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I) Produzindo a partir de encomendas, cujo volume escapa de seu controle.

Uma vez que a empresa passava por uma crise, houve a redução no quadro de
funcionários e consequentemente na sua produção. Entretanto, superada essa, a firma
não recontratou quantidade de funcionários que correspondesse a sua produção, que
voltou a crescer, sobrecarregando assim os funcionários que lá já estavam. (parágrafo
segundo do caso)
Recentemente, a empresa atravessara fase de diminuição do número de
encomendas, dispensando quase duzentos trabalhadores. A posterior retomada do nível de
produção não foi acompanhada de recontratações, passando a empresa a aumentar o
número de horas-extras e a deslocar trabalhadores de uma função para outra, de acordo com
as necessidades mais prementes e imediatas. Nessa situação, o Sr. G. vinha executando
tarefas de serralheiro, sem ter recebido treinamento nem instruções sobre os riscos de sua
nova função.

NORMA REGULAMENTADORA

NR-12 – SEGURANÇA NO TRABALHO EM MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS

ANEXO II - CONTEÚDO PROGRAMÁTICO DA CAPACITAÇÃO.

1. A capacitação para operação segura de máquinas deve abranger as etapas


teórica e prática, a fim de permitir habilitação adequada do
operador para trabalho seguro, contendo no mínimo:

a) descrição e identificação dos riscos associados com cada máquina e equipamento e


as proteções específicas contra cada um deles;

b) funcionamento das proteções; como e por que devem ser usadas;

c) como e em que circunstâncias uma proteção pode ser removida, e por quem, send
o na maioria dos casos, somente o pessoal de inspeção ou manutenção;

d) o que fazer, por exemplo, contatar o supervisor, se uma proteção foi danificada ou
se perdeu sua função, deixando de garantir uma segurança adequada;

e) os princípios de segurança na utilização da máquina ou equipamento;

f) segurança para riscos mecânicos, elétricos e outros relevantes;

g) método de trabalho seguro;

h) permissão de trabalho; e

i) sistema de bloqueio de funcionamento da máquina e equipamento durante ope


rações de inspeção, limpeza, lubrificação e manutenção. (LINK:
http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr12_anexoII.htm )
II ) A empresa adota a prática de alocar trabalhadores de forma improvisada para funções
e postos de trabalho, com o objetivo de resolver os problemas decorrentes de efetivo
insuficiente em relação às necessidades da produção, prática que fragiliza a fiabilidade e a
segurança do sistema. (parágrafo primeiro do caso)

Sr. G., 45 anos de idade, admitido como soldador há cinco anos, na ocasião do
acidente exercia a função de serralheiro, pois, há cerca de cinco meses o equipamento de
solda que operava estava com defeito, aguardando reparação.

III) A tais fatores sobrepõe-se a decisão de manter em operação equipamentos velhos e


obsoletos, sujeitos a panes e facilitadores da ocorrência de incidentes, o que acarreta a utilização
de equipamentos impróprios à execução de determinadas tarefas ou catacrese, segundo
denominação do autor que o descreveu, compondo uma tríade conhecida de fatores potenciais
de acidentes, aos quais somam-se falhas na circulação de informações.

Esse caso revela ainda a existência de equipamento com zona de operação aberta (broca
da furadeira desprotegida), condição identificável por meio de inspeção.

De acordo com as Normas Regulamentadoras de SEGURANÇA NO TRABALHO EM


MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS na portaria da SECRETARIA DE INSPEÇÃO DO TRABALHO - SIT Nº 233
DE 09.06.2011 resguarda:

12.3. O empregador deve adotar medidas de proteção para o trabalho em máquinas e


equipamentos, capazes de garantir a saúde e a integridade física dos trabalhadores, e medidas
apropriadas sempre que houver pessoas com deficiência envolvidas direta ou indiretamente no
trabalho.

12.111. As máquinas e equipamentos devem ser submetidos à manutenção preventiva e c


orretiva, na forma e
periodicidade determinada pelo fabricante, conforme as normas técnicas oficiais nacionais
vigentes e, na falta destas, as normas técnicas internacionais.

(link : http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr12.htm#Manuten
%C3%A7%C3%A3o,_inspe%C3%A7%C3%A3o,_prepara%C3%A7%C3%A3o,_ajustes_e_reparos_ )

Na manhã da véspera do dia do acidente, o Sr. G. havia sido designado para furar
peças que tinham forma aproximada de C, com cantos retos; espessura de 2,5 cm; altura de
9,0 cm; 'braços do C' com 14 cm de comprimento e 10,5 cm de largura. Para tanto, operava
uma furadeira de peças, equipamento fixo, com bancada possuidora de mecanismo para
fixação de gabarito, no qual são posicionadas e presas as peças a serem furadas. Após
algumas horas de uso, esse equipamento, já antigo e não submetido a manutenções
preventivas, quebrou, fato que vinha se repetindo cerca de uma vez por mês, há tempos.

Por que uma indústria de grande porte mantém em funcionamento um equipamento


velho e obsoleto, sujeito a sucessivas panes, quando o preço de um novo é irrisório em face do
porte da empresa?

III) CLT

Art. 75-E. O empregador deverá instruir os empregados, de maneira expressa e ostensiva, quanto
às precauções a tomar a fim de evitar doenças e acidentes de trabalho. (Incluído pela Lei
nº 13.467, de 2017) (Vigência)

Parágrafo único. O empregado deverá assinar termo de responsabilidade comprometendo-se a


seguir as instruções fornecidas pelo empregador.

A posterior retomada do nível de produção não foi acompanhada de recontratações,


passando a empresa a aumentar o número de horas-extras e a deslocar trabalhadores de
uma função para outra, de acordo com as necessidades mais prementes e imediatas. Nessa
situação, o Sr. G. vinha executando tarefas de serralheiro, sem ter recebido treinamento nem
instruções sobre os riscos de sua nova função.

Por que um trabalhador que há cinco meses está desviado de função não recebeu
treinamento que o capacitasse à execução de suas novas tarefas?

V) PERGUNTAS A SEREM LEVADAS EM QUESTÃO:

a) Por que um equipamento para furar chapas é, ainda que eventualmente, utilizado
para furação de peças?