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CÁLCULO LUMINOTÉCNICO

Imagem gerada pelo software LUMISOFT

Método dos Lúmens


OBJETIVO

Principal objetivo:
 Definir a quantidade de luminárias necessárias para
determinada aplicação

Os cálculos de um projeto seriam extremamente


simples se toda a luz produzida por uma lâmpada
atingisse a área de trabalho sem que apresentasse
perdas na luminária, não houvesse reflexão e
absorção de parte dessa luz pelas superfícies
(parede, teto, piso) do recinto, as superfícies
permanecessem sempre limpas, as lâmpadas
queimadas fossem imediatamente substituídas, etc.
EXEMPLO DESTE SIMPLES CÁLCULO:

Exemplo deste simples cálculo:


Determinar a quantidade de lâmpadas necessárias para iluminar um
recinto com área de 57,75m2, com uma iluminância média de 450 lux.
Fluxo luminoso da lâmpada a utilizar 3350 lumens (quando nova) .
Fluxo luminoso (f):
radiação total da fonte
luminosa  lúmens

ILUMINÂNCIA (E)
(lumens/m2) = lux

S = área(m2)
Q: E x S  450 x 57,75  8
Q= Quantidade de lâmpadas F 3.350
CORREÇÕES
Mas, não é bem assim....
Exemplos de fatores a serem corrigidos
acúmulo de poeira nos ambientes e luminárias, Refletâncias ou
além da depreciação das lâmpadas coeficientes de
reflexão de superfícies

Tipos de iluminação (direta ou indireta)

h' Altura das luminárias e


h
planos de trabalho

ETC...
CÁLCULO PARA ÁREAS INTERNAS (MÉTODO DOS LÚMENS)

1º - Escolha do Nível de Iluminação (E)


2º - Fator ou índice do Local (K)
3º - Fator de Utilização (U)
4º - Fator de Depreciação (d)
5º - Cálculo da Quantidade de Luminárias (N)

E = Iluminância
C = Comprimento do ambiente
L = Largura do ambiente
n = Quantidade de lâmpadas por luminária
f = Fluxo luminoso da lâmpada (ver tabela de fabricante)
U = Fator de utilização
d= Fator de Depreciação ou perdas luminosas
1º PASSO - Escolha do Nível de Iluminação (E)
1º - Escolha do Nível de Iluminação (E)
Escolher o nível médio de iluminação em função do tipo de atividade a
ser exercida no local  ISO 8995-1

Tabela de Iluminância, ofuscamento e reprodução de cores por classe de tarefas visuais (ISO 8995-1)
2º PASSO - Fator do Local (K)
A obtenção de K varia conforme o fabricante de luminárias, mas
sempre é uma relação entre o comprimento, largura e altura do recinto.
A Philips adota o MÉTODO EUROPEU, onde o Fator ou índice do local (K)
é calculado da seguinte forma:

ILUMINAÇÃO h
D I R E TA

ILUMINAÇÃO h'
I N D I R E TA

C = comprimento do local
OBS.: O Método
L = largura do local
americano será
h = altura útil  altura da luminária até o plano de trabalho apresentado no
h' = distância do teto ao plano de trabalho fim desta aula
3º PASSO - Fator de Utilização (U)

3º - Fator ou coeficiente de Utilização (U)


Este fator é apresentado na forma de tabela para cada tipo de
luminária existente.  Daí a necessidade da escolha da luminária
antes do início dos cálculos.

