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Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

História da Arte Africana- Prof: Emi Koide


Amália Coelho de Souza
Alisson Kaick Rodrigues Freitas

Arte-Afreekah: o quebra cabeça da arte africana

No que diz respeito a arte produzida no continente africano alguns estereótipos seguem,
ao longo dos anos, povoando o imaginário de uma parcela significativa dos Brasileiros. A ideia
de uma arte “Primitiva” muitas vezes tratada como inferior aos já consagrados movimentos
europeus, nos mostra a dimensão da necessidade de mudar esse quadro. Afim de familiarizar
novos estudantes ainda em sua formação no fundamental, nasce a ideia para o Jogo “A Arte e
a África”. Pensando a partir do Texto “Arte africana e autenticidade: um texto com uma
sombra”, de Sidney Kasfir, tencionamos para as novas gerações a possibilidade de um contato
com uma África que fuja desses estereótipos, e que tragam a partir de um jogo de quebra
cabeças, um novo olhar sobre a arte contemporânea produzida no continente Africano.

Metodologia:

Ao decorrer da matéria, os alunos serão introduzidos no mundo da arte contemporânea


africana, estudando artistas e suas obras. Os alunos são apresentados as obras de determinado
artista que representa um dos países do continente africano, como por exemplo Patrick Altes,
representando a Argélia. Divididos em dois grupos os alunos receberam o mesmo quebra
cabeças e deverão monta-lo no menor tempo possível. Com o formato do país do artista em
questão, contendo uma arte colagem da obra do mesmo artista, o grupo que primeiro completar
a imagem, responderá a que obra se refere o quebra cabeças, quem seria artista responsável e a
que país pertence. Em caso de acerto o grupo soma um número de pontos seguindo na
competição e desbloqueando um novo quebra cabeças, que simboliza um novo país, um novo
artista e uma nova obra, enquanto o grupo rival deve devolver as peças e seguir na competição
sem somar pontos. Acertos parciais serão tratados da seguinte forma, caso o grupo que primeiro
formar a imagem não consiga responder a resposta completa, a questão é transferida para o
próximo grupo, se respondido corretamente leva metade pontos do grupo que finalizou a
montagem. Em caso de resposta errada os pontos são transferidos ao grupo rival, e os próximos
quebra cabeças são entregues a ambos os grupos para que o jogo possa continuar, até que todo
o continente esteja formado.

Na tentativa de tensionar as prerrogativas coloniais presente nas classificações da arte


africana, na qual “ o coleccionador consegue idealizar um conjunto de atributos para descrever
o ‘objecto genuíno” “não pelo conhecimento sobre os mesmos, mas sim pela ignorância. “
(Kasfir, Sidney, 2008), procuramos trazer para compor o Game “Arte-Afreekah” artistas
contemporâneos africanos e suas obras. Ao priorizar a composição do “mapa das artes”
africanas a partir da contemporaneidade, das obras e das biografias dos artistas pretendemos
contribuir para a desmitificação da arte africana ora como a-histórica, ora como pré-moderna
ou ainda pós-colonial. A diversidade dos artistas, temáticas e abordagens nos permitem
conhecer quão rico e plural é o universo da arte contemporânea africana. O Game abarca desde
trabalhos como do professor Tendjibaye Alladoumngar que se dedica ao ensino de escultura e
pintura no Chade, às performances críticas e humanistas de Ifrah Mansour, das profundas
expressões pictóricas de Tola Wewe inspirados nos espíritos as águas, aos painéis urbanos
críticos de AMMAR ABO BAKR.
Os artistas escolhidos foram posicionados sobretudo a partir de seus locais de atuação,
suas reivindicações culturais e trajetórias diaspóricas, não sendo nosso propósito identificar
estilos, escolas ou homogeneidades culturais mas antes apresentar a diversidade dos artistas
contemporâneos para que os próprios jogadores façam suas pesquisas a partir deles. Assim a
maioria dos artistas que figuram no mapa vieram de buscas em sites de galerias, e reportagens
midiáticas, alguns poucos também ligados à órgãos oficiais de fomento a arte por parte dos
Estados.
Fazem parte também deste mapa algumas obras frutos de iniciativas modernistas na
formação de novos artistas como a Kuru art project (Projeto de educação artística) e a Escola
de Khartoum (escola de arte modernista). A primeira um pouco problemática pois exibe um
vocabulário colonial e paternalista em suas redes sociais, ainda sim está inclusa no mapa
acrescida de comentário crítico, pois não é nossa intenção subsumir as contradições da arte
africana. A segunda trata-se de uma escola de arte modernista de reconhecimento internacional
tendo alguns de seus artistas nos catálogos do Tate Modern.

