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Manual do Usuário

SAGA2000 – Medidor Eletrônico Multifunção


Medidores Eletrônicos Residenciais e Comerciais

Landis+Gyr Equipamentos de Medição Ltda SAGA2000 0


SAGA 2000 MANUAL DO
Medidor Eletrônico Trifásico USUÁRIO

Histórico de Revisões

n° Data Descrição Alterado por,


Revisão ramal
Samuel
00 11/03/08 Lançamento Romano - 1508
01 24/06/08 Padronização do documento.
Título – Alterado de SAGA2000-1640 para SAGA2000.
Topologia de medição – Incluída nota para verificar
topologias
Códigos na aprovação
visualizados de modelo.Incluído códigos 54
no mostrador: Denise P.
e 80. Felipe - 1676
Incluídos os itens “Tarifa”, “Monitoração abertura da
tampa”, “Comunicação serial”, “Terminais”, “Códigos de
erro” e “Características do protocolo Modbus RTU”.
Correção da tabela de designação de tipo.
02 16/09/08 Inclusão das constantes de multiplicação de corrente e Handy Borges,
tensão. 1735
03 06/08/09 Ajustes de formatação. Atualização do item Samuel
Desligamento e descarte para descarte da bateria. Romano, 1508
Redefinação da faixa de medição para -20% a +15% de
Vn. Inclusão da opção de gabinete solidarizado.
Inclusão da opção do mostrador remoto. Inclusão de
parametrização tarifa plana, atualização das tabelas dos
códigos de exibição, incluída explicação para uso em
diferentes tarifas.

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SAGA 2000 MANUAL DO
Medidor Eletrônico Trifásico USUÁRIO

ÍNDICE
1 INTRODUÇÃO .......................................................................................... 4
2 SEGURANÇA ........................................................................................... 5
2.1 Informação de Segurança .................................................................. 5
2.2 Responsabilidades ............................................................................. 5
2.3 Regras de Segurança ........................................................................ 5
3 DESCRIÇÃO DO MEDIDOR .................................................................... 7
3.1 Função do medidor ............................................................................ 7
3.2 Aplicação ........................................................................................... 7
3.3 Características Principais................................................................... 7
3.4 Código das Versões........................................................................... 8
4 ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS ............................................................... 9
4.1 Características Elétricas e Metrológicas ............................................ 9
4.2 Características Funcionais ............................................................... 10
4.2.1 Mostrador ...................................................................................... 10
4.2.2 Porta ótica ..................................................................................... 10
4.2.3 Botões de função .......................................................................... 10
4.2.4 Medição de energia reativa ........................................................... 10
4.2.5 Medição de valores instantâneos .................................................. 11
4.2.6 Memória de massa (Versão multi-tarifa) ....................................... 11
4.2.7 Tarifa ............................................................................................. 11
4.2.8 Bateria (Versão multi-tarifa) .......................................................... 11
4.2.9 Monitoração de abertura da tampa ............................................... 11
4.2.10 Comunicação remota serial RS232 e RS485.............................. 12
4.2.11 Mostrador remoto (Opcional) ...................................................... 12
4.3 Características Construtivas ............................................................ 13
4.3.1 Gabinete ....................................................................................... 13
4.3.2 Detalhe de fixação do gabinete ..................................................... 14
4.3.3 Bloco de terminais......................................................................... 15
4.3.4 Terminais ...................................................................................... 16
4.3.5 Interfaces de comunicação – Identificação dos terminais ............. 16
4.3.6 Esquemas de ligações internas .................................................... 16
4.3.7 Interface para Mostrador Remoto – Identificação do terminal....... 17
4.3.8 Pontos de lacre ............................................................................. 17
4.3.9 Embalagem ................................................................................... 17
5 PROGRAMAÇÃO ................................................................................... 18
5.1 Ligando o SAGA2000 sem programa operacional ........................... 18
5.1.1 Ligando o medidor ........................................................................ 18
5.1.2 Carregando o programa operacional ............................................ 18
5.2 Parametrizando o Medidor SAGA2000 ............................................ 19
5.2.1 Versão tarifa plana ........................................................................ 19
5.2.2 Versão multi-tarifa ......................................................................... 20
6 OPERAÇÃO ........................................................................................... 22
6.1 Apresentação das Telas no Mostrador ............................................ 22
6.2 Identificando as Informações no Mostrador ..................................... 22
6.2.1 Tarifa Plana – Relação das grandezas apresentadas na versão
padrão - Modo Normal e Alternado .......................................................... 23
6.2.2 Multi-tarifa – Relação das grandezas apresentadas na versão
padrão - Modo Normal e Alternado. ......................................................... 23

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Medidor Eletrônico Trifásico USUÁRIO

6.3 Zerar os Registros (Matar o Programa Operacional) ....................... 25


6.4 Reposição de Demanda através do Botão....................................... 25
6.5 Operações através de Comandos ................................................... 25
7 CALIBRAÇÃO ........................................................................................ 26
8 INSTALAÇÃO ......................................................................................... 27
9 PROCEDIMENTO PARA TROCA DE BATERIA ................ ............. ...... 30
10 CÓDIGOS DE COMANDOS ................................................................. 31
11 CÓDIGOS DE ERRO ............................................................................ 32
12 CARACTERÍSTICAS DO PROTOCOLO MODBUS RTU .... ............ .... 33
12.1 Funções MODBUS......................................................................... 34
12.1.1 Registros de leituras para o SAGA2000 tarifa plana e multi-
tarifa 35
12.1.2 Registros de leituras exclusivos do SAGA2000 multi-tarifa ........ 36
13 DESLIGAMENTO E DESCARTE ......................................................... 39
14 FALE CONOSCO ................................................................................. 40

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SAGA 2000 MANUAL DO
Medidor Eletrônico Trifásico USUÁRIO

1 INTRODUÇÃO

Aplicação
Este manual se aplica aos medidores de energia elétrica da família
SAGA 2000 dos modelos 1640 e 1641. O Manual do Usuário contém
as informações necessárias para a aplicação deste medidor, de
acordo com a proposta pretendida de utilização.
Conteúdo
Este manual inclui:
• Informações relativas às características, construção e funções do
medidor;
• Informações sobre possíveis riscos, suas conseqüências e medidas
para prevenir o perigo;
• Detalhes relativos à performance do medidor durante toda a sua
vida útil (parametrização, instalação, comissionamento, operação,
calibração, manutenção, desativação e descarte).
Requisitos
O conteúdo deste manual é direcionado às pessoas tecnicamente
qualificadas das companhias de fornecimento de energia
responsáveis pelo sistema de planejamento, instalação e
comissionamento,
medidores. operação, manutenção, desativação e descarte dos
O usuário deste manual deverá ter conhecimentos de princípios
elétricos básicos, em particular os diferentes tipos de circuitos para
medição de energia elétrica.
Dúvidas Técnicas
A Landis+Gyr Equipamentos de Medição Ltda. oferece um serviço de
suporte para atendimento de seus clientes. Em caso de dúvidas
técnicas sobre os medidores entre em contato com nossos
especialistas através do endereço eletrônico:
aplicacao@br.landisgyr.com
Dúvidas Comerciais
Em caso de dúvidas relacionadas à disponibilidade, versões,
acessórios e extensões, favor entrar em contato com o departamento
comercial da Landis+Gyr Equipamentos de Medição Ltda. através do
endereço eletrônico:
sales@br.landisgyr.com

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SAGA 2000 MANUAL DO
Medidor Eletrônico Trifásico USUÁRIO

2 SEGURANÇA

2.1 Informação de Segurança


Quando for exigida maior atenção nas informações contidas nos diversos
capítulos deste manual do usuário, serão indicados através de: palavras, símbolos
ou figuras, os níveis de riscos, a severidade e a probabilidade de acontecimento de
tal perigo.

CUIDADO Para uma possível situação de perigo, que pode resultar em um sério dano
ou fatalidade.

Para uma possível situação de perigo, que pode resultar em um menor


ATENÇÃO dano físico ou dano material.

