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Apostila

Volume I
Professora: Julyana Biavatti
O setor de modelagem acompanhar a rapidez no funcionamento da produção das peças do
vestuário, sem deixar de lado a qualidade dos produtos e a satisfação do
Atualmente, para se ter um bom consumidor. Os conceitos de como produzir mais em menos tempo e sem
resultado no competitivo mercado da margem de erro também estão sendo exigidos no setor da modelagem
moda, um fator relevante para o industrial.
sucesso é entender e conhecer
profundamente o seu público-alvo.
A qualidade dos produtos é fator
fundamental para o sucesso nas
vendas, e a modelagem das peças
agrega ainda mais valor ao produto se
aliada ao desejo do consumidor em
adquirir um produto que tenha, ao
mesmo tempo, conforto, bom corte e O Modelista
caimento, além dos padrões estéticos envolvidos.
Chama-se de modelista o profissional
Ao pensar no desenvolvimento de uma modelagem de qualidade, você que transforma um modelo (partindo de
deve, inicialmente, conhecer o corpo que irá vesti-la. É necessário que um desenho, de uma foto ou, muitas
a empresa realize pesquisas para conhecer o seu consumidor, vezes, de outra peça de vestuário) em
adaptando as tabelas de medidas utilizadas na construção dos moldes um objeto concreto, utilizando-se das
a fim de satisfazer a clientela e obter sucesso nas vendas. técnicas pré-adquiridas da modelagem
para confecção.
Uma calça de tamanho 40 de uma marca de street wear não pode ser
compatível com uma calça de tamanho 40 de uma marca focada em Esse profissional trabalha em conjunto
um público de jovens senhoras. Apesar de as tabelas apontarem um com o estilista e é capaz de interpretar o
número padrão para um tamanho de cintura, uma delas deverá ser croqui (esboço de um desenho). Há
mais baixa, anatômica; já a outra deve ter o gancho mais alto, entre alguns anos atrás, o modelista era
outras inúmeras observações. responsável única e exclusivamente pelo desenvolvimento da modelagem.
Com a exigência do mercado de cada vez mais buscar profissionais
Com o crescimento do mercado de moda prêt-à-porter, a modelagem completos, hoje o profissional de modelagem precisa conhecer as tendências
passou por diversas transformações e reformulações quanto à de cada estação assim como saber montar e costurar a peça que modelou. O
aplicação de técnicas e métodos, visando acompanharas evoluções da modelista deve saber tirar medidas de acordo com as técnicas recomendadas
indústria da moda e tecnologia. No mercado atual, esse setor necessita pela metodologia específica, elaborar ficha técnica, conhecer aviamentos e
ainda conhecer sempre a composição, o caimento e as demais Dependendo do tamanho da indústria
características do tecido. Ele é responsável por analisar a pilotagem e que for trabalhar cabe ao modelista
fazer as alterações finais no molde para então produzir em série. desenvolver adaptações de modelos
para criar uma coleção e muitas vezes
Um dos aspectos principais, ao se sentar na máquina para adiantar uma
realizar uma interpretação de peça piloto ou mesmo orientar a
modelagem, é a análise detalhada piloteira. Logo, é fundamental que a
do desenho, observando recortes, modelista tenha um conhecimento
pences, comprimentos, folgas e amplo de tecidos e malhas, para
amplitude da modelagem. Enfim, adequar a modelagem e obter um
cabe ao modelista analisar o resultado final adequado a proposta original da peça.
desenho levando em
consideração cada detalhe que É ainda de sua responsabilidade estudar e adequar o modelo, muitas vezes
este apresentar, para então inserindo recortes ou costuras para que haja um melhor aproveitamento
definir a aplicação de cada técnica do tecido de acordo com sua largura, sem alterar o modelo proposto. E por
específica na construção do molde. Todo esse processo visa obter um fim conhecer os assessórios e aviamentos utilizados na peça, para que na
produto que seja fiel à idéia inicial, imaginada pelo criador. modelagem colabore para uma maior produção.

A mesa de modelagem e o manequim são peças essenciais do Fica claro que a modelagem é um dos pontos decisivos para o sucesso
equipamento de um modelista. A mesa de modelagem deve ser plana, comercial de cada temporada e o responsável pela estrutura e caimento dos
ter um metro de altura, ser retangular (com no mínimo 1,2m largura) e modelos apresentados e pela eficiência operacional do setor de costura.
seu comprimento deve ter no mínimo 2m para que seja possível cortar
peças-piloto, como um vestido longo. Sua superfície deve ser bem lisa
para que tecidos delicados não puxem fios quando colocados sobre
ela. Todos os modelos devem passar por uma preparação técnica, da seguinte
forma:

1º. Desenvolvimento do molde no papel, determinando todas as marcações


e piques a serem seguidos pelo departamento de corte e pelo de costura.

2º. Corte da peça piloto


3º. Acompanhamento de todas as fases do processo produtivo da Modelagem = Conjunto de moldes que possui um caimento característico.
peça, observando e anotando as etapas, para se necessário corrigir na
modelagem, com objetivo de diminuir o tempo de algumas operações.

4º. Aprovado o modelo, efetuar sua ampliação e liberar para o uso do


departamento do corte.

Termos da modelagem
Tanto na roupa sob medida, quanto nas pequenas e grandes
confecções de moda, o molde e a modelagem são fatores definitivos
no resultado final da roupa, e , conseqüentemente no sucesso de
venda. Existem diversas formas de se obter uma modelagem e cada
técnica empregada utiliza métodos de construção diferenciados.
Portanto, são utilizadas varias definições, os quais são:

Molde = Diagrama geométrico, que transforma a forma de um corpo


tridimensional em forma plana, este corpo pode ser humano ou Recorte = é formado pela junção de dois moldes. Os recortes podem conter
manequim de modelagem (busto de costura). pences para modelar as curvas, e acomodar os volumes do corpo sem
caracterizar as pences.
Pences : são pregas em forma de triângulo que formam um bojo em uma peça de roupa apenas ou para produção em grande escala, como
sua extremidade. São utilizadas em roupas colantes e bem acontece na confecção industrial de pequeno, médio ou grande porte.
estruturadas. Devem ser executadas de forma que se tornem quase
invisíveis.

TÉCNICAS DE MODELAGEM

Moulage (Tridimensional)
Modelagem Plana (Bidimensional)
É a manipulação do tecido de forma
É uma técnica utilizada para tridimensional. Trabalha-se com o tecido sobre
reproduzir, em segunda os manequins, que têm suas medidas
dimensão, algo que será usado padronizadas. Na moulage, podem ser feitos os
sobre o corpo humano, em ajustes direto nas curvas do corpo, resultando
tecido ou similar, de forma em um caimento perfeito. Estes moldes, depois
tridimensional. Essa de prontos serão transferidos para o papel e
modelagem, manual ou podem ser inseridos dentro da confecção em
computadorizada, pode ser escala industrial.
utilizada para confeccionar
o uso de moldes básicos facilita o processo produtivo do setor de
modelagem, uma vez que este possui as medidas específicas da tabela do
público da empresa. Estando pronto uma única vez, não necessita de
repetição do traçado inicial. A praticidade do uso de moldes básicos gera
lucros e economia de tempo e de processo para a confecção das partes do
molde interpretado.

O PROCESSO DE MODELAGEM
As interpretações de modelagem são baseadas em três etapas de
construção de moldes, denominadas de:

 Moldes básicos ou blocos básicos A aplicação dos princípios básicos de modelagem à bases de modelagem é a
 Moldes de trabalho técnica mais utilizada em toda a indústria de confecção. Este método
 Moldes para corte ou interpretados consiste em utilizar um bloco ou caixa de modelagem, este feito em papel
com maior durabilidade e resistência , como referência de corpo, ao qual são
Moldes básicos (caixas ou blocos de modelagem) introduzidas modificações e manipulações com a finalidade de se obter um
modelo.
Os moldes básicos servem como
base para o início das alterações
É importante salientar que o molde base, por si só não representa um
a serem feitas de acordo com o
modelo, e sim uma referência de corpo. É um conjunto de moldes sem
desenho da peça. Eles são
qualquer interesse estilístico, mas com pormenores estruturais em locais
confeccionados seguindo a tabela
clássicos ou tradicionais. Normalmente não possui margens para costura,
de medidas-base da empresa. No
facilitando a sua manipulação a fim de se obter um modelo.
processo industrial de confecção,
O molde base tem os seguintes objetivos: Moldes de trabalho
1. - Consistência no ajuste ao corpo através das medidas;
2. - Folga apropriada do vestuário;
3. - Fonte para o desenvolvimento de moldes para novos
modelos;
4. - Referência para a obtenção de outros tamanhos;
5. - Redução na quantidade de moldes armazenados;
6. - Sistematização no desenvolvimento do produto para a
coleção de cada estação;

Os moldes base são moldes ajustados e aperfeiçoados


incansavelmente, que podem ser utilizados repetidamente e com
segurança, desde que não se verifiquem alterações drásticas nos
tecidos e na moda.
É muito difícil chegar à perfeição em cada modelo desenvolvido a cada
estação. Porém, se os moldes base forem perfeitos e o modelista os
utilizar sempre como referência para a criação dos moldes para os
novos modelos, consegue-se um parâmetro de medidas e proporções
de tamanho, aumentando a credibilidade comercial da linha de
produtos. Após obter a caixa do molde, os moldes de trabalho são utilizados para
fazer as alterações necessárias, de acordo com o modelo, servindo
Observação importante: As bases para tecidos são totalmente como uma espécie de rascunho para a definição do molde
diferentes de base para malhas e tecidos com elasticidade. interpretado. Os moldes de trabalho são feitos a partir da cópia dos
moldes básicos, e as etapas de alterações a serem realizadas sobre
Medidas Importantes a serem Conferidas eles variam em quantidade e tipos de aplicação de técnicas
específicas, de acordo com o modelo desejado.
 Ombro frente com medidas do ombro costas
 Gola com medidas do decote
 Manga com as medidas da cava
 Lateral frente com medidas da lateral costas
 Entre pernas frente com medidas da entre pernas
traseira.
Molde para corte ou interpretado

São os moldes utilizados para riscar e cortar a peça sobre o tecido,


contendo todas as alterações realizadas no processo anterior, as
margens para costura e as marcações necessárias para a montagem da
peça.
O que define um bom molde básico é a exatidão das medidas, pois elas
caracterizam um molde perfeito e economizam tempo para a
produção.

Armazenagem da Modelagem
Um dos melhores estilos de armazenamento para modelagens em
papel é o pendurado por furos e cordões em ganchos ou equivalentes
em paredes exclusivas para moldes, pois isso evita que sejam
dobradas, podendo ser separadas por referências e tamanhos. Cole a
ficha técnica no molde que ficará visível para facilitar a identificação.
MATÉRIA-PRIMA

Quanto mais conhecimentos o modelista tiver sobre tecidos, maior o


domínio das técnicas de modelagem, pois saberá aplicar tabelas,
métodos de cálculo de encolhimento e elasticidade necessários a cada
modelo.
Conhecer o caimento e estrutura de um tecido é fundamental para o
desenvolvimento de uma peça. Dependendo de como foi projetada a
disposição sobre o tecido, uma mesma matéria-prima apresentará
caimentos diferentes.

Estrutura dos Tecidos


O tecido têxtil é um material à base de fios de fibra natural ou sintética
utilizado na fabricação de roupas, toalhas de mesa e/ou banho, tecidos
para limpeza, uso medicinal como faixas e curativos, entre outros. O
tecido é fabricado na indústria têxtil. Conhecer a estrutura dos tecidos,
caimento, comportamento sobre o corpo, entrelaçamentos dos fios,
entre outras características, é essencial para o bom desenvolvimento
da modelagem.

Tipos de Tecidos em relação a sua composição

Naturais
Os tecidos naturais, considerados básicos e clássicos, podem ter três origens,
a origem animal (lã e seda); a origem mineral (amianto); e a origem vegetal
(algodão, juta, linho, coco e sisal).

Não Naturais
Os tecidos não naturais são feitos por fibras produzidas pelo homem usando
como matéria-prima produtos químicos, da indústria petroquímica. As mais
conhecidas são o poliéster, a poliamida, o acrílico, o polipropileno, o
poliuretano, o elastano e o elastodieno, além das Aramidas (Kevlar e Nomex).
Naturais por fungos; queima com
facilidade; não resiste a produtos
LÃ Quente e confortável, excelente
químicos.
(fibra proteica) isolante térmico; resistente ao
amassamento; absorve bem a
transpiração e a umidade;
amarela e desbota quando
exposta ao sol; baixa resistência Não Naturais
ao atrito; atacada por traças, POLIAMIDA Leve e macia; não encolhe nem
insetos e fungos; não resiste a deforma; resistente ao uso, aos
produtos químicos; exige fungos e às traças; de fácil
precauções durante a tratamento e seca rapidamente;
conservação. sensível à luz; tem tendência a
reter poeira e sujeira; mancha
SEDA Muito macia, leve e confortável; com facilidade; não absorve
(fibra proteica) não provoca irritações na pele; umidade; aquece pouco; favorece
baixa resistência; desbota quando a transpiração do corpo; encolhe
exposta ao sol e a transpiração; com o calor; não resiste a
não resiste a produtos químicos; produtos químicos.
atacados por traças e insetos; VISCOSE Macia e agradável para o verão;
exige muitos cuidados na lavagem absorve bem a umidade e a
e tratamento transpiração; resistente à luz e as
traças; torna-se pouco resistente
LINHO (fibra celulósica) Muito resistente e confortável; quando molhada; encolhe e
lava-se com facilidade, encolhe e amarrota com facilidade; sensível
amarrota com facilidade; atacado ao ácido acético; amarela e
por fungos; queima com desbota com a transpiração;
facilidade. queima com facilidade.
POLIESTER Boa resitência à luz e ao uso; não
ALGODÃO(fibra celulósica) Macio e confortável; durável; enruga; boa elasticidade; resiste a
resistente ao uso, à lavagem, à maior parte dos produtos
traça e insetos; lava-se com químicos; de fácil tratamento e
facilidade; possui tendência a seca rapidamente; áspero, tem
encolher e a amarrotar; atacado tendências a formar "bolinhas"
com o uso; desbota quando passa pelo filatório de anéis. Apresenta seis fases de processamento
exposto ao sol; encolhe com o e utiliza mais pessoas, maior número de máquinas e, também uma
calor. maior área construída. Uma das vantagens deste sistema é a flexibilidade de
ACRÍLICO Macio, leve e quente; não enruga; produção, pois permite produzir fios de qualquer espessura, além de
boa resistência à luz, às traças e produzir um fio de maior resistência e conseqüentemente, de maior valor
boa parte dos produtos químicos; agregado.
não encolhe; forma "bolinhas com
o uso; sensível ao calor e a Fios Cardados
produtos químicos; queima com Fios também produzidos a partir do sistema anel (método convencional),
facilidade. porém apresenta uma fase a menos do que os fios penteados, justamente a
fase de separação das fibras curtas das longas, que conforme a ilustração
acima, é realizada com os fios penteados, gerando, desta forma, fios
Fios Têxteis e a Tecnologia da Fiação mais fracos e grossos do que os fios penteados.