KASFIR, Sidney. Arte africana e autenticidade: um texto com uma sombra [publicado em fev.
2008]. Disponível em: . Acesso em: maio 2014.
Argélia

Patrick Altes

Seu trabalho explora a natureza complexa entre nostalgia, política e história e ele se
esforça para "contribuir para relações franco-argelinas mais abertas, tolerantes e aceitáveis". A
fim de criar um senso de diálogo entre esses dois grupos em sua obra, Altes fotografa os
arquivos pessoais de colonos e argelinos franceses e adiciona suas próprias imagens, desenhos,
objetos e textos para fornecer uma narrativa contemporânea. Patrick Altes (n. 1957) é um artista
visual francês de origem espanhola que nasceu na Argélia. Altes recebeu seu MFA da
Universidade de Brighton em 2008 e recebeu duas vezes o Prêmio Leverhulme Trust.

http://artradarjournal.com/2016/01/17/16-algerian-contemporary-artists-to-know-now/
Tunísia

Mouna Karray

Nascido em Sfax em 1970, Mouna Karray estudou em Tunis e Tóquio. Ela trabalha com
fotografias, vídeo e instalações sonoras em questões de identidade, memória e limites mentais,
e expôs em galerias em Túnis, Paris, Frankfurt e em toda a África Ocidental. Seu trabalho
fotográfico "Em risco de identidade", por exemplo, apresenta imagens de uma mulher em várias
poses, antes que a artista tire suas roupas e seja fotografada nas mesmas posições em um jogo
de identidade e diferença.

https://theculturetrip.com/africa/tunisia/articles/the-10-best-contemporary-tunisian-artists/

Líbía.

Najla Shawket

A artista libanesa Najla Shawket recebeu seu treinamento formal na Escola de Belas
Artes da Universidade de Trípoli. Pintar para ela é uma forma de resistência e resiliência contra
o estado volátil de seu país. A predileção pelo azul em sua paleta origina-se da onipresença do
Mar Mediterrâneo em sua vida. Suas pinturas de exploram o estado das mulheres libanesas e
seu trabalho é preenchido com suas figuras, sejam elas encobertas pelos véus brancos locais ao
ar livre ou adornadas com vestidos e jóias tradicionais multicoloridos. Sempre dominando o
primeiro plano, essas mulheres são mostradas como sonhadoras, caprichosas e misteriosas.

https://www.noonartsprojects.com/artists-2

Egito

AMMAR ABO BAKR

Ammar Abo Bakr é um artista urbano no Egito. Suas obras atravessam cidades como Cairo,
Luxor, Alexandria, Beirute, Frankfurt, Berlim, Amsterdã e Bruxelas. Suas obras versam sobre
a Revolução Egípcia, bem como temas sobre a cultura islâmica, arte popular e história egípcia.
Ammar é mais conhecido por seu mural na rua Mohammed Mahmoud, que leva à Praça Tahrir,
no Cairo, que homenageia os mártires da Revolução. Juntamente com outros artistas, ele lançou
a campanha de grafite “No Walls” em março de 2012, onde usou o Trompe-l'oeil para
transformar artisticamente as barreiras de concreto erguidas pelo Ministério do Interior do
Egito. A perfeita simbiose da obra com seu ambiente engana o transeunte a acreditar que não
há barricada.
● Trompe-l'oeil é uma técnica artística que provoca ilusões de perspectiva.

http://www.egypttoday.com/Article/4/2929/10-Egyptian-Artists-You-Should-Know-About

