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PROJETO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE BAIXA TENSÃO

PROJETO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE BAIXA TENSÃO

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE RONDONÓPOLIS INSTITUTO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS E TECNOLÓGICAS CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA ELETROTÉCNICA

GERAL

PROJETO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE BAIXA TENSÃO

EDUARDO MONTEJANE MOTTA FERNANDO OLIVEIRA DO ROSÁRIO

Rondonópolis - MT 2011
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE RONDONÓPOLIS INSTITUTO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS E TECNOLÓGICAS CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA ELETROTÉCNICA GERAL

EDUARDO MONTEJANE MOTTA FERNANDO OLIVEIRA DO ROSÁRIO

PROJETO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE BAIXA TENSÃO
Relatório desenvolvido durante a disciplina de Eletrotécnica Geral do Curso de Graduação em Engenharia Mecânica do Instituto de Ciências Agrárias e Tecnológicas do Campus Universitário de Rondonópolis da Universidade Federal de Mato Grosso, e entregue como parte da avaliação semestral. Orientador: Prof. Carlos Beuter

Rondonópolis - MT 2011
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Sumário
1. 2. 3. 3.1. 4. 4.1. 4.2. 4.3. 4.4. 4.5. 4.6. 4.7. INTRODUÇÃO ........................................................................................................................ 4 OBJETIVO ............................................................................................................................... 4 DESCRIÇÃO DO PROJETO....................................................................................................... 5 Características da Edificação ............................................................................................. 5 MEMORIAL DE CÁLCULOS ..................................................................................................... 5 Previsão das cargas a serem instaladas na residência ...................................................... 5 Determinação da Carga de Iluminação ............................................................................. 6 Levantamento da Carga de Tomadas ................................................................................ 7 Tipo de fornecimento e Tensão ........................................................................................ 8 Divisão da Instalação Elétrica em Circuitos Terminais ...................................................... 9 Cálculo da Demanda.................................................................................................... 11 Dimensionamento da Seção Transversal dos Condutores .............................................. 15 4.7.1. 4.7.2. 4.7.3. 4.8. 5. 6. Seção do Condutor Neutro.................................................................................. 15 Seção do Condutor de Proteção (Fio Terra) ........................................................ 15 Seção dos Condutores de Cada Circuito ............................................................. 17

Dimensionamento dos Eletrodutos ................................................................................ 22 CONCLUSÕES ....................................................................................................................... 26 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................................................................................... 27

Anexo I......................................................................................................................................... 28 Anexo II........................................................................................................................................ 29

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1. INTRODUÇÃO
A eletricidade se faz de muita importância em nosso cotidiano, às vezes nem percebe-se sua existência pelo fato dela ser invisível. Porém nossos aparelhos eletrônicos e eletrodomésticos são movidos a energia elétrica que, melhora nossas vidas iluminando casas, propiciando conforto, aquecendo nossos banhos e demais quesitos inquestionáveis.

2. OBJETIVO
O objeto de estudo deste trabalho é apresentar as etapas do projeto de instalação elétrica de baixa tensão residencial dentro das normas da ABNT e CEMAT/Rede. Serão apresentadas informações importantes relativas à instalação elétrica, quais seus principais componentes, como dimensiona-los e escolhê-los.

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3. DESCRIÇÃO DO PROJETO
Consiste em um projeto através da planta baixa (fornecida pelo professor orientador) com a finalidade de instalação elétrica de baixa tensão em uma residência, a qual possui uma área de dependências internas e externas de 59,53 m2 e 6,76 m2, respectivamente. A área total da planta consiste em 76,16m2.

3.1.

Características da Edificação

Construção de uma residência familiar, no estado de Mato Grosso, devido a adoções de normas da Cemat/Rede. Edificação em alvenaria, com cobertura em telhas de barro sobre madeiramento e laje em concreto.

4. MEMORIAL DE CÁLCULOS

Para a formulação do roteiro de cálculos segue-se recomendações da NBR 5410, catálogo Pirelli e Cemat/Rede.

4.1.