O fio têxtil é o produto final da etapa de fiação, sendo que sua Fios Cardados Open End
característica principal é o diâmetro ou espessura (tecnicamente Os fios produzidos por esse processo são mais grossos e fracos. São
chamado de título do fio). O fio têxtil pode ser fabricado a partir de produzidos pelo menor fluxo produtivo entre os tipos de fios, passando pela
fibras naturais, artificiais e sintéticas, que são a matéria-prima carda, passador e filatório a rotor (open end).
utilizada.
O processo de produção de fios, também chamado de fiação,
compreende diversas operações por meio das quais as fibras são
A torção
abertas, limpas e orientadas em uma mesma direção, paralelizadas
retorcidas de modo a se prenderem umas às outras por atrito. Entre A torção tem a finalidade de “evitar que as fibras deslizem umas sobre
estas operações temos: abertura e as outras”.
separação das fibras, limpeza, paralelização parcial e limpeza, A torção é essencial para fornecer uma certa coesão mínima entre as fibras,
limpeza e paralelização final,regularização, afinamento, torção e sem a qual um fio que precisa ter resistência à tração não pode ser
embalagem. manufaturado. Isso depende das forças de fricção fornecidas pela pressão
lateral entre as fibras, surgidas pela aplicação de uma carga de tensão
Os fios são classificados em: ao longo do eixo do fio.
Fios Penteados, Fios Cardados e Fios Cardados Open End. Com a introdução dos fios de filamentos contínuos, entretanto, a finalidade
da torção deve ser reconsiderada. Em fios de filamentos contínuos, a
Fios Penteados torção não é necessária para dar-lhes resistência à tração, mas é
O fio é produzido passando pelo processo de penteagem que retira da necessária para possibilitar uma resistência satisfatória à abrasão, à fadiga
matéria-prima as impurezas e fibras curtas. Na fase de fiar ou aos outros tipo de avarias associadas a forças outras que não força de
tensão e caracterizado pelo rompimentos e de filamentos, resultando Tecnologia da Fiação
no total rompimento da estrutura.
A alta torção produz um fio duro que é altamente resistente a avarias Esta etapa da cadeia têxtil tem
desse tipo. A finalidade da torção em fios de filamentos contínuos é, como objetivo transformar as
portanto, produzir uma estrutura coesa, que não pode ser fibras em fio. Na pré-história o
desintegrada por forças laterais. processo de fiação era realizado
manualmente, onde um chumaço
Direção da Torção de fibras (lã, algodão ou linho, por
exemplo) era estirado e depois
O fio pode ter duas direções de torção: S e Z. torcido. Nas antigas Grécia e
A verificação da direção da torção de um fio pode ser feita pela Roma o processo de fiação era
inclinação dada das fibras. realizado por um aparelho chamado
A direção de torção S é obtida pela torção das fibras no sentido ROCA. Uma evolução da roca
horário e a inclinação delas é no sentido da esquerda quando primitiva foi a invenção da roca com
observada de baixo para cima,confundindo-se assim com a porção tambor onde a fiadora podia ficar
central da letra S, conforme mostra a figura. sentada. Com a revolução
A direção de torção Z é obtida pela torção das fibras no sentido anti- industrial da Inglaterra, automatizou-se o processo de fiação,
horário, e a inclinação delas é no sentido da direita quando transformando as rocas em máquinas que chamamos nos dias de hoje de
observada de baixo para cima, confundindo-se assim com a filatórios.
porção central da letra Z, conforme a mesma figura acima.
Definição
O processo de fiação consiste, essencialmente, em transformar a matéria-
prima fibrosa, previamente tratada, em um fio, com relação de massa por
unidade de comprimento (título) desejada por meio de um conjunto de
operações previamente determinadas. As características físicas da
matéria-prima e definem o processo de fiação a ser utilizado, bem como o fio
mais fino (com menor relação massa por unidade de comprimento) que pode
ser produzido.

O conjunto de operações básicas para a formação dos fio compreende


operações distintas:
Resistência
1. Abertura É a capacidade que o fio tem de resistir aos esforços aos quais venha
É a operação mediante a qual as fibras naturais de origem vegetal, a sofrer nos processos posteriores para sua transformação em tecidos.
animal, mineral ou química, são submetidas, por meio de máquinas, a
uma quantidade máxima possível de separação, objetivando facilitar Flexibilidade
os processos subseqüentes. É a capacidade do fio de ser submetido a flexões e torções sem alterar suas
características.
2. Limpeza
É o processo de eliminação de corpos estranhos contidos nas Torção
fibras. As operações de abertura e limpeza permitem a eliminação Tem grande influência na resistência do fio.
das impurezas que se dá por meio da ação da força centrífuga (gerada
pela rotação dos órgãos abridores) fazendo as fibras (material Regularidade
mais leve) seguirem em frente no processo (fluxo de corrente de ar) A uniformidade do fio têxtil é uma das mais importantes propriedades
e as impurezas caírem, sendo aspiradas para uma central de filtros. de qualidade, pois ela determinará a qualidade do tecido (barramentos) e
do processo (paradas de máquinas).
3. Estiragem
É o afinamento de uma massa de fibras provocado pela maior Título
velocidade de saída em relação à velocidade de entrada. A operação O título do fio é uma expressão numérica que define a sua espessura. Devido
de estiragem, nas fibras naturais, proporciona que fiquem paralelas às variadas formas de seção dos fios e suas irregularidades, o diâmetro
nos diferentes estágios da fiação e também concede ao produto do fio não é o parâmetro mais indicado para exprimir a sua espessura
final, que é o fio, propriedades físicas importantes, tais como exata. Logo, como alternativa foi criar um sistema que faz uma relação entre
resistência e alongamento. peso e comprimento do fio. Esse sistema é chamado de Titulação ou Título
do Fio.
Características dos Fios que Influenciam na
Comercialização Fios

Pureza Os fios são materiais constituídos por fibras naturais ou químicas,


Tanto o algodão como a lã contêm uma elevada quantidade de apresentando grande comprimento e finura, formado mediante as diversas
impurezas que são em grande parte removidas por processos de operações de fiação. Eles se caracterizam por sua regularidade, diâmetro e
limpeza. Quanto mais elevado for o percentual de impurezas peso, sendo que essas duas últimas características determinam o título do
menor será a qualidade do fio. fio. Em geral, o fio pode ser definido como um agrupamento de fibras
lineares ou filamentos, que formam uma linha contínua com características
têxteis. Estas características têxteis incluem boa resistência processo de fiação, quando as fibras são misturadas em proporções pré-
(durabilidade) e alta fexibilidade. estabelecidas. Esse tipo de mistura é chamado de mistura íntima.
O elo da cadeia têxtil representado pela fiação é composto por vários As misturas mais usuais do algodão são:
processos de fabricação que variam em função da matéria-prima 67% poliéster/33% algodão;
utilizada e aplicação final do fio. A produção de filamento contínuo 50% poliéster/50% algodão;
apesar de envolver uma alta tecnologia possui poucas máquinas, pois 50% poliéster/35% algodão/15% linho.
o fio é formado na primeira etapa do processo. A grande complexidade
está no processo de fibras descontínuas para formar o fio fiado, que As menos usuais, ainda existentes, são:
pode trabalhar com máquinas para fibras curtas ou fibras longas, poliéster/algodão/viscose;
sendo que a seqüência de máquinas para ambas é bem maior que o algodão/viscose;
processo de filamento contínuo, já que para produzir o fio fiado é algodão/acrílico.
necessário abrir, limpar, afinar, torcer a massa de fibras.
Essas misturas visam a objetivos bem específicos. O poliéster é uma
Devido a grande variedade de fios produzidos comercialmente, fibra que melhora a regularidade do fio, que confere a qualidade anti-
poderia parecer não haver um limite para o número de rugas (não-amassa) e reduz custo final do produto. Por sua vez, o
possibilidades funcionais e estéticas e para o número de fios algodão ntra com as qualidades naturais já mencionadas, da mesma
distintamente diferentes. maneira que o linho.
Fibras sintéticas, naturais ou regeneradas são processadas separadas e Fios de algodão recebem diferentes denominações, dependendo do
numa diversidade de misturas e combinações dentro do sistema de processo de fiação com que foram obtidos. São singelos, quando se
fiação de fibras. Mesmo quando um fio é feito de um filamento apresentam com um único cabo; e retorcidos, quando compostos por
contínuo ou de uma particular fibra têxtil, um grande número de dois ou mais cabos.
variações é possível.
Os tecidos de algodão mais comuns são:
Apresentação dos Fios Popeline;
Tricoline;
Algodão Voile;
Organdi;
Hoje, os fios de algodão Cambraia;
apresentam-se puros e em Brim;
combinações com a maioria das
outras fibras têxteis, sendo o Utilização do Algodão: vestuário, cama, mesa, banho, acessórios, etc.
poliéster/algodão o mais famoso.
Esta combinação é obtida durante o
Lã Seda
No Brasil, a lã apresenta-se Seda Grégia ou Crua: Fio de seda
geralmente em mistura. Se bem composto de, pelo menos, três
que alguns lanifícios ainda filamentos desenrolados dos casulos,
comercializam fios e tecidos de pura reunidos em um só cabo e colocados
lã. O mais usual, entretanto, é que entre si pela sericina amolecida em água
ela seja apresentada em mistura quente. Fios com cerca de 60
íntima com outras fibras, sendo o mais filamentos conhecidos por grégia
freqüente a mistura poliéster/lã. grossa. Aproximadamente. A seda grégia
ainda não passou por nenhum processo
de beneficiamento.
As misturas mais usuais da lã são: Fio Tinto de Seda: Fio de seda
Poliéster/lã em misturas variadas: desde 80% poliéster/20% lã; desengomado (a sericina é eliminada),
Até 50% poliéster/50% lã; ediamente torcido, tinto e apto para tecer. Geralmente, utilizado na
Viscose/lã em percentuais de misturas semelhantes ao poliéster/lã; fabricação de tecidos tafetá de seda.
50% poliéster/35% viscose/15% lã. Linha Mole de Seda: Composto por dois ou até quatro cabos de fios tintos de
seda, retorcidos entre si e utilizados para bordados.
Como no caso do algodão, essas misturas visam principalmente à Crepe de Seda: Fio de seda grégia excessivamente torcido.
redução dos custos dos fios e, em segundo lugar, à obtenção da Schappe “de Seda”: Trata-se de fio que passou pelo processo convencional
qualidade anti-rugas. Os fios de lã recebem diferentes denominações, de fiação, semelhante ao do algodão, lã ou linho.
dependendo do processo de fiação com que foram obtidos. O fio schappe de seda pura é bastante raro no mercado brasileiro. Em
seu lugar, temos uma variedade muito grande de misturas com outros
Os tecidos de lã mais usuais são: materiais, conseguindo fios com aparência de fio schappe. Nessas misturas, a
Tela; seda entra geralmente com porcentagens pequenas por uma questão de
Crepe; barateamento do produto.
Camurça;
Tweed; As misturas mais usuais da seda são:
Gabardine; Poliéster/seda;
Tricô.
Poliéster/Viscose/Seda;
Utilização da Lã: Vestuário masculino/feminino, meias, estofamento, Viscose/Seda.
etc.
Os tecidos de seda mais usuais são:
Tafetá; entretanto esses fios recebem o nome da fibra natural que entra na sua
Shantung; composição ou nome de ambos.
Organza. Exemplo: poliéster/viscose, viscose/linho, viscose/lã, viscose/seda, etc.
Utilização da seda: Vestuário masculino/feminino de luxo, decoração,
etc.
Com a mistura com outros fios, passa-se a ter, não o mesmo tipo de
tecido, mas outros tecidos completamente novos, proporcionando uma
Viscose grande variação de toques, caimentos e, conseqüentemente, aplicações.
A poliamida é empregada na fabricação de meias, pára-quedas, tecidos
laváveis que não precisam ser passados a ferro, vestuário em geral, tecidos
de malha, impermeáveis, etc.

Poliéster

Podemos encontrar a viscose sob muitos aspectos e até disfarces. De


modo geral, temos que separar os fios de filamentos dos fios fiados
(produzidos em fiações de fibras descontínuas).
Crepe de Viscose: Fio de filamento de viscose, excessivamente torcido.
Fios Fiados de Viscose: O filamento de viscose pode ser cortado
em comprimentos desejados e processados em fiações apropriadas
para algodão, lã ou linho.
Fio de Fibra Curta: Fio processado em fiação própria de algodão. A
fibra é mais fina e sedosa e o tecido tem um toque muito macio,
utilizado na produção de artigos conhecidos por cidélia, lãzinha, etc.
Fio de Fibra Longa: Fio processado em fiação própria para lã ou linho. Pode ser encontrado nas seguintes formas:
A fibra mais grossa e mais rígida do que aquela preparada para corte Liso;
curto. Texturizado;
O tecido feito com viscose fibra longa adquire um toque próximo à lã. Crú;
As misturas são todos os fios anteriormente vistos nas fibras naturais, Tinto;
Em misturas com o algodão, confere ao tecido um melhor caimento,
excelente toque, aspecto diferenciado e variedade de artigos. Quanto à
absorção de umidade, a mescla do material melhora bastante e Elastano
proporciona maior praticidade e conforto.

Acrílico

Para determinadas
aplicações industriais,
utiliza-se fios de
filamentos de acrílico.
Mas, para a confecção de
vestuário, o fio de acrílico é
utilizado sob a forma de fio
fiado em fiações de fibra O elastano deve ser misturado com outros materiais e, em especial,
longa, ou seja, fiações para encontramos a mistura com algodão numa combinação perfeita entre o
lã. natural e o sintético. O elastano entra sempre em menor proporção na
composição do tecido.
Fio Retorcido: Utiliza-se tanto para tecidos planos como para malharia. Pode-se encontrar o fio na forma nua, na produção de tecidos de malha ou
A torção dá maior coesão entre as fibras de maneira a obter um recoberto com poliamida em forma de multifilamento ou almado (core
produto final mais liso, ou seja, com menor pilosidade. spun) nos quais o elastano é fiado junto com o algodão ou outros
Torção Malharia: A torção é bem mais fraca dando ao fio um aspecto materiais para produção de tecidos planos ou também na produção de
mais macio e volumoso. Este fio só pode ser usado para a produção de tecidos de malha com algodão.
malhas. Os fios são somente produzidos sob a forma de filamento e como tal
Fio para Tricô: Geralmente, são apresentados retorcidos a dois ou três pode ser usado junto com outros materiais em teares de malharia.
cabos, torção bem frouxa e produzidos a partir de filamentos grossos Apresenta-se também, sob a denominação de core-spun que é quando o
com o objetivo de aumentar o volume e a aparência final do fio. São filamento de elastano vem revestido por fibras naturais, geralmente algodão,
utilizadas para a tricotagem manual ou utilizados em máquinas dando a impressão de um fio de algodão elástico.
retilíneas para malhas
grossas. Aplicação do Elastano: Vestuário masculino, feminino, infantil, linha
Fios fantasia: Existe uma ampla gama de possibilidades de se esportiva, moda praia, roupas íntimas, punhos, meias, etc.
produzir fios com efeitos e irregularidades tanto na fiação como na
retorção.
Aplicações do Acrílico: Utilizado para substituir a lã na malharia, tecido
plano, cobertores, mantas, etc.
Fios Metálicos e Fios Metalizados TIPOS DE TECIDOS EM RELAÇÃO AO TECIMENTO
(TRAMA/TEIA)

Fio de origem mineral, feito de ouro ou prata e usado nas épocas mais
remotas. Foram produzidos fios metálicos torcidos com algodão,
seda ou viscose. Hoje, os fios têm uma base de poliéster e
combinação de produtos químicos.
Aplicação dos Fios Metálicos: Em tecidos planos e malhas (brocados
em rendas, etc.), aviamentos, passamanarias, etc.

