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Faculdade de Educação Santa Terezinha – FEST

Projeto Interdisciplinar “Aprender em Rede”


Disciplinas: Antropologia Cultural e Informática
Professores: José Nilson – Kleber Alberto – Marcelo Ribeiro

IHC: INTERAÇÃO ENTRE HOMEM E COMPUTADOR

1 INTRODUÇÃO

Segundo as Diretrizes Curriculares do MEC (2002) para cursos da área de


Computação e Informática, Interação Humano-Computador (IHC) pode ser definida como
“uma disciplina relacionada ao projeto, implementação e avaliação de sistemas
computacionais interativos para uso humano, juntamente com os fenômenos relacionados a
esse uso”. Portanto, a temática se refere não só às formas de interação entre Homem-
Computador, mas principalmente às teorias e técnicas de projeto de sistemas interativos.
A IHC, em muitas instituições de ensino, tem sido parte da Engenharia de Software.
Atualmente, os conhecimentos na área de IHC têm sido trabalhado de forma específica, ou
como parte de programas pertinentes, em cursos de graduação e pós-graduação, ligados à
área de computação e Informática.
Sabe-se que o desenvolvimento de uma interface homem-computador passa por
uma série de etapas, que vão desde a análise de requisitos do sistema até as etapas de
testes realizadas junto aos usuários finais e que a maior preocupação do projetista de
interfaces durante todas essas etapas deve ser a usabilidade do sistema. Para melhorar o
grau de usabilidade das ferramentas de trabalho, as atividades de construção do
conhecimento, avaliação de interfaces e os testes com usuários durante a implementação
(em oficinas) dos programas (World, PowerPoint, Excel etc.) são absolutamente essenciais
em todo e qualquer processo de desenvolvimento de interfaces de usuários.
Devido ao fato da interação homem-computador estudar o homem e a máquina em
comunicação é necessário, aos estudiosos, o conhecimento tanto de máquinas como do
ser humano.
Pelo lado das máquinas a área requer conhecimento de técnicas de computação
gráfica, sistemas operacionais, linguagens de programação e ambientes de

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desenvolvimento. Pelo lado do ser humano requer conhecimentos de teoria da
comunicação, disciplinas de projeto gráfico e industrial, linguística, ciências sociais,
psicologia cognitiva, antropologia (cultura) e desempenho humano. Além disto, é relevante
que se tenha conhecimento e domínio de ferramentas básicas para auxiliar a pesquisa e os
trabalhos acadêmicos. A interação homem-computador tem aspectos de ciência, de
metodologia, de projeto, de linguagem, de cultura, etc.
Para tanto, foi definido que a partir desse período (2016.2) se integraria a
metodologia de ensino do Primeiro Período (Interdisciplinar) orientações básicas (conforme
apresentada pelo professor Marcelo), dos programas de World, PowerPoint e Excel que
não só ilustrasse os conceitos e as técnicas dos Softwares, mas que permita aos
acadêmicos experimentar e desenvolver cada uma dessas atividades práticas dentro do
projeto interdisciplinar, respeitando as limitações peculiar de cada aluno em sala de aula.

2. AS INTERFACES DO HOMEM-COMPUTADOR

2.1 Definições

2.1.1. Ergonomia1 de software

Estudo das aplicações dos fatores humanos a todos os aspectos da relação entre o
ser humano, a máquina e o ambiente, que influencia diretamente a segurança, a eficiência,
a aceitação e a satisfação no uso de tais sistemas.
Abrange toda a especificação das ferramentas, das funções e da conceituação e
realização das diversas técnicas e formas de diálogo a serem usadas nos sistemas, assim
como, eventualmente, o projeto das interfaces do usuário do sistema (leiaute de
informação, agrupamento, codificação, etc.). Questões de projeto relativas a ferramentas de
trabalho (teclados, monitores de vídeo, etc.), e também ao mobiliário necessário (cadeiras,
mesas, etc.), podem ser consideradas de maneira periférica. O ambiente de trabalho (luz,
som, atmosfera, etc.), também exerce constante influência sobre interface homem-
máquina".
2.1.2 Interface homem-computador
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Relação entre o Homem e o trabalho que executa, procurando desenvolver uma integração perfeita
entre as condições de trabalho, as capacidades e limitações físicas e psicológicas do trabalhador e a
eficiência do sistema produtivo.

