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FACULDADE DOM PEDRO II DE SERGIPE

DEISE ELAINE ARAUJO SILVA

JURISDIÇÃO E COMPETÊNCIA

LAGARTO/SE
2018
DEISE ELAINE ARAUJO SILVA

JURISDIÇÃO

Resenha apresentado como pré-requisito para


obtenção de nota qualitativa no curso de
bacharelado em direito.

ORIENTADOR: SIDINEI ANTONIO ANESI

LAGARTO/SE
2018
1) Sobre a jurisdição é CORRETO afirmar que:

a) Ela é invariavelmente uma atividade estatal a cargo do Poder Judiciário. X

b) Seu escopo social é a pacificação mediante a eliminação dos conflitos.

c) Seu escopo jurídico abrange a descoberta da verdade e a formação da coisa julgada material.

d) Ela é sempre uma atividade voltada à atuação do direito objetivo em concreto.

RESPOSTA: B

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Acerca do duplo grau de jurisdição, é correto afirmar que

a) constitui afronta ao princípio do duplo grau de jurisdição a cogitação da existência de um


sistema com irrecorribilidade das decisões interlocutórias.

b) a possibilidade de interposição de recurso especial e extraordinário não é manifestação do


duplo grau de jurisdição.

c) o exame direto da matéria pelo Tribunal em recurso de apelação constitui supressão do


primeiro grau de jurisdição, mas não caracteriza violação do princípio do duplo grau de jurisdição.

d) a garantia do duplo grau de jurisdição vale tanto para o acusado como para o acusador. X

e) a Constituição de 1988 assegurou expressamente referido princípio constitucional, dentre


vários outros, assim como a Convenção Americana de Direitos Humanos, que assegura a todos os
acusados, entre as garantias processuais mínimas, o direito de recorrer da sentença a juiz ou tribunal
superior.

RESPOSTA: B
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Os princípios processuais da inércia da jurisdição, da isonomia e da primazia do mérito


significam, respectivamente, que o Judiciário

a) só age, como regra, quando provocado pelas partes; deve o juiz tratar as partes com
igualdade no processo; e deve, o juiz, priorizar a prestação da jurisdição julgando o mérito da ação,
sempre que for possível suprindo e sanando irregularidades processuais.

b) age com menos eficiência do que deveria, mostrando-se inerte; o juiz d


eve tratar as partes com igualdade; e o juiz deve julgar com prioridade o mérito, sanando as
irregularidades processuais sempre que possível.

c) só age quando provocado pelas partes; deve o juiz tratar as partes com base na lei,
observando o contraditório e a ampla defesa; e somente quem tem mérito deve vencer o processo,
não se permitindo privilégios a ninguém por sua condição pessoal.

d) deve vencer sua inércia, visando a tornar-se mais eficiente, em prol da sociedade; deve o juiz
tratar as partes com igualdade; e o mérito do pedido deve prevalecer, devendo o juiz suprir e sanar
irregularidades em qualquer ocasião.

e) só age, como regra, quando provocado pelas partes; o juiz deve ser imparcial e observar o
contraditório e a ampla defesa; e o pedido de maior mérito deve ser julgado procedente pelo juiz.

RESPOSTA: A
Levando-se em consideração que Jurisdição é o poder que o Estado detém para aplicar o direito
a um determinado caso concreto, com o objetivo de solucionar conflitos de interesses e que
uma das características da jurisdição é a imparcialidade, pode-se afirmar que ocorre a/o

a) suspeição do juiz, quando qualquer das partes for credora de seu cônjuge e quando o juiz
estiver interessado no julgamento do processo em favor de qualquer das partes.

b) suspeição do juiz, quando for sócio de pessoa jurídica parte no processo e o impedimento,
quando o juiz intervier como mandatário da parte.

c) impedimento do juiz, quando figurar como parte no processo cliente do escritório de


advocacia de seu cônjuge e a suspeição, quando o juiz promover ação contra a parte ou seu
advogado.

d) impedimento, quando o juiz for amigo íntimo ou inimigo de qualquer das partes ou de seus
advogados e quando receber presentes de pessoas que tiverem interesse na causa antes ou depois
de iniciado o processo.

RESPOSTA: A
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O processo legislativo guarda relação com o processo judicial, em especial, no que se refere a
princípios aplicáveis a ambos, do qual é exemplo:

a) Imparcialidade.

b) Devido processo legal.

c) Duplo grau de jurisdição.

d) Ampla defesa e contraditório.

RESPOSTA: B

Julgue o item a seguir, relativo à função jurisdicional.

O procedimento da carta rogatória perante o Superior Tribunal de Justiça é de jurisdição voluntária e


deve obedecer ao devido processo legal.

