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Universidade Federal de Minas Gerais

Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental

Proteção Ambiental

Poluição das águas

Lívia Cristina da Silva Lobato


lsilvalobato@yahoo.com.br

1
Agosto/Setembro de 2013
Usos da água

O que é uso consuntivo e não consuntivo?


Usos consuntivos Usos não consuntivos

Conflitos de usos

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Usos da água

 Consuntivo: usos que retiram a água de sua fonte natural diminuindo


suas disponibilidades quantitativas, espacial e temporalmente.
Ex: abastecimento de água, abastecimento industrial, irrigação,
dessedentação de animais.

 Não-consuntivo: usos que retornam à fonte de suprimento,


praticamente a totalidade da água utilizada, podendo haver alguma
alteração na qualidade e no seu padrão temporal de disponibilidade.
Ex: navegação, recreação, psicultura, hidroeletricidade.
Oferta de água
Oferta de água

Distribuição de água no mundo


7%
Nordeste
Norte
3,8%
65,5%
29%

Centro-Oeste
16,7% 6% Sudeste
6,7%
43%

Sul
7,3% 15%
Água

População
Oferta de água

 Bem natural, renovável, volume total é relativamente constante ao longo


dos tempos.
 Distribuição entre suas diversas formas vem mudando ao longo dos
anos, sobretudo devido à forma como o ambiente vem sendo modificado,
como também se altera ao longo de um ano hidrológico (estações
climáticas).
 Regiões com abundância e outras com extremo de escassez de água.
 Ciclo hidrológico:
Permanente circulação dinâmica.
Vulnerável a modificações nas condições ambientais (proteção das bacias
hidrográficas x águas superficiais; proteção das áreas de recarga x águas
subterrâneas; preservação da cobertura vegetal x precipitações).
Ciclo Hidrológico
Alterações ambientais na bacia

Mudanças climáticas globais

Demanda por outros usos

ÁGUA
TA DE
OFER-

OFERTA

DE USO
X

DE USO
CONFLITOS
CONFLITOS
Instrumentos do
SNGRH
ÁGUA
-DA DE
DEMAN

DEMANDA

Crescimento populacional

Crescimento das perdas


consumo
Balanço oferta x demanda

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Conflitos de uso

 Lei nº 9.433/1997 – Política Nacional de Recursos Hídricos e cria o


Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos – SNGRH
 Situações de escassez: uso prioritário para consumo humano.
 Instrumentos de gestão dos recursos hídricos: outorga dos direitos de uso, a
cobrança pelo uso, os comitês de bacias hidrográficas, com competência para
arbitrar conflitos, e as agências de água, com a função de suporte técnico aos
comitês.
Importância da conservação da
água

 Fator limitante para o desenvolvimento agrícola, urbano e industrial


Disponibilidade per capita de água doce vem sendo reduzida, face ao aumento
gradativo da demanda e à continua poluição dos mananciais ainda disponíveis.

 Escassez Exclusivo de regiões áridas e semi-áridas?

 Áreas com recursos hídricos abundantes, mais insuficientes para atender as


demandas, experimentam conflitos de usos e sofrem restrições de consumo que
afetam o desenvolvimento econômico e a qualidade de vida.

 Bacia do Alto Tietê Manancial de cabeceira / Vazões insuficientes para o


atendimento da demanda da região metropolitana de SP Custo /
Problemas legais político-institucionais associados.

 Reuso, reciclagem, gestão da demanda, redução de perdas e minimização de


geração de efluentes.
Alteração da qualidade da água
Conflitos de usos da água

 A carência de água pode ser quantitativa ou qualitativa.

 A escassez de água é causada por uma combinação de fatores:


 Crescimento populacional exagerado.
 Expansão industrial.
 Aumento das áreas irrigadas.
 Poluição.

 Programas voltados para o incremento da eficiência no uso da água:


 Redução de vazões captadas.
 Redução da poluição.
 Conservação da disponibilidade e das reservas de recursos hídricos.

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Conservação da água

 A conservação de água pode ser definida como qualquer ação que:

 Reduza a captação de água dos mananciais.


 Reduza os usos consuntivos.
 Reduza o desperdício ou as perdas de água.
 Aumente a eficiência do uso da água.
 Aumente a reciclagem ou o reuso.
 Previna a poluição da água.

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Conservação da água

 Gerenciamento do recurso “água” deve ser realizado nos seguintes níveis:


Nível macro: as ações de gerenciamento atingem a escala das bacias
hidrográficas.
Nível meso: refere-se aos sistemas urbanos de abastecimento de água e
de esgotamento sanitário.
Nível micro: relativo às edificações de uma maneira geral.

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Outorga de direitos de uso de
recursos hídricos

O que é outorga do direito do uso da água?

Que usos dependem de outorga?

Que usos não precisam de outorga de direito de uso de recursos


hídricos?

Quais as modalidades de outorga?

A quem deve ser solicitada a outorga?

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Outorga de direitos de uso de
recursos hídricos

Outorga: o ato administrativo mediante o qual o Poder Público


outorgante faculta ao outorgado o uso de recurso hídrico, por prazo
determinado, nos termos e nas condições expressas no respectivo
ato.

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Outorga de direitos de uso de
recursos hídricos

 Objetivo: assegurar o controle quantitativo e qualitativo dos usos da água


e o efetivo direito de acesso à água.
 Esse controle é necessário para evitar conflitos entre usuários de recursos
hídricos e para assegurar-lhes o efetivo direito de acesso à água.

 Do ponto de vista hidrológico, a quantidade de água a ser outorgada para


determinado curso d’água deve ser estabelecida em função da análise
dos dados de:
 vazões mínimas ou de estiagem;

 das quantidades já outorgadas a montante e a jusante;

 da qualidade da água;

 da finalidade do uso e
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 de sua periodicidade.
Outorga de direitos de uso de
recursos hídricos
 Que usos dependem de outorga?

 A derivação ou captação de parcela da água existente em um corpo d'água


para consumo final, inclusive abastecimento público, ou insumo de processo
produtivo.

 A extração de água de aquífero subterrâneo para consumo final ou insumo de


processo produtivo.

 Lançamento em corpo de água de esgotos e demais resíduos líquidos ou


gasosos, tratados ou não, com o fim de sua diluição, transporte ou disposição
final.

 Uso de recursos hídricos com fins de aproveitamento dos potenciais


hidrelétricos.

 Outros usos que alterem o regime, a quantidade ou a qualidade da água


existente em um corpo de água.
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Outorga de direitos de uso de
recursos hídricos
 Que usos não precisam de outorga de direito de uso de recursos
hídricos?

De acordo com o §1º do Art. 12 da Lei 9433/97, regulamentado pelo Art. 6º da


Resolução 707/2004 da ANA, não são objeto de outorga de direito de uso de
recursos hídricos, mas obrigatoriamente de cadastro no CNARH
(http://cnarh.ana.gov.br/):

I - serviços de limpeza e conservação de margens, incluindo dragagem, desde


que não alterem o regime, a quantidade ou qualidade da água existente no corpo
de água.

II - obras de travessia de corpos de água que não interferem na quantidade,


qualidade ou regime das águas, cujo cadastramento deve ser acompanhado de
atestado da Capitania dos Portos quanto aos aspectos de compatibilidade com a
navegação.

III - usos com vazões de captação máximas instantâneas inferiores a 1,0 L/s,
quando não houver deliberação diferente por parte do CNRH ou um critério
diferente expresso no plano da bacia hidrográfica em questão. 20
Outorga de direitos de uso de
recursos hídricos
 Quais as modalidades de outorga?

 Autorização: destinada a obras, serviços ou atividades desenvolvidas por


pessoa física ou jurídica de direito privado, quando não se caracterizam pela
utilidade pública. O prazo máximo é de cinco anos.

 Concessão: tem o prazo máximo de 35 anos e é voltada para pessoas


jurídicas de direito público e/ou serviços e atividades de utilidade pública.

 A outorga não dá ao usuário a propriedade de água, mas o simples direito de


seu uso.

 Pode ser suspensa, parcial ou totalmente, em casos extremos de escassez, de


não cumprimento dos termos da outorga e outros caso previstos por lei

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Outorga de direitos de uso de
recursos hídricos
 A quem deve ser solicitada a outorga?

A Agência Nacional de Águas é a responsável pela emissão de outorgas de


direito de uso de recursos hídricos em corpos hídricos de domínio da União, que
são os rios, lagos e represas que dividem ou passam por dois ou mais estados
ou, ainda, aqueles que passam pela fronteira entre o Brasil e outro país.

Por exemplo, o Rio São Francisco atravessa vários estados brasileiros e, por
isso, é um rio de domínio da União.

É a ANA quem deve analisar os requerimentos de outorga para uso de recursos


hídricos nesse rio.

No caso dos demais rios, ou seja, aqueles de domínio dos estados e do Distrito
Federal, a outorga deve ser requerida ao órgão gestor de recursos hídricos
daquele estado.

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Outorga de direitos de uso de
recursos hídricos
 Vazão máxima outorgável em casos de águas superficiais:

Minas Gerais

0,30 x Q7,10

Q7,10: vazão mínima de 7 dias consecutivos, que ocorre com um tempo de


recorrência de 10 anos.

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Consumo de água

 No Brasil, dos 2.178 m3/s que representavam a demanda total de água


do país em 2003:
 56% da água eram utilizados na agricultura (irrigação).
 21% para fins urbanos.
 12% para a indústria.
 6% no consumo rural.
 6% para a dessedentação de animais.
(ANA, 2003)
Consumo de água
Fatores de influência no consumo de água
Fator de influência Comentário
Disponibilidade de água Em locais de escassez de água o consumo tende a ser menor
Clima Climas mais quentes induzem a um maior consumo
Porte da comunidade Cidades maiores geralmente apresentam maior QPC
Condições econômicas da comunidade Um melhor nível econômico associa-se a um maior consumo
Grau de industrialização Localidades industrializadas apresentam maior consumo
Medição do consumo residencial A presença de medição inibe um maior consumo
Custo da água Um custo mais elevado reduz o consumo
Pressão da água Elevada pressão no sistema de distribuiçãoinduz a maiores gastos

Consumo per capita de água


Consumo per capita (QPC)
Porte da comunidade Faixa da população (hab)
(L/hab.d)
Povoado rural < 5.000 90 - 140
Vila 5.000 - 10.000 100 - 160
Pequena localidade 10.000 - 50.000 110 - 180
Cidade média 50.000 - 250.000 120 - 220
Cidade grande > 250.000 150 - 300
Consumo de água

 Uso industrial:

 Matadouro  300 L/cabeça


 Indústria têxtil  1 m3/kg
 Cervejaria  20 L/ L de cerveja
Esgoto doméstico

Consumo de água típico de alguns estabelecimentos


Estabelecimento Unidade Faixa de vazão (L/unid.dia)
Aeroporto Passageiro 8-15
Prisão Preso 200-500
Banheiro público Usuário 10-25
Bar Freguês 5-15
Cinema/teatro Assento 2-10
Escritório Empregado 30-70
Posto de gasolina Veículo servido 25-50
Restaurante Refeição 15-30
Shopping center m2 de área 4-10
Escola Estudante 40-80
Fonte: adaptado de Sperling (1996)
Usos múltiplos e requisitos de
qualidade

Qualidade existente x Qualidade requerida

A qualidade existente de uma água é função das condições


naturais e do uso e ocupação do solo.

A qualidade desejável para uma água é função do seu uso


previsto.

