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CÂMARA MUNICIPAL DE LINS

Estado de São Paulo

CÓDIGO TRIBUTÁRIO

MUNICIPAL

Lei Complementar nº 256, de 06/03/1995.


Atualizada até 1º/03/11
Alterada pelas Leis Complementares nºs 288, de 26/03/96; 294,
de 16/04/96(revogada); 351, de 11/11/96; 353, de 11/11/96; 358,
de 29/11/96; 360, de 05/12/96; 362, de 27/12/96(revogada); 374,
de 23/04/97; 398, de 04/11/97; 437, de 19/12/97; 440, de
23/12/97; 447, de 1º/04/98(revogada); 485, de 30/12/98 (com veto
parcial); 485, de 05/03/99; 500, de 16/06/99; 506, de
19/07/99(revogada); 509, de 13/08/99; 519, de 24/09/99; 523, de
26/10/99(revogada); 529, de 08/12/99; 533, de
28/12/99(revogada); 538, de 10/01/00; 540, de
15/02/00(revogada); 542, de 21/02/00; 577, de
20/12/00(revogada); 581, de 08/03/01; 758, de 22/12/03; 916, de
21/12/05; 963, de 18/12/06; 1.036, de 08/02/08; 1.082, de
05/08/08, 1.092, de 15/09/08; 1.107, de 22/12/08; 1.124, de
15/05/09; 1.209, de 24/06/10; 1.233, de 29/09/10; 1.323, de
28/12/12; e 1.371, de 20/12/13.

NMAGC
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ÍNDICE
LIVRO PRIMEIRO

TÍTULO I

DAS NORMAS GERAIS E COMPLEMENTARES .......................... 07

DA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA ..................................................... 07

DA ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA .............................................. 09

DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA
Das Modalidades ............................................................................ 10
Do Fato Gerador ............................................................................. 11
Do Sujeito Ativo .............................................................................. 11
Do Sujeito Passivo .......................................................................... 11
Das Disposições Gerais .................................................................. 11
Da Solidariedade ............................................................................ 12
Do Domicílio Tributário ................................................................... 13
Da Responsabilidade Tributária ...................................................... 14
Da Responsabilidade dos Sucessores ........................................... 14
Da Responsabilidade de Terceiros ................................................. 15
Da Responsabilidade por Infrações ................................................ 16

DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO
Das Disposições Gerais ................................................................. 17
Das Limitações do Poder de Tributar ............................................. 17
Da Constituição do Crédito Tributário ............................................ 18
Do Lançamento .............................................................................. 18
Da Fiscalização .............................................................................. 22
Da Cobrança e Recolhimento ......................................................... 25
Da Restituição ................................................................................ 26
Da Suspensão do Crédito Tributário ............................................. 27
Das Modalidades de Suspensão .................................................... 27
Da Moratória ................................................................................... 28
Do Depósito .................................................................................... 29
Da Cessação do Efeito Suspensivo ............................................... 31
Da Extinção do Crédito Tributário .................................................. 32
Das Modalidades de Extinção ....................................................... .32
Do Pagamento ................................................................................ 32
Da Compensação ........................................................................... 33
Da Transação ................................................................................. 33
Da Remissão .................................................................................. 33
Da Prescrição ................................................................................. 34
Da Decadência ............................................................................... 35

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Da Conversão do Depósito em Renda ........................................... 35
Da Homologação do Lançamento .................................................. 36
Da Consignação em Pagamento ................................................... 36
Das Demais Modalidades de Extinção ........................................... 37
Da Exclusão do Crédito Tributário .................................................. 37
Das Modalidades de Exclusão ....................................................... 37
Da Isenção ..................................................................................... 38
Da Anistia ....................................................................................... 39

DA DÍVIDA ATIVA .......................................................................... 40

DA PROVA DE INEXISTÊNCIA DO DÉBITO TRIBUTÁRIO


DAS CERTIDÕES NEGATIVAS ..................................................... 42

DAS INFRAÇÕES E PENALIDADES ............................................. 43

DOS PRAZOS ................................................................................ 49

DA CORREÇÃO MONETÁRIA ....................................................... 50

TÍTULO II

DAS NORMAS PROCESSUAIS

DISPOSIÇÕES GERAIS
Da Apreensão de Bens ou Documentos ........................................ 51
Da Notificação Preliminar ............................................................... 52
Da Representação .......................................................................... 54

DOS ATOS INICIAIS


Do Auto de Infração ....................................................................... .54
Da Reclamação Contra o Lançamento ........................................... 56
Da Defesa ....................................................................................... 56

DAS PROVAS ................................................................................ 56

DA DECISÃO EM PRIMEIRA INSTÂNCIA ..................................... 57

DOS RECURSOS

Do Recurso Voluntário .................................................................... 58


Do Recurso de Ofício ..................................................................... 60
DA EXECUÇÃO DAS DECISÕES FISCAIS ................................... 60

TÍTULO III

DO CADASTRO FISCAL

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DAS DISPOSIÇÕES GERAIS ........................................................ 61


Da Inscrição no Cadastro Imobiliário .............................................. 62
Da Inscrição no Cadastro de Industriais e Comerciantes ............... 64
Do Cadastro de Prestadores de Serviços de
Qualquer Natureza ......................................................................... 65

LIVRO SEGUNDO

TÍTULO I

DO SISTEMA TRIBUTÁRIO

DA ESTRUTURA ............................................................................ 66

TÍTULO II

DOS IMPOSTOS

DO IMPOSTO PREDIAL E TERRITORIAL URBANO ..................... 67


Da Incidência e dos Contribuintes .................................................. 67
Do Cálculo ...................................................................................... 68
Da Extrafiscalidade ......................................................................... 71
Da Imunidade e das Isenções ........................................................ 72

DO IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA


Da Incidência e dos Contribuintes .................................................. 75
Do Cálculo e do Lançamento do Imposto ....................................... 77
Da Documentação Fiscal ................................................................ 80
Da Fiscalização .............................................................................. 81
Da Imunidade, Isenção e Não Incidência ....................................... 81

DO IMPOSTO SOBRE A TRANSMISSÃO BENS IMÓVEIS

Da Incidência .................................................................................. 83
Da Não Incidência .......................................................................... 84
Da Imunidade ................................................................................. 85
Do Cálculo ...................................................................................... 86
Da Arrecadação .............................................................................. 88
Do Sujeito Passivo ......................................................................... 88
Das Penas ...................................................................................... 88

DO IMPOSTO SOBRE A VENDA A VAREJO DE COMBUSTÍVEIS


LÍQUIDOS E GASOSOS
Da Incidência .................................................................................. 89
Do Sujeito Passivo ......................................................................... 89
Do Cálculo ...................................................................................... 91

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Da Arrecadação .............................................................................. 91
Dos Convênios ............................................................................... 91
Das Penas ...................................................................................... 91

TÍTULO III

DAS TAXAS

DA TAXA DE EXPEDIENTE
Da Incidência e dos Contribuintes .................................................. 92
Do Cálculo ...................................................................................... 92
Do Pagamento ................................................................................ 92

DA TAXA DE LICENÇA

Da Incidência e dos Contribuintes .................................................. 93


Do Cálculo ...................................................................................... 95
Do Pagamento ................................................................................ 95
Da Isenção e Não Incidência .......................................................... 96

DA TAXA DE SERVIÇOS DIVERSOS


Da Incidência e dos Contribuintes .................................................. 97
Do Cálculo ...................................................................................... 97
Do Pagamento ................................................................................ 98
Da Isenção e Não Incidência .......................................................... 98

DA TAXA DE LIMPEZA PÚBLICA


Da Incidência e dos Contribuintes .................................................. 98
Da Isenção e da Não Incidência ..................................................... 99

DA TAXA DE PREVENÇÃO E COMBATE A SINISTROS


Da Incidência .................................................................................. 99
Lançamento e Cálculo .................................................................... 100
Da Isenção e da Não Incidência ..................................................... 100

DA TAXA DE FISCALIZAÇÃO DE OCUPAÇÃO E DE PERMANÊNCIA EM


ÁREAS, EM VIAS OU PASSEIOS E EM LOGRADOUROS PÚBLICOS
Do Fato Gerador e da Incidência .................................................... 101
Do Sujeito Passivo ........................................................................ 101
Da Base de Cálculo......................... .......................................... .....101
Do Lançamento e do Recolhimento ............................................... 102

TÍTULO IV

DA CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA

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DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Da Incidência .................................................................................. 102
Dos Contribuintes ........................................................................... 103
Do Cálculo ...................................................................................... 103
Da Cobrança .................................................................................. 104
Do Pagamento ................................................................................ 106
Da Não Incidência .......................................................................... 106
Dos Convênios para Execução de Obras Federais e Estaduais .... 106
TÍTULO V

DOS PREÇOS PÚBLICOS

DISPOSIÇÕES GERAIS ................................................................ 107

TÍTULO VI

DISPOSIÇÕES FINAIS .................................................................. 107

TABELAS E ANEXOS .................................................................... 109

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LEI COMPLEMENTAR nº 256,

DE 06/03/95

AUTÓGRAFO nº 3.135

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR nº 60/94

A CÂMARA MUNICIPAL DE LINS DECRETA:

Artigo 1º - Esta Lei Complementar disciplina a atividade tributária do


município de Lins e estabelece normas complementares de Direito tributário
a ela relativas.

Parágrafo Único - Esta Lei Complementar tem a denominação de Código


Tributário do município de Lins.

Livro Primeiro
Parte Geral

Título I
Das Normas Gerais e Complementares

Capítulo I
Da Legislação Tributária

Artigo 2º - A expressão legislação tributária compreende as Leis, Decre-


tos, Normas Complementares que verse, no todo ou em parte, sobre tri-
butos de competência do município e relações jurídicas a eles pertinentes.

Artigo 3º- Somente a Lei pode estabelecer:

I - a instituição de tributos ou a sua extinção;

II - a majoração de tributos ou a sua redução;

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III - a definição do fato gerador da obrigação tributária principal e de seu


sujeito passivo;

IV - a fixação da alíquota do tributo e da sua base de cálculo;

V - a instituição de penalidades para as ações ou omissões contrárias a


seus dispositivos ou para outras infrações nela definidas;

VI - as hipóteses de suspensão, extinção e exclusão de créditos tributá-


rios, ou de dispensa ou redução de penalidades.

Artigo 4º - Não constitui majoração de tributo, para os efeitos do inciso II


do artigo anterior, a atualização do valor monetário da respectiva base de
cálculo. A atualização será feita, anualmente, por Decreto do Executivo,
respeitados os índices de variação oficiais, vigentes à época.

Artigo 5º - O Prefeito regulamentará, por Decreto, as Leis que versem


sobre matéria tributária de competência do município, observando:

I - as normas constitucionais vigentes;

II - as normas gerais de Direito tributário estabelecidas pelo Código Tribu-


tário Nacional, Lei n. 5.172, de 25/10/66, e Legislação Federal posterior;

III - as disposições deste código e das Leis Municipais a ele subsequen-


tes.

Parágrafo Único - O conteúdo e o alcance dos regulamentos restringir-se-


ão aos das leis em função das quais tenham sido expedidos não podendo,
em especial:

I - dispor sobre matéria não tratada na Lei;

II - acrescentar ou ampliar disposições legais;

III - suprimir ou limitar disposições legais;

IV - interpretar a Lei de modo a restringir ou ampliar o alcance dos seus


dispositivos.

Artigo 6º- São normas complementares das Leis e Decretos:

I - os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas;

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II - as decisões administrativas proferidas pelas autoridades julgadoras
de primeira e segunda instância, nos termos estabelecidos na Parte Pro-
cessual, Título II, deste Código;

III - as práticas reiteradamente observadas pelas autoridades administra-


tivas;

IV - os convênios celebrados entre o Município e os governos Federal


e Estadual.

Artigo 7º - Entra em vigor no primeiro dia do exercício seguinte àquele em


que ocorra a sua publicação, a Lei ou dispositivo de Lei que:

I - defina novas hipóteses de incidência;

II - extingüa ou reduza isenções, salvo se dispuser de maneira mais fa-


vorável ao contribuinte.

Capítulo II
Da Administração Tributária

Artigo 8º - Todas as funções referentes a cadastramento, lançamento,


cobrança e fiscalização dos tributos municipais, aplicação de sanções
por infração à legislação tributária do município, bem como às medidas
de prevenção e repressão às fraudes, serão exercidas pelos órgãos fa-
zendários e repartições a eles hierarquicamente, ou funcionalmente su-
bordinadas, segundo as atribuições constantes da Lei de organização
administrativa do Município e dos respectivos regimentos internos.

Parágrafo Único - Aos órgãos referidos neste artigo reserva-se a denomi-


nação de "Fisco" ou "Fazenda Municipal".

Artigo 9º - Os órgãos e servidores incumbidos do lançamento, cobran-


ça e fiscalização dos tributos, sem prejuízo do rigor e vigilância indis-
pensáveis ao bom desempenho de suas atividades, darão assistência
técnica aos contribuintes e responsáveis, prestando-lhes esclarecimen-
tos sobre a interpretação e fiel observância da legislação tributária.

Artigo 10 - é facultado a qualquer interessado dirigir consulta às reparti-


ções competentes sobre assuntos relacionados com a interpretação e
aplicação da legislação tributária.

Parágrafo Único - A consulta deverá ser formulada com objetividade e


clareza e somente poderá focalizar dúvidas ou circunstâncias atinentes à
situação:

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I - do contribuinte ou responsável;

II - de terceiro, sujeitado, nos termos da legislação tributária, ao cum-


primento da obrigação.

Artigo 11 - A autoridade julgadora dará solução à consulta no prazo de


até 15 (quinze) dias contados da data de sua apresentação.

§ 1º - A solução dada à consulta traduz, unicamente, a orientação do ór-


gão sendo que a resposta desfavorável ao contribuinte ou responsável
obriga-o, desde logo, ao pagamento do tributo ou da penalidade pecuniá-
ria, se for o caso, independentemente do recurso que couber.

§ 2º - A formulação da consulta não terá efeito suspensivo da cobrança


dos tributos e penalidades pecuniárias.

§ 3º- Ao contribuinte ou responsável que procedeu de conformidade com


a solução dada à sua consulta, não poderão ser aplicadas penalidades
que decorram de decisão divergente proferida pela instância Superior,
mas ficará um ou outro obrigado a agir de acordo com essa decisão tão
logo ela lhe seja comunicada.

Capítulo III
Da Obrigação Tributária

Seção I
Das Modalidades

Artigo 12 - A obrigação tributária compreende as seguintes modalidades:

I - obrigação tributária principal;

II - obrigação tributária acessória.

§ 1º - Obrigação tributária principal é a que surge com a ocorrência do


fato gerador e tem por objeto o pagamento do tributo ou de penalidade pe-
cuniária, extinguindo-se juntamente com o crédito dela decorrente.

§ 2º - Obrigação tributária acessória é a que decorre da legislação tributá-


ria e tem por objeto a prática ou a abstenção de atos nela previstos, no
interesse do lançamento, da cobrança e da fiscalização dos tributos.

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§ 3º - A obrigação tributária acessória, pelo simples fato de sua inobser-
vância, converter-se-á em principal, relativamente à penalidade pecuni-
ária.

Seção II
Do Fato Gerador

Artigo 13 - Fato gerador de obrigação tributária principal é a situação


definida neste Código como necessária e suficiente para justificar o lan-
çamento e a cobrança de cada um dos tributos de competência do municí-
pio.

Artigo 14 - Fato gerador da obrigação tributária acessória é qualquer


situação que, na forma da legislação tributária, imponha a prática ou a
abstenção de ato que não configure obrigação principal.

Seção III
Do Sujeito Ativo

Artigo 15 - Na qualidade de sujeito ativo da obrigação tributária, o Muni-


cípio é a pessoa de direito público titular da competência para lançar,
cobrar, fiscalizar os tributos especificados neste Código e nas Leis a ela
subsequentes.

§ 1º - A competência tributária é indelegável, salvo a atribuição da


função de arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de executar Leis, serviços,
atos ou decisões administrativas em matéria tributária, conferida a outra
pessoa de direito público.

§ 2º - Não constitui delegação de competência o cometimento a pessoa


de direito privado do encargo ou função de arrecadar tributos.

Seção IV
Do Sujeito Passivo

Subseção I
Das Disposições Gerais

Artigo 16 - Sujeito passivo da obrigação tributária principal é a pessoa


física ou jurídica obrigada, nos termos deste Código, ao pagamento de
tributos ou penalidade pecuniária da competência do Município.

Parágrafo Único - O sujeito passivo da obrigação principal será conside-


rado:

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I - contribuinte, quando tiver relação pessoal e direta com a situação que
constitua o respectivo fato gerador;

II - responsável, quando, sem revestir a condição de contribuinte, sua


obrigação decorrer de disposições expressas neste Código.

Artigo 17 - Sujeito Passivo da obrigação acessória é a pessoa obrigada


a prática ou à abstenção de atos discriminados na legislação tributária
do Município, que não configurem obrigação principal.

Artigo 18 - Salvo os casos expressamente previstos em Lei, as convenções


particulares e contratos relativos à responsabilidade pelo pagamento de tri-
butos não podem ser opostos à Fazenda Municipal, para modificar a defini-
ção legal do sujeito passivo das obrigações tributárias correspondentes.

Subseção II
Da Solidariedade

Artigo 19 - São solidariamente obrigados:

I - as pessoas expressamente designadas neste Código;

II - as pessoas que, ainda que não expressamente designadas neste Có-


digo, tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da
obrigação principal.

Parágrafo Único - A solidariedade referida neste artigo não comporta be-


nefício de ordem.

Artigo 20 - Salvo os casos expressamente previstos em Lei, a solidari-


edade produz os seguintes efeitos:

I - o pagamento efetuado por um dos obrigados aproveita aos demais;

II - a isenção ou remissão do crédito exonera todos os obrigados, salvo


se outorgada pessoalmente a um deles, subsistindo, nesse caso, a soli-
dariedade quanto aos demais pelo saldo;

III - a interrupção da prescrição em favor ou contra um dos obrigados,


favorece ou prejudica aos demais.

Subseção III
Do Domicílio Tributário

Artigo 21 - Ao contribuinte ou responsável é facultado escolher e indicar à


repartição fazendária, na forma e nos prazos previstos em regulamento, o

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seu domicílio tributário no Município, assim entendido o lugar onde a pes-
soa física ou jurídica desenvolve a sua atividade, responde por suas o-
brigações perante a Fazenda Municipal e pratica os demais atos que
constituam ou possam constituir a obrigação tributária.

§ 1º - Na falta de eleição, pelo contribuinte ou responsável, do domicílio


tributário, considerar-se-á como tal:

I - quanto às pessoas naturais, a sua residência habitual ou, sendo esta


incerta ou desconhecida, o centro habitual de suas atividades;

II - quanto às pessoas jurídicas de direito privado ou as firmas individu-


ais, o lugar de sua sede ou, em relação aos atos ou fatos que derem ori-
gem à obrigação tributária, o de cada estabelecimento;

III - quanto às pessoas jurídicas de direito público, qualquer de suas


repartições no território do Município.

§ 2º - Quando não couber a aplicação das regras previstas em quaisquer


dos incisos do parágrafo anterior, considerar-se-á como domicílio tributário
do contribuinte ou responsável o lugar da situação dos bens ou da ocor-
rência dos atos ou fatos que deram ou que poderão dar origem à obrigação
tributária.

§ 3º - A autoridade administrativa pode recusar o domicílio eleito,


quando sua localização ou acesso ou quaisquer outras características
impossibilitem ou dificultem a arrecadação e a fiscalização do tributo,
aplicando-se, então, a regra do parágrafo anterior.

Artigo 22 - O domicílio tributário será obrigatoriamente consignado nas


petições, requerimentos, consultas, reclamações, recursos, declarações,
guias e quaisquer outros documentos dirigidos ou apresentados ao fisco
municipal.

Seção V
Da Responsabilidade Tributária

Subseção I
Da Responsabilidade dos Sucessores

Artigo 23 - Os créditos tributários referentes a impostos, as taxas pela


prestação de serviços ou a contribuição de melhoria sub-rogam-se na
pessoa dos respectivos adquirentes, salvo quando conste do título a prova
de sua quitação.

Parágrafo Único - No caso de arrematação em hasta pública a sub-


rogação ocorre sobre o respectivo preço.

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Artigo 24 - São pessoalmente responsáveis:

I - o adquirente ou remitente, pelos tributos relativos aos bens adquiri-


dos ou remidos sem que tenha havido prova de sua quitação;

II - o sucessor a qualquer título e o cônjuge meeiro, pelos tributos de-


vidos até a data da partilha ou adjudicação, limitada esta responsabili-
dade ao montante do quinhão do legado ou da meação;

III - o espólio, pelos tributos devidos pelo "de cujus" até a data da abertu-
ra da sucessão.

Artigo 25 - A pessoa jurídica de direito privado que resultar de fusão,


cisão, transformação ou incorporação de outra pessoa jurídica, ou em
outra, é responsável pelos tributos devidos até a data do ato jurídico de
fusão, cisão, transformação ou incorporação, com relação às obriga-
ções tributárias devidas pela pessoa jurídica ou pessoas jurídicas originá-
rias, sendo que, no caso da cisão, esta responsabilidade tributária é soli-
dária entre todas as novas pessoas jurídicas cujo capital foi vertido,
originando sua fundação.

Parágrafo Único - O disposto neste artigo aplica-se aos casos de extin-


ção de pessoas jurídicas de direito privado quando a exploração da res-
pectiva atividade seja continuada por qualquer sócio remanescente ou
seu espólio, sob a mesma ou outra razão social ou sob firma individual.

Artigo 26 - A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir de


outra, a qualquer título, fundo de comércio ou estabelecimento comercial,
industrial ou profissional, e continuar a respectiva exploração, sob a mes-
ma razão ou sob outra razão social ou sob firma ou nome individual, res-
ponde pelos tributos devidos até a data do ato, relativos ao fundo ou
estabelecimento adquirido:

I - integralmente, se o alienante cessar a exploração do comércio, indús-


tria ou atividade;

II - subsidiariamente com o alienante, se este prosseguir na exploração ou


iniciar, dentro de seis meses a contar da data da alienação, nova ativida-
de no mesmo ou em outro ramo de comércio, indústria ou profissão.

Subseção II
Da Responsabilidade de Terceiros

Artigo 27 - Nos casos de impossibilidade de exigência do cumprimento


da obrigação principal pelo contribuinte, respondem solidariamente com
este, nos atos em que intervierem, pelas omissões cometidas, pelos atos

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praticados com excesso de poderes, ou contrários aos estatutos ou con-
trato social, respectivamente:

I - os pais, pelos tributos devidos pelos filhos menores de idade;

II - os tutores e curadores, pelos tributos devidos pelos seus tutelados e


curatelados;

III - os administradores de bens, gestores de negócios ou mandatários,


pelos tributos devidos por atos e bens;

IV - o inventariante, pelos tributos devidos pelo espólio;

V - o síndico e o comissário, pelos tributos devidos pela massa falida e


pela concordatária;

VI - os tabeliães, escrivães e demais serventuários das notas e ofício,


pelos tributos devidos sobre os atos praticados por eles ou perante
eles, em razão de seu ofício;

VII - os sócios, nos casos de liquidação de sociedades de pessoas ou ex-


tinção da pessoa jurídica a eles relativa.

Artigo 28 - São pessoalmente responsáveis pelos créditos corresponden-


tes às obrigações tributárias resultantes de atos praticados com excesso
de poderes ou infração da Lei, contrato social ou estatutos:

I - as pessoas referidas no artigo anterior;

II - os mandatários, prepostos e empregados;

III - os diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direi-


to privado.

Subseção III
Da Responsabilidade por Infrações

Artigo 29 - Salvo os casos expressamente ressalvados em Lei, a res-


ponsabilidade por infração da legislação tributária do Município, indepen-
de da intenção do agente ou do responsável, da efetividade, natureza e
da extensão dos efeitos do ato.

Artigo 30 - A responsabilidade é pessoal ao agente:


I - quanto às infrações em cuja definição o dolo específico do agente seja
elementar;

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II - quanto às infrações conceituadas por Lei como crimes ou contraven-
ções, salvo quando praticadas no exercício regular de administração,
mandato, função, cargo ou emprego, ou no cumprimento de ordem ex-
pressamente emitida por quem de direito;

III - quanto às infrações que decorram direta e exclusivamente de dolo


específico:

a) das pessoas referidas no artigo 27, contra aquelas por quem respon-
dem;

b) dos mandatários, prepostos e empregados contra seus mandantes,


preponentes ou empregadores;

c) dos diretores, parentes ou representantes de pessoas jurídicas de


direito privado, contra estas.

Artigo 31 - A responsabilidade é exclusiva pela denúncia espontânea da


infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e
dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autorida-
de administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração.

Parágrafo Único - Não será considerada espontânea a denúncia


apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo, ou
medida de fiscalização, relacionadas com a infração.

Capítulo IV
Do Crédito Tributário

Seção I
Das Disposições Gerais

Artigo 32 - O crédito tributário decorre da obrigação principal e tem a


mesma natureza desta.

Artigo 33 - As circunstâncias que modificam o crédito tributário, sua ex-


tensão ou seus efeitos, ou as garantias ou os privilégios a ele atribuídos,
ou que excluem sua exigibilidade, não afetam a obrigação tributária que
lhe deu origem.

Artigo 34 - O crédito tributário, regularmente constituído, somente se


modifica ou se extingue, ou tem sua exigibilidade suspensa ou excluída
nos casos expressamente previstos neste Código, obedecidos os precei-
tos básicos fixados no Código Tributário Nacional, fora dos quais não po-
dem ser dispensados, sob pena de responsabilidade funcional, na forma
da Lei, o seu recebimento ou as respectivas garantias.

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Seção II
Das Limitações do Poder de Tributar

Artigo 35 - Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribu-


inte, é vedado ao município:

I - exigir ou aumentar tributo sem Lei que o estabeleça;

II - instituir tratamento desigual entre contribuintes, que se encontrem


em situação equivalente, proibida qualquer distinção em razão de ocupa-
ção profissional ou função por eles exercida, independentemente da
denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos;

III - cobrar tributos:

a) em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da


Lei que os houver instituído ou aumentado;

b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a Lei que os


instituiu ou aumentou;

c) sobre a implantação de galerias de águas pluviais; * (Redação dada pela Lei


Complementar nº 374, de 23/04/1997).

IV - utilizar tributo com efeito de confisco;

V - estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou bens, por meio de


tributos intermunicipais, ressalvada a cobrança de pedágio pela utiliza-
ção de vias conservadas pelo Poder Público;

VI - instituir impostos sobre: (Imunidade)

a) patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas


fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições
de educação e assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os requi-
sitos da Lei Federal;

b) patrimônio, rendas ou serviços federais e estaduais;

c) templo de qualquer culto;

d) livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão.


§ 1º - A vedação do inciso VI, alínea "a", é extensiva às autarquias e às
fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, no que se refere ao
patrimônio, à renda e aos serviços, vinculadas as suas finalidades essen-
ciais ou as delas decorrentes.

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§ 2º - As vedações do inciso VI, alínea "a", e do parágrafo anterior não


se aplicam ao patrimônio, a renda e aos serviços, relacionados com ex-
ploração de atividades econômicas regidas pelas normas aplicáveis a
empreendimentos privados, ou em que haja contraprestação ou paga-
mento de preços ou tarifas pelo usuário, nem exonera o promitente
comprador da obrigação de pagar imposto relativamente ao bem imóvel.

§ 3º - As vedações expressas no inciso VI, alíneas "b" e "c", compreen-


dem somente o patrimônio, a renda e os serviços, relacionados com as
finalidades essenciais das entidades nelas mencionadas.

§ 4º - é vedado ao município estabelecer diferença tributária entre bens


de qualquer natureza, em razão de sua procedência ou de seu destino.

Seção III
Da Constituição do Crédito Tributário

Subseção I
Do Lançamento

Artigo 36 - Compete privativamente à autoridade administrativa constituir


o crédito pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo
que tem por objetivo:

I - verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente;

II - determinar a matéria tributável;

III - calcular o montante do tributo devido;

IV - identificar o sujeito passivo;

V - propor, sendo o caso, a aplicação de penalidade cabível;

VI - emitir os avisos-recibos respectivos.

Parágrafo Único - A atividade administrativa do lançamento é vinculada


e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional.

Artigo 37 - O lançamento reporta-se a data da ocorrência do fato gerador


da obrigação e rege-se pela Lei então vigente, ainda que posteriormente
modificada ou revogada.

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Parágrafo Único - Aplica-se ao lançamento a legislação que, posterior-
mente à ocorrência do fato gerador da obrigação tributária, tenha instituído
novos critérios de apuração ou processos de fiscalização, ampliando os
poderes de investigação das autoridades administrativas, ou outorgado
ao crédito maiores garantias ou privilégios, exceto, neste último caso, para
efeito de atribuir responsabilidade tributária a terceiros.

Artigo 38 - O lançamento compreende as seguintes modalidades:

I - lançamento direto - quando sua iniciativa competir à Fazenda Munici-


pal, sendo o mesmo procedido com base nos dados apurados diretamen-
te pela repartição fazendária junto ao contribuinte ou responsável, ou a
terceiros que disponham desses dados;

II - lançamento por homologação - quando a legislação atribuir ao su-


jeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da au-
toridade fazendária, operando-se o lançamento pelo ato em que a referida
autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo
obrigado, expressamente o homologue;

III - lançamento por declaração - quando for efetuado pelo fisco com base
na declaração do sujeito passivo ou de terceiros, quando um e outro,
na forma da legislação tributária, prestar à autoridade fazendária infor-
mações sobre matéria de fato, indispensável à sua efetivação.

§ 1º - A omissão ou erro do lançamento, qualquer que seja a sua modali-


dade, não exime o contribuinte da obrigação tributária, nem de qualquer
modo lhe aproveita.

§ 2º - O pagamento antecipado pelo obrigado, nos termos do inciso II, des-


te artigo, extingue o crédito, sob condição resolutória de ulterior homologa-
ção do lançamento.

§ 3º - Na hipótese do inciso II deste artigo, não influem sobre a obrigação


tributária quaisquer atos anteriores à homologação, praticados pelo su-
jeito passivo ou por terceiros, visando à extinção total ou parcial do
crédito; tais atos serão, porém, considerados na apuração do saldo por-
ventura devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou na sua
graduação.

§ 4º - É de 5 (cinco) anos, a contar da ocorrência do fato gerador, o prazo


para homologação do lançamento a que se refere o inciso II deste artigo;
expirado esse prazo sem que a Fazenda Municipal se tenha pronuncia-
do, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o
crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação.

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CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
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§ 5º- Na hipótese do inciso III deste artigo, a retificação da declaração
feita pelo contribuinte, quando visar a redução ou a exclusão do débito
tributário, só será admissível mediante comprovação do erro em que se
fundar, e antes de notificado o lançamento.

§ 6º - Os erros contidos na declaração a que se refere o inciso III deste


artigo, apurados quando do seu exame, serão retificados de ofício pela
autoridade administrativa a qual competir a revisão.

Artigo 39 - As alterações e substituições dos lançamentos originais serão


feitas através de novos lançamentos, a saber:

I - lançamento de ofício, quando o lançamento original for efetuado ou


revisto pela autoridade administrativa, nos seguintes casos:

a) quando não for prestada declaração, por quem de direito, na forma e


nos prazos da legislação tributária;

b) quando a pessoa legalmente obrigada, tenha prestado declaração


nos termos da alínea anterior, deixar de atender, no prazo e na forma da
legislação, pedido de esclarecimento formulado pela autoridade adminis-
trativa, recusar-se a prestá-lo ou não prestar satisfatoriamente, a juízo
daquela autoridade;

c) quando se comprovar falsidade, erro ou omissão quanto a qualquer e-


lemento definido na legislação tributária como sendo de declaração obriga-
tória;

d) quando se comprovar omissão ou inexatidão, por parte da pessoa le-


galmente obrigada, nos casos de lançamento por homologação;

e) quando se comprovar ação ou omissão do sujeito passivo ou de tercei-


ro legalmente obrigado, que dê lugar à aplicação de penalidade pecuniária;

f) quando se comprovar que o sujeito passivo, ou terceiro em benefício


daquele, agiu com dolo, fraude ou simulação;

g) quando deva ser apreciado fato não conhecido ou não aprovado por
ocasião do lançamento;

h) quando se comprovar que, no lançamento anterior, ocorreu fraude ou fal-


ta funcional de autoridade que efetuou, ou omissão, pela autoridade, de ato
ou formalidade essencial;

i) nos demais casos expressamente designados neste Código ou em Lei


subsequente;

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II - lançamento aditivo, quando o lançamento original consignar dife-


rença a menor contra o fisco, em decorrência de erro de fato em qualquer
de suas fases de execução;

III - lançamento substitutivo, quando em decorrência de erro de fato,


houver necessidade de anulação do lançamento original, cujos defeitos o
invalidarem para todos os fins de direito.

Artigo 40 - O lançamento e suas alterações serão comunicados ao con-


tribuinte por qualquer uma das seguintes formas:

I - por notificação direta;

II - por publicação no órgão oficial do Município ou do Estado;

III - por publicação em órgão de imprensa local;

IV - por Edital afixado na Prefeitura;

V - por qualquer outra forma estabelecida na legislação tributária do Mu-


nicípio.

§ 1º - Quando o domicílio tributário do contribuinte localizar-se fora do terri-


tório do Município, a notificação, quando direta, considerar-se-á feita com
a remessa do aviso por via postal.

§ 2º - Na impossibilidade de se localizar pessoalmente o sujeito passivo,


quer através de entrega pessoal da notificação, quer através de sua
remessa por via postal, reputar-se-á efetuado o lançamento ou efetivadas
as suas alterações:

I - mediante comunicação publicada através de uma das seguintes for-


mas:

a) do órgão oficial do Município;

b) de qualquer órgão da imprensa local ou de comprovada circulação no


território do Município;

c) do órgão oficial do Estado;

II - mediante fixação de edital na Prefeitura.

Artigo 41 - A recusa do sujeito passivo em receber a comunicação do lan-


çamento ou a impossibilidade de localizá-lo pessoalmente ou através de

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via postal, não implica em dilatação de prazo concedido para o cumpri-
mento da obrigação tributária ou para a apresentação de reclamações ou
interposição de recursos.

Artigo 42 - É facultado à Fazenda Municipal o arbitramento de bases


tributárias, quando o montante das bases for desconhecido ou não for co-
nhecido com exatidão.

§ 1º - O arbitramento determinará, justificadamente, a base tributária


presumida.

§ 2º - O arbitramento a que se refere este artigo não prejudica a liquidez do


crédito tributário.

Subseção II
Da Fiscalização

Artigo 43 - Com a finalidade de obter elementos que lhe permitam verificar


a exatidão das declarações apresentadas pelos contribuintes e respon-
sáveis e determinar, com precisão, a natureza e o montante dos créditos
tributários, a Fazenda Municipal poderá:

I - exigir, a qualquer tempo, a exibição dos livros e comprovantes dos


atos e operações que constituam ou possam vir a constituir fato gerador de
obrigação tributária;

II - fazer inspeções, vistorias, levantamentos e avaliações nos locais e es-


tabelecimentos onde se exercerem atividades passíveis de tributação ou
nos bens que constituírem matéria tributável;

III - exigir informações escritas ou verbais;

IV - notificar o contribuinte ou responsável para comparecer à repartição


fazendária;

V - requisitar o auxílio de força policial, ou requerer ordem judicial,


quando indispensável à realização de diligências, inclusive inspeções
necessárias ao registro dos locais e estabelecimentos, assim como dos
bens e documentação dos contribuintes e responsáveis.

§ 1º - Os agentes fazendários, no exercício de suas atividades, poderão


ingressar nos estabelecimentos e demais locais onde se pratiquem ativi-
dades tributáveis a qualquer hora do dia e ou da noite, desde que os
mesmos estejam em funcionamento, ainda que somente em expediente
interno.

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§ 2º - Em caso de embaraço ou desacato no exercício da função, os a-
gentes fazendários, poderão requisitar o auxílio das autoridades policiais,
previsto no inciso V deste artigo, ainda que não se configure fato definido
em Lei como crime ou contravenção.

§ 3º - O disposto neste artigo aplica-se inclusive às pessoas naturais ou


jurídicas que gozem de imunidade ou sejam beneficiadas por isenções
ou quaisquer outras formas de suspensão ou exclusão do crédito tributário.

§ 4º - Para os efeitos da legislação tributária do município, não tem a-


plicação quaisquer disposições legais excludentes ou limitativas do di-
reito de examinar mercadorias, livros, arquivos, documentos, papéis e
efeitos comerciais e ou fiscais dos comerciantes, industriais ou produto-
res, ou da obrigação destes de exibí-los.

Artigo 44 - Mediante intimação escrita, são obrigados a prestar à Fazen-


da Municipal todas as informações de que disponham, com relação aos
bens, negócios ou atividades de terceiros:

I - os tabeliães, escrivães e demais serventuários de ofício;

II - os bancos, casas bancárias, caixas econômicas e demais institui-


ções financeiras;

III - as empresas de administração de bens;

IV - os corretores, leiloeiros e despachantes oficiais;

V - os inventariantes;

VI - os síndicos, comissários e liquidatários;

VII - os inquilinos e os titulares dos direitos de usufruto, uso ou habita-


ção;

VIII - os síndicos ou qualquer dos condôminos nos casos de propriedade


em condomínio;

IX - os responsáveis por repartições do Governo Federal, Estadual ou


Municipal, da Administração direta ou indireta;
X - os responsáveis por cooperativas, associações desportivas e entida-
des de classe;

XI - quaisquer outras entidades ou pessoas que em razão de seu cargo,


ofício, função, ministério, atividade ou profissão detenham em seu poder,

23
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a qualquer título e de qualquer forma, informações sobre bens, negó-
cios, ou atividades de terceiros.

Parágrafo Único - A obrigação prevista neste artigo não abrange a presta-


ção de informações quanto a fatos sobre os quais o informante esteja
legalmente obrigado a observar segredo em razão de cargo, ofício, fun-
ção, ministério, atividade ou profissão.

Artigo 45 - Sem prejuízo do disposto na legislação criminal é vedada a


divulgação, por qualquer meio e para qualquer fim, por parte do fisco ou
de seus funcionários, de qualquer informação obtida em razão do ofício,
sobre a situação econômica ou financeira dos sujeitos passivos ou de ter-
ceiros e sobre a natureza e o estado dos seus negócios ou atividades.

Parágrafo Único - Excetuam-se do disposto neste artigo, unicamente:

I - a prestação de mútua assistência para a fiscalização dos tributos respec-


tivos e a permuta de informações entre órgãos federais, estaduais e
municipais, nos termos do artigo 199 do Código Tributário Nacional;

II - os casos de requisição regular da autoridade judiciária, no interesse


da Justiça.

