Você está na página 1de 103

Inspeção em Instalações de Gás

Foco: AUTOVISTORIA PREDIAL


Lei Estadual nº 6400 de 01/10/2016

ENG. JOSÉ AURELIO BERNARDO PINHEIRO

www.crea-rj.org.br
INSTALAÇÕES DE GÁS

 Gás Natural
 Gás Liquefeito de Petróleo (GLP)

Considerações objetivando à uma inspeção de


segurança, com pleno conhecimento das novas
práticas ou padrões executivos, adotados e
incentivados nos dias de hoje, pelas empresas
concessionárias/distribuidoras além de instaladores
em geral, na construção de instalações residenciais e
comerciais de gás, práticas estas que vieram se juntar
aos métodos tradicionais mais antigos e conhecidos.

www.crea-rj.org.br
ABORDAGENS PRINCIPAIS DURANTE A PALESTRA

• Sistemas de distribuição de gás no interior das edificações - medição de


consumo individual e coletivo.

• Padrões de instalação.

• Novos padrões executivos de instalações. Instalações aparentes. Exemplos


e particularidades de inspeção.

• Abrigos para medidores. Novos modelos adotados e suas particularidades.

• Providências iniciais de inspeção- documentação.

• Inspeção detalhada aos compartimentos de uma instalação. Adequações


dos ambientes com aparelhos instalados.

• Exemplos com fotos, de “Não Conformidades” em instalações de gás.

www.crea-rj.org.br
CAPÍTULO ESPECIAL
LEI 6890 DE 18/9/2014
 Estabelece a obrigatoriedade da inspeção quinquenal de segurança nas instalações de gás das
unidades residenciais e comerciais supridas por gases combustíveis no Estado do Rio de Janeiro.

 Principais destaques e diferenças em relação a Lei 6400 (Lei de Autovistoria):


1- Se refere especìficamente à inspeções das instalações de gás (em uso) em unidades residenciais e
comerciais, sejam para gás natural canalizado ou gás liquefeito de petróleo fornecido em cilindros (GLP).

2- Inspeções a cargo somente de empresas acreditadas pelo INMETRO e cujo processo de acreditação se
baseia na norma NBR 17020 (norma para acreditação de organismos de inspeção).

3- Contratação e relação comercial livre, entre usuários ou proprietários das instalações e empresas
acreditadas.

4- Base normativa para as inspeções: NBR’s 15923 e 13103, além do Manual de Rede de Distribuição
Interna de gás publicado pela AGENERSA através de sua Instrução Normativa 48/2015 (INCODIR
48/2015).

5- Obrigatório às empresas inspetoras a realização de testes de estanqueidade para todas as unidades de


uma edificação, além de avaliação de níveis de presença de monóxido de carbono (CO) em todos os
ambientes com aparelhos a gás instalados.

6- Ao final da inspeção, a empresa credenciada fixará na unidade consumidora selo indicativo da vistoria
com data prevista para a próxima vistoria.
 --------------------------------Esta lei não será o foco principal desta palestra-----------------------------------

www.crea-rj.org.br
ANEXO C- CRITÉRIOS DE ACEITAÇÃO EM REDE DE DISTRIBUIÇÃO INTERNA RESIDENCIAL EM USO- USO INDIVIDUAL
REFERÊNCIA Inspeção Critério de aceitação Classificação Prazo (dias)
ABNT NBR Condições de chama dos Chama estável sem variação de
15923 queimadores dos aparelhos a cor azul (em potência máxima e Menor 90
gás mínima)
Material utilizado na ligação de Tubos flexíveis conforme ABNT Maior 60
aparelho NBR 14177 (devem ter a inscrição
da norma em seu corpo)
Chaminé com encaixes firmes Maior 60
Instalação de chaminé individual nas conexões com os aparelhos
a gás, conforme ABNT NBR 13103
Desobstruído, permitindo a Menor 90
Condições de acesso ao abrigo marcação, inspeção e manutenção
dos medidores

www.crea-rj.org.br
Sistemas de distribuição de gás
GLP ou GN

COM MEDIÇÃO DE CONSUMO INDIVIDUAL E


CENTRALIZADA EM PAVIMENTO TÉRREO DE EDIFICAÇÕES

www.crea-rj.org.br
Sistemas de distribuição de gás
GLP ou GN

COM MEDIÇÃO DE CONSUMO INDIVIDUAL E


LOCALIZAÇÃO DE MEDIDORES NOS PRÓPRIOS
ANDARES DOS IMÓVEIS

www.crea-rj.org.br
Sistemas de distribuição de gás
GLP ou GN

COM MEDIÇÃO COLETIVA NO TÉRREO E


COM POSSIBILIDADE DE HAVER OU NÃO EM CONJUNTO,
MEDIÇÃO INDIV. NOS ANDARES

www.crea-rj.org.br
Padrões tradicionais de instalações
GLP ou GN

REGULAMENTO DE INSTALAÇÃO PREDIAL- RIP – criado em 23/6/1972

Trata-se de uma regulamentação criada no início dos anos 70, destinada a


fornecer orientações técnicas gerais aos projetistas e executores de instalações
de gás envolvidos nas construções de prédios novos que viriam a ser
construídos no Estado do Rio de Janeiro a partir daquela época.
Por estar voltada basicamente à instalações de gás dos prédios novos a serem
construídos, as instalações aprovadas com base nesta regulamentação, se
dariam preferencialmente de forma embutida em paredes ou pisos por quase
toda a edificação e quase sempre em aço galvanizado e com poucos pontos
aparentes ao longo da edificação ou no interior das unidades, como os pontos
para fogão ou aquecedor, muito embora esta mesma regulamentação e as
NBRs existentes à época já admitissem instalações totalmente aparentes e a
utilização de outros materiais para tubos e conexões além do aço.

