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UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAZONAS - UEA

MÁRCIO AUGUSTO SILVA DE SOUZA

DO IT YOURSELF: O ROCK AND ROLL COM SUAS VERTENTES E A INFLUÊNCIA NA


ARTE, CULTURA E SOCIEDADE NA CIDADE DE TEFÉ - AM RECORTE TEMPORAL?

TEFÉ-AM

2018
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAZONAS - UEA

MÁRCIO AUGUSTO SILVA DE SOUZA

DO IT YOURSELF: O ROCK AND ROLL COM SUAS VERTENTES E A INFLUÊNCIA NA


ARTE, CULTURA E SOCIEDADE NA CIDADE DE TEFÉ - AM

Pré-Projeto de Pesquisa apresentado ao Programa


de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências
Humanas – Mestrado Acadêmico, como requisito
para o Processo Seletivo de 2018.

TEFÉ - AM

2018
OBJETIVOS

O presente projeto tem por finalidade revelar e analisar (Um só verbo) a influência da música
estilo Rock and Roll e suas vertentes, com suas ideologias libertárias, expressões artísticas
diversificadas e comportamentos singulares, em grupos sociais (Punks, Heavy Metal, Black Metal)
da cidade Tefé – Amazonas. Bem como revelar atrizes e atores desse processo, visando uma busca
que se ramifica entre o cultural, o artístico e o social. Analisar os elementos necessários para a difusão
e surgimento do rock e tribos urbanas relacionadas com o gênero e os subgêneros desse estilo musical
na cidade de Tefé também é objetivo deste trabalho.
Para essa finalidade, mostrou-se necessário um estudo e uma análise histórica acerca de fontes
referentes à trajetória do Rock and Roll, passando pela musicalidade, artes plásticas, e características
socioeconômicas dos indivíduos propagadores do estilo e subgêneros.
Geralmente o objetivo é Geral e se desdobra em específicos e é feito em tópicos.
 Historicizar a cruação do estilo musical Rock bem como sua entrada no Brasil e Yefe
a partir dos anos 2000;
 Descrever a presença de grupos musicais e sua influência na cidade;
 Analisar festivais e locais que propaguem o rock

JUSTIFICATIVA

A influência da música estilo Rock and Roll (com suas vertentes como: Punk, Heavy Metal, e
Black Metal) na sociedade (principalmente na juventude) tefeense é questão relativa à dimensão
identitária da cultura. Não se trata apenas de estilo musical e seus subgêneros musicais, mas sim de
um estilo musical que direciona, nos indivíduos mais envolvidos, a forma de se expressar e de
socializar, seja no falar, no escrever, no cantar, no pintar, no vestir, no comportamental, no refletir,
analisar e problematizar a sociedade enquanto parte integrante da vida de cada um, de forma a
possibilitá-los uma compreensão sistemática e crítica da realidade. Este projeto tem por finalidade
abordar como esses grupos se expressam artisticamente e socialmente na cidade Tefé, estado do
Amazonas.
Para iniciarmos essa discussão sobre o Rock and Roll com suas vertentes e a influência na
arte, cultura e sociedade na cidade de Tefé, temos que entender que o movimento Rock and Roll, em
seu âmago, é uma contracultura, um movimento de antítese em relação ao social e ao cultural pré -
estabelecido, que vai contra práticas comportamentais, estéticas e linguísticos que a sociedade aceita
como corretos, causando assim choque contra os padrões e dogmas pré- estabelecidos na comunidade
da cidade de Tefé, um local com forte influência religiosa e política. O Rock and Roll, nesse contexto,
busca trazer alternativas para esse modelo social em que vivemos.
O termo Do It Yourself (“Faça Você Mesmo”), um lema da contracultura, faz alusão à essa
forma alternativa de viver, onde o indivíduo, livre de padrões e paradigmas sociais, busca autonomia
em seu viver através de atitudes contra o modus operandi da sociedade, construindo seu próprio modo
de vestir, interagir, se comunicar e produzir material cultural.
Uma das ligações da juventude com o rock se dá pela facilidade que a mesma tem
inerentemente com o novo, com o próprio da sua geração. Logo, o rock sendo um estilo musical que
se recicla e adota novas roupagens conforme a época, se torna refúgio ideológico para jovens que
começam a andar em grupos que tem os mesmos gostos musicais em comum, e quando menos
esperam já estão imitando seus artistas, sejam tanto no comportamento quanto nas vestimentas e
acessórios que caracterizam o estilo musical adotado.
Logo, buscaremos saber como se dá essa influência do Rock and Roll nos jovens de Tefé.
Estabelecendo diálogos entre a contracultura e o surgimento do Rock, sua chegada e impacto na
música e no comportamento do jovem brasileiro, e em seguida no Amazonas. Depois, a pesquisa se
afunila no objetivo de saber através de quais meios culturais esse estilo chega nos indivíduos em
estudo, na cidade de Tefé. Em seguida, exploraremos por que os jovens tefeenses adotam esses estilos
dentro do rock (Punk, Heavy Metal, Black Metal). E por fim, concluiremos abordando como os jovens
de Tefé exteriorizam de forma cultural, comportamental e artística, dentro do seu contexto social, as
características pertinentes ao estilo que adotou.
Muito bom. Aqui vc fez a justificativa social. Falta a justificativa acadêmica (pq este projeto merece
ser desenvolvido?)

