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Exercício Físico no

Cardiopata

Profa. Fernanda Soares


Fisiologia do exercício
Sistema Geradores de Energia
• Sistema Fosfagênio
• Sistema do Ácido Lático
• Sistema Oxidativo
Sistema Fosfagênio-
ATP-CP
Sistema Fosfagênio-
ATP-CP
Recuperação do ATP
Sistema Ácido Lático
Sistema Oxidativo
Contribuição de Energia
dos Sistemas
Fisiologia do exercício
VO2 máximo ou pico:
• Capacidade máxima ou submáx de transportar,
liberar ou utilizar O2 pelos músculos
• Capacidade de ressintetizar ATP
• ↑ VO2 →↑FC
LA (limiar de anaerobiose):
• Níveis de VO2 submáximos ou de potência: ↑LA>
repouso
• ↑ LA = ↑ ventilação pulmonar
• ↑ LA = ↑ Produção de CO2
Limiar de Anaerobiose
Limiar de Anaerobiose
Medidas
Débito cardíaco:
• DC = FC x VS

Pressão arterial:
• PA = DC x RVP

Pressão arterial média:


• PAM = PAS+ 2(PAD)
3
ENGRENAGEM DO FORNECIMENTO E
CONSUMO DE ENERGIA
Influência na captação de 02
• Tipo de exercício
• Hereditariedade
• Estado de treinamento
• Tamanho e composição corporal
• Idade
• Sexo
Ajustes cardiovasculares
durante o exercício
- Função básica do sistema cardiovascular:
• fluxo sangüíneo necessário para manter a
homeostasia proporcional às necessidades
teciduais
• necessidades metabólicas aumentam
• respostas cardiovasculares dependem do
tipo, intensidade e duração do exercício
- Reajustes:
• aumento do débito cardíaco
• descarga simpática
• aumento da pressão arterial
Objetivos do exercício aeróbio
• hipertrofia miocárdica benigna →
↑ contratilidade do miocárdio → ↑ DC
• ↑ oferta de oxigênio ao miocárdio
• ↓PAS e FC no repouso
• PAS máx geralmente s/ mudanças pré e pós-
treinamento (normotensos)
• ↓ obesidade, stress e normalizar o colesterol
e triglicérides
• prevenir formação de trombos
• melhorar o estado psicológico
• ↓ mortalidade e morbidade
• ↑ amplitude de movimento geral
Efeitos do treino
• ↑ Capilarização
• ↑ Sensibilidade à insulina
• ↑ Densidade mineral óssea
• Amplia a capacidade ventilatória
• ↑ VO2máx pelo ↑ da captação,
transporte e absorção de O2
Exercícios estáticos x dinâmicos

Dinâmicos ou Isotônicos:
• Não existe obstrução mecânica do fluxo sanguíneo
• ↑atividade simpática /↑FC /↑VS e ↑DC
• Produção de metabólitos → Vasodilatação → ↓RVP
• ↑Intensidade e duração do exercício → ↑ respostas
• ↑Massa muscular dinâmica → maior↑ FC e menor↓ PA
• exercício isotônico causa uma sobrecarga de volume
• Alterações PA variam com a posição do corpo e dos
grupos musculares ativos
• Após o exercício PA pode transitoriamente ↓ à níveis
subnormais
Exercícios estáticos x dinâmicos

Isométricos ou Estáticos :
• ↑ RVP forma generalizada → ↑ PA
• ↑ PAS e PAD com pouco ↑ volume sistólico e
DC
• Isométrico causa uma sobrecarga de pressão
ao coração
• Dinâmicos com carga ↑PA ( semelhantes aos
isométricos)
Efeitos agudos do exercício físico
Execício FC VS DC RVP PA Mecanismo

Dinâmico ↑ ↑ ↑ ↓ ↑PAS ↑Mecanorreceptores


musculares e
→/↓ comando central
PAD ↑ atividade simpática

Estático ↑ →/↓ ↑ ↑/→ ↑ ↑Ativação dos


quimiorreceptores

↑ atividade simpática

Resistido ↑ ↓ ↓ → ↑ ?
Contra-indicações absolutas para
exercício
• Paciente acamado
• Angina instável
• IAM não estabilizado
• TVP e TEP recentes
• Angústia
• Miocardite e pericardites ativos
• Arritmias, BAVT
• Alterações do ECG de repouso
• ICC descompensada
• Febre > 38º
• Resposta inapropriada da PA às alterações de decúbito
Contra-indicações relativas
• Repouso:
• PAS>220 mmHg / PAD >120mmHg
• PAS# PAD <20mmHg
• ↓PAS em 10a 15mmHg
• Doença metabólica não controlada
• Depressão do ST em repouso
• Anemia (HTC<30%)
• Anormalidades eletrolíticas
• DNM, reumáticas que dificultem o exercício
ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO PARA
ATIVIDADE FÍSICA

• A - Não cardiopatas, isentos de risco para


exercícios de média intensidade
• B - Cardiopatas estáveis com baixo risco
para
exercícios de média intensidade
• C - Cardiopatas graves estáveis com risco
moderado a alto para exercícios de média
intensidade
• D -Cardiopatia instável, risco inaceitável
* Os pacientes da classe D deverão ser estabilizados
antes de iniciarem a prática de atividade física .
Necessidade de supervisão
e/ou monitoração médica
Grupo A :
• Indivíduos saudáveis, sem evidência
de doença cardíaca
• Indivíduos com TE normal
• Capacidade funcional >7,5 MET
Grupo B:
• Indivíduos com cardiopatia estável de baixo risco

