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Aula 01

Conhecimentos Bancários e Atualidades do Mercado Financeiro p/ BB (com


videoaulas)

Professor: Vicente Camillo


Conhecimentos Bancários e Atualidades do
Mercado Financeiro – Banco do Brasil
Teoria e exercícios comentados
Prof. Vicente Camillo – Aula 01

Quando aprovado, você irá trabalhar com todos estes produtos. Os


clientes dos bancos procuram estes serviços e, evidentemente, os bancos os
vendem.

A Banca escolheu a dedo os produtos bancários. Desta forma,


precisamos nos ater a todos eles com atenção e detalhes, pois certamente
uma parte significativa das questões da prova versará sobre estes temas.

Pronto?

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2. CARTÃO DE CRÉDITO E DÉBITO

A importância dos cartões de crédito e débitos nos dias atuais é


implícita. Cada vez mais servem como substitutos ao papel moeda e moedas
metálicas.

A praticidade e o incentivo ao consumo são os principais motivos


para a utilização destas vias (crédito e débito).

São popularmente conhecidos como dinheiro de plástico, em


contraponto ao dinheiro de papel ou de moeda.

Que tal já resolvermos uma questão?

01. (CESGRANRIO - Escriturário (BB)/2012) Nos dias de hoje, o uso do


“dinheiro de plástico” está superando cada vez mais outras
modalidades de pagamento, que, com o passar dos anos, estão ficando
obsoletas.

Um tipo de “dinheiro de plástico” muito utilizado no comércio de rua é o

a) cartão cidadão

b) cartão de crédito

c) cartão de senhas

d) talão de cheques

e) internet banking

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a) Banco de Dados

b) Débito Automático

c) Home Office Banking

d) Internet Banking

e) Remote Banking

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Geralmente há duas modalidades de cartão: básico e diferenciado.

O cartão de crédito básico está associado exclusivamente ao


pagamento de compras, contas ou serviços. O preço da anuidade para sua
utilização deve ser o menor preço cobrado pela emissora entre todos os
cartões por ela oferecidos.

As instituições financeiras estão obrigadas a oferecer o cartão


básico, que pode ser nacional e/ou internacional. Esse cartão não pode ser
associado a programas de benefícios e/ou recompensas.

Já o cartão diferenciado é modalidade que permite a vinculação


com determinado programa de recompensas ou benefícios. Ou seja, a
utilização do cartão diferenciado permite ao titular auferir benefícios e
recompensas diversas, dependendo do contrato estabelecido com a
instituição financeira.

Estes programas de recompensas ou benefícios são geralmente


expressos na forma de pontos. Cada ponto equivale a um determinado valor
em Reais gasto no cartão de crédito. Estes pontos podem ser trocados por
benefícios e recompensas diversas, como passagens, produtos, e demais
bens.

As instituições financeiras emissoras estão autorizadas pelo Banco


Central a cobrar as seguintes tarifas sobre os cartões de crédito básicos e
diferenciados:

i. anuidade;

ii. para emissão de 2ª via do cartão;

iii. para retirada em espécie na função saque;

iv. no uso do cartão para pagamento de contas; e

v. no caso de pedido de avaliação emergencial do limite de crédito.

A fatura do cartão de crédito pode ou não ser totalmente quitada.


Evidentemente, atrasos no pagamento originam taxas, multas e juros. No
entanto, o titular do cartão, quando efetuar o pagamento da fatura, deve no
mínimo, realizar o pagamento de 15% do valor total da fatura. Este

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percentual está definido na atual versão da Circular 3.512 do Banco Central.


É importante salientar que, mesmo tendo sido mudado algumas vezes
recentemente, o PERCENTUAL ATUALMENTE É DE 15%

Esta medida, definida pelo CMN, tem o objetivo de reduzir os riscos


de superendividamento dos consumidores. Afinal, como o não pagamento
acarreta na cobrança de elevados juros, elevando o total a ser pago,
aumenta-se o endividamento dos consumidores.

Com ele é possível acelerar as operações financeiras, obter créditos


e adquirir bens e serviços sem maiores complicações, incentiva a circulação
de moeda e impulsiona o comércio e o desenvolvimento econômico, não
exige provisão de fundos, o financiamento é facilitado e dispensa a
necessidade de prévia habilitação do cliente perante uma instituição
financeira antes de cada compra.

Ou seja, graças ao cartão de crédito, o empresário não desperdiça


seu tempo e dinheiro em cogitações sobre as condições de solvência do
consumidor, pois quem garante seu pagamento é a própria empresa
emissora do cartão de crédito.

Mas, quais são as pessoas envolvidas em uma negociação com


cartão de crédito?

São três:

i. a empresa emissora que, concedendo-o ao comprador e pagando


o fornecedor, realiza o intermédio da operação e facilita a compra e
venda;

ii. o titular do crédito (consumidor, titular dos cartão) pessoa


credenciada pela empresa emissora, mediante o pagamento de
taxa anual, que adquire bens ou serviços do fornecedor; e

iii. o fornecedor que, filiado à empresa emissora, vende produtos ou


mercadorias, ou presta serviços ao usuário, recebendo daquela o
respectivo valor”.

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A empresa emissora (administradora) emite, em favor do consumidor,


um cartão de crédito que lhe permite pagar suas contas numa rede de
estabelecimentos afiliados.

Estes são reembolsados posteriormente pela administradora,


descontada uma porcentagem de remuneração, que equivale a um
percentual da transação.

O emissor, geralmente é uma instituição financeira, ou banco, que


figura como um intermediário entre o titular do cartão e o fornecedor de bens
ou serviços. O emissor é aquele que em troca de um determinado valor, se
compromete a efetuar os pagamentos pelo titular do cartão.

O titular do cartão de crédito é aquele habilitado pelo emissor a se


utilizar do cartão para aquisições de bens ou serviços. Adicionalmente,
cumpre ao consumidor o pagamento das faturas do cartão. Como já citado, o
não pagamento (ou pagamento mínimo de 15% do valor) enseja a cobrança
de taxas, multas e juros.

O fornecedor ou vendedor é aquele que se compromete a vender


produtos ou prestar serviços, e que mantém um contrato de filiação com o
emissor, regulando as relações entre ambos. É em virtude deste contrato que
o emissor se compromete a pagar o fornecedor.

O pagamento ao fornecedor, realizado pela instituição emissora,


pode ser feito antes ou depois do pagamento da fatura do cartão pelo
consumidor.

Vamos citar um exemplo. Suponha que o consumidor efetue uma


compra de R$ 100,00, que será cobrado em um fatura daqui a 30 dias. O
fornecedor pode optar por receber este valor imediatamente, ao invés de
esperar pelos 30 dias. Ao fazer esta operação de adiantamento de
recebíveis, paga uma determinada taxa de juros de, digamos, 5% a.m. desta
forma, recebe R$ 95,00 imediatamente. Quando a fatura for paga pelo
consumidor, o banco recebe os R$ 100,00, sendo a diferença de R$ 5,00 a
remuneração pelo adiantamento de recebíveis.

Ufa! Já foram apresentados conceitos demais.

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 Não é uma instituição financeira, se considerada individualmente. Há


que se considerar que, recentemente, instituições financeiras têm
adquirido administradoras de cartão, de modo que concentram as
operações.

 Sua remuneração é derivada, principalmente, das mensalidades


cobradas na utilização das máquinas que aceitam cartões de crédito e
débito e de taxa sobre as vendas, cobradas dos fornecedores

 É comum as administradoras de cartões e as instituições financeiras


participarem do mesmo grupo econômico, como o caso citado do Itaú
e Rede.

Abaixo, questões sobre o tema:

03. (CESPE - Escriturário (BB)/2002) O cartão de crédito é um serviço de


intermediação que permite ao consumidor adquirir bens e serviços em
estabelecimentos comerciais previamente credenciados mediante a
comprovação de sua condição de usuário. Essa comprovação é
geralmente realizada no ato da aquisição, mediante apresentação do
cartão ao estabelecimento comercial. O cartão é emitido pelo prestador
do serviço de intermediação, chamado genericamente de
administradora de cartão de crédito, que pode ser um banco.

Acerca desse assunto, julgue o item subsequente.

O Banco Central do Brasil (BACEN) autoriza e fiscaliza o funcionamento das


empresas administradoras de cartão de crédito.

04. (CESPE - Escriturário (BB)/2002/1) O cartão de crédito é um serviço


de intermediação que permite ao consumidor adquirir bens e serviços
em estabelecimentos comerciais previamente credenciados mediante a
comprovação de sua condição de usuário. Essa comprovação é
geralmente realizada no ato da aquisição, mediante apresentação do
cartão ao estabelecimento comercial. O cartão é emitido pelo prestador
do serviço de intermediação, chamado genericamente de
administradora de cartão de crédito, que pode ser um banco. Acerca
desse assunto, julgue o item subsequente.

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03. Precisamos analisar esta questão com calma.

As atividades de emissão de cartão de crédito exercidas por instituições


financeiras estão sujeitas à regulamentação baixada pelo Conselho
Monetário Nacional (CMN) e pelo Banco Central do Brasil, nos termos dos
artigos 4º e 10 da Lei 4.595, de 1964. Todavia, nos casos em que a emissão
do cartão de crédito não tem a participação de instituição financeira, não se
aplica a regulamentação do CMN e do Banco Central.

Portanto, o Bacen não autoriza e fiscaliza o funcionamento de todas as


empresas administradoras de cartão de crédito, tendo em vista que nem
todas estão relacionadas a instituições financeiras.

GABARITO: ERRADO

04. A empresa emitente do cartão, de acordo com o contrato firmado com o


consumidor, fica ilimitada e solidariamente responsável pelo pagamento das
aquisições feitas por ele com o uso do cartão.

A empresa que emite o cartão não possui responsabilidades quanto ao


inadimplemento do pagamento da fatura do carão. Como vimos, o emissor,
geralmente uma instituição financeira, ou banco, q se compromete a efetuar
os pagamentos pelo titular do cartão, o que não significa que ele é também
responsável pelo crédito.

GABARITO: ERRADO

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3. CRÉDITO DIRETO AO CONSUMIDOR (CDC)

O CDC é uma importante modalidade de crédito/financiamento


presente no sistema financeiro nacional. É concedido para a aquisição de
bens duráveis (novos ou usados) e serviços.

Algumas definições são importantes.

O CDC é concedido pela instituição financeira, bancária ou não


bancária, como as Financeiras, para a aquisição de bens duráveis.

Atenção! Pois o CDC destina-se aos bens duráveis, ou seja, aqueles


cujo consumo se estende no decorrer do tempo, como automóveis,
eletrodomésticos, equipamentos profissionais, materiais de construção, entre
outros. Apenas atente ao fato de que, no caso de carros usados, o CDC pode
financiar a aquisição de veículos com até 10 anos de fabricação. O
financiamento de bens comuns é feito por outras modalidades de crédito,
como o crédito pessoal.

Adicionalmente, o CDC também cumpre a função de financiar a


aquisição de serviços. Este tipo de operação é menos comum, mas também
acontece, certo?

O grande diferencial das operações de CDC é a possibilidade da


garantia da operação ser o próprio bem financiado. Mas, como isto é feito?

Vamos a um exemplo.

Você está interessado na aquisição de um veículo novo. Vai até a


concessionária e escolhe o bem, bem como a modalidade de pagamento.
Digamos que 50% do valor serão pago à vista, e os 50% restantes a prazo.

O financiamento pode ser contratado junto a qualquer instituição


financeira autorizada pelo Bacen. Digamos que, na própria concessionária,
há o correspondente de uma Financeira, a qual aceita realizar o
financiamento.

Para garantir a operação, o veículo será alienado fiduciariamente à


financeira. Esta operação, com importantes características jurídicas que
serão estudadas na Aula 04, garante um eventual inadimplemento do
contrato de financiamento.

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Ou seja, caso o adquirente do veículo não cumpra com o pagamento


do CDC, a Financeira pode executar a garantia, ou seja, ficar com a posse do
veículo em definitivo. Ao vendê-lo a um terceiro recupera o valor não quitado
pelo financiado.

Evidente que, após o pagamento total do valor contratado no CDC, a


propriedade do bem adquirido será transferida em definitivo ao financiado
(consumidor).

Resta citar que este tipo de garantia não é obrigatoriamente exercido


nos CDCs, sendo uma faculdade pactuada entre as partes. Sua adoção,
além de garantir a operação e a instituição que concede o financiamento,
permite a redução nas taxas e remunerações cobradas, beneficiando
também o financiado.

O prazo do CDC está geralmente compreendido entre 3 e 48 meses.


No caso de veículos, o prazo pode se estender, em casos especiais, em até
72 meses, sendo mais comuns as operações de 60 meses. Além disto, o
CDC pode financiar entre 67% e 100% da operação.

Portanto, o CDC pode financiar o valor total do bem ou serviço


adquirido.

Há ainda mais particularidade referente ao Crédito Direto ao


Consumidor.

É o chamado Crédito Direto ao Consumidor com Interveniência


(CDCI).

No CDCI a empresa que vende o produto ou presta o serviço oferece


a linha de financiamento cliente e, posteriormente, vende o direito do
recebimento das parcelas do empréstimo para a instituição financeira. Caso o
consumidor não pague o financiamento, a instituição financeira cobra o
prejuízo da empresa que vendeu o produto ou prestou o serviço.

Geralmente, o CDCI é oferecido a grandes clientes bancários, como


as redes de varejo, que se estabelecem como intervenientes nos
financiamentos concedidos para a compra de bens e serviços pelos seus
clientes.

