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INSTITUTO FEDERAL PARANÁ Campus Palmas MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA

INSTITUTO FEDERAL

PARANÁ

Campus Palmas

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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

SECRETARIA DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA

INSTITUTO FEDERAL DO PARANÁ

PSICOLINGUÍSTICA - A construção de planos de aula: articulação entre teoria, metodologia e didática – PROF. DR. JACOB BIZIAK

Modelo 1 – INADEQUADO

I. Plano de Aula: Data: 20 de agosto de 2015

II. Dados de Identificação:

Escola: Instituto Federal do Paraná Professor (a): Dr. Jacob dos Santos Biziak Disciplina: Linguagens e códigos – Português Série: Terceiro ano do Ensino Médio

III.

Unidade didática:

- tema específico: Diversidade linguística e variedade de registro, os usos sociais da linguagem e sua relação com a cultura - conceito fundamental: Baseando-nos na proposta desenvolvida pelos PCNs, a língua portuguesa é composta por diversas variantes, o que demonstra que não existe nenhuma unidade linguística em nosso país. Por extensão, por conta de processos históricos, regionais, sociais e situacionais, nossa língua é viva e dinâmica, estando em constante e necessária alteração. Sendo a língua importante para que cada sujeito crie a sua

representação de realidade, é fundamental que percebamos o valor social que certas variantes podem assumir. Logo, a diversidade linguística e a variedade de registro traduzem não somente uma mensagem, mas possuem caráter fundamental de construir a identidade cultural e individual do falante bem como buscar a adequação deste ao contexto específico de comunicação em que se encontra. Logo, a falsa de ideia de que possa existir uma única língua ideal a ser usada pelos falantes de nosso país pode interferir em julgamentos sociais errados e no próprio processo de aprendizagem dos sujeitos.

IV.

Objetivos (a serem alcançados pelos alunos):

Objetivo geral: Oferecer fundamentos teóricos e reflexivos para que o aluno problematize o uso que faz do seu idioma no cotidiano e nos mais diversos contextos de comunicação. Objetivos específicos: Pensamos que quatro objetivos secundários são almejados. Primeiramente, o aluno deve posicionar-se diante da realidade linguística em que está inserido, atentando para as variedades de uso do idioma existentes. Em um segundo momento, o estudante deve conseguir questionar o valor social de cada variante linguística, entendendo que todas são legítimas em função de elementos diversos e que todas são capazes de comunicar significados. Para um terceiro momento, o discente deve entender o valor dos diversos registros linguísticos em situações diferentes, percebendo quais elementos levam à escolha do código a ser usado no processo de comunicação. Por fim, espera-se que o aluno consiga julgar um pensamento que idealiza uma língua padrão distante das diversas realidades sociais e situacionais existentes em cada cultura.

 

V. Conteúdo:

Serão trabalhados os seguintes conteúdos:

Pequena história do processo de construção da cultura e das variantes linguísticas no Brasil;

Distinção entre cultura, linguagem e língua;

As diversidades linguísticas histórica, regional (diatópica) e social (diastrática);

A variedade de registro (gíria e coloquialismo);

Interpretação de textos.

VI. Desenvolvimento do tema: A aula está organizada em três momentos: introdução, desenvolvimento e

conclusão. Na introdução, um mapa do Brasil e um breve relato histórico dos movimentos populacionais do país serão utilizados para motivarmos uma problematização a respeito da realidade linguística múltipla em variantes e registros, na qual vivemos e nos comunicamos. Feito isso, adentramos nosso desenvolvimento. Nele, primeiramente, apresentaremos a distinção entre cultura, linguagem e língua, situando a problemática destacada na introdução. Em seguida, a partir da leitura de textos selecionados, trabalharemos os conceitos de variação linguística (histórica, social e regional)

e de registro (juntamente com a ideia de situação comunicativa). Importante salientar que todo o processo de conceituação será e deve ser feito por meio da leituras de textos de gêneros diversos (poesia, música, história em quadrinhos e texto argumentativo) a fim de exercitamos as habilidades de leitura e interpretação dos alunos, mas dentro da proposta de reflexão da aula, que é promover o competência de senso crítico a respeito da realidade linguística múltipla em variedades e registros em que vivemos. Como conclusão, resumiremos os principais tópicos trabalhados, relembrando a problematização feita no começo da aula, de forma a mostrar ao aluno o que foi refletido ao longo da aula. Além disso, como trabalho e reflexão, será passada uma atividade a ser feita em casa que propõe o contato com variedades e registros linguísticos diferentes.

VII. Recursos didáticos: Lousa, giz, mapa do Brasil e material xerocopiado composto por poesias, músicas,

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texto argumentativo e história em quadrinhos, estando todos em variantes e registros linguísticos da língua portugesa diferentes.

VIII.

Avaliação:

- atividades: O aluno deverá comparar as variantes e os registros diferentes presentes nos textos de sala de aula, de forma a perceber o valor de cada um destes nas diversas situações comunicativas oferecidas. Isso deverá ser feito por escrito e entregue ao professor para análise. - critérios adotados para correção das atividades: O professor deverá executar a leitura dos trabalhos buscando observar a reflexão e o senso crítico desenvolvido por cada estudante. Observações deverão ser

anotados e discutidas com os alunos na próxima aula, de forma que a avaliação seja feita por meio de texto elaborado por cada discente e sua respectiva participação na discussão em sala de aula.