www.crea-rj.org.br
Padrões tradicionais de instalações
GLP ou GN

Pontos aparentes no interior da unidade consumidora

www.crea-rj.org.br
Padrões tradicionais de instalações
GLP ou GN

REGULAMENTO DE INSTALAÇÃO PREDIAL- RIP – criado em 23/6/1972

O RIP apresenta, entre outras informações importantes aos projetistas e


instaladores, detalhes construtivos de cabines ou armários de medidores,
indicando cotas, distâncias e afastamentos requeridos para as tubulações (medidas
ao alto) que conectam e suportam os respectivos medidores, dimensões estas
bastantes generosas, cabendo desta forma e quase sempre, vários tipos e tamanhos
de medidores existentes à época, medidores estes que com o avanço da tecnologia
e mudança de tipo de gás distribuído passariam a ser bem menos robustos e mais
leves que os antigos. Estes medidores encontravam-se sempre em nichos
próprios e com isso separados uns dos outros por paredes e lajes divisórias,
ocupando grande área no interior das edificações.

www.crea-rj.org.br
Padrões tradicionais de instalações
GLP ou GN
Modelo de montagem - RIP
Fonte: RIP

www.crea-rj.org.br
A partir da privatização da CEG aproximadamente em 1995 e com a forte
intenção da nova empresa concessionária responsável pela distribuição de gás
natural (canalizado) no Estado em levar a distribuição de gás à áreas ainda não
servidas por gás canalizado, estabeleceu-se nesta empresa uma série de medidas
internas e normativas, que permitiram estimular este crescimento de consumo a
partir de construção de canalizações internas em edificações não dotadas deste
tipo de instalações e execução de abrigos de medidores em locais com pouco
espaço para estas construções, tudo isto sem causar grandes atropelos em
decorrência de quebras e recomposição de alvenarias e pisos.

www.crea-rj.org.br
Novos padrões de instalações
GLP ou GN

A QUESTÃO DOS NOVOS PADRÕES EXECUTIVOS


Instalações aparentes
Novos modelos de abrigos de medidores

Suas diferenças em relação aos padrões tradicionais.


Ocasiões ou situações de execução e suas vantagens.
Materiais normalmente empregados.
Cuidados adicionais de inspeção em relação às inspeções em locais com
instalações tradicionais.

www.crea-rj.org.br
Exemplo de “Novo Padrão” Executivo de Instalação

Instalação aparente em tubos de cobre

www.crea-rj.org.br
Exemplo de “Novo Padrão” Executivo de Instalação

Novo modelo para abrigo de medidores- sem lajes ou paredes divisórias

www.crea-rj.org.br
“Novos padrões de instalações” – Instalações aparentes
Modificações ou vantagens na execução de instalações de gás/
cuidados adicionais de inspeção

• Como referência de emprego, temos a adoção destes novos padrões entre outros,
principalmente em prédios antigos, em substituição a antigas ramificações embutidas
que apresentaram escapamentos, impossibilitando em definitivo o consumo de gás
através delas.

• É adotado também pela CEG (através de suas empresas terceirizadas) como solução
para conquista de novos consumidores em prédios antigos que não dispõem de
instalações e não consomem gás natural.

• Este novo padrão visual de execução de instalações de gás adiciona novos e


importantes itens de observações durante as inspeções e esta novidade deve ser do
conhecimento dos técnicos que farão inspeções em instalações de gás, sejam
instalações para gás natural ou GLP. Deve ser ressaltado que a adoção de padrão de
execução de instalações de gás aparentes é permitida há vários anos por normas e
regulamentos em vigor, constituindo antiga possibilidade de execução, embora não
muito utilizada no passado.

www.crea-rj.org.br
www.crea-rj.org.br
www.crea-rj.org.br
www.crea-rj.org.br
www.crea-rj.org.br
www.crea-rj.org.br
www.crea-rj.org.br
www.crea-rj.org.br
www.crea-rj.org.br
• Estes recentes padrões de execução de instalações de gás,
são adotados também por distribuidoras e construtores de
instalações que objetivam ao consumo de GLP, tudo
devidamente baseado em normas reguladoras à respeito
e aprovados pelos órgãos fiscalizadores deste tipo de
distribuição de gás. Nos próximos slides temos um
exemplo de aplicação disto.

www.crea-rj.org.br
www.crea-rj.org.br
www.crea-rj.org.br
www.crea-rj.org.br
www.crea-rj.org.br
www.crea-rj.org.br
Normas internas CEG (NT’s/PE’s)
-Informações importantes para a autovistoria-

São diversas normas internas da empresa, complementares ao


Regulamento de Instalação Predial (RIP) e que estabelecem os
procedimentos de trabalho das empresas contratados pela CEG, para
execução dos diversos serviços solicitados por seus clientes
diretamente à concessionária ou ainda, serviços relativos por
exemplo, à conquista de mercado projetado pela empresa. As NTs
ampliam e facilitam em muitos casos as soluções de instalações de
gás, principalmente nas instalações destinadas a consumo de gás em
prédios antigos.

www.crea-rj.org.br
Normas internas CEG (NT’s/PE’s)
-Informações importantes para a autovistoria-

É através de uma dessas normas, por exemplo, que são estabelecidos novos
critérios ou modelos de montagem e fabricação de armários de medidores,
possibilitando assim, a construção de tubulações (medidas ao alto) que
conectam e suportam os medidores no interior dos seus abrigos, com
afastamentos e alturas inferiores aos modelos constantes no RIP e ainda, sem
lajes ou paredes divisórias entre medidores, diminuindo com isso a área total
ocupada pelos abrigos no interior das edificações.
Tem aplicação direta e utilíssima em prédios já construídos e com pouca área
interna disponível para isso.
Isto só foi possível tendo em vista que os medidores atuais se tornaram
menores e mais leves em relação aos mais antigos diminuindo os espaços a
serem ocupados no interior dos abrigos.

www.crea-rj.org.br
Esquema de montagem de armário de medição
com base em Norma Interna CEG

www.crea-rj.org.br
Modelo de montagem/conexão de medidores com
base em Norma Interna CEG

