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A proteção ao meio ambiente – do estudo do impacto ambiental à tutela... http://www.ambito-juridico.com.br/site/?n_link=revista_artigos_leitur...

Ambiental
 

A proteção ao meio ambiente – do estudo do impacto ambiental à tutela processual coletiva


Eraldo Oliveira de Almeida

Resumo: O presente artigo científico se volta a demonstrar, de um modo sucinto, os aspectos preventivos e repressivos da proteção ao meio ambiente, enfatizando como meio
preventivo, por excelência, o Estudo do Impacto Ambiental com previsão expressa na Constituição Federal e em normas infraconstitucionais. Quanto ao aspecto repressivo de
proteção ao meio ambiente foi discutido acerca das tutelas processuais coletivas das quais a sociedade pode se valer para impedir o prosseguimento de obras danosas ao meio
ambiente ou cobrar dos causadores do dano o ressarcimento devido. [1]

Palavr as-Chave: Constituição Federal; Estudo do Impacto Ambiental; Tutelas Processuais Coletivas.       

Resumen: Este artículo científico ha vuelto a demostrar, de manera sucinta, los aspectos de prevención y represión de la protección del medio ambiente, destacando como un
medio de prevención, por excelencia, el Estudio de Impacto Ambiental con la disposición expresa en la Constitución Federal y las normas infra-constitucionales. En cuanto al
aspecto represivo de la protección del medio ambiente se discutió sobre las tutelas procesales colectivos que la sociedad puede aplicar para evitar la continuación de los
trabajos nocivos para el medio ambiente o la carga de provocar los daños debida compensación.

Palabr as clave: Constitución Federal; Estudio de Impacto Ambiental; La tutela colectiva de procedimiento.

Sumár io: Introdução. 1. O Estudo do Impacto Ambiental e sua Conformação Constitucional. 2. A Ação Civil Pública. 3. A Ação Popular Constitucional. 4. O Mandado de
Segurança Coletivo Constitucional. Considerações Finais. Referências.      

INTRODUÇÕO

Temos no texto constitucional a garantia expressa de que toda coletividade tem direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, e que tal direito deve ser assegurado
pelo poder público e por todo e qualquer particular, de um modo que este meio ambiente possa ser útil tanto à presente geração como às futuras gerações. Desse modo, nossa
Carta Política e a legislação infraconstitucional se empenham em proteger o meio ambiente trazendo dispositivos de prevenção a danos contra o meio ambiente, dentre os
quais a previsão do Estudo dos Impactos Ambientais quando se trate de instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio
ambiente, e também trazendo dispositivos de repressão aos causadores dos danos.        

Como medidas repressivas voltadas à proteção do meio ambiente, temos em nossa legislação as tutelas processuais coletivas que, partindo sempre dos fundamentos
estabelecidos pela Constituição Federal, buscam os meio necessários à responsabilização dos causadores de danos ao meio ambiente. E, como na Constituição Federal
encontramos a tutela dos direitos ambientais, caracterizados como um direito difuso, já que os direitos afeitos ao meio ambiente transcendem o individuo, revelando-se como
direitos próprios de uma coletividade, é que neste trabalho acadêmico trataremos da tutela processual coletiva como meio de repressão aos causadores de dano ao meio
ambiente.

1 —O ESTUDO DO IMPACTO AMBIENTAL E SUA CONFORMAÇÕO CONSTITUCIONALÀ

Dentre os instrumentos preventivos ao meio ambiente temos, no Brasil, o Estudo de Impactos Ambientais (EIA) como um dos mais importantes instrumentos de Avaliação dos
Impactos Ambientais, haja vista se apresentar como um relatório técnico que pretende avaliar as consequências ambientais promovidas pela posterior realização de
determinado projeto de construção, logo preventivo. Tal relatório consta da Política Nacional do Meio Ambiente e se encontra regulamentado através da Resolução do
CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente) nº 001/1986. Nesta resolução encontramos quais atividades se submetem à necessidade prévia de elaboração de estudo de
impacto ambiental, especificando detalhadamente o modo como as atividades técnicas devem ser desenvolvidas.

