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PROTEÇÃO

CONTRA
INCÊNDIO E
EXPLOSÕES

Professora Dra. Ana Elisa Lavezo

GRADUAÇÃO

Unicesumar
Reitor
Wilson de Matos Silva
Vice-Reitor
Wilson de Matos Silva Filho
Pró-Reitor de Administração
Wilson de Matos Silva Filho
Pró-Reitor de EAD
Willian Victor Kendrick de Matos Silva
Presidente da Mantenedora
Cláudio Ferdinandi

NEAD - Núcleo de Educação a Distância


Direção Operacional de Ensino
Kátia Coelho
Direção de Planejamento de Ensino
Fabrício Lazilha
Direção de Operações
Chrystiano Mincoff
Direção de Mercado
Hilton Pereira
Direção de Polos Próprios
James Prestes
Direção de Desenvolvimento
Dayane Almeida
Direção de Relacionamento
Alessandra Baron
Gerência de Produção de Conteúdo
Juliano de Souza
Supervisão do Núcleo de Produção de
Materiais
Nádila de Almeida Toledo
Coordenador de conteúdo
Luciano Santana
Design Educacional
Rossana Costa Giani
Projeto Gráfico
Jaime de Marchi Junior
José Jhonny Coelho
C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ. Núcleo de Educação a Arte Capa
Distância; LAVEZO, Ana Elisa. André Morais de Freitas

Proteção contra Incêndio e Explosões. Ana Elisa Lavezo. Projeto Gráfico
(Reimpressão revista e atualizada) Jaime de Marchi Junior
Maringá-Pr.: UniCesumar, 2016. José Jhonny Coelho
238 p.
“Graduação - EaD”. Editoração
André Morais de Freitas
1. Proteção. 2.Incêndio. 3.Explosões 4. EaD. I. Título.
Revisão Textual
CDD - 22 ed. 363.377 Ana Caroline de Abreu
CIP - NBR 12899 - AACR/2 Nayara Valenciano
Viviane Favaro Notari
Ilustração
Bruno Cesar Pardinho
Ficha catalográfica elaborada pelo bibliotecário
João Vivaldo de Souza - CRB-8 - 6828
Viver e trabalhar em uma sociedade global é um
grande desafio para todos os cidadãos. A busca
por tecnologia, informação, conhecimento de
qualidade, novas habilidades para liderança e so-
lução de problemas com eficiência tornou-se uma
questão de sobrevivência no mundo do trabalho.
Cada um de nós tem uma grande responsabilida-
de: as escolhas que fizermos por nós e pelos nos-
sos farão grande diferença no futuro.
Com essa visão, o Centro Universitário Cesumar
assume o compromisso de democratizar o conhe-
cimento por meio de alta tecnologia e contribuir
para o futuro dos brasileiros.
No cumprimento de sua missão – “promover a
educação de qualidade nas diferentes áreas do
conhecimento, formando profissionais cidadãos
que contribuam para o desenvolvimento de uma
sociedade justa e solidária” –, o Centro Universi-
tário Cesumar busca a integração do ensino-pes-
quisa-extensão com as demandas institucionais
e sociais; a realização de uma prática acadêmica
que contribua para o desenvolvimento da consci-
ência social e política e, por fim, a democratização
do conhecimento acadêmico com a articulação e
a integração com a sociedade.
Diante disso, o Centro Universitário Cesumar
almeja ser reconhecido como uma instituição
universitária de referência regional e nacional
pela qualidade e compromisso do corpo docente;
aquisição de competências institucionais para
o desenvolvimento de linhas de pesquisa;
consolidação da extensão universitária; qualidade
da oferta dos ensinos presencial e a distância;
bem-estar e satisfação da comunidade interna;
qualidade da gestão acadêmica e administrativa;
compromisso social de inclusão; processos
de cooperação e parceria com o mundo do
trabalho, como também pelo compromisso e
relacionamento permanente com os egressos,
incentivando a educação continuada.
Seja bem-vindo(a), caro(a) acadêmico(a)! Você está
iniciando um processo de transformação, pois quan-
do investimos em nossa formação, seja ela pessoal
ou profissional, nos transformamos e, consequente-
Diretoria de
mente, transformamos também a sociedade na qual
Planejamento de Ensino
estamos inseridos. De que forma o fazemos? Criando
oportunidades e/ou estabelecendo mudanças capa-
zes de alcançar um nível de desenvolvimento compa-
tível com os desafios que surgem no mundo contem-
porâneo.
O Centro Universitário Cesumar mediante o Núcleo de
Diretoria Operacional
Educação a Distância, o(a) acompanhará durante todo
de Ensino
este processo, pois conforme Freire (1996): “Os homens
se educam juntos, na transformação do mundo”.
Os materiais produzidos oferecem linguagem dialó-
gica e encontram-se integrados à proposta pedagó-
gica, contribuindo no processo educacional, comple-
mentando sua formação profissional, desenvolvendo
competências e habilidades, e aplicando conceitos
teóricos em situação de realidade, de maneira a inse-
ri-lo no mercado de trabalho. Ou seja, estes materiais
têm como principal objetivo “provocar uma aproxi-
mação entre você e o conteúdo”, desta forma possi-
bilita o desenvolvimento da autonomia em busca dos
conhecimentos necessários para a sua formação pes-
soal e profissional.
Portanto, nossa distância nesse processo de cres-
cimento e construção do conhecimento deve ser
apenas geográfica. Utilize os diversos recursos peda-
gógicos que o Centro Universitário Cesumar lhe possi-
bilita. Ou seja, acesse regularmente o AVA – Ambiente
Virtual de Aprendizagem, interaja nos fóruns e en-
quetes, assista às aulas ao vivo e participe das discus-
sões. Além disso, lembre-se que existe uma equipe de
professores e tutores que se encontra disponível para
sanar suas dúvidas e auxiliá-lo(a) em seu processo de
aprendizagem, possibilitando-lhe trilhar com tranqui-
lidade e segurança sua trajetória acadêmica.
AUTOR

Professora Dra. Ana Elisa Lavezo


Possui graduação em Engenharia Química pela Universidade Estadual de
Maringá (2003), mestrado em Engenharia Química pela Universidade Estadual
de Campinas (2006) e doutorado em Engenharia Química pela Universidade
Estadual de Campinas (2010). Possui graduação em Engenharia Química pela
Universidade Estadual de Maringá (2003), mestrado em Engenharia Química
pela Universidade Estadual de Campinas (2006) e doutorado em Engenharia
Química pela Universidade Estadual de Campinas (2010).
APRESENTAÇÃO

PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO E EXPLOSÕES

Prezado(a) Acadêmico(a)!
Seja bem-vindo(a) ao nosso livro sobre “Proteção Contra Incêndio e Explosões”. Inicial-
mente, gostaria de dizer que estou muito contente em poder ministrar essa disciplina
para você, espero contribuir para aumentar a sua visão prevencionista e, quem sabe,
evitar muitos acidentes domésticos e em seu trabalho. Nós, professores, sempre quan-
do começamos uma nova turma, temos muitas expectativas de troca de informações e
experiências e com você não será diferente.
Sou a Professora autora Dra. Ana Elisa Lavezo, Formada em Engenharia Química pela
Universidade Estadual de Maringá, Mestre e Doutora em Engenharia Química pela Uni-
versidade Estadual de Campinas e Especialista em Engenharia de Segurança do Traba-
lho pela Universidade Estadual de Maringá, professora do curso Técnico em Segurança
do Trabalho pela Secretaria do Estado da Educação do Estado do Paraná há três anos,
faço Treinamentos em parcerias sobre Brigada de Incêndio e agora sou professora auto-
ra e formadora do NEAD da Unicesumar Centro Universitário Cesumar, para o Curso de
Graduação de Tecnologia em Segurança no Trabalho.
Espero que goste do material que estou disponibilizando para você. Durante todas as
pesquisas para a construção desse material sempre pensei na melhor forma para apre-
sentar cada um dos assuntos, para que você consiga entender a razão, sua sequência e
que aos poucos seja construído seu raciocínio, de forma que em uma situação de emer-
gência você possa ficar tranquilo e acalmar as demais pessoas próximas a você e caso
seja possível em um principio de incêndio você consiga tomar as medidas corretas pre-
ventivas para o incêndio não propagar, afinal você será um Tecnólogo de Segurança no
Trabalho.
Este livro sobre Proteção contra incêndio e explosões fará que você adquirira conhe-
cimentos suficientes para saber como se inicia um incêndio, formas de propagação e
extinção desse incêndio. Como devemos utilizar um extintor ou um hidrante, a partir
das classes de incêndio conseguiremos descobrir quais tipos de extintores serão mais
utilizados.
Iremos estudar também como dimensionarmos uma brigada de incêndio além de sa-
ber o que são e como devemos definir os pontos de encontro em caso de emergência.
Quando eu digo em caso de emergência é porque o plano de emergência não pode es-
tar vinculado a situações apenas de incêndio e, sim, de emergência, por exemplo: vaza-
mento de um gás tóxico, derramamentos de líquidos (ácidos, bases fortes), inundações,
doenças infectocontagiosas e é claro incêndios e explosões.
Na Unidade I – Considerações sobre Incêndios e Explosões, abordaremos, inicialmente,
os incêndios com maiores repercussões no passado e atualmente, mostrando que as
leis, com o passar dos anos, se tornaram mais rígidas, sempre após uma tragédia. Em
seguida, abordaremos quais os componentes necessários para que o fogo se inicie, as
temperaturas necessárias para que exista o fogo e classificaremos os incêndios de acor-
do com a proporção e combustível.
APRESENTAÇÃO

Na Unidade II – Propagação, Extinção e Classes de Incêndio, levando em considera-


ção o conhecimento prévio adquirido na unidade I, abordaremos a NR 23 que nos
dará uma ideia dos assuntos importantes quanto à proteção contra incêndio. Após
estudarmos a NR 23, verificaremos que será necessário estudar, também, o código
dos bombeiros, a primeira parte que analisaremos do código serão as classes das
edificações, quanto ao grau de risco.
Já, na Unidade III – Materiais e Equipamentos móveis de combate ao incêndio, abor-
daremos sobre os principais agentes extintores, agentes extintores são aqueles que
têm a capacidade de extinguir um principio de incêndio, os tipos de agentes são:
água, pó químico seco, gás carbônico e espuma. Em seguida, falaremos sobre os
equipamentos móveis de extinção do incêndio, os extintores: formas de utilização,
manutenção, inspeção, tipos e identificação de cada um deles, sinalização.
Na Unidade IV – Materiais e Equipamentos Fixos de Combate ao Incêndio, analisare-
mos sobre os materiais e equipamentos fixos de extinção do incêndio, os hidrantes:
formas de manuseio, manutenção, inspeção, tipos, formas de enrolar as mangueiras
de incêndio e sinalização. Outro tipo de equipamento fixo são os chuveiros auto-
máticos e os detectores de fumaça. Assim, explicaremos quais são suas diferenças,
como são ativados e a partir da ativação desses equipamentos, o que acontece.
A Unidade V – Brigada de Emergência será dedicada, especialmente, para a Brigada
de Emergência, será abordado o dimensionamento da brigada, suas funções e cur-
rículo, assim como o plano de emergência a edificação. Já, a iluminação de emer-
gência e alarme de incêndio será abordado suas diferenças e funções, assim como
a sinalização de emergência será mostrado as placas de sinalização e advertência.
Após todos esses conhecimentos, você perceberá que sua percepção sobre esses
assuntos mudará. Caso você entre em algum lugar e procure a saída de emergência
sem perceber, certamente, quando ocorrer um acidente ou princípio de incêndio,
você estará apto para tomar providências.
Espero que eu consiga transferir muitos dos meus conhecimentos para você e, caso
você se empenhe estudando, fazendo as leituras, conseguirá adquirir muitos co-
nhecimentos interessantes, que poderão lhe ajudar tanto na sua vida pessoal, como
futuramente na profissional, esta é uma disciplina interessante e que você poderá
fazer na prática.
Sugiro que você utilize todos os recursos disponíveis pela instituição para que você
tenha o melhor aproveitamento possível da disciplina e do curso. Tente fazer as lei-
turas, assistir todas as aulas conceituais e as aulas ao vivo, tire suas dúvidas nas aulas
ao vivo, está é uma disciplina que você utilizará muito futuramente.
Bons Estudos!!!
09
SUMÁRIO

UNIDADE I

CONSIDERAÇÕES SOBRE INCÊNDIO E EXPLOSÃO

15 Introdução

16 Histórico Sobre Incêndio e Explosão

22 Teoria do Fogo

30 Princípio da Combustão

34 Pontos Notáveis

37 Classificação dos Incêndios

43 Considerações Finais

UNIDADE II

PROPAGAÇÃO, EXTINÇÃO E CLASSES DE RISCO

55 Introdução

56 Formas de Propagação

57 Condução 

58 Convecção

61 Irradiação

64 Formas de Extinção

65 Isolamento 

67 Resfriamento

68 Abafamento

70 Extinção Química
SUMÁRIO

73 Nr 23 - Proteção Contra Incêndio

76 Classe de Risco das Edificações

84 Considerações Finais

UNIDADE III

MATERIAIS E EQUIPAMENTOS MÓVEIS DE COMBATE AO INCÊNDIO

91 Introdução

92 Agentes Extintores

102 Extintores de Incêndios

124 Normas Sobre os Extintores de Incêndios

130 Considerações Finais

UNIDADE IV

EQUIPAMENTOS FIXOS DE COMBATE AO INCÊNDIO

137 Introdução

138 Hidrantes

147 Normas Sobre Hidrantes

165 Detectores de Fumaça

166 Considerações Finais


11
SUMÁRIO

UNIDADE V

BRIGADA DE EMERGÊNCIA

173 Introdução

174 Brigada de Incêndio

187 Plano de Emergência 

197 Iluminação De Emergência E Alarme De Incêndio

203 Sinalização de Emergência

220 Considerações Finais

225 Conclusão
227 Referências
235 Gabarito
Professora Dra. Ana Elisa Lavezo

CONSIDERAÇÕES SOBRE

I
UNIDADE
INCÊNDIO E EXPLOSÃO

Objetivos de Aprendizagem
■■ Analisar o histórico de incêndio e explosões do Brasil.
■■ Entender como se obtém o fogo e o princípio da combustão.
■■ Identificar as diferenças entre os pontos notáveis.
■■ Compreender as classificações dos incêndios.

Plano de Estudo
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:
■■ Histórico sobre incêndio e explosão
■■ Teoria do fogo
■■ Princípio da combustão
■■ Pontos notáveis
■■ Classificação dos incêndios
15

INTRODUÇÃO

Prezado(a) aluno(a), nesta primeira unidade, temos os seguintes objetivos ana-


lisar o histórico de incêndio e explosões do Brasil, entender como se obtém o
fogo e o princípio da combustão, identificar as diferenças entre os pontos notá-
veis, e, por fim, compreender as classificações dos incêndios. Dessa forma, a
nossa unidade estará dividida em: Histórico sobre incêndio e explosão, Teoria
do fogo, Princípio da combustão, Pontos notáveis e Classificação dos incêndios.
Inicialmente, iremos estudar um pouco sobre alguns dos principais incêndios
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

que ocorreram no Brasil, temos muitos incêndios, citaremos alguns que tiveram
repercussão nacional e, que, a partir dessas catástrofes, mudaram ou tornaram
as normas mais rígidas. A partir dos incêndios, Gran Circo Norte Americano
Edifício Joelma, Boate Kiss e da explosão do Restaurante Filé Carioca, veremos
a diferença entre um incêndio e uma explosão.
Na sequência, falamos sobre o tetraedro do fogo, ou seja, quatro lados iguais.
Dessa forma, com a mesma importância e mostrarei que são quatro elementos:
combustível, comburente, fonte de calor e reação em cadeia, quando esses ele-
mentos estão juntos e nas mínimas condições haverá fogo.
Veremos, também, sobre o princípio da combustão, a definição de combus-
tão, a velocidade da combustão, que pode ser desde incêndios até explosões, os
tipos de reação da combustão que pode ser completa e incompleta e, por fim,
qual a porcentagem de oxigênio presente na combustão.
Continuando nossa unidade, veremos os pontos notáveis, ou seja, todos os
combustíveis possuem três pontos de temperatura que são: o ponto de fulgor, o
ponto de combustão e a temperatura de ignição.
E por fim, nesta unidade, veremos a classificação dos incêndios, começando
com a proporção dos incêndios, ou seja, sua expansão e a classe de incêndios, que
pode ser divida em quatro classes: classe A, classe B, classe C, classe D e classe
K, mostraremos suas diferenças e aplicações. Essas informações serão necessá-
rias para que saibamos identificar a classe do incêndio e como devemos proceder
para sua efetiva extinção.

Introdução
I

HISTÓRICO SOBRE INCÊNDIO E EXPLOSÃO

Inicialmente, gostaria que refletíssemos sobre


a importância da proteção contra incêndios
e explosões, a implantação dessa proteção
acontece como forma de evitarmos o sur-
gimento de um incêndio. Em caso de um
princípio de incêndio, ao executarmos sua
extinção e, caso isso não seja possível, é

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
imprencindível minimizar os danos obtidos
pelo incêndio até a chegada de um serviço
especializado.
Para que consigamos evitar os sinistros,
ou seja, acidentes relacionados com fogo são
necessários que saibamos os tipos de mate-
©shutterstock

riais combustíveis que possuem as nossas


edificações, quantidade e localização dos materiais inflamáveis. Já, para evitar-
mos que aconteça a perdas de vidas, seria necessário que os funcionários estejam
treinados para a evacuação da edificação, que todos saibam quem são seus supe-
riores na brigada para o devido encaminhamento dos seus subordinados de forma
correta para os pontos de encontro. Em um principio de incêndio, é muito impor-
tante que os funcionários sejam treinados para identificar a classe de incêndio e,
da mesma forma, verificar qual extintor deve ser utilizado para sua extinção, caso
utilize o extintor errado, em alguns casos, ao invés da extinção ocorre a propa-
gação de forma mais rápida. Um exemplo disso é a utilização de um extintor de
incêndio de água em um incêndio em gasolina ou óleo de cozinha.
A educação focada na proteção contra incêndios é o segredo para que as pes-
soas se tornem mais cautelosas e se comportem de forma mais tranquila durante
um incêndio. Em alguns países é comum as crianças terem treinamentos contra
emergência nas escolas, aqui, no Brasil, esses tipos de treinamentos estão muito
aquém do que seria necessário. Vamos tentar ser práticos. Você teve, quando era
criança, treinamentos de evacuação da edificação ou da escola? Conseguiu-se
manter calmo e seguir os comandos da brigada de incêndio corretamente?

CONSIDERAÇÕES SOBRE INCÊNDIO E EXPLOSÃO


17

Infelizmente, aqui, no Brasil, esses treinamentos são inexpressivos ainda e,


por isso, quando ocorre uma situação de emergência, grande parte das pessoas
entram em pânico, deixando outras pessoas nervosas desnecessariamente. As
grandes catástrofes aconteceram e continuam acontecendo, algumas delas são
importantes de serem lembradas para percebermos sua evolução e quanto ainda
temos que evoluir.
Agora, iremos estudar alguns grandes incêndios que influenciaram em
muito para as modificações realizadas nos códigos dos bombeiros de todo o
País. Veremos, na sequência, três grandes incêndios, que são: Gran Circus Norte
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Americano (1961), Edifício Joelma (1974) e Boate Kiss (2013).

Caro(a) aluno(a), caso você tenha se envolvido em algum incêndio domés-


tico ou em seu trabalho (com exceção do aluno(a) bombeiro(a)? Conseguiu
sair do incêndio ou apagar o fogo?
Fonte: a autora.

O primeiro grande incêndio que iremos abordar é o incêndio do Gran Circus


Norte Americano, apesar do nome, esse incêndio aconteceu em 1961 em Niterói,
RJ, em 17 de dezembro de 1961, ocorreu um grande incêndio.
Segundo Pereira (online), o circo possuía um público de 3 mil espectadores
por volta de 20 minutos para terminar o espetáculo, a trapezista percebeu que o
circo estava incendiando, e, após 5 minutos, o circo estava completamente incen-
diado. Morreram por volta de 370 pessoas na hora, sendo que a maioria eram
crianças, muitos outros que ficaram feridos e, com o passar dos dias, morreram.
Ao todo, morreram por volta de 500 pessoas, sendo difícil a identificação, pois
muitos corpos não foram encontrados e outros estavam mutilados. O incên-
dio ocorreu porque alguns empregados, que foram contratados para montar o
circo, depois de demitidos, ficaram indignados e combinaram de colocar fogo
no circo. No dia do espetáculo, os antigos funcionários colocaram fogo na lona,

Histórico Sobre Incêndio e Explosão


I

que segundo o dono do circo, era de Naylon, mas, na verdade, era de algodão
revestido de parafina. A parafina é um material altamente combustível, ou seja,
inflamável e quando o fogo chegou até a lona, se alastrou rapidamente, caindo
por cima das pessoas.
A partir das descrições acima e do vídeo que está no final desta unidade, em
material complementar, vimos que o acidente foi uma tragédia, com centenas de
mortos, e um dos principais problemas era que a lona era de um material inflamá-
vel (parafina), assim, o incêndio se propagou rapidamente, caindo sobre as pessoas
que ali estavam. Os materiais de combate ao incêndio da época eram deficien-

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
tes, demoraram muito para conseguir começar o resfriamento. Pensando nisso,
é possível inferir que se as regras de segurança tivessem sido seguidas (pelos pro-
prietários do circo), os danos e o número de mortos poderiam ter sido menores.
O segundo incêndio que vamos estudar é o incêndio do Edifício Joelma, em
São Paulo, que aconteceu em 1974. Dois anos antes, um outro incêndio tinha
ocorrido, no Edifício Andraus, porém, vamos nos ater ao incêndio do Edifício
Joelma.
Esse edifício possuía vinte e cinco andares, sendo dez deles garagem, locali-
zado no número 225 da Avenida Nove de Julho, com outras duas fachadas para
a Praça da Bandeira, na lateral, e para a rua Santo Antônio, nos fundos.
De acordo com Borges (2014, online), um incêndio de grandes proporções
em um edifício abalou o centro da cidade de São Paulo. O incêndio aconteceu 7
meses depois da inauguração do edifício e no dia do incêndio, o edifício estava
ocupado com 2000 pessoas em seu interior. O fogo encurralou as pessoas que
tentaram se esconder nas marquises, janelas e parapeitos do prédio, mas algu-
mas pessoas, por causa do desespero, saltaram e acabaram morrendo ao chegar
ao chão. Outras pessoas morreram por intoxicação da fumaça tóxica que vinha
do edifício em chamas.
O incêndio do edifício Joelma se iniciou em um ar condicionado no 12ª
andar, sendo que até o 10º andar ficava o estacionamento. O fogo se alastrou a
partir do 12ª andar até o 25ª andar e morreram mais de 188 pessoas, 300 pes-
soas, no entanto, foram internadas, pois sofreram intoxicações e queimaduras.
A escada magirus alcançava até o 13º andar, mas, mesmo assim, foram resgata-
das pessoas no 18º andar e no 21º andar com êxito.

CONSIDERAÇÕES SOBRE INCÊNDIO E EXPLOSÃO


19

A tragédia desse incêndio fez com houvessem várias discussões sobre segu-
rança predial e causou modificações nas normas de prevenção e nos métodos
de resgates das vítimas. Até 2013, essa catástrofe foi a mais grave e a maior da
capital de São Paulo, muitas regras foram implantadas é a presença dos chuvei-
ros automáticos nos edifícios na segurança contra o fogo.
Após lermos as histórias do incêndio do Edifício Joelma, percebe-se que os
equipamentos de combate ao incêndio da época eram insuficientes. Um exemplo
disso é que a escada magirus não alcançava grande parte do prédio para resga-
tar as pessoas, as vestimentas dos bombeiros possuam pouca tecnologia para
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

incêndios dessas proporções e os Equipamentos de Proteção Individuais (EPI)


estavam aquém dos necessários para que os bombeiros tivessem segurança nos
resgates, essas e outras condições influenciaram nas péssimas condições para
o resgate das pessoas e na extinção do fogo. O edifico Joelma, atualmente, está
reformado, adequado às novas normas de segurança. Hoje, chama-se Edifício
Praça da Bandeira.
O ultimo incêndio que eu gostaria de recordar com você, e, que, comparado
aos outros exemplos, é bem recente. Trata-se da tragédia na Boate Kiss, em Santa
Maria– RS com 239 mortes.
O incêndio da Boate Kiss, localizada em Santa Maria – RS, aconteceu 27
de janeiro de 2013, com 239 mortos. O início do incêndio começou no palco,
após um dos membros da banda que se apresentava, acender um sinalizador
(que só poderia ter sido aceso ao ar livre) dentro da boate, atingindo o teto que
continha uma espuma, e quando a faísca do sinalizador atingiu a espuma esta
se incendiou. Um dos membros da banda alcançou um extintor que estava pró-
ximo, porém o extintor não funcionou.
A espuma atingida não era adequada para as instalações da boate e contrain-
dicada pelos bombeiros, esse tipo de espuma, quando se incendeia, emite fumaça
tóxica de cianeto, monóxido de carbono e dióxido de carbono.
Outro fator a se destacar sobre esta tragédia diz respeito à lotação da boate.
Segundo depoimentos dos sobreviventes, a lotação completa da boate, con-
forme o alvará é de 691 pessoas, segundo os donos, na noite do acidente, a boate
tinha 800 pessoas, mas conforme as suspeitas da polícia, a casa noturna operava
acima do limite máximo, contendo mais de mil pessoas. Os jovens ali presentes

Histórico Sobre Incêndio e Explosão


I

demoraram a perceber que a casa estava em chamas, pois não possuía sinalização
de emergência e, dessa forma, as pessoas que não conheciam a casa noturna não
sabiam para onde ir. Os seguranças não foram informados rapidamente sobre
a liberação das portas para a saída, impedindo, por alguns minutos, a saída dos
frequentadores, além disso, a casa noturna possuía muitas grades para facilitar
a entrada e o deslocamento das pessoas em uma situação normal, mas durante
o incêndio, somado ao o pânico e a falta de luzes de emergência, tais obstáculos
dificultaram a saída das pessoas. Muitas pessoas morreram nos banheiros, pois
havia luz acesa; e quem não sabia para onde seguir, acabou indo para o banheiro,

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
sem saída ou ventilação. Assim, 230 pessoas morreram asfixiadas e várias pes-
soas tiveram que ser socorridas nos hospitais.
Nesse incêndio, diferente dos anteriores, as vestimentas e materiais para com-
bate ao incêndio utilizados pelos bombeiros eram atuais, mas isso não foi suficiente
para evitar essa catástrofe, pois existiram vários erros antes do acidente acontecer,
alguns por negligência (apesar de conhecer as normas de segurança, elas foram
descumpridas) outros por imprudência, o que resultou nesse desastre. Um aci-
dente nessas proporções, geralmente, é muito difícil possuir um único culpado.
Por outro lado, tentamos nos colocar no lugar das pessoas que entraram
nessa casa noturna, quantas vezes deixamos de entrar em algum lugar por estar
vazio ou com pouco movimento achando que o local estava ruim? E quantas
vezes entramos em casas noturnas lotadas sem saber nem onde é a saída do local?
Posso dizer que eu mesma já deixei de entrar em locais com pouco movimento
e já entrei em casas noturnas que não conseguia nem andar sem se esbarrar em
alguém, mas a questão é que confiamos nos locais que frequentamos, lógico que
não é caso de deixar de frequentar tais locais, mas ficarmos atentos às entradas
e saídas de emergência e prestarmos atenção ao que está acontecendo ao nosso
redor. Quando as pessoas estão apavoradas, é normal elas se encaminharem para
onde várias pessoas estão indo, sejamos conscientes e verifiquemos as saídas nas
placas de emergência antes de nos dirigir para o local errado.
Após o incêndio na boate Kiss, vimos uma grande movimentação no país
inteiro para que as casas noturnas se adequassem com o Código dos Bombeiros,
vejamos isto pelo lado positivo, vários outros acidentes certamente foram evita-
dos com essa medida preventiva. Caro(a) aluno(a), para visualizar os vídeos dos

CONSIDERAÇÕES SOBRE INCÊNDIO E EXPLOSÃO


21

incêndios e da explosão, e para que você possa ter uma melhor visualização das
diferenças, vá ao final dessa unidade em Material Complementar – Na Web, visu-
alize todos os vídeos de cada um dos incêndios/explosão citados nessa unidade.
Durante o nosso curso, tenho certeza de que quando você entrar em algum
local, será normal vocês ficarem próximos às saídas de emergência ou mesmo
saber onde elas estão sem perceber, pois a visão da prevenção estará sendo cons-
truída no seu raciocínio lógico.
Nesse momento quero mostrar a diferença para vocês, a diferença entre
esses incêndios e as explosões dos estabelecimentos. Existem vários casos, um
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

dos exemplos foi o do Restaurante Filé Carioca, no RJ em 13/10/2011. No dia da


explosão os funcionários chegaram para trabalhar e sentiram cheiro de gás de
cozinha, estes saíram do local e esperaram as ordens do cozinheiro que entrou
no restaurante e acendeu a luz da cozinha (a faísca de acender a luz) em contato
com o gás de cozinha em excesso e o oxigênio causou uma explosão, matando
pelo menos 3 pessoas.
Segundo Teixeira (2011, online), o cozinheiro foi a primeira vítima, os outros
dois foram pedestres que passavam na calçada na hora da explosão e foram atin-
gidos por pedras.
Percebemos, comparando os incêndios que já estudamos e a explosão que
citamos, anteriormente, que a principal e visível diferença entre o incêndio e a
explosão é na velocidade que aconteça a combustão.
Nos incêndios, a velocidade dos estragos é menor se comparada com a explo-
são, mas tanto nos incêndios como nas explosões, os danos são grandes, pois, na
explosão, além do fogo ter um deslocamento de ar rápido, pode causar avarias
ainda maiores e danificar as estruturas das edificações, o que em um incêndio
seria mais difícil de acontecer. Vários edifícios, após incêndios são vistoriados,
pintados e modificados, voltando a funcionar, normalmente, em uma explosão,
dependendo da edificação se torna inviável as modificações e recuperação das
edificações, visto que terá que modificar grande parte da estrutura para que se
possa voltar a funcionar, demorando anos para retornar seu funcionamento e
em outros casos tornando-se condenada e, portanto, deve ser implodida.

Histórico Sobre Incêndio e Explosão


I

TEORIA DO FOGO

A partir de agora, iremos estudar como acontece o fogo, quais são as condições
necessárias e suficientes para que o fogo se inicie. Por isso, passarei para vocês
algumas definições que serão importantes. Todas as definições abaixo foram reti-
radas do Código de Segurança Contra Incêndios e Pânico do Corpo de Bombeiros
da Polícia Militar do Paraná (CSCIP-CB/PMPR) - NPT 003 – Terminologia de
Segurança Contra Incêndio, cada estado possui um código diferente que, em
muitos aspectos, coincidem, no caso das definições, que similares nos códigos.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Vamos analisar as diferenças entre os seguintes conceitos: fogo, combustão,
incêndio e explosão.
Fogo é a resultante de uma reação química de oxidação (processo de
combustão), caracterizada pela emissão de calor, luz e gases tóxicos.
Para que o fogo exista, é necessária a presença de quatro elementos:
combustível, comburente (normalmente o Oxigênio), calor e reação
em cadeia (CSCIP-CB/PMPR, NPT 003, p. 23).

De acordo com a definição do fogo, para que exista fogo, é necessário que seus
elementos estejam em condições mínimas, ou seja, tenha o combustível, com o
mínimo de oxigênio, na temperatura correta e que produza uma faísca, a união
dessas condições produzirá uma chama, sendo que essa chama sob controle é o
fogo. Por exemplo a chama de um fósforo.

Figura 1: fogo na
sua plenitude

CONSIDERAÇÕES SOBRE INCÊNDIO E EXPLOSÃO


23

Combustão é a ação de queimar ou arder. Estado de um corpo que


queima, produzindo calor e luz. Oxidação forte com produção de calor
e normalmente de chama (não obrigatoriamente). Reação química que
resulta da combinação de um elemento combustível com o oxigênio
(comburente), com intensa produção de energia calorífica e, não obri-
gatoriamente, de chama (CSCIP-CB/PMPR, NPT 003, p. 10).

A combustão é o ato de queimar esse combustível, que deve conter porcentagens


mínimas de oxigênio se não a combustão não acontece. Essa combustão pode
produzir chamas e brasas ou somente brasas e, também, a energia irradiada sem
a presença de efeitos luminosos.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Incêndio: é o fogo sem controle, intenso, o qual causa danos e prejuízos à


vida, ao meio ambiente e ao patrimônio (CSCIP-CB/PMPR, NPT 003, p. 26).
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Figura 2: exemplo de incêndio

Explosão: fenômeno acompanhado de rápida expansão de um sistema de gases,


seguida de uma rápida elevação na pressão; seus principais efeitos são o desen-
volvimento de uma onda de choque e ruído (CSCIP-CB/PMPR, NPT 003, p. 22).

Figura 3: exemplo de explosão


©shutterstock

Teoria do Fogo
I

Agora, vamos entender alguns conceitos: o fogo é um fenômeno sobre con-


trole em que a resultante do processo de combustão, ou seja, é a parte visível
da combustão e a combustão é a queima propriamente dita de uma substância.
Comparando o fogo com o incêndio e a explosão verifica-se que a diferença está
na questão da velocidade, ou seja, o fogo é a queima controlada, o incêndio é o
fogo sem controle e a explosão é uma rápida expansão dos gases acompanhado
do ruído e da queima.
Inicialmente, quando começaram os estudos sobre o fogo, entendia-se, que,
para que ocorresse o início do fogo, eram necessários três elementos, ou seja,

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
o triângulo do fogo. Os três elementos são combustível, comburente e o calor.

Figura 4: Triângulo do Fogo


Fonte: a autora.

TETRAEDRO DO FOGO

Com o passar dos anos, verificou-se a necessidade se de incluir mais um ele-


mento no triângulo do fogo, dessa forma os elementos que compõe o tetraedro
do fogo são combustível, comburente, calor e reação em cadeia. Vamos enten-
der todos estes elementos que, juntos, em quantidades e condições adequadas,
trazem, como resultante, o fogo.

CONSIDERAÇÕES SOBRE INCÊNDIO E EXPLOSÃO


25

Figura 5: Tetraedro do Fogo


Fonte: 9ºGB e DSCI – CBPMESP (online, p.16).
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

OS ELEMENTOS DO FOGO

■■ Combustível: o combustível é todo o material que pode ser queimado.


Independente do estado físico que ele esteja, a saber, sólido, liquido ou
gasoso. Os combustíveis sólidos e líquidos precisam mudar de estado com
ação do calor para o estado gasoso, combinados com o com o combu-
rente (oxigênio), formem uma substância inflamável (CAMILO Jr., 2012).
O combustível sólido, quando exposto a um determinado nível de
energia (calor ou radiação) sofre um processo de decomposição tér-
mica, denominado pirólise, e desenvolvem produtos gasosos (gás e va-
por), que, com o oxigênio do ar, forma mistura inflamável (ou mistura
explosiva). Essa mistura na presença de uma fonte de energia ativante
(faísca, chama, centelha) se inflama. Caso o nível de energia inciden-
te sobre o sólido for suficiente para manter a razão da pirólise para
formara mistura inflamável, haverá a continuidade da combustão. A
continuidade da combustão ocorre, na maioria dos casos, pelo calor da
própria chama do material em combustão (SEITO et al, 2008, p. 37).

Os combustíveis sólidos, ao entrarem em contato com oxigênio, se inflamam,


e se aqueçam, liberando vapores das substâncias que estão queimando, quanto
mais se aquecem mais vapores liberam e, assim, o combustível entra em com-
bustão. Exemplos de combustíveis sólidos são: papel, madeira, plástico, palha,
ferro, tecido, algodão entre outros.

Teoria do Fogo
I

©shutterstock

Figura 6: Materiais sólidos – palha, tecido e papel

■■ Combustível Líquido: os combustíveis líquidos podem ser divididos em


voláteis e não voláteis. Os voláteis são aqueles que desprendem gases infla-
máveis à temperatura ambiente. Ex: álcool, éter, benzeno. Os não voláteis
são aqueles que desprendem gases inflamáveis à temperatura maiores do

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
que a do ambiente. Ex: óleo, graxa.
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Figura 7: Combustíveis líquidos inflamáveis

O combustível líquido quando exposto a um determinado grau de


calor, não sofre decomposição térmica, mas, sim, o fenômeno físico
denominado evaporação, que é a liberação dos vapores, os quais, em
contato com o oxigênio do ar, forma a mistura inflamável (ou mistura
explosiva). Essa mistura na presença de uma fonte de energia ativante
(faísca, chama, centelha) se inflama. A queima terá continuidade caso
o líquido atinja a sua temperatura de combustão. Os combustíveis lí-
quidos são na sua maioria derivados de petróleo, que são denominados
hidrocarbonetos. As substâncias oleígenas retiradas de plantas e gordu-
ras animais têm mecanismo semelhante, na ignição, aos derivados de
petróleo (SEITO et al, 2008, p. 37).

Os combustíveis líquidos, que são voláteis, são aqueles que quando abrimos o
recipiente em que estão contidos, conseguimos, em temperatura ambiente, sentir
seu cheiro, que são os vapores da substância. Os vapores são inflamados e, com
a ação do calor, a parte líquida evaporará para se inflamar. Já os combustíveis
líquidos não voláteis são aqueles que são necessários primeiro o aquecimento
depois estes se inflamam com a presença do oxigênio.

CONSIDERAÇÕES SOBRE INCÊNDIO E EXPLOSÃO


27

■■ Combustível Gasoso: diferentemente dos líquidos e sólidos em que há


a necessidade de transformação do estado físico, os combustível gasoso
permanecem no mesmo estado, ou seja, no estado gasoso. Esse combus-
tível se incendeia quando estão em contato com o oxigênio e uma faísca.
São combustíveis que se inflamam de forma rápida e consomem o com-
bustível de forma rápida também.
Assim considerado quando se apresenta em forma de gás ou vapor na
temperatura do ambiente. Esse combustível em contato com o oxigênio
do ar forma a mistura inflamável (ou mistura explosiva), que na pre-
sença de uma energia ativante (faísca, chama, centelha) se inflama. Os
combustíveis gasosos são, na maioria, as frações mais leves do petróleo.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Outros gases combustíveis mais conhecidos que não derivam do pe-


tróleo são: hidrogênio, o monóxido de carbono, amônia, dissulfeto de
carbono (SEITO et al, 2008, p. 38).

Acidentes domésticos com vazamento de gás de cozinha são muito comuns e


dependendo da quantidade de combustível disponível para a queima, na pre-
sença de oxigênio, e uma faísca, pode causar explosões, por isso os fabricantes
misturam, na sua composição, a metil mercaptana, para alertar vazamentos de
GLP (gás liquefeito de petróleo) uma vez que este gás não tem cheiro. Outros
exemplos de Combustíveis Gasosos são butano, propano, GLP e etano.

©shutterstock

Figura 8: Combustível gasoso – GLP

Teoria do Fogo
I

METIL MERCAPTANA é um gás que possui os seguintes perigos:


• Gás liquefeito sob pressão, tóxico e inflamável.
• Pode ser fatal se inalado.
• Pode formar misturas explosivas com o ar.
• Pode causar queimadura nos olhos, pele e sistema respiratório.
• Pode causar danos no fígado e rins.
• Sintomas podem se retardar.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
• Equipamentos autônomos de respiração e vestimentas protetoras devem
ser utilizados pela equipe de salvamento.
• Odor desagradável.
Fonte: FISQ – Ficha... (2012, online).

O SEGUNDO ELEMENTO DO FOGO QUE IREMOS ESTUDAR É O


COMBURENTE

■■ Comburente: o fogo não acontecerá, dependendo da porcentagem exis-


tente. Este elemento é o oxigênio, lembrando que o ar atmosférico ideal
possui 21% de O2 e 79% N2, por isso, quando riscamos um fósforo ele se
acende, o ar atmosférico possui a quantidade suficiente de oxigênio para
iniciar uma combustão.
O comburente é o elemento ativador do fogo, o comburente dá vida às chamas, e
o mais comum é o oxigênio, contido no ar atmosférico numa porcentagem entre
21% (CAMILO Jr., 2012, p. 18).
Veremos que a porcentagem de oxigênio presente na combustão é muito
importante e dela é que saberemos se a combustão estará em sua plenitude,
incandescência ou não haverá fogo.
3-) Calor: é o elemento que dá início ao fogo; é ele que faz o fogo se propagar
pelo combustível (CAMILO Jr., 2012, p. 19). A faísca, a chama, o superaqueci-
mento de equipamentos, a sobrecarga em aparelhos energizados são exemplos
de calor.

CONSIDERAÇÕES SOBRE INCÊNDIO E EXPLOSÃO


29

■■ Reação em cadeia: uma reação em cadeia é uma sequência de reações que


ocorrem durante o fogo, produzindo sua própria energia de ativação (o
calor) enquanto há comburente e combustível para queimar (CAMILO
JR., 2012 p. 20).
A reação em cadeia é quando o processo seguinte acontece continua-
mente e progressivamente. Os materiais combinados com o oxigênio e
submetidos a uma temperatura mais alta, essa mistura inflamar-se-á,
gerando maior quantidade de calor, que vai aquecendo novas partícu-
las do combustível e inflamando-as de forma contínua e progressiva,
gerando maior quantidade de calor (CAMILO Jr., p. 19, 2012).
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Percebemos que precisamos de várias condições para que ocorra o fogo.


Iniciaremos pelo combustível, ou seja, a substância que queremos queimar,
caso esta não esteja no estado físico adequado esta precisará se adequar. Segundo
é necessário que possua a quantidade mínima de comburente no local onde o
combustível se encontra, senão não haverá fogo. E que possua calor suficiente
para aquecer o combustível em um dos pontos notáveis que iremos estudar a
seguir, pois se não tiver temperatura correta o corpo não se aquece e, portanto
não inflama.

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Figura 9: Triângulo do fogo

Um dos exemplos mais simples de triângulo do fogo é uma vela acessa. Na qual
o combustível é a cera que envolve o pavio, o comburente é o oxigênio presente
no ar atmosférico e calor nesse caso é a chama do fósforo aceso.

Teoria do Fogo
I

PRINCÍPIO DA COMBUSTÃO

A combustão é a queima propriamente dita, pode ser classificada de três for-


mas: quanto a velocidade, reação e a porcentagem de O2. A combustão quanto a
velocidade pode ser lenta, viva e muito viva ou instantânea. Já quanto a reação
pode ser completa ou incompleta. E por fim quanto a porcentagem de oxigênio,
dependendo da quantidade de oxigênio sua chama estará em plenitude, incan-
descência ou não é possível ter fogo.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
QUANTO À VELOCIDADE DA COMBUSTÃO

■■ Segundo Camillo Jr. (2012, p.20), combustão lenta é aquela em que o fogo
só produz calor, não há chama, isto é, não há luz, e geralmente se pro-
cessa em ambientes pobres em oxigênio.
■■ De acordo Camillo Jr. (2012, p.20), combustão ativa é aquela em que o
fogo, além de produzir calor, produz também chama, isto é, luz, e se pro-
cessa em ambientes ricos em oxigênio.

Tipos de combustão ativa ou viva são os incêndios em geral.


