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Resumo

Livro: Economia Política: uma introdução critica; autores –José Paulo Netto e Marcelo Braz.

Introdução

Economia Política: da Origem à critica marxista

É uma teoria voltada para a compreensão da vida social; Apresenta o principio da não neutralidade das coisas.

A Economia Política Clássica

Principais pensadores da Economia Política Clássica: Smith e Ricardo, mas ambos apresentam diferentes concepções
teóricas e podemos encontrar duas características:
Primeira refere-se a natureza mesmo da teoria: não se tratava de uma disciplina particular, especializada, que
procurava recortar da realidade social um OBJETO especifico ( econômico) e analisá-lo de forma autônima. Para
esses dois autores centrava a sua atenção nas questões relativas ao trabalho, ai valor e ao Dinheiro. A economia
Política interessava compreender o conjunto das relações sociais que estavam surgindo do antigo regime.

Almejavam compreender o modo de sociedade que estavam surgindo nas entranhas do mundo feudal, por isso a
economia política surgia como uma teoria social que oferecia uma visão social.

As categorias da Economia política uma vez descoberta pela razão humana permanece invioláveis na sua estrutura
fundamental são: dinheiro, capital, lucro, salário, mercado, propriedade privada, etc.

Essas categorias marcam a luta da burguesia contra o Estado absolutista no antigo regime. A Economia Política
Clássica caracterizou-se o ideário da burguesia no período em que esta classe estava na vanguarda das lutas sociais,
conduzindo o processo revolucionário que destruiu o antigo regime.

A teoria clássica pode ser instalada porque constata-se nas teorias dos clássicos que objetividade em matéria de
teoria social, não é o mesmo que neutralidade: precisamente por não serem neutros defendiam uma ordem social
mais livre e avançada que o feudalismo.

A crise da Economia política Clássica

Entre os anos 1825/1830 e 1848 desenvolve uma crise contra a teria clássica, altera-se a relação da burguesia com a
Cultura Ilustrada. A cultura Ilustrada é projeto de emancipação humana conduzido pela burguesia resumido na
consignação: liberdade, fraternidade e igualdade. Entretanto, no regime burguês não foi possível instalar a
emancipação humana mas sim a emancipação política, a emancipação humana esbarrava-se no próprio regime
burguês pois a igualdade jurídica – todos iguais perante a lei- nunca pode ser traduzida em igualdade econômica e
social. A burguesia dominava tentando manter a neutralidade sobre a cultura ilustrada e instalou-se uma classe
conservadora.

Diante disse em 48 dois protagonistas começam a se enfrentar: a classe conservadora e o proletariado


revolucionário que antes aliado a burguesia passou-se a ser dominado por ela. Ocorre um abandono da burguesia
pela cultura ilustrada pois esta tornou-se incompatível com os ideais da burguesia e isso foi o motivo da revolução
de 48.

Para os clássicos o valor do produto é o trabalho essa teoria que havia derrubado o antigo regime, tornou-se uma
critica ao regime burguês, essa teria servia para explicar a exploração do capital em face ao trabalho. Alem dessa
teoria valor –trabalhos clássicos pesquisavam a vida social e econômica a partir da produção dos bens material, e
não da sua distribuição e essa teoria estava incompatível com os interesses da burguesia conservadora. Ambas as
teorias foram recuperadas em favor da massa trabalhadora.
Na segunda metade do século ocorre a sua inteira dissolução da cultura ilustrada. De fato o que resulta a dissolução
da Economia Política Clássica são duas linhas de desenvolvimento teórico mutuamente excludente: a investigação
conduzida pelos pensadores vinculado a ordem burguesa e a investigação realizada pelos intelectuais vinculadas ao
proletariado ( Karl Marx), em ambos os casos a antiga e expressão é deslocada, no primeiro caso é abandonado no
segundo caso Marx faz uma critica. Ambos os casos a nomenclatura sinalizam alterações na concepção teórica,
relativas aos valores, ao objeto, ao objetivo e ao método de pesquisa.

Surge vários pensadores que resultou numa diversidade de escolas. Com isso construiu-se a ciências econômicas que
marca a verdadeira ruptura com a Economia Política Clássica. Assim as categorias propriedade privada, capital,
salário, lucro, etc, fazem parte de qualquer forma de organização social normal ou civilizada e devem ser sempre
preservadas.

A critica da economia política

Karl Marx de 1848 ate a sua morte usou todos os seus esforços para contribuir com a organização do proletariado,
rompendo a relação com a burguesia e construindo a emancipação humana. Para Marx a ação revolucionaria seria
mais eficaz se estivesse atrelado a teoria social que explicasse idealmente a realidade e o objetivo da sociedade
capitalista, sua perspectiva é exatamente aquela que favorece a elaboração de uma teoria social que da conta do
efetivo movimento da sociedade.

Por 40 anos Marx realizou uma pesquisa que resultou na teoria social da burguesia em suas etapas e concluiu que a
burguesia não é uma organização social natural destinada a colocar o ponto final na evolução humana, e sim que é
uma sociedade histórica e transitória que possui suas contradições que resultou em outra sociedade. Precisamente a
sociedade comunista que também não marca o final da evolução humana mas sim o ponto inicial de uma nova
historia aquela construída pela humanidade emancipada.

Marx baseou-se na cultura ilustrada beneficiando-se de seus principais frutos: a filosofia alemã ( materialismo
dialético). A critica de Marx significou a superação da teoria clássica rompendo com o naturalismo entendida como
eterna. E pode fazê-lo porque incluiu um método novo na sua teoria social o materialismo dialético. A analise das
leis do capital permitiu construir a base para apreender a dinâmica da sociedade burguesa.

A economia política marxista

A critica a Economia Política Clássica permitiu o conhecimento teórico da estrutura e da dinâmica econômicas da
sociedade burguesa. A analise da dinâmicas das leis de movimento do capital permanece validas após 150 na
sociedade.

Ao longo do tempo as teorias de Marx foram alvos de analise utilizando-se o método dialético e isso permitiu que
fosse criado a Economia política de marxista.

Dessa forma, a base desse livro parte de Engels, segundo a qual a economia política no sentido mais amplo é a
ciência das leis que regem a produção a produção e a troca dos meios materiais de subsistência na sociedade
humana. Segundo Lênin, o objeto da economia política não é a produção mas as relações sociais que existem entre
homem na produção e estrutura social da produção.
Capitulo I

Trabalho, sociedade e valor

Na base econômica esta o trabalho, é ele que torna possível a produção de qualquer bem, criando os valores que
constitui a riqueza social. O trabalho é indispensável para a compreensão da atividade econômica e faz referencia ao
próprio modo de ser dos homem e da sociedade.

1.1 – Trabalho: transformação da natureza r constituição do ser social

Trabalho é a transformação de matérias da natureza em produtos que atendam as necessidades dos homens.

Essas atividades são variadas nas espécies de animais. Se for espécie animal ele esta ligado estritamente ao natural,
ou seja, já nasceu com essa finalidade. Ex: o João de barro nasceu para fazer sua casa de barro assim como a abelha
nasceu para produção da colméia, já é algo geneticamente determinado.

O que chamamos trabalho esta alem dessa teoria natural pois houve uma ruptura ao longo do tempo, pois:* Em
primeiro lugar o trabalho não se opera diretamente com a natural, ele exige instrumentos

* Em segundo lugar o trabalho não se realiza cumprindo determinações genéticas, pelo contrario passa a exigir
habilidades e conhecimentos

* Em terceiro lugar porque o trabalho não atende a um elemento limitado e praticamente invariável de
necessidades, ou seja, para satisfazer as varias necessidades humanas utiliza-se de varias formas de atende-las e
sobretudo o desenvolvimento pode gerar novas necessidades.

