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UNIVERSIDADE FEDERAL DO VALE DO SÃO FRANCISCO

Colegiado de Engenharia Elétrica

Diodos de Potência
Prof. Dr. Adeon Pinto
Eletrônica Industrial

Eletrônica Industrial – Prof. Adeon Pinto Juazeiro - BA / 2017


Introdução ao Diodo de Potência

 São utilizados principalmente em retificadores não controlados, efetuando a


conversão de tensões CA em CC fixas;

 Também utilizados como diodos de retorno (Roda livre);

 São similares em função aos diodos de junção PN, entretanto, apresentam uma
capacidade de potência muito maior (tensão – corrente);

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Diodo de Junção PN

 Podem ser fabricados de silício ou germânio, normalmente os diodos de potência


são produzidos a partir do silício devido as suas características de suportabilidade.

Junção PN
Símbolo

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Características de Tensão-Corrente de um Diodo

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Diodo Ideal

Como trabalhamos, em Eletrônica de Potência, com tensões e correntes elevadas, as


características podem ser desprezadas (elemento ideal).

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Funcionamento Ideal do Diodo como Chave

Diodo diretamente polarizado Circuito-chave equivalente

Diodo inversamente polarizado Circuito-chave equivalente

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Diodo Schottky

Definição: é um diodo que opera com baixas tensões em altas frequências. Emprega
uma barreira fina de metal interfaceada com o semicondutor do tipo N. Possui uma
queda de tensão inferior (aproximadamente 0,6 V), uma corrente de fuga inversa
bastante superior, além disso, apresenta uma tensão de ruptura inversa menor
quando comparado ao diodo de junção PN.

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Análise de Circuitos com Diodos

Diodos em Circuitos CC

 Inicialmente, verificar se o diodo está conduzindo ou está bloqueado;

 Substituir por um circuito-chave equivalente;

 Caso não seja possível identificar o sentido da corrente no diodo, basta substituí-
lo, mentalmente, por um resistor e observar o sentido da corrente resultante, em
decorrência da tensão aplicada.

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Análise de Circuitos com Diodos (Cont.)

Diodos em Circuitos CA

 Como a tensão CA varia de polaridade no tempo, então haverá instantes em o


diodo está polarizado diretamente e outros polarizados inversamente;

 A análise deverá ser feita separadamente para os semiciclos positivos e negativos;

 A partir da identificação do diodo polarizado diretamente ou inversamente, pode-


se substituí-lo por um circuito-chave equivalente.

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Perdas no Diodo
As perdas no diodo são dadas no estado ligado, no estado desligado e no
chaveamento.
PT  PON  POFF  PSW
Sendo:
tON
PON  VF .I F .
T
tOFF Em que:
POFF  VR .I R . VF  tensão direta
T
PSW  PSW ON  PSW OFF I F  corrente direta
VR  tensão inversa
1 I R  corrente de fuga inversa
PSW ON  . VF ( max ) .I F ( max ) tF . f tON  tempo de condução
6 tOFF  tempo da polarização inversa
1 tF  tempo de chaveamento direto
PSW OFF  . VF ( max ) .I F ( max ) tR . f
6 tR  tempo de chaveamento inverso

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Principais Valores Nominais para os Diodos

Tensão de Pico Inversa – PIV (Peak Inverse Voltage)


É a tensão inversa máxima que pode ser aplicada aos terminais do diodo sem a
ruptura. Também denominada de tensão de pico reversa (PRV – Peak Reverse Volatge)
ou ainda tensão de ruptura (V(BK) – Breakdown Voltage).

Corrente Direta Média Máxima – If(med)max


É a corrente máxima que um diodo pode suportar com segurança quando está
diretamente polarizado. Vale ressaltar que é interessante operá-lo próximo do valor de
corrente máxima (do ponto de vista econômico).
Tempo de Recuperação Reverso – trr
É o intervalo de tempo no qual a corrente inversa flui quando o diodo é comutado do
estado ligado pra o estado desligado.
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Principais Valores Nominais para os Diodos (Cont.)

Tempo de Recuperação Reverso – trr (Cont.)


Os diodos são classificados de acordo com seus tempos de recuperação em lentos e
rápidos, que vão desde da faixa de microssegundos até algumas centenas de
nanossegundos.

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Principais Valores Nominais para os Diodos (Cont.)