Previsão das cargas a serem instaladas na residência

O levantamento das potências foi realizado mediante a previsão das cargas mínimas de iluminação e tomadas a serem instaladas, possibilitando, assim, determinar a potência total prevista para a instalação elétrica residencial. [1] No projeto elétrico da residência deseja-se saber o quanto da potência aparente foi transformada em potência ativa, aplicam-se então, os valores de 1 (um) e 0,8 (zero vírgula oito) de fator de potência para a iluminação (lâmpadas incandescentes) e tomadas de uso geral (TUGs), respectivamente. [1]

5

4.2.

Determinação da Carga de Iluminação

Para o levantamento das cargas de iluminação adota-se a condição para se estabelecer a quantidade mínima de pontos de luz, a qual é necessária prever pelo menos um ponto de luz no teto, comandado por um interruptor de parede. A carga de iluminação é feita em função da área do cômodo da residência e se estabelece a potência mínima de iluminação, adotando o critério abaixo. [3]   Em cômodos ou dependências com área igual ou inferior a 6 metros quadrados deve ser prevista uma carga mínima de 100 VA. Em cômodos ou dependências com área superior a 6 metros, deve ser prevista uma carga mínima de 100 VA para os primeiros 6 metros quadrados, acrescida de 60 VA para cada aumento de 4 metros quadrados inteiros. Estabelecidas as condições para a iluminação de áreas internas da residência, se utiliza as dimensões de cada cômodo da planta baixa fornecida, ilustrada na figura 1.

Figura 1 - Planta baixa da residência Fonte 1 - Projeto de Instalações Elétricas de BT (Baixa Tensão)

Após a determinação das áreas dos cômodos pode-se prever a carga de iluminação da planta residencial, ilustrada na tabela 1.

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Tabela 1- Carga mínima de iluminação da planta residencial utilizada
Dimensões Depêndencia
Área (m2) Entrada Sala 3,71 7 Perímetro (m) 8,1 10,51

Potência de iluminação (VA)
Até 6 m2 100 100 Maior Fator de Total (VA) que 6 m2 Potência 1 1 100 100

Quarto1 Quarto2 Quarto3 Banheiro Hall Sala de Estar Cozinha

12,05 9,1 9,88 3,64 1,15 12,96 3,75

14 12,1 12,9 8,2 4,3 14,4 7,91

100 100 100 100 100 100 100

60 60 60 -

1 1 1 1 1 1 1

160 100 160 100 100 160 100

Área de Serviço

3,05

7,6

100

-

1

100

Total

66,29 100,02 Fonte 2 - Planilha de cálculo do software Excel

1180

4.3.

Levantamento da Carga de Tomadas

Para a determinação das cargas de tomadas adota-se a uma condição para se estabelecer o número mínimo de tomadas de uso geral (TUG’s), as quais se devem seguir as seguintes recomendações: [3]      Cômodos com área igual ou inferior a 6 metros quadrados, pelo menos uma tomada. Dependências com mais de 6 metros quadrados, no mínimo uma tomada para cada 5 metros ou fração de perímetro, uniformemente distribuídas. Banheiros: No mínimo uma tomada junto ao lavatório. Cozinha: uma tomada para 3,5 metros ou fração de perímetro, independente da área. Varanda: pelo menos uma tomada. Nas TUG’s se destinam aparelhos móveis ou portáteis. Para se estabelecer a potência mínima de tomadas de uso geral se segue as seguintes condições:
7

 

Para o banheiro, cozinha e área de serviço: se atribui no mínimo 600 VA por tomada, até três tomadas e 100 VA para os excedentes. Nas demais dependências: se deve atribuir no mínimo 100 VA por tomada. As tomadas de uso específico são destinadas à ligação de equipamentos fixos e

estacionários. A condição para se estabelecer a quantidade (TUE’s) se faz de acordo com o número de aparelhos de utilização que vão estar fixos em uma dada posição no ambiente. Para se estabelecer a potência das tomadas de uso específico, se deve atribuir a potência nominal do equipamento a ser alimentado. Pode-se prever a carga das TUE’s, segundo os critérios que já foram estabelecidos a partir do cômodo em estudo fazendose necessário ter o valor da área e do perímetro. A partir do cálculo do perímetro se pode prever a quantidade mínima de tomadas e reunindo todos os dados obtidos, tem-se a potência total da instalação, ilustrada no (Anexo1).