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Figura 10: Combustão viva – Incêndio

CONSIDERAÇÕES SOBRE INCÊNDIO E EXPLOSÃO


31

■■ Conforme Camillo Jr. (2012, p.20), explosão é a combustão rápida que


atinge altas temperaturas, essa transformação de energia se caracteriza
por violenta dilatação dos gases que, por sua vez, exercem também vio-
lenta pressão nas paredes que o confinam.

Exemplo de Explosão são explosões propriamente dita, pode-se ser definido


também como combustão muito viva.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

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Figura 11: Combustão muito viva -


Explosão

“Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.”


Fonte: Leide Lavoisier.

QUANTO ÀS REAÇÕES DA COMBUSTÃO

A combustão pode ser completa ou incompleta, dependendo da quantidade de


oxigênio. Na combustão completa ocorre a queima total de oxigênio e na com-
bustão incompleta, a queima parcial de oxigênio (CAMILLO Jr., 2012, p.21).

Princípio da Combustão
I

Quando duas substâncias reagem quimicamente entre si, se transfor-


mam em outras substâncias. Esses produtos finais resultantes da com-
bustão, que dependerão do tipo do combustível, normalmente são: Gás
carbônico (CO2), Monóxido de carbono (CO), fuligem, cinzas, vapor
d´água, mais calor e energia luminosa (CORPO DE BOMBEIROS
MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, APOSTILA DO ES-
TÁGIO PROBATÓRIO PARA OFICIAIS DO QUADRO DE SAÚDE,
2008, p.10).

Um combustível em contato com o oxigênio do ar pode formar em seus produ-


tos tanto gás carbônico, monóxido de carbono ou carbono, além da água. Em
todos os casos, esses produtos dependerão, principalmente, da quantidade de

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
oxigênio que o seu combustível está em contato.
Na combustão completa, reagimos o combustível com o oxigênio e o calor
e forma-se o gás carbônico e a água.

Combustível + oxigênio + calor → CO2+H2O

Figura 12: Combustão Completa - chama azul

Já, na combustão incompleta, reagimos o combustível com o oxigênio e o calor


e forma-se monóxido de carbono e água, além da energia e da fumaça que cada
reação produz.

Combustível + oxigênio + calor → CO+H2O


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Figura 13: Combustão Incompleta -


chama avermelhada

CONSIDERAÇÕES SOBRE INCÊNDIO E EXPLOSÃO


33

A fumaça é um dos produtos da combustão, sendo o resultado de uma combus-


tão incompleta, onde pequenas partículas sólidas se tornam visíveis (CORPO DE
BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, APOSTILA DO
ESTÁGIO PROBATÓRIO PARA OFICIAIS DO QUADRO DE SAÚDE, 2008, p.10).
Para entendermos melhor os conceitos de combustão completa e incom-
pleta, vá até o nosso fogão e acenda uma das bocas, se a chama que estiver saindo
do seu fogão for azul, então está produzindo uma reação completa, ou seja, todo
o combustível liberado pelo botijão em contato com o ar atmosférico e forne-
cido uma faísca está sendo consumido. A combustão será incompleta quando a
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

chama do seu fogão for alaranjada, ou seja, o combustível liberado pelo botijão
não está sendo consumido completamente.

PORCENTAGEM DE O2 NA COMBUSTÃO

A quantidade de O2 no ambiente é extremamente importante, pois sem o O2,


nas quantidades corretas, não ocorre a combustão. Observe a tabela 1.

QUANTIDADE DE O2 PARA A COMBUSTÃO TIPO DE COMBUSTÃO


De 13% a 21% de O2 Viva ou Plena
De 8% a 13% de O2 Lenta ou incandescente
De 0% a 8% de O2 Não ocorre

Tabela 1: Quantidade de Oxigênio em uma combustão


Fonte: Camillo Jr. (2012, p.18).

Um exemplo prático e fácil que pode se verificar a diminuição do oxigênio é o


seguinte: acendemos uma vela e colocarmos um copo sobre a vela, de tal forma
que não seja possível haver um contato entre oxigênio e a vela e o copo. É possí-
vel verificar que a chama diminuirá, gradativamente, até se apagar. Quando ela
se apagar, certamente a quantidade de oxigênio estará entre 0% e 8%, ou seja,
não terá oxigênio suficiente para manter a combustão (CAMILLO Jr., 2012).
Existem combustíveis que já possuem oxigênio em sua composição, como
é o caso da pólvora, nitratos, celuloides etc, que podem queimar em qualquer
lugar, com ou sem a presença de ar (CAMILLO Jr., 2012, p.19).

Princípio da Combustão
I

PONTOS NOTÁVEIS

Os pontos notáveis são definidos com três pontos diferentes de temperatura. A


maioria das substâncias ou combustíveis possuem os três pontos notáveis que
iremos estudar. Cada combustível tem os seus pontos notáveis que, provavel-
mente, não serão os mesmos de outra substância. Os três pontos notáveis que
iremos estudar são: ponto de fulgor, ponto de combustão e temperatura de ignição.
Segundo Camillo Jr. (2012, p.24), nos estudos de prevenção e extinção de
incêndios, devemos saber como os diversos materiais se comportam em rela-

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
ção ao calor.
O ponto de fulgor é definido segundo Camillo Jr. (2012, p.24 - 25), como:
[...] é a temperatura mínima necessária para que um combustível
desprenda vapores ou gases inflamáveis, que, combinados com o
oxigênio do ar em contato com uma chama, começam a se queimar,
mas a chama não se mantém porque os gases produzidos são ainda
insuficientes. É chamado ponto de lampejo ou flash point. Dizemos que
um combustível está em seu ponto ou temperatura de fulgor no momento
em que, ao aproximar uma chama externa aos gases desprendidos pelo
aquecimento e em contato com o oxigênio, um lampejo for emitido
(acende e, em seguida, apaga). Tomemos, como exemplo, o álcool num
dia frio. Se quisermos queimá-lo, só conseguiremos que se incendeie
efetivamente depois da terceira ou quarta tentativa de ateamento de
fogo.

Conforme Camillo Jr. (2012, p.25), a principal característica desse ponto é que,
se retirarmos a chama, o fogo se apagará por causa da pouca quantidade de
calor para produzir gases suficientes e manter a transformação em cadeia, ou
seja, manter o fogo.
De acordo com Seito et al, (2008, p.39), o ponto de fulgor é a menor tempe-
ratura em que ocorre um lampejo, provocado pela inflamação dos vapores da
amostra, pela passagem de uma chama piloto, ou ainda, a menor temperatura
em que a aplicação da chama piloto produz um lampejo provocado pela infla-
mação dos vapores desprendidos pela amostra.
Segundo o Código dos Bombeiros do Estado do Paraná, (NPT003, 2014.
p.36), ponto de fulgor é a menor temperatura na qual um combustível emite
vapores em quantidade suficiente para formar uma mistura com o ar na região,

CONSIDERAÇÕES SOBRE INCÊNDIO E EXPLOSÃO


35

imediatamente, acima da sua superfície, capaz de entrar em ignição quando em


contato com uma chama e não mantê-la após a retirada da chama.
Outro exemplo comum do ponto de fulgor se dá na churrasqueira em que
preparamos nosso churrasco. Coloca-se o carvão e joga-se óleo ou álcool no car-
vão e, em seguida, ateia-se fogo, este, por sua vez, consome o álcool e/ou o óleo e
inicialmente não pega fogo no carvão, após o consumo do álcool ou óleo, o car-
vão se apaga, pois o carvão está em uma temperatura abaixo do ponto de fulgor e
por isso só pega fogo no álcool. Se atearmos fogo novamente, o carvão vai come-
çar a sair fumaça e em seguida apagar. Neste momento, o carvão está no ponto
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

de fulgor, pois não tem gases ou vapores suficientes para manter a combustão.

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Figura 14: Ponto de Fulgor

O ponto de combustão é definido, segundo Camillo Jr. (2012, p. 25-26), como:


É a temperatura mínima necessária para que um combustível desprenda
vapores ou gases inflamáveis que, combinados com o oxigênio do ar e
ao entrar em contato com uma chama, se inflamam, e, mesmo que se
retire a chama, o fogo não se apaga, pois essa temperatura faz gerar,
do combustível, vapores ou gases suficientes para manter o fogo ou a
transformação em cadeia. No instante em que, ao atearmos fogo, ele
se instala e permanece, dizemos que o combustível se encontra em seu
ponto ou temperatura de combustão (fire point).

Conforme Seito et al. (2008, p. 39), o ponto de combustão é a temperatura em


que a amostra, após inflamar-se pela passagem da chama piloto, continua a quei-
mar por cinco segundos, no mínimo. Segundo Código dos Bombeiros do Estado
do Paraná, (NPT003, 2014, p. 36), o ponto de combustão é a menor temperatura
na qual um combustível emite vapores em quantidade suficiente, para formar
uma mistura com o ar na região imediatamente acima da sua superfície, capaz

Pontos Notáveis
I

de entrar ignição quando em contato com uma chama e manter a combustão


após a retirada da chama.
Voltando ao nosso churrasco, se atearmos fogo novamente no carvão já
aquecido anteriormente, e começarmos a abanar (fornecendo oxigênio a com-
bustão), o fogo começará a pegar e não apagará enquanto tiver carvão ou brasa,
certo? Nesse momento, a temperatura do carvão atingirá o ponto de combustão,
possuindo, portanto, vapores suficientes para manter a combustão.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
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Figura 15: Ponto de Combustão

A temperatura de ignição é definido conforme Camillo Jr. (2012, p. 26-27), como:


[...] a temperatura em que os gases desprendidos dos combustíveis en-
tram em combustão apenas pelo contato com o oxigênio do ar, inde-
pendentemente de qualquer fonte de calor. Até agora, para provocar-
mos uma combustão, tivemos de lançar mão de uma chama externa.
Mas, se continuarmos aquecendo o combustível, ele chegará a atingir
a sua temperatura mais crítica, a temperatura de ignição espontânea,
e então os vapores por ele desprendidos entrarão em combustão pelo
simples contato com o oxigênio, sem o auxílio da chama externa.

Segundo Código dos Bombeiros do Estado do Paraná, (NPT003, 2014, p. 36), a


temperatura de ignição é a temperatura mínima em que ocorre uma combustão
independente de uma fonte de ignição como chama e faísca. O simples contato
do combustível com o comburente é suficiente para estabelecer a reação.
Um exemplo muito típico quando se inflama sem o necessidade de chamas
é em quando vemos um campo ou floresta muito seca e um calor muito grande
de repente a floresta começa a se inflamar (ou pegar fogo) espontaneamente.

CONSIDERAÇÕES SOBRE INCÊNDIO E EXPLOSÃO


37

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Figura 16: Temperatura de Ignição
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

“Um grande incêndio pode vir depois de uma pequena fagulha.”


Fonte: Provérbio Chinês.

CLASSIFICAÇÃO DOS INCÊNDIOS

A classificação dos incêndios pode ser divida em duas formas quanto à propor-
ção e quanto aos combustíveis. A proporção é a extensão que seu incêndio pode
atingir e o combustível são as classes de incêndio, que são os combustíveis que
estão sendo incendiados. Gostaria que você prestasse bastante atenção na dife-
renciação das classes, pois a partir dela é que saberemos como devemos proceder
para sua extinção e como, possivelmente, será sua propagação.

PROPORÇÃO DOS INCÊNDIOS

Os incêndios podem ser classificados quanto a proporção em: principio de incên-


dio, pequeno incêndio, médio, grande ou extraordinário. Quando falamos de
proporção quero que vocês entendam que não tem ligação com o número de
mortos e sim quanto a sua extensão. Podemos ter um incêndio extraordinário

Classificação dos Incêndios


I

sem mortos ou com poucos mortos, como podemos ter um incêndio de médias
proporções como no caso da Boate Kiss, com centenas de mortos.
■■ Princípio de incêndio - é o incêndio de mínimas proporções, embrio-
nário, e que pode ser facilmente extinto pela utilização de um ou mais
aparelhos extintores portáteis.
■■ Exemplos típicos de incêndios nesse caso são: fogo em uma cesta de lixo,
um aparelho eletrodoméstico incendiado.
■■ Pequeno incêndio - é o incêndio de pequenas proporções, normalmente,

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
os objetos existentes dentro de um compartimento, porém, sem apresen-
tar perigo iminente de propagação e necessitando, na sua extinção, de
material e pessoal especializado.

Outros exemplos que podem ser tido como possíveis locais para pequenos incên-
dios são: cômodos de uma casa, como o quarto, a sala, ou um estabelecimento
comercial.
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Figura 17: Pequeno Incêndio – por exemplo, carro ou cômodo de casa

■■ Médio incêndio: é o incêndio de proporções relativas que queima na parte


interna e externa de uma construção, destruindo as instalações e com
grande risco de propagação, necessitando, para sua extinção do Corpo
de Bombeiros.
Outros exemplos da classificação de porte médio são: incêndios em uma
sala comercial, uma casa pequena, uma unidade de apartamento eu um
edifício, uma boate, um restaurante.

CONSIDERAÇÕES SOBRE INCÊNDIO E EXPLOSÃO


39

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Figura 18: Médio incêndio – casa

■■ Grande incêndio: é o incêndio de propagação crescente, causador de


grande devastação, destruidor de construções e muito resistente. Ex.:
incêndio de um edifício.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

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Figura 19: Grande incêndio – por exemplo, Prédios

■■ Extraordinário: São os incêndios catastróficos, abrangendo quarteirões,


oriundos de bombardeios, terremotos e outros, necessitando para o seu
combate, do emprego de todos os meios disponíveis em uma cidade
©shutterstock

Figura 20: Incêndio extraordinário – por exemplo, florestas

Classificação dos Incêndios


I

Os incêndios que ocorrem em indústria de qualquer natureza, ocorrendo, um


escoamento de líquidos inflamáveis, que provoca vários incêndios.

COMBUSTÍVEL

O combustível foi dividido em cinco grandes classes, se for levar em considera-


ção uma classificação mundial, aqui, no Brasil, a classificação se divide em quatro
e, em alguns estados, são adotadas apenas três classificações, como os códigos

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
são estaduais, dependerá de cada estado.
Para combater o incêndio, o responsável deve conhecer as classes de fogo
possíveis de ocorrer no local, para que possa selecionar o melhor meio de com-
batê-lo. Sendo assim, para facilitar o combate ao incêndio, o fogo foi dividido
em classes (SALIBA, 2010, p.62).
Classe de incêndio é a classificação didática na qual se definem fogos de dife-
rentes naturezas. Adotada no Brasil em quatro classes: fogo classe A, fogo classe
B, fogo classe C e fogo classe D (CÓDIGO DOS BOMBEIROS DO ESTADO
DE SÃO PAULO, IT 03, 2014). Já existe uma tendência em incluir a classe K nos
códigos dos Bombeiros do Brasil, mas essa inclusão ainda não aconteceu, apenas
para completar a classe K é para a classe de materiais que incluem óleos vegetais
ou animais e cozinhas industriais.

Pense nos incêndios que já ocorreram na sua cidade e tente classificá-los


em classe A, B, C ou D. Uma dica: a maioria dos incêndios não possuem uma
única classe, geralmente, se iniciam com uma classe evoluindo para outras.
Fonte: a autora.

CONSIDERAÇÕES SOBRE INCÊNDIO E EXPLOSÃO


41

Classe A
Segundo Saliba (2010, p. 62) e a Cartilha de Orientação do Corpo de Bombeiros
do Estado de São Paulo ( 2011, p.14) os materiais da classe A são materiais de
fácil combustão, com a propriedade de queimar em sua superfície e profun-
didade, que deixam resíduos como tecido, madeira, papel, fibras, etc. Já, no
Código dos bombeiros do Estado do Paraná (NPT 003, 2014 p. 23), a classe
A engloba fogos em sólidos de maneira geral.
Os materiais que se enquadram na classe A serão todos os sólidos que se
inflamam, alguns com mais facilidade outros com menos, devido à compo-
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

sição do material e quantidade de material disposto.

Classe B
Conforme Saliba (2010, p. 62) e a Cartilha de Orientação do Corpo de
Bombeiros do Estado de São Paulo (2011, p.15), a classe B engloba incêndios
em líquidos inflamáveis, ou seja, os produtos que queimam em sua superfí-
cie e não deixam resíduos quando queimados, como graxas, óleos, vernizes,
tintas, gasolina, etc.
Já, no Código dos bombeiros do Estado do Paraná (NPT 003, 2014, p. 23),
a classe B engloba incêndios em líquidos e gases inflamáveis ou combustíveis
sólidos, que se liquefazem por ação do calor e queima somente em superfície.
Os incêndios provenientes de materiais líquidos ou gases inflamáveis,
independente, dos líquidos voláteis ou não voláteis entram na classificação
de incêndios da classe B, sabemos que em alguns incêndios, será mais rápida
a queima (líquidos voláteis ou gases inflamáveis), e em outros a queima será
mais devagar (líquidos não voláteis), mas todos se inflamam com facilidade.
Caro(a) aluno(a), para visualizar o vídeo de incêndio da Classe C, vá até
a sessão de Material Complementar que fica no final desta unidade.

Classe C
De acordo com Saliba (2010, p. 62) e a Cartilha de Orientação do Corpo de
Bombeiros do Estado de São Paulo (2011, p.15), na classe C, são classifica-
dos quando ocorrem incêndios em equipamentos elétricos energizados, como
motores, transformadores, quadro de distribuição, fios etc.

Classificação dos Incêndios


I

Ao ser desligado o circuito elétrico, o incêndio passa a ser de classe A.


Importante: não jogue água em fogo de classe C (material elétrico ener-
gizado), porque a água é boa condutora de eletricidade (CARTILHA DE
ORIENTAÇÃO DO CORPO DE BOMBEIROS DO ESTADO DE SÃO PAULO,
2011, p. 5).
Caro(a) aluno(a), para visualizar o vídeo de incêndio da Classe C, vá até
a sessão de Material Complementar que fica no final desta unidade.
Ao visualizar o vídeo, você verá que incêndios da classe C acontecem
em materiais elétricos energizados, pois, se o material elétrico incendiado

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
não estiver energizado, precisa ser analisado, possivelmente se enquadrará
em classe A, caso não possuírem acumuladores de energia como capacito-
res ou baterias.

Classe D
Segundo Cartilha de Orientação do Corpo de Bombeiros do Estado de São
Paulo (2011, p.15), os incêndios em metais que inflamam facilmente, como
o alumínio em pó, o magnésio, o carbonato de potássio etc. Não é permitido
jogar água neste tipo incêndio, pois, na presença da água, esses metais rea-
gem de forma violenta.
Já, no Código dos bombeiros do Estado do Paraná (NPT 003, 2014 p.
23), a classe D é considerada fogo em metais pirofóricos. Os materiais piro-
fóricos conhecidos são: o magnésio (Mg), o alumínio (Al), o urânio (U), o
sódio (Na), o potássio (K), o lítio (Li), o zircônio (Zr), o cálcio (Ca), o titâ-
nio (Ti) (SEITO et al, 2008, p. 37).
Caro(a) aluno(a), para visualizar o vídeo de incêndio da Classe D, vá até
a sessão de Material Complementar que fica no final da unidade.
Após visualizar os vídeos, percebemos que o incêndio da classe A foi mais
devagar, mas devido a sua extensão, são necessários vários métodos de extin-
ção. O incêndio de classe B, nos casos apresentados, sucumbiu em explosões.
O incêndio de classe C, na maior parte das vezes, necessita de desligamento
da rede, para que a sua extinção seja feita. Já o incêndio de classe D é o mais
difícil de ser extinto, não podendo ser apagado/contido com água em hipó-
tese nenhuma.

CONSIDERAÇÕES SOBRE INCÊNDIO E EXPLOSÃO


43

Existem algumas diferenças de classificação de incêndios pelo mundo, des-


sa forma, vamos esclarecer algumas delas:
Na Europa- Classe A: são incêndios que envolvem materiais sólidos; Classe B:
são os líquidos inflamáveis ou sólidos que se liquefazem; Classe C são os ga-
ses inflamáveis; Classe D: são os metais combustíveis; Classe E são incêndios
que envolvem classe A e B com materiais elétricos energizados e a Classe F
são incêndios com óleos ou gorduras de cozinhas.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Nos EUA – Classe A são incêndios de materiais combustíveis comuns; Classe


B são combustíveis e líquidos inflamáveis; Classe C são incêndios que envol-
vem equipamentos elétricos energizados; Classe D são metais combustíveis
e Classe K são incêndios que envolvem a presença de óleos vegetais, ani-
mais ou gorduras em equipamentos de cozinha.
Fonte: Camillo Jr. (1999, p. 37-38).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Nesta unidade, conseguimos rever incêndios que você já pode ter visto na mídia,
mas o importante é mostrar que as catástrofes acontecem. Inclusive, tratamos da
primeira grande catástrofe envolvendo incêndio no Brasil, o incêndio do Gran
Circo Norte Americano, em 1961. Vimos, também, que os meios de socorro
melhoraram muito, as escadas magirus alcançam mais alto, as vestimentas dos
bombeiros estão fornecendo mais segurança aos bombeiros e a capacidade dos
caminhões dos bombeiros são maiores, isso tudo faz com que o socorro seja mais
rápido e eficiente, mas não evita que ocorra acidentes.
Na sequência, explicamos sobre o quadrado do fogo e seus quatro elemen-
tos que são: o combustível, o comburente, a fonte de calor e a reação em cadeia.
Percebemos que, quando esses elementos estiverem nas condições propícias, o
fogo se iniciará. O combustível é todo material que queima; o comburente é o
oxigênio; a fonte de calor é qualquer faísca; superaquecimento em máquinas ou a
chamas é a reação em cadeia e é, também, o que o torna a queima autossustentável.

Considerações Finais
I

Explicamos, também, que qualquer combustível possui três temperaturas


que dizemos que são os pontos notáveis. O ponto de fulgor é a primeira tempe-
ratura que se começa a queima, mas, ainda, é necessária a presença das chamas
caso contrário a combustão não se mantém. Já, no ponto de combustão, é a
combustão que acontece em sua plenitude, mas, para ser iniciada, é necessária
a presença das chamas. Na temperatura de ignição, não são necessárias as cha-
mas e o combustível se incendeia sozinho.
Por fim, vimos a classificação dos incêndios e verificamos que a proporção
de incêndio é medida pela sua extensão, que pode ou não possuir muitas víti-

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
mas e, também, e um conhecimento que deverá acompanhar vocês por todas
as unidades que é a classificação dos incêndios, lembramos que existe classe A,
B, C e D, ou seja, classe A engloba materiais sólidos, a classe B engloba os líqui-
dos ou gases inflamáveis, a classe C engloba os materiais elétricos energizados e
a classe D engloba metais pirofóricos.
Na próxima unidade, iremos aprender como se extingue e como se pro-
paga o fogo.

CONSIDERAÇÕES SOBRE INCÊNDIO E EXPLOSÃO


45

Diante dos conceitos apresentados, vamos exercitar os conceitos básicos.


1. Assinale a alternativa correta, a partir dos conhecimentos do tetraedro do fogo.
a. Os combustíveis mais fáceis de inflamarem são os sólidos, pois têm pouca re-
sistência.
b. O combustível mais comum é o Oxigênio.
c. Os que se inflamam são os gases ou vapores dos combustíveis, por isso os
gases são os mais rápidos, não deixando resíduos.
d. Para que aja fogo, independe da porcentagem de O2, o que importa é ter o
combustível e a faísca.

2. A partir dos conhecimentos adquiridos sobre combustão, assinale a alternativa


correta.
a. A explosão acontece quando a velocidade da combustão é lenta.
b. Na combustão incompleta é comum a produção de fumaça além do monóxi-
do de carbono e da água.
c. Na combustão completa é comum encontrarmos, nos produtos, monóxido de
carbono e água.
d. O incêndio é um exemplo de quando a velocidade da combustão é dita como
ativa.

3. A partir dos conhecimentos adquiridos sobre pontos notáveis, assinale a alter-


nativa incorreta.
a. O Ponto de Fulgor é a temperatura mais baixa que o combustível pode estar
para que se inicie a combustão, mesmo que segundos não permaneça.
b. Quando o combustível chega até o seu ponto de combustão este se inflama
na presença de oxigênio e uma faísca e permanece até sua extinção.
c. A diferença principal entre o ponto de fulgor, o ponto de combustão e a tem-
peratura de Ignição é que nos dois primeiros é necessário a presença das cha-
mas e, no último, não há a presença da chama.
d. A temperatura de ignição é a temperatura mais baixa seguida do ponto de
combustão e do ponto de fulgor.
4. Classifique cada uma das afirmações a seguir como V ou F.
(( ) Combustíveis da Classe C são materiais elétricos energizados.
(( ) Nos combustíveis da classe B, é comum aparecer brasas depois que se infla-
mam.
(( ) A principal características de combustíveis da classe A é que queimam apenas
na superfície.
(( ) Incêndios da classe D, geralmente, são bem simples, pois são em materiais só-
lidos.
47

LEIS E NORMAS BRASILEIRAS SOBRE PREVENÇÃO DE INCÊNDIOS


A prevenção é o conjunto de medidas que visam evitar que os sinistros surjam, mas não
havendo essa possibilidade, que sejam mantidos sob controle, evitando a propagação e
facilitando o combate. Ela pode ser alcançada por diversas formas:
• atividades educativas como palestras e cursos nas escolas, empresas, prédios resi-
denciais;
• aivulgação pelos meios de comunicação;
• alaboração de normas e leis que obriguem a aprovação de projetos de proteção
contra incêndios, instalação dos equipamentos, testes e manutenção adequados;
• formação, treinamento e exercícios práticos de brigadas de incêndio.

COMBATE
O combate inicia-se quando não foi possível evitar o surgimento do incêndio, preferen-
cialmente, sendo adotadas as medidas na seguinte ordem:
• salvamento de vidas;
• isolamento;
• confinamento;
• extinção, e
• rescaldo.
• (*) as operações de proteção de salvados e ventilação podem ocorrer em qualquer
fase.

PROJETO DE PREVEÇÃO DE INCÊNDIOS


O projeto de proteção contra incêndios deve nascer juntamente com o projeto de ar-
quitetura, levando em conta as distâncias para serem alcançadas as saídas, as escadas
(largura, dimensionamento dos degraus, controle de fumaça, corrimãos, resistência ao
fogo etc.), a combustibilidade e a resistência ao fogo das estruturas e materiais de aca-
bamento, a vedação de aberturas entre pavimentos adjacentes, as barreiras para evitar
propagação de um compartimento a outro, o controle da carga incêndio e a localização
dos demais sistemas contra incêndios.
O primeiro passo a ser dado é a classificação das ocupações. Ele determina os tipos de
sistemas e equipamentos a serem executados na edificação; a partir daí devem ser pes-
quisadas as Normas Técnicas Brasileiras Oficiais para complemento do referido Decreto.
É importante, também, a consulta à Prefeitura Municipal, pois podem existir exigências
locais.
Os riscos considerados são chamados de “A”, “B” e “C”, ou seja leve, médio e pesado que
são determinados com base na “Tarifa Seguro Incêndio” do Instituto de Resseguros do
Brasil. Existe um índice de ocupações que indicam uma rubrica e sub rubrica, de acordo
com a rubrica é determinado o risco: até 2 risco “A”, 3 a 6 risco “B”, 7 a 13 risco “C”.

ERROS DE PROJETO MAIS FREQUENTES


Um projeto de proteção contra incêndio deve iniciar-se, juntamente, com o projeto de
arquitetura e perfeitamente integrado com o de estrutura, hidráulico, elétrico, etc.
Um bom projeto deve contar com proteção passiva (contenção da propagação vertical
e horizontal), ativa (equipamentos de combate), sistemas de alarme, pessoal treinado e,
principalmente saídas de emergência com iluminação de segurança adequada. É muito
importe a limitação da carga de materiais combustíveis no interior da edificação.
• sistema de iluminação de emergência - NBR 10898:
• dificuldade de diferenciação entre aclaramento e balizamento. A primeira é a lu-
minosidade mínima para observação de objetos e obstruções à passagem; a se-
gunda é a indicação clara e precisa da saídas e do sentido de fuga até local seguro;
• não previsão de pontos de luz nas mudanças de direção, patamares intermediá-
rios de escadas e acima das saídas;
• quando adotado gerador, deve manter condições idênticas aos sistemas alimen-
tados por baterias (tempo de autonomia, localização dos pontos de luz, altura,
potência, funcionamento automatizado aceitando-se partida até 15 segundos -
no conjunto por baterias admite-se até 5 segundos);
• sistema de alarme - NBR 9441:
• localização do painel central em locais como depósitos, sob escadas onde não
há pessoas frequentemente ou isolados, de forma que não possam notar o aviso
desencadeado dos acionadores destacados e tomar as providências necessárias
imediatamente; ideal seria que houvesse até telefone com linha externa nas pro-
ximidades para acionamento imediato do Corpo de Bombeiros;
• falta de acionadores manuais onde há detecção automática (uma pessoa pode
observar o surgimento de um foco de incêndio e não pode ficar esperando o sis-
tema automático entrar em funcionamento, mas acionar o ponto manual imedia-
tamente);
49

• sistema de hidrantes:
• localização de registro de recalque dentro do pátio interno de empresas, sendo
que deveria estar no passeio público próximo à portaria;
• falta de tubulação de retorno de 6 mm de diâmetro da expedição da bomba à
sua introdução, para evitar superaquecimento quando funcionar sem vazão - é
exigida somente para vazões superiores a 600 l/min;
• falta de botoeira liga-desliga alternativa quando for projetado sistema automati-
zado de acionamento das bombas;
• o acionamento nesse caso é automático, mas a parada da bomba principal dever
ser exclusivamente manual - tal procedimento visa evitar que uma pessoa que
possa estar combatendo um incêndio seja prejudicada pelo desligamento aciden-
tal;
• não consideração de cotas altimétricas no dimensionamento da bomba de incên-
dio;
• não localização de hidrantes próximo às portas, sendo que em alguns casos teria
uma pessoa que passar pelo incêndio para chegar até um hidrante que supôs-se
utilizar para combater o mesmo.
• saídas de emergência - NBR 9077/93:
• inexistência de captação de ar externo para o duto de entrada de ar - erroneamen-
te sai diretamente do térreo, na laje e em local fechado. Deve haver prolongamen-
to na mesma área ou maior até o exterior do prédio de forma a aspirar ar puro que
possa subir até os locais desejados;
• falta de corrimãos em ambos os lados das escadas;
• arco de abertura da porta corta-fogo secando a curvatura da escada, sendo que
no máximo pode tangenciar a mesma;
• a descarga de todos os pavimentos no pavimento térreo deve ser isolada da desci-
da até os pavimentos mais baixos a fim de evitar a descida até eles e permitir que
mais rapidamente se alcance local seguro;
• todas as portas de acesso às escadas de segurança devem ser do tipo corta-fogo,
que devem abrir no sentido da saída dos ocupantes;
• projeto de passagem de instalações elétricas, hidráulicas, dutos de lixo, gás com-
bustível nas paredes da escada ou até mesmo dentro delas; as únicas permitidas
são as instalações elétricas da própria escada;
• falta de barras antipânico nas portas de emergência de locais de reunião como
cinemas, teatros, casas de espetáculos, salões de baile, danceterias, “karaoke” etc;
• falta de dimensionamento da largura e caminhamento para as portas de saída de
acordo com o cálculo da população máxima possível do local.
• extintores portáteis e sobrerodas (NBR 12692, 12693):
• não previsão para riscos especiais como caldeiras, cabinas elétricas, casas de má-
quinas de elevadores, depósitos de gás combustível que deverão possuir apare-
lhos adequados e exclusivos para eles;
• não previsão de tipos diferentes em um mesmo piso, de forma a atender princí-
pios de incêndio em materiais diversos;
• normalmente quando é exigido o extintor sobre-rodas (carretas) instala-se ape-
nas um; sendo que deverão ser projetados atendendo à classe de material que
vai queimar, caminhamento, área de cobertura e atendimento exclusivamente no
piso em que se encontram.
Para ler na íntegra, acesse o link disponível em: <http://wwwp.feb.unesp.br/jcandido/
higiene/artigos/prevencao_inc.htm>. Acesso em: 14 dez. 2015.
Fonte: Leis... (online).
MATERIAL COMPLEMENTAR

Comparação entre incêndios e explosões

O vídeo é uma simulação sobre o incêndio do GRAN CIRCUS NORTE AMERICANO de 1961.
<https://www.youtube.com/watch?v=aTZOwHEV5So>.

Este vídeo trata do incêndio do Edifício Joelma e como era o salvamento na época desse incêndio.
Acesse o link disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=-3RRsCQb1kY>.
O vídeo aborda o incêndio da Boate Kiss, acesse o link disponível
em: <http://g1.globo.com/fantastico/videos/t/edicoes/v/
fantastico-faz-reproducao-do-ambiente-da-boate-kiss/2384397/>.
O vídeo trata de uma explosão. Observe a rapidez da explosão em comparação com os incêndios.
Acesse o link disponível em:<https://www.youtube.com/watch?v=qpTK9CiREGg>.
Pontos Notáveis
Caso queira ver na íntegra as definições que trabalhamos ao longo desta unidade,
acesse o link disponível em: <http://www.bombeiroscascavel.com.br//modules/
mastop_publish/?tac=CSCIP_2014>.

NPT-003-Terminologia de segurança contra incêndio-versão 2014.


IT 03 – do Código dos bombeiros do Estado de São Paulo. Acesse o link disponível em:
<http://www.corpodebombeiros.sp.gov.br/dsci_publicacoes2/_lib/file/doc/IT_03_2004.
pdf>.

Classes de Incêndios – Vídeos para explicar cada uma das classes.


Classe A. Acesse os links disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=rvJ-QIYW-sY>.
Classe B
<https://www.youtube.com/watch?v=RUIRJFhfcNc>.
<https://www.youtube.com/watch?v=75PA8mW58Jk>.
Classe C
<https://www.youtube.com/watch?v=5oh-jafKjZg>.
Classe D
<https://www.youtube.com/watch?v=o29AI1aF3IA>.

Material Complementar
Professora Dra. Ana Elisa Lavezo

PROPAGAÇÃO, EXTINÇÃO E

II
UNIDADE
CLASSES DE RISCO

Objetivos de Aprendizagem
■■ Analisar as formas de propagação de um incêndio.
■■ Entender as formas para extinguir um princípio de incêndio.
■■ Compreender a NR 23 – Proteção contra incêndio, para fins de
pesquisa.
■■ Obter as classes de risco das diferentes edificações.

Plano de Estudo
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:
■■ Formas de Propagação
■■ Formas de Extinção
■■ NR 23 - Proteção Contra Incêndio
■■ Classe de Risco das Edificações
55

INTRODUÇÃO

Prezado(a) aluno(a), nesta segunda unidade, teremos os seguintes objetivos:


analisar as formas que o incêndio se propaga, entender as formas para extinção
de um princípio de incêndio, compreender a NR 23 – Proteção contra incêndio,
para fins de pesquisa e, por fim, ensinar as diferentes classes de risco das dife-
rentes edificações. Dessa forma, a nossa unidade estará dividida em: formas de
propagação, formas de extinção, NR 23 - proteção contra incêndio e classe de
risco das edificações.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

A propagação, ou seja, a forma que o fogo ele se alastra depende muito do


material ou combustível que está em chamas. Depois de entendermos quais são
as formas de propagação e suas características, você conseguirá classificar quais
as formas de propagação que, provavelmente, ocorreram nos incêndios. A partir
dos conhecimentos do tetraedro do fogo e os elementos necessários para a ocor-
rência dos incêndios, é possível trabalhar para a extinção do fogo, sendo assim,
veremos como ocorre a extinção do fogo para cada tipo de incêndio.
Em seguida, iremos estudar a NR 23 que regulamenta sobre a Proteção
Contra Incêndio, e estudaremos que essa normativa sofreu algumas modifica-
ções a partir de 2012, introduzindo os Códigos dos Bombeiros de cada estado.
Com isso, cada estado pôde inserir suas normas e levar em consideração as dife-
renças presentes em casa código. Os códigos são similares, mas têm alguns que
possuem peculiaridades diferentes.
E, por fim, nesta unidade, iremos conhecer e entender a classe de risco das
edificações, nesta parte, entenderemos que existe uma tabela em cada código
que determina a classe de risco das edificações. Nos estados onde os códigos dos
bombeiros não trazem a tabela que contém a classe de risco, poderão perguntar,
diretamente, no corpo de bombeiros quando precisarem.
Espero que gostem do conteúdo desta unidade. Futuramente, saberemos
que esses conhecimentos serão muito válidos não apenas profissionalmente,
mas para a sua vida.

Introdução
II

©shutterstock
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
FORMAS DE PROPAGAÇÃO

As formas de propagação nada mais são do que como nosso incêndio pode
transmitir seu calor, gerando outros focos de fogo, existindo três formas dessa
transmissão que são a condução, a convecção e a irradiação.
Segundo Miranda Jr. et al (2005), o fogo pode se propagar pelo contato da
chama com outros combustíveis ou por meio do deslocamento de partículas
incandescentes ou pela ação do calor, transmitindo o calor de várias formas.
O fogo se propaga por contato direto da chama com os materiais com-
bustíveis, pelo deslocamento de partículas incandescentes, que se des-
prendem de outros materiais já em combustão, e pela ação do calor. O
calor é uma forma de energia produzida pela combustão ou originada
do atrito dos corpos. Ele se propaga por três processos de transmissão:
condução, convecção e irradiação (CAMILLO Jr., 2012, p. 28).

Cada uma dessas formas (condução, a convecção e a irradiação) tem caracterís-


ticas distintas, mas todas transmitem o calor para formarmos outro foco de fogo.
Lembramos que, em incêndios grandes, geralmente, existe a ocorrência das três
formas, sabemos que umas com maior intensidade e outras com menor, mas as
três formas podem ser observadas em incêndios, por exemplo, em edifícios cujo
fogo atinge vários andares.

PROPAGAÇÃO, EXTINÇÃO E CLASSES DE RISCO


57

CONDUÇÃO

Conforme Código dos Bombeiros de SP – IT02 (2015, p.96), a condução acon-


tece através de um material sólido de uma região de temperatura elevada em
direção a outra região de baixa temperatura.
Condução é a transferência de calor de um ponto para outro de forma
contínua. Esta transferência é feita de molécula a molécula sem que
haja transporte da matéria de uma região para outra. É o processo pelo
qual o calor se propaga da chama para a mão, através da barra de ferro
(EPOQS, 2008, p. 20).
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

©shutterstock
Figura 1: Formas de transferência de calor por condução

Utilizando a definição anterior e as figuras anteriores, verificamos que a condu-


ção ocorre quando possui contato, entre a faísca e o fio do carregador ou o fio
de uma corrente elétrica. Um dos exemplos que já mencionamos, inclusive, foi
o incêndio do Edifício Joelma de São Paulo.
De acordo com Camillo Jr. (2012, p. 29)
[...] para que haja transmissão por condução ou contato, é necessário
que os copos estejam juntos. Ex: se colocarmos a ponto de uma barra
de ferro sobre o fogo, após algum tempo, podemos verificar que a outra
ponta não exposta à ação do fogo estará aquecida. Nesse caso, o calor
se transmitiu de molécula a molécula até atingir a outra extremidade
da barra de ferro. Se colocarmos um fardo de algodão próximo a uma
chapa de ferro e, na outra face da chapa, a chama de uma maçarico, em
breve notaremos que a parte do fardo de algodão encostada na chapa
de ferro também estará aquecida.

Condução
II

Percebemos que a condução do calor tem a capacidade de transferência do calor


de materiais condutores como é o caso da barra de ferro e, se algum outro com-
bustível estiver encostado nessa barra, a transferência de calor também ocorre.
Outro exemplo é que quando acontece um incêndio em edifício cuja causa prin-
cipal é um curto circuito, isso se caracteriza como condução.
A condução também é a transferência de calor de “material para material”,
de forma direta, em que uma viga de metal como suporte de telhado, nas extre-
midades da viga possui um estoque de material (papel, plástico, tecidos, por
exemplo), por algum motivo, esses materiais se incendeiam próximo a uma das

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
extremidades da viga, provocando nela um aquecimento capaz de, por condu-
ção, transmitir o incêndio por toda a viga e para os materiais próximos a ela,
causando um incêndio em grandes proporções. Sem contar que a viga chegará a
uma temperatura muito alta, o que a tornará flexível, provocando até um desmo-
ronamento, ou seja, fazendo vir abaixo toda a estrutura do barracão (CAMILLO
Jr., 2012).
Dessa forma, podemos concluir que a condução sempre acontecerá quando
os materiais estão encostados uns nos outros e o calor passa molécula a molécula,
sem carregar as moléculas o que passa é o calor que faz com que as moléculas
vibrem também.

CONVECÇÃO

Conforme o Código dos Bombeiros de SP – IT 02 (2015, p.96), “a convecção


acontece por meio de um fluido de líquido ou gás, entre 2 corpos submersos no
fluído, ou entre um corpo e o fluído.”
Na convecção, diferentemente da condução não é necessário o contato entre
os combustíveis para que ocorra a transferência de calor, o método dessa transfe-
rência é por meio da massa de ar aquecida, pois todas as vezes que se incendeia
um combustível, a “fumaça” carrega grande quantidade de calor, e essa fumaça em
contato com outros combustíveis, aquecendo-os até que gere novo foco de fogo.

PROPAGAÇÃO, EXTINÇÃO E CLASSES DE RISCO


59

Convecção é a transferência do calor de uma região para a outra, através do


transporte de matéria (ar ou fumaça). O ar quente sempre subirá. É o processo
pelo qual o calor se propaga nas galerias ou janelas dos edifícios em chamas
(EPOQS, 2008, p. 20).
[...] a convecção acontece quando o calor é transmitido através de uma
massa de ar aquecida, que se desloca do local em chamas, levando para
outros locais quantidades de calor suficientes para que os materiais
combustíveis aí existentes atinjam seu ponto de combustão, originan-
do outro foco de fogo. Um exemplo de transmissão do calor por con-
vecção é o ar quente projetado pelo secador de cabelo (CAMILLO Jr.,
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

2012, p. 30).

O incêndio em edifícios é característico desse tipo de transferência de calor, a


convecção, a convecção em edifícios ocorre por meio das escadas, poços de ele-
vadores e janelas. Atualmente, as construtoras estão investindo cada vez mais
em isolantes de elevadores para não passar o calor por convecção; a utilização
de escadas de emergência confina o incêndio até que os bombeiros cheguem até
o local incendiado. Já as janelas (figura 2) ainda são os vilões para essa transfe-
rência, pois, quando a fumaça sai pela janela e sobe até os andares superiores,
quase nada pode ser feito.

Figura 2: Forma de transferência de


calor por convecção
©shutterstock

A convecção é uma transferência de calor que quando ocorre em líquidos ou


gases pode ser ascendente ou descendente, mas, quando ocorre em edifícios,
geralmente, é ascendente, veja o exemplo de qualquer edifício que se incendeia,
dificilmente ele irá para baixo e, geralmente, sobe até o último andar.

Convecção
II

Toda abertura vertical (como os poços de elevador, dutos de ar-condi-


cionado, lixeiras, poços de escada) funciona como verdadeira chaminé.
As chamas, a fumaça (gases e vapores) e a fuligem sobem por convec-
ção e levam o incêndio para o alto, internamente. O mesmo aconte-
ce com um incêndio localizado nos andares baixos (ou porão) de um
prédio: os gases aquecidos sobem pelas aberturas verticais e, atingindo
combustíveis dos locais elevados do prédio, provocam outros focos de
incêndio (CAMILLO Jr, 2012, p. 31).