Além do índice do local (K), faz-se


necessário conhecer as refletâncias
do teto, paredes e piso para
escolher o fator de utilização mais
adequado

REFLETÂNCIAS

Fonte: RODRIGUES, 2002


3º PASSO - Fator de Utilização (U)

Para determinar o Fator de Utilização recorre-se à tabela constante


no folheto da luminária escolhida. Cruze o valor de Fator de Local
(K) – obtido no 2º. Passo deste método - com os índices de
refletância do ambiente a ser iluminado.
Exemplo de ambiente cujo K é 1,2
com teto branco, paredes em marfim e piso de madeira
4º PASSO - Fator de Depreciação (d)

4º - Fator de Depreciação (d)


Com o tempo, paredes e teto ficarão sujos. Os equipamentos de
iluminação acumularão poeira. As lâmpadas fornecerão menor
quantidade de luz.
Admitindo-se uma boa manutenção periódica, pode-se adotar os
valores de fator de depreciação de acordo com a tabela:

Fonte: PHILIPS, 2001


5º. PASSO - Definir o número de luminárias

Com todas essas informações, é possível efetuar o cálculo


para quantificar o número correto de luminárias (já escolhida
anteriormente) necessário para atender a iluminância desejada
de determinado ambiente. Para tanto, aplicam-se estes dados
na fórmula descrita no 5º. passo do Método de Lúmens.

5º - Definir o número de luminárias

E = Iluminância
C = Comprimento do ambiente
L = Largura do ambiente
n = Quantidade de lâmpadas por luminária
f = Fluxo luminoso da lâmpada (ver tabela de fabricante)
U = Fator de utilização
d= Fator de Depreciação ou perdas luminosas
EXEMPLO PRÁTICO

Ao finalizar o método dos lumes, podemos considerar como o


6º passo a distribuição das luminárias

Recomendação quanto às distâncias entre luminárias e paredes laterais

O ESPAÇAMENTO ENTRE AS LUMINÁRIAS depende de sua altura ao plano de


trabalho, do fluxo luminoso e da distribuição da luz. Este valor situa-se geralmente,
entre 1 a 1,5 vezes o valor da área útil em ambas direções.
TAMANHO DA MALHA
MÉTODO URG
EXEMPLO PRÁTICO
Determinar o no. de lâmpadas e luminárias para iluminar um escritório com
18X10X4m, cujo nível de iluminação necessário é de 800 lux. O teto e as paredes
são claros. O piso é em granito de cor mediana. O tipo de iluminação escolhido é
a direta, por lâmpadas fluorescentes tubulares instaladas em luminárias de
sobrepor para lâmpada fluorescente (C2). Trata-se de ambiente limpo e com
manutenção frequente (2500 horas).
EXEMPLO PRÁTICO
Determinar o no. de lâmpadas e luminárias para iluminar um escritório com 18X10X4m,
cujo nível de iluminação necessário é de 800 lux. O teto e as paredes são claros. O piso
é em granito de cor mediana. O tipo de iluminação escolhido é a direta, por lâmpadas
fluorescentes tubulares instaladas em luminárias de sobrepor para lâmpada fluorescente
(C2). Trata-se de ambiente limpo e com manutenção frequente (2500 horas).

D AD O S O B T I D O S PAR A C Á L C U L O

Comprimento 18 m

Largura 10 m

Altura 4m

Altura do plano de trabalho ao piso 0,8 m

Refletância do teto 80 %

Refletância das paredes 50 %

Refletância do piso 20 %

Nível de iluminação estipulado 800 lux

Luminária utilizada De sobrepor p/ lâmpada fluorescente Ref.: C2 (tabela anexa)

Lâmpada utilizada Philips TLDRS32W-S84-25  f= 2700 lm


EXEMPLO PRÁTICO
EXEMPLO PRÁTICO

Fonte: PHILIPS, 2001


E O MÉTODO AMERICANO?...
MÉTODO AMERICANO

MÉTODO AMERICANO
Para encontrar Fator ou índice do Local (K)
e fator de utilização (U)

A General Electric adota o MÉTODO AMERICANO, fornecendo o Índice do Local


através de uma tabela, onde aparecem letras de A-J, que são funções da largura,
comprimento do local e:
• altura do teto: se a luminária for indireta ou semi-indireta;
• distância do foco luminoso ao chão ou ao plano de trabalho se a luminária for
direta ou semi-direta.