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4. CRÉDITO RURAL

O crédito é modalidade especial de financiamento, concedido por


instituição financeira, destinada exclusivamente às atividades agropecuárias
com os seguintes objetivos:

i. estimular os investimentos rurais para produção, extrativismo não


predatório, armazenamento, beneficiamento e instalação de
agroindústria, sendo esta quando realizada por produtor rural ou suas
formas associativas;

ii. favorecer o custeio oportuno e adequado da produção, do extrativismo


não predatório e da comercialização de produtos agropecuários;

iii. incentivar a introdução de métodos racionais no sistema de produção,


visando ao aumento da produtividade, à melhoria do padrão de vida das
populações rurais e à adequada conservação do solo e preservação do
meio ambiente;

iv. propiciar, através de modalidade de crédito fundiário, a aquisição e


regularização de terras pelos pequenos produtores, posseiros e
arrendatários e trabalhadores rurais;

v. desenvolver atividades florestais e pesqueiras.

vi. quando destinado a agricultor familiar ou empreendedor familiar rural, o


crédito rural terá por objetivo estimular a geração de renda e o melhor
uso da mão de obra familiar, por meio do financiamento de atividades e
serviços rurais agropecuários e não agropecuários, desde que
desenvolvidos em estabelecimento rural ou áreas comunitárias
próximas, inclusive o turismo rural, a produção de artesanato e
assemelhados.

vii. quando destinado a agricultor familiar ou empreendedor familiar rural, o


crédito rural poderá ser destinado à construção ou reforma de moradias
no imóvel rural e em pequenas comunidades rurais.

É prudente elencar todos os objetivos perseguidos pelo crédito rural.


Em resumo, atendem ao desenvolvimento agropecuário, não predatório, seja

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de reembolso devem ser ajustados à natureza e especificidade das


operações rurais, bem como à capacidade de pagamento e às épocas
normais de comercialização dos bens produzidos pelas atividades
financeiras.

Por fim, resta apenas mais uma característica importante. O Poder


Público assegurará crédito rural especial e diferenciado aos produtores
rurais assentados em áreas de reforma agrária

Ufa! Quanta coisa, não é?

Apesar de parecer muita informação, este conhecimento pode


garantir pontos preciosos. Adicionalmente, estas características do crédito
rural são pouco conhecidas dos candidatos, o que te garante pontos difíceis!

O crédito rural é tão prioritário no Sistema Financeiro Nacional que


25% de todos os depósitos à vista feitos em instituições bancárias são
provisionados servem de funding ao crédito rural.

As instituições bancárias não estão obrigadas a ofertar o crédito rural.


Mas, não o fazendo, ficam obrigadas a (i) depositar estes valores (25% dos
depósitos à vista) compulsoriamente no Banco Central sem qualquer
remuneração, ou (ii) repassar estes recursos no mercado interbancário ao
Banco do Brasil, para que ele possa conceder o crédito rural.

Há outras fontes de financiamento ao crédito rural, que seguem


abaixo:

i. Recursos do Tesouro Nacional;

ii. Recursos do BNDES;

iii. Caderneta de Poupança Rural;

iv. Recursos do FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador; e

v. Outros recursos livres, inclusive os captados no exterior.

O conhecimento da origem dos recursos que financiam o crédito rural


é muito importante, pois definem se o crédito rural é controlado ou não
controlado.

Vamos entender.

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O crédito rural controlado é aquele cuja remuneração da operação é


determinada, ou seja, a taxa de juros da operação é limitada. Desta forma, o
crédito rural financiado por depósitos à vista, oriundos do Tesouro Nacional e
do BNDES e os derivados da poupança é concedido com taxa de juros
efetiva controlada de 6,5% ao ano.

Já o crédito rural não controlado é aquele cujo funding advém de


fontes livres, como os captados no exterior. Neste tipo de financiamento a
taxa de juros e livremente pactuada entre as partes, não havendo controles.

A formalização do crédito rural, em regra, não é feita por um contrato,


mas sim pela emissão de um título com garantias. Os títulos mais comuns
são os seguintes:

i. Cédula Rural Pignoratícia – é um título de crédito garantido por penhor


rural ou mercantil;

ii. Cédula Rural Hipotecária – título com garantia representada pela


hipoteca de imóveis;

iii. Cédula Rural Pignoratícia e Hipotecária - título com garantia


representada tanto por penhor rural ou mercantil, como pela hipoteca de
imóveis;

iv. Nota de Crédito Rural – título sem garantias reais.

Bom, acredito que temos o bastante. O tema crédito rural é muito


extenso, pois há diversas linhas de financiamento, formas de funding,
pessoas capazes (ou não) de receber o financiamento, entre outras
considerações.

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aplica-se uma alíquota de 22,5% sobre os rendimentos auferidos na


caderneta de poupança sobre as aplicações de até 180 dias. No caso de
aplicações de 181 a 365 dias, a alíquota é de 20%; de 361 dias a 720
dias, 17,5%; acima de 720 dias, 15%. No caso de pessoa jurídica sem
fins lucrativos não há a cobrança de imposto de renda

 Garantia do FGC - o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), cujas


características serão vistas na Aula 04, garante depósitos de até R$ 250
mil na caderneta de poupança. Mas, como assim professor?

O FGC é uma instituição civil sem fins lucrativos cujos recursos são
derivados de contribuições compulsória dos bancos que dele fazem
parte. Desta forma, em caso de crise de liquidez de determinado banco
que o impossibilite de cumprir com saques de seus clientes, o FGC
garante até R$ 250 mil por CPF em cada banco.

Desta forma, caso você tenha R$ 260 mil depositado em caderneta de


poupança no Banco A, e ele quebre, o FGC irá garantir até R$ 250 mil e
você perderá “apenas” R$ 10 mil. Mas, o FGC cobre os prejuízos por
pessoa em cada banco. Desta forma, caso você tenha duas contas de
poupança nos Bancos A e B, cada uma no valor de R$ 250 mil, e os dois
bancos quebrem, o FGC irá garantir todos os R$ 500 mil depositados.

 Data de Aniversário – a caderneta de poupança também faz aniversário.


Isto mesmo, você não está lendo errado. A data de aniversário
corresponde à data de abertura da conta poupança.

A data de aniversário é relevante pois nela ocorre o crédito do


rendimento. Desta forma, caso você tenha criado a poupança em 01.01
de determinado ano, os rendimentos mensais serão creditados sempre
no dia 01 de cada mês subsequente.

Os bancos, interessados na captação de valores via poupança, oferecem


cadernetas de poupança “inteligentes”, que possuem data de aniversário
no dia do depósito. Desta forma, mesmo que você criou a conta no dia 01
e depositou os valores no dia 20, por exemplo, há a criação de uma
subconta com aniversário no dia 20, pelo que o valor depositado nesta
data fará aniversário (e renderá juros) sempre no dia 20. Portanto, como

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existem 28 possíveis datas de aniversário (os depositados realizados em


29, 30 e 31 fazem aniversário no dia 01), é possível a criação de até 28
subcontas de poupança.

Por fim, cumpre citar que, no caso de pessoal jurídica com finalidade
lucrativa, a remuneração da caderneta de poupança é feita
trimestralmente. Ou seja, apenas de 3 em 3 meses os valores fazem
aniversário e, deste modo, são remunerados.

 Demais Facilidades Operacionais –a viabilidade e atratividade ao


pequeno investidor da caderneta de poupança, somado ao aumento da
renda brasileira e da formalização bancária registrada na década
passada fizeram os bancos ofertarem mais facilidades aos detentores (e
interessados) de contas poupança. Medidas como as transferências
automáticas da conta corrente para a conta poupança, possibilidade de
movimentação online, facilidades na abertura de até 28 subcontas, cada
uma com uma data de aniversário, dentre outros fatores, ampliaram o
interesse da caderneta de poupança.

Outra característica importantíssima da poupança é a forma de


remuneração.

Modificada em 03.05.12, para possibilitar a redução da Taxa Selic, a


remuneração da caderneta de poupança passou a seguir 2 regras distintas:

1. Taxa Selic acima de 8,5% ao ano – remuneração de 0,5% ao mês mais


TR.

2. Taxa Selic igual ou abaixo de 8,5% ao ano – remuneração mensal


equivalente a 70% da Taxa Selic mais TR.

Bom, vamos compreender melhor o porquê desta forma de cálculo.

A função e determinação da Taxa Selic já foram citadas em aulas


passadas. Em geral, a Taxa Selic remunera os títulos públicos e serve de
balizador na determinação de diversas taxas de juros praticadas na
economia.

Pois bem, o Governo Federal percebeu que, caso a Selic se situasse


abaixo de 8,5%, a remuneração da poupança passava a ser mais atrativa de

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acordo com sua antiga regra (0,5% ao mês mais TR), muito devido à
possibilidade de isenção de IR.

Assim, quem se interessaria por comprar títulos públicos, ou realizar


aplicações em outras modalidades? Ninguém!

A solução encontrada foi modificar a maneira de remuneração da


poupança. Isto abriu espaço para a queda da Taxa Selic, realizada até
meados de 2013, pois a poupança rende apenas 70% da Selic mais TR.

E o que significa TR?

A Taxa Referencial (TR), criada no Governo Collor, pretendia servir


de índice de correção da taxa de juros. Como, à época, a inflação
apresentava índices galopantes, e o Governo Collor tentou controlar preços
para controlar a inflação, ele criou a TR a fim de desindexar a correção da
taxa de juros à inflação.

Ou seja, a ideia era que os juros fossem reajustados por uma


pequena taxa mensal (a TR) e não pela crescente e elevada inflação.
Evidentemente isto não deu certo, mas a poupança permanece com este
reajuste até os dias atuais.

O calcula da TR é complicado e não serve para nada no concurso do


BB. Mas, fique sabendo que TR é variável e possui valor reduzido (em
2013 não chegou a 0,2%).

Vejamos como a FCC cobra estes temas em concursos:

05. (FCC - Escriturário (BB)/2010) As cadernetas de poupança


remuneram o investidor à taxa de juros de 6% ao ano com capitalização

a) mensal e atualização pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor


Amplo − IPCA.

b) trimestral e atualização pela Taxa Referencial − TR.

c) semestral e atualização pelo Índice Geral de Preços − IGP.

d) mensal e atualização pela Taxa Referencial − TR.

e) diária e atualização pelo Índice Geral de Preços do Mercado − IGP-M.

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Questão importantíssima, que merece nossa atenção.

06. (FCC - Escriturário (BB)/2011) As aplicações em cadernetas de


poupança

a) não contam com proteção adicional do Fundo Garantidor de Crédito


(FGC).

b) realizadas nos dias 29, 30 e 31 de cada mês terão como data de


aniversário o último dia útil do mês seguinte.

c) de pessoas jurídicas com fins lucrativos sofrem tributação de 22,5% sobre


o rendimento nominal.

d) são permitidas apenas para contribuintes maiores de idade.

e) são vedadas para pessoas jurídicas imunes à tributação ou sem fins


lucrativos.

05. Como citado, a mudança recente na remuneração da caderneta de


poupança colocou duas novas regras.

Quando a Taxa Selic se encontrar abaixo de 8,5% a.a., a remuneração da


poupança é de 70% da Selic mais TR. Caso contrário, é de 0,5% a.m. mais
TR, o que resulta em 6% ao ano com capitalização mensal mais TR.

Portanto, e Letra D está correta tão somente se a Taxa Selic estiver acima de
8,5% a.a.

GABARITO: LETRA D

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06. Vejamos as alternativas:

a) As proteções concedidas pelo FGC serão vistas em aula posterior. No


momento, cabe saber que, no caso da caderneta de poupança, a proteção é
de R$ 250 mil por instituição.

b) realizadas nos dias 29, 30 e 31 de cada mês terão como data de


aniversário o primeiro dia útil do mês seguinte.

c) A Banca considerou esta questão como correta.

De fato, nas aplicações de até de 180 dias na caderneta de poupança para


pessoas jurídicas há a incidência de alíquota de 22,5% sobre o rendimento.

No entanto, se o prazo de aplicação for mais de 180 dias a alíquota é menor.

d) são permitidas para qualquer cidadão

e) as entidades sem fins lucrativos estão autorizadas a aplicar valores na


caderneta de poupança com isenção de imposto de renda sobre a renda
gerada.

GABARITO: LETRA C

Bom, estamos quase no final! Ufa!

Resta comentar para onde é destinada esta enorme quantia de


dinheiro arrecadada com a poupança.

Afinal, os valores depositados na poupança não são remunerados


porque o Governo gosta de poupadores, mas sim porque este dinheiro é
utilizado em outras finalidades, que geram receitas superiores e permitem o
pagamento do rendimento da poupança.

Vejamos:

I - 65% (sessenta e cinco por cento), no mínimo, em operações de


financiamento imobiliário, sendo:

a) 80%, no mínimo, do percentual acima (o que totaliza 52% do total


arrecadado) em operações de financiamento habitacional no âmbito do
Sistema Financeiro da Habitação (SFH); e

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b) o restante (cerca de 13% do total) em operações de financiamento


imobiliário contratadas a taxas de mercado;

II - 20% (vinte por cento) em encaixe obrigatório no Banco Central do Brasil;


e

III - os recursos remanescentes em disponibilidades financeiras e em outras


operações admitidas nos termos da legislação e da regulamentação em
vigor.

É fácil de perceber que a captação da caderneta de poupança


financia boa parte do mercado imobiliário nacional.

Ou seja, 65% do total captado na poupança são direcionados ao


financiamento imobiliário, sendo 52% direcionados ao SFH e 13% às
operações de financiamento imobiliário contratadas livremente no mercado.

20% são retidos no Banco Central como compulsório e o restante


(15%) aplicado em disponibilidades financeiras e em outras operações
admitidas pela legislação.

Este é o motivo da baixa taxa de juros mensal praticada no mercado


imobiliário. Como o funding destes financiamentos possui baixa
remuneração, a concessão destes empréstimos pode ser feita também a um
custo inferior.

