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VEREADORES APRESENTAM AGENDA PARA MELHORAR QUALIDADE DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA A Associação Brasileira das Câmaras Municipais -

VEREADORES APRESENTAM AGENDA PARA MELHORAR QUALIDADE DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA

A Associação Brasileira das Câmaras Municipais - Abracam e Frente Nacional pela Qualidade na Educação (#PensarpraFrente) lançaram na 6ª Mobilização Nacional dos Vereadores, em Brasília, documento com diagnóstico e propostas para a melhoria da qualidade na educação, a partir da ação dos parlamentos municipais. O documento sintetiza uma agenda para atuação parlamentar que podem colocar a qualidade da educação na agenda política municipal. A proposta, denominada “Agenda Estratégica em Educação a Educação na Agenda das Câmaras Municipaisé de vital importância também no contexto de implementação dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) nos municípios e suas metas para erradicar a pobreza, promover vida digna para todos e o desenvolvimento sustentável. De acordo com o presidente da Abracam, Rogério Rodrigues da Silva, o vereador é agente estratégico no fortalecimento da educação como pilar de

transformação da sociedade: “O vereador está mais

próximo da comunidade, e sua capacidade de dialogo e de ação parlamentar pode transformar as preocupações das famílias na qualidade da educação em prioridade dos governos municipais. O coordenador Frente Nacional pela Qualidade na Educação, Alexandre Santos, afirma que essa parceria é essencial na estratégia de capilarizar o debate e a definição de planos e estratégias para alcançar educação de qualidade em todos os municípios do país: Temos mais de 5 mil municípios e a luta pela educação de qualidade deve estar na agenda de cada câmara municipal. O

vereador tem vários instrumentos que podem ser

utilizados para qualificar o debate sobre educação nas câmaras municipais, com grande capacidade de alavancar melhorias, pelo importante papel do vereador na definição de prioridades da gestão

municipal”.

Premio Vereador Nota 10 na ocasião também foi anunciado a criação do Prêmio Vereador Nota 10, que será entregue anualmente aos vereadores que mais se destacarem na promoção da agenda da melhoria da qualidade da educação.

AGENDA ESTRATÉGICA EM EDUCAÇÃO

A EDUCAÇÃO NA AGENDA DAS CÂMARAS MUNICIPAIS

Em 1932, o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova reuniu educadores de linhas de pensamento variados com o intuito de destacar a importância da educação básica e pública como problema nacional de maior gravidade. Passados mais de 80 anos alguns poucos desses problemas da época foram resolvidos como a questão do acesso e do analfabetismo autodeclarado. Entretanto, há inúmeros desafios ainda não solucionados pela sociedade que precisam ser enfrentados juntos pela Sociedade e pelo Estado Brasileiro, e é por isso que a Abracam e a Frente Nacional pela Qualidade na Educação não se furtam e se mobilizam para enfrentar esse desafio.

É farta a literatura científica que revela: A educação explica boa parte dos diferenciais de renda entre os países e entre os indivíduos de um mesmo país. A qualidade do sistema educacional e a capacidade das escolas em contribuir para que os alunos adquiram as habilidades necessárias para o seu desenvolvimento pessoal é o que determina no longo prazo o sucesso de um projeto de desenvolvimento de um país.

Entretanto, a despeito do aumento no Brasil dos gastos por aluno nos últimos anos, que contou com expressiva contribuição da queda da população de crianças em idade escolar (fenômeno conhecido como bônus demográfico), pouco se avançou no aprendizado e na valorização dos profissionais da educação.

Esse cenário tem contribuído para a construção de um discurso pessimista de que a educação pública não tem solução e reforça a tese de não se pode haver altas expectativas de aprendizado para estudantes oriundos da escola pública. Rechaçamos essa visão simplista!

Países reconhecidos pela qualidade educacional

investem algo a mais nas suas redes de ensino:

altas expectativas para todos

os

seus

alunos.

Escolas e professores nesses sistemas não

permitem que um aluno esforçado fracasse; não fazem esses alunos repetirem uma série, não os transferem

permitem que um aluno esforçado fracasse; não fazem esses alunos repetirem uma série, não os transferem de escola, não agrupam os alunos em turmas diferentes com base na sua capacidade.

Por outro lado, é preciso ressaltar a importância de outros benefícios associados a oferta de educação de qualidade no desenvolvimento econômico de uma nação, como os associados à melhoria da qualidade da educação no bem-estar das pessoas ao longo de suas vidas. O fato é que indivíduos com maior escolaridade tendem a viver mais, com melhores condições de saúde, atingem melhores níveis socioeconômicos e de qualidade de vida, além de se envolverem menos em episódios de crimes e violência.

Além disso, esta audaciosa proposta está no centro da Agenda para o Desenvolvimento Sustentável 2030 e é essencial para o sucesso de todos os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e suas 169 metas, de forma a erradicar a pobreza e promover vida digna para todos, em especial ao Objetivo 4, que visa Assegurar a educação inclusiva e equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todas e todose para a Declaração de Incheon e o Marco de Ação da Educação 2030. A nova agenda contida no Objetivo 4 e no Marco é abrangente, holística, ambiciosa e universal, além de ser inspirada por uma visão da educação que transforma a vida dos indivíduos, comunidades e sociedades, sem deixar ninguém para trás.