Chade

Tendjibaye Alladoumngar

Tendjibaye Alladoumngar, é um escultor e pintor do Chade. Suas obras são dedicadas a retratar
os tipos e costumes de seu país. Professor de arte, presidente da Associação dos Artistas
Plásticos do Chade; Ele apresentou seu trabalho em diferentes países, entre outros Togo (1996)
e França (1999)

http://www.tchad.org/artists/tendjibaye/bio-tendjibaye.html

Níger- Nigéria

Victor Ehikhamenor

Um dos artistas mais populares da Nigéria, Victor Ehikhamenor, é influenciado pelos


tradicionais motivos africanos e pela cosmologia religiosa. Ele também é escritor e foi o
destinatário de várias bolsas, residências e prêmios. Suas exposições foram realizadas em toda
a África, Ásia, Europa e América.
Peju Alatise

O pesquisador de arquitetura e artista Peju Alatise também é poeta. Ela é especializada


em mídia mista. Seus temas geralmente cobrem questões como percepções e reflexões de
identidade e mulheres dentro de si e da sociedade. Além de ser exibida em seu país de origem,
Peju teve seu trabalho apresentado no exterior, como parte de uma residência no Smithsonian
nos EUA.
Nike Davies-Okundaye

A chefe Nike, como é carinhosamente chamada, é a fundadora da Nike’s Gallery, a


maior da África Ocidental. Ela é uma artista e designer têxtil famosa por suas oficinas de
tecelagem e tingimento batik e sua arte elaborada e intricada. Seus trabalhos apresentam cenas
da vida cotidiana da Nigéria, em cores vivas e inesquecíveis. Sua obra está disponível para
visualização na Galeria de Arte Africana.

Tola Wewe
Colaboradora freqüente da Nike Davies-Okundaye, Tola Wewe é uma estrela por si só.
A indígena do estado de Ondo foi fundadora do movimento Ona na arte, que atrai influência da
cultura iorubá, especialmente dos espíritos da água.

Sudão - KHARTOUM SCHOOL

A “Escola de Khartoum” consolidou-se como uma escola forte de arte moderna no


Sudão. A escola foi sobretudo formada por artistas que viveram em diáspora e construíram um
movimento crítico à colonização européia e as escolas de artes tradicionais nas quais haviam
de formado ainda no Sudão. The Khartoum School was formed by the painters Ahmed Shibrain,
Kamala Ishag and Ibrahim El-Salahi.
Ibrahim El-Salahi

Ibrahim El-Salahi é um artista sudanês que nasceu em 1930 em Omdurman, no Sudão.


Ele atualmente vive e trabalha em Oxford, Inglaterra. Ele combina pintura e desenho
frequentemente usando motivos da arte africana, árabe e islâmica, bem como referências
ocidentais.
https://www.tate.org.uk/art/art-terms/k/khartoum-school

Mauritânia

Bechir Malum

Bechir é um Metis, uma mistura de pai mauritano e mãe liberiana. Nascido em 1982 na Libéria,
ele passou sua infância na Guiné, onde descobriu a pintura com um mestre.
Social Media, 2017.

Marrocos

Ahmed Bennani

Nascido em 1976 em Fez, no Marrocos, o artista contemporâneo Ahmed Bennani é um


fotógrafo autodidata. Obtendo algum sucesso crítico, o artista produz obras de arte inteiramente
únicas, imbuídas de esteticismo, emoção e convicção.
Sans titre, 2016
Photography

100 x 150 x 1 cm

https://www.artsper.com/en/contemporary-artists/morocco

Etiópia

Nascido na Etiópia em 1937, Alexander Skunder Boghossian ganhou destaque aos 17 anos
quando ganhou o segundo prêmio por sua pintura na Celebração do Aniversário do Jubileu do
imperador Haile Selassie I., da Etiópia. No ano seguinte, ele recebeu uma bolsa para estudar
em Londres. , Inglaterra na St. Martin's School e na Slade School of Fine Art. Morou por alguns
anos em Paris conhecendo o movimento da Negritude dos anos 60, sobretudo com os
surrealistas. Alguns dos artistas que influenciaram Boghossian incluem Paul Klee, Roberto
Matta e o artista afro-cubano Wilfredo Lam.
ALEXANDER SKUNDER BOGHOSSIAN, CROSSROADS