Os fios metalizados são fios têxteis com revestimento metálico. Para


obter o revestimento, o fio fica apto a conduzir a corrente elétrica para
depois ser dourado ou prateado por meio de galvanização, ou
recebem fina cobertura de metal. Tecido plano
O fio Lurex é o mais conhecido dentre todos os fios com efeito Todo tecido plano é resultante do entrelaçamento de dois conjuntos de fios
metálico. É um fio semelhante a uma fitinha de lâmina, com efeito que se cruzam em ângulo reto, de forma perpendicular. Os fios dispostos no
colorido que lhe dá o tom de metal. sentido transversal são chamados de TRAMA e os fios dispostos no sentido
Os fios lurex possuem geralmente emprego como fios de efeito. São longitudinal são chamados de URDUME. Ao longo das bordas no sentido
processados juntamente com seda, lã, algodão e com fibras químicas longitudinal, há uma pequena barra, tecida com mais firmeza, com textura
para formar tecidos e artigos de malharia. própria para as laterais do tecido, chamada de OURELA. Portanto, os fios
A sua aplicação dirige-se principalmente à fabricação de vestidos, paralelos à OURELA são de URDUME e os transversais a mesma são os fios de
casacos e blusas, calças de senhoras, artigos de malharia, roupas de TRAMA.
banho, mantas, estolas, cortinas, etc.
Estrutura tafetá: esta é a estrutura mais simples,
onde os fios da trama passam alternadamente sobre
e sob os fios da teia. A tenacidade varia em função
da resistência dos fios e da compacidade da sua
estrutura. Exemplos: tafetá, musselina, voile, percal.
Estrutura sarja: é uma das estruturas fundamentais
em que o fio da trama passa no mínimo sobre dois
fios da teia e no máximo sobre quatro.Em cada nova
passagem a trama avança uma unidade para a direita
ou para a esquerda, formando uma estria em
diagonal. Exemplos: sarja, gabardine, danine.
Estrutura cetim: cada fio da teia passa sobre quatro
a oito fios da trama, numa disposição em zig-zag.
Exemplos: cetim, peau de soie, sablé.
Todos os tecidos de tear são produzidos pelo entrelaçamento de
Estrutura jacquard: esta estrutura é conseguida por
dois tipos de fios: os da teia (dispostos no sentido do
meio de uma mecânica Jacquard, que controla
comprimento) e os da trama (no sentido da largura). Os fios da
separadamente os fios da teia e da trama de modo a
teia são dispostos perpendicularmente aos da trama. A estrutura
formar desenhos elaborados na superfície do tecido.
do tecido pode ser modificada alterando o padrão de
Exemplos: damasco, brocado, tecidos para
entrecruzamento da teia e da trama. Existem três tipos
decoração.
fundamentais de estruturas - tafetá, sarja e cetim -, sendo o
restante, em sua maioria, variantes destes três tipos, com Estrutura com pêlo: obtém-se acrescentando um fio
exceção da estrutura Jacquard. de trama a uma estrutura de tafetá ou sarja. Este fio
surge então no meio do tecido sob a forma de
Devido à sua estrutura ou ao seu acabamento, os tecidos mais laçadas, que podem ser cortadas ou aparadas.
finos e delicados exigem cuidados especiais. O conhecimento das Exemplos: veludo, pelúcia, imitação de peles.
características destes tecidos é importante para determinar o Estrutura de brocado: nesta estrutura, um fio da
modelo, o tipo de acabamento e os equipamentos e utensílios trama forma um desenho sobre a superfície da
adequados. estrutura de base. Este fio segue pelo avesso, de um
desenho para o outro, sendo cortado no final da
tecelagem. Exemplo: cambraia suíça.  Por trama - são tecidos de malha obtidos a partir do entrelaçamento
de um único fio, podendo resultar num tecido aberto ou circular
Enredamento: esta estrutura forma nós nos pontos
 Por urdume - são tecidos de malha obtidos a partir de um ou mais
em que os fios se interceptam, formando uma teia. É
conjuntos de fios, colocados lado a lado, à semelhança dos fios de
a estrutura encontrada nas rendas em geral. urdume da tecelagem plana.
Exemplos: tule, filó, parte em rede das rendas.
Estrutura cesto: variante da estrutura tafetá. NestaPodemos ainda verificar a existência de vários tipos de malhas
estrutura cruzam-se fios duplos ou múltiplos, os
quais são colocados lado a lado sem que sejamMistos - São tecidos de malha por urdume ou trama com inserção (lay-in)
submetidos à torção. É uma estrutura menos firme eperiódica de um fio de trama, objetivando dar melhor estabilidade
menos durável que a estrutura tafetá. dimensional ao tecido. É também conhecido como malha laid-in.

Estrutura Gaze: nesta estrutura os fios da teiaTramados - São produzidos em máquinas de malharia por urdume, chamadas
alternam-se na sua posição, tomando a forma de umtramadeiras, e são muito similares ao tecido plano, com a diferença que os
oito em torno dos fios da trama. fios de urdume são substituídos por colunas de malha. Com este tecido
ganha-se em produção, pois a velocidade da tramadeira é muito superior ao
do tear plano.
Tecido de Malha
Os não tecidos
Não-tecido ou Nonwoven - São tecidos obtidos através do entrelaçamento
de camadas de fibras que se prendem uma as outras por meios físicos e/ou
químicos, formando uma manta contínua. Podem ser:
• Feltro - é o tecido resultante do entrelaçamento de fibras de lã ou
similares, através da ação combinada de agentes mecânicos e produtos
químicos;
• Folheado - é o tecido feito a partir de um véu de fibras têxteis, não
feltrantes, mantidas juntas por meio de um adesivo ou por fusão de fibras
termoplásticas. Apresenta três tipos: com as fibras orientadas, com as fibras
É uma superfície têxtil, formada pela interpenetração de laçadas ou cruzadas e com as fibras dispostas ao acaso.
malhas que se apoiam lateral e verticalmente, provenientes de um ou
mais fios. Dividem-se em:
Tecidos Especiais (móveis, automobilística, aeronáutica e náutica), brinquedos (astrakan,
São aqueles obtidos por processos dos quais resulta urna estrutura pelúcias e outros), tecidos em fibra de vidro e carbono e etc.
mista de tecido plano, malha e não-tecido, ou ainda, como resultante
de soluções de polímeros de fibras aplicadas aos tecidos. Podem ser: e) Tecidos geotécnicos
 Laminados - são estruturas obtidas pela colagem de dois Tecidos planos e de malha voltados para fornecer matérias complementares
tecidos diferentes ou pela simples aplicação de um de segmentos como: rodoviário e ferroviário (base para capeamento de
impermeabilízante químico a um tecido qualquer. rodovias e ferrovias), contenção de encostas, agronomia e etc.
 Malimo - estes tecidos levam o nome da máquina onde são
produzidos. É uma estrutura obtida pela sobreposição, sem f) Tecidos especiais
entrelaçamento, de camada de urdimento sobre a camada de Tecidos planos e de malha para segmentos de blindagem (coletes a prova de
trama e cuja amarração é obtida por uma cadeia de pontos de bala, blindagem automotiva), combate a incêndio (roupas de penetração e
malha. aproximação da chama), mergulho, filtros especiais e etc.

Tipos de Tecidos em relação ao uso


Propriedades dos tecidos
a) Tecidos para vestuário É o conjunto de características de um produto que determinam seu
Tecidos planos e de malha voltados para as linhas de produto social, comportamento quando este é submetido a certas condições
calças, saias, camisarias, uniformes (vestuário) e etc. específicas, possibilitando classificá-lo, controlar sua produção,
qualidade e mesmo prever seu comportamento em determinadas
b) Tecidos para decoração, cama, mesa e banho situações especiais ou normais.
Tecidos planos e de malha voltados para a produção de cortinas, Segundo estas características pode-se determinar algumas aplicações
tapetes, forrações, colchas, lençóis, fronhas, toalhas em geral e etc. para cada artigo e desta forma adequar o produto ao uso.
c) Tecidos rendados e elásticos Estas características são classificadas em três tipos:
Tecidos planos e de malha voltados para as linhas stretch, lingerie, 1. Características Físicas
praia, piscina (prática de esportes), noite, cortinas rendadas, toalhas 2. Características Químicas
rendadas, sportware, surfware e etc. 3. Características Colorimétricas
d) Tecidos industriais Características dos Tecidos
Tecidos planos e de malha voltados para fornecer materiais • Composição
complementares de segmentos industriais como: estofamentcs • Gramatura
• Densidade PREPARAÇÃO DO TECIDO
• Espessura
• Título do fio (espessura) Quando compramos um tecido geralmente os vendedores rasgam o
• Resistência à tração mesmo puxando por uma das pontas e isso faz com que as beiradas
• Resistência ao rasgo fiquem desiguais, sendo preciso acertá-las.
• Resistência à abrasão
• Resistência a rugas
1. Corte a ourela com a tesoura;
• Resistência à formação de pilling (bolinhas)
• Resistência ao estouro 2. Puxe um fio do tecido;
• Resistência ao puxamento de fios 3. Corte cuidadosamente ao longo do fio puxado até atingir a
• Estabilidade dimensional outra ourela.
• Regain
• Solidez da cor (luz, lavagem, suor, piscina, ferro de passar) O tecido também pode ter sofrido alguma distorção na fábrica, de
• Permeabilidade ao ar modo que a trama e o urdume não estejam perfeitamente
• Hidrofilidade e Coluna d'água perpendiculares. Neste caso, é preciso fazer o alinhamento dos fios.
• Propagação da chama
• Impacto de projétil 1. Coloque o tecido sobre uma superfície plana e dobre, juntando
• Acabamentos específicos e especiais as ourelas. Se o tecido ficar enrugado, precisa ser acertado
• Leitura da cor
seguindo os passos seguintes.
2. Puxe o tecido no viés em todo o seu comprimento, até que
fique alinhado;
3. Passe a ferro o tecido antes de cortar.

É muito importante tomar todos estes cuidados para corrigir as


distorções do tecido antes de cortá-lo, porém, devemos ter
conhecimento de que nem sempre é possível fazer tais correções.
Alguns tecidos como os que possuem acabamento à prova d’água,
vinco permanente ou forro colado, não permitem que seja feito este
realinhamento da trama. No caso de tecidos que têm a tendência para
encolher ou quando se tem a intenção de fazer uma peça com dois ou
mais tecidos diferentes, é aconselhável molhar estes tecidos e deixá-
los secar à sombra antes de cortar. Quando o tecido estiver muito
enrugado é importante passar a ferro, para que não ocorra GLOSSÁRIO DE TECIDOS
qualquer alteração do molde.
BROCADO: tecido laminado, próprio para vestidos sofisticados.
Conhecer as principais estruturas dos tecidos é de grande BUCLÊ: vem do francês e significa encaracolado, anelado, é o tecido ou
utilidade para que você saiba identificar um tecido, mesmo que fio crespo, que forma anéis torcidos.
não haja nenhuma informação mais específica na etiqueta de CACHEMIRA: originário da região de Cachemira no Paquistão. É uma lã
fábrica, pois nomes dados aos tecidos variam muito de feita com pêlo de cabra.
fabricante para fabricante. Saber qual a estrutura do tecido pode CAMBRAIA: tecido 100 % algodão, muito leve, utilizado para roupas
ser de grande utilidade para decidir a sua utilização, o seu finas.
manuseio e que tipos de acabamentos poderão ser feitos na CAMELO: tecido feito com pêlo do animal do mesmo nome. É muito
peça a ser confeccionada. raro e caro.
CETIM: originário da cidade de Zaytun, na China. É um tecido de seda
(ou algodão) compacto, macio e muito brilhante.
CHIFOM: tecido fluido, leve e transparente.
CIRÊ: tecido encerado ou couro que por um tratamento especial,
toma-se brilhante.
CREPE: tecido macio, consistente, opaco e levemente granulado. Pode
ser de lã, algodão ou seda.
CREPE-DA-CHINA: crepe de seda, de textura mais fina que o crepe
georgette.
CREPE GEORGETTE: crepe transparente fino de seda.
DAMASCO: tecido o qual a própria trama forma desenhos em relevo.
DUPLA-FACE: tecido reversível, isto é, que não tem avesso,
encontrado em cores únicas ou em fantasia, próprio para capas,
jaquetas, casacos etc.
ESCOCÊS: lã xadrez, geralmente em três cores.
FUSTÃO: tecido com nervuras na própria tecelagem.
GABARDINE: tecido com trama característica em diagonal, originária
da Inglaterra. Era empregado exclusivamente em capas impermeáveis
e ternos.
GUIPURE: originário do francês arcaico "Guiper", que quer dizer ORGANDI: musselina de algodão, levíssima, com tratamento especial,
vestir-se de seda. Em português: guipura, renda de malhas que dá firmeza. Originária de Organzi, o maior mercado de seda do
largas, de linho ou seda. Turquestão.
JÉRSEI: espécie de tecido de malha de ORGANZA: é um tipo de organdi, mais transparente e brilhante. A
seda, muito maleável. , organza de seda é a mais preciosa.
JUTA: de origem vegetal, usado em detalhes rústicos, para PANAMÁ: linho rústico.
roupas esportivas, tapetes e cordas. Mistura-se com o linho para PIQUE: também do francês. Trata-se de um tecido especial de algodão,
a fabricação do veludo. cuja característica é a trama formando desenhos em alto e baixo
LÃ: denominação genérica dos tecidos de origem animal, relevo, unidos por pontos e linhas. Existe o pique de seda, muito
próprios para o inverno. Há diversos tipos de lã, como sintética, maleável.
muito utilizada na confecção de malhas e pulôveres. PLUSH: tecido sintético, com grande elasticidade (malha) de aparência
LAISE: tecido de algodão bordado, com aparência de renda. aveludada, usado para roupas infantis e agasalhos de meia-estação.
LÃZINHA: como o próprio nome diz, é um tecido feito de lã, POPELINE: tecido 100% algodão ou misto, muito usado devido a sua
porém mais leve e por isso mais adequado para vestidos, saias e utilidade, tanto no verão como no inverno.
ca saquinhos. RAMI: fibra vegetal originária da China, utilizada na fabricação de
LINGERIE: tecido de seda ou sintético, suave e brilhante, tecidos e rendas finíssimas, seja puro ou misturado com seda, lã,
utilizado para roupas delicadas. algodão. Substitui o linho devido a falta deste.
LYCRA: tecido leve, flexível e não absorvente, muito utilizado na RENDA: tecido feito com fio de linho, algodão, seda etc. e que serve
confecção de roupas íntimas, maios e colantes. para guarnição de vestidos, lingerie etc.
MATELASSÊ: tecido acolchoado, muito utilizado em coletes, SEDA: tecido luxuoso e brilhante, utilizado em vestidos, blusas etc.
jaquetas, casacos, e na confecção de cobertas para cama. Misturados com outros fios, a seda dá origem a tecidos como: crepe
MOIRÉ: pronuncia-se "Moaré", tecido sedoso, tipo tafetá, de seda, jérsei de seda, cetim de seda etc.
caracterizado pêlos reflexos ondulantes, brilhantes e opacos, do TERGAL: tecido 100% sintético, não amarrota e por ser muito
francês. Em português, seu nome é Chamalote ou Tafetá. econômico, é utilizado em todos os setores.
MOLETOM: tecido sintético, pesado, com elasticidade (malha) TRICOLINE: tecido de algodão, de trama simples e brilhante, tipo
usado em roupas esportivas de inverno e meia-estação, cujo cambraia, só que mais encorpado.
avesso forma uma trama caracterizada, de rede em relevo. TULE: tecido muito leve e transparente, de seda, algodão ou sintético.
MUSSELINA: ou Mousseline em francês, originária de Mossul, no TWEED: tecido de lã, cujos fios, em duas ou mais cores, formam
Iraque, a musselina é um tecido transparente, vaporoso, opaco, pequenos relevos. De origem inglesa, exatamente do nome de uma
usado em roupas para festas. cidade da Escócia. Muito usado na confecção de tailleurs e casacos.
VELUDO: tecido de seda, algodão, lã ou sintético. Tem um lado pronta. De preferência, anote a composição do mesmo na hora
mais felpudo e macio do que o outro. da compra.
VELUDO COTELÊ: tecido canelado com estrias em relevo. Usado
na confecção de calças e casacos COMO RECONHECER O AVESSO E O DIREITO DO TECIDO