A convecção pode acontecer, também, no mesmo piso, quando se incendeia algo


em uma sala e a fumaça toma conta do andar todo, lembramos que essa fumaça
carrega temperaturas altas, e quando toca em outro combustível, este vai esquen-

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tando até que chega à temperatura de combustão e gera outro foco de fogo.

Acadêmico(a), você consegue visualizar, na figura a seguir, de qual forma a


condução e convecção ocorrem nesse incêndio?
Fonte: a autora.

Figura 3: Formas de transferência de calor por


condução e convecção

PROPAGAÇÃO, EXTINÇÃO E CLASSES DE RISCO


61

Na Figura anterior, pode-se perceber um incêndio em que é possível visualizar


duas formas de propagação, a condução e a convecção. A condução é observada,
principalmente, no corrimão da escada tanto na madeira como nas barras de
ferro. E a convecção acontecerá na massa de ar aquecida que irá carregando esse
calor e gerar novos focos de fogo.
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IRRADIAÇÃO

A irradiação, por sua vez, não precisa nem do contato e nem da fumaça para
que o calor irradiado gere focos de fogo ou novos focos de fogo. É necessário,
apenas, que as ondas caloríficas irradiem calor para os combustíveis ao lado
da fonte, que está gerando essas ondas e, dessa forma, aqueça o combustível,
gerando novo foco de fogo.
Conforme Código dos Bombeiros de SP – IT 02 (2015, p.96),
[...] a irradiação acontece por meio de um gás ou do vácuo, na forma de
energia irradiante. Já segundo a EPOQS (2008, p. 20) é a transferência do
calor através de ondas eletromagnéticas, denominadas ondas caloríficas
ou calor radiante. Neste processo não há necessidade de suporte material
nem transporte de matéria. A irradiação passa por corpos transparentes
como o vidro e fica bloqueada em corpos opacos como a parece. Ex: O
calor propagado de um prédio para o outro sem ligação física.

©shutterstock Figura 4: Forma de transferência de


calor por irradiação

Irradiação
II

Exemplos simples de irradiação são os aquecedores de ambientes (figura 4), que,


quando ligados, irradiam calor por ondas de caloríficas e se estiverem muito
próximos de materiais combustíveis, por muito tempo, podem aquecer esses
combustíveis e acabar incendiando-o. Isso acontece, pois o combustível em ques-
tão atinge a sua temperatura de combustão através dessas ondas de calor e, com
a presença de oxigênio, acontece a combustão.
De acordo com Camillo Jr. (2012, p.32),
[...] os exemplos típicos de transmissão de calor por irradiação é o calor
solar irradiado para o nosso planeta, a transmissão do calor por meio

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de raios ou ondas e também o calor que sentimos no rosto quando nos
aproximamos do fogo. Num grande incêndio de um prédio, por exem-
plo, vários outros prédios ao seu redor ficam queimados em virtude
da irradiação do calor. São chamados incêndios secundários, em que,
apesar de as chamas não aflorarem, as consequências são semelhantes
às dos incêndios primários.

Uma das formas comuns de acontecer a irradiação é quando a floresta ou mata


está muito seca e com a ação solar muito forte (figura 5), inicia-se um incên-
dio em florestas, que, dependendo da extensão, é muito difícil e demorado a sua
extinção. Outra forma comum de ocorrer a irradiação é quando um edifício ou
casa se incendeia (incêndio primário) e acontece a propagação por irradiação
em edifícios ou casas vizinhas (incêndio secundário). Essa forma de propagação
é muito comum, (Figura 5) por isso é comum vermos em incêndios grandes os
bombeiros fazerem o resfriamento de edifícios ou casas vizinhas para abaixar a
temperatura e prevenir a irradiação.

Figura 5: Forma de transferência de calor por irradiação

PROPAGAÇÃO, EXTINÇÃO E CLASSES DE RISCO


63

A transferência de calor é o processo ou mecanismo pelo qual a energia


é movida de uma fonte para outra. Todos atuam em conjunto durante a
ocorrência de um incêndio florestal. As transferências de calor por radiação
e convecção são as principais. No entanto, o calor só pode ser transmitido
para o interior do combustível via condução. O mecanismo de transferência
de calor dominante em um incêndio florestal depende de fatores determi-
nados pelas condições do ambiente em que o incêndio ocorre.
Fonte: Almeida (2007, p. 36).
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A tabela 1, a seguir, é um resumo dos conhecimentos adquiridos até aqui, facili-


tando a consulta, contemplando as formas de propagação e a sua definição que
acabamos de estudar.

FORMAS CONCEITO
Essa transferência é feita de molécula a molécula sem que
Condução
haja transporte da matéria de uma região para outra.
O calor é transmitido através de uma massa de ar aquecida,
que se desloca do local em chamas, levando para outros lo-
Convecção cais as quantidades de calor suficientes para que os materiais
combustíveis aí existentes atinjam seu ponto de combustão,
originando outro foco de fogo.
A irradiação ocorre quando o calor é transmitido por ondas;
Irradiação nesse caso, o calor é transmitido através do espaço, sem utili-
zar nenhum meio material.

Tabela 1: Formas de Propagação


Fonte: adaptado de Camillo Jr. (2012).

Na tabela1, é possível observar uma correlação entre as forma de propagação


dos incêndios, assim como seu conceito. Lembrando sempre que para ter a con-
dução, é necessário o contato, e, para a convecção, a massa de ar aquecida, na
transferência do calor e, por fim, na irradiação, acontece a transmissão do calor
por ondas caloríficas.

Irradiação
II

FORMAS DE EXTINÇÃO

Segundo a Cartilha de Orientações Básicas do CBPMESP (2011, p.16), a maio-


ria dos incêndios começa com um pequeno foco, fácil de debelar. Conheça os
métodos de extinção do fogo e as formas de evitar que um incêndio se trans-
forme numa catástrofe em sua atividade econômica, trazendo danos e perdas
irreparáveis.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Caro(a) aluno(a), você já se envolveu em um princípio de incêndio em que
não sabia a forma mais adequada de proceder sua extinção?
Fonte: a autora.

A figura seguinte (figura 6) mostra o tetraedro do fogo que vimos na unidade


anterior, inserimos novamente aqui, pois ao estudarmos a extinção do fogo, pre-
cisamos lembrar quais são os elementos necessários para que este exista. Dessa
forma, a extinção do fogo está intimamente ligada com o tetraedro do fogo ou
quadrado do fogo. Lembramos, que, para cada lado do quadrado do fogo, terá
um método diferente para extinguir o fogo. É preciso ressaltar que dependendo
do incêndio, será necessário mais de um método para a extinção completa.
Conforme Camillo Jr. (2012, p.22),

[...] partindo do princípio de que para haver fogo são necessários o


combustível, o comburente e o calor, formando o triângulo do fogo
ou, mais modernamente, o quadrado ou tetraedro do fogo, quando já
se admite a ocorrência de uma reação em cadeia, para extinguirmos o
fogo, basta retirar um desses componentes.

PROPAGAÇÃO, EXTINÇÃO E CLASSES DE RISCO


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Figura 6: Tetraedros do Fogo


Fonte: 9ºGB e DSCI – CBPMESP.

De acordo com a Cartilha de Orientações Básicas do CBPMESP (2011, p.16), em


todo incêndio ocorre uma reação de combustão, envolvendo os quatro elemen-
tos: o combustível, o comburente, o calor e a reação em cadeia. Os métodos de
extinção do fogo consistem em “atacar” cada um desses elementos.
A forma mais fácil que temos para a extinção desses elementos são os méto-
dos de extinção para retirada do material (isolamento – retirada do combustível),
abafamento (retirada do oxigênio ou comburente), resfriamento (retirada do
calor) e a extinção química (retirada da reação em cadeia).

ISOLAMENTO

De acordo com Miranda Jr. et al. (2005), o método que consiste na extinção por
retirada do material ou isolamento possui duas técnicas: a retirada do material
que está queimando e a retirada do material que está próximo ao fogo. Acabando
o combustível, o incêndio se extingue mais rapidamente.
Conforme a Cartilha de Orientações Básicas do CBPMESP (2011, p.17), o
isolamento trata-se de retirar do local o material (combustível) que está pegando
fogo e, também, outros materiais que estejam próximos às chamas.

Isolamento
II

Figura 7: Acero no parque Nacional


Fonte: Parque...(online, 2014).

A figura 7 mostra uma das formas de isolamento utilizada quando grandes áreas
são incendiadas, para o confinamento do incêndio. Com as demais formas apli-
cadas juntamente á área atingida, o incêndio pode ser extinto.

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De acordo com Mattos e Másculo (2011, p. 161),
A atuação no combustível consiste na retirada do material ainda não
atingida pelo fogo. Muitas vezes, no caso de incêndios de penetração,
como em silos e em pilhas de materiais combustíveis sólidos, ou de
incêndios em florestas, tanques de armazenamento de fluidos inflamá-
veis e outros, o único método de extinção disponível é a remoção do
combustível não queimado da área do incêndio.

Figura 8: Retirada do material combustível


Fonte: 9ºGB e DSCI – CBPMESP.

Se observarmos a Figura 8, veremos uma exemplificação do quadrado do fogo,


pois, quando temos um incêndio, todos os elementos do quadrado do fogo estão
ativos, e se quisermos fazer a extinção desse incêndio através da ausência do
combustível, teremos que aplicar o isolamento que nada mais é que a retirada
do combustível. O aceiro é um exemplo desse método feito para apagar fogo
em mato, quando fechamos o registro de gás, o fogo do queimador se apaga por
falta de combustível.

PROPAGAÇÃO, EXTINÇÃO E CLASSES DE RISCO


67

RESFRIAMENTO

De acordo com Miranda Jr. et al. (2005), o método que consiste na extinção por
retirada do calor ou resfriamento se dá pela diminuição da temperatura e elimi-
nação do calor, até que o combustível não gere mais gases ou vapores e se apague,
ou que gere poucos gases que não sejam suficientes para manter a combustão.
Conforme a Cartilha de Orientações Básicas do CBPMESP (2011, p.17),
trata-se de diminuir a temperatura (calor) do material em chamas. Segundo
Camillo Jr. (2012, p. 23), quando retiramos o calor do fogo, até que o combus-
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tível não gere mais gases nem vapores e se apague, dizemos que extinguimos o
fogo pelo método de resfriamento.
De acordo com Saliba (2010), Mattos e Másculo (2011), o método mais
empregado e no caso de incêndios em materiais combustíveis comuns, como
papel, plástico, madeira, palha, e o mais eficiente é extinguir o fogo mediante a
remoção do calor do combustível, diminuindo, assim, a taxa de evaporação até
o fogo cessar. O agente usado comumente para combater incêndios por resfria-
mento é a água.
©shutterstock

Figura 9: Utilização de água para o resfriamento

A Figura 9 mostra os bombeiros utilizando a água para proceder a forma de


extinção de resfriamento para a extinção, seguida de rescaldo do incêndio.

Resfriamento
II

Figura 10: Retirada do calor


Fonte: 9ºGB e DSCI – CBPMESP.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Se observarmos a figura 10, veremos uma exemplificação do quadrado do fogo,
pois, quando temos um incêndio, todos os elementos do quadrado do fogo estão
ativos e se quisermos fazer a extinção desse incêndio mediante da ausência do
calor, teremos que aplicar o resfriamento, que nada mais é que a retirada do
calor. Exemplos desse método podem ser observados quando têm-se incêndios
de prédios e os bombeiros resfriam o local, jogando água.

ABAFAMENTO

De acordo com Miranda Jr, et al. (2005), o método que consiste na extinção por
retirada do comburente ou abafamento ocorre na diminuição ou impedimento
do contato de oxigênio com o combustível. Quando a quantidade de combustí-
vel estiver muito baixa, não ocorre a combustão.
Conforme a Cartilha de Orientações Básicas do CBPMESP (2011, p.17),
o abafamento trata de diminuir a temperatura (calor) do material em chamas.
Segundo Camillo Jr. (2012, p. 23) consiste na retirada do comburente, evitando-se
que o oxigênio contido no ar se misture com os gases gerados pelo combustível
e forme uma mistura inflamável.

PROPAGAÇÃO, EXTINÇÃO E CLASSES DE RISCO


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Figura 11: Abafadores


Fonte: Técnicos...(2012, online).

Em incêndios em florestas, que são de grande extensão, é comum proceder mais


de uma forma de extinção e uma delas é o abafamento, como os abafadores que
podemos ver na figura 11, pois o incêndio corre próximo ao solo, quando isso
acontece, geralmente, é essa grama está muito seco e facilitando a propagação.
Segundo Mattos e Másculo (2011, p. 160),
O abafamento é, entre os métodos de extinção o mais difícil. Uma co-
bertura de gás carbônico, espuma, tetracloreto de carbono, ou outro
líquido vaporizante, exatamente em cima da superfície do material
inflamado, evitará que o oxigênio alcance o fogo, extinguindo-o. Não
haverá reignição se a cobertura for mantida durante um período su-
ficiente para que o material combustível se resfrie abaixo de sua tem-
peratura de combustão. Portanto, esses agentes extintores são de valor
limitado em incêndios de madeiras e outros materiais combustíveis co-
muns, porque a cobertura não costuma ser conservada por um período
bastante longo.

De acordo com Saliba (2010), o abafamento é, dos métodos de extinção, o mais


difícil, pois somente pequenos incêndios podem ser abafados com tampas de
vasilhas, panos, cobertores, etc., enquanto que para outros de maiores propor-
ções são necessários produtos específicos para se conseguir o abafamento. Um
exemplo desse princípio é a colocação de um tampa em cima de uma panela
com gordura inflamada. Para grandes áreas de incêndios como complemento de
método de extinção pode-se utilizar o abafamento da seguinte forma um cabo
com um pedaço de pano na ponta e vai batendo e abafando.

Abafamento
II

Figura 12: Retirada do oxigênio

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Fonte: 9ºGB e DSCI – CBPMESP.

Se observarmos a figura 12, veremos uma exemplificação do quadrado do fogo,


quando temos um incêndio, todos os elementos do quadrado do fogo estão ativos,
se quisermos fazer a extinção desse incêndio por meio da ausência do oxigênio,
teremos que aplicar o abafamento que nada mais é que a retirada do oxigênio.
Lembre-se da panela pegando fogo, cuja tampa é colocada para a contenção do
princípio de incêndio e do botijão, que desligamos, além do abafador, utilizado
em incêndios em florestas.

EXTINÇÃO QUÍMICA

De acordo com Miranda Jr., et al. (2005), a extinção química ocorre quando inter-
rompemos a reação em cadeia. A quebra da reação em cadeia extingue, também,
o incêndio. Este método consiste no seguinte: o combustível, sob ação do calor,
gera gases ou vapores que, ao se combinarem com o comburente, formam uma
mistura inflamável. Quando lançamos determinados agentes extintores ao fogo,
suas moléculas se dissociam pela ação do calor e se combinam com a mistura infla-
mável (gás ou vapor mais comburente), formando outra mistura não inflamável.
Conforme a Cartilha de Orientações Básicas do CBPMESP (2011, p.18):

PROPAGAÇÃO, EXTINÇÃO E CLASSES DE RISCO


71

A reação em cadeia torna a queima autossustentável. O calor irradiado


das chamas atinge o combustível e este é decomposto em partículas
menores, que se combinam com o oxigênio e queimam, irradiando ou-
tra vez calor para o combustível, formando um ciclo constante.

Quando temos um incêndio, no qual queremos que um dos lados do tetraedro


do fogo se quebre, para que ocorra a extinção, seja a reação em cadeia é neces-
sário que o método utilizado seja a extinção química. Para que ocorra a extinção
química, é necessária a aplicação de pó químico seco à base de halogenados. Essa
forma de extinção caiu em desuso, uma vez que esses extintores de halogenados
não são mais fabricados, devido a problemas técnicos.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Segundo Camillo Jr. (2012, p. 24) quando determinados agentes extintores


são lançados ao fogo, suas moléculas se dissociam pela ação do calor e se com-
binam com a mistura inflamável, formando outra mistura não inflamável.

Figura 13: Quebra da reação em cadeia


Fonte: 9ºGB e DSCI – CBPMESP.

Ao observarmos a figura 13, veremos uma exemplificação do quadrado do fogo


quando temos um incêndio. Todos os elementos do quadrado do fogo estão ati-
vos, se quisermos fazer a extinção desse incêndio, por meio da quebra da reação
em cadeia, teremos que aplicar a extinção química que nada mais é que a utili-
zação de pós químicos halogenados.
De acordo com Saliba (2012, p.62), Mattos e Másculo (2011, p.161), a teoria
da extinção química atribui a eficiente extinção dos hidrocarbonetos haloge-
nados e dos sais inorgânicos a uma reação química, pois interfere na cadeia de
reações que se realiza durante a combustão.

Extinção Química
II

Quando acontece a quebra da cadeia, ocorre a interrupção da combustão, a


eficiência dessa extinção nos halogenos, na ordem decrescente, deve-se ao
iodo, ao bromo, ao cloro, e ao flúor.
Autor: Saliba (2012, p.62).

A reação em cadeia é quando todos os elementos estão nas condições ideais para

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
ocorrer uma combustão e, por isso torna a queima autossustentável, então, para
que possamos quebrar o quadrado do fogo precisaríamos da extinção química,
que, atualmente, não está mais sendo utilizada. Assim, utilizam-se todos ou quase
todos os métodos de extinção juntos para conseguir quebrar a reação em cadeia.
Para retomar os conteúdos já trabalhados, observe a tabela 2, nela contém
o método de extinção e a retirada de um dos elementos do tetraedro do fogo.

MÉTODO DE EXTINÇÃO RETIRAR DO TETRAEDRO


Resfriamento Calor
Abafamento Comburente
Isolamento Combustível
Extinção Química Reação em Cadeia

Tabela 2: Formas de Extinção do Incêndio


Fonte: a autora.

Caro(a) aluno(a), você encontrará, no final desta unidade, as principais causas de


incêndios em residência, pois é muito importante sabermos em quais momentos
devemos ter mais cuidado, para que evitemos um princípio de incêndio e um con-
sequente incêndio. Essas causas foram determinadas pelo Corpo de Bombeiros
de vários estados, como as principais causas, que ocorrem no cotidiano.

PROPAGAÇÃO, EXTINÇÃO E CLASSES DE RISCO


73

NR 23 - PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO

Prezado(a) aluno(a), em nosso curso, vamos ver as normas regulamentadoras


– NR que estão disponíveis no Ministério do Trabalho e Emprego - MTE e que
são obrigatórias o cumprimento, para a nossa matéria a NR que iremos estudar
é a NR 23 que fala sobre a proteção contra incêndio.
A NR 23 teve uma grande mudança em 2011, obrigando a cada estado ela-
borar seu regulamento dos bombeiros. Alguns estados possuem o código bem
definido e subdivido em vários assuntos (extintores, hidrantes, chuveiros auto-
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

máticos, brigada de incêndios, plano de emergência, sinalização de emergência


entre outros assuntos. Outros estados possuem uma cartilha de informação,
independente de qual documento que cada estado elaborou, deve ser seguido,
pois as informações sobre os equipamentos de combate ao incêndio tanto os
fixos como os móveis, ou as sinalizações de emergência, chuveiros automáticos,
planos de emergência, detectores de fumaça, alarme contra incêndios, não são
mais contemplados, detalhadamente, na NR 23, pois cada estado tem autono-
mia de inserir as regras que julgar necessárias para a proteção das edificações.
Utilizaremos como referência a própria NR 23, retirada do site do Ministério
do Trabalho, e explicaremos cada um de seus itens para que você possa com-
preender todos os detalhes dessa importante Norma Regulamentadora e tenha
condições plenas de agir adequadamente no momento em que for necessário.
A NR 23 não possui divisão, possui apenas 5 itens, que iremos abordar na sequ-
ência sobre extintores, hidrantes, chuveiros automáticos, sinalização e saída de
emergência, brigada de incêndio e plano de emergência.
Segundo a Norma Regulamentadora - NR-23, no item 23.1, todos os empre-
gadores devem adotar medidas de prevenção de incêndios, em conformidade
com a legislação estadual e as normas técnicas aplicáveis (NR – 23, p. 1 ).
A partir do item 23.1, verifica-se que os empregadores devem adotar medi-
das de prevenção de incêndios conforme legislação estadual, ou seja, código dos
bombeiros de cada estado e normas técnicas aplicáveis, ou seja, as normas apon-
tarão como se deve proceder, por exemplo, em relação à recarga dos extintores,
forma de armazenamento das mangueiras de hidrante, diferenças na forma de
enrolar as mangueiras e seus tipos.

Nr 23 - Proteção Contra Incêndio


II

Acadêmico(a), vamos pensar, será que algum dia você já obstruiu um extin-
tor ou hidrante nem que seja por poucos minutos? Já parou para pensar se
sua vida dependesse daquele extintor ou hidrante que está obstruído por
sua causa?
Fonte: a autora.

No item 23.1.1 da NR 23 (apud CURIA; CÉSPEDES e NICOLETTI, 2013, p. 540),

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
o empregador deve providenciar para todos os trabalhadores informações sobre:
a. utilização dos equipamentos de combate ao incêndio;
b. procedimentos para evacuação dos locais de trabalho com segurança;
c. dispositivos de alarme existentes.

Vamos analisar cada um dos subitens, do item 23.1.1 da NR 23 (apud os empre-


gadores ficam obrigados a providenciar treinamento para os seguintes casos no
subitem:
a. utilização dos equipamentos de combate ao incêndio: a NR se refere a
informações sobre extintores, hidrantes e chuveiros automáticos, tanto
treinamentos de uso e localização quanto as formas de inspeção. Iremos
detalhar esse conhecimento nas próximas unidades.
b. procedimentos para evacuação dos locais de trabalho com segurança:
a NR solicita treinamento para plano de emergência contra incêndio,
rotas de fuga, pontos de encontro, brigada de incêndio. É preciso saber
como dimensionar uma brigada para que esta consiga retirar as pessoas
de forma segura e sem tumultos. Iremos detalhar esse conhecimento nas
próximas unidades.
c. dispositivos de alarme existentes: que requer treinamento para a identi-
ficação e acionamento de alarme de incêndios e sistema de detecção como
detectores de fumaça. Iremos detalhar esse conhecimento nas próximas
unidades (CURIA; CÉSPEDES e NICOLETTI, 2013, p. 540).

PROPAGAÇÃO, EXTINÇÃO E CLASSES DE RISCO


75

No item 23.3, da NR 23 (apud CURIA; CÉSPEDES e NICOLETTI, 2013), as


aberturas, saídas e vias de passagem devem ser claramente assinaladas por
meio de placas ou sinais luminosos, indicando a direção da saída.
Nesse item da NR 23 indica-se a necessidade de respeitar a orientação
dos Bombeiros Militares ou do código que estes elaboraram na parte que
diz respeito à sinalização e iluminação de emergência. O item aborda todas
as sinalizações obrigatórias para escadas, corredores, rampas, extintores,
hidrantes e para o direcionamento da rota de fuga, além da iluminação que
conduzirá as pessoas com segurança para fora da edificação e a luz de emer-
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

gência que acende na falta de energia. Estudaremos, nas próximas unidades,


sobre sinalizações de extintores e hidrantes.
Na NR 23, quando se fala das saídas de emergência, esta é contemplada
em três itens (23.2, 23.4 e 23.5), portanto, analisaremos juntos.
No item 23.2, os locais de trabalho deverão dispor de saídas, em
número suficiente e dispostas de modo que aqueles que se encon-
trem nesses locais possam abandoná-los com rapidez e segurança,
em caso de emergência.

No item 23.4, nenhuma saída de emergência deverá ser fechada à


chave ou presa durante a jornada de trabalho.

E, por fim, no item 23.5, as saídas de emergência podem ser equi-


padas com dispositivos de travamento que permitam fácil abertura
do interior do estabelecimento (CURIA; CÉSPEDES e NICOLETTI,
2013, p. 540).

Devemos observar o que os bombeiros militares recomendam que todas as


informações necessárias para que as saídas de emergência estejam dentro
das normas do estado e as normas de utilização e dispositivos disponíveis
para a saída de emergência. Algumas das informações que contemplam esses
regulamentos sobre saídas de emergência é que esta não deve diminuir sua
abertura em toda a extensão para dentro da edificação e não pode conter
degraus e nada que impeça a saída das pessoas do interior do recinto para
fora em caso de emergência. Esclarecendo que as portas de emergência ade-
quadas para serem colocadas nos limites das edificações apesar de estarem
abertas, possuem travamento em que é possível abri-las no travessão apenas
de dentro para fora.

Nr 23 - Proteção Contra Incêndio


II

A NR 23 limita-se nesses itens que acabamos de estudar, mas o código


dos bombeiros se torna amplo e válido, uma vez que esta NR23 os cita os
como legislação estadual no início dela. Nos estados os quais ainda não pos-
suem um regulamento dividido, deve-se seguir a cartilha de cada estado ou
a recomendação que o corpo de bombeiros militares do estado indicar; já,
nos estados que possuem o regulamento, deve-se segui-lo da melhor forma.
Nosso livro contempla alguns regulamentos, Distrito Federal, São Paulo
e Paraná, por se tratarem de códigos completos e subdividos em assunto,
ficando acessível seu acesso.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Caro(a) aluno(a), caso queiram consultar alguns dos regulamentos deixo
disponível no Material Complementar WEB, o site desses regulamentos.
Caso você não encontre seu estado, é possível que você encontre na internet.

CLASSE DE RISCO DAS EDIFICAÇÕES

Nessa última parte da nossa segunda unidade, veremos que segundo Fernandes
(2010), as edificações poderão ser classificadas em diversos aspectos, ado-
tando as Normas Brasileiras e o Código de Prevenção de Incêndios dos
Estados, quanto à construção, ou seja, o material que sua edificação foi cons-
truída (madeira, concreto, alvenaria, ferro) e quanto ao risco de incêndio,
que pode ter em áreas isoladas, compartimentadas ou incorporadas. Dessa
forma, vamos, a seguir, explicar os tipos de cada um deles.

QUANTO À CONSTRUÇÃO

De acordo com Fernandes (2010), quanto à construção das edificações, ou


seja, os materiais utilizados para a construção, podem ser classificados em:

PROPAGAÇÃO, EXTINÇÃO E CLASSES DE RISCO


77

a. Combustíveis: edificações construídas total ou parcialmente em madeira


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Figura 14: Edificações em madeira


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b. Resistentes ao fogo: são as edificações construídas com materiais que


opõem resistência ao fogo, tais como ferro e alvenaria de tijolos.
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Figura 15: Edificações construídas em alvenaria

c. Incombustíveis: edificações construídas totalmente em concreto


©shutterstock

Figura 16: Edificações construídas em concreto

Classe de Risco das Edificações


II

QUANTO AO RISCO DE INCÊNDIO

Segundo Fernandes (2010), quanto ao risco de incêndio, as edificações, nos


códigos dos bombeiros de cada estado ou mesmo no corpo de bombeiros, pos-
suem uma tabela em que são classificadas. Com isso, todas as atividades, desde
a habitação unifamiliar até os túneis, os depósitos e as indústrias das mais diver-
sas atividades e classificação, se divide em:
a. Risco Leve (RL): ocupações de potencial calorífico sutil. Ex: Residências.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
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Figura 17: Edificações classificadas em risco leve

b. Risco Moderado (RM): ocupações de potencial calorífico limitado. Ex:


Hotéis
©shutterstock

Figura 18: Edificações classificadas em risco moderado

PROPAGAÇÃO, EXTINÇÃO E CLASSES DE RISCO


79

c. Risco Elevado (RE): ocupações de potencial calorífico intenso


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

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Figura 19: Edificações classificadas em risco elevado

Para um melhor conhecimento da classificação das edificações, quanto ao risco


de incêndio, utilizamos os códigos dos bombeiros dos estados do Paraná e de São
Paulo, que são semelhantes. Lembramos que estamos utilizando esses códigos
por serem mais completos e subdivididos de uma forma mais fácil de localizar
os assuntos. Na tabela seguinte, vemos a atividade de cada edificação, que pode
ser observada na coluna de descrição e o seu detalhamento vemos na coluna dos
exemplos a seguir. As colunas grupo e divisão indicam a forma que os bombeiros
encontraram de separar as edificações para ficar mais fácil de serem encontra-
das, por exemplo: comércio, indústria. A tabela aborda o grupo A até o grupo
M, subdividindo todas as atividades nesses grupos. Depois de encontrarmos a
atividade, é preciso observar o grau de risco.

Classe de Risco das Edificações


II

GRUPO DIVISÃO DESCRIÇÃO EXEMPLOS GRAU DE RISCO

Açougue, artigos de
bijuteria, metal ou vidro,
automóveis, ferragens,
C-1 comércio leve
floricultura, material
fotográfico, verduras e
vinhos
C
Edifícios de lojas de
departamentos, droga- moderado
rias, tintas e vernizes,

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
C-2 comércio
magazines, galerias
comerciais, mercados e
supermercados, etc. elevado

Tabela 3: Atividade e grau de risco da edificação


Fonte: Código dos Bombeiros do Estado do Paraná (NPT 017, p. 13, 2014).

Vários estados possuem tabelas semelhantes, e para identificar o risco de cada


edificação, procure a tabela que traz essas informações. Saber o grau de risco
é importante, além de saber a classificação dos incêndios, pois influenciará na
distância de caminhamento máxima entre os extintores de incêndios, como vere-
mos na próxima unidade.

Para o dimensionamento da área de risco de uma edificação, considera-se


como área de risco todo local coberto ou não, onde possa ocorrer incêndio,
sendo que serão computadas como área de risco as áreas cobertas, ainda
que edificadas em material incombustível ou resistente ao fogo, e as áreas
descobertas são computadas como área de risco quando utilizadas como
depósito de materiais combustíveis.
Fonte: Fernandes (2010, p. 16).

PROPAGAÇÃO, EXTINÇÃO E CLASSES DE RISCO


81

As áreas de risco das edificações são classificadas em: isoladas, compartimenta-


das e incorporadas. Para sabermos identificar a diferença dessas áreas de risco,
são feitos cálculos, considerando a distância entre as edificações, sempre quando
houver mais edificações no mesmo terreno, caso sejam terrenos distintos, tem
que respeitar as normas municipais. Lembrar sempre que a área de risco corres-
ponde à toda a área que possa se incendiar, sendo coberta ou não.
a. Área de Risco Isolada
Conforme Fernandes (2010), área de risco isolada é a separada de qual-
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quer outra área de risco por espaços desocupados, com distância igual
ou superior calculadas pelo código dos bombeiros de cada estado ou
recomendadas pelo corpo de bombeiros da sua cidade ou estado. As cons-
truções em lotes de terrenos distintos, independentes estruturalmente e
sem aberturas comuns, serão computadas como áreas de risco isoladas,
ou seja, significam que caso uma edificação se inflame, as outras como
estão isoladas, não correm o risco de se incendiarem também.
Na Figura 20, mostra que as áreas são isoladas, ou seja, respeita as distân-
cias mínimas determinadas pelo código dos bombeiros de cada estado
e, dessa forma, garante que o incêndio em uma edificação, não atingirá
outra no mesmo terreno.

Figura 20: Exemplo de área de risco isolada


Fonte: Fernandes (2010, p.17).

Classe de Risco das Edificações


II

b. Área de Risco Compartimentada


De acordo com Fernandes (2010), a área de risco compartimentada é
aquela que possui compartimentação horizontal e/ou vertical por meio
de elementos construturais (paredes corta-fogo, portas corta-fogo etc.)
os quais oferecem resistência à propagação do fogo a outras partes do
risco ou a outros riscos. Essas paredes e muro corta-fogo podem ser
construídos com bloco de concreto celular autoclavado, trazendo essa
resistência ao fogo, quanto mais espesso for o bloco, maior é o período
de resistência ao fogo.
Na Figura 21, são apresentadas que as áreas são compartimentadas, ou

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
seja, não respeitam as distâncias mínimas determinadas pelo código
dos bombeiros de cada estado, para edificações no mesmo terreno, mas
possuem parede, porta ou muro corta-fogo, que trazem uma resistência
ao incêndio e, dessa forma, garantem que o incêndio em uma edificação,
não atingirá outra, por determinado tempo, no mesmo terreno.

Figura 21: Exemplo de área de risco compartimentada com porta, parede ou muro corta fogo
Fonte: Fernandes (2010, p.18).

PROPAGAÇÃO, EXTINÇÃO E CLASSES DE RISCO


83

Acadêmico(a), as compartimentações horizontais são realizadas muitas ve-


zes com concreto celular autoclavado (Ex: Siporex®) ou gesso cartonado RF
(Ex: Drywall®), com esses materiais se conseguem uma resistência a propa-
gação do fogo.
Fonte: a autora.

c. Área de Risco Incorporada


Área de risco incorporada é aquela que não possui isolamento, tornando
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

possível a propagação do fogo a outras áreas de risco, ou seja, estão no


mesmo terreno. Esta área de risco possui uma distância entre as edifica-
ções menor que a recomendada pelo corpo de bombeiros e não possui
nenhuma porta, muro, parede que retardasse a propagação do fogo.
A Figura 22 mostra que as áreas são incorporadas, ou seja, não respeita
as distâncias mínimas determinadas pelo código dos bombeiros de cada
estado para edificações no mesmo terreno e não possui parede ou porta
ou muro corta fogo, que oferece uma resistência ao incêndio e, dessa
forma, não é possível garantir que o incêndio em uma edificação não
atingirá a outra no mesmo terreno.
©shutterstock

Figura 22: Exemplo de área de risco incorporado

Resumindo, caso possua mais de uma edificação no mesmo terreno e esta esti-
ver com uma distância igual ou superior ao que o código dos bombeiros ou o
corpo de bombeiros recomendar, a área de risco se encontra isolada. Se a distân-
cia for menor que a recomendada e possuir parede, muro ou porta corta-fogo,
será uma área compartimentada e, se além de estar com uma distância inferior
não possuir nenhum mecanismo que retarde a propagação do fogo, então, sua
área de risco será incorporada.

Classe de Risco das Edificações


II

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Nesta unidade, iniciamos com as formas de propagação do incêndio, a saber,


na condução, o calor é transmitido molécula a molécula, um exemplo disso é o
curto circuito. Depois, falamos sobre a convecção, lembre-se sempre de que a
convecção tem que possuir a massa de ar aquecida, um exemplo é quando um
apartamento a está incendiado e a massa de ar aquecida migra para outra área
formando um novo foco de fogo. Por fim, a irradiação, que tem que possuir as
ondas caloríficas, para que seja transmitido o calor. Um dos exemplos é uma

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
fogueira ou aquecedor.
Em seguida, vimos as formas de extinção de incêndios. Vimos, também,
o tetraedro do fogo e as quatro formas de extinção, que são: o resfriamento, o
abafamento, o isolamento e a extinção química. Basicamente, no resfriamento,
jogamos água para diminuir o calor dos materiais; no abafamento, precisamos
retirar o comburente, ou seja, o oxigênio; no isolamento, quando retirarmos o
combustível e, por fim, a extinção química, utilizando materiais que possuem
halogenados.
Depois, vimos que a NR 23 – Proteção contra incêndios − foi modificada
e, por isso, devemos seguir o código dos bombeiros de cada estado ou cartilhas
disponíveis e, também, as NBR para que de forma correta, possamos manusear
extintores de incêndios, guardar/enrolar as mangueiras de hidrantes etc. Os esta-
dos que não possuem o código dos bombeiros deveM pedir instrução no Corpo
de Bombeiros da cidade.
E, por fim, falamos do grau de risco das edificações; vimos que podemos divi-
dir em tipos de construção e risco de incêndios. Quanto ao tipo de construção,
podem ser combustíveis: a (madeira), o incombustível (concreto) e resistente ao
fogo, a (alvenaria de tijolos ou estruturas de ferro). E, em seguida terminamos
esta unidade abordando o risco de incêndio, que pode leve, moderado ou elevado,
e as áreas de risco podem estar isoladas, compartimentadas ou incorporadas.
Na próxima unidade, iremos aprender os tipos e formas de utilização dos
extintores.

PROPAGAÇÃO, EXTINÇÃO E CLASSES DE RISCO


85

Diante dos conceitos apresentados, vamos exercitar os conceitos básicos.


1. É característico de incêndios em prédios ocorrer a propagação exclusivamente
por irradiação?
( )V ( ) F
2. Quando a causa principal de um incêndio é um curto circuito, a propagação
ocorre por convecção?
( )V ( ) F
3. Um incêndio em uma loja de móveis deve ser extinto por resfriamento?
( )V ( ) F
4. Um incêndio em um quadro de distribuição de energia pode ser extinto por aba-
famento?
( )V ( ) F
5. Considerando que uma agência bancária está no mesmo terreno de um salão de
baile e os dois estão a uma distância de 10 m um do outro. Conforme Código dos
Bombeiros, a agência e o salão deveriam estar a uma distância de 6 m, para que
não tivesse risco de incêndio. As áreas de risco se encontram:
a. Isoladas
b. Incorporadas
c. Moderadamente isoladas
d. Compartimentadas
Evitando um principio de incêndio, sendo cautelosos e pensando em nossas ações de
forma prevencionista, podemos ter certeza que muitos acidentes, que podem evoluir
para grandes catástrofes poderiam ser evitados. Dessa forma, vamos esclarecer quais
são as principais causas de incêndios.

PRINCIPAIS CAUSAS DE INCÊNDIO


1. Brincadeira de criança: as crianças, por não terem senso do risco que correm, cos-
tumam brincar com fósforos, fogueiras em terrenos baldios, imitando engolidores de
fogo, com frascos que contém ou continham líquidos inflamáveis, etc.; em função disso,
devemos orientá-las, mostrando os riscos e consequências, mas nunca amedrontá-las.
2. Exaustores, Chaminé, Fogueira: todos os meios condutores de calor para o exterior
podem ser causadores de incêndio, desde que não sejam muito bem instalados, conser-
vados e mantidos de acordo com as normas de segurança.
3. Balões: todos os anos, quando se realizam os festejos juninos, muitos incêndios são
causados por balões, que deixam cair centelhas ou mesmo a tocha acesa sobre materiais
combustíveis, portanto, nunca solte balões.
4. Fogos de Artifícios: tal como ocorrem com os balões, os fogos de artifícios, também,
são causadores de incêndio, além de inúmeros acidentes. Geralmente, as crianças são as
principais vítimas, por não saberem utilizar tal material e alguns deles portarem defeitos
de fabricação, logo, ao manipular, tome sempre as devidas medidas de segurança.
5. Displicência ao cozinhar: algumas donas de casa, não conhecem os riscos de in-
cêndios e deixam alimentos fritando ou cozendo por tempo superior ao necessário, ou
mesmo colocando-os com água em óleo fervente, fazendo com que os vapores saiam
do recipiente, indo até as chamas do fogão e incendiando o combustível na panela; em
vista disso, mantenha sempre sua atenção redobrada quando utilizar o fogão.
6. Descuido com fósforo: não só as crianças, mas também os jovens e adultos não dão
a devida atenção à correta utilização dos fósforos, produzindo centelhas em locais ga-
sados, ou mesmo livrando-se do palito ainda em chamas, provocando com esta atitude
muitos incêndios. Quando utilizarmos os fósforos, devemos apagá-los e quebrá-los an-
tes de jogá-los fora, e guardar a caixa longe do alcance das crianças.
7. Velas, lamparinas, iluminação à chama aberta sobre móveis: muitas vezes são co-
locados diretamente sobre móveis ou tecidos, velas ou lamparinas. Nesses casos, as ve-
las, a iluminação, as lamparinas poderão queimar-se até atingir o material e incendiá-lo;
a lamparina, por conter querosene ou outro líquido inflamável, torna-se mais perigosa.
8. Aparelhos Eletrodomésticos: além das instalações elétricas inadequadas, os pró-
prios aparelhos elétricos utilizados nas residências poderão causar incêndios, quando
guardados ainda quentes, deixados ligados ou apresentarem defeitos, observe sempre
seu funcionamento, fios, interruptores e siga as instruções do fabricante.
87

9. Pontas de Cigarros: quase sempre joga-se as pontas de cigarros sem ter certeza de
que elas estejam apagadas completamente. Outras vezes, as pessoas adormecem dei-
xando o cigarro aceso. Portanto devemos sempre molhar ou amassar as pontas antes de
serem jogadas no lixo, principalmente nos locais onde armazenam papéis.
10. Vazamento de Gás Liquefeito de Petróleo (G.L.P.): o GLP é acelerador de incên-
dio em potencial. O botijão que está em uso fica conectado ao fogão, por meio de um
tubo plástico que incendeia com facilidade, em razão do material que é constituído,
isto ocorrendo, teremos acesso ao gás, pois o registro está aberto, o botijão reserva que
está ao lado, poderá receber calor suficiente para romper a válvula de segurança, pro-
vocando a propagação do fogo por todo o prédio. Devemos colocar tais recipientes fora
da residência, conectando-o por uma mangueira resistente preconizada pelo Conselho
Nacional de Petróleo, que contém data de validade.
11. Ignição ou Explosão de Produtos Químicos: alguns produtos químicos ou infla-
máveis, em contato com o ar ou outros componentes, poderão incendiar-se ou explodir.
Em função disso, devem ser acondicionados em locais próprios e seguros, evitando-se,
assim, qualquer acidente ao manipulá-los, procure sempre a orientação de um técnico
especializado.
12 - Instalações Elétricas Inadequadas: as improvisações em instalações elétricas na
construção, reforma ou ampliação são responsáveis pela maioria dos incêndios, portan-
to, devemos seguir as orientações de pessoas capacitadas.
13. Trabalhos de Soldagens: nos aparelhos de solda, alimentados com acetileno e oxi-
gênio, em caso de vazamento, isso pode gerar um incêndio, além disso, a própria chama
do maçarico, atingindo materiais combustíveis, provocará tal sinistro.
14. Ação Criminosa: muito mais do que imaginamos, incêndios são provocados por
pessoas maldosas, principalmente, no local de trabalho, pelo simples prazer de vin-
gança. Também alguns proprietários, visando obter lucros do seguro, usam da mesma
atitude. Nesses casos, as causas normalmente são detectadas facilmente, e as pessoas
envolvidas respondem, judicialmente, pelo delito.
Fonte: Apostila...(online, 2008).
MATERIAL COMPLEMENTAR

Engenharia de Segurança Contra Incêndio e


Pânico.
Autor: Ivan Ricardo Fernandes
Editora: CREA – PR.
Sinopse: em Engenharia de Segurança Contra
Incêndio e Pânico, Fernandes, IR, (Capitão do Corpo
de Bombeiros) o autor apresenta pertinentes
informações referentes às normas existentes e reúne
detalhes técnicos que não podem deixar de constar
dos projetos referentes a esta área. Muito mais que
atender às exigências dos órgãos públicos, os dados
ora apresentados visam garantir a segurança das
pessoas, por meio da aplicação do conhecimento
técnico de engenheiros e arquitetos que trabalham diretamente com o planejamento, execução e
manutenção de obras e serviços de engenharia.