Abaixo, mais uma questão sobre o tema:

07. (CESPE - Escriturário (BB)/2002) Um investidor procurou uma


agência do BB e disse ao gerente que queria aplicar seus recursos sem
muito risco, preferindo uma rentabilidade baixa a correr risco de perder
dinheiro. O investidor informou, ainda, que gostaria de poder reaver
seus recursos com rapidez, caso precisasse, embora não fosse esse o
seu objetivo.

Em função da demanda apresentada pelo cliente, seria correto o gerente


indicar aplicação no (a)

Caderneta de poupança.

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Questão que nos faz pensar um pouco.

Se o investidor procura pouco risco e liquidez, mesmo que a aplicação


apresente uma baixa rentabilidade, o mais indicado é a caderneta de
poupança.

Ressalta-se que o recente aumento da Taxa Selic tornou novamente a


poupança uma aplicação com melhor retorno.

GABARITO: CERTO

6. TÍTULO DE CAPITALIZAÇÃO

O título de capitalização é um título de crédito que objetiva a


formação de poupança e insere um componente de sorte na modalidade: o
sorteio de prêmios.

Antes de tratar das características, há que se explicar o que é um


título de crédito.

Os títulos de crédito são documentos que representam um direito


creditório de seu detentor. Ou seja, a pessoa que adquire um título de crédito
passa ter um direito de receber determinado valor pactuado nas condições do
título no vencimento do documento.

Desta forma, o interessado em adquirir determinado título de


capitalização, ao comprá-lo, aceita as condições sobre o prazo de
vencimento do título, os valores que poderá sacar no vencimento, os prêmios
oferecidos nos sorteios, dentre outras características.

O título de capitalização só pode ser negociado por Sociedades de


Capitalização, entidades constituídas como sociedade anônima e
fiscalizadas pela Superintendência de Seguros Privados, e conter,
obrigatoriamente, as seguintes informações:

a) Glossário - Definição dos termos mais importantes para a compreensão


das Condições Gerais;

b) Objetivo - Define a finalidade do título, que é a formação de um capital


no prazo e condições estabelecidos nas Condições Gerais.

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c) Natureza do Título - Informa sobre a sua indivisibilidade em relação à


Sociedade de Capitalização, sendo facultada a transferência de
titularidade;

d) Início de Vigência - Prazo em que se dará o início do contrato, isto é,


define a data em que a Sociedade assume a administração do título;

e) Pagamento - Informações sobre o número de pagamentos, a vigência,


atraso de pagamento, entre outros;

f) Cancelamento dos Títulos - Informa as condições nas quais a


Sociedade de Capitalização poderá cancelar o título, porém ela não
poderá, em nenhum caso, se apossar do capital constituído;

g) Ordenação e Identificação de Títulos - Informa o tamanho da série


(número de títulos emitidos numa mesma série). Em geral, quanto maior
a série menor é a chance de ser sorteado;

h) Sorteios - Define de que forma são realizados os sorteios e os valores


dos prêmios. Tais valores são sempre definidos como múltiplos do último
pagamento efetuado;

i) Resgate - Informa sobre o Resgate do título de capitalização, definindo o


prazo de carência e a taxa de juros de capitalização do título. Traz
também uma tabela que, em função do número de pagamentos
realizados, fornece o percentual em relação à soma dos pagamentos
efetuados que o titular tem direito em caso de resgate, isto é, qual o
percentual do valor efetivamente pago a que o subscritor tem direito em
caso de resgate.

j) Atualização de Valores – Informa como é realizada a atualização


mensal da provisão matemática, devendo-se utilizar a taxa de
remuneração básica aplicada à caderneta de poupança (TR). Esta
taxa não inclui a taxa de juros de 0,5% ao mês aplicado à caderneta de
poupança.

k) Impostos e Taxas - Informa os Impostos e as taxas incidentes, ou que


venham a incidir, sobre os valores do título.

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atualização de valores dos pagamentos a cada 12 meses, de acordo com


índice oficial de inflação (ou outro que o substitua).

Adicionalmente, o valor do prêmio é composto por 3 quotas: Quota de


Capitalização, Quota de Sorteio e Quota de Carregamento.

 Quota de Capitalização - as Quotas de Capitalização representam o


percentual de cada pagamento que será destinado à constituição do
Capital. Elas deverão ser apresentadas sempre em destaque nas
Condições Gerais do título de capitalização Em geral, não representam a
totalidade do pagamento, pois, como foi dito acima, há também uma
parcela destinada a custear os sorteios e outra destinada aos
Carregamentos da Sociedade de Capitalização.

Nos títulos com Pagamento Único (PU), a Quota de Capitalização mínima


varia de acordo com o prazo de vigência, segundo a tabela abaixo:

Prazo de vigência Percentual mínimo destinado à


(meses) capitalização

12 50%

Acima de 12 e até 24 60%

acima de 24 70%

Já nos títulos com pagamentos mensais (PM), os percentuais destinados


à formação da provisão matemática deverão respeitar os seguintes
valores mínimos:

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Prazo de
Mês de Vigência
Vigência

(meses ) 1º 2º 3º 4º

30% até
Até 23 10% 10% 30%
o final

Acima de 30% até


10% 10% 10%
23 o final

Porém, ainda deverão satisfazer a seguinte condição: a partir do terceiro


mês, para os títulos com até vinte e três meses de vigência e a partir do
quarto mês para os demais, a média aritmética do percentual de
capitalização até o final da vigência, deverá corresponder a, no mínimo,
70% (setenta por cento) dos pagamentos mensais.
Para finalizar cabe destacar que nos títulos em que não haja sorteio, os
percentuais destinados à formação da provisão matemática deverão
corresponder, no mínimo, a 98% (noventa e oito por cento) de cada
pagamento.

 Quota de Sorteio - as Quotas de Sorteio tem como finalidade custear os


prêmios que são distribuídos em cada série. Por exemplo, se numa série
de 100.000 títulos com Pagamento Único os prêmios de sorteios
totalizarem 10.000 vezes o valor deste pagamento, a cota de sorteio será
de 10% (10.000/100.000), isto é, cada título colabora com 10% de seu
pagamento para custear os sorteios.

 Quotas de Carregamento – as Quotas de carregamento deverão cobrir


os custos com reservas de contingência e despesas com corretagem,
colocação e administração do título de capitalização, além dos custos de
seguro e de pecúlio, se previsto nas Condições Gerais do título de
capitalização.

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 Prazos – os títulos de capitalização não podem possuir prazo inferior a 1


ano. No vencimento o investidor pode resgatar o valor nominal do título.

 Carência para Resgate – o prazo de carência limita a liquidez do título.


Ou seja, estabelece normas que permitem o saque do valor do título pelo
investidor. Assim, caso o investidor queira sacar os valores aplicados no
título antes de finalizar o período de carência, fica impossibilitado de o
fazer, ou o faz com restrições, como, por exemplo, o pagamento de
multas sobre o valor aplicado.

Bom, estas são as características do título de capitalização. Caso


alguma questão da prova cobre esta modalidade de produto bancário,
provavelmente irá solicitar o conhecimento das características que acabamos
de citar.

Para finalizar o tópico resta citar as espécies de títulos de


capitalização.

Recentemente, tendo em vistas as inovações ocorridas no mercado


bancário, os títulos de capitalização adquiriram novas formas para
compensar a falta de rentabilidade.

A Federação Nacional das Companhias de Seguros, Previdência e


Capitalização propõe a seguinte classificação para os títulos de capitalização:

 Clássico – inclui os títulos que tratamos até o momento. Ou seja, são


aqueles que os aplicadores utilizam com a finalidade de poupança e
investimento, aportando pagamentos mensais, ou únicos, com a
finalidade de receber, ao final do plano, os valores reajustados e,
eventualmente, a chance de ganhar algum prêmio em sorteio.

 Compra Programada – são os títulos destinados a aquisição de um


bem. Nesta modalidade, a empresa de capitalização garante ao
comprador do título, no término do prazo de vigência, o resgate com
opção de receber o bem ou serviço previamente identificado na aquisição
do título

A vantagem dessa modalidade de título de capitalização é que não existe


necessidade de fiador e, visto que o comprador é responsável pelo seu

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título, o custo, em caso de inadimplência, não será repassado aos


demais que compraram o título da mesma série.

 Popular – são os títulos de baixo custo, cujo interesse está voltado às


chances de ganhar os sorteios programados. Desta forma, os resgates
do valor aplicado não interessam ao poupador, pois a remuneração é
baixíssima. Em contrapartida, o valor de cada prêmio individual para os
títulos com pagamento mensal não pode ser inferior a 12 vezes a quantia
dos pagamentos, mesmo quando houver mais de um sorteado.

 Promocional – inclui os títulos vinculados a promoção de bens e


serviços. O aplicador não adquire o título diretamente, mas sim a
empresa que o oferecesse com interesse em melhorar sua imagem.

Por exemplo, o caso de uma empresa que vende eletrodomésticos e


decide premiar os clientes que nunca atrasaram o pagamento. A
empresa adquire o título de capitalização e seus clientes concorrem aos
prêmios sorteados.

Abaixo, uma questão recente sobre o assunto:

08. (CESGRANRIO - Escriturário (BB)/2014) Os títulos de capitalização


são emitidos pelas sociedades de capitalização e têm por objeto o
depósito periódico de prestações pecuniárias pelo contratante, o qual
terá, depois de cumprido o prazo contratado, os direitos de concorrer a
sorteio de prêmios em dinheiro e o de

(A) resgatar o valor do título mediante lance em leilões periódicos.

(B) resgatar parte dos valores depositados corrigidos por uma taxa de juros.

(C) aplicar parte dos recursos em ações das bolsas de valores.

(D) concorrer a imóveis nos feirões da casa própria.

(E) concorrer a prêmios em barras de ouro.

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b) são recibos inegociáveis e intransferíveis.

c) contam com garantia do Fundo Garantidor de Crédito − FGC até R$


20.000,00.

d) são aplicações financeiras isentas de risco de crédito.

e) oferecem liquidez diária após carência de 30 dias.

Foi citado que a principal diferença entre CDB e RDB é a impossibilidade de


transferência que este apresenta.

Ou seja, o RDB é inegociável e intransferível.

GABARITO: LETRA B

 Renda Fixa

Os títulos de renda fixa, diferentemente do que o nome sugere, não


apresentam rendimento fixo, pois sua característica é devida às
condições de remuneração, que são fixas.

Vamos entender.

Um título de renda fixa pode ser entendido como um empréstimo. Ou


seja, o emissor, precisando captar recursos, emite o título em favor do
agente superavitário e fixa as condições de remuneração na emissão
do título

A remuneração pode ser variável. Por exemplo, o título pode ser


remunerado em função da inflação anual. Desta forma, quando o
índice de inflação anual for estabelecido, será determinada a
remuneração do título. Evidente que a inflação não é igual em todos os
anos, o que possibilita o rendimento variável ao título de renda fixa.

Portanto, Atenção! O título de renda fixa é fixo pois suas


condições são fixadas antes do lançamento.

Em geral, o retorno dos títulos de renda fixa podem ser pré ou pós-
fixados, ou seja, fixados antes do lançamento do título ou
determinados apenas no vencimento.

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O rendimento prefixado é aquele onde é possível saber quanto vai


render o seu investimento até o vencimento do título, pois o percentual
de remuneração (taxa de juros) é definido no momento da aplicação.

O rendimento pós-fixado, a remuneração é conhecida posteriormente


à aplicação, de acordo com a variação do indexador do produto e,
ainda, o percentual contratado no momento da aplicação.

 Forma de Investimento

Evidente que os CDBs são forma de investimento, senão sequer


estariam neste tópico da aula. Como já salientado, eles oferecem
rendimento ao adquirente (poupador) de maneira pré ou pós-fixada.

Desta forma, os CDBs são considerados como contas de depósito a


prazo.

Ou seja, o investidor deposita seus recursos e pode sacá-los no prazo


de vencimento. Evidente que há possibilidade de saque antecipado,
mas há incidência de custos e taxas que serão tratados adiante.

 Forma de Captação

As instituições financeiras emissoras dos CDBs os utilizam como


maneira de captação de recursos, pois utilizam os recursos captados
em suas operações ativas.

Por exemplo, podem emitir CDBs, pagando uma remuneração de 10%


ao ano, e utilizar os recursos em empréstimos bancários, remunerados
à taxa de 20% ao ano.

Desta forma, o spread de 10% calculado na operação serve de


remuneração ao banco.

Como já salienta, os CDBs são emitidos com prazo de vencimento, o


que o configura como depósito a prazo. A data de vencimento do título é
estabelecida anteriormente à aplicação. Ou seja, ao aplicar o poupador já
conhece a data de vencimento do título.

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As cotas são as fatias teóricas que dividem o patrimônio do fundo.


Por exemplo, se o patrimônio líquido de fundo é de R$ 100,00, divido em 100
quotas, cada uma vale R$ 1,00. O patrimônio líquido é aquilo que sobra
depois de pegarmos todos os bens do fundo e diminuirmos disso todos os
seus passivos (empréstimos devidos, débitos com os administradores etc.).

Os fundos de investimento podem ser organizados sob a forma de


condomínios abertos ou fechados. Nos fundos abertos, é permitida a entrada
de novos cotistas ou aumento do investimento de cotistas já participantes do
fundo. É permitido também o resgate de cotas, ou seja, o saque dos valores
aplicados no fundo mais o rendimento em dinheiro.

Nos fundos fechados, não é permitida a entrada ou saída de cotistas.


O fundo tem um período inicial de capitalização, quando o dinheiro entra no
fundo, mas, depois de encerrado esse período, os cotistas não podem
resgatar suas cotas. A única opção do cotista é a de vender sua cota para
terceiros.

