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Fundamentos de Engenharia de Materiais

Prof. Sidnei Paciornik


Depto. de Engenharia de Materiais
http://www.dema.puc-rio.br/cursos/cemat
S. Paciornik – DCMM PUC-Rio

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A reprodução total ou parcial desta obra só pode ser obtida através de solicitação ao autor.

última atualização em 10/4/2012 por sidnei@puc-rio.br


Como usar este “site”
2

• Este “site” foi criado com uma ferramenta simples de


conversão de arquivo PowerPoint para arquivos “web”.
 Os recursos são simples mas você poderá acompanhar exatamente a
mesma seqüência mostrada em sala de aula.
 Este “site” só funciona com o Internet Explorer. Caso você utilize o
Firefox, recomendamos instalar a extensão IE Tab
(https://addons.mozilla.org/firefox/1419/).
• Diversos slides têm animação.
 Clique com o mouse dentro da área do slide para visualizar os passos
da animação.
 Quando a seqüência de animação de um slide chega ao fim, você
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deve usar as setas na base da tela para navegar.


 Se você optar pela opção “Slide Show”, os slides ocupam a tela toda.
As animações avançam com o “click” do mouse. Caso queira retornar
ou passar para o próximo slide sem ver a animação, use as setas
verdes no canto inferior direito do slide.
Referências e “Links” Úteis
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• Livro Texto • “Download” de Arquivos


 W.D.Callister, Materials  Notas de Aula (arquivo único em pdf
– 10 Megabytes)
Science and Engineering - An
 Provas Antigas (arquivo único em zip
Introduction, John Wiley. – 1,2 Megabytes)
• Páginas Internet  A maioria destas provas não tem
gabarito.
 Demonstrações de Fenômenos  Algumas provas com gabarito podem
em Materiais ser obtidas na Xerox, pasta 760.
 Banco de Imagens de  Notas de Aula preparadas pela Profa.
Materiais Ivani Bott (arquivo pdf, 6,5 Mbytes)
 Aulas Prof. Valter – Ligas Ferrosas
 http://www.msm.cam.ac.uk/do
 Listas de Exercícios
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itpoms/index.html  Lista 1
 GABARITOS
 P2 – 2008.2
 P3 – 2007.2
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Critério de Aprovação/ Provas
• Critério de Aprovação • Datas das Provas
 2 Provas – P1 e P2  A definir
 Se Média(P1, P2) >=6,0 => AP Horário de Aula
 Caso contrário, faz exame final (EF)
Sala de Aula
 Em caso de Exame Final
 Média Final = (Média(P1,P2) + EF)/2
 Se Média Final >=6,0 => AP
 Caso contrário => RM
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Programa
• Introdução • Diagramas de Fase.
 Objetivo. Os materiais na Engenharia.  Definição de fase.
• Ligação Atômica. Uma revisão.  Diagramas de fase de substâncias puras ou
 Modelos de átomos. Ligações químicas. elementos.
 Diagrama isomorfo. Regra da alavanca.
• Ordenação Atômica dos Materiais.
 Diagrama eutético.
 Cristalinidade. Estrutura cristalina. Sistemas
cristalinos.  Diagrama ferro-carbono.
 Indexação de pontos, direções e planos em cristais. • Os Materiais Metálicos.
Difração de R-X.  Ligas ferrosas. Ferros fundidos
• Desordem atômica dos Materiais.  Ligas não-ferrosas
 Cristais perfeitos, imperfeitos e materiais amorfos. • Os Materiais Cerâmicos.
 Defeitos na rede cristalina : pontuais, lineares,  Estrutura cristalina e fases amorfas.
superficiais e volumétricos.  Comportamento mecânico, elétrico e óptico.
 Vibrações atômicas. Difusão. • Os Materiais Poliméricos.
• Propriedades Mecânicas.  Estrutura. Reações de Polimerização.
 Propriedades vs. estrutura.  Termoplásticos e termofixos. Aditivos.
 Deformação elástica. Deformação plástica.  Propriedades mecânicas.
 Diagrama tensão e deformação de engenharia e • Os Materiais Compósitos.
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real.
 Caracterização mecânica dos materiais: limite de  Classificação.
resistência, limite de escoamento, ductilidade.  Propriedades mecânicas. Regra das Misturas.
 Escoamento e encruamento.
 Endurecimento, recuperação, recristalização e
crescimento de grão.
 Fratura. Fadiga. Fluência.
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INTRODUÇÃO

Os Materiais na Engenharia
Livro Texto - Capítulo 1
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Diversidade de Aplicações
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Processos de Fabricação
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As Classes de Materiais
• Metais
• Cerâmicas
• Polímeros
• Compósitos
• Semicondutores
• Bio-materiais
• Nano-Materiais
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As Classes de Materiais
• Metais
• Cerâmicas
• Polímeros
• Compósitos
• Semicondutores
• Bio-materiais
• Nano-materiais
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As Classes de Materiais
• Metais
• Cerâmicas
• Polímeros
• Compósitos
• Semicondutores
• Bio-materiais
• Nano-materiais
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As Classes de Materiais
• Metais
• Cerâmicas
• Polímeros
• Compósitos
• Semicondutores
• Bio-materiais
• Nano-materiais
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As Classes de Materiais
• Metais
• Cerâmicas
• Polímeros
• Compósitos
• Semicondutores
• Bio-materiais
• Nano-materiais
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As Classes de Materiais
• Metais
• Cerâmicas
• Polímeros
• Compósitos
• Semicondutores
• Bio-materiais
• Nano-materiais
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As Classes de Materiais
• Metais
• Cerâmicas
• Polímeros
• Compósitos
• Semicondutores
• Bio-materiais
• Nano-materiais
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As Classes de Materiais
• Metais
• Cerâmicas
• Polímeros
• Compósitos
• Semicondutores
• Bio-materiais
• Nano-materiais
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Metais
• Características básicas
 Resistentes (suportam tensões elevadas antes de romper)
 Dúcteis (deformam antes de romper)
 Superfície “metálica”
 Bons condutores de corrente elétrica e de calor
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Metais
• Aços
• Ferros Fundidos

• Metais Não Ferrosos


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Metais e Ligação Química
• Propriedades dependem da Estrutura
• Ligação química
 Ligação Metálica (ligação forte entre os átomos)
 Elétrons livres
• Consequência “mar” de elétrons
 Boa condutividade
Elétrica
Térmica
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Metais e Arranjo Atômico
• Propriedades dependem da Estrutura
• Arranjo Tridimensional dos Átomos
 Material Cristalino – ordem de longo alcance
 Material Amorfo –ordem de curto alcance
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2nm 2nm

Material cristalino Carbono amorfo.


Note a organização na posição dos átomos. Note a desorganização na posição dos átomos.
Imagens obtidas com Microscópio Eletrônico de Transmissão (MET).
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Metais e Estrutura Cristalina
• Propriedades dependem da Estrutura Al Mg
• Arranjo Tridimensional dos Átomos
 Diferentes Estruturas Cristalinas
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Ambos são metais mas o Al é


mais dúctil devido à estrutura
Alumínio Magnésio cúbica
(estrutura cúbica) (estrutura hexagonal)
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Metais e Arranjo Microestrutural
• Propriedades dependem da Estrutura
• Arranjo Microestrutural
 Orientação relativa entre cristais
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Fusão
Solidificação Policristal: Grãos
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Metais e Fases
• Propriedades dependem da Estrutura
• Presença de Fases
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Policristal monofásico Policristal polifásico


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Cristais Naturais e Artificiais

Imagem de alta-resolução
mostrando a organização atômica
Cristais gigantes de gypsum, de origem Microscópio Eletrônico de Transmissão
natural, descobertos em uma mina na Espanha
Mono-cristal gigante de Silício,
a partir do qual são fabricados
chips de computador.
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Cristais gigantes de KDP, crescidos em laboratório


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Cerâmicas e vidros
• Propriedades básicas
 alto ponto de fusão & estabilidade térmica (refratários)
 são isolantes térmicos e elétricos
 são frágeis (rompem sem deformar)
 podem ser transparentes
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As cerâmicas na tabela periódica
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Cerâmicas são formadas por combinação de metais


(quadrados mais claros) com os elementos C, N, O, P e S.
Si e Ge são semicondutores mas são usados em cerâmicas de forma equivalente a metais
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Cerâmicas e Ligações Químicas

Covalente

Semicondutores

Polímeros

Metálica Secundária

Metais
Iônica Cerâmicas
Cerâmicas e vidros
e vidros
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Ligações químicas: Primárias (de alta energia)


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Ligação Iônica
Na anion
Cl cátion

Na+
Cl-
Os íons se ligam devido à atração coulombiana
entre cargas opostas

Ligação Covalente
Cl - Cl
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Cl Cl Um elétron de cada átomo é compartilhado com o


outro, gerando uma camada completa para ambos
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Ex: Alumina porosa e não-porosa
Poli-cristal
Grão ou
cristal

Poros

50 µm 50 µm

A presença de poros causa espalhamento de A eliminação dos poros através da adição de


luz e o material se torna opaco. 0,1% de MgO gera um material translúcido.
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Lâmpada
de vapor de sódio.
O gás em alta temperatura
(1000ºC) é guardado dentro de
um cilindro translúcido de
alumina.
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Polímeros
• Características básicas
 A maioria dos polímeros é sintética (feitos pelo homem)
 Polímero mais abundante é natural: celulose
 Materiais altamente moldáveis
 Baixa densidade
 Em geral são menos resistentes do que metais e cerâmicas
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Pneus sem ar
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Os polímeros na tabela periódica
Principais elementos formadores dos materiais poliméricos
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Polímeros

Termoplásticos
Moldável com o aumento da
temperatura

Termorrígidos
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Não é moldável com a temperatura


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Compósitos
• Combinação de metais, cerâmicas e polímeros
Metais

Compósitos

Polímeros Cerâmicos
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Concreto Fibra de vidro Ti/SiC


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Compósitos
• Objetivo
 Fabricar uma estrutura de engenharia com
propriedades/características que não seriam obtidas usando
cada material separadamente.
Propriedade: Baixa densidade
Objetivo: flutuar

Polímero impermeável
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Espuma
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Semicondutores
• Propriedades básicas
 Todos os componentes
eletrônicos do computador
 Condutividade finamente
controlada pela presença de
impurezas - dopantes.
 Podem ser combinados entre
si para gerar propriedades
eletrônicas e óticas “sob
medida”.
 São a base da tecnologia de
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opto-eletrônica - lasers,
detetores, circuitos integrados
óticos e células solares.
história dos chips
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Os semicondutores na tabela periódica
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Quando combinados entre si (coluna III-V e II-VI) os metais (quadrados


claros) assumem propriedades semicondutoras.
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Biomateriais
• Os biomateriais podem ser metálicos, cerâmicos, poliméricos ou
compósitos, usados em sistemas vivos.
• Característica básica: biocompatibilidade
 Podem atuar dentro de um organismo hospedeiro sem disparar uma resposta
imune. Se o biomaterial dispara a resposta imune, ele será rejeitado pelo
corpo.
• Os biomateriais podem ser sub-divididos em
 Biomateriais estruturais (ou inertes): cuja principal função é dar um suporte
físico para o corpo.
 Biomateriais funcionais (ou ativos): que realizam uma função no corpo,
diferente da sustentação física.
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Nano-Materiais
• Desenvolvimento de pesquisa e tecnologia no nível
atômico ou molecular na escala de aproximadamente
1-100nm.
• Criação e uso de estruturas, dispositivos e sistemas que
possuem novas propriedades e funções por causa de
suas dimensões nanométricas.
• Habilidade de controlar e manipular na escala atômica.
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Aplicações Possíveis
• Aumentar espetacularmente a capacidade de
armazenamento e processamento de dados dos
computadores;
• Criar novos mecanismos para entrega de medicamentos,
mais seguros e menos prejudiciais ao paciente dos que os
disponíveis hoje;
• Criar materiais mais leves e mais resistentes do que metais
e plásticos, para prédios, automóveis, aviões;
• Economia de energia, proteção ao meio ambiente, menor
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uso de matérias primas escassas, são possibilidades muito


concretas dos desenvolvimentos em nanotecnologia que
estão ocorrendo hoje e podem ser antevistas.
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A Escala das coisas
Naturais Artificiais
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Ciência e Engenharia de Materiais
Aplicações
Síntese e
Processamento

Propriedades

Microestrutura e Composição
(Atômica ou Molecular)
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Materiais em uma lâmpada incandescente


Vidro Filamento
de W

Liga de Cobre

Solda
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de Pb-Sn Al recoberto com Sn

Isolante cerâmico
Placa de cobre
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Relação Estrutura x Propriedades
• As propriedades “cotidianas” dos materiais dependem
 da estrutura em escala atômica - nanoestrutura
 da microestrutura (estrutura em escala intermediária)
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Alumínio Magnésio 50 µm
(estrutura cúbica) (estrutura hexagonal)
Fibras de vidro em uma
Ambos são metais mas o Al é mais dúctil devido à estrutura cúbica matriz de polímero.
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Seleção de Materiais
• Ex: Cilindro de armazenamento de gases
 Requerimento: resistir a altas pressões (14MPa)

Resistência Flexibilidade Custo


Metais
Cerâmicas
Polímeros
Semicondutores
Compósitos
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Seleção de Materiais
• Ex: Vaso de pressão de uma aeronave
 Requerimento: resistir a altas pressões e ser leve
 Aqui o custo é menos importante do que a funcionalidade
Prefere-se um material leve e forte, mesmo sendo caro.

Resistência Flexibilidade Leveza


Metais
Cerâmicas
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Polímeros
Semicondutores
Compósitos
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LIGAÇÕES ATÔMICAS
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47
Ligação Atômica
• Porque estudar a estrutura atômica ?
 As propriedades macroscópicas dos materiais dependem
essencialmente do tipo de ligação entre os átomos.
 O tipo de ligação depende fundamentalmente dos elétrons.
 Os elétrons são influenciados pelos prótons e neutrons que
formam o núcleo atômico.
 Os prótons e neutrons caracterizam quimicamente o
elemento e seus isótopos.
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Estrutura Atômica
Núcleo contendo
prótons - dão o número atômico
neutrons - dão o número isotópico Mpróton = Mneutron = 1.66x10-24g= 1 amu

amu = atomic mass unit


unidade atômica de massa

Em uma grama teremos


1g
g 6.023x10 23 amu
24
1.66 x10 amu
NA= Número de Avogadro

Melétron = 0.911x10-27g praticamente toda a


Mpróton = 1822 Melétron => massa do átomo está
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no núcleo.

