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LICENCIATURA EM LETRAS/PORTUGUÊS

PRÁTICA DE ENSINO: INTRODUÇÃO A DOCÊNCIA (PE:ID)

POSTAGEM 1: ATIVIDADE 1

REFLEXÕES REFERENTES AOS 13 TEXTOS

IGOR RIBEIRO DE SOUZA- RA 1731814

PIRAPORA/ MG

2017
Sumário
1- REFLEXÕES REFERENTES AOS 13 TEXTOS ............................................................... 3
1.1 Educação?............................................................................................................................................... 3
1.2 O Fax do Nirso ....................................................................................................................................... 4
1.3A História de Chapeuzinho Vermelho (na versão do lobo) ..................................................................... 5
1.4 Uma Pescaria Inesquecível ..................................................................................................................... 6
1.5 A Folha Amassada .................................................................................................................................. 7
1.6 A Lição dos Gansos ................................................................................................................................ 8
1.7 Assembleia na Carpintaria ...................................................................................................................... 9
1.8 Colheres de Cabo Comprido................................................................................................................... 9
1.9 Faça parte dos 5%................................................................................................................................. 10
1.10O Homem e o Mundo .......................................................................................................................... 11
1.11 Professores Reflexivos ....................................................................................................................... 12
1.12 Um Sonho Impossível? ....................................................................................................................... 12
1.13 Pipocas da Vida .................................................................................................................................. 13
3

1- REFLEXÕES REFERENTES AOS 13 TEXTOS

1.1 Educação?

O homem em sua vivência social, vai crescendo, aprendendo e adquirindo novos


conhecimentos enquanto a educação vem pra congregar e participar de sua humanidade,
ou seja, a fazer parte de sua existência em função do seu ser como indivíduo. Por meio
do seu envolvimento entre pessoas, e sua participação em comunidade, à educação vem
para auxiliá-lo para se tornar demasiadamente humano. A viver bem consigo e com
outros.
[...] Não importa uma erudição, que acumula e empilha dados, mas uma
formação que tenha como alvo a cultura e que nos facilite o acesso ao que a
humanidade construiu de grandioso, ao mesmo tempo em que nos
impulsiona a continuar criando, produzindo cultura. A vida deve ser sempre
alvo, viver melhor e mais intensamente.1
A educação escolar sozinha torna-se ineficiente, por que o homem necessita-se
de outras explorações sociais. Por que o seu relacionamento com as pessoas vai contar-
se muito, pois, ajuda-o a se estruturar significativamente. Na praticidade social o
homem vai se remodelando nas experiências vividas harmoniosamente entre as pessoas
conforme nos fala LARROSA apud NIETZSCHE (2013):
Na educação humanística, como o dispositivo fundamental para a
conservação da tradição (da memória “espiritual” da humanidade), para a
constituição de uma comunidade (no sentido cultural desse termo), e para a
formação dos indivíduos (no sentido do desenvolvimento de uma certa
sensibilidade e de um certo caráter).2

Através dos paradigmas: família, Igreja, rua entre outras vias, o indivíduo vai
vivenciando e experimentando novas realidades sociais. Quando se fala do indivíduo
sem educação, essa pergunta se torna ambígua. Por que ela pode significar-se o
indivíduo que não deve a oportunidade de estudar ou uma pessoa que não teve um
adequado comportamento para se alimentar em um local público.
Em suma, nenhuma pessoa é uma tábula rasa, ou seja, uma mente vazia, um ser
sem nenhum conhecimento em sua vivência, exceto aquelas pessoas com o qual nascem