Evidente que o fundo deve ser administrado por alguém. Este alguém
necessariamente deve ser uma pessoa jurídica autorizada pela CVM para
exercer a atividade, além de possuir diversas responsabilidades como
administrador.

Uma delas é avaliar o valor dos ativos do fundo diariamente, tendo


como referência o valor de mercado dos ativos.

Por exemplo, se o fundo adquire 1 mil ações da Petrobrás por R$


10,00 em 01.01.14 e, em 01.02.14, estas ações passam a valer R$ 11,00, o
valor da quota do fundo valorizou, estando obrigado o administrador a
apresentar esta quantia. Se o fundo é dividido em 10 mil cotas, o
administrador deve informar que cada cota vale R$ 1,10 ao final daquele dia.

O regulamento é o principal documento que regula o fundo de


investimento e nele estão descritas as regras relativas ao:

• Objetivo;

• Política de Investimento;

• Tipos de ativo negociados;

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• Riscos envolvidos nas operações;

• Taxas de administração e outras despesas do fundo; e

• Regime de tributação e outras informações relevantes.

As taxas normalmente cobradas pelos administradores do fundo são


a taxa de administração e, em alguns casos, a taxa de desempenho - que é
uma taxa cobrada quando o resultado do fundo supera certo valor percentual
previamente estabelecido (é um prêmio pela competência do gestor do
fundo). Alguns fundos podem também cobrar taxas de ingresso (quando se
faz o investimento) e de saída (quando se realiza o resgate).

Por sua vez, as despesas debitadas do fundo costumam ser:


despesas de corretagem (o quanto se paga para as corretoras realizarem as
operações do fundo), de custódia (para a empresa que “guarda” os títulos e
valores mobiliários) e liquidação financeira de operações (normalmente a
mesma empresa que faz a custódia, quando a operação é liquidada, ou seja,
muda o titular do bem) e de auditoria (que verifica as contas do fundo).

A classificação dos fundos de investimentos elencada abaixo é


proposta pela CVM, órgão supervisor destas entidades.

Os tipos principais são:

 Fundo de Curto Prazo – Investe seus recursos, exclusivamente, em


títulos públicos federais ou privados de baixo risco de crédito com prazo
máximo de 375 dias e prazo médio da carteira de, no máximo, 60 dias.

São fundos cuja rentabilidade geralmente está associada à taxa SELIC e


são considerados mais conservadores quanto ao risco, sendo
compatíveis com objetivos de investimento de curto prazo, pois suas
cotas são menos sensíveis às oscilações das taxas de juros.
Normalmente, são fundos abertos, ou seja, permite o ingresso e saída de
investidores (quotistas).

 Fundo Referenciado – O próprio nome do fundo sugere sua atividade,


pois deve acompanhar a variação do indicador de desempenho
(chamado de benchmark) definido em seu objetivo, mantendo, no

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mínimo, 95% de sua carteira composta por ativos que acompanhem


referido indicador.

Por exemplo, caso o fundo tenha como referencia a Taxa Selic, ao


menos 95% de suas aplicações deve estar remunerada a esta taxa.

 Fundo de Renda Fixa - Deve aplicar pelo menos 80% de seus recursos
em títulos de renda fixa e ter como principal fator de risco a variação da
taxa de juros e/ou de índice de preços.

 Fundos de Ações - São também chamados de fundos de renda variável


e devem investir, no mínimo, 67% de seu patrimônio em ações
negociadas em bolsa ou mercado de balcão organizado.

Alguns fundos deste tipo têm como objetivo de investimento acompanhar


ou superar a variação de um índice do mercado acionário, tal como o
Ibovespa. Como seu principal fator de risco é a variação nos preços das
ações que compõem sua carteira, podem ser compatíveis com objetivos
de investimento de longo prazo e que suportem uma maior exposição a
riscos em troca de uma expectativa de rentabilidade mais elevada.

 Fundos Cambiais - Devem manter, no mínimo, 80% de seu patrimônio


investido em ativos que sejam relacionados à variação de preços de uma
moeda estrangeira, ou a uma taxa de juros denominada cupom cambial/

Os mais conhecidos são os chamados Fundos Cambiais Dólar, que


buscam acompanhar a variação de cotação da moeda americana.

 Fundos de Dívida Externa - Devem aplicar, no mínimo, 80% de seu


patrimônio em títulos brasileiros negociados no mercado internacional.
Os 20% restantes podem ser aplicados em outros títulos de crédito
transacionados no exterior. Os títulos componentes de sua carteira são
mantidos fora do país. Para o investidor no Brasil, este fundo é uma
forma ágil e de baixo custo operacional para aplicar em papéis do
governo brasileiro negociados no exterior.

 Fundos Multimercado - Devem apresentar política de investimento que


envolva vários fatores de risco, sem o compromisso de concentração em
nenhum fator em especial, podendo investir em ativos de diferentes

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• Regular a constituição, organização, funcionamento e fiscalização dos


que exercerem atividades de seguros privados, bem como a aplicação
das penalidades previstas;

• Estipular índices e demais condições técnicas sobre tarifas,


investimentos e outras relações patrimoniais a serem observadas
pelas Sociedades Seguradoras;

• Fixar as características gerais dos contratos de seguros;

• Fixar normas gerais de contabilidade e estatística a serem observadas


pelas Sociedades Seguradoras;

• Estabelecer as diretrizes gerais das operações de resseguro (as quais


veremos adiante);

• Disciplinar as operações de cosseguro (quando o valor assegurado é


muito grande – imagine o valor que uma seguradora deveria pagar
para um shopping que pegasse fogo por completo – é comum duas
seguradoras prestarem juntas o serviço de seguro);

• Disciplinar a corretagem de seguros e a profissão de corretor;

• Regular o exercício do poder disciplinar das entidades


autorreguladoras do mercado de corretagem sobre seus membros,
inclusive do poder de impor penalidades e de excluir membros;

• Disciplinar a administração das entidades autorreguladoras do


mercado de corretagem e a fixação de emolumentos, comissões e
quaisquer outras despesas cobradas por tais entidades, quando for o
caso.

É interessante fazer uma comparação entre o CNSP e o CMN.

Vimos que este fixa as diretrizes e normas para as instituições


financeiras, bolsas, bancos de câmbio, outros intermediários financeiros e
administradores de recursos de terceiros.

O CNSP faz algo parecido, só que aplicado ao mercado de seguros


privados.

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09. (CESPE - Escriturário (BB)/2002) O Decreto-lei n.º 73, de 21/11/1966,


instituiu o Sistema Nacional de Seguros Privados (SNSP), composto por
diversas organizações públicas e privadas. A respeito desse sistema,
julgue o item abaixo.

As atribuições do CNSP incluem fixar diretrizes e normas da política de


seguros privados e estabelecer as diretrizes gerais das operações de
resseguro.

A principal função do CNSP é formular as diretrizes e normas para o setor do


Sistema Financeiro Nacional responsável pelos seguros privados. Dentre
estas operações de seguros privados estão incluídas as operações de
resseguros.

GABARITO: CORRETO

 Superintendência de Seguros Privados (Susep)

A Susep é o Banco Central no mercado de seguros privados. Ou


seja, exerce as atividades de supervisão deste mercado, assim como a CVM
as exerce no mercado de capitais.

Compete à SUSEP, na qualidade de executora da política traçada


pelo CNSP e como órgão fiscalizador da constituição, organização,
funcionamento e operações das Sociedades Seguradoras:

• Processar os pedidos de autorização, para constituição, organização,


funcionamento, fusão (união de duas seguradoras), encampação
(tomada de controle, pela Susep, de entidade por ela autorizada a
funcionar), grupamento, transferência de controle acionário e reforma
dos Estatutos das Sociedades Seguradoras, opinar sobre os mesmos
e encaminhá-los ao CNSP;

• Baixar instruções e expedir circulares relativas à regulamentação das


operações de seguro, de acordo com as diretrizes do CNSP;

• Fixar condições de apólices, planos de operações e tarifas a serem


utilizadas obrigatoriamente pelo mercado segurador nacional;

• Aprovar os limites de operações das Sociedades Seguradoras, de


conformidade com o critério fixado pelo CNSP;
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• Fiscalizar a execução das normas gerais de contabilidade e estatística


fixadas pelo CNSP para as Sociedades Seguradoras;

• Fiscalizar as operações das Sociedades Seguradoras, de acordo com


as leis e regulamentações vigentes, e aplicar as penalidades cabíveis;

• Proceder à liquidação das Sociedades Seguradoras que tiverem


cassada a autorização para funcionar no País.

Enquanto o CNSP estabelece as diretrizes do mercado de seguros


privados, a Susep exerce a supervisão deste mercado, com a fixação das
normas operacionais, fiscalização das entidades participantes, entre outras
atividades afins descritas acima.

Abaixo, mais questões:

10. (CESGRANRIO - Escriturário (BB)/2010) A Superintendência de


Seguros Privados (SUSEP) é o órgão responsável pelo controle e
fiscalização do mercado de seguros, previdência privada aberta e
capitalização. Em relação a esse órgão, considere as atribuições abaixo.

I – Cumprir e fazer cumprir as deliberações do Conselho Nacional de


Seguros Privados.

II – Zelar pela defesa dos interesses dos consumidores do mercado de


seguros, previdência privada aberta e capitalização.

III – Regular e fiscalizar as operações de compra e venda de ações e


títulos públicos realizadas no mercado balcão.

IV – Prover recursos financeiros para as sociedades do mercado de


seguros, previdência privada aberta e capitalização por meio de aporte
de capital, quando necessário.

V – Disciplinar e acompanhar os investimentos das entidades do


mercado de seguros, previdência privada aberta e capitalização, em
especial os efetuados em bens garantidores de provisões técnicas.

São atribuições da SUSEP APENAS

a) I, II e IV.

b) I, II e V.

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c) III, IV e V.

d) I, II, III e IV.

e) II, III, IV e V.

11. (CESGRANRIO - Escriturário (BB)/2012) O mercado de seguros


surgiu da necessidade que as pessoas e as empresas têm de se
associar para suportar coletivamente suas perdas individuais. Foram
criadas, então, as seguradoras, as corretoras de seguro, além de
algumas instituições encarregadas não só de fixar normas e políticas,
mas também de regular e fiscalizar esse mercado.

Com o surgimento de tal necessidade, qual instituição foi criada para,


além de fiscalizar as seguradoras e corretoras, também regulamentar as
operações de seguro, fixando as condições da apólice e dos planos de
operação e valores de tarifas?

a) Seguradora Líder

b) Câmara Especial de Seguros

c) Superintendência dos Seguros Privados

d) Conselho Nacional de Seguros Privados

e) Instituto de Resseguros do Brasil

12. (CESPE - Escriturário (BB)/2002) O Decreto-lei n.º 73, de 21/11/1966,


instituiu o Sistema Nacional de Seguros Privados (SNSP), composto por
diversas organizações públicas e privadas. A respeito desse sistema,
julgue o item abaixo.

Entre outras, são atribuições da SUSEP: fiscalizar a constituição, a


organização, o funcionamento e a operação das sociedades seguradoras, de
capitalização, entidades de previdência privada aberta e resseguradores, na
qualidade de executora da política traçada pelo CNSP; atuar no sentido de
proteger a captação de poupança popular que se efetue por meio das
operações de seguro, de previdência privada aberta, de capitalização e
resseguro.

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10. Vejamos os itens:

I – O CNSP é órgão que regulamenta o mercado de seguros privados, sendo


a Susep o órgão que supervisiona. Desta forma cabe à Susep cumprir e fazer
cumprir as determinações do CNSP.

II – Esta função é uma das principais exercidas pela Susep

III – O mercado de títulos públicos é supervisionado pelo BACEN

IV – Como assim? Prover recursos financeiros às sociedade


supervisionadas? Impossível. O orçamento da Susep consta no orçamento
público, sendo vedado este tipo de operação.

V - De fato, a Susep deve disciplinar e acompanhar os investimentos das


entidades do mercado de seguros, previdência privada aberta e
capitalização, em especial os efetuados em bens garantidores de provisões
técnicas, a fim de garantir que os negócios efetuados por estas sociedades
encontram-se de acordo com as normas regulamentares.

GABARITO: LETRA B

11. Acabamos de ver as atribuições da Susep. Dentre elas inclui-se a fixação


das condições da apólice e dos planos de operação e valores de tarifas.

GABARITO: LETRA C

12. Questão corretíssima.

E só memorizar as funções da Susep citadas acima.

Para facilitar, lembre-se da característica de entidade supervisora que a


Susep possui no mercado de seguros.

GABARITO: CERTO

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 Instituto de Resseguros do Brasil (IRB Brasil Resseguros S.A.)

O resseguro é o seguro das seguradoras, ou seja, a operação pela


qual a seguradora se alivia parcialmente de um seguro anteriormente feito,
contratando outro seguro com outra instituição seguradora.

Apesar de parecer meio estranho (afinal, porque uma seguradora


contrata um seguro, sendo que ela seguras as pessoas?), esta operação é
usual e se aplica muitas vezes aos grandes contratos de seguro.

Assim, caso uma seguradora faça um contrato de seguro de grande


proporção que, caso seja exercido, irá comprometer parte da saúde
financeira da instituição, ela pode também se proteger através da contratação
de um seguro do seguro.

Este conceito já é suficiente para resolver a seguinte questão:

13. (CESGRANRIO - Escriturário (BB)/2012) As seguradoras também se


preocupam com os riscos que as cercam por conta da possibilidade de
um colapso no mercado ou, até mesmo, pela ocorrência simultânea de
muitos sinistros.

Nesse sentido, para se aliviar parcialmente do risco de um seguro já


feito, a companhia poderá contrair um novo seguro em outra instituição,
através de uma operação denominada

a) corretagem de seguro

b) resseguro

c) seguro de incêndio

d) seguro de veículos

e) seguro de vida

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O seguro do seguro é chamado de resseguro. Serve para aliviar parcialmente


a sociedade seguradora do risco de um seguro já feito, como afirmado pela
questão.