Dessa forma, com o intuito de contribuir com o debate público, e atingir os ODS sobre educação e as metas educacionais, em especial aquela indicadas no Plano Nacional de Educação (lei 13.005/2014), será necessário mobilizar esforços, e esse documento tenta organizar e sintetizar um conjunto de ideias e ações que, uma vez incorporadas na agenda de milhares de vereadores do país, possam ressoar como uma grande política educacional, e assim ser assumidas de maneira ascendente por toda a sociedade e pelo Estado brasileiro como prioritária, podendo provocar um processo virtuoso de melhoria da qualidade educacional do país.

Colocadas em prática, podem fortalecer os planos municipais de educação, enfatizar a equidade e a inclusão, focar na aprendizagem e promover a aprendizagem ao longo da vida. É uma agenda que busca fomentar a realização de novas parcerias, aprimorar políticas educacionais, garantir sistemas educacionais equitativos, inclusivos e de qualidade para todos, mobilizar recursos para um melhor e adequado financiamento da educação e garantir monitoramento, acompanhamento e revisão das metas e objetivos, e assim produzir um movimento virtuoso em direção a garantia da qualidade educacional. As proposições também levam em consideração as limitações do campo de atuação parlamentar, assim como a necessidade de harmonizar os desafios com as atuais restrições orçamentárias e dificuldades organizacionais do país, sem levantar bandeiras cuja implementação levariam à desorganização das contas públicas e indesejável ônus às gerações futuras de brasileiros.

O

fato

é

que

pensar a

educação que o Brasil

precisa é um tema desafiador. Por isso, as propostas aqui compiladas envolvem um esforço de sintonização das demandas políticas entorno de um projeto maior de educação que possa mobilizar a opinião pública, mantendo a educação na agenda política e social, além de construir formas de implementação que sejam eficazes.

A Abracam e a Frente Nacional pela Qualidade na Educação acreditam que o projeto de Brasil expresso na Constituição Federal é claro ao apontar os objetivos da nação, sendo responsabilidade de todo o brasileiro empenho para construir uma sociedade livre, justa e solidária; garantir o desenvolvimento nacional; erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; e promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça,

sexo,

cor,

idade

e

quaisquer outras formas de

discriminação.

 
EDUCAÇÃO: BASE DO PROJETO DE DESENVOLVIMENTO DO PAÍS A Abracam e a Frente compartilham da visão

EDUCAÇÃO: BASE DO PROJETO DE DESENVOLVIMENTO DO PAÍS

EDUCAÇÃO: BASE DO PROJETO DE DESENVOLVIMENTO DO PAÍS A Abracam e a Frente compartilham da visão

A Abracam e a Frente compartilham da visão de que a Educação cumpre papel fundamental na transformação de vidas e da Sociedade e reconhecem seu importante papel como principal impulsionador para o desenvolvimento e para o alcance de outros ODS propostos. Por isso, a educação brasileira está no Centro do Projeto de Desenvolvimento do Brasil, e tem papel central no alcance dos objetivos da nação Não há Nação que não seja sustentada em sua essência por um projeto de educação.

A crise atual porque passa o país é a expressão mais visível dos efeitos deletérios da falta de compromisso com uma ação educacional transformadora e da falta de centralidade da educação na agenda política nacional. Acreditamos que é preciso refazer um grande pacto nacional em favor da educação, e começar a refundação do Brasil a partir de um novo projeto educacional alicerçado nos grandes objetivos da nação expresso na Constituição Federal, em especial naqueles objetivos elencados no Art. 3º da Constituição.

EDUCAÇÃO: BASE DO PROJETO DE DESENVOLVIMENTO DO PAÍS A Abracam e a Frente compartilham da visão

Esse novo pacto representa nossa última grande oportunidade histórica para garantir uma nação verdadeiramente livre, justa e solidária, que garanta o desenvolvimento nacional, que erradique a pobreza, reduzindo as desigualdades e promova o bem de todos sem qualquer tipo de preconceito. Em pacto que tenha como alicerce educação para todos, com qualidade, ao longo da vida. Não haverá desenvolvimento sem equidade, com oportunidades justas, para garantir sustentabilidade para essa e as próximas gerações. Essa educação precisa entender e responder aos desafios do século e garantir as ferramentas, as habilidades e os serviços de que necessitam para viver, prosperar e percorrer a maior parte de sua vida.

EDUCAÇÃO: BASE DO PROJETO DE DESENVOLVIMENTO DO PAÍS A Abracam e a Frente compartilham da visão

Como parte do esforço das entidades signatárias em favor desse pacto, e assim dar contribuição efetiva ao debate e apoiar a ação de milhares de vereadores, apresentamos a seguir um diagnóstico e propostas iniciais, que estão alinhadas aos quatro eixos: I Gestão, II - Formação, III Aprendizado e IV - Acesso.

I - GESTÃO É preciso ressaltar a necessidade inverter a prioridade de investimento na política educacional

I - GESTÃO

É preciso ressaltar a necessidade inverter a prioridade de investimento na política educacional brasileira - Precisamos investir mais em educação se quisermos garantir educação de qualidade. Além disso, precisamos investir melhor, priorizando os investimentos em educação básica. Os orçamentos dos governos precisam expressar com números que a educação básica é prioritária. E na educação básica, mais importante ainda é a educação infantil. A primeira infância é um período crucial para o desenvolvimento de estruturas e circuitos cerebrais, bem como a aquisição de capacidades fundamentais que permitirão o aprimoramento de habilidades futuras mais complexas. Ou seja, as crianças que possuem um bom desenvolvimento nos primeiros anos de vida serão adultos mais competentes, mais emocionalmente inteligentes, criativos e que podem obter um bom desempenho escolar e realização profissional.

