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Aula 10

Curso de Teoria e Quedes C


Aula 10 - Prof. Fábio Dutra

AULA 10: Garantias e Privilégios do Crédito


Tributário e Administração Tributária

SUMÁRIO PÁGINA
Observações sobre a aula 01
Garantias e Privilégios do Crédito Tributário 02
Administrac;ão Tributária 31
Lista das Questões Comentadas em Aula 72
Gabarito das Questões Comentadas em Aula 89
Leqislac;ão Pertinente 90
Súmulas Abordadas Durante a Aula 97
Principais Jurisprudências Abordadas Durante a Aula 99
Resumo da Aula 100

Observações sobre a Aula

Olá, amigo(a), mais uma vez!

Quero agradecê-lo pela confiança depositada em nosso trabalho. Saiba


que nos dedicamos muito para trazer esse conteúdo de alto nível até você,
futuro Auditor do TCE-PE! Tenho certeza de que você também se dedicou
muito. Espero que você continue assim, até lograr a tão sonhada aprovação!

Hoje, vamos tratar das garantias e dos privilégios do crédito tributário e,


mais à frente, estudaremos o tema "Administração Tributária".

Resolveremos juntos várias questões muito interessantes nesta aula!


Fiquemos atentos ao modo como o assunto é abordado pela banca. Muitas
vezes, basta conhecer a literalidade do CTN !

Abra o seu CTN e ...vamos começar!!!

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1 - GARANTIAS E PRIVILÉGIOS DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO

A partir do art. 183, o CTN cuida das garantias e dos privilégios relativos
ao crédito tributário. Mas o que vem a ser garantia e privilégio, em se tratando
de crédito tributário?

As garantias dizem respeito aos mecanismos criados pelo legislador


para facilitar a cobrança do crédito tributário. Os privilégios ou
preferências têm como objetivo conferir ao crédito tributário
prioridade de pagamento em relação às demais dívida que o devedor possa
ter.

De acordo com o ilustre professor Paulo de Barros Carvalho,

Por garantias devemos entender os meios jurídicos assecuratórios que


cercam o direito subjetivo do Estado de receber a prestação do tributo. E
por privilégios, a posição de superioridade de que desfruta o crédito
tributário, com relação aos demais (...y'
(CARVALHO, Paulo de Barros. Curso de direito tributário. 25ª Edição.
2013. Pág. 511)

Observação: Há créditos que preferem ao crédito tributário. Isso será visto


em tópico específico desta aula.

Garantias � facilitação da cobrança


o Privilégios
i!!!!!!::===:::!::ã=::1 � prioridade de pagamento em relação aos
demais créditos

1.1 - Garantias do crédito tributário

O CTN previu, em seu art. 183, que as garantias do crédito tributário não
são taxativas. Ou seja, leis ordinárias podem vir a prever expressamente
outras garantias ao crédito tributário, conforme dispõe o dispositivo:

Art. 183. A enumeração das garantias atribuídas neste Capítulo ao


crédito tributário não exclui outras que sejam expressamente
previstas em lei, em função da natureza ou das características do
tributo a que se refiram.

Para sua prova, guarde o seguinte:

ão Taxativo = Exaustivo = Numerus Clausus


i!!!!!!::===�::,
Exemplificativo = Numeras Apertus

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Assim, embora o CTN já tenha previsto algumas garantias ao crédito


tributário, nada impede que outras leis venham prever outras. Isso pode
ocorrer, em função das características de cada tributo. Há tributos cujas
características intrínsecas oferecem maior risco de não recebimento ao ente
tributante.

Sendo assim, cada ente federativo pode criar leis, com o objetivo
de assegurar o recebimento do tributo devido pelo sujeito passivo.

Por exemplo, quando determinados bens entram em regime de admissão


temporária (ingresso temporário de bens no território nacional, que retornarão
ao país de origem) pode ser exigido do contribuinte uma garantia de que, se o
bem não retornar ao país de origem, haverá o pagamento do imposto de
importação.

Portanto, o importador pode ter que realizar depósito em dinheiro entre


outras garantias previstas na legislação aduaneira, para garantir o pagamento
do tributo. Trata-se, pois, de uma garantia prevista expressamente em lei
para assegurar o recebimento do crédito tributário.

Observação: Tome cuidado com a palavra "expressamente". O examinador


pode armar uma pegadinha, afirmando que outras garantias podem ser
implicitamente previstas em lei, o que não é verdade.

Contudo, as garantias atribuídas ao crédito tributário não têm o


condão de alterar a natureza do crédito tributário, muito menos da
obrigação tributária a ele relativa. É isso o que dispõe o par. único do art.
183, do CTN.

A título de exemplo, a União pode exigir o oferecimento de uma garantia


real, como condição para fruição de determinado benefício fiscal. Assim, se o
contribuinte agir em desacordo com a legislação que regula o benefício, pode­
lhe ser exigido os tributos devidos, que foram garantidos pela constituição de
uma hipoteca.

Observação: Garantias reais são aquelas que asseguram o cumprimento de


uma obrigação, por meio de bens móveis e imóveis. No caso da hipoteca,
trata-se de uma garantia real de bem imóvel. Ou seja, o devedor continua
tendo a posse e propriedade do bem imóvel, mas, em caso de inadimplência,
o credor pode executar a hipoteca do imóvel, como pagamento da dívida.

Pois bem, a hipoteca, por óbvio, não é um crédito tributário, mas sim um
crédito hipotecário. Isso não significa que, se o crédito tributário tiver
sido garantido por uma hipoteca se transformará em crédito
hipotecário. O mesmo se pode dizer em relação à obrigação tributária
correspondente.

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1.2 - Universalidade da cobrança do crédito tributário

O art. 184 do CTN estabelece o seguinte:

Art. 184. Sem prejuízo dos privilégios especiais sobre


determinados bens, que sejam previstos em lei, responde pelo
pagamento do crédito tributário a totalidade dos bens e das
rendas, de qualquer origem ou natureza, do sujeito passivo, seu
espólio ou sua massa falida, inclusive os gravados por ônus real
ou cláusula de inalienabilidade ou impenhorabilidade, seja qual for
a data da constituição do ônus ou da cláusula, excetuados unicamente
os bens e rendas que a lei declare absolutamente impenhoráveis.

O dispositivo em análise teve por objetivo favorecer o Fisco, em


relação aos bens e rendas suscetíveis de cobrança. Assim, respondem pelo
pagamento do crédito tributário todos os bens e rendas do sujeito passivo,
espólio ou massa falida.

Nessa linha, se o sujeito passivo possui um imóvel urbano, com dívidas


de IPTU que superem o valor do respectivo imóvel (embora seja de difícil
aplicação prática, serve-nos como exemplo), pode ter de cumprir a obrigação
com outros bens que possua. Por isso é que se diz que a responsabilidade é
pessoal, respondendo pela dívida a totalidade dos bens do devedor.

Portanto, ainda que os bens tenham sido gravados por ônus real
(hipoteca, por exemplo) ou tenham sido declarados impenhoráveis ou
inalienáveis, por ato de vontade do particular, respondem pelo crédito
tributário. Ou seja, até mesmo aqueles bens que não podem ser objeto
de cobrança de créditos de outra natureza, ficam submetidos à
cobrança do crédito tributário.

A exceção diz respeito aos bens e rendas declarados pela lei como
absolutamente impenhoráveis. Sendo assim, os bens voluntariamente
declarados como impenhoráveis continuam sujeitos ao crédito tributário. Em
outros termos, o que restringe o acesso do fisco aos é a disposição legal
no sentido da absoluta impenhorabilidade.

Observação: Os bens impenhoráveis foram previstos no art. 833, do Novo


CPC.

Cabe destacar que até mesmo o bem de família é penhorável para a


cobrança de tributos, desde que relativos ao próprio bem imóvel
familiar {Lei 8.009/1990, art. 3 °, IV).

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Bens e rendas absolutamente impenhoráveis por


disposição legal 7 Não respondem pelo crédito
ão tributário.
---=======
Bens e rendas declarados impenhoráveis por ato
voluntário 7 Respondem pelo crédito tributário.

Além dos bens e rendas declarados pela lei como absolutamente


impenhoráveis, o art. 184, na sua parte inicial, afirma também que a lei pode
determinar privilégios especiais sobre determinados bens.

Dessa forma, com o advento da LC 118/05, foi incluído o art. 186, par.
único, I, o qual estabelece que o crédito tributário não prefere (não tem
preferência) sobre os créditos com garantia real, nos processos de falência.
Isso será entendido por completo, quando estudarmos os privilégios do crédito
tributário.

Por ora, o que deve ser entendido é que, em processo de falência, os


créditos gravados por garantia real gozam de prioridade em relação ao
crédito tributário. Portanto, por serem utilizados como meio de pagamento
aos com prioridade, os imóveis hipotecados (garantia real), por exemplo, nem
sempre respondem pelas dívidas tributárias, pois podem ser entregues aos
respectivos credores, antes que se proceda ao pagamento do crédito
tributário.

Bens e rendas absolutamente


Não respondem impenhoráveis pela lei
pelo pagamento
do crédito
tributário Bens gravados por garantia real, nos
processos de falência

1.3 - Presunção de fraude à execução fiscal

Com o intuito de fornecer maior proteção e garantia ao crédito tributário,


o legislador do CTN estabeleceu um momento a partir do qual se considera
fraude à execução fiscal a alienação de bens pelo devedor, quando este não
mantiver outros bens suficientes para a quitação da obrigação
tributária.

Vejamos o que diz o art. 185 do CTN:

Art. 185. Presume-se fraudulenta a alienação ou oneração de bens


ou rendas, ou seu começo, por sujeito passivo em débito para

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com a Fazenda Pública, por crédito tributário regularmente


inscrito como dívida ativa.(Redação dada pela Lcp n ° 118, de 2005)

Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica na hipótese de


terem sido reservados, pelo devedor, bens ou rendas suficientes
ao total pagamento da dívida inscrita. (Redação dada pela Lcp n °
118, de 2005)

Observação: Para o ajuizamento de uma ação de execução fiscal, é


necessário que o crédito tributário tenha sido inscrito em dívida ativa. Trata­
se de tema que ainda será estudado nesta aula.

Com base no que foi visto no art. 185, o momento estabelecido pelo
legislador como marco para a presunção de fraude à execução é o da
inscrição do crédito tributário em dívida ativa. A inscrição em dívida ativa
ocorre quando não há pagamento do crédito tributário dentro do prazo de
vencimento. Portanto, ocorre em momento posterior ao do lançamento e,
consequentemente, do fato gerador.

Destaque-se que a presunção prevista no caput do art. 185 é


puramente objetiva, ou seja, não se considera a intenção do devedor,
mas unicamente a sua atuação no sentido de alienar seus bens sem deixar
saldo suficiente para pagamento de crédito inscrito em dívida ativa.

Em decorrência do exposto, também não se admite prova em contrário


pelo sujeito passivo. Ou seja, constatada a situação prevista em lei, há
presunção absoluta de alienação fraudulenta. Assim entende a doutrina
dominante.

Entenda-se como momento de inscrição em dívida ativa


ão aquele em que o sujeito passivo tiver sido
i!!!!!!::===:::!::= comunicado formalmente a respeito da inscrição.

Sendo assim, podemos afirmar que antes da inscrição do crédito em


dívida ativa, o devedor pode dispor de seus bens, sem que fique
configurado qualquer ato lesivo ao Fisco.

Aliás, conforme mencionado acima, ainda que tenha alienado os bens


após a inscrição em dívida ativa, se o devedor tiver reservado bens ou
rendas suficientes ao total pagamento da dívida inscrita, não há que se
falar em alienação fraudulenta (CTN, art. 185, par. único).

Em síntese, pode-se dizer que, para que fique presumida a alienação


fraudulenta, é necessário que ocorram cumulativamente as seguintes
situações:

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• Crédito tributário inscrito em dívida ativa (após comunicação oficial);


• Alienação de bens ou seu começo;
• Não houver reserva de bens ou rendas para quitar o crédito inscrito.

Vamos esquematizar:

Alienação ou oneração de bens ou rendas


Presunção de
fraude à Crédito tributário inscrito em dívida ativa
execução

Devedor reservou recursos para pagamento


( Não se aplica: ) TOTAL da dívida inscrita

Observação: Tudo o que foi explicado neste tópico se aplica também à


"oneração de bens". Ou seja, quando o devedor oferece bens como garantia
de outro crédito (constitui uma hipoteca, por exemplo), após a inscrição do
crédito tributário em dívida ativa, e não reserva bens e rendas suficientes
para quitação do crédito inscrito, a oneração também é considerada
fraudulenta!

1.4 - Penhora eletrônica ou on-line

No tópico anterior, nós havíamos falado da alienação fraudulenta, que é


aquela realizada após a inscrição do crédito em dívida ativa. Veja que para ser
considerada fraudulenta não é necessário que o devedor já tenha sido
executado, bastando a inscrição em dívida ativa. Correto?

A penhora on-line ocorre somente no curso da ação de execução


fiscal. Apenas para se ter uma noção básica, admitida a ação de execução
fiscal proposta pela Fazenda Pública, o devedor é citado (comunicado) para
pagar a dívida tributária ou nomear bens à penhora.

Contudo, se o devedor não pagar nem apresentar bens à penhora e


também não forem encontrados bens penhoráveis, fica o devedor sujeito ao
disposto no caput do art. 185-A, do CTN, cuja redação é a seguinte:

Art. 185-A. Na hipótese de o devedor tributário, devidamente citado,


não pagar nem apresentar bens à penhora no prazo legal e não
forem encontrados bens penhoráveis, o juiz determinará a
indisponibilidade de seus bens e direitos, comunicando a decisão,
preferencialmente por meio eletrônico, aos órgãos e entidades
que promovem registros de transferência de bens, especialmente
ao registro público de imóveis e às autoridades supervisoras do

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mercado bancário e do mercado de capitais, a fim de que, no


âmbito de suas atribuições, façam cumprir a ordem judicial. (Incluído
pela Lcp n ° 118, de 2005)

Requisitos para ocorrer penhora on-line:

ão • Não pagou;
11111-====�= • Não apresentou bens à penhora no prazo legal;
• Não foram encontrados bens penhoráveis.

Sendo assim, o juiz determinará a indisponibilidade dos bens e direitos


do sujeito passivo, sendo comunicados os órgãos que promovem registros de
transferência de bens (como os departamentos de trânsito, por exemplo),
especialmente o registro público de imóveis (cartório de registro de imóveis), e
também o Banco Central e a CVM, que são as autoridades supervisoras do
mercado bancário e de capitais, respectivamente.

Observação: Com a indisponibilidade dos bens, estes ficam bloqueados


(penhorados), à disposição do juízo.

Após o cumprimento da ordem judicial, os órgãos e entidades aos quais


se fizer a comunicação enviarão imediatamente ao juiz a relação discriminada
dos bens e direitos cuja indisponibilidade houverem promovido (CTN, art. 185-
A, § 1º).

Com base nas informações apresentadas, o juiz determinará o


imediato levantamento da indisponibilidade dos bens ou valores que
excederem o valor da dívida (CTN, art. 185-A, § 2°).

Repare que este tópico é bem tranquilo, referindo-se à possibilidade de o


JUIZ determinar a indisponibilidade dos bens eletronicamente, comunicando a
ordem aos órgãos responsáveis. Obviamente, o valor que exceder a dívida
tributária, deve ser imediatamente liberado. Veja, ainda, que o instituto só
foi previsto no CTN, com a edição da LC 118/05, ou seja, é recente, se
comparado com o ano da publicação do CTN (1966).

1.5 - Prova de quitação dos tributos

O legislador determinou que, para a prática de certos atos jurídicos, é


necessário haver a prova de quitação dos tributos. Isso é feito por meio da
certidão negativa, tema a ser visto adiante, mas que, por ora, é bom saber
que se trata de documento capaz de comprovar a inexistência de
débitos em nome do sujeito passivo.

A prova de quitação dos tributos não deixa de ser uma garantia


do crédito tributário, tendo em vista que se impõe o pagamento dos tributos
como condição para os atos que serão descritos a seguir.

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Parte da doutrina considera que, ao exigir a prova de


quitação dos tributos, concede-se ao crédito tributário
ão um sistema adicional de garantias, pois são meios de
assegurar indiretamente o recebimento dos tributos.

Em primeiro lugar, o art. 191 do CTN determinou que para se obter a


declaração judicial da extinção das obrigações do falido, ao final do
processo de falência, deve ser comprovada a quitação de todos os
tributos devidos.

A redação do art. 191 antes da LC 118/05 exigia apenas


prova da quitação de todos os tributos relativos à
ão atividade mercantil do falido. Cuidado! Atualmente,
exige-se a quitação se todos os tributos devidos!

Além disso, de acordo com o art. 191-A, a concessão da recuperação


judicial também está condicionada à comprovação da quitação de todos os
tributos, observados os arts. 151, 205 e 206 do CTN.

O art. 151, como já estudamos, refere-se à suspensão da exigibilidade


do crédito tributário. Estudaremos mais à frente que, quando um crédito
tributário está com sua exigibilidade suspensa, é possível a emissão da
certidão positiva com efeitos de negativa (art. 206). Ou seja, embora
exista a dívida, os efeitos da certidão positiva são os mesmos da certidão
negativa, podendo ser utilizada para a concessão da recuperação judicial.

Já o art. 192 do CTN, ao tratar dos processos de inventário ou


arrolamento, estabelece que nenhuma sentença de partilha (vários
herdeiros) ou adjudicação (único herdeiro) será proferida sem prova da
quitação de todos os tributos relativos aos bens do espólio, ou às suas
rendas.

Por último, o art. 193 do CTN proíbe que os departamentos da


administração pública da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios, ou suas autarquias, celebrem contrato ou aceitem proposta em
licitação pública, sem que o contratante ou proponente faça prova de quitação
de todos os tributos devidos à Fazenda Pública interessada, relativos à
atividade em cujo exercício contrata ou concorre.

O que se pode interpretar da redação do dispositivo? Ora, o contratante


ou proponente só precisa demonstrar quitação dos tributos relativos ao ente
federativo com o qual está celebrando o contrato. Vamos ver um exemplo?

Se determinada pessoa deseja celebrar um contrato de prestação de


serviços de guincho com o Município de São Paulo, deve comprovar apenas a

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quitação de ISS, relativo ao Município de São Paulo. Não é necessário


comprovar, pois, a quitação de tributos estaduais.

Observação: Esse raciocínio é o que deve ser levado para a prova de Direito
Tributário. Contudo, devemos deixar claro que existem outras restrições mais
severas, que fazem com que o contribuinte tenha que acabar comprovando a
a quitação de todos os tributos devidos. É o caso da Lei 8.666/93 (Lei das
Licitações).

Em suma, são as seguintes situações que exigem do sujeito passivo a


apresentação de certidão negativa, comprovando a quitação de tributos:

• Declaração judicial da extinção das obrigações do devedor falido (CTN, art.


191);
• Concessão de recuperação judicial (CTN, art. 191-A);
• Prolação de sentença judicial de partilha ou adjudicação (CTN, art. 192)*;
• Participação em contrato ou licitação da Administração Pública (CTN, art.
193)**;
r-------------------------------------------,
1 Observação: 1
1 1
1 * - Todos os tributos relativos aos bens do espólio, ou às suas rendas. 1
1 , 1
1 ** - Todos os tributos devidos à Fazenda Pública interessada, relativos a 1
L� i1i_ç!���!!!l=�2.��r.c��l=2D.!']�,.E,!;!..S.�.S.���---------------J
1.6 - Os privilégios ou preferências do crédito tributário

Os privilégios ou preferências dos créditos se aplicam diante da


pluralidade de credores, como nos processos de falência, recuperação judicial
ou inventário, por exemplo. O objetivo é estabelecer uma relação hierárquica
entre as classes de créditos que serão pagas em primeiro lugar, em segundo e
assim sucessivamente.

Observação: Somente se passa para a segunda classe de créditos após se


esgotarem aqueles créditos que pertencem à primeira classe, conforme
estabelecido pela lei.

No que se refere aos privilégios do crédito tributário, o caput art. 186 do


CTN estabelece o seguinte:

Art. 186. O crédito tributário prefere a qualquer outro, seja qual


for sua natureza ou o tempo de sua constituição, ressalvados os
créditos decorrentes da legislação do trabalho ou do acidente de
trabalho. (Redação dada pela Lcp n ° 118, de 2005)

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Veja, então, que o crédito tributário tem preferência quase que absoluta
sobre os demais, não prevalecendo apenas sobre os créditos
decorrentes da legislação do trabalho e de acidente de trabalho.

Nesse sentido, primeiramente são pagos os créditos trabalhistas e


acidentários. Logo em seguida, procede-se ao pagamento dos créditos
tributários. Posteriormente, se ainda houver saldo remanescente, as demais
classes legais são pagas.

Deve-se ter em mente que o caput art. 186 se refere aos privilégios do
crédito tributário nos processos em geral. No parágrafo único, o legislador
estipulou regras especiais para o crédito tributário nos processos de
falência. Vamos ver quais são elas?

1.6.1 - Regras relativas aos processos de falência

De início, faz-se necessário transcrever as palavras do par. único do art.


186, do CTN:

Art. 186 - (.. .):

Parágrafo único. Na falência: (Incluído pela Lcp n ° 118, de 2005)

I - o crédito tributário não prefere aos créditos extraconcursais ou às


importâncias passíveis de restituição, nos termos da lei falimentar,
nem aos créditos com garantia real, no limite do valor do bem gravado;
(Incluído pela Lcp n ° 118, de 2005)

II - a lei poderá estabelecer limites e condições para a preferência dos


créditos decorrentes da legislação do trabalho; e (Incluído pela Lcp n °
118, de 2005)

III - a multa tributária prefere apenas aos créditos subordinados.


(Incluído pela Lcp n ° 118, de 2005)

Em primeiro lugar, saiba que, mesmo nos processos de falência, os


créditos trabalhistas e acidentários precedem ao crédito tributário.

Além dessa prioridade, outras foram incluídas pelo par. único do art.
186. Assim, pode-se dizer que o crédito tributário perdeu espaço na
preferência entre os demais, nos processos de falência. Ou seja, além
da preferência dos créditos trabalhistas e acidentários, precedem ao
crédito tributário os créditos extraconcursais, as importâncias passíveis
de restituição e os créditos com garantia real (exemplo: penhor e
hipoteca).

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Quando não se tratar de processo de falência, os


ão créditos com garantia real não possuem prioridade
i!!!!!!::===�::1 sobre o crédito tributário.

Os créditos extraconcursais são aqueles cujos fatos geradores


ocorrem após a decretação da falência, como fruto da administração da
massa falida. Podem ser de várias espécies, inclusive tributária (quando
os fatos geradores ocorrerem após a decretação falência), ou trabalhista
(quando os serviços tiverem sido prestados após a decretação da falência).

Nesse contexto, vejamos a redação do art. 188 do CTN:

Art. 188. São extraconcursais os créditos tributários decorrentes de fatos


geradores ocorridos no curso do processo de falência. (Redação dada
pela Lcp n ° 118, de 2005)

Portanto, podemos dizer que os créditos tributários extraconcursais


preferem aos créditos tributários não extraconcursais, cujos fatos
geradores tenham ocorrido antes da falência. Recomendo a leitura do art. 84
da Lei 11.101/2005 (Lei de Falências).

No que concerne às importâncias passíveis de restituição, são


aqueles bens ou valores que pertencem a terceiros, e que na data da
decretação da falência estavam em poder do devedor falido.

Nesse rumo, é passível de restituição os bens vendidos a crédito e


entregues ao devedor nos 15 (quinze) dias anteriores ao requerimento de sua
falência, se ainda não alienada, conforme estabelece o art. 85, par. único, da
Lei 11.101/2005. O objetivo dessa prioridade é proteger aqueles que, de boa­
fé, vendem a prazo aos devedores, desconhecendo a crítica situação financeira
destes.

Nessa mesma linha, o STJ considerou como importância passível de


restituição os valores adiantados pelos clientes da empresa falida para
realização de contrato de câmbio:

Súmula STJ 307 - A restituição de adiantamento de contrato de câmbio, na


falência, deve ser atendida antes de qualquer crédito.

Relativamente aos créditos com garantia real, há que se destacar


que preferem ao crédito tributário, até o limite de valor do bem gravado
com garantia real. O "valor do bem" é aquele efetivamente arrecadado com
a sua venda.

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Lembre-se de que a oneração de bens (garantia real, por exemplo) após


a inscrição do crédito tributário, desde que não tenham sido reservados bens
suficientes para a quitação do crédito inscrito, é considerada fraudulenta (CTN,
art. 185), não gozando da preferência estabelecida no CTN.

Outro aspecto a ser destacado é o art. 186, II, do CTN, o qual afirma que
a lei poderá estabelecer limites e condições para a preferência dos
créditos decorrentes da legislação do trabalho. Foi nesse rumo que a Lei
11.101/2005 estipulou como limite o valor de 150 salários-mínimos por
credor. Destaque-se que esse limite não se aplica aos créditos
decorrentes de acidentes de trabalho.

Ademais, prescreve o art. 186, III, do CTN, que, na falência, a multa


tributária não tem a mesma preferência do crédito tributário,
preferindo apenas aos créditos subordinados. O objetivo é que, se as
multas tivessem maior prioridade, muitos credores deixariam de receber seus
créditos, havendo verdadeira punição aos credores, pela infração cometida
pelos devedores (afinal, quem fez surgir a penalidade foram estes).

Vamos resumir a ordem de pagamento dos créditos na falência:

(continua na próxima página)

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ORDEM CRÉDITOS OBSERVAÇÕES


Adiant. de contrato
1º Importâncias Passíveis de Restituição
de câmbio

2º Créditos Extraconcursais
Podem ser
tributários ou não
Limite p/ créd. Leg.
30 Créditos derivados da legislação do trabalho e
decorrentes de acidente de trabalho
Trab.: 150 salários-
mínimos

40 Créditos com garantia real


Até o limite do bem
gravado
1 ª Obs.: Não são
extraconcursais.
50 Créditos tributários, seja qual for sua natureza
ou tempo de constituição 2 ª Obs.: As multas
não se incluem
nessa classe

6º Créditos com privilégio especial -


70 Créditos com privilégio geral -
8º Créditos quirografários -
90
Multas contratuais, penas pecuniárias por
infração penal ou administrativa, inclusive as -
multas tributárias

10 º Créditos subordinados -

Observação: Para as provas de Direito Tributário, não é necessário estudar


as características de cada classe. O tema é detalhadamente estudado no
Direito Empresarial.

