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Demonstrações Contábeis de

31 de março de 2011

US GAAP

Arquivadas na CVM, SEC e SFC em


05/05/2011

Gerência Geral de Controladoria – GECOL


Vale S.A.

ÍNDICE DAS INFORMAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS CONDENSADAS

Nr.

Balanços Patrimoniais consolidados condensados em 31 de março de 2011 e 31 de dezembro


de 2010 ……………………………………………………………………………….…………………………………………….…………………. 4

Demonstrações dos resultados consolidados condensados para os períodos de três meses findos
em 31 de março de 2011, 31 de dezembro de 2010 e 31 de março de 2010 ……………………………….......... 6

Demonstrações dos fluxos de caixa consolidados condensados para os períodos de três meses
findos 31 de março de 2011, 31 de dezembro de 2010 e 31 de março de 2010 ……………………................. 7

Demonstrações das mutações do patrimônio líquido consolidadas condensadas para os períodos de


três meses findos em 31 de março de 2011, 31 de dezembro de 2010 e 31 de março de 2010 …………… 8

Demonstrações dos lucros (prejuízos) abrangentes consolidados condensados para os


períodos de três meses findos em 31 de março de 2011, 31 de dezembro de 2010 e
31 de março de 2010 …………………………………………………………..................................................................... 9

Notas explicativas às demonstrações contábeis consolidadas condensadas …………………………….............. 10

2
3
Balanços Patrimoniais Consolidados Condensados
Em milhões de dólares norte-americanos

31 de março de 2011 31 de dezembro de 2010


(não auditado)
Ativo
Circulante
Caixa e equivalentes de caixa 11.271 7.584
Investimentos a curto prazo 540 1.793
Contas a receber
Partes relacionadas 325 435
Outras 7.182 7.776
Empréstimos e adiantamentos - partes relacionadas 194 96
Estoques 4.810 4.298
Imposto de renda diferido 300 386
Ganhos não realizados com instrumentos derivativos 103 52
Adiantamento a fornecedores 386 188
Impostos a recuperar 1.700 1.603
Ativos mantidos para venda 210 6.987
Outros 857 593
27.878 31.791

Não Circulante
Imobilizado líquido 86.498 83.096
Intangíveis 1.297 1.274
Investimentos em coligadas, em joint ventures e outros investimentos 8.326 4.497
Outros Ativos:
Ágio na aquisição de subsidiárias 3.371 3.317
Empréstimos e adiantamentos
Partes relacionadas 36 29
Outras 307 165
Custos com plano de pensão pagos antecipadamente 2.102 1.962
Despesas antecipadas 333 222
Depósitos judiciais 1.814 1.731
Impostos a recuperar 445 361
Imposto de renda diferido 428 -
Ganhos não realizados com instrumentos derivativos 468 301
Incentivo Fiscal / Reinvestimento 332 144
Contas a Receber Venda de Aluminio 400 -
Outros 160 249
10.196 8.481
TOTAL 134.195 129.139

4
Balanços Patrimoniais Consolidados Condensados
Em milhões de dólares norte-americanos
(Exceto em número de ações)

(Continuação)
31 de março de 2011 31 de dezembro de 2010
(não auditado)
Passivo e Patrimônio líquido
Circulante
Fornecedores 4.137 3.558
Salários e encargos sociais 779 1.134
Dividendos mínimos anuais atribuídos aos acionistas 3.964 4.842
Parcela a curto prazo dos empréstimos e financiamentos 1.558 2.823
Empréstimos e financiamentos a curto prazo 149 139
Empréstimos de partes relacionadas 10 9
Provisão para imposto de renda 685 751
Tributos e royalties a pagar 267 257
Benefícios a empregados pós-aposentadoria 216 168
Perdas não realizadas com instrumentos derivativos 6 35
Provisões para obrigações com desmobilização de ativos 71 75
Passivos relacionados a ativos mantidos para venda 75 3.152
Outros 740 969
12.657 17.912

Não circulante
Benefícios a empregados pós-aposentadoria 2.466 2.442
Empréstimos e financiamentos de longo prazo 22.027 21.591
Provisões para contingências (nota explicativa 16 (b)) 2.102 2.043
Perdas não realizadas com instrumentos derivativos 61 61
Imposto de renda diferido 9.203 8.085
Provisões para obrigações com desmobilização de ativos 1.297 1.293
Debêntures 1.387 1.284
Outros 2.433 1.987
40.976 38.786

Participação resgatável de acionistas não controladores 648 712

Compromissos e contingências (nota explicativa 16)


Patrimônio líquido
Ações preferenciais classe A - 7.200.000.000 ações autorizadas,
sem valor nominal e 2.108.579.618 (2010 – 2.108.579.6158) emitidas 10.370 10.370
Ações ordinárias - 3.600.000.000 ações autorizadas,
sem valor nominal e 3.256.724.482 (2010 – 3.256.724.482) emitidas 16.016 16.016
Ações em tesouraria - 99.649.562 (2010 - 99.649.571) ações
preferenciais e 47.375.394 (2010 - 47.375.394) ações ordinárias (2.660) (2.660)
Capital integralizado adicional 2.188 2.188
Títulos obrigatoriamente conversíveis em ações ordinárias 290 290
Títulos obrigatoriamente conversíveis em ações preferenciais 644 644
Outras perdas (ganhos) abrangentes acumuladas 978 (333)
Reservas de lucros não apropriados 43.189 42.218
Lucros acumulados não apropriados 5.995 166
Total do patrimônio líquido dos acionistas da controladora 77.010 68.899
Participação dos acionistas não controladores 2.904 2.830
Total do patrimônio líquido 79.914 71.729
TOTAL 134.195 129.139

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis consolidadas condensadas.

5
Demonstrações dos Resultados Consolidados Condensadas
Em milhões de dólares norte-americanos
(Exceto valores por ação)

Período de três meses findos em (não auditado)


31 de março de 2011 31 de dezembro de 2010 31 de março de 2010
Receitas operacionais, líquidas de descontos, devoluções e abatimentos
Vendas de minerais e metais 11.743 13.021 5.693
Produtos de alumínio 383 691 599
Receitas de serviços de logística 328 334 314
Produtos de Fertilizantes 787 768 65
Outros 307 393 177
13.548 15.207 6.848
Impostos sobre vendas e serviços (335) (278) (244)
Receitas operacionais líquidas 13.213 14.929 6.604
Despesas e custos operacionais
Custo de minerais e metais vendidos (4.101) (4.258) (2.600)
Custo de produtos de alumínio (289) (565) (507)
Custo de serviços de logística (289) (285) (230)
Custos de produtos fertilizantes (645) (674) (38)
Outros (252) (258) (164)
(5.576) (6.040) (3.539)
Despesas com vendas, gerais e administrativas (419) (647) (293)
Despesas com pesquisa e desenvolvimento (342) (301) (172)
Ganho na venda de ativos 1.513 - -
Outros (420) (774) (538)
(5.244) (7.762) (4.542)
Resultado operacional 7.969 7.167 2.062
Receitas (despesas) não-operacionais
Receitas financeiras 165 117 48
Despesas financeiras (582) (926) (465)
Ganhos (perdas) com derivativos, líquidos 239 473 (230)
Ganhos (perdas) com variações monetárias e cambiais, líquidos 80 51 (30)
(98) (285) (677)

Lucro antes das operações descontinuadas, do imposto de renda e do resultado de


equivalência 7.871 6.882 1.385
Imposto de renda
Corrente (1.593) (1.549) (249)
Diferido 216 412 488
(1.377) (1.137) 239

Equivalência patrimonial em coligadas, joint ventures e outros investimentos 280 303 96


Lucro líquido para operações continuadas 6.774 6.048 1.720
Operações descontinuadas, líquido de imposto - - (145)
Lucro líquido 6.774 6.048 1.575
Lucro/(prejuízo) líquido atribuído aos acionistas não controladores (52) 131 (29)
Lucro líquido atribuido aos acionistas da Companhia 6.826 5.917 1.604

Lucro por ação básico e diluído


Lucros por ação prefencial 1,29 1,12 0,29
Lucros por ação ordinária 1,29 1,12 0,29
Lucros por ações prefenciais vinculados a títulos obrigatoriamente conversíveis (*) 1,67 1,61 0,54
Lucros por ações ordinárias vinculados a títulos obrigatoriamente conversíveis (*) 1,74 1,68 0,60

(*) Lucro básico por ação assumindo a diluição pela conversão

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis consolidadas condensadas.

6
Demonstrações dos Fluxos de Caixa Consolidados Condensadas
Em milhões de dólares norte-americanos
Período de três meses findos em (não auditado)
Fluxos de caixa das atividades operacionais: 31 de março de 2011 31 de dezembro de 2010 31 de março de 2010
Lucro líquido 6.774 6.048 1.575
Ajustes para reconciliar o lucro líquido com recursos provenientes das atividades operacionais:
Depreciação, exaustão e amortização 957 1.073 743
Dividendos recebidos 250 629 50
Equivalência patrimonial em coligadas, joint ventures e outros investimentos (280) (303) (96)
Imposto de renda diferido (216) (412) (488)
Perdas na baixa de bens do imobilizado 172 248 98
Perdas de ativos disponíveis para venda (1.513) - -
Operações descontinuadas, líquido de imposto - - 145
Ganhos com variações cambiais e monetárias, líquidos (104) (72) (59)
Perdas (ganhos) não realizados com derivativos, líquidas (212) 532 243
Despesas (receitas) de juros não realizadas, líquidas 7 (43) 18
Outros (37) (27) 118
Redução (aumento) em ativos:
Contas a receber 111 (639) (777)
Estoques (743) 404 (258)
Tributos a recuperar (112) (70) 48
Outros 200 709 125
Aumento (redução) no passivo:
Fornecedores 157 (445) 112
Salários e encargos sociais (356) 204 (277)
Impostos de renda 476 (93) (46)
Outros 477 (35) 132
Recursos provenientes das atividades operacionais 6.008 7.708 1.406
Fluxos de caixa das atividades de investimento:
Investimentos a curto prazo 1.253 (1.793) 3.735
Empréstimos e adiantamentos a receber
Partes relacionadas
Adições - - (28)
Outros (143) (17) (5)
Depósitos judiciais (29) 96 (116)
Investimentos (115) (36) (28)
Adições ao imobilizado (2.813) (4.742) (1.817)
Recursos provenientes da alienação de investimentos disponíveis para venda 1.081
Recursos provenientes das (utilizados nas) atividades de investimentos, líquidos (766) (6.492) 1.741
Fluxo de caixa das atividades de financiamento:
Empréstimos e financiamentos a curto prazo
Adições 767 229 1.632
Pagamentos (760) (147) (1.649)
Empréstimos
Partes relacionadas
Adições 19 2 10
Pagamentos (1) (22) (1)
Empréstimos
Terceiros
Adições 603 891 1.059
Pagamentos (1.351) (958) (250)
Ações em tesouraria - (1.655) -
Dividendos e juros sobre o capital próprio pagos a acionistas (1.000) (1.750) -
Dividendos e juros sobre capital próprio pagos a acionistas não controladores - (81) (1)
Recursos provenientes das (utilizados nas) atividades de financiamento (1.723) (3.491) 800
Aumento (diminuição) em caixa e equivalentes de caixa 3.519 (2.275) 3.947
Efeito de variações cambiais no caixa e equivalentes de caixa 168 136 (116)
Caixa e equivalentes de caixa no início do período 7.584 9.723 7.293
Caixa e equivalentes de caixa no final do período 11.271 7.584 11.124

Pagamentos efetuados durante o período:


Juros sobre empréstimos e financiamentos de curto prazo (1) (2) (1)
Juros sobre empréstimos e financiamentos de longo prazo (337) (314) (243)
Imposto de renda (965) (1.100) (127)
Transações que não envolveram caixa
Juros capitalizados 33 38 46
Conversão das notas obrigatoriamente conversíveis utilizando 75.435.238 ações em tesouraria (veja nota 13)
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis consolidadas condensadas.

7
Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido Consolidadas Condensadas
Em milhões de dólares norte-americanos
(Exceto em número de ações)
Período de três meses findos em (não auditado)
31 de março de 2011 31 de decembro de 2010 31 de março de 2010
Ações preferenciais classe A (incluindo doze ações de classe especial)
Saldo inicial 10.370 10.370 9.727
Ações ordinárias
Saldo inicial 16.016 16.016 15.262
Ações em tesouraria
Saldo inicial (2.660) (1.528) (1.150)
Vendas (aquisições) - (1.132) -
Saldo final (2.660) (2.660) (1.150)
Capital integralizado adicional
Saldo inicial 2.188 2.188 411
Títulos obrigatoriamente conversíveis em ações ordinárias
Saldo inicial 290 290 1.578
Títulos obrigatoriamente conversíveis em ações preferenciais
Saldo inicial 644 644 1.225
Outros lucros (prejuízos) abrangentes acumulados
Ajustes acumulados de conversão
Saldo inicial (253) (265) (1.772)
Variação no período 1.187 12 (390)
Saldo final 934 (253) (2.162)
Ganho (perdas) não realizado em investimentos disponíveis para venda, líquido de
impostos
Saldo inicial 3 1 -
Variação no período (1) 2 2
Saldo final 2 3 2
Superávit (déficit) devido à provisão para plano de pensão
Saldo inicial (59) 154 (38)
Variação no período 120 (213) 138
Saldo final 61 (59) 100
Hedge de fluxo de caixa
Saldo inicial (24) 109 2
Variação no período 5 (133) (23)
Saldo final (19) (24) (21)
Total de outros lucros (prejuízos) abrangentes acumulados 978 (333) (2.081)
Reservas de lucros
Saldo inicial 42.218 27.730 28.508
Transferência de (para) lucros acumulados não apropriados 971 14.488 (633)
Transferência de juros capitalizados - - -
Saldo final 43.189 42.218 27.875
Lucros acumulados não apropriados
Saldo inicial 166 13.612 3.182
Lucro líquido atribuído aos acionistas da controladora 6.826 5.917 1.604
Juros sobre capital próprio atribuídos aos títulos obrigatoriamente conversíveis
Ações preferenciais classe A (18) (23) (19)
Ações ordinárias (8) (10) (23)
Dividendos e juros sobre capital próprio atribuídos aos acionistas
Ações preferenciais classe A - (1.863) -
Ações ordinárias - (2.979) -
Apropriações de (para) reservas de lucros (971) (14.488) 633
Saldo final 5.995 166 5.377
Total do patrimônio líquido dos acionistas da controladora 77.010 68.899 58.224
Participação dos acionistas não controladores
Saldo inicial 2.830 2.826 2.831
Alienação (aquisições) de participação de acionistas não controladores 117 27 -
Ajustes acumulados de conversão 14 (85) (11)
Hedge de fluxo de caixa 1 5 4
Lucro (prejuízo) líquido atribuído aos acionistas não controladores (52) 131 (29)
Dividendos e juros sobre capital próprio atribuídos aos acionistas não controladores (6) (18) (11)
Capitalização de adiantamento para futuro aumento de capital - - -
Ativos e passivos mantindos para venda - (56) -
Saldo final 2.904 2.830 2.784
Total do patrimônio líquido 79.914 71.729 61.008

Número de ações emitidas e em aberto.