Conexão de medidor com utilização de tubo flexível apropriado


-(a cargo da concessionária de gás natural)-

Montagem de PI sem lajes ou paredes divisórias

www.crea-rj.org.br
Esquema de montagem de armário de medição
com base em Norma Interna CEG

www.crea-rj.org.br
www.crea-rj.org.br
Armário de medidores montado com padrões tradicionais estabelecido pelo RIP
- área externa ao armário-

www.crea-rj.org.br
A mesma edificação, com modificação de montagem de seu abrigo de medidores para
novos padrões estabelecidos pela CEG com base em suas normas internas.

www.crea-rj.org.br
INSPEÇÃO EM INSTALAÇÕES DE GÁS

• Documentação a ser requerida:


-Plantas originais de instalação e as de eventuais modificações.
-Relatórios e laudos de inspeções, visitas ou intervenções realizadas nas instalações,
inclusive pelas concessionárias ou distribuidoras.
Ex: relatórios de testes de estanqueidade, de reparos de escapamentos e de
manutenções diversas.
Obs:
1- obter tais documentos com síndicos ou responsáveis pelos imóveis relacionando-
os em seu relatório e mencionar a falta de alguma documentação solicitada o que
não inviabilizará a vistoria.
2- mencionar também o fato de alguma instalação não estar condizente com projetos
apresentados, seja em área comum ou autônoma da edificação ou estabelecimentos
comerciais.

www.crea-rj.org.br
INSPEÇÃO EM INSTALAÇÕES DE GÁS

• GLP OU GÁS NATURAL

• Em relação a cada um dos itens de uma instalação de gás


abaixo indicados, deverão ser realizadas pelo menos as
considerações descritas nos slides seguintes.
• Abrigos, armários ou cabines de medidores e as Centrais de
GLP
• Ramais internos
• Ramificações internas (ou “Instalações internas”)
• Aparelhos de utilização de gás, adequações do ambiente e
requisitos para instalação de chaminés de aquecedores.

www.crea-rj.org.br
1 – ABRIGOS, ARMÁRIOS OU CABINE DE
MEDIDORES

Pontos a serem
observados:
(nota: todas as observações se
aplicam tanto à abrigos de medidores
para GN como para GLP)

• Abrigos livres de entulho


e material inflamável

www.crea-rj.org.br
1 – ABRIGOS, ARMÁRIOS OU CABINE DE
MEDIDORES

• No caso da caixa de proteção abrir diretamente para o


logradouro público é obrigatório o emprego de porta metálica
com fechadura e visor para leitura.

• No interior do abrigo, não deve existir hidrômetro, nem


dispositivo capaz de produzir centelha, chama ou calor.

www.crea-rj.org.br
1 – ABRIGOS, ARMÁRIOS OU CABINE DE
MEDIDORES

• Abrigos de medidores de gás natural podem ser instalados em áreas de servidão


comum. Podem ficar no 1º subsolo das edificações, desde que assegurados
iluminação e ventilação. Excetuam-se os abrigos de medidores para instalações
de GLP e os vasilhames ou centrais deste gás que não podem estar localizados
em subsolos.

• Devem estar protegidos contra choque mecânico.

• Abrigo de medidor sempre deve ter fundo.

• O piso dos abrigos deve sempre ser cimentado e estar a 10cm no mínimo do piso
do local onde a cabine está construída.

• Caso a caixa seja tipo armário metálico suspenso fixado em paredes, o fundo
poderá ser do mesmo material da caixa.

www.crea-rj.org.br
1 – ABRIGOS, ARMÁRIOS OU CABINE DE
MEDIDORES

 Qualquer equipamento elétrico no interior de abrigos,


armários ou cabines, deverá ter sempre blindagem à
prova de explosão e destinado unicamente à iluminação
do ambiente.

 O equipamento à prova de explosão deverá conter


obrigatoriamente plaqueta de certificação INMETRO.

www.crea-rj.org.br
1 – ABRIGOS, ARMÁRIOS OU CABINE DE
MEDIDORES

Pode isso????

www.crea-rj.org.br
1 – ABRIGOS, ARMÁRIOS OU CABINE DE
MEDIDORES

Cada medidor de gás deverá ter sua válvula individual junto à entrada de gás
do medidor, de forma a possibilitar a interrupção de gás a uma determinada
unidade.

O interior de abrigos de medidores, não poderá ter escapamentos de gás, seja


em interligações de tubulações e suas conexões, conexões de medidores,
válvulas etc. Tudo deverá estar estanque. Especial cuidado deve-se ter com o
conjunto constituído de válvula e regulador destinado a consumo de GLP,
bastante sujeito a apresentar escapamentos de tempos em tempos.

www.crea-rj.org.br
1 – ABRIGOS, ARMÁRIOS OU CABINE DE
MEDIDORES

escapamentos

www.crea-rj.org.br
1 – ABRIGOS, ARMÁRIOS OU CABINE DE
MEDIDORES
ACESSO AOS ABRIGOS
• O acesso aos abrigos deve permanecer desimpedido, para facilidade de
inspeção e marcação do consumo.

• O acesso aos abrigos de medidores localizados em coberturas ou


prismas de ventilação, dados através de aberturas como alçapões ou
portinholas, deve possuir área livre de passagem superior a 1,26 m².

• Recomenda-se que o acesso aos abrigos seja por escada fixa não
apoiada em escadas de emergência ou antecâmaras de incêndio.

• Recomenda-se para abrigos de medidores localizados em coberturas,


cujo acesso seja através de escada tipo marinheiro possuam guarda-
corpo de proteção contra queda a partir de 2,00 m de altura.

www.crea-rj.org.br
1 – ABRIGOS, ARMÁRIOS OU CABINE DE
MEDIDORES

www.crea-rj.org.br
1 – ABRIGOS, ARMÁRIOS OU CABINE DE
MEDIDORES

VENTILAÇÃO DOS ABRIGOS


• Os abrigos de medidores devem ser ventilados através de aberturas
para arejamento. Devem ser consideradas as áreas efetivamente úteis
existentes para a ventilação.
• A área total das aberturas para ventilação das caixas de proteção ou
abrigos deve ser de no mínimo 1/10 (um décimo) da área da planta
baixa do compartimento, sendo conveniente prover a máxima
ventilação permitida pelo local.
• As dependências dos edifícios, destinadas a localização dos abrigos,
devem ser mantidas amplamente ventiladas e iluminadas.
• Todas as observações e verificações até o momento apresentadas para
abrigo de medidores, valem também para abrigos de conjunto de
reguladores ou abrigos de regulagem.

