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Abílio

Sousa
OE 2018

Introdução ao Orçamento de Estado para 2018

Análise de evolução da receita

Impostos 2016/2015 2017/2016 2018/2017


diretos -1,57% +1,50% -1,20%

Impostos 2016/2015 2017/2016 2018/2017


indiretos +10,64% +0,80% +4,60%

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Introdução ao Orçamento de Estado para 2018

Repartição da receita dos impostos

Impostos 2016 2017 2018


diretos 43,7% 43,9% 42,3%

Impostos 2016 2017 2018


indiretos 56,3% 56,1% 57,7%

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OE 2018

Introdução ao Orçamento de Estado para 2018

As medidas de política fiscal inseridas na lei do OE para 2018, visam:

• a) promover uma redistribuição justa do rendimento e proteger os agregados mais desfavorecidos;

• b) simplificar os procedimentos administrativos, reduzir os respetivos custos de cumprimento e


reforçar a proteção dos direitos dos contribuintes; e

• c) reforçar o combate à fraude e à evasão fiscais.

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OE 2018

Introdução ao Orçamento de Estado para 2018

Medidas que promovem a justa redistribuição do rendimento:

• Aumento da progressividade do IRS através da nova estrutura de escalões de IRS (aumentando


estes de 5 para 7)

• Extinção definitiva da sobretaxa

• A atualização do mínimo de existência passará a ser feita através da indexação deste ao valor do
Indexante dos Apoios Sociais (IAS)

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OE 2018

Introdução ao Orçamento de Estado para 2018

Medidas de simplificação processual e proteção do contribuinte:

• Simplificação das notificações e liquidações no âmbito dos Impostos Especiais sobre o Consumo

• Implementação de um procedimento de isenção automática do pagamento do IMT e do Imposto


do Selo para os atos decorrentes de reestruturações empresariais

• Dispensa de entrega da declaração modelo 22 de IRC para entidades que apenas aufiram
rendimentos não sujeitos

• Antecipação do prazo para solicitação de pagamento em prestações de dívidas de IRS e IRC

• No âmbito do Adicional do IMI, propõe-se vigência alargada da opção pela tributação conjunta

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OE 2018

Introdução ao Orçamento de Estado para 2018

Medidas de combate à fraude e evasão fiscais:

• Reforço da obrigatoriedade de comunicação à AT das transferências e envios de fundos para


entidades localizadas em países, territórios e regiões com regimes de tributação privilegiada
claramente mais favoráveis

• Alteração do regime simplificado do IRS (categoria B)

• Tributação em Portugal das mais-valias resultantes da transmissão onerosa de partes de capital ou


de direitos similares em sociedades ou outras entidades quando o valor resulte, direta ou
indiretamente, em mais de 50%, de bens imóveis ou direitos reais sobre bens imóveis situados em
território português

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Introdução ao Orçamento de Estado para 2018

Novos limites para o subsidio de refeição

Subsídio de 2016 2017 2018


refeição € 4,27 € 4,52 € 4,77

Subsídio pago em 2016 2017 2018


vales € 6,83 € 7,23 € 7,63

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• Efeitos fiscais e parafiscais do pagamento do subsídio de refeição através de vales de refeição:


Montante diário pago € 7,63
Limite não sujeito a IRS e TSU a partir de 2017 € 4,77
Diferença € 2,86

Número de dias úteis por ano 250


IRS (assumindo uma taxa de 28%) € 200,20
TSU (trabalhador) € 78,65
Poupança na esfera do trabalhador € 278,85

TSU (empresa) € 169,81


Poupança na esfera da empresa € 169,81

Poupança total por trabalhador € 448,66

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Introdução ao Orçamento de Estado para 2018


2018
Vales Sociais – resumo e alteração para 2018

Filhos até 7 Excluídos


Vales Infância de IRS e Mantém-se
anos
TSU

Filhos entre Excluídos Tributados


Vales Educação os 7 e 25 de IRS até 1.100 em IRS mas
€/ dep. Mas
anos sem TSU
excluídos
de TSU

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Alterações ao IRS

Categoria A – vales sociais:

• Os vales sociais têm por finalidade potenciar, através da constituição de fundos, o apoio das
entidades empregadoras aos seus trabalhadores que tenham a cargo filhos ou equiparados,
relativamente aos quais tenham a responsabilidade pela educação e subsistência, nas seguintes
idades:

• com idade inferior a 7 anos – Vales Infância (sem limite fiscal)

• com idade compreendida entre os 7 e os 25 anos – Vales Educação (com limite de 1.100
euros/dependente)

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Alterações ao IRS

Categoria A – vales sociais:

• Deixam de beneficiar da exclusão de tributação em IRS os “Vales Educação” atribuídos pela


entidade patronal aos seus colaboradores.

• Em 2017 estes vales estão excluídos de tributação até um valor anual de € 1.100,00 por
dependente com idade compreendida entre os 7 e os 25 anos de idade.

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Alterações ao IRS

Categoria G – mais-valias:

• Nos termos da alínea c) do n.º 2 do artigo 3.º do CIRS, consideram-se rendimentos da categoria B,
as mais-valias apuradas no âmbito das atividades geradoras de rendimentos empresariais e
profissionais, definidas nos termos do artigo 46.º do Código do IRC, designadamente as resultantes
da transferência para o património particular dos empresários de quaisquer bens afetos à esfera
empresarial.

• Com o OE 2017, passou a determinar-se que não configura uma transferência para o património
particular do empresário a afetação de bem imóvel habitacional à obtenção de rendimentos da
categoria F.