Ações preferenciais classe A (incluindo doze ações de classe especial) 2.108.579.618 2.108.579.618 2.108.579.618
Ações ordinárias 3.256.724.482 3.256.724.482 3.256.724.482
Recompra de ações
Saldo inicial (147.024.965) (108.299.565) (152.579.803)
Aquisições - (38.725.400) -
Conversões 9 -
Saldo final (147.024.956) (147.024.965) (152.579.803)
5.218.279.144 5.218.279.135 5.212.724.297

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis consolidadas condensadas.

8
Demonstrações dos lucros abrangentes Consolidados Condensadas
Em milhões de dólares norte-americanos

Período de três meses findos em (não auditado)


31 de março de 2011 31 de dezembro de 2010 31 de março de 2010
Lucros abrangentes estão representados abaixo:
Acionistas da controladora:
Lucro líquido atribuído aos acionistas controladores 6.826 5.917 1.604
Ajustes acumulados de conversão 1.187 12 (390)

Investimentos disponíveis para venda


Saldo bruto no final do período/ano (1) 7 6
Benefício (despesa) de imposto de renda - (5) (4)
(1) 2 2
Superávit (déficit) devido à provisão para plano de pensão
Saldo bruto no final do período / ano 183 (306) 206
Benefício (despesa) de imposto de renda (63) 93 (68)
120 (213) 138
Hedge de fluxo de caixa
Saldo bruto no final do período / ano 14 (190) 3
Despesa de imposto de renda (9) 57 (26)
5 (133) (23)
Total do lucro abrangente atribuído aos acionistas da controladora 8.137 5.585 1.331
Participação de acionistas não controladores:
Lucro líquido atribuído aos acionistas não controladores (52) 131 (29)
Ajustes acumulados de conversão 14 (85) (11)
Hedge de fluxo de caixa 1 5 4
Total do lucro abrangente atribuído à participação dos acionistas não
(37) 51 (36)
controladores
Total do lucro abrangente 8.100 5.636 1.295

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis consolidadas condensadas.

9
Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Condensadas Consolidadas
Em milhões de dólares norte-americanos, exceto quando informado diferentemente

1 A Companhia e suas operações

A Vale S.A., (“Vale”, a “Companhia” ou “nós”) é uma sociedade anônima incorporada no Brasil. As operações são executadas pela
Vale e suas controladas, joint ventures e coligadas, e consistem principalmente de mineração, produção de metais básicos,
fertilizantes, logística e atividades de aço.

Em 31 de março de 2011, as principais controladas operacionais que consolidamos são:


% Capital
Controladas % Participação Votante Localidade Atividade Principal
Compañia Minera Misky Mayo S.A.C. 40,00 51,00 Peru Fertilizantes
Ferrovia Centro-Atlântica S. A. 99,99 99,99 Brasil Logística
Ferrovia Norte Sul S.A. 100,00 100,00 Brasil Logística
Mineração Corumbá Reunidas S.A. 100,00 100,00 Brasil Minério de ferro
PT International Nickel Indonesia Tbk 59,14 59,14 Indonésia Níquel
Sociedad Contractual Minera Tres Valles 90,00 90,00 Chile Cobre
Urucum Mineração S.A. 100,00 100,00 Brasil Minério de ferro e Manganês
Vale Australia Pty Ltd. 100,00 100,00 Austrália Carvão
Vale Austria Holdings GMBH 100,00 100,00 Austria Holding e Exploração
Vale Canada Limited 100,00 100,00 Canadá Níquel
Vale Colombia Ltd. 100,00 100,00 Colômbia Carvão
Vale Fertilizantes S.A 84,27 99,90 Brasil Fertilizantes
Vale International S.A 100,00 100,00 Suíça Comercialização
Vale Manganês S.A. 100,00 100,00 Brasil Manganês e Ferroligas
Vale Nouvelle Caledonie SAS 74,00 74,00 Nova Caledônia Níquel

2 Base de consolidação

As demonstrações contábeis de todas as empresas nas quais possuímos controle acionário e administrativo são
consolidadas. Todos os principais saldos e transações entre companhias do grupo são eliminados. Subsidiárias sobre
as quais o controle é feito através de outros meios, tais como acordo de acionistas, também estão consolidadas,
mesmo que a empresa possua menos de 51% do capital votante. As entidades com participação variável, nas quais
somos os beneficiários principais, são consolidadas. Os investimentos em coligadas e joint ventures não consolidados
são contabilizados pelo método de equivalência patrimonial (Nota 10).

Avaliamos o valor contábil da equivalência patrimonial com base em cotações de mercado publicadas quando
disponíveis. Se a cotação de mercado estiver abaixo do valor contábil e tal desvalorização não for considerada
temporária, reconhecemos a perda nos nossos investimentos ao valor de mercado.

Definimos joint ventures como negócios nos quais nós e um pequeno grupo de outros sócios participamos cada um
ativamente na administração geral da entidade, baseado em acordo de acionistas. Definimos coligadas como
negócios nos quais temos participação minoritária, mas com influência relevante nas políticas operacional e
financeira da empresa investida.

Nossa participação em projetos hidroelétricos no Brasil é feita via contratos de consórcios sobre os quais detemos
participações não divisíveis em ativos e respondemos proporcionalmente a nossa participação nos passivos e
despesas, as quais são baseadas em nossa participação proporcional na energia gerada. Não possuímos
responsabilidade solidária por nenhuma obrigação. A legislação brasileira estabelece, claramente, que não existe
entidade jurídica separada resultante de um contrato de consórcio. Dessa forma, reconhecemos nossa participação
proporcional dos custos e das participações não divisíveis nos ativos relacionados aos projetos hidrelétricos.

10
3 Base de apresentação

Nossas informações contábeis intermediárias consolidadas condensadas para os períodos de três meses findos em 31
de março de 2011, 31 de dezembro de 2010 e 31 de março de 2010 foram preparadas de acordo com os princípios
contábeis geralmente aceitos nos Estados Unidos (“US GAAP”) e não foram auditadas. Contudo, em nossa opinião
tais informações contábeis consolidadas condensadas contemplam todos os ajustes decorrentes das atividades
usuais, necessários para refletir a adequada apresentação do resultado dos períodos intermediários mencionados. Os
resultados das operações para os períodos de três meses findos em 31 de março de 2011 não representam,
necessariamente, uma indicação dos resultados esperados para o ano fiscal a encerrar-se em 31 de dezembro de
2011.

Essas informações contábeis intermediárias consolidadas condensadas deverão ser lidas em conjunto com as
demonstrações contábeis auditadas do ano encerrado em 31 de dezembro de 2010, preparadas em conformidade
com os “US GAAP”.

Na preparação das informações contábeis consolidadas condensadas, somos solicitados a usar estimativas para
contabilizar certos ativos, passivos, receitas e despesas. Nossas informações contábeis consolidadas condensadas
incluem estimativas referentes a vidas úteis do ativo imobilizado, a impairment, a provisões necessárias para passivos
contingentes, a valores de mercado atribuídos a ativos e passivos adquiridos e assumidos em transações de
combinações de empresas, a provisão para perdas de créditos de impostos, a benefícios pós-aposentadoria para
empregados e a outras avaliações similares. Os resultados efetivos podem ser divergentes das nossas estimativas.

Desde dezembro de 2007, alterações significativas foram feitas para os princípios contábeis brasileiros como parte de
um projeto de convergência para as normas internacionais do “International Financial Reporting Standards (IFRS)” e,
a partir de 31 de dezembro de 2010, a convergência foi concluída e o “IFRS” é a prática contábil adotada no Brasil. A
Companhia não espera interromper a divulgação em “USGAAP” durante 2011.

O real Brasileiro é a moeda funcional da controladora. Escolhemos o dólar americano como nossa moeda de reporte.

Todos os ativos e passivos foram convertidos para dólares norte-americanos pela taxa de fechamento do câmbio na
data das demonstrações contábeis (ou, se não disponível, a taxa de câmbio do primeiro dia útil do mês subseqüente).
A demonstração do resultado foi convertida para dólares norte-americanos à taxa de câmbio média de cada período
correspondente. As rubricas de Capital Social são registradas a taxas de câmbio históricas. Ganhos e perdas na
tradução são registrados sob a rubrica Ajustes Acumulados de Conversão (CTA – Cumulative Translation
Adjustments), no patrimônio líquido.

Os resultados das operações e posições financeiras das entidades que possuem moeda funcional diferente da moeda
dólar norte-americano e os ajustes de tradução dessas demonstrações para dólar norte-americano são reconhecidos
no CTA no patrimônio líquido.

As taxas de câmbio usadas para converter os ativos e passivos das operações brasileiras em 31 de março de 2011 e
31 de dezembro de 2010 foram R$ 1,6287 e R$1.6662, respectivamente.

A Companhia avaliou a ocorrência dos eventos subseqüentes até 5 de maio de 2011, data da divulgação das
demonstrações financeiras.

11
4 Pronunciamentos contábeis

a) Novos pronunciamentos contábeis emitidos

A Companhia entende que os pronunciamentos contábeis emitidos recentemente que não são efetivos em e para o
exercício findo em 31 de dezembro de 2011 não se espera que sejam relevantes para suas demonstrações financeiras
consolidadas.

b) Normas contábeis adotadas em 2011

A Atualização dos Padrões Contábeis (Accounting Standards Update - ASU) número 2010-29 Divulgação de
Informação Complementar Pro Forma de Combinação de Negócios, um consenso da Força Tarefa de Assuntos
Emergentes (Emerging Issues Task Force – EITF) da FASB. O objetivo desta atualização é endereçar a diversidade de
práticas que abrangem a interpretação dos requerimentos de divulgadação pro forma das receitas e ganhos nas
combinações de negócios. As emendas desta atualização especificam que, se uma entidade de capital aberto
apresenta demonstrações contábeis comparativas, a entidade deve divulgar a receitas e os ganhos da entidade
combinada, como se a combinação de negócio(s) que ocorreu durante o ano corrente tivesse ocorrido somente a
partir do início do período de informação prévia anual comparável. As emendas também expandem as divulgações
pro forma suplementares para incluir uma descrição da natureza e valor do material, ajustes pro forma não
recorrentes diretamente atribuíveis à combinação de negócios, incluídos nas receitas e ganhos pro formas
divulgados. A Companhia adotou integralmente esta norma em 2011. Esta atualização não impacta nossa posição
financeira, resultado das operações ou liquidez.

5 Principais aquisições e alienações


a) Venda de ativos de alumínio

Em fevereiro de 2011, concluímos a transação anunciada em maio de 2010 com a Norsk Hydro ASA (Hydro), para
transferir todas as nossas participações na Albras-Alumínio Brasileiro S.A. (Albras), Alunorte Alumina do Norte do
Brasil S.A. (Alunorte) e Companhia de Alumina do Pará (CAP), juntamente com seus respectivos direitos de
compra/venda futura, contratos comerciais pendentes, e 60% da Mineração Paragominas S.A. e todos os outros
nossos direitos minerais brasileiros de bauxita.

Devida a estas transações, nós recebemos US$ 1.081 em dinheiro após ajustes no capital de giro e 22% (equivalente
a 44.834.465 ações) das ações ordinárias em circulação da Hydro (aproximadamente US$ 3,5 bilhões de acordo com
o preço de fechamento da ação da Hydro na data da transação). Três e cinco anos após a conclusão da transação,
receberemos em duas parcelas iguais de US$ 200 cada, em dinheiro, relacionado ao pagamento do restante dos 40%
da Mineração Paragominas S.A. A partir da data da transação, a Hydro será contabilizada pelo método de
equivalência patrimonial.

O ganho nessa transação, no valor de US$ 1.513, foi registrado em ganhos na venda de ativos.

b) Negócio de fertilizantes
Em 2010, nós adquirimos 78,92% do total do capital e 99,83% do capital votante da Vale Fertilizantes e 100% do
capital total da Vale Fostatados. Em 2011, após a incorporação da Vale Fosfatados pela Vale Fertilizantes, nossa
participação atingiu 84,27%.

As informações sobre a alocação do preço de compra baseadas no valor justo dos ativos adquiridos e passivos
assumidos, foram baseadas em estudos efetuados internamente com a assistência de avaliações externas de
especialistas.

Preço de compra 5.795


Acionistas não controladores 767
Valor contábil de imobilizado e ativos minerários (1.987)
Valor contábil de outros ativos adquiridos e passivos assumidos, líquidos (395)
Ajuste de imobilizado ao valor justo (5.146)
Ajuste de estoques ao valor justo (98)

12
Impostos diferidos sobre os ajustes acima 1.783

Ágio 719

O saldo do ágio surge principalmente devido às sinergias entre os ativos adquiridos e as operações de potássio de
Taquari-Vassouras, Carnalita, Rio Colorado e Neuquém e fosfatos em Bayóvar, em I e II, no Peru, e Evate, em
Moçambique. O futuro desenvolvimento de nossos projetos combinado com a aquisição da carteira de ativos de
fertilizantes permitirá que a Vale seja um dos melhores do mundo no negócio de fertilizantes.

6 Imposto de renda

O imposto de renda no Brasil compreende o imposto sobre a renda e a contribuição social sobre o lucro, a qual
consiste em um adicional de imposto sobre a renda. A alíquota efetiva estatutária aplicável nos períodos
apresentados é de 34%. Em outros países onde temos operações, estamos sujeitos a diversas taxas dependendo da
jurisdição.

Analisamos o potencial impacto fiscal associado aos lucros não distribuídos por cada uma das nossas controladas.
Para aquelas em que os lucros não distribuídos seriam tributáveis quando transferidos para a controladora, o
imposto diferido não é reconhecido, conforme os princípios contábeis geralmente aceitos.

