Você está na página 1de 30

HIV

“Human immunodeficiency
virus”
Prof. Hércules Jonas Rebelato
hercules@fho.edu.br
Estudos Avanços em Saúde
Curso de Biomedicina
UM POUCO DE HISTÓRIA...
• Os primeiros casos de AIDS foram descritos nos EUA, Europa Ocidental e África no início dos anos
1980;
• Número elevado de pacientes adultos do sexo masculino, homossexuais e moradores de São
Francisco e Nova York  apresentavam pneumonia por Pneumocystis carinii e
comprometimento do sistema imune;
• Conclusão: tratava-se de uma nova doença, ainda não classificada, de etiologia provavelmente
infecciosa e transmissível.
UM POUCO DE HISTÓRIA...
• Em menos de 20 anos, transformou-se em uma epidemia de grandes proporções com
disseminação e propagação em todos os continentes.
• Logo depois, a infecção pelo HIV progrediu de uma doença confinada a grupos restritos 
homossexuais do sexo masculino e usuários de drogas endovenosas, de países desenvolvidos e
de classes sociais mais altas;
• Acometendo posteriormente indivíduos economicamente desprivilegiados  heterossexuais,
mulheres e crianças;
• Mais de 90% das pessoas infectadas pelo HIV vivem em países em desenvolvimento;
• O continente africano concentra 65% de todos os infectados.
CLASSIFICAÇÃO
• O HIV é um vírus com genoma RNA;
• Família Lentiviridae;
• Pertencente ao grupo dos retrovírus não-citopáticos e não-oncogênicos;
• Dois tipos: HIV-1 e HIV-2
• HIV-1: mais frequente em toda a população;
• HIV-2: mais frequente na África (possui 40% homologia com HIV-1).
ESTRUTURA DO VÍRUS

• Afinidade por receptores CD4;


• Linfócitos T;
• Macrófagos/monócitos;
• Co-receptores importantes (CCR5, CXCR4).
ADSORÇÃO DO VÍRUS
• Adsorção via CCR5 e CD4 permite que o vírus penetre em macrófagos e células T (“M-tropismo”);
• Adsorção via CXCR4 e CD4 permite que o vírus penetre somente células T (“T-tropismo”).
Eventos iniciais da infecção pelo HIV
• Inicialmente, o vírus entra em contato com macrófagos e
células dendríticas;
• Através dessas células, o vírus é apresentado aos linfócitos
T CD4 (LT CD4, principal célula-alvo da infecção);
• Por meio desses linfócitos, o vírus é levado aos linfonodos
regionais, onde ocorre replicação viral, resultando em
viremia primária, que atinge outros linfonodos;
• Após nova replicação viral, surge a viremia secundária, que
leva partículas virais ao sistema nervoso central, baço, tubo
digestivo e, novamente, linfonodos.
TRANSMISSÃO
• As principais vias de transmissão do HIV são:
• Sexual;
• Sanguínea;
• Vertical (da mãe para o filho, durante a gestação, parto ou por aleitamento).

• Além dessas formas, mais frequentes, também pode ocorrer a transmissão ocupacional,
ocasionada por acidente de trabalho, em profissionais da área da saúde que sofrem ferimentos com
instrumentos perfurocortantes contaminados com sangue de pacientes infectados pelo HIV.

• Portadores de alelos recessivos para os co-receptores CCR5 e CXCR4  refratários (proteínas de


adesão intracelular).
PATOGENIA
• Infecção de céls T CD4+ e macrófagos;
• Infecção disseminada;
• Resposta imune específica:
• Imunidade celular
• Imunidade humoral
• Destruição da maior parte dos vírus;
• Alguns persistem;
• Destruição gradual de células T CD4+;
• Desorganização da resposta imune.
HISTÓRIA NATURAL DA INFECÇÃO PELO HIV
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL

• Detecção de anticorpos;
• Detecção de antígenos;
• Cultura viral;
• Amplificação do genoma do vírus.
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
• SDS-PAGE (PolyAcrylamide Gel Electrophoresis)
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
• SDS-PAGE (PolyAcrylamide Gel Electrophoresis)
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
• SDS-PAGE (PolyAcrylamide Gel Electrophoresis)

1. Bloqueio da membrana
2. Ac primário
3. Ac secundário conjugado
4. Detecção
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
• SDS-PAGE (PolyAcrylamide Gel Electrophoresis)
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
• SDS-PAGE (PolyAcrylamide Gel Electrophoresis)

• https://www.youtube.com/watch?v=QYvJTBktn0o
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
• CONTAGEM DE TCD4+ (TESTE NÃO ESPECÍFICO)
• A contagem de células T CD4+ em sangue periférico tem implicações prognósticas na evolução da
infecção pelo HIV;
• Avaliação da imunocompetência celular;
• É mais útil no acompanhamento de pacientes infectados pelo HIV.
• Pode-se dividir a contagem de células T CD4+ em sangue periférico em quatro faixas:
• Maior que 500 células/mm3
• Entre 200 e 500 células/mm3
• Entre 50 e 200 células/mm3
• Menor que 50 células/mm3
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
• Maior que 500 células/mm3: estágio da infecção pelo HIV com baixo risco de doença.

• Entre 200 e 500 células/mm3: estágio caracterizado por surgimento de sinais e sintomas menores ou
alterações constitucionais. Risco moderado de desenvolvimento de doenças oportunistas.

• Entre 50 e 200 células/mm3: estágio com alta probabilidade de surgimento de doenças oportunistas.

• Menor que 50 células/mm3: estágio com grave comprometimento de resposta imunitária. Alto risco
de surgimento de doenças oportunistas.  Alto risco de vida com baixa sobrevida.
TRATAMENTO
• Existem, até o momento, duas classes de drogas liberadas para o tratamento anti-HIV:

• Inibidores da transcriptase reversa


• São drogas que inibem a replicação do HIV bloqueando a ação da enzima transcriptase reversa
que age convertendo o RNA viral em DNA.

• Inibidores da protease
• Estas drogas agem no último estágio da formação do HIV, impedindo a ação da enzima protease
que é fundamental para a clivagem das cadeias protéicas produzidas pela célula infectada em
proteínas virais estruturais e enzimas que formarão cada partícula do HIV.
TRATAMENTO
• Inibidores da transcriptase reversa • Inibidores da protease
• Zidovudina; • Indinavir;
• Didanosina; • Ritonavir;
• Zalcitabina; • Saquinavir;
• Lamivudina; • Nelfinavir;
• Estavudina; • Amprenavir.
• Abacavir;
• Nevirapina;
• Delavirdina; • A terapia antirretroviral é complexa, sujeita a constantes mudanças;
• Efavirenz; • As recomendações deverão ser revistas periodicamente, com o objetivo
• Adefovir dipivoxil. de incorporar novos conhecimentos gerados pelos ensaios clínicos.
QUESTÕES
1. O que é a Profilaxia Pré-Exposição Sexual (PrEP)?

2. “A efetividade da PrEP no Brasil depende da ampliação do acesso a esse medicamento e do atendimento


aos usuários.” No que se refere a pesquisadora, quanto ao atendimento adequado aos usuários?

3. No estudo realizado no Brasil, quais foram os dados obtidos em relação ao uso da PrEP?

4. Atualmente, quais são os grupos mais vulneráveis à infecção pelo HIV?

5. Qual a problemática secundária ao uso da PrEP? Explique.

6. Qual a opinião do grupo em relação ao uso da PrEP