GABARITO: LETRA B

O Instituto de Resseguros do Brasil (IRB Brasil Resseguros S.A.)


é uma companhia que faz resseguros.

Há uma interessante novidade em relação ao IRB Brasil Resseguros


S.A. Fundada como uma empresa de economia mista, ou seja, de capital
público e privado (mas controlado pelo setor público), em outubro de 2013 o
IRB Brasil Resseguros S.A. passou a ser uma entidade privada,
buscando ser mais competitivo e mais ágil nas suas decisões, bem como
buscar melhor rentabilidade dos ativos para atingir sua meta de se tornar um
dos maiores resseguradores globais nos próximos anos.

A legislação brasileira prevê três tipos de ressegurador: local,


admitido e eventual.

O ressegurador local, constituído sob a forma de sociedade anônima


e supervisionado pela Superintendência de Seguros Privados, é sediado no
Brasil

O ressegurador admitido é sociedade estrangeira com mais de


cinco anos de operação no mercado internacional. Precisa ser registrado na
Susep, ter escritório de representação no Brasil e manter conta em moeda
estrangeira vinculada à Susep para garantia de suas operações no país.

Deve atender a requisitos de capacidade econômica e financeira


mínima, de avaliação de solvência por agência classificadora de risco (rating
de crédito) e de garantias financeiras com aporte de recursos no país.

O ressegurador eventual é também sociedade estrangeira em


operação no país de origem há mais de cinco anos e sem escritório de
representação no Brasil.

Para registro na Susep, deverá apresentar capacidade econômica e


financeira mínima, avaliação de solvência por agência classificadora de risco

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(rating de crédito) e designar procurador residente no Brasil, com amplos


poderes administrativos e judiciais.

Resseguradores estrangeiros sediados em paraísos fiscais não


podem operar no mercado brasileiro. Entram nessa categoria os países
que não tributam a renda ou tributam com alíquota inferior a 20%.

Que tal mais uma questão da FCC?

14. (FCC - Escriturário (BB)/2011/1) Sobre operações de resseguro e


retrocessão realizadas no País, a legislação brasileira em vigor prevê

a) a possibilidade de contratação de Ressegurador Eventual sediado em


paraísos fiscais.

b) a possibilidade de contratação por meio de Ressegurador Local, Admitido


ou Eventual.

c) que o Ressegurador Local seja controlado por instituição financeira.

d) que sejam contratadas exclusivamente por intermédio do IRB-Brasil Re


(antigo Instituto de Resseguros do Brasil).

e) a dispensa, às companhias seguradoras nacionais, de repassar risco, ou


parte dele, a um ressegurador.

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Como citado acima, a legislação brasileira em vigor prevê a possibilidade de


contratação por meio de Ressegurador Local, Admitido ou Eventual.

GABARITO: LETRA B

 Sociedades Seguradoras

Sociedades Seguradoras são empresas, constituídas sob a forma


de sociedades anônimas, especializadas em pactuar contrato por meio
do qual assumem a obrigação de pagar ao contratante (segurado), ou a
quem este designar, uma indenização, no caso em que advenha o risco
indicado e temido, recebendo, para isso, o prêmio estabelecido.

Como citado, as Sociedades Seguradoras são as entidades que


fazem o seguro em si.

No entanto, elas podem apenas operar em seguros para os quais


tenham autorização, planos que veremos no próximo tópico da aula.

Ou seja, a seguradora não pode contratar planos de seguro que não


esteja autorizada, não está permitida a exercer qualquer atividade que não
seja a de seguradora, além de precisar manter as reservas técnicas
necessárias segundo regulamentação vigente.

Reservas técnicas são fundos de recursos, em dinheiro ou em


aplicações de fácil liquidação, que devem permanecer disponíveis para o
pagamento de possíveis sinistros dos contratos de seguro vendidos. As
reservas técnicas devem ter tamanho suficiente, segundo as metodologias
estabelecidas pelo CNSP e pela SUSEP, para garantir os eventuais sinistros.

É vedado às Sociedades Seguradoras reter responsabilidades cujo


valor ultrapasse os limites técnico, fixados pela SUSEP de acordo com as
normas aprovadas pelo CNSP, ou seja, não podem ser responsáveis por
mais contratos de seguro do que a sua reserva técnica possibilita.

As apólices, certificados e bilhetes de seguro mencionarão a


responsabilidade máxima da Sociedade Seguradora, expressa em moeda
nacional, para cobertura dos riscos neles descritos e caracterizados.

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Em caso de insuficiência de cobertura das reservas técnicas ou de


má situação econômico-financeira da Sociedade Seguradora, a critério da
SUSEP, poderá esta nomear, por tempo indeterminado, às expensas da
Sociedade Seguradora, um diretor-fiscal com as atribuições e vantagens que
lhe forem indicadas pelo CNSP, além de tomar outras providências cabíveis,
inclusive fiscalização especial.

Vejamos a seguinte questão:

15. (CESPE - Escriturário (BB)/2002) O Decreto-lei n.º 73, de 21/11/1966,


instituiu o Sistema Nacional de Seguros Privados (SNSP), composto por
diversas organizações públicas e privadas. A respeito desse sistema,
julgue o item abaixo.

Fazem parte do SNSP: o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), a


SUSEP, o IRB Brasil Resseguros S.A. (IRB), as sociedades autorizadas a
operar em seguros privados e capitalização, as entidades de previdência
privada aberta e os corretores habilitados.

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Os seguros de pessoas podem ser contratados de forma individual


ou coletiva. Nos seguros coletivos, os segurados aderem a uma apólice
contratada por um estipulante, que tem poderes de representação dos
segurados perante a seguradora, nos termos da regulamentação vigente.

Os seguros de pessoas podem também ter cobertura por


sobrevivência (o mais conhecido tipo é o VGBL), hipótese na qual o dinheiro
dos prêmios pagos pelo segurado é investido no mercado financeiro e,
depois de certo momento, podem ser resgatados em montante que depende
da rentabilidade dos investimentos realizados (além de o segurado ter seguro
de vida ou outro tipo de seguro pessoal contratado).

 Seguro de Patrimônio

O seguro de patrimônio é direcionado a cobertura de sinistros


relativos ao imóvel residencial, condominial e empresarial, além de seu
conteúdo, como móveis, eletrodomésticos e itens afins.

São também chamados de seguros compreensivos (cuidado com


esta terminologia, pois a banca pode tentar te confundir com nomes mais
difíceis).

Em geral, este produto segura seus adquirentes contra eventuais


sinistros causados por incêndios, panes elétricas, roubo e furto, terremoto e
outros acidentes naturais (furacões, por exemplo), desmoronamento e outros.

 Seguro de Veículos

Talvez o mais popular de todos os seguros, o seguro de veículos


garante eventuais sinistros contra veículos do segurado geralmente
relacionados a colisões, roubos, incêndios, terceiros, assistência técnica do
veículo e equipamentos interiores do veículo.

Existem duas modalidades de seguros de veículos:

• Valor referenciado – os danos são indenizados de acordo com


certos valores de referencia. Por exemplo, caso o carro seja
roubado, a indenização será feita com base no valor de mercado
do veículo, geralmente estabelecido pela Tabela FIPE.

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• Valor determinado – as indenizações são estabelecidas de acordo


com valores predeterminados no contrato de seguro. Usando o
mesmo exemplo do roubo acima, em caso de sinistro o valor do
carro a ser pago ao segurado já está determinado no contrato de
seguro.

 Seguro Rural

O Seguro Rural é um dos mais importantes instrumentos de política


agrícola, por permitir ao produtor proteger-se contra perdas decorrentes
principalmente de fenômenos climáticos adversos.

Contudo, é mais abrangente, cobrindo não só a atividade agrícola,


mas também a atividade pecuária, o patrimônio do produtor rural, seus
produtos, o crédito para comercialização desses produtos, além do seguro de
vida dos produtores.

O objetivo maior do Seguro Rural é oferecer coberturas que, ao


mesmo tempo, atendam ao produtor e à sua produção, à sua família, à
geração de garantias a seus financiadores, investidores, parceiros de
negócios, todos interessados na maior diluição possível dos riscos, pela
combinação dos diversos ramos de seguro.

Existem as seguintes modalidades de seguro rural:

• Seguro Agrícola: Este seguro cobre as explorações agrícolas


contra perdas decorrentes principalmente de fenômenos
meteorológicos. Cobre basicamente a vida da planta, desde sua
emergência até a colheita, contra a maioria dos riscos de origem
externa, tais como, incêndio e raio, tromba d'água, ventos fortes,
granizo, geada, chuvas excessivas, seca e variação excessiva de
temperatura.

• Seguro Pecuário: Este seguro tem por objetivo garantir o


pagamento de indenização em caso de morte de animal destinado,
exclusivamente, ao consumo, produção, cria, recria, engorda ou
trabalho por tração.

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Os animais destinados à reprodução por monta natural, coleta de


sêmen ou transferência de embriões, cuja finalidade seja,
exclusivamente, o incremento e/ou melhoria de plantéis daqueles
animais mencionados no parágrafo anterior, estão também
enquadrados na modalidade de seguro pecuário.

• Seguro Aquícola: Este seguro garante indenização por morte e/ou


outros riscos inerentes à animais aquáticos (peixes, crustáceos, ...)
em consequência de acidentes e doenças.

• Seguro de Benfeitorias e Produtos Agropecuários: Este seguro tem


por objetivo cobrir perdas e/ou danos causados aos bens,
diretamente relacionados às atividades agrícola, pecuária,
aquícola ou florestal, que não tenham sido oferecidos em garantia
de operações de crédito rural.

• Seguro de Penhor Rural: O Seguro de Penhor Rural tem por


objetivo cobrir perdas e/ou danos causados aos bens, diretamente
relacionados às atividades agrícola, pecuária, aquícola ou florestal,
que tenham sido oferecidos em garantia de operações de crédito
rural.

• Seguro de Florestas: Este seguro tem o objetivo de garantir


pagamento de indenização pelos prejuízos causados nas florestas
seguradas, identificadas e caracterizadas na apólice, desde que
tenham decorrido diretamente de um ou mais riscos cobertos.

• Seguro de Vida: Este seguro é destinado ao produtor rural,


devedor de crédito rural, e terá sua vigência limitada ao período de
financiamento, sendo que o beneficiário será o agente financiador.

• Seguro de Cédula do Produto Rural - CPR: O seguro de CPR tem


por objetivo garantir ao segurado o pagamento de indenização, na
hipótese de comprovada falta de cumprimento, por parte do
tomador, de obrigações estabelecidas na CPR.

Para finalizar o assunto, segue a seguinte questão:

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16. O mercado de seguros é cada vez mais crescente no Brasil. As


seguradoras oferecem uma gama diferenciada de produtos e
subprodutos para atender a essa grande demanda. O seguro de
acidentes pessoais, por exemplo, garante o pagamento de indenização
em caso de

(A) colisão do automóvel do segurado com veículos de terceiros, desde que


esteja estipulado na apólice.

(B) perda total do veículo sem danos ao segurado, desde que especificado
na apólice.

(C) paralisação das atividades laborais do segurado durante o período de


uma eventual internação hospitalar causada por doença crônica.

(D) invalidez permanente, total ou parcial, por acidente, ou indenização ao


beneficiário em caso de falecimento do segurado.

(E) incêndio, enchente ou qualquer outro tipo de fenômeno climático que


danifique a residência do segurado.

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O seguro de acidentes pessoais, como o nome sugere, resguarda o indivíduo


(e seu beneficiário) em relação a contingência ocorridas contra sua
integridade física e mental, como ) invalidez permanente, total ou parcial, por
acidente, ou indenização ao beneficiário em caso de falecimento do
segurado.

GABARITO: LETRA D

9. PREVIDÊNCIA PRIVADA

Todos os trabalhadores (empregados formais) deste país contribuem


para algum regime de previdência. Se parte da iniciativa privada, contribuem
para o INSS; se parte do funcionalismo público, contribuem o Regime Próprio
de Previdência do Ente a que esta vinculado. Por exemplo, se funcionário do
governo federal, contribui para o regime federal de previdência.

Pois bem. No entanto, nem sempre este plano de previdência é


suficiente para suprir as necessidades após a aposentadoria que terá o
trabalhador.

Desta forma, é facultada à pessoa aderir a um plano de previdência


privada, também chamado de previdência complementar, o qual
complementa a previdência oficial e classifica-se como um seguro de vida,
ou seja, protege o indivíduo de contingências relacionada a sua própria vida,
tais como invalidez, morte, aposentadoria e perda de renda, doença, e assim
por diante.

A principal função dos planos de previdência é manter o padrão de


renda e consumo do indivíduo. Ou seja, é um sistema que acumula recursos
e garante uma renda mensal no futuro, especialmente no período em que se
deseja parar de trabalhar.

Os interessados em adquirir um plano de previdência privada se


comprometem a contribuir periodicamente (por exemplo , mensalmente) com
determinado prêmio. Com base no valor do prêmio (contribuição à

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previdência) é calculado o valor do benefício, isto é, o valor que o adquirente


irá receber também periodicamente no futuro.

Por exemplo. Você, interessado em garantir aquela renda extra no


futuro, decide pagar um valor de R$ 1 mil mensalmente ao plano de
previdência complementar. Com base nesta contribuição, que será feita por,
digamos, 20 anos, é possível receber mensalmente um valor de R$ 1,5 mil
durante os 20 anos posteriores. Evidente que estes valores são apenas
suposições, nada tendo de real.

O que nos convém para a prova é saber como se dividem as


entidades de previdência privada e quais produtos oferecem.

Primeiro, vamos compreender como elas se dividem. São


classificadas em sociedades fechada ou aberta.