O total demonstrado como despesa de imposto de renda em nossas demonstrações contábeis consolidadas
condensadas está reconciliado com as alíquotas estabelecidas pela legislação, como segue:

Período de três meses findos em (não auditado)


31 de março de 2011 31 de dezembro de 2010 31 de março de 2010
Brasil Exterior Total Brasil Exterior Total Brasil Exterior Total
Lucro antes de operações descontinuadas, do imposto de renda, do
resultado de equivalência patrimonial e de participação dos acionistas
não controladores 4.518 3.353 7.871 5.581 1.301 6.882 220 1.165 1.385
Efeitos da variação (não tributável) não dedutível - 47 47 - 114 114 - (416) (416)
4.518 3.400 7.918 5.581 1.415 6.996 220 749 969

Imposto a alíquota combinada brasileira (1.536) (1.156) (2.692) (1.898) (481) (2.379) (75) (254) (329)
Ajustes que resultaram na alíquota efetiva:
Benefício fiscal sobre juros sobre capital próprio 436 - 436 369 - 369 209 - 209
Diferença de alíquota sobre resultados no exterior - 748 748 - 699 699 - 324 324
Incentivos fiscais 171 - 171 198 - 198 17 - 17
Valuation allowance reversal (provision)
Outros ganhos (perdas) não tributáveis/não dedutíveis 13 (53) (40) 82 (106) (24) (4) 22 18
Imposto de renda nas demonstrações contábeis consolidadas (916) (461) (1.377) (1.249) 112 (1.137) 147 92 239

A Vale e algumas controladas no Brasil possuem incentivo fiscal de redução parcial do imposto de renda devido,
relativas a certas operações regionais com minério de ferro, ferrovia, manganês, cobre, bauxita, alumina, alumínio,
caulim e potássio. O incentivo fiscal é calculado com base no lucro fiscal ajustado pelo incentivo fiscal (chamado
“lucro da exploração”), levando em consideração o lucro operacional dos projetos que são beneficiados pelo
incentivo fiscal durante um período fixo. Em geral tais incentivos expiram em 2018. Parte das operações com ferrovia
e minério de ferro na região norte recebeu incentivos fiscais por 10 anos a partir de 2009. Um montante igual ao
obtido com a economia fiscal deve ser apropriado em uma conta de reserva de lucros, no patrimônio líquido da
entidade que se beneficia com o incentivo fiscal, e não pode ser distribuído como dividendos aos acionistas.

Podemos também reinvestir parte do benefício fiscal na aquisição de novos equipamentos para a operação
incentivada, sujeita a aprovação posterior pela agência reguladora da área incentivada, Superintendência de
Desenvolvimento da Amazônia - SUDAM e Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste - SUDENE. Quando
aprovado o reinvestimento, o benefício fiscal correspondente deve ser apropriado também em uma reserva de
lucros sujeito as mesmas restrições, com respeito à futura distribuição como dividendos aos acionistas.

Temos também incentivos de impostos relacionados ao projeto Goro na Nova Caledônia (“O Projeto Goro”). Estes
incentivos fiscais incluem isenções temporárias totais do imposto durante a fase de construção do projeto, e,
também por um período de 15 anos iniciando-se no primeiro ano em que a produção comercial for atingida,
conforme definido pela legislação aplicável, seguido por cinco anos com 50% de incentivos fiscais temporários totais.

13
Além disto, o Projeto Goro está qualificado para determinadas isenções de impostos indiretos tais como taxa de
importação durante a fase de construção e durante toda a vida comercial do projeto. Alguns destes benefícios fiscais,
incluindo incentivos fiscais temporários totais, estão sujeitos a uma interrupção antecipada, caso o projeto alcance
uma taxa acumulada específica de retorno. O Projeto Goro está sujeito a tributação de uma parte do lucro
começando no primeiro ano em que a produção comercial for atingida, conforme definido pela legislação aplicável.
Até o momento, não foi realizado nenhum lucro tributável na Nova Caledônia. Os benefícios desta legislação são
esperados para quaisquer impostos então aplicáveis quando o projeto Goro estiver em operação. A Vale obteve
incentivos fiscais para os projetos em Moçambique, Omã e Malásia, que terá efeito quando os projetos iniciarem sua
operação comercial.

Estamos sujeitos a revisão do imposto de renda pelas autoridades fiscais locais, por até cinco anos nas Companhias
que operam no Brasil, até dez anos para operações na Indonésia e até sete anos para Companhias com operações no
Canadá.

O prejuízo fiscal no Brasil e na maioria das jurisdições onde temos prejuízos fiscais não têm prazo de validade,
embora no Brasil, a compensação é limitada a 30% dos lucros anuais tributáveis.

Em 1º de janeiro de 2007, a Companhia adotou os requerimentos prescritos para contabilização de Incertezas no


Imposto de Renda.

A reconciliação dos montantes iniciais e finais de benefícios fiscais não reconhecidos está apresentada abaixo: (nota
16(b) – ações tributárias)

Período de três meses findos em (não auditado)


31 de março de 2011 31 de dezembro de 2010 31 de março de 2010
Início do período 2.555 392 396
Aumentos decorrentes de posições fiscais assumidas 9 2.121 4
Decréscimos decorrentes de posições fiscais
assumidas (2) (2) -
Ajustes acumulados de conversão 61 44 9
Saldo final 2.623 2.555 409

7 Caixa e equivalentes de caixa


31 de março de 2011 31 de dezembro de 2010
(não auditado)
Caixa e banco 923 560
Aplicações financeiras 10.348 7.024
11.271 7.584

Todas as aplicações financeiras acima mencionadas foram efetuados em investimento de renda fixa de baixo risco, de
uma forma que: os denominados em reais são concentrados em investimentos indexados ao CDI e os denominados
em dólares norte-americanos, são basicamente Time deposits, com a data original de vencimento inferior a três
meses.

14
8 Investimentos de curto prazo
31 de março de 2011 31 de dezembro de 2010
(Não auditado)
Time deposits 540 1.793

Representam investimentos de baixo risco com vencimento original superior a três meses.

9 Estoques
31 de março de 2011 31 de dezembro de 2010
(Não auditado)
Produtos
Níquel (co-produtos e subprodutos) 2.161 1.310
Minério de ferro e pelotas 794 825
Manganês e ferroligas 204 203
Fertilizantes 237 171
Cobre concentrado 93 28
Carvão 61 74
Outros 116 143
Peças de reposição e manutenção 1.144 1.544
4.810 4.298
(*) Classificado como mantido para venda (vide nota 13)

Em 31 de março de 2011 e 31 de dezembro de 2010, não houve ajustes para reduzir os estoques a valor de mercado.

15
10 Investimentos em coligadas, em joint ventures e outros investimentos
31 de março de 2011 ( Não auditado ) Investimentos Equivalência Patrimonial Dividendos Recebidos
Lucro Período de três meses findos em (não auditado) Período de três meses findos em (não auditado)
(prejuízo)
Participação em Patrimônio líquido do
Capital (%) Líquido período 31 de março de2011 31 de dezembro de2010 31 de março de2011 31 de dezembro de2010 31 de março de2010 31 de março de2011 31 de dezembro de2010 31 de março de2010
Votante Total (Não auditado) (Não auditado) (Não auditado) (Não auditado) (Não auditado)
Bulk Material
Minério de ferro e pelotas
Companhia Nipo-Brasileira de Pelotização - NIBRASCO (1) 51,11 51,00 336 16 171 171 8 12 5 - - -
Companhia Hispano-Brasileira de Pelotização - HISPANOBRÁS (1) 51,00 50,89 243 6 124 128 3 35 8 - - -
Companhia Coreano-Brasileira de Pelo tização - KOBRASCO (1) 50,00 50,00 177 20 89 87 10 9 6 - - -
Companhia Ítalo-Brasileira de Pelotização - ITABRASCO (1) 51,00 50,90 184 19 94 86 10 14 2 - - -
Gulf Industrial Investment Company - GIIC
Minas da Serra Geral SA - MSG 50,00 50,00 73 2 38 36 1 4 (1) - - -
SAMARCO Mineração SA - SAMARCO (2) 50,00 50,00 932 413 531 561 207 261 44 250 575 50
Baovale Mineração SA - BAOVALE 50,00 50,00 62 4 33 31 2 2 1 - - -
Zhuhai YPM Pellet e Co,Ltd - ZHUHAI 25,00 25,00 103 (3) 26 25 (1) 4 3 - - -
Tecnored Desenvolvimento Tecnológico SA 37,40 37,40 139 (2) 54 40 (1) - (10) - - -
1.160 1.165 239 341 58 250 575 50
Carvão
Henan Longyu Resources Co Ltd 25,00 25,00 1.104 94 276 250 24 64 20 - - -
Shandong Yankuang International Company Ltd 25,00 25,00 (127) (20) (32) (27) (5) (7) (2) - - -
244 223 19 57 18 - - -
Metais Básicos
Bauxita
Mineração Rio do Norte SA - MRN 40,00 40,00 393 5 158 152 2 (8) 1 - 10 -

Cobre
Teal Min erals 50,00 50,00 219 (9) 110 90 (5) 3 5 - - -

Níquel
Heron Resources Inc (3) - - - - 7 7 - - - - - -
Korea Nickel Corp 50,00 50,00 48 - 6 11 - 2 - - - -
Others (3) - - - - 3 5 - - - - - -
16 23 - 2 - - - -
Aluminio
Norsk Hydro ASA 22,00 22,00 - - 3.531 - - - - - - -

Logística
LOG-IN Logística Intermodal SA 31,33 31,33 407 - 137 135 - 4 (1) - - -
MRS Logística SA 37,86 41,50 1.284 88 534 511 36 28 13 - 37 -
671 646 36 32 12 - 37 -
Outros
Siderurgia
California Steel Industries Inc - CSI 50,00 50,00 321 11 160 155 6 (1) 6 - 7 -
THYSSENKRUPP CSA Companhia Siderúrgica 26,87 26,87 7.037 (32) 1.891 1.840 (8) (75) (4) - - -
2.051 1.995 (2) (76) 2 - 7 -
Outras coligadas e entidades controladas em conjunto
Vale Soluções em Energia (1) 51,00 51,00 276 (17) 146 115 (9) (33) - - - -
Outros - - - - 239 88 - (15) - - - -
385 203 (9) (48) - - - -

Total 8.326 4.497 280 303 96 250 629 50

(1) Embora a Vale detenha a maioria dos votos nas investidas contabilizadas pelo método de equivalência patrimonial, a consolidação é impedida em função do direito de veto detido pelos acionistas não controladores em acordo dos acionistas;
(2) Investimento inclui ágio de US$66 em março de 2011 e US$64 em dezembro de 2010;
(3) Disponível para venda.

16
11 Empréstimo e financiamentos a curto prazo

Os empréstimos e financiamentos a curto prazo registrados em 31 de março de 2011 são de bancos comerciais para
financiamentos à importação, denominados em dólares norte-americanos, com taxa média de juros de 1,99% ao ano.

12 Empréstimo e financiamentos a longo prazo

Passivo circulante Passivo não circulante


31 de março de 31 de dezembro de 31 de março de 31 de dezembro de
2011 2010 2011 2010
(não auditado) (não auditado)
Contratados no exterior
Empréstimos e financiamentos denominados nas seguintes
moedas:
Dólares norte-americanos 1.078 2.384 2.580 2.530
Outros 22 18 278 217
Notas de juros fixos
Dólares norte-americanos - - 10.236 10.242
Euro - - 1.055 1.003
Notas perpétuas - - 78 78
Juros provisionados 189 233 - -
1.289 2.635 14.227 14.070
Contratados no Brasil
Reais indexados à Taxa de Juros Longo Prazo - TJLP/CDI 86 3.991
Reais indexados ao Índice Geral de Preços-Mercado - IGP-M - 76 - 3.891
Cesta de moedas 5 1 142 125
Debêntures não conversíveis em ações - - 2.844 2.767
Juros provisionados 175 110 - -
269 188 7.800 7.521
Total 1.558 2.823 22.027 21.591

As parcelas de longo prazo em 31 de março de 2011 foram como segue (Não auditado):
2012 1.023
2013 3.382
2014 1.085
2015 771
2016 15.299
Sem vencimento 467
22.027

Em 31 de março de 2011, as taxas de juros anuais sobre as dívidas a longo prazo eram como segue
(Não auditado):

Até 3% 4.514
3.1% até 5% (*) 2.213
5.1% até 7% 8.697
7.1% até 9% (**) 3.484
9.1% até 11% (**) 151
Acima de 11% (**) 4.446
Variáveis 80
23.585
(*) Inclui Eurobonds. Para esta operação efetuamos uma transação de derivativos com custo de 4,71% ao ano em dólares norte-americanos.

(**) Inclui debêntures não conversíveis e outros empréstimos em reais (R$) cuja remuneração é igual à variação acumulada da taxa do CDI e TJLP
mais spread. Para estas operações foram contratados instrumentos financeiros derivativos a fim de proteger a exposição às variações da dívida
flutuante em reais, totalizando US$ 6.596dos quais US$ 5.756 têm taxas de juros iniciais acima de 7,1% ao ano. O custo médio após a inclusão das
operações com derivativos é de 3,04% ao ano em dólares norte-americanos.

O custo médio de todas as transações com derivativos é de 3,27% ao ano em dólares norte-americanos.

17
A Vale possui debêntures não conversíveis denominadas em reais brasileiros conforme demonstrado a seguir:

Quantidade em 31 de março de 2011 Saldos em

31 de março de 2011 31 de dezembro de


Debêntures não Conversíveis Emitida Em carteira Vencimento Encargos Anuais (Não auditado) 2010

2ª Serie 150.000 150.000 Novembro 20, 2010 101.75% CDI 2.553 2.429
Tranche "B" 400.000 400.000 Novembro 20, 2013 100% CDI + 0.25% 388 367
2.941 2.796

Parcela de longo prazo 2.844 2.767


Juros provisionados 97 29
2.941 2.796

Os índices e taxas de indexação aplicadas às nossas dívidas foram às seguintes:

Período de três meses findos em (não auditado)


31 de dezembro de
31 de março de 2011 2010 31 de março de 2010

Indexados à Taxa de Juros de Longo Prazo - TJLP (taxa efetiva) (4,5) 1,5 1,5
Indexados ao Índice Geral de Preços-Mercado - IGP-M 2,4 3,2 2,8
Valorização (desvalorização) do Real diante ao Dólar norte
americano 2,3 1,7 (2,2)

Em setembro de 2010, a Vale também entrou em acordos com o Export-Import Bank of China e o Bank of China
Limited, para o financiamento para construir 12 embarcações de minério de grande porte, com 400 mil toneladas de
porte bruto, no valor de até US$1.229. O financiamento tem prazo total de 13 anos para ser liquidado, e os fundos
serão desembolsados durante os próximos três anos de acordo com o cronograma de construção. Até 31 de março
de 2011, desembolsamos US$291 conforme contratado.