Os códigos ou cartilhas citadas na unidade podem ser encontrados na internet. Lembro a todos
que as normas que iremos enfatizar são as do Distrito Federal, São Paulo e Paraná. Essas normas
são completas e divididas para facilitar a consulta, ou seja, cada assunto sobre incêndios que
você tiver dúvida terão uma norma própria. Em seguida, mostraremos alguns desses códigos ou
cartilhas:
Código dos bombeiros do distrito federal
<https://www.cbm.df.gov.br/2012-11-12-17-41-39/
legisla%C3%A7%C3%A3o-e-normas-t%C3%A9cnicas>.
Corpo de Bombeiros de SP
<http://www.corpodebombeiros.sp.gov.br/novo/site/corpo_bombeiros.php>.
Corpo de Bombeiros de RJ
<http://www.cbmerj.rj.gov.br/index.php/o-cbmerj/informacoes-tecnicas>.
Corpo de Bombeiros de MS
<http://www.bombeiros.ms.gov.br/index.php?inside=1&tp=3&comp=&show=6930>.
Corpo de Bombeiros de MT
<http://www.cbm.mt.gov.br/?f=biblioteca>.
Corpo de Bombeiros de PR
<http://www.bombeiros.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=316>.
Corpo de Bombeiros de RS
<http://www.cbm.rs.gov.br/Legislacao/instrucoes_normativas/Instrucao_Normativa_001.1_2014.
pdf>.
Professora Dra. Ana Elisa Lavezo

III
MATERIAIS E

UNIDADE
EQUIPAMENTOS MÓVEIS DE
COMBATE AO INCÊNDIO

Objetivos de Aprendizagem
■■ Entender os diferentes tipos de agentes extintores.
■■ Compreender como proceder, no uso de extintores, em caso de
princípio de incêndios, recargas e seus tipos.
■■ Analisar as normas sobre os extintores de incêndios.

Plano de Estudo
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:
■■ Agentes Extintores
■■ Extintores de Incêndios
■■ Normas sobre os extintores de incêndios
91

INTRODUÇÃO

Prezado(a) aluno(a), nesta terceira unidade, temos os seguintes objetivos: enten-


der os diferentes tipos de agentes extintores, compreender como proceder, no
uso de extintores, em caso de princípio de incêndios, recargas e seus tipos, sina-
lizações de emergência para os extintores, e analisar as normas sobre extintores
de incêndios. Para isso, dividimos esta unidade em três partes: agentes extinto-
res, extintores de incêndios, normas sobre os extintores de incêndios.
Na parte dos agentes extintores, apresentaremos os tipos de agentes extinto-
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

res existentes, que são: água, pó químico seco (PQS), que pode ser o PQS (ABC)
e o PQS (BC), gás carbônico (CO2), espuma mecânica. Mostraremos as diferen-
ças entre os agentes e como cada agente se enquadra para extinguir o fogo, dessa
forma, conseguiremos entender que cada classe tem o seu método de extinção
e que, dependendo do método utilizado, ao invés de extinguir o fogo, aumenta
ou espalha o fogo.
Após termos explicado sobre os agentes extintores, veremos que essas subs-
tâncias podem ser acopladas em equipamentos móveis de combate ao incêndio, os
quais são os extintores portáteis ou os extintores sobre rodas. Nessa parte, mos-
traremos os tipos de extintores, descreveremos os tipos de inspeção, manutenção,
forma de utilização, tempo de recarga e descarga. Discutiremos as sinalizações
de emergência para extintores, por exemplo, em caso de incêndio, de qual forma
essas sinalizações ajudariam para encontrar os extintores.
Por fim, nesta unidade, mostraremos as normas sobre extintores de três
diferentes códigos dos bombeiros (DF, SP, PR), veremos que esses códigos são
semelhantes e, por isso, sempre utilizaremos os mesmos. Por meio deles, percebe-
remos a demarcação, a forma correta de demarcação e instalação do seu extintor.
Bons estudos a você e, caso haja alguma dúvida, assista às aulas e pergunte
tanto para mim, a autora do livro, como para os tutores.

Introdução
III

©shutterstock
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
AGENTES EXTINTORES

Segundo Camillo (2012), os agentes extintores são as substâncias sólidas, líqui-


das ou gasosas que utilizaremos para extinção de um incêndio. Essas substâncias
podem ser dispostas em extintores (aparelhos portáteis de utilização imediata
ou sobre rodas), conjuntos hidráulicos (hidrantes) e dispositivos especiais (chu-
veiros automáticos ou sprinklers).
Para Camillo (2012), os agentes extintores, portanto, são todas as substâncias
capazes de interromper uma combustão, quer por resfriamento (retirada do calor),
abafamento (retirada do comburente), extinção química (retirada da reação em
cadeia), quer pela utilização simultânea desses processos. Pode-se dizer que os
principais agentes extintores são: água, espuma, pós-químicos e gás carbônico.
Como mencionamos anteriormente, as substâncias (água, PQS, CO2 e espuma
mecânica) podem ser dispostas dentro de extintores ou hidrantes. Agora ire-
mos entender todos esses tipos de agentes extintores, dessa forma, saberemos
onde e quando utilizarmos. Devemos ressaltar que é muito importante conci-
liar os conhecimentos sobre agente extintores com as classes de incêndios que
já estudamos, pois cada classe tem um agente extintor que é mais favorável e
o que não deve ser utilizado, pois poderá aumentar ou espalhar o incêndio ao
invés de extingui-lo.

MATERIAIS E EQUIPAMENTOS MÓVEIS DE COMBATE AO INCÊNDIO


93

ÁGUA

O primeiro agente extintor que estudaremos é a água, pois é o agente que existe
em abundância. Sua ação extintora é o resfriamento (retirada do calor), podendo
ser empregado tanto no estado líquido como no gasoso. No estado líquido, pode
ser utilizado sob a forma de jato sólido, chuveiro e neblina. Nas formas de jato
sólido, compacto e chuveiro, sua ação extintora é somente o resfriamento. Na
forma de neblina, sua ação extintora é resfriamento e abafamento. A água no
estado gasoso é aplicada em forma de vapor. A água é condutora de corrente
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

elétrica (CAMILLO, 2012).


Conforme Seito et al. (2008, p. 233 apud GOMES, 1998):
A água é o mais completo dos agentes extintores. A sua importância é
reconhecida, pois mesmo que não leve à extinção completa do incên-
dio auxilia no isolamento de riscos e facilita a aproximação dos bom-
beiros ao fogo para o emprego de outros agentes extintores. Atualmen-
te é mais utilizada em sistemas de proteção contra incêndio como o
sistema de hidrantes e mangotinhos, sistema de chuveiros automáticos
e sistema de água nebulizada, tendo como objetivo o controle e a extin-
ção rápida e eficiente de um incêndio.

Para Seito et al. (2008 apud FERREIRA, 1987), a água é o agente extintor que
proporciona a melhor absorção de calor, sendo que o poder de extinção pode
ser aumentado ou diminuído, conforme a forma que é aplicado sobre o fogo.
Pode proporcionar os seguintes métodos de extinção: por resfriamento, abafa-
mento e emulsificação.
©shutterstock

Figura 1: Agente Extintor – Água

Agentes Extintores
III

Como podemos notar, a água pode ser utilizada como agente extintor para os
métodos de extinção de resfriamento prioritariamente e, secundariamente,
por abafamento. O que resultará na diferença desses métodos de extinção é
o jato que irá ser empregado, esses jatos são produzidos por diferentes tipos
de esguicho (em hidrantes). Dessa forma, vamos entender os tipos de jatos
existentes, os quais podem ser aplicados de quatro formas básicas: jato sólido,
compacto, neblina e chuveiro.
O jato tipo sólido é o mais utilizado na maioria dos hidrantes, formado
por um tubo único e totalmente denso de água, tipo tronco-cônico, não sendo

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
oco internamente. A água sai do esguicho com a forma de um tubo cilíndrico
e comprido, apresentando características de volume e forma bem definidas,
como se fosse um filete. Esse jato é produzido pelo esguicho agulheta e é uti-
lizado para atingir locais com maiores distâncias, como incêndios que exigem
penetração nos materiais combustíveis ou grande volume de água (CAMILLO
Jr., 2012).
De acordo com Camillo (2012), o jato compacto é um jato fornecido pelo
esguicho regulável, esse jato possui o centro oco, pois os filetes de água são
produzidos pelas ranhuras externas da parte frontal do esguicho. Devemos
tomar bastante cuidado para não confundir esse jato com o jato sólido, pois
ambos possuem formato e vazão diferenciados. Já Seito et al. (2008) menciona
que o jato compacto extingue o incêndio por resfriamento e o seu sucesso
depende, essencialmente, de se conseguir a vaporização da água na imediata
proximidade do objeto incendiado.
Quando falamos sobre o jato chuveiro, temos que visualizar que é um
jato formado por:
[...] pequenas gotas de água que se assemelham a uma chuva. É pro-
duzido pelo esguicho regulável e tem a aparência de um cone de 90º
com a abertura voltada para frente. É utilizado para a aproximação
em incêndios, pois fornece ótima proteção do calor irradiado e tam-
bém tem grande poder de cobertura, ajudando a extinguir rapida-
mente as chamas. Pode ser utilizado também com um cone de 45º
que atinge maior distância no combate ao incêndio e ainda fornece
uma razoável proteção ao calor irradiando (CAMILLO Jr., 2012, p.
94-95).

MATERIAIS E EQUIPAMENTOS MÓVEIS DE COMBATE AO INCÊNDIO


95

Portanto, verificamos que, nos jatos sólido, compacto e chuveiro, estamos


utilizando o método de extinção de resfriamento. No jato sólido, o tipo de
esguicho utilizado será o agulheta; no jato compacto e no jato chuveiro, o
esguicho é o regulável, depende da forma como regulamos para produzir o
tipo de jato que desejamos.
Conforme Seito et al. (2008, p. 233), ainda sobre o jato neblina, quando
A água é aplicada na forma de neblina, possibilita o máximo de uti-
lização da capacidade de absorver o calor (cerca de 90% da água se
transforma em vapor). No sistema de hidrantes e de mangotinhos, o
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emprego do jato em forma de neblina é eficiente tanto na extinção


de incêndio confinado como na extinção de incêndio aberto e em
líquidos inflamáveis. O efeito de emulsificação é obtido por meio de
neblina de alta velocidade. Pode-se obter, por esse método, a extin-
ção de incêndios em líquidos inflamáveis viscosos, pois o efeito de
resfriamento que a água proporciona na superfície de tais líquidos
impedirá a liberação de seus vapores inflamáveis. Em geral, no pro-
cesso de emulsificação, gotas de inflamáveis ficam envolvidas indi-
vidualmente por gotas de água, dando, no caso dos óleos, aspecto
leitoso.

A água em jato sob a forma de vapor, com esguichos especiais e com bombas
de pressão, é aquela fragmentada em pequeníssimas partículas, de diâmetro
quase que microscópico, chamada também de neblina. A água na forma de
neblina apresenta a máxima de superfície em relação ao conteúdo líquido que
a compõe, é borrifada em pequenas e finas quantidades na forma de névoa.
Disso resulta a máxima capacidade prática para a absorção do calor. A quase
totalidade de água assim empregada no combate a incêndios é transformada
em vapor, que continua agindo por abafamento, aumentando, dessa forma, o
poder extintor da água, sobretudo em locais confinados (SEITO et al. 2008,
p. 233 apud FERREIRA, 1987).
Para utilizar, então, o método de extinção de resfriamento e abafamento
juntos, temos que produzir um jato chamado neblina, que é obtido por inter-
médio de esguicho especial e com bomba de pressão. Assim, conseguimos
os dois métodos de extinção utilizados em incêndios em líquidos inflamá-
veis viscosos.

Agentes Extintores
III

DIÓXIDO DE CARBONO (CO2)

Segundo Saliba (2010), o CO2 ou dióxido de carbono é um material não condu-


tor que atua sobre o fogo pela exclusão do oxigênio, ou seja, por abafamento e
por uma pequena ação de resfriamento.
De acordo com Seito et al. (2008, p. 281),
a norma National Fire Protection Association (NFPA) fornece os requi-
sitos necessários aos sistemas de proteção contra incêndio por CO2. É
um gás inodoro, não tóxico, não condutor de eletricidade, não deixa

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resíduos corrosivos, que combate incêndios pela redução do nível de
oxigênio do ambiente protegido para valores abaixo de 13,86%, im-
possibilitando a respiração humana. O CO2 é utilizado em extintores
portáteis e principalmente na indústria, na proteção de geradores de
energia elétrica, laminadores, máquinas gráficas, tanques de óleo, for-
nos, dutos, armazenamento de líquidos inflamáveis etc.

O agente extintor gás carbônico é muito utilizado quando se precisa extinguir


incêndios em materiais elétricos energizados (Classe C), pois não danifica os equi-
pamentos e não deixa resíduos. O método de extinção obtido por intermédio do
gás carbônico é, prioritariamente, abafamento e, secundariamente, resfriamento.

ESPUMA

Antigamente, se utilizava a espuma química, a qual tem sua fabricação proi-


bida pela ABNT atualmente, devido ao risco de explosão, pois pode acontecer a
obstrução do bico de saída em extintores de incêndios. Depois dessa proibição,
surgiu as espumas mecânicas, utilizadas atualmente em incêndios da classe B.
Segundo Camillo Jr. (2012), a espuma atua nos líquidos inflamáveis ou com-
bustíveis classe B, impedindo o contato do ar com os vapores inflamáveis do
combustível e resfriando o combustível e os demais combustíveis a sua volta,
dessa forma além do resfriamento tem o abafamento como principio principal.
Camillo Jr. (2012, p. 42) define o efeito da espuma como:
[...] um agente extintor cuja principal ação de extinção é a de abafa-
mento e, secundariamente, a de resfriamento, por utilizar razoável

MATERIAIS E EQUIPAMENTOS MÓVEIS DE COMBATE AO INCÊNDIO


97

quantidade de água na sua formação, conduz corrente elétrica, então


não pode ser utilizado em incêndios da classe C. Por um processo de
agitação de uma mistura de água com um agente espumante (extrato)
e a aspiração simultânea de ar atmosférico em um esguicho próprio,
temos a formação da espuma mecânica, que pode ser de baixa, média
e alta expansão.

A espuma mecânica é, portanto, uma mistura de água, juntamente, com o ar


e com o Líquido Gerador de Espuma (LGE). Esse LGE pode mudar conforme
muda a aplicação da sua espuma, por exemplo, combustíveis apolares (derivados
do petróleo, ou seja, gasolina, óleo diesel), combustíveis polares (não derivados
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do petróleo, ou seja, álcool) ou, se precisar, de espuma de alta expansão.


Para Camillo Jr. (2012, p. 43), a taxa de expansão é o volume ou a proporção
final de espuma produzida por um equipamento gerador, a partir de uma mis-
tura inicial de Líquido Gerador de Espuma (LGE) (extrato) e água.
Continuando o raciocínio, Camillo (2012, p. 43) diz que a espuma de com-
bate a incêndios pode ser classificada, segundo a NFPA, em três tipos, de acordo
com a taxa de expansão:
■■ Baixa: taxa de expansão até 20:1. Espuma eficiente para o controle e extin-
ção de incêndios causados por líquidos inflamáveis da classe B. Pode ser
utilizada nos incêndios classe A, que exigem o resfriamento e bom poder
de penetração.
■■ Média: taxa de expansão de 200:1. Tipo de espuma que pode ser empre-
gada para abafar a emissão de vapores de produtos químicos perigosos.
■■ Alta: taxa de expansão acima de 200:1. Espuma utilizada para incêndios
em espaços confinados (subsolos, porões etc.). A sua aplicação normal-
mente é feita por geradores de espuma especiais, pois utilizam um tipo
de espuma sintética.

De acordo com Camillo Jr. (2012), uma espuma, para ser eficiente, deve:
■■ Possuir velocidade de extinção: possuir uma velocidade de dissipação
rápida para obter uma cobertura em cima do combustível até a extinção
total do fogo.
■■ Ser eficiente na contenção dos gases: a cobertura tem que conter os gases
inflamáveis e diminuir os riscos da volta do fogo.

Agentes Extintores
III

■■ Ser resistente ao combustível: a espuma tem que suportar os efeitos do


combustível e não solubilizar as espumas.
■■ Ser resistente ao calor: aguentar os efeitos do calor fornecido pelo fogo.
A espuma é formada por mais de 90% de água e, pela facilidade da mistura com o
álcool e com a água, ela deverá ser, obrigatoriamente, resistente ao álcool. Existem
espumas específicas para combustíveis e solventes apolares, como os derivados
de petróleo, e para os polares, como o álcool (CAMILLO, 2012).
Por meio da espuma mecânica, conseguimos extinguir o fogo pelos méto-
dos de abafamento, prioritariamente, e, secundariamente, com resfriamento,

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pode ser utilizado em incêndios classe A, classe B. Quando utilizar em classe A,
verificar a necessidade de utilizar a água depois, para abaixar a temperatura dos
materiais, assim não há o risco de o incêndio voltar.

PÓ QUÍMICO SECO (PQS)

Há vários tipos de Pó Químico Seco (PQS), os quais iremos estudar na sequ-


ência. Cada tipo possui uma composição diferente e, consequentemente, uma
aplicação diferente. Há o PQS (BC), PQS (ABC), PQS (especial) e PQS (veícu-
los), vamos, a seguir, estudar todos esses tipos.
Mello (2011, p. 36) define o Pó Químico Seco (PQS) como sendo:
um material finamente pulverizado, não condutor de eletricidade, com
característica de fluido, tratado para ser repelente a água, resistente a
aglomeração, resistente à vibração e com propriedades extintoras va-
riadas de acordo com o tipo e a classificação.

Mello (2011, p. 36) continua a explicar que:


o PQS é um produto estável a temperaturas de até 60°C, acima desta
margem, dissocia-se, exercendo sua função extintora de abafamento.
O PQS não

é tóxico para o ser humano, porém em grandes quantidades e/ou áreas


fechadas pode causar dificuldade respiratória momentânea e irritação
nos olhos e na pele.

MATERIAIS E EQUIPAMENTOS MÓVEIS DE COMBATE AO INCÊNDIO


99

Conforme Mello (2011), o agente extinto, Pó Químico Seco, pode ser classi-
ficado, de acordo com o combustível, em:
a. Pó Químico Regular (Comum): empregado em incêndios de classe B e
C, tendo em sua composição a base de bicarbonato de sódio ou bicar-
bonato de potássio;
b. Pó Químico para Múltiplos Propósitos: empregado em incêndios classe
A, B e C, tendo em sua composição a base de fosfato de amônio ou
fosfato de magnésio;
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c. Pó Químico Especial: empregado em incêndios de metais combustí-


veis, classe D.

Portanto, para utilizar o PQS, dependerá da classe de incêndio do seu incên-


dio, a fim de sabermos qual tipo de pó que necessitamos para extinguir o
incêndio, lembrando, que, independente do tipo de incêndio, o PQS atua
sempre como abafamento, não possuindo ação de resfriamento. Dessa forma,
os incêndios que necessitarem da ação de resfriamento para serem extintos,
não se deve utilizar PQS para extingui-los.
Segundo Mello (2011), suas várias propriedades extintoras, devidamente
combinadas, transformam o PQS em um eficiente agente extintor para quase
todas as classes de incêndios, ou seja, classe B, C e D. A extinção por abafa-
mento ocorre devido ao fato de que, quando aquecido, o bicarbonato libera
dióxido de carbono e vapor de água, auxiliando na ação extintora do PQS.
Quando aquecido, o pó apresenta a característica de criar um resíduo fun-
dido e pegajoso, formando uma camada selante na superfície do combustível,
isolando-o do comburente, extinguindo o incêndio. A principal e mais impor-
tante propriedade extintora do PQS é a sua capacidade de quebrar a cadeia
de reação da combustão, impedindo as reações de propagação.
Os pós a base de bicarbonato de sódio são eficientes na extinção de incên-
dios classe B e C, especialmente em óleos e gorduras, pois reagem formando
uma espécie de sabão na superfície do combustível, originando uma reação
chamada de saponificação, ou seja, “tornou-se sabão”. Apesar de eficiente
em classe C, o pó em maquinários pode provocar danos nos equipamentos,
devendo ser evitado o seu emprego. Para incêndios classe A, possui ação

Agentes Extintores
III

eficiente nas chamas, mas o como não possui poder de resfriamento o torna
não recomendado, pois os incêndios em classe A sempre estão na superfí-
cie e na profundidade, dessa forma, a ação não será eficiente na profundida.
O PQS (ABC) de monofosfato de amônia apresenta considerável efici-
ência em incêndios de classe A, pois, quando aquecido, se transforma em
um resíduo fundido, aderindo a superfície do combustível e isolando-o do
comburente (MELLO, 2011, p. 38). Não é indicado em incêndios em óleos e
gorduras, pois não ocorrerá a reação de saponificação, devido ao fato de ser
outra reação química.

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Nos incêndios classe D, também conhecidos como incêndios em mate-
riais pirofóricos ou metais combustíveis, não é recomendável a utilização dos
pós-químicos comuns usados nas classes A, B e C, mas, sim, os chamados
pós-químicos especiais. O pó químico especial é, normalmente, encontrado
em instalações industriais, que utilizam esses tipos de metais, ou em seus
depósitos. Tendo em vista a peculiaridade dos diferentes materiais pirofó-
ricos, agentes extintores específicos devem ser pesquisados para cada caso
(MELLO, 2011, p. 38).
©shutterstock

Figura 2: Agente Extintor – PQS

MATERIAIS E EQUIPAMENTOS MÓVEIS DE COMBATE AO INCÊNDIO


101

Agora, depois de entendermos que os agentes extintores são as substâncias que


dispomos dentro do equipamento móvel ou fixo de combate ao incêndio para
a extinção dos incêndios, vamos analisar e entender como são os extintores,
como utilizá-los, as normas atuais sobre extintores e como analisá-las. Antes
dos extintores, vamos inserir uma tabela resumo do que estudamos até agora
sobre agentes extintores.

CLASSE DE DIÓXIDO DE ESPUMA


ÁGUA PQS
INCÊNDIO CARBONO MECÂNICA
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Sim
A Não Sim (Indicado) Não
(Razoável)
Sim Sim Sim (Indica-
B Não
(Indicado) (Indicado) do)
Não Sim Não
Sim
C (Risco do ope- (Pode danificar o (Risco do
(Indicado)
rador) aparelho) operador)
D Não Não Só PQS especial Não
Tempo 6 kg 10 litros 4 kg 10 litros
médio de
descarga 25 s 60 s 10 s 60 s

Alcance do 6 kg 10 litros 4 kg 10 litros


jato 1a2m 9 a 12 m 5m 9 a 10 m
Abafamento Abafamento
Efeito Resfriamento Abafamento
Resfriamento Resfriamento

Tabela 1: Correlação dos agentes extintores com as classes de incêndios


Fonte: Camillo (2010, p. 71) e CBMDF – NT (003/2015).

Em caso de emergência e em um princípio de incêndio, você conseguiria


manter a calma, procurar o extintor correto a ser utilizado e utilizá-lo de for-
ma adequada?
Fonte: a autora.

Agentes Extintores
III

Depois de compreendermos quais são os agentes extintores, esperamos que você


esteja motivado(a) a aprender sobre os extintores: como se utiliza e seus tipos. É
possível afirmar que essas informações serão muito úteis para você ou até para
socorrer alguém em apuros.

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EXTINTORES DE INCÊNDIOS

O extintor de incêndio automático foi inventado por um militar inglês, o Capitão


George Willian Manby, depois que ele presenciou um incêndio em 1813, em
Edimburgo, que começou no quinto andar de um edifício. As mangueiras não
alcançavam o andar, o militar não pôde fazer nada para evitar que o fogo se espa-
lhasse e tomasse todo o quarteirão. Em 1816, o militar inventou um aparelho
cilíndrico de cobre, com sessenta centímetros de altura e capacidade de quinze
litros. Era envasado com até três quartos de um líquido antichamas, uma solu-
ção de potassa cáustica. O espaço restante era preenchido de ar comprimido
(CAMILLO, 2012).
Os aparelhos de extintores de incêndios são destinados à extinção imediata
de um princípio de incêndio quando, ainda em sua fase inicial, sua eficácia ficará
condicionada ao fácil acesso aos aparelhos, ao perfeito serviço de manutenção e

MATERIAIS E EQUIPAMENTOS MÓVEIS DE COMBATE AO INCÊNDIO


103

ao conhecimento pelo operador das técnicas de extinção de fogo e da operação


dos extintores (CAMILLO, 2012). Segundo Saliba (2010, p. 63), os extintores são
desenvolvidos para combater princípios de incêndios, sendo que o agente extin-
tor contido nos extintores deve ser adequado para cada classe.
Como podemos notar, os extintores são recomendados para princípios de
incêndio, pois sua carga é pequena e, dessa forma, não atuarão com a mesma efi-
ciência em incêndios maiores, além de não conseguirem a completa extinção pela
limitação da quantidade de agente extintor disponível. Devemos ter consciência
também de que não adianta ter o extintor e não sabermos como ele funciona,
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

nem qual a diferença entre os extintores, qual extintor que extingue qual tipo
de fogo, essas são as mínimas informações que precisamos para que possamos
extinguir um princípio de incêndio de forma segura e eficiente.
Os extintores sobre rodas ou carreta são extintores de grande volume, que,
para facilitar seu manejo e deslocamento, são montados sobre rodas. As carretas
são posicionadas em locais onde há grande quantidade de materiais estocados,
não podem ter degraus onde estiverem localizados e ter abertura suficiente para
a passagem do extintor. A forma de utilização é similar dos extintores portá-
teis, cobrindo uma área de risco maior, seguindo o que o código de cada estado
determinar.
Conforme Mattos e Másculo et al. (2011), é importante observar que, no
Brasil, existem diversas normas que regulamentam esse assunto, sendo diferen-
tes entre si. Há a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), o Instituto
de Resseguros do Brasil, a Norma Regulamentadora 23 (NR-23) do Ministério
do Trabalho e as Normas dos Corpos de Bombeiros Estaduais1, além de algumas
normas municipais. Dessa forma, antes de se iniciar um projeto de extintores,
deve-se verificar para que órgão será enviado, escolhendo-se as normas mais
exigentes e observando as peculiaridades de cada órgão.
De acordo com Camillo (2012), os extintores são constituídos por um reci-
piente de aço, cobre, latão ou material metálico equivalente, contendo em seu
interior um agente extintor. Aqueles podem ser divididos em portáteis, quando
manuais, e operados por um único indivíduo, ou carretas, quando sobre rodas,

1 Cada Estado possui a sua, mas as normas dos corpos de bombeiros mais completas são de Brasília (DF),
São Paulo e Paraná, sendo que as duas últimas são similares.

Extintores de Incêndios
III

exigindo, para seu emprego, um ou mais operadores. O uso de determinado tipo


de extintor dependerá da classe de incêndio que se deseja extinguir, portanto, o
adequado emprego dos diferentes tipos evitará que seu operador se submeta a
riscos desnecessários, tais como: choques elétricos, respingos de líquidos infla-
máveis etc.
A nomenclatura é feita em função dos agentes aos quais está acondicio-
nada. Para cada classe de incêndio, existem um ou mais extintores próprios para
combatê-la. São classificados para o uso conforme a classe de incêndio a que se
destinam: A, B, C e D. Todo extintor possui um rótulo, de acordo com o sistema

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internacional de identificação, no qual constarão as classes de incêndios, que o
extintor indicar (CAMILLO Jr., 2012).

Figura 3: Identificação das classes de incêndios2


Fonte: Equitec Extintores (online).

Por meio da figura 03, verifica-se que quando se tem incêndios de classe A,
combustíveis sólidos, será identificado no extintor um triângulo verde; classe
B, líquidos inflamáveis, sendo identificado como quadrado vermelho; classe C,
materiais elétricos energizados, sendo identificado como círculo azul; classe D,
metais pirofóricos, sendo identificado como estrela amarela. Com os símbolos,
espera-se que se torne mais fácil e rápida a identificação em caso de um princí-
pio de incêndio.

2 Verificar, no Portal do Aluno, as cores da imagem.

MATERIAIS E EQUIPAMENTOS MÓVEIS DE COMBATE AO INCÊNDIO


105

De acordo com Camillo (2012, p. 48-49),


No Brasil, o sistema de classificação é baseado em estudos e normas
elaboradas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT),
reconhecida em todo o território nacional como fórum nacional de
normalização e membro do Conselho Nacional de Metrologia, Norma-
lização e Qualidade Industrial do Ministério da Indústria e Comércio.
Todos os extintores fabricados atualmente estão providos de etiquetas
de identificação, que permitem ao usuário saber a classe de incêndio a
que se destinam e o seu emprego correto.

O manômetro dos extintores de incêndios permite que saibamos qual pressão


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

está no interior do extintor.


■■ Nos extintores de CO2, que não possuem manômetro, é necessário que
esse extintor seja pesado a cada 6 meses para que saibamos se o peso con-
tinua o mesmo ou está vazando gás.
■■ Nos extintores de H2O, PQS e Espuma que possuem manômetros.

Figura 04: Manômetro do


extintor de H2O e PQS
Fonte: arquivo pessoal.

No manômetro (figura 4), caso a seta esteja:


■■ Na parte vermelha do lado esquerdo, é necessária a recarga do extintor,
pois a pressão está abaixo da recomendada;
■■ Se estiver no verde, o extintor está com a pressão correta e;
■■ Se estiver na parte vermelha do lado direito, é necessária a recarga, pois
está com uma pressão superior a recomendada.

Extintores de Incêndios
III

Em alguns extintores, no manômetro, no lugar da cor vermelha do lado direito


há a cor branca, se a seta estiver do lado direito terá que recarregar, pois a pres-
são está acima do recomendado. Dessa forma, verificamos que pode acontecer
o fato de o seu extintor estar dentro do prazo de 1 ano, entre as recargas, e ser
necessário recarregar, pois a pressão está incorreta.
Camillo Jr. (2012) explica que o manômetro, além de indicar a pressão do
aparelho, serve também como válvula de segurança, que se rompe automatica-
mente com o excesso de pressão, fora dos limites de segurança. Atualmente, os
extintores de incêndio utilizados são: espuma mecânica, pó químico seco, água

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
pressurizada, gás carbônico e classe D, os quais iremos estudar na sequência.

Atualmente, antes de ler as diferenças entre os extintores a seguir, você sabe


qual extintor de incêndio deve ser utilizado, quando estiver incendiando
uma panela com gordura ou mesmo o pneu do seu carro?
Fonte: a autora.

EXTINTORES DE ESPUMA

São recomendados para incêndios em combustíveis comuns (classe A) e líqui-


dos inflamáveis em que as ações de cobertura e resfriamento são importantes; o
agente extintor (espuma) é o bicarbonato de sódio, sulfato de alumínio acrescido
de um estabilizador, sendo o gás carbônico (CO2) o agente propulsor (SALIBA,
2010; MATTOS, MÁSCULO et al., 2011).
Segundo Mattos e Másculo et al. (2011), o extintor com espuma prove-
niente de reações químicas tem sua fabricação proibida pela ABNT, devido ao
risco de explosão, pode acontecer uma obstrução no bico de saída, passando-
-se a utilizar os extintores que geram espuma por ação mecânica. Não pode ser
utilizado em incêndios Classe C e em álcool, acetona, ésteres ou lascas compos-
tas á base de tinner.

MATERIAIS E EQUIPAMENTOS MÓVEIS DE COMBATE AO INCÊNDIO


107

Conforme Camillo (2012, p. 49), seguem algumas observações:


■■ Aplicação: incêndios das classes A e B.
■■ Princípio de funcionamento: a pré-mistura é expelida pelo esguicho lan-
çador, que succiona o ar atmosférico para a formação da espuma, quando
é lançada contra o quebra jato.
■■ Método de extinção: abafamento (ação principal) e resfriamento (ação
secundária).

A Figura 5 apresenta exemplos de extintores de espuma mecânica. O primeiro


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

e mais usual é o extintor sobre rodas (tipo carreta) com 50 litros, conforme a
norma ABNT NBR 15809, com certificação pelo INMETRO. O segundo é um
extintor portátil de espuma, conforme a norma ABNT NBR 15808, com certifi-
cação pelo INMETRO, a carga de agente extintor de 9 litros.

Figura 05: Extintores de incêndio de espuma mecânica3


Fonte: http://www.bucka.com.br

■■ Operação: nos extintores de espuma mecânica pressurizados, antes de


retirar do local, verifique, no manômetro, se a pressão está correta, caso
esteja correta, pode ser utilizado. Dessa forma, leve até um local seguro,
o mais próximo possível de onde será utilizado. Puxar o pino (trava) de
segurança, retirar o esguicho (tendo cuidado para não obstruir a entrada
de ar, que é captado para a formação das bolhas, por meio do processo
Venturi) e acionar o gatilho, dirigindo o jato à base do fogo, mesmo em
caso de incêndios classe B (CAMILLO, 2012).

3 Verificar, no Portal do Aluno, as cores da imagem.

Extintores de Incêndios
III

Depois dos extintores, vamos conhecer os rótulos mais de perto. Na figura 06,
o primeiro rótulo é do extintor de espuma mecânica de carreta e o segundo, do
portátil.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Figura 6: Rótulos dos extintores de incêndio de espuma mecânica4
Fonte: <http://maragna.com.br/sinalizacao/rotulos/carreta-espuma-mecanica-rotulo-carreta-espuma-
mecanica-pressurizac-o-direta-50-lt.html>. <http://maragna.com.br/sinalizacao/rotulos/07051-g-
espuma-mec-nica-rotulo-modelo-standard-espuma-mecanica-pressurizada-9-e-10-lt.html>.

Todas as Normas Brasileiras (NBR) que citamos na unidade, você pode aces-
sar o site seguinte, para ter maiores esclarecimentos, além de poder verificar
qual norma está em vigor. Caso a norma tenha sido cancelada, o site indica
a norma que substituirá a cancelada.
Disponível em: <http://www.abntcatalogo.com.br/>.
Acesso em: 11 dez. 2015.
Fonte: a autora.

EXTINTORES DE PÓ QUÍMICO SECO (PQS)

O agente extintor é o bicarbonato de sódio ou bicarbonato de potássio, os quais


recebem tratamento para tornarem-se higroscópicos. O agente propulsor é o
CO2 ou nitrogênio. O pó químico não conduz eletricidade, entretanto não é

4 Verificar, no Portal do Aluno, as cores da imagem.

MATERIAIS E EQUIPAMENTOS MÓVEIS DE COMBATE AO INCÊNDIO


109

recomendável o seu uso, visto que, onde haja circuitos com componentes elé-
tricos, pode ser corrosivo (SALIBA, 2010; MATTOS, MÁSCULO et al., 2011).
Mattos e Másculo et al. (2011) comentam que recentemente foi desenvolvido
um extintor de monofosfato de amônia que pode ser utilizado em incêndios dos
tipos A, B e C. Tal extintor veio atender ao mercado da indústria automobilís-
tica, uma vez que o extintor usado, até então, de PQS, tem pouca eficiência para
extinguir o fogo nas partes internas dos veículos (material classe A).
A Figura 07 demonstra exemplos de extintores de Pó Químico Seco (BC)
e Pó Químico Seco (ABC). No primeiro exemplo, há os extintores PQS (BC) e
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

(ABC) sobre rodas (tipo carreta), conforme norma ABNT NBR 15809, certifica-
dos pelo INMETRO, nas versões de 20 kg e 50 kg para PQS (BC), enquanto que,
para o PQS (ABC), a versão é de apenas 20 kg. O segundo são extintores portá-
teis de PQS (BC) e (ABC), conforme NBR 15808, certificados pelo INMETRO,
nas versões de 4 kg, 6 kg, 8 kg e 12 kg.
De acordo com Camillo Jr. (2012, p. 53), seguem algumas definições:
■■ Aplicação: incêndios classe B e C ou classes A, B e C.
■■ Princípio de funcionamento: o pó químico seco é expelido pela man-
gueira através do gás inerte.
■■ Método de extinção: Abafamento.

Figura 07: Extintores de incêndio de Pó Químico Seco (BC) e (ABC)5


Fonte: http://www.bucka.com.br/extintores/extintores-de-incendio-sobre-rodas/ e http://www.bucka.com.
br/extintores/extintores-de-incendio-portateis/ - (acesso dia 03/05/2015)

5 Verificar, no Portal do Aluno, as cores da imagem.

Extintores de Incêndios
III

■■ Operação: o pó está pressurizado no cilindro, antes de retirá-lo do local,


verifique, por intermédio do manômetro, a pressão do extintor. Se esti-
ver correta, leve até um local seguro, o mais próximo possível de onde
será utilizado. Puxe o pino (trava) de segurança e retire a mangueira e o
esguicho do suporte. Empunhe o esguicho e acione o gatilho, dirigindo
o jato à base do fogo (CAMILLO, 2012).

Depois dos extintores, vamos conhecer os rótulos mais de perto. Na figura 08, o
primeiro rótulo é do extintor de PQS (BC) de carreta; o segundo, do portátil. O
terceiro rótulo é do extintor de PQS (ABC) de carreta; o quarto, do portátil ABC.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Figura 08: Rótulos dos extintores de incêndio de PQS (BC) e PQS (ABC)
Fonte: <http://maragna.com.br/sinalizacao/rotulos/carreta-po-rotulo-carreta-po-abc-pressurizado-20-30-
50-70-100-kg.html>. < http://maragna.com.br/sinalizacao/rotulos/po-abc-rotulo-modelo-standard-po-
abc-pressurizado-4-6-8-12-kg.html>.

MATERIAIS E EQUIPAMENTOS MÓVEIS DE COMBATE AO INCÊNDIO


111

EXTINTORES DE ÁGUA PRESSURIZADA (AP)

O elemento extintor é a água que age por meio do resfriamento do combustí-


vel material em combustão. O agente propulsor é um gás (dióxido de carbono,
nitrogênio). Segundo a antiga NR 23, a água nunca será empregada em fogos
de classe B, salvo quando pulverizada sob a forma de neblina, fogos de classe
C, salvo quando se tratar de água pulverizada e fogos classe D (SALIBA, 2010,
p. 63).
Segundo Mattos e Másculo et al. (2011), no extintor de água (Classe A), o
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

elemento que extingue é a água que atua pelo resfriamento da área do mate-
rial em combustão. O agente propulsor é um gás (CO2, N2 ou ar comprimido).
O extintor já vem pressurizado, não existindo mais o extintor que precisa ser
pressurizado quando for utilizar.
Segundo Camillo (2012, p. 55), seguem algumas definições:
■■ Aplicação: incêndios classe A.
■■ Princípio de funcionamento: a água é expelida pela mangueira através
de um gás inerte.
■■ Método de extinção: Resfriamento.
Na Figura 09, há exemplos de extintores de água pressurizada. O primeiro é
um exemplo do extintor no seu interior; o segundo é o extintor sobre rodas
(tipo carreta), com 75 litros, conforme a norma ABNT NBR 15809, certifi-
cado pelo INMETRO. O terceiro é um extintor portátil de água pressurizada,
conforme a norma ABNT NBR 15808, certificado pelo INMETRO, a carga de
agente extintor de 10 litros.

Extintores de Incêndios
III

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Figura 09: Extintores de incêndio de água pressurizada6
Fonte: <http://www.bucka.com.br/extintores/extintores-de-incendio-sobre-rodas/ e http://www.bucka.com.
br/extintores/extintores-de-incendio-portateis/

■■ Operação: a água está pressurizada no cilindro, antes de retirá-la do local,


verifique, por meio do manômetro, a pressão do extintor. Se esta esti-
ver correta, leve o cilindro até um local seguro, o mais próximo possível
do incêndio. Puxe o pino (trava) de segurança e retire a mangueira e o
esguicho do suporte. Empunhe o esguicho e acione o gatilho, dirigindo
o jato à base do fogo.

Vamos conhecer os rótulos mais de perto. Na figura 10, o primeiro rótulo demons-
tra o extintor de água pressurizada (AP) de carreta, enquanto que o segundo,
o portátil.

Figura 10: Rótulos dos extintores de incêndio de água pressurizada (AP)


Fonte: <http://maragna.com.br/sinalizacao/rotulos/carreta-espuma-mecanica-rotulo-carreta-espuma-
mecanica-pressurizac-o-direta-50-lt.html> <http://maragna.com.br/sinalizacao/rotulos/ap-rotulo-
modelo-standard-agua-pressurizada-10-lt.html>.

6 Verificar, no Portal do Aluno, as cores da imagem.

MATERIAIS E EQUIPAMENTOS MÓVEIS DE COMBATE AO INCÊNDIO


113

EXTINTORES DE CO2 (GÁS CARBÔNICO OU DIÓXIDO DE CARBONO)

O gás carbônico é um material não condutor que atua sobre o fogo pela exclusão
do oxigênio (abafamento) e por uma pequena ação de resfriamento (SALIBA,
2010, p. 63).
Conforme Mattos e Másculo et al. (2011, p. 70), no extintor de CO2 (Classe
C), “o gás é encerrado no interior do tubo, onde permanece liquefeito e subme-
tido a uma pressão de 61 atm nas condições normais”. O CO2 é uma substância
não condutora de eletricidade que atua sobre o fogo pela exclusão de oxigê-
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

nio, tendo também uma pequena ação de resfriamento. Não é corrosivo, não
deixa resíduos, nem perde as características com o passar do tempo. Substitui
a espuma no combate a incêndios em que há dissociação da espuma (acetona,
acetato de anila, ésteres, álcool metílico, butílico e etílico). Graças a sua nuvem
de descarga, pode ser empregado em escapamento de gases. Em contrapartida,
é muito pesado e, em virtude do pequeno alcance de seu jato (0,5 a 1m), exige
muito a aproximação do operador junto à chama. Além disso, não estabelecendo
uma cobertura permanente, há perigo de retorno do fogo.
De acordo com Camillo (2012, p. 57), seguem algumas definições:
■■ Aplicação: incêndios classe B e C.
■■ Princípio de funcionamento: o aparelho expele um gás inerte mais pesado
do que o ar.
■■ Método de extinção: Abafamento.
A figura 11 apresenta exemplos de extintores de gás carbônico. O primeiro é o
extintor no seu interior, o segundo é o extintor sobre rodas (tipo carreta), ambos
fabricados a partir de tubo de aço carbono sem costura SAE 1541, conforme
norma ABNT NBR 15809, certificados pelo INMETRO. A carga desse agente
extintor é de 10 kg, 25 kg e 50 kg. O terceiro é um extintor portátil de gás carbô-
nico, fabricado a partir de tubo de aço carbono SAE 1541, sem costura, conforme
a norma ABNT NBR 15808, com certificação pelo INMETRO. A carga desse
agente extintor é de 2 kg, 4 kg e 6 kg.

Extintores de Incêndios
III

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Figura 11: Extintores de incêndio de gás carbônico7
Fonte: http://www.bucka.com.br/extintores/extintores-de-incendio-portateis/ e http://www.bucka.com.br/
extintores/extintores-de-incendio-portateis/ - (acesso dia 03/05/2015)

■■ Operação: o gás carbônico está pressurizado no cilindro. Leve o cilindro


até um local seguro, o mais próximo do incêndio. Puxe o pino (trava) de
segurança e retire o difusor do suporte e a mangueira. Empunhe o esgui-
cho no punho ou empunhadeira e nunca no difusor, pois corre o risco
de congelar, em seguida, acione o gatilho, dirigindo o jato à base do fogo.
Depois de conhecermos os extintores, vamos conhecer os rótulos mais de perto.
Na figura 12, a primeira imagem corresponde ao rótulo do extintor de gás car-
bônico (CO2) de carreta, e a segunda, do portátil.

