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Professor no seu máximo.....

Os novos diplomas relativos à Avaliação do Desempenho de Docentes e ao Estatuto da


Carreira Docente foram publicados no Diário da República. Sem prejuízo da leitura dos
documentos divulgados, aqui se apresentam os aspectos consideradas mais relevantes.

Para mais informações, consultar:

 Decreto–Lei n.º 75/2010, de 23 de Junho [PDF]


 Decreto Regulamentar n.º 2/2010, de 23 de Junho [PDF]

Dossier: Avaliação do Desempenho de Docentes

 // 1. Objectivos da avaliação do desempenho


o A avaliação do desempenho do pessoal docente visa a melhoria da
qualidade do serviço educativo e das aprendizagens dos alunos e
proporcionar orientações para o desenvolvimento pessoal e profissional
no quadro de um sistema de reconhecimento do mérito e da excelência.
o Constituem ainda objectivos da avaliação do desempenho:
 Contribuir para a melhoria da prática pedagógica do docente;
 Contribuir para a valorização do trabalho e da profissão do
docente;
 Identificar as necessidades de formação do pessoal docente;
 Diferenciar e premiar os melhores profissionais no âmbito do
sistema de progressão na carreira docente;
 Facultar indicadores de gestão em matéria de pessoal docente;
 Promover o trabalho de cooperação entre os docentes, tendo em
vista a melhoria do seu desempenho;
 Promover um processo de acompanhamento e supervisão da
prática docente;
 Promover a responsabilização do docente quanto ao exercício da
sua actividade profissional.

Saiba mais:

 ECD – Preâmbulo e artigo 40.º [PDF]


 ADD – Preâmbulo e artigo 3.º [PDF]

 // 2. Relevância da avaliação
o 1. Ingresso na carreira
2. Progressão na carreira
3. Renovação do contrato
4. Graduação para efeitos de concurso
5. Atribuição do prémio de desempenho
Saiba mais:

o ECD – artigo 40.º [PDF]


 // 3. Docentes a quem se aplica a avaliação
o
o Docentes integrados na carreira entre o 1.º e o 10.º escalão
o Docentes em período probatório
o Docentes em regime de contrato

Saiba mais:

 ADD – artigo 2.º [PDF]

Requisito de tempo

A avaliação do desempenho realiza-se apenas quando o docente prestar serviço efectivo


durante pelo menos um ano lectivo, independentemente do estabelecimento de ensino
onde exerceu funções.

Quando o docente tiver prestado serviço efectivo por período superior a um ano lectivo,
esse período é avaliado no ciclo seguinte.

Os docentes em regime de contrato devem ser avaliados desde que tenham prestado
serviço efectivo pelo menos 6 meses consecutivos no mesmo agrupamento ou escola
não agrupada.

Se o requererem, podem também ser avaliados docentes que tenham prestado serviço
efectivo entre 30 dias e 6 meses consecutivos no mesmo agrupamento ou escola não
agrupada.

Saiba mais:

 ECD – artigo 42.º [PDF]


 ADD – artigo 6.º [PDF]

 // 4. Intervenientes no processo de avaliação


o

Nos agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas:

o Comissão de Coordenação da Avaliação de Desempenho


Órgão que coordena todo o processo de avaliação de desempenho.
o Júri de Avaliação
Órgão que avalia o desempenho do docente.
o Relator
Docente que acompanha cada docente e propõe a respectiva avaliação.
o Coordenador do departamento
Designa os relatores do seu departamento e coordena a respectiva acção.
A nível nacional:

 Conselho Científico para a Avaliação de Professores


Órgão consultivo independente, que emite recomendações, acompanha,
monitoriza e elabora relatórios de avaliação do processo
 Gabinete de Apoio à Avaliação de Docentes
Presta apoio técnico e aconselhamento às escolas e aos docentes.

Saiba mais:

 ECD – artigo 43.º [PDF]


 ADD – artigo 12.º [PDF]

 // 5. Composição e funções dos órgãos de avaliação


o

5.1. Comissão de Coordenação de Avaliação de Desempenho

Composição

o Presidente do Conselho Pedagógico


o Três outros docentes eleitos de entre os docentes que fazem parte do
Conselho Pedagógico

Funções

 Assegura a aplicação objectiva e coerente do sistema de avaliação de


desempenho.
 Elabora a proposta de instrumentos de registo, tendo em conta os padrões de
desempenho e as orientações do Conselho Científico para a Avaliação de
Professores
 Apresenta os instrumentos de registo ao Conselho Pedagógico para aprovação.
 Assegura a aplicação das percentagens de Muito Bom e Excelente fixadas para o
agrupamento ou escola não agrupada.
 Transmite aos relatores as orientações adequadas

