministro JORGE
MUSSI, QUINTA TURMA, julgado em 22/11/2016, DJe 30/11/2016). Desse modo, mantenho a prisão
preventiva do sentenciado...?A autoridade inquinada coatora fundamentou sua decisão nos vetores legais
autorizadores da constrição, sendo certo que a segregação provisória consubstancia simples cumprimento
à regra jurídica disposta noartigo 312, inciso II, do Código de Processo Penal.Não representa, pois,
qualquer ilegalidade, mormente na hipótese em que a decisão de manutenção da segregação cautelar
possui fundamentação idônea, a exemplo do caso concreto, o que afasta eventual hipótese de concessão
doHabeas Corpus, pois, como visto, consubstanciada em fatos ocorridos durante a ação criminosa, se
mostrando necessária a garantia da ordem pública, conforme disposto no art. 312 do CPP.Nesse sentido é
a jurisprudência desta Corte,a saber:HABEAS CORPUS. CRIME DE TRÁFICO DE DROGAS. ARTIGO 33,
CAPUT, DA LEI 11.343/2006.SENTENÇA CONDENATÓRIA. NEGATIVA DO DIREITO DE APELAR EM
LIBERDADE PELO JUÍZO A QUO. ALEGAÇÃO DE ILEGALIDADE NA DECISÃO QUE NEGOU À
PACIENTE O DIREITO DE APELAR EM LIBERDADE POR AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA.
INOCORRÊNCIA. RECURSO DE APELAÇÃO PENDENTE DE JULGAMENTO.DECISÃO
CONSUBSTANCIADA NOS FATOS QUE OCORRERAM DURANTE A INSTRUÇÃO CRIMINAL E
DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA NA GARANTIA DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL. PRINCÍPIO DA
CONFIANÇA NO JUIZ DA CAUSA, EM VIRTUDE DE SE ENCONTRAR MAIS PRÓXIMO DAS PARTES,
DOS FATOS E DAS PROVAS. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO.CONDIÇÕES
PESSOAIS FAVORÁVEIS. IRRELEVÂNCIA. MANUTENÇÃO DA MEDIDA CONSTRITIVA
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DEMONSTRADA PELA GARANTIA DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL. AUSÊNCIA DE


CONSTRANGIMENTO ILEGAL. WRIT CONHECIDO. ORDEM DENEGADA. DECISÃO UNÂNIME. 1. A
segregação da paciente decorre de sentença condenatória recorrível, restando tal decisão devidamente
fundamentada, ante a impossibilidade da paciente apelar em liberdade para fins de garantia da ordem
pública, de sorte que não se constata manifesta ilegalidade em tal determinação. 2. Como versa o
princípio da confiança, os magistrados que se encontram mais próximos à causa, possuem melhores
condições de avaliar a necessidade da segregação cautelar, quando confrontada com o caso concreto. 3.
Conforme pacífico magistério jurisprudencial, eventuais condições pessoais favoráveis à paciente tais
como primariedade, endereço certo, família constituída ou profissão lícita não garantem o direito à
revogação da custódia cautelar, quando presentes os requisitos previstos no artigo 312 do Código
Processo Penal, não restando outra alternativa a não ser a denegação da ordem, uma vez que a paciente
não sofre constrangimento ilegal em sua liberdade de locomoção. 5. Habeas Corpus conhecido. 6. Ordem
denegada à unanimidade. (TJ-PA - HC: 201430259396 PA, Relator: NADJA NARA COBRA MEDA - JUIZA
CONVOCADA, Data de Julgamento: 01/12/2014, CÂMARAS CRIMINAIS REUNIDAS, Data de Publicação:
03/12/2014) (GRIFEI).O conteúdo normativo doart. 321 do Código de Processo Penal, revela que somente
é possível conceder liberdade provisória quando ausentes os requisitos do art. 312 do mesmo diploma
legal. Para melhor análise, transcrevo o dispositivo legal em apreço,in verbis:Art. 321. Ausentes os
requisitos que autorizam a decretação da prisão preventiva, o juiz deverá conceder liberdade provisória,
impondo, se for o caso, as medidas cautelares previstas no art. 319 deste Código e observados os
critérios constantes do art. 282 deste Código. Logo, a manutenção da segregação do paciente, pelo que
