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Este suplemento faz parte da edição do jornal Correio do Minho de 18 de Abril de 2017 e não pode ser vendido separadamente

EDITORIAL
Abril’17
CM

Fazer Cidade -
Para discutir Smart Cities tem lugar em Braga, de 18 a 20 de abril, o FICIS 2017 – Fó-

P rum Internacional das Comunidades Inteligentes e Sustentáveis – e tem como lema


Fazer Cidade - Placemaking. A New Way of Thinking foi o lema do FICIS 2015 e Utopia
o do FICIS 2016.
No FICIS, cidades, líderes de opinião, decisores, especialistas com ideias e empresas com
meios para transformar as ideias em realidade, todos a partilham o mesmo espaço onde as
ideias e os projetos para as Smart Cities podem transformar-se em realidade.
Uma cidade é um sistema de sistemas com redes e infraestruturas urbanas, pessoas, edifí-
cios, comunidades, entidades, transportes e serviços. Uma Smart City é uma cidade inovado-
ra que utiliza as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) para melhorar a qualidade
de vida, a eficiência das operações urbanas e dos serviços e a sua competitividade. Uma
Smart City sustentável assegura as necessidades das gerações do presente sem comprome-
ter as do futuro, através de um equilíbrio entre os fatores ambientais, económicos e sociais.
Cada cidade afirma-se em diferentes domínios onde o ambiente, a mobilidade e a governan-
ça são os mais relevantes, uma vez que as metas associadas são coletiva e amplamente par-
Ana Fragata tilhadas.
Diretora Executiva do FICIS Ao nível do ambiente, a melhoria das condições ambientas, nomeadamente ruído e qualida-
de do ar e da água são fundamentais, assim como a melhoria da eficiência energética ao ní-
vel de equipamentos públicos, monitorização dos consumos e das redes de água e resíduos.
As iniciativas de gestão da energia e da iluminação com ligações inteligentes, tecnologia LED
e sensores, podem ser aplicadas na maioria dos projetos em construção e contextos da cida-
de. A redução dos custos energéticos a curto prazo é o principal impacto.
O transporte urbano e a mobilidade são fatores decisivos na afirmação das cidades, promo-
vendo a sua sustentabilidade, participam na coesão social, desenvolvimento económico e
qualidade de vida dos cidadãos. Os planos cicláveis inteligentes, viagens multimodais inte-
gradas e a gestão inteligente de tráfego com recurso a geo-sensores, monitorização e smart
cards, por exemplo, são algumas das iniciativas bem-sucedidas. A prioridade dada aos mo-
dos ativos e transporte coletivo urbano pode ter vantagens do ponto de vista da saúde e am-
biente e aqui também com repercussões económicas relevantes; estas soluções podem ser
aplicadas em toda a cidade, podem reduzir as emissões de gases efeito estufa através da re-
dução de veículos e redução da sinistralidade, podendo ser desenvolvidas nas infraestruturas
existentes. Por vezes basta “uma lata de tinta e um pincel”.
Na Governança iniciativas bottom-up com recurso a plataformas abertas – nas quais os mu-
nicípio cria um interface para disponibilizar dados e serviços a terceiros, incluindo empresá-
rios e cidadãos, permite aos cidadãos participarem ativamente –, o portal único – janela única
para serviços municipais ou portais municipais online – e iniciativas sustentáveis integradas –
para gestão mais eficiente da energia, monitorização e feedback dos utilizadores –, facilitam
a apropriação e participação desde o início. Os impactos económicos, melhoria dos serviços
associados ao ambiente e mobilidade são vantagens deste tipo de iniciativas.

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VISION-BASED SURVEILLANCE
Smart ENERGY EVERYWHERE

Cities
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Abril’17
CM

SMART CITIES FÓRUM INTERNACIONAL DAS COMUNIDADES INTELIGENTES E SUSTENTÁVEIS

Placemaking
A integração e monitorização das redes e infraestruturas de forma centralizada e global num
centro dedicado, que corresponde ao cérebro da cidade digital, com uma gestão capaz e
tecnologicamente apetrechado e que assuma a visão da cidade, é uma das iniciativas essen-
ciais numa Smart City. Este centro recebe todos os dados dos sensores e redes e através de
ferramentas de business inteligence coloca à disposição dos serviços públicos, investidores e
utilizadores da cidade, informação útil para a tomada de decisão. Aqui é importante garantir a
privacidade e a proteção da informação por um lado, e por outro lado, garantir padrões aber-
tos da informação a quem dela necessita. Desta forma será possível adotar soluções integra-
doras e alinhadas com todas as entidades e que abordem os problemas de forma eficaz.
Tecnologia é a resposta. E qual é a questão?
Como é que as TIC podem ser utilizadas nas cidades para “cozer” as redes e infraestruturas
urbanas umas com as outras, de modo a que, estando as pessoas no centro do processo,
elas lhes sejam mais acessíveis e úteis de um modo mais facilmente percecionado? Ou seja,
como resolver os problemas reais das cidades e de forma eficaz, contribuindo para o bem-es-
tar e felicidade dos cidadãos.
Para o sucesso de uma Smart City é essencial uma visão clara assumida pelo “líder” da ci-
dade que permita trilhar o caminho dos grandes objetivos a atingir. Esse caminho deve ser
paulatinamente construído com iniciativas nos domínios em que cada cidade se pretende afir-
mar, com recurso às TIC e com o envolvimento ativo dos seus cidadãos.
Atualmente é difícil pensar-se em projetar um espaço que não atraia as pessoas. O que é no-
tável constatar é quantas vezes isso foi feito. Fruto da sua história, património, cultura e conhe-
cimento cada cidade tem a sua própria identidade. O futuro das cidades exige A New Way of
Thinking onde a Utopia ajuda-nos a caminhar e a estabelecer metas e o Placemaking – Fazer
Cidade devolve-nos a liberdade de nos reinventarmos a nós próprios e às nossas cidades.
Através do Placemaking – Fazer Cidade pode-se construir espaços mais vibrantes e tornar
as comunidades mais felizes. É um processo que inclui projetar, criar e manter espaços públi-
cos, que estimula uma maior interação entre as pessoas e propõe a transformação dos pon-
tos de encontro de uma comunidade – parques, praças, ruas e calçadas – em lugares mais
agradáveis e atrativos. Para isso, é essencial ouvir as ambições e necessidades daqueles
que vivem e usufruem dos espaços a serem transformados. Na verdade as cidades só tem a
capacidade de oferecer algo, se esse algo for criado por todos.
O direito à cidade é muito mais do que a liberdade de cada um no acesso aos recursos ur-
banos: é o direito de mudarmo-nos a nós mesmos mudando a própria cidade. Trata-se de um
direito comum e não individual, uma vez que essa transformação depende inevitavelmente do
exercício de um poder coletivo.
O conhecimento e a cultura, tornam cada cidade única apesar do conceito Smart City ser
global. Certo é que não há duas cidades iguais.