SENEGAL

Serigne Ibrahima Dièye (1988)

Ibrahima Dieye nasceu em 22 de novembro de 1988 nos subúrbios de Dakar. Ele faz parte da
jovem geração de pintores do departamento de artes plásticas da Escola Nacional de Artes de
Dakar. Ele expõe em 2014 para o OFF da bienal de Dakar e Saint Louis, em seguida, inicia uma
grande produção em 2016, exibindo no Atelier Céramique Almadies e na National Gallery.
Untitled, 2017
Drawing

70 x 100 cm

https://www.artsper.com/en/contemporary-artworks/drawing/351505/untitled

Somália

Ifrah Mansour, Artist/Performer

frah Mansour é um artista multimídia da Somália, entrelaçando texto, movimento, som, mídia
digital e instalação visual. Ela usa a arte para explorar e expandir as percepções de beleza,
feminilidade e vidas da diáspora leste-africana.
https://walkerart.org/magazine/soundboard-journalism-art-immigration-ifrah-mansour

GUINÈ - BISSAU

NU BARRETO

Nascido em 1966, em São Domingos, no norte da Guiné-Bissau, Nú Barreto mudou-se para


Paris em 1989, onde atualmente vive e trabalha. Artista multidisciplinar utiliza desenho, objetos
encontrados e colagem, para despertar o espectador para os atos opressivos em nosso mundo,
denunciando especialmente a miséria e o sofrimento que afligem o continente africano.
http://www.lumieresdafriques.com/en/artist/nu-barreto/

Guine

Momo Bangoura

Momo Bangoura, jovem artista, descobre a pintura nos primeiros anos escolares. Sua
sensibilidade artística chama a atenção dos gêmeos da arte Guy Pascal e Blaise Pascal Guilao.
Momo é apresentado em um programa de TV pelo crítico de arte, Salif Keita, que entrevista
Djibril Bangoura impulsionando sua carreira para o mundo das artes.
No Title.

https://africartmodern.com/all/momo.html

Serra Leoa

Ngadi

Nascida e criada em Serra Leoa, agora sediada na Costa do Marfim, a fotógrafa e artista visual
Ngadi Smart está abrindo caminho com sua arte como meio de controle social. Sua missão
declarada é representar positivamente e intimamente as culturas negras. Os componentes
maravilhosamente orgânicos e vibrantes de sua arte e fotografia que é fortemente influenciado
por valores feministas e controvérsia de gênero.
No title, 2016

https://afropunk.com/2016/07/rad-creative-of-the-day-illustratorphotographer-ngadi-smart-of-
sierra-leone-uses-her-art-to-intimately-meld-cultures/

Liberia

Lewinale Havette

Lewinale Havette, uma artista liberiana de Atlanta, ganhou conhecimento das complexidades
sócio-políticas e estéticas do mundo ao crescer exposto a vários lugares, culturas e crenças. Sua
arte, como sua vida, desbancou elegantemente os sistemas históricos de estrutura de poder que
a rodeavam anteriormente. O trabalho de Lewinale, nascido no cerne da pintura, fotografia e
manipulação digital, conta histórias de poder matriarcal, sexualidade feminina, harmonia
intercultural e espiritualidade africana.
Da série : Honor your Mother.

http://lewinale.com/galleries/all-work/

Costa do Marfim

ABOUDIA ABIDJAN, IVORY COAST, B. 1983.