1
NIETZSCHE Coleção Guias de Filosofia. O Filosofo e a Educação. São Paulo: Escala, v. 3, out. 2013,
p. 56.
2
JORGE, Larrosa. Nietzsche e a Educação. Tradução de Semíramis Gorini de Veiga. Belo Horizonte:
Autêntica, 2009, p. 9.
4

com problemas cerebrais entre outras deficiências. Não há educação fora das sociedades
humanas e não há homem no vazio.3 Exemplificando, o índio tem como conhecimento
sobre educação a viver-se em grupo e no seio familiar, ele aprende o relacionamento
com as pessoas e também existem leis e sua comunidade para o bem comum em grupo e
para sobrevivência na selva. A partir das relações do homem com a realidade,
resultantes de estar com ela e de estar nela, pelos atos de criação, recriação e decisão,
vai ele dinamizando o seu mundo. Vai dominando a realidade. Vai humanizando-a.4
O filosofo Jean-Jacques Rousseau já diagnosticava esse comportamento do
homem em sociedade, e suas qualidades e desigualdades comportamentais. Segundo
ele, a uma necessidade no homem que carece da convivência em grupo . Por que dessa
forma ele se estrutura gradativamente como pessoa. [...] Reúnem-se em diversos
grupos e formam, enfim, em cada região, uma nação particular, unida pelos
costumes e pelos caracteres, não pelos regulamentos e pelas leis, mas pelo
mesmo gênero de vida e pelos alimentos, e pela influência comum do clima.5

1.2 O Fax do Nirso

A educação escolar brasileira está numa face de pequenas turbulências em


relação à evolução e o engajamento profissional do indivíduo. Não podemos negar que
houve melhoramentos significativos, se compararmos tempos anteriores na educação.
Porém, necessariamente precisa ainda ser melhorado e aperfeiçoado o ensino estudantil.
Como por exemplo, referente ao investimento estrutural e salarial dos professores,
carece ser reajustado. Por haver uma defasagem e um abandono por parte do governo,
formando-se uma injustiça e um desrespeito ao profissional educacional.
A grande problemática que vem acontecendo no mundo estudantil, que muitos
estão sendo preparados para adquirirem diplomas e não para mercado de trabalho.
Necessita-se de uma desconstrução, onde a Instituição educacional e governo
construam-se para que o futuro profissional seja mais eficaz e dominante em sua
profissão. Não havendo mudança depararemos com um mal profissional na área médica,

3
FREIRE, Paulo; NOGUEIRA, Adriano. Que fazer Teoria e Prática em Educação Popular. 4 ed. Rio de
Janeiro: Vozes, 1967,p. 35.
4
FREIRE, Paulo; NOGUEIRA, Adriano. Que fazer Teoria e Prática em Educação Popular, p. 43.
5
ROUSSEAU, Jean-Jacques. Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os
homens. Tradução: Maria Lacerda de Moura. Brasil: Edição eletrônica: Ed. Ridendo Castigat
Mores, 2001, p.99.
5

na área educacional, na área jurídica entre outras. Questões como essas que devem ser
cogitado para o bem comum de todos. Por que todos deram seu grande benefício social,
o futuro profissional e a sociedade.

1.3 A História de Chapeuzinho Vermelho (na versão do lobo)

No mundo dos estudos disciplinares como é importante haver a harmonia,


reciprocidade entre aluno e professor. Mas, infelizmente em sala de aula pode ocorrer o
risco de existir um abismo dialogal e dinamicidade entre educador e aprendiz. Ou seja,
pode acontecer uma rejeição por parte do educador de não ter uma mente aberta,
madura e paciência na compreensão de escutar o aluno, o que realmente pensa e acha
respeito de tal assunto explicitado em sala de aula.
Segundo ALVES (1994):
Basta contemplar os olhos amedrontados das crianças e os seus rostos cheios
de ansiedade para compreender que a escola lhes traz sofrimento. O meu
palpite é que, se se fizer uma pesquisa entre as crianças e os adolescentes
sobre as suas experiências de alegria na escola, eles terão muito que falar
sobre a amizade e o companheirismo entre eles, mas pouquíssimas serão as
referências à alegria de estudar, compreender e aprender.6