4.4.

Tipo de fornecimento e Tensão

Nas áreas de concessão da Cemat/Rede, se a potência ativa total for acima de 10,1 até 15 kW o fornecimento é bifásico (B2), feito a três fios (duas fases e um neutro) e os valores de tensão são de 127V e 220V, ilustrado na figura 2.

Figura 2 - Representação de uma unidade consumidora bifásica Fonte 3- Instalações Elétricas Residenciais Parte I

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O padrão de entrada deverá atender ao fornecimento bifásico. Além das informações já citadas, apresenta-se características referentes a instalação, como: Disjuntor (A), Bipolar 70, cabo unipolar de cobre- isolação XLPE-06/1kV 16(16) (B), eletroduto de diâmetro 32mm, potência disponibilizada de 15 kVA e aterramento cobre de 16 mm2.

4.5.

Divisão da Instalação Elétrica em Circuitos Terminais

Durante a execução do projeto foram previstos circuitos de iluminação (circuitos 1 e 2) separados dos circuitos de tomadas de uso geral (critérios estabelecidos pela NBR 5410). Para que os circuitos não fiquem carregados, e não resultarem numa seção nominal (bitola) muito grande dificultando a instalação dos fios nos eletrodutos e as ligações terminais (interruptores e tomadas) procuramos organizar nossos circuitos de modo a limitar a corrente a 10 A, ou seja, 1270 VA em 127 V, ou 2200 em 220V. Já para o caso do chuveiro elétrico, no qual excede os 10 A, a norma prevê circuito independente, exclusivo para o equipamento, como nós fizemos. Apesar do o ar-condicionado que escolhemos não superar os 2200 VA, adotamos um circuito exclusivo para ele por medidas de segurança, e assim manter a ele uma boa vida útil. A planilha resumo da divisão dos circuitos e quadro de carga pode ser vista na tabela 2.

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Tabela 2 - Divisão dos circuitos e cargas
Circuito Tensão n° Tipo (V) Local
Quarto1 Banheiro

Potência Corren Qx(VA) Total(VA) te (A)
1x160 1x100 1x100 1x160 1x100 1x100 1x100 1x100 1x160 1x100 1x100 2x100 2x150 1x100 3x100 1x600 1x100 3x100 1x100 3x100 1x100 3x100 1x100 400 (Máquina de lavar) 1x600 2x600 500 (Geladeira) 350 Liquidificador 100 (Batedeira) 600 1200 4,73 9,45 560 4,41 620 4,89

1

Il. Social

127

Quarto2 Quarto3 Hall Entrada Sala

2

Il. Serviço

127

Sala de Estar Cozinha Área de Serviço Entrada sala Sala Sala Quarto1 Banheiro Hall Quarto 2 Quarto2 Quarto 3 Quarto3 Sala de Estar Sala de Estar Área de Serviço

3

TUG's TUE's

127

700

5,52

4

TUG's TUE's

127

1000

7,89

5

TUG's TUE's

127

800

6,3

6 7 8 9 10 11 12

TUG's TUE's TUG's TUE's TUG's

127

800

6,3

127 127

Área de Serviço Cozinha

TUE's

220

Cozinha

950

4.32

TUE's TUE's TUE's

220 220 127

Quarto1 Banheiro Área de Serviço

900 (Ar condicionado) Chuveiro (6000) Bomba d'água

900 6000 1185,6

4,1 27,28 9,34

Fonte 4 - Planilha de cálculo do software Excel

Para a elaboração do equilíbrio das fases, primeiramente dividimos as potências dos circuitos de tensão 220 V em partes iguais, para as duas fases, e posteriormente organizamos as outras potências de modo que a diferença final entre as duas fases foi de apenas 45,6 W, na tabela 3.

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Tabela 3 - Equilíbrio de fases

CIRCUITO
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 TOTAL

FASE A (W)
620 560 660 800 680

FASE B (W)

TENSÃO (V)
127 127 127 127 127 127 127 127 220 220 220 127

475 450 3000 7245

740 480 960 475 450 3000 1185,6 7290,6

Fonte 5 - Planilha de cálculo do software Excel

4.6.