Marx considera o trabalho como exclusiva do homem... no fim do processo de trabalho obtém-se o resultado que já
no inicio houve a idealização do trabalhador. O que difere das atividades naturais e uma porção de mediação entre o
sujeito e o objeto, ou seja, o instrumento ou conjunto de instrumentos que mediam a relação entre ambos. Isso
coloca dois problemas para o sujeito do trabalho o problema dos meios e dos fins ( finalidade) e o problema das
escolhas se o machado longo ou curto se é bom ou ruim. Desses dois problemas determinam a sua efetivação, ou
seja, a finalidade faz o homem projetar, idealizar os meios e usa-se de intencionalidade para realizar o trabalho.
Segundo Lukács a realização do trabalho se da quando essa prefiguração ideal se realiza, quando a ação material do
sujeito é transformada. Implica um movimento indissociável de dois planos: subjetividade que é a idealização e
objetividade que é a transformação.

Mas não basta apenas idealizar o objeto, é preciso que o sujeito conheça as propriedades da natureza (a dureza da
pedra) e possa passar para outrem essas representações. A partir de experiências imediatas do trabalho o sujeito se
vê impulsado a universalizar e generalizar o saber que possui, isso só é possível através da linguagem articulada que
alem de aprendida e condição de aprendizagem. Dessa forma o trabalho é sempre atividade coletiva, todos ligados
pela mesma linguagem articulada, essa atividade coletiva resulta o ser social.

O ser social surge a partir das relações dos primatas, ou seja, dos trabalhos em grupo pois desses surgiram os
primeiros grupos humanos. O trabalho implica mais que uma relação sociedade/ natureza. Implica uma interação no
marco da própria sociedade afetando seus sujeitos e sua organização.

1.2 – Trabalho, natureza e ser social

Toda e qualquer sociedade humana tem sua existência hipotecada à existência da natureza, o que varia e a
modalidade da relação com ela.

A natureza é uma unidade complexa, é um conjunto de seres que conhecemos no nosso universo, seres que
precederam o surgimento dos primeiros grupos humanos. Esses seres podem ser agrupados em dois grandes níveis:
Aqueles que não dispõe da propriedade para se reproduzir( natureza inorgânica) e os que possui essa propriedade (
vegetais e animais) orgânicos.

Sabe-se que dessa base inorgânica surge um novo tipo ser capaz de se reproduzir: o ser vivo orgânico. As indicações
cientificas dizem que foi dos primatas que surgiu a espécie humana. A espécie humana desenvolveu-se como um
outro tipo de ser social, ate então inexistente, e cujas peculiaridades não se devem a herança biológicas nem a
condição geneticamente predeterminada: um modo de ser radicalmente inédito, o ser social, dotado de uma
complexidade de novo tipo e exponencialmente maior que a verificável na natureza (inorgânica e orgânica).

Não se pode separar a sociedade dos seus membros: não há sociedade sem que estejam em interação os seus
membros singulares ( homens e mulheres) isolado, fora do sistema de relação que é a sociedade. O que chamamos
de sociedade são os modos de existir do ser social.

O processo histórico do homem esta atrelado ao trabalho, foi a busca para atender suas necessidades que o ser
social transformou a natura de dessa forma surge a espécie humana então pode-se afirmar que o desenvolvimento
histórico é o desenvolvimento do ser social.

O próprio homem é a natureza transformada mas de forma diferenciada pois possui autotransformação.

Quanto mais se desenvolve o ser social, quanto mais diversificada são as suas objetivações. Assim no seu
desenvolvimento ele produz objetivação que embora relacionadas ao processo de trabalho dele se afastam
progressivamente. Objetivações crescentes ideais são exemplos de pensamento mágico nas quais são contidas
expressões que após a evolução multimilenar apresentar-se – ao com expressões diferenciadas de religião, filosofia,
ciências e artes.

Assim ao cabo de um longuíssimo decurso histórico, transformados pelo enriquecimento e pelas objetivações
configura a estrutura do ser social. O ser social configura como um ser capaz de:

* Realizar atividade teleologicamente orientadas

* Objetivar-se materialmente e idealmente

* Comunicar-se e expressar-se pela linguagem articulada

* Tratar suas atividades e a si mesmo de modo reflexivo, consciente e as autoconsciente

* Escolher entre alternativas concretas

* Universalizar-se e

* Sociabilizar-se

O ser social é síntese dessas determinações estruturais. Só ele é dispõe da capacidade de projetar.

1.3- Práxis, ser social e subjetividade

Nem só do trabalho sobrevive o ser social, ou seja não se esgota no trabalho. O trabalho é a base de sua objetivação
e quanto mais rico os ser social tanto mais diversas e complexas são as suas objetivações.

Para denotar que o ser social é mais que trabalho, existe uma categoria teórica mais abrangente a práxis envolve
trabalho como modelo e inclui todas as objetivações humanas.

No trato das objetivações podemos citar dois pontos:

* Deve-se distinguir entre formas de práxis voltadas para o controle e a exploração da natureza e formas voltadas
para influir no acompanhamento e na ação dos homens. No primeiro caso, que é o trabalho, o homem é o sujeito da
natureza é objeto; no segundo trata-seda relação sujeito a sujeito, daquelas formas de práxis em que o homem atua
sobre si mesmo;

* Os produtos e obras resultantes da práxis podem objetivar –se materialmente ou idealmente. Essas objetivações
podem ser algo material ou que realizam –se sem operar transformações por exemplo os valores éticos.

A categoria da práxis permite apreender a riqueza do ser social desenvolvido. Observar-se pela práxis que o ser
social se projeta e realiza suas objetivações materiais e ideais construindo um mundo de produtos, valores e obras,
um mundo social, humano em que a espécie humana se converte inteiramente em gênero humano.

Mas da práxis não resultam somente produtos, obras e valores que permite aos homens se reconhecerem como
autoprodutores e criativos. Em condições histórico – sociais ou seja conforme as estruturas sociais a práxis apresenta
os produtos de trabalho e da imaginação humanos deixam de se mostrar como objetivações que expressam a
humanidade dos homens, escapam do seu controle e passam a controlá-los como um poder que lhes é superior. A
esse fenômeno histórico dar-se o nome de alienação.

A alienação é própria da sociedade onde tem vigência a divisão social do trabalho e a propriedade privada dos meios
de produção fundamentais, sociedades nas quais o produto da atividade do trabalhador não Le pertence, nas quais
os trabalhadores são expropriados.

A alienação penetra primariamente nas relações de trabalho entre o trabalhador, seus instrumentos de trabalho e
seus produtos. A alienação marca expressões materiais e ideais na sociedade e marca uma cultura alienada onde as
objetivações humanas alienadas deixam de promover a humanização do homem e passa a estimular a regressão do
ser social.

Compreende-se pois que o ser social seja patrimônio comum da humanidade de todos os homens, não residindo em
nenhum deles e simultaneamente existindo na totalidade de objetivações de que todos podem participar.