Aboudia se inspira na cultura de rua local em sua cidade natal, Abidjan, na Costa do Marfim.
O artista é conhecido por suas pinturas pesadamente em camadas, brutalmente energéticas que
combinam espontaneidade com a representação de um mundo interior escuro. Desde a guerra
civil marfinense em 2011, suas paisagens urbanas têm sido assombradas por traumas; soldados
armados, crânios sinistros e uma população cercada por perigos.
https://www.jackbellgallery.com/artists/27/works/

Burkina Faso

Suzane Ouedraogo

Suzanne Ouedraogo é uma artista autodidata. Procurando pela liberdade, ela descobriu a
pintura, que mudou sua vida até hoje completamente. A ex-secretária começou a pintar nas
aulas na Fundação Olorun, juntamente com sua colega Marie-Blanche Ouedraogo e se tornaram
conhecidas no circuito cultural de Burkina Faso.
Vision (2007)

http://www.modern-african-art.com/en/artists/suzanne-
ouedraogo/galerie/category/3.html

GANA

Ibrahim Mahama

brahim Mahama nasceu em 1987 em Tamale, Gana. Ele vive e trabalha em Accra, Kumasi
e Tamale. Seu trabalho tem aparecido em numerosas exposições internacionais, incluindo
a Fundação Norval, Cidade do Cabo (2019); Documenta 14, Atenas e Kassel (2017); All
the World’s Futures, 56ª Bienal de Veneza, Veneza (2015); Quartos do Artista, K21,
Dusseldorf (2015); Efeitos Materiais, The Broad Art Museum, Michigan (2015); Uma era
de nossa própria criação, Kunsthal Charlottenborg, Copenhague e Holbæk (2016) e
Fratura, Museu de Arte de Tel Aviv, Israel (2016). Ibrahim Mahama será apresentado no
primeiro pavilhão nacional de Gana na 58ª Bienal de Veneza, em maio de 2019.
https://whitecube.com/artists/artist/ibrahim_mahama

TOGO

EL ANATSUI

EL ANATSUI é um escultor de Gana que passou boa parte de sua carreira acumulada, vivendo
e trabalhando na Nigéria. El Anatsui atualmente administra uma grande oficina em Nsukka,
Enugu, Nigéria, da qual algumas das mais elaboradas obras de arte do mundo hoje são criadas.
Seu uso desses materiais reflete seu interesse em reutilização, transformação e um desejo
intrínseco de se conectar ao seu continente, transcendendo as limitações do lugar. Sua obra pode
interrogar a história do colonialismo e traçar conexões entre consumo, desperdício e meio
ambiente.
BENIN

Romuald Hazoumè

Romuald Hazoumè, de origem Yoruba, cresceu numa família católica, mas manteve contacto
com a cultura Vodun dos seus antepassados; esta dupla herança cultural é expressa tanto nas
suas máscaras, como nas suas instalações. Em meados da década de 80, começou uma extensa
série de obras feitas de contentores de plástico descartados, de contentores de gasolina em
particular. Após algumas ligeiras modificações estes objetos transformam-se em máscaras, que
revelam subtilmente a visão crítica de sistemas políticos de Hazoumé.
http://evorafrica.pt/pt-pt/romuald-hazoume/

https://www.artfund.org/supporting-museums/art-weve-helped-buy/artwork/9798/la-bouche-
du-roi

Nigéria

J.D. Okhai Ojeikere

Ele nasceu em 1930 na parte ocidental da Nigéria. Quando jovem escreveu incessantemente o
Ministério da Informação, pedindo-lhes para contratá-lo como "assistente no quarto escuro" em
1961 seu pedido é atendido na primeira estação de televisão fundada. Na véspera da
descolonização, ele é contatado pela agência de publicidade da África Ocidental; Logo depois
disso, ele abre seu próprio estúdio "Foto Ojeikere". Em 1967 ele se torna um membro ativo do
Conselho de Arte da Nigéria, uma organização encarregada de organizar um festival de artes
visuais e vivas. "Penteados" será sua coleção mais conhecida, envolvendo quase 1000
penteados diferentes que dão uma imagem da mulher africana. Ele encontra essas "esculturas
por um dia" na rua, em um casamento ou no trabalho.
http://www.gallery51.com/index.php?navigatieid=9&fotograafid=12

Camarões

Barthélémy Togu

Barthélémy Toguo, nascido em 1967 em Camarões, vive e trabalha hoje em Paris e em