Elétrons “girando” em volta do Responsáveis pela


núcleo em níveis de energia ligação atômica
discretos.
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Orbitais e níveis de energia
• Os elétrons são atraídos pelos prótons
• Os elétrons se distribuem em orbitais
 Níveis de energia bem definidos
Os elétrons não podem assumir níveis intermediários
Para trocar de nível, os elétrons tem que receber a energia exata
que diferencia dois níveis.
 A energia é função da distância dos elétrons ao núcleo
Quanto mais perto do núcleo mais ligado o elétron
Quanto mais longe do núcleo menos ligado
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 Se o elétron recebe energia suficiente, ele é arrancado, se


torna um elétron livre e o átomo é ionizado
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Classificação das Ligações
• Ligações Primárias ou Fortes
 Iônica
 Covalente
 Metálica
• Ligações Secundárias ou Fracas
 van der Waals
Dipolo permanente
Dipolo induzido
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Ligação Iônica
• Formada entre dois átomos que se ionizam
Na Cl • O Sódio tem apenas um elétron na última
camada. Este elétron é fracamente ligado
porque os outros 10 elétrons blindam a
atração do núcleo.
• O Cloro tem 7 elétrons na última camada.
Se adquirir mais um elétron forma uma
configuração mais estável.
• O Sódio perde um elétron e se ioniza,
ficando com carga positiva (cátion).
• O Cloro ganha o elétron e também se
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ioniza, ficando Negativo (âNion).


• Os íons se ligam devido à atração
Coulombiana entre cargas opostas.
Na+ Cl- • Note a diferença entre o raio atômico e o
raio iônico.
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Raio Atômico e Iônico
• Raio atômico é o raio de um átomo na condição neutra,
normalmente medido entre primeiros vizinhos de um material
puro deste tipo de átomo.
• Raio iônico é o raio do átomo após sua ionização, depende do
tipo de ionização
• Raio covalente é o raio que um átomo teria na condição de
ligação covalente.
Raio (nm) Na Cl
Covalente 0,154 0,099
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Atômico 0,190 -
Iônico 0,060 (+1) 0,181 (-1)
0,026 (+7)
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Espaçamento Interatômico

a0
0.10 0.10

0.08 Força
Força a
dedeatração
atração 0.08
Força resultante
0.06 FRe(entre
p. os eíons)
0.06

0.04 0.04

0.02 0.02
Força (N)

Força (N)
0.00 0.00
0 10 20 30
30 0 10 20 30
-0.02 -0.02
-0.04
KQ
ForçaQde repulsão
1 de2repulsão
-0.04
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-0.06 FAtr. Força


(entre
2 as nuvens
-0.06 Força resultante = 0
-0.08 aeletrônicas) -0.08
-0.10 -0.10
Distância de Equilíbrio
Distância (nm) Distância (nm)

Na distância de equilíbrio, a força de atração entre os íons é compensada pela força de repulsão entre as nuvens eletrônicas
54
Força e Energia de Ligação

F = dE/da

O ponto em que a força de ligação


é zero corresponde ao ponto de
mínima energia.
Força de
Configuração estável
ligação a

Valores típicos para a0 são da ordem de


Energia 0.3nm (0.3x10-9m)
de ligação a
Valores típicos para a energia de ligação
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são entre 600 e 1500 kJ/mol

A energia de ligação está diretamente


a0 relacionada com o ponto de fusão do
material.
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Expansão térmica
• Os átomos estão constantemente vibrando ao redor da
posição de equilíbrio.
• A distância interatômica de equilíbrio, ao, só é bem
definida quando a temperatura é 0 K.
• Normalmente o poço de potencial não é simétrico e a
distância interatômica média aumenta gerando a
EXPANSÃO TÉRMICA.
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Expansão Térmica

• A expansão térmica se deve à curva do poço de energia potencial ser assimétrica, e não às
maiores amplitudes vibracionais dos átomos em função da elevação da temperatura.
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• Se a curva da energia potencial fosse simétrica não existiria qualquer variação liquida ou
global na separação interatômica e, consequentemente, não existiria qualquer expansão
térmica.
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Direcionalidade
• A ligação iônica é não direcional
 A força de ligação é igual em todas as direções.
 Para formar um material 3D é necessário que cada íon de
um tipo esteja cercado de íons do outro tipo
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Cl-
Na+
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Exemplo
• Calcule a força de atração entre Na+ e Cl- em uma
molécula de NaCl
KQ1Q2
F
a2
 K= 9 x 109 V.m/C
 Q1 = Q2 = 1 x 1.6 x 10-19C
 a = RNa+ + RCl- = 0.098nm + 0.181nm = 0.278 nm

KQ1Q2 9x10 9 V.m / C 1.6x10 19


C 1.6x10 19
C
 F
a2 9 2
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0.278x10 m

F 2.98x10 9 V.C / m 2.98x10 9 J / m 2.98x10 9


N
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Exemplo
• Calcule a força de atração em uma molécula de Na2O
 Neste caso temos Na+ (valência 1) e O2- (valência 2)

 F KZ1qZ2q onde Z1 e Z2 são as valências


a2

 a = RNa+ + RO2- = 0.098nm + 0.132nm = 0.231 nm

9 x109V .m / C (1) 1.6 x10 19


C (2) 1.6 x10 19
C
F 8.64 x10 9 N
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2
0.231x10 9 m
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Ligação Covalente
• Gerada pelo compartilhamento de elétrons de valência
entre os átomos.
 Elétrons de valência são os elétrons dos orbitais mais
externos.
 Ex: Molécula de Cl2
 Um elétron de cada átomo é compartilhado com o outro, gerando
uma camada completa para ambos.

Cl - Cl
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Ligação covalente (cont.)
 A ligação covalente é direcional e forma ângulos bem
definidos

 Tem uma grande faixa de energias de ligação => pontos de


fusão
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 Energias da ordem de centenas de kJ/mol


 Ex: Carbono na estrutura do diamante  3550°C
 Ex: Bismuto  270°C
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Exemplo em polímeros
• Etileno e Polietileno
 Na molécula de etileno
(C2H4), os carbonos
compartilham dois pares de
elétrons.
Molécula de
 A ligação covalente dupla etileno
pode se romper em duas
simples permitindo a ligação
com outros “meros” para
formar uma longa molécula
de polietileno.
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Mero de etileno
Molécula de
polietileno
63
Ligação Metálica
 Nos metais, existe uma grande quantidade de elétrons quase
livres, os elétrons de condução, que não estão presos a
nenhum átomo em particular.
 Estes elétrons são compartilhados pelos átomos, formando
uma nuvem eletrônica, responsável pela alta condutividade
elétrica e térmica destes materiais.
 A ligação metálica é não direcional, semelhante à ligação
iônica.
 Na ligação metálica há compartilhamento de elétrons,
semelhante à ligação covalente, mas o compartilhamento
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envolve todos os átomos.


 As energias de ligação também são da ordem de centenas
de kJ/mol.
64
Ligações Secundárias
 É possível obter ligação sem troca ou compartilhamento de
elétrons nas denominada ligações secundárias ou de van
der Waals.
 A ligação é gerada por pequenas assimetrias na distribuição
de cargas do átomos, que criam dipolos.
Um dipolo é um par de cargas opostas que mantém uma distância
entre si.
Dipolo permanente
Dipolo induzido
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Dipolos Permanentes e Induzidos
• Dipolo Permanente • Dipolo Induzido
 Gerado pela estrutura da  A separação de cargas é pequena
molécula.  Energias de ligação são muito
 Energias de ligação pequenas ( 1kJ/mol)
20kJ/mol Átomos isolados
 Ex: Pontes de Hidrogênio em de Ar
+ (os centros das cargas +
H2O positivas e negativas
coincidem)
O Átomos deformados
pela presença do outro
H H
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- + - +

Magnitude do dipolo
Os átomos se ligam pela atração entre os dipolos induzidos
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Comentários
• As ligações covalente e iônica não são “puras” mas sim uma
mistura com proporções que dependem, essencialmente, da
diferença de eletronegatividade dos átomos envolvidos.

Material Ligação Pt.Fusão (°C)


NaCl Iônica 801 Covalente
C (diamante) Covalente 3550 Semicondutores
Polietileno Cov./Sec. 120
Cu Metálica 1085
Ar Sec. (ind.) -189 Polímeros
H2O Sec. (perm.) 0
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Metálica Secundária

Metais
Iônica Cerâmicas e vidros
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O CRISTAL IDEAL

Estrutura Cristalina
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O Cristal Perfeito - Estrutura Cristalina


 Muitos materiais - metais, algumas cerâmicas, alguns polímeros - ao se
solidificarem, se organizam numa rede geométrica 3D - a rede cristalina.
 Estes materiais cristalinos, têm uma estrutura altamente organizada, em
contraposição aos materiais amorfos, nos quais não há ordem de longo
alcance.

Cristal 1

Fronteira
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Cristal 2
2nm

Fronteira entre dois cristais de TiO2. Carbono amorfo.


Note a organização geométrica dos átomos. Note a desorganização na posição dos átomos.

Imagens obtidas com Microscópio Eletrônico de Transmissão (MET).


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Cristais Naturais e Artificiais

Imagem de alta-resolução
mostrando a organização atômica
Cristais gigantes de gypsum, de origem Microscópio Eletrônico de Transmissão
natural, descobertos em uma mina na Espanha
Mono-cristal gigante de Silício,
a partir do qual são fabricados
chips de computador.
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Cristais gigantes de KDP, crescidos em laboratório


70
Célula Unitária
 Como a rede cristalina tem uma estrutura repetitiva, é
possível descrevê-la a partir de uma estrutura básica, como
um “tijolo”, que é repetida por todo o espaço.

Células Não-Unitárias
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Célula Unitária
Menor “tijolo” que repetido
reproduz a rede cristalina
71
Os 7 Sistemas Cristalinos
 Só existem 7 tipos de células unitárias que preenchem
totalmente o espaço

Cúbica Tetragonal Ortorrômbica


a=b=c, 90° a=b c, 90° a b c, 90°
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Romboédrica Hexagonal* Monoclínica Triclínica


a=b=c, 90° a=b c, 90° 120° a b c, 90° a b c, 90°
Site com animações
72
Sistemas Cristalinos e Redes de Bravais
 Os sistemas cristalinos são apenas entidades geométricas.
Quando posicionamos átomos dentro destes sistemas formamos
redes (ou estruturas) cristalinas.
 Existem apenas 14 redes que permitem preencher o espaço 3D.
 Nós vamos estudar apenas as redes mais simples:
a cúbica simples - cs (sc - simple cubic)
a cúbica de corpo centrado - ccc (bcc - body centered cubic)
a cúbica de face centrada - cfc (fcc - face centered cubic)
a hexagonal compacta - hc (hcp - hexagonal close packed)
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73
As 14 Redes de Bravais

Cúbica Simples Cúbica de Cúbica de Face Tetragonal Tetragonal de


Corpo Centrado Centrada Simples Corpo Centrado

Ortorrrômbica Ortorrrômbica de Ortorrrômbica de Ortorrrômbica de Romboédrica


Simples Corpo Centrado Base Centrada Face Centrada Simples
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Hexagonal Monoclínica Monoclínica de Triclínica


Simples Base Centrada

Site com animações


74
Estruturas Cristalinas dos Metais
 Como a ligação metálica é não direcional não há grandes
restrições quanto ao número e posição de átomos vizinhos.
Assim, os metais terão NC alto e empilhamento compacto.
 A maior parte dos metais se estrutura nas redes cfc, ccc e hc
 Daqui para frente representaremos os átomos como esferas
rígidas que se tocam. As esferas estarão centradas nos
pontos da rede cristalina.
S. Paciornik – DCMM PUC-Rio
75
A rede ccc
 A rede cúbica de corpo centrado é uma rede cúbica na qual
existe um átomo em cada vértice e um átomo no centro do
cubo. Os átomos se tocam ao longo da diagonal.
Fator de empacotamento atômico
(APF - atomic packing factor)
Volume (átomos )
FEA
a Volume (célula )
R N (átomos )V (1átomo )
a3
4
N (átomos ) R 3
1 átomo inteiro 1/8 de átomo 3
a3
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Número de átomos na célula unitária


Na= 1 + 8x(1/8) = 2 4 3 8 3
2 R R
3 3 3
Relação entre a e R FEAccc 3
0,68
4R = a 3 => a = 4R/ 3 4R 64 R 3 8
3 3 3
76
A rede cfc
 A rede cúbica de face centrada é uma rede cúbica na qual
existe um átomo em cada vértice e um átomo no centro de cada
face do cubo. Os átomos se tocam ao longo das diagonais das
faces do cubo.

a
1/8 de átomo

R
1/2 átomo
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Número de átomos na célula unitária Fator de empacotamento atômico


Na= 6x1/2 + 8x(1/8) = 4 FEAcfc = Volume dos átomos = 0.74
Relação entre a e r Volume da célula
4R = a 2 => a = 2R 2 A rede cfc é a mais compacta
77
A rede hc
 A rede hexagonal compacta pode ser representada por um
prisma com base hexagonal, com átomos na base e topo e um
plano de átomos no meio da altura.

Número de átomos na célula unitária


Na= 12x1/6 + 2x(1/2) + 3 = 6
Relação entre a e R
c 2R = a
FEA = 0.74
A rede hc é tão compacta quanto a cfc
c/2
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a
78
A rede hc (cont.)
 Cálculo da razão c/a Vista de topo

a/2
30º
d
a dcos30° = a/2
c/2 d 3/2 = a/2
d = a/ 3

a d
a2 = a2/3 +c 2/4 c2 = 8a2/3
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a a
a2 = d2 +(c/2)2 Razão c/a ideal
c/a= 8/ 3 = 1.633
no entanto este valor varia em metais reais
79
A rede hc (cont.)
 Cálculo do fator de empacotamento atômico
Vatomos
FEA
Vcelula
4 3
Vatomos 6 r 8 r3
3 Vista de topo
Vcelula Abase Altura Ahexagono c 6 Atriang. c
3
a a
b h 2 3
Atriang. a2
2 2 4
3 3 8
Vcelula 6 a2 c 6 a2 a 3 2a 3 3 2 8r 3 h
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4 4 3
60º
8 r3
FEA 0.74
3 2 8r 3 3 2 a
80
Empilhamento ótimo
 O fator de empilhamento de 0.74, obtido nas redes cfc e hc, é o
maior possível para empilhar esferas em 3D.
A A A
B B
C C C
A A A A
cfc B B B
C C C C
A A A A A
B B B B
C C C
A A A A
B B B
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C C
hc A A A
81
Cristalografia
• Para poder descrever a estrutura cristalina é necessário
escolher uma notação para posições, direções e planos.
• Posições
 São definidas dentro de um cubo com lado unitário.
0,0,1

1/2,1/2,1/2
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0,0,0 0,1/2,0 0,1,0

1/2,1/2,0
1,0,0
82
Direções cristalográficas
 As direções são definidas a partir da origem.
 Suas coordenadas são dadas pelos pontos que cruzam o
cubo unitário. Se estes pontos forem fraccionais multiplica-
se para obter números inteiros.
[0 0 1]

[1 1 1]
[1 -1 1]
[0 1 1/2]=[0 2 1]
111

[0 1 0]
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[1/2 1 0]=[1 2 0]
[1 1 0]
[1 0 0]
83
Direções cristalográficas (cont.)
• Famílias de direções
 Formadas por direções semelhantes dentro da estrutura
cristalina.
<111> = [111],[111],[111],[111],[111],[111],[111],[111]
• Ângulo entre direções no sistema cúbico
 Dado pelo produto escalar entre as direções, tratadas como
vetores. Ex: [100] e [010]
D ua vb wc cos = 1.0 + 0.1 + 0.0 = 0
D' u' a v' b w' c 1
= 90°
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D D' D D' cos


Ex: [111] e [210]
D D' uu' vv' ww' cos = 1.2 + 1.1 + 1.0 = 3
cos
D D' u2 v2 w 2 u' 2 v' 2 w' 2 3. 5 5
= 39.2°
84
Planos cristalográficos
• A notação para os planos utiliza os índices de Miller,
que são obtidos da seguinte maneira:
 Obtém-se as intersecções do plano com os eixos.
 Obtém-se o inverso das intersecções.
 Multiplica-se para obter os menores números inteiros.
1

Intersecções: 1/2, 1
Inversos: 2, 0 ,1
Índices de Miller: (201)
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Em sistemas cúbicos o plano (hkl)


é normal a direção [hkl]
1/2
85
Planos cristalográficos (cont.)

