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PROJETO

NORMAS

estrutura
normas de apresentação de projetos estrutura
sumário
Revisão: Julho 2015
1. ELEMENTOS PARA O DESENVOLVIMENTO DOS PROJETOS DE ESTRUTURA
INFRAESTRUTURA
Considerações
Fundação Direta
Fundações Profundas
Muros de Arrimo e Contenções
SUPERESTRUTURA EM CONCRETO MOLDADO “IN LOCO”
Considerações
Lajes
Cargas Permanentes e Acidentais
Características do Concreto Estrutural
Características do Aço Estrutural
Cobrimentos Mínimos das Armaduras
SUPERESTRUTURA EM PRÉ-FABRICADOS – CONCRETO
Considerações
Lajes
Cargas Permanentes e Acidentais
Características do Concreto Estrutural
Características do Aço Estrutural
Cobrimentos Mínimos das Armaduras
Solidarização das Ligações
Processamento da estrutura
Dimensões Estimadas das Peças Pré-moldadas
Fechamentos
SUPERESTRUTURA EM PRÉ-FABRICADOS – AÇO
Considerações
Lajes
Cargas Permanentes e Acidentais
Características do Concreto Estrutural
Características do Aço Estrutural
Cobrimentos Mínimos das Armaduras
Ligações / conexões
Proteção passiva das estruturas metálicas
ESTRUTURAS DE MADEIRA
Considerações
Cargas Permanentes e Acidentais
Tipos de madeira a serem utilizadas e Características
Ligações e apoios

2. ANTEPROJETO
Considerações
PRODUTOS GRÁFICOS
APRESENTAÇÃO DOS PRODUTOS GRÁFICOS
INFORMAÇÕES DOS PRODUTOS GRÁFICOS
Locação das Fundações
Fôrmas das Fundações
Fôrmas dos Pavimentos e Coberturas
Fôrmas dos Muros de Arrimo e Contenções
Memória de Cálculo
ANÁLISE E LIBERAÇÃO DO ANTEPROJETO

3. PROJETO EXECUTIVO
Considerações
PRODUTOS GRÁFICOS
APRESENTAÇÃO DOS PRODUTOS GRÁFICOS
INFORMAÇÕES DOS PRODUTOS GRÁFICOS
Locação das Fundações e dos Pilares
Fôrmas das Fundações
Fôrmas dos Pavimentos e Coberturas
Fôrmas dos Muros de Arrimo e Contenções
Estruturas Complementares - Metálicas / Madeira (telhados, escadas, brises)
Armações – Fundações, Pavimentos, Coberturas e Arrimos / Contenções
Memória de Cálculo
Relação de Documentos Entregues
ANÁLISE E LIBERAÇÃO DO PROJETO EXECUTIVO

ANEXOS I a VIII Detalhes técnicos


ANEXO IX MODELO de Memória de Cálculo
ANEXO X TABELA PADRÃO DE ESTRUTURA moldada in loco
ANEXO XI TABELA PADRÃO DE ESTRUTURA pré-moldada
ANEXO XII Certificação Digital

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normas de apresentação de projetos estrutura
elementos para o desenvolvimento dos projetos de estrutura

INFRAESTRUTURA

CONSIDERAÇÕES

A escolha do tipo de fundação e demais parâmetros que sejam necessários para o


desenvolvimento do projeto devem ser feitas por especialista em solos, através de
Parecer Técnico elaborado com base nas características do subsolo obtidas por
sondagens do terreno e em função do entorno onde será implantada a Unidade
Escolar.

As cotas das faces superiores dos blocos e baldrames, 30 cm abaixo do piso


acabado ou de acordo com as determinações do projeto de Hidráulica e Parecer
Técnico de solos.

Sempre que possível utilizar largura mínima para vigas baldrames de 20 cm, em
função do cobrimento das armaduras.

No caso de piso estruturado em contato com solo, utilizar laje maciça. Para as áreas
molhadas, compatibilizar com hidráulica, providenciando rebaixos necessários para
passagem das tubulações.

Para estruturas pré-fabricadas de concreto, recomendamos comprimento de


embutimento nos cálices dos blocos de fundação de 2 vezes a maior dimensão do
pilar ou utilização de ranhuras nas paredes do pilar / cálice, permitindo a redução do
comprimento conforme norma ABNT – NBR 9062. Prever mais 3 cm para
regularização.

As paredes do cálice acima do corpo do bloco devem ter no mínimo 15 cm de


espessura. Ver ANEXO 01.

Adotar o mesmo RN utilizado para o levantamento topográfico e o projeto de


arquitetura.

FUNDAÇÃO DIRETA

Tipos utilizados: sapatas isoladas, sapatas corridas e radier.

Deverão ser dimensionadas em função das tensões máximas a serem aplicadas ao


solo, constantes no Parecer Técnico de solos.

As cotas de assentamento previstas no parecer devem ser confirmadas em obra por


engenheiro especialista em solos e fundações.

FUNDAÇÕES PROFUNDAS

Tipos utilizados:
§ Broca de concreto (ficha de serviço S3.01)
§ Estaca escavada mecanicamente (ficha de serviço S3.02)
§ Estaca “de reação” (prensada) (ficha de serviço S3.03)
§ Estaca tipo Strauss (ficha de serviço S3.04)
§ Estaca pré-moldada de concreto (ficha de serviço S3.05)
§ Tubulão a céu aberto (ficha de serviço S3.06)
§ Estaca raiz (ficha de serviço S3.07)
§ Estaca tipo Hélice contínua (ficha de serviço S3.08)

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elementos para o desenvolvimento dos projetos de estrutura

Para fundações em estacas ou brocas, os blocos de coroamento deverão estar


travados em duas direções, exceto para apoio de baldrames (“quebra de vãos”).

Considerar as cotas de arrasamento 5 cm acima da face inferior dos blocos para


brocas e estacas e 10 cm para tubulões.

Os comprimentos das estacas e as cotas de assentamento dos tubulões e sapatas


previstas no parecer devem ser confirmadas em obra por engenheiro especialista em
solos e fundações.

Espaçamento mínimo entre eixos de estacas: 3 vezes o diâmetro para estaca


moldada “in loco”; 2,5 vezes o diâmetro para estacas pré-moldadas ou de acordo
com o parecer técnico.