Bandjoun, Camarões. Ele começou seus estudos na Escola de Belas Artes de Abidjan, na Costa
do Marfim. Seu aprendizado artístico envolveu inicialmente suas cópias de esculturas clássicas
européias, até que ele participou de uma oficina em 1992 dedicada ao entalhe em madeira, um
evento que lhe permitiu modificar radicalmente sua abordagem.
https://www.barthelemytoguo.com/index.html

Botswana

Kuru Art Project

Na África contemporânea, os artistas do Projeto de Arte Kuru trazem de volta o papel da arte
como uma saída expressiva para suas tradições e experiências de vida recente.
● O projeto combina iniciativas sociais de combate à pobreza e fome com formação
artística. E possui um vocabulário colonial a paternalista, também comete erros ao
associar os moradores atuais Botswana aos artistas rupestres da África Austral.
http://kuruart.com/index.php

Olebogeng Qaeqhao Maaramele

Por mais de 20 anos nunca foi nada além de um artista. Sua jornada no mundo das artes visuais
se desenrolou no ano de 1994, quando ele se juntou ao Kuru Development Trust.

Sem título.
https://www.mmegi.bw/index.php?aid=56838&dir=2016/january/08
UGANDA

Sanaa Gateja
b.1950

Nascido em 1950 no distrito de Kisoro, no oeste de Uganda, Saana Gateja é um pintor,


artista de mídia mista e designer de jóias que é amplamente conhecido por sua assinatura
de incorporação de materiais reciclados feitos pelo homem em sua prática,
particularmente sua forma pioneira de contas descartadas. papel, que lhe valeu o apelido
de "The Bead King" em Uganda.

https://www.afriartgallery.org/art-fairs/fnb-joburg-art-fair/

Gabão
MYRIAM MIHINDOU

O trabalho de Myriam Mihindou não conhece fronteiras, literal ou figurativamente. Do salto


em altura à arquitetura, passando pela escola de belas artes de Bordeaux, seu treinamento
emprega vários espaços de expressão.

BORIS NZEBO PORT-GENTIL, GABON, B. 1979

Nzebo explora temas de sua cidade natal, Douala, a maior cidade de Camarões. Ele constrói
retratos usando estudos detalhados de penteados africanos tradicionais, em camadas com
instantâneos informais de bairros locais, arquitetura urbana e cenas da vida cotidiana. Pinturas
recentes abordam assuntos atuais; violência, desigualdades sociais e instabilidade política. A
execução estilizada do artista deve-se muito a sinais de corte de cabelo pintados encontrados
fora das barbearias de Camarões, bem como aos murais e grafites nos subúrbios de Douala. Ele
usa uma paleta de cores forte e se apropria da linguagem da propaganda.
https://www.jackbellgallery.com/artists/57-boris-nzebo/overview/

Zimbabue

Kudzanai Chiurai

O fotógrafo, artista, ativista e filósofo cultural nascido no Zimbábue, Kudzanai Chiurai, luta
com as complexidades do colonialismo e seus efeitos nas nações africanas modernas em suas
montagens instigantes. Chiurai estudou artes plásticas na Universidade de Pretória e, apesar de
ter passado grande parte da sua carreira a na África do Sul, seu trabalho preocupa-se com o
Zimbabué contemporâneo
Kudzanai Chiurai – Creation 1

https://www.artsy.net/artist/kudzanai-chiurai

República Democrática do Congo


Chéri Samba
Um dos principais pintores africanos contemporâneos, as pinturas de Chéri Samba
revelam a percepção do artista sobre o cotidiano na República Democrática do Congo. Samba
começou sua carreira trabalhando como pintor de outdoors e quadrinista, gradualmente se
movendo para a pintura em tecido de pano de saco como a tela era muito cara. As pinturas do
samba tornaram-se caracteristicamente conhecidas por suas "bolhas de palavras", que
permitiram ao artista incorporar comentários escritos em suas obras - agora reconhecíveis como
"assinatura do samba".
Le Monde Vomissant. Cheri SAMBA.

