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Universidade Federal de Pernambuco

Departamento de Engenharia Elétrica – DEE


Transmissão de Energia Elétrica
Prof: José Mauricio de Barros Bezerra
1ª Lista de Exercícios 2017.2

Aluno: Murilo Araujo Souza Data: 17/10/2017

1. Identifique cada um dos acessórios apresentados nas Figura 1 a 4 e suas respectivas


funções em uma linha de transmissão.

Figura 1 Figura 2

Figura 3 Figura 4

RESPOSTA:
 Figura 1: Grampo de Suspensão – Sua principal função é de prender um
condutor energizado de maneira que a pressão sobre este seja uniforme, ou seja,
deve ser flexível no ponto de contato com o condutor, a fim que este não sofra
desgaste (ou até venha a romper) devido a efeitos de vibração;

 Figura 2: Amortecedor de Vibrações do tipo Stockbridge – Sua principal


função é de reduzir a vibração que ocorre em cabos para-raios e em condutores,
devido a fortes ventos. Reduzindo assim a fadiga a que estes equipamentos são
expostos pela ação dos ventos;
 Figura 3: Isolador de Porcelana do tipo Pino – Sua função, como o próprio
nome diz, é de isolar eletricamente as estruturas dos cabos condutores. E
também servem para sustentar estes cabos. Na figura, encontram-se os
isoladores monocorpo (25 kV) e multicorpo (69 kV), a esquerda e a direita,
respectivamente;

 Figura 4: Anéis Anti-Corona – Sua função é de reduzir o potencial ao longo de


uma cadeia de isoladores. São necessários principalmente em cadeias mais
longos, visto que, quanto maior for uma cadeia, maior será a tensão ao longo
desta. Também são conhecidos como anéis equalizadores.

2. Comente a aplicabilidade de isoladores poliméricos em linhas de transmissão e suas


limitações.

RESPOSTA:
Existem vantagens e desvantagens na aplicação de isoladores poliméricos em uma LT,
como por exemplo:

 Vantagens:

 Vandalismo: Há uma menor tendência de ocorrer atos de vandalismo


neste tipo de isolador (tiros de armas que eram frequentes quando se
utilizavam isoladores de porcelana ou de vidro), pois estes são mais
resistentes;

 São mais leves que os outros tipos de isoladores, facilitando assim a sua
instalação e manutenção.

 Desvantagens:

 Podem aparecer pequenas bolhas durante a sua fabricação, que acabam


prejudicar a capacidade de isolar do isolador;

 Atualmente não há uma maneira fácil de estimar o tempo de vida útil


deste tipo de isolador, acarretando em uma maior dificuldade nas
manutenções preventivas.

3. Explique, em função dos gráficos apresentados na Figura 5 qual o isolador mais


adequado para um ambiente poluído.
Isolador “a”

Isolador “b”

Figura 5

RESPOSTA:
De acordo com os gráficos da figura 5, para um alto valor de condutividade (visto que
o ambiente considerado é poluído), a tensão de flashover é maior para o isolador “a”, sendo
assim, este seria mais indicado.

4. Dimensione uma cadeia de isoladores para tensão de serviço (230 kV),


considerando uma tensão máxima operativa de 5% além da nominal, a partir da
seguinte equação:

U de
N isol 
di
Onde:

U = tensão máxima operativa (eficaz fase-terra);


de = conforme tabela cm/kV;
di = 30,5 cm.

Classe Classificação ESDD (mg/cm2)


A Atmosfera limpa 0,032
B Contaminação leve 0,038
C Contaminação intensa 0,056
D Contaminação muito intensa 0,123

d e [cm/kV] - distância de escoamento


específica:

•sem poluição: 2,0 a 2,30;


•poluição leve: 3,20;
•poluição intensa: 4,50;
•poluição muito intensa: 6,30

RESPOSTA:
230 ∗ 1,05
𝑈𝜆 = = 139,43 𝑘𝑉
√3

 Classe A: Atmosfera limpa

 Para 𝑑𝑒 = 2:

𝑈𝜆 𝑑𝑒 139,43 ∗ 2
𝑁𝑖𝑠𝑜𝑙 = = = 9,14 ≅ 10 𝑖𝑠𝑜𝑙𝑎𝑑𝑜𝑟𝑒𝑠
𝑑𝑖 30,5

 Para 𝑑𝑒 = 2,3:

𝑈𝜆 𝑑𝑒 139,43 ∗ 2,3
𝑁𝑖𝑠𝑜𝑙 = = = 10,51 ≅ 11 𝑖𝑠𝑜𝑙𝑎𝑑𝑜𝑟𝑒𝑠
𝑑𝑖 30,5

 Classe B: Contaminação Leve

𝑈𝜆 𝑑𝑒 139,43 ∗ 3,2
𝑁𝑖𝑠𝑜𝑙 = = = 14,62 ≅ 15 𝑖𝑠𝑜𝑙𝑎𝑑𝑜𝑟𝑒𝑠
𝑑𝑖 30,5

 Classe C: Contaminação Intensa


𝑈𝜆 𝑑𝑒 139,43 ∗ 4,5
𝑁𝑖𝑠𝑜𝑙 = = = 20,57 ≅ 21 𝑖𝑠𝑜𝑙𝑎𝑑𝑜𝑟𝑒𝑠
𝑑𝑖 30,5

 Classe D: Contaminação Muito Intensa

𝑈𝜆 𝑑𝑒 139,43 ∗ 6,3
𝑁𝑖𝑠𝑜𝑙 = = = 28,8 ≅ 29 𝑖𝑠𝑜𝑙𝑎𝑑𝑜𝑟𝑒𝑠
𝑑𝑖 30,5

5. Comente, à luz dos gráficos apresentados na Figura 6 a função dos anéis


equalizadores utilizados em cadeias de isoladores.

Efeito da Presença dos Anéis Anti-Corona

Sem Com
anéis anéis

MATLAB/
PDETOOL

29/87

Figura 6

RESPOSTA:
Observa-se como a tensão ao longo da cadeia de isoladores é reduzida com a presença
de anéis anti-corona.
Sem os anéis, o isolador mais próximo da cabo condutor fica submetido a 14% da
tensão de fase do circuito. Já quando o anel é instalado, essa tensão no isolador mais
próximo é reduzida para aproximadamente 4%, sendo a máxima tensão neste caso de
aproximadamente 6%. Ou seja, a presença dos anéis deixa a distribuição de tensão mais
uniforme ao longo da cadeia.

6. Considere que a linha representada por seu quadripolo na Figura 7 requer uma
compensação completa em derivação, conforme indicado, de tal forma que as
 U
tensões em seus terminais sejam iguais ( U  ), quando operada em vazio. Ao
1 2
representarmos as suas constantes generalizadas por: D A  Ae jA  a   ja  ,

B  Be jB  b   jb  e C  Ce jC  c  jc e considerando Y


  y   jy  ,mostre
que a susceptância indutiva do reator necessário é dada por:
k  a a 
y   sen B  cos  B [S/fase], onde k=1, para compensação completa.
B B

A BC D A2 B2C2 D2 Z A1 B1 C1 D1

U1 Y Y U2 U1 U2

Figura 7 Figura 8

RESPOSTA:
Para a representação em quadripolo, temos o seguinte sistema de equações:

𝑈̇1 𝐴̇𝑐 𝐵̇𝑐 𝑈̇2


[ ̇ ] = [ ̇ ̇ ][ ̇ ]
𝐼1 𝐶𝑐 𝐷𝑐 𝐼2

Sendo:

𝐴̇𝑐 𝐵̇𝑐 1 0 𝐴̇ 𝐵̇ 1 0
[ ̇ ̇ ] = [ ̇ ][ ̇ ̇][ ̇ ]
𝐶𝑐 𝐷𝑐 𝑌1 𝐶𝐷 𝑌1

𝐴̇𝑐 𝐵̇𝑐 𝐴̇ + 𝐵̇ 𝑌̇ 𝐵̇
[ ̇ ̇ ]=[ ̇ ̇ ]
𝐶𝑐 𝐷𝑐 𝑌(𝐴 + 𝐵̇ 𝑌̇) + 𝐶̇ + 𝐷̇𝑌̇ 𝐷̇ + 𝐵̇ 𝑌̇

Sabemos que em vazio, 𝐼2̇ = 0, daí:

𝑈̇1 = 𝐴̇𝑐 𝑈̇2

𝑈̇1
𝑘 = 𝐴̇𝑐 =
𝑈̇2
E assim, temos:

𝑘 =̇ 𝐴𝑐 = (𝐴̇ + 𝐵̇ 𝑌̇)

𝑘 = 𝐴̇𝑐 = 𝑎′ + 𝑗𝑎′′ + (𝑏 ′ + 𝑗𝑏 ′′ )(𝑦 ′ − 𝑗𝑦 ′′ )

𝑘 − 𝑎′ − 𝑗𝑎′′ = (𝑏 ′ + 𝑗𝑏 ′′ )(𝑦 ′ − 𝑗𝑦 ′′ )

𝑘 − 𝑎′ − 𝑗𝑎′′ = 𝐵𝑒 𝑗𝛽𝐵 (𝑦 ′ − 𝑗𝑦 ′′ )

(𝑘 − 𝑎′ )𝑒 −𝑗𝛽𝐵 𝑗𝑎′′𝑒 −𝑗𝛽𝐵


𝑦 ′ − 𝑗𝑦 ′′ = −
𝐵 𝐵

Separando a parte imaginária da equação acima, obtemos:

𝑘 − 𝑎′ 𝑎′′
𝑦 ′′ = sin 𝛽𝐵 + cos 𝛽𝐵
𝐵 𝐵

7. Mostre que em uma linha de transmissão com compensação série central, conforme
ilustra a Figura 8, o parâmetro compensado B c é dado por:
 B
B c