www.crea-rj.org.br
1 – ABRIGOS, ARMÁRIOS OU CABINE DE
MEDIDORES
Abrigo para conjunto de regulagem - (ventilação mínima = 10% área da planta baixa do abrigo)

www.crea-rj.org.br
1 – ABRIGOS, ARMÁRIOS OU CABINE DE
MEDIDORES

Alguns exemplos de inadequações:


Instalação inócua de equipamento à prova de explosão

www.crea-rj.org.br
1 – ABRIGOS, ARMÁRIOS OU CABINE DE
MEDIDORES

Inaceitável

Interior de uma cabine


de medidores
Eng° José Aurelio Pinheiro
www.crea-rj.org.br
1 – ABRIGOS, ARMÁRIOS OU CABINE DE
MEDIDORES

Outra instalação inócua de equipamento à prova de explosão

www.crea-rj.org.br
1 – ABRIGOS, ARMÁRIOS OU CABINE DE
MEDIDORES

CAIXAS DE PROTEÇÃO NOS ANDARES PARA GÁS NATURAL


• As caixas de proteção ou armários de medidores para gás natural
localizadas nos andares, sem possibilidade de ventilação permanente,
devem ser ventiladas através de aberturas localizadas na parte inferior das
portas, garantindo uma fresta mínima de 1 cm de altura, e por outra
abertura na parte superior da caixa de proteção ou cabine, comunicando
diretamente com o exterior ou através de duto vertical adjacente, este com
a menor das dimensões igual ou superior a 7 cm.

• A área total das aberturas para ventilação, incluindo fresta e o duto, deve
ser no mínimo igual a 1/10 (um décimo) da área da planta baixa do
compartimento. Neste caso, o duto vertical adjacente deve comunicar
com o exterior através da extremidade superior.
• A porta deverá ser sem venezianas, para dificultar o escapamento de gás
para o ambiente.

www.crea-rj.org.br
1 – ABRIGOS, ARMÁRIOS OU CABINE DE
MEDIDORES
CAIXAS DE PROTEÇÃO NOS ANDARES PARA GLP
• As caixas de proteção ou armários de medidores para GLP localizados
nos andares, sem possibilidade de ventilação permanente, devem ser
ventiladas através de aberturas localizadas na parte superior das portas,
garantindo uma fresta mínima de 1 cm de altura, e por outra abertura
na parte inferior da caixa de proteção ou cabine, comunicando
diretamente com o exterior ou através de duto vertical adjacente, este
com a menor das dimensões igual ou superior a 7 cm.

• A área total das aberturas para ventilação, incluindo fresta e o duto,


deve ser no mínimo igual a 1/10 (um décimo) da área da planta baixa
do compartimento. Neste caso, o duto vertical adjacente deve
comunicar com o exterior através da extremidade inferior.
• A porta deverá ser sem venezianas, para dificultar o escapamento de
gás para o ambiente.

www.crea-rj.org.br
VENTILAÇÃO DOS ABRIGOS EM ANDARES SEM
VENTILAÇÃO PERMANENTE –(GLP e Gás Natural)

1- Corte na porta de 1 cm OBS: Em prédios em construção, cujos


abrigos estejam projetados na mesma
2- porta sem venezianas situação acima, é construído um shaft
11- duto com menor das dimensões igual a 7 cm adjacente ao abrigo e destinado a sua
ventilação.

www.crea-rj.org.br
CENTRAL DE GLP (Gás Liquefeito de Petróleo)

 Área devidamente delimitada e destinada ao armazenamento dos recipientes de


GLP de uma instalação de gás.
 É na central de GLP que se encontra o regulador de 1º estágio (ou 1º corte), o qual
reduz a pressão de gás advinda do interior dos cilindros, possibilitando o fluxo de
gás por tubulação primária até um abrigo de medidores ou ponto de consumo.
 Os recipientes podem ser transportáveis, transportável abastecido no local e
estacionários.
 Recipientes transportáveis (até 90kg de GLP)- como o próprio nome diz são
removidos, transportados e substituídos regularmente, de forma manual ou por
qualquer outro meio.
 Recipiente transportável abastecidos no local (até 190kg de GLP)- não é
substituído normalmente e é reabastecido periodicamente no local por veículos
específicos.
 Recipiente estacionário- também são abastecidos no local de instalação, mas
identificando apenas vasilhames com grandes quantidades de GLP, acima de 190
kg.
 Nota: recipientes transportáveis e transportáveis abastecidos no local devem
sempre estar protegidos por abrigos

www.crea-rj.org.br
CENTRAL DE GLP (Gás Liquefeito de Petróleo)

Central de GLP com vasilhames transportáveis

www.crea-rj.org.br
CENTRAL DE GLP (Gás Liquefeito de Petróleo)

Central de GLP com vasilhames transportáveis


Regulador de 1º corte

www.crea-rj.org.br
CENTRAL DE GLP (Gás Liquefeito de Petróleo)

s/ medição

c/ medição

Rede primária

Regulador de 2º corte

www.crea-rj.org.br
CENTRAL DE GLP (Gás Liquefeito de Petróleo)

Central de GLP com vasilhames estacionários


(* Transportáveis abastecidos no local)

www.crea-rj.org.br
CENTRAL DE GLP (Gás Liquefeito de Petróleo)