Artigo 46 - O município poderá instituir livros e registros obrigatórios


de bens, serviços e operações tributáveis, a fim de apurar os elementos
necessários ao seu lançamento e fiscalização.

Parágrafo Único - O regulamento disporá sobre a natureza e as carac-


terísticas dos livros e registros de que trata este artigo.

Artigo 47 - A autoridade administrativa que proceder ou presidir a quais-


quer diligências de fiscalização lavrará os termos necessários para que se
documente o início do procedimento fiscal, na forma da legislação aplicá-
vel, que fixará o prazo máximo para a conclusão daquelas.

Parágrafo Único - Os termos a que se refere este artigo serão lavrados,


sempre que possível, em um dos livros fiscais exibidos; quando lavrado
em separado, deles se entregará a pessoa sujeita à fiscalização, cópia
autenticada pela autoridade que proceder ou presidir a diligência.

Subseção III
Da Cobrança e Recolhimento

Artigo 48 - A cobrança e o recolhimento dos tributos far-se-ão na forma


e nos prazos estabelecidos no regulamento, e nas Leis subsequentes.

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Artigo 49 - Aos créditos tributários do Município aplicam-se as normas de
correção monetária estabelecidas na Lei Federal n. 4.357, de 16 de julho de
1964.

Artigo 50 - Nenhum recolhimento de tributo ou penalidade pecuniária


será efetuado sem que se expeça a competente guia ou conhecimento, na
forma estabelecida em Regulamento.

Parágrafo Único - No caso de expedição fraudulenta de guias ou co-


nhecimentos, responderão civil, criminal e administrativamente, os ser-
vidores que os houverem subscrito, emitido ou fornecido.

Artigo 51 - O pagamento não importa em quitação do crédito fiscal, valendo


recibo somente como prova do recolhimento da importância nele referida,
continuando o contribuinte obrigado a satisfazer quaisquer diferenças que
vierem a ser posteriormente apuradas.

Artigo 52 - Na cobrança a menor de tributo ou penalidade pecuniária


respondem solidariamente tanto o servidor responsável pelo erro quanto o
sujeito passivo, cabendo àquele o direito regressivo de reaver deste o total
do desembolso.

Artigo 53 - O Prefeito poderá firmar convênios com estabelecimentos


bancários, oficiais ou não, com sede, agência ou escritório no território do
Município, visando ao recebimento de tributos e penalidades pecuniárias,
vedada a atribuição de qualquer parcela da arrecadação a título de re-
muneração, bem como visando ao recebimento de juros desses depósi-
tos.

Parágrafo Único - O regulamento disporá sobre o sistema de arreca-


dação de tributos através de rede bancária, podendo autorizar, em casos
especiais, a inclusão, no convênio, de estabelecimentos bancários com
sede, agência ou escritório em locais fora do território do Município, quan-
do o número de contribuintes neles domiciliados justificar tal medida.

Subseção IV
Da Restituição

Artigo 54 - As quantias devidamente recolhidas em pagamento de crédi-


tos tributários serão restituídas no todo ou em parte, independentemen-
te de prévio protesto do sujeito passivo e seja qual for a modalidade do
pagamento, nos seguintes casos:

I - cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que


o devido, em face da legislação tributária aplicável ou da natureza ou cir-
cunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido;

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II - erro na identificação do sujeito passivo, na determinação de alíquota
aplicável, no cálculo do montante do débito ou na elaboração ou confe-
rência de qualquer documento relativo ao pagamento;

III - reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória.

Artigo 55 - A restituição total ou parcial de tributos dá lugar à restituição,


na mesma proporção, dos juros de mora, penalidades pecuniárias e demais
acréscimos legais a eles relativos.

Parágrafo Único - O disposto neste artigo não se aplica às infrações de


caráter formal, que não são afetadas pela causa assecuratória da restitui-
ção.

Artigo 56 - A restituição de tributos que comportar, pela sua natureza,


transferência do respectivo encargo financeiro, somente poderá ser feita a
quem provar haver assumido o referido encargo ou, no caso de tê-lo
transferido a terceiro, estar por ele expressamente autorizado a recebê-la.

Artigo 57 - O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso


do prazo de 05 (cinco) anos, contados:

I - nas hipóteses dos incisos I e II do artigo 54, da data da extinção do cré-


dito tributário;

II - na hipótese do inciso III, do artigo 54, da data em que se tornar defini-


tiva a decisão administrativa ou passar em julgado a decisão judicial que
tenha reformado, anulado, revogado ou reincidido a ação condenatória.

Artigo 58 - Prescreve em 02 (dois) anos a ação anulatória da decisão


administrativa que denegar a restituição.

Parágrafo Único - O prazo de prescrição é interrompido pelo início da


ação judicial, recomeçando o seu curso, por metade, a partir da data da
intimação validamente feita ao representante judicial da Fazenda Munici-
pal.

Seção IV
Da Suspensão do Crédito Tributário

Subseção I
Das Modalidades de Suspensão

Artigo 59 - Suspendem a exigibilidade do crédito tributário:

I - a moratória;

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II - o depósito do seu montante integral;

III - as reclamações e os recursos, nos termos definidos na Parte Processu-


al, Título II deste Código;

IV - a concessão de medida liminar em mandado de segurança.

Parágrafo Único - A suspensão da exigibilidade do crédito tributário não


dispensa o cumprimento das obrigações acessórias dependentes da o-
brigação principal cujo crédito seja suspenso, ou dela consequentes.

Subseção II
Da Moratória

Artigo 60 - Constitui moratória a concessão de novo prazo ao sujeito


passivo, após o vencimento do prazo originalmente assinalado para paga-
mento do crédito tributário.

§ 1º - A moratória somente abrange os créditos definitivamente constituí-


dos à data da Lei ou do despacho que a conceder, ou cujo lançamento já
tenha sido iniciado naquela data por ato regularmente notificado ao sujeito
passivo.

§ 2º - A moratória não aproveita os casos de dolo, fraude ou simulação


do sujeito passivo ou de terceiros em benefício daquele.

Artigo 61 - A moratória somente poderá ser concedida:

I - em caráter geral, por Lei que pode circunscrever expressamente a


sua aplicabilidade a determinada região do território do Município ou a
determinada classe ou categoria de sujeitos passivos;

II - em caráter individual, por despacho da autoridade administrativa, a


requerimento do sujeito passivo.

Artigo 62 - A Lei que conceder moratória em caráter geral ou o despacho


que a conceder em caráter individual obedecerão aos seguintes requisi-
tos:

I - na concessão em caráter geral, a Lei especificará o prazo de duração


do favor e, sendo o caso:

a) os tributos a que se aplica;

b) o número de prestação e os seus vencimentos;

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II - na concessão em caráter individual, o regulamento especificará as


formas e as garantias para a concessão do favor;

III - o número de prestações não excederá a 36 (trinta e seis) e o seu


vencimento será mensal e consecutivo, vencendo juros de mora de 1%
(um por cento) ao mês ou fração;

IV - a falta de pagamento de 03 (três) prestações consecutivas implicará


no cancelamento automático do parcelamento, independentemente de
prévio aviso ou notificação, promovendo-se de imediato a inscrição do
saldo devedor na dívida ativa, para cobrança executiva.

Artigo 63 - A concessão de moratória em caráter individual não gera direito


adquirido e será revogada de ofício, sempre que se apure que o benefici-
ado não satisfazia ou deixou de satisfazer as condições ou não cumpriu
ou deixou de cumprir os requisitos para a concessão do favor, cobrando-se
o crédito de juros de mora:

I - com a imposição da penalidade cabível, nos casos de dolo, fraude ou


simulação do beneficiado ou de terceiro em benefício daquele;

II - sem imposição de penalidades, nos demais casos.

§ 1º - No caso do inciso I deste artigo, o tempo decorrido entre a concessão


da moratória e sua revogação não se computa para efeito de prescrição do
direito à cobrança do crédito.

§ 2º - No caso do inciso II deste artigo, a revogação só pode ocorrer an-


tes de prescrito o referido direito.

Subseção III
Do Depósito

Artigo 64 - O sujeito passivo poderá efetuar o depósito do montante


integral da obrigação tributária:

I - quando preferir o depósito à consignação judicial prevista no artigo


84 deste Código;

II - para atribuir efeito suspensivo:

a) à consulta formulada na forma dos artigos 10 e 11 deste Código;

b) à reclamação e à impugnação referentes à Contribuição de Melhoria;

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c) a qualquer outro ato por ele impetrado, administrativa ou judicialmente,
visando a modificação, extinção ou exclusão, total ou parcial, da obriga-
ção tributária.

Artigo 65 - A legislação tributária poderá estabelecer hipóteses de obriga-


toriedade de depósito prévio:

I - para garantia de instância, na forma prevista nas Normas Processu-


ais deste Código, Título II;

II - como garantia a ser oferecida pelo sujeito passivo, nos casos de com-
pensação;

III - como compensação por parte do sujeito passivo, nos casos de tran-
sação;

IV - em qualquer outras circunstâncias nas quais se fizer necessário res-


guardar os interesses do fisco.

Artigo 66 - A importância a ser depositada corresponderá ao valor integral


do crédito tributário, apurado:

I - pelo fisco, nos casos de:

a) lançamento direto;

b) lançamento por declaração;

c) alteração ou substituição do lançamento original, qualquer que tenha


sido a sua modalidade;

d) aplicação de penalidades pecuniárias;

II - pelo próprio sujeito passivo, nos casos de:

a) lançamento por homologação;

b) retificação da declaração, nos casos de lançamento por declaração, por


iniciativa do próprio declarante;

c) confissão espontânea da obrigação, antes do início de qualquer proce-


dimento fiscal;

III - na decisão administrativa desfavorável no todo ou em parte, ao sujei-


to passivo;

29
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IV - mediante estimativa ou arbitramento procedido pelo fisco, sempre
que não puder ser determinado o montante integral do crédito tributário.

Artigo 67 - Considerar-se-á suspensa a exigibilidade do crédito tributário


a partir da data da efetivação do depósito na Tesouraria da Prefeitura,
observando o disposto no artigo seguinte.

Artigo 68 - O depósito poderá ser efetuado nas seguintes modalidades:

I - em moeda corrente no País;

II - por cheque;

III - por vale postal.

§ 1º - O depósito efetuado por cheque somente suspende a exigibilidade


do crédito tributário após o resgate dele pelo sacado.

§ 2º - A legislação tributária pode exigir, nas condições que estabelecer,


que os cheques entregues para depósito, objetivando a suspensão de
exigibilidade do crédito tributário, sejam previamente visados pelos estabe-
lecimentos bancários sacados.

Artigo 69 - Cabe ao sujeito passivo, por ocasião da efetivação do depó-


sito, especificar qual o crédito tributário ou a parcela do crédito tributário
quando este for exigido em prestação, abrangido pelo depósito.

Parágrafo Único - A efetivação do depósito não importa em suspensão de


exigibilidade do crédito tributário:

I - quando parcial, das prestações vincendas em que tenha sido composto;

II - quando total, de outros créditos referentes ao mesmo ou a outros tribu-


tos ou penalidades pecuniárias.

Subseção IV
Da Cessação do Efeito Suspensivo

Artigo 70 - Cessam os efeitos suspensivos relacionados com a exigibi-


lidade do crédito tributário:
I - pela extinção do crédito tributário por qualquer das formas previstas no
artigo 71;

II - pela exclusão do crédito tributário por qualquer das formas previstas no


artigo 86;

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III - pela decisão administrativa desfavorável no todo ou em parte, ao sujei-
to passivo;

IV - pela cassação da medida liminar concedida em mandado de seguran-


ça.

Seção V
Da Extinção do Crédito Tributário

Subseção I
Das Modalidades de Extinção

Artigo 71 - Extinguem o crédito tributário:

I - o pagamento;

II - a compensação;

III - a transação;

IV - a remissão;

V - a prescrição e a decadência;

VI - a conversão do depósito em renda;

VII - o pagamento antecipado e a homologação do lançamento, nos ter-


mos do disposto neste Código;

VIII - a consignação em pagamento, quando julgada procedente nos ter-


mos do disposto neste Código;

IX - a decisão administrativa irreformável, assim entendida e definitiva na


órbita administrativa, que não mais possa ser objetivo de ação anulatória;

X - a decisão judicial passada em julgado.

Subseção II
Do Pagamento

Artigo 72 - A legislação tributária fixará as formas e os prazos para pa-


gamento dos tributos de competência do Município e das penalidades
pecuniárias aplicadas por infração a sua legislação tributária.

Artigo 73 - O crédito não integralmente pago no vencimento será acres-


cido de juros de mora de 1% (um por cento) ao mês ou fração, seja qual for
o motivo determinante da falta, sem prejuízo:

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I - da imposição das penalidades cabíveis;

II - da correção monetária do débito, na forma estabelecida neste Código;

III - da aplicação de quaisquer medidas de garantias previstas na legis-


lação tributária municipal.

Artigo 74 - O pagamento poderá ser efetuado por qualquer das seguin-


tes modalidades:

I - em moeda corrente no País;

II - por cheque;

III - por vale postal.

§ 1º - O crédito pago por cheque somente considerar-se-á extinto com o


resgate dele pelo sacado.

§ 2º - Poderá ser exigido nas condições estabelecidas pela legislação tribu-


tária, que os cheques sejam previamente visados pelos respectivos es-
tabelecimentos bancários contra os quais forem emitidos.

Artigo 75 - O pagamento de um crédito tributário não importa em presun-


ção de pagamento:

I - quando parcial, das prestações em que se decompõe;

II - quando total, de outros créditos referentes ao mesmo ou a outros tribu-


tos ou penalidades pecuniárias.

Subseção III
Da Compensação

Artigo 76 - A Lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular,


ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, auto-
rizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos,
vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Municipal.
Subseção IV
Da Transação

Artigo 77 - O Poder Executivo, autorizado por Lei, poderá celebrar tran-


sação que, mediante concessões mútuas, importe em prevenir ou ter-
minar litígio e, consequentemente, em extinguir o crédito tributário a ele re-
ferente.

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Parágrafo Único - O regulamento estipulará as condições e as garanti-


as sob as quais dar-se-á a transação, indicando a autoridade competente
para autorizar a transação em cada caso.

Subseção V
Da Remissão

Artigo 78 - A Lei pode autorizar o Poder Executivo a conceder, por des-


pacho fundamentado, remissão total ou parcial do crédito tributário, aten-
dendo:

I - à situação econômica do sujeito passivo;

II - ao erro ou ignorância escusáveis do sujeito passivo, quanto à matéria


de fato;

III - à diminuta importância do crédito tributário;

IV - às considerações de equidade em relação às características pessoais


ou materiais do caso;

V - as condições peculiares a determinada região do território do Municí-


pio.

Parágrafo Único - O despacho referido neste artigo não gera direito


adquirido, aplicando-se, quando cabível, o disposto no artigo 62.

Subseção VI
Da Prescrição

Artigo 79 - A ação para cobrança do crédito tributário prescreve em 05


(cinco) anos, contados da data de sua constituição definitiva.

Parágrafo Único - A prescrição se interrompe:

I - pela citação pessoal feita ao devedor;

II - pelo protesto judicial;


III - por qualquer ato judicial;

IV - por qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe em


reconhecimento do débito pelo devedor.

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Estado de São Paulo
Artigo 80 - Ocorrendo a prescrição e não tendo sido ela interrompida na
forma do parágrafo único do artigo anterior, abrir-se-á inquérito administrati-
vo para apurar as responsabilidades na forma da Lei.

§ 1º - Constitui falta de exação no cumprimento do dever deixar o servidor


municipal prescrever débitos tributários sob sua responsabilidade.

§ 2º - O servidor municipal, qualquer que seja o seu cargo ou função e


independentemente do vínculo empregatício ou funcional com o Governo
do Município, responderá civil, criminal e administrativamente pela pres-
crição de débitos tributários sob sua responsabilidade, cumprindo-lhe in-
denizar o Município no valor dos débitos prescritos.

Subseção VII
Da Decadência

Artigo 81 - O direito da Fazenda Municipal de constituir o crédito tribu-


tário, extinguir-se-á em 05 (cinco) anos, contados:

I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento de-


veria ter sido efetuado;

II - da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado,


por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado.

§ 1º - O direito a que se refere este artigo extingue-se definitivamente com


decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada
a constituição do crédito pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer
medida preparatória indispensável ao lançamento.

§ 2º - Ocorrendo a decadência, aplicam-se as normas do artigo 80 e seus


parágrafos, no tocante às apurações de responsabilidade e a caracteriza-
ção da falta.

Subseção VIII
Da Conversão do Depósito em Renda

Artigo 82 - Extingue o crédito tributário a conversão em renda, de depósito


em dinheiro previamente efetuado pelo sujeito passivo:

I - para garantia de instância;


II - em decorrência de qualquer outra exigência da legislação tributária.

§ 1º - Convertido o depósito em renda, o saldo porventura apurado contra


ou a favor do fisco será exigido ou restituído na seguinte forma:

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I - a diferença contra a Fazenda Municipal será exigida através de notifi-
cação direta, publicada ou entregue pessoalmente ao sujeito passivo, na
forma e nos prazos previstos em regulamento;

II - o saldo a favor do contribuinte será restituído de ofício, independen-


temente de prévio protesto na forma estabelecida para as restituições
totais ou parciais do crédito tributário.

§ 2º - Aplicam-se à conversão do depósito em renda as regras de imputa-


ção do pagamento, estabelecidas no artigo 68 deste Código.

Subseção IX
Da Homologação do Lançamento

Artigo 83 - Extingue-se o crédito tributário a homologação do lançamen-


to, na forma do inciso II do artigo 38, observadas as disposições dos
seus parágrafos 2., 3. e 4.

Subseção X
Da Consignação em Pagamento

Artigo 84 - Ao sujeito passivo é facultado consignar judicialmente a impor-


tância do crédito tributário nos casos:

I - de recusa de recebimento, ou subordinação deste ao pagamento de


outro tributo ou penalidade ou ao cumprimento de obrigação acessória;

II - de subordinação do recebimento ao cumprimento de exigência ad-


ministrativa sem fundamento legal;

III - de exigência, por mais de uma pessoa de direito público, de tributo


idêntico sobre o mesmo fato gerador.

§ 1º - A consignação só pode versar sobre o crédito que o consignante


se propuser a pagar.

§ 2º - Julgada procedente a consignação, o pagamento se reputa efetua-


do e a importância consignada convertida em renda; julgada improcedente
a consignação, no todo ou em parte, cobrar-se-á o crédito acrescido de
juros de mora de 1% (um por cento) ao mês ou fração, sem prejuízo de a-
plicação das penalidades cabíveis.
§ 3º - Na conversão da importância consignada em renda, aplicam-se as
normas dos parágrafos 1. e 2. do artigo 82 deste Código.

Subseção XI
Das Demais Modalidades de Extinção

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Artigo 85 - Extingue o crédito tributário a decisão administrativa ou judicial,


que expressamente:

I - declare a irregularidade de sua constituição;

II - reconheça a inexistência da obrigação que lhe deu origem;

III - exonere o sujeito passivo do cumprimento da obrigação;

IV - declare a incompetência do sujeito ativo para exigir o cumprimento da


obrigação.

§ 1º- Somente extingue o crédito tributário a decisão administrativa irre-


formável, assim entendida a definitiva na órbita administrativa, que não
mais possa ser objeto de ação anulatória, bem como a decisão judicial
passada em julgado.

§ 2º - Enquanto não tornada definitiva a decisão administrativa ou passada


em julgado a decisão judicial, continuará o sujeito passivo obrigado
nos termos da legislação tributária, ressalvadas as hipóteses de suspen-
são da exigibilidade do crédito, previstas neste Código.

Seção VI
Da Exclusão do crédito tributário

Subseção I
Das Modalidades de Exclusão

Artigo 86 - Excluem o crédito tributário:

I - a isenção;

II - a anistia.

Parágrafo Único - A exclusão do crédito tributário não dispensa


o cumprimento das obrigações acessórias dependentes da obrigação prin-
cipal, cujo crédito seja excluído, ou dela consequentes.

Subseção II
Da Isenção

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Artigo 87 - Isenção é a dispensa do pagamento de um tributo, em virtude
de disposições expressas neste Código ou em Lei Municipal subsequente.

Parágrafo Único - A isenção concedida expressamente para determina-


do tributo, não se aproveita aos demais, não sendo também extensiva a
outros instituídos posteriormente à sua concessão.

Artigo 88 - A isenção pode ser:

I - em caráter geral, concedida por Lei, que pode circunscrever expres-


samente a sua aplicabilidade a determinada região do território do Municí-
pio;

II - em caráter individual, efetivada por despacho da autoridade admi-


nistrativa, em requerimento no qual o interessado fizer prova do pre-
enchimento das condições e do cumprimento dos requisitos previstos
em Lei ou contrato para a sua concessão.

§ 1º - Tratando-se de tributo lançado por período certo de tempo, o despa-


cho a que se refere o inciso II deste artigo deverá ser renovado antes da
expedição de cada período, cessando automaticamente os seus efeitos a
partir do primeiro dia do período para o qual o interessado deixou de pro-
mover a continuidade do reconhecimento da isenção.

§ 2º - O despacho a que se refere o inciso II deste artigo, bem como as


renovações a que alude o parágrafo anterior, não geram direito adquiri-
do, aplicando-se, quando cabível, a regra do artigo 63.

Artigo 89 - A concessão de isenção por Leis especiais apoiar-se-á sempre


em fortes razões de ordem pública ou de interesse do Município e não
poderá ter caráter pessoal.

Parágrafo Único - Entende-se como favor pessoal não permitindo a con-


cessão, em Lei, de isenção de tributos a determinada pessoa física ou
jurídica.

Subseção III
Da Anistia

Artigo 90 - A anistia, assim entendido o perdão das infrações cometidas


e a consequente dispensa do pagamento das penalidades pecuniárias a
elas relativas, abrange exclusivamente as infrações cometidas anterior-
mente à vigência da Lei que a conceder, não se aplicando:
I - aos atos com dolo, fraude ou simulação pelo sujeito passivo ou por
terceiro em benefício daquele;

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II - aos atos qualificados como crime de sonegação fiscal, nos termos da
Lei Federal n. 4.729, de 14 de julho de 1965;

III - às infrações resultantes do conluio entre duas ou mais pessoas natu-


rais ou jurídicas.

Artigo 91 - A Lei que conceder anistia poderá fazê-la:

I - em caráter geral;

II - limitadamente:

a) às infrações de legislação relativa a determinado tributo;

b) às infrações punidas com penalidades pecuniárias até determinada


importância, conjugadas ou não com penalidades de outra natureza;

c) à determinada região do território do Município, em função das condi-


ções a ela peculiares;

d) sob condição do pagamento do tributo no prazo fixado pela Lei que


a conceder, ou cuja fixação seja atribuída pela Lei à autoridade administra-
tiva.

§ 1º - A anistia, quando não concedida em caráter geral, é efetivada em


cada caso, por despacho do Prefeito Municipal, em requerimento no qual
o interessado faça prova do preenchimento das condições e do cumpri-
mento dos requisitos previstos em Lei para a sua concessão.

§ 2º - O despacho referido neste artigo, não gera direito adquirido, apli-


cando-se quando cabível, à regra do artigo 63.

Artigo 92 - A concessão da anistia dá a infração por não cometida e, por


conseguinte, a infração anistiada não constitui antecedentes para efeito
de imposição ou graduação de penalidades por outras infrações de qual-
quer natureza a ela subsequentes, cometidas pelo sujeito passivo benefici-
ado por anistia anterior.

Capítulo V
Da Dívida Ativa

Artigo 93 - Constitui dívida ativa tributária do Município a proveniente


de Impostos e Taxas, Contribuições de Melhoria, Preços Públicos e
Multa de qualquer natureza, decorrentes de quaisquer infrações à legis-
lação tributária, regularmente inscrita na repartição administrativa compe-

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tente, depois de esgotado o prazo fixado para pagamento, pela legisla-
ção tributária ou por decisão final proferida em processo regular.

Artigo 94 - A dívida ativa tributária regularmente inscrita goza da presun-


ção de certeza e liquidez e tem o efeito de prova pré-constituída.

§ 1º - A presunção a que se refere este artigo é relativa e pode ser aludida


por prova inequívoca, a cargo do sujeito passivo ou de terceiro que a apro-
veite.

§ 2º - A fluência de juros de mora e a aplicação de índice de correção


monetária não excluem a liquidez do crédito.

Artigo 95 - O registro de inscrição da Dívida Ativa, autenticado pela auto-


ridade competente, indicará obrigatoriamente:

I - o nome do devedor e, sendo o caso, os dos co-responsáveis, bem


como, sempre que possível, o domicílio ou a residência de um e de outros;

II - a quantia devida e a maneira de calcular os juros de mora acrescidos;

III - a origem e a natureza do crédito, mencionando especificamente a dis-


posição legal em que esteja fundado;

IV - a data em que foi inscrita;

V - o número do processo administrativo de que se originou o crédito, se


for o caso.

§ 1º - A certidão da dívida ativa conterá, além dos elementos previstos


neste artigo, a indicação do livro e da folha de inscrição.

§ 2º - As dívidas relativas ao mesmo devedor, desde que conexas ou con-


sequentes, poderão ser englobadas na mesma certidão.

§ 3º - Na hipótese do parágrafo anterior, a ocorrência de qualquer forma de


suspensão, extinção, ou exclusão de crédito tributário não invalida a certi-
dão nem prejudica os demais débitos objetos da cobrança.

§ 4º - O registro da dívida ativa e a expedição das certidões poderão ser


feitos, a critério da Administração, através de sistema eletrônico ou me-
cânico com a utilização de fichas e róis em folhas soltas, desde que aten-
dam aos requisitos estabelecidos neste artigo.

Artigo 96 - A cobrança da dívida ativa tributária do Município será proce-


dida:

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I - por via amigável, quando processada pelos órgãos administrativos com-


petentes;

II - por via judicial, quando processada pelos órgãos judiciários.

Parágrafo Único - As duas vias a que se refere este artigo são indepen-
dentes uma da outra, podendo a Administração, quando o interesse da
Fazenda assim o exigir, providenciar imediatamente a cobrança judicial da
dívida, mesmo que não tenha dado início ao procedimento amigável, ou
ainda proceder simultaneamente aos dois tipos de cobrança.

Artigo 97 - O pagamento dos débitos arrolados em Dívida Ativa poderá


ser feito parceladamente em até vinte e quatro meses, desde que preen-
chidos os seguintes requisitos: (Redação dada pela Lei Complementar nº 440 e
alterada pela Lei Complementar 485, de 05/03/99).

I – total dos débitos inscritos não inferior a vinte e cinco UFIRs;

II – prestação mensal do parcelamento concedido não inferior a treze UFIRs;

III – pagamento da primeira parcela no ato da solicitação do parcelamento.

Parágrafo Único: A partir da terceira parcela em atraso, torna-se sem efeito


o parcelamento, independente de prévio aviso ou notificação, e o saldo de-
vedor da Dívida Ativa ficará sujeito a imediata execução fiscal.

Capítulo VI
Da Prova De Inexistência Do Débito Tributário
Das Certidões Negativas

Artigo 98 - A prova de inexistência do débito tributário será feita por


certidão negativa, com os efeitos estabelecidos no artigo 1.137 e seu
parágrafo único, combinado com o artigo 677 e seu parágrafo único do
Código Civil, expedida à vista de requerimento do interessado, que con-
tenha todas as informações necessárias e regulamentares, e especifi-
camente relativas à identificação da pessoa do requerente, domicílio fis-
cal, ramo de negócio ou atividade, indicando, ainda, o período a que se
refere o pedido.

Artigo 99 - A certidão negativa será sempre expedida nos termos em que


tenha sido requerida e será fornecida dentro de 10 (dez) dias da data da
entrada do requerimento na repartição, sob pena de responsabilidade fun-
cional.
§ 1º - Tem o mesmo efeito previsto no artigo anterior, a certidão de que
constar a existência de créditos não vencidos, pendentes de decisão de
defesa ao recurso administrativo, em curso de cobrança judicial executiva,

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em que tenha sido garantido o Juízo, ou cuja exigibilidade esteja suspensa
por procedimento judicial específico, fazendo-se anotar, necessariamente,
nesses casos, as devidas ressalvas.

§ 2º - Havendo débito em aberto, sem a ocorrência de qualquer das hipó-


teses do parágrafo anterior, a certidão será indeferida e o pedido arqui-
vado, se dentro do prazo fixado no "caput" deste artigo.

Artigo 100 - A certidão negativa expedida com dolo, fraude ou simula-


ção, que contenha erro contra a Fazenda Municipal responsabilizando, pes-
soalmente, o funcionário que a expediu, pelo pagamento do crédito tribu-
tário, correção monetária e juros de mora acrescido.

Parágrafo Único - O disposto neste artigo não exclui a responsabilidade


civil, criminal e administrativa que couber e é extensiva a quantos colabo-
rem, por ação ou omissão, no erro contra a Fazenda Municipal.

Artigo 101 - A venda, cessão, transferência ou qualquer forma de trans-


missão onerosa, de estabelecimento comercial, industrial, prestador de
serviços, produtor ou de bens imóveis, não poderá efetuar-se sem que
conste do título respectivo, a apresentação da certidão negativa de tribu-
tos municipais a que estiverem sujeitos estes estabelecimentos, sem
prejuízo da responsabilidade solidária do adquirente, cessionário, suces-
sor ou quem quer que os tenha recebido em transmissão.

Artigo 102 - Sem prova, por certidão negativa, ou por declaração de isen-
ção ou de reconhecimento de imunidade relativas aos tributos ou a
quaisquer outros ônus em relação ao imóvel até o ano da operação in-
clusive, os escrivães, tabeliães e oficiais de registro não poderão lavrar,
inscrever, transcrever ou averbar quaisquer atos ou contratos relativos a
imóveis.

Parágrafo Único - A certidão será obrigatoriamente referida nos atos e


contratos de que trata este artigo.

Artigo 103 - A expedição da certidão negativa não impede a cobrança


de débito anterior, posteriormente apurado.

Capítulo VII
Das Infrações e Penalidades

Artigo 104 - Constitui infração a ação ou omissão, voluntária ou


não, que importe na inobservância, por parte do sujeito passivo ou de
terceiros, de normas estabelecidas na legislação tributária municipal.

Artigo 105 - Os infratores sujeitam-se às seguintes penalidades:

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I - aplicação de multas;

II - sujeição a sistema especial de fiscalização;

III - proibição de transacionar com os órgãos integrantes da Administração


direta e indireta do município.

Parágrafo Único - A imposição de penalidades:

I - não exclui:

a) o pagamento do tributo;

b) a fluência de juros de mora;

c) a correção monetária do débito;

II - não exime o infrator:

a) do cumprimento da obrigação tributária acessória;

b) de outras sanções cíveis, administrativas ou criminais que couberem.

Artigo 106 - As multas cujos montantes não estiverem expressamente


fixadas neste código serão graduadas pela autoridade administrativa com-
petente, observadas as disposições e os limites nele fixados.

Parágrafo Único - Na imposição e na graduação da multa, levar-se-


á em conta:

I - a menor ou a maior gravidade da infração;

II - as circunstâncias atenuantes ou agravantes;

III - os antecedentes do infrator com relação às disposições da legislação


tributária, observado o disposto no artigo 91.

Artigo 107 - As infrações serão punidas com as seguintes multas:

I - quando ocorrer atraso no pagamento de tributo:


a) multa de dezesseis centésimos por cento ao dia, aplicada dentro dos
primeiros trinta dias após o vencimento, e de cinco por cento após aque-
le período, desconsiderando-se a multa diária. (Redação dada pela Lei Com-
plementar nº 360 e alteradas pelas Leis Complementares nºs 485, 30/12/98 e 500,
de 16/06/99).

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II - quando se tratar do não cumprimento de obrigação tributária aces-
sória, da qual resulte a falta de pagamento do tributo no todo ou em par-
te: multa de oitenta a trezentos UFIRs; (Redação dada pela Lei Complementar
485, de 05/03/99).

III - quando ocorrer falta de pagamento ou recolhimento a menor, após o


início do procedimento fiscal, multa de vinte e cinco por cento do valor do
tributo devido; (Redação dada pela Lei Complementar 485, de 05/03/99).

IV - em caso de sonegação fiscal e independentemente da ação criminal


que couber: multa de 100% (cem por cento) do tributo devido e sonegado.
(Redação dada pela Lei Complementar 485, de 05/03/99).

Artigo 108 - As infrações às normas relativas ao tributo sujeitam o infrator


às seguintes penalidades: (Redação dada pela Lei Complementar nº 440, de
23/12/97)

I - infrações relativas à inscrição e alterações cadastrais:

a) multa de quinhentas UFIR's, aos que deixarem de efetuar na forma e


prazos regulamentares, a inscrição inicial, as alterações de dados ca-
dastrais ou o encerramento de atividade quando a infração for apurada
através de ação fiscal ou denunciada após o seu início;

b) multa de duzentas e cinquenta UFIR's, aos contribuintes que promove-


rem alterações de dados cadastrais ou encerramento de atividade,
quando ficar evidenciado não terem ocorrido as causas que ensejarem es-
sas modificações cadastrais;

II - as infrações relativas aos livros destinados à escrituração do refe-


rido tributo e a qualquer outro livro fiscal que deva conter o valor do mes-
mo, quando apuradas através de ação fiscal ou denunciadas após o seu
início, nos casos em que não houver sido recolhido, integralmente, o tributo
correspondente ao período de infração:

a) a multa de cento e cinquenta UFIR's aos que não possuírem os li-


vros, ou ainda, aos que os possuem, mas não estejam devidamente escri-
turados, na conformidade das disposições regulamentares;

b) multa de oitenta UFIR's aos que possuindo os livros devidamente au-


tenticados, não efetuarem a escrituração nos prazos regulamentares;
c) multa de sessenta UFIR's aos que escriturarem, ainda que na forma e
prazos regulamentares, livros não autenticados nas conformidades das
disposições regulamentares;

III - infrações relativas aos livros destinados à escrituração, ou a qualquer


outro livro fiscal deva conter o valor do tributo quando apuradas através

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Estado de São Paulo
de ação fiscal ou denunciadas após seu início, nos casos em que houver
sido recolhido, integralmente, o tributo correspondente ao período da
infração:

a) multa de cem UFIR's aos que não possuírem os livros, ou ainda, que
possuam, mas que não estejam devidamente escriturados e autentica-
dos, na conformidade das disposições regulamentares;

b) multa de setenta e cinco UFIR's aos que possuem livros devidamente


autenticados, e não efetuarem a escrituração nos prazos regula-mentares;

c) multa de cinquenta UFIR's aos que escriturarem, ainda que na forma


e prazos regulamentares, livros não autenticados na co-formidade das
disposições regulamentares;

IV - infrações relativas à fraude, adulteração, extravio ou inutilização de


livros fiscais:

a) multa de duzentas e cinquenta UFIR's quando se tratar dos livros des-


tinados à escrituração das operações referentes ao tributo ou qualquer
outro livro que deva conter o valor do referido tributo;

b) multa de cem UFIR's, por livro, nos demais casos;

V - infrações relativas aos documentos fiscais:

a) multa de cinquenta UFIR's, por lote impresso, aos que mandarem im-
primir documento fiscal sem a correspondente autorização para impres-
são;

b) multa de cem UFIR's, por lote impresso, aos que imprimirem docu-
mentos fiscais, para si ou para terceiros, sem a correspondente autori-
zação para impressão;

c) multa de cinquenta UFIR's aos que obrigados ao pagamento do tributo,


deixarem de umitir ou fizerem com importância diversa do valor da operação
adulterarem, extraviarem ou inutilizarem nota fiscal ou outro documento pre-
visto em regulamento;

VI - infrações relativas à ação fiscal: multa de duzentas e cinquenta UFIR's,


aos que recusarem a exibição de livros ou documentos fiscais, embara-
çarem a ação fiscal ou sonegarem documentos para a apuração de exati-
dão do tributo devido ou da fixação de estimativas;

VII - infrações relativas às declarações: multa de cento e cinte UFIR's,


aos que deixarem de apresentar quaisquer declarações a que obriga-
dos, ou o fizerem com dados inexatos, ou omissão de elementos indis-

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CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
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pensáveis à apuração de tributo devido, na forma e prazos regulamen-
tares;

VIII - infrações para as quais não haja penalidade específica prevista nesta
Lei: multa de cem UFIR's;

IX - no concurso de infrações, as penalidades serão aplicadas conjun-


tamente uma para cada infração, ainda que capituladas no mesmo disposi-
tivo legal. (Redação dada pela Lei Complementar nº 440, de 23/12/97)

Artigo 109 - Para os efeitos deste Código, entende-se por sonegação fis-
cal a prática, pelo sujeito passivo ou por terceiro, em benefício daquele,
de quaisquer dos atos definidos na Lei Federal n. 4.729, de 14 de julho
de 1965, como crimes de sonegação fiscal a saber:

I - prestar declaração falsa ou emitir, total ou parcialmente, informação


que deva ser produzida a agentes do fisco, com intenção de eximir-se,
total ou parcialmente, do pagamento do tributo e quaisquer outros adicio-
nais devidos por Lei;

II - inserir elementos inexatos ou omitir rendimentos ou operações de


qualquer natureza em documentos ou livros exigidos pelas Leis fiscais,
com a intenção de exonerar-se do pagamento de tributos devidos à Fa-
zenda Municipal;

III - alterar faturas e quaisquer documentos relativos a operações mer-


cantis, com o propósito de fraudar a Fazenda Municipal;

IV - fornecer ou emitir documentos graciosos ou alterar despesas, majo-


rando-as, com o objetivo de obter redução de tributos à Fazenda Munici-
pal.

Parágrafo Único - Apurada a prática de crime de sonegação fiscal, a


Fazenda Municipal ingressará com ação penal, invocando o & 1.
da Lei Federal n. 4.729, de 14/07/65, que prevê pena de detenção de 6
(seis) meses a 2 (dois) anos e multa de 2 (duas) a 5 (cinco) vezes o valor
do tributo sonegado.

Artigo 110 - As multas serão aplicadas em dobro, no caso de reinci-


dência específica, e ainda serão cumulativas, quando resultarem
concomitantemente do não cumprimento de obrigação tributária acessó-
ria e principal.

§ 1º - Apurando-se, no mesmo processo, o não cumprimento de mais de


uma obrigação tributária acessória pelo mesmo sujeito passivo, impor-
se-á penas conjuntas uma para cada infração ainda que, capituladas em um
mesmo dispositivo legal.

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Estado de São Paulo

§ 2º - Quando o sujeito passivo infringir de forma continuada o mesmo


dispositivo da legislação tributária, impor-se-á uma só multa acrescida
de 50% (cinquenta por cento), desde que a continuidade não caracterize
reincidência e de que dela não resulte falta de pagamento do tributo no todo
ou em parte.