À medida que o ser social se desenvolve – ou seja: a medida que a sociedade mais se diferencia da natureza e
enriquece com novas objetivações-, mas complexa se torna a relação entre os homens tomados singularmente a
genericidade humana. Para compreender essa crescente complexidade, devemos levar em conta pelo menos duas
ordens de razão:

* Em primeiro lugar há de se considerar o enriquecimento do ser social. Ou seja, quanto mais rica em suas
objetivações é uma sociedade maiores são as exigências para a sociabilização dos seus membros

* Em segundo lugar dado que o desenvolvimento histórico se efetivou ate hoje especialmente em sociedade
marcadas pela alienação, a possibilidade de incorporar as objetivações do ser social sempre foi posta deforma
desigualmente para os homens singulares. Ate hoje o desenvolvimento do ser social jamais se expressou como o
igual desenvolvimento da humanização de todos os homens; ao contrario ate nossos dias o preço do
desenvolvimento do ser social tem sido uma humanização desigual.

No seu processo de amadurecimento e conforme as condições sociais que lhe são oferecidas cada homem vai se
apropriando das objetivações existentes na sua sociedade; nessa apropriação reside o processo de construção de
sua subjetividade.

A subjetividade elabora-se a partir das objetivações existentes e no conjunto de interações em que o ser singular se
insere. Para que todos os homens possam construir sua personalidade é preciso que as condições sociais para que se
sociabilizem sejam iguais para todos. Em resumo: só uma sociedade onde todos os homens disponham das mesmas
condições de sociabilização pode oferecer a todos e a cada um condições para que desenvolvam diferentemente a
sua personalidade.
1.4 – Trabalho, valor e “fim da sociedade de trabalho”

Nesse capitulo retornamos ao debate da Economia Política. E isso por uma razão elementar: nas origens mesmas da
Economia Política Clássica, a questão do valor (ou seja: do constitutivo da riqueza social) aparece vinculada ao
trabalho. Essa vinculação surge, já em 1738, num panfleto de autoconhecimento: o valor de uma mercadoria
“depende da quantidade de trabalho necessário que ele demanda”

Foi Ricardo que mais desenvolveu a teoria valor- trabalho.

Em resumidas contas: essa teoria sustenta que o valor ( a riqueza social) resulta exclusivamente do trabalho.
Obviamente nem tudo que é valioso para a sociedade resulta do trabalho; pense-se por exemplo nos elementos
naturais, se os quais a vida seria impossível( o oxigênio da atmosfera) mas o interesse dos economistas políticos
dirigia-se para a compreensão da riqueza social tal como ela se apresenta na nascente sociedade burguesa.

Marx observou que o valor das mercadorias é determinada pelo tempo de trabalho socialmente necessário para sua
produção. Entende-se como tempo de trabalho socialmente necessário aquele requerido para produzir um valor de
uso qualquer, nas condições dadas de produções socialmente normais e com o grau médio de habilidades e de
intensidade de trabalho. Daí a seqüência imediata de seu argumento, Marx formula a lei do valor uma das leis
fundamentais que opera até hoje.

Nos últimos 30 anos a própria centralidade do trabalho vem sendo posta em questão.

Teóricos de posição diversas sustentam propondo soluções analíticas muito diferentes que o trabalho já não se
constitui do mais como eixo a partir do qual se organizam a vida social. Tornou-se freqüente nas faculdades o
discurso do “fim da sociedade do trabalho”

A redução do contingente de trabalhadores explica-se pelo formidável desenvolvimento das forças produtivas
contemporânea que exponenciaram a produtividade do trabalho. Quanto ao extraordinário desemprego da
atualidade ele esta diretamente ligado aos limites da sociedade burguesa, no limite ao qual não há como inscrever
todo os homens e mulheres aptos nos circuitos de trabalho. Sempre foi própria a sociedade burguesa uma
população excedente agora levada ao extremo onde essa sociedade não tem outra proposta senão a do terceiro
setor ou a pura simples assistência social.

Capitulo 2

Categorias da ( critica da ) Economia Política

Da analise histórica da Economia Política duas categorias são extraídas: categorias antagônicas e reflexivo.

Elas são antagônicas na medica que tem existência real, concreta: elas são formas, modo de existência do ser social
que funcionam e operam na vida em sociedade independente de conhecimento que tenham os homens ao seu
respeito. Quando através da reflexão, do pensamento raciona, da analise teórica, os homens tomam consciência
dela conseguindo apreender sua estrutura fundamental a sua essência a partir da visibilidade imediata a sua
aparência quando é possível reproduzi-la através das relações então aparecem como produto do pensamento e são
reflexivas.

O que se passa pelas categorias econômicas é que seu desconhecimento teórico não impedem que na pratica social
os homens estabeleçam e desenvolvam relações econômicas.

2.1 – A comunidade primitiva e o excedente econômico

Há cerca de 40.000 anos a.c. nas margens dos rios Eufrates e Nilo surgiu os grupos primitivos ao qual anos após foi
chamado de civilização.
Características desse grupo: viviam da caça, não acumulavam o que caçavam, os homens eram responsáveis por ela
e as mulheres de tratar os animais caçados disso surge a primeira forma de divisão social do trabalho, tudo era
dividido em partes iguais não existia desigualdades sociais.

A comunidade primitiva perdurou por mais 30 mil anos porem dela surge elementos que seria a sua dissolução: a
domesticação dos animais e a agricultura com isso deixaram o nomadismo e passaram a fixar-se em um território.
Com isso aperfeiçoaram seus instrumentos de trabalho, incluíram o metal e o homem passou a dominar o tempo e a
irrigação foi naturalmente surgindo.

A principal transformação dessa comunidade foi a acumulação da produção. Estava surgindo o excedente econômico
a comunidade começava a produzir mais do que carecia para suas necessidades imediatas.

O excedente econômico é a diferença entre o que a sociedade produz e os custos dessa produção.

Dois efeitos logo irão surgir com o excedente econômico: de um lado a acumulação de produtos a mais que a
necessidade da comunidade surge então bens que não sendo usado na própria comunidade passa a ser trocado em
outras – mercadoria e com ela as primeiras formas de trocas – comercio. E outro efeito e que abre-se caminho para
exploração de trabalho humano. Posta isso a comunidade se divide antagonicamente de um lago os que acumulam
bens e de outro os que produzem os bens para os produtores indiretos.

Com essa possibilidade de acumulação e exploração dissolve-se a comunidade primitiva e surge o escravismo

2.2 – Forças produtivas, relações de produção e modo de produção

O surgimento do excedente econômico, a produção de bens realiza-se através de processo de trabalho que envolve
os seguintes elementos:

* Meios de trabalho – instrumentos, ferramentas, instalações, ou seja, tudo que ele precisa para trabalhar inclusive a
terra

* Os objetos de trabalho – materiais naturais brutas ou matérias naturais já modificados pela ação do trabalho

* A força de trabalho – trata-se a energia humana que usa dos meios de trabalho para transformar os objetivos em
bens de consumo.

O conjunto desses elementos designa-se FORÇAS PRODUTIVAS. Destaca-se a força de trabalho pois é dessa que o ser
social traz acúmulos de experiências e com isso cresce a produtividade do trabalho que surge vinculada a repartição
do trabalho. Nas comunidades primitivas separava-se o trabalho dos homens e das mulheres, posteriormente essa
divisão estendeu-se para artesanato e agrícola que posteriormente vai marcar a divisão entre campo e cidade. Com
isso esta instalado a divisão social do trabalho.

As forças produtivas inserem-se em relações de caráter técnico e relações de caráter social que constituem as
relações de produção.

As relações técnicas de produção dependem das características técnicas do processo de trabalho do grau de
especialização e estão ligadas ao domínio dos produtores direto tem sobre os trabalhadores. Mas elas estão
subordinadas as relações sociais, ou seja, são determinadas pelo regime de propriedade. Se estão ligadas a regime
coletivo como nas comunidades primitivas tais relações são de ajuda mutua de cooperação, se tal propriedade é
privada ocorre a apropriação dos bens diretos pelos indiretos ou seja, esses são explorados por aqueles. É na
propriedade privada que esta a raiz das classes sociais.