Em setembro de 2010, emitimos US$ 1 bilhão em notas com vencimento em 2020 e US$750 com vencimento em
2039. As notas de 2020 foram vendidas a um preço de 99,030% do valor principal e cupom de 4,625% ao ano,
pagáveis semestralmente. As notas de 2039 que foram vendidas ao preço de 110,872% do valor do principal e serão
consolidadas e formarão uma única série com as emitidas pela Vale Overseas, US$ 1 bilhão de dólares norte-
americanos, com cupom 6,875% em notas garantidas, com vencimento em 2039, emitidas em 10 de novembro de
2009.

Em junho de 2010, a Vale obteve uma linha de crédito no valor de R$774 ou US$430 com o Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES para financiar a aquisição de certos equipamentos. Em março de 2011,
a Vale aumentou essa linha de crédito através de um novo acordo com o BNDES no valor de R$103 (US$62). Até 31
de março de 2011 a vale utilizou o equivalente a US$155 da linha de crédito.
Em Junho de 2010, entramos em um contrato de pré-exportação no valor de US$500 e prazo final de 10 anos.
Linhas de Crédito
Temos linhas de crédito rotativas disponíveis em que os créditos podem ser sacados e pagos por opção do mutuário.
Em 31 de março de 2011, o montante total disponível sob linhas de crédito rotativo era de US$1.600, dos quais
US$850 foi concedido à Vale Internacional e o saldo remanescente para a Vale Canada Ltd. Até 31 de março de 2011,
nem a Vale Internacional nem a Vale Canada Ltd., tinham sacado quaisquer montantes desse crédito, mas US$118
em cartas de crédito foram emitidos e continuam em aberto nos termos da linha de crédito da Vale Canadá Ltd. Em
abril de 2011, firmamos um novo acordo de crédito rotativo com um sindicato de bancos que irá adicionar US$3
bilhões ao montante total disponível para esta linha de crédito.

Em janeiro de 2011, firmamos um acordo com alguns bancos comerciais com a garantia da agência de crédito
italiana, Servizi Assicurativi del Commercio Estero SpA (SACE), para fornecer-nos com um US$300 instalações com
prazo final de 10 anos. Em março de 2011, utilizamos US$300 dessa linha de crédito.

Em outubro de 2010, a Vale firmou um acordo com a Export Development Canada (EDC), uma agência de crédito de
exportação do Canadá, para financiar seu programa de expansão de capital. Nos termos do acordo, EDC proverá
linhas de crédito de até US$1 bilhão. Estará disponível para investimentos no Canadá, o montante de US$500 e os
restantes US$500 serão disponibilizados para futuras compras Canadenses de bens e serviços. Até 31 de março de
2011, a Vale utilizou US$250 desta linha de crédito.
18
Em maio de 2008, firmamos um acordo com o Japan Bank for International Cooperation no valor de US$ 3 bilhões e
com a Nippon Export and Investment Insurance no valor de US$ 2 bilhões para financiar projetos de mineração,
logística e geração de energia. Em novembro de 2009, a Vale contratou uma linha de crédito de exportação no valor
de US$300, através de sua controlada PT International Nickel Indonesia Tbk (PTI), com instituições financeiras
japonesas, utilizando seguro da Nippon Export and Investment Insurance (NEXI), para o financiamento da construção
da usina hidrelétrica de Karibe, na Indonésia. Até 31 de março de 2011, a PT International utilizou US$300 desta linha
de crédito.

Em 2008, estabelecemos uma linha de crédito de R$7.300 ou US$ 4 bilhões com o Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para auxiliar nosso programa de investimento. Até 31 de março de
2011, utilizamos o equivalente a US$1.212 dessa linha de crédito.

Garantia

Em 31 de março de 2011, US$2 (31 de dezembro de 2010 – US$2) do total do saldo devedor eram garantidos por
recebíveis. O saldo devedor restante, no montante de US$25.383 (31 de dezembro de 2010 – US$24.412) não possui
garantia.

Nossos principais covenants nos obrigam a manter certos índices, como a dívida versos o EBITDA e de cobertura de
juros. Não identificamos nenhum evento de não conformidade em 31 de março de 2011.

13 Patrimônio Líquido

Cada detentor de ações ordinárias e preferenciais classe A tem direito a um voto por cada ação em relação a todos os
assuntos apresentados em assembleia geral dos acionistas, exceto para a eleição do Conselho de Administração, que
é restrita aos detentores de ações ordinárias. O governo brasileiro detém doze ações preferenciais especiais, que lhe
confere direitos permanentes de veto sobre assuntos específicos.

Os acionistas detentores de ações ordinárias e os de preferenciais gozam do mesmo direito de receber um dividendo
mínimo obrigatório de 25% do lucro líquido anual ajustado, baseado nos princípios contábeis brasileiros (BR GAAP),
mediante aprovação da assembléia geral anual dos acionistas. No caso dos acionistas preferenciais, este dividendo
não poderá ser inferior a 6% do capital preferencial determinado com base nos registros contábeis estatutários ou,
se for maior, a 3% do valor patrimonial por ação em BR GAAP.

Em abril de 2011 (evento subsequente), o Conselho de Administração aprovou o pagamento extraordinário para 29
de abril de 2011, referente a primeira parcela de juros sobre o capital próprio (JCP), no montante total bruto de US$
2 bilhões, correspondente a US$ 0,383268113 por ação em circulação, ordinária ou preferencial de emissão da Vale.

Em janeiro de 2011, o Conselho de Administração aprovou o pagamento extraordinário que foi pago em 31 de
janeiro de 2011, através de juros sobre capital próprio atribuídos aos acionistas da companhia, no montante total
bruto de US$1 bilhão, o que corresponde a cerca de US$0,191634056 por ação em circulação, ordinária ou
preferencial de emissão da Vale. Este valor está sujeito à incidência do imposto de renda retido na fonte à taxa em
vigor.

Em 14 de outubro de 2010, o Conselho de Administração aprovou a seguinte proposta: (i) pagamento a segunda
parcela do dividendo mínimo de US$1.250 bilhão, e (ii) pagamento de um dividendo adicional de US$500. Os
pagamentos foram efetuados em 29 de outubro de 2010.

Em 23 de setembro de 2010, o Conselho de Administração aprovou um programa de recompra de ações. As ações


permanecerão em tesouraria para uma future alienação ou cancelamento, no valor de US$2 bilhões e envolvendo
até 64.810.513 ações ordinárias e até 98.367.748 ações preferenciais. Em 31 de dezembro de 2010, adquirimos
21.682.700 ações ordinárias e 48.197.700 ações preferenciais. O programa de recompra de ações foi completamente
executado em outubro de 2010.

Em abril de 2010, pagamos US$1.250 referentes à primeira parcela de remuneração aos acionistas. A distribuição foi
feita sob a forma de juros sobre capital próprio.

Em junho de 2010, as notas de Série Rio e Rio P foram convertidas em ADS, e representam um total de 49.305.205

19
ações ordinárias e 26.130.033 ações preferenciais de classe A, respectivamente. A conversão foi feita utilizando
75.435.238 ações em tesouraria mantidas na Companhia. A diferença entre o valor convertido e o valor contábil das
ações em tesouraria no valor de US$ 1.379 foi contabilizada como capital integralizado adicional no patrimônio
líquido.

O saldo das notas obrigatoriamente conversíveis emitidas em 31 de março de 2011 são como seguem:

Data Valor
Títulos Emissão Vencimento Bruto Liquido de encargos Cupom
Séries Vale e Vale P - 2012 Julho/2009 Junho/2012 942 934 6,75% p.a.

As notas pagam um cupom trimestralmente e dão o direito a uma remuneração adicional equivalente a distribuição
em dinheiro paga aos detentores das ADSs. Estas notas foram classificadas como instrumento de capital,
principalmente pelo fato de que nem a Companhia nem os detentores têm a opção de liquidar as operações, total ou
parcialmente, com recursos financeiros, sendo, portanto, a conversão em ações obrigatórias e, consequentemente,
reconhecidas contabilmente, como componente específico do Patrimônio Líquido, líquidos dos encargos financeiros.

Os recursos vinculados à futura conversão obrigatória, líquidos dos encargos financeiros, são equivalentes a
quantidade máxima das ações ordinárias e preferenciais, conforme demonstrado abaixo. Todas as ações estão
atualmente mantidas em tesouraria.

Quantidade máxima de ações Valor


Títulos Ordinárias Preferenciais Ordinárias Preferenciais
Séries Vale e Vale P - 2012 18.415.859 47.284.800 293 649

Em abril de 2011 (evento subsequente), a Vale pagará remuneração adicional aos detentores das notas
obrigatoriamente conversíveis em ADRs, séries VALE-2012 e VALE P-2012, no valor de R$ 1,627851 e R$ 1,882788 por
nota respectivamente. Esses montantes em reais serão convertidos em dólares norte-americanos de acordo com a
taxa de câmbio vigente em 29 de abril de 2011.

Em janeiro de 2011, a Vale pagou remuneração adicional aos detentores de notas obrigatoriamente conversíveis em
ADRs, série VALE-2012 e VALE P-2012, no valor de R$ 0,7776700 e R$ 0,8994610 respectivamente, e em outubro de
2010, VALE-2012 e VALE P-2012, R$1,381517 e R $1,597876 por nota respectivamente.

Em abril de 2010, pagamos juros adicionais aos detentores das notas obrigatoriamente conversíveis: séries RIO e RIO
P, US$ 0,417690 e US$ 0,495742 por nota, respectivamente e séries VALE-2012 e VALE P-2012, US$ 0,602336 e
US$ 0,696668 por nota, respectivamente.

20
Lucros por ação básicos e diluídos

Os valores dos lucros por ação básicos e diluídos foram calculados como segue:
Período de três meses findos em (não auditado)
31 de março de 2011 31 de dezembro de 2010 31 de março de 2010
Lucro líquido das operações continuadas atribuído aos acionistas
da controladora 6.826 5.917 1.749
Operações descontinuadas, líquido de imposto - - (145)
Lucro líquido atribuído aos acionistas da controladora 6.826 5.917 1.604

Juros aos detentores de títulos conversíveis, preferenciais (18) (23) (19)


Juros aos detentores de títulos conversíveis, ordinários (8) (10) (23)
Lucro líquido do período ajustado 6.800 5.884 1.562

Ganhos básicos e diluídos por ação

Lucro disponível aos acionistas preferencialistas 2.585 2.231 591


Lucro disponível aos acionistas ordinários 4.130 3.579 926
Lucro disponível aos títulos conversíveis vinculados às ações
preferenciais 61 53 23
Lucro disponível aos títulos conversíveis vinculados às ações
ordinárias 24 21 22
Média ponderada de número de ações em circulação
(em milhares de ações) - ações preferenciais 2.008.930 1.997.276 2.030.998
Média ponderada de número de ações em circulação
(em milhares de ações) - ações ordinárias 3.209.349 3.204.203 3.181.727
Ações preferenciais em tesouraria vinculadas aos títulos
conversíveis 47.285 47.285 77.580
Ações ordinárias em tesouraria vinculadas aos títulos conversíveis 18.416 18.416 74.998
Total 5.283.980 5.267.180 5.365.303

Lucros por ação preferencial 1,29 1,12 0,29


Lucros por ação ordinária 1,29 1,12 0,29
Lucros por títulos conversíveis vinculados a ações preferenciais (*) 1,67 1,61 0,54
Lucros por títulos conversíveis vinculados a ações ordinárias (*) 1,74 1,68 0,60

Operações Continuadas
Lucros por ação preferencial 1,29 1,12 0,32
Lucros por ação ordinária 1,29 1,12 0,32
Lucros por títulos conversíveis vinculados a ações preferenciais (*) 1,67 1,61 0,57
Lucros por títulos conversíveis vinculados a ações ordinárias (*) 1,74 1,68 0,63

Operações descontinuadas
Lucros por ação preferencial - - (0,03)
Lucros por ação ordinária - - (0,03)
Lucros por títulos conversíveis vinculados a ações preferenciais (*) - - (0,03)
Lucros por títulos conversíveis vinculados a ações ordinárias (*) - - (0,03)
(*) Lucro básico por ação assumido a diluição pela conversão

21
Se a conversão dos títulos conversíveis fosse considerada no cálculo dos ganhos diluídos por ação, ela teria gerado os
seguintes efeitos diluídos conforme apresentados abaixo:

Período de três meses findos em (não auditado)

31 de março de 2011 31 de dezembro de 2010 31 de março de 2010

Lucro disponível aos acionistas preferencialistas 2.664 2.307 633


Lucro disponível aos acionistas ordinários 4.162 3.610 971
Média ponderada de número de ações em circulação
(em milhares de ações) - ações preferenciais 2.056.215 2.044.561 2.108.578
Média ponderada de número de ações em circulação
(em milhares de ações) - ações ordinárias 3.227.765 3.222.619 3.256.725

Lucro por ação preferencial 1,29 1,13 0,30


Lucro por ação ordinária 1,29 1,12 0,30

Operações continuadas
Lucros por ação preferencial 1,29 1,13 0,33
Lucros por ação ordinária 1,29 1,12 0,33

Operações descontinuadas
Lucros por ação preferencial - - 0,03
Lucros por ação ordinária - - 0,03

14 Fundo de pensão

Previamente, divulgamos em nossas demonstrações contábeis consolidadas em 31 de dezembro de 2010 a


expectativa de contribuir com US$310 para o nosso plano de pensão de benefícios definido em 2011. Até 31 de
março de 2011 contribuímos com US$90. Não esperamos mudanças significativas em nossa estimativa.