A sociedade de previdência privada fechada, considerada


fundação ou sociedade civil sem fins lucrativos, é formada dentro do
ambiente das empresas, formada por seus empregados e seus benefícios
são custeados pelo empregador e pelos próprios funcionários. É por isto que
são consideradas “fechadas”, visto estarem limitadas ao ambiente de alguma
empresa ou ente público (União, Estados e Municípios).

As entidades fechadas de previdência complementar, são


fiscalizadas pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar
(PREVIC) e regulamentadas pelo Conselho Nacional de Previdência
Complementar (CNPC).

Fazendo um paralelo ao mercado de seguros, enquanto as


seguradoras são supervisionadas pela Susep e regulamentadas pelo CNSP,
as entidades de previdência fechada são supervisionadas pelas PREVIC e
regulamentadas pelo CNPC.

Vamos ver como este tema é cobrado?

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17. (CESPE - Escriturário (BB)/2002) No Sistema Financeiro Nacional,


existem órgãos de regulação e fiscalização que se encarregam de
verificar o cumprimento das leis e normas administrativas referentes às
atividades das instituições sob sua jurisdição.

Com relação a esse contexto, julgue o item abaixo.

Todas as entidades ligadas aos sistemas de previdência e seguros são


supervisionadas unicamente pela Superintendência de Seguros Privados
(SUSEP).

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Errado.

Acabamos de citar que as entidades fechadas de previdência complementar,


são fiscalizadas pela Superintendência Nacional de Previdência
Complementar (PREVIC).

GABARITO: ERRADO

Por fim, apenas é preciso detalhar de fato quem pode participar dos
planos de previdência fechado:

 empregados de uma empresa ou grupo de empresas e aos servidores


da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, entes
denominados patrocinadores; e

 associados ou membros de pessoas jurídicas de caráter profissional,


classista ou setorial, denominadas instituidores.

O tema é recorrente em concursos, conforme questão abaixo:

18. (FCC - Escriturário (BB)/2010) As entidades fechadas de previdência


complementar, também conhecidas como fundos de pensão, são
organizadas sob a forma de

a) fundos PGBL − Plano Gerador de Benefício Livre.

b) fundos VGBL − Vida Gerador de Benefício Livre.

c) empresas vinculadas ao Ministério da Fazenda e fiscalizadas pela SUSEP


– Superintendência de Seguros Privados.

d) planos que devem ser oferecidos a todos os colaboradores e que também


podem ser adquiridos por pessoas que não tenham vínculo empregatício com
a empresa patrocinadora.

e) fundação ou sociedade civil, sem fins lucrativos e acessíveis,


exclusivamente, aos empregados de uma empresa ou grupo de empresas.

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As entidades fechadas de previdência complementar são organizadas


obrigatoriamente como fundação ou sociedade civil, sem fins lucrativos.

Adicionalmente, é preciso lembrar que são a acessíveis, exclusivamente, aos


empregados de uma empresa ou grupo de empresas.

GABARITO: LETRA E

Por sua vez, a sociedade de previdência complementar aberta,


sociedade anônima com ou sem fim lucrativo, oferece planos de previdência
de forma continuada, ou pagamento único, a interessados diversos, e por isto
é chamada de sociedade livre.

Estas sociedades são supervisionadas pela Susep.

Portanto, Atenção! A sociedade de previdência aberta é


supervisionada pela Susep e regulamentada pelo CNSP, enquanto a
fechada, pela Previc e regulamentada pelo CNPC.

Em relação aos benefícios, os planos previdenciários podem ser


contratados de forma individual ou coletiva e oferecer, juntos ou
separadamente, os seguintes tipos básicos de benefício:

 Renda por sobrevivência: renda a ser paga ao participante do plano


que sobreviver ao prazo contratado, geralmente denominada
aposentadoria.

 Renda por invalidez: renda a ser paga ao participante em decorrência


de sua invalidez total e permanente ocorrida durante o período de
cobertura e depois de cumprido o período de carência estabelecido no
plano (carência é o período antes do qual o participante não pode se
beneficiar do seguro).

 Pensão por morte: renda a ser paga ao(s) beneficiário(s) indicado(s) na


proposta de inscrição em decorrência da morte do participante ocorrida
durante o período de cobertura e depois de cumprido o período de
carência estabelecido no plano.

 Pecúlio por morte: importância em dinheiro, pagável de uma só vez


ao(s) beneficiário(s) indicado(s) na proposta de inscrição, em decorrência

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da morte do participante ocorrida durante o período de cobertura e depois


de cumprido o período de carência estabelecido no plano.

Abaixo, mais uma questão da FCC:

19. (FCC - Escriturário (BB)/2011) As Entidades Abertas de Previdência


Complementar caracterizam-se por

a) terem como órgão responsável a Superintendência Nacional de


Previdência Complementar − PREVIC.

b) não permitirem a portabilidade da provisão matemática de benefícios a


conceder.

c) proporcionarem planos com benefício de renda por sobrevivência, renda


por invalidez, pensão por morte, pecúlio por morte e pecúlio por invalidez.

d) aceitarem contratação de planos previdenciários exclusivamente de forma


individual.

e) oferecerem planos destinados apenas a funcionários de uma empresa ou


grupo de empresas.

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Vejamos as alternativas:

a) A PREVIC exerce supervisão sobre as entidades fechadas de previdência.

b) A portabilidade é permitida e um dos principais atrativos das entidades


abertas de previdência complementar. Ou seja, caso o investidor esteja
interessado em mudar de plano de previdência aberto, pode fazer isto e levar
consigo os valores antes aplicados.

c) Item correto. Como citado logo acima, os referidos planos proporcionam


benefícios de renda por sobrevivência, renda por invalidez, pensão por morte,
pecúlio por morte e pecúlio por invalidez.

d) Aceitam planos individuais e coletivos

c) Planos destinados apenas a funcionários de uma empresa ou grupo de


empresas são oferecidos por entidades fechadas de previdência
complementar.

GABARITO: LETRA C

As espécies de planos de previdência acima listadas podem ser


oferecidas tanto pelas entidades abertas, como fechadas, e são conhecidos
como planos tradicionais.

Não obstante, inovações financeiras possibilitaram a criação de


novos planos de previdência complementar, que são mais rentáveis aos
seus aplicadores e, desta forma, mais atrativos.

Abaixo, seguem listados os principais:

 Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL): durante o período de


contribuição tem como critério de remuneração da provisão matemática
de benefícios a conceder a rentabilidade da carteira de investimentos do
Fundo de Investimento Estruturado instituído para o plano, ou seja, não
há garantia de remuneração mínima.

No contrato de PGBL, é indicada a data de concessão de benefícios


escolhida pelo participante. O valor do benefício é calculado em função
da provisão matemática de benefícios a conceder na data da concessão

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do benefício e do tipo de benefício contratado, de acordo com os fatores


de renda apresentados na proposta de inscrição (pode ser renda mensal
vitalícia, renda mensal temporária, renda mensal vitalícia reversível a um
beneficiário ou pagamento único quando encerrado o período de
diferimento).

Outra importante característica do PGBL é ao benefício fiscal que


concede. As contribuições periódicas podem ser abatidas do cálculo do
Imposto de Renda até o limite de 12% da renda bruta do investidor e o
saldo aplicado é tributado apenas no momento do saque. Ou seja, o
PGBL permite que o pagamento do imposto de renda sobre o total
aplicado seja diferido, o que não deixa de ser um benefício fiscal.
Mesmo que o investidor pretenda mudar de PGBL, pode migrar seu saldo
aplicado para outro plano sem pagar IR.

 Plano de Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBL): semelhante ao


PGBL em suas principais características, com apenas uma diferença
relevante.

Enquanto no PGBL é possível deduzir o valor aplicado do Imposto de


Renda, no VGBL não há esta possibilidade.

Mas, qual seria então a vantagem financeira do VGBL?

No momento do saque da aplicação, o Imposto de Renda incide


apenas sobre a remuneração do plano de previdência, enquanto que
no PGBL o imposto incide sobre o valor total aplicado.

 Plano com Remuneração Garantida e Performance (PRGP): planos


também semelhantes ao PGBL.

A principal diferença é que, nos PRGP, a entidade administradora do


plano garante uma rentabilidade definida no contrato e atualizada pela
inflação.

No caso do PGBL, como já citado, não há tal garantia.

Para finalizar a aula, segue questão da FCC:

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20. (FCC - Escriturário (BB)/2011) Os planos de previdência da


modalidade Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) são
regulamentados

a) pela Comissão de Valores Mobiliários.

b) pelo Banco Central do Brasil.

c) pelo Conselho Monetário Nacional.

d) pela Superintendência de Seguros Privados.

e) pela Caixa Econômica Federal.

As entidades fechadas de previdência complementar, são fiscalizadas pela


Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC).

No entanto, as entidades de previdência que oferecem PGBL são abertas e,


desta forma, supervisionadas pela Susep.

GABARITO: LETRA D

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10. LISTA DE QUESTÕES APRESENTADAS

01. (CESGRANRIO - Escriturário (BB)/2012) Nos dias de hoje, o uso do


“dinheiro de plástico” está superando cada vez mais outras
modalidades de pagamento, que, com o passar dos anos, estão ficando
obsoletas.

Um tipo de “dinheiro de plástico” muito utilizado no comércio de rua é o

a) cartão cidadão

b) cartão de crédito

c) cartão de senhas

d) talão de cheques

e) internet banking

Vimos que o dinheiro de plástico é composto pelos cartões de crédito e


débito. Portanto, a resposta é cartão de crédito.

GABARITO: LETRA B

02. (CESGRANRIO - Escriturário (BB)/2012) Com o crescente avanço


tecnológico, está cada vez mais fácil realizar operações bancárias sem
que se precise ir pessoalmente a uma agência.

Que nome se dá ao tipo de acesso bancário realizado em terminais de


computadores, caixas eletrônicos e bancos 24 horas?

a) Banco de Dados

b) Débito Automático

c) Home Office Banking

d) Internet Banking

e) Remote Banking

As facilidades bancárias advindas do avanço tecnológico têm tornado mais


eficiente as operações bancárias.

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Sobre este tema, destacam-se os serviços de débito automático, internet


banking e remote banking.

O primeiro é relativo aos débitos automaticamente efetuados de contas,


mediante autorização do cliente, tais como água, luz, telefone, entre outras.
A facilidade que confere é autoexplicativa.

Os serviços de internet banking são formados por aqueles em que o cliente


bancário pode realizar as transações pelo computador. Pagamento de
contas, transferências, investimentos, entre outros, sem necessitar ir à
agência bancária.

Já os serviços de remote banking são aqueles realizados em terminais de


computadores, caixas eletrônicos e bancos 24 horas. Ou seja, são feitos
de maneira remota, fora do tradicional ambiente de caixas da agência
bancária.

GABARITO: LETRA E

03. (CESPE - Escriturário (BB)/2002) O cartão de crédito é um serviço de


intermediação que permite ao consumidor adquirir bens e serviços em
estabelecimentos comerciais previamente credenciados mediante a
comprovação de sua condição de usuário. Essa comprovação é
geralmente realizada no ato da aquisição, mediante apresentação do
cartão ao estabelecimento comercial. O cartão é emitido pelo prestador
do serviço de intermediação, chamado genericamente de
administradora de cartão de crédito, que pode ser um banco.

Acerca desse assunto, julgue o item subsequente.

O Banco Central do Brasil (BACEN) autoriza e fiscaliza o funcionamento das


empresas administradoras de cartão de crédito.

Precisamos analisar esta questão com calma.

As atividades de emissão de cartão de crédito exercidas por instituições


financeiras estão sujeitas à regulamentação baixada pelo Conselho
Monetário Nacional (CMN) e pelo Banco Central do Brasil, nos termos dos
artigos 4º e 10 da Lei 4.595, de 1964. Todavia, nos casos em que a emissão

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do cartão de crédito não tem a participação de instituição financeira, não se


aplica a regulamentação do CMN e do Banco Central.

Portanto, o Bacen não autoriza e fiscaliza o funcionamento de todas as


empresas administradoras de cartão de crédito, tendo em vista que nem
todas estão relacionadas a instituições financeiras.

GABARITO: ERRADO

04. (CESPE - Escriturário (BB)/2002/1) O cartão de crédito é um serviço


de intermediação que permite ao consumidor adquirir bens e serviços
em estabelecimentos comerciais previamente credenciados mediante a
comprovação de sua condição de usuário. Essa comprovação é
geralmente realizada no ato da aquisição, mediante apresentação do
cartão ao estabelecimento comercial. O cartão é emitido pelo prestador
do serviço de intermediação, chamado genericamente de
administradora de cartão de crédito, que pode ser um banco. Acerca
desse assunto, julgue o item subsequente.

A empresa emitente do cartão, de acordo com o contrato firmado com o


consumidor, fica ilimitada e solidariamente responsável pelo pagamento das
aquisições feitas por ele com o uso do cartão.

A empresa que emite o cartão não possui responsabilidades quanto ao


inadimplemento do pagamento da fatura do carão. Como vimos, o emissor,
geralmente uma instituição financeira, ou banco, q se compromete a efetuar
os pagamentos pelo titular do cartão, o que não significa que ele é também
responsável pelo crédito.

GABARITO: ERRADO

05. (FCC - Escriturário (BB)/2010) As cadernetas de poupança


remuneram o investidor à taxa de juros de 6% ao ano com capitalização

a) mensal e atualização pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor


Amplo − IPCA.

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b) trimestral e atualização pela Taxa Referencial − TR.

c) semestral e atualização pelo Índice Geral de Preços − IGP.

d) mensal e atualização pela Taxa Referencial − TR.

e) diária e atualização pelo Índice Geral de Preços do Mercado − IGP-M.