O processo de gestão da educação merece atenção especial. A falta de entendimento da importância do processo gerencial, de empenho político e a ausência de tradição de uma burocracia estatal qualificada, compromete na raiz a existência de um esforço coordenado em busca de melhoria da qualidade da gestão da educação pública no país. Da mesma forma, o reverso da moeda também se aplica, quando se verifica experiências em que há foco excessivo na gestão sem o necessário e vital alinhamento com o objetivo maior da educação, que é o aprendizado. Além disso, é preciso consolidar uma política de fortalecimento da gestão na educação. Desenvolver competências gerenciais e capacidade de desenvolvimento institucional em cada unidade escolar brasileira. Promover uma cultura organizacional e incorporar o conceito de melhoria contínua com foco no acesso e aprendizado. É preciso ainda definir diferentes métricas que permitam à sociedade civil, aos gestores e professores acompanhar e participar ativamente do processo. Nos últimos anos, as escolas se tornaram organizações mais autônomas e passaram a prestar contas de seus resultados aos alunos, aos pais e ao público em geral. Há no país 85 mil estabelecimentos escolares que ofertam educação infantil, 104 mil estabelecimentos que ofertam ensino fundamental nas séries iniciais, e os que ofertam ensino nas séries finais são 50 mil

estabelecimentos. Já no ensino médio são 19 mil estabelecimentos.

Pesquisas indicam que, quando se combinam de forma inteligente a autonomia e a gestão por resultados, esses dois fatores tendem a associar-se com melhores desempenhos dos estudantes. É preciso que sejam criados mecanismos que fortaleçam a autonomia das unidades escolares no processo de gestão escolar, de forma criar compromissos pactuados com resultados. Os diretores escolares têm a responsabilidade de desenvolver as potencialidades dos professores. Diversas pesquisas apontam como os diretores exercem forte influência na qualidade dos professores, tanto quando selecionam e contratam professores, quando geram um clima que favorece a colaboração e cooperação entre pares.

O desafio imposto à escola pela Sociedade da Informação é imenso; o que se pede é que seja capaz de desenvolver nos estudantes competências para participar e interagir num mundo global e altamente competitivo, que tenha capacidade criativa e flexibilidade, que seja capaz de encontrar soluções para os novos e complexos problemas dos dias atuais, ou seja, que tenha capacidade de aprender a aprender, o que coloca o processo de aprendizagem como algo dinâmico e que precisa acontecer ao longo de toda a vida. Tal desafio torna a capacidade de inovar como algo intrínseco ao processo de aprendizagem. Inovação aqui entendida em seu sentido amplo: algo que precisa ser incorporado ao conjunto dos atores da escola e das estruturas de gestão do sistema escolar. Inovação em educação vai além da disponibilização de dispositivos tecnológicos para professores e estudantes. Inovar na educação é melhorar a qualidade dos processos de ensino e aprendizagem, integrando a tecnologia ao processo didático. A inovação desencadeia-se pela explicitação, conceitualização e explicação dos fins e das práticas, e através do debate sobre as vantagens e os inconvenientes de determinada ação. Para que haja construção ou apropriação de ideias novas, é necessário que o professor esteja

munido de “ferramentas profissionais de

formalização e de comunicação, que lançam pontes entre o saber de cada um e o dos outros, entre a pesquisa e a experiência, entre a tradição e a exploração.

Pesquisas destacam ser essencial no processo de inovação a divulgação do trabalho desenvolvido por professores inovadores,

Pesquisas destacam ser essencial no processo de inovação a divulgação do trabalho desenvolvido por professores inovadores, não só mediante a apresentação e discussão em diversos tipos de encontros, mas também na concepção e realização de ações de formação, baseadas nos seus estudos, junto dos pares, assim como a divulgação em encontros na própria escola e envolvendo escolas próximas. Uma escola que divulga práticas inovadoras é uma escola que aprende, onde os professores são capazes de desenvolver trabalho colaborativo com os pares, disseminando, deste modo, processos inovadores.

Também é fundamental entender como trabalhar nas escolas as chamadas competências não cognitivas ou socioemocionais, que estão no centro do debate de como melhorar a educação no País, e devem transformar a forma como o ensino é ministrado nas instituições públicas e privadas do Brasil.

É fundamental criar uma Política de inovação tecnológica nas escolas, capaz de fomentar um ecossistema inovador na Educação, articulando governo, empresas e sociedade civil em prol da melhoria da qualidade de ensino por meio da inovação tecnológica. tal política deve garantir recursos para a Aquisição e Avaliação de soluções inovadoras tecnológicas, articulada com Municípios e Estados aderentes. da mesma forma, deve proporcionar capacidade de fomento e aceleração de empresas e iniciativas inovadoras, a partir dos vários graus de maturidade da inovação. É preciso construir mecanismos que facilitem a adoção de soluções inovadoras por escolas pioneiras em diferentes contextos socioeconômicos, regionais e culturais.

PROPOSTAS:

Inovar para enfrentar os desafios do século XXI - Precisamos estimular o desenvolvimento de novas tecnologias educacionais e de práticas pedagógicas inovadoras. É preciso: a) promover e estimular a formação continuada de gestores, com o conhecimento de novas tecnologias educacionais e práticas pedagógicas inovadoras (estratégia 19.8 do PNE); b) fomentar o desenvolvimento de tecnologias educacionais e de práticas pedagógicas inovadoras que assegurem o aprendizado e

favoreçam a melhoria do fluxo

escolar. .