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Abril’17
CM

Smart
Governance
Por Smart Governance entendem-se as relações
de poder das instituições da cidade e para além
dela, que ligam entidades públicas e privadas,
a sociedade civil e, inclusivamente, quando
necessário, instâncias europeias, que
organicamente combinadas contribuem para
uma gestão mais eficaz e eficiente da cidade.
A ferramenta mais importante para este objetivo
é a interoperabilidade das TIC – Tecnologias de
Informação e Comunicação (infra-estruturas,
software e hardware) suscitada através de
processos e dados inteligentes. As ligações
nacionais, internacionais e com o hinterland
(para além da cidade) são também importantes,
pois, neste sentido, a cidade deve ser entendida
como um “nó” de “nós” na nova sociedade da
informação. Esta perspetiva acarreta uma
colaboração e subsidiariedade entre entidades
públicas e privadas, num trabalho de cooperação
permanente de prosseguimento de objetivos
inteligentes ao nível da Cidade. Estes objetivos
inteligentes incluem a transparência, open data,
E-government e qualquer ferramenta de TIC que
permita uma participação na decisão e na
produção de serviços. Sendo um fator transversal,
a Smart Governance, pode comandar e integrar
quaisquer outras das características da Smart City.
Neste domínio inclui-se a participação na vida
política, nos serviços públicos e sociais e na
transparência da governança.

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CM

SMART CITIES FÓRUM INTERNACIONAL DAS COMUNIDADES INTELIGENTES E SUSTENTÁVEIS

Smart
Economy
A Smart Economy inclui novos modelos de negócio
e comércio eletrónicos apoiados nas TIC
– Tecnologias de Informação e Comunicação.
Interliga a economia local e internacional com fluxo
físico e virtual de mercadorias, serviços e
conhecimento.
Neste domínio inclui-se o espírito inovador,
empreendedorismo, imagem económica e marcas,
produtividade, flexibilidade do mercado de trabalho
e internacionalização.
Faz sentido a existência das infra-estruturas
de Fibra Ótica (FO), assim como a existência
de estradas e ruas e nelas circularem quaisquer
agentes. Essas infraestruturas de livre acesso são
vitais para o aparecimento de novos serviços
de muita proximidade e com alto grau de
diferenciação em relação aos tradicionais.
Esta nova geração de negócios altamente
rentáveis, Smarts portanto, vão desde o apoio a
idosos até controlo de redes de iluminação,
passando por serviços de segurança, televisões
locais, distribuidores locais, negócios de segurança
de dados, etc.
A própria rede de fibra ótica é também um negócio,
sendo que há vários modelos: fibra escura, fibra
iluminada, circuitos específicos, anéis de
redundância, lacete local, transporte regional, data
centre, etc.

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CM

Smart
Mobility
Smart Mobility refere-se a sistemas integrados
de transportes e logística apoiados nas TIC
– Tecnologias de Informação e Comunicação.
Dá prioridade aos transportes ambientalmente
sustentáveis e modos ativos (andar a pé
e de bicicleta). Inclui informação em tempo real
acessível ao público para otimização dos
transportes.
O acordo de Paris foi uma mudança na estratégia
das cidades que se vêm obrigadas a desenvolver
planos de mobilidade urbana para alcançarem
os objetivos propostos a nível ambiental. Para isso
os cidadãos são encorajados a mudar o seu
comportamento de viagens e experimentar
alternativas ao automóvel, como a bicicleta,
o andar a pé e o transporte público. As cidades
são incentivadas a promover esses modos de
transporte e a investir em infraestruturas
necessárias para um planeamento a longo prazo,
em detrimento do automóvel. A Comissão Europeia
recomenda, com insistência, às autoridades locais
que elaborem e apliquem planos sustentáveis
de transporte urbano.
Sustentado, por exemplo, pelo programa Portugal
2020, por fundos nacionais, pelo Compromisso
para o Crescimento Verde e pelo “Plano Junker”,
Portugal definiu como objetivos para 2030:
aumentar a utilização de transportes públicos,
incentivar a utilização de combustíveis com melhor
desempenho ambiental, promover o uso da
bicicleta e criar parques de estacionamento
periféricos a funcionarem como interfaces de
transporte.

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Abril’17

ENTREVISTA CM

RICARDO RIO
“BRAGA É HOJE MAIS
INTELIGENTE DO QUE
HÁ TRÊS ANOS ATRÁS”
raga acolhe, pelo

B terceiro ano con-


secutivo, o Fórum
Internacional das
Comunidades Inteligentes
e Sustentáveis. Um even-
to referência que este ano
reúne na capital do Minho
dez autarcas, um ministro
e vários especialistas. Em
entrevista, o presidente
da Câmara Municipal, Ri-
cardo Rio, considera que
é vital para Braga poten-
ciar-se como “centro de
discussão” ao torno das
cidades inteligentes e
que o FICIS é “uma verda-
deira mais-valia para o
concelho”. O autarca sen-
te que Braga é mais inteli-
gente do que há três anos
atrás, contudo ainda há
muito por fazer. Todavia
sente que este é o cami-
nho a seguir.
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ENTREVISTA RICARDO RIO


Abril’17 Abril’17
CM CM

“BRAGA É HOJE “O processo


de renovação
UM CENTRO da frota
dos Transportes
DE INOVAÇÃO Urbanos de Braga
é um dos grandes
desafios no futuro
NAS VÁRIAS próximo”

ÁREAS empresarial isso foi muito vantajoso, porque hoje são cada vez
mais as áreas em que nós percebemos que os nossos agentes
económicos, as nossas empresas, se afirmam não só pela
qualidade dos seus produtos ou serviços, mas também sempre