Figura 12: Rótulos dos extintores de incêndio de gás carbônico


Fonte: <http://maragna.com.br/sinalizacao/rotulos/07053-e-carreta-co-rotulo-co-carreta-20-25-30-45-50-kg.
html>. <http://maragna.com.br/sinalizacao/rotulos/07051-f-co-rotulo-modelo-standard-co-4-6-kg.html>.

7 Verificar, no Portal do Aluno, as cores da imagem.

MATERIAIS E EQUIPAMENTOS MÓVEIS DE COMBATE AO INCÊNDIO


115

EXTINTORES CLASSE D

Algumas definições:
■■ Aplicação: incêndios classe D.
■■ Princípio de funcionamento: o pó químico seco é expelido pela man-
gueira através do gás inerte.
■■ Método de extinção: Abafamento.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Figura 13: Extintores de incêndio de gás inerte – classe D8


Fonte: http://www.bucka.com.br/extintores/extintores-de-incendio-sobre-rodas/ e http://www.bucka.com.
br/extintores/extintores-de-incendio-portateis/>

A figura 13 mostra exemplos de extintores classe k. O primeiro é um exemplo de


extintor sobre rodas (tipo carreta), para combate a incêndios em metais pirofóri-
cos, como lítio, sódio, potássio de sódio, magnésio e outros. Equipamento sobre
rodas com carga de 50 kg de agente extintor classe D. O segundo é um extintor
portátil da classe D, equipamento portátil com carga de 9 kg.
■■ Operação: o pó está pressurizado no cilindro, antes de retirá-lo do local,
verifique, por intermédio do manômetro, a pressão do extintor. Se esti-
ver correta, leve até um local seguro, o mais próximo possível de onde
será utilizado. Puxe o pino (trava) de segurança e retire a mangueira e o
esguicho do suporte. Empunhe o esguicho e acione o gatilho, dirigindo
o jato à base do fogo (CAMILLO, 2012).

8 Verificar, no Portal do Aluno, as cores da imagem.

Extintores de Incêndios
III

EXTINTORES DE PÓ QUÍMICO SECO PARA VEÍCULOS

Conforme Camillo (2012, p. 59), seguem algumas definições:


■■ Aplicação: incêndios classe A, B e C.
■■ Método de extinção: Abafamento.
■■ Operação: rompa o selo de lacração, aperte a alavanca e dirija
o jato para a base das chamas. O jato desse extintor pode ser
estancado a qualquer momento.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Na Figura 14, há exemplos de extintores para veículos, que o fabricante fornece
com a garantia de até 5 anos para os extintores A, B e C, atendendo com a qua-
lidade que os requisitos de garantia da Resolução 157 do CONTRAN exigem.
A carga desse agente extintor é de 1 kg ou 2 kg.

Figura 14: Extintores de incêndio para veículos – classe A, B e C9


Fonte: http://www.kidde.com.br/ProductsSystemsAndServices/Pages/AutomotiveFireExtinguishers.aspx -
(acesso dia 03/05/2015)

Após os extintores, veremos os rótulos mais de perto. Na Figura 15, o rótulo é


do extintor para veículos PQS (ABC).

9 Verificar, no Portal do Aluno, as cores da imagem.

MATERIAIS E EQUIPAMENTOS MÓVEIS DE COMBATE AO INCÊNDIO


117
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Figura 15: Rótulos dos extintores de incêndio de PQS – veículos


Fonte: <http://maragna.com.br/sinalizacao/rotulos/p1-p2-abc-rotulo-automotivo-po-tipo-abc-fundo-
branco.html>.

DISTÂNCIA NECESSÁRIA PARA UTILIZAÇÃO DOS EXTINTORES

A distância segura para o combate a incêndios é de três metros entre a pessoa


com o extintor e o foco de fogo, essa distância é necessária para garantir a inte-
gridade do combatente. Devemos ressaltar que cada extintor possui um alcance
diferente e essas distâncias máximas dos extintores têm que ser respeitadas para
que o agente extintor consiga agir para a extinção efetivamente.

TEMPO DE ALCANCE DE JATO


CLASSE DE DESCARGA EM MÉDIA
EXTINTOR CARGA AGENTE EXTINTOR
FOGO
(EM S) (EM M)

AP A 10L Água 61-67 10


Espuma AB 10L Espuma mecânica 58-60 7
CO2 BC 6Kg Gás carbônico 15-19 2
PQS BC 6Kg Bicarbonato de 14-20 5
sódio
PQS ABC 4Kg Fosfato monoamô- 8-15 4,5
nico
PQS ABC 1Kg Fosfato monoamô- 8-11 3,5
nico
Tabela 2: Dados Técnicos sobre extintores portáteis
Fonte: Camillo Jr. (2012, p. 61).

Extintores de Incêndios
III

TEMPO DE ALCANCE DE JATO


CLASSE AGENTE DESCARGA EM MÉDIA
EXTINTOR CARGA
DE FOGO EXTINTOR
(EM S) (EM M)

AP A 75L Água 150-157 13


Espuma AB 50L Espuma 260-262 10
mecânica
CO2 BC 25Kg Gás carbô- 24-27 4
nico
PQS BC 25Kg Bicarbonato 37-40 6
de sódio

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Tabela 3: Dados Técnicos sobre extintores sobre rodas
Fonte: Camillo Jr. (2012, p. 71).

INSPEÇÕES E MANUTENÇÃO DOS EXTINTORES

A inspeção deve ser entendida como uma verificação sumária e necessária dos
extintores no local da sua permanência, para assegurar que estejam em perfeitas
condições de operação, isto é, carregados, desobstruídos e livres de obstáculos e
danos que impeçam a sua perfeita utilização a qualquer momento (CAMILLO
Jr., 2012).
Como a definição diz em perfeitas condições de operação, na Figura 16
verificamos que a primeira imagem está com os bicos dos extintores totalmente
obstruídos, isso pode acontecer com extintores que ficam localizados na parte de
fora da edificação e sem manutenção nenhuma por muito tempo. Já a segunda
demonstra um bico normal e com manutenções periódicas. Na sequência da
definição, fala-se em extintores carregados, pois não adianta termos os extinto-
res se não recarregarmos quando vencidos.

MATERIAIS E EQUIPAMENTOS MÓVEIS DE COMBATE AO INCÊNDIO


119

Figura 16: Bico do extintor de incêndio


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Fonte: Brito (2012, online).

Quando a definição fala de extintores obstruídos, temos alguns exemplos na


figura 17, quando se coloca algum material na frente ou pendurado no extintor,
obstruindo-o. Em caso de emergência, temos que ter livre acesso aos extintores.

Figura 17: Extintores obstruídos


Fonte: Brito (2010, online).

A eficiência da inspeção dependerá, principalmente, da frequência, regulari-


dade e técnica com que tal inspeção é realizada. A frequência das inspeções
conforme a necessidade de cada instalação, uso, riscos existentes, condições de
trabalho, particularidades de cada agente extintor etc. Entretanto, como medida
de segurança, os extintores deverão ser inspecionados, no mínimo, mensalmente
(CAMILLO Jr., 2012).
Segundo Camillo Jr. (2012), em uma inspeção, deve-se verificar os seguin-
tes itens:

Extintores de Incêndios
III

■■ A localização correta dos extintores, isto é, se todos se encontram em seus


devidos lugares, pois, como existem os tapetes que podem ser utilizados
como demarcação, às vezes esses podem ser tirados dos lugares exatos.
■■ O seu acesso, isto é, se estão livres e desobstruídos, sem nenhuma obs-
trução na frente, aos lados ou em cima do extintor.
■■ Os lacres de carga, pinos de segurança, rótulos de registro das inspeções,
selo do INMETRO, analisando se estão em perfeitas condições, pois pode
acontecer do rompimento do lacre e, com a ação do tempo, o rótulo do
extintor ou do registro, ou o selo do INMETRO estarem corroídos.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
■■ Os possíveis danos sofridos em eventuais quedas, pancadas, choque etc.
podem causar vazamento e despressurização do extintor.

Já a manutenção é a operação que envolve descarga, desmontagem, reparos, subs-


tituição de peças danificadas, pinturas, marcação, teste hidrostático, recarga etc.
De acordo com Camillo Jr. (2012), a inspeção objetiva um exame completo
dos extintores, de forma que o seu funcionamento seja seguro e eficiente. É rea-
lizada por meio de vistorias periódicas, nas quais são verificados: localização,
acesso, visibilidade, rótulo de instrução, lacres, selos indicativos, peso, danos
físicos, entupimento de bicos e mangueiras, mangueiras rígidas, peças soltas ou
quebradas, pressão. As inspeções podem ser divididas da seguinte forma:
■■ Semanais: verificar acesso, visibilidade e sinalização;
■■ Mensais: verificar se os bicos ou mangueiras não estão obstruídos, man-
gueiras flexíveis, observar a pressão do manômetro, o lacre e o pino de
segurança.
■■ Semestrais: verificar o peso do extintor de CO2. Se estiver com 10% a
menos do peso especificado, refizer a recarga. Lembre-se que essa medida
é necessária, pois os extintores de CO2 não possuem manômetro.
■■ Anuais: verificar se não há dano físico no extintor, avaria no pino de segu-
rança, lacre, válvula e alívio, e examinar o nível da espuma mecânica.

Lembre-se que, anualmente, é preciso recarregar todos os extintores de incên-


dios, a não ser os extintores PQS (ABC) Premium, os quais possuem tempo de
recarga de 5 anos.
■■ A cada 5 anos: teste hidrostático e revisão geral.

MATERIAIS E EQUIPAMENTOS MÓVEIS DE COMBATE AO INCÊNDIO


121

A inspeção, a manutenção e a recarga de extintores de incêndio devem obser-


var o previsto na Norma Brasileira (NBR 12.962). Atualmente, adota-se um
selo de execução dos serviços, impresso em papel especial, que possui marca
d’água, o símbolo do INMETRO, o organismo de certificação e a identifica-
ção da empresa de manutenção. O selo sofreu algumas alterações desde que foi
criado, pois ocorreram algumas cópias do selo não originais. A figura 18 apre-
senta o selo atual e original.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Figura 18: Selo do INMETRO para extintores de incêndio


Fonte: arquivo pessoal.

Conforme Mattos e Másculo et al. (2011), cada extintor deve conter um rótulo
com informações sobre a classe de incêndio a qual é destinado, instruções para
sua operação e instruções para manutenção. Além dessas, o extintor deve por-
tar o selo da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), para indicar
que a unidade foi aprovada.
Se for extintor, depois da recarga deve conter também um anel. Esse anel
garante que seu extintor foi recarregado, comprovará a abertura do cilindro, em
seguida, recolocam a válvula. A partir de 2012, é obrigado colocar o anel com a
cor que é definida na tabela 4 e na figura 19, as quais veremos a seguir. E, por fim,
a empresa que for encarregada da manutenção deverá fornecer um cartão/selo de
identificação no qual devem constar os serviços prestados e o nível de inspeção
realizado. Um exemplo desse cartão de identificação é demonstrado na figura 20.

Extintores de Incêndios
III

CORES DATAS
............................. 01/01/2012 a 30/12/2012 Amarelo
............................. 01/01/2013 a 30/12/2013 Verde
............................. 01/01/2014 a 30/12/2014 Branco
............................. 01/01/2015 a 30/12/2015 Azul
............................. 01/01/2016 a 30/12/2016 Preto
............................. 01/01/2017 a 30/12/2017 Alaranjada
............................. 01/01/2018 a 30/12/2018 Púrpura

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Tabela 4: Cronograma para confecções dos anéis
Fonte: Casa do Extintor (online).

Figura 19: Exemplos dos anéis dos extintores de 2012 a 2017


Fonte: Anel... (online).

Figura 20: Exemplo de selo de identificação10


Fonte: arquivo pessoal.

10 Verificar, no Portal do Aluno, as cores da imagem.

MATERIAIS E EQUIPAMENTOS MÓVEIS DE COMBATE AO INCÊNDIO


123

Os extintores deverão ter lugar fixo, respeitando as distâncias que o código dos
bombeiros determina, devem estar sinalizados, visíveis e não obstruídos, não
devem ser retirados do seu local, porém, poderão ser retirados somente pelos
seguintes motivos: para manutenção (recarga, consertos e revisões), para exer-
cícios (treinamento e instruções) e para uso em caso de incêndios.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Você se lembra de todos os detalhes que precisamos conferir em uma ins-


peção de extintores de incêndio? Caso não se lembre, retome em seguida.
Fonte: a autora.

Retomando, nas inspeções mensais, semestrais e anuais, primeiramente, mar-


car o local em que seu extintor está e seu número, em seguida, lembrar sempre
de conferir nos seus extintores:
■■ se o manômetro está na pressão correta;
■■ se a mangueira está flexível;
■■ se o gatilho está preso;
■■ se o lacre não está rompido;
■■ se o anel está na cor adequada, conforme norma;
■■ se os bicos não estão obstruídos;
■■ extintores dentro da validade;
■■ sinalização correta e atual;
■■ danificação no casco;
■■ suporte de chão ou de parede;
■■ limpeza do extintor;
■■ vencimento do teste hidrostático.

Extintores de Incêndios
III

Caso sejam extintores do gás carbônico, é necessário pesá-los a cada 6 meses para
verificar se mantêm o mesmo peso. Como o extintor não tem manômetro, não
é possível saber a pressão dentro do extintor, por isso a importância de pesar o
extintor, se acaso diminuir 10% do seu peso, deve-se recarregá-lo.

NORMAS SOBRE OS EXTINTORES DE INCÊNDIOS

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Nesta última parte da unidade, vale salientar mais uma vez que utilizaremos como
base os códigos dos bombeiros do Distrito Federal, São Paulo e Paraná, pois são
códigos completos e divididos por assunto de norma. Por exemplo, no caso dos
extintores de incêndios no DF, é o Regulamento de Segurança Contra Incêndio
e Pânico do Distrito Federal (RSIP-DF) NT 003; em São Paulo, é o Regulamento
de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São
Paulo - IT 021; no Paraná, é o Código de Segurança Contra Incêndios e Pânico
do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Paraná (CSCIP-CB/PMPR) - NPT
021, os quais, juntos, abrangem a maioria que está escrito nos demais códigos.
Com relação aos demais estados, temos alguns links citados no elemento “mate-
rial complementar – na web”, ao final desta unidade. Uma dica: caso queira
saber acerca dos estados que não estiverem lá, você deve buscar, na internet, por
“Código dos Bombeiros”, em seguida, incluir o estado desejado.
Uma definição muito interessante para saber quando se trata de extintores
é a diferença entre capacidade extintora e unidade extintora, dessa forma, segue
a definição segundo o RSIP – DF NT 003 (2015, p. 2-3).
■■ Capacidade extintora: medida do poder de extinção de fogo de um
extintor de incêndio, obtida em ensaio prático normalizado, ou seja, é
quantidade de fogo que um extintor de incêndio extingue.
■■ Unidade extintora: extintor que atende à capacidade extintora mínima
prevista nesta Norma, em função do risco e da natureza do fogo, ou seja,
o tipo de extintor que será fixado em um determinado local, depende de
em qual material que queremos utilizar este extintor.

MATERIAIS E EQUIPAMENTOS MÓVEIS DE COMBATE AO INCÊNDIO


125

Como a própria definição já diz, a unidade extintora é o local destinado a colo-


car os extintores com as distâncias pré-estabelecidas. Já a capacidade extintora
é a “quantidade” de fogo que é possível extinguir com um extintor de incêndio.
Conforme RSIP – DF NT 003/2015, os extintores portáteis devem ser dimen-
sionados, considerando-se:
a. A classificação de risco da edificação ou da área de risco a ser protegida;
b. A classe do fogo a ser extinto;
c. O agente extintor a ser utilizado;
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

d. A capacidade extintora do extintor;


e. A distância máxima a ser percorrida.

A distância máxima a ser percorrida com o extintor portátil e sobre rodas vai
depender do código do seu estado, como já mencionamos, citaremos três códigos,
ou seja, Distrito Federal, São Paulo e Paraná. No RSIP – DF NT 003/2015, para
fogo classe A (materiais combustíveis sólidos), classe de risco: Baixo (D=25m),
Médio (D=20m), Alto (D=15m), a classe de risco pode ser encontrada no RSIP
– DF NT 002/2009. Quando levamos em consideração o fogo classe B (líquidos/
gases inflamáveis), com classe de risco baixo, médio e alto, a distância recomen-
dada é de 15m.
O CSCIP-CB/PMPR – NPT 021-2014 e o Regulamento de segurança contra
incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo - IT 021/2011
são equivalentes em recomendar que a distância de caminhamento máxima
entre os extintores é para risco baixo – D=25m, risco médio ou moderado –
D=20m e para risco alto ou elevado – D= 15m, sendo que a classe de risco pode
ser encontrada no NPT 017/2014 e IT 17/2014. Nos dois códigos, é explicado
que, quando se utiliza extintores sobre rodas, deve-se acrescer a metade dos
valores das distâncias.
Para Mattos e Másculo et al. (2011, p. 169),
o número mínimo, o tipo e a capacidade dos extintores necessários
para proteger um risco isolado dependem: 1- da natureza do fogo a
extinguir; 2- da substância utilizada para a extinção do fogo; 3- da
quantidade dessa substância e sua correspondente unidade extintora;
4-da classe ocupacional do risco isolado e de sua respectiva área.

Normas Sobre os Extintores de Incêndios


III

Você sabe se ainda é obrigatória a demarcação de solo de extintores? E


como seria essa demarcação?
Fonte: a autora.

INSTALAÇÃO E SINALIZAÇÃO PARA OS EXTINTORES

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
O RSIP – DF NT 003, o CSCIP-CB/PMPR – NPT 021-2014 e o Regulamento
de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São
Paulo - IT 021/2011 são equivalentes em recomendar que:
■■ Quando os extintores forem instalados em paredes ou divisórias, a altura
de fixação do suporte deve variar, no máximo, entre 1,6 m do piso, de
forma que a parte inferior do extintor permaneça, no mínimo, a 0,10 m
do piso acabado.
■■ É permitida a instalação de extintores sobre o piso acabado, desde que
permaneçam apoiados em suportes apropriados, com altura recomendada
entre 0,10 m e 0,20 m do piso.
■■ Os extintores não devem ser instalados em escadas. Devem estar deso-
bstruídos e devidamente sinalizados de acordo com o estabelecido na
norma de sinalização de emergência.

Convenciona-se, portanto, que os extintores estejam em seus suportes, fixos na


parede ou sobre o piso acabado, com a altura máxima de 1,6m do piso medido
na altura da mangueira, e o mínimo no suporte sobre o piso acabado, entre 0,10
e 0,20m. A figura 22 mostra a forma correta da instalação e sinalização dos extin-
tores. Na figura 23, há uma demonstração dos extintores e seus suportes mais
utilizados no momento.

MATERIAIS E EQUIPAMENTOS MÓVEIS DE COMBATE AO INCÊNDIO


127

Instalação dos extintores portáteis

E
X
T
I Parede
N
T
O
R

1,60
0,15 Vermelho
0,75
Amarelo
0,15
0,75
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

0,15 0,15

Piso acabado

Figura 21: Instalação dos extintores de incêndio e sinalização


Fonte: Carvalho Junior... (online).

Figura 22: Tipos de suporte de extintores de incêndio


Fonte: <http://comexextintores.com.br/?pagina=produtos&tabela=produtoSuporte&categoria=Suporte%20
Solo#site >

O CSCIP-CB/PMPR – NPT 021-2014 e o regulamento de Segurança contra


incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo - IT 021/2011
são equivalentes em recomendar que:
■■ Cada pavimento deve possuir, no mínimo, duas unidades extintoras, sendo
uma para incêndio classe A e outra para incêndio classe B e C. É permi-
tida a instalação de duas unidades extintoras iguais de pó ABC.
■■ O extintor de pó ABC poderá substituir qualquer tipo de extintor de clas-
ses específicas A, B e C dentro de uma edificação ou área de risco.

Normas Sobre os Extintores de Incêndios


III

■■ É permitida a instalação de uma única unidade extintora de pó ABC em


edificações, mezaninos e pavimentos com área construída de até 50 m².

Os códigos mostram que cada pavimento deve possuir duas unidades extintoras,
ou seja, dois extintores que podem ser todos de classe ABC, pois esses extinto-
res protegem em relação às classes A, B e C, ou seja, extintor PQS (ABC) ou um
extintor classe A (materiais sólidos), ou seja, extintor AP e outra BC (líquidos/
gases inflamáveis e materiais elétricos energizados, ou seja, PQS (BC) ou CO2.
Já o RSIP – DF NT 003 (2015, p. 5) recomenda: “Deverá ser instalado, no
mínimo, um extintor portátil por pavimento e mezanino, independente da área

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
da edificação e área de risco”. Adverte, ainda, que: “Os extintores portáteis devem
ser adequados às classes de fogo existentes na edificação ou na área de risco a ser
protegida”. Dessa forma, o regulamento do DF permite uma menor quantidade
de extintores de incêndios disponíveis para o uso e cita que deve ser adequado
ao risco, não convencionando o extintor que deve ser usado.
O CSCIP-CB/PMPR – NPT 021-2014 e o regulamento de segurança contra
incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo - IT 021/2011
são equivalentes em recomendar que:
■■ Os extintores de incêndio devem ser adequados à classe de incêndio pre-
dominante dentro da área de risco a ser protegida, de forma que sejam
intercalados na proporção de dois extintores para o risco predominante
e um para a proteção do risco secundário.
As classes de incêndios são classe A (materiais sólidos), classe B (líquidos/gases
inflamáveis), classe C (materiais elétricos energizados) e classe D (metais piro-
fóricos), dependerão da classe predominante e secundária para adequar seus
extintores conforme o código
■■ São aceitos extintores com acabamento externo em material cromado, latão
ou metal polido, desde que possuam marca de conformidade expedida
por órgão credenciado pelo Sistema Brasileiro de Certificação (Inmetro).
■■ Quando os extintores de incêndio forem instalados em abrigo embutido
na parede ou divisória, além da sinalização, deve existir uma superfície
transparente que possibilite a visualização do extintor no interior do abrigo.
Atualmente, não é mais obrigatório manter os extintores de incêndio sendo ver-
melho, apesar de ser uma prática utilizada, pois fica mais fácil a visualização e

MATERIAIS E EQUIPAMENTOS MÓVEIS DE COMBATE AO INCÊNDIO


129

podem-se utilizar abrigos para colocar os extintores, desde que tenha a sinali-
zação (sobre o extintor além da demarcação do solo) e uma parte transparente
para que possamos ver o extintor de incêndio.
O RSIP – DF NT 003, o CSCIP-CB/PMPR – NPT 021-2014 e o Regulamento
de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São
Paulo - IT 021/2011 são equivalentes em recomendar que:
■■ As unidades extintoras devem ser as correspondentes a um só extintor,
não sendo aceitas combinações de 2 ou mais extintores, à exceção do
extintor de espuma mecânica.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

No passado, era comum vermos mais de um extintor de incêndio em cada uni-


dade extintora, atualmente, é obrigatória a instalação de um extintor em cada
unidade extintora, a não ser quando nos referimos à espuma mecânica, pois a
espuma é eficiente no abafamento, mas não abaixa a temperatura abaixo do ponto
de combustão, fazendo com que, quando a espuma acaba, o fogo pode voltar.
Por fim, o RSIP – DF NT 003 recomenda que os extintores portáteis devem
ser dimensionados, de maneira que:
a. Haja menor probabilidade de o fogo bloquear seus acessos;
b. Sejam visíveis, para que todos os usuários fiquem familiarizados com as
suas localizações;
c. Permaneçam protegidos contra intempéries e danos físicos em potencial;
d. Não fiquem obstruídos por pilhas de mercadorias, matérias-primas ou
qualquer outro material;
e. Estejam junto aos acessos dos riscos;
f. Não fiquem no interior de escadas e de antecâmaras de escadas;
g. Não fiquem dentro de vagas de veículos, em garagens.
Este último parágrafo vem retomar a importância de manter seu extintor deso-
bstruído, e que não seja obstruído pelo fogo, protegido de intempéries, não fique
no interior de escadas e dentro de garagens, pois temos que ter livre acesso aos
extintores, uma vez que estes poderão interromper um incêndio que necessite
de uma intervenção do Corpo de Bombeiros.

Normas Sobre os Extintores de Incêndios


III

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Iniciamos esta unidade abordando os agentes extintores, mostrando que agentes


extintores são substâncias capazes de extinguir determinado tipo de fogo. Existem
quatro agentes extintores: água, gás carbônico, espuma e Pó Químico Seco (PQS).
Quando falamos do gás carbônico, vimos que este é muito utilizado em incên-
dios classe C (materiais elétricos energizados) e que possui sua ação extintora,
prioritariamente, como abafamento e, secundariamente, como resfriamento.
Discutimos também acerca do agente extintor espuma, que é utilizado em líquidos

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
inflamáveis com muita eficiência, sua ação extintora é o abafamento, prioritaria-
mente, e, secundariamente, o resfriamento. Por último, mostramos os tipos de
PQS existentes, esclarecendo que sua ação extintora é o abafamento e que extin-
gue classes B, C e D, dependendo do tipo de extintor de PQS.
Em seguida, tratamos dos extintores de incêndios, vimos que os agentes
extintores são acoplados em extintores, que podem ser portáteis ou sobre rodas,
dependendo da quantidade de substância que possui no interior do extintor.
Vimos aqueles que precisamos estar atentos nas inspeções, as sinalizações dos
extintores, assim como o que verificar em uma inspeção. Mostramos, também,
as fotos de cada extintor e suas diferenças.
Por fim, falamos sobre as normas que precisamos seguir para os extinto-
res de incêndios, citamos o Código de Segurança Contra Incêndios e Pânico do
Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Paraná (CSCIP-CB/PMPR) - NPT
021, 2014, o Regulamento de Segurança Contra Incêndio e Pânico do Distrito
Federal (RSIP-DF) NT 003, 2015 e o Regulamento de segurança contra incên-
dio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo - IT 021, 2011, por
serem os instrumentos mais completos e mais utilizados no País. A partir dos
códigos, mencionamos algumas regras como a altura de instalação do extintor
e que, atualmente, em cada unidade extintora, possui apenas um extintor.
Na próxima unidade, iremos aprender os tipos de hidrantes e suas normas.

MATERIAIS E EQUIPAMENTOS MÓVEIS DE COMBATE AO INCÊNDIO


131

Diante dos conceitos apresentados, vamos exercitar os conceitos básicos. Assinale V


ou F para as seguintes questões.
1. O extintor de incêndio AP pode ser utilizado em classe A, que são os materiais
elétricos energizados.
( )V ( ) F
2. O extintor de incêndio de PQS pode ser utilizado em classe B, C e D. Possui vários
tipos desse extintor, ou seja, PQS (ABC), PQS (BC), PQS (especial), PQS (veículos).
( )V ( ) F
3. O agente extintor espuma possui sua ação extintora abafamento e resfriamento,
dessa forma, pode-se utilizar em incêndios classe A, B, C e D.
( )V ( ) F
4. O extintor de CO2 é o mais utilizado em incêndios classe C, pois não danifica os
materiais energizados e não deixa resíduos.
( )V ( ) F
5. Cite o que precisamos verificar em uma inspeção de extintores, independente
do tipo de extintor.
A IMPORTÂNCIA DOS EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO
NAS EMPRESAS
De forma semelhante ao EPI, o EPC tem por objetivo principal a proteção coletiva de
organismos em relação a acidentes ou riscos à doença. Também está enquadrado nas
exigências legais e deve ser construído e fabricado de acordo com especificações técni-
cas pertinentes.
Em empresas, sua função principal é a de reduzir doenças (profissionais ou não), como
também prevenir riscos de acidentes. Existem muitos equipamentos de proteção coleti-
vos, mas será especificado o extintor de incêndio, que, de acordo com os dados constan-
tes do Globaltech (2006), é um dos equipamentos mais comuns e mais utilizados pelas
empresas: Extintor de incêndio e demais ferramentas contra incêndio, como também a
construção de escadas externas.
As construções para proteção contra incêndio têm que considerar as condições locais,
instalações e demais fatores presentes na construção e disposição dos objetos e mobi-
liários. Quanto aos extintores, estes obedecem ao tipo de risco iminente devendo ser
projetado de acordo com as atividades locais.
Este tipo de aparelho deve estar em local visível e de fácil acesso, devendo haver treina-
mento para seu uso correto. Eles somente funcionam se alguém os manusear de forma
correta e levar os mesmos até o local do incêndio, apontando corretamente para o foco
e ativa-lo de forma a extinguir as chamas. Todo edifício, condomínio, ponto comercial e
industrial e até mesmo automóveis, caminhões e ônibus devem contar com extintores
de incêndio. Assim, devem estar funcionamento perfeitamente para que possam ser
eficientes.
Para a recarga dos extintores de incêndio, existem empresas especializadas, onde deve
haver uma equipe de trabalho responsável, que conte com bons fornecedores de pro-
dutos químicos e saiba lidar com os equipamentos de forma segura. As recargas dos
extintores são muito importantes, pois o funcionamento perfeito desses equipamentos
vai influenciar na vida ou morte daquele que necessite dele. Em caso de falhas na ma-
nutenção dos extintores, pode haver a responsabilidade civil e até mesmo criminal das
empresas responsáveis por este serviço. Por causa disso e por procurar maior credibili-
dade no mercado, muitas empresas tem procurado se cadastrar no Instituto Nacional
de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial –INMETRO, a Portaria n.º 158, de 27
de junho de 2006, do INMETRO, dispõe sobre o registro das empresas de recargas de
extintores de incêndio.

Fonte: Gomes, C. R. (2010, p. 21-29).


133

Manual de Prevenção e Combate a Incêndios


Autor: Abel Batista Camillo Júnior
Editora: Senac
Sinopse: Em “Manual de Prevenção e Combate a
Incêndios”, Camillo Jr., (Tenente Coronel da PM)
escreve, de maneira simples, didática e de fácil
entendimento. É direcionado a pessoas que iniciam
seus estudos na área preventiva de extinção de
incêndios e pronto-socorrismo.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Os códigos ou cartilhas citadas na unidade podem ser encontrados na internet, algumas dela
citamos para ficar mais fácil o acesso. Vale lembrar que as normas que iremos enfatizar são as
do Distrito Federal, São Paulo e Paraná. Essas normas são completas e divididas para facilitar a
consulta, ou seja, cada assunto sobre incêndios que você tiver dúvida terão uma norma própria.
Em seguida, mostraremos alguns desses códigos ou cartilhas.

Código dos bombeiros do Distrito Federal


Disponível em: <https://www.cbm.df.gov.br/2012-11-12-17-41-39/legisla%C3%A7%C3%A3o-e-
normas-t%C3%A9cnicas>. Acesso em: 11 dez. 2015.
Corpo de Bombeiros de SP
Disponível em: <http://www.corpodebombeiros.sp.gov.br/ >. Acesso em: 11 dez. 2015.
Corpo de Bombeiros do RJ
Disponível em: <http://www.cbmerj.rj.gov.br/index.php/o-cbmerj/informacoes-tecnicas>. Acesso
em: 11 dez. 2015.
Corpo de Bombeiros de MS
Disponível em: <http://www.bombeiros.ms.gov.br/index.
php?inside=1&tp=3&comp=&show=6930>. Acesso em: 11 dez. 2015.
Corpo de Bombeiros de MT
Disponível em: <http://www.cbm.mt.gov.br/?f=biblioteca>. Acesso em: 11 dez. 2015.
Corpo de Bombeiros de PR
Disponível em: <http://www.bombeiros.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.
php?conteudo=316>. Acesso em: 11 dez. 2015.
Corpo de Bombeiros de RS
<Disponível em: <http://www.cbm.rs.gov.br/?page_id=2353>. Acesso em: 11 dez. 2015.

Considerações Finais
Professora Dra. Ana Elisa Lavezo

EQUIPAMENTOS FIXOS DE

IV
UNIDADE
COMBATE AO INCÊNDIO

Objetivos de Aprendizagem
■■ Entender os diferentes tipos de Hidrantes.
■■ Analisar as normas sobre os Hidrantes.
■■ Compreender os Chuveiros Automáticos e analisar sua norma.
■■ Comparar as diferenças do Detector de Fumaça e dos Chuveiros
Automáticos.

Plano de Estudo
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:
■■ Hidrantes
■■ Normas sobre Hidrantes
■■ Chuveiros Automáticos (Sprinklers)
■■ Detectores de Fumaça
137

INTRODUÇÃO

Prezado(a) aluno(a), nesta quarta unidade, temos os seguintes objetivos: entender


os diferentes tipos de hidrantes, analisar as normas sobre os hidrantes, compre-
ender os chuveiros automáticos e analisar sua norma e, por fim, comparar as
diferenças do detector de fumaça e dos chuveiros automáticos. Para isso, dividi-
mos esta unidade em quatro partes, que são hidrantes, normas sobre hidrantes,
chuveiros automáticos (Sprinklers) e detectores de fumaça.
Na primeira parte, abordaremos os hidrantes, que pertencem aos equipa-
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

mentos fixos de combate ao incêndio, mostraremos as partes do hidrante, diante


disso, conseguiremos entender como utilizar um hidrante, tipos, falaremos do
tipo coluna e passeio e a forma correta de enrolar as mangueiras do sistema de
hidrantes, que pode ser enrolada, aduchada e ziguezagueada.
Na segunda parte, estudaremos as normas ou regulamentos para os hidrantes,
mostraremos como se utiliza as tabelas para a identificação do tipo de hidrante
e seus itens obrigatórios até chegarmos à quantidade mínima necessária para a
reserva de incêndio. Mostraremos os tipos de mangueiras, esguichos e registros,
além dos tipos e normas para os hidrantes e mangotinhos.
Na terceira parte, apresentaremos os tipos de chuveiros automáticos
(sprinklers) e a forma de funcionamento. Mostraremos que os chuveiros possuem
ampolas, as quais contêm um líquido com uma determinada cor e, dependendo
da cor do líquido da ampola, esta estoura com a ação do calor em temperaturas
diferentes, liberando o fluxo de água e diminuindo a possibilidade de propaga-
ção do incêndio.
Na quarta e última parte, mostraremos a diferença entre os chuveiros automá-
ticos e os detectores de fumaça. Os detectores, por sua vez, precisam de fumaça
para serem ativados e liberam um alarme sonoro; eles estão ligados em uma cen-
tral que indica qual detector foi acionado.

Introdução
IV

HIDRANTES

Conforme Pereira (2009), o sistema de hidrantes e mangotinhos é um dispositivo


instalado nas edificações e áreas de risco, com a finalidade de combate a incên-
dios. Esse sistema é composto de reserva de incêndio (água destinada apenas para
essa finalidade), bomba de incêndio (salvo os locais onde for possível a utiliza-
ção da gravidade conjunta ou unicamente), rede de tubulações (sinalizada de cor
vermelho segurança), hidrantes (abrigo e seus equipamentos) ou mangotinhos.
Os hidrantes também são conhecidos como equipamentos fixos de combate

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
a incêndio ou como equipamentos hidráulicos. Os hidrantes, na sua maioria,
podem ser utilizados com água ou com espuma. Em usinas de álcool ou petro-
químicas é muito comum encontrar os hidrantes de espumas, já nas demais
indústrias, shoppings ou edificações, em que a classe de risco predominante é a
classe A (materiais sólidos), o hidrante encontrado será sempre o de água.
Segundo Saliba (2010), o hidrante é um aparelho que possui mangueira,
esguicho e um conjunto de materiais que são capazes de funcionar e ser autossu-
ficiente, disponibilizando água destinada ao combate ao incêndio. Os hidrantes
devem ser distribuídos na edificação, de tal forma que possuam dois jatos em
todos os sentidos da edificação.
Conforme Mattos e Másculo (2011), os hidrantes devem ser dispostos da
seguinte forma: pelo menos um próximo ao ponto de acesso principal do pavi-
mento ou risco isolado protegido; os demais hidrantes devem ser dispostos nas
áreas de circulação de risco, próximos das paredes externas ou divisões internas.
Os hidrantes devem estar dispostos de forma que fiquem em locais de fácil
acesso, sem obstrução e com sinalização delimitando a área de 1m2 para a utili-
zação do hidrante caso seja preciso. Eles devem ser sempre inspecionados, para
verificar se suas mangueiras, storz, registro, chave e esguichos estão em conforme.
O sistema de hidrantes pode utilizar a ação da gravidade, bombas ou mistos
para abastecer a linha de hidrantes. Mattos e Másculo (2011) explanam clara-
mente as diferenças dos sistemas. O sistema de hidrantes terá reserva de água
permanente, podendo ser feito por ação da gravidade, isto é, de forma que a
reserva de incêndio não dependa de bombeamento, por bombas fixas de aciona-
mento automático para o abastecimento de água no momento da necessidade do

EQUIPAMENTOS FIXOS DE COMBATE AO INCÊNDIO


139

combate ao incêndio, ou, ainda, por sistema misto, gravidade e bombeamento.


De acordo com Mattos e Másculo (2011, p. 173),
a instalação elétrica para o funcionamento das bombas e demais equi-
pamentos dos sistemas de hidrantes deverá ser independente da insta-
lação ou executada de modo a se poder desligar a instalação geral sem
interromper a sua alimentação. Para serem operados, são necessárias
pessoas treinadas. Em alguns casos, torna-se obrigatório o uso de bri-
gadas de incêndio ou corpo de bombeiros particulares.

A forma como o sistema de hidrantes irá funcionar dependerá das condições


de cada local e, principalmente, da vazão que será necessária para abastecer a
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linha de hidrantes; onde for possível utilizar apenas a ação da gravidade pode
ser utilizada, nos locais onde isso não for possível, insira uma bomba com acio-
namento automático. É comum ficarmos sabendo que, em casos de emergência,
não tem água na linha, pois o local onde aciona a bomba está trancado. Em caso
de incêndios, fiquem atentos com esses locais.

Querido(a) aluno(a), não se esqueça que a pressão da água que sai de den-
tro da mangueira de incêndio, na maioria das vezes, é alta, dessa forma, to-
das as vezes que for utilizar os hidrantes tenha seus brigadistas treinados
para a utilização.
Fonte: a autora.

Existem dois tipos de hidrantes: de coluna e de parede. Os hidrantes de coluna


são chamados, também, de acordo com Camillo (1999, p. 74), de emergen-
tes, combinam as formas permanentes de hidrantes e são dotados de meios de
conexão direta às mangueiras, esses hidrantes possuem 2 ou 3 conexões para
mangueiras, figura 1 (a).
Os hidrantes de parede são aqueles instalados em indústrias, empresas ou
prédios residenciais ou comerciais para a proteção contra incêndios; são insta-
lados nas paredes, juntamente com o hidrante, mangueiras, esguichos, registros

Hidrantes
IV

e chaves para engate, figura 1 (b). Além desses tipos, existem os hidrantes de
parede no interior da empresa e de passeio (calçada) destinado ao recalque,
que, segundo Camillo (1999, p. 77), é um ponto de hidrante, destinado a rece-
ber água sob pressão externa à rede de incêndio, para a utilização em casos de
emergência, figura 2.
Pereira (2009) ressalta a diferença entre os sistemas de hidrantes ou mango-
tinhos para combate de incêndios nas edificações e áreas de risco dos hidrantes
urbanos em relação à forma de abastecimento, ou seja, os urbanos são pontos
de obtenção de água providos de dispositivos de manobra (registros) e união de

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
engate rápido (storz), ligados à rede pública de abastecimento de água, podendo
ser de coluna ou subterrâneo (no passeio).

Figura 1: Tipos de hidrantes - (a) Hidrantes de coluna abastecidos pela rede pública; (b) Hidrantes de
paredes com abastecimento da empresa responsável.
Fonte: arquivo pessoal.

A figura 1 (a) mostra um hidrante que é abastecido pela rede pública, aqui no
Brasil existe em pequena quantidade; esse tipo de hidrante é muito comum
nos Estados Unidos. Não confundir esse modelo com os hidrantes de recalque
que também são de passeio ou de coluna, mas são o final da linha de hidran-
tes da edificação que destina. A figura 1 (b) mostra um hidrante de coluna ou
parede, esses hidrantes podem ser com uma única expedição (simples) ou duas
(duplos), as conexões dos hidrantes devem ser iguais aos do corpo de bombei-
ros, tipo engate rápido. A figura 2 mostra o hidrante de recalque de coluna, que
pode estar dessa forma ou embutido na parede, e os de passeio.

EQUIPAMENTOS FIXOS DE COMBATE AO INCÊNDIO


141
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Figura 2: Hidrante de recalque de coluna e de passeio.


Fonte: Sistema... (2015, online).

Instalado na rede hidráulica

Figura 3: Sistema de mangotinhos


Fonte: Carretel...(online).

Em alguns casos, ao invés de hidrantes, as edificações possuem mangotinhos


(figura 3), que são um ponto de obtenção de água destinada ao combate ao
incêndio, com uma saída simples e contendo uma válvula de abertura rápida,
adaptador, mangueira semirrígida, esguicho regulável.
Os acessórios para os hidrantes de colunas que são utilizados nos interiores
das edificações são: abrigo, chave de mangueira, esguicho, mangueiras, registros,
que serão explicados juntamente com as normas.
Conforme Camillo Jr. (1999), mangueiras de incêndio é o nome dado ao
condutor flexível utilizado para conduzir a água sob pressão da fonte de supri-
mento ao lugar onde deve ser lançada.
De acordo com Camillo Jr. (1999), as mangueiras são um dos materiais mais
caros e sempre são utilizadas em locais desfavoráveis, dessa forma, temos que

Hidrantes
IV

tomar alguns cuidados para que elas tenham uma durabilidade maior:
■■ Abrigá-las em locais arejados.
■■ Não arrastar as mangueiras em locais que possuam entulhos, quinas,
vidros, telhados, principalmente quando estiverem molhadas ou cheias
de água.
■■ Não devem ser deixadas sobre óleos, substâncias químicas, ácidos, pois
podem danificar as fibras ou estragar a borracha.
■■ As juntas (storz), como são de cobre, não devem ser arrastadas ou sofrer

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
batidas, pois podem amassar e dificultar o engate.
■■ Não se deve passar veículos ou qualquer carro, carrinho sobre as
mangueiras.
■■ As mangueiras não podem ser colocadas sobre superfícies aquecidas.

Na conservação das mangueiras de incêndio, devem ser observados alguns pon-


tos, como:
■■ Não se devem deixar as mangueiras conectadas, pois, caso haja um
vazamento na linha, se as mangueiras estiverem conectadas, dificulta
a verificação rápida desse vazamento, o que pode ficar longos períodos
vazando sem a identificação e, quando isso acontecer, a mangueira estraga.
■■ Enrolar as mangueiras sempre secas, para evitar que estrague as fibras.

Após a utilização das mangueiras, estas devem ser levadas para um local onde
não transitem veículos e que possua alguma inclinação, assim, as mangueiras
podem ficar secando sem estragar. Para isso, pegue uma das extremidades e
levante até sua cabeça, vai andando e levantando toda a mangueira de pouco em
pouco, para ir retirando toda a água que, por ventura, ainda tenha dentro dela.
Depois que estiver seca, pode ser enrolada.
As mangueiras para hidrantes têm quatro formas de serem acondicionadas:
enrolada ou espiral, aduchada, ziguezagueadas em pé e ziguezagueadas deitada,
conforme a NBR 12.779/92, mas apenas três podem ser dispostas no abrigo, lem-
bramos que só podemos enrolar as mangueiras depois que elas estiverem secas.