se depreende dos autos, atende aos vetores erigidos no artigo 312 do Código de Processo Penal,não
sendo possível conceder liberdade no presente caso.Ademais, há muito a jurisprudência doSupremo
Tribunal Federaljá se manifestou acerca da possibilidade de manutenção da segregação quando
presentes seus requisitos, senão vejamos:O conceito jurídico de ordem pública não se confunde com
incolumidade das pessoas e do patrimônio (art. 144 da CF/1988). Sem embargo, ordem pública se
constitui em bem jurídico que pode resultar mais ou menos fragilizado pelo modo personalizado com que
se dá a concreta violação da integridade das pessoas ou do patrimônio de terceiros, tanto quanto da
saúde pública (nas hipóteses de tráfico de entorpecentes e drogas afins). Daí sua categorização jurídico-
positiva, não como descrição do delito nem cominação de pena, porém como pressuposto de prisão
cautelar; ou seja, comoimperiosa necessidade de acautelar o meio social contra fatores de perturbação
que já se localizam na gravidade incomum da execução de certos crimes.Não da incomum gravidade
abstrata desse ou daquele crime, mas da incomum gravidade na perpetração em si do crime, levando à
consistente ilação de que, solto, o agente reincidirá no delito. Donde o vínculo operacional entre
necessidade de preservação da ordem pública e acautelamento do meio social. Logo, conceito de ordem
pública que se desvincula do conceito de incolumidade das pessoas e do patrimônio alheio (assim como
da violação à saúde pública), mas que se enlaça umbilicalmente à noção de acautelamento do meio
social.(HC 101.300, Rel. Min.Ayres Britto, julgamento em 5-10-2010, Segunda Turma, DJE 18-11-2010.)
(GRIFEI).Acerca da inocorrência de constrangimento ilegal ante a negativa ao réu/paciente, em recorrer
em liberdade, quando a decisão apresenta fundamentação suficiente já é pacífico o entendimento desta
Egrégia Corte, vejamos:HABEAS CORPUSLIBERATÓRIO COM PEDIDO DE LIMINAR. ART.157, § 2º,
INCISOS I E II DO CPB.(...)CONSTRANGIMENTO ILEGAL EM RAZÃO DA NEGATIVA AO DIREITO DE
RECORRER EM LIBERDADE. PACIENTE QUE RESPONDEU PRESO A TODO O
PROCESSO.DECRETO CAUTELAR DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO NOS REQUISITOS
ELENCADOS NO ART. 312 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. PRINCÍPIO DA CONFIANÇA NO
JUÍZO DA CAUSA.HABEAS CORPUSCONHECIDO. ORDEM DENEGADA.(PROCESSO Nº 0802298-
72.2017.8.14.0000 Julgado em 05/02/2018 RELATORA: ROSI MARIA GOMES DE FARIAS).Ressalto, por
oportuno, como bem observou o representante da Procuradoria de Justiça, que deve ser observada a
necessidade de o paciente ser mantido em regime prisional compatível com aquele determinado na
sentença, devendo o mesmo ser imediatamente encaminhamento ao regime semiaberto, caso ainda não
esteja sob tal regime, visando esta decisão a inocorrência de constrangimento ilegal ou violação a direito
do paciente.Ante o exposto,em consonância com o parecer ministerial,denegoa ordem deHabeas
Corpusimpetrada.É o voto.Belém/PA,18 de fevereiro de 2019. DESª.ROSI MARIA GOMES DE
FARIASRelatora Belém, 20/02/2019

Número do processo: 0800411-82.2019.8.14.0000 Participação: PACIENTE Nome: MAURO RODRIGUES


DOS SANTOS JUNIOR Participação: ADVOGADO Nome: ANDERSON FRANCISCO MATOS
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BESTEIROOAB: 2151800A/PA Participação: AUTORIDADE COATORA Nome: 05 vara criminal de


Ananindeua/PATRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ HABEAS CORPUS CRIMINAL (307) -
0800411-82.2019.8.14.0000PACIENTE: MAURO RODRIGUES DOS SANTOS JUNIORAUTORIDADE
COATORA: 05 VARA CRIMINAL DE ANANINDEUA/PARELATOR(A):Desembargadora ROSI MARIA
GOMES DE FARIAS EMENTA EMENTA:HABEAS CORPUS LIBERATÓRIO COM PEDIDO DE LIMINAR.