• ,1, • 1 1, • ,1/2, • 1,1,1


• 0,1,0 • 1,1,0 • 0,2,0 • 1,1,1
• (010) • (110) • (020) • (111)

Quando as
intersecções com
os eixos não são
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óbvias, deve-se
deslocar o plano ou
a origem até obter
• 1,-1, • 1,-1,1
as intersecções • 1,-1,0 • 1,-1,1
corretas. • (110) • (111)
86
Planos da Rede Hexagonal
c

a3

1 a2

-1
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a1
• , 1, -1,
Índices de Miller-Bravais • 0, 1, -1, 0
• 4 coordenadas • (0 1 1 0)
• redundância Face do prisma
87
Resumo
• Direções
 [uvw]
• Famílias de direções
 <uvw>
• Planos
 (hkl) (índices de Miller)
 Na hexagonal (hkil) (índices de Miller-Bravais)
i = - (h + k)
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• Famílias de planos
 {hkl}
88
Densidade Atômica Planar
• Análogo ao fator de empacotamento atômico, que
corresponde à densidade volumétrica de átomos,
podemos definir a densidade atômica planar
 DAP = Área Total de Átomos/Área do Plano
• Exemplo
 Calcule a DAP dos planos {100} na rede CFC
Número total de átomos = 1 + 4*1/4 = 2

Área total de átomo = 2 x Área de 1 átomo = 2 R2


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Área do Plano = a2 e 4R = a 2 => a = 2R 2

1 átomo DAP = 2 R2/a2 = 2 R2/8R2 =


1/4 de átomo
89
Densidade Atômica Linear
• Análogo à DAP podemos definir a densidade atômica
linear
 DAL = Comprimento Total de Átomos/Comprimento
de uma direção
• Exemplo
 Calcule a DAL das direções <100> na rede CFC

Comprimento total de átomos = 2 x Raio de 1 átomo = 2R

Comprimento da direção = a e 4R = a 2 => a = 2R 2


S. Paciornik – DCMM PUC-Rio

DAL = 2R/a = 2R/ 2R 2 = 1/ 2

1/2 átomo
90
Planos e Direções Compactas
• Como já vimos, as redes CFC e HC são as mais densas
do ponto de vista volumétrico.
• Por outro lado, em cada rede, existem planos e direções
com valores diferentes de DAP e DAL.
• Em cada rede, existe um certo número de planos e
direções compactos (maior valor de DAP e DAL)
 As direções compactas estão contidas em planos compactos
 Estes planos e direções serão fundamentais na deformação
S. Paciornik – DCMM PUC-Rio

plástica de materiais.
 A deformação plástica normalmente se dá através do
deslizamento de planos.
91
Sistemas de deslizamento
• O deslizamento ocorrerá mais facilmente em certos
planos e direções do que em outros.
• Em geral, o deslizamento ocorrerá paralelo a planos
compactos, que preservam sua integridade.
• Dentro de um plano de deslizamento existirão direções
preferenciais para o deslizamento.
• A combinação entre os planos e as direções forma os
sistemas de deslizamento (slip systems), característicos
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das diferentes estruturas cristalinas.


92
Sistemas de deslizamento (cont.)
 O deslizamento é mais
Plano não
provável em planos e denso
direções compactas porque Distância
nestes casos a distância que
a rede precisa se deslocar é
mínima.
 Dependendo da simetria da
estrutura, outros sistemas de Plano
denso Distância
deslizamento podem estar
presentes.
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93
Sistemas de deslizamento (cont.)
S. Paciornik – DCMM PUC-Rio

Deslizamento de um plano compacto Deslizamento de um plano não compacto


Pequeno deslizamento Pequena energia Grande deslizamento Grande energia
Mais provável Menos provável
94
Sistemas de deslizamento (cont.)
Número de
Estrutura Planos de Direções de Geometria da
Sistemas de Exemplos
Cristalina Deslizamento Deslizamento Célula Unitária
Deslizamento

-Fe, Mo,
CCC {110} <111> 6x2 = 12
W

Al, Cu,
CFC {111} <110> 4x3 = 12
-Fe, Ni

{0001} Cd, Mg, -


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HC <1120> 3
Ti, Zn

A tabela mostra os sistemas de deslizamento das 3 redes básicas. Por exemplo: Como a rede CFC tem 4
vezes mais sistemas primários que a HC, ela será muito mais dúctil.
95
Determinação da estrutura
• Pergunta básica
 Como se pode determinar experimentalmente a estrutura
cristalina de um material ?
• Uma boa resposta
 Estudar os efeitos causados pelo material sobre um feixe
de radiação.
• Qual radiação seria mais sensível à estrutura ?
 Radiação cujo comprimento de onda seja semelhante ao
espaçamento interplanar (da ordem de 0.1 nm).
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 Difração de raios-x.
96
O espectro eletromagnético
luz visível

raios-x microondas

raios gama UV infravermelho ondas de rádio

Comprimento de onda (nm)


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Como os raios-x têm comprimento de onda da ordem


da distância entre os planos atômicos, eles sofrem
difração quando são transmitidos ou refletidos por um
cristal.
97
Difração (revisão ?)
• Difração é um fenômeno de interferência

+
Interferência Construtiva

+
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Interferência Destrutiva
=
98
A lei de Bragg
Raios-X Raios-X
incidentes difratados

Planos
atômicos = distância
interplanar

Diferença de caminho dos dois raios:


AB + BC = 2AB = 2d sen
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d Condição para interferência construtiva


2d sen = n
A C onde n é um número inteiro e
é o comprimento de onda do raio-x
B
99

Um outro conjunto de planos terá um outro espaçamento interplanar d’, e formará um outro
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ângulo ’, com os raios-X incidentes. Em geral, para esta nova condição satisfazer a lei de
Bragg, precisaremos de outro comprimento de onda ou outro ângulo de difração.
100
Métodos de difração de raios-X
 Laue
 Uma amostra mono-cristalina é exposta a raios-X com vários comprimentos de
onda (poli-cromático).
 A lei de Bragg é satisfeita por diferentes conjuntos de planos, para diferentes
comprimentos de onda.
 Para cada condição satisfeita, haverá uma forte intensidade difratada em um
dado ângulo.

Filme ou detetor

Colimador 180°-2
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Mono-cristal
Fonte de
raios-X
policromático
101
Métodos de difração de raios-X
 Difratômetro (ou método do pó)
 Uma amostra poli-cristalina é exposta a raios-X monocromático. O
ângulo de incidência varia continuamente.
 Para certos ângulos, a Lei de Bragg é satisfeita para algum plano de
algum dos mono-cristais, em orientação aleatória.

Colimador Colimador

Detetor
Fonte de
raios-X
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monocromático

Amostra
policristalina
(pó)
102

• Ex: Espectro de difração para Al

= 0.1542 nm (CuK )
Intensidade (u.a)

Ângulo (2 )
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Uma amostra desconhecida é analisada e seus picos comparados com


os de materiais conhecidos e tabelados, permitindo assim a
identificação do material.
103
A lei de Bragg (cont.)
• A lei de Bragg relaciona quatro variáveis:
 2d sen = n
 - o comprimento de onda dos raios-X
– pode assumir apenas um valor (monocromático)
– pode assumir muitos valores - raios-X “brancos” (policromáticos)
 d - o espaçamento entre os planos
– pode assumir diferentes valores, em função do conjunto de planos que
difrata o feixe de raios-X
 - o ângulo de incidência dos raios-X
– pode variar continuamente dentro de uma faixa
– pode variar aleatoriamente em função da posição relativa dos diversos
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mono-cristais que formam uma amostra poli-cristalina


 n - a ordem da difração
104

O CRISTAL REAL

Defeitos na Estrutura Cristalina


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105
Defeitos na Estrutura Cristalina
• Os cristais descritos até agora são todos ideais ou seja,
não possuem defeitos.
• Os cristais reais apresentam inúmeros defeitos, que são
classificados por sua “dimensionalidade”.
 Defeitos Pontuais (dimensão zero)
 Vacâncias
 Impurezas intersticiais e substitucionais
 Defeitos Lineares (dimensão um)
 Discordâncias (dislocations)
 Defeitos Planares (dimensão dois)
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 Interfaces e fronteiras de grão


 Defeitos Volumétricos (dimensão três)
 Vazios, fraturas, inclusões e outras fases.
106
Defeitos Pontuais
• Devido à agitação térmica, os átomos de um cristal real
estão sempre vibrando.
• Quanto maior a energia térmica (ou temperatura),
maior será a chance de átomos sairem de suas
posições, deixando um vazio (vacância) em seu lugar.
• Por outro lado, dentro da rede cristalina existem
inúmeros interstícios, espaços vazios entre os átomos,
nos quais é possível alojar outros átomos.
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• Finalmente, é praticamente impossível obter um


material infinitamente puro. Sempre haverá impurezas
presentes na rede cristalina.
107
Visualização de Defeitos Pontuais

Impureza
Auto-intersticial
átomo da própria
Intersticial
rede ocupando um átomo diferente
interstício ocupando um
interstício
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Impureza Vacância
Substitucional ausência de
átomo diferente átomo
ocupando uma
vacância
108
Concentração de defeitos
• Para formar defeitos é necessário dispor de energia.
• Normalmente esta energia é dada na forma de energia
térmica. Isto quer dizer que quanto maior a temperatura,
maior será a concentração de defeitos.
• Para muitos tipos de defeitos vale o seguinte:
ND QD
CD exp
N kT
 onde CD é a concentração de defeitos
 QD é a energia de ativação para o defeito
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 k é a constante de Boltzmann
 T é a temperatura absoluta em Kelvin
109
Conc. de defeitos (cont.)
• Ex: Concentração de vacâncias em cobre a 200ºC e a
1080ºC (Tf = 1084ºC)
 Dados: QD = 0.9 eV/atom (1 elétron-volt = 1.6 x 10-19 J)
k = 8.62 x 10-5 eV/atom-K

 T1 = 200 + 273 = 473 K


CD = exp (-0.9 / 8.62 x 10-5 x473) = 2.59 x10-10

 T2 = 1080 + 273 = 1353 K


CD = exp (-0.9 / 8.62 x 10-5 x1353) = 0.445 x10-3
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ou 1/2 vacância para cada 1000 átomos no volume


ou 1/2 vacância para cada 10 átomos em cada direção.
110
O Gráfico de Arrhenius
• Gráfico de CD versus T

CD ln(CD)

QD = k tan( )

ND QD
CD exp QD 1
N kT ln CD .
k T
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T 1/T
A partir de um gráfico experimental de
ln(CD) versus 1/T é possível determinar a
energia de ativação.
111
Impurezas
• Impurezas poderão assumir dois tipos de posição na rede
cristalina de outro material
 Interstícios - espaços vazios na rede – impureza intersticial
 Substituindo um átomo do material – impureza substitucional
• Impureza intersticial - um exemplo fundamental
 Carbono em -Ferro (aço)
Rint = a/2 - RFe a = 4RFe/ 3
RFe = 0.124 nm Rint = 0.0192 nm

Átomo de Carbono Mas RC = 0.077 nm =>


ocupando um interstício RC / Rint = 4.01
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na estrutura ccc do Ou seja, o C está altamente


Ferro comprimido nesta posição, o que
implica em baixissima solubilidade
(< 0.022 at % )
112
Soluções Sólidas
• A presença de impurezas substitucionais gera uma
mistura entre os átomos das impurezas e os do
material, gerando uma solução sólida.

Álcool
Água
Solução
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Líquida
Mistura a nível
molecular = Solvente

= Soluto
113
As regras de Hume-Rothery
• Para que haja total miscibilidade entre dois metais, é
preciso que eles satisfaçam as seguintes condições
 Seus raios atômicos não difiram de mais de 15%
 Tenham a mesma estrutura cristalina
 Tenham eletronegatividades similares
 Tenham a mesma valência
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114
Difusão
• Como já vimos, devido à presença de vacâncias e
interstícios, é possível haver movimento de átomos de
um material dentro de outro material.
Cu Ni Cu Solução Ni
Tempo

Temperatura

Concentração (%)
Concentração (%)

100 100
Demo
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0 0
Posição Posição
115
As leis de Fick
• 1ª Lei
 O fluxo da impureza na direção x é proporcional ao gradiente
de concentração nesta direção.
c
Jx D
x
Jx = Fluxo de átomos através
da área A [átomos/m2.s]
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D = coeficiente de difusão ou
difusividade [m2/s]
116
Difusão em Estado Estacionário
• Estado estacionário => J constante no tempo
 Ex: Difusão de átomos de um gás através de uma placa
metálica, com a concentração dos dois lados mantida
constante.
c Cb Ca
Jx D D
x xb xa
Ca

J
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Cb

Ca Cb xa xb
Posição x
117
Exemplo
• Exemplo 5.1 (Callister) - Calcular J para :
 Uma placa de ferro exposta a uma atmosfera rica em carbono de um
lado, e pobre do outro.
 Temperatura de 700ºC
 Concentração de carbono
 1.2 kg/m3 a uma profundidade de 5 mm
 0.8 kg/m3 a uma profundidade de 10 mm
 Difusividade = 3 x 10-11 m2/s

C Ca (1.2 0.8)kg / m 3
 Jx D b (3 10 11 2
m / s)
xb xa 5 10 3 10 2 m
2.4 10 9 kg / m 2 .s
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Jx
118
As Leis de Fick (cont.)
• 2ª Lei
 A taxa de variação da concentração com o tempo, é igual ao gradiente
do fluxo
cx cx
D
t x x
 Se a difusividade não depende de x
2
cx cx
D
t x2

 Esta equação diferencial de segunda ordem só pode ser resolvida se


forem fornecidas as condições de fronteira.
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119
Exemplo
• Sólido muito comprido (“semi-infinito”) em cuja superfície se
mantém uma impureza com concentração constante.

