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A partir do séc.

XVI, o modo de produção capitalista tem seu início com um sistema ainda
mercantil, enquanto a classe trabalhadora apenas possuía, como seu único bem, a força de
trabalho, a burguesia, já consolidada como classe , e formada com alguns grupos mercantis,
era detentora dos meios de produção, é a partir daí que o modo de produção capitalista tem
seu desenvolvimento, como cita Netto Braz. Fase inicial que segue até meados do século XVIII,
quando as verdadeiras características do sistema são reveladas, isso é evidenciado com a
questão concorrencial, onde entram em cena lutas de classes, as contradições trabalho e
capital, em decorrência da exploração brutal da força de trabalho dos operários, com a única
finalidade, o lucro.

A desigualdade é nítida, diante de tamanha exploração, os interesses da burguesia e classe


trabalhadora são completamente distintos, o antagonismo evidente das classes acompanham
o desenvolvimento e evolução do capitalismo. Surgem os vínculos econômicos entre as nações
e povos com o mercado mundial e também a grande indústria. A fase da concorrência, já no
fim do século XIX perde sua força, e o sistema muda e se torna um capitalismo imperialista,
monopolista.

As questões fundamentais do sistema capitalista consistem na propriedade privada.


Pessoas, coisas, relações fazem parte de um movimento onde tudo vira mercadoria
possibilitadora, comercializável, em busca de lucros, acumulação de capital, assim como com a
força do trabalho.

Houveram alguns movimentos em prol de modificações da estrutura do capitalismo, como o


cartismo (movimento operário organizado por maior participação política) e Ludismo, mas sem
grandes resultados. Com o passar do tempo o sistema modificou-se, atualmente existem leis
trabalhistas que barram parte da brutalidade do sistema, no Estado de bem-estar social.
Mesmo assim permanecem tendências referente ao esfriamento dos laços sociais e familiares.
As contradições do capitalismo nunca foram resolvidas, até porque sua natureza tem
prosperidade por conta delas. Mesmo quando crises cíclicas vêm à tona como a de 1929, e
servindo até para alavancar de forma exponencial no poder, que parece ilimitado de
autonomia do capital, não acabam com o desequilíbrio entre consumo e a produção, e as
questões estruturais deste sistema bárbaro. Sua estrutura utiliza-se de mecanismos de
alienação total da realidade para ser mantida a hegemonia da classe que encontra-se no topo.

O capitalismo passa por uma evolução histórica, evidenciando novas relações entre o homem
e o capital, hoje encontra-se em um movimento neoliberal. O sistema capitalista, precisava de
novas maneiras de acumular capital e expandir, o neoliberalismo surgiu como uma solução
para isso, como um projeto político-econômico contra o Estado intervencionista e de bem-
estar social, nascido logo após a segunda guerra mundial na América do norte e Europa, locais
onde imperava o capitalismo.

O neoliberalismo surgiu como uma nova ordem do capitalismo, com objetivos claros ditando a
política a governantes conservadores com o perfil liberal, com a intenção de mudar o Estado
frente a sociedade