 A      
1 2  D1B 2  D1A 2 Z , onde Z (=jxc) representa a impedância série a ser
inserida na linha de transmissão. Defina, também, qual o valor ideal de B c para
uma compensação série total e mostre que

2b1 a1  b1a1 


xc   
a1 2  a1 2

RESPOSTA:
Para este caso, temos que:

𝐴̇𝑐 𝐵̇𝑐 𝐴̇2 𝐵̇2 1 𝑍̇ 𝐴̇1 𝐵̇1


[ ̇ ̇ ] = [ ̇ ̇ ][ ][ ̇ ̇ ]
𝐶𝑐 𝐷𝑐 𝐶2 𝐷2 0 1 𝐶1 𝐷1

E daí, obtemos:

𝐴̇𝑐 𝐵̇𝑐 𝐴̇2 𝐴̇2 𝑍̇ + 𝐵̇2 𝐴̇1 𝐵̇1


[ ̇ ̇ ]=[ ̇ ][ ]
𝐶𝑐 𝐷𝑐 𝐶2 𝐶2̇ 𝑍̇ + 𝐷̇2 𝐶1̇ 𝐷̇1
𝐴̇𝑐 𝐵̇𝑐 𝐴̇2 𝐴̇1 + (𝐴̇2 𝑍̇ + 𝐵̇2 )𝐶1̇ 𝐴̇2 𝐵̇1 + (𝐴̇2 𝑍̇ + 𝐵̇2 )𝐷̇1
[ ̇ ̇ ]=[ ̇ ̇ ]
𝐶𝑐 𝐷𝑐 𝐶2 𝐴1 + (𝐶2̇ 𝑍̇ + 𝐷̇2 )𝐶1̇ 𝐶2̇ 𝐵̇1 + (𝐶2̇ 𝑍̇ + 𝐷̇2 )𝐷̇1

Da matriz acima, obtemos a seguinte expressão para 𝐵̇𝑐 :


𝐵̇𝑐 = 𝐴̇2 𝐵̇1 + 𝐵̇2 𝐷̇1 + 𝐴̇2 𝑍̇𝐷̇1 (1)

Agora, fazendo as seguintes considerações:

𝐴̇1 = 𝐷̇1 = 𝐴̇2 = 𝐷̇2 = 𝑎′1 + 𝑗𝑎′′1 (2)


𝐵̇1 = 𝐵̇2 = 𝑏′1 + 𝑗𝑏 ′′1 (3)
𝑍 = 𝑗𝑥𝑐 (4)
{𝐵̇𝑐 = 𝑏′𝑐 + 𝑗𝑏 𝑐
′′
(5)

Substituindo as equações (2), (3) e (4) em (1), obtemos:

𝐵̇𝑐 = 2(𝑎′1 + 𝑗𝑎′′1 )(𝑏 ′1 + 𝑗𝑏 ′′1 ) + 𝑗𝑥𝑐 (𝑎′1 + 𝑗𝑎′′1 )²

Fazendo uma manipulação na equação acima, chegamos na seguinte expressão ideal de


𝐵̇𝑐 :
2
𝐵̇𝑐 = 2(𝑎′1 𝑏 ′1 − 𝑎′ ′1 𝑏 ′ ′1 − 𝑥𝑐 𝑎′1 𝑎′ ′1 ) + 𝑗[2(𝑎′1 𝑏 ′ ′1 + 𝑎′ ′1 𝑏 ′1 ) + 𝑥𝑐 (𝑎′1 − 𝑎′ ′1 ²)]

E assim, separando em parte real e imaginária os termos da equação acima, e


comparando com a equação (5), obtemos:

𝑏 ′ 𝑐 = 2(𝑎′1 𝑏 ′1 − 𝑎′ ′1 𝑏 ′ ′1 − 𝑥𝑐 𝑎′1 𝑎′ ′1 )
2
𝑏 ′′ 𝑐 = 2(𝑎′1 𝑏 ′ ′1 + 𝑎′ ′1 𝑏 ′1 ) + 𝑥𝑐 (𝑎′1 − 𝑎′ ′1 ²)

E para a compensação série total, temos que 𝑏 ′′ 𝑐 = 0, 𝑑𝑎í:

−2(𝑎′1 𝑏 ′ ′1 + 𝑎′ ′1 𝑏 ′1 )
𝑥𝑐 =
(𝑎′12 − 𝑎′ ′1 ²)

8. Uma linha de interligação de dois sistemas tem as seguintes características:

  0,7363e j1,7
 D
A
  160,76e j86 ,7
B
  0,002861e j90 ,4
C
Z 0  236,8 
Se no transmissor e no receptor forem mantidas as tensões U1  U 2  460 kV, qual será o
valor do ângulo de potência quando for entregue:

a) 0,5 P0;
b) 1,0 P0;
c) 1,5 P0?

Caso seja necessário, calcule eventuais compensações para tornar possível a transmissão.

