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GOVERNO DO ESTADO DE RORAIMA

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE RORAIMA – UERR


ESPECIALIZAÇÃO: ENSINO DE LÍNGUAS EM CONTEXTO DE
DIVERSIDADE LINGUÍSTICA
DISCIPLINA: Aprendizagem e Aquisição de Línguas

DILENILDA SELVINO DO NASCIMENTO


GENESIS CAROLINA MATOS AQUINO

ATIVIDADE AVALIATIVA FINAL

Boa Vista–RR
2017
DILENILDA SELVINO DO NASCIMENTO
GENESIS CAROLINA MATOS AQUINO

ATIVIDADE AVALIATIVA FINAL

Trabalho apresentado a Universidade


Estadual de Roraima – UERR, na
Disciplina Aprendizagem e
Aquisição de Línguas, no Curso de
Especialização Ensino de Línguas
em Contexto de Diversidade
Linguística.

Professor: David Lemos


Boa Vista–RR
2017
SUMÁRIO

INTRODUÇAO...................................................................................................04

1. AQUISIÇAO............................................................................................05
2. LÍNGUA MATERNA................................................................................06
3. EMPIRISMO............................................................................................06
4. ASPECTOS TEÓRICOS.........................................................................07

CONCLUSÃO....................................................................................................08

REFERÊNCIAS.................................................................................................08
INTRODUÇÃO

Este trabalho busca traçar um breve percurso acerca dos aspectos


convergentes e divergentes sobre o empirismo e o racionalismo, a partir das
leituras realizadas na disciplina Aprendizagem e aquisição de língua materna,
ministrada pelo prof. David Lemos. Partimos de algumas definições de conceitos
importantes para o processo de aprendizagem/aquisição de uma língua materna,
tais como aquisição, língua materna, para em seguida apresentarmos os
aspectos teóricos do Empirismo e do Racionalismo, apontando semelhanças e
diferenças entre as duas correntes. A aprendizagem de línguas e a aquisição da
linguagem é uma área híbrida e heterogênea ou multidisciplinar, desta forma
apresentamos tanto aspectos cognitivos quanto sociais implicados no processo
de aquisição e aprendizagem de línguas, assim, utilizamos como referências
neste trabalho Krashen (1981), Pinker (1994), Baralo (1999), Signorini (2002),
Fiorin (2007), Slobin (1985), Chomsky (1959) e Bakhtin (1997).

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1. AQUISIÇÃO

A aquisição da língua ou linguagem, sobretudo a materna, se dá no início


da vida humana e se desenvolve até o início da adolescência. Segundo Krashen
(1981) aquisição é um processo espontâneo e inconsciente que internaliza as
regras como consequência do uso natural da linguagem, com fins comunicativo
e sem atenção expressa à forma. Ainda comenta Krashen (1981) que
aprendizagem é um processo consciente realizado través de interações formais
em sala de aula e que certamente segue uma linha de conhecimentos e
atividades explícitas do funcionamento da língua como sistema.
Na verdade, é o meio em que o indivíduo se comunica, a partir dos
primeiros contatos com a sociedade em que vive e se relaciona. No entanto, a
linguagem é fundamental para se comunicar e a linguagem pode ser verbal e
não - verbal. A aprendizagem internaliza por meio de um sistema linguístico e
cultural, mediante a reflexão sistemática guiada através de seus elementos.
Ainda, segundo o autor, a aprendizagem é feita por meio do ensinar, chamado
de um conjunto de decisões que se toma em relação a um contexto concreto na
hora de determinar os objetivos de aprendizagem. Ou seja, um conjunto de
conteúdos pertinentes, em função dos objetivos previamente estabelecidos, e
dos procedimentos que se emprega para que se desenvolvam os conteúdos.
Já para Pinker (1994) a aquisição de uma linguagem normal é garantida até
a idade de 6 anos, fica comprometida se adquirida entre 6 anos até pouco depois
da puberdade e é rara daí para a frente. O autor ainda discute o período crítico,
no qual consiste em mudanças maturacionais do cérebro humano da criança,
devido à rapidez do metabolismo e da multiplicação da quantidade de neurônios,
durante seu andamento escolar, assim como também consiste na diminuição do
metabolismo das sinapses cerebrais no desenvolvimento do adolescentes. No
ponto de vista do autor, a criança, de acordo com sua faixa etária, consegue
desenvolver sua aprendizagem no âmbito escolar e na interação com a
sociedade.
A aprendizagem pode ser ainda feita por critérios psicolinguísticos como
se dar por processo consciente e guiado, por meio de critério sociolinguístico,
quando a aula é dentro de um centro educativo, ou ainda pelo critério educativo

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com atividades que potencializam o uso e a reflexão sobre o funcionamento do
sistema linguístico.
Enfim, são aspecto relativos da aquisição de linguagem, na verdade cada
um com seu ponto vista, uns oferecem explicação e outros ainda em processo
de estudo para que possam adentrarem profundamente em aquisição e
aprendizagem.

2. LÍNGUA MATERNA

Para Baralo (1999), a língua materna é a primeira língua em que o


indivíduo adquire competência linguística e comunicativa. Ou seja, nos
relacionamos com as pessoas que entendem a mesma língua que falamos e,
assim, podemos construir o mundo interior através da inteligência, emoções,
dedução, para termos o pensamento organizado e para que estejamos
preparados como seres humanos para a vida social.
Segundo Signorini (2002) a língua de um povo constitui-se como um dos
seus bens mais preciosos. São na língua que se apresenta refletidas as
representações e construções de uma sociedade e suas diversas variações, são
através de sua língua que se dão as relações de poder e dominação, os
consensos, as discórdias, as transmissões culturais. A Língua Materna é a língua
falada em seu país de nascimento, ou seja, seu país natal.
Portanto, é importante a língua materna e a da aquisição da língua o
indivíduo já internaliza os meio da comunicação, ou seja já não se preocupa na
forma da linguagem. No entanto, aprendizagem é um processo que traça o
consciente do indivíduo realizado através de intercâmbios formais em sala de
aula que é instruído.