Artigo 111 - Serão punidos com multa de 1 (uma) até 20 (vinte) vezes o
valor da Unidade Fiscal Municipal:

I - o síndico, leiloeiro, corretor, despachante ou quem quer que facilite,


proporcione ou auxilie por quaisquer formas a sonegação do tributo no to-
do ou em parte;

II - o árbitro que prejudicar a Fazenda Municipal por negligência ou má


fé nas avaliações;

III - as tipografias e estabelecimentos congêneres que:

a) aceitarem encomendas para confeçcão de livros e documentos fiscais


estabelecidos pelo Município, sem a competente autorização da Fazenda
Municipal;

b) não tiverem e mantiverem registros atualizados de encomendas,


execuções e entregas de livros e documentos fiscais, na forma do regu-
lamento;

IV - as autoridades, funcionários administrativos e quaisquer outras


pessoas, independentemente de cargo, ofício, função, ministério, ativi-
dade ou profissão, que embaraçarem, iludirem ou dificultarem a ação da
Fazenda Municipal;

V - quaisquer outras pessoas físicas ou jurídicas que infringirem dispo-


sitivos da legislação tributária do Município, para os quais não tenham
sido especificadas penalidades próprias.

Artigo 112 - O valor da multa será reduzido de 50% (cinquenta por cento)
e o respectivo processo arquivado, se o infrator, no prazo de 15 (quin-
ze) dias, contados a partir da data em que o autuado tomou conhecimen-
to do auto de infração e imposição de multa, efetuar o pagamento de
débito, desde que não enquadrado nos casos de sonegação.

Artigo 113 - Considera-se atenuante, para efeito de imposição e de gra-


duação de penalidades, o fato de o sujeito passivo procurar espontanea-
mente à repartição competente para sanar infração à legislação tributária,
antes do início de procedimento fiscal.

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Artigo 114 - As multas não pagas no prazo assinalado serão inscritas
na dívida ativa para cobrança executiva, sem prejuízo da fluência de ju-
ros de mora de 1% (um por cento) ao mês ou fração.

Artigo 115 - O sistema especial de fiscalização será aplicado, a critério


das autoridades fazendárias:

I - quando o sujeito passivo reincidir em infração à legislação tributária;

II - quando houver dúvida quanto à veracidade ou a autenticidade dos


registros referentes a operações realizadas e aos tributos devidos;

III - em quaisquer outros casos, hipóteses ou circunstâncias que justifi-


quem a sua aplicação.

Parágrafo Único - O sistema especial a que se refere este artigo será


disciplinado em regulamento e poderá consistir, inclusive, no acompa-
nhamento temporário das operações sujeitas ao tributo, por agentes da
Fazenda Municipal.

Artigo 116 - Os contribuintes que estiverem em débitos com a Fazenda


Municipal por tributos ou penalidades, não poderão:

I - participar de licitações, qualquer que seja a modalidade, promovidas


pelos órgãos da Administração direta ou indireta do Município;

II - celebrar contratos ou termos de qualquer natureza, ou transacionar a


qualquer título com os órgãos da Administração direta ou indireta do Mu-
nicípio, com exceção:

a) da formalização dos termos e garantias necessárias à concessão da


moratória;

b) da compensação e da transação a que se referem os artigos 76 e


77.
Parágrafo Único - Será obrigatória, para a prática dos atos previstos
neste artigo, a apresentação da certidão negativa, na forma estabelecida
na legislação tributária.

Capítulo VIII
Dos Prazos

Artigo 117 - Os prazos fixados na legislação tributária do Município


serão contínuos, excluindo-se, na sua contagem o dia do início e inclu-
indo-se o do vencimento.

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Parágrafo Único - A legislação tributária poderá fixar, ao invés da
concessão do prazo em dias, data certa para o vencimento de tributos ou
pagamento de multas.

Artigo 118 - Os prazos só se iniciam ou se vencem em dia de expediente


normal da repartição Fazendária Municipal.

Parágrafo Único - Não ocorrendo a hipótese prevista neste artigo, o início


ou a expiração do prazo será transferido ou prorrogado para o primeiro
dia útil de expediente normal, imediatamente seguinte ao anteriormente
estabelecido.

Capítulo IX
Da Correção Monetária

Artigo 119 - Os débitos para com a Fazenda Municipal de qualquer natu-


reza, inclusive fiscal, incluídas as multas de qualquer espécie, proveni-
entes da impontualidade total ou parcial nos respectivos pagamentos,
serão atualizados monetariamente, de acordo com os índices adotados
pela legislação federal para a atualização dos débitos de igual natureza
para com a Fazenda Municipal.

§ 1º - Para os fins do disposto no "caput" deste artigo, a Secretaria


das Finanças fica autorizada a divulgar o coeficiente de atualização mo-
netária, baseando-se para o seu cálculo na legislação federal pertinen-
te e nas respectivas normas regulamentares.

§ 2º - A atualização monetária e os juros de mora incidirão sobre o valor


integral do crédito, neste compreendida a multa.

§ 3º - Os juros moratórios serão calculados à razão de 1% (um por cento)


ao mês, sobre o montante do débito corrigido monetariamente.

Artigo 120 - A atualização estabelecida na forma do artigo anterior, apli-


car-se-á, inclusive, aos débitos cuja cobrança seja suspensa por medida
administrativa ou judicial, salvo se o interessado houver depositado em mo-
eda, a importância questionada.

§ 1º - Na hipótese de depósito parcial, far-se-á a atualização da parcela


não depositada.

§ 2º - O depósito em lide, ainda, a aplicação da multa moratória, dos juros


ou de ambos, consoante seja efetuado antes do prazo fixado para a inci-
dência da multa, dos juros ou de ambos.

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Artigo 121 - O valor do depósito, se devolvido por terem sido julgados
procedentes reclamações, recursos ou medidas judiciais, será atualiza-
do monetariamente, em consonância com as disposições desta Lei Com-
plementar.

Parágrafo Único - A atualização do depósito cessará se o interessado dei-


xar de comparecer na repartição competente, no prazo de 30 (trinta ) dias
contados de sua regular notificação, para receber a importância a ser de-
volvida.

Artigo 122 - SUPRIMIDO. (Redação dada pela Lei Complementar nº 485, de 05/03/99 e
alterada pela 1.124, de 15/05/09).

Título II
Das Normas Processuais

Capítulo I
Disposições Gerais

Seção I
Da Apreensão de Bens ou Documentos

Artigo 123 - Poderão ser apreendidas as coisas móveis, inclusive merca-


dorias e documentos, existentes em estabelecimento comercial, indus-
trial, agrícola ou profissional do contribuinte, responsável ou de tercei-
ros, ou em outros lugares ou em trânsito, que constituam prova material de
infração à legislação tributária do Município.

Parágrafo Único - Havendo prova ou fundada suspeita de que as coi-


sas se encontram em residência particular ou lugar utilizado como mora-
dia, serão promovidas a busca e apreensão judiciais, sem prejuízo das
medidas necessárias para evitar a remoção clandestina pelo infrator.
Artigo 124 - Da apreensão, lavrar-se-á auto com os elementos do auto
de infração, observando-se, no que couber, o disposto no artigo 135.

Parágrafo Único - O auto de apreensão conterá a descrição


das coisas dos documentos apreendidos, a indicação do lugar onde
ficarão depositados e a assinatura do depositário, o qual será designado
pelo autuante, podendo a designação recair no próprio detentor, se for idô-
neo, a juízo do autuante.

Artigo 125 - Os documentos apreendidos poderão, a requerimento do au-


tuado, ser-lhe devolvidos, ficando no processo cópia do inteiro teor ou da
parte que deva fazer prova, caso o original não seja indispensável a esse
fim.

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Estado de São Paulo
Artigo 126 - As coisas apreendidas serão restituídas, a requerimento,
mediante depósito das quantias exigíveis, cuja importância será arbitrada
pela autoridade competente, com limite nunca superior ao valor de mer-
cado, ficando retidos, até decisão final, os espécimes necessários à prova.

Artigo 127 - Se o autuado não provar o preenchimento dos requisitos


ou o cumprimento das exigências legais para liberação dos bens apreendi-
dos, no prazo de 60 (sessenta) dias após a apreensão, serão os bens leva-
dos a hasta pública ou leilão.

§ 1º - Quando a apreensão recair em bens de fácil deterioração, estes


poderão ser doados, a critério da Administração, às Associações de cari-
dade e demais entidades beneficentes ou de assistência social.

§ 2º - Apurando-se, na venda em hasta pública ou no leilão, importância


superior aos tributos, acréscimos legais e demais custos resultantes des-
sa modalidade de venda, será o autuado notificado para, em prazo não
inferior a 30 (trinta) dias, receber o excedente, se já não houver compare-
cido para fazê-lo.

Seção II
Da Notificação Preliminar

Artigo 128 - Verificando-se omissão não dolosa do pagamento de tribu-


tos, ou qualquer infração da legislação tributária da qual possa resultar
evasão de receita, será expedida contra o infrator notificação preliminar
para que, no prazo de 10 (dez) dias, regularize a situação.

Parágrafo Único - Esgotado o prazo de que trata este artigo, sem que o
infrator tenha regularizado a situação perante a repartição competente, la-
vrar-se-á o auto de infração.

Artigo 129 - A notificação preliminar será feita em fórmula destacada


do talonário próprio, no qual ficará cópia a carbono com o ciente do noti-
ficado, e conterá, entre outros, os seguintes elementos:

I - nome do notificado;

II - local, dia e hora da lavratura;

III - descrição sumária do fato que motivou a lavratura e indicação do dis-


positivo legal violado, quando couber;

IV - valor do tributo e da multa devidos, se for o caso;

V - assinatura da notificação;

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VI - data de emissão e assinatura do autuante e de testemunhas, se hou-


ver.

§ 1º - A notificação preliminar será lavrada no estabelecimento ou local on-


de se verificar a fiscalização ou a constatação da infração, ainda que aí
não resida o fiscalizado ou infrator, e poderá ser datilografada ou impres-
sa com relação às palavras rituais, devendo os claros ser preenchidos e
inutilizados as entrelinhas em branco.

§ 2º - Ao fiscalizado ou infrator, dar-se-á cópia da notificação autenticada


pela autoridade, contra recibo no original.

§ 3º - A recusa do recibo, que será declarada pela autoridade autuante,


não aproveita aos fiscalizados ou infratores, nem os prejudica.

§ 4º - O disposto no parágrafo anterior é aplicável, inclusive, aos fiscaliza-


dos ou infratores:

I - analfabetos ou impossibilitados de assinar;

II - aos incapazes, tal como definidos na Lei Civil:

III - aos responsáveis por negócios ou atividades não regularmente


constituídos.

§ 5º - Na hipótese do parágrafo anterior, a autoridade autuante declarará


essa circunstância na notificação.

§ 6º - A notificação preliminar não comporta reclamação, recurso ou defe-


sa.

Artigo 130 - Considera-se convencido do débito fiscal o contribuinte que


pagar tributo mediante notificação preliminar.

Artigo 131 - Não caberá notificação preliminar, devendo o contribuinte ser


imediatamente autuado

I - quando for encontrado no exercício de atividade tributável, sem pré-


via inscrição;

II - quando houver provas de tentativa de eximir-se ou furtar-se ao pa-


gamento do tributo;

III - quando for manifesto o ânimo de sonegar;

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IV - quando incidir em nova falta de que poderia resultar evasão de recei-
ta, antes de decorrido 1 (um) ano, contado da última notificação preliminar.

Seção III
Da Representação

Artigo 132 - Quando incompetente para notificar preliminarmente ou autu-


ar, o agente do fisco deve, e qualquer pessoa pode, representar contra
toda ação ou omissão contrária às disposições da legislação tributária
municipal.

Artigo 133 - A representação, far-se-á por escrito e conterá, além da


assinatura do autor ou seu nome, a profissão e endereço; será acompa-
nhada de provas ou indicará os elementos destas e mencionará os
meios ou as circunstâncias em razão dos quais se tornou conhecida a in-
fração.

Artigo 134 - Recebida a representação, a autoridade competente provi-


denciará imediatamente as diligências para verificar a respectiva vera-
cidade e, conforme couber, notificará preliminarmente o infrator, autuá-lo-
á ou arquivar-se-á a representação.

Capítulo II
Dos Atos Iniciais

Seção I
Do Auto de Infração

Artigo 135 - O auto de infração, lavrado com precisão e clareza, sem en-
trelinhas, emendas ou rasuras deverá:

I - mencionar o local, dia e hora da lavratura;


II - referir-se ao nome do infrator e das testemunhas, se houver;

III - descrever sumariamente o fato que constitui infração e as circunstân-


cias pertinentes, indicar o dispositivo da lei violado e fazer referência ao
termo de fiscalização em que se consignou a infração, quando for o caso;

IV - conter a intimação ao infrator para pagar os tributos e multas devidos


ou apresentar defesa e provas nos prazos previstos.

§ 1º - As omissões ou incorreções do auto não acarretarão nulidade


quando do processo constarem elementos suficientes para a determina-
ção da infração e do infrator.

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§ 2º - A assinatura do autuado não constitui formalidade essencial à
validade do auto e não implica em confissão, nem a recusa agravará
a pena.

§ 3º - Se o infrator, ou quem o represente, não puder ou não quiser as-


sinar o auto, far-se-á menção dessa circunstância.

Artigo 136 - O auto de infração poderá ser lavrado conjunta ou cumulati-


vamente com o de apreensão e então conterá, também, os elementos
deste conforme relacionados no parágrafo único do artigo 124.

Artigo 137 - Da lavratura do auto será intimado o infrator:

I - pessoalmente sempre que possível, mediante entrega de cópia do au-


to ao autuado, seu representante ou preposto, contra recibo datado no
original;

II - por carta, acompanhada de cópia do auto, com aviso de recebimento


(AR), datado e firmado pelo destinatário ou por alguém do seu domicílio
ou residência;

III - por edital na imprensa oficial ou em órgão de circulação local, com pra-
zo não inferior a 30 (trinta) dias, se o infrator não puder ser encontrado
pessoalmente ou por via postal, com AR (Aviso de Recebimento).

Artigo 138 - A intimação presume-se feita:

I - quando pessoal, na data do recibo;

II - quando por carta, na data do recibo de volta e, se for esta omissa, 15


(quinze) dias após a entrega por carta no correio;

III - quando por edital, no termo do prazo, contado este da data da publi-
cação.

Artigo 139 - As intimações subsequentes à inicial far-se-ão pessoalmente,


caso em que serão certificadas no processo, e por carta ou edital conforme
as circunstâncias, observado o disposto nos artigos 137 e 138.

Seção II
Da Reclamação Contra o Lançamento

Artigo 140 - O contribuinte que não concordar com o lançamento poderá


reclamar no prazo de 20 (vinte) dias, contados na forma prevista para as
intimações, no artigo 138.

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Artigo 141 - A reclamação contra o lançamento far-se-á por Petição,
facultada a juntada de documentos.

Artigo 142 - A reclamação contra o lançamento terá efeito suspensivo da


cobrança dos tributos lançados.

Seção III
Da Defesa

Artigo 143 - O autuado apresentará defesa no prazo máximo de 30 (trin-


ta) dias, contados da intimação.

Artigo 144 - A defesa do autuado será apresentada por Petição ao Se-


cretário Municipal de Finanças ou titular do cargo equivalente, mediante o
respectivo protocolo.

Parágrafo Único - Apresentada a defesa, o autuante terá o prazo de 30


(trinta) dias para impugná-la, o que fará na forma do artigo seguinte.

Artigo 145 - Na defesa o autuado alegará toda a matéria que entender útil,
indicará e requererá as provas que pretenda produzir, juntará logo as que
possuir e sendo o caso, arrolará testemunhas até o máximo de 03 (três).

Artigo 146 - Nos processos iniciados mediante reclamação contra o lan-


çamento, será dada vista a funcionário da repartição lançadora, a fim de
informá-lo no prazo de 10 (dez) dias, contados da data em que receber o
processo.

Capítulo III
Das Provas

Artigo 147 - Findos os prazos a que se referem os artigos 140 e 143, o


dirigente da repartição fiscal responsável pelo lançamento deferirá, no
prazo de 10 (dez) dias, a produção de provas que não forem manifesta-
mente inúteis ou protelatórias, ordenará a produção de outras que enten-
der necessárias e fixará o prazo, não superior a 30 (trinta) dias, em que
uma e outra devam ser produzidas.

Artigo 148 - As perícias deferidas competirão ao perito designado pela


autoridade competente, na forma do artigo anterior; quando requeridas
pelo autuante ou, nas reclamações contra o lançamento, pelo funcionário
da fazenda, ou ainda quando ordenadas de ofício, poderão ser atribuídas a
agentes do fisco.

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Artigo 149 - Ao autuado e ao autuante será permitido sucessivamente,
reinquirir as testemunhas; do mesmo modo, ao reclamante e ao responsá-
vel pelo lançamento nas reclamações contrárias a ele.

Artigo 150 - O autuado e o reclamante poderão participar das diligên-


cias, pessoalmente, ou através de seus prepostos ou representantes
legais, e as alegações que fizerem serão juntadas ao processo ou consta-
rão do termo de diligência para serem apreciadas no julgamento.

Artigo 151 - Não se admitirá prova fundada em exame de livros ou arqui-


vos da Fazenda Municipal, ou em depoimento pessoal de seus represen-
tantes e ou servidores.

Capítulo IV
Da Decisão em Primeira Instância

Artigo 152 - Findo o prazo para a produção de provas, ou perempto o di-


reito de apresentar defesa, o processo será apresentado à autoridade
julgadora, que proferirá decisão no prazo de 10 (dez) dias.

§ 1º - Se entender necessário, a autoridade poderá, no prazo deste artigo,


a requerimento da parte ou de ofício, dar vista, sucessivamente, ao autu-
ado e ao autuante, ou ao reclamante e ao responsável pelo lançamento,
por 05 (cinco) dias a cada um, para as alegações finais.

§ 2º - Verificada a hipótese do parágrafo anterior, a autoridade terá novo


prazo de 10 (dez) dias para proferir a decisão.

§ 3º - A autoridade não ficará adstrita às alegações das partes, devendo


julgar de acordo com a sua convicção, em face das provas produzidas no
processo.

§ 4º - Se não se considerar habilitada a decidir, a autoridade poderá


converter o processo em diligência e determinar a produção de novas
provas, observado o disposto no Capítulo III deste Título e prosseguindo
na forma deste Capítulo, na parte aplicável.

Artigo 153 - A decisão, redigida com simplicidade e clareza, concluirá


pela procedência ou improcedência do auto de infração ou da reclamação
contra o lançamento, definindo expressamente os seus defeitos num e nou-
tro caso, intimando-se as partes.

Artigo 154 - Não sendo proferida decisão no prazo legal, nem converti-
do o julgamento em diligência, poderá a parte interpor recurso voluntário
como se fora julgado procedente o auto de infração ou improcedente a
reclamação contra o lançamento, cessando, com a interposição do recur-
so, a jurisdição da autoridade de primeira instância.

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Capítulo V
Dos Recursos

Seção I
Do Recurso Voluntário

Artigo 155 - Da decisão de primeira instância contrária ao contribuinte, no


todo ou em parte, caberá recurso voluntário para o Prefeito, com efeito
suspensivo, interposto no prazo de 30 (trinta) dias, contados da ciência
da decisão.

Parágrafo Único - À ciência da decisão aplicam-se as normas e os pra-


zos dos artigos 140 e 143.

Artigo 156 - É vedado reunir em uma só petição recursos referentes a


mais de uma decisão, ainda que versarem sobre o mesmo assunto e
alcançarem o mesmo contribuinte, salvo quando proferidas no mesmo pro-
cesso fiscal.

Artigo 157 - O recurso voluntário será encaminhado ao Prefeito, com ou


sem o prévio depósito em dinheiro das quantias exigidas.

Artigo 158 - Quando a importância total em litígio exceder o valor da


Unidade Fiscal do exercício, permitir-se-á a prestação de fiança.

§ 1º - A fiança prestar-se-á por termo, mediante a indicação de fiador


idôneo a juízo da dívida pública da União, dos Estados ou dos Municípios.

§ 2º - A caução far-se-á no valor dos tributos, multas e outros adicionais


exigidos e pela cotação dos títulos no mercado, devendo o recorrente de-
clarar no requerimento que se obriga a efetuar o pagamento do remanes-
cente da dívida no prazo de 08 (oito) dias, contados da notificação, se o
produto da venda de títulos não for suficiente para a liquidação do débito.

Artigo 159 - No requerimento em que se indicar o fiador deverá este


manifestar sua expressa aquiescência, bem como de seu cônjuge, con-
forme o regime aplicável de bens do casal, sob pena de indeferimento.

Parágrafo Único - O requerimento a que se refere este artigo cumpri-


das as exigências nele relacionadas, ficará anexado ao processo.

Artigo 160 - Se a autoridade julgadora de primeira instância aceitar o


fiador, marcar-lhe-á prazo de 10 (dez) dias para assinar o respectivo
termo.

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Parágrafo Único - Se o fiador não comparecer no prazo marcado ou for


julgado inidôneo, poderá o recorrente, depois de intimado e dentro do
prazo igual ao que restava quando protocolado o requerimento de presta-
ção de fiança, oferecer outro fiador, indicando os elementos comprovadores
da idoneidade do mesmo.

Artigo 161 - Recusados 02 (dois) fiadores, será o recorrente intimado a


efetuar depósito, dentro de 05 (cinco) dias, ou em prazo igual ao que lhe
restava quando protocolado o segundo requerimento de prestação de fian-
ça, se este prazo for maior.

Artigo 162 - A venda de títulos da dívida pública aceitos em caução


não se realizará abaixo da cotação, deduzidas as despesas legais da
venda, inclusive as taxas oficiais de corretagem, proceder-se-á, em
tudo o que couber na forma do inciso III, alínea "b", do artigo 170 e do &
2., do artigo 158.

Artigo 163 - Não ocorrendo a hipótese de prestação de fiança, o depósito


deverá ser feito no prazo de 10 (dez) dias, a contar da data em que o re-
curso der entrada no protocolo.

Artigo 164 - Após protocolado, o recurso será encaminhado à autori-


dade julgadora de primeira instância, que aguardará o depósito da
quantia exigida ou a apresentação do fiador, conforme o caso.

Artigo 165 - Efetuado o depósito ou prestada a fiança a autoridade jul-


gadora de primeira instância verificará se foram trazidos ao recurso fatos
ou elementos novos não constantes da defesa ou da reclamação que lhe
deu origem.
Artigo 166 - Os fatos novos porventura trazidos ao recurso serão e-
xaminados pela autoridade julgadora de primeira instância, antes do enca-
minhamento do processo, justificar o seu despacho.

Artigo 167 - O recurso deverá ser remetido ao Prefeito no prazo máximo


de 10 (dez) dias, a contar da data do depósito ou da prestação da fian-
ça caso exigido, independentemente da apresentação ou não de fatos ou
elementos novos, que possam levar a autoridade julgadora de primeira
instância a proceder na forma do artigo anterior.

Seção II
Do Recurso de Ofício

Artigo 168 - Das decisões de primeira instância contrárias no todo ou em


parte à Fazenda Municipal, inclusive por desclassificação da infração, será
interposto recurso de ofício, com efeito suspensivo, sempre que a impor-
tância em litígio exceder o valor da Unidade Fiscal do Município.

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Parágrafo Único - Se a autoridade julgadora deixar de recorrer de ofício


no caso previsto neste artigo, cumpre ao servidor iniciador do processo, ou
a qualquer outro que o fato tomar conhecimento, interpor o recurso, em
petição encaminhada por intermédio daquela autoridade.

Artigo 169 - Subindo o processo em grau de recurso voluntário, e sendo


também o caso de recurso de ofício, não interposto, o Prefeito tomará
conhecimento pleno do processo, como se estivesse recusado de ofício.

Capítulo VI
Da Execução das Decisões Fiscais

Artigo 170 - As decisões fiscais definitivas serão cumpridas:

I - pela notificação do sujeito passivo e, quando for o caso, também do


seu fiador, para, no prazo de 10 (dez) dias, satisfazer ao pagamento do
valor da condenação;

II - pela notificação do sujeito passivo para vir receber importância indevi-


damente recolhida como tributo ou multa;

III - pela notificação do sujeito passivo para vir receber, ou quando for o
caso, pagar no prazo de 10 (dez) dias a diferença entre:

a) o valor da condenação e a importância depositada em garantia da


instância;

b) o valor da condenação e o produto da venda dos títulos caucionados,


quando não satisfeito o pagamento no prazo legal;

IV - pela liberação dos bens, mercadorias ou documentos apreendidos


ou depositados, ou pela restituição do produto de sua venda, se tiver havi-
do alienação, ou do seu valor de mercado, se houver ocorrido doação;

V - pela imediata inscrição na Dívida Ativa e remessa da certidão para a


cobrança executiva, dos débitos a que se referem os incisos I e III deste
artigo, se não tiverem sido pagos no prazo estabelecido.

Título III
Do Cadastro Fiscal

Capítulo Único
Das Disposições Gerais

Artigo 171 - O Cadastro Fiscal da Prefeitura compreende:

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I - o Cadastro Imobiliário;

II - o Cadastro da Indústria e Comércio;

III - o Cadastro dos Prestadores de Serviços de Qualquer Natureza.

§ 1º - o Cadastro Imobiliário compreende:

a) os terrenos vagos existentes, ou que venham a existir nas áreas urba-


nas ou destinadas à urbanização;

b) as edificações existentes, ou que vierem a ser construídas, nas


áreas urbanas e urbanizáveis.

§ 2º - O Cadastro dos Industriais e Comerciantes compreende os estabe-


lecimentos de indústria e comércio, habituais e lucrativos exercidos no
âmbito do Município, em conformidade com as disposições do Código
Tributário Nacional e da Lei Estadual relativa ao imposto incidente sobre a
circulação de mercadorias.

§ 3º - O Cadastro dos Prestadores de Serviços de Qualquer Natureza com-


preende as empresas ou profissionais autônomos, com ou sem estabe-
lecimento fixo, de serviço sujeito à tributação municipal.

Artigo 172 - Todos os proprietários ou possuidores, a qualquer título, de


imóveis mencionados no § 1º, do artigo anterior, e todas as pessoas
Físicas ou Jurídicas de qualquer natureza, referidas no § 2º, sujeitas à
fiscalização municipal, em razão da localização, instalação e funciona-
mento de qualquer atividade no Município, constantes da Tabela III anexa
a este Código, estão sujeitos à inscrição obrigatória no Cadastro Fiscal
da Prefeitura.

Parágrafo Único - Incluem-se entre as atividades sujeitas à fiscaliza-


ção as de comércio, indústria, de prestação de serviços em geral e, ain-
da, as exercidas por entidades, sociedades ou associações civis, des-
portivas ou decorrentes de profissão, arte e ofício.

Artigo 173 - O Poder Executivo poderá celebrar convênios com a União


e os Estados visando a utilizar os dados e os elementos cadastrais dis-
poníveis, bem como o número de inscrição do Cadastro Geral de Contribuin-
tes, de âmbito federal, para melhor caracterização de seus registros.

Seção I
Da Inscrição no Cadastro Imobiliário

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Artigo 174 - A inscrição dos imóveis urbanos no Cadastro Imobiliário será
promovida:

I - pelo proprietário ou seu representante legal, ou pelo respectivo possui-


dor a qualquer título;

II - por qualquer dos condôminos, em se tratando de condomínio;

III - pelo compromissário-comprador, nos casos de compromisso de com-


pra e venda;

IV - pelo possuidor do imóvel a qualquer título;

V - de ofício, em se tratando de próprio federal, estadual, municipal ou


de entidade autárquica, ou ainda, quando a inscrição deixar de ser feita no
prazo regulamentar;

VI - pelo inventariante, síndico ou liquidante, quando se tratar de imóvel


pertencente a espólio, massa falida ou sociedade em liquidação.

Parágrafo Único - As apresentações de declarações pelos contribuin-


tes, no ato da inscrição ou da atualização cadastral, não obrigam sua
aceitação pelo fisco, que poderá revê-las a qualquer tempo, indepen-
dentemente de prévia ressalva ou comunicação.

Artigo 175 - Para efetivar a inscrição no Cadastro Imobiliário dos Imóveis


Urbanos, promoverá, uma ficha de inscrição para cada imóvel, conforme
modelo fornecido pela Prefeitura.
§ 1º - A inscrição será efetuada no prazo de 30 (trinta) dias, contados da
data da escritura definitiva ou de promessa de compra e venda do imóvel.

§ 2º - Por ocasião da entrega da ficha de inscrição, devidamente preen-


chida, deverá ser exibido o título de propriedade transcrito, ou de compro-
misso de compra e venda devidamente averbado no Cartório competen-
te.

§ 3º - Não sendo feita a inscrição no prazo estabelecido no & 1. deste


artigo, o órgão competente, valendo-se dos elementos de que dispuser,
preencherá a ficha de inscrição e expedirá edital convocando o proprietá-
rio para, no prazo de 30 (trinta) dias, cumprir as exigências deste artigo,
sob pena de multa prevista neste Código para os faltosos.

Artigo 176 - Em caso de litígio sobre o domínio do imóvel, a ficha de


inscrição mencionará tal circunstância, bem como os nomes dos litigantes
e dos possuidores do imóvel, a natureza do feito, juízo e o Cartório por on-
de a ação tramitou.

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Parágrafo Único - Incluem-se também na situação prevista neste artigo


o espólio, a massa falida e as sociedades em liquidação.

Artigo 177 - Em se tratando de área loteada, cujo loteamento houver


sido aprovado pela Prefeitura, deverá o impresso de inscrição ser a-
companhado de uma planta completa, em escala, que permita a anotação
dos desdobramentos e designar o valor da aquisição, os logradouros,
as quadras e os lotes, área total, as alienadas, com a identificação dos res-
pectivos adquirentes.

Artigo 178 - Deverão ser obrigatoriamente comunicadas à Prefeitura,


dentro do prazo de 30 (trinta) dias, todas as ocorrências verificadas com
relação ao imóvel que possam afetar as bases de cálculo do lançamento
dos tributos municipais.

Parágrafo Único - A comunicação a que se refere este artigo, devida-


mente processada e informada, servirá de base para a alteração respectiva
na ficha de inscrição.

Artigo 179 - A concessão de "habite-se" à edificação nova ou a aceita-


ção de obras em edificação reconstruída ou reformada só se completará
com a remessa do processo respectivo à repartição fazendária compe-
tente e com a certidão desta de que foi atualizada a respectiva inscrição
no Cadastro Imobiliário.

Seção II
Da Inscrição no Cadastro de
Industriais e Comerciantes
Artigo 180 - A inscrição no Cadastro de Industriais e Comerciantes será
feita pelo responsável, ou seu representante legal, que preencherá e entre-
gará na repartição competente ficha própria para cada estabelecimento, for-
necida pela Prefeitura. (Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03).

Parágrafo único - Entende-se por industrial ou comerciante, para os efeitos


de tributação municipal do imposto incidente sobre a circulação de mercado-
rias, aquelas pessoas físicas estabelecidas ou não, assim definidas e quali-
ficadas como responsáveis pelo tributo, pela legislação estadual e regula-
mentos. (Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03).

Artigo 181 - A ficha de inscrição no Cadastro de Industriais e Comercian-


tes deverá conter:

I - o nome, a razão social ou denominação sob cuja responsabilidade


deva funcionar o estabelecimento ou serem exercidos os atos de comér-
cio e indústria;

61
CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
Estado de São Paulo
II - a localização do estabelecimento, seja na zona urbana ou rural, com-
preendendo a numeração do prédio, do pavimento e da sala ou outro tipo
de dependência ou sede, conforme o caso;

III - a espécie principal e acessória de atividade;

IV - outros dados previstos em regulamento.

Parágrafo Único - A entrega da ficha de inscrição deverá ser feita pe-


los estabelecimentos novos, antes da respectiva abertura ou do início dos
negócios.

Artigo 182 - A inscrição deverá ser permanentemente atualizada, ficando


o responsável obrigado a comunicar à repartição competente, dentro de
30 (trinta) dias, a contar da data em que ocorrerem, as alterações que se
verificarem em qualquer das características mencionadas no artigo anterior.

Parágrafo Único - No caso de venda ou transferência do estabelecimen-


to, sem a observância do disposto neste artigo, o adquirente ou sucessor
será responsável pelos débitos e multas do contribuinte inscrito.

Artigo 183 - A cessão do estabelecimento será comunicada à Prefeitura


dentro do prazo de 30 (trinta) dias, a fim de ser anotado no Cadastro.

Parágrafo Único - A anotação no Cadastro será feita após a


verificação da veracidade da comunicação, sem prejuízo de qualquer
débito de tributos pelo exercício de atividade ou negócios de indústria ou
comércio.
Artigo 184 - Para os efeitos deste Capítulo, considera-se estabelecimento
o local, fixo ou não, de exercício de qualquer atividade industrial, comer-
cial ou similar em caráter permanente ou eventual, ainda que no interior
de residência, desde que a atividade não seja caracterizada como de pres-
tação de serviço.

Artigo 185 - Constituem estabelecimentos distintos, para efeito de inscri-


ção no Cadastro:

I - os que, embora no mesmo local, ainda que com idêntico ramo de ati-
vidade, pertençam a diferentes pessoas físicas ou jurídicas;

II - os que, embora sob a mesma responsabilidade e com o mesmo ra-


mo de negócios, estejam localizados em prédios distintos ou locais diver-
sos.

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CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
Estado de São Paulo
Parágrafo Único - Não são considerados como locais diversos dois ou
mais imóveis contíguos e com comunicação interna, nem os pavimentos
de um mesmo imóvel.

Seção III
Do Cadastro de Prestadores de
Serviços de Qualquer Natureza

Artigo 186 - Todas as pessoas físicas ou jurídicas com ou sem estabeleci-


mento fixo, que exerçam, habitual ou temporariamente, individualmente ou
em sociedade, qualquer das atividades relacionadas na Lista de Serviços
constante na Tabela I do Anexo III, que integra este Código, ficam obrigadas
à inscrição no Cadastro Fiscal, mesmo nos casos de imunidade ou isenção
fiscal. (Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03).

Parágrafo único - A inscrição no Cadastro a que se refere este artigo será


promovida pelo contribuinte ou responsável, na forma e nos prazos estipula-
dos em regulamento. (Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03).

Artigo 187 - As declarações prestadas pelo contribuinte ou responsável no


ato da inscrição ou da atualização dos dados cadastrais não implicam a
aceitação pelo fisco, que poderá revê-las a qualquer época, independente-
mente de prévia ressalva ou comunicação.

Parágrafo Único - A inscrição, alteração ou retificação de ofício não


eximem o infrator das multas que couberem.

Artigo 188 - A inscrição deverá operar-se antes do início das atividades


do prestador de serviços.

Artigo 189 - O contribuinte é obrigado a comunicar a cessação da ativida-


de, no prazo e na forma do regulamento.

Parágrafo Único - A anotação de atividade não implica a


quitação ou dispensa de pagamento de quaisquer débitos existentes, ainda
que venham a ser apurados posteriormente a declaração do contribuinte.

Livro Segundo
Parte Especial

Título I
Do Sistema Tributário

Capítulo Único
Da Estrutura

63
CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
Estado de São Paulo
Artigo 190 - Integram o Sistema Tributário no Município:

I - impostos:

a) predial e territorial urbano;


b) sobre serviços de qualquer natureza;
c) sobre a Transmissão "Inter-vivos" a qualquer título, por ato oneroso, de
bens imóveis, por natureza ou acessão física, e de transmissão de direi-
tos reais sobre imóveis, exceto os direitos reais de garantia e a cessão
de direitos a sua aquisição;
d) sobre as Vendas a Varejo, de Combustíveis Líquidos e Gasosos, ex-
ceto o óleo diesel;

II - taxas:

a) decorrentes, de atividades do poder de polícia do Município;


b) decorrentes de atos relativos à utilização efetiva ou potencial de servi-
ços municipais específicos e divisíveis;

III - contribuição de melhoria;


IV - contribuição previdenciária a ser cobrada dos servidores, na forma
do artigo 149, Parágrafo único da Constituição Federal;
V - preços públicos.

Título II
Dos Impostos

Capítulo I
Do Imposto Predial e Territorial Urbano

Seção I
Da Incidência e dos Contribuintes

Artigo 191 - Os Impostos Predial e Territorial Urbano têm como fato gerador
a propriedade, o domínio útil ou a posse de todo e qualquer bem imóvel por
natureza ou por cessão física, tal como definido na Lei Civil, situado no terri-
tório do Município e que, independentemente de sua localização, não se
destine à exploração agrícola, pecuária, extrativa vegetal ou agro industrial.
*(Redação dada pela Lei Complementar nº 1.371, de 20/12/13)

Artigo 192 - O contribuinte do imposto é o proprietário do imóvel, o titular do


seu domínio útil ou o seu possuidor a qualquer título.

Parágrafo Único - Respondem, solidariamente, pelo pagamento do im-


posto o titular do domínio pleno, o justo possuidor, os titulares do direito
de usufruto, uso ou habitação, os promitentes compradores imitidos na
posse, os cessionários, os promitentes cessionários, os posseiros, os

64
CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
Estado de São Paulo
comodatários e os ocupantes a qualquer título do imóvel, ainda que
pertencente a qualquer pessoa física ou jurídica, de direito público ou pri-
vado, isenta do imposto ou a ele imune.

Artigo 193 - O imposto é anual e, na forma da Lei Civil, transmite-se


aos adquirentes, salvo se constar da escritura certidão negativa de débi-
tos fiscais.

Seção II
Do Cálculo

Artigo 194 - A base de cálculo do imposto é o valor venal do imóvel ao


qual se aplica a alíquota de 0,50% (zero vírgula cinquenta por cento) se
predial e territorial, e de 1,5% (um e meio por cento) se territorial. *(Redação
dada pela Lei Complementar nº 362, de 27/12/96 e alterada pela Lei Complementar nº
440, de 23/12/97)

Parágrafo Único - Na determinação da base de cálculo, não


se considera o valor dos bens móveis mantidos em caráter permanente
ou temporário, no imóvel, para efeito de sua utilização, exploração, afor-
moseamento ou comodidade.

Artigo 195 - O imóvel de área urbanizada, para efeitos deste imposto, é


classificado em territorial ou predial e territorial.

§ 1º - É territorial e, como tal, considerado apenas o imóvel sem a constru-


ção ou que, tendo construção esta se encontre em andamento ou em ruí-
nas.

§ 2º - É predial e territorial o imóvel com construção, considerando-se o


terreno e as respectivas edificações que sirvam para habilitação perma-
nente ou temporária, uso, recreio ou para o exercício de quaisquer ati-
vidades lucrativas ou não, seja qual for sua forma ou destinação aparente
ou declarada.

§ 3º - Integram o imóvel construído, para os efeitos deste imposto, os


terrenos de propriedade do mesmo contribuinte, contíguos a estabeleci-
mentos residenciais e os comerciais, industriais e de serviços, desde que
sejam totalmente utilizados, de modo permanente, para as finalidades li-
cenciadas.

