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COBRAMSEG 2010: ENGENHARIA GEOTÉCNICA PARA O DESENVOLVIMENTO, INOVAÇÃO E SUSTENTABILIDADE. © 2010 ABMS.

Modelagem Acústica de Sedimentos Marinhos Superficiais


para Investigação Geotécnica
Arthur Ayres Neto
Universidade Federal Fluminense, Niterói, Brasil, aayres@igeo.uff.br

Joana de Noronha Teixeira Mendes


Universidade Federal Fluminense, Niterói, Brasil, johnoronha@gmail.com

Juliana Maria Gonçalves de Souza


Universidade Federal Fluminense, Niterói, Brasil, juliana.goncalvesuff@gmail.com

Miguel Cesar Gonçalves Redusino Jr.


Universidade Federal Fluminense, Niterói, Brasil, redusinojunior1@hotmail.com

Rodrigo Leandro Bastos Pontes


Universidade Federal Fluminense, Niterói, Brasil, vogard@gmail.com

RESUMO: As implicações dos riscos associados à caracterização do fundo marinho para projetos de engenharia
offshore é um tópico cada dia mais relevante à medida que novos campos têm sido descobertos em águas cada vez mais
profundas. Para atender estes desafios é utilizada uma metodologia integrada onde dados geotécnicos e geofísicos se
complementam de forma a fornecer uma melhor caracterização do fundo marinho. Dessa forma, a Universidade Federal
Fluminense e a empresa de petróleo espanhola Repsol desenvolveram um projeto para investigar a relação entre os
parâmetros acústicos e as propriedades geológicas / geotécnicas da camada superficial de sedimentos marinhos. A
metodologia consiste na aquisição de dados através do emprego de um sistema de classificação acústica e amostras
geológicas coletadas com amostrador do tipo Box-corer. Ensaios geológicos e geotécnicos (descrição do testemunho,
granulometria, densidade gamma, porosidade, teor de água, velocidade de onda P, susceptibilidade magnética,
impedância acústica, resistência ao cisalhamento e ensaio de carregamento) foram realizados em intervalos regulares de
2 cm e correlacionados com dados de velocidade de onda P, impedância acústica e susceptibilidade magnética. Para a
classificação acústica foi utilizado um equipamento que trabalha nas freqüências de 200, 50 e 24 kHz de forma a
permitir a operação em áreas com até 3000 m de profundidade. Os resultados indicam que é possível diferenciar
diferentes tipos de sedimentos através de suas propriedades acústicas permitindo uma caracterização mais completa do
fundo marinho e não mais pontual em função dos pontos de amostragem. Dessa forma, será possível estimar as
características geotécnicas do fundo marinho a partir de uma embarcação em movimento, reduzindo custos de
amostragens e aumentando a cobertura de informações, reduzindo custos e riscos no projeto.

PALAVRAS-CHAVE: Geofísica, Geotecnia, Acústica, Classificação de Sedimentos, Dutos


Submarinos.

1 INTRODUÇÃO parâmetros geológicos e geotécnicos de


sedimentos marinhos superficiais (até 1 m
As descobertas de campos de óleo e gás em abaixo do fundo) e sua aplicação na avaliação
regiões com mais de 2.000 metros de dos riscos associados à instalação de estruturas
profundidade vem empregando linhas de dutos submarinas de exploração e produção de óleo e
rígidos e flexíveis como solução para o gás.
escoamento da produção. Estes sistemas Estudos sobre classificação geoacústica do
acabam por percorrer as regiões do talude e da fundo marinho já vêm sendo desenvolvidos
plataforma continental, onde existem contrastes desde a década de 80 por diferentes autores.
geológicos e geotécnicos consideráveis. O Hamilton (1980) e Hamilton & Bachman
principal objetivo do projeto é investigar a (1982) realizaram trabalhos pioneiros na área de
relação entre as propriedades acústicas e correlação entre parâmetros físicos e geológicos

