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Linux

Introdução:
Linux teve seu desenvolvimento iniciado pelo finlandês Linus Torvalds,
mas logo o projeto recebeu o apoio de diversos desenvolvedores
espalhados ao redor do mundo, o que foi imprescindível para que o
Linux se transformasse no que ele é hoje, um sistema operacional
completo.
Linux foi baseado no Minix, um pequeno sistema UNIX e teve sua
primeira versão lançada em 5 de outubro de 1991.
UNIX:
O sistema operacional UNIX foi desenvolvido nos laboratorios da AT&T
para uso próprio, baseado em um antigo projeto que deveria ser o
primeiro sistema operacional multiusuário e multitarefa, o MULTICS.
Porém este projeto estava muito além da capacidade dos equipamentos
da época. Dessa forma, o projeto foi arquivado, mas alguns de seus
idealzadores (Ken Thompson e Dennis Ritchie, entre outros) resolveram
escrever uma versão simplificada e monousuário para um computador
com menores recursos. O resultado impressionou, mesmo sendo
utilizada uma máquina limitada. Sendo assim, o código foi reescrito
para computadores melhores, novamente apresentando ótimos
resultados. Por coincidência ou não, estes computadores que o código
foi reescrito, eram utilizados por quase todas as Universidades que logo
se interessaram por este sistema operacional, por sinal muito superior
aos que vinham sendo utilizados nos laboratórios de computação.
A grande inovação deste sistema, foi o fato de que além do Sistema
Operacional, foi cedido também o código fonte do mesmo, para que as
Universidades pudessem continuar o desenvolvimento, melhorando o
desempenho e adicionando características ao UNIX.
A princípio o código do UNIX foi escrito em assembler ou de máquina,
que é altamente dependente do hardware. Para reescrever o código
seria necessário muito esforço e tempo. Entretanto, um dos criadores
do UNIX resolveu utilizar a linguagem C, que oferecia o poder da
linguagem de máquina com facilidades das linguagens estruturadas de
alto nível.
LINUX:
O Linux foi desenvolvido inicialmente por Linus Torvalds, na
Universidade de Helsinski na Finlândia. O linux possui a vantagem de
ser um software livre e ser compativel com o padrão POSIX. Ele é mais
uma das variações do UNIX, sendo a melhor opção para
microcomputadores que queiram desfrutar da capacidade do UNIX.
Além de não poder rodas aplicativos para MS-DOS, o linux pode rodar
todos os softwares desenvolvidos para o UNIX. Além do fato de também
estarem disponíveis softwares que emulam o MS-DOS e o WINDOWS
dentro da própria plataforma do Linux.
Normalmente, e historicamente falando, o Linux sempre foi utilizado
nas empresas e estações de trabalho, sem nenhum problema, pois pode
“conviver” facilmente com outros SOs instalados na máquina.
As formas de se obter o Linux, são das mais diversas possíveis. Tanto
por Livros a venda, quanto pela Internet, ou em diversos Cds-Roms. A
principal vantagem do Linux perto dos outros, é o seu custo/benefício.
O Linux é um sistema totalmente grátis. O usuário tem a vantagem de
não precisar pagar por absolutamente nada.
Existem outras variações de UNIX disponíveis, como: Xenix, FreeBSD,
NetBSD e muitas outras.
Visão Geral do Linux:
Um sistema operacional que se prese, deve gerenciar os recursos
disponíveis na máquina da melhor maneira possível de forma a poder
oferecer aos usuários o máximo do computador. Dentre as principais
funções de um SO, podemos citar:
 Criar e manipular uma estrutura de arquivos e diretórios.
 Controlar o acesso a memória e outros dispositivos controlados
pelo microprocessador, como monitor, teclado, impressora, etc.
 Gerenciar a execução de programas, trazendo-os da memória
para o microprocessador.

A primeira vista, parece que o Linux não se difere muito dos outros
sistema operacionais encontrados por aí. Mas nenhum outro, é tão bom
em unir e integrar o que a de melhor em um computador de forma
harmoniosa e eficiente devido a sua própria origem em meio a toda a
comunidade de pessoas interessadas em obter o máximo e o melhor
desempenho. Alguns dos fatores que fazem do Linux um excelente
Sistema Operacional: Portabilidade, Multiusuário e Multitarefa,
Estrutura Hierárquica de Arquivos, Ferramentas e Utilitarios,
Comunicação com outros sistemas.

Kernel do Linux:
Como sabemos, o kernel é o núcleo do sistema operacional, que
permanece residente na memória. Através dele, que o usuário possui o
acesso aos recursos oferecidos pelo hardware (o computador em si).
Outro fator bastamente conhecido no Linux, é a Shell. É basicamente o
interpretador de comandos, bastante utilizado no universo UNIX. É ele
quem fornece ao usuário, uma interface, para que ele diga ao Sistema
Operacional o que deve ser feito.É possível vários usuários, utilizarem
várias shells em um só sistema Linux, pois o sistema de multiusuários é
um dos melhores já conhecidos.
Existe toda uma lista de comandos baseados no UNIX, que hoje, além de
utilizadas no próprio Linux, se tornou padrão em protocolos de rede,
como telnet,ftp e ssh. Entre os comandos mais conhecidos, podemos
citar: CD (Muda o diretório), W (exibe os usuários ativos no sistema),
MKDIR (Cria um novo diretório), LS (Exibe uma lista com os arquivos do
diretório), e muitos outros comandos.