Deve tomar em consideração:

 O projecto educativo de escola


 Os planos anual e plurianual das actividades de escola
 As especificidades do agrupamento ou da escola não agrupada
 As orientações do Conselho Científico para a Avaliação de Professores
o 5.2. Júri de avaliação

Composição

o Os quatros membros da comissão de coordenação de avaliação de


desempenho
o Um relator para cada docente em avaliação, designado pelo coordenador
do departamento curricular do docente, de acordo com os seguintes
critérios:
 Pertencer ao mesmo grupo de recrutamento do avaliado
 Ter posicionamento na carreira igual ou superior ao avaliado,
sempre que possível
 Possuir, sempre que possível, grau académico igual ou superior
ao do avaliado
 Ser, preferencialmente, detentor de formação especializada para
avaliação de desempenho

Funções

 Atribui a classificação final a cada avaliado sob proposta do relator


 Emite as recomendações que entender necessárias e oportunas para melhoria da
sua prática pedagógica e para a qualificação do desempenho profissional do
avaliado
 Aprova um programa de formação destinado aos docentes classificados com
menção de Regular ou Insuficiente
 Aprecia e toma decisões sobre eventuais reclamações

Saiba mais:

 ECD – artigo 43.º [PDF]


 ADD – artigo 13.º [PDF]

5.3. Relator

Funções

o Presta apoio ao avaliado sempre que necessário


o Procede à observação de aulas quando o avaliado o solicitar e nos
momentos da carreira em que a observação de aulas é exigida para
mudança de escalão (transição do 2.º ao 3.º escalão, transição do 4.º ao
5.º escalão)
o Aprecia as aulas observadas numa perspectiva formativa, partilhando a
sua apreciação com o avaliado para que possa aperfeiçoar a sua prática
lectiva.
o Aprecia o relatório de auto-avaliação do avaliado
o Apresenta ao júri uma ficha de avaliação global com proposta de
classificação final
o Propõe ao júri o programa de formação que considera adequado ao
avaliado sempre que proponha a classificação de Regular ou Insuficiente

O relator beneficia da redução de um tempo lectivo por cada três docentes em avaliação.
Os docentes que se encontrem nos dois últimos escalões da carreira (9.º e 10.º) podem
exercer em exclusivo as funções de relator, desde que detentores de formação
especializada (em termos a definir por portaria do membro do Governo responsável pela
área da educação).

Saiba mais:

 ADD – artigo 14.º [PDF]

o 5.4. Coordenador do Departamento Curricular

Funções

o Nomeia os relatores do seu departamento


o Coordena a acção dos relatores do seu departamento
o Avalia o desempenho dos relatores do seu departamento

Saiba mais:

 ADD – artigo 13.º, alíneas 1) e 2) [PDF]

 // 6. Domínios em que a avaliação incide


o

Vertente profissional, social e ética, com carácter transversal ao


exercício da profissão

Esta dimensão constitui um quadro de referência para as várias outras


dimensões, pelo que não é objecto de avaliação específica qualitativa ou
quantitativa.

Desenvolvimento do ensino e da aprendizagem dos alunos

Esta dimensão deve ser avaliada nos seguintes domínios:

o Preparação e organização das actividades lectivas


o Realização das actividades lectivas
o Relação pedagógica com os alunos
o Processo de avaliação das aprendizagens dos alunos
Participação na escola e relação com a comunidade educativa

Esta dimensão deve ser avaliada nos seguintes domínios:

 Cumprimento do serviço lectivo e do serviço não lectivo distribuído


 Contributo específico do docente para a realização do Projecto Educativo e dos
planos anual e plurianual de actividades do agrupamento ou da escola não
agrupada
 Participação nas estruturas de coordenação educativa e supervisão pedagógica e
nos órgãos de administração ou gestão
 Dinamização de projectos de investigação, desenvolvimento e inovação e
respectiva avaliação
 Desenvolvimento e formação profissional ao longo da vida e incorporação dos
conhecimentos e das competências adquiridas na prática profissional

Saiba mais:

 ECD – artigo 45.º [PDF]


 ADD – artigo 4.º [PDF]

 // 7. Calendarização
o

A calendarização da avaliação é fixada pelo director do agrupamento ou


escola não agrupada de acordo as orientações definidas no despacho do
membro do Governo responsável pela área da educação.