 Condições de contorno
 t = 0 => C = C0 , 0 x

 t > 0 => C = Cs , x = 0 (concentração constante na superfície)


C = C0 , x =
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0 t=0 x
120
Exemplo (cont.)
 A solução da equação diferencial com estas condições de contorno é
Cx C0 x
1 erf
Cs C0 2 Dt
 onde Cx é a concentração a uma profundidade x depois de um tempo t
e
 onde erf(x/2 Dt) é a função erro da Gaussiana
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0 t>0 x
121
Exemplo (cont.)
• Função erf(z)
Cx

Cx C0 x
Cs 1 erf
Cs C0 2 Dt
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C0

x
122
Aplicação - Carbonetação
•Exemplo 5.2 - Callister
 É possível endurecer uma camada superficial de uma peça de aço através da difusão de
carbono. Isto é obtido expondo a peça a uma atmosfera rica em hidrocarbonetos (ex.
CH4) a alta temperatura.
 Dados: Concentração inicial de C no aço C0 = 0.25wt%
Concentração na superfície (constante) Cs = 1.20wt%
Temperatura T=950ºC => D= 1.6 x 10-11 m2/s
 Pergunta: Quanto tempo é preciso para atingir uma concentração de 0.80wt% a uma
profundidade de 0.5mm ?

Cx C0 0.80 0.25 5 10 4 m
1 erf
Cs C0 1.20 0.25 2 (1.6 10 11 m2 / s t
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1
62.5s 2
0.4210 erf
t
123
Carbonetação (cont.)
 Para determinar t deve-se consultar a tabela de erf(z) e interpolar para o
valor 0.4210 Camada
– z = 0.35 => erf(z) = 0.3794 carbonetada
– z=? => erf(z) = 0.4210
– z = 0.40 => erf(z) = 0.4284
– Obtém-se z = 0.392
Assim
– 0.392 = 62.5/ t
– t = 25400 s = 7.1 h

Ou seja, após 7 horas, a uma


temperatura de 950ºC e uma
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concentração externa constante de


1.2wt%, obtém-se uma concentração de
0.8wt% de Carbono a uma
profundidade de 0.5mm.
124
Mecanismos de difusão
• Pode haver difusão de átomos do próprio material, auto-
difusão, ou de impurezas, interdifusão.
• Ambas podem ocorrer através da ocupação do espaço
vazio deixado por vacâncias.
• A interdifusão também pode ocorrer através da ocupação
de interstícios. Este mecanismo é mais veloz porque os
átomos das impurezas são menores e existem mais
interstícios do que vacâncias.
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• Tudo isto indica uma dependência da difusão com o tipo


de impureza, o tipo de material e a temperatura.
125
Fatores que influenciam a difusão
• Tipo de impureza, tipo de material (matriz), temperatura
Tipo de D0 Qd Temperatura Difusividade
Impureza Matriz
Difusão (m2/s) (eV/átomo) (oC) (m2/s)
-Fe 500 3,0 x 10-21
Substitucional 2,8 x 10-4 2,60
(CCC) 900 1,8 x 10-15
Fe
-Fe Substitucional 900 1,1 x 10-17
5,0 x 10-5 2,94
(CFC) 1100 7,8 x 10-16
-Fe 500 2,4 x 10-12
Intersticial 6,2 x 10-7 0,83
(CCC) 900 1,7 x 10-10
C
-Fe 900 5,9 x 10-12
Intersticial 2,3 x 10-5 1,53
(CFC) 1100 5,3 x 10-11
Cu Cu Substitucional 7,8 x 10-5 2,19 500 4,2 x 10-19
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Zn Cu Substitucional 2,4 x 10-5 1,96 500 4,0 x 10-18


Al Al Substitucional 2,3 x 10-4 1,49 500 4,2 x 10-14
Cu Al Substitucional 6,5 x 10-5 1,41 500 4,1 x 10-14
Mg Al Substitucional 1,2 x 10-4 1,35 500 1,9 x 10-13
Cu Ni Substitucional 2,7 x 10-5 2,65 500 1,3 x 10-22
126
Fatores que influenciam a difusão
• Temperatura
 Como os mecanismos satisfazem um gráfico de Arrhenius,
a difusividade terá a mesma dependência com a
temperatura.
Qd Qd 1
D D0 exp ln D ln D0 .
RT R T

 onde D0 é uma constante independente de T


Qd é a energia de ativação para difusão (J/mol, eV/átomo)
R é a constante universal dos gases perfeitos
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(8.31 J/mol.K, 8.62 x 10-5 eV/átomo.K)


T é a temperatura em K
127
Gráficos de Arrhenius para D
Temperatura, °C

Difusividade (m2/s)

C em Fe cfc
Cu em Al

Zn em Cu
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Ni em Fe cfc

Temperatura, 1000/K
128
Discordâncias
• São defeitos lineares. Existe uma linha separando a
seção perfeita, da seção deformada do material.
• São responsáveis pelo comportamento mecânico dos
materiais quando submetidos a cisalhamento.
• São responsáveis pelo fato de que os metais são cerca
de 10 vezes mais “moles” do que deveriam.
• Existem dois tipos fundamentais de discordâncias:
 Discordância em linha (edge dislocation)
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 Discordância em hélice (screw dislocation)


129
Discordância em linha
Discordância em planos (111) em ZrO2
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A discordância em linha corresponde à


borda (edge) do plano extra.
130
O circuito e o vetor de Burgers
Cristal c/
Cristal Perfeito discordância em linha
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O circuito se fecha. O circuito não se fecha. O vetor necessário para


fechar o circuito é o vetor de Burgers, b, que
caracteriza a discordância.
Neste caso b é perpendicular à discordância
131
Discordância em Hélice
Discordância

Neste caso o vetor de


Burgers é paralelo à
discordância.

Uma boa analogia para o


efeito deste tipo de
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discordância é
“rasgar a lista telefônica”
Vetor de Burgers, b
132
Discordância mista

Linha da discordância

O vetor de Burgers mantém uma


direção fixa no espaço.
Na extremidade inferior esquerda, onde
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a discordância é pura hélice, b é


paralelo a discordância.
Na extremidade superior direita, onde a
discordância é pura linha, b é
perpendicular a discordância.
133
Discordâncias e deformação mecânica
• Uma das maneiras de representar o que acontece
quando um material se deforma é imaginar o
deslizamento de um plano atômico em relação a outro
plano adjacente.

Plano de Rompimento de diversas


deslizamento
ligações atômicas
(slip plane)
simultaneamente.
Animação
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Baseado nesta representação, é


possível fazer uma estimativa teórica
da tensão cisalhante crítica.
134
Discordâncias e def. mec. (cont.)
 A tensão cisalhante crítica é o valor mínimo, acima do qual
o cristal começa a cisalhar.
 No entanto, os valores teóricos são muito maiores do que
os valores obtidos experimentalmente.
 Esta discrepância só foi entendida quando se descobriu a
presença das discordâncias.
 As discordâncias reduzem a tensão necessária para
cisalhamento, ao introduzir um processo sequencial, e não
simultâneo, para o rompimento das ligações atômicas no
S. Paciornik – DCMM PUC-Rio

plano de deslizamento.
135
Discordâncias e def. mec. (cont.)
1 2 3
tensão cisalhante

tensão cisalhante

Animação
4 5 6
tensão cisalhante
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tensão cisalhante
136
Discordâncias e def. mec. (cont.)

Linha:
mov. na
direção
da tensão

O efeito final
Direção do é o mesmo.
movimento
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Hélice:
mov. normal à
direção da tensão.
137
Fronteiras de grão e interfaces
• Um material poli-cristalino é formado por muitos
mono-cristais em orientações diferentes.
• A fronteira entre os monocristais é uma parede, que
corresponde a um defeito bi-dimensional.

Cristal 1

Fronteira
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Cristal 2

Fronteira entre dois cristais de TiO2


138
Ilustrações

Amostra policristalina de zircônio


em luz polarizada ( 350x )
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Formação de grãos durante a


solidificação
Formação de contornos de grãos
139
Ilustrações (cont.)
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Corrosão intergranular em aço. Fratura intergranular com corrosão,


Neste caso os cortornos de grãos são observada em MEV. A superfície da
atacados a ponto de permitir que os fratura acompanha os contornos de grão.
grãos se destaquem uns dos outros. As superfícies dos grãos, que neste caso
são facetadas, ficam bem definidas
140
Graus de Liberdade
Eixo de
Eixo de
torção
inclinação

contorno
contorno
contorno

Eixo de
inclinação Plano de simetria
Plano de simetria
contorno

Eixo de
rotação
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contorno

Eixo de inclinação Eixo de


e de rotação inclinação

Os cinco graus de liberdade de um cortorno de grão


141
Fronteira de baixo ângulo
 Fronteira em que ocorre
apenas uma rotação em
relação a um eixo contido
no plano da interface (tilt
boundaries).
 O ângulo de rotação é
pequeno (< 15º).
 Pode ser representada por
uma sequência de
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discordâncias em linha.
142
Macla (twin)
• Fronteira de alta simetria onde um grão é o espelho do
outro.

Plano de
macla (twin Formadas pela
plane) aplicação de
tensão mecânica
ou em tratamentos
térmicos de
recozimento
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(annealing)
143
Outras fronteiras
• Fronteira de grande ângulo
 Fronteira de rotação com ângulos maiores do que 15º
 Mais difícil de interpretar (unidades estruturais).
• Falha de empilhamento:
 cfc - deveria ser ...ABCABC... e vira ...ABCBCA...
 hc - deveria ser ...ABABAB... e vira ...ABBABA...
• Fronteiras magnéticas ou parede de spin
 Em materiais magnéticos, separam regiões com
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orientações de magnetização diferentes.


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PROPRIEDADES MECÂNICAS
144
145
Propriedades Mecânicas de Metais
• Como os metais são materiais estruturais, o
conhecimento de suas propriedades mecânicas é
fundamental para sua aplicação.
• Um grande número de propriedades pode ser derivado
de um único tipo de experimento, o teste de tração.
• Neste tipo de teste um material é tracionado e se
deforma até fraturar. Mede-se o valor da força e do
elongamento a cada instante, e gera-se uma curva
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tensão-deformação.
146
Curva Tensão-Deformação
100

Carga (103N)
Célula de Carga
50

0
Gage 0 1 2 3 4 5
Amostra Elongamento (mm)
Length Vídeos 500
Normalização para

(MPa)
eliminar influência da
geometria da amostra

250
Tensão,
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0
Tração 0 0.02 0.04 0.05 0.08 0.10
Deformação, (mm/mm)
147

Curva Tensão-Deformação (cont.)


• Normalização
 = P/A0 onde P é a carga e A0 é a seção reta da amostra
 = (L-L0)/L0 onde L é o comprimento para uma dada carga e L0 é o
comprimento original
• A curva - pode ser dividida em duas regiões.
 Região elástica
 é proporcional a => =E. E=módulo de Young
 A deformação é reversível.
 Ligações atômicas são alongadas mas não se rompem.
 Região plástica
 não é linearmente proporcional a .
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 A deformação é quase toda não reversível.


 Ligações atômicas são alongadas e se rompem.
148
Curva Tensão-Deformação (cont.)
Elástica
500 Limite de escoamento

y
Plástica
(MPa)

250
Tensão,

fratura

0
0 0.02 0.04 0.05 0.08 0.10 0
0.002 0.004 0.005 0.008 0.010
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Deformação, (mm/mm) Deformação, (mm/mm)


Como não existe um limite claro entre as regiões
O Módulo de Young, E, (ou módulo de
elasticidade) é dado pela derivada da curva elástica e plástica, define-se o Limite de
escoamento, como a tensão que, após liberada,
na região linear.
causa uma pequena deformação residual de 0.2%.
149
Cisalhamento
• Uma tensão cisalhante causa uma deformação
cisalhante, de forma análoga a uma tração.
 Tensão cisalhante
 = F/A0
 onde A0 é a área paralela à
aplicação da força.
 Deformação cisalhante
 = tan = y/z0
 onde é o ângulo de
deformação
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• Módulo de cisalhamento G
 =G
150
Coeficiente de Poisson
• Quando ocorre elongamento ao longo de
uma direção, ocorre contração no plano
perpendicular.
• A Relação entre as deformações é dada
pelo coeficiente de Poisson .
 = - x/ z = - y/ z
 o sinal de menos apenas indica que uma
extensão gera uma contração e vice-versa
 Os valores de para diversos metais estão
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entre 0.25 e 0.35.


• E = 2G(1 + )
151
Estricção e limite de resistência

Limite de
resistência
( R)
Tensão,

estricção

A partir do limite de
resistência começa a ocorrer
um estricção no corpo de
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prova. A tensão se concentra


nesta região, levando à
fratura.

Deformação,
152
Ductilidade
• Ductilidade é uma medida da extensão da deformação que
ocorre até a fratura.
• Ductilidade pode ser definida como
 Elongamento percentual %EL = 100 x (Lf - L0)/L0
 onde Lf é o elongamento na fratura
 uma fração substancial da deformação se concentra na estricção, o que faz com
que %EL dependa do comprimento do corpo de prova. Assim o valor de L0 deve
ser citado.
 Redução de área percentual %AR = 100 x(A0 - Af)/A0
 onde A0 e Af se referem à área da seção reta original e na fratura.
 Independente de A0 e L0 e em geral de EL%
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153
Resiliência
• Resiliência é a capacidade que o material possui de absorver
energia elástica sob tração e devolvê-la quando relaxado.
 Área sob a curva dada pelo limite de escoamento ( y) e pela
deformação no escoamento ( y) .
 Módulo de resiliência
y

Ur d
0

 Na região linear y
2
y
y y
y E y
Ur d
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0
2 2 2E
 Assim, materiais de alta resiliência possuem alto limite de escoamento e
baixo módulo de elasticidade.
 Estes materiais seriam ideais para uso em molas.
154
Curva para Cobre Recozido

Tensão (MPa)

Elongamento (mm)
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155
Curva para Cobre Endurecido a Frio

Tensão (MPa)

Elongamento (mm)
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156
Comparação

Recozido
Endurecido a frio
Tensão (MPa)

Elongamento (mm)
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157
Tenacidade
• Tenacidade (toughness) é a capacidade que o material
possui de absorver energia mecânica até a fratura.
 área sob a curva até a fratura.