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Será abordado a relação História – Cultura – Musicalidade – Construção de identidade, e sua


contribuição na formação social e intelectual do estereótipo do roqueiro. Para compreender essa
relação que forma o indivíduo em estudo é necessário criar uma inerência entre surgimento do rock,
antropologia e cultura. Teremos para início de pesquisa os seguintes autores, com a ressalva de que
outros entrarão no decorrer da elaboração do projeto:
 Friedlander, fundamental para esse projeto, com sua obra Rock and Roll: Uma
História Social (2006);
 Muggiati (1973);
 Chacon (1982);
nos nortearão na meta de nos aprofundarmos nas raízes, surgimento e popularização do rock,
para criarmos a ambientação da pesquisa.
Contracultura, cultura e público jovem será pauta em que o trabalho de:
 Carmo (2001);
 Hall (2014);
 Burke (2005);
servirão como âncoras profundas.
Paul Friedlander, em sua obra Rock and Roll: Uma História Social, nos traz as 3 primeiras
décadas do rock. Além de abordar as várias ramificação que esse estilo assume e como se relaciona
com outros estilos musicais. Nessa obra a trajetória do rock é explicitada, como também as
particularidades e curiosidades dos músicos consagrados e locais por onde esse inovador e ousado
estilo musical atravessou. Os capítulos demonstram a saga do rock, desde o blues campestre, passando
por sua versão urbanizada, passando pelo gospel e pelo jump jaz band no começo do século XX,
chegando então no movimento new wave nos anos 1980.
Friedlander nos mostra que os subgêneros musicais provenientes do Rock and Roll
percorreram por etapas. Em um primeiro momento, subgêneros que estão surgindo procuram
formulação, que é um processo onde ocorre a busca de se moldar dentro dos paradigmas do rock
(rebeldia, energia, exteriorização de sentimentos e pensamentos...). Na sequência, os roqueiros
assimilam elementos provenientes de fontes próximas de sua realidade. Nesse panorama, os
subgêneros emergentes do rock tendem a nascerem e terem aplicação prática em nível regional, em
um circuito conhecido como underground (longe do grande público), isso antes de ganhar uma
projeção maior e cair no mainstrain (a grande mídia). Essa dinamização, segundo Friedlander, foi
identificada nas quatro principais fases do Rock and Roll: o Rock clássico, a invasão inglesa, o hard
rock e o punk rock.
Ainda segundo Friedlander, divididem-se em cinco os pontos históricos mais notáveis da vida
do rock internacional: O Rock and Roll Clássico, primeiramente, de 1954-1955; em um segundo
momento, nos anos de 1963-1964 já com a “invasão inglesa”; logo em terceiro, de 1967-1972, foi a
era de ouro (o crescimento de forma simétrica de vários músicos, entrando nesse meio os artistas da
invasão inglesa e a elevação dos mestres das guitarras); em quarto, 1968-1969 com a explosão hard
rock; e o quinto ponto histórico, de 1975-1977 com o advento do punk rock.
Essa ambientação do cenário do Rock and Roll internacional, entrelaçado com a cultura e com
a contracultura, nos leva ao nosso cenário nacional, com a explosão do punk rock em São Paulo, onde
jovens suburbanos usando correntes, roupas pretas, jaquetas de couro, buscam romper com a estética
visual, musical e comportamental dos costumes da sociedade brasileira dos anos 70 – 80, com músicas
rápidas, com poucos acordes, letras subversivas sobre protesto social, e muita energia nos palcos. É
o punk rock se ramificando pelo Brasil e chegando gradativamente no Amazonas, e
consequentemente, em Tefé.
Falta alicerçar melhor o conceito de cultura e identidade (aposte no Hall). Não esqueca que o
programa é interdisciplinar.
METODOLOGIA