3. EMPIRISMO

Entende-se por empirismo como o conhecimento derivado de experiência.


Não se deve negar a existência da mente, nem que os seres humanos tenham
conhecimentos e ideias na mente. No entanto, as ideias foram adquiridas ou

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aprendidas. Ou seja, o ser humano tem a capacidade inata de formar
associações entre estímulos ou entre estímulos e respostas, com base na
analogia e no contorno.
O empirismo não considerava a mente como um componente fundamental
para justificar o processo de aquisição linguística. Segundo Fiorin (2007), a
composição da língua não está dentro do indivíduo, mas o indivíduo vai
aprendendo, associando de acordo com o mundo à sua volta, fora do seu corpo.
Segundo Slobin (1985), o racionalismo, nas teorias atuais sobre aquisição da
linguagem, juntamente às experiências das crianças, de alguma forma, faz uso
da capacidade inata.

Esse capacidade inata é basicamente a diretriz da corrente conhecida


como gerativista ou inatista, que assume que o aprendizado da linguagem é
independente do conhecimento ou de outras formas de aprendizagem. Já para
as teorias cognitivas e construtivistas, a linguagem é parte da cognição, ou seja,
é o mecanismo responsável pelo aprendizado da linguagem e, também, é
responsável por outra forma de aprendizado. Por isso, a existência da mente
pode ser atribuída responsabilidade pela aquisição.
Portanto, para estas correntes a língua não só pode ser entendida e
estabelecida no movimento da comunicação verbal, mas a partir de uma
capacidade inerente à mente humana. Na verdade, que o empirismo tem como
base do conhecimento e da experiência humana, mais não se deve negar a
existência da mente. E o racionalismo admite que o aprendizado da linguagem
é independente do conhecimento ou de outras formas de aprendizagem.

4. ASPECTOS TEÓRICOS

Bakhtin (1997) destaca que ao ouvirmos a fala do outro aprendemos a


estruturar os enunciados, a moldar a nossa fala às formas do gênero do discurso
que a organizam mesma forma que organizam as formas gramaticais
(sintáticas). Ao ouvir a fala do outro, sabemos de imediato o gênero, volume a
estrutura composicional, ou seja, desde o início somos sensíveis ao discurso e
no processo da fala serão evidenciadas suas diferenciações.

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Chomsky (1959) destaca que a capacidade de o ser humano adquirir a
linguagem é específica da espécie, por dotação genética, e não um conjunto de
comportamentos verbais a ser adquirido como resultado do desencadear de um
dispositivo inato, escrito na mente.
Entretanto, podemos assinalar alguns pontos convergentes entre os dois
teóricos. Para Bakhtin (1997) aprende-se linguagem ao ouvir o outro, a língua é
um organismo vivo repleto de significações ideológicas e constituído histórica e
socialmente, entendida no fluxo da comunicação verbal, é parte do diálogo, faz
parte de um processo de comunicação ininterrupto com percepção plena de
qualquer discurso. Já Chomsky (1959) destaca que a aprendizagem e a
linguagem vêm por meio de dotação genética. Contudo para ambos, a
aprendizagem da linguagem é uma capacidade humana inegável, ou seja, ela é
exclusivamente encontrada nos seres humanos.

CONCLUSÃO

Conclui-se que, com base nas leituras e discussões em sala de aula sobre
a temática discorrida, que a aprendizagem e a aquisição de línguas se dão pela
interação com o outro de forma social, em casa, na escola com os colegas, bem
como por dotação genética.

Portanto, é respeitável a língua materna sabermos que é a qual nascemos


com ela seja, em qualquer lugar onde o indivíduo vive. E aquisição da língua o
indivíduo já internaliza os meio da comunicação, ou seja já não se preocupa na
forma da linguagem. No entanto, aprendizagem é um processo que traça o
consciente do indivíduo realizado através de intercâmbios formais em sala de
aula que é instruído.

A aquisição é um processo espontâneo e inconsciente de


internalização de regras e faz parte do uso natural da linguagem como fins
comunicativos, por meios do sistema linguístico e sociolinguísticos, através da
aquisição da comunidade linguística da língua mãe. Ou seja, da língua que

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aprendemos a falar desde o nascimento, mediante a interação com os falantes
nativos, por meio da socialização.
Portanto, o empirismo e racionalismo tenta explicar, ou seja tem visões
opostas, que indivíduo tem. O empirismo tem como base do conhecimento e da
experiência humana, mais não se deve negar a existência da mente. E já no
racionalismo admite que o aprendizado da linguagem é independente do
conhecimento ou de outras formas de aprendizagem.

REFERÊNCIAS

DEL Ré, Alessandra. PAULA, Luciane. MENDONÇA, M. C. Aquisição da


linguagem e estudos bakhtinianos do discurso. São Paulo. Contexto. 2014.

GROLLA, E. SILVA, M. C. F. Para conhecer a aquisição da linguagem. São


Paulo. Contexto. 2015.

SCARPA, Esther Mirian. Aquisição da linguagem. São Paulo. Cortez. 2006.

SANTOS GARGALLO, Izabel. Lingüística aplicada a La enseñanza-


aprendizaje del español como língua extranjera. Madrid. Arco Libros.
SL.1999.

SIGNORINI, Inês. Língua (gem) e identidade: elementos para uma discussão


no campo aplicado. Campinas, SP. Mercado de Letras, 2002.

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