DA ECONOMIA”
com esta dimensão da inovação tecnológica, das gerações de
conhecimento de inovação, seja em ligação a centros de inves-
tigação, às universidades ou seja dentro das próprias esferas
empresariais, há de facto hoje, de forma muito mais vincada,
esta ideia que Braga é um centro de inovação nas várias áreas
da economia.
Noutro âmbito, tem existido a preocupação e isso é perfeita-
mente visível, os agentes económicos estão conscientes que
podem desenvolver e aplicar os seus projectos no contexto da
inovação da cidade e do concelho. Seja nas áreas da constru-
ção civil, ambiental, mobilidade, tecnologias de informação, ve-
mos cada vez mais projectos que o seu campo natural de im-
Terceira edição do FICIS, um evento que já está a tornar- muitos contactos que fui tendo com as várias empresas que te processo e avançar para projectos ainda mais arrojados do balhar uma questão interna, mas que tem um benefício enor- prisma, são indutoras de economias. Por outro lado, há a ques- plementação é a política pública da gestão das cidades e daí
se numa referência na cidade de Braga? falamos e que temos desenvolvido projectos, sabemos bem ponte de vista da qualificação da cidade. me da melhoria da qualidade de vida para a cidade, nomeada- tão ambiental. Entre termos viaturas poluidoras ou amigas do que isso venha responder a esse desafio que lancei há dois
É uma referência e diria que para a cidade é muito bom que que esta temática é praticamente abrangente para todas as di- mente no combate à poluição. ambiente, naturalmente que preferimos a segunda opção, des- anos atrás.
este conjunto de discussões e todas as iniciativas que estão mensões de intervenção municipal. Seja em matéria de gestão Dentro desse cenário…Braga tem a ambição de tornar-se Naturalmente que há também uma dimensão de interligação de que não prejudique o serviço prestado às populações. Nes-
acopladas ao FICIS aqui tenham lugar e que seja, de forma di- energética, de gestão de de tráfego, de questões de sustenta- um pólo tecnológico de referência. É possível num próxi- com os outros agentes. Projectos como a questão do tráfego, a ta perspectiva acompanhamos desde a primeira hora este pro- Este ano o FICIS tem uma particularidade que reúne dez
recta, potenciando o contacto com os cidadãos e as institui- bilidade e ligações aos meio ambiente, resíduos, contagem da mo mandato dar passos nesse sentido? promoção das vias cicláveis, a mobilidade em bicicleta, são de cesso que hoje se sente de forma mais intensa nas viaturas presidentes de câmara e o ministro do ambiente. Que im-
ções locais. água, da informação prestada aos utilizadores turísticos e de É e em duas dimensões. A primeira, diria, dentro da próxima ligação com outras instituições, seja a Universidade do Minho, eléctricas. Estamos com viaturas teste e o resultado tem sido pacto pode representar?
Noutro âmbito, e a FICIS projecta, a partir de Braga, para o vivência diária, das questões de segurança, da governança organização interna e dentro do que é a qualificação dos servi- o INL, a Bosch, IBM a Enermeter ou outros agentes que fazem muito positivo. Vamos avançar para esta candidatura tendo em Em primeiro lugar vem corroborar a ideia que é bom que Bra-
resto do país e para interlocutores internacionais este tipo de municipal, percebe-se que está sempre presente. Temos vin- ços municipais - as empresas e os serviços públicos de forma já hoje trabalho nessa área em conjunto com o universo muni- conta as condições de financiamento que o Governo disponibi- ga se posicione como centro natural de reflexão destas temáti-
discussões, já que queremos que olhem para Braga como um do, em cada uma destas áreas, a dar passos para melhorar o integrada. Há muitos projectos que temos em carteira para de- cipal e que vão servir, todos juntos, para que se faça de Braga lizou e, se as coisas correrem da forma como esperamos - cas e a presença desses convidados e especialistas de outros
caso que está a fazer o seu caminho, nomeadamente a poten- nosso desempenho para cumprir aquele que é o nosso objec- senvolver. Muitos deles ainda não avançaram por questões de a tal cidade inteligente que nós pretendemos. quer do ponto de vista desta candidatura, quer do ponto de vis- sectores é também um testemunho da valia do FICIS e da per-
ciar, com base nos recursos que temos, a construção de um tivo fundamental, que é servir melhor as pessoas, ou seja, em natureza de financiamento, outros porque estão em fase de ta da utilidade dos veículos para o funcionamento dos Trans- cepção que Braga está a procurar ocupar esse espaço. A se-
futuro diferente, mais inteligente, mais tecnológico e mais ino- todas estas transformações uma das tónicas que tenho colo- estudo relativamente aos parceiros para os concretizar e há Falou de uma candidatura aos autocarros eléctricos. Já se portes Urbanos de Braga - poderemos, no futuro, vir a adquirir gunda dimensão é obviamente fundamental, ou seja, tenho di-
vador, que assenta nos agentes locais. cado é que não me interessa ter uma solução muito avançada ainda uma preocupação de existir uma interligação entre vá- vêm alguns a circular na cidade em testes. Isto representa um número muito substancial de viaturas ao abrigo deste pro- to muitas vezes que nestas matérias estamos sempre
Em suma, espero que decorra com o sucesso das duas edi- se ela não for entendida pelas pessoas como uma mais-valia rios projectos no sentido de combater iniciativas estanques e um momento importante para o concelho e para o univer- cedimento o que poderá representar um momento histórico pa- disponíveis para ser pioneiros e pilotos de muitos projectos,
ções anteriores, até porque este evento é para Braga muito para a sua interacção para o universo municipal. Nessa pers- isoladas que, à posteriori, não possam ser articuladas com so dos transportes em Braga? ra Braga. mas não temos necessidade nenhuma de inventar a pólvora,
importante. pectiva, vamos dando passos sólidos em cada uma dessas di- projectos de áreas adjacentes. Obviamente que o nosso ob- Todos temos consciência que o processo de renovação da portanto a partilha de boas práticas é imperiosa. Felizmente há
mensões e julgo que nesta fase pode dizer-se que Braga é ho- jectivo é, em primeiro lugar, trabalhar a organização interna, frota é um dos grandes desafios que todos os Transportes Ur- Na primeira edição da FICIS, Ricardo Rio lançou um desa- muitos presidentes de câmara hoje, no nosso país, com um
A temática deste ano - Fazer Cidade - pode servir de ram- je uma cidade mais inteligente do que há três anos atrás, mas qualificando os serviços municipais. Dou-lhe um exemplo, sob banos enfrentam em termos futuros. Por razões de sustentabi- fio aos agentes económicos, isto é, que se tornassem compromisso muito forte com estas dimensões, com projectos
pa de lançamento para efectuar um balanço sobre o que está muito áquem daquilo que pretendemos. Aliás, nesse pon- o ponto de vista da mobilidade, vamos avançar agora com lidade, as viaturas actuais - pela idade e consumo - represen- mais activos na transformação de Braga e que trabalhas- muito interessantes e traze-los cá e podermos beber das suas
se tem feito em Braga nesse aspecto…. to disse recentemente que um dos grandes focos do próximo uma candidatura para os autocarros eléctricos, apostando tam sob o ponto de vista económico um custo elevado. As sem em rede. Foram dados passos nesse sentido? experiências é também um processo de aprendizagem conjun-
Obviamente quando se fala das cidades inteligentes, dos mandato autárquico tem que ser obviamente o consolidar des- muito na questão ambiental, naturalmente que estamos a tra- viaturas hoje mais sustentáveis têm um custo menor e, nesse Sinto que sim e sinto acima de tudo que do ponto de vista to que é útil para todos.
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Smart
Environment
Smart Environment inclui as energias renováveis e as
TIC no controlo, gestão e monitorização das redes de
energia, da poluição, dos edifícios sustentáveis, dos
serviços urbanos de iluminação, resíduos, águas e
qualidade do ar.
Neste domínio incluem-se as condições ambientais,
a qualidade do ar, a consciência ecológica e a
sustentabilidade na gestão de recursos.
A definição mais consensual de Desenvolvimento
Sustentável é a que consta no Relatório de
Brundtland (1987): "Entende-se por desenvolvimento
sustentável o desenvolvimento que satisfaz as
necessidades do presente sem comprometer a
possibilidade das gerações do futuro satisfazerem as
suas próprias necessidades”. Esta definição envolve
o conceito de necessidade, refletindo as
necessidades básicas das comunidades mais
necessitadas e às quais deve ser prestada especial
atenção; e o conceito das limitações impostas pelo
desenvolvimento tecnológico e a organização social
presentes na capacidade do ambiente satisfazer
as necessidades atuais e futuras.
Foi efetivamente a partir de meados do séc. XX que
se começou a construir uma estratégia global para o
desenvolvimento sustentável.
Para assumir-se um modelo de crescimento
sustentável é essencial a definição de um
compromisso em torno de políticas, metas e objetivos
que impulsionem um modelo de desenvolvimento
capaz de promover o crescimento económico, com
um menor consumo de recursos naturais e com
justiça social e com a promoção da qualidade de vida
das populações.