???? - situação não conforme

Pigtail- tubo flexível para ligação de vasilhames

www.crea-rj.org.br
CENTRAL DE GLP – Pontos a serem observados

• O local de instalação de uma central de GLP, deve ser em atmosfera livre, de fácil
acesso e desimpedido, não podendo estar situado dentro da projeção da edificação. Aos
vasilhames deve ser assegurada a proteção à sua integridade e devem estar em excelente
estado sem apresentar vazamentos, corrosão ou amassamentos. Válvulas e conexões
também devem estar em bom estado.
• Qualquer instalação elétrica em seu interior (caso necessário) deve ser à prova de
explosão e gases de acordo com as normas em vigor. A altura mínima no interior dos
abrigos deve ser de 1,80m.
• Recipientes de gás devem distar no mínimo 1,5m de aberturas como ralos, poços,
canaletas e outras que estiverem em nível inferior ao dos recipientes.
• Os recipientes devem distar no mínimo 3m de materiais de fácil combustão ou de
qualquer fonte de ignição, inclusive estacionamentos.
• Devem distar 6m de qualquer depósito de materiais inflamáveis ou comburentes.
 A princípio não podem estar sob redes elétricas. Poderão no entanto permanecer sob
redes elétricas em baixa tensão (máximo 0,6KV) caso a central tenha laje de cobertura
construída com TRF-2 (conforme NBR 10636).
• Centrais ou vasilhames não podem estar em subsolos de edificações.

www.crea-rj.org.br
CENTRAL DE GLP – Pontos a serem observados

• Recipientes ou vasilhames sem utilização e mesmo vazios devem ter suas


válvulas de saída fechadas.
• Cilindros de até 45 kg podem estar dispostos no abrigo em 2 filas, mas acima
desta capacidade somente em 1 fila.
• As portas dos abrigos deverão ser dotadas de venezianas, tela metálica, grade ou
similar. A área total mínima de ventilação dos abrigos deve ser de 10% de sua
planta baixa, devendo ser provida a máxima ventilação possível. Os abrigos
devem possuir janelas (de preferência laterais), uma superior e outra inferior,
com área mínima cada uma de 0,03m2 e de tal forma que as janelas
proporcionem ventilação total de 10% da área do piso do abrigo.
• Os recipientes devem estar assentados em base firme, nivelada e de material
incombustível.
• As centrais devem conter aviso com a inscrição: PERIGO – INFLAMÁVEL-
PROIBIDO FUMAR.

www.crea-rj.org.br
CENTRAL DE GLP – Pontos a serem observados

Observações específicas para vasilhame transportáveis abastecidos no local.


 A linha de abastecimento, deve ser externa às edificações e provido de ponto de purga
para a atmosfera o qual deverá respeitar os afastamentos previstos na tabela abaixo para a
tomada de abastecimento. O dreno somente pode ser feito através de orifício com
diâmetro máximo de 3mm e em local ventilado.

 As tomadas para abastecimento de centrais devem estar dentro da propriedade, mesmo


que junto a divisa, mas sempre no exterior da edificação, podendo ser nos próprios
recipientes, na central ou em qualquer ponto afastado da central, desde que demarcado e
respeitando as distâncias da tabela abaixo.

 É vedado tomada de abastecimento em caixas ou galerias subterrâneas e próximas de


depressões do solo, valetas para captação de águas pluviais, aberturas de dutos de esgoto
ou de acessos subterrâneos.

www.crea-rj.org.br
CENTRAL DE GLP – Pontos a serem observados

Observações específicas para centrais com vasilhames estacionários.


 Os recipientes estacionários de superfície, devem ser protegidos através de tela ou gradil de
material incombustível, com no mínimo 1,80 de altura, que não interfira na ventilação, contendo
no mínimo 2 portões com 1m de largura no mínimo em lados opostos ou localizados nas
extremidades de um mesmo lado da central, abrindo para fora. Gradil e portão devem obedecer
os distanciamentos da tabela abaixo.

 Havendo necessidade de construção de paredes TRF-2, a quantidade máxima de paredes deve


ser limitada a duas e com altura mínima de 1,80m ou a altura do recipiente, o que for mais alto,
sendo o comprimento igual ao do alinhamento de vasilhames com mais 1 metro para cada lado e
distanciamento dos vasilhames entre 1 e 3 metros .

www.crea-rj.org.br
CENTRAL DE GLP – Pontos a serem observados

AFASTAMENTOS MÍNIMOS DAS CENTRAIS DE GLP ATÉ A PROJEÇÃO HORIZONTAL DAS EDIFICAÇÕES

RECIPIENTES TRANSPORTÁVEIS RECIPIENTES ESTACIONÁRIOS

Quantidade de GLP (kg) Afastamento mínimo (m) Capacidade do reservatório (m³) Afastamento mínimo (m)

Até 540 0 até 1,0 0

entre 540 e 1080 1,5 entre 1,1 e 2,0 1,5

entre 1080 e 2520 3 entre 2,1 e 5,5 3

entre 2520 e 4000 7,5 entre 5,6 e 8,0 7,5

Nota: A tabela acima é básica. Deve-se consultar publicação de documento da Diretoria de Serviços
Técnicos do CBMERJ “ Aditamento Administrativo de Serviços Técnicos nº 006- Nota DGST
208/2013”, que complementa o COSCIP- Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico. Tal documento
apresenta flexibilizações à tabela acima que em algumas situações reduzem os afastamentos mencionados.
Recomenda-se consulta também a NBR 13523:2008 para informações a respeito.

www.crea-rj.org.br
CENTRAL DE GLP – Pontos a serem observados

Proteção contra incêndio


• Junto às centrais de GLP, devem ser instalados extintores de
incêndio, com acesso fácil e desimpedido, em quantidades e
capacidades mínimas conforme a tabela:

COLOCAÇÃO DE EXTINTORES

Quantidade de GLP (kg) Quantidade e capacidade de extintores


2x (20-B) ou 2
até 270 CO2 (6 kg)

2x (20-B) ou
de 271 a 1800 4CO2 (6 kg)

2x (20-B) + 1 4 CO2 (6 kg) + 1 CO2


acima de 1800 (80-B) ou (25 KG)

Nota: Recomenda-se consulta às regulamentações do DST do CBMERJ para informações de alternativas em relação a
capacidades de extintores que provocarão variações em relação a tabela acima.

www.crea-rj.org.br
2 – RAMAIS INTERNOS

Ramal interno: trecho de canalização oriunda da rede externa de


gás, que fica localizada no interior da propriedade (entre o limite da
propriedade e os medidores).