A problemática pode estar na autonomia do professor, por que querendo ou não


ele é autoridade o responsável do desenvolvimento disciplinar. E sendo assim, pode
acontecer do educador impor sua autoridade, sua ideologia, sua “verdade absoluta”
sobre tal pensamento debatido entre os alunos. A classe dominante argumentará que o
testemunho dos alunos não deve ser levado em consideração. Eles não sabem, ainda...
Quem sabe são os professores e os administradores.7 Seguindo-se essa linha
depreciativa, ele reduz diálogo, abertura e o crescimento do aluno em sua aprendizagem
estudantil. Exemplificando, seu interesse pela leitura pelos estudos em sala de aula.
Quem determina os saberes a serem sabidos são os professores que preparam
as questões para os exames. E, então, as questões fundamentais da educação,
da formação humana dos alunos, são enviadas para o porão. O prazer da
leitura? Quem pensará que leitura dá prazer quando ela é obrigatória? Não
existe forma mais rápida de fazer um aluno detestar a leitura que fazer dela
um dever de que se terá de prestar contas. 8
O educador incompreensivo se prepara para discorrer sobre a matéria, e vai

6
ALVES, Rubem. A alegria de Ensinar. 3ed. Artes e Poética, 1994,p. 11-12.
7
ALVES, Rubem. A alegria de Ensinar,p.12.
8
ALVES, Rubem. Ostra Feliz Não Faz Pérola. São Paulo: Planeta do Brasil, 2008, p. 93.
6

automatizado em desenvolver-se o conteúdo daquele a forma na sala de aula. E sendo


dessa forma, quando o aluno o indaga e dúvida sobre suas argumentações, ele se sente
ofendido pela dúvida do e discordância de sua resposta. Conclusão, o professor tem o
saber, mas não tem a humildade e bondade de ouvir outro, a verdade do outro, mau que
pode acontecer com qualquer um não visão dialogal. Essa problemática estar do
primário ao ensino acadêmico uma mentalidade desconstrutiva.
Há dois tipos de ideias: ideias inertes e ideias com poder gravitacional. As
ideias inertes, como o nome está dizendo, são destituídas de poder. Estão
onde estão e isso é tudo. Como pedras. A maior parte das ideias que se
ensinam nas escolas pertence a essa categoria. [...] As ideias com poder
gravitacional são aquelas que têm o poder de chamar outras. Elas nunca estão
sozinhas. São sóis do sistema solar que é a nossa mente.9
Portanto, ser educador é tornar-se farol que reluz na vida do aluno. Ou seja,
instiga-lo a fazer o seu caminho nos estudos. Incentivando-o a criar sentido em suas
descobertas de aprendizagens. Ser professor significa um ser para outro. Doar-se
inteiramente e auxiliando-o, e sendo compreensivo em ouvir e dividir conhecimento em
reciprocidade.

1.4 Uma Pescaria Inesquecível

Falar de ética é discorrer sobre valores que contribuirão para alcançar nossos
objetivos sociais, avançar até onde possa caminhar, ou seja, valores fundamentais para
vivermos humanamente bem de forma igualitária. Em outras palavras, a ética diz
respeito à direção, condução e a responsabilidade do cidadão. Que contribuem para o
bem comum de todos, seja; para o indivíduo, grupos, instituições e sociedade.
[...] Um indivíduo não pode proceder dessa forma como ator. mas também
não é permitido fazê-lo se, em geral, têm de responder não só para si, mas
também para o sistema de autoafirmação -família, grupo de interesse, estado
- que lhe foi confiada. Em outras Palavras; Você não pode moralmente ser
convidado para atuar incondicionalmente concordou com o princípio moral
válido sem levar em conta os resultados de efeito colaterais responsáveis e
previsível da sua ação.10
O agir consciente e responsável, mostra a exigência ética que se impõe a todo ser
humano, ou seja, valores que dignifica o cidadão. Independentemente de estar sozinho