A COMPRA DO TECIDO Sempre devemos identificar o direito do tecido antes de cortar uma
peça, pois o risco deve ser feito sempre pelo avesso. Nos tecidos que
são enrolados em peça ou tubos, o direito está sempre para dentro e
você deve observar isso quando estiver comprando. Outras formas de
identificação são:

 Os tecidos macios são mais brilhantes do lado direito;


 Nos tecidos com textura, esta apresenta mais definição do lado
direito e no lado avesso podem-se observar irregularidades
como bolinhas ou linhas soltas;
 Tecidos com textura no estilo brocado são mais macios do lado
direito e tem fios levantados do lado avesso;
 Nos tecidos estampados as cores são mais vivas do lado direito;
 Geralmente a ourela dos tecidos é mais macia do lado direito;
 Muitas malhas quando esticadas, enrolam as suas bordas para
Ao comprar um tecido verifique os critérios abaixo: o lado direito;
 Existem tecidos que o lado direito e o avesso são muito
 Estrutura: deve ser firme, sem fios soltos ou rompidos, de semelhantes, neste caso, escolha um dos lados para ser o
uma espessura uniforme. direito e marque o avesso com giz, para não confundir.
 Fios: os fios da trama devem ser perpendiculares às
ourelas. Caso contrário, o tecido está desalinhado. TECIDOS COM PÊLO
 Cor: deve ser uniforme e firme. No caso de tecido
estampado, verifique se há falhas na estampa. Estes tecidos pertencem ao grupo de estrutura com pêlos. Há uma rica
 Sempre ao comprar um tecido, verifique a sua variedade deste tipo de tecido, podendo ser de fibras naturais ou
composição para saber como manuseá-lo durante a artificiais. Podem ser veludos, pelúcia, peles ou imitação de peles.
confecção da peça e como passar e lavar a peça já Podem ter pêlo curto, com a superfície aveludada, com pêlos com
menos de 3 mm; ou pêlo longo com superfície com pêlos com  As costuras devem ser feitas de preferência seguindo o sentido
mais de 3mm. Cada tipo deste tecido precisa de cuidados do pêlo;
específicos. Os veludos podem ser feitos de seda, de acetato e  Para os tecidos de pêlo alto, deve-se tomar também o cuidado
ou de raiom. de regular a tensão da máquina e aumentar o comprimento do
ponto;
Risco e corte  Nos tecidos de pêlo alto, elimina-se o excesso de volume nas
margens de costura aparando o pêlo neste local;
 Nos tecidos de pêlo curto, você pode cortar com sentido  Para os veludos, recomenda-se o acabamento da bainha com
do pêlo para cima, para obter um efeito de cor mais viva, debrum, podendo este ser uma tira de tule. Em seguida vira-se
e com sentido do pêlo para baixo, para obter um tom a bainha e costura-se com um ponto invisível.
mais opaco;
 Nos tecidos de pêlo longo, corte sempre com o sentido Passar a ferro
do pêlo para baixo.
 Coloque as partes do molde sempre sobre o lado avesso  Para passar o veludo de algodão a ferro, coloca-se uma pano
do tecido; tipo flanela ou sarja e por cima deste outro tecido de algodão
 Risque cuidadosamente as partes do molde com giz e cru, e sobre este é que o ferro será passado;
corte rigorosamente em cima da linha riscada. Separe as  Para passar o veludo de seda ou sintético, coloca-se o ferro
partes e identifique todas do lado avesso para não com a base para cima e desliza-se suavemente sobre este o
confundi-las. avesso do veludo. Quando se tratar de abrir costuras, dá-se
com o ferro em temperatura baixa, ligeiras pancadinhas sobre
a costura, pelo lado avesso da peça;
 Tome cuidado para que a temperatura do ferro esteja sempre
Montagem baixa, pois temperaturas elevadas podem derreter o veludo.
Durante a montagem, passe a peça a ferro o menos possível, e
 Antes de costurar, prenda as partes com alfinetes ou quando o fizer faça sempre pelo avesso;
alinhave;  Da mesma forma, passe os tecidos de pêlo alto pelo avesso,
 Mantenha as margens de costura regulares; fazendo o mínimo de pressão para evitar amassar o pêlo.
 Costure apenas uma vez, pois se a costura for desfeita,  Para abrir costuras, utilize o bico do ferro ou apenas os dedos.
deixará marcas no tecido;
 Deve-se utilizar uma agulha fina de ponta arredondada
(ponta bola);
TECIDOS LISOS E TRANSPARENTES  Use agulha de máquina fina de ponta arredondada;
 Os detalhes de montagem nos tecidos transparentes devem ter
Risco e corte acabamento perfeito, por serem visíveis do lado direito. Nestes
casos, pode-se recorrer a costuras francesas ou debruadas;
 Estenda o tecido sobre uma superfície plana e lisa;  Os tecidos transparentes podem ser arrematados com uma
 Prenda as partes do molde ao tecido com alfinetes finos simples bainha virada. Nos tecidos mais maleáveis, pode-se
ou corte as partes do molde em papel de seda e una-as aplicar uma bainha em rolinho. Estas bainhas podem ser feitas
ao tecido por alinhavos, costurando papel e tecido à mão ou à máquina, com o auxílio de um pé calcador-
juntos, para que o tecido não deslize; embainhador.
 Se for riscar o tecido, faça-o sempre pelo lado avesso;
 Quando o molde tiver partes de contorno bem definido, Passar a ferro
corta-se em papel de seda, já com as margens,
alinhavando em seguida estas peças ao tecido e  Passe a seco, pois a água pode manchar o tecido;
recortando tudo junto;  A tábua de passar deve ser coberta com um tecido macio e a
 Ao costurar as partes, deve-se manter o papel de seda, só temperatura do ferro deve ser sempre baixa;
retirando este após ter terminado de unir as partes.  O ferro só deve entrar em contato direto com o tecido quando
for necessário. Utilize um tecido de algodão para proteger
Montagem enquanto passa. Para abrir as costuras deve-se usar apenas a
bico do ferro, sem pressionar;
 Costure apenas uma vez, pois os pontos depois de  Antes de passar, faça um teste num pequeno retalho, para
retirados deixam marcas no tecido. Para isso é necessário saber se o tecido tem a tendência a encolher ou franzir ao ser
alfinetar ou alinhavar sempre as partes antes de unir; passado;
 Deve ser manuseado com cuidado, pois amarrota suja e
desfia com facilidade. TECIDOS COM ELASTANO
 Para evitar que o tecido escorregue ao costurar, coloque
tiras de papel de seda entre o tecido e o impelente; Atualmente a Indústria Têxtil tem produzido tecidos finos como
 Ajuste o comprimento e a tensão do ponto para evitar crepes, veludos e rendas com fios de elastano, para dar mais aderência
que o tecido franza com a costura. A tensão deve ser e conforto às roupas mais sofisticadas. Porém, a utilização destes
reduzida e o ponto deve ser pequeno; tecidos é bem mais difícil. São precisos alguns cuidados no corte e na
 Para evitar que o tecido estique, prenda sempre as partes montagem das peças feitas com tecidos que contenham fios de
com alinhavos; elastano.
Risco e corte TECIDOS COM FIOS METÁLICOS

 Estenda o tecido sobre uma superfície plana e lisa, com Os tecidos para noite ganham um glamour a mais quando têm em sua
cuidado para não esticá-lo; trama fios metálicos, o que lhes confere brilho e um aspecto luxuoso.
 Prenda as partes do molde ao tecido com alfinetes finos, Estes fios metálicos são geralmente muito frágeis e é preciso atenção
pois os alfinetes mais grossos podem romper os fios de para não danifica-los.
elastano e deixar marcas no tecido;
 Se o tecido tiver a tendência a deslizar, corte as partes do Risco e corte
molde em papel de seda como já foi explicado acima;
 Se for riscar o tecido, faça-o sempre pelo lado avesso;  Estenda o tecido sobre uma superfície plana e lisa;
 Ao cortar o tecido tenha cuidado para não puxar ou deformar
Montagem os fios metálicos durante o corte;

 Para evitar que as costuras arrebentem, utilize linha


adequada ao tipo de fibra do tecido e agulha fina de
ponta arredondada; Montagem
 Nos locais onde a elasticidade não for conveniente (como
nos ombros, por exemplo), costure uma fita de tecido  Costure apenas uma vez, pois os pontos depois de
como reforço; desmanchados deixam marcas no tecido;
 Para que as partes não estiquem ao serem costuradas,  Para evitar que os fios metálicos se partam ao costurar, utilize
alinhave antes e se for preciso, faça pontos de fixação em uma agulha fina e por precaução, verifique sempre se a sua
locais estratégicos; ponta está em forma;
 Forre a peça para evitar que os fios arranhem a pele.
Passar a ferro
Passar a ferro
 Manuseie suavemente o tecido, para evitar que este se
distenda ou deforme;  Passe o a seco, pois os fios metálicos perdem o brilho pela ação
 Para evitar que as margens das costuras deixem marcas do vapor;
do lado direito, coloque tiras de papel por baixo destas;  Passe com o ferro em temperatura sempre baixa.
 Use ferro com temperatura baixa.
RENDAS  Todas as marcas de costuras devem ser feitas pelo avesso da
peça, através de alinhavos
A renda é um tecido de trama muito aberta, geralmente
combina estrutura de enredamento e bordados com ou sem Montagem
relevo. As rendas podem ser leves ou pesadas.
 Para evitar que a renda deslize ao costurar, coloque tiras de
papel de seda entre o impelente e o tecido;
Risco e corte  Use agulha de máquina “ponta bola” nº 11 e de mão nº 10,
bem fina e longa, se a renda for fina. Se a renda for mais
 Corte a renda procurando conservar todos os desenhos pesada, pode ser usada uma agulha mais grossa;
na mesma direção, de forma que haja uma continuidade  Se for colocar forro solto, todas as costuras feitas na renda
sem interrompê-los; devem ter acabamento perfeito. Para isso, pode-se recorrer a
 O forro deve ser cortado em primeiro lugar. Deve ser de costurar debruadas;
uma cor harmoniosa com a renda e a composição de sua  Se a renda exigir forro preso, este deve ter a função de
fibra também tem que ser compatível com a renda que entretela, de forma que a renda se uma a ele, formando uma
será utilizada; tela única. O forro deve ser preso à peça por meio de alinhavo
 Corte a renda de acordo com o forro e transfira todas as diagonal, sobre uma superfície plana;
marcações para o forro. Uma boa opção é riscar as partes  A bainha deve ser feita com todo o cuidado, de forma a manter
do molde em papel fino, prendendo o papel à renda com o desenho na posição certa. Nas rendas pesadas, a barra pode
alfinetes e cortar os dois juntos. Depois de cortadas as ser recortada, aproveitando o contorno do desenho;
partes, retire o papel;  Para bainhas em renda pesada, recomenda-se uma bainha
 Risque cuidadosamente as partes do molde com giz sobre postiça. Para uma renda leve, recomenda-se a bainha em
o forro, cortando em cima da linha riscada. Separe as rolinho ou a aplicação de uma tira para reforçar. Pode-se ainda
partes e identifique todas do lado avesso do forro e optar-se pela aplicação de uma renda decorativa como
prenda com alfinetes as partes de renda e de forro arremate da bainha, costurada com ponto de luva ou zig-zag.
correspondentes, para não confundi-las. Algumas rendas permitem que se recorte o contorno dos
 Da mesma maneira que a renda leve deve ser cortada motivos, sendo isso suficiente para o acabamento da barra.
procurando conservar todos os desenhos na mesma
direção, de forma que haja uma continuidade sem
interrompe-los. Os desenhos nas costuras laterais e nos
ombros devem ser harmoniosos;
Passar a ferro uso e lavagens. Usa-se quando a peça exige volume, como uma saia
balonê. Neste caso, o fio da trama estará perpendicular ao solo.
 Proceda cautelosamente ao passar peças com renda. A  Em viés - caimento flexível. A peça contorna o corpo, mesmo quando
temperatura do ferro deve ser correspondente à fibra; não é justa. A diagonal da trama e urdume é que está perpendicular
 A renda deve ser passada o menos possível, pelo avesso, ao solo.
protegida por um tecido;
 A tábua de passar deve ser bem acolchoada, por causa da
delicadeza da renda.

O CAIMENTO PERFEITO
O caimento perfeito da roupa está relacionado com o a queda do fio,
ou seja, a direção do fio em relação ao solo. Se um molde for colocado
sobre o tecido, sem obedecer a direção do fio, a roupa cortada cairá Quando estiver fazendo o molde é importante determinar o sentido do fio.
mal. Por isso é importante saber o que é fio reto, fio horizontal e fio
em viés. As ilustrações abaixo demonstram a relação entre o sentido do fio
Ourela determinado no molde e a ourela do tecido e como colocar as indicações do
fio do tecido:
Ourela

 Em fio reto - caimento firme, porém, não tão rígido. É a forma


mais utilizada. O fio de urdume está perpendicular ao solo.
 Em fio atravessado - caimento mais armado. Pouco usado, pois
poderá apresentar defeitos e deformações na peças, após o
Obs. Nem sempre é obrigatório que a roupa seja cortada no mesmo 2. Malha → 1,0 cm para máquina interloque.
sentido.
3. Malha → 0,0 cm para aparelho de viés.
1. Uma blusa pode ser cortada a fio reto e a manga em pleno viés. 4. Tecido plano →1,0 cm para máquina reta e quase todas as outras
máquinas.
2. Um vestido pode ter a blusa cortada a fio reto e a saia com o fio
atravessado. 5. Camisaria plana → 1,5 cm para máquinas de cavas e laterais.
6. Jeans →1,0 cm pra máquina interloque.