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OE 2018

Transferência de imóveis entre os patrimónios empresarial e particular

Património Património
pessoal ou empresarial ou
particular profissional

Valor de Categoria G Valor de


realização aquisição

artigo artigo
44.º n.º1 c) Valor de mercado 29.º n.º 2
à data da afetação

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OE 2018

Transferência de imóveis entre os patrimónios empresarial e particular

Património Património
pessoal ou empresarial ou
particular profissional

Valor de Valor de
Categoria B
aquisição realização

artigo artigo
47.º Valor de mercado 29.º n.º 3
à data da afetação

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OE 2018

Alterações ao IRS

Categoria G – mais-valias:

• Clarifica-se que, no caso de restituição ao património particular do sujeito passivo de imóvel


habitacional afeto à obtenção de rendimentos prediais, o ganho decorrente da prévia afetação do
imóvel à atividade empresarial só seja tributado quando o imóvel deixe de ter aquela afetação.

• Esta clarificação visa determinar o momento da tributação

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OE 2018

Alterações ao IRS

Categoria B – regime simplificado – alteração de coeficiente:

• Passam a ser tributadas a 100% as prestações de serviços efetuadas a sociedades nas quais,
durante mais de 183 dias do período de tributação:

• 1) o sujeito passivo detenha, direta ou indiretamente, pelo menos 5% das respetivas partes de
capital ou direitos de voto;

• 2) o sujeito passivo, o conjugue ou unido de facto e os ascendentes e descendentes destes,


detenham no seu conjunto, direta ou indiretamente, pelo menos 25% das respetivas partes de
capital ou direitos de voto.

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Alterações ao IRS

Categoria B – regime simplificado – alteração das regras de apuramento do rendimento tributável:

• A dedução ao rendimento que decorre da aplicação dos coeficientes 0,75 e 0,35 fica parcialmente
condicionada à verificação de despesas e encargos efetivamente suportados, acrescendo ao
rendimento tributável a diferença positiva entre 15% dos rendimentos brutos das prestações de
serviços e o somatório de várias importâncias.

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Alterações ao IRS

Categoria B – regime simplificado – alteração das regras de apuramento do rendimento tributável:

• As importâncias dedutíveis são:

• A dedução específica da categoria A;

• As despesas com pessoal e encargos a título de remunerações, ordenados ou salários,


comunicados pelo sujeito passivo à AT;

• As rendas de imóveis afetas à atividade empresarial ou profissional que constem de faturas e


outros documentos, comunicados à AT;

• 1,5% do VPT dos imóveis afetos à atividade empresarial ou profissional (4% para imóveis afetos a
atividade hoteleira ou alojamento local)

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OE 2018

Alterações ao IRS

Categoria B – regime simplificado – alteração das regras de apuramento do rendimento tributável:

• As importâncias dedutíveis são:

• Outras despesas, designadamente, as relacionadas com materiais de consumo corrente,


eletricidade, água, transportes e comunicações, rendas, contencioso, seguros, rendas de locação
financeira, quotizações para ordens e outras organizações representativas de categorias
profissionais respeitantes ao sujeito passivo, deslocações, viagens e estadas do sujeito passivo e
dos seus empregados.

• Importações ou aquisições intracomunitárias de bens e serviços relacionados com a atividade.

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OE 2018

Alterações ao IRS

Categoria B – regime simplificado – alteração das regras de apuramento do rendimento tributável:

• As importâncias dedutíveis são:

• Estas despesas e as relacionadas com imóveis são consideradas em 25% do seu valor quando
estejam parcialmente afetos à atividade empresarial e profissional.

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OE 2018

• IRS – artigo 31.º – Categoria B – regime simplificado – alteração das regras de apuramento do
rendimento tributável:

• Exemplo 1

• Admita-se um sujeito passivo de IRS com rendimentos brutos da categoria B, em 2018, no valor de 18.000
euros, pelo exercício da atividade de jurista e que não validou qualquer despesa afeta à atividade no Portal
das Finanças.

• Rendimento tributável:

• 18.000 X 0,75 = 13.500 +

• (18.000 X 0,15) – 4.104 = 0 Total do rendimento tributável = 13.500

• Comparação com 2017: sem alterações.

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• IRS – artigo 31.º – Categoria B – regime simplificado – alteração das regras de apuramento do
rendimento tributável:

• Exemplo 2

• Admita-se um sujeito passivo de IRS com rendimentos brutos da categoria B, em 2018, no valor de 36.000
euros, pelo exercício da atividade de economista e que validou despesas afetas à atividade no Portal das
Finanças, no valor de 500 euros.

• Rendimento tributável:

• 36.000 X 0,75 = 27.000 +

• (36.000 X 0,15) – 4.104 – 500 = 796 Total do rendimento tributável = 27.796

• Comparação com 2017 = 27796/27000 = crescimento de 2,9% da base tributável

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OE 2018

• IRS – artigo 31.º – Categoria B – regime simplificado – alteração das regras de apuramento do
rendimento tributável:

• Exemplo 3

• Admita-se um sujeito passivo de IRS com rendimentos brutos da categoria B, em 2018, no valor de 60.000
euros, pelo exercício da atividade de médico e que validou despesas afetas à atividade no Portal das
Finanças, no valor de 3.000 euros.

• Rendimento tributável:

• 60.000 X 0,75 = 45,000 +

• (60.000 X 0,15) – 4.104 – 3.000 = 1.896 Total do rendimento tributável = 46.896

• Comparação com 2017 = 46896/45000 = crescimento de 4,2% da base tributável

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OE 2018

• IRS – artigo 31.º – Categoria B – regime simplificado – alteração das regras de apuramento do
rendimento tributável:

• Verifica-se que a validação das despesas é relevante para rendimentos brutos superiores a 27.360
euros.