Nos projetos de fundações procurar otimizar a quantidade de estacas para evitar a


necessidade da execução de provas de carga, conforme NBR 6122/2010 – Projeto e
Execução de Fundações.

Para casos onde não for possível evitar os ensaios, indicar nos desenhos de
estaqueamento a seguinte NOTA:
Haverá necessidade de ensaios nas estacas nos termos da NBR 6122/2010 – Projeto
e Execução de Fundações. Os ensaios deverão ser realizados em 1% da
quantidade total de estacas, arredondado para cima, quando o número de
estacas pré-moldadas, em hélice contínua, aço ou Strauss for superior a 100, ou
acima de 75 para estacas escavadas e raiz.

No caso de fundação em estacas hélice contínua, acrescentar:


Prever a necessidade da mobilização de bate-estaca para que seja feito o ensaio.

MUROS DE ARRIMO E CONTENÇÕES

Tipos utilizados:
§ estrutura mista (concreto e alvenaria armada) – ate 2 metros de altura
§ estrutura em concreto
§ muros de gravidade
§ especiais – quando não for possível utilizar nenhuma das soluções anteriores.

O tipo de fundação deve ser definido no Parecer Técnico de Solos.

Prever eficiente sistema de drenagem de modo a evitar possíveis elevações de


empuxo.

As fundações da estrutura de contenção devem limitar-se às divisas do terreno.

SUPERESTRUTURA EM CONCRETO MOLDADO “IN LOCO”

CONSIDERAÇÕES

Conjunto de elementos, tais como, pilares, vigas, lajes, em concreto armado


moldado no local, destinados a manter a rigidez e estabilidade da edificação.

Para as estruturas com extensão acima de 30m, recomenda-se a previsão de junta


de dilatação.

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elementos para o desenvolvimento dos projetos de estrutura

Optar por sistema estrutural independente das paredes. Alvenaria auto portante
somente em casos especiais.

Adotar largura mínima de 15 cm para vigas, pilares e paredes de concreto.

LAJES

Elemento estrutural utilizado para pisos ou forros, apoiado geralmente em vigas.

Utilizar preferencialmente vãos de 7,2m.

Tipos utilizados:
§ Laje pré-fabricada unidirecional com vigotas protendidas (ficha de serviço S4.08)
§ Laje pré-fabricada unidirecional com vigotas treliçadas (ficha de serviço S4.09)
§ Laje pré-fabricada painel alveolar de concreto protendido (ficha de serviço S4.10)
§ Laje pré-fabricada pré-lajes treliçadas (ficha de serviço S4.11)
§ Laje em concreto armado moldada “in-loco” – para pisos em contato com solo e lajes
de cobertura impermeabilizadas, sem utilização de telhados.

CARGAS PERMANENTES E ACIDENTAIS

Cargas permanentes a serem consideradas

§ acabamentos de piso, conforme definidos no projeto arquitetônico;


§ impermeabilizações, conforme projeto próprio;
§ alvenarias, conforme definidas no projeto arquitetônico;
§ isolamento acústico e piso das quadras, conforme projeto arquitetônico e
Componente FDE QE 28 / QE 31 - ver detalhes no ANEXO 06.
§ concreto armado = 25 KN/m³ (250kg/m³)
§ revestimento de piso = conforme material especificado em projeto

paredes/ tipo com sem


revestimento revestimento
(kg/m²) (kg/m²)
tijolo barro comum (um tijolo) 411,0 351,0
tijolo barro comum (½ tijolo) 245,4 185,4
tijolo cerâmico 8 furos (um tijolo) 240,2 180,2
tijolo cerâmico 8 furos (1/2 tijolo) 150,2 90,2
tijolo laminado (1/2 tijolo) 186,0 156,0
bloco de concreto (9x19x39 cm) 170,5 125,5
bloco de concreto (14x19x39cm) 203,5 158,5
bloco de concreto (19x19x39cm) 245,0 200,0
bloco cerâmico (9x19x39cm) 114,5 84,5
bloco cerâmico (14x19x39cm) 139,7 109,7
bloco cerâmico (19x19x39cm) 172,5 142,5
bloco cerâmico (11,5x19x39cm) 126,0 96,0

Foram consideradas as seguintes argamassas de revestimento:

§ tijolo comum: chapisco, emboço, reboco (60 kg/m2);

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elementos para o desenvolvimento dos projetos de estrutura

§ tijolo cerâmico: chapisco, emboço, reboco (60 kg/m2);


§ tijolo laminado: chapisco, emboço, reboco (30 kg/m2, para apenas 1 face);
§ bloco de concreto: emboço e reboco (45 kg/m2);
§ bloco cerâmico: chapisco, emboço, reboco (30 kg/m2, para apenas 1 face).

Pesos das argamassas, para cada face de parede:

§ chapisco: 7,5 kg/m2


§ emboço: 15 kg/m2
§ reboco: 7,5 kg/m2

Cargas acidentais a serem consideradas

• Vento: Conforme NBR 6123


• Sobrecargas

Ambiente
Almoxarifado, depósito pedagógico, despensa da cozinha, quadra q = 5,0 KN/m² (500 kgf/m²)
de esportes, sala de leitura
Galpão, despensa da cantina, depósito de educação física q = 4,0 KN/m² (400 kgf/m²)
Sala de aula, sala de uso múltiplo, sala de informática, laboratórios, q = 3,0 KN/m² (300 kgf/m²)
depósito de material de limpeza, circulações, cozinha, refeitório e
grêmio
Ambientes administrativos, cantina, sanitários, vestiários e zeladoria q = 2,0 KN/m² (200 kgf/m²)
Coberturas q = 0,5 KN/m² (50 kgf/m²)

CARACTERÍSTICAS DO CONCRETO ESTRUTURAL

Valores mínimos a serem adotados para a resistência característica à compressão – fck:


§ no litoral: 30 Mpa (C30)
§ em região urbana e rural: 25 Mpa (C25)
§ em pólos industriais: 30 Mpa (C30)
Verificar NBR-6118, em função da classe de agressividade ambiental

Qualquer concreto com resistência inferior a 20 MPa não será considerado estrutural,
devendo atender às condições específicas para as aplicações correspondentes (pisos,
lastros, etc.)