ART. 157, § 2º, INCISO II, C/C § 2º-A, DO CP (CRIME DE CRIME DE ROUBO QUALIFICADO EM
CONCURSO DE AGENTES E EMPREGO DE ARMA DE FOGO). 1 ?PEDIDO de relaxamento da prisão
por excesso de prazo.NÃO CONHECIMENTO.instrução processual já foi encerrada, tendo sido inclusive
prolatada sentença desfavorável ao PacienteCONSTANTE DE 08 ANOS, 10 MESES E 20 DIAS DE
RECLUSÃO A SEREM CUMPRIDOS EM REGIME FECHADO E MAIS 21 DIAS-MULTA, estando os autos
da ação penalEM SEDE DE APELAÇÃO. SUPERVENIÊNCIA RECONHECIDA PELA PROLAÇÃO DA
SENTENÇA. 2? Alegação dA não aplicação dA atenuante da confissão espontânea e majoração da pena
em razão da qualificadora do art. 157, § 2ºA do CP.NÃO OCORRÊNCIA.OHABEAS CORPUSÉ UM
REMÉDIO HEROICO, DE RITO CÉLERE E COGNIÇÃO SUMÁRIA, DESTINADO APENAS A CORRIGIR
ILEGALIDADES PATENTES, O QUE NÃO SE VERIFICA, NO PRESENTE CASO. O SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL E O SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA NÃO ADMITE O REMÉDIO HERÓICO
COMO SUCEDÂNEO DO MEIO PROCESSUAL ADEQUADO, SALVO EM SITUAÇÕES EXCEPICIONAIS.
AUSÊNCIA DE REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE PARA ANÁLISE DA ORDEM. O PROCESSO PENAL
PREVÊ RECURSO PRÓPRIO PARA REVOLVIMENTO FÁTICO DE PROVAS OU EQUIVOCOS A
SEREM SANADOS, ENTRE ELES A APELAÇÃO, NOS TERMOS DO ART. 593, INCISO I DO CPP. 3 -
alegação da negativa do Paciente recorrer em liberdade.IMPOSSIBILIDADE.uma vez que O RÉU
RESPONDEU TODA A PERCESUÇÃO PENAL SEGREGADO não existe lógica para liberdade do réu
quando condenado para que venha a recorrer em liberdade quando permanecerem os requisitos para a
manutenção da prisão preventiva. precedente HC 463.041/SP, Rel. Ministro JORGE MUSSI, QUINTA
TURMA, julgado em 27/11/2018, DJe 06/12/2018. 4 - alegações de condições pessoais para revogação da
prisão preventiva.IMPOSSIBILIDADE.supostas condições pessoais do paciente não são suficientes para a
revogação da prisão PREVENTIVA. INTELIGÊNCIA DA SÚMULA Nº 08 DO TJE/PA.5 -pedido
deaplicação de medidas cautelares diversas da prisão.IMPOSSIBILIDADE.a segregação CAUTELAR se
faz necessária no presente caso.INVIÁVEL A SUBSTITUIÇÃO DA PRISÃO POR MEDIDAS
CAUTELARES DIVERSAS. DESCABIMENTO EM RAZÃO DA PRESENÇA DOS REQUISITOS DA
PRISÃO PREVENTIVA. HABEAS CORPUS CONHECIDO PARCIALMENTE E NA PARTE CONHECIDA
DENEGADA. A C Ó R D Ã OVistos etc. Acordam, os Excelentíssimos Senhores Desembargadores
componentes da Seção de Direito Penal, por unanimidade, pelonãoconhecimento em parte da ordem e na
parte conhecida, ordem denegada, nos termos do voto da Relatora. Sala das Sessões do Tribunal de
Justiça do Pará, aos 18 (dezoito) dias do mês de fevereiro de 2019.Julgamento presidido pelo (a)
Excelentíssimo (a) Senhor (a) Desembargador (a) Vânia Valente Couto Fortes Bitar Cunha. Belém/PA, 18
de fevereiro de 2019. DesaROSI MARIA GOMES DE FARIASRelatora RELATÓRIO R E L A T Ó R I O
Trata-se da ordem deHabeas Corpuscom Pedido de Liminar, impetrado em favor de MAURO
RODRIGUES DOS SANTOS JÚNIOR,apontando como autoridade coatora oMM. Juízo de Direito da 5ª
Vara Criminal de Ananindeua/PA. Alega o impetrante que o paciente está sofrendo constrangimento ilegal
em sua liberdade de locomoção em razão de se encontrar preso desde a data de 25/05/2018, quando foi
preso em flagrante por infringência ao art. 157, § 2º, incisos II e § 2ºA do CP, tendo sido realizada
audiência de custódia na data de 26/05/2018 e naquele momento após a homologação da prisão em
flagrante a mesma foi convertida em Prisão Preventiva.Após a regular instrução do processo os autos de
ação penal nº0006976-14.2018.814.0006,ao qual se refere a presente impetração, foi sentenciado na data
de 18/12/2018, porém o Paciente não conformado com a decisão, interpôs recurso de apelação, alegando