Processos
Quando um programa ou utilitário é executado, passa a se chamar
processo. Cada processo iniciado possui um estado indicando sua
condição (em execução, parado, interrompido, etc) e a prioridade. Sendo
que os processos do sistema possuem prioridades sobre os do usuário.
Entender uma estrutura de um Sistema Operacional fica muito mais fácil,
quando utilizamos o Linux. Além de podermos ver completamente o
sistema, podemos editar e alterar da forma que bem entender. Na parte
dos processos, para que tenhamos uma “fotografia” dos processos
rodando na máquina, podemos utilizar o comando: ps aux. Para
matarmos um processo, podemos usar o comando kill, seguido do
número do processo (PID). Também poderia ser usado o comando killall
e logo em seguida o nome do processo.

Hierarquia de Diretórios:
A hierarquia de diretórios presente no Linux, nos faz entender o poder
que o root (Usuário Máximo) tem sobre o sistema. O primeiro diretório do
Linux, também chamado de Raíz, é representado por uma barra única / .
Lá, é onde se encontram todos os arquivos presentes no sistema
instalado. Dentro da raíz, encontramos pastas muito conhecidas dos
usuários do Linux. Entre elas temos:
 /bin – É o diretório onde estão os arquivos executáveis e comandos
essenciais do sistema.
 /boot - Diretório onde estão os arquivos necessários para iniciar o
sistema. Aqui é onde fica localizada a imagem do Kernel do Linux.
 /etc - Diretório onde estão localizados os arquivos de configuração
do sistema.
 /home - Diretório que geralmente é usado pelos usuários.
 /var - Diretório onde são guardadas informações variáveis ao
sistema, como arquivos de logs etc...