Para uma possível situação de perigo, na qual o produto ou um artigo em


NOTA seu ambiente possa ser prejudicial e para detalhes gerais e outras
informações úteis para simplificar o trabalho.

Adicionalmente ao nível de perigo, toda informação de segurança também


descreve o tipo e a srcem da situação de perigo, assim como, possíveis
conseqüências e as medidas tomadas para neutralizar tal situação.

2.2 Responsabilidades
O proprietário dos equipamentos – normalmente as companhias de
fornecimento de energia – é responsável para que todas as pessoas comprometidas
a trabalhar com os medidores:
Leia e entenda todos os importantes capítulos deste manual;

Esteja suficientemente qualificado ao trabalho;


Observe rigorosamente as regulamentações de segurança e as


informações de operação dos capítulos a seguir.


Em particular, o proprietário dos medidores se torna responsável pela

proteção das pessoas, prevenções de danos ao equipamento e


treinamento técnico do pessoal envolvido.

2.3 Regras de Segurança


As seguintes regras de segurança devem ser seguidas a todo instante:
As conexões do medidor não devem estar com tensão durante

instalação. Contatos com “partes vivas” trazem perigo à vida.


Regras de segurança locais devem ser observadas. Instalação de

medidores deve ser executada exclusivamente por profissionais


tecnicamente qualificados e com o treinamento adequado.

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SAGA 2000 MANUAL DO
Medidor Eletrônico Trifásico USUÁRIO

•Os medidores devem ser mantidos seguros durante a instalação. Eles


podem ser danificados em caso de queda.
•Medidores que tenham caído não devem ser instalados, mesmo sem
nenhum dano aparente. Devem retornar para ser testados pelo setor
de serviço e reparo (ou pelo fabricante). Dano interno pode resultar em
desordem funcional ou curto circuito.
•Os medidores não devem, em hipótese alguma, ser limpos com água
corrente ou dispositivos de alta pressão. A penetração de água pode
causar curto circuito.

Para programação da seqüência das grandezas


OBSERVAÇÃO deveremos lembrar que não é possível retirar o registro
de energia total da seqüência do mostrador

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3 DESCRIÇÃO DO MEDIDOR
3.1 Função do medidor
Os medidores da família SAGA 2000 são medidores eletrônicos para
medição de energia e demanda ativa, reativa indutiva e reativa capacitiva em tarifa
convencional ou multi-tarifa com 3 postos horários conforme norma ABNT.
O medidor, versão multi-tarifa, atende as exigências da Portaria 456 /
ANEEL para faturamento de energia excedente reativa (UFER/DMCR).
3.2 Aplicação
Este medidor é destinado a consumidores comerciais ou residenciais de
pequeno porte.
3.3 Características Principais

• Apresenta no mostrador os registros de energias e demandas e também os


valores instantâneos de tensão, corrente e fator de potência por fase.
• Calcula UFER e DMCR.
•Medição de energia reativa com ou sem harmônico, programável em
fábrica.
•Apresenta através da comunicação os valores instantâneos de tensão,
corrente, potência ativa, potência reativa, potência aparente e fator de
potência, por fase.
• Medição normal de energia mesmo em caso de inversão do sentido de
uma
• Na ou mais multi-tarifa,
versão correntes. possui nove canais de memória de massa com
capacidade de armazenamento de dados com intervalo de 5 minutos por até
48 dias.
•Interfaces opcionais de comunicação remota RS232 ou RS485 com
protocolo de comunicação MODBUS RTU e protocolo proprietário Landis +
Gyr para comunicação em rede.
• Mostrador remoto, opcional de fornecimento, conectado por fibra ótica,
para leitura distante até 100 m.
• Porta ótica magnética frontal, padrão ABNT para comunicação local.
• Possibilita monitoração de abertura de tampa, programável em fábrica.
Painel frontal com dois diodos emissores de luz que pulsam

proporcionalmente à energia ativa e reativa e com dois botões de funções


sendo:
- Botão “MOSTRADOR”, que permite ciclar mais rapidamente as
telas, selecionar uma tela a ser apresentada e entrar no modo de
calibração;
- Botão “DEMANDA”, para a reposição de demanda (fechamento de
fatura).
• Construção mecânica com base cinza, bloco de conexão cinza e tampas
transparentes injetados em material plástico, policarbonato. O bloco de
conexão é reforçado com fibra de vidro resistente a alta temperatura. Atende
aos requisitos operacionais de lacres de segurança. Opcionalmente pode
ser fornecido solidarizado.

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• Gabinete de sobrepor.

3.4 Código das Versões


O código, designação de modelo, apresenta a seguinte lei de formação:

Consulte a disponibilidade de combinações do modelo com o


NOTA departamento comercial.

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4 ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS

4.1 Características Elétricas e Metrológicas


Número de elementos: 3

Topologia de medição:
Medição trifásica a quatro fios (FFFN)

Outras topologias (medição bifásica a três fios ou monofásica a dois fios)


NOTA verificar se está contemplada na aprovação de modelo.

Tipo de ligação: Ligação direta e indireta


Medição de Corrente:
Medição indireta (Modelo 1640)
Corrente nominal (In) = 2,5 A
Corrente máxima (Imax) = 10 A
Corrente de partida (Ip) = 2,5 mA
Medição direta (Modelo 1641)
Corrente
Corrente nominal
máxima (In) = 15
(Imax) A A
= 120
Corrente de partida (Ip) = 15 mA
Medição de Tensão:
Tensão nominal (Vn): 120 VFN e 240 VFN
Faixa de medição: -20% a +15% Vn
Faixa de operação: 72 VFN a 280 VFN
Funciona normalmente independente de ter, ou não, a conexão de neutro.
O medidor SAGA2000 possui alimentação ligada às fases, portanto a faixa
de alimentação é a mesma da faixa de operação.
Freqüência Nominal: 50 ou 60 Hz
Classe de Exatidão: 0,5% (Classe C) ou 1,0% (Classe B)
Consumo por elemento (típico):
Circuito de tensão (120 V)
Potência ativa = 0,6 W
Potência aparente = 1 VA
Circuito de corrente: Potência aparente = 0,2 VA

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Indicador de pulsos:
O medidor possui dois diodos emissores de luz (LED) de cor vermelha que
emitem pulsos correspondentes à energia ativa e reativa.
Constantes do Medidor:
Constantes Modelo 1640 Modelo 1641
Kh (Wh ou varh / pulso) 0,4 4
Ke (Wh ou varh / pulso) 0,2 2
Corrente 1/48
Tensão 1/24
Temperatura:
Faixa de operação: -10°C a 70°C
Faixa de armazenagem: -25°C a 70°C

4.2 Características Funcionais


4.2.1 Mostrador
Mostrador de cristal líquido com 8 caracteres sendo 2 caracteres para
identificar o código da função ou grandeza e 6 caracteres para indicar seu valor.

4.2.2 Porta ótica


Conector ótico magnético padrão ABNT, protocolo ABNT.
Através da porta ótica faz-se a carga de programa, parametrizações (versão
multi-tarifa), leitura dos registros e calibração do medidor.
A comunicação pode ser efetuada com as leitoras utilizadas pelas
concessionárias, desde que atendam ao protocolo ABNT.

4.2.3 Botões de função


São dois os botões de função sendo:
• Botão “MOSTRADOR”, ele permite mudar mais rapidamente as telas e
selecionar uma tela a ser mostrada de maneira fixa;
•Botão “DEMANDA”, para a reposição de demanda (fechamento de fatura).

NOTA O botão “MODO” não é utilizado.

4.2.4 Medição de energia reativa


Os medidores SAGA2000 podem ser programados em fábrica para medir
energia reativa com ou sem harmônicos. A programação padrão é com harmônico.

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4.2.5 Medição de valores instantâneos


Os valores instantâneos são atualizados a cada 256 ms. O medidor
apresenta no mostrador os valores de tensão, corrente e fator de potência por fase e
na comunicação os anteriores mais potência ativa, potência reativa e potência
aparente por fase.