• Com efeito,

• 15% x € 27.360,00 - € 4.104,00 = 0 , ou seja,

• até este valor a dedução específica não permite o aumento da base tributável.

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• IRS – artigo 31.º – Categoria B – regime simplificado – alteração das regras de apuramento do rendimento
tributável:

• Exemplo 4

• Admita-se um sujeito passivo de IRS com rendimentos brutos da categoria B, em 2018, no valor de 30.000
euros, pelo exercício da atividade de alojamento local (moradia) e que não apresenta despesas.

• Rendimento tributável:

• 30.000 X 0,35 = 10,500 +

• (30.000 X 0,15) – 4.104 = 396 Total do rendimento tributável = 10.896

• Comparação com 2017 = 10896/10500 = crescimento de 3,77% da base tributável

• Comparação com 2016 = 10896/4500 = crescimento de 242,13% da base tributável

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• IRS – artigo 68.º– taxas gerais

• É feita a introdução de dois novos escalões de taxa do IRS


Rendimento coletável Taxas (%)
(euros) Normal (A) Média (B)
Até 7091 14,50 14,500
De mais de 7091 até 10700 23,00 17,367
De mais de 10700 até 20261 28,50 22,621
De mais de 20261 até 25000 35,00 24,967
De mais de 25000 até 36856 37,00 28,838
De mais de 36856 até 80640 45,00 37,613
Superior a 80640 48,00 ---

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• IRS – artigo 70.º - mínimo de existência

• É efetuado o alargamento do âmbito de aplicação do mínimo de existência (até agora previsto apenas
para rendimentos do trabalho dependente ou pensões) aos rendimentos empresariais e profissionais
decorrentes das atividades previstas na Tabela de Atividades mencionada no artigo 151.º do Código
do IRS (com exceção das previstas no Código 1519 - outros prestadores de serviços).

• O mínimo de existência é fixado em 1,5 vezes o valor anual do Indexante de Apoios Sociais (IAS), não
podendo da sua aplicação resultar um rendimento anual líquido de IRS do sujeito passivo inferior
àquele valor (€ 8.847,72).

• Este valor era de 8.500 euros.

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• IRS – artigo 72.º n.º 9 - taxas especiais

• Os residentes noutro Estado da União Europeia ou do Espaço Económico Europeu passam a poder
optar pela tributação dos rendimentos prediais auferidos em Portugal às taxas marginais aplicáveis
aos rendimentos de idêntica natureza auferidos por residentes fiscais em território português.

• Estes sujeitos passivos passam a poder optar entre a taxa de 28% ou englobamento, quanto aos
rendimentos prediais.

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• IRS – artigo 78.º-D n.º 1 alínea d) – despesas de formação e educação

• Passa a ser possível deduzir como despesa de educação/formação um montante correspondente a


30% do valor suportado a título de despesas relativas ao arrendamento de imóvel ou parte de imóvel
(devidamente documentadas e comunicadas à AT), por membros do agregado familiar que não
tenham mais de 25 anos e frequentem estabelecimentos de ensino cuja localização se situe uma
distancia superior a 50 Km da residência permanente do agregado familiar.

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• IRS – artigo 78.º-D n.º 1 alínea d) – despesas de formação e educação

• A dedução efetua-se nos seguintes termos:

• É dedutível a título de rendas um valor máximo de € 300 anuais, sendo o limite global de € 800
aumentado em € 200 quando a diferença seja relativa a rendas;

• As faturas ou outro documento que, nos termos da lei, titule o arrendamento serão emitidos com a
indicação de que este se destina ao arrendamento de estudante deslocado;

• A dedução não é cumulável com a dedução relativa a encargos com imóveis.

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• IRS – artigo 58.º-A - declaração automática de rendimentos

• Recorde-se que com a aprovação deste novo artigo, na lei do OE de 2017, a AT passou a poder enviar
uma declaração automática de rendimentos pré-preenchida com os elementos que disponha.

• O universo dos sujeitos passivos abrangidos por esta declaração é fixado por decreto regulamentar.

• O IRS automático, que em 2017 abrangeu os contribuintes com rendimentos do trabalho dependente
e de pensões sem filhos, passa em 2018 a incluir também os agregados com dependentes, bem
como os sujeitos passivos que usufruam de benefícios fiscais respeitantes a donativos que sejam
objeto de comunicação à Autoridade Tributária e Aduaneira.

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• IRS – artigo 58.º-A - declaração automática de rendimentos

• Relativamente aos sujeitos passivos abrangidos pela declaração automática de rendimentos, a AT,
tendo por base os elementos informativos relevantes de que disponha, disponibiliza no Portal das
Finanças:

• a) Uma declaração de rendimentos provisória por cada regime de tributação, separada e conjunta,
quando aplicável;

• b) A correspondente liquidação provisória do imposto; e

• c) Os elementos que serviram de base ao cálculo das deduções à coleta.

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• IRS – artigo 58.º-A - declaração automática de rendimentos

• Os sujeitos passivos, caso verifiquem que os elementos apurados pela AT correspondem aos
rendimentos do ano a que o imposto respeita e a outros elementos relevantes para a determinação
da sua concreta situação tributária, podem confirmar a declaração provisória, que se considera
entregue pelo sujeito passivo nos termos legais.

• A declaração de rendimentos provisória converte-se em declaração entregue pelo sujeito passivo nos
termos legais quando, até 31 de maio, não se tenha verificado a confirmação nem a entrega de
qualquer declaração de rendimentos, podendo o sujeito passivo entregar uma declaração de
substituição nos 30 dias posteriores à liquidação sem qualquer penalidade.