Namíbia

Inatu Indongo (Namibia)

natu Indongo é a primeira mulher negra a exibir seu trabalho na National Art Gallery of
Namibia. Seu estilo de colagem combina arte multimídia e pintura. Sua primeira exposição
individual, “Como se sente por uma garota”, é uma homenagem a todas as pessoas de sua vida.
Em entrevistas, ela atribuiu sua arte à auto-exploração, auto-cura e uma tentativa de buscar
desafios e evitar o caminho mais fácil
Sisters,” Inatu Indongo Flickr.com

Stary Mwaba (Zambia)

Stary Mwaba ensinou a prevenção do HIV / AIDS com desenhos e transformou sua
marca em arte que recebe aclamação internacional. Ele ainda tem o desejo de educar através da
arte e de examinar eventos históricos relacionados ao presente. Mwaba está frustrado porque o
mundo da arte tenta classificar seu trabalho em um estereótipo etnocêntrico. Ele é
frequentemente convidado a participar de exposições com temas africanos que ele diz limitar
seu escopo criativo. "Sou um artista africano ou um artista da África?"
“Tree and the Shepherd,” Stary Mwaba
Lusaka.diplo.de

Tafadzwa Gwetai

Tafadzwa Gwetai é um artista visual, pintor, escultor e curador emergente do Zimbábue que
usa materiais como tinta a óleo, tintas mistas e objetos encontrados.Participou em várias
exposições locais e internacionais, incluindo, entre outras, a exposição Entre os Livros de
Artistas em Folhas (Gallery East, Austrália) e a exposição Color Africa (Munique). Ele também
teve quatro exposições individuais até o momento, sendo a mais recente, “Códigos Estéticos:
Quando a Ciência encontra a Arte” (2012)

.
Standing-In-Time-
https://tgwetai.wordpress.com/about/
MALAWI

Ellis Tayamika Singano

Nascido na cidade de Blantyre em 1980, Ellis Tayamika Singano é considerado o melhor artista
visual do Malawi. Singano foi apresentado ao mundo da arte por seu falecido pai, Ellis, que
também era um artista de renome. Aos 18 anos, quando seu pai foi hospitalizado, Singano
continuou as pinturas que seu pai deixou inacabadas e começou a entregá-las. ingano foi
posteriormente inspirado nas obras de artistas como Pablo Picasso e Henri Matisse. Em 2000
ele começou a produzir Batik Art e até agora ele fez 30 exposições. Singano exibiu sua arte na
exposição de arte contemporânea africana em Yokohama, no Japão em 2011, e a exposição
Mitos do Malaui em Hamburgo, Berlim, Hanover e Tubingen na Alemanha em 2016. O artista
ensina Batik Art na escola primária para surdos e Escola de Jacaranda para órfãos na cidade de
Blantyre.
A painting by Ellis Tayamika Singano © Ellis Tayamika Singano

Yonamine

O artista angolano Yonamine viveu em vários lugares do mundo, incluindo o Brasil, a Grã-
Bretanha, a República Democrática do Congo e Portugal. Essa influência multicultural pode
ser vista em seus trabalhos de instalação que quebram estereótipos sobre a África. A
espontaneidade de seu trabalho pode ser vista nos inúmeros objetos que se juntam para criá-los,
como páginas de revistas, fotografias antigas e caixas de cigarros descartadas, pintadas
apressadamente.
TANZANIA

Godfrey Semwaiko

Nascido em 1975, este artista multi-talentoso, pintor, ilustrador e escultor foi um membro
fundador da Tanzanian Artists ’Trust e exibiu seus trabalhos na Tanzânia, Suécia e Estados
Unidos. Semwaiko usa muitos chapéus expressivos, mas é popularmente conhecido como o
homem que conta histórias através de ilustrações de arte e esboços figurativos.
QUÊNIA

Artista queniano autodidata, Cyrus Kabiru nasceu em 1984 em Nairobi, onde vive atualmente.
Ele é conhecido por seus óculos esculturais (ou “C-Stunners”) – feitos a partir de objetos
encontrados e de material reciclado proveniente das ruas da capital. O artista também dedica-
se à pintura. Suas telas são, muitas vezes, retratos humorísticos da vida contemporânea dentro
do Quênia, na perspectiva de um ‘flâneur’.