Margens de Costura 7. Jeans →1,5 cm para máquina de braço.


8. Alta costura →1,5 a 2,5 cm para máquina reta.
As margens de costura são um acréscimo de medida aos moldes, nas
partes que serão unidas ou nas que receberão algum acabamento na 9. Alta costura → 1,5 cm para cavas e decotes.
peça. Recomenda-se que as medidas das margens de costura sejam
acrescentadas aos moldes na etapa de finalização, ou seja, depois de
realizadas todas as alterações no molde de trabalho. Isso resultará na
uniformidade das medidas, em todos os contornos das partes que
compõem o molde interpretado.
Os acréscimos necessários para as margens de costura variam de
indústria para indústria, de acordo com o segmento específico da área
da moda. Vários fatores podem ser considerados definitivos para a
quantidade e a medida das margens de costura. Dentre eles, estão o
tipo de tecido, o acabamento que será realizado ou aplicado na borda
do mesmo, qual parte do molde e que máquina e ponto serão
utilizados para tal. Como orientação geral, você poderá utilizar, para
tecidos planos, as medidas sugeridas abaixo, específicas para a
produção industrial:

As Margens das costuras são determinadas pelo tipo de máquina que


fará a costura.
1. Malha → 0,5 cm para máquina overloque.
É de extrema importância a exatidão das margens de costura colocada básicos. A pilotagem dos moldes básicos permite a visualização e
sobre os moldes, devendo a linha externa (sobre a qual se fará o corte compreensão com relação ao efeito deles no corpo humano.
no tecido) ser uniforme e paralela à borda do molde de trabalho. Vale As provas, ou testes das peças-piloto (protótipos), até podem ser testadas e
salientar que qualquer alteração ou desproporção nas margens de experimentadas em pessoas que possuam medidas de acordo com a tabela
costura poderá modificar as medidas de todo o molde, ocasionando que foi utilizada, desde que a pessoa seja medida a cada data de prova para
erros ou defeitos na produção das peças. conferir se continua com as medidas adequadas. O ideal e o correto é que as
provas sejam testadas e corrigidas no manequim
(boneca ou busto), de preferência acolchoado ou estufado para que possa
Peça Piloto ou Protótipo ser alfinetado, fazendo assim as correções que forem necessárias na peça-
piloto ou modelagem.

O protótipo ou peça-piloto é uma peça confeccionada para prova e


correção de algum eventual problema. Depois de analisada, se houver
necessidade, faz-se a correção no molde, pilota-se novamente e
somente depois se passa para a fase de graduação do molde. É
responsabilidade de o modelista acompanhar o desenvolvimento da
peça-piloto.
A pilotagem dos moldes básicos traçados tem como objetivo o teste da
modelagem no corpo humano ou no manequim, ou seja, é a maneira
utilizada para experimentar a base já confeccionada em tecido e
conferir as medidas do molde. Pode-se atribuir o sucesso de uma
modelagem já interpretada ao fato de terem sido feitas as alterações
corretas sobre os moldes. Porém, essas alterações só são possíveis se
o profissional compreender a utilização e o funcionamento dos moldes
ESTUDOS NECESSÁRIOS SETOR DE CORTE a) Moldes simétricos:
São aqueles que podem ser usados
1 Tipos de Moldes independentemente em ambos os
lados, direito ou esquerdo, do ser
Simetria do corpo humano humano.
a) Eixo imaginário Ex. o molde da calça pode ser usado
b) Lado direito e esquerdo do corpo tanto do lado direito como do lado
esquerdo, desde que espelhado.

b) Moldes assimétricos:
São aqueles cujo lado não
são exatamente iguais, o
lado esquerdo não serve
para vestir o lado direito
ou vice-versa.
Ex.: Camisa com a frente
que tem vistas diferentes.

Modelagem

Os moldes de acordo com as características da roupa a que se destina


obedecem dois critérios a saber:
Rotação do molde Espelhar o molde
É determinado por ângulos de 45º, 90º.
É quando devemos repetir o molde do contrário, como em um espelho.

Ângulo
de 45º
Fio do molde
Observe a diferença do fio traçado no molde, é ele quem determina o
caimento da peça.

Corte reto e corte no viés

Ângulo de 90 º
Etapas da modelagem 3 Destaque do molde para corte

1 Interpretação de modelo É a reprodução de cada parte do


diagrama para outro papel com
É a primeira etapa e aquela que acréscimo das margens para costura e
exige mais observação. Nesta fase, o todas as informações ou marcações
modelo é apresentado por meio de necessárias, ou sejam, piques para as
desenho, fotografia ou peça pronta. pences, furos indicadores da altura do
Ele deve ser analisado em todos os bolso ou outro detalhe que se faz
seus detalhes, como por exemplo: necessário.
 O tamanho,
 As formas das suas diversas Indicam-se no molde por escrito:
partes, •Parte da peça ( nome da parte, ex:
 O tipo de costura frente superior )
 A montagem,
 O tecido,
•Modelo ( ex: camisa feminina)
 Os aviamentos •Tamanho da peça ( número do
manequim, ex 42)
•Referência ( ex: ref. 0001)
2 Construção do diagrama •Ordem ( 1 de 5)
•Quantidade a ser cortada de cada parte ( ex cortar 2 X)
Etapa em que cada parte da peça a ser •Número de partes que compõem a peça
confeccionada é desenhada no papel sob
forma de esquema. •Posição do fio.
O diagrama é uma representação gráfica, no •Piques : são usados para marcar a localização de pences
e zíperes, ou
plano, de uma estrutura que pode ser lugares onde pode facilitar a montagem da peça, como por exemplo a
tridimensional, com a posição das suas partes manga, centro do cos, etc.
e a relação proporcional entre elas. Do
diagrama se obtém o molde base.
•Assinatura, nome do modelista
•Data.
4 Preparação de molde base Como passam a ser considerados gabaritos, é necessário que seja elaborada
em papel muito resistente, como o papel cartão. Podem já ter acrescidas às
margens de costura.

6 Prova e correção

É a etapa em que se confecciona uma peça,


chamada peça piloto, para se averiguar o seu
caimento.
Depois de provada, se houver necessidade,
fazem-se as devidas correções no molde, e a
Para confeccionar o molde base, é preciso reproduzir cada parte do peça corrigida fica como amostra para a
diagrama em papel especial. Assim, teremos um molde base para cada confecção em série.
parte. Assim o molde está testado.
Estas bases, em forma de molde, servirão de auxílio para o Para a confecção da peça piloto, antes deve
desenvolvimento de peças básicas ou elaboradas, sendo utilizada para ser realizado o estudo de encaixe:
a interpretação de modelos em uma modelagem mais elaborada. As partes são colocadas sobre o tecido ou
Este tipo de trabalho tem como ponto de partida as bases da sobre uma folha de papel que tenha a mesma
modelagem, que passam a funcionar, então, como gabaritos, largura, da forma que possibilite o melhor
dispensando a necessidade de refazer as linhas de construção a cada aproveitamento possível do tecido, sem desperdício, com a finalidade de se
vez que se desenvolve um novo modelo. calcular o consumo de tecido.

5 Adaptação de modelo 7 Graduação

Com a base da modelagem em mãos, pode-se É a etapa em que se realiza a ampliação e redução dos moldes para que se
realizar a adaptação de modelo, ou seja, obtenha a grade completa de tamanhos. Da amostra original, se obtém os
transformar o modelo original em um modelo outros tamanhos. Como a graduação é diretamente proporcional ao molde-
novo. base, as peças resultantes destinam-se a serem ajustadas a corpos em uma
A base é um molde construído para servir numa série consecutivas de tamanho, mas todos com as mesmas proporções, ou
figura específica. As linhas de estilo de um modelo seja, o mesmo tipo de corpo. Efetua-se a graduação para que todos os
desenvolvido a partir de uma base podem variar recortes, pences e linhas de estilo caiam no mesmo local, em relação à
tremendamente, mas o caimento estará de acordo proporção do corpo. Utiliza-se uma tabela de medidas do corpo ou do
com a base que foi utilizada. produto final para realizar-se este aumento ou diminuição do tamanho base.
conforme o desenho ou uma linha com traços longos, ambos localizados
junto à dobra.

Existem, ainda, outras informações que devem ser colocadas nos moldes, de
acordo com a peça a ser montada. São elas:

 Abertura: indica o local onde deverá ser feita uma abertura por meio
de recorte no molde;
 Localização de botão;
 Localização de caseado;
 Embebimento: diminuição de uma das medidas das partes na hora
da costura;
 Franzido.
 Números de montagem: indicações por meio de número localizados
nas diferentes partes da peça, de acordo com a montagem da mesma.

Marcações essenciais feitas sobre os moldes:

 Localização do centro: CF (Centro da Frente do molde), CC


(Centro das Costas) e CM (Centro da Manga).
 Piques: pequenos recortes utilizados para indicar pences ou
regiões de encaixe de partes do molde, podendo ser internos ou
externos.
 Sentido do fio do tecido para corte da peça: indicado por meio
de uma seta na direção do sentido do fio, da maneira como os moldes
devem ser posicionados sobre o tecido para o corte das peças
(podendo ser trama, urdume ou enviesado).
 Localização da dobra do tecido: identifica se o molde deverá
ser cortado com o tecido dobrado em alguma parte específica do
mesmo. Pode ser indicada por meio de três pontos, uma seta
Símbolos e marcações nos moldes
DOBRA DO TECIDO
Símbolos mais utilizados Indica que a peça não possui costura no
XX XX meio. Deve-se dobrar o tecido, colocar essa
ABERTURA linha sobre a dobra, riscar e cortar, obtendo
O pequeno traço vertical interrompendo uma peça inteira.
uma das extremidades indica o limite da
abertura.
EMBEBER
Significa fazer uma suave diminuição antes
AUMENTO DE MOLDE da costura.
Seguindo a direção indicada pela seta,
aumente a partir do ponto apoiando uma
régua sobre a linha do molde. A medida FIO DO TECIDO
em centímetros é dada na própria linha. Sempre paralelo à ourela do tecido, esse fio
serve para orientar a posição da peça em
relação ao tecido.
BOTÃO
Círculo com uma cruz no centro, onde
deverá ser preso o botão ou a pressão FRANZIR
depois da prova. Significa que aquele trecho deve ser
reduzido.

CASEADO
Indica o lugar onde se deve fazer a casa do LINHA-GUIA
botão. Usada em tecidos listrados ou xadrezes para
orientar na montagem, de modo a fazer com
que os motivos coincidam.
DISTENDER
Quer dizer esticar o tecido no trecho
indicado com o ferro de passar.
exatamente todas as medidas da tabela. Porém, em escala industrial,
NÓ DE MONTAGEM não existe outra maneira de trabalhar a não ser padronizando as
São os pequenos números encontrados nos
medidas. Você encontrará diferentes tabelas de medidas. De país para
cantos das peças. Eles devem
país, essas tabelas podem variar de acordo com o tipo físico da
coincidir na costura.
população.

Folgas na Modelagem
Cuidados a serem tomados com os moldes

O molde, ao ser recortado, deve ficar à esquerda da tesoura.


Deve-se segurar o molde e não a sobra de papel.
Deve-se recortar dentro do risco.
O pique deve ser feito na margem onde vai ser passada a costura.
Toda marcação do molde indica o lado direito do tecido.
Todas as denominações do molde devem ser feitas na mesma
direção para facilitar a leitura e a posição correta da peça.
Os moldes devem ser guardados em envelopes identificados com o
desenho do modelo na parte de fora. A modelagem plana, como já se sabe, parte da definição das medidas
e do traçado dos moldes básicos. Os moldes básicos pretendem vestir
o corpo de forma muito ajustada, sem o acréscimo de folgas.
Tabela de Medidas Desse modo, na hora de interpretar os modelos, pode-se ter uma boa
noção da forma do corpo, o que facilitará a decisão do valor das folgas
A tabela de medidas é um conjunto de medidas e dos acréscimos necessários à modelagem, de acordo com o modelo
necessárias para a construção das bases de modelagem. Elas são apresentado.
baseadas em médias calculadas a partir de medidas tiradas em A distância que a roupa ficará do corpo, de acordo com a análise do
um determinado número de pessoas. Com isso, percebe-se que modelo a ser confeccionado, será a folga acrescentada ao molde. E é a
é praticamente impossível encontrar uma só pessoa que possua
inserção dessas medidas, junto com as pences e os recortes, que
determinam o estilo da peça.
A quantidade de folga varia de acordo com o modelo, estilo da
roupa, tipo de atividade, tecido e a constituição física do
indivíduo ou público. Você deve considerar, primeiramente, o
modelo ou desenho recebido do estilista para saber qual a
função que a folga deverá exercer no mesmo.
Existem dois tipos de folgas na modelagem:

 Folgas de movimento
 Folgas determinadas pelo desenho ou modelo.

TABELAS DE MEDIDAS FEMININA

É muito importante para um bom resultado da modelagem que


as medidas sejam tiradas com exatidão.

Nas Tabelas abaixo, constam as medidas de vários tamanhos o


mais próximo possível das medidas da mulher brasileira.

Quando for executar o molde de um modelo específico será


necessário tirar as medidas complementares.
Exemplo:
- Comprimento desejado para a roupa, medidas de golas,
tamanho de bolsos etc.

As medidas estão exatas, sem incluir folgas ou costuras.


TABELA 1 - MEDIDAS DO CORPO Orientações gerais

Essa Tabela reúne as medidas tiradas rente ao corpo e deverá ser utilizada O primeiro passo para a modelagem é definir as medidas do corpo. Em
para Tecido Plano ou Malha com Baixa Elasticidade. seguida serão executados os Moldes Básicos que servirão como ponto de
partida para interpretação de diversos modelos.

Principais Moldes Básicos:

Tecido Plano:
- Base da blusa, base da manga, base da saia e base da calça.

INSTRUMENTOS E MATERIAIS PARA MODELAGEM

Para a modelagem manual são necessários alguns instrumentos E materiais


que facilitem e agilizem o trabalho do modelista.
A qualidade do trabalho está intimamente ligada a qualidade dos
instrumentos utilizados.

LÁPIS HB - OU LAPISEIRA - deve-se utilizar grafite macio. Se optar por lápis,


este deverá estar sempre muito bem apontado. A precisão do traçado é
muito importante, em especial quando o molde passar por mesa
digitalizadora, no caso de empresas com modelagem informatizada.
BORRACHA PARA PAPEL - uma macia e branca permitirá apagar sem CARRETILHA - utilizada na fase preliminar dos trabalhos, para a transferência
deixar manchas ou borrões. de moldes.