Cálculo da Demanda

O fator de demanda representa uma porcentagem do quanto das potências previstas serão utilizadas simultaneamente no momento e maior solicitação da instalação. Isto é feito para não superdimensionar os componentes dos circuitos de distribuição, tendo em vista que numa residência nem todas as lâmpadas e tomadas são utilizadas ao mesmo tempo. [2] A demanda de instalações consumidoras atendidas em tensão secundária, baseada na norma regional (CEMAT/REDE), é calculada através da seguinte soma:

Sendo: d1 (kW): demanda de iluminação e tomadas, calculada com base nos fatores de demanda da tabela a 4.

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Tabela 4 - Fatores de demanda

Fonte 6 - Cemat/Rede

d2 (kW): demanda de aparelhos eletrodomésticos e de aquecimento (chuveiros, aquecedores, fornos, torneiras, etc.), calculadas conforme a tabela 5.

Tabela 5 - Demanda de aparelhos eletrodomésticos e de aquecimento

Fonte 7 - Cemat/Rede

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d3 (kVA): demanda dos aparelhos de ar condicionado, calculada conforme as tabelas 6 e 7, para residências e escritórios. Para outros tipos de utilização, tais como bancos, lojas, etc., o fator de demanda deverá ser considerado igual a 100%.
Tabela 6 - Potências nominais de ar condicionado tipo janela e tipo split system

Fonte 8 - Cemat/Rede Tabela 7- Fatores de demanda para condicionadores de ar tipo janela e tipo split system

Fonte 9- Cemat/Rede

d4 (kVA) = demanda das unidades centrais de condicionamento de ar, calculada a partir das respectivas correntes máximas totais, valores a serem fornecidos pelos fabricantes. Considerando o fator de demanda de 100%.

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Em nosso caso, como não possuímos unidades centrais de condicionamento de ar, essa demanda foi descartada. d5 (kVA) : demanda dos motores elétricos e máquinas de solda tipo motor gerador, calculada conforme a tabela 8.

Tabela 8 - Demanda em função da quantidade de motores

Fonte 10 - Cemat/Rede

d6 (kW ou kVA) = demanda das máquinas de solda a transformador e aparelhos de raio X. Por não possuir esses tipos de equipamentos, essa demanda também foi descartada. Somatório:

Agora que já realizamos o cálculo da demanda, podemos encontrar a potência do circuito de distribuição, dividindo o valor obtido pelo fator de potência médio de 0,96*.

Potência do circuito de distribuição =

=

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* No Brasil, a Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL estabelece que o fator de potência nas unidades consumidoras deve ser superior a 0,92 capacitivo durante 6 horas da madrugada e 0,92 indutivo durante as outras 18 horas do dia. Esse limite é determinado pelo Artigo nº 95 da Resolução ANEEL nº414 de 09 de setembro de 2010, e quem descumpre está sujeito a uma espécie de multa que leva em conta o fator de potência medido e a energia consumida ao longo de um mês. Neste caso, decidimos optar pelo 0,96, que consiste em um valor mediano entre 0,92 e 1,00. Uma vez obtido a potência do circuito de distribuição, podemos calcular a Corrente do Circuito de Distribuição: Corrente do Circuito de Distribuição

4.7.

Dimensionamento da Seção Transversal dos Condutores

Para esse dimensionamento, adotamos em nossa planta somente fios PIRELLI. Baseado em seu catálogo [5], iniciamos o dimensionamento com o Condutor Neutro.

4.7.1. Seção do Condutor Neutro
Devido ao nosso sistema de alimentação ser bifásico, o condutor neutro deve possuir, no mínimo, a mesma seção que os condutores fase, conforme 6.2.6.2 da NBR 5410/1997.