DICA DE PROVA: Se a questão cobrar privilégios do crédito tributário, a


primeira atitude a ser tomada é verificar se a questão menciona "processo de
falência", situação em que você deverá utilizar as regras específicas do par.
único, do art. 186, do CTN. Caso contrário, utilize o que foi estabelecido no
caput do referido artigo.

1.6.3 - Autonomia da execução fiscal

Este tópico, na realidade, trata especificamente de processo tributário,


ou seja, a maneira como deve ser feita a cobrança do crédito tributário.

Quando se instaura processo de cobrança coletiva, como na falência,


concordata ou inventário, os credores devem se habilitar no respectivo juízo

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para receberem seus créditos. Não é possível, portanto, a1u1zar ação


individual em tais casos. Essa é a regra para todos, com exceção do
Fisco.

Veja o que diz o caput do art. 187, do CTN:

Art. 187. A cobrança judicial do crédito tributário não é sujeita a


concurso de credores ou habilitação em falência, recuperação judicial,
concordata, inventário ou arrolamento. (Redação dada pela Lcp n ° 118,
de 2005)

Portanto, a execução fiscal não é obrigatoriamente habilitada no


juízo universal (onde estão os demais credores). No entanto, nada impede
que a cobrança do crédito tributário seja feita juntamente aos demais
credores.

ão A ação de execução fiscal não está sujeita ao


i!!!!!!::===:::!::= concurso de credores.

Neste ponto, pode suscitar algumas dúvidas, como a seguinte: se o


crédito tributário não possui prioridade absoluta (sobre todos os demais), será
respeitada a preferência dos demais créditos (como os trabalhistas, por
exemplo), se a ação é ajuizada individualmente?

Sim, será! Se houver, por exemplo, penhora de bem na ação de


execução fiscal, o montante arrecadado com a alienação do referido bem deve
ser remetido ao juízo falimentar (onde estão os demais credores), para que
seja distribuído conforme a ordem.

Destaque-se que, na hipótese da cobrança do crédito tributário ser feita


no juízo universal, se houver contestação do devedor acerca da legitimidade do
crédito tributário, não compete ao juiz da falência decidir sobre o
assunto. Neste caso, a controvérsia deverá ser remetida ao juízo
competente:

Art. 188 - (. . .):

§ 1 ° Contestado o crédito tributário, o juiz remeterá as partes ao


processo competente, mandando reservar bens suficientes à extinção
total do crédito e seus acrescidos, se a massa não puder efetuar a
garantia da instância por outra forma, ouvido, quanto à natureza e valor
dos bens reservados, o representante da Fazenda Pública interessada.

Por fim, destaque-se que as mesmas regras previstas no art. 188 são
aplicáveis aos processos de concordada, conforme preceitua o § 2º, do art.

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188, do CTN. Embora não tenha aplicação prática, o dispositivo deve estar
sempre na memória dos candidatos que se preparam para provas de
Direito Tributário.

1.6.4 - O crédito tributário nos processos de inventário e arrolamento


e na liquidação judicial ou voluntária

No que se refere aos processos de inventário ou arrolamento, o art. 189


do CTN estabelece o seguinte:

Art. 189. São pagos preferencialmente a quaisquer créditos habilitados


em inventário ou arrolamento, ou a outros encargos do monte, os
créditos tributários vencidos ou vincendos, a cargo do de cujus ou de seu
espólio, exigíveis no decurso do processo de inventário ou arrolamento.

Dessa forma, os créditos tributários exigíveis no decurso do


processo de inventário ou arrolamento são pagos preferencialmente a
qualquer encargo do monte.

Observação: Encargo do monte são as dívidas deixadas pelo de cujus.

Da mesma forma como ocorre no juízo falimentar, no processo de


inventário ou arrolamento, se for contestado o crédito tributário, o juiz
deve remeter as partes ao processo competente, adotando os mesmos
procedimentos previstos no§ 1 º do art. 188 (CTN, art. 189, par. único).

Semelhantemente, nos processos de liquidação judicial ou voluntária, os


créditos tributários vencidos ou vincendos são pagos
preferencialmente a quaisquer outros créditos. Vejamos o que diz o art.
190 do CTN:

Art. 190. São pagos preferencialmente a quaisquer outros os créditos


tributários vencidos ou vincendos, a cargo de pessoas jurídicas de direito
privado em liquidação judicial ou voluntária, exigíveis no decurso da
liquidação.

Observação: A liquidação consiste no levantamento do patrimônio da


sociedade, realizando (venda) o ativo, e pagando o passivo. Trata-se de
procedimento com a finalidade de extinguir a sociedade, após decisão
societária.

DICA DE PROVA: Se a questão cobrar privilégios ou preferências do crédito


tributário, em processo de inventário ou arrolamento, ou mesmo em processo
de liquidação, lembre-se que o crédito tributário prefere a quaisquer
outros.

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1.6.5 - Concurso de preferência entre as Fazendas Públicas

Vimos que o crédito tributário não se sujeite ao concurso de credores, ou


seja, é possível que a ação de execução fiscal tramite individualmente.
Contudo, o CTN prevê o concurso de preferência entre as pessoas jurídicas de
direito público, quando mais de uma for credora:

Art. 187 - (. . .):

Parágrafo único. O concurso de preferência somente se verifica


entre pessoas jurídicas de direito público, na seguinte ordem:

I - União;

II - Estados, Distrito Federal e Territórios, conjuntamente e pró rata;

III - Municípios, conjuntamente e pró rata.

Isso significa que, ao realizar o pagamento dos créditos, segue-se a


ordem que aprendemos, partindo-se da primeira classe, em direção às demais,
assim que for esgotado o crédito daquela.

Ao chegar a vez do crédito tributário, deve-se analisar o concurso de


preferência entre as pessoas jurídicas de direito público. Primeiramente,
procede-se ao pagamento dos créditos da União. Somente são pagos os
créditos tributários dos Estados e DF, se for possível quitar todos os de
competência da União. O mesmo raciocínio se aplica aos créditos tributários
dos Municípios.

Se, porventura, o montante a ser distribuído não for suficiente para


quitar os créditos dos vários Estados interessados (ou Municípios), deve-se
fazer o rateio proporcionalmente ao valor total dos créditos de cada
ente federativo.

Vamos exemplificar?

Imagine que em um processo de falência todos os credores com


preferência sobre o crédito tributário já tenham sido pagos, cabendo ao Fisco o
recebimento de seus créditos de natureza tributária.

O montante a ser distribuído é de R$ 200.000,00.

O valor dos créditos tributários de cada ente federativo são os seguintes:

• União: R$ 100.000,00
• Estado de Minas Gerais: R$ 400.000,00
• Estado de São Paulo: R$ 600.000,00
• Município de Belo Horizonte: R$ 100,000,00

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Fazendo os cálculos, conforme explicado acima:

ENTE FEDERATIVO CRÉDITO TRIBUT. VALOR PAGO PROPORÇÃO


União R$ 100.000,00 R$ 100.000,00 -
Minas Gerais R$ 400.000,00 R$ 40.000,00 40%
São Paulo R$ 600.000 00 R$ 60.000 00 60%
Belo Horizonte R$ 100 000 00 - -
Veja que a União recebeu os seus créditos tributários integralmente, o
que não ocorreu com os Estados, pois o valor dos créditos superou o montante
a ser distribuído. Sendo assim, foi feito rateio proporcionalmente ao valor total
de cada Estado, quando comparado à soma total dos créditos tributários
estaduais.

Com relação ao Município de Belo Horizonte, nada foi pago, já que o


montante se esgotou. O mesmo se poderia dizer em relação aos demais
créditos que deveriam ser pagos após o crédito tributário, como os créditos
com privilégio especial, por exemplo.

Cumpre destacar, para finalizar o assunto, que a Lei 6.830/1980


equiparou aos entes federados suas respectivas autarquias, conforme se
demonstra na redação do art. 29:

Art. 29 - A cobrança judicial da Dívida Ativa da Fazenda Pública não é


sujeita a concurso de credores ou habilitação em falência, concordata,
liquidação, inventário ou arrolamento

Parágrafo Único - O concurso de preferência somente se verifica entre


pessoas jurídicas de direito público, na seguinte ordem:

I - União e suas autarquias;

II - Estados, Distrito Federal e Territórios e suas autarquias,


conjuntamente e pro rata;

III - Municípios e suas autarquias, conjuntamente e pro rata.

Observe que, no inciso I, não se fala em rateio. O que isso significa? Em


todos os casos em que houver créditos do ente e da respectiva autarquia,
primeiramente se procede ao pagamento do ente federativo, para
posteriormente realizar o pagamento da autarquia.

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HORA OE
raticar!

Questão 01 - CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014

Suponha que Franco, após ter recebido notificação de lançamento para


pagamento voluntário, antes da inscrição do débito em dívida ativa, tenha
alienado, pela metade do valor de mercado, barco de sua propriedade a
Alemão. Nesse caso, está configurada fraude à execução fiscal.

Comentário: De acordo com o art. 185, caput, do CTN, presume-se


fraudulenta a alienação ou oneração de bens ou rendas, ou seu começo, por
sujeito passivo em débito para com a Fazenda Pública, por crédito tributário
regularmente inscrito como dívida ativa. Como o crédito ainda não havia sido
inscrito em dívida ativa, não há que se falar em fraude à execução fiscal.
Questão errada.

Questão 02 - CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014

O crédito trabalhista prefere ao crédito tributário quando aquele for inferior a


duzentos e cinquenta salários mínimos.

Comentário: De acordo com o CTN, na falência, a lei poderá estabelecer


limites e condições para a preferência dos créditos decorrentes da legislação
do trabalho. Com base nisso, a Lei 11.101/2005 estipulou como limite o valor
de 150 salários-mínimos por credor. Questão errada.

Questão 03 - CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014

Para a extinção das obrigações do falido e a concessão de recuperação judicial,


exige-se prévia quitação dos tributos devidos, sendo possível, nesse último
caso, a concessão da recuperação se o devedor obtiver a suspensão da
exigibilidade do crédito devido.

Comentário: De acordo com o art. 191-A, do CTN, a concessão de


recuperação judicial depende da apresentação da prova de quitação de todos
os tributos. Vale lembrar que, quando um crédito tributário está com sua
exigibilidade suspensa, é possível a emissão da certidão positiva com efeitos
de negativa (CTN, art. 206). Ou seja, embora exista a dívida, os efeitos da
certidão positiva são os mesmos da certidão negativa, podendo ser utilizada
para a concessão da recuperação judicial. Questão correta.

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IQuestão 04 - CESPE/JUIZ-TJ-PB/2011

O bem de família, instituído por lei, pode ser penhorado em execução fiscal,
independentemente da natureza do tributo cobrado em juízo.

Comentário: O bem de família somente pode ser penhorado em execução


fiscal, se os tributos objetos de cobrança forem relativos ao bem imóvel.
Portanto, a questão está errada.

IQuestão OS - CESPE/JUIZ-TJ-PB/2011

A fraude à execução fiscal ocorre com a alienação de bens pelo sujeito passivo
em débito tributário para com a fazenda pública, após a regular inscrição do
crédito tributário na dívida ativa, tornando-o insolvente.

Comentário: De acordo com o caput do art. 185, do CTN, presume-se


fraudulenta a alienação ou oneração de bens ou rendas, ou seu começo, por
sujeito passivo em débito para com a Fazenda Pública, por crédito tributário
regularmente inscrito como dívida ativa. Questão correta.

IQuestão 06 - CESPE/JUIZ-TJ-PB/2011

Os créditos tributários gozam de preferência em relação a quaisquer outros,


incluindo-se os decorrentes da legislação trabalhista.

Comentário: Os créditos tributários não preferem aos decorrentes da


legislação trabalhista. Questão errada.

IQuestão 07 - CESPE/JUIZ-TJ-PB/2011

O concurso de preferência para recebimento do crédito tributário entre as


pessoas jurídicas de direito público obedece à seguinte ordem: municípios,
estados e DF e, por fim, a União.

Comentário: O concurso de preferência entre as pessoas jurídicas de direito


público segue a seguinte ordem (CTN, art. 187, par. único): União; Estados,
Distrito Federal e Territórios, conjuntamente e pró rata;e Municípios,
conjuntamente e pró rata. Questão errada.

IQuestão 08 - CESPE/JUIZ-TJ-PB/2011

Respondem pelo pagamento do crédito tributário todos os bens, presentes e


futuros, do sujeito passivo, salvo os gravados por ônus real ou cláusula de
inalienabilidade ou impenhorabilidade.

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Comentário: De acordo com o art. 184 do CTN, responde pelo pagamento do


crédito tributário a totalidade dos bens e das rendas, de qualquer origem ou
natureza, do sujeito passivo, seu espólio ou sua massa falida, inclusive os
gravados por ônus real ou cláusula de inalienabilidade ou impenhorabilidade.
Questão errada.

IQuestão 09 - CESPE/JUIZ-TJ-PI/2012

As garantias atribuídas ao crédito tributário estão previstas no CTN, não se


admitindo outras oriundas de outras fontes legislativas, ainda que de maneira
subsidiária.

Comentário: De fato, a enumeração das garantias atribuídas ao crédito


tributário pelo CTN não é exaustiva. No entanto, de acordo com o caput do art.
183 do CTN, somente previsão expressa em lei pode atribuir outras garantias
ao crédito tributário. Questão errada.

Questão 10 - FCC/TCM-RJ-Procurador/2015

Existe presunção iure et iure de fraude à execução a alienação de bens após a


citação do devedor no processo de execução fiscal.

Comentário: Ao dizer que a presunção de fraude à execução é iure et iure, a


banca quis dizer que a presunção é absoluta, e realmente é, já que, se os bens
foram alienados, não há como haver contestação em sentido contrário.
Contudo, a presunção de fraude à execução ocorre pela alienação de bens
após pelo devedor após a inscrição do crédito em dívida ativa, e não após a
citação do devedor no processo de execução fiscal. É o que estabelece o art.
185, do CTN. Questão errada.

Questão 11 - FCC/TCM-RJ-Procurador/2015

O crédito tributário não prefere aos créditos extraconcursais, mas se


decorrente de fato gerador ocorrido no curso do processo de falência são
considerados extraconcursais.

Comentário: Realmente, na falência, o crédito tributário não prefere aos


créditos extraconcursais. Ademais, devemos nos lembrar de que são
extraconcursais os créditos tributários decorrentes de fatos geradores
ocorridos no curso do processo de falência. Questão correta.

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Questão 12 - FCC/SEFAZ-PE-Auditor Fiscal do Tesouro Estadual/2014

Presume-se fraudulenta a alienação ou oneração de bens ou rendas, ou seu


começo, por sujeito passivo em débito para com a Fazenda Pública por crédito
tributário regularmente inscrito como dívida ativa em fase de execução.

Comentário: Não há necessidade de o crédito tributário estar em fase de


execução fiscal. Basta que já tenha sido inscrito em dívida ativa para se
presumir fraudulenta a alienação ou oneração de bens ou rendas, ou seu
começo, pelo sujeito passivo. Questão errada.

IQuestão 13 - FCC/TJ-PE-Juiz/2013

A fraude à execução fiscal tem seu termo inicial a partir do despacho do juiz
que ordena a citação.

Comentário: Na realidade, a fraude à execução fiscal fica presumida a partir


da inscrição do crédito tributário em dívida ativa, conforme estabelece o art.
185, caput, do CTN: presume-se fraudulenta a alienação ou oneração de bens
ou rendas, ou seu começo, por sujeito passivo em débito para com a Fazenda
Pública, por crédito tributário regularmente inscrito como dívida ativa. Questão
errada.

Questão 14 - FCC/TCE-AP-Analista de Controle Externo/2012

Sobre as garantias e privilégios do crédito tributário é correto afirmar:


a) Os créditos tributários preferem os créditos trabalhistas e os créditos
decorrentes de acidente do trabalho.
b) A alienação de bens que reduza o devedor à insolvência a partir da regular
inscrição do crédito tributário em dívida ativa já caracteriza fraude à execução.
c) A cláusula de inalienabilidade, seja qual for a forma e a data de constituição,
é oponível ao Fisco, desde que registrada no Cartório de Registro de Imóveis.
d) A ordem de preferência dos créditos tributários é a mesma em caso de
falência ou fora de hipótese de falência.
e) A cobrança de créditos tributários é sujeita a concurso de credores e
habilitação em falência, recuperação judicial, inventário e arrolamento.

Comentário:

Alternativa A: De acordo com o art. 186, caput, do CTN, o crédito tributário


prefere a qualquer outro, seja qual for sua natureza ou o tempo de sua
constituição, ressalvados os créditos decorrentes da legislação do trabalho ou
do acidente de trabalho. Alternativa errada.

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Alternativa B: De fato, a partir da inscrição do crédito tributário em dívida


ativa, a alienação ou oneração de bens ou rendas que reduza o devedor à
insolvência presume fraude à execução fiscal. Alternativa correta.

Alternativa C: De acordo com o art. 184, do CTN, responde pelo pagamento


do crédito tributário a totalidade dos bens e das rendas, de qualquer origem ou
natureza, do sujeito passivo, seu espólio ou sua massa falida, inclusive os
gravados por ônus real ou cláusula de inalienabilidade ou impenhorabilidade,
seja qual for a data da constituição do ônus ou da cláusula. Alternativa errada.

Alternativa D: Na falência, existem regras especiais em relação aos


privilégios do crédito tributário. Alternativa errada.

Alternativa E: De acordo com o art. 187, caput, a cobrança judicial do crédito


tributário não é sujeita a concurso de credores ou habilitação em falência,
recuperação judicial, concordata, inventário ou arrolamento. Alternativa
errada.

Gabarito: Letra B

Questão 15 - FCC/TCM-BA-Procurador Especial de Contas/2011

Sobre garantias e privilégios do crédito tributário, é correto afirmar que


a) o crédito tributário, na falência, se sujeita a concurso de credores com
créditos decorrentes de legislação do trabalho ou do acidente do trabalho e
com os créditos extraconcursais.
b) o bem gravado com cláusula de impenhorabilidade convencional responde
pelo pagamento do crédito tributário, qualquer que seja a data de constituição
do ônus.
c) o termo inicial da presunção de alienação de bens em fraude à execução é o
despacho do juiz que ordena a citação em sede de execução fiscal.
d) a decretação de indisponibilidade de bens e direitos de devedor tributário
devidamente citado, que não paga nem oferece bens à penhora no prazo legal,
e não são encontrados bens penhoráveis, deve ser decretada apenas em sede
de medida cautelar fiscal.
e) o crédito tributário, na falência, prefere a qualquer outro, seja qual for sua
natureza ou tempo de sua constituição, ressalvados apenas os créditos
decorrentes da legislação do trabalho ou do acidente do trabalho e os créditos
extraconcursais.

Comentário:

Alternativa A: De acordo com o art. 187, caput, a cobrança judicial do crédito


tributário não é sujeita a concurso de credores ou habilitação em falência,
recuperação judicial, concordata, inventário ou arrolamento. Alternativa
errada.

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Alternativa B: A cláusula de impenhorabilidade convencional não decorre de


imposição legal, mas sim do acordo entre as partes. Consequentemente, em
conformidade com o art. 184, do CTN, o bem gravado com cláusula de
impenhorabilidade convencional não deixa de responder pelo pagamento do
crédito tributário. Alternativa correta.

Alternativa C: O termo inicial para presunção de alienação de bens em fraude


à execução é a inscrição do crédito tributário em dívida ativa. Alternativa
errada.

Alternativa D: O que é medida cautelar fiscal? É uma ação judicial de


iniciativa da Fazenda Pública para ver assegurado o pagamento do crédito
tributário lançado, tornando indisponíveis os bens do sujeito passivo (bloqueio
dos bens), proposta antes ou no curso da execução fiscal. A assertiva trata da
penhora on-line (CTN, art. 185-A), dizendo que é medida decretada apenas em
sede dessa ação judicial, o que não é correto. Na realidade, a penhora on-line
pode ser utilizada no próprio processo executivo. Alternativa errada.

Alternativa E: Na falência, não podemos nos esquecer que, além dos créditos
trabalhistas e acidentários, o crédito tributário não prefere aos créditos
extraconcursais ou às importâncias passíveis de restituição, nos termos da
lei falimentar, nem aos créditos com garantia real, no limite do valor do
bem gravado. Alternativa errada.

Gabarito: Letra B

Questão 16 - FCC/PGE-SP-Procurador/2009

Com base no art. 185-A do CTN, o juiz pode determinar a indisponibilidade de


bens do devedor, se preenchidos determinados requisitos legais.

Comentário: O art. 185-A do CTN trata da penhora online, que ocorre quando
o devedor tributário, devidamente citado, não pagar nem apresentar bens à
penhora no prazo legal e não forem encontrados bens penhoráveis. Nesse
caso, o juiz determinará a indisponibilidade de seus bens e direitos. Questão
correta.

Questão 17 - FCC/Juiz Substituto-AL/2007

Em nosso sistema tributário, a presunção de fraude à execução somente pode


ser invocada pela Fazenda Pública nos casos de alienação ou oneração de bens
do sujeito passivo após a inscrição do débito fiscal como dívida ativa.

Comentário: Havendo regular inscrição em dívida ativa, presume-se


fraudulenta a alienação de bem efetuada por sujeito passivo, quando não tiver
sido reservado bens ou rendas suficientes para o pagamento total da dívida
tributária. Questão correta.

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IQuestão 18 - FGV/ISS-Cuiabá/2016

Sobre as garantias e os privilégios do crédito tributário, assinale a afirmativa


correta.

a) Na falência, o crédito tributário prefere a qualquer outro, seja qual for sua
natureza ou o tempo de sua constituição, ressalvados apenas, os créditos
extraconcursais ou as importâncias passíveis de restituição, nos termos da lei
falimentar, e os créditos com garantia real, no limite do valor do bem gravado.
b) Presume-se fraudulenta a alienação ou oneração de bens ou rendas, por
sujeito passivo em débito para com a Fazenda Pública, por crédito tributário
regularmente inscrito em dívida ativa.
c) O juiz pode determinar a indisponibilidade de bens e direitos do executado
antes da sua citação, como forma de assegurar a garantia do juízo na
execução fiscal.
d) A cobrança judicial do crédito tributário está sujeita à habilitação em
falência e recuperação judicial.
e) Na falência, a multa tributária prefere apenas aos créditos subordinados e
quirografários.

Comentário:

Alternativa A: Na verdade, o crédito tributário, na falência, não prefere


também aos créditos trabalhistas e acidentários. Alternativa errada.

Alternativa B: Acertadamente, a banca transcreveu a literalidade do art. 185,


do CTN, com a redação dada pela Lei 118/05. A alienação ou oneração
somente será considerada fraudulenta a partir do momento da inscrição do
crédito tributário em dívida ativa. Alternativa correta.

Alternativa C: Não se admite que o juiz determine a indisponibilidade de bens


e direitos do executado antes da sua citação, conforme se depreende da
redação do art. 185-A: Na hipótese de o devedor tributário, devidamente
citado, não pagar nem apresentar bens à penhora no prazo legal e não forem
encontrados bens penhoráveis, o juiz determinará a indisponibilidade de seus
bens e direitos, comunicando a decisão, preferencialmente por meio eletrônico,
aos órgãos e entidades que promovem registros de transferência de bens,
especialmente ao registro público de imóveis e às autoridades supervisoras do
mercado bancário e do mercado de capitais, a fim de que, no âmbito de suas
atribuições, façam cumprir a ordem judicial. Trata-se da denominada penhora
on-line. Alternativa errada.

Alternativa D: De acordo com o caput, do art. 187, do CTN, a cobrança


judicial do crédito tributário não é sujeita a concurso de credores ou habilitação
em falência, recuperação judicial, concordata, inventário ou arrolamento.
Alternativa errada.

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Alternativa E: Conforme determina o art. 186, par. único, III, do CTN, a


multa tributária, na falência, prefere apenas aos créditos subordinados.
Alternativa errada.

Gabarito: Letra B

Questão 19 - FGV/Agente Fazendário-Niterói/2015

Nos termos previstos no Código Tributário Nacional, em relação aos créditos


tributários decorrentes de fatos geradores ocorridos no curso do processo de
falência, é correto afirmar que:
a) o art. 188 do CTN, após a entrada em vigor da Lei Complementar n °
118/2005, passou a prever que os créditos tributários vencidos ou vincendos
serão pagos preferencialmente a quaisquer outros, como encargos da massa
falida;
b) pela nova redação do art. 188 do CTN os créditos tributários que surgirem
de fatos geradores no curso do processo falimentar não devem ser satisfeitos
diretamente pela massa falida;
c) os créditos tributários oriundos de fatos geradores ocorridos no curso do
processo falimentar, nos termos do art. 188 do CTN, após a entrada em vigor
da Lei Complementar n° 118/2005, preferem apenas os créditos
quirografários;
d) o art. 188 do CTN passou, após a entrada em vigor da Lei Complementar n°
118/2005, a considerar extraconcursais os créditos tributários decorrentes de
fatos geradores ocorridos no curso do processo falimentar;
e) contestado o crédito tributário, deverá o juízo falimentar decidir sobre o
incidente, mandando reservar bens suficientes à extinção total do crédito e
seus acrescidos, se a massa não puder efetuar a garantia de instância por
outra forma, ouvido, quanto à natureza e valor dos bens reservados, o
representante da Fazenda Pública interessada.

Comentário:

Alternativa A: Na realidade, os créditos tributários não gozam de prioridade


absoluta, não preferindo aos créditos extraconcursais ou às importâncias
passíveis de restituição, nem aos créditos com garantia real, no limite do bem
gravado. Alternativa errada.

Alternativa B: São os denominados créditos extraconcursais, que devem ser


satisfeitos diretamente pela massa falida, não havendo que se falar em
participação em concurso. Alternativa errada.

Alternativa C: Na verdade, tais créditos preferem gozam de prioridade em


relação aos demais créditos tributários, entre outros. Alternativa errada.

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Alternativa D: Após a entrada em vigor da LC 118/05, o art. 188 do CTN


passou a considerar extraconcursais os créditos tributários decorrentes de
fatos geradores ocorridos no curso do processo falimentar. Alternativa correta.

Alternativa E: Na realidade, o § 1 °, do art. 188, do CTN, prevê que


contestado o crédito tributário, o juiz remeterá as partes ao processo
competente, mandando reservar bens suficientes à extinção total do crédito e
seus acrescidos, se a massa não puder efetuar a garantia da instância por
outra forma, ouvido, quanto à natureza e valor dos bens reservados, o
representante da Fazenda Pública interessada. Alternativa errada.