Para melhor visualização do que foi mencionado no parágrafo precedente, transcrevemos i n ver bi s os artigos 1º e 2º da Resolução do CONAMA nº 001/1986:  

“Art. 1º

” Par a ef ei t o dest a Resol ução, consi der a-se i mpact o ambi ent al qual quer al t er ação das pr opr i edades f ísi cas, quími cas e bi ol ógi cas do mei o ambi ent e, causada por
qual quer f or ma de mat ér i a ou ener gi a r esul t ant e das at i vi dades humanas que, di r et a ou i ndi r et ament e, af et am:

I - a saúde, a segur ança e o bem-est ar da popul ação;

II - as at i vi dades soci ai s e econômi cas;

III - a bi ot a;

IV - as condi ções est ét i cas e sani t ár i as do mei o ambi ent e;

V - a qual i dade dos r ecur sos ambi ent ai s.

Ar t . 2º

Depender á de el abor ação de est udo de i mpact o ambi ent al e r espect i vo r el at ór i o de i mpact o ambi ent al - RIMA, a ser em submet i dos à apr ovação do ór gão est adual
compet ent e, e da Secr et ar i a Especi al do Mei o Ambi ent e —SEMA em car át er supl et i vo, o l i cenci ament o de at i vi dades modi f i cador as do mei o ambi ent e, t ai s como:

I - Est r adas de r odagem com duas ou mai s f ai xas de r ol ament o;

II - Fer r ovi as;

III - Por t os e t er mi nai s de mi nér i o, pet r ól eo e pr odut os quími cos;

IV - Aer opor t os, conf or me def i ni dos pel o i nci so 1, ar t i go 48, do Decr et o-Lei nº 32, de

18 de set embr o de 1966;

V - Ol eodut os, gasodut os, mi ner odut os, t r oncos col et or es e emi ssár i os de esgot os sani t ár i os;

VI - Li nhas de t r ansmi ssão de ener gi a el ét r i ca, aci ma de 230KV;

VII - Obr as hi dr ául i cas par a expl or ação de r ecur sos hídr i cos, t ai s como: bar r agem par a f i ns hi dr el ét r i cos, aci ma de 10MW, de saneament o ou de i r r i gação, aber t ur a de
canai s par a navegação, dr enagem e i r r i gação, r et i f i cação de cur sos d÷água, aber t ur a de bar r as e embocadur as, t r ansposi ção de baci as, di ques;

VIII - Ext r ação de combust ível f óssi l (pet r ól eo , xi st o, car vão);

IX - Ext r ação de mi nér i o, i ncl usi ve os da cl asse II, def i ni das no Códi go de Mi ner ação;

X - At er r os sani t ár i os, pr ocessament o e dest i no f i nal de r esíduos t óxi cos ou per i gosos;

Xl - Usi nas de ger ação de el et r i ci dade, qual quer que sej a a f ont e de ener gi a pr i már i a, aci ma de 10MW;

XII - Compl exo e uni dades i ndust r i ai s e agr o-i ndust r i ai s (pet r oquími cos, si der úr gi cos, cl or oquími cos, dest i l ar i as de ál cool , hul ha, ext r ação e cul t i vo de r ecur sos hídr i cos
hi dr óbi os);

XIII - Di st r i t os i ndust r i ai s e zonas est r i t ament e i ndust r i ai s - ZEI;

XIV - Expl or ação econômi ca de madei r a ou de l enha, em ár eas aci ma de 100 hect ar es ou menor es, quando at i ngi r ár eas si gni f i cat i vas em t er mos per cent uai s ou de
i mpor t ânci a do pont o de vi st a ambi ent al ;

XV - Pr oj et os ur baníst i cos, aci ma de 100 ha ou em ár eas consi der adas de r el evant e i nt er esse ambi ent al a cr i t ér i o da SEMA e dos ór gãos muni ci pai s e est aduai s
compet ent es est aduai s ou muni ci pai s. (RESOLUÇÕO DO CONAMA, Nº 001, 1986. Ar t 1º e 2º). ‘ ÀÀ

Ocorre, porém, que a resolução do CONAMA nº 001/1986 é documento normativo produzido anteriormente à promulgação da Constituição Federal de 1988, não sendo, em
algum de seus dispositivos, recepcionada por nossa Carta Política. Logo, o Estudo de Impactos Ambientais, além de se pautar em orientações da supramencionada resolução,
também deve, sobretudo, desenvolver-se de acordo com os dizeres constitucionais. O texto constitucional é específico em exigir o estudo de impacto ambiental em seu artigo
225. 1º, IV, diferindo da resolução do CONAMA quando estabelece que o EIA somente será necessário quando se trate de instalação de obra ou atividade potencialmente
causadora de significativa degradação do meio ambiente. A esse respeito da conformação constitucional do Direito Administrativo, vejamos como se posiciona a doutrina:

Com a constitucionalização do Direito, e em especial do Direito Administrativo, a satisfação dos diversificados interesses previstos no texto constitucional depende de
ponderação, instrumentalizada por um processo argumentativo com a participação dos potenciais destinatários da atuação administrativa.(...) Mais do que a necessidade de
adequação da legislação infraconstitucional às normas constitucionais constata-se uma tendência de “constitucionalização do ordenamento jurídico”, processo dinâmico-

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interpretativo de releitura (transformação) do ordenamento jurídico que passa a ser impregnado pelas normas constitucionais  (OLIVEIRA, 2010. P. 16,17, 25).

Então, ao se tratar de Estudo do Impacto Ambiental no Brasil, não basta tão-somente a normatização trazida pela Resolução nº 001/1986 do CONAMA, é necessário, sobretudo,
verificar os dizeres constitucionais estampados no artigo 225. 1º, IV da Constituição Federal de 1988, de onde se depreende que todas as previsões de necessidade de Estudo
do Impacto Ambiental exigidas pela Resolução são válidas desde que realmente se demonstre tratar-se de instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de
significativa degradação do meio ambiente.      

2 - A AÇÕO CIVIL PÙBLICAÀÀ

Sempre que se verifique lesão ao meio ambiente, entende-se que toda uma coletividade foi lesionada em um direito seu. Daí, então, com base nos fundamentos da
responsabilidade objetiva, surge para o responsável pelo dano o dever de indenizar o dano material, bem como possível dano moral se do ocorrido resultou algum prejuízo à
personalidade coletiva. Em específico, a Lei 6.938/81, em seu artigo 14, parágrafo 1º,  traz a previsão de penalidades ao infrator, independentemente de culpa, ou seja,
instituindo responsabilidade objetiva para os danos causados ao meio ambiente. A lei também traz que a reparação aos danos ambientais pode ocorrer tanto na modalidade
repressiva como na preventiva, podendo ser o responsável condenado a indenizar o que destruiu ou a reparar o dano causado.

Assim, então, para a responsabilização do agente causador do dano ao ambiente, temos na legislação processual a possibilidade de se recorrer ao instituto da Ação Civil
Pública, um instrumento processual previsto na Constituição Federal brasileira e em leis infraconstitucionais, do qual pode se valer o Ministério Público, bem como outras
entidades para a defesa de interesses difusos, coletivos e individuais homogêneos.

A Ação Civil Pública se encontra devidamente disciplinada pela Lei n. 7.347, de 24 de julho de 1985. Verifica-se como objetivo precípuo a repressão e prevenção de  danos ao
consumidor, ao patrimônio público, aos bens e direitos de valor artístico, estético, histórico e turístico  e ao meio ambiente, este de interesse específico para o presente
trabalho acadêmico, logo porque nele nos deteremos.    

Destaquemos, pois, que a Ação Civil Pública se encontra a serviço da economia processual, uma vez permitir que muitas pessoas, lesadas em algum direito comum, possam
buscara a tutela judicial em um único e mesmo processo, evitando assim a inciativa de cada um dos lesados separadamente, o que lhe implicaria ônus muitas das vezes
insuportável com as despesas próprias de um processo, além de sobrecarregar em demasia o judiciário com uma quantidade absurda de processos. A esse respeito, vejamos
como se posiciona a doutrina:  

” Quando se f al a em ação, vi sual i za-se, de pr ont o, aquel e di r ei t o que t odos t êm de pedi r ao Poder Judi ci ár i o a cor r eção das l esões aos i nt er esses i ndi vi duai s. (. . . ) Daí a
t r adi ci onal posi ção dout r i nár i a ao concei t uar a ação como um di r ei t o subj et i vo. Val e di zer , di r ei t o par a agi r em j uízo em def esa de i nt er esses pr ópr i os. A Ação Ci vi l
Públ i ca r ompe com esse pr i ncípi o t r adi ci onal , t endo nat ur eza especi al íssi ma: não é di r ei t o subj et i vo, mas di r ei t o at r i buído a ent es públ i co e pr i vados par a a t ut el a de
i nt er esses não i ndi vi duai s st r i ct u sensu. À(MILARÉ, 2014. P. 1466). ‘