4.7.2. Seção do Condutor de Proteção (Fio Terra)
A NBR 5410/1997 recomenda o uso de Condutores de Proteção (designados PE), que, preferencialmente, deverão ser condutores isolados, cabos unipolares (como nosso caso) ou veias de cabos multipolares. A tabela 9 indica a seção mínima do

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condutor com a função da seção dos condutores fase do circuito, em que para seções de 1,5, 2,5 e 4 mm² do condutor fase, se utilizará as mesmas para o condutor de proteção.
Tabela 9 - Seções mínimas dos condutores de proteção

Fonte 11 - Catálogo Pirelli

16

4.7.3. Seção dos Condutores de Cada Circuito
Através da tabela 10, escolhemos o tipo de linha elétrica como sendo Eletroduto Embutido em Alvenaria e o cabo unipolar, Cabo Sintenax Flex, resultando no código B1-7.

Tabela 10 - Método de instalação e determinação das colunas da tabela 14

Fonte 12 - Catálogo Pirelli

Obs.: Essa mesma tabela pode ser encontrada em [3], Tabela 4.4.a.

17

Agora, para encontrar as sessões nominais (mm²) dos circuitos, necessitamos primeiramente fazer a correção da nossa corrente elétrica (A). Considerações:      Cabo com cobertura de PVC: Cabo Sintenax Flex. Temperatura ambiente: 35°C. 2 condutores carregados. Temperatura no condutor: 70°C. A correção é feita a partir da seguinte fórmula:
Ip* = Ip / (k1 x k2)

k1 = Correção de temperatura, tabela 11 [3].
Tabela 11- Fatores de correção para temperaturas ambientes diferentes de 30°C para cabos nãoenterrados e de 20T (temperatura do solo) para cabos enterrados –k.

Fonte 13- Instalações Elétricas Niskier

k2 = Correção de agrupamento de circuitos, Tabela 12 [3]

18

Tabela 12 - Fatores de correção k2 para agrupamento de circuitos ou cabos multipolares, aplicáveis aos valores de capacidade de condução de corrente.

Fonte 14 - Instalações Elétricas Niskier

Para encontrar k2, necessitamos antes saber o número de circuitos agrupados a cada circuito, ilustrado na tabela 13.
Tabela 13 - Número de circuitos agrupados

Nº do circuito 1 2 3 4 5 6

Nº de circuitos agrupados 4 7 7 4 4 7

Nº do circuito 7 8 9 10 11 12

Nº de circuitos agrupados 7 7 7 4 1 7

Fonte 15 - Planilha de cálculo do software Excel

Através da tabela 14, com o código B1, para dois condutores carregados F-N (fase-neutro) ou F-F (fase-fase), dependendo do circuito, e com a corrente corrigida (Ip*), podemos então encontrar as sessões nominais (mm²) de cada circuito.

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Tabela 14 - Capacidades de condução de corrente, em Ampères para os métodos de referência A1, A2, B1, B2, C e D da tabela 10

Fonte 16- Catálogo Pirelli

Obs.: O valor da corrente utilizada na Tabela 14 será aquele que, por excesso, mais se aproxima do valor da corrente corrigida (Ip*). Os resultados podem ser melhores observados com a tabela 15.
Tabela 15 - Seção nominal dos condutores de cada circuito
Corrente (A) Ip 4.89 4,41 5,52 7,89 6,3 6,3 4,73 9,45 4,32 4,1 27,28 9,34 Ip* 8 8,69 10,87 12,91 10,31 12,41 9,32 18,62 8,51 6,71 29,02 18,4 Temperatura Ambiente (35 ͦC) k1 0,94 0,94 0,94 0,94 0,94 0,94 0,94 0,94 0,94 0,94 0,94 0,94 Circuitos Quantidade 4 7 7 4 4 7 7 7 7 4 1 7 k2 0,65 0,54 0,54 0,65 0,65 0,54 0,54 0,54 0,54 0,65 1 0,54 Sessão Nominal (mm2) 0,5 0,5 0,75 1 0,75 1 0,75 2,5 0,5 0,5 4 2,5

Circuito 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12

Fonte 17 - Planilha de cálculo do software Excel

20

Estes são os tipos de cada um dos circuitos do projeto, tabela 16:

Nº do circuito 1 2 3 4 5 6

Tipo Iluminação Iluminação Força Força Força Força

Nº do circuito 7 8 9 10 11 12 Distribuição

Tipo Força Força Força Força Força Força Força

A NBR 5410 estabelece as seguintes seções mínimas de condutores de acordo com o tipo de circuito, tabela 17:

