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Artesanato do Sergipe

Rendas Uma das maiores expressões do artesanato sergipano é renda irlandesa de


Divina Pastora, que exige mão-de-obra bem treinada, cuidadosa e paciente e tem
como maiores expressões Dona Alzira e Dona Zu. Originária da Itália, a renda teve sua
tradição mantida nos conventos da Irlanda, de onde se difundiu para diversas partes
do mundo, sendo desenvolvida com uma técnica única em Divina Pastora.
Caracterizada pelo uso de lacê, um cordão sedoso e elaborada com linha e agulha.
Cerâmica
Santana do São Francisco, antiga Carrapicho, é considerada a capital sergipana do
barro por ter a produção de cerâmica como sua principal atividade econômica e tem
como principais artesãos Beto Pezão, Cachoba, Cristina Francisca Pires, Zé de Flora,
Edilson Fortes e Pedro das Pedras, que criam obras de arte que encantam os visitantes
da cidade. O artesanato absorve cerca de 70% da mão-de-obra local. É difícil encontrar
um fundo de quintal onde os moradores não fabriquem peças de barro. Os que não
têm valor artístico para criar verdadeiras obras-primas, fazem jarros, moringas,
animaizinhos.

A diversidade de Minas Gerais está espelhada também na riqueza de seu artesanato,


trabalhado em pedra, barro, madeira, prata, estanho e fibra trançada. Conhecer esse
talento regional é fazer uma viagem pelos caminhos das Minas e das Gerais.
O artesanato em cerâmica, de origem indígena e desenvolvido especialmente nos
vales do Jequitinhonha e São Francisco, é dos mais difundidos da produção mineira.
Os ceramistas, geralmente, produzem objetos utilitários ou representativos, como
potes, panelas, vasos, cachimbos e imagens.
O trabalho em pedra-sabão predomina em Ouro Preto, Congonhas, Mariana e Serro e
também se concentra em objetos utilitários ou figurativos. Já o artesanato em madeira
é produzido em regiões diversas do Estado, sendo as peças mais comuns as imagens
de santos ou personagens históricas.
Os bordados, os trançados em talas, bambu e fibras têxteis, os crochês e tricô e o
trabalho em couro estão espalhados por várias partes de Minas Gerais. Também não
podem ser esquecidas as obras artesanais em funilaria, tecelagem e em prata; as
peças em cobre, folha de flandres e outros metais, em Ouro Preto e Viçosa; ou as que
são produzidas em estanho (São João Del Rei) e em prata (nas cidades de
Tiradentes, Serro e Diamantina).

A Panela de Barro é a maior representação do artesanato capixaba, de origem


indígena, é preservada há pelo menos 400 anos, e nela se faz nossos tradicionais
pratos típicos: A Moqueca e a Torta Capixaba.
O artesanato de conchas, outra tradição do Estado, é encontrado nas principais
cidades litorâneas, principalmente em Piúma, e é exportado para toda a América do
Sul. A imensa variedade de fauna e flora marinha da região já permitiu a descoberta
de uma das mais raras espécies de conchas do mundo: a Oliva Zelindea.

Nas feiras de arte e artesanato no Rio de Janeiro são expostos inúmeros


produtos artesanais ou de artistas plásticos.
Encontra-se objetos para todos os bolsos e gostos, desde objetos de uso
pessoal à peças decorativas e inclusive vestimentas

O Estado de São Paulo desenvolveu um artesanato típico e peculiar, produzido


basicamente com matéria-prima fornecida pela floresta tropical. Misturando
técnicas trazidas pelo colonizador europeu com as desenvolvidas pelos indígenas
e negros e enriquecendo-se com a curiosa contribuição cultural das diferentes
populações de migrantes e imigrantes. A intensa industrialização tem dado lugar a
um novo tipo de artesanato, o artesanato urbano, em que resíduos industriais são
reciclados pelas mãos dos artesãos, transformando-se em objetos singulares.
Ainda assim, algumas regiões mantêm seu artesanato tradicional, como Apiaí, no
Vale do Ribeira, com sua cerâmica rústica, figurativa, utilitária e decorativa de
grande valor histórico, cultural e econômico.

O Artesanato Paranaense é muito rico e diversificado, com diferentes


especialidades e técnicas produtivas, com traços de várias etnias que para cá
vieram, existindo no Estado cerca de 12.000 microempreendedores artesanais.

Imigrantes alemães, poloneses, italianos e portugueses, que tinham suas


atividades relacionadas ao artesanato do mundo rural ou na carpintaria,
marcenaria, forja, moagem e olaria, através das matérias-primas que a
natureza oferecia em abundância, implementaram novas técnicas e se
utilizaram da arte e habilidade para criar novos produtos e gerar seu sustento.

O artesanato mais característico do Rio Grande do Sul é aquele representado


pela cultura e hábitos do pampa. É nesta região que o gaúcho buscou
inspiração e os materiais necessários para construir os utensílios de seu
rancho, bem como aqueles destinados às lides campeiras.
Entre os materiais ainda hoje empregados no trabalho artesanal está o couro
bovino, cuja origem do seu uso confunde-se com a história antropológica do
gaúcho. É o principal componente de produtos tradicionalmente artesanais,
como bainhas de faca, boleadeiras, arreios, botas, guaiacas, malas de garupa,
assim como móveis caseiros, como o lastro trançado em couro das camas,
tapetes, os assentos e encostos das cadeiras.

Artesanato de Santa Catarina

A tradição alemã de cuidado e atenção aos detalhes se faz presente no


artesanato. Espírito vivo da cultura germânica, ele é retratado em bonecos
trajados tipicamente que parecem ter vida própria. Nas ruas centrais da cidade,
ou no Parque Vila Germânica, porcelanas, cristais, bordados e muitos outros
artigos são ótimas opções para quem quer levar para casa um pedacinho
concreto da Alemanha tropical.

Em Cuiabá, capital do Mato Grosso, temos o Museu do Artesanato,


inaugurado em 1910, sediou o Grupo Escolar Senador Azeredo e funcionou
como instituição de ensino até 1975, quando passou a abrigar a Casa do
Artesão. Em 1982 foi transformado em museu, com a aquisição de peças de
cerâmica, trançado, madeira e couro, provenientes das comunidade ribeirinhas
e interioranas. São mais de 400 peças, como artefatos indígenas, vasos,
redes, altares, fornos de barro, que compõem um acervo representativo das
manifestações artesanais regionais, festas religiosas e danças.

Em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, temos a Barroarte, espaço


destinado a artesãos e artistas plásticos que representam a expressiva cultura
pantaneira. Localizada numa casa de estilo colonial, a Barroarte coloca à
venda artesanato regional, quadros, peças indígenas, doces caseiros e
acessórios utilitários e decorativos.
A Associação dos Artesãos do Estado de Goiás, fundada em 1987, tem como
objetivo expor, divulgar e comercializar os trabalhos de 317 artistas, muitos
deles habitantes de várias aldeias indígenas.
Tribos importantes de Goiás, como Karajás, Tapirapés, Xeretes, Kraiôs,
Apinagés, Kaiapós, Kamayurás, Kalapalos, Jurunas, Bororós, Xavantes,
Yalapitis e Caraíbas (homens brancos) têm liberdade de criar e espaço
garantido para expor seus trabalhos.