Mais frágil, mais resistente, O material mais frágil tem


menos tenaz maior limite de escoamento e
Mais dúctil, menos resistente,
maior limite de resistência.
Tensão (MPa)

mais tenaz No entanto, tem menor


tenacidade devido à falta de
ductilidade (a área sob a
curva correspondente é muito
menor).
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Elongamento (mm)
158

Resumo da curva - e propriedades


 Região elástica (deformação reversível) e região plástica (deformação
quase toda irreversível).
 Módulo de Young ou módulo de elasticidade => derivada da curva na
região elástica (linear).
 Limite de escoamento (yield strength) => define a transição entre
região elástica e plástica => tensão que, liberada, gera uma deformação
residual de 0.2%.
 Limite de resistência (tensile strength) => tensão máxima na curva
de engenharia.
 Ductilidade => medida da deformabilidade do material
 Resiliência => medida da capacidade de absorver e devolver energia
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mecânica => área sob a região linear.


 Tenacidade (toughness) => medida da capacidade de absorver energia
mecânica até a fratura=> área sob a curva até a fratura.
159
A curva - real
 A curva obtida
experimentalmente é denominada fratura
curva -e de engenharia.
 Esta curva passa por um máximo de
tensão, parecendo indicar que, a partir curva real
deste valor, o material se torna mais
fraco, o que não é verdade.
 Isto, na verdade, é uma consequência da Curva -e de engenharia
estricção, que concentra o esforço numa
área menor. fratura
 Pode-se corrigir este efeito levando
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em conta a diminuição de área,


gerando assim a curva real.
160
Sistemas de deslizamento (rev.)
Número de
Estrutura Planos de Direções de Geometria da
Sistemas de Exemplos
Cristalina Deslizamento Deslizamento Célula Unitária
Deslizamento

{110} 6x2 = 12
-Fe, Mo,
CCC {211} <111> 12
W
{321} 24

Al, Cu,
CFC {111} <110> 4x3 = 12
-Fe, Ni

{0001}
3
{1010} Cd, Mg, -
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HC <1120> 3
{1011} Ti, Zn
6

A tabela mostra os sistemas de deslizamento das 3 redes básicas. Em vermelho aparecem os sistemas
principais. Em cinza aparecem os secundários. Por exemplo: Como a rede CFC tem 4 vezes mais
sistemas primários que a HC, ela será muito mais dúctil.
161
Deslizamento em mono-cristais
• A aplicação de tração ou compressão uniaxais trará
componentes de cisalhamento em planos e direções
que não sejam paralelos ou normais ao eixo de
aplicação da tensão.
• Isto explica a relação entre a curva - e a resposta
mecânica de discordâncias, que só se movem sob a
aplicação de tensões cisalhantes.
• Para estabelecer numericamente a relação entre tração
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(ou compressão) e tensão cisalhante, deve-se projetar a


tração (ou compressão) no plano e direção de
deslizamento.
162
Tensão cisalhante resolvida
F  O sistema de deslizamento que sofrer a
Plano de maior R, será o primeiro a operar.
deslizamento  A deformação plástica começa a ocorrer
Direção de quando a tração excede a tensão
deslizamento cisalhante resolvida crítica (CRSS -
critical resolved shear stress).

R = cos cos
onde vídeo
= F/A
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Mecanismo de deformação
plástica a partir de acúmulo de
F deslizamentos
163
Deformação plástica em materiais policristalinos
• A deformação em materiais
policristalinos é mais complexa
porque diferentes grãos estarão
orientados diferentemente em
relação a direção de aplicação
da tensão.
• Além disso, os grãos estão
unidos por fronteiras de grão
que se mantém íntegras, o que
coloca mais restrições a
deformação de cada grão.
• Materiais policristalinos são
mais resistentes do que seus
mono-cristais, exigindo maiores
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tensões para gerar deformação Material policristalino antes


plástica. Material policristalino após e após deformação plástica,
deformação plástica, mostrando mostrando mudança na
planos de deslizamento em forma dos cristais.
diferentes direções
164
Mecanismos de Aumento de Resistência
• A deformação plástica depende diretamente do
movimento das discordâncias. Quanto maior a
facilidade de movimento, menos resistente é o
material.
• Para aumentar a resistência, procura-se restringir o
movimento das discordâncias. Os mecanismos básicos
para isso são:
 Redução de tamanho de grão
 Solução sólida
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 Deformação a frio (encruamento, trabalho a frio, strain


hardening, cold working)
165
Redução de tamanho de grão
• As fronteiras de grão funcionam como barreiras para o
movimento de discordâncias. Isto porque
 Ao passar de um grão com uma certa orientação para outro
com orientação muito diferente (fronteiras de alto ângulo) a
discordância tem que mudar de direção, o que envolve muitas
distorções locais na rede cristalina.
 A fronteira é uma região desordenada, o que faz com que os
planos de deslizamento sofram discontinuidades.
• Como um material com grãos menores tem mais
S. Paciornik – DCMM PUC-Rio

fronteiras de grão, ele será mais resistente.


166
Redução de tamanho de grão (cont.)
• Para muitos materiais, é
possível encontrar uma
d (mm)
relação entre o limite de
escoamento, y, e o tamanho

Limite de escoamento (kpsi)

Limite de escoamento (MPa)


médio de grão, d.
 y = 0 + kyd-1/2
 onde 0 e ky são constantes Latão
para um dado material (70Cu-30Zn)
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d-1/2 (mm-1/2)
167
Solução sólida
• Nesta técnica, a presença de impurezas substitucionais
ou intersticiais leva a um aumento da resistência do
material. Metais ultra puros são sempre mais macios e
fracos do que suas ligas.

Limite de resistência (MPa)


Limite de resistência (kpsi)

Liga Cu-Zn
S. Paciornik – DCMM PUC-Rio

Concentração de Zn (%)
168
Deformação a frio
• O aumento de resistência por deformação mecânica
(strain hardening) ocorre porque
 o número de discordâncias aumenta com a deformação
 isto causa maior interação entre as discordâncias
 o que, por sua vez, dificulta o movimento das
discordâncias, aumentando a resistência.
• Como este tipo de deformação se dá a temperaturas
muito abaixo da temperatura de fusão, costuma-se
denominar este método deformação a frio (cold work).
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169
Deformação a frio (cont.)
%CW=100x(A0-Ad)/A0

Aço 1040
Limite de escoamento (kpsi)

Limite de escoamento (MPa)

Ductilidade (%EL)
Latão
Latão

Cobre

Cobre
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Aço
1040

% Trabalho a frio (%CW) % Trabalho a frio (%CW)


170
Recuperação,Recristalização
e Crescimento de Grão
• Como já vimos, a deformação plástica de materiais a baixas temperaturas
causa mudanças microestruturais e de propriedades.
• Estes efeitos podem ser revertidos, e as propriedades restauradas, através
de tratamentos térmicos a altas temperaturas.
• Os três processos básicos para que isto ocorra são
 Recuperação - uma parte das deformações acumuladas é eliminada através do
movimento de discordâncias, facilitado por maior difusão a altas temperaturas.
 Recristalização - formação de novos grãos, não deformados, que crescem até
substituir completamente o material original.
 Crescimento de grão
S. Paciornik – DCMM PUC-Rio
171
Recristalização e Crescimento de Grão
Latão 33%CW 3 segundos a 580ºC 4 segundos a 580ºC
deformado a frio início da recristalização avanço da recristalização

8 segundos a 580ºC 15 minutos a 580ºC 10 minutos a 700ºC


recristalização completa crescimento de grão maior crescimento de grão
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172
Recristalização (cont.)
Temperatura de recristalização: é a
temperatura para a qual ocorre
recristalização total após uma hora de
Latão tratamento térmico. Tipicamente entre
1 hora 1/3 e 1/2 da temperatura de fusão.

No caso do latão do gráfico ao lado


Trec=475ºC e Tf=900ºC

Neste gráfico também é possível


obervar o crescimento de grão em
função da temperatura.
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Falta analisar o crescimento de grão


em função do tempo.
173
Crescimento de grão
• Como os contornos de grão são regiões deformadas do
material, existe uma energia mecânica associada a eles.
• O crescimento de grãos ocorre porque desta forma a
área total de contornos se reduz, reduzindo a energia
mecânica associada.
• No crescimento de grão, grãos grandes crescem às
expensas de grãos pequenos que diminuem. Desta
forma o tamanho médio de grão aumenta com o tempo.
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174
Crescimento de grão (cont.)
• Para muitos materiais poli-
cristalinos vale a seguinte
relação para o diâmetro
médio de grão d, em
função do tempo t.
 dn - d0n =Kt
 onde d0 é o diâmetro
original (t=0)
 K e n são constantes e em
geral n 2 Diâmetro de grão (mm)
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Tempo (min)
175
Fratura
• O processo de fratura é normalmente súbito e
catastrófico, podendo gerar grandes acidentes.

• Envolve duas etapas: formação de trinca e propagação.


S. Paciornik – DCMM PUC-Rio

• Pode assumir dois modos: dúctil e frágil.


176
Fratura dúctil e frágil
• Fratura dúctil
 A material se deforma substancialmente antes de fraturar.
 O processo se desenvolve de forma relativamente lenta a medida
que a trinca propaga.
 Este tipo de trinca é denominado estável porque ela para de se
propagar a menos que haja uma aumento da tensão aplicada no
material
 Gera uma superfície de fratura com a estrutura “copo e cone”,
indicando grande estricção e deslizamento de planos a 45º.
S. Paciornik – DCMM PUC-Rio
177
Fratura dúctil e frágil (cont.)
• Fratura frágil
 O material se deforma pouco, antes de fraturar.
 O processo de propagação de trinca pode ser muito veloz, gerando
situações catastróficas.
 A partir de um certo ponto, a trinca é dita instável porque se
propagará mesmo sem aumento da tensão aplicada sobre o material.
 A superfície de fratura é plana e não aparece estricção.
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178
Transição dúctil-frágil
• A ductilidade dos materiais é função da temperatura e
da presença de impurezas.
• Materiais dúcteis se tornam frágeis a temperaturas mais
baixas. Isto pode gerar situações desastrosas caso a
temperatura de teste do material não corresponda a
temperatura efetiva de trabalho.
 Ex: Os navios tipo Liberty, da época da 2ª Guerra, que
literalmente quebraram ao meio. Eles eram fabricados de
aço com baixa concentração de carbono, que se tornou
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frágil em contato com as águas frias do mar.


179
Teste de impacto (Charpy)
• Um martelo cai como um
pêndulo e bate na amostra,
que fratura.
• A energia necessária para
fraturar, a energia de
impacto, é obtida
diretamente da diferença Posição
Martelo
entre altura final e altura inicial
inicial do martelo.
 Materiais dúcteis se Posição
deformam muito e final Amostra h
absorvem muita energia
do martelo.
S. Paciornik – DCMM PUC-Rio

h’
 Materiais frágeis se
deformam pouco e
absorvem pouca energia
do martelo
180
Transição dúctil-frágil (cont.)
Fratura dúctil
Energia de Impacto (J)

Temperatura (ºC) Temperatura (ºC)


S. Paciornik – DCMM PUC-Rio

Aços com diferentes Aços com diferentes


concentrações de carbono concentrações de manganês
181
Fadiga
• Fadiga é um tipo de falha que ocorre em materiais
sujeitos à tensão que varia no tempo.
• A falha pode ocorrer a níveis de tensão
substancialmente mais baixos do que o limite de
resistência do material.
• É responsável por 90% de todas as falhas de metais,
afetando também polímeros e cerâmicas.
• Ocorre subitamente e sem aviso prévio.
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• A falha por fadiga é do tipo frágil, com muito pouca


deformação plástica.
182
Teste de fadiga
Limite de resistência
Tensão

fratura

Tempo

motor
junta contador
amostra flexível
S. Paciornik – DCMM PUC-Rio

carga carga
183
A curva S-N
• A curva Stress-Number of cycles é um gráfico que
relaciona o número de ciclos até a fratura com a tensão
aplicada. Quanto menor a tensão, maior é o número de ciclos
que o material tolera.
Ligas ferrosas normalmente possuem um limite de
fadiga. Para tensões abaixo deste valor o material
não apresenta fadiga.
Tensão,S (MPa)

Limite de fadiga
Ligas não ferrosas não possuem um (35 a 60%) do
S1 limite de fadiga. A fadiga sempre ocorre limite de
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mesmo para tensões baixas e grande resistência (T.S.)


Vida de fadiga a
número de ciclos.
uma tensão S1

Número de ciclos até a fratura, N


184

Fatores que afetam a vida de fadiga


• Nível médio de tensão
 Quanto maior o valor médio da tensão, menor é a vida.
• Efeitos de superfície
 A maior parte das trincas que iniciam o processo de falha se origina
na superfície do material. Isto implica que as condições da superfície
afetam fortemente a vida de fadiga.
 Projeto da superfície: evitando cantos vivos.
 Tratamento da superfície:
 Eliminar arranhões ou marcas através de polimento.
 Tratar a superfície para gerar camadas mais duras (carbonetação) e que geram
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tensões compressivas que compensam parcialmente a tensão externa.


185
Fluência
• Fluência é a deformação
plástica crescente que ocorre
em materiais sujeitos a tensões
constantes, a temperaturas
elevadas.
Forno
 Turbinas de jatos, geradores a
vapor.
 É muitas vezes o fator limitante
na vida útil da peça.
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 Se torna importante, para metais,


a temperaturas 0.4Tf
Carga constante
186
Curva de fluência
Na região primária o material
encrua, tornando-se mais rígido,
Terciária
vida de ruptura e a taxa de crescimento da
deformação com o tempo
diminui.
Secundária
Na região secundária a taxa de
crescimento é constante (estado
Primária estacionário), devido a uma
competição entre encruamento e
recuperação.

Na região terciária ocorre uma


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aceleração da deformação
Deformação instantânea causada por mudanças
(elástica) microestruturais tais como
rompimento das fronteiras de
Tempo
grão.
187

Influência da temperatura e tensão


• As curvas de fluência variam em função da
temperatura de trabalho e da tensão aplicada.
 A taxa de estado estacionário aumenta
Temperatura aumentando Tensão aumentando
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Tempo Tempo
188

Influência da tensão
• Relação entre e a taxa de fluência estacionária
  K1
n

 ln  ln K1 n ln
 onde K1 e n são constantes do material

Tensão (MPa)
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Taxa de fluência estacionária (%/1000 h)


189
Influência da temperatura
• Relação entre T e a taxa

Taxa de fluência estacionária (%/1000 h)


de fluência estacionária
Qc
 
n
K2 exp
RT

 onde K2 e n são
constantes do material

 Qc é a energia de
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ativação para fluência


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DIAGRAMAS DE FASE
190
191
Diagramas de fase
• Diagramas de fase são mapas que permitem prever a
microestrutura de um material em função da temperatura
e composição de cada componente.
• Fase é uma porção homogênea do material que tem
propriedades físicas ou químicas uniformes:
 Ex: Mistura água/gelo - duas fases
 Quimicamente idênticas - H2O
 Fisicamente distintas - líquida/sólida
 Ex: Mistura água/açúcar com açúcar precipitado - duas
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 Quimicamente distintas - solução H2O/açúcar e açúcar puro


 Fisicamente distintas - solução em fase líquida e fase sólida
192
Limite de solubilidade
• Corresponde a concentração máxima que se pode
atingir de um soluto dentro de um solvente.
• O limite de solubilidade depende da temperatura. Em
geral, cresce com a temperatura.

