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EGRÉGIO TRIBUNAL DE ALÇADA DO ESTADO DO PARANÁ.

CONTRA - RAZÕES DE RECURSO DE APELAÇÃO

Apelado: Condomínio Edifício Marques de Tamandaré


Apelante: Célia Regina Sens
Ação: Embargos à Execução
Autos: 1112/1997
Vara: 17ª Cível

CONTRA - RAZÕES DE APELAÇÃO PELO APELADO


Condomínio Edifício Marques de Tamandaré

EMÉRITOS JULGADORES:

A respeitável sentença de fls. 77/80, é perfeita, uma obra prima da literatura jurídica,
seja pelo brilhantismo e clareza da exposição, seja pela farta fundamentação, e não
merece qualquer reforma, conforme será amplamente demonstrado a seguir.
O Apelante inconformado com a respeitável decisão de fls. 77/80, ingressou com o
presente recurso, fazendo várias alegações totalmente infundadas, ou seja, mais uma
tentativa de protelar o feito.

O MM. Juiz, “a quo” quando prolatou a r. sentença nos presentes autos, fez uma
analise profunda dos documentos juntados tanto pelo Apelado como pelo Apelante, e
julgou com fundamentos irrefutáveis, tanto que o presente recurso é mais uma tentativa
de protelar o deslinde da questão que tramita há vários anos.

Deste modo a r. sentença proferida pelo MM. Juiz “a quo” deve ser mantida
totalmente, pelo brilhantismo e grande saber jurídico, e a doutrina e a jurisprudência
são unânimes nesse sentido, senão vejamos:

“cada condômino concorrerá nas despesas do condomínio, recolhendo nos prazos


previstos na convenção a quota-parte que lhe couber no rateio”, artigo 12 da Lei
4.591/64.

Neste sentido a jurisprudência é pacifica:

“A responsabilidade pelo pagamento das despesas de condomínio é daquele em


nome de quem se encontra registrado o imóvel”. AC da 4ª Câm. Cível do TJPR.
Artigo 530. Adquire-se a propriedade imóvel:
I - Pela transcrição do título de transferência no registro do imóvel.”
II - ....

Artigo 860 - Se o teor do registro de imóveis não exprime a verdade, poderá o


prejudicado reclamar que as retifique.
Parágrafo único - Enquanto se não transcrever o título de transmissão, o
alienante continua a ser havido dono do imóvel, e responde pelos seus encargos”.
(grifo nosso)

Os nossos doutrinadores são unânimes em afirmar a imprescindibilidade da transcrição


do título no Registro de Imobiliário competente para determinar a transmissão da
propriedade, senão vejamos:

O texto da lei, bem como a doutrina, afirmam que o proprietário do imóvel é aquele
devidamente inscrito no Registro de Imóveis competente, sendo portanto, quem
responde pelas despesas condominiais.
A discordância da Apelante ocorre unicamente nos valores cobrados pelo Apelado,
sendo que já foi feito vários cálculos, pelo Contador Judicial, os quais estão
perfeitamente corretos.

Diante do exposto, considerando os documentos juntados aos autos, se comprova, que


não ocorreu a transcrição no Registro de Imóveis, e em face disso, a r. sentença “a
quo” deve ser totalmente reformada, por ser o apelado parte legitima para figurar no
polo passivo da presente ação, devendo no mérito, ser a presente ação julgada
procedente, com a condenação do apelado ao pagamento dos encargos condominiais
pleiteados na inicial, acrescidas das cominações legais de estilo.

Face ao exposto, não deve ser o presente recurso de apelação conhecido, bem como
ser negado provimento, para que seja a r. sentença “a quo” mantida na integra, isto
porque é a medida mais justa .

POSTO ISTO, requer a V.Exas., que se dignem a não conhecer do presente recurso
e dar provimento ao mesmo para MANTER TOTALMENTE a sentença de fls.,
tudo por ser medida de direito e de inteira JUSTIÇA.

Requer que se digne determinar o desapensamento dos autos da Ação Sumaria de


Cobrança para prosseguimento da mesma.

N. Termos,
P. Deferimento.
Curitiba 04 de julho de 2002.

Manoel Alexandre S. Ribas


Advogado