EQUIPAMENTOS FIXOS DE COMBATE AO INCÊNDIO


143

1. Forma ziguezague deitada: para acondicionarmos a mangueira da forma


ziguezagueada deitada, primeiramente, acoplamos uma extremidade da
mangueira no registro e, em seguida, apoiamos essa em cima de seus vin-
cos sobre superfície não abrasiva, dentro do abrigo, até dobrá-la inteira.
Quando terminar de colocá-la no abrigo, retira-se o storz acoplado no
registro e o coloca por cima da mangueira, a outra extremidade, aco-
pla-se o esguicho e o apoia em cima da mangueira também. Podem ser
acopladas várias mangueiras para que a linha de hidrantes fique pronta.
Recomenda-se essa forma de acondicionamento nas caixas de hidran-
tes, para locais que não possuem brigadistas. A mangueira nunca deve
ficar acoplada no registro.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Figura 4: Forma de acondicionar a mangueira no hidrante – ziguezagueada deitada


Fonte: arquivo pessoal.

2. Forma ziguezague em pé: para acondicionarmos a mangueira da forma


ziguezagueada em pé, primeiramente, acoplamos uma extremidade da
mangueira no registro e, em seguida, coloca-se no suporte em pé e vai
ziguezagueando até que toda a mangueira esteja no suporte. Quando
terminar, retira-se o storz acoplado no registro e em outra extremidade
acopla-se o esguicho e o apoia no abrigo. Podem ser acopladas várias
mangueiras para que a linha de hidrantes fique pronta.
A figura 5 mostra um extintor dentro do hidrante, pelas normas do
Brasil, isso não é permitido, essa foto é de um site internacional. Reco-
menda-se essa forma de acondicionamento nas caixas de hidrantes, para
locais que não possuem brigadistas. A mangueira nunca deve ficar aco-
plada no registro.

Hidrantes
IV

Figura 5: Forma de acondicionar a mangueira no hidrante – ziguezagueada em pé

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
3. Forma espiral: consiste em enrolar a mangueira a partir de uma de suas
extremidades, ou seja, uma de suas extremidades fica no meio da man-
gueira enrolada e continua-se enrolando, formando uma espiral. Essa
forma só deve ser utilizada para armazenamento em estoque, não é per-
mitido ser colocada dessa forma nos abrigos.

Figura 6: Forma de acondicionar a mangueira no hidrante – ziguezagueada em pé

4. Forma aduchada: consiste em enrolar a mangueira previamente dobrada


sobre ela mesma, formando uma espiral a partir da dobra em direção às
extremidades, nenhuma extremidade fica no meio dela, as duas ficam
para fora, facilitando o engate no registro e no esguicho. Recomenda-
-se essa forma de acondicionamento nas caixas de hidrantes, para locais
que possuem brigada de incêndio. A mangueira nunca deve ficar aco-
plada no registro.

EQUIPAMENTOS FIXOS DE COMBATE AO INCÊNDIO


145
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Figura 7: Forma de acondicionar a mangueira no hidrante – aduchada


Fonte: arquivo pessoal.

Na Inglaterra, em 1811, ocorreu a fabricação das primeiras mangueiras de


tecido. Nessa época, com o surgimento dos teares circulares, ocorreu defini-
tivamente o aparecimento das mangueiras de tecido, as quais eram tecidas
com fibras naturais (linho, juta, cânhamo etc.).
No ano de 1868, J. B. Forsyth patenteou um processo, no qual era introdu-
zido um tubo de borracha dentro da mangueira de tecido, encaixado pela
ação do vapor em altas temperaturas. Esse sistema, hoje conhecido por vul-
canização, só veio a ser utilizado com sucesso quase um século depois, com
o desenvolvimento de novos tipos de borracha e de produtos químicos que
aumentavam sua durabilidade.
Nos anos 60, as fibras sintéticas começaram gradativamente a substituir as
naturais, trazendo inúmeras vantagens, como: redução do peso, capacidade
para suportar maiores pressões, baixa absorção da água, ausência de fun-
gos e menor manutenção.
Fonte: Pereira (2009, p. 131).

Conforme Camillo Jr (1999), as mangueiras de incêndio são feitas de fibras de


tecido vegetal (algodão, rami, linho etc.) ou de tecido sintético (poliéster), todas
revestidas internamente de borracha.

Hidrantes
IV

A escolha do tipo de mangueira é em função do local e das condições de


utilização, os tipos devem estar conforme indicação da NBR/ABNT 11861 –
Mangueiras de incêndio – Especificações.
■■ Tipo 1: destina-se a edifícios de ocupação residencial. Mangueira constru-
ída com um reforço têxtil, compressão de trabalho de 980 kPa (10 kgf/cm² ).
■■ Tipo 2: destina-se a edifícios comerciais e industriais ou Corpo de
Bombeiros. Mangueira construída com um reforço têxtil, com pressão
de trabalho de 1 370 kPa (14 kgf/cm²).

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
■■ Tipo 3: destina-se à área naval e industrial ou Corpo de Bombeiros, onde
é desejável uma maior resistência à abrasão. Mangueira construída com
dois reforços têxteis sobrepostos e pressão de trabalho de 1 470 kPa (15
kgf/cm²).
■■ Tipo 4: destina-se à área industrial, onde é desejável uma maior resistên-
cia à abrasão. Mangueira construída com um reforço têxtil, acrescida de
uma película externa de plástico e pressão de trabalho de1 370 kPa (14
kgf/cm²).
■■ Tipo 5: destina-se à área industrial, onde é desejável uma alta resistência
à abrasão e a superfícies quentes. Mangueira construída com um reforço
têxtil, acrescida de um revestimento externo de borracha e pressão de tra-
balho de 1 370 kPa (14 kgf/cm²).

As mangueiras destinadas ao combate a incêndios utilizadas nas edificações


podem ser de 38 mm e 63 mm de diâmetro. Nas extremidades das mangueiras,
devem ser montadas uniões tipo engate rápido de latão ou bronze, são chama-
dos de storz e são de formato universal, cada lance de mangueira pode ser de
15, 20 ou 30 metros, dependendo do local onde os hidrantes estão localizadas e
do tipo de edificação que os hidrantes estão protegendo.
Para o sucesso das operações de combate ao incêndio, um dos equipamen-
tos fundamentais são as mangueiras de incêndio, dessa forma, é importante
que elas estejam sempre com a manutenção correta antes e após sua utilização.
É importante que as mangueiras, a partir do momento que são utilizadas
para o combate ao incêndio, não sejam guardadas molhadas, uma vez que podem
danificar seu material e, quando for utilizar novamente, pode vazar.

EQUIPAMENTOS FIXOS DE COMBATE AO INCÊNDIO


147
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

©shutterstock

Figura 8: Utilização do hidrante para extinção do fogo

NORMAS SOBRE HIDRANTES

Nesta parte desta unidade, gostaria de salientar, mais uma vez, que utilizaremos
como base os códigos dos bombeiros do Distrito Federal, São Paulo e Paraná,
pois são códigos completos e divididos por assunto de norma, por exemplo, no
caso dos hidrantes em São Paulo é o Regulamento de segurança contra incêndio
das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo - IT 022/2011 e no Paraná
é o Código de Segurança Contra Incêndios e Pânico do Corpo de Bombeiros
da Polícia Militar do Paraná (CSCIP-CB/PMPR) - NPT 022/2014 - Sistemas de
hidrantes e mangotinhos para o combate a incêndios; juntos, abrangem a maio-
ria do que está escrito nos demais códigos.
Inicialmente, precisamos que você entenda a diferenças entre os tipos de
hidrantes, por isso, citaremos o Regulamento de segurança contra incêndio das
edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo - IT 022/03.

Normas Sobre Hidrantes


IV

■■ Os sistemas de combate a incêndio estão classificados em sistema tipo 1


(mangotinho) e sistemas tipo 2, 3, 4 e 5 (hidrantes), conforme especifi-
cado na tabela 1.

A tabela 1 mostra os diferentes tipos de sistemas, o sistema tipo 1 é o único que


é mangotinho facilmente identificável, ou seja, a vazão mínima do sistema é de
100L/min e abaixo de 150 L/min na edificação que se pode instalar. Os demais
sistemas todos são hidrantes, os sistemas 2, 3 e 4 são sistemas com expedição
simples, ou seja, com um engate storz, e o sistema 5 é com expedição dupla, ou
seja, com dois engates storz. Cada sistema tem suas especificações quanto ao diâ-

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
metro do esguicho, diâmetro e comprimento da mangueira.

Mangueira de incêndio Vazão Pressão


Esguicho
Nº de mínima do mínima na
Tipo Regulável
DN (mm) COMP. (M) expedições hidrante válvula de
(DN)
(L/min) hidrante (mca)
1 25 25 30 Simples 100 80
2 40 40 30 Simples 150 30
3 40 40 30 Simples 200 40
4 40 40 30 Simples 300 65
65 65 30 Simples 300 30
5 65 65 30 Duplo 600 60

Tabela 1: Tipo de sistemas de proteção por hidrantes ou mangotinho


Fonte: Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo -
IT 022/03.

Acadêmico(a), você sabe a diferença entre um mangotinho e um hidrante?


Caso nunca tenha visto um mangotinho, vá até seu Material Complementar
– WEB, lá tem um vídeo mostrando a diferença, na prática.
Fonte: a autora.

EQUIPAMENTOS FIXOS DE COMBATE AO INCÊNDIO


149

TIPO DE SISTEMAS
MATERIAIS
1 2 3 4 5
Abrigo(s) Opcional Sim Sim Sim Sim
Mangueira (s) de Não Tipo 1 Tipo 2, Tipo 2, Tipo 2, 3,
incêndio (residencial) 3, 4 e 5 3, 4 e 5 4e5
ou tipo 2
(demais ocu-
pações)
Chaves para hidrantes, Não Sim Sim Sim Sim
engate rápido
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Esguicho (s) Sim Sim Sim Não Sim


Mangueira semirrigida Sim Não Não Não Não

Tabela 2: Componentes para cada hidrante ou mangotinho


Fonte: Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo -
IT 022/03.

A tabela 2 mostra, para cada tipo de sistema, os componentes necessários para


que o sistema de mangotinhos ou hidrantes esteja completo. Os mangotinhos
não precisam de abrigos, podem ser dispostos conforme a figura 9, seu esgui-
cho e mangueira são próprios para o mangotinho. Já para qualquer sistema de
hidrantes, é necessário que a mangueira, chave storz e esguicho agulheta ou regu-
lável (figura 11) sejam acomodados dentro de um abrigo, conforme figura 10.

VÁLVULA DE ABERTURA
RÁPIDA

ABRIGO

MANGUEIRA
INCÊNDIO
SEMIRRÍGIDA

ESGUICHO
REGULÁVEL
TOMADA DE ÁGUA
PARA MANGUEIRA DE
INCÊNDIO DE 40mm

Figura 9: Tipo de Mangotinho


Fonte: Linha... (online)

Normas Sobre Hidrantes


IV

Figura 10: Tipos de Hidrantes – Simples e Dupla expedição

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Figura 11: Tipos de Esguichos e chave storz
Fonte: LC Conexões ... (online).

DISPOSITIVO DE RECALQUE

O Hidrante de Recalque possui regras bem precisas que foram comentadas ante-
riormente, dessa forma, vamos colocar os itens que constam no Regulamento
de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São
Paulo - IT 022/03 e Código de Segurança Contra Incêndios e Pânico do Corpo
de Bombeiros da Polícia Militar do Paraná (CSCIP-CB/PMPR) - NPT 022/2014
- Sistemas de hidrantes e mangotinhos para o combate a incêndios.
■■ Todos os sistemas devem ser dotados de dispositivo de recalque, consis-
tindo de um prolongamento de mesmo diâmetro da tubulação principal,
cujos engates sejam compatíveis com os usados pelo Corpo de Bombeiros.

EQUIPAMENTOS FIXOS DE COMBATE AO INCÊNDIO


151

Hidrante de Recalque é aquele que fica localizado na parte de fora da edifica-


ção, é para o uso dos Bombeiros e, assim, deve possuir engates compatíveis com
as mangueiras do Corpo de Bombeiros, geralmente, esse hidrante pode ser de
passeio ou de coluna.
■■ O dispositivo de recalque deve ser preferencialmente do tipo coluna. Onde
houver impossibilidade técnica, o dispositivo de recalque pode ser insta-
lado no passeio público.
■■ O dispositivo de recalque deve ser instalado na fachada principal da edi-
ficação ou no muro da divisa com a rua, com a introdução voltada para
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

a rua e para baixo em um ângulo de 45º e a uma altura entre 0,60 m e


1,50 m em relação ao piso do passeio da propriedade. A localização do
dispositivo de recalque sempre deve permitir aproximação da viatura
apropriada para o recalque da água, a partir do logradouro público, para
o livre acesso dos bombeiros.
■■ O dispositivo de recalque deve ser instalado dentro de um abrigo embu-
tido no muro, conforme figura 12.
■■ Para a proteção do dispositivo de recalque contra atos de vandalismo, a
junta de união tipo engate rápido pode ser soldada.

Figura 12: Hidrante de coluna de Recalque


Fonte: Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo -
IT 022/03.

Normas Sobre Hidrantes


IV

O hidrante de coluna de recalque é o mais recomendado, mas, na impossibilidade,


coloca-se no passeio, atualmente, vemos que, na maioria dos casos, é encontrado
hidrante de passeio de recalque, caso vocês nunca tenham visto, quando estive-
rem na calçada próximos da guia verão uma tampa de ferro fundido com um H
ou escrita HIDRANTE, esse é o hidrante de recalque daquele local.
■■ Na impossibilidade técnica, o dispositivo de recalque pode estar situado
no passeio público e deve possuir as seguintes características, conforme
figura 13:

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Figura 13: Hidrante de passeio de Recalque
Fonte: Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo -
IT 022/03.

■■ Ser enterrado em caixa de alvenaria, com fundo permeável ou dreno.


■■ A tampa deve ser articulada e o requadro em ferro fundido ou material
similar, identificada pela palavra “HIDRANTE”, com dimensões de 0,40
m x 0,60 m.
■■ A abertura do hidrante deve estar afastada a 0,50 m da guia do passeio.
■■ A introdução voltada para cima em ângulo de 45º e posicionada, no
máximo, a 0,15 m de profundidade em relação ao piso do passeio.
■■ O volante de manobra deve ser situado a, no máximo, 0,50 m do nível

EQUIPAMENTOS FIXOS DE COMBATE AO INCÊNDIO


153

do piso acabado.
■■ A válvula deve ser do tipo gaveta ou esfera, permitindo o fluxo de água
nos dois sentidos e instalada de forma a garantir seu adequado manuseio.
■■ Deve haver, também, dispositivo de recalque tipo coluna nas portarias
da edificação, quando esta estiver muito afastada do leito carroçável, com
válvula apropriada para o recalque pelo Corpo de Bombeiros. Sua localiza-
ção não deve ser superior a 10 m do local de estacionamento das viaturas
do Corpo de Bombeiros.
■■ É vedada a instalação do dispositivo de recalque em local que tenha cir-
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

culação ou passagem de veículos.

Dependendo da forma que suas edificações foram dispostas, o hidrante de


recalque pode não estar localizado na rua, e sim distante, no máximo, 10 m do
estacionamento das viaturas do Corpo de Bombeiros dentro do pátio da empresa/
indústria, visto que, se as edificações estiverem muito afastadas da rua, podem
dificultar a ação dos Bombeiros no combate ao incêndio. Tomar cuidado para
que o hidrante de recalque não fique em um local onde possa ser obstruído, tor-
nando-o ineficaz.

ABRIGOS

■■ As mangueiras de incêndio devem ser acondicionadas dentro dos abrigos,


em ziguezague ou aduchadas, conforme especificado na NBR 12779/92,
sendo que as mangueiras de incêndio semirrígidas podem ser acondicio-
nadas enroladas, com ou sem o uso de carretéis axiais ou em forma de
oito, permitindo sua utilização com facilidade e rapidez.
■■ As mangueiras de incêndio dos hidrantes internos podem ser acondi-
cionadas, alternativamente, em ziguezague, por meio de suportes tipo
“rack”, com acoplamento tipo “engate rápido” nas válvulas dos hidrantes.
As mangueiras de incêndio devem ser acomodadas conforme foi explicado na
parte inicial do livro, seguindo o a NBR 12.779/92, ou seja, devem estar adu-
chadas ou ziguezagueadas, dependendo se a edificação possui ou não brigada
de incêndio, facilitando, dessa forma, sua utilização.

Normas Sobre Hidrantes


IV

DIMENSIONAMENTO DO SISTEMA

■■ Os hidrantes ou mangotinhos devem ser distribuídos de tal forma que


qualquer ponto da área a ser protegida seja alcançado por um esguicho
(sistemas tipo 1, 2, 3, ou 4) ou dois esguichos (sistema tipo 5), conside-
rando-se o comprimento da(s) mangueira(s) de incêndio, por meio de
seu trajeto real, e o alcance mínimo do jato de água igual a 10 m, devendo
ter contato visual sem barreiras físicas a qualquer parte do ambiente, após
adentrar pelo menos 1 m em qualquer compartimento.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
■■ No dimensionamento de sistemas com mais de um hidrante simples, deve
ser considerado o uso simultâneo dos dois jatos de água mais desfavorá-
veis considerados nos cálculos, para qualquer tipo de sistema especificado,
considerando-se, em cada jato de água, no mínimo, as vazões obtidas
conforme a tabela 1.

Os hidrantes tipos (1, 2, 3 e 4) possuem apenas uma expedição, com isso, pode-
-se ter apenas um esguicho, mas os hidrantes tipo 5 possuem duas expedições,
portanto devem possuir, no mínimo, dois esguichos, geralmente coloca-se um
esguicho agulheta e um regulável.
Para o dimensionamento do sistema, levando em consideração a vazão, sem-
pre serão considerados os hidrantes mais desfavoráveis, ou seja, que possuam
menor vazão de água, sendo que essa vazão deve estar de acordo com a tabela 1.
Caso a edificação possua mais de um hidrante simples, devem ser usados dois
jatos de água para cada local.

ESGUICHOS

■■ Esses dispositivos são para lançamento de água por meio de mangueiras,


sendo reguláveis, possibilitando a emissão do jato compacto ou neblina,
conforme norma NBR 14870/02.
■■ Cada esguicho instalado deve ser adequado aos valores de pressão, vazão
de água e de alcance de jato, para proporcionar o seu perfeito funciona-
mento, conforme dados do fabricante.

EQUIPAMENTOS FIXOS DE COMBATE AO INCÊNDIO


155

As diferenças entre os esguichos nós explicamos na unidade anterior, mas basi-


camente o esguicho agulheta produz um jato sólido e é utilizado em longas
distâncias e com um volume grande de água disponível. Já o esguicho regulá-
vel produz jato compacto, que tem grande proteção do operador, utiliza menos
água que o sólido e, por fim, o jato neblina é produzido pelos esguichos espe-
ciais acoplados com bomba de pressão.

MANGUEIRAS DE INCÊNDIO
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

■■ A mangueira de incêndio para uso de hidrante deve atender às condi-


ções da NBR 11861/98.
■■ O comprimento total das mangueiras que servem cada saída a um ponto
de hidrante ou mangotinho deve ser suficiente para vencer todos os des-
vios e obstáculos que existem, considerando, também, toda a influência
que a ocupação final é capaz de exercer, não excedendo os comprimentos
máximos estabelecidos na tabela 1. Para sistemas de hidrantes, deve-se,
preferencialmente, utilizar lances de mangueiras de 15 m.
Existem vários tipos de mangueiras de incêndio, tipo 1, 2, 3, 4 e 5, dependendo
do uso, existe um tipo mais recomendado, que vai desde o tipo de edificação que
será utilizado até o material da mangueira, que influencia muito na sua durabili-
dade; a explicação detalhada está no item anterior. Existem várias situações que
podem ajudar a aumentar a durabilidade da mangueira de incêndio, que são:
não arrastar a mangueira, não deixar nenhum veículo passar por cima dela, não
dobrá-la molhada, dentre várias outras que já mencionamos.

Normas Sobre Hidrantes


IV

JUNTAS DE UNIÃO

■■ As juntas de união rosca/engate rápido devem ser compatíveis com os


utilizados nas mangueiras de incêndio.
■■ As uniões de engate rápido entre mangueiras de incêndio devem ser con-
forme a NBR 14349/99.
■■ As dimensões e os materiais para a confecção dos adaptadores tipo engate
rápido devem atender a NBR 14349/99.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Figura 14: Juntas de União tipo Storz
Fonte: arquivo pessoal.

As juntas de união, uniões e adaptadores de engate rápido são todas storz, que
está na figura 14, esse tipo foi convencionado, pois, assim, todas as mangueiras
e esguichos encaixam-se entre si, caso ocorra algum problema que danifique,
pode-se substituir facilmente. Como são de cobre, não devem ser arrastados e
nem levar nenhuma pancada, podendo amassar e dificultar o engate.

EQUIPAMENTOS FIXOS DE COMBATE AO INCÊNDIO


157

RESERVATÓRIO E RESERVA DE INCÊNDIO

■■ O volume de água da reserva de incêndio encontra-se na tabela 3.

No dimensionamento do volume de água da reserva de incêndio, primeiramente,


é necessário considerar em qual “letra” sua edificação ou classe de risco se encon-
tra, isso consta na tabela do Regulamento de segurança contra incêndio das
edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo - IT 017/14 e do Código de
Segurança Contra Incêndios e Pânico do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

do Paraná (CSCIP-CB/PMPR) - NPT 017/2014 - Brigada de incêndio. A partir


da “letra” da classe de risco e da área da edificação que queremos proteger, é pos-
sível determinar o tipo de hidrante e o volume mínimo da reserva de incêndio.
Para escolhermos entre tipo 1 e tipo 2, precisamos verificar a tabela 1 e ana-
lisar a vazão mínima do hidrante, dessa forma, ficará fácil escolher: se a vazão
for acima de 150 L/ mim será tipo 2, se for abaixo será tipo 1.
■■ Pode ser admitida a alimentação de outros sistemas de proteção contra
incêndio, sob comando ou automáticos, por meio da interligação das tubu-
lações dos reservatórios, desde que atenda aos parâmetros da IT 23/11
- Sistema de chuveiros automáticos.
■■ Os reservatórios devem ser dotados de meios que assegurem uma reserva
efetiva e ofereçam condições seguras para inspeção.

Normas Sobre Hidrantes


IV

Áreas das edifi- Classificação das edificações e áreas de risco


cações e áreas de Conforme Tabela 1 do decreto estadual 56.819/11
risco
A-2, A-3, C-1, D-1 (até 300MJ/m2), D-1 (acima de 300MJ/m2), D-3 (acima C-2 (acima de G-5, I-3, J-4,
D-2, D-3 (até 300MJ/m2), D-4 (até de 300MJ/m2), D-4 (acima de 300MJ/ 1000MJ/m2), L-2 e L-3.
300MJ/m2), E-1, E-2, E-3, E-4, E-5, m2), B-1, B-2, C-2 (acima de 300MJ/ I-2 (acima de
E-6, F-1 (até 300MJ/m2), F-2, F-3, m2 até 1000 MJ/m2), C-3, F-1 (acima 800MJ/m2),
F-4, F-8, G-1, G-2, G-3, G-4, H-1, de 300 MJ/m2), F-5, F-6, F-7, F-9, F-10, J-3 (acima de
H-2, H-3, H-5, H-6, I-1, J-1, J-2 e H-4, I-2 (acima de 300MJ/m2 até 800MJ/m2), L-1,
M-3 800MJ/m2), J-2 e J-3 (acima de 300MJ/ M-1, M-5
m2 até 800MJ/m2).
Até 2500 m2 Tipo 1 RTI 5m3 Tipo 2 RTI Tipo 3 Tipo 4 Tipo 4
8m3 RTI 12m3 RTI 28m3 RTI 32m3
Acima 2.500 m2 Tipo 1 RTI 8m3 Tipo 2 RTI Tipo 3 Tipo 4 Tipo 4

EQUIPAMENTOS FIXOS DE COMBATE AO INCÊNDIO


até 5.000 m2 12m3 RTI 18m3 RTI 32m3 RTI 48m3
Acima 5.000 m2 Tipo 1 RTI 12m3 Tipo 2 RTI Tipo 3 Tipo 4 Tipo 5
até 10.000 m2 18m3 RTI 25m3 RTI 48m3 RTI 64m3
Acima 10.000 m2 Tipo 1 RTI 18m3 Tipo 2 RTI Tipo 3 Tipo 4 Tipo 5
até 20.000 m2 25m3 RTI 35m3 RTI 64m3 RTI 96m3
Acima 20.000 m2 Tipo 1 RTI 25m3 Tipo 2 RTI Tipo 3 Tipo 4 Tipo 5
até 50.000 m2 35m3 RTI 48m3 RTI 96m3 RTI 120m3
Acima 50.000 m2 Tipo 1 RTI 35m3 Tipo 2 RTI Tipo 3 Tipo 4 Tipo 5
48m3 RTI 70m3 RTI 120m3 RTI 180m3

Tabela 3: Aplicabilidade dos tipos de sistemas e volume de reserva de incêndio mínima (m3).
Fonte: Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo - IT 022/03.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
159

A reserva de água para incêndio deve prever tanto os hidrantes como os chuvei-
ros automáticos, pois é da mesma reserva que os dois sistemas são abastecidos.
Devemos sempre lembrar que o registro dos hidrantes deve permanecer aberto
durante todo o tempo, que se deve utilizar a reserva de hidrantes para lavar cal-
çadas, ou seja, essa reserva é destinada ao incêndio e, se os hidrantes forem
abastecidos por bombas, estas devem estar sempre revisadas e serem automáti-
cas para facilitar a utilização dos hidrantes.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Figura 15: Chuveiro Automático


CHUVEIROS AUTOMÁTICOS (SPRINKLERS)

Conforme Saliba (2010), os chuveiros automáticos são instalações utilizadas


no combate ao incêndio, compostas por uma série de crivos regadores que têm
por objetivo borrifar automaticamente água no foco de fogo de um princípio de
incêndio, diminuindo a probabilidade de propagação e extinguindo-o.

Acadêmico(a), você sabe a diferença principal entre o mecanismo de funcio-


namento de um chuveiro automático e um detector de fumaça?
Fonte: a autora.

Normas Sobre Hidrantes


IV

Segundo Camillo Jr. (2012, pag. 78), “o sistema de distribuição de chuveiros auto-
máticos são ligados a um encanamento central, do qual saem ramificações de
tubos cujos diâmetros diminuem à medida que se afastam da linha principal.” No
final dessas ramificações, são colocados bicos que vão à água, cuja quantidade e
temperatura com que os chuveiros serão acionados depende do risco a proteger.
Nunca se esquecer que o registro destinado aos chuveiros automáticos, tanto
quanto aos dos hidrantes, tem que estar sempre aberto, dessa forma, garantimos
que os materiais incendiados ficarão encharcados de água, assim, diminuirão a
temperatura de combustão, promovendo a extinção do incêndio. Para que os chu-

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
veiros tenham sua eficácia, é necessário que exista espaço livre de, pelo menos,
1,00 m (um metro) abaixo do empilhamento de caixas (por exemplo) e ao redor
dos pontos de saída de água dos chuveiros.

Figura 16: Chuveiro Automático libera a água com temperatura

Os sistemas de chuveiros automáticos, ao mesmo tempo simples, têm sido


desenvolvidos por profissionais ao longo de um período de mais de 100
anos, de forma que possa responder rapidamente e com eficiência ao surgi-
mento de um incêndio.
Um grande incêndio em Londres levou Jonh Green a projetar um sistema
automático de combate ao fogo em 1673, mas infelizmente não se tem de-
talhes desse sistema. O primeiro dispositivo automático para a extinção de
incêndio foi patenteado em 1723 por Ambrose Godfrey Hanckuvitz, célebre
químico.
Fonte: Pereira (2009, p. 137).

EQUIPAMENTOS FIXOS DE COMBATE AO INCÊNDIO


161

■■ Segundo Pereira (2009), os chuveiros automáticos são compostos dos


seguintes elementos, de acordo com a figura 17:
■■ Corpo: parte do chuveiro automático que possui uma rosca, para a fixa-
ção dele na linha de ramificações, e serve de suporte para os demais
componentes.
■■ Defletor/Difusor: elemento destinado a espalhar a água, distribuindo-a
segundo as normas para chuveiros automáticos.
Ampola ou cápsula: elemento termossensível destinado a liberar o obsturador
por efeito da elevação da temperatura e, com isso, deixar a água fluir sobre o
foco de incêndio. Essas ampolas podem ser de vidro ou fusíveis de liga metálica.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Figura 17: Elementos dos chuveiros automáticos

Os chuveiros automáticos possuem ampolas; como vimos, estas, quando chega


uma determinada temperatura, quebram e liberam o fluxo de água. Essa tempe-
ratura dependerá da cor da ampola que está no local protegido, conforme tabela
4. A figura 18 mostra os exemplos desses diferentes tipos de ampolas nos chu-
veiros automáticos.

Figura 18 – Chuveiros Automáticos com várias temperaturas

Normas Sobre Hidrantes


IV

TEMPERATURA DE RUPTURA COR


57º C Laranja
68º C Vermelho
79º C Amarelo
93º C Verde
141º C Azul
182º C Roxo
204/260º C Preto

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Tabela 4: Código de cores das ampolas dos chuveiros automáticos
Fonte: Camillo Jr. (2012) e Pereira (2009).

Conforme Pereira (2009), para que o chuveiro automático possua um acionamento


dentro do previsto pelo fabricante, deve seguir dois fatores que influenciam: a
altura do pé direito (quanto maior o pé direito, maior o tempo que levará para
acioná-lo) e afastamento do chuveiro em relação ao teto (quanto maior a dis-
tância, maior o tempo de acionamento).
Os chuveiros automáticos possuem regras bem precisas e, por isso, vamos
colocar os itens que constam no Regulamento de segurança contra incêndio
das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo - IT 023/11 e o Código
de Segurança Contra Incêndios e Pânico do Corpo de Bombeiros da Polícia
Militar do Paraná (CSCIP-CB/PMPR) - NPT 023/2014 – Sistemas de Chuveiros
Automáticos.
■■ O projeto executivo do sistema de chuveiros automáticos não necessita
ser encaminhado para análise junto ao Corpo de Bombeiros, mas deve
estar à disposição na edificação para suprir possíveis dúvidas do agente
vistoriado.
■■ Nas edificações, onde houver exigência da instalação do sistema de chu-
veiros automáticos, deve-se atender a toda área de edificação, podendo, a
critério do projetista, deixar de abranger a casa do zelador, quando loca-
lizada na cobertura.
■■ Nas edificações existentes, onde não exista exigência do sistema de chu-
veiros automáticos ou quando esse for proposto como solução técnica
alternativa, pode ser utilizada a instalação parcial, atendendo-se às demais
exigências previstas nas normas técnicas oficiais.

EQUIPAMENTOS FIXOS DE COMBATE AO INCÊNDIO


163

A instalação dos chuveiros automáticos, em muitos casos, ainda não é obrigató-


ria, são obrigatórias onde o risco de incêndio é alto, mas várias empresas estão
optando por colocar, adicionalmente aos hidrantes, os chuveiros automáticos,
uma vez que o acionamento dos chuveiros é automático; quando a ampola chegar
à temperatura na qual foi projetada, ela “estoura”, liberando a passagem da água.
■■ A critério do projetista, a instalação de chuveiros automáticos em casa
de máquinas, subestações, casa de bombas de incêndio, sala de gerador
e similares, onde haja exclusivamente equipamentos elétricos energiza-
dos, pode ser substituída pela instalação de detectores, ligados ao sistema
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

de alarme do prédio ou ao alarme do sistema de chuveiros automáticos.


■■ A substituição prevista no item anterior fica limitada a compartimentos
com área máxima de 200 m².
O chuveiro automático pela própria ação libera água e, quando ele está localizado
em locais onde possua apenas materiais elétricos energizados ou que possua acu-
muladores de energia, o uso de água, ao invés de extinguir o fogo, pode piorar
com curtos circuitos, dessa forma, geralmente é recomendado o uso de detec-
tores de fumaça.
■■ Nos casos de edificações com ocupação mista, a reserva de incêndio deve
ser calculada em função da vazão de risco mais grave e do tempo de fun-
cionamento do risco predominante.
■■ Nos casos em que hidrantes e mangotinhos forem instalados em conjunto
com o sistema de chuveiros automáticos, as vazões e pressões mínimas
exigidas na IT 22/11 - Sistemas de hidrantes e de mangotinhos para com-
bate a incêndio devem ser garantidas, sendo somadas as reservas efetivas
de água para o combate a incêndios, atendendo aos requisitos técnicos
previstos nas normas técnicas oficiais.

Nos locais que possuírem hidrantes e chuveiros instalados na mesma edifica-


ção, não se pode esquecer que a reserva de incêndio destinada ao combate ao
incêndio é junto e, portanto, deve prever a redução da pressão quando os dois
sistemas estão ligados juntos, para que nenhum dos sistemas seja prejudicado.
■■ O registro de recalque para chuveiros automáticos deve conter sinaliza-
ção e indicação claras, de forma a ser diferenciado do recalque do sistema
de hidrantes, de acordo com a figura 19.

Normas Sobre Hidrantes


IV

Figura 19: Sinalização do registro de recalque do sistema de chuveiros automáticos


Fonte: Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo -
IT 023/11.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Os locais que possuírem chuveiros automáticos terão também o hidrante de
recalque para chuveiros automáticos ou Sprinkler e estarão identificados na
tampa “Recalque SPK”, para que saibam qual recalque é dos hidrantes e qual é
dos chuveiros.
■■ Nos locais com forros combustíveis, os chuveiros automáticos devem ser
instalados acima para proteção do espaço entre-forro.
■■ Quando houver forros incombustíveis, os chuveiros automáticos devem
ser instalados para proteção do espaço entre-forro somente se houver
carga de incêndio.

Os chuveiros automáticos têm a função de proteção contra incêndios desde o


forro até os combustíveis guardados dentro da edificação, por isso, quando o
forro for de material combustível, deve instalar o chuveiro antes desse forro, para
que, caso o forro se incendeie, o chuveiro consiga extingui-lo.

Figura 20: Detectores de Fumaça

EQUIPAMENTOS FIXOS DE COMBATE AO INCÊNDIO


165

DETECTORES DE FUMAÇA

Segundo Camillo Jr. (2012, p. 112), os detectores de fumaça são dispositivos que,
quando sensibilizados por fenômenos físicos e/ou químicos, detectam princípios
de incêndios, podendo ser ativados, por calor, chama ou fumaça.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Figura 21: Detectores de Fumaça

Os detectores de fumaça são dispositivos espalhados por toda a edificação,


que servem para identificar a presença de fumaça no ambiente que está locali-
zado, diferentemente dos chuveiros automáticos, os detectores de fumaça não
liberam água como agente extintor, todos os detectores de fumaça estão liga-
dos em uma central, quando algum desses detectores é disparado, acende uma
luz na central juntamente com um alerta sonoro no local onde se encontra o
detector acionado.
As definições estipuladas pelo Código de Segurança Contra Incêndios
e Pânico do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Paraná (CSCIP-CB/
PMPR) - NPT 003/2014 – Terminologias de Segurança Contra Incêndios são
as seguintes:
■■ Detector de fumaça: detector sensível às partículas sólidas ou líquidas
dos produtos da combustão e/ou pirólise na atmosfera.
■■ Detector de fumaça iônico: detector sensível aos produtos da combustão
capazes de afetar correntes iônicas dentro do detector.
■■ Detector de fumaça óptico (fotoelétrico): detector sensível aos produtos
da combustão capazes de afetar a absorção ou dispersão de radiação na
região infravermelha visível e/ou ultravioleta do espectro eletromagnético.

Detectores de Fumaça
IV

Existem vários tipos de detectores, cada um para uma situação de incêndio e


um local apropriado. A maioria deles são detectores de fumaça que estão locali-
zados onde a aspersão de água prejudicaria mais do que ajudaria a extinção do
incêndio. Existem detectores de temperatura muito utilizados em cozinhas indus-
triais, onde a água nem sempre é bem-vinda, devido à quantidade de gordura
quente presente, e detectores de fumaça não funcionariam em virtude da quan-
tidade de fumaça normalmente presente nas cozinhas, dessa forma, o detector
de temperatura dispararia um alarme quando chegasse à temperatura em que o
dispositivo está programado.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
CONSIDERAÇÕES FINAIS

Nesta unidade, iniciamos falando sobre os mangotinhos e os hidrantes, vimos


que há um tipo de mangotinho e vários tipos de hidrante. Os hidrantes podem
ser para a proteção da edificação, situados dentro das edificações, ou aqueles que
chamamos de recalque, que estão no final de todas as edificações para uso, prin-
cipalmente, dos bombeiros. Vimos, também, que os hidrantes de recalque podem
ser de parede e de passeio, mas, independente do tipo, são muito importantes.
Os hidrantes devem conter, dentro do seu abrigo, uma mangueira, esguicho
regulável ou agulheta, dependendo do tipo de jato que queremos produzir, os
adaptadores storz na mangueira, no esguicho e no registro, além de uma chave
storz, para facilitar o engate da linha de hidrantes. Em seguida, explicamos a
norma do corpo de bombeiros sobre os hidrantes, para melhor compreensão
dos sistemas e seus tipos.
Vimos que os hidrantes de recalque podem ser de coluna ou de passeio,
independente do tipo, é necessária sua existência para, principalmente, a utili-
zação dos bombeiros quando necessário. Dentro das edificações, sabemos que
os hidrantes podem ter vários tipos e essa escolha depende do tipo de edifica-
ção e da vazão da sua edificação.

EQUIPAMENTOS FIXOS DE COMBATE AO INCÊNDIO


167

Depois, explicamos sobre os chuveiros automáticos que têm por objetivo


liberar água após o ambiente chegar a uma determinada temperatura, esta é a
temperatura que o líquido que está dentro da ampola determina conforme a
tabela. A liberação de água ajuda no combate ao incêndio e impede a propaga-
ção de forma rápida; em muitos casos, o incêndio consegue ser extinto apenas
com a ação dos chuveiros automáticos.
E, por fim, falamos sobre os detectores de fumaça que, ao serem aciona-
dos, indicam seu acionamento no painel e soam um alarme para identificação
do incêndio. Na próxima unidade, explicaremos sobre a brigada de emergência,
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

espero que tenham gostado deste estudo.

Considerações Finais
1. O acondicionamento das mangueiras de incêndio dentro dos abrigos pode ser
de qual forma e em quais situações?
2. Quais são os elementos que devem ser conferidos dentro do abrigo dos hidran-
tes?
3. A diferença principal entre os chuveiros automáticos e os detectores de fumaça
são que eles são ativados, respectivamente, com:
4. Para que os chuveiros automáticos funcionem de forma adequada, o que é ne-
cessário?



















169

SISTEMA DE PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS POR CHUVEIRO AUTOMÁTICOS


DE ÁGUAS ESTUDO DA TECNOLOGIA E APLICAÇÃO.
O sprinkler é uma ótima solução de proteção, principalmente pelo aspecto econômico,
uma vez que exerce o papel de sistema de detecção e combate na mesma ferramenta.
Além disso, em caso de pequenos focos, apenas irá molhar o local do foco, diminuindo
danos a propriedade decorrentes da descarga de altas quantidades de água em am-
bientes interiores, especialmente em escritórios com presença de computadores e de-
mais equipamentos eletrônicos.
Em relação ao projeto desse sistema, observamos as inúmeras dificuldades em seu di-
mensionamento, motivadas fundamentalmente por se tratar de um assunto relativa-
mente novo, ainda pouco conhecido da maioria dos profissionais e que somente agora
começa a ser exigido de uma forma mais intensa nas legislações de proteção contra
incêndio no Brasil. Lançar uma rede de chuveiros automáticos, densa de canalizações,
conexões, válvulas e outros dispositivos, é de extrema complexidade, portanto para tal
é necessário além de um bom conhecimento de mecânica de fluídos, domínio total da
NBR 10897 aliado a um senso crítico apurado.
Ser criterioso no lançamento de redes, analisar as várias possibilidades e tipos de redes
e verificar bem as obstruções possíveis nos caminhos das canalizações são os princípios
básicos dos projetistas desse sistema. Para se fazer uma boa distribuição dos chuveiros
automáticos num ambiente, vários fatores devem ser considerados, como o tamanho
do ambiente, classe de risco que limita os espaçamentos e as áreas de cobertura dos
chuveiros automáticos, material a ser utilizado na rede, obstáculos no ambiente como
escadas, elevadores, pilares, mezaninos, etc.
É recomendado sempre a elaboração de um layout do teto, mostrando todos os sistemas
que passam no mesmo, evitando assim interferências durante a construção. Além do
funcionamento hidráulico adequado que todo projetista deseja, é importante também
levar em consideração outros aspectos como o econômico, estético, acessibilidade para
testes e manutenção, etc. Para se evitar o desperdício de material, é importante que os
espaçamentos sejam compatíveis com o comprimento das barras de canalização, para
que os cortes para adaptar ao espaçamento projetado não gerem restos de canalização
sem aproveitamento posterior.
Não se deve esquecer também a necessidade de conhecimento por parte do projetista
de algum tipo de software ou dispositivo eletrônico na elaboração dos cálculos. Hoje
em dia o uso de recursos computacionais vem diminuído significativamente o tempo de
cálculo, portanto um bom conhecimento acerca dos mesmos torna-se fundamental. É
sempre importante lembrar que economias no projeto podem gerar grandes prejuízos
no futuro.
Fonte: Damasceno (2014, online).
MATERIAL COMPLEMENTAR

Segurança contra incêndios


Autor: Áderson Guimarães Pereira
Editora: LTr
Sinopse: O conteúdo deste trabalho consiste
na reunião de artigos elaborados pelo autor e
publicados em revistas especializadas em segurança
contra incêndios. Trata de assuntos relativos a
temas institucionais, administrativos e operacionais.
Destacam-se os artigos nos quais são descritas as
medidas de segurança contra incêndios a serem
previstas nas edificações e áreas de risco para
melhoria da qualidade das condições preventivas.

Exemplos da diferença de utilização de mangotinhos e hidrantes, lembre-se que possui vários


erros na utilização do hidrante, mas é uma ilustração de cada sistema.

<https://www.youtube.com/watch?v=5zBmHne-W7E>.
Professora Dra. Ana Elisa Lavezo

V
UNIDADE
BRIGADA DE EMERGÊNCIA

Objetivos de Aprendizagem
■■ Entender como devemos dimensionar uma brigada de incêndio,
além de entender sua necessidade e funções.
■■ Analisar o que é necessário para montar um plano de emergência.
■■ Compreender as diferenças entre iluminação de emergência e alarme
de incêndio.
■■ Explicar algumas sinalizações de emergência necessárias para facilitar
a evacuação das edificações.

Plano de Estudo
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:
■■ Brigada De Incêndio
■■ Plano De Emergência
■■ Iluminação De Emergência e Alarme De Incêndio
■■ Sinalização De Emergência
173

INTRODUÇÃO

Prezado(a) aluno(a), nesta quinta unidade temos os seguintes objetivos: enten-


der como devemos dimensionar uma brigada de incêndio, além de compreender
sua necessidade e funções; analisar o que é necessário para montar um plano de
emergência; compreender as diferenças entre iluminação de emergência e alarme
de incêndio; explicar algumas sinalizações de emergência necessárias para faci-
litar a evacuação das edificações. Para isso, dividimos esta unidade em quatro
partes, quais sejam: brigada de incêndio, plano de emergência, iluminação de
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

emergência e alarme de incêndio e sinalização de emergência.