Consumo mínimo de cimento:


350 kg de cimento / m3 de concreto preparado em obra ou grout
300 kg de cimento / m3 de concreto dosado em central

Fator água / cimento máximo:


0,60 l / kg para concreto preparado em obra ou dosado em central (>= C25)

CARACTERÍSTICAS DO AÇO ESTRUTURAL

Tipos de Aço utilizados:


Aço CA-50 (barras)
Aço CA-60 (telas e barras)

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elementos para o desenvolvimento dos projetos de estrutura

COBRIMENTOS MÍNIMOS DAS ARMADURAS

em região urbana e rural: Infra-estrutura C ≥ 3,0 cm


Super-estrutura: Laje C ≥ 2,0 cm
Viga / Pilar C ≥ 2,5 cm

em pólos industriais e litoral: Infra-estrutura C ≥ 3,0 cm


(em meio fortemente agressivo C ≥ 4,0 cm)
Super-estrutura: Laje C ≥ 2,5 cm
Viga / Pilar C ≥ 3,0 cm

em meios fortemente agressivos: Infra-estrutura C ≥ 4,0 cm


Super-estrutura: Laje C ≥ 3,5 cm
Viga / Pilar C ≥ 4,0 cm

SUPERESTRUTURA EM PRÉ-FABRICADOS – CONCRETO

CONSIDERAÇÕES

Estas Especificações têm como objetivo definir as condições mínimas exigíveis para o
projeto das estruturas em concreto pré-moldado.

LAJES

As lajes serão do tipo pré-fabricada, painel alveolar de concreto protendido (ficha


de serviço S10)

CARGAS PERMANENTES E ACIDENTAIS

Cargas permanentes a serem consideradas:

§ capeamento ≥ 5 cm;
§ acabamentos de piso, conforme definidos no projeto arquitetônico;
§ impermeabilizações, conforme projeto próprio;
§ alvenarias, conforme definidas no projeto arquitetônico;
§ isolamento acústico e piso das quadras, conforme projeto arquitetônico e
Componente FDE QE 28 / QE 31. Ver detalhes no ANEXO 06.
§ concreto armado = 25 KN/m³ (250kg/m³)
§ revestimento de piso = conforme material especificado em projeto
§ caixilhos = 1 KN/m² (100kg/m²)
§

paredes/ tipo com sem


revestimento revestimento
(kg/m2) (kg/m2)
tijolo barro comum (um tijolo) 411,0 351,0
tijolo barro comum (½ tijolo) 245,4 185,4
tijolo cerâmico 8 furos (um tijolo) 240,2 180,2
tijolo cerâmico 8 furos (1/2 tijolo) 150,2 90,2
tijolo laminado (1/2 tijolo) 186,0 156,0
bloco de concreto (9x19x39 cm) 170,5 125,5

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elementos para o desenvolvimento dos projetos de estrutura

bloco de concreto (14x19x39cm) 203,5 158,5


bloco de concreto (19x19x39cm) 245,0 200,0
bloco cerâmico (9x19x39cm) 114,5 84,5
bloco cerâmico (14x19x39cm) 139,7 109,7
bloco cerâmico (19x19x39cm) 172,5 142,5
bloco cerâmico (11,5x19x39cm) 126,0 96,0

Foram consideradas as seguintes argamassas de revestimento:


§ tijolo comum: chapisco, emboço, reboco (60 kg/m2);
§ tijolo cerâmico: chapisco, emboço, reboco (60 kg/m2);
§ tijolo laminado: chapisco, emboço, reboco (30 kg/m2, para apenas 1 face);
§ bloco de concreto: emboço e reboco (45 kg/m2);
§ bloco cerâmico: chapisco, emboço, reboco (30 kg/m2, para apenas 1 face).

Pesos das argamassas, para cada face de parede:


§ chapisco: 7,5 kg/m2
§ emboço: 15 kg/m2
§ reboco: 7,5 kg/m2

Cargas acidentais a serem consideradas:

§ vento: Conforme NBR 6123


§ efeitos de variações volumétricas
§ sobrecargas:

Ambiente
Almoxarifado, depósito pedagógico, despensa da cozinha, quadra q = 5,0 KN/m² (500 kgf/m²)
de esportes, sala de leitura
Galpão, despensa da cantina, depósito de educação física q = 4,0 KN/m² (400 kgf/m²)
Sala de aula, sala de uso múltiplo, sala de informática, laboratórios, q = 3,0 KN/m² (300 kgf/m²)
depósito de material de limpeza, circulações, cozinha, refeitório e
grêmio
Ambientes administrativos, cantina, sanitários, vestiários e zeladoria q = 2,0 KN/m² (200 kgf/m²)
Coberturas q = 0,5 KN/m² (50 kgf/m²)

CARACTERÍSTICAS DO CONCRETO ESTRUTURAL

CONCRETO PRÉ-MOLDADO C40


§ fck ≥ 40 MPa, Ecs ≥ 30 GPa
§ fckj ≥ 25 MPa (peças protendidas), Ecs ≥ 23,8 GPa
§ fckj ≥ 15 MPa (peças armadas), Ecs ≥ 18,4 GPa

CONCRETO MOLDADO NO LOCAL C25


§ fck ≥ 25 MPa, Ecs ≥ 23,8 GPa
§ fckj ≥ 15 MPa, Ecs ≥ 18,4 GPa

CARACTERÍSTICAS DO AÇO ESTRUTURAL

ARMADURA ATIVA
§ Aço CP-175 RB ou CP-190 RB

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elementos para o desenvolvimento dos projetos de estrutura

ARMADURA PASSIVA:
§ Aço CA-50 (barras)
§ Aço CA-60 (telas)

PEÇAS EMBUTIDAS:
§ Peças embutidas, não aparentes:
• Aços NBR 7007 – MR250 (ASTM A36)
§ Peças embutidas, aparentes:
• Aços resistentes à oxidação, tipo
o NBR 5008 – CGR 400 (ASTM – A242)
o NBR 7007 – AR350 COR (ASTM – A588)
o e equivalentes de igual desempenho técnico

§ Luvas de aço rosqueadas, cilíndricas, tipo direita/esquerda, para emendas de barras


de aço, com resistência compatível à da barra a ser emendada.