Gabarito: Letra D

Questão 20 - FGV/Agente Fazendário-Niterói/2015

Determinado contribuinte do IPTU não pagou o tributo relativo ao seu unico


imóvel residencial nos últimos quatro anos e vem a sofrer a execução fiscal
para cobrança do imposto. Nesse caso:
a) o imóvel residencial não pode responder pela dívida do IPTU por ser bem de
família;
b) todos os bens e rendas do contribuinte, sem comportar exceções,
respondem pelo pagamento de todo crédito de natureza tributária;
c) o único imóvel residencial poderá ser penhorado para satisfação do crédito
tributário de IPTU;
d) bens gravados por ônus real ou por cláusulas de inalienabilidade não podem
ser alcançados para satisfação do crédito tributário;
e) todos os bens móveis do contribuinte, sem comportar exceções, respondem
pelo pagamento de todo crédito de natureza tributária.

Comentário: Na execução fiscal, o imóvel residencial pode vir a responder


pela dívida tributária, ainda que se trate de bem de família. Na realidade, o
art. 184, do CTN, dispõe que, sem prejuízo dos privilégios especiais sobre
determinados bens, que sejam previstos em lei, responde pelo pagamento do
crédito tributário a totalidade dos bens e das rendas, de qualquer origem ou
natureza, do sujeito passivo, seu espólio ou sua massa falida, inclusive os
gravados por ônus real ou cláusula de inalienabilidade ou impenhorabilidade,
seja qual for a data da constituição do ônus ou da cláusula, excetuados
unicamente os bens e rendas que a lei declare absolutamente impenhoráveis.

Gabarito: Letra e
Questão 21 - FGV/Fiscal de Tributos-Niterói/2015

Um contribuinte do ISS foi autuado em 15/09/2012 pelo não recolhimento do


imposto relativo ao mês de abril de 2011. Não foi feito o pagamento e nem foi
apresentada impugnação ao auto de infração, tendo o crédito tributário sido
inscrito em dívida ativa em 20/05/2013. A execução fiscal foi ajuizada em

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15/10/2014 e o juiz despachou determinando a citação em 20/01/2015.


Considerando a situação hipotética acima e as disposições do CTN, é correto
afirmar que, se o contribuinte alienou um bem:
a) em 20/04/2015, mesmo possuindo outros bens de valor superior ao crédito
tributário, essa operação é presumida como fraudulenta;
b) em 15/10/2012, e não possuía outros bens, essa operação é presumida
como fraudulenta;
c) em 20/01/2014, e não possuía outros bens, essa operação é presumida
como fraudulenta;
d) em 25/08/2011, e não possuía outros bens, essa operação é presumida
como fraudulenta;
e) em 15/11/2014, mesmo possuindo outros bens de valor superior ao crédito
tributário, essa operação é presumida como fraudulenta.

Comentário: De acordo com o art. 185, caput, do CTN, presume-se


fraudulenta a alienação ou oneração de bens ou rendas, ou seu começo, por
sujeito passivo em débito para com a Fazenda Pública, por crédito tributário
regularmente inscrito como dívida ativa. Por outro lado, não há que se falar
nessa presunção caso tenham sido reservados, pelo devedor, bens ou rendas
suficientes ao total pagamento da dívida inscrita.

Logo, para resolver a questão, temos que analisar as alternativas que


mencionem alienação em data posterior a 20/05/2013 (data de inscrição do
crédito em dívida ativa), e que mencione ainda que não foram reservados bens
ou rendas suficientes ao pagamento da dívida inscrita.

Assim sendo, a única alternativa que se enquadra no nosso entendimento é a


Letra C.

Gabarito: Letra c

IQuestão 22 - ESAF/PGFN/2007

Decorre do CTN que a multa tributária tem, na falência, a mesma preferência


dos demais créditos tributários.

Comentário: Pela redação do art. 186, par. único, III, pode-se inferir que, na
falência, a multa tributária não tem a mesma preferência dos demais créditos
tributários. Portanto, a questão está errada.

IQuestão 23 - ESAF/PGFN/2007

A dívida inscrita precisa estar em fase de execução, para que se presuma


fraudulenta a alienação de bem efetuada por sujeito passivo insolvente, em
débito para com a Fazenda Pública.

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Comentário: Antes da LC 118/05, a presunção só se dava se o crédito inscrito


em dívida ativa tivesse sido objeto de ação de execução fiscal. Contudo, com
as alterações promovidas pela referida lei complementar, basta que haja
regular inscrição em dívida ativa para que se presuma fraudulenta a alienação
de bem efetuada por sujeito passivo insolvente. Questão errada.

1 Questão 24 - ESAF/AFRF/2002

Em regra, respondem pelo pagamento do crédito tributário os bens gravados


por ônus real ou cláusula de inalienabilidade ou impenhorabilidade, seja qual
for a data da constituição do ônus ou da cláusula.

Comentário: Conforme estudamos, os bens impenhoráveis por ato voluntário,


como aqueles gravados por ônus real, respondem pelo pagamento do crédito
tributário. Questão correta.

IQuestão 25 - FGV/Juiz-PA/2008

A penhora on-line, no Direito Tributário, encontra amparo no CTN e permite a


decretação judicial da indisponibilidade dos bens e direitos do devedor, com a
comunicação da decisão, preferencialmente por meio eletrônico, aos órgãos e
entidades que promovem os registros de transferência de bens, a fim de que,
no âmbito de suas atribuições, façam cumprir a ordem judicial.

Comentário: A penhora online encontra guarida no art. 185-A do CTN,


permitindo a decretação judicial da indisponibilidade dos bens e direito do
devedor, com a comunicação da decisão preferencialmente por meio eletrônico
aos responsáveis por promover os registros de transferência de bens. Questão
correta.

IQuestão 26 - FGV/Juiz-PA/2008

Segundo o CTN, os créditos tributários decorrentes de fatos geradores


ocorridos no curso do processo de falência são considerados extraconcursais.

Comentário: Os créditos extraconcursais são aqueles cujos fatos geradores


ocorrem após a decretação da falência. Portanto, a questão está correta.

IQuestão 27 - ESAF/SEFAZ-CE/2007

Como regra, respondem pelo pagamento do crédito tributário a totalidade dos


bens e de rendas, de qualquer natureza ou origem, do sujeito passivo.

Comentário: De acordo com o art. 184, a regra é que responde pelo


pagamento do crédito tributário a totalidade dos bens e das rendas, de

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qualquer origem ou natureza, do sujeito passivo, seu espólio ou sua massa


falida, inclusive os gravados por ônus real ou cláusula de inalienabilidade ou
impenhorabilidade, seja qual for a data da constituição do ônus ou da cláusula.
A exceção são os bens e rendas que a lei declare absolutamente
impenhoráveis. Questão correta.

IQuestão 28 - ESAF/SEFAZ-CE/2007

Na execução fiscal, existe hipótese em que o JUIZ pode decretar a


indisponibilidade dos bens e direitos do sujeito passivo.

Comentário: Estabelece o caput do art. 185-A, do CTN, que na hipótese de o


devedor tributário, devidamente citado, não pagar nem apresentar bens à
penhora no prazo legal e não forem encontrados bens penhoráveis, o juiz
determinará a indisponibilidade de seus bens e direitos. Questão correta.

Questão 29 - CESPE/AFTM-Vitória/2007

Lúcia, visando esquivar-se do pagamento de tributo federal, gravou com


cláusula de impenhorabilidade seu apartamento. Nessa situação, promovida a
execução fiscal, o apartamento de Lúcia não poderá ser penhorado.

Comentário: De acordo com o CTN, os bens impenhoráveis por ato voluntário,


como aqueles gravados por ônus real, respondem pelo pagamento do crédito
tributário. Dessa forma, Lúcia terá seu apartamento penhorado em favor do
Fisco. Questão errada.

1 Questão 30 - ESAF/AFRF/2005

Na falência, a cobrança judicial do crédito tributário é sujeita a habilitação em


processo de falência.

Comentário: Embora a Fazenda Pública possa optar por habilitar o crédito no


juízo falimentar, não há tal sujeição, de modo que a cobrança pode se dar em
ação de execução fiscal, individualmente. Questão errada.

1 Questão 31 - ESAF/AFTE-RN/2005

A cobrança judicial do crédito tributário não está sujeita à habilitação em


inventário, exceto se houver herdeiro civilmente incapaz.

Comentário: De acordo com o art. 187, do CTN, a cobrança judicial do crédito


tributário não é sujeita a concurso de credores ou habilitação em falência,
recuperação judicial, concordata, inventário ou arrolamento. Logo, não há

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exceções, como foi citado na redação da questão. Portanto, a questão está


errada.

2 - ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA

A partir do art. 194, o CTN cuidou do tema "Administração Tributária".


Foram estabelecidas algumas regras para nortear os procedimentos a serem
adotados pelos órgãos e agentes fazendários.

Conforme foi visto no início do nosso curso, os tributos são a principal


fonte de receita do Estado. É por isso que a administração tributária é, em
termos simples, a sustentação do Estado, conforme está previsto no art. 37,
XXII, da CF/88:

XXII - as administrações tributárias da União, dos Estados, do Distrito


Federal e dos Municípios, atividades essenciais ao funcionamento do
Estado, exercidas por servidores de carreiras específicas, terão
recursos prioritários para a realização de suas atividades e
atuarão de forma integrada, inclusive com o compartilhamento de
cadastros e de informações fiscais, na forma da lei ou convênio.

Destaque-se que, em compatibilidade com a previsão acima no sentido


de que as administrações tributárias terão recursos prioritários, o art. 167, IV,
da própria CF/88, permitiu a excepcional vinculação da receita dos
impostos para realização das atividades da administração tributária.

Em suma, o que nos importa nesse momento é saber que o CTN dividiu
o tema em três capítulos, quais sejam: Fiscalização, Dívida Ativa e Certidões
Negativas.

Vamos estudar cada um deles a partir de agora!

2.1 - Fiscalização

O capítulo que trata da fiscalização diz respeito aos poderes e deveres


das autoridades administrativas. Também trata das restrições quanto à
divulgação de informações relativas à situação econômica dos contribuintes.

2.1.1 - Poderes das autoridades administrativas

Em primeiro lugar, cabe relembrar que o CTN é uma norma geral em


matéria tributária. Por conseguinte, há outras regras atinentes à fiscalização
tributária, previstas em leis ordinárias de cada ente federativo.

Sendo assim, em cada esfera podem ser criadas normas


regulamentando as prerrogativas das autoridades fiscais a ela
vinculadas. Tais normas podem ser tanto em caráter geral, aplicando-se à

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fiscalização de todos os tributos de competência do ente, ou em caráter


especial, aplicando-se a um tributo especificamente.

Vejamos o que estabelece o art. 194 do CTN:

Art. 194. A legislação tributária, observado o disposto nesta Lei,


regulará, em caráter geral, ou especificamente em função da
natureza do tributo de que se tratar, a competência e os poderes
das autoridades administrativas em matéria de fiscalização da
sua aplicação.

Parágrafo único. A legislação a que se refere este artigo aplica-se às


pessoas naturais ou jurídicas, contribuintes ou não, inclusive às que
gozem de imunidade tributária ou de isenção de caráter pessoal.

Neste ponto, é muito importante que o aluno perceba que, ainda que o
contribuinte esteja imune ou isento, deve ser fiscalizado. Isso ocorre porque a
imunidade e a isenção exoneram o contribuinte da obrigação de pagar,
mas não da possibilidade de vir a ser fiscalizado.

Ademais, há casos de imunidade ou isenção em que o contribuinte fica


sujeito a alguns requisitos, e só há um meio de verificar se estão sendo
realmente cumpridos: fiscalização.

Nesse rumo, o art. 195 dispõe sobre os poderes das autoridades fiscais:

Art. 195. Para os efeitos da legislação tributária, não têm aplicação


quaisquer disposições legais excludentes ou limitativas do direito
de examinar mercadorias, livros, arquivos, documentos, papéis e efeitos
comerciais ou fiscais, dos comerciantes industriais ou produtores, ou da
obrigação destes de exibi-los.

Sendo assim, as autoridades fiscais têm o direito de examinar os livros,


arquivos e documentos do sujeito passivo, e este tem o dever de exibi-los,
ainda que haja lei excluindo ou limitando essa prerrogativa fiscal. É
claro que a fiscalização deve se limitar ao objeto da investigação, conforme se
extrai do entendimento sumulado do STF:

Súmula STF 439 - Estão sujeitos a fiscalização tributária ou previdenciária


quaisquer livros comerciais, limitado o exame aos pontos objeto da
investigação.

Repare que o STF deixa claro que quaisquer livros comerc1a1s estão
submetidos à fiscalização tributária ou previdenciária. O que isso quer dizer?
Ora, até mesmo aqueles livros que não são de escrituração obrigatória
(não constituem obrigações acessórias) submetem-se ao exame do Fisco.

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Relativamente aos livros obrigatórios de escrituração comercial e


fiscal e aos comprovantes dos lançamentos neles efetuados, o par.
único do art. 195, do CTN, assevera que devem ser conservados até que
ocorra a prescrição dos créditos tributários decorrentes das operações
a que se refiram.

Tenha muito cuidado em relação a esse dispositivo. O legislador não


previu um prazo fixo (5 anos, por exemplo), até porque o prazo
prescricional, como foi visto no nosso curso, está submetido à interrupção,
hipótese em que é reiniciado. Sendo assim, o prazo para ocorrer a prescrição
do crédito tributário pode ser bastante superior aos 5 anos.

ão Conservação de livros obrigatórios e comprovantes


i!!!!!!::===:::!::= de lançamentos = até ocorrer prescrição.

De qualquer modo, é sempre importante ter em mente que os poderes


das autoridades administrativas não são ilimitados. No caso do exame dos
livros comerciais, vimos que o STF entende que o exame fica limitado ao ponto
objeto da investigação. Seguindo raciocínio semelhante, a autoridade fiscal
também não pode apreender as mercadorias do sujeito passivo como meio
coercitivo para pagamento dos tributos. Vejamos a redação da Súmula 323 do
STF:

Súmula STF 323 É inadmissível a apreensão de mercadorias como meio


coercitivo para pagamento de tributos.

Retornando nossa análise sobre o Código Tributário Nacional, o art. 197


prevê que a autoridade fiscal tem a prerrogativa de requisitar informações a
terceiros, no interesse da fiscalização, conforme se expõe a seguir:

Art. 197. Mediante intimação escrita, são obrigados a prestar à


autoridade administrativa todas as informações de que disponham
com relação aos bens, negócios ou atividades de terceiros:

I - os tabeliães, escrivães e demais serventuários de ofício;

II - os bancos, casas bancárias, Caixas Econômicas e demais instituições


financeiras;

III - as empresas de administração de bens;

IV - os corretores, leiloeiros e despachantes oficiais;

V - os inventariantes;

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VI - os síndicos, comissários e liquidatários;

VII - quaisquer outras entidades ou pessoas que a lei designe, em


razão de seu cargo, ofício, função, ministério, atividade ou profissão.

Parágrafo único. A obrigação prevista neste artigo não abrange a


prestação de informações quanto a fatos sobre os quais o
informante esteja legalmente obrigado a observar segredo em
razão de cargo, ofício, função, ministério, atividade ou profissão.

Deve ficar claro que não são apenas as pessoas listadas no art. 197
do CTN que estão obrigadas a prestar informações ao Fisco. Veja que o
inciso VII abrange quaisquer outras pessoas ou entidades que a lei designe. O
objetivo é abranger todas as pessoas que de alguma forma possam ter
conhecimento de informações necessárias à atividade de fiscalização.

A lista prevista no CTN de pessoas obrigadas a prestar


informações sobre bens, negócios ou atividades de
terceiros não é taxativa. Lei ordinária pode estendê­
la.
ão
As pessoas já citadas nos incisos I a VI do art. 197, do
CTN, não dependem de lei ordinária para estarem
obrigadas a prestar informações, por já se encontrar
ex rio CTN.

Fica ressalvado, no entanto, os casos em que a lei reguladora da


profissão determine o dever de sigilo. Por exemplo, se o advogado impedido
de prestar informações relativas aos seus clientes, em decorrência da lei
regulamentadora da sua profissão, não fica obrigado a fornecê-las, diante da
intimação recebida.

No que concerne à possibilidade de a autoridade fiscal requisitar


informações protegidas por sigilo bancário (art. 197, II), com o advento da LC
105/2001, foi previsto o seguinte:

Art. 6 º As autoridades e os agentes fiscais tributários da União, dos


Estados, do Distrito Federal e dos Municípios somente poderão examinar
documentos, livros e registros de instituições financeiras, inclusive os
referentes a contas de depósitos e aplicações financeiras, quando
houver processo administrativo instaurado ou procedimento
fiscal em curso e tais exames sejam considerados indispensáveis
pela autoridade administrativa competente.

O tema foi recorrentemente submetido ao STF, questionando-se a


constitucionalidade do dispositivo da LC 105/2001, que garante o acesso do
Fisco aos dados bancários independentemente de autorização judicial. A
alegação era a de que o referido dispositivo contrariava o art. 5°, incisos X

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(princípio da inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da


imagem das pessoas) e XII (princípio da inviolabilidade do sigilo da
correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das
comunicações telefônicas), da CF/88.

Tal tema é objeto de forte controvérsia jurisprudencial ao longo de anos.


O STF já chegou a decidir que não se coaduna com os preceitos da CF/88
norma legal que atribua à autoridade administrativa, que constitui uma das
partes na relação jurídico-tributária (sujeito ativo), o afastamento do sigilo dos
dados referentes ao sujeito passivo.

Somente em fevereiro de 2016 o STF pôs fim às controvérsias. A


Suprema Corte concluiu o julgamento de um conjunto de cinco processos (RE
601.314 e ADis 2859, 2390, 2386 e 2397) que questionavam dispositivos da
LC 105/01. Por maioria de votos, prevaleceu o entendimento de que a
previsão da referida lei complementar não resulta em quebra de sigilo
bancário, mas sim na transferência de sigilo da órbita bancária para a fiscal,
ambas protegidas contra o acesso de terceiros. A transferência de informações
é feita dos bancos ao Fisco, que tem o dever de preservar o sigilo dos dados,
portanto não há ofensa à Constituição Federal.

De acordo com a jurisprudência do STF, as autoridades


fiscais podem requisitar aos bancos as informações
tl!!!il!:======I financeiras dos contribuintes, sem prévia autorização
judicial.

Prezado aluno(a), repare que não estamos falando de divulgação


das informações protegidas pelo sigilo bancário, mas sim do acesso às
informações pertinentes ao processo administrativo fiscal instaurado
contra o sujeito passivo, sem ordem judicial para tanto.

Destaque-se que a autoridade administrativa também possui o poder de


requisitar (e não apenas solicitar) o auxílio da força pública, ou seja, das
autoridades policiais, quando vítimas de embaraço ou desacato no
exercício de suas funções, ou quando necessário à efetivação de
medida prevista na legislação aduaneira (CTN, art. 200). Isso se aplica
mesmo que o obstáculo imposto pelo sujeito passivo não se configure
fato definido em lei como crime ou contravenção.

Outro detalhe previsto no art. 200 do CTN é o fato de a autoridade


fiscal poder requisitar a força pública vinculada a outro ente federado.
Por exemplo, o Auditor-Fiscal da Receita Federal, embora esteja vinculado à
União, pode requisitar a Polícia Militar, órgão vinculado a determinado estado­
membro.

Observação: Lembre-se de que a administração fazendária e seus servidores


fiscais têm, dentro de suas áreas de competência e jurisdição, precedência

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sobre os demais setores administrativos, na forma da lei (CF/88, art. 37,


XVIII).

Entretanto, cabe destacar que o acesso ao estabelecimento do


contribuinte nem sempre é possível, já que devem ser levadas em
consideração as garantias individuais, previstas no art. 5 ° , XI, da CF/88
(inviolabilidade domiciliar).

Citamos, abaixo, as palavras do ilustre Leandro Paulsen a respeito desse


assunto (grifamos):

O STF tem entendido que, inobstante a prerrogativa do Fisco de solicitar


e analisar documentos, os agentes fiscais só podem ingressar em
escritório de empresa quando autorizados (pelo proprietário, gerente ou
preposto). Em caso de recusa, não podem os agentes
simplesmente requerer auxílio de força policial, eis que, forte na
garantia de inviolabilidade do domicílio, oponível também ao
Fisco, a medida dependerá de autorização judicial.
(PAULSEN, Leandro. Direito tributário: Constituição e Código
Tributário à luz da doutrina e da jurisprudência. 16 Ed. Pág. 1391)

ão A autoridade responsável pela fiscalização é sempre a


i!!!!!!::===:::!::= fiscal, e não a policial.

2.1.2 - Deveres das autoridades administrativas

2.1.2.1 - Termo de Início de Fiscalização

No que se refere à atividade de fiscalização, o CTN previu prerrogativas à


autoridade administrativa, como também estabeleceu alguns deveres. O
primeiro deles é o dever de lavrar o Termo de Início de Fiscalização.

Vamos ver o que está previsto no art. 196 do CTN:

Art. 196. A autoridade administrativa que proceder ou presidir a


quaisquer diligências de fiscalização lavrará os termos necessários
para que se documente o início do procedimento, na forma da
legislação aplicável, que fixará prazo máximo para a conclusão
daquelas.

Parágrafo único. Os termos a que se refere este artigo serão lavrados,


sempre que possível, em um dos livros fiscais exibidos; quando
lavrados em separado deles se entregará, à pessoa sujeita à fiscalização,
cópia autenticada pela autoridade a que se refere este artigo.

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TÁRIO - TCE-P
Curso de Teoria e Qu
Aula 10 - Prof. Fa

Basicamente, o Termo de Início de Fiscalização possui três efeitos


relevantes: determina a data inicial para contagem do prazo máximo
para conclusão das diligências, antecipa a contagem do prazo
decadencial e afasta a espontaneidade do sujeito passivo.

O Termo de Início de Fiscalização estabelece a data em que a atividade


fiscalizatória teve início. Com isso, é possível fixar o prazo máximo para a
conclusão das diligências de fiscalização.

Ademais, nós aprendemos que a regra geral de contagem do prazo


decadencial ocorre no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o
lançamento poderia ter sido efetuado, correto?

Vimos também que, se entre a data do fato gerador e o primeiro dia do


exercício seguinte, houver a notificação do sujeito passivo de qualquer
procedimento de fiscalização, antecipa-se o início da contagem do prazo
decadencial para este dia (data do Termo de Início de Fiscalização). Este é,
portanto, o segundo efeito da lavratura do referido termo.

Responda-me, então: sempre há antecipação do prazo de contagem do


prazo decadencial? Não! Se o procedimento de fiscalização for iniciado após o
primeiro dia do exercício seguinte à data do fato gerador, o prazo decadencial
já teria iniciado o seu curso, não havendo qualquer impacto na sua
contagem.

Se a notificação do início de procedimento fiscal ocorrer


ão após o "primeiro dia do exercício seguinte", não haverá
---====�:::a impacto sobre o curso do prazo decadencial.

O terceiro efeito está relacionado ao estudo da responsabilidade


tributária. Você se lembra quando estudamos a denúncia espontânea? Naquele
momento, foi dito que o sujeito passivo só fica livre das penalidades, se agir
espontaneamente, antes de qualquer procedimento de fiscalização.

Sendo assim, lavrado o Termo de Início de Fiscalização, o sujeito


passivo perde o direito à denúncia espontânea, tornando-se responsável
pelos tributos devidos bem como pelas penalidades cabíveis.

Vamos esquematizar?

Fixa data inicial para contagem de prazo máximo


TERMO DE
INÍCIO DE Antecipa a contagem do prazo decadencial
FISCALIZAÇÃO
Afasta espontaneidade do sujeito passivo

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Em relação às formalidades do termo ora estudado, o par. único do art.


196 estabelece que, sempre que possível, deve ser lavrado em algum dos
livros obrigatórios da pessoa fiscalizada. Se tal medida não se fizer
possível, lavra-se o termo em papel separado, entregando cópia
autenticada ao sujeito passivo.

2.1.2.2 - O dever de sigilo por parte da autoridade administrativa

No exercício da atividade de fiscalização, a autoridade administrativa


obtém as informações necessárias para efetuar o lançamento tributário. A
maioria dessas informações está relacionada à situação econômica do sujeito
passivo, motivo pelo qual a autoridade fiscal tem o dever de mantê-las em
sigilo. Trata-se do sigilo fiscal.

Se não houvesse tal sigilo, uma empresa em crise financeira, por


exemplo, teria sua situação ainda mais agravada à medida que os seus
fornecedores e clientes tomassem conhecimento das suas condições
financeiras.

Vejamos o que diz o caput do art. 198 do CTN:

Art. 198. Sem prejuízo do disposto na legislação criminal, é vedada a


divulgação, por parte da Fazenda Pública ou de seus servidores,
de informação obtida em razão do ofício sobre a situação econômica
ou financeira do sujeito passivo ou de terceiros e sobre a
natureza e o estado de seus negócios ou atividades.

Observação: Pela redação do art. 198, não se proíbe a divulgação de


informações cadastrais, mas sim daquelas que retratem a situação
econômica ou financeira e a natureza e o estado de seus neaócios.

Destaque-se que o CTN previu duas possibilidades em que, embora


seja mantido o sigilo das informações, é possível transferi-las a outros
órgãos, do Poder Judiciário ou da própria administração pública:

Art. 198 - (...):

§ lo Excetuam-se do disposto neste artigo, além dos casos previstos no


art. 199, os seguintes: (Redação dada pela Lcp n ° 104, de 10.1.2001)

I - requisição de autoridade judiciária no interesse da justiça;


(Incluído pela Lcp n ° 104, de 10.1.2001)

II - solicitações de autoridade administrativa no interesse da


Administração Pública, desde que seja comprovada a instauração
regular de processo administrativo, no órgão ou na entidade
respectiva, com o objetivo de investigar o sujeito passivo a que se

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refere a informação, por prática de infração administrativa.


(Incluído pela Lcp n ° 104, de 10.1.2001)

Desse modo, o juiz pode requisitar as informações de que o Fisco dispõe,


para instruir processos judiciais, sejam eles de natureza civil ou penal. A
requisição é feita no interesse da justiça.

Destaque-se que as Comissões Parlamentares de Inquérito (CPis)


também podem solicitar informações ao Fisco, já que a CF/88 conferiu
àquelas poderes de investigação próprios das autoridades judiciais
(CF/88, art. 58, § 3 ° ).

No que se refere às solicitações administrativas, a transferência das


informações é mais restrita, já que se exige, no momento da solicitação,
processo administrativo regularmente instaurado no âmbito do órgão ou
entidade solicitante, com o objetivo de investigar sujeito passivo por
prática de infração administrativa.