Na primeira parte da unidade, explicaremos como dimensionar uma brigada
de incêndio, esse dimensionamento depende do tipo de estabelecimento, indús-
tria e do número de pessoas para a população fixa. Explicaremos também os tipos
das brigadas, as divisões hierárquicas existentes na brigada de incêndio, como se
define o nível de treinamento de cada brigada e o currículo desse treinamento.
Na segunda parte, mostraremos como deve ser estruturado um plano de
emergência, para que, em caso de emergência, os brigadistas possam proceder
ao plano da forma correta, além de possuir na entrada da edificação principal
uma planta de risco de incêndio.
Na terceira, discutiremos as diferenças entre iluminação de emergência e
alarme de incêndio. A iluminação de emergência e o alarme de incêndio são
muito importantes no princípio de qualquer emergência, uma vez que o alarme
de incêndio indica que há alguma situação diferente do normal e que precisa de
uma atenção especial; já iluminação de emergência, em caso de corte ou queda
da energia, conduz os ocupantes para fora da edificação de forma segura.
E, por fim, a última parte desta unidade apresentará a sinalização de emer-
gência; placas indicativas: indica os perigos, advertências, equipamentos de
combate ao incêndio e as rotas de fuga.

Introdução
V

BRIGADA DE INCÊNDIO

A brigada de incêndio corresponde a um grupo de pessoas que serão responsáveis


de se organizarem e, em caso de emergência, tomar todas as medidas cabíveis,
seja de extinção do princípio do incêndio ou retirada das pessoas com segurança
da edificação. Existem vários tipos de brigada de combate a incêndios, de uma
maneira bem simples, estas podem ser divididas em:

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
■■ Brigadas de incêndio: são as brigadas responsáveis por extinguir o princípio
de incêndio nas edificações. Essa brigada é constituída por funcionários
treinados para esse fim e de diversos setores, assim, independente de onde
ocorra o incêndio, possui pessoas experientes nesse setor (CAMILLO Jr.,
2012).
■■ Brigadas de abandono: são as brigadas responsáveis pela evacuação da
edificação. Essa brigada é constituída por funcionários treinados para a
retirada de pessoas das edificações. Em caso de incêndios ou emergên-
cias e após a retirada das pessoas, esses brigadistas se retiram juntamente
com as pessoas evacuadas (CAMILLO Jr., 2012).
■■ Brigadas de emergência: são brigadas responsáveis além do combate ao
princípio de incêndio. Fazem as orientações para o abandono do local em
situação de emergência, além de serem os responsáveis por sinistros em
locais específicos, como inundações, derramamento de produtos perigo-
sos (CAMILLO Jr., 2012).
■■ As brigadas têm que estar adaptadas aos locais onde serão implantadas,
em brigadas industriais, brigadas residenciais e brigadas comerciais. Essas
brigadas são representadas por funcionários da empresa treinados para
− em qualquer situação de emergência − minimizar os danos, sejam pes-
soais ou materiais.

BRIGADA DE EMERGÊNCIA
175

Uma das primeiras organizações de combate ao fogo de que se tem notícia


foi criada na Roma antiga, em 27 a.C. Um grupo conhecido como vigiles
patrulhava as ruas para impedir incêndios e policiar a cidade. Nessa época,
o fogo era um grande problema para os vigiles, que não possuíam métodos
eficientes para sua extinção.
Em 1666, na Inglaterra, existiam brigadas de seguros contra incêndios, que
eram formadas por companhias de seguros, criadas após um grande incên-
dio que ocorreu em Londres, que deixou milhares de pessoas desabrigadas.
Essas brigadas foram criadas para proteger a propriedade de seus clientes.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

No Brasil, não foi diferente. As primeiras organizações de combate aos in-


cêndios só começaram a surgir após os grandes incêndios, como o que des-
truiu, em 1732, parte do Mosteiro de São Bento, próximo à atual praça Mauá,
no Rio de Janeiro.
Fonte: Camillo Jr. (2012, p. 139).

Normas Brasileiras que precisam ser respeitadas em se tratando de brigada de


incêndio:
NBR 14023 – Registro de atividades de bombeiros.
NBR 14096 – Viaturas de combate a incêndio.
NBR 14276 – Programa de brigada de incêndio.
NBR 14277 – Instalações e equipamentos para treinamento de combate a
incêndio.
NBR 14561 – Veículos para atendimento a emergências médicas e resgate.
NBR 14608 – Bombeiro profissional civil.
NBR 15219 – Plano de emergência contra incêndio – requisitos.
Manteremos como base os códigos dos bombeiros de São Paulo e Paraná,
que possuem uma norma específica para esse assunto. No caso da Brigada de
Incêndio, para São Paulo, é o Regulamento de segurança contra incêndio das
edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo - IT 017/2014; no Paraná,
é o Código de Segurança Contra Incêndios e Pânico do Corpo de Bombeiros
da Polícia Militar do Paraná (CSCIP-CB/PMPR) - NPT 017/2014 – Brigada de
Incêndio.

Brigada de Incêndio
V

■■ A composição da Brigada de Incêndio de cada pavimento, compartimento


ou setor é determinada pela tabela 1, que leva em conta a população fixa,
o grau de risco e os grupos/divisões de ocupação da planta.
■■ Quando em uma planta houver mais de um grupo de ocupação, o número
de brigadistas deve ser calculado levando-se em conta o grupo de ocu-
pação de maior risco. O número de brigadistas só é calculado para cada
grupo de ocupação se as unidades forem compartimentadas ou se os ris-
cos forem isolados.
■■ A composição da Brigada de Incêndio deve levar em conta a participa-

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
ção de pessoas de todos os setores.

Caro(a) acadêmico(a), você sabe dimensionar uma Brigada de Incêndio?


Caso não saiba, vamos aprender então!
Fonte: a autora.

No dimensionamento da Brigada de Incêndio, devemos entender a tabela 1,


para que esta fique corretamente dimensionada. Os grupos são as categorias que
dimensionam o local, divisão é a forma que os grupos são divididos, utilizando
as letras para agrupá-los (utilizado no dimensionamento da reserva de incên-
dio para os hidrantes). A descrição e os exemplos são as edificações que devem
ser utilizadas para o dimensionamento, o grau de risco está relacionado com a
destinação da edificação, que pode ser baixo, médio e alto.

BRIGADA DE EMERGÊNCIA
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

População Fixa por Pavimento ou Comportamento Nivel de


Grau de
Grupo Divisão Descrição Exemplos Treinamento
Risco
Até (Anexo B)
Até 2 Até 4 Até 6 Até 8 Acima de 10
10
Casas térreas ou assobradadas
Habitação
A-1 (isoladas ou não), condomínios Baixo isento isento
unifamiliar
horisontais etc.
Habitação Edifícios de apartamento em 80% dos funcionários da edificação mais um brigadista
A-2 Baixo Básico
multifamiliar geral (morador ou funcionário) por pavimento. (nota 7)
Pensionatos, internamentos,

A - Residêncial
Habitação alojamentos, mosteiros, con-
A-3 coletiva (nota ventos, residências geriátricas Baixo 1 2 3 4 4 (nota 5) Básico
8) etc. (capacidade máxima: 16
leitos)
Hotéis, motéis, pensões, hos-
Hotel e asse- pedarias, pousadas, albergues, (nota 5) e
B-1 Médio 1 2 3 4 4 Intermediário
melhado casas de cômodos e divisão A3 (nota 14)
com mais de 16 leitos

gem
Hotéis e assemelhados com
Hotel
cozinha própria nos aparta- (nota 5) e
B-2 residencial Médio 1 2 3 4 4 intermediário
mentos (inclui-se apart-hotéis, (nota 14)

B - Serviço de hospeda-
(nota 9)
hotéis residenciais)
Açougue, artigos de bijuterias,
C-1 Comércio metal ou vidro, automóveis, Baixo 1 2 2 2 2 (nota 5) Básico

Brigada de Incêndio
ferragens, floricultura, material
177

Tabela 1: Composição mínima da brigada de incêndio por pavimento ou compartimento


Fonte: Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo - IT 017/2014 (p. 8-14).
V

Para o dimensionamento, utilizaremos um exemplo. Considerando um comér-


cio (açougue) com uma população fixa de 35 pessoas, dimensione a Brigada de
Incêndio.
Resolução:
1. Deve-se saber qual o grau de risco. No caso do comércio (açougue), de
acordo com a tabela 01, o grau é de risco baixo.
2. Até 10 pessoas, é necessário 2 brigadistas.
3. Temos 35 pessoas de população fixa – 10 pessoas (2 brigadistas) = 25 pes-

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
soas para continuar o dimensionamento.
4. Acima de 10 pessoas de população fixa, utilizar Nota 051. O grau de
risco para esse caso é baixo, então, a cada 20 pessoas, acrescenta-se mais
1 brigadista. Como temos 25 pessoas ainda para dimensionar, faremos
25÷20= 1,25 brigadistas.
5. Como na primeira parte do dimensionamento tínhamos 2 brigadistas,
adicionamos mais 2 (1,25 brigadistas aproxima para 2 brigadistas, pois
a quantidade de brigadistas tem que ser um número inteiro).
Resposta Final: 4 brigadistas no total, para esse comércio (açougue) com 35 pes-
soas de população fixa.
A tabela 01 continua por muitas outras páginas, que não apresentamos aqui,
dessa forma, cada edificação terá o seu dimensionamento por meio dessa tabela.
Além do dimensionamento da brigada, a Tabela 01 determina o nível de treina-
mento de acordo com o seguimento na indústria ou comércio, ou assim por diante.
O nível de treinamento está definido na última coluna da tabela 01 e terá
uma carga horária específica conforme a IT 017/2014 recomenda, abrangendo
parte prática e teórica. O curso de brigada de incêndio deve ter como foco, prin-
cipalmente, os possíveis riscos existentes no grupo ao qual a edificação pertencer.
Essa brigada de incêndio deve ser novamente estruturada quando 50% dos seus
membros sofrerem alteração, e deve ser realizada uma reciclagem no treina-
mento da brigada anualmente.

1 Nota 05: Quando a população fixa de um pavimento, compartimento ou setor for maior que 10 pessoas,
será acrescido mais um brigadista para cada grupo de até 20 pessoas para risco baixo, mais um brigadista
para cada grupo de até 15 pessoas para risco médio e mais um brigadista para cada grupo de até 10
pessoas para risco alto (Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do
Estado de São Paulo - IT 017/2014, p.14).

BRIGADA DE EMERGÊNCIA
179

Caro(a) acadêmico(a), você sabe quem são os profissionais que podem mi-
nistrar ou fazer a reciclagem dos cursos de Brigada de Incêndio?
Fonte: a autora.

No caso em que a formação ou reciclagem da brigada for realizada por dois ins-
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

trutores (incêndio e primeiros socorros), o atestado de Brigada de Incêndio deve


ser assinado pelos dois profissionais. O profissional capacitado para ministrar
o curso ou a reciclagem da brigada de incêndio, conforme IT (017/2014 (p. 03),
deve ser/ter:
■■ Formação em Higiene, Segurança e Medicina do Trabalho, devidamente
registrado nos conselhos regionais competentes ou no Ministério do
Trabalho.
■■ O médico e o enfermeiro do trabalho só podem responsabilizar-se pelo
treinamento de primeiros socorros.
■■ Ensino médio completo e especialização em Prevenção e Combate a
Incêndio (carga horária mínima de 120 horas-aula para risco baixo ou
médio e 160 horas-aula para risco alto) e técnicas de emergências médi-
cas (carga horária mínima de 100 horas-aula para risco baixo, médio
ou alto) para os componentes das Polícias Militares e dos Corpos de
Bombeiros Militares.

Dessa forma, nós, profissionais da segurança do trabalho, formados e credencia-


dos aos nossos conselhos, podemos ministrar e assinar o atestado de Brigada de
Incêndio da parte de incêndio, enquanto que os médicos e enfermeiros do tra-
balho podem assinar o atestado do treinamento de primeiros socorros.

Brigada de Incêndio
V

©shutterstock

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Figura 1: Brigadistas

Segundo o Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas


de risco do Estado de São Paulo - IT (017/2014 (p.2) são necessários vários cri-
térios básicos para a seleção de candidatos a brigadistas, que são:
a. Permanecer na edificação durante seu turno de trabalho;
b. Experiência anterior como brigadista;
c. Possuir boa condição física e boa saúde;
d. Possuir bom conhecimento das instalações, devendo ser escolhidos pre-
ferencialmente os funcionários da área de utilidades, elétrica, hidráulica
e manutenção geral;
e. Ter responsabilidade legal;
f. Ser alfabetizado.
NOTA: Caso nenhum candidato atenda aos critérios básicos relaciona-
dos, devem ser selecionados aqueles que atendam ao maior número de
requisitos.

A Brigada de Incêndio precisa de um organograma para que fique organizada


funcionalmente e para que cada componente saiba quais são suas obrigações.
De acordo com Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e
áreas de risco do Estado de São Paulo - IT 017/2014 (p. 2), a brigada será orga-
nizada da seguinte forma:

BRIGADA DE EMERGÊNCIA
181

■■ BRIGADISTAS: são os componentes da brigada que executam algumas


funções descritas a seguir:
1-) Ações de prevenção:
■■ Análise dos riscos existentes durante as reuniões da brigada de
incêndio;
■■ Notificação ao setor competente da empresa ou da edificação das
eventuais irregularidades encontradas no tocante a prevenção e
proteção contra incêndios;
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■■ Orientação à população fixa e flutuante;


■■ Participação nos exercícios simulados;
■■ Conhecer o plano de emergência da edificação.

2-) Ações de emergência:


■■ Identificação da situação;
■■ Alarme/abandono de área;
■■ Acionamento do corpo de bombeiros e/ou ajuda externa;
■■ Corte de energia;
■■ Primeiros socorros;
■■ Combate ao princípio de incêndio;
■■ Recepção e orientação ao corpo de bombeiros.
■■ LÍDER: é o responsável pela coordenação e execução das ações de emer-
gência de um determinado setor/pavimento/compartimento. O líder é
um dos brigadistas aprovados no processo de seleção;
■■ CHEFE DA EDIFICAÇÃO OU DO TURNO: é o brigadista responsável
pela coordenação e execução das ações de emergência em uma edifica-
ção da planta, normalmente a edificação na qual o brigadista trabalha. O
chefe da edificação é um dos brigadistas aprovados no processo de seleção;

Brigada de Incêndio
V

■■ COORDENADOR GERAL: é o brigadista responsável pela coordenação


e execução das ações de emergência de todas as edificações que compõem
uma planta, independentemente do número de turnos. O coordenador é
um dos brigadistas aprovados no processo de seleção. Na ausência deste,
deve estar previsto no plano de emergência da edificação um substituto
treinado e capacitado, sem que ocorra o acúmulo de funções.

O organograma deve ser organizado conforme a figura 2, composta por uma


edificação com três pavimentos, sendo que o número de brigadistas dependerá
da atividade e da população fixa de cada estabelecimento.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Figura 2: Organograma de uma edificação com três pavimentos
Fonte: Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo -
IT 017/2014 (p .24).

O organograma deve ser organizado conforme a figura 3, formada por uma planta
com duas edificações e três turnos, sendo que o número de brigadistas depen-
derá da atividade e da população fixa de cada estabelecimento.

Figura 3: Organograma de uma planta com duas edificações


Fonte: Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo -
IT 017/2014 (p. 25).

BRIGADA DE EMERGÊNCIA
183

Após a composição da brigada de incêndio, essas pessoas que foram seleciona-


das precisam estar se reunindo sempre para discutir as formas de como atuar em
caso de emergência, além de fazer cursos específicos para cada área. Conforme
o Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do
Estado de São Paulo - IT 017/2014 (p. 4):
Reuniões ordinárias
Devem ser realizadas reuniões mensais com os membros da brigada, com
registro em ata, onde são discutidos os seguintes assuntos:
a. funções de cada membro da brigada dentro do plano;
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

b. condições de uso dos equipamentos de combate a incêndio;


c. apresentação de problemas relacionados à prevenção de incêndios encon-
trados nas inspeções para que sejam feitas propostas corretivas;
d. atualização das técnicas e táticas de combate a incêndio;
e. alterações ou mudanças do efetivo da brigada;
f. outros assuntos de interesse.
Reuniões extraordinárias
Após a ocorrência de um sinistro, ou quando identificada uma situação
de risco iminente, fazer uma reunião extraordinária para discussão e pro-
vidências a serem tomadas. As decisões tomadas são registradas em ata e
enviadas às áreas competentes para as providências pertinentes.

As reuniões ordinárias são para passar orientações gerais para que possa melho-
rar a atuação da brigada de incêndio e atualização de algumas técnicas de retirada
e combate a incêndios. Já as reuniões extraordinárias são as reuniões realizadas
depois de um sinistro para analisar a atuação da brigada e quais são as ações
que podem melhorar.
De acordo com o Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e
áreas de risco do Estado de São Paulo - IT 017/2014, existem vários procedimentos
básicos de emergência que devem ser seguidos em caso de sinistro, quais sejam:

Brigada de Incêndio
V

1. Alerta: quando uma pessoa presente na edificação identifica uma


situação de emergência e avisa os demais ocupantes e os brigadistas,
mediante os métodos disponíveis.
2. Análise da situação: após o alerta, os brigadistas se reúnem para analisar
o que deve ser realizado, caso seja necessário a presença do Corpo de
Bombeiros ou Apoio externo, acionar o mais rápido possível enquanto
a brigada faz os procedimentos padrões.
3. Primeiros socorros: a parte da brigada destinada ao atendimento de
primeiros socorros começa a prestar atendimento às vítimas, caso

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seja necessário.
4. Corte de energia: caso seja possível, cortar a energia elétrica dos equi-
pamentos da área atingida.
5. Abandono de área: neste momento, a brigada de abandono entra para
fazer a retirada parcial ou total da área, direcionando essas pessoas
para um local seguro, no mínimo a 100 m de distância do sinistro. A
brigada de abandono, então, acompanha e permanece com os ocu-
pantes até a finalização do procedimento.
6. Confinamento do sinistro: a brigada de incêndio, se possível, faz pro-
cedimentos para evitar a propagação do sinistro, diminuindo, assim,
suas consequências.
7. Isolamento da área: os brigadistas de incêndio devem isolar a área para
que possam trabalhar adequadamente e evitar que pessoas desavisa-
das adentrem no local sinistrado.
8. Extinção: os brigadistas de incêndio tentarão eliminar o sinistro até a
chegada do Corpo de Bombeiros e, assim, a normalidade da edifica-
ção é restabelecida. Com a chegada do Corpo de Bombeiros, a brigada
deve ficar a sua disposição.
9. Investigação: após o término do sinistro, deve-se elaborar um rela-
tório com as causas possíveis do sinistro e suas consequências e, em
seguida, reunir a brigada inteira para uma assembleia extraordinária,
para a discussão do ocorrido.
Além dos procedimentos básicos de emergência, é necessário que a brigada
esteja ciente dos procedimentos complementares, para que todos saibam que

BRIGADA DE EMERGÊNCIA
185

a brigada está no comando e, por isso, devem obedecer a seus comandos.


A brigada deve ter pleno conhecimento de como fazer os procedimentos e
para onde se dirigir com os ocupantes. Segundo o Regulamento de segurança
contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo - IT
017/2014, os procedimentos básicos de emergência são:
1. Identificação da brigada: a brigada deve utilizar de forma contínua
algum item que identifique aqueles ocupantes como membros da bri-
gada. Em simulados ou situações de emergência, os brigadistas devem
utilizar braçadeiras, coletes ou capacetes para que a identificação dos
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membros da brigada seja mais rápida.

É vedado ao brigadista ou bombeiro civil o uso de uniformes ou


distintivos iguais ou semelhantes aos utilizados pelo Corpo de
Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo, conforme o
art. 46 do Decreto-Lei n° 3.688, de 3 de outubro de 1941 (Lei das
Contravenções Penais) e legislação infraconstitucional pertinente
(REGULAMENTO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO DAS
EDIFICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO DO ESTADO DE SÃO PAU-
LO - IT 017/2014, p. 5).
A identificação do brigadista é necessária, mas em hipótese nenhuma se
pode confundi-lo com um membro do Corpo de Bombeiros, isso está
proibido por lei, independente do estado, essa ação não é permitida.

2. Comunicação interna e externa: é necessário que haja uma comuni-


cação entre os brigadistas para que todos estejam alinhados em caso
de sinistro, pois muitas vezes as edificações possuem vários blocos,
setores ou pavimentos e, sem o sistema de comunicação, fica mais
difícil as ações serem realizadas de forma coordenada. Essa comuni-
cação pode ser realizada por meio de telefones, quadros sinópticos,
interfones, sistemas de alarme, rádios, alto-falantes, sistemas de som
interno, entre outros, ou seja, a forma que os brigadistas acharem mais
fácil e possuir disponibilidade. No caso de a comunicação externa ser
necessária, ou seja, a comunicação ao Corpo de Bombeiros ou Plano
de Auxílio Mútuo, o responsável por essa ação deve estar devidamente
treinado, em local seguro e fácil para o abandono.

Brigada de Incêndio
V

3. Ordem de abandono: para o Regulamento de segurança contra incêndio


das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo - IT 017/2014,
(p. 5):
O responsável máximo da brigada de incêndio (coordenador-geral,
chefe da brigada ou líder, conforme o caso) determina o início do
abandono, devendo priorizar os locais sinistrados, os pavimentos
superiores a esses, os setores próximos e os locais de maior risco.

A ordem de abandono não pode ser de um brigadista que não seja o


coordenador geral ou chefe da brigada, ou o líder, conforme o tama-
nho da sua brigada. Um desses deve iniciar o abandono, após verificar

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as reais situações do local sinistrado.
4. Ponto de encontro: no plano de emergência, deve ser definido um ou
mais pontos de encontro para que os brigadistas se reúnam para a dis-
tribuição das tarefas.

5. Grupo de apoio: são brigadistas de incêndio que têm formação


específica, como eletricistas, encanadores, telefonistas e técnicos espe-
cializados na natureza da ocupação, para facilitar o desenvolvimento
dos trabalhos em caso de sinistro.
A brigada de emergência veio para auxiliar, em caso de sinistro, a
brigada de incêndio deve seguir os seguintes procedimentos: identi-
ficação, chamada de auxílio externo, abandono da área e isolamento
da área sinistrada (para que os ocupantes consigam sair com rapi-
dez e em segurança para) e o Corpo de Bombeiros possa trabalhar
na extinção do sinistro.

BRIGADA DE EMERGÊNCIA
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PLANO DE EMERGÊNCIA

Segundo Pereira (2009), o plano de evasão é um conjunto de informações e orien-


tações dadas aos ocupantes de uma edificação (residencial, comercial, industrial,
escritórios, institucionais etc.), com o intuito de preservar a integridade física e
proporcionar condições para a evacuação da edificação de forma segura, caso
ocorra um sinistro. Para isso, serão necessárias medidas preliminares de plane-
jamento, exercícios de evacuação e execução de forma adequada.
Normas que precisam ser respeitadas em se tratando de plano de emergência:
■■ Lei Estadual nº 17.774, de 29 de novembro de 2013 – Estabelece a uti-
lização de material informativo na forma de vídeo sobre as medidas de
segurança em boates, casas noturnas e shows (Inserido pela Portaria do
CCB, nº 06/14).
■■ NBR 15219/2005 – Plano de emergência contra incêndio – Requisitos.
Rio de Janeiro: Associação Brasileira de Normas Técnicas.
■■ FUNDACENTRO, “Introdução à Engenharia de Segurança de Sistemas”,
4 ed.. São Paulo: Fundação, 1994.
■■ FireEx Internacional de Proteção Industrial Ltda.“Introdução à Análise
de Risco – sistemática e métodos”, 1ª edição, 1997.
■■ IPT, Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo, “Manual de
Regulamentação de Segurança contra Incêndios”, 1992.
■■ NFPA 1620. “Recommended Practice for Pre-incident Planning”. Quincy:

Plano de Emergência
V

National Fire Protection Association, 1998.


■■ NFPA. “Handbook of Fire Protection”. 18 ed. Quincy National Fire Protection
Association, 1998.
■■ SELLIE, Gerald. “Seminário sobre a Intervenção dos Bombeiros no Meio
Industrial”. São Paulo: Fire-Ex Internacional de Proteção Industrial
Ltda.,1997.
■■ SEITO, Alexandre Itiu et al, “A Segurança Contra Incêndio no Brasil”. São
Paulo: Projeto Editora, 2008.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
■■ SFPE, “The SFPE Handbook of Fire Protection Engineering”, 2 ed. Quincy:
National Fire Protection Association.

A NBR 15.219 regula o plano de emergência contra incêndio e seus requi-


sitos. Essa norma estabelece requisitos mínimos para elaborar, implantar,
manter e revisar um Plano de Emergência Contra Incêndio (PECI).
De acordo com essa norma, todo e qualquer local em que estão situadas
uma ou mais edificações ou áreas para serem usadas para determinados
eventos ou ocupação deverá ter seu PECI.
Ainda de acordo com a norma, o PECI deve ser desenvolvido por profissio-
nal habilitado, ou seja, alguém que tenha elaborado planos de emergência
nos últimos cinco anos, ou por profissional com formação que tenha tido as
cargas horárias descritas a seguir, dependendo dos níveis (baixo, médio ou
alto) de risco da ocupação:
• Prevenção e combate a incêndio e abandono de área: 200, 300 e 400 h.
• Primeiros socorros de 60, 120 e 240 h.
• Análise de risco de 60, 100 e 140 h.
O PECI deve ser auditado por um profissional a cada 12 meses, preferencial-
mente antes da sua revisão.
Fonte: Seito et al. (2008, p. 316).

BRIGADA DE EMERGÊNCIA
189

Manteremos como base os códigos dos bombeiros de São Paulo e Paraná, que pos-
suem uma norma específica para esse assunto. No caso do Plano de Emergência
contra incêndio, para São Paulo, é o Regulamento de segurança contra incêndio
das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo - IT 016/2011; no Paraná,
é o Código de Segurança Contra Incêndios e Pânico do Corpo de Bombeiros
da Polícia Militar do Paraná (CSCIP-CB/PMPR) - NPT 016/2014 – Plano de
Emergência contra incêndio.
Na elaboração do Plano de emergência contra incêndio, é necessária a rea-
lização de uma análise preliminar dos riscos de incêndio, a fim de identificar,
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relacionar e representar em planta de risco de incêndio todos esses riscos.


Dependendo dos riscos de incêndio existentes, o levantamento desses riscos
e a elaboração do plano de emergência será realizado por engenheiros, técnicos
ou especialistas em gerenciamento de emergências. Os riscos de incêndios den-
tre várias situações o material da construção da edificação e o material que está
armazenado no interior da edificação.
O profissional habilitado deve realizar uma análise dos riscos da edi-
ficação com o objetivo de minimizar e/ou eliminar todos os riscos
existentes, recomendando-se a utilização de métodos consagrados, tais
como: What if, Check list, HAZOP, Árvore de Falhas, Diagrama Lógico
de Falhas (REGULAMENTO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊN-
DIO DAS EDIFICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO DO ESTADO DE SÃO
PAULO - IT 016/2011, p. 3).

A ferramenta a ser utilizada para a análise dos riscos da edificação dependerá


da experiência do profissional e dos riscos encontrados na edificação, algumas
dessas ferramentas podem ser feitas mensalmente, outras, em determinadas
situações de risco.
O Plano de emergência contra incêndio deve conter, no mínimo, as infor-
mações contidas no modelo a seguir, para que, em caso de emergência, os
procedimentos sejam executados de forma correta.

Plano de Emergência
V

Modelo de plano de emergência contra incêndio, conforme CSCIP-CB/


PMPR - NPT 016/2014 (p. 6) – Plano de Emergência contra incêndio

Inicialmente, no plano de emergência contra incêndio, deve-se fazer uma des-


crição completa da área de risco, ocupação e dos riscos existentes na edificação.
1) Descrição da edificação ou área de risco
1.1) Identificação da edificação: identificar o nome da empresa.
1.2) Localização: indicar o tipo de localização: se urbana ou rural, endereço, ca-
racterística da vizinhança, distância do Corpo de Bombeiros e meios de ajuda

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externa (Plano de Auxílio Mútuo – PAM).
1.3) Estrutura (Construção): indicar o tipo, por exemplo, de alvenaria, concreto,
metálica, madeira etc.
1.4) Dimensões: indicar área total construída e de cada uma das edificações, al-
tura de cada edificação, número de andares, se há subsolos, garagens e outros
detalhes.
1.5) Ocupação: indicar o tipo de ocupação de acordo com o Regulamento de
segurança contra incêndio.
1.6) População: indicar a população fixa e flutuante, e suas características, total
e por setor, área e andar.
1.7) Características de funcionamento: indicar os horários e turnos de trabalho,
os dias e horários fora do expediente de funcionamento e as demais caracterís-
ticas da planta, departamentos, responsáveis e ramais internos.
1.8) Pessoas portadoras de necessidades especiais: indicar o número de pessoas
e sua localização na planta.
1.9) Riscos específicos inerentes à atividade: detalhar todos os riscos existentes
(por exemplo: cabine primária, caldeira, equipamentos, cabine de pintura etc.).
1.10) Recursos humanos: indicar o número de membros da Brigada de Incêndio,
de Brigadistas Profissionais, de Corpo de Bombeiros e outros meio de ajuda ex-
terna.
1.11) Sistemas de Segurança contra Incêndio: indicar os equipamentos e recur-
sos existentes (sistema de hidrantes, chuveiros automáticos, sistema de espuma
e resfriamento, reserva técnica de incêndio, reserva de líquido gerador de espu-
ma, grupo motogerador etc.).
1.12) Rotas de fuga: indicar as rotas de fuga e os pontos de encontro, mantendo-
-os sinalizados e desobstruídos.

BRIGADA DE EMERGÊNCIA
191

Depois de termos as características da edificação, é necessário prever no plano


de emergência os procedimentos de emergência contra incêndio que devem
ser seguidos para que ocorra a desocupação da edificação, confinamento do
sinistro, isolamento da área e extinção do incêndio, caso seja o caso.
2) Procedimentos básicos de emergência contra incêndio
Os procedimentos a seguir estão relacionados em uma ordem lógica e devem
ser executados conforme a disponibilidade do pessoal, com prioridade ao aten-
dimento de vítimas.
2.1) Alerta: deve contemplar como deve ser dado o alerta em caso de incêndio
(por exemplo: através de alarme, telefone ou outro meio), especificar órgãos e
telefones de quem deve ser avisado e como os membros da Brigada e a popula-
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

ção em geral devem ser avisados sobre o alerta.


2.2) Análise da situação: deve identificar quem vai realizar a análise da situação,
qual a responsabilidade dessa pessoa, a quem ela vai informar, caso seja confir-
mada a emergência e demais providências necessárias.
2.3) Apoio externo: deve identificar quem é a pessoa responsável por acionar o
Corpo de Bombeiros ou outro meio de ajuda externa. Deve estar claro que essa
pessoa deve fornecer, no mínimo, as seguintes informações:
a. nome e número do telefone utilizado;
b. endereço da planta (completo);
c. pontos de referência;
d. características do incêndio ou do sinistro;
e. quantidade e estado das eventuais vítimas. PT 016 – Plano de emergência
contra incêndio.
Uma pessoa, preferencialmente um brigadista, deve orientar o Corpo de Bom-
beiros ou o meio de ajuda externa, quando da sua chegada, sobre as condições
e acessos e apresentá-los ao Chefe da Brigada.
2.4) Primeiros socorros e hospitais próximos: devem indicar quem são as pes-
soas habilitadas para prestar os primeiros socorros às eventuais vítimas e aos
hospitais próximos.
2.5) Eliminar riscos: deve indicar quem é a pessoa responsável pelo corte da
energia elétrica (parcial ou total) e pelo fechamento das válvulas das tubula-
ções, se necessário.
2.6) Abandono de área: deve indicar a metodologia a ser usada, caso seja neces-
sário abandonar o prédio e as pessoas responsáveis por este processo.

Plano de Emergência
V

2.7) Isolamento de área: deve indicar a metodologia a ser usada para isolar as
áreas sinistradas e as pessoas responsáveis por este processo.
2.8) Confinamento do incêndio: deve indicar a metodologia a ser usada para
evitar a propagação do incêndio e suas consequências, bem como as pessoas
responsáveis por este processo.
2.9) Combate ao incêndio: deve indicar quem vai combater o incêndio e os
meios a serem utilizados em seu combate.
2.10) Investigação: após o controle total da emergência e a volta à normalida-
de, o Chefe da Brigada deve iniciar o processo de investigação e elaborar um
relatório, por escrito, sobre o sinistro e as ações de contenção, para as devidas
providências e/ou investigação.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
3) Responsabilidade pelo plano: o responsável pela empresa (preposto) e o res-
ponsável pela elaboração do Plano de Emergência contra Incêndio devem assi-
nar o plano.

Os procedimentos básicos de emergência contra incêndio devem seguir o fluxo-


grama a seguir, visto que é a forma mais rápida e, seguindo o fluxograma, não
faltará nenhuma parte importante do plano de emergência, levando em consi-
deração que o atendimento às vítimas deve ser prioridade.

BRIGADA DE EMERGÊNCIA
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Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Fonte: Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo -
IT 016/2011 (p. 6).

Plano de Emergência
V

Acadêmico(a), o plano de emergência, portanto, conterá tudo que a brigada


de incêndio e a brigada de abandono terão que executar em caso de emer-
gência, de tal forma que os ocupantes sejam evacuados de forma rápida
e segura até um local (ponto de encontro), por meio de uma rota de fuga,
tudo indicado no plano de emergência.
Fonte: a autora.

O Plano de Emergência contra Incêndio deve ser discutido com todos os briga-
distas, para que, em caso de emergência, todos saibam como proceder, quais são

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os procedimentos de emergência que devem ser adotados. Esses procedimentos
devem ser informados aos visitantes mediante panfletos, vídeos e/ou palestras para
que, se ocorrer uma situação de emergência, saibam o que e quem devem seguir.
O plano de emergência contra incêndio deve fazer parte dos treina-
mentos de formação, treinamentos periódicos e reuniões ordinárias
dos membros da brigada de incêndio, dos brigadistas profissionais, do
grupo de apoio etc. (REGULAMENTO DE SEGURANÇA CONTRA
INCÊNDIO DAS EDIFICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO DO ESTADO
DE SÃO PAULO - IT 016/2011, p. 4).

Os exercícios simulados devem ser executados para verificar se as rotas de fuga,


pontos de encontro, e se os brigadistas estão preparados para o combate ao
incêndio e todas as situações adversas na retirada das pessoas parcialmente ou
totalmente. A periodicidade desses simulados tem que ser de, no máximo, um
ano para simulados completos.
Após o término do simulado, deve ser realizado e discutido um relatório, em
uma reunião extraordinária, para a avaliação e, se necessário, correções no plano
de emergência. Deve ser feita uma ata na qual contenha, segundo o Regulamento
de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São
Paulo - IT 016/2011 (p. 4):
a. Data e Horário do Evento;
b. Tempo Gasto no Abandono;
c. Tempo Gasto no Retorno;
d. Atuação dos Profissionais Envolvidos;
e. Comportamento da População;
f. Participação do Corpo de Bombeiros e Tempo Gasto para a sua chegada;

BRIGADA DE EMERGÊNCIA
195

g. Ajuda Externa (Por Exemplo: PAM – Plano de Auxílio Mútuo etc.);


h. Falha de Equipamentos;
i. Falhas Operacionais;
j. Demais Problemas Levantados na Reunião.

A revisão do plano de emergência contra incêndio deve ser realizada por um


profissional habilitado sempre que ocorrer alguma das seguintes situações, con-
forme o Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de
risco do Estado de São Paulo - IT 016/2011 (p. 4):
a. Ocorrer uma alteração significativa nos processos industriais, processos
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

de serviços, de área ou leiaute;


b. For constatada a possibilidade de melhoria do plano;
c. Completar 12 meses da última revisão.
Após a conclusão do plano de emergência contra incêndio e aprovado através dos
simulados, caso a planta sofra alguma modificação ou a disposição das máquinas
ou equipamentos seja alterada, deve ser informado a um profissional habilitado,
preferencialmente o profissional que elaborou o plano, para que este analise se é
necessário alteração do plano de emergência. Uma cópia do plano de emergên-
cia deve permanecer na portaria, pois, caso ocorra um sinistro ou uma vistoria,
o Corpo de Bombeiros pode requerer essa cópia para análise da edificação.

PLANTA DE RISCO DE INCÊNDIO

O plano de emergência contra incêndio precisa de uma planta de risco de incên-


dio para facilitar o reconhecimento do local por parte das equipes de emergência
e dos ocupantes da edificação e área de risco. De acordo com o Regulamento de
segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo
- IT 016/2011 (p. 5), essa planta deve ter, no mínimo, as seguintes informações:
a. Principais riscos (explosão e incêndio);
b. Paredes e portas corta-fogo;
c. Hidrantes externos;
d. Número de pavimentos;
e. Registro de recalque;

Plano de Emergência
V

f. Reserva de incêndio;
g. Local de manuseio e/ou armazenamento de produtos perigosos;
h. Vias de acesso às viaturas do corpo de bombeiros;
i. Hidrantes urbanos próximos da edificação;
j. Localização das saídas de emergência.

A planta de risco de incêndio tem que estar visivelmente colocada na estrada da


edificação, portaria ou recepção, nos pavimentos de descarga e junto ao “hall”
dos demais pavimentos, de tal forma que todos os ocupantes, visitantes e o corpo
de bombeiros possam facilmente encontrá-la em caso de emergências.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Se as edificações sofrerem alterações substanciais de risco, a planta de risco
de incêndio deve ser substituída. Tal planta pode ser impressa em formato A2,
A3 ou A4, conforme modelo da Figura 5.

Figura 5: Planta de risco


de incêndio
Fonte: Regulamento
de segurança
contra incêndio das
edificações e áreas de
risco do Estado de São
Paulo - IT 016/2011
(p. 12).

BRIGADA DE EMERGÊNCIA
197

Brunacini (1985) apud Seito (2008, p. 327) faz várias recomendações que ajudam
a organizar a administração da emergência e que também devem ser pratica-
das nos simulacros.
As sete funções de comando: 1) assumir, confirmar e posicionar o co-
mando 2) avaliar a situação 3) estabelecer, manter e controlar as comu-
nicações 4) identificar a estratégia, desenvolver um plano de ataque e
designar equipes 5) organizar o atendimento no cenário da emergência
6) analisar, avaliar e revisar o plano de ataque 7) continuar, transferir e
encerrar o comando.

Vários autores citam as formas mais adequadas de agir em caso de emergência,


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

o que fizemos é mencionar, nessa parte da unidade, o que o código dos bombei-
ros recomenda e que está em vigor até o momento da elaboração deste material.

ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA E ALARME DE


INCÊNDIO

ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA

A iluminação de emergência, consoante Camillo


Jr. (2012), são sistemas de luzes com aciona-
mento automático por baterias ou gerador, que
são acionadas na falta de energia elétrica, pro-
porcionando clareamento nos locais onde estão
instaladas, com o objetivo de sinalizar as rotas
de fugas e iluminando os locais por onde as pes-
soas possam descer e/ou sair com calma e sem
risco, mesmo que a energia elétrica seja total-
mente desligada.

Iluminação De Emergência E Alarme De Incêndio


V

O sistema de iluminação de emergência complementa a viabilidade da saí-


da dos ocupantes do edifício, portanto não pode ser concebido isoladamen-
te dos demais sistemas de segurança da edificação.
É preferível que essa iluminação seja feita mediante luminárias instaladas
próximo ao piso, pois assim corre-se menos risco de vê-las obscurecidas
pela fumaça. De forma alternativa, a luminária deve estar abaixo da altura
máxima do escape natural da fumaça.
Fonte: Seito et al. (2008, p. 215).

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Normas Brasileiras que precisam ser respeitadas em se tratando de iluminação
de emergência:
■■ NBR 5410 - Instalações elétricas de baixa tensão.
■■ NBR 10898 - Sistema de iluminação de emergência.
■■ NBR 15465 - Sistema de eletrodutos plásticos para instalações elétricas
de baixa tensão – Requisitos de desempenho.
Manteremos como base os códigos dos bombeiros de São Paulo e Paraná, que
possuem uma norma específica para esse assunto. No caso da iluminação de
Emergência, para São Paulo, é o Regulamento de segurança contra incêndio das
edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo - IT 018/2011; no Paraná, é
o Código de Segurança Contra Incêndios e Pânico do Corpo de Bombeiros da
Polícia Militar do Paraná (CSCIP-CB/PMPR) - NPT 018/2014 – Iluminação de
Emergência.
■■ Os componentes da fonte de energia centralizada de alimentação do sis-
tema de iluminação de emergência, bem como seus comandos, devem
ser instalados em local não acessível ao público, sem risco de incêndio,
ventilado e que não ofereça risco de acidentes aos usuários.
■■ Se houver baterias reguladas por válvulas, o painel de controle pode ser
instalado no mesmo local das baterias. O local da instalação deverá ser
em lugar ventilado e protegido do acúmulo de gases.
■■ A vida útil das baterias usadas nesse sistema deve ser de quatro anos,
comprovada pelo fabricante.

BRIGADA DE EMERGÊNCIA
199

Os sistemas de iluminação de emergência devem estar dispostos em um local


que facilite a iluminação no caso de queda de energia, bem como ajude na eva-
cuação das edificações. Devem ser, também, a base de baterias que precisam
estar sempre carregadas, lembre-se, nunca sabemos quando iremos utilizá-las.
■■ As baterias para sistemas autônomos devem ser de chumbo ácido, selada
ou níquel-cádmio, isentas de manutenção.
As baterias das iluminações de emergência são isentas de manutenção, ou seja,
não são substituídas. Caso essas, por ventura, parem de funcionar, devem ser
substituídas pela iluminação completa.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Figura 6: Iluminação de
emergência
Fonte: a autora.

■■ No caso de instalação aparente, a tubulação e as caixas de passagem devem


ser metálicas ou em PVC rígido antichama, conforme NBR 15465/08.
■■ A distância máxima entre os pontos de iluminação de emergência não
deve ultrapassar 15 m e entre o ponto de iluminação e a parede, 7,5 m.
Outro distanciamento entre pontos pode ser adotado, desde que atenda
aos parâmetros da NBR 10898/99.
■■ Deve-se garantir um nível mínimo de iluminamento de 3 lux em locais
planos (corredores, halls, áreas de refúgio) e 5 lux em locais com desní-
vel (escadas ou passagens com obstáculos).
■■ O Corpo de Bombeiros da Polícia Militar, na vistoria, poderá exigir que os
equipamentos utilizados no sistema de iluminação de emergência sejam
certificados pelo Sistema Brasileiro de Certificação.
O sistema de iluminação de emergência deve garantir que todos os locais das
edificações sejam iluminados, para conduzir todas as pessoas em segurança até
o ponto de encontro. Devem seguir as recomendações de 3 lux para corredores,
halls, áreas de refúgio e de 5 lux para escadas ou passagens com obstáculos, além
de que todos os equipamentos utilizados devem possuir certificação do INMETRO.