Permissões para acesso, são comumente vistas por usuários deste SO. O
famoso chmod é o comando que altera as permissões de um
determinado arquivo ou diretório. As permissões tem por base: Execução,
Leitura e escrita. São definidas por números de 1 a 7, ou algumas letras,
como –-x, r--, rwx, e etc.
Um Exemplo que podemos citar, é o arquivo shadow (Que contém todas
as senhas criptografadas dos usuários). No caso dele, a permissão é de
7000, ou seja: 7 – Permissão total para o root. Os outros zeros,
significam que nem os grupos nem os usuários comuns podem
ler,executar ou escrever neste arquivo.
Segurança do Sistema:
Não podemos falar da segurança do Linux, sem antes citar como exemplo
o nosso amigo Windows. Começamos pela parte dos códigos maliciosos,
ou seja, os Vírus. É estremamente difícil ver um usuário do Linux usando
um anti-vírus. Basta ter um firewall bem configurado, e ter algumas
noções básicas de segurança, para poder deixar seu sistema muto
protegido. No nosso amigo Windows, o número de Vírus cresce a cada
dia. Hoje em dia, em números, podemos relatar cerca de 5 milhões de
vírus para o Windows, enquanto o Linux não passa de Mil.
As falhas gritantes do Windows XP, fizeram muitos usuários perderem a
paciência com o SO do Tio BILL. Desde os tempos de Windows-9x,
quando o Linux “engatinhava”, já se percebia um cuidado com segurança
maior do que nos SOs da família das janelas.
No sistema de Login do Linux, por exemplo, podemos ver um sistema de
segurança de alto nível, que não permite que o invasor possa ao menos
tentar quebrar a senha do usuário. Diferente do Windows, o Linux não
usa um sistema de quebra ou criptografia reversa para autenticação de
usuários. Atualmente as distribuições Linux utilizam como padrão o
algoritmo SHA-512 ao invés do método DES tradicional do Unix.
O modo de permissão de diretórios, é uma mão na roda para os usuários
do Linux. Quando um invasor consegue o acesso ao sistema por uma
conta de um usuário comum, logo, a ambição dele, é tomar conta da
máquina por completo, ou seja, adquirir as permissões do usuário root.
Mas quando ele tenta acessar o arquivo /etc/passwd ou então o
/etc/shadow ele quebra a cara. A mensagem exibida é: Usuário X não
tem permissão para isso.
O grande segredo da segurança de servidores Linux bem configurados,
começa pelo Firewall. Cortar o ponto de acesso do invasor, já é a primeira
coisa a ser feita. No Windows, o firewall, por mais que seja acessível e
fácil de se configurar, não permite ao usuário adicionar as suas próprias
regras de uso. No Linux, através do iptables, o usuário tem total controle
sobre as regras que existem no seu firewall.
Segurança e estabilidade, são os principais fatores que fazem com que o
Linux seja referência quando se fala em Estações de Trabalho. O Linux
permite a execução em apenas modo texto, no qual não existe parte
gráfica, para que se possa ter o total desempenho da máquina.
Um servidor Linux, é tão estável, a ponto de poder ficar dias, meses ou
até anos sem precisar ser reinicializado.
Windows x Linux
Sempre encontramos um Windows irrecuperável, pirateado, cheio de
vírus, adware, malware e tudo o mais, com dados importantes que o
usuário não quer perder.
Outra razão pela qual nós usamos Linux é o tempo que podemos investir
para aprender Informática. Um dia você aprende quatro comandos de
terminal, um dia você aprende como acessar o disco, no outro dia como
matar um processo, etc. Ao longo dos anos você percebe que você
conheceu um monte de coisas, você é capaz de instalar um servidor web
e um servidor de email, você sabe quais são as portas e você sabe como
bloquear, desbloquear, você aprende o que é um firewall, e você pode
começar a dizer que você sabe como o computador funciona por dentro.
No Windows, esse tempo é desperdiçado, com um sistema escuro que
não nos permite ver o que está acontecendo, que reage de forma
inesperada para as nossas tentativas de consertá-lo, e quando você
menos espera não podemos fazer mais nada, e só uma formatação
completa do sistema resolve.
Com Linux perdemos menos tempo. No Windows, você perde muito
tempo para fazer determinadas tarefas. Como muitas vezes precisamos
de ferramentas que podem ser encontradas na rede, instalamos,
testamos, se não faz o que precisamos, desinstalamos e continuamos
tentando. Quando a ferramenta de que precisamos não faz o que
queremos porque é uma demonstração, temos de encontrar um crack e
rezar para que funcione. Depois de feito tudo isso, nós cumprimos o
nosso objetivo, mas temos depois que remover todo o lixo que
instalamos, rezando sempre para que nosso sistema não fique cheio de
malwares.
No Linux, muitas vezes o que precisamos é feito com um par de
comandos que estão em um blog. Um para fazer o download da
ferramenta e o outro para fazer o trabalho que nós queremos. Além disso,
nada é pirata, tudo é livre. Podemos deixar no computador de forma
pacífica para o caso de precisar novamente no futuro.
No Windows também perdemos muito tempo reiniciando. É incrível como
muitas vezes você tem que reiniciar o Windows, não só quando você
instala qualquer coisa, mas também quando você acha que algo está
errado, ou quando um aplicativo pára de responder. Além disso, a
instalação de aplicativos é lenta e muitas vezes elas têm mais
funcionalidades do que precisamos. No Windows você se acostuma a usar
megasuites completas de funções para executar tarefas simples. No
Linux, as ferramentas são instaladas em segundos e na maioria das vezes
fazem o que precisamos, de maneira fácil, com menus intuitivos, devido
um extremo esforço colaborativo de muitas pessoas com excelente
eficiência.
Linux não incomoda. Quando nos tornamos usuários avançados de PC,
ficamos extremamente chateados quando a máquina resolve nos dizer o
que fazer. Se você escolher “reiniciar mais tarde”, é apenas isso,
queremos reiniciar mais tarde. Nós não queremos que uma aplicação
esteja constantemente nos lembrando que temos de reiniciar pois
sabemos que temos que reiniciar.
Você está cansado de esperar por um Service Pack do Windows a cada 18
meses? Cansado das dificuldades de atualizar seus sistemas Windows de
tempos em tempos porque não há uma rota clara de upgrade? O Ubuntu
Linux oferece versões novas e melhoradas a cada seis meses e versões de
suporte de longo prazo a cada dois anos.
Toda distribuição Linux oferece atualizações regulares de seus pacotes e
fontes diversas vezes por ano e atualizações de segurança sempre que
necessárias. Você pode deixar qualquer angústia de upgrade para sua
cópia oficial licenciada do Windows porque é fácil atualizar o Linux e
migrar de uma versão para outra, mais nova. A melhor parte,e como já
foi dito, o Linux não exige reboot.

Conclusões:
O Linux, é um sistema robusto, de código fonte aberto e por isso
totalmente editável pelo usuário. A estabilidade é fator principal quando o
citamos. Desde 1991, quando um jovem finlandês chamado Linus
Torvalds havia criado um núcleo que poderia usar todas as peças do
sistema operacional GNU. Este núcleo ficou conhecido como Linux,
contração de Linus e Unix.
O Linux está ai, crescendo a cada dia, e tem hoje no mercado, mais de 20
distribuições, deixando o usuário livre para escolher aquela que mais lhe
agrada. A Opção de escolher até o modo gráfico com que o seu sistema
irá trabalhar, demonstra o quanto “o Linux é seu”. Distribuições como
Ubuntu, ou Kurumin vem caindo nas graças de muitos usuários. Com
interfaces bem amigáveis e por trás disso toda a mecânica do
GNU/LINUX, a cada dia mudam um pouco da supremacia, apenas em
usuários chamada Windows.

“Você Decide, você escolhe. Você manda na máquina, e não é ela em


você!”

Pedro Paulo Silveira