COBRIMENTOS MÍNIMOS DAS ARMADURAS

Cobrimentos das armaduras para obras em cidades não litorâneas:

§ C ≥ 2,5 cm (vigas e pilares)


§ C ≥ 2,0 cm (lajes alveolares)

Cobrimentos das armaduras para obras em pólos industriais e litoral:

§ C ≥ 3,0 cm (vigas e pilares)


§ C ≥ 2,5 cm (lajes alveolares)

Cobrimentos das armaduras para obras em meios fortemente agressivos:

§ C ≥ 3,5 cm (vigas e pilares)


§ C ≥ 4,0 cm (lajes alveolares)

SOLIDARIZAÇÃO DAS LIGAÇÕES

Pilares / blocos de fundação:

Engastamento através de embutimento do pilar em cálice deixado no bloco de


fundação.

Concreto de enchimento com fck >= 25 MPa ou graute.

Vigas apoio de piso e vigas de travamento / pilares:

Devem ser garantidas ligações solidarizadas:

ao nível da laje com luvas embutidas nos pilares e /ou furos passantes nos
pilares intermediários, preenchidos com grout para garantir total aderência.

consolos dos pilares / dente gerber das vigas com chapas embutidas
(insertos) em ambos os elementos, soldadas apos a montagem. Ver detalhes
nos ANEXOS 02 e 03.

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normas de apresentação de projetos estrutura
elementos para o desenvolvimento dos projetos de estrutura

Vigas de cobertura / pilares:


Apoio sobre aparelhos de neoprene e pinos a serem dimensionados para
resistir aos momentos volventes (tombamento). Ver detalhes nos ANEXOS 04 e
05.

Projetos específicos de estruturação que garantam a estabilidade das paredes.

Juntas de dilatação
Para as estruturas com extensão acima de 50m (8 módulos de 7,20m) é
recomendável a previsão de juntas de dilatação

PROCESSAMENTO DA ESTRUTURA

Para o dimensionamento das armaduras deverá ser considerada a envoltória obtida através
do processamento da estrutura em duas fases:

1ª. fase: isostática, processada com os carregamentos correspondentes ao peso próprio e


sobrecarga de montagem

2ª. fase: hiperestática, solidarizada, processada com os carregamentos acidentais, paredes


e revestimentos.

DIMENSÕES ESTIMADAS DAS PEÇAS PRÉ-MOLDADAS

Pilares:
Fachadas: 30 x 60
Internos: 30 x 30 (até 1 pavimento)
30 x 45 (até 2 pavimentos)
30 x 60 (até 3 pavimentos)
Lajes Alveolares:

15 cm, para vãos até 7,20 m


20 cm, para vãos maiores que 7,20 m e até 10,80 m e para quadras

Vigas de apoio das lajes alveolares ( parte pré-moldada):

30 x 60 (vãos até 10,80 m, com continuidade nas duas extremidades)


30 x 70 (vãos até 10,80 m, com continuidade em uma só extremidade).
30 x 80 (vãos até 10,80 m, sem continuidade)

As vigas com vão maior que 9m deverão ser protendidas.

FECHAMENTOS

Alvenarias:
As alvenarias de fechamento deverão ser armadas e fixadas na estrutura
conforme detalhes apresentados no ANEXO 07.

Elementos vazados:
Para elementos vazados e demais fechamentos especiais deverão ser
apresentados projetos específicos de estruturação que garantam a
estabilidade das paredes.

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normas de apresentação de projetos estrutura
elementos para o desenvolvimento dos projetos de estrutura

SUPERESTRUTURA EM PRÉ-FABRICADOS – AÇO

CONSIDERAÇÕES

Estas Especificações têm como objetivo definir as condições mínimas exigíveis para o
projeto das estruturas em aço.

Para as edificações devem ser projetadas estruturas mistas, com interação completa
concreto x aço através de conectores fixados nas vigas metálicas.

Evitar especificações de perfis fechados ou compostos que dificultem a manutenção


de algumas de suas faces; no caso de utilização, especificar os perfis compostos
com afastamento mínimo de 2cm entre as faces.

É vedado o uso de treliça de aço redondo.

Indicar no projeto, nas conexões por atrito, que as áreas cobertas por parafusos não
devem ser pintadas, devendo, além disso, estar isentas de graxa, óleo,
irregularidades e escamas de laminação.

Considerar a ancoragem das colunas nas fundações por meio de chumbadores


rosqueados ancorados em barras de espera concretadas nas cavas dos blocos.

Projetar as terças como vigas isostáticas, não se admitindo a concepção de terças


atirantadas; considerar, quando existentes, as sobrecargas do forro e de luminárias.

LAJES

As lajes serão do tipo pré-fabricada pré-laje treliçada nervurada em ambas as


direções (ficha de serviço S11), com as espessuras definidas no projeto executivo,
vencendo vãos de 7,20x7,20m e/ou 7,20x10,80m.

Deverão ser previstas mesas de compressão junto aos apoios com dimensões
mínimas de 800mm. Ver detalhes no ANEXO 08

CARGAS PERMANENTES E ACIDENTAIS

Cargas permanentes a serem consideradas:

§ Peso próprio do concreto= 25 KN/m³ (250kg/m³)


§ Peso próprio dos perfis de aço;
§ Capeamento ≥ 5 cm;
§ Acabamentos de piso, conforme definidos no projeto arquitetônico;
§ Impermeabilizações, conforme projeto próprio;
§ Alvenarias, conforme definidas no projeto arquitetônico e pesos específicos indicados
em 3 .
§ isolamento acústico e piso das quadras, conforme projeto arquitetônico e
Componente FDE QE 28 ou FDE QE 31. Ver detalhes no ANEXO 06.
§ caixilhos = 1 KN/m² (100kg/m²)
§ forro e de luminárias = conforme projeto arquitetônico

Cargas acidentais a serem consideradas:

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normas de apresentação de projetos estrutura
elementos para o desenvolvimento dos projetos de estrutura

§ Vento: Conforme NBR 6123


§ Efeitos de variações volumétricas
§ Sobrecargas:

Ambiente
Almoxarifado, depósito pedagógico, despensa da cozinha, quadra q = 5,0 KN/m² (500 kgf/m²)
de esportes, sala de leitura
Galpão, despensa da cantina, depósito de educação física q = 4,0 KN/m² (400 kgf/m²)
Sala de aula, sala de uso múltiplo, sala de informática, laboratórios, q = 3,0 KN/m² (300 kgf/m²)
depósito de material de limpeza, circulações, cozinha, refeitório e
grêmio
Ambientes administrativos, cantina, sanitários, vestiários e zeladoria q = 2,0 KN/m² (200 kgf/m²)
Coberturas q = 0,25 KN/m² (25 kgf/m²)

CARACTERÍSTICAS DO CONCRETO ESTRUTURAL

Valores mínimos a serem adotados para a resistência característica à compressão –


fck:
- No litoral: 30 Mpa (C30)
- Em região urbana e rural: 25 Mpa (C25)
- Em pólos industriais: 30 Mpa (C30)
Verificar NBR-6118, em função da classe de agressividade ambiental

Qualquer concreto com resistência inferior a 20 MPa não será considerado estrutural,
devendo atender às condições específicas para as aplicações correspondentes
(pisos, lastros, etc.)