As situações a seguir se ocorrerem devem ser consideradas


inaceitáveis ou não conformes:
• Passagem de ramal por tubos de lixo, dutos de ar condicionado e
outros.
• Passagem no interior de cisternas e dutos de água pluvial ou
esgoto.
• No interior de compartimentos de aparelhagem elétrica.
• Em dormitórios.
• Em compartimento não ventilados.

www.crea-rj.org.br
2 – RAMAIS INTERNOS

• Em qualquer vazio (a não ser que amplamente ventilado).


• Em poços de elevadores.
E ainda:
• Se aparente, deve estar protegido contra choques e estar em boas
condições, não apresentando oxidações, amassamentos, nem
escapamentos localizados, devendo estar pintado de amarelo nos
trechos aparentes.

OBS: As avaliações para ramal de gás natural, valem também para


o trecho de tubulação de GLP identificado como Rede primária
entre centrais de GLP e abrigos de medidores ou reguladores de 2º
estágio ou 2º corte.

www.crea-rj.org.br
3 – RAMIFICAÇÕES INTERNAS – GN/GLP

São os trechos de canalizações (externos ou internos aos imóveis)


entre os medidores e os pontos de consumo no interior dos imóveis

Ramificações internas
(“Instalações internas”)

www.crea-rj.org.br
3 – RAMIFICAÇÕES INTERNAS – GN/GLP

Deve ser avaliado durante as inspeções:


• Passagem de tubulação em ambiente não ventilado ou em espaço confinado
(ex: forro falso).
• Para o tipo de instalação aparente, deve ser verificado, o estado da canalização
e seus suportes (quanto a questões de corrosão), sua firme e correta fixação e o
espaçamento adequado dos suportes, além da obrigatoriedade de pintura das
canalizações, que deva ser em amarelo ou no caso de outras cores, ter adesivos
com indicação “GÁS” a cada 10 metros.
• As instalações aparentes devem (assim como abrigos de medidores e assim
como as centrais de GLP ) estar protegidas contra choques e sempre que
necessário devem ser instalados anteparos que os protejam.

www.crea-rj.org.br
3 – RAMIFICAÇÕES INTERNAS – GN/GLP
 Para casos de instalação aparente em tubos de cobre, fixada à
estrutura do prédio com abraçadeiras de metal, deve-se verificar se
foi previsto a colocação entre tubo e abraçadeira, algum material
isolante, evitando-se com isso contato indesejado e não permitido das
duas peças.

 Não se admite qualquer trecho da canalização em PVC. Os tubos


deverão sempre ser em aço (galvanizado ou não) com conexões em
aço forjado ou ferro maleável conforme o caso ou ainda em tubos e
conexões de cobre. Já são aceitos pela CEG os tubos multicamada
(PE/al/PE) e os tubos PE/aço, devendo tais tubos terem proteção
contra a incidência de raios ultravioletas quando instalados
externamentes.

 Para qualquer tipo de instalação, todos os seus componentes (tubos,


conexões e válvulas ou registros) devem estar em bom estado, não se
admitindo corrosão, amassamentos e imperfeições diversas.

www.crea-rj.org.br
3 – RAMIFICAÇÕES INTERNAS – GN/GLP

• Tem as mesmas restrições dos ramais alimentadores, no que se refira a


proibição para passagem por dutos diversos (lixo etc).
• O vedante aceito para conexões roscadas é o teflon ou resina epoxi para as
conexões permanentes. Proibido zarcão ou sisal.
• O distanciamento mínimo das instalações de gás para todos os componentes
de uma instalação de para raios (cordoalhas, hastes etc) é de 2 metros.
• As instalações de gás devem manter distância de instalações de outros tipos
conforme o constante na NBR 15526 (ver tabelas completas com
distanciamentos na NBR e também Manual de Rede de Distribuição
Interna/ IN48) .
Exemplo de não conformidade para este ítem:
• -Instalações de gás em paralelo com instalações elétricas protegidas (por
eletroduto não metálico) a menos de 30mm de distância ou a menos de
50mm de instalações elétricas não protegidas. Em cruzamentos com este
tipo de instalação a menos de 10mm em qualquer situação.

www.crea-rj.org.br
3 – RAMIFICAÇÕES INTERNAS – GN/GLP

CORREDOR DE ACESSO À APARTAMENTOS SEM QUALQUER VENTILAÇÃO

SITUAÇÃO ESTA EM QUE NÃO SE ADMITE A PASSAGEM DE INSTALAÇÕES DE GÁS

www.crea-rj.org.br
3 – RAMIFICAÇÕES INTERNAS – GN/GLP

O caráter visual da autovistoria impõe as seguintes verificações específicas :


 É altamente recomendável e importante, verificações diretas de possíveis escapamentos, nos poucos
trechos aparentes (isto no caso de instalações embutidas) das instalações domiciliares e comerciais de
gás, tais como o trecho entre a saída da instalação na parede e registros próximos a fogões,
aquecedores e outros aparelhos, incluindo os próprios registros e as conexões flexíveis ou rígidas de
aparelhos à estes registros, aplicando-se nestes pontos, uma solução formadora de bolhas como a
mistura de água e detergente por exemplo.

 Verificar na documentação eventualmente fornecida por síndicos ou moradores, relatórios ou laudos


recentes, de revisões eventualmente realizadas nas instalações de gás de uma edificação. Tendo havido
a realização de testes de estanqueidade, verificar o resultado encontrado nas instalações. Constando
escapamento em algumas instalações, verificar se houve reparo nestas instalações com obtenção
documentada de estanqueidade nas instalações anteriormente defeituosas ou com escapamento.

www.crea-rj.org.br
3 – RAMIFICAÇÕES INTERNAS – GN/GLP

É lícito ao inspetor de autovistoria determinar fornecendo prazo, que o responsável


pela instalação de gás providencie avaliação e se for o caso reparo imediato
através de empresas/profissionais especializados, com apresentação posterior de
certificação de comprovação de estanqueidade da instalação em questão, em caso
de ocorrência de alguma das situações abaixo:

1- Relatórios/laudos apresentados pelos responsáveis com dados de


escapamentos em instalações, sem indicativos de posterior reparo com obtenção
de estanqueidade.
2- Constatações diretas por parte do inspetor, de escapamentos em qualquer ponto
da instalação inspecionada (recomendável informar além do responsável, síndicos
e a própria concessionária).
3- Odor recorrente de gás nos ambientes inspecionados (mesma recomendação
anterior).