A articulação das forças produtivas com relações de produção chama-se modo de produção.
Pode-se afirmar que o modo de produção encontra-se a estrutura ou a base econômica da sociedade, que implica a
existência de todo um conjunto de instituições de idéias com ela compatível, conjunto geralmente designado como
superestrutura e que compreende fenômenos e processos extra- econômicos: as instancias jurídico- políticas, as
ideologias e formas de consciências sociais. Em cada modo de produção, porem, as relações entre estrutura e
superestrutura são igualmente particulares: pode-se afirmar que as estruturas sempre foram mediadas e
indiretamente determinantes para a configuração da superestrutura a relação entre elas constitui problemas só
desvendáveis em cada modo de produção especifica.

Do modo de produção resultam as leis de desenvolvimento onde cada modo de produção apresenta leis que lhe são
peculiares.

2.2 – Produção, distribuição e consumo

O trabalho humano, a ação do homem sobre a natureza, cria bens que constitui valores de uso para membros da
sociedade, entende-se valor de uso algo que venha satisfazer uma necessidade qualquer. Para que tais bens
cumpram a sua função

O conjunto de bens com valores de uso em determinada sociedade e tempo é considerado produto social global.

Todavia a distribuição do produto social global esta determinado pelo regime de propriedade dos meios de
produção fundamentais ( coletivos – primitivos- ou privado –desigual), então comprova que a relação de distribuição
são determinadas pelas relações de produção.

O consumo do produto social global nem sempre é imediato, parte deles é destinado a novos processos produtivos
assim devem –se distinguir:

* Consumo produtivo – o consumo dos meios de produção no processo produtivo;

* Consumo improdutivo – consumo de valores de uso que não contribui para a continuidade do processo produtivo

* Consumo individual – consumo direto de um valor de uso por um membro da sociedade

* Consumo coletivo – consumo de valor de uso por vários membros da sociedade.

Em qualquer forma de consumo é a produção que oferece o consumo o seu objeto. Enfim é a produção de novos
valores de uso que cria as novas necessidades de consumo.

2.4 – O escravismo e o feudalismo

A comunidade primitiva não conheceu a escravatura pois não acumulavam as caças e em guerras geralmente
comiam os derrotados. O surgimento do excedente muda esse cenário, surgiu o excedente vale a pena explorar os
homens. Dessa forma organiza-se a sociedade do qual de um lado esta uma minoria de proprietários de terras e de
escravos e do outra uma maioria que não tinha direito de dispor da própria vida. Entre esses dois grupos estão os
artesão e os camponeses. Em meio ao surgimento da mercadoria e do comercio surge o dinheiro como forma de
troca e um grupo dedicado a atividade mercantil ( comerciantes ou mercadores) nessa dinâmica não apenas os
conquistados em guerras passa a ser escravo mas também os membros da sociedade em questão.

O modo de produção escravista não foi o único dominante na antiguidade. Especialmente no extremo oriente
constitui-se uma articulação social distinta com hipertrofia de um forte poder político central – o Estado – que se
responsabilizou pela construções hidráulicas e grandes pontes e manteve em suas mãos o controle da terra e da
agricultura, essa articulação que perdurou muito tempo ficou conhecida como modo de produção asiático.
No ocidente, as relações sociais eram presididas entre proprietários e escravos e existiam os artesões livres que
serviam aos proprietários com serviços burocráticos ( coletas de impostos, cobranças aos agricultores e mercadorias
e combate as repressões dos escravos.

O escravismo com todos os seus horrores significou um passo adiante na historia da humanidade: introduziu a
propriedade privada dos meios fundamentais de exploração do homem pelo homem, diversificou a produção de
bens e estimulou o comercio entre diversas sociedades.

O apogeu do escravismo identificou-se com o apogeu do Império Romano. A grandeza do império pedia uma grande
acumulação de excedente econômico, o trabalho monótono e de ma vontade mal podia sustentar o império
romano. A dissolução do trabalho escravo também significou a ruína dos camponeses e artesãos. Com a invasões
bárbaras desintegrou-se o império romano e assim foi abaixo o escravismo.

Impôs-se o modo de produção feudal. A centralidade imperial foi substituída pelo feudos base territorial fundada no
trato da terra o feudo pertencia a um senhor ( nobre) . a terra era divida entre a parte do senhor e a parte dos servos
que pagavam tributos para utilizá-las. Destaca-se que a Igreja Católica detinha de muitas terras fonte de riqueza que
respaldava o seu poder.

Diferente dos escravos os servos dispunha de instrumentos de trabalho e podiam produzir a sua sobrevivência nas
glebas. A economia do feudalismos era rural e autárquica: cada feudo era dividido em uma extensão territorial de
terras que poderiam conter varias aldeias e todas produziam para o autoconsumo.

Todavia os servos eram presos as terras e quem fugisse era duramente repreendido, a produção do excedente dos
servos eram tomadas com violência pelos senhores feudais que diziam possuir justiça social.

Mas, paralelamente mantinha-se a produção para a troca ( produção de mercadorias) centrada no trabalho
artesanal. Essas trocas serão estimuladas nas grandes cruzadas; assim a estrutura social do feudalismo começa e se
tornar mais complexas:os artesão pouco a pouco se organizam em corporações e os comerciantes/ mercadores
também buscam mecanismos de associação ( ligas). O estabelecimento das rotas comerciais trará um novo
dinamismo e as atividades comerciais um destaque que vai abrir à crise do feudalismo que marcará o fim do antigo
regime.

Estimulado o consumo da nobreza por mercadorias que não podiam ser saqueadas e sempre compradas com
dinheiro começa a conferir a este uma função privilegiada na vida social; fomentando a atividade comercial e,
cidades afastadas estimula-se a criação das cidades nessas cidades os grupos das redes comerciais se localizavam. Os
comerciantes representantes do capital mercantil eram motivados por um único objetivo – o lucro. Nessa nova
modalidade o imobiliário ganha relevância em troca de dinheiro. Dessa sociedade surge a burguesia que trará o fim
do feudalismo.

2.5 – A crise do feudalismo e a Revolução burguesa

O processo da crise do feudalismo é o solo que conduzirá ao mundo moderno – a Revolução Burguesa.

Precisamente no século XIV o regime feudal estava com as terras inférteis e não havia recursos técnicos para
recuperá-las, as terras novas eram pobres e fez –se reduzir as áreas para a pecuária. Limites técnicos reduziram a
mineração da prata que trouxe grandes dificuldades e a peste negra vinda as Ásia dizimou cerca de um quarto da
população tudo isso fez com que o regime feudal fosse desgastado.

Entre os senhores feudais instalou-se um cenário de conflitos e um verdadeiro banditismo foi instaurado devido a
falta de acumulação do excedente econômico.

No século XVI as forças camponesas se acabam. E mesmo derrotados conseguiram importantes alterações no regime
feudal. Do ponto de vista econômico as terras passaram a ser objeto mercantil, e a relação dos senhores com os
servos passou a ser em troca de dinheiro e os servos podiam possui suas terras mesmo que demorasse anos para
emancipação. Do ponto de vista político houve a centralidade de poder que vai encontrar seu poder maior na
formação do Estado Nacional moderno através do Estado Absolutista.