Exemplo
de
ambiente
com 40m2
(5mx8m) e
PD=2,80m
2º PASSO - Fator do Local (K)

Exemplo
de
ambiente
com 40m2
(5mx8m) e
PD=2,80m
EXEMPLOS DE SOFTWARES PARA REALIZAÇÃO DE
CÁLCULOS DE ILUMINAÇÃO
EXEMPLO DE SOFTWARE DE ILUMINAÇÃO
LUMISOFT
Iniciando novo projeto
1º passo: escolha das luminárias
LUMISOFT
Iniciando novo projeto
2º passo: características do ambiente
Dimensionamento, tipo de forro, refletância, parâmetros onde serão instaladas as luminárias,
iluminância desejada e fluxo total da luminária e clique no botão visualizar. Se o resultado estiver de
acordo com o esperado, confirme no botão OK, entrando na tela de projeto principal.
LUMISOFT
Iniciando novo projeto
3º Passo: caso esteja satisfeito com seu projeto, clique no botão calcular,
situado na parte inferior direita da tela, podendo visualizar os resultados.
É possível gerar relatório de seu projeto clicando no ícone, gerar relatório ,
situado na parte superior da tela. Este relatório contém todas as características
do projeto. Ex.: Tomografia, descritivo técnico da(s) luminária(s), Iluminância, etc.

Gerar relatório no Word

Iniciar cálculo
INTERFACE DO PROGRAMA
ARQUIVO PROJETO RESULTADO ESPECIFICAÇÃO

PARÂMETROS

TELA DE PROJETO LUMINÁRIAS


SELECIONANDO LUMINÁRIAS

O fundo azul
corresponde ao modelo
selecionado em uso.

Para selecionar uma ou mais luminárias, deve-se fazer uma “janela” de


seleção enquadrando-as inteiramente, conforme figura acima. Para
desfazer a seleção, deve-se utilizar a tecla “ESC” do teclado
TELA DE PROJETO

TELA DE RESULTADO

TELA DE
ESPECIFICAÇÃO
EXPORTANDO ARQUIVO IES.
(PARA UTILIZAÇÃO EM OUTROS SOFTWARES LUMINOTÉCNICOS)

IES é a sigla para Illumination Engeneering Society (Sociedade de


Engenharia de Iluminação) Normalmente, as luzes IES vêm num padrão
de arquivo digital em formato ASCII (código padrão americano para troca
de informações).

Luz IES, então, não é um tipo de luz. Na verdade, são valores reais de
luz fornecidas pelos fabricantes de lâmpadas. Eles criam estes arquivos
.ies para divulgar como sua lâmpada se comportará no ambiente virtual
da mesma forma como se comportará num ambiente físico.

O resultado de como as lâmpadas ficarão podem ser vistas por um tipo


de gráfico e podemos visualizar seu resultado final em um visualizador
de arquivos IES.

Ou seja, você pode usar qualquer arquivo .ies em suas maquetes


eletrônicas ou modelagem 3d e conseguir resultados realistas além de
poder visualizar previamente qual luz você colocará em sua cena.
(LIMA, 2012)
Disp. em http://www.ideias3d.com/sao-luzes-ies/
EXPORTANDO ARQUIVO IES.
(PARA UTILIZAÇÃO EM OUTROS SOFTWARES LUMINOTÉCNICOS)

INFORMAR A DESCRIÇÃO DA
LÂMPADA.

NESTE CAMPO DEVERÁ


CONSTAR APENAS O FLUXO DE
UMA LÂMPADA, MESMO QUE A
LUMINÁRIA ESCOLHIDA
POSSUA OUTRAS.

*VERIFICAR VALORES NO
CATÁLOGO DO FABRICANTE DA
LÂMPADA.

INFORMAR CONSUMO TOTAL DO


REATOR E IGNITOR SE HOUVER.
* VERIFICAR VALORES NO
CATÁLOGO DO FABRICANTE DO
EQUIPAMENTO.