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Preparação para o teste 1 – O

Homem, a Sociedade e o Direito


Notas do Professor:
Classificação do Direito quanto à sua aplicação:
 Direito Natural: são aqueles princípios do Direito que sempre existiram e sempre
existirão. Existem em todos os tempos e em todos os lugares, embora não escritos são
imutáveis e têm existência anterior à existência do Estado, por isso o Estado tem que os
respeitar (e.g. direito à vida; à segurança, à justiça, liberdade).
 Direito Positivo: É o Direito escrito (pelo menos no sistema romano-germânico), é o
Direito que efetivamente vigora e que se aplica. Sendo assim, Direito Positivo é aquele
Direito que se aplica ou que se aplicou, depende de ápoca para época ou de lugar
para lugar. Para os positivistas não existe Direito Natural.
Princípios do Direito:
 Princípio da Dignidade da pessoa humana
 Princípio da Aplicabilidade do Direito (ninguém está acima da lei e todos são iguais
perante a lei)
Valores Sociais: conceção geral de Bem
Criem: um ato (depende da vontade humano (dominável/dominada)) típico (previsto na lei
penal), ilícito (vai contra a lei) e culposo (mede-se pela ação que uma pessoa normal teria
naquela situação).
Senhora Justiça:

 Espada - simboliza a força, coragem, ordem, regra e aquilo que a razão dita e a
coerção para alcançar tais determinações.
 Balança - simboliza a equidade, o equilíbrio, a ponderação, a igualdade das decisões
aplicadas pela lei.
 Deusa de olhos vendados - usualmente uma imagem da deusa romana Iustitia, que
corresponde à grega Diké, significa o desejo de nivelar o tratamento jurídico de todos
por igual, sem nenhuma distinção. Tem o propósito da imparcialidade e da
objetividade. É a afirmação de que todos são iguais perante à lei. Portanto, uma vez
que seus olhos estão vendados, elucidam o disposto clara e evidentemente. Há que
se dizer que a imagem original não comportava tal venda, no entanto, com a
evolução da humanidade, por obra dos alemães, esta se faz presente até hoje.
 Deusa de olhos abertos e sem venda - pode ser interpretada como a necessidade de
não deixar que nenhum pormenor relevante para a aplicação da lei seja
desconsiderado, avaliar o julgamento de todos os ângulos.

Significado histórico e etimológico da palavra «direito»: A palavra «direito» tem o significado


etimológico e histórico de equilíbrio de interesses, indispensável à convivência social,
indicando como os homens devem proceder para manter esse equilíbrio. Na antiga Grécia,
era representado pela deusa Diké (filha de Zeus e Themis), com uma espada na mão direita
e balança na mão esquerda. Dizia-se que havia direito quando os pratos da balança
estivessem ao mesmo nível. Na antiga Roma, o Direito era representado pela deusa Iustitia,
filha de Júpiter e Diana, com uma balança nas mãos e olhos vendados, existindo «direito»
quando a balança estivesse a prumo (de rectum) (quod Iustitias dixit). Etimologicamente, as
normas do direito são designadas por normas jurídicas (derivada da palvra jussum(ordem))
pondo em evidência o sentido ordenador destas, com vista ao equilíbrio e harmonia da vida
social, como objetivo precípuo do Direito.

A Problemática da Ordem Social:


1.1 – A natureza social do Homem
Razão da natureza social do homem
Naturalistas (IV a.c. – XIII Contratualistas (Séc. XVII – XIX)
d.c.)
Defensores: Aristóteles, O ser humano experiencia uma vida pré-social («estado
Cícero, S. Tomás de de natureza»), isolado dos seus semelhantes, livre de
Aquino, Sto. Agostinho, todas e quaisquer vinculações. Através de um «contrato
Igreja. social» (deliberação sobre a associação, obrigando-se a
Tese: A sociabilidade é viver em conjunto e a respeitarem-se reciprocamente,
inata ao Homem causando o aparecimento de sociedades organizadas
(gregário), determinante política e juridicamente («estado de sociedade»).
da sua própria natureza Thomas Hobbes John Locke/Jean Jacques
(«teoria da sociedade Rousseau
natural»). Assim, mesmo «homo homini lupus est» - O «estado de natureza» é um
que possa prosseguir Literally it means "Man, to estado de paz, de assistência
uma vida isolada, man, is a wolf.» What it id- mútua e conservação, pois o
escolhe viver em iomatically means is homem não é agressivo, mas
sociedade (principal something along the lines temeroso e indefeso. O
Precursor: Aristóteles). Isto of "human beings act Homem vive num estado de
é independente de savagely / inhumanely to paz, concórdia e harmonia,
necessidades materiais one another." dotado de razão e detentor
(Cícero). O normal do No seu «estado de de propriedade. O «contrato
homem é a vida social, natureza», o Homem é social surge de 2
sendo a necessidade de um ser perigoso e características fundamentais:
convivência uma dominado pelo egoísmo. a confiança e o
característica da Considera portanto o consentimento, com o
natureza humana. estado de natureza objetivo de preservar a
Seguem-se pela como um estado de propriedade e consolidar
expressão «unus homo, guerra: «A guerra de ainda mais os direitos que
nulus homo» («um todos contra todos». possuía originalmente no
homem, nenhum Referia também o «estado de natureza».
homem). Um homem interesse do homem em Para Jean Jacques
isolado nada é. acabar com esse estado Rousseau, a sociedade e o
Exceções: pela vileza, insustentável e celebrar o aparecimento da
pela barbárie e contrato social, propriedade privada é que o
ignorância total ou então delegando a sua corromperam, dando origem
pela pureza do ser, em liberdade e o poder aos inúmeros conflitos sociais
estado de quase absoluto sobre todas as e consequentemente, ao
santidade ou divindade coisas ao estado. aparecimento do «contrato
(Nirvana?). social».

No entanto estas hipóteses são de refutar, porque são contrariadas quer pelos dados
históricos, quer pela consideração da natureza social do ser humano. «A sociabilidade é
inata ao Homem, e por isso desde os primórdios vemos este vivendo em comunidade.» Daí
dizer-se que viver é necessariamente conviver, o que os romanos já defendiam ao afirmar
«ubi homo, ibis societas» (onde há Homem, há sociedade).
Contudo, a convivência em sociedade só é possível se existir um elenco mínimo de princípios
ou regras que pautem as condutas humanas, pelo que a existência de normas capazes de
as definir é um dado inerente à própria vida em sociedade: ubi societas, ibi jus. Com igual
segurança podemos afirmar o inverso: ubi jus, ibi societas, uma vez que o Direito é sempre um
fenómeno social.
Ordem Social
Ordem: Ordem significa a colocação de cada um dos vários seres ou atores na posição
adequada com vista à realização de determinada finalidade, implicando, por um lado, uma
pluralidade de seres, por outro, a existência de um fim comum.