 Certo Errado

RESPOSTA: Errada, pois a jurisdição é contenciosa e não voluntária. Nesse sentido: art. 36 do
CPC. O procedimento da carta rogatória perante o Superior Tribunal de Justiça é de jurisdição
contenciosa e deve assegurar às partes as garantias do devido processo legal.

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A respeito da jurisdição, julgue o item que se segue.

O princípio do juiz natural, ao impedir que alguém seja processado ou sentenciado por outra que não
a autoridade competente, visa coibir a criação de tribunais de exceção.

 Certo Errado
RESPOSTA: Correta, pois o princípio do juiz natural prevê que devem ser previamente
estabelecidas regras objetivas de competência jurisdicional, de modo a garantir a
independência e a imparcialidade do órgão julgador. Esse princípio visa impedir que seja criado
um tribunal apenas para o julgamento de determinada demanda, ou seja, um tribunal de
exceção.

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Afirma-se, de modo pacífico na doutrina, que O magistrado está limitado, na sua decisão, aos fatos
jurídicos alegados e ao pedido formulado. (DIDIER Jr., Fredie. Curso de Direito Processual Civil.
Edit. Jus Podivm, 1 v., 17.ed., 2015, p. 553)

Essa lição concerne ao princípio

a) da inércia processual.

b) da eventualidade

c) do dispositivo ou da livre iniciativa da parte.

d) da inafastabilidade da jurisdição.

e) da adstrição ou congruência.

RESPOSTA: E
Frente a jurisdição, é certo dizer que o mesmo é o poder que o Estado detém
para aplicar o direito a um determinado caso, com o objetivo de solucionar conflitos
de interesses e com isso resguardar a ordem jurídica e a autoridade da lei. Esta
compete geralmente apenas aos órgãos do Poder Judiciário, porém já é aceita a
noção de que outros órgãos também exerçam a função, desde que exista autorização
constitucional. PELLEGRINI (2009) frisa que por meio dessa, os juízes agem em
substituição as partes que não podem fazer justiça com as próprias mãos

Já no dizer de Carneiro (2011), jurisdição é a atividade pela qual o Estado, com


eficácia vinculativa plena, soluciona a lide declarando ou realizando o direito em
concreto. Trata-se, pois, de atividade pela qual o Estado-Juiz, em substituição às
partes, e com desinteresse na lide (terzietà) decide a quem cabe o direito, declarando-
o ou fazendo-o ser concretizado, possuindo poderes coercitivos para tanto. Neste
mister, o Estado-Juiz emprega a legislação, produto do Poder Legislativo, como fonte
fim para a atividade jurisdicional. Trata-se portanto do poder e prerrogativa de um
órgão no Brasil, é o Poder Judiciário, de aplicar o direito, utilizando a força do Estado
para que suas decisões sejam eficazes.

No que condiz a arbitragem, é coerente evidenciar que a mesma é


apresentada à sociedade como uma forma de solução de litígios fora do âmbito do
Poder Judiciário. Regulamentada pela lei n. 9.307/1996, posteriormente atualizada
pela lei 13.129/2015, se submete subsidiariamente às normas do Código de
Processo Civil. CARMONA, (2007) corrobora salientando que é o meio alternativo
de solução de controvérsias através da intervenção de uma ou mais pessoas que
recebem seus poderes de uma convenção privada, decidindo com base nela, sem
intervenção estatal, sendo a decisão destinada a assumir a mesma eficácia da
sentença judicial – é colocada à disposição de quem quer que seja, para solução de
conflitos relativos a direitos patrimoniais acerca dos quais os litigantes possam
dispor.

Conforme a súmula 485 do STJ a arbitragem surgiu no cotidiano forense para


subsidiar, quando possível, a jurisdição que todos conhecem, pois consiste na
possibilidade de as partes abdicarem da jurisdição estatal quando a discussão recair
somente sobre direito patrimonial disponível, e submeterem-se de livre e espontânea
vontade perante um tribunal arbitral, que se consolidara através da chamada
convenção de arbitragem ou cláusula de compromisso.
Para tanto, é visível a importância destes, bem como o elo que existe entre
os mesmos, visualizando da forma em que um integra ao outro para que possa
ocorrer eficácia.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CARMONA, Carlos Alberto. A arbitragem no processo civil brasileiro. São Paulo:


Malheiros, 2007

CARNEIRO, Athos Gusmão. Jurisdição e Competência. 11. ed. São Paulo: Saraiva,
2011.

PELLEGRINI. A, G. Et all. Teoria geral do processo. Malheiros, 29° ed: São Paulo,
2009