§ 4º - Para os fins deste imposto, os tanques e reservatórios acima ou


abaixo do solo, para qualquer fim são considerados construções, desde
que não utilizados exclusivamente como reservatórios de água de uso do-
méstico da habitação.

65
CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
Estado de São Paulo
§ 5º - São ainda, consideradas, para o fim de imposto as áreas urbanizá-
veis, ou de expansão urbana, constantes de loteamentos aprovados
dentro do Plano do Município, destinados à indústria, a serviços, ao co-
mércio e à recreação ou habilitação temporária, mesmo que localizadas
fora das áreas definidas nos termos do parágrafo anterior.

§ 6º - Os sítios de recreio, cuja eventual produção, não se destine ao


comércio, estão sujeitos ao imposto tratado neste Capítulo.

Artigo 196 - Para efeito da exigência do Imposto Predial e Territorial


Urbano, entendem-se como Zonas de Abrangência Fiscal (ZAF) constan-
tes na tabela I do anexo I desta Lei Complementar, observada a existên-
cia de no mínimo 2 (dois) dos seguintes melhoramentos:

I - meio-fio, pavimentação ou calçamento, com ou sem canalização de


águas pluviais;

II - abastecimento de água potável;

III - sistemas de esgotos sanitários;

IV - rede de iluminação pública, com ou sem posteamento, para distribuição


domiciliar;

V - escola de primeiro grau ou posto de saúde dentro de área urbanizada.

Artigo 197 - O valor venal do imóvel em área urbanizada, predial e territo-


rial, ou apenas territorial, é anualmente apurado da forma seguinte: (Re-
dação dada pela Lei Complementar nº 440, de 23/12/97 e alterada pela Lei Complemen-
tar 485, de 05/03/99).

I - se territorial, pela multiplicação de sua área ou de sua parte ideal, pe-


lo valor unitário do metro quadrado de terreno indicado na Planta Genérica
de Valores para a ZAF (Zona de Abrangência Fiscal) em que se encontra
na Tabela I do Anexo I, aplicando-se sobre o valor obtido o Índice de Corre-
ção apurado na Tabela II do Anexo I:

a) o Índice de Correção será calculado pela média aritimética dos valores


constantes da Tabla II do Anexo I, letras A a E;

II - se predial e territorial, pela soma do valor do terreno obtido na for-


ma do inciso anterior com o valor da construção que é calculada na forma
dos incisos seguintes;

III - o valor venal da construção é obtido pela multiplicação da área cons-


truída pelo valor do metro quadrado correspondente ao tipo de constru-

66
CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
Estado de São Paulo
ção, constante da Tabela V do Anexo I, aplicando-se o índice de Correção
“A” da Tabela IV do Anexo I;

IV – o tipo de construção é apurado pela somatória da pontuação das carac-


terísitcas da construção, constantes na Tabela III do Anexo I, letras de A a
S, aplicando-se sobre o montante obtido o Índice de Correção “B”, constante
na Tabela IV do Anexo I.

§ 1º - A Planta Genérica de Valores Urbanos conterá, de forma zoneada,


o valor em UFIR’s, por metro quadrado, dos imóveis, considerando:

a) preços correntes das transações ocorridas para imóveis da área, na


época da fixação;

b) equipamentos urbanos postos à disposição do Município;;

c) importância da área para a política urbana do Município;

d) localização no Município.

§ 2º A apuração do Valor Venal dos imóveis obedecerá aos seguintes critérios:

a) localização do imóvel dentro da Zona de Abrangência Fiscal, conforme


Tabela I do Anexo I;

b) os fatores de correção constantes nas Tabelas II e III do Anexo I, inte-


grantes da presente Lei Complementar.

§ 3º - As áreas construídas serão classificadas em padrões, que obedecerão


as pontuações abaixo, apuradas mediante aplicação do disposto na Tabela
III do Anexo I, que faz parte integrante da presente Lei Complementar, a
saber:

A Rústico 0 a 25 pontos
B Simples 26 a 50 pontos
C Regular 51 a 75 pontos
D Bom 76 a 90 pontos
E Fino 91 a 140 pontos
F Luxo Acima de 141 pontos

Seção III
Da Extra fiscalidade

Artigo 198 - Os terrenos não edificados, subutilizados ou não utilizados,


situados no perímetro urbano, delimitados por Decreto do Executivo, serão
submetidos à tributação com alíquotas aumentadas em progressão, a saber:

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CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
Estado de São Paulo

a) acréscimo de 300% (trezentos por cento), do imposto, se estiver murado


e provido de calçada, em sua extensão frontal;

b) acréscimo de 400% (quatrocentos por cento), do imposto, se estiver


fechado, porém, desprovido de calçada, em sua extensão frontal;

c) acréscimo de 500% (quinhentos por cento), do imposto, se não estiver


fechado e desprovido de calçada, em sua extensão frontal.

Parágrafo Único - A Fazenda Pública poderá efetuar os lançamentos su-


plementares do imposto, sempre com base nos limites previstos no caput
deste artigo.

Artigo 199 - O lançamento far-se-á à vista de elementos constantes do


Cadastro Fiscal e Imobiliário.
§ 1º - Na hipótese de condomínio, figurará no lançamento o nome de cada
um, de alguns ou de todos os condôminos conhecidos, sem prejuízo da
responsabilidade solidária de todos os co-proprietários do terreno, deven-
do entretanto ser lançado separadamente cada propriedade autônoma nos
termos da legislação civil.

§ 2º - Não sendo conhecido o proprietário, o lançamento será feito em no-


me de quem esteja na posse do terreno.

§ 3º - Quanto ao imóvel sujeito a inventário, far-se-á o lançamento em


nome do espólio e, feita a partilha, será transferido para o nome dos su-
cessores, para esse fim, os herdeiros são obrigados a promover a transfe-
rência perante o órgão fazendário competente.

§ 4º - O lançamento do terreno pertencente a massas falidas ou socieda-


des em liquidação será feito em nome das mesmas, mas os avisos ou
notificações serão enviados aos seus representantes legais, anotando-se
os nomes e endereços nos registros.

§ 5º - No caso de terreno objeto de compromisso de compra e venda, o


lançamento será feito em nome do promitente-vendedor ou do compromis-
sionário-comprador, se este estiver na posse do imóvel.

§ 6º - O imposto territorial de áreas arruadas e loteamentos será lança-


do separadamente para cada lote, ficando o proprietário obrigado a comu-
nicar à Prefeitura, as vendas ou promessas de vendas efetuadas no e-
xercício.

Artigo 200 - O lançamento e o recolhimento do imposto serão efetuados


na época e forma estabelecidas pelos parágrafos deste artigo.

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CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
Estado de São Paulo
§ 1º - O lançamento será anual e o pagamento do imposto à data do seu
pagamento, sendo a primeira parcela com vencimento em data idêntica
àquela do pagamento total, e as demais parcelas com vencimentos nos
meses subsequentes respectivamente.

§ 2º - O pagamento de uma só vez, de todas as parcelas, até o venci-


mento da primeira, gozará de redução de 10% (dez por cento) sobre o
montante do lançamento.

§ 3º - Quando do pagamento parcelado de que trata o § 1º, deste arti-


go poderão ser incluídos os demais tributos que incidirem sobre a propri-
edade imóvel sobre a qual o aludido imposto recair.

Seção IV
Da Imunidade e das Isenções

Artigo 201 - É vedado o lançamento do Imposto Predial e Territorial Urba-


no sobre: (Obs.: * Redação dada pela Lei Complementar nº 440, de 23/12/97 - caput,
incisos e parágrafos)

I - imóveis de propriedade da União, dos Estados, do Distrito Federal e


dos Municípios;

II - templos de qualquer culto;

III - imóveis de propriedade de partidos políticos, associações e dos


sindicatos de trabalhadores;

IV - imóveis de propriedade de instituições de educação e de assistência


social, observados os requisitos do § 4º, deste artigo;

V - o imóvel de propriedade de ex-combatente da Revolução Constitucio-


nalista de 1932, ou de sua viúva, desde que nele resida;

VI - o imóvel de propriedade de ex-integrante da Força Expedicionária


Brasileira, bem assim o daquele que haja participado efetivamente de
operações militares da 2a. Guerra Mundial, desde que um e outro, ou a
viúva, nele residam;

VII - os imóveis com área construída de até 50 m2, desde que preenchidos
os seguintes requisitos:

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Estado de São Paulo
a) possuam comprovadamente o domínio e a propriedade sobre um único
imóvel residencial no Município;

b) que, este imóvel seja classificado como simples ou rústico;

c) que, seja edificado em terreno de até 300 m2;

d) que, tenha destinação para uso próprio de moradia do proprietário;

VIII - os empreendimentos imobiliários, loteamentos, pelo prazo 02


(dois) anos a partir da aprovação do projeto de loteamento junto à Muni-
cipalidade;

IX - os imóveis de propriedade de aposentados, pensionistas e benefici-


ados de auxílio doença do Sistema Previdenciário Federal, Estadual ou
Municipal, desde que preenchidos os seguintes requisitos:

a) possuam comprovadamente um único imóvel residencial, classificado


como simples ou rústico, no Município;

b) com destinação ao uso próprio, somente para residências (moradia);

c) percebem até um salário mínimo e meio ao mês.

§ 1º - A vedação é extensiva às autarquias e às fundações insti-


tuídas e mantidas pelo Poder Público, vinculados as suas finalidades es-
senciais ou as delas decorrentes.

§ 2º - As vedações do inciso I, a, e do parágrafo anterior não se aplicam


as propriedades relacionadas com exploração de atividades econômicas
regidas pelas normas aplicáveis a empreendimentos privados, ou em
que haja contraprestação ou pagamento de preços ou tarifas pelo usuá-
rio, nem exonera o promitente comprador da obrigação de pagar imposto
relativamente ao bem imóvel.

§ 3º - O disposto no inciso II deste artigo aplica-se a todo e qualquer imó-


vel em que se pratique, permanentemente, qualquer atividade que, pe-
las suas características, possa ser qualificada como culto, independente-
mente da fé processada; a imunidade, todavia, se restringe ao local do
culto não se estendendo a outros imóveis de propriedade, uso ou posse
da entidade religiosa que não satisfaçam as condições estabelecidas neste
artigo.

§ 4º - O disposto no inciso IV deste artigo é subordinado à observância dos


seguintes requisitos pelas entidades nele referidas:

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CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
Estado de São Paulo
I - não distribuírem qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas
a título de lucro ou participação no seu resultado;

II - aplicarem integralmente, no país, os seus recursos na manutenção dos


seus objetivos institucionais;

III - manterem escrituração de suas receitas e despesas em livros revesti-


dos de formalidades capazes de assegurar a sua exatidão.

§ 5º - Na falta de cumprimento do disposto no parágrafo anterior, o Prefei-


to determinará a suspensão do benefício a que se refere este artigo.

§ 6º - O prazo para requerer a concessão dos benefícios previstos nos in-


cisos VII e IX deste artigo, será impreterivelmente, até o último dia do mês
de novembro do exercício imediatamente anterior ao do lançamento, medi-
ante requerimento do interessado.

Artigo 202 - Ficam isentos do pagamento do imposto predial e territorial


urbano os imóveis localizados fora dos aglomerados urbanos, desde que
observada a existência dos seguintes requisitos:
I - possuam área igual ou superior a 10.000m2 (dez mil metros quadra-
dos);

II - sejam cultivados, com pouca expressão econômica ou com caráter


de cultura de subsistência só ou com o auxílio de sua família, pelo pro-
prietário, titular do domínio útil ou possuidor a qualquer título, que não
detenha, de fato, ou de direito, quaisquer dos poderes inerentes ao do-
mínio de outro imóvel localizado no território do Município;

III - não possuam edificações suntuosas nem outras obras de embeleza-


mento ou aformoseamento que possam caracterizá-los como casas de
veraneio, sítios de recreio, ou outro tipo qualquer de benfeitorias destina-
das à habitação, lazer ou recreação;

IV - não possam ser caracterizados como empresas agrícolas, industriais,


extrativas ou qualquer modalidade de atividade empresarial.

Artigo 203 - Ficam isentos do pagamento do imposto predial e territorial


urbano os prédios ou unidades autônomas cedidos gratuitamente, em sua
totalidade, para uso da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios.

“§ 1º – São igualmente isentos os imóveis: (*Redação dada pela Lei Complemen-


tar nº 519, de 24/09/99).

I - de propriedade das Sociedades Amigos de Bairros;

II - de propriedade das creches instaladas no Município;

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CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
Estado de São Paulo

III - de propriedade das pessoas aposentadas que possuam apenas um i-


móvel e recebam o salário equivalente a um salário mínimo e meio por mês;

IV - de propriedade de pessoas comuns mas que sejam alugados para pes-


soas aposentadas que paguem apenas aluguel de uma residência, não
sejam proprietários de qualquer imóvel e que recebam o salário equivalente
a um salário mínimo e meio por mês.

§ 2º - Para a comprovação das exigências apresentadas nos incisos III e IV,


o interessado deverá apresentar, junto ao setor de tributos da Prefeitura
Municipal: *

a) declaração do I.N.S.S., constando que recebe um salário e meio por mês;

b) certidão do Cartório de Registro de Imóveis com declaração que possui


apenas um imóvel ou, no caso da letra “d”, de que não possui qualquer imó-
vel;

c) no caso de espólio, certidão de óbito, certidão de casamento e certidão


constando a inexistência de formal de partilha;

d) cópia do contrato do aluguel.”

Obs.: O artigo 2º da Lei Complementar nº 485, de 30/12/98, tem a seguinte redação: “A


partir do exercício de 1999, será concedida isenção do Imposto sobre Serviços de
Qualquer Natureza por um ano, aos profissionais liberais que comprovarem ser o pri-
meiro ano de exercício na atividade.”

Capítulo II
Do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza

Seção I
Da Incidência e dos Contribuintes

Artigo 204 - O Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISSQN tem


como fato gerador a prestação de serviços, por empresa ou profissional au-
tônomo com ou sem estabelecimento fixo, constantes da lista descrita na
Tabela I do Anexo III desta Lei Complementar, ainda que esses não se
constituam como atividade preponderante do prestador. (Redação dada pela Lei
Complementar nº 758, de 22/12/03).

§ 1º - O ISSQN incide também sobre o serviço proveniente do exterior do


País ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior do País. (Redação dada
pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03).

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CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
Estado de São Paulo
§ 2º - Ressalvadas as exceções expressas na lista descrita na Tabela I do
Anexo III, os serviços nela mencionados não ficam sujeitos ao Imposto so-
bre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Prestações de Ser-
viços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação –
ICMS, ainda que sua prestação envolva fornecimento de mercadorias. (Reda-
ção dada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03).

§ 3º - O ISSQN incide ainda sobre os serviços prestados mediante a utiliza-


ção de bens e serviços públicos explorados economicamente mediante au-
torização, permissão ou concessão, com o pagamento de tarifa, preço ou
pedágio pelo usuário final do serviço. (Redação dada pela Lei Complementar nº 758,
de 22/12/03).

§ 4º - A incidência do imposto não depende da denominação dada ao servi-


ço prestado. (Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03).

Artigo 205 - SUPRIMIDO. (Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03)

Artigo 205-A – O imposto não incide sobre: (Redação dada pela Lei Complementar
nº 758, de 22/12/03).
I – as exportações de serviços para o exterior do País; (Redação dada pela Lei
Complementar nº 758, de 22/12/03).

II – a prestação de serviços em relação de emprego, dos trabalhadores a-


vulsos, dos diretores e membros de conselho consultivo ou de conselho fis-
cal de sociedades e fundações, bem como dos sócios-administrativos; (Reda-
ção dada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03).

III – o valor intermediado no mercado de títulos e valores mobiliários, o valor


dos depósitos bancários, o principal, juros e acréscimos moratórios relativos
a operações de crédito realizadas por instituições financeiras. (Redação dada
pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03).

Parágrafo único - Não se enquadra no disposto no inciso I, os serviços de-


senvolvidos no Brasil, cujo resultado aqui se verifique, ainda que o paga-
mento seja feito por residente no exterior. (Redação dada pela Lei Complementar nº
758, de 22/12/03).

Artigo 206 - Contribuinte do imposto é o prestador de serviço, assim en-


tendida a pessoa física ou jurídica com ou sem estabelecimento fixo, que
exerça, habitual ou temporariamente, qualquer das atividades relacionados
na presente Lei Complementar.

Parágrafo Único - As empresas ou profissionais autônomos são solida-


riamente responsáveis pelo pagamento do imposto relativo aos serviços
a ele prestados por terceiros, se não exigirem do prestador de serviços a
comprovação da respectiva inscrição no cadastro de contribuintes da Pre-
feitura.

73
CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
Estado de São Paulo

Artigo 207 - O serviço considera-se prestado e o imposto devido no local do


estabelecimento prestador ou, na falta do estabelecimento, no local do do-
micílio do prestador, exceto nas hipóteses previstas nos incisos I a XX,
quando o imposto será devido no local: (Redação dada pela Lei Complementar nº 758,
de 22/12/03).

I – do estabelecimento do tomador ou intermediário do serviço ou, na falta


de estabelecimento, onde ele estiver domiciliado, na hipótese do § 1º do
artigo 204 desta Lei Complementar; (Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de
22/12/03).

II – da instalação dos andaimes, palcos, coberturas e outras estruturas, no


caso dos serviços descritos no subitem 3.05 da lista descrita na Tabela I do
Anexo III; (Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03).

III – da execução da obra, no caso dos serviços descritos no subitem 7.02 e


7.19 da lista descrita na Tabela I do Anexo III; (Redação dada pela Lei Complemen-
tar nº 758, de 22/12/03).

IV – da demolição, no caso dos serviços descritos no subitem 7.04 da lista


descrita na Tabela I do Anexo III; (Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de
22/12/03).

V – das edificações em geral, estradas, pontes, portos e congêneres, no


caso dos serviços descritos no subitem 7.05 da lista descrita na Tabela I do
Anexo III; (Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03).

VI – da execução da varrição, coleta, remoção, incineração, tratamento, re-


ciclagem, separação e destinação final de lixo, rejeitos e outros resíduos
quaisquer, no caso dos serviços descritos no subitem 7.09 da lista descrita
na Tabela I do Anexo III; (Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03).

VII – da execução da limpeza, manutenção e conservação de vias e logra-


douros públicos, imóveis, chaminés, piscinas, parques, jardins e congêne-
res, no caso dos serviços descritos no subitem 7.10 da lista descrita na Ta-
bela I do Anexo III; (Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03).

VIII – da execução da decoração e jardinagem, do corte e poda de árvores,


no caso dos serviços descritos no subitem 7.11 da lista descrita na Tabela I
do Anexo III; (Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03).

IX – do controle e tratamento do efluente de qualquer natureza e de agentes


físicos, químicos e biológicos, no caso dos serviços descritos no subitem
7.12 da lista descrita na Tabela I do Anexo III; (Redação dada pela Lei Complemen-
tar nº 758, de 22/12/03).

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CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
Estado de São Paulo
X – do florestamento, reflorestamento, semeadura, adubação e congêneres,
no caso dos serviços descritos no subitem 7.16 da lista descrita na Tabela I
do Anexo III; (Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03).

XI – da execução dos serviços de escoramento, contenção de encostas e


congêneres, no caso dos serviços descritos no subitem 7.17 da lista descrita
na Tabela I do Anexo III; (Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03).

XII – da limpeza e dragagem, no caso dos serviços descritos no subitem


7.18 da lista descrita na Tabela I do Anexo III; (Redação dada pela Lei Complemen-
tar nº 758, de 22/12/03).

XIII – onde o bem estiver guardado ou estacionado, no caso dos serviços


descritos no subitem 11.01 da lista descrita na Tabela I do Anexo III; (Redação
dada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03).

XIV – dos bens ou do domicílio das pessoas vigiados, segurados ou monito-


rados, no caso dos serviços descritos no subitem 11.02 da lista descrita na
Tabela I do Anexo II; (Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03).

XV – do armazenamento, depósito, carga, descarga, arrumação e guarda do


bem, no caso dos serviços descritos no subitem 11.04 da lista descrita na
Tabela I do Anexo II; (Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03).

XVI – da execução dos serviços de diversão, lazer, entretenimento e congê-


neres, no caso dos serviços descritos nos subitens do item 12, exceto o
12.13, da lista descrita na Tabela I do Anexo II; (Redação dada pela Lei Comple-
mentar nº 758, de 22/12/03).

XVII – do Município onde está sendo executado o transporte, no caso dos


serviços descritos pelo subitem 16.01 da lista descrita na Tabela I do Anexo
II; (Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03).

XVIII – do estabelecimento do tomador da mão-de-obra ou, na falta de esta-


belecimento, onde ele estiver domiciliado, no caso dos serviços descritos
pelo subitem 17.05 da lista descrita na Tabela I do Anexo II; (Redação dada pela
Lei Complementar nº 758, de 22/12/03).

XIX – da feira, exposição, congresso ou congênere a que se referir o plane-


jamento, organização e administração, no caso dos serviços descritos pelo
subitem 17.10 da lista descrita na Tabela I do Anexo II; (Redação dada pela Lei
Complementar nº 758, de 22/12/03).

XX – do porto, aeroporto, ferroporto, terminal rodoviário, ferroviário ou me-


troviário, no caso dos serviços descritos pelo item 20 da lista descrita na Ta-
bela I do Anexo II. (Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03).

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CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
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§ 1º - No caso dos serviços a que se refere o subitem 3.04 da lista descrita
na Tabela I do Anexo II, considera-se ocorrido o fato gerador e devido o im-
posto em cada Município em cujo território haja extensão de ferrovia, rodo-
via, postes, cabos, dutos e condutos de qualquer natureza, objetos de loca-
ção, sublocação, arrendamento, direito de passagem ou permissão de uso,
compartilhado ou não. (Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03).

§ 2º - No caso dos serviços a que se refere o subitem 22.01 da lista descrita


na Tabela I do Anexo II, considera-se ocorrido o fato gerador e devido o im-
posto em cada Município em cujo território haja extensão de rodovia explo-
rada. (Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03).

§ 3º - Considera-se ocorrido o fato gerador do imposto no local do estabele-


cimento prestador nos serviços executados em águas marítimas, excetua-
dos os serviços descritos no subitem 20.01 da lista descrita na Tabela I do
Anexo II. (Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03).

Artigo 207-A - A liberação do “Habite-se e/ou Certificado de Conclusão de


Obra” fica condicionada, à comprovação pelo contribuinte do recolhimento
do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN, incidente sobre
as atividades realizadas na obra. (Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de
22/12/03).
Parágrafo único - Da execução de obras contratadas por pessoa física pa-
ra efeito de recolhimento do ISSQN no disposto no caput deste artigo, será
aplicada a Tabela XIII, do Anexo III, com base no metro quadrado edificado.
(Redação dada pela Lei Complementar nº 1.371, de 20/12/13).

Artigo 207-B – O responsável tributário é a terceira pessoa, vinculada ao


fato gerador da respectiva obrigação, atribuindo ao contribuinte caráter su-
pletivo do cumprimento total ou parcial da obrigação, inclusive no que se
refere a multa e os acréscimos legais. (Redação dada pela Lei Complementar nº 758,
de 22/12/03); LC 1.107, de 22/12/08;

§ 1° - São responsáveis tributários pela retenção na fonte e recolhimento do


Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza –ISSQN: (Redação dada pela Lei
Complementar nº 758, de 22/12/03).

I - as companhias de aviação; (Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de


22/12/03).

II - as instituições financeiras; (Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de


22/12/03).

III - as empresas seguradoras; (Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de


22/12/03).

IV - as agências de propaganda; (Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de


22/12/03).

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V - qualquer entidade pública ou privada responsável direta pelo estabele-
cimento em que ocorrer a realização de eventos, que configurem fato gera-
dor de imposto, no Município; (Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de
22/12/03).

VI - os órgãos da Administração Pública, direta ou indireta, empresas públi-


cas, sociedades de economia mista, autarquias e fundações, quer Federais,
Estaduais ou Municipais; (Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03).

VII - as Entidades Educacionais e Assistenciais, com ou sem fins lucrativos;


(Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03).

VIII – as Concessionárias de Serviços Públicos; (Redação dada pela Lei Comple-


mentar nº 758, de 22/12/03).

IX – os hospitais, clínicas, sanatórios, laboratórios de análises, ambulatórios,


prontos-socorros, manicômios, casas de saúde, de repouso e de recupera-
ção, planos de saúde e congêneres; (Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de
22/12/03).

X – os hotéis, pensões, pousadas ou congêneres; (Redação dada pela Lei Com-


plementar nº 758, de 22/12/03).

XI – os estabelecimentos industriais, os super/hiper-mercados e “Shopping


Centers” (Central de Compras). (Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de
22/12/03).

§ 2º - Quando o prestador do serviço não emitir ou estiver impedido de emitir


documento fiscal próprio para a operação, ou deixar de comprovar sua ins-
crição cadastral, a fonte pagadora do serviço reterá o montante do imposto
devido, e o recolherá no prazo fixado para o seu pagamento. (Redação dada
pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03).

§ 3º - Os responsáveis pelo crédito tributário estão obrigados ao recolhimen-


to integral do imposto devido, multa e acréscimos legais, independentemen-
te de ter sido efetuada sua retenção na fonte. (Redação dada pela Lei Complemen-
tar nº 758, de 22/12/03).

§ 4º - Sem prejuízo do disposto no caput e no § 3º deste artigo, são respon-


sáveis: (Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03).

I – o tomador ou intermediário de serviço proveniente do exterior do País ou


cuja prestação se tenha iniciado no exterior do País; (Redação dada pela Lei Com-
plementar nº 758, de 22/12/03).

II – a pessoa jurídica, ainda que imune ou isente, tomadora ou intermediária


dos serviços descritos nos subitens 3.05, 7.02, 7.04, 7.05, 7.09, 7.10, 7.12,
7.14, 7.15, 7.16, 7.17, 7.19, 11.02, 17.05 e 17.10 da lista descrita na Tabela
I do Anexo II. (Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03).

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§ 5º – Sem prejuízo do disposto no § 2º deste artigo, os responsáveis tribu-


tários ficam desobrigados da retenção e do pagamento do imposto em rela-
ção aos serviços tomados ou intermediados, quando o prestador de servi-
ços: (Redação dada pela Lei Complementar nº 1107, de 22/12/08).

I - for profissional autônomo;


II – for profissional liberal;
III – for sociedade constituída na forma do § 5º do artigo 208.

§ 6º – Para fins do disposto no parágrafo anterior, o responsável tributário


deverá exigir que o prestador dos serviços comprove seu enquadramento
em uma das condições previstas nos incisos I, II e III, por meio de declara-
ção cadastral, além de exigir a apresentação dos seguintes documentos fis-
cais: (Redação dada pela Lei Complementar nº 1107, de 22/12/08).

a) nota fiscal de serviços se for sociedade constituída na forma do § 5º do


artigo 208, ou recibo, de que conste, no mínimo, o nome do contribuinte, o
número de sua inscrição no Cadastro de Contribuintes Mobiliários - CCM,
seu endereço, a descrição do serviço prestado, o nome do tomador do ser-
viço e o valor do serviço, se for profissional liberal ou autônomo;

b) comprovante de que tenha sido recolhido o Imposto (I.S.S.Q.N.), corres-


pondente ao exercício anterior, salvo se inscrito posteriormente;

c) cópia da ficha de inscrição no cadastro fiscal mobiliário.

§ 7º – Os responsáveis tributários de que trata o § 5º e caput deste artigo,


não ficam dispensados da emissão e escrituração de documentos fiscais
referentes aos serviços por eles tomados, aplicando-se a eles, no que cou-
ber, as demais normas da legislação municipal do Imposto Sobre Serviços
de Qualquer Natureza – I.S.S.Q.N.”. (Redação dada pela Lei Complementar nº 1107, de
22/12/08).

Artigo 207-C - Considera-se estabelecimento prestador o local onde o con-


tribuinte desenvolva a atividade de prestar serviços, de modo permanente
ou temporário, e que configure unidade econômica ou profissional, sendo
irrelevante para sua caracterização as denominações de sede, filial, agên-
cia, posto de atendimento, sucursal, escritório de representação ou contrato
ou quaisquer outras que venham a ser utilizadas. (Redação dada pela Lei Comple-
mentar nº 758, de 22/12/03).

§ 1º - A existência de estabelecimento prestador é indicada pela conjunção


parcial ou total, entre outros, dos seguintes elementos: (Redação dada pela Lei
Complementar nº 758, de 22/12/03).

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I - manutenção de pessoal, material, máquinas, instrumentos, equipamentos
necessários à execução dos serviços; (Redação dada pela Lei Complementar nº 758,
de 22/12/03).

II - estrutura organizacional ou administrativa; (Redação dada pela Lei Complemen-


tar nº 758, de 22/12/03).

III - inscrição nos órgãos previdenciários; (Redação dada pela Lei Complementar nº
758, de 22/12/03).
IV - indicação como domicílio fiscal para efeito de outros tributos; (Redação
dada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03).

V - permanência ou ânimo de permanência no local, para exploração eco-


nômica de atividade de prestação de serviços. (Redação dada pela Lei Complemen-
tar nº 758, de 22/12/03).

§ 2º - A circunstância do serviço por sua natureza, ser executado habitual ou


eventualmente, fora do estabelecimento, não o descaracteriza como estabe-
lecimento prestador, para os efeitos deste artigo. (Redação dada pela Lei Comple-
mentar nº 758, de 22/12/03).

§ 3º - São também considerados estabelecimentos prestadores, os locais


onde forem exercidas as atividades de prestação de serviços de diversões
públicas de natureza itinerante. (Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de
22/12/03).

Seção II
Do Cálculo e do Lançamento do Imposto

Artigo 208 - A base de cálculo do imposto é o preço do serviço aplicando-se


as alíquotas relacionadas na Tabela I do Anexo II que integra a presente Lei
Complementar. (Redação dada pela Lei Complementar nº 440, de 23/12/97 e alteradas pelas
Leis Complementares nºs 485, de 05/03/99 e 758, de 22/12/03).

§ 1º - Observada a hipótese da prestação do serviço se der pelo trabalho


pessoal executado pelo próprio contribuinte, trabalhador autônomo e profis-
sional liberal, o imposto será cobrado por meio de alíquotas fixas ou variá-
veis em função da natureza do serviço ou outros fatores pertinentes, não
compreendidos nestes a renda proveniente da remuneração do próprio tra-
balho, de acordo com a Tabela I do Anexo II da presente Lei Complementar.
(Redação dada pela Lei Complementar nº 440, de 23/12/97 e alteradas pelas Leis Complemen-
tares nºs 485, de 05/03/99 e 758, de 22/12/03).

§ 2º - Considera-se trabalhador autônomo, para efeito do § 1º deste artigo,


aquele que presta serviço em caráter domiciliar, com ou sem estabelecimen-
to fixo, a uma ou mais pessoas físicas ou jurídicas, sem relação de emprego
com aquelas. (Redação dada pela Lei Complementar nº 440, de 23/12/97 e alteradas pelas
Leis Complementares nºs 485, de 05/03/99 e 758, de 22/12/03).

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§ 3º - Quando os serviços descritos pelo subitem 3.04 da lista descrita na
Tabela I do Anexo II forem prestados no território de mais de um Município,
a base de cálculo será proporcional, conforme o caso, à extensão da ferro-
via, rodovia, dutos e condutos de qualquer natureza, cabos de qualquer na-
tureza, ou ao número de postes existentes em cada Município. (Redação dada
pela Lei Complementar nº 440, de 23/12/97 e alteradas pelas Leis Complementares nºs 485, de
05/03/99 e 758, de 22/12/03).

§ 4º - Não se incluem na base de cálculo do Imposto Sobre Serviços de


Qualquer Natureza – ISSQN: (Redação dada pela Lei Complementar nº 440, de 23/12/97
e alteradas pelas Leis Complementares nºs 485, de 05/03/99 e 758, de 22/12/03).

I - o valor dos materiais fornecidos pelo prestador dos serviços previstos nos
subitens 7.02 e 7.05 da lista descrita na Tabela I do Anexo II desta Lei Com-
plementar; (Redação dada pela Lei Complementar nº 440, de 23/12/97 e alteradas pelas Leis
Complementares nºs 485, de 05/03/99 e 758, de 22/12/03).

II – e, se houver, o valor da sub-empreitada já tributado. (Redação dada pela Lei


Complementar nº 440, de 23/12/97 e alteradas pelas Leis Complementares nºs 485, de 05/03/99
e 758, de 22/12/03).

§ 5º - Excetuam-se da incidência do ISSQN previsto na Tabela I, do Anexo II


desta Lei Complementar, os serviços constantes nos itens: 1.01, 1.02, 1.04,
4.01, 4.02, 4.04 à 4.16, 4.18, 5.01, 5.03, 5.04. 7.01, 7.11. 7.19, 8.01, 8.02,
9.02, 17.06, 17.09, 17.14, 17.16, 17.19, 17.20, 27.01, 29.01, 30.01, 31.01,
32.01, 35.01 e 37.01, desde que prestados por sociedades, inclusive em-
presariais, que ficarão sujeitas ao imposto calculado em relação a cada pro-
fissional habilitado, sócio, empregado ou não, que preste serviços em nome
da sociedade, embora assumindo a responsabilidade pessoal, nos termos
da legislação aplicável, e não sobre o faturamento. (Redação dada pela Lei Com-
plementar nº 1.036, de 08/02/08)

§ 6º – Para que as sociedades de que trata o parágrafo anterior obtenham o


direito de inserir-se no tratamento fiscal diferenciado ali disposto, deverá a
parte legítima (interessado), ou o seu representante legal, dirigir requerimen-
to à Fazenda Pública Municipal, em cujo texto conste a razão social, os nú-
meros de inscrição municipal, e no CNPJ, endereço completo, telefone para
contato, exposição clara do pedido, devendo acompanhar o respectivo re-
querimento os seguintes documentos necessários: (Redação dada pela Lei Com-
plementar nº 1107, de 22/12/08).

I – cópia do Contrato Social e/ou Ato Constitutivo, devidamente registrados


nos órgãos competentes;
II – cópia da Ficha de Inscrição no Cadastro Mobiliário Municipal;
III – instrumento particular de procuração, se for o caso, devidamente acom-
panhado da cópia xerográfica do RG e CPF do procurador;
IV – cópia das carteiras de registro dos profissionais junto às entidades de
classe representativa das respectivas categorias, que habilitam os mesmos
ao exercício da atividade a que dispostos no objeto contratual da sociedade
requerente, sócio, empregado ou não, que preste serviços em nome da

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mesma, embora assumindo a responsabilidade pessoal, nos termos da le-
gislação aplicável. (Redação dada pela Lei Complementar nº 1107, de 22/12/08).

§ 7º - As sociedades de que trata o § 5º são aquelas cujos profissionais (só-


cios, empregados ou não) sejam habilitados ao exercício da mesma ativida-
de e todos eles prestem serviços pessoalmente, em nome da sociedade,
assumindo responsabilidade pessoal, nos termos da legislação específica.
(Redação dada pela Lei Complementar nº 1107, de 22/12/08).

§ 8º - Excluem-se do disposto no § 5º deste artigo as sociedades que: (Reda-


ção dada pela Lei Complementar nº 1107, de 22/12/08).

I - tenham como sócio pessoa jurídica;


II - sejam sócias de outra sociedade;
III - desenvolvam atividade diversa daquela a que estejam habilitados profis-
sionalmente os sócios;
IV - tenham sócio que delas participe tão-somente para aportar capital ou
administrar;
V - explorem mais de uma atividade de prestação de serviços;
VI – tenham sócio não habilitado para o exercício pleno do objeto social da
sociedade;
VII – sejam formadas por sócios não exercentes da mesma profissão.

§ 9º – As sociedades profissionais elencadas no § 5º deste artigo, recolhe-


rão o imposto sobre serviços de qualquer natureza por cota fixa mensal, de-
vendo o tributo ser calculado com base no valor fixo anual em UFM, deter-
minado na Tabela I do Anexo II, integrantes da presente Lei Complementar,
levando em consideração a natureza do serviço prestado, dividido pelo nú-
mero de meses que compõe o exercício fiscal vigente, sendo tal valor multi-
plicado pelo número de profissionais habilitados, sócio, empregado ou não,
que preste serviços em nome das ditas sociedades. (Redação dada pela Lei Com-
plementar nº 1107, de 22/12/08).

§ 10 – Quando não atendido qualquer dos requisitos fixados nos incisos I


ao VII do § 8º deste artigo, o I.S.S.Q.N. será calculado com base no preço
do serviço, mediante a aplicação das alíquotas previstas na Tabela I do A-
nexo II, integrantes da presente Lei Complementar. (Redação dada pela Lei Com-
plementar nº 1107, de 22/12/08).

§ 11 – Os prestadores de serviços de que tratam o § 5º deste artigo, não


ficam dispensados da emissão e escrituração de documentos fiscais refe-
rentes aos serviços por eles prestados, aplicando-se a eles, no que couber,
as demais normas da legislação municipal do Imposto Sobre Serviços de
Qualquer Natureza – I.S.S.Q.N. (Redação dada pela Lei Complementar nº 1107, de
22/12/08).

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Artigo 209 - No caso de prestação de serviço a crédito, sob qualquer
modalidade, o imposto deve ser pago de uma só vez, sobre o valor total da
operação.

Parágrafo Único - Incluem-se na base de cálculo do imposto o ônus


relativo à concessão do crédito, ainda que cobrados em separado.

Artigo 210 - O valor declarado pelo contribuinte não poderá ser inferior
ao vigente no mercado local.

§ 1º - No caso de declaração de valores notoriamente inferiores aos vi-


gentes no mercado local, a Fazenda Municipal arbitrará a importância a
ser paga, sem prejuízo da cominação das penalidades cabíveis.

§ 2º - O disposto no parágrafo anterior aplica-se aos casos de:

I - inexistência da declaração nos documentos fiscais;

II - não emissão dos documentos fiscais das operações.

Artigo 211 - Quando o contribuinte exercer mais de uma atividade tributá-


ria, adotar-se-á para cálculo do imposto o coeficiente ou a alíquota cor-
respondente à atividade predominante, assim entendida, a critério da Ad-
ministração e de acordo com a natureza das atividades:

I - a que contribui em maior parte para a formação da receita bruta


mensal;

II - a que ocupa maior número de pessoal;

III - a que demanda maior prazo de execução.

Artigo 212 - O imposto será calculado e cobrado por estabelecimento


distinto.
Parágrafo Único - Consideram-se estabelecimentos distintos, para efeitos
deste artigo:

a) os que, embora no mesmo local, ainda que com idênticas atividades,


pertençam a diferentes pessoas físicas ou jurídicas;

b) os que, embora pertencentes a mesma pessoa jurídica ou física, fun-


cionem em locais diversos, não se considerando como tal 02 (dois) ou mais
imóveis contíguos e com comunicação interna, nem as várias salas ou
pavimentos de um mesmo imóvel.