PAPEL 40 g/m2 E PAPEL 180 g/m2 - para os testes de modelagem é VAZADOR - pode-se utilizar dois tamanhos. Um para furos menores, usado,
recomendável o uso de papel de baixo custo, e menor gramatura, por por exemplo, para posicionar bolsos. Outro maior, quando os moldes são
ser mais maleável. Depois de testada e aprovada, o molde definitivo é guardados pendurados.
feito em papel de maior gramatura, a partir de 180 g/m2. As chapas de
plástico, devido ao seu custo mais elevado, são indicadas para a TESOURA / ESTILETE - no início o uso de tesoura será maior, porém, o
confecção de moldes-base. estilete proporcionará um corte mais preciso e rápido, mesmo em curvas e
bicos. Tenha uma tesoura exclusiva para o corte do papel.
MESA PARA MODELAR/BANQUETA - ela deverá ter a altura e
tamanho adequados ao modelista, assim como a banqueta. Seu tampo TESOURA- uma tesoura de boa qualidade reservada apenas para o corte de
deverá ser liso e uniforme, e sua estrutura firme. Pranchetas são muito tecido.
úteis, quando acompanhadas de Régua Paralela ou Régua T.
PICOTADOR - ou alicate de picote, usado para sinalizar piques e limites de
RÉGUA DE METAL 1,20m e PLÁSTICA 30 cm - ambas com graduação costura
em cm. A maior, em metal, é indicada para traços longos, não oferece
riscos de empenar e é precisa. Já a menor, em plástico, é indicada para FURADOR - importante para o transporte de moldes, marcando pontos
pequenos traços e confecção de gabaritos. importantes e retas.
JOGO DE ESQUADROS - toda modelagem inicia-se a partir de um
ângulo de 90°. FITA ADESIVA - a mais indicada é a crepe. Utiliza-se para fixar o papel a mesa
e também nas correções e simulações.
RÉGUA DE ALFAIATE - ou curva de alfaiate, é utilizada para curvas
longas e para auxiliar o traçado do entrepernas, curvaturas de quadril, FITA MÉTRICA- procure trabalhar com uma de ótima qualidade, de
traçado de cinturas, barras e qualquer outro traçado de curvaturas fabricação alemã ou japonesa e com graduação em cm.
mais alongadas.
CURVA FRANCESA MOD. 1118 - instrumento muito importante, TRANSFERIDOR - apesar de pouco utilizado, facilita muito na transferência
auxiliando no traçado das mais diversas curvaturas não pronunciadas, de ângulos.
como decotes, algumas cavas, cabeças de mangas, etc. Existem vários
modelos no mercado, sendo a mais recomendada para modelagem o COMPASSO - para o traçado de circunferências e aplicação de margem de
modelo 1118. costura.

CALCULADORA - para agilizar os cálculos.


BLOCO DE ANOTAÇÕES - para pequenas anotações e cálculos.

CARIMBO - será aplicado em todas as partes do molde definitivo, Orientações sobre a execução dos moldes.
contendo: nome do modelista, coleção, data, nome da peça, tamanho,
parte etc.)
Os moldes serão traçados através de diagramas.

- As bases serão quase sempre traçadas pelas metades, das costas e da


frente.

- Para todas as bases, os traços serão orientados através de letras ou


número..

Como Medir Linhas Curvas no Papel

Para medir linhas curvas com facilidade, utilize a Fita Métrica em pé


conforme mostra a ilustração acima, tendo o cuidado para a fita não
deslizar. Meça duas ou três
vezes para confirmar o
resultado.
Parte:__________________________
Modelo:_________________________
_______________________________
Ref.:___________________________
Tamanho:_______________________
Cortar:_________________________
1 de:__________________________
Modelista:______________________
D a t a : _ _ _ / _ _ _ / _ _ _
Comprimentos de saias: Molde Básico da Saia para Tecido Plano

Medidas necessárias:
1. Cintura - Contorne a cintura com a Fita
Métrica. Medida Exata.
2. Quadril - Contorne onde o Quadril é mais
volumoso. Medida Exata.
3. Altura do Quadril - Meça Verticalmente
pela lateral partindo da Cintura até onde foi
tirada a medida do Quadril.
4. Altura do Joelho - Meça verticalmente pela
lateral partindo da Cintura até o Joelho.

Material necessário para a modelagem

Papel, Lápis, Carretilha e Réguas (Esquadro e


Régua de Quadril).

Obs. A régua de quadril pode ser dispensada


e os traços serão feitos a mão livre.
Traçado do Molde Continue o traçado da seguinte forma:

Figura 1 Figura 2

Dobre o papel e coloque a dobra para sua esquerda. A - C e B - D = Altura do Joelho.


C - D = A = B.
Com o Esquadro na dobra do papel trace a horizontal A - B com a
medida de 1/4 da largura do quadril mais 0,5cm. A - E e B - F = Altura do Quadril.

A - G = 1/4 da Cintura mais 3,cm.


Ligue G - F com a régua de Quadril ou à mão livre.

Figura 3

Copie com a carretilha contornando os pontos:


A - G - F - D - C - E - A - G.
Copie também a linha E - F ( Linha do Quadril)

Separe o papel pela dobra e destine a folha de


papel superior para a Frente da Saia e a Folha
debaixo para as Costas da Saia.

Reforce com o Lápis as linhas pontilhadas da


carretilha Reserve a folha destinada para o Molde
da Frente.
Figura 4

Costas Figura 6

A - I = 2cm. N - O e N - P = 1,5cm.
Ligue I - G com uma curva suave. Ligue O - N’ - P.

Figura 5 Figura 7

Pence Feche a pence e refaça a linha da cintura. Passe a


carretilha bem na dobra da pence para que fique
Coloque o ponto N na metade de I - G. marcada a nova linha na parte que fica dentro do
papel.
Com o esquadro apoiado na linha I - N -
G, Trace uma linha com 12 cm de
comprimento partindo do ponto N e
marque o ponto N’.
Figura 8 Figura 10

Recorte o molde contornando os pontos: Pence


I - G - F - D - C - I.
Marque o Ponto J', conforme ilustração.
Coloque as identificações do Molde, J' - Y = 12cm.
conforme ilustração abaixo. J’ - L e J’ - M = 1,5cm.
Ligue L - Y- M.

Volte à folha que foi reservada para o Molde


da Frente.
Figura 11
Figura 9
Feche a pence e refaça a linha da cintura.
Frente

A - H = 1cm.
Ligue H - G com uma curva suave.

A - J e E - X = Metade da medida da Separação


do Busto.
Ligue J - X e marque o ponto J’ no encontro da
linha J - X com H - G.
Figura 12 Se o tecido tive 90cm de largura compre duas alturas mais as folgas para
costura.
Recorte o Molde contornando os pontos H - G - F - D - C - H.
Uma altura é igual ao comprimento do molde.

Ex: O molde mede 55cm de comprimento, mais 1cm de folga na cintura, mais
4cm para a bainha, então você vai precisar de 60cm de tecido.

Corte no tecido

Dobre o tecido pelo comprimento e


Faça uma experiência com o molde básico, use um tecido barato, encaixe o molde conforme a
costure e verifique se ficou de acordo com seu corpo. ilustração.

Corte da peça piloto

Quantidade de tecido - Se o tecido tiver 1,40m de largura compre uma


altura mais as folgas para costura.
Recorte ao redor do molde deixando folgas para as costuras. Costas com marcação das costuras

Margens das costuras:

- 1cm na cintura:
- 2cm nas laterais:
- 2cm no meio das costas e
- 3cm para a bainha.

Costura

- Feche todas as pences.


- Costure o centro das costas deixando abertura para o ziper.
- Coloque o ziper
- Feche as laterais.
- Faça uma prova.

Introduza o carbono no avesso do tecido e com a carretilha copie as


linhas de costura. Faça as correções necessárias.

Frente com marcação das


costuras
Saia Secretária Figura 2

A primeira coisa a fazer é definir a altura em


que a saia vai ficar abaixo da cintura.

Nesse modelo vamos deixar a saia 4cm abaixo


da cintura e para isso marcamos a linha 1 - 2 da
seguinte forma:

H - 1 e G - 2 = 4cm.
Ligue 1 - 2 e recorte o molde nessa linha.
Despreze a parte H - 1 - 2 - G - H.

Figura 1 Figura 3

Copie o Molde Básico da Saia com as Agora vamos definir a largura do cós.
marcações indicadas na Figura 1. Para esse modelo vamos fazer um cós de 4cm de
largura. Para isso marcamos a linha 3 - 4 da
seguinte forma:

1 - 3 e 2 - 4 = 4cm.
Ligue 3 - 4
Figura 4 Figura 6

Marque os pontos 4, 5, 6 e 7, conforme ilustração abaixo. Frente Saia

Figura 7

Cós

Junte a linha 5 - 6 com a linha 7 - 8 e cole com fita durex, conforme


ilustração.
Figura 5

Recorte o Molde contornando os pontos:


1-5-6-3-1

7 - 2 - 4 - 8 - 7.
Figura 8 Figura 10

4 - 9 = 0,5cm. Saia
Ligue 9 - 2.
O que sobrou da pence vai ser eliminada e a
Refaça com uma curva suave, as linhas 1 - 2 e 3 - 9 para eliminar os distância entre 5 e 7 será descontada na
ângulos formados na junção dos moldes feita anteriormente. lateral da saia da seguinte forma:

4 - 10 = a medida de 5 - 7 mais 0,5cm que foi


diminuído da lateral do cós.
F - 11 = 0,5cm.
D - 12 = 2cm.

Ligue 10 - 11 - 12, conforme ilustração.

C - 13 e D - 14 = 3cm.
Ligue C - 13 - 14 - D.
Figura 9
Dobre o papel na linha C - D e passe a carretilha na
lateral da dobra. Abra o papel e reforce com lápis
Recorte o Molde do Cós da Frente contornando os pontos:
a linha pontilhada.
1 - 2 - 9 - 3 - 1.
Marque o ponto 12'.
Coloque a indicação do sentido do fio com uma linha paralela a 1- 3.
Figura 11
Indique o Meio da Frente e a Lateral, conforme ilustração abaixo.
Recorte o Molde da Frente da Saia contornando os
pontos:
3 - 10 - 11 - 12' - 13 - 3.
Figura 12 Marque os pontos a - b - c - d, conforme
ilustração.
Costas
Figura 14 e Figura 15
Deixe uma margem de 8cm na sua esquerda
e copie o Molde Básico das Costas com as Recorte o Molde na linha 22 - b - d - 23 ,
marcações indicadas na ilustração abaixo. separando a Saia do Cós. E recorte o Cós
conforme ilustração.

Figura 13

Da mesma forma que foi feito no Molde da


Frente vamos baixar 4cm na cintura e tirar mais Figura 16
4cm para o Cós.
Cós das Costas
I - 20 e G - 21 = 4cm.
Recorte de 20 até 21 e despreze a parte I - G - Junte a linha a - b com c - d, conforme
21 - 20 - I. ilustração.

Cós 23 - V = 0,5cm.
Ligue 21 - V.
20 - 22 e 21 - 23 = 4cm.
Ligue 22 - 23
Refaça a linha 20 - 21 e 22 - V, com uma curva suave para eliminar os Figura 18
ângulos formados com a junção dos moldes.
Saia Costas

N' - Z = 3cm.
Figura 17 Ligue b - Z - d.

Recorte o Molde contornando os pontos: 23 - 24 = 0,5cm.


20 - 21 - V - 22 - 20. F - 25 = 0,5cm.
D - 26 = 2cm.
Este será o molde do lado direito da saia nas costas. Ligue 24 - 25 - 26, conforme
ilustração.

C - 27 e D - 28 = 3cm.
Ligue C - 27 - 28 - D.

Dobre o papel na linha C - D e passe a


carretilha na lateral da dobra. Abra o
papel e reforce com lápis a linha
Figura 17.1 pontilhada.Marque o ponto 26'.

20 - S e 22 - T = 2cm. Fenda da Saia


Ligue 20 - S - T - 22.
27 - J = 18 cm.
Este será o molde do lado esquerdo da saia nas costas, feito um pouco 27 - K e J - L = 6cm.
maior para receber o abotoamento. Ligue J - L - K - 27.

Trace a linha P - Q na metade de J - L.


Figura 19 Frente e Costas

Recorte o Molde contornando os pontos: Figura 1


22 - 23 - 26' - K - 22.
Trace duas linhas perpendiculares entre si e marque os pontos ABCDE
conforme segue:

A - B e A - C = 1/6 da Cintura MENOS 1cm, Mais o comprimento desejado


para a Saia:

Ex: Cintura igual 78cm e o comprimento desejado para a Saia igual a 60cm.

Dividindo 78 por 6 é igual a 13cm menos 1cm é igual a 12cm mais


60cm(Comprimento da Saia) é igual a 72cm, então A - B e A - C =72cm.

A - D e A - E = 1/6 da Cintura Menos 1cm, no nosso exemplo é igual a 12cm.

Saia Godê Duplo


Figura 2 Figura 4

Trace várias linhas aleatórias partindo do ponto A. Ligar B - 1 - 2 - 3 - C com uma


curva suave.
Ligar D - 4 - 5 - 6 - E com uma
curva suave.

Figura 5
Figura 3
Recortar o Molde
A-1,A-2eA-3=a contornando os pontos:
medida de A - B.
A - 4, A - 5 e A - 6 = a D-4-5-6-E-C-3-2-1-B
medida de A - D - D.

Este Molde representa 1/4 da


cintura e servirá tanto para a
Frente como para as Costas
da Saia.
Corte no Tecido Figura 8

Figura 6 Costura nas laterais, no meio da Frente e no meio das Costas.

Com costuras apenas nas Laterais.


- Duplique o molde e una conforme Figura abaixo.

Para o Cós corte uma Tira de Tecido com o comprimento do tamanho da


Cintura e com a Largura desejada, em média 3cm.

Bainha
Figura 7
É aconselhável fazer uma bainha estreita devido a curva do modelo. Não faça
Costura nas laterais e no Meio das Costas. a bainha imediatamente, aguarde umas 12 horas com a saia pendurada em
um cabide, depois acerte e costure a bainha.
Saia Godê Simples

Frente e Costas

Figura 1

Trace duas linhas perpendiculares entre si e marque os pontos ABCDE Figura 2


conforme segue:
Trace várias linhas
A - B e A - C = 1/3 da Cintura MENOS 2cm, Mais o comprimento aleatórias partindo do
desejado para a Saia: ponto A.

Ex: Cintura igual 78cm e o comprimento desejado para a Saia igual a A-1,A-2eA-3=a
60cm. medida de A - B.

Dividindo 78 por 3 é igual a 26cm menos 2cm é igual a 24cm mais


60cm(comprimento da Saia) é igual a 84cm, então A - B e A - C = 84cm.

A - D e A - E = 1/3 da Cintura MENOS 2cm, no nosso exemplo é igual a


24cm.
Figura 3 Figura 5

Ligue os pontos B - 1 - Recortar o Molde contornando os pontos:


2 - 3 - C com uma
curva suave conforme D - X - Y - Z - E - C - 3 - 2 - 1 - B - D.
Figura 3.
Este Molde representa
a metade da cintura e
servirá tanto para a
Frente como para as
Costas da Saia.

