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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ

MBA EM Segurança da Informação

Resenha Crítica de Caso Caso de Harvard


Apple: Segurança vs Criminalidade
Rodolfo Nascimento Cavalcante

Trabalho da disciplina Direito Digital e Criminalística Computacional


Tutor: Prof. Álvaro Bastoni Junior

Ceilândia/DF
2019

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CASO HARVARD - APPLE: SEGURANÇA vs PRIVACIDADE

Referências: HENRY MCGEE; NIEN-HÊ; SARAH MCARA.


REV. DE 20 DE DEZEMBRO DE 2016

INTRODUÇÃO
O caso visto, discutido e estudado por muitos é o da Empresa do ramo de tecnologia, a Apple. O
principal assunto abordado é a longa disputado por acesso a informação pelo governo e a árdua saga de
protecionismo das informações pessoais dos clientes por parte desta empresa famosa e grandiosa no
mercado de dispositivos eletrônicos.
A problemática sobre o acesso a dados particulares e pessoais se estender por vários motivos
que podem levar (ou não) a segurança da população, dentre eles o terrorismo, narcóticos e diversos
outros crimes que podem ser prevenidos com as autoridades obtendo a disponibilidade das
informações. Entretanto, várias empresas de tecnologia (em especial a Apple) defendem bravamente a
total privacidade dos dados dos usuários, o que leva ao grande debate, cada lado com suas objeções,
ataques e defesas.
Não só como meros expectadores, a população participa com suas opiniões sobre o caso, o que
deixa cada vez mais acirrado a busca por uma escolha ideal.

DESENVOLVIMENTO
O caso de Harvard apresenta toda uma ordem cronológica da empresa Apple desde a escolha de
ainda atual CEO da organização (desde 2011). Iniciando com a apresentação, em 09 de Setembro de
2015 do novo dispositivo smartphone Iphone 6S, celular este que veio para dar o que falar entre todas
as pessoas, dos mais leigos usuários passando por vários críticos até as mais altas autoridades do país.
A extensa discussão relata sobre a novidade que o aparelho trazia, a criptografia em todo o celular,
tecnologia que impossibilitava acesso aos dados por todos, somente com o detentor da senha
cadastrada.
A atualização de medidas de segurança da empresa foi ao embate das leis locais e causou
grandes conflitos entre Estado x Empresa, e num tempo que o discurso de privacidade estava em alta
por conta do vazamento de dados nos Estados Unidos (EUA) da Agência Nacional de Segurança
(NSA) pelo famoso funcionário que procurou asilo em vários países, o Edward Snowden.

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Na época, diretores e aplicadores da lei defendiam que a empresa liberasse um código para que
na medida em que fosse preciso e de acordo com a lei, a criptografia fosse quebrada e com isso
conseguissem ver por trás o que aconteceu, como se tivesse entrando pela porta de trás de alguma casa,
o nome comumente utilizado é backdoor.Entretanto, com todas as exigências a Apple cada vez mais
implementava melhorias de segurança e nada de liberar a privacidade de seus usuários.
A empresa de tecnologia Apple, começou lidando com projetos, fabricação e comercialização
de produtos de hardware e softwares e com o passar do tempo só expandia seus negócios. De acordo
com o estudo do caso de Harvard, a organização em 2015 foi responsável pela comercialização de 15%
de smartphones, porém foi responsável pro 92% do lucro desta indústria, com esse enorme lucro e
poder de venda percebemos que de fato os aparelhos fabricados e comercializados pela Apple são os de
maior qualidade, somente quem conhece da qualidade arca com o valor cobrado.
Como qualquer mercado, a Apple também tem concorrentes de grande altura. Como exemplo,
temos a empresa Google que mesmo começando com tão pouco, hoje lidera grande parte do mercado
das mais variadas formas, com os mais variados produtos, serviços e bens. Assim como a Apple, a
Google também investiu em segurança da privacidade dos seus clientes e investiu mais ainda em
publicidade, o que rendeu mais da metade da sua receita total em 2014, conforme o estudo revela.
Steve Jobs, CEO da Apple sentiu que precisava de alguém para dar uma cara nova nos produtos
e conseguiu convencer Tim Cook para entrar no time. Com a grande experiência de Cook, a
organização obteve um complemento que impulsionou e após virar CEO no lugar de Jobs, com
lançamentos extraordinários, a empresa bateu recorde de US$ 700 bi em 2015, conforme estudo de
Harvard.
Com o caso do Snowden, empresas americanas tiveram que rever muitas questões de segurança
pois viram grandes quedas em suas vendas, parte disso por conta da população desacreditar em seus
serviços e produtos comercializados, o estudo de caso comentado revela que 25% dos entrevistados
falaram que mudaram a forma de utilizar a Internet em 2015. Essa mudança refletiu em tantas coisas
que haviam empresas fazendo propagandas que as informações não seriam compartilhadas com
ninguém. Cita também que na Europa, as pessoas confiavam mais em bancos, órgãos do governo e etc
do que em redes sociais, visto o tanto de informações que foram divulgadas.
As questões sobre investigações criminais, segurança nacional, proteção da privacidade dos
consumidores dos produtos e serviços das empresas de tecnologia aumentaram e com isso diversos
críticos observavam e falavam sobre melhorias tanto das leis quanto das medidas que viabilizam o