Diversos cursos d’água têm usos múltiplos previstos, o que


faz com que os mesmos necessitem da satisfação
simultânea de diversos critérios de qualidade.
Parâmetros de qualidade da água

 A qualidade da água pode ser representada através de diversos


parâmetros, que traduzem as suas principais características físicas,
químicas e biológicas

Físicos Químicos Biológicos

pH
Cor Organismos
Alcalinidade
Turbidez indicadores
Acidez
Sabor e odor Algas
Dureza
Temperatura Bactérias
Ferro e
manganês
Cloretos
Nitrogênio
Fósforo
Oxigênio
dissolvido
Matéria
orgânica
Metais pesados
Micropoluentes
Usos múltiplos e requisitos de
qualidade

Abastecimento doméstico Abastecimento industrial


• Isenta de substâncias químicas • Água incorporada ao produto
prejudiciais à saúde. industrializado:
• Isenta de organismos prejudiciais à o Isenta de substâncias químicas
saúde. prejudiciais à saúde.
• Baixa agressividade e dureza. o Isenta de organismos prejudiciais à
• Esteticamente agradável (baixa saúde.
turbidez, cor, sabor e odor, ausência de o Esteticamente agradável.
macrorganismos). • Água não entra em contato com o
produto industrializado.
o Baixa agressividade e dureza.
Dessedentação de animais Geração de energia elétrica
• Isenta de substâncias químicas e • Baixa agressividade.
organismos prejudiciais à saúde dos
animais.

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Usos múltiplos e requisitos de
qualidade
Irrigação Aquicultura
• Hortaliças, produtos ingeridos crus ou • Isenta de substâncias químicas
com casca: prejudiciais à saúde dos animais e dos
o Isenta de substâncias químicas consumidores.
prejudiciais à saúde. • Isenta de organismos prejudiciais à
o Isenta de organismos prejudiciais à saúde dos animais e dos consumidores.
saúde. • Isenta de substância tóxicas aos
o Salinidade não excessiva. vegetais e aos consumidores (criação de
• Demais culturas: vegetais).
o Isenta de substâncias químicas • Disponibilidade de nutrientes.
prejudiciais ao solo e às plantações.
o Salinidade não excessiva.
Recreação e lazer Transporte
•Contato primário (contato direto): Baixa presença de material grosseiro que
o Isenta de substâncias químicas possa por em risco as embarcações.
prejudiciais à saúde.
o Isenta de organismos prejudiciais à
saúde.
o Baixos teores de sólidos em suspensão
e óleo e graxas.
•Contato secundário (não há contato
direto): 31
o Aparência agradável.
Bacias Hidrográficas no Brasil

 É um conjunto de terras banhadas


por um rio principal e seus tributários
(afluentes, subafluentes etc.);

 Formação: dá-se através dos


desníveis dos terrenos que
direcionam os cursos da água,
sempre das áreas mais altas para as
mais baixas. E é essa tendência que
a água tem em seguir uma
determinada orientação dada pelo
relevo e pelo efeito da gravidade que
pode ser chamada de bacia
hidrográfica.

Fonte: Ministério de Minas e Energia


Características das águas
residuárias
 Objetivos da caracterização
 Definição da qualidade.
 Possível utilização (reuso).
 Monitoramento.
 Projetos de sistemas de tratamentos.
 Tipos e níveis de tratamentos adotados.
 Controle da eficiência dos tratamentos.

 Tipos de caracterização
 Vazão e regime de lançamento.
 Características físicas, químicas, biológicas.
Características das águas
residuárias

99,9 %
Esgotos

0,1 % Poluição  tratamento


Sólidos

Características
dos efluentes

Físicas Químicas Biológicas

Sólidos, cor, Restos animais,


odor, Orgânicos Inorgânicos Gases vegetais,
temperatura bactérias, vírus.

Metais pesados,
Hidrocarbonetos, Sulfetos,
nitrogênio,
gorduras, fenóis, metano,
fósforo, cloretos,
proteínas, etc. oxigênio etc.
cianetos, etc.
Distribuição dos sólidos
Sólidos

Distribuição típica dos sólidos constituintes dos lançamentos

Fonte: adaptado de von Sperling, 2005


(Introdução à qualidade das águas e ao tratamento de esgotos. 3.ed. DESA-UFMG, 452p.).
Sólidos
 Sedimentáveis
 Sedimentação em 1 hora no cone Imhoff
 Unidade mL/L

 Não sedimentáveis

– Não-sedimentáveis
Parâmetros físicos - Cor

 Responsável pela coloração da água.


 Constituintes: sólidos dissolvidos.
 Origem
 Natural: decomposição da matéria orgânica, ferro e manganês.
 Antropogênica: esgotos domésticos, resíduos industriais.
 Importância
 Origem natural: não representa risco direto à saúde, mas consumidores
podem questionar a sua confiabilidade.
 Origem industrial: pode ou não apresentar compostos tóxicos.
 Utilização
 Caracterização de águas de abastecimento brutas e tratadas.
Parâmetros físicos - Turbidez
 Representa o grau de interferência com a passagem da luz através
da água, conferindo uma aparência turva à mesma.
 Constituintes: Sólidos em suspensão.
 Origem
 Natural: partículas de rocha, solo e algas.
 Antropogênica: despejos domésticos, industriais, erosão.
 Importância
 Origem natural: esteticamente desagradável e os sólidos em suspensão
podem servir de abrigo para microrganismos patogênicos (diminuindo a
eficiência da desinfecção).
 Origem antropogênica: pode estar associada a compostos tóxicos e
patogênicos.
 Corpos d’água: pode reduzir a penetração de luz, prejudicando a fotossíntese.
 Utilização
Caracterização de águas de abastecimento brutas e tratadas.
Controle da operação de ETA.
Parâmetros físicos - Temperatura

 Medição da intensidade de calor.

 Origem
 Natural: transferência de calor por radiação, condução e convecção
(atmosfera e solo).
 Antropogênica: águas de torres de resfriamento e despejos industriais.

 Importância

 taxa das reações químicas e biológicas


 taxa de transferência de gases (mau cheiro no
T caso da liberação de gases com odores desagradáveis)
 solubilidade dos gases
 Utilização
 Caracterização de corpos d’água e de águas residuárias brutas.
Parâmetros químicos - pH
 Potencial hidrogeniônico. Indica a acidez, neutralidade ou alcalinidade da
água
 Constituinte responsável: sólidos e gases dissolvidos
 Origem
 Natural: dissolução de rochas, absorção de gases da atmosfera,
fotossíntese, oxidação da matéria orgânica.
 Antropogênica: despejos domésticos e industriais.
 Importância
 Não tem implicações em termos de saúde pública (a menos que
os valores de pH sejam muito baixos ou elevados).
 Importante nas etapas do tratamento de água (coagulação, desinfecção,
controle da corrosividade, remoção da dureza).
 pH baixo: potencial corrosividade e agressividade nas tubulações e peças
das águas de abastecimento.
 pH alto: possibilidade de inscrustações nas tubuações e peças das águas de
abastecimento.
 Valores de pH afastados da neutralidade: podem afetar a vida aquática e os
microrganismos responsáveis pelo tratamento biológico do esgoto.
 Utilização
 Caracterização de águas de abastecimento brutas e tratadas, águas
residuárias, controle da operação de ETA e ETE.
Parâmetros químicos - pH
 Interpretação dos resultados

 Em termos de tratamento e abastecimento público de água:


 diferentes valores de pH estão associados a diferentes taxas de atuação
ótima de coagulantes.
 frequentemente o pH necessita ser corrigido antes e/ou depois da adição
de produtos químicos no tratamento.
 a variação do PH influencia o equilíbrio de compostos químicos.

 Em termos de tratamento de águas residuárias:


 valores de pH afastados da neutralidade tendem a afetar as taxas de
crescimento dos microrganismos.
 variação do pH influencia o equilíbrio de compostos químicos.
 valores de pH elevados possibilitam a precipitação de metais.

 Em termos de corpos d’água:


 valores elevados de pH podem estar associados à proliferação de algas.
 valores elevados ou baixos podem ser indicativos da presença de
efluentes industriais.
Parâmetros químicos - Alcalinidade
 Quantidade de íons na água que reagirão para neutralizar os íons
hidrogênio. É uma medição da capacidade da água de neutralizar os ácidos
(capacidade de resistir à mudanças de pH: capacidade tampão).
 Constituinte responsável: sólidos dissolvidos
 Origem
 Natural: dissolução de rochas, reação do CO2 com a água (CO2 advindo da
atmosfera ou da decomposição da matéria orgânica).
 Antropogênica: despejos industriais.
 Importância
 Em elevadas concentrações confere um gosto amargo para a água.
 É um determinação importane no controle do tratamento de água, estando
relacionada com a coagulação, redução de dureza e prevenção da corrosão em
tubulações.
 É uma determinação importante no tratamento de esgotos, quando há
evidências de que a redução do pH pode afetar os microrganismos
responsáveis pela depuração.
 Utilização
 Caracterização de águas de abastecimento brutas e tratadas, águas
residuárias brutas, controle da operação de ETA.
Parâmetros químicos - Metais

 Presença de diversos metais nas águas, em níveis variados de


concentração Principal origem: industrial

 Metais pesados são extremamente tóxicos


 Muitos com efeitos cumulativos na cadeia alimentar (mercúrio, cádmio,
chumbo, cromo, arsênio, prata etc).

 Alguns metais são pouco ou não tóxicos, mas apresentam interesse


sanitário por outros aspectos:
 Cálcio e magnésio provocam dureza.
 Ferro e manganês podem provocar cor e sabor.
Parâmetros químicos - Dureza
 Concentração de cátions multimetálicos em solução. Os cátions mais
frequentemente associados á dureza são os cátions bivalentes Ca2+ e Mg2+.
Em condições de supersaturação, esses cátions reagem com ânions na
água, formando precipitados.

 Origem
 Natural: dissolução de minerais contendo cálcio e magnésio.
 Antropogênica: despejos industriais.

 Importância
 Em determinadas concentrações, causa um sabor desasgradável e pode ter
efeitos laxativos.
 Reduz a formação de espuma, implicado num maior consumo de sabão.
 Causa incrustação nas tubulações de água quente, caldeiras e aquecedores
(devido a maior precipitação nas temperaturas elevadas).

Utilização
 Caracterização de águas de abastecimento (inclusive industriais) brutas e
tratadas.
Parâmetros químicos – Ferro e
Mangânes
 Constituinte responsável: sólidos em suspensão ou dissolvidos.

 Origem
 Natural: dissolução de compostos do solo.
 Antropogênica: despejos industriais.

 Importância
 Em baixas concentrações causam problemas de cor na água.
 Em elevadas concentrações causam problemas de sabor e odor.

Utilização
 Caracterização de águas de abastecimento brutas e tratadas.
Parâmetros químicos – Cloretos

 Todas as águas naturais, em maior ou menor escala, contêm íons


eesultantes da dissolução de minerais. Os cloretos são advindos da
dissolução de sais (ex: cloreto de sódio).
 Constituinte responsável: sólidos dissolvidos
 Origem (dissolução de sais)
 Natural: dissolução de minerais e intrusão de águas salinas.
 Antropogênica: despejos industriais e domésticos e águas utilizadas e
irrigação.
 Importância
 Em determinadas concentrações imprime um sabor salgado à água.
 Utilização
 Caracterização de águas de abastecimento brutas e caracterização de
esgotos tratados usados para irrigação.
Parâmetros químicos – Nitrogênio
 No meio aquático, o nitrogênio pode ser encontrado nas seguintes formas;
nitrogênio moelcular (N2), nitrogênio orgânico (dissolvido e em suspensão),
amônia (NH3), nitrito (NO2-) e nitrato (NO3-).
 Constituinte responsável: sólidos dissolvidos e em suspensão.
 Origem
 Natural: constituinte de proteínas e compostos biológicos, nitrogênio de
composição celular de microrganismos.
 Antropogênica: despejos industriais e domésticos, excrementos de animais e
fertilizantes.
 Importância
 Nitrato está associado a doenças como a metahemoglobinemia (síndrome do
bebê azul).
 Nitrogênio é indispensável para o crescimento de algas e, quando em elevadas
concentrações em lagos e represas, pode conduzir a um crescimento exagerado
desses organismos (eutrofização).
Parâmetros químicos – Nitrogênio
 Importância
 Os processos bioquímicos de conversão da amônia a nitrito e deste a nitrato
implicam no consumo de oxigênio dissolvido do meio (o que pode afetar a vida
aquática).
 O nitrogênio na forma de amônia livre é diretamente tóxico aos peixes.
 O nitrogênio é um elemento indispensável para o crescimento dos
microrganismos responsáveis pelo tratamento de esgoto.
 Em um corpo d’água, a determinação da forma predominante do nitrogênio
pode fornecer informações sobre o estágio da poluição.