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• IRS – artigo 58.º-A - declaração automática de rendimentos

• A liquidação provisória converte-se em definitiva:

• a) No momento da confirmação da declaração provisória, observando-se o regime de tributação


escolhido pelo sujeito passivo;

• b) No termo do prazo legal de entrega, no caso de conversão de declaração definitiva, observando-se,


no caso de sujeitos passivos casados ou unidos de facto, o regime de tributação separada.

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• IRS – artigo 58.º-A - declaração automática de rendimentos

• Os sujeitos passivos podem, até 15 de fevereiro, indicar no Portal das Finanças os elementos pessoais
relevantes, nomeadamente a composição do seu agregado familiar no último dia do ano a que o
imposto respeite, mediante autenticação de todos os membros do agregado familiar.

• Caso os sujeitos passivos não efetuem esta comunicação, a declaração de rendimentos provisória
disponibilizada pela AT tem por base os elementos pessoais declarados em relação ao período de
tributação anterior e, na sua falta, considera-se que o sujeito passivo não é casado ou unido de facto
e não tem dependentes.

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• IRS – artigo 58.º-A - declaração automática de rendimentos

• Fases do procedimento:

Até 15 de fevereiro indicação no Portal das Finanças os elementos pessoais relevantes,

nomeadamente a composição do agregado familiar

Até 31 de maio confirmação da liquidação provisória remetida pela AT ou envio de declaração

Caso a confirmação não seja efetuada conversão da liquidação da AT em definitiva

possibilidade de entrega de uma declaração de substituição

nos 30 dias posteriores à liquidação sem qualquer penalidade

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Alterações ao IRC

Organização da contabilidade:

• Propõe-se que a obrigação de manutenção dos livros, registos contabilísticos e respetivos


documentos de suporte por um prazo de 10 anos seja extensiva à documentação relativa à análise,
programação e execução dos tratamentos informáticos.

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Alterações ao IRC

Obrigações declarativas:

• Propõe-se que a dispensa de entrega da declaração periódica de rendimentos passe a abranger


também as entidades que apenas aufiram rendimentos não sujeitos a IRC, exceto quando estejam
sujeitas a qualquer tributação autónoma.

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5. Alterações ao IVA

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• IVA – artigo 78.º-A n.º 4- Regime de regularização de IVA nos créditos de cobrança duvidosa e nos
créditos incobráveis
créditos de cobrança
créditos incobráveis
duvidosa

Artigo 78.º-A n.º 2 Artigo 78.º-A n.º 4

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• IVA – artigo 78.º-A n.º 4 - regime de regularização de IVA nos créditos de cobrança duvidosa e nos
créditos incobráveis

• Nos termos do n.º 2:

• Consideram-se créditos de cobrança duvidosa aqueles que apresentem um risco de incobrabilidade


devidamente justificado, designadamente por se encontrarem em mora há mais de 24 meses desde
a data do respetivo vencimento.

• Nos termos do n.º 4:

• Os sujeitos passivos podem, ainda, deduzir o imposto relativo a créditos considerados incobráveis em
qualquer das seguintes situações, sempre que o facto relevante ocorra em momento anterior ao
referido no n.º 2.

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• IVA – artigo 78.º-A n.º 4 - regime de regularização de IVA nos créditos de cobrança duvidosa e nos
créditos incobráveis

• Relativamente aos créditos considerados incobráveis em processo de insolvência, a recuperação de


IVA passa a poder ser efetuada quando for determinado o encerramento do mesmo por insuficiência
de bens ou após a realização do rateio final do qual resulte o não pagamento definitivo do crédito.

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OE 2018

• IVA – artigo 78.º-A n.º 4 - regime de regularização de IVA nos créditos de cobrança duvidosa e nos
créditos incobráveis

• Clarifica-se também que a recuperação do IVA em processo de insolvência ou em processo especial


de revitalização possa ser efetuada quando seja proferida sentença de homologação do plano de
insolvência ou do plano de recuperação que preveja o não pagamento definitivo do crédito.

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OE 2018

• IVA – artigo 78.º-A n.º 4 - regime de regularização de IVA nos créditos incobráveis

• Comparação entre a redação anterior e a atual – alínea b) do n.º 4:

• Em processo de insolvência, quando a mesma for decretada de caráter limitado, após o trânsito em
julgado da sentença de verificação e graduação de créditos prevista no Código da Insolvência e da
Recuperação de Empresas ou, quando exista, a homologação do plano objeto da deliberação prevista
no artigo 156.º do mesmo Código.

• Em processo de insolvência, quando a mesma for decretada de caráter limitado ou quando for
determinado o encerramento do processo por insuficiência de bens, ao abrigo da alínea d) do n.º 1
do artigo 230.º e do artigo 232.º, ambos do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas, ou
após a realização do rateio final, do qual resulte o não pagamento definitivo do crédito.

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OE 2018

• IVA – artigo 78.º-A n.º 4 - regime de regularização de IVA nos créditos incobráveis

• Comparação entre a redação anterior e a atual – alínea c) do n.º 4:

• Em processo especial de revitalização, após homologação do plano de recuperação pelo juiz, previsto
no artigo 17.º-F do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas.

• Em processo de insolvência ou em processo especial de revitalização, quando seja proferida sentença


de homologação do plano de insolvência ou do plano de recuperação que preveja o não pagamento
definitivo do crédito.

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OE 2018

• IVA – artigo 27.º n.º 8 – pagamento do imposto devido pela importação de bens

• É revogada a alínea d) do n.º 8 do artigo 27.º do Código do IVA, no sentido de permitir que a opção
de autoliquidação do IVA nas importações de bens passe a ser possível para os sujeitos passivos que
beneficiem de diferimento do pagamento do IVA relativo a anteriores importações.