9
ALVES, Rubem. Ostra Feliz Não Faz Pérola, p. 94.
10
(Un individuo no puede proceder de esa manera como actuante. pero tampoco le está permitido hacerlo
suponiendo que, en general, tiene que responder no sólo por sí mismo, sin igualmente por un sistema auto
afirmativo -familia, grupo de intereses, Estado - confiado a él. En otras palabras; no puede moralmente
pedírsele que actúe de acordó con un principio moral incondicionalmente valido sin una consideración
responsable de los resultados y efecto colaterales previsible de su acción) APEL, Karl Otto; DUSSEL,
Enrique. Ética Del Discurso De La Liberación. Madrid: Trotta, 2004,p. 63.
7

ou não, ser moral é viver bem consigo e com os outros. Ter a consciência moral revela-
se em dizer os princípios éticos e, particularmente, aquele imperativo que existe em toda
pessoa. Ela que nos dá ordem, que indica responsabilidade e dever, temor e esperança e
nos fala verdadeiramente, nos instrui e nos guia.
Ética do discurso parece ser hoje a única solução para o problema de uma
ética de postocovencional responsabilidade; isto é parceria dos indivíduos e
com base em normas morais e lei consenso suscetíveis, pois esta é, em
essência, que tornou possível para a metade do discurso argumentativo. 11
Uma Sociedade que não se estrutura através da ética, caminha para uma
desvalorização de todos os valores humano. Exemplificando, uma instituição a
educacional que não a reconhece a ética como grade curricular, ela comete uma terrível
culpabilidade social sobre os princípios elementares na construção moral do indivíduo.
O indivíduo que não vive moralmente, “gosta de levar vantagem em tudo”, são
as decorrências que vem acontecendo em nossa sociedade que tem gerado falta de
honestidade, corrupção, abuso do poder, exploração institucionalizada, violência,
deformações e a incerteza das consciências. Sem a ética a sociedade vive sem direção
humana, um caos incondicional.
O aumento da violência na sociedade, os atentados a vida humana e a sua
dignidade, a atual situação de desagregação familiar, são indicadores da crise ética em
que vivemos. Não há dia sem notícias da desonestidade pública, de corrupção, de abuso
de poder, de exploração, de licenciosidade, de violência, de humilhações aos
necessitados de atendimento ou até de justiça. Sem a ética as consequências são
devastadores no Brasil e no mundo.
Assim podemos exemplificar o desinteresse governamental de incentivarem e
cobrarem a investidura curriculares nos estudos acadêmicos.

1.5 A Folha Amassada

Toda profissão exige-se do indivíduo condições para adentrar-se no mercado de


trabalho; fisicamente, intelectualmente e espiritualmente. O mesmo ocorre na área
educacional. Por que o educador não pode se limitar aos estudos acadêmicos, exige uma
desenvoltura demasiadamente estruturada.

11
(La ética del discurso parecerá constituir hoy por hoy la única vía de solución para el problema de una
ética de la responsabilidad postocovencional; es decir, la cooperación solidaria de los individuos ya en la
fundamentación de normas morales y del derecho susceptible de consenso, tal y como esta es, en
principio, hecho posible por media del discurso argumentativo.) APEL, Karl Otto; DUSSEL, Enrique.
Ética Del Discurso De La Liberación. 46.
8

A vida do educador é admirável. Por que através dela que se abrem as portas
para outras profissões. Uma profissão de desafios e vitórias. Sua missão é auxiliar e
guiar o educando em sua jornada estudantil. Uma profissão que se compara com a do
médico e sacerdote. Três profissões que ajuda o bem estar estrutural do homem. O
médico trabalha a parte física e psíquica, sacerdote espiritual, e o professor a parte
intelectual. O mestre da educação é como se fosse uma bússola que guia o discípulo ao
seu destino final.
Portanto, mesmo diante dos desafios em sala de aula, onde as maiorias das
escolas públicas estão superlotadas, e deparando-se com alunos desafiantes, e eu como
futuro educador, apeteço em trabalhar com total responsabilidade presteza, buscando a
melhor forma possível de convivência e de relacionamento consensual. Por que, nada,
nada justifica uso da violência. O papel de o educador é humanizar e não desumanizar-
se.
Muito se tem falado sobre o sofrimento dos professores. Eu, que ando sempre
na direção oposta, e acredito que a verdade se encontra no avesso das coisas,
quero falar sobre o contrário: a alegria de ser professor, pois o sofrimento de
se ser um professor é semelhante ao sofrimento das dores de parto: a mãe o
aceita e logo dele se esquece, pela alegria de dar à luz um filho.12