Ordem social Ordem Natural


 A ordem social é aquela que é criada pelo homem, isto é,  A ordem
resulta da vontade humana, varia no tempo e no espaço. Isto natural é
implica um complexo de normas propostas à observância dos uma ordem
seus membros. É a norma que demarca e harmoniza as de
condutas dos vários sujeitos, tornando possível a sua convivência necessidade:
comum. A ordem é um dado imediato da observação tem de existir
sociológica. A ordem social é uma ordem normativa, pois se tal qual, as
exprime através de normas que se impõem ao ser humano com suas leis são
o fim de nortear as suas condutas (vivência social). No entanto, insubstituíveis.
este pode violá-las. A violação das normas sociais só as atinge É fatal.
na sua eficácia e não na sua validade. É uma ordem de
liberdade, logo não se impõe cegamente.
 Uma realidade diz-se ético normativa quando só se compreende
do ponto de vista da norma, do dever ser. Não se cifra numa
mera descrição, antes se dirige à orientação da conduta
humana, estabelecendo como esta deve processar-se.
1.2 – A necessidade de existência do Direito
Na atualidade, considera-se importante a existência de uma ordem jurídica eficaz no sentido
de dirimir conflitos de interesses e que vise instituir a ordem, paz, segurança e justiça. Existem,
no entanto, 2 teses que se pronunciam em sentido contrário:
 Uma que sustenta que o Direito é uma consequência da maldade dos seres humanos
e que está destinado a desaparecer com o mítico aperfeiçoamento destes;
 Outra, de cariz marxista, que defende o Direito está ligado à existência de classes
sociais e que prevê o seu desaparecimento com o fim dessas classes.
 E ainda, a de Alfred Fouillé, que refere «na sociedade ideal, a simpatia será de tal
modo universal que não mais se poderá conceber a possibilidade de uma ação
contrária ao interesse de todos, o Direito e a justiça deixarão de precisar de códigos
escritos pelas mãos dos Homens; os códigos passarão a estar dentro da cabeça dos
Homens.»
1.3 – As diversas ordens sociais normativas
Trato
Social

Moral
Social
Ordem Religiosa
Natural
Jurídica
 Ordem de Trato Social: São relativizáveis; são geradas de uma forma inorgânica, uma
vez que não foram criadas por qualquer órgão legislativo, ou por um processo mais ou
menos formal. A violação das normas de trato social implica apenas uma sanção
inorgânica que consiste essencialmente num sentimento de reprovação por parte da
comunidade, levando muitas vezes à segregação social do infrator.
o Norma de Trato Social: São as regras de boa educação
 Ordem Moral: é, na sua essência, uma ordem subjetiva, que visa o aperfeiçoamento
do indivíduo, dirigindo-o para o bem, e só reflexamente influencia a organização
social. É na sua essência, uma ordem intrasubjetiva, embora não se possa ignorar a
inserção social do ser humano. O Direito e a moral são distinguíveis através do critério
da coercibilidade e do critério da exterioridade.
o Norma Moral: são as regras de conduta social que impõem um determinado
comportamento referido a valores éticos (e.g. não matar, não difamar)
 Ordem Religiosa: é uma ordem normativa essencialmente intraindividual. É meramente
instrumental, pois leva a sanções de caráter extraterreno. Saliente-se que há normas
que regulam a organização, o funcionamento e as práticas religiosas de comunidades
de crentes das diversas religiões, que não podem confundir-se com as normas
religiosas de origem divina de que temos estado a falar. Aquelas normas são criadas
pela própria organização das diferentes igrejas e preveem sanções para a sua
violação, tais com a excomunhão, sanções essas que se repercutem com maior ou
menor incidência nas respetivas comunidades e consoante as épocas históricas.
o Norma Religiosa: são aquelas que regulam a relação entre o crente e Deus
 Ordem Jurídica: É uma ordem normativa intersubjetiva. Exprime-se através de normas,
cujo conjunto sistematizado forma o sistema jurídico (ou ordenamento jurídico) que
rege uma dada comunidade, num determinado momento histórico e ajuda a aplicar
a lei. Mais rigorosamente, deste ordenamento fazem parte também os princípios gerais
ou fundamentais do Direito. É constituído por:
 As situações jurídicas
 Os órgãos
 as instituições;
 as fontes de Direito,
 o sistema de regras
o Norma Jurídica: são normas de conduta social que podem ser impostas à força.
Só estas podem corresponder a um crime.
As diferentes ordens sociais normativas podem estabelecer entre si relações de:
coincidência, indiferença e conflito.