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OE 2018

• IVA – artigo 27.º n.º 8 - pagamento do imposto devido pela importação de bens

• Recorde-se que com o OE 2017 foi criado um regime optativo que permite o pagamento do IVA
devido pela importação de bens aquando do envio da declaração periódica, mediante o
cumprimento de determinadas condições.

• Só podem aplicar o regime os sujeitos passivos abrangidos pelo regime de periodicidade mensal.

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Abílio Sousa
OE 2018

• IVA – artigo 27.º n.º 8 - pagamento do imposto devido pela importação de bens

• A redação do n.º 8 do artigo 27.º do Código do IVA, dada pela lei do OE para 2017, entra em vigor a 1
de março de 2018.

• Atenção: estas operações devem ser mencionadas nos novos campos 18 e 19 da nova DP do IVA:

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OE 2018

• IVA – alterações de taxas – Lista I – taxa reduzida

• É feito um aditamento à redação da verba 2.24, no sentido de incluir na taxa reduzida as empreitadas
de reabilitação de imóveis que, independentemente da localização, sejam contratadas diretamente
para o Fundo Nacional de Reabilitação do Edificado pela sua sociedade gestora.

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OE 2018

• IVA – alterações de taxas – Lista II – taxa intermédia

• Passam a ser tributados pela taxa intermédia:

• Os instrumentos musicais (verba 2.7)

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Abílio Sousa
OE 2018

Alterações ao IVA

Regime de regularização de IVA nos créditos de cobrança duvidosa e nos créditos incobráveis:

• Propõem-se alterações ao regime de regularização de IVA nos créditos de cobrança duvidosa e nos
créditos incobráveis, vencidos a partir de 1 de Janeiro de 2013, com o objetivo de, relativamente
aos créditos considerados incobráveis em processo de insolvência, a recuperação de IVA possa ser
efetuada quando for determinado o encerramento do mesmo por insuficiência de bens ou após a
realização do rateio final do qual resulte o não pagamento definitivo do crédito.

Abílio Sousa 52
OE 2018

Alterações ao IVA

Regime de regularização de IVA nos créditos de cobrança duvidosa e nos créditos incobráveis:

• Clarifica-se também que a recuperação do IVA em processo de insolvência ou em processo


especial de revitalização possa ser efetuada quando seja proferida sentença de homologação do
plano de insolvência ou do plano de recuperação que preveja o não pagamento definitivo do
crédito.

Abílio Sousa 53
OE 2018

Alterações aos Benefícios Fiscais

Remuneração Convencional do Capital Social:

• Com o OE 2017 foi reforçado o benefício fiscal denominado Remuneração Convencional do Capital
Social que visa proteger a constituição de novas sociedades mediante entradas em dinheiro e os
aumentos de capital de sociedades já existentes.

• Para além das entregas em dinheiro, o texto legal passou a contemplar expressamente as
conversões de suprimentos ou de empréstimos de sócios, em capital.

• Passou também a aplicar-se a todas as sociedades (até 2016 este benefício era exclusivo de PME).

• Terminou também a limitação das entradas terem de ser subscritas exclusivamente por pessoas
singulares.

Abílio Sousa 54
OE 2018

Alterações aos Benefícios Fiscais

Remuneração Convencional do Capital Social:

• É agora proposto o alargamento do âmbito de aplicação do regime da remuneração convencional


do capital social às conversões de créditos de qualquer natureza em capital.

Abílio Sousa 55
OE 2018

Alterações aos Benefícios Fiscais

Remuneração Convencional do Capital Social:

• Efeito fiscal do benefício:

Benefício total
Até 2016 5% x 4 períodos = 20% das
entradas

Benefício total
2017 7% x 6 períodos = 42% das
entradas

Abílio Sousa 56
OE 2018

Alterações aos Benefícios Fiscais

Incentivos à recapitalização de empresas:

• Propõe-se que os sujeitos passivos de IRS que detenham participações sociais em sociedades que
se encontrem na situação prevista no artigo 35.º do Código das Sociedades Comerciais (perda de
metade do capital social) passem a poder deduzir até 20% das entradas de capital realizadas em
dinheiro a favor de tais sociedades.

• Esta dedução será considerada na determinação do rendimento tributável no ano da realização


das entradas e nos cinco anos seguintes.

Abílio Sousa 57
OE 2018

Alterações aos Benefícios Fiscais

Reorganização de empresas:

• Este benefício deixa de estar dependente de reconhecimento por parte do membro do Governo
responsável pela área das finanças.

• Não obstante, os elementos que, na redação anterior, instruíam o referido requerimento, devem
ser incluídos no processo de documentação fiscal previsto no artigo 130.º do Código do IRC para
efeitos de justificação e comprovação dos pressupostos das isenções aplicadas.

Abílio Sousa 58
OE 2018

Alterações ao Código Fiscal do Investimento

DLRR:

• Propõe-se o aumento do montante máximo de lucros retidos e reinvestidos, em cada período de


tributação, de 5 milhões de euros para 7,5 milhões de euros, sendo igualmente alargado o prazo
de reinvestimento para 3 anos (até aqui este prazo era de 2 anos).

• As micro e pequenas empresas passam a poder deduzir este crédito fiscal até à concorrência de
50% da coleta do IRC, mantendo-se inalterado o limite de dedução para as médias empresas
(25%).