O Estado Absolutista representou uma resposta a rebeldia camponesa. Nele o poder estava concentrado nas mãos
de um único ser - o rei. Abriu-se o campo para os mercantilistas que gradualmente tornaram-se os financiadores do
Estado Absolutista juntamente com as principais casas bancarias da época.

É com o absolutismo que surge as estruturas próprias de Estado moderno articulador da nação, uma força armada
sobre comando único uma burocracia e um sistema fiscal.

O Estado Absolutista criou instituições que iam de encontro a um ou outro senhor feudal de forma singular mas
favorecia a classe recém criada a burguesia que se colocava como classe mais rica da sociedade. Dessa forma os
pedágios cobrados pelos senhores feudais bem como as milícias particulares foram desarticuladas favorecendo as
rotas mais livres e para proteção das caravelas instituiu-se uma única força armada ( exercito).

Os comerciantes financiavam os investimentos do Estado Absolutista pois esses não poderiam ser feitos pela
nobreza enfraquecida que detinha apenas a exploração dos camponeses e nem pelo camponeses que não podiam
pagar as taxas dos impostos.

Os monopólios comerciais que o absolutismo concedia aos comerciantes estava no centro daqueles interesses.
Criando companhias por ação permitiram deslocamento da rota para o Atlântico e essas expedições geraram lucros
fabulosos aos mercadores.

Mas essa situação não atingia os nobres apenas favorecia a classe burguesa que se expandia cada vez mais e não
modificava a estrutura do Estado que continuava feudal. Incluiu –se a manufatura e a sociedade tornava-se cada vez
mais burguesa, essas novas relações de produção que eram travadas pelo Estado Absolutista e sobreveio a
Revolução Burguesa.

O Estado Absolutista que favoreceu no inicio de sua constituição a classe burguesa agora se coloca ao contrario de
sua evolução, por sua vez a burguesia tratou logo de eliminá-lo.

A revolução burguesa, inicia com a formação de classe de pequenos comerciantes que se tornaram figura da
economia. No século XVII e XVIII constrói sua hegemonia político – cultural e reúne condições para lutar contra o
feudalismo. Com o domínio da burguesia travado pela luta de classe puderam organizar o povo - o conjunto do
Terceiro Estado – e liderá-los na luta que pós fim o Antigo Regime.

Instala-se o Estado Burguês. A nova classe dominante articulou a superestrutura necessária para o desenvolvimento
das novas forças produtivas. Cria-se as melhores condições para concretização do modo de produção que tinha
como classes fundamentais a burguesia - Trata-se do modo de produção capitalista.

Capitulo 3

Produção de mercadorias e modo de produção capitalista

3.1 – Mercadoria e Produção Mercantil

Mercadoria ela é um objeto externo ao homem, algo que satisfaz suas necessidades humanas, material e espiritual a
sua utilidade faz dela o valor de uso.

O trabalho resulta em bens que são valor de uso e seu intercambio com a sociedade e a natureza determina o valor
de uso. Mas nem todo valor de uso é mercadoria vejamos porque:

* Primeiro porque so pode ser valor de uso aquela mercadoria que pode ser produzida mais de uma vez
* Segundo porque a mercadoria é valor de uso e se produz para troca, ou seja os produtos para autoconsumo
apenas satisfazem as necessidades sociais de outrem.

A mercadoria é uma unidade que sintetiza o valor de uso e o valor de troca.

Para que haja mercadoria é necessário:

* Primeiramente que haja a divisão social do trabalho entre homens ou grupos de homens

* Segundo ela deve se articular a uma propriedade privada dos meios de produção. Só pode negociar uma
mercadoria aquele que for o seu dono.

3.2 – Produção mercantil simples e produção capitalista

A produção mercantil surgiu no escravismo resultado da atividade dos artesão que eram livres e sob o feudalismo o
contingente dos artesões aumentou devido as corporações e as suas mercadorias somam-se ao excedente.

Essa produção de mercadorias designa PRODUÇÃO MERCANTIL SIMPLES, importante destacar o trabalho pessoal e o
fato dos artesões estarem envolvidos e serem os proprietários dos meios de produção. Esses produtos tinham um
mercado restrito, local e não tinha teor de exploração.

Destaca-se que os artesões tinham o produto e tudo configurava com o sistema de:

M -------------- D --------------- M Mercadoria – Dinheiro – Mercadoria

Nessa situação o dinheiro não era seu objeto, servia apenas como meio de troca.

Com a expansão das mercadorias o produtor ia buscar as mesmas cada vez mais longe com o objetivo de comprá-las
cada vez mais barato e vender mais caro o dinheiro passou a ter outra função. Através de pirataria e saques
começaram a acumular grandes lucros que ficou conhecido como capital comercial dessa forma a circulação
mercantil modifica sua estrutura:

D ---------------- M ------------------ D+ ( dinheiro – Mercadoria - Dinheiro acrescido)

Alem disso os mestres tecelões que apenas ensinavam os seus cooperados enriqueceram com essa nova forma de
tratamento do dinheiro e passaram a ser patrões desses cooperados. Não se trabalhava mais de forma coletiva. Os
camponeses modificaram suas estruturas uns enriqueceram e outros se arruinaram. Nessa relação viu-se modificar a
produção mercantil simples pela produção mercantil capitalista.

Nessa relação desaparece a trabalho pessoal do proprietário. O capitalista é o proprietário dos meios de produção
mas ele não realiza o trabalho ele compra a força de trabalho. Destaca-se que a produção mercantil capitalista
assenta-se na exploração da força de trabalho mediante troca de salário.

Nessa relação o objetivo do capitalista é o lucro e expressa-se da seguinte forma:

D ----------------- M ---------------- D‘ ( Dinheiro – Mercadoria – Dinheiro acrescido – Mais Valia)

As classes fundamentais nessa situação modifica-se para capitalistas e proletariados.

3.3 – A acumulação primitiva

Sabemos que nessa relação de produção mercantil capitalista existe duas classes social, que se originou entre os
séculos XV e XVIII com a acumulação primitiva e que Marx chamou de pré historia do capitalismo.
A acumulação primitiva iniciou-se na Inglaterra e outros países da Europa Ocidental. Na ilha, o principal motivo foi o
cercamentos das terras dos camponeses transformando essas em pastos para as ovelhas expulsando os camponeses
dela gerando a concentração de terras nas mãos de poucos e conseqüentemente a migração de uma massa de
homens desprovidos exceto da sua força de trabalho para a cidade. Surge assim duas classes a que vende a força de
trabalho e a que compra a mesma. Destaca-se que alem da acumulação do capital, a descoberta do ouro e da prata e
a acumulação de terras proporcionaram a acumulação capitalista.

3.4 – Valor e dinheiro

Valor de uma mercadoria é a quantidade de trabalho necessário para sua produção. Tal valor só pode manifestar-se
quando mercadorias diferentes são compradas no processo de troca. É na troca que o valor da mercadoria se
expressa.

Na forma simples de troca uma mercadoria equivalia a troca de outra mercadoria, com o acumulo do excedente uma
mercadoria expressa uma base para outras mercadorias nesse processo a mercadoria é entendida como
desenvolvida ou total.

Com uma mercadoria se destacando das demais para definir o valor das demais mercadorias essa passou a chamar-
se mercadoria universal. Com isso a expansão das mercadorias tomou dimensões ainda maiores e quando esse
equivalente universal passou a ter especificações especiais como durabilidade, transporte,divisibilidade, etc. a
circulação mercantil acelerou e o ouro e a prata convertido em dinheiro passaram a ter essa função.