4.2.6 Memória de massa (Versão multi-tarifa)


Nove canais (energia ativa, reativa indutiva, reativa capacitiva e tensão e
corrente das três fases) com capacidade de armazenar os dados em intervalos de 5
minutos durante 48 dias.

4.2.7 Tarifa
A versão multi-tarifa atende às tarifas Azul ou Amarela sem qualquer
restrição, e as tarifas Verde e Irrigante desde que não seja necessário exibir as
informações do horário composto.

Na comunicação o medidor sempre informa a tarifa VERDE independente


NOTA da tarifa utilizada.

4.2.8 Bateria (Versão multi-tarifa)


O medidor possui bateria para a manutenção do funcionamento do relógio
interno em eventual falta de energia, com capacidade de no mínimo 8 anos de uso
contínuo.
Para permitir a substituição da bateria sem interferir no funcionamento, o
SAGA 2000 tem um supercapacitor que mantém o relógio interno funcionando por
um período mínimo de 120 horas.
Utiliza-se bateria de Lítio 3,6V - 1,1 ou 1,2Ah – 1/2AA (25x14mm).

4.2.9 Monitoração de abertura da tampa


Os medidores SAGA2000 podem ser configurados, em fábrica, para
monitorar a abertura da tampa principal.
A monitoração só é possível com o medidor energizado.
porém Em caso de abertura
a medição continua danormalmente.
tampa, a telaPara
ficará restaurar
congeladaanaapresentação
imagem abaixo,
no
mostrador, é necessário “matar” o programa atual e fazer uma nova carga do
programa operacional (programa alterável).

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4.2.10 Comunicação remota serial RS232 e RS485


O medidor pode ser fornecido opcionalmente com interface para
comunicação RS232 (comunicação ponto a ponto) ou RS485 (comunicação
multiponto).
Pela comunicação remota é possível executar as mesmas leituras que estão
habilitadas para a porta ótica, porém só é permitido parametrização para data, hora
e reposição de demanda.
Na comunicação multiponto o protocolo é MODBUS RTU endereçado por 1
byte ou formato ABNT endereçado por 1 byte ou 4 bytes (número de série do
medidor = 8 caracteres). Para características do protocolo MODBUS RTU, vide item
12.
O endereçamento por um byte ou pelo número de série é definido em
fábrica. Se endereçado por 1 byte, o número do medidor na rede é parametrizado
em campo, se endereçado por 4 bytes, o número de série é configurado em fábrica.
Quando o medidor estiver endereçado pelo número de série, no mostrador
aparecerão apenas os últimos 6 caracteres, característica limitada pelo número de
caracteres no mostrador.
Quando endereçado por um byte o próprio medidor identifica o protocolo
utilizado entre MODBUS RTU e formato ABNT.
Para as características do protocolo MODBUS RTU, ver item 12.
Na rede RS485, pode-se conectar até 255 medidores com distância máxima
de 1200m entre o primeiro e último medidor. Recomenda-se:
- Utilizar cabo blindado com dois pares trançados (um par sobressalente em
caso
de de falha do par principal) com bitola 24 ou 26 AWG, próprio para transmissão
dados;
- Utilizar preferencialmente topologia do tipo varal, isto é, o mesmo cabo
percorre todos os terminais sem bifurcações. Em caso de barramento com cabos
derivados, bifurcações, fazer a emenda dos cabos com solda;
- Utilizar, se necessário, resistores terminadores nas pontas do varal se a
forma de onda no final da rede não estiver quadrada, normalmente 100 Ω para
1200m, 220Ω para 600m e 330Ω para 300m, recomendado resistores de carbono de
1/4W. Usar sempre o maior valor que mostre o sinal já sem as reflexões. Medir o
sinal que está sendo recebido na outra ponta, e não o que está sendo injetado nesse
ponto.
4.2.11 Mostrador remoto (Opcional)
O mostrador permitir visualizar as informações dos medidores quando estes
estão instalados dentro de sistemas de medição ou em lugares de difícil acesso, ele
é conectado ao medidor através de conectores para fibra ótica plástica sem
necessidade de crimpagem (Ref. HFBR RUS100 da Agilent) e cabo de fibra ótica
plástica de 1mm de diâmetro, podendo ficar a uma distância de até 100 metros.
O mostrador utiliza o mesmo display do medidor e apresenta as mesmas
informações do medidor. Possui saída para o usuário normal, padrão ABNT e pode
ser alimentado indistintamente por bateria (9 V) ou pela rede em 120 ou 240 V.

NOTA Para maiores detalhes do mostrador remoto, consultar o respectivo manual.

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4.3 Características Construtivas

4.3.1 Gabinete
Os medidores SAGA2000 são construídos com base e tampas (tampa
principal, de leitura e do bloco dos terminais) injetadas em policarbonato com
proteção U.V., resistentes a impacto e propriedades anti-chama. A base é
pigmentada na cor cinza e as tampas são translúcidas.
Os medidores podem, opcionalmente, ser fornecidos solidarizados. Neste
processo, a base e a tampa são submetidas a uma fusão química, como
consequência o medidor não pode ser aberto sem a destruição de seu gabinete.
Para as dimensões externas e identificação das partes, vide Figura 1 e
Figura 2.
A tampa de leitura protege a porta ótica, a bateria e o botão “DEMANDA”.
A tampa do bloco de terminais, curta ou longa, protege os terminais de
corrente e tensão bem como os terminais das interfaces de comunicação e de
entrada e saída.
Grau de proteção do gabinete: IP52
Peso: 1,6 Kg
Dimensões do medidor:
Altura Largura Profundidade
Tampa do bloco de terminais curta 233 176 85
Tampa do bloco de terminais longa 313 176 85

FIGURA 1. Dimensões externas para tampa do bloco de terminais curta


(mm) e identificação das partes

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FIGURA 2. Vista frontal e identificação das partes

4.3.2 Detalhe de fixação do gabinete


O medidor possui três pontos de fixação, um superior central para o qual o
gancho de fixação permite duas posições de montagem e dois nas extremidades
inferiores.

FIGURA 3. Detalhes de fixação

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4.3.3 Bloco de terminais


O bloco de terminais é montado interno à base e injetado em plástico,
policarbonato reforçado com fibra de vidro resistente a impacto, alta temperatura, e
com propriedades anti-chama que garantem um nível superior de proteção térmica
em relação ao material da base.

FIGURA 4. Identificação dos terminais

Bloco Medição Indireta 2,5(10)A


Terminal Descrição
12 Tensão
Tensão da
da fase
fase A
B
3 Tensão da fase C
4 Fechado ou Neutro Deslocado
5 Neutro ou Fechado
6e7 Fechados
8 Entrada da corrente da fase A
9 Entrada da corrente da fase B
10 Entrada da corrente da fase C
11 e 12 Fechados
13 Saída da corrente da fase C
14 Saída da corrente da fase B
15 Saída da corrente da fase A

Bloco Medição Direta 15(120)A


Terminal
1a7 Descrição
Fechados
8 Entrada da fase A
9 Entrada da fase B
10 Entrada da fase C
11 e 12 Neutro
13 Saída da fase C
14 Saída da fase B
15 Saída da fase A

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4.3.4 Terminais
Material dos terminais: Liga de Latão.

Terminais Medição Seção dos condutores


Corrente Direta 4mm² a 50mm²
Indireta 2,5 mm² a 16 mm²
Tensão Indireta 1 a 3 condutores de 2,5 mm²

Fixação dos condutores por dois parafusos.


4.3.5 Interfaces de comunicação – Identificação dos terminais

FIGURA 5. Vista frontal e identificação das partes

RS232
Terminal Descrição
E21 RTS
E23 Tx
E25 Rx
E27 Terra

RS485
Terminal Descrição
E23 Sinal +
E25 Sinal -
4.3.6 Esquemas de ligações internas

FIGURA 6. Esquema das ligações internas – Ligação Indireta

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FIGURA 7. Esquema das ligações internas – Ligação direta

4.3.7 Interface para Mostrador Remoto – Identificação do terminal


O conector para conexão do cabo ótico é disponibilizado na disponível na
posição D do bloco de terminais.
4.3.8 Pontos de lacre
O gabinete possui dois lacres na tampa superior para assegurar o
fechamento do medidor, um na tampa de leitura para impedir o acesso a pessoas
não autorizadas aos botões de comando “Modo” e “Demanda” e ao conector ótico
magnético e dois na tampa do bloco de terminais.