Consumo mínimo de cimento:


- 350 kg de cimento / m3 de concreto preparado em obra ou grout
- 300 kg de cimento / m3 de concreto dosado em central

Fator água / cimento máximo:


0,60 l / kg para concreto preparado em obra ou dosado em central (>=
C25)

CARACTERÍSTICAS DO AÇO ESTRUTURAL

Especificar perfis usuais fabricados pelas siderúrgicas brasileiras.

Perfis e chapas:
Conforme as normas relacionadas na ficha de serviço S1.
Chumbadores:
Aço ASTM– A–36 ou SAE 1020 (galvanizado e pintado)
Parafusos para ligações principais:
Aço ASTM– A–325 para ligações principais;
Aço ASTM- A- 307 para ligações secundárias;
Soldas:
Eletrodos E70XX, conforme norma AWS D

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normas de apresentação de projetos estrutura
elementos para o desenvolvimento dos projetos de estrutura

Armadura para concreto estrutural:


Aço CA-50 (barras)
Aço CA-60 (telas)

COBRIMENTOS MÍNIMOS DAS ARMADURAS

Cobrimentos das armaduras para obras em cidades não litorâneas:

C ≥ 2,5 cm (vigas e pilares)


C ≥ 2,0 cm (lajes alveolares)

Cobrimentos das armaduras para obras em pólos industriais e litoral:

C ≥ 3,0 cm (vigas e pilares)


C ≥ 2,5 cm (lajes alveolares)

Cobrimentos das armaduras para obras em meios fortemente agressivos:

C ≥ 3,5 cm (vigas e pilares)


C ≥ 4,0 cm (lajes alveolares)

LIGAÇÕES / CONEXÕES

Todas as conexões de montagem (na obra) deverão ser parafusadas, a menos que
especificado em contrário nos desenhos de projeto.

Ligações de extremidade de vigas simplesmente apoiadas deverão ser


dimensionadas para absorver a reação devida à máxima carga admissível
uniformemente distribuída sobre a viga considerada. As ligações a momento fletor
deverão ser dimensionadas para a capacidade portante das vigas.

Ligações em contraventamentos e nas barras de treliças deverão ser dimensionadas


para resistir aos esforços indicados nos desenhos de projeto ou para 50% da
capacidade resistente à tração ou para 30 kN ( o maior dos três valores).

Conexões Parafusadas

Os parafusos de alta resistência deverão obedecer à designação ASTM A325 e


deverão ser utilizados de acordo com as “Specifications for Structural Joints Using
ASTM A325 or A490 Bolts”, do AISC.

Todas as conexões deverão possuir, no mínimo, dois parafusos.

Conexões Soldadas

Todas as soldas deverão obedecer às especificações “Welding in Building


Construction da American Welding Society (AWS).

PROTEÇÃO PASSIVA DAS ESTRUTURAS METÁLICAS

O projeto / dimensionamento da proteção passiva das estruturas metálicas, deverá


ser de acordo com a Norma ABNT – NBR-14432/2000, Decreto Estadual nº 476 de
31/08/2001 e Instruções Técnicas do Corpo de Bombeiros de São Paulo (ver fichas de
serviço S5-02 a S5-06).

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normas de apresentação de projetos estrutura
elementos para o desenvolvimento dos projetos de estrutura

ESTRUTURAS DE MADEIRA

CONSIDERAÇÕES

Estas Especificações têm como objetivo definir as condições mínimas exigíveis para o
projeto das estruturas em madeira.

Utilizações mais correntes: estruturas da cobertura de passarelas de ligação entre


blocos e estruturas de telhados.

No caso de coberturas em telhas de barro, reforçar as terças de 6cm x 16cm, para


vão de 3,60m.

CARGAS PERMANENTES E ACIDENTAIS

CARGAS PERMANENTES:

peso próprio conforme tipo de madeira utilizada


telhas conforme projeto arquitetônico e pesos específicos indicados pelo
fabricante.
forros e luminárias conforme projeto arquitetônico

CARGAS ACIDENTAIS:

vento: (conforme NBR


6123)
montagem distribuída 25 kgf/m2 (0,25kN/m2)
montagem concentrada em qualquer posição: 100 kgf (0,1kN)

TIPOS DE MADEIRA A SEREM UTILIZADAS E CARACTERÍSTICAS

Ver ficha de serviço S1.

Indicar no projeto que as peças de madeira devem ser isentas dos seguintes defeitos

correntes:

- desvio de fibras em relação ao eixo da peça superior a 1,0 cm a cada 10,0 cm.
- presença de fraturas de compressão.
- curvatura ao longo do comprimento superior a 1,0 cm em 200,0 cm.
- rachas nos topos e racha anelar.

LIGAÇÕES E APOIOS

Em regiões de atmosfera agressiva (litoral e outras) evitar cobre-juntas em metal e


parafusos.
Ver ficha de serviço S1.

13
normas de apresentação de projetos estrutura
anteprojeto

CONSIDERAÇÕES

O anteprojeto de estrutura deve ser desenvolvido a partir do anteprojeto de


arquitetura e do levantamento topográfico da área referente à Unidade escolar.
Considerar soluções para possíveis interferências com estrutura existente e/ou
configurações especiais do terreno.

Deve abranger, além da Implantação no terreno, locação e dimensão de todas as


peças estruturais correspondentes às edificações apresentadas na arquitetura.

Somente após a análise e liberação (com ressalvas ou total) do anteprojeto pelos


técnicos da FDE, poderão ser iniciados os trabalhos referentes à fase seguinte: projeto
executivo.

Quando houver área contígua disponível para ampliação, prever nas extremidades
blocos rebaixados, com previsão de cargas e alojamento para pilares futuros.