Quando essas essa produção se amplia e o comercio generaliza as trocas, o dinheiro funciona como:

* Equivalente Geral – equiparando todas as mercadorias;

* Meio de troca – possibilitando a circulação de mercadorias

* Medida de valor – oferecendo um padrão de circulação de mercadorias

* Meios de acumulação ou entesouramento –podendo ser guardado para uso posterior

* Meio de pagamento universal – servindo para quitar dividas publicas ou privadas.

3.5 – Lei do Valor

Quando se consolida a circulação mercantil, independente das variações de preços, as mercadorias são trocadas
conforme a quantidade de trabalho necessariamente investidas nelas, essa é a chamada LEI DO VALOR que impera
na produção mercantil. O seja, a lei do valor passou a regular as relações econômicas quando a produção mercantil
capitalista se universalizou.

Nesse contexto o importante para os capitalistas era o lucro e não realizavam nenhuma forma de planejamento para
o comercio. Com isso vários comerciantes vendiam os mesmos produtos e outros faltavam no mercado o que gerava
encarecimentos de uns produtos e barateamento de outros. Contudo essa situação não perdurou por muito e
algumas regulações surgiu para redistribuir a produção das mercadorias. Essa regulação impõe aos comerciantes
realizar seus planejamentos e conscientemente a redimensionar seus produtos.

A Lei do valor é no âmbito da produção de mercadorias, o único regulador efetivo da produção e da repartição do
trabalho e funciona a revelia dos homens como algo completamente fora do seu controle, no modo de produção
capitalista ela comparece no mecanismo chamado crise econômica.

3.6 – O fetichismo da mercadoria


para produzir mercadoria é necessário ampla divisão do trabalho. Surge uma grande dependência de outros
comerciantes para produzir suas mercadorias chamado de trabalho privado é parte do trabalho da sociedade
chamado de trabalho social.

Como parte de um produtor privado, o administrador é o próprio proprietário ele pode agir independentemente e
por isso parece-lhe como trabalho privado. Seu caráter social só é deparado no mercado quando adquire os
produtos para produção, ou seja, as relações sociais entre os mercadores aparecem como uma relação de
mercadorias.

Na medida em que a circulação mercantil se regulariza pela lei do valor ocorre uma inversão do qual a mercadoria
criada pelo homem aparece como algo que lhe domina, a mercadoria revela um poder que passa a subordinar o
homem.

As qualidades peculiares das relações sociais são transferidas as mercadorias.

É essa forma fantasmagórica que Marx chamou de fetichismo da mercadoria.

Capitulo 4

O modo de produção capitalista: a exploração do trabalho

O modo de produção capitalista – MPC – é hoje dominante em escala mundial. Impera na economia das sociedades
mais desenvolvidas e vigara na menos desenvolvida. Na entrada do século XXI configura-se como um sistema
planetário.

4.1 - Lucro – o objetivo da produção capitalista

No modo de circulação capitalista o que o produtor visa é a obtenção de mais dinheiro. A formula D ------ M ------- D’
expressa o movimento do capital, esse é o ponto de partida, com o dinheiro adquirir mercadorias e conquistar mais
dinheiro. Nesse movimento o capitalista entra com dinheiro que investe em modo de produção e força de trabalho,
produz mercadorias, vende-as por um valor acima do que investiu e isso compõe seu lucro.

Essa busca pelo lucro não tem nada de natureza moral, não procura porque é um ser egoísta, ambicioso etc, trata-se
da função social do capitalismo. Como o MPC é a força motriz a busca pelo lucro é interminável e não pode ser
entendida como traços psicológicos.

O lucro do capitalista, porém, não se deve a diferenças entre preço de compra e preços de venda, ocorrente na
esfera da circulação: o lucro do capitalista provém de um acréscimo de valor quando o capitalista obtém o D’ que
vem do excedente econômico.

4.2 – A produção capitalista: produção de mais -valia

O dinheiro em si não é capital, ele é capital apenas quando compra força de trabalho e outras mercadorias para
produzir outras mercadorias que serão vendidas por mais dinheiro.

O dinheiro investido na compra dos meios de produção é o que chama-se de CAPITAL CONSTANTE e com a outra
parte o capitalista compra a força de trabalho dos operários. Essa mercadoria considerada especial tem o mesmo
valor que as demais pois sem essa ele não pode produzir.

Vejamos 1º o valor das mercadorias corresponde ao tempo social gasto para produzi-la; 2º o seu valor não variara no
processo de produção ele apenas será transferido pois o capitalista já possuía os modos de produção e a força de
trabalho também corresponderá ao capital constante, lembrando que a força de trabalho é mercadoria portanto seu
salário vai ser mediado da mesma forma pelo tempo socialmente determinado para produzir os bens. Dentre esses
bens deve-se levar em consideração as necessidades fisiológicas e as que resultam em necessidades sociais ( lazer,
educação etc).
Ate aqui não observamos como se da a obtenção do lucro: a diferença se mascará na força de trabalho e se revelará
aquilo que faz dela uma mercadoria especial. Comprando a força de trabalho o capitalista tem direito de dispor do
seu valor de uso, da sua capacidade de movimentar os meios de produção. A força de trabalho possui um traço
único a de produzir mais mercadorias de que o necessário ela gera um valor maior.

A relação entre capital constante e capital variável denomina-se composição orgânica do capital.( q)

4.3 – Salário e trabalho concreto/ abstrato

Salário é o preço pago pela força de trabalho e essa assim como as demais mercadorias é regido pela lei do valor.

Lembrando que o valor pago a essa mercadoria deve garantir a sobrevivência fisiológica e social do trabalhados pois
do contrario haverá queda na produção e em alguns caso o capitalista é obrigado a pagar o valor de mercado para
que não haja desperdício na produção. Uma forma do capitalista baratear a força de trabalho é o desemprego mais a
lei da procura faz os trabalhadores pressioná-los para que haja os acréscimos.

Observou-se que somente com a organização de classe e política os trabalhadores evitariam essa baixa em seus
salários, as organizações sindicais e políticos a favor do trabalhador permite a fixação do salário.

Existe uma diferenciação do trabalho pois cada ser social traz consigo diferenciações de sua força de trabalho
entenderemos isso diferenciado trabalho concreto e abstrato.

Trabalho concreto é o que cria valor de uso (útil), o trabalho abstrato caracteriza-se pelo valor de troca, quando
desparticularizamos as propriedades do produto e colocamos numa linha de trabalho em geral.

Disso conclui-se que o trabalho abstrato só é possível na sociedade em que a economia mercantil baseia-se nas
trocas e como tal se universaliza. Dessa forma como no MPC existe a universalização da força do trabalho o mesmo é
considerado abstrato e nessa dinâmica de trabalho humano abstrato que gera as mercadorias.

Cabe destacar que existe as hierarquias salariais, onde o trabalho composto feito por profissionais qualificados
sobressaem ao realizado pelo trabalho simples ( operários).

4.4 – a exploração do trabalhador

Na jornada de trabalho podemos destacar dois momentos: o trabalhador produz o equivalente a sua reprodução
que é o valor do salário, e o produz o valor do trabalho excedente que é extraído pelo proprietário. Nessa relação de
trabalho o trabalhador não percebe o que é trabalho necessário e excedente.

A maioria dos trabalhadores se sentem injustiçados mais não tem embasamento teórico para descrever a realidade.
É somente a analise do capitalismo compreendido na perspectiva do direito do trabalhador que pode descrever a
verdadeira exploração do trabalhador. Quando as vanguardas trabalhadoras conhecem essas teorias suas lutas e
objetivos adquirem um sentido.