Vale ressaltar que sempre deve ser considerado os procedimentos


previstos no§ 2 ° , do art. 198:

Art. 198 - (...):

§ 2o O intercâmbio de informação sigilosa, no âmbito da Administração


Pública, será realizado mediante processo regularmente
instaurado, e a entrega será feita pessoalmente à autoridade
solicitante, mediante recibo, que formalize a transferência e
assegure a preservação do sigilo. (Incluído pela Lcp n ° 104, de
10.1.2001)

Pela redação do dispositivo, percebe-se que o objetivo é sempre


preservar o sigilo fiscal. Por isso, lembre-se que as requisições promovidas
pelo Judiciário e as solicitações administrativas não autorizam a
divulgação de informações, mas apenas o seu uso no interesse da justiça
ou da Administração Pública, respectivamente.

"Professor, existe alguma exceção em que se permite a divulgação de


informações?"

Sim! Vamos ver o que prevê o§ 3 ° do art. 198:

Art. 198 - (...):

§ 3o Não é vedada a divulgação de informações relativas a:


(Incluído pela Lcp n ° 104, de 10.1.2001)

I - representações fiscais para fins penais; (Incluído pela Lcp n °


104, de 10.1.2001)

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II - inscrições na Dívida Ativa da Fazenda Pública; (Incluído pela


Lcp n ° 104, de 10.1.2001)

III - parcelamento ou moratória. (Incluído pela Lcp n ° 104, de


10.1.2001)

Esquematizando:

REpresentações fiscais para fins penais

Não é vedada a PARrcelamento ou moratória


divulgação de
INscrições na dívida ativa da fazenda pública

Observação: Vamos gravar essas três hipóteses?

Representações fiscais para fins penais (RE), parcelamento ou


moratória (PAR} e inscrições em dívida ativa (IN} = REPARIN

Em primeiro lugar, você deve estar se perguntando: o que vem a ser a


representação fiscal para fins penais?

Se um sujeito passivo pratica ilícito administrativo, fica sujeito ao


lançamento da respectiva multa, ou da aplicação de outra penalidade, como a
pena de perdimento de mercadorias, por exemplo.

Em se tratando de atos que configurem ilícito penal, cabe ao Poder


Judiciário a aplicação da penalidade cabível. Sendo assim, a autoridade fiscal
deve representar à autoridade competente para propor a ação penal,
ou seja, o representante do Ministério Público.

Observação: O representante do Ministério Público é o titular exclusivo para


propor a ação penal pública.

Portanto, a representação fiscal para fins penais se trata de uma


representação elaborada pela autoridade fiscal, com intuito de responsabilizar
o infrator penalmente, isto é, com fins penais.

Cabe ressaltar que, nos crimes contra a ordem tributária (Lei


8.137/1990, arts. 1° e 2º), crime de apropriação indébita previdenciária
(Código Penal, art. 168-A) e crime de sonegação de contribuição
previdenciária (Código Penal, art. 337-A), a configuração do crime está
condicionada à existência do crédito tributário. Se não há crédito
tributário, não há crime.

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O grande problema é que, com o lançamento, o crédito tributário está


constituído, mas não definitivamente constituído, pois pode ser impugnado
pelo sujeito passivo. Está lembrado?

Sendo assim, só temos certeza da existência do crédito tributário,


quando este estiver definitivamente constituído, isto é, após proferida a
decisão final na esfera administrativa. Portanto, é somente a partir de então
que pode ser formulada a representação fiscal para fins penais (RFFP),
a ser encaminhada ao Ministério Público.

Nessa linha, é válido citar o art. 83 da Lei 9.430/1996:

Art. 83. A representação fiscal para fins penais relativa aos crimes
contra a ordem tributária previstos nos arts. lo e 2o da Lei no 8.137,
de 2 7 de dezembro de 1990, e aos crimes contra a Previdência
Social, previstos nos arts. 168-A e 337-A do Decreto-Lei no 2.848, de
7 de dezembro de 1940 (Código Penal), será encaminhada ao
Ministério Público depois de proferida a decisão final, na esfera
administrativa, sobre a exigência fiscal do crédito tributário
correspondente. (Redação dada pela Lei n ° 12.350, de 2010)

Demonstrando entendimento nessa mesma linha, o STF editou a


seguinte súmula vinculante:

Súmula Vinculante 24 - Não se tipifica crime material contra a ordem


tributária, previsto no art. 1. 0, incisos I a IV, da Lei n. 0 8.137/90, antes do
lançamento definitivo do tributo.

Saiba que, após a constituição definitiva do crédito tributário, o MP pode


oferecer a denúncia (propor a ação penal), independentemente do recebimento
da RFFP.

Somente com a constituição definitiva do crédito


tributário é que se configura os crimes acima estudados.
ão
O MP não depende de RFFP para oferecer a
denúncia.

Deve-se destacar também que em casos excepcionais, o STF (HC


95.443/SC) permite a instauração de inquérito policial antes do
encerramento do processo administrativo fiscal, quando for
imprescindível para viabilizar a fiscalização. Vejamos um pouco mais sobre o
caso concreto:

HABEAS CORPUS. CRIME CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA. INSTAURAÇÃO DE


INQUÉRITO POLICIAL ANTES DO ENCERRAMENTO DO PROCEDIMENTO
ADMINISTRATIVO-FISCAL. POSSIBILIDADE QUANDO SE MOSTRAR

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IMPRESCINDÍVEL PARA VIABILIZAR A FISCALIZAÇÃO. ORDEM DENEGADA.


1. A questão posta no presente writ diz respeito à possibilidade de
instauração de inquérito policial para apuração de crime contra a ordem
tributária, antes do encerramento do procedimento administrativo-fiscal. 2. O
tema relacionado à necessidade do prévio encerramento do procedimento
administrativo-fiscal para configuração dos crimes contra a ordem tributária,
previstos no art. 1 º , da Lei n º 8.137/90, já foi objeto de aceso debate
perante esta Corte, sendo o precedente mais conhecido o HC n º 81.611 (Min.
Sepúlveda Pertence, Pleno, julg. 10.12.2003).
(...)
4. Entretanto, o caso concreto apresenta uma particularidade que afasta a
aplicação dos precedentes mencionados. 5. Diante da recusa da empresa
em fornecer documentos indispensáveis à fiscalização da Fazenda
estadual, tornou-se necessária a instauração de inquérito policial
para formalizar e instrumentalizar o pedido de quebra do sigilo
bancário, diligência imprescindível para a conclusão da fiscalização e,
conseqüentemente, para a apuração de eventual débito tributário. 6. Deste
modo, entendo possível a instauração de inquérito policial para
apuração de crime contra a ordem tributária, antes do encerramento
do processo administrativo-fiscal, quando for imprescindível para
viabilizar a fiscalização. 7. Ante o exposto, denego a ordem de habeas
corpus.

(STF, Segunda Turma, HC 95.443/SC, Rei. Min. Ellen Grade, Julgamento


02/02/2010)

Além da RFFP, a Fazenda Pública também não está proibida de divulgar


as informações relativas às inscrições na Dívida Ativa da Fazenda Pública,
bem como em relação ao deferimento do parcelamento e da moratória.

Observação: Não se esqueça de que o marco para a caracterização da


alienação fraudulenta (CTN, art. 185) é a regular inscrição do crédito
tributário em dívida ativa.

Antes de finalizarmos o estudo dos deveres das autoridades


administrativas, não podemos nos esquecer do importante art. 199 do CTN,
cuja redação é a seguinte:

Art. 199. A Fazenda Pública da União e as dos Estados, do Distrito


Federal e dos Municípios prestar-se-ão mutuamente assistência para a
fiscalização dos tributos respectivos e permuta de informações, na forma
estabelecida, em caráter geral ou específico, por lei ou convênio.

Parágrafo único. A Fazenda Pública da União, na forma estabelecida em


tratados, acordos ou convênios, poderá permutar informações com
Estados estrangeiros no interesse da arrecadação e da fiscalização de
tributos. (Incluído pela Lcp n° 104, de 10.1.2001)

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O fato de cada ente federativo dispor de um banco de dados próprio, em


função das características peculiares dos tributos de sua competência, torna-se
muito proveitoso o compartilhamento de tais informações com os demais
entes, no sentido de promover uma fiscalização mais efetiva.

Observação: Trata-se de mais um caso de transferência de informações


siqilosas.

Novamente, vamos destacar o que foi estabelecido no próprio texto


constitucional, ao tratar das administrações tributárias:

XXII - as administrações tributárias da União, dos Estados, do Distrito


Federal e dos Municípios, atividades essenciais ao funcionamento do
Estado, exercidas por servidores de carreiras específicas, terão
recursos prioritários para a realização de suas atividades e
atuarão de forma integrada, inclusive com o compartilhamento de
cadastros e de informações fiscais, na forma da lei ou convênio.

Veja que existe previsão na CF/88 para o compartilhamento de cadastros


e informações fiscais, como também há previsão no CTN nesse sentido.
Contudo, o compartilhamento de fato só ocorre, mediante a edição de
lei ou convênio. Ou seja, não é autoaplicável.

a- 0
A possibilidade de permuta de informações prevista no
..-=======a art. 199 do CTN é norma de eficácia limitada.

Do mesmo modo, a Fazenda Pública da União também está autorizada a


firmar tratados, acordos ou convênios, com o intuito de permutar
informações com Estados estrangeiros, sempre no interesse da
arrecadação e da fiscalização dos tributos.

2.2 - Dívida Ativa

Para entender com clareza o que será visto neste tópico, é importante
relembrarmos como ocorre a constituição definitiva do crédito tributário.
Vamos lá: ao ser notificado do lançamento, o sujeito passivo tem um prazo
fixado em lei para pagar ou impugnar o lançamento.

Caso o sujeito passivo cumpra com a obrigação tributária, pagando o


tributo contra ele lançado, o crédito tributário é extinto pelo próprio
pagamento (CTN, art. 156, I).

Se, por outro lado, o sujeito passivo impugnar o lançamento, instaura-se


um litígio entre a Fazenda Pública e o contribuinte ou responsável, em que se
discute o crédito tributário. Ao final, caso a decisão seja desfavorável ao

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sujeito passivo, mantendo o crédito lançado, ocorre a constituição


definitiva do crédito tributário.

No curso do processo administrativo instaurado a partir


ão da impugnação do contribuinte, a Administração
i!!!!!!!!::====::::1 Tributária exerce controle interno de legalidade.

Imaginemos, ainda, que o sujeito passivo, notificado do lançamento, não


toma qualquer medida para efetuar o pagamento ou impugnar o lançamento.
Nesse caso, também haverá a constituição definitiva do crédito
tributário.

Nesse sentido, estabelece o art. 201 do CTN o seguinte:

Art. 201. Constitui dívida ativa tributária a proveniente de crédito dessa


natureza, regularmente inscrita na repartição administrativa competente,
depois de esgotado o prazo fixado, para pagamento, pela lei ou
por decisão final proferida em processo regular.

Veja, então, que a após a constituição definitiva do crédito tributário, e


não havendo pagamento por parte do sujeito passivo ou qualquer
medida, judicial ou administrativa, que suspenda a exigibilidade do
crédito tributário, cabe à Fazenda Pública proceder à inscrição do crédito
tributário em dívida ativa. Em se tratando de tributos de competência da
União, a inscrição compete à Procuradoria da Fazenda Nacional (PFN).

É de se destacar que, embora já possa ter havido controle de legalidade


pela Fazenda Pública (no curso do processo administrativo), em face do
julgamento em processo administrativo, a inscrição em dívida ativa é o último
controle de legalidade do crédito tributário constituído. Podemos dizer, ainda,
que é o único controle de legalidade realizado pela apreciação crítica de
profissionais legalmente competentes 1 : os Procuradores da Fazenda
Nacional, relativamente aos tributos federais. Destacamos que se trata
apenas de exemplo, citando o que ocorre na esfera federal.

Observação: E evidente que o Poder Judiciário, quando provocado, pode


efetuar o controle da legalidade do lançamento, devendo anular o ato
praticado pela autoridade administrativa, quando estiver em desacordo com a
lei. Contudo, nossa abordagem se restringe ao controle administrativo
da leaalidade.

1 CARVALHO, Paulo de Barros. Curso de Direito Tributário. 25ª Edição. 2013 Pág. 534.

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Nesse sentido, acrescentamos as lições de Geraldo Ataliba e Cleber


Giardino2 :

"A inscrição evita a propositura pela Fazenda de execuções indevidas,


resguarda os direitos individuais, protege o cidadão; faz valer o princípio
da reserva legal e da propriedade privada. Instituída a inscrição como
controle de legalidade, fundamentalmente com essas qualidades,
apresenta ainda várias vantagens marginais, tais como desonerar o
judiciário de causas temerárias e livrar a administração de condenações
moral e patrimonialmente lesivas".

Mas, afinal de contas, em que consiste a inscnçao em dívida ativa?


Trata-se de inclusão do nome do sujeito passivo no cadastro de
devedores inadimplentes, mediante a lavratura de termo no livro da dívida
ativa do respectivo ente federado. Atualmente, tal procedimento é realizado de
forma eletrônica.

O objetivo da inscrição do crédito tributário em dívida ativa é


extrair a Certidão de Dívida Ativa (CDA), título executivo extrajudicial, que
viabiliza a posterior propositura da ação de execução fiscal.

Como a inscrição ocorre após a constituição definitiva do


crédito tributário, o sujeito passivo não possui o
ão direito de ser notificado da inscrição e da extração
da CDA.

Estando a dívida regularmente inscrita, goza de presunção relativa de


certeza e liquidez, admitindo, obviamente, prova em contrário por parte do
sujeito passivo:

Art. 204. A dívida regularmente inscrita goza da presunção de certeza e


liquidez e tem o efeito de prova pré-constituída.

Parágrafo único. A presunção a que se refere este artigo é relativa e


pode ser ilidida por prova inequívoca, a cargo do sujeito passivo ou
do terceiro a que aproveite.

Como exemplo, se o contribuinte realizar o pagamento de determinado


tributo, como o IR, por exemplo, e o sistema da RFB não detectá-lo,
certamente o contribuinte terá o seu débito inscrito em dívida ativa. Tomando
ciência do fato, pode imediatamente apresentar suas provas inequívocas de
que houve o correto pagamento.

2 ATALIBA, Geraldo. GIARDINO, Cleber. Inscrição de dívida ativa - Função Privativa dos Advogados
Públicos. Revista de Direito Administrativo. Rio de Janeiro: Jul/Set. de 1982, p. 340.

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Destaque-se que o par. único do art. 201, do CTN, estabelece que a


fluência de juros de mora não exclui a liquidez do crédito. Portanto,
ainda que os juros de mora sejam acrescentados ao valor total da dívida, a
liquidez (o valor exato) do crédito tributário não deixa de existir, pois sempre
será possível calcular o montante devido, a título de tributo.

O CTN também previu os requisitos do termo de inscrição da dívida


ativa:

Art. 202. O termo de inscrição da dívida ativa, autenticado pela


autoridade competente, indicará obrigatoriamente:

I - o nome do devedor e, sendo caso, o dos co-responsáveis, bem


como, sempre que possível, o domicílio ou a residência de um e de
outros;

II - a quantia devida e a maneira de calcular os juros de mora


acrescidos;

III - a origem e natureza do crédito, mencionada especificamente a


disposição da lei em que seja fundado;

IV - a data em que foi inscrita;

V - sendo caso, o número do processo administrativo de que se


originar o crédito.

Parágrafo único. A certidão conterá, além dos requisitos deste


artigo, a indicação do livro e da folha da inscrição.

Observação: Já vi questões cobrando tais requisitos. Portanto, nesse caso, é


muito importante que você memorize todo o conteúdo do art. 202, do CTN.

Não é difícil de decorar tais requisitos. Em primeiro lugar, deve-se


lembrar que é mais do que básico que o termo de inscrição contenha a
quantidade devida, o nome do devedor e o fundamento legal (natureza e
origem do crédito tributário). Isso é básico, para que o contribuinte tenha
condições de apresentar provas em contrário.

Lembre-se também que, sendo o caso (nem sempre, portanto),


deve haver o número do processo administrativo. Em qualquer caso, a
certidão deverá conter a indicação do livro e da folha de inscrição.

Cumpre-nos ressaltar que a omissão ou erro relativamente aos requisitos


previstos no art. 202 do CTN são causas de nulidade da inscrição em dívida
ativa, bem como do respectivo processo de cobrança dela decorrente,
conforme se expõe abaixo:

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Art. 203. A om,ssao de quaisquer dos requisitos previstos no artigo


anterior (202), ou o erro a eles relativo, são causas de nulidade da
inscrição e do processo de cobrança dela decorrente, mas a
nulidade poderá ser sanada até a decisão de primeira instância,
mediante substituição da certidão nula, devolvido ao sujeito passivo,
acusado ou interessado o prazo para defesa, que somente poderá
versar sobre a parte modificada.

Contudo, o STF (AI-AgR 81.681/MG) entende que "há de atentar-se para


a substância e não para os defeitos formais que não comprometem o essencial
do documento tributário".

Havendo erros ou omissão dos requisitos estabelecidos, será nula a


inscrição e o processo de cobrança dela decorrente. No entanto, a nulidade
pode ser sanada até a decisão de primeira instância, substituindo-se a
certidão nula, e devolvendo ao sujeito passivo o prazo para defesa, que
somente versará sobre a parte modificada.

A fim de que seja possível entender o que viria a ser a "decisão de


primeira instância", vamos estudar em termos simples a ação de execução
fiscal.

Após a inscrição em dívida ativa, a Fazenda Pública pode ajuizar a ação


de execução fiscal. Admitida a ação, o juiz realiza o despacho que ordena a
citação do devedor para pagar o valor devido (tributo, juros e multa de mora
e os encargos indicados na CDA) ou garantir a execução, mediante depósito
em dinheiro, fiança bancária ou indicação de bens à penhora.

Observação: Lembre-se de que o despacho do juiz que ordenar citação em


execução fiscal faz interromper o curso do prazo prescricional.

Se o sujeito passivo reconhece a dívida, ele realiza o pagamento integral.


Caso contrário, pode garantir a execução, podendo-se defender mediante
interposição de embargos à execução. Até que o juiz julgue em primeira
instância os embargos interpostos, a Fazenda pode substituir a CDA
nula.

Opa! A inscrição em dívida ativa é o último controle de


legalidade sobre o crédito tributário, no âmbito
ão administrativo. Contudo, é possível alterar a CDA até
a decisão de primeira instância.

Na linha do que acabamos de explicar, segue o entendimento do STJ:

Súmula STJ 392 - A Fazenda Pública pode substituir a certidão de dívida


ativa (CDA) até a prolação da sentença de embargos, quando se tratar de

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correção de erro material ou formal, vedada a modificação do sujeito passivo


da execução.

O que o STJ deixou claro, e que tem sido demonstrado pela


jurisprudência deste Tribunal, é que só se admite substituição de CDA para
corrigir erro material ou formal, relativos à inscrição e à certidão, mas não se
estendendo ao lançamento propriamente dito. Portanto, não é possível
substituir a CDA como meio de alterar o próprio lançamento anteriormente
realizado.

Se o vício diz respeito à constituição do crédito tributário,


ão deve-se realizar outro lançamento, e não a simples
IIBlll======:=a substituição de CDA.

Nesse mesmo sentido, o STJ (REsp 87. 768/SP) já determinou que é


inadmissível substituição de CDA, para alteração do valor do débito de IPTU, já
que se constitui modificação do próprio lançamento.

2.3 - Certidões Negativas

As certidões negativas de débitos (CND) são o documento capaz de


comprovar a inexistência de débito de determinado contribuinte, de
determinado tributo ou relativo a determinado período. Trata-se, então,
do documento que comprova a quitação dos tributos devidos.

De acordo com o art. 5 °, XXXIV, b, da CF/88, é a todos assegurado,


independentemente do pagamento de taxas, a obtenção de certidões
em repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de
situações de interesse pessoal. Trata-se de imunidade aplicável às taxas.

Observe o que diz o art. 205 do CTN:

Art. 205. A lei poderá exigir que a prova da quitação de determinado


tributo, quando exigível, seja feita por certidão negativa, expedida à
vista de requerimento do interessado, que contenha todas as
informações necessárias à identificação de sua pessoa, domicílio fiscal e
ramo de negócio ou atividade e indique o período a que se refere o
pedido.

Parágrafo único. A certidão negativa será sempre expedida nos termos


em que tenha sido requerida e será fornecida dentro de 10 (dez) dias
da data da entrada do requerimento na repartição.

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Pela redação do par. único do art. 205, a Fazenda tem o prazo de 10


dias para expedir a certidão negativa requerida pelo sujeito passivo.
Normalmente, a emissão da certidão é imediata.

ão O prazo é de 10 dias, e não 10 dias úteis! Grave isso!

Devemos nos atentar para o fato de que é possível que o sujeito passivo
tenha débitos, mas esteja em situação regular perante o Fisco. É o caso, por
exemplo, dos créditos tributários cuja exigibilidade tenha sido suspensa (CTN,
art. 151).

Em casos como esse, expede-se, em vez de certidão negativa, a


certidão positiva com efeitos de negativa. Ou seja, a certidão é positiva,
pois o sujeito passivo possui débito. No entanto, a certidão possui efeitos de
negativa, já que é como se fosse esta, ou seja, o sujeito passivo está em
situação regular.

Nessa esteira, vamos ver quais as situações que ensejam a expedição de


certidão positiva com efeitos de negativa:

Art. 206. Tem os mesmos efeitos previstos no artigo anterior a certidão


de que conste a existência de créditos não vencidos, em curso de
cobrança executiva em que tenha sido efetivada a penhora, ou
cuja exigibilidade esteja suspensa.

Quando os créditos tributários não estão vencidos ? Se há créditos


tributários já constituídos contra o sujeito passivo, mas não se esgotou o prazo
para o adimplemento da obrigação tributária (créditos vincendos), este
encontra-se em situação regular.

Quando os créditos estejam garantidos por penhora ? No curso da ação


de execução fiscal, se tiverem sido penhorados bens suficientes para extinção
total dos créditos, o sujeito passivo encontra-se em situação regular, já que o
recebimento daqueles está garantido pelos bens penhorados.

Quando os créditos estejam com a exigibilidade suspensa ? Suspender


a exigibilidade significa impedir que o Fisco promova os atos de cobrança do
crédito tributário. Sendo assim, o sujeito passivo não deixa de estar em
situação regular.

Observação: Para responder questões que cobrem esse assunto, é bom você
estar com as causas de suspensão da exigibilidade do crédito tributário na
"ponta da língua". Lembre-se: MORDER e LIMPAR.

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Neste ponto, é importante relembrarmos da redação da Súmula 436, do


STJ, que define que "a entrega de declaração pelo contribuinte, reconhecendo
o débito fiscal, constitui o crédito tributário, dispensada qualquer providência
por parte do Fisco". Por conseguinte, se o contribuinte realizou a confissão de
dívida, e o crédito tributário foi constituído, caso este não seja pago, é
legítima a recusa de expedição de certidão negativa ou positiva com
efeito de negativa:

Súmula STJ 446 - Declarado e não pago o débito tributário pelo


contribuinte, é legítima a recusa de expedição de certidão negativa ou
positiva com efeito de negativa.

Sintetizando:

Créditos Vincendos
Certidão positiva
Créditos garantidos por penhora com efeitos de
negativa

Créditos com exigibilidade suspensa

Inexistência de débitos Certidão negativa

2.3.1 - Dispensa da apresentação de certidão negativa

Em alguns casos, o sujeito passivo está dispensado de apresentar a


certidão negativa, ou seja, não será necessário fazer prova da quitação dos
tributos.

Acompanhe o art. 207 do CTN:

Art. 207. Independentemente de disposição legal permissiva, será


dispensada a prova de quitação de tributos, ou o seu suprimento,
quando se tratar de prática de ato indispensável para evitar a
caducidade de direito, respondendo, porém, todos os participantes no
ato pelo tributo porventura devido, juros de mora e penalidades cabíveis,
exceto as relativas a infrações cuja responsabilidade seja pessoal
ao infrator.

Imagine que determinada empresa, participante de processo licitatório,


tenha que apresentar com urgência os comprovantes de quitação de tributos.
Considere, ainda, que os servidores responsáveis pela emissão da CND
estejam em greve. Como o sujeito passivo deve proceder para não ser
desabi I itado?

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O art. 207 do CTN prevê que, independentemente da existência de lei


permissiva, o sujeito passivo fica dispensado da prova da quitação dos
tributos, quando se tratar de ato indispensável para evitar a perda do direito.

É errado afirmar que:

- • Nunca se dispensa a apresentação de CND;


ª
i!!!!!!!!::====�=º:=i • A dispensa de apresentação de CND depende de
lei autorizativa de cada ente.

Destaque-se que todos os participantes respondem pelo tributo


porventura devido, bem como os juros de mora e as penalidades cabíveis,
com exceção daquelas cuja responsabilidade seja pessoal do infrator.

Observação: Os contratantes são a pessoa jurídica e as pessoas físicas que


atuaram em nome daquela. Não se incluem entre os contratantes, para
fins de responsabilidade, as testemunhas e os membros da comissão de
licitação.

2.3.2 - Responsabilidade por expedição de certidão com erro

Se o servidor público expede certidão negativa, quando na verdade


deveria expedir certidão positiva, a certidão contém erro contra a Fazenda
Pública. É o caso, por exemplo, daquele servidor que deseja ajudar um
amigo, alterando as informações, para que a certidão negativa seja expedida.

Com o objetivo de punir os servidores públicos, responsáveis pela


expedição de certidões negativas, por atuação dolosa ou fraudulenta, o art.
208 do CTN estabeleceu a seguinte regra:

Art. 208. A certidão negativa expedida com dolo ou fraude, que


contenha erro contra a Fazenda Pública, responsabiliza
pessoalmente o funcionário que a expedir, pelo crédito tributário e
juros de mora acrescidos.

Parágrafo un,co. O disposto neste artigo não exclui a


responsabilidade criminal e funcional que no caso couber.

Repare que o dispositivo prevê que o servidor público será


pessoalmente responsável pelo crédito tributário (aquele que deixou de
constar na certidão "negativa" expedida) e pelos juros de mora acrescidos.
Ademais, fica o servidor sujeito às sanções penais e administrativas
cabíveis.

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Além de responder pessoal pelo crédito tributário e pelos


ão juros de mora, o servidor pode sofrer
..-====�==a responsabilização criminal e funcional.