• Coronariopatas pós-IAM, pós-angioplastia e pós RM


Miocárdica cirúrgica não complicados
• Capacidade funcional > 6 MET
• Ausência de sinais de insuficiência cardíaca
• Ausência de isquemia de repouso
• Ausência de isquemia e/ou arritmias complexas no TE
• TE com comportamento fisiológico da PA segmento ST
• Fração de ejeção > 50%
• Ausência de história prévia de parada cardíaca
Grupo C :
• Indivíduos com cardiopatia estável de moderado
a alto risco
• Capacidade funcional < 6 MET
• TE com critérios para isquemia miocárdica
• Episódio de arritmias ventriculares ou isquemia
com carga menor que 6 MET
• TE com queda da PA ou comportamento
anormal de segmento ST
• Fração de ejeção entre 31% a 49%
• Incapacidade de seguir a prescrição de exercício
Grupo D:
• Cardiopatas com instabilidade clínica e restrição
às atividades físicas
• Fração de ejeção ventricular esquerda menor que 30%
• Sobrevivente de parada cardíaca
• TE com isquemia miocárdica precoce
• Queda ou não elevação PAS durante o esforço
• Portadores de insuficiência cardíaca descompensada
• Angina instável, arritmias ventriculares complexas
não controladas, lesão de tronco de CE
• Valvopatias graves
• Presença de insuficiência respiratória aguda
Treino de força no cardiopata
• ↑PAS e ↑PAD
• Pouca melhora da função de bomba e VO2
• Isométricos
• Isotônicos resistidos com carga
• baixas cargas e muitas repetições
• carga entre 40-60% RM
• Isométricos = Isotônicos e aeróbicos
(intensidade apropriada)
CARDIOPATIAS

Risco do exercício = Isquemia e arritmias

Exercício de força/ Hipertrofia

Durante o exercício Após exercício

PAS PAD PAD


FC

Perfusão
coronariana Perfusão
Trabalho coronariana
Cardíaco
Baixo Risco Alto risco
Hipertensos

Risco do exercício = Pico pressórico

Pico pressórico: rompe aneurismas preexistentes


Causa hemorragia cerebral
AVE

Exercício leve Exercício intenso

PAS e PAD PAS e PAD

BAIXO RISCO ALTO RISCO


Considerações sobre exercícios
no cardiopata
• Pacientes descompensados: respiratória,
sempre tomando cuidado com as contra-
indicações
• Pacientes compensados: fisioterapia
respiratória, além de exercícios aeróbios
(intensidade, duração, freqüência) x
estado do paciente
• Proposta de condicionamento físico para
cardiopatas final tratamento
Considerações sobre exercícios
no cardiopata
• Duração x Intensidade inversamente
proporcionais
• Trabalhar em intensidade mais baixas,
aumentando a freqüência do que o
contrário
• Freqüência varia conforme a idade e a
saúde do paciente (3 a 4 vezes/semana)
Considerações sobre exercícios no
cardiopata
Propósito:
• condicionar o paciente para um estilo de vida mais
ativo
Planejamento do condicionamento:
• programar intensidade, duração e freqüência
Intensidade
• melhora da resistência cardiovascular e resistência à
fadiga:
• carga exercícios acima do limiar de estímulo de
treinamento (nível de saúde, de atividade do paciente,
idade e tipo físico)
• exercício não exaustivo (70 a 85% FC máxima)
Exercícos de MMSS x MMII
• Exercícios MMSS produzem mais lactato
que os realizados MMII
• Valores do limiar de lactato deveriam ser
menores no exercício MMSS
• Há diferenças nas respostas
cardiovasculares e hormonais para as
duas formas de exercício.
• MMSS causam >↑ FC e PA que atividades
com os membros inferiores

Hargreaves (1995)
Métodos Indiretos
1. FC MÁX= 208- (0,7 x Idade)
2. FC reserva ou Método de Karvonen:
• FC reserva = FC máx – FC repouso
• FCt = FC repouso + 60 a 80% ( FC reserva)

2. Método da Porcentagem da FC máx:


• FC alvo: 70 a 80% FC máx = 55 a 75 % VO2máx

3. Índice de Borg
• Valor de 12 a 14 na escala = 70 a 85% FCmáx
ÍNDICE DE PERCEPÇÃO DE ESFORÇO
SUBJETIVO-ESCALA DE BORG
Dose-Resposta
A dose do exercício é caracterizada pela:
• Intensidade: - VO2máx
- % da FC máx
- Classificação do esforço subjetivo
- Início do acúmulo de lactato no sangue
• Frequência: - nº de dias por semana
- nº de vezes por dia
• Duração: - nº de minutos de exercício
- total de Kcal gastas
- total de Kcal gastas / kg de peso corporal
• Tipo de Exercício: - Endurance
- Endurance cardiovascular
Cálculo de VO2máx protocolo de esteira

1.VO2máx= V (m/min)x [0,1+(%/100x 1,8)] + 3,5


1 milha = 1609 m ou 1,609 km
OBS: lembrar sempre de transformar a velocidade para m/min

2.Fórmula para cálculo de VO2máx ESTIMADO


• Mulheres: VO2máx= 48- 0,37 X idade
• Homens: VO2máx= 60- 0,55 X idade

3.MET máximo= VO2máx/3,5


PRESCRIÇÃO DE EXERCÍCIOS PARA
FUNÇÃO CARDIORESPIRATÓRIA

• Atividades musculares dinâmicas


• Liminar de intensidade para efeito do Treinamento:
- indivíduo não-treinado:  50% VO2 máx
- indivíduo treinado:  80% VO2 máx
 Freqüência: 3 a 4 vezes por semana
 Duração: 20 a 30 min.
 Gasto calórico por sessão (200-300Kcal)
 Intensidade: 50 a 85% do VO2máx