 Utilização
Caracterização de águas de abastecimento e de águas residuárias brutas e
tratadas.
 Caracterização de corpos d’água.
Parâmetros químicos – Nitrogênio

Condição Forma predominante do nitrogênio


Esgoto bruto • Nitrogênio orgânico
• Amônia
Poluição recente em um curso d’água • Nitrogênio orgânico
• Amônia
Estágio intermediário da poluição em • Nitrogênio orgânico
um curso d’água • Amônia
• Nitrito (em menores concentrações)
• Nitrato
Poluição remota em um curso d’água • Nitrato
Parâmetros químicos – Fósforo

 Constituinte responsável: sólidos em suspensão e dissolvidos

 Origem
Natural: dissolução de compostos do solo, decomposição da matéria
orgânica, composição celular de microrganismos
Antropogênica: despejo industrial e doméstico, detergente, excrementos de
animais, fertilizantes

 Importância
 Indispensável no crescimento de algas (eutrofização).
 Nutriente essencial para o crescimento dos microrganismos
responsáveis pela estabilização da matéria orgânica.

 Utilização
Caracterização de águas residuárias brutas e tratadas.
 Caracterização de corpos d’água.
Parâmetros químicos – Oxigênio
Dissolvido
 Constituinte responsável: gás dissolvido

 Origem
Natural: dissolução do oxigênio atmosférico e produção pelos organismo
fotossintéticos.
Antropogênica: aeração artificial, fotossíntese em ambientes eutrofizados.

 Importância
 Vital para os seres aquáticos aeróbios
 Principal parâmetro de caracterização dos efeitos da poluição das águas
por despejos orgânicos.

 Utilização
 Controle operacional de estações de tratamento de esgoto.
Parâmetros químicos – Matéria
orgânica
 Mistura heterogênica de proteína, carboidratos, gordura e óleos, uréia,
surfactantes, fenóis, pesticidas.
 Origem
Natural: microrganismos, matéria orgânica vegetal e animal.
Antropogênica: despejos domésticos e industriais.
direta COT

Determinação DBO5 (DBO)


indireta DBO última
DQO
COT (Carbono orgânico total)

Mede diretamente o carbono liberado na forma de CO2


Parâmetros químicos – Matéria
orgânica
 DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio)

 Refere-se à quantidade de oxigênio necessária para estabilizar, por


processos bioquímicos, a matéria orgânica biodegradável.

DBO520 (DBO5 ou DBO)


Teste padrão  5 dias (20º C)

Dia 0 Dia 5

DBO = 7 – 3 = 4 mg/L

OD = 7 mg/L OD = 3 mg/L
Parâmetros químicos – Matéria
orgânica
 Vantagens:
 Indicação do consumo de OD ao longo do tempo.
 Indicação da fração biodegradável do despejo e da quantidade
aproximada de oxigênio para a estabilização biológica da MO.
 Legislação para lançamento de efluentes é baseada nesse parâmetro.

 Desvantagens:
 Metais e compostos tóxicos podem inibir os microrganismos.
 5 dias para obtenção do resultado.
Parâmetros químicos – Matéria
orgânica
 DQO (demanda química de oxigênio)

 Quantidade de oxigênio consumido em função da oxidação química da


matéria orgânica.

 Vantagens:
 Resultado rápido : 2 a 3 horas.
 Indicação da quantidade de oxigênio necessária para a estabilização
da matéria orgânica.
Parâmetros químicos – Matéria
orgânica
 DQO (demanda química de oxigênio)

 Desvantagens

 São oxidadas, tanto a fração biodegradável, quanto a fração inerte da


matéria orgânica do despejo. O teste superestima, portanto, o oxigênio a
ser consumido no tratamento biológico dos despejos .

 Não fornece informações sobre a taxa de consumo da matéria orgânica


ao longo do tempo.

 Certos constituintes inorgânicos reduzidos podem ser oxidados e


interferir no resultado.
Parâmetros biológicos – Agentes
patogênicos
 Determinação de agentes patogênicos (bactérias, vírus, protozoários):

 Dificuldades:
 Nas fezes da população a presença de patogênicos pode ser reduzida.
 Elevada diluição no lançamento do despejo.

 Organismos indicadores  indicam se a água apresenta contaminação


fecal (potencialidade em transmitir doenças).

 Sua presença atesta poluição de origem fecal e, portanto, o risco de


contaminação (presença de patógenos).

 A densidade de indicadores aponta o grau de poluição.

 No tratamento de esgotos indicam a eficiência de remoção de patogênicos


Parâmetros biológicos – Agentes
patogênicos

 Requisitos dos organismos indicadores de contaminação:


 Serem de origem exclusivamente fecal.
 Apresentarem maior resistência que os patogênicos aos efeitos adversos do
meio ambiente.
 Serem encontrados em maior número que os patogênicos.
 Não se reproduzirem no meio ambiente.
 Serem de fácil identificação.

 O emprego do indicador deve partir do seguinte entendimento:


 A ausência de organismo indicador indicaria a ausência de patógeno.
 Sua presença no efluente seria em densidades às quais corresponderia a
ausência de patógenos.
Parâmetros biológicos – Agentes
patogênicos
 Os organismos indicadores comumente utilizados são as bactérias
do grupo Coliformes:
 Apresentam resistência ligeiramente superior a maioria das bactérias
intestinais.

 Os mecanismos de remoção dos coliformes são os mesmos mecanismos de

remoção das bactérias patogênicas.

 Técnicas de detecção de bactérias são rápidas e econômicas.


Parâmetros biológicos – Agentes
patogênicos

(Sperling, 2005)

Coliformes Totais: coliformes “ambientais”.


Coliformes termotolerantes: resistem a elevadas temperaturas, entretanto,
podem ser de origem não fecal.
E.coli: possui garantia de contaminação exclusivamente fecal, embora de
origem animal e humana.
Índice de Qualidade da Água
(IQA)
 Indica a relativa qualidade da água em pontos geográficos e/ou ao longo
do tempo.

 Vantagens
 Facilidade de comunicação com o público.
 Representa uma média de diversas variáveis em um único número,
combinando unidades de medidas diferentes em uma única unidade.

 Desvantagem
 Perda de informação das variáveis individuais e da interação entre as
mesmas.

62
Índice de Qualidade da Água
(IQA)

 O IQA é calculado pelo produtório ponderado das qualidades de água


correspondentes aos parâmetros:

 Temperatura da amostra
 pH
 Oxigênio dissolvido
 Demanda bioquímica de oxigênio (5 dias, 20ºC)
 Coliformes termotolerantes
 Nitrogênio total
 Fósforo total
 Sólidos totais
 Turbidez

63
Índice de Qualidade da Água
(IQA)

Onde:
IQA: índice de qualidade da água (escala de 0-100)
qi: qualidade individual (sub-índice de qualidade) do iésimo parâmetro, um valor
entre 0 e 100.
wi: peso atribuído ao parâmetro i

IQA proposto pela CETESB (SP) leva em consideração: Coliformes fecais;


pH; DBO; Nitrogênio; Fósforo; Temperatura; Turbidez; Resíduo total;
Oxigênio dissolvido

64
Índice de Qualidade da Água
(IQA)

Nº Parâmetro Unidade Peso (w)


1 Oxigênio Dissolvido % saturação 0,17
2 Coliformes Fecais NMP/100ml 0,15
3 pH - 0,12
4 DBO5 mg O2/L 0,10
5 Nitrogênio Total mg N/L 0,10
6 Fósforo Total mg P/L 0,10
7 Turbidez uT 0,08
8 Sólidos Totais mg/L 0,08
9 Temperatura de Desvio °C 0,10

65
Índice de Qualidade da Água
(IQA)

66
Índice de Qualidade da Água
(IQA)

67
Índice de Qualidade da Água
(IQA)

68
Índice de Qualidade da Água
(IQA)

69
Índice de Qualidade da Água
(IQA)

70
Índice de Qualidade da Água
(IQA)

71
Classificação dos mananciais e
usos da água
 Legislação Federal

 Resolução CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente) nº


357, de 17 março de 2005 (nº430/2011) - estabelece normas e
padrões de qualidade das águas (doces, salobras e salinas) e
lançamento de efluentes nas coleções de águas.

 Prevê parâmetros para caracterizar a água com o intuito de


assegurar seus usos preponderantes

Legislação Estadual de Minas Gerais => Deliberação Normativa


COPAM/CERH 01/2008

72
Classificação dos mananciais e
usos da água

CLASSES (em relação à qualidade)


PRINCIPAIS USOS
Especial 1 2 3 4
Abastecimento Doméstico X X (a) X (b) X (b)

Preservação do equilíbrio natural


X
da comunidades aquáticas

Recreação de contato primário X X


Proteção das comunidades
aquáticas X X

Irrigação X (c) X (d) X (e)


Aquicultura X X
Dessedentação de animais X
Navegação X
Harmonia paisagística X
Usos menos nobres X
Nota: (a) após tratamento simples; (b) após tratamento convencional (c) hortaliças e frutas rentes ao
solo; d) hortaliças e plantas frutíferas; (e) culturas arbóreas, cerealíferas e forrageiras 73
Enquadramento

ANA – Agência Nacional das Águas

Portal da qualidade das águas


http://pnqa.ana.gov.br/Padres/enquadramento_baseslegais.aspx

Deliberação normativa n.20 (1997): Enquadramento das águas do rio das


velhas
Legislação Ambiental

Padrões de lançamento
de efluentes

Teores máximos de impurezas permitidas no efluente.

Padrões de qualidade para


os corpos d’água

Teores máximos de impurezas permitidas no curso


d’água.

75
Legislação Ambiental

Padrões de qualidade para os corpos d’água das diversas classes

76
Legislação Ambiental

 Deliberação Normativa Conjunta COPAM/CERH-MG N.º 1, de 05 de Maio

de 2008

 Alguns padrões de lançamento:

 DBO  até 60 mg/L

 DQO  até 180 mg/L

 Sólidos em suspensão totais até 100 mg/L, sendo 150 mg/L nos

casos de lagoas de estabilização.

77
Padrão de qualidade da água

 Qualidade da água de abastecimento urbano

 Padrões de potabilidade estabelecido pelo Ministério da Saúde -


Portaria N.º 2914/2011.

 Qualidade da água na indústria

 Consumo humano.
 Matéria-prima.
 Fluido auxiliar.
 Geração de energia.
 Fluido de aquecimento/resfriamento.
 Outros usos.

78
Padrão de qualidade da água

 Qualidade da água na agricultura

 Consumo humano
 Matéria-prima
 Fluido auxiliar
 Geração de energia
 Fluido de aquecimento/resfriamento
 Outros usos.

 Efeitos sobre o solo e sobre o desenvolvimento da cultura:


Salinidade
Infiltração
Toxicidade
 Efeitos sobre os equipamentos.
 Efeito sobre a saúde.

79
Poluição da água

Poluição da água é a adição de substâncias ou de formas


de energia que, direta ou indiretamente, alterem a natureza
do corpo d’água de forma tal que prejudique os usos dele
previstos.

Contaminação da água é quando a poluição resulta em


prejuízos à saúde humana.
Fontes poluidoras da água

 Esgotos domésticos.

 Esgotos industriais.

 Resíduos sólidos.

 Pesticidas, fertilizantes e detergentes.

 Carreamento de partículas do solo.

 Percolação do chorume dos depósitos de lixo.