Saiba mais:

o ADD – artigo 15.º [PDF]


 // 8. Elementos a ter em conta na avaliação
o
o Padrões de desempenho estabelecidos a nível nacional, sob proposta do
Conselho Científico para a Avaliação de Professores.
o Os objectivos e as metas do projecto educativo e dos planos anual e
plurianual do agrupamento ou de escola não agrupada.
o Os objectivos individuais, de apresentação facultativa, que podem focar:
 contributos especiais do docente para a concretização dos
objectivos de escola ou um projecto pessoal do docente que
contribua para melhorar os resultados de aprendizagem ou a
integração na escola dos seus alunos.

Os objectivos individuais do docente são apresentados ao director de escola


considerando-se aceites se no prazo de quinze dias não houver indicações em contrário.
Podem ser redefinidos em caso de mudança de escola, pelo docente, ou de alterações no
projecto educativo da escola.
Saiba mais:

 Padrões de desempenho docente [PDF]


 ADD – artigo 7.º e 8.º [PDF]

 // 9. Observação de aulas
o

9.1. Quando há lugar à observação de aulas

 Quando requerida facultativamente, pelo docente, a fim de obter


menção qualitativa de Muito Bom ou Excelente, num mínimo de
duas aulas por ano lectivo
 Para progressão, obrigatoriamente, do 2.º para o 3.º escalão e do
4.º para o 5.º escalão da carreira, num mínimo de duas aulas por
ano lectivo

Saiba mais:

 ADD – artigo 9.º [PDF]

9.2. Procedimentos a adoptar quando não possa haver lugar à observação


de aulas

Os procedimentos a adoptar sempre que, devido ao exercício de cargos


ou funções, não possa haver lugar à observação de aulas destinam-se aos
docentes que se encontrem nas seguintes situações:

 Em licença sabática;
 Em regime de equiparação a bolseiro a tempo inteiro;
 Em exercício de cargos ou funções fora do estabelecimento de
educação ou ensino onde não desenvolvam interacção no âmbito
do ensino-aprendizagem com crianças ou alunos;
 Em regime de mobilidade em serviços e organismos da
Administração Pública avaliados pelo Sistema Integrado de
Gestão e Avaliação do Desempenho da Administração Pública
(SIADAP), para efeitos de progressão aos 3.º e 5.º escalões;
 Que optem, nos termos legais, pela última avaliação do
desempenho, para efeitos de progressão aos 3.º e 5.º escalões.
Saiba mais:

 Portaria n.º 926/2010, de 20 de Setembro – Artigos 1.º e 2.º


[PDF]
 Despacho Normativo n.º 24/2010 – Artigo 1.º [PDF]

9.2.1. Realização de um trabalho de natureza científica, pedagógica ou


didáctica

Os docentes que se encontrem numa destas situações podem apresentar


um trabalho de natureza científica, pedagógica ou didáctica, subordinado
a um tema no domínio da educação ou num dos domínios científicos do
seu grupo de recrutamento, que não exceda 30 páginas.

No caso de pretenderem apresentar o trabalho, os docentes devem


comunicar a sua intenção ao director do agrupamento ou da escola a que
pertencem, no início do 2.º ano lectivo do ciclo avaliativo anterior à
progressão ao 3.º ou ao 5.º escalão.

O trabalho é avaliado com uma pontuação expressa na escola de 1 a 10


valores por um júri, que integra:

 O director ou um professor por ele designado, do agrupamento ou


da escola;
 Um especialista na área de incidência do trabalho, designado pelo
conselho pedagógico de entre individualidades de reconhecida
competência na área da educação, sempre que possível com o
grau de doutor;
 Um docente do ensino não superior, de preferência de
agrupamento ou da escola do mesmo concelho ou de concelho
limítrofe, indicado pelo docente autor do trabalho.

Para efeitos de avaliação do desempenho por ponderação curricular, o


trabalho deve ter pontuação igual ou superior a 5 valores.

Saiba mais:

 Portaria n.º 926/2010, de 20 de Setembro – Artigos 3.º, 4.º, 5.º,


6.º e 7.º [PDF]

9.2.2. Ponderação curricular

A ponderação curricular é solicitada pelo docente, no decorrer do mês de


Setembro do 2.º ano do ciclo de avaliação, de acordo com a
calendarização fixada pelo agrupamento ou pela escola, através de
requerimento apresentado ao director.
Neste requerimento, o docente deve fazer menção expressa ao trabalho
de natureza científica, pedagógica ou didáctica, no caso de pretender
apresentá-lo. A realização deste trabalho é obrigatória para a atribuição
das menções qualitativas de Muito Bom e Excelente.