Abílio Sousa 59
OE 2018

Alterações ao Código Fiscal do Investimento

DLRR até 2017:

DLRR
Reserva
lucros (10% da reserva
especial
especial)

Dedução à coleta
Investimentos
do IRC com limite
2 anos
de 25% desta

Abílio Sousa 60
OE 2018

Alterações ao Código Fiscal do Investimento

DLRR 2018:

DLRR
Reserva
lucros (10% da reserva
especial
especial)

Dedução à coleta
do IRC com limite
Investimentos
de 25% desta
3 anos
(50% se micro ou
pequena)

Abílio Sousa 61
OE 2018

• Adicional ao IMI

• São feitas várias alterações ao AIMI, pelo que vamos fazer uma revisão de todos os artigos
atualizando-os em função das alterações constantes do OE 2018.

62
Abílio Sousa
OE 2018

• Adicional ao IMI – artigo 135.º-A do CIMI – incidência subjetiva

• São sujeitos passivos deste adicional, as pessoas singulares ou coletivas que sejam proprietários,
usufrutuários ou superficiários de prédios urbanos situados no território português.

• São equiparados a pessoas coletivas quaisquer estruturas ou centros de interesses coletivos sem
personalidade jurídica, que figurem nas matrizes como sujeitos passivos do IMI, bem como a herança
indivisa representada pelo cabeça de casal.

• Não são sujeitos passivos do adicional ao IMI as empresas municipais.

63
Abílio Sousa
OE 2018

• Adicional ao IMI – artigo 135.º-A do CIMI – incidência subjetiva

• Sobre este artigo importa salientar o seguinte:

• A Lei n.º 85/2017, de 18 de agosto, conferiu nova redação ao n.º 4 desconsiderando como sujeitos
passivos, as cooperativas de habitação e construção quando exclusivamente proprietárias,
usufrutuárias ou superficiárias de prédios para construção de habitação social ou a custos
controlados.

• A nova redação do OE repõe a redação inicial (do OE de 2017).

64
Abílio Sousa
OE 2018

• Adicional ao IMI – artigo 135.º-B do CIMI – incidência objetiva

• O adicional ao imposto municipal sobre imóveis incide sobre a soma dos valores patrimoniais
tributários dos prédios urbanos situados em território português de que o sujeito passivo seja titular.

• São excluídos do adicional ao IMI os prédios urbanos classificados como “comerciais, industriais ou
para serviços” e “outros”.

• Artigo sem alteração

65
Abílio Sousa
OE 2018
• Adicional ao IMI – artigo 135.º-C do CIMI – valor tributável

• O valor tributável corresponde à soma dos valores patrimoniais tributários, reportados a 1 de janeiro do
ano a que respeita o adicional ao IMI, dos prédios que constam nas matrizes prediais na titularidade do
sujeito passivo.

• A este valor tributável é deduzida a importância de € 600.000,00, quando:

• a) o sujeito passivo é uma pessoa singular;

• b) o sujeito passivo é uma herança indivisa.

• Esta parte do artigo não tem alteração

66
Abílio Sousa
OE 2018

• Adicional ao IMI – artigo 135.º-C do CIMI – valor tributável

• O n.º 3 deste artigo é que passa a ter uma nova redação nos seguintes termos:

• Não são contabilizados na base tributável:

• a) O valor dos prédios que no ano anterior tenham estado isentos ou não sujeitos a tributação em
IMI;

• b) O valor dos prédios que se destinem exclusivamente à construção de habitação social ou a custos
controlados cujos titulares sejam cooperativas de habitação e construção ou associações de
moradores;

(cont)

67
Abílio Sousa
OE 2018

• Adicional ao IMI – artigo 135.º-C do CIMI – valor tributável

• c) O valor dos prédios ou partes de prédios urbanos cujos titulares sejam condomínios, quando o
valor patrimonial tributário de cada prédio ou parte de prédio não exceda 20 vezes o valor anual do
indexante de apoios sociais; e

• d) O valor dos prédios ou partes de prédios urbanos cujos titulares sejam cooperativas de habitação e
construção e associações de moradores.

• A nova redação deste artigo tem natureza interpretativa

68
Abílio Sousa
OE 2018

• Adicional ao IMI – artigo 135.º-D do CIMI – sujeitos passivos casados ou em união de facto

• Os sujeitos passivos casados ou em união de facto para efeitos do artigo 14.º do Código do IRS podem
optar pela tributação conjunta deste adicional, somando-se os valores patrimoniais tributários dos
prédios na sua titularidade e multiplicando-se por 2 o valor da dedução prevista na alínea a) do n.º 2
do artigo anterior (600.000 euros).

• Os sujeitos passivos casados sob os regimes de comunhão de bens que não exerçam esta opção
podem identificar, através de declaração conjunta, a titularidade dos prédios, indicando aqueles que
são bens próprios de cada um deles e os que são bens comuns do casal.

• Sem alteração

69
Abílio Sousa
OE 2018

• Adicional ao IMI – artigo 135.º-D do CIMI – sujeitos passivos casados ou em união de facto

• Não sendo efetuada a declaração no prazo estabelecido, o adicional ao IMI incide, relativamente a cada um
dos cônjuges, sobre a soma dos valores dos prédios que já constavam da matriz na respetiva titularidade.

• A declaração, de modelo a aprovar por portaria e a apresentar exclusivamente no Portal das Finanças, deve
ser efetuada de 1 de abril a 31 de maio.

• Sem alteração

70
Abílio Sousa
OE 2018

• Adicional ao IMI – artigo 135.º-D do CIMI – sujeitos passivos casados ou em união de facto

• São aditados dois novos números a este artigo:

• O primeiro passa a estabelecer que a declaração de opção atualiza a matriz quanto à titularidade
dos prédios.

• Por outro lado, fica também estabelecido que a referida opção é válida até ao exercício da respetiva
renúncia.