1.6 A Lição dos Gansos


Na sociedade vivemos a todo instante envolvidos em grupo; família, trabalho,
faculdade, Igreja entre outros. A vida do homem evolui-se através de grupos
socialmente contribui-se para torna-se demasiadamente humano. Sem ajuda dessas
referências, a humanidade estaria não seria o ela é hoje. A dimensão comunitária tem
existir na existência humana.
No mundo animal muitos deles nos ensinam a importância de vivermos em
grupo, a importância de estarmos juntos para sobrevivência de todos. Como o caso dos
gansos, é um ajudando outro para resistirem aos desafios, seja na floresta ou na cidade.
Em cada etapa ao congregarmos um grupo que dignifica o indivíduo, temos um passo o
bem comum da humanidade. Assim é caminhada educacional entre professor e aluno.
Tanto aluno como professor necessitam-se um do outro na aprendizagem em sala de
aula.
Espírito de liderança no caso do professor é saber que sozinho não terá a
capacidade de conduzir aula. Trabalhando-se juntos todos chagaram aos seus objetivos.
O professor desmiuçando estudos juntamente com aluno, que final todos aprenderam

12
ALVES, Rubem. A alegria de Ensinar. 3ed. Artes e Poética, 1994,p.6.
9

um com outro. É na partilha de conhecimento homem se evolui. Desfazendo-se de todo


de preconceito todos contribuirão para uma boa harmonia em sala de aula.

1.7 Assembleias na Carpintaria


Vivemos numa sociedade se queiramos realizar os nossos sonhos
necessariamente precisamos lutar por ele, mas nessa caminhada encontraremos o seus
desafios. Como futuro educador devo me esforçar em corrigir os meus defeitos e focar-
me nos pontos positivos. E a importância do respeito mútuo entre todos. Nada é
impossível pela via do diálogo e do entendimento entre aluno educador. O pior
sofrimento são as indiferenças e perseguições contra o outro. Como no caso alunos que
se deparam com colegas difíceis e professores com uma mentalidade fechada e
medíocre.
A função do educador é trabalhar em conjunto com o aluno e ajuda-lo e instruí-
lo em sua caminhada. Mostrando-lhe que tem capacidade de superar qualquer
diversidade nos estudos e nos relacionamento entre as pessoas. Instruí-lo a rever seu
aprendizado de ensino e dando-lhe suporte e condições físicas e materiais em sua
jornada de estudos. Educando-o que tem capacidade como qualquer outro ser humano.
Mostrando-lhe que o seu maior inimigo é ele mesmo por não confiar em seus talentos.
Aristóteles, na primeira frase com que abre sua metafísica, diz o seguinte: "Todos os
homens têm, naturalmente, um impulso para adquirir conhecimento."13 Portanto, a
vitória de conquista estar nas mão de cada indivíduo que queira realizar o seu
verdadeiro objetivo, ou seja, o seu sonho.

1.8 Colheres de Cabo Comprido

O trabalho em equipe tem como objetividade ensinar ao aluno que o caminho


estudantil tem mais sentido quando aprendemos o laço da efetividade entre as pessoas,
ou seja, tornamo-nos mais demasiado humano quando compartilhamos e trocamos
conhecimentos entre nós.