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Interface que serve de interconexão entre dois sistemas que trocam informações,
sendo eles: de um lado o computador e de outro, o ser humano, aqui designado como
homem no significado amplo da palavra.

2.1.3 Diálogo homem-computador

Comunicação entre um usuário humano e um sistema de computador troca de


símbolos e informações (nos dois sentidos), observável entre o homem e o computador.

2.1.4 Interface do usuário

Conjunto formado por: elementos que fazem parte de um sistema; elementos que
fazem parte do usuário do sistema e métodos de comunicação de informações de um para
outro. Existe uma divisão entre os elementos do sistema que fazem parte da interface do
usuário e aqueles que dizem respeito as partes internas do sistema. A divisão entre a parte
interna do sistema e a interface do usuário é algumas vezes difícil de ser percebida.

3. AS TENDÊNCIAS DAS INTERFACES HOMEM-COMPUTADOR

3.1 Paradigma da Multimídia

O computador deixa de ser visto como um instrumento para armazenar e manipular


dados, para serem impressos posteriormente (via papel ou monitor de vídeo) e passa a ser
visto como um meio de comunicação, que não se restringe simplesmente à impressão de
dados.
A multimídia engloba textos, vozes, músicas, gráficos, vídeos e animação.
MULTIMÍDIA = VARIEDADE + INTEGRAÇÃO
Variedade se refere à variedade de tipos de meios de comunicação (característica
dos modernos sistemas de informação). Integração se refere ao modo de se tratar com
esta variedade.
3.2 Paradigma da Realidade Virtual e Ciberespaço ("Cyberspace")

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A expressão Realidade Virtual é geralmente usada para descrever sistemas que
tentam substituir muitas ou todas as experiências do mundo físico do usuário, por material
em três dimensões sintetizado tal como gráficos e sons.
O paradigma da realidade virtual visa levar o usuário a ter a impressão de que faz
parte (como protagonista), do universo do software que está sendo executado pelo
computador.
Esta sensação é conseguida através de entradas e saídas que estimulam os órgãos
sensoriais do usuário (como capacetes com óculos especiais, luvas e equipamentos
acústicos) e permitem uma interação dinâmica com o sistema.
Realidade virtual é, por definição, indistinguível da realidade, onde todos os nossos
efetores (músculos, glândulas, etc. capazes de responder a estímulos, especialmente de
um impulso nervoso) são estimulados e todos os nossos sensores são afetados".
A expressão ambiente virtual é usada para enfatizar a habilidade de imergir
completamente alguém em um espaço simulado com sua realidade própria.
Sistemas de ciberespaço são aqueles que proporcionam uma experiência de interação
tridimensional, com a ilusão de se estar dentro de um mundo em vez da sensação de se
estar vendo uma imagem.
Um sistema de ciberespaço deve permitir imagens estereoscópicas de objetos em
três dimensões, sensíveis ao movimento da cabeça do usuário, readaptando as imagens
em relação à nova posição da mesma e deve proporcionar modos de interação com os
objetos simulados. É uma imersão em outro mundo, um mundo simulado que pode ser visto
e tocado diretamente.

REBELO, Irla Bocianoski. IHC: interação entre homem e computador. Brasília:


Unieuro, 2009. Disponível em: <https://irlabr.wordpress.com/apostila-de-ihc/parte-1-ihc-
na-pratica/introducao-a-interacao-entre-homem-e-computador-ihc/>. Acesso em: 13 jul
2016.