vícios no edito condenatório, alegando que a Magistrada Sentenciante deixou de aplicar as circunstâncias
atenuantes e majorou as causas de aumento de pena acima do que deveria.O Impetrante alega ainda que
não foi aplicada nem mesmo a atenuante de confissão espontânea, pois o mesmo teria confessado ter
praticado o delito em apuração e que a colocação do Paciente em regime de cumprimento de pena foi
errôneo.Invocou a presença dofumus boni iurise dopericulum in morarequisitos essenciais para a
concessão da liminar pleiteada.Alegou também condições favoráveis do Paciente como pessoa de renda
baixa, sem instrução, vivendo em condições de vulnerabilidade e sem antecedentes criminais, com
residência fixa no distrito de culpa, bem como mesmo realizando trabalho eventual sustenta sua família e
recentemente atingiu a maioridade com evidenciada imaturidade, alegando ainda possuir uma
companheira que se encontra grávida.Alegou em sua impetração,falta de fundamentação para
manutenção da prisão preventiva na sentença condenatória; elevada majoração das causas de aumento
da pena; dever de aplicação das atenuantes, nos termos do art. 65, inciso III, alínea ?d? do CP.Requereu
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ao final:concessão de liminar para relaxamento da prisão preventiva pelo excesso de prazo,concessão de


liberdade provisória c/c revogação da prisão sob a argumentação de falta de fundamentação para a
manutenção da prisãoeaplicação de medidas cautelares diversas da prisão. Na data de 31/01/2019,o
pedido de liminar foi denegado,sendo determinado que fosse oficializado ao Juízo Coator para que
prestassem informações e após prestadas as informações, fossem os autos encaminhados à Procuradoria
de Justiça do Ministério Público Estadual (ID 1332379). Nesta superior instância, o Procurador de Justiça
Dr. Sérgio Tibúrcio dos Santos Silva manifestou-se, em 07/02/2019, peloconhecimento parcialda ordem
deHabeas Corpusporque não atendidos todos os requisitos de admissibilidade e na parte conhecida
peladenegaçãopor inexistência de constrangimento ilegal. É o relatório. VOTO V O T O Advirto logo que
não conheço da ordem em relação ao pedido derelaxamento da prisão por excesso de prazo, por não
estarem presentes os pressupostos de admissibilidade.Como dito alhures, trata-se da ordem deHabeas
Corpus Liberatóriocom pedido de liminar impetrada em 01/02/2019 em favor deMAURO RODRIGUES
DOS SANTOS JÚNIOR, sob o fundamento de constrangimento ilegal por estar o mesmo preso desde a
data de 25/05/2018 e sob a custódia do sistema prisional do Estado, por ter sido preso em flagrante sob a
acusação de suposto crime capitulado no art. 157, § 2º, inciso II e §2ºA do CP (Roubo qualificado em
concurso de agentes e uso de arma de fogo). Passo a análise e decisão. 1 - No que concerne à alegação
de relaxamento da prisão por excesso de prazo.Resta superada a alegação do Impetrante, visto que alega
que o Paciente não foi interrogado em virtude da não apresentação pelo réu pela SUSIPE-
SUPERINTENDÊNCIA DO SISTEMA PENITENCIÁRIO DO ESTADO DO PARÁ, o que estaria lhe
trazendo constrangimento ilegal.Porém ao analisarmos as informações prestadas pelo Juízo Coator,
depreende-se que a instrução processual já foi encerrada, tendo sido inclusive prolatada sentença
desfavorável ao Paciente, estando os autos da ação penal (0006976-14.2018.814.0006) aguardando a
apresentação de razões recursais.Logo, entendo estar superada a alegação de excesso de prazo, com a
prolação da sentença. É o entendimento de nossa Corte: EMENTA: HABEAS CORPUS LIBERATÓRIO
COM PEDIDO DE LIMINAR. ART. 121, §2º, I E IV DO CÓDIGO PENAL. ADITAMENTO DA DENÚNCIA.