Questão importantíssima, que merece nossa atenção.

Como citado, a mudança recente na remuneração da caderneta de poupança


colocou duas novas regras.

Quando a Taxa Selic se encontrar abaixo de 8,5% a.a., a remuneração da


poupança é de 70% da Selic mais TR. Caso contrário, é de 0,5% a.m. mais
TR, o que resulta em 6% ao ano com capitalização mensal mais TR.

Portanto, e Letra D está correta tão somente se a Taxa Selic estiver acima de
8,5% a.a.

GABARITO: LETRA D

06. (FCC - Escriturário (BB)/2011) As aplicações em cadernetas de


poupança

a) não contam com proteção adicional do Fundo Garantidor de Crédito


(FGC).

b) realizadas nos dias 29, 30 e 31 de cada mês terão como data de


aniversário o último dia útil do mês seguinte.

c) de pessoas jurídicas com fins lucrativos sofrem tributação de 22,5% sobre


o rendimento nominal.

d) são permitidas apenas para contribuintes maiores de idade.

e) são vedadas para pessoas jurídicas imunes à tributação ou sem fins


lucrativos.

Vejamos as alternativas:

a) As proteções concedidas pelo FGC serão vistas em aula posterior. No


momento, cabe saber que, no caso da caderneta de poupança, a proteção é
de R$ 250 mil por instituição.

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b) realizadas nos dias 29, 30 e 31 de cada mês terão como data de


aniversário o primeiro dia útil do mês seguinte.

c) A Banca considerou esta questão como correta.

De fato, nas aplicações de até de 180 dias na caderneta de poupança para


pessoas jurídicas há a incidência de alíquota de 22,5% sobre o rendimento.

No entanto, se o prazo de aplicação for mais de 180 dias a alíquota é menor.

d) são permitidas para qualquer cidadão

e) as entidades sem fins lucrativos estão autorizadas a aplicar valores na


caderneta de poupança com isenção de imposto de renda sobre a renda
gerada.

GABARITO: LETRA C

07. (CESPE - Escriturário (BB)/2002) Um investidor procurou uma


agência do BB e disse ao gerente que queria aplicar seus recursos sem
muito risco, preferindo uma rentabilidade baixa a correr risco de perder
dinheiro. O investidor informou, ainda, que gostaria de poder reaver
seus recursos com rapidez, caso precisasse, embora não fosse esse o
seu objetivo.

Em função da demanda apresentada pelo cliente, seria correto o gerente


indicar aplicação no (a)

Caderneta de poupança.

Questão que nos faz pensar um pouco.

Se o investidor procura pouco risco e liquidez, mesmo que a aplicação


apresente uma baixa rentabilidade, o mais indicado é a caderneta de
poupança.

Ressalta-se que o recente aumento da Taxa Selic tornou novamente a


poupança uma aplicação com melhor retorno.

GABARITO: CERTO

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08. (CESGRANRIO - Escriturário (BB)/2014) Os títulos de capitalização


são emitidos pelas sociedades de capitalização e têm por objeto o
depósito periódico de prestações pecuniárias pelo contratante, o qual
terá, depois de cumprido o prazo contratado, os direitos de concorrer a
sorteio de prêmios em dinheiro e o de

(A) resgatar o valor do título mediante lance em leilões periódicos.

(B) resgatar parte dos valores depositados corrigidos por uma taxa de juros.

(C) aplicar parte dos recursos em ações das bolsas de valores.

(D) concorrer a imóveis nos feirões da casa própria.

(E) concorrer a prêmios em barras de ouro.

As alternativas são absurdas, salvo a Letra B.

De fato, além de prêmios, o título de capitalização proporciona o saque de


parte do valor aplicado mais um rendimento.

GABARITO: LETRA B

09. (FCC - Escriturário (BB)/2010) Os depósitos a prazo feitos pelo


cliente em bancos comerciais e representados por RDB

a) são títulos de crédito.

b) são recibos inegociáveis e intransferíveis.

c) contam com garantia do Fundo Garantidor de Crédito − FGC até R$


20.000,00.

d) são aplicações financeiras isentas de risco de crédito.

e) oferecem liquidez diária após carência de 30 dias.

Foi citado que a principal diferença entre CDB e RDB é a impossibilidade de


transferência que este apresenta.

Ou seja, o RDB é inegociável e intransferível.

GABARITO: LETRA B

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10. (CESPE - Escriturário (BB)/2002) O Decreto-lei n.º 73, de 21/11/1966,


instituiu o Sistema Nacional de Seguros Privados (SNSP), composto por
diversas organizações públicas e privadas. A respeito desse sistema,
julgue o item abaixo.

As atribuições do CNSP incluem fixar diretrizes e normas da política de


seguros privados e estabelecer as diretrizes gerais das operações de
resseguro.

A principal função do CNSP é formular as diretrizes e normas para o setor do


Sistema Financeiro Nacional responsável pelos seguros privados. Dentre
estas operações de seguros privados estão incluídas as operações de
resseguros.

GABARITO: CORRETO

11. (CESGRANRIO - Escriturário (BB)/2010) A Superintendência de


Seguros Privados (SUSEP) é o órgão responsável pelo controle e
fiscalização do mercado de seguros, previdência privada aberta e
capitalização. Em relação a esse órgão, considere as atribuições abaixo.

I – Cumprir e fazer cumprir as deliberações do Conselho Nacional de


Seguros Privados.

II – Zelar pela defesa dos interesses dos consumidores do mercado de


seguros, previdência privada aberta e capitalização.

III – Regular e fiscalizar as operações de compra e venda de ações e


títulos públicos realizadas no mercado balcão.

IV – Prover recursos financeiros para as sociedades do mercado de


seguros, previdência privada aberta e capitalização por meio de aporte
de capital, quando necessário.

V – Disciplinar e acompanhar os investimentos das entidades do


mercado de seguros, previdência privada aberta e capitalização, em
especial os efetuados em bens garantidores de provisões técnicas.

São atribuições da SUSEP APENAS

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a) I, II e IV.

b) I, II e V.

c) III, IV e V.

d) I, II, III e IV.

e) II, III, IV e V.

Vejamos os itens:

I – O CNSP é órgão que regulamenta o mercado de seguros privados, sendo


a Susep o órgão que supervisiona. Desta forma cabe à Susep cumprir e fazer
cumprir as determinações do CNSP.

II – Esta função é uma das principais exercidas pela Susep

III – O mercado de títulos públicos é supervisionado pelo Bacen

IV – Como assim? Prover recursos financeiros às sociedade


supervisionadas? Impossível. O orçamento da Susep consta no orçamento
público, sendo vedado este tipo de operação.

V - De fato, a Susep deve disciplinar e acompanhar os investimentos das


entidades do mercado de seguros, previdência privada aberta e
capitalização, em especial os efetuados em bens garantidores de provisões
técnicas, a fim de garantir que os negócios efetuados por estas sociedades
encontram-se de acordo com as normas regulamentares.

GABARITO: LETRA B

12. (CESGRANRIO - Escriturário (BB)/2012) O mercado de seguros


surgiu da necessidade que as pessoas e as empresas têm de se
associar para suportar coletivamente suas perdas individuais. Foram
criadas, então, as seguradoras, as corretoras de seguro, além de
algumas instituições encarregadas não só de fixar normas e políticas,
mas também de regular e fiscalizar esse mercado.

Com o surgimento de tal necessidade, qual instituição foi criada para,


além de fiscalizar as seguradoras e corretoras, também regulamentar as
operações de seguro, fixando as condições da apólice e dos planos de
operação e valores de tarifas?

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a) Seguradora Líder

b) Câmara Especial de Seguros

c) Superintendência dos Seguros Privados

d) Conselho Nacional de Seguros Privados

e) Instituto de Resseguros do Brasil

Acabamos de ver as atribuições da Susep. Dentre elas inclui-se a fixação das


condições da apólice e dos planos de operação e valores de tarifas.

GABARITO: LETRA C

13. (CESPE - Escriturário (BB)/2002) O Decreto-lei n.º 73, de 21/11/1966,


instituiu o Sistema Nacional de Seguros Privados (SNSP), composto por
diversas organizações públicas e privadas. A respeito desse sistema,
julgue o item abaixo.

Entre outras, são atribuições da SUSEP: fiscalizar a constituição, a


organização, o funcionamento e a operação das sociedades seguradoras, de
capitalização, entidades de previdência privada aberta e resseguradores, na
qualidade de executora da política traçada pelo CNSP; atuar no sentido de
proteger a captação de poupança popular que se efetue por meio das
operações de seguro, de previdência privada aberta, de capitalização e
resseguro.

Questão corretíssima.

E só memorizar as funções da Susep citadas acima.

Para facilitar, lembre-se da característica de entidade supervisora que a


Susep possui no mercado de seguros.

GABARITO: CERTO

14. (CESGRANRIO - Escriturário (BB)/2012) As seguradoras também se


preocupam com os riscos que as cercam por conta da possibilidade de

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um colapso no mercado ou, até mesmo, pela ocorrência simultânea de


muitos sinistros.

Nesse sentido, para se aliviar parcialmente do risco de um seguro já


feito, a companhia poderá contrair um novo seguro em outra instituição,
através de uma operação denominada

a) corretagem de seguro

b) resseguro

c) seguro de incêndio

d) seguro de veículos

e) seguro de vida

O seguro do seguro é chamado de resseguro. Serve para aliviar parcialmente


a sociedade seguradora do risco de um seguro já feito, como afirmado pela
questão.

GABARITO: LETRA B

15. (FCC - Escriturário (BB)/2011/1) Sobre operações de resseguro e


retrocessão realizadas no País, a legislação brasileira em vigor prevê

a) a possibilidade de contratação de Ressegurador Eventual sediado em


paraísos fiscais.

b) a possibilidade de contratação por meio de Ressegurador Local, Admitido


ou Eventual.

c) que o Ressegurador Local seja controlado por instituição financeira.

d) que sejam contratadas exclusivamente por intermédio do IRB-Brasil Re


(antigo Instituto de Resseguros do Brasil).

e) a dispensa, às companhias seguradoras nacionais, de repassar risco, ou


parte dele, a um ressegurador.

Como citado acima, a legislação brasileira em vigor prevê a possibilidade de


contratação por meio de Ressegurador Local, Admitido ou Eventual.

GABARITO: LETRA B

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16. O mercado de seguros é cada vez mais crescente no Brasil. As


seguradoras oferecem uma gama diferenciada de produtos e
subprodutos para atender a essa grande demanda. O seguro de
acidentes pessoais, por exemplo, garante o pagamento de indenização
em caso de

(A) colisão do automóvel do segurado com veículos de terceiros, desde que


esteja estipulado na apólice.

(B) perda total do veículo sem danos ao segurado, desde que especificado
na apólice.

(C) paralisação das atividades laborais do segurado durante o período de


uma eventual internação hospitalar causada por doença crônica.

(D) invalidez permanente, total ou parcial, por acidente, ou indenização ao


beneficiário em caso de falecimento do segurado.

(E) incêndio, enchente ou qualquer outro tipo de fenômeno climático que


danifique a residência do segurado.

O seguro de acidentes pessoais, como o nome sugere, resguarda o indivíduo


(e seu beneficiário) em relação a contingência ocorridas contra sua
integridade física e mental, como ) invalidez permanente, total ou parcial, por
acidente, ou indenização ao beneficiário em caso de falecimento do
segurado.

GABARITO: LETRA D

17. (CESPE - Escriturário (BB)/2002) O Decreto-lei n.º 73, de 21/11/1966,


instituiu o Sistema Nacional de Seguros Privados (SNSP), composto por
diversas organizações públicas e privadas. A respeito desse sistema,
julgue o item abaixo.

Fazem parte do SNSP: o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), a


SUSEP, o IRB Brasil Resseguros S.A. (IRB), as sociedades autorizadas a
operar em seguros privados e capitalização, as entidades de previdência
privada aberta e os corretores habilitados.

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O Sistema Nacional de Seguros Privados (SNSP) é composto por todas


estas entidades.

O CNSP fixa as diretrizes e normas gerais para o setor. A Susep é o órgão


supervisor. O IRB exerce a importante atividade de resseguros. E as
sociedades autorizadas a operar em seguros privados e capitalização, as
entidades de previdência privada aberta e os corretores habilitados são os
operadores deste mercado.

GABARITO: CERTO

18. (CESPE - Escriturário (BB)/2002) No Sistema Financeiro Nacional,


existem órgãos de regulação e fiscalização que se encarregam de
verificar o cumprimento das leis e normas administrativas referentes às
atividades das instituições sob sua jurisdição.

Com relação a esse contexto, julgue o item abaixo.

Todas as entidades ligadas aos sistemas de previdência e seguros são


supervisionadas unicamente pela Superintendência de Seguros Privados
(SUSEP).

Errado.

Acabamos de citar que as entidades fechadas de previdência complementar,


são fiscalizadas pela Superintendência Nacional de Previdência
Complementar (PREVIC).

GABARITO: ERRADO

19. (FCC - Escriturário (BB)/2010) As entidades fechadas de previdência


complementar, também conhecidas como fundos de pensão, são
organizadas sob a forma de

a) fundos PGBL − Plano Gerador de Benefício Livre.

b) fundos VGBL − Vida Gerador de Benefício Livre.

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c) empresas vinculadas ao Ministério da Fazenda e fiscalizadas pela SUSEP


– Superintendência de Seguros Privados.

d) planos que devem ser oferecidos a todos os colaboradores e que também


podem ser adquiridos por pessoas que não tenham vínculo empregatício com
a empresa patrocinadora.

e) fundação ou sociedade civil, sem fins lucrativos e acessíveis,


exclusivamente, aos empregados de uma empresa ou grupo de empresas.

As entidades fechadas de previdência complementar são organizadas


obrigatoriamente como fundação ou sociedade civil, sem fins lucrativos.