Quando estudamos para concurso público, não devemos "brigar" com a


lei, já que ela é muitas vezes cobrada literalmente. Contudo, muitos autores
questionam a responsabilização pessoal do servidor pelo crédito tributário,
haja vista que, dessa forma, o contribuinte, que se beneficiou da fraude, fica
dispensado do pagamento dos tributos.

Imagine, agora, que o crédito tributário tenha sido de R$ 1.000.000,00,


e que a empresa beneficiada seja uma multinacional. Como o servidor iria
arcar com tudo isso sozinho? Seria justo? Vamos deixar a discussão para outro
momento, correto? O que nos importa é saber como está previsto no
CTN!

HORA OE
raticar!

Questão 32 - CESPE/TCE-PA-Auditor de Controle Externo/2016

A administração tributária poderá fornecer certidão positiva com os mesmos


efeitos da certidão negativa na hipótese de créditos tributários com
exigibilidade suspensa ou de créditos objeto de execução fiscal garantidos por
penhora.

Comentário: É o que estabelece o art. 206, do CTN: tem os mesmos efeitos


previstos no artigo anterior a certidão de que conste a existência de créditos
não vencidos, em curso de cobrança executiva em que tenha sido efetivada a
penhora, ou cuja exigibilidade esteja suspensa. Portanto, nas hipóteses citadas
na questão, é possível a emissão de certidão positiva com os mesmos efeitos
da certidão negativa. Questão correta.

Questão 33 - CESPE/TRF-Juiz Federal Substituto/2015

Um contribuinte deixou de recolher determinado tributo no prazo previsto em


lei e, por isso, foi alvo de ação do fisco, que procedeu à lavratura de auto de
infração cobrando o valor original do referido tributo com juros, correção
monetária e multa pecuniária. No referido auto de infração, ficou concedido o
prazo de vinte dias para que o contribuinte efetuasse o pagamento ou o
impugnasse.
Nessa situação hipotética,

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a) o valor cobrado pelo auto de infração constitui dívida ativa não tributária até
a inscrição da referida dívida, na forma da lei.
b) o valor cobrado pelo fisco constitui dívida ativa não tributária, visto que
admite prova em contrário.
c) o débito constituído por meio de auto de infração corresponde a crédito
público, no sentido que o direito financeiro dá a essa expressão, podendo, por
isso, ser cobrado judicialmente.
d) durante o referido prazo de vinte dias, a inscrição de dívida ativa tributária
estaria impossibilitada, haja vista que o prazo para pagamento ou impugnação
não se teria esgotado.
e) o débito apurado contra o contribuinte consolidou-se com a lavratura do
auto de infração em dívida ativa tributária.

Comentário: A inscrição em dívida ativa só pode ocorrer após o decurso do


prazo para pagamento ou impugnação do auto de infração. Portanto, na
situação apresentada, durante o referido prazo de vinte dias, a inscrição de
dívida ativa tributária estaria impossibilitada, haja vista que o prazo para
pagamento ou impugnação não se teria esgotado.

Gabarito: Letra D

Questão 34 - CESPE/TRF-Juiz Federal Substituto/2015

De acordo com o Código Tributário Nacional, admite-se a transferência de


dados fiscais sigilosos obtidos em razão do exercício dos poderes de
fiscalização, se solicitada por outros entes da administração pública. Nessa
hipótese, a entrega dos dados, ainda que constitua exceção à regra de
preservação do sigilo, deverá ser feita pessoalmente à autoridade solicitante,
mediante recibo.

Comentário: Não se trata, neste caso, de exceção à regra de preservação do


sigilo, pois o art. 198, § 2 º , do CTN, dispõe que o intercâmbio de informação
sigilosa, no âmbito da Administração Pública, será realizado mediante processo
regularmente instaurado, e a entrega será feita pessoalmente à autoridade
solicitante, mediante recibo, que formalize a transferência e assegure a
preservação do sigilo. Questão errada.

Questão 35 - CESPE/TRF-Juiz Federal Substituto/2015

A apreensão de mercadorias até o pagamento do tributo devido inclui-se entre


os poderes de fiscalização tributária do fisco.

Comentário: De acordo com a Súmula 323 do STF, é inadmissível a


apreensão de mercadorias como meio coercitivo para pagamento de tributos.
Questão errada.

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Questão 36 - CESPE/TRF-Juiz Federal Substituto/2015

Os livros obrigatórios de escrituração comercial e fiscal devem ser conservados


por cinco anos, a contar da data das operações a que se refiram, ainda que o
prazo prescricional da pretensão tributária venha a ser interrompido.

Comentário: Na realidade, de acordo com o par. único, do art. 195, do CTN,


os livros obrigatórios de escrituração comercial e fiscal e os comprovantes dos
lançamentos neles efetuados serão conservados até que ocorra a prescrição
dos créditos tributários decorrentes das operações a que se refiram. Questão
errada.

Questão 37 - CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014

É expressamente prevista na legislação tributária a responsabilidade tributária


pessoal de servidor público que, por dolo ou fraude, expeça certidão negativa
de crédito tributário.

Comentário: Conforme prevê o art. 208, do CTN, a certidão negativa


expedida com dolo ou fraude, que contenha erro contra a Fazenda Pública,
responsabiliza pessoalmente o funcionário que a expedir, pelo crédito tributário
e juros de mora acrescidos. Questão correta.

Questão 38 - CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014

É legalmente admissível que prestador de serviço de telecomunicação negue a


entrega de seus livros à fiscalização tributária, sob o argumento de sigilo
empresarial.

Comentário: De acordo com o art. 195, caput, do CTN, não têm aplicação
quaisquer disposições legais excludentes ou limitativas do direito de examinar
mercadorias, livros, arquivos, documentos, papéis e efeitos comerciais ou
fiscais, dos comerciantes industriais ou produtores, ou da obrigação destes de
exibi-los. Portanto, não se admite que prestador de serviço de telecomunicação
negue a entrega de seus livros à fiscalização tributária, sob o argumento de
sigilo empresarial. Questão errada.

IQuestão 39 - CESPE/DELEGADO-PF/2013

A administração tributária poderá requisitar o auxílio da força policial para


garantir, em caso de oposição, o direito de fiscalizar todos os livros e
documentos das referidas empresas.

Comentário: Prevê o art. 200 do CTN que a autoridade administrativa pode


requisitar auxílio de força pública (policial) quando vítimas de embaraço ou

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desacato no exercício de suas funções, ou quando necessário à efetivação dê


medida prevista na legislação tributária. Questão correta.

IQuestão 40 - CESPE/JUIZ FEDERAL-5 ª REGIÃ0/2013

A fazenda pública pode substituir a certidão de dívida ativa até a prolação da


sentença de embargos, em caso de correção de erro material ou formal. Nessa
situação, pode-se modificar o sujeito passivo da execução.

Comentário: De acordo com a Súmula 392 do STJ, a Fazenda Pública pode


substituir a certidão de dívida ativa (COA) até a prolação da sentença de
embargos, quando se tratar de correção de erro material ou formal, vedada a
modificação do sujeito passivo da execução. Questão errada.

IQuestão 41 - CESPE/JUIZ-TJ-PI/2012

É vedada a divulgação, pela administração tributária, de informações relativas


a representações para fins penais.

Comentário: De acordo com o exposto no art. 198, § 3°, I, do CTN, não é


vedada a divulgação de informações relativas a representações fiscais para
fins penais. Questão errada.

IQuestão 42- CESPE/JUIZ-TJ-PI/2012

Até que ocorra a prescrição dos créditos tributários, os livros obrigatórios de


escrituração comercial e fiscal devem ser conservados.

Comentário: O art. 195, par. único, do CTN, preceitua que os livros


obrigatórios de escrituração comercial e fiscal, bem como os comprovantes de
lançamentos neles efetuados, devem ser conservados até que ocorra a
prescrição dos créditos tributários decorrentes das operações às quais se
refiram. Questão correta.

IQuestão 43 - CESPE/JUIZ-TJ-CE/2012

Em regra, é dispensável o exaurimento do processo administrativo-fiscal para


a caracterização do crime contra a ordem tributária.

Comentário: Para a caracterização do crime contra a ordem tributária, é


necessário que ocorra a constituição definitiva do crédito tributário. Isso
somente se dá com o exaurimento do processo administrativo-fiscal. Questão
errada.

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IQuestão 44 - CESPE/JUIZ-TJ-PB/2011

O lançamento substitui a inscrição na dívida ativa tributária, para todos os


efeitos legais.

Comentário: A inscrição na dívida ativa somente ocorre após o lançamento


definitivo. Sendo assim, não faz o menor sentido dizer que o lançamento
substitui a inscrição na dívida ativa. O que se pode dizer é que nem sempre o
crédito lançado é inscrito na dívida ativa, já que o sujeito passivo pode
promover o pagamento, extinguindo o crédito. Questão errada.

IQuestão 45 - CESPE/PROMOTOR-MP-SE/2010

Em recente decisão, o STF entendeu que é possível a instauração de inquérito


policial para apuração de crime contra a ordem tributária, antes do
encerramento do processo administrativo-fiscal, quando isso for imprescindível
para viabilizar a fiscalização.

Comentário: Como vimos, esse tem sido o entendimento do STF acerca da


possibilidade de instauração de inquérito policial, antes do encerramento do
processo administrativo-fiscal. Questão correta.

IQuestão 46 - CESPE/PGM-RR/2010

Qualquer omissão de requisito legal previsto para constar no termo de


inscrição de dívida ativa causa a sua nulidade absoluta, caso a omissão não
seja sanada até a decisão de primeira instância.

Comentário: A omissão de quaisquer dos requisitos previstos no art. 202 do


CTN causa a nulidade da CDA. Contudo, a nulidade pode ser sanada até a
decisão de primeira instância. Se não o for, certamente haverá nulidade
absoluta. Questão correta.

IQuestão 47 - CESPE/JUIZ FEDERAL-2ª REGIÃ0/2009

A fazenda pública pode substituir a certidão de inscrição do débito fiscal em


dívida ativa, quando aquela apresentar nulidade, apenas até a citação do
devedor no executivo fiscal.

Comentário: O prazo para substituição da CDA é o da decisão de primeira


instância, e não até a citação do devedor no executivo fiscal. Questão errada.

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Questão 48 - FCC/Pref. São Luiz-MA-Procurador/2016

Determinada empresa, contribuinte tanto do ISSQN, como do IPTU, desejando


participar, em 2015, de concorrência pública realizada no Município de sua
localização, preparou toda a documentação que foi exigida pela legislação
municipal. No que tange, especificamente, à comprovação de quitação dos
tributos municipais devidos nos exercícios de 2011 a 2015, elemento essencial
para a participação na referida concorrência, a empresa apresentou os
seguintes documentos:
(1) certidão negativa do IPTU, referente aos exercícios de 2011 e 2012;
(2) certidão positiva do IPTU, referente aos exercícios de 2013 a 2015;
(3) certidão positiva do ISSQN, referente a um determinado mês do exercício
de 2014 e negativa em relação ao restante do período.
Juntamente com as certidões positivas do IPTU, esse contribuinte apresentou
documentação hábil para fazer prova do seguinte: Relativamente ao IPTU de
2013, embora o débito já estivesse em fase de execução, o contribuinte havia
indicado bens à penhora em quantidade suficiente para satisfazer a quantia
pleiteada na execução. Relativamente ao IPTU de 2014, juntou documentos
que comprovavam que a quantia devida havia sido objeto de parcelamento,
cujas parcelas estavam sendo pagas em dia e, relativamente ao IPTU de 2015,
apresentou comprovante de que o crédito tributário referente a esse exercício
só iria vencer dali a dois meses.
Relativamente à certidão positiva do ISSQN, apresentou documentos
comprovando que o crédito tributário relativo a esse imposto havia sido objeto
de impugnação na esfera administrativa, e ainda estava em fase de
julgamento, sem qualquer decisão de caráter definitivo.
Considerando que a participação dessa empresa na referida concorrência
pública estava condicionada, por meio de lei municipal, à apresentação de
comprovantes de quitação de todos os tributos municipais, é correto afirmar,
com base no Código Tributário Nacional, que
a) a certidão positiva do ISSQN é o único empecilho à sua participação na
referida concorrência pública.
b) a certidão positiva do IPTU, referente ao exercício de 2015, é o único
empecilho à sua participação na referida concorrência pública.
c) as certidões positivas apresentadas impedem sua participação na referida
concorrência pública.
d) as certidões positivas apresentadas não impedem sua participação na
referida concorrência pública.
e) a certidão positiva do IPTU, referente ao exercício de 2014, é o único
empecilho à sua participação na referida concorrência pública.

Comentário: Vamos analisar cada uma das situações apresentadas.

1 - IPTU {exercícios 2011 e 2012) � O contribuinte obteve certidão


negativa, comprovando sua regularidade fiscal.

2 - IPTU {exercícios 2013 a 2015)

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2.1 - IPTU (Exercício 2013) � Como o contribuinte já indicou bens à


penhora, aplica-se o disposto no art. 206, do CTN, possibilitando a
obtenção de certidão positiva com efeitos de negativa.

2.2 - IPTU (Exercício 2014) � Como o débito já se encontra


parcelado, está suspensa a exigibilidade do crédito tributário, nos termos
do art. 151, VI, do CTN. Portanto, o contribuinte faz jus à certidão
positiva com efeitos de negativa, conforme prevê o art. 206, do CTN.

2.3 - IPTU (Exercício 2015) � Trata-se de débito vincendo, ou seja,


não se encontra esgotado o prazo para pagamento. Dessa forma, o art.
206, do CTN, prevê a possibilidade de obtenção de certidão positiva com
efeitos de negativa.

3 - ISSQN (Exercício 2014) � Apenas um mês desse período apresentou


débito em aberto. Contudo, o enunciado esclarece que se trata de débito com
exigibilidade suspensa pela impugnação administrativa, conforme prevê o art.
151, III, do CTN. Por essa razão, o art. 206, do CTN, prevê a possibilidade de
obtenção de certidão positiva com efeitos de negativa.

Por todo exposto, resta claro que não há qualquer impedimento à participação
do contribuinte na referida concorrência pública. Assim sendo, a alternativa
correta é a Letra D.

Observação: Cabe ressaltar que a banca não fez qualquer consideração


sobre a necessidade de estar em regularidade com o ISS, mas não em
relação ao IPTU, como consta no art. 193, do CTN. Assim sendo, devemos
"jogar o jogo da banca", isto é, considerar a necessidade de regularidade de
ambos os tributos.

Gabarito: Letra D

Questão 49 - FCC/Pref. São Luiz-MA-Procurador/2016

José de Almeida, pessoa natural, com 77 anos de idade, adquiriu, em 2015,


por meio de contrato de venda e compra, bem imóvel localizado em Município
do Estado do Maranhão. De acordo com a lei desse Município, o adquirente do
bem imóvel é o contribuinte do ITBI.
Nesse mesmo ano, um Agente Fiscal desse Município maranhense deu início
aos trabalhos de fiscalização relativos a essa transmissão imobiliária, junto à
pessoa do adquirente, Sr. José de Almeida, sem, no entanto, lavrar os termos
necessários para documentar o início do procedimento, e sem fixar o prazo
máximo para a sua conclusão.
Para agilizar esses trabalhos de fiscalização, o referido Agente Fiscal intimou
também, por escrito, tanto o tabelião que lavrou a escritura de venda e
compra, como a instituição financeira em que o Sr. José mantinha depositados

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os recursos financeiros utilizados para essa aqu1s1çao, para que prestassem


todas as informações de que dispunham a respeito do negócio entabulado.
Anote-se, ainda, que lei daquele Município isentava do ITBI todos os
contribuintes que tivessem mais de 75 anos de idade, na data da ocorrência do
fato gerador.
De acordo com as normas do Código Tributário Nacional,
a) o Agente Fiscal não estava obrigado a lavrar os termos necessários à
documentação do início do procedimento, porque pessoas naturais não
possuem livros fiscais nos quais essa lavratura possa ser feita.
b) a instituição financeira em que José mantinha seus recursos financeiros
estava obrigada a prestar as informações solicitadas pelo Agente Fiscal.
c) José de Almeida não pode ser fiscalizado unicamente pelo fato de ser
beneficiário de isenção prevista em lei municipal.
d) José de Almeida não pode ser fiscalizado unicamente pelo fato de ser
pessoa natural.
e) o tabelião que lavrou a escritura de venda e compra não poder ser intimado
a prestar as referidas informações, porque não é contribuinte do ITBI.

Comentário:

Alternativa A: Pela redação do art. 196, do CTN, o Agente Fiscal teria que
lavrar os termos necessários para que se documente o início do procedimento,
na forma da legislação aplicável, que fixará prazo máximo para a conclusão
daquelas. Alternativa errada.

Alternativa B: De acordo com o art. 197, II, do CTN, a instituição financeira


estava obrigada a prestar as informações solicitadas pelo Agente Fiscal. Existe
regra específica acerca da requ1s1çao das informações bancárias do
contribuinte pelas autoridades fiscais, prevista na LC 105/01, e já considerada
constitucional pelo STF. Alternativa correta.

Alternativa C: O fato de estar isento não o exime de ser fiscalizado. Assim


sendo, até mesmo pessoas imunes estão sujeitas à fiscalização tributária, nos
termos do art. 194, par. único, do CTN. Alternativa errada.

Alternativa D: Tanto a pessoa natural como a pessoa jurídica, ainda que


isentas ou imunes, se submetem à fiscalização tributária. Alternativa errada.

Alternativa E: A obrigação dos tabeliães de prestar informações à autoridade


fiscal está prevista no art. 197, I, do CTN. Alternativa errada.

Gabarito: Letra B

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Questão 50 - FCC/SEFAZ-PE-Auditor Fiscal do Tesouro Estadual/2014

Os livros obrigatórios de escrituração comercial e fiscal e os comprovantes dos


lançamentos neles efetuados deverão ser conservados até o término do
exercício financeiro em que ocorreram as operações a que se refiram.

Comentário: O que se determina no art. 195, par. único, do CTN, é a sua


conservação até que ocorra a prescrição dos créditos tributários decorrentes
das operações a que se refiram. Questão errada.

Questão 51 - FCC/SEFAZ-PE-Auditor Fiscal do Tesouro Estadual/2014

São consideradas sigilosas, insuscetível de divulgação pela Administração


Pública, as informações relativas a representações fiscais para fins penais, a
inscrições na Dívida Ativa da Fazenda Pública e a parcelamento ou moratória.

Comentário: De acordo com o art. 198, § 3°, do CTN, trata-se de exceções ao


sigilo a que está submetida a Fazenda Pública, não havendo proibição na
vedação de informações relativas a representações fiscais para fins penais, a
inscrições na Dívida Ativa da Fazenda Pública e a parcelamento ou moratória.
Questão errada.

Questão 52 - FCC/SEFAZ-PE-Auditor Fiscal do Tesouro Estadual/2014

A Fazenda Pública da União e as dos Estados, do Distrito Federal e dos


Municípios prestar-se-ão mutuamente assistência para a fiscalização dos
tributos respectivos e permuta de informações, na forma estabelecida, em
caráter geral ou específico, por lei ou convênio.

Comentário: Trata-se da literalidade do art. 199, caput, do CTN: a Fazenda


Pública da União e as dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios prestar­
se-ão mutuamente assistência para a fiscalização dos tributos respectivos e
permuta de informações, na forma estabelecida, em caráter geral ou
específico, por lei ou convênio. Questão correta.

Questão 53 - FCC/SEFAZ-PE-Auditor Fiscal do Tesouro Estadual/2014

A Fazenda Pública da União não poderá permutar informações com Estados


estrangeiros no interesse da arrecadação e da fiscalização de tributos, pois
feriria a soberania nacional, um dos fundamentos da República Federativa do
Brasil.

Comentário: O próprio CTN admite que a Fazenda Pública da União, na forma


estabelecida em tratados, acordos ou convênios, permute informações com

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Estados estrangeiros no interesse da arrecadação e da fiscalização de tributos.


Portanto, esta questão está errada.

Questão 54 - FCC/TRF-4ª Região-Analista Judiciário/2014

Considerando o mecanismo jurídico-tributário,


a) a obrigação tributária pressupõe a existência de crédito tributário
devidamente constituído, pois a partir de sua existência já se torna o mesmo
exequível
b) a exequibilidade do crédito tributário surge com o lançamento tributário,
mas sua exigibilidade somente acontece a partir de sua inscrição na dívida
ativa.
c) o crédito tributário se torna exequível a partir de sua inscrição na dívida
ativa.
d) com o surgimento da obrigação tributária o crédito tributário passa a ser
exigível.
e) com a ocorrência do fato gerador já existe formalmente o crédito tributário,
declarado pela obrigação tributária, da qual é indissociável.

Comentário:

Alternativa A: A obrigação tributária surge em momento anterior ao crédito


tributário, e pode ou não ser objeto de lançamento tributário. Assim sendo,
não se pode dizer que a obrigação tributária pressupõe a existência de crédito
tributário devidamente constituído. Alternativa errada.

Alternativa B: É exatamente o contrário do que foi afirmado, isto é, a


exequibilidade do crédito tributário surge com sua inscrição na dívida ativa, e a
sua exigibilidade surge com o lançamento tributário. Alternativa errada.

Alternativa C: Como já comentado, a exequibilidade do crédito tributário


surge com sua inscrição na dívida ativa. Alternativa correta.

Alternativa D: O crédito tributário só se torna exigível com a sua constituição


pelo lançamento. Alternativa errada.

Alternativa E: O crédito tributário só passa a existir formalmente com a sua


constituição pelo lançamento, nos precisos termos do art. 142, do CTN.
Alternativa errada.

Gabarito: Letra e
Questão 55 - FCC/SEFAZ-SP-Agente Fiscal de Rendas/2013

Com respeito à Dívida Ativa e à Certidão Negativa, considere:

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1. Constitui dívida ativa tributária a proveniente de crédito dessa natureza,


regularmente inscrita na repartição administrativa competente, depois de
esgotado o prazo fixado para pagamento, pela lei ou por decisão final proferida
em processo regular.
II. A nulidade da inscrição na Dívida Ativa, causada por omissão ou erro,
poderá ser sanada até a decisão de segunda instância, mediante substituição
da certidão nula, devolvido ao sujeito passivo, acusado ou interessado o prazo
para defesa.
III. A dívida regularmente inscrita goza da presunção absoluta e tem caráter
de prova pré-constituída.
IV. Será emitida Certidão Negativa quando conste a existência de créditos não
vencidos, em curso de cobrança executiva em que tenha sido efetivada a
penhora, ou cuja exigibilidade esteja suspensa.
V. A Dívida Ativa da Fazenda Pública, compreendendo a tributária e a não
tributária, abrange atualização monetária, juros e multa de mora e demais
encargos previstos em lei ou contrato.

Está correto o que se afirma APENAS em:

a) I e III.
b) Ile V.
c) I e V.
d) III e IV.
e) II e IV.

Comentário:

Item I: Trata-se da definição trazida pelo art. 201, caput, do CTN: constitui
dívida ativa tributária a proveniente de crédito dessa natureza, regularmente
inscrita na repartição administrativa competente, depois de esgotado o prazo
fixado, para pagamento, pela lei ou por decisão final proferida em processo
regular. Item correto.

Item II: A substituição da certidão nula pode ocorrer apenas até a decisão de
primeira instância. Item errado.

Item III: A dívida regularmente inscrita goza de presunção relativa de certeza


e liquidez, tendo caráter de prova pré-constituída. Item errado.

Item IV: Nos casos mencionados, será emitida certidão positiva com efeitos
de negativa, conforme art. 206, do CTN. Item errado.

Item V: Este último item transcreveu o art. 2°, § 2°, da Lei de Execuções
Fiscais (Lei 6.830/80), aplicável à execução judicial para cobrança da Dívida
Ativa da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios. De acordo
com o referido dispositivo, a Dívida Ativa da Fazenda Pública, compreendendo
a tributária e a não tributária, abrange atualização monetária, juros e multa de
mora e demais encargos previstos em lei ou contrato.

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Em que pese termos uma definição um tanto específica, ela não seria
necessária para acertarmos a questão, já que eliminamos os itens II, III e IV,
restando apenas a Letra C.

Gabarito: Letra e
Questão 56 - FCC/DPE-RS-Defensor Público/2011

Certo contribuinte foi autuado pela Fazenda, sendo constituído o crédito


tributário respectivo. Notificado do lançamento, e dentro do prazo legal, o
autuado apresentou defesa fiscal administrativa, a qual pende de julgamento
na primeira instância administrativa. Referido contribuinte necessita participar
de licitação pública, mas não consegue comprovar a sua regularidade fiscal
perante a Fazenda, o que o impede de participar da licitação. Nesse caso, é
correto afirmar que o contribuinte
a) tem direito à certidão positiva com efeito de negativa em virtude de o
débito estar em execução judicial com penhora efetivada.
b) tem direito à certidão negativa por estar o débito com exigibilidade
suspensa em virtude da defesa administrativa tempestivamente interposta.
c) tem direito à certidão positiva com efeito de negativa por estar o débito com
exigibilidade suspensa em virtude da defesa administrativa tempestivamente
interposta.
d) tem direito à certidão positiva com efeito de negativa em razão do débito
não estar ainda vencido.
e) não tem qualquer direito à certidão positiva com efeito de negativa.

Comentário: De acordo com o art. 206, do CTN, tem os mesmos efeitos


previstos no artigo anterior a certidão de que conste a existência de créditos
não vencidos, em curso de cobrança executiva em que tenha sido efetivada a
penhora, ou cuja exigibilidade esteja suspensa. Como a impugnação
administrativa suspende a exigibilidade do crédito tributário, nos termos do
art. 151, III, do CTN, o contribuinte tem direito à certidão positiva com efeito
de negativa por estar o débito com exigibilidade suspensa em virtude da
defesa administrativa tempestivamente interposta.

Gabarito: Letra e
Questão 57 - FCC/DPE-RS-Defensor Público/2011

Determinado Município ajuizou execução fiscal em relação a certo contribuinte.