100
Temperatura (ºC)

80 Limite de
Solução líquida solubilidade
60
(água açucarada)
40
Solução líquida
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20 + açúcar sólido

0
0 25 50 75 100 Açúcar
100 75 50 25 0 Água
Composição (wt%)
193
Diagramas binários
Linha
liquidus Ponto A Ponto B
60% Ni 35% Ni
L = Líquido 1100ºC 1250ºC
Linha
B
solidus
+L
Temperatura (ºC)

= alfa
B
1250ºC
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30 40 50

Composição (wt% Ni) CL C0 C


194
Interpretação dos diagramas
• Fases presentes
 Para uma coordenada qualquer do diagrama, verifica-se quais fases
estão presentes
 Ponto A => apenas fase alfa
 Ponto B => fase alfa e fase líquida
• Composição de cada fase
 Para uma coordenada qualquer do diagrama, verifica-se quantas fases
existem
 Uma fase => trivial => composição lida direto do gráfico.
 Duas fases => Usa-se o método da linha de conexão (tie-line)
– A tie-line se extende de uma fronteira a outra
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– Marca-se as intersecções entre a tie-line e as fronteiras e verifica-se as concentrações


correspondentes no eixo horizontal
195
Interpretação (cont.)
• Composição de cada fase (cont.)
tie-line

B
1250ºC
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30 40 50

CL C0 C
• Fase líquida • Fase alfa (solução sólida)
CL = 32 wt% Ni - 68wt% Cu C = 43 wt% Ni - 57 wt% Cu
196
Interpretação (cont.)
• Determinação das frações de cada fase
 Uma fase => trivial => 100% da própria fase
 Duas fases => Regra da Alavanca (lever rule)
C C0
tie-line WL
C CL
43 35
B 0.73
1250ºC 43 32

C0 CL
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W
C CL
35 32
30 40 0.27
50
43 32
CL C0 C
197
Lógica da regra da alavanca
• A regra da alavanca nada mais é do que a solução de duas
equações simultâneas de balanço de massa
 Com apenas duas fases presentes, a soma das suas frações tem
que ser 1

 W + WL = 1

 A massa de um dos componentes (p.ex. Ni) que está presente em


ambas as fases deve ser igual a massa deste componente na liga como
um todo
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 W C + WLCL = C0

• A regra da alavanca, na verdade, deveria ser chamada de regra


da alavanca invertida.
198
Diagramas de fase e microestrutura
• Até agora nós estudamos diagramas de fase isomorfos,
nos quais existe uma faixa de temperaturas em que há
completa miscibilidade de um constituinte no outro.
• Outra condição implicitamente utilizada até agora é de
que os diagramas são de equilíbrio. Isto quer dizer que
qualquer variação de temperatura ocorre lentamente o
suficiente para permitir um rearranjo entre as fases
através de processos difusionais. Também quer dizer
que as fases presentes a uma dada temperatura são
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estáveis.
199
Diagramas de fase e microestrutura
• Evolução microestrutural
L 100% Líquido
C0 constituinte B
+L
Temperatura

90% Líquido - 10% alfa


CL1 const. B - C 1 const. B

60% Líquido - 40% alfa


CL2 const. B - C 2 const. B

10% Líquido - 90% alfa


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CL3 const. B - C 3 const. B

100% Sólido - alfa


CL3 CL2 CL1 C 3 C 2 C 1
C0 constituinte B
Composição
200
Diagrama Isomorfo - Animação
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201
Não-equilíbrio e segregação
• Durante o resfriamento, ocorrem mudanças na
composição das duas fases.
 Estas mudanças dependem de difusão, que é um processo
lento na solução sólida.
 Na prática não vale a pena manter taxas tão lentas de
resfriamento, o que implica que as estruturas obtidas não
são exatamente as descritas até agora.
 Assim, a região central de cada grão vai ser rica no
constituinte de alto ponto de fusão. A concentração do
outro constituinte aumenta em direção ao contorno de grão.
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 Isto implica em uma maior sensibilidade das fronteiras à


temperatura. No aquecimento elas derreterão e o material se
esfacelará.
202
Sistemas binários eutéticos

Líquido
Temperatura (°C)

+L
+L

C E + CE C E

Reação Eutética (a 780°C)


L (71.9% Ag)  (7.9% Ag) + (91.2% Ag)
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A temperatura de fusão do eutético é mais


baixa que as dos seus constituintes.

Composição (wt% Ag)


203
Exemplo: Solda (Pb-Sn)
• Para uma liga de 40%wt Sn-60%wt Pb a 150°C
 Quais são as fases presentes, suas composições e proporções ?
Temperatura (°C)

+
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C Composição (wt% Sn) C


Fases Presentes: Composições: Proporções:
e C 11% Sn W = (C - C )/(C - C ) W =1-W
C 99% Sn = 0.67
204
Microestrutura em eutéticos
• Composição eutética
100% Líquido com a
Temperatura (°C)

composição eutética

Microestrutura eutética:
Camadas finas alternadas de fases e

Microestrutura eutética:
Camadas finas alternadas das fases e
Composição (pequena variação em relação a T1)

A transição eutética é rápida. Assim, não


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há tempo para ocorrer difusão


substancial. A segregação de átomos de
tipo A e B tem que se dar em pequena
escala de distâncias.
205
Diagrama Eutético - Animação
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206
Microestrutura em eutéticos (cont.)
• Composição hipereutética
100% Líquido com a
composição de 80% B

10% de 1 em uma matriz


de L1
Temperatura (°C)

67% de 2 em uma matriz


de L2 ( 60% B)

67% de 3 ( 90% B) em
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uma matriz de
microestrutura eutética =
17% 3 ( 30% B) + 83%
3 ( 90% B)
Composição
207
Diagrama Eutético - Animação
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208
Diagrama Eutético - Animação
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209

Microestrutura em eutéticos (cont.)


• A microestrutura para uma composição hipoeutética é
simétrica à da hipereutética

Fase (ou ) primária,


formada por solidificação
paulatina a partir da fase
líquida, acima da
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temperatura eutética
(proeutética)

Estrutura eutética
210

Microestrutura em eutéticos (cont.)


• Composição abaixo da eutética
100% Líquido com a
composição de 20% B

Temperatura (°C)
50% de 1 em uma matriz de L1

100% de ( 20% B)

1% de 2 em uma matriz de
(precipitado nos contornos ou
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dentro dos grãos)

5% de 3 em uma matriz de 3
Composição (wt% B)
211
Diagrama Eutetóide
• Diagrama semelhante a um eutético, no qual ocorre uma
transição tipo eutética no estado sólido.
1600
1538°C
T(°C) L
1394°C

+L
1200 1148°C
(austenita) 2.11 4.30

912°C + Fe3C
0.77 800
727°C
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0.022 0.77
Cementita
+ Fe3C (Fe3C)

400
1 2 3 4 5 6 6.7
(Fe) Concentração (wt% C)
212
Diag. Fe-C - Características básicas
• Fases do Ferro puro
 Tamb - 912°C => Fe na forma de Ferrita ( -Fe, CCC)
 912°C-1394°C => Fe na forma de Austenita ( -Fe, CFC)
 1394°C-1538°C => Fe na forma de Delta Ferrita
( -Fe,CCC) - nenhum valor tecnológico
• Solubilidade do C em Fe
 Na fase - máximo de 0.022%
 Na fase - máximo de 2.11%
• Cementita - Fe3C
 Composto estável que se forma nas fases e quando a solubilidade
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máxima é excedida, até 6.7 wt% C.


 É dura e quebradiça. A resistência de aços é aumentada pela sua
presença.
213
Diag. Fe-C - Características básicas
• Reação eutética
 A 1148°C ocorre a reação
L (4.3% C) <=> (2.11% C) + Fe3C (6.7% C)
• Reação eutetóide
 A 727°C ocorre a reação
(0.77% C) <=> (0.022% C) + Fe3C (6.7% C)
que é extremamente importante no tratamento térmico de
aços.
• Classificação de ligas ferrosas
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 0-0.008wt% C - Ferro puro


 0.008-2.11wt% C - aços (na prática < 1.0 wt%)
 2.11-6.7wt% C - ferros fundidos (na prática < 4.5wt%)
214
Evolução microestrutural
• Concentração eutetóide

Inicialmente, temos apenas a fase


+ Fe3C .
A uma temperatura imediatamente
abaixo da eutetóide toda a fase se
transforma em perlita (ferrita +
Fe3C) de acordo com a reação
727°C eutetóide. Estas duas fases tem
concentrações de carbono muito
diferentes. Esta reação é rápida.
Não há tempo para haver grande
difusão de carbono. As fases se
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organizam como lamelas


alternadas de ferrita e cementita.
Perlita
( + Fe3C)
0.77 wt% C
215
Evolução microestrutural (cont.)
• Concentração hipo-eutetóide

+ Fe3C Inicialmente, temos apenas a fase .


Em seguida começa a surgir fase
nas fronteiras de grão da fase .
A uma temperatura imediatamente
acima da eutétoide a fase já cresceu,
727°C ocupando completamente as fronteiras
da fase . A concentração da fase é
0.022 wt% C. A concentração da
fase é 0.77 wt% C, eutetóide.
A uma temperatura imediatamente
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abaixo da eutetóide toda a fase se


pro-eutetóide transforma em perlita (ferrita
eutetóide + Fe3C). A fase , que não
Fe3C perlita muda, é denominada
ferrita pro-eutetóide.
C0
216
Evolução microestrutural (cont.)
• Concentração hiper-eutetóide
Inicialmente, temos apenas a fase .
+ Fe3C
Em seguida começa a surgir fase Fe3C
Fe3C nas fronteiras de grão da fase . A
concentração da Fe3C é constante igual
a 6.7 wt% C. A concentração da
austenita cai com a temperatura
727°C seguindo a linha que separa o campo
+Fe3C do campo . A uma temperatura
imediatamente acima da eutetóide a
concentração da fase é 0.77 wt% C,
Fe3C pro-eutetóide eutétóide.
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A uma temperatura imediatamente


abaixo da eutetóide toda a fase se
perlita transforma em perlita. A fase Fe3C , que
Fe3C não muda, é denominada cementita
pro-eutetóide.
C1
217
Exemplos de microestruturas
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Aço hipo-eutetóide com 0.38 wt% C, Aço hiper-eutetóide com 1.40 wt% C,
composto por ferrita pro-eutetóide (fase composto por cementita pro-eutetóide (fase
clara) e perlita [fase com lamelas claras clara) e perlita. 1000x.
(ferrita) e escuras (cementita)]. 635x.
218
Proporções das fases

T U V X

0.022 0.77 Concentração de Carbono (wt%) 6.7


C0 C1

 Hipo-eutetóide – C0  Hiper-eutetóide – C1
 Fração de ferrita total Fração de cementita total
U V X 6,7 C0 T U V C1 0,022
W WFe3Ctotal
total
T U V X 6,7 0,022 T U V X 6,7 0,022
Fração de ferrita pro-eutetóide Fração de cementita pro-eutetóide
U 0.77 C0 V C1 0.77
W ' WFe C
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T U 0.77 0.022 3
V X 6.7 0.77
 Fração de perlita Fração de perlita
T C0 0.022 X 6.7 C1
Wp Wp
T U 0.77 0.022 V X 6.7 0.77
219
Glossário
• Austenita = -Fe = fase
• Ferrita = -Fe = fase
• Cementita = Fe3C (6.7 wt% C em Fe)
• Perlita = Ferrita e Cementita em lamelas alternadas
• Hipo = menor que - Hiper = maior que
• Ferrita pro-eutetóide = Ferrita que se forma a T >Teutetóide
p/composição hipo-eutetóide (<0.77 wt%C)
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• Cementita pro-eutetóide = Cementita que se forma a


T >Teutetóide p/composição hiper-eutetóide.
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METAIS E SUAS LIGAS


220
221
Metais
• Propriedades básicas
 Fortes e podem ser moldados
 Dúcteis (deformam antes de quebrar)
 Superfície “metálica”
 Bons condutores de corrente elétrica e de calor
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222
Os metais na tabela periódica
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223
Ligas Metálicas
Não Ferrosas Ferrosas

Aços Ferros
Fundidos

Baixa Alta Ferro Ferro Ferro Ferro


Liga Liga Cinzento Dúctil Branco Maleável

Baixo Médio Alto


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carbono carbono carbono

Carbono Alta Carbono Tratável Carbono Ferramenta Inox


Resistência, termicamente
Baixa liga Aulas Prof. Valter – Ligas Ferrosas
224
Seleção de Materiais para fabricar:
• Estante de aço para uso em casa/escritório
 Aço baixo carbono – baixa resistência/deformável
• Disco de abrasão, ou bisturi, faca e facão
 Aço alto carbono, e/ou revestimento cerâmico – alta dureza na superfície de corte
mas precisa preservar flexibilidade
• Tanque para processar remédios e alimentos
 Aço inox austenítico – menos susceptível à oxidação
• Pregos, parafusos e porcas
 Aço de médio carbono – combinação de flexibilidade e dureza
• Estrutura de aço para plataforma de petróleo que precisa operar no Mar
do Norte (entre Inglaterra e Europa)
 Aço baixo carbono com manganês para reduzir a temperatura da transição dúctil-
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frágil
• Eixo de motor que gira a uma velocidade de 5000rpm
 Aço médio carbono com alta dureza superficial e acabamento superficial de
excelente qualidade para diminuir a chance de formação de trincas que levem à
falha por fadiga.
225
Aços
• Aços são ligas Fe-C que podem conter outros
elementos.
 Propriedades mecânicas dependem da %C.
 %C < 0.25% => baixo carbono
 0.25% < %C < 0.60% => médio carbono
 0.60% < %C < 1.4% => alto carbono
• Aços carbono
 Baixíssima concentração de outros elementos.
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• Aços liga
 Outros elementos em concentração apreciável.
226
Aços Baixo Carbono
• Aços Carbono
 Microestrutura de ferrita e perlita
 Macios e pouco resistentes, muito dúcteis e tenazes
 Insensíveis a tratamentos térmicos
 Custo mais baixo de produção
 Usos em painéis de carros, tubos, pregos, arame...
• Alta Resistência Baixa Liga (High Strength Low Alloy)
 Contém outros elementos tais como Cu, Va, Ni e Mo
 Mais resistentes e mais resistentes à corrosão
 Aceitam tratamentos térmicos
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 Usos em estruturas para baixas temperaturas, chassis de caminhões,


vagões...
227
Aços Médio Carbono
• Aços Carbono
 Utilizados na forma de martensita (fase extremamente dura
mas frágil) temperada (tratamento térmico para aumentar
tenacidade da martensita).
 Usos em facas, martelos, talhadeiras, serras de metal...
• Tratáveis termicamente
 A presença de impurezas aumenta a resposta a tratamentos
térmicos.
 Se tornam mais resistentes mas menos dúcteis e tenazes.
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 Usos em molas, pistões, engrenagens...