13
ALVES, Rubem. Ao Professor, Com o Meu Carinho. São Paulo: ed. Verus, 2011, p.12.
10

O trabalho em equipe tanto para adulto como para criança, o seu papel é ensinar
que através desta experiência perceberão que serão capazes de alcançarem os seus
objetivos em sala de aula, na unicidade entre os colegas.
A metodologia ensina o aluno que sua vida se estrutura por pessoa que o
auxilia tanto direta como indiretamente. Que contribui na valoração da amizade e da
união entre as pessoas; seja na família, escola, rua, Igreja etc. Ou seja, contribuímos
para o bem comum entre todos.
Portanto, essa é a missão do educador desenvolver e incentivar o aluno em seus
estudos o valor e eficácia de trabalhar em equipe. E para não se tornarem egoísticos,
numa sociedade que tanto necessita de solidariedade, igualdade e fraternidade. E a
vencerem os desafios em sua caminhada de estudos. Por que em conjunto serão mais
vitoriosos quando compreenderem o sentido da vida na harmonia com as pessoas em
sua volta. A educação acontece quando vemos o mundo como um brinquedo, e
brincamos com ele como uma criança brinca com a sua bola. O educador é um
mostrador de brinquedos...14

1.9 Faça parte dos 5%

Nos dias de hoje, que é o de promover a transformação e interação do aluno,


tornou-se um grande desafio para o educador. Para isso, é necessário uma dose extra de
coragem e perseverança, pois muitos são os fatores que dificultam a arte de ensinar.
O educador por amor a profissão, vem se esforçando e lutando para fazer parte
dos 5%, na sociedade, ou seja, luta para vitória dos seus alunos. Educando-os para se
tornarem verdadeiros cidadãos. A saírem da ignorância e adentrar-se numa caminhada
de estudos com mais autenticidade. O amor marca o impreciso e forte círculo de prazer
que liga o corpo aos objetos. Sem o amor, tudo nos seria indiferente – indigno de ser
aprendido, inclusive a ciência. Não teríamos sentido de direção ou não teríamos
prioridades.15
A vida do educador tem seus espinhos. Mesmo tendo baixos salários, salas de
aula, em sua maioria com mais alunos que o imaginado, dificultando o ensinamento e
um atendimento mais individualizado, o educador leciona com dedicação na esperança

14
ALVES, Rubem. Do Universo à Jabuticaba. São Paulo: Planeta, 2010, p.139.
15
ALVES, Rubem. Do Universo à Jabuticaba, p.139.
11

dos 5% a se tornarem 100%. Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma,


continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da
nossa palavra. O professor, assim, não morre jamais...16
Portanto, essa missão do verdadeiro educador. Sem preconceito sem rotulações
com seus alunos. Não se desanima diante dos desafios que são apresentados. Acredita
na probabilidade da conversão dos alunos desinteressados a encontrarem o seu destino
último, a formação acadêmica. A se tornarem verdadeiros cidadãos que façam diferença
na sociedade. Dizia Nietzsche: “Aquele que é um mestre, realmente um mestre, leva as
coisas a sério – inclusive ele mesmo – somente em relação aos seus alunos.”17

1.10 O Homem e o Mundo

Para melhorar o mundo pasta transformar o homem. Ou seja, as grandes


consequências que ocorrem no Brasil e no mundo é a falta de tolerância o respeito
mútuo entre as pessoas. A falta de humanidade e sensibilidade desconstrói a harmonia e
a vivência na sociedade. É um desafio para todo educador a fazer diferença num
sociedade que proclama a desigualdade, preconceitos, corrupções entre outras
desconstruções humana.
No mundo líquido moderno, a solidez das coisas, assim como a solidez das
relações humanas, vem sendo interpretada como ameaça: qualquer juramento
de fidelidade, qualquer compromisso de longo prazo (para não falar nos
compromissos intemporais), prenuncia um futuro sobrecarregado de
obrigações que limitam a liberdade de movimento e a capacidade de agarrar
No voo as novas e ainda desconhecidas oportunidades que venham a surgir. 18