PRODUTOS GRÁFICOS

Devem seguir a ordem:

Locação das fundações escala 1:100, 1:75 ou 1:50


Fôrmas das fundações escala 1:50
Fôrmas dos Pavimentos escala 1:50
Fôrmas da Cobertura escala 1:50
Fôrmas dos Muros de Arrimo e estruturas adicionais escala apropriada
Memória de Cálculo conforme modelo de carimbo e índice apresentado no Anexo 9

INFORMAÇÃO DOS PRODUTOS GRÁFICOS

Os produtos gráficos devem conter as informações descritas a seguir:

LOCAÇÃO DAS FUNDAÇÕES


O tipo de fundação deve ser definido através de Parecer Técnico emitido por
especialista em solos, com base nos resultados de sondagens do terreno.

A locação deve ser elaborada em relação aos eixos, compatíveis com o projeto de
Arquitetura.

Para as fundações em sapatas e tubulões, indicar as cargas atuantes, a tensão


máxima admissível no solo e cotas de assentamento.

Para as fundações em estacas e brocas, indicar as cargas atuantes, tipo, dimensões,


capacidades, quantidades e cotas de arrasamento. As unidades devem ser
numeradas e diferenciadas em função do tipo e da capacidade.

FÔRMAS DAS FUNDAÇÕES


Apresentar as Fôrmas – Plantas, Cortes e Elevações - com todas as peças estruturais:
vigas baldrames, blocos de coroamento ou sapatas, piso estruturado se houver, com
as respectivas nomenclaturas, dimensões e níveis.

Os eixos indicados nas Fôrmas devem estar compatíveis com o Projeto de


Arquitetura.

14
normas de apresentação de projetos estrutura
anteprojeto

Apresentar detalhe ampliado, planta e elevação, dos blocos de coroamento ou


sapatas, indicando dimensões e quantidades.

Indicar fck do concreto, consumo mínimo de cimento e fator água/cimento máximo.

FÔRMAS DOS PAVIMENTOS E COBERTURAS


Apresentar as Fôrmas - Plantas, Cortes e Elevações - com todas as peças estruturais:
lajes, vigas, pilares, escadas, brises, com as respectivas nomenclaturas e dimensões.
Os eixos indicados nas Fôrmas devem estar compatíveis com o Projeto de
Arquitetura.
Indicar os níveis das peças estruturais, compatibilizados com Projeto de Arquitetura.
Para as lajes, indicar tipo, direção de apoio no caso de pré-fabricada, detalhes
genéricos da seção e composição dos carregamentos atuantes.
Indicar os reforços necessários nas lajes, no caso de sobrecargas localizadas.
Nas paredes portantes, localizar e detalhar as estruturas de amarração, tais como
pilaretes e cintas.
Quando houver telhado, nas plantas de cobertura, locar os pilaretes de apoio do
telhado, indicando as variações das alturas em corte e fixação das terças.
Indicar fck do concreto, consumo mínimo de cimento e fator água/cimento máximo.
Para estruturas de madeiras e metálicas:
- plantas e elevações em escala conveniente
- dimensão e seção de todas as peças
- tipo de telha, tipo de madeira, tipo de aço;
- esquema de contraventamentos;
- detalhes dos apoios e fixações

FÔRMAS DOS MUROS DE ARRIMO E CONTENÇÕES

O anteprojeto do Muro de arrimo deve contemplar:


- Planta, indicando a dimensão da estrutura, extensão e locando as diferentes
seções transversais;
- Seções transversais com os níveis e dimensões da estrutura, níveis dos
terraplenos, detalhamento da drenagem necessária.;
- Elevação longitudinal, quando necessário.

O tipo e as características da fundação, definidos no Parecer Técnico de Solos, devem


constar do anteprojeto de estrutura.

ANÁLISE E LIBERAÇÃO DO ANTEPROJETO

O anteprojeto será submetido à análise dos técnicos da FDE com o intuito de verificar a
adequação do projeto em relação às principais diretrizes estabelecidas nos manuais
técnicos para construções escolares, editadas pela FDE.

Tem como objetivo também, estabelecer um controle de ordem econômica, orientando o


projetista para a adoção de soluções estruturais que impliquem em obras de custos os
menores possíveis.

Basicamente serão analisados os seguintes itens:

- solução estrutural proposta


- esquema estrutural definido e as implicações de ordem econômica;
- dimensionamento de todas as peças estruturais visando aspectos econômicos e
executivos.

15
normas de apresentação de projetos estrutura
projeto executivo

CONSIDERAÇÕES

O projeto executivo deve ser desenvolvido considerando-se as observações


mencionadas pela FDE quando do anteprojeto.

Deve conter todas as informações necessárias para o perfeito entendimento do


Projeto e execução da obra.

Em todos os projetos estruturais de concreto, devem constar na 1ª. Folha, os volumes


de concreto da infra e super estrutura e respectivos peso de aço.

PRODUTOS GRÁFICOS

Devem seguir a ordem:

Locação das fundações e pilares escala 1:100, 1:75 ou 1:50


Fôrmas das fundações escala 1:50
Fôrmas dos Pavimentos escala 1:50
Fôrmas da Cobertura escala 1:50
Fôrmas e Armações da escada escala 1:20; 1:25; 1:50
Fôrmas dos Muros de Arrimo e estruturas adicionais escala apropriada
Armação das Fundações escala 1:20 e 1:50
Armação dos Pilares escala 1:20 e 1:50
Armação dos Pavimentos escala 1:20 e 1:50
Armação da Cobertura escala 1:20 e 1:50
Armação dos Muros de arrimo e estruturas especiais escala 1:20 e 1:50

Memória de Cálculo conforme modelo de carimbo e índice apresentado no Anexo 9

As escalas dos desenhos podem ser alteradas, desde que atendam a boa
apresentação do projeto e os coordenadores estejam de acordo.

APRESENTAÇÃO DOS PRODUTOS GRÁFICOS

Todos os desenhos deverão ser feitos seguindo-se rigorosamente os itens constantes


nas “Normas de Apresentação de Projetos em Sistema Digital”.

INFORMAÇÕES DOS PRODUTOS GRÁFICOS

Os produtos gráficos devem conter as informações discriminadas a seguir:

LOCAÇÃO DAS FUNDAÇÕES

Devem conter todas as informações já aprovadas no anteprojeto.