Período de três meses findos em (não auditado)


31 de março de 2011
Planos de pensão Planos de pensão Outros benefícios
superavitários deficitários deficitários
Custo do serviço - benefício adquirido no período - 20 8
Custos de juros sobre o benefício obrigatório projetado 98 104 25
Retorno esperado sobre os ativos do plano (166) (93) -
Amortizações e (ganho) / perda - 9 (2)
Diferimento líquido - - -
Custo (crédito) de aposentadoria líquido (68) 40 31

Período de três meses findos em (não auditado)


31 de dezembro de 2010
Planos de pensão Planos de pensão Outros benefícios
superavitários deficitários deficitários
Custo do serviço - benefício adquirido no período 1 8 7
Custos de juros sobre o benefício obrigatório projetado 85 91 23
Retorno esperado sobre os ativos do plano (139) (76) -
Amortizações e (ganho) / perda - 6 (7)
Custo (crédito) de aposentadoria líquido (53) 29 23

Período de três meses findos em (não auditado)


31 de março de 2010
Planos de pensão Planos de pensão Outros benefícios
superavitários deficitários deficitários
Custo do serviço - benefício adquirido no período - 17 6
Custos de juros sobre o benefício obrigatório projetado 69 88 24
Retorno esperado sobre os ativos do plano (115) (81) -
Amortizações e (ganho) / perda - - -
Diferimento líquido - - -
Custo (crédito) de aposentadoria líquido (46) 24 30

22
15 Plano de incentivo de longo

De acordo com os termos do plano de incentivo de longo prazo, os participantes, restrito a certos executivos, podem
alocar parte de seus bônus anuais ao plano. A parte do bônus alocada ao plano é usada pelo executivo para comprar
ações preferenciais da Vale, através de uma instituição financeira previamente definida em condições normais de
mercado e sem nenhum benefício fornecido pela Vale.

As ações compradas por cada executivo não tem restrições e podem de acordo com critérios próprios de cada
participante, serem vendidas a qualquer momento. Contudo, as ações precisam ser mantidas por um período de três
anos e o executivo precisa manter seu vínculo empregatício com a Vale durante esse período. O participante desta
forma passa a ter o direito de receber da Vale um pagamento em caixa equivalente ao montante de ações detidas
baseado em cotações de mercado. O total de ações vinculadas ao plano em 31 de março de 2011 e em 31 de
dezembro de 2010 são 2.458.627 e 2.458.627, respectivamente.

Adicionalmente, como um incentivo de longo prazo, esses executivos elegíveis têm a oportunidade de receber no
final do ciclo de três anos certo número de ações a valor de mercado baseados na avaliação de suas carreiras e
fatores de desempenho medidos como um indicador de retorno total aos acionistas.

Contabilizamos o custo da compensação provido aos nossos executivos que estão sob esse plano de compensação de
incentivo de longo prazo conforme requerimentos do “Accounting for Stock-Based Compensation” (Contabilização da
Compensação Baseados em Ações). Os passivos são mensurados a valor justo na data das demonstrações contábeis,
baseados em taxas do mercado. Os custos de compensação incorridos são reconhecidos pelo período aquisitivo de
três anos. Em 31 de março de 2011 e em 31 de dezembro de 2010, reconhecemos uma provisão de US$127 e
US$120, respectivamente, no resultado.

16 Compromissos e contingências

a) Em relação ao acordo de benefício fiscal para financiamento sobre arrendamento patrocinado pelo Governo
Francês, fornecemos algumas garantias em dezembro de 2004 em favor da Vale New Caledônia S.A.S. (“VNC”) para
as quais garantimos pagamentos devidos da VNC até o montante máximo de US$100 (“Montante Máximo”) em
relação à indenização. Esta garantia foi fornecida a BNP Paribas em benefício de investidores de impostos da Gnifi,
uma entidade de propósito especial que possui uma parte dos ativos em nossa planta de processamento de níquel
cobalto em Nova Caledônia (Ativos Girardin). Também fornecemos uma garantia adicional que cobre pagamentos
devidos a VNC de (i) montantes que excedem o Montante Máximo em relação à indenização, e (ii) certos outros
montantes pagáveis pela VNC sob o acordo de arrendamento que cobre os Ativos Girardin. Esta garantia foi
fornecida a BNP Paribas em benefício da GniFi.

Outro compromisso incorporado no benefício fiscal do acordo de financiamento do arrendamento foi que os “Ativos
Girardin” seriam substancialmente completados em 31 de dezembro de 2010. Em virtude do atraso no inicio das
instalações de processamento da VNC em 31 de dezembro de 2010, a data de conclusão substancial não foi atingida.
A Administração propôs uma extensão da conclusão substancial de 31 de dezembro de 2010 para 31 de dezembro de
2011. Ambas as autoridades governamentais e os investidores de impostos concordaram formalmente com esta
extensão e assinaram a extensão em 31 de março de 2011. Dessa forma, os benefícios da estrutura de financiamento
são altamente prováveis e não prevemos perdas das vantagens fiscais fornecidas sob essa estrutura de
financiamento.

Há duas garantias bancárias totalizando US$58 (€$43 milhões) em 31 de março de 2011 que foram constituídas por
nós em nome da VNC e em favor da Província do Sul da Nova Caledônia de maneira a garantir desempenho da VNC
com respeito a certas obrigações ambientais em relação a planta metalúrgica e a instalação de armazenamento de
resíduos de Kwe West.

Sumic Nickel Netherlands B.V. (“Sumic”), detentora de 21% das ações da VNC, tem uma opção de vender para nós
25%, 50% ou 100% de suas ações da VNC. A opção poderá ser exercida se o custo definido do projeto inicial de
desenvolvimento de níquel-cobalto, conforme definido pelo financiamento concedido a VNC em moeda local e
convertido para dólares norte-americanos a taxas de câmbio específicas, sob a forma de financiamento Girardin,
empréstimos do acionista e contribuições de capital dos acionistas para VNC, exceder US$4,2 bilhões e um acordo
não for alcançado sobre como proceder com relação ao projeto. Em 15 de fevereiro de 2010, aditamos,
formalmente, nosso acordo com a Sumic para aumentar o limite para aproximadamente US$4,6 bilhões a taxas de

23
câmbio específicas. Em 27 de maio de 2010 o limite foi atingido e em 22 de outubro de 2010, foi assinado um acordo
para prorrogar a data de opção de venda para o primeiro semestre de 2011. Em 25 de janeiro de 2011 uma nova
prorrogação do acordo foi assinada prorrogando a data de opção de venda para o segundo semestre de 2011. Em
abril de 2011, a Vale acordou verbalmente com a Sumic para uma extensão adicional da opção de vendas para 2012 e
o acordo está em vias de formalização.

Concedemos uma garantia cobrindo certos pagamentos indenizatórios da VNC (Vale Inco New Caledônia) ao
fornecedor, sob um acordo de fornecimento de energia elétrica ("ESA"), celebrado em outubro de 2004 para o
projeto VNC. O montante de pagamentos indenizatórios depende de uma série de fatores, incluindo se a eventual
rescisão da ESA for resultado de descumprimento contratual pela VNC e aquela data do término antecipado do
contrato. Durante o primeiro trimestre de 2010, começou o início do fornecimento de energia elétrica pela ESA e os
montantes garantidos foram reduzidos ao longo da vida do ESA partindo do seu montante máximo. Em 31 de março
de 2011, a garantia era de US$177 (€$125 milhões).

Em fevereiro de 2009, nós e nossa controlada Vale Newfoundland e Labrador Limited (“VNL”), celebramos um quarto
aditivo ao acordo de Desenvolvimento de Voisey´s Bay com o Governo de Newfoundland e Labrador, Canadá, que
permite a VNL embarcar até 55.000 toneladas métricas de níquel concentrado das minas da área de Voisey´s Bay.
Como parte do acordo, VNL concordou em fornecer ao Governo de Newfoundland e Labrador segurança financeira
na forma de cartas de crédito, cada no montante de US$16 (CAD$16 milhões) para cada embarque de níquel
concentrado enviado para fora da província de 1º de janeiro de 2009 até 31 de agosto de 2009. O montante desta
garantia financeira foi de US$110 (CAD$112 milhões) com base em sete embarques de níquel concentrado e em 31
de março de 2011, US$12 (CAD$11 milhões) permanecem em aberto.

Em 31 de março de 2011, houve um adicional de US$118 de cartas de crédito emitidas e não liquidadas nos termos
do nosso sindicato de linha de crédito rotativo como também um adicional de US$84 em cartas de créditos e US$68
em garantias bancárias emitidas e não liquidadas. Estas estão associadas com as reclamações ambientais e outros
itens operacionais associados, tais como seguros, compromissos de eletricidade e direitos de importação e
exportação.

b) Nós e nossas controladas respondemos a diversos processos judiciais decorrentes do curso normal dos negócios.
Com base nos pareceres de nossos consultores jurídicos, a administração acredita que as provisões reconhecidas são
suficientes para cobrir prováveis perdas relacionadas a esses processos.

A composição da provisão para contingências e dos depósitos judiciais relacionados é a seguinte:

31 de março de 2011 (Não auditado ) 31 de dezembro de 2010


Provisão para Depósitos Provisão para Depósitos
contingências Judiciais contingências Judiciais
Reclamações trabalhistas e previdenciárias 790 931 748 874
Reclamações cíveis 488 425 510 410
Ações tributárias 785 452 746 442
Outras 39 6 39 5
2.102 1.814 2.043 1.731

As ações trabalhistas e previdenciárias compreendem principalmente as reivindicações de empregados e de ex-


empregados no Brasil para: (i) pagamento de horas de viagem gastas nos deslocamentos de suas residências para o
local de trabalho, (ii) pagamentos relacionados a adicionais de periculosidade e insalubridade e, (iii) vários outros
assuntos, frequentemente relacionados com disputas sobre o montante das indenizações pagas sobre demissões e
ao terço constitucional de férias.
Ações cíveis relacionadas principalmente a reclamações feitas contra nós por empreiteiros no Brasil sendo relativos a
perdas alegadas incorridas por eles como resultado de vários planos econômicos de Governos anteriores que durante
esse período não era permitida a completa indexação destes contratos pela inflação, bem como também para
acidentes e disputas de apropriação de terras.
Ações tributárias compreendem principalmente, às ações movidas por nós, referentes a certos impostos sobre as
receitas e outras posições tributárias incertas. Continuamos, vigorosamente, perseguindo nossos interesses em todas
as ações acima, mas reconhecemos que, provavelmente, incorreremos em algumas perdas em última instância as
quais provisionamos.
24
Os depósitos judiciais são feitos de acordo com requerimentos legais a fim de estarmos autorizados a iniciar ou
continuar com a ação legal. Esses montantes nos são liberados no recebimento de um resultado favorável de uma
ação legal, no caso de um resultado desfavorável, os depósitos são entregues a parte litigante.

As contingências baixadas durante os trimestres findos em 31 de março de 2011, 31 de dezembro de 2010 e 31 de


março de 2010, totalizaram US$431, US$224, US$55, respectivamente. As provisões reconhecidas nos trimestres
findos em 31 de março de 2011, 31 de dezembro de 2010 e 31 de março de 2010, totalizaram US$54, US$41, US$70,
respectivamente, classificadas em outras despesas operacionais.

Além das contingências para as quais registramos provisões, somos parte em causas as quais, em nossa opinião e na
opinião de nossos consultores legais, a possibilidade de perda é possível, mas não provável, totalizando o montante
de US$5.110 em 31 de março de 2011, para as quais não contabilizamos provisões (31 de dezembro de 2010 –
US$4.787).

c) Na época da privatização, em 1997, a Companhia emitiu debêntures de seus então acionistas existentes,
incluindo o Governo Brasileiro. Os termos das debêntures foram definidos para assegurar que os acionistas pré-
privatização, incluindo o Governo Brasileiro, participassem em possíveis benefícios financeiros futuros, que poderiam
ser obtidos da exploração de determinados recursos minerais.

Um total de 388.559.056 debêntures foi emitido a um valor nominal de R$ 0,01 (um centavo), cujo valor será
corrigido de acordo com a variação do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), conforme definido na Escritura de
Emissão.

Os titulares de debêntures têm direito a receber prêmios, pagos semestralmente, equivalente a um percentual das
receitas líquidas provenientes de determinados recursos minerais conforme escritura de emissão.

Em abril de 2011 (período subsequente), pagamos remuneração nessas debêntures participativas no valor de US$8.

d) Provisão para obrigações com desmobilização de ativos

Utilizamos diversos julgamentos e premissas quando mensuramos nossas obrigações referentes à desmobilização de
ativos.

Mudanças de circunstâncias, lei ou tecnologia podem afetar nossas estimativas e periodicamente revisamos os
montantes provisionados e ajustamos quando necessário. Nossas provisões não refletem causas não reivindicadas
porque não somos permanentemente informados sobre isso. Do montante provisionado não estão deduzidas as
recuperações potenciais de custos compartilhados, seguros ou acordos de indenizações, porque sua recuperação é
considerada incerta.

As mudanças nas provisões para obrigações com desmobilização de ativos sãos as seguintes::
Período de três meses findos em (não auditado)
31 de março de 2011 31 de dezembro de 2010 31 de março de 2010

Início do período 1.368 1.230 1.116


Acréscimo de despesas 41 34 27
Obrigações liquidadas no período corrente (10) (33) (8)
Revisões nas estimadas dos fluxos de caixa (*) (63) 110 (2)
Ajustes acumulados de conversão 32 27 (4)
Final do período 1.368 1.368 1.129
Passivos circulantes 71 75 79
Passivos não circulantes 1.297 1.293 1.050
Total 1.368 1.368 1.129

17 Outras despesas

O total de “Outras despesas operacionais” é US$ 420 em 31 de março de 2011 (US$ 774 em 31 de dezembro de 2010
e US$ 538 em 31 de março de 2010), sendo a maioria referente a despesas pré-operacionais, com capacidade ociosa
e de paralisação das operações, no montante de US$ 132 (US$ 471 em 31 de dezembro de 2010 e US$ 288 em 31 de
março de 2010).

25
18 Mensuração de ativos e passivos a valor justo

O Comitê de Normas Contábeis Americanas “Financial Accounting Standards Board - FASB”, através dos
Pronunciamentos de Codificação Contábeis “Accounting Standards Codification - ASC” e das Atualizações dos
Pronunciamentos Contábeis “Accounting Standards Updates - ASU”, definem valor justo, a estrutura de mensuração
do valor justo, a qual se refere a conceitos de avaliação e práticas, e requer determinadas divulgações sobre o valor
justo.

a) Mensurações

Os pronunciamentos definem valor justo como o preço de troca que seria recebido por um ativo ou pago na
transferência de um passivo (um preço de saída) em um mercado principal ou que propicie opções mais vantajosas
para os ativos ou passivos em uma transação ordenada entre participantes do mercado na data de mensuração. Para
determinar o valor justo, a Companhia utiliza vários métodos incluindo abordagens de mercado, de resultado ou de
custo. Baseado nessas abordagens, a Companhia presume o valor que participantes do mercado utilizariam para
precificar o ativo ou passivo, incluindo hipóteses acerca de riscos ou riscos inerentes das entradas (inputs) usadas nas
técnicas de avaliação.