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SMART CITIES FÓRUM INTERNACIONAL DAS COMUNIDADES INTELIGENTES E SUSTENTÁVEIS

Smart
People
Smart People está relacionada com a aquisição de
competências com apoio das TIC, promovendo a
criatividade e a inovação para uma sociedade mais
inclusiva. O tratamento personalizado de informação
no apoio à tomada de decisão e na criação de novos
produtos e serviços permite criar cidadãos habilitados
e inteligentes através do envolvimento ativo.
Neste domínio inclui-se o nível de qualificações
(centros de investigação e desenvolvimento e
universidades de topo, população qualificada),
afinidade para a aprendizagem ao longo da vida,
pluralidade étnica (estrangeiros e nacionais nascidos
no estrangeiro) e abertura de espírito (ambiente
amigável à imigração e conhecimento sobre a UE).
Acima de tudo, uma Smart City é uma comunidade
de pessoas inteligentes. Iniciativas centradas no
utilizador e “bottom-up” são, portanto, importantes.
“Crowd-funding” também pode ser vantajoso no
desenvolvimento de apoio e compromisso, para
as iniciativas, dentro da comunidade local.
O contexto socioeconómico da cidade é descrito
pelos seis indicadores nacionais alinhados com
as metas da Estratégia da Europa 2020: taxa de
emprego; despesas em I & D; emissões de gases
com efeito de estufa; quota de energias renováveis;
taxa de abandono escolar; taxa de conclusão do
ensino superior; população em risco de pobreza
ou de exclusão.

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Smart
Living
Com Smart Living pretende significar-se estilos de
vida, comportamentos e hábitos de consumo
relacionados com as TIC. Inclui-se neste conceito
também hábitos de vida saudável, seguros, e
culturalmente vibrantes, incorporando também boa
qualidade de alojamento. Smart Living está também
relacionado com elevados níveis de coesão social.
Neste domínio inclui-se o acesso a equipamentos
culturais, as condições ao nível dos cuidados de
saúde, a segurança individual, a qualidade na
habitação, infraestruturas de ensino, atratividade
turística e a satisfação económica e social.
Uma cidade inteligente e sustentável aproveita a
infraestrutura das TIC de forma adaptável, confiável,
escalável, acessível, segura e resiliente para
melhorar o bem-estar dos seus cidadãos, incluindo a
assistência médica, a segurança e a educação.
Uma preocupação que vai para além da Estratégia
Europa 2020, para tornar uma cidade atrativa, é a
polarização da sociedade. A inclusão e participação
são metas importantes para o sucesso de uma Smart
City que toca todos os residentes, novos e velhos,
evitando a exclusão com graves consequências na
segurança, na qualidade de vida e na
competitividade.
No âmbito cultural deve-se garantir o máximo respeito
pelo património construído, preservando e
reabilitando para novos usos, mas também procurar
enaltecer e perpetuar as suas tradições.
Uma Smart City é uma cidade onde as crianças
podem brincar e os pais podem envelhecer
confortavelmente.

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SMART CITIES FÓRUM INTERNACIONAL DAS COMUNIDADES INTELIGENTES E SUSTENTÁVEIS

ʻQuick winsʼ
Embora os projetos tecnologicamente
FATORES CRÍTICOS ção através de redes internacionais
com outras cidades.