Iluminação De Emergência E Alarme De Incêndio


V

SISTEMA DE DETECÇÃO E ALARME DE INCÊNDIO

O alarme de incêndio, conforme Camillo Jr. (2012), corresponde aos conjun-


tos compostos de dispositivos manuais tipo quebra-vidro e campainhas de alta
potência, instalados em locais propícios. Quando estes forem acionados, dispa-
ram um sinal luminoso e sonoro no painel central, com o objetivo de informar
uma situação de perigo ou incêndio e reunir, o mais rapidamente possível, os
brigadistas. O sinal pode ser utilizado como sinal para o abandono da edificação.
Normas Brasileiras que precisam ser respeitadas no que diz respeito ao

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Sistema de detecção e alarme de incêndio:
■■ NBR 11836 - Detectores automáticos de fumaça para proteção contra
incêndio.
■■ NBR 13848 - Acionador manual para utilização em sistemas de detecção
e alarme de incêndio.
■■ NBR 17240 - Sistemas de detecção e alarme de incêndio – projeto, insta-
lação, comissionamento e manutenção de sistemas de detecção e alarme
de incêndio – Requisitos.
■■ NFPA 72 - National Fire Alarm Code.

Figuras 7 e 8: Alarmes contra incêndio

Manteremos como base os códigos dos bombeiros de São Paulo e Paraná, que
possuem uma norma específica para tal assunto. No caso de Sistema de detec-
ção e alarme de incêndio, para São Paulo, é o Regulamento de segurança contra

BRIGADA DE EMERGÊNCIA
201

incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo - IT 019/2011;


no Paraná, é o Código de Segurança Contra Incêndios e Pânico do Corpo de
Bombeiros da Polícia Militar do Paraná (CSCIP-CB/PMPR) - NPT 019/2011 –
Sistema de detecção e alarme de incêndio.
■■ Todo sistema deve ter duas fontes de alimentação. A principal é a rede
do sistema elétrico da edificação e a auxiliar é constituída por baterias,
nobreak ou gerador. Quando a fonte de alimentação auxiliar for consti-
tuída por bateria de acumuladores ou nobreak, esta deve ter autonomia
mínima de 24 horas em regime de supervisão, sendo que, no regime de
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

alarme, deve ser de, no mínimo, 15 minutos para suprimento das indi-
cações sonoras e/ou visuais ou o tempo necessário para o abandono da
edificação. Quando a alimentação auxiliar for por gerador, também deve
ter os mesmos parâmetros de autonomia mínima.

O nobreak ou gerador do alarme de incêndio tem que prever o tempo máximo de


evacuação da edificação, assim como a iluminação de emergência. Tem que prever
a chegada da brigada de incêndio, o tempo que todos os funcionários e ocupan-
tes levarão para entender que é uma emergência, e a saída destes da edificação.
■■ As centrais de detecção e alarme devem ter dispositivo de teste dos indi-
cadores luminosos e dos sinalizadores acústicos.
■■ A central de detecção e alarme e o painel repetidor devem ficar em local
onde haja constante vigilância humana e de fácil visualização.
■■ A central deve acionar o alarme geral da edificação, devendo ser audível
em toda edificação.
■■ Em locais de grande concentração de pessoas, o alarme geral pode ser
substituído por um sinal sonoro (pré-alarme) apenas na sala de segurança,
junto à central, para evitar tumulto, com o intuito de acionar primeira-
mente a brigada de incêndio para verificação do sinal de pré-alarme. No
entanto, para esse caso, a central deve possuir um temporizador para o
acionamento posterior do alarme geral, com tempo de retardo de, no
máximo, 2 minutos, caso não sejam tomadas as ações necessárias para
verificar o pré-alarme da central. Nesses tipos de locais, pode-se ainda
optar por uma mensagem eletrônica automática de orientação de aban-
dono, como pré-alarme, sendo que só será aceita essa comunicação desde
que exista brigada de incêndio na edificação. Mesmo com o pré-alarme na

Iluminação De Emergência E Alarme De Incêndio


V

central de segurança, o alarme geral é obrigatório para toda a edificação.

Na ocasião em que o alarme de incêndio for ativado, este acionará um alerta


na central, por isso essa central deve possuir alguém durante todo o período de
trabalho de vigilância. A partir desse alarme inicial, a brigada de incêndio se des-
locaria para os locais onde o alarme soou e, em seguida, soaria um alarme para
todos os funcionários. Esse tempo é muito rápido, pois qualquer desperdício de
tempo pode ser fundamental para o controle do incêndio.
■■ A distância máxima a ser percorrida por uma pessoa, em qualquer ponto
da área protegida até o acionador manual mais próximo, não deve ser

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
superior a 30 metros.
■■ Preferencialmente, os acionadores manuais devem ser localizados junto
aos hidrantes.
■■ Nos edifícios com mais de um pavimento, deve ser previsto pelo menos
um acionador manual em cada pavimento.
■■ Nas edificações anteriores a 20 de março de 1983, o posicionamento dos
acionadores manuais deverá ser junto aos hidrantes.

A distância entre os acionadores dos alarmes de incêndio deve ser respeitada,


a presença do hidrante próximo ao acionador faz com que economize tempo,
acionando o alarme e já começando com o auxílio de outros brigadistas a armar
a linha de hidrantes.
■■ Nos locais onde não seja possível ouvir o alarme geral devido a sua ati-
vidade sonora intensa, será obrigatória a instalação de avisadores visuais
e sonoros.
■■ Nos locais de reunião de público, tais como: casa de show, música, espe-
táculo, dança, discoteca, danceteria, salões de baile etc., onde se tem,
naturalmente, uma situação acústica elevada, será obrigatória também a
instalação de avisadores visuais, quando houver a exigência do sistema
de detecção ou de alarme.
Em locais que possuem muito ruído, deve-se instalar, juntamente com o acionador
e alarme, uns avisadores visuais, além dos sonoros. Os avisadores, ascendendo,
indicarão que é necessária a evacuação da edificação por todos os funcionários.
■■ Nas centrais de detecção e alarme, é obrigatório conter um painel/esquema

BRIGADA DE EMERGÊNCIA
203

ilustrativo indicando a localização com identificação dos acionadores


manuais ou detectores dispostos na área da edificação, respeitadas as
características técnicas da central. Esse painel pode ser substituído por
um display da central que indique a localização do acionamento.
■■ Em locais de ocupação de indústria e depósito com alto risco de propa-
gação de incêndio, podem ser acrescentados sistemas complementares
de confirmação de indicação de alarme, tais como: interfone, rede rádio
etc., estando devidamente sinalizados.
■■ A colocação de leds de alto brilho, para aviso visual sobre as saídas de
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

emergência, pode ser acrescentada à execução do sistema de alarme e


detecção, nos locais onde a produção de fumaça seja esperada em grande
quantidade.

Dependendo do local onde serão instalados esses alarmes de incêndio, deve ser
analisado caso a caso, para que, de forma fácil e rápida, os funcionários e visitan-
tes entendam que, por motivo de emergência, a edificação deve ser evacuada, seja
com avisadores visuais, acústicos, interfones, rádios de comunicação ou mesmo
led de alto brilho que devem ser usados em caso de fumaça. Independente do
tipo, todos devem estar avisados e obedecer a brigada de incêndio que proce-
derá de forma calma e eficiente a evacuação da edificação.

SINALIZAÇÃO DE EMERGÊNCIA

A porta conta fogo, conforme Camillo Jr.


(2012), é uma porta construída de forma
especial, ou seja, de um material resistente
ao fogo, que tem como objetivo isolar do
local incendiado os ocupantes da edifi-
cação, por meio da proteção das escadas,
garantindo tempo suficiente para que todos
os ocupantes da edificação possam eva-
cuar o prédio.

Sinalização de Emergência
V

A escada de emergência, conforme Camillo Jr. (2012), é uma escada espe-


cialmente projetada e construída com o objetivo de retardar a expansão do
calor e proteger da fumaça proveniente de um incêndio. É dotada de portas
corta fogo, por onde os ocupantes da edificação devem abandonar o local
em segurança.
Normas que precisam ser respeitadas, com relação à sinalização de
emergência:
■■ NBR 7500 – Símbolos de risco e manuseio para o transporte e armazena-
mento de materiais.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
■■ NBR 13434-1 – Sinalização de segurança contra incêndio – Parte 1:
Princípios de projeto.
■■ NBR 13434-2 – Sinalização de segurança contra incêndio – Parte 2:
Símbolos e suas formas, dimensões e cores.
■■ NBR 13434-3 – Sinalização de segurança contra incêndio – Parte 3:
Requisitos e métodos de ensaio.
■■ Portaria nº 204:1997 do Ministério dos Transportes – Instruções comple-
mentares ao Regulamento do Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos.
■■ Norma ISO 6309:1987 – Fire protection – safety signs.
■■ Norma ISO 3864:1984 – Safety colours and safety signs.
■■ Norma BS 5378-1:1980 – Safety signs and colours. Specifications for colour
and design.
■■ Norma BS 5499-1:1990 – Fire safety signs, notices and graphic symbols.
Specification for fire safety signs.
■■ Directive 92/58/EEC (OJ L 245, 26.8.1992) Minimum requirements for the
provision of safety and/or health signs at work Germany, Spain, Italy.

A sinalização de emergência divide-se em sinalização básica (proibição, alerta,


orientação e salvamento, equipamentos) e sinalização complementar.

BRIGADA DE EMERGÊNCIA
205

Caro(a) acadêmico(a), você sabe a diferença entre as placas de identificação?


Vamos aprender?
Fonte: a autora.

SINALIZAÇÃO DE PROIBIÇÃO
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Visa proibir e coibir ações capazes de conduzir ao início do incêndio ou ao seu


agravamento (figura 09). As sinalizações devem seguir as seguintes especificações,
conforme Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de
risco do Estado de São Paulo - IT 020/2011 (p. 19): forma circular; cor de con-
traste: branca; barra diametral e faixa circular (cor de segurança): vermelha; cor
do símbolo: preta; margem (opcional): branca; proporcionalidades paramétricas.
A sinalização de proibição possui algumas especificações na sua instala-
ção, que são:
A sinalização de proibição apropriada deve ser instalada em local vi-
sível e a uma altura de 1,8 m medida do piso acabado à base da sina-
lização, distribuída em mais de um ponto dentro da área de risco, de
modo que pelo menos uma delas possa ser claramente visível de qual-
quer posição dentro da área, distanciadas em, no máximo, 15 m entre
si (REGULAMENTO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO DAS
EDIFICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO DO ESTADO DE SÃO PAULO
- IT 020/2011, p. 460).

O objetivo principal desse tipo de sinalização é informar quais ações estão proibi-
das em determinado local. Deve estar em uma altura visível e distante, conforme
a norma uma da outra.

Sinalização de Emergência
V

Código Símbolo Significado Forma e cor Aplicação

Todo local onde fumar


Proibido pode aumentar o risco
P1
fumar de incêndio

Todo o local onde a


Proibido utilização de chama
P2 produzir chama pode aumentar o risco
de incêndio

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Símbolo: circular

Proibido Fundo: branca Toda situação onde o


utilizar água uso de água for
P3
para apagar Pictograma: preta impróprio para
o fogo extinguir o fogo
Faixa circular
e barra diametral:
vermelha
Proibido Nos locais de acesso
utilizar elevador ao elevadores comuns
P4
em caso de e monta-cargas
incêndio

Em locais sujeitos a
depósito de mercadorias
onde a obstrução pode
Proibido
apresentar perigo de
P5 obstruir este
acesso às saidas de
local
emergência, rotas de
fuga, equipamentos
de combate a incêndio, etc

Figura 09: Sinalização de Proibição


Fonte: Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo -
IT 020/2011 (p. 467).

BRIGADA DE EMERGÊNCIA
207

SINALIZAÇÃO DE ALERTA

Visa alertar áreas e materiais com potencial de risco de incêndio, explosão,


choques elétricos e contaminação por produtos perigosos (figura 10). As sina-
lizações devem seguir as seguintes especificações, segundo o Regulamento de
segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São
Paulo - IT 020/2011 (p. 19): forma: triangular; cor do fundo (cor de contraste):
amarela; moldura: preta; cor do símbolo (cor de segurança): preta; margem
(opcional): branca; proporcionalidades paramétricas.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

A sinalização de alerta apropriada deve ser instalada em local visível


e a uma altura de 1,8 m medida do piso acabado à base da sinali-
zação, próxima ao risco isolado ou distribuída ao longo da área de
risco generalizado, distanciadas entre si em, no máximo, 15 m (RE-
GULAMENTO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO DAS EDI-
FICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO DO ESTADO DE SÃO PAULO - IT
020/2011, p. 460).

A sinalização de alerta é a sinalização utilizada para riscos específicos, como:


tóxicos, explosão, radiação, choque.

Sinalização de Emergência
V

Código Símbolo Significado Forma e cor Aplicação


Toda vez que não houver
símbolo específico de
alerta, deve sempre estar
A1 Alerta geral
acompanhado de
mensagem escrita
específica

Próximo a locais onde


Cuidado, risco houver presença de
A2 de incêndio materiais altamente
inflámaveis

Próximo a locais onde

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
houver presença de
A3 Cuidado, risco
materiais ou gases que
de explosão
oferecem risco de
explosão
Símbolo: circular

Fundo: amarela
Próximo a locais onde
Cuidado, risco houver presença de
A4
de corrosão Pictograma: preta materiais corrosivos

Faixa triangular:
preta

Cuidado, risco Próximo a instalações


de choque elétricas que oferecem
A5
elétrico risco de choque

Próximo a locais onde


Cuidado, risco houver presença de
A6 de radiação materiais radioativos

Cuidado, risco Próximo a locais onde


de exposição houver presença de
A7 a produtos materiais tóxicos
tóxicos

Figura 10: Sinalização de Alerta


Fonte: Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo -
IT 020/2011(p. 468).

BRIGADA DE EMERGÊNCIA
209

SINALIZAÇÃO DE ORIENTAÇÃO E SALVAMENTO


Visa indicar as rotas de saída e as ações necessárias para o seu acesso e uso (figuras
11 e 12). As sinalizações devem seguir as seguintes especificações, de acordo com
o Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do
Estado de São Paulo - IT 020/2011 (p. 19): forma: quadrada ou retangular; cor do
fundo (cor de segurança): verde; cor do símbolo (cor de contraste): fotolumines-
cente; margem (opcional): fotoluminescente; proporcionalidades paramétricas.
Código Símbolo Significado Forma e cor Aplicação
Indicação do sentido
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

(esquerda ou direita) de
uma saída de emergência
S1 especialmente para ser
fixado em colunas.
Dimensões mínimas:
L = 1,5 H
Indicação do sentido
(esquerda ou direita) de
S2 uma saída de emergência.
Dimensões mínimas:
L = 2,0 H

Indicação de uma saída


S3 de emergência a ser
afixada acima da porta,
para indicar o seu acesso.

Símbolo: retangular

Saída de Fundo: verde


S4
emergência
Pictograma:
fotoluminescente
a) indicação do sentido do
acesso a uma saída que
não esteja aparente;

S5 b) indicação do sentido de
uma saída por rampas;

c) indicação do sentido da
saída na direção vertical
(subindo ou descendo).

S6 NOTA- A seta indicativa


deve ser poscionada de
acordo com o sentido a
ser sinalizado

S7

Figura 11: Sinalização de Orientação e salvamento


Fonte: Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo -
IT 020/2011 (p. 469).

Sinalização de Emergência
V

Segundo o Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de


risco do Estado de São Paulo - IT 020/2011 (p. 4), a sinalização de saída de emer-
gência apropriada deve assinalar todas as mudanças de direção, saídas, escadas
etc., e ser instalada segundo sua função, a saber:
a. a sinalização de portas de saída de emergência deve ser localizada
imediatamente acima das portas, no máximo a 0,1 m da verga, ou dire-
tamente na folha da porta, centralizada a uma altura de 1,8 m medida
do piso acabado à base da sinalização;

b. a sinalização de orientação das rotas de saída deve ser localizada de

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
modo que a distância de percurso de qualquer ponto da rota de saída
até a sinalização seja de, no máximo, 15 m. Adicionalmente, essa tam-
bém deve ser instalada, de forma que na direção de saída de qualquer
ponto seja possível visualizar o ponto seguinte, respeitado o limite má-
ximo de 30 m. A sinalização deve ser instalada de modo que a sua base
esteja a 1,8 m do piso acabado;

c. a sinalização de identificação dos pavimentos no interior da caixa


de escada de emergência deve estar a uma altura de 1,8 m medido do
piso acabado à base da sinalização, instalada junto à parede, sobre o
patamar de acesso de cada pavimento, de tal forma a ser visualizada em
ambos os sentidos da escada (subida e descida);

d. a mensagem escrita “SAÍDA” deve estar sempre grafada no idioma


português. Caso exista a necessidade de utilização de outras línguas
estrangeiras, devem ser aplicados textos adicionais;

e. em escadas contínuas, além da identificação do pavimento de des-


carga no interior da caixa de escada de emergência, deve-se incluir
uma sinalização de saída de emergência com seta indicativa da direção
do fluxo através dos símbolos (Anexo B – código S3 ou S4 na parede
frontal aos lances de escadas e S5 acima da porta de saída, de forma a
evidenciar o piso de descarga);

f. a abertura das portas em escadas não deve obstruir a visualização de


qualquer sinalização (REGULAMENTO DE SEGURANÇA CONTRA
INCÊNDIO DAS EDIFICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO DO ESTADO
DE SÃO PAULO - IT 020/2011, p. 460).

As sinalizações de orientação e salvamento são extremamente importantes para


que, em caso de emergência, os ocupantes saibam qual lado conduzirá para a
saída de emergência.

BRIGADA DE EMERGÊNCIA
211

Código Símbolo Significado Forma e cor Aplicação

S8

S9 Indicação do sentido
Símbolo: retangular (esquerda ou direita) de
Escadade uma saída de emergência
emergência Fundo: verde especialmente para ser
S10 fixado em colunas.
Pictograma: Dimensões mínimas:
fotoluminescente L = 1,5 H

S11
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Símbolo: retangular
S12 SAÍDA Fundo: verde
indicação da saída de
Mensagem “ SAÍDA” emergência, com ou sem
Saída de ou Mensagem complementação do
S13 SAÍDA emergência “SAÍDA” e pictograma
pictograma e/ou fotoluminescente (seta
seta direcional: ou imagem, ou ambos)
fotoluminescente,
S14 SAÍDA com altura de letra
sempre ≥ 50mm

Símbolo: retangular
S15 indicação da saída de
Fundo: verde emergência com rampas
Saída de para deficientes, utilizada
emergência Mensagem “ SAÍDA”: como complementação
fotoluminescente, do pictograma
S16 SAÍDA com altura de letra fotoluminescente (seta
sempre ≥ 50mm ou imagem, ou ambos)

Figura 12: Sinalização de Orientação e salvamento


Fonte: Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo -
IT 020/2011 (p. 470).

SINALIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE COMBATE A INCÊNDIO E


ALARME

Visa indicar a localização e os tipos de equipamentos de combate a incêndios e


alarme, disponíveis no local (Figuras 13, 14 e 15).

Sinalização de Emergência
V

Código Símbolo Significado Forma e cor Aplicação

Indicação do local de
Alarme acionamento do alarme
E1
sonoro de incêndio

Ponto de acionamento de
E2
alarme ou bomba de
ALARME
DE Símbolo: quadrado incêndio.
INCÊNDIO Comando Deve vir sempre
manual de Fundo: vermelha acompanhado de uma
alarme ou escrita, designando o
bomba de Pictograma: equipamento acionado
E3 incêndio fotoluminescente por aquele ponto

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
BOMBA
DE
INCÊNDIO

Indicação da posição do
Telefone ou
interfone para
interfone de
E4 comunicação de situações
emergência
de emergência a uma
central

Símbolo: quadrado
Extintor Indicação de localização
Fundo: vermelha dos extintores de
E5 de
incêndio incêndio
Pictograma:
fotoluminescente

Figura 13: Sinalização de Equipamentos de Combate a Incêndio e Alarme


Fonte: Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo -
IT 020/2011 (p. 472).

As sinalizações devem seguir as seguintes especificações, conforme Regulamento


de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São
Paulo - IT 020/2011, (p. 19): forma: quadrada ou retangular; cor de fundo (cor
de segurança): vermelha; cor do símbolo (cor de contraste): fotoluminescente;
margem (opcional): fotoluminescente; proporcionalidades paramétricas.
A sinalização apropriada de equipamentos de combate a incêndio deve
estar a uma altura de 1,8 m, medida do piso acabado à base da sinaliza-
ção, e imediatamente acima do equipamento sinalizado. Ainda:

a. quando houver, na área de risco, obstáculos que dificultem ou im-


peçam a visualização direta da sinalização básica no plano vertical, a
mesma sinalização deve ser repetida a uma altura suficiente para a sua
visualização;

BRIGADA DE EMERGÊNCIA
213

b. quando a visualização direta do equipamento ou sua sinalização não


for possível no plano horizontal, a sua localização deve ser indicada a
partir do ponto de boa visibilidade mais próxima. A sinalização deve
incluir o símbolo do equipamento em questão e uma seta indicativa,
sendo que o conjunto não deve distar mais que 7,5 m do equipamento;

c. quando o equipamento encontrar-se instalado em pilar, devem ser


sinalizadas todas as faces do pilar que estiverem voltadas para os corre-
dores de circulação de pessoas ou veículos;

d. quando se tratar de hidrante e extintor de incêndio instalados em ga-


ragem, área de fabricação, depósito e locais utilizados para movimen-
tação de mercadorias e de grande varejo deve ser implantada também
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

a sinalização de piso (REGULAMENTO DE SEGURANÇA CONTRA


INCÊNDIO DAS EDIFICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO DO ESTADO
DE SÃO PAULO - IT 020/2011, p. 460).

Código Símbolo Significado Forma e cor Aplicação

Mangotinho Indicação de localização


E6
do mangotinho

Indicação do abrigo da
Abrigo de mangueira de incêndio
E7 mangueira com ou sem hidrante no
e hidrante seu interior

Símbolo: quadrado
Indicação da localização
Hidrante de Fundo: vermelha do hidrante quando
E8 instalado fora do abrigo
incêndio
Pictograma: de mangueiras
fotoluminescente

Indica a localização de um
Coleção de conjunto de combate a
E9 equipamentos incêndio (hidrante, alarme
de combate de incêndio e extintores),
a incêndio para evitar a proliferação
sinalizações correlatas

Vávula de
controle do Indicação da localização
E10 sistema de da válvula de controle do
chuveiros sistema de chuveiros
automáticos automáticos

Figura 14: Sinalização de Equipamentos de Combate a Incêndio e Alarme


Fonte: Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo -
IT 020/2011 (p. 473).

Sinalização de Emergência
V

A sinalização de equipamentos de combate e alarme, como o próprio nome já


diz, são as destinadas a normatizar quais sinalizações são importantes e neces-
sárias para hidrantes, extintores, chuveiros automáticos e alarmes.

Código Símbolo Significado Forma e cor Aplicação


indicado para
facilitar a localização
Extintor de
de extintor tipo
E11 incêndio
carretas em caso de
tipo carreta
incêndio de maior
proporção

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Indicada para o
Manta abafamento de
E12
antichama chamas em
pessoas

Seta à esquerda,
indicativa de localização
E13 dos equipamentos de
combate a incêndios ou
alarme

Símbolo: quadrado Indicação da


Seta à direita, Fundo: vermelha localização dos
indicativa de localização equipamentos de
E14 dos equipamentos de Pictograma: combate a
combate a incêndios ou fotoluminescente incêndio ou
alarme alarme.
Deve sempre ser
acompanhado do
Seta diagonal à esquerda, símbolo do(s)
indicativa de localização equipamento(s)
E15 dos equipamentos de que estiver(em)
combate a incêndios oculto(s)
ou alarme

Seta diagonal à direita,


indicativa de localização
E16 dos equipamentos de
combate a incêndios ou
alarme

Símbolo: quadrado
(1,00m x 1,00m) Usado para indicar
a localização dos
Sinalização de solo para
equipamentos de Fundo: vermelha equipamentos de
E17 (0,70m x 0,70m) combate a incêndio
combate a incêndio
e alarme, para
(hidrante e extintores)
Borda: amarela evitar a sua
(largura = 0,15m) obstrução

Figura 15: Sinalização de Equipamentos de Combate a Incêndio e Alarme


Fonte: Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo -
IT 020/2011(p. 474).

BRIGADA DE EMERGÊNCIA
215

A SINALIZAÇÃO COMPLEMENTAR

A sinalização para o sistema de proteção por hidrantes, as tubulações aparentes,


não embutidas na alvenaria (parede e piso) devem ter pintura na cor vermelha.
As portas dos abrigos dos hidrantes:
a. podem ser pintadas em outra cor, mesmo quando metálicas, combinando
com a arquitetura e decoração do ambiente, desde que as mesmas estejam
devidamente identificadas com o dístico “incêndio” – fundo vermelho
com inscrição na cor branca ou amarela;
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

b. podem possuir abertura no centro com área mínima de 0,04 m², fechada
com material transparente (vidro, acrílico etc), identificado com o dístico
“incêndio” – fundo vermelho com inscrição na cor branca ou amarela
(REGULAMENTO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO DAS EDI-
FICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO DO ESTADO DE SÃO PAULO - IT
020/2011, p. 462).

As portas dos abrigos dos hidrantes, como discutimos, na unidade anterior (IV),
não precisam ser pintadas de vermelho, podem ser portas de vidro ou conforme
a decoração do ambiente, mas têm que possuir uma identificação de que ali con-
tenha um hidrante.

Figura 16: Sinalização de portas com barras


antipânico, extintores e hidrantes
Fonte: Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo -
IT 020/2011 (p. 480).

Sinalização de Emergência
V

A sinalização das rotas de saída é facultativa e, quando utilizada, deve ser apli-
cada sobre o piso acabado ou sobre as paredes de corredores e escadas destinadas
a saídas de emergência, indicando a direção do fluxo:
a. o espaçamento entre cada uma delas deve ser de até 3 m na linha hori-
zontal, medidas a partir das extremidades internamente consideradas;
b. independente do critério anterior, deve ser aplicada a sinalização a cada
mudança de direção;
c. quando aplicada sobre o piso, a sinalização deve estar centralizada em

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
relação à largura da rota de saída;
d. quando aplicada nas paredes, a sinalização deve estar a uma altura cons-
tante entre 0,25 m e 0,5 m do piso acabado à base da sinalização, podendo
ser aplicada, alternadamente, à parede direita e esquerda da rota de saída
(REGULAMENTO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO DAS EDI-
FICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO DO ESTADO DE SÃO PAULO - IT
020/2011 (p. 461).

Figura 17: Sinalização de obstáculos


Fonte: Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo -
IT 020/2011, (p. 482).

BRIGADA DE EMERGÊNCIA
217

A sinalização complementar de indicação de obstáculos ou de riscos nas cir-


culações das rotas de saída deve ser implantada toda vez que houver uma das
seguintes condições:
a. desnível de piso;
b. rebaixo de teto;
c. outras saliências resultantes de elementos construtivos ou equipamentos
que reduzam a largura das rotas de saída, prejudicando a sua utilização;
d. elementos translúcidos e transparentes, tais como vidros, utilizados em
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

esquadrias destinadas a portas e painéis (com função de divisórias ou de


fachadas, desde que não assentadas sobre muretas com altura mínima de
1 m) (REGULAMENTO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO DAS
EDIFICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO DO ESTADO DE SÃO PAULO -
IT 020/2011 (p. 461).

As Figuras 17 a 22 demonstram as diversas sinalizações para saída de emergên-


cia e de obstáculos que pode acontecer em vários tipos de edificação, lembrando
sempre que essas placas de identificação são para ajudar a encontrar a saída de
emergência mais rapidamente, dessa forma, devem ficar em local visível. A sina-
lização de obstáculos deve ser colocada em locais que, quando o ambiente estiver
apenas com a iluminação de segurança, os ocupantes possam identificá-los.

Figura 18: Sinalização indicando a saída de emergência


Fonte: Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo -
IT 020/2011 (p. 483).

Sinalização de Emergência
V

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Figura 19: Sinalização indicando a saída de emergência
Fonte: Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo -
IT 020/2011 (p. 483).

Figura 20: Sinalização indicando a saída de emergência


Fonte: Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo -
IT 020/2011(p. 484).

BRIGADA DE EMERGÊNCIA
219
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Figura 21: Sinalização indicando a saída de emergência


Fonte: Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo -
IT 020/2011 (p. 484).

Figura 22: Sinalização de desnível, rampas


Fonte: Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo -
IT 020/2011 (p. 485).

Sinalização de Emergência
V

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Nesta unidade, iniciamos explicando sobre a brigada de incêndio (IT 17/2014),


visto que o seu dimensionamento depende do destino da edificação e do número
da população fixa, dessa forma, saberemos o número mínimo de componentes
da brigada de incêndio, além, também, do nível de treinamento que esses bri-
gadistas precisam, na mesma norma ou instrução explicar o currículo das aulas
teóricas e práticas. Explicamos a composição da brigada e sua hierarquia.
Na segunda parte da unidade, falamos sobre o plano de emergência, o qual os

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
brigadistas terão que seguir além de todos os ocupantes em caso de emergência.
Este é um documento de como se deve agir em uma situação que não é a nor-
mal, para que os ocupantes se sintam mais protegidos e saibam como proceder.
Vale ressaltar que é necessário conter a planta de risco de incêndio na primeira
edificação e essa planta deve estar exposta e bem visível.
Em seguida, tratamos da iluminação de emergência e o alarme de incên-
dio, os quais, como foi discutido, têm vários modelos, mas todos com o mesmo
objetivo. O alarme de incêndio deve alertar os brigadistas e os ocupantes que
possuem algo diferente do normal e que precisam de uma atenção especial. A
iluminação de emergência tem um papel importantíssimo quando é necessário
o desligamento da força ou a falta de energia elétrica, uma vez que a iluminação
de emergência iluminará para que os ocupantes saiam de forma segura para o
local indicado.
Por fim, abordamos as sinalizações de emergência. Vimos que são placas de
sinalizações que ajudaram os ocupantes a entender o que é permitido. As adver-
tências, as placas de combate ao incêndio, além das placas de auxílio para rotas
de fuga e obstáculos, todas essas placas, de forma geral, vêm com o objetivo de
informar e facilitar o desenvolvimento do trabalho de seus ocupantes. É impor-
tante lembrarmos que a sinalização deve ficar sempre visível.
Espero que tenha gostado desta unidade, passei para você um pouco do meu
conhecimento e discutiremos mais nas aulas ao vivo e nas presenciais.

BRIGADA DE EMERGÊNCIA
221

1. Dimensione a brigada de incêndio de um Shopping Center onde a população


fixa é de 200 pessoas. Qual o nível de treinamento que os brigadistas precisam
possuir?

2. Qual profissional pode ministrar o curso de brigada de incêndio?

3. O profissional habilitado deverá fazer uma planta de risco de incêndio que con-
tenha, no mínimo, quais situações?

4. Qual é a principal diferença entre a iluminação de emergência e o alarme de


incêndio?



















IMPLANTAÇÃO DE UM PLANO DE EMERGÊNCIA EM UMA INSTITUIÇÃO DE
ENSINO PÚBLICA: UMA ABORDAGEM CENTRADA NOS USUÁRIOS E NOS FA-
TORES QUE AFETAM AS AÇÕES DE ABANDONO
A dinâmica do mundo em que vivemos nos coloca em situações de riscos e/ou perigos,
inclusive os decorrentes de um incêndio. Este trabalho teve como um dos objetivos ve-
rificarem se os alunos de uma Instituição de Ensino Pública no Estado do Rio de Janeiro
possuíam conhecimentos sobre estes riscos e/ou perigos, que os rodeiam em suas ativi-
dades cotidianas no ambiente escolar. Através dos resultados obtidos, evidencia-se que
os conhecimentos são limitados.
O direito a condições de segurança no trabalho está contemplado em nossa legislação
trabalhista. Embora, muitas vezes, seja relegado a um plano secundário pelos gestores
e/ou pelos próprios trabalhadores. Infelizmente a segurança do trabalho ainda é vista
como uma obrigação legal. Existe um desconhecimento generalizado e a falta de infra-
estrutura para lidar com emergências, cada vez mais constantes nos dias atuais, tem nos
conduzido a situações de insucesso, vide as recentes questões das enchentes ocorridas
no ano de 2011, no próprio Rio de Janeiro.
Pode-se afirmar que os objetivos inicialmente propostos foram atingidos com a realiza-
ção deste trabalho. Conseguiu-se assim ter uma ideia geral dos conhecimentos sobre as
condições de proteção contra incêndio, que os diferentes elementos envolvidos neste
tipo de Instituição de Ensino possuem. O corpo discente, apesar de ter se mostrado re-
ticente quanto à exposição a riscos em suas atividades na escola, demonstrou que tem
ciência sobre a probabilidade da ocorrência de um sinistro deste tipo e da falta de infra-
estrutura existente para lidar com esta situação.
Constata-se, também, que embora grande parte da população analisada tenha ciência
de que a Instituição de Ensino não dispõe de uma adequada infra-estrutura de proteção
por aparelhos extintores, uma parcela do corpo discente optou por não concordar e
nem discordar. O que reforça mais uma vez a ideia que os alunos não possuem conheci-
mentos sobre o assunto.
Conclui-se ainda que a população analisada tem certeza da necessidade de um pro-
grama de prevenção contra incêndio na Instituição de Ensino. Bem como percebe que
a implantação de um Plano de Emergência com foco num eficiente abandono de área
será um diferencial de sucesso para a retirada das pessoas.
223

A segurança contra incêndio em edifícios tem registrado muitos avanços nas últimas
décadas. Infelizmente parte desse desenvolvimento, principalmente na questão legisla-
ção, se deve as grandes catástrofes como os incêndios dos edifícios Andraus e do Joel-
ma, na década de setenta. Existe a necessidade de um novo olhar, daqueles projetistas
que ainda encaram a segurança contra incêndios como uma limitante indesejada no
desenvolvimento do projeto de edificações. Observou-se que, dos objetivos específicos,
tais como prevenção da ocorrência do incêndio, proteção à vida, proteção da proprie-
dade e ao meio ambiente, podem ser atingidos pelo controle das características arqui-
tetônicas da edificação.
A elaboração de um projeto para implantação de um Plano de Emergência exige a par-
ticipação de todos e o conhecimento dos riscos e/ou perigos e suas vulnerabilidades.
Este conhecimento facilitará a análise dos locais de trabalho, o cálculo da probabilidade
de sua ocorrência e o respectivo impacto na segurança da Instituição de Ensino. Um dos
pontos importantes para sua implantação está relacionado com a coordenação dos re-
cursos humanos e materiais, destinados a minimizar os danos, e principalmente reduzir
o número de vítimas numa situação de incêndio.
Constatou-se a importância de um sistema de alarme e sinalizações nas saídas de emer-
gência, pode-se, ainda, concluir que o tempo de abandono final varia com o número de
ocupantes.
Assim, o presente estudo atende também aos objetivos específicos, principalmente no
que se refere à eficiência do plano de abandono de área. A falta de infraestrutura, trei-
namento e procedimentos não adequados influenciam em um eficiente abandono, que
pode ser a diferença entre a vida e a morte. O plano de abandono deve reunir todas as
condições de segurança para todos aqueles que se encontram na edificação, inclusive
aqueles com necessidades especiais.
Não se esgota o assunto nesse trabalho, sendo necessários maiores estudos para aper-
feiçoar o abandono de área em instituições de ensino, bem como aplicar outras estraté-
gias alternativas na educação básica, tentando inserir conteúdos da área de prevenção
contra incêndio, que normalmente não constam nos Planos de Cursos. Estas ações po-
deriam decorrer através da própria implantação de um Plano de Emergência nos locais,
onde seria dada primazia ao treinamento, despertando o interesse dos alunos dos dife-
rentes níveis pelo assunto. Seria também interessante aplicar um estudo deste gênero
em outras instituições de ensino, com um foco maior na questão da infraestrutura da
acessibilidade aos diferentes níveis de escolaridade, e lidando com o maior número de
diferenças plausíveis de acontecer.
Fonte: REGO, F. de A. (2011, p. 131).
V

A Segurança contra incêndio no Brasil


Autores: Alexandre Itiu Seito, Alfonso Antonio Gill,
Fabio Domingos Pannoni, Rosaria Ono, Silvio Bento da
Silva, Ualfrido Del Carlo, Valdir Pignatta e Silva
Editora: Projeto Editora
Sinopse: O livro pretende disseminar largamente os
conhecimentos sobre a segurança contra incêndio e,
para tanto, além da impressão em papel, ele também
estará disponível em sítio na Internet. Era necessário
dar a partida nesse processo e acreditamos que o

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
presente trabalho vem fazer exatamente isso.

BRIGADA DE EMERGÊNCIA
225
CONCLUSÃO

Na unidade I, explicamos sobre o quadrado do fogo, que pode ser: combustível,


comburente, fonte de calor e reação em cadeia. Explanamos também que qualquer
combustível possui três temperaturas, os pontos notáveis (ponto de fulgor, ponto
de combustão e temperatura de ignão), e finalizamos com a classificação dos incên-
dios, abordando a proporção de incêndio e as classes A, B, C e D, regulamentadas
no Brasil.
Na unidade II, começamos falando das formas de propagação do incêndio, na con-
dução, convecção e irradiação, em seguida, explicamos as formas de extinção de
incêndios, que são: resfriamento, abafamento, isolamento e extinção química. De-
talhamos a NR 23 – Proteção contra incêndios, e finalizamos a unidade explicando
o grau de risco das edificações. Vimos que podemos dividir em tipos de construção
e risco de incêndios.
A unidade III tratou dos agentes extintores, mostrou que agentes extintores são
substâncias capazes de extinguir determinado tipo de fogo. Existem quatro agentes
extintores: água, gás carbônico, espuma e pó químico seco (PQS). Os agentes extin-
tores podem ser dispostos dentro de extintores ou hidrantes. Ensinamos, também,
os tipos, como deve ser utilizado e sinalizado, além das normas que precisamos se-
guir para os extintores de incêndios.
Na unidade IV, versamos acerca dos tipos de mangotinhos e os hidrantes, forma de
utilização e suas normas. Mostramos que dentro do abrigo de um hidrante devem
conter: mangueira, esguicho regulável ou agulheta, os adaptadores storz na man-
gueira, no esguicho e no registro, além de uma chave storz. Expomos as diferenças
e forma de uso dos chuveiros automáticos e dos detectores de fumaça.
Por fim, na unidade V, explicamos sobre a brigada de incêndio, apresentando que
o seu dimensionamento depende do destino da edificação e do número da popu-
lação fixa, como o plano de emergência deve ser realizado. Discutimos, ainda, as
diferenças e modo de uso da iluminação de emergência, alarme de incêndio e sina-
lizações de emergência.
227
REFERÊNCIAS

ABNT Catálogo. Disponível em: <http://www.abntcatalogo.com.br/>. Acesso em: 11


dez. 2015.
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cio-no-joelma-mata-mais-de-100-pessoas-em-sp.shtml>. Acesso em: 28 ago. 2015.
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TRAGÉDIA em Santa Maria. UOL. Disponível em: <http://noticias.terra.com.br/brasil/
cidades/tragedia-em-santa-maria/incendio-na-kiss/>. Acesso em: 4 jan. 2016.
235
GABARITO

UNIDADE I

1. C
2. B
3. D
4. V, F, F, F.

UNIDADE II

1. F
2. F
3. V
4. V
5. A

UNIDADE III

1. 1 - F.
2. 2 - V.
3. 3 - F.
4. - V.
GABARITO

5. –
■■ a localização correta dos extintores, isto é, se todos se encontram em seus devi-
dos lugares, pois como existem os tapetes que podem ser utilizados como de-
marcação, às vezes esses podem ser tirados dos lugares exatos.
■■ o seu acesso, isto é, se estão livres e desobstruídos, sem nenhuma obstrução na
frente, aos lados ou em cima do extintor.
■■ os lacres de carga, pinos de segurança, rótulos de registro das inspeções, selo do
INMETRO estão em perfeitas condições, pois pode acontecer do rompimento do
lacre e, com a ação do tempo, o rótulo do extintor ou do registro ou o selo do
INMETRO estarem corroídos.
■■ os possíveis danos sofridos em eventuais quedas, pancadas, choque, etc. podem
causar vazamento e despressurização do extintor.

UNIDADE IV

1. –
■■ Forma ziguezague deitada: recomenda-se essa forma de acondicionamento nas
caixas de hidrantes, para locais que não possuem brigadistas. A mangueira nun-
ca deve ficar acoplada no registro.
■■ Forma ziguezague em pé: recomenda-se essa forma de acondicionamento nas
caixas de hidrantes, para locais que não possuem brigadistas. A mangueira nun-
ca deve ficar acoplada no registro.
■■ Forma aduchada: recomenda-se essa forma de acondicionamento nas caixas de
hidrantes, para locais que possuem brigadistas. A mangueira nunca deve ficar
acoplada no registro.
2. Mangueira enroladas e posicionadas de forma adequadas, esguichos e chave
storz e em alguns casos a tampa para fechar os registros.
3. Resposta correta: alternativa c:
a. Fumaça e Temperatura.
b. Assoprar e Temperatura.
c. Temperatura e Fumaça.
d. Água e alarme.
237
GABARITO

4. Para que os chuveiros tenham sua eficácia, é necessário que exista espaço li-
vre de, pelo menos, 1,00 m (um metro) abaixo do empilhamento de caixas (por
exemplo) e ao redor dos pontos de saída de água dos chuveiros e que seus regis-
tros estejam sempre abertos, para que quando ativados consigam liberar a água.

UNIDADE V

1. Conforme Tabela 1, Shopping Center tem grau de risco médio.


- Até 10 pessoas, precisa de 8 brigadistas.
- Acima de 10 pessoas, verificar nota 5 (mais um brigadista para cada grupo de até
15 pessoas para risco médio).
Temos 200 pessoas – 10 pessoas (que foi dimensionado com 8 brigadistas) = 190
pessoas.
- 190 pessoas dividido por 15 (risco médio) = 12,67 brigadistas. Deve-se aproximar
sempre para o número superior, então, 13 brigadistas.
O total de brigadistas é 8 + 13 = 21 brigadistas com nível de treinamento interme-
diário.

2. Formação em Higiene, Segurança e Medicina do Trabalho, devidamente regis-


trado nos conselhos regionais competentes ou no Ministério do Trabalho.
O médico e o enfermeiro do trabalho só podem responsabilizar-se pelo treinamen-
to de primeiros socorros.
Ensino médio completo e especialização em Prevenção e Combate a Incêndio (car-
ga horária mínima de 120 horas-aula para risco baixo ou médio e 160 horas-aula
para risco alto) e técnicas de emergências médicas (carga horária mínima de 100
horas-aula para risco baixo, médio ou alto) para os componentes das Polícias Milita-
res e dos Corpos de Bombeiros Militares.
GABARITO

3. Principais riscos (explosão e incêndio);


■■ Paredes e portas corta-fogo;
■■ Hidrantes externos;
■■ Número de pavimentos;
■■ Registro de recalque;
■■ Reserva de incêndio;
■■ Local de manuseio e/ou armazenamento de produtos perigosos;
■■ Vias de acesso às viaturas do corpo de bombeiros;
■■ Hidrantes urbanos próximos da edificação;
■■ Localização das saídas de emergência.
4. A iluminação serve para iluminar a trajetória definida como rota de fuga e o alar-
me de incêndio serve para alertar os ocupantes que possuem alguma situação
de emergência acontecendo na edificação.