É na parte do trabalho excedente que o proprietário se interessa e vai cuidar da ampliação da mesma: uma das
formas é aumentar a jornada de trabalho sem alterar os salários. Mas ao aumentar a jornada de trabalho os
capitalistas esbarram em duas problemáticas: uma refere-se a natureza humana, que necessita esta com as
estruturas fisiológicas em pleno funcionamento para garantir a produção e outra é política as reivindicações da
classe trabalhadora obriga o Estado a regular a relação capital/ trabalho. Então para garantir o excedente o
capitalista investe no ritmo de trabalho intenso sem ampliar a jornada de trabalho, esse movimento ficou conhecido
como organização cientifica do trabalho.

Ao que se reduz o tempo de trabalho o excedente produzido ficou conhecido como mais valia relativa, pois o
trabalhador que gastava duas horas para produzir passou a gastar uma na mesma mercadorias isso foi possível com
investimento em inovações tecnológicas isso configura-se com mais uma opção para produzir o excedente já que o
capitalista não podia ampliar a jornada de trabalho.

4.5 – O capital comando o processo de trabalho

Diante do crescimento da mais valia nas suas diversas formas observamos que capital tem a intenção de comandar o
processo de trabalho como objetivo de extrair o máximo de excedente do trabalhador.

Observamos que a criação da valorização do trabalho constrói a mais valia e nesse meio que o capitalista vai investir
pois e daí que surge o seu excedente.

Formam necessário dois séculos para o capitalista dominar o controle do processo de trabalho, após conquistá-lo
esse processo ficou conhecido como produção capitalista.

O capitalista juntou todos os seus trabalhadores assalariado no mesmo espaço e eles trabalhavam em forma de
cooperação, as técnicas eram dos trabalhadores que provinha do artesanato. Segundo Marx o controle do processo
de trabalho era apenas formal do trabalho ao capital.

No final do século XVIII entra no cenário a manufatura e muda essa roupagem de cooperação e passa a
especialização das atividades dos trabalhadores. Surge então uma divisão de trabalho especifica dentro das próprias
unidades produtivas. Dessa forma abre-se espaço para o domínio do capital pois as dominações dos trabalhadores
que poderiam barganhar seus trabalhos de oficio passa apenas para um grupo especialista no ramo da atividade.
Nesse contexto abre-se espaço para a entrada das mulheres no mercado de trabalho e a exploração do trabalho
infantil pois esses poderiam reproduzir oficio simples.

Essa situação acentua-se com a grande industria onde o trabalhador passa a ser o grande apêndice do capitalista. O
capital tem o controle total do trabalho e nessa conjuntura surge a divisão mais profunda: a divisão entre
administração dos processos produtivos e sua execução. Com isso ocorre alteração nas funções do capitalista pois o
mesmo passa a não gerenciar, controlar e supervisionar deixando essa função para profissionais assalariados.

4.6 – Trabalhador coletivo e trabalho produtivo/ improdutivo

É na grande industria que se forma a categoria do trabalho coletivo. Trabalho coletivo é o conjunto de envolvidos na
produção, despenhem elas atividades manuais ou não, não é um operário singular mas cada vez mais uma
capacidade de trabalho socialmente combinado que se converte em agente real.

Essa forma de trabalho coletivo envolve trabalhadores manuais e intelectuais, que deixa de estar apenas nas
grandes industrias e passa a atuar em vários espaços sócio – ocupacional.

Uma das problemáticas dessa expansão do trabalho coletivo é aquela relacionada ao trabalho produtivo e
improdutivo.

Trabalho produtivo é aquele que gera a mais valia para o capital. Somente na produção de mercadoria existe o
trabalho produtivo

Trabalho improdutivo é aquele que mesmo útil em algumas situações não gera nenhum tipo de lucro, é caso dos
médicos, assistentes sociais, psicólogos etc.

4.7 – A repartição da mais valia

O processo de mais valia circula da seguinte forma, existe o investimento do capital que compra a mercadoria e a
força de trabalho e no processo de produção transforma em outra mercadoria que vai ser vendida e transformada
em dinheiro acrescido ou seja em mais valia.
Mas o capitalista só poderá receber esse lucro se a mercadoria sair da produção à venda da mercadoria. O capitalista
geralmente depende de distribuidores e muitas vezes necessita de empréstimos bancários para investimento na sua
produção e toda essa rede sendo capitalista que sobrevivem de lucro a mais valia passa a ser dividida em três parte:

* Uma parte é apropriada pelo capitalista que implementou o processo produtivo chamado de lucro industrial

* Segundo é aquela que o capitalista industrial cederá aos que lhe emprestaram dinheiro chamado de juro donde os
banqueiros extraem seus lucros

* Terceira parte será cedida aos comerciantes, construindo a base do lucro comercial.

Contudo o capitalista para se manter no ramo da produção necessita transformar uma parte da mais valia em
capital.

4.8 – A distribuição da renda nacional

Renda nacional constitui no valor resultante da mais valia e do capital variável decorrente da distribuição dos lucro
do produto social global.

A renda nacional divide-se em duas partes: o salário pago aos trabalhadores e a mais valia na sua forma primaria que
é dividida entre burgueses e classes fundamentais.

Destaca-se que a sociedade burguesa jamais é dividida em duas classes sociais entre o proletariado e a burguesia
existe uma serie de camadas sociais resultantes de modos capitalistas. Essas camadas também participam da divisão
nacional, considerada secundaria recebem a quarta parte que resultou da primaria através de pagamentos pelo
serviços que prestam.

Capitulo 5

A acumulação capitalista e o movimento do capital

5.1 – A reprodução ampliada: a acumulação do capital

O movimento de reprodução simples consiste nos gatos de toda mais valia recebida pelo capitalista, o movimento D,
M e D’ não se altera. Esse movimento não é compatível com o modo de produção capitalista que tem em sua
dinâmica valor em cima de valor. O comerciante que não investe ele é engolido pela concorrência e deixa de se
capitalista.

No modo de produção capitalista apenas a reprodução ampliada pois nessa dinâmica o capitalista utiliza apenas
parte da mais valia em gastos pessoais e a outra parte investe em equipamentos para ampliar seu negocio. Com o
investimento da mais valia em seu capital o capitalista aumenta cada vez mais seu lucro, dessa forma entende-se
que a acumulação do capital provem da mais valia.

A transformação de mais valia em capital caracteriza a reprodução ampliada que realiza a acumulação de capital.

5.2 – O movimento do Capital

O movimento do capital pode ser assim definido:

Investimento do capital em mercadorias e força de trabalho nesse momento o capital sai da esfera da circulação
para a produção, assalariados operam meios de produção e produzem novas mercadorias criando o valor excedente
( mais valia). Porem essas novas mercadorias só tem sentidos quando se realizam, ou seja quando são traçadas por
dinheiro realizado esse movimento elas tornam novamente a forma de capital monetário evidentemente maior, e o
capital retorna a escala da circulação.
Esses três momentos, dois na circulação e um na produção em processo período forma o chamado rotação do
capital. Qualquer interrupção nesse movimento abre-se as crises econômicas.

Lembrando que o capital investido tem um tempo para esse processo, fica claro então que quanto mais tempo o
capital passa nesses três movimento mais demorado se torna o retorno do capital por isso há tantos investimentos
em tecnologias para reduzir a rotação do capital.

5.3 – Concentração e centralização

A acumulação do capitalismo esta atrelado as inovações tecnológicas, pois quanto mais investe na produção mais
retorno e acumulação tem o capitalista para enfrentar a concorrência. Para isso é necessário acumulação em massa
de capital pois essas inovações são comuns apenas alguns grupos de capitalista.