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de sedimentos marinhos superficiais. Akal et al. os estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná
(1984) realizou trabalhos que estudaram a e Santa Catarina (Milani et. al. 2000).
relação entre modelos geoacústicos O conhecimento da sedimentação na
(velocidades de ondas P e S) e propriedades margem sudeste brasileira, abrangendo desde o
como granulometria, densidade, teor de fim do Pleistoceno até o Recente, incluindo a
umidade e índice de vazios. Mais recentemente área de estudo em questão, pode ser observado
Breitzke & Spiess (1991) verificaram estas a partir de estudos realizados pelos projetos
relações em sedimentos de mar profundo. REMAC e REVIZEE. A cobertura sedimentar
Estudos mais específicos entre propriedades dessa região possui dois domínios sedimentares
acústicas de sedimentos marinhos superficiais e bem definidos: um terrígeno, de plataforma
propriedades geotécnicas foram executados por interna e média, e outro carbonático, de
Ayres & Theilen (1997a, 1997b, 1998, 1999, plataforma externa. Entre Cabo Frio e o arroio
2001) e Theilen et al. (1997). Estes estudos Chuí, as fácies sedimentares são bastante
mostram a aplicação de se utilizar propriedades homogêneas e quase contínuas sendo
acústicas na determinação dos parâmetros representada pela sedimentação terrígena,
geotécnicos e geológicos de sedimentos presentes na plataforma interna.
marinhos rasos. Ayres e Silva (2006) e Solano Segundo Rocha et al (1975), na plataforma
et al. (2007) mostraram como a integração entre média se observa extensa fácies lamosa com
geofísica e geotecnia é vital em projetos para predominância de silte e argila, que
instalação de plataformas, dutos e estruturas correspondem aos depósitos lagunares
fixas de produção e exploração de óleo e gás no costeiros, principalmente entre Santos e o arroio
fundo marinho. Chuí. Esse ambiente sedimentar foi
caracterizado através da variação lateral das
fácies sedimentares (areia/lama/areia) e em
2 ÁREA DE ESTUDO aspectos diagenéticos locais do corpo de lama.
A área de trabalho, delimitada pelas latitudes Já ao sul de Santos, as lamas aproximam-se do
22º S e 26º S e longitudes 41º W e 46º W, está talude continental, enquanto ao norte de
localizada na porção central Bacia de Santos, Florianópolis avançam até a plataforma interna.
entre as profundidades de 15 m e 2200 m A ocorrência dessas lamas já não é tão
(figura 1). contínua, entre Santos e Cabo Frio, no entanto
ainda mantêm o caráter de unidade faciológica
diferenciada.

S8
3 METODOLOGIA
Para a classificação acústica dos sedimentos
S3
S7
foi escolhido o sistema canadense da Quester
Tangent. O modelo QTC 5 está habilitado para
S2
operar entre as profundidades de 0 e 3000 m de
profundidade e consiste em três transdutores
S4
trabalhando nas freqüências de 200, 50, 24 kHz
S5 S1 (Figura 2). Para coleta de amostras foi utilizado
S6 um amostrador do tipo box-corer (Figura 3)com
Figura 1: Localização dos perfis geofísicos caixa de coleta de 50 cm x 50 cm x 70 cm. Esse
(linha azul) e pontos de amostragem (S1 a S8) equipamento retira amostras de sedimentos
indeformadas com volume de 175.000 cm³,
A Bacia de Santos corresponde a uma das ideal para a pesquisa aplicada a dutos
principais bacias da porção sudeste da margem submarinos.
leste brasileira, recobrindo uma área de
aproximadamente 200.000 km2, localizada entre

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representando a amplitude do sinal discretizado


em intervalos de tempo regulares. Na fase
seguinte são aplicadas sofisticadas técnicas de
processamento de sinal e algorítimos para
separar o registro do eco em componentes
fundamentais do sinal (energia, frequência,
fase, etc.). Esses componentes irão variar de
acordo com a composição geológica do leito
submarino. Ocorre que ecos com valores de
componentes similares representam tipos de
fundo semelhantes. Dessa forma, os ecos com
características próximas são agrupados em
classes, que por sua vez são “calibradas”
através de processos de amostragem direta.
Essas classes de eco são então correlacionas
com amostras do fundo marinho onde foram
Figura 2: Transdutores de 24, 50 e 200kHz
realizados diversos tipos de ensaios, tanto
geológicos como geotécnicos. Os ensaios
realizados estão listados abaixo:

• Descrição geológica do testemunho


• Granulometria (classes cascalho, areia
muito grossa, grossa, média, fina, muito
fina, silte e argila)
• Densidade Gamma (ρ gamma)
• Porosidade (n)
• Teor de água (W)
• Teor de carbonato
• Velocidade de ondas P (Vp)
• Susceptibilidade magnética
• Impedância acústica
• Resistência ao cisalhamento (Su)
Figura 3: Box-corer • Ensaio de carregamento