Saiba mais:

 Despacho Normativo n.º 24/2010, de 23 de Setembro – Artigos


2.º e 3.º [PDF]

Os elementos a considerar para a ponderação curricular são:

 As habilitações académicas e profissionais;


 A experiência profissional;
 A valorização curricular;
 O exercício de cargos dirigentes ou outros cargos ou funções de
reconhecido interesse público ou relevante interesse social.

Saiba mais:

 Despacho Normativo n.º 24/2010, de 23 de Setembro – Artigos


3.º, 4.º, 5.º, 6.º, 7.º e 8.º [PDF]
 // 10. Documentos de registo de avaliação
o

10.1. Relatório de auto-avaliação

A preencher pelo avaliado.

Objectivos

 Promover a reflexão do próprio sobre o trabalho desenvolvido


 Envolver o docente no processo de avaliação
 Levar o docente a identificar os aspectos em que deve melhorar a
sua prestação

Elementos a incluir

 Autodiagnóstico realizado no início de procedimento da


avaliação
 Breve descrição de actividade profissional desenvolvida no
período em avaliação
 Análise pessoal e balanço sobre as actividades lectivas e não
lectivas desenvolvidas
 Formação realizada e seus benefícios para a prática lectiva e não
lectiva do docente
 Identificação de necessidades de formação para o
desenvolvimento profissional
O relatório de auto-avaliação tem regras simplificadas de elaboração,
aprovadas por despacho do membro do Governo responsável pela área
da educação.

O relatório da auto-avaliação pode ser acompanhado de documentos que


não constem do processo individual do docente.

No caso de docente que exerça funções num serviço da administração


pública, em complementaridade com as da escola, o relatório de auto
avaliação deve ser acompanhado de uma informação do responsável
máximo desse serviço.

Saiba mais:

 ADD – artigo 17.º [PDF]


 Anexo II do Despacho n.º 14 420/2010, de 15 de Setembro [PDF]

10.2. Ficha de avaliação global

A ficha de avaliação é aprovada por despacho do membro do Governo


responsável pela área da Educação.

A ficha de avaliação global inclui sempre os seguintes elementos:

 Identificação do docente avaliado, do relator e da escola


 Cumprimento do serviço lectivo e do serviço não lectivo
distribuído
 Existência ou não existência de observação de aulas
 Proposta de classificação do relator para cada domínio de
avaliação
 Relação pedagógica com os alunos
 Proposta de classificação e avaliação final, apresentada pelo
relator
 Avaliação final, quantitativa e qualitativa, atribuida pelo júri de
avaliação
 Fundamentação da avaliação final
 Tomada de conhecimento pelo avaliado

Saiba mais:

 ECD – artigo 45.º [PDF]


 ADD – artigos 4.º e 20.º [PDF]
 Despacho n.º 14 420/2010, de 15 de Setembro [PDF]
Pontuação da ficha de avaliação global

Cada um dos domínios da ficha de avaliação global é pontuado numa


escala de 1 a 10.

Quando o docente não puder ser avaliado em algum dos domínios da


ficha por não ter desempenhado as funções ou actividades
correspondentes, a escala deve ser ajustada de modo a que esse domínio
não seja considerado e não conte para o resultado final.

10.3. Ficha de observação de aulas

A preencher pelo relator sempre que a observação ocorra. O modelo a


adoptar em cada agrupamento de escolas ou escola não agrupada é
aprovado pelo conselho pedagógico, sob proposta da Comissão de
Coordenação da Avaliação do Desempenho.

Saiba mais:

 ADD – artigo 10.º [PDF]

 // 11. Resultado da avaliação


o

O resultado final da avaliação é expresso numa escala de 1 a 10,


correspondendo as classificações às seguintes menções qualitativas:

o 9 a 10 - Excelente
o 8 a 8,9 - Muito Bom
o 6,5 a 7,9 - Bom
o 5 a 6,4 - Regular
o 1 a 4,9 - Insuficiente

As menções qualitativas de Muito Bom e Excelente só podem ser atribuídas aos


docentes que tiveram observação de aulas.

Em cada agrupamento ou escola não agrupada, a atribuição das menções qualitativas de


Excelente e Muito Bom têm de respeitar as percentagens de 5% e 20% respectivamente.