 Precipitaçao de poluentes atmosféricos.

 Lançamento e infiltração de águas pluviais, as quais, muitas vezes,


carreiam esgoto ou lixo.
Fontes poluidoras da água

Poluição pontual

Poluição difusa
Consequências da poluição das
águas
Consequências da poluição das
águas

 Impactos sobre a saúde e qualidade de vida


da população.
 Prejuízos aos usos da água.
 Assoreamento.
 Eutrofização.
Agravamento dos problemas de escassez da
água.
 Elevação do custo do tratamento da água.
 Desequilíbrios ecológicos e mortandade de
peixes decorrente da redução do oxigênio
dissolvido na água (autodepuração).
 Degradação da paisagem.
Consequências da poluição das
águas
 Redução da produtividade e do número de horas trabalhadas devido a
doenças associadas à água.
 Aumento do gasto com a rede hospitalar.
 Impactos sobre a indústria do turismo.
 Redução da qualidade e produtividade agrícola pelo uso de água poluída
ou salinizada na irrigação.
 Influência em ecossistemas aquáticos, afetando a produção pesqueira
comercial e de subsistência.
 Limitação ao desenvolvimento de atividades industriais que necessitam
de água de melhor qualidade.
Tipos de poluição das águas
 Poluição natural: Não associada à atividade humana
 Chuvas e escoamento superficial
 Salinização
 Decomposição de vegetais e animais mortos
 Poluição urbana (esgoto domésticos)
 Poluição Industrial
 Poluição Agropastoril
 Poluição acidental: decorrente de
derramamentos de materiais prejudiciais à
qualidade das águas.
Esgoto doméstico

 Esgoto de domicílios, atividades comerciais e institucionais


 Vazão gerada em função do consumo de água
 Vazão variável ao longo do dia e das horas
Esgoto doméstico

Coeficiente de retorno (C) = Contribuição de esgoto


Consumo água

Contribuição de esgoto

Consumo de água efetivo


Esgoto doméstico

 Vazão do esgoto doméstico varia:


 População da área de projeto (crescimento populacional)
 Contribuição per capita de água (QPC)
 Coeficiente de retorno esgoto/água (R)
 Coeficientes de variação de vazão

Vazão (L/s) = Pop (hab.) x QPC (L/hab.dia) x R


86400
Esgoto doméstico

Características químicas dos esgotos domésticos brutos


Contribuição per capita
Parâmetro Concentração (mg/L)
(g/hab.dia)
Sólidos Totais 120 - 220 700 – 1.350
Suspensão 35 - 70 200 – 450
Dissolvidos 85 - 150 500 – 900
Sedimentáveis - 10 – 20
Matéria Orgânica
DBO5 40 - 60 200 – 500
DBOúltima 60 - 90 350 – 600
DQO 80 - 130 400 – 800
COT 30 - 60 170 – 350
Nitrogênio Total 6,0 – 112,0 35 – 70
Orgânico 2,5 – 5,0 15 – 30
Amônia 3,5 – 7,0 20 – 40
Nitrito ≈0 ≈0
Nitrato 0,0 – 0,5 0–2
pH - 6,7 – 7,5
Cloretos 4-8 20 – 50
Óleos e graxas 10 - 30 55- 170
Fonte: adaptado de Sperling (1996)
Esgoto doméstico

Microrganismos presentes nos esgotos domésticos brutos


Contribuição per capita
Microrganismo Concentração (org/100mL)
(org/hab.dia)
Bactérias totais 1012 - 1013 109 – 1010
Coliformes totais 109 - 1013 106 – 1010
E.coli 109 - 1012 106 – 109
Coliforme termotolerantes 109 - 1012 106 – 109
Cistos de protozoários < 106 < 103
Ovos de helmintos < 106 < 103
Vírus 105 – 107 102 – 104
Fonte: adaptado de Sperling (1996)
Efluente industrial

 Características
 Matéria orgânica
 Sólidos
 Nitrogênio
 Fósforo
 Metais pesados: cádmio, mercúrio, zinco, cromo, arsênio, selênio,
cobre,níquel, chumbo
 Micropoluentes: fenol, cloreto de metileno, tolueno, acroleína, xileno,
cresóis, naftaleno, ftalato de butil de benzila, acetato de etila

 Composição dos efluentes


 Matéria-prima utilizada
 Tipologia
 Processo produtivo (eficiência)
Efluente industrial

 Caracterização
 Natureza e quantidade das matérias primas e dos produtos
elaborados.
 Vazão consumida nas diferentes operações.
 Vazão total.
 Número de pontos de lançamento (com a etapa do processo
associada a cada ponto).
 Regime de lançamento (contínuo ou intermitente, duração e
frequência) de cada ponto de lançamento.
 Pontos de lançamento (rede coletora, curso de água).
 Eventual mistura dos despejos com esgotos domésticos e águas
pluviais.
 Existência de unidades de tratamento.
Efluente industrial

 Relação DQO/DBO

 Relação DQO/DBO5 baixa (< ≅ 2,5):


 A fração biodegradável é elevada
 Indicação para tratamento biológico

Relação DQO/DBO5 intermediária (entre ≅ 2,5 e 3,5):


 A fração biodegradável não é elevada
 Estudos de tratabilidade: viabilidade do tratamento biológico

 Relação DQO/DBO5 elevada (> ≅ 3,5 ou 4,0):


 A fração inerte (não biodegradável) é elevada
 Possível indicação para tratamento físico-químico
Efluente industrial

Características das águas residuárias de algumas indústrias


Equivalente Concentração
Consumo de
Fábrica Unidade pop. de DBO de DBO
água (m3/unid.)
(hab.unid) (mg/L)
Açúcar 1 ton 0,5 – 10 50 250 – 5.000
Laticínios 1.000 L leite 2 – 10 90 – 700 500 – 4.000
Matadouro 1boi/2,5 porcos 0,3 – 0,4 70 – 200 15.000 – 20.000
Cervejaria 1 m3 5 - 20 150 – 350 500 – 4.000
Vinho 1 m3 5 5 600 – 200
Algodão 1 m3 120 – 750 2.800 200 – 1.500
Celulose 1 ton 15 - 200 600 300
Refinaria 1 barril (117 L) 0,2 – 0,4 1 120 – 250
Fonte: adaptado de Sperling (1996)
Efluente industrial

 Controle ambiental na indústria:


 Mudança do processo produtivo
 Modificação ou substituição de equipamentos
 Segregação de resíduos
 Recuperação de produtos
Efluente industrial
Efluente agropastoril

Degradação da qualidade da água


Efluente agropastoril

 Excremento de animais

 Despejos de estábulos

Equivalente populacional:
Vaca: 16,4
Cavalo: 11,3
Galinha: 0,014
Ovelha: 2,45
Porco: 3,0
Fonte: Desírio (2000)
Introdução ao controle de poluição ambiental
Efluente agropastoril
 Fertilizantes  chuvas  eutrofização

 Defensivos agrícolas

 Poluição em função:
 Tipo de solo: solos argilosos retém os compostos por mais tempo que os
solos arenosos.
 Fatores climáticos: altas temperaturas aceleram o desaparecimento do
produto, por transformação em outros compostos; umidade do solo
dificulta a adsorção dos defensivos agrícolas pelas partículas do solo
 Irrigação.
 Cultivo do solo e microrganismos no solo
Efluente agropastoril

Erosão geralmente decorre de atividade agrícola mal orientada no tocante


à conservação do solo.
 Perda de solo agricultável
 Aporte de sólidos e matéria orgânica
Efluentes líquidos - Conceitos

 Esgoto – despejos provenientes dos diversos usos da água


(doméstico, comercial, industrial, agrícola etc)

 Esgoto sanitário – rede coletora municipal


 Doméstico/comercial/público
 Águas de infiltração
 Despejos industriais

 Despejos industriais: efluentes industriais


Usos da água e geração de
efluentes

Abastecimento Doméstico

Água potável Impurezas Esgotos


+ devido ao uso = domésticos

Abastecimento Industrial

Água consumo Impurezas Efluentes


industrial + devido ao uso = Industriais
Poluição das águas

Matéria Diminuição dos níveis de oxigênio


Orgânica dissolvido das águas

Nutrientes Eutrofização de lagos e represas

Sólidos Formação de bancos de lodo e


Suspensos deterioração das condições estéticas

Organismos Doenças
Patogênicos
Autodepuração
 Poluição orgânica

 Resultante do lançamento de esgotos domésticos e industriais


ricos em matéria orgânica.
 Carência do sistema de esgotamento sanitário.
 Esse tipo de poluição é causada por matérias orgânicas suscetíveis
de degradação bacteriana:
 Degradação aeróbia  água rica em oxigênio dissolvido e matéria
orgânica pouco abundante (formam-se gás carbônico, água e nitratos).
 Degradação anaeróbia  água não contém oxigênio suficiente
(produção de gás carbônico, metano, amônia, ácidos graxos etc.).
 Quantidade de esgotos lançada >> volume do corpo receptor e
capacidade de oxigenação  proliferação de bactérias  consumo
de todo oxigênio dissolvido.
Autodepuração
 Estimativa da poluição
 Poluição orgânica  acarreta grande consumo de oxigênio.
 Estimativa da poluição  DBO5 e DQO.
 DBO5  corresponde a quantidade de oxigênio necessária para que as
bactérias possam oxidar a matéria orgânica (biodegradável):
 Águas limpas  DBO5 na ordem de 2 a 4 mg/L.
 Esgoto doméstico  300 mg/L.

 DQO  representa a quantidade de oxigênio dissolvido, cedido por via


química, para oxidação de matéria orgânica biodegradável e não
biodegradável.
 DQO/DBO5  ideia do tipo de matéria orgânica que predomina na
poluição:
 Água poluída  DQO/DBO5 é pouca elevada (2 a 3).
Autodepuração

 Utilizar a capacidade de assimilação dos rios.


 Impedir o lançamento de despejos acima do limite do corpo d’água.
Autodepuração

 Ecossistema em condições naturais: elevada diversidade de espécies,


elevado número de espécies e baixo número de indivíduos em cada
espécie.
 Ecossistema alterado: baixa diversidade de espécies, reduzido número
de espécies e elevado número de indivíduos em cada espécie.

 A poluição é seletiva:
Diversidade de

somente as bem adaptadas à


espécies

poluição sobrevivem,
proliferam. As demais não
resistem, podendo vir a Nível de poluição
desaparecer do sistema
Autodepuração
Autodepuração
 Zona de Degradação
 Início  ponto de lançamento dos despejos.
 Alta concentração de matéria orgânica em estágio complexo, mas potencialmente
decomponível.
 Água turva (cor acinzentada), devido aos sólidos presentes nos esgotos.
 Sedimentação de partículas  Formação de bancos de lodo no leito do corpo
d’água.
 No caso de despejos predominantemente orgânicos, os microrganismos presentes
nas águas residuárias são os responsáveis pelo inicio da decomposição.
 Decomposição incipiente  Consumo de OD pelos microrganismos ainda reduzido  OD
suficiente para a via dos peixes.
 Adaptação dos microrganismos  Taxa de consumo de MO atinge seu máximo 
Taxa máxima de consumo de OD.
 Após o período de adaptação  Proliferação de bactérias aeróbias (alimento em
abundância e suficiente OD para sua respiração, tem amplas condições para o
desenvolvimento e reprodução)  Consumo de matéria orgânica  Redução da
concentração de OD.
 Lodo de fundo, devido à dificuldade de intercâmbio gasoso com a atmosfera,
passam a prevalecer condições anaeróbias  Produção de gás sulfídrico (odor
desagradável).
Autodepuração
 Zona de Decomposição Ativa

 Após a fase inicial de perturbação, o ecossistema principia a se organizar 


Decomposição ativa da matéria orgânica.
 Qualidade da água em seu estado mais deteriorado  Cor cinza-escura, quase
negra.
 Bancos de lodo escuro no fundo em ativa decomposição anaeróbia.
 Oxigênio dissolvido  pode zerar ou “ficar negativo”.
 Biota aeróbia é substituída por outra anaeróbia.
 Redução na disponibilidade de alimento (MO estabilizada)  População de
bactérias decresce.
 Desprendimento de gases mal cheirosos (metano, gás sulfídrico etc).
 Oxigênio passa a ser reposto  ar atmosférico ou fotossíntese.
 Água começa a ficar mais clara (ainda impróprio p/ os peixes).
Autodepuração

 Zona de Recuperação

 Água  mais clara e límpida.