Para tubulões, brocas e estacas, apresentar corte genérico com armações.

FÔRMAS DAS FUNDAÇÕES


Devem conter todas as informações já aprovado no anteprojeto, acrescentando
maiores detalhes onde necessário.

16
normas de apresentação de projetos estrutura
projeto executivo

Observação: Fundações de Elevadores


Nota para poços de elevador (nível d’água elevado):
1. Concreto armado com aditivo plastificante
2. Impermeabilizações por cristalização, interna e externa nas paredes e
face superior da laje do poço do elevador
3. Rebaixamento do lençol freático para execução dos blocos e poço
do elevador (se necessário).

FÔRMAS DOS PAVIMENTOS E COBERTURAS


Devem conter todas as informações já aprovadas no anteprojeto, acrescentando
detalhes executivos onde necessários, tais como:

- detalhes de apoio das terças do telhado e fixações;


- detalhes de amarrações das alvenarias auto portantes e elementos vazados;
- indicação dos furos e tubulações embutidas no concreto e vazados para
descidas de águas pluviais.

FÔRMAS DOS MUROS DE ARRIMO E CONTENÇÕES


Devem conter todas as informações já aprovadas no anteprojeto, acrescentando
detalhes específicos que sejam necessários.

ESTRUTURAS COMPLEMENTARES - METÁLICAS / MADEIRA (TELHADOS, ESCADAS, BRISES)


Para as estruturas complementares, conter todas as informações já aprovadas no
anteprojeto, acrescentando detalhes específicos que sejam necessários, tais como
fixações.

ARMAÇÕES: FUNDAÇÕES, PAVIMENTOS, COBERTURAS E ARRIMOS / CONTENÇÕES

Detalhar a armação de todas as peças estruturais, denominando-as conforme as


fôrmas.
Desenhar o gabarito das peças com esquema e indicação de todas as armaduras.
Representar as vigas com indicação dos eixos ou nomes dos apoios.
Nas armaduras dos pilares, incluir armadura para SPDA (sistema de proteção contra
descargas atmosféricas), conforme projeto de Elétrica.
Indicar o tipo de aço utilizado e cobrimentos das armaduras.
Listagem de ferros por folha.
Indicar separadamente os resumos de ferro referentes à infraestrutura e à
superestrutura.
Indicar apenas as quantidades reais de material empregado, não considerando as
perdas.

QUANTITATIVOS

Incluir o volume de concreto, peso do aço e densidade em todos os projetos,


conforme tabela do Anexo 10, a ser inserida na folha 01 do projeto estrutural.

MEMÓRIA DE CÁLCULO

A Memória de cálculo deverá estar completa, com clareza de apresentação e


devidamente organizada, incluindo:

- parâmetros de cálculo
- esquema estrutural adotado
- processamentos da estrutura

17
normas de apresentação de projetos estrutura
projeto executivo

- carregamentos, esforços atuantes e dimensionamento de todas as peças


estruturais: lajes, vigas, pilares, escadas, fundações, muros de arrimo e
estruturas especiais.
- resumo de cargas nas fundações.

Observação:
A memória deverá ser apresentada conforme modelo de carimbo e índice do Anexo 9.

IMPLANTAÇÕES DE PROJETO PADRÃO

Nas implantações de projeto padrão, o projeto de Estrutura consistirá em compatibilizar o


projeto existente com o parecer técnico de solos, modificar e/ou nomear eixos, etc

No caso de projeto padrão em blocos componíveis, produzir uma implantação de estrutura


com os eixos da obra e a locação das fundações, apresentar os unifilares das vigas das lajes
de forro e das fundações, nomear blocos e vigas.

ANÁLISE E LIBERAÇÃO DO PROJETO EXECUTIVO

A FDE executará a análise dos produtos gráficos, verificando se todos os documentos foram
entregues, na forma exigida e estejam compatíveis com todas as áreas técnicas pertinentes.

A qualquer momento durante o andamento do projeto, a FDE poderá solicitar alterações


que resultem em melhorias técnicas e / ou econômicas.

Durante o andamento da obra, a FDE poderá solicitar ao responsável técnico


esclarecimentos ou complementações do projeto que se fizerem necessários.

NOMENCLATURA DOS ARQUIVOS


Para instruções completas, ver caderno NORMAS - elementos gráficos, no site.
Resumo da nomenclatura para Projetos de Estrutura:

PE-EST Projeto Executivo de Estrutura


PE-MET Projeto Executivo de Estrutura - Metálica
PE-GEO Projeto Executivo de Estrutura - Geotecnia
PE-MAD Projeto Executivo de Estrutura – Madeira

Áreas técnicas código nomenclatura digital exemplo de nome de arquivo


Estrutura EST E 0118163_01EPE000100_01.dwg
Estrutura Metálica MET W 0118163_01WPE000100_01.dwg
Estrutura: Geotecnia GEO G 0118163_01GPE000100_01.dwg
Estrutura de Madeira MAD E 0118163_01EPE000100_01.dwg

Etapas código
Anteprojeto AP
Projeto Executivo PE
Memória de Cálculo MC
Parecer Técnico de consultoria PT
Relatório Técnico de vistoria RT
Memorial Descritivo MD

18
MÉMORIA DE CÁLCULO
LOGO DO ESCRITÓRIO /
PROJETISTA
ESTRUTURA - PROJETO

PI: ......... Arquivo NO: ..........