É em busca dessa concentração de capital que os capitalistas vivem e faz com que os capitalistas acumulem uma
massa de capital cada vez maior.

Acompanhado da concentração do capital esta a centralização do capital. Esse tem a intenção de acumulação de
massa de capital e também o aumento do capital pela fusão de varias outras coisas. A centralidade do capital realiza-
se pela união mediante cartéis, trustes e formação de holdings de capitais já existentes.

A junção da concentração com a centralização forma-se os monopólios.

Essa nova conjuntura transforma a concorrência tradicional em uma concorrência entre um numero bem reduzido
de empresas. As pequenas e medias não tem como concorrer com as grandes empresas que produzem mais devido
o movimento de concentração e centralização.

5.4 – A acumulação capitalista e os trabalhadores

A concentração e a centralização do capital implica diretamente na classe operaria, a principal conseqüência é o que
Engels denomina de exercito industrial de reserva, ou seja grandes contingentes de trabalhadores desempregados.

Como vimos a acumulação do capital requer inovação tecnológicas nos meios de produção, e esses torna –se maior
que a demanda da força de trabalho realidade diferente da iniciação do capitalismo.

O exercito industrial de reserva trata-se de uma população que diante das exigências da acumulação pode ser
designada como população excedentária ou superpopulação relativa.

Conclui-se que reprodução ampliada é reprodução do exercito industrial de reserva.

Dentro do exercito industrial de reserva Marx aponta três formas variáveis: primeira a flutuante constituída por
trabalhadores que nos grandes círculos industriais e mineiro ora esta trabalhando ora não; segundo o latente que
existe nas áreas rurais que acabam migrando para as áreas industriais e a estagnada formada por trabalhadores que
nunca conseguem trabalho fixo e vivem perambulando entre uma ocupação e outra. Entre essas bases estão uma
parcela de miseráveis, ( criminosos, prostitutas vagabundos) , pauperizados que são trabalhadores aptos mas que
não encontram vagas no mercado.

O exercito industria de reserva em sua forma primaria permite a baixa no salários dos trabalhadores. Alem disso
oferece ao capital uma força que permite ao capitalista um volume de força de trabalho que pode ser mobilizada,
recrutada para um ramo de produção que experimenta uma conjuntura favorável e ate mesmo deslocando
geograficamente no processo migratório.

Outra conseqüência para a classe trabalhadora é o pauperismo que pode ser absoluta ou relativo. A pauperização
absoluta é quando as condições de vida do trabalhador experimenta uma degradação geral: queda salarial,
aviltamento dos padrões de moradia e alimentação e a pauperização relativa é distinta pode ocorrer mesmo quando
as condições de vida dos trabalhadores melhoram com padrões de alimentação e moradia mais elevados, ela se
caracteriza pela redução da parte que lhe cabe do total do valores criados enquanto cresce a parte apropriada pelos
capitalistas.

5.5 – Acumulação capitalista e questão social

A produção capitalista não é tão – somente a produção e a reprodução de mercadoria e mais valia é produção e
reprodução das relações sociais. Ela só é viável se colocar frente a frente capitalista e proletariado.

Lembrando a formula ( D, M, D’) veremos que no final da produção as relações sociais que configura entre a classe
que compra a força de trabalho e a que vende para sobreviver são dois sujeitos que se encontram tal como no inicio
da produção. A classe que detém o capital continua proprietária e a que vende continua proletariado.

Com efeito dessa relação, da reprodução ampliada a força de trabalho torna-se progressivamente mais vulnerável.
Desde a constituição da base urbano – industrial da sociedade capitalista o que temos de um lado é um enorme
crescimento da riqueza social e um igualmente crescimento da pobreza. Independente de onde se forme a
acumulação a relação polarizada será sempre riqueza/ pobreza.

Em cada forma de acumulação como já vimos são particularizadas ou seja independente da diferenças entre as
economias nacionais o que sempre perdura é essa relação riqueza/ pobreza. É um exercito industrial de reserva cujo
o acesso aos bens necessários a vida é extremamente restrito.

Surgido na terceira década do século XIX a questão social surge quando a base urbano – industrial começa a se
firmar e quando a acumulação dava seus primeiros passos. A questão social emerge da lei geral da acumulação, é
determinada por essa lei. Tal questão social ganha novas dimensões e expressões à medida que avança a
acumulação e o próprio capitalismo experimenta mudanças. Mas ela é insuprimível nos marcos de uma sociedade
que onde domina o MPC.

Capitulo 6

Mais valia, lucro e queda da taxa de juros

. 6.1 – A mobilidade do capital: a taxa media de lucro

O movimento do capital não se reduz a sua rotação.

Entre as três classes que participam desse lucro esta o industrial, os banqueiros e os comerciantes cada um com sua
função e como todo capitalista com objetivo de tirar o lucro da relação de produção.

O capitalista ao calcular o seu lucro ele engloba todos os seus capitais. Soma-se C e V tudo é investimento. Assim
levando em consideração o investimento total ele calcula sua taxa de lucro. O lucro é a forma metamorfoseada com
que a mais valia aparece ao capitalista, com efeito a contabilidade de uma empresa é determinada pelo lucro.
Ressalta-se que o lucro varia entre as empresas do mesmo ramo e empresas do ramo diferentes, e como o
capitalista visa o aumento dos lucros seus investimentos serão onde lhe forneçam mais lucro. A diferenças nos lucros
de empresas do mesmo ramo esta nos seus investimentos. E nas empresas de ramos diferente esta na migração
para o ramo que der mais lucro.

6.2 – Preço de produção e mercado

Preço é a expressão monetária do valor e pode variar em relação a ele. Os preços tendem a se aproximar do valor.

A partir do momento em que o movimento do capital estabelece numa conjuntura econômica a taxa media de lucro
as mercadorias deixam de ser vendidas pelo equivalente de seu valor e passa a ser vendido pelo equivalente do valor
capital investido mais a taxa media de lucro, o que se denomina preço de produção.

6.3 – A tendência à queda da taxa de lucro

A tendência à queda da taxa de juros é uma das tendências mais importante no capitalismo.

Um capitalista utiliza métodos inovador para produzir, que reduz seus custos e conseqüentemente reduz o seu valor.
O capitalista que não utilizou nenhum método renovador mantém seus preços congelados e mais altos e é dessa
relação que se aproveita o capitalista renovador. Mas a concorrência do mercado obriga o capitalista a inovar seus
métodos de produção e assim que ele generaliza cai o preço do capitalista inovador.

Capitulo 7

As crises e as contradições do capitalismo

A historia do capitalismo é marcada por sucessivas crises. Ate a segunda guerra mundial foram 14 crises. Em pouco
mais de um século o capitalismo mostrou-se instável com períodos de expansão e crescimento da produção e isso
gerou depressões caracterizadas por falência e aos trabalhadores miséria e desemprego.

Inicialmente as crises eram localizadas em 1825 mas desde de 1848 as crises tornaram-se mundiais.

7.1 – As crises capitalistas e o ciclo econômico


As crises não é algo natural ao capitalismo. As crises são inevitáveis ao capitalismo, mas é perfeitamente e viável
uma organização da economia estruturalmente diferente da organização estruturalmente diferente da organização
capitalista capaz de suprir as causas da crise.

Podem ocorrer crises em economias pré – capitalistas, registram-se perturbações na produção que acarreta em
miséria. As características dessa crise é uma carência generalizada dos bens necessários à vida social, mas
exatamente essas crises indicam a insuficiência na produção de valores de uso e por isso podem ser designada como
crise da