As percentagens máximas para atribuições das classificações de Muito Bom e Excelente


por agrupamento ou escola não agrupada terão, ainda, por referência os resultados
obtidos na avaliação externa da escola.

Para a classificação de cumprimento de serviço lectivo considera-se:

 a actividade lectiva registada no horário de trabalho


 a permuta de serviço com outro docente
 as ausências equiparadas à prestação de serviço docente (nos termos do artigo
103º do ECD)

A atribuição de menções qualitativas de Bom, Muito Bom e Excelente depende do


cumprimento mínimo, respectivamente de 95%, 97% e 100% de serviço lectivo
distribuído em cada um dos anos a que se reporta o ciclo de avaliação.

Saiba mais:

 ECD – artigos 46.º e 103.º [PDF]


 ADD – artigos 2.º e 21.º [PDF]

 // 12. Atribuição da avaliação


o
o A proposta de avaliação é feita pelo relator que a regista na ficha de
avaliação global e a apresenta ao avaliado por escrito
o Nessa ficha, o relator inclui a pontuação atribuída a cada um dos
domínios e a proposta de classificação final
o O avaliado, se não concordar com a avaliação, pode requerer no prazo de
5 dias uma entrevista individual com o relator para apreciação dos
elementos incluídos na ficha e debate da sua avaliação
o O relator entrega todos os elementos de avaliação (relatório de auto-
avaliação, ficha de avaliação global e, se assisitr, relatório de observação
de aulas) ao júri, o qual atribui a classificação final de 1 a 10 e a menção
qualitativa correspondente
o No caso de ter havido entrevista o júri deve ponderar as questões
suscitadas pelo avaliado
o O júri, se entender necessário, pode emitir recomendações destinadas à
melhoria da prática pedagógica e do desempenho profissional
o A avaliação final (classificação e menção qualitativa) é comunicada por
escrito ao avaliado

Saiba mais:

 ECD – artigos 18.º e 22.º [PDF]

 // 13. Reclamação e Recurso


o

Reclamação

O avaliado pode apresentar reclamação escrita ao júri no prazo de 10 dias


a contar da data em que tem conhecimento da avaliação final.

O júri aprecia e decide sobre a reclamação no prazo de 15 dias.


Recurso

O avaliado pode recorrer no prazo de 10 dias a contar da data em que


tem conhecimento da decisão da reclamação ou da avaliação final, para
um júri especial de recurso, que incluirá:

o Um elemento designado pela direcção regional de educação, que preside


o O relator
o Um docente indicado pelo recorrente do próprio agrupamento ou de
outra escola do mesmo concelho ou de um concelho limítrofe

A decisão do júri especial de recurso deve ser proferida no prazo de 10 dias.

Saiba mais:

 ECD – artigo 47.º [PDF]


 ADD – artigos 23.º e 24.º [PDF]

 // 14. Divulgação da avaliação


o

O processo de avaliação tem carácter confidencial, devendo os


instrumentos da avaliação ser arquivados no respectivo processo
individual e ficando todos os intervenientes obrigados ao dever de sigilo.

A divulgação dos resultados do processo de avaliação é feita no final do


processo, e inclui unicamente:

o O número total de docentes avaliados e não avaliados


o O número total de docentes por menção qualitativa
o A divulgação não é nominativa

Saiba mais:

 ECD – artigo 49.º [PDF]


 ADD – artigo 33.º [PDF]

 // 15. Acompanhamento e monitorização do processo de avaliação de


professores
o
o O Ministério da Educação assegura apoio técnico e aconselhamento por
parte de um gabinete de apoio à avaliação de docentes, que toma como
referência as orientações do Conselho Científico para Avaliação de
Professores
o O Conselho Científico para Avaliação de Professores acompanha e
monitoriza todo o processo de avaliação, recolhendo informação junto
das escolas e elaborando um relatório anual
o A Inspecção-Geral da Educação acompanha o processo de avaliação em
articulação com o Conselho Científico para a Avaliação de Professores
Saiba mais:

 ECD – artigo 43.º [PDF]


 ADD – artigos 34.º e 35.º [PDF]

 // 16. Regimes especiais


o

16.1. Período probatório

16.2. Docentes em regime de contrato

16.3. Técnicos especializados

16.4. Docentes com funções de coordenação

16.5. Relatores

16.6. Docentes em regime de mobilidade

16.7. Docentes em outras situações

16.8. Docentes em organismos que não pertencem ao Ministério da


Educação, o processo de avaliação, com base em relatórios enviados
pelos agrupamentos ou escolas não agrupadas