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Artigo 213 - Quando não puder ser conhecido o valor efetivo da receita
bruta, ou ainda quando os registros relativos ao imposto não merecem fé,
o imposto será pelo Fisco calculado sobre a receita bruta arbitrada, a
qual não poderá, em qualquer hipótese, ser inferior ao total das seguintes
parcelas:

I - valor das matérias-primas, combustíveis e outros materiais consumi-


dos ou aplicados no período;

II - valor da folha de salários pagos durante o período, adicionada de


todos os rendimentos pagos no período, inclusive honorários de direto-
res e retiradas de proprietários, sócios ou gerentes, bem como das
respectivas obrigações trabalhistas e sociais;

III - 10% (dez por cento) do valor venal do imóvel, ou parte dele, e das
máquinas e equipamentos utilizados na prestação do serviço, computados
ao mês ou fração;

IV - despesas com fornecimento de água, luz, telefone e demais encar-


gos mensais obrigatórios do contribuinte.

Artigo 214 - O lançamento do imposto far-se-á: (Redação dada pela Lei Comple-
mentar nº 758, de 22/12/03).

I - anualmente, pelo órgão fazendário, com relação as atividades relaciona-


das na Tabela I, do Anexo II, que integra este Código, quando exercidas por
trabalhadores autônomos e profissionais liberais; (Redação dada pela Lei Comple-
mentar nº 758, de 22/12/03).

II - mensalmente, mediante lançamento por homologação, com relação às


atividades relacionadas na Tabela I do Anexo II, que integra este Código,
quando exercidas por empresas prestadoras de serviços ou pessoas a elas
equiparadas. (Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03).

Seção III
Da Documentação Fiscal

Artigo 215 - É obrigatória, por parte dos contribuintes sujeitos ao regime de


lançamento por homologação, a emissão de nota de todas as operações
que constituam ou possam constituir fato gerador do imposto, na forma es-
tabelecida neste Código, as quais deverão estar devidamente registradas
em livro próprio do Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza - I.S.S.Q.N.
(Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03).

Artigo 216 - A nota de transação obedecerá aos requisitos legais, não


podendo ser emendada ou rasurada de modo que lhe prejudique a clareza
ou a veracidade.

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Artigo 217 - A impressão das notas de transação dependerá de prévia


autorização da repartição fazendária competente.

Parágrafo Único - As tipografias e estabelecimentos congêneres são


obrigados a manter registros próprios das notas de transação que imprimi-
rem sempre com autorização prévia.

Artigo 218 - Quando o contribuinte pretender emitir a nota fiscal referente


ao Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza - I.S.S.Q.N. conjuntamente
com a nota referente ao I.C.M.S., em modelo aceito pela autoridade fazen-
dária estadual, ficará obrigado a obter, anteriormente, a autorização fazen-
dária municipal. (Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03).

Artigo 219 - Constituem instrumentos auxiliares da escrita fiscal, os


livros de contabilidade geral do contribuinte, tanto os de uso obrigatório
quanto os auxiliares, documentos fiscais, as guias de recolhimento do
imposto e demais documentos, ainda que pertencentes ao arquivo de ter-
ceiros, que se relacionem direta ou indiretamente, com os lançamentos
efetuados na escrita fiscal ou comercial do contribuinte ou responsável.

Artigo 220 - Cada estabelecimento, seja matriz, filial, depósito, sucursal,


agência ou repartição, terá, no referente à competência do Municí-
pio, escrituração fiscal própria, vedada a sua centralização na matriz ou
estabelecimento principal.

Artigo 221 - Os contribuintes ficam obrigados a apresentar, anualmente,


através de formulário próprio, nos prazos estabelecidos em regulamento, à
Prefeitura Municipal de Lins, uma declaração anual de movimento econômi-
co, sendo dispensados desta obrigação os trabalhadores autônomos, os
profissionais liberais e os contribuintes sujeitos ao regime de alíquota fixa.
(Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03).
Parágrafo único - Os contribuintes que encerrarem as atividades no decor-
rer do exercício apresentarão a declaração referida neste artigo no ato da
baixa da inscrição no Cadastro de Contribuintes. (Redação dada pela Lei Comple-
mentar nº 758, de 22/12/03).

Seção IV
Da Fiscalização

Artigo 222 - A fiscalização do imposto sobre serviços será feita, sistemati-


camente, nos estabelecimentos, vias públicas e demais locais onde se
exerçam atividades tributáveis, pelo órgão competente da Prefeitura, na
forma da Legislação Tributária, observadas as normas deste Código.

Artigo 223 - O sujeito passivo fornecerá todos os elementos necessá-


rios à verificação da exatidão dos totais das operações sobre as quais

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pagou imposto e exibirá todos os elementos da escrita fiscal e da con-
tabilidade geral, sempre que exigidos pelos agentes da Fazenda Municipal.

Seção V
Da Imunidade, Isenção e não Incidência

Artigo 224 - É vedado o lançamento do imposto sobre serviços gravando:

I - os serviços prestados pela União, Estados, Distrito Federal ou Municípios;

II - os serviços religiosos de qualquer culto;

III - os serviços de partidos políticos;

IV - os serviços prestados por instituições de educação e de assistência


social.

§ 1º - O disposto no inciso I deste artigo é extensivo às autarquias no que


se refere aos serviços efetivamente vinculados às suas finalidades essen-
ciais ou dela decorrentes, mas não se estende aos serviços públicos
concedidos.

Artigo 225 - Ficam isentos do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Nature-


za: (Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03).

I - as associações comunitárias e os clubes de serviços cuja finalidade es-


sencial, nos termos do respectivo estatuto, e tendo em vista atos efetiva-
mente praticados, estejam voltados para o desenvolvimento da comunidade;
(Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03).

II - as emissoras de radiodifusão, legalmente sediadas no Município, exceto


quanto aos programas de auditório, com cobrança de ingresso; (Redação dada
pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03).

III - os promotores de concertos, recitais, shows, teatro, quermesse, avant-


primiére cinematográfico, exposições e espetáculos similares, quando reali-
zados com a renda integral para fins assistenciais, de formatura, ou promo-
ções escolares; (Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03).

IV - grupos de teatro amador e entidades culturais, quando os espetáculos


forem realizados sem fins lucrativos, observados os seguintes requisitos:
(Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03).

a) não distribuírem qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas, a


título de lucro ou de participação no seu resultado; (Redação dada pela Lei Com-
plementar nº 758, de 22/12/03).

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CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
Estado de São Paulo
b) aplicarem, integralmente no País os seus recursos de manutenção dos
seus objetivos institucionais; (Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03).

c) manterem escrituração de suas receitas e de suas despesas em livros


revestidos de formalidades capazes de assegurar a sua exatidão; (Redação
dada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03).

V – as atividades desenvolvidas, exclusivamente dentro do Recinto de Ex-


posições do Sindicato Rural de Lins, quando da realização das festividades
da Expolins e da Festa do Peão; (Redação dada pela Lei Complementar nº 540, de
15/02/00 e alterada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03).

VI - á àqueles que praticarem a atividade de transporte de serviço estrita-


mente municipal com veículos de tração animal. (Redação dada pela Lei Comple-
mentar nº 758, de 22/12/03).

Parágrafo único - Devem ser requeridas com oito dias de antecedência a


cada espetáculo, as isenções previstas nos itens III e IV, com a declaração
de que preenchem os requisitos legais para a obtenção do benefício. (Reda-
ção dada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03).

Artigo 226 - O Imposto Sobre Serviços não incide: (Redação dada pela Lei Com-
plementar nº 758, de 22/12/03).

I - sobre os serviços prestados: (Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de


22/12/03).

a) em relação de emprego, quer no setor público, quer no privado; (Redação


dada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03).

b) pelos diretores e membros de conselho consultivo ou fiscal de socieda-


des; (Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03).
II - sobre os serviços de qualquer natureza dos profissionais liberais durante
o primeiro ano de exercício na atividade, após a graduação. (Redação dada pela
Lei Complementar nº 758, de 22/12/03).

Capítulo III
Do Imposto Sobre a Transmissão Bens Imóveis

Seção I
Da Incidência

Artigo 227 - O Imposto Sobre Transmissão "Inter-vivos" por Ato Oneroso


de Bens Imóveis, incide:

I - sobre a transmissão, a qualquer título, da propriedade ou domínio útil


de bens imóveis por natureza ou por acessão física, como definidos na Lei Ci-
vil;

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Estado de São Paulo

II - sobre a transmissão, a qualquer título, de direitos reais sobre imó-


veis, exceto os direitos reais de garantia e as servidões:

III - sobre a cessão de direitos relativos à aquisição dos bens imóveis.

Parágrafo Único - O imposto que trata este artigo refere-se a atos e


contratos relativos a imóveis situados no território deste Município.

Artigo 228 - Estão compreendidos na incidência do imposto:

I - compra e venda;

II - a dação em pagamento;

III - a permuta;

IV - o usufruto e a enfiteuse;

V - os mandatos em causa própria ou com poderes equivalentes para a


transmissão de imóveis e respectivos subestabelecimentos ressalvado o
disposto no artigo 229, inciso IV desta Lei Complementar;

VI - a arrematação, a adjudicação e a remissão;

VII - a cessão de direitos do arredante ou adjudicatário depois de assina-


do o auto de arrematação ou adjudição;

VIII - o valor dos bens imóveis que, na divisão do patrimônio comum ou


na partilha, forem atribuídos a um dos cônjuges separados ou divor-
ciados, ao cônjuge supérstite ou a qualquer herdeiro acima da res-
pectiva meação ou quinhão;

IX - a cessão de direitos à sucessão;

X - a cessão de direitos decorrentes de compromisso de compra e venda;

XI - a cessão de benfeitorias e construção em terreno compromissado à


venda ou alheio;

XII - todos os demais atos onerosos translativos de imóveis, por natu-


reza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis.

Seção II
Da Não Incidência

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CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
Estado de São Paulo
Artigo 229 - O imposto não incide sobre a transmissão dos bens ou direi-
tos:

I - quando efetuado para sua incorporação ao patrimônio de pessoa jurídi-


ca, em pagamento de capital nela subscrito;

II - quando decorrente de fusão, incorporação, cisão ou extinção de pes-


soa jurídica;

III - aos mesmos alienantes, em decorrência de sua desincorporação do


patrimônio da pessoa jurídica a que foram conferidos;

IV - no mandato em causa própria ou com poderes equivalentes e seu


subestabelecimento quando outorgado para o mandatário receber a escri-
tura definitiva do imóvel;

V - na retrovenda, retrocessão, e bem como nas transmissões clausuladas


com pacto de melhor comprador ou pacto comissário, quando voltem os
bens ao patrimônio do alienante, por força de estipulação contratual ou
falta de desatinação do imóvel desapropriado, não se restituindo o imposto
pago;

VI - nas transmissões por desapropriações feitas por empresa pública,


ou por empresa em cujo capital o Município tenha participação majoritária;

VII - no processo de divisão de condomínio e na renúncia pura e simples


do direito à sucessão em inventário e arrolamentos.

Parágrafo Único - O disposto no item II é subordinado à observância dos


seguintes requisitos pelas entidades nele referidas:

a) não distribuírem qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas ren-


das, a título de lucro ou participação no seu resultado;

b) aplicarem integralmente no País os seus recursos na manutenção dos


seus objetivos institucionais;

c) manterem escrituração de suas receitas e despesas em livros revesti-


dos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão.

Artigo 230 - O disposto no artigo anterior não se aplica quando a pessoa


jurídica adquirente tenha como atividade preponderante a venda ou loca-
ção de propriedade imobiliária ou cessão de direitos relativos à sua aqui-
sição.

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§ 1º - Caracteriza-se a atividade preponderante referida neste artigo,
quando mais de 50% (cinqüenta por cento) da receita operacional da
pessoa jurídica adquirente, nos 02 (dois) anos anteriores e 2 (dois) anos
subsequentes à aquisição, decorrer de transações mencionadas neste arti-
go.

§ 2º - Se a pessoa jurídica adquirente iniciar atividade após a aquisição


ou a menos de 02 ( dois) anos antes dela, apurar-se-á a preponderância
referida no parágrafo antecedente levando em conta os 03 (três) primeiros
anos seguintes da aquisição.

§ 3º - Verificada a preponderância referida neste artigo tornar-se-á devi-


do o imposto nos termos da Lei vigente à data da aquisição sobre o va-
lor do bem ou do direito, nesta data.

§ 4º - A disposição deste artigo não é aplicável à transmissão de bens ou


direitos, quando realizada em conjunto com a da totalidade do patrimônio
da pessoa jurídica alienante.

Seção III
Da Imunidade

Artigo 231 - Não é devido o imposto:

I - nas transmissões de imóveis para a União, os Estados, o Distrito Fede-


ral e para os Municípios e suas autarquias, quando destinados aos seus
serviços próprios e inerentes aos seus objetivos, bem como para as au-
tarquias, empresas públicas, cooperativas e empresas privadas que te-
nham fim habitacional sujeito ao programa do Sistema Financeiro de Habitação;
II - nas transmissões de imóveis para partidos políticos, suas fundações,
das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação
e de assistência social, sem fins lucrativos, mas relacionados com finali-
dades essenciais das entidades.

Seção IV
Do Cálculo

Artigo 232 - O imposto será arrecadado pela incidência das seguintes


alíquotas:

I - nas transmissões compreendidas no Sistema Financeiro de Habitação


a que se refere a Lei Federal n. 4.380, de 21 de agosto de 1964 e legis-
lação complementar:

a) sobre o valor efetivamente financiado - 0,5% (meio por cento);

b) sobre o valor restante - 2% (dois por cento);

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II - nas demais transmissões a título oneroso, 2% (dois por cento);

III - em quaisquer outras transmissões 4% (quatro por cento).

Artigo 233 - A base de cálculo do imposto é o valor venal dos bens ou direi-
tos transmitidos:

§ 1º- O valor venal será previamente fixado pela repartição fiscal do Municí-
pio, com bases nos valores constantes do Cadastro Fiscal Imobiliário;

§ 2º - A atribuição do valor do imóvel, para efeito fiscal, far-se-á, no


ato da apresentação da guia de recolhimento ou no prazo máximo de 48
(quarenta e oito) horas.

§ 3º - Nas transmissões "inter-vivos", neste exercício, o valor venal tribu-


tável dos imóveis será o constante da tabela anexa, reajustável mensal-
mente através de decreto executivo e com base nos índices oficiais vigo-
rantes, e o valor venal tributável dos imóveis rurais será o valor da terra
nua constante das Declarações de Propriedade feitas perante ao Insti-
tuto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), reajustados por
força da Portaria MIRAD n. 31, de 11.01.89, acrescido do valor das ben-
feitorias existentes no imóvel, também reajustáveis mensalmente por de-
creto executivo com base nos índices oficiais vigorantes, ressalvado aos
interessados o direito de requerer avaliação judicial.

§ 4º - Para o cálculo do imposto devido pelo fideicomissionário, o valor


será o do tempo em que entrar na posse dos bens legados.
§ 5º - Nas arrematações o valor será correspondente ao preço do maior
lance e nas adjudicações e nas remissões o correspondente ao maior lance
ou à avaliação nos termos do disposto na Lei Processual Civil, conforme caso.

§ 6º - O valor tributável não poderá ser inferior ao que servir de base para o
lançamento dos impostos sobre a propriedade predial e territorial urbana
ou sobre a propriedade territorial rural no último exercício em que tais
impostos tenham sido efetivamente lançados e, quando do lançamento
não constar o valor venal da propriedade, o valor tributável será igual a
10 (dez) vezes o valor respectivo anual que tal lançamento constar.

§ 7º - Provado, em qualquer caso, que o preço ou valor constante do ins-


trumento de transmissão foi inferior ao realmente contratado, será aplica-
da a ambos contratantes multa equivalente a duas vezes a diferença do
imposto não recolhido, sem prejuízo do pagamento deste.

Artigo 234 - Na apuração do valor dos direitos adiante especificados, se-


rão observadas as seguintes normas:

90
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I - o valor dos direitos reais de usufruto, uso e habitação, será o de 1/3 (um
terço) do valor da propriedade;

II - o valor da nua-propriedade será o de 2/3 (dois terços) do valor do imóvel;

III - na constituição de enfiteuse e transmissão do domínio útil, o valor será


de 80% (oitenta por cento) do valor da propriedade;

IV - o valor do domínio direto será de 20% (vinte por cento) do valor da


propriedade.

§ 1º - Nas transmissões "inter-vivos" em que houver reserva em favor do


transmitente do usufruto, uso ou habilitação sobre o imóvel, o imposto
será recolhido na seguinte conformidade;

I - no ato da escritura, sobre o valor da nua-propriedade;

II - por ocasião da consolidação da propriedade plena na pessoa do nú-


proprietário, sobre o valor do usufruto, uso ou habilitação.

§ 2º - É facultado o recolhimento, no ato da escritura, do imposto sobre o


valor integral da propriedade.

§ 3º - Nas cessões de direitos decorrentes de compromisso de compra


e venda, será deduzida do valor tributável a parte do preço ainda não
paga pelo cedente.
§ 4º - Não serão abatidas do valor base para cálculo do imposto quaisquer
dívidas que onerem o imóvel transmitido.

Seção V
Da Arrecadação

Artigo 235 - Nas transmissões "inter-vivos", excetuadas as hipóteses ex-


pressamente previstas nos artigos seguintes, o imposto será arrecadado
antes de efetivar-se o ato ou o contrato sobre o qual incide, se por instrumento
público, e no prazo de 30 (trinta) dias de sua data, se por instrumento particular.

§ 1º - Na arrematação, adjudicação ou remissão, o imposto será


pago dentro de 60 (sessenta) dias a contar desses atos, antes da assi-
natura da respectiva carta e mesmo que esta não seja extraída.

§ 2º - No caso de oferecimento de embargos, o prazo será contado da


sentença transitada em julgado, que os rejeitar.

§ 3º - Nas transmissões realizadas por termo judicial, em virtude de sen-


tença judicial, ou fora do estado, o imposto será pago dentro de 60

91
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(sessenta) dias contados da data da assinatura do termo, do trânsito em
julgado da sentença, ou da celebração do ato ou contrato, conforme o caso.

Seção VI
Do Sujeito Passivo

Artigo 236 - São sujeitos passivos do imposto:

I - nas transmissões de bens imóveis os adquirentes dos bens ou direitos


transmitidos;

II - nas cessões de direitos decorrentes de compromisso de compra e ven-


da, os cedentes;

III - nas permutas, cada permutante, relativamente ao valor do bem ad-


quirido.

Seção VII
Das Penas

Artigo 237 - Não serão lavrados, registrados, inscritos ou averbados pe-


los tabeliães, escrivães e oficiais de Registro de Imóveis, os atos e termos
de seu cargo, sem a prova de arrecadação do imposto.

Artigo 238 - Os serventuários da Justiça serão obrigados a facultar aos


encarregados da fiscalização, em Cartório, o exame dos livros, autos, pa-
péis que interessam à arrecadação do imposto.

Parágrafo Único - As precatórias oriundas de outros Municípios e Esta-


dos, para avaliação de bens situados em Lins, não serão devolvidas sem o
pagamento do imposto.

Artigo 239 - Os serventuários de Justiça que infringirem as disposições


desta Lei Complementar ficam sujeitos à multa de 50% (cinqüenta por
cento) do valor do imposto não recolhido, respondendo solidariamente tam-
bém pelo imposto não arrecadado.

Parágrafo Único - As penas deste artigo serão também aplicáveis aos


tabeliães e escrivães quando os dizeres constantes das guias de recolhi-
mento não correspondem aos dados da escritura ou termo.

Capítulo IV
Do Imposto Sobre a Venda a Varejo de
Combustíveis Líquidos e Gasosos

Seção I

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CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
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Da Incidência

Artigo 240 - SUPRIMIDO. (Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03)

Seção II
Do Sujeito Passivo

Artigo 241 - Sujeito passivo ou contribuinte do imposto é o estabeleci-


mento comercial ou industrial que realizar operações de venda descritas
no artigo anterior.

§ 1º - Considera-se estabelecimento o local, construído ou não onde o


contribuinte exerce sua atividade, em caráter permanente, temporário ou
eventual, de comercialização, a varejo, dos combustíveis sujeitos ao imposto.

§ 2º - Para efeito de cumprimento da obrigação será considerado autô-


nomo cada um dos estabelecimentos permanentes ou temporários, in-
cluídos os veículos utilizados no comércio ambulante de combustível.

§ 3º - O disposto no § 2., não se aplica aos veículos utilizados para sim-


ples entrega de produtos a destinatários certos, em decorrência de ven-
da já tributada no estabelecimento vendedor.

§ 4º - O cadastro de contribuinte do Imposto sobre Vendas a Varejo de


Combustíveis Líquidos e Gasosos será formado pelos dados da inscri-
ção e respectivas alterações promovidas pelo sujeito passivo, além dos
elementos obtidos pela fiscalização.

§ 5º - Para a formação do cadastro de que trata este artigo, poderão ser


utilizados dados do Cadastro de Contribuintes Mobiliários - CCM.

Artigo 242 - Consideram-se também sujeito passivo da obrigação tributária:

I - as lojas de sociedades civis de fins não lucrativos, inclusive cooperati-


vas que pratiquem com habitualidade as operações de venda a varejo de
combustíveis líquidos e gasosos;

II - as instalações de órgão da Administração Pública direta, de autar-


quia ou de empresa pública federal, estadual e municipal, que venda a
varejo produtos sujeitos ao imposto, ainda que a compradores de de-
terminada categoria profissional ou funcional.

Artigo 243 - São sujeitos passivos por substituição, o distribuidor e o


atacadista de produtos combustíveis relativamente ao imposto devido pa-
ra a venda a varejo promovida por contribuinte, por micro-empresa ou por
contribuinte isento.

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CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
Estado de São Paulo

Artigo 244 - São responsáveis, solidariamente, pelo pagamento do impos-


to devido:

I - o transportador, em relação a produtos transportados e comercializados


a varejo durante o transporte;

II - o dono do armazém ou do depósito, que mantenha sob sua guarda, em


nome de terceiro, combustíveis à venda direta ou consumidor final.

Seção III
Do Cálculo

Artigo 245 - A base de cálculo do imposto é o valor de venda do combus-


tível líquido ou gasoso, a varejo, incluídas as despesas adicionais debi-
tadas pelo distribuidor ou varejista.

Seção IV
Da Arrecadação

Artigo 246 - O imposto será arrecadado pela incidência da alíquota de


1,5% (um e meio por cento) sobre o valor da venda, exceto sobre o gás
liqüefeito de petróleo.
Parágrafo Único - Fica extinta a arrecadação deste imposto, a partir de
01 de janeiro de 1996, conforme determina o artigo 4. da Emenda Consti-
tucional n. 03, de 17 de março de 1993.

Artigo 247 - O valor do imposto a recolher será apurado quinzenal-


mente, e pago através de guia preenchida pelo contribuinte em modelo
aprovados pela Prefeitura, da seguinte forma:

I - o imposto gerado no período do 1. ao 15. dia será recolhido até o dia


25 do mês em curso;

II - o imposto gerado no período do 16. ao 30. ou 31. dia será recolhido até
o dia 10 do mês subsequente.

Seção V
Dos Convênios

Artigo 248 - O poder Executivo poderá celebrar convênios com Estados


e Municípios, objetivando a implementação de normas e procedimentos
que objetivem a cobrança do tributo. O convênio poderá disciplinar a
substituição tributária, em casos de substituto sediado em outro Município.

Seção VI

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Das Penas

Artigo 249 - SUPRIMIDO. (Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03)

Título III
Das Taxas

Capítulo I
Da Taxa de Expediente

Seção I
Da Incidência e dos Contribuintes

Artigo 250 - A taxa de expediente tem como fato gerador a prestação de


serviços administrativos específicos a determinado contribuinte ou grupo
de contribuintes. (Redação alterada pela LC 1.323, de 28/12/12).

§ 1º - A taxa de expediente é devida por quem efetivamente requerer,


motivar ou der início à prática de quaisquer dos serviços específicos a que
se refere este artigo.

§ 2º - O servidor municipal, qualquer que seja seu cargo, função ou vín-


culo empregatício, que prestar o serviço, realizar a atividade ou forma-
lizar o ato pressuposto do fato gerador da taxa sem o pagamento do
respectivo valor, responderá solidariamente com o sujeito passivo pela
taxa não recolhida, bem como pelas penalidades cabíveis.

§ 3º - É vedado o lançamento da taxa de expediente na emissão de carnes


para pagamento de tributos. (Redação dada pela LC 1.323, de 28/12/12).

Seção II
Do Cálculo

Artigo 251 - A taxa de expediente será cobrada pela aplicação, sobre o


valor da U.F.M. dos percentuais relacionados na Tabela que integra este
Código.

Seção III
Do Pagamento

Artigo 252 - A cobrança de taxa de expediente será feita por meio de


guia, conhecimento ou autenticação do requerimento, antes de protocola-
do o documento, lavrado o ato ou registrado o contrato, conforme o caso.

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CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
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Artigo 253 - O órgão do Protocolo não poderá aceitar qualquer docu-
mento sem o comprovante do pagamento da taxa de expediente, quando
exigível.

§ 1º - O indeferimento do pedido, a formulação de novas exigências ou a


desistência do peticionário não dão origem à restituição da taxa.

§ 2º - O disposto no parágrafo anterior aplica-se, quando couber, aos ca-


sos de autorização, permissão e concessão, bem como à celebração,
renovação e transferência de contratos.

Artigo 254 - Ficam isentos do pagamento da taxa de expediente:

I - os pedidos e requerimentos de qualquer natureza e finalidade, a-


presentados pelos órgãos da Administração direta da União, Estados,
Distrito Federal e Municípios, desde que atendam às seguintes condições:

a) sejam apresentados em papel timbrado e assinados pelas autorida-


des competentes;

b) refiram-se a assuntos de interesse público ou a matéria oficial,


não podendo versar sobre assuntos de ordem particular, ainda que
atendido o requisito de alínea "a" deste inciso;

II - os contratos e convênios de qualquer natureza e finalidade, la-


vrados com os órgãos a que se refere o inciso I deste artigo, observa-
das as condições nele estabelecidas;

III - os requerimentos e certidões de servidores municipais, ativos ou


inativos, sobre assuntos de natureza funcional;

IV - os requerimentos e certidões relativos ao serviço de alistamento mili-


tar ou para fins eleitorais;

V - petição em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder;

VI - petição e certidão para a defesa de direitos e o esclarecimento de


situações de interesse pessoal.

Parágrafo Único - O disposto no inciso I deste artigo, observadas as su-


as alíneas, aplica-se aos pedidos e requerimentos apresentados pelos ór-
gãos dos respectivos poderes Legislativo e Judiciário.

Capítulo II
Da Taxa de Licença

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CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
Estado de São Paulo
Seção I
Da Incidência e dos Contribuintes

Artigo 255 - A taxa de licença é devida em decorrência da atividade da


administração pública, que, no exercício regular do poder de polícia do
Município, regula a prática de ato abstenção de fato em razão do
interesse público concernente à segurança, à higiene, à saúde, à or-
dem, aos costumes, à localização de estabelecimentos comerciais, indus-
triais e prestadores de serviços, ao exercício de atividades dependentes de
concessão ou autorização do Poder Público, à disciplina das construções e
do desenvolvimento urbanístico, à estética da cidade, à tranquilidade pública
ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos.

Parágrafo Único - No exercício da ação reguladora e fiscalizadora, ineren-


tes ao Poder de Polícia, as autoridades municipais, visando a conciliar a
atividades pretendida com o planejamento físico e o desenvolvimento
sócio-econômico do Município, levarão em conta, entre outros fatores, o
ramo da atividade a ser exercida, a localização do estabelecimento e
os benefícios resultantes para a comunidade.

Artigo 256 - A taxa será exigida nos casos de concessão de licença para:

a) localização e funcionamento de estabelecimentos industriais, co-


merciais e de prestação de serviços;

b) exercício de comércio eventual, ambulante;

c) execução e conservação de obras particulares de construção civil;


d) execução de loteamentos e arruamentos;

e) ocupação de área em vias e logradouros públicos;

f) publicidade em geral;

g) abate de animais em matadouros;

h) permissão de estacionamento de veículos de aluguel e, transferên-


cia no ponto de estacionamento de veículos de aluguel do:

a) permissionário;

b) veículo;

c) ponto de estacionamento;

i) tráfego de veículos não abrangidos pela competência estadual de


tributar, a ser regulamentado por Decreto do Executivo;

97
CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
Estado de São Paulo

j) uso precário de áreas em vias e logradouros públicos para exercício


de comércio alternativo;

k) impacto ambiental. (Redação dada pela Lei Complementar nº 1.209, de 24/03/10)

Artigo 257- SUPRIMIDO. (Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03)

Artigo 258 - Nenhuma pessoa física ou jurídica, que opere no ramo da


produção, industrialização ou prestação de serviços, poderá iniciar ativi-
dades no Município, sejam elas permanentes, intermitentes ou temporá-
rias, exercidas ou não em estabelecimento fixo, sem prévia licença da Pre-
feitura.

Artigo 259 - O contribuinte que se recusar a exibir ao Fisco os livros e


documentos fiscais, ou embaraçar, ou procurar inibir a apuração dos tri-
butos, terá sua licença cassada ou suspensa, sem prejuízo da cominação
das penas cabíveis.

Seção II
Do Cálculo

Artigo 260 – A taxa de licença será cobrada pela aplicação sobre o valor em
UFM, constante da Tabela II, do Anexo IIII, que integra este Código. (Redação
alterada pela Lei Complementar nº 440, de 23/12/97 e alterada pela Lei Complementar nº 758, de
22/12/03).

Parágrafo único – (Redação alterada pela Lei Complementar nº 440, de 23/12/97 e alterada
pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03; e suprimido pela Lei Complementar nº 1.371, de
20/12/13).

Seção III
Do Pagamento

Artigo 261 - A cobrança da taxa de licença será feita por meio de guia,
conhecimento ou autenticação mecânica, nas condições estabelecidas
na Tabela IV que integra este Código.

Artigo 262 - A cassação, restrição ou qualquer outra modificação nos


termos, prazos, locais ou quaisquer outros elementos da licença não
exoneram o contribuinte do pagamento de taxa respectiva nem dão direito à
restituição do que já tiver sido pago.

Seção IV
Da Isenção e Não Incidência

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Artigo 263 - Ficam isentos do pagamento da taxa de licença as seguintes
atividades e atos: (Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03; pela LC nº
1.082, de05/08/08; LC nº 1.092, de 15/09/08;

I - a execução de obras em imóveis de propriedade da União, Estados, Dis-


trito Federal e Municípios, exceto quando no caso de imóveis em regime de
enfiteuse ou aforamento, quando a taxa devida será da responsabilidade do
titular do domínio útil; (Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03)

II - a publicidade de caráter filantrópico, religioso, patriótico, concernente a


seguranças nacionais, referentes às campanhas eleitorais e campanhas e-
ducativas; (Redação dada pela Lei Complementar nº 523 de 26/10/99 e alterada pela Lei
Complementar nº 758, de 22/12/03)

III - a ocupação de áreas em vias e logradouros públicos por: (Redação dada


pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03)

a) feiras de livros, feiras desenvolvidas de maneira manual e artesanal, ex-


posições, concertos, retretas, palestras, conferências e demais atividades de
caráter notoriamente cultural ou científico; (Redação dada pela Lei Complementar nº
758, de 22/12/03)

b) exposições, palestras, conferências, pregações e demais atividades de


cunho notoriamente religioso; (Redação dada pela Lei Complementar nº 758, de
22/12/03)

c) a propaganda feita por candidatos e representantes de partidos políticos,


durante a fase da campanha, observada a legislação eleitoral em vigor; (Re-
dação dada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03)

IV – aquelas desenvolvidas, exclusivamente, dentro do Recinto de Exposi-


ções do Sindicato Rural de Lins, quando da realização das festividades da
Expolins e da Festa do Peão. (Redação dada pela Lei Complementar nº 540, de
15/02/2000 e alterada pela Lei Complementar nº 758, de 22/12/03)

V – comércio ambulante praticado por aposentados e idosos, com idade i-


gual ou superior a 65 anos. (Redação dada pela Lei Complementar nº 1.082, de 05/08/08)

§ 1º – Para fazer jus aos benefícios constantes do inciso V o interessado


deverá comprovar, perante o órgão competente da Prefeitura Municipal de
Lins, a condição de aposentado ou idoso, mediante a apresentação de do-
cumento hábil. (Redação dada pela Lei Complementar nº 1.082, de 05/08/08)

§ 2º - Excetuam–se das disposições do inciso V, os aposentados por invali-


dez. (Redação dada pela Lei Complementar nº 1.082, de 05/08/08)

§ 3º - A Licença Especial para aposentados e idosos, concedida com isen-


ção de taxa de licença para comércio ambulante, fica condicionada ao en-

99
CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
Estado de São Paulo
quadramento do beneficiado aos seguintes requisitos: (Redação dada pela Lei
Complementar nº 1.092, de 15/09/08)

a) ser a única fonte de renda para a sua sobrevivência em caso de pessoa


idosa;
b) enquadrar-se como complementação de renda, no caso de aposentado
que perceba até um e meio salário mínimo;
c) comercializar somente mercadorias artesanais, caseiras ou de fabrica-
ção por pequenas empresas, ficando proibido o comércio de produtos in-
dustrializados nacional ou importados, de grande produção;
d) residir no município de Lins e apresentar comprovante de residência;
e) comercializar produtos ou mercadorias que não façam concorrência
direta com os comerciantes estabelecidos no Município;
f) estar o interessado devidamente inscrito na Prefeitura Municipal de
Lins e em dia com as obrigações tributárias.

§ 4º - A Licença Especial concedida aos aposentados e idosos por inter-


médio desta Lei Complementar será pessoal e intransferível a qualquer
título, inclusive por sucessão e, poderá ser revogada a qualquer tempo, em
caso de infração às normas estabelecidas ou por contrariar ou ser incon-
veniente ao interesse público, não sendo passível de indenização ou com-
pensação.(Redação dada pela Lei Complementar nº 1.092, de 15/09/08)

Artigo 263-A – O requerimento para concessão do benefício fiscal previsto


nesta Lei Complementar deverá ser encaminhado à Fazenda Pública Mu-
nicipal de Lins, anualmente, para apreciação a qual o apreciará mediante
despacho. .(Redação dada pela Lei Complementar nº 1.092, de 15/09/08)

§ 1º - A licença especial, caso deferida, terá tempo determinado de valida-


de para o exercício fiscal subseqüente ao de sua concessão e deverá ser
renovada antes da expiração de cada período, cessando automaticamente
os seus efeitos a partir do primeiro dia do período para o qual o interessa-
do deixar de promover a continuidade do reconhecimento da isenção.

§ 2º - O despacho referido no caput deste artigo não gera direito adquirido,


aplicando-se quando cabível o disposto no artigo 155 e seus incisos do
Código Tributário Nacional.

§ 3º - Os beneficiários da isenção, aposentados e idosos, deverão atender


as exigências administrativas consoantes às normas estabelecidas no Có-
digo de Defesa do Consumidor, Código Tributário Nacional e Municipal,
Código Sanitário e demais legislações em vigor.

§ 4º - A Administração zelará pelo cumprimento da presente Lei Comple-


mentar, mediante rigorosa fiscalização, sendo obrigatório o porte e a apre-
sentação, quando solicitada, da Licença Especial pelo beneficiário da isen-
ção.

100
CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
Estado de São Paulo

Artigo 264 - Independem de concessão de licença e, por conseguinte, não


estão sujeitos ao pagamento da taxa respectiva:

I - o funcionamento de quaisquer das repartições da administração


direta e das autarquias federais, estaduais, municipais e do Distrito Federal;

II - as obras públicas de qualquer natureza;

III - os loteamentos e arruamentos promovidos pelo poder público,


diretamente ou através de órgãos da administração indireta;

IV - qualquer atividade da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.

Capítulo III
Da Taxa de Serviços Diversos

Seção I
Da Incidência e dos Contribuintes

Artigo 265 - A taxa de serviços diversos é devida pela execução, pelos


órgãos próprios da Municipalidade, dos seguintes serviços:

I - de apreensão de bens, de animais, de mercadorias e de veículos;

II - depósito e liberação de bens, animais e mercadorias apreendidos;

III - demarcação, alinhamento, nivelamento de imóveis;

IV - cemitérios.

Parágrafo Único - A taxa a que se refere o artigo é devida:

I - nas hipóteses dos incisos I e II deste artigo, pelo proprietário, possui-


dor a qualquer título ou qualquer outra pessoa física ou jurídica, que re-
queira, promova, ou tenha interesse na liberação dos bens, animais ou
mercadorias apreendidos;

II - na hipótese do inciso III deste artigo, pelos proprietários, titulares


do domínio útil ou possuidores a qualquer título dos imóveis demarca-
dos, alinhados ou nivelados, aplicando-se, no que couber, a regra de
solidariedade a que se refere o parágrafo único do artigo 192;

101
CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
Estado de São Paulo
III - na hipótese do inciso IV deste artigo pela prestação de serviços rela-
cionados com o cemitério, segundo as condições e formas previstas
em regulamento e de acordo com as tabelas integrantes deste Código.

Seção II
Do Cálculo

Artigo 266 - A taxa de serviços diversos será calculada mediante a apli-


cação, sobre o valor da U.F.M., dos percentuais a serem baixadas por
Decreto do Poder Executivo Municipal.

Parágrafo Único - O pagamento da taxa prevista nos incisos I e II


do artigo 265 não exclui o pagamento dos demais tributos e penalidades
pecuniárias a que estiver sujeito o contribuinte.

Seção III
Do Pagamento

Artigo 267 - A taxa de serviços diversos será paga mediante guia de


recolhimento ou autenticação mecânica, anteriormente à execução dos
serviços.

Seção IV
Da Isenção e Não Incidência

Artigo 268 - Ficam isentos do pagamento da taxa de serviços os imó-


veis relacionados nos incisos do artigo 201 e nos incisos do parágrafo pri-
meiro do artigo 203 deste Código. (Redação dada pela Lei Complementar nº 440,
de 23/12/97 e alteradas pelas Leis Complementares nºs 519, de 24/09/99 e 542, de
21/02/00).

Artigo 268-A – Ficam isentos do pagamento da taxa de serviços os imó-


veis relacionados nos incisos do artigo 201 e nos incisos do parágrafo
primeiro do artigo 203 deste Código. (Redação dada pela Lei Complementar nº
542, de 21/02/2000).

Capítulo IV
Da Taxa de Coleta de Lixo Domiciliar

Seção I
Da Incidência e dos Contribuintes

102
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Estado de São Paulo
Artigo 269 - A taxa de coleta de lixo domiciliar tem como fato gerador a
utilização, efetiva ou potencial do serviço de coleta, transporte e destinação
de lixo prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. (Redação dada
pela LC 1.323, de 28/12/12).