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aumento da segurança e da privacidade. Uma das ferramentas para aprimorar a segurança é a
criptografia, que ao embaralhar os dados na origem, somente o respectivo destinatário tinha a chave
para que conseguisse ler a mensagem. A empresa em questão (Apple), de acordo com o estudo de caso,
era uma das poucas grandes empresas que desenvolviam serviços de mensagens criptografadas e
hardwares criptografados. De certa forma, os usuários tendem a procurar proteção e empresas que se
preocupam com o assunto do momento se dão bem ao proporcionar uma parcela de tranquilidade na
vida de seus clientes. Tais ações fidelizam os consumidores, que acompanham a evolução dos serviços
e produtos desenvolvidos pelas organizações. Esta prática não está somente nos aparelhos de
tecnologia, diversos outros ramos os clientes buscam por melhores condições de segurança/privacidade.
A utilização de criptografia ponta a ponta e em outros meios aumentaram cada vez mais as
preocupações entre os agentes da lei, porém leis derrubavam qualquer investida do governo. Ao redor
do mundo, as posições sobre a segurança criptografada eram as mais diversas, uns países a favor e
outros contra o bloqueio da privacidade em situações especiais.
A proteção da privacidade é direito dos usuários e empresas que querem se manter no mercado
devem propiciar/garantir essa questão, há em determinados casos outras formas de prever, encontrar,
explicações para a resolução de crimes, atentados, planejamentos de ataque terrorista, entre outros. A
inteligência da polícia abrange e analise várias situações e dispõem de várias estratégias/ferramentas
para investigar.
O poder de utilizar backdoor pelo agentes do governo pode gerar grandes transtornos e que na
maioria das vezes, ficar esquecido e não ter as devidas punições com o mal uso do poder.

CONCLUSÃO
A cultura de proteção das informações está a cada dia mais evidente entre todas as pessoas.
Com o passar do tempo, senhas e mais senhas, palavras chave, respostas de segurança, dupla
autenticação e etc ficam mais presentes no cotidiano onde tudo está disponível na grande rede mundial
de computadores. A Internet propicia enormes vantagens e se não tiver a devida preocupação com as
informações pessois, o que era para deixar a vida mais tranquila acaba sendo o pior tormento na vida,
social, amorosa, afetiva e etc.
A proteção da informação é e deve ser preocupação de todos, desde aquela senha que
funcionários deixam na frente dos computadores até a utilização dos mecanismos inovadores de
autenticação, precisam ser revistos e tornar hábito as atividades de segurança. Como bem falado em
diversos lugares, a segurança das informações de empresas, organizações, governo e etc não está a

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cargo somente dos profissionais de Tecnologia da Informação (TI) e sim em cada um que lida com um
dos bens mais preciosos de uma empresa ou até mesmo de alguém, que é a informação.

ANEXO: COMPLEMENTO

Política de privacidade é um assunto fora da cultura em diversos lugares do país, no cotidiano


podemos perceber (e não é muito difícil) que os usuários não tem a prática de ler as letrinhas pequenas
da política de privacidade e acabam “confiando” e marcando que concorda com as regras desenhadas
pelas empresas.
Apesar de todos os possíveis fatores, e tendo como segurança a imagem da empresa, o voto de
confiança é dado ao marcar a caixa de seleção e aceitando as regras. As vezes o usuário pode até se
encontrar numa situação complicada, pois somente aceitando as políticas de privacidade que o cadastro
pode ser realizado para que a utilização dos serviços possam ser efetivamente concluída.
Sobre o importante assunto das políticas de privacidade, temos os termos que regem as regras da
empresa Netshoes, onde pode-se encontrar vários assuntos em relação a privacidade dos clientes.
Dentre eles temos como funciona a coleta e controle dos dados, o controle que os clientes tem ao
utilizar os sites, a forma de armazenamento de dados na própria máquina, cuidados de segurança para o
próprio usuário, mensagens eletrônicas, o processo de proteção em compras no sítio da organização e
etc.
Entretanto, o que mais chama a atenção é sobre o compartilhamento de informações que a
empresa Netshoes expõe. Na regras, é informado sobre os casos em que o compartilhamento se faz
necessário, informando ainda que o usuário declara estar ciente e concordar. Entre os casos, têm-se o
compartilhamento para fornecedores, lojistas parceiros do marktplace Netshoes, novos negócios,
parceiros, requisição judicial e quando autorizado pelo cliente.
Nas entrelinhas, é possível ver que as informações registradas, informações estas pessoais, estão
disponíveis para empresa compartilhar com várias empresas do jeito que quiserem. Ao informar que
que o compartilhamento das informações pode-se dar com parceiros, a lista de lugares que as
informações estão aumenta exponencialmente. E isto no final das contas, acaba se tornando moeda de
troca para outras empresas negociarem informações e aparecer do nada, propaganda de coisas que
buscamos na Internet.

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A cultura de ler e acompanhar as atualizações da políticas de privacidade é necessária a todos os
envolvidos que utilizam a Internet para comodidade e atividades desempenhadas em ambientes virtuais.
A segurança da informação é necessária para não ter problemas futuros, problemas dos mais variados
segmentos.