Saiba mais:

 ADD – Capítulo III - artigos 25.º a 31.º [PDF]

Se no final destes documetos todos ainda não ficou esclarecido, pois


bem, consulte:

 Legislação Avaliação do Desempenho de Docentes


 Despacho n.º 16 034/2010

22 de Out de 2010 /// Estabelece a nível nacional os


padrões de desempenho docente

Despacho normativo n.º 24/2010

23 de Set de 2010 /// Estabelece os critérios a aplicar na


realização da ponderação curricular prevista no n.º 9 do
artigo 40.º do Estatuto da Carreira dos Educadores de
Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e
Secundário
Portaria n.º 926/2010

20 de Set de 2010 /// Estabelece os procedimentos a


adoptar nos casos em que, por força do exercício de
cargos ou funções, não possa haver lugar a observação de
aulas, necessária à progressão aos 3.º e 5.º escalões e à
obtenção das menções de Muito bom e Excelente

Despacho n.º 14420/2010

15 de Set de 2010 /// Aprova as fichas de avaliação global


do desempenho do pessoal docente

Decreto Regulamentar n.º 2/2010

23 de Jun de 2010 /// Regulamenta o sistema de avaliação


do desempenho do pessoal docente da educação pré-
escolar e dos ensinos básico e secundário e revoga os
Decretos Regulamentares n.os 2/2008, de 10 de Janeiro,
11/2008, de 23 de Maio, 1-A/2009, de 5 de Janeiro, e
14/2009, de 21 de Agosto

Despacho n.º 7886/2010

5 de Mai de 2010 /// Avaliação de docentes em regime de


mobilidade.

Despacho n.º 4913-B/2010

19 de Mar de 2010 /// Determina os procedimentos a


adoptar no âmbito da apreciação intercalar.

Portaria n.º 1317/2009

21 de Out de 2009 /// Estabelece um regime transitório de


avaliação de desempenho dos membros das direcções
executivas, dos directores dos estabelecimentos públicos
de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário
e, bem assim, dos directores dos centros de formação de
associações de escolas

Decreto Regulamentar n.º 14/2009

21 de Ago de 2009 /// Prorroga a vigência do Decreto


Regulamentar n.º 1-A/2009, de 5 de Janeiro, que
estabelece o regime transitório de avaliação de
desempenho do pessoal docente da educação pré-escolar e
dos ensinos básico e secundário
Despacho n.º 15772/2009

10 de Jul de 2009 /// Repristina o n.º 3 do anexo xvi do


despacho n.º 16872/2008, de 7 de Abril, publicado no
Diário da República, 2.ª série, n.º 119, de 23 de Junho de
2008.

Despacho n.º 3006/2009

23 de Jan de 2009 /// Altera e republica o anexo xvi ao


despacho n.º 16 872/2008, de 7 de Abril, que aprova os
modelos de impressos das fichas de auto-avaliação e
avaliação do desempenho do pessoal docente, bem como
as ponderações dos parâmetros classificativos constantes
das fichas de avaliação

Decreto Regulamentar n.º 1-A/2009

5 de Jan de 2009 /// Estabelece um regime transitório de


avaliação de desempenho do pessoal a que se refere o
Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos
Professores dos Ensinos Básico e Secundário, aprovado
pelo Decreto-Lei n.º 139-A/90, de 28 de Abril

Lei n.º 64-A/2008

31 de Dez de 2008 /// Orçamento de Estado para 2009.


(Artigo n.º 158)

Despacho n.º 32048/2008

16 de Dez de 2008 /// Delegação de competências no


âmbito da avaliação de desempenho do pessoal docente

Despacho n.º 32047/2008

16 de Dez de 2008 /// Altera o despacho n.º 19117/2008,


que determina a organização do ano lectivo de 2008-2009

Despacho conjunto n.º 31996/2008

16 de Dez de 2008 /// Altera o despacho n.º 20131/2008,


que determina as percentagens máximas para atribuição
das menções de Muito bom e Excelente

Despacho n.º 27136/2008


24 de Out de 2008 /// Aditamento ao despacho n.º
7465/2008, publicado no Diário da República, 2.ª série,
n.º 52, de 13 de Março de 2008

Despacho n.º 20 131/2008

30 de Jul de 2008 /// Determina as percentagens máximas


para atribuição das menções qualitativas de Excelente e
de Muito bom em cada agrupamento de escolas ou escolas
não agrupadas na sequência do procedimento da avaliação
de desempenho de pessoal docente

