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mostra a posição do oboé no palco, exatamente em frente ao violino III – o que é, sem dúvida,

relevante no percurso do contínuo Si, como será demonstrado a seguir3.

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A presença do gráfico não dispensa o acompanhamento da partitura na compreensão da análise, devendo, pelo
contrário, ser consultada conforme os exemplos forem citados.
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Gráfico da Espacialização da nota Si

(Oboé)

(Oboé)
Violinos Violas Violoncelos Violinos Violas Violoncelos

cc. I II III I II III III II I cc. I II III I II III III II I


1 50

5
55

10
60
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15 .
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20 . .
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70
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25 .
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75
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30
80
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35
85

40
90

45
95

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Gráfico da Espacialização da nota Si

(Oboé)

(Oboé)
Violinos Violas Violoncelos Violinos Violas Violoncelos
cc. I II III I II III III II I cc. I II III I II III III II I

100

155

105

160

110

165

115

170

120

175

125

180

130

185

135

190

140

195

145

200

150

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Gráfico da Espacialização da nota Si

(Oboé)

Violinos Violas Violoncelos


cc. I II III I II III III II I

205

210

215

220

225

230

235

240
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245 .
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249 .

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Figura 2: c. 234-236 ; Contração da nota Si no violino III simultânea ao retorno do oboé.

Nos c. 183 a 200, vale a pena observar o movimento da nota Si pelos instrumentos da
câmara. Enquanto os pizzicatos percorrem simultaneamente o espaço melódico (indo do agudo ao
grave no registro) e o espaço instrumental (indo do violino I aos contra-baixos em um único
compasso) (c. 183), o Si vai do violoncelo III ao violino I (c. 186), passando antes pelo centro da
orquestra onde se desestabiliza por trêmulos e grupos de notas repetidas nas violas II e III. A
partir daí, o Si retornará ao extremo direito da orquestra por um trajeto no palco quase contínuo
em que cada viola executa o Si e o passa adiante até chegar ao violoncelo I, de onde retorna, na
direção oposta, passando pelos outros violoncelos até que, no c. 200, expande-se de forma maciça
pelo espaço da câmara. Na passagem do c. 104 para o c. 105 o Si transfere-se da viola II para o
violoncelo II sem a presença das fragmentações que acabamos de comentar. Apesar de direta,
esta transferência é acompanhada por um evento relevante: o oboé, que estava interrompido por
quatro compassos, reaparece justamente pelo Si, de maneira que esta nota deixe o centro da
orquestra (viola II) e abra nas duas direções opostas.
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