A Certidão de Dívida Ativa (CDA), que instruiu a inicial da execução, continha
erro quanto ao nome do sujeito passivo, consistente no fato de que a pessoa,
cujo nome constava na CDA, como sujeito passivo, não era a devedora do
crédito tributário em execução, o qual era devido por outra pessoa, diversa
daquela nominada na CDA que instruiu a inicial. Houve embargos à execução
e, antes da sentença, o juiz da execução possibilitou à Fazenda que
substituísse a CDA, sanando-se assim a irregularidade. Dada vista ao antigo e

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ao novo sujeito passivo agora apontado na COA que veio aos autos em
substituição à originária, este sustentou que a substituição da COA não era
possível nesse caso. Considerando essas circunstâncias e a atual jurisprudência
do Superior Tribunal de Justiça, a substituição da COA
a) era possível, pois a irregularidade constitui mero erro formal que pode ser
sanado nos termos do que dispõem o Código Tributário Nacional e a Lei de
Execução Fiscal.
b) não era possível, pois a certidão somente pode ser substituída quando há
interposição de embargos à execução.
c) era possível, pois pode ser feita mesmo em sede de exceção de pré­
executividade.
d) não era possível, pois, nos casos em que há troca do sujeito passivo da
obrigação tributária, a nulidade não pode ser sanada, visto que nessa hipótese
trata-se de alteração do lançamento e não de simples erro formal ou material.
e) era possível porque a irregularidade constitui-se em mero erro material que
pode ser sanado nos termos do que dispõem o Código Tributário Nacional e a
Lei de Execução Fiscal.

Comentário: A princípio, o candidato poderia imaginar que a questão trata do


tema específico "Execução Fiscal". Contudo, apenas com o conhecimento da
Súmula 392 do STJ é possível responder a questão com tranquilidade. Vejamos
a redação da referida súmula: a Fazenda Pública pode substituir a certidão de
dívida ativa (COA) até a prolação da sentença de embargos, quando se tratar
de correção de erro material ou formal, vedada a modificação do sujeito
passivo da execução.

Conforme comentamos durante a aula, o que o STJ deixou claro, e que tem
sido demonstrado pela jurisprudência deste Tribunal, é que só se admite
substituição de COA para corrigir erro material ou formal, relativos à inscrição
e à certidão, mas não se estendendo ao lançamento propriamente dito.
Portanto, não é possível substituir a COA como meio de alterar o próprio
lançamento anteriormente realizado.

Gabarito: Letra D

Questão 58 - FCC/TCE-AP-Procurador/2010

Sobre a dívida ativa e certidão negativa tributária, é correto afirmar que


a) somente tem efeito de negativa a certidão positiva expedida por crédito
tributário ainda não vencido.
b) a lei admite a substituição de certidão de dívida ativa que tenha omissão a
requisito legal, desde que a substituição aconteça até a decisão em primeira
instância.
c) a dívida ativa tributária goza de presunção absoluta de certeza e liquidez,
tendo efeito de prova pré-constituída.

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d) a omissão de qualquer dos requisitos legais da certidão de dívida ativa gera


nulidade absoluta da certidão, devendo ser extinto o processo sem resolução
do mérito, por falta de título executivo.
e) a certidão negativa expedida com dolo ou fraude responsabiliza
pessoalmente o sujeito passivo constante como titular da certidão pelos
débitos omitidos.

Comentário:

Alternativa A: Na redação do art. 206, do CTN, observa-se que tem os


mesmos efeitos previstos no artigo anterior a certidão de que conste a
existência de créditos não vencidos, em curso de cobrança executiva em que
tenha sido efetivada a penhora, ou cuja exigibilidade esteja suspensa.
Portanto, a emissão de certidão positiva com efeito de negativa aquela não se
pode restringe ao crédito tributário ainda não vencido. Alternativa errada.

Alternativa B: É o que prevê o art. 203, do CTN, cuja redação transcrevemos


a seguir: a omissão de quaisquer dos requisitos previstos no artigo anterior, ou
o erro a eles relativo, são causas de nulidade da inscrição e do processo de
cobrança dela decorrente, mas a nulidade poderá ser sanada até a decisão de
primeira instância, mediante substituição da certidão nula, devolvido ao sujeito
passivo, acusado ou interessado o prazo para defesa, que somente poderá
versar sobre a parte modificada. Alternativa correta.

Alternativa C: A dívida regularmente inscrita goza da presunção relativa de


certeza e liquidez e tem o efeito de prova pré-constituída. Alternativa errada.

Alternativa D: Conforme estabelece o art. 203, do CTN, a omissão de


quaisquer dos requisitos obrigatórios no termo de inscrição da dívida ativa, ou
o erro a eles relativo, são causas de nulidade da inscrição e do processo de
cobrança dela decorrente, mas a nulidade poderá ser sanada até a decisão de
primeira instância, mediante substituição da certidão nula, devolvido ao sujeito
passivo, acusado ou interessado o prazo para defesa, que somente poderá
versar sobre a parte modificada. Alternativa errada.

Alternativa E: De acordo com o art. 208, do CTN, a certidão negativa


expedida com dolo ou fraude, que contenha erro contra a Fazenda Pública,
responsabiliza pessoalmente o funcionário que a expedir, pelo crédito tributário
e juros de mora acrescidos. Alternativa errada.

Gabarito: Letra B

1 Questão 59 - ESAF/ AFRFB / 2014

Sobre a inscrição em dívida ativa tributária, assinale a opção incorreta.

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a) A inscrição em dívida ativa, que se constitui no ato de controle


administrativo da legalidade, será feita, no caso dos tributos de competência
da União, pela Procuradoria da Fazenda Nacional.
b) Trata-se do único ato de controle de legalidade, efetuado sobre o crédito
tributário já constituído, que se realiza pela apreciação crítica dos profissionais
legalmente competentes.
c) O exame prévio efetuado para a inscrição em dívida ativa constitui uma
garantia ao cidadão de que aquele crédito, originário de uma obrigação não
adimplida em tempo e forma devidos, foi devidamente apurado e teve sua
existência confirmada por meio do controle administrativo de sua legalidade e
legitimidade.
d) Exige-se a notificação do sujeito passivo da lavratura da notificação do
débito, da inscrição em dívida ativa e da extração da respectiva certidão, sob
pena de nulidade.
e) A Fazenda Nacional pode, graças à autorização contida em Portaria
Ministerial do Ministro de Estado da Fazenda, deixar de inscrever em Dívida
Ativa da União débitos consolidados de um mesmo sujeito passivo inferiores a
determinado valor.

Comentário:

Alternativa A: De fato, a inscrição em dívida ativa é um ato de controle de


legalidade e, em se tratando de tributos de competência da União, é realizado
pela PFN. Item correto.

Alternativa B: De fato, é o un1co ato de controle de legalidade em que o


crédito tributário lançado é submetido a profissionais bacharéis em Direito.
Item correto.

Alternativa C: De fato, o exame prévio efetuado pela PFN, antes de inscrever


o crédito em dívida ativa, constitui um meio de proteção ao cidadão contra
lançamentos improcedentes. Item correto.

Alternativa D: Não se exige a notificação da inscnçao do crédito em dívida


ativa, bem como a extração da CDA. Exige-se apenas a notificação do
lançamento do crédito tributário. Item errado.

Alternativa E: De fato, a Portaria MF 75/2012 determina que não sejam


inscritos em dívida ativa os débitos inferiores ao que foi nela estipulado. Item
correto.

Gabarito: Letra D

1 Questão 60 - ESAF/ ATRFB / 2009

Sobre a dívida ativa tributária, é incorreto afirmar que:


a) provém de crédito de igual natureza.

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b) somente se admite a inscrição de débito em dívida ativa após o decurso do


prazo fixado para pagamento, pela lei ou por decisão final proferida em
processo administrativo.
c) o controle da legalidade da inscrição em dívida ativa é a derradeira
oportunidade que a Administração tem de rever os requisitos dos atos
praticados no processo administrativo de cobrança, ocasião em que ainda pode
modificá-los.
d) as informações relativas a inscrições na dívida ativa da fazenda pública
podem ser divulgadas, sem que isso configure violação ao sigilo fiscal.
e) uma vez inscrito o débito em dívida ativa, tem-se que o título representativo
desta goza de presunção de liquidez e certeza.

Comentário:

Alternativa A: Obviamente, a dívida ativa tributária provém do crédito


tributário inadimplido. Item correto.

Alternativa B: Como vimos, a inscrição em dívida ativa ocorre após a


constituição definitiva do crédito tributário, que pode ser dar pelo decurso do
prazo para pagamento ou impugnação, ou por decisão final proferida em
processo administrativo. Item correto.

Alternativa C: É possível substituir a CDA até a decisão de primeira instância,


conforme consta no art. 203 do CTN. Portanto, o item está errado.

Alternativa D: De acordo com o previsto no art. 198, § 3°, II, do CTN, não é
vedada a divulgação de informações relativas a inscrições na Dívida Ativa da
Fazenda Pública. Item correto.

Alternativa E: Após a inscrição do débito em dívida ativa, extrai-se a CDA,


título executivo que goza de presunção de liquidez e certeza. Item correto.

Gabarito: Letra c

1 Questão 61 - ESAF/ ATRFB/ 2012

A certidão com efeito de negativa pode ser expedida em favor de contribuinte


que tenha efetuado o depósito do montante integral do crédito tributário, pois,
em tal caso, este estará com sua exigibilidade suspensa?

Comentário: Conforme prevê o art. 206, do CTN, pode ser expedida certidão
positiva com efeitos de negativa, quando o crédito tributário esteja com sua
exigibilidade suspensa, como é o caso do depósito do montante integral.
Questão correta.

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IQuestão 62 - ESAF/ISS-RJ-Fiscal de Rendas/2010

O termo de inscrição da dívida ativa (COA) tem função precípua de materializar


a dívida ativa tributária regularmente inscrita na repartição administrativa,
instrumentalizando pela Fazenda Pública, ação executória fiscal pertinente.

Comentário: Deveras, a função precípua da COA é materializar a dívida ativa


tributária, viabilizando a propositura da ação de execução fiscal. Questão
correta.

IQuestão 63 - ESAF/ISS-RJ-Fiscal de Rendas/2010

A inscrição em dívida ativa pressupõe prévio inadimplemento do contribuinte;


entretanto, é necessária a prévia notificação deste para pagamento antes do
ajuizamento da ação fiscal.

Comentário: Embora a inscnçao em dívida ativa pressupõe o prev10


inadimplemento do contribuinte, não se faz necessária a sua prévia notificação,
antes do ajuizamento da ação de execução fiscal. Questão errada.

Questão 64 - ESAF/ISS-RJ-Fiscal de Rendas/2010

Tendo o contribuinte apurado e declarado o montante do tributo devido e,


portanto confessado a obrigação correspondente, deveria ter efetuado o
pagamento no prazo estipulado pela legislação fiscal. Não o realizando, o
crédito tributário deve ser inscrito na Dívida Ativa da União;

Comentário: Realmente, inadimplemento da obrigação tributária enseja a


inscrição do crédito tributário em dívida ativa. Questão correta.

IQuestão 65 - FGV/Juiz-PA/2008

A certidão em que constar a existência de crédito não vencido, no curso de


cobrança executiva em que tenha sido efetivada a penhora, ou cuja
exigibilidade tenha sido suspensa, será considerada "positiva, com efeito, de
negativa".

Comentário: Conforme prevê o art. 206 do CTN, tem os mesmos efeitos


previstos no artigo anterior a certidão de que conste a existência de créditos
não vencidos, em curso de cobrança executiva em que tenha sido efetivada a
penhora, ou cuja exigibilidade esteja suspensa. É denominada certidão positiva
com efeito de negativa. Questão correta.

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IQuestão 66 - FGV/Juiz-PA/2008

A dívida regularmente inscrita goza de presunção de certeza e liquidez e tem o


efeito de prova pré-constituída. Assim, com base na alteração introduzida no
CTN pela Lei Complementar 118/05, presume-se fraudulenta a alienação ou
oneração de bens ou rendas, ou seu começo, por sujeito passivo em débito
para com a Fazenda Pública, por crédito tributário regularmente inscrito como
dívida ativa.

Comentário: Presume-se fraude à execução fiscal a alienação ou oneração de


bens ou rendas, ou seu começo, por sujeito passivo em débito para com a
Fazenda Pública, por crédito tributário regularmente inscrito como dívida ativa.
Questão correta.

IQuestão 67 - FGV/AFRE-RJ/2010

O lançamento regularmente notificado ao contribuinte, porque dotado de


exigibilidade, constitui dívida ativa tributária.

Comentário: O lançamento apenas constitui o crédito tributário, tornando a


obrigação tributária exigível. Não há que se falar, portanto, em constituição de
dívida ativa tributária. Questão errada.

IQuestão 68 - FGV/AFRE-RJ/2010

A certidão de dívida ativa poderá ser emendada ou substituída até a decisão de


primeira instância judicial, assegurada ao executado a devolução do prazo para
embargos.

Comentário: O art. 203 do CTN estabelece que a omissão de quaisquer dos


requisitos previstos no artigo anterior, ou o erro a eles relativo, são causas de
nulidade da inscrição e do processo de cobrança dela decorrente.
No entanto, o próprio dispositivo permite sanar a nulidade até a decisão de
primeira instância judicial, devolvido ao sujeito passivo, acusado ou
interessado o prazo para defesa, que somente poderá versar sobre a parte
modificada. Questão correta.

IQuestão 69 - FGV/AFRE-RJ/2010

A certidão negativa de débito expedida com dolo ou fraude, que contenha erro
contra a Fazenda Pública, responsabiliza pessoalmente o funcionário que a
expedir, pelo crédito tributário e juros de mora.

Comentário: Dispõe o art. 208 do CTN que a certidão negativa expedida com
dolo ou fraude, que contenha erro contra a Fazenda Pública, responsabiliza

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pessoalmente o funcionário que a expedir, pelo crédito tributário e juros de


mora acrescidos. Questão correta.

1 Questão 70 - ESAF/AFRFB /2009

Verificada a existência de crime contra a ordem tributária, praticado por


particular, deve a autoridade administrativa representar ao Ministério Público,
mesmo antes de proferida decisão final, na esfera administrativa, sobre a
exigência do crédito tributário.

Comentário: De acordo com o art. 83 da Lei 9.430/1996, a representação


fiscal para fins penais, em se tratando de crime contra a ordem tributária, deve
ser encaminhada ao Ministério Público após o lançamento definitivo do tributo.
Questão errada.

1 Questão 71 - ESAF/AFRFB /2009

Diante de requisição da autoridade administrativa de apresentação de


informações sigilosas, não pode o agente público responsável pelo deferimento
negar-se a entregá-la.

Comentário: De acordo com o art. 198, § 1°, II, do CTN, é necessano que
haja processo administrativo regularmente instaurado no âmbito do órgão ou
entidade solicitante, com o objetivo de investigar sujeito passivo por prática de
infração administrativa. Portanto, não satisfeitos os requisitos citados, o
agente público responsável pelo deferimento pode se negar a entregar as
informações solicitadas. Questão errada.

1 Questão 72 - ESAF/TRF/ 2006

Tem os mesmos efeitos de certidão negativa documento firmado pela


autoridade competente que indique a existência de crédito vincendo, ou sob
execução garantida por penhora, ou com a exigibilidade suspensa.

Comentário: Conforme o que foi previsto no art. 206 do CTN, tem os mesmos
efeitos de certidão negativa aquela de que conste créditos vincendos (não
vencidos), sob execução garantida por penhora ou cuja exigibilidade tenha sido
suspensa, nos termos do art. 151 do CTN. Trata-se da certidão positiva com
efeitos de negativa. Questão correta.

IQuestão 73 - ESAF/PGDF/2007

A certidão de que conste a existência de créditos não vencidos, em curso de


cobrança executiva em que tenha sido efetivada a penhora, ou cuja
exigibilidade esteja suspensa, tem os mesmos efeitos da certidão negativa.

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Comentário: A assertiva cobra a literalidade do art. 206 do CTN, ou seja,


certidão positiva com efeitos de negativa. Questão correta.

IQuestão 74 - ESAF/PGDF/2007

Poderá ser concedida certidão positiva com efeitos de negativa quando houver
crédito cuja exigibilidade esteja suspensa.

Comentário: Se o crédito tributário está com sua exigibilidade suspensa, é


concedida ao sujeito passivo a certidão positiva com efeitos de negativa.
Questão correta.

IQuestão 75 - ESAF/PGDF/2007

A lei poderá exigir que a prova da quitação de determinado tributo, quando


exigível, seja feita por certidão negativa, expedida à vista de requerimento do
interessado, que contenha todas as informações necessárias à identificação de
sua pessoa, domicílio fiscal e ramo de negócio ou atividade e indique o período
a que se refere o pedido.

Comentário: Trata-se da literalidade do caput do caput art. 205 do CTN. A


questão está correta.

IQuestão 76 - ESAF/AFRFB/2009

Em que pese o dever de sigilo da autoridade fiscal, o Código Tributário


Nacional autoriza a divulgação de informações relativas a representações
fiscais para fins penais, inscrições na Dívida Ativa da Fazenda Pública
e parcelamento ou moratória.

Comentário: O § 3º, do art. 198, do CTN, autoriza a divulgação de


informações relativas a representações fiscais para fins penais, inscrições na
Dívida Ativa e parcelamento ou moratória. Lembre-se do mnemônico
REPARIN. Questão correta.

Chegamos ao final de mais uma aula!

Um abraço e até a próxima!

Prof. Fábio Outra

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3 - LISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS EM AULA

Questão 01 - CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014

Suponha que Franco, após ter recebido notificação de lançamento para


pagamento voluntário, antes da inscrição do débito em dívida ativa, tenha
alienado, pela metade do valor de mercado, barco de sua propriedade a
Alemão. Nesse caso, está configurada fraude à execução fiscal.

Questão 02 - CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014

O crédito trabalhista prefere ao crédito tributário quando aquele for inferior a


duzentos e cinquenta salários mínimos.

Questão 03 - CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014

Para a extinção das obrigações do falido e a concessão de recuperação judicial,


exige-se prévia quitação dos tributos devidos, sendo possível, nesse último
caso, a concessão da recuperação se o devedor obtiver a suspensão da
exigibilidade do crédito devido.

IQuestão 04 - CESPE/JUIZ-TJ-PB/2011

O bem de família, instituído por lei, pode ser penhorado em execução fiscal,
independentemente da natureza do tributo cobrado em juízo.

IQuestão 05 - CESPE/JUIZ-TJ-PB/2011

A fraude à execução fiscal ocorre com a alienação de bens pelo sujeito passivo
em débito tributário para com a fazenda pública, após a regular inscrição do
crédito tributário na dívida ativa, tornando-o insolvente.

IQuestão 06 - CESPE/JUIZ-TJ-PB/2011

Os créditos tributários gozam de preferência em relação a quaisquer outros,


incluindo-se os decorrentes da legislação trabalhista.

IQuestão 07 - CESPE/JUIZ-TJ-PB/2011

O concurso de preferência para recebimento do crédito tributário entre as


pessoas jurídicas de direito público obedece à seguinte ordem: municípios,
estados e DF e, por fim, a União.

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IQuestão 08 - CESPE/JUIZ-TJ-PB/2011

Respondem pelo pagamento do crédito tributário todos os bens, presentes e


futuros, do sujeito passivo, salvo os gravados por ônus real ou cláusula de
inalienabilidade ou impenhorabilidade.

IQuestão 09 - CESPE/JUIZ-TJ-PI/2012

As garantias atribuídas ao crédito tributário estão previstas no CTN, não se


admitindo outras oriundas de outras fontes legislativas, ainda que de maneira
subsidiária.

Questão 10 - FCC/TCM-RJ-Procurador/2015

Existe presunção iure et iure de fraude à execução a alienação de bens após a


citação do devedor no processo de execução fiscal.

IQuestão 11 - FCC/TCM-RJ-Procurador/2015

O crédito tributário não prefere aos créditos extraconcursais, mas se


decorrente de fato gerador ocorrido no curso do processo de falência são
considerados extraconcursais.

Questão 12 - FCC/SEFAZ-PE-Auditor Fiscal do Tesouro Estadual/2014

Presume-se fraudulenta a alienação ou oneração de bens ou rendas, ou seu


começo, por sujeito passivo em débito para com a Fazenda Pública por crédito
tributário regularmente inscrito como dívida ativa em fase de execução.

IQuestão 13 - FCC/TJ-PE-Juiz/2013

A fraude à execução fiscal tem seu termo inicial a partir do despacho do juiz
que ordena a citação.

Questão 14 - FCC/TCE-AP-Analista de Controle Externo/2012

Sobre as garantias e privilégios do crédito tributário é correto afirmar:


a) Os créditos tributários preferem os créditos trabalhistas e os créditos
decorrentes de acidente do trabalho.
b) A alienação de bens que reduza o devedor à insolvência a partir da regular
inscrição do crédito tributário em dívida ativa já caracteriza fraude à execução.

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c) A cláusula de inalienabilidade, seja qual for a forma e a data de constituição,


é oponível ao Fisco, desde que registrada no Cartório de Registro de Imóveis.
d) A ordem de preferência dos créditos tributários é a mesma em caso de
falência ou fora de hipótese de falência.
e) A cobrança de créditos tributários é sujeita a concurso de credores e
habilitação em falência, recuperação judicial, inventário e arrolamento.

Questão 15 - FCC/TCM-BA-Procurador Especial de Contas/2011

Sobre garantias e privilégios do crédito tributário, é correto afirmar que


a) o crédito tributário, na falência, se sujeita a concurso de credores com
créditos decorrentes de legislação do trabalho ou do acidente do trabalho e
com os créditos extraconcursais.
b) o bem gravado com cláusula de impenhorabilidade convencional responde
pelo pagamento do crédito tributário, qualquer que seja a data de constituição
do ônus.
c) o termo inicial da presunção de alienação de bens em fraude à execução é o
despacho do juiz que ordena a citação em sede de execução fiscal.
d) a decretação de indisponibilidade de bens e direitos de devedor tributário
devidamente citado, que não paga nem oferece bens à penhora no prazo legal,
e não são encontrados bens penhoráveis, deve ser decretada apenas em sede
de medida cautelar fiscal.
e) o crédito tributário, na falência, prefere a qualquer outro, seja qual for sua
natureza ou tempo de sua constituição, ressalvados apenas os créditos
decorrentes da legislação do trabalho ou do acidente do trabalho e os créditos
extraconcursais.

Questão 16 - FCC/PGE-SP-Procurador/2009

Com base no art. 185-A do CTN, o juiz pode determinar a indisponibilidade de


bens do devedor, se preenchidos determinados requisitos legais.

Questão 17 - FCC/Juiz Substituto-AL/2007

Em nosso sistema tributário, a presunção de fraude à execução somente pode


ser invocada pela Fazenda Pública nos casos de alienação ou oneração de bens
do sujeito passivo após a inscrição do débito fiscal como dívida ativa.

IQuestão 18 - FGV/ISS-Cuiabá/2016

Sobre as garantias e os privilégios do crédito tributário, assinale a afirmativa


correta.

a) Na falência, o crédito tributário prefere a qualquer outro, seja qual for sua
natureza ou o tempo de sua constituição, ressalvados apenas, os créditos

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extraconcursais ou as importâncias passíveis de restituição, nos termos da lei


falimentar, e os créditos com garantia real, no limite do valor do bem gravado.
b) Presume-se fraudulenta a alienação ou oneração de bens ou rendas, por
sujeito passivo em débito para com a Fazenda Pública, por crédito tributário
regularmente inscrito em dívida ativa.
c) O juiz pode determinar a indisponibilidade de bens e direitos do executado
antes da sua citação, como forma de assegurar a garantia do juízo na
execução fiscal.
d) A cobrança judicial do crédito tributário está sujeita à habilitação em
falência e recuperação judicial.
e) Na falência, a multa tributária prefere apenas aos créditos subordinados e
quirografários.

Questão 19 - FGV/Agente Fazendário-Niterói/2015

Nos termos previstos no Código Tributário Nacional, em relação aos créditos


tributários decorrentes de fatos geradores ocorridos no curso do processo de
falência, é correto afirmar que:
a) o art. 188 do CTN, após a entrada em vigor da Lei Complementar n °
118/2005, passou a prever que os créditos tributários vencidos ou vincendos
serão pagos preferencialmente a quaisquer outros, como encargos da massa
falida;
b) pela nova redação do art. 188 do CTN os créditos tributários que surgirem
de fatos geradores no curso do processo falimentar não devem ser satisfeitos
diretamente pela massa falida;
c) os créditos tributários oriundos de fatos geradores ocorridos no curso do
processo falimentar, nos termos do art. 188 do CTN, após a entrada em vigor
da Lei Complementar n° 118/2005, preferem apenas os créditos
quirografários;
d) o art. 188 do CTN passou, após a entrada em vigor da Lei Complementar n°
118/2005, a considerar extraconcursais os créditos tributários decorrentes de
fatos geradores ocorridos no curso do processo falimentar;
e) contestado o crédito tributário, deverá o juízo falimentar decidir sobre o
incidente, mandando reservar bens suficientes à extinção total do crédito e
seus acrescidos, se a massa não puder efetuar a garantia de instância por
outra forma, ouvido, quanto à natureza e valor dos bens reservados, o
representante da Fazenda Pública interessada.

Questão 20 - FGV/Agente Fazendário-Niterói/2015

Determinado contribuinte do IPTU não pagou o tributo relativo ao seu un1co


imóvel residencial nos últimos quatro anos e vem a sofrer a execução fiscal
para cobrança do imposto. Nesse caso:
a) o imóvel residencial não pode responder pela dívida do IPTU por ser bem de
família;
b) todos os bens e rendas do contribuinte, sem comportar exceções,
respondem pelo pagamento de todo crédito de natureza tributária;

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c) o único imóvel residencial poderá ser penhorado para satisfação do crédito


tributário de IPTU;
d) bens gravados por ônus real ou por cláusulas de inalienabilidade não podem
ser alcançados para satisfação do crédito tributário;
e) todos os bens móveis do contribuinte, sem comportar exceções, respondem
pelo pagamento de todo crédito de natureza tributária.

Questão 21 - FGV /Fiscal de Tributos-Niterói/2015

Um contribuinte do ISS foi autuado em 15/09/2012 pelo não recolhimento do


imposto relativo ao mês de abril de 2011. Não foi feito o pagamento e nem foi
apresentada impugnação ao auto de infração, tendo o crédito tributário sido
inscrito em dívida ativa em 20/05/2013. A execução fiscal foi ajuizada em
15/10/2014 e o juiz despachou determinando a citação em 20/01/2015.
Considerando a situação hipotética acima e as disposições do CTN, é correto
afirmar que, se o contribuinte alienou um bem:
a) em 20/04/2015, mesmo possuindo outros bens de valor superior ao crédito
tributário, essa operação é presumida como fraudulenta;
b) em 15/10/2012, e não possuía outros bens, essa operação é presumida
como fraudulenta;
c) em 20/01/2014, e não possuía outros bens, essa operação é presumida
como fraudulenta;
d) em 25/08/2011, e não possuía outros bens, essa operação é presumida
como fraudulenta;
e) em 15/11/2014, mesmo possuindo outros bens de valor superior ao crédito
tributário, essa operação é presumida como fraudulenta.