Gestão das iniciativas


avançados sejam muito atrativos, no
estágio inicial do projeto é importante
avaliar os resultados potenciais a cur-
DE IMPLEMENTAÇÃO em Smart Cities
to prazo.

Inclusão
EM SMART CITIES Para a gestão do conhecimento e a
avaliação objetiva e consistente do
sucesso das iniciativas e projetos de
uma Smart City é essencial uma defi-
Há mais indicadores para uma cidade nição prévia de: Visão, Pessoas e
atrativa, competitiva e sustentável do Processos.
que os refletidos na estratégia da Eu-
ropa 2020. Uma preocupação é a po- Visão
larização da sociedade em classe alta
e baixa. A Inclusão e participação são A necessidade e desejo de transfor-
metas importantes para o sucesso de mar a cidade num lugar com melhor
uma Smart City que toca todos os re- qualidade de vida é comum a todas
sidentes, novos e velhos. as iniciativas de Smart City. No entan-
to, cabe a cada cidade definir o que
Cidadãos habilitados isso significa no seu caso particular.
e inteligentes através
do envolvimento ativo Pessoas
Acima de tudo, uma Smart City é uma As Smart Cities não consistem ape-
comunidade de pessoas inteligentes. nas em componentes, mas também
Iniciativas centradas no utilizador e pessoas. Garantir a participação dos
ʻbottom-upʼ são importantes. O cidadãos e dos stakeholders nas
ʻCrowd-fundingʼ pode ser vantajoso Smart Cities é determinante para o
no desenvolvimento de apoio e com- Centro com competências Alinhamento seu sucesso. Uma abordagem top-
promisso, para as iniciativas, dentro nas Smart Cities que e coordenação local down promove um elevado grau de
da comunidade local. centralize a informação coordenação, enquanto uma aborda-
A contextualização do projeto difere de gem bottom-up permite maior abertu-
Campeões das cidades O desenvolvimento da Smart City en- cidade para cidade, mas dentro das ci- ra à participação das pessoas.
volve, na maioria dos casos, inova- dades há diferenças que também po-
Líderes inspiradores estão no centro ções intersectoriais. A criação de um dem ser importantes para a aceitação Processo
do sucesso de muitas iniciativas. centro dedicado que atua como inter- de uma solução de Smart City. É ne-
mediário entre as ideias para a Smart cessária a colaboração estreita com A gestão do processo requer um ʻone-
Abordagens holísticas City e as iniciativas desenvolvidas pe- os utilizadores finais e os stakeholders stop-shopʼ para a prestação de infor-
e participativas los stakeholders é de importância vi- locais na identificação de soluções in- mações, orientação, apoio prático e
tal. Este centro deve comunicar uma tegradoras que abordam os proble- assistência. Este ponto único de con-
As iniciativas em Smart Cities bem- visão clara, mas também intermediar mas reais de forma eficaz. tato é responsável pela relação com
sucedidas são uma abordagem fun- parcerias. os stakeholders e a comunicação. A
damentalmente participativa. A cola- Disseminar através de redes gestão também é responsável pela
boração, a cocriação e o codesenvol- Open Data e laboratórios vivos relação com as instituições de finan-
vimento são condições fundamentais ciamento e controlo orçamental.
para o sucesso. Uma visão clara do Tornar as informações de serviço A partilha do conhecimento, sucessos
futuro deve ser acompanhada do de- público disponíveis de forma aberta e boas práticas entre as cidades pode Avaliação
senvolvimento de um ambiente parti- contribui para o desenvolvimento efi- dar um avanço crescente nas iniciati-
cipativo que facilita e estimula os ne- caz da cidade. A abertura dos dados vas em Smart Cities. Os laboratórios A Avaliação das Iniciativas e a Gestão
gócios, o sector público e os cidadãos do serviço público tem um elevado vivos, modernos apoiam a inovação do Conhecimento são determinantes
a contribuir. impacto económico. aberta, a cocriação e o desenvolvi- para o sucesso de uma Smart City.
mento e têm como objetivo a divulga-

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As pessoas, os eventos, os acordos e as estratégias