FIGURA 8. Detalhe dos pontos de lacre

4.3.9 Embalagem
Os medidores são acondicionados em caixas de papelão individuais e estas
em embalagens coletivas, contendo 4 unidades. Se solicitado os medidores podem
ser paletizados.
Peso embalagem individual: 1,7 kg
Peso embalagem coletiva: 7 kg

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5 PROGRAMAÇÃO

Este item informa como colocar o medidor em condições de operação.

5.1 Ligando o SAGA2000 sem programa operacional

5.1.1 Ligando o medidor


Ao ligar o medidor é exibido o modelo deste, conforme exemplo abaixo.

- 1640 -

5.1.2 Carregando o programa operacional


O programa operacional é fornecido juntamente com o medidor e é
identificado pelo nome:
kkkkVSxx.rr
Onde:
kkkk = Modelo do medidor = 1640 ou 1641, se programa padrão
xx = Código do programa operacional em função do tipo de medição
rr = Revisão do programa operacional
A carga de programa pode ser realizada pelo Programa de Leitura e Análise
da Landis+Gyr ou por qualquer Leitora que obedeça ao protocolo ABNT.
Modelo Característica Programa operacional
1640 AXX-XX1X Tarifa Plana 1640VS11.YY
1640 AXX-XX2X TOU com 6 canais de memória de massa 96 h 1640VS09.YY
1640 AXX-XX3X TOU com 9 canais de memória de massa 48 dias 1640VS16.YY
1641 BXX-XX1X Tarifa Plana 1641VS10.YY
1641 BXX-XX2X TOU com 6 canais de memória de massa 96 h 1641VS06.YY
1641 BXX-XX3X TOU com 9 canais de memória de massa 48 dias 1641VS15.YY

Para maiores informações sobre a designação dos modelos, vide tabela da


página 4.
Não há intercâmbio entre programa operacional e modelos de medidores,
NOTA sendo somente possível carregar o programa operacional específico para
cada modelo.

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Medidor Eletrônico Trifásico USUÁRIO

Durante a carga do programa operacional, aparecerá no mostrador a


seguinte mensagem:

Po xx.yy
Onde Po xx.yy (Programa operacional versão xx.yy)

aguardarEm seguida, o medidor


a parametrização se forentra em operação
multi-tarifa se forexibe:
e o mostrador tarifa plana ou passa a

Param

5.2 Parametrizando o Medidor SAGA2000


Parametrizar significa transferir para o medidor, os parâmetros que definem
como tratar e atualizar os registros.
A parametrização pode ser realizada por comandos manuais ou através de
um arquivo de parâmetros utilizando o Programa de Leitura e Análise da Landis +
Gyr ou programa equivalente que obedeça ao protocolo ABNT.
A parametrização deve ser definida de acordo com a necessidade do cliente
dentre os comandos disponíveis (Ver anexo Código de Comandos).
Uma vez parametrizado MODO DE EXIBIÇÃO DAS GRANDEZAS
(Kgrandeza ou pulso), NÚMERO DE DÍGITOS, N MERO DE INTEIROS E
DECIMAIS e NÚMERO DE REDE, estes são mantidos mesmo após uma
NOTA nova carga de programa.
É importante verificar se a condição anterior é a que atende a
necessidade atual, caso não, realizar nova parametrização.

5.2.1 Versão tarifa plana


Lista de parâmetros disponíveis:
 Constantes de multiplicação - Canais 1, 2 e 3.
→ Condição inicial para medição indireta 2/10.000 e para medição
direta fixo em 2/1000.
 Modo de exibição das grandezas no mostrador – Pulsos ou kGrandezas
(kilo grandeza). Se Grandezas, pode-se parametrizar o nº de casas decimais
para energia Condição

0 ou 1 (somente
inicial para nº de dígitos=6)
kGrandeza, Energia e5 para demanda
inteiros 2 ou 3;3
e Demanda
inteiros e 2 decimais.
Visualização dos códigos de função no mostrador – Seleção dos códigos a
serem apresentados. Podem ser parametrizados para a visualização tanto
no modo normal quanto alternado vide tabela no item 6.2.1.
→ Condição inicial do modo Normal, códigos: 03, 16, 23, 24, 31,
33, 35, 37, 52, 54, 62, 64 e 88.
→ Condição inicial do modo Alternado, códigos: v1, v2, v3,
i1, i2, i3, F1, F2, F3, Nr, AF Wh, AF varh, PF e PA, sendo os

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cinco últimos não são parametrizáveis e estarão sempre


presentes.
 Número de dígitos no mostrador (5 ou 6 dígitos).
→ Condição inicial 5 dígitos.
 Endereço de comunicação remota – Parametrizável de 01 a 255.
→ Condição inicial endereço 01 se configurado para 1 byte ou
endereço igual ao número de série se configurado em fábrica
para 4 bytes.

5.2.2 Versão multi-tarifa


Lista de parâmetros obrigatórios para inicialização do medidor:
 Data
 Hora
 Segmentos horários – Até 3 horários por segmento: ponta, fora de ponta e
reservado.

NOTA O medidor não irá inicializar sem a parametrização acima.

Lista de parâmetros disponíveis:


 Intervalo de demanda (5, 15, 30 ou 60 minutos)
→ Condição inicial 15 minutos.
 Feriados – Tabela para até 15 feriados

 ConstantesCondição inicial sem


de multiplicação feriados.
- Canais 1, 2 e 3.
→ Condição inicial para medição indireta 2/10.000 e para medição
direta fixo em 2/1000.
 Condição de horário reservado – Ativar ou Desativar.
→ Condição inicial desativado.
 Reposição automática – Ativar ou Desativar – Somente por data.
→ Condição inicial desativado.
 Horário de verão – Ativar/Desativar e selecionar data.
→ Condição inicial desativado.
Horário reativo – Composição dos canais para cálculo do Fator de
Potência (kWh, varh ind e varh cap, nos canais 1, 2 e 3 respectivamente);
Fator de potência de referência (indutivo e capacitivo); Intervalo para cálculo
do reativo (30, 60 ou 120 min); Início dos horários indutivo e capacitivo para
o conjunto 1; Tipo de medição de reativo nos dias úteis, sábados, domingos
e feriados.

Condição inicial desativado.


 Modo de exibição das grandezas no mostrador – Pulsos ou kGrandezas
(kilo grandeza). Se Grandezas, pode-se parametrizar o nº de casas decimais
para energia 0 ou 1 (somente para nº de dígitos=6) e para demanda 2 ou 3;
→ Condição inicial kGrandeza, Energia 5 inteiros e Demanda 3
inteiros e 2 decimais.
 Visualização dos códigos de função no mostrador – Seleção dos códigos a
serem apresentados. Podem ser parametrizados para a visualização tanto
no modo normal quanto alternado vide tabela no item 6.2.2.

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Medidor Eletrônico Trifásico USUÁRIO

→ Condição inicial do modo Normal, todas as telas


conforme as tabelas do item 6.2.2.
→ Condição inicial do modo Alternado, códigos: v1, v2, v3,
i1, i2, i3, F1, F2, F3, Nr, AF Wh, AF varh, PF e PA, sendo os
cinco últimos não são parametrizáveis e estarão sempre
presentes.
 Segmentos horários SAB/DOM/FER – Define quais segmentos horários
estão ativos aos sábados, domingos e feriados, aplicável ao conjunto de
segmento horário 1.
→ Condição inicial Fora Ponta.
 Número de dígitos no mostrador (5 ou 6 dígitos).
→ Condição inicial 5 dígitos.
 Endereço de comunicação remota – Parametrizável de 01 a 255.
→ Condição inicial endereço 01 se configurado para 1 byte ou
endereço igual ao número de série se configurado para 4
bytes.
Após realizar a carga de parâmetros, a tela continua apresentando a
NOTA mensagem “Aguardando parâmetros”, sendo necessário inicializar o
medidor pra exibição das informações.