Figura 4

A - X, A - Y e A - Z = a medida
de A - D.
Ligar D - X - Y - Z - E com uma
curva suave. O Corte no Tecido

Figura 6

Saia com Costura nas Laterais

Cortar duas vezes conforme Figura abaixo:


Para que a Saia fique com apenas uma costura, copie o Molde e una
conforme Figura abaixo.

Coloque no Tecido de forma que o Meio das Costas fique paralelo a Ourela.

Para o Cós recorte uma tira de tecido com o comprimento do tamanho da


cintura e com a largura desejada.

Bainha

É aconselhável fazer uma bainha estreita devido a curva do modelo. Não faça
a bainha imediatamente aguarde umas 12 horas com a saia pendurada em
um cabide, depois acerte e costure a bainha.
Figura 7

Saia com Costura na Frente ou nas Costas conforme o Modelo.


DESENVOLVIMENTO DE BASE DE BLUSA

Molde Básico Blusa

MEDIDAS NECESSÁRIAS
TÓRAX
BUSTO
CINTURA
ALTURA DA CAVA
COMPRIMENTO DA BLUSA NA
FRENTE
SEPARAÇÃO DO BUSTO
ALTURA DO BUSTO
LARGURA DO BRAÇO
LARGURA DAS COSTAS

TRAÇADO DO MOLDE

Dobre o papel e coloque a dobra à sua esquerda.


Com ajuda do esquadro apoiado na dobra do papel, trace o retângulo ABCD, Ligue I – J
com as seguintes dimensões:
Cava da Frente
A - B = 1/2 do busto menos 1/4 do tórax
mais 0,5cm: Marque o ponto L na metade de J - F.

A - C e B - D = Altura da cava L - M = 1,5cm

A - E e C - F = 1/2 da largura das costas. F - N = 1/3 de L - F

Ligue E - F. Exemplo:
L - F mede 9cm dividido por 3 = 3cm,
A - G e E - H = 1/3 de E - F. então F - N vai ser igual a 3cm.

Ligue G - H. D - D' = 1cm.

Frente Ligue D' - N - M - J, com a régua de


cava.
Decote da Frente

A - I = 1/3 de A - E mais 0,5cm.


Linha da Cintura
Ligue G - I com a régua curva pequena.
A - A' = Comprimento da blusa na
Ombro da Frente frente.

E - J = 1/2 de E - H mais 1cm. A' - O = 1/4 da cintura mais 3cm.

Exemplo: Trace a linha A' - O, com o esquadro


apoiado na dobra do papel, conforme
ilustração.
Se E - H medir 7cm então a metade de 7 é
igual a 3,5 mais 1cm fica igual a 4,5cm, nesse
caso E - J vai ser igual a 4,5cm.
Linha Lateral J - J'= 3cm

Ligue O - D'. Meça o ombro da frente (I - J) e coloque a


mesma medida de 2 até 4, começando no
Está traçada a primeira parte do molde da ponto 2, passando por J' até 4.
Frente.
Vamos traçar o molde das Costas no Cava das costas
mesmo diagrama.
Depois separaremos os moldes e C - 5 = 1/4 do tórax mais 0,5cm.
concluiremos com a colocação das pences.
Ligue 5 - 4, com a régua curva de cava,
passando pela linha F - E, conforme ilustração.

Linha Lateral Costas

Ligue O - 5

Costas

Decote das Costas

A - 1 = 1cm

Trace uma pequena horizontal com ajuda do esquadro.

1 - 2 = 1/3 de A - E mais 1cm.

A - 3 = 2cm.

Ligue 2 - 3, com a régua curva pequena.

Ombro das Costas


Copie o molde das Costas com a carretilha ou carbono e separe pela dobra do Colocação das Pences da Frente
papel.
A' - P e C - Q = metade da medida da
FRENTE COSTAS separação do busto.

Ligue Q - P, esse será o eixo da pence


vertical.

Com a fita métrica iniciando no ponto I,


vá inclinando até encontrar a linha Q - P
(de forma que nesse encontro a fita
esteja marcando a medida da altura do
busto) então marque o ponto R.

Trace uma pequena horizontal a partir


de R até a lateral da frente (a linha O -
D') e marque o ponto S (Com o
esquadro apoiado na linha Q - P para
que a linha R - S fique paralela a linha C
- D).

Pence Horizontal

S - S' = 3cm
Ligue S' - R

Pence Vertical

R - T = 1,5 cm
P - X = 1,5cm
P - Y = 1,5cm
Ligue X - T e Y - T.
Ainda no molde da Frente feche as pences e corrija as linhas da cintura e Meça a linha lateral da frente ( D' - O)
lateral, conforme ilustrações. com a pence fechada, em seguida
meça 5 - 6 com essa mesma medida
Pence Horizontal Fechada na lateral do molde das costas.

Trace uma horizontal a partir do


ponto 6 em direção ao centro das
costas com ajuda do esquadro e
marque o ponto 7. Essa será a nova
linha da cintura.

Ex: D' - O na frente é igual a 23cm,


então 5 - 6 deve ficar também com
23cm.

Marque o ponto 8 na metade de 6 -7.

Suba uma vertical com 15cm (sempre


Pence Vertical Fechada com ajuda do esquadro) e marque o
ponto 9. Essa linha (8 - 9) será o eixo
da pence.

8 - 10 = 1,5cm

8 - 11 = 1,5cm.

Ligue 10 - 9 e 11 - 9.

Como foi feito no molde da Frente feche a pence para corrigir a linha da cintura.

Pence Vertical das Costas


Recorte os moldes Frente e Costas. Corte e costure o molde básico e faça uma prova.

Pence Fechada
Frente Costas

Pence Corrigida Cortando no tecido

Conforme a ilustração ao lado,


distribua o molde no tecido de
forma que na frente fique uma
margem de 2cm para o
abotoamento; nas costas
encoste o molde na dobra do
tecido. Use alfinetes para
prender os moldes ao tecido.
Recorte deixando margem para as costuras que podem ser as seguintes. Costure Ombros e Laterais pelo avesso do tecido.

Decote, Ombro e Cava - 1cm.

Lateral - 2cm

Bainha - 3cm

Marque as costuras no
avesso do tecido com o
papel carbono, retire o
molde.

Vire para o direito e faça uma prova.

Costure todas as pences nas marcações.

Faça os ajustes necessários corrigindo no molde.


MOLDE BÁSICO DA MANGA PARA TECIDO PLANO Figura 2

Medidas necessárias: A - E e B - F = 1/3 da altura da cava

Largura do Braço Ligue E - F


Altura da Cava - (conforme tabela 1)
Comprimento da manga curta E - G e F - H = 1/3 da altura da cava
menos 1cm
Traçado do Molde
Ligue G - H
Dobre o papel e coloque a dobra à sua esquerda.
Trace a linha I - J no meio de A - B e
Figura 1 marque o ponto J e J', conforme a
figura 2.
Com o esquadro na dobra do papel, trace o retãngulo ABCD com as seguintes
dimensões:

A - B = Metade da largura do braço mais 2cm Figura 3


A - C e B - D = Comprimento da manga curta.
Trace as diagonais E - I e J - F.

Divida a diagonal E - I por 3 e marque o


ponto 1 no primeiro terço próximo ao
ponto I.

J' - 2 = 1cm

Divida a diagonal J - F por três e


marque o ponto 3 no primeiro terço,
próximo de J conforme a figura 3.
Figura 4

Cava da Frente

Ligue A - 1 - 2 - 3 - H, com a régua


curva de cava, conforme ilustração.

Cava das Costas

3 - 4 = 1cm

Ligue A - 1 - 4 - H, conforme
ilustração.
Adaptação de Modelo
Boca da Manga

D - L = 0,5cm

Ligue L – H

Figura 5

Copie o molde das Costas com a carretilha ou papel carbono e abra o molde.
Figura 1

Copie a base da parte da frente.


Figura 2 5 - 8 e 6 - 7 = 1,5cm.
Ligue 7 - 8.
A - 1 = 20cm
1 - 2 = 1/4 do Quadril mais 2cm. Figura 4
Ligue A - 1 - 2.
Frente Inferior
O - 3 = 1,5cm
Ligue 2 - 3 6 - 10 e 1 - 11 = 7cm
Ligue 10 - 11
D' - 4 = 1cm
Refaça a curva da Cava conforme Figura 2. 6 - 13 e 1 - 12 = 7cm
Ligue 6 - 13 - 12 - 1.
Ligue 4 - 3.
2 - 14 = 2cm.
- Refaça a linha lateral na altura do ponto 3 Refaça a linha inferior conforme
para eliminar o ângulo formado. Figura 4.

Figura 3

Frente Superior

A' - 6 = 5cm
Com o esquadro apoiado na vertical G - A'
trace uma horizontal partindo do ponto 6 até Figura 5
a lateral da blusa conforme Figura 3 e marque
o ponto Y. Recortar Frente Superior conforme Figura 5.
Trace uma vertical paralela ao meio da Frente
G - 5 = 14cm para identificar o sentido do fio.
I - 9 = 5cm
Ligue 5 - 9 conforme figura 3.

Trespasse
Figura 6 Figura 8

Recortar Frente Inferior Central. Copie o Molde Básico das Costas com as marcações indicadas na Figura 8.
- Trace uma linha digagonal com 45º em
relação a vertical 13 - 12 para indicar o sentido O - 20 e A' - 21 = 3cm.
do fio. Obs. esse aumento na altura da blusa é necessário tendo em vista que a
pence horizontal da frente foi eliminada, ocasionando diferença de 3cm na
lateral da blusa.

5 - 25 = 1cm
Refaça a curva da Cava conforme Figura 8.

Figura 7

Recortar Frente Inferior Lateral.


- Trace uma vertical paralela a linha 10 - 11 para indicar o sentido do
fio.
Costas Superior 23 - 33 = 2cm.
Refaça a linha inferior conforme Figura 9.
Figura 9
Figura 10
25 - X = a medida de 4 - Y no Molde
da Frente. Com o esquadro apoiado Recortar Costa Superior conforme Figura 10.
na linha 3 - A' trace uma horizontal de Trace uma vertical paralela ao meio das Costas
X até o Meio das Costas e marque o para identificar o sentido do fio.
ponto 28.

3 - 26 = 4cm
2 - 27 = 5cm
Ligue 26 - 27 conforme Figura 9.

Costa Inferior
Figura 11
21 - 22 = 20cm
22 - 23 = 1/4 do Quadril mais 2cm Recortar Costa Inferior Central.
Ligue 21 - 22 - 23. - Trace uma linha digagonal com 45º em relação
a vertical 31 - 32 para indicar o sentido do fio.
20 - 24 = 1,5cm
Ligue 25 - 24 - 23
Refaça a linha lateral na altura do
ponto 24 para eliminar o angulo
formado.

28 - 29 e 22 - 30 = 5cm
Ligue 29 - 30.

28 - 31 e 22 - 33 = 5cm
Ligue 28 - 31 - 32 - 22.
Figura 12 Cabeça da Manga = 8cm
Boca da Manga = 4cm
Recortar Costa Inferior Lateral. Subir 1cm na cabeça da Manga.
- Trace uma vertical paralela a linha 29 - 30 para indicar o sentido do H - Y e H' - X = 1cm
fio.

Figura 15

Refaça a Cabeça da manga e a linha da Boca da Manga.


Figura 13

Copie o Molde Básico da Manga com as marcações indicadas na Figura


13.

Figura 16
Figura 14
Trace uma diagonal com 45º em relação ao meio da manga para indicar o
Recortar a manga pelo centro e sobre outro papel separar com as sentido do fio.
distâncias abaixo:
Marque o local em que vai ser feito o franzido na cabeça da manga. Figura 18

Recortar o acabamento e indicar Frente e Costas.


Obs. O Centro das costas deverá ser cortado na dobra do Tecido.

Figura 17

Acabamento do decote

- Junte os ombros da Frente com o das Costas e sobre outra folha de


papel copie o acabamento com mais ou menos 4cm de largura
conforme Figura 17.
Acabamento do Trespasse

Figura 19

No Molde da Frente (Figura 5) copiar o trespasse com 3cm de largura


conforme Figura 19.
MOLDE BÁSICO DA CALÇA COMPRIDA

Medidas Necessárias:

Cintura
Quadril
Altura do Quadril
Altura do Joelho
Largura do Joelho
Altura do Gancho
Comprimento da Calça

Traçado do Molde

O molde será traçado com a folha de papel aberta.


Será necessário emendar o papel devido o comprimento da calça.
Deixe uma margem de 4cm na parte superior do papel e 8cm do lado
esquerdo, conforme ilustração abaixo:
Figura 1

Trace o retângulo ABCD, com as Figura 3


seguintes dimensões:
A - B = 1/2 da largura do Quadril A - A' = 2cm
A - C e B - D = Altura do Gancho C - L = 1/2 de C - G menos 1cm.
2 - Trace a vertical E - F na metade de A
- B e C - D. Ligue A' - L

Marque o ponto I', conforme


figura 3.

Ligue G - I' - A', com a curva do


Figura 2 Gancho da Frente.

C - G = 1/4 de A - E menos 0,5cm. Figura 4


D - H = 1/2 de F - D mais 1,5cm.
A - I e B - J = Altura do Quadril, em A - M = 1/4 da Cintura
média 20cm. I' - M' = 1/4 do Quadril

Ligue I - J, prolongando um pouco a Ligue M' - M, com a régua do


linha para a esquerda e para a Quadril.
direita.
M - M'' = 1cm

Ligue A' - M'', com uma linha


ligeiramente curva.
Figura 5 Faça o mesmo procedimento do item anterior, ou seja, distribua o valor
encontrado igualmente para cada lado de O.
G - 10 = metade de G - F
menos 2cm. Ligue:

Com ajuda do esquadro M' - N'' - O''


trace uma vertical até a
linha da Cintura e marque o e
ponto 11, desça essa
vertical até o ponto O, de G - N' - O'.
forma que:
Figura 6
De 11 até O seja igual a
medida do comprimento D - D' = 1/2 de D - H menos
desejado para a calça. 1cm.

de 11 até N = altura do Ligue D' a B, prolongando


Joelho. essa linha em 3cm e
marque B'.
Trace duas horizontais, com
ajuda do esquadro, H - H' = 0,5cm
conforme figura 5.
Ligue H' - B - B', com uma
N' - N'' = Metade da largura do Joelho mais 4cm, dividido igualmente a curva do gancho das Costas.
partir do ponto N.

Ex: Medida da largura do Joelho 40cm dividido por 2 é igual a 20cm,


mais 4cm igual a 24cm, essa medida (24cm) deve ficar metade para
cada lado de N.