RESPOSTA:
Sendo:

𝑈22 (460𝑘)²
𝑃0 = = = 893,58 𝑀𝑊
𝑍0 236,8

E o ângulo de potência calculado de acordo com:

𝐵 𝐴𝑈22
𝜃 = 𝛽𝐵 − 𝑐𝑜𝑠 −1 { [𝑃2 + cos(𝛽𝐵 − 𝛽𝐴 )]}
𝑈1 𝑈2 𝐵

−1
160,76 0,7363 ∗ (460𝑘)2
𝜃 = 86,7° − 𝑐𝑜𝑠 { [𝑃 + cos(86,7° − 1,7°)]}
460𝑘 ∗ 460𝑘 2 160,76

𝜃 = 86,7° − 𝑐𝑜𝑠 −1 [75,97 ∗ 10−11 (𝑃2 + 84,467 ∗ 106 )]

a) 𝑃2 = 0,5𝑃0 = 446,79 𝑀𝑊:

𝜃 = 20,513°

b) 𝑃2 = 1𝑃0 = 893,58 𝑀𝑊:

𝜃 = 44,715°

c) 𝑃2 = 1,5𝑃0 = 1340,37 𝑀𝑊:

Neste caso há uma indeterminação, pois, o argumento do 𝑐𝑜𝑠 −1 > 1. Não sendo
possível realizar a transmissão. Então uma compensação deve ser feita para que essa
transmissão se torne possível. A compensação total série nos extremos pode ser utilizada, e
é representada pela seguinte equação:

𝐴̇𝑐 𝐵̇𝑐 1 𝑍̇𝑐𝑐 𝐴̇1 𝐵̇1 1 𝑍̇𝑐𝑐


[ ̇ ̇ ]=[ ][ ][ ]
𝐶𝑐 𝐷𝑐 0 1 𝐶1̇ 𝐷̇1 0 1

Da equação acima, obtemos:


𝑈̇1 = 𝐴̇𝑐 𝑈̇2 + 𝐵̇𝑐 𝐼2̇

E:

𝐵̇𝑐 = 𝐵̇1 + 𝐴̇1 𝑍̇𝑐𝑐 + 𝐷̇1 𝑍̇𝑐𝑐 + 𝐶1̇ 𝑍̇²𝑐𝑐


Assim:

𝑏′𝑐 + 𝑗𝑏′′𝑐 = 𝑏′1 + 𝑗𝑏′′1 + 2(𝑎′1 + 𝑗𝑎′′1 )(𝑟 ′ 𝑐 + 𝑗𝑥 ′′ 𝑐 ) + (𝑐′1 + 𝑗𝑐′′1 )(𝑟′𝑐 + 𝑗𝑥′′𝑐 )²

Separando a parte imaginária a equação acima, obtemos:

𝑏′′𝑐 = 𝑏′′1 + 2𝑎′1 𝑥′′𝑐 − 𝑐 ′′1 (𝑥′′𝑐 )²

E para uma compensação total, temos que 𝑏′′𝑐 = 0, portanto:

2𝑎′1 ± √(2𝑎′1 )2 + 4𝑐′′1 𝑏′′1


𝑥′′𝑐 =
2𝑐′′1

E assim, os valores encontrados são:

𝑥′′𝑐1 = 607,12 𝛺

𝑥′′𝑐2 = −92,43 𝛺

Então, escolhe-se o valor de 𝑥′′𝑐2 , pois como ele é negativo, representa uma reatância
capacitiva. E na prática, utiliza-se apenas uma compensação de 50%, ou seja:

𝑥′′𝑐2 = −46,21 𝛺

Portanto:

𝑍̇𝑐𝑐 = 46,21𝑒 −𝑗1,5

E assim, o valor corrigido de 𝐵̇𝑐 , considerando que 𝐴̇ = 𝐷̇ :

𝐵̇𝑐 = 𝐵̇ + 2𝐴̇𝑍̇𝑐𝑐 + 𝐴̇𝑍̇𝑐𝑐


2
= 73,894𝑒 𝑗81,16

E, portanto, recalculando 𝜃, obtemos:

𝜃 = 29,78°

Ou seja, com a compensação série realizada, houve uma redução da impedância da


linha, fazendo com que a potência requerida pudesse ser transmitida.
9. Uma linha de 230 kV possui as constantes generalizadas abaixo. Alimenta uma
carga passiva de 35 + j5 MVA, com 230 kV no receptor. Qual a tensão que deve ser
mantida no transmissor? Calcule a regulação e, caso necessário identifique e calcule
possíveis compensações.