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6 OPERAÇÃO

6.1 Apresentação das Telas no Mostrador


As telas podem ser apresentadas de forma cíclica, rápida ou paradas.
Forma cíclica: Condição normal de operação, cada informação permanece
por aproximadamente 6 segundos no mostrador.
Forma rápida: Caracteriza-se por apresentar as informações a cada 1
segundo aproximadamente. Para ativar esta forma, basta manter pressionado o
botão <MOSTRADOR>.
Forma parada: Para manter uma tela parada no mostrador, deve-se ativar a
forma rápida e soltar o botão <MOSTRADOR> na informação desejada. Para
retornar à forma cíclica, dar um rápido toque no botão <MOSTRADOR>.

No caso de deixar a apresentação em uma forma diferente da normal, a


NOTA forma cíclica será reativada automaticamente após 1 dia.

6.2 Identificando as Informações no Mostrador


Formato da apresentação.

CC GGGGGG
Onde:
CC = código de identificação da função
GGGGGG = valor numérico da função
As informações apresentadas no mostrador estão divididas em duas listas
de funções: Funções modo normal e alternado.
Em condições normais de operação apresentam-se apenas as funções do
modo normal. Para ver as funções da lista do modo alternado deve-se manter o
botão <MOSTRADOR> pressionado durante a exibição da última função do modo
normal.

Apresentação
Tensão (v1, v2das grandezas
e v3) com umainstantâneas:
casa decimal;
Corrente (i1, i2 e i3) e fator de potência (F1, F2 e F3) com duas casas
decimais.

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6.2.1 Tarifa Plana – Relação das grandezas apresentadas na versão padrão - Modo
Normal e Alternado
Cód Descrição N A
03 Totalizador Energia Ativa x x
16 Demanda Ativa do Último Intervalo x x
23 Número de Reposições de Demanda x x
24 Totalizador Energia Reativa Indutiva x x
31 Totalizador Energia Reativa Capacitiva x x
33 Número de série x x
35 Demanda Máxima Reativa Capacitiva x x
37 Demanda Acumulada Reativa Capacitiva x x
52 Demanda Máxima Ativa x x
54 Demanda Acumulada Ativa x x
62 Demanda Máxima Reativa Indutiva x x
64 Demanda Acumulada Reativa Indutiva x x
88 Teste Display x x
F1 Fator de Potência da fase 1 x x
F2 Fator de Potência da fase 2 x x
F3 Fator de Potência da fase 3 x x
V1 Tensão entre fase 1 e neutro x x
V2 Tensão entre fase 2 e neutro x x
V3 Tensão entre fase 3 e neutro x x
I1 Corrente da fase 1 x x
I2 Corrente da fase 2 x x
I3 Corrente da fase 3 x x
Nr Endereço do Medidor na Rede x
AF Wh Aferição Ativa x
AF varh Aferição Reativa x
PF Versão do Programa Fixo x
PA Versão do Programa Alterável x

6.2.2 Multi-tarifa – Relação das grandezas apresentadas na versão padrão - Modo Normal
e Alternado.
Informações gerais
Cód. Descrição N A
00 Posto horário ** x
01 Data x
02 Horário x
23 Número de Reposições de Demanda x
32 Estado da Bateria x
33 Nr. Série do Equipamento x
88 Teste do Mostrador x

AFPAWh Versão do Programa


Calibração Alterável
Energia Ativa x
PF Versão do Programa Fixo x
AF varh Calibração Energia Reativa x
F1, F2, F3 Fator de Potência das 3 fases x x
V1, V2, V3 Tensão das 3 fases x x
I1, I2, I3 Corrente das 3 fases x x
Nr Endereço do medidor na rede x
** A tela 00, só pode ser desabilitada através do programa de análise e leitura da
Landis+Gyr.

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Grandezas do canal 1 (Energia e Demanda Ativa)


Cód. Descrição N A
03 Totalizador Geral x
04 Totalizador no Horário da Ponta x
06 Totalizador no Horário Reservado x
08 Totalizador no Horário Fora de Ponta x
10 Demanda Máxima no Horário da Ponta x
12 Demanda Máxima no Horário Reservado x
14 Demanda Máxima no Horário Fora da Ponta x
16 Demanda do Último Intervalo de Integração x
17 Demanda Acumulada no Horário da Ponta x
19 Demanda Acumulada no Horário Reservado x
21 Demanda Acumulada no Horário Fora da Ponta x
52 Demanda Máxima Geral x
54 Demanda Acumulada Geral x

Grandezas do canal 2 (Energia e Demanda Reativa Indutiva – Fluxo direto)


Cód. Descrição N A
24 Totalizador Geral x
25 Totalizador no Horário da Ponta x
27 Totalizador no Horário Reservado x
29 Totalizador no Horário Fora da Ponta x
34 Demanda Máxima no Horário da Ponta x
36 Demanda Máxima no Horário Reservado x
38 Demanda Máxima no Horário Fora da Ponta x
40 Demanda do Último Intervalo de Integração x
41
43 Demanda Acumulada
Demanda Acumulada no
no Horário
Horário Reservado
da Ponta xx
45 Demanda Acumulada no Horário Fora da Ponta x

Grandezas do canal 3 (Energia e Demanda Reativa Capacitiva)


Cód. Descrição N A
31 Totalizador Geral x
85 Totalizador no Horário da Ponta x
86 Totalizador no Horário Reservado x
87 Totalizador no Horário Fora da Ponta x

Registros de UFER/DMCR
Cód. Descrição N A
65 UFER Total (dividido por 100) x
66 UFER no Horário da Ponta x
67 UFER no Horário Reservado (dividido por 100) x
68 UFER no Horário Fora da Ponta (dividido por 100) x
69 DMCR no Horário da Ponta x
70 DMCR no Horário Reservado x
71 DMCR no Horário Fora da Ponta x
73 DMCR Acumulada no Horário da Ponta x
74 DMCR Acumulada no Horário Reservado x
75 DMCR Acumulado no Horário Fora da Ponta x
78 DMCR Máxima Geral x
80 DMCR Acumulada Geral x

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6.3 Zerar os Registros (Matar o Programa Operacional)


Para zerar todos os registros internos do medidor deve-se seguir o
procedimento abaixo:

• Desligar o medidor.
• Ligar a Leitora / Programadora energizada no conector da porta ótica.
• Pressionar simultaneamente os botões <DEMANDA> e <MOSTRADOR>.

Energizar o emedidor
<DEMANDA> SAGA2000 mantendo pressionados os botões
<MOSTRADOR>.

Para iniciar novo ciclo de medição tem-se que carregar o programa


NOTA operacional e efetuar a parametrização do medidor.

6.4 Reposição de Demanda através do Botão.


Para executar uma reposição de demanda através do botão <DEMANDA>,
mantenha-o pressionado por um período maior que 2 segundos.
Durante a reposição de demanda, os dígitos do campo de códigos de função
começam a piscar, permanecendo assim por 20 minutos. Durante este tempo, as
informações exibidas no mostrador estarão “congeladas”, ou seja, as informações
exibidas são relativas à reposição de demanda.

6.5 Operações através de Comandos


Os comandos de parametrização e leitura estão indicados no Capítulo 10:
CÓDIGOS DE COMANDOS.

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Medidor Eletrônico Trifásico USUÁRIO

7 CALIBRAÇÃO

Material necessário:
•Gerador de tensão e corrente senoidal, monofásico ou trifásico.
•Medidor padrão com entrada de pulsos de energia ativa e/ou reativa,
monofásico ou trifásico.

Procedimento:
•Ligue as tensões de medição no medidor.
•Pressione o botão <MOSTRADOR> até a função que se deseja calibrar.

