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HISTÓRIA DO DIREITO PROCESSUAL CIVIL

10-12 SLIDES; 10-15MIN

Abordar: Conceito (O que é), História, Conceitos envolvidos, Ramo (público ou privado),
Princípios, Caracteristicas, Como surgiram os processos, Autotutela, Heterocomposição

HISTÓRIA

Na antiguidade, o homem fazia "justiça", sempre seguindo seus próprios instintos.


Com o tempo o homem concluiu que a "justiça" pelas próprias mãos (autodefesa ou
autotutela), não era exatamente justiça, pois quase sempre não ganhava quem tinha
razão e sim quem detinha a força.

Então o homem concluiu que deveria haver uma terceira pessoa para decidir sobre
os conflitos que surgiam em sua sociedade (heterocomposição). Essa terceira pessoa
seria a autoridade pública, e com isso veio a necessidade de regulamentação da justiça,
surgindo as normas jurídicas processuais a fim de materializar e instrumentalizar o direito
material e solucionar tais conflitos.

Mesmo antigos diplomas normativos como os Códigos de Hamurábi e de Manu


estipulavam, dentre as suas regras, diversas normas de caráter “processual”, envolvendo
o modo de proceder na composição de conflitos perante um representante da
comunidade respectiva, normalmente um ancião (pela sua experiência) ou um sacerdote
(pela sua proximidade com os deuses).

No entanto, o direito processual civil só adquiriu consistência científica e passou a


ser concebido como uma disciplina autônoma do ramo do direito público no século XIX,
com a publicação, na Alemanha, da obra Tratado das Exceções Processuais e os
Pressupostos Processuais, de Oskar von Bülo, deixando de ser mero complemento do
Direito Civil.

Von Bülow descreveu o processo como uma relação jurídica da qual surgem
direitos, deveres, obrigações e poderes entre os seus sujeitos, diferenciando o processo
(liame jurídico) do procedimento (forma de agir compreendendo um complexo de atos).

PRINCÍPIOS

1. Princípios Constitucionais:

 Princípio do Devido Processo Legal: CF/88, artigo 5º, inciso LIV.

 Princípio da Igualdade Processsual: CF/88, artigo 5º, Caput.

 Princípio do Juiz e Promotor Natural: CF/88, artigo 5º, incisos XXXVII e LIII

 Princípio da Inafastabilidade da Jurisdição (do Acesso à Justiça): CF/88, artigo 5º,


inciso XXXV
 Princípio da Ampla defesa e do contraditório: CF/88, artigo 5º, inciso LV

 Princípio da independência do Poder Judiciário: CF/88, artigos 5º e 95.

 Princípio da proteção à coisa julgada: CF/88, artigo 5º, inciso XXXVI

 Princípio da proibição da prova ilícita: CF/88, artigo 5º, inciso LV.

 Princípio da Publicidade dos atos processuais: CF/88, artigo 5º, inciso LX e artigo
93, inciso IX.

 Princípio da motivação das decisões judiciais: CF/88, artigo 93, inciso IX.

 Princípio do duplo grau de jurisdição

2. Princípios específicos do Direito Processual Civil

 Princípio dispositivo

 Princípio de demanda

 Princípio da audiência bilateral

 Princípio da oralidade

 Princípio da imediatidade

 Princípio da identidade física do juiz

 Princípio da concentração

 Princípio da irrecorribilidade imediata das decisões interlocutórias

 Princípio do livre convencimento do juiz

 Princípio da adequação do procedimento

 Princípio da adaptabilidade do procedimento

 Princípio da aceleração processual

 Princípio da verossimilhança

 Princípio da lealdade processual

 Princípio da congruência

 Princípio da pŕeclusão

 Princípio da cooperação

NO BRASIL
Em 1822 quando o Brasil tornou-se independente, continuou vigorando as
ordenações Filipinas. O direito imperial de 20 de outubro de 1823 determinou a
continuidade das normas processuais portuguesas, desde que não contrariasse a
soberania nacional e o regime brasileiro.

As ordenações Filipinas, bloco de normas grandemente influenciadas pelo direito


romano e canônico, disciplinavam diretrizes no processo civil do principio da demanda e
do dispositivo, com fases processuais rigidamente distintas.

A partir da Constituição Federal de 1934, coube a União a competência para


legislar exclusivamente sobre o processo, mantendo-se essa regra nas Constituições
subsequentes. O primeiro Código de Processo Civil brasileiro data de 1939.

CONCLUSÃO

Desde os romanos e os germanos havia uma preocupação com o cumprimento


rigoroso da ordem dos procedimentos para que a segurança do processo fosse
garantida. Tal preocupação permanece no processo civil atual, cujas formalidades devem
ser obedecidas para que não haja arbitrariedades.

No entanto, mesmo sem negar a importância do cumprimento dos ritos do


processo, princípios como o da instrumentalidade do processo ganham importância nos
dias de hoje, pois se percebeu que o excesso de formalidades, antes de ser uma
garantia, pode constituir-se em um impedimento ao acesso à Justiça. Assim, juntamente
com os princípios da oralidade, do acesso à Justiça, da efetividade do processo e da
economia processual, o princípio da instrumentalidade constitui uma meta a ser atingida
pelo processo civil moderno.

Com isso, busca-se a garantia de um processo justo e ético, em que as partes se


satisfaçam, ao invés de se priorizar a garantia de um processo legal, cujas formas e
solenidades acabam muitas vezes por possibilitar poucos resultados práticos.

“El que quiera hacer Derecho sin Historia, no es

um jurista, ni siquiera un utopista; no traera a la

vida espiritu de ordenación social conciente, sino

mero desorden y destrucción.”

Teodoro Sternberg