Toda documentação acima relacionada deve estar acompanhada de


Responsabilidade Técnica com apresentação de ART paga, devendo ser copiada
pelo inspetor para sua guarda e vinculada ao seu laudo de inspeção.

www.crea-rj.org.br
4 – APARELHOS DE UTILIZAÇÃO DE GÁS
E AS ADEQUAÇÕES DE AMBIENTES

Aparelhos de circuito aberto e de circuito fechado

Os aparelhos a gás de circuito aberto são aqueles que utilizam o ar necessário


para efetuar a combustão completa, da atmosfera do local onde estão
instalados, necessitando assim, de determinadas condições de ventilação, ou
seja, entrada de ar e exaustão dos produtos da combustão.
Requerem condições ideais de ventilações nos ambientes onde se encontram.

ventoinha

Aquecedor c/ exaustão natural Aquecedor c/ exaustão forçada

www.crea-rj.org.br
4 – APARELHOS DE UTILIZAÇÃO DE GÁS
E AS ADEQUAÇÕES DE AMBIENTES

Aparelhos de circuito aberto e de circuito fechado

Os aparelhos a gás de circuito fechado são aqueles nos quais o circuito de


combustão (entrada de ar e saída dos produtos de combustão) não tem
qualquer comunicação com a atmosfera do local onde estão instalados.
Não requerem condições ideais de ventilações mínimas de ambientes.

ventoinha

Aquecedor c/ exaustão natural Aquecedor c/ exaustão forçada

www.crea-rj.org.br
4 – APARELHOS DE UTILIZAÇÃO DE GÁS
E AS ADEQUAÇÕES DE AMBIENTES
Pontos a serem observados:
• Todos aparelhos devem ter registros próprios. Tais registros devem ser do
tipo esfera, não se admitindo outro tipo. Devem estar em local de fácil
acesso e ventilados. Se estiverem dentro de armários este deve estar
ventilado.
• As ligações dos pontos de gás aos aparelhos devem ser por meio de ligações
rígidas ou por meio de tubos flexíveis metálicos os quais devem cumprir os
requisitos da norma NBR 14177 e deve ter esta inscrição em seu corpo.
Inscrição da norma e validade

• Aparelhos de gás somente em locais com ventilação permanente mínima de


800 cm², constituídas de uma ventilação superior acima de 1,50m e com vão
livre efetivo de 600 cm² e outra inferior abaixo de 0,80m com vão livre
efetivo entre 200 e 400 cm².
www.crea-rj.org.br
4 – APARELHOS DE UTILIZAÇÃO DE GÁS
E AS ADEQUAÇÕES DE AMBIENTES
 Nos casos de banheiros sem comunicação direta com o exterior, a abertura
superior em comunicação indireta com o meio externo é permitida, desde que
haja seção livre mínima de 1.600 cm², com o comprimento máximo de 4m.
 Fogões com mais de 360 kcal/min deve ter instalação complementada com coifa
ou exaustor.
 Aquecedores (circuito aberto) devem ter obrigatoriamente chaminés com trecho
vertical mínimo de 35 cm, devendo tal chaminé ser sempre ascendente, indo
diretamente ao exterior e sendo provido em sua extremidade final de terminal T.
 Volume mínimo de banheiros com aquecedor é de 6m3. Fogões também
deverão estar instalados em ambientes com mínimo de 6 m3, podendo neste
caso haver incorporação de área de ambiente contíguo.
 Aquecedores de circuito aberto não podem ser instalados no interior de boxes
ou acima de banheiras ou ainda em banheiros com ventilação mecânica.
 Em instalações comerciais, havendo renovação do ar unicamente por exaustão
mecânica, deve haver bloqueio do fornecimento de gás por válvula solenóide
eletricamente interligada ao sistema de exaustão, em caso de não funcionamento
deste.

www.crea-rj.org.br
4 – APARELHOS DE UTILIZAÇÃO DE GÁS
E AS ADEQUAÇÕES DE AMBIENTES

Estado físico dos aparelhos a gás

Os aparelhos a gás devem estar em bom estado aparente, sem peças soltas e
sem vazamentos de água ou gás. As chamas dos queimadores não podem
estar excessivamente avermelhas ou amareladas, com flutuações, deslocando-
se dos queimadores ou ainda apagando, seja em fogo alto ou baixo.

No caso de aquecedores, devem estar convenientemente fixados e com sua


capa instalada.

No caso de fogões, todos os registros de ramais do fogão devem estar


instalados e funcionando, operando bem fogo alto ou baixo.

Todas as observações anteriores valem também para o forno do fogão.

www.crea-rj.org.br
4 – APARELHOS DE UTILIZAÇÃO DE GÁS
E AS ADEQUAÇÕES DE AMBIENTES

Áreas Mínimas para Ventilação dos Ambientes Residenciais

A ventilação inferior pode ser obtida também por um


corte inferior de porta.

www.crea-rj.org.br
4 – APARELHOS DE UTILIZAÇÃO DE GÁS
E AS ADEQUAÇÕES DE AMBIENTES

Ventilação de ambientes de uso comercial – áreas mínimas de ventilação

• 1ª situação: Potência total calorífica de equipamentos instalados menor ou


igual a 320 kcal/ min:
Área total mínima = 800 cm2

• 2ª situação: Potência total calorífica de equipamentos instalados superior a 320


kcal/ min:
Área de ventilação total (em cm2) = 1,5 x Potência total calorífica de equipamentos
instalados (em kcal/min),
sendo que vent superior = 75% da área calculada e vent inferior = 25 a 50% da
área calculada
Obs: lembrando-se que a área mínima adotada deverá ser igual ou maior que 800cm2.