Temperatura Máxima da Junção – TJ(max)


É a temperatura máxima que o diodo pode suportar na sua região da junção, sem se
danificar. Para o diodo de silício está compreendida entre -45C a 200C.

Corrente Máxima de Surto - IFSM


É a corrente máxima que o diodo pode suportar durante um período transitório.

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Proteção do Diodo
Os diodos devem ser protegidos contra sobretensão, sobrecorrente e transitórios.

Sobretensão
O diodos quando polarizado diretamente apresentam pequena queda de tensão. No
entanto, quando este é inversamente polarizado, a tensão não pode exceder a tensão
de ruptura, pois isto poderá danificar o diodo. Assim é conveniente empregar um
diodo com uma tensão de pico inversa, PIV, igual a 1,2 vezes maior que a tensão
normal de operação.

Sobrecorrente
Os fabricantes fornecem os valores nominais de corrente baseados nas temperaturas
máximas das junções. A proteção contra sobrecorrente pode ser realizada através de
fusíveis.

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Proteção do Diodo (Cont.)

Transitórios
Os transitórios podem fazer com que apareçam tensões maiores que as nominais. A
proteção pode ser feita através de circuitos RC em paralelo com o diodo (circuito
snubber).

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Teste de um Diodo

É comum a utilização do multímetro (Ohmímetro) para testar os diodos. Quando


polarizado diretamente, pela própria fonte do equipamento, o diodo deve apresentar
uma leitura de baixa resistência. Por outro lado, quando polarizado reversamente,
deve-se obter resistências elevadas ou até mesmo infinitas (circuito aberto).

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Operação de Diodos em Série e em Paralelo

Sabe-se que a potência máxima que pode ser controlada por um único diodo é
determinada por sua tensão inversa nominal e por sua corrente direta nominal. Em
algumas aplicações de alta potência, um único diodo pode não ser suficiente para
suportar a capacidade de potência. Visando contornar esta situação, os diodos podem
ser ligados em série com o intuito de aumentar a tensão nominal, ou em paralelo para
aumentar a corrente máxima nominal. Além disso, uma combinação série-paralela
pode ser utilizada para aplicações de alta tensão e de alta corrente.

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Operação de Diodos em Série e em Paralelo (Cont.)

Conexão de Diodos em Série


Diodo com menor corrente de fuga pode ficar com tensão inversa maior.

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Operação de Diodos em Série e em Paralelo (Cont.)
Conexão de Diodos em Série (Cont.)
A Utilização do compartilhamento forçado da tensão é obtido através do emprego de
dois resistores apropriados.
Ainda assim pode-se ocorrer uma tensão inversa excessiva em um dos diodo devido
aos tempos diferentes de recuperação reversa.
A corrente da fonte é dada por:
VD1 V
IS   I D1  D 2  I D 2
R R
Isolando a grandeza R, temos
VD1  VD 2
R
I D 2  I D1
Assim, a potência dissipada em R é:

PR  R.I R21  R.I R2 2

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Operação de Diodos em Série e em Paralelo (Cont.)
Conexão de Diodos em Série (Cont.)
O emprego de capacitores em paralelo com os diodos podem protegerá os diodos dos
transitórios de tensão.

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Operação de Diodos em Série e em Paralelo (Cont.)
Conexão de Diodos em Paralelo
Para alimentar carga que requer maior corrente elétrica dois ou mais diodos podem
ser ligados em paralelo.

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Operação de Diodos em Série e em Paralelo (Cont.)
Conexão de Diodos em Paralelo (Cont.)
Diodos ligados em paralelo necessariamente não compartilham as mesmas correntes
devido as características diferentes de polarização direta.

Diodo com queda de tensão direta menor


tende a conduzir uma corrente mais
elevada, consequentemente, poderá sofre
maior aquecimento.

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Operação de Diodos em Série e em Paralelo (Cont.)
Conexão de Diodos em Paralelo (Cont.)
Diodos ligados em paralelo podem ser forçados a compartilhar a mesma corrente
quando um resistor muito pequeno é ligado em série com cada um deles.
O valor do resistor de
compartilhamento pode ser
obtido de:
V  VD1  R . I D1  VD 2  R . I D 2

Isolando a grandeza R, temos


VD1  VD 2
R
I D 2  I D1
Assim, a potência dissipada em R é:

PR  R.I D2 1  R.I D2 2

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Colegiado de Engenharia Elétrica

FIM
da Apresentação

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