Parágrafo Único - Consideram-se serviços de limpeza:

I - a coleta e remoção de lixo domiciliar;

II - a varrição, a lavagem das vias e logradouros.

Artigo 270 - O contribuinte da taxa é o proprietário, o titular do domínio


útil ou possuidor, a qualquer título, de imóveis situados em locais em que a
Prefeitura mantenha, com a regularidade necessária, os serviços a que se
refere o artigo anterior. (Redação dada pela LC 1.323, de 28/12/12).

Seção II
Da Base de Cálculo, Do Lançamento e do Recolhimento

Artigo 271 - A taxa de coleta de lixo domiciliar será calculada em função


do uso e destinação do imóvel, na conformidade da Tabela XII, do Anexo III,
abaixo descrita e que faz parte integrante desta Lei. (Redação dada pela LC
1.323, de 28/12/12).

Parágrafo único – No caso de imóveis de uso misto, o valor da Taxa cor-


responderá ao do item da Tabela concernente à atividade de maior valor.
(Redação dada pela LC 1.323, de 28/12/12/).

TABELA XII
Da Taxa de Coleta de Lixo Domiciliar
LC 1.323, de 28/12/12 – Tabela XII anexa.

Artigo 272 - A taxa de coleta de lixo domiciliar pode ser lançada isolada-
mente, ou em conjunto com outros tributos, mas nos avisos-recibo consta-
rão, obrigatoriamente, os elementos distintivos de cada tributo e os respecti-
vos valores. (Redação dada pela LC 1.323, de 28/12/12).

§ 1º - A Taxa será lançada, anualmente, e parcelada em até dez vezes de


igual teor, vencíveis a cada trinta dias.

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Estado de São Paulo
§ 2º - Se o lançamento ocorrer concomitantemente com o Imposto Predial
Urbano, a data do vencimento da Taxa deverá coincidir com a do vencimen-
to daquele imposto. (Redação dada pela LC 1.323, de 28/12/12).

Artigo 273 - O pagamento da taxa de coleta de lixo domiciliar será feito


nos vencimentos e locais indicados nos avisos-recibo. (Redação dada pela
LC 1.323, de 28/12/12).

Seção III
Da Isenção e da Não Incidência

Artigo 274 - Aplica-se à Taxa de Coleta de Lixo Domiciliar, o disposto na


Seção IV, do Capítulo I, do Título II (artigos 201 a 203), desta Lei Comple-
mentar. (Redação dada pela LC 1.323, de 28/12/12).

Capítulo V
Da Taxa de Prevenção e Combate a Sinistros

Seção I
Da Incidência

Artigo 275 - A Taxa de Prevenção e Combate a Sinistros, fundada no po-


der de polícia do Município, tem como fato gerador a criação de condições
especiais para a manutenção de serviços concernentes à prevenção, ao
combate e à extinção de incêndios ou sinistros, visando, inclusive, a higie-
ne, a saúde e a segurança pública.

§ 1º - A Taxa de Prevenção e Combate a Sinistros incide sobre terrenos


vagos e imóveis edificados ou em construção, ou ainda construções pa-
ralisadas ou em ruínas, embora ainda sujeitos ao imposto territorial urbano;

§ 2º - O sujeito passivo da Taxa é o proprietário ou possuidor, a qualquer


título, do imóvel.

Seção II
Lançamento e Cálculo

Artigo 276 - Para os fins de lançamentos da Taxa de Prevenção e


Combate a Sinistros, serão consideradas as unidades imobiliárias au-
tônomas do perímetro urbano do Município, com ou sem construção,
cadastrados no setor competente da Prefeitura Municipal de Lins.

104
CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
Estado de São Paulo
Parágrafo Único - O lançamento da Taxa será procedido em conjunto com
os demais tributos imobiliários.

Artigo 277 - O cálculo para fins de lançamento da taxa, será pela aplica-
ção do valor padrão por metro quadrado, de acordo com a tabela abaixo,
sobre o valor base de cento e vinte e cinco por cento da Ufir: (Redação dada
pela Lei Complementar nº 440, de 23/12/97 e alterada pela Lei Complementar nº 1.233, de
29/09/10).

VALOR BASE VALOR PADRÃO TIPO DO IMÓVEL


POR M2
125% Ufir´s 0,0140 Terrenos vazios
125% Ufir´s 0,0400 Residência
125% Ufir´s 0,0640 Comércio
125% Ufir´s 0,0840 Indústrias/Postos de Gasolina/Depósitos de Gás

Seção III
Da Isenção e da Não Incidência

Artigo 278 - Aplicam-se à Taxa de Prevenção e Combate a Sinistros,


o disposto na Seção IV, (art. 201 a 203) desta Lei Complementar. (Obs.: arti-
go revogado pela Lei Complementar nº 440, de 23/12/97)

Capítulo VI

Da Taxa de Fiscalização de Ocupação e de Permanência em Áreas, em


Vias ou Passeios e em Logradouros Públicos

*Redação dada pela Lei Complementar nº 437, de19/12/97 e alterada pela Lei Com-
plementar nº 529, de 08/12/99 (todo o capítulo)

Seção I
Do Fato Gerador e Da Incidência

Artigo 278-A – A Taxa de Fiscalização de Ocupação e de Permanência em


Áreas, em Vias ou Passeios e em Logradouros Públicos, fundada no Poder
de Polícia do Município, concernente ao ordenamento da utilização dos bens
públicos de uso comum, tendo como fato gerador a fiscalização por ele e-
xercida sobre a ocupação, a instalação e a permanência de equipamentos,
tubulações, redes e quaisquer outros objetos, em observância às normas
municipais de posturas relativas à estética urbana, aos costumes, à ordem,
à tranqüilidade, à higiene, ao trânsito e a segurança pública.

Parágrafo único - Considerar-se-á ocorrido o fato gerador da taxa a ocu-


pação, a instalação e a permanência de equipamentos, tubulações, redes e
quaisquer outros objetos em áreas, em vias ou passeios, em logradouros
públicos e na parte inferior do leito das vias, passeios ou logradouros públicos.

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Seção II
Do Sujeito Passivo

Artigo 278-B – O sujeito passivo da taxa é a pessoa física ou jurídica, pro-


prietária, titular do domínio útil ou possuidora, a qualquer título, de equipa-
mentos, tubulações, redes e quaisquer outros objetos localizados na parte
superior ou inferior, em áreas, em vias ou passeios e em logradouros públicos.

Parágrafo Único - São solidariamente responsáveis pelo pagamento da


taxa as pessoas físicas ou jurídicas que direta ou indiretamente estiverem
envolvidas na ocupação, na instalação e na permanência de equipamentos,
tubulações, redes e ou quaisquer outros objetos em áreas, em vias e em
logradouros públicos.

Seção III
Da Base de Cálculo

Artigo 278-C – A base de cálculo da taxa será determinada em função da


natureza, da atividade e da finalidade de utilização dos equipamentos, tubu-
lações, redes e/ou quaisquer outros objetos:

I – postes ou similares: duas e meia Ufir´s por unidade, por mês ou fração;
II – tubulações, redes ou similares que utilizam a parte inferior do leito da via
ou passeio público: um décimo de Ufir por metro linear;

III – postos de atendimento bancário, caixas eletrônicos ou similares: cin-


qüenta Ufir´s por unidade, por mês ou fração.

Seção IV
Do Lançamento e do Recolhimento

Artigo 278-D – A taxa será devida por mês, por ano ou fração, conforme a
modalidade de licenciamento solicitada pelo sujeito passivo ou constatação
fiscal.

Artigo 278-E – Sendo mensal ou anual o período de incidência, o lança-


mento da taxa ocorrerá:

I – no ato da solicitação, quando requerido pelo sujeito passivo;

II – no ato da comunicação, quando constatado pela fiscalização.

Parágrafo Único – Após o recebimento da comunicação efetuada pela fis-


calização, o sujeito passivo ou solidário terá prazo, improrrogável, de dez
dias úteis para realizar o pagamento da referida taxa.”.

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CAPÍTULO VII

(Redação dada pela Lei Complementar nº 1.371, de 20/12/13

Taxa de Licença de Publicidade

Seção I
Da Incidência e dos Contribuintes

Art. 278 - F - A taxa tem por fato gerador a licença para a execução de
publicidade através dos seguintes meios:

I – publicidade visual:
a) sob a forma de cartaz;
b) em mesas, cadeiras ou bancos, toldos, bambinelas, capotas, cortinas
ou assemelhados;
c) em veículos destinados especialmente à propaganda;
d) conduzido por uma ou mais pessoas;
e) impressão e distribuição de panfletos ou assemelhados, em mãos ou
em domicílio;
f) em plano de boca de teatro ou casa de diversão por anúncio;
g) projetado na tela de cinema, por filme ou chapa;
h) em faixas instaladas em vias públicas ou com vistas para as mesmas;
i) emblemas, escudos ou figuras decorativas;
j) letreiro ou dístico, metálico ou não, com indicação de profissão ou ati-
vidade comercial, industrial ou de prestação de serviço;
k) placas colocadas sob o solo na parte externa de estabelecimentos (em
vias públicas), ou interna de galerias, estações, abrigos ou shoppings;
l) painel (outdoor) não luminoso, colocado na parte externa de edifícios
quando estranho às atividades dos mesmos, ou em terrenos com vistas
para ruas ou rodovias:
1- instalados em próprios públicos;
2 - instalados em imóveis particulares;
m) painel luminoso colocado na parte externa de edifícios, quando estra-
nho às atividades dos mesmos, ou em terrenos com vistas para ruas ou
rodovias:
1 - instalados em próprios públicos;
2 - instalados em imóveis particulares;
n) outros meios não especificados nos incisos anteriores;

II – publicidade sonora:
a) com veículo em circulação, destinado especialmente à propaganda;
b) com equipamento em local fixo, destinado especialmente à propagan-
da.

Art. 278-G - Contribuinte é a pessoa física ou jurídica que presta o servi-


ço de publicidade.

107
CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
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Parágrafo único – O beneficiário da publicidade, pessoa física ou jurídi-


ca, a qual, direta ou indiretamente venha se beneficiar da publicidade é o
responsável solidário com o contribuinte da obrigação de recolhimento
da taxa.

Seção II
Da Isenção e da Imunidade

Art. 278- H - São isentos do pagamento da Taxa de Licença de Publici-


dade as entidades sem fins lucrativos, de caráter educacional, cultural,
de assistência ou filantrópicos.

Parágrafo único - A isenção de que trata o caput fica condicionada ao


reconhecimento, pelo Secretário Municipal de Planejamento e Finanças,
à vista de requerimento apresentado pela pessoa física ou jurídica inte-
ressada, no prazo não inferior a 05 (cinco) dias.

Seção III
Da Base de Cálculo, do Lançamento e do Recolhimento

Art. 278 - I -A taxa é calculada conforme o meio de publicidade, aplican-


do-se a Tabela VIII, do Anexo III, abaixo descrita e que faz parte inte-
grante desta Lei Complementar, com a seguinte redação:

Art. 278 – J - O lançamento e o recolhimento devem ocorrer anteriormente


ao início do serviço de publicidade, por declaração do contribuinte.

Parágrafo único – Se o contribuinte não cumprir o disposto no caput, o


lançamento será feito de ofício, não eximindo o infrator das sanções e a-
créscimos legais previstos nesta Lei Complementar nº 256, de 06/03/95 -
Código Tributário Municipal.

Título IV
Da Contribuição de Melhoria

Capítulo Único
Das Disposições Gerais

Seção I
Da Incidência

108
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Artigo 279 - Será devida a contribuição de melhoria no caso de qualquer
das seguintes obras públicas, executadas pelos órgãos da Administração
direta ou indireta do Governo Municipal:

I - abertura, alargamento, pavimentação, recapeamento asfáltico, re-


pavimentação, iluminação, arborização e outros melhoramentos de
praças públicas; (Redação alterada pela Lei Complementar nº 374, de 23/04/97).

II - construção e ampliação de parques, campos de esportes, pontes, tú-


neis e viadutos;

III - construção ou ampliação de sistemas de trânsito rápido, inclusive


todas as obras de edificações necessárias ao funcionamento do sistema;

IV - serviços e obras de abastecimento de água potável, esgotos sanitá-


rios, instalações de redes elétricas, telefônicas, de transportes e co-
municações em geral ou de suprimento de gás, funiculares, ascensores
e instalações de comodidade pública;

V - proteção contra secas, inundações, erosão, ressacas e obras de sa-


neamento e drenagem em geral, diques, cais, desobstrução de barras,
portos e canais, retificação e regularização de cursos d’água e irrigação;

VI - construção, pavimento e melhoramento de estradas de rodagem;

VII - aterros e realizações de embelezamento em geral, inclusive desa-


propriação em desenvolvimento de plano de aspecto paisagístico.

Artigo 280 - As obras ou melhoramento que justifiquem a cobrança da


contribuição de melhoria enquadrar-se-ão em três programas:

I - ordinário, quando referente a obras preferenciais e de iniciativa da


própria Municipalidade;

II - extraordinário, quando referente a obra de menor interesse geral,


solicitada por pelo menos 2/3 (dois terços) dos contribuintes interessados;

III - especial - quando referente a obras permissionárias solicitadas por


100% (cem por cento) dos contribuintes interessados.

Seção II
Dos Contribuintes

Artigo 281 - A contribuição de melhoria será cobrada dos proprietá-


rios de imóveis de domínio privado, situados nas áreas direta lindeiras à
obra onde foi executada.

109
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Estado de São Paulo

§ 1º - Responde pelo pagamento da contribuição de melhoria o proprie-


tário do imóvel ao tempo do seu lançamento e esta responsabilidade se
transmite aos adquirentes e sucessores, a qualquer título, do imóvel beneficiado.

§ 2º - No caso de enfiteuse ou aforamento, responde pela contribuição de


melhoria o enfiteuta ou foreiro.

Seção III
Do Cálculo

Artigo 282 - O cálculo da contribuição de melhoria tem como limite o total


da despesa realizada.

§ 1º - Na verificação do custo da obra serão computadas as despesas de


estudos, projetos, fiscalização, desapropriações, administrações, execu-
ção e financiamento, inclusive prêmios de reembolso e outros de praxe
em financiamentos ou empréstimos.

§ 2º - Serão incluídos nos orçamentos de Custo das obras todos os inves-


timentos necessários para que os benefícios dela sejam integralmente
alcançados pelos imóveis situados nas respectivas zonas de influência.

Artigo 283 - O cálculo da Contribuição de Melhoria se dá relativamente


às testadas dos imóveis lindeiros a cada lado da via ou logradouro público.

§ 1º - Quando ocorrer obra em via ou logradouro público, na qual haja


acesso de vielas ou assemelhadas, excluídos os lindeiros contribuintes,
os demais pagarão pela testada do acesso.

§ 2º - Para a realização de obras públicas, a serem cobertas pela Contribu-


ição de Melhoria, a Prefeitura publicará o respectivo edital comunicando
aos interessados que vai dar início a execução do projeto e que os custos
serão cobrados na forma do caput deste artigo.

§ 3º - Ao término da obra será efetivado o lançamento, em Unidades


Fiscais Municipais - UFMs, podendo os contribuintes optar por pagamen-
to, à vista durante o mês ou recolher a Contribuição de Melhoria em até
36 (trinta e seis) parcelas mensais, conforme o valor lançado, a ser re-
gulamentado por Decreto do Executivo para cada Edital.

§ 4º - As obras previstas nesta Lei Complementar, poderão ser


executadas através do Plano Comunitário de Melhoramentos Municipais
(P.C.M.M.).

110
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Estado de São Paulo
§ 5º - A Prefeitura credenciará as empresas de acordo com os
critérios estabelecidos pela Legislação vigente.

Seção IV
Da Cobrança

Artigo 284 - Para a cobrança da Contribuição de Melhoria, a Adminis-


tração deverá publicar Edital contendo, entre outros, os seguintes ele-
mentos:

I - delimitação da área obtida na forma do artigo 283, e a relação dos imó-


veis nela compreendida;
II - memorial descritivo do projeto;

III - orçamento total ou parcial do custo da obra ou das obras;

IV - determinação da parcela do custo das obras a ser ressar-


cida pela contribuição de melhoria, com o correspondente valor a ser pa-
go por parte de cada um dos imóveis, calculado na forma do artigo 283.

Parágrafo Único - O disposto no artigo aplica-se também aos casos de


cobrança de contribuição de melhoria por obras públicas em execução,
constantes de projetos ainda não concluídos.

Artigo 285 - Os proprietários dos imóveis relacionados na forma do artigo


283 terão o prazo de 30 (trinta) dias, a começar da data da publicação do
Edital a que se refere o artigo 284 para a impugnação de qualquer
dos elementos neles constantes, cabendo ao impugnante o ônus da prova.

Parágrafo Único - A impugnação deverá ser dirigida à autoridade admi-


nistrativa através de petição fundamentada, que servirá para o início do
processo administrativo fiscal, e não terá efeito suspensivo na cobrança
da contribuição de melhoria.

Artigo 286 - Executada a obra de melhoramento na sua totalidade ou


em parte suficiente para beneficiar determinados imóveis, de mo-
do a justificar o início da cobrança de contribuição de melhoria, pro-
ceder-se-á ao lançamento referente a esses imóveis, depois de publicado
o respectivo demonstrativo de custos.

Artigo 287 - O órgão fazendário encarregado do lançamento deverá


notificar o proprietário, diretamente ou por Edital, do:

I - valor da contribuição de melhoria lançada;

II - prazo para o seu pagamento, prestações e vencimentos;

111
CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
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III - prazo para a impugnação;

IV - local de pagamento.

Parágrafo Único - Dentro do prazo que lhe for concedido na


Notificação de lançamento, não inferior a 30 (trinta) dias, o contribu-
inte poderá apresentar, ao órgão lançador, reclamação por escrito contra:

I - o erro na localização ou quaisquer outras características do imóvel;

II - o cálculo do índice atribuído, na forma do artigo 283;


III - o valor da contribuição, determinado na forma do artigo 282;

IV - o número de prestações.

Artigo 288 - Os requerimentos de impugnação, de reclamação como


também quaisquer recursos administrativos, não suspendem o
início ou o prosseguimento das obras, nem terão efeito de obstar a Admi-
nistração na prática dos atos necessários ao lançamento e à cobrança da
contribuição de melhoria.

Seção V
Do Pagamento

Artigo 289 - A contribuição de melhoria será paga de uma só vez ou par-


celadamente.

Artigo 290 - As prestações das contribuições de melhoria serão corri-


gidas monetariamente, de acordo com os coeficientes aplicáveis na cor-
reção dos débitos fiscais, na forma prevista neste Código.

Artigo 291 - O atraso no pagamento das prestações sujeita o contribuinte


à multa de mora de 1% (um por cento) ao mês ou fração.

Artigo 292 - É lícito ao contribuinte liquidar a contribuição de melhoria


com títulos da dívida pública, emitidos especialmente para o financiamento
da obra pela qual foi lançado.

Parágrafo Único - Na hipótese deste artigo, o pagamento será feito pelo


valor nominal do título, se o preço do mercado for inferior.

Seção VI
Da Não Incidência

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Artigo 293 - A contribuição de melhoria não incide sobre imóveis
de propriedade do poder público, exceto os prometidos à venda e
os submetidos a regime de enfiteuse ou aforamento.

Seção VII
Dos Convênios para Execução de Obras
Federais e Estaduais

Artigo 294 - Fica o Prefeito expressamente autorizado a, em nome


do Município, firmar convênios com a União e o Estado para efetuar o
lançamento e a arrecadação da contribuição de melhoria devida por obra
pública federal ou estadual, cabendo ao Município percentagem na receita
arrecadada.
Título V
Dos Preços Públicos

Capítulo Único
Disposições Gerais

Artigo 295 - Os preços públicos serão cobrados em razão das ativida-


des e serviços executados pelo Município, que não caracterizem
os princípios de utilização efetiva ou potencial.

Artigo 296 - Os preços públicos serão fixados por Decreto do Executivo.

Artigo 297 - Em se tratando de serviços públicos municipais concedi-


dos, os preços serão estabelecidos no ato da concessão, respeitados,
em cada caso, o regime da licitação.

Artigo 298 - Os preços públicos se originam de:

I - serviços de natureza industrial, comercial ou civil;

II - utilização de áreas pertencentes ao Município;

III - utilização de espaço em próprios municipais;

IV - utilização de bens municipais;

V - serviços de depósitos, inclusive respectivas diárias e guarda;

VI - serviços técnicos;

VII - serviços diversos;

VIII - exploração de atividades em bens municipais;

113
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IX - outras atividades e serviços nos termos do artigo 295.

Título VI
Das Disposições Finais

Artigo 299 - Fica revogada e como tal insubsistente, para todos


os efeitos, a partir de 1. de janeiro de 1996, toda e qualquer isenção, exo-
neração ou redução de tributos municipais, concedidos por leis gerais ou
especiais.

Artigo 300 - Toda isenção de tributos de competência do Município será


requerida e reconhecida, na forma deste Código.
Parágrafo Único - A isenção de tributos não exime o contribuinte ou res-
ponsável do cumprimento das obrigações acessórias.

Artigo 301 - Para efeitos tributários e de aplicação de penas pecuniárias,


fica mantida a Unidade Fiscal Municipal, criada pela Lei n. 2956, de
29/12/89.

Parágrafo Único - A U.F.M. - Unidade Fiscal Municipal, a vigorar em


janeiro de 1996, será igual ao valor da U.F.M. do mês de dezembro de
1995, corrigida pelo índice federal de atualização.

Artigo 302 - Na execução de obras e serviços municipais, prestados dire-


tamente ou postos à disposição dos contribuintes, poderá ser cobrada a
taxa de administração em percentual não inferior a 20% (vinte por cento),
nem superior a 30% (trinta por cento) incidente sobre o valor do servi-
ço executado, facultado ao Executivo regulamentar sua cobrança.

Artigo 303 - Fica o Prefeito autorizado a instituir, dentro dos re-


cursos orçamentários do Município, concursos internos visando premiar os
funcionários fazendários de maior produtividade.

§ 1º - Os prêmios a que se refere este artigo, constituir-se-ão de certifica-


dos, diplomas, taças, troféus, medalhas e similares, podendo ser represen-
tados por dinheiro.

§ 2º - O Executivo disporá sobre a forma de aferir a produtividade dos


funcionários do fisco, mediante autorização do legislativo.

Artigo 304 - Esta Lei Complementar entrará em vigor em primeiro de ja-


neiro de 1996, revogadas as disposições em contrário.

C.M. de Lins, 13 de fevereiro de 1995


a.Amauri Pinto da Silva

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Presidente
a.José Renato dos Santos Pinto
1. Secretário
a.José Hayden do Vale Barreira
2. Secretário
Registrado e publicado
na Secretaria Adminis-
trativa da C. M. de
Lins, aos 13/02/1995.
a.Aylton Guido Coimbra Paiva
- Diretor Geral -
NMAG

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*ANEXO I
(Obs.: Redação dada pela Lei Complementar nº 440, de 23/12/97 e alteradas pelas Leis
Complementares nºs 485, de 05/03/99 e 916, de 21/12/05)

IMPOSTO PREDIAL E TERRITORIAL URBANO

TABELA I
DESCRIÇÃO DAS ZONAS DE ABRANGÊNCIA FISCAL

ZONA - 01 - Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 01 - quadras 14,


15 e 16 apenas os imóveis com frente para a Rua Osvaldo Cruz; quadras 25, 42, 56
e 72, apenas os imóveis com frente para a Rua Vol. Vitoriano Borges; quadras 21,
46, 52, e 76 apenas os imóveis com frente para a Rua Sete de Setembro, quadras
22, 23 , 24, 43, 44, 45, 53, 54, 55 , 73, 74, 75, 78, 79, todos os imóveis, quadra 80
apenas os imóveis com frente para as Ruas Vol. Vitoriano Borges e Floriano Peixo-
to. SETOR 02 – quadra 06, apenas os imóveis com frente para as Ruas Floriano
Peixoto e Comandante Salgado; quadras 07, 08 e 09 todos os imóveis; quadra 10 somente
os imóveis com frente para a Rua Dom Bosco, e quadras 23, 24 e 25 apenas os imóveis com
frente para a Rua Pedro de Toledo.
VALORES = 59,10 UFIR’S

ZONA - 02 - Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 01 – quadras 21,


46, 52 e 76 excluindo os imóveis com frente para a Rua Sete de Setembro; quadras
14, 15 e 16 excluindo os imóveis com frente para Rua Osvaldo Cruz; quadras 25, 42,
56 e 72, excluindo os imóveis com frente para a Rua Vol. Vitoriano Borges; quadra
80 apenas os imóveis com frente para as Rua Rodrigues Alves e Treze de Maio ;
quadras 20, 47, 51 e 77 apenas os imóveis com frente para a Rua Rosalino Silva, e
quadras 05, 11, 12, 13, 26, 27, 40, 41, 57, 58, 70, 71, 81, 82, 97 e 98 todos os i-
móveis; quadras 95, 96, 99, 106, 106-A e 107, apenas os imóveis com frente para a
Rua Floriano Peixoto. SETOR - 02 - quadra 06, apenas os imóveis com frente para
as Ruas Pedro de Toledo e Maestro Carlos Gomes; quadra 10 excluindo os imóveis com
frente para a Rua Dom Bosco; quadras 16, 16-A, 17, 18, 19, 20, 21, 22 e 135, apenas os
imóveis com frente para a Rua Floriano Peixoto, e quadras 11, 12, 13, 14 e 15 todos os imó-
veis.
VALORES: 36,90 UFIR’S

ZONA 03 - Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 01 – quadras 01, 02,
03, 04, 05, 06, 07, 08, 18, 19, 48, 49 e 50 todos os imóveis, e quadras 20, 47, 51, e
77 excluindo os imóveis com frente para a Rua Voluntário Rosalino Silva.
VALORES = 26,40 UFIR’S

ZONA 04 – Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 01 – quadras 30,


31, 32, 33, 34, 35, 36, 37, 38, 39, 59, 60, 61, 62, 63, 64, 65, 66, 67, 68, 69, 83,
84, 85, 86, 87, 88, 89, 89A, 90, 91, 92, 93, 94, 100, 101, 102, 103, 105 e 120, todos
os imóveis; quadras 104, 111, 113, 114, 117, 118 e 119, excluindo os imóveis com
frente para a Av. José Ariano Rodrigues; quadras 95, 96, 99 e 106A, excluindo os
imóveis com frente para a Rua Floriano Peixoto e quadra 106, excluindo os imóveis
com frente para: Rua Floriano Peixoto e a Av. José Ariano Rodrigues.
VALORES = 19,80 UFIR’S

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ZONA 05 - Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 01 – quadras 106,


104, 111, 113, 114, 117, 118 e 119, somente os imóveis com frente para a Av. José
Ariano Rodrigues; quadra 107, excluindo os imóveis com frente para a Rua Floriano
Peixoto, e quadras 108, 109, 110, 112, 115, 116, 134, 135, 136, 137, 138, 139, 140,
141, 142, 143, 144, 145, 146, 147, 148, 149, 150 e 152, todos os imóveis.
VALORES = 23,30 UFIR’S

ZONA 06 - Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 01 – quadras 121,


151, 153, 154, 155, 156, 157, 164 e 165, todos os imóveis.
VALORES = 23,35 UFIR’S

ZONA 07 - Abrange os imóveis das seguintes quadras : SETOR 01 – quadras 09,


10, 28, 29, 29A, 29B, 29C, 124, 125, 126, 126A, 127, 128, 129, 130, 131, 132 e
133, todos os imóveis e quadras 122 e 184, excluindo os imóveis com frente para a
Rua José Bruno Caffer.
VALORES = 14,50 UFIR’S

ZONA 08 - Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 01 – quadras 158,


159, 160, 166, 167, 168, 169, 170, 178, 179, 180, 181, 182, 183, 185, 186, 187,
188, 189, 190, 191, 192, 193, 194, 195, 196, 197, 198, 199, 200, 201, 202, 203, 204,
205, 206, 207, 208, 209, 210 e 211, todos os imóveis, e quadras 122 e 184, so-
mente os imóveis com frente para a Rua José Bruno Caffer.
VALORES = 15,80 UFIR’S

ZONA 09 - Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 01 – quadras 161,


172, 173, 174, 175 e 176, todos os imóveis.
VALORES = 10,20 UFIR’S

ZONA 10 - Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 02 - quadras 01,


somente os imóveis com testada para a Rua Floriano Peixoto; quadras 02, 30, 31,
32, 33, 34, 35, 61, 62, 63, 64, 66, 67, 68, 70, 70A, todos os imóveis; quadras 03,
29 e 36, excluindo os imóveis com frente para a Rua Marechal Vasques; quadras 60
e 59, excluindo os imóveis com frente para a Av. Duque de Caxias; quadra 58, exclu-
indo os imóveis com frente para a Rua Comandante Salgado e Av. Duque de Caxi-
as, e quadra 71, excluindo os imóveis com frente para a Rua Comandante Salgado.
VALORES = 14,50 UFIR’S

ZONA 11 - Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 02 – quadra 04,


excluindo os imóveis com frente para a Rua Machado Bitencourt; quadras 23, 24, 25,
26, 27, excluindo os imóveis com frente para a Rua Pedro de Toledo; quadras 03, 29
e 36, somente os imóveis com frente para a Rua Marechal Vasques; quadras 59 e
60, somente os imóveis com frente para a Av. Duque de Caxias; quadras 58 e 71,
somente os imóveis com frente para a Rua Comandante Salgado; quadras 85, 86 e
87, somente os imóveis com frente para a Rua Gil Pimentel de Moura e quadras
37, 38, 39, 40, 41, 42, 53, 55, 56, 57, 72 e 73, todos os imóveis.
VALORES = 23,80 UFIR’S

ZONA 12 - Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 02 - quadras 16,


16A, 17, 18, 19, 20, 21 22 e 135, excluindo os imóveis com frente para a Rua Pe-

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Estado de São Paulo
dro de Toledo, quadras 43, 44, 45, 46, 47, 48, 49, 50, 51, 52, 53, 74, 75, 76, 77, 78,
79, 80, 81, 82, 93, 94, 95, 96, 97, 98, 99, 100, 101, 102, 103, 104, 105, 106, 107,
108, 109, 110, 123 e 134, todos os imóveis; quadra 111, somente os imóveis com
frente para a Rua Bela Vista; quadra 112, somente os imóveis com frente para as
Ruas Bela Vista e Guarantã; quadras 113, 116, 117, 120 e 121, somente os imóveis
com frente para a Rua Guarantã; quadras 124, 133 e 136, somente os imóveis com
frente para a Rua Marquês de Tamandaré.
VALORES = 22,00 UFIR’S

ZONA 13 - Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 02 - quadras 127,


130, 139, 142, 277, 278, 279, 280, excluindo os imóveis com frente para a Rua Dr.
Sebastião Soares; quadras 128, 129, 140, 141, 146, 148, 283, 284, 285, 286, 287,
288 e 290, todos os imóveis; quadra 289, somente os imóveis com frente para as
Ruas Jatobá e prolongamento da Rua Albuquerque Lins.
VALORES = 11,00 UFIR’S

ZONA 14 - Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 02 – quadra 111,


excluindo os imóveis com frente para a Rua Bela Vista; quadra 112, somente os
imóveis com frente para as Ruas Da Liberdade e Guaiçara; quadras 113, 116, 117,
120 e 121, excluindo os imóveis com frente para a Rua Guarantã; quadras 114, 115,
118, 119, 122, 124, 125, 126, 131, 132, 133, 136, 137, 138, 143, 144, 145, 238, 275,
276, 314, 315, 316, 317, 318, 319, 320 e 340, todos os imóveis; quadras 127, 130,
139, 142, 277, 278, 279 e 280, somente os imóveis com frente para a Rua Dr. Se-
bastião Soares; quadras 332, 333, 334, 335, 336, 337 e 338, somente os imóveis
com testada para a Rua Antônio Fernandes Ibanhes.
VALORES = 18,50 UFIR’S

ZONA 15 - Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 02 – quadras 69,


321, 339, 344 e 345 , todos os imóveis; quadras 322, 323, 324, 325, 326, 327, 328,
329, 330 e 331, excluindo os imóveis com testada para a Av. Dr. Joaquim M. Prado
Negreiros; quadras 332, 333, 334, 335, 336, 337 e 338, excluindo os imóveis com
testadas para as Ruas Dr. Joaquim M. Prado Negreiros e Antônio Fernandes Iba-
nhes
VALORES = 12,30 UFIR’S

ZONA 16 - Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 02 – quadra 85,


excluindo os imóveis com frente para as Ruas: Gil Pimentel Moura, João Moreira da
Silva e Val de Palmas; quadras 153 e 166, excluindo os imóveis com frente para a
Rua João Moreira da Silva; quadra 166A, excluindo os imóveis com frente para as
Rua João Moreira da Silva e Ten. Florêncio P. Neto; quadras 83, 91, 92, 149, 150,
151, 152, 167, 168, 169, 267, 268, 269 e 270, todos os imóveis.
VALORES = 29,00 UFIR’S

ZONA 17 - Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 02 – quadra 85,


somente os imóveis com frente para as Ruas: João Moreira da Silva e Val de Pal-
mas; quadras 153, 166 e 230, somente os imóveis com frente para a Rua João Mo-
reira da Silva; quadra 166A, somente os imóveis com frente para as ruas: João Mo-
reira da Silva e Tenente Florêncio P. Neto; quadras 86 e 87, excluindo os imóveis
com frente para a Rua Gil Pimentel Moura, quadras 88, 89, 90, 154, 155, 156, 157,
158, 159, 160, 161, 162, 163, 165, 170, 171 e 172, todos os imóveis; quadras 208 e
226, somente os imóveis com frente para a Rua Júlio Gonçalves Salvador; quadra

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227, somente os imóveis com frente para as Ruas: Rua João Moreira da Silva e Júlio
Gonçalves Salvador; quadras 70D, 70E, 70F, 70G, 173 e 174, somente os imóveis
com frente para a Rua Diabase, excluindo os imóveis após a Rua Julio Gonçalves Sal-
vador.
VALORES = 12,30 UFIR’S

ZONA 18 - Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 02 – quadras 70D,


70E, 70F, 70G e 173, excluindo os imóveis com frente para a Rua Diabase; quadra
174, excluindo os imóveis com frente para as Ruas: Da Felicidade e Diabase, até a
esquina com a Rua Júlio Gonçalves Salvador; quadra 226 , excluindo os imóveis
com frente para a Rua Júlio Gonçalves Salvador; quadra 227, excluindo os imóveis
com frente para as Ruas Júlio Gonçalves Salvador e João Moreira da Silva; quadras
225 e 228, excluindo os imóveis com frente para a Rua Da Felicidade; quadra 229,
excluindo os imóveis com frente para as Ruas: João Moreira da Silva e Da Felicida-
de; quadra 208, excluindo os imóveis com frente para as Ruas Júlio Gonçalves Sal-
vador e Da Felicidade, e quadras 70B e 70C, todos os imóveis.
VALORES = 09,70 UFIR’S

ZONA 19 - Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 02 – quadras 001


, excluindo os imóveis com testada para a Rua Floriano Peixoto; quadras 176, 177,
178, 179, 180, 181, 182, 183, 184, 185,186, 187, 188, 189, 190, 191, 192, 193, 194,
195, 196, 197, 198, 199, 200, 201, 203, 204, 206, 207, 209, 216, 224 e 231, todos
os imóveis; quadra 230, excluindo os imóveis com frente para a Rua João Moreira
da Silva; quadras 174, 208, 225, 228 e 229, somente os imóveis com frente para a
Rua Da Felicidade; quadras 205, 233 e 237, somente os imóveis com frente para a
Rua Jacob Melges de Camargo; quadras 175, 210, 222, 239 e 240, somente os i-
móveis com frente para a Rua Pedro Alvares Cabral.
VALORES = 5,30 UFIR’S

ZONA 20 - Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 02 – quadras 205,


233 e 237, excluindo os imóveis com frente para a Rua Jacob Melges Camargo;
quadras 175, 210, 222, 239 e 240, excluindo os imóveis com frente para Rua Pedro
Alvares Cabral; quadras 164, 202, 211, 212, 213, 214, 219, 221 e 234, todos imó-
veis; quadras , 220, 232, 235, 236 e 237, excluindo os imóveis com frente para a Av.
Arquiteto Luiz Saia.
VALORES = 1,65 UFIR’S

ZONA 21 - Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 02 - quadras 217,


218, 241, 242, 243, 244, 245, 246, 247, 248, 249, 250, 251, 252, 253, 254, 255, 256,
257, 258, 259, 260, 261, 262, 263, 264, 265, 266, 272, 291, 292, 293 e 294, todos
imóveis; quadras 220, 232, 235, 236 e 237, somente os imóveis com frente para a
Av. Arquiteto Luiz Saia.
VALORES = 1,50 UFIR’S

ZONA 22 - Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 02 – quadras 295,


296, 297,298, 299, 300, 301, 302, 303, 304, 305, 306, 310, 311, 312, 313, 346, 347,
348, 349, 350, 351, 352, 353, 354, 355, 356, 357, 358, 359, 360, 361 e 362, todos
os imóveis. SETOR 03 – quadras 196, 197, 198, 199, 200, 201, 202, 203, 204, 205,
206 e 207, todos os imóveis.
VALORES = 1,60 UFIR’S

119
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ZONA 23 - Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 02 – quadras 363,
364, 365, 366, 367, 368, 369, 370, 371, 372, 373 e 374, todos imóveis.
VALORES = 3,30 UFIR’S

ZONA 24 - Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 03 – quadras 01,


02, 08, 09, 10, 11, 19, 21, 22, 32, 33, 34, 35, 36, 37, 39, 47, 48, 51 e 83, todos imó-
veis; quadras 38, 49, 50, 60 e 84, excluindo os imóveis com frente para a Av. Nicolau
Zarvos.
VALORES = 8,80 UFIR’S

ZONA 25 - Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 03 – quadras 38,


49, 50, 60, 61, 63, 82C, 84, 94, 96, 97, 98, 101, 102, 105, 106, 109, 110, 113, 114,
117, 120, 133, 164, 165, 166, 168, 184 e 193, somente os imóveis com testada para
a Av. Nicolau Zarvos.
VALORES = 13,20 UFIR’S

ZONA 26 - Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 03 – quadras 03,


04, 05, 06, 07, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 23, 24, 25, 26, 27, 30, 31, 40, 41, 42, 44,
45, 46, 52, 53, 54, 57, 58, 59, 62, 82B, todos os imóveis; quadras 61, 63 e 82C,
excluindo os imóveis com frente para a Av. Nicolau Zarvos.
VALORES = 11,50 UFIR’S