 Depósitos de lodo sedimentados no fundo apresentam uma textura mais
granulada e não tão fina, não havendo mais desprendimento de gases ou um
cheiro.
 MO estabilizada (transformada em compostos inertes)  Consumo de OD
através da respiração bacteriana é reduzido.
 Reaeração atmosférica passa a ser maior que o consumo de OD para a
estabilização da matéria orgânica  Aumento do teor de OD.
 Proliferação de algas que reoxigenam o meio (fotossíntese).
Autodepuração

 Zona de Águas Limpas

 Água novamente limpa  Condições anteriores à poluição, pelo menos


no que diz respeito ao OD, MO e bactérias.
 As águas são mais ricas em nutrientes que antes da poluição 
Produção de algas é maior  Restabelecimento da cadeia alimentar normal.
 Diversidade de espécies é grande.
Autodepuração
Autodepuração
Autodepuração
 As condições de mistura no ponto de lançamento do despejo são
importantes na avaliação do impacto sobre a qualidade da água, por
definirem as condições iniciais a partir das quais fenômenos, como a
autodepuração, são desencadeados.

A capacidade de diluição exerce grande influência na habilidade do


corpo receptor em assimilar a carga poluidora do despejo.

Curso d’água com pequena capacidade de diluição

Efeitos da poluição maiores

Curso d’água de grande vazão, ao receber uma pequena vazão de


esgotos

Efeitos da poluição menores.

Cursos d’água intermitentes, no período de seca, não há diluição.


Autodepuração

Rio Sinos (RS)

80 toneladas de peixes mortos 07/10/2006


Autodepuração

 Formas de controle da poluição por matéria orgânica

 Tratamento dos esgotos.


 Controle da poluição difusa.
 Regularização da vazão do curso d'água.
 Aeração do curso d'água.
 Tratamento do curso d’água.
 Aeração dos esgotos tratados.
 Alocação de outros usos para o curso d'água.
Eutrofização

 Crescimento excessivo das plantas aquáticas, tanto dispersas quanto


fixas, a níveis tais que sejam considerados como causadores de
interferências com os usos desejáveis do corpo.

 Causada por excesso do aporte de nutrientes (nitrogênio e fósforo) em


ambientes lênticos (velocidade lenta e massas consideráveis).

 Fontes: efluentes domésticos; efluentes industriais; escoamento


superficial; chuvas.
Eutrofização
Eutrofização

121
Eutrofização

 Ocupação por matas e florestas

 Pouca atividade biológica de produção no corpo d’água.


Mesmo nessas condições naturais, o lago tende a reter sólidos que se
sedimentam (camada de lodo no fundo).

Decomposição do material sedimentado Aumento do nível de


nutrientes na massa líquida Progressiva elevação na população
de plantas aquáticas

 BH, a maior parte dos nutrientes é retida dentro de um ciclo quase


fechado.
• Plantas ao morrerem e caírem no solo Decomposição Liberação de nutrientes.

 Região de matas: Capacidade de infiltração da água de chuva no solo é elevada


Nutrientes lixiviam pelo solo e são absorvidos pelas raízes das plantas, fechando o ciclo.

Aporte reduzido de nutrientes devido à sua retenção dentro de um ciclo quase fechado.
Eutrofização
 Ocupação por agricultura
 Os vegetais são retirados para consumo humano (possivelmente fora da BH)
Retirada não compensada naturalmente de nutrientes Quebra no ciclo de retenção dos
nutrientes.

 Para compensar essa retirada e tornar a agricultura mais intensiva Aplicação de


fertilizantes (elevados teores de nutrientes).

A substituição das matas por agricultura Redução na capacidade de infiltração no


solo Nutrientes já adicionados em excesso tendem a escoar pelo terreno até atingir o
lago ou represa Aumento do número de algas.
Eutrofização
 Ocupação urbana
 Assoreamento
• Loteamentos Movimento de terras para as obras.
• Urbanização Reduz capacidade de infiltração no solo Partículas tendem a seguir
pelos fundos de vale até atingir o lago Sedimentam, devido às baixíssimas velocidades
de escoamento horizontal Assoreamento (redução do volume útil e meio suporte para
o crescimento de vegetais fixos próximos às margens Deterioram aspecto visual
 Drenagem transporta uma carga muito maior de nutrientes que os demais tipos de
ocupação da bacia Elevação no teor de algas nas empresas.
 Esgotos
• N e P (fezes e urinas, restos de alimentos, detergentes)
•Dependendo da capacidade de assimilação do corpo d’água População das algas poderá
atingir valores bastante elevados.
Eutrofização
 Ocupação urbana
1. Contribuição esgotos e drenagem – nitrogênio e fósforo
2. Aumento de biomassa vegetal (algas e plantas)
3. Bloqueia a penetração do sol
4. Algas submersas morrem por falta de sol
5. Algas superficiais morrem por crescimento excessivo
6. Elevação de bactérias, que se alimentam da matéria orgânica
das algas mortas, consumindo oxigênio para decomposição
7. No fundo do corpo d’água predominam condições anaeróbias,
devido à sedimentação da matéria orgânica, e à reduzida
penetração do oxigênio a estas profundidades, bem como
ausência de fotossíntese.
8. Mortandade de peixes
9. Acumulação de lodo no fundo – revolvimento por inversão
térmica
Eutrofização

 Consequências
 Frequentes florações das águas.
 Crescimento excessivo da vegetação.
 Distúrbios com mosquitos e insetos.
 Eventuais maus odores, mortandades de peixes e problemas de
toxicidade.
 Maior dificuldade e elevação nos custos de tratamento da água.
 Redução na navegação e capacidade de transporte.
 Problemas estéticos e recreacionais.
 Desaparecimento gradual do lago como um todo.
Eutrofização
Eutrofização
 Níveis de trofia: Caracterização do estágio de eutrofização em que
se encontra um corpo d’água, possibilitando a tomada de medidas
preventivas e/ou corretivas.

 Oligotrófico (lagoas claros com baixa produtividade)


 Mesotrófico (lagos com produtividade intermediária)
 eutrófico (lagoas com elevada produtividade)

Ultraoligotrófico < 5 mgP/m3


Oligotrófico < 10 – 20 mgP/m3
Mesotrófico 10 – 50 mgP/m3
Eutrófico 25 – 100 mgP/m3
Hipereutrófico > 100 mgP/m3
Eutrofização
 Medidas preventivas
 Controle dos esgotos
 Tratamento dos esgotos com remoção de nutrientes.
 Tratamento convencional dos esgotos e lançamento à jusante da
represa.
 Transposição dos esgotos para outra bacia que não possua lagos e
represas, seguida por tratamento convencional.
 Infiltração do esgoto no solo.
 Controle das águas pluviais
 Controle do uso e ocupação do solo na bacia.
 Faixa verde ao longo da represa e tributários.
 Construção de barragens de contenção.
Eutrofização

 Controle da eutrofização
Contaminação por organismos
patogênicos

bactérias protozoários

vírus helmintos
Contaminação por organismos
patogênicos

Hepatite infecciosa,
Vírus
gastroenterite, poliomielite

Disenteria bacilar, cólera,


Bactérias leptospirose, salmonelose

Disenteria amebiana, giardíase,


Protozoários
criptosporidíase

Ascaridíase, esquistossomose,
Helmintos teníase, ancilostomíase, filariose
Contaminação por organismos
patogênicos

 A maioria dos agentes transmissores de doenças tem no trato intestinal


humano (ou animal) as condições ótimas para o seu crescimento e
reprodução.

 Um corpo d’água que recebe esgotos domésticos pode passar a


transportar e disponibilizar ao ambiente esses agentes, prejudicando
diversos usos.

 Submetidos às condições adversas prevalecentes no curso d’água, os


patogênicos tendem a decrescer em número (decaimento).
Contaminação por organismos
patogênicos
Coliformes termotolerantes
(org/100mL)

distância
Outros efeitos da presença de
poluentes na água
Turbidez / Assoreamento

Turbidez: A alteração na turbidez provoca modificação nas condições de


luminosidade, prejudica os organismos fotossintéticos, e pode afetar a cadeia
alimentar (desequilíbrio nas populações em níveis tróficos superiores).

Outros efeitos relacionados com a turbidez:


 A diminuição na fotossíntese pode resultar em depleção do oxigênio dissolvido.
 O material em suspensão responsável pela turbidez é carreado pelos cursos
d'água até alcançar condições propícias à sedimentação, provocando
assoreamento.
 As partículas podem adsorver ou liberar compostos nocivos para a fase líquida,
alterando a toxidez.
 As partículas em suspensão podem propiciar superfície protetora aos
microorganismos, agravando a patogenia.
Assoreamento

 Acúmulo de sedimentos, detritos,


esgotos domésticos, nos cursos
dágua

 Quais as suas principais consequências?

Reduz a profundidade de rios e lagos.


Reduz a quantidade de água disponível.
Provoca inundações.
Salinização
 Salinização: aumento do teor de sais dissolvidos nas coleções de água ou no
solo.
 A salinização é um processo natural nos cursos d’água, pois a água em
escoamento dissolve os minerais presentes no solo.
 A salinização de cursos d’água é intensificada pelo lançamento de efluentes,
mesmo tratados (o tratamento convencional não reduz apreciavelmente os sais
dissolvidos no efluente).
 A salinização excessiva pode provocar alteração nas condições ecológicas
(variação no equilíbrio osmótico) e afetar o uso da água para abastecimento
doméstico ou industrial (sabor, corrosão).
Matéria orgânica não
biodegradável
 Pesticidas, alguns detergentes, produtos farmacêuticos etc.

 Toxicidade (vários)
 Espumas (detergentes)
 Redução da transferência de oxigênio (detergentes)
 Biodegradabilidade reduzida ou inexistente
 Maus odores (ex: fenóis)
Metais

 Elementos específicos (As, Cd, Cr, Cu, Hg, Ni, Pb, Zn etc)

 Toxicidade
 Inibição do tratamento biológico dos esgotos
 Problemas na disposição do lodo na agricultura
 Contaminação da água subterrânea
Bioacumulação

 Bioacumulação: presença de substâncias capazes de se acumularem nas


cadeias tróficas (substâncias que tendem a se concentrar nos organismos vivos,
tais como os pesticidas, metais pesados etc.).

 A substância, ainda que esteja de forma diluída no meio ambiente, é assimilada


pelos seres vivos e não é descartada de volta. Assim, através da alimentação ao
longo da vida, o indivíduo acumula a substância em seu corpo, e a transfere para o
nível trófico seguinte. Mesmo que o consumo da água não represente risco direto
para a saúde humana, o consumo de organismos aquáticos (peixes, moluscos etc)
pode representar riscos.

 Biomagnificação: aumento da concentração ao longo da cadeia alimentar


Lagoa da Pampulha

 Reportagem estado de Minas (17/07/2013)

 Desassoreamento.
 Dragagem de sedimentos e lixo do fundo da Lagoa da Pampulha, um dos
processos previstos pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) para tentar
despoluir até a Copa do Mundo de 2014 o reservatório, que é um dos símbolos
da capital mineira. Cerca de 800 mil metros cúbicos de material depositado no
leito contaminado serão removidos por dragas flutuantes em oito meses de
trabalho.

 Para que se tenha uma ideia, o material que será removido ao custo de R$ 108
milhões representa 8% do volume total da represa (10 milhões de metros
cúbicos).