228
Aços Alto Carbono
• Aços Carbono e Ferramenta
 Extremamente duros e fortes, pouco dúcteis.
 Resistentes ao desgaste e mantém o fio.
 Se combinam com Cr, V e W para formar carbetos
(Cr23C6,V4C3 e WC) que são extremamente duros e
resistentes.
 Usos em moldes, facas, lâminas de barbear, molas...
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229
Aços Inox
• Estrutura e Propriedades
 Impureza predominante - Cr > 11wt%
 Pode incluir Ni e Mo
 Tres classes em função da microestrutura
martensítico => tratável termicamente, magnético
ferrítico => não tratável termicamente, magnético
austenítico => mais resistente à corrosão, não magnético
 Resistentes a corrosão a temperaturas de até 1000ºC.
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230
Comparação de Propriedades
Liga (#AISI) Tipo R (MPa) %EL
Baixo C,
1010 180 28
carbono
A656 HSLA 552 21
1040 Médio C, 780 33
carbono
4063 Trat. Term. 2380 24
409 Inox 448 25
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304 Inox 586 55


410 Inox mart. 483 30
440A Inox mart. 1790 5
231
Ferros Fundidos
• Ferros fundidos são ligas Fe-C com concentração
acima de 2.1 wt% C (tipicamente entre 3 e 4.5%).
• Nesta faixa de concentrações, a temperatura de fusão é
substancialmente mais baixa do que a dos aços. Isto
facilita o processo de fundição e moldagem.
• Suas propriedades mudam radicalmente em função da
concentração de C e outras impurezas (Si, Mg. Ce) e
do tratamento térmico.
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232
Diagrama Fe-C verdadeiro
• A reação básica que está em
jogo é a da decomposição da
cementita em ferrita e grafite.
 Fe3C => 3Fe( ) + C(grafite)
Temperatura (°C)

• A formação de grafite
depende da composição, da
taxa de resfriamento e da
presença de impurezas.
• A presença de Si privilegia a
formação de grafite.
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• Tudo isso influenciará


fortemente as propriedades
mecânicas.
Composição (wt% C)
233
Ferros fundidos, microestrutura
Resfriamento Resfriamento
Rápido Moderado Lento Moderado Lento
P + Fe3C P + Gveios + Gveios P + Gnódulos + Gnódulos

Adições
(Mg/Ce)

Ferro Ferro cinzento Ferro cinzento Ferro dúctil Ferro dúctil


branco perlítico ferrítico perlítico ferrítico
Reaquece e mantém a 700°C por 30 horas

Moderado Lento
P + Grosetas + Grosetas
P = Perlita
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G = Grafite

Maleável Maleável
perlítica ferrítica
234
Ferros fundidos, propriedades
• Ferro cinzento
 wt%C entre 2.5 e 4.0, wt%Si entre 1.0 e 3.0
 Grafite em forma de veios cercados por ferrita/perlita.
 O nome vem da cor típica de uma superfície de fratura.
 Fraco e quebradiço sob tração.
Os veios funcionam como pontos de concentração de tensão e
iniciam fratura sob tração.
 Mais resistente e dúctil sob compressão.
 Ótimo amortecedor de vibrações.
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 Resistente ao desgaste, baixa viscosidade quando fundidos,


permitindo moldar peças complexas.
 Mais barato de todos os materiais metálicos.
235
Ferros fundidos, propriedades
• Ferro Dúctil ou nodular
 A adição de Magnésio ou Cério ao Ferro cinza faz com que
o grafite se forme em nódulos esféricos e não em veios.
 Esta microestrutura leva a muito maior ductilidade e
resistência, se aproximando das propriedades dos aços.
 Esta microestrutura lembra a de um material compósito.
Neste caso, o grafite em nódulos dá resistência e a matriz
de perlita ou ferrita dá ductilidade.
 Usado em válvulas, corpos de bombas, engrenagens,...
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236
Ferros fundidos, propriedades
• Ferro branco e ferro maleável
 Para concentrações de Si abaixo de 1% e taxas rápidas de
resfriamento a maior parte do carbono se mantém na forma
de Cementita.
 A superfície de fratura neste caso é branca.
 Muito duro e muito frágil, sendo praticamente intratável
mecânicamente.
 Se reaquecido a 800°C por dezenas de horas (em
atmosfera neutra para evitar oxidação) a cementita se
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decompõe formando grafite em pequenas regiões (rosetas),


análogo ao ferro nodular.
237
Ferros fundidos, microestruturas
Branco Cinza

400 x 100 x

Maleável Nodular
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100 x 100 x
238
Ligas não-ferrosas
• Porque ?
 Apesar da diversidade de propriedades das ligas ferrosas,
facilidade de produção e baixo custo, elas ainda apresentam
limitações:
Alta densidade, baixa condutividade elétrica, corrosão.
• Diversidade
 Existem ligas de uma enorme variedade de metais.
 Nós vamos descrever algumas apenas
 Cobre, Alumínio, Magnésio, Titânio, refratários, super-ligas,
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metais preciosos.
239
Ligas de Cobre
• Ligas de cobre
 Cobre puro é extremamente macio, dúctil e deformável a
frio. Resistente à corrosão.
 Ligas não são tratáveis termicamente. A melhora das
propriedades mecânicas deve ser obtida por trabalho a frio
ou solução sólida.
 As ligas mais comuns são os latões, com Zn, com
propriedades que dependem da concentração de Zn, em
função das fases formadas e suas estruturas cristalinas (vide
Callister sec.12.7)
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 Os bronzes incluem Sn, Al, Si e Ni. Mas fortes do que os


latões.
 Novas ligas com Be possuem um conjunto de propriedades
excepcionais (vide Callister sec.12.7).
240
Ligas de Alumínio
• Ligas de Alumínio
 Alumínio é pouco denso (2.7g/cm3, 1/3 da densidade de
aço), ótimo condutor de temperatura e eletricidade,
resistente à corrosão. Possui alta ductilidade em função de
sua estrutura cfc. A maior limitação é a baixa temperatura
de fusão (660°C).
 A resistência mecânica pode ser aumentada através de ligas
com Cu, Mg, Si, Mn e Zn.
 Novas ligas com Mg e Ti tem aplicação na indústria
automobilística, reduzindo o consumo a partir de redução
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do peso.
 De 1976 a 1986 o peso médio dos automóveis caiu cerca de 16%
devido à redução de 29% do uso de aços, ao aumento de 63% no
uso de ligas de Al e de 33% no uso de polímeros e compósitos.
241
Ligas de Magnésio e de Titânio
• Ligas de magnésio
 O Mg é o menos denso de todos os metais estruturais
(1.7 g/cm3).
 Muito utilizado em aviação.
 Estrutura hc, com baixo módulo de Young (45 x 103MPa),
baixo ponto de fusão (651°C).
• Ligas de titânio
 O Ti é pouco denso (4.5 g/cm3), tem alto módulo de Young
(107 x 103MPa) e alto ponto de fusão (1668°C).
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 Ligas de titânio são muito resistentes com limites de


resistência de até 1400 MPa.
 Muito reativo, dificultando e encarecendo a produção.
242
Refratários e Super-Ligas
• Metais refratários
 Nb, Mo, W, Ta.
 Altíssimo ponto de fusão (de 2468°C a 3410°C).
 Ligações atômicas extremamente fortes, alto módulo de
Young, resistência e dureza.
 Usados em filamentos de lâmpadas, cadinhos, eletrodos de
soldagem, etc...
• Super-ligas
 Ligas de Co, Ni ou Fe com Nb, Mo, W, Ta, Cr e Ti.
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 Usados em turbinas de avião. Resistem a atmosferas


oxidantes a altas temperaturas.
243
Algumas Propriedades dos Metais
• Nas próximas páginas, algumas propriedades básicas,
além do preço aproximado, são apresentadas para um
grupo básico de metais ferrosos e não ferrosos.
• As propriedades aparecem na forma de gráficos
gerados pelo programa CES Edupack.
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Metais - Ponto de Fusão


244
245
Metais - Resistividade Elétrica
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246
Metais - Condutividade Térmica
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247
Metais - Resistência Mecânica
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Metais - Densidade
248
249
Metais - Resistência Específica
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Resistência Específica = Limite de Resistência/Densidade


Metais – Tenacidade à Fratura
250
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Metais - Preço
251
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CERÂMICAS
252
253
Cerâmicas e vidros
• Propriedades básicas
 São uma combinação de metais com O, N, C, P, S
 São altamente resistentes a temperatura (refratários)
 São isolantes térmicos e elétricos
 São frágeis (quebram sem deformar)
 São menos densas do que metais
 Podem ser transparentes
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254
As cerâmicas na tabela periódica
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Cerâmicas são formadas por combinação de metais


(quadrados mais claros) com os elementos C, N, O, P e S.
Si e Ge são semicondutores mas são usados em cerâmicas de forma equivalente a metais
255
Cerâmicas
• Características básicas
 Vem do grego “keramikos” que significa “material
queimado”, indicando a necessidade de tratamento térmico
para adequar as propriedades.
 Ligação atômica essencialmente iônica entre metais e não
metais.
 Menos densas do que metais.
 Cerâmicas tradicionais
barro, argila, porcelanas, tijolos, ladrilhos e vidros
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 Cerâmicas avançadas
Utilizadas em inúmeras aplicações tecnológicas tais como
encapsulamento de chips, isolamento térmico do ônibus espacial,
revestimento de peças, fibras óticas, etc...
256
Estruturas básicas

CsCl NaCl
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CaF2 BaTiO3
257
Estruturas de Carbono

Grafite Diamante C60 (bucky ball)


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Nanotubo
258
Silicatos
• Formados por Si e O, os dois elementos mais
abundantes da terra.
 Solos, rochas, argilas, areias
50  Sílica (SiO2)
 Cristalina - Ex: quartzo, baixa densidade alto ponto de fusão
Percentagem da crosta terrestre (%)

40  Vítrea - misturada com CaO e Na2O - garrafas, vidros


 Outros silicatos - Ex: Mg2SiO4
30  Silicatos em camadas (layered)

20
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10

O Si Al Fe Ca Na K Mg H
259
Defeitos em cerâmicas
• Defeitos mais complexos do que vacâncias ou átomos
intersticiais podem se formar a partir do fato de que a
estrutura é formada por íons positivos e negativos

Defeito Schottky
(vacância aniônica
ligada a vacância
Defeito Frenkel catiônica)
(vacância ligada a
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átomo intersticial)
260
Diagramas de fases de cerâmicas
• Exemplo interessante
T (°C)
 Zircônia parcialmente 2500
estabilizada com cal
 A transição da 2000
estrutura monoclínica
para tetragonal a 1500
1000°C causa tanta
distorção na rede que o 1000
material arrebenta.
A adição de CaO cria 500
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uma solução sólida


estável até 2500 °C.
ZrO2 10 20 30 40 50
Composição (mol % CaO)
261
Mecanismos de deformação plástica
• Cerâmicas cristalinas
 Apesar das estruturas serem semelhantes às de metais,
muitos sistemas de deslizamento não são ativos porque o
deslizamento em certos planos aproximaria íons de cargas
iguais, que se repelem. Isto não acontece em metais porque
os átomos são neutros.
 Isto explica a dureza e fragilidade das cerâmicas. Não
podendo deslizar, elas fraturam com pouca deformação
plástica
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• Cerâmicas não cristalinas


 Como não há rede cristalina, estes materiais se comportam
como líquidos muitos viscosos.
262
A genealogia das cerâmicas

Materiais cerâmicos

Vidros Argilas Refratários Abrasivos Cimentos Avançadas

Vidros Vidros Estru- Porce- Fire- Sílica Básica Especial


cerâmicos turais lana clay
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263
Vidros
 Misturas de SiO2 com Na2O e CaO
 Quando utilizados em óptica, deve-se ter especial cuidado
na eliminação de poros. Isto implica no controle da
viscosidade na fase líquida.
vidro êmbolo
fundido
placa de vidro

molde ar
molde de
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comprimido
acabamento
vidro
queimador fundido
264
Tratamento térmico de vidros
• Vidro temperado
 O vidro é resfriado rapidamente de forma controlada.
 A superfície solidifica antes. O interior continua plástico e
tenta contrair mais do que a superfície permite. O interior
tenta puxar a superfície para dentro.
 Quando totalmente solidificado, restam tensões
compressivas na superfície e trativas no interior. O vidro se
torna mais resistente porque uma tração externa que
poderia causar fratura, tem que antes vencer a compressão
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da superfície.
 Usado em vidros de carros, lentes de óculos, portas.
265
Fibras Ópticas
• Vidro comum
 ≈ 90% de transparência em cerca de 5 mm de espessura

I0 0.9I0 0.81I0 0.73I0 0.66I0 0.60I0 0.53I0

 Em 3 cm a potência cai à metade

I0 0.53I0
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• Fibras ópticas
 Entre 50 e 90% de transparência em 1km de espessura
 http://electronics.howstuffworks.com/fiber-optic.htm
266
Argilas
• Estrutura
 Silicatos em camadas
• Processamento
 Trabalhados misturados com água.
 a água se localiza entre as camadas e
permite fácil deformação plástica.
 Secagem para eliminação da água
 Tratamento em alta T para aumentar
resistência mecânica.
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 Eliminação de poros
 Vitrificação - vidro líquido que flui e
ocupa os poros.
267
Refratários
• Características
 Resistência a altas temperaturas
 Resistência a atmosferas corrosivas.
 Oferecem isolamento térmico
• Tipos
 Fireclay - mistura de Al2O3 e SiO2 ( T 1587°C)
 Sílicas (ácidos) - SiO2 ( T 1650°C)
 Básicos - usam MgO - utilizados na indústria de aço.
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 Especiais - BeO, zircônia (ZrO2), mulita (3Al2O3-2SiO2)


268
Cerâmicas Avançadas p/ Isolamento Térmico
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269
Cerâmicas avançadas
• Usos
 Substituindo metais em motores e peças de automóveis.
maior temperatura de trabalho => maior eficiência
dispensam radiadores para troca de calor
reduzem o peso, melhorando o consumo
• Problemas
zircônia tetragonal
 Fragilidade
 Soluções zircônia monoclínica

Aumento de resistência usando


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transformações de estrutura
(transformation toughening)
270
Algumas Propriedades das Cerâmicas
• Nas próximas páginas, algumas propriedades básicas,
além do preço aproximado, são apresentadas para um
grupo básico de cerâmicas, comparadas com metais.
• As propriedades aparecem na forma de gráficos
gerados pelo programa CES Edupack.
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271
Cerâmicas - Ponto de Fusão
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272
Cerâmicas - Resistividade Elétrica
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273
Cerâmicas - Condutividade Térmica
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274
Cerâmicas - Resistência Mecânica
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Cerâmicas - Densidade
275
276
Cerâmicas - Resistência Específica
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Resistência Específica = Limite de Resistência/Densidade