Adicionalmente, é preciso lembrar que são a acessíveis, exclusivamente, aos


empregados de uma empresa ou grupo de empresas.

GABARITO: LETRA E

20. (FCC - Escriturário (BB)/2011) As Entidades Abertas de Previdência


Complementar caracterizam-se por

a) terem como órgão responsável a Superintendência Nacional de


Previdência Complementar − PREVIC.

b) não permitirem a portabilidade da provisão matemática de benefícios a


conceder.

c) proporcionarem planos com benefício de renda por sobrevivência, renda


por invalidez, pensão por morte, pecúlio por morte e pecúlio por invalidez.

d) aceitarem contratação de planos previdenciários exclusivamente de forma


individual.

e) oferecerem planos destinados apenas a funcionários de uma empresa ou


grupo de empresas.

Vejamos as alternativas:

a) A PREVIC exerce supervisão sobre as entidades fechadas de previdência.

b) A portabilidade é permitida e um dos principais atrativos das entidades


abertas de previdência complementar. Ou seja, caso o investidor esteja

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interessado em mudar de plano de previdência aberto, pode fazer isto e levar


consigo os valores antes aplicados.

c) Item correto. Como citado logo acima, os referidos planos proporcionam


benefícios de renda por sobrevivência, renda por invalidez, pensão por morte,
pecúlio por morte e pecúlio por invalidez.

d) Aceitam planos individuais e coletivos

c) Planos destinados apenas a funcionários de uma empresa ou grupo de


empresas são oferecidos por entidades fechadas de previdência
complementar.

GABARITO: LETRA C

21. (FCC - Escriturário (BB)/2011) Os planos de previdência da


modalidade Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) são
regulamentados

a) pela Comissão de Valores Mobiliários.

b) pelo Banco Central do Brasil.

c) pelo Conselho Monetário Nacional.

d) pela Superintendência de Seguros Privados.

e) pela Caixa Econômica Federal.

As entidades fechadas de previdência complementar, são fiscalizadas pela


Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC).

No entanto, as entidades de previdência que oferecem PGBL são abertas e,


desta forma, supervisionadas pela Susep.

GABARITO: LETRA D

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11. GABARITO QUESTÕES

01. (CESGRANRIO - Escriturário (BB)/2012) Nos dias de hoje, o uso do


“dinheiro de plástico” está superando cada vez mais outras
modalidades de pagamento, que, com o passar dos anos, estão ficando
obsoletas.

Um tipo de “dinheiro de plástico” muito utilizado no comércio de rua é o

a) cartão cidadão

b) cartão de crédito

c) cartão de senhas

d) talão de cheques

e) internet banking

02. (CESGRANRIO - Escriturário (BB)/2012) Com o crescente avanço


tecnológico, está cada vez mais fácil realizar operações bancárias sem
que se precise ir pessoalmente a uma agência.

Que nome se dá ao tipo de acesso bancário realizado em terminais de


computadores, caixas eletrônicos e bancos 24 horas?

a) Banco de Dados

b) Débito Automático

c) Home Office Banking

d) Internet Banking

03. (CESPE - Escriturário (BB)/2002) O cartão de crédito é um serviço de


intermediação que permite ao consumidor adquirir bens e serviços em
estabelecimentos comerciais previamente credenciados mediante a
comprovação de sua condição de usuário. Essa comprovação é
geralmente realizada no ato da aquisição, mediante apresentação do
cartão ao estabelecimento comercial. O cartão é emitido pelo prestador

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do serviço de intermediação, chamado genericamente de


administradora de cartão de crédito, que pode ser um banco.

Acerca desse assunto, julgue o item subsequente.

O Banco Central do Brasil (BACEN) autoriza e fiscaliza o funcionamento das


empresas administradoras de cartão de crédito.

04. (CESPE - Escriturário (BB)/2002/1) O cartão de crédito é um serviço


de intermediação que permite ao consumidor adquirir bens e serviços
em estabelecimentos comerciais previamente credenciados mediante a
comprovação de sua condição de usuário. Essa comprovação é
geralmente realizada no ato da aquisição, mediante apresentação do
cartão ao estabelecimento comercial. O cartão é emitido pelo prestador
do serviço de intermediação, chamado genericamente de
administradora de cartão de crédito, que pode ser um banco. Acerca
desse assunto, julgue o item subsequente.

05. (FCC - Escriturário (BB)/2010) As cadernetas de poupança


remuneram o investidor à taxa de juros de 6% ao ano com capitalização

a) mensal e atualização pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor


Amplo − IPCA.

b) trimestral e atualização pela Taxa Referencial − TR.

c) semestral e atualização pelo Índice Geral de Preços − IGP.

d) mensal e atualização pela Taxa Referencial − TR.

e) diária e atualização pelo Índice Geral de Preços do Mercado − IGP-M.

Questão importantíssima, que merece nossa atenção.

06. (FCC - Escriturário (BB)/2011) As aplicações em cadernetas de


poupança

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a) não contam com proteção adicional do Fundo Garantidor de Crédito


(FGC).

b) realizadas nos dias 29, 30 e 31 de cada mês terão como data de


aniversário o último dia útil do mês seguinte.

c) de pessoas jurídicas com fins lucrativos sofrem tributação de 22,5% sobre


o rendimento nominal.

d) são permitidas apenas para contribuintes maiores de idade.

e) são vedadas para pessoas jurídicas imunes à tributação ou sem fins


lucrativos.

07. (CESPE - Escriturário (BB)/2002) Um investidor procurou uma


agência do BB e disse ao gerente que queria aplicar seus recursos sem
muito risco, preferindo uma rentabilidade baixa a correr risco de perder
dinheiro. O investidor informou, ainda, que gostaria de poder reaver
seus recursos com rapidez, caso precisasse, embora não fosse esse o
seu objetivo.

Em função da demanda apresentada pelo cliente, seria correto o gerente


indicar aplicação no (a)

Caderneta de poupança.

08. (CESGRANRIO - Escriturário (BB)/2014) Os títulos de capitalização


são emitidos pelas sociedades de capitalização e têm por objeto o
depósito periódico de prestações pecuniárias pelo contratante, o qual
terá, depois de cumprido o prazo contratado, os direitos de concorrer a
sorteio de prêmios em dinheiro e o de

(A) resgatar o valor do título mediante lance em leilões periódicos.

(B) resgatar parte dos valores depositados corrigidos por uma taxa de juros.

(C) aplicar parte dos recursos em ações das bolsas de valores.

(D) concorrer a imóveis nos feirões da casa própria.

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(E) concorrer a prêmios em barras de ouro.

09. (FCC - Escriturário (BB)/2010) Os depósitos a prazo feitos pelo


cliente em bancos comerciais e representados por RDB

a) são títulos de crédito.

b) são recibos inegociáveis e intransferíveis.

c) contam com garantia do Fundo Garantidor de Crédito − FGC até R$


20.000,00.

d) são aplicações financeiras isentas de risco de crédito.

10. (CESPE - Escriturário (BB)/2002) O Decreto-lei n.º 73, de 21/11/1966,


instituiu o Sistema Nacional de Seguros Privados (SNSP), composto por
diversas organizações públicas e privadas. A respeito desse sistema,
julgue o item abaixo.

As atribuições do CNSP incluem fixar diretrizes e normas da política de


seguros privados e estabelecer as diretrizes gerais das operações de
resseguro.

11. (CESGRANRIO - Escriturário (BB)/2010) A Superintendência de


Seguros Privados (SUSEP) é o órgão responsável pelo controle e
fiscalização do mercado de seguros, previdência privada aberta e
capitalização. Em relação a esse órgão, considere as atribuições abaixo.

I – Cumprir e fazer cumprir as deliberações do Conselho Nacional de


Seguros Privados.

II – Zelar pela defesa dos interesses dos consumidores do mercado de


seguros, previdência privada aberta e capitalização.

III – Regular e fiscalizar as operações de compra e venda de ações e


títulos públicos realizadas no mercado balcão.

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IV – Prover recursos financeiros para as sociedades do mercado de


seguros, previdência privada aberta e capitalização por meio de aporte
de capital, quando necessário.

V – Disciplinar e acompanhar os investimentos das entidades do


mercado de seguros, previdência privada aberta e capitalização, em
especial os efetuados em bens garantidores de provisões técnicas.

São atribuições da SUSEP APENAS

a) I, II e IV.

b) I, II e V.

c) III, IV e V.

d) I, II, III e IV.

e) II, III, IV e V.

12. (CESGRANRIO - Escriturário (BB)/2012) O mercado de seguros


surgiu da necessidade que as pessoas e as empresas têm de se
associar para suportar coletivamente suas perdas individuais. Foram
criadas, então, as seguradoras, as corretoras de seguro, além de
algumas instituições encarregadas não só de fixar normas e políticas,
mas também de regular e fiscalizar esse mercado.

Com o surgimento de tal necessidade, qual instituição foi criada para,


além de fiscalizar as seguradoras e corretoras, também regulamentar as
operações de seguro, fixando as condições da apólice e dos planos de
operação e valores de tarifas?

a) Seguradora Líder

b) Câmara Especial de Seguros

c) Superintendência dos Seguros Privados

d) Conselho Nacional de Seguros Privados

e) Instituto de Resseguros do Brasil

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13. (CESPE - Escriturário (BB)/2002) O Decreto-lei n.º 73, de 21/11/1966,


instituiu o Sistema Nacional de Seguros Privados (SNSP), composto por
diversas organizações públicas e privadas. A respeito desse sistema,
julgue o item abaixo.

Entre outras, são atribuições da SUSEP: fiscalizar a constituição, a


organização, o funcionamento e a operação das sociedades seguradoras, de
capitalização, entidades de previdência privada aberta e resseguradores, na
qualidade de executora da política traçada pelo CNSP; atuar no sentido de
proteger a captação de poupança popular que se efetue por meio das
operações de seguro, de previdência privada aberta, de capitalização e
resseguro.

14. (CESGRANRIO - Escriturário (BB)/2012) As seguradoras também se


preocupam com os riscos que as cercam por conta da possibilidade de
um colapso no mercado ou, até mesmo, pela ocorrência simultânea de
muitos sinistros.

Nesse sentido, para se aliviar parcialmente do risco de um seguro já


feito, a companhia poderá contrair um novo seguro em outra instituição,
através de uma operação denominada

a) corretagem de seguro

b) resseguro

c) seguro de incêndio

d) seguro de veículos

e) seguro de vida

15. (FCC - Escriturário (BB)/2011/1) Sobre operações de resseguro e


retrocessão realizadas no País, a legislação brasileira em vigor prevê

a) a possibilidade de contratação de Ressegurador Eventual sediado em


paraísos fiscais.

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b) a possibilidade de contratação por meio de Ressegurador Local, Admitido


ou Eventual.

c) que o Ressegurador Local seja controlado por instituição financeira.

d) que sejam contratadas exclusivamente por intermédio do IRB-Brasil Re


(antigo Instituto de Resseguros do Brasil).

e) a dispensa, às companhias seguradoras nacionais, de repassar risco, ou


parte dele, a um ressegurador.

16. O mercado de seguros é cada vez mais crescente no Brasil. As


seguradoras oferecem uma gama diferenciada de produtos e
subprodutos para atender a essa grande demanda. O seguro de
acidentes pessoais, por exemplo, garante o pagamento de indenização
em caso de

(A) colisão do automóvel do segurado com veículos de terceiros, desde que


esteja estipulado na apólice.

(B) perda total do veículo sem danos ao segurado, desde que especificado
na apólice.

(C) paralisação das atividades laborais do segurado durante o período de


uma eventual internação hospitalar causada por doença crônica.

(D) invalidez permanente, total ou parcial, por acidente, ou indenização ao


beneficiário em caso de falecimento do segurado.

(E) incêndio, enchente ou qualquer outro tipo de fenômeno climático que


danifique a residência do segurado.

17. (CESPE - Escriturário (BB)/2002) O Decreto-lei n.º 73, de 21/11/1966,


instituiu o Sistema Nacional de Seguros Privados (SNSP), composto por
diversas organizações públicas e privadas. A respeito desse sistema,
julgue o item abaixo.

Fazem parte do SNSP: o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), a


SUSEP, o IRB Brasil Resseguros S.A. (IRB), as sociedades autorizadas a

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operar em seguros privados e capitalização, as entidades de previdência


privada aberta e os corretores habilitados.

18. (CESPE - Escriturário (BB)/2002) No Sistema Financeiro Nacional,


existem órgãos de regulação e fiscalização que se encarregam de
verificar o cumprimento das leis e normas administrativas referentes às
atividades das instituições sob sua jurisdição.

Com relação a esse contexto, julgue o item abaixo.

Todas as entidades ligadas aos sistemas de previdência e seguros são


supervisionadas unicamente pela Superintendência de Seguros Privados
(SUSEP).

19. (FCC - Escriturário (BB)/2010) As entidades fechadas de previdência


complementar, também conhecidas como fundos de pensão, são
organizadas sob a forma de

a) fundos PGBL − Plano Gerador de Benefício Livre.

b) fundos VGBL − Vida Gerador de Benefício Livre.

c) empresas vinculadas ao Ministério da Fazenda e fiscalizadas pela SUSEP


– Superintendência de Seguros Privados.

d) planos que devem ser oferecidos a todos os colaboradores e que também


podem ser adquiridos por pessoas que não tenham vínculo empregatício com
a empresa patrocinadora.

e) fundação ou sociedade civil, sem fins lucrativos e acessíveis,


exclusivamente, aos empregados de uma empresa ou grupo de empresas.

20. (FCC - Escriturário (BB)/2011) As Entidades Abertas de Previdência


Complementar caracterizam-se por

a) terem como órgão responsável a Superintendência Nacional de


Previdência Complementar − PREVIC.

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