Essas entradas podem ser rapidamente observáveis, confirmados pelo mercado, ou não observáveis. A Companhia
utiliza técnicas que maximizam o uso de entradas observáveis e minimiza o uso das não observáveis. De acordo com
o pronunciamento, essas entradas usadas para mensurar o valor justo são classificadas em três níveis. Baseado nas
características das entradas usadas nas técnicas de avaliação, as Companhias precisam fornecer as informações a
seguir de acordo com a hierarquia do valor justo. Os ativos e passivos financeiros registrados a valor justo deverão
ser classificados e divulgados de acordo com os níveis a seguir:

Nível 1 – cotados em mercados ativos, líquidos e visíveis para ativos e passivos idênticos que estão acessíveis na
data de mensuração;

Nível 2 - Preços cotados para ativos ou passivos similares em mercados ativos, outras entradas não observáveis
no nível 1, direta ou indiretamente, nos termos do ativo ou passivo, e;

Nível 3 - Ativos e Passivos cujos preços não existem ou que esses preços ou técnicas de avaliação são amparados
por um mercado pequeno ou inexistente, não observável ou ilíquido. Nesse nível a estimativa do valor justo
torna-se altamente subjetiva.

b) Mensurações em bases recorrentes

A descrição das metodologias de avaliação usadas na mensuração recorrente do valor justo dos ativos e passivos no
balanço consolidado em 31 de março de 2011 e 31 de dezembro de 2010 está resumida a seguir:

 Títulos disponíveis para venda

São os títulos que não são mantidos para negociação e nem mantidos até o vencimento, por motivos
estratégicos, e têm seu preço rapidamente disponível no mercado. Avaliamos alguns de nossos investimentos
com base em preços cotados em mercados ativos quando disponíveis. Quando não existe valor de mercado,
utilizamos entradas que não sejam cotações de preços.

 Derivativos

A abordagem de mercado é utilizada para estimar o valor justo dos swaps descontando o fluxo de caixa usando
taxa de juros da moeda ao qual é denominado. Para os contratos de commodities também, uma vez que o valor
justo é calculado a partir de curvas futuras de cada commodity.

 Debêntures

O valor justo é mensurado com base na abordagem de mercado, e seu preço de referência está disponível no

26
mercado secundário.

As tabelas abaixo apresentam os saldos de ativos e passivos mensurados a valor justo em base recorrente em:

Em 31 de março de 2011 (Não auditado)


Valor contábil Valor justo Nível 1 Nível 2
Ativo disponível para venda 10 10 10 -
Perda não realizado com derivativos, liquido 504 504 16 488
Debêntures (1.387) (1.387) - (1.387)

Em 31 de dezembro de 2010
Valor contábil Valor justo Nível 1 Nível 2
Ativo disponível para venda 12 12 12 -
Ganho não realizado com derivativos, liquido 257 257 1 256
Debêntures (1.284) (1.284) - (1.284)

c) Mensurações em bases não recorrentes

A Companhia possui ainda ativos sujeitos a mensuração a valor justo em bases não recorrentes. Esses ativos incluem
ágio e intangíveis. Durante o fim do exercício de 31 de março de 2011 não reconhecemos qualquer perda por
impairment para esses itens.

d) Instrumentos Financeiros

Dívida a longo prazo

O método de avaliação usado para estimar o valor justo da nossa dívida é a abordagem de mercado para os contratos
cotados no mercado secundário, tais como os Bonds e as Debêntures. O valor justo tanto da dívida indexada por taxa
fixa quanto por taxa flutuante é determinado a partir do fluxo de caixa descontado utilizando os valores futuros da
taxa Libor e da curva dos Bonds da Vale. (abordagem de resultado).

Aplicações financeiras Time deposits

O método utilizado é a abordagem de resultado, a partir de preços disponíveis no mercado ativo. O valor justo
aproxima-se do valor contábil por causa do vencimento a curto prazo dos instrumentos.

A nossa dívida a longo prazo é registrada pelo custo amortizado, e os rendimentos de aplicação time deposits são
apropriados mensalmente de acordo com a taxa contratada, entretanto suas mensurações a valor justo são
demonstradas a seguir em:

Em 31 de março de 2011 (Não auditado)


Valor contábil Valor justo Nível 1 Nível 2
Aplicações financeiras Time deposits 540 540 - 540
Dívida a longo prazo (*) (23.221) (23.967) (17.211) (6.756)

Em 31 de dezembro de 2010
Valor contábil Valor justo Nível 1 Nível 2
Aplicações financeiras Time deposits 1.793 1.793 - 1.793
Dívida a longo prazo (*) (24.071) (25.264) (19.730) (5.534)

(*) Menos provisão de juros contábeis de US$364 e US$343 em 31 de março de 2011 e em 31 de dezembro de 2010, respectivamente.

27
19 Informações por segmentos e destinação geográfica

Adotamos o “Disclosures about Segments of an Enterprise and Related Information” para as informações sobre
nossos segmentos operacionais. O pronunciamento introduziu um conceito de “management approach” nas
informações por segmento reportado, pelo qual as informações financeiras devem ser apresentadas nas bases
internas utilizadas pelos tomadores de decisão para avaliação de performance dos segmentos e para decidir como
alocar recursos aos segmentos. Em linha com nossa estratégia de se tornar um líder global no negócio de
fertilizantes, em 27 maio de 2010, adquirimos 58,6% do capital social da Fertilizantes Fosfatados SA - Fosfertil
(Fosfertil) e os ativos brasileiros de fertilizantes da Bunge Participações e Investimentos S.A. (BPI), atualmente
chamada Vale Fosfatados S.A. Considerando o novo segmento adquirido, fertilizantes, e a consequente
reorganização ocorrida, os segmentos operacionais são:

Bulk material - compreende a extração de minério de ferro e produção de pelotas, bem como os sistemas de
transporte do Norte e do Sul, incluindo ferrovias, portos e terminais, vinculados a estas operações com produtos
próprios. O minério de manganês e ferroligas também estão incluídos neste segmento.

Metais básicos – compreende a produção de minerais não ferrosos, incluindo as de níquel (coprodutos e
subprodutos), potássio, caulim, cobre e investimentos em “joint ventures” e coligadas envolvidas com alumínio.

Fertilizantes – Compreende três importantes grupos de nutrientes: potássio, fosfatados e nitrogênio. Este negócio
está sendo formado através de aquisições e crescimento orgânico.

Logística – compreende nosso sistema de transporte de cargas para terceiros divididos em serviços de transporte
ferroviário, portuários e de navegação.

Outros - compreendem nossos investimentos em joint ventures e coligadas em outros negócios.

As informações apresentadas à alta administração com o respectivo desempenho de cada segmento são geralmente
derivadas dos registros contábeis mantidos de acordo com as práticas contábeis geralmente aceitas no Brasil, com
algumas mínimas realocações entre os segmentos.

28
O lucro líquido consolidado e os principais ativos estão reconciliados como segue:

Resultado por segmento – antes das eliminações (segmento)


Período de três meses findos em (não auditado)
31 de março de 2011 31 de dezembro de 2010 31 de março de 2010

Bulk Metais Bulk Metais Bulk Metais


Material básicos Fertilizantes Logísitica Outros Eliminação Consolidado Material básicos Fertilizantes Logísitica Outros Eliminação Consolidado Material básicos Fertilizantes Logísitica Outros Eliminação Consolidado
RESULTADO
Receita Bruta 16.488 3.088 831 389 185 (7.433) 13.548 18.687 3.760 862 456 333 (8.891) 15.207 7.703 2.133 65 352 77 (3.482) 6.848
Custos e despesas (10.003) (1.873) (688) (351) (311) 7.433 (5.793) (11.334) (2.792) (776) (400) (255) 8.891 (6.666) (5.093) (1.860) (39) (292) (69) 3.482 (3.871)
Pesquisas e desenvolvimento (112) (74) (18) (21) (117) - (342) (103) (109) (39) (30) (20) - (301) (44) (42) (7) (11) (68) - (172)
Ganho na venda de ativos - 1.513 - - - - 1.513 -
Depreciação, exaustão e amortização (434) (357) (117) (44) (5) - (957) (424) (480) (128) (41) - - (1.073) (376) (325) (7) (35) - - (743)
Lucro (prejuízo) operacional 5.939 2.297 8 (27) (248) - 7.969 6.826 379 (81) (15) 58 - 7.167 2.190 (94) 12 14 (60) - 2.062
Receita financeira 838 2 16 3 2 (696) 165 696 198 17 3 9 (806) 117 566 (2) - 1 188 (705) 48
Despesa financeira (1.022) (230) (9) (15) (2) 696 (582) (1.160) (503) (7) (2) (60) 806 (926) (757) (199) - (7) (207) 705 (465)
Ganhos (perdas) com derivativos, líquidos 251 (12) - - - - 239 486 (13) - - - - 473 (199) (31) - - - - (230)
Ganhos (perdas) com variações
monetárias e cambiais, líquidas 18 13 56 (7) - - 80 (46) 80 45 (21) (7) - 51 (53) 26 - (2) (1) - (30)
Operações descontinuadas, líquida de
impostos - - - - - - - - - - - - - - - (145) - - - - (145)
Mudanças em provisão para perdas sobre
equivalência patrimonial em investimentos 258 (3) - 36 (11) - 280 403 9 - 32 (141) - 303 58 6 - 12 20 - 96
Imposto de renda (981) (401) 3 2 - - (1.377) (1.268) 125 (9) 9 6 - (1.137) 147 67 - 4 21 - 239
Participação dos acionistas não
controladores 2 14 4 - 32 - 52 (2) (144) 19 - (4) - (131) - 29 - - - - 29
Lucro líquido atribuído aos acionistas da
Companhia 5.303 1.680 78 (8) (227) - 6.826 5.935 131 (16) 6 (139) - 5.917 1.952 (343) 12 22 (39) - 1.604

Vendas classificadas por área geográfica:


Mercado externo
América, exceto Estados Unidos 472 540 19 2 2 (308) 727 459 550 28 - - (263) 774 193 271 - 12 2 (145) 333
Estados Unidos 6 479 - - 2 (12) 475 53 294 - - - (14) 333 1 148 - - 2 (16) 135
Europa 3.680 677 32 2 12 (1.767) 2.636 3.555 1.152 6 - 14 (2.046) 2.681 2.151 665 - - 2 (1.461) 1.357
Oriente Médio/África/Oceania 853 16 - - - (413) 456 739 120 18 - - (247) 630 193 49 - - - (13) 229
Japão 1.979 377 - - - (847) 1.509 2.113 453 - - 8 (912) 1.662 1.206 272 - - - (646) 832
China 6.825 397 - - 41 (3.239) 4.024 8.939 380 - - 22 (4.074) 5.267 2.675 201 - - - (716) 2.160
Ásia, exceto Japão e China 1.365 406 14 - - (601) 1.184 1.604 603 13 - - (856) 1.364 451 326 - - - (233) 544
Brasil 1.308 196 766 385 128 (246) 2.537 1.225 208 797 456 289 (479) 2.496 833 201 65 340 71 (252) 1.258
- - - - - - - - - - - - - -
16.488 3.088 831 389 185 (7.433) 13.548 18.687 3.760 862 456 333 (8.891) 15.207 7.703 2.133 65 352 77 (3.482) 6.848

29
Resultado por segmentação – depois da eliminação (produto)

Período de três meses findos em (não auditado)


31 de março de 2011

Depreciação,
Imposto sobre Lucro exaustão e Resultado Adições ao
Receita vendas Receita líquida Custos e despesas operacional amortização operacional Imobilizado líquido imobilizado Investimentos
Bulk Materials
Minério de ferro 7.287 (110) 7.177 (1.736) 5.441 (357) 5.084 29.377 1.177 125
Pelotas 1.878 (61) 1.817 (840) 977 (36) 941 2.551 353 1.035
Manganês 43 (2) 41 (21) 20 (5) 15 20 - -
Ferroligas 157 (12) 145 (111) 34 (11) 23 308 11 -
Carvão 154 - 154 (253) (99) (25) (124) 3.409 388 244
9.519 (185) 9.334 (2.961) 6.373 (434) 5.939 35.665 1.929 1.404
Metais básicos
Níquel e outros produtos (*) 2.115 - 2.115 (1.150) 965 (338) 627 29.409 371 16
Cobre Concentrado 251 (17) 234 (132) 102 (18) 84 3.519 170 110
Produtos de alumínio 383 (5) 378 (304) 74 (1) 73 - 16 3.689
2.749 (22) 2.727 (1.586) 1.141 (357) 784 32.928 557 3.815
Fertilizantes
Potássio 62 (4) 58 (69) (11) (7) (18) 1.764 7 -
Fosfatados 536 (28) 508 (408) 100 (87) 13 7.811 127 -
Nitrogênio 172 (23) 149 (127) 22 (23) (1) 839 - -
Outros produtos de fertilizantes 17 (3) 14 - 14 - 14 - - -
787 (58) 729 (604) 125 (117) 8 10.414 134 -

Logística
Ferrovias 250 (45) 205 (197) 8 (37) (29) 1.383 36 534
Portos 78 (9) 69 (60) 9 (7) 2 469 37 -
Navios - - - - - - - 770 23 137
328 (54) 274 (257) 17 (44) (27) 2.622 96 671
Outros 165 (16) 149 (392) (243) (5) (248) 4.869 97 2.436
Ganhos na venda de ativos - - - 1.513 1.513 - 1.513 - - -
13.548 (335) 13.213 (4.287) 8.926 (957) 7.969 86.498 2.813 8.326

(*) Inclui o produto níquel e subprodutos (Cobre, metais preciosos, cobalto e outros).