  0,6068e j6,79 
A
  325,5115e j79 ,98 
B
  1,991  10  3 e j92 ,98 
C

RESPOSTA:
De um quadripolo, temos a equação abaixo:

𝑈̇1 = 𝐴̇𝑈̇2 + 𝐵̇ 𝐼2̇

E a corrente da linha é:

𝑆 (35 − 𝑗5) ∗ 106
𝐼2̇ = ( ) = = 88,75𝑒 −𝑗8,13° 𝐴
√3𝑉𝐿 √3 ∗ 230 ∗ 10 3

E assim:

𝑈̇1 = 𝐴̇𝑈̇2 + 𝐵̇ 𝐼2̇ = 0,6068𝑒 𝑗6,79° ∗ 230𝑘 + √3 ∗ 325,5115𝑒 𝑗79,98° ∗ 88,75𝑒 −𝑗8,13°

𝑈̇1 = 166,9𝑒 𝑗22,56° 𝑘𝑉

Então, a regulação é:

100(𝑈1 − 𝑈2 ) 100(166,9 − 230)


𝑅𝑒𝑔 = = = −27,43 %
𝑈2 230

A regulação negativa indica um aumento da tensão ao longo da linha (efeito ferranti),


ou seja, apresenta uma natureza capacitivo. Então, deve-ser fazer uma compensação com
reator shunts. Utilizando uma compensação shunt total, obtida na questão 6, temos que 𝑘 =
1, daí:

𝑘 − 𝑎′ 𝑎′′
𝑦 ′′ = sin 𝛽𝐵 + cos 𝛽𝐵
𝐵 𝐵

1 − 0,6068cos(6,79°) 0,6068𝑠𝑒𝑛(6,79°)
𝑦 ′′ = sin(79,98°) + cos(79,98°) = 0,00124 𝑆
325,5115 325,5115
Portanto:

𝑌̇ = −𝑗0,00124 𝑆

Sendo:

𝐴̇𝑐 𝐵̇𝑐 1 0 𝐴̇ 𝐵̇ 1 0
[ ̇ ̇ ] = [ ̇ ][ ̇ ̇][ ̇ ]
𝐶𝑐 𝐷𝑐 𝑌1 𝐶𝐷 𝑌1

Calcula-se os valores compensandos 𝐴̇𝑐 e 𝐵̇𝑐 , que são:

𝐴̇𝑐 = 1𝑒 −𝑗0,3103°

𝐵̇𝑐 = 325,51𝑒 𝑗79.98°

Então, após a compensação, o valor de 𝑈̇1 , é:

𝑈̇1 = 𝐴̇𝑐 𝑈̇2 + 𝐵̇𝑐 𝐼2̇

𝑈̇1 = 1𝑒 −𝑗0,3103° ∗ 230𝑘 + √3 ∗ 325,51𝑒 𝑗79.98° ∗ 88,75𝑒 −𝑗8,13°

𝑈̇1 = 249,90𝑒 𝑗106,8

E a nova regulação, é:

100(𝑈1 − 𝑈2 ) 100(249,90 − 230)


𝑅𝑒𝑔 = = = 8,65 %
𝑈2 230

Ou seja, a regulação agora é positiva, e não há mais o efeito ferranti. Porém está em um
valor elevado, e para reduzi-la, poderiam ser colocados capacitores em série.

10. Determinar para uma linha de 138 kV, cujas constantes generalizadas seguem
abaixo, a capacidade de compensação necessária para que a tensão no receptor, em
vazio, não seja maior do que 135 kV, quando, no transmissor, mantemos 138 kV.
Calcular as constantes da linha compensada. São constantes da linha:

 D
A   0,816  e j4,35o ;
1 1
B  227,2  e j72,30 ;
1
  15,7  10 4  e j91, 40o .
C1

RESPOSTA:
Para um quadripolo, temos:
𝑈̇1 𝐴̇𝑐 𝐵̇𝑐 𝑈̇2
[ ̇ ] = [ ̇ ̇ ][ ̇ ]
𝐼1 𝐶𝑐 𝐷𝑐 𝐼2

E para a compensação deste quadripolo, temos a seguinte a equação:

𝐴̇𝑐 𝐵̇𝑐 1 0 𝐴̇ 𝐵̇ 1 0
[ ̇ ̇ ] = [ ̇ ][ ̇ ̇][ ̇ ]
𝐶𝑐 𝐷𝑐 𝑌1 𝐶𝐷 𝑌1

Sendo assim:
𝑈̇1 1 0 𝐴̇ 𝐵̇ 1 0 𝑈̇2
[ ̇ ] = [ ̇ ][ ̇ ̇][ ̇ ][ ̇ ]
𝐼1 𝑌 1 𝐶 𝐷 𝑌 1 𝐼2

𝑈̇1 𝐴̇ 𝐵̇ 1 0 𝑈̇2
[ ̇ ]=[ ̇ ̇ ] [ ][ ]
𝐼1 𝑌𝐴 + 𝐶̇ 𝑌̇𝐵̇ + 𝐷̇ 𝑌̇ 1 𝐼2̇

𝑈̇1 𝐴̇ + 𝑌̇𝐵̇ 𝐵̇ 𝑈̇2


[ ̇ ]=[ ̇ ̇ ] [ ]
𝐼1 𝑌𝐴 + 𝐶̇ + 𝑌̇(𝑌̇𝐵̇ + 𝐷̇ ) 𝑌̇𝐵̇ + 𝐷̇ 𝐼2̇

Em vazio, temos que 𝐼2̇ = 0, portanto:

𝑈̇1 = 𝐴̇𝑐 𝑈̇2 = (𝐴̇ + 𝑌̇𝐵̇ )𝑈̇2

𝑈̇1 135
𝐴̇𝑐 = = = 𝑘 = 1,022
𝑈̇2 138

𝐴̇ = 𝐷̇ = 𝐴𝑒 𝑗𝛽𝐴 = 𝑎′ + 𝑗𝑎′′ = 0,8136 + 𝑗0,0619


{ 𝐵̇ = 𝐵𝑒 𝑗𝛽𝐵 = 227,2𝑒 𝑗72,3°
𝑦 ≅ −𝑗𝑦′′

Sabemos da questão 6, que:

𝑘 − 𝑎′ 𝑎′′
𝑦 ′′ = sin 𝛽𝐵 + cos 𝛽𝐵
𝐵 𝐵
1,022 − 0,8136 0,0619
𝑦 ′′ = sin 72,3° + cos 72,3 = 9,57 ∗ 10−4 𝑆
227,2 227,2

𝑦 ′′ = 9,57 ∗ 10−4 𝑒 −𝑗90° 𝑆

Então:
𝐴̇𝑐 𝐵̇𝑐 𝐴̇ + 𝑌̇𝐵̇ 𝐵̇
[ ̇ ̇ ]=[ ̇ ̇ ]
𝐶𝑐 𝐷𝑐 2𝑌𝐴 + 𝐶̇ + 𝑌²̇𝐵̇ 𝑌̇𝐵̇ + 𝐴̇

𝐴𝑐̇ = 𝐷𝑐̇ = 𝐴̇ + 𝑌̇𝐵̇


{ 𝐵̇𝑐 = 𝐵̇
𝐶𝑐̇ = 2𝑌̇𝐴̇ + 𝐶̇ + 𝑌²̇𝐵̇

E por fim, sendo 𝑦 ′′ = 𝑌̇ no sistema de equações acima, encontramos as constantes de


linha compensada, que são:

𝐴𝑐̇ = 𝐷𝑐̇ = 1,0213𝑒 −𝑗0,2575

𝐵̇𝑐 = 227,2227,2𝑒 𝑗72,3°

𝐶𝑐̇ = 1,8762 ∗ 10−4 ∗ 𝑒 −𝑗84,85

11. A transmissão de uma potência Potênc ia Reativa


igual à potência natural representa
um estado operacional ótimo,
desde que as perdas serão
minimizadas, como também a
queda ou aumento de tensão, uma Indutiva
vez que os reativos da linha Funç ão da
estarão automaticamente tec nologia “LPNE”
1
compensados (a linha se comporta P
como um circuito composto P0
apenas por resistências série e Ponto operac ional
condutâncias shunt), justificando Cap ac itiva ótim o

pesquisas arrojadas para que este


ponto ótimo seja alcançado para
valores maiores possíveis de
potência natural. Essas
observações podem ser melhor
entendidas através de uma análise
da Figura 9, na qual é explicitada a
busca pretendida através da
tecnologia LPNE, deslocando o
ponto ótimo operacional da linha
de transmissão para a direita, Figura 9
elevando a capacidade de
transmissão da linha e
minimizando as suas perdas.
Descreva como a potência natural
de uma LT pode ser alterada com
o objetivo ilustrado na figura.

RESPOSTA:

A tecnologia LPNE está relacionada com a disposição (geomotria) dos condutores da


linha de transmissão, de forma que haja um aumento na capacidade de transmissão de
potência. Este aumento se dá ao fato, de que com um novo arranjo específico, há uma
redução da reatância série da linha, aumentando assim a potência natural desta.

12. Seja o quadripolo apresentado na Figura 10 representativo de uma linha de


transmissão.

Figura 10 – Quadripolo representativo de uma linha de transmissão

Seja N  P  jQ e N   P  jQ as potências complexas no lado emissor e receptor,


1 1 1 2 2 2
respectivamente. Mostre que as potências ativas e reativas podem ser obtidas por:
DU12
sen B  D   1 2 sen B  
UU
Q1 
B B
2
cosB  D   1 2 cosB  
DU1 UU
P1 
B B
AU 22
Q2  1 2 sen B    sen B  A 
UU
B B
AU 22
cosB    cosB  A 
U1U 2
P2 
B B

Onde os ângulos  A ,  B ,  C e  D são os argumentos das constantes A,B,C e D


,
 e U
respectivamente.  representa o ângulo entre U  e é chamado ”ângulo de potência”.
1 2

RESPOSTA:
 Determinação de 𝑃2 e 𝑄2 :

Da equação do quadripolo, temos:


𝑈̇1 = 𝐴̇𝑈̇2 + 𝐵̇ 𝐼2̇

𝑈̇1 𝐴̇𝑈̇2
𝐼2̇ = −
𝐵̇ 𝐵̇

Da notação fasorial, temos:

𝑈1 𝑗(𝛽 −𝜃) 𝐴𝑈2 𝑗(𝛽 −𝛽 )


𝐼2 = 𝑒 𝐵 − 𝑒 𝐴 𝐵
𝐵 𝐵

Conjugando a expressão acima, obtemos:

𝑈1 𝑗(𝛽 −𝜃) 𝐴𝑈2 𝑗(𝛽 −𝛽 )


𝐼2∗ = 𝑒 𝐵 − 𝑒 𝐵 𝐴
𝐵 𝐵
𝑈1 𝑗(𝛽 −𝜃) 𝐴𝑈2 𝑗(𝛽 −𝛽 )
𝑆2 = 𝑈2 𝐼2∗ = 𝑈2 [ 𝑒 𝐵 − 𝑒 𝐵 𝐴]
𝐵 𝐵

𝑈2 𝑈1 𝐴𝑈22 𝑈2 𝑈1 𝐴𝑈22
𝑆2 = cos(𝛽𝐵 − 𝜃) − cos(𝛽𝐵 − 𝛽𝐴 ) + 𝑗[ sen(𝛽𝐵 − 𝜃) − sen(𝛽𝐵 − 𝛽𝐴 )]
𝐵 𝐵 𝐵 𝐵

Então, separando a parte real (potência ativa) e a parte imaginária (potência reativa),
obtemos:

𝑈2 𝑈1 𝐴𝑈22
𝑃2 = cos(𝛽𝐵 − 𝜃) − cos(𝛽𝐵 − 𝛽𝐴 )
𝐵 𝐵

𝑈2 𝑈1 𝐴𝑈22
𝑄2 = sen(𝛽𝐵 − 𝜃) − sen(𝛽𝐵 − 𝛽𝐴 )
𝐵 𝐵

 Determinação de 𝑃1 e 𝑄1:

𝐼1̇ = 𝐶̇ 𝑈̇2 + 𝐷̇𝐼2̇

Substituindo a equação de 𝐼2̇ encontrada anteriormente, obtemos:

𝑈̇1 𝐴̇𝑈̇2
𝐼1̇ = 𝐶̇ 𝑈̇2 + 𝐷̇( − )
𝐵̇ 𝐵̇

𝐷̇𝑈̇1 𝐷̇𝐴̇𝑈̇2
𝐼1̇ = 𝐶̇ 𝑈̇2 + −
𝐵̇ 𝐵̇
𝐷̇𝑈̇1 𝐵̇ 𝐶̇ − 𝐷̇𝐴̇
𝐼1̇ = + 𝑈̇2
𝐵̇ 𝐵̇

Sabemos que em um quadripolo, a seguinte expressão é válida:

𝐷̇ 𝐴̇ − 𝐵̇ 𝐶̇ = 1

Portanto:

𝐷̇ 𝑈̇1 𝑈̇2
𝐼1̇ = −
𝐵̇ 𝐵̇
𝐷𝑈1 𝑗(𝛽 −𝛽 ) 𝑈2 −𝑗(𝛽 +𝜃)
𝐼1 = 𝑒 𝐷 𝐵 − 𝑒 𝐵
𝐵 𝐵

Conjugando a expressão acima, obtemos:

𝐷𝑈1 𝑗(𝛽 −𝛽 ) 𝑈2 𝑗(𝛽 +𝜃)


𝐼1∗ = 𝑒 𝐷 𝐵 − 𝑒 𝐵
𝐵 𝐵
𝐷𝑈1 𝑗(𝛽 −𝛽 ) 𝑈2 𝑗(𝛽 +𝜃)
𝑆1 = 𝑈1 𝐼1∗ = 𝑈1 [ 𝑒 𝐷 𝐵 − 𝑒 𝐵 ]
𝐵 𝐵

𝐷𝑈12 𝑈1 𝑈2 𝐷𝑈12 𝑈1 𝑈2
𝑆1 = cos(𝛽𝐷 − 𝛽𝐵 ) − cos(𝛽𝐵 + 𝜃) + 𝑗[ sen(𝛽𝐷 − 𝛽𝐵 ) − sen(𝛽𝐵 + 𝜃)]
𝐵 𝐵 𝐵 𝐵

Então, separando a parte real (potência ativa) e a parte imaginária (potência reativa),
obtemos:

𝐷𝑈12 𝑈1 𝑈2
𝑃1 = cos(𝛽𝐷 − 𝛽𝐵 ) − cos(𝛽𝐵 + 𝜃)
𝐵 𝐵

𝐷𝑈12 𝑈1 𝑈2
𝑄1 = sen(𝛽𝐷 − 𝛽𝐵 ) − sen(𝛽𝐵 + 𝜃)
𝐵 𝐵

13. Dado o circuito ilustrado na Figura 11, o qual representa um trecho infinitesimal de
uma linha de transmissão, a)demonstre que:
i(x,t) l Dx r Dx i (x+ D x,t)

 2u u  2u
 rgu  rc  g   c
x 2 t t 2
u(x,t) g Dx c Dx u(x+ D x,t)

 2i i  2i
 rgi  rc  g   c
x 2 t t 2

Dx
Figura - 11

b) explique porque a necessidade da representação de uma linha a parâmetro distribuído;


c) explique porque, na prática, se procura modelos de circuitos equivalentes que traduzam o
comportamento da linha em seus terminais.