É de suma importância no ensino educacional o educador é trabalhar com os


alunos os valores igualitários, ensinando-os que todo ser humano merece respeito e deve
ser valorizado. Os desafios são muitos num mundo que cada fez mais ameaça
desvalorização de todos os valores. Mesmo aparentemente não nos apresentarem um
resultado instantâneo, por que o dever de todo educador é fazer diferença no mundo.
Os desafios do nosso tempo impõem um duro golpe à própria essência da
ideia de educação formada ainda nos albores da longa história da civilização.
Eles põem em xeque os “invariantes” da ideia pedagógica: suas
características constitutivas, que resistiram incólumes a todas as crises do
passado, seus pressupostos nunca antes criticados ou examinados, muito

16
ALVES, Rubem. Do Universo à Jabuticaba, p.139.
17
ALVES, Rubem. Do Universo à Jabuticaba, p.139.
18
BAUMAN, Zygmunt. 44 Cartas do Mundo Líquido Moderno. Tradução: Vera Pereira. Rio de janeiro:
Zahar, 2011, p.72.
12

menos condenados por terem seguido seu curso e precisarem de


substituição.19
Portanto, o educador como ponte na educação, deve ensinar o aluno que sua vida
tem mais sentido através do seu relacionamento com as pessoas. De modo especial essa
metodologia serve para as crianças, que ainda estão começando montar o uso da razão,
que tudo para elas é novidade, esforçamo-nos nessa temática. Que no final de história
social todos saem ganhando o educador e o aprendiz.

1.11 Professores Reflexivos

Na fase humana tudo começa numa experiência com as pessoas e com o mundo.
De Modo especial a criança que no período de sua vida, as coisas são desconhecíveis,
que necessita-se pegar, tocar para sentir o objeto a pessoa.
Para elas, a primeira vez em sala de aula é algo assustador, por que sair do lar e
ser submetidos a outro mundo, é algo não fazia parte dos seus planos. Assim a
importância da escola em ajudarem desconstruírem essa mentalidade e a sentirem em
casa, no mundo da aprendizagem. “Todos os homens, enquanto crianças, têm, por
natureza, desejo de conhecer...”.Para as crianças o mundo é um vasto parque de
diversões. As coisas são fascinantes, provocações ao olhar. Cada coisa é um convite.20

Em suas andanças o aluno do primário até aos estudos acadêmicos, pode


permanecer na vida de estudos no sofrimento e atormentado, se não tiverem o apoio do
professor e suas caminhadas de estudos. Der uma concepção deformada sobre a escola.
Portanto, para isso que vai valer muito como suporte, as instruções de
aprendizagem que o educador em sua metodologia construirá para ajuda-lo na
desmistificação tudo em relação nos estudos. E assim construirão uma nova visão de
escola que forma indivíduo preparado para via em sociedade.

1.12 Um Sonho Impossível?

No Brasil analfabetismo é um problema que precisa ser resolvido pelo governo.


Por que sem educação indivíduo vive desigualmente entre as pessoas. Vivendo-se nessa
circunstância não alcança sua objetividade financeiramente ao pé de igualdade entre

19
BAUMAN, Zygmunt. 44 Cartas do Mundo Líquido Moderno, p.72.
20
ALVES, Rubem. O Desejo de Ensinar e a Arte de Aprender. São Paulo: Educar, 2004, p.10.
13

outros. A desigualdade social assola o homem.


[...] A educação só estabelece diferença entre espírito cultivado e os que não
o são, como aumenta a que se acha entre os primeiros à proporção da cultura;
com efeito, quando um gigante e um anão marcham na mesma estrada, cada
passo representa nova vantagem para o gigante.21
O homem sem o preparo educacional nunca terá condições nem para si mesmo
e sua família uma melhoria social. A educação presente na vida do homem vem
contribuir e não para desconstruí-lo. Ajuda-lo progredir-se com suas próprias aptidões
intelectivas e com mais autenticidade.
A instituição educacional presente na sociedade tem como comprometimento
com o aluno, auxilia-lo no seu desenvolvimento educativo e não deforma-lo. A missão
de educador, portanto, é tratar a todos por igualdade sem distinções socais. Por que todo
ser humano merece ser valorizado e respeitado. Esse é o verdadeiro papel do educador
fazer com que o aluno se sinta bem e demasiadamente reconhecido como pessoa
instruído para viver-se bem em sociedade.

