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SERVO AMADO DE DEUS - Mateus 12: 15–21

Os capítulos 11 e 12 de Mateus narram para nós a rejeição de Jesus Cristo. Mateus narra para nós
que após conhecer os ensinos, ver os milagres e ouvir a fala de Jesus, há uma tomada de lado por parte de
cada pessoa ou grupo. Mateus nos mostra que houve dúvida, crítica, indiferença e finalmente a rejeição,
como vimos em nossa última passagem com ajuntamento de inimigos mortais (fariseus e herodianos) a fim
de planejar a morte do Senhor.
Devemos notar que a única coisa que o conselho “precisava” decidir era como seria feito. Eles o
teriam destruído no local, se pudessem, mas foram intimidados por duas coisas. Eles ficaram intimidados
pelo fato de que havia uma multidão na sinagoga muito impressionada que acabara de ouvi-lo e ver Seu
incrível milagre de cura, e eles (fariseus) estavam com medo do povo. Além disso, eles tinham medo do
governo romano porque o governo havia tirado deles o direito de execução.

E então a primeira coisa que vemos, então, é que o amado servo de Deus seria condenado pelos
falsos servos. E assim Sua vida foi uma vida em que houve ataque constante. Agora, já que nosso Senhor
estava plenamente ciente desse amargo ódio, lemos o que acontece nos versículos 15 e 16

1- “Mas Jesus, sabendo disto”


Literalmente o texto diz: “Jesus, ciente disso” - onisciência. Ele sabia tudo. Não precisava dizer uma
palavra. Não precisava estar na reunião. Ele sabia. E estando ciente disso, “Ele afastou-se dali”. Quero
dizer, isso não tem apenas implicações físicas, mas tem implicações espirituais terríveis. Ele saiu. E então,
no versículo 16, diz: “advertindo-lhes, porém, que o não expusessem à publicidade”.
Essa reação nos leva a uma importante característica de Cristo: Ele era “conformado” (resignado)
ao plano de Deus. Jesus poderia ter atacado a multidão. (Jo 18.5,6; Mt 26.53,54). Mas Ele era um servo e
Ele estava de acordo com o plano, e o plano era a expressão da vontade de Deus, e tinha um final bem
definido e um horário muito definido. Este não era o momento e então Ele se retirou. Se acompanharmos o
texto de Mateus, veremos que até o capítulo 21 de Mateus, isso se tornou um ciclo constante. Ele iria para
uma área e pregaria, ensinaria e curaria. E haveria uma grande resposta, e então haveria oposição. E então
Ele se retiraria para uma nova área, e então Ele iniciaria o ciclo novamente: Pregação, ensino, cura; resposta;
oposição; retirada.
Ele poderia ter agido de qualquer maneira que quisesse agir em sua própria defesa, mas esse não era
o plano nem o cronograma. Sua revolução não deve vir derramando sangue alheio, mas, seu próprio sangue.
Seu governo não deve chegar às mãos de uma turba ou de uma multidão, mas de uma cruz. E Ele estava
totalmente comprometido com a vontade do Pai, e essa é a essência de Sua servidão. (Jo 4.34; 5.19)

2- “...advertindo-lhes, porém, que o não expusessem à publicidade...”


Há outro elemento em Sua submissão ao plano divino, no versículo 16. Ele disse às pessoas que
foram curadas para não contar a ninguém, não para torná-lo conhecido. De fato, se voltarmos ao 8.4, verá
que, logo após Jesus ter curado um leproso, Ele lhe disse para não contar a ninguém. E se você voltar ao
capítulo 9, versículo 30, descobrirá que Ele curou dois cegos e ordenou então: “Acautelai-vos de que
ninguém o saiba”. E as pessoas sempre fazem a pergunta: “Por que Jesus diz isso?” Algumas respostas
podem ser dadas:

Em primeiro lugar, nosso Senhor conhecia o problema das histórias que são passadas e como elas
são passiveis de ser distorcidas, pervertidas e negadas. Jesus queria lidar com os homens em primeira mão.
É por isso que quando Ele curou o leproso e Ele disse ao homem para ir e mostrar-se ao sacerdote. Porque
quando ele ia ao sacerdote, como uma pessoa que alegava ter sido curada da lepra, ele teria que passar por
uma sequência de exames e tudo para provar que ele, que tinha lepra, havia sido totalmente curado.

Em segundo lugar, Ele não queria tornar-se estritamente conhecido como um operador de milagres.
Ele não queria uma distorção no propósito pelo qual Ele veio. E isso seria tão facilmente a característica
dominante, porque as pessoas anseiam profundamente pela libertação de problemas físicos. Sua pessoa era
a questão, não seus milagres, e alguns poderiam ser atraídos pelas causas erradas e pelas razões erradas.