que construíram a trajetória global em nome da sustentabilidade
1962  mico livro ʻLimites do Crescimentoʼ, é evacuada e uma poeira radioativa 1996
que prevê consequências desastro- cobre a Europa. É relançada a dis-
O livro ʻSilent Springʼ (Primavera sas se o ritmo de crescimento dos cussão acerca das fontes energéti- A Assembleia Geral da ONU estabe-
Silenciosa), da investigadora ameri- países ricos não for desacelerado. cas. lece os objetivos de desenvolvimento
cana Rachel Carson, desafia o gover- do Milénio.
no americano e os agrónomos ao 1973 1987
apresentar os perigos do uso indevi- 1997
do de pesticidas. Tem início a crise petrolífera que viria Publicação do relatório ʻNosso Futuro
a impulsionar o debate acerca dos Comumʼ ou relatório de ʻBrundtlandʼ Terceira Conferências das Partes da
1968 limites do crescimento económico pela Comissão Mundial sobre o Meio Convenção-Quadro da ONU sobre
e a utilização eficiente dos recursos Ambiente e Desenvolvimento, que Mudanças Climáticas) – COP 3, na
Na Conferência intergovernamental energéticos. cria e define pela primeira vez o con- cidade de Quioto no Japão, que
para o uso racional e conservação da ceito ʻDesenvolvimento Sustentávelʼ. culminou na adoção, por consenso,
Bioesfera, promovida pela UNESCO, 1978 do Protocolo de Quioto, que se tor-
surgem as primeiras discussões 1988 nou um dos marcos mais importantes
acerca do desenvolvimento ecologi- O superpetroleiro Amoco Cadiz desde a criação da Convenção no
camente sustentável. naufraga e derrama 227 mil tonela- O seringueiro e sindicalista Chico combate à mudança climática. Este
das de crude no mar da costa france- Mendes, que lutava contra a destrui- acordo sugere a redução de gases
1969 sa. É o maior derrame de petróleo da ção da floresta amazónica, é assassi- do efeito estufa e a sua aprovação
história. No mesmo ano a OCDE nado. Os investigadores passam a dependia da aceitação dos países
É criada nos E.U.A. a O.N.G. ʻAmigos relança a investigação das ligações estudar e alertar a comunidade, atra- desenvolvidos, sendo estes países
da Terraʼ, que tem como objetivos a entre o desenvolvimento económico vés de imagens de satélites, para a os maiores emissores de gases po-
prevenção da degradação do meio e o ambiente. destruição acelerada a que este pul- luentes para a atmosfera.
ambiente, a preservação da biodiver- mão mundial tem sido submetido.
sidade e a salvaguarda da participa- 1980 2000
ção dos cidadãos nas tomadas de A Conferência de Toronto, no Cana-
decisão. O relatório Global 2000, encomenda- dá, foi a primeira a alertar para os A norma ISO 14001 é adotada como
do pelo presidente do E.U.A., Jimmy problemas ambientais, nomeadamen- padrão internacional para a gestão
1970 Carter, afirma pela primeira vez que te para a redução dos gases que au- ambiental de empresas.
a biodiversidade é fundamental para mentam o efeito estufa. No mesmo
É comemorado o primeiro dia da ter- o funcionamento do ecossistema ano é estabelecido o Painel Intergo- Na Conferência de Haia – COP6, na
ra nos E.U.A.. Reúnem-se cerca de planetário. vernamental sobre Mudança Climáti- Holanda, aumentaram os conflitos
20 milhões de pessoas em manifes- ca (IPCC), para avaliar as informa- entre a Europa e os EUA.  Em 2001,
tações pacíficas pela defesa do meio 1982 ções científicas, técnicas e os EUA (um dos maiores emissores
ambiente. socioeconómicas mais atualizadas de gases estufa), o presidente Geor-
A Carta Mundial para a Natureza, das sobre o assunto. ge W. Bush afirmou que o país não
1971 Nações Unidas, adota o princípio de participaria do acordo alegando que
que os ecossistemas e organismos 1992 haveriam custos muito altos para a
É criada no Canadá a famosa O.N.G. devem ser geridos de modo a manter redução desses gases.
ʻGreenpeaceʼ com uma agenda uma produtividade sustentável. Tem lugar no Rio de Janeiro a Confe-
agressiva contra os impactos am- rência das Nações Unidas para o 2005
bientais. No mesmo ano, o investiga- 1984 Meio Ambiente e Desenvolvimento, a
dor René Dubos e a economista Bar- Rio-92 ou Eco-92. Foi criada a Con- Conferência de Montreal – COP11
bara Ward lançam o livro ʻUma Terra A conferência internacional ʻAmbiente venção-Quadro das Nações Unidas (Canadá, 2005), foi constatado que
Somenteʼ, sobre o impacto da ativida- e Economiaʼ promovida pela OCDE sobre o Meio Ambiente com o cujo os países em desenvolvimento
de humana na biosfera. concluem que o ambiente e a econo- objetivo de estabilizar a concentração (Brasil, China e Índia) passaram a ser
mia são interdependentes. Nesta de gases estufa na atmosfera. Dela importantes emissores de gases es-
1972 conferência foram lançadas as bases resulta a Agenda 21, que estabelece tufa. Aconteceu a primeira Conferên-
para o relatório ʻNosso Futuro Co- um novo padrão de desenvolvimento cia das Partes do Protocolo de Quio-
A Conferência das Nações Unidas mumʼ. ambiental e o acordo designado Con- to (COP/MOP1), em que instituições
sobre o Ambiente Humano, realizada venção da Biodiversidade. europeias defendem a redução
em Estocolmo, na Suécia, levou à 1985 de 20% a 30% de gases até 2030
criação do Programa das Nações 1994 e de 60 a 80% até 2050.
Unidas para o Meio Ambiente Cientistas americanos e ingleses
(U.N.E.P.). Nela foram criados os 26 descobrem o buraco na camada de Charles Kibert define pela primeira o O Protocolo de Quioto entra em
princípios que iriam direcionar os in- ozono sobre a Antárctica. conceito de ʻconstrução sustentávelʼ, vigor, obrigando países desenvolvi-
divíduos de todo o mundo a melhorar como “a criação e manutenção res- dos a reduzir a emissão de gases
e preservar o meio ambiente. No 1986 ponsáveis de um ambiente construí- que provocam o efeito de estufa
mesmo ano, a organização interna- do saudável, baseado na utilização e estabelecendo o Mecanismo
cional ʻClube de Romaʼ, que discute Acidente na central nuclear de Cher- eficiente de recursos e em princípios de Desenvolvimento Limpo para
os problemas mundiais, lança o polé- nobyl, Ucrânia, ex-U.R.S.S.; A cidade ecológicos”. os países em desenvolvimento.
15
Abril’17
CM

SMART CITIES FÓRUM INTERNACIONAL DAS COMUNIDADES INTELIGENTES E SUSTENTÁVEIS

O Desenvolvimento Sustentável é o que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a


possibilidade das gerações do futuro satisfazerem as suas próprias necessidades. Este conceito tem
evoluído ao longo do tempo. Foi a partir de meados do séc. XX que se começou a construir uma
estratégia global para o desenvolvimento sustentável.
Compilação Ana Fragata