XIX.

Bibliografia:

BAGNO, Marcos. Preconceito lingüístico: o que é, como se faz. 21a ed. São Paulo: 21a edição, Loyola,

1999.

Nada na língua é por acaso: por uma pedagogia da variação lingüística. São Paulo: Parábola Editorial, 2007.

BENTO, Joaquim R. A Gênese da aprendizagem da língua escrita. Disponível em <www.ipu.pt/millenium/ect8_bent1.htm>. Acesso em 03 de janeiro de 2010.

BORTONI-RICARDO. S. M. Educação em Língua Materna: A Sociolingüística na Sala de Aula. São Paulo:

Parábola, 2004.

BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Médio: linguagens, códigos e suas tecnologias. Brasília: Ministério da Educação/Secretaria de Educação Média e Tecnológica. 1996

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Parâmetros Curriculares

Nacionais (Ensino Médio). Brasília: MEC, 2000.

CAMACHO, Roberto Gomes. Introdução à lingüística: domínios e fronteiras, v. 1, 5a ed. – São Paulo:

 

Cortez, 2005.

FARACO, Carlos Alberto. Norma culta brasileira: desatando alguns nós. São Paulo: Parábola, 2008.

GNERE, Maurizio. Linguagem, escrita e poder. São Paulo: Martins Fontes, 2009.

MOLICA, Maria Cecília e BRAGA Maria Luiza. Introdução a Sociolingüística: o tratamento da variação. 2a ed. – São Paulo: Contexto, 2004.

PRETI, Dino (org.). Estudos de língua falada: variações e confrontos. São Paulo: Humanitas, 2006.

TARALLO, Fernando. A pesquisa Sociolingüística. São Paulo: Ática, 1990.

Modelo 2 – ADEQUADO

Dados de Identificação:

Escola: Instituto Federal do Paraná Professor: Dr. Jacob dos Santos Biziak Disciplina: Linguagens e códigos – Português Data: 20 de agosto de 2015 Série: Terceiro ano do Ensino Médio

Unidade didática: Diversidade linguística e variedade de registro, os usos sociais da linguagem e sua relação com a cultura.

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Objetivos específicos

 

Conteúdos

 

Número de aulas

 

Desenvolvimento

 

metodológico

1.

Posicionar-se diante

1.

Construção da

 

40 minutos

1.

Um mapa do Brasil e

da realidade linguística em que está inserido,

cultura e das variantes linguísticas no Brasil.

um breve relato

histórico

dos

atentando para as variedades de uso do idioma existentes.

 

movimentos populacionais do país serão utilizados para

motivarmos os alunos a

uma

problematização a

respeito da realidade linguística múltipla em variantes e registros, na qual vivemos e nos comunicamos.

2. Conseguir questionar

2.

Distinção entre

 

2. Apresentaremos a distinção entre cultura, linguagem e língua, situando a problemática destacada na introdução da aula. Isso

o

valor social de cada

cultura, linguagem e

variante linguística, entendendo que todas são legítimas em função de elementos diversos e que todas são capazes de comunicar significados.

língua.

 
 

será

realizado na lousa

por meio

da

organização escrita dos

 

conceitos. Para isso, o aluno será incentivado

a

exemplificar os

conceitos a partir de sua vivência cotidiana e de seu conhecimento de mundo.

3.

Conseguir entender

3. As diversidades

3.

A partir da leitura de

o

valor dos diversos

linguísticas histórica, regional (diatópica) e social (diastrática). variedade de registro (gíria e coloquialismo).

textos selecionados, trabalharemos os conceitos de variação linguística (histórica,

registros linguísticos em situações diferentes, percebendo

quais elementos levam

social e regional) e de registro (juntamente

à

escolha do código a

 

ser usado no processo

com

a ideia de situação

de

comunicação.

comunicativa).

4.

Conseguir julgar um

4.

Leitura

e

4.

Todo o processo de

pensamento que idealiza uma língua padrão distante das diversas realidades sociais e situacionais existentes em cada cultura.

interpretação

de

conceituação será e

diferentes

gêneros

de

deve

ser feito por meio

textuais,

observando

da leituras de textos de

especificamente

o

gêneros diversos (poesia, música, história em quadrinhos e texto argumentativo) a fim de exercitamos as habilidades de leitura e interpretação dos alunos, mas dentro da proposta de reflexão da

significado

que

a

diversidade

linguística

e

a

variedade

de

 

registros assume.

 

aula,

que é promover o

competência de senso crítico a respeito da realidade linguística

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múltipla em variedades

registros em que vivemos.

e

5. Compreensão e produção de texto a partir da perspectiva da variedade linguística e de registro.

5. Expressão escrita.

5. Resumiremos os principais tópicos trabalhados, relembrando a

problematização feita

 

no

começo da aula, de

forma a mostrar ao aluno o que foi refletido

ao

longo da aula. Além

disso, como trabalho e reflexão, será passada uma atividade a ser feita em casa que propõe o contato com variedades e registros linguísticos diferentes.

Bibliografia:

LIBÂNEO, J. C. Organização e gestão escolar: teoria e prática. Goiânia: Alternativa, 1993