ZONA 27 - Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 03 – quadra 20,


excluindo os imóveis com frente para as Ruas: Rio Grande do Sul e Bauru; quadras
85, 89, 90 e 93 excluindo os imóveis com frente para a Rua Bauru; quadras 123 e
126, excluindo os imóveis com frente para a Av. Da Saudade; quadras 67, 68, 69,
70, 71, 72, 73, 74, 75, 86, 87, 88A, 88B, 88C, 88D, 88E, 88F, 88G, 88H, 88I, 88J,
88K, 88L, 88M, 88N, 88O, 88P, 124, 125, 127, 128, 129, 130, 131, 132, 209, 210,
211 e 224, todos os imóveis.
VALORES = 3,95 UFIR’S

ZONA 28 - Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 03 – quadra 20,


somente os imóveis com frente para as Ruas Rio Grande do Sul até a esquina com a
Rua Douradinho e Bauru; quadra 154, somente os imóveis com frente para a Rua
João José Garcez de Novaes; quadras 85, 89, 90 e 93 somente os imóveis com fren-
te para a Rua Bauru; quadra 155, excluindo os imóveis com frente para a Av. Major
Mattos Guedes; quadras 28, 28A, 29, 64, 65, 66, 79, 79A, 79B, 79C, 79D, 79E, 79F,
79G, 79H, 79I, 79J, 79K, 79L, 121, 122, 134, 135, 136, 137, 138, 139, 140, 141, 142,
143, 144, 145, 146, 147, 148, 149, 150, 156, 157, 158, 159, 167, 208, 213, 214,
215 e 216, todos os imóveis.
VALORES = 5,30 UFIR’S

ZONA 29 - Abrange os imóveis das seguintes quadras : SETOR 03 – quadras 43,


55, 56, 76, 81, 91, 92, 118, 119, 152 e 153, todos os imóveis; quadra 154, excluindo
os imóveis com frente para a Rua João José Garcez de Novaes; quadras 82, 82A e
77, somente os imóveis com frente para a Rua Rockefeller, quadra 155, somente os
imóveis com frente para a Rua Major Mattos Guedes.
VALORES = 7,40 UFIR’S

ZONA 30 - Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 03 – quadras 82,


82A e 77, excluindo os imóveis com frente para a Rua Rockefeller; quadras 78, 82D,

120
CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
Estado de São Paulo
82E, 161, 162, 163 e 225, todos os imóveis; quadras 94, 120, 133, 164, 165 e 166,
excluindo os imóveis com frente para a Av. Nicolau Zarvos.
VALORES = 6,10 UFIR’S

ZONA 31 - Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 03 - quadras 97,


98, 101, 102, 105, 106, 109, 110, 113, 114 e 117, excluindo os imóveis com testada
para a Av. Nicolau Zarvos; quadras 99, 100, 103, 104, 107, 108, 111, 112, 115 e
116, todos os imóveis.
VALORES = 11,50 UFIR’S

ZONA 32 - Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 03 – quadras 168,


184 e 193, excluindo os imóveis com frente para a Av. Nicolau Zarvos; quadras 169,
170, 185, 186, 187, 188, 189, 190, 191, 192 e 194, todos os imóveis.
VALORES = 17,60 UFIR’S

ZONA 33 - Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 03 – quadras


171, 172, 173, 174, 175, 176, 177, 178, 179, 180, 181, 182 e 261, todos os imóveis.
VALORES = 7,50 UFIR’S

ZONA 34 - Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 03 – quadras


218, 219, 220, 262, 263, 287, 288 e 289, todos os imóveis; quadras 221, 222 e 223,
somente os imóveis com frente para a Rua Melchiades Melges de Andrade.
VALORES = 9,70 UFIR’S

ZONA 35 - Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 03 – quadras 285,


286, 290, 291 e parte da Fazenda Boa Vista.
VALORES = 7,00 UFIR’S

ZONA 36 - Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 03 – quadras 221,


222 e 223, excluindo os imóveis com frente para a Rua Melchiades Melges de An-
drade; quadras 226, 227, 228, 229, 230, 231, 232, 233, 234, 235, 236, 237 e 238,
todos os imóveis.
VALORES = 7,50 UFIR’S

ZONA 37 - Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 03 - quadras 183,


239, 240, 241, 242, 243, 244, 245, 246, 247, 248, 249, 250, 251, 252, 253, 254, 255,
256, 257, 258, 259, 260, 269, 292, 293, 294, 295, 296, 297, 298, 299, 300, 301, 302,
303, 304, 305, 306, 308, 324, 325, 326, 327, 328, 329, 330, 331, 332, 333, 334, 335,
336, 337, 338, 339, 340, 341, 342 e 343 todos os imóveis
VALORES = 7,00 UFIR’S

ZONA 38 - Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 04 – quadras 74,


75, 154, 155, 156, 157, 158, 160, 161, 162, 163, 164, 165, 166, 167, 168, 169,
172, 173, 174, 175, 176, 177, 190, 191, 192, 193, 194, 195, 196, 247, 248, 249, 250,
251, 252, 253, 254, 255, 256, 256A, 257, 273, 307, 308, 309, 310, 311, 312, 313,
314, 315 e 316, todos os imóveis.
VALORES = 3,07 UFIR’S

ZONA 39 - Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 04 – quadras 152


e 153, todos os imóveis da Chácara Flora.
VALORES = 1,80 UFIR’S

121
CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
Estado de São Paulo
ZONA 40 - Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 04 – quadras 345,
346 e 347, todos os imóveis da Chácara Iracema.
VALORES = 1,80 UFIR’S
ZONA 41 - Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 04 – quadras 291,
350, 351, 352, 353, 354, 355, 356, 357, 358, 359, 360, 361, 362, 363 e 364 todos os
imóveis.
VALORES = 1,80 UFIR’S
ZONA 42 - Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 04 – quadras 01,
02, 03, 04, 05, 06, 07, 09, 10, 11, 12, 17, 17A, 18, 19, 20, 25 e 26, todos os imó-
veis; quadras 08, 08A, 21, 24 e 27, somente os imóveis com frente para a Rua Dom
Pedro II; quadras 13 e 16, somente os imóveis com frente para a Rua Brasil; qua-
dras 29A, 30, 31, 32, 33, 37, 39, 40, 52, 53, 66 e 66A, somente os imóveis com fren-
te para a Av. São Paulo.
VALORES = 15,80 UFIR’S
ZONA 43 - Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 04 – quadras 14,
15, 41, 42, 43, 48, 49, 50, 51, 54, 55, 56, 57, 62, 63, 64, 65, 67 e 76, todos os imó-
veis; quadras 13 e16, excluindo os imóveis com frente para a Rua Brasil; quadras
39, 40, 52, 53, 66 e 66A, excluindo os imóveis com frente para a Av. São Paulo;
quadras 35, 36 e 37, somente os imóveis com frente para a Rua Dom Pedro II.
VALORES = 13,20 UFIR’S
ZONA 44 - Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 04 – quadras 44,
45, 46, 47, 58, 59, 60, 61, 68, 69, 70, 71, 72, 73, 77, 78, 79, 80, 86, 87, 88, 89, 90,
132, 133, 134, 135, 136, 137, 138, 139, 140, 141, 142, 143, 144, 145, 146, 148, 149,
150 e 151, todos os imóveis; quadras 204, 205, 206, 207, 208, 209, 210, 211, 212,
213, 214, 215, 216, 217, 218, 226, 227, 228, 229, 230, 231, 232, 233, 234, 235, 236,
237, 238, 239 e 240, somente os imóveis com testada para a Av. Wilson Lima.
VALORES = 9,70 UFIR’S
ZONA 45 - Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 04 – quadras 08,
08A,21, 24, 27, 35 e 36, excluindo os imóveis com frente para a Rua Dom Pedro II;
quadra 30, excluindo os imóveis com frente para a Rua Dom Pedro II e Av. São
Paulo; quadra 37, somente imóveis com frente para as Ruas José Fava e Bahia;
quadras 22, 22A, 23, 28, 34, 81, 84, 85, 128, 129, 130, 130A e 130B, todos os imóveis,
quadras 29, 31, 32 e 33, excluindo os imóveis com frente para a Av. São Paulo.
VALORES = 11,45 UFIR’S

ZONA 46 - Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 04 – quadras 126,


198, 199, 200, 201, 202, 203, 220, 221, 222, 223, 224, 225, 241, 242, 243, 244, 245
e 246, todos os imóveis; quadras 204, 205, 206, 207, 208, 209, 210, 211, 212, 213,
214, 215, 216, 217, 218, 226, 227, 228, 229, 230, 231, 232, 233, 234, 235, 236, 237,
238, 239 e 240, excluindo os imóveis com testada para a Av. Wilson Lima; quadras,
275, 276, 277 e 293, somente os imóveis com frente para a Rua Alberto Cardoso.
VALORES = 7,90 UFIR’S

ZONA 47 - Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 04 – quadras 91, 92, 93, 94,
95, 96, 97, 98, 99, 100, 101, 102, 103, 104, 105, 106, 107, 108, 109, 110, 111, 112, 113, 114,
115, 116, 117, 118, 119, 119A,120, 121, 122 e 123, todos os imóveis.
VALORES = 5,30 UFIR’S

122
CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
Estado de São Paulo
ZONA 48 - Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 04 – quadras 180, 181,
182, 183, 184, 185, 186 e 187, todos os imóveis.
VALORES = 7,00 UFIR’S

ZONA 49 - Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 04 – quadras 275, 276, 277
e 293, excluindo os imóveis com frente para a Rua Alberto Cardoso; quadras 278, 279, 280,
281, 282, 283, 284, 285, 286, 287, 288, 289, 290, 292, 294, 295, 329, 330, 331, 332, 334, 335,
336, 337, 338, 339, 340, 341 e 342, todos os imóveis.
VALORES = 4,85 UFIR’S

ZONA 50 - Abrange os imóveis das seguintes quadras: SETOR 04 – quadras 296, 297,
298, 299, 300, 301, 302, 303, 305, 318, 319, 320, 321, 322, 323, 324, 325, 326, 327, 328, 343,
344, 349, 365, 366, 367, 368, 369, 370, 371, 372, 373, 374, 375, 376, 377, 378, 379, 380,
381, 382, 383, 384, 385, 386, 387, 388, 389 e 390 todos os imóveis.
VALORES = 3,07 UFIR’S

ZONA 51 - Abrange as áreas localizadas nas seguintes quadras: SETOR 02 - quadras


147 e 289, todos os imóveis; quadras 322, 323, 324, 325, 326, 327, 328, 329, 330, 331, 332,
333, 334, 335, 336, 337 e 338, somente os imóveis com testada para a Av. Dr. Joaquim Mau-
ra Prado Negreiros.
VALORES = 5,10 UFIR’S

ZONA 52 - Abrange as áreas localizadas no sentido Getulina e Guaimbe, entre a


Rod. Marechal Rondon, e estrada vicinal Lins/Guaimbê.
VALORES = 0,50 UFIR’S

ZONA 53 - Abrange as áreas localizadas no sentido Lins - Guaiçara , entre a Ro-


dovia Marechal Rondon e a Estrada Municipal Lin-080.
VALORES = 0,50 UFIR’S

ZONA 54 - Abrange as áreas localizadas no sentido Lins - Sabino entre a Estrada Municipal
Lin-080 e a Via de Acesso Lins – Tangará .
VALORES = 0,50 UFIR’S

ZONA 55 - Abrange as áreas localizadas no sentido Lins - Tangará entre a Via de Acesso
Lins - Tangará, e a Via de Acesso Lins Monlevade.
VALORES = 0,50 UFIR’S

ZONA 56 - Abrange as áreas localizadas no sentido Lins –Cafelândia entre a Via de Aces-
so Lins - Monlevade e estrada vicinal Lins/Guaimbê.
VALORES = 0,50 UFIR’S

ZONA 57 - Abrange as áreas localizadas nas margens do rio Dourado.


VALORES = 1,90 UFIR’S

ZONA 58 - Abrange as áreas localizadas no Distrito de Guapiranga.


VALORES = 3,07 UFIR’S

ZONA 59 - Abrange as áreas localizadas nas seguintes quadras: SETOR 03 - quadras


264, 265, 266, 267, 268, 269, 270, 271, 272, 273, 274, 275, 276, 277, 278, 279, 280, 281, 282,
283, 284 e 285, todos os imóveis; SETOR 04 - quadras 170, 171, 178, 258, 259, 260, 262,
263, 264, 265, 266, 267, 268, 269, 270, 271 e 272, todos os imóveis.
VALORES = 4,40 UFIR’S

123
CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
Estado de São Paulo
TABELA I

DESCRIÇÃO DAS ZONAS DE ABRANGÊNCIA FISCAL

ZAF UFM'S por metro quadrado


01 94,56
02 57,34

03 24,58
04 31,68
05 37,28
06 37,36
07 23,20
08 25,28
09 14,33
10 22,53
11 38,08
12 32,77
13 17,60
14 24,58
15 19,68
16 38,91
17 12,29
18 8,19
19 6,15
20 2,64
21 2,40
22 2,56
23 5,28
24 14,08
25 21,12
26 16,39
27 4,10
28 6,15
29 11,84
30 9,76

124
CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
Estado de São Paulo
31 16,39
32 14,34
33 12,00
34 15,52
35 11,20
36 12,00
37 6,15
38 4,94
39 2,05
40 2,88
41 2,05
42 16,39
43 12,29
44 6,15
45 12,29
46 12,29
47 8,48
48 8,19
49 7,76
50 4,94
51 4,10
52 0,80
53 0,80
54 0,80
55 0,80
56 0,80
57 3,04
58 2,94
59 7,04

** Redação dada pela Lei Complementar nº 916, de 21/12/05 e alterada pela


Lei Complementar nº 963, de 18/12/2006 **

TABELA II

125
CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
Estado de São Paulo
FATORES DE CORREÇÃO DOS TERRENOS
(Obs.: Redação dada pela Lei Complementar nº 440, de 23/12/97 e alterada pela
Lei Complementar nº 485, de 05/03/99)

A SITUAÇÃO B PROTEÇÃO C PEDOLOGIA D FORMA E TOPOGRAFIA


MURO/CALÇ.

( 0,80 ) 1-Rua ñ aberta (1,00 ) 1- Sem ( 1,00 ) 1 - Normal (1,00) 1Regular ( 1,00 ) 1 - Normal
( 0,80 ) 2-Encravado ( 1,05) 2 - Muro ( 0,50 ) 2 - Alagado (0,95) 2 Irregular ( 0,95 ) 2 - Desniv.Lat.
( 1,00 ) 3-Meio Quadra ( 1,05) 3 -Calçada ( 0,70 ) 3 - Brejo ( 0,95 ) 3 - Aclive
( 0,95 ) 4-Esquina ( 1,10) 4 - Muro/Calç. ( 0,80 ) 4 - Inundável ( 0,80 ) 4 - Declive
( 0,80 ) 5 - Rochoso ( 0,90 ) 5 - Topogr. Irreg.
( 0,80 ) 6 – Combinado ( 0,90 ) 6 - Combinado

126
CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
Estado de São Paulo

TABELA III

PONTUAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS DA ÁREA CONSTRUÍDA

CARACTERÍSTICAS DA CONSTRUÇÃO

(Obs.: Redação dada pela Lei Complementar nº 440, de 23/12/97 e alterada pela Lei
Complementar nº 485, de 05/03/99)

A) Revest. Externo B) Rev. Interno C) Pintura Externa D ) Pintura Interna E ) Piso Interno F ) Piso
( 0 ) 1-Sem ( 0 ) 1-Sem (0 ) 1-Sem ( 0 ) 1-Sem ( 0 ) 1-Sem Externo
( 1 ) 2-Madeira ( 1 ) 2-Reboco (1 ) 2-Caiação ( 1 ) 2-Caiação ( 1 ) 2- Tij.c/Cim.. ( 0 ) 1-Sem
( 2 ) 3-Reboco ( 4 ) 3-Cerâmica ( 3) 3-Látex ( 3 ) 3-Látex ( 4 ) 3-Cerâmica ( 1 ) 2-Tijolo Comum
( 4 ) 4-Cerâm./Azulejo ( 6 ) 4-Tijolo à vista ( 6) 4-Látex c/M.Corrida (6 ) 4-Látex c/M. Corrida ( 4 ) 4-Paviflex ( 2 ) 3-Cimento
( 6 ) 5-Tijolo à vista (12) 5-Mármore ( 3 ) 5- Óleo ( 6) 5-Papel Especial ( 4 ) 5-Tacos ( 4 ) 4-Caco de Cerâm.
( 8 ) 6-Especial (10) 6-Pedra / Similar ( 3 ) 6-Verniz ( 8 ) 6-Especial ( 4 ) 6-Ardosia ( 4 ) 5-Cerâm.Verm
( 8 ) 7-Pastilhas (8 ) 7-Outros ( 8 ) 7-Especial ( 3 ) 7-Óleo ( 4 ) 9-Granilite ( 4 ) 6-Lajota
( 10) 8-Pedras ( 6 ) 8-Outros ( 6 ) 8-Outros ( 4 ) 7-Carpete ( 4 ) 7-Granilite
( 12) 9-Mármore ( 6 ) 8- Assoalho (6 ) 8-Cerâm.Esmalt.
( 6 ) 9- Especial (10 ) 9-Pedras várias
( 6 ) 10-Outros
G) Forro H)Esquadrias Portas I )Esquadrias Janelas J)Pintura Esquadrias K ) Instal. Elétrica L ) Instal. Sanitária.
(0 ) 1-Sem (1 ) 1-Mad. Compens (1) 1-Vitro de Ferro ( 1 ) 1-Grafite ( 0) 1-Sem (0 ) 1-Sem
(1 ) 2-Ripado xadrez ( 2 ) 2-Madeira Maciça (2 ) 2-Veneziana Ferro ( 2 ) 2-Óleo (1 ) 2-Aparente ( 1) 2-Externa
(3 ) 3-Madeira (2 ) 3-de Ferro (2 ) 3-Vitrô deMadeira ( 2 ) 3-Esmalte ( 2) 3-Semi-emb. ( 2) 3-Int. Simples
(3 ) 4-Chapas-Eucatex (4 ) 4-de Alumínio (4 ) 4-Veneziana deMa- ( 3 ) 4-Verniz ( 4) 4-Embutida ( 4) 4-Int. Compl.
(4 ) 5-Estuque (6 ) 5-Vidro Temp. deira ( 3 ) 5-Outros ( 5) 5-Especial ( 6) 5-Acima de uma
(6 ) 6-Laje (Tipo Blindex) (4 ) 5-Vitrô de Alumínio ( 8) 6-Acima de três
(8 ) 7-Especial (6 ) 6-Mad.Trabalhada (8 ) 6-Veneziana Alumí- (10) 7-Outros
(4 ) 7-Outros nio
(6 ) 7-Vidro Temp.
( 4 ) 8-Outros
M ) Estrutura N ) Estrutura Telha- O ) Cobertura P ) Elevador Q ) Número Pav. R ) Localização Vertical
(0 ) 1-Taipa do ( 1) 1-Amianto ( 0 ) 1-Sem ( 4) 1- Térreo (0 ) 1-Sub-solo
(1) 2-Madeira ( 2) 1-Madeira ( 1) 2-Telha Translúcida ( 2 ) 2-Com 1 ( 4) 2- Sobrado (2 ) 2-Térreo
( 4) 3-Tijolo Comum ( 4) 2-Concreto ( 1) 3-Zinco ( 4) 3-Com 2 ( 2) 3- até 4 andares (4 ) 3-1º ao 3º and.
( 2) 6-Bloco Concreto ( 3) 3-Metálica ( 2) 4-Telha Cer. ( 8 ) 4-Com mais de 2 ( 1) 4- mais de 04 (3 ) 4-4º ao 6º andar
( 2) 7-Bloco Cerâmico ( 4) 5TelhaCim.Tégula andares (2 ) 5-7º ao 10º andar
( 2) 5-Metálica ( 8) 6-Alumínio (1 ) 6- Acima do 10º
( 4) 4-Concreto ( 8) 7-Laje Impermeável andar
( 8) 8-Especial
( 4) 9-Outras
S ) Acabamentos
(2 ) 1 - Pia Granito. ( 2 ) 5 - Grades Especiais
(4 ) 2 – Torneiras Especiais ( 8 ) 6 – Vitrais
(2 ) 3 - Soleiras de Granito ( 10) 7 – Piscina
(4 ) 4 - Portas Especiais

127
CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
Estado de São Paulo
*TABELA IV

FATORES DE CORREÇÃO PARA AS ÁREAS CONSTRUÍDAS


(Obs.: Redação dada pela Lei Complementar nº 440, de 23/12/97 e alterada pela Lei
Complementar nº 485, de 05/03/99)

A) Casa B) Estado de Conserva-


Alinhada ção
(0,90) 1 – Superposta ( 0,90 ) 1- Má
(0,95) 2 – Conjugada ( 1,00 ) 2- Regular
(0,95) 3 – Geminada ( 1,10 ) 3- Boa
(1,00) 4 – Isolada ( 1,20 ) 4- Ótima
Recuada ( 1,40 ) 5- Especial
(0,85) 1 – Superposta
(0,90) 2 – Conjugada
(0,90) 3 - Geminada
(0,95) 4 - Isolada

*TABELA V

REFERÊNCIA DE VALORES VENAIS DE


EDIFICAÇÕES PARA FINS DE COBRANÇADE I.P.T.U. - I.T.B.I.
DO MUNICÍPIODE LINS

METRO QUADRADO DE ÁREA CONSTRUÍDA EM UFIR’S


(Obs.: Redação dada pela Lei Complementar nº 440, de 23/12/97 e alteradas pelas Leis
Complementares nºs 485, de 05/03/99; 916, de 21/12/05 e 963, de 18/12/2006)

Discriminação dos Padrões das Valores por metro quadrado UFM


Edificações
Luxo 300,00
Fino 206,00
Bom 153,67
Regular 78,65
Simples 39,325
Rústico 17,303

128
CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
Estado de São Paulo
ANEXO II
(Obs.: Redação dada pela Lei Complementar nº 351, de 11/11/96, e alteradas pelas Leis
Complementares nº 362, 27/12/96; 440, de 23/12/97; 485, de 05/03/99;
533 de 28/12/99; 577 de 20/12/00; 581, de 08/03/01 e 758, de 22/12/03)

TABELA I

LISTA DE SERVIÇOS
IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA - I.S.S.Q.N.

ALÍQUOTAS
VARIÁVEL / MEN-
ITEM / DESCRIÇÃO FIXO / ANU-
SAL % SOBRE
AL EM U.F.M.
FATURAMENTO
1 – Serviços de informática e congêneres. 2,0
1.01 – Análise e desenvolvimento de sistemas. 130,00 2,0
1.02 – Programação. 75,00 2,0
1.03 – Processamento de dados e congêneres. 75,00 2,0
1.04 – Elaboração de programas de computado-
res, inclusive de jogos eletrônicos. 130,00 2,0
1.05 – Licenciamento ou cessão de direito de uso
de programas de computação. - 2,0
1.06 – Assessoria e consultoria em informática. 150,00 2,0
1.07 – Suporte técnico em informática, inclusive
instalação, configuração e manutenção de pro-
gramas de computação e bancos de dados. 75,00 2,0
1.08 – Planejamento, confecção, manutenção e
atualização de páginas eletrônicas. 150,00 2,0
2 – Serviços de pesquisas e desenvolvimento de qualquer natureza. 2,0
2.01 – Serviços de pesquisas e desenvolvimento
de qualquer natureza. 150,00 2,0
3 – Serviços prestados mediante locação, cessão de direito de uso e 5,0
congêneres.
3.02 – Cessão de direito de uso de marcas e de
sinais de propaganda. - 3,0
3.03 – Exploração de salões de festas, centro de con-
venções, escritórios virtuais, stands, quadras esporti-
vas, estádios, ginásios, auditórios, casas de espetácu-
los, parques de diversões, canchas e congêneres,
para realização de eventos ou negócios de qualquer
natureza. - 2,0
3.04 – Locação, sublocação, arrendamento, direito de
passagem ou permissão de uso, compartilhado ou
não, de ferrovia, rodovia, postes, cabos, dutos e con-
dutos de qualquer natureza. - 5,0

129
CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
Estado de São Paulo
ALÍQUOTAS
VARIÁVEL /
ITEM / DESCRIÇÃO FIXO / A- MENSAL % SO-
NUAL EM BRE FATURA-
U.F.M. MENTO
3.05 – Cessão de andaimes, palcos, coberturas e
outras estruturas de uso temporário. - 2,0
4 – Serviços de saúde, assistência médica e congêneres. 3,0
4.01 – Medicina e biomedicina. 180,00 2,0
4.02 – Análises clínicas, patologia, eletricidade
médica, radioterapia, quimioterapia, ultra-
sonografia, ressonância magnética, radiologia,
tomografia e congêneres. 180,00 2,0
4.03 – Hospitais, clínicas, laboratórios, sanatórios,
manicômios, casas de saúde, prontos-socorros,
ambulatórios e congêneres. - 2,0
4.04 – Instrumentação cirúrgica. 95,00 2,0
4.05 – Acupuntura. 180,00 2,0
4.06 – Enfermagem, inclusive serviços auxiliares. 110,00 2,0
4.07 – Serviços farmacêuticos. 180,00 2,0
4.08 – Terapia ocupacional, fisioterapia e fonoau-
diologia. 110,00 2,0
4.09 – Terapias de qualquer espécie destinadas
ao tratamento físico, orgânico e mental. 110,00 2,0
4.10 – Nutrição. 110,00 2,0
4.11 – Obstetrícia. 180,00 2,0
4.12 – Odontologia. 180,00 2,0
4.13 – Ortóptica. 100,00 2,0
4.14 – Próteses sob encomenda. 100,00 2,0
4.15 – Psicanálise. 180,00 2,0
4.16 – Psicologia. 110,00 2,0
4.17 – Casas de repouso e de recuperação, cre-
ches, asilos e congêneres. - 2,0
4.18 – Inseminação artificial, fertilização in vitrô e
congêneres. - 3,0
4.19 – Bancos de sangue, leite, pele, olhos, óvu-
los, sêmen e congêneres. - 2,0
4.20 – Coleta de sangue, leite, tecidos, sêmen,
órgãos e materiais biológicos de qualquer espé-
cie. - 2,0
4.21 – Unidade de atendimento, assistência ou
tratamento móvel e congêneres. - 2,0
4.22 – Planos de medicina de grupo ou individual
e convênios para prestação de assistência médi-
ca, hospitalar, odontológica e congêneres. - 3,0

130
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ALÍQUOTAS

ITEM / DESCRIÇÃO VARIÁVEL /


FIXO / ANU- MENSAL %
AL EM U.F.M. SOBRE FATU-
RAMENTO
4.23 – Outros planos de saúde que se cumpram atra-
vés de serviços de terceiros contratados, credencia-
dos, cooperados ou apenas pagos pelo operador do
plano mediante indicação do beneficiário. - 3,0
5 – Serviços de medicina e assistência veterinária e congêneres. 3,0
5.01 – Medicina veterinária e zootecnia. 180,00 2,0
5.02 – Hospitais, clínicas, ambulatórios, prontos-
socorros e congêneres, na área veterinária. - 2,0
5.03 – Laboratórios de análise na área veterinária. - 2,0
5.04 – Inseminação artificial, fertilização in vitrô e
congêneres. - 2,0
5.05 – Bancos de sangue e de órgãos e congêne-
res. - 2,0
5.06 – Coleta de sangue, leite, tecidos, sêmen,
órgãos e materiais biológicos de qualquer espé-
cie. - 2,0
5.07 – Unidade de atendimento, assistência ou
tratamento móvel e congêneres. - 2,0
5.08 – Guarda, tratamento, amestramento, embe-
lezamento, alojamento e congêneres. 75,00 2,0
5.09 – Planos de atendimento e assistência médi-
co-veterinária. - 3,0
6 – Serviços de cuidados pessoais, estética, atividades físicas e
congêneres. 2,0
6.01 – Barbearia, cabeleireiros, manicuros, pedi-
curos e congêneres. 45,00 2,0
6.02 – Esteticistas, tratamento de pele, depilação
e congêneres. 45,00 2,0
6.03 – Banhos, duchas, sauna, massagens e
congêneres. 60,00 2,0
6.04 – Ginástica, dança, esportes, natação, artes
marciais e demais atividades físicas. 75,00 2,0
6.05 – Centros de emagrecimento, spa e congêneres. 150,00 2,0
7 – Serviços relativos a engenharia, arquitetura, geologia, urbanismo,
construção civil, manutenção, limpeza, meio ambiente, saneamento e
congêneres. 2,0
7.01 – Engenharia, agronomia, agrimensura, arquitetu-
ra, geologia, urbanismo, paisagismo e congêneres. 180,00 2,0

131
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Estado de São Paulo

ALÍQUOTAS

VARIÁVEL /
ITEM / DESCRIÇÃO FIXO / A-
MENSAL % SO-
NUAL EM
BRE FATURA-
U.F.M.
MENTO
7.02 – Execução, por administração, empreitada ou
subempreitada, de obras de construção civil, hidráulica
ou elétrica e de outras obras semelhantes, inclusive
sondagem, perfuração de poços, escavação, drena-
gem e irrigação, terraplanagem, pavimentação, con-
cretagem e a instalação e montagem de produtos,
peças e equipamentos (exceto o fornecimento de
mercadorias produzidas pelo prestador de serviços
fora do local da prestação dos serviços, que fica sujei-
to ao ICMS). 130,00 2,0
7.03 – Elaboração de planos diretores, estudos de
viabilidade, estudos organizacionais e outros, relacio-
nados com obras e serviços de engenharia; elabora-
ção de anteprojetos, projetos básicos e projetos exe-
cutivos para trabalhos de engenharia. 180,00 2,0
7.04 – Demolição. 130,00 2,0
7.05 – Reparação, conservação e reforma de edifícios,
estradas, pontes, portos e congêneres (exceto o for-
necimento de mercadorias produzidas pelo prestador
dos serviços, fora do local da prestação dos serviços,
que fica sujeito ao ICMS). 75,00 2,0
7.06 – Colocação e instalação de tapetes, carpetes,
assoalhos, cortinas, revestimentos de parede, vidros,
divisórias, placas de gesso e congêneres, com materi-
al fornecido pelo tomador do serviço. 70,00 2,0
7.07 – Recuperação, raspagem, polimento e lustração
de pisos e congêneres. 50,00 2,0
7.08 – Calafetação. 70,00 2,0
7.09 – Varrição, coleta, remoção, incineração, trata-
mento, reciclagem, separação e destinação final de
lixo, rejeitos e outros resíduos quaisquer. - 2,0
7.10 – Limpeza, manutenção e conservação de vias e
logradouros públicos, imóveis, chaminés, piscinas,
parques, jardins e congêneres. 75,00 2,0
7.11 – Decoração e jardinagem, inclusive corte e poda
de árvores. 50,00 2,0
7.12 – Controle e tratamento de efluentes de qualquer
natureza e de agentes físicos, químicos e biológicos. - 2,0
7.13 – Dedetização, desinfecção, desinsetização, imu-
nização, higienização, desratização, pulverização e
congêneres. 60,00 2,0

132
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Estado de São Paulo

ALÍQUOTAS
ITEM / DESCRIÇÃO
VARIÁVEL / MEN-
FIXO / ANU- SAL % SOBRE
AL EM U.F.M. FATURAMENTO
7.16 – Florestamento, reflorestamento, semeadu-
ra, adubação e congêneres. 70,00 2,0
7.17 – Escoramento, contenção de encostas e
serviços congêneres. - 2,0
7.18 – Limpeza e dragagem de rios, portos, canais,
baías, lagos, lagoas, represas, açudes e congêneres. - 2,0
7.19 – Acompanhamento e fiscalização da execução
de obras de engenharia, arquitetura e urbanismo. 180,00 2,0
7.20 – Aerofotogrametria (inclusive interpretação),
cartografia, mapeamento, levantamentos topográ-
ficos, batimétricos, geográficos, geodésicos, geo-
lógicos, geofísicos e congêneres. 130,00 3,5
7.21 – Pesquisa, perfuração, cimentação, mergu-
lho, perfilagem, concretação, testemunhagem,
pescaria, estimulação e outros serviços relacio-
nados com a exploração e explotação de petró-
leo, gás natural e de outros recursos minerais. 180,00 3,0
7.22 – Nucleação e bombardeamento de nuvens
e congêneres. - 3,0
8 – Serviços de educação, ensino, orientação pedagógica e educacio-
nal, instrução, treinamento e avaliação pessoal de qualquer grau ou 2,0
natureza.
8.01 – Ensino regular pré-escolar, fundamental, médio
e superior. 100,00 2,0
8.02 – Instrução, treinamento, orientação pedagógica
e educacional, avaliação de conhecimentos de qual-
quer natureza. 100,00 2,0
9 – Serviços relativos a hospedagem, turismo, viagens e congêneres. 2,0
9.01 – Hospedagem de qualquer natureza em hotéis,
apart-service condominiais, flat, apart-hotéis, hotéis
residência, residence-service, suite service, hotelaria
marítima, motéis, pensões e congêneres; ocupação
por temporada com fornecimento de serviço (o valor
da alimentação e gorjeta, quando incluído no preço da 2,0
diária, fica sujeito ao Imposto Sobre Serviços). -
9.02 – Agenciamento, organização, promoção, inter-
mediação e execução de programas de turismo, pas-
seios, viagens, excursões, hospedagens e congêne-
res. - 2,0

133
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Estado de São Paulo

ALÍQUOTAS

ITEM / DESCRIÇÃO VARIÁVEL /


FIXO / A- MENSAL % SO-
NUAL EM BRE FATURA-
U.F.M. MENTO
9.03 – Guias de turismo. 130,00 2,0
10 – Serviços de intermediação e congêneres. 2,0
10.01 – Agenciamento, corretagem ou intermediação
de câmbio, de seguros, de cartões de crédito, de pla-
nos de saúde e de planos de previdência privada. 180,00 5,0
10.02 – Agenciamento, corretagem ou intermediação
de títulos em geral, valores mobiliários e contratos
quaisquer. 180,00 5,0
10.03 – Agenciamento, corretagem ou intermediação
de direitos de propriedade industrial, artística ou literá-
ria. 150,00 5,0
10.04 – Agenciamento, corretagem ou intermediação
de contratos de arrendamento mercantil (leasing), de
franquia (franchising) e de faturização (factoring). 200,00 5,0
10.05 – Agenciamento, corretagem ou intermedi-
ação de bens móveis ou imóveis, não abrangidos
em outros itens ou subitens, inclusive aqueles
realizados no âmbito de Bolsas de Mercadorias e
Futuros, por quaisquer meios. 200,00 2,0
10.06 – Agenciamento marítimo. 180,00 2,0
10.07 – Agenciamento de notícias. 150,00 2,0
10.08 – Agenciamento de publicidade e propa-
ganda, inclusive o agenciamento de veiculação
por quaisquer meios. 180,00 2,0
10.09 – Representação de qualquer natureza,
inclusive comercial. 80,00 2,0
10.10 – Distribuição de bens de terceiros. - 2,0
11 – Serviços de guarda, estacionamento, arma-
zenamento, vigilância e congêneres. 75,00 2,0
11.01 – Guarda e estacionamento de veículos terres-
tres automotores, de aeronaves e de embarcações. 100,00 2,0
11.02 – Vigilância, segurança ou monitoramento
de bens e pessoas. 60,00 2,0
11.03 – Escolta, inclusive de veículos e cargas. 100,00 2,0
11.04 – Armazenamento, depósito, carga, descarga,
arrumação e guarda de bens de qualquer espécie. 60,00 2,0
12 – Serviços de diversões, lazer, entretenimento e congêneres. 2,0

134
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Estado de São Paulo
ALÍQUOTAS
VARIÁVEL /
ITEM / DESCRIÇÃO FIXO / A- MENSAL % SO-
NUAL EM BRE FATURA-
U.F.M. MENTO
12.01 – Espetáculos teatrais. 100,00 2,0
12.02 – Exibições cinematográficas. - 2,0
12.03 – Espetáculos circenses. 80,00 2,0
12.04 – Programas de auditório. - 2,0
12.05 – Parques de diversões, centros de lazer e
congêneres. - 2,0
12.06 – Boates, taxi-dancing e congêneres. - 2,0
12.07 – Shows, ballet, danças, desfiles, bailes, óperas,
concertos, recitais, festivais e congêneres. 100,00 2,0
12.08 – Feiras, exposições, congressos e congêneres. - 2,0
12.09 – Bilhares, boliches e diversões eletrônicas
ou não. - 2,0
12.10 – Corridas e competições de animais. - 2,0
12.11 – Competições esportivas ou de destreza física
ou intelectual, com ou sem a participação do especta-
dor. 80,00 2,0
12.12 – Execução de música. 60,00 2,0
12.13 – Produção, mediante ou sem encomenda pré-
via, de eventos, espetáculos, entrevistas, shows, bal-
let, danças, desfiles, bailes, teatros, óperas, concertos,
recitais, festivais e congêneres. 80,00 2,0
12.14 – Fornecimento de música para ambientes
fechados ou não, mediante transmissão por qual-
quer processo. 80,00 2,0
12.15 – Desfiles de blocos carnavalescos ou fol-
clóricos, trios elétricos e congêneres. - 2,0
12.16 – Exibição de filmes, entrevistas, musicais,
espetáculos, shows, concertos, desfiles, óperas,
competições esportivas, de destreza intelectual ou
congêneres. - 2,0
12.17 – Recreação e animação, inclusive em fes-
tas e eventos de qualquer natureza. 45,00 2,0
13 – Serviços relativos a fonografia, fotografia, cinematografia e
reprografia. 2,0
13.02 – Fonografia ou gravação de sons, inclusive
trucagem, dublagem, mixagem e congêneres. 80,00 2,0
13.03 – Fotografia e cinematografia, inclusive revela-
ção, ampliação, cópia, reprodução, trucagem e con-
gêneres. 80,00 2,0
13.04 – Reprografia, microfilmagem e digitalização. 100,00 2,0