• Nota: esta nova redação aplica-se também às opções efetuadas em 2017.

71
Abílio Sousa
OE 2018

• Adicional ao IMI – artigo 135.º-E do CIMI – heranças indivisas

• A equiparação da herança a pessoa coletiva nos termos do n.º 2 do artigo 135.º-A, pode ser afastada se,
cumulativamente:

• a) A herança, através do cabeça de casal, apresentar uma declaração identificando todos os herdeiros e as
suas quotas;

• b) Após a apresentação desta declaração, todos os herdeiros na mesma identificados confirmarem as


respetivas quotas, através de declaração apresentada por cada um deles.

• Sem alteração

72
Abílio Sousa
OE 2018

• Adicional ao IMI – artigo 135.º-E do CIMI – heranças indivisas

• A declaração do cabeça de casal, de modelo a aprovar por portaria e a efetuar exclusivamente no


Portal das Finanças, deve ser apresentada de 1 a 31 de março.

• As declarações dos herdeiros, de modelo a aprovar por portaria e a efetuar exclusivamente no Portal
das Finanças, devem ser apresentadas de 1 a 30 de abril.

• Sendo afastada a equiparação da herança indivisa a pessoa coletiva, a quota-parte de cada herdeiro
sobre o valor do prédio ou dos prédios que integram a herança indivisa acresce à soma dos valores
patrimoniais tributários dos prédios que constam da matriz na titularidade desse herdeiro, para efeito
de determinação do valor tributável previsto no artigo 135.º-C.

• Sem alteração

73
Abílio Sousa
OE 2018

• Adicional ao IMI – artigo 135.º-F do CIMI – taxas

• As taxas de imposto a aplicar são as seguintes:

• As pessoas coletivas estão sujeitas a uma taxa de 0,4 % sobre a soma dos VPT dos imóveis sujeitos ao
adicional ao IMI.

• Os proprietários com imóveis cujo VPT global se situe entre os € 600.000,00 e € 1.000.000,00 vão
pagar 0,7% no caso de pessoas singulares e heranças indivisas;

• Os que detenham imóveis acima daquele valor vão pagar uma taxa marginal de 1%, quando o sujeito
passivo seja uma pessoa singular.

• Para os prédios que sejam propriedade de entidades sujeitas a um regime fiscal mais favorável, a que
se refere o n.º1 do artigo 63.º-D da Lei Geral Tributária a taxa é de 7.5 %.

74
Abílio Sousa
OE 2018

• Adicional ao IMI – artigo 135.º-F do CIMI – taxas

• Novo:

• Este artigo passa a prever no seu n.º 6, a obrigatoriedade de identificação, em anexo da declaração
periódica de rendimentos Modelo 22, dos prédios detidos por pessoas coletivas afetos a uso pessoal
dos titulares do respetivo capital, dos membros dos órgãos sociais ou de quaisquer órgãos de
administração, direção, gerência ou fiscalização ou dos respetivos cônjuges, ascendentes e
descendentes.

• Nota: este Anexo já existe

75
Abílio Sousa
OE 2018

• Adicional ao IMI – artigo 135.º-G do CIMI – forma e prazo de liquidação

• O adicional ao IMI é liquidado anualmente, pela Autoridade Tributária e Aduaneira, com base nos
valores patrimoniais tributários dos prédios e em relação aos sujeitos passivos que constem das
matrizes em 1 de janeiro do ano a que o mesmo respeita.

• Quando seja exercida a opção pela declaração conjunta prevista no n.º 1 do artigo 135.º -D, há lugar a
uma única liquidação, sendo ambos os sujeitos passivos solidariamente responsáveis pelo pagamento
do imposto.

• A liquidação é efetuada no mês de junho do ano a que o imposto respeita.

• Este artigo teve ligeiras correções sem grande significado

76
Abílio Sousa
OE 2018

• Adicional ao IMI – artigo 135.º-H do CIMI – pagamento

• O pagamento do adicional ao IMI é efetuado no mês de setembro do ano a que o mesmo respeita.

• Novas disposições:

• Quando a liquidação seja efetuada fora do prazo previsto no n.º 4 do artigo 135.º-G, o sujeito passivo
é notificado para proceder ao pagamento até ao fim do mês seguinte ao da notificação.

• Os serviços da AT enviam a cada sujeito passivo, até ao fim do mês anterior ao do pagamento, o
documento de cobrança, com a discriminação da liquidação, dos prédios, das quotas-partes, do
respetivo valor patrimonial tributário e da coleta.

• São devidos juros de mora nos termos do artigo 44.º da LGT, quando o sujeito passivo não efetue o
pagamento do imposto dentro do prazo legalmente estabelecido no documento de cobrança.

77
Abílio Sousa
OE 2018

• Adicional ao IMI – artigo 135.º-I do CIMI – dedução ao IRS

• O adicional ao IMI é dedutível à coleta do IRS devido pelos sujeitos passivos que detenham rendimentos
imputáveis a prédios urbanos sobre os quais incida, até à concorrência:

• a) Da parte da coleta do IRS proporcional aos rendimentos líquidos da categoria F, no caso de


englobamento; ou

• b) Da coleta obtida por aplicação da taxa prevista na alínea e) do n.º 1 do artigo 72.º do Código do IRS, nos
demais casos.

• Sem alteração

78
Abílio Sousa
OE 2018

• Adicional ao IMI – artigo 135.º-I do CIMI – dedução ao IRS

• A dedução à coleta do adicional ao IMI é igualmente aplicável, com as necessárias adaptações, a


sujeitos passivos de IRS titulares de rendimentos da Categoria B obtidos no âmbito de atividade de
arrendamento ou hospedagem.