Tipo de circuito Iluminação Força

Seção mínima de condutores Seção mínima (mm²) 1,5 2,5

Aplicando o que a NBR 5410 estabelece, as seções mínimas dos condutores para cada um dos circuitos do projeto são tabela 18:
Nº do circuito 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Distribuição Tipo Iluminação Iluminação Força Força Força Força Força Força Força Força Força Força Força Seção mínima (mm²) 1,5 1,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5

A tabela 19 abaixo mostra as bitolas encontradas para cada circuito e os critérios da NBR 5410:

21

Nº do circuito 1 2 3 4 5 6

Seção adequada (mm²) 0,5 0,5 0,75 1,0 0,75 1,0

Seção mínima (mm²) 1,5 1,5 2,5 2,5 2,5 2,5

Nº do circuito 7 8 9 10 11 12 Distribuição

Seção adequada (mm²) 0,75 2,5 0,5 0,5 4,0 2,5 16,0

Seção mínima (mm²) 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5

Comparando os valores das seções adequadas com os valores das seções mínimas estabelecidas pela NBR 5410, adotamos para a seção dos condutores do circuito o maior deles, demonstrado na tabela 20.

Nº do circuito 1 2 3 4 5 6

Seção dos condutores (mm²) 1,5 1,5 2,5 2,5 2,5 2,5

Nº do circuito 7 8 9 10 11 12 Distribuição

Seção dos condutores (mm²) 2,5 2,5 2,5 2,5 4,0 2,5 16,0

4.8.

Dimensionamento dos Eletrodutos

De acordo com a norma NBR 5410/2004, a taxa máxima de ocupação em relação à área da seção transversal de eletrodutos não deve ser superior a 40% para três ou mais condutores ou cabos.

Figura 3 - Representação de condutores no eletroduto

22

O dimensionamento dos eletrodutos pode ser feito por dois métodos. 1º Método: esse dimensionamento pode ser obtido da seguinte forma: Determinar a seção dos condutores que irão passar no interior do eletroduto; 1- Determinar à área total de cada condutor (considerando a camada de isolação) na Tabela 21 (A) (NBR 5410/2004), demonstrada logo abaixo. 2- Efetuar a somatória das seções totais, obtida no item anterior. 3- Com o valor da somatória, determinar na Tabela 22 (B) (NBR 5410/2004) o valor imediatamente superior ao valor da somatória e o respectivo diâmetro do eletroduto a ser utilizado; 4- Em uma instalação elétrica, o eletroduto deve ter um diâmetro mínimo de 20 mm; estes eletrodutos não são cotados na planta.

Fonte 18 - NBR 5410/2004

2º Método: para este dimensionamento utiliza-se a Tabela D (NBR 5410/2004), pois escolhemos eletrodutos de PVC rígido, no qual o tamanho nominal do eletroduto pode ser determinado em função da quantidade de condutores e a seção nominal do maior condutor no eletroduto.

23

Fonte 19 - NBR 5410/2004

O 2º Método foi o mais utilizado para nossos cálculos, pois a maioria dos trechos de eletrodutos apresentavam números de condutores abaixo de 10, podendo assim utilizar a Tabela D com maior facilidade. No caso dos trechos “E”, devido ao fato do eletroduto possuir mais que 10 condutores, ficamos impossibilitados de utilizar a Tabela D, recorrendo então ao 1º método, cuja análise pode ser vista logo abaixo. Como o diâmetro mínimo de um eletroduto em instalação elétrica de baixa tensão deve ser de 20 mm², então substituímos os valores dos trechos que deram 16 mm² por 20 mm², em nosso projeto.