Normas Jurídicas:
Estrutura Características
 Previsão: toda a norma prevê um  Imperatividade: a ordem jurídica
acontecimento ou estado de coisas, impõe um comando. (pode estar
isto é, contém uma representação de subentendido); facere ou non facere
situações jurídicas futuras;  Generalidade. Significa que se aplica
 Estatuição: consiste no a toda a gente.
estabelecimento das consequências  Abstração: significa que se aplica a
jurídicas, caso a situação prevista um número indeterminado de
venha a verificar-se; situações.
 Sanção: traduz-se numa  Coercibilidade: significa que a norma
consequência desfavorável que recai é obrigatória.
sobre quem violou a norma e
representa a possibilidade de reagir à
violação da norma, pela força ,se
preciso for, impondo coativamente a
reparação da violação.

1.4 – O Direito como produto cultural


Cultura (em sentido sociológico): tudo aquilo que os seres humanos criaram ao longo do
tempo e em todos os domínios, numa determinada sociedade.

Cultura (em sentido antropológico): é tudo aquilo que no meio é devido ao Homem, isto é,
tudo aquilo que na Terra é criado pelo Homem. (Sociológico c Antropológico)

Direito: Conjunto de normas jurídicas, isto é, conjunto de regras de conduta social emanadas
pelo estado e garantidas pelo seu poder. Organiza a vida em sociedade e as situações
jurídicas que resultam da aplicação das normas jurídicas (advindo dos Sistemas de Regras e
Fontes de Direito). Em suma, o Direito é uma ordem imperativa, social e coerciva. A
imperatividade decorre da normatividade. A sociabilidade resulta da demarcação objetiva
do Direito, como ordem que se justifica pela intervenção na vida dos Homens e dos grupos. A
coercibilidade advém da necessidade de garantir ao Direito a completa efetivação do seu
escopo regulador.
O Direito, enquanto obra do espírito humano, é, com efeito, um fenómeno cultural e, como
tal, sensível a valores. O Direito é relativizável. Pertencendo o Direito à esfera cultural da
realidade e sendo um fenómeno complexo, ele compreende também, como se referiu, uma
dimensão valorativa ou axiológica, pois ordena as condutas humanas segundo valores
(próprios do Direito). Trata-se, portanto, da incorporação de valores sociais nas normas
jurídicas. Pode ser interpretado em diferentes sentidos:
 Direito Objetivo – Law – norma ou conjunto de normas
 Direito Subjetivo – Right – poder ou faculdade, conferidos pela lei a uma pessoa, titular
de um direito objetivo, de agir ou não de acordo com o conteúdo daquele. É o direito
visto na perspetiva do sujeito.
 A norma constitucional é, em si, direito objetivo. O Direito subjetivo pressupõe, pois, a
existência do correspondente Direito objetivo, já que é o segundo que cria, modifica e
extingue o primeiro. O «direito de suceder», «o direito do credor» ou o «direito do
proprietário» são regulados por regras do Direito objetivo.

Valores fundamentais do Direito:


Justiça Segurança
O Direito, ao regular a conduta do ser Outro objetivo do Direito é a segurança e,
humano em sociedade, fá-lo tendo embora não tenha a projeção da justiça, pois
sempre como referência os seus valores representa um valor de hierarquia inferior, não
fundamentais, procurando alcançá-los deixa de ser indispensável na vida social, pois
na sua plenitude, se bem que qualquer está diretamente ligada à utilidade, às
valor se caracterize pela sua necessidades práticas e às urgências da vida.
inexauribilidade, ou seja, a Um dos aspetos da segurança é a ordem e paz
impossibilidade da sua plena social, pois, como já estudámos, o Direito
realização. destina-se a garantir a convivência entre os
Um dos grandes objetivos atribuídos ao homens, prevenindo e solucionando os conflitos
Direito é a Justiça, digamos que é o seu que, inevitavelmente, surgem na vida social.
principal fim. É uma palavra ambígua e Assim, primeiro que tudo, o Direito tem de
difícil de analisar, pelos muitos sentidos cumprir essa missão pacificadora, que se
que comporta. Assim, no contexto estende igualmente às relações internacionais,
bíblico, a justiça é encarada como a no sentido de cada Estado não se imiscuir nos
síntese de todas as virtudes. Uma assuntos internos de outros e respeitar o princípio
definição clássica e célebre atribuída a de independência nacional.
Ulpiano refere-se à justiça como a A segurança jurídica também nos pode
vontade perpétua e constante de dar aparecer sob a forma de certeza jurídica pois é
a cada um o seu Direito - «Iustitia est necessário que cada um possa prever as
constans et perpetua voluntarius suum consequências jurídicas dos seus atos e saber
cuique tribuendi». Para alguns autores, aquilo com que pode contar para, com base em
esta noção não é aceitável «porque expectativas firmes, orientar a sua conduta ou
não refere a justiça em si, mas a
vontade justa, ou seja, um elemento estabelecer os seus planos de vida. Evita a
subjetivo, uma virtude». Com efeito, eternização de situações litigiosas:
para o Direito, o que interessa é a  Princípio da não retroatividade da lei: tem
justiça como «principal objetivo», o valor de um princípio constitucional.
«como fundamento de um juízo de Trata-se da segurança de um indivíduo
validade». perante o Estado. Procura evitar que as
Outro significado tradicional que tem leis venham a produzir efeitos imprevisíveis
permanecido no pensamento e alterar situações ou direitos adquiridos,
ocidental, desde os Gregos, faz porque a regra é a de que a lei só dispõe
equivaler a justiça à igualdade, para o futuro.
segundo o princípio « de que os iguais  Princípio do caso julgado: estipula que
devem ser tratados como iguais e os não pode haver interposição de recurso
desiguais como desiguais». Porém, ordinário contra decisões transitadas em
também esta noção de justiça é difícil julgado (já não é possível recurso ordinário
de concretizar, ao estabelecer critérios nem reclamação), isto é, caso objeto de
para determinar a semelhança ou a decisão jurídica não pode ser reposto
diferença e, por outro lado, estes perante os tribunais.
também variam no tempo e consoante Segurança no seu sentido mais amplo: pretende
as opiniões dos diferentes grupos que o Direito proteja os direitos e liberdades
sociais. Ainda, outra distinção clássica fundamentais dos cidadãos e os defenda das
que Aristóteles iniciou reparte a justiça eventuais arbitrariedades dos poderes públicos
em três modalidades fundamentais: ou abuso do poder. Este sentido de segurança
 Justiça distributiva encontra-se ligado ao conceito de Estado Liberal
 Justiça comutativa (ou corretiva) e à doutrina do “Estado de Direito”. Surge, assim,
 Justiça geral, ou legal. uma limitação do poder político em benefício
Correspondem estas a 3 tipos de dos direitos e liberdades reconhecidos aos
relações conforme a justiça se refere ao cidadãos. Além da justiça e da segurança,
que a sociedade como um todo deve Estado dos nossos dias prossegue ainda um
aos seus membros (é esta a justiça, por terceiro grande objetivo, o do bem-estar
excelência, dos governantes; critério da económico, social e cultura, sendo levado a
igualdade proporcional), ao que é assegurar ao cidadão condições materiais de
devido pelos membros da sociedade vida dignas.
uns aos outros e ao que estes devem à
sociedade (no que concerne aos
encargos que lhes são exigidos como
contribuição para o bem comum e que
devem ser repartidos por todos; utiliza
também o critério da igualdade
proporcional), respetivamente.