277
Cerâmicas - Tenacidade à Fratura
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Cerâmicas - Preço
278
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POLÍMEROS
279
280
Polímeros
• A palavra polímero significa muitos “meros”, unidades
de formação de uma molécula longa.
monômero
Monômeros de Vinil-Cloreto. Cada
molécula é insaturada, i.e., os
átomos de carbono apresentam
ligação covalente dupla entre si e não
estão ligados ao número máximo de
átomos (4).
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Poli-Vinil-Cloreto (PVC) Cada


ligação dupla fornece uma
polímero
ligação para conectar com outro
monômero, formando um
polímero.
mero
281
A formação dos polímeros
iniciador etileno

iniciação crescimento

terminador

terminação
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polietileno

109.5°
282
A forma das macro-moléculas
• Os átomos de carbono do eixo da molécula podem girar
e ainda manter o ângulo correto. Desta forma é possível
formar polímeros com formas complexas.
109.5°
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283
A estrutura das macro-moléculas

Linear

Ramificada (branched)

Ligações cruzadas
(cross-linked)
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Ex: borracha vulcanizada Em rede (3D - network)


284
Configurações moleculares
 Para móleculas com mais do que um tipo de átomo ou grupo
de átomos ligados a cadeia principal, a organização deste
grupo lateral pode alterar as propriedades. Define-se estereo-
isomerismo e isomerismo geométrico.
Estruturas Básicas Estereo-isomerismo Isomerismo geométrico
H H H H H H H H H H CH3 H
| | | | | | | | | | configuração | |
-C-C- - C - C -- C - C -- C - C -- C - C - isotáctica -C-C-
| | | | | | | | | | (mesmo lado) | |
H R H R H R H R H R - CH2 CH2 -
H H H H H H H R H H H R cis-isoprene
| | | | | | | | | | | | configuração (borracha natural)
- C - C -- C - C - - C - C -- C - C -- C - C -- C - C - sindiotáctica
| | | | | | | | | | | | (lados alternados)
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CH3 CH2 -
H R H R H R H H H R H H | |
H H H H H H H H H H H R -C-C-
| | | | | | | | | | | | configuração | |
- C - C -- C - C - - C - C -- C - C -- C - C -- C - C - atáctica - CH2 H
| | | | | | | | | | | | (aleatória)
H R R H H R H R H R H H trans-isoprene
285
Co-polímeros
• Formados pela combinação de mais do que um tipo de
mero. Maior diversidade de propriedades.
aleatório
(Ex: estireno-butadieno - borracha de pneu
acrilonitrila-butadieno - mangueira
para gasolina)

alternado

blocado
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enxertado
(Ex: ABS)
286
Polímeros Termo-plásticos
• Se tornam macios e deformáveis quando aquecidos.
 Característico de moléculas lineares ou ramificadas, mas
não com ligações cruzadas.
 Como as cadeias são ligadas apenas for forças de Van der
Waals, estas ligações podem ser rompidas por ativação
térmica, permitindo deslizamento das cadeias.
 Temperaturas típicas na faixa de 100°C.
 Podem ser recicláveis.
 Exemplos:
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 Polietileno, PVC, polipropileno, poliestireno, poliester (Mylar),


acrílicos, nylons, celuloses, ABS, policarbonatos, fluor-plásticos
(Teflon).
287
Polímeros Termo-fixos
• Ao contrário dos termo-plásticos, enrijecem com a
temperatura e não se tornam novamente maleáveis.
 Característico de polímeros formados por redes 3D e que se
formam pelo método de crescimento passo a passo.
Cada etapa envolve uma reação química. A temperatura aumenta a
taxa de reação e o processo é irreversível.
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 Exemplos:
poliuretano, fenois, epoxis, Neoprene
288
Cristalinidade
É possível formar uma rede cristalina
com polímeros. No entanto, devido a
complexidade das moléculas, raramente o
material será totalmente cristalino.
Regiões cristalinas estarão dispersas
dentro da parte amorfa do material. O
grau de cristalinidade depende
• da taxa de resfriamento na
solidificação
• da complexidade química
• da configuração da macro-molécula
o polímeros lineares cristalizam com
mais facilidade
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o estereo-isômeros isotácticos e
sindiotácticos cristalizam com mais
facilidade, devido a maior simetria C
H
da cadeia.
Polietileno
289
Aditivos
• Muitas vezes os polímeros não satisfazem certas
condições de uso. Para adequá-los às necessidades,
emprega-se aditivos.
 Carga: para melhorar comportamento mecânico,
estabilidade dimensional e térmica.
Ex:serragem, pó de vidro, areia...
 Plastificantes: para aumentar a flexibilidade, ductilidade e
tenacidade
Ex: Líquidos com baixa pressão de vapor e moléculas leves. As
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moléculas do plastificador ocupam o espaço entre as cadeias


poliméricas, aumentando a distância entre elas e reduzindo as
ligações secundárias.
290
Aditivos (cont.)
 Estabilizantes: para aumentar a resistência a ação de luz
ultravioleta e oxidação.
A luz ultravioleta tem energia suficiente para romper ligações
covalentes, atacando o polímero.
Oxidação ocorre pela reação entre oxigênio e o polímero.
 Corantes
 Retardante de chama: como a maior parte dos polímeros
entra em combustão com facilidade, é necessário adicionar
produtos para tentar inibir a reação de combustão.
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291
Vulcanização da borracha
• Borracha natural é macia e pegajosa e tem pouca
resistência a abrasão.
• As propriedades podem ser substancialmente
melhoradas através do processo de vulcanização.

H CH3 H H H CH3 H H
| | | | | | | |
-C-C =C-C- -C-C -C-C-

Tensão (Mpa)
| | | |
H H H H
+ 2S ==> S S vulcanizada
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H H H H
| | | |
-C-C =C-C- -C-C -C-C-
| | | | | | | | não vulcanizada
H CH3 H H H CH3 H H

Deformação
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Exemplo Interessante
292
293
Algumas Propriedades dos Polímeros
• Nas próximas páginas, algumas propriedades básicas,
além do preço aproximado, são apresentadas para um
grupo básico de polímeros, comparadas com metais.
• As propriedades aparecem na forma de gráficos
gerados pelo programa CES Edupack.
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294
Polímeros - Ponto de Fusão
S. Paciornik – DCMM PUC-Rio
295
Polímeros - Resistividade Elétrica
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296
Polímeros - Condutividade Térmica
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297
Polímeros - Resistência Mecânica
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Polímeros - Densidade
298
299
Polímeros - Resistência Específica
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Resistência Específica = Limite de Resistência/Densidade


300
Polímeros - Tenacidade à Fratura
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Polímeros - Preço
301
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COMPÓSITOS
302
303
Compósitos
• São materiais que buscam conjugar as propriedades de
dois tipos de materiais distintos, para obter um material
superior.
120 Resistência específica:
Resistência/densidade
Resistência específica (mm)

100
Parâmetro crítico em
aplicações que exigem
80
materiais fortes e de baixa
densidade.
Ti-5Al-2.5Sn

60

Carbono/epoxi
Ex: indústria aeroespacial. O

kevlar/epoxi
vidro/epoxi

custo alto do material é

madeira
Al2O3/epoxi
Al 2048

40
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aço 1040

compensado pela economia


de combustível obtida na
epoxi

20 redução de peso.

0
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304
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Compósitos em um Avião
305
Pneus 306

No Elemento Função
1 Ranhuras É a parte que entra em contato com a
(Carcassa ) superfície da rua protege a carcassa e
promove a aderencia, manobrabilidade e
durabilidade.
2 Cinto de aço Promove a rigidez da cobertura e protege
a carcassa
3 Camada em Promove a alta durabilidade e
espiral manobrabilidade
4 Ombro Ë a parte mais grossa e do pneu, protege
a carcassa de choques externos e danos.
5 Parede lateral É a parte mais flexível do pneu , protege
a carcassa e permite uma jornada
confortável
6 Laminados É o corpo principal do pneu.
(Plycord) Sustenta a pressão, as cargas e choques.
7 Preenchimento Promove alta durabilidade e alta
manobrabilidade.
8 Arames de Mantem o pneu nas dimensões
reforço
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9 Acabamento Protege os laminados da geração de calor


que ocorre devido a abrasão com o
flange
307
Classificação dos Compósitos
• Classificação em Função da Forma do Reforço
Materiais compósitos

Particulados Reforçados por Fibras Estruturais

Contínuas Descontínuas Laminados Painéis


sandwich
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308
Particulados
• Partículas grandes
 Cermets (cerâmico/metal)
Ex: Carbeto cimentado composto de partículas ultra-duras de
carbetos (WC ou TiC) numa matriz metálica (Co ou Ni). Utilizado
como ferramentas de corte para aços.
 Polímero/metal
Ex: Borracha para pneus composta por um elastômero e “carbon-
black”, partículas de carbono, que aumentam o limite de resistência,
tenacidade e resistência a abrasão.
 Cerâmico/cerâmico
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Ex: Concreto, formado por cimento, areia, cascalho e água. As


partículas de areia preechem os espaços deixados pelo cascalho.
Areia e cascalho são mais baratos do que o cimento.
309
Particulados (cont.)
Ex: Concreto armado, composto por concreto e barras de ferro ou
aço que melhoram a resposta mecânica do material. Aço é
adequado porque tem o mesmo coeficiente de dilatação do
concreto, não é corroído neste ambiente e forma boa ligação com o
concreto.
Ex: Concreto protendido (pre-stressed), composto por concreto e
barras de aço que são mantidas sob tensão trativa até o concreto
endurecer. Após a solidificação, a tração é liberada, colocando o
concreto sob tensão compressiva. Desta forma, a tração mínima
para fraturar a peça será muito maior porque é preciso primeiro
superar a tensão compressiva residual.
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310
Compósitos Reforçados por Partículas
• Exemplos
matriz particulas: Adaptado da Fig.
-Aço
ferrita ( ) cementita 10.10, Callister 6e.
esferoidizado (Fig. 10.10 é
(dutil) (Fe 3C ) copyright United
States Steel
(frágil) Corporation, 1971.)
60 m

-WC/Co matriz: partículas:


Adaptado da Fig.
carbetos de W cobalto WC 16.4, Callister 6e.
(ductil) (frágil, dura) (Fig. 16.4 é cortesia
da Carboloy
Vm : Systems,
10-15vol%! 600 m Department,
General Electric
Company.)
Adaptado da Fig.
-Pneu de matriz: partículas: 16.5, Callister 6e.
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automóveis borracha C (Fig. 16.5 é cortesia


Goodyear Tire and
(rígida) Rubber Company.)

0.75 m
311
Reforçados por fibras
• Princípio de funcionamento
 Uma fibra de um dado material é muito mais forte do que o material
como um todo, porque a probabilidade de encontrar uma trinca de
superfície que leva à fratura diminui com a diminuição do volume da
amostra.
 Ex: Whiskers, pequenos monocristais que são usados como fibras em
compósitos. Por serem monocristais perfeitos são extremamente
insensíveis a fratura.
• Tipos mais comuns
 Fibras de vidro em matriz de epoxi
 Fibras de carbono em matrizes de polímeros
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 Ex: mastro de windsurf


312
Exemplos
Liga de Prata–Cobre

Fibras de Carbono.
Alumínio

Tungstênio

Boro

Matriz de Alumínio
reforçada por fibras
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de tungstênio
recobertas com boro
313
Resposta mecânica
• O comportamento mecânico de compósitos será, em
geral, anisotrópico.
 Carga longitudinal (na direção do eixo das fibras)
Ótima ligação entre matriz e fibras => mesma deformação para
ambas => condição “isostrain”

Fc = Fm + Ff => cAc = mAm + fAf

=> c = m(Am/Ac) + f(Af/Ac)

Se os comprimentos são todos idênticos, as frações


de área são iguais às frações de volume da matriz
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(Vm) e das fibras (Vf). Assim

c = mVm + fVf e lembrando que c= m= f

( c/ c) =( m/ m )Vm + ( f/ f) Vf =>

Ec = EmVm + EfVf
314
Resposta mecânica (cont.)
 Carga transversal
Neste caso a tensão é igual para o compósito e as duas fases.
(condição “isostress”)

c = m = f=

A deformação total do compósito será

c = mVm + fVf
e lembrando que = /E

=> ( /Ec) = ( /Em )Vm + ( /Ef) Vf


dividindo por
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(1//Ec) = (1//Em )Vm + (1/Ef) Vf


Ec = EmEf /(VmEf + VfEm)
315
Resposta mecânica (cont.)
• As condições isostrain e isostress são os limites superior e
inferior dos valores das propriedades mecânicas dos compósitos.
Ex: Fibra de vidro
Matriz: epoxi
E = 6.9x103Mpa
Fibra: vidro
E = 72.4x103Mpa
Vf = 60%
Ec = 0.4 x 6.9 + 0.6 x 72.4
= 46.2 x 103 MPa
Ec = 6.9 x 72.4 =15.1 x 103Mpa
0.4 x 72.4 + 0.6 x 6.9
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316
Exemplo
• Compósito
 Matriz polimérica
 Reforçado por fibras de vidro
 Fabricado por enrolamento filamentar

Corte Axial

Corte Circunferencial
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317
Exemplo (cont.)
Axial

2 mm

Circunferencial
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2 mm
318
Compósitos estruturais
• Formados por materiais homogêneos e compósitos,
com propriedades dependentes da orientação relativa
dos componentes.
 Laminados: formados por camadas sucessivas de um
compósito anisotrópico, com orientações alternadas.
Ex: Compensado de madeira
 Sandwich: formados por folhas separadas por uma camada
de material menos denso.
Ex: Divisórias
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Compósitos Laminados
319

São folhas (laminados) de fibras contínuas de modo que cada


camada possui fibras orientadas em uma dada direção.
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Laminados
Ski Moderno
320
321
Algumas Propriedades dos Compósitos
• Nas próximas páginas, algumas propriedades básicas,
além do preço aproximado, são apresentadas para um
grupo básico de compósitos, comparadas com metais.
• As propriedades aparecem na forma de gráficos
gerados pelo programa CES Edupack.
• OBS:
 CFRP – Carbon Fiber Reinforced Polymer – Polímero
reforçado com fibras de carbono
 GFRP – Glass Fiber Reinforced Polymer – Polímero
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reforçado com fibras de vidro


322
Compósitos - Ponto de Fusão
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323
Compósitos - Resistividade Elétrica
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324
Compósitos - Condutividade Térmica
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325
Compósitos - Resistência Mecânica
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Compósitos - Densidade
326
327
Compósitos - Resistência Específica
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Resistência Específica = Limite de Resistência/Densidade


328
Compósitos - Tenacidade à Fratura
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Compósitos - Preço
329