Calibração energia ativa AF Wh

Calibração energia reativa AF varh


• Aplique as correntes desejadas.
O LED infravermelho do conector óptico de comunicação e o LED frontal do
medidor piscam proporcionalmente à medição, ver constantes no item 4.1. -
Características Elétricas e Metrológicas.

A calibração também pode ser realizada pelos LED´s frontais de


NOTA sinalização, sem necessidade de entrar na função de calibração

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8 INSTALAÇÃO
Antes de instalar o medidor verifique os níveis de tensão de sua rede.
Lembre-se que a tensão máxima permitida é de 280Vac entre fase e neutro, o que
contempla sistemas trifásicos de 440Vac com variação inferior a 10%, visto que a
tensão trifásica máxima tolerada é de 480Vac entre fases.

CUIDADO Observar os limites do equipamento antes de instalá-lo.


Quando houver necessidade de se ligar o instrumento em tensões acima do
nível descrito acima, é obrigatório o uso de Transformadores de Potencial (TPs). A
Landis+Gyr não especifica o uso de nenhum TP em especial, apenas destaca que
devem ser TPs de medição, de baixo consumo, com classe de exatidão igual ou
melhor que o medidor e com características de dimensões e proteção de acordo
com o circuito medido.
As mesmas observações válidas para as ligações de tensão valem também
para corrente, ou seja, é necessário que sejam observados os limites de corrente de
cada modelo, conforme descrito no item 4 - ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS.
Se for necessário o uso de Transformadores de Corrente (TCs) também
devem ser TCs de medição, de baixo consumo e com classe de exatidão igual ou,
de preferência, melhor que a do medidor.
Para o correto funcionamento do equipamento e segurança do usuário, não
se deve emsob
indicados, hipótese
pena dealguma
perdaligar os circuitos de tensão e corrente acima dos limites
da garantia.
O instrumento não mede corretamente se o circuito de potencial for ligado
em um nível de tensão e o circuito de corrente for ligado em outro. Exemplo: circuito
de corrente ligado em TCs instalados do lado primário de um transformador de
distribuição e circuitos de potencial ligados diretamente no lado secundário do
transformador.
Apesar de os medidores das linhas SAGA2000 serem de fácil instalação e
programação, é necessária a atuação de profissional qualificado e habilitado com a
NR-10 - Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade – Eletricista ou
Eletrotécnico.
A instalação deve ser realizada conforme procedimento das
concessionárias. Seguem abaixo as instruções básicas.
• Retirar a tampa do bloco de terminais, normalmente encaixada no medidor.
• Realizar a furação no painel onde o medidor será fixado. As medidas para
furação do painel estão ilustradas nas figuras do manual.
• No painel, fixar o parafuso superior, encaixar o medidor e em seguida fixar
os parafusos laterais.
• Realizar as ligações ao sistema elétrico.
Para a ligação, confirmar a identificação dos terminais no item 4.3.3, e
escolher o diagrama de ligações que corresponde à ligação a ser
realizada.
- Figura 9 - Ligação Medição Indireta a 3 elementos com TC e TP
- Figura 10 - Ligação Medição Indireta a 2 elementos com TC e TP
- Figura 11 - Ligação Medição Direta a 3 elementos

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• Para informação dos terminais, ver item 4.3.4


• Ligar as conexões das interfaces de comunicação, quando aplicável. Vide
item 4.3.4 para identificação dos terminais e item 4.2.10 para orientação de
ligação.
• Recolocar a tampa do bloco de terminais e lacrar. Vide detalhes dos
pontos para uso de lacre no item 4.3.7.

CUIDADO Os fios de conexão no local de instalação não devem estar energizados durante a
instalação. Tocar partes energizadas pode ser fatal.

Transformadores de Corrente (TCs) não devem ficar com seus


secundários abertos sob qualquer hipótese – RISCO de EXPLOSÃO do
Transformador.

CUIDADO Transformadores de Potencial (TPs) não devem ficar com seus


secundários curto-circuitados sob qualquer hipótese - RISCO de
QUEIMA do Transformador.
Para maior segurança é recomendado o uso de chave de aferição nas
instalações com medição indireta.

ESQUEMA DE LIGAÇÃO MEDIÇÃO INDIRETA A 3 ELEMENTOS

FIGURA 9. Ligação Medição Indireta a 3 elementos com TC e TP

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ESQUEMA DE LIGAÇÃO MEDIÇÃO INDIRETA A 2 ELEMENTOS

FIGURA 10. Ligação Medição Indireta a 2 elementos com TC e TP

NOTA Verificar se a topologia 2EL/3 F está contemplada na aprovação de modelo.

ESQUEMA DE LIGAÇÃO MEDIÇÃO DIRETA A 3 ELEMENTOS

FIGURA 11. Ligação Medição Direta a 3 elementos

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Medidor Eletrônico Trifásico USUÁRIO

9 PROCEDIMENTO PARA TROCA DE BATERIA

• Retire o lacre da tampa de leitura.


• Retire o lacre de proteção da bateria (etiqueta).
• Retire a bateria do compartimento na tampa externa, vide figura abaixo.
• Coloque a nova bateria no compartimento.

NOTA Observar a polaridade para colocação da bateria, vide figura abaixo.

• Coloque nova etiqueta de proteção da bateria. (código 1025309003).


• Recoloque o lacre da tampa de leitura.

FIGURA 12. Localização da bateria.

Landis+Gyr Equipamentos de Medição Ltda 1096200001-03 30


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10 CÓDIGOS DE COMANDOS

Tarifa Plana Multitarifa


Comandos
Par Leit Par Leit
Comando 11 - Resulta do pedido inicio de sessão - Pedido de abertura de
sessão de comunicação com senha
Comando 12 - Habilitação de senha - Programação de senha de gerente e
habilitação de senha
Comando 13 - Pedido de inicio sessão com senha - Pedido de string para
cálculo da senha
Comando 14 - Página fiscal (PADRAO ABNT) - Leitura grandezas instantâneas X X
Comando 20 - Leitura de parâmetros com reposição demanda X X
Comando 21 - Leitura de parâmetros sem reposição demanda atuais X X
Comando 22 - Leitura de parâmetros sem reposição demanda anteriores X X
Comando 23 - Leitura de registradores após a última reposição demanda X X
Comando 24 - Leitura de registradores relativo à última reposição de demanda X X
Comando 25 - Leitura dos períodos de falta de energia X* X
Comando 26 - Leitura da memória de massa desde a última reposição de X
demanda
Comando 27 - Leitura da memória de massa anterior a última reposição de X
demanda
1
Comando 28 - Leitura dos registros de alteração X* X
Comando 29 - Alteração da data X
Comando 30 - Alteração da hora X
Comando 31 - Alteração do intervalo de demanda X
Comando 32 - Alteração dos feriados nacionais X
Comando 33 - Alteração das constantes de multiplicação X* X
Comando 35 - Alteração dos segmentos horários X
Comando 36 - Alteração do horário reservado X
Comando 37 - Alteração da condição de ocorrência no registrador digital X
Comando 38 - Inicialização do registrador digital, o medidor aceitará a X
inicialização (comandos 53, 54 e 55) se os parâmetros Data, Hora, Constante
de Multiplicação, Segmentos Horários, Intervalo de Demanda e Feriados
Nacionais já estiverem inicializados, caso contrario o medidor envia o erro 43
através do comando 40
Comando 39 - Resposta de comando não implementado X
Comando 40 - Informação de ocorrência no registrador digital X
Comando 41 - Leitura de registradores ANTERIOR Parciais do Canal 1
Comando 42 - Leitura de registradores ANTERIOR Parciais do Canal 2
Comando 43 - Leitura de registradores ANTERIOR Parciais do Canal 3
Comando 44 - Leitura de registradores ATUAL Parciais do Canal 1
Comando 45 - Leitura de registradores ATUAL Parciais do Canal 2
Comando 46 - Leitura de registradores ATUAL Parciais do Canal 3
Comando 47 - Alteração forma de cálculo da demanda máxima
Comando 51 - Leitura de parâmetros sem reposição demanda, com leitura de X
memória de massa
Comando 52 - Leitura da memória de massa relativa a toda memória X
Comando 53 - Inicialização da carga de programa X X
Comando 54 - Transferência do programa X X
Comando 55 - Finalização da carga de programa X X
Comando 63 - Dia e hora da execução da reposição de demanda automática X
Comando 64 - Alteração do horário de verão X
Comando 65 - Alteração do conjunto 2 segmentos horários
Comando 66 - Alteração das grandezas dos canais
Comando 67 - Alteração da tarifa de reativos X