A classificação acústica dos sedimentos As amostras foram coletadas em 8 pontos e


envolve a organização destes ecos em unidades então sub-amostradas através de testemunhos
discretas baseadas nas características do eco com tubos de PVC de 10cm de diâmetro, para
refletido a partir do fundo marinho (Collins & ensaios geofísicos, geológicos e geotécnicos e
Rhynas, 1998). O pulso acústico gerado pelo também usando seringas de 20ml (previamente
ecobatímetro viaja através da coluna d’água, preparadas) a cada 2cm em toda a altura do
interage com os sedimentos do fundo marinho box-corer para ensaios de teor de carbonato de
alterando suas características. Após ser refletido cálcio, teor de água e granulometria (Figura. 4).
de volta ao transdutor na superfície, o sinal é
digitalizado com alta taxa de amostragem a fim
de melhor descrever o sinal e identificar
qualquer alteração relacionada a pequenas
mudanças nas características geológicas /
geotécnicas do fundo mar. O dado é então
armazenado sob a forma de séries temporais,
que são basicamente um conjunto de números

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densidade e de Vp com mais de 1500m/s e, por


conseqüência, os maiores valores de
impedância acústica. Porém, apresentou os
menores valores de suceptibilidade magnética e
porosidade (< 60%).
Já as amostras localizadas na região de
plataforma externa e talude superior mostraram
uma granulometria predominantemente siltosa;
valores intermediários de Vp (em torno de
1490m/s) e densidades entre 1,6 e 1,7g/cm³.
Como resultado se obtêm valores
intermediários de impedância acústica que
ficaram em torno de 2500 m/s*g/cc. A
Figura 4: Sub-amostras de testemunho e seringa susceptibilidade magnética também mostra
no Box-corer valores intermediários que variaram
aproximadamente entre 0 e 10, com exceção da
Esses parâmetros foram correlacionados com amostra do ponto 4, onde foi medido o valor de
as classes de eco definidas pelo sistema de 143. Para porosidade foram encontrados valores
classificação acústica de sedimentos a fim de se intermediários em torno de 60%.
gerar um mapa geológico/geotécnico ao longo Foi possível observar que nas amostras do
de uma diretriz de um duto, ou mesmo de uma talude inferior ocorrem sedimentos siltosos,
área para locação para instalações de produção. com porcentagem maior de silte do que nos
Para os ensaios de Densidade Gamma, sedimentos de plataforma externa e talude
Porosidade, Velocidade de ondas P, superior. Nestas amostras foram encontrados os
Suceptibilidade Magnética e Impedância menores valores de velocidade de onda P (>
Acústica foi utilizado o Multi Sensor Core 1460 m/s) e também de densidade (ρ< 1,6),
Logger da empresa Geotek assim como para os valores de impedância
Para os ensaios de granulometria foram acústica, que ficaram em torno de 2300
utilizadas peneiras para as frações acima de m/s*g/cm³. Os valores de suceptibilidade
areia fina e para as frações mais finas foi magnética encotrados foram intermediários.
utilizado o granulômetro a laser Mastersizer Observou-se neste trecho porosidades acima de
2000 da Malvern Instruments. 70%.
Para os ensaios geotécnicos foram utilizados: Já os ensaios geotécnicos de resistência ao
penetrômetro de mão de precisão, para ensaio cisalhamento e carga mostraram valores
de carga. Torvane de bolso (Humboldt MFG variando entre 0,900Kg/cm² (ponto S3) a
CO H-42121- Solotest), para ensaio de 0,286Kg/cm² (ponto S5) e 4,235Kg/cm² (ponto
resistência ao cisalhamento; e para os S3) a 0,352Kg/cm² (ponto S2), respectivamente.
Parâmetros de Atterberg usou-se o aparelho de Essa maior variação nas medidas não permitiu
Casa Grande -Solotest, uma separação clara de acordo com a batimetria
e/ou ambiente geológico, resultando uma sub-
divisão em 5 grupos para o parâmetro de
4 RESULTADOS resistência ao cisalhamento e 4 grupos para o
Foi possível perceber que existe um controle parâmetro de ensaio de carga a fim atender as
batimétrico/geológico que permite dividir a área variações encontradas. Do mesmo modo, não
de estudo em três setores: plataforma interna, foi observada uma correlação direta entre esses
plataforma externa / talude superior e talude dois parâmetros.
inferior. Apesar disso, a correlação direta entre
De uma maneira geral observa-se que na parâmetros geoacústicos e geotécnicos
região da plataforma interna ocorrem evidenciou um correlação direta entre os
sedimentos mais grosseiros, com altos teores de valores de impedância acústica e resistência ao
cascalho; bem como, os maiores valores de

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cisalhamento (figura 5).