Inovação,

com foco em parcerias, transparência, equidade e

eficiência: para alcançar essa agenda educacional

ambiciosa, será necessário destravar todas as fontes potenciais para apoiar o direito à educação, indo além da abordagem de fazer mais por menos. É necessário um processo de aperfeiçoamento contínuo que inclua inovar, acompanhar e avaliar os resultados da inovação, além do uso de novas evidências para manter o sucesso e alterar o curso quando necessário. Esforços adicionais devem ser direcionados para alavancar todos os gastos atuais para obter melhores resultados (Marco de Ação da Educação 2030); Adoção, desenvolvimento e aprimoramento de

novas práticas de ensino que se apoiem em inovações tecnológicas, com oferta de ferramentas tecnológicas e soluções pedagógicas que permitam o acesso e aproveitamento efetivo dessas inovações, incluindo o apoio para a criação e desenvolvimento de um ecossistema de empreendedorismo e inovação na educação no município e na região, apoiando empreendedores e iniciativas inovadoras (startups); Proposição de uma Política Municipal de Inovação

Tecnológica nas Escolas, capaz de fomentar um ecossistema inovador na Educação, articulando governo, empresas e sociedade civil em prol da melhoria da qualidade de ensino por meio da inovação tecnológica. A ideia é garantir arranjos e parcerias-publico-privadas para disponibilização de soluções tecnológicas experimentais inovadoras no âmbito da educação, que permitam desburocratizar o processo de inovação, com regras que estabeleçam limites, prazos, metas, avaliação, e prestação de contas diferenciadas; Induzir processo contínuo de autoavaliação das

escolas de educação básica, por meio da constituição de instrumentos de avaliação que orientem as dimensões a serem fortalecidas, destacando-se a elaboração de planejamento estratégico, a melhoria contínua da qualidade educacional, a formação continuada dos (as) profissionais da educação e o aprimoramento da gestão democrática (meta 7.4 do PNE); Desenvolver modelo de gestão das escolas públicas

e das secretarias de educação, apoiado em tecnologia, e manter programa de formação inicial e continuada para o pessoal técnico das secretarias de educação (estratégia 7.22 do PNE); Efetivar a gestão democrática, por meio de meios

inovadores de seleção,

associados

a

critérios

técnicos de mérito e desempenho e à consulta pública à comunidade escolar, no âmbito das escolas públicas (meta 19 do PNE) estimulando a participação e a consulta de profissionais da educação, alunos e seus familiares na formulação

dos

projetos

político-pedagógicos,

currículos

escolares, planos de gestão escolar e regimentos

escolares, assegurando a participação dos pais na avaliação de docentes e gestores escolares (estratégia 19.6 do PNE).

II - ACESSO Até meados dos anos 90, todo o esforço da politica educacional se concentrava

II - ACESSO

Até meados dos anos 90, todo o esforço da politica educacional se concentrava na criação de vagas nas escolas e inclusão dos jovens no ensino básico. Outra opção não havia. Em 1980, 20% das crianças entre 7 e 14 anos não estavam na escola e metade dos jovens entre 15 e 17 anos não tinham oportunidade de estudar. De maneira similar, o país apresentou durante o século XX taxas altíssimas de analfabetismo declarado, estando esse valor em torno de 65% em 1900 e passando para 13,6% no ao final do século.

Entretanto, dois fenômenos, um natural e outro político, mudaram a tragédia da falta de acesso no Brasil: a redução da taxa de fertilidade, que diminuiu o número de jovens que precisavam de educação e maior disponibilidade de recursos para a educação básica, primeiro com o Fundef e depois com o Fundeb. Desse modo, já em meados da década de 1990, 96% das crianças brasileiras entre 7 e 14 anos passaram a estar na escola e o foco passou a ser a qualidade do ensino, em que pese ser preciso ter coragem para enfrentar a questão da garantia do acesso com qualidade na educação infantil e no ensino médio.

Escolas de sucesso estão próximas das famílias e da comunidade para encontrar soluções. O Plano Nacional de Educação tem uma meta (meta 19) e várias estratégias (1.12, 7.16, 7.26, 7.36 e 19.1) que apontam para a importância dessa aproximação. Estimular esse vinculação é essencial. As pesquisas revelam que as escolas de sucesso são aquelas que se aproximam da comunidade para encontrar soluções conjuntas para o desafio da melhoria da qualidade. A prefeitura deve estimular o uso das escolas pela comunidade e apoiar ações que busquem a aproximação entre escola e comunidade, na busca de soluções para a melhoria da qualidade da educação! É preciso estimular o uso das escolas pela comunidade e apoiar ações que busquem a aproximação entre escola e comunidade, na busca de soluções para a melhoria da qualidade da educação.

A nossa Constituição e a nossa LDB exigem isso e o Plano Nacional de Educação tem uma meta (meta 4) e várias estratégias que exigem essa aproximação. As pesquisas sobre aprendizagem indicam que toda criança aprende, sejam quais

forem suas particularidades intelectuais, sensoriais e físicas. Trata-se de processo singular, estimulado pela interação com pessoas diferentes. A educação inclusiva é uma resposta mais inteligente às demandas do mundo contemporâneo.