2007 emissões até 2050 e 20% até 2020. resiliência climática com vista a um
Terramoto e tsunami no Japão com acordo em 2015.
Protocolo de Montreal entra em vigor, Pela primeira vez é introduzido o graves danos nas suas centrais nu-
para diminuição das emissões que conceito ʻfronteiras planetáriasʼ que cleares o que originou preocupações COP20 realizada em Lima atraiu
reduzem a camada do ozono, no- quantifica os limites, em nove áreas, globais sobre a segurança da energia mais de 15 mil delegados oficiais,
meadamente no controlo das emis- incluindo biodiversidade, produtos nuclear e eliminação progressiva das e os negociadores concluíram as
sões dos HCFCs. químicos, alterações climáticas, acidi- fábricas no Japão. negociações com o ʻLima Call For
ficação dos oceanos, da água doce e Climate Actionʻ, um documento que
O Painel Intergovernamental sobre outros. A China começa a sua mudança estabelece as bases para um novo
Mudança Climática (IPCC) divulga o para uma ʻeconomia verdeʼ com o 12º acordo climático global.
relatório mais dramático sobre o A China foi considerada como o Plano Quinquenal da China para o
aquecimento global até 2100. O filme maior emissor mundial de GEE ultra- desenvolvimento econômico. 2015
ʻUma Verdade Inconvenienteʼ, dirigi- passando os Estados Unidos, mas Foram definidos objetivos de desen-
do por Davis Guggenheim e protago- ocupa apenas o 78º em emissões volvimento sustentável, incluindo FICIS 2015: A New
nizado pelo ex-vice-presidente dos per capita. reduções substanciais na poluição Way of Thinking
E.U.A. Al Gore, ganha o Óscar de nas necessidades de carbono e
melhor documentário. O IPCC e Al 2010 energéticas. World Climate Summit, COP21- Pa-
Gore são galardoados com o Prémio ris: pela primeira vez em mais de 20
Nobel da Paz. Registaram-se alterações climáticas 2012 anos de negociações das Nações
severas com ondas de calor mortais Unidas, alcançou-se um acordo juridi-
2008 na Europa, que mataram 55.000 pes- A China torna-se líder no comércio camente vinculativo e universal sobre
soas no oeste da Rússia. Os padrões mundial de turbinas eólicas. Os EUA o clima, com o objetivo de manter o
Estudo sobre o aumento da urbaniza- de mudança climática com registos contestam as praticas comerciais aquecimento global abaixo dos 2 °C.
ção da UNFPA – United Nations de seca e inundações são generali- desleais da China o que coloca em Os representantes de 195 países dis-
Population Fund. Pela primeira vez zados, incluindo o Paquistão, no causa o futuro desta tecnologia limpa seram “sim” a um novo tratado, que
na história mais de 50 por cento da sul da China e de outras partes quer ao nível do abastecimento quer envolve as nações num esforço para
população mundial vive em zonas do mundo. ao nível da implementação. limitar o aumento da temperatura do
urbanas. planeta a 1,5º C;
Uma parte do orçamento do nações A China se torna o maior mercado Uma das primeiras metas dos Objeti-
passa a ser investido em ações interno do mundo para a energia vos de Desenvolvimento do Milénio é A maior tragédia ambiental do Brasil,
ambientais, a economia de baixo eólica, superando sua meta de capa- alcançado antes do prazo de 2015: a rompimento da barragem da
carbono e o crescimento verde são cidade instalada em 320 por cento. percentagem de pessoas no mundo Samarco em Minas Gerais, Brasil 
definidos como objetivos para o futu- sem acesso à água potável é reduzi-
ro da economia (OECD – Organiation O relatório sobre a Economia dos da para metade. 2016
for Economic Co-operation and Ecossistemas e da Biodiversidade
Development). exige um maior reconhecimento da Rio +20 Summitʼ - Conferência sobre FICIS 2016: Utopia
contribuição da natureza para a Ambiente e Desenvolvimento
Um estudo científico demonstra a subsistência humana, a saúde, (Nações Unidas): 50 anos depois da COP22 - Marrocos, representa um
correlação entre os níveis de acidez segurança e cultura por parte dos ʻSilent Springʼ, 40 anos após Estocol- ʻponto de partidaʼ, com foco na
dos oceanos com o aumento dos decisores. mo e 20 anos após a Cimeira da definição do chamado ʻlivro de
níveis de dióxido de carbono na Terra Rio-92, a comunidade global regrasʼ, que estabelecerá  como será
atmosfera com consequências sérias Explosão da plataforma petrolífera da reuniu-se num esforço adicional para a implementação das obrigações
para os ecossistemas globais. BP com a libertação de 5 milhões de um acordo que visa a implementação assumidas em Paris.
barris de petróleo no Golfo do México de medidas inteligentes para criar
2009 durante 87 dias até à selagem do energia limpa, empregos dignos, Desastres naturais em 2016 com va-
poço, prejudicando habitats da vida maior sustentabilidade e utilização lor record de prejuízos, desde 2012.
O G20 Pittsburgh Summit fornece selvagem, das pescas, do turismo e equitativa dos recursos. Salientam-se as inundações na Chi-
orientações para uma economia da economia em toda a região. na e o furacão ʻMatthewʼ que causou
global, sustentável e equilibrada no 2013 550 mortos só no Haiti. A Europa foi a
século 21 nomeadamente ao nível do 2011 terceira região do mundo mais afeta-
consumo de combustíveis fósseis. Climate Change Conference, War- da por catástrofes naturais a seguir
A população mundial atinge 7 biliões. saw. Metas e ações relativas à redu- às Américas e à Ásia.
COP-15, decorreram em Copenhaga ção das emissões de gases com
as negociações sobre as alterações Decorrem em Durban negociações efeito estufa. 2017
climáticas com vista ao novo acordo sobre alterações climáticas que resul-
'Acordo de Copenhague' sobre a taram no estabelecimento de um 2014 FICIS 2017: Fazer
redução das emissões de gases com acordo internacional para além de Cidade - Placema-
efeito estufa (GEE) após 2012, data Quioto e com compromisso de UN Climate Summit, em New York, king
do fim do protocolo de Quioto.  O do- mitigação de todos os principais onde os lideres mundiais divulgaram
cumento estima que os países de- emissores, incluindo países desen- as suas metas e ações relativas à COP 23, Bonn na Alemanha, Novem-
senvolvidos devem cortar 80% das volvidos e em desenvolvimento. redução das emissões e reforçar a bro de 2017.
2007
Protocolo de Montreal entra protocolo de Quioto.  O docu-
em vigor, para diminuição mento estima que os países Decorrem em Durban nego- 2013
das emissões que reduzem a desenvolvidos devem cortar ciações sobre alterações cli-
camada do ozono, nomeada- 80% das emissões até 2050 máticas que resultaram no Climate Change Conference,
mente no controlo das emis- e 20% até 2020. estabelecimento de um acor- Warsaw. Metas e ações rela-
sões dos HCFCs. do internacional para além tivas à redução das emis-
Pela primeira vez é introduzi- de Quioto e com compromis- sões de gases com
O Painel Intergovernamental do o so de efeito estufa.
sobre Mudança Climática conceito ʻfronteiras planetá- mitigação de todos os princi-
(IPCC) divulga o relatório riasʼ que quantifica os limites, pais emissores, incluindo 2014
mais dramático sobre o em nove áreas, incluindo bio- países desenvolvidos e em
aquecimento global até 2100. diversidade, produtos quími- desenvolvimento. UN Climate Summit, em New
O filme ʻUma Verdade Incon- cos, alterações climáticas, York, onde os lideres mun-
venienteʼ, dirigido por Davis acidificação dos oceanos, da Terramoto e tsunami no Ja- diais divulgaram as suas me-
Guggenheim e protagoniza- água doce e outros. pão com graves danos nas tas e ações relativas à
do pelo ex-vice-presidente suas centrais nucleares o redução das emissões e re-
dos E.U.A. Al Gore, ganha o A China foi considerada co- que originou preocupações forçar a resiliência climática
Óscar de melhor documentá- mo o maior emissor mundial globais sobre a segurança da com vista a um acordo em
rio. O IPCC e Al Gore são de GEE ultrapassando os energia nuclear e eliminação 2015.
galardoados com o Prémio Estados Unidos, mas ocupa progressiva das fábricas no
Nobel da Paz. apenas o 78º em emissões Japão. COP20 realizada em
per capita. Lima atraiu mais de 15 mil
2008 A China começa a sua mu- delegados oficiais,
2010 dança e os negociadores concluí-
Estudo sobre o aumento da para uma ʻeconomia verdeʼ ram as
urbanização da UNFPA – Registaram-se alterações cli- com o 12º Plano Quinquenal negociações com o ʻLima
United Nations máticas severas com ondas da China para o desenvolvi- Call For Climate Actionʻ, um
Population Fund. Pela pri- de calor mortais na Europa, mento econômico. documento que estabelece
FOTOGRAFIA CM e Arquivo. DESENHOS Margarida Costa.