1. Compatibilizar Segurança e Justiça: para atingir o Direito, é necessário dosear a ação


no sentido de conseguir a justiça, tendo no entanto de considerar que a justiça nunca
pode ser atingida sem a segurança, através da paz social e da previsibilidade jurídica.
]E a seguran;a que deve estar ao serviço da justiça e legitimar/se perante ela. Se se
prosseguir cegamente a justiça sem se atender à segurança, a vida social será
instável. A situação contrária atinge a opressão.
2. Equidade (Justiça do caso concreto) / Aristóteles
- Faculdade dada ao juiz de se desviar da norma, para que, atendendo às particularidades
de cada caso, encontrasse a solução mais justa.
Assim, a solução segundo a equidade adapta-se melhor ao caso concreto, se bem que se
afasta da solução normalmente estabelecida pela lei. Comparada À régua de chumbo
utilizada nas construções de Lesbos. Dizia Cícero: «Summum ius summa injuria» - (Direito
extremo, suprema injustiça)
- A equidade leva a situações de incerteza e segurança, sendo por isso limitada a sua
aplicação no Código Civil.
A Equidade só pode ser aplicada quando há disposição legal (a lei exprime a possibilidade
de se poder julgar de acordo com a equidade) e acordo das duas partes previamente
convencionado (C.C.).
1.5 – O Direito e a evolução social
Evolução Social: fenómeno de mudança, que para muitos sociólogos só é percetível a longo
prazo, pois é o resultado cumulativo de um conjunto de mudanças sociais, daí que a
evolução social seja produto de muitas mudanças.

Mudança Social: Fenómeno sociocultural identificável no espaço e no tempo, que não é


efémero, mas permanente e que provoca alterações na estrutura social, produzindo o
aparecimento de novos valores e modelos de comportamento.

A mudança e evolução sociais dão origem a novos ramos do Direito, entre eles o
 Direito do Consumo
 o Direito da Informação,
 o Direito do Ambiente: O Direito do ambiente é o primeiro ramo do Direito que nasce,
não para regular as relações do ser humano entre si, mas para tentar disciplinar as
relações do ser humano com a natureza. Os direitos do ser Humano sobre a natureza,
os deveres do ser humano para com a natureza e, eventualmente, os direitos da
natureza perante o ser humano. A atual problemática do ambiente, pela sua
novidade jurídica, veio colocar novos desafios à ciência do Direito, tendo o Direito
Penal sido também chamado à resolução de conflitos ambientais. Os problemas do
ambiente constituem, de facto, uma nova área de interesse da política criminal. E se
assim é, a resposta aos desafios colocados pela problemática ambiental (também ao
nível penal, mas não só) tem de contar com o empenho principal do Ministério
Público, ao qual a lei confere (horizontalmente, quer ao nível penal, quer civil) uma
postura de verdadeiro «protetor do ambiente». A novidade do Direito do Ambiente (e
do direito penal do ambiente) abre campo a reflexões e a problemas, cujas soluções
não podem, para já, considerar-se acabadas ou definitivas.
 O Direito da Informação (Leis da Rádio e da Televisão)

Ordem Jurídica e Direito:

É ABSOLUTAMENTE NECESSÁRIO RESOLVER TODOS OS EXERCÍCIOS


POSSÍVEIS /ESCREVER NOTAS NA CONSTITUIÇÃO .
ANÁLISE DO Nº1 DO ART.º24 DA CRP:
1- A vida humana é inviolável.
Em Portugal, a vida humana é inviolável. Isto decorre do princípio da dignidade da
pessoa humana (previsto no art.º 1 da CRP) e dos princípios do Estado de Direito. EM
Portugal, ninguém pode ser condenado à pena de morte (de facto, o Estado Português
foi o primeiro ou dos primeiros a nível mundial a abolir a pena de morte. A minha opinião

A Ler:
 Omissão de Auxílio – crime
 Tribo/Clã

Dúvidas
Glossário:
 Precípuo: 1. principal; 2.essencial
 Etnocentrismo:
o tendência para tomar os valores do grupo étnico a que se pertence como os
únicos critérios válidos na interpretação dos comportamentos de outros grupos
ou povos.
o convicção de que o grupo étnico a que se pertence é superior a todos os
outros. (Chauvinismo).
Tomás Pinto, 12ºD, nº24