Código: ........ Data: .......
Lote: xx Resp. Técnico: ......
CREA:
Escola:

Município:

Intervenção:
ÍNDICE
1. OBJETIVO

2. REFERÊNCIAS

3. PROGRAMAS UTILIZADOS

4. MATERIAIS
4.1. RESISTÊNCIAS CARACTERÍSTICAS
4.2. PESO ESPECÍFICO

5. CRITÉRIO DE CÁLCULO
5.1. MODELO ESTRUTURAL
5.2. AGRESSIVIDADE AMBIENTAL / COBRIMENTOS

6. DIMENSIONAMENTO E VERIFICAÇÕES
6.1. ESQUEMA ESTÁTICO COM CONDIÇÕES DE CONTORNO NOS PILARES E VIGAS
PARA PROCESSAMENTO DA ESTRUTURA
6.2. CARACTERÍSTICAS GEOMÉTRICAS E FÍSICAS DAS BARRAS
6.3. AÇÕES / CARREGAMENTOS
6.4. COMBINAÇÕES COM COEFICIENTES DE MAJORAÇÃO DE CADA CARREGAMENTO
6.5. ESFORÇOS SOLICITANTES / DIAGRAMAS COM VALORES MÁXIMOS E MÍNIMOS
6.6. DIMENSIONAMENTO - LAJES
6.7. DIMENSIONAMENTO - VIGAS
6.8. DIMENSIONAMENTO - PILARES
6.9. DIMENSIONAMENTO - BLOCOS / SAPATAS / TUBULÕES
6.10. DIMENSIONAMENTO – ESCADAS / ARRIMOS / ESTRUTURAS ANEXAS

7. RESUMO DE CARGAS NAS FUNDAÇÕES E COMBINAÇÕES DESFAVORÁVEIS

OBS.: ITENS 6.6. a 6.10. DISPENSADOS DE APRESENTAÇÃO NA FASE DE ANTE PROJETO- AP

ANEXO IX – MODELO DE MEMÓRIA DE CÁLCULO


normas de apresentação de projetos estrutura
anexo 12
certificação digital

Os projetos, relatórios, memórias de cálculo, memoriais, que sejam objeto dos


contratos assinados a partir de 23/04/2010, devem ser entregues em forma de
documento eletrônico e assinados digitalmente de acordo com os padrões definidos
pelo ITI1 para a ICP-Brasil2, dispensando-se a entrega de vegetais e demais materiais
impressos. Os contratos anteriores a essa data também podem ser entregues dessa
forma.

Para tanto, cada um dos profissionais responsáveis pelas áreas técnicas do projeto,
deve adquirir uma certificação digital de uma Autoridade Certificadora, no formato
de e-cpf e portanto como pessoa física, devendo cada nome ser coincidente àquele
designado como integrante da equipe técnica no Edital quando for o caso, e
coincidente aos emissores das ARTs.

Para obter o certificado digital


Pesquisar na internet uma Autoridade Certificadora (AC) da ICP-Brasil que seja
adequada às suas atividades ou uma Autoridade de Registro.

Políticas de assinatura digital para a Gerência de Projetos e Gestão


O certificado no formato e-cpf deverá:
• pertencer à categoria A;
• referir-se ao autor e responsável técnico pelo projeto, e portanto à pessoa física
do projetista.
• conter chave pública que permita a verificação da assinatura após
transcorrido o prazo de validade do certificado.

O escritório deverá providenciar um software assinador de documentos eletrônicos


que permita assinar digitalmente: relatórios, imagens e projetos arquitetônicos.

Definições importantes formuladas após consulta aos documentos DOC ICP 15, 15.01,
15.02 e 15.03 e RESOLUÇÃO nº 62, 09 DE JANEIRO DE 2009.

certificação digital - conjunto de políticas, técnicas e procedimentos que conferem amparo legal e
benefícios reais à população pela adoção da assinatura digital. Processo regulado pela Medida Provisória
2.200-2/2001 que institui o ICP-Brasil.
certificado digital - documento eletrônico de identidade a ser obtido pelos arquitetos e engenheiros
contratados pela FDE, contendo informações como nome, CPF, RG, endereço, CREA; consiste de dois
códigos eletrônicos associados ao profissional detentor do certificado, emitidos pela Autoridade
Certificadora, chamados chave pública e chave privada. através da chave privada ou chave de criação,
o profissional detentor do certificado cria a assinatura digital. através da chave pública ou chave de
verificação, o analista da FDE verifica a validade da assinatura digital recebida.
assinatura eletrônica - conjunto de dados sob forma eletrônica, utilizado para comprovação da autoria de
um documento eletrônico.
assinatura digital - tipo de assinatura eletrônica a ser adotada pela FDE, associada a um par de chaves
criptográficas que permite identificar o profissional signatário, baseada em um certificado ICP-Brasil válido à
época da sua aposição e que esteja vinculada ao documento eletrônico a que diz respeito, de tal modo
que qualquer alteração subseqüente neste seja plenamente detectável.
documento eletrônico - qualquer documento que requeira reconhecimento de autoria em formato
eletrônico e/ou digital. todos os produtos dos contratos deverão ser entregues na forma de documento
eletrônico.
políticas de assinatura - conjunto de regras determinadas pela FDE, enquanto parte que recebe os
documentos assinados digitalmente, para aceitação dos processos de criação e verificação da assinatura,
bem como para validar, futuramente, as assinaturas apostas no documento mesmo que não disponha mais
do sistema onde foram geradas.
signatário - cria a assinatura digital: arquitetos e engenheiros prestadores de serviço à FDE.
verificador - valida a assinatura digital: arquitetos e engenheiros analistas dos projetos contratados pela FDE.

1
Instituto Nacional de Tecnologia da Informação
2
Infraestrutura de Chaves Públicas do Brasil
normas de apresentação de projetos estrutura
créditos
Governador do Estado de São Paulo GERALDO ALCKMIN
Secretário de Estado da Educação HERMAN JACOBUS CORNELIS VOORWALD

Fundação para o Desenvolvimento da Educação

Presidente BARJAS NEGRI

Diretor de Obras e Serviços SELENE AUGUSTA DE SOUZA BARREIROS

Gerente de Projetos AVANY DE FRANCISCO FERREIRA

Chefe do Departamento de Projetos DEBORA MARIA CASARIM ARCIERI

Coordenadora de Informações sobre Projetos ROSELENE DE ARAUJO MOTTA FERREIRA NOGUEIRA


Coordenadora de Projetos Especiais SIMÉIA DE CARVALHO PINTO
Coordenadora de Restauro SANDRA TIEMI CANASHIRO

Equipe Técnica de Projeto

Coordenador Geral FLAVIO HADLICH

Equipe Técnica de Estrutura

Coordenação LOURIVAL JOSÉ MORAES ARROYO

Equipe DERIC LUPERI


DOUGLAS COURI JUNIOR
ERIKA MIEKO UAGAIA
FUMIO UEMURA
HUANG PO CHING
JOSE GALDINO COELHO JUNIOR
LOURIVAL JOSÉ MORAES ARROYO
MARIA TEREZA CENTINI GOI BACCHIM
NILMAR HURTADO ANTUNES
SEIJI TAIRA