30
Resultado por segmentação – depois da eliminação (produto)

Período de três meses findos em (não auditado)


31 de dezembro de 2010

Depreciação,
Imposto sobre Lucro exaustão e Resultado Adições ao
Receita vendas Receita líquida Custos e despesas operacional amortização operacional Imobilizado líquido imobilizado Investimentos
Bulk Materials
Minério de ferro 8.477 (101) 8.376 (2.275) 6.101 (360) 5.741 30.412 831 107
Pelotas 1.927 (55) 1.872 (785) 1.087 (29) 1.058 1.445 87 1.058
Manganês 44 (2) 42 (33) 9 (4) 5 24 2 -
Ferroligas 186 (14) 172 (81) 91 (7) 84 292 16 -
Carvão 241 - 241 (279) (38) (24) (62) 3.020 289 223
10.875 (172) 10.703 (3.453) 7.250 (424) 6.826 35.193 1.225 1.388
Metais básicos
Níquel e outros produtos (*) 2.017 - 2.017 (1.346) 671 (454) 217 28.623 724 23
Cobre Concentrado 311 (11) 300 (201) 99 (25) 74 3.579 (25) 90
Produtos de alumínio 691 (4) 687 (598) 89 (1) 88 395 216 152
3.019 (15) 3.004 (2.145) 859 (480) 379 32.597 915 265
Fertilizantes
Potássio 73 - 73 (131) (58) (7) (65) 474 348 -
Fosfatados 541 (12) 529 (443) 86 (79) 7 7.560 188 -
Nitrogênio 151 (19) 132 (115) 17 (42) (25) 809 1 -
Outros produtos de fertilizantes 4 (2) 2 - 2 - 2 146 3 -
769 (33) 736 (689) 47 (128) (81) 8.989 540 -

Logística
Ferrovias 262 (39) 223 (190) 33 (37) (4) 1.278 71 511
Portos 72 (8) 64 (71) (7) (7) (14) 297 22 -
Navios - - - - - 3 3 747 747 135
334 (47) 287 (261) 26 (41) (15) 2.322 840 646
Outros 210 (11) 199 (141) 58 - 58 3.995 1.222 2.198
15.207 (278) 14.929 (6.689) 8.240 (1.073) 7.167 83.096 4.742 4.497

(*) Inclui o produto níquel e subprodutos (Cobre, metais preciosos, cobalto e outros).

31
Resultado por segmentação – depois da eliminação (produto)

Para os três meses findos em (não auditado)


31 de março de 2010

Depreciação,
Imposto sobre Custos e Lucro exaustão e Resultado Imobilizado Adições ao
Receita vendas Receita líquida despesas operacional amortização operacional líquido imobilizado Investimentos
Bulk Materials
Minério de ferro 3.747 (70) 3.677 (1.449) 2.228 (325) 1.903 24.664 554 98
Pelotas 775 (68) 707 (432) 275 (24) 251 1.581 52 1.033
Manganês 58 - 58 (15) 43 (1) 42 24 - -
Ferroligas 142 (16) 126 (72) 54 (11) 43 251 5 -
Carvão 127 - 127 (161) (34) (15) (49) 1.735 29 219
Ferrogusa - - - - - - - - - -
4.849 (154) 4.695 (2.129) 2.566 (376) 2.190 28.255 640 1.350
Metais Básicos
Níquel e outros produtos (*) 747 - 747 (658) 89 (239) (150) 27.801 322 27
Caulim - - - - - - - - - -
Cobre Concentrado 180 (7) 173 (123) 50 (18) 32 2.483 224 85
Produtos de alumínio 599 (10) 589 (497) 92 (60) 32 4.536 61 141
1.526 (17) 1.509 (1.278) 231 (317) (86) 34.820 607 253
Fertilizantes
Potássio 65 (3) 62 (43) 19 (7) 12 1.792 5 -
65 (3) 62 (43) 19 (7) 12 1.792 5 -
Logística
Ferrovias 236 (42) 194 (152) 42 (27) 15 1.044 21 470
Portos 75 (10) 65 (55) 10 (6) 4 239 2 -
Navios 3 - 3 (6) (3) (2) (5) - - 122
314 (52) 262 (213) 49 (35) 14 1.283 23 592
Outros 94 (18) 76 (136) (60) (8) (68) 1.940 542 2.321
6.848 (244) 6.604 (3.799) 2.805 (743) 2.062 68.090 1.817 4.516

(*) Inclui o produto níquel e subprodutos (Cobre, metais preciosos, cobalto e outros).

32
20 Instrumentos financeiros derivativos

Política de gestão de risco

Vale desenvolveu sua estratégia de gestão de riscos com o objetivo de prover uma visão integrada dos riscos aos
quais está exposta. Para tal, avalia não apenas o impacto das variáveis negociadas no mercado financeiro sobre os
resultados do negócio (risco de mercado), como também o risco proveniente de obrigações assumidas por terceiros
para com a Companhia (risco de crédito) e aqueles inerentes aos processos produtivos (risco operacional).

A Vale entende que uma gestão eficiente de risco é a chave para apoiar sua estratégia de crescimento e flexibilidade
financeira. A redução do risco dos fluxos de caixa futuros contribui para melhorar a percepção sobre a capacidade de
crédito da Companhia, melhorando sua habilidade para acessar diversos mercados. Em comprometimento à gestão
estratégica de risco, o Conselho de Administração estabeleceu uma política global de gestão de risco corporativo e
um comitê executivo de gestão de risco.

A política de gestão de risco determina que a Vale deve avaliar regularmente os riscos associados ao seu fluxo de
caixa, bem como possíveis estratégias de mitigação de risco. Sempre que necessárias, as estratégias de mitigações de
risco deverão ser executadas com o objetivo de reduzir a volatilidade do fluxo de caixa. A Diretoria Executiva é
responsável pela avaliação e aprovação das estratégias de mitigação de risco de longo prazo que forem
recomendadas pelo comitê executivo de gestão de riscos.

O comitê executivo de gestão de risco auxilia nossos executivos na supervisão e revisão das atividades de
gerenciamento de risco, incluindo os princípios, políticas, processos e procedimentos, e nos instrumentos
empregados para gerenciar o risco. O comitê reporta periodicamente à Diretoria Executiva sobre os processos de
gestão e monitoramento de risco e os principais riscos aos quais a Companhia está exposta, bem como o impacto
destes sobre os fluxos de caixa.

A política e as normas de gestão de risco, que complementam os normativos de governança corporativa de gestão de
riscos, proíbem explicitamente operações de derivativos de caráter especulativo e determinam a diversificação de
operações e contrapartes.

Além da estrutura normativa de gestão de risco, a Vale conta ainda com uma estrutura corporativa com
responsabilidades bem definidas. A recomendação e a execução das transações de derivativos são feitas por áreas
independentes. O departamento de estratégia e gestão de risco é responsável por definir e propor ao comitê
executivo de gestão de risco operações ou medidas de mitigação de riscos de mercado consistentes com a estratégia
da Vale e suas empresas consolidadas. O departamento de finanças é responsável pela execução das operações de
mitigação de riscos que envolvam contratação de derivativos. A independência entre as áreas garante um controle
efetivo sobre estas operações.

Ao mensurar nossas exposições, consideramos as correlações entre os diversos fatores de risco de mercado uma vez
que pretendemos avaliar o impacto líquido em nosso fluxo de caixa proveniente das principais variáveis do mercado.
Também é possível identificar uma diversificação natural de produtos e moedas em nosso portfólio e a consequente
redução natural dos níveis de risco da Empresa.

A exposição consolidada dos riscos de mercado e o portfólio de derivativos são mensalmente mensurados e
monitorados de forma a avaliar os resultados financeiros e os impactos de fatores de risco de mercado em nosso
fluxo de caixa, além de garantir que os objetivos inicialmente traçados sejam atingidos. O cálculo do valor justo das
posições é disponibilizado semanalmente para acompanhamento gerencial.

Considerando a natureza dos negócios e operações da Vale, os principais fatores de risco de mercado aos quais
estamos expostos são:

• Taxas de juros;
• Taxas de câmbio; e
• Preços de produtos e insumos

33
Risco cambial e de taxa de juros

Os fluxos de caixa da Vale estão expostos à volatilidade de diversas moedas. Embora a maioria dos preços de nossos
produtos esteja indexada ao dólar americano, a maioria de nossos custos, desembolsos e investimentos estão
indexados a outras moedas que não o dólar norte americano, principalmente a reais brasileiros e dólares canadenses.

Instrumentos derivativos podem ser utilizados para reduzir a volatilidade do fluxo de caixa da Vale devido ao seu
descasamento de moedas. Nosso portfólio de derivativos de câmbio e taxas de juros é composto basicamente por
swaps de taxa de juros para converter fluxos de caixa flutuantes em real para fluxos de caixa em dólares norte
americanos com taxas fixas ou flutuantes, sem nenhuma alavancagem.

A Vale também está exposta ao risco de taxa de juros sobre os empréstimos e financiamentos. A nossa dívida
atrelada à taxa flutuante consiste principalmente de empréstimos, incluindo adiantamentos para exportação,
empréstimos com bancos comerciais e organizações multilaterais.

Em geral, nossas dividas em dólar americano com taxa flutuante estão sujeitas a variações na “London Interbank
Offer Rate” (USD LIBOR). Para atenuar os efeitos da volatilidade das taxas de juros, a Vale aproveita as proteções
naturais resultantes da correlação entre os preços dos metais e as taxas de juros flutuantes em dólar americano.
Quando não há proteção natural, podemos optar por buscar o mesmo efeito com o auxílio de instrumentos
financeiros.

Nossa dívida denominada em Reais sujeita a juros flutuantes referem-se a debêntures, empréstimos junto ao BNDES
e financiamentos para bens e serviços no mercado local. Essas dívidas são atreladas principalmente ao CDI e à TJLP.

As operações de swap para converter para dólares as dívidas atreladas a reais têm vencimentos semelhantes - e, em
alguns casos, inferiores - ao vencimento final das dívidas. Seus valores são similares aos pagamentos de juros e
principal, sujeitos às condições de liquidez de mercado. Os swaps com vencimento inferior ao vencimento final das
dívidas são ao longo do tempo renegociados de forma que seus vencimentos finais se igualem - ou se aproximem -
do vencimento final da dívida na medida em que a liquidez de mercado permitir. Sendo assim, na data de liquidação,
o resultado do swap compensará parte do impacto da variação cambial do real frente ao dólar norte-americano
sobre as obrigações da Vale, contribuindo para estabilizar o fluxo de caixa em dólares norte-americanos.

Em caso de apreciação (depreciação) do real frente ao dólar norte americano, o impacto negativo (positivo) na nossa
dívida denominada em reais (juros e/ou principal) medida em dólares americanos será parcialmente compensado por
um efeito positivo (negativo) de um swap, independente da taxa do dólar americano/ reais na data de pagamento.

Temos outras exposições vinculadas ao nosso portfólio de dívida. Para reduzir a volatilidade do fluxo de caixa
decorrente de uma linha de crédito do KFW (Kreditanstalt für Wiederaufbau) indexada à Euribor, a Vale contratou
operações de swap para converter o fluxo de caixa em euros para dólares americanos. Também contratamos swaps
para converter o fluxo de caixa de uma dívida emitida originalmente em Euros para dólares americanos. Nesta
operação de derivativo, nós recebemos taxas fixas em Euros e pagamos taxas fixas em dólares americanos.

De forma a reduzir a volatilidade de fluxo de caixa associada à exposição cambial oriunda de algumas vendas de
carvão a preço fixo, a Vale contratou operações de compra a termo de dólar australiano. Essas operações venceram
em Janeiro de 2011.

Risco de Preços de Produtos


A Vale também está exposta a vários riscos de mercado relacionados à volatilidade dos preços das commodities.
Atualmente as operações de derivativos de commodities incluem níquel, cobre e óleo combustível (bunker oil) , e
possuem o objetivo de mitigar a volatilidade do fluxo de caixa da Vale.

Níquel – A Companhia possui as seguintes operações de derivativos nesta categoria:

 Programa de hedge para operações de venda - Com o objetivo de proteção de fluxos de caixa para os anos
de 2011 e 2012, realizamos operações de derivativos onde fixamos o preço de parte das vendas de níquel
no período.

 Programa de vendas a preço fixo - Utilizamos contratos futuros de níquel na London Metal Exchange (LME)

34
com o objetivo de manter nossa exposição à flutuação dos preços de níquel, dado que, em alguns casos, o
produto é vendido a preço fixo para alguns clientes. Quando o ‘Programa de Derivativo Estratégico’ é
executado, o ‘Programa de vendas a preço fixo’ é interrompido.

 Programa de compra de níquel - A Vale também vendeu contratos futuros de níquel na LME para
minimizar o descasamento entre o período de precificação de produtos intermediários e acabados.

Cobre – Utilizamos derivativos para reduzir a volatilidade do fluxo de caixa devido ao descasamento entre o período
de cotação da compra de sucata de cobre e o período de cotação da venda do produto final para os clientes.

Óleo combustível - Bunker Oil – De modo a reduzir o impacto da flutuação do preço do Bunker Oil no custo de frete
e, conseqüentemente, no fluxo de caixa da Companhia, a Vale implementou um programa de derivativos que
consiste em compra a termo e swaps.

Derivativos embutidos – Adicionalmente aos contratos mencionados acima, a Vale Inco Ltd., subsidiária integral da
Vale, possui contratos de compra de concentrado de níquel e matérias-primas, nos quais há provisões baseadas no
comportamento dos preços de níquel e cobre. Estas provisões são consideradas derivativos embutidos.

De acordo com o pronunciamento ”Accounting for Derivative Financial Instruments and Hedging Activities”, todos
derivativos, designados em relacionamento de hedge ou não, são registrados no balanço patrimonial a valor justo e
os ganhos ou perdas de valor justo são registrados no resultado corrente, a não ser se qualificado como hedge
accounting. Um derivativo deve ser designado em um relacionamento de proteção de maneira a ser qualificado para
hedge accounting. Estas normas incluem determinação de quais parcelas de hedge são considerados eficazes ou
ineficazes. Em geral, uma relação de hedge é eficaz quando uma mudança no valor justo do derivativo é compensada
por uma mudança igual e contrária no valor justo do item protegido. De acordo com estas normas, testes de eficácia
são realizados de maneira a avaliar a eficácia e quantificar a ineficácia dos hedges designados.

Em 31 de março de 2011, nós possuíamos posições em aberto classificadas como hedge de fluxo de caixa. Um hedge
de fluxo de caixa é uma proteção à exposição na variabilidade do fluxo de caixa futuro esperado, atribuível a um risco
particular, como uma compra ou venda futura. Se um derivativo é designado como hedge de fluxo de caixa, a parcela
eficaz nas mudanças do valor justo do derivativo é registrada em outros lucros abrangentes, sendo reconhecido no
resultado quando o item protegido afetar o resultado do período. Já a parcela ineficaz das mudanças no valor justo
de derivativos designados como hedge é registrada no resultado. Se uma parcela do contrato de derivativo é excluída
para fins de teste de eficácia, por exemplo, o valor no tempo, o valor de tal parcela excluída é incluída no resultado.