• Sem alteração

79
Abílio Sousa
OE 2018

• Adicional ao IMI – artigo 135.º-J do CIMI – dedução em sede de IRC

• Os sujeitos passivos podem optar por deduzir à coleta apurada nos termos da alínea a) do n.º 1 do
artigo 90.º do Código do IRC, e até à sua concorrência, o montante do adicional ao IMI pago durante
o exercício a que respeita o imposto, limitada à fração correspondente aos rendimentos gerados por
imóveis, a ele sujeitos, no âmbito de atividade de arrendamento ou hospedagem.

• A opção pela dedução referida prejudica a dedução deste adicional na determinação do lucro
tributável em sede de IRC.

• Sem alteração

80
Abílio Sousa
OE 2018

• Adicional ao IMI – artigo 135.º-J do CIMI – dedução em sede de IRC

• A dedução prevista no n.º 1 é feita nos mesmos termos da dedução prevista na alínea c) do n.º 2 do
artigo 90.º do Código do IRC, salvo quanto à aplicação do limite previsto no n.º 1 do artigo 92.º do
mesmo Código.

• Sem alteração

81
Abílio Sousa
OE 2018

• Adicional ao IMI – artigo 135.º-L do CIMI – novo – limites mínimos

• Não há lugar a cobrança ou reembolso quando, em virtude da liquidação, ainda que adicional,
reforma ou anulação de liquidação, a importância a cobrar ou a restituir seja inferior a € 10.

82
Abílio Sousa
OE 2018

• Adicional ao IMI – artigo 135.º-M do CIMI – novo – correção das opções

• No prazo de 120 dias contados a partir do termo do prazo para pagamento voluntário do imposto,
podem os contribuintes manifestar ou alterar as opções referidas nos artigos 135.º -D e 135.º -E, nos
termos aí previstos, produzindo -se os respetivos efeitos.

• Da entrega dessas declarações não pode resultar a ampliação dos prazos de reclamação graciosa,
impugnação judicial, ou revisão do ato tributário que seriam aplicáveis caso não tivessem sido
apresentadas

83
Abílio Sousa
OE 2018

10. Procedimento e Processo Tributário:

alterações à LGT e CPPT

84
Abílio Sousa
OE 2018

• LGT – artigo 19.º - domicílio fiscal

• Novo n.º 8:

• O representante de um sujeito passivo não residente pode renunciar à representação nos termos
gerais, mediante comunicação escrita ao representado, enviada para a última morada deste.

• Novo n.º 9:

• A renúncia torna-se eficaz relativamente à Autoridade Tributária e Aduaneira quando lhe for
comunicada, devendo esta, no prazo de 90 dias a contar dessa comunicação, proceder às necessárias
alterações, desde que tenha decorrido pelo menos um ano desde a nomeação ou tenha sido
nomeado novo representante fiscal.

85
Abílio Sousa
OE 2018

• LGT – artigo 29.º - transmissão dos créditos e obrigações tributárias

• Não obstante se manter a regra geral de intransmissibilidade de créditos tributários, passa a ser
possível o pagamento de um crédito resultante de actos de liquidação de imposto a pessoa diferente
do sujeito passivo desde que este expressamente o autorize, mediante requerimento a efetuar à AT,
sem prejuízo dos mecanismos de cobrança e de constituição de garantias previstos na lei.

• Esta alteração é muito útil nos casos de sujeitos passivos que efetuam “troca” de guias ou que
praticaram erros no preenchimento de NIF nas guias de pagamento

86
Abílio Sousa
OE 2018

• LGT – artigo 63.º - repetição do procedimento de inspeção externo

• Passa a ser possível repetir o procedimento externo de fiscalização relativamente ao mesmo sujeito
passivo, imposto e período de tributação, no caso de o mesmo apenas visar a consulta, ou a recolha
de documentos ou elementos.

87
Abílio Sousa
OE 2018

• LGT – artigo 63.º-B - acesso a informações e documentos bancários

• Passe a constituir fundamento da derrogação do sigilo bancário, em sede de procedimento


administrativo de inspeção tributária, a comunicação de operações suspeitas, remetidas à AT, pelo
Departamento Central de Investigação e Ação Penal da Procuradoria-Geral da República (DCIAP) e
pela Unidade de Informação Financeira (UIF), no âmbito da legislação relativa à prevenção e
repressão do branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo.

88
Abílio Sousa
OE 2018

• CPPT – artigo 97.º n.º 4 - Processo Judicial Tributário

• Esta nova disposição estabelece que os actos processuais, incluindo os actos das partes que devam
ser praticados por escrito, as notificações entre mandatários, entre estes e os representantes da
Fazenda Pública, e as notificações aos representantes da Fazenda Pública e ao Ministério Público,
bem como a tramitação do processo judicial tributário, passem a ser efetuados nos termos previstos
para os processos nos tribunais administrativos, ou seja, preferencialmente por via eletrónica.

• No contencioso associado à execução fiscal esta norma é aplicável apenas a partir da receção dos
autos em tribunal.

89
Abílio Sousa
OE 2018

• CPPT – artigo 198.º n.º 5 – dispensa de garantia

• Passe a dispensar-se a prestação de garantia, mantendo-se o efeito suspensivo da execução fiscal e a


situação tributária regularizada, relativamente a quaisquer dívidas em execução fiscal de valor
inferior a € 5.000, para pessoas singulares, ou de € 10.000, para pessoas coletivas.

• anteriormente a dispensa de prestação de garantia estava apenas prevista relativamente a dívidas


fiscais

90
Abílio Sousa
OBRIGADA!

Abílio Sousa 91