 De 1997 a 2014, a estimativa é de que os gastos com ações do poder público


para a despoluição da Lagoa da Pampulha cheguem à marca de R$ 585 milhões
em investimentos, sem correção monetária.
Lagoa da Pampulha
Lagoa da Pampulha

 Processo de despoluição química e física


 O método previsto para isso, que ainda depende da proposta vencedora, será a
introdução de oxigênio nas águas por hélices de máquinas aeradoras. Em
seguida, começa o processo de biorremediação, que consiste em povoar o lago
com microrganismos que consomem e sintetizam a poluição, sem com isso
causar desequilíbrio ambiental.

 O orçamento inicial para desassoreamento e despoluição seria de R$ 120


milhões, mas como R$ 108 milhões já foram comprometidos com a primeira
ação, ainda não se sabe se a proposta vencedora da segunda etapa pode
extrapolar o valor estimado.

 Até dezembro, a COPASA espera concluir a implantação de 75 mil metros de rede


coletora e 20 mil metros de interceptores, que impedem que o esgoto chegue aos
cursos d’água. Orçada em R$ 102 milhões, a implantação da etapa de Contagem, na
região metropolitana, está 60% concluída, segundo a Copasa. Na capital, 70% das obras
estão terminadas. O objetivo é livrar a lagoa dos detritos de quase um quinto da
população da cidade vizinha de BH, chegando a 95% de captação de esgotos
clandestinos até dezembro deste ano.
Sistemas de abastecimento de
água

145
Tratamento de água
Tratamento de água
 Tratamento convencional

Processo de tratamento que inclui coagulação,


floculação, decantação e filtração.
Sistema de esgotamento sanitário

Sistema
individual
 Sistema
Esgotamento unitário ou
sanitário combinado
 
Sistema Sistema
coletivo convencional
 
Sistema
separador

Sistema
condominial
Sistema de esgotamento sanitário

 Esgotamento individual (estático)


Privada higiênica
Tanque séptico
– fossa seca
+ infiltração
Fossa

Fonte: von Sperling, 2005


Água subterrânea

 Adotados para atendimento unifamiliar


 Condições para funcionamento satisfatório e econômico:
 meio rural ou grandes lotes com elevada área livre
 boas condições de infiltração do solo
 posição favorável do lençol freático
Sistema de esgotamento sanitário

 Utilização de sistemas estáticos

 Austrália: mais de um milhão de residências (> dois


milhões e seiscentas mil pessoas)

 Estados Unidos: número superior a 60 milhões de


pessoas

 Alguns países em desenvolvimento: percentual chega a


atingir 100%

Fonte: Beal et al. (2006)


Sistema de esgotamento sanitário

 Sistemas coletivos de esgotamento (dinâmico)

Rede de coleta Estação de


tratamento
de esgotos

Rede de coleta

Corpo receptor

Rede de coleta
Sistema de esgotamento sanitário

 Sistemas coletivos de esgotamento (dinâmico)


Tratamento de efluentes
 Problemática
 Legislação cada vez mais restritiva.
 Diversidade de efluentes.
 Aumento do custo da água.

 Tendência
 Redução do consumo de água.
 Reuso de água.
 Tratamento mais eficiente.
 Tratamento segregado.

Legislação Resolução CONAMA n. 430 de 13


Nacional de maio de 2011

Legislação Deliberação Normativa COPAM


Estadual n.10 de 16 de dezembro de 1986
Tratamento de efluentes

Conjunto de operações para alcançar o grau de tratamento desejado:


 Maior eficiência.
 Menor custo.

 Seleção das operações:


 Características do efluente.
 Qualidade final do efluente desejado.
 Proximidades de áreas de estocagem.
 Topografia e condições do local, espaço disponível, requerimentos hidráulicos.
Seleção de alternativas

155
Seleção de alternativas

156
Seleção de alternativas

157
Objetivos do tratamento

Remoção de matéria orgânica

Remoção de Por que Remoção de


sólidos em tratar os nutrientes
suspensão esgotos?

Remoção de organismos
patogênicos
Níveis de tratamento

Preliminar Sólidos grosseiros

Primário Sólidos sedimentáveis

Secundário Matéria orgânica

Terciário Poluentes específicos


(complementar de nutrientes, patogênicos)
Tratamento preliminar
Gradeamento

Gradeamento
Caixa de areia
Desarenadores

ETE Onça

ETE Gama
Calha Parshall
Níveis de tratamento

Peneiras mecanizadas
Tratamento preliminar

Remoção de sólidos grosseiros


 Proteger as unidades subsequentes.
 Proteger os dispositivos de transporte dos esgotos (bombas e
tubulações).
 Proteger os corpos receptores.

Remoção de areia
 Evitar abrasão nas bombas e tubulações.
 Evitar obstrução em tubulações.
 Facilitar o transporte do líquido
Tratamento primário

lodo
primário

Decantadores primários
ETE Arrudas
Tratamento primário
 Uma parte dos sólidos em suspensão não grosseiros que ainda
permanecem no esgoto pode ser parcialmente removida nos decantadores
primários.
 Os esgotos fluem vagarosamente através dessas unidades, permitindo
que os sólidos em suspensão sedimentem-se gradualmente no fundo.
 Os óleos e graxas sobem para a superfície dos decantadores, onde são
coletados e removidos para posterior tratamento.
 Uma parte dos sólidos em suspensão corresponde à matéria orgânica em
suspensão, o que contribui para que a carga orgânica afluente ao
tratamento secundário seja reduzida.

Decantador primário
Tratamento secundário

 Concebidos de forma a acelerar os mecanismos de autodepuração que


ocorrem naturalmente nos cursos d’água.
 A decomposição dos poluentes orgânicos degradáveis é alcançada, em
condições controladas, em intervalos de tempo menores do que nos
sistemas naturais.

 O principal objetivo do tratamento secundário é a remoção da matéria


orgânica.
Tratamento secundário

Crescimento Disperso
Biomassa cresce sem sustentação

Crescimento Aderido
Biomassa sobre um meio suporte
Biofilme
Tratamento secundário

Organismos aeróbios estritos + energia liberada


Org. reproduzem + rápido
Uso apenas do oxigênio na respiração
Estabilização + rápida
C6H12O6 (mat.org) + 6 O2 6 CO2 + H2O + Energia
+ geração de lodo

Organismos facultativos
Uso do O2 (preferencialmente) ou o nitrato na respiração
2 NO3 + 2 H+  N2 + 2,5 O2 + H2O

Organismos anaeróbios estritos


Uso do sulfato (SO4) ou do CO2 na respiração
C6H12O6 (mat.org)  3 CH4 + 3 CO2 + Energia
Lagoas de estabilização

 Grandes bacias rasas com diques de terra nas quais o esgoto bruto é
tratado por processos naturais que envolvem algas e bactérias.

 Variantes

 Lagoas facultativas.

 Lagoas anaeróbias – lagoas facultativas.

 Lagoas aeradas facultativas.

 Lagoas aeradas de mistura completa –


lagoas de decantação.

 Lagoas de maturação.
Lagoas de estabilização
 Lagoa facultativa

A matéria orgânica em suspensão tende a sedimentar, vindo a constituir o lodo de


fundo, que sofre o processo de decomposição por microrganismos anaeróbios,
sendo convertido em gás carbônico, metano e outros compostos.
A fração não biodegradável permanece na camada de fundo.
 A matéria orgânica dissolvida, conjuntamente com a matéria orgânica em
suspensão de pequenas dimensões, não sedimenta, permanecendo dispersa na
massa líquida. A sua decomposição se dá através de bactérias facultativas.
 Essas bactérias utilizam-se da matéria orgânica como fonte de energia,
alcançando através da respiração. Na respiração aeróbia, há a necessidade de
oxigênio, o qual é suprido pela fotossíntese das algas.
Lagoas de estabilização
Lagoas de estabilização
Lagoas de estabilização

 Lagoa anaeróbia + Lagoa facultativa

Lagoas facultativas
 O esgoto bruto entra em uma lagoa de menores
dimensões e mais profunda, onde a realização da
fotossíntese geralmente não ocorre, criando um
ambiente anaeróbio, já que o consumo de oxigênio
é maior do que a produção.
Lagoas anaeróbias

 A remoção da DBO, da ordem de 50 a 70%, representa uma grande


contribuição, aliviando sobremaneira a carga para a lagoa facultativa e
reduzindo, assim, as suas dimensões.
Lagoas de estabilização

 Lagoas aeradas facultativas

 O oxigênio é obtido através de aeradores

 Maior introdução de oxigênio, permitindo que a decomposição da matéria


orgânica se dê mais rapidamente.

 Tempo de detenção do esgoto na lagoa pode ser menor, reduzindo o requisito de


área.

Aeradores
Lagoas de estabilização
Lagoas aeradas de mistura completa – lagoas de decantação

 Aumento do nível de aeração, fazendo com que o turbilhonamento, além de


garantir a oxigenação, permita que todos os sólidos sejam mantidos em suspensão
no meio líquido.
 O maior contato matéria orgânica-bactérias faz com que a eficiência do sistema
aumente bastante, permitindo a que o volume da lagoa aerada seja bastante
reduzido.
 Após as lagoas aeradas de mistura completa são utilizadas lagoas de
decantação, visando à sedimentação dos sólidos em suspensão (biomassa).
Lagoas de estabilização

Lagoa facultativa + Lagoas de maturação

Lagoas de maturação

 Remoção de organismos patogênicos.


 O ambiente ideal para os microrganismos patogênicos é o trato intestinal
humano. Fora deste, quer na rede de esgotos, no tratamento de esgoto, ou no
corpo receptor, os organismos patogênicos tendem a morrer.
 Diversos fatores contribuem para isso, como temperatura, insolação, pH,
escassez de alimento, organismos predadores, competição, compostos tóxicos.
 Dimensionada de forma a fazer uma utilização ótima de alguns desses
mecanismos.
Aplicação de efluentes no solo

 Um poluente no solo tem, basicamente, quatro possíveis destinos:


 Retenção na matriz do solo.
 Retenção pelas plantas.
 Aparecimento na água subterrânea.
 Coleta por drenos subsuperficiais.
 A capacidade do solo em assimilar compostos orgânicos complexos
depende de suas propriedades e condições climáticas.
Aplicação de efluentes no solo

 Infiltração rápida (infiltração-percolação)

 O objetivo é fazer com que as águas residuárias sejam purificadas pela ação
filtrante do solo.
 Para infiltração rápida no solo, as águas residuárias são dispostas em “tabuleiros”
rasos e sem revestimento, onde a maior parte do líquido percola pelo solo,
sofrendo assim o tratamento, à exceção da parcela que evapora.
 O método de infiltração – percolação é o que requer a menor área, entre os
processos de disposição no solo
Aplicação de efluentes no solo

 Aplicação com escoamento superficial

 À medida que o efluente percola no terreno com uma certa declividade, grande
parte se evapora, uma menor parte se infiltra no solo, e o restante é coletado em
canais.

 A vegetação, associada com a camada de cobertura do


solo, atua como um filtro vivo, retirando os nutrientes e
dando condições para a retenção e transformação da
matéria orgânica presente nos esgotos.
Aplicação de efluentes no solo
Aplicação de efluentes no solo

 Terras úmidas construídas (wetlands)

 Processos de tratamento de esgotos que consistem de


lagoas ou canais rasos, que abrigam plantas aquáticas, e
que se baseiam em mecanismos biológicos, químicos e
físicos no sistema solo-água-planta que atuam no
tratamento dos esgotos. Wetlands

Terras úmidas de fluxo superficial

Terras úmidas de fluxo subsuperficial


Aplicação de efluentes no solo

 Terras úmidas construídas (wetlands)


Aplicação de efluentes no solo

 Infiltração subsuperficial

 O esgoto pré-tratado é aplicado abaixo do nível do solo.