135
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Estado de São Paulo

ALÍQUOTAS

ITEM / DESCRIÇÃO VARIÁVEL /


FIXO / A-
MENSAL % SO-
NUAL EM
BRE FATURA-
U.F.M.
MENTO
13.05 – Composição gráfica, fotocomposição, clicheri-
a, zincografia, litografia, fotolitografia. 100,00 2,0
14 – Serviços relativos a bens de terceiros. 2,0
14.01 – Lubrificação, limpeza, lustração, revisão, car-
ga e recarga, conserto, restauração, blindagem, ma-
nutenção e conservação de máquinas, veículos, apa-
relhos, equipamentos, motores, elevadores ou de
qualquer objeto (exceto peças e partes empregadas,
que ficam sujeitas ao ICMS). 90,00 2,0
14.02 – Assistência técnica. 90,00 2,0
14.03 – Recondicionamento de motores (exceto peças
e partes empregadas, que ficam sujeitas ao ICMS). 90,00 2,0
14.04 – Recauchutagem ou regeneração de pneus. 90,00 2,0
14.05 – Restauração, recondicionamento, acondicio-
namento, pintura, beneficiamento, lavagem, secagem,
tingimento, galvanoplastia, anodização, corte, recorte,
polimento, plastificação e congêneres, de objetos
quaisquer. 90,00 2,0
14.06 – Instalação e montagem de aparelhos,
máquinas e equipamentos, inclusive montagem
industrial, prestados ao usuário final, exclusiva-
mente com material por ele fornecido. 90,00 3,5
14.07 – Colocação de molduras e congêneres. 60,00 2,0
14.08 – Encadernação, gravação e douração de
livros, revistas e congêneres. 75,00 2,0
14.09 – Alfaiataria e costura, quando o material
for fornecido pelo usuário final, exceto aviamento. 45,00 2,0
14.10 – Tinturaria e lavanderia. 45,00 2,0
14.11 – Tapeçaria e reforma de estofamentos em ge-
ral. 70,00 2,0
14.12 – Funilaria e lanternagem. 90,00 2,0
14.13 – Carpintaria e serralheria. 70,00 2,0
15 – Serviços relacionados ao setor bancário ou financeiro, inclusive 5,0
aqueles prestados por instituições financeiras autorizadas a funcionar
pela União ou por quem de direito.
15.01 – Administração de fundos quaisquer, de con-
sórcio, de cartão de crédito ou débito e congêneres,
de carteira de clientes, de cheques pré-datados e
congêneres. - 5,0

136
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ALÍQUOTAS

ITEM / DESCRIÇÃO VARIÁVEL /


FIXO / ANUAL MENSAL %
EM U.F.M. SOBRE FA-
TURAMENTO
15.02 – Abertura de contas em geral, inclusive conta-
corrente, conta de investimentos e aplicação e cader-
neta de poupança, no País e no exterior, bem como a
manutenção das referidas contas ativas e inativas. - 5,0
15.03 – Locação e manutenção de cofres particulares,
de terminais eletrônicos, de terminais de atendimento
e de bens e equipamentos em geral. - 5,0
15.04 – Fornecimento ou emissão de atestados em
geral, inclusive atestado de idoneidade, atestado de
capacidade financeira e congêneres. - 5,0
15.05 – Cadastro, elaboração de ficha cadastral, reno-
vação cadastral e congêneres, inclusão ou exclusão
no Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos –
CCF ou em quaisquer outros bancos cadastrais. - 5,0
15.06 – Emissão, reemissão e fornecimento de avisos,
comprovantes e documentos em geral; abono de fir-
mas; coleta e entrega de documentos, bens e valores;
comunicação com outra agência ou com a administra-
ção central; licenciamento eletrônico de veículos;
transferência de veículos; agenciamento fiduciário ou
depositário; devolução de bens em custódia. - 5,0
15.07 – Acesso, movimentação, atendimento e
consulta a contas em geral, por qualquer meio ou
processo, inclusive por telefone, fac-símile, inter-
net e telex, acesso a terminais de atendimento,
inclusive vinte e quatro horas; acesso a outro
banco e a rede compartilhada; fornecimento de
saldo, extrato e demais informações relativas a
contas em geral, por qualquer meio ou processo. - 5,0
15.08 – Emissão, reemissão, alteração, cessão,
substituição, cancelamento e registro de contrato
de crédito; estudo, análise e avaliação de opera-
ções de crédito; emissão, concessão, alteração
ou contratação de aval, fiança, anuência e con-
gêneres; serviços relativos a abertura de crédito,
para quaisquer fins. - 5,0

137
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ALÍQUOTAS

ITEM / DESCRIÇÃO VARIÁVEL /


MENSAL %
FIXO / ANUAL
SOBRE FA-
EM U.F.M.
TURAMENTO
15.09 – Arrendamento mercantil (leasing) de quais-
quer bens, inclusive cessão de direitos e obrigações,
substituição de garantia, alteração, cancelamento e
registro de contrato, e demais serviços relacionados
ao arrendamento mercantil (leasing). - 5,0
15.10 – Serviços relacionados a cobranças, recebi-
mentos ou pagamentos em geral, de títulos quaisquer,
de contas ou carnês, de câmbio, de tributos e por con-
ta de terceiros, inclusive os efetuados por meio eletrô-
nico, automático ou por máquinas de atendimento;
fornecimento de posição de cobrança, recebimento ou
pagamento; emissão de carnês, fichas de compensa-
ção, impressos e documentos em geral. - 5,0
15.11 – Devolução de títulos, protesto de títulos,
sustação de protesto, manutenção de títulos, rea-
presentação de títulos, e demais serviços a eles
relacionados. - 5,0
15.12 – Custódia em geral, inclusive de títulos e
valores mobiliários. - 5,0
15.13 – Serviços relacionados a operações de câmbio
em geral, edição, alteração, prorrogação, cancelamen-
to e baixa de contrato de câmbio; emissão de registro
de exportação ou de crédito; cobrança ou depósito no
exterior; emissão, fornecimento e cancelamento de
cheques de viagem; fornecimento, transferência, can-
celamento e demais serviços relativos a carta de cré-
dito de importação, exportação e garantias recebidas;
envio e recebimento de mensagens em geral relacio-
nadas a operações de câmbio. - 5,0
15.14 – Fornecimento, emissão, reemissão, renova-
ção e manutenção de cartão magnético, cartão de
crédito, cartão de débito, cartão salário e congêneres. - 5,0
15.15 – Compensação de cheques e títulos quaisquer;
serviços relacionados a depósito, inclusive depósito
identificado, a saque de contas quaisquer, por qual-
quer meio ou processo, inclusive em terminais eletrô-
nicos e de atendimento. - 5,0

138
CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
Estado de São Paulo

ALÍQUOTAS

ITEM / DESCRIÇÃO VARIÁVEL /


FIXO / A-
MENSAL % SO-
NUAL EM
BRE FATURA-
U.F.M.
MENTO
15.16 – Emissão, reemissão, liquidação, alteração,
cancelamento e baixa de ordens de pagamento, or-
dens de crédito e similares, por qualquer meio ou pro-
cesso; serviços relacionados à transferência de valo-
res, dados, fundos, pagamentos e similares, inclusive
entre contas em geral. - 5,0
15.17 – Emissão, fornecimento, devolução, sustação,
cancelamento e oposição de cheques quaisquer, avul-
so ou por talão. - 5,0
15.18 – Serviços relacionados a crédito imobiliário,
avaliação e vistoria de imóvel ou obra, análise técnica
e jurídica, emissão, reemissão, alteração, transferên-
cia e renegociação de contrato, emissão e reemissão
do termo de quitação e demais serviços relacionados
a crédito imobiliário. - 5,0
16 – Serviços de transporte de natureza municipal. 2,0
16.01 – Serviços de transporte de natureza municipal. 75,00 2,0
17 – Serviços de apoio técnico, administrativo, jurídico, contábil, co-
mercial e congêneres. 2,0
17.01 – Assessoria ou consultoria de qualquer nature-
za, não contida em outros itens desta lista; análise,
exame, pesquisa, coleta, compilação e fornecimento
de dados e informações de qualquer natureza, inclusi-
ve cadastro e similares. 180,00 2,0
17.02 – Datilografia, digitação, estenografia, expedien-
te, secretaria em geral, resposta audível, redação,
edição, interpretação, revisão, tradução, apoio e infra-
estrutura administrativa e congêneres. 50,00 2,0
17.03 – Planejamento, coordenação, programação ou
organização técnica, financeira ou administrativa. 180,00 2,0
17.04 – Recrutamento, agenciamento, seleção e colo-
cação de mão-de-obra. 180,00 2,0
17.05 – Fornecimento de mão-de-obra, mesmo em
caráter temporário, inclusive de empregados ou traba-
lhadores, avulsos ou temporários, contratados pelo
prestador de serviço. - 2,0
17.06 – Propaganda e publicidade, inclusive promoção
de vendas, planejamento de campanhas ou sistemas
de publicidade, elaboração de desenhos, textos e de-
mais materiais publicitários. 120,00 2,0
17.08 – Franquia (franchising). 200,00 2,0

139
CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
Estado de São Paulo

ALÍQUOTAS

ITEM / DESCRIÇÃO VARIÁVEL /


FIXO / A-
MENSAL % SO-
NUAL EM
BRE FATURA-
U.F.M.
MENTO
17.09 – Perícias, laudos, exames técnicos e aná-
lises técnicas. 180,00 2,0
17.10 – Planejamento, organização e administra-
ção de feiras, exposições, congressos e congêne-
res. 180,00 2,0
17.11 – Organização de festas e recepções; bufê
(exceto o fornecimento de alimentação e bebidas,
que fica sujeito ao ICMS). 180,00 2,0
17.12 – Administração em geral, inclusive de bens
e negócios de terceiros. 130,00 2,0
17.13 – Leilão e congêneres. 200,00 2,0
17.14 – Advocacia. 180,00 2,0
17.15 – Arbitragem de qualquer espécie, inclusive
jurídica. 180,00 2,0
17.16 – Auditoria. 200,00 2,0
17.17 – Análise de Organização e Métodos. 180,00 2,0
17.18 – Atuária e cálculos técnicos de qualquer
natureza. 160,00 2,0
17.19 – Contabilidade, inclusive serviços técnicos
e auxiliares. 180,00 2,0
17.20 – Consultoria e assessoria econômica ou
financeira. 200,00 2,0
17.21 – Estatística. 160,00 2,0
17.22 – Cobrança em geral. 90,00 2,0
17.23 – Assessoria, análise, avaliação, atendi-
mento, consulta, cadastro, seleção, gerenciamen-
to de informações, administração de contas a re-
ceber ou a pagar e em geral, relacionados a ope-
rações de faturização (factoring). 200,00 2,0
17.24 – Apresentação de palestras, conferências,
seminários e congêneres. - 2,0
18 – Serviços de regulação de sinistros vinculados a contratos de se-
guros; inspeção e avaliação de riscos para cobertura de contratos de
seguros; prevenção e gerência de riscos seguráveis e congêneres. 4,0
18.01 - Serviços de regulação de sinistros vinculados a
contratos de seguros; inspeção e avaliação de riscos
para cobertura de contratos de seguros; prevenção e
gerência de riscos seguráveis e congêneres. 200,00 4,0

140
CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
Estado de São Paulo

ALÍQUOTAS

ITEM / DESCRIÇÃO VARIÁVEL /


FIXO / A-
MENSAL % SO-
NUAL EM
BRE FATURA-
U.F.M.
MENTO
19 – Serviços de distribuição e venda de bilhetes e demais produtos
de loteria, bingos, cartões, pules ou cupons de apostas, sorteios, prê-
mios, inclusive os decorrentes de títulos de capitalização e congêne- 5,0
res.
19.01 - Serviços de distribuição e venda de bilhetes e
demais produtos de loteria, bingos, cartões, pules ou cu-
pons de apostas, sorteios, prêmios, inclusive os decor-
rentes de títulos de capitalização e congêneres. 65,00 5,0
20 – Serviços portuários, aeroportuários, ferroportuários, de Terminais
rodoviários, ferroviários e metroviários. 3,0
20.01 – Serviços portuários, ferroportuários, utilização de
porto, movimentação de passageiros, reboque de embar-
cações, rebocador escoteiro, atracação, desatracação,
serviços de praticagem, capatazia, armazenagem de
qualquer natureza, serviços acessórios, movimentação
de mercadorias, serviços de apoio marítimo, de movi-
mentação ao largo, serviços de armadores, estiva, confe-
rência, logística e congêneres. 60,00 3,0
20.02 – Serviços aeroportuários, utilização de aeroporto,
movimentação de passageiros, armazenagem de qual-
quer natureza, capatazia, movimentação de aeronaves,
serviços de apoio aeroportuários, serviços acessórios,
movimentação de mercadorias, logística e congêneres. 90,00 3,0
20.03 – Serviços de terminais rodoviários, ferroviários,
metroviários, movimentação de passageiros, mercadori-
as, inclusive suas operações, logística e congêneres. - 3,0
21 – Serviços de registros públicos, cartorários e notariais. 4,0
21.01 - Serviços de registros públicos, cartorários e nota-
riais. - 4,0
22 – Serviços de exploração de rodovia. 5,0
22.01 – Serviços de exploração de rodovia mediante co-
brança de preço ou pedágio dos usuários, envolvendo
execução de serviços de conservação, manutenção, me-
lhoramentos para adequação de capacidade e segurança
de trânsito, operação, monitoração, assistência aos usuá-
rios e outros serviços definidos em contratos, atos de
concessão ou de permissão ou em normas oficiais. - 5,0

141
CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
Estado de São Paulo

ALÍQUOTAS

ITEM / DESCRIÇÃO VARIÁVEL /


FIXO / A-
MENSAL % SO-
NUAL EM
BRE FATURA-
U.F.M.
MENTO
23 – Serviços de programação e comunicação visual, desenho indus-
trial e congêneres. 3,5
23.01 – Serviços de programação e comunicação visual,
desenho industrial e congêneres. 180,00 3,5
24 – Serviços de chaveiros, confecção de carimbos, placas, sinaliza- 2,0
ção visual, banners, adesivos e congêneres.
24.01 - Serviços de chaveiros, confecção de carimbos,
placas, sinalização visual, banners, adesivos e congêne-
res. 75,00 2,0
25 - Serviços funerários. 2,0
25.01 – Funerais, inclusive fornecimento de caixão, urna
ou esquifes; aluguel de capela; transporte do corpo cada-
vérico; fornecimento de flores, coroas e outros paramen-
tos; desembaraço de certidão de óbito; fornecimento de
véu, essa e outros adornos; embalsamento, embeleza-
mento, conservação ou restauração de cadáveres. 75,00 2,0
25.02 – Cremação de corpos e partes de corpos cadavé-
ricos. - 2,0
25.03 – Planos ou convênio funerários. - 2,0
25.04 – Manutenção e conservação de jazigos e cemité-
rios. 75,00 2,0
26 – Serviços de coleta, remessa ou entrega de correspondências,
documentos, objetos, bens ou valores, inclusive pelos correios e suas
agências franqueadas; courrier e congêneres. 3,5
26.01 – Serviços de coleta, remessa ou entrega de cor-
respondências, documentos, objetos, bens ou valores,
inclusive pelos correios e suas agências franqueadas;
courrier e congêneres. 75,00 3,5
27 – Serviços de assistência social. 2,0
27.01 – Serviços de assistência social. 100,00 2,0
28 – Serviços de avaliação de bens e serviços de qualquer natu- 2,0
reza.
28.01 – Serviços de avaliação de bens e serviços de
qualquer natureza. 110,00 2,0
29 – Serviços de biblioteconomia. 2,0
29.01 – Serviços de biblioteconomia. 350,00 2,0
30 – Serviços de biologia, biotecnologia e química. 2,0
30.01 – Serviços de biologia, biotecnologia e química. 110,00 2,0
31 – Serviços técnicos em edificações, eletrônica, eletrotécnica, me-
cânica, telecomunicações e congêneres. 2,0

142
CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
Estado de São Paulo

ALÍQUOTAS

ITEM / DESCRIÇÃO VARIÁVEL /


FIXO / A-
MENSAL % SO-
NUAL EM
BRE FATURA-
U.F.M.
MENTO
31.01 - Serviços técnicos em edificações, eletrônica,
eletrotécnica, mecânica, telecomunicações e congêne-
res. 90,00 2,0
32 – Serviços de desenhos técnicos. 2,0
32.01 - Serviços de desenhos técnicos. 90,00 2,0
33 – Serviços de desembaraço aduaneiro, comissários, despachantes
e congêneres. 3,5
33.01 - Serviços de desembaraço aduaneiro, comissá-
rios, despachantes e congêneres. 180,00 3,5
34 – Serviços de investigações particulares, detetives e congêneres. 3,0
34.01 - Serviços de investigações particulares, deteti-
ves e congêneres. 80,00 3,0
35 – Serviços de reportagem, assessoria de imprensa, jornalismo e
relações públicas. 2,0
35.01 - Serviços de reportagem, assessoria de im-
prensa, jornalismo e relações públicas. 110,00 2,0
36 – Serviços de meteorologia. 2,0
36.01 – Serviços de meteorologia. 110,00 2,0
37 – Serviços de artistas, atletas, modelos e manequins. 2,0
37.01 - Serviços de artistas, atletas, modelos e
manequins. 110,00 2,0
38 – Serviços de museologia. 2,0
38.01 – Serviços de museologia. 110,00 2,0
39 – Serviços de ourivesaria e lapidação. 2,0
39.01 - Serviços de ourivesaria e lapidação (quando o
material for fornecido pelo tomador do serviço). 110,00 2,0
40 – Serviços relativos a obras de arte sob encomenda. 2,0
40.01 - Obras de arte sob encomenda. 110,00 2,0
Nota: Em caso de técnicos nas faixas com valores para profissionais liberais
será utilizado o redutor de cinquenta por cento sobre o valor anual; e para o
prático o redutor será de setenta por cento.

143
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Estado de São Paulo
ANEXO III
*TABELA I
(Obs.: Redação dada pela Lei Complementar nº 398, de 04/09/97 e alte-
radas pelas Leis Complementares nºs 440 de 23/12/97; 485, de 05/03/99
e 758, de 22/12/2003)

TAXA DE EXPEDIENTE

ITEM DOCUMENTO VALORES


EM U.F.M.
01 ALVARÁS:
a) de licença concedida ou transferida 5,00
b) de obras 5,00
c) de qualquer outra natureza 5,00
02 ATESTADOS:
a) por lauda até 33 linhas 1,13
b) sobre excesso por lauda ou fração 0,22
03 CERTIDÕES:
1. Positiva:
a) por lauda até 33 linhas 5,00
b) sobre excesso, por lauda ou fração. 0,11
c) busca por ano, além das taxas das alíneas “A” e “B”. 0,11

2. Negativa ou de Quitação 5,00


04 APROVAÇÃO DE ARRUAMENTO OU LOTEAMENTO
Cada decreto contendo aprovação parcial ou total de arruamen-
to ou loteamento de terreno. 11,00
05 BAIXA:
De qualquer natureza, de lançamento ou de registro. 5,00
06 CONCESSÕES:
Ato do Chefe do Executivo concedendo:
a) favores em virtude da Lei Municipal; 12,00
b) privilégio individual ou coletivo concedido pelo Chefe do Exe-
cutivo; 18,00
c) permissão para exploração a título precário de serviço ou ati-
vidade; 18,00
07 GUIAS:
Apresentadas as repartições municipais para quaisquer fins. 2,00
09 TÍTULOS:
De perpetuidade de sepultura, jazigo, carneira, mausoléu ou 5,64
ossário.

144
CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
Estado de São Paulo
10 TRANSFERÊNCIAS:
a) de contrato de qualquer natureza além do termo respectivo; 2,00
b) de local de firma ou ramo de negócio; 6,00
c) de privilégio de qualquer natureza, sobre efetivo ou arbitrado. 2,00
11 Emissão de segunda via:
- De qualquer documento ou lançamento de tributo. 4,00

*TABELA II

(Obs.: Redação dada pela Lei Complementar nº 440, de 23/12/97


e alteradas pelas Leis Complementares nºs 485, de 05/03/99
e 758, de 22/12/2003)

I -TAXA DE LICENÇA

I - Taxa de Licença para localização e funcionamento de estabelecimentos


industriais, comerciais, prestação de serviços, exceto profissionais liberais e
autônomos.

TIPO VALORES
INDÚSTRIA 45,00 U.F.M.
COMÉRCIO 50,00 U.F.M.
PRESTAÇÃO DE SERVIÇO 40,00 U.F.M.

II - TAXA DE LICENÇA PARA PROFISSIONAIS LIBERAIS


E AUTÔNOMOS:

TIPO VALORES
PROFISSIONAIS LIBERAIS 38,00 U.F.M.
AUTÔNOMOS 18,00 U.F.M.

OBSERVAÇÃO: Alterações de dados cadastrais


licenciados: 10 U.F.M.

III - TAXA DE LICENÇA DE IMPACTO AMBIENTAL


(Redação dada pela Lei Complementar nº 1.209, de 24/03/10)

III – a Taxa de Licença de Impacto Ambiental para localização e funciona-


mento de empresas de micro a porte médio, obedecerão as fórmulas abaixo
descritas, fixado seu valor em UFM - Unidade Fiscal do Município:
1) fórmula aplicada para EPPs e MEs :
TLIA = {2 x 0,15 x [70+(1,5 x w x √a)]} x 7,53;
2) fórmula aplicada para as demais:
TLIA = {2 x [70+(1,5 x w x √a)]} x 7,53.

145
CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
Estado de São Paulo
Especificação das fórmulas:
TLIA= taxa de licença impacto ambiental;
2 = Fator de multiplicação correspondente à emissão concomitante da LP/LI
mais a LO (Licença de Produção, Instalação e Operação);
0,15 = fator de multiplicação resultante do desconto de 85% no preço da
análise, aplicado somente nas EPPs e MEs;
W = fator de complexidade da atividade;
√a = área total da empresa objeto do licenciamento (área construída mais
área de atividade ao ar livre).

*TABELA III

(Obs.: Redação dada pela Lei Complementar nº 288, de 26/02/96 e alte-


radas pelas Leis Complementares nºs 440, de 23/12/97; 485, de
05/03/99 e 581, de 08/03/01)

III - TAXA DE LICENÇA PARA O EXERCÍCIO DO


COMÉRCIO EVENTUAL, AMBULANTE E EM FEIRAS.

A) COMÉRCIO EVENTUAL VALORES EM UFIR’S


DISCRIMINAÇÃO Dia Mês
- Alimentos preparados, inclusive refrigerantes, para
venda em balcão, barracas ou mesas. 5,50 30,00
- Aparelhos elétricos e eletrônicos de uso doméstico. 9,50 50,00
- Armarinhos, miudezas, perfumaria, bijuterias, brin-
quedos e artigos de presentes. 6,50 40,00
- Artefatos de couro, tecidos e confecções em geral. 8,00 50,00
- Artigos de fumantes. 7,00 50,00
- Gêneros alimentícios: hortifrutigranjeiros e cereais. 3,50 20,00
- Louças, vidros, ferragens e artefatos de plástico, bor-
racha, vassouras, escovas, artigos de limpeza e seme- 6,50 40,00
lhantes
- Revistas, livros, jornais e artigos de papelaria 4,00 25,00
- Cadeira, bancos de madeira e ferro. 9,00 50,00
- Carnês, títulos e consórcio. 20,00 120,00
- Artigos e Materiais para construção em geral 40,00 288,00
- Artigos de artesanato 5,00 25,00
- Flores e plantas naturais e artificiais 5,00 25,00
- Artigos religiosos ( inclusive velas ) 4,00 25,00
- Artigos não especificados nesta tabela. 9,00 30,00
Observação: Os estabelecimentos comerciais, industriais e prestadores de serviço
com domicílio comprovado no município de Lins terão o benefício fiscal de descon-
to de 50% sobre o valor da taxa acima, mediante requerimento.

146
CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
Estado de São Paulo
B) COMÉRCIO AMBULANTE VALORES EM UFIR’S
DISCRIMINAÇÃO Dia Mês Ano
- Alimentos preparados, inclusive refrigerantes,
para venda em balcão, barracas ou mesas. 3,50 13,00 130,00
- Aparelhos elétricos e eletrônicos de uso do-
méstico. 7,00 40,00 288,00
- Armarinhos, miudezas, perfumaria, bijuterias,
brinquedos e artigos de presentes. 7,00 40,00 288,00
- Artefatos de couro, tecidos e confecções em 6,00 35,00 252,00
geral.
- Artigos de fumantes. 7,00 40,00 288,00
- Gêneros alimentícios: hortifrutigranjeiros e 3,00 10,00 108,00
cereais.
- Louças, vidros, ferragens e artefatos de plás-
tico, borracha, vassouras, escovas, artigos de
limpeza e semelhantes 4,50 30,00 216,00
- Revistas, livros, jornais e artigos de papelaria 3,50 20,00 144,00
- Cadeira, bancos de madeira e ferro, móveis 30,00 250,00 1.800,00
em geral
- Carnês, títulos e consórcio. 7,00 40,00 288,00
- Artigos e Materiais para construção em geral 30,00 250,00 1.800,00
- Artigos de artesanato 4,00 25,00 180,00
- Flores e plantas naturais e artificiais 4,00 25,00 180,00
- Artigos religiosos (inclusive velas) 3,50 20,00 144,00
- Artigos não especificados nesta tabela. 5,00 30,00 216,00
C) COMÉRCIO EM FEIRAS VALORES EM UFIR’S
DISCRIMINAÇÃO Dia Mês Ano
- Alimentos preparados, inclusive refrigerantes,
para venda em balcão, barracas ou mesas. 1,50 3,00 30,00
- Aparelhos elétricos e eletrônicos de uso do- 1,50 3,00 30,00
méstico.
- Armarinhos, miudezas, perfumaria, bijuterias,
brinquedos e artigos de presentes. 1,50 3,00 30,00
- Artefatos de couro, tecidos e confecções em 1,50 3,00 30,00
geral.
- Artigos de fumantes. 1,50 3,00 30,00
- Gêneros alimentícios: hortifrutigranjeiros e 1,50 3,00 30,00
cereais.
- Louças, vidros, ferragens e artefatos de plás-
tico, borracha, vassouras, escovas, artigos de
limpeza e semelhantes 1,50 3,00 30,00
- Revistas, livros, jornais e artigos de papelaria 1,50 3,00 30,00
- Cadeira, bancos de madeira e ferro, móveis 1,50 3,00 30,00
em geral.
- Carnês, títulos e consórcio. 1,50 3,00 30,00

147
CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
Estado de São Paulo
- Artigos e Materiais para construção 1,50 3,00 30,00
- Artigos de artesanato 1,50 3,00 30,00
- Flores e plantas naturais e artificiais 1,50 3,00 30,00
- Artigos religiosos (inclusive velas) 1,50 3,00 30,00
- Artigos não especificados nesta tabela. 1,50 3,00 30,00

*TABELA IV

(Obs.: Redação dada pela Lei Complementar nº 288, de 26/02/96 e alte-


radas pelas Leis Complementares nºs 440, de 23/12/97;
485, de 05/03/99 e 581, de 08/03/01)

TAXA DE LICENÇA PARA OCUPAÇÃO E USO PRECÁRIO DO


SOLO EM VIAS E LOGRADOUROS PÚBLICOS

DISCRIMINAÇÃO VALORES EM UFIR


Dia Mês Ano
- Espaço ocupado nas vias e logradouros públicos
para: depósito de materiais, instalação de bancas ou
barracas, estacionamento de veículos ou carrinhos
manuais inclusive para fins comerciais, em locais
designados pela Prefeitura por prazo e a critério desta; 0,05 0,25 0,50
por metro quadrado.
- Espaço ocupado em áreas públicas para a instalação
de parques, circos e demais eventos similares. 0,05 0,15 1,08
- Espaço ocupado em próprios públicos (Salas, Salões,
Anfiteatros), excetos praças esportivas, por metro qua- 0,10 0,30 2,16
drado.

*TABELA V

(Obs.: Redação dada pela Lei Complementar nº 440, de 23/12/97 e alte-


radas pelas Leis Complementares nºs 506, de 19/07/99
e 581, de 08/03/01)

V - TAXA DE LICENÇA PARA EXECUÇÃO DE


LOTEAMENTOS E ARRUAMENTOS

- ARRUAMENTOS E LOTEAMENTOS:

148
CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
Estado de São Paulo
Excetuando-se as áreas destinadas a logradouros públicos e as que serão
doadas ao município, aplicar-se-á a Seguinte tabela em UFIR:
Até - 10.000 m². 225,40
de 10.001 m² a 20.000 m². 338,10
de 20.001 m² a 40.000 m². 450,80
de 40.001 m² a 80.000 m². 676,20
de 80.001 m² a 100.000m². 901,60
de 100.001m² a 200.000 m² 1.465,10
de 200.001m² a 500.000 m² 1.803,20
Acima de 500.001m² 3.606,40

*Parcelamento e Unificação de Lotes – trinta Ufir´s – procedendo um desconto de cinquenta por


cento para Parcelamento e Unificação de Lotes até trezentos metros quadrados, sendo tais valo-
res cobrados por projeto de até, no máximo, sete lotes. (Redação dada pela Lei Complementar
nº 506, de 19/07/99 e alterada pela Lei Complementar nº 581, de 08/03/01)

Nota: Entende-se como área de arruamento, ou do loteamento, a soma das áreas de terre-
no dos quarteirões pertencentes ao plano apresentado.

*TABELA VI
(Obs. Redação dada pela Lei Complementar nº 440, de 23/12/97)

VI - TAXA DE LICENÇA PARA OCUPAÇÃO E USO


PRECÁRIO DE ÁREAS EM VIAS E LOGRADOUROS PÚBLICOS PARA O
EXERCÍCIO DO COMÉRCIO

COMÉRCIO ALTERNATIVO ALÍQUOTA S/ UFIR'S


DISCRIMINAÇÃO Dia Mês
- Espaço ocupado por balcões, barracas, mesas, ta-
buleiros e semelhantes, nas feiras, vias e logradou-
ros públicos ou como depósito de materiais ou esta-
cionamento de veículos inclusive para fins comerciais,
em locais designados pela Prefeitura por prazo e a
critério desta; por metro quadrado. 0,50 1,03
- Espaço ocupado com mercadorias em feiras, com
ou sem uso de qualquer móvel ou instalação, por me- 0,50 1,03
tro quadrado.

*TABELA VII

(Obs. Redação dada pela Lei Complementar nº 440, de 23/12/97)

VII - PONTO DE ESTACIONAMENTO DE VEÍCULOS

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CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
Estado de São Paulo
DISCRIMINAÇÀO ALÍQUOTA S/ UFIR'S
- Alvará inicial para estacionamento de veículo 56,35
- Alvará anual para estacionamento de veículo 33,81
- Substituição de permissionário. 56,35
- Substituição de veículos 22,54
- Transferência de local. 22,54
- Veículo de tração animal. 5,64

*TABELA VIII

(Obs.: Redação dada pela Lei Complementar nº 440, de 23/12/97 e alte-


radas pelas Leis Complementares nºs 485, de 05/03/99; 509, de
13/08/99; 533 , de 28/12/99 e 581, de 08/03/01; e 1.371, de 20/12/13)

VIII - TAXA DE LICENÇA PARA PUBLICIDADE


ITEM DISCRIMINAÇÃO VALOR EM
UFM’s
01 Em veículos destinados especialmente à propaganda, por veícu- 50,00
lo/mês.
02 Conduzido por uma ou mais pessoas cada um, por pessoa e por 10,00
mês.
03 Impressão e distribuição de panfletos em mãos ou em domicílio, 2,00
por milheiro.
04 Em plano de boca de teatro ou casa de diversão, por anúncio e por 10,00
mês.
05 Projetado na tela de cinema, por filme ou chapa, por mês. 10,00
06 Em faixas instaladas em vias públicas ou com vistas para as 10,00
mesmas, por mês.
07 Emblemas, escudos ou figuras decorativas, por unidade e por 30,00
ano.
08 Letreiro ou dístico metálico ou não, com indicação de profissão ou 12,00
atividade comercial, industrial ou de prestação de serviço, por
ano.
09 Placas colocadas sob o solo na parte externa de estabelecimentos 10,00
(em vias públicas), ou interna de galerias, estações, abrigos ou
shoppings, por face, por ano.
10 Painel (outdoor) não luminoso, colocado na parte externa de
edifícios quando estranho às atividades dos mesmos, ou em terre-
nos com vistas para ruas ou rodovias: mensal:
instalados em próprios públicos: 70,00
instalados em imóveis particulares: 40,00
11 Painel luminoso colocado na parte externa de edifícios, quando
estranho às atividades dos mesmos, ou em terrenos com vistas
para ruas ou rodovias: por mês:

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CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
Estado de São Paulo
instalados em próprios públicos: 100,00
instalados em imóveis particulares: 50,00

DA PUBLICIDADE SONORA

Item Discriminação Dia Mês


01 Com veículo em circulação, destinado 5,00 80,00
especialmente à propaganda, por
anúncio.
02 Com equipamento em local fixo, des- 5,00 80,00
tinado especialmente a propaganda,
por anúncio.

*Obs: As publicidades acima discriminadas, deverão ter prévia autorização municipal antes mesmo de
serem impressas, onde, no corpo da publicidade, quando for o caso, deverá constar o número do
protocolo geral do município de Lins. Na omissão da mesma caberá as sanções previstas em Lei
Complementar.

*Obs.: O artigo 3º da Lei Complementar nº 533, de 28/12/99, tem o seguinte teor: “Fica concedida
redução de dez por cento sobre o montante do lançamento da Taxa de Fiscalização e da Taxa para
Publicidade caso o contribuinte proceda ao pagamento em cota única.”

*TABELA IX
(Obs.: Redação dada pela Lei Complementar nº 440, de 23/12/97)

IX - TAXA DE LICENÇA PARA ABATE DE ANIMAIS EM MATADOUROS

DISCRIMINAÇÃO VALORES EM UFIR'S


I – NO MATADOURO MUNICIPAL:
a) por cabeça de gado bovino ou vacum; 11,27
b) por cabeça de lanígero ou suíno; 7,01
c) por animais de outras espécies; 3,39
d) por fressuras ou fatos beneficiados no matadouro. 2,82
II — FORA DO MATADOURO MUNICIPAL:
a) por cabeça de gado bovino ou vacum; 5,64
b) por cabeça de lanígero ou suíno; 2,82
c) por animais de outras espécies. 3,38
III - EM MATADOUROS PARTICULARES DEVIDAMENTE
LICENCIADOS:
a) por cabeça de gado bovino ou vacum; 1,69
b) por fressuras ou fatos beneficiados no matadouro; 1,12
c) por cabeça de lanígero ou suíno; 1,12
d) por animais de outras espécies. 1,12
IV — O ABATE DO GADO SUÍNO, LANÍGERO OU BOVINO NOS DISTRITOS PAGARÁ A
METADE DAS TAXAS ACIMA MENCIONADAS.

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CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
Estado de São Paulo
*TABELA X

(Obs.: Redação dada pela Lei Complementar nº 440, de 23/12/97 e alterada pela Lei
Complementar nº 533, de 28/12/99)

TAXA DE FISCALIZAÇÃO PARA INDÚSTRIA, COMÉRCIO E


PRESTADOR DE SERVIÇOS

Movimento Econômico Bruto Índice a cada grupo de Valores fixos a serem


Anual Ufir’s 100 UFIR’s somados
0,00 a 5.000,00 0.000 15 Ufir’s
5.000,01 a 30.000,0 0.100 25 Ufir’s
30.000,01 a 60.000,00 0,090 40 Ufir’s
60.000,01 a 180.000,00 0,050 80 Ufir’s
180.000,01 a 540.000,00 0,020 140 Ufir’s
540.000,01 a 1.500.000,0 0,010 200 Ufir’s
Acima de 1.500.000,00 0,005 290 Ufir’s

Profissionais Liberais 17 Ufir’s


Autônomo 9 Ufir’s

*Obs.: O artigo 2º da Lei Complementar nº 533, de 28/12/99, tem o seguinte


teor: “Ficam isentos do pagamento de Taxa de Fiscalização as entidades sem fins
lucrativos, de caráter educacional, cultural, de assistência ou filantrópico.”

*Obs.: O artigo 3º da Lei Complementar nº 533, de 28/12/99, tem o seguinte


teor: “Fica concedida redução de dez por cento sobre o montante do lançamento
da Taxa de Fiscalização e da Taxa para Publicidade caso o contribuinte proceda ao
pagamento em cota única.”

*TABELA XI
(Obs.: Redação dada pela Lei Complementar nº 538, de 13/08/99)

TAXA DE LICENÇA PARA EXECUÇÃO E CONSERVAÇÃO


DE OBRAS PARTICULARES DE CONSTRUÇÃO CIVIL

CONSTRUÇÃO VALORES EM UFIR'S


Construção de madeira por metro quadrado de área útil de piso coberto:
- nas áreas urbanas. 0,12
- nas áreas de expansão urbana e nos povoados. 0,06
- conservação e regularização de prédios residenciais e comerciais, por

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CÂMARA MUNICIPAL DE LINS
Estado de São Paulo
metro Quadrado de área útil de piso coberto:
- nas áreas urbanas. 0,23
- nas áreas de expansão urbana e nos povoados. 0,12
- Drenos, sarjetas, paredes por metro linear. 0,57
- Vistorias (habite-se):
- perímetro urbano. 11,27
- perímetro suburbano. 16,91
- Aprovação de plantas:
Comerciais e Industriais:
1 - até 60 m². 0,34
2 - de 61 à 100m². 0,30
3 - de 101 à 200m². 0,40
4 - acima de 200m². 0,60

Nota - Desconto de cinquenta por cento do valor para obras referentes a galpões
com mais de trezentos metros quadrados de construção.

RESIDENCIAIS

- Prédios residenciais, de um ou mais pavimentos, por metro


quadrado da área útil de piso coberto:

CONSTRUÇÃO VALORES EM UFIR'S


- construção (acima de 150 m²). 0,45
- construção (de 121 até 150m²). 0,34
- construção (de 61 até 120m²). 0,23
- construção ( até 60m²). 0,11
- Ampliações residenciais. 0,34
- Ampliação Comerciais e Industriais. 0,23
ABERTURA DE PORTÕES:
- em prédios residenciais. 5,64
- em prédios ocupados com estabelecimentos de qualquer 11,27
natureza.
- andaimes no alinhamento do logradouro — inclusive tapume,
para construção, reconstrução, pintura ou reparos gerais de
prédios por metro linear e por seis meses ou fração. 1,12
- Demolição - do edifício por m². 0,11
- Marquises de vidro, metal ou outro material, a serem coloca-
dos em prédios comercial ou industrial, cada uma. 16,91
- mudança de bomba de gasolina, ou outro combustível líquido,
de um para outro local. 11,27

TABELA XII
VALORES DA TAXA DE COLETA DE LIXO DOMICILIAR

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USO/DESTINAÇÃO DO IMÓVEL PERÍODO DE VALOR DA


INCIDÊNCIA TAXA R$
1 Prédio industrial Anual 82 UFM’s
2 Prédio comercial, supermercados, restauran- Anual 75 UFM’s
tes
Anual 68 UFM’s
Outros
3 Prédio Residencial Anual 61 UFM’s
4 Hospital (lixo comum) Anual 68 UFM’s
5 Exclusivamente Residencial Anual 61 UFM’s
6 Templos de qualquer culto Anual 61 UFM’s
5 Prédio escolar (particular, estadual ou fede- Anual 54 UFM’s
ral)
6 Instituição Filantrópica Anual 51 UFM’s
7 Imóvel não edificado Anual 30 UFM’s

TABELA XIII

Item Metros quadrados Valor/UFM


01 Até 50 m2 60 UFM’s
02 51 a 80 m2 85 UFM’s
03 81 a 100 m2 120 UFM’s
04 101 a 150 m2 140 UFM’s
05 151 a 220 m2 155 UFM’s
06 Acima de 221 m2. 170 UFM’s

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