O - O' = N - N', menos 6cm,


Figura 7 Figura 8

E - E' = 1cm Pence das Costas

Ligue B' - E' B - X = metade


de B' - P menos
B' - P = 1/4 da Cintura mais 1,5cm.
3cm
J' - P' = 1/4 do Quadril mais Desça uma
0,5cm vertical com
12cm e marque
Ligue P - P' o ponto y.
Observe que
B - 20 = 3cm essa linha (x-y) é
paralela a linha
Com o esquadro, desça uma do fio.
vertical partindo do ponto
20 até encontrar a linha do x - z = 3cm
comprimento da calça
marcado na frente. Ligue z – y

Marque o Ponto R e o ponto


Q, conforme figura 7.

Q' - Q'' = N' - N'' mais 2cm, sendo metade para cada lado de Q

R' - R'' = O' - O'' mais 2cm, sendo metade para cada lado de R.

Ligue:

P' - Q' - R'


e
H' - Q'' - R''
Figura 9 e 10 Entrepernas Costa

Feche a pence e refaça a linha da cintura conforme figura 10. Meça H' - Q' e divida por 3. No primeiro terço
meça 1,5cm para dentro e refaça a linha da
entreperna nas costas com uma curva um
pouco mais pronunciada que na frente,
conforme ilustração.

Recorte os moldes pelas linhas externas.

Figura 11 e 12

Entrepernas Frente

Meça G - N' e divida por 3. No primeiro


terço meça 1cm para dentro e refaça a linha
da entreperna na frente com uma curva
suave, conforme ilustração.
Corte no tecido CALÇA PANTALONA CINTURA ALTA

Ao distribuir o molde no tecido é FUNDAMENTAL, para o caimento


perfeito da calça, que a linha guia esteja paralela a ourela, conforme
figua abaixo.

Conforme explicação acima, coloque o molde no tecido e corte


deixando as margens para a costura. Observe que no espaço para
colocação do zipper a margem é maior.

Após o corte marque as costuras com o papel carbono para tecido.

MODELAGEM

Copie o molde básico da calça


com as marcações indicadas na
figura.
Siga o esquema Ligue 3 - 4 - y - 4' - 3'
acompanhando pela
ilustração: Pernas
Q' - 5 = 2 cm
Costas da Calça Q'' - 6 = 2 cm
R'' - 7 = 6 cm
Prolongue a linha do R' - 8 = 6 cm
gancho de B' até 1
com 5cm. Ligue:
7 - 5 - H', conforme ilustração.
de 1 até 2 igual a 8 - 6 indo até o quadril, conforme
medida de B' - P. ilustração.

- Observe que a linha Frente da calça


1 - 2 é paralela a B' - - Prolongue a linha do Gancho da
P, com 5cm de Frente de A' até 9 com 6 cm.
distância desta. A' -A = 1 cm
Ligue A - M'
Suba a linha y - y' de Trace 9 - 10 com a medida igual a A - M'
forma que essa linha
passe pelo meio da - Observe que a linha 9 - 10 fica
pence. Marque o paralela a linha A - M', com 5cm de
ponto z no distância desta.
cruzamento dessa
linha com a linha B' - Pernas
P N' - 11 = 1,5 cm
N'' - 12 =1,5 cm
y' - 3 = 1,5 cm O' - 13 = 5,5 cm
y' - 3' = 1,5 cm O'' - 14 = 5,5 cm
z - 4 = 1,5cm
z - 4' = 1,5cm
Ligue:
13 - 11 - G, conforme ilustração.
14 - 12 - até o quadril conforme ilustração.

Recorte os moldes pelas extremidades, fazendo correção nos ângulos


formados, com uma curva suave.

Acabamento Frente

Acabamento Costas

Acabamento da cintura

Risque o acabamento da cintura na Frente e nas Costas, com 7cm


abaixo da cintura conforme ilustração.

Obs. Nas costas feche a pence para copiar o acabamento.


Tabelas de Medidas Masculina

É muito importante para a perfeição da modelagem que as


medidas sejam tiradas com muita atenção e exatidão.

Nas Tabelas abaixo, constam as medidas de vários tamanhos


o mais próximo possível das medidas do Homem brasileiro.

Quando for executar o molde de um modelo específico será


necessário tirar as medidas complementares, como exemplo
Comprimento desejado para a roupa, medidas de golas,
tamanho de bolsos etc.

As medidas estão exatas, sem incluir folgas ou costuras.

TABELA 1 - MEDIDAS DO CORPO

Essa Tabela reúne as medidas tiradas rente ao corpo e


deverá ser utilizada para Tecido Plano ou Malha com Baixa
Elasticidade
Molde Básico da Calça Masculina para Tecido Plano

Deixe uma margem de 20cm a esquerda do papel e de 10cm na parte


superior do papel.

Figura 1

Trace o retângulo ABCD com as


seguinres dimensões:

A - B = 1/4 do quadril.
A - C e B - D = Altura do Gancho.
A - E e B - F = Altura do Quadril
Ligue E - F
Obs. A Medida da Altura do Gancho é tirada da Na altura do ponto L trace uma pequena horizontal com o esquadro
mesma forma que fazemos no feminino, ou conforme ilustração.
seja, a pessoa sentada em uma superfície lisa,
com o corpo ereto, mede-se com a fita métrica Marque os pontos M e N da
da Cintura até encostar na superfície. Atenção seguinte maneira:
para que a fita métrica inicie na cintura e não
na altura que a pessoa usa a calça. Pegue a metade da medida da
Largura do Joelho, acrescente
4cm, divida o resultado por 2 e
coloque metade para cada
Figura 2 lado do ponto L.

Frente Ex. Metade medida da Largura


do Joelho igual
C - G e C - H = 1/6 de C - D. 20,acrescentando 4cm fica
Ligue G - H com a curva do Gancho igual a 24. Colocando a
da Frente. metade para cada lado de L
temos:
B - I = 1cm
Ligue I - F conforme ilustração. L - M = 12cm e
L - N = 12cm.

Ligue M - H e N - F.

Divida a linha H - M por 3 e


Figura 3 coloque o ponto O no
primeiro terço de cima para
Marque o ponto J na metade de H - D. baixo.
Trace uma vertical a partir do ponto J, para cima, até encontrar a linha
A - B e marque o ponto K. O - P = 0,5cm.
Ligue H - O - M com uma curva
Prolongue a linha K - J para baixo de forma que K - L seja igual a suave.
medida da Altura do Joelho.
Figura 4 Figura 5

Prolongue a linha K - J - L para baixo e Costas


marque o ponto Q de forma que K - Q
seja igual a medida do comprimento M - 1 = 2cm.
desejado para a Calça. Trace uma N - 2 = 2cm
pequena horizontal na altura do ponto Q, H - 3 = 2 vezes a medida de C -
com ajuda do esquadro conforme H.
ilustração. 3 - 4 = 2cm.
Ligue 4 - 1.
Q - R = L - M menos 2cm
Q - S = L - N menos 2cm. Marque o ponto 5 na metade de
Ligue R - M e S - N. 4 - 1.
5 - 6 = 2cm.
Está feita assim a primeira parte do Ligue 4 - 6 - 1 com uma curva
Molde Básico da Frente. Copie com a mais pronunciada do que a da
carretilha sobre outra folha de papel frente.
contornando os pontos A - I - F - N - S - R
- M - P - H - G - A e recorte.
Figura 6

Prolongue a linha KLJ para cima e marque o ponto 7, de forma que K -


7 seja igual a medida de C - H mais 1cm.

Prolongue a linha A - B para a direita e marque o ponto 8 da seguinte


forma:
Com o início da régua no ponto 7 vá inclinando em direção ao
prolongamento da linha
A - B de forma que 7 - 8 seja igual a medida de A - B.

Ex: Se A - B é igual a 25cm.


Coloque o zero da régua no ponto 7, vá inclinando para baixo até que
o número 25 da régua encontre o prolongamento da linha A - B e
marque o ponto 8.

Ligue 7 - G - H - 4 conforme ilustração.


Marque o ponto 10 no cruzamento da linha E - F com G - 7.
Marque o ponto 11 no cruzamento da linha A - B com G - 7.

Prolongue a linha E - F para a direita.


Ligue 8 - 2 e marque o ponto 9 no cruzamento da linha 8 - 2 com o
prolongamento da linha E - F.

10 - 12 = a medida de 11 - 7
Ligue 12 - 9.
Figura 7 Figura 8

Pence

7 - 13 = 1,5cm. Marque o ponto X na metade de 13 - 15 e o ponto Y na metade de 14 - 14'.


12 - 14 = 1cm. Ligue X - Y.
Ligue 13 - 11 - 14 - H
conforme ilustração. X - 18 = 13cm.
X - 19 e X - 20 = 1,5cm.
8 - 15 = 2cm Ligue 19 - 18 e 20 - 18.
R - 16 = 2cm
S - 17 = 2cm No meio de 19 - 18 e de 20 - 18 entre 3mm e encurve as linhas da pence para
Ligue 15 - 17 e 1 - 16. dentro conforme ilustração.

Marque o ponto 14' Feche a pence e refaça a linha 13 - 8 conforme ilustração.


no cruzamento da
linha 15 - 2 com a
linha 14 - 9.
Recorte o Molde contornando os pontos:
13 - 15 - 14' - 17 - 16 - 1 - 6 - 4 - H - 14 - 13.

Figura 9

Molde da Frente

Figura 10

Molde das Costas


Camisa Masculina

Esta modelagem servirá como Básico para diversos modelos.

Desenhar o molde com a folha de papel aberta. Deixe uma margem de 7cm
do lado esquerdo do papel.

Figura 1

Trace o retângulo ABCD com as


seguintes dimensões:

A - B = 1/2 da Largura das Costas


A - C e B - D = 1/3 de A - B mais 1cm.
Figura 2 Figura 3

Frente Costas

A - E = 1/3 de A - B Sobre o molde da Frente trace o molde


B - F = 1/2 de B - D menos 1cm das Costas.
Ligue C - E - F formando o Decote e o
Ombro da Frente. A - 1 = 2cm
Trace uma pequena horizontal paralela
A - G e B - H = a medida de E - F mais a linha A - B.
12cm. 1 - 2 = A - E mais 1cm.
G - I = 1/4 do Busto mais 4cm.
F - 3 = 2cm
D - D' = 0,5cm Ligue 2 - 3 e prolongue até o ponto 4 de
Coloque o ponto J na metade de D - forma que 2 - 3 - 4 tenha a mesma
H. medida de E - F do Ombro da Frente.
Ligue F - D' - J - I para formar a Cava
da Frente. A - 5 = 1cm
Ligue 5 - 2 para formar o Decote das
A - M = Comprimento desejado para Costas conforme Figura 3.
a blusa partindo do Ombro da
Frente. Em média 75cm I - L = 1cm
N - O = 1cm
M-N=G-I Ligue L - O
Ligue I - N
Ligue 4 - L para formar a Cava das
N - P = 7cm Costas conforme Figura 3
Ligue P até encontrar a linha N - M
conforme Figura 2. O - Q = 7cm
Ligue Q a linha O - M conforme Figura 3.
Figura 4 Figura 5

Coloque outro papel por baixo e copie o molde das Recorte o molde na linha 21 - 20 e marque a
costas com a carretilha. prega com 2cm confirme Figura abaixo.

Figura 6

Trespasse da Frente

C - T = 2cm
M - U = 2cm
Ligue C - T - U - M

Figura 4_A

No Molde das Costas T - V = 4cm


U - X = 4cm
5 - 20 = 10cm Ligue T - V - X - U.
Trace uma horizontal em direção a cava
com ajuda do esquadro.

20 - 21 = 2cm
M - 22 = 2cm
Ligue 20 - 21 - 22 - M

Este espaço criado servirá para as duas


pregas.
Manga Figura 8

Coloque o papel dobrado e a dobra para sua esquerda. Cava da Frente


Ligue A - J - L - F
Figura 7
Cava das Costas
Trace o retângulo ABCD com as seguintes dimensões: Ligue A - M - F

A - B = 1/2 da Largura das Costas mais 1,5cm.


A - C e B - D = Comprimento da Manga Comprida menos 7cm para o
punho.
A - E e B - F = 1/6 de A - B mais
8cm. Figura 9

A - G e B - H = 1/2 de A - E Copie o molde das costas da Manga


com a carretilha e abra o papel.
Ligue A - F com uma diagonal e
no encontro dessa linha com a Marque o ponto O na metade de N - C
linha G - H marque o ponto I e suba uma vertical com 10cm. de O
até P.
I - J e I - L = 0,5cm
I - M = 2cm Marque o ponto R na metade de C -
N'.
D - N = 6cm
Ligue N - F R - S = 0,5cm
O - Q = 0,5cm

Refaça a linha inferior da Manga ligando N' - S - C - Q - N com uma curva


suave conforme Figura 9.

Confira a medida de N' - N e com a diferença dessa medida com a medida do


punho da camisa divida entre três preguinhas e coloque conforme Figura 9.
Medida do Punho: Meça o punho da pessoa e acrescente 8cm. Gola

Observação. Ao finalizar o molde da Manga confira a Cava com os Figura 10


Moldes da Frente e das Costas. Se houver diferença e a Manga estiver
maior desça um pouco mais a cava da Frente e das Costas. Com papel a dobrado trace o
Em torno de 0,5cm em cada Cava. retângulo 1 - 2 - 3 - 4 com as
seguintes dimensões:

1 - 2 = Medida do Decote tirada


pelo molde.
1 - 3 e 2 - 4 = 7cm
Divida 1 - 2 em três partes iguais e marque o ponto 5 no primeiro terço.

Figura 11

1 - X = 1cm
Ligue 5 - X com uma curva suave e prolongue até Y de forma que X - Y tenha
a medida do trespasse da camisa. Nesse molde o trespasse é de 2cm. Então X
- Y = 2cm.

Com o esquadro na curva 5 - X suba uma diagonal de 2cm e marque o ponto


Z.

Ligue Y - Z com uma pequena


curva e Z - W com uma paralela
a linha 1 - 3.
Figura 11.A Carcela

Recorte a Gola e abra o papel. Figura 13

Trace conforme Figura 13

Punho Bolso

Figura 12 Figura 14

Trace uma retângulo com medida a largura do punho da pessoa mais Trace um retângulo com 14cm de largura por 16cm de altura.
8cm por 14cm de altura.
Divida ao meio.
ANEXOS 6º. Dê o pique no enfesto de acordo a modelagem.

Roupas listradas na confecção Seguindo estes passos, você terá piloto e produção perfeitos. Estes passos
também podem ser aplicados para tecido xadrez.
As peças listradas mais uma vez
estão presentes nas passarelas,
marcando o diferencial em
alguns looks. Mas para que isso
aconteça, e se obtenha um
visual agradável e um bom
caimento, elas devem se casar,
ou seja, ficarem encontradas na
junção da peça.

Seguindo seis passos simples, se


obtém o resultado desejado.
Veja:

1º. Escolha uma lista,


preferencialmente a mais larga,
para ser a sua referência.

2º. Quando terminar a modelagem desenhe a listra referência no


papel, de acordo com o modelo e o encontro das listras desejado.

3º. Corte a peça piloto com o tecido aberto, dê piques de acordo a


listra da modelagem, e o restante das listras naturalmente se
encontraram.

4º. Costure com cuidado, para que elas se encontrem precisamente.

5º. O enfesto deve ter poucas camadas, e sempre com o cuidado de


fazê-las se encontrarem.
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