IQuestão 22 - ESAF/PGFN/2007

Decorre do CTN que a multa tributária tem, na falência, a mesma preferência


dos demais créditos tributários.

IQuestão 23 - ESAF/PGFN/2007

A dívida inscrita precisa estar em fase de execução, para que se presuma


fraudulenta a alienação de bem efetuada por sujeito passivo insolvente, em
débito para com a Fazenda Pública.

1 Questão 24 - ESAF/AFRF/2002

Em regra, respondem pelo pagamento do crédito tributário os bens gravados


por ônus real ou cláusula de inalienabilidade ou impenhorabilidade, seja qual
for a data da constituição do ônus ou da cláusula.

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IQuestão 25 - FGV/Juiz-PA/2008

A penhora on-line, no Direito Tributário, encontra amparo no CTN e permite a


decretação judicial da indisponibilidade dos bens e direitos do devedor, com a
comunicação da decisão, preferencialmente por meio eletrônico, aos órgãos e
entidades que promovem os registros de transferência de bens, a fim de que,
no âmbito de suas atribuições, façam cumprir a ordem judicial.

IQuestão 26 - FGV/Juiz-PA/2008

Segundo o CTN, os créditos tributários decorrentes de fatos geradores


ocorridos no curso do processo de falência são considerados extraconcursais.

IQuestão 27 - ESAF/SEFAZ-CE/2007

Como regra, respondem pelo pagamento do crédito tributário a totalidade dos


bens e de rendas, de qualquer natureza ou origem, do sujeito passivo.

IQuestão 28 - ESAF/SEFAZ-CE/2007

Na execução fiscal, existe hipótese em que o JUIZ pode decretar a


indisponibilidade dos bens e direitos do sujeito passivo.

Questão 29 - CESPE/AFTM-Vitória/2007

Lúcia, visando esquivar-se do pagamento de tributo federal, gravou com


cláusula de impenhorabilidade seu apartamento. Nessa situação, promovida a
execução fiscal, o apartamento de Lúcia não poderá ser penhorado.

1Questão 30 - ESAF/AFRF/2005

Na falência, a cobrança judicial do crédito tributário é sujeita a habilitação em


processo de falência.

IQuestão 31 - ESAF/AFTE-RN/2005

A cobrança judicial do crédito tributário não está sujeita à habilitação em


inventário, exceto se houver herdeiro civilmente incapaz.

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Questão 32 - CESPE/TCE-PA-Auditor de Controle Externo/2016

A administração tributária poderá fornecer certidão positiva com os mesmos


efeitos da certidão negativa na hipótese de créditos tributários com
exigibilidade suspensa ou de créditos objeto de execução fiscal garantidos por
penhora.

Questão 33 - CESPE/TRF-luiz Federal Substituto/2015

Um contribuinte deixou de recolher determinado tributo no prazo previsto em


lei e, por isso, foi alvo de ação do fisco, que procedeu à lavratura de auto de
infração cobrando o valor original do referido tributo com juros, correção
monetária e multa pecuniária. No referido auto de infração, ficou concedido o
prazo de vinte dias para que o contribuinte efetuasse o pagamento ou o
impugnasse.
Nessa situação hipotética,
a) o valor cobrado pelo auto de infração constitui dívida ativa não tributária até
a inscrição da referida dívida, na forma da lei.
b) o valor cobrado pelo fisco constitui dívida ativa não tributária, visto que
admite prova em contrário.
c) o débito constituído por meio de auto de infração corresponde a crédito
público, no sentido que o direito financeiro dá a essa expressão, podendo, por
isso, ser cobrado judicialmente.
d) durante o referido prazo de vinte dias, a inscrição de dívida ativa tributária
estaria impossibilitada, haja vista que o prazo para pagamento ou impugnação
não se teria esgotado.
e) o débito apurado contra o contribuinte consolidou-se com a lavratura do
auto de infração em dívida ativa tributária.

Questão 34 - CESPE/TRF-luiz Federal Substituto/2015

De acordo com o Código Tributário Nacional, admite-se a transferência de


dados fiscais sigilosos obtidos em razão do exercício dos poderes de
fiscalização, se solicitada por outros entes da administração pública. Nessa
hipótese, a entrega dos dados, ainda que constitua exceção à regra de
preservação do sigilo, deverá ser feita pessoalmente à autoridade solicitante,
mediante recibo.

Questão 35 - CESPE/TRF-luiz Federal Substituto/2015

A apreensão de mercadorias até o pagamento do tributo devido inclui-se entre


os poderes de fiscalização tributária do fisco.

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Questão 36 - CESPE/TRF-Juiz Federal Substituto/2015

Os livros obrigatórios de escrituração comercial e fiscal devem ser conservados


por cinco anos, a contar da data das operações a que se refiram, ainda que o
prazo prescricional da pretensão tributária venha a ser interrompido.

Questão 37 - CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014

É expressamente prevista na legislação tributária a responsabilidade tributária


pessoal de servidor público que, por dolo ou fraude, expeça certidão negativa
de crédito tributário.

Questão 38 - CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014

É legalmente admissível que prestador de serviço de telecomunicação negue a


entrega de seus livros à fiscalização tributária, sob o argumento de sigilo
empresarial.

IQuestão 39 - CESPE/DELEGADO-PF/2013

A administração tributária poderá requisitar o auxílio da força policial para


garantir, em caso de oposição, o direito de fiscalizar todos os livros e
documentos das referidas empresas.

IQuestão 40 - CESPE/JUIZ FEDERAL-5 ª REGIÃ0/2013

A fazenda pública pode substituir a certidão de dívida ativa até a prolação da


sentença de embargos, em caso de correção de erro material ou formal. Nessa
situação, pode-se modificar o sujeito passivo da execução.

IQuestão 41 - CESPE/JUIZ-Tl-PI/2012

É vedada a divulgação, pela administração tributária, de informações relativas


a representações para fins penais.

IQuestão 42- CESPE/JUIZ-Tl-PI/2012

Até que ocorra a prescrição dos créditos tributários, os livros obrigatórios de


escrituração comercial e fiscal devem ser conservados.

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IQuestão 43 - CESPE/JUIZ-TJ-CE/2012

Em regra, é dispensável o exaurimento do processo administrativo-fiscal para


a caracterização do crime contra a ordem tributária.

IQuestão 44 - CESPE/JUIZ-TJ-PB/2011

O lançamento substitui a inscrição na dívida ativa tributária, para todos os


efeitos legais.

IQuestão 45 - CESPE/PROMOTOR-MP-SE/2010

Em recente decisão, o STF entendeu que é possível a instauração de inquérito


policial para apuração de crime contra a ordem tributária, antes do
encerramento do processo administrativo-fiscal, quando isso for imprescindível
para viabilizar a fiscalização.

IQuestão 46 - CESPE/PGM-RR/2010

Qualquer omissão de requisito legal previsto para constar no termo de


inscrição de dívida ativa causa a sua nulidade absoluta, caso a omissão não
seja sanada até a decisão de primeira instância.

IQuestão 47 - CESPE/JUIZ FEDERAL-2 ª REGIÃ0/2009

A fazenda pública pode substituir a certidão de inscrição do débito fiscal em


dívida ativa, quando aquela apresentar nulidade, apenas até a citação do
devedor no executivo fiscal.

Questão 48 - FCC/Pref. São Luiz-MA-Procurador/2016

Determinada empresa, contribuinte tanto do ISSQN, como do IPTU, desejando


participar, em 2015, de concorrência pública realizada no Município de sua
localização, preparou toda a documentação que foi exigida pela legislação
municipal. No que tange, especificamente, à comprovação de quitação dos
tributos municipais devidos nos exercícios de 2011 a 2015, elemento essencial
para a participação na referida concorrência, a empresa apresentou os
seguintes documentos:
(1) certidão negativa do IPTU, referente aos exercícios de 2011 e 2012;
(2) certidão positiva do IPTU, referente aos exercícios de 2013 a 2015;
(3) certidão positiva do ISSQN, referente a um determinado mês do exercício
de 2014 e negativa em relação ao restante do período.
Juntamente com as certidões positivas do IPTU, esse contribuinte apresentou
documentação hábil para fazer prova do seguinte: Relativamente ao IPTU de

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2013, embora o débito já estivesse em fase de execução, o contribuinte havia


indicado bens à penhora em quantidade suficiente para satisfazer a quantia
pleiteada na execução. Relativamente ao IPTU de 2014, juntou documentos
que comprovavam que a quantia devida havia sido objeto de parcelamento,
cujas parcelas estavam sendo pagas em dia e, relativamente ao IPTU de 2015,
apresentou comprovante de que o crédito tributário referente a esse exercício
só iria vencer dali a dois meses.
Relativamente à certidão positiva do ISSQN, apresentou documentos
comprovando que o crédito tributário relativo a esse imposto havia sido objeto
de impugnação na esfera administrativa, e ainda estava em fase de
julgamento, sem qualquer decisão de caráter definitivo.
Considerando que a participação dessa empresa na referida concorrência
pública estava condicionada, por meio de lei municipal, à apresentação de
comprovantes de quitação de todos os tributos municipais, é correto afirmar,
com base no Código Tributário Nacional, que
a) a certidão positiva do ISSQN é o único empecilho à sua participação na
referida concorrência pública.
b) a certidão positiva do IPTU, referente ao exercício de 2015, é o único
empecilho à sua participação na referida concorrência pública.
c) as certidões positivas apresentadas impedem sua participação na referida
concorrência pública.
d) as certidões positivas apresentadas não impedem sua participação na
referida concorrência pública.
e) a certidão positiva do IPTU, referente ao exercício de 2014, é o único
empecilho à sua participação na referida concorrência pública.

Questão 49 - FCC/Pref. São Luiz-MA-Procurador/2016

José de Almeida, pessoa natural, com 77 anos de idade, adquiriu, em 2015,


por meio de contrato de venda e compra, bem imóvel localizado em Município
do Estado do Maranhão. De acordo com a lei desse Município, o adquirente do
bem imóvel é o contribuinte do ITBI.
Nesse mesmo ano, um Agente Fiscal desse Município maranhense deu início
aos trabalhos de fiscalização relativos a essa transmissão imobiliária, junto à
pessoa do adquirente, Sr. José de Almeida, sem, no entanto, lavrar os termos
necessários para documentar o início do procedimento, e sem fixar o prazo
máximo para a sua conclusão.
Para agilizar esses trabalhos de fiscalização, o referido Agente Fiscal intimou
também, por escrito, tanto o tabelião que lavrou a escritura de venda e
compra, como a instituição financeira em que o Sr. José mantinha depositados
os recursos financeiros utilizados para essa aquisição, para que prestassem
todas as informações de que dispunham a respeito do negócio entabulado.
Anote-se, ainda, que lei daquele Município isentava do ITBI todos os
contribuintes que tivessem mais de 75 anos de idade, na data da ocorrência do
fato gerador.
De acordo com as normas do Código Tributário Nacional,

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a) o Agente Fiscal não estava obrigado a lavrar os termos necessários à


documentação do início do procedimento, porque pessoas naturais não
possuem livros fiscais nos quais essa lavratura possa ser feita.
b) a instituição financeira em que José mantinha seus recursos financeiros
estava obrigada a prestar as informações solicitadas pelo Agente Fiscal.
c) José de Almeida não pode ser fiscalizado unicamente pelo fato de ser
beneficiário de isenção prevista em lei municipal.
d) José de Almeida não pode ser fiscalizado unicamente pelo fato de ser
pessoa natural.
e) o tabelião que lavrou a escritura de venda e compra não poder ser intimado
a prestar as referidas informações, porque não é contribuinte do ITBI.

Questão 50 - FCC/SEFAZ-PE-Auditor Fiscal do Tesouro Estadual/2014

Os livros obrigatórios de escrituração comercial e fiscal e os comprovantes dos


lançamentos neles efetuados deverão ser conservados até o término do
exercício financeiro em que ocorreram as operações a que se refiram.

Questão 51 - FCC/SEFAZ-PE-Auditor Fiscal do Tesouro Estadual/2014

São consideradas sigilosas, insuscetível de divulgação pela Administração


Pública, as informações relativas a representações fiscais para fins penais, a
inscrições na Dívida Ativa da Fazenda Pública e a parcelamento ou moratória.

Questão 52 - FCC/SEFAZ-PE-Auditor Fiscal do Tesouro Estadual/2014

A Fazenda Pública da União e as dos Estados, do Distrito Federal e dos


Municípios prestar-se-ão mutuamente assistência para a fiscalização dos
tributos respectivos e permuta de informações, na forma estabelecida, em
caráter geral ou específico, por lei ou convênio.

Questão 53 - FCC/SEFAZ-PE-Auditor Fiscal do Tesouro Estadual/2014

A Fazenda Pública da União não poderá permutar informações com Estados


estrangeiros no interesse da arrecadação e da fiscalização de tributos, pois
feriria a soberania nacional, um dos fundamentos da República Federativa do
Brasil.

Questão 54 - FCC/TRF-4 ª Região-Analista Judiciário/2014

Considerando o mecanismo jurídico-tributário,


a) a obrigação tributária pressupõe a existência de crédito tributário
devidamente constituído, pois a partir de sua existência já se torna o mesmo
exequível

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b) a exequibilidade do crédito tributário surge com o lançamento tributário,


mas sua exigibilidade somente acontece a partir de sua inscrição na dívida
ativa.
c) o crédito tributário se torna exequível a partir de sua inscrição na dívida
ativa.
d) com o surgimento da obrigação tributária o crédito tributário passa a ser
exigível.
e) com a ocorrência do fato gerador já existe formalmente o crédito tributário,
declarado pela obrigação tributária, da qual é indissociável.

Questão 55 - FCC/SEFAZ-SP-Agente Fiscal de Rendas/2013

Com respeito à Dívida Ativa e à Certidão Negativa, considere:

1. Constitui dívida ativa tributária a proveniente de crédito dessa natureza,


regularmente inscrita na repartição administrativa competente, depois de
esgotado o prazo fixado para pagamento, pela lei ou por decisão final proferida
em processo regular.
II. A nulidade da inscrição na Dívida Ativa, causada por omissão ou erro,
poderá ser sanada até a decisão de segunda instância, mediante substituição
da certidão nula, devolvido ao sujeito passivo, acusado ou interessado o prazo
para defesa.
III. A dívida regularmente inscrita goza da presunção absoluta e tem caráter
de prova pré-constituída.
IV. Será emitida Certidão Negativa quando conste a existência de créditos não
vencidos, em curso de cobrança executiva em que tenha sido efetivada a
penhora, ou cuja exigibilidade esteja suspensa.
V. A Dívida Ativa da Fazenda Pública, compreendendo a tributária e a não
tributária, abrange atualização monetária, juros e multa de mora e demais
encargos previstos em lei ou contrato.

Está correto o que se afirma APENAS em:

a)I e III.
b)Ile V.
c)I e V.
d)III e IV.
e)II e IV.

Questão 56 - FCC/DPE-RS-Defensor Público/2011

Certo contribuinte foi autuado pela Fazenda, sendo constituído o crédito


tributário respectivo. Notificado do lançamento, e dentro do prazo legal, o
autuado apresentou defesa fiscal administrativa, a qual pende de julgamento
na primeira instância administrativa. Referido contribuinte necessita participar
de licitação pública, mas não consegue comprovar a sua regularidade fiscal

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perante a Fazenda, o que o impede de participar da licitação. Nesse caso, é


correto afirmar que o contribuinte
a) tem direito à certidão positiva com efeito de negativa em virtude de o
débito estar em execução judicial com penhora efetivada.
b) tem direito à certidão negativa por estar o débito com exigibilidade
suspensa em virtude da defesa administrativa tempestivamente interposta.
c) tem direito à certidão positiva com efeito de negativa por estar o débito com
exigibilidade suspensa em virtude da defesa administrativa tempestivamente
interposta.
d) tem direito à certidão positiva com efeito de negativa em razão do débito
não estar ainda vencido.
e) não tem qualquer direito à certidão positiva com efeito de negativa.

Questão 57 - FCC/DPE-RS-Defensor Público/2011

Determinado Município ajuizou execução fiscal em relação a certo contribuinte.


A Certidão de Dívida Ativa (CDA), que instruiu a inicial da execução, continha
erro quanto ao nome do sujeito passivo, consistente no fato de que a pessoa,
cujo nome constava na CDA, como sujeito passivo, não era a devedora do
crédito tributário em execução, o qual era devido por outra pessoa, diversa
daquela nominada na CDA que instruiu a inicial. Houve embargos à execução
e, antes da sentença, o juiz da execução possibilitou à Fazenda que
substituísse a CDA, sanando-se assim a irregularidade. Dada vista ao antigo e
ao novo sujeito passivo agora apontado na CDA que veio aos autos em
substituição à originária, este sustentou que a substituição da CDA não era
possível nesse caso. Considerando essas circunstâncias e a atual jurisprudência
do Superior Tribunal de Justiça, a substituição da CDA
a) era possível, pois a irregularidade constitui mero erro formal que pode ser
sanado nos termos do que dispõem o Código Tributário Nacional e a Lei de
Execução Fiscal.
b) não era possível, pois a certidão somente pode ser substituída quando há
interposição de embargos à execução.
c) era possível, pois pode ser feita mesmo em sede de exceção de pré­
executividade.
d) não era possível, pois, nos casos em que há troca do sujeito passivo da
obrigação tributária, a nulidade não pode ser sanada, visto que nessa hipótese
trata-se de alteração do lançamento e não de simples erro formal ou material.
e) era possível porque a irregularidade constitui-se em mero erro material que
pode ser sanado nos termos do que dispõem o Código Tributário Nacional e a
Lei de Execução Fiscal.

Questão 58 - FCC/TCE-AP-Procurador/2010

Sobre a dívida ativa e certidão negativa tributária, é correto afirmar que


a) somente tem efeito de negativa a certidão positiva expedida por crédito
tributário ainda não vencido.

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b) a lei admite a substituição de certidão de dívida ativa que tenha omissão a


requisito legal, desde que a substituição aconteça até a decisão em primeira
instância.
c) a dívida ativa tributária goza de presunção absoluta de certeza e liquidez,
tendo efeito de prova pré-constituída.
d) a omissão de qualquer dos requisitos legais da certidão de dívida ativa gera
nulidade absoluta da certidão, devendo ser extinto o processo sem resolução
do mérito, por falta de título executivo.
e) a certidão negativa expedida com dolo ou fraude responsabiliza
pessoalmente o sujeito passivo constante como titular da certidão pelos
débitos omitidos.

1 Questão 59 - ESAF/ AFRFB / 2014

Sobre a inscrição em dívida ativa tributária, assinale a opção incorreta.


a) A inscrição em dívida ativa, que se constitui no ato de controle
administrativo da legalidade, será feita, no caso dos tributos de competência
da União, pela Procuradoria da Fazenda Nacional.
b) Trata-se do único ato de controle de legalidade, efetuado sobre o crédito
tributário já constituído, que se realiza pela apreciação crítica dos profissionais
legalmente competentes.
c) O exame prévio efetuado para a inscrição em dívida ativa constitui uma
garantia ao cidadão de que aquele crédito, originário de uma obrigação não
adimplida em tempo e forma devidos, foi devidamente apurado e teve sua
existência confirmada por meio do controle administrativo de sua legalidade e
legitimidade.
d) Exige-se a notificação do sujeito passivo da lavratura da notificação do
débito, da inscrição em dívida ativa e da extração da respectiva certidão, sob
pena de nulidade.
e) A Fazenda Nacional pode, graças à autorização contida em Portaria
Ministerial do Ministro de Estado da Fazenda, deixar de inscrever em Dívida
Ativa da União débitos consolidados de um mesmo sujeito passivo inferiores a
determinado valor.

1 Questão 60 - ESAF/ ATRFB / 2009

Sobre a dívida ativa tributária, é incorreto afirmar que:


a) provém de crédito de igual natureza.
b) somente se admite a inscrição de débito em dívida ativa após o decurso do
prazo fixado para pagamento, pela lei ou por decisão final proferida em
processo administrativo.
c) o controle da legalidade da inscrição em dívida ativa é a derradeira
oportunidade que a Administração tem de rever os requisitos dos atos
praticados no processo administrativo de cobrança, ocasião em que ainda pode
modificá-los.
d) as informações relativas a inscrições na dívida ativa da fazenda pública
podem ser divulgadas, sem que isso configure violação ao sigilo fiscal.

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e) uma vez inscrito o débito em dívida ativa, tem-se que o título representativo
desta goza de presunção de liquidez e certeza.

IQuestão 61 - ESAF/ATRFB/2012

A certidão com efeito de negativa pode ser expedida em favor de contribuinte


que tenha efetuado o depósito do montante integral do crédito tributário, pois,
em tal caso, este estará com sua exigibilidade suspensa?

Questão 62 - ESAF/ISS-RJ-Fiscal de Rendas/2010

O termo de inscrição da dívida ativa (COA) tem função precípua de materializar


a dívida ativa tributária regularmente inscrita na repartição administrativa,
instrumentalizando pela Fazenda Pública, ação executória fiscal pertinente.

Questão 63 - ESAF/ISS-RJ-Fiscal de Rendas/2010

A inscrição em dívida ativa pressupõe prévio inadimplemento do contribuinte;


entretanto, é necessária a prévia notificação deste para pagamento antes do
ajuizamento da ação fiscal.

Questão 64 - ESAF/ISS-RJ-Fiscal de Rendas/2010

Tendo o contribuinte apurado e declarado o montante do tributo devido e,


portanto confessado a obrigação correspondente, deveria ter efetuado o
pagamento no prazo estipulado pela legislação fiscal. Não o realizando, o
crédito tributário deve ser inscrito na Dívida Ativa da União;

IQuestão 65 - FGV/Juiz-PA/2008

A certidão em que constar a existência de crédito não vencido, no curso de


cobrança executiva em que tenha sido efetivada a penhora, ou cuja
exigibilidade tenha sido suspensa, será considerada "positiva, com efeito, de
negativa".

IQuestão 66 - FGV/Juiz-PA/2008

A dívida regularmente inscrita goza de presunção de certeza e liquidez e tem o


efeito de prova pré-constituída. Assim, com base na alteração introduzida no
CTN pela Lei Complementar 118/05, presume-se fraudulenta a alienação ou
oneração de bens ou rendas, ou seu começo, por sujeito passivo em débito
para com a Fazenda Pública, por crédito tributário regularmente inscrito como
dívida ativa.

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IQuestão 67 - FGV/AFRE-RJ/2010

O lançamento regularmente notificado ao contribuinte, porque dotado de


exigibilidade, constitui dívida ativa tributária.

IQuestão 68 - FGV/AFRE-RJ/2010

A certidão de dívida ativa poderá ser emendada ou substituída até a decisão de


primeira instância judicial, assegurada ao executado a devolução do prazo para
embargos.

IQuestão 69 - FGV/AFRE-RJ/2010

A certidão negativa de débito expedida com dolo ou fraude, que contenha erro
contra a Fazenda Pública, responsabiliza pessoalmente o funcionário que a
expedir, pelo crédito tributário e juros de mora.

1Questão 70 - ESAF/AFRFB/2009

Verificada a existência de crime contra a ordem tributária, praticado por


particular, deve a autoridade administrativa representar ao Ministério Público,
mesmo antes de proferida decisão final, na esfera administrativa, sobre a
exigência do crédito tributário.

1Questão 71 - ESAF/AFRFB/2009

Diante de requisição da autoridade administrativa de apresentação de


informações sigilosas, não pode o agente público responsável pelo deferimento
negar-se a entregá-la.

IQuestão 72 - ESAF/TRF/2006

Tem os mesmos efeitos de certidão negativa documento firmado pela


autoridade competente que indique a existência de crédito vincendo, ou sob
execução garantida por penhora, ou com a exigibilidade suspensa.

IQuestão 73 - ESAF/PGDF/2007

A certidão de que conste a existência de créditos não vencidos, em curso de


cobrança executiva em que tenha sido efetivada a penhora, ou cuja
exigibilidade esteja suspensa, tem os mesmos efeitos da certidão negativa.

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IQuestão 74 - ESAF/PGDF/2007

Poderá ser concedida certidão positiva com efeitos de negativa quando houver
crédito cuja exigibilidade esteja suspensa.

IQuestão 75 - ESAF/PGDF/2007

A lei poderá exigir que a prova da quitação de determinado tributo, quando


exigível, seja feita por certidão negativa, expedida à vista de requerimento do
interessado, que contenha todas as informações necessárias à identificação de
sua pessoa, domicílio fiscal e ramo de negócio ou atividade e indique o período
a que se refere o pedido.

IQuestão 76 - ESAF/AFRFB/2009

Em que pese o dever de sigilo da autoridade fiscal, o Código Tributário


Nacional autoriza a divulgação de informações relativas a representações
fiscais para fins penais, inscrições na Dívida Ativa da Fazenda Pública
e parcelamento ou moratória.

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4 - GABARITO DAS QUESTÕES COMENTADAS EM AULA

�Gabarito
1 Errada 26 Correta 51 Errada
2 Errada 27 Correta 52 Correta
3 Correta 28 Correta 53 Errada
4 Errada 29 Errada 54 Letra c
5 Correta 30 Errada 55 Letra c
6 Errada 31 Errada 56 Letra c
7 Errada 32 Correta 57 Letra D
8 Errada 33 Letra D 58 Letra B
9 Errada 34 Errada 59 Letra D
10 Errada 35 Errada 60 Letra c
11 Correta 36 Errada 61 Correta
12 Errada 37 Correta 62 Correta
13 Errada 38 Errada 63 Errada
14 Letra B 39 Correta 64 Correta
15 Letra B 40 Errada 65 Correta
16 Correta 41 Errada 66 Correta
17 Correta 42 Correta 67 Errada
18 Letra B 43 Errada 68 Correta
19 Letra D 44 Errada 69 Correta
20 Letra c 45 Correta 70 Errada
21 Letra c 46 Correta 71 Errada
22 Errada 47 Errada 72 Correta
23 Errada 48 Letra D 73 Correta
24 Correta 49 Letra B 74 Correta

-
25
-
Correta
-
50
-
Errada 75
76
Correta
Correta

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5 - LEGISLAÇÃO PERTINENTE

CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL

�Arts. 183 a 185: as garantias do crédito tributário:

Art. 183. A enumeração das garantias atribuídas neste Capítulo ao crédito


tributário não exclui outras que sejam expressamente previstas em lei,
em função da natureza ou das características do tributo a que se
refiram.

Parágrafo único. A natureza das garantias atribuídas ao crédito tributário não


altera a natureza deste nem a da obrigação tributária a que
corresponda.