NULIDADE DA DECISÃO DE PRONÚNCIA E ATOS POSTERIOS. AUSÊNCIA DE NOVA INSTRUÇÃO.
INOBSERVÂNCIA DO ART. 384 DO CPP. IMPOSSIBILIDADE. ILEGALIDADE NÃO CONFIGURADA.
INTIMAÇÃO DA DEFESA. OPORTUNIDADE PARA MANIFESTAÇÃO. DISPOSIÇÃO DO ART. 384, §2º
DO CPP. EXCESSO DE PRAZO. NÃO CONFIGURADO. SENTENÇA CONDENATÓRIA PROLATADA.
ORDEM DENEGADA. 1. Não há nulidade quando após o aditamento da denúncia, o magistrado intima a
defesa para apresentar manifestação. Ilegalidade não configurada, pois, obedecidos os critérios do art.
384 do CPP.2. Sobrevindo sentença penal condenatória, resta superada a alegação de excesso de prazo
para encerramento da instrução criminal.3. Ordem Denegada. Decisão unânime.(455935, Não Informado,
Rel. RAIMUNDO HOLANDA REIS, Órgão Julgador Seção de Direito Penal, Julgado em 2018-03-05,
Publicado em 2018-03-05).Negritei. É o posicionamento do STJ: PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS
SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO.INADEQUAÇÃO. ASSOCIAÇÃO E TRÁFICO ILÍCITO DE
ENTORPECENTES. PRISÃO PREVENTIVA. SUPERVENIÊNCIA DA SENTENÇA CONDENATÓRIA.
NÃO PREJUDICIALIDADE. NECESSIDADE DE GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA.REITERAÇÃO
DELITIVA. EXCESSO DE PRAZO PARA FORMAÇÃO DA CULPA.PREJUDICIALIDADE.
CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CARACTERIZADO. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO.1. Esta
Corte e o Supremo Tribunal Federal pacificaram orientação no sentido de que não cabe habeas corpus
substitutivo do recurso legalmente previsto para a hipótese, impondo-se o não conhecimento da
impetração, salvo quando constatada a existência de flagrante ilegalidade no ato judicial impugnado.2. A
sentença penal condenatória superveniente, que não permite ao réu recorrer em liberdade, somente
prejudica o exame do habeas corpus quando contiver fundamentos diversos daqueles utilizados na
decisão que decretou a prisão preventiva, o que não ocorreu no caso dos autos.3. Havendo prova da
existência do crime e indícios suficientes de autoria, a prisão preventiva, nos termos do art. 312 do Código
de Processo Penal, poderá ser decretada para garantia da ordem pública, da ordem econômica, por
conveniência da instrução criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal.4. A prisão preventiva está
suficientemente fundamentada, na garantia da ordem pública, em face da gravidade concreta da conduta
do agente, responsável pela compra e distribuição da droga, bem como pelo pagamento dos fornecedores,
circunstâncias que justificam a medida cautelar para se evitar a reiteração criminosa. Segundo consta nos
autos, o paciente foi responsável pela aquisição de 971 kg de cocaína, em curto espaço de tempo. 5. Em
razão da natureza das atividades ilícitas praticadas (tráfico internacional de drogas) e das conexões
internacionais existentes, o decreto deve ser mantido para se evitar a fuga do paciente para o exterior,
garantindo aplicação da lei penal.6. "Nessa linha de raciocínio, a jurisprudência desta Corte,
acompanhando o entendimento do Supremo Tribunal Federal, é assente na perspectiva de que se justifica
a decretação de prisão de membros de associação ou organização criminosa como forma de diminuir ou
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interromper as atividades do grupo, independentemente de se tratar de bando armado ou não" (RHC


79.103/RS, rel. Ministro REYNALDO SOARES DA FONS