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As creches surgiram no século XIX, na Europa, acompanhando a

estruturação do capitalismo. Eram um local em que mulheres da classe


deixavam seus filhos para poderem trabalhar. Na década de 30 as creches eram
defendidas por sanitaristas preocupados com as condições de vida da população
operária. As poucas creches que existiam fora das indústrias, nas décadas de
20 a 50, eram de responsabilidade de entidades filantrópicas laicas e
principalmente religiosas.

O processo de expansão das creches brasileiras, a partir da década de


80 que referencia direitos específicos das crianças, reafirmados pela
Constituição de 1988. Porque é a partir desta década, segundo Campos (1995),
que as creches e as pré-escolas dão um grande passo em direção à superação
do caráter assistencialista predominante nos programas voltados para essa faixa
etária, rumo a um atendimento educacional.

Nos anos 70 e boa parte dos anos 80, a Educação Infantil (que a
partir dos desdobramentos da Constituição Federal de 1988 e da
LDB 9.394/96 passa a ser entendida oficialmente como o
atendimento simultâneo, complementar e indissociável de cuidado
e educação de crianças de 0 a 3 anos – em creches – e de 4 a 6
anos – em pré-escolas) – tinha como função social apenas o
cuidado das crianças, na medida em que não era considerada
escola, portanto, isenta de educação. (JUNQUEIRA FILHO, 2004,
p. 108).

A primeira etapa deste percurso de 0 a 3 anos orienta-se não para


conteúdo ou o conhecimento formal. O educador tem um papel fundamental nos
cuidados para manter a saúde física e psíquica do bebê - dar colo, dar banho,
trocar, alimentar, ninar. Além disso, entre os 0 e os 3 anos, a criança precisa
desenvolver as habilidades iniciais com a linguagem oral e conquistar os
movimentos.

É na pré-escola que suas capacidades cognitivas e motoras devem ser


exercitadas através de atividades lúdicas – ou seja, ali a criança deve aprender
brincando. É preciso que todas as ferramentas necessárias para que o educador
alcance seus objetivos estejam sempre à mão, e que cada elemento que
componha o ambiente seja cuidadosamente escolhido. Em se tratando da
organização dos espaços nas instituições de Educação

O espaço é sempre um campo de possibilidades onde cada sujeito produz


o seu, na medida em que as pessoas constroem sentidos particulares sobre o
espaço a partir de suas experiências sobre os significados que a cultura lhes
apresenta.

É importante que sejam construídas condições para que a criança seja


capaz de manter-se, um tempo cada vez maior, na realização de uma atividade
que requer seu o esforço e atenção, e que seja capaz de compreender e
memorizar uma explicação.

O estudo científico do desenvolvimento humano evoluiu de estudos sobre


a infância para estudos sobre todos os períodos da vida. O estudo do
desenvolvimento humano procura descrever, explicar, prever e modificar o
comportamento.

Então Vygotsky defende que o professor deve atuar como mediador entre
o aluno, os conhecimentos que este aluno possui e o mundo.

Já Wallon descreve que a ação do professor não pode ficar limitada aos
livros, ela deve abranger às atividades práticas - jogos e dinâmicas - que
desenvolvam não só os aspectos físicos como também os psicológicos.

Segundo Piaget, as mudanças estão relacionadas à formação da


identidade de um indivíduo, o seu entendimento, habilidades físicas e
intelectuais, percepção de conceitos, desenvolvimento dos aspectos emocionais
e sociais, entre outros. De acordo com Piaget essas mudanças são adquiridas
em determinadas fases da vida.
ALMEIDA, Rosângela D. de. A criança e as relações espaciais. In: ________
(org.) O espaço geográfico: ensino e representação. 8 ed. – São Paulo: Contexto
2000.

JUNQUEIRA FILHO, Gabriel de Andrade. Seleção e articulação de conteúdos


em educação infantil no Brasil: da negação a busca da produção de sentido.
In.: Revista Ciências e Letras, n. 36, p. 105-127, set. 2018

VYGOTSKY, L.S. Formação Social da Mente. SP: Martins Fontes, 1989.