Devido ao caráter antropológico do trabalho, boa parte dele se configura em campo, levando
nossas hipóteses e testando elas na prática, assim a metodologia da pesquisa se dará por meio de
questionário quantitativo - qualitativo, com indagações para os entrevistados sobre o subgênero do
Rock and Roll ao qual pertencem, quais grupos musicais ou artistas solos eles mais apreciam, se tem
leituras que são do seu agrado relacionadas (ou não) com o estilo ao qual pertencem, quais expressões
artísticas preferem para exteriorizar o estilo (desenho, pintura, música, filmes, artesanato...). Além de
entrevistas com transcrições sobre experiências de vida relacionadas com sua a tribo urbana na qual
está inserido. E montagem de gráficos demonstrativos. Caracterizando assim a faceta empírica do
projeto.

CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO

ATIVIDADES 1º ANO 2º ANO

ETAPAS

A S O N D J F MA MJ J A S O N D J F MA MJ J
COLETA DE DADOS – PESQUISA
X X X X X X X X X X X X
DOCUMENTAL
DESCRIÇÃO E ANÁLISE DAS
X X X X X X X X X X X X
OBRAS CONSULTADAS
REVISÃO DA BIBLIOGRAFIA X X X X X X X X X X X X X X X
CONSTRUÇÃO DAS TÉCNICAS DE
X X X X
PESQUISA DE CAMPO
ELABORAÇÃO DOS
QUESTIONÁRIOS QUANTITAVOS – X X
QUALITATIVOS
COLETA DE DADOS – ENTREVISTA
X X X
SEMI - ESTRUTURADA
COLETA DE DADOS
X X X X
COMPLEMENTARES
DESCRIÇÃO E ANÁLISE DO
X X X X X X
MATERIAL DE CAMPO
QUALIFICAÇÃO X
PUBLICAÇÃO CIENTÍFICA X
APRESENTAÇÃO DA
X
DISSERTAÇÃO EM BANCA

REFERÊNCIAS

AMORIM, Bruno Delecave de. A Contracultura no Brasil.2007. Disponível em

<http://contraculturabrasil.blogspot.com/>, acesso em 23 de maio de 2016.

CARMO, Paulo Sérgio do. Culturas da Rebeldia: a juventude em questão. São Paulo: Editora
SENAC, 2001.

CHACON, Paulo. O que é rock? São Paulo: Perspectiva, 1982. Coleção História e Reflexões.

FRIEDLANDER, PAUL. Rock and Roll: Uma História Social. Tradução de A. Costa. 4º ed, RJ:

Record, 2006

HALL, Stuart. A identidade cultural na pós – modernidade. Tradução: Guacira Lopes Louro &
Tomas Tadeu da Silva. Rio de Janeiro: Lamparina, 2014.

MUGGIATI, Roberto. Rock: o grito e o mito. 3ª ed. Petrópolis: Vozes, 1973.

PETER, Burke; PAULA, Sérgio Goes de (trad). O que é História Cultural? Rio de Janeiro:

Jorge Zahar Ed., 2005.