meira vez na história mais de que mataram 55.000 pes- Foram definidos objetivos de as bases para um novo acor-
IMPRIME: Naveprinter, Indústria Gráfica do Norte, SA
GRAFISMO Rui Palmeira, Filipe Leite, Filipe Ferreira.

50 por cento da população soas no oeste da Rússia. Os desenvolvimento sustentável, do climático global.
mundial vive em zonas padrões de mudança climáti- incluindo
urbanas. ca com registos de seca e reduções substanciais na po- 2015
Uma parte do orçamento do inundações são generaliza- luição nas necessidades de
nações passa a ser investido dos, incluindo o Paquistão, carbono e FICIS 2015: A New Way of
Tiragem: 12.000 exemplares

em ações no energéticas. Thinking


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ambientais, a economia de sul da China e de outras par-


baixo tes 2012 World Climate Summit,
carbono e o crescimento ver- do mundo. COP21- Paris: pela primeira
de são definidos como objeti- A China torna-se líder no co- vez em mais de 20 anos de
vos para o futuro da econo- A China se torna o maior mércio mundial de turbinas negociações das Nações
mia (OECD – Organiation for mercado eólicas. Os EUA contestam Unidas, alcançou-se um
COORDENAÇÃO E TEXTOS Rui Miguel Graça (CP 7506) e

Economic Co-operation and interno do mundo para a as praticas comerciais des- acordo juridicamente vincula-
SUB-CHEFE DE REDACÇÃO Paulo Machado (CP 5257)
CHEFE DE REDACÇÃO Rui Miguel Graça (CP 7506)

Development). energia leais da China o que coloca tivo e universal sobre o cli-
DIRECTOR DO JORNAL Paulo Monteiro (CP 1838)

eólica, superando sua meta em causa o futuro desta tec- ma, com o objetivo de man-
Um estudo científico de- de capacidade instalada em nologia limpa quer ao nível ter o aquecimento global
monstra a correlação entre 320 por cento. do abastecimento quer ao ní- abaixo dos 2 °C. Os repre-
os níveis de acidez dos vel da implementação. sentantes de 195 países dis-
oceanos com o aumento dos O relatório sobre a Economia seram “sim” a um novo trata-
níveis de dióxido de carbono dos Ecossistemas e da Biodi- Uma das primeiras metas do, que envolve as nações
na versidade exige um maior re- dos Objetivos de Desenvolvi- num esforço para limitar o
atmosfera com consequên- conhecimento da contribui- mento do Milénio é alcança- aumento da temperatura do
Ana Fragata.

cias sérias para os ecossiste- ção da natureza para a do antes do prazo de 2015: a planeta a 1,5º C;
mas globais. subsistência humana, a saú- percentagem de pessoas no
de, mundo sem acesso à água A maior tragédia ambiental
2009 segurança e cultura por parte potável é reduzida para me- do Brasil, rompimento da
Arcada Nova - Comunicação, Marketing e Publicidade, SA.

dos tade. barragem da


O G20 Pittsburgh Summit decisores. Samarco em Minas Gerais,
Capital social: 150 mil euros. N.º matrícula 6096
Conservatória do Registo Comercial de Braga

fornece orientações para Rio +20 Summitʼ - Conferên- Brasil 


uma economia Explosão da plataforma pe- cia sobre Ambiente e Desen-
global, sustentável e equili- trolífera da BP com a liberta- volvimento 2016
Pessoa colectiva n.º 504 265 342.

brada no século 21 nomea- ção de 5 milhões de barris de (Nações Unidas): 50 anos


damente ao nível do consu- petróleo no Golfo do México depois da ʻSilent Springʼ, 40 FICIS 2016: Utopia
FICHA TÉCNICA

mo de combustíveis fósseis. durante 87 dias até à sela- anos após Estocolmo e 20


gem do anos após a Cimeira da COP22 - Marrocos, repre-
COP-15, decorreram em Co- poço, prejudicando habitats Terra Rio-92, a comunidade senta um ʻponto de partidaʼ,
penhaga as negociações so- da vida selvagem, das pes- global reuniu-se num esforço com foco na
bre as alterações climáticas cas, do turismo e da econo- adicional para um acordo definição do chamado ʻlivro
com vista ao novo acordo mia em toda a região. que visa a implementação de de
'Acordo de Copenhague' so- medidas inteligentes para regrasʼ, que estabelecerá
bre a 2011 criar energia limpa, empre- como será a implementação
redução das emissões de ga- gos dignos, maior sustentabi- das obrigações
ses com efeito estufa (GEE) A população mundial atinge 7 lidade e utilização equitativa assumidas em Paris.
após 2012, data do fim do biliões. dos recursos.