Em específico à situação de dano ao meio ambiente a ser corrigido por intermédio de Ação Civil Pública, o mesmo doutrinador supracitado aduz que:

” Se a or i gem da Ação Ci vi l Públ i ca ambi ent al est á na Lei 6. 938/ 1981, de car át er emi nent ement e mat er i al , seu per f i l def i ni t i vo e acabado ocor r e com a Lei 7. 347/ 1985, de
cunho pr ocessual . Essa l ei si gni f i cou, sem dúvi das, uma r evol ução na or dem j ur ídi ca br asi l ei r a, j á que o pr ocesso j udi ci al dei xou de ser vi st o como mer o i nst r ument o de
def esa dos i nt er esses i ndi vi duai s, par a ser vi r de ef et i vo mecani smo de par t i ci pação da soci edade na t ut el a de si t uações f át i cos-j ur ídi cas de di f er ent e nat ur eza, val e
di zer , daquel es conf l i t os que envol vem i nt er esses supr ai ndi vi duai s —di f usos, col et i vo e i ndi vi duai s homogêneos. (MILARÉ, 2014. P. . 1473). ‘

Edis Milaré acrescenta ainda em relação a tutela processual em comento, em seu viés ambiental, que tal ação “foi guindada ao patamar constitucional sem limitações, ou seja,
a Constituição Federal acatou a ação civil pública com a abrangência total, (...), podendo o MP buscar a tutela jurisdicional para a defesa do meio ambiente.” (2014,p. 1474).
Daí, então, verificar-se a importância considerável da Ação Civil Pública quando se pretende a reparação de dano ao meio ambiente.     

3 —A AÇÕO POPULAR CONSTITUCIONAL

De acordo com a Constituição Federal, em seu artigo 5º, inciso LXXIII, “qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio
público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural.” Como se vê, outra vez a Constituição
tutela o meio ambiente  conferindo meios processuais de tutela coletiva, desta vez a qualquer cidadão,  e não ao MP ou entidades específicas a exemplo da Ação Civil Pública.
Comentando esse dispositivo constitucional, Edis Milaré leciona que: 

” Essa di cção ampl i ada do di sposi t i vo const i t uci onal per mi t e ent r ever que a ação popul ar t ut el a t ant o bens e val or es de nat ur eza públ i ca (pat r i môni o públ i coÀst r i ct u
sensu e pat r i môni o par t i cul ar de qual quer ent i dade onde seÀver i f i que par t i ci pação est at al ), quant o de nat ur eza di f usa (o mei o ambi ent e, no caso). ” Assi m , posi t i vou-se
na Const i t ui ção Feder al posi ci onament o j á assent e na dout r i na e j ur i spr udênci a, segundo o qual a ação popul ar t ambém se pr eor denava a of er ecer pr ot eção cont r a a
danosi dade ambi ent al . ‘ À(MILARÉ, 2014. P 1534). ÀÀÀÀÀ

Uma vez que se encontra presente no texto constitucional, de maneira explícita, é a Ação Popular eminentemente um instrumento constitucional de defesa da sociedade,
sendo também de um caráter democrático admirável, pois se coloca à disposição de qualquer cidadão como forma de defesa dos interesses da coletividade, incluindo-se aí os
interesses em relação à proteção do meio ambiente. Assim, a demanda popular é constitutiva negativa e condenatória, pleiteando junto ao órgão judicial a anulação de ato
lesivo ao patrimônio público ou das entidades de que o Estado participe, ou da moralidade administrativa, ou do meio ambiente, ou do patrimônio histórico e cultural, bem
como a condenação dos responsáveis pelo ato nefasto em a pagamento de perdas e danos.

4- MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO AMBIENTAL

Com esta espécie de tutela processual coletiva se busca no judiciário uma decisão mandamental  com vistas à suspensão de determinadas atividades que estejam causando
alguma espécie de dano ao meio. Tem que se verificar a urgência da medida pela a impossibilidade de se conferir ao meio ambiente danificado sua condição anterior, pois
quando se trata de dano ao meio ambiente não há o que se pensar em indenização posterior porque esta jamais irá ressarcir a coletividade das perdas decorrentes da agressão
ao meio ambiente. Discorrendo sobre o assunto, Edis Milaré aduz que:  

” A Const i t ui ção de 1988, numa pol ít i ca de l i ber ação dos mecani smos de l egi t i mação ad causam, al ém da ação ci vi l públ i ca e da ação popul ar const i t uci onal , conf er i u , ex
vi do di spost o no ar t i go 5º, LXX, da CF de 1988, aos par t i dos pol ít i cos, aos si ndi cat os e às ent i dades associ at i vas, poder es par a, por mei o de Mandado de Segur ança
Col et i vo, empr eender em a def esa dos i nt er esses de seus associ ados ou membr os. ‘ (MILARÉ, 2014, p. 1540).

Em regulamentação ao dispositivo constitucional que alude ao Mandado de Segurança Coletivo temos a Lei 12.016/2009, que especificamente em seu artigo 21 assegura que o
Mandado de Segurança Coletivo pode ser impetrado por partido político com representação no Congresso Nacional, na defesa de seus interesses legítimos relativos a seus
integrantes ou à finalidade partidária, ou por organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há, pelo menos, um ano, em
defesa de direitos líquidos e certos da totalidade, ou de parte, dos seus membros ou associados, na forma dos seus estatutos e desde que pertinentes às suas finalidades,
dispensada, para tanto, autorização especial.

Assim, então, temos que por essa tutela processual coletiva a sociedade dispõe de mais um meio para frear a degradação de nossas riquezas naturais e consequente prejuízo ao
nosso bem-estar. 

CONSIDERAÇŒES FINAIS

Vimos, então, ao longo deste trabalho acadêmico, que o nosso ordenamento jurídico se preocupou em conferir ao meio ambiente proteção privilegiada. Essa proteção se
verifica inicialmente através de instrumentos de prevenção, a exemplo do Estudo do Impacto Ambiental, e depois através de tutelas processuais coletivas, a exemplo da Ação
Civil Pública e da Ação Popular Constitucional. Essa proteção ao meio ambiente é encontrada tanto no texto de nossa Carta Política como na legislação infraconstitucional,
conforme, dispõe-se, respectivamente, através dos remédios constitucionais e do Estudo do Impacto Ambiental incialmente previsto na Resolução do CONAMA (Conselho
Nacional do Meio Ambiente) nº 001/1986.   

Logo, não há o que se reclamar no Brasil em relação à previsão legal de instrumentos protetivos ao meio ambiente, pois, como vimos ao longo deste trabalho acadêmico,
sobeja instrumentos jurídicos aptos a essa finalidade. Resta, porém, uma falta de educação estupenda em muitas pessoas, provavelmente na maioria da população, que em
menor ou maior grau acaba por agredir a natureza, sem falar na ganância dos capitalistas que, como intuito de lucro, não respeita os recursos naturais e o meio ambiente como
o todo. Contra estes últimos é de considerável valia a previsão do Estudo do Impacto Ambiental, conforme discutimos no tópico terceiro deste artigo.

  

Ref er ências
BRASIL, Constituição da República Federativa do Brasil, 1988.
BRASIL, Resolução nº 001/1986 do CONAMA.
MILARÉ, Edis. Direito do Ambiente. 9ª Edição. Revista dos Tribunais. São Paulo, 2014.  
OLIVEIRA, Rafael Carvalho Rezende. A constitucionalização do Direito Administrativo: o princípio da juridicidade, a releitura da legalidade administrativa e a legitimidade das
agências reguladoras. 2 ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2010.
    
Not a
[1] Trabalho orientado pelo Prof. Bernardo Cecílio da Fonseca. Especialista em Gestão de Direito Ambiental pela Universidade de Uberaba. Mestre em Direito Ambiental pela
Universidade do Estado do Amazonas. Professor da UNIAGES.

Eraldo Oliveira de Almeida


Acadêmico da UNIAGES Paripiranga/BA

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Informações Bibliográficas
 

ALMEIDA, Eraldo Oliveira de. A proteção ao meio ambiente – do estudo do impacto ambiental à tutela processual coletiva. In: Êmbit o Jur ídico, Rio Grande, XIX, n. 154, nov
2016. Disponível em: <
http://www.ambito-juridico.com.br/site/?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=18201&revista_caderno=5
>. Acesso em jan 2017.

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