PROPOSTAS

Conceber e implementar programas, serviços e infraestrutura de qualidade, para a primeira infância, que sejam também inclusivos, acessíveis e integrados e abranjam necessidades de saúde, nutrição, proteção e educação, principalmente para crianças com deficiências, e o apoio a famílias como os responsáveis pelos primeiros cuidados das crianças (meta 4.2 do Marco de Ação da Educação

2030);

Aumentar substancialmente o número de jovens e adultos que tenham habilidades relevantes, inclusive competências técnicas e profissionais, para o emprego, o trabalho decente e o empreendedorismo, além de reconhecer e valorizar as habilidades adquiridas por meio da experiência em contextos não formais e informais, incluindo aquelas adquiridas no local de trabalho e por meio da internet. (Meta 4.4 do Marco de Ação da Educação

2030);

Promover a Integração escola-família por meio do desenvolvimento de tecnologias pedagógicas que combinem a organização do tempo e das atividades didáticas entre a escola e a comunidade, em especial atividades recreativas, esportivas e culturais;

Incentivar

a

participação

dos

pais

no

acompanhamento das atividades dos

filhos

e

Trabalhar a escola como espaço comunitário e a cidade como grande espaço educador; Realizar Audiência Pública com diretores de escolas

e Associação de Moradores para debater como aproximar escolas de ensino médio da comunidade. Promover a inclusão escolar - A sala de aula deve espelhar a diversidade humana, não escondê-la. É preciso: a) garantir a oferta de educação inclusiva, com igualdade de oportunidade de aprendizado a todos estudantes; b) acolher todas as pessoas, sem exceção, nas escolas, independentemente de cor, classe social e condições físicas e psicológicas; c) implantar salas de recursos multifuncionais e fomentar a formação continuada de professores e professoras para o atendimento educacional especializado nas escolas;

Realizar Audiência Pública para discutir os desafios do cumprimento da meta 4 do PNE e da educação especial. Convidar: APAE; Secretario Municipal de Educação; universidade; Secretaria Municipal de saúde; Diretor de escola; outros, conforme a realidade local.

III - APRENDIZADO Concomitante ao processo de universalização do acesso ao ensino fundamental no Brasil, duas

III - APRENDIZADO

Concomitante ao processo de universalização do acesso ao ensino fundamental no Brasil, duas ações desenhadas ainda na Constituição de 1988 ganham forma com o intuito de melhorar a qualidade da educação: a municipalização do ensino, que aproximou a gestão escolar das necessidades das comunidades e a introdução dos sistemas de accountability escolar, com o objetivo de avaliar a qualidade do ensino ofertado, sobretudo através de avaliações de larga escala como o SAEB (e depois Prova Brasil) e com a divulgação do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). O IDEB, criado em 2007 pelo Governo federal através do Decreto 6094/2007, permite ao cidadão acompanhar o desenvolvimento da escola da sua comunidade ao longo do tempo, bem como situá-la no conjunto das demais escolas de mesmo contexto social e geográfico.

Ocorre que os indicadores educacionais disponíveis revelam que milhões jovens brasileiros chegam a maioridade sem chegar ao final da escolarização básica (ensino médio). E aqueles que chegam ao final de sua escolaridade obrigatória em sua grande maioria não possuem as habilidades básicas necessárias na sociedade e no local de trabalho atuais. Trata-se de um mecanismo perverso e vicioso de desempenho e desmotivação ruins que levam apenas a mais notas ruins e a mais desmobilização da escola. Os alunos com desempenho ruim aos 15 anos de idade enfrentam um alto risco de abandonar a escola. No momento em que se tornam jovens adultos, a baixa proficiência em matemática e leitura pode se traduzir em menor acesso a empregos melhor remunerados e mais recompensadores, saúde mais precária e menor participação social e política. Quando uma grande parte da população carece de habilidades básicas, o crescimento econômico e a equidade a longo prazo de um país estão seriamente comprometidos. Além dos danos óbvios que isso causa às vidas individuais, é preciso entender as raízes de fracasso dessa magnitude em nível sistêmico, e as graves consequências para as economias e para as sociedades como um todo. Os números são alarmantes e o resultado será cruel para o futuro de toda a Humanidade. Enfrentar esse desafio é uma questão civilizatória: É preciso garantir o direito de todos à educação de

qualidade! O conteúdo dessa educação precisa ser relevante, com foco tanto no aspecto cognitivo quanto no não cognitivo da aprendizagem. Os conhecimentos, as habilidades, os valores e as atitudes necessários para que cidadãos tenham vidas produtivas, tomem decisões bem informadas e assumam papel ativo local e globalmente para enfrentar e resolver desafios globais podem ser adquiridos por meio da educação para o desenvolvimento sustentável (EDS) e da educação para a cidadania global (ECG), que inclui educação sobre paz e direitos humanos, bem como educação intercultural e para a compreensão internacional. É um desafio que requer uma abordagem multifacetada.

Precisamos também mudar a forma como encaramos a reprovação escolar. O Brasil perde bilhões de reais todo ano com os custos de reprovação escolar. Estudos enfatizam a importância do processo pedagógico respeitar as habilidades e o tempo de aprendizado de cada estudante. É preciso respeitar o ritmo e as características da cada criança e jovem. Assim, é preciso estimular estratégias pedagógicas voltadas a promover o desenvolvimento dos estudantes de maneira individualizada. As escolas que se propõem a oferecer um ensino mais conectado ao projeto de vida do estudante colocam o aluno no centro de sua proposta pedagógica e criam oportunidades para que se torne o principal agente do seu aprendizado. É preciso criar um Plano de Acompanhamento personalizado de estudante com defasagem para evitar a repetência. Além disso, é preciso entender a importância da criatividade no mundo moderno. Pesquisas revelam que a educação artística promove a capacidade de se comunicar e cooperar de forma eficaz. Também indicam que o ensino de artes têm impacto sobre a criatividade, e que os professores de artes promovem a reflexão e a metacognição, permitindo que os estudantes se expressem livremente. Essa importância está prevista no Plano Nacional de Educação, que indicou numa estratégia (7.18) a exigência do estímulo ao ensino de artes. É preciso centrar as ações no combate a desigualdade e garantir, na educação de qualidade, a inclusão na oferta e nos resultados, o que requer que se aprofunde o conhecimento do ensino e da

aprendizagem em ambientes de aprendizagem específicos e a educação integral. PROPOSTAS  Até 2030, garantir que

aprendizagem em ambientes de aprendizagem específicos e a educação integral.