 Os sistemas de infiltração subsuperficial são normalmente utilizados em conjunto
com tanques sépticos complementados ou não por filtros anaeróbios, ou com
reatores aeróbios de manta de lodo.

 A aplicabilidade é usualmente para conjuntos de residências, comunidades de


pequeno porte ou habitações no meio rural.
Aplicação de efluentes no solo

Sumidouro

Vala de infiltração
Tanque séptico – filtro anaeróbio

 O tanque séptico remove a maior parte dos sólidos em suspensão, os


quais sedimentam e sofrem o processo de digestão anaeróbia no fundo do
tanque. A remoção de DBO é limitada.

 No filtro anaeróbio ocorre a sua remoção complementar, também em


condições anaeróbias.

 A produção de lodo nos sistemas anaeróbios é baixa, e ele já sai


estabilizado, podendo ser dirigido diretamente para um leito de secagem.
Tanque séptico – filtro anaeróbio

Tanque séptico

Filtro anaeróbio
Reator UASB
Reator UASB

 A biomassa cresce dispersa no meio.

 Fluxo ascendente de esgotos através de um leito de lodo denso e de


elevada atividade, o que causa a estabilização de grande parte da matéria
orgânica pela biomassa.

 A parte superior dos reatores de manta de lodo apresenta uma estrutura


que possibilita as funções de separação e acúmulo de gás e de separação e
retorno dos sólidos (separador trifásico).

 Com a contínua entrada de alimento no reator, na forma de DBO, há um


contínuo crescimento da biomassa.

 Remoções periódicas dessa biomassa (lodo).

 O lodo retirado do reator UASB já sai digerido e adensado, podendo ser


simplesmente desidratado em leitos de secagem ou por meio de
equipamentos mecânicos.
Reator UASB

CePTS
Reator UASB
Biodiscos

O processo consiste de uma série de discos ligeiramente espaçados,


montados em um eixo horizontal.
 Ao entrar em operação, os microrganismos no esgoto começam a aderir
aos discos, e ali crescem, formando um biofilme. A biomassa, ora em contato
com o esgoto, ora em contato com o ar, possibilita a aeração do esgoto e a
metabolização da matéria orgânica.
Biodiscos
Filtro biológico percolador
Filtro biológico percolador

 A biomassa cresce aderida a um meio suporte.

 Um filtro biológico compreende, basicamente, um


leito de material grosseiro, sobre o qual os esgotos
são aplicados sob a forma de gotas ou jatos e
percolam em direção aos drenos de fundo.

 Essa percolação permite o crescimento bacteriano na


superfície do material de enchimento, na forma de uma
película fixa. Com a passagem dos esgotos, há um
camada de
bactérias contato entre os microrganismos e o material orgânico.
meio
suporte esgoto
percolando
Filtro biológico percolador
Lodos ativados

Fonte: von Sperling, 2005


Lodos ativados

 Estabilização da matéria orgânica por microrganismos aeróbios.

 Quanto mais bactérias houver em suspensão, maior será o consumo de


alimento, ou seja, maior será a assimilação da matéria orgânica presente no esgoto
bruto.

Tanque de aeração
Lodos ativados

 Retorno das bactérias presentes no decantador para o tanque de aeração,


aumentando, assim, a concentração de bactérias nesta unidade.

 Devido à recirculação dos sólidos, estes permanecem no sistema por um tempo


superior ao do líquido. Essa maior permanência dos sólidos no sistema é que
garante a elevada eficiência do processo de lodos ativados, já que a biomassa tem
tempo suficiente para estabilizar praticamente toda a matéria orgânica dos esgotos.

 No tanque de aeração, devido à entrada contínua de alimento, na forma de DBO,


dos esgotos, as bactérias crescem e se reproduzem continuamente.

 Para manter o sistema em equilíbrio, é necessário que se retire


aproximadamente a mesma quantidade de biomassa que é aumentada por
reprodução. Esse é, portanto, o lodo biológico excedente, que pode ser extraído
diretamente do reator ou da linha de recirculação.
ETE Arrudas
ETE PIRACICAMIRIM

• Localização: Piracicaba • População projeto: 50.000 hab.


• Configuração: reatores UASB + LA • Vazão projeto: 100 L/s
ETE ONÇA

• Localização: Belo Horizonte • População projeto: 1 milhão hab.


• Configuração: reatores UASB + FBP • Vazão projeto: 1,8 m3 /s(1a etapa)
Tratamento terciário

Remover poluentes específicos e/ou poluentes não suficientemente


removidos no tratamento secundário.

Nutrientes, organismos patogênicos,


compostos não biodegradáveis, metais
pesados, sólidos inorgânicos dissolvidos,
sólidos em suspensão remanescentes
Remoção de organismos
patogênicos

Tipo Processo Comentário


 São lagoas de menores profundidades, onde fatores naturais
(temperatura, insolação, pH, escassez de alimento, organismos
predadores e compostos tóxicos) atuam como agente
desinfetante.
Lagoas de
 Os cistos de protozoários e os ovos de helmintos tendem a
maturação e
sedimentar.
polimento
 Não necessitam de produtos químicos ou energia, mas requerem
grandes áreas.
Natural  Desde que haja área disponível, são sistemas bastante
recomendáveis, devido à sua grande simplicidade e baixos custos.
 As condições ambientais desfavoráveis no solo favorecem a
mortandade de patógenos.
 Dependendo do tipo de aplicação dos esgotos, deve-se atentar
Infiltração
para a possível contaminação de vegetais, os quais usualmente
no solo
não devem ser ingeridos.
 Não necessita de produtos químicos, mas requerem grandes
áreas.
Remoção de organismos
patogênicos

Tipo Processo Comentário


 O cloro mata os microrganismos patogênicos.
 São necessárias elevadas dosagens, o que encarece o
processo. Quanto maior a prévia remoção de matéria orgânica,
menor a dosagem requerida de cloro.
 Há certa preocupação com relação à geração de subprodutos
tóxicos (compostos organoclorados carcinogênicos -
Cloração
trihalometanos) aos seres humanos, mas deve-se levar em
consideração o grande benefício em termos de saúde pública
Artificial da remoção de patogênicos.
químico  Em corpos d’água, deve-se ter também preocupação com a
toxicidade causada pelo cloro residual aos seres aquáticos do
corpo receptor.
 O ozônio é um agente bastante eficaz para a remoção de
patógenos.
Ozonização  A ozonização é usualmente cara, embora os custos estejam
se reduzindo, tornando esta alternativa competitiva, em
determinadas circunstâncias.
Remoção de organismos
patogênicos

Tipo Processo Comentário


 A radiação ultravioleta, gerada por lâmpadas especiais, impede
Radiação a reprodução dos agentes patogênicos.
ultravioleta  Não há geração de subprodutos tóxicos.
UV  O efluente deve ser bem clarificado, para que a radiação possa
penetrar bem na massa líquida.
Artificial
físico  A passagem dos esgotos tratados por membranas de diminutas
dimensões constitui-se em uma barreira física aos
microrganismos patogênicos, os quais são de maiores dimensões
Membranas
que os poros.
 O processo não introduz produtos químicos no líquido.
 Os custos são ainda elevados, mas têm se reduzido bastante.
Uso de efluentes tratados na
irrigação

Recomendações da OMS para uso direto de efluentes tratados na agricultura


Ovos de
E. coli / 100 mL
helmintos
Categoria Condições de reúso Grupo exposto (média
(média
geométrica)
aritimética)
Trabalhadores
Irrigação de culturas que são ingeridas cruas,
A e consumidores 1  1000
campos de esporte e parques públicos
públicos
Irrigação de culturas não ingeridas cruas, tais
Trabalhadores
B como cereais, para a indústria, pastos, 1 Não se recomenda
forragem e árvores
Irrigação de culturas categoria B se o público
C Nenhum Não se aplica Não se aplica
e os trabalhadores não ficarem expostos
Fonte: OMS (WHO, 1989)
Níveis de tratamento

Eficiência de remoção (%)


Nível
DBO SS Nutrientes Coliformes Atende à legislação
Preliminar 5 - 10 5 - 20 0 10 - 20 não
Primário 25 - 50 40 - 70 0 25 - 75 não
Secundário 80 - 95 65 - 95 10 - 50 60 - 99 usualmente
Terciário 40 - 99 80 - 99 até 99 até 99,999 sim

von Sperling, 1996; Jordão e Pessoa, 1995


EFICIÊNCIA MÉDIA DE REMOÇÃO (%)
SISTEMA
DBO DQO SS Ntotal Ptotal CF
Lagoa facultativa 75-85 65-80 70-80 <60 <35 90-99
Lagoa anaeróbia - lagoa facultativa 75-85 65-80 70-80 <60 <35 90-99
Lagoa aerada facultativa 75-85 65-80 70-80 <30 <35 90-99
Lagoa aerada mistura completa - lagoa sedimentação 75-85 65-80 80-87 <30 <35 90-99
Lagoa anaeróbia + lagoa facultativa + lagoa de maturação 80-85 70-83 73-83 50-65 >50 99,9-99,999
Infiltração lenta 90-99 85-95 >93 >75 >85 99,9-99,999
Infiltração rápida 85-98 80-93 >93 >65 >50 99,99-99,999
Escoamento superficial 80-90 75-85 80-93 <65 <35 99-99,9
Wetlands 80-90 75-85 87-93 <60 <35 99,9-99,99
Tanque séptico + filtro anaeróbio 80-85 70-80 80-90 <60 <35 90-99
Reator UASB 60-75 55-70 65-80 <60 <35 ≈90
UASB + lodos ativados 83-93 75-88 87-93 <60 <35 90-99
UASB + filtro anaeróbio 75-87 70-80 80-90 <60 <35 90-99
UASB + filtro biológico percolador de alta carga 80-93 73-88 87-93 <60 <35 90-99
UASB + biofiltro aerado submerso 83-93 75-88 87-93 <60 <35 90-99
UASB + flotação por ar dissolvido 83-93 83-90 90-97 <30 75-88 90-99
UASB + lagoa aerada facultativa 75-85 65-80 70-80 <30 <30 90-99
UASB + escoamento superficial 77-90 70-85 80-93 <65 <35 99-99,9
UASB + lagoas de polimento 77-87 70-83 73-83 50-65 >50 99,9-99,999
Lodos ativados convencional 85-93 80-90 87-93 <60 <35 90-99
Lodos ativados - aeração prolongada 90-97 83-93 87-93 <60 <35 90-99
Filtro biológico percolador de baixa carga 85-93 80-90 87-93 <60 <35 90-99
Filtro biológico percolador de alta carga 80-90 70-87 87-93 <60 <35 90-99
Biodisco 88-95 83-90 87-93 <60 <35 90-99
Separação água e óleo

 Processo físico que ocorre por diferença de densidade, sendo


normalmente as frações oleosas mais leves recolhidas na superfície.

Indústria do petróleo, postos de serviço, oficinas mecânicas etc.

Este processo não é capaz de remover óleo emulsionado, sendo utilizado


na etapa preliminar dos sistemas de tratamento.
Equalização

 Minimiza ou controla variações na vazão e concentração.


 Processo de mistura pode ser auxiliado por ar comprimido.
Neutralização (correção do pH)

 Mistura de despejos ácidos e alcalinos (equalização).


 Correção direta do pH.
 A correção do pH pode ser necessária em diversas etapas:
 Antes do descarte do efluente no corpo receptor.
 Antes do descarte do efluente no sistema coletor de esgotos.
 Previamente ao tratamento químico ou biológico do efluente.
Coagulação/Floculação
Processo de desestabilização onde se
Coagulação neutralizam as forças elétricas superficiais e se
anulam as forças repulsivas.

Processo de aglomeração dos colóides até a


Floculação formação de flocos que sedimentam a uma
velocidade adequada.

 Coagulantes (sulfato de alumínio, sulfato férrico, cloreto férrico): compostos


capazes de produzir hidróxidos gelatinosos insolúveis e englobar as impurezas.