24

Trecho A A.1 A.1.1 A.1.2 A.1.3 A.1.4 A.2 A.2.1 A.3 B B.1 B.1.1 B.2 B.3 B.4 B.5 C D D.1 D.1.1 D.1.2 D.1.3 D.1.4 D.2 D.3 D.4 E E.1 E.1.1 E.1.1.1 E.1.1.2 E.1.1.3 E.1.2 E.1.3 E.1.4 E.2 E.3 E.4 E.5

1 1 1 1 1 1 1 2 2 2 2 3 3 3 11 1 1 1 5 5 5 5 5 1

2 12 6 9 2k 2 6 6 6 2

Circuitos 4 4 4 4 4 4 4 4 3 3 3 3 5 5 5 5 2, 6, 7, 8, 9, 12, k 2, 6, 7, 8, 9, 12, k 2, 6, 7, 12 7 8 2 2 -

Número de 10 10 10 7 7 6 3 3 6 5 5 5 5 5 5 5 3 3 3 3 5 5 5 3 3 3 3 3 5 14 14 9 5 3 3 3 2 5 3 6 7 3

Maior seção 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 4 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5

Diâmetro (mm) 20 20 20 16 16 20 20 20 20 20 20 20 20 16 16 16 16 20 20 20 16 16 16 16 16 20 25 25 25 20 16 16 16 16 20 16 20 20 16

-

25

5. CONCLUSÕES
Quanto ao projeto da instalação elétrica de baixa tensão, o dimensionamento de todos os componentes da instalação, caracteriza-se pela versatilidade e economia, podendo ser demonstrado nas tabelas e memorial de cálculo. Encontramos algumas dificuldades no decorrer do projeto, pois cada elemento introduzido na planta tem sua norma específica quanto ao seu dimensionamento, símbolo, utilidade. Uma planta de uma casa simples acaba se tornando complexa para aquele que não tem experiência no ramo da eletrotécnica e deseja seguir à risca as normas da concessionária de energia de sua região para obter um bom funcionamento da energia elétrica de sua casa, com segurança, sem sobrecargas, nem riscos de incêndio. Devido a esse fato, este projeto nos ocupou um bom tempo, pois nos mantivemos sempre atentos à respeitar a norma NBR 5410/2004 juntamente com a norma regional CEMAT/REDE. Assim, a elaboração do presente trabalho nos possibilitou o conhecimento prático da eletrotécnica de forma que pudemos aplicar toda a teoria dada em sala de aula e ver na prática como é o projeto de dimensionamento de uma instalação residencial.

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6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 

[1] Moreno, Prof. Hilton, Instalações Elétricas Residenciais, Parte 1, Julho de 2003, edição baseada nos Manuais de Instalações Elétricas Residenciais – 3 volumes, 1996  ELEKTRO / PIRELLI. [2] Moreno, Prof. Hilton, Instalações Elétricas Residenciais, Parte 2, Julho de 2003, edição baseada nos Manuais de Instalações Elétricas Residenciais – 3 volumes, 1996  ELEKTRO / PIRELLI. [3] Niskier, Julio, Instalações Elétricas, 4ª ed., LTC – Livros Técnicos e Científicos Editora S.A, Rio de Janeiro, 2000. [4] Norma Técnica NTE – 013, Cemat REDEENERGIA, Fornecimento de Energia Elétrica em Tensão Secundária, Rede de Distribuição Aérea – Edificações Individuais, Cuiabá, Mato Grosso – Brasil. [5] Catálogo PIRELLI, Dimensionamento Baixa Tensão. [6] NBR 5410 – Norma Brasileira de Instalações Elétricas de Baixa Tensão

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Anexo I
Tabela 16- Potência ativa total prevista para a residência

Fonte 20 - Planilha de cálculo do software Excel

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Anexo II
LEGENDA
Símbolo Significado Ponto de luz no teto Eletroduto embutido na laje Eletroduto embutido na parede Condutor de fase no interior do eletroduto Condutor de neutro no interior do eletroduto Condutor de retorno no interior do eletroduto Condutor de Terra no interior do eletroduto Tubulação para campainha Condutor de fase para campainha Condutor de retorno para campainha Condutor de neutro para campainha Quadro geral de luz e força embutido Interruptor de uma seção Interruptor paralelo ou Three-Way Interruptor intermediário ou Four-Way Botão de campainha Campainha Tomada de luz na parede, baixa (300 mm do piso acabado) Tomada de luz a meia altura (1300 mm do piso acabado) Tomada de luz alta (2000 mm do piso acabado) Gerador ou Bomba d`água

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