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Antônio Jorge Oliveira Valois – Medicina – UNCISAL – 15/07/2007

Aula 3
MÉTODOS DE IMAGEM

Exames com radiação ionizante Exames sem radiação ionizante


1. Raio-X 1. Ultra-sonografia
2. Tomografia computadorizada (CT) 2. Ressonância nuclear magnética
3. Medicina nuclear
4. Densitometria Óssea

TUBO DE RAIOS-X:
É um tubo de vidro, onde existe um cátodo e um ânodo dentro, que quando é aquecido
forma uma nuvem de elétrons (O movimento dos elétrons gera calor e radiação
ionizante).
É revestido por uma camada de chumbo para não contaminar o ambiente, mas possui
uma janela por onde saem os raios que serão usados para formar a imagem.

PRODUÇÃO DE RAIOS-X
São gerados quando uma partícula de alta energia cinética é rapidamente
desacelerada.
Efeito Compton: quando um elétron se choca com outro, sofre um desvio em sua
trajetória que provoca radiação.
Efeito fotoelétrico: migração de um elétron de uma camada mais externa para uma
mais interna, ocorrendo a produção de radiação.

FORMAS DE DETENÇÃO DE RADIAÇÃO


Espalhamento → (<5%) desviada;
Efeito Compton → radiação modificada e desviada;
Efeito Fotoelétrico → produção de outra radiação.

PROPRIEDADES DO RAIO-X
1. Trajetória retilínea;
2. Velocidade de 300 mil Km/s no vácuo;
3. Impressiona filmes radiológicos;
4. Florescer certas substancias;
5. Atravessa corpos opacos à luz.

CAPACIDADE DE RETENÇÃO DE RADIAÇÃO


→ Se o átomo tem maior número atômico:
▪ Também tem maior número de elétrons;
▪ Também tem maior capacidade de reter radiação;
▪ Também tem maior capacidade de impregnar o filme
▪ Também tem maior capacidade de formar imagens mais brancas.
Ex.: O Cálcio retém mais radiação que o Hidrogênio.

QUANTIDADE DE RADIAÇÃO
Quanto maior a espessura da estrutura, maior a quantidade de radiação necessária.
A quantidade de radiação vai depender da estrutura a ser estudada.
Existem tabelas e/ou aparelhos automáticos que fazem o cálculo da quantidade de
radiação necessária para cada estrutura.
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Antônio Jorge Oliveira Valois – Medicina – UNCISAL – 15/07/2007

SUPERPOSIÇÃO DE IMAGENS

Uma imagem do fígado, por exemplo, pode ser superposta no rim.


Quando acontece essa situação e não é possível fazer um raio-X em perfil, pode-se
então angular o raio:
▪ Se a estrutura for mais anterior, ela vai ser projetada mais pra frente,
▪ Se for posterior, ficará no mesmo local.
Ex.: Caso de calcificação de Hipocôndrio direito, a qual poderá ser um cálculo na
vesícula ou rim direito. Ao angular o raio, se a imagem:
▪ For mais para frente, o cálculo é de vesícula,
▪ Ficar no mesmo local, o cálculo é renal.

COLOCA-SE O FILME MAIS PRÓXIMO DA ESTRUTURA A SER ESTUDADA,


POIS:
▪ A imagem fica mais real e
▪ Sofre menos ampliação.
Por isso que o raio-x de tórax é feito em perfil esquerdo para que a imagem do coração
fique mais próxima do filme (Obs.: O raio-x de tórax sempre é feito em PA e perfil).
Aqui
REGRA
Ex.: Raio-x em PA:
P → Onde o raio entra;
A → Onde o filme é colocado.

IMPORTANTE
Nomenclatura em relação ao órgão que está sendo estudado:

ULTRA-SONOGRAFIA TOMOGRAFIA RESSONÂNCIA CINTILOGRAFIA


Anecóico
Hipoecóico Hipodenso Hiposinal Hipocaptante
Isoecóico Isodenso Isosinal Normocaptante
Hiperecóico Hiperdenso Hipersinal Hipercaptante

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