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Tarifa Plana Multitarifa


Comandos
Par Leit Par Leit
Comando 73 - Alteração do intervalo da memória de massa
Comando 77 - Segmentos horários sábados/domingos/feriados X
Comando 78 - Alteração do tipo de tarifa
Comando 79 - Condição de visualização dos códigos do mostrador X

Comando 80 - Leitura dos parâmetros de medição


Comando 81 - Alteração da condição da serial do consumidor estendida
Comando 87 - Alteração ou leitura do código da instalação/consumidor
Comando 90 - Alteração do modo de apresentação das grandezas no display X
Comando 95 - Alteração de constantes TP, TC e Ke usuário
Comando 98 - Comando estendido X*
cmd 98[12] - Comando de cadastro de senha de usuário
cmd 98[30] - Micro ajuste de relógio
cmd 98[32] - Feriados estendidos

NOTA:
1 - Presente na leitura da tarifa plana, mas é respondido com zeros para que possam ser
realizados os comandos de verificação, recuperação e fatura nas leitoras.
2 - Alteração de constante de multiplicação permitida na medição indireta. A medição direta
é fixa.
3 - Aceita comando estendido 98 apenas com o sub-comando 30. (micro ajuste de relógio)

11 CÓDIGOS DE ERRO

SAGA2000 Tarifa Plana


Código Significado
Err 01 Erro no Check do programa alterável (Flash interna)
Versão do programa alterável incompatível com o programa
incomp fixo.

• SAGA2000 Multi-tarifa

Código de Erro Significado


Er PA Erro no Check do programa alterável (Flash interna).
Versão do programa alterável incompatível com o programa
Er PF fixo.
Er E2P Problema no componente memória EEPROM.
Er rtc Problema no componente do relógio RTC.
Er FE Problema no componente memória flash externa.

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12 CARACTERÍSTICAS DO PROTOCOLO MODBUS RTU


A interface de comunicação é padrão RS485, a dois fios, half-duplex, com os
seguintes parâmetros:
- Baud Rate = 9600 bps
- Parity = sem paridade
- Stop Bit =1
- Data Bit =8
- Número de bits por caractere = 10 bits (1 start + 8 dados + 1 stop)
- Error Checking = CRC-16
- Ordem de transmissão = LSB primeiro
- Fim da mensagem = silêncio no período de 3,5 caracteres
Apenas o master pode começar um diálogo com os slaves, sendo este
diálogo do tipo question/reply (endereço de apenas um slave) ou endereçando a
mensagem para todos os slaves (endereço 0xA5 = broadcast) sem obter um reply.
No protocolo MODBUS o equipamento sai de fábrica com o endereço 01
programado, ficando a cargo do usuário, definir um endereço na rede para o
dispositivo que vai de 1 a 255.
Exemplo de diagrama unifilar de rede RS485.

NOTA Orientações para montagem da rede, ver item 4.2.10.

Algoritmo
Uma mensagem é iniciada com um intervalo de silêncio de no mínimo 3,5
vezes a velocidade de comunicação de um caractere. Por exemplo, a 9600bps, um
caractere leva 1,05 ms para ser transmitido (8N1 = 10bits), portanto deve haver um
silêncio na rede de pelo menos 3,6 ms antes de uma mensagem a ser transmitida.

Landis+Gyr Equipamentos de Medição Ltda 1096200001-03 33


SAGA 2000 MANUAL DO
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A rede é monitorada continuamente pelo slave (escravo), inclusive durante o


intervalo de silêncio. Quando o 1°caractere é rece bido, cada dispositivo na rede
decodifica-o para verificar se é seu endereço. Se não for, o dispositivo deve
aguardar que a rede fique em silêncio (sem transmissão) por 3,5 vezes a velocidade
de comunicação de um caractere. Se o endereço for o do dispositivo, o mesmo deve
receber todo o resto do frame e decodificá-lo. O fim do frame é indicado pelo
intervalo de silêncio. Uma mensagem deve ser transmitida como uma cadeia
contínua de bytes.

Procedimento para cálculo do CRC


No modo RTU, é incluído na mensagem um error-checking baseado no
método CRC que verifica se a mensagem recebida está correta.
O CRC contém dois bytes e é calculado pelo dispositivo transmissor, que o
anexa a mensagem. O dispositivo receptor recalcula o CRC após a recepção da
mensagem e compara o valor calculado com o valor recebido. Se os valores não
forem iguais, a mensagem é descartada.
Algoritmo para cálculo do CRC
1. Preencha um registro de 16 bits com 1s (0xFFFF)
2. Faça um OR EXCLUSIVE entre o registro LSB e o byte de transmissão
3. Desloque o registro obtido 1 bit à direita
4. Se
comoobit menos
valor significativo do registro for igual a 1, faça um OR EXCLUSIVE
0xA001
5. Repita os passos 3 e 4 oito vezes
6. Repita os passos 2 a 5 para todos os bytes da mensagem
7. O conteúdo final do registro é o valor do CRC que é transmitido no final da
mensagem começando com o byte menos significativo
A seguir segue um exemplo de uma função escrita em C para o cálculo do
CRC:
void calc_crc (unsigned char data)

{
unsigned int rbit, b;
crc ^= (unsigned char) data;
for (b=0; b < 8; b++) {
rbit = crc & 1;
crc >>= 1;
if (rbit) crc ^= 0xa001;
}
}

12.1 Funções MODBUS

As funções MODBUS para o SAGA2000 são:

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- Read Input Registers (3 ou 4): o código de função 3 ou 4 é utilizado para


ler 1 ou mais registros nos quais as medições estão armazenadas.
O seu formato de transmissão é o seguinte:
Endereço Código da Registro Registro Total de Total de CRC Low CRC High
do Slave Função inicial High inicial Low registros registros
High Low

A recepção terá o seguinte formato para essa função:


Endereço Código da Número de Registro Registro ___ CRC Low CRC High
do Slave Função bytes (reg inicial High Inicial Low
x 2)

* o registro número de bytes será igual ao número total de registros para ler
vezes 2, pois cada registro possui 2 bytes.
Os registros para leitura disponíveis no SAGA2000 estão listados nas tabelas
a seguir:
12.1.1 Registros de leituras para o SAGA2000 tarifa plana e multi-tarifa

Endereço Reg. Grandeza UNID. MULT.


40001 Mod Modelo do equipamento
40002 Ver Versão do prog. Alterável
40003 Ke/Kh Constantes do eqpto.
40004 NR Endereço na rede
40008,40009 NS Número de série (Hi/Lo)
40012 V1 Tensão fase A Volts (x16)
40013 V2 Tensão fase B Volts (x16)
40014 V3 Tensão fase C Volts (x16)
40015 I1 Corrente fase A Amp. (x256)
40016 I2 Corrente fase B Amp. (x256)
40017 I3 Corrente fase C Amp. (x256)
40018,40019 P1 Potência ativa fase A Watts (x256)
40020,40021 P2 Potência ativa fase B Watts (x256)
40022,40023 P3 Potência ativa fase C Watts (x256)
40024,40025 Q1 Potência reativa fase A var (x256)
40026,40027 Q2 Potência reativa fase B var (x256)
40028,40029 Q3 Potência reativa fase C var (x256)
40030,40031 S1 Potência aparente fase A VA (x256)
40032,40033 S2 Potência aparente fase B VA (x256)
40034,40035 S3 Potência aparente fase C VA (x256)
40039 FP1 Fator de potência fase A (x100)
40040 FP2 Fator de potência fase B (x100)
40041 FP3 Fator de potência fase C (x100)
40042,40043 EA Energia ativa Wh
40044,40045 ERI Energia reativa ind. VArh
40046,40047 ERC Energia reativa cap. VArh
40048,40049 DMA Dem. max. energia ativa
40050,40051 DMI Dem. max. energia reativa ind.
40052,40053 DMC Dem. máx. energia reativa cap.