1.13 Pipocas da Vida

Estamos em constante transformação, onde o caminho progressivo do indivíduo


é a educação. Para sua própria dignificação humana. O homem no seu livre arbítrio
pode aceita-la ou rejeita-la. Uma oportunidade que lhe oferece uma modificações
externa e interna em sua existência. Por que nas andanças estudantis, encontrará
conceitos exigirão novas mudanças e hábitos em sua vida. Desfazendo se do que é
inúteis e desnecessários em seu viver.
[...] O texto de Rousseau. Digamos apenas, por ora, que essa
“perfectibilidade” designa, numa primeira abordagem, a faculdade de
aperfeiçoar ao longa da vida, enquanto o animal, guiado desde a origem e de
modo seguro pela natureza, como se dizia na época, pelo “instinto”, é, por
assim dizer, perfeito “de imediato”, desde o nascimento. [...] O homem, ao
contrário, vai se definir ao mesmo tempo por sua liberdade, por sua
capacidade de se libertar do programa do instinto natural e,
consequentemente, por sua faculdade de ter uma história cuja evolução é, a
priori, indefinida. 22
No ensino médio, na disciplina de biologia em ensina-nos o que significa
fotossínteses. Ou seja, a planta verde que retira do ar aquilo que mata. Aquele gás que

21
JACQUES, Rousseau. Discurso Sobre a Origem da Desigualdade (1734). Tradução: Maria Lacerda de
Moura. www.jahr.org. Ridendo Castigat Moris, 2002, p.86.
22
FERRY, Luc. Aprendendo a Viver Filosofia Para os Novos Tempos. Tradução: Véra Lúcia dos Reis.
Rio de Janeiro: Objetiva, 2006, p.104.
14

destrói que intoxica. Ela dentro de si com a luz que vem do sol, trabalha aquilo e libera
e devolve para o ar o oxigênio.
Portanto, podemos dizer que a planta tira a morte, trabalha morte e põem pra
fora de novo à vida. É esta é missão da educação. Que precisa tirar do ar as toxinas da
ignorância, todo tipi de preconceito e rotulações, e a falta de interesse e motivação na
dinamicidade na aprendizagem. Por que, missão todos na instituição educativa
juntamente com os familiares, motivarem o aluno na busca de novos meios
conhecimentos humano e futuro profissional.
A Escola da Ponte me mostrou um mundo novo em que crianças e adultos
convivem como amigos na fascinante experiência de descoberta do mundo.
Aprender é muito divertido. Cada objeto a ser aprendido é um brinquedo.
Pensar é brincar com as coisas. Brincar é coisa séria.23

23
ALVES, Rubem. O Desejo de Ensinar e a Arte de Aprender, p.60.
15

RERERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALVES, Rubem. Ao Professor, Com o Meu Carinho. São Paulo: ed. Verus, 2011.
ALVES, Rubem. Do Universo à Jabuticaba. São Paulo: Planeta, 2010.
ALVES, Rubem. O Desejo de Ensinar e a Arte de Aprender. São Paulo: Educar, 2004.
ALVES, Rubem. Ostra Feliz Não Faz Pérola. São Paulo: Planeta do Brasil, 2008.
APEL, Karl Otto; DUSSEL, Enrique. Ética Del Discurso De La Liberación. Madrid:
Trotta, 2004.
BAUMAN, Zygmunt. 44 Cartas do Mundo Líquido Moderno. Tradução: Vera Pereira.
Rio de janeiro: Zahar, 2011.
FERRY, Luc. Aprendendo a Viver Filosofia Para os Novos Tempos. Tradução: Véra
Lúcia dos Reis. Rio de Janeiro: Objetiva, 2006.
FREIRE, Paulo; NOGUEIRA, Adriano. Que fazer Teoria e Prática em Educação
Popular. 4 ed. Rio de Janeiro: Vozes, 1967.
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