3000

2800

2600
Impedância Acústica

T2

T3
2400
T4

T5

2200 T6

T7

T8
2000

1800

1600
0 0.2 0.4 0.6 0.8 1 1.2 1.4 1.6 1.8 2

Resist. ao cisalhamento

Figura 5: Correlação direta entre impedância


acústica e resistência ao cisalhamento Figura 7: Cluster na freqüência de 24Khz,
mostrando a interação entre as classes.
O processamento dos dados acústicos pelo
programa QTC5 sugere um número entre 7 e 8
classes para todas as freqüências usadas 5 CONCLUSÕES
(200kHz, 50 kHz e 24 kHz) (Figura 6).
Os resultados indicam que é possível
diferenciar diferentes tipos de sedimentos
através de suas propriedades acústicas. A
correlação direta entre os diversos parâmetros
medidos indicam que é possível se avaliar a
condição geotécnica do fundo marinho pela
utilização de métodos geofísicos, apesar do
coeficiente de correlação ser relativamente
baixo. Dessa forma, será possível realizar uma
caracterização mais completa do fundo marinho
ao longo de toda uma diretriz a partir de uma
embarcação em movimento e não mais
pontualmente em função dos pontos de
amostragem, levando a uma reducao de custos e
Figura 6: Perfil geofísico e classificação
riscos para um projeto de dutos submarinos.
acústica para 24Khz. 8 classes
AGRADECIMENTO:
No gráfico de clusters de classes é possível
Este projeto foi realizado com financiamento da
perceber que algumas classes geoacústicas
empresa de petróleo Repsol YPF Brasil S.A.
mostraram-se com grande interação entre si, o
que possibilita que sejam agrupadas em uma só
REFERÊNCIAS
classe. Esse procedimento se dá através da
geração de um catálogo onde os dados Akal, T. Curzi, P.V. & Michelozzi, E. (1984) –
geológicos e geotécnicos servem de referência Geoacoustic and geotechnical properties of
para o ajuste dos dados. sediments: a pilot study. Mem. Soc. Geol. Italiana,
Vol. 27. P: 411-421
Ayres, A. & Theilen, F. (1997) - Seismiche Wellen
Geschwindigkeit im Oberflächlichen Marinen
Sedimente. DAGA/97, Kiel, Germany

Ayres, A. & Theilen, F. (1997) - Relationship between


Seismic Velocities and Sediment Properties of Near
Surface Marine Sediments. 22nd Annual Meeting of
the European Geophysical Society, Vienna, Austria

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Ayres, A. & Theilen, F. (1998) - Physical Properties


versus Engineering and Environmental Parameters of
Marine Sediments. 60th Conference and Technical
Exhibition of the European Association of
Geoscientists and Engineers, Leipzig, Germany

Ayres, A. & Theilen, F. (1999) - Relationship between


Seismic Velocities and Geological and Geotechnical
Properties of Near Surface Marine Sediments of the
Continental Slope of the Barents Sea. Geophysical
Prospecting, Vol 47, No. 4 . Pag: 431 - 441.

Ayres, A. & Theilen, F. (2001) – Preliminary Laboratory


Investigations of the Attenuation of Compressional
and Shear Waves on Near Surface Marine Sediments.
Geophysical Prospecting, Vol. 49. Pag: 120-127

Ayres, A. & SILVA, B.A. (2006) - Geofísica e Geotecnia


– Integração de Métodos na Determinação de
Diretrizes de Dutos Submarinos. 13th Brazilian
Congress of Soil Mechanics and Geotechnical
Engineering. Curitiba, Brazil.

Breitzke, M & Spiess, V. (1991) – Imaging the physical


properties of deep sea sediments: a comparison
between narrow-beam echosounding surveys and
Laboratory measurements on sediment cores. In
Weydert, M. (Ed.) European Conference on
Underwater Acoustic. P: 505-508

Hamilton, E. L. (1980) – Geoacoustic modeling of the


seafloor. J. Acoust. Soc. Am., Vol 68, n° 5. P: 1313-
1340

Hamilton, E. L. & Bachman, R.T. (1982) – Sound


velocity and related properties of marine sediments. J.
Acoust. Soc. Am., Vol 72, n° 6. P: 1891-1904

Rocha, J.M.; Milliman, J.D.; Santana, C.I.; Vicalvi, M.A.


(1975). Southern Brazil. Upper Continental Margin
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REMAC (1979) - Coleção de Mapas – Mapa Faciológico


dos sedimentos superficiais da plataforma e da
sedimentação quaternária no oceano profundo –
Margem continental Norte.

REVIZEE (2007) - Avaliação do Potencial Sustentável


de Recursos Vivos na Zona Econômica Exclusiva.
Relatório Final.

Solano, R.F., Genaio, M.C., Ayres, A & Cezar, G.S.


(2007) - Design and Installation Challenges of Jubarte
Gas Pipeline in the Shore Approach Area. 17TH Isope
Conference, Lisboa.