www.crea-rj.org.br
4 – APARELHOS DE UTILIZAÇÃO DE GÁS
E AS ADEQUAÇÕES DE AMBIENTES

Ventilação indireta de ambientes de uso comercial (por dutos)

• 1ª situação: Dutos verticais (ambientes e aparelhos instalados em subsolo)

Área de duto (vent inferior ou superior)= área calculada (conforme slide anterior) x 2
Obs: Neste caso é vedada a utilização de GLP

• 2ª situação: Dutos horizontais

Área de duto (vent inferior ou superior)


Compr de duto até 3m------------------- área calculada x 1
Compr de duto de 3 a 10m------------- área calculada x 1,5
Compr de duto acima de 10m–------- área calculada x 2

www.crea-rj.org.br
4 – APARELHOS DE UTILIZAÇÃO DE GÁS
E AS ADEQUAÇÕES DE AMBIENTES

Volume mínimo de ambientes com equipamentos de uso comercial instalados

• 1ª situação: Se somatório de potências caloríficas dos equipamentos for até


430 kcal/min:
- volume mínimo de ambientes = 6m3

• 2ª situação: Se somatório de potências caloríficas superior a 430 kcal/min:


- volume mínimo dos ambientes (m3) = somatório das potências dos aparelhos
expressas em termias/hora, sabendo-se que:
1 termia/hora= 1000kcal/hora
obs: O ambiente não poderá ter volume inferior a 6m3

www.crea-rj.org.br
Requisitos para instalação de chaminés de
aquecedores

• É proibida qualquer emenda ao longo do percurso das chaminés, exceto na conexão com o aquecedor
ou o terminal T.

• Chaminé para aquecedor de circuito aberto deve obrigatoriamente ter trecho vertical inicial com 35 cm,
antes da primeira curva.

• Devem estar convenientemente fixadas ao aparelho a gás e ao terminal T, para evitar vazamento dos
produtos da combustão para os ambientes.

• A chaminé deve ir até o exterior da edificação.

• A chaminé deve ser sempre ascendente.

• O tipo de chaminé a ser utilizado é sempre o corrugado de alumínio.

• Os dutos de chaminés coletivas, só podem receber 2 derivações individuais em cada andar e servir
somente a 9 pavimentos no total, não se admitindo sua extremidade superior terminando sob telhados e
coberturas confinados ou com bloqueio de saída de gases, além de qualquer estrangulamento ao longo
de seu percurso e saída superior.

• A ligação de dutos individuais aos coletivos deve ser sempre ascendente.

• As chaminés (coletivas ou não) não podem ter qualquer estrangulamento ao longo de seu percurso.

www.crea-rj.org.br
Não conformidades frequentes

-Utilização de materiais não permitidos no


Luminária não apropriada. abrigo.
-Sem porta.
Não é a prova de explosão.
-Conexões dos medidores em péssimo
estado.

www.crea-rj.org.br
Não conformidades frequentes

Exemplos de inadequações que devam ser corrigidas

Abertura possibilitando escape dos produtos da combustão

www.crea-rj.org.br
Não conformidades frequentes

Aquecedor sem chaminé

Aquecedor com chaminé


descendente

www.crea-rj.org.br
Não conformidades frequentes

Sem o percurso inicial vertical de 35 cm

www.crea-rj.org.br
Não conformidades frequentes

Chaminé que não vai ao limite mais


externo da edificação Terminal T na horizontal

www.crea-rj.org.br
Não conformidades frequentes

Fios e dutos de instalação


elétrica a menos de 20cm

www.crea-rj.org.br
Não conformidades frequentes

Instalação em local confinado (não ventilado permanentemente)

www.crea-rj.org.br
Não conformidades frequentes

Chama ideal

www.crea-rj.org.br
Não conformidades frequentes

Chaminé coletiva com saída em espaço confinado

www.crea-rj.org.br
Não conformidades frequentes

Ventilação da cabine de
Equipamento em mal estado medidores insuficiente

www.crea-rj.org.br
Normas de referência

 ABNT NBR 14177:2008 – Tubo flexível metálico para inst. de gás combustível de baixa
pressão.

 ABNT NBR 15923:2011 - Inspeção de rede de distribuição interna de gases combustíveis em


instalações residenciais e instalação de aparelhos a gás para uso residencial. Procedimento.

 ABNT NBR 13103:2013 - Instalação de aparelhos a gás para uso residencial- Requisitos.

 ABNT 15526:2012 - Redes de distribuição interna para gases combustíveis em instalações


residenciais e comerciais- projeto execução.

 ABNT NBR 13523:2008 - Central de gás liquefeito de petróleo.

 ABNT NBR 5580:2013 - Tubos de aço carbono para usos comuns na condução de fluidos.

 ABNT 15345:2013 - Instalação predial de tubos e conexões de cobre e ligas de cobre

 ABNT NBR IEC 60079-26:2008 - Equipamentos elétricos em atmosfera explosiva de gás.

 ABNT NBR 5419/2015 – Proteção contra descargas atmosféricas

www.crea-rj.org.br
Normas de referência

ABNT NBR 15358/2014 – Rede distribuição interna em instalações não resid. até 400 KPA

ABNT 13206:2013 - Tubos de cobre, sem costura, para condução de fluidos- Requisitos

Regulamento de Instalações Prediais- RIP- Decreto 23.317 de 10/07/1997

Regulamento e Manual de Rede de Distribuição Interna de gás (Instrução Normativa 48


AGENERSA)

ABNT NBR 14518- Sistemas de ventilação p/ cozinhas profissionais

DECRETO 897 DE 21/9/1976- Código de segurança Contra Incêndio e Pânico- COSCIP

ADITAMENTO ADMINISTRATIVO DE SERVIÇOS TÉCNICOS Nº 006- DIRETORIA


GERAL DE SERVIÇOS TÉCNICOS –DGST/CBMERJ- NOTA DGST 2308/2014

www.crea-rj.org.br
FIM

OBRIGADO!

www.crea-rj.org.br
Eng. Civil José Aurelio Bernardo Pinheiro

E-mail: jaberpin@hotmail.com

www.crea-rj.org.br