Decreto-Lei n.º 104/2008

24 de Jun de 2008 /// Estabelece o regime do concurso e


prova pública de acesso para lugares da categoria de
professor titular, aberto para o preenchimento de vaga
existente em cada agrupamento de escolas ou escola não
agrupada da rede do Ministério da Educação

Despacho n.º 16872/2008

23 de Jun de 2008 /// Aprova os modelos de impressos das


fichas de auto-avaliação e avaliação do desempenho do
pessoal docente, bem como as ponderações dos
parâmetros classificativos constantes das fichas de
avaliação

Decreto Regulamentar n.º 11/2008

23 de Mai de 2008 /// Define o regime transitório de


avaliação de desempenho do pessoal docente até ao ano
escolar de 2008-2009

Despacho n.º 13 459/2008

14 de Mai de 2008 /// Constitui uma comissão paritária


com vista a garantir o acompanhamento da concretização
do regime de avaliação de desempenho do pessoal
docente, definido no Decreto Regulamentar n.º 2/2008, de
10 de Janeiro

Despacho n.º 7465/2008

13 de Mar de 2008 /// Delegação de competências de


avaliador e nomeação em comissão de serviço de
professores na categoria de professor titular

Despacho n.º 6753/2008


7 de Mar de 2008 /// Designação dos membros do
conselho científico da avaliação

Decreto Regulamentar n.º 4/2008

5 de Fev de 2008 /// Define a composição e o modo de


funcionamento do conselho científico para a avaliação de
professores

Decreto Regulamentar n.º 2/2008

10 de Jan de 2008 /// Regulamenta o sistema de avaliação


de desempenho do pessoal docente da educação pré-
escolar e dos ensinos básico e secundário

Decreto-Lei n.º 15/2007

19 de Jan de 2007 /// Aprova o estatuto da carreira dos


educadores de infância e dos professores dos ensinos
básico e secundário.

27 artigos.

 Legislação Estatuto da Carreira Docente


Decreto-Lei n.º 75/2010

23 de Jun de 2010 /// Procede à décima alteração ao


Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos
Professores dos Ensinos Básico e Secundário, aprovado
pelo Decreto-Lei n.º 139-A/90, de 28 de Abril

Despacho n.º 4654/2010

16 de Mar de 2010 /// Fixa para o ano escolar 2010-2011


a quota de 130 para a concessão de licença sabática.

Despacho n.º 4653/2010

16 de Mar de 2010 /// Fixa para o ano escolar 2010-2011


a quota de 130 para a concessão de equiparação a
bolseiro.
Declaração de Rectificação n.º 84/2009

18 de Nov de 2009 /// Rectifica o Decreto-Lei n.º


270/2009, de 30 de Setembro, do Ministério da Educação,
que procede à nona alteração ao Estatuto da Carreira dos
Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos
Básico e Secundário, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 139-
A/90, de 28 de Abril, à terceira alteração ao Decreto-Lei
n.º 20/2006, de 31 de Janeiro, e à primeira alteração ao
Decreto-Lei n.º 104/2008, de 24 de Junho, publicado no
Diário da República, 1.ª série, n.º 190, de 30 de Setembro
de 2009.

Decreto Regulamentar n.º 27/2009

6 de Out de 2009 /// Procede à primeira alteração ao


Decreto Regulamentar n.º 3/2008, de 21 de Janeiro, que
estabelece o regime da prova de avaliação de
conhecimentos e competências prevista no artigo 22.º do
Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos
Professores dos Ensinos Básico e Secundário.

Decreto-Lei n.º 270/2009

30 de Set de 2009 /// Procede à nona alteração ao Estatuto


da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores
dos Ensinos Básico e Secundário, aprovado pelo Decreto-
Lei n.º 139-A/90, de 28 de Abril, à terceira alteração ao
Decreto-Lei n.º 20/2006, de 31 de Janeiro, e à primeira
alteração ao Decreto-Lei n.º 104/2008, de 24 de Junho

Despacho n.º 21666/2009

28 de Set de 2009 /// Define as regras da realização do


período probatório previsto no Estatuto da Carreira
Docente

Declaração de Rectificação n.º 2223/2009

4 de Set de 2009 /// Rectifica o despacho n.º 19255/2009,


de 6 de Agosto, publicado no Diário da República, 2.ª
série, n.º 161, de 20 de Agosto de 2009.