Art. 184. Sem prejuízo dos privilégios especiais sobre determinados


bens, que sejam previstos em lei, responde pelo pagamento do crédito
tributário a totalidade dos bens e das rendas, de qualquer origem ou
natureza, do sujeito passivo, seu espólio ou sua massa falida, inclusive
os gravados por ônus real ou cláusula de inalienabilidade ou
impenhorabilidade, seja qual for a data da constituição do ônus ou da
cláusula, excetuados unicamente os bens e rendas que a lei declare
absolutamente impenhoráveis.

Art. 185. Presume-se fraudulenta a alienação ou oneração de bens ou


rendas, ou seu começo, por sujeito passivo em débito para com a
Fazenda Pública, por crédito tributário regularmente inscrito como
dívida ativa.(Redação dada pela Lcp n ° 118, de 2005)

Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica na hipótese de


terem sido reservados, pelo devedor, bens ou rendas suficientes ao
total pagamento da dívida inscrita. (Redação dada pela Lcp n ° 118, de
2005)

Art. 185-A. Na hipótese de o devedor tributário, devidamente citado, não


pagar nem apresentar bens à penhora no prazo legal e não forem
encontrados bens penhoráveis, o juiz determinará a indisponibilidade
de seus bens e direitos, comunicando a decisão, preferencialmente por
meio eletrônico, aos órgãos e entidades que promovem registros de
transferência de bens, especialmente ao registro público de imóveis e
às autoridades supervisoras do mercado bancário e do mercado de
capitais, a fim de que, no âmbito de suas atribuições, façam cumprir a
ordem judicial. (Incluído pela Lcp n ° 118, de 2005)

§ 1 ° A indisponibilidade de que trata o caput deste artigo limitar-se-á ao valor


total exigível, devendo o juiz determinar o imediato levantamento da
indisponibilidade dos bens ou valores que excederem esse limite. (Incluído pela
Lcp n ° 118, de 2005)

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§ 2 ° Os órgãos e entidades aos quais se fizer a comunicação de que trata o


caput deste artigo enviarão imediatamente ao juízo a relação discriminada
dos bens e direitos cuja indisponibilidade houverem promovido. (Incluído pela
Lcp n ° 118, de 2005)

�Arts. 186 a 193: os privilégios do crédito tributário:

Art. 186. O crédito tributário prefere a qualquer outro, seja qual for sua
natureza ou o tempo de sua constituição, ressalvados os créditos
decorrentes da legislação do trabalho ou do acidente de trabalho.
(Redação dada pela Lcp n ° 118, de 2005)

Art. 186 - (. . .):

Parágrafo único. Na falência: (Incluído pela Lcp n ° 118, de 2005)

I - o crédito tributário não prefere aos créditos extraconcursais ou às


importâncias passíveis de restituição, nos termos da lei falimentar, nem aos
créditos com garantia real, no limite do valor do bem gravado; (Incluído pela
Lcp n ° 118, de 2005)

II - a lei poderá estabelecer limites e condições para a preferência dos


créditos decorrentes da legislação do trabalho; e (Incluído pela Lcp n ° 118,
de 2005)

III - a multa tributária prefere apenas aos créditos subordinados. (Incluído


pela Lcp n ° 118, de 2005)

Art. 187. A cobrança judicial do crédito tributário não é sujeita a concurso de


credores ou habilitação em falência, recuperação judicial, concordata,
inventário ou arrolamento. (Redação dada pela Lcp n ° 118, de 2005)

Parágrafo único. O concurso de preferência somente se verifica entre


pessoas jurídicas de direito público, na seguinte ordem:

I - União;

II - Estados, Distrito Federal e Territórios, conjuntamente e pró rata;

III - Municípios, conjuntamente e pró rata.

Art. 188. São extraconcursais os créditos tributários decorrentes de fatos


geradores ocorridos no curso do processo de falência. (Redação dada pela
Lcp n ° 118, de 2005)

§ 1º Contestado o crédito tributário, o JUIZ remeterá as partes ao


processo competente, mandando reservar bens suficientes à extinção total
do crédito e seus acrescidos, se a massa não puder efetuar a garantia da

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instância por outra forma, ouvido, quanto à natureza e valor dos bens
reservados, o representante da Fazenda Pública interessada.

§ 2 ° O disposto neste artigo aplica-se aos processos de concordata.

Art. 189. São pagos preferencialmente a quaisquer créditos habilitados em


inventário ou arrolamento, ou a outros encargos do monte, os créditos
tributários vencidos ou vincendos, a cargo do de cujus ou de seu espólio,
exigíveis no decurso do processo de inventário ou arrolamento.

Parágrafo único. Contestado o crédito tributário, proceder-se-á na forma do


disposto no§ 1 ° do artigo anterior.

Art. 190. São pagos preferencialmente a quaisquer outros os créditos


tributários vencidos ou vincendos, a cargo de pessoas jurídicas de direito
privado em liquidação judicial ou voluntária, exigíveis no decurso da
liquidação.

Art. 191. A extinção das obrigações do falido requer prova de quitação de


todos os tributos. (Redação dada pela Lcp n ° 118, de 2005)

Art. 191-A. A concessão de recuperação judicial depende da apresentação da


prova de quitação de todos os tributos, observado o disposto nos arts. 151,
205 e 206 desta Lei. (Incluído pela Lcp n ° 118, de 2005)

Art. 192. Nenhuma sentença de julgamento de partilha ou adjudicação será


proferida sem prova da quitação de todos os tributos relativos aos bens do
espólio, ou às suas rendas.

Art. 193. Salvo quando expressamente autorizado por lei, nenhum


departamento da administração pública da União, dos Estados, do Distrito
Federal, ou dos Municípios, ou sua autarquia, celebrará contrato ou aceitará
proposta em concorrência pública sem que o contratante ou proponente faça
prova da quitação de todos os tributos devidos à Fazenda Pública
interessada, relativos à atividade em cujo exercício contrata ou
concorre.

�Arts. 194 a 200: fiscalização:

Art. 194. A legislação tributária, observado o disposto nesta Lei, regulará, em


caráter geral, ou especificamente em função da natureza do tributo de
que se tratar, a competência e os poderes das autoridades
administrativas em matéria de fiscalização da sua aplicação.

Parágrafo único. A legislação a que se refere este artigo aplica-se às pessoas


naturais ou jurídicas, contribuintes ou não, inclusive às que gozem de
imunidade tributária ou de isenção de caráter pessoal.

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Art. 195. Para os efeitos da legislação tributária, não têm aplicação


quaisquer disposições legais excludentes ou limitativas do direito de
examinar mercadorias, livros, arquivos, documentos, papéis e efeitos
comerciais ou fiscais, dos comerciantes industriais ou produtores, ou da
obrigação destes de exibi-los.

Parágrafo único. Os livros obrigatórios de escrituração comercial e fiscal e os


comprovantes dos lançamentos neles efetuados serão conservados até que
ocorra a prescrição dos créditos tributários decorrentes das operações a
que se refiram.

Art. 196. A autoridade administrativa que proceder ou presidir a quaisquer


diligências de fiscalização lavrará os termos necessários para que se
documente o início do procedimento, na forma da legislação aplicável, que
fixará prazo máximo para a conclusão daquelas.

Parágrafo único. Os termos a que se refere este artigo serão lavrados, sempre
que possível, em um dos livros fiscais exibidos; quando lavrados em
separado deles se entregará, à pessoa sujeita à fiscalização, cópia
autenticada pela autoridade a que se refere este artigo.

Art. 197. Mediante intimação escrita, são obrigados a prestar à autoridade


administrativa todas as informações de que disponham com relação aos
bens, negócios ou atividades de terceiros:

I - os tabeliães, escrivães e demais serventuários de ofício;

II - os bancos, casas bancárias, Caixas Econômicas e demais instituições


financeiras;

III - as empresas de administração de bens;

IV - os corretores, leiloeiros e despachantes oficiais;

V - os inventariantes;

VI - os síndicos, comissários e liquidatários;

VII - quaisquer outras entidades ou pessoas que a lei designe, em razão


de seu cargo, ofício, função, ministério, atividade ou profissão.

Parágrafo único. A obrigação prevista neste artigo não abrange a prestação


de informações quanto a fatos sobre os quais o informante esteja
legalmente obrigado a observar segredo em razão de cargo, ofício,
função, ministério, atividade ou profissão.

Art. 198. Sem prejuízo do disposto na legislação criminal, é vedada a


divulgação, por parte da Fazenda Pública ou de seus servidores, de
informação obtida em razão do ofício sobre a situação econômica ou

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financeira do sujeito passivo ou de terceiros e sobre a natureza e o


estado de seus negócios ou atividades.

§ 1 ° Excetuam-se do disposto neste artigo, além dos casos previstos no art.


199, os seguintes: (Redação dada pela Lcp n ° 104, de 10.1.2001)

I - requisição de autoridade judiciária no interesse da justiça; (Incluído


pela Lcp n ° 104, de 10.1.2001)

II - solicitações de autoridade administrativa no interesse da


Administração Pública, desde que seja comprovada a instauração
regular de processo administrativo, no órgão ou na entidade respectiva,
com o objetivo de investigar o sujeito passivo a que se refere a
informação, por prática de infração administrativa. (Incluído pela Lcp n °
104, de 10.1.2001)

§ 2o O intercâmbio de informação sigilosa, no âmbito da Administração


Pública, será realizado mediante processo regularmente instaurado, e a
entrega será feita pessoalmente à autoridade solicitante, mediante
recibo, que formalize a transferência e assegure a preservação do
sigilo. (Incluído pela Lcp n ° 104, de 10.1.2001)

§ 3o Não é vedada a divulgação de informações relativas a: (Incluído pela


Lcp n ° 104, de 10.1.2001)

I - representações fiscais para fins penais; (Incluído pela Lcp n ° 104, de


10.1.2001)

II - inscrições na Dívida Ativa da Fazenda Pública; (Incluído pela Lcp n °


104, de 10.1.2001)

III - parcelamento ou moratória. (Incluído pela Lcp n ° 104, de 10.1.2001)

Art. 199. A Fazenda Pública da União e as dos Estados, do Distrito Federal e


dos Municípios prestar-se-ão mutuamente assistência para a fiscalização dos
tributos respectivos e permuta de informações, na forma estabelecida, em
caráter geral ou específico, por lei ou convênio.

Parágrafo único. A Fazenda Pública da União, na forma estabelecida em


tratados, acordos ou convênios, poderá permutar informações com
Estados estrangeiros no interesse da arrecadação e da fiscalização de
tributos. (Incluído pela Lcp n ° 104, de 2001)

Art. 200. As autoridades administrativas federais poderão requisitar o


auxílio da força pública federal, estadual ou municipal, e
reciprocamente, quando vítimas de embaraço ou desacato no exercício de suas
funções, ou quando necessário à efetivação dê medida prevista na legislação

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tributária, ainda que não se configure fato definido em lei como crime
ou contravenção.

�Arts. 201 a 204: dívida ativa:

Art. 201. Constitui dívida ativa tributária a proveniente de crédito dessa


natureza, regularmente inscrita na repartição administrativa competente,
depois de esgotado o prazo fixado, para pagamento, pela lei ou por
decisão final proferida em processo regular.

Parágrafo único. A fluência de juros de mora não exclui, para os efeitos deste
artigo, a liquidez do crédito.

Art. 202. O termo de inscrição da dívida ativa, autenticado pela autoridade


competente, indicará obrigatoriamente:

I - o nome do devedor e, sendo caso, o dos co-responsáveis, bem como,


sempre que possível, o domicílio ou a residência de um e de outros;

II - a quantia devida e a maneira de calcular os juros de mora acrescidos;

III - a origem e natureza do crédito, mencionada especificamente a


disposição da lei em que seja fundado;

IV - a data em que foi inscrita;

V - sendo caso, o número do processo administrativo de que se


originar o crédito.

Parágrafo único. A certidão conterá, além dos requisitos deste artigo, a


indicação do livro e da folha da inscrição.

Art. 203. A omissão de quaisquer dos requisitos previstos no artigo anterior


(202), ou o erro a eles relativo, são causas de nulidade da inscrição e do
processo de cobrança dela decorrente, mas a nulidade poderá ser
sanada até a decisão de primeira instância, mediante substituição da
certidão nula, devolvido ao sujeito passivo, acusado ou interessado o
prazo para defesa, que somente poderá versar sobre a parte
modificada.

Art. 204. A dívida regularmente inscrita goza da presunção de certeza e


liquidez e tem o efeito de prova pré-constituída.

Parágrafo único. A presunção a que se refere este artigo é relativa e pode


ser ilidida por prova inequívoca, a cargo do sujeito passivo ou do terceiro a
que aproveite.

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�Arts. 205 a 208: certidões negativas:

Art. 205. A lei poderá exigir que a prova da quitação de determinado tributo,
quando exigível, seja feita por certidão negativa, expedida à vista de
requerimento do interessado, que contenha todas as informações necessárias
à identificação de sua pessoa, domicílio fiscal e ramo de negócio ou atividade e
indique o período a que se refere o pedido.

Parágrafo único. A certidão negativa será sempre expedida nos termos em que
tenha sido requerida e será fornecida dentro de 1 O (dez) dias da data da
entrada do requerimento na repartição.

Art. 206. Tem os mesmos efeitos previstos no artigo anterior a certidão de que
conste a existência de créditos não vencidos, em curso de cobrança
executiva em que tenha sido efetivada a penhora, ou cuja exigibilidade
esteja suspensa.

Art. 207. Independentemente de disposição legal permissiva, será


dispensada a prova de quitação de tributos, ou o seu suprimento,
quando se tratar de prática de ato indispensável para evitar a
caducidade de direito, respondendo, porém, todos os participantes no ato
pelo tributo porventura devido, juros de mora e penalidades cabíveis, exceto
as relativas a infrações cuja responsabilidade seja pessoal ao infrator.

Art. 208. A certidão negativa expedida com dolo ou fraude, que contenha
erro contra a Fazenda Pública, responsabiliza pessoalmente o funcionário
que a expedir, pelo crédito tributário e juros de mora acrescidos.

Parágrafo único. O disposto neste artigo não exclui a responsabilidade


criminal e funcional que no caso couber.

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6 - SÚMULAS ABORDADAS DURANTE A AULA

Súmula STJ 307: O STJ considerou como importância passível de


restituição os valores adiantados pelos clientes da empresa falida para
realização de contrato de câmbio:

Súmula STJ 307 - A restituição de adiantamento de contrato de câmbio, na


falência, deve ser atendida antes de qualquer crédito.

Súmula STF 439: A jurisprudência do STF deixa claro que estão sujeitos à
fiscalização quaisquer livros comerciais, mas o exame desses livros está
limitado aos pontos objeto da investigação:

Súmula STF 439 - Estão sujeitos a fiscalização tributária ou previdenciária


quaisquer livros comerciais, limitado o exame aos pontos objeto da
investigação.

Súmula STF 323: De acordo com o STF, a autoridade fiscal não pode
apreender as mercadorias do sujeito passivo como meio coercitivo
para pagamento dos tributos:

Súmula STF 323 - É inadmissível a apreensão de mercadorias como meio


coercitivo para pagamento de tributos.

Súmula Vinculante 24: De acordo com o STF, não se tipifica crime


material contra a ordem tributária (nos casos em que a configuração do
crime está condicionada à existência do crédito tributário), antes da
constituição definitiva do crédito tributário:

Súmula Vinculante 24 - Não se tipifica crime material contra a ordem


tributária, previsto no art. 1. 0, incisos I a IV, da Lei n. 0 8.137/90, antes do
lançamento definitivo do tributo.

Súmula STJ 392: Só se admite substituição de COA para corrigir erro material
ou formal, relativos à inscrição e à certidão, mas não se estendendo ao
lançamento propriamente dito, sendo vedada a modificação do sujeito
passivo:

Súmula STJ 392 - A Fazenda Pública pode substituir a certidão de dívida


ativa (COA) até a prolação da sentença de embargos, quando se tratar de
correção de erro material ou formal, vedada a modificação do sujeito passivo
da execução.

Súmula STJ 446: O STJ entende que é legítima a recusa de expedição de


certidão negativa ou positiva com efeito de negativa:

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Súmula STJ 446 - Declarado e não pago o débito tributário pelo


contribuinte, é legítima a recusa de expedição de certidão negativa ou
positiva com efeito de negativa.

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7 - PRINCIPAIS JURISPRUDÊNCIAS ABORDADAS DURANTE A AULA

• O STF (HC 95.443/SC) já decidiu que é possível a instauração de


inquérito policial antes do encerramento do processo administrativo
fiscal, quando for imprescindível para viabilizar a fiscalização:

HABEAS CORPUS. CRIME CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA. INSTAURAÇÃO DE


INQUÉRITO POLICIAL ANTES DO ENCERRAMENTO DO PROCEDIMENTO
ADMINISTRATIVO-FISCAL. POSSIBILIDADE QUANDO SE MOSTRAR
IMPRESCINDÍVEL PARA VIABILIZAR A FISCALIZAÇÃO. ORDEM DENEGADA.
1. A questão posta no presente writ diz respeito à possibilidade de
instauração de inquérito policial para apuração de crime contra a ordem
tributária, antes do encerramento do procedimento administrativo-fiscal. 2. O
tema relacionado à necessidade do prévio encerramento do procedimento
administrativo-fiscal para configuração dos crimes contra a ordem tributária,
previstos no art. 1 º , da Lei n º 8.137/90, já foi objeto de aceso debate
perante esta Corte, sendo o precedente mais conhecido o HC n º 81.611 (Min.
Sepúlveda Pertence, Pleno, julg. 10.12.2003).
(. . .)
4. Entretanto, o caso concreto apresenta uma particularidade que afasta a
aplicação dos precedentes mencionados. 5. Diante da recusa da empresa
em fornecer documentos indispensáveis à fiscalização da Fazenda
estadual, tornou-se necessária a instauração de inquérito policial
para formalizar e instrumentalizar o pedido de quebra do sigilo
bancário, diligência imprescindível para a conclusão da fiscalização e,
conseqüentemente, para a apuração de eventual débito tributário. 6. Deste
modo, entendo possível a instauração de inquérito policial para
apuração de crime contra a ordem tributária, antes do encerramento
do processo administrativo-fiscal, quando for imprescindível para
viabilizar a fiscalização. 7. Ante o exposto, denego a ordem de habeas
corpus.

(STF, Segunda Turma, HC 95.443/SC, Rei. Min. Ellen Grade, Julgamento


02/02/2010)

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8 - RESUMO DA AULA

8.1 - GARANTIAS E PRIVILÉGIOS DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO

• As garantias do crédito tributário previstas no CTN não são exaustivas, ou


seja, não excluem outras que sejam expressamente previstas em lei,
em função da natureza ou das características do tributo a que se
refiram.

• A natureza das garantias atribuídas ao crédito tributário não altera a


natureza deste nem a da obrigação tributária a que corresponda.

• Responde pelo crédito tributário a totalidade dos bens e das rendas do


sujeito passivo, excetuados unicamente os bens e rendas que a lei
declare absolutamente impenhoráveis.

• Também não respondem pelo crédito tributário, em processo de falência,


os bens gravados por garantia real, por serem entregues aos seus
respectivos credores antes de responderem pelo crédito tributário.

Bens e rendas absolutamente


Não respondem impenhoráveis pela lei
pelo pagamento
do crédito
tributário Bens gravados por garantia real, nos
processos de falência

• Presume-se fraudulenta a alienação ou oneração de bens ou rendas,


ou seu começo, por sujeito passivo em débito para com a Fazenda
Pública, por crédito tributário regularmente inscrito como dívida
ativa, salvo se tiverem sido reservados , pelo devedor, bens ou
rendas suficientes ao total pagamento da dívida inscrita:

Alienação ou oneração de bens ou rendas


Presunção de
fraude à Crédito tributário inscrito em dívida ativa
execução

Devedor reservou recursos para pagamento


( Não se aplica: ) TOTAL da dívida inscrita

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• As seguintes situações exigem do sujeito passivo a apresentação de


certidão negativa, comprovando a quitação de tributos:

• Declaração judicial da extinção das obrigações do devedor falido


(CTN, art. 191);
• Concessão de recuperação judicial (CTN, art. 191-A);
• Prolação de sentença judicial de partilha ou adjudicação (CTN, art.
192)*;
• Participação em contrato ou licitação da Administração Pública (CTN,
art. 193)**;
r-----�-------------------------------------,
1Observaçao: 1
1 1
1 * - Todos os tributos relativos aos bens do espólio, ou às suas rendas. 1
1 1
1 ** - Todos os tributos devidos à Fazenda Pública interessada, relativos à 1
L�i1i_ç!���!!!l=�2.��r.c��l=2D.!']�,.E,!;!..S.�.S.���---------------J

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8.2 - OS PRIVILÉGIOS OU PREFERÊNCIAS DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO

• O crédito tributário prefere a qualquer outro, seja qual for sua natureza ou
o tempo de sua constituição, ressalvados os créditos decorrentes da
legislação do trabalho ou do acidente de trabalho.

• Nos processos de falência, podemos resumir a ordem de prioridade do


pagamento dos créditos da seguinte forma:

ORDEM CRÉDITOS OBSERVAÇÕES


Adiant. de contrato
1º Importâncias Passíveis de Restituição
de câmbio

Podem ser
2º Créditos Extraconcursais
tributários ou não
Limite p/ créd. Leg.
30 Créditos derivados da legislação do trabalho e
decorrentes de acidente de trabalho
Trab.: 150 salários-
mínimos

40 Créditos com garantia real


Até o limite do bem
gravado
1 ª Obs.: Não são
extraconcursais.
50 Créditos tributários, seja qual for sua natureza
ou tempo de constituição 2 ª Obs.: As multas
não se incluem
nessa classe

6º Créditos com privilégio especial -


70 Créditos com privilégio geral -
8º Créditos quirografários -
90
Multas contratuais, penas pecuniárias por
infração penal ou administrativa, inclusive as -
multas tributárias

10 º Créditos subordinados -

• A cobrança judicial do crédito tributário não é sujeita a concurso de


credores ou habilitação em falência, recuperação judicial,
concordata, inventário ou arrolamento.

• Existe concurso de preferência entre as pessoas jurídicas de direito público,


quanto ao recebimento de seus créditos, na seguinte ordem:

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I - União;

II - Estados, Distrito Federal e Territórios, conjuntamente e pró rata;

III - Municípios, conjuntamente e pró rata.

• São pagos preferencialmente a quaisquer créditos habilitados em


inventário ou arrolamento, ou a outros encargos do monte, os
créditos tributários vencidos ou vincendos, a cargo do de cujus ou de
seu espólio, exigíveis no decurso do processo de inventário ou
arrolamento.

• São pagos preferencialmente a quaisquer outros os créditos tributários


vencidos ou vincendos, a cargo de pessoas jurídicas de direito privado
em liquidação judicial ou voluntária, exigíveis no decurso da liquidação.

8.3 - ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA

8.3.1 - Fiscalização

• Todas as pessoas submetem-se à fiscalização tributária, inclusive aquelas


que gozem de imunidade tributária ou de isenção de caráter
pessoal.

• Os livros obrigatórios de escrituração comercial e fiscal e os comprovantes


dos lançamentos neles efetuados serão conservados até que ocorra a
prescrição dos créditos tributários decorrentes das operações a que se
refiram.

• A autoridade administrativa que proceder ou presidir a quaisquer diligências


de fiscalização lavrará os termos necessários para que se documente
o início do procedimento, que tem as seguintes funções:

Fixa data inicial para contagem de prazo máximo


TERMO DE
INÍCIO DE Antecipa a contagem do prazo decadencial
FISCALIZAÇÃO
Afasta espontaneidade do sujeito passivo

• Mediante intimação escrita, os tabeliães, bancos, corretores, etc. são


obrigados a prestar à autoridade administrativa todas as informações de
que disponham com relação aos bens, negócios ou atividades de terceiros,

• A obrigação acima não abrange a prestação de informações quanto


a fatos sobre os quais o informante esteja legalmente obrigado a

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observar segredo em razão de cargo, ofício, função, ministério,


atividade ou profissão.

• Sem prejuízo do disposto na legislação criminal, é vedada a divulgação,


por parte da Fazenda Pública ou de seus servidores, de informação
obtida em razão do ofício sobre a situação econômica ou financeira do
sujeito passivo ou de terceiros e sobre a natureza e o estado de
seus negócios ou atividades.

• São exceções à regra do sigilo prevista acima:

REpresentações fiscais para fins penais

Não é vedada a PARrcelamento ou moratória


divulgação de
INscrições na dívida ativa da fazenda pública

• As autoridades administrativas federais poderão requisitar o auxílio da


força pública federal, estadual ou municipal, e reciprocamente, quando
vítimas de embaraço ou desacato no exercício de suas funções, ou quando
necessário à efetivação dê medida prevista na legislação tributária, ainda
que não se configure fato definido em lei como crime ou
contravenção.

8.3.2 - Dívida Ativa

• A dívida ativa tributária é aquela proveniente de crédito dessa


natureza, inscrita após esgotamento do prazo para pagamento ou após o
término de medida que tenha suspendido a exigibilidade do crédito
tributário.

• A fluência de juros de mora não exclui a liquidez do crédito.

• A certidão de dívida ativa constitui título executivo extrajudicial, capaz


de viabilizar o ajuizamento da ação de execução fiscal para cobrança judicial
do crédito tributário.

• A dívida regularmente inscrita goza da presunção de certeza e liquidez e


tem o efeito de prova pré-constituída. Tal presunção é relativa e pode
ser ilidida por prova inequívoca, a cargo do sujeito passivo ou do
terceiro a que aproveite.

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8.3.3 - Certidões Negativas

• A certidão negativa faz prova de quitação dos tributos, e será expedida


à vista de requerimento do interessado dentro de 10 dias da data da
entrada do requerimento na repartição.

• Tem os mesmos efeitos previstos no artigo anterior a certidão de que


conste a existência de créditos não vencidos, em curso de cobrança
executiva em que tenha sido efetivada a penhora, ou cuja
exigibilidade esteja suspensa:

Créditos Vincendos
Certidão positiva
Créditos garantidos por penhora com efeitos de
negativa

Créditos com exigibilidade suspensa

Inexistência de débitos Certidão negativa

• Será dispensada a prova de quitação de tributos, ou o seu


suprimento, quando se tratar de prática de ato indispensável para
evitar a caducidade de direito.
• A certidão negativa expedida com dolo ou fraude, que contenha erro
contra a Fazenda Pública, responsabiliza pessoalmente o funcionário que
a expedir, pelo crédito tributário e juros de mora acrescidos.

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