RESPOSTA:
a) Considerando que entre o inicio e o fim de um elemento diferencial de linha,
𝜕𝑥, há uma diferença de potêncial que é:

𝜕𝑢
∆𝑥
𝜕𝑥

Assim, a queda de tensão ao longo da linha é:

𝜕𝑢 𝜕𝑖
− ∆𝑥 = (𝑟∆𝑥)𝑖 + (𝑙∆𝑥)
𝜕𝑥 𝜕𝑡

𝜕𝑢 𝜕𝑖
− = 𝑟𝑖 + 𝑙 (1)
𝜕𝑥 𝜕𝑡

Já para a corrente da linha, temos:

𝜕𝑖 𝜕𝑢
− ∆𝑥 = (𝑔∆𝑥)𝑢 + (𝑐∆𝑥)
𝜕𝑥 𝜕𝑡

𝜕𝑖 𝜕𝑢
− = 𝑔𝑢 + 𝑐 (2)
𝜕𝑥 𝜕𝑡

Agora, diferenciando as equações (1) e (2), em relação a x e a t, respectivamente,


temos:

𝜕 2𝑢 𝜕𝑖 𝜕 2𝑖
− = 𝑟 + 𝑙 (4)
𝜕𝑥 2 𝜕𝑥 𝜕𝑥𝜕𝑡
𝜕 2𝑖 𝜕𝑢 𝜕 2𝑢
− =𝑔 +𝑐 2 (5)
𝜕𝑥𝜕𝑡 𝜕𝑡 𝜕𝑡

Substituindo (2) e (5), em (4), temos:

𝜕 2𝑢 𝜕𝑢 𝜕𝑢 𝜕 2𝑢
− = −𝑟 (𝑔𝑢 + 𝑐 ) − 𝑙(𝑔 + 𝑐 ) (6)
𝜕𝑥 2 𝜕𝑡 𝜕𝑡 𝜕𝑡 2

E por fim:

𝜕 2𝑢 𝜕𝑢 𝜕 2𝑢
= 𝑟𝑔𝑢 + (𝑟𝑐 + 𝑙𝑔) + 𝑙𝑐 2 ) (6)
𝜕𝑥 2 𝜕𝑡 𝜕𝑡
Agora, diferenciando as equações (1) e (2), em relação a t e a x, respectivamente,
temos:

𝜕 2𝑢 𝜕𝑖 𝜕 2𝑖
− =𝑟 +𝑐 2 (7)
𝜕𝑥𝜕𝑡 𝜕𝑡 𝜕𝑡

𝜕 2𝑖 𝜕𝑢 𝜕 2𝑢
− = 𝑔 + 𝑐 (8)
𝜕𝑥 2 𝜕𝑥 𝜕𝑥𝜕𝑡

Substituindo (1) e (7), em (8), temos:

𝜕 2𝑖 𝜕𝑖 𝜕𝑖 𝜕 2𝑖
− = −𝑔 [𝑟𝑖 + 𝑙 ] − 𝑐[𝑟 + 𝑐 ] (9)
𝜕𝑥 2 𝜕𝑡 𝜕𝑡 𝜕𝑡 2

E por fim:

𝜕 2𝑖 𝜕𝑖 𝜕 2𝑖
= 𝑟𝑔𝑖 + (𝑟𝑐 + 𝑙𝑔) + 𝑙𝑐 ] (10)
𝜕𝑥 2 𝜕𝑡 𝜕𝑡 2

b) Utilizando parâmetros distribuídos, há uma melhor representação dos


fenômenos que ocorrem na linha. Isso se da ao fato, de que com parâmetros
distribuídos, a alteração da capacitância devido à corrente que percorre a linha é
contínua, afetando assim a tensão do sistema de forma mais precisa. E isto não
ocorre caso os parâmetros sejam concentrados. E no caso de uma linha longa,
os erros caso seja adotado um modelo a parâmetros concentrados pode se tornar
muito maior.

c) A principal razão é para simular com o máximo de precisão os fenômenos que


ocorrem de fato na linha. Por isso, para determinados comprimentos de linha se
aconselha a usar certo tipo de modelo. Por exemplo, para linhas com até 80 km
de extensão (linhas curtas), despreza-se o efeito da capacitância da linha, visto
que esse valor é muito pequeno e não acarreta em grandes erros na análise do
problema.