Portaria n.º 966/2009

25 de Ago de 2009 /// Altera a Portaria n.º 343/2008, de


30 de Abril, que fixa as funções ou cargos a identificar
como de natureza técnico-pedagógica.
Despacho n.º 19255/2009

20 de Ago de 2009 /// Define os requisitos formais do


trabalho a anexar ao requerimento de realização da prova
pública para admissão a concurso de acesso para lugares
da categoria de professor titular.

Portaria n.° 841/2009

3 de Ago de 2009 /// Estabelece as regras para que os


docentes da educação pré-escolar e dos ensinos básico e
secundário providos em lugar de quadro que exerçam
funções docentes em estabelecimento de educação ou de
ensino públicos, na dependência do Ministério da
Educação, possam beneficiar de equiparação a bolseiro.

Despacho n.º 13399/2009

8 de Jun de 2009 /// Mobilidade de pessoal docente

Despacho n.º 8463/2009

26 de Mar de 2009 /// Concessão de licença sabática para


o ano escolar de 2009-2010.

Despacho n.º 4196-A/2009

2 de Fev de 2009 /// Regulamenta a abertura de


procedimento de mobilidade por transferência destinado a
professores titulares

Despacho n.º 15 941/2008

11 de Jun de 2008 /// Fixa para o ano escolar de 2008-


2009 a quota máxima de 130 para a concessão da licença
sabática

Despacho n.º 14 939/2008

29 de Mai de 2008 /// Regras e procedimentos a observar


no destacamento e requisição de docentes no ano escolar
de 2008-2009. Revoga o despacho n.º 8641/2006, de 18
de Abril
Portaria n.º 350/2008

5 de Mai de 2008 /// Fixa as condições de atribuição de


licença sabática aos docentes da educação pré-escolar e
dos ensinos básico secundário. Revoga o Despacho
Normativo n.º 31/98, de 17 de Abril

Portaria n.º 345/2008

30 de Abr de 2008 /// Estabelece as condições em que


podem ser concedidas dispensas para formação ao pessoal
docente da educação pré-escolar e dos ensinos básico e
secundário

Portaria n.º 344/2008

30 de Abr de 2008 /// Regulamenta o processo de


reconhecimento dos ciclos de estudos conducentes aos
graus de mestre e doutor e dos próprios graus académicos
obtidos por docentes profissionalizados, integrados na
carreira, em domínio directamente relacionado com a área
científica que leccionem ou em Ciências da Educação

Portaria n.º 343/2008

30 de Abr de 2008 /// Fixa as funções ou cargos a


identificar como de natureza técnico-pedagógica

Decreto Regulamentar n.º 3/2008

21 de Jan de 2008 /// Estabelece o regime da prova de


avaliação de conhecimentos e competências prevista no
artigo 22.º do Estatuto da Carreira dos Educadores de
Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e
Secundário

Decreto-Lei n.º 200/2007

22 de Mai de 2007 /// Estabelece o regime do primeiro


concurso de acesso para lugares da categoria de professor
titular

Decreto-Lei n.º 15/2007

19 de Jan de 2007 /// Sétima alteração do Estatuto da


Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos
Ensinos Básico e Secundário
Docentes a quem se aplica a avaliação

 Docentes integrados na carreira entre o 1.º e o 10.º escalão


 Docentes em período probatório
 Docentes em regime de contrato

ADD – artigo 2.º [PDF]

Requisito de tempo

A avaliação do desempenho realiza-se apenas quando o docente prestar serviço efectivo


durante pelo menos um ano lectivo, independentemente do estabelecimento de ensino
onde exerceu funções.

Quando o docente tiver prestado serviço efectivo por período superior a um ano lectivo,
esse período é avaliado no ciclo seguinte.

Os docentes em regime de contrato devem ser avaliados desde que tenham prestado
serviço efectivo pelo menos 6 meses consecutivos no mesmo agrupamento ou escola
não agrupada.

Se o requererem, podem também ser avaliados docentes que tenham prestado serviço
efectivo entre 30 dias e 6 meses consecutivos no mesmo agrupamento ou escola não
agrupada.

Saiba mais:

 ECD – artigo 42.º [PDF] - Decreto Lei nº 75/2010 de 23 Junho


 ADD – artigo 6.º [PDF] - Decreto Regulamentar nº 2/2010 de 23 deJunho

Nota: A leitura destes destaques não dispensa a consulta dos diplomas de referência:

· Estatuto de Carreira Docente (ECD) Decreto-Lei 75/2010 de 23 de Junho


· Avaliação do Desempenho de Docentes (ADD) Decreto Regulamentar 2/2010 de 23 de Junho

Ministério da Educação