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FIG - UNIMESP - CENTRO UNIVERSITÁRIO METROPOLITANO DE SÃO PAULO

TRABALHO SOBRE A FUMICULTURA NA ÉPOCA COLONIAL

FERNANDO GIORGETTI DE SOUZA - 1108


JOSÉ FRANCISCO TEIXEIRA FILHO - 827
MARCELO NASCIMENTO - 473

GUARULHOS/2011.
FERNANDO GIORGETTI DE SOUZA - 1108
JOSÉ FRANCISCO TEIXEIRA FILHO - 827
MARCELO NASCIMENTO - 473

ATIVIDADE DE CIVILIZAÇÃO BRASILEIRA I

Trabalho solicitado para averiguação


de aprendizagem da disciplina
CIVILIZAÇÃO BRASILEIRA I
Ministrada pela professora
Maria Ângela Bezerra

Guarulhos-SP – 2011
A FUMICULTURA NA ÉPOCA COLONIAL

O Brasil colônia teve quadro grande ciclos econômicos. Primeiro a extração do pau-
brasil, seguido da cultura e do cultivo da cana-de-açúcar. O terceiro ciclo foi o do
ouro, e para finalizar o ciclo do café. Todos eles colaboraram para a economia no
Brasil de forma significativa.

Os ciclos econômicos dividem-se em sub-ciclos como o gado e o fumo, o algodão e


a borracha e o ciclo do cacau. Acerca disso veja o relato abaixo:

“Ao café acrescentam-se, na lista dos grandes produtos exportáveis, a borracha, que
chegará quase a emparelhar-se a ele, o cacau, o mate, o fumo.” (PRADO JUNIOR,
2006).

Em nosso estudo nos interessa o relato do sub-ciclo do fumo no Brasil.

Os índios já cultivavam o fumo no Brasil e os colonos adquiriram-no através de um


sistema de trocas. O seu cultivo foi em espaços isolados e em diversas partes da
colônia, principalmente no litoral do Brasil foi de grande importância.

“Foi introduzido” a princípio com mão de obra familiar e com a demanda, passou a
ser cultivado com mãos de obra escrava. O tabaco era cultivado na Bahia, em
Sergipe, Alagoas e Pernambuco. Seu cultivo utilizava-se de método rudimentar. O
solo era aproveitado dos currais estercados. Deslocava-se o gado para outro local e
cercava o local antes de plantá-lo.

A fumicultura “mexeu com a economia” assumindo o segundo lugar na economia


colonial, dos produtos comercializados pela colônia no início do Século XVII.

Além de “servir” para ser exportado para Lisboa e para o consumo na Europa o
tabaco servia como moeda de troca por escravos (escambo de africanos
escravizados).

Como plano de ação da metrópole portuguesa a ocupação do Brasil deu-se a


grande lavoura. Muitos gêneros tropicais foram fornecidos em grande escala e
exportados para a Europa e Oriente.

“Por esse motivo, seja no engenho de açúcar, como na lavoura algodoeira ou na


fazenda de fumo, a exploração agrária mantém os característicos fundamentais
comuns que lhe advém da similar organização da produção, condicionada que foi
pelos mesmos objetivos preponderantemente mercantis.” (CANABRAVA, 1963)

Observe a importância do cultivo do tabaco para o escambo e o interesse dos


produtores de açucar:
"Os escravos são as mãos e os pés do senhor de engenho, porque sem eles no
Brasil não é possível fazer, conservar e aumentar fazenda." (ANTONIL,1711)

A Bahia no século XVII foi considerada o principal mercado de importação de


escravos do Brasil, seguida por Alagoas. Segundo o professor Acioli da
Universidade Federal em Pernambuco:

“O tabaco faz o papel de primo pobre na historiografia nacional”. (ACIOLI)

A fumicultura demandava um cuidado especial e vigilância infatigável contra as


pestes e as ervas daninhas: “O ano do fumo tem treze meses.” Dizia um rifão do Sul
dos Estados Unidos.

As técnicas de cultivo foram copiadas dos índios. Por ser monocultora e


escravocrata, tendo em vista, a exploração e exportação, equiparavam-se à grande
lavoura em geral. Era cultivado por pequenos e médios proprietários que em pouco
tempo enriqueceram-se.

“...todos os seus lavradores ricos com avultadíssimas somas depositadas em caixa e


porque ela não demanda grandes custeios...” (CANABRAVA, 1963)

Ainda há muito para estudar sobre o tabaco no período colonial. Observe um trecho
do pensamento do professor e escritor José Roberto do Amaral Lapa ao citar o
Esquema para um estudo do tabaco baiano no período colonial:

“Mesmo as questões ligadas especificamente à cultura do tabaco que ontam com


razoável bibliografia ainda oferecem campos de estudos para a abordagem histórica
no tocante às técnicas de plantio, beneficiamento e acondicionamento,
considerando-se inclusive a possível evolução que sofreram essas técnicas, embora
se saiba que essa evolução tenha se dado paulatinamente.” (LAPA, 1968)

Esse continua sendo um excelente tema para os historiadores e aspirantes aos


mestrados e doutorados em História.
BIBLIOGRAFIA:

ANTONIL, Cultura e Opulência do Brasil, 1711, Livro I, Capítulo, IX.

COSTA, Luís César Amad. História Geral e do Brasil: Da Pré-história ao século


XXI / Luis Cesar Amad Costa, Leonel Itaussu A. Mello. – São Paulo: Scipione, 2008

MORAES, José Geraldo Vinci de, 1960 – História: geral e do Brasil: volume único –
2. ed. – São Paulo: Atual, 2005

PRADO JUNIOR. Caio. História Econômica do Brasil. São Paulo: Brasiliense,


2006.

CANABRAVA, Alice. In: História Geral da Civilização Brasileira, dir. de Sérgio


Buarque de Holanda, Difusão Européia do Livro, São Paulo, 1963, tomo I, vol. 2, pp.
198 - 206.

ACIOLI, Gustavo - A Ascensão do primo pobre: O Tabaco na economia colonial


da América Portuguesa – Um balanço historiográfico. (2002-2004)

LAPA, José Roberto do Amaral - Esquema para um estudo do tabaco baiano no período
colonial. – Prof. da Faculdade de Filosofia de Marília.

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