 Alcalinizantes (hidróxido de cálcio, óxido de cálcio hidróxido de sódio): capazes


de conferir a alcalinidade necessária à coagulação.

 Coadjuvantes (sílica ativa, polieletrólitos): capazes de formar partículas ou flocos


mais densos.
Coagulação/Floculação

Adição de
produtos químicos

Coagulação
Agitação vigorosa

Floculação
Agitação lenta

Decantação
Flotação

Remoção de sólidos não sedimentáveis. consiste na introdução de


bolhas de ar a uma suspensão de partículas. Com isso, verifica-se que
as partículas aderem às bolhas, formando uma espuma que pode ser
removida da solução e separando seus componentes de maneira
efetiva.

Sólidos com altos teores de óleos e graxas e ou detergentes tais como os oriundos de
indústrias petroquímicas, de pescado, frigoríficas e de lavanderias.
Filtração

Processo de separação sólido-líquido utilizado para promover a


remoção de material particulado presente na fase líquida.

Filtração em meio granular


Filtração
Filtração

Filtração em membranas
Adsorção

 Mecanismo de adsorção

A+B A.B

A = adsorvato
B = adsorvente
A.B = composto adsorvido

 Carvão ativado
 Elevada área superficial.
 Elevada capacidade na remoção de íons metálicos e matéria
orgânica (corantes orgânicos, agrotóxicos, cobre, cromo, cádmio,
chumbo).
Processos oxidativos
 A oxidação química é o processo no qual elétrons são removidos de
uma substância, aumentando o seu estado de oxidação. As reações
envolvendo agentes oxidantes, tais como H2O2 ou O3 são, geralmente,
termodinamicamente espontâneas.

Entretanto, são cineticamente lentas. Na presença de radicais livres


altamente oxidantes como o radical hidroxil (•OH) podem ser obtidas
taxas de reação mais rápidas.

A geração destes radicais é o passo fundamental para a eficiência dos


Processos Oxidativos Avançados (POA). Quanto mais eficientemente
estes radicais forem gerados, maior será o poder oxidativo.

 Os radicais hidroxilas podem ser gerados através de reações


envolvendo oxidantes fortes (como ozônio e peróxido de hidrogênio),
semicondutores (como o dióxido de titânio e o óxido de zinco) e/ou
irradiação ultravioleta.
Têm a capacidade de destruição total de muitos poluentes orgânicos.
 Não depende da biodegradabilidade do efluente.
Precipitação
 Remoção principalmente de inorgânicos.

Ex.: metais pesados, fósforo, nitrogênio dentre outros poluentes.

Remoção de fósforo

Reação com FeCl3:

Fe3+ + PO43- FePO4


íon íon fosfato férrico
férrico fosfato

Reação com Ca(OH)2: 3Ca2+ + 2PO43- Ca3(PO4)2

Reação com Al2SO4: Al3+ + PO43- AlPO4


Remoção de nitrogênio

 Processos biológicos
 Nitrificação/Desnitrificação

Processos físicos
 Volatilização da amônia

Processos químicos
 Precipitação química
Características do lodo

 Efluente que será tratado.

 Técnica utilizada para tratar o esgoto.

 Eficiência obtida durante o tratamento.

Como o tratamento de esgoto envolve organismos, dependendo do


processo de tratamento utilizado e do tempo de retenção do lodo durante o
tratamento, ele sairá mais ou menos digerido (mais ou menos estabilizado).
Isso faz com que o processo de tratamento do lodo também seja diferente.
Etapas de gerenciamento de
lodo

Descrição do processo
Adensamento/  Processo físico de concentração de sólidos do lodo com o
espessamento objetivo de remoção de umidade (redução de volume).
 Remoção da matéria orgânica (sólidos voláteis) visando
Estabilização atenuar problemas de maus odores no gerenciamento do
lodo.
 Etapa de preparação do lodo pela adição de produtos
Condicionamento químicos (coagulantes e polieletrólitos) para aumentar a
captura de sólidos e permitir a desidratação.
 Compreende a remoção de umidade e do volume do lodo
Desidratação/
realizada por processos mecânicos ou naturais, o lodo final
desaguamento
possui propriedades mecânicas de material sólido.
 Etapa que compreende a inativação de organismos
Higienização/
patogênicos para fornecer segurança sanitária no uso
desinfecção
agrícola.
 Compreende o destino final dado ao produto gerado nas
Disposição Final
etapas anteriores de gerenciamento no lodo.
Etapas de gerenciamento de
lodo

Adensamento Estabilização
 Gravidade  Digestão anaeróbia Condicionamento
 Flotação  Digestão aeróbia  Químico
 Centrífuga  Tratamento térmico  Térmico
 Filtro prensa de  Estabilização química
esteiras

Disposição final
Desidratação  Reciclagem agrícola
 Leitos de secagem Higienização  Recuperação de áreas
 Lagoas de lodo Adição de cal (caleação) degradadas
 Centrífuga  Tratamento térmico  Landfarming
 Filtro prensa de  Compostagem (disposição no solo)
esteiras  Oxidação úmida  Uso não agrícola
 Filtro a vácuo  Outros (radiação gama, (fabricação de lajotas,
 Secagem térmica solarização etc) combustível etc)
 Incineração
 Aterro sanitário
Etapas de gerenciamento de
lodo
Etapas de gerenciamento de
lodo
Adensamento

Adensador (decantador)
Centrífuga

Filtro prensa de esteira

Estabilização

Digestor anaeróbio
ETE Arrudas
Etapas de gerenciamento de
lodo
Condicionamento

Tanques para a adição de cloreto férrico


e cal ao lodo (ETE Itabira)

Desidratação

Prensa desaguadora Filtro prensa


Etapas de gerenciamento de
lodo
Desaguamento/desidratação

 Redução do custo de transporte para o local de disposição final.

 Melhoria nas condições de manejo do lodo, já que o lodo desaguado é mais


facilmente transportado.

 Aumento do poder calorífico do lodo, através da redução da umidade com


vistas à preparação para incineração.

 Redução do volume para disposição em aterro sanitário ou uso em


agricultura.

 Diminuição da produção de lixiviados quando da sua disposição em aterros


sanitários.
Desidratação do lodo
Leito de secagem
Desidratação do lodo
Centrífuga

234
Desidratação

235
Higienização

 Patogênicos: constituintes do esgoto


 Níveis de patogenicidade podem ser reduzidos com a estabilização do
lodo (digestão aeróbia e anaeróbia)

 Pouca influência da digestão sobre parasitas intestinais e seus ovos

 Higienização: etapa que visa inativar patogênicos (reduzir


patogenicidade) tornando o lodo propício para diversos usos.

 Grau de higienização está relacionado com a alternativa de disposição


final do lodo.

236
Higienização do lodo

 Compostagem: processo aeróbio de decomposição da matéria orgânica


efetuada através das condições controladas de temperatura, umidade,
oxigênio e nutrientes.
 Produto (composto) condicionador de solos

Compostagem de lodo

237
Higienização do lodo

 Via térmica: controle de patogênicos pelo tempo de contato e temperatura


de exposição para a aplicação irrestrita do lodo.

 Via química
 Higienização do lodo pela adição de um alcalinizante que atua na
alteração das propriedades a nível de célula, causando um ambiente
inóspito para a sobrevivência do patogênico.

 Em combinação com o aumento de temperatura a higienização é mais


efetiva.

Caleação do lodo

238
Higienização do lodo

 Via biológica
 Emprego da vermicultura: uso da degradação
da matéria orgânica por minhocas que
inativariam os patogênicos pela atividade
gástrica durante o processo de geração do
húmus.

Vermicultura de lodo

239
Higienização do lodo
Secagem térmica

 Aquecimento do lodo por uma fonte de calor para a evaporação da água


e inativação térmica dos patógenos.

 O lodo seco tem aspecto granular, apresentando teor de sólidos bastante


elevado, da ordem de 90-95%.

Lodo seco após a secagem térmica


(teor de sólidos de 90%)
240
Disposição final do lodo

241
Controle da poluição da água
 Ações de caráter corretivo ou preventivo.

 Considerar a bacia hidrográfica como um todo.

 Ações corretivas: visam a eliminar ou reduzir uma carga poluidora


existente.

Ex: implantação de um sistema de coleta e tratamento de esgotos


domésticos e industriais; desativação de um depósito de lixo a céu aberto;
substituição e controle do tipo de pesticida ou fertilizante utilizado.

 Ações preventivas: objetivam evitar que o problema de poluição ocorra.


São medidas adotadas antes do início de determinada atividade.

Ex: execução de sistemas de coleta e tratamento de esgotos previamente


ao funcionamento de uma fonte potencialmente poluidora; disciplinamento
do uso e ocupação do solo; realização de estudos prévios de impactos
ambientais; destinação final adequada para os resíduos sólidos, com
implantação de sistemas de coleta e tratamento de chorume (aterros
sanitários).
Programa de controle da
poluição da água

 Diagnóstico da situação existente.

 Definição da situação desejável.

 Estabelecimento e desenvolvimento das medidas de controle.

 Programas de acompanhamento.

 Suporte institucional e legal.


Programa de controle da
poluição da água
 Diagnóstico da situação existente:

 Estudo das condições do corpo d’água e de sua bacia hidrográfica.


 Dados fisiográficos da bacia: características climáticas e dos solos.
 Dados sobre o comportamento hidráulico dos recursos hídricos.
 Dados sobre o meio biológico.
 Áreas sujeitas a erosão.
 Uso e ocupação do solo.
 Caracterização sócioeconômica.
 Levantamento dos usos múltiplos dos recursos hídricos.
 Diagnóstico da qualidade da água.

 Identificação e quantificação das cargas poluidoras existentes.


 Todas as possíveis fontes de poluição deverão ser levantadas, tais como: esgotos
domésticos; esgotos industriais; lixo (chorume); dejetos de animais; pesticidas;
fertilizantes; águas de escoamento superficial.
Programa de controle da
poluição da água
 Quantificação das cargas poluidoras

 Carga: massa por unidade de tempo (ex: kg/dia).

Carga (kg/dia) = concentração (g/m3) x vazão (m3/dia)


1.000 (g/kg)

Obs: g/m3 = mg/L

Carga (kg/dia) = população (hab) x carga per capita (g/hab.dia)


1.000 (g/kg)
Programa de controle da
poluição da água
 Definição da situação desejável

 Para se observar os requisitos de qualidade definidos no


enquadramento deve-se determinar a carga poluidora que o mesmo
pode receber em função de sua capacidade de autodepuração.

 Garantia da qualidade da água de corpos d’água através também do


atendimento aos padrões a serem atendidos pelos efluentes de fontes
poluidoras, estabelecidos pela Resolução CONAMA 430/2011.
Programa de controle da
poluição da água
 Medidas de controle

 Pontos de controle: - Na fonte


- No lançamento
- No corpo receptor

Fontes de Qualidade da água


despejos

Produção Tratamento Corpos Usos da


d’água água

Descargas
de despejos Prejuízos
Programa de controle da
poluição da água
 Medidas de controle:

 Implantação de sistemas de coleta e tratamento de esgotos domésticos


e industriais.

 Coleta e destino adequado do lixo.

 Controle da utilização de fertilizantes e agrotóxicos.

 Disciplinamento do uso e da ocupação do solo.

 Controle da erosão do solo.

 Reúso da água.

 Afastamento das fontes de poluição.

 Modificações no processamento industrial.


Programa de controle da
poluição da água
 Programas de acompanhamento:

 Rede de monitoramento => pontos de amostragem, frequência de


coleta, tipos de parâmetros => dependem das características dos recursos
hídricos e de suas bacias de contribuição, das fontes de poluição e dos
usos previstos para a água.
 Dependendo dos resultados, medidas visando à redução das cargas
poluentes devem ser adotadas => garantir as condições estabelecidas
para a classe enquadrada.