PROPOSTAS

Até 2030, garantir que todas as meninas e meninos

completem uma educação primária e secundária gratuita, equitativa e de qualidade, que conduza a resultados de aprendizagem relevantes e eficazes (meta 4.2 do Marco de Ação da Educação 2030); Fomentar a qualidade da educação básica em todas

as etapas e modalidades, com melhoria do fluxo escolar e da aprendizagem (meta 7 do PNE); Até 2030, garantir que todos os jovens e uma

substancial proporção dos adultos estejam alfabetizados e tenham adquirido conhecimentos básicos em matemática; Promover o uso de tecnologia móvel, para incentivar

programas de alfabetização

e

de

ensino

de

matemática (meta 4.6 do Marco de Ação da

Educação 2030);

Garantir que

todos

os

alunos adquiram as

habilidades necessárias para promover o desenvolvimento sustentável, por meio da educação para o desenvolvimento sustentável, direitos humanos, promoção de uma cultura de paz e não violência, cidadania global e valorização da diversidade cultural e da contribuição da cultura para o desenvolvimento sustentável (meta 4.7 do Marco de Ação da Educação 2030); Desenvolver políticas e programas para promover a EDS e a ECG e trazê-las para a educação tradicional formal, não formal e informal por meio de intervenções ao longo de todo o sistema, da qualificação de professores, da reforma curricular e do apoio pedagógico (meta 4.7 do Marco de Ação da Educação 2030);

Pautar o assunto da qualidade junto ao Ministério

Público e ao Tribunal de Contas, para traçar estratégias coordenadas que resultem na melhoria da qualidade da educação. Desde a realização de auditorias especiais, passando por recomendações e inquéritos, que possam ser instrumento de ação que coloque a qualidade da educação na agenda política do município; Incentivar a realização de reuniões técnicas com os

tribunais de contas e o ministério público para apresentar a questão e traçar estratégias para promover a qualidade da educação em todas as escolas do município. Desenvolver o potencial criativo dos estudantes por meio do ensino de Artes. Precisamos apoiar o ensino de artes para desenvolver o pensamento criativo, a motivação e a autoconfiança. É preciso: a) oferecer métodos para a formação de ambientes escolares que explorem a estética e o exercício de experiências perceptivas no ensino de artes; b) Implantar o conceito de Cidade Educadora, fomentando a articulação da escola com os diferentes espaços

educativos, culturais e esportivos e com os equipamentos públicos, tais como centros comunitários, bibliotecas, praças, parques, museus, teatros, cinemas e planetários. c) Trabalhar para que a escola seja um espaço comunitário e a cidade um grande espaço educador; Realizar uma Audiência pública sobre o desafio do

ensino de artes no município, convidando os professores de linguagens, educação física e artes do município, para discutir propostas apara incentivar o ensino de artes no município. Convidar ainda Diretor de Museu; Diretor de Biblioteca Municipal; universidade, entre outros, de acordo com a realidade local. Incentivar a criação de Plano Municipal de

Acompanhamento Personalizado do Aprendizado do estudante, com o objetivo de zerar a reprovação escolar. Precisamos mudar a forma como encaramos a reprovação escolar. É preciso criar um Plano de Acompanhamento personalizado de estudante com defasagem para evitar a repetência. É preciso: a) Criar ações de acompanhamento individualizado do estudante com rendimento escolar defasado; b) fomentar o desenvolvimento de tecnologias educacionais e de práticas pedagógicas inovadoras que assegurem o aprendizado na trajetória adequada e favoreçam a melhoria do fluxo escolar; Realizar Audiência pública para debater as causas da repetência escolar no município. Convidar a Universidade, a secretaria municipal de educação, representantes dos professores e dos da associação de pais e professores, o conselho tutelar, entre outros atores locais para discutir o assunto.

IV - FORMAÇÃO Os professores são uma chave para se alcançar a agenda proposta, assim, trata-se

IV - FORMAÇÃO

Os professores são uma chave para se alcançar a agenda proposta, assim, trata-se de desafio crucial. Ela requer atenção urgente, com um prazo mais imediato, porque a lacuna de qualidade na educação é exacerbada pela falta e pela distribuição desigual de professores profissionalmente qualificados, sobretudo em áreas desfavorecidas. Como os professores são condição fundamental para garantir uma educação de qualidade, professores precisam estar empoderados para enfrentar esse desafio, adequadamente contratados e remunerados, motivados, profissionalmente qualificados, além de contar com o apoio de sistemas bem financiados, eficientes e governados de forma eficaz. Nesse sentido é nítido que um dos maiores desafios da Educação brasileira está relacionado à formação de professores e, em especial, à valorização da carreira do magistério. Como fazer com que alunos brilhantes sejam atraídos pela atividade docente na educação básica? Esta é uma questão prioritária a ser resolvida. Vários estudos apontam para a centralidade do professor para o processo de aprendizagem do estudante. A formação de professores necessariamente precisa ser encarada como um processo permanente e integrante da atividade cotidiana e da trajetória profissional dos docentes. Um grande desafio é transformar é a dimensão da escola como lócus formativo prioritário. Deve-se conduzir a formação por estratégias fundadas na otimização do potencial formativo do contexto de trabalho. A escola deve ser o local de formação permanente e privilegiado do professor, espaço em que os professores aprendam e desenvolvam de maneira permanente sua profissão. O desafio aqui é transformar cada escola publica brasileira num legítimo e privilegiado espaço de aprendizagem do professor. Temos que inverter o eixo de formação da Universidade para a escola: o mestre deixa de receber os futuros professores na Universidade e passa a se deslocar para o local de trabalho do profissional/professor em formação, ou seja a escola.