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12.1.2 Registros de leituras exclusivos do SAGA2000 multi-tarifa

Endereço Reg. Grandeza UNID. MULT.


40005 Data Dia / Mês
40006 Hor Ano / Hora
40007 Min Minuto / Segundo
40054,40055 EAP Energia ativa ponta Wh
40056,40057 ERIP Energia reativa ind. ponta VArh
40058,40059 ERCP Energia reativa cap. ponta VArh
40060,40061 DMAP Dem. máx. energia ativa ponta
40062,40063 DMIP Dem. máx. reativa ind. Ponta
40064,40065 DMCP Dem. máx. reativa cap. Ponta
40066,40067 EAFP Energia ativa fora de ponta Wh
40068,40069 ERIFP Energia reativa ind. fora de ponta VArh
40070,40071 ERCFP Energia reativa cap. fora de ponta VArh
40072,40073 DMAFP Dem. máx. ativa fora de ponta
40074,40075 DMIFP Dem. máx. reativa ind. Fora de ponta
40076,40077 DMCFP Dem. máx. reativa cap. Fora de ponta
40078,40079 EAR Energia ativa reservado Wh
40080,40081 ERIR Energia reativa ind. hor. reservado VArh
40082,40083 ERCR Energia reativa cap. hor. reservado VArh
40084,40085 DMAR Dem. máx. ativa reservado
40086,40087 DMIR Dem. máx. reativa ind. hor. reservado
40088, 40089 DMCR Dem. máx. reativa cap. hor. reservado

Exemplos de buffers
A seguir temos um exemplo de leitura das tensões nas 3 fases:
0x01 | 0x04 | 0x00 | 0x0B | 0x00 | 0x03 | CRC | CRC
0x01 = endereço do medidor
0x04 = código da função
0x000B = código do registro inicial menos 1 (12 – 1) = 11d = 0Bh
0x0003 = número de registros para ler
CRC = CRC calculado (16 bits)
Um exemplo de resposta para esse comando é o seguinte:
0x01 | 0x04 | 0x06 | 0x06 | 0x7B | 0x06 | 0x7D | 0x06 | 0x78 | CRC | CRC
0x01 = endereço do medidor
0x04
0x06 == código
númeroda
defunção
bytes da resposta (3 regs. x 2 bytes) = 6
0x067B = 1659d = 103,68V x 16 (tensão fase A x multiplicador 16)
0x067D = 1661d = 103,81V x 16 (tensão fase B x multiplicador 16)
0x0678 = 1656d = 103,50V x 16 (tensão fase C x multiplicador 16)
CRC = CRC calculado (16 bits)
Nesse exemplo o master pediu uma leitura das tensões nas 3 fases e como
resposta recebeu os valores 103,68V, 103,81V e 103,50V respectivamente. Note
que no buffer de resposta esses valores vêm multiplicados pelo fator correspondente

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na última coluna da tabela (para o caso da tensão fator = 16). Cabe ao master fazer
a divisão do valor lido pelo fator de multiplicação para obter o valor correto da
grandeza.
Veremos agora um exemplo de leitura do fator de potência da fase A:
0x01 | 0x04 | 0x00 | 0x26 | 0x00 | 0x01 | CRC | CRC
0x01 = endereço do medidor
0x04 = código da função
0x0026 = código do registro inicial menos 1 (39 – 1) = 38d = 26h
0x0001 = 1 registro para ler
Resposta:
0x01 | 0x04 | 0x02 | 0x00 | 0x46 | CRC | CRC
0x01 = endereço do medidor
0x04 = código da função
0x02 = número de bytes (1 reg. x 2 bytes) = 2
0x0046 = 70d = 0,70 x 100 (FP = 0,70 multiplicador = 100)
No caso de fator de potência, temos que considerar também o sinal, dado
pelo bit mais significativo (BIT15). Se esse bit estiver setado significa que o sinal é
negativo
No(capacitivo) e se for se
exemplo acima, zeroo significa
FP fosse quecapacitivo
o sinal é positivo
teríamos(indutivo).
o valor 0x8046
(32838d) = 1000000001000110b.
Abaixo temos um buffer de leitura de potência reativa da fase A:
0x01 | 0x04 | 0x00 | 0x17 | 0x00 | 0x02 | CRC | CRC
0x01 = endereço do medidor
0x04 = código da função
0x0017 = código do registro (24 – 1) = 23d = 17h
0x0002 = número de registros para ler (potência são 2 registros por fase)
Supondo uma potência reativa capacitiva de 13175,82VAr, teríamos como
resposta:
0x01 | 0x04 | 0x04 | 0x80 | 0x33 | 0x77 | 0xD2 | CRC | CRC
0x01 = endereço do medidor
0x04 = código da função
0x04 = número de bytes (2 regs. X 2 bytes) = 4
0x80 = 10000000b – BIT31 setado indicando sinal negativo (capacitivo)
0x3377D2 = 3373010d (dividindo-se pelo fator 256 temos 13175,82)
Observando-se os exemplos dados acima podemos concluir que ao fazer
uma leitura o master deve sempre verificar o sinal da grandeza (através do bit mais
significativo) e o fator de multiplicação.

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- Exception Response (ERROR): caso o slave detecte algum erro no


formato dos dados, endereço inválido ou CRC incorreto, ele ignorará a mensagem
não gerando uma resposta.

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13 DESLIGAMENTO E DESCARTE

Desconectando os Medidores

CUIDADO Os fios de conexão não devem estar energizados quando da


retirada do medidor. Tocar partes energizadas pode ser fatal.
O medidor deve ser retirado como segue:
a) Remova o selo da tampa do bloco de terminais.
b) Solte e remova o parafuso da tampa do bloco de terminais.
c) Verifique se as fases não estão energizadas usando um multímetro.
Se estiverem ligados, certifique-se de que eles sejam e permaneçam
desligados durante todo o período de desligamento.
d) Solte os parafusos de conexão das fases e retire os fios dos
terminais.
e) Coloque o medidor substituto como descrito na seção “Instalação”
deste manual ou isole os fios.
Descarte
Em cumprimento as legislações ambientais locais e a ISO 14001, os
componentes usados em medidores são separáveis e devem ser encaminhados
para centros de descarte e coleta para posterior reciclagem.

NOTA Para o descarte de medidores obsoletos observe, sem falha, às leis


locais quanto à regulamentação de proteção ambiental.

Componentes Descarte
Placas de circuito impresso, "Sucata Eletrônica" descartada de acordo com
mostrador LCD regulamentação local, verificar a possibilidade de
reciclagem.
Partes Metálicas Separado e classificado como "sucata metálica",
possibilidade de reciclagem ou reaproveitamento.
Componentes Plásticos Separados e enviados para reciclagem.
Pilhas, baterias ou materiais
perigosos segundo Deverão ser encaminhados às empresas
classificação da NBR devidamente licenciadas junto ao órgão ambiental
competente.
10.004/2004:

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14 FALE CONOSCO

No caso de dúvidas quanto a este equipamento ou outro modelo de medidor


da Landis+Gyr Equipamentos de Medição Ltda., favor, entrar em contato pelo e-mail:
aplicacao@landisgyr.com

Landis+Gyr Equipamentos de Medição Ltda.


Rua Hasdrubal Bellegard, 400
CEP - 81460-120
Curitiba / Paraná / Brasil

www.landisgyr.com.br

Impresso no Brasil 7-ago-09


Este manual está sujeito a alterações

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