Ativos Passivo
Em 31 de março de (Não Em 31 de março de (Não
auditado) Em 31 de dezembro de auditado) Em 31 de dezembro de
2011 2010 2011 2010
Curto prazo Longo prazo Curto prazo Longo prazo Curto prazo Longo prazo Curto prazo Longo prazo
Derivativos não designados como hedge
Risco de câmbio e de taxas de juros
Swap CDI e TJLP vs. taxas flutuante e fixa - 431 - 300 - - - -
Swap taxa flutuante em Euro vs. taxa flutuante em USD 1 - 1 - - - - -
Swap taxa flutuante em USD vs. taxa fixa em USD - - - - 3 - 4 -
Swap EuroBond - 34 - - - - - 8
Swap Pré-Dollar - 3 - 1 - - - -
Swap taxa flutuante em AUD vs. taxa fixa em USD - - 2 - - - - -
1 468 3 301 3 - 4 8
Riscos de preços de produtos
Venda de níquel a preço fixo 16 - 13 - 3 - 12 -
Programa estratégico - - - - - - 15 -
Óleo combustível 40 - 16 - - - - -
Carvão - - - - - - 2 -
Frete marítimo - - - - - - 2 -
56 - 29 - 3 - 31 -
Derivativos designados como hedge
Hedge de fluxo de caixa 46 - 20 - - - - -
Níquel Estratégico - - - - - 61 - 53
46 - 20 - - 61 - 53
Total 103 468 52 301 6 61 35 61

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A tabela a seguir apresenta os efeitos dos derivativos para os períodos de três meses findos em:

Ganho (perda) reconhecido como receita (despesa) financeira Liquidação Financeir a Ganho/ (perda) reconhecido em resultados abrangentes
Período de três meses findos em (não auditado) Período de três meses findos em (não auditado) Perío do de três meses findos em (não auditado)

31 de março de 2011 31 de dezembro de 2010 31 de março de 2010 31 de março de 2011 31 de dezembro de 2010 31 de março de 2010 31 de março de 2011 31 de dezembro de 2010 31 de março de 2010

Derivativos não designados como hedge

Risco de câmbio e de taxas de juros


Swap CDI e TJLP vs. taxas flutuante e fixa 175 259 (50) (48) (819) (29) - - -
Swap taxa flutuante em Euro vs. taxa flutuante em USD - - - - 1 - - - -
Swap taxa flutuante em USD vs. taxa fixa em USD - - (1) 1 (2) 2 - - -
Swap EuroBond 42 1 - - - - - - -
Swap Pré-Dollar 2 - - - - - - - -
Swap taxa flutuante em AUD vs. taxa fixa em USD - 1 2 (2) (1) (1) - - -
219 261 (49) (49) (821) (28) - - -
Riscos de preços de produtos
Níquel
Venda de níquel a preço fixo 13 - (9) (1) - (1) - - -
Programa de compra de níquel a preço fixo - - - - - - - - -
Programa estratégico 15 (2) (139) - 39 14 - - -
Alumínio - - - 7 - 16 - - -
Frete marítimo - 5 (3) 2 (11) (10) - - -
Carvão - (2) (1) 2 2 - - - -
Óleo combustível 32 13 (6) (8) (7) (13) - - -
60 14 (158) 2 23 6 - - -
Derivativos embutid os:
Compra de energia (7) (7) (23) - - - - - -
(7) (7) (23) - - - - - -
Derivativos designados como hedge

Alumín io - - - - 18 13 - 7 2
Níquel Estratégico (33) 1 - 33 - - (9) (25) (53)
Hedge de fluxo de caixa - 204 - (13) (225) (4) 14 (115) 28
Total (33) 205 - 20 (207) 9 5 (133) (23)
239 473 (230) (27) (1.005) (13) 5 (133) (23)

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Os ganhos (perdas) não realizados são incluídos em nossas demonstrações contábeis sob título de
despesa financeira e variações monetárias e cambiais ganhos (perdas), líquidas.

As datas de vencimento dos instrumentos acima são como segue:

Moedas\Juros Dezembro de 2019


Óleo combustível Dezembro de 2011
Níquel Dezembro de 2012

21 Eventos Subsequentes

Em 29 de abril de 2011, o Conselho de Administração aprovou o projeto da quarta planta de pelotizadora


da Samarco com capacidade de 8,3 milhões de toneladas por ano - Mtpy. O start-up está programado para
o primeiro semestre de 2014 e o investimento total é estimado em US$3,0 bilhões (a Vale tem uma
participação de 50% na Samarco), o qual não faz parte do programa de investimentos próprios da Vale.

Em 28 de abril de 2011, o Conselho de Administração aprovou a aquisição de até 9% do capital da Norte


Energia S.A. (NESA), parcela detida pela Gaia Energia e Participações S.A (Gaia), sujeito ao cumprimento de
determinadas condições. A NESA é uma sociedade que tem como objetivo exclusivo a implantação,
operação e exploração da usina hidrelétrica UHE Belo Monte. A Vale estima um investimento de US$ 1,4
bilhões pelo reembolso a Gaia pelos aportes de capital realizados na NESA e os compromissos assumidos de
futuros aportes de capital decorrentes da participação acionária adquirida.

Em 08 de abril de 2011, nós anunciamos que tínhamos acordado os termos de uma oferta para adquirir,
através de uma subsidiária integral, o capital social total da Metorex Limited (Metorex) uma produtora de
cobre e cobalto, com operações no cinturão do cobre Africano, listadas na Bolsa de Valores de
Johannesburg (JSE), no montante de 7,35 Rands Sul-Africano (ZAR) por ação, totalizando ZAR 7,524 milhões
em uma base totalmente diluída, e equivalente a US$ 1.125 no fechamento da taxa de câmbio US$/ZAR, a
ser pago em dinheiro. A aquisição está condicionada à aprovações do governo e regulamentos aplicáveis,
autorizações e isenções na África do Sul, Zâmbia e República Democrática do Congo, e aprovação por
acionistas minoritários nas empresas controladas, bem como às condições habituais de fechamento. Além
disso, a venda ou transferência de Sable zinco Kabwe Limited, uma operação de processamento na Zâmbia,
que produz o catodo de cobre e cobalto, por Metorex a terceiros também é uma condição.

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22 Conselheiros, Membros dos Comitês e Diretores
Conselho de Administração Comitê de Governança e Sustentabilidade
Gilmar Dalilo Cezar Wanderley
Ricardo José da Costa Flores Renato da Cruz Gomes
Presidente Ricardo Simonsen

Mário da Silveira Teixeira Júnior Conselho Fiscal


Vice-Presidente
Marcelo Amaral Moraes
Fuminobu Kawashima Presidente
José Mauro Mettrau Carneiro da Cunha
José Ricardo Sasseron Aníbal Moreira dos Santos
Luciano Galvão Coutinho Antônio Henrique Pinheiro Silveira
Nelson Henrique Barbosa Filho Arnaldo José Vollet
Oscar Augusto de Camargo Filho
Paulo Soares de Souza Suplentes
Robson Rocha
Renato da Cruz Gomes Cícero da Silva
Sandro Kohler Marcondes Marcus Pereira Aucélio
Oswaldo Mário Pêgo de Amorim Azevedo
Suplentes

Deli Soares Pereira Diretoria Executiva


Eustáquio Wagner Guimarães Gomes
Eduardo de Oliveira Rodrigues Filho
Hajime Tonoki Roger Agnelli
João Moisés de Oliveira Diretor-Presidente
Luiz Carlos de Freitas
Marco Geovanne Tobias da Silva Carla Grasso
Paulo Sergio Moreira da Fonseca Diretora – Executiva da Área de Recursos Humanos e Serviços
Raimundo Nonato Alves Amorim Corporativos

Comitês de Assessoramento ao Conselho de Administração Eduardo de Salles Bartolomeo


Diretor – Executivo da Área de Operações Integradas
Comitê de Controladoria
Luiz Carlos de Freitas Eduardo Jorge Ledsham
Paulo Ricardo Ultra Soares Diretor – Executivo da Área de Exploração, Energia e Projetos
Paulo Roberto Ferreira de Medeiros
Guilherme Perboyre Cavalcanti
Comitê de Desenvolvimento Executivo Diretor – Executivo da Área de Finanças e de Relações com Investidores
João Moisés de Oliveira
José Ricardo Sasseron José Carlos Martins
Oscar Augusto de Camargo Filho Diretor – Executivo da Área de Marketing, Vendas e Estratégia

Comitê Estratégico
Roger Agnelli Mario Alves Barbosa Neto
Luciano Galvão Coutinho Diretor – Executivo da Área de Fertilizantes
Mário da Silveira Teixeira Júnior
Oscar Augusto de Camargo Filho Tito Botelho Martins
Ricardo José da Costa Flores Diretor – Executivo da Área de Operações de Metais Básicos

Comitê Financeiro Marcus Vinícius Dias Severini


Guilherme Perboyre Cavalcanti Diretor do Departamento de Controladoria
Eduardo de Oliveira Rodrigues Filho
Luiz Maurício Leuzinger Vera Lúcia de Almeida Pereira Elias
Luciana Freitas Rodrigues Gerente Geral de Controladoria
CRC-RJ - 043059/O-8

38
Informações financeiras suplementares (Não auditadas)

As informações não auditadas a seguir fornecem detalhes adicionais em relação a alguns indicadores
financeiros.

EBITDA – Resultado antes das receitas (despesas) financeiras, participação dos acionistas não
controladores, ganhos (perdas) na venda de investimentos, ganhos (perdas) cambiais e monetários
líquidos, equivalência patrimonial em coligadas e joint ventures e variação na provisão para perdas em
investimentos, Imposto de Renda, Depreciação e Amortização.

a) EBITDA representa o resultado operacional acrescido de despesa de depreciação, amortização


e exaustão mais redução do valor recuperável de ativos, acrescidos dos dividendos recebidos
de investimento registrados por equivalência patrimonial.

b) EBITDA não é uma medida em US GAAP e não representa o fluxo de caixa para os períodos
apresentados e por isso não deverá ser considerado como uma medida alternativa para o
lucro (prejuízo) líquido, como um indicador de nosso desempenho operacional ou como uma
alternativa para o fluxo de caixa como fonte de liquidez.

c) Nossa definição de EBITDA pode não ser comparável com a definição de EBITDA de outras
companhias.

d) Embora o EBITDA, como definido anteriormente, não forneça uma mensuração em US GAAP
para fluxo de caixa operacional, utilizamos este indicador para mensuração de nosso
desempenho operacional e, o mesmo, é frequentemente usado por analistas financeiros na
avaliação de nossos negócios.

Os indicadores financeiros selecionados das principais coligadas e joint ventures estão disponíveis no
site da Companhia, www.vale.com, no item Relações com Investidores.
Índices sobre a Dívida Consolidada da Vale (Informação adicional - Não auditada)

Período de três meses findos em (não auditado)


31 de março de 2011 31 de dezembro de 2010 31 de março de 2010
Dívida corrente
Parcela circulante de empréstimos e financiamentos de longo
prazo 1.558 2.823 4.092
Empréstimos e financiamentos 149 139 30
Empréstimos com partes relacionadas 10 - 27
1.717 2.962 4.149
Dívida de longo prazo
Empréstimos e financiamentos 22.027 21.591 19.420
Dívida bruta (corrente e de longo prazo) 23.744 24.553 23.569

Juros pagos sobre:


Dívida de curto prazo 1 2 1
Dívida de longo prazo 337 314 243
Total de juros pagos 338 316 244
EBITDA 9.176 8.869 2.855
Patrimônio líquido dos acionistas controladores 77.010 68.899 58.224
LTM (2) EBITDA / LTM (1) Total de juros pagos 27 28 9
Dívida Bruta / LTM (1) EBITDA 1 3 2
Dívida Bruta / Capitalização Patrimonial (%) 24 26 29

Despesas financeiras
Juros (340) (343) (233)
Contingências trabalhistas, cíveis e fiscais (6) (22) (39)
Outras despesas financeiras (236) (561) (193)
(582) (926) (465)
Receitas financeiras
Caixas e equivalentes 145 94 35
Outras 20 23 13
165 117 48

Derivativos 239 473 (230)


Receitas (despesas) financeiras líquidas (178) (336) (647)
Ganhos (perdas) cambial e monetária, líquidos
Caixa e equivalentes 2 (44) 90
Empréstimos 23 286 (296)
Outros 55 (191) 176
80 51 (30)
Resultado financeiro líquido (98) (285) (677)

(1) LTM - Last twelve months - últimos doze meses


Cálculo do EBITDA (Informação adicional - Não auditada)

Período de três meses findos em (não auditado)


31 de dezembro de
31 de março de 2011 2010 31 de março de 2010

Resultado operacional 7.969 7.167 2.062


Depreciação 957 1.073 743
Resultado de recuperação de ativos - ágio - - -
8.926 8.240 2.805
250 629 50
Dividendos recebidos - - -
EBITDA 9.176 8.869 2.855

Receitas operacionais líquidas 13.213 14.929 6.604


Margem EBITDA 69,4% 59,4% 43,2%

EBITDA ajustado x Fluxo de Caixa Operacional (Informação adicional - Não


auditada)

Trimestre findos em
31 de março de 2011 31 de dezembro de 2010 31 de março de 2010
Operação Operação Operação
EBITDA fluxo de caixa EBITDA fluxo de caixa EBITDA fluxo de caixa
Lucro líquido 6.774 6.774 5.917 5.917 1.604 1.604
Imposto de renda - diferido (216) (216) (412) (412) (488) (488)
Imposto de renda - corrente 1.593 - 1.549 - 249 -
ventures e outros investimentos (280) (280) (303) (303) (96) (96)
Ganhos (perdas) cambiais e monetários,
líquidos (80) (104) (148) (72) 19 (59)
Despesas financeiras líquidas 178 7 433 (43) 658 18
Participação de acionistas não controladores - - 131 131 (29) (29)
Perda na venda de investimentos - (1.513) - - - -
Operações descontinuadas - - - - 145 145
Capital circulante líquido - 210 - 35 - (941)
Outros - (77) - 753 - 459
Resultado operacional 7.969 4.801 7.167 6.006 2.062 613
Depreciação, exaustão e amortização 957 957 1.073 1.073 743 743
Dividendos recebidos 250 250 629 629 50 50

9.176 6.008 8.869 7.708 2.855 1.406

Fluxo de caixa operacional 6.008 7.708 1.406


Imposto de renda 1.593 1.549 249
Ganhos (perdas) cambiais e monetários 24 (76) 78
Despesas financeiras 171 476 640
Capital circulante líquido (210) (35) 941
Outros 1.590 (753) (459)

EBITDA 9.176 8.869 2.855