É preciso ampliar a ideia de trabalho colaborativo, apostar na construção de redes locais de professores que partilhem experiências, socializem reflexões, promovam a produção de conhecimentos fazendo com que essa produção coincida com o

exercício da própria docência, se reúnam para observar e aprender as práticas dos demais, assim como colaborar para desenvolver projetos, estratégias de avaliação e outras atividades que contribuam para melhorar a qualidade do sistema e o desenvolvimento profissional dos professores. A colaboração entre professores é pratica comum em países como Finlândia e Ontário (Canadá). Os profissionais mais aptos a apoiar o professor que necessidade de ajuda via de regra encontra-se na sala ao lado, já que convive com os mesmos desafios, os mesmos estudantes e encontra-se na mesma comunidade.

Além disso, é preciso enfrentar o desafio dos mais de 2 milhões de professores que já estão em sala de aula, e que a cada dia saem de suas casas e vão trabalhar nas mais de 150 mil escolas públicas brasileiras. Para esse desafio, é preciso uma ampla Política nacional de Educação Permanente e Continuada dos trabalhadores da Educação. Essa Política deve prever estratégias, como, por exemplo, regulamentar o pagamento de bolsas de tutoria, na qual um professor mais experiente acompanha e orienta outro docente, na perspectiva da educação permanente, que se apoia no conceito de "ensino problematizador" (inserido de maneira crítica na realidade e sem superioridade do educador em relação ao educando) e de "aprendizagem significativa" (interessada nas experiências anteriores e nas vivências pessoais dos alunos, desafiante do desejar aprender mais), ou seja, ensino-aprendizagem embasado na produção de conhecimentos que respondam a perguntas que pertencem ao universo de experiências e vivências de quem aprende e que gerem novas perguntas sobre o ser e o atuar no mundo.

Pesquisas revelam que melhorar a qualidade da gestão escolar democrática é um dos grandes desafios do país. O papel da equipe de direção da escola como responsável pela gestão escolar e suas competências é uma tarefa complexa. É preciso criar uma Política Municipal de Formação de Diretores de Escola, e garantir que diretores com curso de formação tenham prioridade no exercício da direção de escola.

PROPOSTAS

Atrair melhores e mais motivados candidatos à docência e garantir que eles sejam alocados onde são

     mais necessários. Isso inclui medidas políticas e legislativas para tornar a

mais necessários. Isso inclui medidas políticas e legislativas para tornar a profissão docente atraente para atuais e futuros funcionários, por meio de melhores condições de trabalho, da garantia de benefícios de seguridade social e da garantia de que os salários de professores e de outros profissionais da educação sejam pelo menos comparáveis aos pagos em outras profissões que requerem qualificações similares ou equivalentes (meta 4.c do Marco de Ação da Educação 2030); Implantar, nas redes públicas de educação básica e superior, acompanhamento dos profissionais iniciantes, supervisionados por equipe de profissionais experientes, a fim de fundamentar, com base em avaliação documentada, a decisão pela efetivação após o estágio probatório e oferecer, durante esse período, curso de aprofundamento de estudos na área de atuação do professor, com destaque para os conteúdos a serem ensinados e as metodologias de ensino de cada disciplina (estratégia 18.2 do PNE); Oferecer aos professores as habilidades tecnológicas adequadas para lidar com novas tecnologias e redes sociais, bem como habilidades de alfabetização midiática e pensamento crítico, além de oferecer treinamentos sobre como lidar com desafios de alunos com necessidades educacionais especiais (meta 4.c do Marco de Ação da Educação 2030); Criar Política de Formação Continuada de Professores. Precisamos de uma política de formação continuada de professores que coloque a escola como principal espaço de formação, com diretrizes, áreas prioritárias, instituições formadoras e processos de certificação das atividades formativas. É preciso: a) desenvolver programas de formação continuada de professores. (meta 4.c do Marco de Ação da Educação 2030); Realizar audiência pública para debater a criação de uma Política de Formação Continuada de Professores do Município. Convidar: Secretário Municipal de Educação; diretores de escolas; Universidade; Outras IES que tem formação e pós graduação na região. Realizar Audiência Pública para discutir os desafios da formação de professores da região. Convidar:

Universidade, as IES que tem cursos de licenciatura e pedagogia em Joinville, Secretaria Municipal de Educação. Realizar audiência pública para discutir a criação de um projeto de lei para regulamentar o acesso com definição de critérios de qualidade para o estagio supervisionado nas escolas publicas do município. Realizar audiência pública para debater a criação e/ou melhoria do Plano de Carreira dos Professores da Educação Básica que contemple a evolução na carreira de acordo com um conjunto de critérios mais amplo que apenas o tempo de docência. Criar Política de Formação de Gestores Escolares. Precisamos de uma política de formação de gestores

escolares que coloque a escola como principal espaço de formação dos professores, com diretrizes nacionais, áreas prioritárias, instituições formadoras e processos de certificação das atividades formativas. É preciso: a) desenvolver programas de formação de diretores e gestores escolares; b) favorecer processos de autonomia pedagógica, administrativa e de gestão financeira nos estabelecimentos de ensino. c) melhorar a forma de escolha dos cargos de direção de escola, e garantir que diretores com curso de formação tenham prioridade no exercício da direção de escola;

Realizar audiência pública para debater a criação de uma Política de Formação de Diretores escolares do Município. Convidar: Secretário Municipal de Educação; diretores de escolas; Universidade; Outras IES que tem formação e pós graduação em gestão escolar na região.

CONSIDERAÇÕES FINAIS O presente documento apresentou quatro eixos com propostas para criar a nova escola que

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente documento apresentou quatro eixos com propostas para criar a nova escola que vai mudar o Brasil. Algumas das propostas exigem alterações simples de gestão e de postura dos profissionais envolvidos com Educação. Outras já envolvem intenso esforço e debate e devem ser pactuadas em um grande debate nacional sobre a educação que Brasil precisa. Espera-se que a democratização do processo de tomada de decisões e a chegada dessa Agenda às Câmaras Municipais aumente o número de vozes que clamam por qualidade e as prioridades dos cidadãos se vejam refletidas no desenvolvimento e na implementação de políticas educacionais em todos os níveis. A incorporação dos vereadores no debate fortalecerá o processo de planejamento, a implementação e o monitoramento participativo. As parcerias, em todos os níveis, devem ser guiadas pelos princípios de um diálogo político aberto, inclusivo e participativo, junto com responsabilização, transparência e sinergias mútuas. A participação deve começar com o envolvimento das famílias e das comunidades para incentivar a transparência e garantir uma boa governança na administração educacional. O aumento da responsabilização coletiva por uma educação de qualidade fortalecerá a eficiência na oferta dos serviços.

Nenhum dessas propostas se transformará em realidade sem amplo debate, e sem que sejam incorporadas de maneira ascendente pelas escolas e redes públicas de ensino. Esse fato é central - é preciso grande esforço de todos - sociedade, governos, forças produtivas, trabalhadores - enfim de toda a nação brasileira, em prol de um verdadeiro projeto de desenvolvimento que tenha a educação como eixo central. Será o convencimento da importância da educação ao processo de desenvolvimento que desencadeará o processo de melhoria, e se refletirá em termos orçamentários.

De toda forma, se houver debate o objetivo aqui se faz cumprido. Esta proposta tem o objetivo de provocar o debate, jogar luz no problema e ousar propor soluções. Aproveita o importante papel do vereador como agente impulsionador de reflexão e proposição de mudanças no município. Embora cada vez mais haja interesse em educação pública, a mobilização da sociedade, através das Câmaras

Municipais, espaços representativos e caixa de ressonância das reivindicações por melhorias e mudanças ainda está aquém do que é necessário para desencadear o circulo virtuoso necessário para retirar da inercia e produzir mudanças. Por isso, é preciso compreender os problemas, debater e buscar mecanismos que coloquem a educação brasileira em um patamar que possibilite garantir a igualdade de oportunidades e promova o desenvolvimento econômico e social do país.

ABRACAM

FRENTE NACIONAL PELA QUALIDADE NA EDUCAÇÃO

SOBRE A FRENTE NACIONAL PELA QUALIDADE NA EDUCAÇÃO A Frente Nacional pela Qualidade na Educação, também

SOBRE A FRENTE NACIONAL PELA QUALIDADE NA EDUCAÇÃO

A Frente Nacional pela Qualidade na Educação, também conhecida como #PensarpraFrente, se constitui numa rede para inspirar e transformar a educação brasileira, promovendo a construção e consolidação de alianças e parcerias entre as instituições nacionais e as nações empenhadas no desafio de garantir educação de qualidade para todos. Tem como pilares estruturantes o diálogo e a busca de convergência para a ação transformadora em educação. Os integrantes da Frente acreditam que é essencial a formação de uma nova agenda para a educação brasileira, principal alicerce de seu projeto de desenvolvimento. A Frente Nacional pela Qualidade na Educação tem como missão promover efetiva ligação entre pessoas e organizações para garantir o direito a educação de qualidade, catalisando oportunidades e cooperação, num quadro de ação em linha com os objetivos globais do desenvolvimento sustentável.

Objetivos da a Frente Nacional pela Qualidade na Educação

Dinamizar a constituição de uma rede de reflexão e ação que inspire, desenvolva sinergias e maximize potencialidades para a transformação da educação brasileira

Promover a partilha de conhecimento e de experiência entre as organizações públicas e privadas que atuam no campo educacional; Identificar e apoiar novas oportunidades para o desenvolvimento de projetos e iniciativas no âmbito local e global;

Promover o diálogo

entre parceiros e

organizações nacionais e internacionais e

estabelecer parcerias

polivalentes que

inspirem a transformação da educação brasileira; Promover a inovação no setor educacional,

facilitando a articulação entre organizações públicas, privadas e centros de investigação; Dinamizar a constituição de um fórum de reflexão para os desafios da educação do futuro.

Coordenador

da

Frente

Nacional

pela

Qualidade na Educação

 

Alexandre André dos Santos (61) 9 8274

8415